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Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º

Cidadania e Mundo Atual

Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º

Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º ano

Escola Secundária de Benavente

Escola Secundária de Benavente Módulo B1: Organização do Estado Democrático: A Nossa Democracia Dimensão Política e

Módulo B1: Organização do Estado Democrático:

A Nossa Democracia

Escola Secundária de Benavente Módulo B1: Organização do Estado Democrático: A Nossa Democracia Dimensão Política e

Dimensão Política e Jurídica (Componente de Formação Sociocultural)

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Escola Secundária de Benavente (génese; prevalência face a outras normas ou leis; princípios, direitos, deveres e

(génese; prevalência face a outras normas ou leis; princípios, direitos, deveres e garantias e organização política)

O Estado de Direito – a Constituição:

CARACTERIZAÇÃO DO PAÍS Referências gerais

Portugal é o país mais ocidental da Europa, prolongando-se no Oceano Atlântico através dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.

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Escola Secundária de Benavente Enquadrado pelas mais antigas fronteiras da Europa, Portugal foi, no passado, ponto

Enquadrado pelas mais antigas fronteiras da Europa, Portugal foi, no passado, ponto de partida de grandes viagens marítimas cuja importância se repercutiu na evolução do progresso da humanidade.

Atualmente, Portugal é um país plenamente integrado na União Europeia, mas a sua história faz com que mantenha laços fortes que o ligam, de modo muito particular, aos países de expressão portuguesa.

Com uma superfície de 92 082 Km 2 e uma população de pouco mais de nove milhões de habitantes, é um país diversificado, não só geograficamente, mas também económica e socialmente, embora sem oposições culturais, étnicas ou linguísticas.

A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, é a adotada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910, e o Hino Nacional é "A Portuguesa".

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Bandeira – É um retângulo com proporções 2:3, dividido verticalmente em verde e vermelho Centrado na linha de separação entre o verde e o vermelho está o brasão de armas de Portugal, consistindo numa esfera armilar sobreposta pelo tradicional escudo português, que é de prata, com cinco escudetes de azul carregados de cinco besantes de prata e bordadura de vermelho, com sete castelos de ouro. A bandeira foi oficialmente adotada a 30 de Junho de 1911, mas era já usada desde a Proclamação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910.

A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é a cor combativa, quente, viril, por

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excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre ( incita
excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (
incita à vitória.
Lembra o sangue e
).
...

Hino Nacional - A Portuguesa, nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa". Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por receção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado.

Escola Secundária de Benavente excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante,
Escola Secundária de Benavente excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante,

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Escola Secundária de Benavente O Estado de Direito Falar de Estado, significa falar de uma sociedade

O Estado de Direito

Falar de Estado, significa falar de uma sociedade politicamente organizada.

A vida em sociedade pressupõe a existência de múltiplos interesses individuais, colidindo uns com os outros e muitas vezes com tendência a se sobreporem aos interesses coletivos.

O Direito aparece, como um instrumento capaz de regular as relações que se estabelecem entre os membros da sociedade.

Torna-se pois necessário o aparecimento de uma instituição que fosse dotada de meios capazes de fazer cumprir a lei e que ao mesmo tempo possibilitasse a realização do bem-estar social.

Essa instituição é o Estado e representa a mais progressiva e complexa forma de sociedade política.

Há, assim, uma estreita interdependência entre o Estado e o Direito, porque sendo o Estado uma necessidade, também o Direito o é, pois representa a linguagem de quem governa.

O Estado, ao ser ao mesmo tempo autor e intérprete das leis, ao impor a lei e a ordem, é de facto um instrumento indispensável para assegurar a vida do Homem em sociedade.

Em suma:

Entende-se por Estado de Direito aquele em que toda a atuação do poder político está subordinada a regras jurídicas, de modo a assegurar os direitos e liberdades dos cidadãos perante o próprio Estado.

Artº. 2º - Estado de Direito Democrático

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticos, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia

participativa.

Constituição da República Portuguesa, 1976

A lei é a expressão da vontade geral, ou seja, da vontade popular, tendo por isso que ser acatada quer pelos cidadãos quer pelo Estado. A lei ordinária relaciona-se e subordina-se à lei fundamental, que é a Constituição. O controlo da constitucionalidade das leis é uma exigência do Estado.

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Escola Secundária de Benavente Elementos do Estado : Os elementos ou condições de existência do Estado

Elementos do Estado:

Os elementos ou condições de existência do Estado são:

  • O povo (população).

  • O território.

  • O poder político (Soberania).

Povo:

Escola Secundária de Benavente Elementos do Estado : Os elementos ou condições de existência do Estado

O povo é a comunidade de cidadãos ou nacionais de cada Estado. Território:

O território do Estado compreende:

  • a) O território terrestre.

  • b) Território aéreo.

  • c) Território marítimo.

- O território do Estado Português abrange não só o território historicamente definido no Continente Europeu, como também os Arquipélagos dos Açores a da Madeira.

Poder político:

A característica fundamental do poder político é a autoridade que um povo fixado num território exerce por direito próprio, instituindo órgãos governativos.

Soberania: Capacidade de se organizar politicamente de forma autónoma (Ter órgãos para executar as leis, fazer leis, etc).

Organização política

Portugal é uma República, um Estado democrático e unitário, cuja parte insular, os arquipélagos dos Açores e Madeira, é constituída por regiões autónomas dotadas de estatutos político-administrativos e órgãos de governo próprios.

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Escola Secundária de Benavente A Constituição da República Portuguesa , data de 1976. Portugal passou a
Escola Secundária de Benavente A Constituição da República Portuguesa , data de 1976. Portugal passou a

A Constituição da República Portuguesa, data de 1976. Portugal passou a ser um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência dos poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

A

6

ª revisão

da Constituição

da República

Portuguesa

vigente foi promulgada pela Lei Constitucional nº 1/2004, de 24 de Julho. A validade das leis e dos demais atos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer

outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição. A soberania, una e indivisível, reside no povo que a exerce segundo as formas previstas na Constituição. A Constituição de 1976 é a garantia da existência de um Estado de Direito Democrático.

Assim no seu preâmbulo, constam os seus objetivos:

A 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

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Escola Secundária de Benavente Os fins do Estado Os fins do Estado são os objetivos que

Os fins do Estado

Os fins do Estado são os objetivos que ele se propõe atingir.

Os fins do estado são 3:

  • A segurança

  • A justiça

  • O bem estar económico e social

Escola Secundária de Benavente Os fins do Estado Os fins do Estado são os objetivos que

A segurança assume um duplo significado. Assim temos a segurança individual e a segurança coletiva.

Segurança individual - Significa que cada cidadão deve saber com o que pode contar dentro das suas fronteiras e tal ser-lhe-á assegurado através de normas jurídicas criadas pelos órgãos do Estado, definindo os direitos e deveres de cada cidadão.

Segurança coletiva - trata-se da defesa da coletividade face ao exterior

A nossa Constituição quanto aos fins do Estado refere que são tarefas fundamentais do Estado garantir a independência nacional; garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito do estado de direito democrático; promover o bem - estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade entre os portugueses.

As funções do Estado

As funções do Estado são as atividades desenvolvidas pelos órgãos do poder político com vista à realização dos objetivos consagrados na Constituição.

Hoje em dia fala-se fundamentalmente de 4 funções do Estado:

  • Função legislativa;

  • Função administrativa;

  • Função judicial;

  • Função política

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Escola Secundária de Benavente Estas funções podem-se caracterizar das seguintes formas:  Função legislativa : É

Estas funções podem-se caracterizar das seguintes formas:

  • Função legislativa: É a função que produz os atos legislativos, ou seja, atos com valor de leis. Esta função é levada a cabo pela Assembleia da Republica; pelo Governo e pelas Assembleias Legislativas Regionais.

  • Função administrativa: É uma função que visa a execução das leis e a satisfação das necessidades coletivas. O Governo é o órgão superior da administração. As autarquias locais também têm competência administrativa.

  • Função judicial: Visa a resolução de conflitos de interesse. É levada a cabo por órgãos independentes e imparciais e apenas estão sujeitos à lei.

  • Função política: Traduz-se na prática de atos individuais e concretos que não são passíveis de recurso contencioso. Ex.: atos de promulgação, de autorização, etc. A competência política pertence ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.

Os Órgãos de Soberania – a sua composição e competências: (Presidente da República, Assembleia da República; Governo e Tribunais)

ÓRGÃOS DE SOBERANIA

O 5 de Outubro de 1910 foi uma data muito importante, pois marcou o fim da Monarquia em Portugal. Nesse dia, na varanda dos Paços do Concelho (Câmara Municipal) de Lisboa, José Relvas proclamou a implantação da 1.ª República. Muita coisa mudou ... Portugal deixou de ser governado por um rei, dando lugar ao Presidente da República, eleito pelo povo. O primeiro Presidente da República eleito pelo povo foi um senhor chamado Manuel de Arriaga (de 24 de Agosto de 1911 a 29 de Maio de 1915).

Escola Secundária de Benavente Estas funções podem-se caracterizar das seguintes formas:  Função legislativa : É
Escola Secundária de Benavente Estas funções podem-se caracterizar das seguintes formas:  Função legislativa : É

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Escola Secundária de Benavente Quem chefia o Estado? Em democracia, o povo é o detentor do
Escola Secundária de Benavente Quem chefia o Estado? Em democracia, o povo é o detentor do

Quem chefia o Estado?

Em democracia, o povo é o detentor do poder político. A definição do poder político é uma componente tradicional e necessária das constituições e está naturalmente enformada pelos princípios constitucionais. O Presidente da República é o primeiro órgão de soberania previsto na Constituição da República portuguesa (C.R.P. – Constituição da República Portuguesa).

Presidente da República

  • A idade mínima para se poder votar é de 18 anos.

  • São elegíveis para Presidente da República, cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos.

  • O mandato do Presidente da República tem a duração de cinco anos e termina com a posse do novo Presidente eleito.

O Presidente da República é o órgão máximo da nação e, por inerência, o Comandante Supremo das Forças Armadas. Eleito por maioria absoluta por sufrágio universal, direto e secreto, o Presidente da República representa a República Portuguesa e garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas.

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Escola Secundária de Benavente Ao Presidente da República compete designadamente, nomear e exonerar o Primeiro Ministro,

Ao Presidente da República compete designadamente, nomear e exonerar o Primeiro Ministro, dissolver a Assembleia da República (AR), promulgar e mandar publicar os diplomas legais e exercer o direito de veto sobre estes, submeter a referendo questões de relevante interesse nacional, indultar e comutar penas, declarar o estado de sítio ou de emergência, declarar a guerra e fazer a paz. O Presidente da República tem como órgão político de consulta o Conselho de Estado, a que preside, composto pelos seguintes membros:

Bandeira Oficial da Presidência da República Portuguesa

Bandeira Oficial da Presidência da República Portuguesa

Presidente da Assembleia da República; Primeiro-Ministro; Presidente do Tribunal Constitucional; Provedor de Justiça; Presidentes dos governos regionais; Os antigos presidentes da República eleitos na vigência da Constituição que não hajam sido destituídos do cargo; Cinco cidadãos designados pelo Presidente da República

pelo período correspondente à duração do seu mandato; Cinco cidadãos eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.

Como decisor

Ao Presidente são-lhe cometidas competências que exerce com total independência, agindo de acordo com o que entenda mais conveniente na defesa dos supremos interesses do Estado e das instituições democráticas. As suas vastas competências são, por via de regra, exercidas em estreita e obrigatória conexão com outros órgãos ou titulares de cargos políticos e de acordo com preceitos normativos constitucionais e da lei ordinária.

São exemplo das competências do Presidente da República quanto a outros órgãos:

art. 133º b) - marcar, de harmonia com a lei eleitoral, o dia das eleições e dos referendos.

art. 133º e) - dissolver a Assembleia da República observando o disposto no art. 172º, ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado. art. 133º i) - presidir ao Conselho de Ministros quando o Primeiro-Ministro lho solicitar.

art. 133º n) - nomear cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura.

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Escola Secundária de Benavente São exemplos de competências na prática de atos próprios:  art. 134º

São exemplos de competências na prática de atos próprios:

art. 134º b) - promulgar e mandar promulgar leis, decretos-leis e decretos regulamentares.

art. 134º d) - declarar o estado de sítio ou o estado de emergência (observados o art.19º nº 2,3. art. 134º d) e art. 138º). art. 134º e) - pronunciar-se sobre todas as emergências graves para a vida nacional.

São exemplos de competências do Presidente da República nas relações internacionais:

art. 135º c) declarar a guerra em caso de agressão efetiva ou eminente e fazer a paz, conforme as disposições constitucionais na matéria. No prazo de vinte dias contados da receção de qualquer decreto da Assembleia da República para ser promulgado como lei, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, solicitando nova apreciação do diploma em mensagem fundamentada.

As decisões presidenciais são influenciadas:

• pelos pareceres solicitados ao Conselho de Estado (art. 145º f); • pela audição das entidades que a Constituição lhe impõe que o faça (art. 133º, j), l) e p); • pelo que ele entenda que são, em cada momento, os superiores interesses da República Portuguesa. O Conselho de Estado é presidido pelo Presidente da República, podendo este solicitar conselho sempre que, no exercício das suas funções, entender conveniente, de acordo com o que estipula a alínea f) do art. 145º. O Presidente da República tem ainda como órgãos de apoio a Casa Civil, a Casa Militar e o Gabinete da Presidência da República.

A Secretaria Geral da Presidência da República é o serviço de apoio técnico, administrativo, informativo e documental da Presidência da República.

A implantação da República Portuguesa

A implantação da República Portuguesa

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Escola Secundária de Benavente Presidentes da República Portuguesa desde 5 de Outubro de 1910 até à

Presidentes da República Portuguesa desde 5 de Outubro de 1910 até à atualidade

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Escola Secundária de Benavente OS PRESIDENTES DA DEMOCRACIA PORTUGUESA (Desde 25 de abril de 1974) Professor:
Escola Secundária de Benavente OS PRESIDENTES DA DEMOCRACIA PORTUGUESA (Desde 25 de abril de 1974) Professor:

OS PRESIDENTES DA DEMOCRACIA PORTUGUESA (Desde 25 de abril de 1974)

Escola Secundária de Benavente OS PRESIDENTES DA DEMOCRACIA PORTUGUESA (Desde 25 de abril de 1974) Professor:
Escola Secundária de Benavente OS PRESIDENTES DA DEMOCRACIA PORTUGUESA (Desde 25 de abril de 1974) Professor:

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Escola Secundária de Benavente Quem representa os cidadãos? Por definição constitucional a Assembleia da República é
Escola Secundária de Benavente Quem representa os cidadãos? Por definição constitucional a Assembleia da República é

Quem representa os cidadãos?

Por definição constitucional a Assembleia da República é a assembleia representativa de todos os portugueses (art. 147º). É o órgão legislativo por excelência e o principal fórum de debate político e de fiscalização da atividade governamental.

É composta pelo mínimo de 180 e pelo máximo de 230 deputados (art. 148º). Os Deputados representam todo o país e não os círculos eleitorais onde foram eleitos (art. 152º). O mandato dos deputados tem a duração de 4 anos (uma legislatura). Cada legislatura tem quatro sessões e o período normal de funcionamento é de 15 de Setembro a 15 de Julho (art. 174º).

Na Assembleia da República debatem-se as questões essenciais da vida nacional e elaboram-se as leis que as regulam. Assim, o art. 161º determina que são competências políticas e legislativas da Assembleia a revisão da Constituição, nos termos dos arts. 284º a 289º; aprovação e alteração dos Estatutos político-administrativos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira; fazer leis; conceder amnistias e perdões genéricos; aprovar o Orçamento do Estado e o Plano; conceder autorização legislativa ao Governo e às Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira; autorizar empréstimos; etc.

Assembleia da República

A Assembleia da República é o órgão representativo de todos os cidadãos portugueses.

A Assembleia da República tem presentemente 230 deputados, eleitos por sufrágio universal, direto e secreto, podendo organizar-se em grupos parlamentares dos partidos políticos ou das suas coligações.

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Escola Secundária de Benavente  As candidaturas para deputado são apresentadas, nos termos da lei, pelos
  • As candidaturas para deputado são apresentadas, nos termos da lei, pelos partidos políticos, isoladamente ou em coligação. As listas podem integrar cidadãos não inscritos nos respetivos partidos políticos.

  • Os deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos.

A Assembleia da República pode legislar em todos os domínios, com exceção do que concerne à organização e funcionamento do Governo. Há matérias específicas que são da reserva exclusiva da Assembleia da República, outras cuja competência legislativa pode ser exercida pelo Governo mediante autorização da Assembleia da República e ainda matérias em que a competência legislativa é concorrencial da Assembleia da República e do Governo.

No seio da Assembleia da República funcionam comissões especializadas permanentes e comissões eventuais de inquérito para fins determinados.

É nas comissões especializadas que se realiza o essencial da preparação do trabalho legislativo.

Para além dos poderes legislativos, compete à Assembleia da República aprovar as leis das grandes opções do Plano e do Orçamento de Estado, apreciar o programa do Governo e votar moções de confiança e de censura ao governo.

Compete ainda à Assembleia da República eleger membros do Conselho de Estado, dos Conselhos Superiores do Ministério Público e da Magistratura, Juízes do Tribunal Constitucional e membros de outros órgãos.

Elege também o Provedor de Justiça, que é um órgão independente, ao qual os cidadãos podem apresentar queixas por ações ou omissões dos poderes públicos, competindo ao seu titular apreciar as queixas e dirigir aos órgãos competentes as recomendações necessárias para prevenir e reparar injustiças.

A Assembleia da República dispõe de serviços hierarquizados, denominados serviços da Assembleia da República e unicamente desta dependentes, que visam permitir o desenvolvimento da sua atividade específica.

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Escola Secundária de Benavente Competências da Assembleia da República Enquanto assembleia representativa dos cidadãos portugueses, são

Competências da Assembleia da República

Enquanto assembleia representativa dos cidadãos portugueses, são atribuídas vastas competências à Assembleia da República, enunciadas nos artigos 161º (competência política e legislativa) e 162º (competência de fiscalização), 163º (competência quanto a outros órgãos).

Segundo o art. 164º só a AR pode legislar sobre as matérias da sua exclusiva competência; quanto às matérias enunciadas no art. 165º a Assembleia da República legisla-as ou autoriza o Governo a sobre elas legislar.

O art. 162º da Constituição atribui competências de fiscalização à AR no que se refere a:

• convenções e tratados internacionais; • referendos; • declaração de guerra e de paz; • matérias pendentes de decisão em órgãos no âmbito da União Europeia; • cumprimento da Constituição e das Leis; • atos do Governo e da Administração Pública; • declaração dos estados de sítio e de emergência; • contas do Estado e os relatórios de execução dos planos. matérias relativamente às quais a Assembleia da República pode autorizar o Governo a legislar.

O art. 163º da Constituição da República Portuguesa considera ainda outras competências da Assembleia da República:

Presidente da República - Testemunha a posse; autoriza-o a ausentar-se do país; inicia eventuais processos criminais e toma conhecimento da mensagem de renúncia do seu mandato.

Governo - Fiscaliza o programa de Governo; vota moções de confiança e de censura ao Governo; acompanha e aprecia a participação de Portugal no processo de construção da União Europeia.

Conselhos - Elege cinco membros do Conselho de Estado, cinco membros da Alta Autoridade para a Comunicação Social, membros do Conselho Superior do Ministério Público e o Presidente do Conselho Económico-Social.

Magistratura – Elege dez juízes do Tribunal Constitucional, sete Vogais do Conselho Superior da Magistratura. O Provedor de Justiça ocupa um órgão dependente da Assembleia da República mas não é magistrado.

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Escola Secundária de Benavente • Militares - Acompanha, nos termos da lei e do regimento, o

Militares - Acompanha, nos termos da lei e do regimento, o envolvimento de contingentes militares portugueses no estrangeiro.

Competência Legislativa - Legisla no âmbito de:

a) reserva absoluta de competência legislativa - domínio Assembleia da República pode legislar;

reservado

de

matérias em que

a

b) reserva relativa de competência legislativa.

Como funciona a Assembleia da República

A Assembleia da República funciona em plenário e em comissões. As votações em plenário realizam-se por maioria simples dos votos dos deputados presentes ou maioria qualificada, conforme o que, para as matérias em discussão, as respetivas normas constitucionais preceituam. São exemplos de votações que exigem maioria qualificada as seguinte:

• A revisão da Constituição em qualquer momento (revisão extraordinária) - maioria de 4/5 dos deputados em efetividade de funções (nº 2 do art. 284º).

• A eleição de dez juízes do Tribunal Constitucional, do Provedor de Justiça, do Presidente do Conselho Económico e Social - maioria de 2/3 dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções (alínea i do art. 163º).

• A aprovação das leis orgânicas,

na votação global final - maioria absoluta dos deputados em

efetividade de funções (nº5 do art. 168º).

• A aprovação de leis sobre restrições ao exercício de direitos por militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efctivo - maioria de 2/3 dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções (nº 6 do artº 168º e alínea o do art 164º).

As comissões parlamentares, através das quais a Assembleia da República também funciona, são as que constam do seu regimento. A composição das comissões corresponde à representatividade dos partidos na Assembleia da República. Compete-lhes apreciar as petições dirigidas ao Parlamento, podendo algumas destas ser apreciadas por comissões especialmente constituídas para o efeito (artº

178º).

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Escola Secundária de Benavente O Presidente da Assembleia da República dirige e coordena os trabalhos da
Escola Secundária de Benavente O Presidente da Assembleia da República dirige e coordena os trabalhos da
Escola Secundária de Benavente O Presidente da Assembleia da República dirige e coordena os trabalhos da

O Presidente da Assembleia da República dirige e coordena os trabalhos da assembleia da República e superintende a administração, os serviços e as forças de segurança ao serviço da mesma. Substitui interinamente o Presidente da República em caso de impedimento temporário ou vagatura do cargo até à tomada de posse do novo Presidente eleito. O Presidente da Assembleia da República é eleito por maioria absoluta dos Deputados em efetividade de funções na primeira reunião plenária da legislatura, tendo o mandato a mesma duração (quatro anos). De entre as inúmeras competências do Presidente da Assembleia da República, destacam-se a representação nacional e internacional da Assembleia e a presidência da Mesa, da Comissão Permanente, da Conferência de Líderes e da Conferência dos Presidentes das Comissões Parlamentares. É também da sua responsabilidade a marcação das reuniões plenárias e a fixação da respetiva ordem do dia, ouvida a Conferência de Líderes. O Presidente da Assembleia da República não toma geralmente parte nas votações em Plenário, mas pode fazê-lo se assim o entender. Resumidamente, compete ao Presidente da Assembleia da República assegurar o cumprimento do Regimento e das deliberações da Assembleia e zelar pelo funcionamento dos trabalhos parlamentares a vários níveis. O Presidente da Assembleia da República é membro, por inerência, do Conselho de Estado e ocupa o segundo lugar nas Precedências do Protocolo de Estado. Dispõe de residência oficial, adjacente ao Palácio de São Bento.

 

Assunção Esteves foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de juíza no Tribunal Constitucional, onde esteve entre 1989 e 1998, e também a única eurodeputada eleita para o Parlamento Europeu nas eleições de 2004, pela lista de coligação Força Portugal (PSD/CDS-PP).

 

Em 21 de Junho de 2011, foi eleita sob proposta do PSD, Presidente da Assembleia da República de Portugal, da XII Legislatura; com 186 votos, 41 em branco e um nulo. É a primeira mulher a ocupar este cargo, passando a ocupar a segunda figura do Estado Português.

 
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Escola Secundária de Benavente Como nasce uma lei A lei, entendida como norma jurídica, apresenta duas

Como nasce uma lei

A lei, entendida como norma jurídica, apresenta duas aceções distintas: num sentido estrito, surge como substantivo próprio e é o diploma legal emanado da Assembleia da República; num sentido amplo, é diploma legal, emanado de outros órgãos com competência legal, e independentemente da sua designação técnico-jurídica. Muito esquematicamente, o processo de gestação de uma lei, no sentido estrito, emanada da Assembleia da República, é o seguinte:

• um deputado apresenta ao Presidente da Assembleia da República um projeto de Lei; • tal projeto é agendado nos trabalhos do Parlamento; • nas ordens do dia respetivas, o projeto é debatido primeiro, na generalidade e, depois, na especialidade, sendo objeto de três votações: uma na generalidade, outra na especialidade e outra ainda enquanto votação final global (nº 1 e 2 do art. 168º);

• obtida a aprovação, aquele projeto de lei, sob a forma de decreto, é enviado ao Presidente da República, para promulgação; • se o Presidente da República não exercer sobre o decreto o seu direito de veto, promulgá-lo-á como lei no prazo de vinte dias contados da data da receção, ordenando a respetiva publicação em Diário da República;

• publicada que seja a lei, entra em vigor, no prazo geral de cinco dias após a data da sua publicação, se

não se determinar um prazo mais longo para o início da sua vigência (nº 1 do art. 136º).

Quem governa?

O Governo é o órgão de soberania responsável pela condução da política geral do país, interna e externa, civil e militar. É nomeado pelo Presidente da República e é responsável perante a Assembleia da República, que o pode demitir mediante a rejeição do programa do Governo, aprovação de uma moção de censura ou rejeição de um voto de confiança.

O Governo também é responsável perante o Presidente da República, podendo ser exonerado por este se estiver em risco o normal funcionamento das instituições democráticas (nº 2 do art. 195º). O Governo é o órgão supremo da Administração Pública e é constituído pelo Primeiro-Ministro, que dirige e coordena a atividade do Governo, pelos Ministros, Secretários e Subsecretários de Estado.

Aos Ministros cabe gerir os ministérios, em conformidade com o programa do Governo, com as medidas definidas em Conselho de Ministros e com as orientações do Primeiro-Ministro. Os Ministros

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Escola Secundária de Benavente representam o Governo perante a Assembleia da República. Os Secretários de Estado,

representam o Governo perante a Assembleia da República. Os Secretários de Estado, para além da competência administrativa do seu gabinete, têm a competência que lhes é delegada pelos Ministros.

O Governo inicia as suas funções com a tomada de posse e cessa-as quando um novo Governo toma posse. O Primeiro-ministro é nomeado pelo Presidente da República, depois de ouvidos os partidos políticos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais. Os demais membros do Governo também são nomeados pelo Presidente da República sob proposta do Primeiro-Ministro.

O Conselho de Ministros é o órgão colegial formado pelo Primeiro-Ministro, pelos Vice-Primeiros- Ministros se os houver e pelos Ministros, podendo ainda nele participar os Secretários e Subsecretários de Estado, se para tal forem convocados.

Competências políticas (art. 197º)

• Referendar os atos do Presidente da República; • negociar e ajustar convenções internacionais; • aprovar acordos internacionais cuja ratificação não seja da competência da Assembleia da República; • apresentar propostas de lei e de resolução à Assembleia da República; • pronunciar-se sobre a declaração do estado de sítio e do estado de emergência; • propor ao Presidente da República a declaração de guerra ou a feitura da paz; • apresentar à Assembleia da República as contas do Estado; • apresentar à Assembleia da República informação referente ao processo de construção da União Europeia.

Competência legislativa I (art. 198º)

• Fazer decretos-leis em matéria de competências não reservadas à Assembleia da República; • fazer decretos-leis, mediante autorização legislativa da Assembleia da República, em matéria da reserva relativa da competência da Assembleia da República; • fazer decretos-leis de desenvolvimento das leis de bases; • legislar em matéria da competência exclusiva do Governo, ou seja, relativa à sua própria organização e funcionamento.

Competência administrativa (art. 199º)

• Elaborar e fazer executar os planos, com base nas leis decorrentes das grandes opções;

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Escola Secundária de Benavente • fazer executar o Orçamento do Estado; • exercer o poder regulamentar,

• fazer executar o Orçamento do Estado; • exercer o poder regulamentar, fazendo regulamentos necessários à execução das leis; • dirigir e coordenar a administração direta do Estado, superintender na administração indireta do Estado e exercer a tutela sobre a administração indireta e a administração autónoma; • praticar todos os atos respeitantes aos funcionários e agentes do Estado; . • defender a legalidade democrática; • providenciar pelo desenvolvimento económico-social e pela satisfação das necessidades coletivas do País.

Tribunais

Quem administra a justiça?

Escola Secundária de Benavente • fazer executar o Orçamento do Estado; • exercer o poder regulamentar,

Nos termos do art. 202º da Constituição da República Portuguesa, os Tribunais são órgãos de soberania com competência para administrar a justiça, em nome do povo. Na administração da justiça incumbe aos tribunais assegurar os direitos legalmente protegidos dos cidadãos, reprimir a violação da legalidade democrática e dirimir os conflitos de interesse, públicos e privados. O art. 203º atribui-lhes independência entre si e face aos outros órgãos de soberania, estando apenas sujeitos à lei. Os tribunais são independentes nas suas decisões que são obrigatórias para todas as entidades, públicas ou privadas, e prevalecem sobre as de quaisquer outras entidades. Compete-lhes a fiscalização da constitucionalidade, não podendo aplicar leis que sejam contrárias à Constituição ou aos princípios fundamentais de direito. O sistema judicial é constituído por várias categorias de tribunais, cada um com a sua estrutura e regime próprios.

Organização dos Tribunais

O art. 209º identifica, para além do Tribunal Constitucional, as seguintes categorias de tribunais:

• Supremo Tribunal de Justiça e os tribunais judiciais de primeira e de segunda instância;

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Escola Secundária de Benavente • Supremo Tribunal Administrativo e os demais tribunais administrativos e fiscais; •

• Supremo Tribunal Administrativo e os demais tribunais administrativos e fiscais; • Tribunal de Contas. Está constitucionalmente prevista a possibilidade da existência de tribunais marítimos, tribunais arbitrais e julgados de paz. A respetiva criação está sujeita a regulamentação legislativa. O território português divide-se em quatro distritos judiciais: Lisboa, Porto, Coimbra e Évora. Os distritos judiciais dividem-se em círculos judiciais e estes em Comarcas. De acordo com a Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais, existem as seguintes categorias:

Tribunal Constitucional que é o tribunal ao qual compete especificamente administrar a justiça em matérias de natureza jurídico-constitucional, designadamente julgar a conformidade das leis com a Constituição e pronunciar-se sobre o contencioso eleitoral.

Supremo Tribunal de Justiça e Tribunais Judiciais de primeira e de segunda instância que são os tribunais comuns, exercendo a sua jurisdição em todas as áreas não atribuídas a outras ordens judiciais. Na primeira instância pode haver tribunais com competência específica e tribunais especializados para o julgamento de matérias determinadas.

Supremo Tribunal Administrativo e demais tribunais administrativos e fiscais que são competentes para julgar litígios emergentes das relações jurídicas administrativas e fiscais.

Tribunal de Contas que é o órgão supremo da fiscalização da legalidade das despesas públicas e de julgamento das contas que a lei manda submeter-lhe. Compete-lhe, designadamente, dar parecer sobre a Conta Geral do Estado, incluindo a Segurança Social e as contas das Regiões Autónomas.

Tribunais Militares que julgam crimes de natureza estritamente militar.

Para além dos Tribunais, a organização judiciária portuguesa compreende ainda o Ministério Público.

O Ministério Público goza de estatuto próprio e de autonomia, nos termos da lei, competindo-lhe representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar, participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exercer a ação penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática.

  • Os Juízes dos tribunais judiciais formam um corpo único e regem-se por um só estatuto. Os juízes não podem ser responsabilizados pelas suas decisões, salvas as exceções consignadas na lei.

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Escola Secundária de Benavente  O Ministério Público é o órgão do Estado encarregado de representar
  • O Ministério Público é o órgão do Estado encarregado de representar o Estado, exercer a ação penal e defender a legalidade democrática e os interesses que a lei determinar.

  • Ao Ministério Público está também atribuído o patrocínio oficioso de trabalhadores e seus familiares.

Ao Ministério Público compete representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar, bem como participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exercer a ação penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática (nº 1 do art. 219º). A Procuradoria-Geral da República é o órgão supremo do Ministério Público (nº1 do art. 220º). É presidida pelo Procurador-Geral da República e compreende o Conselho Supremo do Ministério Público, composto por membros eleitos pela Assembleia da República e membros eleitos entre si pelos magistrados do Ministério Público. O mandato do Procurador-Geral da República tem a duração de seis anos (nº 3 do art. 220º).

Em resumo:

O chefe do Estado é o Presidente da República, diretamente eleito por cinco anos, por maioria absoluta, sob candidatura direta de cidadãos. Como órgão de soberania, garante a unidade do Estado, a independência nacional e o normal funcionamento das instituições democráticas (art. 120º).

Quem chefia o Estado?

Compete à Assembleia da República, representar todos os cidadãos, como órgão legislativo por excelência e principal fórum de debate político e de fiscalização da atividade governamental (art.

Quem representa os cidadãos?

147º).

A tarefa de governar compete ao Governo, o órgão de soberania responsável pela condução da política geral do país, interna e externa e o órgão superior da Administração Pública. O Governo é politicamente responsável perante a Assembleia e o Presidente da República, o que significa que estes o podem demitir (arts. 163º e) e 133º g).

Quem governa?

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Escola Secundária de Benavente Fazer justiça é competência dos Tribunais. Os Tribunais são independentes, estando sujeitos

Fazer justiça é competência dos Tribunais. Os Tribunais são independentes, estando sujeitos apenas à lei. Como órgãos de soberania, incumbe-lhes assegurar os direitos dos cidadãos, reprimir a violação da legalidade democrática e dirimir os conflitos de interesses públicos e privados (art. 202º).

Quem administra a justiça?

A Administração Pública: Central, Regional e Local (algumas competências)

Principais Órgãos da Administração Pública

Central – Regional - Local

Arquipélago dos Açores

Escola Secundária de Benavente Fazer justiça é competência dos Tribunais. Os Tribunais são independentes, estando sujeitos
  • A nível central o principal órgão é o Governo.

Arquipélago

da Madeira

  • A nível regional,

regiões autónomas dos Açores e da

Madeira, os principais órgãos são

a

Assembleia Legislativa e o Governo Regional.

  • A nível local os principais órgãos são as Assembleias Municipal e de Freguesia e a Câmara Municipal e Junta de Freguesia.

Regiões Autónomas

As Regiões Autónomas têm os seguintes órgãos:

  • Assembleia Regional – Presidente da Assembleia Regional

  • Governo Regional – Presidente do Governo Regional.

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Escola Secundária de Benavente A soberania da República é especialmente representada, em cada uma das regiões

A soberania da República é especialmente representada, em cada uma das regiões autónomas, por um Ministro da República.

O regime político-administrativo próprio dos arquipélagos dos Açores e da Madeira fundamenta-se nas suas características geográficas, económicas, sociais e culturais e nas históricas aspirações autonomistas das populações insulares.

Os poderes das regiões autónomas são definidos pela Constituição e pelos respetivos estatutos político- administrativos, elaborados pelas respetivas Assembleias Legislativas, discutidos e aprovados pela Assembleia da República.

Para cada uma das regiões autónomas há um Representante da República, nomeado e exonerado pelo Presidente da República, ouvido o Governo, competindo-lhe, designadamente, assinar e mandar publicar os decretos legislativos e regulamentares regionais e exercer o direito de veto nos termos previstos na Constituição.

Poder Local

  • Para além do poder central, a Constituição de 1976 introduziu em Portugal o poder local.

  • O País está dividido em DISTRITOS, estes em MUNICÍPIOS, que por sua vez, se dividem em FREGUESIAS.

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Escola Secundária de Benavente A soberania da República é especialmente representada, em cada uma das regiões

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Escola Secundária de Benavente  O PODER LOCAL centra-se nas AUTARQUIAS – Municípios e Freguesias .
  • O PODER LOCAL centra-se nas AUTARQUIAS Municípios e Freguesias. A organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais que visam a prossecução de interesses próprios das populações respetivas. As autarquias locais são os municípios e as freguesias. Em Abril de 2005 existiam 308 municípios e 4 251 freguesias.

Escola Secundária de Benavente  O PODER LOCAL centra-se nas AUTARQUIAS – Municípios e Freguesias .
  • O município é a autarquia local que visa a prossecução de interesses próprios da população residente na circunscrição concelhias, mediante órgãos representativos por ela eleitos.

  • As freguesias são autarquias locais que, dentro do território municipal, visam a prossecução de interesses próprios da população residente em cada circunscrição paroquial.

Os órgãos representativos das autarquias são:

  • Os Municípios:

    • Assembleia Municipal

    • Câmara Municipal

      • As Freguesias:

        • Assembleia de Freguesia

        • Junta de Freguesia

Escola Secundária de Benavente  O PODER LOCAL centra-se nas AUTARQUIAS – Municípios e Freguesias .
Escola Secundária de Benavente  O PODER LOCAL centra-se nas AUTARQUIAS – Municípios e Freguesias .

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Escola Secundária de Benavente Assembleia Municipal  A assembleia municipal é o órgão deliberativo do município.

Assembleia Municipal

  • A assembleia municipal é o órgão deliberativo do município. É formada pelos presidentes das juntas de freguesia e por membros eleitos por sufrágio universal, direto e secreto.

Algumas competências da Assembleia Municipal:

  • Acompanhar e fiscalizar a atividade da Câmara;

  • Aprovar o Plano de Atividades, Orçamento e suas revisões, propostos pela Câmara;

Aprovar o Plano Diretor Municipal: o Plano Diretor Municipal (PDM), é por definição o instrumento fundamental de ordenamento do território municipal e do desenvolvimento económico e sócio cultural de um concelho.

Em matérias de interesse comum, podem ainda constituir-se Associações de Freguesias e Associações ou Federações de Municípios.

PODER LOCAL

partidárias. listas que tradicionalmente são Parte dos seus membros, em número que varia com a população
partidárias.
listas
que tradicionalmente são
Parte dos seus membros, em número que varia com a
população do concelho e também com o número de
freguesias, é eleita por sufrágio direto e universal, e a
outra parte é composta por membros por inerência:
Consoante a população do concelho, a câmara
municipal pode ser constituída por um número de
vereadores ímpar entre 5 e 17 (em Lisboa),
eleitos por sufrágio direto e universal em listas,
partidárias ou não.
Eleita pelos membros da respetiva
assembleia de freguesia, à exceção do
presidente, (o primeiro candidato da lista
mais votada é automaticamente nomeado
segundo o método de Hondt, através de
recenseados no território da freguesia,
os presidentes das juntas de freguesia do concelho.
pelos
É
Presidente da Junta de Freguesia).
eleito
diretamente
cidadãos
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Escola Secundária de Benavente Câmara Municipal  A câmara municipal é constituída por um presidente e

Câmara Municipal

Escola Secundária de Benavente Câmara Municipal  A câmara municipal é constituída por um presidente e
  • A câmara municipal é constituída por um presidente e por vereadores. É o órgão executivo colegial do município, eleito pelos cidadãos eleitores recenseados na sua área.

Algumas áreas de intervenção da Câmara Municipal:

  • Ação Social – disponibiliza apoio técnico e financeiro na área da infância, idosos, pessoas com deficiência, sem abrigo, minorias e desenvolvimento comunitário;

  • Educação – disponibiliza apoio a projetos da Escola de todos os níveis do ensino, do Pré-Escolar ao Secundário.

  • Ação Social Escolar – neste âmbito dão os seguintes apoios: cantinas, e atividades de tempos livres, transportes escolares, colónias de férias, suplemento alimentar.

  • Habitação Social e Reabilitação Urbana, Cultura e Desporto.

Escola Secundária de Benavente Câmara Municipal  A câmara municipal é constituída por um presidente e

Brasão do Concelho de Benavente

Assembleia de Freguesia

  • A Assembleia de Freguesia é eleita por sufrágio universal, direto e secreto dos cidadãos recenseados na área da freguesia, segundo o sistema de representação proporcional.

Escola Secundária de Benavente Câmara Municipal  A câmara municipal é constituída por um presidente e

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Escola Secundária de Benavente Junta de Freguesia  A Junta de Freguesia é o órgão colegial

Junta de Freguesia

  • A Junta de Freguesia é o órgão colegial da freguesia. É constituída por um presidente e por vogais, sendo que dois exercerão as funções de secretário e de tesoureiro.

Escola Secundária de Benavente Junta de Freguesia  A Junta de Freguesia é o órgão colegial

Brasões das freguesias do Município de Benavente

Competências da Junta de Freguesia

  • As juntas de freguesia têm competências próprias e competências delegadas pela câmara municipal.

  • Compete à junta de freguesia, nomeadamente, deliberar as formas de apoio a entidades e organismos legalmente existentes, com vista à prossecução de obras ou eventos de interesse para a freguesia, bem como à informação e defesa dos direitos dos cidadãos; Passar atestados nos termos da lei; Celebrar protocolos de colaboração com instituições públicas, particulares e cooperativas que desenvolvam a sua atividade na área da freguesia, etc.

Escola Secundária de Benavente Junta de Freguesia  A Junta de Freguesia é o órgão colegial

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Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de
Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de

Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual.

Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de

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