Relatório do Projeto Tecendo Cidadania

REBEA/Ecoar/Ecomarapendi/WWF Brasil/SEMASA-SP/UNIVALI

Convênio FNMA 46/02

Setembro 2005

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V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental: a festa das redes de Educação Ambiental 2004

Participe de redes de conexões
Decida-se a participar de redes de conexões Use cada palavra que escrever Cada conversa que mantiver Cada encontro de que participar Para expressar suas crenças básicas e seus sonhos para afirmar aos outros a visão de mundo que vc almeja. Conecte-se através do pensamento Conecte-se através da ação Conecte-se através do espírito. Você é o centro de uma rede de conexões Você é uma fonte livre de vida e de bondade Tente afirmá-la Tente expandi-la Tente irradiá-la. Pense nela noite e dia E um milagre acontecerá: A grandeza de sua própria vida. Num mundo de grandes poderes, grandes mídias e monopólios Com bilhões de pessoas Participar de redes de conexões é uma forma de liberdade Uma forma de democracia Uma nova forma de felicidade Robert Muller

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Seminário Diagnósticos de EA - 2002

Fome Zero da EA - MT – 2003

Oficina sobre redes – Reasul - 2003

V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - 2004

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Elaboração: Vivianne Amaral Rosi Cheque Débora Olivato

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Equipe do projeto – contratados e contrapartidas
Nome Míriam Duailibi Filomena Nunes Pina Amandha Eduardo Quartin Elza Angélica Sirqueira Lucas dos Santos Melo Ana Gonçalves Função no projeto Coordenadora geral Administrativo Apoio aos relatórios, cadastro da REBEA Acompanhamento do projeto p/o Ecoar recepção Office-boy Servente, copeira Gerente técnica do projeto e secretária da Rebea. Edição do site, administração e facilitação das listas de discussão, atividades de formação e de articulação, participação em eventos, palestras, relatórios, organização de oficinas e reuniões. Jornalista e produção de conteúdo, organização reuniões Instituição Fonte pagadora Ecoar - CP Ecoar - CP Ecoar - CP Ecoar Ecoar - CP Ecoar - CP Ecoar - CP Ecoar/ Rebea/Bioconexão FNMA Contratado para o projeto/Ecoar Contratada para o projeto/Ecoar FNMA FNMA

Ecoar

Vivianne Amaral

André Muggiati substituído por Débora Olivato Luiz Sertório Teixeira Repórter, alimentação site na área de notícias, boletim eletrônico, alimentação Sibea, gestão de substituído por cadastros de endereços Francisco Mendes substituído por Rosi Cheque Consultor , orientação metodológica para a realização dos diagnósticos, participação nos Isabel Cristina de seminários, elaboração de relatórios , elaboração Moura Carvalho de estudo sobre os diagnósticos, apresentação pública de resultados Consultor , orientação metodológica para a Luiz Afonso Vaz de realização dos diagnósticos, participação nos Figueiredo seminários, elaboração de relatórios , apresentação pública de resultados Alimentação do Sibea com dados bibliográficos, Patrícia Mousinho ajustamento de dados lançados Cynthia da Silva Estagiária alimentação Sibea c/dados Souza bibliográficos Múltipla Webdesigner, desenvolvimento e manutenção do Paulo site Rodrigo G. Prates Mediação reunião da facilitação e oficina pra Junqueira elaboração do plano de sustentabilidade Heitor Queiroz de Apresentação metodologia diagnóstico WWF em Medeiros seminário Patrícia Mousinho Administração e facilitação da lista de discussão yahoo, organização e coordenação da reunião de redes do Nordeste, participação em seminários e reuniões do projeto. Publicação do livro Redes: as dinâmicas da Larissa Barbosa da conectividade e da auto-organização, Costa participação em reuniões do projeto Antonio Fernando Participação nos seminários e reuniões do projeto Guerra Técnico Inf. Nível Sup Link de acesso, servidor e serviços de Docente –Nível hospedagem do site do Rebea Doutorado Gerente Gabriela Priolli Participação em seminários e reuniões do projeto CP - contrapartida

Prestação de serviço ao projeto

FNMA

Prestação de serviço ao projeto Prestação de serviço ao projeto Prestação de estágio no projeto Prestação de serviço ao projeto Prestação de serviço ao projeto WWF Brasil / REBEA Ecomarapendi /REBEA

FNMA FNMA

FNMA FNMA WWF - CP Ecomarapendi -CP

WWF Brasil

WWF Brasil - CP

UNIVALI

UNIVALI - CP

SEMASA

SEMASA - CP

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O Projeto Tecendo Cidadania
O relatório inicia com uma breve apresentação do projeto Tecendo Cidadania, seguida pela avaliação de cumprimento dos seus objetivos e apresentação das metas e das atividades mais significativas executadas. O edital do Fundo Nacional do Meio Ambiente que financiou o projeto da REBEA e de mais 4 redes de Educação Ambiental surgiu na articulação das redes de EA, com a coordenação do SIBEA, com a direção do Programa Nacional de EA/MMA e com o FNMA, em 2001. Esta articulação foi deflagrada pelo envio de um projeto da REBEA ao Programa Nacional de EA. Na seqüência foram organizadas reuniões que culminaram no edital 07/2001 e na parceria com o SIBEA. O projeto enviado ao edital 07/2001 foi elaborado pela secretaria executiva da Rebea, de responsabilidade do Instituto Bioconexão, que estava com esta atribuição desde a reunião “Cultura de Redes e Educação Ambiental”, realizada em 2000, e foi apoiado por um consórcio de instituições, entre elas o Ecoar, proponente do projeto ao FNMA. As outras instituições foram: Ecomarapendi-RJ, Semasa-SP, Univali-SC e WWF Brasil. O Instituto Bioconexão foi responsável pela secretaria da Rebea entre 1999 até agosto de 2004. A concepção da proposta procurou atender ao edital do Fundo, integrando demandas já identificadas na rede, bem como aos interesses convergentes com o SIBEA sobre a realização de um diagnóstico sobre a Educação Ambiental brasileira. O projeto teve equipe executiva pequena, com apenas 3 profissionais com dedicação exclusiva: a gerente técnica, editora do site e secretária da Rebea, a jornalista e a estagiária de jornalismo. Dois consultores foram contratados na meta referente ao estudo do estado da arte da EA e um consultor foi contratado para o seminário de planejamento e reunião da facilitação nacional. Entre as contribuições do projeto destacamos: a profissionalização da comunicação tanto interna quanto externa; a articulação nacional de educadores ambientais; a experiência de gestão e coordenação on-line; a criação de grupos de trabalho temáticos; a criação do Acordo de Convivência; a rearticulação de redes de educadores no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia; a criação de novas redes; a formação de facilitadores em Sergipe, na região Sul, em São Paulo, no Rio do Janeiro, em Espírito Santo, na Bahia, no Acre, no Centro Oeste e na região Sul; a implantação do cadastro de membros; o site e o boletim eletrônico como veículos de um jornalismo dirigido ao educador ambiental; a difusão do padrão organizacional rede como uma alternativa para a articulação de educadores ambientais; e o apoio à implantação da Política Nacional de EA.

As atividades com os parceiros
O desenho do projeto centralizava as ações, em sua maioria atividades de comunicação e de articulação, na secretaria da Rebea e no Núcleo de Conteúdo, sediados em São Paulo, no Instituto Ecoar para Cidadania. Os parceiros participaram apoiando o projeto em sua totalidade e executando algumas atividades locais ou serviços. A hospedagem do site da Rebea no servidor da Universidade do Vale do Itajaí – Univali foi uma contrapartida importante no desenvolvimento do projeto pela qualidade do serviço e pela valorização institucional que a parceria com uma Universidade, naturalmente, agrega. Mesmo com a finalização do projeto, a Univali continua apoiando a Rebea e hospedando seu site. Além da hospedagem do site, a Univali apoiou duas Oficinas de capacitação para atuação em redes, 6

realizadas em parceria com a Reasul, que contou com a participação do professor doutor, Antonio Fernando Guerra, e de seu corpo docente, nas atividades do projeto e da Rede. O WWF Brasil, além da contrapartida em relação à metodologia para o diagnóstico, organizou, em parceria com a REBEA e a REPEA, a publicação do livro Redes: Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização. O lançamento aconteceu em São Paulo. O livro atende a uma demanda prioritária das redes de educação ambiental em relação à necessidade de sistematização de conhecimentos e experiências de atuação de redes organizacionais. A primeira edição de 1000 exemplares da obra foi lançada em algumas capitais e distribuída, gratuitamente, para todas as redes. Além disso, pode ser baixado dos sites do WWF e da REPEA e sua segunda edição está sendo vendida pelo WWF. A Ecomarapendi apoiou o projeto na articulação das redes do sudeste, organizando e sediando reunião de facilitadores de redes em Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A atividade do projeto foi realizada em 5 de maio de 2003, no Rio de Janeiro. Esta reunião estimulou a re-articulação das redes de Educação Ambiental do Rio de Janeiro e a do Espírito Santo que estavam desativadas. De forma permanente, durante todo o projeto, a Ecomarapendi contribuiu com a administração e moderação da lista de discussão da Rebea, sediada no Yahoo, por meio do trabalho de Patrícia Mousinho. Ainda no período de execução do projeto, a Ecomarapendi articulou o apoio da Rebea a II Mostra do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA, no Rio de Janeiro. O festival é considerado pela crítica o mais importante do gênero da América Latina e o quarto maior do mundo. Na mostra do Rio foram apresentados os trabalhos do VI FICA. A participação do Serviço de Saneamento Ambiental de Santo André-SP, o Semasa, ficou prejudicado com a transferência da apresentação pública dos diagnósticos, atividade em que seria parceira, para o V Fórum em Goiânia. Sua contribuição ao projeto se efetivou pela participação da técnica Gabriela Prioli em reuniões e seminários. Durante a realização do Seminário para Metodologia para o diagnóstico de EA, que aconteceu em 4 e 5 de novembro de 2002, realizou-se a primeira reunião com os parceiros do projeto, ocasião em que conversamos sobre as alterações que estávamos propondo ao projeto, as atividades de cada parceiro, V Fórum, reunião da REBEA, parceria com o Educador Ambiental, atividades conjuntas e que deliberamos conjuntamente.1 Além dos parceiros na proposição do projeto ao Fundo, o Tecendo Cidadania estabeleceu novas parcerias para o desenvolvimento de atividades. Como exemplo, cito o seminário para definição de uma metodologia para os diagnósticos que, por sua vez, contou com o apoio da Divisão Técnica de Educação Ambiental, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SP. Estes, gentilmente, cederam espaço físico e apoiaram a realização do evento. Muitas outras atividades e parcerias emergiram no próprio desenrolar do projeto. Entre elas, as atividades de capacitação e reuniões realizadas com apoio do Senac Educação Ambiental, em São Paulo, e o acompanhamento dedicado ao projeto pela área de redes da Rede de Informação para ao Terceiro Setor – Rits, com participação em seminários e capacitações, bem como a disponibilização do Ciberfórum e do Teleduc.

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Relatório no anexo.

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Outras parcerias importantes foram estabelecidas com a REPEA/5 Elementos, com o Grude/RJ e Cream/RJ. Com a Repea e 5 Elementos foi realizado o II Encontro Estadual de EA, no período de 24 a 26 de julho de 2003, em Rio Claro, SP. O evento reuniu 1300 participantes ligados à Educação Ambiental, que participaram de diversas atividades: oficinas, minicursos, grupos de trabalho, exposição de painéis, conferências e caminhada pela vida e paz. Além disso, desenvolvemos em parceria um programa de capacitação de elos da Rede Paulista, a publicação do livro Redes: Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização, e a participação conjunta no Fórum Mundial de Educação em suas edições em São Paulo e Porto Alegre, em 2004. Esta atividade nos Fóruns de Educação teve o apoio do Grupo de Defesa Ecológica – GRUDE e CREAM-RJ que compartilharam seu stand com a REBEA, possibilitando sua participação nos dois eventos. A Rebea fez também parceria com a Rede Ceas e apoiou o I Encontro Paulista dos Centros de Educação Ambiental, realizado em Rio Claro, no período de 23 a 26 de julho de 2003 e o I Encontro Nacional de CEAS – Enceas, realizado em Timóteo, Minas Gerais, no período de 1 a 2 de outubro de 2003. Apoiou também o evento Fome Zero da Educação Ambiental, realizado em parceria pelas Redes Mato-grossense e Aguapé de Educação Ambiental, em novembro de 2003, em Cuiabá, Mato Grosso e o 7º Encontro Estadual de Educação Ambiental do Rio de Janeiro, além do apoio de divulgação dado a todos os encontros de EA promovidos pelas redes membros, por meio de matérias jornalísticas e boletins eletrônicos.

Os objetivos alcançados
1. Integrar as ações das redes de educação ambiental no âmbito nacional Desde 2000, a partir da reunião “Cultura de Redes e EA”, a secretaria da REBEA, assumiu o trabalho de fazer a articulação nacional de redes de EA, por meio de adesão à malha da REBEA, acionando uma dinâmica de expansão que resultou na articulação de 18 redes de educação ambiental, levando a presença da Rede a todas as regiões geográficas brasileiras. A execução do projeto Tecendo Cidadania contribuiu muito com este processo de expansão e articulação, possibilitando a participação da secretaria executiva em reuniões e eventos estaduais de redes locais, organização de reunião nacional das redes, gestão profissional das listas de discussão, manutenção de site com conteúdo renovado regularmente e boletim eletrônico. A profissionalização das atividades relacionadas à comunicação social e à comunicação entre os membros da rede teve um impacto bastante positivo na articulação dos educadores ambientais e na visibilidade do campo da educação ambiental. O boletim eletrônico da Rebea é distribuído para e-mails e o site está entre os dez primeiros sítios relacionados em Educação Ambiental no serviço de buscas do Google . No início do projeto Tecendo Cidadania a malha da Rebea era composta por 6 redes estaduais (REA/PB, REMTEA, RMEA, REABRI/SC, REPEA e Rede de EA de São Carlos) e no final do projeto sua malha estava sendo sustentada por 18 redes (REA/PB; REMTEA; RMEA; REABRI/SC; REPEA; Rede de EA de São Carlos; REASUS; Rede Aguapé, RAEA; REARJ; REAPR, REASE, REABRA; Rede Capixaba de EA; RECEAS, REJUMA, RUPEA; Rede de Educação Ambiental de Pernambuco). Todas estas redes foram integradas à malha da Rebea em processo articulado pela secretaria executiva e a participação regular na rede foi estruturada por meio da inscrição de 3 a 5 pessoas indicadas pela rede estadual em lista de discussão fechada. 8

A reunião da facilitação nacional realizada em outubro de 2003 melhorou a integração na comunidade de coordenadores e facilitadores de redes de EA, articulada pela lista de discussão (e-groups) da facilitação nacional. Juntamente à Reunião da Facilitação Nacional foi realizada a oficina Sustentabilidade: Pensando o futuro. Ambas atividades estavam previstas no projeto e decidimos realizar em dias seguidos para aproveitar melhor os recursos alocados para passagens e diárias. As atividades foram realizadas nos dias 27 a 29 de outubro de 2003, em São Paulo, na sede do Ecoar e no Senac Educação Ambiental. A produção de documentos coletivos como o Acordo de Convivência e a Agenda Comum, com a organização do cadastro criam uma certa “institucionalidade” na rede, reforçando sua identidade e o sentimento de pertencimento dos membros. Esta ação, a primeira vista, parece ferir os princípios do padrão rede, mas ela se justifica como necessária para a estruturação da comunicação e da coordenação da Rede. A própria sustentabilidade da rede, em fases de maior complexidade interna e externa, depende de uma certa formalização. A ação política da secretaria executiva também teve impacto integrador. A secretaria articulou campanhas nacionais como a “Brasil Sustentável só com Educação Ambiental” iniciada no movimento contra a extinção da Coordenadoria de Educação Ambienta no MEC, em abril de 2003, com ciberativismo e articulação de todas as redes e que inaugurou a interlocução política entre governo e redes de EA. Na seqüência, participou do movimento de proposições da sociedade civil em relação ao PPA 2004-2007, participando de reuniões e encaminhando propostas tanto ao MEC2 como ao MMA3. A Rebea participou, também, de audiência pública sobre o PPA, promovida pelo MEC em Brasília, em 30 de maio de 2003. Outra atividade integradora desenvolvida pela secretaria da Rebea foi apoio à implantação da Política Nacional de Educação Ambiental, com participação em reuniões, apresentação de propostas aos MMA e MEC, a articulação do apoio das redes à consulta pública do Pronea, o apoio à Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente e a participação no 1º Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental realizado nos dias 13, 14 e 15 de Abril de 2004 na cidade de Goiânia-GO. (Ata da 1ª Reunião da construção do Programa Nacional de Educação Ambiental, 14.05. 20034 .Brasília, DF). A secretaria executiva procurou articular para além do espaço restrito de educadores ambientais e ambientalistas, aproximando-se de outros setores organizados da sociedade civil. Neste sentido, a participação no FSM 2003 foi bastante positiva (relatório no anexo). Em maio de 2003, a Rebea participou de reunião sobre Governança na Internet, promovida pela Rits no Rio de Janeiro. Outra ação realizada, com objetivo de ampliar as relações com outros setores, foi a integração da Rebea na malha de articulação da Inter-Redes. A Inter-Redes é um espaço de articulação de redes e fóruns de organizações da sociedade civil brasileira que atuam de diversas formas e em diversos temas, para o fortalecimento da esfera pública, promoção de direitos e proposição de políticas. Também merece destaque a participação no Grupo Política Nacional de Informação Ambiental, articulado pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

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Disponível na Internet em http://www.rebea.org.br/vdocumentos.php?cod=162 Disponível na Internet em http://www.rebea.org.br/vdocumentos.php?cod=161 4 Disponível na Internet em http://www.rebea.org.br/vdocumentos.php?cod=130

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2. Desenvolver cooperação técnica de serviços de informação com o Sistema de Informações sobre Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis – SIBEA A cooperação técnica com o SIBEA envolveu por parte da Rebea a alimentação da área de notícias do site do sistema e a alimentação da área de bibliografia e periódicos como atividades do projeto. Estas atividades foram plenamente cumpridas com a contratação de um estagiário de jornalismo responsável pela alimentação diária de noticias do site do SIBEA, atividade que só foi interrompida em momentos de ajuste e redesenho do sistema, e contratação de especialista e estagiário para levantamento de novos dados bibliográficos e ajustamento dos já existentes ao banco de dados do Sistema. A secretaria da Rebea e gerência do projeto Tecendo Cidadania, apesar de não estarem diretamente envolvidos nos levantamentos e na alimentação do SIBEA com os dados dos Diagnósticos, desenvolveram uma atividade de coordenação e articulação das redes executoras dos estudos. Durante o período de execução, o projeto realizou dois eventos relacionados aos Diagnósticos e a alimentação do SIBEA: o Seminário para definição de uma metodologia para os levantamentos e a reunião final sobre os Diagnósticos, além da reunião organizada em parceria com a Repea e o FNMA durante o II EEEA entre as redes financiadas pelo Fundo, com representantes da DEA e do SIBEA. Participaram da reunião os responsáveis pelos diagnósticos em cada estado. Posteriormente a REBEA encaminhou para a Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente com proposições de todas as redes envolvidas com o SIBEA. A realização dos diagnósticos de EA e a relação das redes com o Sibea aconteceram num contexto de construção experimental do Sistema, já que o mesmo foi modelado na relação com seus alimentadores/validadores/parceiros. A Rebea, e o conjunto de redes que a constituem, vem trabalhando com o Sibea desde agosto de 2001, quando aconteceu a primeira reunião entre as redes e a coordenação do Sistema. Os contatos iniciais com o Sibea se deram a partir de projeto da Rebea enviado à Diretoria da então PNEA, em que uma das proposições era a estruturação de um banco de dados sobre EA. A partir de interesses convergentes iniciou-se a parceria com a realização de reunião com a participação das redes, FNMA, MEC, MMA, em agosto de 2001, em Brasília. Um dos frutos desta articulação foi o edital 07/2001 do Fundo Nacional de Meio Ambiente, com o objetivo de estruturação das redes de EA e realizações de diagnósticos para alimentação do Sistema. Desde o primeiro contato foi permanente e o empenho das redes para a integração com o SIBEA foi total, não só em relação à alimentação com dados gerados pelos diagnósticos de EA, mas também em relação com sua gestão e aperfeiçoamento. Nessa parceria inicial foram realizadas mais reuniões e foi instalado um grupo gestor para o Sibea, além da criação de uma lista fechada de discussão para a comunicação desse grupo. O Grupo gestor foi extinto pela atual direção da Diretoria de EA do MMA. A mudança de governo e as mudanças da coordenação do SIBEA criaram interrupções, mas as relações de trabalho sempre foram retomadas perseguindo-se, com espírito cooperativo, o aperfeiçoamento do Sistema. Durante o período de execução dos projetos das redes financiadas pelo Fundo, o Sibea teve três coordenadores diferentes e no FNMA houve uma mudança na função de responsável técnico pela carteira a qual o edital 07/2001 estava subordinado, além da mudança de governo: ministro, dirigente de EA. Todas estas mudanças tiveram impacto na continuidade das ações e na integração redes - Sibea.

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3. Elaborar caracterização do estado da arte da Educação Ambiental no Brasil a partir dos diagnósticos realizados pelas Redes de Educação Ambiental apoiadas pelo edital 07/2001 do Fundo Nacional de Meio Ambiente O produto final relacionado a este objetivo é um estudo descritivo e analítico realizado a partir dos diagnósticos apresentados pelas 4 redes – REASUL, RAEA, Rede Aguapé, e REPEA. O estudo, realizado pela pesquisadora e educadora, Isabel Cristina de Moura Carvalho, apresenta importantes questões sobre o estado da arte da Educação Ambiental no Brasil, entre as quais a evidência da precarização das condições de trabalho das instituições e da estabilidade da inserção do profissional de educação ambiental. De igual importância é a identificação da predominância da modalidade projetos nas atividades de EA sobre a modalidade programa já que, com exceção do Rio Grande do Sul, é o Estado (instâncias municipal, estadual, federal) quem lidera as iniciativas de educação ambiental nos estados e bioma pesquisados (SP, RGS, PR, SC, Acre e Pantanal). Seria natural que sendo Governo o principal executor, a modalidade predominante de atividade fosse programa e não projetos. Por questões como as duas exemplificadas acima, o estudo apresentado pela Rebea tem sua importância como referência para futuros estudos sobre o campo da EA no Brasil. O estudo está no anexo do relatório e também disponível no site da REBEA5.

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http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=843 11

As metas e atividades desenvolvidas
O projeto, concebido inicialmente para ser executado em 18 meses, com inicio em setembro de 2002 e encerrar em fevereiro de 2004, teve seu período de execução expandido devido a atrasos na liberação de recursos no ano de 2004, sendo concluído em agosto do mesmo ano. A seguir detalharemos as metas e atividades mais significativas executadas. Meta 01 - Fortalecimento da REBEA e difusão da cultura de redes Meta e atividades previstas no projeto: 1 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 FORTALECIMENTO DA REBEA E DIFUSÃO DA CULTURA DE REDE Estruturar e dinamizar a secretaria executiva da REBEA Realizar reunião da Facilitação Nacional e elos da REBEA Produção e distribuição de impresso de divulgação da REBEA Participar da comissão de organização do V Fórum Realizar II Encontro da REBEA no V Fórum Realizar oficina para/formação de facilitadores de redes - V Fórum Realizar reunião de apoio a redes no Sudeste Realizar oficina p/plano de sustentabilidade da REBEA Participar de reuniões para difusão da cultura de redes Sul/Nordeste

Todas as atividades previstas para esta meta foram realizadas e muitas vezes ampliadas. No entanto, algumas merecem destaque. Estruturar e dinamizar a secretaria executiva da REBEA /Produção e distribuição de impresso de divulgação da REBEA/ Realizar reunião da Facilitação Nacional e elos da REBEA/ Realizar oficina p/plano de sustentabilidade da REBEA A estruturação da secretaria executiva da Rebea, com a compra de equipamentos, móveis e espaço apropriado para o desenvolvimento das atividades da Rede e a contratação da secretária executiva da rede que desempenhou também a função de gerente técnica do projeto, foi muito importante, pois possibilitou a dedicação exclusiva aos objetivos do projeto com boas condições de infra-estrutura, na sede do Ecoar, instituição proponente e sede do projeto, em que a Rebea pode ter uma sala para sua equipe (3 pessoas). Além de espaço físico, estrutura de comunicação (telefone, banda larga) e atendimento (recepcionista, office boy, servente), o Instituto Ecoar proporcionou ao projeto serviço administrativo e contábil, envolvendo nesta atividade de dois funcionários do setor administrativo, além dos serviços de contador. Durante o primeiro semestre do projeto as atividades foram acompanhadas pelo técnico do Ecoar, Eduardo Quartim, que exercia função de gerente de projetos do Ecoar. A estrutura física oferecida pelo Ecoar após a mudança de sede e a contrapartida do apoio administrativo e contábil ao projeto Tecendo Cidadania foram fatores que contribuíram para seu pleno desenvolvimento. Participar de reuniões para difusão da cultura de redes Sul/Nordeste/ Realizar oficinas para formação de facilitadores de redes/ Realizar reunião de apoio a redes no Sudeste A difusão de conhecimentos sobre o padrão organizacional rede e sua internalização nas relações dos membros da Rebea envolveram um conjunto de atividades (articulação, capacitação, mobilização, representação, divulgação, realização de parcerias) e foi um dos objetivos do projeto que teve uma evolução positiva e crescente durante toda sua execução, contribuindo para 12

a articulação de novas redes, por meio da realização de palestras e de oficinas de formação e da própria experiência de participação na Rebea. Quando iniciamos o projeto eram 6 redes que constituíam a teia nacional da Rede, quando finalizamos tínhamos a adesão formal de 18 redes de educação ambiental. A publicação do livro Redes: Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da autoorganização6, pelo WWF Brasil, foi importante ação para a difusão de conhecimentos sobre redes. A publicação teve a finalidade de proporcionar ferramentas para auxiliar a ação do trabalho em Redes e resultou da parceria entre WWF, Rebea, Repea com o apoio da USAID. Sob a responsabilidade de Cássio Martinho, consultor especializado em redes sociais, a obra traz o conceito de redes, formas de organização e gestão, sugestão de dinâmicas, relatos de experiências de trabalho, indicação de bibliografia e de sites além de apresentações em PowerPoint, imagens e textos sobre redes em CD. O site da Rebea distribuiu o livro gratuitamente, apenas cobrando o custo de pagamento de correio, enquanto durou seu estoque.7 Considerando a necessidade de novos conhecimentos para o desenvolvimento de novas redes e consolidação das existentes, foram realizadas oficinas de formação e reuniões em parceria com as seguintes redes e instituições locais. • • Rede de Educação Ambiental da Chapada dos Veadeiros / WWF-Brasil Workshop de Educação Ambiental da Bacia do Alto Tocantins – 21.02.2003 Rede Sul Brasileira - REASUL o Oficina para formação de facilitadores para redes de EA o Encontro das Redes de EA locais e regionais e da REASul com a REBEA – 10 a 13.07.2003 o Formação de facilitadores para Rede de EA – 09.12. 2003 Rede Paulista de Educação Ambiental - REPEA o Cultura de redes – o uso de ferramentas – 24.04.2003 o Redes sociais e a utilização da internet - 16.09.2003 o Facilitação de redes sociais – 8.10.2003 e 15.10.2003 Rede de Educação Ambiental de Sergipe – REASE o Curso sobre Educação Ambiental e dinâmica de redes - 25 e 26 de agosto de 2004 Rede Acreana de Educação Ambiental - RAEA o Oficina com facilitadores e reunião com a gestão do projeto – 17 a 19 de novembro de 2003 Rede Baiana de Educação Ambiental o Oficina Revitalizando a Rede Baiana – 13.02. 2004 Rede Capixaba de Educação Ambiental - RCEA o Oficina sobre conceito de rede - 2 a 4 de setembro de 2004 o Reunião da Rede Capixaba de EA - 2 a 4 de setembro de 2004 o Publicação de artigo nos anais do Encontro Rede Aguapé 8 o Seminário Estratégias de Sustentabilidade – 23 e 24 de maio de 2005 o Oficina de Planejamento – 23 e 24 de maio de 2005

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Sobre o livro, informações em http://www.rebea.org.br/vresenhas.php?cod=492 Informações em http://www.rebea.org.br/vquemsomos.php?cod=603 8 Apesar da Oficina e seminário acontecerem após o término do projeto da Rebea a articulação da participação deu-se no âmbito do projete Tecendo Cidadania

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Inúmeros encontros estaduais das redes de EA e eventos locais e regionais sobre EA contaram com a participação e apoio da secretaria executiva da REBEA: • Rebea – dez anos de atuação - 3º Seminário de Educação Ambiental - 5º Conferência Latino Americana sobre Meio Ambiente - BH/MG - 26.09.2002 • Conceito de rede – Projeto Convivência e Parceria, Petrobras, Ecoar e Instituto Crescer para a Cidadania. São Paulo/SP – 23.10.2002. • 5ª edição da Ecojornada de Educação Ambiental para a Sustentabilidade – Timóteo – MG - 16.05.2003 • A missão renovadora da Educação Ambiental - Meio Ambiente na escola – Pangea/Bahia –, 09.05.2003. • Audiência pública sobre o PPA, promovida pelo MEC em Brasília, em 30 de maio de 2003.9 • Reunião com MEC e MMA para definição do Pronea – Brasília – 14.05.200310 • Redes Sociais e Ambientais - II Encontro Estadual de Educação Ambiental & I Encontro Paulista dos Centros de Educação Ambiental - SP – 24 a 26.07.2003 • Reunião da implantação do Conselho Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental – Brasília – julho 2003.11 • Grupo de Trabalho Educação Ambiental – Diálogos para um Brasil Sustentável – MMA – Brasília/DF – 12 a 15.08.2003. • Participação na mobilização e reunião sobre a constituição de Grupo de trabalho sobre Informações Ambientais12, movimento liderado pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental – Agosto de 2003. • Entrelaçando redes: Rede Brasileira de Educação Ambiental. 7º Encontro de EA do Rio de Janeiro - REARJ e outros – Rio de Janeiro - 23 a 25.09.2003. • O conceito de rede - Rede em Ação - Mês do Empreendedor Cultural - SEBRAE/SP – SP - 16.10.2003 • I Fórum Regional da Rebea – Fome Zero da Educação Ambiental-MT – REMTEA REBEA/Carta da Terra/Aguapé/MUPAN – Cuiabá - 06 a 08.11.2003 • Rede de EA em Ação: os desafios da Rebea - II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental - REASUL e outros - Itajaí – SC – 07 a 10.12.2003 • Tecendo Rede de EA - I Reasul - II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental REASUL e outros - Itajaí – SC – 07 a 10.12.2003 • Experiências em rede no processo da Educação Ambiental / revitalizando a Rede Baiana - Seminário de Educação Ambiental – Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia –– 11 a 13.02.2004 • III Encontro Nacional de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Educação de Estados e Capitais / I Encontro conjunto de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Educação e Secretarias de Meio Ambiente de Estados e Capitais. Lançamento Oficial do PRONEA - Programa Nacional de Educação Ambiental – Goiânia – 15 a 16.04.2004. • Conhecendo e contribuindo com o PRONEA – REPEA - Fórum Mundial de Educação São Paulo - 01 a 04.04.2004 • Apresentação painel Rebea – laboratório de lideranças coletivas - Análise do Perfil dos Membros da Rede Brasileira de Educação Ambiental - Fórum Mundial de Educação São Paulo - 01 a 04.04.2004·
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Ver em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=146 Ver em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=124 11 Carta entregue na ocasião disponível em http://www.rebea.org.br/vdocumentos.php?cod=194 12 Mais informações em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=380
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Conhecendo a educação ambiental no estado de São Paulo – pré-diagnóstico da REPEA – Fórum Mundial de Educação São Paulo – 01 a 04.04.2004. Lançamento do livro Redes: Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da autoorganização em São Paulo, 25.03.2004.13 Educação Ambiental – Mídias e outros recursos pedagógicos – Coordenadoria de Planejamento Estratégico e Educação Ambiental e Departamento de Educação Ambiental – Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SP – 01.07.2004 A importância da Educação Ambiental - Palestra no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe – Grande expediente – 26.08.2004 III Encontro Estadual de Educação Ambiental e Encontro da Rede Capixaba de Educação Ambiental – Vitória - 2 a 4 de setembro de 2004. Apresentação do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - Encontro Paraibano de Educação Ambiental – João Pessoa - 6 a 8 de outubro de 2004

Atividades desenvolvidas com as redes de EA
A reunião de redes de EA do Sudeste foi realizada no Rio de Janeiro, em parceria com a Ecomarapendi que sediou e coordenou a reunião, em 5 de maio de 2003. Participaram do evento dois facilitadores das redes de Espírito Santo e do Rio de Janeiro, da Rede Paulista de EA REPEA, da Rede Brasileira de EA – REBEA, da Rede Mineira de EA - RMEA, da Rede de Informação sobre o Terceiro Setor – Rits e a coordenadora do Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental – Sibea/MMA na época, Mara Rodrigues. A pauta da reunião abrangeu as perspectivas de articulação e fortalecimento das redes, a alimentação do SIBEA, a política governamental de EA e a articulação das redes de educadores. Entre as deliberações, a decisão de não criarem uma rede de EA do Sudeste e o compromisso de desenvolverem ações articuladas regionalmente. A reunião pode ser considerada um sucesso em relação ao objetivo de fortalecimento das redes do Sudeste, pois duas das redes presentes no evento, que estavam vivendo uma fase de desarticulação hoje estão novamente em atividade: a Rede de EA do RJ e a Rede Capixaba de EA. A atividade de articulação de redes no Nordeste teve como um dos resultados a rearticulação da Rede Baiana. Merecem destaque também a articulação e capacitação da Rede de Educação Ambiental de Sergipe - REASE, e posteriormente, a articulação da Rede de EA em Pernambuco. Estas redes, com a rede de EA da Paraíba – REAPB, estão compondo atualmente uma estrutura reticular regional no Nordeste e organizando o Encontro Nordestino de EA. (08 a 12 de agosto de 2005) Na articulação da Rede Baiana foram realizados inicialmente contatos no FSM2003, seguidos de uma reunião com a ong Pangea, em Salvador, em 09 de maio de 2003 e posteriormente com o grupo da antiga Rede Baiana, numa articulação apoiada pela Comissão de Meio Ambiente do Estado da Bahia. A reunião para sua retomada foi no evento Seminário de Educação Ambiental, realizado em fevereiro de 2004, em Salvador, com a participação da secretaria da REBEA. Atualmente a Rede Baiana está ativa e coordena o GT sobre a Conferência Infanto-Juvenil da REBEA. Em parceria com a Reasul foi realizada a “Oficina para formação de facilitadores para redes de
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Mais informações disponíveis em http://www.rebea.org.br/vtexto.php?cod=568&sec=1

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EA” - REBEA/REASUL, em Itajaí, na UNIVALI – Campus 1, no período de 10 – 11 de julho de 2003, com o objetivo de desenvolver habilidades e conhecimentos básicos para atuação na facilitação de redes. No dia 11 à tarde realizamos uma reunião sobre redes, coordenada pela REASUL e REBEA, em que foram discutidos os seguintes pontos: a integração entre participantes das redes de Educação Ambiental da REABRI, REASul e outras redes, de listas de discussão como a EAPARANA, GEAI-RS e outras, com a coordenação da REBEA; as possibilidades de ampliação e formação de redes de EA nos Estados do Sul; o andamento, parcerias e formas de agilização do diagnóstico da EA na região Sul e a inserção e validação de dados no Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental – SIBEA, do Ministério do Meio Ambiente. Em dezembro de 2003, a Rebea realizou nova oficina sobre redes em parceria com a REASUL e apoio da Univali no II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental. Como apoio à articulação da Rede Acreana de EA e para superação de dificuldades na execução do projeto, a secretaria executiva da REBEA e o Instituto Ecoar desenvolveram no período de 16 a 20 de novembro de 2003, uma série de atividades em Rio Branco, no Acre: reunião com os gestores do projeto financiados pelo FNMA, reunião com membros da rede e uma oficina de capacitação para atuação em rede. Foram responsáveis pela oficina Vivianne Amaral (secretária executiva da Rebea e gerente do projeto Tecendo Cidadania) e Miriam Duailibi (coordenadora do Instituto Ecoar). A Rede Acreana de Educação Ambiental foi a parceira local, ficando responsável pela organização e divulgação das atividades. O objetivo era disponibilizar conhecimentos, ferramentas e estratégias para o fortalecimento da rede local e apoiar a execução do projeto “Rede Acreana de Educação Ambiental”, financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. Em 2003, O Fundo Nacional de Meio Ambiente, sob a coordenação da responsável técnica pelos projetos aprovados no edital 07/2001, Viviane Junqueira, realizou uma reunião reunindo dez redes de EA, participantes da REBEA, com o objetivo de refletir e avaliar a experiência de trabalho das redes de EA. A reunião contou com a participação do consultor Cássio Martinho. Participaram a REBEA, REA-ES, REPEA, REMTEA, REA-RJ, REACRE, REASUL, RUPEA, REA-PB, RMEA14. Representantes do FNMA, da DEA/MMA e do Sibea, participaram em diferentes momentos da Reunião. Durante o evento foi realizada também uma oficina sobre alimentação do Sibea. Entre as atividades realizadas estão: a avaliação individual e coletiva da atuação das redes, debates sobre indicadores para avaliação, sustentabilidade das redes, elaboração de propostas para linhas de financiamento de redes e para a Educação Ambiental no FNMA. A Rebea passou a ter grande visibilidade quando liderou a mobilização contra a extinção da Coordenadoria de Educação Ambiental do MEC15, em abril de 2003. A partir de carta on-line que podia ser enviada pelo site aos Ministros da Educação e do Meio Ambiente por qualquer interessado em participar e de cartas enviadas por instituições e pelas Redes de EA aos Ministérios, aconteceu um grande movimento nacional, articulado em rede, em defesa da EA. A iniciativa inaugurou a ação política de educadores ambientais, permitindo a emergência de um novo sujeito político no campo da EA, fundamentado na capacidade de articulação das redes e na utilização política das ferramentas da Internet.

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Matéria sobre o evento disponível em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=296 Mais informações disponível em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=92 ; http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=94

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Produção e distribuição de impresso de divulgação da REBEA A divulgação da Rebea foi realizada não só pelo seu site e boletim eletrônico. Contamos com a publicação de folder que foi distribuído entre todas as redes e fizemos um banner de divulgação do Projeto que foi exposto em diversos eventos. Para apoiar a divulgação do V Fórum fizemos banner e papeletas de divulgação do evento que foram utilizados no stand da REBEA no Fórum Mundial de Educação em Porto Alegre, em 2004. Além disso, foram escritos diversos artigos para anais de eventos e sites, com destaque para os dois artigos publicados no site da Rits – na seção Tema do Mês da área de Redes16 - e 1 entrevista e 1 artigo na revista eletrônica Educação Ambiental em Ação17. Participar da comissão de organização do V Fórum/Realizar II Encontro da REBEA no V Fórum/ Realizar oficina para formação de facilitadores de redes - V Fórum Como até a reunião da facilitação nacional, em outubro de 2003, não havia certeza da realização do V Fórum, solicitamos remanejamento dos recursos alocados para o V Fórum para outras atividades da Rebea. No entanto, na reunião, Irineu Tamaio, da Diretoria de EA/MMA, assumiu formalmente o apoio do MMA ao evento. Assim surgiu a necessidade de apoio da secretaria à organização do Fórum. Como estratégia para descentralização das iniciativas na Rede, a secretaria executiva da Rebea não assumiu a coordenação da organização do V Fórum, ficando tal responsabilidade para a Ecomarapendi – RJ, representada por Patrícia Mousinho que já era a coordenadora do GT V Fórum, criado na reunião da facilitação nacional. No entanto, a secretaria executiva atuou na elaboração da proposta de programação, participando de reuniões e estruturou, no espaço de trabalho do Tecendo Cidadania, no Instituto Ecoar, a Assessoria de Imprensa do V Fórum Brasileiro de EA, apoiando suas atividades ainda com passagens, diárias e material de divulgação, solicitando para isso novo remanejamento no orçamento do projeto. Meta 02 - Disponibilizar informações e alimentar o SIBEA Meta e atividades previstas no projeto: 2.1Implantar Núcleo de Produção de Conteúdo 2.2 Remodelar e alimentar o site da REBEA 2.3 Apoiar a edição, impressão e distribuição do Educador Ambiental 2.4 Levantar e alimentar com dados bibliográficos o SIBEA 2.5 Complementar e incorporar dados já levantados ao SIBEA 2.6 Realizar contrato com a RITS Com exceção da atividade relacionada ao Educador Ambiental todas outras foram plenamente executadas. A idéia do apoio das redes ao Educador Ambiental foi abandonada devido a problemas na parceria com a instituição editora e o valor alocado para esta atividade foi remanejado. (ver relatório de 1º reunião com parceiros)
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Redes sociais e redes naturais: a dinâmica da vida - por Vivianne Amaral (fev 2004) e Desafios do trabalho em rede - Por Vivianne Amaral (dez 2002) 17 No. 3 - 12/12/2002 -REBEA: 10 anos construindo relações cidadãs para uma sociedade sustentável. Disponível na Internet em http://www.revistaea.arvore.com.br/artigo.php?idartigo=75&class=02& e No. 10 - 12/09/2004 - Entrevista com Vivianne Amaral, disponível na Internet em http://www.revistaea.arvore.com.br/artigo.php?idartigo=240&class=08&

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Implantar Núcleo de Produção de Conteúdo / Remodelar e alimentar o site da REBEA O Núcleo de produção de conteúdo teve algumas mudanças na fase inicial do projeto, mas a partir abril de 2003 foi constituída a equipe que executaria o projeto até seu final: a jornalista e geógrafa Débora Olivato, a estagiária de jornalismo Rosi Cheque e uma editora, Vivianne Amaral. Para fazer o desenvolvimento do site e seu layout foi contratada a empresa Múltipla. O site foi lançado no FSM 2003 e o jornalista que estava trabalhando no projeto naquele período acompanhou o evento em Porto Alegre, fazendo sua cobertura e integrando o site da REBEA a uma articulação de jornalistas ambientais (www.ecoagência.org.br) que fez a cobertura de todo o Fórum. Os Boletins eletrônicos iniciaram em maio de 200318. Realizar contrato com a RITS O contrato com a Rits foi realizado e a hospedagem da lista de comunicação da facilitação nacional foi um dos serviços que utilizamos. A Rits ofereceu também dois ambientes de comunicação on-line, o Ciberfórum e posteriormente o Teleduc, com os quais fizemos algumas experiências frustradas de atividade não presencial com os membros da rede. Criamos um Teleduc específico para o grupo de pessoas envolvidas nos Diagnósticos dos projetos de FNMA, mas também não conseguimos avançar na adoção do ambiente de aprendizagem em nosso trabalho. A Rits participou de duas oficinas de formação que realizamos em parceria com a REPEA e do seminário para definição da metodologia de trabalho para os diagnósticos de EA. Representou a REBEA na reunião do Grupo de Trabalho sobre Informação Ambiental, realizada em Brasília, em 2003. Levantar e alimentar com dados bibliográficos o SIBEA / Complementar e incorporar dados já levantados ao SIBEA A alimentação da área de notícias do site do SIBEA iniciou no final novembro de 2002, com material selecionado em jornais e boletins eletrônicos de meio ambiente e ciência pelo estagiário e validados pelo jornalista. Esta foi uma atividade permanente durante todo o projeto, com exceção de períodos de reformulação do Sistema. Infelizmente problemas no SIBEA impedem a expedição de relatórios de inserção e validação de registro de forma que não temos a informação sobre o total de registros inseridos pela Rebea. Os relatórios parciais que temos de inserção estão no anexo. Em 2004, com a contratação de um especialista e um estagiário, realizamos o levantamento, alimentação de dados bibliográficos e a complementação e adequação dos dados bibliográficos já existentes. Atividades do Núcleo de Produção de Conteúdo - NPC Apesar de inicialmente propormos a criação de um conselho editorial para site, a dinâmica de trabalho desenvolvida com as pautas sendo criadas a partir das demandas e informações identificadas nas listas de educadores ambientais cujo acompanhamento era feito pela editora e jornalistas da equipe, resultou num processo que julgamos mais rico e mais viável, pois não tínhamos recursos para realizar reuniões com membros de um conselho editorial que, para ser
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Estão disponíveis no site apenas os boletins lançados a partir de novembro de 2003 http://www.rebea.org.br/lboletim.php

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representativo da diversidade da Rede, deveria estar composto por pessoas de diversas áreas do país. A renovação diária de informações no site foi possível pela integração da equipe, trabalhando num processo de conversação permanente sobre a produção de conteúdo do site, procurando atender as idéias e informações que emergiam da própria rede. O site da Rebea, criado no projeto, resultou em uma experiência de jornalismo segmentado na internet, diretamente vinculado às necessidades e interesses das comunidades de educadores ambientais articuladas na Rede. Tendo as listas de discussão das redes de EA que compõem a Rebea como fonte de pautas, quebramos a invisibilidade que vitimava o campo da EA, pois o mesmo não tem espaço na mídia empresarial ou grande imprensa. Nestes mais de dois anos de existência o site conquistou seu público e é uma referência na área de informações sobre a Educação Ambiental brasileira. Sua posição no serviço de busca Google é, regularmente, entre os dez primeiros sites indicados quando se pesquisa sobre Educação Ambiental. O Boletim, eletrônico, enviado pelo menos uma vez por mês, é distribuído para mais de 5.000 (cinco mil) endereços. Além da divulgação de notícias e informações sobre a Educação Ambiental, o site exerce outras funções importantes na dinâmica da Rebea: o registro da história da Rede, a disponibilização de relatórios, documentos e registro de iniciativas, garantindo a todos o acesso à informação sobre as atividades da Rede. Na área Quem Somos19 e Documentos20 procuramos manter um registro atualizado das iniciativas na rede. Em Tecendo Cidadania e Diagnóstico de EA estão os relatórios e registros do projeto Tecendo Cidadania. Em Redes de EA21 estão a relação e os contatos das redes de EA que participam formalmente da REBEA. A área Pontos de Vista22 oferece ao os educadores um espaço para publicação para artigos ou textos sobre Educação Ambiental, Redes e temas correlatos. Notícias23 e Entrevista24 são os espaços jornalísticos do site e tem o foco em iniciativas (projetos, estudos, ações, políticas) relativas a Educação Ambiental com origem ou que envolvem as comunidades de educadores da Rebea. Em Resenhas25 procuramos divulgar lançamentos de livros de interesse da comunidade de educadores ambientais. Textos com abordagens variadas sobre redes podem ser encontrados em Redes26 e os cadastros para adesão a Rebea estão disponíveis no site. O site mostrou-se também um importante instrumento de mobilização dos educadores ambientais como ficou demonstrado na campanha de ciberativismo, contra a extinção da COEA/MEC em 2003, e mais recentemente, com o movimento para a avaliação do projeto de educação ambiental da revista Horizonte Geográfico, financiado pela Monsanto. O NPC divulgou e procurou manter o acompanhamento do processo de organização e realização das Conferencias ambientais organizadas pelo Governo Federal. No período entre 08/09/2003 e
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http://www.rebea.org.br/quemsomos.php http://www.rebea.org.br/documentos.php 21 http://www.rebea.org.br/redeea.php 22 http://www.rebea.org.br/pontodevista.php 23 http://www.rebea.org.br/noticias.php 24 http://www.rebea.org.br/entrevistas.php 25 http://www.rebea.org.br/resenhas.php 26 http://www.rebea.org.br/redes.php

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26/04/2004, foram realizadas 38 inserções de matérias jornalísticas e textos de divulgação sobre as Conferências Nacional de Meio Ambiente (CNMA) e Infanto Juvenil sobre Meio Ambiente (CNIJMA) no site da Rebea. Para acompanhar as Conferências foi criada uma área específica no site: http://www.rebea.org.br/cnma.php . A Rebea ainda apoiou a DEA/MMA na consulta pública sobre o Pronea – Programa Nacional de Educação Ambiental. Criamos no site uma área específica com informações sobre o SIBEA 27, registrando e tornando acessível um histórico das relações da Rebea com o Sistema. O Núcleo de Produção de Conteúdo atuou como assessoria de imprensa e fez a divulgação e cobertura de alguns eventos promovidos pelas redes, entre eles, a reunião de redes do Sudeste, o II EEPEA (divulgação, cobertura e boletins diários), II EPEA – Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental (cobertura), o II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental REASUL (divulgação, cobertura e boletins diários), Fórum Mundial de Educação São Paulo (cobertura) e boletins especiais ou entrevistas com os organizadores dos eventos promovidos pelas redes, procurando dar visibilidade para as iniciativas no campo da EA. Também foi realizada a cobertura diária do Fórum Mundial de Educação São Paulo em abril de 2004. A cobertura do II EEEA – II Encontro Estadual de Educação Ambiental & I Encontro Paulista dos Centros de Educação Ambiental, no período de 24 a 26 .07.2003, foi realizada pela Assessoria de Comunicação da Rebea, pela Coordenadoria de Educação e Comunicação da Repea e pela Diretoria de Comunicação da prefeitura de Rio Claro, envolvendo oito pessoas (Repórteres: Débora Olivato, Mirana Casali, Rosi Cheque, Vivaldo Stephan Jr, Ana Cristina, André Cardoso. A coordenação da cobertura também foi em parceria: Repea - Patrícia Otero, Rebea - Vivianne Amaral e Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Rio Claro). Organizamos o trabalho em rede sendo as responsabilidades da cobertura, edição, fotografia e distribuição divididas entre os parceiros. Em 2004, o Núcleo participou da Oficina Participativa 4P - organizada pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, entre 10 e 11 de fevereiro de 2004, em São Paulo, com o objetivo de propor o Plano de Ação para a Comunicação do Corredor da Serra do Mar. O evento reuniu 35 representantes de comunidades locais, instituições governamentais, ongs, institutos de pesquisa, proprietários privados, educadores e comunicadores da região. Em novembro de 2004, Débora Dolivato, jornalista da NPC-Rebea trabalhou na organização do evento “Agenda 21 Escolar” que aconteceu em 21 de novembro, no Plenarinho da Câmara Municipal, em São Paulo, com o objetivo de discutir e ampliar o conhecimento sobre projetos de Agenda 21 Escolar. O Fórum da Agenda 21 de São Paulo coordenou a atividade, com o apoio do Instituto Ecoar, Instituto Paulo Freire, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, APETRES, Gabinete da Vereadora Flávia Pereira, e da Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA. No período de realização do projeto, além das noticias, entrevistas e boletins, foram produzidas e inseridas nos site da Rebea: 34 resenhas, 19 documentos e 202 links . Os 202 links estão assim classificados: Água, Rios e Mares (10 links); Biodiversidade (17 links); Consumo /resíduos (11 links); EA e gênero (3 links); Ecoturismo (5 links); Educação Ambiental (22 links); Formação em EA (30 links); Geral (31 links); Inclusão Digital (3 links); Jornal (8 links); Ongs ambientalistas (18 links); Políticas Públicas (5 links); Redes (17 links); Revistas (15 links) e Terceiro Setor (7 links).
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http://www.rebea.org.br/sibea.php

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Meta 03 – Realizar diagnóstico de EA
Meta e atividades previstas no projeto 3. Realizar diagnóstico de EA 3.1 Realizar seminário para metodologia comum de elaboração dos Diagnósticos 3.2 Caracterizar o estado da arte da EA no Brasil 3.3 Realizar seminário para apresentação e discussão da caracterização 3.4 Elaborar relatório final da caracterização 3.5 Divulgação do relatório Todas as atividades previstas nesta meta foram realizadas. A secretaria da Rebea e gerência do Tecendo Cidadania atuou como coordenadora do processo, integrando as demais redes, estabelecendo coletivamente procedimentos metodológicos, atuando como interlocutora com o Fundo e Sibea, em relação a questões e problemas que foram surgindo durante a realização dos diagnósticos. Atuou também por meio organização de reuniões e contratação de dois consultores que acompanharam o processo. Enquanto as quatro redes - 4 redes regionais de EA: Rede Paulista - REPEA (SP); Rede Sul REASUL (PR, SC e RS); Rede Aguapé (MT e MS/Pantanal); Rede Acre RAEA (AC) - tinham como meta realizar os diagnósticos regionais, a tarefa da Rebea era, a partir destes estudos, apresentar uma caracterização do estado da arte da EA no Brasil. Todo o trabalho foi bastante inovador e apresentou muitos desafios, considerando-se a abrangência territorial dos estudos, as diferenças de cada região e de cada Rede envolvida, os prazos, as diferenças na liberação dos recursos pelo Fundo e as dificuldades do SIBEA. As atividades foram articuladas respeitando-se o espírito do trabalho em rede e produzindo informações de grande importância para a definição de políticas publicas na área de EA. Segundo a consultora Isabel Carvalho, o esforço das redes de EA merece destaque: “Gostaria de destacar o grande esforço das redes na realização dos diagnósticos regionais, uma ambiciosa tarefa de pesquisa, principalmente para organizações não acadêmicas e de intervenção. Da mesma maneira, é louvável o esforço da REBEA, que coordenou esta tarefa de forma descentralizada, em rede, operando a distância e com os recursos da comunidade virtual, com a auxilio de alguns encontros presenciais”. Para facilitar o acompanhamento do trabalho foi criada uma área específica para os Diagnósticos28 no site da Rebea. Segue um breve comentário sobre as atividades desenvolvidas na meta. Realizar seminário p/metodologia comum de elaboração dos Diagnósticos O seminário foi realizado em São Paulo, nos dias 4 e 5 de novembro de 2002, e contou com o apoio da Divisão Técnica de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SP que ofereceu espaço físico e equipamentos para o evento. Participaram 22 pessoas, sendo
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http://www.rebea.org.br/diagnostico.php

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dois representantes de cada rede envolvida na realização dos diagnósticos, representantes do SIBEA, representantes dos parceiros no projeto da Rebea, representante da Rits, equipe do projeto Tecendo Cidadania e os dois consultores contratados pelo projeto para esta meta. O historiador Heitor Queiroz de Medeiros, participou como consultor do WWF Brasil para o Diagnóstico sobre EA realizado pela instituição na Amazônia, apresentando a metodologia utilizada e resultados, subsidiando as discussões e definição da metodologia para a realização dos trabalhos no âmbito dos projetos financiado pelo edital do Fundo, conforme definido nas contrapartidas propostas no projeto da REBEA. Foram produtos do Seminário a definição de metodologia comum de trabalho, os questionários que seriam aplicados, a revisão das mascaras de alimentação do Sibea e uma bibliografia de apoio. O material está detalhado no site da Rebea, na área Diagnóstico.29 Além das atividades previstas no projeto na meta sobre o Diagnóstico, as redes realizaram reuniões sobre o tema no II EPEA, no Fórum Mundial de Educação SP. Diante das dificuldades que as redes estavam encontrando em relação ao desenvolvimento dos diagnósticos e alimentação do SIBEA, a Rebea e a Repea, com apoio do FNMA, articularam e realizaram no II EEEA & I EPCEA, uma reunião das redes de EA que receberam recursos do FNMA, com a participação da Viviane Junqueira do FNMA, do Marcos Sorrentino, Diretor de EA do MMA e Emerson Cordeiro, então Consultor do SIBEA. Nessa ocasião, as redes relataram e debateram suas dificuldades em relação ao Sistema. Posteriormente, a Rebea encaminhou, em nome das redes envolvidas, carta à Diretoria de Educação Ambiental e ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, com as deliberações da reunião e sugestões sobre o funcionamento do Sibea. Na carta forma anexados relatórios das redes em relação ao SIBEA. Caracterizar o estado da arte da EA no Brasil / Realizar seminário p/apresentação e discussão da caracterização / Elaborar relatório final da caracterização/ Divulgação do relatório O produto final da Rebea na meta estava voltado para a caracterização do estado da arte da EA no Brasil, a partir dos levantamentos regionais. As atividades realizadas com este intuito foram a sistematização e discussão conjunta dos dados obtidos a nível regional, gerando uma leitura analítica do conjunto dos diagnósticos realizados. Foram contratados como consultores para esta atividade o professor doutor Luiz Afonso Vaz de Figueiredo e a professora doutora Isabel Cristina Moura Carvalho. O professor Liz Afonso Vaz de Figueiredo participou do Seminário de definição de Metodologia para os diagnósticos, da reunião final e coordenou a mesa de apresentação pública dos estudos no V Fórum Brasileiro de EA. A professora Isabel Carvalho além dessas atividades ficou responsável pela a análise dos diagnósticos e caracterização do estado da arte da EA. Para finalizar os trabalhos dos diagnósticos e organizar a apresentação pública dos mesmos, o projeto Tecendo Cidadania realizou no período de 14 a 16 de julho de 2004 a reunião final da
29 Recomendações para a realização dos diagnósticos sobre a Educação Ambiental em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=96 ; Questionários em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=97 ; Bibliografia d e apoio para estudos em Meio Ambiente e Educação Ambiental em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=98

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meta, com a participação do SIBEA, dos consultores e dos coordenadores do Diagnósticos das redes.30 O relatório final da caracterização foi apresentado publicamente numa mesa no V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, com a participação das redes envolvidas e do FNMA31. Tanto o relatório “Conhecendo a Educação Ambiental em 5 estados e 1 bioma brasileiro” quanto a apresentação em PowerPoint estão disponíveis no site da REBEA.32 Além, da apresentação pública dos resultados, para sua divulgação foi produzido um folder amplamente distribuído no V Fórum e cada rede que participou do processo recebeu uma cota para distribuição regional. Conclusão Diante dos resultados alcançados no projeto e da realização integral de todas as metas podemos considerar que o projeto não só cumpriu os objetivos propostos, mas de certa forma os superou. A ampliação de redes elos, o surgimento de novas redes, a reativação de redes que estavam adormecidas, a visibilidade dada ao trabalho dos educadores ambientais pelo site da REBEA, o posicionamento do educador ambiental enquanto sujeito político, participando do debate público, foram senão resultados, mas acontecimentos possíveis a partir do financiamento de 5 redes de educação ambiental pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente. Apesar de apenas 5 redes terem sido financiadas, seus projetos tiveram um efeito multiplicador e estimulante no campo da EA, possibilitando a articulação nacional e regional de educadores ambientais, com impactos positivos em suas atividades e na implantação da Política Nacional de Educação. Os resultados alcançados mostram a necessidade e os benefícios do financiamento do trabalho das redes, permitindo sua profissionalização em atividades essenciais como a comunicação e a realização de encontros e estudos, e as capacitações necessárias para que o movimento de organização de redes de educadores evolua para além de uma visão romântica, característica dos anos 90, quando começaram a surgir redes no Brasil, avançando para um estágio de maior complexidade, de forma que o trabalho em rede possa efetivamente cumprir sua potencialidade de empoderamento dos educadores ambientais e da sociedade brasileira. A descontinuidade da política de apoio à estruturação das redes de EA pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente, se persistir, terá um impacto muito negativo no grau de profissionalização, de articulação e da complexidade alcançados pelo conjunto das redes de EA, com o financiamento dos projetos.

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Programação disponível em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=664 Informação disponível em http://www.rebea.org.br/vnoticias.php?cod=804 32 Relatório disponível em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=843 e apresentação em pp disponível em http://www.rebea.org.br/vredeea.php?cod=788

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Institucional REBEA A partir de ações de estruturação e articulação realizadas pelo Projeto Tecendo Cidadania. Situação em agosto de 2004 encerramento do projeto

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Missão e Objetivos da Rede Brasileira de Educação Ambiental
Nossa missão:

Promover um amplo debate sobre os caminhos da educação ambiental no Brasil, apontando prioridades, métodos, técnicas, público alvo e estratégias de fortalecimento da atuação dos educadores ambientais.
Objetivos: Difundir e implantar o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Difundir e experiênciar a cultura organizacional de rede. Propiciar a difusão de informações relacionadas aos temas presentes no exercício da Educação Ambiental. Potencializar estratégias de atuação conjunta que apontem para uma maior definição do campo de atuação da EA. Contribuir para o fortalecimento da atuação dos educadores e educadoras ambientais no país, através do incentivo e apoio à comunicação e à troca de informações. Mapear iniciativas de EA, identificando métodos e técnicas bem sucedidas. Identificar os principais setores (por área temática e/ou geográfica) fomentando o surgimento de redes temáticas/geográficas que funcionariam articuladas a REBEA, dando corpo a ela. Contribuir para uma maior visibilidade e socialização de projetos e experiências da área de Educação Ambiental. Promover os Fóruns de Educação Ambiental em nível nacional, descentralizando ações e propiciando o exercício presencial da Rede. Avaliar e propor políticas públicas relacionadas à Educação Ambiental. Apoiar a implantação da Política Nacional de Educação Ambiental.

Acordo de Convivência
O Acordo de Convivência é um documento elaborado pela Facilitação Nacional da REBEA com o intuito de definir normas para o relacionamento, tendo como fonte inspiradora os princípios do padrão organizacional em rede: autonomia, democracia interna, respeito à diversidade, conectividade, multiliderança e interdependência. Acordo de Convivência - REBEA Do ponto de vista da gestão da rede e do convívio de seus integrantes são nossas regras de convivência:
Uso permanente de diálogo respeitoso, evitando a agressividade nas discussões e nos atos.

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O respeito ao sigilo e privacidade das instâncias deliberativas da Rebea (lista da facilitação nacional e reuniões da facilitação). Respeito às decisões específicas de cada rede, no que se refere a um determinado assunto e ações, efetivando o princípio da autonomia. Consulta às redes membros da REBEA quando da tomada de decisões que venham a atingi-las, aprimorando a horizontalização e a democracia interna e evitando-se a verticalidade no processo de gestão e decisão. Respeito à diversidade dos integrantes, considerando o caráter multi-setorial da Rebea, evitando-se atitudes excludentes e preconceituosas. Permanente busca do envolvimento dos participantes da Rede nos planejamentos, eventos, representações, colocando em prática os princípios de multiliderança e interdependência. O compromisso de compartilhamento de informações, conhecimentos, experiências, colocando em prática o princípio da conectividade. Inclusão na agenda da rede membro dos temas definidos para uma agenda de ação comum da REBEA: apoio à implantação da Política Nacional de Educação Ambiental, mobilização para a destinação de recursos públicos para a Educação Ambiental, participação e apoio aos movimentos pela inclusão digital; participação nos movimentos por uma Educação com qualidade, educação para o consumo sustentável. Evitar o uso de elementos que caracterizam a REBEA (marca, textos etc), a não ser em eventos e ações em que a rede efetivamente participe. Evitar que os interesses pessoais ou institucionais se sobreponham ao interesse coletivo da Rebea.

Agenda comum de trabalho das redes membros da REBEA
A Agenda comum foi definida na reunião da Facilitação Nacional da REBEA e na oficina "Sustentabilidade: projetando o futuro" que aconteceu em outubro de 2003, no âmbito da execução do projeto Tecendo Cidadania. Tem como objetivo facilitar as ações coordenadas das redes que constituem a REBEA, criando condições de ação conjunta em temas comuns: Implantação da Política Nacional de EA. Recursos públicos para a Educação Ambiental. Educação com qualidade. Educação para o consumo responsável. Inclusão digital.

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Gestão e funcionamento
Na REBEA procuramos a máxima horizontalidade possível, estimulando a iniciativa e independência dos elos. Nessa dinâmica, os facilitadores, pessoas e instituições que atuam difundindo cultura de redes, apoiando a criação de novos nós, são fundamentais. Nossa estrutura de gestão compreende quatro categorias de participação: entidades gestoras, elos, facilitadores e membros. A diferença entre essas categorias são níveis de responsabilidades diferentes na manutenção e administração da rede. As entidades gestoras, os elos e facilitadores pessoa física e instituições constituem a facilitação nacional da Rede. As entidades gestoras são as instituições diretamente envolvidas na administração e execução das atividades de manutenção da Rede. Os elos são as redes locais, temáticas, regionais, de educação ambiental que constituem os grandes nós regionais da malha da REBEA. São como as sinapses do cérebro, zonas de intensidade de fluxos de informação, centrais de articulação e difusão. A REBEA é uma rede de redes e também uma rede de educadores e pesquisadores que atuam na EA. Os facilitadores são pessoas e instituições que atuam na difusão da cultura de rede, apóiam e participam das atividades das redes. São re-editores que atualizam, no sentido de tornar presente, local, informações e iniciativas, adequando-as a realidade presencial. Em cada entidade gestora, em cada rede elo, há o trabalho permanente dos facilitadores. Normalmente a atuação dessas pessoas dá origem a novas redes. Os membros são as pessoas ou instituições que atuam na área de Educação Ambiental ou se interessam pelo tema e/ou pela experiência de trabalhar em rede. Para ser um membro da Rebea é necessário preencher o cadastro disponível no site. Para participar da lista na lista você deve cadastrar-se na Rebea e enviar o cadastro para listas.rebea@br.inter.net ou para a secretária executiva: Patrícia Mousinho serebea@br.inter.net As reuniões presenciais acontecem em eventos de educadores ambientais e nos Fóruns de Educação, o grande evento nacional dos educadores ambientais que atuam nas redes. Site da lista: http://br.groups.yahoo.com/group/REBEA/ REBEA-subscribe@yahoogrupos.com.br Assinar: Cancelar assinatura: REBEA-unsubscribe@yahoogrupos.com.br Secretarias executivas da Rede: Patrícia Mousinho – Ecomarapendi – período: agosto de 2004 ... Vivianne Amaral – Bioconexão – período 1999 a agosto de 2004 Heitor Queiroz de Medeiros – Ecopantanal – 1997 - 1999 Claudia Macedo - Associação Projeto Roda Vida - ...... - 1997

Facilitação Nacional
Entidades Gestoras atualmente (a partir de agosto de 2005) Associação Projeto Lagoa de Marapendi - Ecomarapendi www.ecomarapendi.org.br – sedia a secretaria executiva da Rede Fundação Universidade do Vale do Itajaí - Univali www.univali.br – hospeda o site da Rede Instituto 5 Elementos – apóia institucionalmente o Núcleo de produção de conteúdo, responsável pelo site

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Entidades Gestoras durante o projeto Tecendo Cidadania – setembro de 2002 a agosto de 2004 Instituto Ecoar para a Cidadania - Ecoar www.ecoar.org.br Instituto Ecologista de Desenvolvimento - Bioconexão bioconex@terra.com.br Associação Projeto Lagoa de Marapendi - Ecomarapendi www.ecomarapendi.org.br WWF Brasil www.wwf.org.br Fundação Universidade do Vale do Itajaí - Univali www.univali.br Serviço de Saneamento Ambiental de Santo André - Semasa www.semasa.sp.gov.br Elos Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - REMTEA www.ufmt.br/remtea Rede Mineira de Educação Ambiental - RMEA www.grupos.com.br/grupos/rmea Rede Paulista de Educação Ambiental - REPEA www.repea.org.br Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental - REASul www.reasul.univali.br Rede Acreana de Educação Ambiental - RAEA www.raea.org.br Aguapé - Rede Pantanal de Educação Ambiental www.redeaguape.org.br REA_RJ - Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro http://www.grupos.com.br/grupos/redeeducacaoambiental/ Rede de Educação Ambiental da Paraíba - REA/PB reapb@prac.ufpb.br Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio Itajaí - REABRI guarim@furb.br Rede de Educação Ambiental de São Carlos hscinquetti@linkway.com.br Rede de Centros de Educação Ambiental - Rede Ceas www.redeceas.esalq.usp.br/rede.htm REA-PR REASE - Rede de Educação Ambiental de Sergipe - www.ufs.br/proex.htm REABA Rede Capixaba de EA RUPEA - Rede Universitária de Pesquisa em Educação Ambiental http://www.uefs.br/rupea/ Facilitadores Aluísio Cardoso de Oliveira - RMEA ddama@pbh.gov.br Antonio Fernando Guerra -REASul / UNIVALI guerra@cttmar.univali.br Deborah Eliane Andrade Munhoz - Gerência de Meio Ambiente do SENAI/Sistema FIEMG deborahm@fiemg.com.br CECAE/USP - Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e de Atividades Especiais. Cristina Guarnieri / Marcos Sorrentino cecae@edu.usp.br Franklin Mattos - Grupo de Defesa Ecológica - GRUDE grude@grude.org.br franklin@grude.org.br Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental/GPEA / Programa de Pós-Graduação em Educação / PPGE / Universidade Federal de Mato Grosso/UFMT - Michèle Sato: michele@cpd.ufmt.br Guarim Liberato Martins Junior Guarim@Furb.Br Guarim@Cfh.Ufsc.Br Heitor Queiroz de Medeiros - REMTEA/Instituto Bioconexão heitoreco@terra.com.br Laboratório de Educação Ambiental / Departamento de Ciências Biológicas / Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI - Sônia Beatriz Balvedi Zakrzevski sbz@uri.com.br Martha Tristão - Universidade Federal de Espírito Santo martha@npd.ufes.br Pedro Aranha - OS VERDES - Movimento de Ecologia Social pedroaranha@radnet.com.br www.osverdes.org.br Vivianne Amaral - REBEA bioconex@uol.com.br

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Grupos de Trabalho da REBEA
Os Gts são instâncias de iniciativas descentralizadas na Rebea em questões consideradas estratégicas para seu desenvolvimento e cumprimento de seus objetivos. Os primeiros foram criados na reunião da Facilitação Nacional, em outubro de 2003. Para participar de um deles é necessário ser membro da Rede e entrar em contato com o coordenador. As atividades são online e presenciais. Alguns grupos são temporários, encerrando suas atividades após o cumprimento dos objetivos e outros são permanentes. Na dinâmica da Rede surgem novos grupos a partir do interesse dos educadores como é o caso da ativação do GT sobre Avaliação a partir de iniciativas na lista aberta da Rebea, em 2005.

GT Cultura digital
Objetivo: Estimular o uso de ferramentas que permitam a construção colaborativa de conhecimento sobre redes e educação ambiental; capacitar os facilitadores da REBEA para uso das mídias disponíveis na REBEA; pesquisar e ampliar o repertório de dispositivos que facilitem o trabalho coletivo na gestão das redes; e envolver universidades, institutos de pesquisa, empresas, sociedade civil organizada e governo em projetos de desenvolvimento das ações de Inclusão Digital. Coordenação - Patrícia Otero – REPEA Relatório da reunião realizada no V Fórum disponível em http://rebea.org.br/rebea/arquivos/gtculturadigital.pdf

GT Educação Ambiental & Empresas
Objetivo do GT: Iniciar o processo de diagnóstico da EA praticada pelas empresas com seus públicos internos e externos (funcionários e comunidade de entorno); dar visibilidade à diversidade de ações de EA praticada pelas empresas. Coordenação: Deborah Munhoz – RMEA Relatório da reunião realizada no V Fórum disponível em www.rebea.org.br/rebea/arquivos/relatorio.pdf Informações sobre o II Encontro Nacional do GT disponível em www.rebea.org.br/vquemsomos.php?cod=952

GT Agenda 21
Objetivo: Troca de experiências, divulgação de conceitos e práticas, tecer considerações para o fortalecimento de ações locais em prol da sustentabilidade. Coordenação: Cíntia Barenho - ONG Centro de Estudos Ambientais – CEA/REBEA

GT Avaliação em processos e projetos de EA
Informações sobre o GT disponíveis em http://www.rebea.org.br/vquemsomos.php?cod=925

GT Desdobramentos da CNIJMA
Objetivo: Avaliar o processo da Conferência nos Estados, incluindo o programa Vamos Cuidar das Escolas, em desenvolvimento pelo MEC/MMA, possibilitando a elaboração de uma proposta para a

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organização da Conferência em 2005. Coordenação: Tita Vieira - REABA
Relatório da reunião realizada no V Fórum disponível em http://www.rebea.org.br/vquemsomos.php?cod=1019

GT Formação de educadores e educadoras ambientais
Objetivo: Discutir as políticas de formação ambiental inicial e continuada dos educadores (as) e gestores (as) ambientais; encaminhar propostas de implementação das políticas públicas voltadas para a formação de educadores (as) e gestores (as) ambientais junto a agências formadoras; propor estratégias para institucionalizar a EA nas Instituições de Ensino Superior, órgãos públicos, empresas, indústrias e movimentos sociais; comprometer ética e politicamente educadores, pesquisadores e gestores de Políticas Públicas com as questões ambientais, educação e a pesquisa; explicitar as especificidades das linhas de pesquisa em EA e gestão ambiental; buscar financiamentos para programas de pesquisa junto às agências de fomento nacionais e internacionais. Coordenação: Antonio Guerra - REASUL

GT Sustentabilidade Rebea
Objetivo: pensar e propor estratégias para sustentabilidade da REBEA Coordenação: Vivianne Amaral: Rebea

GT Informação e Comunicação Ambiental
Objetivo: estabelecer parcerias, identificar e propor estratégias para o aprimoramento da atuação da Rebea nas áreas de informação ambiental e comunicação social. Coordenação: Allison Ishy - Rede Aguapé Proposta de assessoria de Comunicação do V Fórum disponível em http://www.rebea.org.br/vvforum.php?cod=635

GT Observatório da Política Pública de EA
Objetivo: acompanhar e contribuir para implantação da PNEA e Pronea, propor ações para a melhor implantação da PNEA. Coordenação: Vivianne Amaral - Rebea

GT Formação de facilitadores e difusão da cultura de redes
Objetivo: refletir sobre, propor e executar estratégias para a formação de facilitadores de redes e a difusão da cultura de atuação em rede. Coordenação: Jaqueline Guerreiro – Rede EA RJ

GT Programas Universitários de Educação Ambiental
Objetivos: Estabelecer um espaço de diálogo sobre a concepção e implementação de Programas Universitários de Educação Ambiental (PUEAs), a partir da experiência da RUPEA. Coordenação: Cláudia Coelho – UESB/RUPEA e Maria de Lourdes Spazziani – CUML/RUPEA

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Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
Objetivo: Situar historicamente o Tratado em sua origem e contexto em que foi redigido por ocasião da Rio 92, conferindo sua atualidade ou necessidade de atualização a partir dos avanços da Educação Ambiental dos Atores que interferem na qualidade do ambiente e de vida. Coordenação: Moema Viezzer - REBEA

Centros de EA
Objetivo – refletir e propor estratégias sobre os Centros de Educação Ambiental Coordenação: Fábio Deboni / Alexandre Falcão – Rede CEAs

GTs Temporários (encerrados a partir do cumprimento de seu objetivo) GT Acordo de Convivência
Objetivo: propor o acordo de convivência para a Rebea Coordenação: Aurora Costa – REA Pb

GT V Fórum

Objetivo: elaboração de projeto para o V Fórum Coordenação: Patrícia Mousinho - REBEA

GT Captação de recursos

Objetivo: identificar e propor estratégias para captação de recursos para o V Fórum Coordenação: Franklin de Mattos - Rebea GT Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental – SIBEA Objetivo: Diagnósticos de EA e alimentação do sistema Coordenação: Cyntia Helena Ravena Pinheiro – Repea

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Carta de Princípios:
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve, portanto propiciar a reflexão, o debate e a sua própria modificação. Nós signatários, pessoas de todas as partes do mundo, comprometidos com a proteção da vida na Terra, reconhecemos o papel central da educação na formação de valores e na ação social. Nos comprometemos com o processo educativo transformador através do envolvimento pessoal, de nossas comunidades e nações para criar sociedades sustentáveis e eqüitativas. Assim, tentamos trazer novas esperanças e vida para nosso pequeno, tumultuado, mas ainda assim belo planeta. I – Introdução Consideramos que a educação ambiental para uma sustentabilidade eqüitativa é um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relação de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva a nível local, nacional e planetário. Consideramos que a preparação para as mudanças necessárias depende da compreensão coletiva da natureza sistêmica das crises que ameaçam o futuro do planeta. As causas primárias de problemas como o aumento da pobreza, da degradação humana e ambiental e da violência podem ser identificadas no modelo de civilização dominante, que se baseia em superprodução e super consumo para uns e subconsumo e falta de condições para produzir por parte da grande maioria. Consideramos que são inerentes à crise a erosão dos valores básicos e a alienação e a não participação da quase totalidade dos indivíduos na construção de seu futuro. É fundamental que as comunidade planejem e implementem suas próprias alternativas às políticas vigentes. dentre estas alternativas está a necessidade de abolição dos programas de desenvolvimento, ajustes e reformas econômicas que mantêm o atual modelo de crescimento com seus terríveis efeitos sobre o ambiente e a diversidade de espécies, incluindo a humana. Consideramos que a educação ambiental deve gerar com urgência mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como harmonia entre os seres humanos e destes com outras formas de vida. II - Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global 1. A educação é um direito de todos, somos todos aprendizes e educadores. 2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade. 3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações. 4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social. 5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar. 6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas. 32

7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seus contextos social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira. 8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mútua e eqüitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas. 9. A educação ambiental deve recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, lingüística e ecológica. Isto implica uma revisão da história dos povos nativos para modificar os enfoques etnocêntricos, além de estimular a educação bilíngüe. 10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações, promover oportunidades para as mudanças democráticas de base que estimulem os setores populares da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios destinos. 11. A educação ambiental valoriza as diferentes formas de conhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado. 12. A educação ambiental deve ser planejada para capacitar as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e humana. 13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais. 13. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal privilegiado de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores. 14. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. Deve converter cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis. 15. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos. III - Plano de Ação As organizações que assinam este tratado se propõem a implementar as seguintes diretrizes: 1. Transformar as declarações deste Tratado e dos demais produzidos pela Conferencia da Sociedade Civil durante o processo da Rio 92 em documentos a serem utilizados na rede formal de ensino e em programas educativos dos movimentos sociais e suas organizações. 2. Trabalhar a dimensão da educação ambiental para sociedades sustentáveis em conjunto com os grupos que elaboraram os demais tratados aprovados durante a Rio 92. 3. Realizar estudos comparativos entre os tratados da sociedade civil e os produzidos pela Conferência das nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento - UNCED; utilizar as conclusões em ações educativas. 4. Trabalhar os princípios deste tratado a partir das realidades locais, estabelecendo as devidas conexões com a realidade planetária, objetivando a conscientização para a transformação. 5. Incentivar a produção de conhecimento, políticos, metodologias e práticas de Educação Ambiental em todos os espaços de educação formal, informal e não formal, para todas as faixas etárias. 6. Promover e apoiar a capacitação de recursos humanos para preservar, conservar e gerenciar o ambiente, como parte do exercício da cidadania local e planetária. 7. Estimular posturas individuais e coletivas, bem como políticas institucionais que revisem permanentemente a coerência entre o que se diz e o que se faz, os valores de nossas culturas, tradições e história. 8. Fazer circular informações sobre o saber e a memória populares; e sobre iniciativas e tecnologias 33

apropriadas ao uso dos recursos naturais. 9. Promover a co-responsabilidade dos gêneros feminino e masculino sobre a produção, reprodução e manutenção da vida. 10. Estimular a apoiar a criação e o fortalecimento de associações de produtores e de consumidores e redes de comercialização que sejam ecologicamente responsáveis. 11. Sensibilizar as populações para que constituam Conselhos populares de ação Ecológica e Gestão do Ambiente visando investigar, informar, debater e decidir sobre problemas e políticas ambientais. 12. Criar condições educativas, jurídicas, organizacionais e políticas para exigir dos governos que destinem parte significativa de seu orçamento à educação e meio ambiente. 13. Promover relações de parceria e cooperação entre as Ongs e movimentos sociais e as agencias da ONU (UNESCO, PNUMA, FAO entre outras), a nível nacional, regional e internacional, a fim de estabelecerem em conjunto as prioridades de ação para educação, meio ambiente e desenvolvimento. 14. Promover a criação e o fortalecimento de redes nacionais, regionais e mundiais para a realização de ações conjuntas entre organizações do Norte, Sul, Leste e Oeste com perspectiva planetária (exemplos: dívida externa, direitos humanos, paz, aquecimento global, população, produtos contaminados). 15. Garantir que os meios de comunicação se transformem em instrumentos educacionais para a preservação e conservação de recursos naturais, apresentando a pluralidade de versões com fidedignidade e contextualizando as informações. Estimular transmissões de programas gerados pelas comunidades locais. 16. Promover a compreensão das causas dos hábitos consumistas e agir para a transformação dos sistemas que os sustentam, assim como para com a transformação de nossas próprias práticas. 17. Buscar alternativas de produção autogestionária e apropriadas econômica e ecologicamente, que contribuam para uma melhoria da qualidade de vida. 18. Atuar para erradicar o racismo, o sexismo e outros preconceitos; e contribuir para um processo de reconhecimento da diversidade cultura dos direitos territoriais e da autodeterminação dos povos. 19. Mobilizar instituições formais e não formais de educação superior para o apoio ao ensino, pesquisa e extensão em educação ambiental e a criação, em cada universidade, de centros interdisciplinares para o meio ambiente. 20. Fortalecer as organizações e movimentos sociais como espaços privilegiados para o exercício da cidadania e melhoria da qualidade de vida e do ambiente. 21. Assegurar que os grupos de ecologistas popularizem suas atividades e que as comunidades incorporem em seu cotidiano a questão ecológica. 22. Estabelecer critérios para a aprovação de projetos de educação para sociedades sustentáveis, discutindo prioridades sociais junto às agencias financiadoras. IV - Sistema de Coordenação, Monitoramento e Avaliação Todos os que assinam este Tratado concordam em: 1. Difundir e promover em todos os países o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e responsabilidade Global através de campanhas individuais e coletivas, promovidas por Ongs, movimentos sociais e outros. 2. Estimular e criar organizações, grupos de Ongs e Movimentos Sociais para implantar, implementar, acompanhar e avaliar os elementos deste Tratado. 3. Produzir materiais de divulgação deste tratado e de seus desdobramentos em ações educativas, sob a forma de textos, cartilhas, cursos, pesquisas, eventos culturais, programas na mídia, ferias de criatividade popular, correio eletrônico e outros. 4. Estabelecer um grupo de coordenação internacional para dar continuidade às propostas deste Tratado. 5. Estimular, criar e desenvolver redes de educadores ambientais. 6. Garantir a realização, nos próximos três anos, do 1º Encontro Planetário de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis. 7. Coordenar ações de apoio aos movimentos sociais em defesa da melhoria da qualidade de vida, exercendo assim uma efetiva solidariedade internacional. 34

8. Estimular articulações de Ongs e movimentos sociais para rever estratégias de seus programas relativos ao meio ambiente e educação. V - Grupos a serem envolvidos Este Tratado é dirigido para: 1. Organizações dos movimentos sociais-ecologistas, mulheres, jovens, grupos étnicos, artistas, agricultores, sindicalistas, associações de bairro e outros. 2. Ongs comprometidas com os movimentos sociais de caráter popular. 3. Profissionais de educação interessados em implantar e implementar programas voltados à questão ambiental tanto nas redes formais de ensino, como em outros espaços educacionais. 4. Responsáveis pelos meios de comunicação capazes de aceitar o desafio de um trabalho transparente e democrático, iniciando uma nova política de comunicação de massas. 5. Cientistas e instituições científicas com postura ética e sensíveis ao trabalho conjunto com as organizações dos movimentos sociais. 6. Grupos religiosos interessados em atuar junto às organizações dos movimentos sociais. 7. Governos locais e nacionais capazes de atuar em sintonia/parceria com as propostas deste Tratado. 8. Empresários (as) comprometidos (as) em atuar dentro de uma lógica de recuperação e conservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida, condizentes com os princípios e propostas deste Tratado. 9. Comunidades alternativas que experimentam novos estilos de vida condizentes com os princípios e propostas deste Tratado. VI - Recursos Todas as organizações que assinam o presente Tratado se comprometem: 1. Reservar uma parte significativa de seus recursos para o desenvolvimento de programas educativos relacionados com a melhoria do ambiente e com a qualidade de vida. 2. Reivindicar dos governos que destinem um percentual significativo do Produto Nacional Bruto para a implantação de programas de Educação Ambiental em todos os setores da administração pública, com a participação direta de Ongs e movimentos sociais. 3. Propor políticas econômicas que estimulem empresas a desenvolverem aplicarem tecnologias apropriadas e a criarem programas de educação ambiental parte de treinamentos de pessoal e para comunidade em geral. 4. Incentivar as agencias financiadoras a alocarem recursos significativos a projetos dedicados à educação ambiental: além de garantir sua presença em outros projetos a serem aprovados, sempre que possível. 5. Contribuir para a formação de um sistema bancário planetário das Ongs e movimentos sociais, cooperativo e descentralizado que se proponha a destinar uma parte de seus recursos para programas de educação e seja ao mesmo tempo um exercício educativo de utilização de recursos financeiros.

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V Fórum Brasileiro de EA: a festa das redes de educação ambiental que compõem a malha da cidadania da REBEA – 2004 Foto: Antônio F. Guerra.

Contatos sobre o relatório: Vivianne Amaral bioconex@uol.com.br Rosi Cheque rosicheque@hotmail.com Débora Olivato dolivato@ig.com.br

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