CENTRO UNIVERSITÁRIO DE LAVRAS

MANUAL DE NORMAS E ROTINAS CENTRO CIRÚRGICO CENTRAL DE MATERIAL DE ESTERILIZAÇÃO

RAQUEL DE SOUZA GISELE DE PAULA ANA CAROLINA J. ALVARENGA ALINE SAMPAIO NATÁLIA PEREIRA AMANDA LÚCIA KÊNIA SILVA

LAVRAS – MG 2007

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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 6 2 CENTRO CIRÚRGICO .............................................................................. 7 2.1 Objetivo do centro cirúrgico .................................................................... 7 2.2 Finalidade do centro cirúrgico ................................................................ 7 2.3 Área física do centro cirúrgico ................................................................ 7 2.3.1 Localização ......................................................................................... 7 2.3.2 Estrutura física..................................................................................... 8 2.3.2.1 Aspectos a considerar na Estrutura física ........................................ 11 3 RECURSOS HUMANOS: COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE .............................................................................................. 14 3.1 Equipe de anestesia ............................................................................... 14 3.2 Equipe de cirurgia................................................................................... 14 3.2.1 Médico cirurgião .................................................................................. 14 3.2.2 Médico assistente ................................................................................ 15 3.2.3 Instrumentação cirúrgico ..................................................................... 15 3.3 Equipe de enfermagem .......................................................................... 15 3.3.1 Enfermeira ........................................................................................... 15 3.3.2 Técnico de enfermagem ...................................................................... 15 3.3.3 Circulante de sala ................................................................................ 16 3.3.4 Instrumentada cirúrgico ....................................................................... 16 3.3.5 Auxiliar de enfermagem....................................................................... 16 3.4 Montagem da sala cirúrgica ................................................................... 16 3.5 Atendimento durante o ato cirúrgico ....................................................... 17 3.6 Assistência durante a cirurgia contaminada ........................................... 20 3.7 Atendimento após a cirurgia ................................................................... 20 4 TRANSPORTE DO PACIENTE DO CENTRO CIRÚRGICO ..................... 22 5 O PACIENTE NA SALA CIRÚRGICA........................................................ 24 5.1 Recepção e preparo inicial ..................................................................... 24 6. NORMAS GERAIS PARA OS CUIDADOS NO PRÉ-OPERATÓRIO ....... 25 6.1 No setor de internação ........................................................................... 25

2

7 PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO ................................................................ 26 8 PRÉ-OPERATÓRIO DE VÉSPERA .......................................................... 27 9 POSIÇÃO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA ........................................ 30 9.1 Posição dorsal ou de decúbito dorsal ..................................................... 30 9.2 Posição ventral ou de decúbito ventral ................................................... 31 9.3 Posição lateral ou de decúbito lateral ..................................................... 31 9.4 Posição ginecológica .............................................................................. 32 9.5 Outras posições ..................................................................................... 32 10 PREPARO DO CAMPO OPERATÓRIO .................................................. 34 11 ANTISSEPSIA CIRÚRGICA .................................................................... 35 12 MEDIDAS DE CONTROLE PARA INFECÇÕES DO SITIO CIRÚRGICO................................................................................. 36 12.1 Principais recomendações para prevenção do ISC .............................. 37 13 PROCEDIMENTOS NA PARAMENTAÇÃO PARA A CIRURGIA ........... 39 13.1 Degermação das mãos e antebraços ................................................... 39 13.2 Lavagem básica das mãos ................................................................... 39 13.2.1 Materiais e equipamentos necessários ............................................. 40 13.2.2 Técnica .............................................................................................. 40 13.3 Preparo das mãos e braços antes do ato cirúrgico .............................. 41 13.3.1 Soluções anti-sépticas com detergentes recomendados .................. 41 13.3.2 Materiais e equipamentos necessários ............................................. 41 13.3.3 Indicação ........................................................................................... 42 13.3.4 Técnica de escovação ....................................................................... 42 13.4 Paramentação cirúrgica e EPI’s ........................................................... 43 13.4.1 Paramentação com roupas estéreis .................................................. 44 14 EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO ........................ 47 14.1 Limpeza dos equipamentos .................................................................. 48 14.2 Cuidados com os equipamentos .......................................................... 48 15 MATERIAIS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO ................................. 50 15.1 Instrumental cirúrgico ........................................................................... 51 15.1.1 Grupo 1 - diérese cirúrgica ................................................................ 52 15.1.2 Grupo 2 - procedimentos de hemostasia ........................................... 52 15.1.3 Grupo 3 - exérese cirúrgica ............................................................... 53

..........................................4 Responsabilidade e assistência de enfermagem na SRPA ..................................................2 Anestesia propriamente dita ............................................................. 92 23........................................... 90 23..................................... 71 20................................ 70 20 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA ..... 91 23.. 57 15.....................................................................................................................................1 Recepção do paciente ............................1 Organização da sala de recuperação pós-anestésica ................2 Cuidados e manuseio dos instrumentos ...................2 Alta da SRPA para unidade de internação .4...............................................1.............. 88 23 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA SALA CIRÚRGICA .2 Recursos humanos.... 87 22................................................6 Grupo 6 .... 75 20................Instrumentos para fins diversos ....... 56 15......................................... 72 20............................3 15.....................................................................2....... 59 16 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS E O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO ...............2 Membros amputados ..........1 Espécimes ........5 Complicação observadas na SRPA com o paciente ..Instrumentos para procedimentos especiais ............................................. 86 22 ESPÉCIMES E MEMBROS AMPUTADOS ......1............3 Transporte do paciente...................................... 63 18 ANESTESIA E ANALGESIA .. 90 23..2 Método de limpeza e de desinfecção ....... 73 20.1 Principais objetivos do ato anestésico ....... 59 15.................. 68 18........................................2 Acondicionamento dos instrumentos ...............................3..............4 Métodos de desinfecção.... 87 22........1...........3............................................... 76 20.......................15 Grupo 5 ........ 61 17 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA .....................................................................1 Limpeza e desinfecção de áreas .... 69 19 ANTIBIÓTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA ............................4 Grupo 4 ..... 92 .............................. 75 20.........1......... 68 18....exaurimento cirúrgico ...........1................................................... 90 23......................... 68 18............ 73 20..................................................3 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies ....................... 78 21 FONTES DE CONTAMINAÇÕES EM CENTRO CIRÚRGICO.............................1......... 71 20................................1.................... 56 15.................1 Para a sala de recuperação pós-anestésica ........1 Contagem dos instrumentos .........................1 Classificação das áreas pelo risco de contaminação ........... 54 15....3 Etapa pós-anestésica imediata ......2...............

................2...........................2 Localização .............110 24..........................................................................98 24...2 Área de preparo de materiais e roupa limpa: sala de preparo de luvas ............................1....................................6 Curativo de incisão simples ..........1 Planejamento .................128 25......1 Fluxograma dos materiais ................3 Equipamentos da área de armazenamento e distribuição .125 25................................3 Equipamentos básicos de uma central de material .........................................................141 25...............................................128 25................2 Recursos humanos...................406 24.....5.................................................................................................1....1.........................................................2 Condições ambientais da área de armazenamento e distribuição .......5...........................................5 Lavagem intestinal com solução comercial ...3..........................................96 24......116 25......1..................5........131 25..........................................1 Acesso à área...................................................2 Competências do técnico ou auxiliar de enfermagem da CME ............................................................................................120 25.................................................................124 25........................................1 Área de expurgo ............................115 25................8 Curativo de incisão aberta ....................127 25...............1 Competência do enfermeiro da CME ...........6 Desinfecção e esterilização de artigos ..............4 Sondagem nasogástrica .4 24 PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS REALIZADAS EM UM PACIENTE CIRÚRGICO ................150 .126 25..............................................................................4 Controle de artigos ...122 25..94 24...............3 Punção venosa com agulha ou cateter ..............3 Área de armazenamento e distribuição de artigos médico-hospitalares .............................2 Cateterismo vesical ..................................................2...1..............3 Área de esterilização .....1...........................................102 24...................3.................................128 25..................1 Oxigenioterapia por cateter nasal .....1 Oxigenioterapia ...........................................................125 25....94 24.......115 25..............................119 25....123 25.................1 Estrutura física..1...............................7 Curativo de incisão com pontos subtotais ou totais .........................112 25 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO ..3......................125 25..........................................100 24............3................108 24....5....5 Dinâmica da central de material esterilizado ...................4 Monitorização dos processos ce esterilização .................................................................122 25...............

..............5 25.............6......2 Métodos de limpeza de desinfecção e de esterilização ..............................................................................2 Esterilização ...................1 Desinfecção ...6................................. 157 .............................................2...... 152 25........1 Classificação dos artigos pelo risco de contaminação .6...2............ 152 25........................................................ 156 ANEXOS ......... 151 25.......................................................................6... 154 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .

De uma forma mais técnica. Por ser um local restrito. bem como os procedimentos específicos e as responsabilidades de cada um. a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares. rotinas e outras informações necessárias para o profissional que trabalha em um Centro Cirúrgico e Central de Material de Esterilização. o preparo. convenientemente preparado segundo um conjunto de requisitos que o torna apto à prática da cirurgia. 2 CENTRO CIRÚRGICO . Nele são realizadas técnicas estéreis para garantir a segurança do cliente quanto ao controle de infecção. por meio da ação de uma equipe integrada. o acesso ao público é limitado. conceitua-se Centro Cirúrgico em um setor do hospital onde se realizam intervenções cirúrgicas visando atender a resolução de intercorrências cirúrgicas.6 1 INTRODUÇÃO Este manual é um instrumento que reúne de forma sistematizada normas. O Centro Cirúrgico é um lugar especial dentro do hospital. Tendo em vista o pressuposto. É na CME que se realiza o controle. se conheça as atividades e finalidades dos mesmos. o presente material tem por objetivo nortear e orientar os membros da equipe envolvidos nestes setores que se tenha uma visão de conjunto. Já a Central de Material de Esterilização é a área responsável pela limpeza e processamento de artigo e instrumentais médico hospitalares. ficando restrito a circulação dos profissionais que lá atuam.

o paciente que será submetido a um procedimento cirúrgico.servir de campo de estágio para o aperfeiçoamento de recursos humanos. bem como o encaminhamento dos mesmos às Unidades de origem.1 Localização .3. da melhor maneira possível. Pronto Socorro e Terapia Intensiva.servir de local de pesquisa e aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e assépticas. propiciando à equipe cirúrgica todas as condições de atendimento e ao paciente a certeza de um atendimento seguro. assim.2 Estrutura física . 2.7 2.3.realizar intervenções cirúrgicas e devolver o paciente à sua unidade de origem na melhor condição possível de integridade. de urgência ou emergencial.2 Finalidade do centro cirúrgico As principais finalidades do Centro Cirúrgico são: . seja ele eletivo. .1 Objetivo do centro cirúrgico O principal objetivo da Unidade de Centro Cirúrgico é o de atender. livre do trânsito de pessoas e materiais estranhos ao serviço. .3 Área física do centro cirúrgico 2. 2.deve ocupar área independente da circulação geral. 2. .possibilitar o aceso livre e fácil de pacientes provenientes das Unidades de internação Cirúrgicas. ficando.

De um modo geral. Assim. para mais de duas salas. estimam-se dois leitos por sala cirúrgica. deve ter espaço suficiente para o recebimento de maca. Deve ter suas dimensões adequadas de acordo com a quantidade de equipamentos necessários aos tipos de intervenção cirúrgica e especialidade cirúrgica. Segundo o Ministério da Saúde.É a área reservada para recepcionar e transferir pacientes da maca proveniente da Unidade de internação para a do Centro Cirúrgico. considerando sempre que. maior a possibilidade de disseminação de microrganismos no ambiente. O número de leitos vai depender dos tipos de cirurgia previstos. o que minimiza a entrada de ar desses locais para o interior da sala de operação. permitindo a circulação sem prejuízo do transporte ou risco para o paciente. A SO deve estar sob pressão positiva em relação aos corredores. Recomenda-se. devem ser projetadas duas . para até 2 salas. • Lavabos ou Área de Escovação Local onde se realiza a escovação/degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica e anestésica. duas torneiras para casa uma. • Sala de Recuperação Pós-anestésica Local destinado à permanência do paciente após o ato anestésico cirúrgico. quanto maior o número de pessoas.É a área destinada à realização de intervenções cirúrgicas e endoscópicas. Convém evitar movimentação desnecessária de portas (que deverão permanecer fechadas) conversas excessivas ou demais distrações. O número de pessoas na sala de operação deve ser restrito ao cirurgião e um ou dois auxiliares (de acordo com a complexidade do procedimento do CC) anestesiologista e circulante de sala. • Sala de cirurgia ou operação . Preconizam-se duas salas para cada 50 leitos não especializados ou para cada 15 leitos cirúrgicos. o número de salas de cirúrgicas para a Unidade de Centro Cirúrgico é quantificado com base na capacidade de leitos do hospital.8 • Área de recepção do paciente .

Os tanques devem ser instalados numa altura de mais ou menos 90 cm. evitando o deposito de materiais e equipamentos nos corredores. Sua temperatura ambiente deve ser mantida abaixo de 25ºC. sendo o ideal até 21ºC. o que prejudicaria a circulação interna do Centro Cirúrgico. O local de escovação deve ser próximo às salas de cirurgias. gazes. • Sala de espera É a área destinada aos familiares ou acompanhantes do paciente. Este ambiente deve ser provido de poltronas confortáveis com assentos confortáveis e sanitários anexos. • Sala de depósito de cilindros de gazes Este local está destinado pra guardar cilindros de oxigênio e óxido nitroso mesmo que o sistema de distribuição seja centralizado. A área física não deve permitir o cruzamento de material estéril com material contaminado. compressas. • Sala administrativa pacotes de roupa. As torneiras devem ser acionadas por pedal ou com o cotovelo. Neste local devem ser colocados os recipientes para escova e solução anti-séptica. caixas de instrumentais etc. e a umidade relativa do ar entre 30% e 60%.9 torneiras para cada novo par de salas. enquanto aguardam o termino da cirurgia e a alta deste da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). para favorecer a mecânica corporal no ato da escovação. Essa área deve ser fechada e possuir sistema de renovação de ar. a fim de reduzir o tempo de exposição da área escovada ao meio ambiente. • Sala de guarda de equipamentos Área para guardar e receber equipamentos que são necessários a determinados procedimentos cirúrgicos. • Sala de medicamentos e material médico-hospitalar Área destinada à guarda de medicamentos e materiais de consumo esterilizados para atender ao ato anestésico-cirúrgico. • Sala de Material Esterilizado Local onde o material esterilizado (como da sua distribuição para a sala de cirurgia.) é guardado até o momento . como também os recipientes para anti-sépticos.

a fim de evitar o impacto entre as macas e as paredes. sendo importante a presença de tanque com torneira. • Sala ou laboratório de anatomia patológica É a área que se destina à realização de exames anatomopatológicos específicos e rápidos. preferencialmente de madeira ou metal. entre outros. concentrando a chefia de enfermagem e a secretaria. • Vestiários . • Sala de material de limpeza Destinada à guarda de utensílios e equipamentos de limpeza. de mesa cirúrgica. quando o laboratório estiver situado nas proximidades do Centro Cirúrgico. • Rouparia É a área destinada a armazenar a roupa de uso na Unidade.10 É o local destinado ao controle administrativo da Unidade. suporte de papel-toalha e lixeira com tampa e pedal. • Laboratório para revelação de chapas É a área utilizada para revelar radiografias. como a biópsia de congelação. As macas devem ser mantidas limpas e submetidas à desinfecção após o uso. • Corredores Devem ser amplos e possuir protetores laterais nas paredes. • Área de transferência para macas Essa área é importante para evitar a circulação interna de macas que percorrem todo o hospital. entre um paciente e outro. mas que também pode ser dispensável quando a Unidade de Radiologia estiver situada próximo ao Centro Cirúrgico. Esta sala pode ser dispensada. • Expurgo Local destinado a eliminação de matéria orgânica proveniente das salas de cirurgia como secreções e excreções do paciente. tais como lençóis de maca.

sem maçanetas e com visores. sendo proibido o uso de forro falso removível (BRASIL.3. e duas portas. cantos arredondados sem rodapé. devem estar localizados na entrada do Centro Cirúrgico. com sanitários e chuveiros completos e armários individuais. Os vestiários são barreiras físicas. gorro. um feminino e um masculino.11 O Centro Cirúrgico deve ter dois vestiários. o teto do Centro Cirúrgico deve ser continuo. É o local próprio e restrito para alimentação. Assim. evitando o uso incorreto de outros ambientes do Centro Cirúrgico. Este consta de calça comprida.884/94 do Ministério da Saúde. com acabamento côncavo. As paredes devem ser mantidas em bom estado de conservação. 2. de modo que o fluxo externo de pessoas independa do fluxo interno. só possam ter acesso ao setor após a troca de roupa em uso por uniforme próprio e privativo para o local. • Janelas “aqueles ambientes que minimizam a entrada de microorganismos externos”. túnica. 1994). para reduzir a deposição de microorganismos. • Portas As portas devem ser do tipo vaivém. tinta fosca. e outras pessoas que venham da área de circulação externa. • Paredes Deve ter as superfícies lisas e laváveis.1 Aspectos a considerar na Estrutura física • Teto Conforme a Portaria 1. propés e máscara. . de cor neutra. para evitar o trânsito desnecessário dentro da sala de operação. de modo que os profissionais.2. considerando que estas estão definidas como • Copa É importante pára evitar o fluxo e dispersão de pessoal no Centro Cirúrgico.

com umidade relativa do ar correspondente a 45% a 60%. sem projeção de sombras e emissão de reflexos. • Iluminação A iluminação artificial deve ser de cor natural. auxiliar e frontal.pressão positiva em relação ao ambiente contíguo . . O foco tem por finalidade: .884/94 do Ministério da Saúde. Ambas as aberturas devem ser providas de filtros. • Ventilação O objetivo de uma ventilação adequada é a remoção de microorganismos. 1994): . citada na Portaria 1. devendo estar afastadas das saídas. A NBR 7256. sem parapeitos. A iluminação do campo cirúrgico.12 Devem ser do tipo basculante. além de prevenir a sua entrada e promover a exaustão dos gases anestésicos utilizados durante as cirurgias. com vidro fosco.troca do ar ambiental: 2 s/h . dentro e fora. em relação ao nível do piso. regulamenta a ventilação da sala de operações nas seguintes condições (BRASIL.condições físicas: temperatura mínima de 19ºC e máxima de 24ºC. Deve permitir entrada de luz natural.fornecer iluminação adequada ao campo cirúrgico. para evitar a passagem de insetos. vedadas e teladas em malha fina. de modo a não alterar a cor da pele e mucosas do paciente. . .nível sonoro de instalação mínima . em especial é realizada com os focos central ou fixo.vazão pro minuto do ar exterior: 15m% (ml/h) . A ventilação deve manter o ambiente confortável e controlar a umidade diminuindo os riscos de produção de fagulhas eletrostáticas.preconizam-se que as entradas de ar estejam localizadas o mais alto possível. que são localizadas próximas ao piso.oferecer luz semelhante à natural. para não altear a coloração da pele e mucosas do paciente e não deixar sombras.insuflamento e exaustão do ar filtrado .

alimentadas por circuitos críticos e uma tomada para aparelho de raios X. . • Instalações elétricas Preconizam três conjuntos com quatro tomadas cada. em paredes distintas.produzir o mínimo de calor possível no campo operatório.5 m do piso. Como medida de segurança as tomadas devem estar localizadas a 1.13 . devendo possuir sistema de aterramento para prevenir choque e queimaduras no paciente e equipes.

responsáveis por todo ato anestésico. para que este possa retornar à unidade de origem em segurança. comandando-o e mantendo a ordem no campo operatório.1 Médico cirurgião É o responsável pelo ato cirúrgico a ser desenvolvido. Cabe-lhe.2 Equipe de cirurgia A equipe de cirurgia é a responsável direta pelo procedimento cirúrgico e compõe-se dos seguintes elementos: 3. equipamentos e medicamentos necessários. com as atribuições iniciais de fazer a avaliação pré-anestésica do paciente ainda em sua unidade de internação e de fazer a prescrição da medicação pré-anestésica.1 Equipe de anestesia A equipe de anestesia é formada por médicos anestesiologistas. planejá-lo e executá-lo. portanto. É também da responsabilidade dessa equipe planejar e executar a anestesia. Ao termino da cirurgia é da responsabilidade dessa equipe o envio do paciente à Unidade de Recuperação Pós-Anestésica e seu controle até o restabelecimento das condições do paciente. prevendo com antecedência todos os materiais.2. bem como preparar e administrar drogas e controlar as condições clínicas e anestésicas do paciente durante a cirurgia.14 3 RECURSOS HUMANOS: COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE 3. 3. .

como: verificar o funcionamento. 3. A quantidade desse pessoal varia conforme a complexidade e o volume de trabalho existente na Unidade. bem como pelo gerenciamento relativo aos materiais e equipamentos necessários.3 Instrumentação cirúrgico Parte integrante da equipe de cirurgia. 3. 3. devendo prever e solicitar com antecedência todo o material que julgar necessário.2 Técnico de enfermagem Auxiliar direto da enfermeira. é responsável pelo preparo da mesa de instrumental. com responsabilidades diferentes.3. É ainda quem fornece os instrumentais ao cirurgião e seus assistentes durante o ato cirúrgico.2. mantendo a mesa de instrumental em ordem e ficando sempre atento para que nada falte. Dependendo do porte desta.1 Enfermeira Responsável pelo planejamento das ações de enfermagem que serão desenvolvidas no decorrer do ato cirúrgico. Ao primeiro assistente compete auxiliar diretamente o médico cirurgião e substituí-lo caso haja necessidade.2.2 Médico assistente É o que auxilia na cirurgia.3. Este profissional deverá se adequar à resolução do Conselho Federal de Medicina.3 Equipe de enfermagem A equipe de enfermagem que atua no Centro Cirúrgico é composta por pessoas de vários níveis. a conservação e a manutenção dos . pode ser necessário mais de um. são-lhe delegadas também tarefas especiais. mas em geral a equipe é composta de: 3.15 3.

posicionamento adequado do paciente. o auxiliar de enfermagem deve tomar as seguintes providencias: . medicamentos.3 Circulante de sala Papel normalmente desempenhado pelo auxiliar de enfermagem.16 equipamentos necessários ao funcionamento do Centro Cirúrgico. 3. .5 Auxiliar de enfermagem É responsável pela montagem da sala cirúrgica. verificação e controle de todos os equipamentos exigidos pela cirurgia. atividades durante o ato cirúrgico e após. Pode também exercer as atividades de instrumentador cirúrgico ou de circulante de sala.prover a sala dos equipamentos solicitados. 3.ler com atenção a marcação de cirurgia. verificando seus prazos de validade.4 Instrumentada cirúrgico Fornecedor dos instrumentais cirúrgicos à equipe médica no decorrer da cirurgia esse papel deve ser desempenhado pelo auxiliar de enfermagem.3. 3.verificar a limpeza dos pisos e paredes. equipamentos e outros itens essenciais ao ato cirúrgico.4 Montagem da sala cirúrgica Para a montagem da sala.3.3. 3. observando a solicitação de materiais. . com estas atribuições: atendimento direto das solicitações da equipe médica no decorrer do ato cirúrgico. responsabilizar-se pelo encaminhamento das peças cirúrgicas aos laboratórios especializados e controlar o material esterilizado. .

3. assim como o material para a anestesia. e transferir o paciente para a mesa cirúrgica.verificar se os impressos a serem utilizados no decorrer da cirurgia estão em ordem e são suficientes. conferindo seus dados pessoais e sua identificação. . . . .receber o paciente na sala cirúrgica. . e ficar ao lado dele enquanto estiver consciente. .igualar a altura da mesa cirúrgica à da maca.colocar o pacote de campos e aventais.17 .testar o funcionamento de todos os equipamentos elétricos.providenciar as medicações necessárias para o procedimento anestésico-cirúrgico. são atividades do auxiliar de enfermagem: .equipar a sala com todo o material necessário para o procedimento cirúrgico (material estéril. conforme rotina estabelecida.conferir os envelopes de fios de sutura necessários ao ato cirúrgico.verificar se o lavabo está em ordem e lavar as mãos. .d e pronto uso e nãoestéril). assim como dos pontos de gás e dos aspiradores. . . encostando uma na outra.verificar se o campo operatório está preparado e.efetuar a limpeza e a desinfecção dos equipamentos e mobiliário necessários ao ato cirúrgico. as luvas e as caixas de instrumentais necessárias ao ato cirúrgico em local acessível. refazer seu preparo. . caso não esteja adequado. .5 Atendimento durante o ato cirúrgico No decorrer do ato cirúrgico. deixandoo coberto.providenciar o suporte de braço e estender sobre eles os braços do paciente para evitar a hiperextensão.

.descobrir a área operatória e oferecer o material para antissepsia. . .colocar o arco de narcose e auxiliar o anestesiologista a prender as pontas dos campos cirúrgicos no suporte de soro. entre outros).abrir o pacote de campo de mesa cirúrgica para oferecê-lo ao instrumentador.aproximar o aparelho de bisturi elétrico e conectar os pólos positivo e negativo.ligar o foco central e focalizar o campo cirúrgico. . colocar o paciente na posição solicitada pelo anestesista. caso o foco não possua canoplas adaptáveis estéreis. fios de sutura. bem como o estetoscópio. compressas cirúrgicas.auxiliar no posicionamento do paciente. . se a anestesia for feita por meio de bloqueio regional.colocar os eletrodos do monitor cardíaco. . .auxiliar a equipe cirúrgica a se paramentar (vestir o avental. . de acordo com a cirurgia. colocando-o próximo de seus pés.18 .colocar a placa neutra do bisturi elétrico sob a panturrilha ou outra região. seguindo as orientações do anestesiologista.fornecer os materiais solicitados pelo instrumentador cirúrgico (gazes.preparar o manguito do aparelho de pressão. assim como no arco de narcose. . . . cobrindo-o com campo esterilizado.abrir a caixa de instrumental e oferecê-la ao instrumentador cirúrgico. para que fiquem acessíveis ao anestesiologista. e oferecer o pedal do bisturi ao cirurgião. amarrar os cadarços e apresentar as luvas cirúrgicas).auxiliar o anestesista no que for necessário. formando a tenda de separação entre o campo cirúrgico e o campo de ação do anestesiologista. tendo o cuidado de verificar as condições da área em que será colocada. . .

. medicamentos e equipamentos utilizados.se necessário. referentes aos materiais. . oferecendo as soluções anti-sépticas e os adesivos necessários. . ao término da cirurgia. . informando à equipe cirúrgica qualquer diferença antes do fechamento da incisão.19 .receber e identificar a peça cirúrgica conforme rotina estabelecida.zelar pela manutenção e ordem da sala cirúrgica. . . regulagem dos aparelhos. de acordo com as rotinas do Centro Cirúrgico. realizar a pesagem das compressas e das gazes pra avaliar a perda de sangue e fluidos pelo paciente.fazer as anotações pertinentes. . assim como o início e térmico do atp cirúrgico. . entre outras). efetuando a desinfecção imediata todas as vezes em que houver extravasamento de sangue e fluidos corpóreos no piso ou nas paredes da sala cirúrgica.se necessário. de maneira clara e objetiva.anotar no relatório de enfermagem as intercorrências porventura havidas durante o ato anestésico-cirúrgico.ficar atento à contagem das compressas cirúrgicas. .auxiliar o médico no curativo da incisão cirúrgica. . fornecendo os dados encontrados ao médico anestesiologista. ligar o aspirador e conectar a ponta estéril à ponta não-estéril do computador.aproximar da equipe cirúrgica o hamper coberto com campo estéril para receber o material utilizado. utilizando o desinfetante padronizado pelo setor.permanecer atento às solicitações da equipe cirúrgica (materiais e instrumentais extras necessários.

ou à unidade de origem e encaminhá-lo com toda a documentação . o curativo cirúrgico. .providenciar o transporte do paciente para a Unidade de Recuperação Pós-Anestésica. . As práticas e os cuidados na sala de operação são os mesmos que se utilizam em cirurgias limpas. . .remover os campos cirúrgicos que estão sobre o paciente. após a liberação do médico anestesiologista.O saco plástico da lixeira deve ser trocado no mínimo duas vezes durante a cirurgia. por exemplo ruptura acidental de alça intestinal.remover as pinças e os fios de sutura com as respectivas agulhas que estejam sobre os campos cirúrgicos.Todos os materiais fixos do bloco cirúrgico devem sofrer desinfecção de alto nível após a cirurgia. .desligar o foco e os aparelhos elétricos e afastá-los da mesa cirúrgica.cobrir o paciente. observando as infusões endovenosas.7 Atendimento após a cirurgia Concluída a cirurgia. . cabe ao auxiliar de enfermagem: . . 3. acrescidas dos seguintes itens: .6 Assistência durante a cirurgia contaminada Cirurgia contaminada refere-se à cirurgia em sítio densamente colonizado com a flora humana normal ou quando ocorre intercorrência durante a cirurgia a partir destes sítios. o funcionamento de sondas e drenos.transferir o paciente da mesa cirúrgica para a maca. evitando os acidentes com materiais perfurocortantes. mantendo-se aquecido. se houver solicitação.auxiliar a equipe a retirar a paramentação cirúrgica.20 3.Deve haver barreira de proteção obrigatória entre o paciente e o local da cirurgia. .

fechar o saco de coleta e encaminhá-lo ao local adequado.separar todo o material perfurocortante. . .encaminhar o frasco para limpeza e desinfecção e as extensões com a tampa para reprocessamento.recolher o frasco de aspiração e suas extensões.encaminhar os instrumentais e outros materiais ao setor apropriado. . colocá-la em sacos adequados e encaminhar estes ao local apropriado.recolher os instrumentais e materiais que terão de ser desinfetados e esterilizados.21 em ordem e o prontuário completo. conforme rotina do hospital.recolher todo o lixo. . verificando se não existem instrumentais misturados a ela. para facilitar a observação. desprezando as secreções no expurgo do Centro Cirúrgico. . . separando-os por tipo e encaminhando-os para reprocessamento. Conduzindo a maca ou cama-berço pela cabeceira.separar a roupa utilizada na cirurgia. . . colocá-lo no recipiente adequado e encaminhar este ao local apropriado.

da unidade de Centro Cirúrgico. dependendo do tipo de cirurgia ou da rotina da equipe cirúrgica. adornos e próteses do paciente. inclusive com as radiografias. fica sob responsabIlidade da Unidade de internação e em outros. . Este procedimento difere de hospital para hospital. . . .22 4 TRANSPORTE DO PACIENTE DO CENTRO CIRÚRGICO O transporte do paciente da unidade de internação para o Centro Cirúrgico deve ser feito em maca. a partir do “pedido de cirurgia”.Verificar se o paciente recebeu os cuidados do período préoperatório imediato e se o prontuário está completo. é fundamental que a pessoa determinada para esta atividade receba treinamento específico. e se este já esvaziou a bexiga. Colocá-los a seguir. .Levar a maca a unidade de internação 40 min a 1 hora antes da cirurgia. ou seja enrolar juntos o lençol superior. o cobertor e a colcha no sentido longitudinal. caso não esteja com sonda vesical. A .Colocar a camisola aberta e a toca para proteger os cabelos do paciente. apresenta-se a ele como funcionário do Centro Cirúrgico e responsável por transportá-lo para o referido setor. Em alguns. . diretamente para a sala cirúrgica. Independente da unidade que se responsabiliza por transportar o paciente da unidade de internação para o Centro Cirúrgico. dependendo da idade e condições físicas do paciente.Preparar a maca ou cama berço com roupas limpas e do mesmo modo como se prepara a cama de um operado. Ao transportá-lo alguns cuidados devem ser tornados: . deixando-os de um dos lados da maca. provida de colchonete confortável. Pode ser. sob o colchão da maca. ainda usada a cama berço. grades laterais e rodas em perfeitas condições de funcionamento.Transportar o paciente.Conferir a identificação do paciente.Verificar se foram retirados esmalte.

além de ser cansativa. propicia a escuta de conversas paralelas que contribuem para aumentar o medo e conseqüentemente. a insegurança.23 permanência deste no corredor. .

. cuja função.1 Recepção e preparo inicial O paciente deve ser cordialmente recebido pelo pessoal de enfermagem. é preciso igualar as alturas desses dois equipamentos e encostar um no outro. Atualmente a tricotomia no local onde será realizada a incisão cirúrgica. que confere seus dados pessoais e seu prontuário. retirada de próteses e jóias. problemas alérgicos e condições físicas e emocionais do paciente etc. deve ocorrer minutos antes da indução anestésica. por ser este o profissional capacitado para avaliar-lhe o estado físico. Deve-se verificar se a área operatória está devidamente preparada. sinais vitais. O paciente deve. certificandose de que todos os exames se encontram anexos. Na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. a começar pelo recebimento do paciente na unidade. emocional e dar-lhe p devido atendimento. 5. então. ter os cabelos protegidos com um gorro descartável e encaminhado a sala cirúrgica.24 5 O PACIENTE NA SALA CIRÚRGICA Os procedimentos no Centro Cirúrgico devem estar sempre sob a supervisão do enfermeiro. a fim de facilitar a passagem. se necessário. Nesse momento são também verificadas as anotações pré-operatórias feitas na unidade de internação: aplicação da medicação pré-anestésica. como medida preventiva de infecção. aos cuidados do circulante de sala. nesse momento é a de manter uma conversação tranqüila com ele e orientá-lo sobre os procedimentos que virão. realizando a tricotomia. e manter o paciente aquecido e protegido até a entrada da equipe cirúrgica.

A lavagem das mãos é.1 No setor de internação . .Realizar tricotomia apenas quando estritamente necessária devendo restringi-la aos casos em que os pêlos impeçam a visualização do campo ou dificultem a colocação de curativo. . porém ele não deve ser realizado muito próximo a cirurgia pois a fricção e a água tépida removem as células superficiais e aumentam a ascensão das bactérias dos reservatórios mais profundos para a superfície. devendo ser realizadas antes e após a manipulação de qualquer paciente. . isoladamente a medida mais importante na prevenção das infecções hospitalares. realizá-la no máx 2h antes da cirurgia.25 6 NORMAS GERAIS OPERATÓRIO PARA OS CUIDADOS NO PRÉ- 6.O banho pré-operatório tem como objetivo eliminar detritos depositados sobre a pele e conseqüentemente reduzir a sua colonização.

sabe-se que a proximidade do ato cirúrgico pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente.higiene corporal e oralesvaziamento da bexiga .modificação da dieta e jejum antes da cirurgia .26 7 PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO Neste período do pré-operatório. sudorese e insônia. e detectar sinais e sintomas de alterações físicas decorrentes. hipertermia. é a competência do enfermeiro planejar. não esteja claro. Estas ações de assistência compreendem: .esvaziamento intestinal . Por esta causa.preparo da pele . implementar e avaliar as ações de assistência para o preparo físico do paciente de pré-operatório imediato. Este momento do pré-operatório não é propício ao ensino. assistência prestada pela equipe interdisciplinar continua voltada ao preparo físico e emocional do paciente para cirurgia.medicação pré-anestésica . Entre estas podem-se citar: taquicardia.passagem da sonda nasogástrica .controle de sinais vitais .remoção de próteses dentarias e outros . hipertensão. pois o paciente não está receptivo para tal. Do ponto de vista emocional. toda a equipe deve estar alerta para esclarecer-lhe um ou outro aspecto que por ventura. Além da atuação na avaliação e preparo emocional.

detecta problemas ou alterações relacionadas aos aspectos biopsicosócio-espirituais do paciente e planeja a assistência de enfermagem a ser prestada no período preparatório. . mais direta ao paciente. no período pré-operatório. Finalidades: Diminuir ansiedade do paciente e família em relação ao procedimento anestésico-cirúrgico e ambiente do centro cirúrgico. propicia Ihe maior número de informações possíveis a respeitos destes. além de possibilitar-Ihe perceber o estado de apreensão apresentado pelo paciente e/ou família frente a cirurgia. o que. Desta forma a visita pré-operatória ajuda a cerca de obter dados do paciente. na maioria das vezes.27 8 PRÉ-OPERATÓRIO DE VÉSPERA Até há pouco tempo atas. a função do enfermeiro da unidade do Centro cirúrgico era dirigida mais para os aspectos gerenciais. tornava-o distante do contato com o paciente. Contribuir para a melhoria da qualidade de assistência de enfermagem prestada no período perioperatório. especialmente no que diz respeito a sistematização de assistência. Para tanto. A evolução técnica e científica alcançada pela enfermagem. utilizou como estratégia “a visita pré-operatória de enfermagem” que. bem como facilita sua interação com o enfermeiro da Unidade de internação. de forma individual e documentos e documentada. Proporcionar continuidade na assistência de enfermagem. despertou no enfermeiro do centro cirúrgico a necessidade de prestar assistência. Isso fez com que este procurasse uma forma que tornasse possível viabilizar a sua necessidade. pré e pós-operatório. Avaliar as condições físicas e emocionais do paciente para obter subsídios necessários ao planejamento e implementação a assistência a ser prestada durante a permanência do paciente na unidade do Centro Cirúrgico e de recuperação pós-cirúrgica.

com finalidade de identificar problemas. Horário Programado: Este item serve de orientação ao paciente ou com família para se organizarem em relação ao horário da cirurgia. para se notificar de alguma recomendação especial. a fim de pesquisar dados que fizerem necessários. deve ser orientado quanto a posição específica para a cirurgia e providenciar acessórios para auxiliar na posição. Cirurgia Proposta: Este item é importante não só para fornecer subsídios para a orientação do paciente. Consulta ao prontuário médico. Interação com a unidade de internação. mas também para direcionar a previsão e provisão de materiais e equipamentos para a sala de cirurgia. e assistência de enfermagem. Posição Cirúrgica: Está na dependência da cirurgia proposta. que são a base para o diagnóstico da situação. Entrevista com o paciente e/ou família. Documentação de Autorização para Cirurgia: • Este documento demonstra que o paciente está ciente do . por intermédio do histórico e exame físico de enfermagem. Experiência Cirúrgica Anterior: Permite identificar as experiências cirúrgicas vivenciadas anteriormente pelo paciente. e avaliar se estas são influenciadas no seu estado emocional. Planejamento da assistência prestada.28 Procedimento: Levantamento de dados.

pois. . que deve constar: .Observação do estado emocional. A visita do enfermeiro é de fundamental alcance dos objetivos propostos. incluindo os segmentos corporais. assistência também é muito importante. . especialmente o local onde será feita a incisão cirúrgica. • Avaliação geral.Conhecimento do paciente sobre o ato anestésico-cirúrgico.29 tratamento a que vai ser submetido. preocupações e expectativas quanto ao tratamento cirúrgico proposto. é um motivo a mais para que este profissional que é designado a trabalhar neste local. o termo de responsabilidade deve ter sido assinado pelo paciente e/ou família. • Avaliação física geral.

. dependendo do tipo de anestesia a ser aplicado no paciente. levando em conta principalmente a via de acesso cirúrgico. . A equipe de enfermagem deve sempre ter a mão materiais acessórios que auxiliem no melhor posicionamento do paciente. 9. ambos ajudam a colocar o paciente em posição a fim de que permaneça da maneira mais adequada possível em termos do desenvolvimento do ato anestésico-cirúrgico e de conforto. com comprimento e largura adequados.30 9 POSIÇÃO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA A posição do paciente é determinada tanto pelo anestesiologista. cada qual dependendo do tipo de cirurgia a ser executada. de acordo com a cirurgia a ser realizada. como: .outros.perneiras metálicas acolchoadas. . São diversas as posições possíveis.coxins. . .braçadeiras metálicas. com as pernas em sentido longitudinal ao corpo e os braços abertos. pois aquelas em que o paciente é colocado para o ato anestésico serão vistas no capitulo 14. em posição horizontal. A posição cirúrgica é aquela em que o paciente e colocado. Em geral.ombreiras metálicas acolchoadas: . que aborda anestesia e analgesia.1 Posição dorsal ou de decúbito dorsal O paciente fica deitado sobre seu dorso. . gazes e esparadrapo. Trataremos aqui somente das posições cirúrgicas propriamente ditas.talas de madeira acolchoadas. para ser submetido a operação. depois de anestesiado. quanto pelo cirurgião.ataduras de crepom. Abordaremos a seguir as principais delas.arcos de proteção. de preferência .

em posição horizontal. lombar. Essa posição é usada nas cirurgias das regiões dorsal. Vale lembrar que. O braço superior normalmente e fixado ao arco de proteção utilizado para separar o campo cirúrgico do anestésico. Trata-se da posição que se emprega em cirurgias abdominais supra e infra-umbilicais. que são assim posicionados corretamente para evitar sua distensão e compressão. A cabeça deve ser voltada para um dos lados. ou outro isolante qualquer. torácicas e vasculares. com os braços e as pernas em sentido longitudinal ao corpo. O paciente é colocado deitado sobre um dos lados. com a perna superior em extensão e a inferior fletida. dependendo da via de acesso que o cirurgião vá utilizar. 9. nas cirurgias efetuadas na região occipital.31 apoiados sobre talas. É a posição cirúrgica mais utilizada e a que traz o menor número de complicações respiratórias intra e pós-operatórias. com a finalidade de facilitar a expansão pulmonar e evitar a compressão dos vasos do pescoço. é necessária a colocação de um suporte para a fixação da fronte. Essa posição é utilizada em cirurgias de toracotomia ou lobotomia.3 Posição lateral ou de decúbito lateral O decúbito lateral pode ser tanto direito como esquerdo. 9. colocando-se coxins sob os ombros e também sob a região infra-umbilical. entre outras. Costuma-se utilizar coxins também sob os tornozelos. Para manter o paciente nessa posição é preciso restringi-lo com faixas largas de esparadrapo passadas sobre seu quadril e presas a mesa cirúrgica. . com a finalidade de evitar queimaduras nesse local devido ao uso do bisturi elétrico.2 Posição ventral ou de decúbito ventral O paciente permanece deitado sobre seu abdome. sacrococcígea e occipital. e um coxim entre ambas para separá-las. Nessa fixação deve-se sempre lembrar de revestir o suporte metálico e o braço do paciente com atadura de crepe.

32 9. principalmente em pacientes obesos e idosos. o paciente é colocado em decúbito dorsal. Deve-se ter o cuidado de envolver-Ihe as pernas de tecido para Ihe proporcionar conforto e segurança. Ao posicionar-se o paciente para uma intervenção cirúrgica. tendo os membros inferiores elevados e colocados em suportes especiais.4 Posição ginecológica Nesta posição. sendo impossível colocá-los ao longo do corpo.não forçar posições de braços ou pernas e protegê-los do contato com superfícies metálicas. deve-se apoiá-los sobre talas.evitar. há posições específicas para determinados procedimentos cirúrgicos.cuidar para que os membros inferiores (pernas) e superiores (braços) nunca fiquem pendentes da mesa de operação. . deve-se sempre lembrar de alguns cuidados que previnam problemas futuros para ele. também chamados perneiras. . que precisam utilizar acessórios específicos. Os principais são: . e fixados com correias. distensões musculares provocadas por movimentos bruscos em qualquer parte do corpo. .não comprimir terminações nervosas. . evitando assim paralisias que poderão ser irreversíveis. . proctológicas. . como no caso das cirurgias neurológicas.o possibilitar livre fluxo das infusões venosas e a adaptação dos eletrodos para a perfeita avaliação intra-operatória. Esta posição esta indicada para as cirurgias ginecológicas. 9. para evitar a formação de escaras e trombos e a compressão da circulação. otorrinolaringológicas e outras.5 Outras posições Além dessas. algumas urológicas e exames endoscópicos.proteger as proeminências ósseas. sempre que possível.

observar o posicionamento correto das infusões e drenagens. da posição cirúrgica. alternadamente. . a fim de prevenir o afluxo rápido de sangue para os membros inferiores.33 Da mesma maneira. até que seja transportado para a recuperação pós-anestésica.manter a cabeça voltada para um dos lados. Daí a necessidade de redobrar a vigilância. quando o paciente permanecer em decúbito dorsal.manusear o paciente anestesiado com movimentos firmes e lentos. podendo causar a mesma situação acima referida. . deve-se ter o cuidado de descer. . Nesta fase do perioperatório é que mais freqüentemente costuma acontecer as quedas acidentais. alguns pontos precisam se observados: . ao se retirar o paciente. as pernas. pois a mudança repentina de posição pode levar a queda de pressão arterial. . não deixando o paciente sozinho em nenhum momento.ao retirar-se o paciente da posição ginecológica.

devidamente paramentado. Com isso. O campo operatório deve ser exposto ao cirurgião. que verifica se o campo operatório está devidamente preparado. Esse local deve estar rigorosamente limpo e. o excesso é limpado com água destilada estéril. evitam-se reações químicas adversas. com a finalidade precípua de absorver o excesso de produtos anti-sépticos.34 10 PREPARO DO CAMPO OPERATÓRIO Ao ser colocado sobre a mesa cirúrgica. a área operatória é lavada com solução antisséptica detergente. que é secada com compressa cirúrgica estéril. já com técnica asséptica. ou seja. o paciente é cuidadosamente examinado pelo circulante de sala. Em seguida é usado o antisseptico para o preparo do campo operatório. que normalmente faz a antissepsia. que não precisam ser estéreis. como queimaduras químicas. com produtos apropriados. As laterais do corpo do paciente devem ser protegidas com compressas ou campos cirúrgicos. por meio de compressas cirúrgicas estéreis. Dependendo do porte da cirurgia. ou mesmo da rotina de algumas equipes cirúrgicas. isento de pêlos. se necessário. . que normalmente acontecem quando o paciente permanece por muito tempo na mesa cirúrgica.

.soluções de iodóforos a 10%. .soluções de clorohexidine a 0. após o posicionamento adequado do paciente.5% alcoólico. . Em geral são utilizados os seguintes produtos antissepticos: .soluções de álcool iodado. o preparo do campo operatório e normalmente feito pela equipe cirúrgica.35 11 ANTISSEPSIA CIRÚRGICA Como já foi dito.

Aguardar (minuto para iniciar o procedimento). Preparo da equipe Degermaçao das mãos Paramentação Cirúrgica . . 1992).Remover os pelos com lâmina ou aparelho elétrico.  Antibiótico profilaxia Recomenda-se a administração da primeira dose no período de indução anestésica.: Recomenda-se que a tricotomia seja realizada. apenas quando os pêIos interferirem no procedimento operatório e.  Campos Cirúrgicos Usar campos de tecido impermeável e permeável.  Preparo da pele paciente: Realizar fricção mecânica da pele com PVP-I ou clorhexedina degermante. da aplicação das soluções alcoólicas dos mesmo tipos de antisépticos. duas horas antes da cirurgia. Obs. O prolongamento da antibioticoterapia profilática por mais de 48 horas. hipoalergênico e possível de ser aplicado em tecido vivo.36 12 MEDIDAS DE CONTROLE PARA INFECÇÕES DO SITIO CIRÚRGICO São estas:  Preparo do Paciente • Higiene Corporal . no máximo. Anti-sépticos: os produtos anti-sépticos devem constar na portaria nº 930 do Ministério da Saúde (BRASIL. • Tricotomia. para que a concentração tecidual seja adequada durante o ato cirúrgica.Realizar banho completo antes que este seja encaminhado ao centro cirúrgico. apenas aumenta os riscos dos efeitos colaterais e da flora bacteriana.  Anti-sepsia e Anti-séptico Anti-sepsia: aplicar um agente germicida de baixa causticidade. usando o aparelho elétrico.

. quando há colação de próteses). . . entre cirurgias. não ultrapassando o prazo de duas horas.1 Principais recomendações para prevenção do ISC . .Preparar o campo operatório. preferencialmente. evitando formação de hematomas e espaços vazios. . incluindo gorro. . Não há dados que demonstrem a necessidade do uso do anti-séptico no banho. antes da mesma. o uso de protetor ocular está indicado para proteção contra respingos em mucosa ocular.Dar banho com água e sabão antes da cirurgia.37 12. máscara a avental estéril.Minimizar o tempo de internação pré-operatório. no máximo de 24-48 horas após a cirurgia. com início no pré-operatório (até duas horas antes da cirurgia). e limpas. o mais próximo da cirurgia.Realizar a tricotomia apenas quando o pelo prejudicar a técnica cirúrgica.Usar antibiótico profilático apenas quando indicado (cirurgias potencialmente contaminadas. Utilizar campos cirúrgicos estéreis. por via parenteral. seguindo-se a aplicação de solução anti-séptica alcoólica de PVP-I ou clorhexedina.Usar técnica cirúrgica adequada. .Lavar as mãos com solução anti-séptica degermante (PVP-I ou clorhexedina) durante cinco minutos antes da primeira cirurgia e.Evitar muitas pessoas na sala cirúrgica e manter a porta . no momento da pré-anestesia e manutenção. trocando-as quando perfuradas. . friccionando a região a ser operada com solução degermante PVP-I ou clorhexedina.Usar luvas estéreis durante o ato cirúrgico.Preparar a equipe com paramentação adequada.Tratar as infecções existentes previamente ao ato cirúrgico: . . por dois a três minutos. A tricotomia deve ser realizada.

.Lavar as mãos antes e após tocar a ferida cirúrgica. sem necessidade de mudança de rotina para cirurgias contaminadas ou com infecção.Usar avental para a proteção da equipe cirúrgica.Fazer. manutenção dos filtros dos equipamentos de ar condicionado. . observando os testes de esterilidade.38 fechada.Esterilizar o material cirúrgico. . .Limpar as salas cirúrgicas. . . periodicamente.Não colocar pano embebido em soluções desinfetantes na entrada da sala cirúrgica. após cada cirurgia. .

A transitória. é habitada por duas populações bacterianas. ainda.. ou seja. visando a remoção de bactérias transitórias e algumas residentes. estes microrganismos multiplicam-se. Os estafilococos coagulase negativa. Estes procedimentos são: degermação das mãos.1 Degermação das mãos e antebraços Este procedimento se justifica por que a pele. 13. executados em passos padronizados e com observação rigorosas dos princípios científicos. também conhecida como flora de contaminação. coli) têm condições mínimas de sobrevivência sobre a pele. sendo portanto de difícil remoção. A degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica deve promover a eliminação da flora transitória e redução da flora residente e. corynebactéria (difteróides e corniformes). normalmente. a flora residente e a transitória. Estes microrganismos nem sempre estão presentes na superfície da pele da maioria das pessoas e são removidos mais facilmente. por exemplo. é composta por microrganismos diversos e de virulência variadas. suor. A flora residente é constituída pro microrganismos capazes de sobreviverem e se multiplicarem na superfície cutânea e folículos pilosos. 13. algumas bactérias Gram-negativas (como.39 13 PROCEDIMENTOS NA PARAMENTAÇÃO PARA A CIRURGIA A paramentação da equipe cirúrgica exige a realização de procedimentos específicos. após a realização de tal procedimento. vestir avental e roupa esterilizados. oleosidade e .2 Lavagem básica das mãos É o simples ato de lavar as mãos com água e sabão. acinelobactéria e outros são microrganismos comumente encontrados na flora residente. Sabese que. o retardamento da recolonização da flora residente pelo efeito residual. E. e calçar luvas esterilizadas.

2.use. de preferência com a mão dominante ou com uso de papel.Água .mantenha se possível. em todas as suas faces.2. . sem tocar na pia: abra a torneira.Pias com pedal ou torneira .Porta papel toalha e papel toalha. articulações. O objetivo da lavagem de mãos é reduzir a transmissão de microrganismos pelas mãos. retirando totalmente a espuma e resíduos de sabão. de preferência 2ml de sabão líquido e ensaboe as mãos por aproximadamente 15 segundos.fique em posição confortável. . sem encostar na pia ou na torneira. já que a água quente ou muito fria resseca a pele. . espaços interdigitais. unhas e extremidades dos dedos (seguindo os passos conforme a seqüência da Fig. . 1).40 sujidade da pele. 13.enxugue-as com papel-toalha. a água em temperatura agradável. 13.1 Materiais e equipamentos necessários .Dispensadores de sabão líquido e anti-sépticos . .feche a torneira utilizando o papel-toalha descartável.2 Técnica Este procedimento deve tornar-se um hábito e ser realizado da seguinte maneira: . prevenindo infecções.enxágüe as mãos. .

Como ensaboar as mãos em todas as faces 13.3.41 Figura 1 .2 Materiais e equipamentos necessários • Pias com pedal ou torneira acionada por pé ou cotovelo • Água • Escova esterilizada • Solução anti-séptica em dispensadores • Toalha ou compressa esterilizada .3 Preparo das mãos e braços antes do ato cirúrgico Antes de qualquer procedimento cirúrgico. a fim de evitar o aumento de carga de bactérias nas mãos.1 Soluções anti-sépticas com detergentes recomendados • Solução detergente de PVP-I a 10% (1% de iodo ativo) • Solução detergente de clorexidina a 2% ou 4% (alternativa para pessoas alérgicas ao PVPI). As unhas devem ser aparadas. o profissional deve remover todas as jóias. 13. em especial as gram-positivas. inclusive alianças. 13. não devem conter esmalte nem ser postiças.3.

4 Técnica de escovação A remoção mecânica dos detritos pode ser realizada por escovação ou fricção: • • • as escovas devem ser macias e descartáveis ou convenientemente esterilizadas.42 13.3 Indicação Preparo das mãos e antebraços antes de qualquer procedimento cirúrgico. 13. . iniciando pelas extremidades dos dedos.3. enxaguar em água corrente a partir das mãos par ao cotovelo. as mãos devem estar sempre acima do nível dos cotovelos. A torneira deve ser acionada por pé ou cotovelo. e não manualmente. • • durante todo o processo. A torneira deve ser fechada com o cotovelo ou por outro profissional. aplicar a solução anti-séptica sobre a palma da mão. O processo deve continuar pelas faces das mãos e antebraços. • • o processo todo deve durar rigorosamente cinco minutos para a primeira cirurgia e três minutos entre dois procedimentos. mas não com as mãos. enxugar com toalha ou compressa esterilizada. espalhar com movimentos de fricção ou escovação. molhar as mãos e antebraços com água corrente. com movimentos compressivos e não de esfregão. com especial atenção sobre os leitos subungueais e espaços interdigitais.3. e de uso individual. obedecendo à direção das mãos para os cotovelos.

Os aventais devem se confeccionados em tamanhos adequados. propriamente dita. Devem possuir uma única camada de tecido. devem possuir tramas resistentes ao desgaste. • Aventais cirúrgicos Os aventais convencionais devem ser confeccionados em material resistente à penetração de líquidos e microrganismos e ao desgaste e à deformação. que corresponde à zona de proteção do Centro Cirúrgico. garantindo o fechamento completo. principalmente dentro das salas de operação. sendo seguida da colocação do avental e das luvas estéreis após a escovação das mãos e entrada na sala cirúrgica. Periodicamente devem ser inspecionados à integridade e durabilidade. geralmente algodão ou brim. Na altura dos punhos. • Uniforme privativo O uso de uniforme privativo feito de tecido com porosidade de 7 a 10 e o fechamento das calças nos tornozelos pode reduzir a dispersão de bactérias. Indicação: todas as pessoas envolvidas no trabalho do centro cirúrgico.43 13. devem usar roupas apropriadas. A importância da paramentação é proteger a área a ser operada da flora liberada pela equipe cirúrgica e esta da exposição às secreções dos pacientes. conforto e total cobertura a partir do pescoço e membros. Aventais impermeáveis descartáveis representam outra opção. Este deve ser segurado com ambas as . A colocação do avental deve ser feita de maneira cuidadosa a fim de evitar a contaminação do mesmo.4 Paramentação cirúrgica e EPI’s A paramentação corresponde à troca das vestes rotineiras por vestimentas adequadas antes do ato cirúrgico. gorro e propés) deverá ser feita no vestiário. Tal uniforme nunca deve ser usado fora da área do Centro Cirúrgico. A troca de roupa (pelo pijama cirúrgico.

.4.44 mãos. Note que os punhos de suas luvas estão colocados sobre as dobras do punho do avental.a boca e o máximo de região de cabelos. A porção posterior do avental é.devem usar aventais e luvas estéreis (Figura 2 e 3). Deve ser usada por todos na sala de operação e cobrir boca e nariz e estar junto a face. Todas as pessoas que entram em campo operatório. São preferíveis as máscaras com dupla gaze de algodão ou de polipropileno ou poliéster.1 Paramentação com roupas estéreis As roupas estéreis são utilizadas para prevenir a contaminação do campo operatório mediante contato direto do corpo do cirurgião com o do paciente. as quais serão introduzidas simultaneamente através das mangas. • Máscara cirúrgica O uso correto da máscara cirúrgica evita ou reduz a eliminação de microrganismos no ambiente e protege o profissional contra respingos de secreções oriundas do paciente. tracionada. ajuda o cirurgião a vestir seu avental. Figura 2 .como é o caso do instrumentador cirúrgico . 13.A auxiliar. então. bem como aquelas que manipulam os materiais e instrumentais estéreis . Máscaras e gorros cobrem o nariz. já paramentada. Apresentam vida útil de 2 horas.

e é atado pelo próprio usuário ou com a ajuda do auxiliar já paramentado (ver as figuras abaixo) .45 Figura 3 . na região da nuca e da cintura. mantendo as costas do cirurgião também estéreis. mas o mais recomendado é o tipo circular.A auxiliar ajuda a desdobrar a lateral do avental. mantendo-o estéril anterior e posteriormente. O avental é geralmente amarrado atrás. Esse tipo de avental envolve o corpo do cirurgião.

estendendo-se por sobre os punhos dos aventais. devendo obrigatoriamente ser estéreis. jalecos e propés devem ser retirados imediatamente quando molhados ou sujos.46 Figura 4 . . os propés e as luvas cirúrgicas devem ser tirados ainda na sala cirúrgica. Os aventais. são a únicas adequadas para os procedimentos cirúrgicos. Gorros. calças. Note as luvas sobre os punhos ajustados ao avental.Método recomendado para prevenir contaminação quando da colocação das luvas estéreis pelo cirurgião. avental e luvas. onde ficam aderidas devido à pressão elástica do punho da própria luva. aventais. mascara. máscaras. idealmente devem cobrir mãos e dedos. As luvas cirúrgicas. Figura 5 .Paramentação ou vestimenta completa de componentes da equipe cirúrgica: gorro.

e possibilita movimentos suaves e precisos em todas as direções e em ângulo de quase 180º. • mesas auxiliares para instrumental cirúrgico. • Negatoscópio. • aspirador de secreções. • foco auxiliar.Equipamentos móveis São aqueles que podem ser deslocados de uma para outra sala de operação. pinças de Magil e esfigmamanômetro. já estão no mercado mesas cirúrgicas totalmente automatizadas. • banco giratório. o que permite várias configurações. B . A .Equipamentos fixos São aqueles adaptados à estrutura física da sala cirúrgica. • bisturi elétrico ou termocautério. a fim de atender o planejamento do ato cirúrgico de acordo com a especificidade. suporte de ombros e arco para narcose. . Tais como: • Foco central. perneiras metálicas. • Sistema de canalização de ar e gases.47 14 EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO Os equipamentos básicos utilizados na sala de operação são classificados em fixos e móveis. de Mayo e para pacotes de roupas estéreis. a partir da simples troca de acessórios e módulos. • Prateleira (podendo estar ou não presente). ou mesmo serem acrescidos durante o desenvolvimento da cirurgia. Atualmente. contendo “kits” de cânulas endotraqueais e de Guedel: laringoscópios. São estes: • mesa cirúrgica e acessórios: colchonete de espuma. • aparelho de anestesia.

de qualidade e em quantidade necessárias para prestar melhor atendimento ao paciente. bem como a atualização contínua dos componentes . • balança para pesar compressas e gazes. ou pelo menos 1 vez ao dia.2 Cuidados com os equipamentos Os avanços tecnológicos que vêm ocorrendo nos equipamentos hospitalares. • escada de dois degraus. • aparelhos monitores. bacia e soro. hamper. • estrado. 14. máquina para circulação extracorpórea e outros.1 Limpeza dos equipamentos A limpeza desses equipamentos deve ser feita após cada cirurgia. por exemplo. São exemplos de equipamentos moveis que podem ser acrescentados à sala cirúrgica: suporte de trépano.48 • balde inoxidável com rodízios. • suportes: de braço. tais como: coxins de areia ou espuma de diferentes tamanhos e talas. estão exigindo das Instituições de Saúde a aquisição de tais recursos. prateleiras). • carro para materiais de consumo e soluções anti-sépticas (o qual pode ser dispensado. na ausência de cirurgias. • equipamentos utilizados para ajudar no posicionamento do paciente. microscópio. quando houver local adequado para a colocação destes materiais como. especialmente no que se refere àqueles utilizados na Unidade de Centro Cirúrgico. 14. O responsável pela limpeza é o circulante da sala de operação e deve ser realizada com compressas estéreis e solução de álcool à 70%. • carro para materiais estéreis.

A qualidade é um fator importante a ser observado no planejamento de equipamentos a serem utilizados na sala de cirurgia. pois está relacionada à durabilidade destes e à segurança do paciente. . imprescindíveis ao bom funcionamento do setor.49 das equipes em relação ao manuseio e uso desses equipamentos.

• pacote de cabo com borracha para aspirador. A . • pacote de material para anti-sepsia. seringas. Em algumas instituições. • pacote de bacia. sondas e aspiração. • pacotes de campos duplos e/ou simples. soluções anti-sépticas. • caixas de fios de sutura de diferentes tipos e números. cateter para oxigênio.50 15 MATERIAIS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO O planejamento de materiais para uso na sala de cirurgia deve incluir aqueles considerados básicos ao atendimento de uma cirurgia geral. impressos mais comuns e medicamentos. • caixa ou pacote de cabo do bisturi elétrico. e os específicos. nasogástrica e vesical. • pacotes de luvas de diferentes números. .Material esterilizado • pacote de aventais. cabo de bisturi e agulhas de sutura. • equipos de soro. • pacote de “opa” (avental de abertura para frente). • pacotes de cúpulas grandes e pequenas. • pacotes de compressas grandes e pequenas. Para efeito didático. agulhas e cateteres para punção venosa. • pacotes de cuba rim. de acordo com o tipo de cirurgia. • pacotes de sondas e drenos diversos. curvas. este material é esterilizado dentro da caixa de instrumentais. estes materiais serão grupados em: esterilizados. • caixa de instrumentos. • pacote de impermeável (para a mesa de instrumentador). • estojo de material cortante contento tesouras retas. • pacotes de gazes comuns e especiais.

Medicamentos • soluções glicosadas. Manitol. relaxantes musculares. • receituário para medicamentos controlados. n-propil e isopropil). • adesivos para fixação de curativos e ataduras. bicarbonato de sódio e Haemavel. laringoscópio e pinça de B . antibióticos e outros necessários à assistência do paciente no período intraoperatório. • álcoois (etanol. colinérgicos e anticolenérgicos. • requisição de laboratório e banco de sangue. 15. eletrólitos. • gráfico de anestesia.Soluções anti-sépticas • iodines (álcool iodado com 1% a 2% de iodine e iodine potássio em 70% de álcool). analgésicos. de Guedel. D . sendo cada grupo representativo de uma determinada etapa da cirurgia. neurolépticos. Ringer. iodóforos (iodine mais poilivinilpirrolidona).51 • bandejas Magil. tranqüilizantes. fisiológicas. anticoagulantes. C . de material para anestesia.1 Instrumental cirúrgico Iremos classificar os instrumentos cirúrgicos em seis grupos básicos. • medicamentos anestésicos. contendo cânulas endotraqueais com guia. • clorohexidina. • relação de gastos. • pomadas: xilocaína geléia.Impressos • sistematização de enfermagem. .

finas ou grossas) de acordo com a sua aplicação. são a tesoura do tipo “Metzenbaum” que por ser uma tesoura do tipo curva.Procedimentos de Hemostasia Neste grupo temos as pinças onde existe uma grande variedade delas. As pinças do tipo “HasItead” por serem pinças finas. São bem mais delicadas do . Os bisturis elétricos facilitam muito o processo de coagulação. o seccionamento do tecido epitelial. Os cabos mais curtos são próprios para os atos cirúrgicos de superfície. de acordo com o tipo de cirurgia ou ato cirúrgico a ser realizado. Dentre as pinças hemostáticas mais empregadas. Muito útil no corte dos fios cirúrgicos. traumáticas ou não traumáticas). ou seja. ou seja.1. é a mais utilizada pela instrumentadora cirúrgica e pelos médicos cirurgiões assistentes.2 Grupo 2 . são empregadas com sucesso em cirurgias infantis. por serem pequenas. dotada de dentes de rato. As tesouras também variam de tamanho e de formato (curvas ou retas. Tantos os cabos quanto as lâminas variam de formato e de tamanho. Os cabos mais longos destinam-se aos atos cirúrgicos em cavidades. vem sendo empregada com sucesso para preensão da aponeurose dos músculos. em profundidade. médias e grandes) e de formato (retas ou curvas. São conhecidas pelos apelidos de “mosquitinho” ou “mosquito”. Os bisturis são os principais instrumentos de corte.1 Grupo 1 . é a mais empregada pelo médico-cirurgião chefe e a tesoura do tipo “Mayo” que por ser uma tesoura do tipo reta.Diérese Cirúrgica Neste grupo temos os bisturis e as tesouras. 15. podemos destacar as pinças do tipo “Kocher” que por ser uma pinça traumática. Temos também as pinças do tipo “Kelly” que podem ser observadas na foto. O bisturi compõe-se por duas peças: o cabo e a lâmina. As mais utilizadas. variando de tamanho (pequenas. diminuindo bastante os sangramentos em cirurgias.1.52 15. Cada peça tendo a sua respectiva aplicação.

próprias ao pinçamento de tecidos não delicados ou sensíveis. assim como as pinças do tipo “Rochester”-“Pean” são pinças de maior resistência. como o próprio nome já diz. As pinças do tipo “Faure” podem ser observadas na foto. as pinças do tipo “Mixter” que são amplamente utilizadas em cirurgias pulmonar. Instrumentos para Preensão A finalidade destes instrumentos cirúrgicos. Instrumentos para Separação São também conhecidos como afastadores. possuem grande aplicabilidade em cirurgias pulmonares. hepática e renal e as pinças do tipo “Satinsky” e que são muito utilizadas em cirurgias vasculares. As pinças do tipo “Duval” também conhecidas como “triangular de Duval”. 15. segurando compressas de gaze.Exérese cirúrgica Neste grupo temos os instrumentos para preensão e os de separação. As pinças do tipo “Foerster” que são um tipo de pinça longa. Temos também as pinças do tipo “Pean”. é a de segurar. As pinças anatômicas são instrumentos cirúrgicos empregados de forma acessória em procedimentos de preensão. erguer momentaneamente inclinar e/ou tracionar determinados tecidos durante certo ato cirúrgico. Dentre as mais usadas. Podemos destacar como instrumentos para preensão as pinças do tipo “Museux”.53 que as pinças do tipo Kelly e aplicam-se a vasos de menor calibre. destacam-se as pinças do tipo “Adson” as do tipo “Potts Smith” e as pinças do tipo “Nelson”. no pinçamento dos lobos pulmonares. pinças do tipo “Allis” e pinças do tipo “Babcock” que é um tipo de pinça preferida para tracionar as alças intestinais. são também empregadas em curativos profundos.1.3 Grupo 3 . Os instrumentos para . As pinças do tipo “Collin” são também conhecidas como “Collin” oval.

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separação ou afastadores, são classificados em três diferentes tipos. Os primeiros são os dinâmicos que são instrumentos que deverão ser empunhados pelo médico-cirurgião, com a finalidade de expor a observação o campo operatório desejado. Neste grupo, podemos destacar os do tipo “Farabeuf”, o do tipo “Volkman” e os do tipo “Doyen”. O outro tipo são os autostáticos que são os instrumentos que após serem posicionados pelo médico-cirurgião, manterão o campo aberto, sem que haja a necessidade de impunhadura permanente. Os classificados como diversos são os de mais instrumentos de separação ou afastadores que não se enquadram nas duas classes acima descritas. São espátulas, algumas rígidas e outras maleáveis, de acordo com o propósito desejado. 15.1.4 Grupo 4 - Exaurimento Cirúrgico Neste grupo incluímos as agulhas cirúrgicas, os porta-agulhas e os fios cirúrgicos. As agulhas são instrumentos perfurantes que tem como objetivo, associadamente aos fios cirúrgicos, a recomposição de tecidos lesionados, sejam internos ou externos, por meio do procedimento denominado de sutura. Existem um grande número de agulhas, variando de tamanho, calibre e formato. As agulhas cirúrgicas podem ser classifica das quanto ao formato em 4 tipos que são as retas, as curvas as do tipo lanceoladas e as cilíndricas. 1 - Agulhas do Tipo Reta São destinadas a realização de procedimentos de sutura do tecido epitelial, sem o emprego do porta-agulhas. 2 - Agulhas do Tipo Curva As agulhas do tipo curva podem ser semi-retas que ao contrário das agulhas retas, possuem uma leve curvatura.

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As agulhas meio-círculo possuem uma curvatura bem maior do que as agulhas semi-retas, e são eficazes na sutura de tecidos profundos. 3 - Agulhas do Tipo Lanceoladas São agulhas de secção triangular. São utilizadas em tecidos mais resistentes como a sutura da aponeurose dos músculos. 4 - Agulhas Cilíndricas São agulhas de secção circular. Muito empregadas na sutura de tecidos delicados e sensíveis, tais como a reconstituição de vasos sanguíneos rompidos. A classificação das agulhas pode ainda ser feita, quanto ao fio cirúrgico que será utilizado na sutura, em 2 tipos que são: as com fio pré-passado e as com fio a passar. Nas agulhas com fio pré-passado, a agulha já vem de fábrica, montada juntamente com o fio cirúrgico. A base da agulha é interligada com o início do fio, não havendo nenhum desnível. Trata-se de agulha não traumática, por possuir um calibre regular e uniforme na junção com o fio. Nas agulhas com fio a passar, a agulha não vem montada de fábrica com o fio. Será necessário montá-la, passando o fio cirúrgico desejado pelo orifício da agulha. Os porta-agulhas, como o próprio nome já diz, tem como finalidade segurar a agulha durante os processos de sutura. Entre os mais empregados destacam-se o porta-agulha do tipo “Mayo-Hegan” e o porta-agulha do tipo “Mathieu”. Os fios cirúrgicos podem ser classificados em dois grupos básicos: os fios cirúrgicos absorvíveis e os fios cirúrgicos não-absorvíveis. Fios Cirúrgicos do Tipo Absorvíveis São fios que vão sendo gradativamente absorvidos pelo organismo, até desaparecerem por completo. Nestes casos temos o fio Categute-simples que são feitos de fibras de tripas de carneiro e os fios Categute-cromado. Aqui o fio

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categute é tratado quimicamente com um banho de cromo. O objetivo desse fio cromado e frear o tempo de absorção pelo organismo, mantendo-se a tensão do fio por um período de tempo maior. Esse tipo de material é escolhido, quando se deseja maior segurança quanto a durabilidade da sutura para que as partes seccionadas possam se unir. Temos também o fio Dexon que é um tipo de fio produzido com a substância ácido poliglicólico. Fios Cirúrgicos do Tipo Não - Absorvíveis Estes fios não são absorvidos pelo organismo. Caso não sejam removidos posteriormente, irão ficar definitivamente na região suturada. Dentre esses fios podemos relacionar o de Nylon, o de Algodão, o fio de Seda, o de Aço e o fio de Mersilene que é composto de uma substância sintática não absorvida pelo organismo. 15.1.15 Grupo 5 - Instrumentos para procedimentos especiais São instrumentos que não compõem a mesa de instrumentação em cirurgia geral. São instrumentos específicos para determinadas cirurgias ou atos cirúrgicos. Existe uma gama de instrumentos especiais. Como exemplificação podem ser citados a pinça do tipo “Lambott” - “Farabeuf”, e o Clamp de “Kocher” (Coprostase) que é empregado em cirurgias intestinais, objetivando a oclusão da alça intestinal. O Rugina é um instrumento que serve para descolar ou separar as costelas dos tecidos musculares. Tendo grande aplicação nas cirurgias torácicas. A serra de “Gigli” é utilizada em neurocirurgias e em cirurgias ortopédicas. 15.1.6 Grupo 6 - Instrumentos para fins diversos 1 - Campos Cirúrgicos Os campos cirúrgicos são peças de pano que em geral medem 1,50 m

ou quebrar . que podem vir a ser colocados em determinados pacientes. de forma a criar uma barreira de proteção nas bordas das incisões. onde a gaze com solução anti-séptica é segura pela pinça do tipo “Cheron”. fluidos corporais.2 Cuidados e manuseio dos instrumentos O instrumento deve ser usado somente para a finalidade para a qual ele foi feito. por cima da pele do paciente. Os campos cirúrgicos são portanto. com o objetivo de fazer escoar para o ambiente externo.57 de comprimento por 1. São também empregadas no interior das cavidades.Gazes Podem ser utilizadas desde o procedimento pré-cirúrgico para antisepsia do paciente. pus. 15. ou seja.Drenos Os drenos são tubos de borracha ou plástico. das demais partes do corpo do paciente. panos esterilizados. Desta forma. luvas e instrumentos cirúrgicos. que mais freqüentemente são usadas abusivamente.Seringas e Agulhas Utilizadas para procedimentos anestésicos com infiltração. trincar. até o exaurimento cirúrgico. não haverá riscos de membros da equipe cirúrgica tocarem demais partes da pele do paciente e assim contaminarem suas roupas.50m de largura. 4 . O uso correto e os cuidados razoáveis prolongam a sua vida útil e protegem a sua qualidade. 3 . podem sofrer desalinhamento. Existem com o objetivo de isolar o campo operatório que será alvo da cirurgia. 5 . com a feitura de um curativo.Compressas Cirúrgicas As compressas cirúrgicas são utilizadas por cima do campo cirúrgico. sangue e/ou secreções diversas. 2 . As tesouras e as pinças.

e recolocá-los sobre a mesa de instrumentos para facilitar o fechamento das contagens. Todos os instrumentos destinados ao procedimento devem ser esterilizados na fase final ou desinfetados antes da remontagem. As tesouras para tecidos não devem ser usadas para cortar suturas ou gaze. as pinças e outros instrumentos articulados obrigatoriamente devem ser inspecionados quanto ao alinhamento das garras e dentes. a instrumentadora deve lavar e secar os instrumentos usados. aumentando a ferrugem ou deterioração do metal. No tempo previsto durante o procedimento. As articulações dos . Os instrumentos agudos ou delicados devem ser dispostos separadamente para o manuseio e limpeza individuais. Os princípios das precauções universais devem ser aplicados conforme ditados pela política institucional. No fim do procedimento. Todo instrumento deve ser inspecionado antes e após cada uso para se detectar imperfeições. As garras e os dentes dos instrumentos devem se apor perfeitamente. Durante o procedimento. O soro fisiológico nunca deve ser utilizado sobre os instrumentos. de modo que seja ocluído o fluxo sangüíneo sem lesar a veia ou artéria. os instrumentos não devem ser colocados todos juntos num amontoado desordenado. Deve-se evitar jogar violentamente. Obrigatoriamente os instrumentos devem ser manejados delicadamente. As pinças hemostáticas não devem ser usadas como prendedores de toalhas ou para pinçar tubos de sucção. Os fórceps. para evitar dano e ferimento acidental. pois o seu conteúdo de sal pode ser corrosivo. O instrumento deve funcionar adequadamente para evitar colocar desnecessariamente em perigo a segurança do paciente e aumentar o tempo cirúrgico por causa de falha instrumental. As travas devem fechar perfeitamente mas soltar facilmente. Obrigatoriamente. Eles devem ser manejados individualmente ou em pequenos grupos.58 quando usadas inadequadamente. o instrumento usado deve ser limpo com uma compressa úmida. os instrumentos devem estar completamente limpos para assegurar esterilização eficaz. deixar cair e colocar equipamento pesado sobre eles. ou colocado dentro de uma bacia com água destilada estéril para evitar que o sangue seque sobre o instrumento.

rachaduras. ou pontas agudas.1 Contagem dos instrumentos A maior parte das instituições realiza contagem dos instrumentos como prática padronizada. 15. As bordas das tesouras devem ser testadas quanto ao gume. como afiar e realinhar. saliências. O serviço de conserto de instrumentos deve ser escolhido cuidadosamente e usado para a manutenção regular. Os instrumentos desmontados durante a cirurgia. Muitos hospitais hoje em dia armazenam os instrumentos em bandejas ou utensílios . Os materiais adicionados durante o procedimento devem ser contados e registrados.2 Acondicionamento dos instrumentos Os instrumentos devem ser armazenados com segurança. Todas as contagens devem ser registradas pela circulante num registro apropriado. O estabelecimento de conjuntos instrumentais padronizados com o número e tipos mínimos de instrumentos neles facilita a sua contagem. Todos os instrumentos devem ser verificados quanto a pontos de desgaste.2. e ao término do procedimento. 15.2. bem como minimiza a quantidade de tempo e espaço necessário para montar. As contagens subseqüentes devem ser feitas antes do fechamento de uma cavidade ou de uma incisão grande e profunda. As contagens iniciais devem ser feitas conjuntamente pela circulante e pela instrumentadora. obrigatoriamente devem ser identificados no seu todo. antes do procedimento. denteamento.59 instrumentos devem funcionar suavemente. como certos afastadores. cortandose suavemente quatro camadas de gaze. quando a instrumentadora ou a circulante é substituída por outras pessoas. As prateleiras dos armários devem ser ajustáveis e espadas adequadamente para o armazenamento dos vários tipos e tamanhos de instrumentos. Os instrumentos danificados devem ser colocados de lado e enviados para conserto ou substituição.

60 pré-esterilizados. . e facilitar a dinâmica de funcionamento da Unidade. Etiquetas e diagramas nos armários ajudam o pessoal. Um inventário de todos os instrumentos deve ser feito periodicamente. O enfermeiro do Centro Cirúrgico deve zelar para que os equipamentos e materiais utilizados na sala cirúrgica sejam mantidos em perfeitas condições de uso e repostos em quantidade suficiente para assistir adequadamente o paciente.

Operações limpas: realizadas em tecidos estéreis. Operações infectadas: realizadas em qualquer órgão ou tecido na presença de processo infeccioso. ao final do ato cirúrgico.anexo III) . Operações contaminadas: em tecidos traumatizados recentemente e abertos. colonizados por flora bacteriana abundante.61 16 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS E O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO Segundo a (Portaria MS n.as infecções pósoperatórias devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação. Todas as cirurgias podem ser infectadas. cirurgias eletivas atraumaticas com cicatrização por primeira intenção e sem drenagem. Cirurgias limpas com drenagem se enquadram. contaminadas e infectadas. na ausência de infecção ou inflamação. 930/92 . Ocorre penetração no trato digestivo. na ausência de processo infeccioso ou inflamatório local. potencialmente contaminadas. e cicatrização por segunda intenção. entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado. respiratório ou urinário. necrose. grande contaminação a partir do trato digestivo. na ausência de supuração local. Obstrução biliar ou urinária. Alguns exemplos: Limpos: • Artoplastia do quadril • Cirurgia cardíaca • Herniorrafias • Neurocirurgia • Procedimentos ortopédicos (eletivos) • Mastoplastia • Mastectomias . As cirurgias são classificadas em: limpas. Operações potencialmente contaminadas: colonizadas por flora microbiana pouco numerosa. Dependendo do que vai se encontrar no local. Há presença de inflamação aguda na incisão.

dental e da orofaringe • Fraturas expostas (após 10 horas) • Feridas traumáticas (após 10 horas) • Cirurgia duodenal por obstrução • Cirurgia intranasal Infectadas: • Cirurgia de reto e ânus com supuração • Cirurgia abdominal em presença de conteúdo do colon • Nefrectomia com infecção • Presença de vísceras perfuras • Colescitectomia com empiema .62 Potencialmente contaminadas: • Hiterectomia • Cesária • Cirurgia do intestino delgado (eletiva) • Cirurgia das vias biliares sem estase ou obstrução • Feridas traumáticas limpas (até 10h após) • Colecistectomia • Cirurgias cardíacas com circulação extra-corpórea Contaminadas: • Cirurgia de cólons • Debricamento de queimaduras • Cirurgia bucal.

Prefixos da terminologia cirúrgica e seius significados Prefixo Relativo a(o) adeno glândula blefaro pálpebra cisto bexiga cole vesícula colo cólon colpo vagina entero intestino delgado gastro estomago histero útero nefro rim oftalmo olho ooforo ovário orqui testículo osteo osso oto ouvido proto reto rino nariz salpingo trompa traqueo traquéia Sufixos da terminologia cirúrgica e seus significados Sufixo Significado ectomia remoção parcial ou total pexia fixação de um órgão plastia alteração da forma e/ou função rafia sutura . Na terminologia cirúrgica. • Preparar os instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados a cada tipo de cirurgia. que designa a parte do corpo relacionada com a cirurgia. os termos são formados por um prefixo.63 17 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são: • Fornecer sob forma verbal ou escrita uma definição do termo cirúrgico. e por um sufixo. que indica o ato cirúrgico realizado. • Descrever os tipos de cirurgia.

64 scopia (s)tomia visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos com lentes especiais abertura de um órgão ou de uma nova boca Principais cirurgias com sufixo ectomia Cirurgia Para remoção de apendicectomia apêndice cistectomia bexiga colecistectomia vesícula biliar colectomia cólon embolectomia embolo esofagectomia esôfago esplectomia baço fisctulectomia fistula gastrectomia estomago hemorroidectomia hemorróidas hepatectomia parcial do fígado hiterectomia útero lobectomia lobo de um órgão mastectomia mama miomectomia mioma ooforectomia ovário pancreatectomia pâncreas pneumectomia pulmão prostatectomia próstata retossigmoidectomia reto-sigmóide salpingectomia trompa segmentos selecionados do sistema simpatectomia nervoso simpático. produzindo vasodilatação tireodectomia tireóide Principais cirurgias com sufixo pexia Cirurgia cistopexia histeropexia nefropexia retinopexia orquipexia ou orquidopexia Para fixação de bexiga útero à parede abdominal rim á parede abdominal retina testículo em sua bolsa .

65 Principais cirurgias com sufixo plastia Cirurgia Alterar a forma e/ou função articulação. para testaurar movimento artoplastia e função bleforoplastia pálpebras mamoplastia mama piloroplastia piloro queiloplastia lábio rinoplastia nariz ritidoplastia rugas da face salpingoplastia trompa. para sua recanalização toracoplastia torax Principais procedimentos com sufixo rafia Procedimento Sutura de blefarorrafia pálpebra colporrafia vagina gastrorrafia estomago herniorrafia hérnia osteorrafia ou colocação de fio metálico palatorrafia fenda palatina perineorrafia períneo tenorrafia tendão Principais procedimentos com sufixo scopia Procedimento Visualização de artroscopia articulação broncoscopia brônquios cistoscopia bexiga colonoscopia cólons colposcopia vagina duodenoscopia duodeno endoscopia órgãos internos esofagoscopia esôfago gastroscopia estomago laringoscopia laringe laparoscopia cavidade abdominal sigmoidoscopia sigmóide ureteroscopia ureter uretroscopia uretra ventriculoscopia ventrículo cerebral .

66 Principais aparelhos para visualização direta Aparelho Finalidade artroscópio artroscopia broncoscópio broncoscopia e laringoscopia cistoscopia. gastroscopia e endoscópio digestivo duodenoscopia laringoscópio laringoscopia laparoscópio laparoscopia sigmoidoscópio sigmoidoscopia Principais cirurgias com sufixo tomia ou stomia Cirurgia Para abertura de artrotomia articulação broncotomia brônquio cardiotomia cárdia bexiga para drenagem da urina por cistostomia sonda e colocação de dreno na vesícula colecistostomia biliar coledocolitotomia colédoco para retirada de calculo coledocotomia e exploração do coledoco coledocostomia e colocação de creno no coledoco duodenotomia duodeno enterostomia colon através da parede abdominal flebotomia dissecção de veia e colocação de uma sonda no gastrostomia estomago através da parede abdominal hepatotomia fígado e colocação de sonda ou dreno no ileostomia íelo e colocação de sonda no jejuno par jejunostomia alimentação laparotomia cavidade abdominal nefrostomia e colocação de sonda no rim tenotomia tendão toracotomia parede torácica toracostomia parede do tórax par drenagem traqueostomia traquéia para facilitar a entrada de ar ureterolitotomia ureter para retirada de calculo . ureteroscopia e cistoscocópio uretroscopia colonoscópio colposcopia colposcópio colonoscopia esofagoscopia.

67 Terminologias que não seguem as regras citadas Cirurgia Para abertura de remoção de um membro ou de parte amputação necrosada do corpo conexão e sutura de dois órgãos ou anastomose vasos artodese fixação cirúrgica de articulação bartholinectomia retirada de cisto de bartolin remoção de um tecido vivo para fins biópsia diagnósticos destruição de tecido por meio de cauterização agente caustico ou calor . retalhamento diverticulo bolsa que sai da cavidade enxerto transplante de órgão ou tecido incisão perineal destinada a evitar a episiotomia ruptura do períneo durante o parto evisceração saída de víscera de sua cavidade orifício que põe em comunicação parte de um órgão. cavidade ou foco fistula supurativo com a superfície cutânea ou mucosa goniotomia cirurgia de glaucoma onfalectomia remoção do umbigo operação de bursh levantamento da bexiga operação de hammsted correção de estenose pilórica operação de manchester correção de prolapso de útero punção cirúrgica da cavidade par paracentese retirada de liquido ressecção remoção cirúrgica de parte de órgão retocele protrusao de parte do reto toracocentese punção cirúrgica na cavidade torácica varicocele veias ditadas no escroto corte de um segmento do canal vasectomia deferente (para controle da natalidade) .bisturi elétrico retirada do feto por incisão através da cesariana parede abdominal ressecção da pele do prepúcio que circuncisão cobre a glande cistocele queda da bexiga raspagem e remoção do conteúdo curetagem uterina uterino separação de bordos previamente deiscencia suturados e unidos dissecção corte.

ao passo que a analgesia se caracteriza pela perda da sensibilidade dolorosa com preservação do estado de consciência. • Anestesia regional: pode ser: . não atravessando a dura. posteriormente. que reveste o espaço raquidiano. enquanto os anestésicos locais promovem o bloqueio da condução do impulso elétrico nos nervos periféricos.2 Anestesia propriamente dita O ato anestésico pode ser realizado de vários modos. inalatórios ou endovenosos. 18. . • Anestesia geral: caracteriza-se pela administração de anestésico endovenoso e.Peridural: o anestésico é injetado no chamado espaço peridural. Os medicamentos anestésicos gerais.68 18 ANESTESIA E ANALGESIA A anestesia é caracterizada pela perda da sensibilidade dolorosa com perda de consciência e certo grau de amnésia. promovem a depressão dos neurônios no nível encefálico. sendo os principais anestesia geral e a anestesia regional. pela manutenção com anestésicos inalatórios. 18. o anestesiologista faz uma anamnese dirigida aos elementos relacionados com o procedimento anestésico-cirúrgico.1 Principais objetivos do ato anestésico • Suprir a sensibilidade dolorosa durante a cirurgia • Propiciar condições idéias par a ação da equipe cirúrgica Principais etapas do ato anestésico • Pré-anestesia: consiste em uma visita pré-anestésica: antes do procedimento cirúrgico.

. com saída de líquor.69 . 18. o medido ansetesiologista inicia a fase de acordar o paciente. administrando-lhe drogas antagônicas às administradas no decorrer do ato cirúrgico.3 Etapa pós-anestésica imediata Esta etapa é muito importante para o paciente que recebe anestesia geral. pois. quando a equipe cirúrgica está terminando o procedimento cirúrgico.Raquidiana: o anestésico é introduzido no espaço raquidiano.

mas outras drogas (ex.70 19 ANTIBIÓTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA Antibioticoprofilaxia cirúrgica (APC) constitui-se na utilização de agentes antimicrobianos (AAM) com o objetivo de evitar o aparecimento de infecções do sitio cirúrgico (ISC). em pacientes que não apresentam evidencias clínicas de infecção. A APC tem como objetivos reduzir a adversidade e multiplicação bacteriana nos tecidos operados e diminuir o inoculo bacteriano no momento em que as barreias anatômicas entre os tecidos colonizadores e não-colonizadores são rompidos pelas incisões. clindamicina) podem ser empregadas para ampliar ou direcionar o espectro de ação sobre bactérias resistentes às cefalosporinas de primeira geração. defalotina) são as drogas habitualmente empregadas na APC. metronidazol. considerando fatores relacionados com o paciente. com o procedimento cirúrgico e com os prováveis microrganismos envolvidos na ISC. As cefalosporinas de primeira geração (cefazolina.: cefoxitina) vacomicina. . gentamicina.

. . em perfeitas condições de uso para atender a qualquer situação de emergência. fixos a parede.um foco de luz. A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve estar instalada dentro da Unidade de Centro Cirúrgico ou nas suas proximidades. o paciente fica sob os cuidados das equipes de enfermagem e médica.tomadas elétricas de 110 e 220 watts. de modo a favorecer o transporte fácil do paciente anestesiado para este local. . .oxímetro de pulso.uma fonte de aspiração a vácuo. Neste local. • equipamentos e materiais de suporte respiratório: . . . . com material completo para intubação orotraqueal e ventilação manual. tais equipamentos e materiais de uma Recuperação Pós-Anestésica podem ser divididos em: • equipamentos básicos.monitor cardíaco. acima da cabeceira de cada leito: . Didaticamente. .ventiladores mecânicos.sondas para aspiração. .esfigmomanômetro.máscaras e cateteres para oxigênio (O2).71 20 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é a área que se destina a permanência do paciente logo após o término do ato anestésicocirúrgico. especialmente. 20. . .duas saídas de oxigênio com fluxômetros. . geralmente. o anestesista.carrinho de emergência.uma saída de ar comprimido.1 Organização da sala de recuperação pós-anestésica A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve ser provida de equipamentos básicos.

pacotes de curativos.72 • equipamentos e materiais de suporte cardiovascular: .caixa de pequena cirurgia. de médicos anestesiologistas. . É conveniente destacar que as camas para uso na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) devem ser do tipo cama-macaL. e a médica. técnicos e auxiliares de enfermagem. . . .2 Recursos humanos A assistência ao paciente na SRPA esta sob a responsabilidade das equipes de enfermagem e médica. como líder da equipe de enfermagem. deve possuir conhecimentos e habilidades para prestar assistência pós-anestésica e .gazes.sondas vesicais de demora.bolsas coletoras para drenos e ostomias.soluções desinfetantes e anti sépticas.fitas reagentes para dosagem de glicose no sangue e urina.termômetros. • outros materiais: . cateteres. . .frascos e tubos esterilizados para coleta de sangue. . . . providas de grades laterais de segurança. .cilindros de O2 e ar comprimido e aspirador elétrico. chumaços e adesivos. .equipos para medida de pressão venosa central (PVC).sistema de drenagem vesical. 20. manivelas para dar posição de proclive e trendelemburg. .medicamentos e soros. .travesseiros. . cobertores e talas. .bandeja de cateterismo vesical. O enfermeiro. A equipe de enfermagem compõe-se de enfermeiros. encaixes para adaptar suportes de soro e cabeceira removível para facilitar o atendimento em situações de emergência. seringas e agulhas. almofadas.equipos de soro e transfusão.

O paciente é coberto com cobertores leves e aquecidos. ainda. opióides e . e todo esforço é feito para prevenir um maior tensionamento sobre a incisão. O anestésico e outros medicamentos utilizados (p. muitas feridas são fechadas sob considerável tensão. A incisão cirúrgica é observada a cada momento em que o paciente no pós-operatório é mobilizado. As grades laterais são elevadas para proteger contra quedas.. a permeabilidade das vias aéreas. atuar com presteza nas situações emergenciais. Tão logo ele seja colocado sobre a maca ou leito. as potenciais alterações vasculares e a exposição. os sinais vitais 3. 20.3. ex. Para calculo do pessoal necessário a prestação de assistência neste setor. Durante o transporte da sala de operação para a SRPA.3 Transporte do paciente 20. a camisola suja é retirada e substituída por uma seca.1 Para a sala de recuperação pós-anestésica A transferência do paciente pós-operatório da sala de operação para a unidade de recuperação pós-anestésica e responsabilidade do anestesiologista ou anestesista. o profissional de anestesia permanece a cabeceira da maca (para manter as vias aéreas do paciente) e um membro da equipe cirúrgica permanece na outra extremidade. O paciente é posicionado de modo que ele não deite sobre nem obstrua drenos ou tubos de drenagem.73 operatória a pacientes submetidos a diferentes tipos de cirurgia e em uso de aparelhos de ventilação mecânica e. A enfermeira que admite o paciente na GRPA revisa as seguintes informações com o anestesiologista ou anestesista: 1. estimam dois enfermeiros para cinco leitos. O diagnóstico médico e o tipo de cirurgia realizada 2. A idade do paciente e a condição geral. O transporte do paciente compreende considerações especiais sobre o local de incisão do paciente. O paciente deve ser mobilizado lenta e cuidadosamente.

ex. Quaisquer tubos. Antes de transportar o paciente da SO para a SRPA. • Tipo de anestesia feita. Líquido administrado. Informação especifica sobre o que o cirurgião. antibiótico) 4.74 outros analgésicos. • Informações especificas dos diagnósticos pré-operatório do paciente. A patologia encontrada (malignidade. o anestesista dará à enfermeira da SRPA que recebe o paciente informações pertinentes • Nome • Idade • Procedimento cirúrgico e complicação • Tipo de anestesia • Medicamentos pré-operatórios • Drogas anestésicas • Sinais vitais pré e pós-operatórios • Perda estimada de sangue • Ingestão e eliminação hídrica intra operatórias • Alergias . Esse relato deve incluir: • Procedimento cirurgião realizado. drenos. relaxante muscular. cateteres ou outros dispositivos de apoio 8. a enfermeira circulante deve chamar a SRPA e fazer um relato inicial das condições do paciente. hemorragia extensiva. Quando o paciente chegar à SRPA. choque. se o paciente ou a família foi informada) 6. parada cardíaca) 5. anestesiologista ou anestesista deseja que seja observado. Quaisquer problemas ocorridos na sala de operação que possam influenciar o cuidado pós-operatório (p. • Resultado final com relação à intervenção intra-operatória. perda sangüínea estimada e reposição 7.

onde continuará a receber os cuidados de pós-operatório. 20. foi submetido às agressões impostas pelo ato cirúrgico. consciência. Alternativamente. .4 Responsabilidade e assistência de enfermagem na SRPA O período de recuperação pós-anestésica é considerado crítico.3. o enfermeiro da RPA deve comunicá-la ao enfermeiro da Unidade de origem do paciente. medicações que foram administradas. o qual pode estar presente e na oportunidade escrever a ordem de alta. circulação. Uma vez confirmada a alta. coloração são atribuídos escores de 0 a 2. Este relato pode ser feito pelo telefone antes que o paciente deixe a URPA ou pessoa a pessoa. respiração.75 • Prescrição de analgesia durante a recuperação Todos os sedativos. analgésicos. depois que o paciente chega a enfermaria. além de ter recebido drogas anestésicas. O relato deve incluir a história préoperatória. O escore total de 9 a 10 é aceitável geralmente para a alta da SRPA. ordens médicas e qualquer outra informação importante. desde que não haja contra-indicação médica. um sistema de escore numérico aprovado pelo Serviço de Anestesia pode ser usado para determinar se o paciente está pronto para a alta. de forma segura. Um relato das condições do paciente é feito para a enfermeira que assumirá os cuidados do paciente na enfermaria de cirurgia. informando-lhe as condições em que este se encontra. Em seguida.2 Alta da SRPA para unidade de internação O paciente geralmente recebe alta da SRPA que é dada pelo anestesista. informações pertinentes sobre a cirurgia e a recuperação do paciente. O paciente necessita de vigilância continua das equipes médica e de enfermagem que atuam no setor. até o seu leito. pois. ou outras drogas dadas na SRPA geralmente são prescritos pelos anestesista. transportá-lo. Para atividade. 20. O sistema de escore mais comum em uso é o escore de Aldrete.

• perdas sangüíneas e reposição • de líquidos no intra-operatório. se indicada. • uso do bisturi elétrico e local da placa dispersiva. duração do procedimento. monitorização cardíaca. Estes recebem o paciente do anestesista e circulante de sala de operação encarregados de transportá-lo até a RPA. Estas informações nortearão a assistência a ser prestada. necessariamente. a sua Unidade de origem. • alergia a drogas. • recomendações especiais sobre o pós-operatório. a atuação do enfermeiro é imprescindível na avaliação e controle constantes. detecção e tratamento imediato das complicações. terapêuticos.4. quando necessária.76 Devido ao fato de o paciente estar bastante Vulnerável neste período. • presença de drenos. prevenção. • diagnóstico médico. oximetro de pulso. • intercorrências no período intra-operatório.1 Recepção do paciente A recepção do paciente na RPA é feita pelo enfermeiro e anestesista responsáveis por este setor. inclui: função cateteres e outros métodos . • intervenção cirúrgica executada. • posição cirúrgica. drogas utilizadas na pré-anestesia e na anestesia. e proceder a avaliação preliminar do paciente que. • estado geral do paciente ao deixar a sala de operações. de forma segura. e que lhes passam as informações básicas sobre o paciente e o tratamento cirúrgico a que foi submetido. 20. e devem incluir: • dados de identificação. • técnica anestésica. até que este possa retomar. sondas. ' A equipe de enfermagem deve instalar a oxigenoterapia. • antecedentes patológicos.

queda do leito. infusões venosas. posicionamento de sondas. por facilitar a eliminação de secreções acumuladas na orofaringe. drenos e cateteres. circulação periférica. Históricos anteriores freqüentes sobre: • a oxigenação do paciente • volume e regularidade do pulso • profundidade e natureza das respirações • coloração da pele • nível de consciência • capacidade de responder aos comandos A enfermeira realiza o histórico parâmetro seguido pela verificação: • do local da cirurgia quanto à drenagem ou hemorragia • conexão de todos os tubos de drenagem e linhas de monitorização • sinais vitais e estado físico geral deve ser avaliado no mínimo a cada 15 minutos • verificar constantemente a permeabilidade das vias aéreas • avaliar função respiratória • avaliar a função cardiovascular • avaliar a condição do local de cirurgia • estar atento quanto aos sinais de complicações • atentar para medidas de segurança para evitar contusões. nível de consciência. sinais vitais. desconexões de sondas. . • Observar a coloração das extremidades para avaliar a perfusão tissular • Promover medidas visando o aquecimento e o conforto do paciente • Controlar e registrar a quantidade de líquidos administrados e eliminados através da urina. Caso esta não seja possível. condições do curativo cirúrgico. tomando-a funcional e confortável. função motora e sensitiva. O decúbito lateral é a posição ideal em que o paciente deve ser colocado no pós-operatório imediato. drenagens vômitos e outras perdas.77 respiratória e permeabilidade das vias aéreas. cateteres ou drenos. colocá-lo na posição indicada. coloração da pele.

O agente . • Inspecionar e controlar o curativo cirúrgico quanto ao volume e aspectos de secreções. Plasil). especialmente nos serviços de cirurgia ambulatorial. Fatores precipitantes devem ser eliminados.Náuseas e vômitos Executante: enfermeira do SRPA Náuseas ou vômitos geralmente são causados pela estimulação do centro do vomito na medula por impulsos oriundos do trato gastrointestinal. Durante o período de permanência do paciente nas SRPA. A enfermeira da URPA deve proteger as vias aéreas do paciente inconsciente ou semi-consciente para prevenir a possibilidade de aspiração de conteúdo gástrico. tendo em vista a recuperação do paciente e conseqüente alta do setor. permitindo a avaliação da assistência de enfermagem prestada. 20. se prescritos. as lascas de gelo (se permitido). • Administrar medicamentos para promoção do alívio da dor. é o droperidol. proclorperazina (Compazine) e prometazina (Fenergau). de outros centros cerebrais e decorrentes de drogas. as intervenções de enfermagem são estabelecidas a partir do conjunto de dados levantados. • Mudança de decúbito como medida de conforto • Proporcionar informações para o paciente e família. a comadre e o papagaio. presença de sangramento.78 • Posicionar no alcance do paciente a campainha de chamada. e não da interpretação de dados isolados.5 Complicação observadas na SRPA com o paciente . Uma droga usada freqüentemente. As intervenções implementadas e as respostas do paciente a estas deve ser registradas pelo enfermeiro. Terapia antiemética e planejada para reduzir os sintomas gastrointestinais (GI) sem supersedar o paciente. prevenir o movimento rápido e elevar a cabeça do paciente. como evitar conversações que poderiam suscitar náusea e vômito. Outras drogas usadas comumente são metoclopramida (Reglan.

outras técnicas que podem ser usadas são o relaxamento. Evidências tem indicado que a analgesia precoce reduz os problemas pós-operatórios (Frost. distração com musica. toque. . a meperidina e o fentanyl. . e estimulação elétrica transcutânea do nervo. Drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINE) e opiaceos são os analgésicos de escolha. A analgesia controlada pelo paciente (ACP) permite que este controle a administração analgésica. Outras medicações úteis incluem dimenidrinato.79 antiemético odansetron (Zofran) foi aprovado recentemente para a prevenção da náusea e do vômito pós-operatório. 1992).Hipotensão e choque Executante: médico A hipotensão tem sido definida como uma pressão arterial menor que . massagem. imagem auto-sugestiva. como a morfina. DAINE e opiaceos são usados geralmente em combinação na SRPA. A ACP pode ser iniciada na SRPA ou imediatamente na chegada a sala do paciente. Esta droga tornou-se popular devido a sua ausência de efeitos colaterais como a sedação. aplicações de calor ou gelo. Uma dose intramuscular de 30mg de cetorolac e equivalente a 100 mg de meperidina. A dor é então tratada com um opiaceo por via intravenosa. Dosagem. tempo entre as doses e a dosagem máxima que pode ser administrada são prescritos pelo médico. hipotensão e tremores. Outros métodos de alívio da dor no pós-operatório incluem a colocação de opiáceo espinhal e epidural e a colocação diretamente de anestésico local pelo cirurgião. Se o paciente foi ensinado no pré-operatório. Intervenções não-farmacológicas que podem ser usadas incluem posicionamento. O paciente pode receber uma dose de cetorolac na sala de cirurgia ou imediatamente após a chegada na SRPA.Dor executante: enfermeiro da SRPA A dor é uma experiência subjetiva e pode ou não ser verbalizada. confiança verbal.

oliguria . gengivas e língua .sonolência .80 20% do nível basal ou que a pressão do pré-operatório. acumulo de sangue nas extremidades. O choque neurogenico. exceto na presença de uma grave doença cardíaca preexistente ou de enfarto do miocárdio durante a cirurgia. Os sinais clínicos incluem: . acontece como resultado da diminuição da resistência arterial causada pela anestesia espinhal. fraco e fino . Os sinais clássicos do choque são os que se seguem: .Respiração rápida .pele fria e palida O choque pode ser descrito como a oxigenação celular inadequada acompanhada da incapacidade de excreção das escórias do metabolismo. ou de efeitos colaterais dos medicamentos e anestésicos.Palidez . E caracterizado por uma queda na pressão arterial devido ao acúmulo de sangue nos vasos capacitantes dilatados (aqueles que mudam a capacidade do volume).Geralmente.Um pulso rápido. O choque hipovolemico é caracterizado por uma queda na pressão venosa.pulso rápido e filiforme . sangue e medicamentos que elevam a pressão arterial. hipoventilação. elevação na resistência periférica e taquicardia.Pele fria e úmida . Podemos ser resultante da perda de sangue. causa menos comum de choque no paciente cirúrgico. Outros fatores podem contribuir para a estabilidade .Diminuição na pressão do pulso .Cianose dos lábios.desorientação . mudança de posição. pressão arterial baixa e urina concentrada O choque hipovolêmico pode ser evitado grandemente pela administração regular de líquidos endovenosos. O choque cardiogênico é improvável no paciente cirúrgico.

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hemodinâmica, e a enfermeira da SRPA implementa múltiplas medidas para o gerenciamento desses fatores. A dor é controlada fazendo o paciente ficar tão confortável quanto possível e utilizando as opióides criteriosamente. O desnudamento e evitado e a nomotermia é mantida para prevenir a vasodilatação. A reposição do volume é a prescrição básica. Uma infusão de solução de lactato de Ringer ou uma terapia com componentes sangüíneos é iniciada. O oxigênio é administrado por cânula nasal, máscara facial ou ventilação mecânica. Os cardiotônicos, os vasodilatadores e os Corticosteróides podem ser administrados para melhorar a função cardíaca e reduzir a resistência vascular periférica. O paciente é mantido aquecido; todavia, o calor excessivo é evitado para prevenir que os vasos cutâneos se dilatem e privem os órgãos vitais de sangue. O paciente é posicionado horizontalmente no leito, com as pernas elevadas. A freqüência respiratória e cardíaca, a pressão arterial, a concentração de O2 a débito urinário, o nível de consciência, a pressão venosa central, a pressão da artéria pulmonar, a pressão em cunha da artéria pulmonar e o débito cardíaco são monitorizados para proporcionar informação sobre o estado respiratório cardiovascular do paciente. Os sinais vitais são monitorizados continuamente até que a condição do paciente esteja estabilizada. - Hemorragias Executante: médico Quando a perda de sangue é extrema o paciente fica apreensivo, inquieto e sedento; a pele e fria, úmida e pálida. A freqüência cardíaca aumenta, a temperatura cai e as respirações são rápidas e profundas, geralmente do tipo conhecido como “fome de ar”. Se a hemorragia progride sem tratamento, o debito cardíaco diminui, a pressão venosa e arterial do sangue e o nível da hemoglobina caem rapidamente, os lábios e as conjuntivas tornam-se pálidas, manchas aparecem diante dos olhos, um tinido é ouvido nos ouvidos e o paciente torna-se cada vez mais fraco, porém permanece consciente até próximo à morte.

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A administração da transfusão de sangue ou de hemoderivados é a determinação da causa da hemorragia são as medidas terapêuticas iniciais. O local e a incisão cirúrgica devem sempre ser inspecionados quanto ao sangramento. Se o sangramento é evidente, um acolchoado de gaze estéril e um curativo de pressão são aplicados, e o local do sangramento é elevado ao nível do coração, se possível. O paciente é mantido na posição de choque (deitado de costas na horizontal, com as pernas elevadas em um angulo de 20º enquanto os joelhos são mantidos retos). Se a fonte do sangramento é identificada, o paciente pode ser levado de volta a sala de operação para uma exploração de emergência do local da cirurgia. Quando os líquidos endovenosos são administrados nos casos de hemorragia é importante lembrar que salvo se a hemorragia tiver sido controlada, a administração de grandes quantidades ou muito rápido de Ilíquidos endovenosos pode elevar a pressão arterial o bastante para iniciar o sangramento novamente. - Hipertensão e arritmia Executante: médico A hipertensão arterial sistêmica é geralmente definida como uma pressão arterial maior que 20% do nível basal do paciente ou do pré-operatório. Se novo, os sinais clínicos são os mais importantes indicadores da gravidade da hipertensão. A cefaléia, alterações do estado mental e dor subesternal são todos indicadores de danos a um órgão-fim. A hipertensão pode ser devida ao volume pré-carga ou edema pulmonar, que causa um aumento do débito cardíaco. Neste caso, dá-se diurético ao paciente, faz-se restrição de líquidos e o paciente é monitorizado hemodinamicamente. Outras causas de hipertensão são dor e ansiedade, hipotermia, hipoxemia, hiperearbia e distensão vesical, todos os quais causam aumento na resistência vascular. Os pacientes com dor são medicados e os pacientes com hipotermia são aquecidos. Os pacientes são bem oxigenados e ventilados, se necessário, para melhorar a hipoxemia ou hipercarbia. Os pacientes são

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estimulados a urinar ou são cateterizados para esvaziar toda a bexiga. Drogas anti-hipertensivas são usadas, quando necessárias, para controlar a pressão arterial. Os pacientes devem retomar os medicamentos anti-hipertensivos prescritos no pré-operatório tão logo quanto possível após a cirurgia. Aos pacientes de cirurgia ambulatorial, bem como aqueles internados, deve ser permitido tomar seus anti-hipertensivos prescritos no dia da cirurgia. Uma causa comum de disritmia posterior a cirurgia e a sinus taquicardia (uma freqüência maior que 100 no adulto). Causas freqüentes incluem dor, hipoxemia, hipovolemia, aumento da temperatura e ansiedade. A causa subjacente e tratada. Propranolol, mesoprolol, ou esmolol podem ser dados. - Hipotermia Executante: médico A hipotermia pós-operatória, definida como uma temperatura menor que 36°C ou 96,8° F. A hipotermia pode prolongar o tempo de recuperação e contribuir para a morbidade pós-operatória. O idoso e as crianças maiores de 2 anos de idade são especialmente vulneráveis aos efeitos da hipotermia. A prevenção da perda de calor com na sala de cirurgia, o paciente sob anestesia geral não produz calor e é dependente da temperatura ambiental. A prevenção pode incluir o aumento da temperatura ambiental na sala de cirurgia e a cobertura do paciente na chegada para minimizar a exposição. Os umidificadores de aquecimento e os aquecedores de líquidos adicionam calor. O reaquecimento é uma prioridade nos cuidados imediatos do paciente pós-operatório porque a normotermia reverte todos os efeitos da hipotermia. Roupas e cobertores úmidos e frios devem ser retirados e aquecidos; roupas e cobertores secos, aplicados a cabeça e ao corpo. Várias técnicas de reaquecimento externo estão disponíveis. A aplicação de cobertores aquecidos de tecido de algodão tem sido a tradição na URPA. Os cobertores aquecidos são aplicados a cada 5 a 10 minutos até que o paciente fique normotérmico. Os cobertores de tecido de algodão fazem aumentar a temperatura do paciente

o que limita o seu uso aos pacientes adultos. eles não aquecem o paciente ativamente. Anestésicos inalados e a succinilcolina são os agentes deflagradores mais freqüentemente implicados. ou estresse emocional. . Entretanto. Tratase de uma afecção multifatorial e geneticamente transmitida da na forma de um traço autossômico dominante com expressão variável nos indivíduos acometidos. e o processo ainda pode ser lento. Esses sinais podem ocorrer durante a indução ou manutenção da . As características da síndrome incluem hipermetabolismo celular resultando em: • Hipercarbia • Taquipnéia • Taquicardia • Hipoxia • Acidose metabólica e respiratória • Disritmias cardíacas • Elevação da temperatura corpórea a um ritmo de 1 a 2ºC a cada 5 minutos. Os cobertores de circulação continua de líquidos ou colchão d’água aquecidos tem se mostrado de pouco valor no reaquecimento de pacientes devido ao tamanho da área de superfície em contato com a fonte de calor. A síndrome tem início com um distúrbio hipermetabólico nas células musculares esqueléticas que envolvem mecanismos alterados da função do cálcio a nível celular. exercícios intensos.Hipertermia Primeiramente identificada no final da década de 1960. a hipertermia maligna (HM) é uma complicação rara e que coloca a vida do paciente em risco e que pode ser deflagrada por droga comumente usadas na anestesia.84 gradualmente. mas não revertem a hipotermia. A hipertemia maligna quiçá também pode ser acionada por traumatismo. Os aquecedores de líquidos e sangue são úteis para grandes volumes de líquidos frios. As lâmpadas de calor radiante dependem da exposição de grandes áreas da superfície do corpo.

A localização do soro fisiológico congelado ou gelado e de outros equipamentos deve estar assinalada no kit de emergência. tubos laboratoriais.85 anestesia. os parentes de pessoas com HM devem ser avaliados e testados para a presença da síndrome. Se se suspeitar da síndrome. deve ser feita uma biopsia muscular para se fazer o diagnóstico antes do paciente ser anestesiado. a mortalidade variava de até 80%. É crucial o tempo quando diagnosticada a HM. e instruções sobre como tratar a HM na área da SO. Como a HM é um distúrbio que realmente coloca a vida em risco. O soro fisiológico resfriado muitas vezes e guardado na unidade de refrigeração de sangue e seus derivados. Para a sua própria segurança. mas a infusão imediata de dantrolene além da conduta adequada reduziram a incidência das fatalidades para cerca de 7%. Pacientes sabidamente ou suspeitos de terem essa síndrome podem ser anestesiados com risco mínimo se forem tomadas as precauções apropriadas. Dantrolene. Acredita-se que o dantrolene altere a transferência de cálcio para dentro do reticulo sarcoplasmático. muitos anestesistas iniciarão o protocolo de tratamento quando alguns desses sinais e sintomas iniciais ocorrerem não tendo outra explicação imediata. . No passado. embora a síndrome possa ocorrer no pós-operatório ou até mesmo após repetidas exposições à anestesia. outros suprimentos. O dantrolene (Dantrium) é um relaxante muscular esquelético tipo hidantoína que também exerce seus efeitos sobre os músculos cardíaco e vascular. principais modalidades de tratamento: • resfriamento do paciente com balsas de gelo e soluções IV frias • administração de diuréticos • tratamento das disritmias cardíacas • correção dos desequilíbrios ácido-básico e eletrolítico • monitorização da ingestão • eliminações hídricas e temperatura corpórea Muitos hospitais mantém um kit ou um carrinho de emergência para HM que contém drogas. Todo pessoal da SO e da anestesia obrigatoriamente tem de estar familiarizado com o protocolo para seu tratamento.

a limpeza e a desinfecção reduzem a flora microbiana das áreas do Centro Cirúrgico. portanto. do próprio paciente. a prevenção de erros durante o ato cirúrgico e o uso racional dos antimicrobianos. estimulando a higiene em seu sentido mais amplo. Algumas áreas da sala cirúrgica podem se tomar contaminadas. a menos que sejam apropriadamente limpas e desinfetadas. tanto para o paciente quanto para a equipe de saúde que atua na unidade. sendo. considerando-se contaminada toda sala em que haja presença de sangue ou. ou seja. deve ser muito incomum. foram eliminadas as distinções entre sala contaminada e sala nãocontaminada. ou externas ao paciente. com a adoção das chamadas Precauções Padrão.86 21 FONTES DE CONTAMINAÇÕES EM CENTRO CIRÚRGICO Todo hospital e obrigado a fornecer um ambiente cirúrgico limpo e seguro. devemos nos lembrar de que microrganismos de fontes exógenas. Entretanto. nos equipamentos anestésicos (quando não são limpados e desinfetados adequadamente). a contaminação grosseira. De maneira geral. nos materiais utilizados no ato cirúrgico e nas medicações administradas. Nos dias de hoje. Infelizmente. também tem importância etiológica. nas superfícies das salas cirúrgicas. além de exercerem um efeito salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar. As principais fontes exógenas encontradas em Centro Cirúrgico estão no próprio pessoal. . Numa sala cirúrgica bem gerenciada. fluidos corpóreos. não existem dados concretos que garantam que um ambiente limpo e seguro minimize as taxas de infecção nesse setor hospitalar. No entanto. ocorrida por contato direto. muito importantes a técnica cirúrgica cuidadosa. a maioria das infecções em feridas cirúrgicas e provocada por microrganismos endógenos.

tipo de peça cirúrgica.nome do cirurgião.9%. .87 22 ESPÉCIMES E MEMBROS AMPUTADOS Em toda cirurgia com retirada de uma peça.número do quarto e leito . • Identificar o invólucro. 22. não colocar a peça em formol. por exigência legal e também como comprovação de que foi realmente retirado do paciente. os mais simples e seguros são: • Colocar o espécime em recipientes de vidro ou sacos apropriados contendo solução de formol a 10%. o espécime deve ser encaminhado a exame anatomopatológico. . . • Fazer anotação no prontuário do paciente em relação a peça que foi retirada e para que laboratório foi encaminhada. • Encaminhar a peça e a requisição de exame para a enfermeira responsável pelo Centro Cirúrgico ou para o serviço de anatomia patológica. órgão ou parte de órgão. .categoria do paciente. Antes de se colocar o espécime na solução de formol a 10%. • Pedir ao cirurgião para preencher a requisição do exame anatomopatológico.1 Espécimes O auxiliar de enfermagem que circula pela sala cirúrgica deve estar seguro do que fazer com os espécimes e conhecer as rotinas do hospital. colocando os seguintes itens: nome completo do paciente e. . perguntar ao cirurgião se ele ira fazer fotos da peça cirúrgica. Caso isso ocorra. seu número de registro hospitalar. completando todos os seus itens. Entre os procedimentos empregados em vários hospitais.nome do hospital. mas sim em solução fisiológica a 0. • Fazer o registro do envio da peça em livro próprio.

exigindo que assinem uma declaração de que estão cientes do tipo de cirurgia a ser feita. Caso a família deseje enterrar o membro amputado. . • encaminhar a peça ao necrotério junto com uma das vias do .número do quarto e leito . • Verificar com a família se providenciará ou não o enterro da peça cirúrgica. • encaminhar a peça e o atestado de óbito parcial ao enfermeiro responsável pelo Centro Cirúrgico. O auxiliar de enfermagem que circula pela sala cirúrgica deve estar seguro do que fazer com a peça amputada e deve conhecer as rotinas do hospital.nome completo do paciente e seu número de registro hospitalar. Normalmente. conforme exigência legal. • anotar no prontuário do paciente a peça que foi retirada e o destino que lhe foi dado. que chama a família e lhe entrega uma das vias do “atestado de óbito parcial” para que providencie o enterro do membro amputado. os mais simples e seguros são: • Providenciar um saco plástico para colocar o membro amputado. .2 Membros amputados Em toda cirurgia com retirada de membro ou parte de membro.tipo de peça cirúrgica. • Identificar o invólucro colocando os seguintes itens: . denominada “atestado de óbito parcial”. Entre os procedimentos empregados em vários hospitais.nome do hospital.categoria do paciente. esta peça deve obrigatoriamente ser encaminhada para incineração ou enterro. em que o cirurgião declara o tipo de cirurgia realizada e o motivo que o obrigou a fazer a amputação. antes de realizar a amputação de membros. . são estes os procedimentos: • solicitar do médico uma declaração em três vias.88 22. a equipe médica orienta o paciente e seus familiares.nome do cirurgião. .

• anexar a última via do atestado de óbito parcial” ao prontuário do paciente. informando que tipo de membro foi amputado. • anexar a última via da “autorização para incineração” ao prontuário do paciente. fazendo as anotações pertinentes. . fazendo as anotações pertinentes. encaminhar a peça junto com duas vias da “autorização para incineração” ao necrotério. • anotar no prontuário do paciente a peça que foi retirada e o destino que lhe foi dado. cujos responsáveis. tomarão as devidas providências.89 “atestado de óbito parcial”. • fazer o registro do envio da peça em livro próprio. • fazer o registro do envio da peça em livro próprio. pois elas envolvem um problema legal importante. o hospital ficara sujeito a sanções legais. preferindo que seja incinerada. Se as normas não forem cumpridas. O auxiliar de enfermagem deve estar consciente da responsabilidade por tais ações. os procedimentos são: • solicitar ao cirurgião uma “autorização de incineração” em três vias. Caso a família não queira enterrar a peça. • encaminhar a peça e a autorização para incineração ao enfermeiro responsável pelo Centro Cirúrgico. de posse da peça identificada e da autorização citada.

A escolha dos procedimentos está condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e aos riscos inerentes de infecção hospitalar. paredes.1 Limpeza e desinfecção de áreas São poucas as referências bibliográficas conclusivas quanto a importância da transmissão de infecções hospitalares por meio de grandes superfícies contaminadas.90 23 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA SALA CIRÚRGICA Estas orientações destinam-se a estabelecer critérios para a seleção e o uso adequados de processos físicos e químicos de limpeza e desinfecção em estabelecimentos de saúde.1 Classificação das áreas pelo risco de contaminação Os diferentes ambientes existentes nas instituições de saúde podem ser classificados em áreas não-críticas. mobiliário e instalações sanitárias exercem um efeito salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar. a limpeza e a desinfecção de pisos.1. do Ministério da Saúde. Os produtos existentes no comércio e que se destinam a limpeza e desinfecção de áreas hospitalares devem ter certificado de registro expedidos pela Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde e obedecer ao que dispõe a Portaria n. estimulando a higiene em seu sentido mais amplo. Áreas não-críticas São todas as áreas hospitalares não ocupadas por pacientes. 23. assim . áreas semi-críticas. de 23 de agosto de 1988. áreas críticas e áreas contaminadas. por serem produtos para uso exclusivo em hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde. em especial a classificação de desinfetantes hospitalares para superfícies fixas. No entanto. 23. 15.

sala de parto e de operação. Método: água e sabão ou detergente. ou o risco aumentado de transmissão de infecção (por exemplo: laboratório de análises clínicas.91 como as idênticas as encontradas em qualquer edifício público (por exemplo: escritórios. lavanderia). sala de hemodiálise. entre outras). mas podem sofrer processos de desinfecção. banco de sangue. pus e secreções ou excreções. 23.2 Método de limpeza e de desinfecção Limpeza É a operação realizada para a remoção física de sujidades. com a finalidade de manter o asseio e a higiene do ambiente. sanitários etc.). infantil e neonatal. Devem passar por processos de desinfecção com remoção da matéria orgânica. Áreas contaminadas São aquelas em que se verifica a presença de sangue. sendo utilizado no tratamento de áreas e superfícies críticas . Desinfecção É o processo pelo qual são destruídos os microrganismos em sua forma vegetativa. Áreas semi-críticas São todas as áreas ocupadas por pacientes portadores de doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e de doenças não-infecciosas (por exemplo: enfermarias e ambulatórios).1. unidade de tratamento intensivo adulto. depósitos. Devem ser limpas. Devem ser limpas. cozinha e lactário. sendo o núcleo de todas as ações para os cuidados de higiene. Áreas críticas São aquelas áreas em que se verifica a depressão da resistência antiinfecciosa do paciente (por exemplo.

desde que atendam a legislação .limpar a superfície com o produto químico para a retirada da sujidade. • outros princípios ativos. entre as quais podem ser citadas: Princípios ativos permitidos • fenólicos. • quaternários de amônio. • álcoois e glicóis.92 e/ou contaminadas.1. • Salmonella choleraesuis. paredes e mobiliário.1. Microrganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana • Staphylococcus aureus. 23. e que atendam as determinações da Portaria n. específica.4 Métodos de desinfecção • Quando usado agente químico que contenha detergente: . Tempo de contato • 10 minutos. • compostos orgânicos e inorgânicos liberadores de cloro ativo. 23. • iodo e derivados. Nesse processo são utilizados produtos químicos. em pisos.MS.3 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies Os desinfetantes hospitalares para superfícies fixas são os produtos para uso específico em hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde. • biguanidas. 15/88 . utilizando inclusive a ação mecânica. • Pseudomonas aeruginosa.

seguindo as orientações contidas no rótulo do produto.verificar a correta diluição do produto seguindo as orientações contidas no rótulo do produto. . deixando-o em contato com a superfície por dez minutos.verificar incompatibilidade entre o sabão e o produto químico. . • Cuidados a serem observados durante o processo: .limpar a superfície com água e sabão ou detergente para a retirada da sujidade. .passar novamente o produto. .enxaguar abundantemente.retirar a matéria orgânica envolvida no produto químico e desprezar. . deixando-o em contato com a superfície por dez minutos.limpar o local novamente com o produto químico e deixá-lo em contato com a superfície por dez minutos.passar o produto químico. • Quando usado agente químico que não contenha detergente: . . utilizando inclusive a ação mecânica. .93 . .usar obrigatoriamente os equipamentos de proteção individual EPI.verificar o tempo de contato do produto com a superfície que esta sendo limpa .colocar o produto químico sobre a matéria orgânica.10 minutos. • Quando da desinfecção de áreas contaminadas: .

Libera concentrações de oxigênio de 40% a 60%. porém variável. o método escolhido depende da concentração necessária de oxigênio. mínima. o ar ambiente (puxado pelos orifícios laterais da máscara) mistura-se com o gás fornecido pela máscara facial.máscara que libera fluxo de oxigênio moderado para o nariz e a boca. O oxigênio penetra por meio de um jato (abertura restrita) em uma . Cateter nasal pinos nasais que liberam baixo fluxo de oxigênio. cateter transtraqueal. para fornecer a concentração de oxigênio constante. A máscara de Venturi mistura um fluxo fixo de oxigênio com um fluxo elevado. 3. Máscara facial simples . 1. sem sabor e transparente. a. variabilidade desejada na concentração fornecida de oxigênio (nenhuma. peça em T ou AMBU de ressuscitação manual. 2.94 24 PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS REALIZADAS EM UM PACIENTE CIRÚRGICO 24. moderada) e a assistência ventilatória necessária (respirador mecânico. Máscara de Venturi . para produzir concentração constante de oxigênio. É utilizado para tratar ou evitar os sintomas e manifestações da hipoxia. ligeiramente mais pesado que o ar. Exige respiração nasal. Não pode fornecer as concentrações de oxigênio superiores a 40%. sistema de tubulação. reservatório de oxigênio líquido ou concentrador de oxigênio.1 Oxigenioterapia O oxigênio e um gás inodoro. o fluxo total de gás no rosto do paciente deve satisfazer ou exceder a taxa de fluxo inspiratório máximo. Pode ser fornecido a partir de um cilindro. Também pode ser aplicado diretamente ao tubo endotraqueal ou traqueal por meio de um respirador mecânico. Quando outros débitos da máscara não satisfazem a velocidade do fluxo inspiratório do paciente.máscara com dispositivo que mistura ar e oxigênio. podendo ser administrado por cateter nasal. de ar. respiração espontânea). cânula nasal com aparelhos de reservatório ou vários tipos de mascara facial. a. reduzindo a concentração de oxigênio inspirada. b. b.

5. As concentrações elevadas de oxigênio (50 a 75%) podem ser fornecidas. Possui válvulas de mola ou palheta. caso o suprimento de oxigênio falhe ou as necessidades do paciente superem o fluxo de oxigênio disponível. e os gases expirados saem através das perfurações em ambos os lados da máscara. b. 4. porque todo o oxigênio entra nos pulmões. podendo ser escondido sob a camisa ou blusa. Possui válvulas unidirecionais que cobrem uma ou ambas as portas de expiração.95 velocidade elevada. Em termos ideais. na expiração. o paciente inala da mascara e AMBU. Não interfere com a conversação. 6. Quanto maior for a velocidade (menor a abertura). c. a. Praticamente elimina a reinspiração de dióxido de carbono o gás em excesso sai através das aberturas na máscara. c. O débito da máscara varia aproximadamente de 97 litros por minuto (24%) até cerca de 33 litros por minuto (50%). O aporte de oxigênio e mais eficiente. carregando com ele o dióxido de carbono expirado. o AMBU enche-se de oxigênio. a. maior quantidade de ar ambiente e puxada para dentro da máscara.realizado por meio de um pequeno cateter (n. O ar ambiente também penetra e mistura-se ao oxigênio neste local. a. para permitir a entrada do ar ambiente. A máscara de reinalação parcial apresenta um AMBU insuflável que armazena oxigênio a 100%. . permitindo o suprimento de oxigênio quase a 100%. 8) inserido entre a segunda e terceira cartilagens traqueais. d. A máscara sem reinalação possui uma bolsa insuflável para armazenar oxigênio a 100% e uma válvula unidirecional entre a bolsa e a mascara. e somente penetrando uma pequena quantidade na bolsa b. b. Cateter transtraqueal . para evitar a entrada de ar ambiente na inspiração. todo o volume inspiratório do paciente é fornecido pela máscara/reservatório. para impedir que o ar expirado penetre na bolsa. Na inspiração. ingestão de líquidos ou alimentos.

b. Uma válvula de PEEP e incorporada dentro do orifício de expiração. c. a. b. para manter a pressão positiva na expiração. Sem máscara. fornecendo oxigênio a boca e nariz do paciente. 24. b. utiliza a via aérea superior. Possui uma bolsa insuflável e faixa para a cabeça destinada a selar firmemente a máscara contra o rosto. A bolsa de reanimação manual (AMBU) fornece alta concentração de oxigênio ao paciente com esforço inspiratório insuficiente. 9. hiperinsuflação durante a aspiração ou transporte de pacientes dependentes de respirador. Com a máscara. a. As altas taxas de fluxo inspiratório são necessárias para manter a pressão positiva na inspiração. c. A peça ou adaptador em T é usada para administrar oxigênio ao paciente com tubo endotraqueal ou de traqueostomia que esteja respirando espontaneamente.1 Oxigenioterapia por cateter nasal Material/Equipamento • • • • Fonte de oxigênio Cateter nasal de plástico com circuito de conexão Umidificador cheio de água destilada Fluxômetro .1.96 7. Alta concentração de aerosol e oxigênio e liberada através de circuito de tubo corrugado de grosso calibre. Os gases expirados saem através do circuito do reservatório aberto. 8. Geralmente utilizado na parada cardiorrespiratória. A máscara de pressão positiva continua na via aérea (PPCVA) é usada para fornecer a pressão positiva inspiratória e expiratória na via aérea de uma maneira similar a pressão terminoexpiratória positiva (PEEP) e sem intubação endotraqueal. o adaptador encaixa-se no tubo endotraqueal ou de traqueostomia. a.

Registrar a velocidade do fluxo usada e a resposta imediata do paciente. Estabelecer a velocidade do fluxo nos litros/minuto prescritos. Sentir para verificar se o oxigênio está fluindo através dos pinos da cânula. Fase de Acompanhamento 1. Verificar se o paciente em uso de oxigênio está confortável. para adaptar confortável e seguramente. 2. . 2. Assegurar-se de que o umidificador esta cheio até a marca apropriada. 3. Mostrar o cateter nasal para o paciente e explicar o procedimento. Afixar avisos de NÃO FUMAR na porta e no campo visual do paciente e das visitas. 3. Avaliar o risco de retenção de CO2 com a administração de oxigênio. 4. 2. 6. GA ou SaO 2 e o funcionamento do equipamento em intervalos regulares.97 • Avisos de NÃO FUMAR Procedimento Ação de Enfermagem Fase Preparatória 1. Verificar os sinais vitais e nível de consciência atuais bem como a GA mais recente. 5. Avaliar a condição do paciente. Colocar os pinos da cânula no nariz do paciente e ajustar as amarras ao redor das orelhas. Fase de Realização 1. Acoplar o circuito de conexão da cânula nasal a saída do umidificador.

esponjas Seleção do tamanho da sonda Usar a menor sonda capaz de fornecer a drenagem adequada.98 24. Abrir a bandeja de cateterismo usando a técnica asséptica. 5. drenar a urina nos períodos pré e pós-operatório. 4. 3. 2.6m. Procedimento Paciente do sexo feminino Fase Preparatória 1. Cobrir o paciente. 6. quadris flexionados e pés repousando sobre o leito.2 Cateterismo vesical Cateterismo O cateterismo pode ser realizado para aliviar a retenção urinaria aguda ou crônica. Colocar o recipiente para os resíduos em local acessível. Direcionar a luz para a visualização da área genital. Separar os pequenos lábios. Colocar a paciente em posição de decúbito dorsal com os joelhos flexionados. afastados em 0. campos. ou determinar a mensuração exata da drenagem urinária em pacientes criticamente doentes. Lavar as mãos. determinar a quantidade de urina residual depois de urinar. 7. Posicionar o oleado sob as nádegas do paciente. de modo que o meato uretral seja . Posicionar a paciente confortavelmente. Fase de realização 1. Calçar as luvas estéreis. Material • Luvas estéreis • Conjunto de sonda estéril descartável com lubrificante • Solução anti-septica para a limpeza periuretral (estéril) • Luvas.

empregam-se o cloreto de benzalconio ou outro agente de limpeza. a. Permitir que alguma urina flua através da sonda. Paciente do sexo masculino 1.99 visualizado. Lavar a glande do pênis ao redor do meato urinário com uma solução iodotora. Garantir que a sonda não é muito grande ou fica muito apertada no meato uretral. Descartar o chumaço de algodão após cada uso. 2. aumentar discretamente a tração do pênis e aplicar pressão suave e continua sobre a sonda. Aplicar tração suave no pênis. para ajudar a relaxar o esfíncter. avançar a sonda por 15 a 25cm. Segurar a diáfise do pênis (com a mão não-dominante) e elevá-lo. Lubrificar bem a sonda com lubrificante ou anestésico tópico prescrito. avançar o cateter por mais 2. a. b. utilizando técnica asséptica estrita. b. 4. antes de coletar uma amostra. introduzir a sonda dentro da uretra. Usar as luvas estéreis. 3. Pedir que o paciente faça força (como se estivesse urinando). Manter a esterilidade da mão dominante. até que o cateterismo termine. Quando a resistência e sentida no esfíncter externo. c. usando a pinça para fixar as compressas limpas.5cm. até que a urina flua. 2. Manter a retração do prepúcio. 4. Manipular as compressas de limpeza com pinça. enquanto a sonda e introduzida. Quando a urina começa a fluir. Quando o paciente e sensível ao iodo. uma das mãos deve manter o afastamento dos lábios. limpeza com movimentos para baixo no sentido antero-posterior. Evitar contaminar a superfície da sonda. 6. 5. 3. . Limpar ao redor do meato uretral com uma solução de iodopovidona. Introduzir a sonda bem lubrificada por 5 a 7cm no meato uretral.

Silastic. antes de manusear materiais esterilizados e iniciar a punção venosa.Equipo • Com dispositivo heparinizado: .Heparina ou solução fisiológica (1-2 ml) em seringa esterilizada • Esparadrapo • Curativo transparente ou outro material para curativos • Tala de braço revestida (quando necessário) • Cateter /agulha desejada: .Scalp tipo borboleta A lavagem completa das mãos é necessária. cloreto de polivinila) no calibre escolhido (números 14-25) .Solução IV . prendendo a agulha nele ou através da irrigação do scalp com solução fisiológica em seringa esterilizada). Fazer com que o paciente deite no leito.Cateter (Teflon.3 Punção venosa com agulha ou cateter Material • Garrote de látex • Luvas descartáveis • Swab anti-septico (álcool. também do equipo do scalp (pode retirar o ar com liquido a partir do equipo de infusão.Extensor do equipo ou dispositivo intermediário . Explicar o procedimento ao paciente. Retirar todo o ar do equipo.100 7. Procedimentos Fase Preparatória 1. iodo. Determinar se o paciente e destro ou sinistro. 24. 2. iodo-povidona) • Em caso de infusão continua: . Recolocar (ou reposicionar) o prepúcio. poliuretano ou .

Retirar a proteção da agulha. Preparar a pele com iodo-povidona (um iodofor) durante 1 min. 7. Os pulsos distais devem permanecer palpáveis. 4. 6. abaixar o cateter até o nível da pele. 7. c. empurrar a agulha em paralelo a pele. 4. Exercer tração sobre a pele na direção da mão. através da pele em um ângulo. Quando inserir. Introduzir a agulha. Segurar o braço do paciente de modo que o polegar do enfermeiro fique posicionado aproximadamente a 5 cm do local. começando a partir do centro do local proposto para a periferia. Quando o vaso é “bailarina”. Reaplicar o garrote. Utilizar um movimento lento e contínuo.6-1. 5. 2. atá que tenha sido desinfetado um circulo de 5-10 cm. Sendo a veia penetrada. pode haver a necessidade de penetrar primeiramente na pele em um ângulo de 20° e. Aplicar o garrote 5-10 em acima do local da punção desejado. Limpar a pele com algodão com álcool. Calçar as luvas. 8. caso o local não esteja muito visível. a fim de separar a agulha do cateter em . 6. Fazer com que o paciente abra e feche a mão várias vezes. em seguida. e não pelo manúbrio colorido. Fase de Realização: inserção do cateter 1. sempre segurar o cateter pela câmara plástica transparente de refluxo. Limpar o local: a. 9. Puxar a agulha para trás. e verificar a distensão satisfatória da veia. 3. 8. Permitir que a área seque ao ar livre. Retirar o garrote. d. Fazer tricotomia. Selecionar o local para a punção 5.3 cm para dentro da veia.101 3. com o bisel voltado para cima. b. Avançar o cateter aproximadamente por 0.

9. colocar a tampinha e o extensor. soltar o garrote e remover lentamente a agulha. Se for um dispositivo heparinizado. 12. quando prescrito • Clamp para a sonda • Toalha. e avançar o cateter para dentro da veia. Material • Sonda nasogástrica . lenço de papel e cuba-rin . tomando o cuidado de manter a esterilidade do equipo. Aplicar o curativo transparente no local ou usar o curativo de acordo com o protocolo da instituição. acoplá-lo ao manúbrio do cateter e ajustar o fluxo de infusão a velocidade prescrita.6 cm. 11. Fazer uma alça no equipo e fixar com esparadrapo ao curativo ou ao braço. parar. enquanto tentar avançar o cateter.5 ml de solução fisiológica ou heparina. Quando encontrar resistência. hora da inserção e as iniciais do profissional. enquanto mantém o manúbrio do cateter em posição. Registrar essa informação a cada troca de curativo. 15. Tentar outra punção com um novo cateter.102 0. Aplicar pressão sobre a veia. Irrigar com 0.geralmente de Levin com luz única ou sonda coletora de Salem com dupla luz • Lubrificante hidrossolúvel • Aspirador. Se for um equipo.4 Sondagem nasogástrica A introdução de sonda nasogástrica (SNG) refere-se a inserção de sonda através da nasofaringe dentro do estômago. 14. data. Registrar no esparadrapo do curativo com uma seta indicando o trajeto do cateter. tamanho do cateter. soltar o garrote e remover cuidadosamente a agulha e o cateter. 10. 13. 24. acima da extremidade do cateter com o dedo mínimo ou anelar.

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• Copo de água e canudo • Tintura de benjoin • Esparadrapo hipoalergênico: 1,5 cm e 2,5 cm • Curativo transparente • Aparelho de irrigação com seringa de 20ml ou uma seringa de 50 ml com extremidade à sonda • Estetoscópio • Abaixador de língua • Lanterna • Luvas descartáveis • Soro fisiológico Fase Preparatória 1. Perguntar ao paciente se ele já se submeteu a alguma cirurgia nasal, sofreu trauma, desvio de septo ou distúrbio hemorrágico. 2. Explicar o procedimento ao paciente e dizer como a respiração pela boca o engolir pode ajudar na passagem da sonda. 3. Colocar o paciente em posição sentada ou de Fowler alta; por toalha sobre o tórax. 4. Determinar com o paciente que sinal ele pode usar, como levantar o dedo indicador, a fim de indicar para “aguardar por alguns momentos” por causa do engasgo ou desconforto. 5. Remover as dentaduras; colocar a cuba-rim e os lenços de papel no alcance do paciente. 6. Inspecionar a sonda para defeitos; observar para orifícios parcialmente fechados ou bordas ásperas. 7. Colocar a sonda de borracha em água gelada durante alguns minutos, para tomar a sonda mais rígida. A sonda de plástico já pode estar suficientemente firme; quando muito rígida, mergulhar em água morna. 8. Determinar o comprimento do tuba necessário para alcançar o estômago.

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9. Fazer com que o paciente assoe o nariz, para limpar as narinas. 10. Inspecionar as narinas com um lanterna, observando para qualquer obstrução. Ocluir cada narina e pedir que o paciente respire, o que ajuda a determinar qual narina está mais permeavel. 11. Lavar suas mãos, calçar as luvas descartáveis. 12. Medir a distância entre o nariz, lóbulo da orelha e o apêndice xifóide do paciente, e marcar corretamente na sonda. Algumas sondas podem ser pré-marcadas, para indicar o comprimento, mas isso pode não se correlacionar exatamente com a mensuração obtida. a. A distância do nariz ao lóbulo da orelha é a primeira marca na sonda. Esta medição representa a distância até a nasofaringe. b. Quando a sonda alcança o processo xifóide (extremidade do esterno), é feita uma segunda marca. Esta medição constitui o comprimento necessário para alcançar o estômago. Fase de Realização 1. Enrolar os primeiros 7 a 10 cm da sonda ao redor dos seus dedos. 2. Lubrificar a porção enrolada da sonda com a lubrificante hidrossolúvel. Evitar ocluir as orifícios da sonda com o lubrificante. 3. Inclinar a cabeça do paciento para trás, antes de introduzir a sonda na narina, e enfiar suavemente a sonda dentro da nasofaringe posterior, direcionando para baixo e para trás no sentido da orelha. 4. Quando a sonda alcança a faringe, o paciente pode engasgar; permitir que ele descanse por alguns momentos. 5. Fazer com que o paciente incline a cabeça um pouco para diante. Oferecer vários goles de água através de um canudo ou permitir que o paciente chupe lascas de gelo, exceto quando contra-indicado. Avançar a sonda, à medida que o paciente engole. 6. Rodar suavemente a sonda em 180º para redirecionar a curvatura. 7. Continuar a avançar a sonda gentilmente a cada vez que o paciente engole. 8. Quando surge obstrução para impedir a passagem da sonda, não

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empregar força. A rotação suave da sonda pode ajudar. Não obtendo sucesso, remover a sonda e tentar a outra narina. 9. Quando existirem sinais de angústia, como dispnéia, tosse ou cianose, remover imediatamente a sonda. 10. Continuar a avançar a sonda, quando o paciente deglute, até que a marca alcance a narina do paciente. 11. Para verificar se a sonda está no estômago: a. Pedir que o paciente fale; b. Usar o abaixador de língua e a lanterna, para examinar a boca do paciente - principalmente no paciente inconsciente. c. Prender a seringa na extremidade da SNG. Colocar o estetoscópio sobre o quadrante superior esquerdo do abdome e injetar 10 a 20 ml de ar, enquanto ausculta o abdome. d. Aspirar o conteúdo do estômago com uma seringa de 50 ml. Quando o conteúdo gástrico não pode ser aspirado, colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo e avançar a sonda por 2,5 a 5 cm e tentar novamente. e. Radiografia pode ser realizada, para confirmar a posição da sonda. 12. Depois que a sonda e introduzida e a colocação correta confirmada, prender a sonda a aspiração ou clampear a sonda. 13. Aplicar tintura de benjoim na área onde o esparadrapo e colocado. 14. Fixar a sonda com: a. Esparadrapo antialérgico; dividi-lo em seu comprimento apenas até a metade, prender a extremidade integra do esparadrapo no nariz e cruzar as extremidades separadas ao redor da sonda. Aplicar outro pedaço de esparadrapo ate a crista nasal. b. Colocar um curativo biooclusivo transparente na saída da narina. 15. Fixar a sonda na roupa do paciente. Usar uma faixa de borracha, para fazer um nó corrediço, de modo a fixar a sonda na roupa do paciente. Fixar a faixa de borracha na roupa do paciente usando alfinete de segurança. 16. Clampear a sonda, ate que a finalidade da inserção da sonda aconteça. 17. Fixar a luz maior da sonda de Salem ao aspirador, quando

106 prescrito. 11 . para proteger o leito.luvas Procedimento 1 .biombos .Reunir e preparar o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.Colocar biombos em volta do leite.5 Lavagem intestinal com solução comercial Material .vaselina ou xilocaína geléia . 2 . recomenda-se a aspiração intermitente baixa.forro . 7 . 5 .Colocar o suporte de soro junto ao paciente. A aspiração continua baixa ou a aspiração alta intermitente podem ser utilizadas com a sonda de Salem. 3 .comadre .Aquecer a solução e levar o material para junto do paciente e colocá-lo sobre a mesa-de-cabeceira.Abaixar a cabeceira do leito.solução comercial . .Colocar o forro sob as nádegas do paciente. deixando-o coberto.Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo.Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente. 9 . 4 .Colocar o Frasco de solução conectado ao equipo no suporte. 10 .gaze .Colocar a comadre sobre o leito. 24.Lavar as mãos. 6 . Quando se emprega a sonda de Levin.sonda retal . 8 .equipo de soro .papel higiênico .

20 .Oferecer material para lavagem das mãos do paciente. 16 . afastar a prega interglútea. 24 .Calçar luvas.Não deixar entrar ar no intestino. colocando-a no lixo do banheiro.Aconselhar o paciente a reter a solução. 14 . 26 . expondo a região anal. 18 . 22 . 23 . . 13 . se o paciente acusar dor. quantidade da solução usada.107 mais ou menos 45 cm acima do nível do leito. com a mão esquerda. em direção a cicatriz umbilical.Lavar as mãos. desprezando o cometido e lavando-a. com cuidado e vagarosamente.Diminuir ou interromper momentaneamente o fluxo do líquido.Retirar a comadre e levar ao banheiro.Colocar o paciente na comadre ou levá-lo ao banheiro deixando o papel higiênico a mão.Introduzir a sonda no reto.Quando a solução estiver acabando. .Lubrificar a ponta da sonda retal. cerca de 8 a 10 cm.Retirar as luvas. 17 . Adaptar a sonda. descrição do conteúdo de retorno e a reação do paciente. Observações: . 12 .Dobrar o lençol e.Desprezar a sonda. 19 . se necessário. fechar a pinça e retirar a sonda. deixar correr um pouco da solução na comadre. envolvendo-a em papel higiênico. 15 . 21 . Pedir ao paciente para respirar profundamente.Anotar: horário.Abrir a pinça do equipo e deixar o líquido correr lentamente.Colocar o paciente em decúbito dorsal e levantar a cabeceira do leito. para retirar o ar do intermediário.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 27 . 25 .

9 .Fazer a limpeza da incisão. com movimentos semicirculares.P. 2 .Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica.Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo.biombo. auxiliada pela pinça anatômica e umedecê-la com soro fisiológico. se necessário. tópico) gazes esparadrapo soro fisiológico 1 saco plástico pequeno éter e/ou solução de benjoim . expondo apenas a área a ser tratada.Fechar a porta. 6 . 12 .6 Curativo de incisão simples Material: .Lavar as mãos.bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P. se necessário Procedimento 1 .I.Proteger o paciente com biombos. utilizando as duas:faces da .Explicar ao paciente o que será feito. desprezando-a na borda do campo. 8 .Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.Colocar o paciente em posição adequada. 11 . de dentro para fora.V.108 24. 10 .Montar a pinça Kelly com gaze. 7 . 5 . de cima para baixo. 3 .Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril.seringa de 20ml . 4 .luvas .Remover o curativo com a pinça dente de rato.

21 .V. quando houver indicação. 19 . Observações: . 14 .Anotar. 13 .Proceder a desinfecção da bandeja ou da mesa auxiliar após a execução de cada curativo. tópico) Remover curativos úmidos.109 gaze.: Manter o curativo ocluído ou aberto. utilizando sempre uma mesa ou bandeja auxiliar.Manter o carro de curativo da unidade.Limpar as regiões laterais da incisão cirúrgica após ter feito a limpeza da incisão principal. 16 .Retirar o excesso de solução antisséptica.Colocar o nome.Secar as laterais da incisão. nunca voltando a gaze onde já passou 15 . .Lavar as mãos. de cima para baixo. para apoio do material. sem voltar ao início da incisão. . data e horário sobre o curativo: 20 . fora do quarto do paciente.Encaminhar o material de curativo usado.Aplicar solução antisséptica e/ou medicamentos na incisão. Obs. . não ultrapassando o período de seis horas (campo provável da multiplicação das bactérias). de cima para baixo.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. . 17 . ao redor da incisão. após cada curativo feito. sempre que necessário.Solução anti-séptica: trata-se da polivinilpirrolidona iodo a 1% (P. nunca voltando a gaze onde já passou. ao expurgo da unidade.I.Lavar as mãos antes e depois da realização dos curativos. 22 . o mesmo deverá ser adotado para a roupa de cama suja de secreção.Passar éter e/ou solução de benjoim.Secar a incisão de cima para baixo. de cima para baixo. e após ter . da incisão com gaze seca.P. 18 .

Lavar as mãos.Não usar faixas ou ataduras que comprimam os tecidos.bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P.luvas . .Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.110 retirado o curativo antigo ou sujo.I. e orientar o paciente para que faça o mesmo. tópico) gazes esparadrapo medicamentos específicos soro fisiológico 1 saco plástico pequeno éter e/ou solução de benjoim .P.Não abrir curativos para encaminhar o paciente para o banho. . .V.7 Curativo de incisão com pontos subtotais ou totais Material: . Portanto. se necessário Procedimento 1 .Não utilizar soluções detergentes nos curativos. .Não falar próximo à ferida. prejudicando a circulação.biombo. . 24. 2 . utilizar soluções antisépticas aquosas. .Nunca desprezar curativos sujos e dejetos no lixo do quarto e sim num saco plástico individual. pois agravam o trauma tissular e retardam a cicatrização. protegê-los sempre com plástico.seringa de 20ml .

com movimentos semicirculares. se necessário. 18 . com auxílio de uma seringa. no interior dos pontos subtotais.Aplicar solução antisséptica na incisão principal e nos pontos totais ou subtotais. 6 .Proteger a roupa de cama com impermeável ou forro sob o local do curativo. expondo apenas a área a ser tratada.Remover o curativo com a pinça dente de rato.Fechar a porta. 16 . sem voltar ao início da incisão. 19 . 8 .Retirar o excesso de solução antisséptica. utilizando as duas:faces da gaze. nunca voltando a gaze onde já passou. 7 . dos pontos totais ou subtotais e das laterais.Continuar a limpeza da incisão central. desprezando-a na borda do campo. auxiliada pela pinça anatômica e umedecê-la com soro fisiológico. seguindo a mesma direção anterior. 11 . 17 . incluindo os pontos totais ou subtotais.111 3 . 12 .Fazer a limpeza da incisão. conforme descrito nos itens 14 e 15.Calçar luvas. 14 . 10 . com auxílio de gaze . acompanhada dos pontos totais ou subtotais e das laterais. de dentro para fora. 4 .Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril. 13 – Introduzir soro fisiológico. 15 .Limpar as regiões laterais da incisão cirúrgica após ter feito a limpeza da incisão principal e do primeiro ponto total ou subtotal.Colocar o paciente em posição adequada. de cima para baixo.Secar a incisão principal desde o início. 9 . até chegar ao final da incisão e do último ponto total ou subtotal.Montar a pinça Kelly com gaze. 20 .Proteger o paciente com biombos.Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica. 5 .Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo.Explicar ao paciente o que será feito.

Ponto subtotal: é aquele feito com fio de sutura. provavelmente.P. Obs.Colocar o nome.Proteger a área principal (incisão central e pontos totais e subtotais) com gaze cobrir a área. Geralmente e feito quando a incisão será. de cima para baixo.Passar éter e/ou solução de benjoim. ao redor da incisão.1 . Observações: . recoberto com equipo.8 Curativo de incisão aberta Material: . e não passa pelo peritônio. tipo "prolene".Anotar. 22 .: Manter o curativo ocluído ou aberto. tópico) gazes esparadrapo medicamentos específicos soro fisiológico 1 saco plástico pequeno seca em quantidade suficiente para . 25 .Ponto total: é feito com equipo de soro e passa pelo peritônio. 2 . quando houver indicação. data e horário sobre o curativo: 24 .V.I. aberta outra vez.bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P. para melhor aderência do esparadrapo/micropore. do mesmo modo já descrito anteriormente. 26 .112 seca.Lavar as mãos. 21 . 23 . 24.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.

Colocar o paciente em posição adequada.Montar a pinça Kelly com gaze.luvas . 10 . auxiliada pela pinça anatômica e . 11 .Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica. 8 . desprezando-a na borda do campo. 4 . 13 .Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo.Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril.Lavar as mãos. 7 . se necessário Procedimento 1 .Proteger a roupa de cama com impermeável ou forro sob o local do curativo.Retirar ataduras com auxílio da lâmina de bisturi. 12 . se necessário.biombo.Proteger o paciente com biombos.Acrescentar.Fechar a porta. 9 . expondo apenas a área a ser tratada.Explicar ao paciente o que será feito.Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente. 3 . 6 . se necessário: gaze vaselinada estéril 1 lamina de bisturi 1 bacia estéril ataduras de crepe chumaço de algodão estéril compressa estéril máscara aspirador de secreções sacarose .Remover o curativo com a pinça dente de rato. 2 . 14 .113 éter e/ou solução de benjoim . 5 .Colocar a mascara e calçar luvas.

27 . com auxílio de uma gaze seca.Colocar o nome. de cima para baixo. de fora para dentro. especialmente tratando-se de membros inferiores ou superiores. Observações: . ou seja. 25 .Os curativos de incisão aberta.Cobrir a incisão aberta com gaze seca.Colocar solução antisséptica e/ou medicamentos no interior da incisão.Passar éter e/ou solução de benjoim.Fazer a limpeza da incisão aberta. 24 . Fazer ponto de aproximação de bordos de deiscência com espátulas. 20 . utilizando as duas:faces da gaze.Anotar. 18 . 28 . chumaço ou vaselina estéril. 22 . lavando-a com soro fisiológico.114 umedecê-la com soro fisiológico. 15 . 17 .Fazer a limpeza da parte de dentro da incisão (região da deiscência) utilizando soro fisiológico e as duas faces da gaze. ao redor da incisão. 23 .Secar a região dentro da incisão (deiscência).Para curativos contaminados com muita secreção. . data e horário sobre o curativo: 26 .Repetir o item 17 quantas vezes forem necessárias. 19 . serão sempre realizados conforme a técnica de curativo contaminado.Secar a região de fora da incisão. iniciado de fora para dentro. independentemente do seu aspecto. .Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. se houver indicação.Retirar as luvas e a mascara. colocar uma bacia sob a área a ser tratada.Retirar o excesso de solução antisséptica. 16 . 21 .Lavar as mãos.

considerandose as diferentes etapas do processamento dos materiais. Quanto a esta dinâmica classifica-se três tipos de Central de Material. mas os encaminha a Central de Material para serem esterilizados. ao paciente proporciona segurança e eficácia no atendimento e a Instituição contribui para a qualidade da assistência prestada.Cada Unidade ou conjunto de unidades do hospital é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza. Do ponto de vista administrativo. O planejamento desta Unidade é de suma importância. guarda e distribuição do material para as unidades do estabelecimento de saúde. cuja atenção deve estar voltada para a dinâmica de funcionamento do setor.Os materiais de uso em todas as Unidades do hospital são totalmente processados na Central de Material. o sistema de centralização visa: padronizar as técnicas de limpeza. pode-se avaliar a sua importância: à equipe de saúde oferece infra-estrutura material indispensável ao seu desempenho técnico-científico. preparo e empacotamento. Considerando.Cada Unidade prepara os seus materiais.115 25 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 25.1 Planejamento A Central de Material Esterilizado é o conjunto de elementos destinados a recepção e expurgo. a fim de assegurar economia de pessoal. tal planejamento deve ser executado por uma equipe multiprofissional. quais sejam: descentralizada . material e tempo. . preparo e esterilização. Por isso. as finalidades a que esta Unidade se destina. manter a reserva de material. então. até a sua distribuição às Unidades do hospital. centralizada . semi-centralizada . a fim de atender prontamente às necessidades das Unidades do hospital.

É a área destinada a esterilização dos materiais e roupas.Área para esterilização . preparo e empacotamento das luvas cirúrgicas.É a área onde são lavados os materiais manualmente ou por meio de máquinas lavadoras especiais. como é o caso de alguns aparelhos.1 Estrutura física São elementos essenciais à dinâmica de funcionamento da Unidade: . . . desinfecção e separação de materiais .É o local destinado a receber.Esta área se destina a preparar e empacotar ou acondicionar os diferentes tipos de materiais e roupas para serem esterilizados.116 facilitar o controle do consumo.Área para lavagem de materiais . 25.Área para recepção. favorecer o ensino e o desenvolvimento de pesquisas. Esta área deve ser constituída num ambiente separado dos demais e provido de máquinas próprias para o reprocessamento das luvas.Sala para lavagem e preparo de luvas (entalcamento) – É a sala destinada a lavagem. teste.1. desinfetar e separar os materiais provenientes dos diferentes setores do hospital. aumentando a segurança no uso. permitindo obter maior produtividade. pelos diferentes métodos: área para esterilização física (esterilização pelos métodos .Área de preparo de materiais e roupas . a conservação e a manutenção dos mesmos. secagem. da qualidade do material e das técnicas de esterilização. . concentrar o material esterilizado ou não-esterilizado. entalcamento. .Área para recepção de roupas limpas – É o local destinado a receber as roupas limpas provenientes da lavanderia. desenvolver as atividades específicas com pessoal treinado para tal. para posterior empacotamento e esterilização. tornando mais fácil o controle. .

Independente da forma.Sala administrativa . Para isso. ser realizadas em local exclusivo. Ainda no planejamento desta Unidade. . podem ser usados armários. mais modernamente. de 31/07/91. como: . desinfecção e separação de materiais são consideradas "sujas". . área para esterilização química gasosa. calor seco e ionização). O uso deste produto e regulamentado pela Portaria nº 4.Sala para armazenagem e distribuição de materiais e roupas esterilizadas . . portanto. do tipo "gaiola". algumas considerações devem ser feitas em relação a: A. cestos de aço inoxidável. . apropriado e exigindo que o funcionário utilize paramentação adequada. . depósito de armazenamento de cilindros e sala de aeração. Alem destes. prateleiras e.É a área que se destina a armazenar os materiais e roupas esterilizadas para distribuí-los às Unidades do hospital. não se questiona a forma da planta física da Central de Material Esterilizado. são necessários ambientes de apoio. Forma Modernamente.Sanitários com vestiário para funcionários. Destaca-se que as atividades de recepção. área para esterilização química íiquida. e importante que permita a .Área para armazenagem e distribuição de materiais descartáveis Esta área destina-se a armazenar e distribuir os materiais descartáveis.117 físicos: calor úmido.É o estoque de materiais para uso na Central de Material e demais setores do hospital. sala de esterilização.Almoxarifado . devendo.É a área que se destina ao controle administrativo da Central de Material. Esta área deve ser provida de antecâmara. a fim de permitir a aeração dos materiais esterilizados pelo óxido de etileno.Deposito de material de limpeza.

90 m2/leito. no sentido de evitar cruzamento do material limpo com o contaminado.0%. em linha reta.0% destinam-se ao preparo de luvas.0 m2. de 0.118 observação de alguns princípios básicos na dinâmica de funcionamento. à área de esterilização. chefia de enfermagem.área mínima . portanto. de 0. e acima de 300 leitos.0% restantes.0%.80 m2 por leito nos hospitais de 25 a 150 leitos. de 0.8. o ambiente desta tem de se adequar a este fluxo". percorrer determinado fluxo e. à de armazenamento de material estéril. De acordo com o Ministerio da Saúde as áreas da Central de Material devem ter as seguintes dimensões: área para recepção. Recomenda-se que a área destinada a esta Unidade corresponda a 0. Tamanho ou dimensão A determinação do tamanho ou da área mínima. e de 0.70 m2 naqueles com número de leitos superior a 150. A área total construída para a Central de Material Esterilizado em hospital de: até 99 leitos deve ser de 1. desde a área de recepção até a de distribuição. e circulação de pessoal. tempo e movimento. recepção e distribuição de materiais. B. até 299 leitos. ao arsenal e os 53. visando: permitir o fluxo progressivo do material. sala para lavagem e preparo de luvas -7. facilitar ao enfermeiro a visão da Unidade e a supervisão do pessoal. de 0. Os materiais tem de. 15. em m 2 da Central de Material Esterilizado é calculada com base no número de leitos do hospital. desinfecção e separação de materiais 0.75 m2/leito. obrigatoriamente.80 m2/leito. até 249 leitos. Da área total. .70 m2/leito.0%. 10. às áreas de preparo de materiais.00 m2 por leito.85 m2/leito. permitir maior produção com menor gasto de energia. 7.0 m2.08 m2 por leito . até 199 leitos. de 0. 15. até 149 leitos.

sala de esterilização . a artificial deve proporcionar luminosidade mais próxima da natural. se a ventilação for feita pelo sistema de ar condicionado.0.0.0 m2. sala de armazenagem e distribuição de material e roupa esterilizada . Iluminação Deve ser suficiente para facilitar o trabalho. além da luz natural. sendo indicado.0 m2.depende do tipo de equipamento usado.0 m2. Paredes e Piso Estes devem ser de cor clara e de fácil limpeza. sala de aeração . C.6.25 m2 por leito com área mínima de 12. área de esterilização física . área para preparo de materiais e roupas limpas .1. área para esterilização química líquida .4.0 m2. para tornar as atividades aí desenvolvidas mais agradáveis.0. E.4. 25. É recomendado que a Central de Material Esterilizado seja provida de um sistema de música ambiente.5.2 Localização Qualquer que seja a localização da Central de Material Esterilizado na . o uso de lâmpadas fluorescentes. Janelas Devem ser amplas e fechadas. Assim.60 m entre as autoclaves.5 m2.0% da área de armazenagem de material esterilizado.0 m2.2. portanto. área de armazenagem de material descartável .119 área para recepção de roupa limpa .0 m2.0 m2. deposito . área para esterilização química gasosa: antecâmara . D.25. manter distância mínima de 0.2 m2 por leito com o mínimo de 10.

na qual o enfermeiro deve ter presença marcante. é fundamental que haja transporte e comunicação fácil com as Unidades de Centro Cirúrgico. Centro Obstétrico. bem como a observação da qualidade dos equipamentos previstos ao bom funcionamento desta Unidade a serem adquiridos.120 Instituição de saúde. Terapia Intensiva e outras.1. São estes: máquina lavadora e esterilizadora de instrumental. A aquisição de equipamentos deve ser feita por equipe multidisciplinar. 25. Pronto-Socorro. Se localizada em andar superior ou inferior ao Centro Cirúrgico. bacias e respectivos suportes. e a quantidade. cadeiras anatômicas. autoclaves. É fundamental o planejamento da quantidade exigida. em cada área. máquina seladora de embalagens. destilador de água. carros para carregamento de autoclave. baldes. suporte e cestos para a guarda de materiais. o transporte de materiais pode ser feito por monta-cargas. mesas e balcões de trabalho. Tanto as máquinas quanto os aparelhos devem estar sob manutenção constante de técnicos especializados e todos os . como se trata de equipamentos caros. recipientes para lixo e/ou suportes para sacos de lixo. A quantidade está na dependência do número de leitos e do tipo de hospital. os equipamentos necessários à dinâmica de funcionamento. estufa elétrica (Forno de Pasteur).3 Equipamentos básicos de uma central de material A Central de Material Esterilizado deve possuir. carros para transportar materiais. máquina reprocessadora de luvas. a equipe de enfermagem deve receber treinamento especial para o manuseio e conservação dos mesmos.

que é consumido em 24 horas. pronta para uso. prever a quantidade de materiais em movimento no período de 24 horas. a fim de que não haja interrupção de continuidade na dinâmica de trabalho da Unidade. o cálculo de aventais cirúrgicos deve considerar a média de freqüência de alunos na sala cirúrgica. Para exemplificar.Previsão de materiais – Compete ao enfermeiro da Central de Material Esterilizado.121 equipamentos mantidos em perfeito estado de conservação. Esta previsão e imprescindível. . deve ser de 160 unidades. serão utilizados 40 aventais por dia. uma sendo lavada. uma porção esta sendo usada. juntamente com o supervisor. recomenda-se manter uma determinada quantia em reserva. Destas. O enfermeiro deve se preocupar com a manutenção periódica dos mesmos. na Central de Material. cada vez maior. Partindo da premissa de que são utilizados quatro aventais em cada cirurgia e de que são realizadas. a partir de dados estatísticos encaminhados pelos enfermeiros responsáveis das Unidades do hospital. de materiais descartáveis. em determinada Unidade do hospital. para substituir aqueles que foram danificados ou atender ás necessidades emergenciais decorrentes de problemas relacionados aos sistemas de lavagem e esterilização. A esse total. É importante ressaltar que nos hospitais-escola. em 24 horas. e multiplicando-a por quatro. 10 cirurgias no período de 24 horas. a fim de evitar danos temporários ou irreparáveis. nas 24 horas. o movimento de aventais cirúrgicos. Assim sendo. a previsão de aventais cirúrgicos tem como base o número de componentes da equipe cirúrgica que farão uso de avental e de cirurgias programadas para o período. ocasionando prejuízos na assistência prestada ao paciente. previsto . Alguns desses equipamentos estão se tornando dispensáveis. em media. Consideram que o total de roupa cirúrgica. em virtude do uso. O método para calcular a quantidade de material em movimento na Central de Material Esterilizado baseia-se na quantidade máxima de material. outra preparada e a outra esterilizada. considerando que a sua não realização pode ser responsável pela falta de materiais disponíveis para uso imediato.

a equipe de enfermagem desta Unidade deve ser composta por enfermeiro. técnico e auxiliares de enfermagem. planejar e executar programas de treinamento e educação continuada. estimulando maior interação entre os seus componentes. É da competência do enfermeiro a responsabilidade pela chefia. emitir parecer técnico na compra de equipamentos e outros materiais. o que reverterá em segurança na assistência ao paciente.1 Competência do enfermeiro da CME supervisionar e controlar as atividades desenvolvidas em cada uma das áreas da Central de Material Esterilizado. manter relacionamento efetivo com a Diretoria de Enfermagem e . prover a Unidade de recursos humanos e materiais. realizar reuniões periódicas com a equipe de enfermagem para passar informes gerais e específicos da Unidade. 25. estabelecer um sistema de controle dos equipamentos e materiais de que dispõe a Unidade. 25. de modo a atender à demanda de atividades realizadas.2. a fim de planejar o suprimento da Unidade para atendê-los. manter-se atualizado em relação aos novos tipos de materiais e equipamentos disponíveis no mercado. para assegurar o bom funcionamento da Unidade. deve ser multiplicado por cinco.122 para uso nas 24 horas.2 Recursos humanos Do ponto de vista da organização. levando em conta a quantidade e a qualidade. fazer levantamento mensal dos materiais solicitados pelos diferentes setores do hospital.

notificar à CIPA a ocorrência de acidentes (se houver) e avaliar a dinâmica de funcionamento da Unidade para intensificar as medidas de prevenção. encaminhando-os a Diretoria de Enfermagem.  Auxiliar no acompanhamento de estágios. efetuar regularmente testes bacteriológicos nos aparelhos de esterilização. setor de compras.  Participar de reuniões no setor conforme a programação. esterilização e distribuição) no Centro de Material e Esterilização.2 Competências do técnico ou auxiliar de enfermagem da CME  Participar das passagens de plantão. 25. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e outras afins ao funcionamento da Unidade.  Participar de treinamento e desenvolvimento.como: lavanderia. avaliar e divulgar os resultados obtidos. fazer a estatística mensal da produção e o relatório anual das atividades desenvolvidas na Unidade.  Comunicar ao enfermeiro qualquer anormalidade com os artigos e equipamentos. preparo. mantendo-os sempre atualizados. elaborar o regimento interno e o manual operacional da Unidade.2. prevenir a incidência de riscos ocupacionais.123 outros serviços.  Auxiliar na elaboração de rotina e novas técnicas. almoxarifado. engenharia e demais Unidades da Instituição.  Participar da implantação de novas técnicas.  Participar e auxiliar no treinamento de funcionários novos.  Executar as etapas de processamento do artigo (recebimento.  Realizar atividades de acordo com as rotinas técnicas sob a . fazer parte da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CClH).

 Identificar os pacotes conforme padronizado. A preservação da esterilidade dos artigos e o objetivo principal dessa área. Algumas recomendações para operacionalizar melhor a dinâmica das atividades neste setor: a concentração de pessoal deve ser maior no período que tenha mais atividades a serem desenvolvidas. com o objetivo de permitir que todos adquiram conhecimentos e habilidades referentes às diversas atividades executadas na Central de Material Esterilizado. b) aumentar a produção quantitativa e qualitativa do material. o que contribui para simplificar e dinamizar o trabalho. Isto também torna favorável a dinâmica do funcionamento.  Realizar o preparo do artigo de acordo com a rotina específica. além de visar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades nas atividades das diferentes áreas. 25. dispendendo o mínimo de energia possível. Eles . uma série de vantagens pode advir. o rodízio do pessoal auxiliar nas diferentes áreas é uma medida importante e necessária a ser tomada. como: a) promover maiôs satisfação no trabalho. sem causar insatisfações e menor rendimento de trabalho.124 supervisão de um enfermeiro. d) reverter em economia para o hospital. o treinamento e educação continuada. quando houver necessidade de substituir a ausência de pessoal. em qualquer uma das áreas. c) contribuir para a qualidade da assistência ao paciente. objetiva a diminuição de gastos de tempo e movimentos desnecessários. Desta maneira.3 Área de armazenamento e distribuição de artigos médico-hospitalares Essa área tem por finalidade centralizar todos os artigos processados e esterilizados para serem distribuídos às unidades consumidoras.

no momento da distribuição. A comunicação com o exterior pode ser por guichê. que ao final de cada plantão deve ser encaminhada à lavanderia. deve haver nessa área escada e cestos aramados para auxiliar na disposição dos artigos provenientes da esterilização.3.3. o cruzamento de artigo estéril com artigo não-estéril. A área deve ser projetada de tal forma que não permita. . A temperatura ambiente deve ser mantida entre 18 e 22°C e a umidade relativa entre 35 a 70%. Manusear os pacotes somente quando estiverem completamente frios antes de serem estocados ou removidos do carro do esterilizador.1 Acesso à área O acesso a área deve ser privativo às pessoas escaladas para o serviço. 25. A utilização de uniforme ou avental privativo é fundamental para evitar que ocorra o contato do pacote estéril com a roupa do funcionário. 25.3.3 Equipamentos da área de armazenamento e distribuição Além de armários fechados para a guarda de artigos. que vêm buscar os artigos. elevadores exclusivos que. a circulação deve ser restrita aos artigos estéreis e permitir o atendimento dos funcionários das unidades consumidoras.2 Condições ambientais da área de armazenamento e distribuição Essa área deve ser fechada e possuir sistema de renovação de ar. 25. impedem o cruzamento do material estéril com o material sujo. monta-carga. além de dificultar a entrada de pessoas estranhas. controle e limpeza. facilitando a supervisão.125 devem ser armazenados em armários fechados e identificados de modo que o funcionário possa suprir as requisições de forma imediata e qualificada. É imprescindível que exista uma pia próxima a porta de entrada dessa área para que o funcionário lave as mãos antes de entrar no recinto.

A codificação do material tornará possível a implantação de programa de informatização. Algumas instituições hospitalares contam com sistema informatizado para melhor controle dos artigos requisitados. comprimidos. de acordo com o estoque determinado a cada unidade. o que contribuirá significativamente para a organização da área.3. não se deve misturar artigos esterilizados no CME com artigos provenientes do almoxarifado. possibilitando agilizar o controle e distribuição do artigo. Considerar como contaminados pacotes caídos no chão. O prazo de validade do artigo esterilizado é determinado de acordo com as características da instituição. bem como das entradas e saídas. tornando o artigo úmido e possibilitando a contaminação. . se a distribuição do artigo for realizada pelo CME. devendo manter organizado o estoque de cada unidade e propiciar a previsão e provisão adequadas dos artigos. é necessário reservar um local para acondicionamento e posterior distribuição.4 Controle de artigos O controle de artigos exige muita atenção e responsabilidade do funcionário. o tipo de embalagem empregado. o método de esterilização. para evitar que o vapor residual se condense nos pontos de contato. torcidos ou úmidos. local onde o artigo será guardado em cada unidade e quantidade de vezes que o pacote é manuseado antes do uso. método de selagem. Portanto. pela diferença de temperatura. utilizado pelas instituições de saúde. 25. fenômeno denominado de "choque térmico". Recomenda-se realizar inspeção periódica dos artigos estocados para verificação de qualquer degradação visível e se os artigos ainda continuam sob garantia dos seus prazos de validade. vem crescendo significativamente.126 Possuir também mesas e estantes de superfícies não-metálicas. O volume de artigo descartável estéril. tipo e configuração dos artigos. entretanto.

para a autoclave a vapor. comprova que o pacote passou pelo calor. A validade da solução ativada de glutaraldeído em uso. bem como o manômetro. quando submetidas ao processo de esterilização. reagentes químicos – São substâncias que sofrem alteração na cor. para a estufa ou Forno de Pasteur e autoclave a óxido de etileno. uma vez por semana. Por isso. manovacuômetro. deve ser feita. a fim de que se possa checar estes pontos após a leitura dos resultados. Controle dos aparelhos O funcionamento adequado dos aparelhos e essencial para a eficiência do processo de esterilização. B. deve ser colocada em todos os tipos de pacote. utilizada para identificação visual do pacote. Deve ser feita a revisão preventiva semanal e a corretiva. em diferentes locais da câmara interna dos aparelhos. Os indicadores biológicos são colocados em pacotes. . por isso. e necessário observar o gráfico de tempo e temperatura. Esta compreende: A. por técnicos especializados. A fita adesiva termosensível. e com "Bacillus Subtillis". de preferência na primeira carga do dia e após as manutenções preventivas e corretivas.Estes teste devem ser realizados. no mínimo. lâmpada piloto. Este indicador não comprova a eficiência do processo de esterilização. sempre que necessária. É feita por meio de: testes biológicos . válvula de segurança e outros. A validação do processo é feita com o usa de "Bacillus Stearothermophylus".127 25. Validação dos processos de esterilização .4 Monitorização dos processos de esterilização Consiste no registro de dados relacionados ao funcionamento dos aparelhos e validação dos processos de esterilização para comprovar o controle de qualidade do material esterilizado.

128 também. mas o tipo de invólucro utilizado. Assim. 25. fazer a descontaminação prévia e executar a limpeza do material utilizado no hospital. a solução deve ser desprezada. observa-se a solução quanto a alteração da coloração e presença de depósitos. o local de guarda do material e as condições ambientais da sala de armazenagem são fatores a serem considerados. 25. mesmo dentro do prazo de validade estipulado pelo fabricante.5. por meio de fitas-testes. os materiais embalados em papel grau cirúrgico e selados mecanicamente mantêm validade de esterilização por duas ou três semanas. sendo assim.5 Dinâmica da central de material esterilizado Compreende todas as fases do processamento dos diversos tipos de materiais nas diferentes áreas da Central de Material Esterilizado. Na presença destas alterações. não existe no mercado teste biológico ou químico.5. Quanto ao tempo de validade de esterilização dos pacotes. Para o formaldeído. Sendo impossível a aplicação destes.1. "kit" líquido ou similares. . se os invólucros permanecerem íntegros. existem controvérsias. as quais devem garantir a qualidade do trabalho no processamento dos diferentes materiais. utilizando-se um teste específico para cada formulação.1 Fluxograma dos materiais A Central de Material deve ser funcionalmente dividida em áreas. necessitam ser promovidas de equipamentos básicos e aparelhos para favorecer a realização dessas atividades. o mesmo sendo válido para aqueles embalados em campos de algodão. 25.1 Área de Expurgo Estas áreas são destinadas a receber.

.129 .a limpeza do material pode ser feita por dois processos: manual e mecânico. ou ar comprimido. sem o ciclo de secagem ou imersão do material na água em ebulição por 30 minutos). Devem ser esterilizados.  O processo manual consiste em lavar o material com água e sabão. e o químico. segundo o risco potencial de infecção para o paciente. objetos de natureza diversa. em água corrente. ou máquina secadora. .artigos semicríticos: são aqueles que entra. . mucosa. bem como aqueles materiais que estejam conectados com este sistema. com o uso de escovas ou outro dispositivo que possibilite a remoção de sujidades.a descontaminação prévia dos artigos pode ser feita por métodos: mecânicos (fricção com o uso de escovas ou esponjas. químicos (imersão completa do artigo em solução desinfetante). Necessitam ser submetidos ao processo de desinfecção ou esterilização. Os materiais devem ser enxugados (secagem) com tecido limpo e macio. semicríticos e não-críticos.os métodos utilizados na descontaminação são o físico. embebidas em solução desinfetante). desinfecção e esterilização dos materiais é norteada pela classificação dos materiais. . que consiste na exposição do artigo à água fervente por 30 minutos. físicos (uso de máquinas lavadoras por 15 minutos ou autoclavagem do material contaminado. enxaguando-o.  A utilização correta e mais econômica dos processos de limpeza.artigos críticos: são aqueles utilizados nos procedimentos invasivos da pele. . utensílios e acessórios de equipamento) são classificados como críticos. na imersão em produto químico apropriado por 30 minutos.  O mecânico consiste em lavar o material por meio de máquinas de limpeza com jatos de água e/ou detergentes ou ultra-som. Os artigos (instrumentos. com contato com a mucosa íntegra ou pele não-íntegra. tecido subepiteliais e no sistema vascular. a seguir. após o processo de descontaminação.

deve-se passar. e balcão ou mesa. B – Limpeza do material de vidro . é fundamental a existência de pias de aço inoxidável. Para o processamento dos materiais na área de expurgo.lavá-los com água corrente e escova. Para a esterilização.colocá-los em recipiente com água e substância desinfetante ou enzimática. Podem. Para colocar e separar os materiais limpos. para ser desinfectado. o material deve estar completamente limpo e seco. .encaminhá-los à área de preparo. no sentido de certificar-se da eficiência da limpeza na luz das mesmas.130 . . simples ou duplas. uma gaze com auxílio de um condutor. Procedimentos usados na limpeza de alguns materiais A – Limpeza de material de borracha . ser lavadas pelo processo mecânico.enxaguá-los interna e externamente.colocá-los sobre a mesa. em água corrente. É importante ressaltar que. os materiais devem ser acondicionados em envoltórios próprios. . caso haja suspeita ou confirmação de contaminação por agentes infecciosos. além de limpos.artigos não-críticos: são aqueles que se destinam ao contato com a pele íntegra do paciente.passar um jato desta solução no interior de cada material. secá-las e encaminhá-las à área de preparo. exigem limpeza ou desinfecção.colocá-los em um recipiente com água e substancia desinfetante ou enzimática. . também. Nas cânulas endotraqueais. . enxaguá-las e colocá-las para escorrer sobre o balcão forrado com um campo. para a lavagem dos materiais. . de superfície lavável. ainda.

5. Na área de esterilização.2 Área de preparo de materiais e roupa limpa. sala de preparo de luvas . como gorro e máscaras descartáveis. O tipo de solução desinfetante e enzimática e o tempo de exposição. exigindo o uso de equipamentos de proteção individual. 25. Devem seguir as recomendações dos fabricantes e as normas traçadas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.131 C – Limpeza de material inoxidável São colocados em solução desinfetante.1.imergir completamente. para remover qualquer resquício de substancia detergente e. em solução desinfetante ou enzimática. luvas de borracha antiderrapantes. avental impermeável de manga e óculos de acrílico. O processo mecânico de limpeza dos instrumentos é efetuada por meio de máquinas lavadoras especiais. separadamente. enxugados e encaminhados à área de preparo. lavados em água corrente. na área de preparo e esterilização.separá-las por espécie e encaminhá-las à área de preparo. . Observação: é fundamental a adoção de medidas de precauções universais para garantir a segurança das pessoas que manuseiam o material sujo. D – Limpeza de instrumentais . As pinças devem ser colocadas abertas em recipientes próprios.enxaguá-las em água quente. Cabe ressaltar que o enfermeiro deve manter vigilância quanto ao uso de equipamentos de proteção individual pelo pessoal auxiliar. articulações e cremalheiras de cada uma das pinças. para proteger do calor. as luvas indicadas são as de amianto de cano longo. Ideal é o enxágüe feito em água destilada ou desmineralizada. .escovar as ranhuras. . tanto na recepção quanto na limpeza dos materiais contaminados. secá-las peça por peça.

ser econômico. Funcionalmente. correspondentes às medidas lineares de seus lados. selecionar.ser resistente e durável. A inspeção consiste em verificar a limpeza. em específico. a área de preparo é setorizada de acordo com os tipos de materiais processados. . o papel grau cirúrgico.ser de fácil conservação. deve ser minuciosamente revisado e selecionado. . O tamanho do campo varia de acordo com o volume do material a ser acondicionado. Cada tipo de envoltório é provido de características próprias que devem ser analisadas frente ao material a ser empacotado e o método de esterilização a ser utilizado. pois possui como características principais: . Características dos envoltórios Os envoltórios são os recursos utilizados para embalar ou acondicionar os materiais a serem esterilizados a protegê-los até o momento do uso. pela aquisição a baixo custo. na seleção. Os mais utilizados são: o campo de algodão. encaminhando aqueles danificados ao setor de reparos ou desprezando-os. repondo-os por novos. todo material a ser preparado para a esterilização. as atividades realizadas objetivam inspecionar.132 Nesta área. a funcionalidade dos instrumentos. . as condições de conservação de todos os materiais e. . A – Campo de algodão O algodão cru é o tecido mais usado na confecção do campo de algodão. as caixas de aço inoxidável ou alumínio e os tubos de vidro. o filme poliamida.ser de fácil manuseio. acondicionar e identificar os materiais para serem esterilizados. . sendo que pode ser padronizado por números. Nesta área. fazse a separação destes materiais.ser permeável ao vapor.

.5% a máxima permitida).ser provido de microesporos que se dilatam a se fecham de acordo com as fases do processo de esterilização. em vez de costurados. O envelope apresenta na face anterior. a fim de aumentar a proteção ao material esterilizado.permitir a visualização do material. possibilitando a visualização do material. necessitar de tampa de material permeável ao vapor. E – Tubos de vidros Este tipo de envoltório apresenta como características: . mesmo com a lavagem. exigir cuidado especial no manuseio por ser frágil.ter entre 50 e 100 micras de espessura. Recomenda-se utilizar dois campos simples superpostos. Características dos pacotes . papel grau cirúrgico. D – Caixas de aço inoxidável Estas caixas são encontradas em diversos tamanhos e apresentam como característica: ter as paredes finas e a superfície perfurada. uma lamina de filme sintético transparente e. que não podem ser removidos. C – Filme poliamida Este envoltório apresenta como características: . É representado na cor branca.133 O campo de algodão deve ser usado duplo. B – Papel grau cirúrgico O papel grau cirúrgico é fabricado de celulose alvejada (100%) e contém pequena quantidade de amido (1. na parte posterior.ser transparente. para que não haja decomposição de poeira ou resíduos entre as folhas dos compôs duplos. se usada para acondicionar material para esterilização em autoclave a vapor saturado. .

o tamanho do pacote não deve ultrapassar os diâmetros de 50x30x30 cm e o peso de 5 quilos. estragam-se facilmente quando submetidos á ação do calor. contudo. se. . o cabo do aspirador ou o irrigador. identificando o tipo e a quantidade de materiais que o pacote contém e a assinatura do responsável pelo seu fechamento. acondicioná-las uma a uma em envelope de papel grau cirúrgico e poliamida. utilizando envoltórios adequados ao tipo de material e ao método de esterilização. deve-se testar o “cuff”. que mostra listras escuras. por exemplo. deve ser utilizada a fita adesiva especial. que não atenda as características acima. Procedimentos no preparo de alguns materiais Os procedimentos de preparo dos materiais são realizados em setores determinados. alguns cuidados devem ser observados no preparo destes materiais: . . Considera-se contaminado o pacote mal confeccionado. como. ou seja.o pacote deve ser feito de tal forma que os materiais contidos no seu interior não sejam apertados nem frouxos demais. segundo técnicas de acondicionamento ou empacotamento padronizadas. . e encaminhá-las à esterilização na autoclave de oxido de etileno. De preferência. garantir a eficiência do processo de esterilização. como sondas.134 . Para prevenir danos.selecioná-los.a extensão da borracha. e aquele cujo período de validae de esterilização esteja vencido. algumas vezes é acondicionado junto com outro material.o fechamento deve ser feito com o uso de fita adesiva. quando submetida à ação do calor. A – Preparo do material de borracha Os materiais de borracha. por espécie. . em sentido diagonal. O material deve ser carimbado com a data da esterilização.nas cânulas endotraqueais. após verificação rigorosa da limpeza e integridade de cada um. cânulas e extensões de borracha. Na .

a seguir. O preparo e o acondicionamento das luvas deve ser feito em ambiente separado. levemente. preparando-as. acondicioná-la.colocá-las. na outra. A seguir. . FONSECA. da prega da dobra ao interior da luva. em campo de algodão. em envelopes especiais de tecido de algodão ou em campos próprios. o equivalente a uma colher rasa de café (CUNHA. em uma das extremidades. O preparo das luvas consiste em: . de modo que a palma da mão fique voltado para cima e os polegares para as laterais. de ambos os lados.testá-las. acondicionar o conjunto em campo de algodão. proceder igualmente no preparo da extensão de borracha e envolvê-la em uma compressa cirúrgica. . dando-lhes o formato de envelopes. proceder do seguinte modo: enrolar a extensão de borracha e prendê-la. uma a uma. a seguir. encaminhar à esterilização em autoclave a vapor saturado. requerendo um sistema de exaustão de ar próprio. . Na segunda. pelo processo mecânico ou manual.selecioná-las aos pares. dobrar os punhos para fora. no sentido longitudinal. adaptar.acondicionar o envelope em campo de algodão e especificar o número das luvas na identificação do pacote. adaptar o cabo do aspirador. por causa da utilização do talco. de cada uma das luvas. juntamente com o irrigador. com uma tira de gaze. . . e introduzir uma gaze dobrada. uma de cada lado. 1995) entre as partes do envelope. um intermediário de vidro ou plástico. . que devem estar sobrepostas.135 primeira situação.secá-las. envolvendo-o em uma compressa cirúrgica. colocar a gaze contendo aproximadamente 3 gramas de talco. pelo número. e passá-las para a maquina de entalcar. a fim de possibilitar a circulação do vapor. encaminhá-las à área de esterilização em autoclave a vapor saturada.

. . encaminhá-las à área de esterilização.136 Figura 5 .verificar cuidadosamente o bico das seringas e o encaixe perfeito entre o êmbolo e o corpo. dobrar sobre este a ponte inferior do envoltório e depositar sobre esta dobra o corpo da seringa.colocar o êmbolo na parte central do campo de algodão ou papel grau cirúrgico. dobrando o envoltório mais uma vez e completando o pacote.Técnica de empacotamento de material B – Preparo do material de vidro O preparo de seringas de vidro exige alguns cuidados especiais: .

fazendo a superposição dos ombros. Após o acondicionamento. tampando-os com uma “bola” de algodão. de modo que a abertura fique voltada para o lado esquerdo. A dobradura doa aventais.137 C – Preparo de agulhas metálicas . a cuba-rim. As roupas devem ser acondicionadas em campos de algodão e os pacotes. . Deve-se introduzir uma “bola” de algodão no fundo do tubo de ensaio para proteger a ponta da agulha.Avental cirúrgico  Abrir o avental. estes materiais são encaminhados à área de esterilização por vapor saturado. cúpulas e cubasrins podem ser acondicionadas em unidades ou utilizadas para acondicionar outros materiais. material para intubação e outros.acondicioná-las em tubos de vidro. segurando-o pelas pontas superiores.  Introduzir a mão esquerda na cava. campos e compressas cirúrgicas são recebidos da lavanderia e encaminhados diretamente ao setor de preparo.  Dobrá-lo ao meio. as bacias. e encaminhá-las à área de esterilização. em sentido longitudinal. D – Preparo do material inoxidável Deste tipo de material. no sentido longitudinal. E – Preparo de roupas Os aventais. pela segunda vez. campos e compressas cirúrgicas segue uma técnica padronizada que objetiva facilitar o manuseio no momento de uso: . tendo o lado direito para fora.inspecionar o bisel de cada uma das agulhas e selecioná-las por número. e dobrar. encaminhados à esterilização na autoclave a vapor saturado. ao preparar agulhas de punção raquiana. material para cateterismo vesical. bandejas. . Exemplo: as bandejas acondicionam instrumentos complementares para cirurgias.

colocando. .  Dobrar mais uma vez.  Segurar a extremidade da dobra com a mão direita e dobrá-lo . pela aproximação das mãos.Campo cirúrgico duplo  Segurar o campo aberto com o lado direito para fora e dobrá-lo ao meio. tendo o decote voltado para o lado esquerdo e a abertura para o operador. fazer correr a mão direita pelo avental e segurá-lo pelas duas extremidades. . em diagonal. com a abertura para a direita.  Redobrar o campo. segurando as duas pontas com a mão esquerda. da direita para a esquerda.mais uma vez. a seguir.  Fazer girar o avental de modo que as aberturas fiquem para o lado direito e dobrar. agora. agora. também em sentido diagonal. as aberturas para a direita e dobrar a ponta dupla. então.  Colocar a manga e os amarrilhos ao longo do avental. mantendo as aberturas sempre para o lado do executante. as extremidades superiores. como anteriormente. dobrar mais uma vez em sentido longitudinal.  Dobrá-lo. de modo que a abertura fique voltado para o lado esquerdo. cuidando para que o amarrilho do decote fique sob a dobra.138  A seguir.  Dobrá-lo na metade. com as aberturas voltadas para o executante. ao meio. e dobrar a segunda ponta dupla. da direita para a esquerda e.  Fazer girar o campo.  Estendê-lo sobre a mesa. fazer uma segunda dobra da esquerda para a direita. da direita para a esquerda.  Colocar na mesa o campo. em sentido diagonal. sobre o avental.  Colocar uma compressa dobrada em quatro.

depois.Campo cirúrgico simples  Abrir o campo. da direita para a esquerda. da direita para a esquerda.  Girá-lo de modo que as aberturas fiquem voltadas para a direta. propés ou sapatilhas. de modo que as aberturas fiquem voltadas para o lado oposto ao do executante.139 .  Dobrá-lo. aventais. O seu uso contribui na limpeza. campos e outras. a seguir. a primeira ponta e redobrar o campo da direita para a esquerda. deve-se ter cuidado de colocá-los com as aberturas voltadas para o lado oposto ao do executante e as dobras para cima.  Fazer uma dobra.  Dobrá-lo. por mais duas vezes. . e dobrar. duas vezes. Atualmente.proporciona maior segurança e conforto ao paciente. tendo o lado direito para cima. ao meio.  Dobrá-lo. em sentido diagonal.  Repetir a dobradura. com o direito voltado para o executante. na ponta superior. segurando as duas pontas com a mão esquerda. está sendo substituída pelos materiais descartáveis. dobrar ao meio pela aproximação das mãos. . ao meio.  Acondicioná-lo ou empacotá-lo por unidade. Ao se acondicionarem os compôs. higiene e prevenção de infecção hospitalar.  Dobrar.Campo fenestrado  Abrir o campo fenestrado sobre a mesa. e colocá-lo sobre a mesa com as aberturas voltadas para o executante. a maioria dos materiais e roupas cirúrgicas.encontra-se pronto para o uso. em sentido diagonal. toucas. a outra ponta. mantendo a dobra voltada para cima. tais como máscaras. . ao meio. gorros. no mesmo sentido. O material descartável apresenta como vantagens: . da esquerda para a direita e. segurando-o pelas extremidades.

oferecer maior proteção aos profissionais da saúde. F – Preparo de instrumentos No preparo dos instrumentais para a esterilização. O acondicionamento deve obedecer à seguinte ordem:  As pinças de dissecção. e empacotadas em capo de algodão. tornando as atividades assistenciais mais práticas e funcionais. O fio da tesoura deve ser protegido com gaze. os afastadores.fazer a revisão e a seleção dos instrumentais. acondicioná-los para a esterilização em caixas metálicas perfuradas ou bandejas de aço inoxidável e campo de algodão. as válvulas.contribuir para a melhoria da qualidade da assistência.dispor os instrumentais sobre a mesa ou balcão. . Esta é a razão pela qual as caixas metálicas devem ser perfuradas nas laterais e tampa.  As agulhas. As agulhas são selecionadas segundo o tipo e a curvatura.  As pinças hemostáticas e as especiais. alguns cuidados merecem destaque: . presas com alfinetes próprios.140 . as espátulas. são dispostas numa segunda camada. os porta-agulhas. grupando-os e prendendo-os em alfinetes próprios. o método mais indicado para a esterilização dos instrumentos é o vapor saturado sob pressão – a autoclave. observando a limpeza e o estado de conservação destes. a fim de permitir a circulação livre do vapor em seu interior. . . e ordenadas numa gaze Atualmente. os cabos de bisturi e as tesouras são colocados na primeira camada ou fundo da caixa. as pinças de campo e a pinça para antisepsia ocupam a terceira camada ou parte superior da caixa.

Em estado de saturação. Qualquer que seja o método de esterilização utilizado. pode atingir temperaturas muito elevadas sem ferver”. mediante a aplicação de agentes físicos e químicos. o vapor tem volume constante e.141 25. Esterilização é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana (bactérias nas formas vegetativas e esporuladas. com base na Lei de Charles.1. a pressão e a temperatura são diretamente proporcionais. mas o principio de funcionamento é o mesmo. onde o vapor fica retido sob pressão.5. Quando o vapor entra em contato com o material a ser esterilizado. O vapor saturado sob pressão constitui um método eficiente de esterilização. não é suficiente que o método eleito seja capaz de esterilizar. há a condensação e liberação do .3 Área de esterilização Esta área destina-se à instalação de equipamentos utilizados para a esterilização de diferentes tipos de materiais por métodos físicos. Entende-se por calor latente “o calor necessário para converter uma unidade de água em vapor na mesma temperatura”. cuja fabricação pode apresentar forma e tamanho diferentes. deve dar como garantia a esterilização do material. Também. A construção do aparelho é baseada no princípio da marmita de Papin. A esterilização pelo vapor saturado sob pressão A esterilização pelo vapor saturado sob pressão é processada na autoclave. quando o volume é constante. é necessário que o enfermeiro e sua equipe tenham conhecimentos a respeito do mesmo e saibam como utilizá-lo. ou seja. O vapor saturado sob pressão é um método de esterilização eficaz pelo seu alto poder de penetração. químicos e físico-químicos. porque destrói todas as formas de microorganismos. fungos e vírus). “que a água aquecida em ambiente fechado. A esterilização pelo vapor saturado está relacionada ao calor latente e ao contato direto com o vapor e a umidade. levando consigo o calor.

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calor latente, ocorrendo a termocoagulação das proteínas bacterianas. Depois da condensação do vapor, a água que se formou retornará ao estado gasoso, em virtude do contato com a temperatura alta e vapor, e o calor latente volta a ser absorvido, possibilitando a repetição do ciclo. Isto constitui a base da esterilização. Os tipos de ciclos de esterilização são: esterilização por gravidade – neste tipo, o vapor é introduzido na câmara interna do aparelho, forçando a saída do ar aí existente. MOURA (1994) cita como etapas deste processo: carga de vapor e evacuação de ar da câmara; tempo de exposição ao vapor; exaustão até a capacidade de vácuo e sua manutenção até secagem dos pacotes; retorno à pressão atmosférica com ar filtrado; esterilização com alto vácuo com ciclo pulsátil – este processo consiste na pulsação por vácuos e entradas de vapor, o que propicia a subida da temperatura para o início da esterilização, gerando maior segurança neste processo, uma vez que todo o ar contido no material e na câmara do aparelho é eliminado pela sucção da bomba de vácuo. As etapas deste ciclo de esterilização, segundo MOURA (1994) são: evacuação e purgação da câmara com vapor; nova evacuação e purgação da câmara; carga de vapor saturado; tempo de esterilização; exaustão até a pressão atmosférica; “hidrovac” para evacuação e entrada do ar filtrado. Na esterilização por vapor saturado, alguns critérios devem ser observados: - temperatura – varia de 121º a 132º; - pressão – entre 1 a 1,80 atmosferas (SILVA et. al. 1992) - tempo de exposição – está na dependência do tipo de material, ou seja, material de superfície e densidade. O material de superfície é representado pr aqueles materiais que não exigem a penetração do vapor, tais como: instrumentais, vidros, cápsulas, cubas, bacias e outros. O material de densidade é representado por roupas, campos e compressas cirúrgicas,

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exigindo que o vapor saturado sob pressão penetre entre as camadas de sua espessura; - prazo de validade (ver monitoração dos processos de esterilização) – segundo o Ministério da Saúde, o tempo de exposição, bem como a temperatura e pressão das autoclaves devem ser programados, seguindo a orientação dos fabricantes, uma vez que estas possuem ciclos diferentes para esterilização a vapor. O pessoal auxiliar, que desenvolve atividades na área de esterilização, deve ter conhecimentos sobre o funcionamento das autoclaves, cuidados com o material antes e após a esterilização, e das medidas preventivas contra acidentes relacionados ao manuseio dos equipamentos. Em relação aos materiais, alguns cuidados básicos devem ser observados: - carregar a autoclave com o mesmo tipo de material, dispondo-os de modo a facilitar a penetração e circulação do vapor, e a eliminação do ar; - utilizar 80% da capacidade do aparelho, com o objetivo de facilitar a circulação do vapor no interior da câmara; - observar a realização do ciclo da esterilização, segundo as instruções de funcionamento da autoclave; - não colocar os pacotes, ainda quentes, sobre superfície fria; - datar os pacotes e encaminhá-los á sala de armazenamento. Após a última esterilização do dia, promover a limpeza da câmara interna da autoclave, com pano umedecido em água e enxugar, em seguida, procedendo da mesma maneira com a superfície externa. A esterilização por vapor saturado sob pressão está indicada para todos os artigos críticos e semicríticos termo-resistentes, e de líquido, sendo que, para estes, deve-se interromper a fase de secagem. É impróprio para a esterilização de óleos, pós e graxas. Esterilização pelo calor seco: Estufa – a esterilização do material pelo calor seco se processa na estufa, nome comercial do Forno Pasteur. A destruição bacteriana se dá pela oxidação celular e, para que isto ocorra, tornase necessário que o material a ser esterilizado seja submetido a um tempo de

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exposição maior e a temperatura mais elevada do que o método do vapor saturado. O aquecimento da câmara da estufa se faz por convecção, que é a transferência do calor pela circulação do ar conseqüente ao aumento da temperatura. O aquecimento do material se dá por condução, que é a transferência direta do calor da parte mais aquecida para a menos aquecida de um corpo ou de um para outro corpo. O material a ser esterilizado através do calor seco deve ser acondicionado em caixas metálicas de paredes finas e em recipientes de vidro refratário. Após ligar o aparelho, deve-se controlar a temperatura e marcar o tempo de exposição, a partir do momento em que o termômetro atingir a temperatura adequada ao tipo de material a ser esterilizado. É importante observar que os pós, acondicionados em recipiente contendo 100 gramas, devem ser esterilizados numa temperatura de 160ºC, durante a 120 minutos. Para esterilizar substancias oleosas, também, a temperatura deve ser de 160ºC e a duração do tempo 120 minutos. O manuseio e a limpeza do aparelho devem ser feitos segundo a orientação do fabricante, e a manutenção preventiva programada, no mínimo uma vez ao mês. Esterilização por radiação: este método destina-se especialmente, à esterilização de materiais descartáveis, produzidos em larga escala, sendo utilizado pelas industrias. O agente físico utilizado é o raio gama cobalto 60, cuja ação destruidora dos microorganismos se processa através da alteração na composição molecular das células, as quais sofrem perda ou adição de cargas elétricas (ionização), ficando carregadas positiva ou negativamente. Esterilização pelo óxido de etileno: o óxido de etileno foi descoberto, como agente esterilizante, após a II Guerra Mundial, pelos cientistas da Army Chemical Corps. Segundo SILVA et. al. (1992), o óxido de etileno é um gás incolor à temperatura ambiente, cujo ponto de congelamento é - (menos) 111,3ºC e de ebulição é 10,7ºC. Possui odor semelhante ao éter. É um composto de resina, comumente conhecido como o mais simples álcool

esterilizar em temperatura relativamente baixa. tem que passar após a esterilização. Ao esterilizar o material em óxido de etileno. como: marcapassos. deve ser mantido um espaço. No carregamento da autoclave. O esterilizador a óxido de etileno é formado por um conjunto de três unidades: . . O óxido de etileno apresenta como vantagens: .o aparelho aerador.concentração do gás: é de 450 mg/l. acessórios de respiradores e materiais com fibras óticas.145 etílico. é usado com a associação de dióxido de carbono (90%) ou freon (80%). obrigatoriamente.umidade relativa: é de 20 a 40%. o pessoal auxiliar precisa estar usando. . além do avental e gorro. .o tempo de exposição: o tempo de exposição do material ao agente esterilizante é de 3 a 5 horas. quando puro. . Por esta razão. não pode haver sobrecarga e. o que torna o processo demorado.ser um método de esterilização dispendioso. Após a esterilização. e acondicionado em invólucro permeável à penetração do gás. próteses e intrumentais de hemodinâmina. entre os pacotes. cuja fórmula é C2H4O. a esterilização pelo óxido de etileno apresenta desvantagens: .ter o gás efeito tóxico. . a fim de que o gás entre em contato com toda a superfície do material. . Para se remover o material da autoclave. o material é obrigatoriamente submetido ao . necessitando passar o material pelo aerador. máscaras e luvas de proteção.a autoclave combinada a gás e a vapor. Ao lado das vantagens. O material a ser esterilizado no óxido de etileno deve estar limpo e seco.temperatura: nas câmaras maiores é de 50 a 60ºC. promover a esterilização de artigos termo-sensíveis. devem-se observar algumas condições que são: .o cilindro de mistura de gases conectado ao painel de controle. pelo qual o material.

O plasma é definido como o quarto estado da matéria. pelas suas características físicas. Atualmente. Quando produzido. que passa por todo o material. nem recursos humanos tecnicamente preparados para a administração deste setor de esterilização. a composição exata está na dependência das condições de criação. a partir da década de 90. porém. sendo emissoras de radiofreqüência os mais adotados e as fontes emissoras de microondas. Esterilização pelo plasma de peróxido de hidrogênio. e as unidades hospitalares não possuem estruturas adequadas. a manutenção preventiva da autoclave deve ser feita quinzenalmente. a cada minuto. distinto do sólido.4ºC. à temperatura de 50ºC. numa tempestade mantida entre 45. promovendo a remoção dos resíduos de gás retidos no mesmo. O uso deste método de esterilização está regulamentado pela portaria Interministerial nº 4. de 31 de julho de 1991. segurança ambiental e de pessoal nas áreas para esterilização de materiais com o uso de óxido de etileno. sendo que o comum é regulá-lo para 12 horas. considerando os riscos ambientais e ocupacionais que representa ao pessoal auxiliar. a tendência é terceirizar a esterilização de materiais por este método. os hospitais americanos e as industrias de equipamentos hospitalares estudaram a viabilidade de seu uso na esterilização de artigos hospitalares. líquido e gasoso. Pode ser obtido de diferentes fontes. O óxido de etileno. deve ser considerado como fator de risco. em menor escala. que consiste na circulação de ar filtrado. manuseio. através de um dispositivo. pelo sistema de aeração. . A troca de ar no interior da câmara é realizado. O plasma de peróxido de hidrogênio vinha senso empregado como agente esterilizante de filtros de tubulação nas industrias alimentícias desde o início deste século. que manuseia os equipamentos. é composto por nuvens de elétrons. íons e moléculas neutras. para 1 a 16 horas. que estabelece regras para instalação. O tempo que o material permanece no aerador é ajustado. químicas e de inflamabilidade. Porém. e pode ser produzido pela ação de temperaturas elevadas e um campo magnético forte.5ºC e 54.146 processo de aeração.

borrachas e plásticos. o cassete é descartado automaticamente em recipiente próprio. Terminada a esterilização.O tempo total do processo de esterilização é de uma hora. O equipamento para a esterilização de material pelo pasma de peróxido de hidrogênio realiza o processo em cinco fases consecutivas: vácuo.147 A – Mecanismo de ação O plasma formado do peróxido de hidrogênio é composto de radicais livres derivados das hidroxinas (OH) e outras formas químicas. necessitando apenas uma tomada elétrica trifásica. . sendo acompanhado por controle computadorizado.Tem compatibilidade com metais. ocupando uma área de 3x3 metros. B – Vantagens . desestruturando-os. vidros.O processo de esterilização é feito a baixa temperatura e a pressão inferior à atmosférica. Este é introduzido no aparelho. o que diminui a possibilidade de vazamento. Cada uma das fases do ciclo de esterilização é acompanhada por um mostrador de cristal líquido e por uma impressora embutida no sistema.É de fácil instalação. A operação do sistema requer uma solução concentrada (58%) de peróxido de hidrogênio. com alto poder de reação. evitando o contato com o operador. injeção. . C – Desvantagens . difusão. esporicida. plasma e exaustão.Não apresenta resíduos tóxicos. que fará o seu funcionamento automático e a injeção do agente precursor do plasma. Tem ação bactericida. oxigênio nascente (O) e de prótons livres (H). gerando apenas água. que interagem com as membranas celulares dos microorganismos. .É um equipamento de alto custo. que é apresentada em cassete. . para a validação de agentes químicos desinfetantes e esterilizantes. fungicida e virucida comprovada por testes aceitos internacionalmente. acrílicos. . como água (H2O).

quando em solução por tempo prolongado.não ser irritante e tóxico para os tecidos humanos. . que o agente químico preencha o espaço luminar e reentrâncias dos materiais. É fundamental que este recipiente seja mantido tampado durante o tempo exigido para o processamento dos materiais e a validade do produto. Deve-se observar. evitando a formação de bolhas de ar. Ao fazer a escolha de um determinado produto químico.Não serve para esterilizar pós. De acordo com a Portaria nº 196.148 . ainda.Exige embalagem isenta de compostos de celulose. .o tempo de contato ou exposição do artigo à solução – deve-se observar e respeitar o tempo indicado. Esterilização por agentes químicos líquidos: o uso de produtos químicos para a esterilização de artigos e instrumentos deve ser feito quando estes não puderem ser esterilizados pelos métodos físicos. como: .limpeza e secagem prévia dos materiais ou artigos a serem submetidos ao processo de esterilização ou desinfecção por agentes químicos. . para que isto ocorra. . na Portaria nº 15.destruir os microorganismos em todas as suas formas (vegetativas e esporuladas). .não ser corrosivo para os materiais e não alterar materiais de borracha e plástico. Ao lado das propriedades acima mencionadas. são imprescindíveis algumas condições para a eficácia da esterilização de desinfecção por agentes químicos. em temperatura ambiente.ser estável.submersão total dos artigos na solução – estes devem estar totalmente imersos na solução química e. de agosto de 1988. o tempo de permanência do material em solução para esterilização é de 18 horas e. os artigos semicríticos devem ter um contato de 30 minutos para serem desinfetados . deve-se ter cuidado de selecionar um recipiente adequado á quantidade de material a ser colocado em solução. . deve-se observar que este tenha as seguintes propriedades: . de junho de 1983.

Esta solução possui pH ácido e necessita ser ativada para tornar-se alcalina (pH de 7. concentração. após o que devem ser realizados vários enxágües com soro fisiológico a 0. embasando-se nas orientações oferecidas pelo fabricante.álcoois e glicóis. é apresentado em solução aquosa a 2%. . Quanto à concentração.aldeídos.5). quais sejam: tempo de contato.9%. 1988).compostos inorgânicos de cloro ativo.5 a 8. É importante rotular devidamente o recipiente com a data e o horário de início e término do tempo de exposição do material ao agente químico. . 1983. encaminhando-os ao uso imediato. Enxugá-los. para remover os resíduos do produto químico. garantindo a esterilização dos artigos.149 (BRASIL. Os aldeídos são os princípios ativos que possuem ação esporicida. o . A retirada dos materiais da solução deve ser feita com técnica asséptica. . . A – Glutaraldeído O glutaraldeído é um dialdeído saturado. . cujo mecanismo de ação se dá pela reticulação das proteínas celulares.temperatura ambiente – os recipientes com as soluções químicas devem ser mantidos á temperatura ambiente e em local bem ventilado.iodo e derivados.outros. pH e temperatura. usando compressas esterilizadas e acondicioná-los em invólucros estéreis.fenólicos e seus derivados.quaternários de amônia. . Os princípios ativos permitidos são: . A atividade do glutaraldeído é influenciada por alguns fatores. ou água esterilizada. . São: glutaraldeído e formaldeído. . .substituição da solução química de acordo com a validade. alterando suas funções essenciais.biguanidas.

. Por isso. também. associado com quaternários de amônio. o tempo de exposição é de 10 horas. vapores irritantes e potencial carcinogênico comprovado. e não danificar lentes de equipamentos. A ação desinfetante ou esterilizante deste agente químico depende do tempo de contato com o material. tais como: agir na presença de matéria orgânica. o uso deste agente químico nos estabelecimentos de saúde é limitado pelo odor forte e desagradável. O tempo mínimo para contato ou exposição dos materiais para a esterilização é de 18 horas. é o concentrado em solução aquosa a 10% e alcoólica a 8%. Para a esterilização. Porém.150 que é responsável pela sua atividade biocida. irritante da mucosa e pele. podendo até provocar queimadura química. e age inativando os microorganismos. É. não corroer o material. a validade da solução é de 14 a 28 dias. B – Formaldeído O formadeído tem ação desinfetante e/ou esterilizante na sua forma líquida e gasosa. tanto para a solução aquosa a 10% quanto para a alcoólica a 8%. 25. todo material que entra em contato direto com a pele e mucosa deve ser exaustivamente enxaguado. é um produto irritante para os olhos e vias respiratórias na concentração acima de 0. Quanto á concentração. não alterar os equipamentos de borracha e plásticos.6 Desinfecção e esterilização de artigos Todos os artigos hospitalares devem passar pro limpeza escrupulosa antes de qualquer outro tipo de procedimento. Após a ativação.2 ppm no ambiente. Este agente esterilizante apresenta uma série de vantagens. através da alcalinização dos grupos amino e sulfídricos das proteínas e dos anéis dos átomos de hidrogênio das bases purínicas destes. No que diz respeito à toxidade.

1 Classificação dos artigos pelo risco de contaminação Os diferentes artigos existentes nas instituições de saúde podem ser classificados em: Não. ou aqueles que não entram em contato com o mesmo. e mesmo por redução de custos e não-manuseio de produtos químicos agressivos. sendo que os riscos estão relacionados ao material biológico.151 25. O manuseio dos artigos requer o uso de equipamentos de proteção individual. endoscópios semicríticos). endoscópios críticos). bem como todos que estejam diretamente conectados com ele (por exemplo: instrumentos de corte e de ponta. por facilidades posteriores no armazenamento. esterilização. Esses artigos requerem desinfecção de médio ou de alto nível ou. no sistema vascular. levando-se em conta a natureza do risco ocupacional ao qual os profissionais do Centro de Material e Esterilização estão expostos. ao uso dos produtos . Críticos São aqueles que penetram na pele e nas mucosas do paciente.críticos São todos aqueles que entram em contato com a pele integra do paciente. poderão ser submetidos a processos de esterilização por autoclave. Se os artigos semicríticos forem termorresistentes.6. dependendo do uso. Esses artigos deverão obrigatoriamente sofrer processos de esterilização. então. atingindo os tecidos subepiteliais. Semicríticos São aqueles que entram em contato com a pele não-integra ou com as mucosas do paciente (por exemplo: acessórios de equipamentos de assistência ventilatória e anestesia gasosa. devendo sofrer processos de limpeza ou desinfecção dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado.

25.6. por meio do SCIH. Agentes físicos: a desinfecção por agentes físicos pode ser feita pela imersão dos artigos em ebulição por 30 minutos. Contaminados São os que entram em contato com sangue. 25.2 Métodos de limpeza de desinfecção e de esterilização Limpeza É a operação para a remoção física de sujidades. . com a finalidade de manter limpos os artigos. ação mecânica e detergente. é que a limpeza seja realizada através de métodos mecânicos – máquina ultra-sônica ou máquina lavadora desinfetora.6. Podem ser utilizados sistemas automáticos de lavagem que associem calor. utilizado no tratamento de artigos semicríticos e de artigos contaminados. Nesse processo são utilizados dois tipos de agente: os físicos e os químicos. pois a presença de matéria orgânica dificulta a ação dos produtos químicos nos processos de desinfecção e esterilização. ao ruído das máquinas ultra-sônicas e ao calor emanados das autoclaves.1 Desinfecção É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma vegetativa.152 químicos. porém. excreções e secreções.2. Devem ser desinfectados previamente. desde que o processo seja validado tanto pelo fabricante quanto pelo usuário. ou detergente desincrustante ou detergente enzimático. Método de limpeza O método usual de limpeza de artigos é a lavagem com água e detergente comum. O ideal.

.biguanidas. . entre as quais podem ser citadas: Princípios ativos permitidos: . . Microorganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana: . . os artigos devem ser colocados em uma cuba que o contenha e permanecer imersos nele por um tempo nunca inferior a 30 minutos.compostos orgânicos liberadores de cloro ativo.outros princípios ativos. Se o artigo tiver cavidades.Salmonella choleraesuis.quaternários de amônio.iodo e derivados.compostos inorgânicos liberadores de cloro ativo. Como este age por contato. . Após o tempo de exposição ao produto químico. Métodos de desinfecção Todos os artigos sujeitos a processo de desinfecção devem estar escrupulosamente limpos e secos para depois ser submerso no produto químico.153 Agentes químicos: a desinfecção por agentes químicos é indicada para os artigos sensíveis ao calor. o produto químico deve preenchê-las. .álcool e glicóis. . Produtos químicos para desinfecção de artigos Os desinfetantes hospitalares para artigos são os produtos para uso específico em hospitais e outros estabelecimentos de atendimento à saúde que estejam de acordo com as exigências da Portaria nº 15/88 – MS.Staphylococcus aureus.aldeídos.fenólicos. os artigos devem ser retirados da cuba e abundantemente enxaguados para a retirada de resíduos do produto em que ficaram imersos. . desde que atendam à legislação específica.Pseudomonas aeruginosa. . . .

Nos processos de esterilização são empregados métodos tanto físicos quanto químicos. fungos e vírus) em temperatura ambiente.outros princípios ativos. microbactérias.30 minutos 25. Devem ser capazes de destruir todas as formas microbianas (esporos. Tempo de contato .aldeídos . desde que atendam à legislação específica. .Tricophyton mentagrophytes.Bacillus subtilis (esporos) .2. Princípios ativos permitidos: .154 .6. utilizado no tratamento dos artigos críticos. Entre os agentes químicos temos o glutaraldeído. .Mycobacterium bovis. Microorganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana: . bactérias. o formoldeído e o óxido de etileno. Métodos de esterilização Os agentes físicos mais utilizados são o vapor saturado sob pressão e o calor seco. Produtos químicos para esterilização de artigos Os esterilizantes químicos são produtos para uso específico em hospitais e estabelecimentos de saúde para artigos críticos que não podem ser esterilizados pelo calor seco ou úmido.2 Esterilização É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma tanto vegetativa quanto esporulada. A escolha do processo depende da natureza do artigo a ser esterilizado.Mycobacterium smegamatis. O processo de esterilização que oferece maior segurança é o vapor saturado sob pressão em autoclave.

em concentração igual. no tempo de exposição de 30 minutos.não superior a 18 horas Os artigos a serem esterilizados por esses produtos devem ser lavados e secados e depois imersos na solução em recipiente fechado durante todo o processo.155 . Essas soluções podem ser utilizadas também para desinfecção de artigos e materiais críticos.Clostridium esporogenes (esporos) Tempo de contato: . .

1 ed. 1997. M. R. Prática de enfermagem.156 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS LOMBA. B. 3 ed. 2 ed. BRITO. São Paulo: EPU. Tratado de enfermagem médico – cirúrgica.. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Portaria 1884 de 11 de novembro de 1994. A. J. Ministério da saúde. 100 p. 2000. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. São Paulo: SENAC. 2003. U.. . N. 2003. BARE. M. 2 ed. São Paulo: Athenur. 1116 p. M. A. 1997. Rio de Janeiro: Medsi. 144 p. C. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 122 p. Centro de Material e Esterilização: Planejamento e Gestão. A. POSSARI. 10 ed. H. 2003. 166 p. Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação pós anestésica. Procedimentos básicos de enfermagem. prevenção e controle. L. ROTHROCK. M. de. J. RODRIGUES.. M. SOUZA. BRASIL. 1 ed. Enfermagem na Unidade de Centro Cirúrgico. Manual de Infecção Hospitalar: Epidemiologia. 1994. L. CESAETTI. Diário Oficial. M. I. Enfermagem e Medicina Clínico – Cirúrgicas: Instrumentação Cirúrgica. Cuidados de enfermagem ao Paciente Cirúrgico. São Paulo: Atheneu. SILVA. C. Assistência de Enfermagem em Infectologia. 2002. E. SMELTZER. NETTINA. P. LOMBA. MARTINS. A. São Paulo: Látria... M. Olinda: Grupo Universo. A. 1249 p. 2001. MEEKER. M. C. MOURA. 315 p.. Brasília. 1999. D. ALEXANDRE. 2005. S. C. S. 249 p.F.

157 ANEXOS .

158 FORMULÁRIO INDIVIDUAL DE CONTROLE OPERATÓRIO USADO NO COMPONENTE CIRÚRGICO .

USADO NO COMPONENTE CIRÚRGICO .159 FORMULÁRIO INDIVIDUAL DE CONTROLE DE PACIENTE EGRESSO CIRÚRGICO.

160 .

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