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Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II –

Cidadania e Mundo Atual

Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º

Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º ano

Escola Secundária de Benavente

Escola Secundária de Benavente Módulo B8 – Direitos Humanos: A Longa História dos Direitos e Liberdades

Módulo B8 – Direitos Humanos: A Longa História dos Direitos e Liberdades

Humanos: A Longa História dos Direitos e Liberdades Dimensão Política e Jurídica (Componente de Formação

Dimensão Política e Jurídica (Componente de Formação Sociocultural)

e Jurídica (Componente de Formação Sociocultural) Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II
e Jurídica (Componente de Formação Sociocultural) Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II

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Escola Secundária de Benavente Direitos Humanos: princípios e características O conjunto institucionalizado de direitos

Direitos Humanos: princípios e características

O conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o

respeito a sua dignidade, por meio da sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana pode ser

definido como direitos humanos fundamentais.

A Unesco, também definindo genericamente os direitos humanos fundamentais, considera-os por um

lado uma proteção de maneira institucionalizada pelos órgãos do Estado, e por outro, regras para se estabelecer condições humanas de vida e desenvolvimento da personalidade humana.

humanas de vida e desenvolvimento da personalidade humana. United Nations Educational, Scientific and Cultural

United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)

Assim, inúmeros e diferenciados são os conceitos de direitos humanos fundamentais.

È importante realçar que os direitos humanos fundamentais relacionam-se diretamente com a garantia

de não ingerência do Estado na esfera individual e a consagração da dignidade humana, tendo um universal reconhecimento por parte da maioria dos Estados, seja em nível constitucional, infraconstitucional, seja em nível de direito consuetudinário ou mesmo por tratados e convenções internacionais.

ou mesmo por tratados e convenções internacionais. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
ou mesmo por tratados e convenções internacionais. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente Conceito de Direitos Humanos: Louis Henkin Antônio Henrique Perez Luño Sampaio

Conceito de Direitos Humanos:

Louis Henkin

Antônio Henrique Perez Luño

Sampaio Dória

Alexandre de

Moraes

Pérez Luño

José Caston

Tobeñas

Direitos Humanos constituem um termo de uso comum, mas não categoricamente definido. Esses direitos são concebidos de forma a incluir aquelas reivindicações morais e políticas que, no consenso contemporâneo, todo o ser humano tem ou deve ter perante sua sociedade ou governo, reivindicações estas conhecidas como de direito. e não apenas por amor, graça ou caridade.

Os direitos humanos surgem como um conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento histórico, concretizam as exigências de dignidade, liberdade e igualdade humanas, as quais devem ser reconhecidas positivamente pelos ordenamentos jurídicos, nos planos nacional e internacional.

Direitos humanos são aqueles direitos inerentes à personalidade humana, é a ausência de constrangimento para toda actividade que não destrua, nem embarace a conservação do homem e da sociedade.

É o conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito à sua dignidade, por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana.

arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade

Os direitos humanos podem ser considerados como um conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento histórico, concretizam as exigências da dignidade, da liberdade e da igualdade humanas, as quais devem ser reconhecidas positivamente pelos ordenamentos jurídicos em nível nacional e internacional”

Os direitos humanos são aqueles direitos fundamentais da pessoa humana — considerada tanto em seu aspeto individual como comunitário — que correspondem a esta em razão de sua própria natureza (de essência ao mesmo tempo corpórea, espiritual e social) e que devem ser reconhecidos e respeitados por todo poder e autoridade, inclusive as normas jurídicas positivas, cedendo, não obstante, em seu exercício, ante as exigências do bem comum.

inclusive as normas jurídicas positivas, cedendo, não obstante, em seu exercício, ante as exigências do bem

Classificação dos Direitos Humanos

De modo geral, as espécies dos direitos fundamentais estão ligadas à geração em que eles surgem reconhecidos. Mas tecnicamente nem sempre é assim.

surgem reconhecidos. Mas tecnicamente nem sempre é assim. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
surgem reconhecidos. Mas tecnicamente nem sempre é assim. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente Há direitos fundamentais que não apresentam os caracteres da sua geração, mas

Há direitos fundamentais que não apresentam os caracteres da sua geração, mas de outra, seja que a antecipem, seja que sua consagração se haja retardado. Entretanto, essa tarefa oferece diversas dificuldades graves. A principal delas é que muitos dos direitos fundamentais têm mais de uma face. Quanto ao objeto dos direitos fundamentais, pode-se diferenciar quatro espécies de direitos:

Liberdades:

As liberdades são poderes de fazer, o seu objeto, portanto, são ações (fazeres) ou omissões (não fazeres). Dentro desses direitos de liberdade, temos:

a) a liberdade de locomoção;

b) a liberdade de pensamento;

c) a liberdade de reunião;

d) a liberdade de associação;

e) a liberdade de profissão;

f) a liberdade de ação;

g) a liberdade sindical;

h) o direito de greve

II. Os Direitos de Crédito:

São poderes de reclamar alguma coisa, o seu objeto são contraprestações positivas, em geral prestações de serviços (ex.: o direito ao trabalho, à educação, à proteção da saúde).

III Os Direitos de Situação:

São poderes de exigir um status. O seu objeto é uma situação a ser preservada ou restabelecida. Por exemplo, o direito ao meio ambiente (sadio) e de modo geral os direitos da terceira geração: direito à paz, direito (ao respeito) à autodeterminação dos povos.

IV. Os Direitos-Garantias:

Estes dividem-se em garantias limites e direitos a garantias-instrumentais:

a) os direitos a garantias-instrumentais são poderes de mobilizar a atuação do Estado, em especial do

Judiciário, em defesa de outros direitos. Em geral são direitos de ação, o seu objeto é uma prestação

judicial. Por exemplo, o mandado de segurança ou o habeas corpus;

Por exemplo, o mandado de segurança ou o habeas corpus; Professor: Joaquim Madruga - CEF –
Por exemplo, o mandado de segurança ou o habeas corpus; Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente b) direitos a garantias-limite são poderes de exigir que não se façam

b) direitos a garantias-limite são poderes de exigir que não se façam determinadas coisas. São direitos a um não fazer. Por exemplo, o direito a não sofrer censura, a não ser expropriado sem justa indemnização.

Características dos Direitos Humanos

São as principais características dos direitos humanos: a inalienabilidade, a imprescritibilidade, a irrenunciabilidade, a inviolabilidade, a universalidade e a historicidade.

Inalienabilidade

Imprescritibilidade

Irrenunciabilidade

Universalidade

Historicidade

São direitos intransferíveis e inegociáveis porque não são de conteúdo económico patrimonial.

O exercício de boa parte dos direitos fundamentais ocorre só no fato de existirem reconhecidos na ordem jurídica e nunca deixam de ser exigíveis.

Não se renunciam direitos fundamentais, alguns deles podem até não ser exercidos, pode-se deixar de exercê-los, mas não se admite que sejam renunciados.

Os direitos são iguais para todos, sem quaisquer restrições, independentemente de nacionalidade, sexo, raça, credo, ou convicção política religiosa ou filosófica.

São decorrentes do processo histórico da humanidade, eles nascem, se ampliam e se modificam com o correr dos tempos.

nascem, se ampliam e se modificam com o correr dos tempos. Professor: Joaquim Madruga - CEF
nascem, se ampliam e se modificam com o correr dos tempos. Professor: Joaquim Madruga - CEF

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Escola Secundária de Benavente Breve história da evolução e aplicação dos direitos humanos: gerações de direitos:

Breve história da evolução e aplicação dos direitos humanos: gerações de direitos: civis e políticos; sociais e económicos; culturais e ambientais

A Evolução dos Direitos Humanos

As sociedades antigas conheceram os direitos fundamentais? A intolerância religiosa (O Absolutismo - Séculos XV a XVIII)

religiosa (O Absolutismo - Séculos XV a XVIII) Repressão ao pensamento Professor: Joaquim Madruga - CEF

Repressão ao pensamento

Absolutismo - Séculos XV a XVIII) Repressão ao pensamento Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
Absolutismo - Séculos XV a XVIII) Repressão ao pensamento Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
Absolutismo - Séculos XV a XVIII) Repressão ao pensamento Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
Absolutismo - Séculos XV a XVIII) Repressão ao pensamento Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente O julgamento de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim

O julgamento de Galileu Galilei

Secundária de Benavente O julgamento de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim Madruga

Será que evoluímos tanto assim?

de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
de Galileu Galilei Será que evoluímos tanto assim? Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania
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Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania
Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania
Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania
Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania
Escola Secundária de Benavente Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania

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Escola Secundária de Benavente O sentimento de revolta e indignação diante de injustiça é tão antigo
Escola Secundária de Benavente O sentimento de revolta e indignação diante de injustiça é tão antigo
Escola Secundária de Benavente O sentimento de revolta e indignação diante de injustiça é tão antigo

O sentimento de revolta e indignação diante de injustiça é tão antigo quanto a própria sociedade.

de injustiça é tão antigo quanto a própria sociedade. Antígona, de Sófocles Professor: Joaquim Madruga -

Antígona, de Sófocles

antigo quanto a própria sociedade. Antígona, de Sófocles Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
antigo quanto a própria sociedade. Antígona, de Sófocles Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
antigo quanto a própria sociedade. Antígona, de Sófocles Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente Origem: Pode-se dizer que os Direitos Humanos nascem com o homem. As

Origem:

Pode-se dizer que os Direitos Humanos nascem com o homem. As raízes do conceito fundem-se com

a origem da História e percorrem-na em todos os sentidos. Muitos princípios de convivência, de

justiça, e a própria ideia de dignidade da pessoa humana, aparecem em circunstâncias muito diversas, coincidindo entre povos separados pelo tempo.

A ideia da proteção da dignidade humana é antiga e muito anterior ao surgimento do conceito jurídico

internacional de “direitos humanos”. Já o código de Hammurabi (1700 a.C. aproximadamente) mencionava leis de proteção dos mais fracos

e de freio para a autoridade.

Na civilização egípcia, o poder dos faraós era concebido como serviço. Os profetas judeus vinculavam

o exercício do poder a deveres fundados em princípios religiosos que inspiravam uma ética baseada na

responsabilidade de todos os homens pelos seus atos. Buda, Confúcio e Zoroastro pregavam a supremacia do direito e da justiça, o ensino da fraternidade e da generosidade, visando a plena realização da natureza humana e a formação de uma sociedade pacífica e justa. Na Grécia do século V a.C., os cidadãos já controlavam as ações do Estado (polis); o limite do poder era dado pelo direito que exercem os cidadãos ao participar dos assuntos públicos.

A positividade dos direitos humanos no ocidente tem como marcos fundadores mais expressivos:

a Carta Magna da Inglaterra, de 1215, documento imposto ao Rei João Sem-Terra pelo Papa e pelos Barões ingleses que o forçava a renunciar a certos direitos, a respeitar determinados procedimentos legais e a aceitar que a vontade do rei seja limitada pela lei;

a Carta Inglesa de Direitos (Bill of Rights), de 1689, que estabeleceu o direito de cidadão de peticionar o Monarca, bem como certos requisitos constitucionais, pelos quais as ações da Coroa demandavam o consentimento dos governados através de sua representação no Parlamento;

a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, votada em Agosto de 1789 pela Assembleia Nacional Constituinte Francesa;

a Carta Americana de Direitos, de 1791, que estabelecia as primeiras 10 emendas à Constituição Norte-Americana que limitam explicitamente os poderes do Governo Federal impedindo o

explicitamente os poderes do Governo Federal impedindo o Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
explicitamente os poderes do Governo Federal impedindo o Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente Congresso de restringir as liberdades de expressão, de imprensa, de associação, de

Congresso de restringir as liberdades de expressão, de imprensa, de associação, de consciência, entre outras;

a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, aprovada em Abril de 1948, através da Resolução XXX da IX Conferência Internacional Americana, em Bogotá (Índia).

a Declaração Universal de Direitos Humanos das Nações Unidas, aprovada em 10 de Dezembro de 1948, resposta às atrocidades e à tragédia humana ocorridas com a IIª Grande Guerra.

Código de Hammurabi (cerca de 1.800 a.C.)

PRÓLOGO _ "Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra dos Céus, determinador

quando foi pronunciado

o alto nome da Babilónia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra - por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo.

dos destinos do mundo, entregou o governo de toda humanidade a Marduk

Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu, eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Durilu; o que deu vida à cidade de Uruk; o que supriu água com

o que enceleirou grãos

para a poderosa Urash;

o que ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a

abundância aos seus habitantes;

o que tornou bela a cidade de Borsippa;

segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anunit".

Etapas de Evolução:

A história dos direitos humanos apresenta etapas que assinalam a progressiva extensão do conteúdo do conceito:

a)

uma grande etapa que vem das origens da história e chega até o século XVIII, em que se formularam princípios e reivindicações que constituem as raízes do conceito;

b)

a organização dos direitos de primeira geração, que consagram as liberdades civis e os direitos políticos;

b)

a conquista dos direitos sociais, económicos e culturais, denominados direito de segunda geração ou

direito de igualdade; d) a etapa de formulação dos direitos dos povos, que constituem terceira geração de direitos humanos.

que constituem terceira geração de direitos humanos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
que constituem terceira geração de direitos humanos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente Direitos de São aqueles que têm por titular o indivíduo. São oponíveis

Direitos de

São aqueles que têm por titular o indivíduo. São oponíveis ao Estado, traduzem-se como faculdades ou atributos da pessoa e ostentam uma subjetividade que é o seu traço mais marcante. São direitos de oposição em face do Estado. O ponto de convergência é a liberdade, sendo que estes direitos são relativos à vida, liberdade, propriedade, segurança e igualdade.

Liberdade

 

Compreendem o direito fundamental à vida, igualdade e condições adequadas de vida, num ambiente com um nível de qualidade que permita uma vida com dignidade e bem-estar. Responsabilizam cada pessoa na proteção e melhoria do meio ambiente para gerações presentes e futuras.

Direitos ambientais

(A existência da espécie humana, bem como, de todos os seres vivos dependem de um meio ambiente saudável e equilibrado, onde esses seres vivos possam usufruir e interagir, garantindo assim a perpetuação da espécie. Deve-se garantir a sustentabilidade ambiental, através da harmonia na convivência entre ser humano e natureza).

 

Compreendem os direitos sociais, os direitos relativos à saúde, educação,

previdência e assistência social, lazer, trabalho, segurança e transporte.

Estes direitos requerem uma prestação positiva do Estado que deve agir

no sentido de oferecer estes direitos que estão a proteger interesses da

sociedade, ou sociais propriamente ditos. Foram remetidos à chamada

Direitos Sociais

esfera programática, em virtude de não conterem para sua concretização

as

garantias habitualmente ministradas pelos instrumentos processuais de

proteção aos direitos da liberdade.

 

Os direitos económicos são aqueles direitos que estão contidos em normas

de conteúdo económico, que viabilizarão uma política económica.

Direitos

Abrangem o direito de pleno emprego, transporte integrado à produção,

Económicos

direito ambiental e direitos do consumidor.

 

São direitos de participação popular no Poder do Estado, que resguardam

a vontade manifestada individualmente por cada eleitor, sendo que a sua

diferença essencial para os outros direitos é que, para estes últimos não se

Direitos Civis e Políticos

exige nenhum tipo de qualificação em razão da idade e nacionalidade para

o

seu exercício, enquanto que para os direitos políticos, determina a

Constituição requisitos que o indivíduo deve preencher.

Constituição requisitos que o indivíduo deve preencher. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
Constituição requisitos que o indivíduo deve preencher. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente Declaração Universal dos Direitos do Homem: génese e conteúdo; estatuto legal e

Declaração Universal dos Direitos do Homem:

génese e conteúdo; estatuto legal e aplicabilidade

CIDADANIA

“ A cidadania consiste na pertença juridicamente reconhecida a uma comunidade política. É, assim, o estatuto de membro de uma comunidade à qual se deve lealdade em troca da obtenção de segurança e direitos políticos.

Na Democracia portuguesa, cada cidadão é membro de uma comunidade independente, está dotado de direitos, liberdades e garantias e tem deveres estipulados e responsabilidades.”

CIDADÃO

“Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei; é, em resumo ter direitos civis. É também, participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos.

Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva – o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila.

Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais, fruto de um longo processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.”

a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.” Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.” Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.” Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - Os Direitos Humanos são direitos que

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

- Os Direitos Humanos são direitos que se estendem a todos os seres humanos, independentemente, da

sua identidade ou nacionalidade. São direitos que possuímos pelo simples facto de sermos pessoas.

Os Direitos Humanos são inalienáveis – isto significa que nunca podem ser retirados.

- A Declaração Universal dos Direitos do Homem foi adotada, no dia 10 de Dezembro de 1948, pela

Organização das Nações Unidas (ONU).

A Declaração é um texto composto por um preâmbulo e 30 artigos, centrados nos princípios da

dignidade e do valor da pessoa humana, da liberdade e da igualdade entre homens e mulheres.

Cilindro de Ciro

É considerado a primeira

Declaração dos Direitos Humanos

Registada na história.

Declaração dos Direitos Humanos Registada na história. A CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA UNIÃO EUROPEIA

A CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA UNIÃO EUROPEIA

Inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Carta dos Direitos Fundamentais da União

Europeia, assinada a 7 de Dezembro de 2000 em Nice, enuncia um conjunto de direitos, liberdades e

princípios reconhecidos a todos os cidadãos europeus e a todas as pessoas residentes no território da

União.

I CAPÍTULO – DIGNIDADE

- Direito à vida

- Direito à integridade

- Proibição da tortura

- Proibição da escravidão e do trabalho forçado

II CAPÍTULO – LIBERDADES

- Direito à liberdade e à segurança

- Respeito pela vida privada e familiar

- Direito à educação

- Liberdade profissional e direito de trabalhar

educação - Liberdade profissional e direito de trabalhar Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
educação - Liberdade profissional e direito de trabalhar Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente III CAPÍTULO – IGUALDADE - Igualdade perante a lei - Não discriminação

III CAPÍTULO – IGUALDADE

- Igualdade perante a lei

- Não discriminação

- Direitos das Crianças

- Direito das pessoas idosas

- Integração das pessoas com deficiência

IV CAPÍTULO – SOLIDARIEDADE

- Direito de acesso aos serviços de emprego

- Proteção em caso de despedimento sem justa causa

- Proibição do trabalho infantil

- Segurança social

- Proteção da saúde

- Proteção do ambiente

V CAPÍTULO – CIDADANIA

- Direito de eleger e de ser eleito nas eleições para o Parlamento Europeu

- Direito a uma boa administração

- Provedor da justiça

- Direito de petição

- Liberdade de circulação e de permanência

VI CAPÍTULO – JUSTIÇA

- Direito a um Tribunal imparcial

- Presunção de inocência e direitos de defesa

- Direito a não ser julgado ou punido penalmente mais do que uma vez pelo mesmo delito

Pactos internacionais de Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU em 10 de Dezembro de 1948.

Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias

pessoas de todo o mundo – Estados Unidos, França, China, Líbano entre outros, delineia os direitos

humanos básicos. Abalados pela barbárie recente e desejosos de construir um mundo sob novos

recente e desejosos de construir um mundo sob novos Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
recente e desejosos de construir um mundo sob novos Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no

alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados por URSS e Estados Unidos estabeleceram na Conferência de Ialta, na Inglaterra, em 1945, as bases de uma futura “paz” definindo áreas de influência das potências e definido a criação de uma Organização multilateral que promovesse a negociações sobre conflitos internacionais, objetivando evitar guerras e promover a paz e a democracia e fortalecer os Direitos Humanos.

Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU, de força legal, o Tratado Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e o Tratado Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Continua a ser amplamente citado por académicos, advogados e cortes constitucionais. Especialistas em direito internacional discutem com frequência quais dos artigos representam o direito internacional usual. A Assembleia-geral da ONU proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o

ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo

e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta declaração, se esforce, através do ensino e da

educação, por promover o respeito desses direitos e liberdades e, pela adoção de medidas progressivas de carácter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal

e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Segundo o livro dos recordes, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas (337 em 2008).

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi adotada e proclamada pela Assembleia-geral da ONU na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948, esta convenção internacional de interesse mútuo só veio a ser ratificada por Portugal em 1978 conforme consta da publicação do Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Até esta data no nosso país não se podiam invocar direitos humanos, estes eram deixados ao livre critério arbitrário dos governantes.

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Artigo 1 °

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade.

devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade. Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os

Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente, o

conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão e a

igualdade perante a lei.

A ideia de direitos humanos tem origem no conceito filosófico de direitos naturais que seriam

atribuídos por Deus; alguns sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e

os direitos naturais e veem na distinta nomenclatura etiquetas para uma mesma ideia. Outros argumentam ser necessário manter termos separados para eliminar a associação com características normalmente relacionadas com os direitos naturais, sendo John Locke talvez o mais importante filósofo a desenvolver esta teoria.

Existe um importante debate sobre a origem cultural dos direitos humanos. Geralmente considera-se que tenham a sua raiz na cultura ocidental moderna, mas existem ao menos duas posturas principais. Alguns afirmam que todas as culturas possuem visões de dignidade que são uma forma de direitos humanos e fazem referência a proclamações como a Carta de Mandem, de 1222, declaração fundacional do Império de Mali. Não obstante, nem em japonês nem em sânscrito clássico, por exemplo, existiu o termo direito até que se produziram contactos com a cultura ocidental, já que estas culturas colocaram, tradicionalmente, um peso nos deveres.

Existe também quem considere que o Ocidente não criou a ideia nem o conceito dos direitos humanos, ainda que haja uma maneira concreta de os sistematizar, uma discussão progressiva e o projeto de uma filosofia dos direitos humanos.

Como já foi descrito, a Declaração Universal do Direitos Humanos, foi adotada em 10 de Dezembro de 1948, depois de a Europa e parte da Ásia terem saído do holocausto da 2ª grande guerra mundial e terem assistido aos primeiros lançamentos das armas de destruição maciça.

Este acordo foi conseguido e lavrado tal e qual como o conhecemos, tendo-se invertido simplesmente

os beligerantes, Alemanha e Japão, houve contudo o cuidado de primariamente subjugar os vencidos,

privando-os dos seus direitos, impondo-lhes, condições severas, lançando contudo um alerta aos países satélites indicando-lhes diplomaticamente quem mandava. Este acordo condenado à nascença foi

assinado pelos países ditos democratas, que já tinham apoiado a guerra civil de Espanha e o chamado massacre de Guernica que Picasso quis imortalizar num dos seus quadros mais valiosos. Para muitos analistas a guerra civil de Espanha foi considerado um ensaio para a 2ª guerra mundial.

Espanha foi considerado um ensaio para a 2ª guerra mundial. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
Espanha foi considerado um ensaio para a 2ª guerra mundial. Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente Este tratado feito por países famintos e destroçados, três vencedores, dois vencidos,

Este tratado feito por países famintos e destroçados, três vencedores, dois vencidos, outro chamado por convicções políticas ou demográficas e todos juraram fazer um mundo melhor, sem guerras, sem ódios, mais justo e a todos os mesmos direitos. O que se veio a constatar foi um tratado de Tordesilhas moderno, com outro sentido, quando em Yalta se assinaram os acordos, a maioria destes países nunca o terá aplicado verificando-se a divisão da Europa pela chamada cortina de ferro um, destes países, em nome do socialismo democrático subjugou toda a Europa de leste retirando aos seus habitantes a igualdade, liberdade e dignidade. Apoiou regimes ditos democráticos a onde os direitos das pessoas ainda hoje são pouco respeitados “regime de Polpote, Cuba, El Salvador, Honduras, Vietname, Coreia do Norte, Angola etc

Fundou a chamada economia de Estado a onde em nome de uma democracia e dos direitos humanos tudo era possível, quem ousasse valer os seus direitos ou invocar os direitos humanos era deportado para a Sibéria.

Os Estados Unidos da América, outro dos países signatários e que, mais quis defender os direitos do homem, também apoiou regimes como o de Augusto Pinochet, e do ditador Suarto, as guerras do Afeganistão, do Vietname e de Angola e mais recentemente a invasão do Iraque à margem de todas as decisões da ONU.

Dentro das suas fronteiras quase exterminou os Ameríndios e os poucos que restaram foram colocados em reservas, como que de animais em extinção se tratasse. Só nos anos sessenta e depois de grandes lutas entre, o quais se destacou Martim Luter king é que os negros começaram a ter alguns direitos.

A Inglaterra apoiava o regime do Apartheid ("separação" em africânder) da África do Sul onde às pessoas negras lhes era negado tudo; apoiou e esteve ao lado dos EUA na invasão do Iraque, tudo em nome da liberdade e dos direitos das pessoas.

Nos finais de 2008 o primeiro-ministro Britânico, disse que o emprego era dos ingleses e para os ingleses o que agora está a provocar manifestações xenófobas. A França, sempre esteve ao lado do ex- ditador do Zaire, República Centro Africano (Burkina Faso), do Senegal etc.

Na China os direitos humanos continuam a ser um assunto tabu. Como está descrito no art.º 1º todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, mas aquilo que os cinco países fundadores deste tratado praticam é o inverso sem que nenhum o admita.

deste tratado praticam é o inverso sem que nenhum o admita. Professor: Joaquim Madruga - CEF
deste tratado praticam é o inverso sem que nenhum o admita. Professor: Joaquim Madruga - CEF

Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania e Mundo Atual – 1º Ano

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Escola Secundária de Benavente Os países fundadores deste tratado fizeram da ONU a sua propriedade, basta

Os países fundadores deste tratado fizeram da ONU a sua propriedade, basta um não estar de acordo e vetar para nada se fazer. A Assembleia Geral é composta por representantes de todos os países e o voto de cada um deveria contar, venceria a maioria, evitavam-se deste modo algumas atrocidades como a que antecedeu a guerra do Iraque, em que um país, com direito a voto, se opôs a todos os outros só porque belicamente é mais poderoso e sabe aproveitar-se de uma certa falta de ordem mundial.

A própria ONU deveria ter ao seu serviço forças próprias e não estar dependente da boa vontade política. Devia de poder intervir convenientemente onde fosse necessário e segundo as deliberações tomadas por maioria da Assembleia.

Já era tempo de se intervir no Zimbabwe um país outrora excedentário e hoje não lhes resta senão fome, doenças e miséria e tudo em nome de quê? e em prol de quem?

Devia de poder punir os países que recrutam crianças soldados assim como aqueles que maltratam mulheres permitindo-lhes apenas o direito a serem mães e mutilando-as pouco depois do parto em rituais medievais invocando o direito sobre elas. Os ditos países fundadores deste tratado em breve o irão reformular com vista a alcançarem melhor os seus objetivos e desta vez não será a paz no mundo mas talvez a crise económica dando origem a uma nova ordem mundial uma vez que o Pacto de Varsóvia foi extinto e a OTAN está a agudizar.

Em resumo, a carta internacional dos direitos do homem está muito bem fundamentada cheia de boas intenções, assim fosse também o seu cumprimento.

Artigo de opinião, 2009

fosse também o seu cumprimento. Artigo de opinião, 2009 Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
fosse também o seu cumprimento. Artigo de opinião, 2009 Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Formas de respeito e meios de defesa dos Direitos Humanos O Estado

Formas de respeito e meios de defesa dos Direitos Humanos

O Estado de Direito

Origem:

O Estado de Direito surgiu como expressão política do liberalismo económico. Tinha como características básicas a submissão de todos à lei, a divisão dos poderes e o enunciado e garantia dos direitos fundamentais. As revoluções das colónias americanas e a Revolução Francesa tiveram a mesma motivação: o descontentamento contra um poder que atuava sem lei nem regras (o poder despótico, na caracterização de Montesquieu). Dessa forma, estes movimentos tiveram como uma das principais propostas o estabelecimento de um governo de leis e não de homens, surgindo então o Estado de Direito.

A Constituição:

O Estado de Direito significa que o poder político está preso e subordinado a um direito objetivo, que exprime o justo. A Constituição é o principal documento escrito de organização e limitação do poder. Por meio dela busca-se instituir o governo não arbitrário, organizado segundo normas que não podem ser alteradas e limitado pelo respeito devido aos direitos do homem. A Declaração dos Direitos do Homem de 1789 exprime essa ideia no seu artº. 16: A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos (fundamentais) nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição.

O Estado Democrático de Direito:

O Estado Democrático de Direito reúne os princípios do Estado Democrático e do Estado de Direito. O Estado Democrático funda-se no princípio da soberania popular, que impõe a efetiva participação do povo na coisa pública.

impõe a efetiva participação do povo na coisa pública. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
impõe a efetiva participação do povo na coisa pública. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente O Estado Social de Direito : É uma evolução do Estado de

O Estado Social de Direito:

É uma evolução do Estado de Direito na qual o qualitativo social refere-se à correção do

individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais e realização de objetivos

de justiça social.

Os Princípios do Estado de Direito

Princípio da Legalidade:

Conforme o princípio da legalidade nenhum ato administrativo pode criar encargo ou obrigação sem fundamento na lei. Esta fórmula surge da obra O Espírito das Leis de Montesquieu e da Declaração dos Direitos do Homem de 1789 (tudo o que não é proibido pela lei não pode ser impedido, e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordena). O princípio da legalidade é o elemento que comanda o Estado através da lei, baseando no senso de justiça.

Princípio da Isonomia (igualdade perante a Lei):

O princípio da igualdade é o segundo dos princípios do Estado de Direito. Surgido na Revolução

Francesa, este princípio originou-se com o fim de extinguir os privilégios e diferenciações arbitrárias

entre os indivíduos. Conforme este princípio, não deve existir qualquer distinção entre os indivíduos em relação ao sexo, idade, raça, origem social, religião ou opção política ou filosófica.

Princípio da Juridicidade:

A juridicidade, é considerada o terceiro princípio do Estado de Direito. Constitui-se na principal

garantia dos direitos subjetivos e fundamenta-se nos princípios da independência do Poder Judiciário e

do acesso à justiça. O poder de agir em juízo e de se defender judicialmente representa uma garantia fundamental de todos os indivíduos. Decorre deste princípio que, por meio da ação adequada, todo aquele cujo direito houver sido violado, ou ameaçado, pode obter a tutela do Judiciário.

violado, ou ameaçado, pode obter a tutela do Judiciário. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
violado, ou ameaçado, pode obter a tutela do Judiciário. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de
Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de

Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual.

no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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