Modelagem e Análise de

Sistemas Elétricos em

Regime Permanente


Sérgio Haffner

http://slhaffner.phpnet.us/
haffner@ieee.org
slhaffner@gmail.com









Desenvolvido para ser utilizado como notas de
aula para o primeiro curso na área de Sistemas
de Energia em nível de graduação ou pós-
graduação.


Setembro 2007
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Introdução – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 4



Sumário


Introdução [1 página] 4

I Fundamentos para solução de circuitos elétricos [22 páginas] 1
I.1 Representação fasorial 1
I.2 Impedância [Ω ΩΩ Ω] e admitância [Ω ΩΩ Ω
-1
ou siemens] 4
I.3 Associação de impedâncias 5
I.4 Potência complexa 6
I.5 Sentido do fluxo de potência 9
I.6 Fonte trifásica ideal 10
I.7 Carga trifásica ideal 11
I.8 Potência complexa em circuitos trifásicos equilibrados 11
I.9 Análise por fase e diagrama unifilar 14
I.10 O sistema por unidade (pu) 17

II O balanço de potência [7 páginas] 1
II.1 Capacidade de transmissão 1
II.2 Dependência da carga com a tensão e freqüência 3
II.3 O balanço de potência ativa e seus efeitos sobre a freqüência 5
II.4 O balanço de potência reativa e seus efeitos sobre a tensão 5

III A linha de transmissão [16 páginas] 1
III.1 Tipos de condutores 1
III.2 Resistência série 2
III.3 Indutância série 3
III.4 Capacitância em derivação 6
III.5 O modelo da linha de transmissão 11

IV O transformador [27 páginas] 1
IV.1 Transformador ideal de dois enrolamentos 1
IV.1.1 Transformador ideal em regime permanente senoidal 3
IV.1.2 Modelo do transformador ideal em pu 4
IV.2 Circuito equivalente do transformador real de dois
enrolamentos
5
IV.3 Transformador com relação não-nominal 14
IV.4 Transformador de três enrolamentos 16
IV.5 Autotransformador 17
IV.6 O modelo do transformador em fase 19
IV.7 O modelo do transformador defasador 25
IV.8 Expressões gerais dos fluxos de corrente e de potência 26
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Introdução – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 4



V Geradores, reatores, capacitores e cargas [5 páginas] 1
V.1 Geradores 1
V.2 Reatores 1
V.3 Capacitores 2
V.4 Cargas 2

VI O estudo do fluxo de carga [12 páginas] 1
VI.1 Definição do problema do fluxo de carga 1
VI.2 As equações das correntes dos nós 6
VI.3 Formulação matricial 8

VII Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos [47 páginas] 1
VII.1 Formulação do problema básico 1
VII.2 Resolução de sistemas algébricos não lineares pelo método
de Newton-Raphson
10
VII.3 Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson 15
VII.4 Métodos desacoplados 24
VII.4.1 Método de Newton desacoplado 24
VII.4.2 Desacoplado rápido 31
VII.4.3 Apresentação formal dos métodos desacoplados 35
VII.5 Controles e limites 38

VIII Fluxo de carga linearizado [7 páginas] 1
VII.1 Linearização 1
VIII.2 Formulação matricial 3
VIII.3 Representação das perdas no modelo linearizado 5

Bibliografia [1 página] 1

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Introdução – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 4

Introdução

Estas notas de aula têm como objetivo apresentar, de forma resumida, o conteúdo integral da disciplina
introdutória na área de Sistemas de Energia para um curso em nível de graduação em Engenharia Elétrica
(parcial para uma disciplina em nível de pós-graduação em Engenharia Elétrica) que consiste na análise de
sistemas de energia elétrica em regime permanente senoidal. Estas notas não detalham em profundidade
todos os aspectos relacionados com o tema, mas podem ser utilizadas para balizar estudos nesta área, cuja
bibliografia em português não é muito abundante, em função da retirada dos títulos já esgotados dos
catálogos das editoras.

A análise de sistemas elétricos em regime permanente é de extrema importância, pois é desta forma que as
redes operam quase na totalidade do tempo. Nestas condições, busca-se que todos os equipamentos elétricos
(geradores, transformadores, linhas de transmissão, alimentadores, motores, etc.) estejam operando dentro de
seus limites (tensão, freqüência, potência, etc.) e, se possível, de forma ótima (visando maximizar a
segurança e minimizar o custo de geração, as perdas de transmissão, etc.).

Para efetuar esta análise, em cada condição de carga e geração possível para o sistema ou sub-sistema
elétrico, deve-se conhecer:
• O carregamento nas linhas de transmissão e nos transformadores, visando verificar se há sobrecarga
ou elementos ociosos;
• A potência gerada em cada unidade de geração, visando efetuar uma análise de custos;
• A potência consumida em cada unidade, visando efetuar projeções do crescimento do consumo;
• A tensão nos diversos pontos do sistema, para verificar se existem tensões muito acima ou abaixo
dos valores nominais;
• As perdas de transmissão, visando compara alternativas de alimentação das cargas;
• As conseqüências, em regime permanente, da perda de algum equipamento, visando verificar se o
estado de operação é seguro.

Desta forma, é possível verificar com objetividade a forma de operação que o sistema elétrico se encontra. A
avaliação destes indicadores é a base dos métodos empregados na definição das alterações necessárias para
modificar o ponto de operação do sistema com o objetivo melhorar sua forma de funcionamento em regime
permanente.

O conteúdo está dividido em oito capítulos, da seguinte forma.

No Capítulo I é feita uma revisão dos conceitos necessários da análise de circuitos em regime permanente
senoidal juntamente com a apresentação da notação empregada nos demais capítulos. Adicionalmente,
descrevem-se o sistema por unidade e a análise por fase, muito freqüente em sistemas de energia, quando o
sistema pode ser considerado equilibrado.

No Capítulo II é feita uma breve análise do balanço de potência e suas implicações com a magnitude da
tensão nas barras e com a abertura angular das linhas e dos transformadores.

Os Capítulos III, IV e V são dedicados para apresentar a forma pela qual os elementos do sistema de energia
elétrica são modelados para análise por fase (aplicada para circuitos equilibrados).

Nos Capítulos VI e VII o problema denominado Fluxo de Carga (ou Fluxo de Potência) não-linear que
consiste, basicamente, na determinação das tensões nodais (em módulo e fase) é formulado e resolvido.

No Capítulo VIII é descrito o modelo linearizado para o problema do Fluxo de Carga, que consiste em uma
simplificação do modelo não-linear que é muito utilizada em estudos de planejamento.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Bibliografia – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 1




Bibliografia


1. Alcir J. Monticelli (1983). Fluxo de carga em redes de energia elétrica. Edgar Blücher.
2. Alcir J. Monticelli, Ariovaldo V. Garcia (2003). Introdução a sistemas de energia elétrica. Editora da
Unicamp.
3. Alcir Monticelli, Ariovaldo Garcia, Osvaldo Saavedra (1990). Fast decoupled load flow: hypothesis,
derivations and testing, IEEE Transactions on Power Systems, Vol. 4, No. 4, November, pp. 1425-1431.
4. Arthur R. Bergen, Vijay Vittal (2000). Power systems analysis. Prentice Hall.
5. Charles A. Gross (1986). Power system analysis. J. Wiley.
621.3191 G878p
6. Dorel Soares Ramos (1982). Sistemas elétricos de potência: regime permanente. Guanabara Dois.
621.3191 R175s
7. IEEE recommended practice for industrial and commercial power systems analysis (1997). IEEE.
621.31042 I42i
8. John J. Grainger, William D. Stevenson Jr. (1994). Power system analysis. McGraw-Hill.
621.3191 G743
9. J. Arrillaga, N. R. Watson (2001) Computer modelling of electrical power systems. John Willey & Sons
Ltd.
10. Hadi Saadat (1999). Power system analysis. McGraw-Hill, New York, 697p.
11. O. I. Elgerd (1981). Introdução à teoria de sistemas de energia elétrica. McGraw Hill do Brasil.
621.3191 E41ib (Edição 1981)
621.3191 E41ia (Edição 1978)
621.3191 E41i (Edição 1970)
12. Syed A. Nasar (1991). Sistemas eléctricos de potencia. McGraw-Hill.
13. Turan Gonen (1988). Modern power system analysis. J. Wiley.
621.3191 G638m
14. W. D. Stevenson Jr. (1986). Elementos de análise de sistemas de potência. McGraw-Hill.
621.3191 S847eb (edição de 1981)
621.3191 S847ea (edição de 1978)

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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 22

I – Fundamentos para solução de circuitos elétricos
I.1 – Representação fasorial
Nos circuitos elétricos assintoticamente estáveis
1
, a análise do regime permanente senoidal pode ser
realizada através da simples operação com números complexos por intermédio da transformada fasorial. Na
análise fasorial, todas as correntes e tensões senoidais são representadas por números complexos que
quantificam a amplitude e o ângulo de fase das senóides, sendo a freqüência destas considerada
implicitamente.

Qualquer função do tipo senoidal pode ser representada pela função

( ) ( ) φ ω + = t G t g cos

através da escolha dos valores adequados para:

G – valor máximo (amplitude);

T
f
π
π ω
2
2 = = – velocidade angular [rad/s];
f – freqüência [Hz];
T – período [s];
φ – ângulo de fase [rad].

A Figura I.1 apresenta o gráfico de uma função senoidal genérica, indicando os valores de G e φ.
t
[rad]
g(t)
−φ
G
-G
ω

Figura I.1 – Função tipo senoidal.

Observar que quando o ângulo de fase φ é igual a
2
π −
, a função cosseno transforma-se em um seno,
conforme mostra a Figura I.2, ou seja, são válidas as seguintes relações:
|
¹
|

\
|
+ =
2
sen cos
π
ω ω t t |
¹
|

\
|
− =
2
cos sen
π
ω ω t t

1
Circuitos assintoticamente estáveis são aqueles que não apresentam nenhuma das raízes de sua equação
característica no eixo imaginário ou no semiplano direito do plano complexo. Neste caso, a resposta natural tende a
zero:
( ) 0 lim =
∞ →
t y
n t

e a resposta completa tende à sua resposta forçada:
( ) ( ) ( ) ( ) t y t y t y t y
f f n t t
= + =
∞ → ∞ →
lim lim

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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 22

π/2 ω t [rad]
cos
sen

Figura I.2 – Relação entre as funções seno e cosseno.


Define-se como defasagem a diferença entre os ângulos de fases de duas funções do tipo senoidal de mesma
velocidade angular ω. Sendo ( ) ( )
1 1 1
cos φ ω + = t G t g e ( )
|
|
|
¹
|

\
|
− + =
8 7 6
2
1 2 2
cos
φ
α φ ωt G t g , a defasagem entre ( ) t g
1
e
( ) t g
2
é dada por ( ) α α φ φ φ φ = − − = −
1 1 2 1
, conforme ilustra a Figura I.3.
α
g
1
(t) g
2
(t)
ω t [rad]

Figura I.3 – Defasagem entre duas funções senoidais.

Assim, pode-se dizer que:
( ) t g
1
está adiantada em relação à ( ) t g
2
do ângulo α αα α e
( ) t g
2
está atrasada em relação à ( ) t g
1
do ângulo α αα α.

Considere a função senoidal geral:
( ) ( ) φ ω + = t Y t y cos
max
(I.1)

Note que a função tem três parâmetros:
max
Y – amplitude
ω – velocidade angular
φ – ângulo de fase

Observar que qualquer função senoidal pode ser representada através da escolha adequada de
max
Y , ω e φ .

Utilizando a identidade de Euler: θ θ
θ
sen cos j e
j
+ =

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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 22


( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
( )
[ ] [ ]
(
(
(
(
¸
(

¸

=
= = = + + + =
+ = + =
+
t j
Y
j
t j j t j
e e
Y
e e Y e Y t jY t Y
t Y t Y t y
ω φ
ω φ φ ω
φ ω φ ω
φ ω φ ω
48 47 6
2
Re 2
Re Re sen cos Re
cos Re cos
max
max max max max
max max

( ) ( )
t j
e Y t y
ω
Re 2 = (I.2)
onde
φ j
e
Y
Y
2
max
= é definido como a representação fasorial de ( ) t y ou a transformada fasorial da função
senoidal ( ) t y .

Observar que a transformada fasorial transfere a função senoidal do domínio do tempo para o domínio dos
números complexos, que também é chamada de domínio da freqüência, já que a resposta envolve
implicitamente uma função senoidal de freqüência ω.

Notar que Y contém
2
/
3
das informações de ( ) t y a saber,
max
Y e φ . Considerando
2
max
Y
Y = , o valor RMS
2

de ( ) t y , tem-se:

φ
φ
Y Ye Y
j
= = (I.3)

A representação gráfica em um sistema coordenado de um fasor genérico encontra-se na Figura I.4.

φ cos Y
φ sen Y
φ Y Y =
Im
Re
φ

Figura I.4 – Representação gráfica do fasor Y

Observar que o fasor é diferente de um vetor porque a posição angular do fasor representa posição no
tempo; não no espaço.
Resumo:
( ) ( ) φ ω + = t Y t y cos
max
ou ( ) ( )
t j
e Y t y
ω
Re 2 =
φ
φ
Y Ye Y
j
= = Forma polar
2
max
Y
Y =
φ φ sen cos jY Y Y + = Forma retangular
2
max
Y
Y =

2
“Root Mean Square” ou valor quadrático médio (eficaz).
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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 22

I.2 – Impedância [Ω ΩΩ Ω] e admitância [Ω ΩΩ Ω
-1
ou siemens]
A impedância Z de um componente ou circuito é a relação entre os fasores tensão e corrente (vide
convenção de sinais da Figura 1.5):

( )
¹
´
¦
=
=
+ = =

reatância
a resistênci
X
R
jX R
I
V
j Z ω (I.4)

A admitância Y de um componente ou circuito é o inverso de sua impedância:

( )
( )
¹
´
¦
=
=
+ = = =

ia susceptânc
a condutânci
1
B
G
jB G
V
I
j Z
j Y
ω
ω (I.5)


Circuito
linear
invariante
em regime
permanente
senoidal
( ) [ ]
t j
e V t v
ω
Re 2 =
+

( ) [ ]
t j
e I t i
ω
Re 2 =
( )
Y
j Z
1
= ω

Figura I.5 – Definição de impedância e admitância.


Um resumo das relações entre tensão e corrente para os elementos simples encontra-se na Tabela I.1.


Tabela I.1 – Relação tensão/corrente dos elementos simples.

Elemento Equações
Relação de
fase
Forma fasorial:
( ) [ ]
t j
e I t i
ω
Re 2 =
( ) [ ]
t j
e V t v
ω
Re 2 =
Diagrama
fasorial
Relação no
tempo
( ) t v
+

( ) t i
R

( ) ( ) φ ω + = t V t v cos
max


( ) ( ) φ ω + = t I t i cos
max

( ) t i e ( ) t v
em fase
I R V =
I
φ
V

i(t)
v(t)

( ) t v
+

( ) t i
L

( ) ( ) φ ω + = t V t v cos
max


( ) |
¹
|

\
|
− + =
2
cos
max
π
φ ωt I t i

( ) t i atrasada
de ( ) t v de 90
°
I L j V ω =

L X
L
ω =
I
φ
V

i(t)
v(t)

( ) t v
+

( ) t i
C

( ) ( ) φ ω + = t V t v cos
max


( ) |
¹
|

\
|
+ + =
2
cos
max
π
φ ωt I t i

( ) t i adiantada
de ( ) t v de 90
°

I
C j
V
ω
1
=

C
X
C
ω
1
=
I
φ
V

i(t)
v(t)


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I.3 – Associação de impedâncias
Para a associação série de impedâncias (vide Figura I.6), a impedância equivalente é dada pela soma das
impedâncias de cada um dos componentes, ou seja:
n eq Z Z Z Z + + + = K 2 1 (I.6)


V
+

1 V
+ –
I
2 V
+ –
n V
+
1 Z
2 Z n Z
V
+

I
eq Z ≡

Figura I.6 – Diagrama para associação série de impedâncias.

A expressão (I.6) pode ser demonstrada utilizando-se a Lei de Kirchhoff das Tensões, da forma como segue:
n
n n
eq Z Z Z
I
V
I
V
I
V
I
V V V
I
V
Z + + + = + + + =
+ + +
= = K K
K
2 1
2 1 2 1
LKT

Sabendo que
Y
Z
1
= , pode-se determinar a expressão da admitância equivalente da associação série, a partir
da expressão (I.6):

n
eq
n eq
Y Y Y
Y
Y Y Y Y
1 1 1
1 1 1 1 1
2 1
2 1
+ + +
= ⇒ + + + =
K
K

Para a associação paralela de impedâncias (vide Figura I.7), a impedância equivalente é dada pelo inverso
da soma dos inversos das impedâncias de cada um dos componentes, ou seja:

n
eq
n eq
Z Z Z
Z
Z Z Z Z
1 1 1
1 1 1 1 1
2 1
2 1
+ + +
= ⇒ + + + =
K
K (I.7)

V
+

I
1 Z
2 Z n Z
V
+

I
eq Z

1 I 2 I n I

Figura I.7 – Diagrama para associação em paralelo de impedâncias.

A expressão (I.7) pode ser demonstrada utilizando-se a Lei de Kirchhoff das Correntes, da forma como
segue:

n
n
n
eq
Z Z Z
Z
V
Z
V
Z
V
V
I I I
V
I
V
Z
1 1 1
1
2 1
2 1
2 1
LKC
+ + +
=
+ + +
=
+ + +
= =
K
K
K

Novamente, sabendo que
Y
Z
1
= , pode-se determinar a expressão da admitância equivalente da associação
série, a partir da expressão (I.7):
n eq Y Y Y Y + + + = K 2 1
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I.4 – Potência complexa
Considere o sistema da Figura I.8 que se encontra em regime permanente senoidal.


+
) cos( ) (
max
φ ω + = t V t v
) cos( ) (
max
θ φ ω − + = t I t i
-
) (t v
) (t i
φ
V
I
θ
Re
Im
φ
2
max
V
V =
θ φ − =
2
max
I
I
SISTEMA

Figura I.8 – Sistema em regime permanente senoidal.

A potência instantânea fornecida para o sistema é dada por:

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω φ ω − + + = = t t I V t i t v t p cos cos
max max
(I.8)

mas ( ) b a b a b a sen sen cos cos cos − = + , daí
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω θ φ ω θ φ ω θ φ ω θ φ ω sen sen cos cos sen sen cos cos cos + + + = − + − − + = − + t t t t t (I.9)
Substituindo (I.9) em (I.8),

( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) ( ) φ ω φ ω θ φ ω θ
θ φ ω θ φ ω φ ω
+ + + + =
= + + + + =
t t I V t I V
t t t I V t p
sen cos sen cos cos
sen sen cos cos cos
max max
2
max max
max max
(I.10)
Mas
2
2 cos 1
cos
2
a
a
+
= e a a a cos sen 2 2 sen = , logo:

( ) ( ) [ ]
( ) ( )
( )
2
2 2 sen
sen cos
2 2 cos 1
2
1
cos
2
φ ω
φ ω φ ω
φ ω φ ω
+
= + +
+ + = +
t
t t
t t
(I.11)
Aplicando (I.11) em (I.10), chega-se a:
( ) ( ) [ ] ( ) φ ω θ φ ω θ 2 2 sen sen
2
2 2 cos 1 cos
2
max max max max
+ + + + = t
I V
t
I V
t p
Definindo
2
max
V
V = e
2
max
I
I = como os valores eficazes da tensão e da corrente senoidais,
VI
I V I V
= =
2 2
2
max max max max

chega-se à seguinte expressão:

( ) ( ) [ ] ( ) φ ω θ φ ω θ 2 2 sen sen 2 2 cos 1 cos + + + + = t VI t VI t p (I.12)

A forma de onda da potência instantânea dada por (I.12) apresenta uma parcela constante, igual a θ cos VI , e
uma parcela variável e alternada variante no tempo, igual a ( ) ( ) φ ω θ φ ω θ 2 2 sen sen 2 2 cos cos + + + t VI t VI , cuja
freqüência corresponde exatamente ao dobro da freqüência da tensão e da corrente.

Quando a tensão está em fase com a corrente, os gráficos das funções tensão, corrente e potência
instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. Observar que a função potência instantânea é oscilante e
apresenta sempre valores positivos.
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0 1 2 3 4 5 6
-5
0
5
10
Corrente em fase com a tensão
wt
v
(
t
)
,

i
(
t
)
,

p
(
t
)
v(t)
i(t)
p(t)

Figura I.9 – Gráfico da potência no tempo – corrente em fase com a tensão.

Quando a corrente está atrasada de 90° °° ° em relação à tensão, os gráficos das funções tensão, corrente e
potência instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. Observar que a função potência é oscilante e
apresenta valor médio nulo.
0 1 2 3 4 5 6
-5
0
5
Corrente atrasada de 90 graus
wt
v
(
t
)
,

i
(
t
)
,

p
(
t
)
v(t)
i(t)
p(t)

Figura I.10 – Gráfico da potência no tempo – corrente atrasada de 90
o
em relação à tensão.

Quando a corrente está adiantada de 90° °° ° em relação à tensão, os gráficos das funções tensão, corrente e
potência instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. Novamente, observar que a função potência é
oscilante e apresenta valor médio nulo.
0 1 2 3 4 5 6
-5
0
5
Corrente adiantada de 90 graus
wt
v
(
t
)
,

i
(
t
)
,

p
(
t
)
v(t)
i(t)
p(t)

Figura I.11 – Gráfico da potência no tempo – corrente adiantada de 90
o
em relação à tensão.

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Uma situação intermediária é aquela na qual a corrente está atrasada de um ângulo qualquer (por exemplo,
30°, conforme Figura a seguir). Neste caso a potência apresenta valores positivos e negativos, sendo a
predominância dos positivos.

0 1 2 3 4 5 6
-5
0
5
10
Corrente atrasada de 30 graus
wt
v
(
t
)
,

i
(
t
)
,

p
(
t
)
v(t)
i(t)
p(t)

Figura I.12 – Gráfico da potência no tempo – corrente atrasada de 30
o
em relação à tensão.

A partir da expressão (I.12) é fácil determinar o valor da potência ativa (eficaz ou útil, que produz trabalho)
que é igual ao valor médio da potência instantânea fornecida ao sistema:
( ) [ ] ( ) [ ]
∫ ∫
+ + + + = ∆
T T
dt t VI t VI
T
dt t p
T
P
0 0
2 2 sen sen 2 2 cos 1 cos
1
) (
1
φ ω θ φ ω θ
θ cos VI P = [W] (I.13)

A potência reativa corresponde ao valor máximo da parcela em ( ) φ ω 2 2 sen + t da potência instantânea:
θ θ sen sen I VI V Q = ∆ [var] (I.14)

para a qual adota-se a seguinte convenção
3
:
INDUTOR: “consome” potência reativa
CAPACITOR: “gera” potência reativa

A potência aparente é obtida pela combinação das potências ativa e reativa P e Q:

2 2
Q P VI S + = = [VA] (I.15)

As expressões (I.13), (I.14) e (I.15) sugerem uma relação de triângulo retângulo (similar ao triângulo das
impedâncias) na qual a potência aparente S é a hipotenusa, conforme ilustra a Figura I.13.
S
P
jQ
I V ∠ − ∠ = θ
S
P
jQ
I V ∠ − ∠ = θ
Característica INDUTIVA Característica CAPACITIVA

Figura I.13 – Triângulo das potências.


3
Observar que para qualquer elemento ou combinação de elementos, a parcela representada pela potência reativa
apresenta valor médio nulo, ou seja, não existe geração nem consumo efetivo, na metade do ciclo o elemento absorve
energia que será devolvida na metade seguinte do ciclo. A convenção é adequada porque na metade do ciclo em que o
indutor está absorvendo energia o capacitor está devolvendo e vice-versa.
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O fator de potência é obtido pela relação entre as potências ativa e aparente:

θ
θ
cos
cos
= = =
VI
VI
S
P
FP

Utilizando-se os fasores tensão e corrente,

θ φ
φ
− =
=
I I
V V

pode-se definir a potência complexa através do produto do fasor tensão pelo conjugado do fasor corrente:

jQ P jVI VI VI I V I V S + = + = = + − = ⋅ = θ θ θ θ φ φ sen cos
*
(I.16)

Notar que desta forma, o ângulo da potência só depende do ângulo entre a tensão e a corrente (θ), conforme
ocorre nas expressões (I.13), (I.14) e (I.15).

I.5 – Sentido do fluxo de potência
Considere os dois sistemas elétricos interligados mostrados na Figura I.14.

+
-
V
I
α V V =
β I I =
SISTEMA
A
SISTEMA
B

Figura I.14 – Situação geral do fluxo de potência em circuitos CA.

De acordo com a notação da Figura I.14, a potência complexa fornecida para o Sistema B pelo Sistema A é
dada por:

( ) ( ) jQ P jVI VI VI I V I V S + = − + − = − = − = ⋅ = β α β α β α β α sen cos
*


O sentido do fluxo de potência ativa P e reativa Q entre os dois sistemas para β α ψ − = variando de 0 a
360
o
está mostrado na Figura I.15.

o o
90 0
:
:
< <


ψ
B A
B A
Q
P
o o
180 90
:
:
< <


ψ
B A
A B
Q
P

o o
360 270
:
:
< <


ψ
A B
B A
Q
P
o o
270 180
:
:
< <


ψ
A B
A B
Q
P

P [W]
Q [var]
β α ψ − =
α V V =
β I I =

Figura I.15 – Sentido dos fluxos de potência ativa (P) e reativa (Q) entre os Sistemas A e B.

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Na Figura I.15, observar que quando o ângulo de abertura é igual a 100
o
(
o
100 = ψ ), o valor de ψ cos é
negativo e, portanto, o fluxo de potência ativa de A para B também é pois ψ cos VI P = . Isto significa que o
fluxo de potência ativa neste caso é de B para A. Por outro lado, o valor de ψ sen é positivo e, portanto, o
fluxo de potência reativa de A para B também é pois ψ sen VI Q = . Isto significa que o fluxo de potência
reativa neste caso é de A para B. Observar que dependendo do ângulo de abertura existente entre os fasores
tensão e corrente, é possível qualquer combinação de fluxo de potências ativa e reativa entre os dois
sistemas.

I.6 – Fonte trifásica ideal
Uma fonte trifásica ideal é constituída por três fontes de tensão em conexão estrela ou triângulo, conforme
ilustra a Figura I.16.

BN V
AN V
+
+
N
CN V
+
AB V
BC V
CA V
+

+


+
(opcional)
A
B
C


AB V
BC V
CA V
+
+
+
AB V
BC V
CA V
+



+
+
N

(a) Conexão estrela (b) Conexão triângulo.
Figura I.16 – Fonte trifásica, ligação estrela.

As diferenças de potencial entre as fases e o neutro (referência) são denominadas tensões de fase; as
diferenças de potencial entre as fases 2 a dois são denominadas tensões de linha. Na seqüência ABC, o
sistema é formado pelas seguintes tensões de fase ( ) CN BN AN V V V , , e de linha
( ) AC CA CB BC BA AB V V V V V V − = − = − = , , , ilustradas na Figura I.17:
0
φ
V V AN =
o o
30 30 3
L
BN AN AB V V V V V = = − =
φ

o
120 − =
φ
V V BN
o o
90 90 3 − = − = − =
L
CN BN BC V V V V V
φ

o
120
φ
V V CN =
o o
150 150 3
L
AN CN CA V V V V V = = − =
φ


Tensões de Fase (φ):
AN V
ω
CN V
BN V
CN BN AN V V V ; ;
AB V
BC V
CA V
AN V
ω
CN V
BN V
AB V
BC V
CA V

Tensões de Linha (L):
CA BC AB V V V ; ;
CA CB BA V V V ; ;
BA V
CB V
AC V

Figura I.17 – Tensão de fase e de linha em um sistema trifásico simétrico (seqüência ABC).

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A constante que relaciona a magnitude da tensão de fase com a de linha ( )
φ
V V
L
3 = pode ser obtida,
conforme mostrado na Figura I.18.

AN V
BN V
BN AN AB V V V − =
o
120
o
30
o
30
φ
V V
V V V V
L
AN AN AB
L
3
3 30 cos 2
=
= = =
o
BN V −
o
60

Figura I.18 – Relação entre as tensões de fase e de linha.

I.7 – Carga trifásica ideal
A carga trifásica ideal é constituída por três impedâncias de igual valor conectadas em estrela ou triângulo,
conforme mostra a Figura I.19.

N
Y Z
Y Z
Y Z
A
B
C


N
∆ Z
∆ Z
∆ Z
A
B
C

(a) Ligação estrela. (b) Ligação malha ou triângulo.
Figura I.19 – Carga trifásica equilibrada.

A equivalência entre uma carga equilibrada conectada em estrela com outra em triângulo é:
Y Z Z 3 = ∆ (I.17)

I.8 – Potência complexa em circuitos trifásicos equilibrados
Para um sistema trifásico qualquer (a três ou quatro fios, ou seja, com ou sem condutor neutro), conforme o
ilustrado na Figura I.20, a potência complexa fornecida pelo Sistema A para o Sistema B é dada por:

3 3 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1
*
3 3
*
2 2
*
1 1 3 β α β α β α φ − + − + − = ⋅ + ⋅ + ⋅ = I V I V I V I V I V I V S
N N N
N N N
Substituindo
i i i
β α θ − = e separando a parte real da imaginária, chega-se a:
( )
3 3 3 2 2 2 1 1 1
3
3
cos cos cos Re θ θ θ φ
φ
I V I V I V S P
N N N
+ + = =
( )
3 3 3 2 2 2 1 1 1
3
3
sen sen sen Im θ θ θ φ
φ
I V I V I V S Q
N N N
+ + = =

φ φ
φ
3 3
3 jQ P S + =
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1
φ
2
φ
3
φ
1 I
2 I
3 I
N I
N V1
+
N V 2
+
N V 3
+
N
Sistema A
Sistema B
3 3
3
2 2
2
1 1
1
3 3
3
2 2
2
1 1
1
β
β
β
α
α
α
I I
I I
I I
V V
V V
V V
N
N
N
N
N
N
=
=
=
=
=
=
3 3 3
2 2 2
1 1 1
β α θ
β α θ
β α θ
− =
− =
− =



Figura I.20 – Sistema trifásico para a determinação da potência complexa.

O fator de potência médio da potência fornecida pelo Sistema A para o Sistema B é dado por:

φ
φ
3
3
médio
S
P
FP =
As potências aparentes fornecidas pelas fases são dadas por:

1 1
2
1
2
1 1
I V Q P S
N
= + =

2 2
2
2
2
2 2
I V Q P S
N
= + =

3 3
2
3
2
3 3
I V Q P S
N
= + =
e os fatores de potência desenvolvidos em cada uma das fases são dados por:

1
1
1
1
cosθ = =
S
P
FP

2
2
2
2
cosθ = =
S
P
FP

3
3
3
3
cosθ = =
S
P
FP
Quando o sistema trifásico é simétrico e alimenta uma carga equilibrada, os ângulos de defasagem entre os
fasores tensão e corrente das fases são iguais ( ) θ θ θ θ = = =
3 2 1
e as potências ativa, reativa e aparente totais
são dadas por:

θ θ
φ φ
cos 3 cos 3
3 L L L
I V I V P = =
θ θ
φ φ
sen 3 sen 3
3 L L L
I V I V Q = =

L L L
I V I V S 3 3 3 = =
φ
φ

sendo o fator de potência expresso por:

θ
φ
φ
φ
cos
3
3
3
= =
S
P
FP

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Ainda, para um sistema trifásico simétrico alimentando uma carga equilibrada, tem-se
4
:


( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω φ ω
θ φ ω φ ω
θ φ ω φ ω
− + + = + + =
− − + = − + =
− + = + =
o o
o o
120 cos 120 cos
120 cos 120 cos
cos cos
max max
max max
max max
t I t i t V t v
t I t i t V t v
t I t i t V t v
C C
B B
A A


Utilizando a definição de potência instantânea, tem-se:

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω φ ω − + + = = t t I V t i t v t p
A A A
cos cos
max max
(I.18)
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω φ ω − − + − + = =
o o
120 cos 120 cos
max max
t t I V t i t v t p
B B B
(I.19)
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) θ φ ω φ ω − + + + + = =
o o
120 cos 120 cos
max max
t t I V t i t v t p
C C C
(I.20)

sendo a potência total dada por:

( ) ( ) ( ) ( ) t p t p t p t p
C B A
+ + =
φ 3


( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [
( ) ( )] θ φ ω φ ω
θ φ ω φ ω θ φ ω φ ω
φ
− + + + + +
+ − − + − + + − + + =
o o
o o
120 cos 120 cos
120 cos 120 cos cos cos
3
t t
t t t t I V t p
m m
(I.21)

Das expressões (I.18), (I.19) e (I.20), têm-se
5
:


( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
( ) ( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
o
o o o
o
o o o
120 2 2 cos cos
2
1
240 2 2 cos cos
2
1
120 cos 120 cos
120 2 2 cos cos
2
1
240 2 2 cos cos
2
1
120 cos 120 cos
2 2 cos cos
2
1
cos cos
− − + + =
= − + + + = − + + + +
+ − + + =
= − − + + = − − + − +
− + + = − + +
θ φ ω θ
θ φ ω θ θ φ ω φ ω
θ φ ω θ
θ φ ω θ θ φ ω φ ω
θ φ ω θ θ φ ω φ ω
t
t t t
t
t t t
t t t


Substituindo as expressões anteriores na expressão (I.21), chega-se a:


( ) ( ) ( ) ( )
θ θ θ
θ φ ω θ φ ω θ φ ω θ
φ
φ
cos 3 3 cos
2
3 cos 3
2
1
120 2 2 cos 120 2 2 cos 2 2 cos cos 3
2
1
1
0
3
VI P
I V
I V
t t t I V t p
m m
m m
m m
= = = =
=
(
(
¸
(

¸

− − + + + − + + − + + =
=
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 8 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 7 6
o o


Deste modo, a potência trifásica instantânea fornecida para um sistema equilibrado
6
, através de tensões
simétricas, é constante. Assim, embora a potência instantânea fornecida por intermédio de cada uma das
fases seja variável, o somatório de todas as contribuições é constante.

4
Foi utilizada a seqüência ABC mas o resultado permanece válido para a seqüência ACB.
5
Lembrar que: ( ) ( ) [ ] b a b a b a + + − = cos cos
2
1
cos cos
6
Observar que o resultado obtido pode ser estendido para qualquer sistema polifásico simétrico que alimente cargas
equilibradas, ou seja, a potência polifásica instantânea fornecida para um sistema equilibrado, alimentado por tensões
simétricas, é constante.
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I.9 – Análise por fase e diagrama unifilar
No estudo do regime permanente do sistema de energia elétrica, utiliza-se a análise por fase pois o sistema é
considerado equilibrado, da geração ao consumo, ou seja:
a) as fontes do sistema são consideradas simétricas;
b) as impedâncias das fases são consideradas iguais e
c) as cargas são consideradas equilibradas.

Desta forma, o resultado (tensão, corrente, etc.) de uma fase pode ser utilizado para as demais desde que se
façam os ajustes de fase necessários.


Exemplo I.1 – Uma fonte trifásica, 2400 V, seqüência ABC, alimenta duas cargas conectadas em paralelo:
• Carga 1: 300 kVA, fator de potência igual a 0,8 indutivo e
• Carga 2: 144 kW, fator de potência igual a 0,6 capacitivo.

Se a Fase A é utilizada como referência angular (ou seja o ângulo de fase de AN V é igual a zero), determinar:
a) O circuito equivalente por fase (diagrama de impedância).
b) As correntes de linha das Fases A, B e C.


Solução Exemplo I.1:

a) Inicialmente, determina-se o fasor potência complexa referente a cada uma das cargas:

Carga 1: kVA 300
1 carga
3
=
φ
S
kW 240 300 8 , 0
1 carga
3 1
1 carga
3
= × = × =
φ φ
S FP P
( ) ( ) kvar 180 240 300
2 2
2
1 carga
3
2
1 carga
3
1 carga
3
= − = − =
φ φ φ
P S Q
( ) kVA 36,9 300 kVA 180 240
1 carga
3
o
= + = j S φ
Carga 2: kW 144
2 carga
3
=
φ
P
kVA 240
6 , 0
144
2
2 carga
3 2 carga
3
= = =
FP
P
S
φ
φ

( ) ( ) kvar 192 144 240
2 2
2
2 carga
3
2
2 carga
3
2 carga
3
− = − = − − =
φ φ φ
P S Q
( ) kVA 53,1 240 kVA 192 144
2 carga
3
o
− = − = j S φ

Para a Fase A, tem-se:
Carga 1: ( ) kVA 36,9 100 kVA 60 80
3
1 carga
3
1
o
= + = = j
S
S A
φ

Carga 2: ( ) kVA 1 53 80 kVA 64 48
3
2 carga
3
2
o
, j
S
S A − = − = =
φ

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Solução Exemplo I.1 (continuação):
Conhecendo o valor da tensão de fase da Fase A, V 0
3
2400
0
3
o o
= =
L
AN
V
V , e a expressão da potência
desenvolvida na Fase A:

*
*
(
¸
(

¸

= ⇒ =
AN
A
A A AN A
V
S
I I V S
pode-se determinar a corrente desenvolvida nas Cargas 1 e 2, como segue:
( ) A 30 , 43 74 57 A 36,9 2 , 72
0
36,9 100000
*
3
2400
*
1
1
j ,
V
S
I
AN
A
A − = − =
(
(
¸
(

¸

=
(
(
¸
(

¸

=
o
o
o

( ) A 19 , 46 64 , 34 A 3,1 5 7 , 57
0
1 , 53 80000
*
3
2400
*
2
2
j
V
S
I
AN
A
A + = =
(
(
¸
(

¸


=
(
(
¸
(

¸

=
o
o
o


Para o equivalente em estrela,
( ) Ω + = Ω =

= = 52 , 11 36 , 15 36,9 2 , 19
36,9 2 , 72
0
3
2400
1
1
j
I
V
Z
A
AN
Y
o
o
o

( ) Ω − = Ω − =

= = 2 , 19 4 , 14 3,1 5 24
3,1 5 7 , 57
0
3
2400
2
2
j
I
V
Z
A
AN
Y
o
o
o


O circuito equivalente para a Fase A encontra-se na Figura I.21.

V 0
3
2400
o
A I
+
2
A I
1
A I
Ω 36 , 15
Ω 52 , 11 j
Ω 4 , 14
Ω − 2 , 19 j

Figura I.21 – Circuito equivalente para a Fase A.

b) De acordo com o diagrama da Figura I.21, a corrente de linha da Fase A é dada por:
( ) A 8 , 1 4 , 92 A 89 , 2 38 , 92 19 , 46 64 , 34 30 , 43 74 57
2 1
o
= + = + + − = + = j j j , I I I A A A
Levando em conta a simetria do sistema trifásico e a seqüência ABC, tem-se:

A 2 , 118 92,4 A 120 8 , 1 4 , 92
o o o
− = − = B I
A 8 , 121 92,4 A 120 8 , 1 4 , 92
o o o
= + = C I


Observar que quando se realiza análise por fase é melhor empregar o circuito equivalente em estrela; se a
conexão do equipamento é em triângulo, pode-se converter para o seu circuito equivalente em estrela. Como
conseqüência, as linhas de baixo dos circuitos equivalentes por fase representam o neutro, as tensões são as
de fase e as correntes são de linhas (na conexão estrela, a corrente de fase é igual a corrente de linha).

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Na Figura I.22, observa-se a representação de um sistema de energia elétrica através do diagrama unifilar, do
diagrama trifásico (trifilar) de impedâncias e do diagrama de impedância por fase. No diagrama unifilar é
possível representar a topologia do sistema (ligações), os valores das grandezas elétricas dos componentes e
sua forma de conexão. O diagrama trifilar de impedâncias representa o circuito elétrico equivalente ao
sistema de energia elétrica. O diagrama de impedância por fase representa uma simplificação do diagrama
trifásico sendo utilizado para determinar os valores das grandezas elétricas do sistema para uma fase
(posteriormente, este resultado é estendido para as demais fases).


G
1

G
2
1 2 3
4
T
1
T
2

Y-Y Y-Y
• • • •
(a) Diagrama unifilar.
• • • •
• • • •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • • • • • •
• • • • • • •




(b) Diagrama trifilar de impedância.
• • •
• • •
(c) Diagrama de impedância por fase (em pu).
Gerador Transformador 1 Transformador 2
Carga e
Gerador 2
G
1

G
1

G
1

G
1

G
2

G
2

G
2

G
2

Linha de
Transmissão

Figura I.22 – Representação do sistema de energia elétrica.
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Exercício I.1 – Uma fonte trifásica, 13,8 kV, seqüência ABC, alimenta por intermédio de uma linha com
impedância série de ( ) Ω + 4 4 j , duas cargas conectadas em paralelo:
• Carga 1: 500 kVA, fator de potência igual a 0,8 indutivo e
• Carga 2: 150 kvar, capacitivo.
Se a Fase A é utilizada como referência angular (ou seja, o ângulo de fase de AN V é igual a zero),
determinar:
a) O circuito equivalente por fase (diagrama de impedância).
b) As correntes de linha das Fases A, B e C.

I.10 – O sistema por unidade (pu)
Freqüentemente, na análise de sistemas de energia elétrica ao invés de serem utilizadas as unidades originais
para as grandezas envolvidas (tensão, corrente, potência, etc.) são utilizadas unidades relativas (por unidade
ou, simplesmente, pu), obtidas através da normalização dos valores originais destas grandezas (em V, A, W,
etc.) por valores pré-estabelecidos para cada grandeza, denominados valores de base. Realizando esta
normalização em todas as grandezas do sistema, é possível:
• Manter os parâmetros do sistema elétrico dentro de uma faixa de valores conhecidos evitando, portanto,
erros grosseiros. Por exemplo, quando se utiliza o valor nominal da tensão como valor de referência
(valor de base), pode-se verificar a partir do valor normalizado da tensão (em pu) sua distância do valor
desejado (nominal). Valores em pu próximos a unidade significam proximidades do valor nominal;
valores de tensão muito abaixo ou acima de 1 pu representam condições anormais de operação.
• Eliminar todos os transformadores ideais do sistema elétrico.
• A tensão de operação do sistema permanece sempre próxima da unidade.
• Todas as grandezas possuem a mesma unidade ou pu (embora os valores de base sejam diferentes para
cada uma das grandezas).
Para realizar a transformação das grandezas para pu basta dividir o valor destas pelo seu valor de base, ou
seja:

base valor
atual valor
pu em valor = (I.22)
O valor de base deve ser um número real; o valor atual pode ser um número complexo (se for utilizada a
forma polar, transforma-se apenas a magnitude da grandeza, mantendo-se o ângulo na unidade original).
A grandeza de base definida para todo o sistema de energia elétrica é a potência elétrica,
base 3φ
S
(geralmente 100 MVA):

base base 3
base 3
base
3
3
φ φ
φ
φ
S S
S
S = ⇔ = [MVA] (I.23)
A tensão base,
base
V , geralmente corresponde à tensão nominal do sistema na região de interesse:

base base
base
base
3
3
φ φ
V V
V
V
L
L
= ⇔ = [kV] (I.24)
A corrente base,
base
I , e a impedância base,
base
Z , são obtidas a partir da potência e da tensão de base:

base
base 3
base
base 3
base
base
base base
3
3
3
L
L
Y L
V
S
V
S
V
S
I I
φ
φ
φ
φ
= = = = [kA] (I.25)
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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 18 de 22


base
base 3
base
base
3
3
L
L
V
S
I
I
φ
= =

[kA] (I.26)


base 3
2
base
base
base
base
φ
φ
S
V
I
V
Z
L
Y
Y
= = [Ω] (I.27)

base 3
2
base
base
base
base base
3 3 3
φ
φ
S
V
I
V
Z Z
L
Y
Y
= = =

[Ω] (I.28)

Têm-se, assim, duas classes de grandezas de base:
• Primárias – Nesta classe se incluem a potência base, definida para todo o sistema, e a tensão base, que
varia em função da tensão nominal da região em análise.
• Secundárias – Nesta classe se incluem a corrente base e a impedância base que são calculadas em
função da potência base (definida para todo o sistema) e dos valores nominais de tensão, utilizados como
tensão base na região em análise.
Existem outras formas de normalização possível, com definições diversas de grandezas nas classes grandezas
primárias e secundárias, entretanto esta é a forma usual na análise de sistemas de energia elétrica.

Uma operação bastante freqüente na modelagem de sistemas elétricos é a mudança de base de valores de
impedâncias. Um exemplo clássico da necessidade de mudança de base é a compatibilização do valor das
impedâncias dos transformadores, usualmente fornecidos em seu valor percentual, tendo como potência base
a potência nominal do equipamento e como tensões base as tensões terminais dos enrolamentos.

Para realizar a mudança de base de uma impedância na base 1, ( ) 1 base pu Z , para a base 2, ( ) 2 base pu Z , deve-se
proceder como segue:
( ) ( )
2 base
1 base
1 base pu 2 base pu
Z
Z
Z Z = (I.29)
( ) ( )
1 base 3
2 base 3
2
2 base
1 base
1 base pu 2 base pu
φ
φ
S
S
V
V
Z Z
L
L
(
¸
(

¸

= (I.30)

Exemplo I.2 – Considere o sistema do Exemplo I.1. Supondo que kVA 300
base 3
=
φ
S e kV 4 , 2
base
=
L
V ,
determinar:
a) As bases do sistema por unidade.
b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade.
c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères.
Solução Exemplo I.2:
a) Utilizando as expressões (I.23), (I.24), (I.25) e (I.27) tem-se:
kVA 100
3
300000
3
base 3
base
= = =
φ
φ
S
S
V 1386
3
2400
3
base
base
= = =
L
V
V
φ

A 2 , 72
1386
100000
base
base
base
= = =
φ
φ
V
S
I
Y

Ω = = = 2 , 19
2 , 72
1386
base
base
base
Y
Y
I
V
Z
φ

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Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 19 de 22

Solução Exemplo I.2 (continuação):
b) De acordo com os valores obtidos no Exemplo I.1, tem-se:
( ) pu 6 , 0 8 , 0 pu 36,9 1
2 , 19
36,9 2 , 19
base
1
1
pu j
Z
Z
Z
Y
Y
Y + = = = =
o
o

( ) pu 00 , 1 75 , 0 pu 3,1 5 25 , 1
2 , 19
3,1 5 24
base
2
2
pu j
Z
Z
Z
Y
Y
Y − = − =

= =
o
o

( ) pu 0 1 pu 0 1
1386
0
3
2400
base
pu j
V
V
V
AN
AN + = = = =
o
o
φ

O circuito equivalente por fase em valores por unidade encontra-se na Figura I.23.

pu 0 1
o
pu A I
+
2
pu A I
1
pu A I
pu 8 , 0
pu 6 , 0 j
pu 75 , 0
pu 00 , 1 j −

Figura I.23 – Circuito equivalente para a Fase A em pu.

c) Do circuito da Figura I.23, tem-se:
( ) pu 6 , 0 8 , 0 pu 87 , 36 1
6 , 0 8 , 0
0 1
1
pu j
j
I A − = − =
+
=
o
o

( ) pu 64 , 0 48 , 0 pu 13 , 53 8 , 0
00 , 1 75 , 0
0 1
2
pu j
j
I A + = =

=
o
o

( ) pu 04 , 0 28 , 1 pu 8 , 1 28 , 1 64 , 0 48 , 0 6 , 0 8 , 0
2
pu
1
pu pu j j I I I A A A + = = + + − = + =
o

( ) A 89 , 2 38 , 92 A 8 , 1 92,4 72,2 8 , 1 28 , 1
base
pu j I I I
Y
A A + = = × = =
o o

Observar que o valor obtido em ampères é o mesmo calculado no Exemplo I.1.


Exemplo I.3 – A Figura I.24 mostra o diagrama unifilar de um sistema elétrico trifásico.

G
1

1 2 3 4
T
1
:
1 2
: N N
Y-Y Y-Y
T
2
:
′ ′
2 1
: N N
2,4 kV 24 kV 12 kV
1000 A

Figura I.24 – Diagrama unifilar do Exemplo I.3.

Considere que o comprimento da linha entre os dois transformadores é desprezível, que a capacidade do
gerador φ 3 é de 4160 kVA (2,4 kV e 1000 A), que este opera em condição nominal ( ) A 1000 =
L
I
alimentando uma carga puramente indutiva. A potência nominal do transformador trifásico T
1
é 6000 kVA
(2,4/24 kV Y/Y) com reatância de 0,04 pu. T
2
tem capacidade nominal de 4000 kVA, sendo constituído por
um banco de três transformadores monofásicos (24/12 kV Y/Y) com reatância de 4% cada. Determinar:
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a) A potência base.
b) A tensão de linha base.
c) A impedância base.
d) A corrente base.
e) Resuma os valores base em uma tabela.
f) Os valores das correntes em A.
g) A corrente em pu.
h) O novo valor das reatâncias dos transformadores considerando sua nova base.
i) O valor pu das tensões das Barras 1,2 e 4.
j) A potência aparente nas Barras 1,2 e 4.



Solução Exemplo I.3:
a) A potência base é selecionada arbitrariamente como: kVA 2080
base 3
=
φ
S .
b) Para o circuito em 2,4 kV arbitra-se o valor de kV 5 , 2
base
=
L
V . As demais tensões de base são
calculadas utilizando as relações de transformação de T
1
e T
2
:
2 10
2
1
2
1
=


=
N
N
N
N

Assim, para os demais circuitos:
Circuito em 24 kV: kV 25
base
=
L
V
Circuito em 12 kV: kV 5 , 12
base
=
L
V

c) As impedâncias de base são calculadas a partir dos valores base da potência e da tensão:
Circuito em 2,4 kV: Ω = = = 005 , 3
2080000
2500
2
base 3
2
base
base
φ
S
V
Z
L
Y

Circuito em 24 kV: Ω = = = 5 , 300
2080000
25000
2
base 3
2
base
base
φ
S
V
Z
L
Y

Circuito em 12 kV: Ω = = = 1 , 75
2080000
12500
2
base 3
2
base
base
φ
S
V
Z
L
Y


d) As correntes de base são calculadas a partir dos valores base da potência e da tensão:
Circuito em 2,4 kV: A 480
2500 3
2080000
3
base
base 3
base
= = =
L
L
V
S
I
φ

Circuito em 24 kV: A 48
25000 3
2080000
3
base
base 3
base
= = =
L
L
V
S
I
φ

Circuito em 12 kV: A 96
12500 3
2080000
3
base
base 3
base
= = =
L
L
V
S
I
φ

Caso fossem escolhidos outros valores base nos itens (a) e (b), os valores calculados para a impedância e
corrente base poderiam ser diferentes dos valores obtidos nos itens (c) e (d).
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Solução Exemplo I.3 (continuação):
e) Os valores base estão sumarizados na Tabela I.2.

Tabela I.2 – Valores base do Exemplo I.3.
[ ] kV
NOMINAL L
V [ ] kV
base L
V [ ] Ω
base Y
Z [ ] A
base L
I
2,4 2,5 3,005 480
24 25 300,5 48
12 12,5 75,1 96
kVA 2080
base 3
=
φ
S


f) Conhecendo-se a corrente que sai do gerador A 1000
kV 4 , 2
=
L
I , pode-se determinar os valores das
correntes que circulam na linha e na carga:
Circuito em 24 kV: A 100 1000
10
1
kV 4 , 2
1
2
kV 24
= = =
L L
I
N
N
I
Circuito em 12 kV: A 200 100
1
2
kV 24
2
1
kV 5 , 12
= =


=
L L
I
N
N
I

g) A corrente por unidade é a mesma para todos os circuitos:
Circuito em 2,4 kV: pu 08 , 2
480
1000
kV 4 , 2
base
kV 4 , 2
pu
= = =
L
L
L
I
I
I
Circuito em 24 kV: pu 08 , 2
48
100
kV 24
base
kV 24
pu
= = =
L
L
L
I
I
I
Circuito em 12 kV: pu 08 , 2
96
200
kV 5 , 12
base
kV 5 , 12
pu
= = =
L
L
L
I
I
I
Observar que o valor em pu obtido neste item poderia ser outro caso fossem escolhidos outros valores de
base nos itens (a) e (b).

h) Utilizando a expressão de conversão de base, considerando que os dados do transformador se encontram
na base deste (base 1: valores nominais de potência e tensão), tem-se:
( ) ( ) pu 0128 , 0
6000000
2080000
2500
2400
04 , 0
2
1 base 3
2 base 3
2
2 base
1 base
1 base pu T1 pu j j
S
S
V
V
Z Z
L
L
=
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

=
φ
φ

( ) ( ) pu 0192 , 0
4000000
2080000
12500
12000
04 , 0
2
1 base 3
2 base 3
2
2 base
1 base
1 base pu T2 pu j j
S
S
V
V
Z Z
L
L
=
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

=
φ
φ

Verificar que o resultado é o mesmo para o lado de alta tensão.

i) A Figura I.25 apresenta o diagrama de impedância por fase do sistema da Figura I.24, indicando os
fasores tensão de interesse.

+




+




+




+




• •
G
1

pu 0128 , 0 T1 j Z = pu 0192 , 0 T2 j Z =
pu 08 , 2 = I
• •
1 2 3 4
1 V 2 V 3 V 4 V

Figura I.25 – Diagrama de impedância por fase (em pu) do sistema da Figura I.24.
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Solução Exemplo I.3 (continuação):

Para o gerador, que opera em tensão nominal, tem-se:
pu 0 96 , 0
2500
0 2400
base
NOMINAL
1
o
o
= = =
L
L
V
V
V
Considerando que a corrente que circula no circuito está atrasada de 90
o
em relação à tensão (pois o circuito
é constituído exclusivamente por reatâncias indutivas):
pu 0 93 , 0 90 08 , 2 0128 , 0 0 96 , 0 1 1 3 2
o o o
= − × − = − = = j I Z V V V T
( ) ( ) pu 0 89 , 0 90 08 , 2 0192 , 0 0128 , 0 0 96 , 0 2 1 1 2 2 4
o o o
= − × + − = + − = − = j j I Z Z V I Z V V T T T

j) A potência complexa pode ser obtida a partir dos fasores tensão e corrente:

[ ]
[ ]
[ ] pu 85 , 1 pu 90 85 , 1 90 08 , 2 0 89 , 0
pu 93 , 1 pu 90 93 , 1 90 08 , 2 0 93 , 0
pu 00 , 2 pu 90 00 , 2 90 08 , 2 0 96 , 0
4
* *
4 4 4
2
* *
2 2 3 2
1
* *
1 1 1
= ⇒ = − = =
= ⇒ = − = = =
= ⇒ = − = =
S I V S
S I V S S
S I V S
o o o
o o o
o o o


Observar que a potência aparente entregue pelo gerador é de 2,00 pu e que na carga chega é de 1,85 pu,
sendo a diferença “consumida”
7
pelas reatâncias dos transformadores.


Exercício I.2 – Considere o sistema do Exercício I.1. Supondo que kVA 100
base 3
=
φ
S e kV 8 , 13
base
=
L
V ,
determinar:
a) As bases do sistema por unidade.
b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade.
c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères.




7
De acordo com a convenção de sinais para potência reativa, os indutores consomem e os capacitores geram.
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O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 7

II – O balanço de potência
O objetivo fundamental de um sistema de energia elétrica é fornecer energia para as cargas existentes em
uma determinada região geográfica. Quando o sistema é adequadamente planejado e operado, deve atender
aos seguintes requisitos:
• Fornecer energia nos locais exigidos pelos consumidores.
• Como a carga demandada pelos consumidores varia ao longo do tempo (horas do dia, dias da semana e
meses do ano), o sistema deve estar apto a fornecer potências ativa e reativa variáveis, conforme esta
demanda.
• A energia fornecida deve obedecer a certas condições mínimas, relacionadas com a “qualidade”. Entre os
fatores que determinam esta qualidade se destacam: freqüência, magnitude da tensão, forma de onda e
confiabilidade.
• O sistema deve buscar custos mínimos (econômicos e ambientais).

Neste capítulo, serão descritos os mecanismos que atuam no controle das potências ativa e reativa do sistema
de energia elétrica.

II.1 – Capacidade de transmissão
Considere uma linha de transmissão do sistema elétrico, representada pela sua reatância série
km
x , conectada
entre duas barras, conforme mostrado na Figura II.1.


k km I
km
km jx Z =
m
k k
k V V θ =
m m
m V V θ =
km S

Figura II.1 – Linha de transmissão do sistema elétrico.

Os fluxos de corrente km I e potência km S podem ser obtidos a partir dos fasores tensão das barras k e m
(
k k
k V V θ = e
m m
m V V θ = , respectivamente):

km
m k
km
m k
km
jx
V V
Z
V V
I

=

=

( ) ( ) ( )
( ) [ ]
km
km km m k k
km
km m k k
km
m k m k k
km
m m k k k
km
m k
k
j
j
km
m k
V V
k k
km
m k
k
km
m k
k km k km
x
j V V V j
x
V V V j
x
V V V j
x
V V V j
x j
V V V j
jx
V V V V
jx
V V
V
jx
V V
V I V S
k
k
θ θ
θ θ θ θ θ
sen cos
2
2 2 2
2
*
2
* * * * *
*
2
2
+ −
=
=

=
− −
=
− −
=
=

|
¹
|

\
|

=


=
|
|
¹
|

\
|


=
|
|
¹
|

\
|

= =
|
|
¹
|

\
|
×
= =
8 7 6


( )
km
km m k k km m k
km
x
V V V j V V
S
θ θ cos sen
2
− +
= (II.1)

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 7


Quando todas as tensões das expressões anteriores correspondem aos valores de linha em kV e reatância
estiver em Ω, todas as potências obtidas serão os valores trifásicos dados em MW e Mvar. Obviamente, por
outro lado, quando todas as grandezas estão representadas em pu, os resultados das expressões anteriores
também estarão em pu (neste caso não há distinção entre valores de fase/linha e por fase/trifásico).

Definindo
m k km
θ θ θ δ − = = , como a abertura angular da linha de transmissão, e separando as partes real e
imaginária, chega-se a:

{ } δ θ sen sen Re
km
m k
km
km
m k
km
km
x
V V
x
V V
S P = = = (II.2)
{ }
km
m k k
km
km m k k
km
km
x
V V V
x
V V V
S Q
δ θ cos cos
Im
2 2

=

= = (II.3)

As equações (II.2) e (II.3) descrevem a forma pela qual as potências ativa e reativa são transferidas entre
duas barras de um sistema. De acordo com (II.2), pode-se observar que para valores constantes
1
de tensões
terminais
k
V e
m
V o fluxo de potência ativa obedece à seguinte expressão:

δ sen
max
km km
P P =

sendo
km
m k
km
x
V V
P =
max
o maior valor de potência ativa transmitida pela linha de transmissão km (capacidade de
transmissão estática) ou seu limite de estabilidade estática, somente atingido quando 1 sen ± = δ , ou seja,
quando
o
90 ± = δ . Assim, a potência ativa transmitida por uma linha de transmissão está intimamente
relacionada com sua abertura angular δ, conforme ilustra a Figura II.2.
-150 -120 -90 -60 -30 0 30 60 90 120 150
-100
-50
0
50
100

[ ]
max
de %
km km
P P
] [
o
km
θ δ =
Potência
transmitida de
maneira estável
de m para k
Potência
transmitida de
maneira estável
de k para m
Região de
instabilidade
Região de
instabilidade

Figura II.2 – Potência ativa em uma linha de transmissão em função de sua abertura angular.

1
Observar que as tensões de operação em regime permanente dos sistemas de energia elétrica, usualmente, não sofrem
variações acentuadas e permanecem próximas aos seus valores nominais.
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A capacidade de transmissão de uma linha é proporcional ao quadrado da tensão de operação e inversamente
proporcional à sua reatância. Tais características são muito importantes na especificação das linhas de
transmissão, ou seja, na definição de suas características nominais (nível de tensão, geometria das torres e
condutores). Entretanto, na prática, o sistema opera longe do limite de estabilidade estática, pois à medida
que nos aproximamos deste limite o sistema torna-se eletricamente fraco, ou seja, cada vez são necessários
maiores incrementos no ângulo de abertura para um mesmo incremento na potência transmitida. Assim,
raramente as linhas operam com ângulos superiores a 30° ou 45°.


Exemplo II.1 – Determinar a capacidade de transmissão estática de duas linhas de transmissão cujo
comprimento é de 200 km:
• Linha 1: 230 kV, 1 condutor por fase com reatância 0,5

/
km
.
• Linha 2: 765 kV, 4 condutores por fase com reatância 0,35

/
km
.

Solução Exemplo II.1: Para ambas as linhas, consideram-se que as tensões terminais são iguais aos seus
valores nominais.
Para a Linha 1, cuja reatância total é igual a Ω = × =

100 km 200 5 , 0
km 1
x , a capacidade de transmissão
trifásica é de:

( )
MW 529
100
kV 230
2
1
1 1 max
1
=

= =
x
V V
P
m k

Para a Linha 2, cuja reatância total é igual a Ω = × =

70 km 200 35 , 0
km 2
x , a capacidade de transmissão
trifásica é de:

( )
MW 8360
70
kV 765
2
2
2 2 max
2
=

= =
x
V V
P
m k

Desta forma, a linha de 765 kV é capaz de transportar o equivalente a mais de 15 linhas de 230 kV.

II.2 – Dependência da carga com a tensão e freqüência
Embora, individualmente, as cargas existentes no sistema elétrico sejam altamente aleatórias, quando
concentradas por conjuntos de consumidores apresentam caráter previsível. Quanto maior o número de
cargas agrupado, maior será a possibilidade de realizar tal previsão. Além disto, as cargas concentradas
variam com o tempo de maneira também previsível, em função da hora do dia (horário de maior consumo e
horário de menor consumo), do dia da semana (dia útil, final de semana e feriados) e das estações do ano,
conforme ilustrado na Figura II.3 que representa a curva de carga diária de um alimentador.
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00
Alimentador RS--P 16/10/2002 (quarta-feira) kW
Alimentador RS--Q 16/10/2002 (quarta-feira) kvar

Figura II.3 – Curva de carga de um alimentador.

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O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 7


Na curva de carga de potência ativa da Figura II.3 observa-se um baixo consumo até as 7:00 horas, quando
se inicia um processo de crescimento até o horário do almoço, por volta das 12:00 horas. A partir deste
intervalo o consumo quase se estabiliza em um patamar para iniciar um novo processo de crescimento a
partir das 18:00 horas. O processo de redução inicia-se perto das 21:00 horas, sendo contínuo até as 24:00
horas. A curva de potência reativa segue de forma aproximada a curva de potência ativa, sendo seu valor
inferior à metade do anterior. Pode-se notar o caráter industrial/comercial da carga, em função do elevado
consumo durante o horário comercial e também a presença de residências, em função do aumento de
consumo no horário da ponta (freqüentemente evitado pelas indústrias em função da tarifa maior).

Outra característica importante das cargas de uma maneira geral é seu caráter indutivo, ou seja, a carga típica
consome potência reativa pois é a participação das cargas motoras é significativa. Desta forma, pode-se dizer
que a carga típica de um sistema de energia elétrica pode ser representada de forma simplificada pela
associação série RL da Figura II.4.

L
I
+








V
R
SISTEMA
Fonte

Figura II.4 – Carga RL série.

Sendo f π ω 2 = a velocidade angular da fonte, a potência complexa consumida pela carga RL é dada por:

( )
( ) L j R
L R
V
Z
Z
V
Z
V
Z
V
V I V S
Z
Z
ω
ω
+
+
= = =
(
¸
(

¸

= =
×
2 2
2
2
2
*
2
*
*

Isolando as partes real e imaginária, tem-se:
{ } ( )
( )
2
2 2
, Re V
L R
R
V f S P
ω
ω
+
= = = (II.4)
{ } ( )
( )
2
2 2
, Im V
L R
L
V g S Q
ω
ω
ω
+
= = = (II.5)
Assim, conclui-se que:
• P e Q crescem com o quadrado da tensão, característica típica de cargas constituídas por impedâncias e
• P diminui e Q aumenta com o aumento da freqüência. Uma carga típica deve possuir um fator de
potência perto da unidade para evitar penalizações, logo o valor da resistência deve ser muito maior do
que o da reatância indutiva, ou seja, ( )
2 2 2
R L R L R → + ⇒ >> ω ω .

Para cargas compostas, uma relação funcional do tipo (II.4) e (II.5), via de regra, não é possível de ser
determinada. Neste caso, para pequenas variações na velocidade angular, ∆ω, ou na magnitude da tensão,
∆V, tem-se:
V
V
P P
P ∆


+ ∆


≈ ∆ ω
ω
(II.6)
V
V
Q Q
Q ∆


+ ∆


≈ ∆ ω
ω
(II.7)
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sendo as quatro derivadas parciais |
¹
|

\
|








V
Q Q
V
P P
e , ,
ω ω
obtidas empiricamente. Estas derivadas fazem o
papel dos parâmetros da carga, descrevendo a natureza desta em torno dos níveis nominais de freqüência e
tensão. Um exemplo de uma carga típica pode apresentar a seguinte composição:

• Motores de indução: 60%
• Motores síncronos 20%
• Outras: 20%

Neste caso, os parâmetros correspondentes seriam:

( )
3 , 1 1
disponível não 1











V
Q
V
P
Q P
ω ω


II.3 – O balanço de potência ativa e seus efeitos sobre a freqüência
A freqüência em um sistema de energia elétrica deve ser mantida dentro de limites rigorosos pois:
• A maioria dos motores de corrente alternada gira com velocidades diretamente relacionadas com a
freqüência e
• O sistema pode ser mais efetivamente controlado se a freqüência for mantida dentro de limites estreitos.

O mecanismo carga-freqüência opera da seguinte maneira, envolvendo tempos da ordem de segundos:
• Sob condições normais, os geradores operam em sincronismo, gerando a potência que a cada instante
está sendo consumida mais as perdas ativas de transmissão.
• Para um aumento de carga o sistema elétrico estaria, momentaneamente, com suas máquinas motrizes
gerando pouca energia mecânica, o que provocaria uma redução na velocidade dos geradores,
inversamente proporcional a sua inércia. Isto produziria uma redução na freqüência do sistema.
• Para uma redução de carga o sistema elétrico estaria, momentaneamente, com suas máquinas motrizes
gerando muita energia mecânica, o que provocaria um aumento na velocidade dos geradores,
inversamente proporcional a sua inércia. Isto produziria um aumento na freqüência do sistema.

Desta forma, o controle da velocidade dos geradores pode ser utilizado a cada instante de tempo para ajustar
a quantidade de energia produzida à demanda do momento. Tal controle é realizado pelo regulador de
velocidade das máquinas motrizes dos geradores (constituídas, principalmente, por turbinas hidráulicas e
térmicas) que regulam a potência mecânica fornecida ao eixo do gerador de modo a manter sua velocidade
constante (por intermédio do controle do fluxo de água ou vapor). Este controle é empregado para corrigir
pequenos déficits ou superávits de potencia ativa no sistema; o despacho dos geradores, ou seja, a
definição de quanto cada unidade irá produzir em cada hora do dia, é estabelecida a priori, considerando a
carga prevista, a disponibilidade dos geradores, o melhor uso da água e o custo de geração.

II.4 – O balanço de potência reativa e seus efeitos sobre a tensão
De forma análoga ao caso anterior, no qual a manutenção da freqüência no sistema é a melhor garantia de
que o balanço da potência ativa está sendo mantido no sistema, um perfil constante de tensão em todo
sistema garante que o equilíbrio entre a potência reativa “produzida” e “consumida” está sendo mantido.

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Considere o seguinte sistema, sem perdas ativas, no qual a tensão da barra k é mantida constante e igual a
k V , a impedância da linha é
km
km jx Z = , conforme mostrado na Figura II.5.


k km I
km
km jx Z =
m
o
0
k
k V V =
m m
m V V θ =
jQ P S + =

Figura II.5 – Sistema de duas barras.

Para o sistema da Figura II.5, a tensão na barra m pode ser obtida por:

km
km
k km km k m I jx V Z I V V − = − = (II.8)

Supondo que as perdas de potência reativa na linha sejam desprezíveis, a potência entregue para a carga é a
mesma que está sendo transmitida de k para m e a corrente pela linha é dada por:

⇒ = =
*
km k km I V S S
k k k
k
km
V
jQ P
V
jQ P
V
jQ P
V
S
I

=

=

=
|
|
¹
|

\
|

o
0
*
*
(II.9)

Substituindo (II.9) em (II.8), tem-se a seguinte expressão, cujo diagrama fasorial encontra-se na Figura II.6:


}
P
V
x
j Q
V
x
V
V
jQ P
jx V V
k
km
k
km
k
I
k
km
V
k m
km
k
− − =

− =
48 47 6
o
0


km
km
I jx
o
0
k
k V V =
Q
V
x
k
km
km I
m m
m V V θ =
P
V
x
j
k
km

Figura II.6 – Diagrama fasorial do sistema de duas barras.

Conclui-se, daí, que:
• Uma variação na potência ativa P afeta o fasor queda de tensão que é perpendicular a k V , afetando
significativamente a fase do fasor m V .
• Uma variação na potência reativa Q afeta o fasor queda de tensão que está em fase com k V , afetando
significativamente o módulo do fasor m V .


Exercício II.1 – Considerando o sistema de duas barras da Figura II.5, completar a Tabela II.1 com o
diagrama fasorial correspondente a cada uma das situações de carga (P e Q podendo ser positivos ou
negativos) e sinal da reatância da linha de transmissão (indutiva, com 0 >
km
x , ou capacitiva, com 0 <
km
x ).
Representar, no mínimo os fasores k V , km I , m V e suas componentes.
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Tabela II.1 – Diagramas fasoriais do Exercício II.1.

0 >
km
x 0 <
km
x
0 > Q

o
0
k
k V V =



o
0
k
k V V =


0 > P
0 < Q

o
0
k
k V V =



o
0
k
k V V =


0 > Q

o
0
k
k V V =



o
0
k
k V V =


0 < P
0 < Q

o
0
k
k V V =



o
0
k
k V V =




Exercício II.2 – Efetuar análise similar à realizada na Seção II.4, supondo que a impedância da linha seja
igual a
km km
km jx r Z + = . Considerar três casos distintos
km km
x r >> ,
km km
x r ≈ e
km km
r x >> .


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III – A linha de transmissão
As linhas de transmissão são os equipamentos empregados para transportar grandes blocos de energia por
grandes distâncias, entre os centros consumidores e os centros geradores. No Brasil, em função do parque
gerador ser baseado na energia hidrelétrica, o sistema de transmissão desempenha um papel muito
importante pois as distâncias entre os centros consumidores e geradores são elevadas.

Os dados do setor elétrico brasileiro podem ser obtidos nos boletins do Sistema de Informações Empresariais
do Setor de Energia Elétrica (SIESE) que é parte do Sistema Integrado de Informações Energéticas (SIE) da
Secretaria Geral do Ministério das Minas e Energia (MME). Um extrato do relatório, referente às linhas de
transmissão encontra-se no Quadro III.1.

Quadro III.1 – Extensão das linhas de transmissão do setor elétrico brasileiro.

EXTENSÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO - km
Em 31.12 2001
1999 2000 2001 Entradas Retiradas
69 kV 40.023,0 39.973,0 39.973,0 0,0 0,0
88 kV 3.290,7 3.290,7 3.290,7 0,0 0,0
138 kV 55.723,2 56.080,1 56.080,1 0,0 0,0
230 kV 33.869,9 34.040,7 34.072,7 32,0 0,0
345 kV 8.952,3 8.952,3 8.952,3 0,0 0,0
440 kV 6.384,4 6.497,6 7.002,6 505,0 0,0
500 kV 16.952,7 18.617,2 18.721,5 104,3 0,0
600 kV (corrente contínua) 1.612,0 1.612,0 1.612,0 0,0 0,0
750 kV 2.114,0 2.379,0 2.683,0 304,0 0,0
Fonte: Boletim Semestral do SIESE Síntese 2001 (disponível em: http://www.eletrobras.gov.br/mercado/siese/).

Uma linha de transmissão de energia elétrica possui quatro parâmetros básicos: resistência série, indutância
série, capacitância em derivação e condutância em derivação. Estes parâmetros influem diretamente no seu
comportamento como componente de um sistema de energia elétrica mas, a condutância em derivação
(utilizada para representar a fuga pelos isoladores e corona de linhas aéreas ou isolação dos cabos
subterrâneos) geralmente é desprezada por ser muito pequena.

Assim, para a análise do regime permanente de uma linha de transmissão serão considerados apenas três
parâmetros: resistência série, indutância série e capacitância em derivação.

III.1 – Tipos de condutores
Na construção de linhas de transmissão são empregados largamente os condutores de alumínio devido aos
seguintes fatores:
• Menor custo e peso;
• Maior diâmetro que equivalente em cobre (portanto menor densidade de fluxo elétrico na superfície
proporcionando um menor gradiente de potencial e menor tendência à ionização do ar – efeito corona).

Os tipos mais comuns de condutores de alumínio são:
CA Condutor de Alumínio

AAC All Aluminium Conductor
CAA Condutor de Alumínio com alma de Aço

ACSR Aluminium Conductor Steel Reinforced

Os nomes código dos cabos CA são nomes de flores (por exemplo: 4 AWG Rose; 266,8 MCM Daisy; 636
Orchid) e dos cabos CAA são nomes de aves (por exemplo: 1 AWG Robin; 636 MCM Grosbeak; 1590
Falcon).
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III.2 – Resistência série
A resistência série é a principal causa das perdas de energia nas linhas de transmissão.

Em corrente contínua (CC) a resistência de um condutor é dada por:

A
l
R
CC
ρ = [Ω] (III.1)
onde:
ρ
– Resistividade do condutor
1
[Ωm]
l – Comprimento [m]
A – Área da seção transversal [m
2
]

Na determinação da resistência dos condutores devem ser levados em conta os seguintes aspectos:
• Para a faixa normal de operação, a variação da resistência de um condutor metálico é praticamente
linear, ou seja:

1 0
2 0
1 2
T T
T T
R R
+
+
= (III.2)
onde:
1
R – Resistência à temperatura
1
T [Ω]
2
R – Resistência à temperatura
2
T [Ω]
0
T – Constante do material
2
[
o
C]

• Em cabos encordoados, o comprimento dos fios periféricos é maior que o comprimento do cabo (devido
ao encordoamento helicoidal). Isto acresce à resistência efetiva em 1 a 2%.

Em corrente alternada (CA), devido ao efeito pelicular (skin), a corrente tende a concentrar-se na superfície
do condutor. Isto provoca um acréscimo na resistência efetiva (proporcional à freqüência) observável a 60
Hz (em torno de 3%).


Exemplo III.1 – Para o cabo de alumínio Marigold 1113 MCM ( mm 432 , 3 61× ), a resistência em CC a
20
o
C é igual a 0,05112

/
km
e a resistência CA-60 Hz a 50
o
C é 0,05940

/
km
. Determinar:
a) O acréscimo percentual na resistência devido ao encordoamento.
b) O acréscimo percentual na resistência devido ao efeito pelicular.

Solução Exemplo III.1:
a) A área da seção transversal do condutor é:

2 4
2
3
2
m 10 643 , 5
2
10 432 , 3
61


× =
(
¸
(

¸

×
= = π πr N A
Utilizando a expressão (III.1), tem-se:

km
2 4
km
m
8
05015 , 0
m 10 643 , 5
1000
m 10 83 , 2



=
×
Ω × = =
A
l
R
CC
ρ
Portanto, o acréscimo devido ao encordoamento ,
enc
∆ , é:
% 9 , 1 019 , 1
05015 , 0
05112 , 0
enc
km
km
= ∆ ⇒ = =


CC
ef
CC
R
R


1
Para o alumínio têmpera dura a 20
o
C, m 10 83 , 2
8
Ω × =

ρ .
2
Para o alumínio têmpera dura a 20
o
C, C 228
0
o
= T .
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Solução Exemplo III.1 (continuação):

b) Utilizando a expressão (III.2), tem-se:

km
0
0 20 50
05730 , 0
20 228
50 228
05112 , 0
20
50

=
+
+
=
+
+
=
T
T
R R
CC CC

Portanto, o acréscimo devido ao efeito pelicular,
pel
∆ , é:
% 7 , 3 037 , 1
05730 , 0
05940 , 0
pel
50
50
= ∆ ⇒ = =
CC
CA
R
R


III.3 – Indutância série
Um condutor constituído de dois ou mais elementos ou fios em paralelo é chamado condutor composto –
observar que isto inclui os condutores encordoados e também os feixes (bundles) de condutores.

Sejam os dois condutores compostos arranjados conforme a Figura III.1. O condutor x é formado por n fios
cilíndricos idênticos, cada um transportando a corrente
n
I
e o condutor de retorno Y é formado por M fios
cilíndricos idênticos, cada um transportando a corrente
M
I
.

a
Condutor x
b
c
n
A B
C
M
Condutor Y
bn
D
bC
D

Figura III.1 – Seção transversal de uma linha monofásica constituída por dois condutores compostos.

Considerando as distâncias indicadas na Figura III.1, a indutância dos fios a e b que fazem parte do condutor
x são dadas por:

n
an ac ab a
M
aM aC aB aA
a
D D D r
D D D D
n L
L
L

= ln

µ
[H/m]

n
bn bc ba b
M
bM bC bB bA
b
D D D r
D D D D
n L
L
L

= ln

µ
[H/m]
onde:
0
µ µ µ
r
= –
Permeabilidade do meio
3
(para o vácuo,
km
H
4
m
H
7
0
10 4 10 4
− −
= = π π µ ) [
H
/
m
]
αβ
D
– Distância entre os fios α e β [m]
α
r′ – Raio de um condutor fictício (sem fluxo interno) porém com a mesma indutância que o
condutor α, cujo raio é
α
r (para condutores cilíndricos,
4
1 −
⋅ = ′ e r r
α α
) [m]

Nas expressões anteriores, é imprescindível que
αβ
D e
α
r′ estejam na mesma unidade (em metros, por
exemplo).


3
Geralmente é utilizada a permeabilidade do vácuo pois, para o ar, a permeabilidade relativa é unitária: 1 ≈
r
µ .
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A indutância do condutor composto x é igual ao valor médio da indutância dos fios dividido pelo número de
fios (associação em paralelo), ou seja:

2
médio
n
L L L L
n
n
L L L L
n
L
L
n c b a
n c b a
x
x
+ + + +
=
+ + + +
= =
K
K
[H/m]
Segue daí que:

( )( ) ( )
( )( ) ( )
2
ln
2
n
nn nb na bn bb ba an ab aa
Mn
nM nB nA bM bB bA aM aB aA
x
D D D D D D D D D
D D D D D D D D D
L
L L L L
L L L L
π
µ
= [H/m] (III.3)
onde
α αα
r D ′ = . O numerador da expressão (III.3) é chamado de Distância Média Geométrica (DMG) e é
notado por
m
D ; o denominador é chamado de Raio Médio Geométrico (RMG) e é notado por
s
D . Assim,

s
m
x
D
D
L ln

µ
= [H/m] (III.4)
com:
m
D – Distância Média Geométrica (DMG):
( )( ) ( )
Mn
nM nB nA bM bB bA aM aB aA m
D D D D D D D D D D L L L L = [m]
s
D – Raio Médio Geométrico (RMG):
( )( ) ( )
2
n
nn nb na bn bb ba an ab aa s
D D D D D D D D D D L L L L = [m]

Sendo f a freqüência de operação da linha, a reatância indutiva é dada por:

x L
fL X π 2 = [Ω/m]
Em uma linha trifásica, com espaçamento assimétrico, a indutância das fases é diferente e o circuito é
desequilibrado. Por intermédio da transposição da linha, é possível restaurar o equilíbrio das fases, do ponto
de vista dos terminais da linha. A transposição consiste em fazer com que cada fase ocupe cada uma das
posições nas torres por igual distância (para uma linha trifásica, três são as posições possíveis e deve-se fazer
com que cada fase ocupe 1/3 do comprimento da linha em cada uma das três posições).

Considere a linha trifásica transposta com espaçamento assimétrico mostrada na Figura III.2.


3
1
2
Condutor A
13
D
12
D
23
D
Condutor A
Condutor A Condutor B
Condutor C
Condutor C
Condutor B
Condutor C
Condutor B
Posição 1
Posição 2
Posição 3
1
/
3
comprimento
1
/
3
comprimento
1
/
3
comprimento
T
r
a
n
s
p
o
s
i
ç
ã
o

T
r
a
n
s
p
o
s
i
ç
ã
o


Figura III.2 – Linha trifásica com um ciclo de transposição.

Para a linha da Figura III.2, a indutância média por fase é dada por:

s
eq
D
D
L ln

µ
= [H/m] (III.5)
onde:
eq
D

Distância média geométrica entre condutores
3
31 23 12
D D D D
eq
= [m]
s
D – Raio médio geométrico do condutor [m]
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Observar a semelhança entre as expressões (III.4) e (III.5). Em linhas constituídas por mais de um condutor
por fase, o raio médio geométrico deve ser calculado como anteriormente, ou seja:
( )( ) ( )
2
n
nn nb na bn bb ba an ab aa s
D D D D D D D D D D L L L L =
e os termos empregados no cálculo da distância média geométrica ( )
31 23 12
e , D D D correspondem às
distâncias médias geométricas entre cada uma das combinações das fases, ou seja,
xY
D é dado por:
( )( ) ( )
Mn
nM nB nA bM bB bA aM aB aA m xY
D D D D D D D D D D D L L L L = =

Os valores do raio médio geométrico de cada condutor (D
aa
, D
bb
, etc.) podem ser obtidos diretamente nas
tabelas dos fabricantes, juntamente com os demais dados dos cabos (nome código, seção transversal,
formação, número de camadas, diâmetro externo e resistência elétrica), ou podem ser determinados por
intermédio da seguinte expressão:
g
K D D × =
α αα
5 , 0
onde
α
D é o diâmetro externo do condutor α e K
g
uma constante que depende de sua formação (quantidade
e tipo de fios), cujos valores encontram-se no Quadro III.2.

Quadro III.2 – Valores de K
g
para a determinação do raio médio geométrico de um cabo.

Formação
(número de fios)
Fator de formação
(K
g
)
7 0,7256
19 0,7577
37 0,7678
61 0,7722
Condutor de Alumínio
(CA)
91 0,7743
Formação
(fios alumínio/aço)
Fator de formação
(K
g
)
22/7 0,7949
26/7 0,8116
30/7 0,8250
45/7 0,7939
54/7 0,8099
Condutor de Alumínio com
alma de Aço
(CAA)
54/19 0,8099
Fonte: Overhead, Pirelli Technical Manuals
(disponível em http://www.au.pirelli.com/en_AU/cables_systems/telecom/downloads/pdf/Overhead.pdf)

Para condutores de alumínio, observar que à medida que o número de fios aumenta o fator de formação (K
g
)
se aproxima do valor determinado para condutores cilíndricos maciços, que corresponde a 7788 , 0
4
1
=

e .


Exemplo III.2 – Determinar o raio médio geométrico do condutor de alumínio com alma de aço Pheasant
1272 MCM, formado por 54 fios de alumínio e 19 de aço (54/19) que possui um diâmetro externo de
3,5103 cm.

Solução Exemplo III.2: Do Quadro III.2, tem-se que o fator de formação correspondente (54/19) é dado
por K
g
=0,8099. Substituindo na expressão, tem-se:
cm 4215 , 1 8099 , 0 cm 5103 , 3 5 , 0 5 , 0 = × × = × =
g
K D D
α αα

Observar que um valor equivalente pode ser encontrado na tabela do fabricante.
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III.4 – Capacitância em derivação
Para uma linha de transmissão monofásica formada por condutores de raio r, conforme a mostra Figura III.3,
a capacitância entre os dois fios desta linha é dada por:

r
D
k
C
ab
ln
π
= [F/m]
onde k é a permissividade do meio (
km
F
9
m
F
12
0
10 85 , 8 10 85 , 8
− −
× = × = k , é a permissividade do vácuo,
geralmente empregada no cálculo de linhas aéreas).


a b
D

Figura III.3 – Seção transversal de uma linha monofásica.


Assim, a capacitância de qualquer um dos fios ao neutro corresponde ao dobro do valor determinado pela
expressão anterior (associação série de capacitores), conforme ilustra a Figura III.4.


a
Capacitância linha/linha
b
ab
C
a
Capacitância linha/neutro
b
aN
C
bN
C
N
ab bN aN
C C C 2 = =

Figura III.4 – Capacitâncias linha/linha e linha neutro.


Desta forma, a expressão da capacitância entre linha/neutro, para uma linha monofásica é dada por:

r
D
k
C
N
ln

= [F/m] (III.6)
Para uma linha de transmissão trifásica espaçada igualmente e formada por condutores de raio r, conforme
mostra a Figura III.5, a capacitância entre linha/neutro de qualquer uma das fases pode ser obtida, também,
pela expressão (III.6).

D D
D
a
b
c

Figura III.5 – Seção transversal de uma linha trifásica.

Observar que na expressão (III.5) não foi contemplada a existência da terra que causa uma descontinuidade
no meio dielétrico (passa de isolante para condutivo). Embora a consideração do efeito da terra, geralmente,
não provoque alterações significativas no valor da capacitância (em outras palavras, a capacitância entre as
fases é muito maior do que a capacitância entre as fases e a terra), é possível determinar esta componente
aplicando-se o método das imagens.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 16

Considerando os condutores fase e as imagens, mostrados na Figura III.6, a capacitância média com relação
ao neutro é dada por
4
:

(
(
¸
(

¸

+
=
(
(
¸
(

¸


=
3
3
3
3
ln ln
2
ln ln
2
α χ β
χ β α
χ β α
α χ β
π π
c b a
c b a eq
c b a
c b a eq
N
D D D
D D D
r
D
k
D D D
D D D
r
D
k
C [F/m] (III.7)
sendo
3
ca ba ab eq
D D D D = a distância média geométrica entre condutores. Observar a semelhança entre as
expressões (III.6) e (III.7). Como os condutores das linhas de transmissão são suspensos e adquirem a forma
de uma catenária, a altura adotada no cálculo da capacitância é diferente da altura de suspensão (H), pois o
cabo apresenta uma flecha f, sendo sua altura média é inferior. Usualmente, a altura empregada no cálculo, h,
é dada por: f H h 7 , 0 − = .

ab
D
a
b
c
α
β
χ
bc
D
β a
D
χ b
D
α a
D
β b
D
χ c
D
ca
D
α c
D
Condutores
Imagens
Superfície do solo

Figura III.6 – Seção transversal de uma linha trifásica assimétrica e sua imagem.

Sendo f a freqüência de operação da linha e
N
C a capacitância linha/neutro, determinada pelas expressões
(III.6) e (III.7), a reatância capacitiva dos condutores em relação ao neutro é dada por:

N
C
fC
X
π 2
1
= [Ωm]
Observar que a unidade de
L
X é diferente da unidade de
C
X , enquanto o primeiro é dado em

/
m
(pois a
reatância é diretamente proporcional à indutância que é dada em
H
/
m
), o segundo é dado em Ωm (pois a
reatância é inversamente proporcional à capacitância que é dada em
F
/
m
).

4
As duas expressões a seguir são idênticas, apenas diferem com relação ao sinal e a expressão do 2
o
termo do
denominador – lembrar que ( ) ( )
a
b
b
a
ln ln − = . Observar que o termo 3
α χ β c b a
D D D
(diagonais) sempre é maior que
3
χ β α c b a
D D D
(verticais), motivo pelo qual o segundo termo sempre reduz o valor do denominador, ou seja, a
consideração do efeito da terra aumenta a capacitância com relação à terra.
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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 16

Exemplo III.3 – Para as duas configurações abaixo (vertical e horizontal), determinar a indutância série e a
capacitância em derivação por unidade de comprimento (km). Considerar que ambas as linhas são
transpostas.

D
a
b
c
a b c
H
Vertical
Horizontal
Superfície do solo
D
D
H
D
m 20
m 0 , 7
(RMG) cm 021 , 1
cm 257 , 1
Grosbeak MCM 636 Cabo
10 85 , 8
10 4
km
F
9
0
km
H
4
0
=
=
=
=
× = =
= =


H
D
D
r
k k
s
π µ µ


Solução Exemplo III.3: Para ambas as configurações, têm-se:
m 82 , 8 26 , 1 2 2
3 3
3 3
31 23 12
= ≈ = ⋅ ⋅ = = = D D D D D D D D D D D D
ca bc ab eq

logo, pela expressão (III.5):

km
H
3 km
H
4
0
10 35 , 1
m 0,01021
m 82 , 8
ln
2
10 4
ln
2


× = = =
π
π
π
µ
s
eq
D
D
L
Para a configuração vertical, tem-se:
( )( )( ) m 70 , 53 154818 2 2 2 3 2
3
3
3
≈ = + + + = D H D H D H D D D
c b a α χ β

( )( ) m 76 , 52 146880 2 2 2 4 2
3
3
3
≈ = + + = H D H D H D D D
c b a χ β α

logo, pela expressão (III.7), tem-se:

km
F
9 km
F
9
3
3
10 51 , 8
m 52,76
m 70 , 53
ln
m 0,01257
m 82 , 8
ln
10 85 , 8 2
ln ln
2


× =

×

(
(
¸
(

¸


=
π π
χ β α
α χ β
c b a
c b a eq
N
D D D
D D D
r
D
k
C
Negligenciando o efeito do solo, observar que a capacitância das configurações vertical e horizontal seria
igual a:

km
F
9 km
F
9
10 48 , 8
m 0,01257
m 82 , 8
ln
10 85 , 8 2
ln
2


× =
×
= = ′
π π
r
D
k
C
eq
N

Neste caso, a capacitância com relação ao neutro sem considerar o solo,
N
C′ , corresponde a 99,6% de
N
C
5
.
Para a configuração horizontal, tem-se:
( ) ( ) ( ) ( ) m 19 , 41 37 , 69883 2 2 2 2
3
3
2 2 2 2 2 2
3
≈ = + + + = D H D H D H D D D
c b a α χ β

m 00 , 40 2 2 2 2
3
3
= = ⋅ ⋅ = H H H H D D D
c b a χ β α

logo, pela expressão (III.7), tem-se:

km
F
9 km
F
9
3
3
10 52 , 8
m 40,00
m 18 , 41
ln
m 0,01257
m 82 , 8
ln
10 85 , 8 2
ln ln
2


× =

×

(
(
¸
(

¸


=
π π
χ β α
α χ β
c b a
c b a eq
N
D D D
D D D
r
D
k
C
Neste caso, a capacitância com relação ao neutro sem considerar o solo,
N
C′ , corresponde a 99,5% de
N
C .

5
Isto explica porque o efeito da terra é muitas vezes desprezado no cálculo da capacitância das linhas de transmissão.
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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 16


Exemplo III.4 (Provão 2002) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase
Eletrotécnica).



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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 16


Média (escala de 0 a 100) % escolha
Brasil Região Sul Instituição Brasil Região sul Instituição
8,0 8,1 16,8 17,7
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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 11 de 16

Exercício III.1 – Descrever e demonstrar com exemplo as alterações necessárias na disposição dos cabos
(altura, arranjo das fases, arranjo do bundle, etc.) para:
a) Reduzir a indutância série de uma linha de transmissão.
b) Aumentar a capacitância em derivação de uma linha de transmissão.

III.5 – O modelo da linha de transmissão
As linhas de transmissão são classificadas de acordo com seu comprimento:
• Linhas curtas: até 80 km.
• Linhas médias: até 240 km.
• Linhas longas: mais de 240 km

Embora as linhas nem sempre possuam espaçamento eqüilátero e sejam plenamente transpostas, a assimetria
resultante em sistemas de alta e extra-alta tensão é pequena e as fases podem, geralmente, ser consideradas
equilibradas (via de regra, a carga é bastante equilibrada).

Os parâmetros utilizados nos estudos de fluxo de carga para representar linhas curtas e médias podem ser
obtidos diretamente das expressões anteriores – basta multiplicá-los pelo comprimento da linha de
transmissão. Para linhas longas é necessário fazer uma correção para considerar que os parâmetros são
distribuídos.

Qualquer linha de transmissão pode ser representada de modo exato, a partir dos seus terminais, por um
circuito π equivalente, como mostrado na Figura III.7, onde:
km Z
– Impedância série total da linha de transmissão [Ω]
km Y
– Admitância em derivação (linha/neutro) total da linha de transmissão [S]
γ
– Constante de propagação da linha: y z j ⋅ = + = β α γ [1/
km
]
z
– Impedância série por unidade de comprimento [

/
km
]
y
– Admitância em derivação (linha/neutro) por unidade de comprimento [
S
/
km
]
α – Constante de atenuação [
neper
/
km
]
β – Constante de fase [
rad
/
km
]
l – Comprimento da linha [km]

k
l
l
Z Z km km


=

γ
γ senh
2
km Y

m
2
2
tanh
2 2 l
l
Y Y km km


=

γ
γ

Figura III.7 – Circuito π equivalente de uma linha de transmissão.

Para linhas de transmissão médias, tem-se que:
1
senh



l
l
γ
γ
e 1
tanh
2
2



l
l
γ
γ

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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 16

Logo, para linhas de transmissão médias, pode-se utilizar diretamente a impedância série total da linha (pois
km km Z Z =

) e a metade da admitância em derivação total (pois 2 2 km km Z Y =

), resultando no chamado
circuito π nominal.

Para linhas de transmissão curtas, pode-se desprezar a admitância em derivação e utilizar-se somente a
impedância série total da linha.

Observar que, geralmente, a condutância em derivação é insignificante, ou seja, a admitância em derivação é
composta apenas pela susceptância em derivação shunt

Exercício III.2 – Para a configuração vertical do Exemplo III.2, determinar o circuito equivalente,
considerando a resistência em corrente alternada por unidade de comprimento igual a
km
10054 , 0

= r , 60
Hz, e que o comprimento da linha é:
a) 500 km (linha longa)
b) 150 km (linha média)
c) 50 km (linha curta).


Após realizadas as correções necessárias para levar em conta o comprimento, a representação das linhas de
transmissão no fluxo de carga é realizada pelo seu equivalente π, mostrado na Figura III.8 que é definido por
três parâmetros: a resistência série
km
r ; a reatância série
km
x e a susceptância em derivação (shunt)
sh
km
b .

k
km I
km
r
km
jx
sh
km
jb
sh
km
jb
m
mk I
I
k k
k V V θ =
m m
m V V θ =

Figura III.8 – Modelo equivalente π de uma linha de transmissão.

A impedância e admitância do elemento série são dadas por:

km km
km jx r Z + =

2 2 2 2
1
km km
km
km km
km
km km
km km
km
x r
x
j
x r
r
jx r
jb g Y
+

+
+
=
+
= + =
Para uma linha de transmissão,
km
r e
km
x são positivos (portanto,
km
g é positivo e
km
b é negativo) e o
elemento em derivação,
sh
km
b , também é positivo em função de representar a capacitância linha/neutro da
linha de transmissão.

As correntes km I e mk I são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k e m (
k k
k V V θ = e
m m
m V V θ = , respectivamente):
( ) ( ) m km k
sh
km
km k
sh
km
m k km km V Y V jb Y V jb V V Y I − + = + − = (III.8)
( ) ( ) m
sh
km
km k km m
sh
km
k m km mk V jb Y V Y V jb V V Y I + + − = + − = (III.9)
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 13 de 16

A expressão do fluxo de potência complexa da barra k para a barra m é dada por:

( ) [ ]
* *
2
* * * * *
* *
m k km
k
sh
km
km m km k
sh
km
km k
m km k
sh
km
km k km k
km km
km
V V Y V jb Y V Y V jb Y V
V Y V jb Y V I V jQ P S
− |
¹
|

\
|
− =
(
¸
(

¸

− |
¹
|

\
|
− =
− + = = + =

Sabendo que
m k m k
m k V V V V θ θ − =
*
e definindo
m k km
θ θ θ − = ,

( ) [ ] ( )
( ) [ ] ( )( )
km km km km m k k
sh
km km km
km m k km km k
sh
km km km
km
j jb g V V V b b j g
V V jb g V b b j g S
θ θ
θ
sen cos
2
2
+ − − + − =
− − + − =
(III.10)
Separando as partes real e imaginária, chega-se a:

( )
km km km km m k km k km
b g V V g V P θ θ sen cos
2
+ − = (III.11)

( ) ( )
km km km km m k
sh
km km k km
b g V V b b V Q θ θ cos sen
2
− − + − = (III.12)

Analogamente, para determinar o fluxo de potência complexa da barra m para a barra k:

( ) [ ]
* *
2
* * * * *
* *
k m km
m
sh
km
km k km m
sh
km
km m
k km m
sh
km
km m mk m
mk mk
mk
V V Y V jb Y V Y V jb Y V
V Y V jb Y V I V jQ P S
− |
¹
|

\
|
− =
(
¸
(

¸

− |
¹
|

\
|
− =
− + = = + =

cujas partes real e imaginária são:

( )
mk km mk km m k km m mk
b g V V g V P θ θ sen cos
2
+ − = (III.13)

( ) ( )
mk km mk km m k
sh
km km m mk
b g V V b b V Q θ θ cos sen
2
− − + − = (III.14)

O diagrama fasorial da linha de transmissão é mostrado na Figura III.9.

I jx
km
k V
m V
km V
I
I r
km
km
θ

Figura III.9 – Diagrama fasorial da linha de transmissão.


As perdas de potência ativa e reativa em uma linha de transmissão podem, então, ser determinadas somando-
se, respectivamente, as expressões (III.11) com (III.13) e (III.12) com (III.14), ou seja:

( )
km km m k km m k mk km
g V V g V V P P P θ cos 2
2 2
perdas
− + = + =
( )( )
km km m k
sh
km km m k mk km
b V V b b V V Q Q Q θ cos 2
2 2
perdas
+ + + − = + =


Exercício III.3 – Mostrar que ( )
2
perdas km mk km
I r P P = + .
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A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 14 de 16

As expressões (III.8) e (III.9), podem ser arranjadas de outra forma, tendo em vista possibilitar a
representação da linha de transmissão por um quadripolo, conforme mostrado na Figura III.10.

km I mk I
k k
k V V θ =
m m
m V V θ =
+



+



(
¸
(

¸


(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

km
k
mk
m
I
V
D C
B A
I
V

Figura III.10 – Linha de transmissão representada por um quadripolo.

Isolando m V em (III.8), chega-se a:

( ) [ ] ( ) km km k
sh
km
km km
km
k
km
sh
km
km k
sh
km
km
km
m I Z V jb Z I
Y
V
Y
jb
I V jb Y
Y
V − + = −
|
|
¹
|

\
|
+ = − + = 1
1
1
1
(III.15)
Em (III.9), substituindo m V , pela expressão (III.15), tem-se:

( ) ( )
( ) km
km
sh
km
k
km
sh
km sh
km
sh
km
sh
km
km
km
sh
km
k km
km
sh
km sh
km
km
sh
km
km
k km km
km
sh
km
km
k
km
sh
km sh
km
km k km
V
km
km
k
km
sh
km sh
km
km mk
I
Y
jb
V
Y
jb
jb jb jb I
Y
jb
V Y
Y
jb
jb Y jb Y
V Y I
Y
jb Y
V
Y
jb
jb Y V Y I
Y
V
Y
jb
jb Y I
m
|
|
¹
|

\
|
+ −
(
¸
(

¸

+ + =
|
|
¹
|

\
|
+ −
(
¸
(

¸

− + + + =
= −
+

|
|
¹
|

\
|
+ + = −
(
(
¸
(

¸


|
|
¹
|

\
|
+ + =
1 1
1
1
1
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6


( ) ( ) km
sh
km
km k
sh
km
km
sh
km
km
km
sh
km
k
km
sh
km sh
km
mk I jb Z V jb Z jb I
Y
jb
V
Y
jb
jb I + − + =
|
|
¹
|

\
|
+ −
|
|
¹
|

\
|
+ = 1 2 1 2
(III.16)
Assim, os parâmetros do quadripolo são:
sh
km
km jb Z A + =1 km Z B − =
( )
sh
km
km
sh
km
jb Z jb C + = 2 ( )
sh
km
km jb Z D + − = 1 .


Exemplo III.5 (Provão 2000) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase
Eletrotécnica).



Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 15 de 16



Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 16


Média (escala de 0 a 100) % escolha
Brasil Região Sul Instituição Brasil Região Sul Instituição
23,9 20,8 14,8 16,0

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 27

IV – O transformador
Os transformadores de força são os equipamentos utilizados para viabilizar a transmissão de energia elétrica
em alta tensão. Desta forma, são instalados nas usinas de geração, para elevar a tensão em níveis de
transmissão (no Brasil de 69 kV a 750 kV), nas subestações dos centros de consumo (subestações de
distribuição ou subestações de grandes consumidores), para rebaixar o nível de tensão em níveis de
distribuição (tipicamente 13,8 e 23 kV) e também nas subestações de interligação para compatibilizar os
diversos níveis de tensão provenientes das diversas linhas de transmissão que aportam.

Para se ter uma noção da importância destes equipamentos no setor elétrico, apresenta-se o Quadro IV.1 no
qual a potência instalada em subestações corresponde aos equipamentos de transformação.


Quadro IV.1 – Potência instalada em subestações do setor elétrico brasileiro.

POTÊNCIA INSTALADA EM SUBESTAÇÕES - MVA
Em 31.12 2001
1999 2000 2001 Entradas Retiradas
25 kV/outras (1) 74.196,0 75.109,0 75.109,0 0,0 0,0
69 kV/outras 18.777,1 18.902,1 19.094,4 192,3 0,0
88 kV/outras 5.717,2 5.717,2 5.717,2 0,0 0,0
138 kV/outras 46.251,6 46.707,1 47.384,0 676,9 0,0
230 kV/outras 34.732,7 35.928,7 36.779,7 851,0 0,0
345 kV/outras 33.610,4 34.480,4 34.480,4 0,0 0,0
440 kV/outras 15.137,0 15.437,0 15.437,0 0,0 0,0
500 kV/outras 47.636,9 49.538,9 53.510,9 3.972,0 0,0
750 kV/outras 16.200,0 16.750,0 18.250,0 1.500,0 0,0
(1) Apenas transformadores elevadores de usinas
Fonte: Boletim Semestral do SIESE Síntese 2001 (disponível em: http://www.eletrobras.gov.br/mercado/siese/).

O objetivo deste capítulo é a definição do modelo do transformador para estudos de transmissão de potência
elétrica em regime permanente, ou seja, considerando tensões e correntes senoidais em freqüência industrial.
Além disto, considera-se que os transformadores operam em condições equilibradas. Desta forma, os
modelos e resultados apresentados a seguir não se aplicam a estudos de transitórios de alta freqüência, de
curto-circuito ou de harmônicos.

O modelo dos transformadores de força para estudos de fluxo de potência são similares aos transformadores
de menor porte, desconsiderando-se os efeitos da corrente de magnetização.

IV.1 – Transformador ideal de dois enrolamentos
Em um transformador ideal considera-se que a resistência elétrica dos enrolamentos é nula (logo não existe
queda de tensão na espira em função desta resistência e a tensão induzida pela variação do fluxo é igual à
tensão terminal) e que a permeabilidade do núcleo é infinita (portanto todo o fluxo fica confinado ao
núcleo e enlaça todas as espiras). Levando em conta as polaridades indicadas na Figura IV.1, têm-se as
seguintes relações entre as tensões terminais:

( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) t
dt
d
N t
dt
d
N t v
t
dt
d
N t
dt
d
N t v
m
m
φ φ
φ φ
2 2 2 2
1 1 1 1
= =
= =

Assim, a relação entre as tensões terminais é dada por:

( )
( )
2
1
2
1
N
N
t v
t v
= (IV.1)
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 27


( ) t i
1
( ) t v
1
+

N
1
espiras
( ) t
m
φ
( ) φ
( ) t v
2

+

( ) t i
2
N
2
espiras
Fluxo em 1:
( ) ( ) t t
m
φ φ =
1
Fluxo em 2:
( ) ( ) t t
m
φ φ =
2

Figura IV.1 – Transformador ideal de dois enrolamentos.

Como o transformador é ideal, a potência instantânea de entrada, ( ) t p
1
, é igual a potência instantânea de
saída, ( ) t p
2
pois as perdas são desprezíveis, ou seja:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t i t v t i t v t p t p
2 2 1 1 2 1
⋅ = ⋅ ⇒ =
logo,

( )
( )
( )
( )
1
2
1
2
2
1
N
N
t v
t v
t i
t i
= = (IV.2)
As expressões (IV.1) e (IV.2) definem o modo de operação dos transformadores ideais.

Os enrolamentos onde se ligam as fontes de energia e as cargas são geralmente denominados primário e
secundário, respectivamente.

De forma alternativa, as relações (IV.1) e (IV.2) podem ser obtidas levando-se em consideração que um
transformador ideal constitui um caso particular de circuitos magneticamente acoplados no qual o coeficiente
de acoplamento entre os enrolamentos é igual a unidade, ou seja, 1 = K . Para as polaridades indicadas na
Figura IV.2, são válidas as seguintes expressões:
( ) ( ) ( ) t i
dt
d
M t i
dt
d
L t v
2 1 1 1
− = (IV.3)
( ) ( ) ( ) t i
dt
d
L t i
dt
d
M t v
2 2 1 2
− = (IV.4)

( )
dt
t di
M
2
1
L
+

+
2
L
+


( ) t i
1
( ) t v
1
+


( ) t i
2
( ) t v
2
+

K=1
( ) t v
1
( ) t v
2
( ) t i
1
( ) t i
2
( )
dt
t di
M
i
2 1
2 1
L L M
L L K M
=
=
+
• •
2 1
: N N

Figura IV.2 – Transformador ideal representado por circuito magneticamente acoplado.

Isolando ( ) t i
dt
d
2
em (IV.4) e substituindo em (IV.3), tem-se:
( ) ( ) ( )|
¹
|

\
|
− = t v t i
dt
d
M
L
t i
dt
d
2 1
2
2
1

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t v
L
M
t i
dt
d
L
M
L t v t i
dt
d
M
L
M t i
dt
d
L t v
2
2
1
2
2
1 2 1
2
1 1 1
1
+
|
|
¹
|

\
|
− = |
¹
|

\
|
− − = (IV.5)
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 27

Como 1 = K , pode-se escrever:

⇒ = ⇒ =
2 1
2
2 1
L L M L L M 0
2
2
1
= −
L
M
L (IV.6)
⇒ = ⇒ = =
2
2
2
1
2 2
1
2
2 1
2
2
2 2
2
1 1
N
N
L
M
L
L
L
L L
L
M
N L
N L
α
α

2
1
2
N
N
L
M
= (IV.7)
pois as auto-indutâncias são proporcionais ao quadrado do número de espiras
( )
( )

\
|
=
t i
t N
L
1
1 1
1
φ
, com
( ) ( ) t i N t
1 1 1
P = φ , sendo P a permeância do espaço atravessado pelo fluxo, então
( ) [ ]
( )
|
|
¹
|
= =
2
1
1
1 1 1
1
P
P
N
t i
t i N N
L .
Substituindo (IV.6) e (IV.7) na expressão (IV.5), chega-se a expressão (IV.1):

( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
2
1
2
1
2
2
1
2
2
1
1 1
0
N
N
t v
t v
t v
N
N
t v
N
N
t i
dt
d
t v = ⇒ = + =


IV.1.1 – Transformador ideal em regime permanente senoidal
A Figura IV.3 mostra um transformador ideal, em regime permanente senoidal.



1 I
2 I
Transformador
Ideal

Ideal
1 V
+

2 V
+

2 1
: N N


Figura IV.3 – Transformador ideal em regime permanente senoidal.

Considerando as polaridades indicadas na Figura IV.3 e as expressões gerais (IV.1) e (IV.2), o regime
permanente senoidal do transformador ideal pode ser descrito por:


2
1
2
1
N
N
V
V
= ⇒ 1
1
2
2 V
N
N
V =

1
2
2
1
N
N
I
I
= ⇒ 1
2
1
2 I
N
N
I =
fazendo
1
2
N
N
a = , a relação de espiras do transformador ideal, pode-se escrever:

1 2 V a V = ⇒ 2 1
1
V
a
V =
1 2
1
I
a
I = ⇒ 2 1 I a I =
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 27

Exemplo IV.1 – No circuito da Figura IV.3, 2000
1
= N , 500
2
= N , V 0 1200 1
o
= V e A 30 5 1
o
− = I ,
quando uma impedância 2 Z é ligada ao secundário. Determinar 2 V , 2 I , 2 Z e a impedância
ref
2 Z que é
definida como sendo o valor de 2 Z referido ao primário do transformador (impedância refletida).


Solução Exemplo IV.1: Supondo que o transformador é ideal, tem-se:
V 0 300 0 1200
2000
500
1
1
2
2
o o
= = = V
N
N
V
A 30 20 30 5
500
2000
1
2
1
2
o o
− = − = = I
N
N
I
Pela definição de impedância, tem-se:
Ω =

= = 30 15
30 20
0 300
2
2
2
o
o
o
I
V
Z
Ω =

= = 30 240
30 5
0 1200
1
1
ref
2
o
o
o
I
V
Z
ou
Ω =
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
= = = 30 240 30 15
500
2000
2
2
2
2
1
2
2
2
2
1
2
1
2
2
2
1
1
1
ref
2
o o
Z
N
N
I
V
N
N
I
N
N
V
N
N
I
V
Z

A expressão obtida no Exemplo anterior
2
2
2
1
ref
2 Z
N
N
Z
|
|
¹
|

\
|
=
é empregada na reflexão de impedâncias, técnica que consiste em colocar no circuito primário uma
impedância que produza o mesmo efeito que a impedância que está colocada no circuito secundário.
Analogamente, é possível realizar a reflexão do primário para o secundário, ou seja,
1
2
1
2
ref
1 Z
N
N
Z
|
|
¹
|

\
|
=
Observar que o efeito produzido pela impedância em qualquer um dos enrolamentos deve ser o mesmo.
Assim, quanto maior a tensão do enrolamento (portanto, maior o número de espiras) maior deverá ser o valor
da impedância em ohms.


IV.1.2 – Modelo do transformador ideal em pu
Utilizando a magnitude das tensões terminais nominais como tensões de base tem-se, os seguintes valores de
base para o primário e secundário, respectivamente:
pri
base
V – Tensão de base do primário [kV]
sec
base
V –
Tensão de base do secundário:
pri
base
1
2 sec
base
V
N
N
V = [kV]
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 27

Sendo
base
S a potência de base do sistema, as correntes de base para o primário e secundário,
respectivamente, são:

pri
base
base pri
base
V
S
I =

pri
base
2
1
pri
base
1
2
base
sec
base
base sec
base
I
N
N
V
N
N
S
V
S
I = = =

Desta forma, os valores em pu serão dados por:

pri
base
1
pu 1
V
V
V =
⇒ = = =
pri
base
1
pri
base
1
2
1
1
2
sec
base
2
pu 2
V
V
V
N
N
V
N
N
V
V
V pu 1 pu 2 V V = (IV.8)

pri
base
1
pu 1
I
I
I =
⇒ = = =
pri
base
1
pri
base
2
1
1
2
1
sec
base
2
pu 2
I
I
I
N
N
I
N
N
I
I
I pu 1 pu 2 I I = (IV.9)

Portanto, quando as grandezas estiverem em pu, o transformador ideal com relação nominal pode ser
substituído por um curto-circuito, conforme mostrado na Figura IV.4, pois tanto a tensão quanto a corrente
apresentam o mesmo valor em ambos enrolamentos – vide equações (IV.8) e (IV.9).


+
pu 1 I
pu 2 I
pu 1 V
+

pu 2 V
+

Transformador
Ideal
em pu
pu 2 I
pu 2 V
+

pu 1 I
pu 1 V

Figura IV.4 – Circuito equivalente do transformador ideal de dois enrolamentos em pu.

IV.2 – Circuito equivalente do transformador real de dois enrolamentos
No transformador real de dois enrolamentos, as resistências dos enrolamentos não são nulas (serão notadas
por
1
r e
2
r , respectivamente, para o primário e secundário), nem todo o fluxo que enlaça um enrolamento
enlaça o outro pois a permeabilidade do núcleo não é infinita, isto é, existem fluxos dispersos nos
enrolamentos cujos efeitos são representados por intermédio das reatâncias de dispersão
1
x e
2
x ,
respectivamente, para o primário e secundário. Além disto, ocorrem perdas devido às variações cíclicas do
sentido do fluxo (histerese) e também devido às correntes parasitas induzidas no núcleo. Assim, mesmo
com o secundário em aberto, existe uma pequena corrente circulando no primário quando este é energizado,
denominada corrente de magnetização – o efeito deste fenômeno é representado pela impedância de
magnetização
m
r e
m
x , colocada em derivação no primário do transformador (ou no secundário).

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 27

Considerando os efeitos anteriormente mencionados, o transformador real de dois enrolamentos pode ser
representado por um circuito composto por transformador ideal de dois enrolamentos e algumas
impedâncias para representar o efeito das perdas ôhmicas, devido ao fluxo disperso e à magnetização,
conforme ilustra a Figura IV.5

m
jx
( ) t i
1
( ) t v
1
+

N
1
espiras
( ) t
m
φ
( ) φ
( ) t v
2

+

( ) t i
2
N
2
espiras
Fluxo disperso em 1:
( ) t
disp
1
φ
Fluxo disperso em 2:
( ) t
disp
2
φ

1 I
2 I
Transformador
Real

Ideal
1 V
+

2 V
+

2 1
: N N
(a) Transformador real de dois enrolamentos.
(b) Transformador real de dois enrolamentos em regime permanente.
1 1
jx r +
2 2
jx r +
m
r
Figura IV.5 – Transformador real de dois enrolamentos.

Quando todos os parâmetros (
1
r ,
1
x ,
2
r ,
2
x ,
m
r e
m
x ) e grandezas ( 1 V , 1 I , 2 V e 2 I ) estão em pu, o
transformador ideal pode ser omitido (substituído pelo seu circuito equivalente em pu que é um curto-
circuito), resultando no circuito da Figura IV.6.

m
jx
1 I
2 I
Transformador
Real em pu
1 V
+

2 V
+

1 1
jx r +
2 2
jx r +
m
r
m I

Figura IV.6 – Circuito equivalente em pu do transformador real de dois enrolamentos.

Os parâmetros em série (resistência dos enrolamentos e reatância de dispersão:
1
r ,
1
x ,
2
r , e
2
x ) são
determinados por intermédio do ensaio de curto-circuito no qual os enrolamentos são submetidos à
corrente nominal. Neste ensaio, um dos enrolamentos é curto-circuitado enquanto aplica-se uma tensão
variável em outro enrolamento até que a corrente que circule nestes dois enrolamentos do transformador seja
igual ao seu valor nominal. Neste caso, a impedância de magnetização é desprezada pois a tensão empregada
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neste ensaio é significativamente menor que o valor nominal e a corrente de magnetização corresponde a
uma fração muito pequena do valor nominal. Considerando que o enrolamento secundário tenha sido curto-
circuitado e que a corrente que circula por este é igual ao seu valor nominal ( ) pu 0 1 2 = I , o circuito
equivalente do ensaio de curto-circuito é dado pela Figura IV.7. Neste circuito equivalente, a impedância
medida nos terminais do enrolamento energizado é dada por:

2 2 1 1
1
1
jx r jx r
I
V
Z + + + = =

m
jx
pu 0 1 2 1 = ≈ I I pu 0 1 2 = I
1 V
+

0 2 = V
+

1 1
jx r +
2 2
jx r +
m
r
0 ≈ m I
Corrente nominal nos enrolamentos
Magnetização
desprezada

Figura IV.7 – Ensaio de curto-circuito (circuito equivalente em pu).

A impedância de magnetização é determinada por intermédio do ensaio de circuito aberto no qual os
enrolamentos são submetidos à tensão nominal. No ensaio de circuito aberto é aplicada tensão nominal a um
dos enrolamentos e mede-se a corrente que circula neste enrolamento enquanto o(s) outro(s) enrolamento(s)
permanece(m) em circuito aberto. Considerando que o enrolamento primário tenha sido energizado com
tensão nominal ( ) pu 0 1 1 = V , o circuito equivalente do ensaio em vazio de um transformador é dado pela
Figura IV.8. Neste circuito equivalente, a impedância medida nos terminais do enrolamento energizado é
dada por:

m m
m m
jx r
jx r
jx r
I
V
Z
+

+ + = =
1 1
1
1


m
jx
m I I = 1
0 2 = I
pu 0 1 1 = V
+

2 V
+

1 1
jx r +
2 2
jx r +
m
r
m I
Tensão nominal nos enrolamentos

Figura IV.8 – Ensaio de circuito aberto (circuito equivalente em pu).

Como exemplo das características elétricas dos transformadores em nível de distribuição, têm-se os valores
do Quadro IV.2. Em transformadores de maior potência e nível de tensão, as perdas em vazio e as perdas
totais apresentam valores percentuais (em função da potência nominal) menores, sendo inferiores a 0,1 e
0,5%, respectivamente.

Levando em conta as características reais dos grandes transformadores, as perdas nos enrolamentos
1
(devido
a
1
r e
2
r ) e no núcleo
2
(devido a
m
r e
m
x ) são muito pequenas quando comparadas com a potência do
transformador sendo, geralmente, desprezadas. Desta forma, o modelo equivalente do transformador fica
bastante simplificado, conforme mostra a Figura IV.9.

1
Cujo valor nominal corresponde à diferença entre as perdas totais e as perdas em vazio.
2
Ou perdas em vazio.
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 27


1 I
2 I
1 V
+

2 V
+

jx
2 1
jx jx jx + =

Figura IV.9 – Circuito simplificado em pu do transformador real de dois enrolamentos.


Quadro IV.2 – Características de perdas, correntes de excitação e impedâncias.

TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DE TENSÃO MÁXIMA 15 kV
Potência
[kVA]
Corrente de
excitação
máxima [%]
Perdas em vazio
máximo [W]
Perdas totais
máximas [W]
Impedância
75°C [%]
30 4,1 170 740
45 3,7 220 1.000
75 3,1 330 1.470
112,5 2,8 440 1.990
150 2,6 540 2.450
3,5
225 2,3 765 3.465
300 2,2 950 4.310
4,5
TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DE TENSÕES MÁXIMAS 24,2 e 36,2 kV
Potência
[kVA]
Corrente de
excitação
máxima [%]
Perdas em vazio
máximo [W]
Perdas totais
máximas [W]
Impedância
75°C [%]
30 4,8 180 825
45 4,3 250 1.120
75 3,6 360 1.635
112,5 3,2 490 2.215
150 3,0 610 2.755
4,0
225 2,7 820 3.730
300 2,5 1.020 4.620
5,0
Fonte: Trafo Equipamentos Elétricos S.A. (disponível em http://www.trafo.com.br/)



Exemplo IV.2 – Um transformador monofásico tem 2000 espiras no enrolamento primário e 500 no
secundário. As resistências dos enrolamentos são Ω = 2
1
r e Ω = 125 , 0
2
r ; as reatâncias de dispersão são
Ω = 8
1
x e Ω = 5 , 0
2
x . A carga ligada ao secundário é resistiva e igual a 12 Ω. A tensão aplicada ao
enrolamento primário é de 1200 V. Determinar o fasor tensão secundária e a regulação de tensão do
transformador:
% 100 % Regulação
carga
2
carga
2
vazio
2
V
V V −
=
onde
carga
2 V é a magnitude da tensão no secundário com plena carga e
vazio
2 V é a magnitude da tensão no
secundário em vazio.
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 27



Solução Exemplo IV.2: Utilizando uma potência de base de 7500 VA e as tensões nominais, tem-se:
VA 7500
base
= S
V 1200
pri
base
= V V 300 1200
2000
500
pri
base
1
2 sec
base
= = = V
N
N
V

( )
Ω = = = 192
7500
1200
2
base
2
pri
base pri
base
S
V
Z
( )
Ω = = = 12
7500
300
2
base
2
sec
base sec
base
S
V
Z
3


Desta forma, os valores das impedâncias do circuito equivalente em pu são dados por:
( ) pu 0417 , 0 0104 , 0
192
125 , 0 2
pri
base
1 1
1 j
j
Z
jx r
Z + =
+
=
+
=
( ) pu 0417 , 0 0104 , 0
12
5 , 0 125 , 0
sec
base
2 2
2 j
j
Z
jx r
Z + =
+
=
+
=
pu 1
12
12 12
sec
base
carga
2 = = =
Z
Z
e o circuito equivalente em pu desconsiderando a impedância de magnetização é dado pelo circuito a seguir.













Circuito secundário











Circuito primário
1 I
2 I
pu 1 1 = V
+

2 V
+

1 1
1 jx r Z + =
2 2
2 jx r Z + =
Valores em pu
carga
2 Z


Com a carga conectada, a tensão nos terminais do secundário do transformador é dada por:
1
1 0417 , 0 0104 , 0 0417 , 0 0104 , 0
1
1
carga
2 1 1
carga
2
carga
2
+ + + +
=
+ +
=
j j
V
Z Z Z
Z
V
pu 67 , 4 9764 , 0
carga
2
o
− = V V 67 , 4 9 , 292 67 , 4 9764 , 0 300
carga
2
o o
− = − × = V

Em vazio (sem a carga conectada), como não existe corrente circulando, não existe queda de tensão na
impedância série e a tensão nos terminais do secundário do transformador é igual à tensão primária:
pu 1 1
vazio
2 = =V V

Daí, a regulação percentual do transformador é:
% 100
9764 , 0
9764 , 0 1
% 100 % Regulação
carga
2
carga
2
vazio
2

=

=
V
V V
% 42 , 2 % Regulação =


3
Observar que a potência de base foi previamente escolhida para que a impedância da carga fosse igual a 1 pu.
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 27

Solução alternativa Exemplo IV.2:

A solução anterior poderia ter sido obtida sem transformar as grandezas para pu, utilizando reflexão de
impedâncias.

A relação nominal do transformador é dada por: 4
500
2000
2
1
NOM
= = =
N
N
a

Refletindo a impedância série do secundário para o circuito primário, tem-se a seguinte impedância série
equivalente do primário e secundário:
( ) Ω = ⋅ + = + = 4 4 125 , 0 2
2 2
NOM 2 1
a r r R
( ) Ω = ⋅ + = + = 16 4 5 , 0 8
2 2
NOM 2 1
a x x X
( ) Ω = ⋅ = = 192 4 12
2 2
NOM
carga
2
carga
ref a Z Z

Assim, tem-se o seguinte circuito equivalente do ponto de vista do primário.


1 I
NOM
2
a
I
V 1200 1 = V
+

2
NOM
V a
+

jX R +
carga
ref Z


Com a carga conectada, a tensão nos terminais do secundário do transformador é dada por:

V 67 , 4 6 , 1171 1200
192 16 4
192
1
carga
ref
carga
ref
carga
2
NOM
o
− =
+ +
=
+
=
j
V
Z Z
Z
V a

4
67 , 4 6 , 1171 67 , 4 6 , 1171
NOM
carga
2
o o

=

=
a
V V 67 , 4 9 , 292
carga
2
o
− = V

Em vazio (sem a carga conectada), como não existe corrente circulando, não existe queda de tensão na
impedância série e a tensão nos terminais do secundário do transformador é igual à tensão primária:

V 1200 1
vazio
2
NOM
= =V V a
4
1200 1200
NOM
vazio
2 = =
a
V V 300
vazio
2 = V

Daí, a regulação percentual do transformador é:

% 100
9 , 292
9 , 292 300
% 100 % Regulação
carga
2
carga
2
vazio
2

=

=
V
V V
% 42 , 2 % Regulação =

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Exemplo IV.3 (Provão 2000) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase
Eletrotécnica).



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Média (escala de 0 a 100) % escolha
Brasil Região Sul Instituição Brasil Região Sul Instituição
19,3 19,2 16,4 14,5
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IV.3 – Transformador com relação não-nominal
Com o objetivo de possibilitar um melhor controle da tensão no sistema elétrico, muitas vezes os
transformadores operam com relação de transformação diferentes da nominal ( )
NOM
2
NOM
1
: N N . Neste caso,
os transformadores apresentam um enrolamento especial provido de diversas derivações (taps), comutáveis
sob carga ou não. Quando a seleção da derivação é realizada sob carga, o transformador apresenta um
dispositivo denominado comutador de derivações em carga (ou comutador sob carga) que se encarrega de
realizar as conexões necessárias para que seja selecionada a relação de transformação desejada. Para operar
tais comutadores utilizam-se acionamentos motorizados, possibilitando comando local ou à distância,
inclusive com controle automático de tensão. Quando a seleção da derivação é realizada sem carga o
dispositivo é muito mais simples, sendo utilizada apenas uma chave seletora que opera quando o
transformador está desligado.

Por norma, as derivações são numeradas, sendo a derivação “1” a de maior tensão, conforme mostra o
Quadro IV.3 no qual encontram-se exemplos de valores de derivações e relações de tensão para
transformadores em nível de distribuição. Neste caso, no interior do tanque o transformador apresenta uma
chave seletora que possibilita o ajuste do tap quando este estiver desligado.

Quadro IV.3 – Derivações e relações de tensões.

Tensão [V]
Primário Secundário
Tensão máxima
do equipamento
[KV eficaz]
Derivação

Trifásicos e
Monofásicos (FF)
Monofásicos
(FN)
Trifásicos Monofásicos
1 13.800 7.967
2 13.200 7.621 15,0
3 12.600 7.275
1 23.100 13.337
2 22.000 12.702 24,2
3 20.900 12.067
1 34.500 19.919
2 33.000 19.053 36,2
3 31.500 18.187
380/220
ou
220/127
2 terminais
220 ou 127
ou
3 terminais
440/220 ou
254/127 ou
240/120 ou
230/115
(FF) - tensão entre fases
(FN) - tensão entre fase e neutro
Fonte: Trafo Equipamentos Elétricos S.A. (disponível em http://www.trafo.com.br/)


Em nível transmissão de energia elétrica os transformadores podem possuir dispositivos para comutação sob
carga, apresentando um maior número de derivações, conforme exemplifica a Tabela IV.1. Observar que as
derivações são realizadas no enrolamento de maior tensão, visando operar com menores correntes no
comutador sob carga.

Tabela IV.1 – Derivações típicas da regulação sob carga.

Tensão primária [kV] Tensão secundária [kV]
138
% 875 , 1 8 230 × ±
69
69
23 % 875 , 1 8 138 × ±
13,8
23
% 875 , 1 8 69 × ±
13,8

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Considerando toda a impedância série concentrada em apenas um dos enrolamentos (refletida para o
primário, por exemplo) e desprezando as perdas no núcleo, o circuito equivalente do transformador com
relação não-nominal encontra-se na Figura IV.10. Observar, neste caso, que a relação de espiras dos
enrolamentos
2 1
: N N pode ser diferente da relação nominal, dada por
NOM
2
NOM
1
: N N .



1 I
2 I

Ideal
1 V
+

2 V
+

a
N N
: 1
:
2 1
jX R +
1 E
+

2 E
+


Figura IV.10 – Circuito equivalente de um transformador com relação não nominal.

Para o transformador da Figura IV.10 são válidas as seguintes expressões:


1
2
N
N
a = a
E
E
=
1
2

a I
I 1
1
2
=
Utilizando as magnitudes das tensões nominais do primário e do secundário com tensões de base
|
|
¹
|

\
|
=
pri
base
NOM
1
NOM
2 sec
base
pri
base
e V
N
N
V V
, define-se a relação nominal como sendo:

NOM
1
NOM
2
pri
base
sec
base
NOM
N
N
V
V
a = =
Considerando a potência de base
base
S , as correntes de base para o primário e secundário são dadas por:

pri
base
base pri
base
V
S
I =

pri
base
NOM
pri
base NOM
base
sec
base
base sec
base
1
I
a V a
S
V
S
I = = =
Assim, transformando as grandezas para pu, tem-se:

pri
base
1
pu 1
V
E
E =

pri
base
1
NOM
pri
base NOM
1
sec
base
2
pu 2
V
E
a
a
V a
E a
V
E
E = = = pu 1
NOM
pu 2 E
a
a
E = (IV.10)

pri
base
1
pu 1
I
I
I =

pri
base
1
NOM
pri
base
NOM
1
sec
base
2
pu 2
1
1
I
I
a
a
I
a
I
a
I
I
I = = = pu 1
NOM
pu 2 I
a
a
I = (IV.11)
Portanto, mesmo quando as grandezas estão em pu, o transformador com relação não nominal não pode
ser substituído por um curto-circuito, pois tanto a tensão quanto a corrente apresenta valores distintos nos
enrolamentos – vide equações (IV.10) e (IV.11).
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IV.4 – Transformador de três enrolamentos
Em sistemas de energia elétrica é bastante comum a presença de um terceiro enrolamento nos
transformadores de força, além dos enrolamentos primário e secundário. Este enrolamento é denominado
terciário e é empregado para fornecer caminho às correntes de seqüência zero, para a conexão dos
alimentadores de distribuição, para alimentar os serviços auxiliares das subestações de energia ou para
conexão dos equipamentos empregados na compensação de reativos (normalmente bancos de capacitores).

A Figura IV.11 mostra um transformador monofásico de três enrolamentos juntamente com o seu circuito
equivalente em pu. Observar que o ponto comum O representado no circuito equivalente, mostrado na Figura
IV.11(b), é fictício e não tem qualquer relação com o neutro do sistema.

m
jx
( ) t i
1
( ) t v
1
+

N
1
espiras
( ) t
m
φ
( ) t v
2
+

( ) t i
2
N
2
espiras
Fluxo disperso em 1:
( ) t
disp
1
φ
Fluxo disperso em 2:
( ) t
disp
2
φ
1 I

3 I
1 V

+

3 V
+

(a) Transformador de três enrolamentos.
(b) Circuito equivalente em pu.
1 1
1 jx r Z + =
3 3
3 jx r Z + =
m
r
( ) t v
3
+

( ) t i
3
N
3
espiras
Fluxo disperso em 3:
( ) t
disp
3
φ

2 I

+
2 2
2 jx r Z + =
2 V

O

Figura IV.11 – Transformador de três enrolamentos.

As impedâncias de qualquer ramo da Figura IV.11(b) podem ser determinadas através da impedância de
curto-circuito entre os respectivos pares de enrolamentos, mantendo o enrolamento restante em aberto
(ensaio de curto-circuito). Desta forma, sendo 12 z a impedância obtida no ensaio no qual é aplicada tensão
no enrolamento primário suficiente para fazer circular a corrente nominal quando o secundário está em curto-
circuito e o terciário aberto (vide Figura IV.12), tem-se (desprezando o ramo de magnetização):
2 1 12 Z Z Z + =
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m
jx
pu 0 1 2 1 = ≈ I I
3 I
1 V
+

3 V
+

1 1
1 jx r Z + =
3 3
3 jx r Z + =
m
r
pu 0 1 2 = I
2 2
2 jx r Z + =
O
0 ≈ m I
0 2 = V
+


Figura IV.12 – Exemplo de ensaio de curto-circuito em um transformador de três enrolamentos.

Para as demais combinações, tem-se:
3 2 23 Z Z Z + =
3 1 13 Z Z Z + =
As impedâncias de quaisquer ramos da Figura IV.11(b) podem ser determinadas resolvendo-se o sistema
formado pelas três equações anteriores (três ensaios de curto-circuito), cuja solução é dada por:
( ) 23 13 12 1
2
1
Z Z Z Z − + =
( ) 13 23 12 2
2
1
Z Z Z Z − + =
( ) 12 23 13 3
2
1
Z Z Z Z − + =
Notar que este modelo pode apresentar resistências e/ou reatâncias negativas. O significado físico de tais
parâmetros pode parecer contrariar a natureza do equipamento, mas deve-se levar em conta que o circuito
equivalente representa o transformador a partir de seus terminais (portanto, os componentes não precisam
possuir individualmente ligação direta com um enrolamento específico).

Diferentemente dos transformadores de dois enrolamentos, os transformadores de três enrolamentos
geralmente apresentam enrolamentos com potências nominais diferentes.

IV.5 – Autotransformador
Um autotransformador é um transformador no qual, além do acoplamento magnético entre os enrolamentos,
existe uma conexão elétrica conforme mostra a Figura IV.13. São duas as formas possíveis de conexão
elétrica: aditiva ou subtrativa.


1 I 2 I

Ideal
1 V
+

2 V
+
– a
N
N
I
I
a N
N
V
V
N
N
a
= =
= =
=
1
2
2
1
2
1
2
1
1
2
1


Conexões Aditivas Conexões Subtrativas


a
N N
: 1
:
2 1





Figura IV.13 – Transformador ideal conectado como autotransformador.
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Em geral utiliza-se a conexão aditiva nas duas formas de operação possíveis, ou seja, como
autotransformador elevador ou rebaixador, conforme ilustra a Figura IV.14.

x I
y I
x V
+

y V
+



(a) Autotransformador elevador.
x I
y I
x V
+

y V
+



(b) Autotransformador rebaixador.
1 I
1 V
+

2 V
+

2 I
2 V
+

1 V
+

1 I
2 I

Figura IV.14 – Autotransformador elevador e rebaixador.

Para o autotransformador elevador da Figura IV.14(a), tem-se:
1 1
2
1
1 2 1
1
1 I
a
I
N
N
I I I I x |
¹
|

\
|
+ = + = + =
2 2 2
2
1
2 1 1
1
V
a
V V
N
N
V V V y |
¹
|

\
|
+ = + = + =
Daí, as potências complexas de entrada, x S , e saída, y S , são dadas por:

*
1 1
*
1 1
*
1 1
* 1
1
1
1
1
1 I V
a
I
a
V I
a
V I V S x x x |
¹
|

\
|
+ = |
¹
|

\
|
+ =
(
¸
(

¸

|
¹
|

\
|
+ = =
1
1
1 S
a
S x |
¹
|

\
|
+ =

*
2 2
* 1
1 I V
a
I V S y y y |
¹
|

\
|
+ = =
2
1
1 S
a
S y |
¹
|

\
|
+ =
onde 1 S e 2 S são as potências complexas de entrada e saída obtidas na conexão como transformador ideal.
Assim, como a é sempre positivo, para a ligação aditiva, o autotransformador permite a transformação de
maior quantidade de potência elétrica do que a conexão como transformador. A desvantagem é a perda de
isolação elétrica entre o primário e o secundário.


Exercício IV.1: Repetir o equacionamento da potência do autotransformador para a conexão rebaixadora da
Figura IV.14(b).


Exercício IV.2: Determinar a magnitude da tensão secundária e a potência nominal de um
autotransformador construído a partir de um transformador monofásico de 30 kVA, 120/240 V, conectado
conforme a Figura IV.14(a) (autotransformador elevador). Sabe-se que a tensão nominal é aplicada ao
enrolamento de baixa tensão e que a corrente que circula nos enrolamentos é a nominal.

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IV.6 – O modelo do transformador em fase
A representação de transformadores em fase, mostrada na Figura IV.15, consiste de um transformador ideal
com relação de transformação
km
a : 1 e uma impedância série km Z . Observar que neste modelo as perdas no
núcleo são desprezadas.

k
km I
km km
km jx r Z + = m
mk I
k k
k V V θ =
p
pm I
km
a : 1
k k km
k
km
p V a V a V θ = =
m m
m V V θ =

Figura IV.15 – Representação de um transformador em fase.

Da relação do transformador ideal em fase
4
:
k
km
p
km
p
k
V a V
a V
V
= ⇒ =
1

pm
km
km
km km
pm
km
I a I a a
I
I
= ⇒ = =
*

As correntes pm I , km I e mk I são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k, p e m (
k k
k V V θ = ,
k k km p p
p V a V V θ θ = = e
m m
m V V θ = , respectivamente) e do valor da admitância série
km
km
Z
Y
1
= :
( ) ( ) m k
km
km m p km pm V V a Y V V Y I − = − =
( ) m k
km
km
km
pm
km
km V V a Y a I a I − = = m km
km
k km
km
km V Y a V Y a I − =
2
(IV.12)
( ) m k
km
km pm mk V V a Y I I − − = − = m km k km
km
mk V Y V Y a I + − = (IV.13)
Deste modo, o transformador em fase pode ser representado por um circuito equivalente do tipo π, conforme
está ilustrado na Figura IV.16.

k
km I
m
mk I
k V
m V
A
B C
A, B, C admitâncias

Figura IV.16 – Circuito equivalente π de um transformador em fase.

Para o modelo π da Figura IV.16, onde A, B e C são as admitâncias dos componentes, as correntes km I e
mk I são dadas por:

4
Lembrar que não há dissipação de potência ativa ou reativa no transformador ideal, logo:

*
*
*
* *
|
|
¹
|

\
|
= ⇒ = ⇒ = ⇒ =
k
p
pm
km
k
p
pm
km
pm p km k pm km
V
V
I
I
V
V
I
I
I V I V S S

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( ) ( ) m k k m k km V A V B A V B V V A I − + = + − = ( ) ( ) m k km V A V B A I − + + = (IV.14)
( ) ( ) m k m k m mk V C A V A V C V V A I + + − = + − = ( ) ( ) m k mk V C A V A I + + − = (IV.15)
Comparando as expressões (IV.12) com (IV.14) e (IV.13) com (IV.15), tem-se:
( )
( ) km
km
km
km km
km km
Y a C
Y a a B
y a A
− =
− =
=
1
1
Observar que o valor de a determina o valor e a natureza dos componentes do modelo π da Figura IV.15:
1 =
km
a pu, ou seja,
NOM
a a
km
= :
km
y A = , 0 = = C B
1 <
km
a pu, ou seja,
NOM
a a
km
< : 0 < B (capacitivo) e 0 > C (indutivo)
1 >
km
a pu, ou seja,
NOM
a a
km
> : 0 > B (indutivo) e 0 < C (capacitivo)


NOTA IMPORTANTE: As grandezas de base utilizadas para fazer a conversão da impedância série do
transformador para pu devem ser obrigatoriamente relativos ao enrolamento no qual esta impedância está
ligada. Mais especificamente, no modelo de transformador adotado, que é mostrado na Figura IV.15, deve-se
utilizar a tensão de base do enrolamento conectado à Barra m.


Exemplo IV.4 – Dado um transformador trifásico, 138/13,8 kV, 100 MVA, cuja reatância de dispersão vale
5% (na base do transformador), determinar o circuito equivalente do transformador se as bases do sistema
são:
a) 138/13,8 kV, 100 MVA;
b) 169/16,9 kV, 200 MVA;
c) 169/15 kV, 250 MVA.

Solução Exemplo IV.4:
a) Como pu 05 , 0 % 5 = = x , tem-se que:
pu 05 , 0 j ZTR =
pu 20 j YTR − =
e o circuito equivalente é dado por:

1 I
2 I
1 V
+

2 V
+

20 j −
Admitância em pu

b) Observar que 1 , 0
138
8 , 13
169
9 , 16
NOM
= = = = a a , então pu 1
1 , 0
1 , 0
NOM
pu
= = =
a
a
a .
( ) ( )
( )
( )
( )
( ) 1 base pu 3
2 base pu 3
2
2 base pu
1 base pu
1 base pu 2 base pu
φ
φ
S
S
V
V
Z Z
L
L
|
|
¹
|

\
|
=
pu 0667 , 0
100
200
169
138
05 , 0
2
j j Z TR = |
¹
|

\
|
=


pu 15 j Y TR − =


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Solução Exemplo IV.4 (continuação): e o circuito equivalente é dado por:

1 I
2 I
1 V
+

2 V
+

15 j −
Admitância em pu

c) Neste caso, tem-se 0888 , 0
169
15
NOM
= = a e 1 , 0
138
8 , 13
= = a . Calculando em pu, tem-se:
pu 1267 , 1
169
138
15
8 , 13
NOM
pu
= = =
a
a
a
( ) ( )
( )
( )
( )
( ) 1 base pu 3
2 base pu 3
2
2 base pu
1 base pu
1 base pu 2 base pu
φ
φ
S
S
V
V
Z Z
L
L
|
|
¹
|

\
|
=
Para o modelo de transformador adotado, que é mostrado na Figura IV.15, deve-se utilizar a tensão de base
do enrolamento conectado à Barra m, ou seja, a tensão do lado de média tensão do transformador, sendo o
valor em pu na base 169/15 kV, 250 MVA dado por:
pu 1058 , 0
100
250
15
8 , 13
05 , 0
2
j j Z TR = |
¹
|

\
|
=

pu 4518 , 9 j Y TR − =


Os parâmetros do circuito equivalente π são dados por:

( )
( ) ( )( )
( ) ( )( ) pu 198 , 1 4518 , 9 1267 , 1 1 1
pu 349 , 1 4518 , 9 1 1267 , 1 1267 , 1 1
pu 65 , 10 4518 , 9 1267 , 1
pu
pu pu
pu
j j Y a C
j j Y a a B
j j Y a A
TR
TR
TR
= − − =

− =
− = − − =

− =
− = − =

=

e o circuito equivalente correspondente é:

1 I
2 I
1 V
+

2 V
+

65 , 10 j −
Admitâncias em pu
349 , 1 j − 197 , 1 j



Exemplo IV.5 – Considerando que o transformador do Exemplo IV.4 alimenta uma carga de 50 MVA, com
fator de potência 0,9 indutivo, no enrolamento de menor tensão e que este é representado pelos três modelos
determinados na solução do Exemplo IV.4 (em função das bases adotadas para o sistema pu), determinar o
valor da tensão no lado de alta tensão em pu e em kV quando a tensão na carga é igual a 13,8 kV.

Solução Exemplo IV.5:
a) Considerando os dados do problema, têm-se os seguintes valores em pu para a tensão, potência e
corrente secundária, para a base 138/13,8 kV, 100 MVA:
pu 1
8 , 13
8 , 13
2 = = V pu 84 , 25 5 , 0 2179 , 0 45 , 0 9 , 0 1 9 , 0
100
50
2
2
o
= + = |
¹
|

\
|
− + = j j S
*
2
2
2
*
2 2 2
|
|
¹
|

\
|
= ⇔ = =
V
S
I I V S
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Solução Exemplo IV.5 (continuação):
pu 84 , 25 5 , 0 2179 , 0 45 , 0
1
2179 , 0 45 , 0
*
2
o
− = − = |
¹
|

\
| +
= j
j
I
Do circuito equivalente mostrado na solução do Exercício IV.4, a tensão no lado de alta é dada por:
( ) pu 28 , 1 0111 , 1 0225 , 0 0109 , 1 2179 , 0 45 , 0 05 , 0 1 2 2 1
o
= + = − + = + = j j j I Z V V TR
kV 28 , 1 54 , 139 11 , 3 50 , 139 28 , 1 0111 , 1 138 1
o o
= + = × = j V

b) Para a base 169/16,9 kV, 200 MVA, tem-se:
pu 8166 , 0
9 , 16
8 , 13
2 = = V pu 84 , 25 25 , 0 1090 , 0 225 , 0 9 , 0 1 9 , 0
200
50
2
2
o
= + = |
¹
|

\
|
− + = j j S
*
2
2
2
*
2 2 2
|
|
¹
|

\
|
= ⇔ = =
V
S
I I V S
pu 84 , 25 3062 , 0 1335 , 0 2755 , 0
8166 , 0
1090 , 0 225 , 0
*
2
o
− = − = |
¹
|

\
| +
= j
j
I
Do circuito equivalente mostrado na solução do Exercício IV.4, a tensão no lado de alta é dada por:
( ) pu 28 , 1 8257 , 0 0184 , 0 8255 , 0 1335 , 0 2755 , 0 0667 , 0 8166 , 0 2 2 1
o
= + = − + =

+ = j j j I Z V V TR
kV 28 , 1 54 , 139 11 , 3 50 , 139 28 , 1 8257 , 0 169 1
o o
= + = × = j V
Observar que o valor obtido em kV é idêntico ao do Item (a), mostrando que o resultado não depende das
bases adotadas.

c) Para a base 169/15 kV, 250 MVA, tem-se:
pu 92 , 0
15
8 , 13
2 = = V pu 84 , 25 2 , 0 0872 , 0 18 , 0 9 , 0 1 9 , 0
250
50
2
2
o
= + = |
¹
|

\
|
− + = j j S
*
2
2
2
*
2 2 2
|
|
¹
|

\
|
= ⇔ = =
V
S
I I V S
pu 84 , 25 2174 , 0 0948 , 0 1956 , 0
92 , 0
0872 , 0 18 , 0
*
2
o
− = − =
|
|
¹
|

\
| +
= j
j
I
Do circuito equivalente obtido na solução do Exercício IV.4, a tensão no lado de alta é dada por:


1 I
2 I
1 V
+

2 V
+

Admitâncias em pu
SH
I 2
65 , 10 j −
349 , 1 j − 197 , 1 j


( ) ( ) 92 , 0 197 , 1 0948 , 0 1956 , 0
65 , 10
1
92 , 0
1 1
2 2 2 2 2 2 1 × + −

+ = + + = |
¹
|

\
|
+ + = j j
j
V C I
A
V I I
A
V V
SH

kV 28 , 1 54 , 139 11 , 3 50 , 139 28 , 1 8257 , 0 169 1
o o
= + = × = j V

Observar que o valor obtido em kV é idêntico ao dos Itens anteriores, mostrando que o resultado não
depende das bases adotadas.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 23 de 27

Exemplo IV.6 – Dado um transformador trifásico, 230/69 kV, 50 MVA, cuja reatância de dispersão vale
5%, determinar:
a) o circuito equivalente do transformador, se as bases do sistema são 230/69 kV, 100 MVA;
b) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada), quando a tensão no enrolamento
de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 200 kV e são fornecidos 50 MVA, com fator de potência
igual a 0,8 indutivo;
c) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada), quando a tensão no enrolamento
de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 250 kV e são fornecidos 10 MVA, com fator de potência
igual a 0,8 capacitivo;
d) nas situações operacionais dos Itens (b) e (c), determinar a potência complexa fornecida para a carga e as
perdas no transformador;
e) comentar as diferenças nos resultados obtidos nos Itens (b), (c) e (d).


Solução Exemplo IV.6:
a) Como pu 05 , 0 % 5 = = x na base de 50 MVA, para a base de 100 MVA e tensões nominais tem-se:
pu 10 , 0
50
100
05 , 0 j j ZTR = = pu 10 j YTR − =
e o circuito equivalente é dado por:

1 S
2 I
1 V
+

2 V
+

10 , 0 j
Admitância em pu
Lado 230 kV Lado 69 kV
1 I 2 S

b) A potência complexa fornecida ao transformador no enrolamento de 230 kV é dada por:
3 , 0 4 , 0 8 , 0 1
100
50
8 , 0
100
50
2 2
1 j j S + = − + = pu
Levando em conta a tensão de operação no lado de 230 kV dada por 8696 , 0 0
230
200
1 = = V pu, a corrente no
transformador é dada por:

*
1 1 1 I V S =
o
87 , 36 5750 , 0 3450 , 0 4600 , 0
8696 , 0
3 , 0 4 , 0
*
*
1
1
1 − = − = |
¹
|

\
| +
=
|
|
¹
|

\
|
= j
j
V
S
I
Do circuito equivalente, pode-se obter a seguinte expressão para a tensão no enrolamento de 69 kV:
( )
o
15 , 3 8363 , 0 0460 , 0 8351 , 0 3450 , 0 4600 , 0 10 , 0 8696 , 0 1 1 2 − = − = − − = − = j j j I Z V V TR

o
15 , 3 71 , 57 2 − = V kV
c) A potência complexa fornecida ao transformador no enrolamento de 230 kV é dada por:
06 , 0 08 , 0 8 , 0 1
100
10
8 , 0
100
10
2 2
1 j j S − = − − = pu
Levando em conta a tensão de operação no lado de 230 kV dada por 0870 , 1 0
230
250
1 = = V pu, a corrente no
transformador é dada por:

*
1 1 1 I V S =
o
87 , 36 0920 , 0 0552 , 0 0736 , 0
0870 , 1
06 , 0 08 , 0
*
*
1
1
1 = + = |
¹
|

\
| −
=
|
|
¹
|

\
|
= j
j
V
S
I
Do circuito equivalente, pode-se obter a seguinte expressão para a tensão no enrolamento de 69 kV:
( )
o
39 , 0 0925 , 1 0074 , 0 0925 , 1 0552 , 0 0736 , 0 10 , 0 0870 , 1 1 1 2 − = − = − − = − = j j j I Z V V TR

o
39 , 0 38 , 75 2 − = V kV
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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 24 de 27



Solução Exemplo IV.6 (continuação):

d) A potência complexa fornecida para a carga nas situações dos Itens (b) e (c) são dadas por:

*
1 2
*
2 2 2 I V I V S = =
e as perdas no transformador são dadas por:
2 1 perdas S S S − = ou
2
1 perdas I Z S TR =
Para o Item (b), tem-se:
( )( )
o
72 , 33 4809 , 0 2669 , 0 4000 , 0 3450 , 0 4600 , 0 0460 , 0 8351 , 0
*
2 = + = − − = j j j S
0331 , 0 ) 2669 , 0 4000 , 0 ( 3 , 0 4 , 0 perdas j j j S = + − + = pu
0331 , 0 5750 , 0 1 , 0
2
perdas j j S = = pu
31 , 3 perdas j S = MVA
Para o Item (c), tem-se:
( )( )
o
26 , 37 1005 , 0 0608 , 0 0800 , 0 0552 , 0 0736 , 0 0074 , 0 0925 , 1
*
2 = − = + − = j j j S
0008 , 0 ) 0608 , 0 0800 , 0 ( 06 , 0 08 , 0 perdas j j j S = − − − = pu
0008 , 0 0920 , 0 1 , 0
2
perdas j j S = = pu
08 , 0 perdas j S = MVA

e) Fasor tensão – No Item (b) a magnitude da tensão em pu no enrolamento de 69 kV é menor do que no
enrolamento de 230 kV, pois este fornece potência ativa e reativa para a carga, havendo queda de tensão em
sua impedância de dispersão. No Item (c) o fluxo de potência reativa ocorre do enrolamento de 69 kV para o
enrolamento de 230 kV (carga capacitiva) e isto faz com que a tensão em pu do enrolamento de 69 kV
apresente magnitude superior. Em ambos os casos, o fluxo de potência ativa é em direção ao enrolamento de
69 kV, sendo o ângulo de fase do fasor tensão 2 V menor do que do fasor tensão 1 V .

Potência complexa na carga – Nos Itens (b) e (c) a potência ativa na carga é a mesma fornecida para o
transformador, pois o modelo considera apenas a reatância de dispersão. A potência reativa difere, pois
existe um consumo de potência reativa na reatância do transformador.

Perdas ativas e reativas – Em ambos os casos não existem perdas de potência ativa e existe um consumo de
potência reativa em função da reatância de dispersão do transformador ser percorrida pela corrente. No Item
(b) as perdas são maiores, pois a corrente é maior.


Exercício IV.4 – Dado um transformador trifásico, 230 (+4)(–8)×1,875%/69 kV, 50 MVA, cuja reatância
de dispersão vale 5%, determinar:
a) o circuito equivalente do transformador, indicando os valores mínimos e máximos da relação de
transformação em pu (a), se as bases do sistema são 230/69 kV, 100 MVA;
b) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada), quando a tensão no enrolamento
de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 200 kV e são fornecidos 50 MVA, com fator de potência
igual a 0,8 indutivo (nesta condição o transformador opera com o tap na posição 13);
c) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada), quando a tensão no enrolamento
de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 250 kV e são fornecidos 10 MVA, com fator de potência
igual a 0,8 capacitivo (nesta condição o transformador opera com o tap na posição 1);
d) nas situações operacionais dos Itens (b) e (c), determinar a potência complexa fornecida para a carga e as
perdas no transformador;
e) comentar as diferenças nos resultados obtidos nos Itens (b), (c) e (d).

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 25 de 27


Como para a linha de transmissão, é possível escrever a expressão do fluxo de potência complexa da barra k
para a barra m:

[ ]
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )( )
km km km km m k km km km k km
km m k km km km km km k km
m k km
km
km
k km
m km
km
k km
km
k
m km
km
k km
km
k km k km
j jb g V V a jb g V a
V V jb g a jb g V a
V V Y a Y V a V Y a V Y a V
V Y a V Y a V I V S
θ θ
θ
sen cos
2
2
* * *
2 2
* * * *
2
*
2
*
+ − − − =
− − − =
= − =
(
¸
(

¸

− |
¹
|

\
|
=
= − = =

Separando as partes real e imaginária, chega-se a:
( ) ( ) ( )
km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P θ θ sen cos
2
+ − = (IV.16)
( ) ( ) ( )
km km km km m k km km k km km
b g V V a b V a Q θ θ cos sen
2
− − − = (IV.17)
O fluxo de potência complexa da barra m para a barra k é dado por:
( ) ( )
mk km mk km m k km km m mk
b g V V a g V P θ θ sen cos
2
+ − = (IV.18)
( ) ( )
mk km mk km m k km km m mk
b g V V a b V Q θ θ cos sen
2
− − − = (IV.19)


Exercício IV.5 – Conhecidos os parâmetros que definem o transformador em fase e os fasores das tensões
terminais, mostrar como é possível determinar as perdas de potência ativa e reativa neste transformador.


IV.7 – O modelo do transformador defasador
Os transformadores defasadores são equipamentos capazes de controlar, dentro de determinadas limitações, a
relação de fase entre o fasor tensão do primário e do secundário. Para um transformador defasador puro, a
relação de transformação em pu é representada por um número complexo de módulo unitário e ângulo de
fase ϕ , ou seja, é dada por
km
t : 1 , com
ϕ j
km
e t = , ou seja, ϕ 1 : 1 . A representação de um transformador
defasador puro está mostrada na Figura IV.15.


k
km I
km km
km jx r Z + = m
mk I
k k
k V V θ =
p
pm I
m m
m V V θ =
km
j
km
e t
ϕ
= : 1
km k k
k
j
p V V e V
km
ϕ θ
ϕ
+ = =

Figura IV.15 – Representação de um transformador defasador puro.


Da relação do transformador ideal:

km k k k k km
k
j
k
km
p
j
km
p
k
V V V e V t V
e t V
V
km
km
ϕ θ θ ϕ
ϕ
ϕ
+ = ⋅ = = = ⇒ = = 1
1 1

pm
j
pm
km
km
j
km
pm
km
I e I t I e t
I
I
km km
ϕ ϕ − −
= = ⇒ = =
* *


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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 26 de 27

As correntes pm I , km I e mk I são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k, p e m (
k k
k V V θ = ,
km k k p p
p V V V ϕ θ θ + = = e
m m
m V V θ = , respectivamente) e do valor da admitância série
km
km
z
y
1
= :
( ) ( ) m k
km
km m p km pm V V t Y V V Y I − = − =
( ) m km
km
k km
km km
I
m k
km
km
km
pm
km
km V Y t V Y t t V V t Y t I t I
pm
* * * *
− = − = =
4 4 8 4 4 7 6
( ) m km
km
k km
km km
km V Y t V Y t t I
* *
− + = (IV.20)
( ) m km k km
km
m k
km
km pm mk V Y V Y t V V t Y I I + − = − − = − = ( ) m km k km
km
mk V Y V Y t I + − = (IV.21)

Assim, o transformador defasador não pode ser representado por um circuito equivalente do tipo π,
conforme está ilustrado na Figura IV.15, pois o coeficiente de m V da expressão (IV.20), km
km
Y t
*
− , é
diferente do coeficiente de k V da expressão (IV.21), km
km
Y t − .

Como anteriormente, é possível escrever a expressão do fluxo de potência complexa da barra k para a barra
m:

[ ]
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km km k
km m k km km km km km k
m k km
km
km
k
m km
km
k km k
m km
km
k km k km k km
j jb g V V jb g V
V V jb g jb g V
V V Y t Y V V Y t V Y V
V Y t V Y V I V S
ϕ θ ϕ θ
θ ϕ
+ + + − − − =
− − − =
= − =
(
¸
(

¸

− =
= − = =
sen cos
1
2
2
* * *
2
* * * *
*
*
*

Separando as partes real e imaginária, chega-se a:
( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km k km
b g V V g V P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2
(IV.22)
( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km k km
b g V V b V Q ϕ θ ϕ θ + − + − − = cos sen
2
(IV.23)

Exercício IV.6 – Determinar a expressão do fluxo de potência complexa da barra m para a barra k.
Utilizando esta expressão equacionar as perdas de potência ativa e reativa neste transformador.

IV.8 – Expressões gerais dos fluxos de corrente e de potência
As expressões dos fluxos de corrente e potência em linhas de transmissão, transformadores em fase,
defasadores puros e defasadores, podem ser generalizadas de forma tal que seja possível utilizar sempre a
mesma expressão, fazendo algumas considerações para particularizar o equipamento em questão. Assim, os
fluxos de corrente nestes equipamentos obedecem às seguintes expressões gerais:

( ) ( ) m km
km
k
sh
km
km
km km
km V Y t V jb Y t t I
* *
− + + = ( ) ( ) m km
j
km
k
sh
km
km
km
km V Y e a V jb Y a I
km
ϕ −
− + + =
2
(IV.24)
( ) ( ) m
sh
km
km k km
km
mk V jb Y V Y t I + + − = ( ) ( ) m
sh
km
km k km
j
km
mk V jb Y V Y e a I
km
+ + − =
+ ϕ
(IV.25)

De acordo com o tipo de equipamento, as variáveis
km
a ,
km
ϕ e
sh
km
b assumem valores particulares, mostradas
na Tabela IV.2.

Tabela IV.2 – Parâmetros para os diferentes equipamentos nas expressões gerais dos fluxos.
Equipamento
km
a
km
ϕ
sh
km
b
Linha de transmissão 1 0
Transformador em fase 0 0
Transformador defasador puro 1 0
Transformador defasador 0

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O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 27 de 27


Os fluxos de potência ativa e reativa em linhas de transmissão, transformadores em fase, defasadores puros e
defasadores, obedecem às seguintes expressões gerais:

( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2
(IV.26)

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km
sh
km km k km km
b g V V a b b V a Q ϕ θ ϕ θ + − + − + − = cos sen
2
(IV.27)

Assim, as expressões (IV.24) a (IV.27) podem ser utilizadas indistintamente para o cálculo dos fluxos de
corrente e potência em linhas de transmissão, transformadores em fase, defasadores puros e defasadores,
bastando utilizar os parâmetros conforme a Tabela IV.2.

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Geradores, reatores, capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 5

V – Geradores, reatores, capacitores e cargas
O sistema elétrico possui duas classes de componentes, os empregados na conexão entre dois nós elétricos
(elementos série) e aqueles que são conectados a apenas um nó elétrico (elementos em derivação). O
segundo grupo inclui os geradores e as cargas que constituem a razão de existir do sistema elétrico. Os
demais componentes em derivação (reatores e capacitores) são empregados no controle da tensão/potência
reativa.

Para todos os componentes em derivação é adotada a convenção gerador, ou seja, são consideradas
positivas aa potências ativa e reativa injetadas.

V.1 – Geradores
A Figura V.1 mostra o sentido positivo da potência injetada em uma barra que contém um gerador.


k
k k
jQ P +
G
k
k k
jQ P +
k k
k V V θ =
k k
k V V θ =

Figura V.1 – Convenção da potência para um gerador.

Para um gerador que está injetando potência ativa no sistema, tem-se:
0 >
k
P
¦
¹
¦
´
¦
<
>
o subexcitad , 0
do sobrexcita , 0
k
Q

V.2 – Reatores
A Figura V.2 mostra o sentido positivo da potência injetada por um reator em uma barra.


k
k k
jQ P +
k
k
jQ
k I
L
k
L
k
jb Y
jx Z
=
=
Para um Reator
0
1
0
<

=
>
L
L
L
x
b
x

k k
k V V θ =
k k
k V V θ =

Figura V.2 – Convenção da potência para um reator.
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Geradores, reatores, capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 5


Neste caso, tem-se:


L
k
L
k
k
k
k
x
V
j
jx
V
Z
V
I =

=

=
0
ou ( ) k
L
k k k V jb V Y I − = − = 0

2
2
* *
* 0
k
L
L
k
L
k k
L
k
k k k k V jb
x
V
j
jx
V V
jx
V
V I V S = − =


=
|
|
¹
|

\
|

= =

Portanto, para um reator (como 0 >
L
x e 0 <
L
b ), a injeção de potência reativa é negativa, ou seja, 0 <
k
Q .

V.3 – Capacitores
A Figura V.3 mostra o sentido positivo da potência injetada por um capacitor em uma barra.


k
k k
jQ P +
k
k
jQ
k I
C
k
C
k
jb Y
jx Z
=
=
Para um Capacitor
0
1
0
>

=
<
C
C
C
x
b
x

k k
k V V θ =
k k
k V V θ =


Figura V.3 – Convenção da potência para um capacitor.


Neste caso, tem-se:


C
k
C
k
k
k
k
x
V
j
jx
V
Z
V
I =

=

=
0
ou ( ) k
C
k k k V jb V Y I − = − = 0

2
2
* *
* 0
k
C
C
k
C
k k
C
k
k k k k V jb
x
V
j
jx
V V
jx
V
V I V S = − =


=
|
|
¹
|

\
|

= =

Portanto, para um capacitor (como 0 <
C
x e 0 >
C
b ), a injeção de potência reativa é positiva, ou seja,
0 >
k
Q .

V.4 – Cargas
A Figura V.4 mostra o sentido positivo da potência injetada por uma carga constituída por uma impedância
em uma barra.

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Geradores, reatores, capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 5


k
k k
jQ P +
k
k k
jQ P +
k I
k k
k jx r Z + =
k k
k V V θ =
k k
k V V θ =

Figura V.4 – Convenção da potência para uma carga.

Neste caso, tem-se:

k
k
k
k
k
Z
V
Z
V
I

=

=
0

( )
2
2 2
2
2
2
*
2
*
*
*
*
k k
k
k k
k
k k
k k
k k Z
Z
k
k k
k
k
k k k k
x r
V
jx r
Z
Z V
Z Z
Z V
Z
V V
Z
V
V I V S
k
k
+
+ − =

=

=

=
|
|
¹
|

\
|

= =
×

( )
4 48 4 47 6 48 47 6
k k
jQ
k k
k
k
P
k k
k
k
k k
k
k k
k
x r
V
jx
x r
V
r
x r
V
jx r S
2 2
2
2 2
2
2 2
2
+

+
− =
+
+ − =
Portanto, para uma carga constituída por uma impedância (com 0 ≥
k
r ), a injeção de potência ativa é
negativa, ou seja, 0 <
k
P . Por outro lado, a injeção de potência reativa tem o sinal inverso da reatância, ou
seja, é negativa para um indutor, 0 <
k
Q , e positiva para um capacitor, 0 >
k
Q .

No fluxo de carga, as cargas são representadas por injeções constantes de potência ativa e reativa ou por
intermédio de uma expressão mais geral que considera a dependência da carga com relação à magnitude da
tensão, sendo as injeções de potência determinadas por:

( )
NOM 2
k k P k P P k
P V c V b a P + + =
( )
NOM 2
k k Q k Q Q k
Q V c V b a Q + + =

sendo
P
a ,
P
b e
P
c constantes que definem o tipo de dependência que a potencia ativa tem com a tensão e
Q
a ,
Q
b e
Q
c constantes que definem o tipo de dependência que a potencia reativa tem com a tensão.
Observar que devem ser válidas as seguintes relações para que quando a tensão assuma seu valor nominal
( ) pu 1 =
k
V , as injeções correspondam ao valor nominal ( )
NOM NOM
Q e
k k
P :

1 = + +
P P P
c b a
1 = + +
Q Q Q
c b a


Exercício V.1 – Determinar as constantes a, b e c de uma injeção composta formada por:
Potência nominal:
NOM NOM
jQ P +
20% potência constante
30% corrente constante
40% impedância constante
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Geradores, reatores, capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 5


Exemplo V.1 (Provão 2002) – Questão relativa às matérias de Formação profissional Específica (Ênfase
Eletrotécnica).



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Geradores, reatores, capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 5


Média (escala de 0 a 100) % escolha
Brasil Região Sul Instituição Brasil Região Sul Instituição
14,7 20,2 31,3 38,5

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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 12

VI – O estudo do fluxo de carga
A avaliação do desempenho das redes de energia elétrica em condições de regime permanente senoidal é de
grande importância tanto na operação em tempo real do sistema quanto no planejamento de sua operação
e expansão. Entre as informações a serem determinadas para uma condição definida de carga e geração se
destacam as seguintes:
• O carregamento das linhas de transmissão e transformadores;
• O carregamento dos geradores;
• A magnitude da tensão nas barras;
• As perdas de transmissão;
• O carregamento dos equipamentos de compensação de reativos (síncronos e estáticos)..

A partir destas informações, é possível definir propostas de alterações a serem implementadas no sistema,
com objetivo de tornar a sua operação mais segura e econômica. Entre as alterações possíveis na operação
do sistema se destacam:
• Ajuste no despacho dos geradores;
• Ajustes nos dispositivos de controle de tensão (injeções de potência reativa, posição dos taps dos
transformadores e status dos bancos de capacitores e reatores);
• Ajustes no intercâmbio com os sistemas vizinhos;
• Mudanças na topologia (ligar ou desligar alguma linha de transmissão ou transformador).

Por outro lado, entre as alterações possíveis no planejamento da expansão do sistema se destacam:
• Instalação de novas plantas de geração;
• Instalação de novas linhas de transmissão e transformadores;
• Instalação de dispositivos de controle do fluxo de potência (FACTS
1
);
• Interconexão com outros sistemas.

VI.1 – Definição do problema do fluxo de carga
O problema do fluxo de carga (load flow em inglês) ou fluxo de potência (power flow em inglês) consiste na
obtenção das condições de operação (magnitude e ângulo de fase dos fasores tensão nodal, a partir dos quais
podem ser determinados os fluxos de potência ativa e reativa) em regime permanente de uma rede de energia
elétrica com topologia e níveis de geração e consumo conhecidos.

Na formulação básica do problema do fluxo de carga em sistemas elétricos são associadas quatro variáveis
a cada barra da rede (que representa um nó do circuito elétrico equivalente):
k
V – Magnitude do fasor tensão nodal da barra k;
k
θ – Ângulo de fase do fasor tensão nodal da barra k;
k
P – Injeção líquida (geração menos carga) de potência ativa da barra k;
k
Q – Injeção líquida de potência reativa da barra k.

Por outro lado, aos ramos da rede (cujas barras extremas são k e m) associam-se as seguintes variáveis:
km I
– Fasor da corrente que sai da barra k em direção à barra m;
km
P – Fluxo de potência ativa que sai da barra k em direção à barra m;
km
Q – Fluxo de potência reativa que sai da barra k em direção à barra m.

No fluxo de carga convencional, definem-se três tipos de barras, em função das variáveis que são
conhecidas (dados do problema) e incógnitas, conforme mostra a Tabela VI.1.

1
Flexible AC Transmission System.
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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 12

Tabela VI.1 – Tipos de barra no fluxo de carga convencional.

Tipo de barra Notação Dados Incógnitas
Barra de carga PQ
k
P e
k
Q
k
V e
k
θ
Tensão controlada PV
k
P e
k
V
k
θ e
k
Q
Referência Vθ
k
V e
k
θ
k
P e
k
Q

De forma geral, as barras de carga aparecem em maior número e representam as subestações de energia
elétrica nas quais estão conectadas as cargas do sistema elétrico; em segundo lugar, as barras de tensão
controlada representam as instalações que possuem geradores que podem realizar o controle da sua tensão
terminal (por intermédio do seu controle de excitação) e também as barras cuja tensão pode ser controlada
por intermédio do ajuste do tap de algum transformador. A barra de referência é única e imprescindível na
formulação do problema em função de dois fatores:
• Necessidade matemática de estipular um ângulo de referência (geralmente igualado a zero);
• Para fechar o balanço de potência da rede pois as perdas de transmissão não são conhecidas a priori,
ou seja, não é possível definir todas as injeções de potência do sistema antes de conhecer as perdas
que são função dos fluxos de potência na rede.


Exemplo VI.1 – Considere o sistema elétrico composto por duas barras e uma linha de transmissão
ilustrado na Figura VI.1. Para este sistema, são conhecidos o fasor tensão na Barra 1 (utilizada como
referência angular pois 0
1
= θ ), 1 V , e a demanda de potência da Barra 2 (que constitui uma barra de carga),
2 S . Deseja-se determinar o fasor tensão na Barra 2, 2 V , e a injeção líquida de potência da Barra 1, 1 S .

pu 0 1 1 = V
1 2
( ) pu 4 , 0 8 , 0 2 j S + =
2 2
2 θ V V =
( ) pu 1 , 0 01 , 0 j Z LT + =
1 S
12 I

Figura VI.1 – Sistema elétrico de potência.

Solução Exemplo VI.1: Embora o sistema elétrico da Figura VI.1 seja extremamente simples, a
determinação do fasor tensão da Barra 2 não é imediata. De acordo com os tipos de barra definidos na Tabela
VI.1, a Barra 1 é a referência, pois seu fasor tensão é conhecido, e a Barra 2 uma barra de carga, pois sua a
injeção de potência é conhecida.
Da análise do circuito elétrico, observa-se que a tensão na Barra 2 está vinculada com a corrente 12 I que
percorre a linha de transmissão pois:
12 1 2 I Z V V LT − =
e, por outro lado, a corrente que circula na linha de transmissão 12 I é função da tensão da Barra 2 pois a
grandeza conhecida nesta barra é a potência demandada, assim

*
2
2
12
|
|
¹
|

\
|
=
V
S
I
Substituindo a expressão da corrente 12 I na expressão da tensão na Barra 2 tem-se:

8 7 6
12
*
2
2
1 2
I
LT
V
S
Z V V
|
|
¹
|

\
|
− =
*
2 V ×

*
2
*
2
2
*
2 1
*
2 2 V
V
S
Z V V V V LT
|
|
¹
|

\
|
− =

*
2
*
2 1
2
2
S Z V V V LT − =
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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 12

Solução Exemplo VI.1 (continuação): Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:
( )( ) ( ) 076 , 0 048 , 0 sen cos 4 , 0 8 , 0 1 , 0 01 , 0 0 1
2 2 2 2 2
2
2
j j V j j V V − − − = − + − − = θ θ θ
076 , 0 048 , 0 sen cos
2
2 2 2 2 2
j V jV V + + = − θ θ
Esta é uma equação a números complexos que pode ser resolvida separando-se as partes real e imaginária, de
forma a obter duas equações a números reais:
048 , 0 cos
2
2 2 2
+ = V V θ
076 , 0 sen
2 2
− = θ V
A solução analítica para
2
V deste sistema não linear de equações pode ser obtida somando-se o quadrado das
duas expressões
2
e eliminando-se, assim, a variável
2
θ .
( ) ( ) 002304 , 0 096 , 0 048 , 0 048 , 0 2 048 , 0 cos
2
2
4
2
2 2
2
4
2
2
2
2
2
2 2
+ + = + × + = + = V V V V V V θ
+ ( ) ( ) 005776 , 0 076 , 0 sen
2 2
2 2
= − = θ V
= ( ) ( )
( )
( )
48 47 6
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
2
2 2
2
2 2 sen
cos
2
2
4
2
2
2 2
2
2 2
005776 , 0 002304 , 0 096 , 0 sen cos
θ
θ
θ θ
V
V
V V V V + + + = +


( ) ( ) [ ] 00808 , 0 096 , 0 sen cos
2
2
4
2
1
2
2
2
2
2
2
+ + = +
=
V V V
4 4 4 8 4 4 4 7 6
θ θ ⇒ ( ) 0 00808 , 0 1 096 , 0
2
2
4
2
= + − + V V
0 00808 , 0 904 , 0
2
2
4
2
= + − V V
As soluções da equação biquadrada são dadas por:
4430 , 0 4520 , 0
1 2
00808 , 0 1 4 904 , 0 904 , 0
2
2
2
± ≈
×
× × − ±
= V
4430 , 0 4520 , 0
2
± ± = V
Têm-se, assim, 4 soluções para o sistema de equações: { } 0949 , 0 ; 0949 , 0 ; 9460 , 0 ; 9460 , 0
2
− + − + = V
Os valores negativos não têm significado, pois
2
V representa o módulo da tensão. Como o sistema elétrico
não pode operar com valores muito baixos para a tensão (0,0949 pu, por exemplo) a única solução válida é
dada por pu 9460 , 0
2
= V .

Conhecido o valor de
2
V , o valor de
2
θ pode ser obtido através da expressão:
076 , 0 sen
2 2
− = θ V ⇒ ( ) 0803 , 0 sen
9460 , 0
076 , 0
sen
076 , 0
sen
1 1
2
1
2
− ≈ |
¹
|

\
| −
=
|
|
¹
|

\
| −
=
− − −
V
θ

o
61 , 4 rad 0804 , 0
2
− = − = θ

Após a determinação do fasor 2 V , a injeção de potência da Barra 1 pode ser obtida diretamente:
pu 18 , 31 9455 , 0 4894 , 0 8089 , 0
61 , 4 9460 , 0
4 , 0 8 , 0
*
*
2
2
12
o
o
− = − =
|
|
¹
|

\
|

+
=
|
|
¹
|

\
|
= j
j
V
S
I
( )
* *
12 1 1 18 , 31 9455 , 0 0 1
o o
− = = I V S
pu 18 , 31 9455 , 0 4894 , 0 8089 , 0 1
o
= + = j S
3

Conhecido o valor de todas as injeções, podem-se determinar as perdas no sistema de transmissão:
pu 31 , 84 0898 , 0 0894 , 0 0089 , 0 4 , 0 8 , 0 4894 , 0 8089 , 0 2 1 perdas
o
= + = − − + = − = j j j S S S

2
Desta forma, aparece a soma dos quadrados de um cosseno e um seno de mesmo argumento que é igual a 1 e que
permite eliminar o ângulo de fase. Lembrar que 1 sen cos
2 2
= + α α .
3
Observar que como o sistema possui perdas o valor da injeção da Barra 1 é diferente do valor demandado na Barra 2.
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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 12


Solução alternativa Exemplo VI.1: A partir das equações da corrente 12 I e da tensão 2 V é possível
construir um procedimento iterativo rudimentar para determinar o valor da tensão na Barra 2. O
procedimento compreende os seguintes passos:

i. Fazer 0 = ν e estipular um valor inicial para 2 V e 12 I , por exemplo: pu 0 1 1
0
2
o
= =V V e 0
0
12 = I .
ii. Em função do valor atual de
ν
2 V , calcular o valor da corrente 12 I :

*
2
2
12
|
|
¹
|

\
|
=
ν
ν
V
S
I
iii. Se
1
12 12


ν ν
I I , então o processo convergiu e a solução é dada por
ν
2 2 V V = . Caso contrário prosseguir.
iv. Calcular o novo valor para
ν
2 V , em função do valor calculado anteriormente:

ν ν
12 1
1
2 I Z V V LT − =
+

v. Fazer 1 + =ν ν e retornar para o Passo (ii).

Aplicando este procedimento para o problema são obtidos os resultados mostrados na Tabela VI.2.

Tabela VI.2 – Resultados do procedimento iterativo.
Iteração ν
ν
2 V [pu]
ν
12 I [pu]
0
o
0 1
o
57 , 26 8944 , 0 −
1
o
56 , 4 9550 , 0 −
o
13 , 31 9365 , 0 −
2
o
56 , 4 9466 , 0 −
o
13 , 31 9449 , 0 −
3
o
61 , 4 9461 , 0 −
o
17 , 31 9454 , 0 −
4
o
61 , 4 9460 , 0 −
o
17 , 31 9454 , 0 −


Os resultados mostrados na Tabela VI.2, foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®4
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VI_1.m
clear all
saida=fopen('saida.txt','w');
v1=1+0i;
z=0.01+0.1i;
v2=1+0i;
for k=1:10,
i12=conj((0.8+0.4i)/v2);
y=[k abs(v2) angle(v2)*180/pi abs(i12) angle(i12)*180/pi];
fprintf(saida,'%2.0f %6.4f %6.2f %6.4f %6.2f\n',y);
v2=v1-z*i12;
end
fclose(saida);

Para sistemas elétricos de maior dimensão, a solução analítica se torna impraticável, restando apenas os
métodos numéricos.


Exercício VI.1 – Determinar os dados e as incógnitas do problema de fluxo de carga convencional de um
sistema composto por 4 barras ( ) 4 , , 1 , , , , L = i V Q P
i i i i
θ , sabendo que a Barra 1 é a referência (Vθ), a Barra 3 é
de tensão controlada (PV) e as demais barras são de carga (PQ).


4
MATLAB é marca registrada pertencente à The MathWorks, Inc.
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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 12

Como conseqüência da imposição da Primeira Lei de Kirchhoff para uma barra qualquer do sistema elétrico
da Figura VI.2 tem-se que a potência líquida (geração menos carga) injetada nesta barra é igual à soma dos
fluxos de potência que deixam esta barra, ou seja, têm-se duas equações:
( )

Ω ∈
=
k
m
m k m k km k
V V P P θ θ , , , (VI.1)
( ) ( )

Ω ∈
= +
k
m
m k m k km k
sh
k k
V V Q V Q Q θ θ , , , (VI.2)
sendo:
NB k , , 2 , 1 L = – Índice de todas as barras do sistema, sendo NB o número de barras do sistema;
k
Ω – Conjunto de barras vizinhas da barra k;
m k
V V , – Magnitude dos fasores das tensões terminais do ramo k-m;
m k
θ θ , – Ângulo de fase dos fasores das tensões terminais do ramo k-m;
km km
Q P , – Fluxo de potência ativa e reativa no ramo k-m;
sh
k
Q
– Componente da injeção de potência reativa devido ao elemento em derivação
(shunt) da barra k ( )
2
k
sh
k
sh
k
V b Q = .
k
sh
k
jQ
m
1 1 k k
jQ P +
1 2
2 2 k k
jQ P +
km km
jQ P +
k k
jQ P +

Figura VI.2 – Sistema elétrico de potência.

Nas expressões (VI.1) e (VI.2), os fluxos de potência ativa e reativa nos ramos (linhas de transmissão,
transformadores em fase, defasadores puros e defasadores), obedecem às seguintes expressões gerais
5
:
( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2
(VI.3)
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km
sh
km km k km km
b g V V a b b V a Q ϕ θ ϕ θ + − + − + − = cos sen
2
(VI.4)
De acordo com o tipo de equipamento, os parâmetros
km
a ,
km
ϕ e
sh
km
b assumem valores particulares,
mostradas na Tabela VI.3.

Tabela VI.3 – Parâmetros para os diferentes equipamentos nas expressões gerais dos fluxos.
Equipamento
km
a
km
ϕ
sh
km
b
Linha de transmissão 1 0
Transformador em fase 0 0
Transformador defasador puro 1 0
Transformador defasador 0
Assim, o problema do fluxo de carga consiste em resolver o sistema de equações (VI.1) e (VI.2) tendo como
dados e incógnitas as variáveis descritas na Tabela VI.1.

5
Para mais detalhes, vide Capítulo IV, Seção IV.8.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 12

VI.2 – As equações das correntes dos nós
Para a barra k do sistema elétrico da Figura VI.2, a injeção líquida de corrente pode ser obtida aplicando-se a
Primeira Lei de Kirchhoff,


Ω ∈
= +
k
m
km
sh
k k I I I para NB k , , 2 , 1 L = (VI.5)
onde
( ) k
sh
k
k
sh
k
sh
k V jb V jb I − = − = 0 (VI.6)
e
( ) [ ]
2 2
* *
*
Im Im Im Im
k
sh
k k
sh
k
k
sh
k
k k
sh
k
k
sh
k k
sh
k
V b V jb V jb V V jb V I V Q = =
(
¸
(

¸

|
¹
|

\
|
=
(
¸
(

¸

− =
(
¸
(

¸

|
¹
|

\
|
=
são a injeção de corrente e de potência reativa correspondentes ao elemento em derivação da barra k.

A expressão para fasor corrente km I depende do tipo de equipamento considerado, ou seja:
Linha de transmissão: ( ) ( ) m km k
sh
km
km km V Y V jb Y I − + + =
( ) ( ) m
sh
km
km k km mk V jb Y V Y I + + − =
Transformador em fase: ( ) ( ) m km
km
k km
km
km V Y a V Y a I − + =
2

( ) ( ) m km k km
km
mk V Y V Y a I + − =
Defasador puro: ( ) ( ) m km
j
k km km V Y e V Y I
km
ϕ −
− + =
( ) ( ) m km k km
j
mk V Y V Y e I
km
+ − =
ϕ

De forma mais geral, considerando os parâmetros
km
a ,
km
ϕ e
sh
km
b , definidos na Tabela VI.3, podem-se
escrever as seguintes expressões gerais para os fluxos de corrente nos ramos:
( ) ( ) m km
j
km
k
sh
km
km
km
km V Y e a V jb Y a I
km
ϕ −
− + + =
2
(VI.7)
( ) ( ) m
sh
km
km k km
j
km
mk V jb Y V Y e a I
km
+ + − =
ϕ
(VI.8)

Exemplo VI.2 – Para o circuito de 4 barras e 5 ramos (3 linhas e 2 transformadores) da Figura VI.3,
determinar as expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.

12 Y
sh
jb
12
sh
jb
12
23 Y
sh
jb
23
sh
jb
23
13 Y
sh
jb
13
sh
jb
13
34
: 1 a
34 Y
14
: 1
ϕ j
e
14 Y
1 2 3 4
1 I
3 I
4 I
2 I 1 V 2 V 3 V 4 V
sh
jb
3

Figura VI.3 – Sistema exemplo de 4 barras.
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O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 12

Solução Exemplo VI.2: Considerando as expressões (VI.7) e (VI.8), as injeções de corrente nas barras do
sistema da Figura VI.3 são dadas por:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
14
14
13 12
4 14 1 14 3 13 1
13
13 2 12 1
12
12 1
I
j
I
sh
I
sh
V Y e V Y V Y V jb Y V Y V jb Y I
ϕ −
− + + − + + + − + + =
( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
23 21
3 23 2
23
23 2
12
12 1 12 2
I
sh
I
sh
V Y V jb Y V jb Y V Y I − + + + + + − =
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 48 47 6
34 32 31 3
4 34
34
3 34
2
34
3
23
23 2 23 3
13
13 1 13 3
3
3
I I
sh
I
sh
I
sh
V Y a V Y a V jb Y V Y V jb Y V Y V jb I
sh
− + + + + − + + + − = − +
( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
43 41
14
4 34 3 34
34
4 14 1 14 4
I I
j
V Y V Y a V Y V Y e I + − + + − =
ϕ


Agrupando os termos, chega-se a:
( ) ( ) ( ) ( ) 4 14 3 13 2 12 1
13 12
14 13 12 1
14
V Y e V Y V Y V jb jb Y Y Y I
j sh sh ϕ −
− + − + − + + + + + =
( ) ( ) ( ) 3 23 2
23 12
23 12 1 12 2 V Y V jb jb Y Y V Y I
sh sh
− + + + + + − =
( ) ( ) ( ) ( ) 4 34
34
3
3 23 13
34
2
34
23 13 2 23 1 13 3 V Y a V jb jb jb Y a Y Y V Y V Y I
sh sh sh
− + + + + + + + − + − =
( ) ( ) ( ) 4 34 14 3 34
34
1 14 4
14
V Y Y V Y a V Y e I
j
+ + − + − =
ϕ


Reescrevendo o sistema na forma matricial, tem-se:
(
(
(
(
(
¸
(

¸


(
(
(
(
(
¸
(

¸

+ − −
− + + + + + − −
− + + + −
− − − + + + +
=
(
(
(
(
(
¸
(

¸


4
3
2
1
34 14 34
34
14
34
34 3 23 13
34
2
34
23 13 23 13
23
23 12
23 12 12
14 13 12
13 12
14 13 12
4
3
2
1
0
0
14
14
V
V
V
V
Y Y Y a Y e
Y a jb jb jb Y a Y Y Y Y
Y jb jb Y Y Y
Y e Y Y jb jb Y Y Y
I
I
I
I
j
sh sh sh
sh sh
j sh sh
ϕ
ϕ


Exemplo VI.3 (alternativo, sem transformador defasador) – Para o circuito de 4 barras e 5 ramos (3
linhas e 2 transformadores) da Figura VI.4, determinar as expressões das injeções de corrente obtidas com a
aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.

12 Y
sh
jb
12
sh
jb
12
23 Y
sh
jb
23
sh
jb
23
13 Y
sh
jb
13
sh
jb
13
34
: 1 a
34 Y
1 :
41
a
41 Y
1 2 3 4
1 I
3 I
4 I
2 I 1 V 2 V 3 V 4 V
sh
jb
3

Figura VI.4 – Sistema exemplo de 4 barras (alternativo).

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 12


Solução Exemplo VI.3: Considerando as expressões (VI.7) e (VI.8), as injeções de corrente nas barras do
sistema da Figura VI.3 são dadas por:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
14 13 12
1 41 4 41
41
3 13 1
13
13 2 12 1
12
12 1
I I
sh
I
sh
V Y V Y a V Y V jb Y V Y V jb Y I + − + − + + + − + + =
( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
23 21
3 23 2
23
23 2
12
12 1 12 2
I
sh
I
sh
V Y V jb Y V jb Y V Y I − + + + + + − =
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 48 47 6
34 32 31 3
4 34
34
3 34
2
34
3
23
23 2 23 3
13
13 1 13 3
3
3
I I
sh
I
sh
I
sh
V Y a V Y a V jb Y V Y V jb Y V Y V jb I
sh
− + + + + − + + + − = − +
( ) ( ) ( ) ( )
4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6 4 4 4 4 8 4 4 4 4 7 6
43 41
4 34 3 34
34
1 41
41
4 41
2
41
4
I I
V Y V Y a V Y a V Y a I + − + − + =

Agrupando os termos, chega-se a:
( ) ( ) ( ) ( ) 4 41
41
3 13 2 12 1
13 12
41 13 12 1 V Y a V Y V Y V jb jb Y Y Y I
sh sh
− + − + − + + + + + =
( ) ( ) ( ) 3 23 2
23 12
23 12 1 12 2 V Y V jb jb Y Y V Y I
sh sh
− + + + + + − =
( ) ( ) ( ) ( ) 4 34
34
3
3 23 13
34
2
34
23 13 2 23 1 13 3 V Y a V jb jb jb Y a Y Y V Y V Y I
sh sh sh
− + + + + + + + − + − =
( ) ( ) ( ) 4 34 41
2
41
3 34
34
1 41
41
4 V Y Y a V Y a V Y a I + + − + − =

Reescrevendo o sistema na forma matricial, tem-se:
(
(
(
(
(
¸
(

¸


(
(
(
(
(
¸
(

¸

+ − −
− + + + + + − −
− + + + −
− − − + + + +
=
(
(
(
(
(
¸
(

¸

4
3
2
1
34 41
2
41
34
34
41
41
34
34 3 23 13
34
2
34
23 13 23 13
23
23 12
23 12 12
41
41
13 12
13 12
41 13 12
4
3
2
1
0
0
V
V
V
V
Y Y a Y a Y a
Y a jb jb jb Y a Y Y Y Y
Y jb jb Y Y Y
Y a Y Y jb jb Y Y Y
I
I
I
I
sh sh sh
sh sh
sh sh




VI.3 – Formulação matricial
Considerando
sh
k I dado por (VI.6) e km I dado pela expressão (VI.7), a expressão (VI.5) pode ser reescrita
como:

( ) ( ) [ ]

Ω ∈

− + + = −
k
km
m
m km
j
km
k
sh
km
km
km
k
sh
k
k V Y e a V jb Y a V jb I
ϕ 2

Isolando-se k I , chega-se a:
( ) ( )
∑ ∑
Ω ∈

Ω ∈
− +
(
(
¸
(

¸

+ + =
k
km
k
m
m km
j
km
k
m
sh
km
km
km
sh
k
k V Y e a V jb Y a jb I
ϕ 2
(VI.9)

Fazendo NB k , , 2 , 1 L = , e escrevendo na forma matricial, a expressão (VI.9) se resume a:

V Y I = (VI.10)

sendo:
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I –
Vetor das injeções de corrente, cujas componentes são os fasores k I ,
NB k , , 2 , 1 L = ;
V –
Vetor das tensões nodais, cujas componentes são os fasores
k k
k V V θ = ,
NB k , , 2 , 1 L = ;
jB G Y + = – Matriz admitância nodal, cujos elementos são:
km
j
km km
Y e a Y
km
ϕ −
− =
km
j
km
km
j
km mk
Y e a Y e a Y
km mk
ϕ ϕ
− = − =


( )

Ω ∈
+ + =
k
m
km
km
sh
km
sh
k kk
Y a jb jb Y
2


As principais características da matriz admitância, que relaciona as injeções líquidas de corrente com as
tensões nodais são as seguintes:
• É uma matriz quadrada de ordem NB;
• É uma matriz esparsa para redes de grande porte ( 0 =
km
Y sempre que não existir ligação entre os nós
k e m);
• É uma matriz simétrica se a rede for constituída apenas por linhas de transmissão e transformadores
em fase, pois para uma linha de transmissão km
mk km
Y Y Y − = = e para um transformador em fase
km
km mk km
Y a Y Y − = = . A presença de defasadores torna a matriz assimétrica pois km
j
km
Y e Y
km
ϕ −
− = e
km
j
mk
Y e Y
km
ϕ
− = (vide Exemplo VI.2).

A k-ésima componente da expressão matricial (VI.10) é dada por:

∑ ∑
∈ Ω ∈
= + =
K m
m
km
m
m
km
k
kk
k V Y V Y V Y I
k

onde K é o conjunto de todas as barras adjacentes à barra k , incluindo a própria barra k { } ( )
k
k K Ω ∪ = .
Sabendo que
km km km
jB G Y + = e
m m
m V V θ = ,
( )


+ =
K m
m m km km
k V jB G I θ
e a injeção líquida de potência k S é dada por:

( )
( ) ( )
∑ ∑

∈ ∈

− − = − − =
=
(
¸
(

¸

+ = = + =
K m
m k km km m k
K m
m m km km k k
K m
m m km km k k
k k
k k
k
jB G V V V jB G V
V jB G V I V jQ P S
θ θ θ θ
θ θ
*
*

( )( )


+ − =
K m
km km km km m k
k j jB G V V S θ θ sen cos (VI.11)
Separando as partes real e imaginária de (VI.11), tem-se:
( )


+ =
K m
km km km km m k k
B G V V P θ θ sen cos (VI.12)
( )


− =
K m
km km km km m k k
B G V V Q θ θ cos sen (VI.13)

Exercício VI.2 – Para o sistema de 4 barras da Figura VI.2, escrever as expressões das injeções de potência
de cada barra, considerando que a Barra 1 é a referência (Vθ), a Barra 3 é de tensão controlada (PV) e as
demais são barras de carga (PQ). Considerar a matriz admitância conhecida e dada por:
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jB G Y + =
(
(
(
(
¸
(

¸

=
44 43 41
34 33 32 31
23 22 21
14 13 12 11
0
0
G G G
G G G G
G G G
G G G G
G
(
(
(
(
¸
(

¸

=
44 43 41
34 33 32 31
23 22 21
14 13 12 11
0
0
B B B
B B B B
B B B
B B B B
B


Exemplo VI.4 (Provão 1998) – Questão relativa às matérias de Formação profissional Específica (Ênfase
Eletrotécnica).




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Média (escala de 0 a 100) % escolha
Brasil Região Sul Instituição Brasil Região Sul Instituição
20,8 Não disponível 15,5 Não disponível

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Exercício VI.3 – Sabendo que os dados do circuito de 4 barras e 4 ramos (3 linhas e 1 transformador
defasador com relação não nominal) da Figura VI.4 estão em grandezas normalizadas (pu), determinar o
solicitado:

2 , 0 02 , 0 j +
01 , 0 j 01 , 0 j
0 , 5 5 , 0 j −
5 , 0 j −
12 , 0 05 , 0 j +
02 , 0 j 02 , 0 j
o
10 95 , 0 : 1
% 10
1 2 3 4
1 I
3 I
4 I
2 I 1 V 2 V 3 V 4 V

Figura VI.4 – Sistema exemplo de 4 barras.

a) As expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.
b) A matriz admitância a partir das equações anteriores.
c) A matriz admitância a partir das expressões da Seção VI.3.
d) Sabendo que os fasores tensão das barras são dados por 0 1 1 = V ,
o
5 95 , 0 2 − = V ,
o
5 97 , 0 3 − = V
e
o
5 0 , 1 4 = V , determinar as injeções de corrente nas barras.
e) Para as mesmas tensões do item anterior, determinar as injeções de potência nas barras e as perdas
totais na rede de transmissão.

Exercício VI.4 (alternativo, sem transformador defasador) – Sabendo que os dados do circuito de 4
barras e 4 ramos (3 linhas e 1 transformador com relação não nominal) da Figura VI.4 estão em grandezas
normalizadas (pu), determinar o solicitado:

2 , 0 02 , 0 j +
01 , 0 j 01 , 0 j
0 , 5 5 , 0 j −
5 , 0 j −
12 , 0 05 , 0 j +
02 , 0 j 02 , 0 j
95 , 0 : 1
% 10
1 2 3 4
1 I
3 I
4 I
2 I 1 V 2 V 3 V 4 V

Figura VI.4 – Sistema exemplo de 4 barras.

a) As expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.
b) A matriz admitância a partir das equações anteriores.
c) A matriz admitância a partir das expressões da Seção VI.3.
d) Sabendo que os fasores tensão das barras são dados por 0 1 1 = V ,
o
5 95 , 0 2 − = V ,
o
5 97 , 0 3 − = V
e
o
5 0 , 1 4 = V , determinar as injeções de corrente nas barras.
e) Para as mesmas tensões do item anterior, determinar as injeções de potência nas barras e as perdas
totais na rede de transmissão.
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 47

VII – Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos
VII.1 – Formulação do problema básico
Para um sistema elétrico, com NB barras, as equações básicas do fluxo de carga para NB k , , 2 , 1 L = são:

( )


+ =
K m
km km km km m k k
B G V V P θ θ sen cos (VII.1)
( )


− =
K m
km km km km m k k
B G V V Q θ θ cos sen (VII.2)

constituindo um sistema de NB × 2 equações e NB × 4 variáveis com as seguintes características:

• NB equações do tipo (VII.1);
• NB equações do tipo (VII.2);
• NB × 4 variáveis (para uma dada barra k associam-se:
k
V ,
k
θ ,
k
P e
k
Q ).

O fluxo de carga básico em redes de energia consiste em resolver este problema definindo (especificando)
parte das variáveis ( NB × 2 variáveis) e calculando as demais ( NB × 2 variáveis). Na formulação clássica, a
definição das variáveis que são especificadas e calculadas encontra-se na Tabela VII.1.

Tabela VII.1 – Tipos de barra no fluxo de carga convencional.

Tipo de barra Notação Dados Incógnitas
Barra de carga PQ
k
P e
k
Q
k
V e
k
θ
Tensão controlada PV
k
P e
k
V
k
θ e
k
Q
Referência Vθ
k
V e
k
θ
k
P e
k
Q

Se a barra está representando um ponto do sistema onde é conhecida a injeção líquida de potência (como
D G k S S S − = , deve-se conhecer a potência gerada G S e a potência demandada D S ), esta pode ser
especificada, restando calcular
k
V e
k
θ . Este tipo de barra é denominado barra de carga ou PQ.

Se a barra está representando um ponto do sistema onde é possível o controle da magnitude da tensão
k
V ,
através do controle da injeção líquida de potência reativa
D G k
Q Q Q − = ou por intermédio do ajuste do tap
de algum transformador, esta tensão pode ser especificada, restando calcular
k
θ e
k
Q . Este tipo de barra é
denominado barra de tensão controlada ou PV.

Como as perdas não são conhecidas a priori, deve-se deixar pelo menos uma barra onde a injeção líquida de
potência D G k S S S − = seja calculada. Este tipo de barra é denominado referência ou Vθ, sendo definidos
k
V e
k
θ . Observar que pelo menos uma injeção líquida de potência ativa
D G k
P P P − = e outra de potência
reativa
D G k
Q Q Q − = precisam ser calculadas para fechar os balanços de potência ativa e reativa. Embora
geralmente tais injeções de balanço sejam associadas à barra de referência angular, não é mandatório que
sejam associadas a uma única barra.

Uma vez resolvido o problema do fluxo de carga, é conhecido o estado da rede, ou seja, são conhecidos os
fasores tensão ( )
k k
V θ , de todas as barras ( ) NB k , , 2 , 1 L = . Isto torna possível o cálculo de outras variáveis
de interesse como as injeções de potência nas barras e os fluxos de potência nos ramos (linhas e
transformadores).

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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 47

Sejam NPQ e NPV, respectivamente, o número de barras PQ e PV da rede. O fluxo de carga pode ser
decomposto em dois subsistemas de equações algébricas:

• Subsistema 1 (dimensão NPV NPQ + × 2 ) – Neste subsistema são dados:
i
P e
i
Q , { } PQ barras ∈ i :
esp
i i
P P =
esp
i i
Q Q =
j
P e
j
V , { } PV barras ∈ j :
esp
j j
P P =
esp
j j
V V =
k
V e
k
θ , { } Vθ barra ∈ k :
esp
k k
V V =
esp
k k
θ θ =
e deseja-se determinar:
i
V e
i
θ , { } PQ barras ∈ i
j
θ , { } PV barras ∈ j
resultando em um sistema de NPV NPQ+ × 2 equações algébricas não-lineares (funções quadráticas e
trigonométricas) onde parte das incógnitas aparece de forma implícita ( )
m k km
θ θ θ − = . O Subsistema
1 é constituído pelas seguintes equações:

( )
( ) { }
( ) { }
¦
¹
¦
´
¦
∈ = − −
∈ = + −




PQ barras 0 cos sen
PV e PQ barras 0 sen cos
S1
esp
esp
k B G V V Q
k B G V V P
K m
km km km km m k k
K m
km km km km m k k
θ θ
θ θ


• Subsistema 2 (dimensão 2 + NPV ) – É resolvido após a solução do Subsistema 1. No Subsistema 2
são dados:
k
V e
k
θ , NB k , , 2 , 1 L =
e deseja-se determinar:
i
P e
i
Q , { } Vθ barra ∈ i
j
Q , { } PV barras ∈ j
resultando em um sistema de 2 + NPV equações algébricas não-lineares onde todas as incógnitas
( )
k k
Q P e aparecem isoladas de forma explícita. O Subsistema 2 é constituído pelas seguintes
equações:

( )
( ) { }
( ) { }
¦
¹
¦
´
¦
∈ − =
∈ + =




Vθ e PV barras cos sen
Vθ barra sen cos
S2
k B G V V Q
k B G V V P
K m
km km km km m k k
K m
km km km km m k k
θ θ
θ θ


A Tabela VII.2 resume as características dos dois subsistemas. Observar que o Subsistema 2 pode ser
facilmente resolvido após a solução do Subsistema 1, ou seja, após a determinação do estado ( )
k k
V θ , da
rede. Por outro lado, a solução do Subsistema 1 exige um processo iterativo pois este é formado por
equações não-lineares. Assim, os métodos de resolução do problema do fluxo de carga concentram-se na
solução do Subsistema 1.

Tabela VII.2 – Características dos subsistemas que constituem o fluxo de carga.

Variáveis
Subsistema Dimensão
Especificadas Calculadas
S1
NPV NPQ+ × 2
i
P e
i
Q , { } PQ i barras ∈
j
P e
j
V , { } PV j barras ∈
k
V e
k
θ , { } Vθ barra ∈ k
i
V e
i
θ , { } PQ i barras ∈
j
θ , { } PV j barras ∈
S2 2 + NPV
k
V e
k
θ , NB k , , 2 , 1 L =
i
P e
i
Q , { } θ V i barras ∈
j
Q , { } PV j barras ∈
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 47

Exemplo VII.1 – Considerando o sistema elétrico utilizado no Exemplo VI.1, cujos dados encontram-se na
Figura VII.1, formular as equações referentes ao Subsistema 1 do fluxo de carga.

pu 0 1 1 = V
1 2
( ) pu 4 , 0 8 , 0 2 j S + =
2 2
2 θ V V =
( ) pu 1 , 0 01 , 0 j Z LT + =
1 S
12 I

Figura VII.1 – Sistema elétrico de duas barras.

Solução Exemplo VII.1: Conforme as definições já apresentadas para o problema do fluxo de carga, a
barra 2 é uma barra de carga pois sua injeção de potência é conhecida; a barra 1 é a referência. Assim, as
variáveis especificadas (conhecidas) para o Subsistema 1 são as seguintes:
pu 8 , 0 8 , 0 0
2 2
esp
2
− = − = − =
D G
P P P
pu 4 , 0 4 , 0 0
2 2
esp
2
− = − = − =
D G
Q Q Q
pu 0 , 1
esp
1
= V
rad 0
esp
1
= θ
A matriz admitância da rede é dada por:
pu 29 , 84 9504 , 9 9010 , 9 9901 , 0
1 , 0 01 , 0
1 1
12
12
o
− = − ≈
+
= = j
j Z
Y

(
¸
(

¸



=
(
¸
(

¸



= ⇒
(
¸
(

¸



=
9010 , 9 9010 , 9
9010 , 9 9010 , 9
e
9901 , 0 9901 , 0
9901 , 0 9901 , 0
12 12
12 12
B G
Y Y
Y Y
Y
As equações do Subsistema 1 são as seguintes:
( )
( ) [ ]
( ) [ ]
¹
´
¦
= − − −
= + + −
0 cos sen
0 sen cos
S1
22 2 21 21 21 21 1 2
esp
2
22 2 21 21 21 21 1 2
esp
2
B V B G V V Q
G V B G V V P
θ θ
θ θ


( )
( )
( )
¹
´
¦
= + − − − −
= + + − − −
0 9010 , 9 cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 4 , 0
0 9901 , 0 sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 8 , 0
S1
2 2 2 2
2 2 2 2
V V
V V
θ θ
θ θ

Observar que o Subsistema 1 é formado por duas equações não lineares e possui duas incógnitas:
2
V e
2
θ .
As expressões do Subsistema 1 têm origem na equação de balanço de potência da Barra 2 (a potência
injetada menos a potência que flui através da linha de transmissão é igual a zero) e diferem das equações
obtidas na solução do Exemplo VI.1, oriundas da aplicação de uma equação de malha (soma de tensões),
entretanto, a solução de ambos sistemas é mesma
1
: pu 9460 , 0
2
≈ V .e
o
61 , 4 rad 0804 , 0
2
− = − ≈ θ .


As incógnitas do Subsistema 1 podem ser agrupadas no vetor x dado por:

}
} NPQ
NPV NPQ
V
x
+
(
¸
(

¸

=
θ

em que θ é o vetor dos ângulos das tensões nodais das barras PQ e PV e V é o vetor das magnitudes das
tensões nodais das barras PQ. De forma mais compacta, o Subsistema 1 pode ser rescrito como:
( )
( ) { }
( ) { }
¹
´
¦
∈ = − = ∆
∈ = − = ∆
PQ barras 0 ,
PV e PQ barras 0 ,
S1
esp
esp
k V Q Q Q
k V P P P
k k k
k k k
θ
θ


1
Isto pode ser comprovado substituindo este valor nas expressões anteriores. Como os números apresentam alguns
arredondamentos, o resultado fica próximo a zero, na ordem de 10
-4
.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 47

colocando as funções
k
P ∆ e
k
Q ∆ na forma vetorial

( )
( ) 0 ,
0 ,
esp
esp
= − = ∆
= − = ∆
θ
θ
V Q Q Q
V P P P

em que P é o vetor das injeções de potência ativa nas barras PQ e PV e Q é o vetor das injeções de potência
reativa nas barras PQ. Definindo a função vetorial ( ) x g :
( )
}
} NPQ
NPV NPQ
Q
P
x g
+
(
¸
(

¸



=
o Subsistema 1 pode ser rescrito de forma simplificada através da seguinte expressão:
( ) 0 = x g
Este sistema de equações não-lineares pode ser resolvido por um número muito grande de métodos, sendo
que os mais eficientes são os métodos de Newton e o método Desacoplado Rápido.

Exemplo VII.2 – Empregando a notação na forma vetorial, determinar as variáveis e equações do
Subsistema 1 do problema definido no Exemplo VII.1.

Solução Exemplo VII.2: As variáveis e equações do problema são dadas respectivamente por:
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

=
2
2
V V
x
θ θ
( )
( )
( )
( )
( )
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸



=
(
¸
(

¸



=
0
0
,
,
2 2 2
2 2 2
V Q
V P
x Q
x P
x g
θ
θ


( ) ( )
( ) ( )
2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
9010 , 9 cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 4 , 0 ,
9901 , 0 sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 8 , 0 ,
V V V Q
V V V P
+ − − − − = ∆
+ + − − − = ∆
θ θ θ
θ θ θ


Na figura a seguir encontra-se o gráfico das funções ( )
2 2 2
,V P θ ∆ e ( )
2 2 2
,V Q θ ∆ para valores em torno do
ponto ( ) ( ) 9460 , 0 ; 0804 , 0 ,
2 2
− = V θ que corresponde a solução do problema, pois ( ) 0 9460 , 0 ; 0804 , 0
2
= − ∆P
e ( ) 0 9460 , 0 ; 0804 , 0
2
= − ∆Q . A linha pontilhada indica a intersecção entre as duas funções, ou seja,
corresponde aos valores para os quais a função ( ) ( )
2 2 2 2 2 2
, , V Q V P θ θ ∆ = ∆ .
-0.14
-0.12
-0.1
-0.08
-0.06
0.9
0.95
1
-1
-0.5
0
0.5
1
theta2
V2
dP2(theta2,V2)
dQ2(theta2,V2)
dP2=dQ2


A figura anterior foi gerada utilizando o seguinte código MATLAB
®
.
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Solução Exemplo VII.2 (continuação):
% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_2.m
clear all;
theta2 = -0.15:.002:-0.05; V2 = 0.9:.002:1.0;
[T,V] = meshgrid(theta2,V2);
g1 = -0.8 - V.*(-0.9901.*cos(T)+9.9010.*sin(T)+0.9901.*V);
g2 = -0.4 - V.*(-0.9901.*sin(T)-9.9010.*cos(T)+9.9010.*V);
zero = zeros(size(V2,2),size(theta2,2));
figure(1)
contour3(theta2,V2,g1,100); %colorbar;
xlabel('theta2'); ylabel('V2');
hold on
contour3(theta2,V2,g2,100);
% determina pontos de interseccao entre as superficies g1 e g2
g11 = []; g22 = [];
t = []; v = [];
for k=1:size(g1,1)
g11 = [g11 g1(k,:)]; g22 = [g22 g2(k,:)];
t = [t T(k,:)]; v = [v V(k,:)];
end
i = find(abs(g11-g22)<=0.005);
tt = t(i); vv = v(i); gg = g11(i);
plot3(tt,vv,gg,'k');

Exemplo VII.3 – Para a rede de quatro barras cujos dados estão na Figura VII.2 e nas Tabelas VII.3 e VII.4,
determinar as equações do fluxo de carga.


12 Y
sh
jb
12

sh
jb
12

23 Y
sh
jb
23

sh
jb
23

13 Y
sh
jb
13

sh
jb
13

34
: 1 a
34 Y
14
: 1
ϕ j
e
14 Y
1 2 3 4
1 S
3 S
4 S
2 S 1 V 2 V 3 V 4 V
sh
jb
3


Figura VII.2 – Sistema exemplo de 4 barras.

Tabela VII.3 – Dados das barras do sistema de 4 barras.

Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
b [pu]
1 Vθ 1,05 0,0 — — —
2 PQ — — –0,4 –0,2 —
3 PV 0,95 — 0,2 — 0,0675
4 PQ — — –0,8 –0,4 —

Tabela VII.4 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras.
k m
km Y [pu]
sh
km
b [pu]
km
a [pu]
km
ϕ [rad]
1 2 0,3 – j2,0 0,01 — —
1 3 0,3 – j2,0 0,01
1 4 – j2,0 — — 0,15
2 3 0,2 – j1,0 0,02 — —
3 4 – j1,0 — 0,95 —

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Solução Exemplo VII.3: Como já determinado na solução do Exemplo VI.2, a expressão da matriz
admitância é dada por:
(
(
(
(
(
¸
(

¸

+ − −
− + + + + + − −
− + + + −
− − − + + + +
=

34 14 34
34
14
34
34 3 23 13
34
2
34
23 13 23 13
23
23 12
23 12 12
14 13 12
13 12
14 13 12
0
0
14
14
Y Y Y a Y e
Y a jb jb jb Y a Y Y Y Y
Y jb jb Y Y Y
Y e Y Y jb jb Y Y Y
Y
j
sh sh sh
sh sh
j sh sh
ϕ
ϕ

Substituindo os valores da Tabela VII.4, chega-se a:

(
(
(
(
¸
(

¸

− + −
− + − + −
+ − − + −
+ + − + − −
=
3 95 , 0 0 9775 , 1 2989 , 0
95 , 0 805 , 3 5 , 0 1 2 , 0 2 3 , 0
0 1 2 , 0 97 , 2 5 , 0 2 3 , 0
9775 , 1 2989 , 0 2 3 , 0 2 3 , 0 98 , 5 6 , 0
j j j
j j j j
j j j
j j j j
Y
2


(
(
(
(
¸
(

¸


− −
− −
− −
=
0 0 0 2989 , 0
0 5 , 0 2 , 0 3 , 0
0 2 , 0 5 , 0 3 , 0
2989 , 0 3 , 0 3 , 0 6 , 0
G e
(
(
(
(
¸
(

¸





=
3 95 , 0 0 9775 , 1
95 , 0 805 , 3 1 2
0 1 97 , 2 2
9775 , 1 2 2 98 , 5
B
As matrizes anteriores podem ser obtidas com o seguinte código MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_3.m
ramos = [ 1 2 0.3-2i 0.01 1.0 0;
1 3 0.3-2i 0.01 1.0 0;
1 4 -2i 0 1.0 0.15;
2 3 0.2-1i 0.02 1.0 0;
3 4 -1i 0 0.95 0];
bksh = [ 0; 0; 0.0675; 0];
nr = size(ramos,1);
y = ramos(:,3);
bsh = 1i*ramos(:,4);
a = ramos(:,5);
fi = ramos(:,6);
Y = diag(1i*bksh);
for k = 1:nr
k1 = ramos(k,1);
k2 = ramos(k,2);
Y(k1,k2) = Y(k1,k2) - a(k)*exp(-1i*fi(k))*y(k);
Y(k2,k1) = Y(k2,k1) - a(k)*exp(1i*fi(k))*y(k);
Y(k1,k1) = Y(k1,k1) + a(k)*a(k)*y(k) + bsh(k);
Y(k2,k2) = Y(k2,k2) + y(k) + bsh(k);
end
Y
G = real(Y)
B = imag(Y)
Para cada uma das quatro barras do sistema, podem ser escritas duas equações, uma para a injeção de
potência ativa e outra para a injeção de potência reativa, da forma como segue:

( )
( )




− =
+ =
1
1
1 1 1 1
esp
1 1
1 1 1 1
esp
1 1
cos
cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B sen G V V Q
sen B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 4 , 3 , 2
1
= Ω { } 4 , 3 , 2 , 1
1
= K

( )
( )




− =
+ =
2
2
2 2 2 2 2
esp
2
2 2 2 2 2
esp
2
cos
cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B sen G V V Q
sen B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 3 , 1
2
= Ω { } 3 , 2 , 1
2
= K

( )
( )




− =
+ =
3
3
3 3 3 3
esp
3 3
3 3 3 3
esp
3
esp
3
cos sen
sen cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 4 , 2 , 1
3
= Ω { } 4 , 3 , 2 , 1
3
= K

2
Observar que devido à presença de um transformador defasador a matriz admitância não é simétrica.
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 47

Solução Exemplo VII.3 (continuação):

( )
( )




− =
+ =
4
4
4 4 4 4 4
esp
4
4 4 4 4 4
esp
4
cos sen
sen cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 3 , 1
4
= Ω { } 4 , 3 , 1
4
= K
Observar que as variáveis que se deseja calcular (incógnitas) encontram-se tanto do lado direito (
2
θ ,
3
θ ,
4
θ ,
2
V e
4
V ) quanto do lado esquerdo (
1
P ,
1
Q e
3
Q ) da igualdade. O Subsistema 1, de dimensão
5 2 = + × NPV NPQ , cujas incógnitas aparecem do lado direito (
2
θ ,
3
θ ,
4
θ ,
2
V e
4
V ) é dado por:

( )
( )




− =
+ =
2
2
2 2 2 2 2
esp
2
2 2 2 2 2
esp
2
cos sen
sen cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 3 , 2 , 1
2
= K
( )


+ =
3
3 3 3 3
esp
3
esp
3
sen cos
K m
m m m m m
B G V V P θ θ { } 4 , 3 , 2 , 1
3
= K

( )
( )




− =
+ =
4
4
4 4 4 4 4
esp
4
4 4 4 4 4
esp
4
cos sen
sen cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 4 , 3 , 1
4
= K
As equações restantes constituem o Subsistema 2, de dimensão 3 2 = + NPV . Para este subsistema, as
incógnitas aparecem do lado esquerdo (
1
P ,
1
Q e
3
Q ) sendo dado por:

( )
( )




− =
+ =
1
1
1 1 1 1
esp
1 1
1 1 1 1
esp
1 1
cos sen
sen cos
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ
{ } 4 , 3 , 2 , 1
1
= K
( )


− =
3
3 3 3 3
esp
3 3
cos sen
K m
m m m m m
B G V V Q θ θ { } 4 , 3 , 2 , 1
3
= K
Observar que após a determinação das incógnitas do Subsistema 1 (
2
θ ,
3
θ ,
4
θ ,
2
V e
4
V ), o estado da rede
será completamente definido pois o fasor tensão da Barra 1 (
esp
1 1
V V = e
esp
1 1
θ θ = ) e a magnitude da tensão
da Barra 3 (
esp
3 3
V V = ) são conhecidos, o que torna a solução Subsistema 2 trivial (basta substituir os valores
das tensões e ângulos e calcular os somatórios).
Reescrevendo-se as equações do Subsistema 1, tem-se um sistema de cinco equações não lineares e cinco
incógnitas (
2
θ ,
3
θ ,
4
θ ,
2
V e
4
V ), das quais três aparecem de forma implícita (os ângulos de fase
2
θ ,
3
θ e
4
θ ):
( ) ( ) ( ) [ ]
23 23 23 23
esp
3 22 22 22 22 2 21 21 21 21
esp
1 2
esp
2
sen cos sen cos sen cos θ θ θ θ θ θ B G V B G V B G V V P + + + + + =

( ) ( ) ( ) [
( )]
34 34 34 34 4
33 33 33 33
esp
3 32 32 32 32 2 31 31 31 31
esp
1
esp
3
esp
3
sen cos
sen cos sen cos sen cos
θ θ
θ θ θ θ θ θ
B G V
B G V B G V B G V V P
+ +
+ + + + + + =

( ) ( ) ( ) [ ]
44 44 44 44 4 43 43 43 43
esp
3 41 41 41 41
esp
1 4
esp
4
sen cos sen cos sen cos θ θ θ θ θ θ B G V B G V B G V V P + + + + + =
( ) ( ) ( ) [ ]
23 23 23 23
esp
3 22 22 22 22 2 21 21 21 21
esp
1 2
esp
2
cos sen cos sen cos sen θ θ θ θ θ θ B G V B G V B G V V Q − + − + − =
( ) ( ) ( ) [ ]
44 44 44 44 4 43 43 43 43
esp
3 41 41 41 41
esp
1 4
esp
4
cos sen cos sen cos sen θ θ θ θ θ θ B G V B G V B G V V Q − + − + − =
Colocando na forma de diferenças de potência ( ( ) 0 ,
esp
= − = ∆ θ V P P P
k k k
e ( ) 0 ,
esp
= − = ∆ θ V Q Q Q
k k k
) e
considerando que 1 cos =
kk
θ e 0 sen =
kk
θ , tem-se:
( ) ( ) [ ] 0 sen cos sen cos
23 23 23 23
esp
3 22 2 21 21 21 21
esp
1 2
esp
2
= + + + + − θ θ θ θ B G V G V B G V V P

( ) ( ) [
( )] 0 sen cos
sen cos sen cos
34 34 34 34 4
esp
3 33 32 32 32 32 2 31 31 31 31
esp
1
esp
3
esp
3
= + +
+ + + + + −
θ θ
θ θ θ θ
B G V
V G B G V B G V V P

( ) ( ) [ ] 0 sen cos sen cos
4 44 43 43 43 43
esp
3 41 41 41 41
esp
1 4
esp
4
= + + + + − V G B G V B G V V P θ θ θ θ
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 47

Solução Exemplo VII.3 (continuação):
( ) ( ) [ ] 0 cos sen cos sen
23 23 23 23
esp
3 2 22 21 21 21 21
esp
1 2
esp
2
= − + − − − θ θ θ θ B G V V B B G V V Q
( ) ( ) [ ] 0 cos sen cos sen
4 44 43 43 43 43
esp
3 41 41 41 41
esp
1 4
esp
4
= − − + − − V B B G V B G V V Q θ θ θ θ
Substituindo-se os valores conhecidos mostrados na Tabela VII.3 e pela matriz admitância, têm-se as
seguintes equações que constituem o Subsistema 1:
( ) ( ) [ ] 0 sen 1 cos 2 , 0 95 , 0 5 , 0 sen 2 cos 3 , 0 05 , 1 4 , 0
23 23 2 21 21 2
= + − + + + − − − θ θ θ θ V V

( ) ( ) [
( )] 0 sen 95 , 0 cos 0
95 , 0 5 , 0 sen 1 cos 2 , 0 sen 2 cos 3 , 0 05 , 1 95 , 0 2 , 0
34 34 4
32 32 2 31 31
= + +
+ × + + − + + − −
θ θ
θ θ θ θ
V
V

( ) ( ) [ ] 0 0 sen 95 , 0 cos 0 95 , 0 sen 9775 , 1 cos 2989 , 0 05 , 1 8 , 0
4 43 43 41 41 4
= + + + + − − − V V θ θ θ θ
( ) ( ) [ ] 0 cos 1 sen 2 , 0 95 , 0 97 , 2 cos 2 sen 3 , 0 05 , 1 2 , 0
23 23 2 21 21 2
= − − + + − − − − θ θ θ θ V V
( ) ( ) [ ] 0 3 cos 95 , 0 sen 0 95 , 0 cos 9775 , 1 sen 2989 , 0 05 , 1 4 , 0
4 43 43 41 41 4
= + − + − − − − V V θ θ θ θ
Agrupando as variáveis do Subsistema 1 no vetor x e as equações do Subsistema 1 e utilizando ( ) x P
k
e
( ) x Q
k
para representar as injeções de potência ativa e reativa calculadas em função das variáveis x , tem-se:

(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
4
2
4
3
2
V
V
x θ
θ
θ
( )
( )
( )
( )
{ } { }
( )
( )
{ } { }
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
= = ∆
)
`
¹
= − = ∆
= − = ∆
= = ∆
¦
)
¦
`
¹
= − = ∆
= − = ∆
= − = ∆
4 , 2 PQ barras 0
0
0
4 , 3 , 2 PV e PQ barras 0
0
0
0
S1
4
esp
4 4
2
esp
2 2
4
esp
4 4
3
esp
3 3
2
esp
2 2
Q
x Q Q Q
x Q Q Q
P
x P P P
x P P P
x P P P

( ) ( )
}
} equações 2
equações 3 1 2
0 S1
=
= + = +
=
(
¸
(

¸



=
NPQ
NPV NPQ
Q
P
x g
Na forma compacta, as expressões das equações do Subsistema 2 são dadas por:
( )
( ) } { } { }
( )
( )
{ } { }
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
)
`
¹
=
=
= =
3 , 1 Vθ e PV barras
1 Vθ barras
S2
3 3
1 1
1 1
x Q Q
x Q Q
x P P



Exemplo VII.4 (alternativo, sem transformador defasador) – Para a rede de quatro barras cujos dados
estão na Figura VII.3 e nas Tabelas VII.5 e VII.6, determinar as equações do fluxo de carga.


12 Y
sh
jb
12
sh
jb
12
23 Y
sh
jb
23
sh
jb
23
13 Y
sh
jb
13
sh
jb
13
34
: 1 a
34 Y
1 :
41
a
41 Y
1 2 3 4
1 S
3 S
4 S
2 S 1 V 2 V 3 V 4 V
sh
jb
3

Figura VII.3 – Sistema exemplo de 4 barras (alternativo).
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Tabela VII.5 – Dados das barras do sistema de 4 barras (alternativo).
Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
b [pu]
1 Vθ 1,05 0,0 — — —
2 PQ — — –0,4 –0,2 —
3 PV 0,95 — 0,2 — 0,0675
4 PQ — — –0,8 –0,4 —

Tabela VII.6 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras.
k m
km Y [pu]
sh
km
b [pu]
km
a [pu]
1 2 0,3 – j2,0 0,01 —
1 3 0,3 – j2,0 0,01
2 3 0,2 – j1,0 0,02 —
3 4 – j1,0 — 0,95
4 1 – j2,0 — 0,90

Solução Exemplo VII.4: Como já determinado na solução do Exemplo VI.3, a expressão da matriz
admitância é dada por:
(
(
(
(
(
¸
(

¸

+ − −
− + + + + + − −
− + + + −
− − − + + + +
=
34 41
2
41
34
34
41
41
34
34 3 23 13
34
2
34
23 13 23 13
23
23 12
23 12 12
41
41
13 12
13 12
41 13 12
0
0
Y Y a Y a Y a
Y a jb jb jb Y a Y Y Y Y
Y jb jb Y Y Y
Y a Y Y jb jb Y Y Y
Y
sh sh sh
sh sh
sh sh

Substituindo os valores das Tabelas VII.5 e VII.6, chega-se a:

(
(
(
(
¸
(

¸


− + − + −
+ − − + −
+ − + − −
=
62 , 2 95 , 0 0 8 , 1
95 , 0 805 , 3 5 , 0 1 2 , 0 2 3 , 0
0 1 2 , 0 97 , 2 5 , 0 2 3 , 0
8 , 1 2 3 , 0 2 3 , 0 98 , 5 6 , 0
j j j
j j j j
j j j
j j j j
Y


(
(
(
(
¸
(

¸

− −
− −
− −
=
0 0 0 0
0 5 , 0 2 , 0 3 , 0
0 2 , 0 5 , 0 3 , 0
0 3 , 0 3 , 0 6 , 0
G
e
(
(
(
(
¸
(

¸





=
62 , 2 95 , 0 0 8 , 1
95 , 0 805 , 3 1 2
0 1 97 , 2 2
8 , 1 2 2 98 , 5
B


As matrizes anteriores podem ser obtidas com o seguinte código MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_4.m
ramos = [ 1 2 0.3-2i 0.01 1.0 0;
1 3 0.3-2i 0.01 1.0 0;
2 3 0.2-1i 0.02 1.0 0;
3 4 -1i 0 0.95 0;
4 1 -2i 0 0.9 0];
bksh = [ 0; 0; 0.0675; 0];
nr = size(ramos,1);
y = ramos(:,3);
bsh = 1i*ramos(:,4);
a = ramos(:,5);
fi = ramos(:,6);
Y = diag(1i*bksh);
for k = 1:nr
k1 = ramos(k,1);
k2 = ramos(k,2);
Y(k1,k2) = Y(k1,k2) - a(k)*exp(-1i*fi(k))*y(k);
Y(k2,k1) = Y(k2,k1) - a(k)*exp(1i*fi(k))*y(k);
Y(k1,k1) = Y(k1,k1) + a(k)*a(k)*y(k) + bsh(k);
Y(k2,k2) = Y(k2,k2) + y(k) + bsh(k);
end
Y
G = real(Y)
B = imag(Y)
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Solução Exemplo VII.4 (continuação): Como os tipos das barras e as conexões existentes são as
mesmas, as expressões obtidas no exemplo anterior permanecem válidas, havendo diferença apenas nas
expressões cujos valores numéricos foram substituídos. Para os valores das Tabelas VII.5 e VII.6 que
definem a matriz admitância, têm-se as seguintes equações que constituem o Subsistema 1:
:
2
P ∆ ( ) ( ) [ ] 0 sen 1 cos 2 , 0 95 , 0 5 , 0 sen 2 cos 3 , 0 05 , 1 4 , 0
23 23 2 21 21 2
= + − + + + − − − θ θ θ θ V V
:
3
P ∆
( ) ( ) [
( )] 0 sen 95 , 0 cos 0
95 , 0 5 , 0 sen 1 cos 2 , 0 sen 2 cos 3 , 0 05 , 1 95 , 0 2 , 0
34 34 4
32 32 2 31 31
= + +
+ × + + − + + − −
θ θ
θ θ θ θ
V
V

:
4
P ∆ ( ) ( ) [ ] 0 0 sen 95 , 0 cos 0 95 , 0 sen 8 , 1 cos 0 05 , 1 8 , 0
4 43 43 41 41 4
= + + + + − − V V θ θ θ θ
:
2
Q ∆ ( ) ( ) [ ] 0 cos 1 sen 2 , 0 95 , 0 97 , 2 cos 2 sen 3 , 0 05 , 1 2 , 0
23 23 2 21 21 2
= − − − + − − − − θ θ θ θ V V
:
4
Q ∆ ( ) ( ) [ ] 0 62 , 2 cos 95 , 0 sen 0 cos 8 , 1 sen 0 05 , 1 4 , 0
4 43 43 2 41 41 4
= + − + − − − V V V θ θ θ θ
VII.2 – Resolução de sistemas algébricos não lineares pelo método de Newton-
Raphson
Considere, inicialmente, um sistema unidimensional (neste caso, os vetores ( ) x g e x possuem apenas um
componente e podem ser representados por escalares) formado por uma equação do tipo:
( ) 0 = x g (VII.3)
Resolver este sistema significa determinar o valor de x tal que a função ( ) x g seja nula. Sendo ( ) x g uma
função contínua com suas derivadas contínuas a expansão em série de Taylor em torno de um ponto
conhecido
0
x é dada por
3
:
( ) ( )
( )
( )
( )
( ) K + −


+ −


+ =
2
0
2
0 2
0
0
0
! 2
1
! 1
1
x x
x
x g
x x
x
x g
x g x g
Desprezando-se todos os termos após a derivada primeira, isto é, aproximando-se a função ( ) x g por uma
reta, conforme mostra a Figura VII.4, chega-se a:
( ) ( )
( )
( )
0
0
0
x x
x
x g
x g x g −


+ ≈ (VII.4)
A partir da expressão da aproximação linear (VII.4) é possível determinar o ponto
1
x no qual o valor desta
aproximação é nulo, ou seja, ( ) 0
1
= x g (vide Figura VII.4) da seguinte forma:
( ) ( )
( )
( ) 0
0 1
0
0 1
= −


+ = x x
x
x g
x g x g (VII.5)
( )
( )
0
1
0
0 1
x g
x
x g
x x

(
¸
(

¸



− =

x
0
x
1
g(x)

( )
0
x g
( ) ( )
0 0 1
x x g x g ∆ + =
x

Equação da reta tangente por x
0
:
( ) ( )
( )
( )
0
0
0
x x
x
x g
x g x g −


+ =
Ponto no qual a reta
tangente por x
0
é nula: x
1

0 1 0
x x x − = ∆

Figura VII.4 – Interpretação geométrica do método de Newton.

3
Embora a função seja de apenas uma variável x, adotou-se a notação de derivada parcial para facilitar a extensão para
o caso multidimensional.
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Definindo-se
0 0 1 0 1 0
x x x x x x ∆ + = ⇒ − = ∆ e substituindo-se na expressão (VII.5), tem-se:
( )
}
( )
( )
( ) 0
0
0 0
0 1
0
0 1
= −


+ =

∆ +
48 47 6
x
x x
x x
x
x g
x g x g
( ) ( )
( )
0
0
0
0 0 0
= ∆


+ = ∆ + x
x
x g
x g x x g (VII.6)
( )
( )
0
1
0
0
x g
x
x g
x

(
¸
(

¸



− = ∆ (VII.7)
onde
0
x é a aproximação inicial e
0 0 1
x x x ∆ + = uma primeira aproximação. Observar que
1
x não é a
solução da equação inicial (VII.3) e sim a solução de uma aproximação linear dada por (VII.4). A solução da
equação (VII.3) é obtida repetindo-se este processo até que o módulo da função ( ) x g esteja suficientemente
próximo de zero (dentro de uma tolerância definida). Isto sugere o seguinte algoritmo denominado método
de Newton-Raphson.

Algoritmo do método de Newton-Raphson unidimensional
i. Fazer 0 = ν e escolher uma aproximação inicial
0
x x =
ν
.
ii. Calcular o valor da função ( ) x g , no ponto
ν
x x = : ( )
ν
x g
iii. Comparar o valor calculado ( )
ν
x g com a tolerância especificada ε: se ( ) ε
ν
≤ x g , então
ν
x x = será a
solução procurada (dentro da faixa de tolerância ±ε); se ( ) ε
ν
> x g , prosseguir.
iv. Linearizar a função ( ) x g em torno do ponto ( ) ( )
ν ν
x g x , . Isto se resume na determinação da seguinte
derivada – vide equação (VII.6):
( )
x
x g


ν

v. Calcular a correção
ν
x ∆ que resolve o problema linearizado (VII.6) – vide equação (VII.7):
( )
( )
ν
ν
ν
x g
x
x g
x
1 −
(
¸
(

¸



− = ∆
vi. Determinar a nova estimativa de x passa a ser:
ν ν ν
x x x ∆ + =
+1

vii. Fazer 1 + =ν ν e voltar para o Passo (ii).


Exemplo VII.5 – Utilizando o método de Newton-Raphson, determinar a solução para a equação
4

x x sen 2 − = , considerando uma tolerância 001 , 0 = ε .

Solução Exemplo VII.5: Inicialmente, faz-se:
( ) 0 sen 2 = + − = x x x g

( )
( ) x x x
x x
x g
cos 1 sen 2 + = + −


=



Considerando uma solução inicial 0
0
= x obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII.7.


4
x em radianos.
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Solução Exemplo VII.5 (continuação):

Tabela VII.7 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson ( 0
0
= x ).
ν x
ν
( )
ν
x g
( )
x
x g


ν

ν
x ∆
0 0 –2 2 1
1 1 –0,1585 1,5403 0,1029
2 1,1029 –0,0046 1,4510 0,0031
3 1,1061 –4,4×10
-6
— —



Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = ε , a solução 1061 , 1 = x foi obtida após 3 iterações, seguindo o
processo ilustrado na Figura VII.5.
-1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
-4
-3
-2
-1
0
1
x
g(x)

Figura VII.5 – Processo de convergência para 0
0
= x .

Observar que a escolha da solução inicial afeta o processo de convergência conforme pode ser comprovado
pela comparação entre os resultados obtidos com 0
0
= x e com 2
0
= x , quando foram necessárias 4
iterações (vide Tabela VII.8 e Figura VII.6).

Tabela VII.8 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson ( 2
0
= x ).
ν x
ν
( )
ν
x g
( )
x
x g


ν

ν
x ∆
0 2 0,9093 0,5838 –1,5574
1 0,4426 –1,1291 1,9036 0,5931
2 1,0357 –0,1040 1,5099 0,0689
3 1,1046 –0,0021

1,4495 0,0014
4 1,1061 –9,10×10
-7
— —



-1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
-4
-3
-2
-1
0
1
x
g(x)

Figura VII.6 – Processo de convergência para 2
0
= x .

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Uma variante do método de Newton-Raphson é obtida considerando-se a derivada constante, isto é, o Passo
(iv) do algoritmo é realizado uma única vez, na primeira iteração quando 0 = ν :

( ) ( )
x
x g
x
x g


=


0 ν

Utilizando-se derivada constante, em geral, o número de iterações (para uma tolerância definida) é maior que
no método de Newton original, mas cada uma das iterações se torna mais rápida pois não é necessário
recalcular a derivada.


Exemplo VII.6 – Utilizando o método de Newton-Raphson com derivada constante (Von Mises),
determinar a solução para a equação x x sen 2 − = , considerando uma tolerância 001 , 0 = ε .

Solução Exemplo VII.6: Considerando uma solução inicial 0
0
= x obtêm-se os resultados mostrados na
Tabela VII.9.

Tabela VII.9 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Von Mises.

ν x
ν
( )
ν
x g
( )
x
x g


ν

ν
x ∆
0 0 –2 2 1
1 1 –0,1585 2 0,0793
2 1,0793 –0,0391 2 0,0196
3 1,0988 –0,0105 2 0,0052
4 1,1041 –0,0029 2 0,0014
5 1,1055 –0,0008 — —

Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = ε , 1055 , 1 = x . Como esperado, com a utilização de derivada
constante, foi necessário realizar um número maior de iterações (5 ao invés de 3).


Exercício VII.1 – Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises, determinar, com uma
tolerância 001 , 0 = ε , o valor de x tal que 5 3 sen
2
+ − = x x e
x
.


Considere-se, agora, a resolução do seguinte sistema n-dimensional:
( ) 0 = x g (VII.8)
onde ( ) x g é uma função vetorial e x é o vetor das incógnitas, isto é:
( )
( )
( )
( )
(
(
(
(
¸
(

¸

=
x g
x g
x g
x g
n
M
2
1


(
(
(
(
¸
(

¸

=
n
x
x
x
x
M
2
1

A solução do sistema de equações (VII.8) é obtida a partir de uma extensão do algoritmo de Newton-
Raphson anterior, descrito a seguir.

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Algoritmo do método de Newton-Raphson n-dimensional
i. Fazer 0 = ν e escolher uma aproximação inicial
0
x x =
ν
.
ii. Calcular ( ) x g , no ponto
ν
x x = : ( )
ν
x g
iii. Testar convergência: se ( ) [ ] n i x g
i
, 1 para ∈ ≤ ε
ν
, então o processo convergiu para a solução
ν
x x = ;
caso contrário, prosseguir.
iv. Linearizar a função vetorial ( ) x g em torno do ponto ( ) ( )
ν ν
x g x , . Isto se resume na determinação da
seguinte matriz de derivadas, denominada matriz Jacobiana:
( )
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸



















=


=
n
n n n
n
n
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x
x g
x J
ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν
ν
ν
L
M O M M
L
L
2 1
2
2
2
1
2
1
2
1
1
1

v. Calcular a correção
ν
x ∆ que resolve o problema linearizado:
( ) [ ] ( )
ν ν ν
x g x J x
1 −
− = ∆
vi. Determinar a nova estimativa de x que passa a ser:
ν ν ν
x x x ∆ + =
+1

vii. Fazer 1 + =ν ν e voltar para o Passo (ii).


Exemplo VII.7 – Utilizando o método de Newton-Raphson, determinar a solução considerando uma
tolerância 001 , 0 = =
y x
ε ε , para o seguinte sistema de equações:
6 2
4 2
2
= +
= +
y x
y x


Solução Exemplo VII.7: Inicialmente, faz-se:

( )
( ) 0 6 2 ,
0 4 2 ,
2
2 1 2 1 2
2 1 2 1 1
= − + =
= − + =
x x x x g
x x x x g

( )
(
¸
(

¸

=
(
(
(
(
¸
(

¸









=


=
2
2
2
1
2
2
1
1
1
2 2
1 2
x
x
g
x
g
x
g
x
g
x
x g
J
Considerando uma solução inicial 0
0
1
= x e 3
0
2
= x obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII.10.

Tabela VII.10 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson n-dimensional.
ν
ν
ν
2
1
x
x

( )
( )
ν
ν
x g
x g
2
1

( ) [ ]
1 −

ν
x J ν
ν
2
1
x
x



0
0
3
–1
3 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,9
–0,8
1
0,9
2,2
0
0,64 294 , 0 294 , 0
147 , 0 647 , 0



0,094
–0,188
2
0,994
2,012
0
0,0354 331 , 0 331 , 0
165 , 0 665 , 0



0,00586
–0,0117
3
0,999977
2,000046
0
0,000137
— —


Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
y x
ε ε , 99977 , 0
1
= = x x e 000046 , 2
2
= = x y .
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Solução Exemplo VII.7 (continuação): Observar que a partir da primeira iteração a função ( )
ν
x g
1
passa
a apresentar valor nulo. Isto ocorre porque a aproximação linear empregada para representar esta função
corresponde à própria função pois esta é de primeira ordem nas variáveis
1
x e
2
x .


Exemplo VII.8 – Utilizando o método de Von Mises, determinar a solução do sistema de equações do
exemplo anterior.

Solução Exemplo VII.8: Considerando uma solução inicial 0
0
1
= x e 3
0
2
= x obtêm-se os resultados
mostrados na Tabela VII.11.

Tabela VII.11 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Von Mises n-dimensional.
ν
ν
ν
2
1
x
x
( )
( )
ν
ν
x g
x g
2
1

( ) [ ]
1 −

ν
x J
ν
ν
2
1
x
x



0
0
3
–1
3 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,9
–0,8
1
0,9
2,2
0
0,64 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,064
–0,128
2
0,964
2,072
0
0,2212 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,00221
–0,0442
3
0,9861
2,0278
0
0,08406 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,0084
–0,0168
4
0,99452
2,01095
0
0,03297 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,0033
–0,0066
5
0,99782
2,00436
0
0,01309 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,00131
–0,00262
6
0,99913
2,00174
0
0,00522 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,00052
–0,00104
7
0,99965
2,00069
0
0,00208 2 , 0 2 , 0
1 , 0 6 , 0



0,00021
–0,00042
8
0,99986
2,00028
0
0,000834
— —


Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
y x
ε ε , 99986 , 0
1
= = x x e 00028 , 2
2
= = x y .


Exercício VII.2 – Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises, determinar, com uma
tolerância 001 , 0 = ε , a solução do seguinte sistema de equações:
5 2
4 3
2
2
− = −
= +
y xy
xy x


VII.3 – Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson
O método de Newton-Raphson é aplicado para a resolução do Subsistema 1 (S1) sendo dado por:
( )
( )
( )
( ) { }
( ) { }
¹
´
¦
∈ = − = ∆
∈ = − = ∆

¦
¹
¦
´
¦
= − = ∆
= − = ∆
=
PQ barras 0 ,
PV e PQ barras 0 ,
0 ,
0 ,
S1
esp
esp
esp
esp
k V Q Q Q
k V P P P
V Q Q Q
V P P P
k k k
k k k
θ
θ
θ
θ
(VII.9)
De acordo com o algoritmo de Newton-Raphson deseja-se determinar o vetor das correções x ∆ , o que exige
a resolução do sistema linear dado por:
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 47

( ) ( )
υ υ υ
x x J x g ∆ − = ⇒ ( ) [ ] ( )
ν ν ν
x g x J x
1 −
− = ∆
onde
( )
PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸



=
υ
υ
υ
Q
P
x g

PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸

=
υ
υ
υ
θ
V
x
PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸



= ∆
υ
υ
υ
θ
V
x
( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
PQ
PV PQ
PQ PV PQ

+ ←

+

(
(
(
(
(
¸
(

¸


∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂
=


=
υ
υ
υ
θ
θ
V
Q Q
V
P P
x
x g
x J
Considerando as expressões dos vetores P ∆ e Q ∆ e que
esp
P e
esp
Q são constantes, a matriz Jacobiana
pode ser rescrita da seguinte maneira:
( )
( ) ( )
( ) ( )
PQ
PV PQ
PQ PV PQ
, ,
, ,

+ ←

+

(
(
(
(
¸
(

¸









− =
υ
υ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
V
V Q V Q
V
V P V P
x J
sendo as submatrizes representadas por:

( )
θ
θ


=
, V P
H
( )
V
V P
N


=
θ ,

( )
θ
θ


=
, V Q
M
( )
V
V Q
L


=
θ ,

Assim, a equação que define a aplicação do método de Newton ao fluxo de carga fica sendo:

(
(
¸
(

¸



(
¸
(

¸

=
(
(
¸
(

¸



υ
υ
υ
υ
υ
θ
V
L M
N H
Q
P
(VII.10)
Considerando que:
( )
( )


Ω ∈

+ + =
= + =
k
m
km km km km m k kk k
K m
km km km km m k k
B G V V G V
B G V V P
θ θ
θ θ
sen cos
sen cos
2

( )
( )


Ω ∈

− + − =
= − =
k
m
km km km km m k kk k
K m
km km km km m k k
B G V V B V
B G V V Q
θ θ
θ θ
cos sen
cos sen
2

as submatrizes que compõem a matriz Jacobiana são dadas por:
( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
+ − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl l k
l
k
kl
m
km km km km m k
k
k
kk
l H
l B G V V
P
H
B G V V
P
H
V P
H
k
0
cos sen
cos sen
,
θ θ
θ
θ θ
θ
θ
θ

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 17 de 47

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ + =


=
+ + =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl k
l
k
kl
m
km km km km m kk k
k
k
kk
l N
l B G V
V
P
N
B G V G V
V
P
N
V
V P
N
k
0
sen cos
sen cos 2
,
θ θ
θ θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ + − =


=
+ =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl l k
l
k
kl
m
km km km km m k
k
k
kk
l M
l B G V V
Q
M
B G V V
Q
M
V Q
M
k
0
sen cos
sen cos
,
θ θ
θ
θ θ
θ
θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− + − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl k
l
k
kl
m
km km km km m kk k
k
k
kk
l L
l B G V
V
Q
L
B G V B V
V
Q
L
V
V Q
L
k
0
cos sen
cos sen 2
,
θ θ
θ θ
θ


Assim, os passos a serem executados para solução do fluxo de carga pelo método de Newton são os
seguintes:


Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson – Algoritmo
i. Fazer 0 = υ e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e PV ( )
0
θ θ θ
υ
= = e
as magnitudes das tensões das barras PQ ( )
0
V V V = =
υ
.
ii. Calcular: ( ) θ , V P
k
para as barras PQ e PV
( ) θ , V Q
k
para as barras PQ
e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”)
υ
P ∆ e
υ
Q ∆ .
iii. Testar a convergência: se
{ }
{ }
P k
k
P ε
υ
≤ ∆
+ ∈ PV PQ
max e
{ }
{ }
Q k
k
Q ε
υ
≤ ∆
∈ PV
max , o processo convergiu para a
solução ( )
υ υ
θ , V ; caso contrário, continuar.
iv. Calcular a matriz Jacobiana:
( )
( ) ( )
( ) ( )(
(
¸
(

¸

− =
υ υ υ υ
υ υ υ υ
υ υ
θ θ
θ θ
θ
, ,
, ,
,
V L V M
V N V H
V J
v. Determinar a nova solução ( )
1 1
,
+ + υ υ
θ V , onde:

υ υ υ
υ υ υ
θ θ θ
V V V ∆ + =
∆ + =
+
+
1
1

sendo
υ
V ∆ e
υ
θ ∆ obtidos com a solução do seguinte sistema linear:

( ) ( )
( ) ( ) (
(
¸
(

¸



(
(
¸
(

¸

=
(
(
¸
(

¸



υ
υ
υ
υ υ υ υ
υ υ υ υ
υ
υ
θ
θ θ
θ θ
V V L V M
V N V H
Q
P
, ,
, ,

vi. Fazer 1 + =υ υ e voltar para o Passo (ii).

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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 18 de 47

Após a determinação do fasor tensão de todas as barras, a solução do Subsistema 2 (S2) é trivial, sendo
obtida através das expressões:
( )
( ) { }
( ) { }
¦
¹
¦
´
¦
∈ − =
= + =
=




referência e PV barras cos sen
referência de barra sen cos
2 S
k B G V V Q
k B G V V P
K m
km km km km m k k
K m
km km km km m k k
θ θ
θ θ
(VII.11)

Exemplo VII.9 – Utilizando o método Newton, determinar a solução do problema do fluxo de carga
correspondente ao sistema elétrico de duas barras utilizado no Exemplo VII.1, considerando uma tolerância
001 , 0 = =
Q P
ε ε .

Solução Exemplo VII.9: Conforme já determinado, as incógnitas e equações do Subsistema 1 são as
seguintes:

(
¸
(

¸

=
2
2
V
x
θ

( )
( )
( )
¹
´
¦
= + − − − − = ∆
= + + − − − = ∆
0 9010 , 9 cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 4 , 0
0 9901 , 0 sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 8 , 0
S1
2 2 2 2 2
2 2 2 2 2
V V Q
V V P
θ θ
θ θ

Para este problema a matriz Jacobiana apresenta os seguintes elementos, para os quais { } 1
2
= Ω :
( )
( ) ( )
21 21 21 21 1 2 2 2 2 2 2
2
2
22
cos sen cos sen
,
2
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
V P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


= =


=

Ω ∈

( )
( ) ( )
21 21 21 21 1 22 2 2 2 2 2 22 2
2
2
22
sen cos 2 sen cos 2
,
2
θ θ θ θ
θ
B G V G V B G V G V
V
P
N
V
V P
N
m
m m m m m
+ + = + + =


= =


=

Ω ∈

( )
( ) ( )
21 21 21 21 1 2 2 2 2 2 2
2
2
22
sen cos sen cos
,
2
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V V B G V V
Q
M
V Q
M
m
m m m m m
+ = + =


= =


=

Ω ∈

( )
( ) ( )
21 21 21 21 1 22 2 2 2 2 2 22 2
2
2
22
cos sen 2 cos sen 2
,
2
θ θ θ θ
θ
B G V B V B G V B V
V
Q
L
V
V Q
L
m
m m m m m
− + − = − + − =


= =


=

Ω ∈

Levando em conta a matriz admitância da rede (já calculada na solução do Exercício VII.1), e os valores
especificados para pu 1
esp
1 1
= = V V e rad 0
esp
1 1
= =θ θ , têm-se os seguintes elementos:
( )
2 2 2 22
cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 θ θ + =V H
( )
2 2 2 22
sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 9802 , 1 θ θ + − + = V N
( )
2 2 2 22
sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 θ θ + − =V M
( )
2 2 2 22
cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 802 , 19 θ θ − − + = V L
Neste caso, como a matriz Jacobiana é dada por:
(
¸
(

¸

− =
22 22
22 22
L M
N H
J
então sua inversa é dada por:
(
¸
(

¸





=
(
¸
(

¸

− =


22 22
22 22
22 22 22 22
1
22 22
22 22 1
1
H M
N L
M N L H L M
N H
J
Considerando uma solução inicial rad 0
0
2
= θ e pu 1
0
2
= V , obtêm-se os resultados mostrados na Tabela
VII.12. Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a solução do Subsistema 1 é dada por:
pu 9461 , 0
2
= V e
o
61 , 4 rad 0804 , 0
2
− = − = θ , mesmo valor obtido na solução do Exemplo VI.1.

Na Tabela VII.12 é importante observar os valores obtidos nas submatrizes que constituem o Jacobiano.
Enquanto os elementos das submatrizes H e L possuem maior valor absoluto e apresentam variações
pequenas ao longo do processo iterativo, os elementos das submatrizes N e M possuem menor valor absoluto
e variam de forma significativa.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 19 de 47

Solução Exemplo VII.9 (continuação):

Tabela VII.12 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.
ν
ν
ν
θ
2
2
V

( )
( )
ν
ν
x Q
x P
2
2



( ) [ ]
ν
x J
( ) [ ]
1 −

ν
x J
ν
ν
θ
2
2
V ∆


0
0
1
–0,8
–0,4
9010 , 9 9910 , 0
9901 , 0 9010 , 9

− −

1000 , 0 0100 , 0
0100 , 0 1000 , 0 −

–0,0760
–0,0480
1
–0,0760
0,9520
–0,0418
–0,0463
0543 , 9 6555 , 1
1462 , 0 3270 , 9

− −

1101 , 0 0195 , 0
0017 , 0 1069 , 0 −

–0,0044
–0,0059
2
–0,0804
0,9461
–0,0003
–0,0004
— — —


Os resultados mostrados na Tabela VII.12, foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.
% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_9.m
clear all;
saida=fopen('saida.txt','w');
p2=-0.8; q2=-0.4;
v1=1; t1=0;
v2=1; t2=0;
x=[t2; v2];
G11=0.9901; G12=-0.9901;
G21=-0.9901; G22=0.9901;
B11=-9.901; B12=9.901;
B21=9.901; B22=-9.901;
for k=0:5,
dp2=p2-v2*(v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2))+G22*v2);
dq2=q2-v2*(v1*(G21*sin(t2)-B21*cos(t2))-B22*v2);
gx=[dp2; dq2];
h22=v2*v1*(-G21*sin(t2)+B21*cos(t2));
n22=2*v2*G22+v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2));
m22=v2*v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2));
l22=-2*v2*B22+v1*(G21*sin(t2)-B21*cos(t2));
Jac=-[h22 n22
m22 l22];
Jac1=-inv(Jac);
dx=Jac1*gx;
y=[k x(1) gx(1) Jac(1,1) Jac(1,2) Jac1(1,1) Jac1(1,2) dx(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(2) gx(2) Jac(2,1) Jac(2,2) Jac1(2,1) Jac1(2,2) dx(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
x=x+dx;
t2=x(1);
v2=x(2);
end
p1=v1*(v2*(G12*cos(-t2)+B12*sin(-t2))+G11*v1);
q1=v1*(v2*(G12*sin(-t2)-B12*cos(-t2))-B11*v1);
y=[p1 q1];
fprintf(saida,'%8.4f %8.4f',y);
fclose(saida);

Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência na barra de referência:
( )
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
− =
+ =
=




1
1
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1
cos sen
sen cos
2 S
K m
m m m m m
K m
m m m m m
B G V V Q
B G V V P
θ θ
θ θ

( )
( ) [ ]
( ) [ ]
¹
´
¦
− − =
+ + =
11 1 12 12 12 12 2 1 1
11 1 12 12 12 12 2 1 1
cos sen
sen cos
S2
B V B G V V Q
G V B G V V P
θ θ
θ θ

Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:
( )
¹
´
¦
=
=
pu 4894 , 0
pu 8089 , 0
S2
1
1
Q
P

4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 20 de 47

Exemplo VII.10 – Utilizando o método de Newton, determinar a solução do fluxo de carga da rede da
Figura VII.7 cujos dados se encontram nas Tabelas VII.13 e VII.14. Utilizar uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .


12 Z
sh
jb
12
sh
jb
12
23 Z
sh
jb
23
sh
jb
23
sh
jb
1
1 2 3
1 S
3 S
2 S 1 V 2 V 3 V

Figura VII.7 – Sistema exemplo de 3 barras.

Tabela VII.13 – Dados das barras do sistema de 3 barras.

Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
k
b [pu]
1 PQ — — – 0,15 0,05 0,05
2 Vθ 1,00 0,0 — — —
3 PV 1,00 — 0,20 — —

Tabela VII.14 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.

k m
km Z [pu]
sh
km
b [pu]
1 2 0,03 + j0,3 0,02
2 3 0,05 + j0,8 0,01


Solução Exemplo VII.10: As admitâncias das linhas de transmissão são dadas por:
( ) pu 3003 , 3 3300 , 0
3 , 0 03 , 0
1 1
12
12 j
j Z
Y − ≈
+
= =
( ) pu 2451 , 1 0778 , 0
8 , 0 05 , 0
1 1
23
23 j
j Z
Y − ≈
+
= =
sendo a matriz admitância dada por:

(
(
(
¸
(

¸

− + −
+ − − + −
+ − −
=
2351 , 1 0778 , 0 2451 , 1 0778 , 0 0
2451 , 1 0778 , 0 5154 , 4 4078 , 0 3003 , 3 33 , 0
0 3003 , 3 33 , 0 2303 , 3 33 , 0
j j
j j j
j j
Y

(
(
(
¸
(

¸


− −

=
0778 , 0 0778 , 0 0
0778 , 0 4078 , 0 33 , 0
0 33 , 0 33 , 0
G e
(
(
(
¸
(

¸




=
2351 , 1 2451 , 1 0
2451 , 1 5154 , 4 3003 , 3
0 3003 , 3 2303 , 3
B
As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes:

(
(
(
¸
(

¸

=
1
3
1
V
x θ
θ

( )
( ) [ ]
( ) [ ]
( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − + − − = ∆
= + + − = ∆
= + + − = ∆
0 cos sen
0 sen cos
0 sen cos
S1
12 12 12 12 2 11 1 1
esp
1 1
33 3 32 32 32 32 2 3
esp
3 3
12 12 12 12 2 11 1 1
esp
1 1
θ θ
θ θ
θ θ
B G V B V V Q Q
G V B G V V P P
B G V G V V P P

4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 21 de 47

Solução Exemplo VII.10 (continuação): Substituindo os valores conhecidos, tem-se o seguinte sistema
de equações:
( )
( ) [ ]
( ) [ ]
( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − − + − = ∆
= × + + − − = ∆
= + − + − − = ∆
0 cos 3003 , 3 sen 33 , 0 1 2303 , 3 05 , 0
0 1 0778 , 0 sen 2451 , 1 cos 0778 , 0 1 1 20 , 0
0 sen 3003 , 3 cos 33 , 0 1 33 , 0 15 , 0
S1
1 1 1 1 1
3 3 3
1 1 1 1 1
θ θ
θ θ
θ θ
V V Q
P
V V P

Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a seguinte formação:

(
(
(
¸
(

¸

− =
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸


∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂
=
11 13 11
31 33 31
11 13 11
1
1
3
1
1
1
1
3
3
3
1
3
1
1
3
1
1
1
L M M
N H H
N H H
V
Q Q Q
V
P P P
V
P P P
J
θ θ
θ θ
θ θ

( ) ( )
12 12 12 12 2 1 1 1 1 1 1
1
1
11
cos sen cos sen
1
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


=

Ω ∈

0
3
1
13
=


=
θ
P
H e 0
1
3
31
=


=
θ
P
H
( ) ( )
32 32 32 32 2 3 3 3 3 3 3
3
3
33
cos sen cos sen
3
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


=

Ω ∈

( ) ( )
12 12 12 12 2 11 1 1 1 1 1 11 1
1
1
11
sen cos 2 sen cos 2
1
θ θ θ θ B G V G V B G V G V
V
P
N
m
m m m m m
+ + = + + =


=

Ω ∈

0
1
3
31
=


=
V
P
N
( ) ( )
12 12 12 12 2 1 1 1 1 1 1
1
1
11
sen cos sen cos
1
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
Q
M
m
m m m m m
+ = + =


=

Ω ∈

0
3
1
13
=


=
θ
Q
M

( ) ( )
12 12 12 12 2 11 1 1 1 1 1 11 1
1
1
11
cos sen 2 cos sen 2
1
θ θ θ θ B G V B V B G V B V
V
Q
L
m
m m m m m
− + − = − + − =


=

Ω ∈


Considerando uma solução inicial rad 0
0
3
0
1
= =θ θ e pu 1
0
1
= V , obtém-se os resultados mostrados na
Tabela VII.15.

Tabela VII.15 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.
ν
ν
ν
ν
θ
θ
1
3
1
V

( )
( )
( )
ν
ν
ν
x Q
x P
x P
1
3
1



( ) [ ]
ν
x J
( ) [ ]
1 −

ν
x J
ν
ν
ν
θ
θ
1
3
1
V ∆



0
0
0
1
–0,15
0,20
0,12
1603 , 3 0 3300 , 0
0 2451 , 1 0
3300 , 0 0 3003 , 3


− −

3132 , 0 0 0313 , 0
0 8031 , 0 0
0313 , 0 0 2999 , 0 −

–0,0487
0,1606
0,0329
1
–0,0487
0,1606
1,0329
0,0045
–0,0001
–0,0081
3927 , 3 0 5065 , 0
0 2415 , 1 0
1913 , 0 0 3882 , 3


− −

2923 , 0 0 0437 , 0
0 8055 , 0 0
0165 , 0 0 2927 , 0 −

0,0014
–0,0001
–0,0022
2
–0,0473
0,1605
1,0307
8,14×10
-6
0

–2,01×10
-5

— — —

4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 22 de 47

Solução Exemplo VII.10 (continuação): Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a solução do
Subsistema 1 é dada por: pu 0307 , 1
1
= V ,
o
71 , 2 rad 0473 , 0
1
− = − = θ e
o
20 , 9 rad 1605 , 0
3
= = θ . Observar
que após a 1
a
iteração o resíduo
3
P ∆ já se encontrava dentro da tolerância desejada
( ) 001 , 0 0001 , 0
1
3
= < − = ∆
P
P ε , mas foi necessário realizar mais uma iteração, pois os demais resíduos
( )
3 1
e Q P ∆ ∆ eram superiores.

Os resultados mostrados na Tabela VII.15, foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_10.m
clear all;
saida=fopen('saida.txt','w');
p1=-0.15; q1=0.05; p3=0.2;
v1=1; t1=0; v2=1; t2=0; v3=1; t3=0;
x=[t1; t3; v1];
b1sh=0.05;
g12=0.33; b12=-3.3003; b12sh=0.02;
g23=0.0778; b23=-1.2451; b23sh=0.01;
G11=g12; G12=-g12; G13=0;
G21=-g12; G22=g12+g23; G23=-g23;
G31=0; G32=-g23; G33=g23;
B11=b12+b12sh+b1sh; B12=-b12; B13=0;
B21=-b12; B22=b12+b23+b12sh+b23sh; B23=-b23;
B31=0; B32=-b23; B33=b23+b23sh;
kmax=10; tol=0.001; kpq=1;
for k=0:kmax,
dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1);
dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3);
dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1);
gx=[dp1; dp3; dq1];
if max(abs(gx))>tol
h11=v1*v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2));
h13=0; h31=0;
h33=v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2));
n11=2*v1*G11+v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2));
n31=0;
m11=v1*v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2));
m13=0;
l11=-2*v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2));
Jac=-[h11 h13 n11; h31 h33 n31; m11 m13 l11];
Jac1=-inv(Jac);
dx=Jac1*gx;
else
Jac=[0 0 0; 0 0 0; 0 0 0]; Jac1=[0 0 0; 0 0 0; 0 0 0];
dx=[0; 0; 0];
kpq=0;
end
y=[k x(1) gx(1) Jac(1,1) Jac(1,2) Jac(1,3) Jac1(1,1) Jac1(1,2) Jac1(1,3) dx(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(2) gx(2) Jac(2,1) Jac(2,2) Jac(2,3) Jac1(2,1) Jac1(2,2) Jac1(2,3) dx(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(3) gx(3) Jac(3,1) Jac(3,2) Jac(3,3) Jac1(3,1) Jac1(3,2) Jac1(3,3) dx(3)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kpq==0
break
end
x=x+dx;
t1=x(1); t3=x(2); v1=x(3);
end
p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)));
q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3);
q1sh=v1*v1*b1sh;
y=[p2 q2 q3 q1sh];
fprintf(saida,'%8.4f %8.4f\n %8.4f\n %8.4f\n',y);
fclose(saida);
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 23 de 47


Solução Exemplo VII.10 (continuação): Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da
injeção de potência na barra de referência:
( )
( ) { }
( ) { }
( ) { }
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= − =
= − =
= + =
=






3 , 1 cos sen
3 , 2 , 1 cos sen
3 , 2 , 1 sen cos
2 S
3 3 3 3 3 3 3
2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
3
2
2
K B G V V Q
K B G V V Q
K B G V V P
K m
m m m m m
K m
m m m m m
K m
m m m m m
θ θ
θ θ
θ θ

( )
( ) ( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
− − =
− + − − =
+ + + + =
33 3 32 32 32 32 2 3 3
23 23 23 23 3 22 2 21 21 21 21 1 2 2
23 23 23 23 3 22 2 21 21 21 21 1 2 2
cos sen
cos sen cos sen
sen cos sen cos
S2
B V B G V V Q
B G V B V B G V V Q
B G V G V B G V V P
θ θ
θ θ θ θ
θ θ θ θ

Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:
( )
¦
¹
¦
´
¦
− =
− =
− =
pu 0,0064
pu 1152 , 0
pu 0469 , 0
S2
3
2
2
Q
Q
P

Após a determinação do estado da rede, os fluxos de potência nas linhas podem ser facilmente determinados,
utilizando-se as expressões (III.11) e (III.12)
5
, obtendo-se os resultados mostrados na Figura VII.8.


sh
jb
1
1 2 3
05 , 0 15 , 0 1 j S + − = 0064 , 0 2 , 0 3 j S − = 1152 , 0 0469 , 0 2 j S − − =
o
71 , 2 0307 , 1 1 − = V
o
0 1 2 = V
o
20 , 9 1 3 = V
1031 , 0 15 , 0 12 j S + − = 1336 , 0 1511 , 0 21 j S − = 0184 , 0 198 , 0 23 j S + − = 0064 , 0 2 , 0 32 j S − =
0531 , 0 1 j S
sh
=

Figura VII.8 – Resultado do fluxo de carga do sistema exemplo de 3 barras.



Exercício VII.3 – No sistema de três barras do Exemplo VII.10, em função da barra de referência (Barra 2)
ocupar uma posição central e de não existir ligação direta entre as Barras 1 e 3, o sistema elétrico de três
barras pode ser dividido em dois sistemas de duas barras independentes, conforme mostrado na Figura VII.9.


12 Z
sh
jb
12
sh
jb
12
sh
jb
1
1 2
1 S
A
S 2
1 V 2 V 23 Z
sh
jb
23
sh
jb
23
2 3
3 S
B
S 2
2 V 3 V
B A
S S S 2 2 2 + =
Sistema A Sistema B

Figura VII.9 – Sistemas de duas barras equivalente ao exemplo de 3 barras.


5
Para detalhes, vide Capítulo III.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 24 de 47


Observar que as equações utilizadas para determinar o fasor tensão da Barra 1 não envolvem o fasor tensão
da Barra 3 e vice-versa. Desta forma as duas redes podem ser resolvidas separadamente, sendo a injeção de
potência da Barra 2 dada pela soma das injeções calculadas para as duas redes, ou seja,
B A
S S S 2 2 2 + = .
Resolver o fluxo de carga das duas redes separadamente e comparar com os resultados do Exemplo VII.10
para comprovar estas afirmações.


Exercício VII.4 – Para o mesmo sistema elétrico utilizado no Exemplo VII.10, determinar solução do fluxo
de carga considerando os dados da Tabelas VII.16 e utilizando uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

Tabela VII.16 – Dados das barras do sistema de 3 barras.

Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
k
b [pu]
1 PQ — — – 0,15 0,05 – 0,05
2 PV 1,00 — – 0,0469 — —
3 Vθ 1,00 0,1605 — — —


VII.4 – Métodos desacoplados
O processo iterativo de solução do fluxo de carga pelo método de Newton baseia-se na solução do seguinte
sistema linear:

(
(
¸
(

¸



(
¸
(

¸

=
(
(
¸
(

¸



υ
υ
υ
υ
υ
θ
V
L M
N H
Q
P
com
( ) ( )
( ) ( )
V
V Q
L
V Q
M
V
V P
N
V P
H


=


=


=


=
θ
θ
θ
θ
θ
θ
, ,
, ,

Em redes de transmissão em alta tensão (maiores ou iguais a 230 kV), o fluxo de potência ativa é muito
menos sensível às mudanças na magnitude das tensões que às mudanças nos ângulos de fase das tensões
nodais. De forma similar, o fluxo de potência reativa é muito menos sensível às mudanças nos ângulos de
fase das tensões que às mudanças nas magnitudes das tensões nodais. Isto faz com que as sensibilidades
θ ∂
∂P
e
V
Q


sejam muito mais intensas que as sensibilidades
V
P


e
θ ∂
∂Q
, e possibilita a separação
deste sistema linear em dois subsistemas independentes (não acoplados). Esta separação é denominada
desacoplamento Pθ θθ θ-QV.

VII.4.1 – Método de Newton desacoplado
O processo mais imediato de aplicação do desacoplamento, denominado Newton desacoplado, consiste em
desconsiderar as submatrizes N e M. Em outra família de métodos, além de ignorar as submatrizes N e M,
utilizam-se matrizes constantes no lugar das submatrizes H e L. Observar que em todas as versões de
métodos desacoplados as aproximações são feitas apenas na matriz Jacobiana; nenhuma aproximação é feita
no cálculo dos resíduos P ∆ e Q ∆ . Deste modo, altera-se o processo de convergência (geralmente torna-se
mais lento), mas a solução final se mantém, pois o sistema resolvido continua sendo o Subsistema 1 (S1),
dado por:
( )
( )
( )
( ) { }
( ) { }
¹
´
¦
∈ = − = ∆
∈ = − = ∆

¦
¹
¦
´
¦
= − = ∆
= − = ∆
=
PQ barras 0 ,
PV e PQ barras 0 ,
0 ,
0 ,
1
esp
esp
esp
esp
k V Q Q Q
k V P P P
V Q Q Q
V P P P
S
k k k
k k k
θ
θ
θ
θ


O algoritmo básico do método de Newton-Raphson para solução do fluxo de carga é dado por:
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 25 de 47

( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
∆ + =
∆ + =
∆ ⋅ + ∆ ⋅ = ∆
∆ ⋅ + ∆ ⋅ = ∆
+
+
PQ barras
PV e PQ barras
PQ barras , , ,
PV e PQ barras , , ,
Iteração 1
1
1
ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν ν ν ν
ν ν ν ν ν ν ν ν ν
θ θ θ
θ θ θ θ
θ θ θ θ
V V V
V V L V M V Q
V V N V H V P

Desprezando os termos ( )
ν ν
θ , V N e ( )
ν ν
θ , V M , é possível resolver separadamente e alternadamente para
ν
θ ∆ e
ν
V ∆ da seguinte maneira:
( ) ( )
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ = ∆
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ = ∆
+
+ +
+
PQ barras
PQ barras , ,
QV Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras , ,
Pθ Iteração
1
1 1
2
1
1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ θ
θ θ θ
V V V
V V L V Q
V H V P
(VII.12)
As alterações introduzidas pela simplificação da matriz Jacobiana são, parcialmente, compensadas pelo fato
das variáveis θ e V serem atualizadas a cada meia iteração (observar que utiliza-se
1 + ν
θ para os cálculos
dos resíduos
ν
Q ∆ e da submatriz L).
De um modo geral, a taxa de convergência dos dois subproblemas (subproblema ativo: ½ Iteração Pθ;
subproblema reativo: ½ Iteração QV) são diferenciadas e é comum a realização de iterações em apenas um
dos subproblemas.
A resolução do fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado segue os seguintes passos:

Fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado – Algoritmo

i. Fazer 0 = = q p , 1 = = KQ KP e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e
PV ( )
0
θ θ θ = =
p
e as magnitudes das tensões das barras PQ ( )
0
V V V
q
= = .
ii. Calcular ( )
p q
k
V P θ , para as barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”)
p
P ∆ .
iii. Testar a convergência:
a) Se
{ }
{ }
P
p
k
k
P ε ≤ ∆
+ ∈ PV PQ
max , a ½ Iteração Pθ convergiu:
• Fazer 0 = KP . Se 0 = KQ , o processo convergiu para a solução ( )
q p
V θ , ;
• Caso contrário, vá para o Passo (vii) (Iteração QV).
b) Caso contrário, prosseguir.
iv. Calcular a submatriz ( )
p q
V H θ , .
v. Determinar o valor de
p p p
θ θ θ ∆ + =
+1
sendo
p
θ ∆ obtido com a solução do seguinte sistema linear:
( ) ( )
p p q p q p
V H V P θ θ θ ∆ ⋅ = ∆ , ,
vi. Fazer 1 + = p p , 1 = KQ e prosseguir no Passo (vii).
vii. Calcular ( )
p q
k
V Q θ , para as barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”)
q
Q ∆ .
viii. Testar a convergência:
a) Se
{ }
{ }
q
q
k
k
Q ε ≤ ∆
∈ PQ
max , a ½ Iteração QV convergiu:
• Fazer 0 = KQ . Se 0 = KP , o processo convergiu para a solução ( )
q p
V θ , ;
• Caso contrário, vá para o Passo (ii) (Iteração Pθ).
b) Caso contrário, prosseguir.
ix. Calcular a submatriz ( )
υ υ
θ , V L .
x. Determinar o valor de
q q q
V V V ∆ + =
+1
sendo
q
V ∆ obtido com a solução do seguinte sistema
linear: ( ) ( )
q p q p q q
V V L V Q ∆ ⋅ = ∆ θ θ , ,
xi. Fazer 1 + = q q , 1 = KP e voltar para o Passo (ii).
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 26 de 47

Exemplo VII.11 – Utilizando o método Newton desacoplado, determinar a solução do Subsistema 1 do
problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado no Exemplo VII.10
considerando uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

Solução Exemplo VII.11: A matriz admitância da rede e as expressões do Subsistema 1 permanecem
inalteradas, sendo as mesmas do Exemplo VII.7, ou seja:

(
(
(
¸
(

¸


− −

=
0778 , 0 0778 , 0 0
0778 , 0 4078 , 0 33 , 0
0 33 , 0 33 , 0
G e
(
(
(
¸
(

¸




=
2351 , 1 2451 , 1 0
2451 , 1 5154 , 4 3003 , 3
0 3003 , 3 2303 , 3
B

(
(
(
¸
(

¸

=
1
3
1
V
x θ
θ

( )
( ) [ ]
( ) [ ]
( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − + − − = ∆
= + + − = ∆
= + + − = ∆
0 cos sen
0 sen cos
0 sen cos
S1
12 12 12 12 2 11 1 1
esp
1 1
33 3 32 32 32 32 2 3
esp
3 3
12 12 12 12 2 11 1 1
esp
1 1
θ θ
θ θ
θ θ
B G V B V V Q Q
G V B G V V P P
B G V G V V P P

Para o método de Newton desacoplado, as matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes H e L, ou
seja:

(
¸
(

¸

=
33 31
13 11
H H
H H
H
( ) ( )
12 12 12 12 2 1 1 1 1 1 1
1
1
11
cos sen cos sen
1
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


=

Ω ∈

0
3
1
13
=


=
θ
P
H e 0
1
3
31
=


=
θ
P
H
( ) ( )
32 32 32 32 2 3 3 3 3 3 3
3
3
33
cos sen cos sen
3
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


=

Ω ∈

[ ]
11
L L =

( ) ( )
12 12 12 12 2 11 1 1 1 1 1 11 1
1
1
11
cos sen 2 cos sen 2
1
θ θ θ θ B G V B V B G V B V
V
Q
L
m
m m m m m
− + − = − + − =


=

Ω ∈

Considerando uma solução inicial rad 0
0
3
0
1
= =θ θ e pu 1
0
1
= V , obtém-se os resultados mostrados na
Tabela VII.17.

Tabela VII.17 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado.
p
p
p
3
1
θ
θ

( )
( )
q p
q p
x P
x P
,
3
,
1


( ) [ ]
q p
x H
,
− ( ) [ ]
1
,

q p
x H p
p
3
1
θ
θ



q
q
V
1

( )
q p
x Q
,
1
∆ ( ) [ ]
q p
x L
,
− ( ) [ ]
1
,

q p
x L
q
V
1


0
0
0
–0,15
0,20 2451 , 1 0
0 3003 , 3



8031 , 0 0
0 3030 , 0

–0,0455
0,1606
0 1 0,1016 –3,1787 0,3146 0,0320
1
–0,0455
0,1606
–0,0065
–0,0001 2415 , 1 0
0 3868 , 3



8055 , 0 0
0 2953 , 0

–0,0019
–0,0001
1 1,0320 –0,0043 –3,3861 0,2953 –0,0013
2
–0,0474
0,1605
2,44×10
-4
0
— — — 2 1,0307 –5,10×10
-6
— — —


Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a solução do Subsistema 1 é dada por: pu 0307 , 1
1
= V ,
o
72 , 2 rad 0474 , 0
1
− = − = θ e
o
20 , 9 rad 1605 , 0
3
= = θ . Observar que após a 1
a
iteração, ou seja, após duas ½
iterações, o resíduo
3
P ∆ já se encontrava dentro da tolerância desejada ( ) 001 , 0 0001 , 0
1
3
= < − = ∆
P
P ε , mas
foi necessário realizar mais uma ½ iteração Pθ, pois o outro resíduo ( )
1
P ∆ era superior.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 27 de 47

Solução Exemplo VII.11 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII.17, foram obtidos
executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_11.m
clear all;
saida=fopen('saida.txt','w');
p1=-0.15; q1=0.05; p3=0.2;
v1=1; t1=0; v2=1; t2=0; v3=1; t3=0;
x=[t1; t3; v1];
b1sh=0.05;
g12=0.33; b12=-3.3003; b12sh=0.02;
g23=0.0778; b23=-1.2451; b23sh=0.01;
G11=g12; G12=-g12; G13=0;
G21=-g12; G22=g12+g23; G23=-g23;
G31=0; G32=-g23; G33=g23;
B11=b12+b12sh+b1sh; B12=-b12; B13=0;
B21=-b12; B22=b12+b23+b12sh+b23sh; B23=-b23;
B31=0; B32=-b23; B33=b23+b23sh;
kmax=10; tol=0.001; kp=1; kq=1;
for k=0:kmax,
dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1);
dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3);
gxp=[dp1; dp3];
if max(abs(gxp))>tol
h11=v1*v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2));
h13=0; h31=0;
h33=v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2));
Jacp=-[h11 h13; h31 h33]; Jacp1=-inv(Jacp);
dxp=Jacp1*gxp;
kq=1;
else
kp=0;
Jacp=[0 0; 0 0]; Jacp1=[0 0; 0 0];
dxp=[0; 0];
end
y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1,1) Jacp(1,2) Jacp1(1,1) Jacp1(1,2) dxp(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(2) gxp(2) Jacp(2,1) Jacp(2,2) Jacp1(2,1) Jacp1(2,2) dxp(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kp==1
x=x+[dxp(1); dxp(2); 0];
t1=x(1); t3=x(2);
elseif kq==0
break
end
dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1);
gxq=[dq1];
if max(abs(gxq))>tol
l11=-2*v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2));
Jacq=-[l11]; Jacq1=-inv(Jacq);
dxq=Jacq1*gxq;
kp=1;
else
kq=0;
Jacq=[0]; Jacq1=[0];
dxq=[0];
end
y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1,1) Jacq1(1,1) dxq(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kq==1
x=x+[0;0;dxq(1)];
v1=x(3);
elseif kp==0
break
end
end
p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)));
q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3);
q1sh=v1*v1*b1sh;
y=[p2 q2 q3 q1sh];
fprintf(saida,'%8.4f %8.4f\n %8.4f\n %8.4f\n',y);
fclose(saida);
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 28 de 47

Em alguns sistemas, é possível acelerar a convergência através da normalização das equações (VII.12) com
relação à magnitude da tensão. Sendo V a matriz diagonal cujos elementos não-nulos são as magnitudes das
tensões das barras do sistema, ou seja,
(
(
(
(
¸
(

¸

=
NB
V
V
V
V
L
M O M M
L
L
0 0
0 0
0 0
2
1

(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=

NB
V
V
V
V
1
0 0
0
1
0
0 0
1
2
1
1
L
M O M M
L
L

as equações normalizadas do fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado são dadas por:
( ) ( )
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ⋅ = ∆ ⋅
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ⋅ = ∆ ⋅
+
+ − + −
+
− −
PQ barras
PQ barras , ,
Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras , ,
Iteração
1
1 1 1 1
2
1
1
1 1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ θ
θ θ θ
θ
V V V
V V L V V Q V
QV
V H V V P V
P
(VII.13)
Sabendo que as matrizes H e L originais são dadas por:
( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− − = + − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl l k
l
k
kl
kk k k
m
km km km km m k
k
k
kk
l H
l B G V V
P
H
B V Q B G V V
P
H
V P
H
k
0
cos sen
cos sen
,
2
θ θ
θ
θ θ
θ
θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− = − + − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl k
l
k
kl
m
kk k
k
k
km km km km m kk k
k
k
kk
l L
l B G V
V
Q
L
B V
V
Q
B G V B V
V
Q
L
V
V Q
L
k
0
cos sen
cos sen 2
,
θ θ
θ θ
θ

é possível definir novas submatrizes, incluindo a normalização, ou seja, definir:
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=


= + − =


=
= ′

Ω ∈

k kl
k kl kl kl kl l
l
k
k
kl
kk k
k
k
m
km km km km m
k
k
k
kk
l H
l B G V
P
V
H
B V
V
Q
B G V
P
V
H
H V H
k
0
cos sen
1
cos sen
1
'
'
'
1
θ θ
θ
θ θ
θ

( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− = − + − =


=
= ′

Ω ∈

k kl
k kl kl kl kl
l
k
k
kl
kk
k
k
m
km km km km m
k
kk
k
k
k
kk
l L
l B G
V
Q
V
L
B
V
Q
B G V
V
B
V
Q
V
L
L V L
k
0
cos sen
1
cos sen
1
2
1
'
'
2
'
1
θ θ
θ θ

Utilizando as matrizes H′ e L′ , o processo iterativo do método de Newton desacoplado, em sua versão
normalizada, se resume a:
( ) ( )
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
+
+ + −
+

PQ barras
PQ barras , ,
QV Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras , ,
Pθ Iteração
1
1 1 1
2
1
1
1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ θ
θ θ θ
V V V
V V L V Q V
V H V P V
(VII.14)
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 29 de 47


Exemplo VII.12 – Utilizando o método Newton desacoplado normalizado, determinar a solução do
Subsistema 1 do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado nos
Exemplos VII.10 e VII.11 considerando uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

Solução Exemplo VII.12: A matriz admitância da rede e as expressões do Subsistema 1 permanecem
inalteradas, sendo as mesmas dos Exemplos VII.10 e VII.11. Para o método de Newton desacoplado
normalizado, as matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes H′ e L′ , ou seja:

(
¸
(

¸

′ ′
′ ′
= ′
33 31
13 11
H H
H H
H
( ) ( )
12 12 12 12 2 1 1 1 1
1
1 1
1 11
cos sen cos sen
1
θ θ θ θ
θ
B G V B G V
P
V H
m
m m m m m
+ − = + − =


= ′

Ω ∈


0
3
1 1
1 13
=


= ′

θ
P
V H e 0
1
3 1
3 31
=


= ′

θ
P
V H
( ) ( )
32 32 32 32 2 3 3 3 3
3
3 1
3 33
cos sen cos sen
3
θ θ θ θ
θ
B G V B G V
P
V H
m
m m m m m
+ − = + − =


= ′

Ω ∈


[ ]
11
L L ′ = ′

( ) ( )
12 12 12 12
1
2
11 1 1 1 1
1
11
1
1 1
1 11
cos sen 2 cos sen
1
2
1
θ θ θ θ B G
V
V
B B G V
V
B
V
Q
V L
m
m m m m m
− + − = − + − =


= ′

Ω ∈


Considerando uma solução inicial rad 0
0
3
0
1
= =θ θ e pu 1
0
1
= V , obtém-se os resultados mostrados na
Tabela VII.18 que diferem dos da Tabela VII.17 apenas no itens assinalados que correspondem às
submatrizes do Jacobiano.

Tabela VII.18 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado normalizado.
p
p
p
3
1
θ
θ

( )
( )
q p
q p
x P
x P
,
3
,
1



( ) [ ]
q p
x H
,
′ −
( ) [ ]
1
,


q p
x H p
p
3
1
θ
θ



q
q
V
1

( )
q p
x Q
,
1
∆ ( ) [ ]
q p
x L
,
′ −
( ) [ ]
1
,


q p
x L
q
V
1


0
0
0
–0,15
0,20 2451 , 1 0
0 3003 , 3



8031 , 0 0
0 3030 , 0

–0,0455
0,1606
0 1 0,1016 –3,1787 0,3146 0,0320
1
–0,0455
0,1606
–0,0065
–0,0001 2415 , 1 0
0 2819 , 3



8055 , 0 0
0 3047 , 0

–0,0019
–0,0001
1 1,0320 –0,0043 3,2812 − 3048 , 0 –0,0013
2
–0,0474
0,1605
2,44×10
-4
0
— — — 2 1,0307 –5,10×10
-6
— — —



Comparando-se os resultados das Tabelas VII.17 e VII.18, observam-se diferenças apenas nas matrizes
utilizadas no processo iterativo pois este descreve a mesma trajetória. Isto ocorre, neste caso, porque para o
subproblema ativo (Pθ), a matriz H só possui elementos não nulos na diagonal e os sistemas resolvidos nos
dois casos tornam-se idênticos (embora isto não ocorra no caso geral):

Desacoplado:
ν ν ν
θ
θ
(
¸
(

¸




(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸



3
1
33
11
3
1
0
0
H
H
P
P

ν ν ν
ν ν ν
θ
θ
3 33 3
1 11 1
∆ = ∆
∆ = ∆
H P
H P

Desacoplado normalizado:
ν ν ν
θ
θ
(
¸
(

¸




(
¸
(

¸



=
(
¸
(

¸





3
1
33
11
3
1
3
1
1
1
0
0
H
H
P V
P V

ν ν ν
ν ν ν
θ
θ
3 33
1
3 3
1
3
1 11
1
1 1
1
1
∆ = ∆
∆ = ∆
− −
− −
H V P V
H V P V


Para o subproblema reativo (QV), a matriz L só possui um elemento, razão pela qual os sistemas resolvidos
também são idênticos.
Desacoplado: [ ] [ ] [ ]
ν ν ν
1 11 1
V L Q ∆ ⋅ = ∆
Desacoplado normalizado: [ ] [ ] [ ]
ν ν
ν
1 11 1
1
1
V L Q V ∆ ⋅ ′ = ∆


ν ν ν
1 11
1
1 1
1
1
V L V Q V ∆ = ∆
− −

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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 30 de 47

Solução Exemplo VII.12 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII.18, foram obtidos
executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_12.m
clear all;
saida=fopen('saida.txt','w');
p1=-0.15; q1=0.05; p3=0.2;
v1=1; t1=0; v2=1; t2=0; v3=1; t3=0;
x=[t1; t3; v1];
b1sh=0.05;
g12=0.33; b12=-3.3003; b12sh=0.02;
g23=0.0778; b23=-1.2451; b23sh=0.01;
G11=g12; G12=-g12; G13=0;
G21=-g12; G22=g12+g23; G23=-g23;
G31=0; G32=-g23; G33=g23;
B11=b12+b12sh+b1sh; B12=-b12; B13=0;
B21=-b12; B22=b12+b23+b12sh+b23sh; B23=-b23;
B31=0; B32=-b23; B33=b23+b23sh;
kmax=10; tol=0.001; kp=1; kq=1;
for k=0:kmax,
dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1);
dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3);
gxp=[dp1; dp3];
gxp1=[dp1/v1; dp3/v3];
if max(abs(gxp))>tol
h11=v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2));
h13=0; h31=0;
h33=v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2));
Jacp=-[h11 h13; h31 h33]; Jacp1=-inv(Jacp);
dxp=Jacp1*gxp1;
kq=1;
else
kp=0;
Jacp=[0 0; 0 0]; Jacp1=[0 0; 0 0];
dxp=[0; 0];
end
y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1,1) Jacp(1,2) Jacp1(1,1) Jacp1(1,2) dxp(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(2) gxp(2) Jacp(2,1) Jacp(2,2) Jacp1(2,1) Jacp1(2,2) dxp(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kp==1
x=x+[dxp(1); dxp(2); 0];
t1=x(1); t3=x(2);
elseif kq==0
break
end
dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1);
gxq=[dq1];
gxq1=[dq1/v1];
if max(abs(gxq))>tol
l11=-2*B11+(v2/v1)*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2));
Jacq=-[l11]; Jacq1=-inv(Jacq);
dxq=Jacq1*gxq1;
kp=1;
else
kq=0;
Jacq=[0]; Jacq1=[0];
dxq=[0];
end
y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1,1) Jacq1(1,1) dxq(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kq==1
x=x+[0;0;dxq(1)];
v1=x(3);
elseif kp==0
break
end
end
p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)));
q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3);
q1sh=v1*v1*b1sh;
y=[p2 q2 q3 q1sh];
fprintf(saida,'%8.4f %8.4f\n %8.4f\n %8.4f\n',y);
fclose(saida);
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 31 de 47

VII.4.2 – Desacoplado rápido
O método desacoplado rápido é uma simplificação do método de Newton desacoplado, versão normalizada,
na qual são empregadas matrizes constantes nos lugares das matrizes H′ e L′ , mostradas na equação
(VII.14). Na determinação das matrizes constantes, são realizadas algumas aproximações:
a) 1 cos ≈
km
θ
b)
km km km
G B θ sen >>
c)
k kk k
Q B V >>
2

Têm-se, assim, as seguintes aproximações para as matrizes H e L:
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − ≈


=



=


Ω ∈
k kl
k kl l
l
k
k
kl
m
km m
k
k
k
kk
l H
l B V
P
V
H
B V
P
V
H
H
k
0
1
1
'
'
'
θ
θ

¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− ≈


=

k kl
k kl
l
k
k
kl
kk
k
k
k
kk
l L
l B
V
Q
V
L
B
V
Q
V
L
L
0
1
1
'
'
'

Considerando-se que as tensões são próximas a 1 pu, é possível obter matrizes independentes das variáveis
de estado do sistema. Tais matrizes dependem apenas dos parâmetros do sistema e são dadas por:
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − ≈

′ ≈ ′

Ω ∈
k kl
k kl kl
m
km kk
l B
l B B
B B
B H
k
0
'
'
'

¦
¹
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =
− ≈
′ ′ ≈ ′
k kl
k kl kl
kk kk
l B
l B B
B B
B L
0
' '
' '
' '

A denominação B′ e B′ ′ vem do fato destas matrizes serem semelhantes a matriz de susceptâncias B .
Utilizando estas matrizes ( ) B B ′ ′ ′ e , o processo iterativo do método desacoplado rápido é dado por:
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ ′ = ∆ ⋅
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
+
+ −
+

PQ barras
PQ barras ,
QV Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras ,
Pθ Iteração
1
1 1
2
1
1
1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν
θ
θ θ θ
θ θ
V V V
V B V Q V
B V P V
(VII.15)
De modo heurístico, observou-se que o método apresentava melhor desempenho quando, na formação da
matriz B′ , desprezava-se as resistências série, aproximando-se
km
b por
1 −

km
x :
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =
=


Ω ∈


k kl
k km kl
m
km kk
l B
l x B
x B
B
k
0
'
1 '
1 '

4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 32 de 47

Quando no sistema considerado existem elementos shunt com admitâncias anormalmente elevadas, a
hipótese (c) pode não ser válida. Neste caso, o emprego da matriz B′ ′ como definido anteriormente pode
proporcionar convergência lenta ou até mesmo a divergência.

A correção que deve ser realizada na matriz B′ ′ é obtida realizando-se as seguintes aproximações na
expressão do elemento da diagonal da matriz L. Tem-se que:

} }
∑ ∑
Ω ∈
− ≈
Ω ∈
≈ ≈ ≈
|
|
|
¹
|

\
|
− + − ≈
|
|
¹
|

\
|
− + − =


=
k
km
k
m
B
km km km kk
m
km km km km m kk k
k
k
kk
B G B B G V B V
V
Q
L
4 4 4 8 4 4 4 7 6 8 7 6
θ θ θ sen 2 cos sen 2
1 1 1

( )

Ω ∈
− + − ≈
k
m
km kk kk
B B L 2


sh
k
m
km
sh
k
m
km
sh
k
m
km
m
km
sh
k
m
km kk kk
B B B B B B B B B B B
k k k k k

|
|
¹
|

\
|
− − = + − = −
|
|
¹
|

\
|
− − = − − = ′ ′
∑ ∑ ∑ ∑ ∑
Ω ∈ Ω ∈ Ω ∈ Ω ∈ Ω ∈
2 2 2


sh
k kk kk
B B B − − = ′ ′
onde
sh
k
B é a soma de todas as susceptâncias que ligam o nó k à terra.


A resolução do fluxo de carga pelo método desacoplado rápido segue os seguintes passos:

Fluxo de carga pelo método desacoplado rápido – Algoritmo

i. Fazer 0 = = q p , 1 = = KQ KP e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e
PV ( )
0
θ θ θ = =
p
e as magnitudes das tensões das barras PQ ( )
0
V V V
q
= = .
ii. Determinar as matrizes B′ e B′ ′ .
iii. Calcular ( )
p q
k
V P θ , para as barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”)
p
P ∆ .
iv. Testar a convergência:
a) Se
{ }
{ }
P
p
k
k
P ε ≤ ∆
+ ∈ PV PQ
max , a ½ Iteração Pθ convergiu:
• Fazer 0 = KP . Se 0 = KQ , o processo convergiu para a solução ( )
q p
V θ , ;
• Caso contrário, vá para o Passo (vii) (Iteração QV).
b) Caso contrário, prosseguir.
v. Determinar o valor de
p p p
θ θ θ ∆ + =
+1
sendo
p
θ ∆ obtido com a solução do seguinte sistema linear:
( )
p p q p
B V P θ θ ∆ ⋅ ′ = ∆ ,
vi. Fazer 1 + = p p , 1 = KQ e prosseguir no Passo (vii).
vii. Calcular ( )
p q
k
V Q θ , para as barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”)
q
Q ∆ .
viii. Testar a convergência:
a) Se
{ }
{ }
q
q
k
k
Q ε ≤ ∆
∈ PQ
max , a ½ Iteração QV convergiu:
• Fazer 0 = KQ . Se 0 = KP , o processo convergiu para a solução ( )
q p
V θ , ;
• Caso contrário, vá para o Passo (iii) (Iteração Pθ).
b) Caso contrário, prosseguir.
ix. Determinar o valor de
q q q
V V V ∆ + =
+1
sendo
q
V ∆ obtido com a solução do seguinte sistema
linear:
( )
q p q q
V B V Q ∆ ⋅ ′ ′ = ∆ θ ,
x. Fazer 1 + = q q , 1 = KP e voltar para o Passo (iii).
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 33 de 47


Exemplo VII.13 – Utilizando o método desacoplado rápido, determinar a solução do Subsistema 1 do
problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado nos Exemplos VII.10,
VII.11 e VII.12 considerando uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .


Solução Exemplo VII.13: A matriz admitância da rede e as expressões do Subsistema 1 permanecem
inalteradas, sendo as mesmas dos Exemplos VII.10, VII.11 e VII.12. Para o método desacoplado rápido, as
matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes B′ e B′ ′ , ou seja:

(
¸
(

¸

′ ′
′ ′
= ′
33 31
13 11
B B
B B
B
3333 , 3
3 , 0
1 1
12
1
1 11
1
≈ = = = ′

Ω ∈

x
x B
m
m

0
13
= ′ B e 0
31
= ′ B
25 , 1
8 , 0
1 1
23
1
3 33
3
= = = = ′

Ω ∈

x
x B
m
m

[ ]
11
B B ′ ′ = ′ ′
( ) ( ) 1603 , 3 02 , 0 05 , 0 2303 , 3
1 11 11
= + − − − = − − = ′ ′
sh
B B B

Para o método desacoplado rápido as matrizes utilizadas para determinar as correções nas iterações Pθ e QV
são constantes e podem ser obtidas no início do processo pois não dependem do estado θ V da rede (vide
Passo (ii) do algoritmo), sendo dadas por:
[ ]
(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

= ′


8 , 0 0
0 3 , 0
25 , 1 0
0 3333 , 3
1
1
B
[ ] [ ] [ ] 3164 , 0 1603 , 3
1 1
= = ′ ′
− −
B

Considerando uma solução inicial rad 0
0
3
0
1
= =θ θ e pu 1
0
1
= V , obtém-se os resultados mostrados na
Tabela VII.19.

Tabela VII.19 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga desacoplado rápido.
p
p
p
3
1
θ
θ

( )
( )
q p
q p
x P
x P
,
3
,
1



( )
( )
3
,
3
1
,
1
V
x P
V
x P
q p
q
q p



p
p
3
1
θ
θ



q
q
V
1

( )
q p
x Q
,
1

( )
q
q p
V
x Q
1
,
1


q
V
1


0
0
0
–0,15
0,20
–0,15
0,20
–0,0450
0,1600
0 1 0,1018 0,1018 0,0322
1
–0,0450
0,1600
–0,0081
0,0006
–0,0078
0,0006
–0,0023
0,0005
1 1,0322 –0,0051 –0,0049 –0,0016
2
–0,0473
0,1605
1,8×10
-4
4,3×10
-6

— — 2 1,0307 1,9×10
-4
— —

Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a solução do Subsistema 1 obtida pelo método desacoplado
rápido é dada por: pu 0307 , 1
1
= V ,
o
71 , 2 rad 0473 , 0
1
− = − = θ e
o
20 , 9 rad 1605 , 0
3
= = θ . A grande
vantagem deste método é o fato de não ser necessário recalcular e re-inverter a cada iteração as matrizes
necessárias para as iterações Pθ e QV. Desta forma, embora possa ser necessário realizar um número maior
de iterações, as iterações do método desacoplado rápido são sempre mais simples e rápidas do que as
iterações dos métodos de Newton-Raphson ou Newton desacoplado.
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 34 de 47


Solução Exemplo VII.13 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII.19, foram obtidos
executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_13.m
clear all;
saida=fopen('saida.txt','w');
p1=-0.15; q1=0.05; p3=0.2;
v1=1; t1=0; v2=1; t2=0; v3=1; t3=0;
x=[t1; t3; v1];
b1sh=0.05;
g12=0.33; b12=-3.3003; b12sh=0.02; x12=0.3;
g23=0.0778; b23=-1.2451; b23sh=0.01; x23=0.8;
G11=g12; G12=-g12; G13=0;
G21=-g12; G22=g12+g23; G23=-g23;
G31=0; G32=-g23; G33=g23;
B11=b12+b12sh+b1sh; B12=-b12; B13=0;
B21=-b12; B22=b12+b23+b12sh+b23sh; B23=-b23;
B31=0; B32=-b23; B33=b23+b23sh;
bl11=1/x12; bl13=0;
bl31=0; bl33=1/x23;
Jacp=-[bl11 bl13; bl31 bl33]; Jacp1=-inv(Jacp);
bll11=-B11-b1sh-b12sh;
Jacq=-[bll11]; Jacq1=-inv(Jacq);
kmax=10; tol=0.001; kp=1; kq=1;
for k=0:kmax,
dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1);
dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3);
gxp=[dp1; dp3];
gxp1=[dp1/v1; dp3/v3];
if max(abs(gxp))>tol
dxp=Jacp1*gxp1;
kq=1;
else
kp=0;
dxp=[0; 0];
end
y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1,1) Jacp(1,2) Jacp1(1,1) Jacp1(1,2) dxp(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y=[x(2) gxp(2) Jacp(2,1) Jacp(2,2) Jacp1(2,1) Jacp1(2,2) dxp(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kp==1
x=x+[dxp(1); dxp(2); 0];
t1=x(1); t3=x(2);
elseif kq==0
break
end
dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1);
gxq=[dq1];
gxq1=[dq1/v1];
if max(abs(gxq))>tol
dxq=Jacq1*gxq1;
kp=1;
else
kq=0;
dxq=[0];
end
y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1,1) Jacq1(1,1) dxq(1)];
fprintf(saida,'%2.0f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
if kq==1
x=x+[0;0;dxq(1)];
v1=x(3);
elseif kp==0
break
end
end
p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)));
q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3);
q1sh=v1*v1*b1sh;
y=[p2 q2 q3 q1sh];
fprintf(saida,'%8.4f %8.4f\n %8.4f\n %8.4f\n',y);
fclose(saida);
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 35 de 47

Exercício VII.5 – Utilizando os métodos de Newton, Newton desacoplado (normalizado) e desacoplado
rápido, determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.10 cujos dados se encontram nas
Tabelas VII.20 e VII.21. Utilizar uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

12 Z
sh
jb
12

sh
jb
12

23 Z
sh
jb
23

sh
jb
23

sh
jb
1

1 2 3
1 S 3 S
2 S 1 V 2 V 3 V
13 Z
sh
jb
13

sh
jb
13


Figura VII.10 – Sistema de 3 barras.

Tabela VII.20 – Dados das barras do sistema de 3 barras.

Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
k
b [pu]
1 PQ — — – 0,30 0,05 – 0,05
2 Vθ 1,00 0,0 — — —
3 PV 1,00 — 0,20 — —

Tabela VII.21 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.

k m
km Z [pu]
sh
km
b [pu]
1 2 0,03 + j0,3 0,02
1 3 0,08 + j1,1 0,03
2 3 0,05 + j0,8 0,01

VII.4.3 – Apresentação formal dos métodos desacoplados
Dezesseis anos após a apresentação heurística do método desacoplado rápido, foi publicado um artigo
descrevendo formalmente esta abordagem em 1990
6
. Em linhas gerais, a formulação apresentada neste artigo
parte da iteração do método de Newton clássico:

(
¸
(

¸




(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸



V L M
N H
Q
P θ
com
( ) ( )
( ) ( )
V
V Q
L
V Q
M
V
V P
N
V P
H


=


=


=


=
θ
θ
θ
θ
θ
θ
, ,
, ,

V N H P ∆ + ∆ = ∆ θ (VII.16)
V L M Q ∆ + ∆ = ∆ θ (VII.17)
Isolando θ ∆ em (VII.16) e V ∆ em (VII.17), tem-se:
( )
48 47 6 8 7 6
N H
V N H P H V N P H
θ θ
θ

∆ −

∆ = ∆ − ∆ = ∆
− − − 1 1 1
(VII.18)
( )
48 47 6 8 7 6
M L
V
M L
V
Q L M Q L V

∆ −

∆ ∆ − ∆ = ∆
− − −
θ θ
1 1 1
(VII.19)

6
A. Monticelli, A. Garcia, O. Saavedra (1990). Fast decoupled load flow: hypothesis, derivations and testing, IEEE
Transactions on Power Systems, Vol. 4, No. 4, November, pp. 1425-1431.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 36 de 47

Substituindo (VII.18) em (VII.17):
( ) [ ] V L V N P H M Q ∆ + ∆ − ∆ = ∆
−1

( ) V N MH L P MH Q ∆ − = ∆ − ∆
− − 1 1

Substituindo (VII.19) em (VII.16):
( ) [ ] θ θ ∆ − ∆ + ∆ = ∆

M Q L N H P
1

( ) θ ∆ − = ∆ − ∆
− −
M NL H Q NL P
1 1

Das expressões anteriores, tem-se 3 processos idênticos:

(
¸
(

¸




(
¸
(

¸


=
(
¸
(

¸

∆ − ∆

− −
V N MH LL
N H
P MH Q
P θ
1 1
0
(VII.20)

(
¸
(

¸




(
¸
(

¸


=
(
(
¸
(

¸


∆ − ∆
− −
V L M
M NL H
Q
Q NL P θ 0
1 1
(VII.21)
(
¸
(

¸




(
¸
(

¸



=
(
(
¸
(

¸

∆ − ∆
∆ − ∆




V N MH L
M NL H
P MH Q
Q NL P θ
1
1
1
1
0
0
(VII.22)
Para simplificar a notação definem-se 2 matrizes:

N MH L L
M NL H H
eq
eq
1
1


− =
− =


Propriedade 1: Considerando a expansão em série de Taylor das funções de P ∆ e Q ∆ , tem-se:
( ) ( )
}
8 7 6 8 7 6
θ
θ
θ
θ θ
θ
θ θ






∆ − ∆ = ∆

∆ ∂
+ ∆ ≈
|
|
|
¹
|

\
|
∆ + ∆ P H M V Q
Q
V Q P H V Q
Q
1 1
, , ,
( ) ( )
}
8 7 6 8 7 6
V
V
P
V
Q L N V P V
V
P
V P Q L V P






∆ − ∆ = ∆

∆ ∂
+ ∆ ≈
|
|
|
¹
|

\
|
∆ + ∆
1 1
, , , θ θ θ

Propriedade 2: Utilizando a Propriedade 1, os processos (VII.20), (VII.21) e (VII.22) podem ser
resolvidos de forma desacoplada. Utilizando-se (VII.18) e a formulação (VII.20) define-se o algoritmo
primal; utilizando-se (VII.19) e a formulação (VII.21) define-se o algoritmo dual, a seguir descritos:

Algoritmo Primal Algoritmo Dual
1. Calcular a correção de ângulo temporária:
( ) θ θ ,
1
V P H
H
∆ = ∆


2. Calcular a correção na magnitude:
( )
H eq
V Q L V θ θ ∆ + ∆ = ∆

,
1

3. Calcular a correção de ângulo adicional:
V N H
N
∆ − = ∆
−1
θ
4. Fazer:
N H
θ θ θ ∆ + ∆ = ∆
1. Calcular a correção de magnitude temporária:
( ) θ ,
1
V Q L V
L
∆ = ∆


2. Calcular a correção no ângulo:
( ) θ θ ,
1
L eq
V V P H ∆ + ∆ = ∆


3. Calcular a correção de magnitude adicional:
θ ∆ − = ∆

M L V
M
1

4. Fazer:
M L
V V V ∆ + ∆ = ∆

Embora o processo já possa ser resolvido de forma desacoplada, apresenta dois seguintes inconvenientes:
• Em ambos algoritmos uma das correções é calculada em dois passos: θ ∆ para o primal e V ∆ para o
dual.
• As matrizes
eq
H e
eq
L podem ser cheias.
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 37 de 47


Propriedade 3: Para uma dada iteração do algoritmo primal, tem-se:
( )
ν ν ν
θ θ ,
1
V P H
H
∆ = ∆


ν ν ν
θ θ θ
H temp
∆ + =
+1

( )
1 1
,
+ −
∆ = ∆
ν ν ν
θ
temp eq
V Q L V
ν ν ν

1
V V V ∆ + =
+

ν ν
θ V N H
N
∆ − = ∆
−1

ν ν ν
θ θ θ
N temp
∆ + =
+ + 1 1


Para a próxima iteração a correção temporária em ângulo seria:
( )
1 1 1 1
,
+ + − +
∆ = ∆
ν ν ν
θ θ V P H
H

1 1 2 + + +
∆ + =
ν ν ν
θ θ θ
H temp

Assim, as duas correções sucessivas de ângulo seriam dadas por:
( ) [ ]
( ) [ ]
ν ν ν ν
ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ θ
V N H V P H
V N V P H
N temp
H N
∆ − ∆ − ∆ ≈
∆ − ∆ = ∆ + ∆
+ + −
+ + − +
1 1 1
1 1 1 1
,
,

Observar que, pela Propriedade 1, tem-se:
( )
( )
ν ν ν
ν
ν ν ν ν ν
θ θ
θ
θ θ θ
N temp
N temp
H V P
V P V P
∆ − ∆ ≈
|
|
|
|
¹
|

\
|
∆ + ∆ = ∆
+ +
+
+ + + +
1 1
1
1 1 1 1
,
, ,
48 47 6

Como
ν ν
θ V N H
N
∆ − = ∆
−1
,
ν ν ν
θ V N V N HH H
N
∆ − = ∆ − = ∆
−1

logo
0 = ∆ − ∆ −
ν ν
θ V N H
N

Assim:
( )
1 1 1 1
,
+ + − +
∆ ≈ ∆ + ∆
ν ν ν ν
θ θ θ
temp H N
V P H
Deste modo, as duas correções em ângulo sucessivas podem ser obtidas de uma só vez, ou seja, as correções
N
θ ∆ são automaticamente realizadas (de forma aproximada) na próxima iteração.

Para uma dada iteração do algoritmo dual, tem-se:
( )
ν ν ν
θ ,
1
V Q L V
L
∆ = ∆


ν ν ν
L temp
V V V ∆ + =
+1

( )
ν ν ν
θ θ ,
1 1 + −
∆ = ∆
temp eq
V P H
ν ν ν
θ θ θ
1
∆ + =
+

ν ν
θ ∆ − = ∆

M L V
M
1

ν ν ν
M temp
V V V ∆ + =
+ + 1 1

Para a próxima iteração a correção temporária em magnitude seria:
( )
1 1 1 1
,
+ + − +
∆ = ∆
ν ν ν
θ V Q L V
L

1 1 2 + + +
∆ + =
ν ν ν
L temp
V V V
Assim, as duas correções sucessivas de magnitude seriam dadas por:
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 38 de 47

( ) [ ]
( ) [ ]
ν ν ν ν
ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ
∆ − ∆ − ∆ ≈
∆ − ∆ = ∆ + ∆
+ + −
+ + − +
M V L V Q L
M V Q L V V
M temp
L M
1 1 1
1 1 1 1
,
,

Como
ν ν
θ ∆ − = ∆

M L V
M
1
,
ν ν ν
θ θ ∆ − = ∆ − = ∆

M M LL V L
M
1

logo
0 = ∆ − ∆ −
ν ν
θ M V L
M

Assim:
( )
1 1 1 1
,
+ + − +
∆ ≈ ∆ + ∆
ν ν ν ν
θ
temp L M
V Q L V V
Deste modo, as duas correções em magnitude sucessivas podem ser obtidas de uma só vez, ou seja, as
correções
M
V ∆ são automaticamente realizadas (de forma aproximada) na próxima iteração.

VII.5 – Controles e limites
Para evitar que a solução obtida para o problema do fluxo de carga seja não realizável, é importante verificar
se os equipamentos e instalações do sistema encontram-se dentro dos seus limites de operação. Além disto,
devem ser considerados os dispositivos de controle que influenciam as condições de operação para que seja
possível simular corretamente o desempenho do sistema elétrico. Exemplos de controles e limites existentes
nos programas de fluxo de carga são os seguintes:
• Controle da magnitude do fasor tensão nodal por ajuste de tap (transformadores em fase);
• Controle do fluxo de potência ativa (transformadores defasadores);
• Controle de intercâmbio;
• Limite de injeção de potência reativa em barras PV;
• Limite de tensão em barras PQ;
• Limites de taps de transformadores;
• Limites de fluxo em circuitos.

De uma maneira geral, existem três maneiras básicas de representar os controles:
1. Classificação por tipo de barra (PQ, PV, Vθ, etc.) e o agrupamento das equações em
subsistemas 1 e 2, como já mencionado.
2. Mecanismos de ajuste executados alternadamente com a solução iterativa do Subsistema 1, ou
seja, durante a realização de uma (ou mais) iteração as variáveis de controle permanecem
inalteradas, sendo reajustadas entre uma iteração e outra buscando sua aproximação com um
valor especificado.
3. Incorporação de equações e variáveis adicionais ao Subsistema 1 ou substituição de equações e
variáveis deste subsistema por novas equações e variáveis.

Um exemplo de limite que pode ser facilmente verificado é a injeção de potência reativa das barras de tensão
controlada (PV) que deve estar dentro da faixa definida para o equipamento
{ } ( ) PV barras ,
max min
∈ ≤ ≤ k Q Q Q
k k k
. Embora existam diversas formas de realizar este controle, é
conveniente fazê-lo ao longo do processo iterativo (antes da convergência) para evitar que sejam realizados
cálculos desnecessários.

É importante observar que a inclusão dos controles provoca alterações na taxa de convergência do processo
iterativo (para pior) podendo, ainda, provocar sua divergência e facilitar o aparecimento de soluções
múltiplas para o problema original.

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Exercício VII.7 – Utilizando os métodos de Newton, Newton Desacoplado e Desacoplado Rápido,
determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.11 cujos dados se encontram nas Tabelas
VII.22 e VII.23. Utilizar uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

12 Z
sh
jb
12
sh
jb
12
23 Z
sh
jb
2
1 2 3
1 S 3 S
2 S 1 V 2 V 3 V

Figura VII.11 – Sistema exemplo de 3 barras.

Tabela VII.22 – Dados das barras do sistema de 3 barras.

Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
k
b [pu]
1 Vθ 1,0 0 — — —
2 PQ — — – 0,20 – 0,10 – 0,05
3 PV 1,05 — – 0,30 — —

Tabela VII.23 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.

k m
km Z [pu]
sh
km
b [pu]
1 2 0,01 + j0,1 0,1
2 3 0,02 + j0,3 0,0


Solução Parcial Exercício VII.7: As admitâncias das linhas de transmissão são dadas por:
( ) pu 9010 , 9 9901 , 0
1 , 0 01 , 0
1 1
12
12 j
j Z
Y − ≈
+
= =
( ) pu 3186 , 3 2212 , 0
3 , 0 02 , 0
1 1
23
23 j
j Z
Y − ≈
+
= =
sendo a matriz admitância dada por:

(
(
(
¸
(

¸

− + −
+ − − + −
+ − −
=
3186 , 3 2212 , 0 3186 , 3 2212 , 0 0
3186 , 3 2212 , 0 1696 , 13 2113 , 1 9010 , 9 9901 , 0
0 9010 , 9 9901 , 0 8010 , 9 9901 , 0
j j
j j j
j j
Y
As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes:

(
(
(
¸
(

¸

=
2
3
2
V
x θ
θ

( )
( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − + − − − = ∆
= + + − = ∆
= + + + + − = ∆
0 cos sen cos sen
0 sen cos
0 sen cos sen cos
S1
23 23 23 23 3 22 2 21 21 21 21 1 2
esp
2 2
33 3 32 32 32 32 2 3
esp
3 3
23 23 23 23 3 22 2 21 21 21 21 1 2
esp
2 2
θ θ θ θ
θ θ
θ θ θ θ
B G V B V B G V V Q Q
G V B G V V P P
B G V G V B G V V P P


Substituindo os valores conhecidos, tem-se o seguinte sistema de equações:
( )
( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − − + + − − − − = ∆
= × + + − − − = ∆
= + − + + + − − − = ∆
0 cos 3186 , 3 sen 2212 , 0 05 , 1 1696 , 13 cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 1 1 , 0
0 05 , 1 2212 , 0 sen 3186 , 3 cos 2212 , 0 05 , 1 3 , 0
0 sen 3186 , 3 cos 2212 , 0 05 , 1 2113 , 1 sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 1 2 , 0
S1
23 23 2 2 2 2 2
32 32 2 3
23 23 2 2 2 2 2
θ θ θ θ
θ θ
θ θ θ θ
V V Q
V P
V V P

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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 40 de 47

Solução Parcial Exercício VII.7 (continuação): Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a
seguinte formação:

(
(
(
¸
(

¸

− =
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸


∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂
=
22 23 22
32 33 32
22 23 22
2
2
3
2
2
2
2
3
3
3
2
3
2
2
3
2
2
2
L M M
N H H
N H H
V
Q Q Q
V
P P P
V
P P P
J
θ θ
θ θ
θ θ

( )
( ) ( ) [ ]
23 23 23 23 3 21 21 21 21 1 2
2 2 2 2 2
2
2
22
cos sen cos sen
cos sen
2
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V B G V V
B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − + + − =
+ − =


=

Ω ∈

( )
23 23 23 23 3 2
3
2
23
cos sen θ θ
θ
B G V V
P
H − =


= ( )
32 32 32 32 2 3
2
3
32
cos sen θ θ
θ
B G V V
P
H − =


=
( )
( )
32 32 32 32 2 3
3 3 3 3 3
3
3
33
cos sen
cos sen
3
θ θ
θ θ
θ
B G V V
B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − =
+ − =


=

Ω ∈

( )
( ) ( )
23 23 23 23 3 21 21 21 21 1 22 2
2 2 2 2 22 2
2
2
22
sen cos sen cos 2
sen cos 2
2
θ θ θ θ
θ θ
B G V B G V G V
B G V G V
V
P
N
m
m m m m m
+ + + + =
+ + =


=

Ω ∈

( )
32 32 32 32 3
2
3
32
sen cos θ θ B G V
V
P
N + =


=
( )
( ) ( ) [ ]
23 23 23 23 3 21 21 21 21 1 2
2 2 2 2 2
2
2
22
sen cos sen cos
sen cos
2
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V B G V V
B G V V
Q
M
m
m m m m m
+ + + =
= + =


=

Ω ∈

( )
23 23 23 23 3 2
3
2
23
sen cos θ θ
θ
B G V V
Q
M − − =


=
( )
( ) ( )
23 23 23 23 3 21 21 12 21 1 22 2
2 2 2 2 22 2
2
2
22
cos sen cos sen 2
cos sen 2
2
θ θ θ θ
θ θ
B G V B G V B V
B G V B V
V
Q
L
m
m m m m m
− + − + − =
= − + − =


=

Ω ∈


Considerando uma solução inicial rad 0
0
3
0
2
= =θ θ e pu 1
0
2
= V , obtém-se os resultados mostrados na
Tabela VII.24.

Tabela VII.24 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.
ν
ν
ν
ν
θ
θ
2
3
2
V

( )
( )
( )
ν
ν
ν
x Q
x P
x P
2
3
2



( ) [ ]
ν
x J −
( ) [ ]
1 −

ν
x J
ν
ν
ν
θ
θ
1
3
1
V ∆



0
0
0
1
–0,1889
–0,3116
0,1159
9536 , 12 2323 , 0 2224 , 1
2323 , 0 4845 , 3 4845 , 3
2003 , 1 4845 , 3 3855 , 13

− −


0765 , 0 0026 , 0 0077 , 0
0024 , 0 3879 , 0 1008 , 0
0075 , 0 1008 , 0 1003 , 0



–0,0512
–0,1402
0,0066
1
–0,0512
–0,1402
1,0066
–0,0008
0,0007
–0,0277
1851 , 13 0788 , 0 4267 , 1
5410 , 0 4730 , 3 4730 , 3
0215 , 1 5145 , 3 4171 , 13
− −
− −


0755 , 0 0133 , 0 0115 , 0
0081 , 0 3916 , 0 1022 , 0
0036 , 0 1016 , 0 1004 , 0 −

0,0001
–0,0000
–0,0021
2
–0,0511
–0,1402
1,0045
–3×10
-6
–1×10
-6
–5,8×10
-5

— — —


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Solução Parcial Exercício VII.7 (continuação): Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a
solução do Subsistema 1 é dada por: pu 0045 , 1
2
= V ,
o
93 , 2 rad 0511 , 0
2
− = − = θ e
o
03 , 8 rad 1402 , 0
3
= − = θ .
Observar que após a 1
a
iteração os resíduos
2
P ∆ e
3
P ∆ já se encontravam dentro da tolerância desejada
( 001 , 0 0008 , 0
1
2
= < − = ∆
P
P ε e ) 001 , 0 0007 , 0
1
3
= < = ∆
P
P ε , mas foi necessário realizar mais uma iteração,
pois o resíduo
2
Q ∆ era superior.

Os resultados mostrados na Tabela VII.24, foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB
®
.

% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exercicio_VII_7.m
clear all;
saida = fopen('saida.txt','w');
p2esp = -0.20; q2esp = -0.10; p3esp = -0.3;
v1 = 1; t1 = 0; v2 = 1; t2 = 0; v3 = 1.05; t3 = 0;
b2sh = -0.05; b12sh = 0.1; b23sh = 0.0;
z12 = 0.01+0.1i; z23 = 0.02+0.3i;
y12 = 1/z12; g12=real(y12); b12 = imag(y12);
y23 = 1/z23; g23=real(y23); b23 = imag(y23);
G11 = g12; G12 = -g12; G13 = 0;
G21 = -g12; G22 = g12+g23; G23 = -g23;
G31 = 0; G32 = -g23; G33 = g23;
B11 = b12+b12sh; B12 = -b12; B13 = 0;
B21 = -b12; B22 = b12+b23+b2sh+b12sh+b23sh; B23 = -b23;
B31 = 0; B32 = -b23; B33 = b23+b23sh;
Y = [G11+B11*1i G12+B12*1i 0; G21+B21*1i G22+B22*1i G23+B23*1i; 0 G32+B32*1i G33+B33*1i];
x = [t2; t3; v2]; kmax = 50; tol = 1e-5;
fprintf(saida,'Resumo do processo iterativo --------------------------------------------------------
------------------');
fprintf(saida,'\n\nIter x g(x) -Jac -
inv(Jac) dx\n\n');
for k=0:kmax,
p2 = v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v2*G22+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
p3 = v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3);
q2 = v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-v2*B22+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)));
dp2 = p2esp-p2; dp3 = p3esp-p3; dq2 = q2esp-q2;
gx = [dp2;dp3;dq2];
if max(abs(gx)) > tol
h22 = v2*(v1*(-G21*sin(t2-t1)+B21*cos(t2-t1))+v3*(-G23*sin(t2-t3)+B23*cos(t2-t3)));
h23 = v2*v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3));
h32 = v3*v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2));
h33 = v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2));
n22 = 2*v2*G22+v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3));
n32 = v3*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2));
m22 = v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)));
m23 = -v2*v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3));
l22 = -2*v2*B22+v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3));
Jac = [h22 h23 n22; h32 h33 n32; m22 m23 l22]; Jac1 = inv(Jac);
dx = Jac1*gx;
y = [k x(1) gx(1) Jac(1,1) Jac(1,2) Jac(1,3) Jac1(1,1) Jac1(1,2) Jac1(1,3) dx(1)];
fprintf(saida,' %2.0f %8.4f %10.6f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f
%8.4f\n',y);
y=[x(2) gx(2) Jac(2,1) Jac(2,2) Jac(2,3) Jac1(2,1) Jac1(2,2) Jac1(2,3) dx(2)];
fprintf(saida,' %8.4f %10.6f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f
%8.4f\n',y);
y=[x(3) gx(3) Jac(3,1) Jac(3,2) Jac(3,3) Jac1(3,1) Jac1(3,2) Jac1(3,3) dx(3)];
fprintf(saida,' %8.4f %10.6f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f %8.4f
%8.4f\n\n',y);
else
y = [k x(1) gx(1) Jac(1,1) Jac(1,2) Jac(1,3)];
fprintf(saida,' %2.0f %8.4f %10.2e %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y = [x(2) gx(2) Jac(2,1) Jac(2,2) Jac(2,3)];
fprintf(saida,' %8.4f %10.2e %8.4f %8.4f %8.4f\n',y);
y = [x(3) gx(3) Jac(3,1) Jac(3,2) Jac(3,3)];
fprintf(saida,' %8.4f %10.2e %8.4f %8.4f %8.4f\n\n',y);
break
end
x = x+dx; t2 = x(1); t3 = x(2); v2 = x(3);
end
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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 42 de 47

Solução Parcial Exercício VII.7 (continuação):

p1 = v1*(v1*G11+v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2)));
q1 = v1*(-v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2)));
q3 = v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3);
q2sh = v2*v2*b2sh;
fprintf(saida,'Injecoes calculadas ----------------------\n\n Barra P [pu] Q [pu] Qsh
[pu]\n');
fprintf(saida,' %4.0f %8.4f %8.4f %8.4f\n',1,p1,q1,0);
fprintf(saida,' %4.0f %8.4f %8.4f %8.4f\n',2,p2,q2,q2sh);
fprintf(saida,' %4.0f %8.4f %8.4f %8.4f\n',3,p3,q3,0);
p12 = v1*v1*g12-v1*v2*(g12*cos(t1-t2)+b12*sin(t1-t2));
q12 = -v1*v1*(b12+b12sh)-v1*v2*(g12*sin(t1-t2)-b12*cos(t1-t2));
p21 = v2*v2*g12-v2*v1*(g12*cos(t2-t1)+b12*sin(t2-t1));
q21 = -v2*v2*(b12+b12sh)-v2*v1*(g12*sin(t2-t1)-b12*cos(t2-t1));
q23 = -v2*v2*(b23+b23sh)-v2*v3*(g23*sin(t2-t3)-b23*cos(t2-t3));
p23 = v2*v2*g23-v2*v3*(g23*cos(t2-t3)+b23*sin(t2-t3));
p32 = v3*v3*g23-v3*v2*(g23*cos(t3-t2)+b23*sin(t3-t2));
q32 = -v3*v3*(b23+b23sh)-v3*v2*(g23*sin(t3-t2)-b23*cos(t3-t2));
pperdas12 = p12+p21; qperdas12 = q12+q21; pperdas23 = p23+p32; qperdas23 = q23+q32;
fprintf(saida,'\nFluxos e perdas nas linhas ---------------------------------\n\n De Para Pkm
[pu] Qkm [pu] Pperdas[pu] Qperdas[pu]\n');
fprintf(saida,' %4.0f %4.0f %8.4f %8.4f %8.4f
%8.4f\n',1,2,p12,q12,pperdas12,qperdas12);
fprintf(saida,' %4.0f %4.0f %8.4f %8.4f\n',2,1,p21,q21);
fprintf(saida,' %4.0f %4.0f %8.4f %8.4f %8.4f
%8.4f\n',2,3,p23,q23,pperdas23,qperdas23);
fprintf(saida,' %4.0f %4.0f %8.4f %8.4f\n',3,2,p32,q32);
fclose(saida);

Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência ativa e reativa na barra de
referência e de potência reativa da barra de tensão controlada:
( )
( ) { }
( ) { }
( ) { }
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= − =
= − =
= + =
=






3 , 2 cos sen
2 , 1 cos sen
2 , 1 sen cos
2 S
3 3 3 3 3 3 3
1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1
3
1
1
K B G V V Q
K B G V V Q
K B G V V P
K m
m m m m m
K m
m m m m m
K m
m m m m m
θ θ
θ θ
θ θ

( )
( ) [ ]
( ) [ ]
( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
− − =
− + − =
+ + =
33 3 32 32 32 32 2 3 3
12 12 12 12 2 11 1 1 1
12 12 12 12 2 11 1 1 1
cos sen
cos sen
sen cos
S2
B V B G V V Q
B G V B V V Q
B G V G V V P
θ θ
θ θ
θ θ

Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:
( )
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=
pu 0,1931
pu 1827 , 0
pu 5058 , 0
S2
3
1
1
Q
Q
P

Após a determinação do estado da rede, os fluxos de potência nas linhas podem ser facilmente determinados,
utilizando-se as expressões (III.11) e (III.12), obtendo-se os resultados mostrados na Figura VII.12.

1 2 3
1931 , 0 3 , 0 3 j S + − = 1 , 0 2 , 0 2 j S − − =
o
0 1 1 = V
o
93 , 2 0045 , 1 2 − = V
o
03 , 8 05 , 1 3 − = V
1827 , 0 5049 , 0 12 j S − = 0080 , 0 5023 , 0 21 j S + − = 1584 , 0 3023 , 0 23 j S − = 1931 , 0 3 , 0 32 j S + − =
0505 , 0 2 j S
sh
− =
sh
jb
2

1827 , 0 5049 , 0 1 j S − =

Figura VII.12 – Resultado do fluxo de carga do sistema exemplo de 3 barras.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 43 de 47

Solução Parcial Exercício VII.7 (continuação): Os resultados anteriores podem ser obtidos por
intermédio de simulação computacional empregando, por exemplo, o programa PowerWorld Simulator
7
. Na
Figura VII.13 encontra-se o diagrama unifilar do circuito com o resultado do fluxo de carga, e quadros com a
matriz admitância da rede e com a matriz Jacobiana utilizada no fluxo de carga pelo método de Newton
( ) ( ) x J − ,

calculada para a solução do fluxo de carga.





Figura VII.13 – Solução e matrizes admitância e Jacobiana do sistema exemplo de 3 barras.

Exercício VII.8 – Utilizando os métodos de Newton, Newton Desacoplado e Desacoplado Rápido,
determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.14 cujos dados se encontram nas Tabelas
VII.25 e VII.26. Utilizar uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε .

1
1 S
1 V
2
2 S
2 V
3
3 S
3 V
4
4 S
4 V

Figura VII.14 – Sistema exemplo de 4 barras.

Tabela VII.25 – Dados das barras do sistema de 4 barras.
Barra Tipo
esp
V [pu]
esp
θ [rad]
esp
P [pu]
esp
Q [pu]
sh
k
b [pu]
1 PV 1,05 — 0,20 — —
2 Vθ 0,95 0 — — —
3 PQ — — – 0,30 – 0,10 —
4 PQ — — – 0,30 – 0,40 0,20

7
Comercializado pela PowerWorld Coporation (http://www.powerworld.com/). Arquivos de simulação disponíveis
em:
http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_3barras.pwd e
http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_3barras.pwb.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 44 de 47


Tabela VII.26 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras.
k m
km Z [pu]
sh
km
b [pu]
1 2 0,02 + j0,1 0,18
1 3 0,01 + j0,05 —
2 3 0,04 + j0,2 0,09
2 4 j0,05 —


Solução Parcial Exercício VII.8: As admitâncias série dos ramos são dadas por:

( ) pu 6154 , 9 9231 , 1
1 , 0 02 , 0
1 1
12
12 j
j Z
Y − ≈
+
= =
( ) pu 2308 , 19 8462 , 3
05 , 0 01 , 0
1 1
13
13 j
j Z
Y − ≈
+
= =
( ) pu 8077 , 4 9615 , 0
2 , 0 04 , 0
1 1
23
23 j
j Z
Y − ≈
+
= =
( ) pu 20
05 , 0
1 1
24
24 j
j Z
Y − = = =

sendo a matriz admitância dada por:


(
(
(
(
¸
(

¸


− + − + −
+ − − + −
+ − + − +
=
80 19 0 20 0
0 9485 , 23 8077 , 4 8077 , 4 9615 , 0 2308 , 19 8462 , 3
20 8077 , 4 9615 , 0 1531 , 34 8846 , 2 6154 , 9 9231 , 1
0 2308 , 19 8462 , 3 6154 , 9 9231 , 1 6662 , 28 7693 , 5
, j j
j j j
j j j j
j j j
Y

As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes:


(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
4
3
4
3
1
V
V
x θ
θ
θ


( )
( ) ( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
( ) [ ] ¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= − − − = ∆
= − − + − − = ∆
= + + − = ∆
= + + + + − = ∆
= + + + + − = ∆
=
0 cos sen
0 cos sen cos sen
0 sin cos
0 sin cos sin cos
0 sin cos sin cos
1
44 4 42 42 42 42 2 4
esp
4 4
33 3 32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 3
esp
3 3
44 4 42 42 42 42 2 4
esp
4 4
33 3 32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 3
esp
3 3
13 13 13 13 3 12 12 12 12 2 11 1 1
esp
1 1
B V θ B θ G V V Q Q
B V θ B θ G V θ B θ G V V Q Q
G V θ B θ G V V P P
G V θ B θ G V θ B θ G V V P P
θ B θ G V θ B θ G V G V V P P
S

Substituindo os valores conhecidos, tem-se o seguinte sistema de equações:

( )
( ) ( ) [ ]
( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
= − − + + − − − − = ∆
= × + + − − − = ∆
= + − + + + − − − = ∆
0 cos 3186 , 3 sen 2212 , 0 05 , 1 1696 , 13 cos 9010 , 9 sen 9901 , 0 1 1 , 0
0 05 , 1 2212 , 0 sen 3186 , 3 cos 2212 , 0 05 , 1 3 , 0
0 sen 3186 , 3 cos 2212 , 0 05 , 1 2113 , 1 sen 9010 , 9 cos 9901 , 0 1 2 , 0
S1
23 23 2 2 2 2 2
32 32 2 3
23 23 2 2 2 2 2
θ θ θ θ
θ θ
θ θ θ θ
V V Q
V P
V V P

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Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 45 de 47

Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação): Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a
seguinte formação:


(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

− =
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸


∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂

∆ ∂
=
44 44
33 33 31
44 44
33 33 31
13 13 11
4
4
3
4
4
4
3
4
1
4
4
3
3
3
4
3
3
3
1
3
4
4
3
4
4
4
3
4
1
4
4
3
3
3
4
3
3
3
1
3
4
1
3
1
4
1
3
1
1
1
0 0 0
0 0
0 0 0
0 0
0 0
L M
L M M
N H
N H H
N H H
V
Q
V
Q Q Q Q
V
Q
V
Q Q Q Q
V
P
V
P P P P
V
P
V
P P P P
V
P
V
P P P P
J
θ θ θ
θ θ θ
θ θ θ
θ θ θ
θ θ θ


( )
( ) ( ) [ ]
13 13 13 13 3 12 12 12 12 2 1
1 1 1 1 1
1
1
11
cos sen cos sen
cos sen
1
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V B G V V
B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − + + − =
+ − =


=

Ω ∈

( )
13 13 13 13 3 1
3
1
13
cos sen θ θ
θ
B G V V
P
H − =


= ( )
31 31 31 31 1 3
1
3
31
cos sen θ θ
θ
B G V V
P
H − =


=
( )
( ) ( ) [ ]
32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 3
3 3 3 3 3
3
3
33
cos sen cos sen
cos sen
3
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V B G V V
B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − + + − =
+ − =


=

Ω ∈

( ) ( )
42 42 42 42 2 4 4 4 4 4 4
4
4
44
cos sen cos sen
4
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
P
H
m
m m m m m
+ − = + − =


=

Ω ∈

( )
13 13 13 13 1
3
1
13
sen cos θ θ B G V
V
P
N + =


=
( )
( ) ( )
32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 33 3
3 3 3 3 33 3
3
3
33
sen cos sen cos 2
sen cos 2
3
θ θ θ θ
θ θ
B G V B G V G V
B G V G V
V
P
N
m
m m m m m
+ + + + =
+ + =


=

Ω ∈

( ) ( )
42 42 42 42 2 44 4 4 4 4 4 44 4
4
4
44
sen cos 2 sen cos 2
4
θ θ θ θ B G V G V B G V G V
V
P
N
m
m m m m m
+ + = + + =


=

Ω ∈

( )
31 31 31 31 1 3
1
3
31
sen cos θ θ
θ
B G V V
Q
M − − =


=

( )
( ) ( ) [ ]
32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 3
3 3 3 3 3
3
3
33
sen cos sen cos
sen cos
3
θ θ θ θ
θ θ
θ
B G V B G V V
B G V V
Q
M
m
m m m m m
+ + + =
= + =


=

Ω ∈

( ) ( )
42 42 42 42 2 4 4 4 4 4 4
4
4
44
sen cos sen cos
4
θ θ θ θ
θ
B G V V B G V V
Q
M
m
m m m m m
+ = + =


=

Ω ∈

( )
( ) ( )
32 32 32 32 2 31 31 31 31 1 33 3
3 3 3 3 33 3
3
3
33
cos sen cos sen 2
cos sen 2
3
θ θ θ θ
θ θ
B G V B G V B V
B G V B V
V
Q
L
m
m m m m m
− + − + − =
= − + − =


=

Ω ∈

( ) ( )
42 42 42 42 2 44 4 4 4 4 4 44 4
4
4
44
cos sen 2 cos sen 2
4
θ θ θ θ B G V B V B G V B V
V
Q
L
m
m m m m m
− + − = − + − =


=

Ω ∈


Considerando uma solução inicial rad 0
0
4
0
3
0
1
= = = θ θ θ e pu 1
0
4
0
3
= =V V , obtém-se os resultados
mostrados na Tabela VII.27.
4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 46 de 47

Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação):

Tabela VII.27 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.
ν
ν
ν
ν
ν
ν
θ
θ
θ
4
3
4
3
1
V
V

( )
( )
( )
( )
( )
ν
ν
ν
ν
ν
x Q
x Q
x P
x P
x P
4
3
4
3
1






( ) [ ]
ν
x J −
ν
ν
ν
ν
ν
θ
θ
θ
4
3
4
3
1
V
V






0
0
0
0
1
1
–0,6038
–0,1558
–0,3000
0,7111
–1,2000
6000 , 20 0 0 0 0
0 1373 , 23 0 9519 , 4 0385 , 4
0 0 0000 , 19 0 0
0 6635 , 4 0 7596 , 24 1923 , 20
0 0385 , 4 0 1923 , 20 7837 , 29


− −

–0,0544
–0,0560
–0,0158
0,0283
–0,0583
1
–0,0544
–0,0560
–0,0158
1,0283
0,9414
–0,0040
0,0027
–0,0175
–0,0281
–0,0694
2956 , 18 0 2825 , 0 0 0
0 5551 , 24 0 3858 , 5 1853 , 4
3000 , 0 0 8910 , 17 0 0
0 6492 , 4 0 3926 , 25 7562 , 20
0 0066 , 4 0 7693 , 20 2422 , 30




− −

–0,0002
0,0002
–0,0010
–0,0011
–0,0038
2
–0,0545
–0,0558
–0,0168
1,0272
0,9379
7,46×10
-6
2,22×10
-6
–7,55×10
-5
–3,08×10
-5
–2,96×10
-4
— —


Portanto, para uma tolerância 001 , 0 = =
Q P
ε ε , a solução do Subsistema 1 é dada por: pu 0272 , 1
3
= V ,
pu 9379 , 0
4
= V ,
o
13 , 3 rad 0545 , 0
1
− = − = θ ,
o
20 , 3 rad 0558 , 0
3
− = − = θ e
o
96 , 0 rad 0168 , 0
4
− = − = θ .

Os resultados mostrados na Tabela VII.27, foram obtidos executando-se a rotina em MATLAB
®
, disponível
em http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exercicio_VII_8.m.

Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência ativa e reativa na barra de
referência e a injeção de potência reativa na barra de tensão controlada:

( )
( ) { }
( ) { }
( ) { }
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= − =
= − =
= + =
=






3 , 2 , 1 cos sen
4 , 3 , 2 , 1 cos sen
4 , 3 , 2 , 1 sen cos
2 S
1 1 1 1 1 1 1
2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
1
2
2
K B G V V Q
K B G V V Q
K B G V V P
K m
m m m m m
K m
m m m m m
K m
m m m m m
θ θ
θ θ
θ θ

( )
( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) [ ]
¦
¹
¦
´
¦
− + − + − =
− + − + − − =
+ + + + + + =
13 13 13 13 3 12 12 12 12 2 11 1 1 1
42 42 42 42 4 32 32 32 32 3 22 2 21 21 21 21 1 2 2
42 42 42 42 4 32 32 32 32 3 22 2 21 21 21 21 1 2 2
cos sen cos sen
cos sen cos sen cos sen
sen cos sen cos sen cos
S2
θ θ θ θ
θ θ θ θ θ θ
θ θ θ θ θ θ
B G V B G V B V V Q
B G V B G V B V B G V V Q
B G V B G V G V B G V V P


Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:

( )
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=
pu 3858 , 1
pu 4129 , 1
pu 8356 , 0
S2
1
2
2
Q
Q
P

4450A-04 – Sistemas de Energia I
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 47 de 47

Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação): Os resultados anteriores podem ser obtidos por
intermédio de simulação computacional empregando, por exemplo, o programa PowerWorld Simulator
8
. Na
Figura VII.15 encontra-se o diagrama unifilar do circuito com o resultado do fluxo de carga, e quadros com a
matriz admitância da rede e com a matriz Jacobiana calculada para a solução do fluxo de carga.







Figura VII.15 – Solução e matrizes admitância e Jacobiana do sistema exemplo de 4 barras.



8
Arquivos de simulação disponíveis em:
http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_4barras.pwd e
http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_4barras.pwb.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 7

VIII Fluxo de carga linearizado
Em função da grande simplificação proporcionada nas equações do fluxo de carga, os modelos linearizados
apresentam grande utilidade no planejamento da operação e da expansão dos sistemas elétricos. Tais
modelos se baseiam no acoplamento entre a potência ativa (P) e o ângulo do fasor tensão (θ) e apresenta
bons resultados para níveis elevados de tensão, característicos dos sistemas elétricos de transmissão e
subtransmissão.
Nos sistemas elétricos em alta e extra alta tensão, como a magnitude do fasor tensão não varia muito entre
barras vizinhas, o fluxo de potência ativa é aproximadamente proporcional à abertura angular existente e
desloca-se no sentido dos ângulos menores. Deste modo, a relação entre os fluxos de potência ativa e as
aberturas angulares é similar a existente entre os fluxos de corrente e as tensões nodais de um circuito em
corrente contínua no qual aplica-se a Lei de Ohm. Surge daí a nomenclatura fluxo de carga CC para a versão
linearizada do fluxo de carga.
VIII.1 Linearização
Para uma linha de transmissão, o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por:

( )
km km km km m k km k km
b g V V g V P θ θ sen cos
2
+ − =
( ) ( )
km km km km m k km m mk km mk km k m km m mk
b g V V g V b g V V g V P θ θ θ θ sen cos sen cos
2 2
− − = + − =

Assim, as perdas são dadas por:
( ) ( )
km m k m k km km km m k km m k mk km
V V V V g g V V g V V P P θ θ cos 2 cos 2
2 2 2 2
− + = − + = +
Se forem desprezados os termos correspondentes às perdas, chega-se a:

km km m k km
b V V P θ sen − =

km km m k mk km k m mk
b V V b V V P θ θ sen sen = − =
Introduzindo as seguintes aproximações:
pu V V
m k
1 ≈ ≈

km km
θ θ ≈ sen

km
km
x
b
1 −

o fluxo de potência entre duas barras pode ser aproximado por:


km
m k
km
km
km
x x
P
θ θ
θ

= =
1


km
k m
mk
km
mk
x x
P
θ θ
θ

= =
1


Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 7

Para um transformador em fase, o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por:

( ) ( ) ( )
km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P θ θ sen cos
2
+ − =
( )( ) ( ) ( )
km km km km m k km km m mk km mk km k km m km m mk
b g V V a g V b g V a V g V P θ θ θ θ sen cos sen cos
2 2
− − = + − =

Assim, as perdas são dadas por:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
km m k km m k km km km km m k km km m k km mk km
V V a V V a g g V V a g V V a P P θ θ cos 2 cos 2
2 2 2 2
− + = − + = +
Se forem desprezados os termos correspondentes às perdas, chega-se a:
( )
km km m k km km
b V V a P θ sen − =
( ) ( )
km km m k km mk km m k km mk
b V V a b V V a P θ θ sen sen = − =
Introduzindo as mesmas aproximações anteriores
|
|
¹
|

\
| −
≈ ≈ ≈ ≈
km
km km km m k
x
b pu V V
1
; sen ; 1 θ θ , o fluxo de
potência entre duas barras pode ser aproximado por:


km
m k
km km
km
km
km
x
a
x
a
P
θ θ
θ

= =

km
k m
km mk
km
km
mk
x
a
x
a
P
θ θ
θ

= =

Adicionalmente, pode-se considerar 1 ≈
km
a o que torna a expressão igual a das linhas de transmissão.
Para um defasador puro, o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por:

( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km k km
b g V V g V P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2

( ) ( ) [ ]
mk mk km mk mk km k m km m mk
b g V V g V P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2


Assim, as perdas são dadas por:
( ) ( ) ( ) [ ]
km km m k m k km km km km m k km m k mk km
V V V V g g V V g V V P P ϕ θ ϕ θ + − + = + − + = + cos 2 cos 2
2 2 2 2

Desprezados os termos correspondentes às perdas e introduzindo algumas aproximações
|
|
¹
|

\
| −
≈ ≈ ≈
km
km m k
x
b pu V V
1
; 1 , o fluxo de potência entre duas barras pode ser aproximado por:

( )
km km
km
km
x
P ϕ θ + = sen
1

( )
mk mk
km
mk
x
P ϕ θ + = sen
1

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 7

Mesmo que os ângulos
mk
θ e
mk
ϕ possam assumir valores elevados, a combinação
mk mk
ϕ θ + apresentará
valores semelhantes as aberturas observadas nas linhas de transmissão e transformadores em fase, ou seja, é
válida a aproximação ( )
mk mk mk mk
ϕ θ ϕ θ + ≈ + sen . Assim o fluxo de potência se simplifica para:

km
km
km
km
km
km km
km
x x x
P
ϕ θ ϕ θ
+ =
+
=

|
|
¹
|

\
|
+ − =
+
− =
+
=
km
km
km
km
km
km km
km
mk mk
mk
x x x x
P
ϕ θ ϕ θ ϕ θ


Nas expressões anteriores, observar que existem duas parcelas independentes: uma depende da diferença
de fase entre as tensões nodais,
mk
θ , e outra da abertura angular do defasador
mk
ϕ . No caso da abertura
angular do defasador ser considerada constante, o fluxo de potência relativo a esta parcela pode ser
representado por injeções adicionais nas suas barras terminais: uma carga adicional de
km km
x ϕ
1 −
na barra k e
uma geração adicional de
km km
x ϕ
1 −
na barra m.
VIII.2 Formulação matricial
Para uma rede de transmissão sem transformadores em fase ou defasadores os fluxos de potência ativa são
dados por:

km
km
km
x
P θ
1
=
Para satisfazer a Primeira Lei de Kirchhoff, a injeção de potência ativa na barra k tem de ser igual à soma dos
fluxos que saem da barra, ou seja:
NB k
x x x
P
k k k
m
m
km m
k
km m
km
km
k
, , 2 , 1
1 1 1
L =

+ = =
∑ ∑ ∑
Ω ∈ Ω ∈ Ω ∈
θ θ θ
cuja representação matricial é dada por:
θ B P ′ =
onde B′ é uma matriz que possui a mesma estrutura da matriz admitância nodal, com seus elementos dados
por:
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
Ω ∉ = ′
Ω ∈ − = ′
= ′


Ω ∈


k kl
k km kl
m
km kk
l B
l x B
x B
B
k
0
1
1

sendo
km
x a reatância equivalente de todas as linhas em paralelo que existem no ramo k-m.
Como as perdas foram desprezadas, a soma das componentes de P é nula, ou seja, a injeção de potência em
qualquer barra do sistema pode ser determinada a partir da soma das injeções das demais. Da mesma forma,
uma linha qualquer da matriz B′ pode ser obtida como combinação linear das demais o que a torna singular.
Tal problema é contornado adotando-se uma barra como referência angular (para a qual o ângulo de fase é
conhecido) e eliminando-se sua respectivas linha e coluna na matriz B′ . O sistema resultante tem dimensão
1 − NB , é não singular e pode ser resolvido para θ a partir da definição das injeções líquidas especificadas
P .
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 7

A inclusão de transformadores em fase e defasadores seguem o seguinte princípio. A regra de formação da
matriz B′ permanece inalterada, ou seja, utiliza-se o inverso da reatância série. A inclusão de defasadores se
faz através de injeções adicionais no vetor das injeções líquidas P .

Exemplo VIII.1 – Considere o sistema de 4 barras, cujos dados encontram-se na Figura VIII.1 e nas Tabelas
VIII.1 e VIII.2. Utilizando o modelo linearizado, determinar o estado da rede e comparar com a solução
obtida para o modelo completo.

1 2
3 4
G
G

Figura VIII.1 – Sistema elétrico exemplo de 4 barras.

Tabela VIII.1 – Dados das linhas.
Impedância série
Linha
r [pu] x [pu]
1–2 0,01008 0,05040
1–3 0,00744 0,03720
2–4 0,00744 0,03720
3–4 0,01272 0,06360

Tabela VIII.2 – Dados das barras.
Geração Carga
Barra V [pu] θ [graus]
P [MW] Q [Mvar] P [MW] Q [Mvar]
1 1,00 0 – – 50 30,99
2 – – 0 0 170 105,35
3 – – 0 0 200 123,94
4 1,02 – 318 – 80 49,58

Solução Exemplo VIII.1: Para o sistema de 4 barras a matriz B′ é dada por:
(
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

+
− −

+


+

− −
+
= ′
06360 , 0
1
03720 , 0
1
06360 , 0
1
03720 , 0
1
0
06360 , 0
1
06360 , 0
1
03720 , 0
1
0
03720 , 0
1
03720 , 0
1
0
03720 , 0
1
05040 , 0
1
05040 , 0
1
0
03720 , 0
1
05040 , 0
1
03720 , 0
1
05040 , 0
1
B
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Solução Exemplo VIII.1 (continuação):
(
(
(
(
(
¸
(

¸

− −
− −
− −
− −
= ′
60 , 42 72 , 15 88 , 26 0
72 , 15 60 , 42 0 88 , 26
88 , 26 0 72 , 46 84 , 19
0 88 , 26 84 , 19 72 , 46
B

Considerando a Barra 1 como referência angular 0
1
= θ e o sistema a ser resolvido se resume a:
(
(
(
¸
(

¸


(
(
(
¸
(

¸

− −


= ′ =
(
(
(
¸
(

¸




=
4
3
2
60 , 42 72 , 15 88 , 26
72 , 15 60 , 42 0
88 , 26 0 72 , 46
80 , 0 18 , 3
00 , 2
70 , 1
θ
θ
θ
θ B P

Resolvendo para θ tem-se:
(
(
(
¸
(

¸




(
(
(
¸
(

¸

=
(
(
(
¸
(

¸




(
(
(
¸
(

¸

− −


=
(
(
(
¸
(

¸


38 , 2
00 , 2
70 , 1
0469 , 0 0173 , 0 0270 , 0
0173 , 0 0299 , 0 0100 , 0
0270 , 0 0100 , 0 0369 , 0
80 , 0 18 , 3
00 , 2
70 , 1
60 , 42 72 , 15 88 , 26
72 , 15 60 , 42 0
88 , 26 0 72 , 46
1
4
3
2
θ
θ
θ


(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸

o
o
o
7830 , 1
0320 , 2
0590 , 1
rad 0311 , 0
rad 0355 , 0
rad 0185 , 0
4
3
2
θ
θ
θ


Observar que a solução obtida é bastante próxima da solução do fluxo de carga que é dada por:

(
(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
(
¸
(

¸

o
o
o
523 , 1
872 , 1
976 , 0
4
3
2
θ
θ
θ

VIII.3 Representação das perdas no modelo linearizado
A expressão das perdas de uma linha de transmissão é dada por:
( )
km m k m k km mk km
V V V V g P P θ cos 2
2 2
− + = +
Considerando-se as tensões próximas a 1,0 pu, pu V V
m k
0 , 1 = = , e aproximando-se
km
θ cos pelos dois
primeiros termos da série de Taylor,
2
1 cos
2
km
km
θ
θ − ≈ , tem-se:

2
2
2
1 2 1 1
km km
km
km mk km
g g P P θ
θ
=
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
− − + = +
Tais perdas são calculadas em cada uma das linhas e distribuídas, metade para cada uma das barras
terminais, sendo acrescentadas como cargas adicionais.
Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente
Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 7

Assim, para a resolução do modelo linearizado considerando as perdas, pode-se adotar o seguinte
procedimento:
1. Calcular a solução temporária sem considerar as perdas
tmp
B P θ ′ = .
2. Calcular as perdas aproximadas nos ramos através da expressão ( )
2
tmp
km km
perdas
km
g P θ ≈ e acrescentá-la
como cargas adicionais nas barras extremas determinando novo vetor de injeções líquidas
perdas
P P − .
3. Recalcular os ângulos considerando a injeção corrigida θ B P P
perdas
′ = − .


Exemplo VIII.2 – Considere o sistema de 4 barras empregado no Exemplo VIII.1. Determinar o estado da
rede utilizando o modelo linearizado com perdas.

Solução Exemplo VIII.2: Da solução do Exemplo VIII.1 tem-se:

(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸

=
o
o
o
7830 , 1
0320 , 2
0590 , 1
rad 0311 , 0
rad 0355 , 0
rad 0185 , 0
4
3
2
θ
θ
θ
θ
tmp

As perdas nos ramos são dadas por:
• Linha 1-2:
( ) ( ) ( ) 0013 , 0 10 4225 , 3 8156 , 3 0185 , 0 0
05040 , 0 01008 , 0
01008 , 0
4 2
2 2
2
12 12 12
= × ⋅ = − −
+
= ≈
− tmp perdas
g P θ
• Linha 1-3:
( ) ( ) ( ) 0065 , 0 10 6025 , 12 1696 , 5 0355 , 0 0
03720 , 0 00744 , 0
00744 , 0
4 2
2 2
2
13 13 13
= × ⋅ = − −
+
= ≈
− tmp perdas
g P θ
• Linha 2-4:
( ) ( ) ( ) 0127 , 0 10 6016 , 24 1696 , 5 0311 , 0 0185 , 0
03720 , 0 00744 , 0
00744 , 0
4 2
2 2
2
24 24 24
= × ⋅ = − −
+
= ≈
− tmp perdas
g P θ
• Linha 3-4:
( ) ( ) ( ) 0134 , 0 10 3556 , 44 0237 , 3 0311 , 0 0355 , 0
06360 , 0 01272 , 0
01272 , 0
4 2
2 2
2
34 34 34
= × ⋅ = − −
+
= ≈
− tmp perdas
g P θ

Assim, as injeções corrigidas são dadas por:
(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

|
¹
|

\
|
+ −
|
¹
|

\
|
+ − −
|
¹
|

\
|
+ − −
=
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
+ −
|
|
¹
|

\
|
+ − −
|
|
¹
|

\
|
+ − −
= −
3670 , 2
0100 , 2
7070 , 1
2
0134 , 0
2
0127 , 0
38 , 2
2
0134 , 0
2
0065 , 0
00 , 2
2
0127 , 0
2
0013 , 0
70 , 1
2 2
38 , 2
2 2
00 , 2
2 2
70 , 1
34 24
34 13
24 12
perdas perdas
perdas perdas
perdas perdas
perdas
P P
P P
P P
P P
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Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 7


Solução Exemplo VIII.2 (continuação):
(
(
(
¸
(

¸




(
(
(
¸
(

¸

=
(
(
(
¸
(

¸



(
(
(
¸
(

¸

− −


=
(
(
(
¸
(

¸


3670 , 2
0100 , 2
7070 , 1
0469 , 0 0173 , 0 0270 , 0
0173 , 0 0299 , 0 0100 , 0
0270 , 0 0100 , 0 0369 , 0
3670 , 2
0100 , 2
7070 , 1
60 , 42 72 , 15 88 , 26
72 , 15 60 , 42 0
88 , 26 0 72 , 46
1
4
3
2
θ
θ
θ


(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸



=
(
(
(
¸
(

¸

o
o
o
7273 , 1
0684 , 2
1001 , 1
rad 0301 , 0
rad 0361 , 0
rad 0192 , 0
4
3
2
θ
θ
θ




Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 1 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 2

Expressões gerais
( )
( )
jX R
I
V
j Y
j Z + = = =
ω
ω
1
( )
( )
jB G
V
I
j Z
j Y + = = =
ω
ω
1

jQ P j VI VI I V I V S + = + = = + − = ⋅ = θ θ θ θ φ φ sen cos
*

θ
φ
φ
φ
cos
3
3
3
= =
S
P
FP
θ θ
φ φ
cos 3 cos 3
3 L L L
I V I V P = = θ θ
φ φ
sen 3 sen 3
3 L L L
I V I V Q = =
L L L
I V I V S 3 3 3 = =
φ
φ

Linhas de transmissão
A
l
R
CC
ρ =
1 0
2 0
1 2
T T
T T
R R
+
+
= 4
1 −
⋅ = ′ e r r
α α


n
an ac ab a
M
aM aC aB aA
a
D D D r
D D D D
n L
L
L

= ln

µ


C
a
Condutor x
b
c
n
A B
M
Condutor Y
bn
D
bC
D

n
bn bc ba b
M
bM bC bB bA
b
D D D r
D D D D
n L
L
L

= ln

µ

s
m
x
D
D
L ln

µ
=
( )( ) ( )
Mn
nM nB nA bM bB bA aM aB aA m
D D D D D D D D D D L L L L =
x L
fL X π 2 = ( )( ) ( )
2
n
nn nb na bn bb ba an ab aa s
D D D D D D D D D D L L L L =
s
eq
x
D
D
L ln

µ
=
3
31 23 12
D D D D
eq
= Para o vácuo
km
H
4
m
H
7
0
10 4 10 4
− −
= = π π µ


ab
D
a
b
c
α αα α
β ββ β
χ χχ χ
bc
D
β a
D
χ b
D
α a
D
β b
D
χ c
D
ca
D
α c
D
Condutores
Imagens
Superfície do solo


a b
D

r
D
k
C
ab
ln
π
=

r
D
k
C
N
ln

=

N
C
fC
X
π 2
1
=


(
(
¸
(

¸

+
=
(
(
¸
(

¸


=
3
3
3
3
ln ln
2
ln ln
2
α χ β
χ β α
χ β α
α χ β
π π
c b a
c b a eq
c b a
c b a eq
N
D D D
D D D
r
D
k
D D D
D D D
r
D
k
C


Para o vácuo
km
F
9
m
F
12
0
10 85 , 8 10 85 , 8
− −
× = × = k


k
l
l
Z Z km km


=

γ
γ senh
2
km Y

m
2
2
tanh
2 2 l
l
Y Y km km


=

γ
γ

y z j ⋅ = + = β α γ
Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 1 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 2


Sistema por unidade
3
base 3
base
φ
φ
S
S =
3
base
base
L
V
V =
φ


base
base 3
base
base 3
base
base
base base
3
3
3
L
L
Y L
V
S
V
S
V
S
I I
φ
φ
φ
φ
= = = =
base
base 3
base
base
3
3
L
L
V
S
I
I
φ
= =


base 3
2
base
base
base
base
φ
φ
S
V
I
V
Z
L
Y
Y
= =
base base
3
Y
Z Z =


( ) ( )
1 base 3
2 base 3
2
2 base
1 base
1 base pu 2 base pu
φ
φ
S
S
V
V
Z Z
L
L
(
¸
(

¸

=

Transformadores

m
jx

1 I
Transformador
Real

Ideal
1 V
+

2 V
+

2 1
: N N
1 1
jx r +
2 2
jx r +
m
r


2
1
2
1
N
N
V
V
=
1
2
2
1
N
N
I
I
=
2
2
2
1
ref
2 Z
N
N
Z
|
|
¹
|

\
|
= 1
2
1
2
ref
1 Z
N
N
Z
|
|
¹
|

\
|
=
pri
base
1
2 sec
base
V
N
N
V =
pri
base
2
1
pri
base
1
2
base
sec
base
base sec
base
I
N
N
V
N
N
S
V
S
I = = =


k
km I
m
mk I
k V
m V
A
B C
A, B, C admitâncias

( )
( )
km km
km km km
km km
y a C
y a a B
y a A
− =
− =
=
1
1

Expressões gerais dos fluxos de corrente e potência nos ramos
( ) ( ) m km
j
km
k
sh
km
km
km
km V Y e a V jb Y a I
km
ϕ −
− + + =
2

( ) ( ) m
sh
km
km k km
j
km
mk V jb Y V Y e a I
km
+ + − =
ϕ

( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km
sh
km km k km km
b g V V a b b V a Q ϕ θ ϕ θ + − + − + − = cos sen
2


Modelo ZIP de carga
( )
NOM 2
k k P k P P k
P V c V b a P + + = 1 = + +
P P P
c b a
( )
NOM 2
k k Q k Q Q k
Q V c V b a Q + + = 1 = + +
Q Q Q
c b a

Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 3

Expressões gerais dos fluxos de corrente e potência nos ramos
( ) ( ) m
km
j
km
k
sh
km km km
km V y e a V jb y a I
km
ϕ −
− + + =
2

( ) ( ) m
sh
km km
k
km
j
km
mk V jb y V y e a I
km
+ + − =
ϕ

( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km km k km km
b g V V a g V a P ϕ θ ϕ θ + + + − = sen cos
2

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [ ]
km km km km km km m k km
sh
km km k km km
b g V V a b b V a Q ϕ θ ϕ θ + − + − + − = cos sen
2


Injeções de corrente e potência nas barras
( ) ( )
∑ ∑
Ω ∈

Ω ∈
− +
(
(
¸
(

¸

+ + =
k
km
k
m
m
km
j
km
k
m
sh
km km km
sh
k
k V y e a V jb y a jb I
ϕ 2

V Y I = (formulação matricial)
sendo:

I –
Vetor das injeções de corrente, cujas componentes são os fasores k I , NB k , , 2 , 1 L = ;
V –
Vetor das tensões nodais, cujas componentes são os fasores
k k
k V V θ = ,
NB k , , 2 , 1 L = ;
jB G Y + =

– Matriz admitância nodal, cujos elementos são:
km
j
km km
y e a Y
km
ϕ −
− =
km
j
km km
j
km mk
y e a y e a Y
km mk
ϕ ϕ
− = − =


( )

Ω ∈
+ + =
k
m
km km
sh
km
sh
k kk
y a jb jb Y
2

k
Ω – Conjunto de barras vizinhas da barra k;
K – Conjunto de todas as barras adjacentes à barra k, incluindo a própria barra k
{ } ( )
k
k K Ω ∪ = .

∑ ∑
∈ Ω ∈
= + =
K m
m
km
m
m
km
k
kk
k V Y V Y V Y I
k

( )


+ =
K m
m m km km
k V jB G I θ
( )( )


+ − =
K m
km km km km m k
k j jB G V V S θ θ sen cos
( )


+ =
K m
km km km km m k k
B G V V P θ θ sen cos
( )


− =
K m
km km km km m k k
B G V V Q θ θ cos sen

Fluxo de carga
( )
( ) { }
( ) { }
¦
¹
¦
´
¦
∈ = − −
∈ = + −




PQ barras 0 cos sen
PV e PQ barras 0 sen cos
S1
esp
esp
k B G V V Q
k B G V V P
K m
km km km km m k k
K m
km km km km m k k
θ θ
θ θ

( )
( ) { }
( ) { }
¦
¹
¦
´
¦
∈ − =
∈ + =




Vθ e PV barras cos sen
Vθ barra sen cos
S2
k B G V V Q
k B G V V P
K m
km km km km m k k
K m
km km km km m k k
θ θ
θ θ


( )
( )
( )
( ) { }
( ) { }
¹
´
¦
∈ = − = ∆
∈ = − = ∆

¦
¹
¦
´
¦
= − = ∆
= − = ∆
=
PQ barras 0 ,
PV e PQ barras 0 ,
0 ,
0 ,
S1
esp
esp
esp
esp
k V Q Q Q
k V P P P
V Q Q Q
V P P P
k k k
k k k
θ
θ
θ
θ

Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 3




Newton-Raphson
PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸

=
υ
υ
υ
θ
V
x
PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸



= ∆
υ
υ
υ
θ
V
x
( )
PQ
PV PQ

+ ←
(
(
¸
(

¸



=
υ
υ
υ
Q
P
x g
( ) ( )
ν ν ν
x x J x g ∆ − = ( ) [ ] ( )
ν ν ν
x g x J x
1 −
− = ∆
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
V
V Q
L
V Q
M
V
V P
N
V P
H
V
V Q V Q
V
V P V P
x J


=


=


=


=

+ ←

+

(
(
(
(
¸
(

¸









− =
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ
υ
υ
, ,
, ,
PQ
PV PQ
PQ PV PQ
, ,
, ,

(
(
¸
(

¸



(
¸
(

¸

=
(
(
¸
(

¸



υ
υ
υ
υ
υ
θ
V
L M
N H
Q
P

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
+ − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl l k
l
k
kl
m
km km km km m k
k
k
kk
l H
l B G V V
P
H
B G V V
P
H
V P
H
k
0
cos sen
cos sen
,
θ θ
θ
θ θ
θ
θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ + =


=
+ + =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl k
l
k
kl
m
km km km km m kk k
k
k
kk
l N
l B G V
V
P
N
B G V G V
V
P
N
V
V P
N
k
0
sen cos
sen cos 2
,
θ θ
θ θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ + − =


=
+ =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl l k
l
k
kl
m
km km km km m k
k
k
kk
l M
l B G V V
Q
M
B G V V
Q
M
V Q
M
k
0
sen cos
sen cos
,
θ θ
θ
θ θ
θ
θ
θ

( )
( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− + − =


=


=

Ω ∈
k kl
k kl kl kl kl k
l
k
kl
m
km km km km m kk k
k
k
kk
l L
l B G V
V
Q
L
B G V B V
V
Q
L
V
V Q
L
k
0
cos sen
cos sen 2
,
θ θ
θ θ
θ

Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 3



Newton desacoplado
( ) ( )
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
+
+ + −
+

PQ barras
PQ barras , ,
QV Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras , ,
Pθ Iteração
1
1 1 1
2
1
1
1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν ν ν
θ θ
θ θ θ
θ θ θ
V V V
V V L V Q V
V H V P V

( )
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=


= + − =


=
= ′

Ω ∈

k kl
k kl kl kl kl l
l
k
k
kl
kk k
k
k
m
km km km km m
k
k
k
kk
l H
l B G V
P
V
H
B V
V
Q
B G V
P
V
H
H V H
k
0
cos sen
1
cos sen
1
'
'
'
1
θ θ
θ
θ θ
θ

( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =


=
− = − + − =


=
= ′

Ω ∈

k kl
k kl kl kl kl
l
k
k
kl
kk
k
k
m
km km km km m
k
kk
k
k
k
kk
l L
l B G
V
Q
V
L
B
V
Q
B G V
V
B
V
Q
V
L
L V L
k
0
cos sen
1
cos sen
1
2
1
'
'
2
'
1
θ θ
θ θ


Desacoplado rápido
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ ′ = ∆ ⋅
¦
¹
¦
´
¦
∆ + =
∆ ⋅ ′ = ∆ ⋅
+
+ −
+

PQ barras
PQ barras ,
QV Iteração
PV e PQ barras
PV e PQ barras ,
Pθ Iteração
1
1 1
2
1
1
1
2
1
ν ν ν
ν ν ν ν
ν ν ν
ν ν ν ν
θ
θ θ θ
θ θ
V V V
V B V Q V
B V P V

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =
=


Ω ∈


k kl
k kl kl
m
km kk
l B
l x B
x B
B
k
0
'
1 '
1 '

¦
¹
¦
´
¦
Ω ∉ =
Ω ∈ − =
− − ≈
′ ′
k kl
k kl kl
sh
k kk kk
l B
l B B
B B B
B
0
' '
' '
' '

sendo
sh
k
B a soma de todas as susceptâncias que ligam o nó k à terra.

Expressões gerais
( )
( )
jX R
I
V
j Y
j Z + = = =
ω
ω
1
( )
( )
jB G
V
I
j Z
j Y + = = =
ω
ω
1

jQ P j VI VI I V I V S + = + = = + − = ⋅ = θ θ θ θ φ φ sen cos
*

θ
φ
φ
φ
cos
3
3
3
= =
Q
P
FP
θ θ
φ φ
cos 3 cos 3
3 L L L
I V I V P = = θ θ
φ φ
sen 3 sen 3
3 L L L
I V I V Q = =
L L L
I V I V S 3 3 3 = =
φ
φ

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Sumário
Introdução [1 página] I Fundamentos para solução de circuitos elétricos [22 páginas]
I.1 I.2 I.3 I.4 I.5 I.6 I.7 I.8 I.9 I.10 Representação fasorial Impedância [Ω] e admitância [Ω-1 ou siemens] Ω Ω Associação de impedâncias Potência complexa Sentido do fluxo de potência Fonte trifásica ideal Carga trifásica ideal Potência complexa em circuitos trifásicos equilibrados Análise por fase e diagrama unifilar O sistema por unidade (pu)

4 1
1 4 5 6 9 10 11 11 14 17

II O balanço de potência [7 páginas]
II.1 II.2 II.3 II.4 Capacidade de transmissão Dependência da carga com a tensão e freqüência O balanço de potência ativa e seus efeitos sobre a freqüência O balanço de potência reativa e seus efeitos sobre a tensão

1
1 3 5 5

III A linha de transmissão [16 páginas]
III.1 III.2 III.3 III.4 III.5 Tipos de condutores Resistência série Indutância série Capacitância em derivação O modelo da linha de transmissão

1
1 2 3 6 11

IV O transformador [27 páginas]
IV.1 Transformador ideal de dois enrolamentos
IV.1.1 Transformador ideal em regime permanente senoidal IV.1.2 Modelo do transformador ideal em pu

1
1
3 4

IV.2 Circuito equivalente do transformador real de dois enrolamentos IV.3 Transformador com relação não-nominal IV.4 Transformador de três enrolamentos IV.5 Autotransformador IV.6 O modelo do transformador em fase IV.7 O modelo do transformador defasador IV.8 Expressões gerais dos fluxos de corrente e de potência

5 14 16 17 19 25 26

Introdução – Sérgio Haffner

Versão: 10/9/2007

Página 2 de 4

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

V Geradores, reatores, capacitores e cargas [5 páginas]
V.1 V.2 V.3 V.4 Geradores Reatores Capacitores Cargas

1
1 1 2 2

VI O estudo do fluxo de carga [12 páginas]
VI.1 Definição do problema do fluxo de carga VI.2 As equações das correntes dos nós VI.3 Formulação matricial

1
1 6 8

VII Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos [47 páginas]
VII.1 Formulação do problema básico VII.2 Resolução de sistemas algébricos não lineares pelo método de Newton-Raphson VII.3 Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson VII.4 Métodos desacoplados
VII.4.1 Método de Newton desacoplado VII.4.2 Desacoplado rápido VII.4.3 Apresentação formal dos métodos desacoplados

1
1 10 15 24
24 31 35

VII.5 Controles e limites

38

VIII Fluxo de carga linearizado [7 páginas]
VII.1 Linearização VIII.2 Formulação matricial VIII.3 Representação das perdas no modelo linearizado

1
1 3 5

Bibliografia [1 página]

1

Introdução – Sérgio Haffner

Versão: 10/9/2007

Página 3 de 4

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Introdução
Estas notas de aula têm como objetivo apresentar, de forma resumida, o conteúdo integral da disciplina introdutória na área de Sistemas de Energia para um curso em nível de graduação em Engenharia Elétrica (parcial para uma disciplina em nível de pós-graduação em Engenharia Elétrica) que consiste na análise de sistemas de energia elétrica em regime permanente senoidal. Estas notas não detalham em profundidade todos os aspectos relacionados com o tema, mas podem ser utilizadas para balizar estudos nesta área, cuja bibliografia em português não é muito abundante, em função da retirada dos títulos já esgotados dos catálogos das editoras. A análise de sistemas elétricos em regime permanente é de extrema importância, pois é desta forma que as redes operam quase na totalidade do tempo. Nestas condições, busca-se que todos os equipamentos elétricos (geradores, transformadores, linhas de transmissão, alimentadores, motores, etc.) estejam operando dentro de seus limites (tensão, freqüência, potência, etc.) e, se possível, de forma ótima (visando maximizar a segurança e minimizar o custo de geração, as perdas de transmissão, etc.). Para efetuar esta análise, em cada condição de carga e geração possível para o sistema ou sub-sistema elétrico, deve-se conhecer: • • • • • • O carregamento nas linhas de transmissão e nos transformadores, visando verificar se há sobrecarga ou elementos ociosos; A potência gerada em cada unidade de geração, visando efetuar uma análise de custos; A potência consumida em cada unidade, visando efetuar projeções do crescimento do consumo; A tensão nos diversos pontos do sistema, para verificar se existem tensões muito acima ou abaixo dos valores nominais; As perdas de transmissão, visando compara alternativas de alimentação das cargas; As conseqüências, em regime permanente, da perda de algum equipamento, visando verificar se o estado de operação é seguro.

Desta forma, é possível verificar com objetividade a forma de operação que o sistema elétrico se encontra. A avaliação destes indicadores é a base dos métodos empregados na definição das alterações necessárias para modificar o ponto de operação do sistema com o objetivo melhorar sua forma de funcionamento em regime permanente. O conteúdo está dividido em oito capítulos, da seguinte forma. No Capítulo I é feita uma revisão dos conceitos necessários da análise de circuitos em regime permanente senoidal juntamente com a apresentação da notação empregada nos demais capítulos. Adicionalmente, descrevem-se o sistema por unidade e a análise por fase, muito freqüente em sistemas de energia, quando o sistema pode ser considerado equilibrado. No Capítulo II é feita uma breve análise do balanço de potência e suas implicações com a magnitude da tensão nas barras e com a abertura angular das linhas e dos transformadores. Os Capítulos III, IV e V são dedicados para apresentar a forma pela qual os elementos do sistema de energia elétrica são modelados para análise por fase (aplicada para circuitos equilibrados). Nos Capítulos VI e VII o problema denominado Fluxo de Carga (ou Fluxo de Potência) não-linear que consiste, basicamente, na determinação das tensões nodais (em módulo e fase) é formulado e resolvido. No Capítulo VIII é descrito o modelo linearizado para o problema do Fluxo de Carga, que consiste em uma simplificação do modelo não-linear que é muito utilizada em estudos de planejamento.

Introdução – Sérgio Haffner

Versão: 10/9/2007

Página 4 de 4

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Bibliografia
1. Alcir J. Monticelli (1983). Fluxo de carga em redes de energia elétrica. Edgar Blücher. 2. Alcir J. Monticelli, Ariovaldo V. Garcia (2003). Introdução a sistemas de energia elétrica. Editora da Unicamp. 3. Alcir Monticelli, Ariovaldo Garcia, Osvaldo Saavedra (1990). Fast decoupled load flow: hypothesis, derivations and testing, IEEE Transactions on Power Systems, Vol. 4, No. 4, November, pp. 1425-1431. 4. Arthur R. Bergen, Vijay Vittal (2000). Power systems analysis. Prentice Hall. 5. Charles A. Gross (1986). Power system analysis. J. Wiley. 621.3191 G878p 6. Dorel Soares Ramos (1982). Sistemas elétricos de potência: regime permanente. Guanabara Dois. 621.3191 R175s 7. IEEE recommended practice for industrial and commercial power systems analysis (1997). IEEE. 621.31042 I42i 8. John J. Grainger, William D. Stevenson Jr. (1994). Power system analysis. McGraw-Hill. 621.3191 G743 9. J. Arrillaga, N. R. Watson (2001) Computer modelling of electrical power systems. John Willey & Sons Ltd. 10. Hadi Saadat (1999). Power system analysis. McGraw-Hill, New York, 697p. 11. O. I. Elgerd (1981). Introdução à teoria de sistemas de energia elétrica. McGraw Hill do Brasil. 621.3191 E41ib (Edição 1981) 621.3191 E41ia (Edição 1978) 621.3191 E41i (Edição 1970) 12. Syed A. Nasar (1991). Sistemas eléctricos de potencia. McGraw-Hill. 13. Turan Gonen (1988). Modern power system analysis. J. Wiley. 621.3191 G638m 14. W. D. Stevenson Jr. (1986). Elementos de análise de sistemas de potência. McGraw-Hill. 621.3191 S847eb (edição de 1981) 621.3191 S847ea (edição de 1978)

Bibliografia – Sérgio Haffner

Versão: 10/9/2007

Página 1 de 1

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

I – Fundamentos para solução de circuitos elétricos I.1 – Representação fasorial
Nos circuitos elétricos assintoticamente estáveis1, a análise do regime permanente senoidal pode ser realizada através da simples operação com números complexos por intermédio da transformada fasorial. Na análise fasorial, todas as correntes e tensões senoidais são representadas por números complexos que quantificam a amplitude e o ângulo de fase das senóides, sendo a freqüência destas considerada implicitamente. Qualquer função do tipo senoidal pode ser representada pela função
g (t ) = G cos (ωt + φ )

através da escolha dos valores adequados para:
G – valor máximo (amplitude); 2π ω = 2πf = – velocidade angular [rad/s]; T f – freqüência [Hz]; T – período [s]; φ – ângulo de fase [rad].

A Figura I.1 apresenta o gráfico de uma função senoidal genérica, indicando os valores de G e φ.
G g(t)

−φ

ωt [rad]

-G

Figura I.1 – Função tipo senoidal. Observar que quando o ângulo de fase φ é igual a −π 2 , a função cosseno transforma-se em um seno, conforme mostra a Figura I.2, ou seja, são válidas as seguintes relações:

π  cos ωt = senωt +  2 

π  sen ωt = cosωt −  2 

Circuitos assintoticamente estáveis são aqueles que não apresentam nenhuma das raízes de sua equação característica no eixo imaginário ou no semiplano direito do plano complexo. Neste caso, a resposta natural tende a zero:
lim t →∞ y n (t ) = 0

1

e a resposta completa tende à sua resposta forçada:

lim t →∞ y (t ) = lim t →∞ y n (t ) + y f (t ) = y f (t )

Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner

Versão: 10/9/2007

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g1(t) g2(t) α ω t [rad] Figura I. Define-se como defasagem a diferença entre os ângulos de fases de duas funções do tipo senoidal de mesma  6φ28  7   velocidade angular ω. Utilizando a identidade de Euler: e jθ = cos θ + j sen θ Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 22 .1) Ymax – amplitude ω – velocidade angular φ – ângulo de fase Note que a função tem três parâmetros: Observar que qualquer função senoidal pode ser representada através da escolha adequada de Ymax . Considere a função senoidal geral: y (t ) = Ymax cos (ωt + φ ) (I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente cos sen π/2 ω t [rad] Figura I. Sendo g1 (t ) = G1 cos (ωt + φ1 ) e g 2 (t ) = G 2 cos ωt + φ1 − α  .2 – Relação entre as funções seno e cosseno. Assim. conforme ilustra a Figura I.3 – Defasagem entre duas funções senoidais. ω e φ . pode-se dizer que: g1 (t ) está adiantada em relação à g 2 (t ) do ângulo α e g 2 (t ) está atrasada em relação à g1 (t ) do ângulo α.3. a defasagem entre g1 (t ) e     g 2 (t ) é dada por φ1 − φ 2 = φ1 − (φ1 − α ) = α .

que também é chamada de domínio da freqüência. y (t ) = Ymax cos(ωt + φ ) = Re[Ymax cos(ωt + φ )] [ ] [ ] ( ) Observar que a transformada fasorial transfere a função senoidal do domínio do tempo para o domínio dos números complexos. já que a resposta envolve implicitamente uma função senoidal de freqüência ω. tem-se: Y = Ye jφ = Y φ A representação gráfica em um sistema coordenado de um fasor genérico encontra-se na Figura I.4 – Representação gráfica do fasor Y Observar que o fasor é diferente de um vetor porque a posição angular do fasor representa posição no tempo. Considerando Y = de y (t ) . Ymax e φ .2) Y onde Y = max e jφ é definido como a representação fasorial de y (t ) ou a transformada fasorial da função 2 senoidal y (t ) . não no espaço. Resumo: y (t ) = Ymax cos (ωt + φ ) ou Forma polar Forma retangular Y = Ye jφ = Y φ Y = Y cos φ + jY sen φ y (t ) = 2 Re Y e jωt Y Y = max 2 Ymax Y= 2 ( ) 2 “Root Mean Square” ou valor quadrático médio (eficaz).3) Y sen φ φ Y cos φ Re Figura I. o valor RMS2 (I. Versão: 10/9/2007 Página 3 de 22 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente = Re[Ymax cos(ωt + φ ) + jYmax sen(ωt + φ )] = Re Ymax e j (ωt +φ ) = Re Ymax e jφ e jωt = 6 74  4Y 8  Ymax jφ jωt  = 2 Re  e e   2      jωt y (t ) = 2 Re Y e (I. Im Y =Y φ Ymax 2 . Notar que Y contém 2/3 das informações de y (t ) a saber.4.

5) [ ] + v(t ) = 2 Re V e jωt – Circuito linear invariante em regime permanente senoidal Z ( jω ) = 1 Y [ ] Figura I.5 – Definição de impedância e admitância.5): Z ( jω ) = ∆ V I = R + jX R  X = resistênci a = reatância (I.2 – Impedância [Ω] e admitância [Ω-1 ou siemens] Ω Ω A impedância Z de um componente ou circuito é a relação entre os fasores tensão e corrente (vide convenção de sinais da Figura 1. Tabela I.4) A admitância Y de um componente ou circuito é o inverso de sua impedância: Y ( jω ) = ∆ Z ( jω ) V 1 = I = G + jB G = condutância   B = susceptância i (t ) = 2 Re I e jωt (I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I. Elemento i(t ) + Equações Relação de fase Forma fasorial: v(t ) = i (t ) = 2 Re I e jωt jωt [ ] 2 Re[V e ] Diagrama fasorial I Relação no tempo i(t) v(t) v(t ) = Vmax cos(ωt + φ ) R v(t ) – i (t ) = I max cos(ωt + φ ) i (t ) e v(t ) em fase V = RI V φ i(t ) + v(t ) = Vmax cos(ωt + φ ) L V v(t ) – i (t ) = I max π  cos ωt + φ −  2  i (t ) atrasada de v(t ) de 90° V = jω L I X L = ωL i(t) φ I v(t) i(t ) + v(t ) = Vmax cos(ωt + φ ) C v(t ) – π  i (t ) = I max cos ωt + φ +  2  i (t ) adiantada de v(t ) de 90° V= 1 I jωC 1 ωC i(t) I V φ v(t) XC = Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 22 .1. Um resumo das relações entre tensão e corrente para os elementos simples encontra-se na Tabela I.1 – Relação tensão/corrente dos elementos simples.

3 – Associação de impedâncias Para a associação série de impedâncias (vide Figura I. A expressão (I. a partir da expressão (I. A expressão (I. a impedância equivalente é dada pela soma das impedâncias de cada um dos componentes. da forma como segue: V LKT V 1 + V 2 + K + V n V 1 V 2 Vn Z eq = = = + +K+ = Z1 + Z 2 +K+ Z n I I I I I 1 Sabendo que Z = .7) pode ser demonstrada utilizando-se a Lei de Kirchhoff das Correntes. pode-se determinar a expressão da admitância equivalente da associação Y série. a impedância equivalente é dada pelo inverso da soma dos inversos das impedâncias de cada um dos componentes.7) 1 1 1 Z eq Z 1 Z 2 Zn + +K+ Z1 Z 2 Zn I + I I1 I2 In + V – Z1 Z2 Zn ≡ V – Z eq Figura I.6) pode ser demonstrada utilizando-se a Lei de Kirchhoff das Tensões. da forma como segue: V LKC V V 1 Z eq = = = = 1 1 1 I I1 + I 2 +K+ I n V V V + +K+ + +K+ Z1 Z 2 Zn Z1 Z 2 Zn 1 Novamente. ou seja: Z eq = Z 1 + Z 2 + K + Z n (I. sabendo que Z = .7 – Diagrama para associação em paralelo de impedâncias.6): 1 1 1 1 1 = + +K+ ⇒ Y eq = 1 1 1 Y eq Y 1 Y 2 Yn + +K+ Y1 Y 2 Yn Para a associação paralela de impedâncias (vide Figura I.6) I + + V1 – + V2 – + Vn – + I Z1 Z2 Zn V – ≡ V – Z eq Figura I.7).7): Y eq = Y 1 + Y 2 + K + Y n Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 22 .6 – Diagrama para associação série de impedâncias.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I.6). pode-se determinar a expressão da admitância equivalente da associação série. a partir Y da expressão (I. ou seja: 1 1 1 1 1 = + +K+ ⇒ Z eq = (I.

p (t ) = Vmax I max cos(ωt + φ )[cos(ωt + φ ) cos θ + sen (ωt + φ ) sen θ ] = = Vmax I max cos θ cos 2 (ωt + φ ) + V max I max sen θ cos(ωt + φ ) sen (ωt + φ ) (I. corrente e potência instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. os gráficos das funções tensão. logo: 2 1 cos 2 (ωt + φ ) = [1 + cos(2ωt + 2φ )] 2 sen (2ωt + 2φ ) cos(ωt + φ ) sen (ωt + φ ) = 2 p(t ) = (I. 2 2 Vmax I max Vmax I max = = VI 2 2 2 chega-se à seguinte expressão: p(t ) = VI cos θ [1 + cos(2ωt + 2φ )] + VI sen θ sen (2ωt + 2φ ) (I. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 22 . e uma parcela variável e alternada variante no tempo.12) apresenta uma parcela constante. daí cos(ωt + φ − θ ) = cos(ωt + φ ) cos(− θ ) − sen (ωt + φ ) sen (− θ ) = cos(ωt + φ ) cos θ + sen (ωt + φ ) sen θ Substituindo (I. cuja freqüência corresponde exatamente ao dobro da freqüência da tensão e da corrente.11) em (I.8) mas cos(a + b ) = cos a cos b − sen a sen b .4 – Potência complexa Considere o sistema da Figura I.8 que se encontra em regime permanente senoidal.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I.8 – Sistema em regime permanente senoidal.10).9) (I. igual a VI cos θ .8).12) A forma de onda da potência instantânea dada por (I.10) Mas cos 2 a = 1 + cos 2a e sen 2a = 2 sen a cos a . Quando a tensão está em fase com a corrente.9) em (I. i (t ) Im + v(t ) V V= SISTEMA V max 2 I max 2 φ v(t ) = Vmax cos(ωt + φ ) i (t ) = I max cos(ωt + φ − θ ) θ φ I I= φ −θ Re Figura I. A potência instantânea fornecida para o sistema é dada por: p(t ) = v(t )i (t ) = Vmax I max cos(ωt + φ ) cos(ωt + φ − θ ) (I.11) Aplicando (I. igual a VI cosθ cos(2ωt + 2φ ) + VI sen θ sen (2ωt + 2φ ) . chega-se a: Vmax I max V I cosθ [1 + cos(2ωt + 2φ )] + max max sen θ sen (2ωt + 2φ ) 2 2 Vmax I max Definindo V = e I= como os valores eficazes da tensão e da corrente senoidais. Observar que a função potência instantânea é oscilante e apresenta sempre valores positivos.

Corrente atrasada de 90 graus 5 v(t). i(t). Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 22 . corrente e ° potência instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. p(t) 0 v(t) i(t) p(t) -5 0 1 2 3 4 5 6 wt Figura I.9 – Gráfico da potência no tempo – corrente em fase com a tensão.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Corrente em fase com a tensão 10 v(t). i(t). p(t) 0 v(t) i(t) p(t) -5 0 1 2 Figura I. Quando a corrente está atrasada de 90° em relação à tensão. observar que a função potência é oscilante e apresenta valor médio nulo.11 – Gráfico da potência no tempo – corrente adiantada de 90o em relação à tensão. Observar que a função potência é oscilante e apresenta valor médio nulo. Quando a corrente está adiantada de 90° em relação à tensão. Novamente. os gráficos das funções tensão.10 – Gráfico da potência no tempo – corrente atrasada de 90o em relação à tensão. os gráficos das funções tensão. i(t). Corrente adiantada de 90 graus 5 wt 3 4 5 6 v(t). corrente e ° potência instantâneas são de acordo com a Figura a seguir. p(t) 5 0 v(t) i(t) p(t) -5 0 1 2 wt 3 4 5 6 Figura I.

12) é fácil determinar o valor da potência ativa (eficaz ou útil.14) e (I. não existe geração nem consumo efetivo. A convenção é adequada porque na metade do ciclo em que o indutor está absorvendo energia o capacitor está devolvendo e vice-versa. i(t). Neste caso a potência apresenta valores positivos e negativos. (I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Uma situação intermediária é aquela na qual a corrente está atrasada de um ângulo qualquer (por exemplo. que produz trabalho) que é igual ao valor médio da potência instantânea fornecida ao sistema: 1 T 1 T P∆ p(t )dt = [VI cosθ [1 + cos(2ωt + 2φ )] + VI sen θ sen(2ωt + 2φ )]dt T 0 T 0 [W] (I. Corrente atrasada de 30 graus 10 v(t).13 – Triângulo das potências.15) As expressões (I. a parcela representada pela potência reativa apresenta valor médio nulo. na metade do ciclo o elemento absorve energia que será devolvida na metade seguinte do ciclo. sendo a predominância dos positivos.13).13) P = VI cos θ wt 3 4 5 6 ∫ ∫ A potência reativa corresponde ao valor máximo da parcela em sen(2ωt + 2φ ) da potência instantânea: [var] (I. Observar que para qualquer elemento ou combinação de elementos.12 – Gráfico da potência no tempo – corrente atrasada de 30o em relação à tensão. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 22 3 . p(t) 5 0 v(t) i(t) p(t) -5 0 1 2 Figura I. 30°. A partir da expressão (I. conforme ilustra a Figura I. ou seja.14) Q ∆ VI sen θ = VI sen θ para a qual adota-se a seguinte convenção3: INDUTOR: “consome” potência reativa CAPACITOR: “gera” potência reativa A potência aparente é obtida pela combinação das potências ativa e reativa P e Q: S = VI = P 2 + Q 2 [VA] (I. S jQ θ = ∠V − ∠ I P θ = ∠V − ∠ I jQ P S Característica CAPACITIVA Característica INDUTIVA Figura I. conforme Figura a seguir).13.15) sugerem uma relação de triângulo retângulo (similar ao triângulo das impedâncias) na qual a potência aparente S é a hipotenusa.

16) Notar que desta forma. V =V φ I = I φ −θ pode-se definir a potência complexa através do produto do fasor tensão pelo conjugado do fasor corrente: S = V ⋅ I = V φ I − φ + θ = VI θ = VI cosθ + jVI senθ = P + jQ * (I.14. De acordo com a notação da Figura I. I.14) e (I.13).14.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente O fator de potência é obtido pela relação entre as potências ativa e aparente: FP = P VI cosθ = = cosθ S VI Utilizando-se os fasores tensão e corrente. a potência complexa fornecida para o Sistema B pelo Sistema A é dada por: S = V ⋅ I = V α I − β = VI α − β = VI cos(α − β ) + jVI sen(α − β ) = P + jQ * O sentido do fluxo de potência ativa P e reativa Q entre os dois sistemas para ψ = α − β variando de 0 a 360o está mostrado na Figura I.15 – Sentido dos fluxos de potência ativa (P) e reativa (Q) entre os Sistemas A e B. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 22 . o ângulo da potência só depende do ângulo entre a tensão e a corrente (θ). (I. Q [var] P: Q: o V =V α A → B A → B I=I β B → A → A B o P: Q: 90 < ψ < 180 0 o < ψ < 90 o ψ =α − β P: Q: B → B → A A P: Q: A → B → B A P [W] 180 o < ψ < 270 o 270 o < ψ < 360 o Figura I.14 – Situação geral do fluxo de potência em circuitos CA. I + SISTEMA A V V =V α SISTEMA B - I =I β Figura I. conforme ocorre nas expressões (I.15.15).5 – Sentido do fluxo de potência Considere os dois sistemas elétricos interligados mostrados na Figura I.

Na seqüência ABC.V CA = −V AC . V CA V BA . portanto.V CN e de linha (V AB = −V BA .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Na Figura I. V AN + A + – + + V AB V CA V AB V AB – + V BC – – V BN + B V CA + + V BC + – + V BC V CA V CN + C – N + N (opcional) (a) Conexão estrela (b) Conexão triângulo. o sistema é formado pelas seguintes tensões de fase V AN . observar que quando o ângulo de abertura é igual a 100o (ψ = 100 o ).6 – Fonte trifásica ideal Uma fonte trifásica ideal é constituída por três fontes de tensão em conexão estrela ou triângulo. ilustradas na Figura I. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 22 . I. o valor de sen ψ é positivo e. Isto significa que o fluxo de potência ativa neste caso é de B para A. ligação estrela.16 – Fonte trifásica. portanto.15. é possível qualquer combinação de fluxo de potências ativa e reativa entre os dois sistemas. Por outro lado. o fluxo de potência ativa de A para B também é pois P = VI cosψ . As diferenças de potencial entre as fases e o neutro (referência) são denominadas tensões de fase.V BN .17 – Tensão de fase e de linha em um sistema trifásico simétrico (seqüência ABC). Isto significa que o fluxo de potência reativa neste caso é de A para B. conforme ilustra a Figura I. o fluxo de potência reativa de A para B também é pois Q = VI senψ . V CB . Observar que dependendo do ângulo de abertura existente entre os fasores tensão e corrente. V BC .17: V AN = Vφ 0 V BN = Vφ − 120 o V CN = Vφ 120 o V CN V CA ) ( ) V AB = V AN − V BN = 3Vφ 30 o = V L 30 o V BC = V BN − V CN = 3Vφ − 90 o = V L − 90 o V CA = V CN − V AN = 3Vφ 150 o = VL 150 o ω V CB ω V AN V BC V AB V AN V CA V CN V AB V BN Tensões de Fase (φ): V AN . Figura I. V BN .V BC = −V CB . as diferenças de potencial entre as fases 2 a dois são denominadas tensões de linha.16. V CN V BA Tensões de Linha (L): V AB . o valor de cosψ é negativo e. V CA V AC V BN V BC Figura I.

chega-se a: * * * P3φ = Re S 3φ = V1N I1 cosθ1 + V2 N I 2 cosθ 2 + V3 N I 3 cosθ 3 Q3φ S 3φ 3φ 1N I 1 sen 1 ( ) = Im(S ) = V θ + V2 N I 2 sen θ 2 + V3 N I 3 sen θ 3 = P3φ + jQ3φ Versão: 10/9/2007 Página 11 de 22 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner . com ou sem condutor neutro). A equivalência entre uma carga equilibrada conectada em estrela com outra em triângulo é: Z ∆ = 3Z Y (I. Figura I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A constante que relaciona a magnitude da tensão de fase com a de linha VL = 3Vφ conforme mostrado na Figura I.8 – Potência complexa em circuitos trifásicos equilibrados Para um sistema trifásico qualquer (a três ou quatro fios.18 – Relação entre as tensões de fase e de linha. a potência complexa fornecida pelo Sistema A para o Sistema B é dada por: S 3φ = V 1N ⋅ I 1 + V 2 N ⋅ I 2 + V 3 N ⋅ I 3 = V1N I1 α 1 − β1 + V2 N I 2 α 2 − β 2 + V3 N I 3 α 3 − β 3 Substituindo θ i = α i − β i e separando a parte real da imaginária. conforme mostra a Figura I.18. I.19.7 – Carga trifásica ideal A carga trifásica ideal é constituída por três impedâncias de igual valor conectadas em estrela ou triângulo. conforme o ilustrado na Figura I. − V BN ( ) pode ser obtida. 60 o 120 o 30 o V L = V AB = 2 V AN cos 30 o = 3 V AN V AN V L = 3Vφ V AB = V AN − V BN 30 o V BN Figura I.20.19 – Carga trifásica equilibrada.17) I. ou seja. (b) Ligação malha ou triângulo. A ZY A B C ZY B Z∆ Z∆ Z∆ ZY C N N (a) Ligação estrela.

os ângulos de defasagem entre os fasores tensão e corrente das fases são iguais (θ 1 = θ 2 = θ 3 = θ ) e as potências ativa. reativa e aparente totais são dadas por: P3φ = 3Vφ I L cosθ = 3VL I L cosθ Q3φ = 3Vφ I L senθ = 3VL I L senθ S 3φ = 3Vφ I L = 3VL I L sendo o fator de potência expresso por: FP3φ = P3φ S 3φ = cosθ Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 22 .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente V 1N + φ1 φ2 φ3 I1 V 1N = V1N α 1 V 2 N = V2 N α 2 V 3 N = V3 N α 3 I 1 = I1 β 1 V 2N + N I2 V 3N + I3 Sistema B I 2 = I2 β2 I 3 = I3 β3 IN Sistema A θ1 = α1 − β1 θ2 =α2 − β2 θ3 =α3 − β3 Figura I. O fator de potência médio da potência fornecida pelo Sistema A para o Sistema B é dado por: P3φ FPmédio = S 3φ As potências aparentes fornecidas pelas fases são dadas por: S1 S2 = = P12 + Q12 = V1N I1 2 P22 + Q2 = V2 N I 2 2 S3 = P32 + Q3 = V3 N I 3 e os fatores de potência desenvolvidos em cada uma das fases são dados por: P FP = 1 = cosθ1 1 S1 P2 FP2 = = cosθ 2 S2 P3 FP3 = = cosθ 3 S3 Quando o sistema trifásico é simétrico e alimenta uma carga equilibrada.20 – Sistema trifásico para a determinação da potência complexa.

1 5 Lembrar que: cos a cos b = [cos(a − b ) + cos(a + b )] 2 6 Observar que o resultado obtido pode ser estendido para qualquer sistema polifásico simétrico que alimente cargas equilibradas. embora a potência instantânea fornecida por intermédio de cada uma das fases seja variável. é constante. é constante.19) (I.18). Assim. Foi utilizada a seqüência ABC mas o resultado permanece válido para a seqüência ACB. para um sistema trifásico simétrico alimentando uma carga equilibrada.18) (I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Ainda. tem-se4: v B (t ) = Vmax cos ωt + φ − 120 vC (t ) = Vmax cos ωt + φ + 120 o o v A (t ) = Vmax cos(ωt + φ ) ( ( ) ) i B (t ) = I max cos ωt + φ − 120 o − θ iC (t ) = I max cos ωt + φ + 120 o − θ i A (t ) = I max cos(ωt + φ − θ ) ( ( ) ) (I. (I.21). tem-se: p A (t ) = v A (t )i A (t ) = Vmax I max cos (ωt + φ ) cos (ωt + φ − θ ) o p B (t ) = v B (t )iB (t ) = Vmax I max cos ωt + φ − 120 cos ωt + φ − 120 − θ o pC (t ) = vC (t )iC (t ) = Vmax I max ( ) ( cos(ωt + φ + 120 )cos(ωt + φ + 120 o o ) −θ ) sendo a potência total dada por: p3φ (t ) = p3φ (t ) = Vm I m cos(ωt + φ ) cos(ωt + φ − θ ) + cos ωt + φ − 120 o cos ωt + φ − 120 o − θ + o o [ ( + cos(ωt + φ + 120 )cos(ωt + φ + 120 − θ )] = 1 [cosθ 2 1 cos θ 2 1 cos θ 2 1 cos θ 2 1 cos θ 2 p A (t ) + p B (t ) + pC (t ) ) ( ) (I. ou seja.19) e (I. a potência polifásica instantânea fornecida para um sistema equilibrado. chega-se a: 64444444444444=0 4444444444444  7 8  1 o p3φ (t ) = Vm I m 3 cosθ + cos(2ωt + 2φ − θ ) + cos 2ωt + 2φ − θ + 120 + cos 2ωt + 2φ − θ − 120 o  =  2   Vm I m 1 = Vm I m 3 cosθ = 3 cosθ = 3P1φ = 3VI cosθ 2 2 ( ) ( ) Deste modo. a potência trifásica instantânea fornecida para um sistema equilibrado6.21) Das expressões (I. através de tensões simétricas. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 13 de 22 4 . o somatório de todas as contribuições é constante.20).20) Utilizando a definição de potência instantânea. têm-se5: cos(ωt + φ )cos(ωt + φ − θ ) cos ωt + φ − 120 o cos ωt + φ − 120 o − θ + cos(2ωt + 2φ − θ )] ( ( ) ( ) ) = = cos ωt + φ + 120 o cos ωt + φ + 120 o − θ ) ( = = [ [ [ [ ( )] + cos(2ωt + 2φ − θ + 120 )] + cos(2ωt + 2φ + 240 − θ )] = + cos(2ωt + 2φ − θ − 120 )] + cos 2ωt + 2φ − 240 o − θ = o o o Substituindo as expressões anteriores na expressão (I. alimentado por tensões simétricas.

1: a) Inicialmente.6 capacitivo. seqüência ABC.9 – Análise por fase e diagrama unifilar No estudo do regime permanente do sistema de energia elétrica. da geração ao consumo. utiliza-se a análise por fase pois o sistema é considerado equilibrado. b) as impedâncias das fases são consideradas iguais e c) as cargas são consideradas equilibradas. ou seja: a) as fontes do sistema são consideradas simétricas.6 carga carga Q3φ 2 = − S 3φ 2 ( ) − (P 2 carga 2 2 3φ ) = 240 2 − 144 2 = −192 kvar S 3φ Para a Fase A. determina-se o fasor potência complexa referente a cada uma das cargas: Carga 1: carga S 3φ 1 = 300 kVA carga P3carga 1 = FP1 × S 3φ 1 = 0. corrente. Desta forma.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I. b) As correntes de linha das Fases A.1o kVA S 3φ = 3 carga 1 = (80 + j 60 ) kVA = 100 36. alimenta duas cargas conectadas em paralelo: • • Carga 1: 300 kVA. tem-se: Carga 1: Carga 2: 1 SA carga 2 = (144 − j192) kVA = 240 − 53.8 × 300 = 240 kW φ carga Q3φ 1 = (S carga 1 2 3φ ) − (P carga 1 2 3φ ) = 300 2 − 240 2 = 180 kvar S 3φ Carga 2: carga 1 = (240 + j180) kVA = 300 36. fator de potência igual a 0. determinar: a) O circuito equivalente por fase (diagrama de impedância).1 – Uma fonte trifásica. etc.1o kVA SA = 2 S 3φ 3 carga 2 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 14 de 22 . Se a Fase A é utilizada como referência angular (ou seja o ângulo de fase de V AN é igual a zero).8 indutivo e Carga 2: 144 kW.9 o kVA P3carga 2 φ FP2 P3carga 2 = 144 kW φ carga S 3φ 2 = = 144 = 240 kVA 0. B e C. Solução Exemplo I. o resultado (tensão.9 o kVA = (48 − j 64 ) kVA = 80 − 53. fator de potência igual a 0. Exemplo I. 2400 V.) de uma fase pode ser utilizado para as demais desde que se façam os ajustes de fase necessários.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo I.8 o A Observar que quando se realiza análise por fase é melhor empregar o circuito equivalente em estrela.2 Ω Figura I. a corrente de fase é igual a corrente de linha).2 − 36.4 − j19.52 Ω − j19. e a expressão da potência  SA  IA =  V AN  pode-se determinar a corrente desenvolvida nas Cargas 1 e 2. b) De acordo com o diagrama da Figura I.9 IA ZY = 2 V AN 2 IA = 2400 3 0o o 57.9 o Ω = (15.21 – Circuito equivalente para a Fase A. tem-se: I B = 92. pode-se converter para o seu circuito equivalente em estrela.1 = 24 − 53. se a conexão do equipamento é em triângulo.36 + j11.9 o A = (57 .64 + j 46.74 − j 43. 2400 0o 1 V AN 3 ZY = 1 = = 19.7 53.4 1. IA IA 2 2400 3 + 0o V 15. como segue: S A = V AN I A * ⇒ 1 IA  S 1A = V AN  100000 36.30 + 34. as linhas de baixo dos circuitos equivalentes por fase representam o neutro.2 ) Ω O circuito equivalente para a Fase A encontra-se na Figura I.9 o    = 72.8 o A 1 2 Levando em conta a simetria do sistema trifásico e a seqüência ABC.4 Ω IA 1 j11.4 1. Como conseqüência.4 121.1 (continuação): Conhecendo o valor da tensão de fase da Fase A. V AN = desenvolvida na Fase A: * VL 3 0o = 2400 3 0 o V .1o Ω = (14.8o − 120 o A = 92.2 o A I C = 92.7 − 53.52 ) Ω o 72.19 = (92.89 ) A = 92.4 − 118. as tensões são as de fase e as correntes são de linhas (na conexão estrela.2 − 36.38 + j 2.8 o + 120 o A = 92.21.30) A  = 2400 0o    3     80000 − 53.19) A  = o 2400   0  3    * * * *  S2 A I = V AN  2 A Para o equivalente em estrela.21.64 + j 46. a corrente de linha da Fase A é dada por: I A = I A + I A = 57 .36 Ω 14.2 36.4 1.1o    = 57.74 − j 43.1o A = (34. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 15 de 22 .

No diagrama unifilar é possível representar a topologia do sistema (ligações). este resultado é estendido para as demais fases). O diagrama de impedância por fase representa uma simplificação do diagrama trifásico sendo utilizado para determinar os valores das grandezas elétricas do sistema para uma fase (posteriormente.22. Figura I. os valores das grandezas elétricas dos componentes e sua forma de conexão.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Na Figura I. G1 • • G2 • (c) Diagrama de impedância por fase (em pu). Gerador 1 Transformador 1 T1 2 Linha de Transmissão 3 Transformador 2 4 T2 Carga e Gerador 2 G1 G2 Y-Y (a) Diagrama unifilar. Y-Y • • • • • • • G1 • • G2 • • • • • • G1 • • • • • • • • • G2 • • • • • • • G1 • • • • • • • • • • • G2 • • • (b) Diagrama trifilar de impedância. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 22 . O diagrama trifilar de impedâncias representa o circuito elétrico equivalente ao sistema de energia elétrica. observa-se a representação de um sistema de energia elétrica através do diagrama unifilar.22 – Representação do sistema de energia elétrica. do diagrama trifásico (trifilar) de impedâncias e do diagrama de impedância por fase.

Z base . seqüência ABC. determinar: a) O circuito equivalente por fase (diagrama de impedância).) são utilizadas unidades relativas (por unidade ou. potência.24) A corrente base. I base . são obtidas a partir da potência e da tensão de base: S 3φ base Sφ base S 3φ base I L base = I Y base = = 3 = [kA] (I. Valores em pu próximos a unidade significam proximidades do valor nominal. é possível: • Manter os parâmetros do sistema elétrico dentro de uma faixa de valores conhecidos evitando. Por exemplo. b) As correntes de linha das Fases A. corrente.22) O valor de base deve ser um número real. S 3φbase (geralmente 100 MVA): Sφbase = S 3φbase 3 ⇔ S 3φbase = 3Sφbase [MVA] (I. simplesmente. A. A tensão de operação do sistema permanece sempre próxima da unidade. pode-se verificar a partir do valor normalizado da tensão (em pu) sua distância do valor desejado (nominal). na análise de sistemas de energia elétrica ao invés de serem utilizadas as unidades originais para as grandezas envolvidas (tensão. • • • Todas as grandezas possuem a mesma unidade ou pu (embora os valores de base sejam diferentes para cada uma das grandezas). Se a Fase A é utilizada como referência angular (ou seja. ou seja: valor em pu = valor atual valor base (I. mantendo-se o ângulo na unidade original). portanto. e a impedância base. quando se utiliza o valor nominal da tensão como valor de referência (valor de base). I. W. denominados valores de base. fator de potência igual a 0.) por valores pré-estabelecidos para cada grandeza.8 indutivo e • Carga 2: 150 kvar. Realizando esta normalização em todas as grandezas do sistema. duas cargas conectadas em paralelo: • Carga 1: 500 kVA.23) A tensão base. transforma-se apenas a magnitude da grandeza. etc.10 – O sistema por unidade (pu) Freqüentemente.8 kV. obtidas através da normalização dos valores originais destas grandezas (em V. alimenta por intermédio de uma linha com impedância série de (4 + j 4 ) Ω . o ângulo de fase de V AN é igual a zero). Para realizar a transformação das grandezas para pu basta dividir o valor destas pelo seu valor de base. geralmente corresponde à tensão nominal do sistema na região de interesse: Vφ base = V L base 3 ⇔ V L base = 3Vφ base [kV] (I. B e C. o valor atual pode ser um número complexo (se for utilizada a forma polar. erros grosseiros. capacitivo.25) VL base Vφ base 3VL base 3 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 17 de 22 . pu). Vbase . etc. A grandeza de base definida para todo o sistema de energia elétrica é a potência elétrica. 13. Eliminar todos os transformadores ideais do sistema elétrico.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exercício I.1 – Uma fonte trifásica. valores de tensão muito abaixo ou acima de 1 pu representam condições anormais de operação.

23). b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade.4 kV .25) e (I.2 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 18 de 22 . que varia em função da tensão nominal da região em análise. entretanto esta é a forma usual na análise de sistemas de energia elétrica. Z pu (base 2 ) . Supondo que S 3φbase = 300 kVA e V L base = 2.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I ∆ base = I L base 3 Vφ base I Y base = S 3φ base 3V L base V L2base S 3φ base Vφ base I Y base =3 VL2base S 3φ base [kA] (I. Um exemplo clássico da necessidade de mudança de base é a compatibilização do valor das impedâncias dos transformadores.2: a) Utilizando as expressões (I.2 A Vφ base 1386 Z Y base = Vφ base I Y base = 1386 = 19.2 Ω 72.30) Exemplo I. Z pu (base 1) . deve-se proceder como segue: Z (I.27) tem-se: S 3φbase 300000 Sφbase = = = 100 kVA 3 3 V 2400 Vφ base = L base = = 1386 V 3 3 Sφ base 100000 I Y base = = = 72. Solução Exemplo I. Para realizar a mudança de base de uma impedância na base 1. definida para todo o sistema. Uma operação bastante freqüente na modelagem de sistemas elétricos é a mudança de base de valores de impedâncias.26) Z Y base = = [Ω] [Ω] (I. assim. determinar: a) As bases do sistema por unidade. Existem outras formas de normalização possível. usualmente fornecidos em seu valor percentual. (I. duas classes de grandezas de base: • • Primárias – Nesta classe se incluem a potência base. c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères. e a tensão base. para a base 2.24).2 – Considere o sistema do Exemplo I. Secundárias – Nesta classe se incluem a corrente base e a impedância base que são calculadas em função da potência base (definida para todo o sistema) e dos valores nominais de tensão.27) (I.29) Z pu (base 2 ) = Z pu (base 1) base 1 Z base 2 V  S 3φ base 2 Z pu (base 2 ) = Z pu (base 1)  L base 1  V L base 2  S 3φ base 1 2 (I. (I. utilizados como tensão base na região em análise.1.28) Z ∆ base = 3Z Y base = 3 Têm-se. tendo como potência base a potência nominal do equipamento e como tensões base as tensões terminais dos enrolamentos. com definições diversas de grandezas nas classes grandezas primárias e secundárias.

6 + 0.4 kV e 1000 A).4/24 kV Y/Y) com reatância de 0.9 o 1 ZY Z Y pu = = = 1 36. T2 tem capacidade nominal de 4000 kVA.1o 19.28 + j 0.28 1.8 pu 0.23 – Circuito equivalente para a Fase A em pu.9 o pu = (0. c) Do circuito da Figura I.3 – A Figura I.89 ) A Observar que o valor obtido em ampères é o mesmo calculado no Exemplo I.1. sendo constituído por um banco de três transformadores monofásicos (24/12 kV Y/Y) com reatância de 4% cada.04 pu.8 + j 0.2 = 92.48 + 0.8 o × 72. Considere que o comprimento da linha entre os dois transformadores é desprezível.8 − j 0. I A pu I A pu 2 + 1 0 pu o 0.2 = 1.2 (continuação): b) De acordo com os valores obtidos no Exemplo I.75 − j1.23.13o pu = (0.6 2 I A pu = 1 0o 0. que a capacidade do gerador 3φ é de 4160 kVA (2. Exemplo I.6 pu 1 − j1. que este opera em condição nominal (I L = 1000 A ) alimentando uma carga puramente indutiva.38 + j 2.00 1 2 = 0.28 1.75 pu I A pu j 0.04) pu I A = I A pu I Y base = 1. tem-se: 1 0o 1 I A pu = = 1 − 36. 1 1000 A T1: N 2 : N 1 2 3 T2: N 1 : N 2 ′ ′ 4 G1 2.8 − j 0.8 + j 0.23.3.2 ZY 2 pu = ZY 2 Z Y base = 24 − 53.24 – Diagrama unifilar do Exemplo I.75 − j1.4 kV Y-Y 24 kV Y-Y 12 kV Figura I.2 36.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo I.87 o pu = (0. tem-se: 1 19.64 = 1.1.4 1.6 ) pu Z Y base 19.48 + j 0.8 53.00 ) pu 2400 o 0 V AN 3 V AN pu = = = 1 0o pu = (1 + j 0 ) pu Vφ base 1386 O circuito equivalente por fase em valores por unidade encontra-se na Figura I. Determinar: Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 19 de 22 .25 − 53.6 ) pu 0.00 pu Figura I. A potência nominal do transformador trifásico T1 é 6000 kVA (2.64) pu I A pu = I A pu + I A pu = 0.8o pu = (1.24 mostra o diagrama unifilar de um sistema elétrico trifásico.1o pu = (0.8o A = (92.

005 Ω S 3φ base 2080000 Circuito em 24 kV: Circuito em 12 kV: Z Y base = Z Y base = VL2base 25000 2 = = 300. h) O novo valor das reatâncias dos transformadores considerando sua nova base. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 20 de 22 .4 kV arbitra-se o valor de VL base = 2. para os demais circuitos: Circuito em 24 kV: VL Circuito em 12 kV: VL N1 = 10 N2 base base = 25 kV = 12.3: a) A potência base é selecionada arbitrariamente como: S 3φ base = 2080 kVA .4 kV: I L base = = = 480 A 3VL base 3 2500 Circuito em 24 kV: Circuito em 12 kV: I L base = I L base = S 3φ base 3VL base S 3φ base = = 2080000 3 25000 2080000 = 48 A = 96 A 3VL base 312500 Caso fossem escolhidos outros valores base nos itens (a) e (b). f) Os valores das correntes em A. c) A impedância base.2 e 4.2 e 4.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente a) A potência base. g) A corrente em pu.4 kV: Z Y base = L base = = 3. b) A tensão de linha base. A potência aparente nas Barras 1.5 Ω S 3φ base 2080000 VL2base 12500 2 = = 75.1 Ω S 3φ base 2080000 d) As correntes de base são calculadas a partir dos valores base da potência e da tensão: S 3φ base 2080000 Circuito em 2. As demais tensões de base são calculadas utilizando as relações de transformação de T1 e T2: ′ N1 =2 ′ N2 Assim. i) j) O valor pu das tensões das Barras 1. Solução Exemplo I. d) A corrente base. e) Resuma os valores base em uma tabela. os valores calculados para a impedância e corrente base poderiam ser diferentes dos valores obtidos nos itens (c) e (d).5 kV c) As impedâncias de base são calculadas a partir dos valores base da potência e da tensão: V2 2500 2 Circuito em 2.5 kV . b) Para o circuito em 2.

08 pu 480 I L base I 100 = L24 kV = = 2. VL NOMINAL [kV] Tabela I. h) Utilizando a expressão de conversão de base.5 S 3φ base 3.3.5 kV = Circuito em 12 kV: = 2. V L base [kV ] ZY base [Ω] IL base [A] 2.0128 pu   2500  6000000 VL base 2  S 3φ base 1 2 V  S 3φ base 2 12000  2080000 Z pu (T2 ) = Z pu (base 1)  L base 1  = j 0. Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 21 de 22 .24.2.25 – Diagrama de impedância por fase (em pu) do sistema da Figura I.25 apresenta o diagrama de impedância por fase do sistema da Figura I.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo I. 4 kV Circuito em 24 kV: IL = 2 IL = 1000 = 100 A N1 10 ′ N 2 12 . tem-se: 2 V  S 3φ base 2  2400  2080000 Z pu (T1) = Z pu (base 1)  L base 1  = j 0.0128 pu + G1 V1 V2 3 4 • • + Z T2 = j 0.5 75.2 – Valores base do Exemplo I.5 25 12.08 pu 48 I L base 12 .5 kV 24 kV 2 .005 300.1 = 2080 kVA 2. 5 kV 24 kV Circuito em 12 kV: IL = 1 IL = 100 = 200 A ′ 1 N2 g) A corrente por unidade é a mesma para todos os circuitos: Circuito em 2.08 pu 1 2 • • + Z T1 = j 0.04  = j 0.3 (continuação): e) Os valores base estão sumarizados na Tabela I.04 = j 0.0192 pu  12500  4000000 V L base 2  S 3φ base 1 Verificar que o resultado é o mesmo para o lado de alta tensão. pode-se determinar os valores das correntes que circulam na linha e na carga: N 1 24 kV 2 . 2 2 i) A Figura I.4 24 12 2. 4 kV I 200 I L pu = L12.08 pu 96 I L base Observar que o valor em pu obtido neste item poderia ser outro caso fossem escolhidos outros valores de base nos itens (a) e (b).0192 pu + V3 V4 – – – – Figura I.4 kV: Circuito em 24 kV: I L pu I L pu I 1000 = L2. I = 2. considerando que os dados do transformador se encontram na base deste (base 1: valores nominais de potência e tensão). indicando os fasores tensão de interesse.24. 4 kV = = 2. 4 kV 480 48 96 f) Conhecendo-se a corrente que sai do gerador I L = 1000 A .

os indutores consomem e os capacitores geram.85 90o pu [ [ ] * ] ] ⇒ ⇒ ⇒ S1 = 2.1.96 0o 2.08 − 90 o = 0.00 90o pu S2 = S3 =V S4 =V * 4I4 * 2I2 * [ = 0.93 0 o 2.08 − 90o = 1.93 pu S 4 = 1. sendo a diferença “consumida”7 pelas reatâncias dos transformadores. c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères. 7 De acordo com a convenção de sinais para potência reativa.08 − 90 o = 1.96 0 o − ( j 0.93 90 o pu = 0.93 0 o pu V 4 = V 2 − Z T 2 I = V 1 − Z T 1 + Z T 2 I = 0.08 − 90 o = 0. b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade.85 pu * * Observar que a potência aparente entregue pelo gerador é de 2.3 (continuação): Para o gerador. que opera em tensão nominal.89 0 o 2.00 pu S 2 = 1. tem-se: o VL NOMINAL 2400 0 V1 = = = 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo I.89 0 o pu j) A potência complexa pode ser obtida a partir dos fasores tensão e corrente: ( ) S 1 = V 1 I 1 = 0.8 kV .00 pu e que na carga chega é de 1.96 0 o − j 0.0192) × 2.96 0 o pu VL base 2500 Considerando que a corrente que circula no circuito está atrasada de 90o em relação à tensão (pois o circuito é constituído exclusivamente por reatâncias indutivas): V 2 = V 3 = V 1 − Z T 1 I = 0.85 pu.0128 × 2. Exercício I.2 – Considere o sistema do Exercício I. Supondo que S 3φbase = 100 kVA e VL base = 13. determinar: a) As bases do sistema por unidade. Versão: 10/9/2007 Página 22 de 22 Fundamentos para solução de circuitos elétricos – Sérgio Haffner .08 − 90o = 2.0128 + j 0.

magnitude da tensão. deve atender aos seguintes requisitos: • • Fornecer energia nos locais exigidos pelos consumidores.1 – Capacidade de transmissão Considere uma linha de transmissão do sistema elétrico. conforme mostrado na Figura II. Os fluxos de corrente I km e potência S km podem ser obtidos a partir dos fasores tensão das barras k e m ( V k = Vk θ k e V m = Vm θ m . • • Neste capítulo. II. serão descritos os mecanismos que atuam no controle das potências ativa e reativa do sistema de energia elétrica. representada pela sua reatância série xkm . dias da semana e meses do ano). V k = Vk θ k k I km V m = Vm θ m Z km = jxkm m S km Figura II. relacionadas com a “qualidade”. A energia fornecida deve obedecer a certas condições mínimas. O sistema deve buscar custos mínimos (econômicos e ambientais). Entre os fatores que determinam esta qualidade se destacam: freqüência.1 – Linha de transmissão do sistema elétrico.1) O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 7 . Quando o sistema é adequadamente planejado e operado.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente II – O balanço de potência O objetivo fundamental de um sistema de energia elétrica é fornecer energia para as cargas existentes em uma determinada região geográfica. Como a carga demandada pelos consumidores varia ao longo do tempo (horas do dia. respectivamente): I km = V k −V m V k −V m = jxkm Z km = V k =Vk2 2 S km 68 7  j *  ×   2 *  V * − V *  V k V * − V k V *  j  j  Vk − V k V m   V k −V m  * k m  k m    =  =V k = = = V k I km = V k  2  jx   − jxkm  − jxkm − j xkm km     2 2 2 j Vk − Vk θ k V m − θ m j Vk − Vk Vm θ k − θ m j Vk − Vk Vm θ km = = = = x km xkm x km j Vk2 − Vk Vm (cosθ km + j sen θ km ) = x km ( ) ( ) ( ) [ ] S km = Vk Vm sen θ km + j Vk2 − V k V m cos θ km x km ( ) (II. conforme esta demanda.1. o sistema deve estar apto a fornecer potências ativa e reativa variáveis. forma de onda e confiabilidade. conectada entre duas barras.

Obviamente. a potência ativa transmitida por uma linha de transmissão está intimamente relacionada com sua abertura angular δ. ou seja. usualmente. não sofrem variações acentuadas e permanecem próximas aos seus valores nominais. somente atingido quando sen δ = ±1 . todas as potências obtidas serão os valores trifásicos dados em MW e Mvar.2 – Potência ativa em uma linha de transmissão em função de sua abertura angular. Definindo δ = θ km = θ k − θ m . por outro lado. max Pkm % de Pkm [ ] 100 50 0 -50 -100 -150 -120 -90 -60 -30 0 30 60 90 120 150 δ = θ km [o ] Região de instabilidade Potência transmitida de maneira estável de m para k Potência transmitida de maneira estável de k para m Região de instabilidade Figura II. os resultados das expressões anteriores também estarão em pu (neste caso não há distinção entre valores de fase/linha e por fase/trifásico). e separando as partes real e imaginária. 1 Observar que as tensões de operação em regime permanente dos sistemas de energia elétrica. pode-se observar que para valores constantes1 de tensões terminais Vk e Vm o fluxo de potência ativa obedece à seguinte expressão: max Pkm = Pkm sen δ max sendo Pkm = Vk Vm o maior valor de potência ativa transmitida pela linha de transmissão km (capacidade de xkm transmissão estática) ou seu limite de estabilidade estática.3) descrevem a forma pela qual as potências ativa e reativa são transferidas entre duas barras de um sistema.2.2). Assim. quando todas as grandezas estão representadas em pu.3) { } As equações (II. chega-se a: Pkm = Re S km = Qkm = Im S km = { } Vk Vm VV sen θ km = k m sen δ xkm x km Vk2 − Vk Vm cosθ km Vk2 − Vk Vm cos δ = x km x km (II. quando δ = ±90 o . De acordo com (II.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Quando todas as tensões das expressões anteriores correspondem aos valores de linha em kV e reatância estiver em Ω. Versão: 10/9/2007 Página 2 de 7 O balanço de potência – Sérgio Haffner . conforme ilustra a Figura II.2) e (II. como a abertura angular da linha de transmissão.2) (II.

Quanto maior o número de cargas agrupado.000 500 0 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 Figura II. O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 7 .3 – Curva de carga de um alimentador.500 Alimentador RS--P 16/10/2002 (quarta-feira) kW Alimentador RS--Q 16/10/2002 (quarta-feira) kvar 3.1: Para ambas as linhas. o sistema opera longe do limite de estabilidade estática. a capacidade de transmissão trifásica é de: V V (765 kV )2 = 8360 MW P2max = 2 k 2 m = x2 70 Ω Desta forma. consideram-se que as tensões terminais são iguais aos seus valores nominais. Tais características são muito importantes na especificação das linhas de transmissão.500 2. Para a Linha 1.35 Ω/km. 1 condutor por fase com reatância 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A capacidade de transmissão de uma linha é proporcional ao quadrado da tensão de operação e inversamente proporcional à sua reatância. Linha 2: 765 kV.000 2. na prática. a capacidade de transmissão trifásica é de: V V (230 kV )2 = 529 MW P1max = 1k 1m = x1 100 Ω Para a Linha 2. maior será a possibilidade de realizar tal previsão.1 – Determinar a capacidade de transmissão estática de duas linhas de transmissão cujo comprimento é de 200 km: • • Linha 1: 230 kV. cada vez são necessários maiores incrementos no ângulo de abertura para um mesmo incremento na potência transmitida.5 Ω/km. cuja reatância total é igual a x1 = 0. II. a linha de 765 kV é capaz de transportar o equivalente a mais de 15 linhas de 230 kV. as cargas concentradas variam com o tempo de maneira também previsível. cuja reatância total é igual a x2 = 0. Além disto.000 3. geometria das torres e condutores). quando concentradas por conjuntos de consumidores apresentam caráter previsível. 4 condutores por fase com reatância 0. pois à medida que nos aproximamos deste limite o sistema torna-se eletricamente fraco.3 que representa a curva de carga diária de um alimentador. Assim. ou seja. conforme ilustrado na Figura II. 4. na definição de suas características nominais (nível de tensão. Entretanto.2 – Dependência da carga com a tensão e freqüência Embora. ou seja. em função da hora do dia (horário de maior consumo e horário de menor consumo). as cargas existentes no sistema elétrico sejam altamente aleatórias.000 1. Solução Exemplo II.35 Ω km × 200 km = 70 Ω . do dia da semana (dia útil. final de semana e feriados) e das estações do ano.500 1. Exemplo II.5 Ω km × 200 km = 100 Ω . raramente as linhas operam com ângulos superiores a 30° ou 45°. individualmente.

a carga típica consome potência reativa pois é a participação das cargas motoras é significativa. A curva de potência reativa segue de forma aproximada a curva de potência ativa.7) ∂ω ∂V O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 7 . Para cargas compostas. a potência complexa consumida pela carga RL é dada por: * V V  S =V I =V  = * Z Z  * 2 × Z Z = V2 Z 2 Z= R 2 + (ωL ) V2 2 (R + jωL ) Isolando as partes real e imaginária. Uma carga típica deve possuir um fator de potência perto da unidade para evitar penalizações. O processo de redução inicia-se perto das 21:00 horas.4) (II. sendo contínuo até as 24:00 horas. não é possível de ser determinada. tem-se: ∂P ∂P ∆P ≈ ∆ω + ∆V (II. conclui-se que: {} (II. característica típica de cargas constituídas por impedâncias e P diminui e Q aumenta com o aumento da freqüência. R >> ωL ⇒ R 2 + (ωL ) → R 2 . para pequenas variações na velocidade angular. sendo seu valor inferior à metade do anterior. logo o valor da resistência deve ser muito maior do 2 que o da reatância indutiva.V ) = 2 V2 2 R + (ωL ) ωL Q = Im S = g (ω . ou seja.5). em função do elevado consumo durante o horário comercial e também a presença de residências.4.4 – Carga RL série. por volta das 12:00 horas. Desta forma. A partir deste intervalo o consumo quase se estabiliza em um patamar para iniciar um novo processo de crescimento a partir das 18:00 horas. ou na magnitude da tensão. tem-se: R P = Re S = f (ω . Neste caso. uma relação funcional do tipo (II. ∆V.4) e (II.3 observa-se um baixo consumo até as 7:00 horas. I + L SISTEMA Fonte V R – Figura II. ou seja.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Na curva de carga de potência ativa da Figura II. Sendo ω = 2πf a velocidade angular da fonte. Outra característica importante das cargas de uma maneira geral é seu caráter indutivo. via de regra. quando se inicia um processo de crescimento até o horário do almoço. ∆ω. pode-se dizer que a carga típica de um sistema de energia elétrica pode ser representada de forma simplificada pela associação série RL da Figura II.V ) = 2 V2 2 R + (ωL ) Assim. Pode-se notar o caráter industrial/comercial da carga.6) ∂ω ∂V ∂Q ∂Q ∆Q ≈ ∆ω + ∆V (II.5) {} • • P e Q crescem com o quadrado da tensão. em função do aumento de consumo no horário da ponta (freqüentemente evitado pelas indústrias em função da tarifa maior).

os parâmetros correspondentes seriam: ∂P ∂Q (não disponível) ≈ 1 ∂ω ∂ω ∂P ≈ 1 ∂V ∂Q ≈ 1. envolvendo tempos da ordem de segundos: • • Sob condições normais. Um exemplo de uma carga típica pode apresentar a seguinte composição: • • • Motores de indução: 60% Motores síncronos 20% Outras: 20% Neste caso.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente ∂Q   ∂P ∂P ∂Q sendo as quatro derivadas parciais  . momentaneamente. é estabelecida a priori. o melhor uso da água e o custo de geração. • Desta forma. . II. principalmente. Isto produziria uma redução na freqüência do sistema. gerando a potência que a cada instante está sendo consumida mais as perdas ativas de transmissão. descrevendo a natureza desta em torno dos níveis nominais de freqüência e tensão. inversamente proporcional a sua inércia. o que provocaria um aumento na velocidade dos geradores. por turbinas hidráulicas e térmicas) que regulam a potência mecânica fornecida ao eixo do gerador de modo a manter sua velocidade constante (por intermédio do controle do fluxo de água ou vapor). Estas derivadas fazem o ∂V   ∂ω ∂V ∂ω papel dos parâmetros da carga. com suas máquinas motrizes gerando pouca energia mecânica. O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 7 . inversamente proporcional a sua inércia. e  obtidas empiricamente. o que provocaria uma redução na velocidade dos geradores. momentaneamente. o despacho dos geradores.3 ∂V II. no qual a manutenção da freqüência no sistema é a melhor garantia de que o balanço da potência ativa está sendo mantido no sistema.3 – O balanço de potência ativa e seus efeitos sobre a freqüência A freqüência em um sistema de energia elétrica deve ser mantida dentro de limites rigorosos pois: • • A maioria dos motores de corrente alternada gira com velocidades diretamente relacionadas com a freqüência e O sistema pode ser mais efetivamente controlado se a freqüência for mantida dentro de limites estreitos. considerando a carga prevista. Este controle é empregado para corrigir pequenos déficits ou superávits de potencia ativa no sistema. a definição de quanto cada unidade irá produzir em cada hora do dia. Isto produziria um aumento na freqüência do sistema. a disponibilidade dos geradores. O mecanismo carga-freqüência opera da seguinte maneira. Para um aumento de carga o sistema elétrico estaria. os geradores operam em sincronismo. com suas máquinas motrizes gerando muita energia mecânica.4 – O balanço de potência reativa e seus efeitos sobre a tensão De forma análoga ao caso anterior. ou seja. Tal controle é realizado pelo regulador de velocidade das máquinas motrizes dos geradores (constituídas. Para uma redução de carga o sistema elétrico estaria. um perfil constante de tensão em todo sistema garante que o equilíbrio entre a potência reativa “produzida” e “consumida” está sendo mantido. o controle da velocidade dos geradores pode ser utilizado a cada instante de tempo para ajustar a quantidade de energia produzida à demanda do momento.

8). V k = Vk 0o k I km Z km = jxkm S = P + jQ V m = Vm θ m m Figura II. O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 7 .6: Vm 678 4 4 } x x P − jQ = V k − jxkm = Vk − km Q − j km P Vk Vk Vk xkm Q Vk j I km xkm P Vk Vk 0o I km V k = Vk 0o jxkm I km V m = Vm θ m Figura II. a impedância da linha é Z km = jxkm .9) Substituindo (II. ou capacitiva. Exercício II. Uma variação na potência reativa Q afeta o fasor queda de tensão que está em fase com V k . que: • • Uma variação na potência ativa P afeta o fasor queda de tensão que é perpendicular a V k . I km . com xkm > 0 . conforme mostrado na Figura II. a tensão na barra m pode ser obtida por: V m = V k − I km Z km = V k − jxkm I km (II.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Considere o seguinte sistema.8) Supondo que as perdas de potência reativa na linha sejam desprezíveis.5. Para o sistema da Figura II. afetando significativamente o módulo do fasor V m . sem perdas ativas. Representar. tem-se a seguinte expressão.1 com o diagrama fasorial correspondente a cada uma das situações de carga (P e Q podendo ser positivos ou negativos) e sinal da reatância da linha de transmissão (indutiva.6 – Diagrama fasorial do sistema de duas barras. V m e suas componentes. no mínimo os fasores V k . com xkm < 0 ). afetando significativamente a fase do fasor V m . completar a Tabela II.5 – Sistema de duas barras.1 – Considerando o sistema de duas barras da Figura II. cujo diagrama fasorial encontra-se na Figura II. a potência entregue para a carga é a mesma que está sendo transmitida de k para m e a corrente pela linha é dada por: S = S km = V * k I km ⇒ I km  S ≈ V k   P − jQ P − jQ P − jQ  = = = *  Vk Vk 0 o Vk  * (II. daí. Conclui-se. no qual a tensão da barra k é mantida constante e igual a V k .5.9) em (II.5.

xkm > 0 xkm < 0 Q>0 V k = Vk 0o V k = Vk 0o P>0 Q<0 V k = Vk 0o V k = Vk 0o Q>0 V k = Vk 0o V k = Vk 0o P<0 Q<0 V k = Vk 0o V k = Vk 0o Exercício II.2 – Efetuar análise similar à realizada na Seção II. Considerar três casos distintos rkm >> xkm .1.4. supondo que a impedância da linha seja igual a Z km = rkm + jx km .1 – Diagramas fasoriais do Exercício II. O balanço de potência – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 7 .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Tabela II. rkm ≈ xkm e xkm >> rkm .

7 0. 636 MCM Grosbeak.0 304.0 Fonte: Boletim Semestral do SIESE Síntese 2001 (disponível em: http://www.3 8.0 1.7 3. para a análise do regime permanente de uma linha de transmissão serão considerados apenas três parâmetros: resistência série.3 0.2 18. entre os centros consumidores e os centros geradores. Quadro III.0 6.0 8.612. A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 16 .0 39.6 505.0 0. Um extrato do relatório.0 0.0 0.0 3.0 0.612.2 33.3 6.290.023. 266. Estes parâmetros influem diretamente no seu comportamento como componente de um sistema de energia elétrica mas.0 0.683.869.1 – Extensão das linhas de transmissão do setor elétrico brasileiro.8 MCM Daisy.0 18.gov.973.384.721.080. indutância série e capacitância em derivação. EXTENSÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO . referente às linhas de transmissão encontra-se no Quadro III.612. 636 Orchid) e dos cabos CAA são nomes de aves (por exemplo: 1 AWG Robin.0 2.952.7 55.0 0.7 34.617.1 – Tipos de condutores Na construção de linhas de transmissão são empregados largamente os condutores de alumínio devido aos seguintes fatores: • • Menor custo e peso.0 0.9 8.0 2.290.497. o sistema de transmissão desempenha um papel muito importante pois as distâncias entre os centros consumidores e geradores são elevadas.0 0.952. III. Os dados do setor elétrico brasileiro podem ser obtidos nos boletins do Sistema de Informações Empresariais do Setor de Energia Elétrica (SIESE) que é parte do Sistema Integrado de Informações Energéticas (SIE) da Secretaria Geral do Ministério das Minas e Energia (MME).290. Os tipos mais comuns de condutores de alumínio são: CA CAA Condutor de Alumínio Condutor de Alumínio com alma de Aço ≡ ≡ AAC ACSR All Aluminium Conductor Aluminium Conductor Steel Reinforced Os nomes código dos cabos CA são nomes de flores (por exemplo: 4 AWG Rose.723.1 34.114.5 104.eletrobras. Maior diâmetro que equivalente em cobre (portanto menor densidade de fluxo elétrico na superfície proporcionando um menor gradiente de potencial e menor tendência à ionização do ar – efeito corona).040.002.952.br/mercado/siese/).0 0. Assim.0 2.6 7.0 3.952. a condutância em derivação (utilizada para representar a fuga pelos isoladores e corona de linhas aéreas ou isolação dos cabos subterrâneos) geralmente é desprezada por ser muito pequena.0 0.3 0. capacitância em derivação e condutância em derivação. em função do parque gerador ser baseado na energia hidrelétrica.0 69 kV 88 kV 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 600 kV (corrente contínua) 750 kV 1999 40.379.1.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente III – A linha de transmissão As linhas de transmissão são os equipamentos empregados para transportar grandes blocos de energia por grandes distâncias.973. 1590 Falcon). Uma linha de transmissão de energia elétrica possui quatro parâmetros básicos: resistência série.7 32.12 2001 2000 2001 Entradas Retiradas 39.072. indutância série.km Em 31.0 1.1 56.080.4 16.0 56. No Brasil.7 1.0 0.

05112 = RCC 0.05112 Ω/km e a resistência CA-60 Hz a 50oC é 0.1) Na determinação da resistência dos condutores devem ser levados em conta os seguintes aspectos: • Para a faixa normal de operação. Exemplo III.1). tem-se: l 1000 m km RCC = ρ = 2.05940 Ω/km. T0 = 228 o C . a resistência em CC a 20oC é igual a 0. Versão: 10/9/2007 Página 2 de 16 A linha de transmissão – Sérgio Haffner . ρ = 2.05015 Ω Ω km km 2 Ω km = 1. a variação da resistência de um condutor metálico é praticamente linear.05015 A 5.1: a) A área da seção transversal do condutor é:  3. ∆ enc . ou seja: T + T2 R2 = R1 0 (III. é: ef RCC 0.9 % 1 2 Para o alumínio têmpera dura a 20o C.1 – Para o cabo de alumínio Marigold 1113 MCM ( 61× 3.643 × 10 m 2   Utilizando a expressão (III.2 – Resistência série A resistência série é a principal causa das perdas de energia nas linhas de transmissão. o acréscimo devido ao encordoamento .2) T0 + T1 onde: R1 – Resistência à temperatura T1 [Ω] R2 – Resistência à temperatura T2 [Ω] 2 o T0 – Constante do material [ C] Em cabos encordoados. Solução Exemplo III.83 × 10 −8 Ωm = 0. • Em corrente alternada (CA).432 × 10 −3  −4 2 A = Nπr 2 = 61π   = 5.019 ⇒ ∆ enc = 1. Isto provoca um acréscimo na resistência efetiva (proporcional à freqüência) observável a 60 Hz (em torno de 3%).643 × 10 −4 m 2 Portanto. devido ao efeito pelicular (skin). Isto acresce à resistência efetiva em 1 a 2%. a corrente tende a concentrar-se na superfície do condutor.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente III. o comprimento dos fios periféricos é maior que o comprimento do cabo (devido ao encordoamento helicoidal). b) O acréscimo percentual na resistência devido ao efeito pelicular. Determinar: a) O acréscimo percentual na resistência devido ao encordoamento.83 × 10 −8 Ωm . Em corrente contínua (CC) a resistência de um condutor é dada por: l [Ω] RCC = ρ A onde: ρ – Resistividade do condutor1 [Ωm] l – Comprimento [m] 2 A – Área da seção transversal [m ] (III.432 mm ). Para o alumínio têmpera dura a 20o C.

05730 ⇒ ∆ pel = 3.1. Considerando as distâncias indicadas na Figura III. cada um transportando a corrente I n e o condutor de retorno Y é formado por M fios cilíndricos idênticos. cada um transportando a corrente b a Dbn DbC I M .2). O condutor x é formado por n fios cilíndricos idênticos. µ 0 = 4π 10 −7 Distância entre os fios α e β [m] H m H km ) [H/m] Raio de um condutor fictício (sem fluxo interno) porém com a mesma indutância que o ′ condutor α.3 – Indutância série Um condutor constituído de dois ou mais elementos ou fios em paralelo é chamado condutor composto – observar que isto inclui os condutores encordoados e também os feixes (bundles) de condutores. ∆ pel .1. é imprescindível que Dαβ e rα estejam na mesma unidade (em metros. o acréscimo devido ao efeito pelicular.1 (continuação): b) Utilizando a expressão (III. a permeabilidade relativa é unitária: µ r ≈ 1 .05112 = 0. para o ar.1 – Seção transversal de uma linha monofásica constituída por dois condutores compostos. 3 Geralmente é utilizada a permeabilidade do vácuo pois. rα = rα ⋅ e −1 4 ) [m] ′ Nas expressões anteriores.7 % III. a indutância dos fios a e b que fazem parte do condutor x são dadas por: M D D D LD µ aA aB aC aM La = n ln [H/m] n r′D D L D 2π a ab ac an Lb = n onde: µ = µr µ0 Dαβ ′ rα M D D D LD µ bA bB bC bM ln n r ′D D L D 2π b ba bc bn [H/m] = 4π 10 −4 – – – Permeabilidade do meio3 (para o vácuo.05940 = = 1.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo III. Versão: 10/9/2007 Página 3 de 16 A linha de transmissão – Sérgio Haffner . é: 50 RCA 0. cujo raio é rα (para condutores cilíndricos. Sejam os dois condutores compostos arranjados conforme a Figura III. A B c n Condutor x C M Condutor Y Figura III. tem-se: 228 + 50 50 20 T + 50 RCC = RCC 0 = 0. por exemplo).05730 Ω km T0 + 20 228 + 20 Portanto.037 50 RCC 0.

Considere a linha trifásica transposta com espaçamento assimétrico mostrada na Figura III. o denominador é chamado de Raio Médio Geométrico (RMG) e é notado por Ds . ou seja: La + Lb + Lc + K + Ln L x médio L + Lb + Lc + K + Ln n Lx = = = a [H/m] n n n2 Segue daí que: Mn (D D L D µ aM )(DbA DbB L DbM )L (DnA DnB L DnM ) Lx = ln 2 aA aB [H/m] (III. Por intermédio da transposição da linha. O numerador da expressão (III. Para a linha da Figura III. a indutância média por fase é dada por: L= onde: Deq – – Distância média geométrica entre condutores Deq = 3 D12 D23 D31 [m] Raio médio geométrico do condutor [m] µ Deq ln 2π Ds [H/m] (III. µ Dm [H/m] (III. A transposição consiste em fazer com que cada fase ocupe cada uma das posições nas torres por igual distância (para uma linha trifásica.2.3) é chamado de Distância Média Geométrica (DMG) e é notado por Dm . 1 Condutor A Condutor B Condutor C Posição 1 D12 2 Condutor B Condutor C Condutor A Posição 2 D13 D23 Transposição Transposição Condutor C 3 1 Condutor A Condutor B Posição 3 /3 comprimento 1 /3 comprimento 1 /3 comprimento Figura III.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A indutância do condutor composto x é igual ao valor médio da indutância dos fios dividido pelo número de fios (associação em paralelo).2. Assim. é possível restaurar o equilíbrio das fases.4) Lx = ln 2π Ds com: Dm – Distância Média Geométrica (DMG): Dm = Mn (DaA DaB L DaM )(DbA DbB L DbM )L (DnA DnB L DnM ) [m] Ds – Raio Médio Geométrico (RMG): 2 Ds = n (Daa Dab L Dan )(Dba Dbb L Dbn )L(Dna Dnb L Dnn ) [m] Sendo f a freqüência de operação da linha. com espaçamento assimétrico. a indutância das fases é diferente e o circuito é desequilibrado.3) n (D D L D )(D D L D )L (D D L D ) 2π aa ab an ba bb bn na nb nn ′ onde Dαα = rα . a reatância indutiva é dada por: X L = 2πfLx [Ω/m] Em uma linha trifásica.2 – Linha trifásica com um ciclo de transposição. do ponto de vista dos terminais da linha. três são as posições possíveis e deve-se fazer com que cada fase ocupe 1/3 do comprimento da linha em cada uma das três posições).5) Ds A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 16 .

juntamente com os demais dados dos cabos (nome código.7949 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Observar a semelhança entre as expressões (III.) podem ser obtidos diretamente nas tabelas dos fabricantes. tem-se: Dαα = 0.8099. Substituindo na expressão.7743 Fator de formação (Kg) 0.5103 cm. Dbb.7788 .2.2 – Valores de Kg para a determinação do raio médio geométrico de um cabo. observar que à medida que o número de fios aumenta o fator de formação (Kg) se aproxima do valor determinado para condutores cilíndricos maciços.8099 = 1.7939 0.au.5).2: Do Quadro III.8116 0.2 – Determinar o raio médio geométrico do condutor de alumínio com alma de aço Pheasant 1272 MCM. ou seja. formado por 54 fios de alumínio e 19 de aço (54/19) que possui um diâmetro externo de 3. ou seja: Ds = n (Daa Dab L Dan )(Dba Dbb L Dbn )L(Dna Dnb L Dnn ) 2 e os termos empregados no cálculo da distância média geométrica (D12 . DxY é dado por: DxY = Dm = Mn (DaA DaB L DaM )(DbA DbB L DbM )L (DnA DnB L DnM ) Os valores do raio médio geométrico de cada condutor (Daa. tem-se que o fator de formação correspondente (54/19) é dado por Kg =0.5 × 3. Formação (número de fios) 7 19 37 61 91 Formação (fios alumínio/aço) 22/7 26/7 30/7 45/7 54/7 54/19 Fator de formação (Kg) 0. ou podem ser determinados por intermédio da seguinte expressão: Dαα = 0.4) e (III.8099 Condutor de Alumínio (CA) Condutor de Alumínio com alma de Aço (CAA) Fonte: Overhead. seção transversal.7678 0. o raio médio geométrico deve ser calculado como anteriormente. diâmetro externo e resistência elétrica). Pirelli Technical Manuals (disponível em http://www.8250 0.5Dα × K g onde Dα é o diâmetro externo do condutor α e Kg uma constante que depende de sua formação (quantidade e tipo de fios). D23 e D31 ) correspondem às distâncias médias geométricas entre cada uma das combinações das fases. etc. formação.8099 0.pirelli.2. cujos valores encontram-se no Quadro III.7256 0.5103 cm × 0. Em linhas constituídas por mais de um condutor por fase.5Dα × K g = 0. Solução Exemplo III. Exemplo III.4215 cm Observar que um valor equivalente pode ser encontrado na tabela do fabricante.7577 0.pdf) Para condutores de alumínio. Quadro III.com/en_AU/cables_systems/telecom/downloads/pdf/Overhead. A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 16 .7722 0. que corresponde a e −1 4 = 0. número de camadas.

Observar que na expressão (III. é a permissividade do vácuo.6). Assim. b D Figura III. Desta forma. conforme mostra a Figura III. não provoque alterações significativas no valor da capacitância (em outras palavras.3 – Seção transversal de uma linha monofásica.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente III. a capacitância de qualquer um dos fios ao neutro corresponde ao dobro do valor determinado pela expressão anterior (associação série de capacitores).5) não foi contemplada a existência da terra que causa uma descontinuidade no meio dielétrico (passa de isolante para condutivo). também. A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 16 . Embora a consideração do efeito da terra. b D a D D c Figura III. a capacitância entre os dois fios desta linha é dada por: C ab = πk D ln r [F/m] onde k é a permissividade do meio ( k 0 = 8.3. pela expressão (III. a capacitância entre linha/neutro de qualquer uma das fases pode ser obtida. conforme ilustra a Figura III.5. C ab a b C aN a N C aN = C bN = 2C ab Capacitância linha/linha Capacitância linha/neutro C bN b Figura III. a F m = 8. a capacitância entre as fases é muito maior do que a capacitância entre as fases e a terra).4 – Capacitâncias linha/linha e linha neutro. conforme a mostra Figura III.6) Para uma linha de transmissão trifásica espaçada igualmente e formada por condutores de raio r.4.5 – Seção transversal de uma linha trifásica. é possível determinar esta componente aplicando-se o método das imagens.85 × 10 −9 F km . para uma linha monofásica é dada por: CN = 2πk D ln r [F/m] (III.4 – Capacitância em derivação Para uma linha de transmissão monofásica formada por condutores de raio r. geralmente. a expressão da capacitância entre linha/neutro.85 × 10 −12 geralmente empregada no cálculo de linhas aéreas).

A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 16 . o segundo é dado em Ωm (pois a reatância é inversamente proporcional à capacitância que é dada em F/m). 4 As duas expressões a seguir são idênticas.6. é dada por: h = H − 0. Sendo f a freqüência de operação da linha e C N a capacitância linha/neutro. h. motivo pelo qual o segundo termo sempre reduz o valor do denominador.6 – Seção transversal de uma linha trifásica assimétrica e sua imagem. Condutores b Dab a Dca Dbc c Daα Dbβ Dcχ Superfície do solo D aβ Dcα Dbχ χ α Imagens β Figura III. a altura empregada no cálculo.6) e (III. Observar a semelhança entre as expressões (III.7). a capacitância média com relação ao neutro é dada por4: 2πk 2πk [F/m] (III. pois o cabo apresenta uma flecha f. a altura adotada no cálculo da capacitância é diferente da altura de suspensão (H). determinada pelas expressões (III.7). enquanto o primeiro é dado em Ω/m (pois a reatância é diretamente proporcional à indutância que é dada em H/m).7 f .7) CN = =  3 Daβ Dbχ Dcα   3 Daα Dbβ Dcχ  Deq Deq  ln  ln − ln  + ln  r r  3 Daα Dbβ Dcχ   3 Daβ Dbχ Dcα      3 D D D sendo Deq = ab ba ca a distância média geométrica entre condutores.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Considerando os condutores fase e as imagens. Usualmente. a reatância capacitiva dos condutores em relação ao neutro é dada por: 1 XC = [Ωm] 2πfC N Observar que a unidade de X L é diferente da unidade de X C . a consideração do efeito da terra aumenta a capacitância com relação à terra. Como os condutores das linhas de transmissão são suspensos e adquirem a forma de uma catenária. ou seja. Observar que o termo 3 Daβ Dbχ Dcα (diagonais) sempre é maior que 3 Daα Dbβ Dcχ (verticais). mostrados na Figura III. apenas diferem com relação ao sinal e a expressão do 2o termo do denominador – lembrar que ln(a b ) = − ln(b a ) . sendo sua altura média é inferior.6) e (III.

C N .70 m 3 Daα Dbβ Dcχ = 3 (2 H + 4 D )(2 H + 2 D )2 H = 3 146880 ≈ 52.01021 m Para a configuração vertical.19 m Daα Dbβ Dcχ = 3 2 H ⋅ 2 H ⋅ 2 H = 2 H = 40. tem-se: 3 3 3 D D D aβ bχ cα = (2 H + 3D )(2 H + D )(2 H + 2 D ) = 154818 ≈ 53.26 D = 8.82 m ln ln 0.52 × 10 −9 F km  3 Daβ Dbχ Dcα  ln 8.82 m L = 0 ln = ln = 1.85 × 10 −9 F km ′ = = 8. tem-se: 2πk 2π 8.70 m Deq  ln − ln  0.85 × 10 −9 F km CN = ≈ = 8. Considerar que ambas as linhas são transpostas.48 × 10 −9 F km CN = Deq 8. têm-se: Deq = 3 D12 D23 D31 = 3 Dab Dbc Dca = 3 D ⋅ D ⋅ 2 D = D 3 2 ≈ 1. observar que a capacitância das configurações vertical e horizontal seria igual a: 2πk 2π 8.00 m logo.7). determinar a indutância série e a capacitância em derivação por unidade de comprimento (km).76 m r  3 Daα Dbβ Dcχ    Negligenciando o efeito do solo. tem-se: 3 3 Daβ Dbχ Dcα = 3 (2H )2 + D 2 (2H )2 + D 2 (2H )2 + (2D )2 = 3 69883. pela expressão (III.257 cm D s = 1.82 m − ln 41. tem-se: 2πk 2π 8.82 m − ln 53.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo III. a Vertical D b D c µ = µ 0 = 4π 10 −4 k = k0 H km km = 8.85 × 10 −9 F km CN = ≈ = 8. Versão: 10/9/2007 Página 8 de 16 A linha de transmissão – Sérgio Haffner . pela expressão (III.5): Deq 4π 10 −4 H km µ 8.76 m logo. corresponde a 99. C N .021 cm (RMG) D = 7. Para a configuração horizontal.3 – Para as duas configurações abaixo (vertical e horizontal).18 m Deq  ln − ln  0.37 ≈ 41.01257 m r ′ Neste caso.51 × 10 −9 F km  3 Daβ Dbχ Dcα  ln 8.82 m logo.7).3: Para ambas as configurações.35 × 10 −3 H km 2π Ds 2π 0. pela expressão (III.00 m r  3 Daα Dbβ Dcχ    ′ Neste caso.01257 m 40.01257 m 52. corresponde a 99.5% de C N . a capacitância com relação ao neutro sem considerar o solo. 0 m H H = 20 m H Superfície do solo Solução Exemplo III.85 × 10 −9 F Horizontal a D b D c Cabo 636 MCM Grosbeak r = 1.6% de C N 5. a capacitância com relação ao neutro sem considerar o solo. 5 Isto explica porque o efeito da terra é muitas vezes desprezado no cálculo da capacitância das linhas de transmissão.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo III.4 (Provão 2002) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase Eletrotécnica). A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 16 .

7 Instituição A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 16 .8 % escolha Região sul 17.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Brasil 8.0 Média (escala de 0 a 100) Região Sul 8.1 Instituição Brasil 16.

1 – Descrever e demonstrar com exemplo as alterações necessárias na disposição dos cabos (altura. tem-se que: senh γ ⋅ l ≈1 γ ⋅l e tanh γ2⋅l γ ⋅l 2 ≈1 A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 11 de 16 .) para: a) Reduzir a indutância série de uma linha de transmissão. a assimetria resultante em sistemas de alta e extra-alta tensão é pequena e as fases podem. a partir dos seus terminais. Qualquer linha de transmissão pode ser representada de modo exato.5 – O modelo da linha de transmissão As linhas de transmissão são classificadas de acordo com seu comprimento: • • • Linhas curtas: até 80 km.7 – Circuito π equivalente de uma linha de transmissão. a carga é bastante equilibrada). Linhas longas: mais de 240 km Embora as linhas nem sempre possuam espaçamento eqüilátero e sejam plenamente transpostas. por um circuito π equivalente. b) Aumentar a capacitância em derivação de uma linha de transmissão. ser consideradas equilibradas (via de regra. onde: Z km Y km – – – – – – – – k Impedância série total da linha de transmissão [Ω] Admitância em derivação (linha/neutro) total da linha de transmissão [S] Constante de propagação da linha: γ = α + jβ = z ⋅ y [1/km] Impedância série por unidade de comprimento [Ω/km] Admitância em derivação (linha/neutro) por unidade de comprimento [S/km] Constante de atenuação [neper/km] Constante de fase [rad/km] Comprimento da linha [km] Z ′ km γ z y α β l = Z km senh γ ⋅ l γ ⋅l m Y ′ km Y ′ 2 Y km = 2 2 km tanh γ ⋅l 2 γ ⋅l 2 Figura III.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exercício III. geralmente. como mostrado na Figura III. III. etc. Linhas médias:até 240 km.7. arranjo das fases. arranjo do bundle. Para linhas longas é necessário fazer uma correção para considerar que os parâmetros são distribuídos. Os parâmetros utilizados nos estudos de fluxo de carga para representar linhas curtas e médias podem ser obtidos diretamente das expressões anteriores – basta multiplicá-los pelo comprimento da linha de transmissão. Para linhas de transmissão médias.

9) ) A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 16 .10054 Ω km . a representação das linhas de transmissão no fluxo de carga é realizada pelo seu equivalente π.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Logo. Observar que. considerando a resistência em corrente alternada por unidade de comprimento igual a r = 0. para linhas de transmissão médias. 60 Hz. A impedância e admitância do elemento série são dadas por: Z km = rkm + jxkm r −x 1 Y km = g km + jbkm = = 2 km 2 + j 2 km2 rkm + jxkm rkm + xkm rkm + xkm Para uma linha de transmissão. determinar o circuito equivalente. respectivamente): sh sh I km = Y km V k − V m + jbkm V k = Y km + jbkm V k − Y kmV m I mk = Y km ( (V m −V k ) ) + jb ( sh km V m sh = −Y kmV k + Y km + jbkm V m ( ) (III. a condutância em derivação é insignificante. mostrado na Figura III. e que o comprimento da linha é: a) 500 km (linha longa) b) 150 km (linha média) c) 50 km (linha curta). rkm e xkm são positivos (portanto.8 que é definido por sh três parâmetros: a resistência série rkm .2 – Para a configuração vertical do Exemplo III. Para linhas de transmissão curtas. Após realizadas as correções necessárias para levar em conta o comprimento. resultando no chamado circuito π nominal. g km é positivo e bkm é negativo) e o sh elemento em derivação. a reatância série xkm e a susceptância em derivação (shunt) bkm .8 – Modelo equivalente π de uma linha de transmissão. pode-se desprezar a admitância em derivação e utilizar-se somente a impedância série total da linha. a admitância em derivação é composta apenas pela susceptância em derivação shunt Exercício III. pode-se utilizar diretamente a impedância série total da linha (pois Z ′ km = Z km ) e a metade da admitância em derivação total (pois Y ′ km 2 = Z km 2 ). V k = Vk θ k V m = Vm θ m k I km I rkm jx km I mk m sh jb km sh jb km Figura III. bkm . geralmente. As correntes I km e I mk são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k e m ( V k = Vk θ k e V m = Vm θ m .2. ou seja.8) (III. também é positivo em função de representar a capacitância linha/neutro da linha de transmissão.

então. respectivamente.12) com (III.10) Separando as partes real e imaginária.12) ( ) Analogamente. chega-se a: Pkm = Vk2 g km − Vk Vm (g km cosθ km + bkm sen θ km ) sh Qkm = −Vk2 bkm + bkm − Vk Vm (g km sen θ km − bkm cosθ km ) (III.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A expressão do fluxo de potência complexa da barra k para a barra m é dada por: sh S km = Pkm + jQkm = V k I km = V k Y km + jbkm V k − Y km V m * * * * * * * sh sh = V k  Y km − jbkm V k − Y km V m  =  Y km − jbkm Vk2 − Y km V k V m           * [( ) ] * Sabendo que V k V m = Vk Vm θ k − θ m e definindo θ km = θ k − θ m .9 – Diagrama fasorial da linha de transmissão.13) e (III.14). as expressões (III. para determinar o fluxo de potência complexa da barra m para a barra k: sh S mk = Pmk + jQmk = V m I mk = V m Y km + jbkm V m − Y km V k * * * * * * sh sh 2  * = V m  Y km − jbkm V m − Y km V k  =  Y km − jbkm Vm − Y km V m V k          cujas partes real e imaginária são: 2 Pmk = Vm g km − Vk Vm (g km cosθ mk + bkm sen θ mk ) 2 sh Qmk = −Vm bkm + bkm − Vk Vm ( g km sen θ mk − bkm cosθ mk ) * [( ) ] * (III.11) com (III. rkm I Vk jx km I θ km V km Vm I Figura III. sh S km = g km − j bkm + bkm Vk2 − ( g km − jbkm )Vk Vm θ km km sh km + bkm 2 k * [ = [g ( − j (b )] )]V − VkVm (g km − jbkm )(cosθ km + j senθ km ) (III.14) ( ) O diagrama fasorial da linha de transmissão é mostrado na Figura III. ser determinadas somandose.11) (III.3 – Mostrar que Pkm + Pmk = rkm I perdas . 2 ( ) A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 13 de 16 .9.13) (III. ou seja: 2 Pperdas = Pkm + Pmk = Vk2 + Vm g km − 2Vk Vm g km cosθ km ( Qperdas = Qkm + Qmk = − Vk2 ( ) 2 sh + Vm bkm + bkm + 2Vk Vm bkm cosθ km )( ) Exercício III. As perdas de potência ativa e reativa em uma linha de transmissão podem.

8). chega-se a: Vm = 1 Y km [(Y km  jb sh  1 sh sh + jbkm V k − I km = 1 + km V k − I km = 1 + Z km jbkm V k − Z km I km   Y km  Y km  ) ] ( ) (III.15) Em (III.8) e (III.16) Assim. conforme mostrado na Figura III. pela expressão (III. ( ) Exemplo III.10 – Linha de transmissão representada por um quadripolo.10. substituindo V m .9).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente As expressões (III.15).9). A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 14 de 16 . podem ser arranjadas de outra forma. Isolando V m em (III.5 (Provão 2000) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase Eletrotécnica). tem-se: Vm 64444744448 sh   jb sh  jb sh  Y km + jbkm 1 sh  sh  = Y km + jbkm 1 + km V k − I km  − Y km V k = Y km + jbkm 1 + km V k − I km − Y km V k =     Y km  Y km Y km  Y km      sh sh     sh  jb sh  jb sh  sh sh jbkm sh sh jb  = Y km + jbkm + Y km + jbkm − Y km V k − 1 + km  I km =  jbkm + jbkm + jbkm km V k − 1 + km  I km   Y km Y km  Y km  Y km         I mk ( ) ( ) ( )  jb sh  jb sh  sh  sh sh sh I mk = jbkm  2 + km V k − 1 + km  I km = jbkm 2 + Z km jbkm V k − 1 + Z km jbkm I km     Y km  Y km    ( ) ( ) (III. I km I mk + V k = Vk θ k V m   A B   V k   =  ⋅  I mk  C D   I km  + V m = Vm θ m – – Figura III. os parâmetros do quadripolo são: sh A = 1 + Z km jbkm sh sh C = jbkm 2 + Z km jbkm ( ) B = − Z km sh D = − 1 + Z km jbkm . tendo em vista possibilitar a representação da linha de transmissão por um quadripolo.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 15 de 16 .

9 Média (escala de 0 a 100) Região Sul 20.0 Instituição A linha de transmissão – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 16 .8 % escolha Região Sul 16.8 Instituição Brasil 14.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Brasil 23.

nas subestações dos centros de consumo (subestações de distribuição ou subestações de grandes consumidores).2 46.0 0.1 – Transformador ideal de dois enrolamentos Em um transformador ideal considera-se que a resistência elétrica dos enrolamentos é nula (logo não existe queda de tensão na espira em função desta resistência e a tensão induzida pela variação do fluxo é igual à tensão terminal) e que a permeabilidade do núcleo é infinita (portanto todo o fluxo fica confinado ao núcleo e enlaça todas as espiras).437. para rebaixar o nível de tensão em níveis de distribuição (tipicamente 13.1 – Potência instalada em subestações do setor elétrico brasileiro.0 15.250. os modelos e resultados apresentados a seguir não se aplicam a estudos de transitórios de alta freqüência.0 47.1) O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 27 .4 34.0 0.9 3.707.0 0.0 0. de curto-circuito ou de harmônicos.972.094.0 25 kV/outras (1) 69 kV/outras 88 kV/outras 138 kV/outras 230 kV/outras 345 kV/outras 440 kV/outras 500 kV/outras 750 kV/outras 1999 74.7 33.9 0.0 1.3 0.2 5.0 15.0 0. O modelo dos transformadores de força para estudos de fluxo de potência são similares aos transformadores de menor porte.109.0 46.0 676.717.510.12 2001 2000 2001 Entradas Retiradas 75. apresenta-se o Quadro IV.0 0. Além disto.0 35.0 75.437.779.0 (1) Apenas transformadores elevadores de usinas Fonte: Boletim Semestral do SIESE Síntese 2001 (disponível em: http://www.200. têm-se as seguintes relações entre as tensões terminais: d d v1 (t ) = N1 φ1 (t ) = N1 φ m (t ) dt dt d d v2 (t ) = N 2 φ 2 (t ) = N 2 φ m (t ) dt dt Assim.480.1 47. ou seja.0 5.0 0. IV.717.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente IV – O transformador Os transformadores de força são os equipamentos utilizados para viabilizar a transmissão de energia elétrica em alta tensão.0 49.384.480. Desta forma.500.928. são instalados nas usinas de geração.109.0 34.0 0.0 18. Quadro IV.902.9 16. Levando em conta as polaridades indicadas na Figura IV.1 19.0 16. desconsiderando-se os efeitos da corrente de magnetização.1 no qual a potência instalada em subestações corresponde aos equipamentos de transformação.137.6 34.7 851.610.8 e 23 kV) e também nas subestações de interligação para compatibilizar os diversos níveis de tensão provenientes das diversas linhas de transmissão que aportam. considera-se que os transformadores operam em condições equilibradas.br/mercado/siese/).4 15. para elevar a tensão em níveis de transmissão (no Brasil de 69 kV a 750 kV). Desta forma.777.9 53. considerando tensões e correntes senoidais em freqüência industrial.196.0 0.7 36.MVA Em 31.eletrobras. POTÊNCIA INSTALADA EM SUBESTAÇÕES .732.4 0.538.717.0 18.0 18.1. Para se ter uma noção da importância destes equipamentos no setor elétrico.750.251. a relação entre as tensões terminais é dada por: v1 (t ) N1 = v2 (t ) N 2 (IV.2 0.636.1 5.gov. O objetivo deste capítulo é a definição do modelo do transformador para estudos de transmissão de potência elétrica em regime permanente.4 192.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente N1 espiras i1 (t ) + φm (t ) φ () N2 espiras i 2 (t ) + v1 (t ) – Fluxo em 1: v 2 (t ) – Fluxo em 2: φ1 (t ) = φ m (t ) φ 2 (t ) = φ m (t ) Figura IV. Como o transformador é ideal. De forma alternativa. i1 (t ) v2 (t ) N 2 (IV. p2 (t ) pois as perdas são desprezíveis.2) = = i2 (t ) v1 (t ) N1 As expressões (IV. ou seja. ou seja: p1 (t ) = p 2 (t ) ⇒ v1 (t ) ⋅ i1 (t ) = v2 (t ) ⋅ i2 (t ) logo. K = 1 . Para as polaridades indicadas na Figura IV.4) e substituindo em (IV.1 – Transformador ideal de dois enrolamentos.4) dt dt i1 (t ) + • K=1 • i 2 (t ) + + i1 (t ) i 2 (t ) • • + v1 (t ) – v 2 (t ) v1 (t ) L1 L2 + + M = K L1 L2 v 2 (t ) N1 : N 2 – di (t ) M 2 dt – di (t ) M i dt M = L1 L2 – Figura IV. são válidas as seguintes expressões: d d v1 (t ) = L1 i1 (t ) − M i2 (t ) (IV.1) e (IV.3). p1 (t ) . as relações (IV. é igual a potência instantânea de saída.2. a potência instantânea de entrada.2) podem ser obtidas levando-se em consideração que um transformador ideal constitui um caso particular de circuitos magneticamente acoplados no qual o coeficiente de acoplamento entre os enrolamentos é igual a unidade.3) dt dt d d v2 (t ) = M i1 (t ) − L2 i2 (t ) (IV. respectivamente. Isolando d i2 (t ) em (IV.2 – Transformador ideal representado por circuito magneticamente acoplado.1) e (IV. tem-se: dt d 1  d  i2 (t ) =  M i1 (t ) − v 2 (t ) dt L2  dt  d 1  d M2  d M    i1 (t ) + i1 (t ) − M v2 (t )  M i1 (t ) − v2 (t ) =  L1 −   dt dt L2  dt L2  L2   (IV. Os enrolamentos onde se ligam as fontes de energia e as cargas são geralmente denominados primário e secundário.2) definem o modo de operação dos transformadores ideais.5) v1 (t ) = L1 O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 27 .

6) e (IV. a relação de espiras do transformador ideal.1): v1 (t ) = 0 N N d i1 (t ) + 1 v2 (t ) = 1 v 2 (t ) dt N2 N2 ⇒ v1 (t ) N1 = v2 (t ) N 2 N12 2 N2 ⇒ M N1 = L2 N 2 (IV. pode-se escrever: M = L1 L2 ⇒ M 2 = L1 L2 2 L1αN1 2 L2αN 2 ⇒ L1 − M2 =0 L2 (IV. pode-se escrever: N1 V 2 = aV 1 I2 = ⇒ ⇒ 1 V1 = V 2 a I 1 = aI 2 1 I1 a O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 27 . sendo P a permeância do espaço atravessado pelo fluxo. então L1 = 1 = P N12  .1 – Transformador ideal em regime permanente senoidal A Figura IV.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Como K = 1 .7) na expressão (IV. I1 N1 : N 2 + Transformador Ideal • • I2 + V1 – Ideal V2 – Figura IV.  i1 (t )  Substituindo (IV.3 mostra um transformador ideal. Considerando as polaridades indicadas na Figura IV.3 – Transformador ideal em regime permanente senoidal.7) IV. o regime permanente senoidal do transformador ideal pode ser descrito por: V 1 N1 = V 2 N2 N2 V1 N1 ⇒ V2 = N I1 N2 ⇒ = I 2 = 1 I1 N2 I 2 N1 N fazendo a = 2 .2). em regime permanente senoidal.1. chega-se a expressão (IV.6) M = L2 L1 L2 = L2 L1 L2 ⇒ M = L2  N φ (t ) pois as auto-indutâncias são proporcionais ao quadrado do número de espiras  L1 = 1 1 . com  i1 (t )   N [P N1i1 (t )] φ1 (t ) = P N1i1 (t ) .3 e as expressões gerais (IV.1) e (IV.5).

N 2 = 500 . quando uma impedância Z 2 é ligada ao secundário. N 1 = 2000 . V 1 = 1200 0o V e I 1 = 5 − 30o A . tem-se: 300 0o V2 Z2 = = = 15 30o Ω o I 2 20 − 30 Z2 = ref o V 1 1200 0 = = 240 30o Ω I 1 5 − 30o ou Z2 ref N1 V2 2 2 2  N 1  V 2  N1  V 1 N2  2000  o o   Z2 =  = = = =  15 30 = 240 30 Ω  N  I2  N  N2 I1  500   2 I2  2  N1 A expressão obtida no Exemplo anterior ref N  Z2 =  1  Z2 N   2 é empregada na reflexão de impedâncias.1 – No circuito da Figura IV. maior o número de espiras) maior deverá ser o valor da impedância em ohms.1. Assim. é possível realizar a reflexão do primário para o secundário. os seguintes valores de base para o primário e secundário. quanto maior a tensão do enrolamento (portanto. I 2 . ref N  Z1 =  2  Z1 N   1 Observar que o efeito produzido pela impedância em qualquer um dos enrolamentos deve ser o mesmo. Analogamente. ref que é Solução Exemplo IV.3.1: Supondo que o transformador é ideal. Z 2 e a impedância Z 2 definida como sendo o valor de Z 2 referido ao primário do transformador (impedância refletida).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo IV. 2 2 IV. técnica que consiste em colocar no circuito primário uma impedância que produza o mesmo efeito que a impedância que está colocada no circuito secundário.2 – Modelo do transformador ideal em pu Utilizando a magnitude das tensões terminais nominais como tensões de base tem-se. ou seja. tem-se: N 500 V 2 = 2 V1 = 1200 0o = 300 0o V N1 2000 N 2000 I 2 = 1 I1 = 5 − 30o = 20 − 30o A N2 500 Pela definição de impedância. Determinar V 2 . respectivamente: pri Vbase sec Vbase – – Tensão de base do primário [kV] sec Tensão de base do secundário: Vbase = N 2 pri Vbase [kV] N1 O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 27 .

isto é. Assim. existem fluxos dispersos nos enrolamentos cujos efeitos são representados por intermédio das reatâncias de dispersão x1 e x2 . respectivamente. quando as grandezas estiverem em pu. as resistências dos enrolamentos não são nulas (serão notadas por r1 e r2 . o transformador ideal com relação nominal pode ser substituído por um curto-circuito. respectivamente. são: S pri I base = base pri Vbase sec I base = S base S base N pri = = 1 I base sec N 2 pri N2 Vbase Vbase N1 Desta forma. existe uma pequena corrente circulando no primário quando este é energizado.9).4 – Circuito equivalente do transformador ideal de dois enrolamentos em pu. I 1 pu + Transformador Ideal em pu I 2 pu + I 1 pu + I 2 pu + V 1 pu – V 2 pu – V 1 pu – V 2 pu – Figura IV.8) I 1 pu = I1 pri I base I 2 pu = I2 sec I base N1 I1 N2 I1 = = pri N1 pri I base I base N2 ⇒ I 2 pu = I 1 pu (IV.4. para o primário e secundário). conforme mostrado na Figura IV. mesmo com o secundário em aberto. os valores em pu serão dados por: V1 V 1 pu = pri Vbase N2 V1 N1 V2 V1 V 2 pu = sec = = pri ⇒ V 2 pu = V 1 pu N 2 pri Vbase Vbase Vbase N1 (IV. as correntes de base para o primário e secundário.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Sendo S base a potência de base do sistema.2 – Circuito equivalente do transformador real de dois enrolamentos No transformador real de dois enrolamentos.9) Portanto.8) e (IV. Além disto. denominada corrente de magnetização – o efeito deste fenômeno é representado pela impedância de magnetização rm e x m . colocada em derivação no primário do transformador (ou no secundário). para o primário e secundário. IV. nem todo o fluxo que enlaça um enrolamento enlaça o outro pois a permeabilidade do núcleo não é infinita. ocorrem perdas devido às variações cíclicas do sentido do fluxo (histerese) e também devido às correntes parasitas induzidas no núcleo. pois tanto a tensão quanto a corrente apresentam o mesmo valor em ambos enrolamentos – vide equações (IV. respectivamente. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 27 .

I1 + Transformador Real em pu r1 + jx1 Im r2 + jx2 I2 + V1 rm – V2 jxm – Figura IV. Os parâmetros em série (resistência dos enrolamentos e reatância de dispersão: r1 . r2 . a impedância de magnetização é desprezada pois a tensão empregada O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 27 . devido ao fluxo disperso e à magnetização. V 2 e I 2 ) estão em pu. I1 + Transformador Real r1 + jx1 N1 : N 2 • • r2 + jx 2 I2 + V1 – rm jxm Ideal V2 – (b) Transformador real de dois enrolamentos em regime permanente. Quando todos os parâmetros ( r1 . x1 . r2 .5 Fluxo disperso em 1: i1 (t ) + φ1disp (t ) φm (t ) φ () Fluxo disperso em 2: disp φ 2 (t ) i 2 (t ) + v1 (t ) – N1 espiras N2 espiras v 2 (t ) – (a) Transformador real de dois enrolamentos.6. x1 . Neste caso.5 – Transformador real de dois enrolamentos. Figura IV. o transformador ideal pode ser omitido (substituído pelo seu circuito equivalente em pu que é um curtocircuito). e x2 ) são determinados por intermédio do ensaio de curto-circuito no qual os enrolamentos são submetidos à corrente nominal.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Considerando os efeitos anteriormente mencionados. resultando no circuito da Figura IV. I 1 . conforme ilustra a Figura IV. um dos enrolamentos é curto-circuitado enquanto aplica-se uma tensão variável em outro enrolamento até que a corrente que circule nestes dois enrolamentos do transformador seja igual ao seu valor nominal.6 – Circuito equivalente em pu do transformador real de dois enrolamentos. x2 . o transformador real de dois enrolamentos pode ser representado por um circuito composto por transformador ideal de dois enrolamentos e algumas impedâncias para representar o efeito das perdas ôhmicas. rm e x m ) e grandezas ( V 1 . Neste ensaio.

sendo inferiores a 0. Desta forma. desprezadas.1 e 0. a impedância medida nos terminais do enrolamento energizado é dada por: V1 Z= = r1 + jx1 + r2 + jx 2 I1 Corrente nominal nos enrolamentos I 1 ≈ I 2 = 1 0 pu r1 + jx1 + r2 + jx 2 Im ≈0 I 2 = 1 0 pu + V1 – Magnetização desprezada rm V2 =0 jx m – Figura IV. respectivamente.5%.2. 1 2 Cujo valor nominal corresponde à diferença entre as perdas totais e as perdas em vazio. o circuito ( ) equivalente do ensaio de curto-circuito é dado pela Figura IV. Levando em conta as características reais dos grandes transformadores. geralmente.8 – Ensaio de circuito aberto (circuito equivalente em pu).9. o circuito equivalente do ensaio em vazio de um transformador é dado pela ( ) Figura IV. conforme mostra a Figura IV.8. Ou perdas em vazio. Como exemplo das características elétricas dos transformadores em nível de distribuição.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente neste ensaio é significativamente menor que o valor nominal e a corrente de magnetização corresponde a uma fração muito pequena do valor nominal.7. Neste circuito equivalente. as perdas em vazio e as perdas totais apresentam valores percentuais (em função da potência nominal) menores. Versão: 10/9/2007 Página 7 de 27 O transformador – Sérgio Haffner . No ensaio de circuito aberto é aplicada tensão nominal a um dos enrolamentos e mede-se a corrente que circula neste enrolamento enquanto o(s) outro(s) enrolamento(s) permanece(m) em circuito aberto. Neste circuito equivalente. as perdas nos enrolamentos1 (devido a r1 e r2 ) e no núcleo2 (devido a rm e x m ) são muito pequenas quando comparadas com a potência do transformador sendo. Em transformadores de maior potência e nível de tensão.7 – Ensaio de curto-circuito (circuito equivalente em pu). têm-se os valores do Quadro IV. Considerando que o enrolamento primário tenha sido energizado com tensão nominal V 1 = 1 0 pu . o modelo equivalente do transformador fica bastante simplificado. a impedância medida nos terminais do enrolamento energizado é dada por: r ⋅ jxm V1 Z= = r1 + jx1 + m rm + jxm I1 I 1 = I m r1 + jx1 + Tensão nominal nos enrolamentos r2 + jx 2 Im I2 =0 + V 1 = 1 0 pu rm – V2 jx m – Figura IV. A impedância de magnetização é determinada por intermédio do ensaio de circuito aberto no qual os enrolamentos são submetidos à tensão nominal. Considerando que o enrolamento secundário tenha sido curtocircuitado e que a corrente que circula por este é igual ao seu valor nominal I 2 = 1 0 pu .

TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DE TENSÃO MÁXIMA 15 kV Potência [kVA] Corrente de excitação máxima [%] Perdas em vazio máximo [W] Perdas totais máximas [W] Impedância 75° C [%] 30 45 75 112.8 4. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 27 . (disponível em http://www.2 kV Potência [kVA] Perdas em vazio máximo [W] Perdas totais máximas [W] Impedância 75° C [%] 30 45 75 112.2 3.1 2.755 3.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I1 + jx I2 + V1 – V2 – jx = jx1 + jx2 Figura IV.450 3.465 4.5 4.3 2.125 Ω .8 2.2 – Um transformador monofásico tem 2000 espiras no enrolamento primário e 500 no secundário. Determinar o fasor tensão secundária e a regulação de tensão do transformador: Regulação% = carga V2 vazio −V2 carga carga 100% vazio V2 onde V 2 é a magnitude da tensão no secundário com plena carga e V 2 é a magnitude da tensão no secundário em vazio.5 150 225 300 4.9 – Circuito simplificado em pu do transformador real de dois enrolamentos. Quadro IV.5 Ω .2 – Características de perdas.470 1. correntes de excitação e impedâncias.com.A. A tensão aplicada ao enrolamento primário é de 1200 V.310 3.635 2.2 Corrente de excitação máxima [%] 170 220 330 440 540 765 950 740 1.0 2.6 2.730 4.0 Fonte: Trafo Equipamentos Elétricos S.120 1.2 e 36.020 825 1.000 1.trafo.0 5.7 2. as reatâncias de dispersão são x1 = 8 Ω e x 2 = 0. A carga ligada ao secundário é resistiva e igual a 12 Ω.1 3.7 3.215 2.3 3.br/) Exemplo IV.6 3.5 150 225 300 4.5 180 250 360 490 610 820 1.620 4.990 2.5 TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DE TENSÕES MÁXIMAS 24. As resistências dos enrolamentos são r1 = 2 Ω e r2 = 0.

9764 − 4. a regulação percentual do transformador é: Regulação% = V2 vazio −V2 carga 2 carga 100% = V 1 − 0. os valores das impedâncias do circuito equivalente em pu são dados por: r + jx 2 + j 0. como não existe corrente circulando.0104 + j 0.67o = 292. não existe queda de tensão na impedância série e a tensão nos terminais do secundário do transformador é igual à tensão primária: V2 vazio = V 1 = 1 pu Daí.9764 − 4. a tensão nos terminais do secundário do transformador é dada por: V V carga 2 carga 2 = Z2 carga carga Z2 Z1 + Z1 + V1 = 1 1 0.0104 + j 0. Z2 = I1 + Z 1 = r1 + jx1 Z 2 = r2 + jx 2 I2 + V 1 = 1 pu – Circuito primário V2 – Z2 carga Valores em pu Circuito secundário Com a carga conectada.0104 + j 0.2: Utilizando uma potência de base de 7500 VA e as tensões nominais.67 o V Em vazio (sem a carga conectada).0417 ) pu sec 12 Z base carga 12 12 Z 2 = sec = = 1 pu Z base 12 e o circuito equivalente em pu desconsiderando a impedância de magnetização é dado pelo circuito a seguir.125 Z 1 = 1 pri 1 = = (0.9764 100% 0. tem-se: S base = 7500 VA N pri 500 pri sec Vbase = 1200 V Vbase = 2 Vbase = 1200 = 300 V N1 2000 pri Z base (V ) = S base pri 2 base 1200 2 = = 192 Ω 7500 sec Z base (V ) = S base sec 2 base = 300 2 = 12 Ω 3 7500 Desta forma.0417 ) pu 192 Z base r2 + jx2 0.67o pu = 300 × 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo IV.9 − 4.5 = = (0.0417 + 0.0104 + j 0.9764 Regulação % = 2.42% 3 Observar que a potência de base foi previamente escolhida para que a impedância da carga fosse igual a 1 pu.125 + j 0.0417 + 1 V2 carga = 0. Versão: 10/9/2007 Página 9 de 27 O transformador – Sérgio Haffner .

67o V 4 + j16 + 192 4 V2 carga 1171.125 ⋅ 4 2 = 4 Ω X = x1 + x 2 (a NOM ) = 8 + 0.2: A solução anterior poderia ter sido obtida sem transformar as grandezas para pu.67 a NOM = Z ref carga carga Z ref o V1 = = 192 1200 = 1171. não existe queda de tensão na impedância série e a tensão nos terminais do secundário do transformador é igual à tensão primária: a NOM V 2 V vazio 2 = V 1 = 1200 V 1200 1200 = = a NOM 4 vazio V2 vazio = 300 V Daí.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução alternativa Exemplo IV.6 − 4.42% O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 27 . a regulação percentual do transformador é: Regulação% = V2 vazio −V2 carga carga V2 100% = 300 − 292. I1 + R + jX I2 a NOM + V 1 = 1200 V – Z ref carga a NOM V 2 – Com a carga conectada. tem-se a seguinte impedância série equivalente do primário e secundário: 2 R = r1 + r2 (a NOM ) = 2 + 0.9 Regulação % = 2.9 100% 292.67 o V Em vazio (sem a carga conectada). utilizando reflexão de impedâncias.67 o = 292.6 − 4.6 − 4. tem-se o seguinte circuito equivalente do ponto de vista do primário.9 − 4. A relação nominal do transformador é dada por: a NOM = N 1 2000 = =4 N2 500 Refletindo a impedância série do secundário para o circuito primário.5 ⋅ 4 2 = 16 Ω 2 carga Z ref = Z2 carga (a NOM )2 = 12 ⋅ 4 2 = 192 Ω Assim. como não existe corrente circulando. a tensão nos terminais do secundário do transformador é dada por: a NOM V 2 V carga 2 carga = Z+ 1171.

3 (Provão 2000) – Questão relativa às matérias de Formação Profissional Específica (Ênfase Eletrotécnica).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo IV. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 11 de 27 .

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 27 .

2 Instituição Brasil 16.3 Média (escala de 0 a 100) Região Sul 19.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Brasil 19.4 % escolha Região Sul 14.5 Instituição O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 13 de 27 .

Quando a seleção da derivação é realizada sob carga.1 – Derivações típicas da regulação sob carga. Tensão máxima do equipamento [KV eficaz] Tensão [V] Derivação N° Primário Trifásicos e Monofásicos Monofásicos (FF) (FN) 13.275 23. comutáveis sob carga ou não.067 34.875% 69 ± 8 × 1.967 13. apresentando um maior número de derivações.500 19. conforme mostra o Quadro IV.000 12. Quadro IV. ( ) Por norma.000 19.053 31.2 1 2 3 1 2 3 1 2 3 380/220 ou 220/127 2 terminais 220 ou 127 ou 3 terminais 440/220 ou 254/127 ou 240/120 ou 230/115 (FF) .621 12. visando operar com menores correntes no comutador sob carga. conforme exemplifica a Tabela IV.8 O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 14 de 27 .600 7.3 no qual encontram-se exemplos de valores de derivações e relações de tensão para transformadores em nível de distribuição.3 – Transformador com relação não-nominal Com o objetivo de possibilitar um melhor controle da tensão no sistema elétrico. Observar que as derivações são realizadas no enrolamento de maior tensão. as derivações são numeradas. transformadores operam com relação de transformação diferentes da nominal N1NOM : N 2 os transformadores apresentam um enrolamento especial provido de diversas derivações (taps).875% Tensão secundária [kV] 138 69 69 23 13.919 33.200 7.trafo.875% 138 ± 8 × 1.tensão entre fase e neutro Fonte: Trafo Equipamentos Elétricos S.702 20.A. no interior do tanque o transformador apresenta uma chave seletora que possibilita o ajuste do tap quando este estiver desligado.2 36.100 13.0 24.187 Secundário Trifásicos Monofásicos 15. Tensão primária [kV] 230 ± 8 × 1.800 7. Neste caso. Neste caso. inclusive com controle automático de tensão. sendo a derivação “1” a de maior tensão.900 12.com.1. o transformador apresenta um dispositivo denominado comutador de derivações em carga (ou comutador sob carga) que se encarrega de realizar as conexões necessárias para que seja selecionada a relação de transformação desejada.3 – Derivações e relações de tensões.337 22. (disponível em http://www.500 18. possibilitando comando local ou à distância. sendo utilizada apenas uma chave seletora que opera quando o transformador está desligado. muitas vezes os NOM .br/) Em nível transmissão de energia elétrica os transformadores podem possuir dispositivos para comutação sob carga.8 23 13. Para operar tais comutadores utilizam-se acionamentos motorizados.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente IV.tensão entre fases (FN) . Quando a seleção da derivação é realizada sem carga o dispositivo é muito mais simples. Tabela IV.

as correntes de base para o primário e secundário são dadas por: S pri I base = base pri Vbase S base S base 1 pri = = I base sec pri a NOM Vbase a NOMVbase Assim. Observar.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Considerando toda a impedância série concentrada em apenas um dos enrolamentos (refletida para o primário. tem-se: E1 E 1 pu = pri Vbase sec I base = E 2 pu = I 1 pu = E2 a E1 a E1 = = sec pri pri Vbase a NOMVbase a NOM Vbase I1 pri I base E 2 pu = a a NOM E1 pu (IV.10. por exemplo) e desprezando as perdas no núcleo. transformando as grandezas para pu. mesmo quando as grandezas estão em pu. define-se a relação nominal como sendo:   N1NOM   a NOM = sec NOM Vbase N 2 = NOM pri Vbase N1 Considerando a potência de base S base .10) e (IV.10 – Circuito equivalente de um transformador com relação não nominal. Para o transformador da Figura IV.10) I 2 pu = I2 sec I base = a NOM Portanto.10 são válidas as seguintes expressões: N2 I2 1 E2 =a = N1 E1 I1 a Utilizando as magnitudes das tensões nominais do primário e do secundário com tensões de base a=  pri N NOM pri  sec Vbase e Vbase = 2 Vbase  . neste caso. I1 + R + jX + N1 : N 2 1: a • • + I2 + V1 – E1 – Ideal E2 – V2 – Figura IV. o transformador com relação não nominal não pode ser substituído por um curto-circuito. 1 I1 a I1 a = NOM pri 1 a I base pri I base I 2 pu = a NOM I 1 pu a (IV.11).11) O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 15 de 27 . o circuito equivalente do transformador com relação não-nominal encontra-se na Figura IV. que a relação de espiras dos NOM enrolamentos N1 : N 2 pode ser diferente da relação nominal. dada por N1NOM : N 2 . pois tanto a tensão quanto a corrente apresenta valores distintos nos enrolamentos – vide equações (IV.

11 mostra um transformador monofásico de três enrolamentos juntamente com o seu circuito equivalente em pu. Este enrolamento é denominado terciário e é empregado para fornecer caminho às correntes de seqüência zero.11 – Transformador de três enrolamentos. rm jx m V3 – – Figura IV. é fictício e não tem qualquer relação com o neutro do sistema. Desta forma. para alimentar os serviços auxiliares das subestações de energia ou para conexão dos equipamentos empregados na compensação de reativos (normalmente bancos de capacitores). para a conexão dos alimentadores de distribuição. mostrado na Figura IV. além dos enrolamentos primário e secundário. Fluxo disperso em 1: φm (t ) Fluxo disperso em 2: i1 (t ) + φ disp 1 (t ) φ 2disp (t ) i 2 (t ) + v2 (t ) – N2 espiras v1 (t ) – N1 espiras i3 (t ) v3 (t ) – + N3 espiras Fluxo disperso em 3: φ3disp (t ) (a) Transformador de três enrolamentos. sendo z12 a impedância obtida no ensaio no qual é aplicada tensão no enrolamento primário suficiente para fazer circular a corrente nominal quando o secundário está em curtocircuito e o terciário aberto (vide Figura IV. Z 2 = r2 + jx2 I1 + I2 + Z 1 = r1 + jx1 O Z 3 = r3 + jx3 I 3 + V2 V1 – (b) Circuito equivalente em pu.11(b) podem ser determinadas através da impedância de curto-circuito entre os respectivos pares de enrolamentos.11(b). Observar que o ponto comum O representado no circuito equivalente. A Figura IV.4 – Transformador de três enrolamentos Em sistemas de energia elétrica é bastante comum a presença de um terceiro enrolamento nos transformadores de força.12). As impedâncias de qualquer ramo da Figura IV.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente IV. mantendo o enrolamento restante em aberto (ensaio de curto-circuito). tem-se (desprezando o ramo de magnetização): Z 12 = Z 1 + Z 2 O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 27 .

os componentes não precisam possuir individualmente ligação direta com um enrolamento específico).13. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 17 de 27 . IV. Para as demais combinações. tem-se: Z 23 = Z 2 + Z 3 Z 13 = Z 1 + Z 3 As impedâncias de quaisquer ramos da Figura IV. além do acoplamento magnético entre os enrolamentos. mas deve-se levar em conta que o circuito equivalente representa o transformador a partir de seus terminais (portanto. I1 + N1 : N 2 1: a • • I2 + a= V1 V2 I1 I2 N2 N1 = = N1 1 = N2 a N2 =a N1 V1 – Ideal V2 – • • • • • • • • Conexões Aditivas Conexões Subtrativas Figura IV.12 – Exemplo de ensaio de curto-circuito em um transformador de três enrolamentos. O significado físico de tais parâmetros pode parecer contrariar a natureza do equipamento. São duas as formas possíveis de conexão elétrica: aditiva ou subtrativa. os transformadores de três enrolamentos geralmente apresentam enrolamentos com potências nominais diferentes.5 – Autotransformador Um autotransformador é um transformador no qual.13 – Transformador ideal conectado como autotransformador.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I 1 ≈ I 2 = 1 0 pu + Z 2 = r2 + jx2 Z 1 = r1 + jx1 Im ≈ 0 O I 2 = 1 0 pu + Z 3 = r3 + jx3 I 3 + V2 = 0 V1 rm – jxm V3 – – Figura IV. cuja solução é dada por: 1 Z 1 = Z 12 + Z 13 − Z 23 2 1 Z 2 = Z 12 + Z 23 − Z 13 2 1 Z 3 = Z 13 + Z 23 − Z 12 2 Notar que este modelo pode apresentar resistências e/ou reatâncias negativas. existe uma conexão elétrica conforme mostra a Figura IV.11(b) podem ser determinadas resolvendo-se o sistema formado pelas três equações anteriores (três ensaios de curto-circuito). ( ) ( ( ) ) Diferentemente dos transformadores de dois enrolamentos.

2: Determinar a magnitude da tensão secundária e a potência nominal de um autotransformador construído a partir de um transformador monofásico de 30 kVA. Exercício IV. Exercício IV. Assim.14(b). ou seja. 120/240 V. Figura IV.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Em geral utiliza-se a conexão aditiva nas duas formas de operação possíveis. como autotransformador elevador ou rebaixador. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 18 de 27 . o autotransformador permite a transformação de maior quantidade de potência elétrica do que a conexão como transformador. Sabe-se que a tensão nominal é aplicada ao enrolamento de baixa tensão e que a corrente que circula nos enrolamentos é a nominal.14(a). tem-se: N  1 I x = I 1 + I 2 = I 1 + 1 I 1 = 1 +  I 1 N2  a N 1  V y = V 1 + V 2 = 1 V 2 + V 2 =  + 1V 2 N2 a  Daí.1: Repetir o equacionamento da potência do autotransformador para a conexão rebaixadora da Figura IV.14(a) (autotransformador elevador). para a ligação aditiva. I2 + • Iy + Ix + + • Ix + V2 – + • V1 Vy I1 – – I1 • Iy + Vx – + Vx – V1 – V2 – I2 Vy – (a) Autotransformador elevador. S y . conectado conforme a Figura IV. e saída. são dadas por: * *  1  1 *  1  S x = V x I x = V 1 1 +  I 1  = V 1 1 +  I 1 = 1 + V 1 I 1 a  a a     1 S x = 1 +  S 1 a  * *  1 S y = V y I y = 1 + V 2 I 2  a  1 S y = 1 +  S 2  a * onde S 1 e S 2 são as potências complexas de entrada e saída obtidas na conexão como transformador ideal. S x . (b) Autotransformador rebaixador.14. conforme ilustra a Figura IV. as potências complexas de entrada. como a é sempre positivo.14 – Autotransformador elevador e rebaixador. A desvantagem é a perda de isolação elétrica entre o primário e o secundário. Para o autotransformador elevador da Figura IV.

15.13) ( ) I mk = −akm Y km V k + Y km V m Deste modo. consiste de um transformador ideal com relação de transformação 1 : akm e uma impedância série Z km .16. Observar que neste modelo as perdas no núcleo são desprezadas. V p = V p θ p = a kmVk θ k e V m = Vm θ m . Da relação do transformador ideal em fase4: Vk 1 = ⇒ V p = a km V k V p a km I km * = a km = a km I pm ⇒ I km = a km I pm As correntes I pm . Para o modelo π da Figura IV.15 – Representação de um transformador em fase. conforme está ilustrado na Figura IV.6 – O modelo do transformador em fase A representação de transformadores em fase.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente IV. B e C são as admitâncias dos componentes. C admitâncias Figura IV. mostrada na Figura IV. as correntes I km e I mk são dadas por: 4 Lembrar que não há dissipação de potência ativa ou reativa no transformador ideal. B. logo: S km = S pm ⇒ V * k I km =V * p I pm ⇒ I km I pm * * Vp = Vk ⇒ I km  V p = I pm  V k      * O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 19 de 27 .12) (IV. I km e I mk são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k. o transformador em fase pode ser representado por um circuito equivalente do tipo π. k Vk I km A I mk Vm m B C A.16. respectivamente) e do valor da admitância série Y km = I pm = Y km V p − V m = Y km akm V k − V m ( ) I km = akm I pm = akm Y km akm V k − V m I mk = − I pm = −Y km akm V k − V m ( ( ) ) 2 I km = akm Y km V k − akm Y km V m 1 : Z km (IV. onde A.16 – Circuito equivalente π de um transformador em fase. V k = Vk θ k k I km V p = a km V k = a kmV k θ k p Z km = rkm + jx km I mk V m = Vm θ m m 1 : a km I pm Figura IV. p e m ( V k = Vk θ k .

8 a 0.1 =a= = 0.12) com (IV. determinar o circuito equivalente do transformador se as bases do sistema são: a) 138/13. ou seja.15) C = (1 − akm )Y km Observar que o valor de a determina o valor e a natureza dos componentes do modelo π da Figura IV. tem-se que: Z TR = j 0. 138/13. 200 MVA. Exemplo IV.15: a km = 1 pu. 250 MVA. c) 169/15 kV.05 = j 0. no modelo de transformador adotado. b) 169/16. cuja reatância de dispersão vale 5% (na base do transformador). a km < a NOM : a km > 1 pu. 169 138 a NOM 0.14) e (IV.8 kV. Solução Exemplo IV. ou seja. 100 MVA. 100 MVA. ou seja. Mais especificamente. tem-se: A = a km y km ( = A(V ) ) + CV I km = ( A + B )V k + (− A)V m (IV.4: a) Como x = 5 % = 0.8 kV. que é mostrado na Figura IV.4 – Dado um transformador trifásico. B = C = 0 a km < 1 pu.05 pu .1 2 Z pu Z Y ′ TR  VL pu (base 1)  S 3φ pu (base 2 )  (base 2 ) = Z pu (base 1)   VL pu (base 2 )  S 3φ pu (base 1)    138  200 = j 0.0667 pu   169  100 = − j15 pu 2 ′ TR O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 20 de 27 .9 kV. deve-se utilizar a tensão de base do enrolamento conectado à Barra m. a km > a NOM : B < 0 (capacitivo) e C > 0 (indutivo) B > 0 (indutivo) e C < 0 (capacitivo) B = a km (akm − 1)Y km NOTA IMPORTANTE: As grandezas de base utilizadas para fazer a conversão da impedância série do transformador para pu devem ser obrigatoriamente relativos ao enrolamento no qual esta impedância está ligada. a km = a NOM : A = y km . então a pu = = = 1 pu .9 13.14) (IV.15).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I km = A V k − V m + BV k = ( A + B )V k − AV m I mk I mk = (− A)V k + ( A + C )V m m −V k m = − AV k + ( A + C )V m Comparando as expressões (IV.1 .15.05 pu Y TR = − j 20 pu e o circuito equivalente é dado por: I1 + − j 20 I2 + V1 – V2 – Admitância em pu b) Observar que a NOM = 16.13) com (IV.

2179 = 0.1267 − 1)(− j 9.4518) = − j1. ou seja. que é mostrado na Figura IV.8 50  V2 = = 1 pu S2 =  0.1267 )(− j 9.1267(− j 9.8 kV.4518) = j1.4518 pu   15  100 Os parâmetros do circuito equivalente π são dados por: ′ A = apu Y TR = 1.4 alimenta uma carga de 50 MVA.349 pu ( ) ′ TR = (1 − 1.1267(1. tem-se a NOM = 15 13.5: a) Considerando os dados do problema.8 = 0. 100 MVA: 13.4518) = − j10.1058 pu Y TR = − j 9. sendo o valor em pu na base 169/15 kV. tem-se: 169 138 apu = a a NOM 13.84o pu   13.197 V2 – Admitâncias em pu Exemplo IV.198 pu I1 + e o circuito equivalente correspondente é: − j10.5 25. 250 MVA dado por: 2 ′ ′  13. deve-se utilizar a tensão de base do enrolamento conectado à Barra m. a tensão do lado de média tensão do transformador.8 100  * S2 =V 2I2 = ⇔  S2   I2 =  V 2    * O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 21 de 27 . para a base 138/13. têm-se os seguintes valores em pu para a tensão.8  250 Z TR = j 0.9 + j 1 − 0.9 2  = 0.4 (em função das bases adotadas para o sistema pu).8 = 15 = 1. no enrolamento de menor tensão e que este é representado pelos três modelos determinados na solução do Exemplo IV.65 I2 + V1 – − j1.349 j1.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo IV.05 = j 0. Solução Exemplo IV.15. determinar o valor da tensão no lado de alta tensão em pu e em kV quando a tensão na carga é igual a 13.9 indutivo.1267 pu 138 169 2  VL pu (base 1)  S 3φ pu (base 2 )  Z pu (base 2 ) = Z pu (base 1)   VL pu (base 2 )  S 3φ pu (base 1)   Para o modelo de transformador adotado.4 (continuação): e o circuito equivalente é dado por: I1 + − j15 I2 + V1 – V2 – Admitância em pu c) Neste caso.5 – Considerando que o transformador do Exemplo IV.8 kV.0888 e a = = 0. com fator de potência 0. Calculando em pu.1 .65 pu B = apu apu − 1 Y C = 1 − apu Y ( ) ′ TR = 1. potência e corrente secundária.45 + j 0.

9 2  = 0.25 25.28o kV Observar que o valor obtido em kV é idêntico ao dos Itens anteriores.8257 1.349 j1. 250 MVA.197 × 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo IV.9 2  = 0.92 pu S2 =  0.0184 = 0. a tensão no lado de alta é dada por: V 1 = V 2 + Z TR I 2 = 1 + j 0. mostrando que o resultado não depende das bases adotadas.1335) = 0.05(0.1335 = 0. c) Para a base 169/15 kV.28o kV Observar que o valor obtido em kV é idêntico ao do Item (a).4.28o pu V 1 = 138 × 1.8 50  V2 = = 0. tem-se: 13.8257 1.54 1.197 V2 – Admitâncias em pu V1 = V 2 + SH 1 1 1 (0.0225 = 1. tem-se: 13.4.1956 − j 0.92 +   A A − j10.2179) = 1.4.8166   Do circuito equivalente mostrado na solução do Exercício IV.8 50  V2 = = 0. a tensão no lado de alta é dada por: ′ V 1 = V 2 + Z TR I 2 = 0.9 + j 1 − 0.84o pu 0.28o = 139.11 = 139.84o pu   15 250  * S2 =V 2I2 = ⇔ *  S2   I2 =  V 2    *  0.54 1.50 + j 3.0872 = 0.28o = 139. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 22 de 27 .2179  o I2 =   = 0.2 25.5 − 25. 200 MVA.1090  I2 =  = 0.45 − j 0.8257 1.9 kV.2179 = 0.0872  I2 =   = 0.50 + j 3.11 = 139. mostrando que o resultado não depende das bases adotadas.225 + j 0.65 ( ) V 1 = 169 × 0.18 + j 0.0109 + j 0.0667(0.84o pu   0.45 + j 0.225 + j 0.2755 − j 0.0948 = 0.0948 + j1.1956 − j 0.18 + j 0.8166 + j 0.9 200  * S2 =V 2I2 = ⇔  S2   I2 =  V 2    * *  0.0111 1.8166 pu S2 =  0.65 I2 + V1 – − j1.84 pu 1   Do circuito equivalente mostrado na solução do Exercício IV.50 + j 3.54 1.8255 + j 0.92)  I 2 + I 2  = V 2 + I 2 + CV 2 = 0.28o = 139.2755 − j 0.2174 − 25.5 (continuação): *  0.3062 − 25.0111 1.84o pu   16.45 − j 0. a tensão no lado de alta é dada por: I1 + SH I2 − j10.1090 = 0.28o pu V 1 = 169 × 0.28o kV b) Para a base 169/16.11 = 139.92   Do circuito equivalente obtido na solução do Exercício IV.9 + j 1 − 0.

d) nas situações operacionais dos Itens (b) e (c). pode-se obter a seguinte expressão para a tensão no enrolamento de 69 kV: V 2 = V 1 − Z TR I 1 = 1. 100 MVA. c) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada).0552) = 1.5750 − 36. determinar: a) o circuito equivalente do transformador.0925 − j 0.87 o V1     0.8 capacitivo.0925 − 0. a corrente no 230 transformador é dada por:  S 1   0.15o kV c) A potência complexa fornecida ao transformador no enrolamento de 230 kV é dada por: 10 10 S1 = 0. a corrente no 230 transformador é dada por:  S 1   0.06  I1 =   =   = 0. se as bases do sistema são 230/69 kV.06 pu 100 100 250 Levando em conta a tensão de operação no lado de 230 kV dada por V 1 = 0 = 1. b) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada).0460 = 0.0552 = 0.10 S2 I2 + Lado 69 kV V1 – V2 – Admitância em pu b) A potência complexa fornecida ao transformador no enrolamento de 230 kV é dada por: 50 50 2 S1 = 0.10(0.3450 = 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo IV. cuja reatância de dispersão vale 5%. Solução Exemplo IV. com fator de potência igual a 0. quando a tensão no enrolamento de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 200 kV e são fornecidos 50 MVA. 50 MVA.6: a) Como x = 5 % = 0.8 − j 12 − 0.0870 pu.0870 − j 0.71 − 3.0074 = 1. para a base de 100 MVA e tensões nominais tem-se: 100 Z TR = j 0.10(0. determinar a potência complexa fornecida para a carga e as perdas no transformador.6 – Dado um transformador trifásico. pode-se obter a seguinte expressão para a tensão no enrolamento de 69 kV: V 2 = V 1 − Z TR I 1 = 0. 230/69 kV.8 2 = 0.4 + j 0.0736 + j 0.38 − 0.15o S1 = V 1 I 1 * * * V 2 = 57.05 = j 0.8 indutivo.3  I1 =   =   = 0. e) comentar as diferenças nos resultados obtidos nos Itens (b).0736 − j 0. com fator de potência igual a 0.3450 ) = 0.4 + j 0.8351 − j 0.87 o V1     1.4600 − j 0.8363 − 3.0870  Do circuito equivalente.08 − j 0.39 o kV O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 23 de 27 .8696 − j 0.05 pu na base de 50 MVA.10 pu Y TR = − j10 pu 50 e o circuito equivalente é dado por: I1 + Lado 230 kV S1 j 0. quando a tensão no enrolamento de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 250 kV e são fornecidos 10 MVA.3 pu 100 100 200 Levando em conta a tensão de operação no lado de 230 kV dada por V 1 = 0 = 0.39 o * S1 = V 1 I 1 * * V 2 = 75.8 2 = 0.8696  Do circuito equivalente.8696 pu. (c) e (d).08 − j 0.4600 − j 0.8 + j 1 − 0.0920 36.

1 0.4809 33.0552) = 0. cuja reatância de dispersão vale 5%. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 24 de 27 . se as bases do sistema são 230/69 kV.4600 − j 0. No Item (c) o fluxo de potência reativa ocorre do enrolamento de 69 kV para o enrolamento de 230 kV (carga capacitiva) e isto faz com que a tensão em pu do enrolamento de 69 kV apresente magnitude superior.0800 − j 0. com fator de potência igual a 0. o fluxo de potência ativa é em direção ao enrolamento de 69 kV.4000 + j 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo IV.0920 = j 0. Em ambos os casos. b) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada).0608) = j 0.72 o S perdas = 0.0608 = 0.8 indutivo (nesta condição o transformador opera com o tap na posição 13).2669 = 0. 230 (+4)(–8)×1.06 − (0.875%/69 kV.5750 = j 0. e) comentar as diferenças nos resultados obtidos nos Itens (b).1 0. Perdas ativas e reativas – Em ambos os casos não existem perdas de potência ativa e existe um consumo de potência reativa em função da reatância de dispersão do transformador ser percorrida pela corrente. Potência complexa na carga – Nos Itens (b) e (c) a potência ativa na carga é a mesma fornecida para o transformador. pois existe um consumo de potência reativa na reatância do transformador. c) o valor da tensão no enrolamento de 69 kV (onde a carga está ligada).0008 pu S perdas = j 0. pois este fornece potência ativa e reativa para a carga. determinar a potência complexa fornecida para a carga e as perdas no transformador. 100 MVA. (c) e (d).0800 − j 0.0331 pu S perdas = j 3. sendo o ângulo de fase do fasor tensão V 2 menor do que do fasor tensão V 1 . 2 2 Exercício IV.08 − j 0.0736 + j 0.3450) = 0.3 − (0.26 o S perdas = 0.4000 + j 0. No Item (b) as perdas são maiores. A potência reativa difere. pois o modelo considera apenas a reatância de dispersão.31 MVA Para o Item (c).0008 pu S perdas = j 0.08 MVA e) Fasor tensão – No Item (b) a magnitude da tensão em pu no enrolamento de 69 kV é menor do que no enrolamento de 230 kV. com fator de potência igual a 0.0925 − j 0.8351 − j 0. tem-se: * S 2 = (1. quando a tensão no enrolamento de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 250 kV e são fornecidos 10 MVA.6 (continuação): d) A potência complexa fornecida para a carga nas situações dos Itens (b) e (c) são dadas por: S 2 = V 2 I 2 = V 2 I1 e as perdas no transformador são dadas por: S perdas = S 1 − S 2 * * ou S perdas = Z TR I 1 2 Para o Item (b).0460)(0. indicando os valores mínimos e máximos da relação de transformação em pu (a).4 – Dado um transformador trifásico.4 + j 0. quando a tensão no enrolamento de 230 kV (onde a fonte está ligada) é igual a 200 kV e são fornecidos 50 MVA.8 capacitivo (nesta condição o transformador opera com o tap na posição 1).1005 37. havendo queda de tensão em sua impedância de dispersão.0331 pu S perdas = j 0.0074)(0. pois a corrente é maior. d) nas situações operacionais dos Itens (b) e (c).2669) = j 0. determinar: a) o circuito equivalente do transformador. 50 MVA. tem-se: * S 2 = (0.

mostrar como é possível determinar as perdas de potência ativa e reativa neste transformador. a relação de transformação em pu é representada por um número complexo de módulo unitário e ângulo de fase ϕ . A representação de um transformador defasador puro está mostrada na Figura IV. IV.15 – Representação de um transformador defasador puro.17) (IV. Da relação do transformador ideal: Vk 1 1 = = jϕ ⇒ V V p t km e km p = t km V k = e jϕ km V k = 1 ϕ km ⋅ Vk θ k = Vk θ k + ϕ km I km * = t km = e − jϕ km I pm ⇒ * I km = t km I pm = e − jϕ km I pm O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 25 de 27 . 1 : 1 ϕ .15. ou seja. é possível escrever a expressão do fluxo de potência complexa da barra k para a barra m: 2 S km = V k I km = V k akm Y km V k − akm Y km V m = * * * * * * * 2 2 = V k  akm Y km V k − akm Y km V m  = a kmVk2 Y km − a km Y km V k V m =        2 = (akmVk ) ( g km − jbkm ) − a km ( g km − jbkm )VkVm θ km 2 * [ ] * = (akmVk ) ( g km − jbkm ) − (akmVk )Vm (g km − jbkm )(cosθ km + j senθ km ) Separando as partes real e imaginária. Para um transformador defasador puro.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Como para a linha de transmissão.7 – O modelo do transformador defasador Os transformadores defasadores são equipamentos capazes de controlar. com tkm = e jϕ .5 – Conhecidos os parâmetros que definem o transformador em fase e os fasores das tensões terminais.16) (IV. chega-se a: Pkm = (a kmVk ) g km − (a kmVk )Vm ( g km cosθ km + bkm sen θ km ) 2 (IV. V p V k = Vk θ k k I km = e jϕ km V k = Vk θ k + ϕ km p Z km = rkm + jx km V m = Vm θ m I mk m 1 : t km = e jϕ km I pm Figura IV.19) Qkm = −(a kmVk ) bkm − (a kmVk )Vm (g km sen θ km − bkm cosθ km ) O fluxo de potência complexa da barra m para a barra k é dado por: 2 2 Pmk = Vm g km − (a kmVk )Vm ( g km cosθ mk + bkm sen θ mk ) 2 Qmk = −Vm bkm − (a kmVk )Vm ( g km sen θ mk − bkm cosθ mk ) Exercício IV.18) (IV. é dada por 1 : t km . ou seja. dentro de determinadas limitações. a relação de fase entre o fasor tensão do primário e do secundário.

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente As correntes I pm . as variáveis a km . chega-se a: Pkm = Vk2 g km − Vk Vm [g km cos(θ km + ϕ km ) + bkm sen (θ km + ϕ km )] (IV. V p = V p θ p = Vk θ k + ϕ km e V m = Vm θ m . Assim. − t km Y km .2 – Parâmetros para os diferentes equipamentos nas expressões gerais dos fluxos. Utilizando esta expressão equacionar as perdas de potência ativa e reativa neste transformador. p e m ( V k = Vk θ k . − t km Y km .8 – Expressões gerais dos fluxos de corrente e de potência As expressões dos fluxos de corrente e potência em linhas de transmissão. * conforme está ilustrado na Figura IV. transformadores em fase. I km e I mk são obtidas a partir dos fasores tensão das barras k. o transformador defasador não pode ser representado por um circuito equivalente do tipo π.20) ( ) ( ) (IV. podem ser generalizadas de forma tal que seja possível utilizar sempre a mesma expressão.2.6 – Determinar a expressão do fluxo de potência complexa da barra m para a barra k. é diferente do coeficiente de V k da expressão (IV. Como anteriormente. é possível escrever a expressão do fluxo de potência complexa da barra k para a barra m: * S km = V k I km = V k Y km V k − t km Y km V m = * * * * * * * = V k Y km V k − t km Y km V m  = Vk2 Y km − t km Y km V k V m =     = Vk2 ( g km − jbkm ) − 1 ϕ km (g km − jbkm )VkVm θ km * [ ] * = Vk2 ( g km − jbkm ) − Vk Vm ( g km − jbkm )[cos(θ km + ϕ km ) + j sen(θ km + ϕ km )] Separando as partes real e imaginária. defasadores puros e defasadores.22) (IV.21). os fluxos de corrente nestes equipamentos obedecem às seguintes expressões gerais: * sh * I km = t km t km Y km + jbkm V k + − t km Y km V m I mk ( = (− t km Y km )V + (Y k ) ( km sh + jbkm V m ) ) 2 sh I km = akm Y km + jbkm V k + − a km e − jϕkm Y km V m I mk ( = (− a km e + jϕ km Y km ) ( )V + (Y k km sh + jbkm V m ) ) (IV.21) Assim. pois o coeficiente de V m da expressão (IV.20). Tabela IV.25) sh De acordo com o tipo de equipamento. sh a km ϕ km Equipamento bkm Linha de transmissão 1 0 Transformador em fase 0 0 Transformador defasador puro 1 0 Transformador defasador 0 O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 26 de 27 . ϕ km e bkm assumem valores particulares.24) (IV. mostradas na Tabela IV. IV.15.23) Qkm = −Vk2 bkm − Vk Vm [g km sen(θ km + ϕ km ) − bkm cos(θ km + ϕ km )] Exercício IV. fazendo algumas considerações para particularizar o equipamento em questão. respectivamente) e do valor da admitância série y km = I pm = Y km V p − V m = Y km t km V k − V m ( ) ( ) I mk = − t km Y km V k + Y km V m 1 : z km I km = * tkm I pm * = t km Y km t km V k I pm 6447448 * * − V m = t kmt km Y kmV k − tkm Y kmV m I mk = − I pm = −Y km t km V k − V m = −t km Y km V k + Y km V m ( ( ) ) * * I km = tkmt km Y kmV k + − tkm Y km V m (IV.

defasadores puros e defasadores. transformadores em fase. O transformador – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 27 de 27 .2. obedecem às seguintes expressões gerais: Pkm = (a kmVk ) g km − (a kmVk )Vm [g km cos(θ km + ϕ km ) + bkm sen (θ km + ϕ km )] 2 sh Qkm = −(a kmVk ) bkm + bkm − (a kmVk )Vm [g km sen (θ km + ϕ km ) − bkm cos(θ km + ϕ km )] 2 (IV.24) a (IV.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Os fluxos de potência ativa e reativa em linhas de transmissão. defasadores puros e defasadores. bastando utilizar os parâmetros conforme a Tabela IV.27) podem ser utilizadas indistintamente para o cálculo dos fluxos de corrente e potência em linhas de transmissão.26) (IV.27) ( ) Assim. transformadores em fase. as expressões (IV.

tem-se: Pk > 0 > 0 .1 – Convenção da potência para um gerador.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente V – Geradores. são consideradas positivas aa potências ativa e reativa injetadas. Para um gerador que está injetando potência ativa no sistema.2 – Reatores A Figura V. Para todos os componentes em derivação é adotada a convenção gerador.1 mostra o sentido positivo da potência injetada em uma barra que contém um gerador.1 – Geradores A Figura V. subexcitado  V. capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 5 .2 – Convenção da potência para um reator.2 mostra o sentido positivo da potência injetada por um reator em uma barra. O segundo grupo inclui os geradores e as cargas que constituem a razão de existir do sistema elétrico. reatores. capacitores e cargas O sistema elétrico possui duas classes de componentes. V. reatores. os empregados na conexão entre dois nós elétricos (elementos série) e aqueles que são conectados a apenas um nó elétrico (elementos em derivação). ou seja. sobrexcitado  Qk  < 0 . Os demais componentes em derivação (reatores e capacitores) são empregados no controle da tensão/potência reativa. k V k = Vk θ k k V k = Vk θ k Pk + jQk G Pk + jQk Figura V. Geradores. k Ik Z k = jxL Y k = jbL V k = Vk θ k Para um Reator xL > 0 k V k = Vk θ k Pk + jQk bL = −1 <0 xL jQk Figura V.

capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 5 . tem-se: Ik = 0 −V k −V k Vk = = j jxC xC Zk * kIk ou I k = Y k 0 − V k = − jbC V k 2 2 ( ) Sk =V  0 −V k =Vk  jx C  * * Vk  −V kV k  = =−j = jbC V k  − jxC xC  Portanto. ou seja. V. V. reatores. tem-se: Ik = 0 −V k −V k Vk = = j jx L xL Zk * kIk ou I k = Y k 0 − V k = − jbL V k 2 2 ( ) Sk =V  0 −V k =Vk  jx L  * * Vk  −V kV k  = =−j = jbL V k  − jxL xL  Portanto.3 – Capacitores A Figura V. k Ik Z k = jxC Y k = jbC V k = Vk θ k Para um Capacitor xC < 0 k V k = Vk θ k Pk + jQk bC = −1 >0 xC jQk Figura V. a injeção de potência reativa é negativa.3 – Convenção da potência para um capacitor. Geradores.4 mostra o sentido positivo da potência injetada por uma carga constituída por uma impedância em uma barra. ou seja. a injeção de potência reativa é positiva.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Neste caso.3 mostra o sentido positivo da potência injetada por um capacitor em uma barra.4 – Cargas A Figura V. para um reator (como xL > 0 e bL < 0 ). para um capacitor (como xC < 0 e bC > 0 ). Qk < 0 . Qk > 0 . Neste caso.

é negativa para um indutor. bP e c P constantes que definem o tipo de dependência que a potencia ativa tem com a tensão e aQ . ou seja. Neste caso. b e c de uma injeção composta formada por: Potência nominal: P NOM + jQ NOM 20% potência constante 30% corrente constante 40% impedância constante Geradores. para uma carga constituída por uma impedância (com rk ≥ 0 ).1 – Determinar as constantes a. as cargas são representadas por injeções constantes de potência ativa e reativa ou por intermédio de uma expressão mais geral que considera a dependência da carga com relação à magnitude da tensão.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente k Ik Z k = rk + jxk V k = Vk θ k k V k = Vk θ k Pk + jQk Pk + jQk Figura V.4 – Convenção da potência para uma carga. as injeções correspondam ao valor nominal PkNOM e Q k : ( ) a P + bP + cP = 1 aQ + bQ + cQ = 1 Exercício V. a injeção de potência reativa tem o sinal inverso da reatância. bQ e cQ constantes que definem o tipo de dependência que a potencia reativa tem com a tensão. reatores. tem-se: 0 −V k −V k = Ik = Zk Zk Sk =V * kIk  −V k =Vk  Zk  * * × Vk  −V kV k Zk − V k Z k − V k Z k  = = = = −(rk + jxk ) * * 2  2 Zk ZkZk  Zk rk2 + xk Pk 64748 64 744 4jQk 8 Zk 2 2 2 2 = − rk 2 − jxk 2 2 2 2 rk2 + xk rk + xk rk + xk Portanto. Por outro lado. ou seja. capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 5 . Pk < 0 . a injeção de potência ativa é negativa. sendo as injeções de potência determinadas por: S k = −(rk + jxk ) Vk 2 Vk 2 Vk 2 Pk = a P + bPVk + c PVk2 PkNOM Qk ( = (a Q + bQVk + cQVk2 ) )Q NOM k sendo a P . No fluxo de carga. Qk > 0 . Qk < 0 . Observar que devem ser válidas as seguintes relações para que quando a tensão assuma seu valor nominal NOM (Vk = 1 pu ) . e positiva para um capacitor.

Geradores. capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 5 .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo V. reatores.1 (Provão 2002) – Questão relativa às matérias de Formação profissional Específica (Ênfase Eletrotécnica).

capacitores e cargas – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 5 .5 Instituição Geradores.3 % escolha Região Sul 38.7 Média (escala de 0 a 100) Região Sul 20. reatores.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Brasil 14.2 Instituição Brasil 31.

Na formulação básica do problema do fluxo de carga em sistemas elétricos são associadas quatro variáveis a cada barra da rede (que representa um nó do circuito elétrico equivalente): Vk – Magnitude do fasor tensão nodal da barra k. • Mudanças na topologia (ligar ou desligar alguma linha de transmissão ou transformador).. • Instalação de novas linhas de transmissão e transformadores. Pkm – Fluxo de potência ativa que sai da barra k em direção à barra m. No fluxo de carga convencional. • O carregamento dos geradores. definem-se três tipos de barras. A partir destas informações. Qk – Injeção líquida de potência reativa da barra k. Entre as informações a serem determinadas para uma condição definida de carga e geração se destacam as seguintes: • O carregamento das linhas de transmissão e transformadores. em função das variáveis que são conhecidas (dados do problema) e incógnitas. • O carregamento dos equipamentos de compensação de reativos (síncronos e estáticos).1.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente VI – O estudo do fluxo de carga A avaliação do desempenho das redes de energia elétrica em condições de regime permanente senoidal é de grande importância tanto na operação em tempo real do sistema quanto no planejamento de sua operação e expansão. 1 Flexible AC Transmission System. é possível definir propostas de alterações a serem implementadas no sistema. conforme mostra a Tabela VI.1 – Definição do problema do fluxo de carga O problema do fluxo de carga (load flow em inglês) ou fluxo de potência (power flow em inglês) consiste na obtenção das condições de operação (magnitude e ângulo de fase dos fasores tensão nodal. • Ajustes nos dispositivos de controle de tensão (injeções de potência reativa. Qkm – Fluxo de potência reativa que sai da barra k em direção à barra m. • Interconexão com outros sistemas. aos ramos da rede (cujas barras extremas são k e m) associam-se as seguintes variáveis: I km – Fasor da corrente que sai da barra k em direção à barra m. Pk – Injeção líquida (geração menos carga) de potência ativa da barra k. θ k – Ângulo de fase do fasor tensão nodal da barra k. • A magnitude da tensão nas barras. Entre as alterações possíveis na operação do sistema se destacam: • Ajuste no despacho dos geradores. • Instalação de dispositivos de controle do fluxo de potência (FACTS1). entre as alterações possíveis no planejamento da expansão do sistema se destacam: • Instalação de novas plantas de geração. • As perdas de transmissão. VI. posição dos taps dos transformadores e status dos bancos de capacitores e reatores). • Ajustes no intercâmbio com os sistemas vizinhos. a partir dos quais podem ser determinados os fluxos de potência ativa e reativa) em regime permanente de uma rede de energia elétrica com topologia e níveis de geração e consumo conhecidos. Por outro lado. Por outro lado. Versão: 10/9/2007 Página 1 de 12 O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner . com objetivo de tornar a sua operação mais segura e econômica.

Tipo de barra Barra de carga Tensão controlada Referência Notação PQ PV Vθ Dados Pk e Qk Pk e Vk Vk e θ k Incógnitas Vk e θ k θ k e Qk Pk e Qk De forma geral. De acordo com os tipos de barra definidos na Tabela VI. e a demanda de potência da Barra 2 (que constitui uma barra de carga). e a injeção líquida de potência da Barra 1. Solução Exemplo VI.1 – Sistema elétrico de potência. observa-se que a tensão na Barra 2 está vinculada com a corrente I 12 que percorre a linha de transmissão pois: V 2 = V 1 − Z LT I 12 e. pois sua a injeção de potência é conhecida.1 – Tipos de barra no fluxo de carga convencional. por outro lado. V 2 . A barra de referência é única e imprescindível na formulação do problema em função de dois fatores: • Necessidade matemática de estipular um ângulo de referência (geralmente igualado a zero). e a Barra 2 uma barra de carga. a determinação do fasor tensão da Barra 2 não é imediata. Deseja-se determinar o fasor tensão na Barra 2. as barras de tensão controlada representam as instalações que possuem geradores que podem realizar o controle da sua tensão terminal (por intermédio do seu controle de excitação) e também as barras cuja tensão pode ser controlada por intermédio do ajuste do tap de algum transformador.1 – Considere o sistema elétrico composto por duas barras e uma linha de transmissão ilustrado na Figura VI.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Tabela VI.1 seja extremamente simples. as barras de carga aparecem em maior número e representam as subestações de energia elétrica nas quais estão conectadas as cargas do sistema elétrico. assim  S2   I 12 =  V 2    Substituindo a expressão da corrente I 12 na expressão da tensão na Barra 2 tem-se: I 12 67 8 * * * ×V 2  S2   S2  * * *     V2 V 2 = V 1 − Z LT  ⇒ V 2 V 2 = V 1V 2 − Z LT    V 2  V 2  * V22 = V 1V 2 − Z LT S 2 * * O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 12 . ou seja.1. V 1 = 1 0 pu V 2 = V2 θ 2 I 12 1 Z LT = (0.1.8 + j 0. Da análise do circuito elétrico.01 + j 0. V 1 . em segundo lugar. a Barra 1 é a referência. S 2 . não é possível definir todas as injeções de potência do sistema antes de conhecer as perdas que são função dos fluxos de potência na rede. Exemplo VI.1: Embora o sistema elétrico da Figura VI. pois seu fasor tensão é conhecido. S 1 . • Para fechar o balanço de potência da rede pois as perdas de transmissão não são conhecidas a priori. são conhecidos o fasor tensão na Barra 1 (utilizada como referência angular pois θ1 = 0 ). Para este sistema.4) pu S1 Figura VI. a corrente que circula na linha de transmissão I 12 é função da tensão da Barra 2 pois a grandeza conhecida nesta barra é a potência demandada.1) pu 2 S 2 = (0.

00808 = 0 V24 − 0.0898 84.1 (continuação): Substituindo os valores conhecidos. de forma a obter duas equações a números reais: V2 cos θ 2 = V22 + 0. a variável θ 2 .0803)   0. + 0.076 V2 cosθ 2 − jV2 senθ 2 = V22 + 0.4894 = 0.048)2 = V24 + 2 × 0.096V2 + 0.096 − 1)V22 + 0. − 0.4430 2 ×1 V2 = ± 0. o valor de θ 2 pode ser obtido através da expressão: V2 sen θ 2 = −0.9460   V2  θ 2 = −0.076 A solução analítica para V2 deste sistema não linear de equações pode ser obtida somando-se o quadrado das duas expressões2 e eliminando-se.9460 pu .31o pu Desta forma.076   − 0.9460 − 4.096V22 + 0.904 2 − 4 × 1 × 0.076 ⇒ θ 2 = sen −1    − 0.048 − j 0.4430 Têm-se.0804 rad = −4. assim.002304 + 0. + = (V2 cosθ 2 )2 = (V22 + 0.076 Esta é uma equação a números complexos que pode ser resolvida separando-se as partes real e imaginária.0949} Os valores negativos não têm significado.904 ± 0.4520 ± 0.9460.005776 (V2 cos θ 2 ) 2 + (V2 sen θ 2 ) 2 (V2 cos 2 ) (V 64444 θ4444 7 8 62 senθ4 4 28 7 ) 4 2 = V2 + 0.048 V2 sen θ 2 = −0.18o * ( ) * S 1 = 0.0894 = 0.0089 + j 0.4894 = 0.18 pu V 2    * S 1 = V 1 I 12 = 1 0o 0.4  o    = =   0.0949.096V22 + 0. pois V2 representa o módulo da tensão.00808 [ ] ⇒ V24 + (0.8089 + j 0.076   = sen −1   ≈ sen −1 (− 0. aparece a soma dos quadrados de um cosseno e um seno de mesmo argumento que é igual a 1 e que permite eliminar o ângulo de fase.9455 − 31.005776 2 2 6444=1 444 7 8 2 2 2 V2 (cos θ 2 ) + (sen θ 2 ) = V24 + 0.0482 = V24 + 0. chega-se a: V22 = 1 0V2 − θ 2 − (0.4520 ± 0.01 + j 0. Lembrar que cos 2 α + sen 2 α = 1 .4 ) = V2 (cosθ 2 − j senθ 2 ) − 0.61o  = 0. Como o sistema elétrico não pode operar com valores muito baixos para a tensão (0.8 + j 0. 4 soluções para o sistema de equações: V2 = {+ 0.9460. assim. O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 12 2 .4 = 0.9455 31. a injeção de potência da Barra 1 pode ser obtida diretamente: I 12 *  S 2   0.002304 (V2 sen θ 2 )2 = (− 0.8 − j 0.61o Após a determinação do fasor V 2 .048V22 + 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VI.9455 − 31.1)(0.048 + j 0. V22 = Conhecido o valor de V2 .904V22 + 0.8 − j 0.8089 + j 0.0949 pu.18o pu 3 Conhecido o valor de todas as injeções. 3 Observar que como o sistema possui perdas o valor da injeção da Barra 1 é diferente do valor demandado na Barra 2.8089 − j 0. podem-se determinar as perdas no sistema de transmissão: S perdas = S 1 − S 2 = 0.00808 = 0 As soluções da equação biquadrada são dadas por: 0.4894 − 0. por exemplo) a única solução válida é dada por V2 = 0.076)2 = 0. − 0.00808 ≈ 0.

1 – Determinar os dados e as incógnitas do problema de fluxo de carga convencional de um sistema composto por 4 barras (Pi .9466 − 4. z=0.4f %6. v.'%2.9460 − 4. Em função do valor atual de V 2 . i12=conj((0.1: A partir das equações da corrente I 12 e da tensão V 2 é possível construir um procedimento iterativo rudimentar para determinar o valor da tensão na Barra 2. Para sistemas elétricos de maior dimensão.01+0. O procedimento compreende os seguintes passos: i. Caso contrário prosseguir.13o 0. ν +1 ν Aplicando este procedimento para o problema são obtidos os resultados mostrados na Tabela VI.17 o ν Os resultados mostrados na Tabela VI.4) .9454 − 31. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®4.2f %6. v2=1+0i. ii. ν  S2 = ν  V 2 ν     * Se I 12 ≈ I 12 . y=[k abs(v2) angle(v2)*180/pi abs(i12) angle(i12)*180/pi].17 o 0. v1=1+0i.'w').Vi .9365 − 31. Iteração ν 0 1 2 3 4 V 2 [pu] 1 0o 0. Tabela VI. end fclose(saida). Exercício VI. em função do valor calculado anteriormente: ν ν −1 ν V 2 = V 1 − Z LT I 12 Fazer ν = ν + 1 e retornar para o Passo (ii).m clear all saida=fopen('saida.y). Calcular o novo valor para V 2 .13o 0.2.1i.0f %6.57 o 0. for k=1:10.9550 − 4.txt'.8944 − 26. então o processo convergiu e a solução é dada por V 2 = V 2 . Qi . v2=v1-z*i12.9461 − 4.61o 0. Inc.4f %6. i = 1.θ i .phpnet.2.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VI_1. calcular o valor da corrente I 12 : ν 0 0 I 12 iii.L.56 o 0.56 o 0. a Barra 3 é de tensão controlada (PV) e as demais barras são de carga (PQ). % disponivel em: http://slhaffner.9454 − 31. a solução analítica se torna impraticável. sabendo que a Barra 1 é a referência (Vθ). fprintf(saida. Fazer ν = 0 e estipular um valor inicial para V 2 e I 12 .2 – Resultados do procedimento iterativo.4i)/v2). iv. restando apenas os métodos numéricos.8+0. por exemplo: V 2 = V 1 = 1 0 o pu e I 12 = 0 . Versão: 10/9/2007 Página 4 de 12 O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner .2f\n'.61o ν I 12 [pu] 0. 4 MATLAB é marca registrada pertencente à The MathWorks.9449 − 31.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução alternativa Exemplo VI.

mostradas na Tabela VI. ϕ km e bkm assumem valores particulares.1) e (VI. Fluxo de potência ativa e reativa no ramo k-m. L .2 tem-se que a potência líquida (geração menos carga) injetada nesta barra é igual à soma dos fluxos de potência que deixam esta barra.1.3) (VI.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Como conseqüência da imposição da Primeira Lei de Kirchhoff para uma barra qualquer do sistema elétrico da Figura VI. Magnitude dos fasores das tensões terminais do ramo k-m. Vm θ k .θ m Pkm . Qkm Qksh m∈Ω k ∑ Q (V . Componente da injeção de potência reativa devido ao elemento em derivação (shunt) da barra k Qksh = bkshVk2 . Equipamento Linha de transmissão Transformador em fase Transformador defasador puro Transformador defasador a km ϕ km 0 0 sh bkm 1 1 0 0 0 Assim. obedecem às seguintes expressões gerais5: Pkm = (a kmVk ) g km − (a kmVk )Vm [g km cos(θ km + ϕ km ) + bkm sen (θ km + ϕ km )] 2 (VI. k . m (VI.1) e (VI. Seção IV. m θ θ ) k m.3 – Parâmetros para os diferentes equipamentos nas expressões gerais dos fluxos. k . defasadores puros e defasadores). os fluxos de potência ativa e reativa nos ramos (linhas de transmissão.8.V km θ θ ) (VI.2) – – – – – – Índice de todas as barras do sistema. Nas expressões (VI.1) Qk + Qksh (Vk ) = sendo: k = 1. sendo NB o número de barras do sistema. Versão: 10/9/2007 Página 5 de 12 O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner . transformadores em fase. Ângulo de fase dos fasores das tensões terminais do ramo k-m. Conjunto de barras vizinhas da barra k. Tabela VI. 5 Para mais detalhes.4) sh Qkm = −(a kmVk ) bkm + bkm − (a kmVk )Vm [g km sen (θ km + ϕ km ) − bkm cos(θ km + ϕ km )] 2 ( ) sh De acordo com o tipo de equipamento. NB Ωk Vk .2) tendo como dados e incógnitas as variáveis descritas na Tabela VI.2.2).3.V km k m. têm-se duas equações: Pk = m∈Ω k ∑ P (V . ou seja. ( ) 1 Pk 2 + jQ k 2 Pk 1 + jQ k 1 2 Pkm + jQ km k jQ ksh Pk + jQ k m Figura VI. os parâmetros a km .2 – Sistema elétrico de potência. o problema do fluxo de carga consiste em resolver o sistema de equações (VI. vide Capítulo IV.

ou seja: Linha de transmissão: sh I km = Y km + jbkm V k + − Y km V m I mk Transformador em fase: I km I mk Defasador puro: I km I mk ( ) ( ) = (− Y )V + (Y + jb ) V = (a Y )V + (− a Y )V = (− a Y )V + (Y )V = (Y )V + (− e Y )V = (− e Y )V + (Y )V km k km sh km 2 km m km k km km m km km k km m km k − jϕ km km m jϕ km km k km m sh De forma mais geral. NB (VI. O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 12 . determinar as expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.3 – Sistema exemplo de 4 barras.2 – As equações das correntes dos nós Para a barra k do sistema elétrico da Figura VI.L .5) onde sh I k = jbksh 0 − V k = − jbksh V k ( ) (VI.6) e * * sh *   Qksh = Im V k  I k   = Im V k − jbksh V k  = Im V k  jbksh V k   = Im jbkshVk2 = bkshVk2                 são a injeção de corrente e de potência reativa correspondentes ao elemento em derivação da barra k.3. considerando os parâmetros a km .3.2. ϕ km e bkm .2. definidos na Tabela VI. a injeção líquida de corrente pode ser obtida aplicando-se a Primeira Lei de Kirchhoff.8) Exemplo VI.7) (VI.2 – Para o circuito de 4 barras e 5 ramos (3 linhas e 2 transformadores) da Figura VI. Ik + Ik = sh m∈Ω k ∑I km para k = 1. podem-se escrever as seguintes expressões gerais para os fluxos de corrente nos ramos: 2 sh I km = akm Y km + jbkm V k + − akme − jϕ km Y km V m I mk ( = (− a 1 km e jϕ km Y km ) ( )V + (Y k km sh + jbkm V m ) ) (VI. 2 Y 12 V2 I2 Y 23 V3 3 1 : a 34 V4 4 V1 sh jb12 sh jb12 sh jb23 sh jb23 Y 34 I3 I1 Y 13 I4 sh jb3 sh jb13 sh jb13 1 : e jϕ14 Y 14 Figura VI. ( ) [ ] A expressão para fasor corrente I km depende do tipo de equipamento considerado.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente VI.

1 V1 Y 12 V2 2 I2 Y 23 V3 3 1 : a 34 V4 4 sh jb12 sh jb12 sh jb23 sh jb23 Y 34 I3 I1 Y 13 I4 sh jb3 sh jb13 sh jb13 a41 : 1 Y 41 Figura VI.4.2: Considerando as expressões (VI. chega-se a: sh sh I 1 = Y 12 + Y 13 + Y 14 + jb12 + jb13 V 1 + − Y 12 V 2 + − Y 13 V 3 + − e − jϕ14 Y 14 V 4 I2 I3 I4 ( ) ( ) ( ) ( ) = (− Y )V + (Y + Y + jb + jb )V + (− Y )V = (− Y )V + (− Y )V + (Y + Y + a Y + jb + jb + jb )V + (− a = (− e Y )V + (− a Y )V + (Y + Y )V 12 1 12 23 sh 12 sh 23 2 23 3 13 1 23 2 13 23 2 34 34 sh 13 sh 23 sh 3 3 jϕ14 14 1 34 34 3 14 34 4 34 Y 34 )V 4 Reescrevendo o sistema na forma matricial.8). determinar as expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.3 (alternativo.3 são dadas por: I 12 64444744448 64444I 13 4444 7 8 6444 74444 4I 14 8 sh sh I 1 = Y 12 + jb12 V 1 + − Y 12 V 2 + Y 13 + jb13 V 1 + − Y 13 V 3 + Y 14 V 1 + − e − jϕ14 Y 14 V 4 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) I 23 I 21 64444744448 64444744448 sh sh I 2 = − Y 12 V 1 + Y 12 + jb12 V 2 + Y 23 + jb23 V 2 + − Y 23 V 3 ( ) ( ) ( ) ( ) I 32 6 74 4I 3 8 64444I 31 4444 7 8 64444744448 64444I 34 4444 7 8 sh sh sh 2 I 3 + − jb3 V 3 = − Y 13 V 1 + Y 13 + jb13 V 3 + − Y 23 V 2 + Y 23 + jb23 V 3 + a34 Y 34 V 3 + − a34 Y 34 V 4 sh ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 6444 74444 6444 74444 4I 41 8 4I 43 8 jϕ14 I 4 = − e Y 14 V 1 + Y 14 V 4 + − a34 Y 34 V 3 + Y 34 V 4 ( ) ( ) ( ) ( ) Agrupando os termos.4 – Sistema exemplo de 4 barras (alternativo).7) e (VI.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VI. as injeções de corrente nas barras do sistema da Figura VI. O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 12 . tem-se: sh sh  I 1  Y 12 + Y 13 + Y 14 + jb12 + jb13 − Y 12 − Y 13 − e − jϕ14 Y 14  V 1        sh sh − Y 12 − Y 23 0 Y 12 + Y 23 + jb12 + jb23  ⋅ V 2  I 2  =  2 sh sh sh I 3   − Y 13 − Y 23 Y 13 + Y 23 + a34 Y 34 + jb13 + jb23 + jb3 − a34 Y 34  V 3        − e jϕ14 Y 14 0 − a34 Y 34 Y 14 + Y 34  V 4  I 4         Exemplo VI. sem transformador defasador) – Para o circuito de 4 barras e 5 ramos (3 linhas e 2 transformadores) da Figura VI.

a expressão (VI. a expressão (VI.7) e (VI.9) Isolando-se I k .7).L. NB .2. e escrevendo na forma matricial. chega-se a: sh sh I 1 = Y 12 + Y 13 + Y 41 + jb12 + jb13 V 1 + − Y 12 V 2 + − Y 13 V 3 + − a41Y 41 V 4 I2 I3 I4 ( ) ( ) ( ) ( ) = (− Y )V + (Y + Y + jb + jb )V + (− Y )V = (− Y )V + (− Y )V + (Y + Y + a Y + jb + jb + jb )V + (− a = (− a Y )V + (− a Y )V + (a Y + Y )V 12 1 12 23 sh 12 sh 23 2 23 3 13 1 23 2 13 23 2 34 34 sh 13 sh 23 sh 3 3 41 41 1 34 34 3 2 41 41 34 4 34 Y 34 )V 4 Reescrevendo o sistema na forma matricial.9) se resume a: I = YV (VI.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VI. tem-se: sh sh  I 1  Y 12 + Y 13 + Y 41 + jb12 + jb13    − Y 12 I 2  =  I 3   − Y 13    − a 41 Y 41 I4      − Y 12 Y 12 + Y 23 + − Y 23 0 sh jb12 − Y 13 + sh jb23 Y 13 + Y 23 + 2 a34 Y 34 − Y 23 sh sh sh + jb13 + jb23 + jb3 − a34 Y 34 − a 41 Y 41  V 1     0  ⋅ V 2  − a34 Y 34  V 3     2 a 41 Y 41 + Y 34  V 4     VI.6) e I km dado pela expressão (VI.8). as injeções de corrente nas barras do sistema da Figura VI. chega-se a:  2 sh I k =  jbksh + akm Y km + jbkm  m∈Ω k  ∑( )V    k + m∈Ω k ∑ (− a km e − jϕ km Y km V m Fazendo k = 1.3 – Formulação matricial Considerando I k dado por (VI.3 são dadas por: I 12 64444744448 64444I 13 4444 7 8 6444 7444 8 4I 14 4 sh sh I 1 = Y 12 + jb12 V 1 + − Y 12 V 2 + Y 13 + jb13 V 1 + − Y 13 V 3 + − a41 Y 41 V 4 + Y 41 V 1 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) I 23 I 21 64444744448 64444744448 sh sh I 2 = − Y 12 V 1 + Y 12 + jb12 V 2 + Y 23 + jb23 V 2 + − Y 23 V 3 ( ) ( ) ( ) ( ) I 32 6 74 4I 3 8 64444I 31 4444 7 8 64444744448 64444I 34 4444 7 8 sh sh sh 2 I 3 + − jb3 V 3 = − Y 13 V 1 + Y 13 + jb13 V 3 + − Y 23 V 2 + Y 23 + jb23 V 3 + a34 Y 34 V 3 + − a34 Y 34 V 4 sh ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 64444I 41 4444 7 8 6444 74444 4I 43 8 2 I 4 = a41 Y 41 V 4 + − a 41 Y 41 V 1 + − a34 Y 34 V 3 + Y 34 V 4 ( ) ( ) ( ) ( ) Agrupando os termos.5) pode ser reescrita como: sh I k − jbksh V k = m∈Ω k ∑ [(a 2 km Y km sh + jbkm V k + − a km e − jϕ km Y km V m ) ( ) ] ) (VI.10) sendo: O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 12 .3: Considerando as expressões (VI.

considerando que a Barra 1 é a referência (Vθ).11).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente I V Y = G + jB – – – Vetor das injeções de corrente.12) (VI.13) ∑V (G km sen km θ − Bkm cosθ km ) Exercício VI. cujas componentes são os fasores V k = Vk θ k . A k-ésima componente da expressão matricial (VI. m∈Ω k ∑ m∈K ∑ Ik = m∈K ∑ (G km + jBkm )Vm θ m e a injeção líquida de potência S k é dada por: Sk   * = Pk + jQk = V k I k = Vk θ k  (Gkm + jBkm )Vm θ m  =  m∈K  = Vk θ k (Gkm − jBkm )Vm − θ m = Vk Vm (Gkm − jBkm ) θ k − θ m * ∑ m∈K ∑ m m∈K km ∑ Sk = Vk m∈K ∑V (G m km − jBkm )(cosθ km + j sen θ km ) (VI. k = 1.11) Separando as partes real e imaginária de (VI.L. escrever as expressões das injeções de potência de cada barra.2). cujos elementos são: Ykm = −akme − jϕ km Y km Ymk = −akm e − jϕmk Y km = −akm e jϕ km Y km Ykk = jbksh + m∈Ω k ∑ ( jb sh km 2 + akm Y km ) As principais características da matriz admitância. Ik . tem-se: Pk = Vk Qk = Vk m∈K ∑V (G m m∈K cosθ km + Bkm senθ km ) (VI. A presença de defasadores torna a matriz assimétrica pois Ykm = −e − jϕ km Y km e Ymk = −e jϕ km Y km (vide Exemplo VI. NB . Sabendo que Ykm = Gkm + jBkm e V m = Vm θ m . É uma matriz simétrica se a rede for constituída apenas por linhas de transmissão e transformadores em fase.L.2. • • É uma matriz esparsa para redes de grande porte ( Ykm = 0 sempre que não existir ligação entre os nós k e m).2 – Para o sistema de 4 barras da Figura VI. que relaciona as injeções líquidas de corrente com as tensões nodais são as seguintes: • É uma matriz quadrada de ordem NB. pois para uma linha de transmissão Ykm = Ymk = −Y km e para um transformador em fase Ykm = Ymk = − akm Y km .10) é dada por: I k = Ykk V k + Ykm V m = Ykm V m onde K é o conjunto de todas as barras adjacentes à barra k . Matriz admitância nodal. Considerar a matriz admitância conhecida e dada por: O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 12 . Vetor das tensões nodais. NB . cujas componentes são os fasores k = 1.2. a Barra 3 é de tensão controlada (PV) e as demais são barras de carga (PQ). incluindo a própria barra k (K = {k } ∪ Ω k ) .2.

O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 10 de 12 .4 (Provão 1998) – Questão relativa às matérias de Formação profissional Específica (Ênfase Eletrotécnica).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Y = G + jB  G11 G12 G G 22 21 G= G31 G32  0 G41 G13 G23 G33 G43 G14  0   G34   G44   B11 B 21 B=  B31   B41 B12 B22 B32 0 B13 B23 B33 B43 B14  0   B34   B44  Exemplo VI.

5 % escolha Região Sul Não disponível Instituição O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 11 de 12 .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Brasil 20.8 Média (escala de 0 a 100) Região Sul Não disponível Instituição Brasil 15.

3.5 − j 5.5 10% 0.02 j 0. determinar as injeções de corrente nas barras. determinar o solicitado: 1 V1 2 0. determinar as injeções de potência nas barras e as perdas totais na rede de transmissão.2 V2 I2 3 0.01 I1 j 0. Sabendo que os fasores tensão das barras são dados por V 1 = 1 0 . A matriz admitância a partir das expressões da Seção VI.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exercício VI.4 estão em grandezas normalizadas (pu).02 Figura VI.01 − j 0. e) Para as mesmas tensões do item anterior.95 − 5o .0 V3 1 : 0. determinar as injeções de corrente nas barras. A matriz admitância a partir das expressões da Seção VI.4 estão em grandezas normalizadas (pu). A matriz admitância a partir das equações anteriores.0 5o . determinar as injeções de potência nas barras e as perdas totais na rede de transmissão.95 10 o V4 I4 j 0.12 I3 j 0. A matriz admitância a partir das equações anteriores. V 2 = 0.01 I1 j 0.02 + j 0. V 3 = 0.4 – Sistema exemplo de 4 barras. determinar o solicitado: 1 V1 2 0.95 4 V4 I4 j 0. V 3 = 0.02 j 0. Exercício VI. e) Para as mesmas tensões do item anterior.0 V3 4 1 : 0.2 V2 I2 3 0. V 2 = 0. sem transformador defasador) – Sabendo que os dados do circuito de 4 barras e 4 ramos (3 linhas e 1 transformador com relação não nominal) da Figura VI.4 (alternativo.97 − 5o e V 4 = 1.02 + j 0.5 − j 5.05 + j 0. O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 12 .97 − 5o e V 4 = 1.4 – Sistema exemplo de 4 barras.95 − 5o .3.12 I3 j 0.3 – Sabendo que os dados do circuito de 4 barras e 4 ramos (3 linhas e 1 transformador defasador com relação não nominal) da Figura VI.01 − j 0. a) b) c) d) As expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff. Sabendo que os fasores tensão das barras são dados por V 1 = 1 0 . a) b) c) d) As expressões das injeções de corrente obtidas com a aplicação da Primeira Lei de Kirchhoff.5 10% 0.02 Figura VI.05 + j 0.0 5o .

2) km constituindo um sistema de 2 × NB equações e 4 × NB variáveis com as seguintes características: • • • NB equações do tipo (VII.1.2. Tabela VII. Como as perdas não são conhecidas a priori. Este tipo de barra é denominado barra de tensão controlada ou PV. não é mandatório que sejam associadas a uma única barra. com NB barras. Este tipo de barra é denominado referência ou Vθ. Observar que pelo menos uma injeção líquida de potência ativa Pk = PG − PD e outra de potência reativa Qk = QG − QD precisam ser calculadas para fechar os balanços de potência ativa e reativa.1). NB são: Pk = Vk Qk ∑ V (G = V ∑ V (G m m∈K k m m∈K km cos θ km + Bkm sen θ km ) sen θ km − Bkm cos θ km ) (VII. θ k ) de todas as barras (k = 1.2. Se a barra está representando um ponto do sistema onde é possível o controle da magnitude da tensão Vk . deve-se deixar pelo menos uma barra onde a injeção líquida de potência S k = S G − S D seja calculada. as equações básicas do fluxo de carga para k = 1. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 47 . NB ) . deve-se conhecer a potência gerada S G e a potência demandada S D ). através do controle da injeção líquida de potência reativa Qk = QG − QD ou por intermédio do ajuste do tap de algum transformador. NB equações do tipo (VII. L . esta tensão pode ser especificada. Uma vez resolvido o problema do fluxo de carga.1 – Formulação do problema básico Para um sistema elétrico. é conhecido o estado da rede. a definição das variáveis que são especificadas e calculadas encontra-se na Tabela VII.1 – Tipos de barra no fluxo de carga convencional. Este tipo de barra é denominado barra de carga ou PQ. 4 × NB variáveis (para uma dada barra k associam-se: Vk .2). θ k . Embora geralmente tais injeções de balanço sejam associadas à barra de referência angular. O fluxo de carga básico em redes de energia consiste em resolver este problema definindo (especificando) parte das variáveis ( 2 × NB variáveis) e calculando as demais ( 2 × NB variáveis). L . Pk e Qk ). restando calcular Vk e θ k . Na formulação clássica. restando calcular θ k e Qk . sendo definidos Vk e θ k .1) (VII. esta pode ser especificada. são conhecidos os fasores tensão (Vk . ou seja.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente VII – Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos VII. Isto torna possível o cálculo de outras variáveis de interesse como as injeções de potência nas barras e os fluxos de potência nos ramos (linhas e transformadores). Tipo de barra Barra de carga Tensão controlada Referência Notação PQ PV Vθ Dados Pk e Qk Pk e Vk Vk e θ k Incógnitas Vk e θ k θ k e Qk Pk e Qk Se a barra está representando um ponto do sistema onde é conhecida a injeção líquida de potência (como S k = S G − S D .

Por outro lado.2 – Características dos subsistemas que constituem o fluxo de carga. i ∈ {barras PQ} Vi e θ i . j ∈ {barras PV } e θ k .2. k = 1. O Subsistema 1 é constituído pelas seguintes equações: (S1) •  Pkesp − Vk Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km ) = 0  m∈K  esp Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = 0 Qk − Vk m∈K  ∑ ∑ k ∈ {barras PQ e PV} k ∈ {barras PQ} Subsistema 2 (dimensão NPV + 2 ) – É resolvido após a solução do Subsistema 1. i ∈ {barras Vθ } e θ k . Observar que o Subsistema 2 pode ser facilmente resolvido após a solução do Subsistema 1. respectivamente. ou seja. j ∈ {barras PV } Versão: 10/9/2007 Página 2 de 47 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner . a solução do Subsistema 1 exige um processo iterativo pois este é formado por equações não-lineares.L. O fluxo de carga pode ser decomposto em dois subsistemas de equações algébricas: • Subsistema 1 (dimensão 2 × NPQ + NPV ) – Neste subsistema são dados: Pi e Qi . O Subsistema 2 é constituído pelas seguintes equações: (S2)  Pk = Vk Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km )  m∈K  Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) Qk = Vk m∈K  ∑ ∑ k ∈ {barra Vθ} k ∈ {barras PV e Vθ} A Tabela VII. k = 1. k ∈ {barra Vθ} : e deseja-se determinar: Vi e θ i . i ∈ {barras PQ} θ j . j ∈ {barras PV} θ k = θ kesp resultando em um sistema de 2 × NPQ + NPV equações algébricas não-lineares (funções quadráticas e trigonométricas) onde parte das incógnitas aparece de forma implícita (θ km = θ k − θ m ) . os métodos de resolução do problema do fluxo de carga concentram-se na solução do Subsistema 1. NB e deseja-se determinar: Pi e Qi .L. i ∈ {barra Vθ} Q j . após a determinação do estado (Vk . Tabela VII. NB Q j . i ∈ {barras PQ} : Pj e V j .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Sejam NPQ e NPV. j ∈ {barras PV } θ j . Assim. θ k ) da rede. o número de barras PQ e PV da rede. j ∈ {barras PV} : Pi = Pi esp Qi = Qiesp Pj = Pjesp Vk = Vkesp V j = V jesp Vk e θ k . j ∈ {barras PV} resultando em um sistema de NPV + 2 equações algébricas não-lineares onde todas as incógnitas (Pk e Qk ) aparecem isoladas de forma explícita. No Subsistema 2 são dados: Vk e θ k . Subsistema Dimensão 2 × NPQ + NPV Pi Pj Vk S1 S2 NPV + 2 Vk Variáveis Especificadas Calculadas e Qi . k ∈ {barra Vθ} Pi e Qi .2. i ∈ {barras PQ} e V j .2 resume as características dos dois subsistemas.

as variáveis especificadas (conhecidas) para o Subsistema 1 são as seguintes: P2esp = P2G − P2D = 0 − 0.0804 rad = −4. V 1 = 1 0 pu V 2 = V2 θ 2 I 12 1 Z LT = (0. (S1) As incógnitas do Subsistema 1 podem ser agrupadas no vetor x dado por: θ  x=  V  } } NPQ + NPV NPQ em que θ é o vetor dos ângulos das tensões nodais das barras PQ e PV e V é o vetor das magnitudes das tensões nodais das barras PQ.01 + j 0.29o pu Z 12 0.9010V2 ) = 0 Observar que o Subsistema 1 é formado por duas equações não lineares e possui duas incógnitas: V2 e θ 2 .1.1.8 pu esp G D Q2 = Q2 − Q2 = 0 − 0. entretanto. na ordem de 10-4.9504 − 84.8 − V2 (− 0. As expressões do Subsistema 1 têm origem na equação de balanço de potência da Barra 2 (a potência injetada menos a potência que flui através da linha de transmissão é igual a zero) e diferem das equações obtidas na solução do Exemplo VI.9010  B=   9.1. cujos dados encontram-se na Figura VII.61o . Assim.4 pu V1esp = 1.9901cosθ 2 + 9.9901   − Y 12 Y 12  As equações do Subsistema 1 são as seguintes:  esp (S1)  P2esp − V2 [V1 (G21 cos θ 21 + B21 sen θ 21 ) + V2G22 ] = 0 Q2 − V2 [V1 (G21 sen θ 21 − B21 cos θ 21 ) − V2 B22 ] = 0 e  − 9.1: Conforme as definições já apresentadas para o problema do fluxo de carga.9901V2 ) = 0  − 0.8 = −0.1) pu 2 S 2 = (0.9010 cosθ 2 + 9. θ ) = 0 k ∈ {barras PQ} k ∈ {barras PQ e PV} Isto pode ser comprovado substituindo este valor nas expressões anteriores. o Subsistema 1 pode ser rescrito como: (S1) ∆Pk = Pkesp − Pk (V .9901 Y = ⇒ G=    − 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Exemplo VII. o resultado fica próximo a zero.9010 − 0.9460 pu . a solução de ambos sistemas é mesma1: V2 ≈ 0.9901 − j9.9010 − 9.9010 sen θ 2 + 0. a barra 2 é uma barra de carga pois sua injeção de potência é conhecida. De forma mais compacta.9010 9.e θ 2 ≈ −0.9010 = 9.1  Y 12 − Y 12   0. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 47 1 . Solução Exemplo VII.1 – Considerando o sistema elétrico utilizado no Exemplo VI. oriundas da aplicação de uma equação de malha (soma de tensões).4 − V2 (− 0. formular as equações referentes ao Subsistema 1 do fluxo de carga.0 pu θ1esp = 0 rad A matriz admitância da rede é dada por: 1 1 Y 12 = = ≈ 0.01 + j 0.1 – Sistema elétrico de duas barras.θ ) = 0  esp ∆Qk = Qk − Qk (V .9901 − 0.9901 0.4) pu S1 Figura VII.8 + j 0. a barra 1 é a referência.4 = −0. Como os números apresentam alguns arredondamentos.9901sen θ 2 − 9.

4 − V2 (− 0. determinar as variáveis e equações do Subsistema 1 do problema definido no Exemplo VII.V2) -0.9 -0. V2 )  0 θ  θ  x =   =  2 g (x ) =  = =  V  V2   ∆Q (x )  ∆Q2 (θ 2 . V2 ) = −0. 0.0804 .95 -0. 0.0804 .06 0. Solução Exemplo VII. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 4 de 47 .12 V2 0. ∆P2 (θ 2 .9010V2 ) Na figura a seguir encontra-se o gráfico das funções ∆P2 (θ 2 .9901senθ 2 − 9. A linha pontilhada indica a intersecção entre as duas funções. 0.2: As variáveis e equações do problema são dadas respectivamente por:  ∆ P( x )  ∆P2 (θ 2 .14 theta2 -0.9010 cosθ 2 + 9. θ ) = 0 esp ∆Q = Q − Q (V . V2 ) = −0.9460) = 0 .V2) 0.1 -0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente colocando as funções ∆Pk e ∆Qk na forma vetorial ∆ P = P − P (V .9901V2 ) 1 dP2(theta2. sendo que os mais eficientes são os métodos de Newton e o método Desacoplado Rápido.0804 .5 -1 1 -0. V2 ) = ∆Q2 (θ 2 . Exemplo VII.08 A figura anterior foi gerada utilizando o seguinte código MATLAB®. V2 ) e ∆Q2 (θ 2 . V2 ) = (− 0. ou seja. pois ∆P2 (− 0. Definindo a função vetorial g (x ) :  ∆ P  } NPQ + NPV g (x ) =    ∆Q  } NPQ o Subsistema 1 pode ser rescrito de forma simplificada através da seguinte expressão: g (x ) = 0 Este sistema de equações não-lineares pode ser resolvido por um número muito grande de métodos.9901cosθ 2 + 9.9010senθ 2 + 0.θ ) = 0 esp em que P é o vetor das injeções de potência ativa nas barras PQ e PV e Q é o vetor das injeções de potência reativa nas barras PQ. V2 ) para valores em torno do ponto (θ 2 .9460) = 0 e ∆Q2 (− 0. V2 ) .8 − V2 (− 0.9460) que corresponde a solução do problema.1.2 – Empregando a notação na forma vetorial. V2 ) 0 ∆Q2 (θ 2 .5 dP2=dQ2 0 dQ2(theta2. corresponde aos valores para os quais a função ∆P2 (θ 2 .

Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Solução Exemplo VII.2 (continuação):
% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_2.m clear all; theta2 = -0.15:.002:-0.05; V2 = 0.9:.002:1.0; [T,V] = meshgrid(theta2,V2); g1 = -0.8 - V.*(-0.9901.*cos(T)+9.9010.*sin(T)+0.9901.*V); g2 = -0.4 - V.*(-0.9901.*sin(T)-9.9010.*cos(T)+9.9010.*V); zero = zeros(size(V2,2),size(theta2,2)); figure(1) contour3(theta2,V2,g1,100); %colorbar; xlabel('theta2'); ylabel('V2'); hold on contour3(theta2,V2,g2,100); % determina pontos de interseccao entre as superficies g1 e g2 g11 = []; g22 = []; t = []; v = []; for k=1:size(g1,1) g11 = [g11 g1(k,:)]; g22 = [g22 g2(k,:)]; t = [t T(k,:)]; v = [v V(k,:)]; end i = find(abs(g11-g22)<=0.005); tt = t(i); vv = v(i); gg = g11(i); plot3(tt,vv,gg,'k');

Exemplo VII.3 – Para a rede de quatro barras cujos dados estão na Figura VII.2 e nas Tabelas VII.3 e VII.4, determinar as equações do fluxo de carga.
1 2 Y 12 3 4 1 : a 34

V1

V2

S2

Y 23

V3

V4

sh jb12

sh jb12

sh jb23

sh jb23

Y 34 S3

S1
sh jb13

Y 13

S4
sh jb13

jb3sh

1 : e jϕ14

Y 14

Figura VII.2 – Sistema exemplo de 4 barras. Tabela VII.3 – Dados das barras do sistema de 4 barras.
Barra 1 2 3 4 Tipo Vθ PQ PV PQ

V esp [pu]
1,05 — 0,95 —

θ esp [rad]
0,0 — — —

P esp [pu]
— –0,4 0,2 –0,8

Q esp [pu]
— –0,2 — –0,4

b sh [pu]
— — 0,0675 —

k 1 1 1 2 3

Tabela VII.4 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras. sh a km [pu] ϕ km [rad] m bkm [pu] Y km [pu]
2 3 4 3 4 0,3 – j2,0 0,3 – j2,0 – j2,0 0,2 – j1,0 – j1,0 0,01 0,01 — 0,02 — — — — 0,95 — 0,15 — —

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner

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Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Solução Exemplo VII.3: Como já determinado na solução do Exemplo VI.2, a expressão da matriz admitância é dada por:
sh sh Y 12 + Y 13 + Y 14 + jb12 + jb13 − Y 12 − Y 13 − e − jϕ14 Y 14    sh sh − Y 12 Y 12 + Y 23 + jb12 + jb23 − Y 23 0  Y = 2 sh sh  − Y 13 − Y 23 Y 13 + Y 23 + a34 Y 34 + jb13 + jb23 + jb3sh − a34 Y 34    − e jϕ14 Y 14 0 − a34 Y 34 Y 14 + Y 34    

Substituindo os valores da Tabela VII.4, chega-se a: 0,6 − j 5,98 − 0,3 + j 2 − 0,3 + j 2 0,2989 + j1,9775    − 0,3 + j 2 0,5 − j 2,97 − 0,2 + j1 0  2 Y=   − 0,3 + j 2 − 0,2 + j1 0,5 − j 3,805 j 0,95   0 j 0,95 − j3  − 0,2989 + j1,9775  0,6 − 0,3 − 0,3 0,2989 − 5,98 2 2 1,9775    − 0,3   2 0,5 − 0,2 0  − 2,97 1 0   G= e B=  − 0,3 − 0,2 0,5  2 0  1 − 3,805 0,95      0 0  0 0,95 −3  − 0,2989 0 1,9775 As matrizes anteriores podem ser obtidas com o seguinte código MATLAB®.
% disponivel em: http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_3.m ramos = [ 1 2 0.3-2i 0.01 1.0 0; 1 3 0.3-2i 0.01 1.0 0; 1 4 -2i 0 1.0 0.15; 2 3 0.2-1i 0.02 1.0 0; 3 4 -1i 0 0.95 0]; bksh = [ 0; 0; 0.0675; 0]; nr = size(ramos,1); y = ramos(:,3); bsh = 1i*ramos(:,4); a = ramos(:,5); fi = ramos(:,6); Y = diag(1i*bksh); for k = 1:nr k1 = ramos(k,1); k2 = ramos(k,2); Y(k1,k2) = Y(k1,k2) - a(k)*exp(-1i*fi(k))*y(k); Y(k2,k1) = Y(k2,k1) - a(k)*exp(1i*fi(k))*y(k); Y(k1,k1) = Y(k1,k1) + a(k)*a(k)*y(k) + bsh(k); Y(k2,k2) = Y(k2,k2) + y(k) + bsh(k); end Y G = real(Y) B = imag(Y)

Para cada uma das quatro barras do sistema, podem ser escritas duas equações, uma para a injeção de potência ativa e outra para a injeção de potência reativa, da forma como segue: P1 = V1esp Vm (G1m cos θ 1m + B1m senθ 1m ) Q1 = V1esp P2esp = V2
m∈K1 m∈K1

∑ ∑ V (G
m m

1m sen 1m

θ

− B1m cos θ1m )

Ω1 = {2,3,4}

K1 = { ,2,3,4} 1

esp Q2 = V 2

m∈K 2

m∈K 2

∑ V (G ∑ V (G
m m m∈K 3

2m

cos θ 2 m + B2 m senθ 2 m )

2 m sen 2 m

θ

− B 2 m cos θ 2 m ) + B3m sen θ 3m )

Ω 2 = { ,3} 1

K 2 = { ,2,3} 1

P3esp

= V3esp

Q3 = V3esp

m∈K 3

∑ V (G cosθ ∑ V (G sen θ
3m
m

3m

3m

3m

− B3m cos θ 3m )

Ω 3 = { ,2,4} 1

K 3 = { ,2,3,4} 1

2

Observar que devido à presença de um transformador defasador a matriz admitância não é simétrica.
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Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente

Solução Exemplo VII.3 (continuação): P4esp = V4 Vm (G4 m cos θ 4 m + B4 m sen θ 4 m )
esp Q4 = V4
m∈K 4 m∈K 4

∑ ∑ V (G
m

4m

sen θ 4 m − B4 m cos θ 4 m )

Ω 4 = { ,3} 1

K 4 = { ,3,4} 1

Observar que as variáveis que se deseja calcular (incógnitas) encontram-se tanto do lado direito ( θ 2 , θ 3 , θ 4 , V2 e V4 ) quanto do lado esquerdo ( P1 , Q1 e Q3 ) da igualdade. O Subsistema 1, de dimensão 2 × NPQ + NPV = 5 , cujas incógnitas aparecem do lado direito ( θ 2 , θ 3 , θ 4 , V2 e V4 ) é dado por: P2esp = V2
esp Q2 = V2
m∈K 2

m∈K 2

∑ V (G ∑ V (G
m m

2m

cos θ 2 m + B2 m sen θ 2 m )

2m

sen θ 2 m − B2 m cos θ 2 m )

K 2 = { ,2,3} 1 K 3 = { ,2,3,4} 1 K 4 = { ,3,4} 1

P3esp

= V3esp

P4esp = V4
esp Q4 = V4

m∈K 4

m∈K 4

∑ V (G ∑ V (G
m m

m∈K3

∑V (G
m

3m

cos θ 3m + B3m sen θ 3m )

4m

cos θ 4 m + B4 m sen θ 4 m ) sen θ 4 m − B4 m cos θ 4 m )

4m

As equações restantes constituem o Subsistema 2, de dimensão NPV + 2 = 3 . Para este subsistema, as incógnitas aparecem do lado esquerdo ( P1 , Q1 e Q3 ) sendo dado por: Vm m∈K1 Q1 = V1esp Vm m∈K1 P = V1esp 1

∑ (G ∑ (G
m m∈K3

1m

cos θ1m + B1m sen θ1m )

1m

sen θ1m − B1m cos θ1m )

K1 = { ,2,3,4} 1 K 3 = { ,2,3,4} 1

Q3 = V3esp

∑V (G

3m

sen θ 3m − B3m cos θ 3m )

Observar que após a determinação das incógnitas do Subsistema 1 ( θ 2 , θ 3 , θ 4 , V2 e V4 ), o estado da rede será completamente definido pois o fasor tensão da Barra 1 ( V1 = V1esp e θ1 = θ1esp ) e a magnitude da tensão da Barra 3 ( V3 = V3esp ) são conhecidos, o que torna a solução Subsistema 2 trivial (basta substituir os valores das tensões e ângulos e calcular os somatórios). Reescrevendo-se as equações do Subsistema 1, tem-se um sistema de cinco equações não lineares e cinco incógnitas ( θ 2 , θ 3 , θ 4 , V2 e V4 ), das quais três aparecem de forma implícita (os ângulos de fase θ 2 , θ 3 e θ 4 ):
P2esp = V2 V1esp (G21 cosθ 21 + B21 sen θ 21 ) + V2 (G22 cosθ 22 + B22 sen θ 22 ) + V3esp (G23 cosθ 23 + B23 sen θ 23 )
= V3esp P3esp P4esp
esp Q2 esp Q4

esp Colocando na forma de diferenças de potência ( ∆Pk = Pkesp − Pk (V , θ ) = 0 e ∆Qk = Qk − Qk (V ,θ ) = 0 ) e considerando que cos θ kk = 1 e sen θ kk = 0 , tem-se:

(G31 cosθ 31 + B31 senθ 31 ) + V2 (G32 cosθ 32 + B32 senθ ) (G33 cosθ 33 + B33 senθ 33 ) + + V4 (G34 cosθ 34 + B34 senθ 34 )] = V4 [V1esp (G41 cos θ 41 + B41 sen θ 41 ) + V3esp (G43 cos θ 43 + B43 sen θ 43 ) + V4 (G44 cos θ 44 + B44 sen θ 44 )] = V2 [V1esp (G21 sen θ 21 − B21 cos θ 21 ) + V2 (G22 sen θ 22 − B22 cos θ 22 ) + V3esp (G23 sen θ 23 − B23 cos θ 23 )] = V4 [V1esp (G41 sen θ 41 − B41 cos θ 41 ) + V3esp (G43 sen θ 43 − B43 cos θ 43 ) + V4 (G44 sen θ 44 − B44 cos θ 44 )]
V1esp
esp 32 + V3

[

[

]

(G31 cosθ 31 + B31 senθ 31 ) + V2 (G32 cosθ 32 + B32 senθ 32 ) + + + V4 (G34 cosθ 34 + B34 senθ 34 )] P4esp − V4 [V1esp (G 41 cosθ 41 + B41 sen θ 41 ) + V3esp (G43 cosθ 43 + B43 sen θ 43 ) + G44V4 ] =
P3esp − V3esp V1esp G33V3esp
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P2esp − V2 V1esp (G21 cosθ 21 + B21 senθ 21 ) + V2 G22 + V3esp (G23 cosθ 23 + B23 senθ 23 ) = 0

[

[

]

= 0
0

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95(0 sen θ 43 − 0.9775 cosθ 41 ) + 0.3 e nas Tabelas VII. 1 V1 Y 12 V2 2 S2 Y 23 V3 3 1 : a34 V4 4 sh jb12 sh jb12 sh jb23 sh jb23 Y 34 S3 S1 Y 13 S4 sh jb13 sh jb13 jb3sh a 41 : 1 Y 41 Figura VII.2 sen θ 23 − 1 cos θ 23 )] = 0 − 0.95 cosθ 43 ) + 3V4 ] = 0 Agrupando as variáveis do Subsistema 1 no vetor x e as equações do Subsistema 1 e utilizando Pk ( x ) e Qk (x ) para representar as injeções de potência ativa e reativa calculadas em função das variáveis x .5 × 0.2 − V2 [1.3 cosθ 21 + 2 sen θ 21 ) + 0.05(− 0.05(− 0.2 cosθ 23 + 1sen θ 23 )] = 0 0.4 (alternativo.2 − 0.4 − V2 [1. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 8 de 47 .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VII.05(− 0.2989 sen θ 41 − 1.05(− 0.3 – Sistema exemplo de 4 barras (alternativo).95(− 0.3 (continuação): esp Q2 − V2 V1esp (G21 senθ 21 − B21 cosθ 21 ) − B22V2 + V3esp (G23 senθ 23 − B23 cosθ 23 ) esp Q4 (G41 senθ 41 − B41 cosθ ) (G43 senθ 43 − B43 cosθ 43 ) − B44V4 = 0 4 Substituindo-se os valores conhecidos mostrados na Tabela VII.5 e VII.5V2 + 0.05(− 0.6. determinar as equações do fluxo de carga. sem transformador defasador) – Para a rede de quatro barras cujos dados estão na Figura VII.95(− 0. tem-se: θ 2  θ   3 x = θ 4    V2  V4    (S1) ∆P2   ∆P3 ∆P  4  ∆Q  2 ∆Q4   = P2esp − P2 ( x ) = 0 P3esp P4esp − P3 ( x ) = 0 − P4 ( x ) = 0 = =    ∆P = 0   {barras PQ e PV} = {2.95[1. as expressões das equações do Subsistema 2 são dadas por:  {barras Vθ} = {1}  P = P (x ) } 1 1  (S2)  Q1 = Q1 ( x )  {barras PV e Vθ} = {1.3.8 − V4 [1.4 − V4 [1.95 sen θ 34 )] = 0 esp 1 esp 41 + V3 [ − V [V ] ] = 0 − 0.3 e pela matriz admitância.3 cos θ 31 + 2 sen θ 31 ) + V2 (− 0.97V2 + 0.95 sen θ 43 ) + 0V4 ] = 0 − 0.2 cos θ 32 + 1sen θ 32 ) + 0.3} Q3 = Q3 ( x )    (S1) Exemplo VII. têm-se as seguintes equações que constituem o Subsistema 1: − 0.2989 cos θ 41 + 1.95(0 cos θ 43 + 0.95 + + V4 (0 cos θ 34 + 0.4} esp = Q2 − Q2 (x ) = 0   ∆Q = 0 esp = Q4 − Q4 (x ) = 0  ∆ P  } NPQ + NPV = 2 + 1 = 3 equações g (x ) =   = 0 } NPQ = 2 equações ∆Q  Na forma compacta.9775 sen θ 41 ) + 0.4} {barras PQ} = {2.3 sen θ 21 − 2 cos θ 21 ) + 2.

k1) = Y(k2.5 e VII.k1) + a(k)*a(k)*y(k) + bsh(k).a(k)*exp(-1i*fi(k))*y(k).2 + j1 0. sh a km [pu] k m bkm [pu] Y km [pu] 1 1 2 3 4 2 3 3 4 1 0.6.3 + j 2 − 0.5 − j 2. Y = diag(1i*bksh).8   − 5.3 + j 2 0.3 − 0.97  B=  2 1 − 3.01 0.02 — — — — 0. nr = size(ramos.3-2i 0.3). 0.95 0.2 – j1.k2) . chega-se a: j1.95 — 0.k2) = Y(k1.2 — –0.0675. 0].1).0 — — — — –0. Y(k1.k1) .2).95 − 2.95    0 0.95    j1. Barra Tipo Q esp [pu] V esp [pu] θ esp [rad] b sh [pu] P esp [pu] 1 2 3 4 Vθ PQ PV PQ 1. 1 3 0.0675 — Tabela VII.4: Como já determinado na solução do Exemplo VI.k2) + y(k) + bsh(k).6 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras.9 0]. 3 4 -1i 0 0.02 1.3 − 0. Y(k1.3 0.95 − j 2.4). a expressão da matriz admitância é dada por: sh sh Y 12 + Y 13 + Y 41 + jb12 + jb13  − Y 12 Y =  − Y 13  − a 41Y 41   − Y 12 Y 12 + Y 23 + 0 sh jb12 − Y 13 + sh jb23 − Y 23 Y 13 + Y 23 + 2 a34 Y 34 sh sh + jb13 + jb23 + jb3sh − Y 23 − a34 Y 34 − a 41 Y 41   0  − a34 Y 34   2 a 41Y 41 + Y 34   Substituindo os valores das Tabelas VII. end Y G = real(Y) B = imag(Y) Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 9 de 47 .97 − 0.4 — — 0.5).805 0.3 − 0.3 – j2.0 – j1. 2 3 0.phpnet.0 0. bsh = 1i*ramos(:.2-1i 0.k2) = Y(k2.2 –0. a = ramos(:.3.a(k)*exp(1i*fi(k))*y(k).6).0 0.8  − 0. % disponivel em: http://slhaffner. y = ramos(:. 4 1 -2i 0 0.62  1.1).5 − j 3.01 1. 0.2 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Tabela VII.6 − 0.0 0.6 − j 5.0 0.5 – Dados das barras do sistema de 4 barras (alternativo).01 0.90 Solução Exemplo VII.3-2i 0.2 G= − 0.62   0.01 1.4 0. Y(k2.m ramos = [ 1 2 0.2 + j1 0   Y =  − 0.0 – j2.0 0.3 – j2.8 — –0. fi = ramos(:.3 + j 2 0.5  0 0  0 0 0  0  0 e 2 2 1.8 0 j 0.0 0. for k = 1:nr k1 = ramos(k.95 0.98 − 0.5 − 0.k1) = Y(k1.05 — 0.805 j 0. k2 = ramos(k.8 As matrizes anteriores podem ser obtidas com o seguinte código MATLAB®.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_4. bksh = [ 0.3 + j 2  − 0. Y(k2.98  2 1 0  − 2.

adotou-se a notação de derivada parcial para facilitar a extensão para o caso multidimensional.3 cosθ 21 + 2 sen θ 21 ) + 0.4. conforme mostra a Figura VII.4) da seguinte forma: ( ) ( )( ) ( )( ) ( ) ( )( 0 ) g x1 = g x 0 + 1 0 ( ) ( )  ∂g x 0  0 x = x −  gx  ∂x  ( ) ∂g x ∂x ( ) (x −1 ( ) 1 − x0 = 0 ) (VII. Para os valores das Tabelas VII.95[1. um sistema unidimensional (neste caso. g x1 = 0 (vide Figura VII.95 sen θ 43 ) + 0V4 ] = 0 ∆Q2 : − 0.95 + ∆P3 : + V4 (0 cos θ 34 + 0.05(0 sen θ 41 − 1.3 sen θ 21 − 2 cos θ 21 ) + 2.3 cos θ 31 + 2 sen θ 31 ) + V2 (− 0.4 (continuação): Como os tipos das barras e as conexões existentes são as mesmas.95 sen θ 34 )] = 0 ∆P4 : − 0. ou seja.8 sen θ 41 ) + 0.3) Resolver este sistema significa determinar o valor de x tal que a função g (x ) seja nula.4) é possível determinar o ponto x1 no qual o valor desta aproximação é nulo.5) ( ) g(x) Equação da reta tangente por x0: ∂g x 0 g (x ) = g x0 + x − x0 ∂x gx ( ) 0 ( ) ( )( ) g x1 = g x 0 + ∆x 0 ( ) ( ) x1 ∆x = x − x 0 1 0 Ponto no qual a reta tangente por x0 é nula: x1 x0 x Figura VII.95(− 0.2 − V2 [1.2 sen θ 23 − 1 cos θ 23 )] = 0 ∆Q4 : − 0.95(− 0. chega-se a: ∂g x 0 g (x ) ≈ g x 0 + x − x0 (VII.4 – Interpretação geométrica do método de Newton.05(− 0.8 cosθ 41 ) + V2 (0 sen θ 43 − 0.05(− 0.95(0 cos θ 43 + 0.5 × 0.05(− 0. isto é.2 cosθ 23 + 1sen θ 23 )] = 0 0.5V2 + 0. inicialmente.95 cosθ 43 ) + 2.6 que definem a matriz admitância.62V4 ] = 0 VII. os vetores g (x ) e x possuem apenas um componente e podem ser representados por escalares) formado por uma equação do tipo: g (x ) = 0 (VII.2 – Resolução de sistemas algébricos não lineares pelo método de NewtonRaphson Considere. aproximando-se a função g (x ) por uma reta.97V2 − 0. havendo diferença apenas nas expressões cujos valores numéricos foram substituídos.2 − 0.5 e VII.4 − V4 [1.8 − V4 [1. Sendo g (x ) uma função contínua com suas derivadas contínuas a expansão em série de Taylor em torno de um ponto conhecido x 0 é dada por3: 2 1 ∂g x 0 1 ∂2 g x0 g (x ) = g x 0 + x − x0 + x − x0 + K 2 1! ∂x 2! ∂x Desprezando-se todos os termos após a derivada primeira.4) ∂x A partir da expressão da aproximação linear (VII.4 − V2 [1.2 cos θ 32 + 1sen θ 32 ) + 0.05 (0 cos θ 41 + 1. 3 Embora a função seja de apenas uma variável x.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VII. as expressões obtidas no exemplo anterior permanecem válidas. Versão: 10/9/2007 Página 10 de 47 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner . têm-se as seguintes equações que constituem o Subsistema 1: ∆P2 : − 0.

Exemplo VII.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Definindo-se ∆x 0 = x1 − x 0 x 0 + ∆x 0 } 1 0 0 ⇒ 1 x1 = x 0 + ∆x 0 e substituindo-se na expressão (VII. A solução da equação (VII. se g xν > ε .001 . 4 x em radianos.6) ( ) Algoritmo do método de Newton-Raphson unidimensional i. prosseguir. tem-se: ∆x 0 678 4 4 ∂g (x ) (x − x ) = 0 g (x ) = g (x ) + ∂x ∂g (x ) ∆x = 0 g (x + ∆x ) = g (x ) + 0 0 0 0 0 0  ∂g x 0  0 ∆x 0 = −  (VII.5).7)  gx  ∂x  onde x 0 é a aproximação inicial e x1 = x 0 + ∆x 0 uma primeira aproximação.3) é obtida repetindo-se este processo até que o módulo da função g (x ) esteja suficientemente próximo de zero (dentro de uma tolerância definida). Isto sugere o seguinte algoritmo denominado método de Newton-Raphson. determinar a solução para a equação4 x = 2 − sen x . no ponto x = xν : g xν ( ) Comparar o valor calculado g xν com a tolerância especificada ε: se g xν ≤ ε . então x = xν será a solução procurada (dentro da faixa de tolerância ±ε). Calcular o valor da função g (x ) . considerando uma tolerância ε = 0. iii.3) e sim a solução de uma aproximação linear dada por (VII.5 – Utilizando o método de Newton-Raphson. faz-se: g ( x ) = x − 2 + sen x = 0 ∂g (x ) ∂ = (x − 2 + sen x ) = 1 + cos x ∂x ∂x Considerando uma solução inicial x 0 = 0 obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII. Isto se resume na determinação da seguinte derivada – vide equação (VII. Solução Exemplo VII. ( ) −1 ∂x (VII. vii. Linearizar a função g (x ) em torno do ponto xν . Calcular a correção ∆xν que resolve o problema linearizado (VII.7.7):  ∂g xν  ν ∆x = −   gx  ∂x  ν ( ) −1 ( ) xν +1 = xν + ∆xν vi. Versão: 10/9/2007 Página 11 de 47 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner . Fazer ν = 0 e escolher uma aproximação inicial xν = x 0 . ( ) ( ) ( ) iv.6) – vide equação (VII. Observar que x1 não é a solução da equação inicial (VII.5: Inicialmente. ii. g xν .4). Determinar a nova estimativa de x passa a ser: Fazer ν = ν + 1 e voltar para o Passo (ii).6): ∂g xν ∂x ( ( )) ( ) v.

a solução x = 1.4510 — ( ) ∆xν 1 0.5 (continuação): Tabela VII. Observar que a escolha da solução inicial afeta o processo de convergência conforme pode ser comprovado pela comparação entre os resultados obtidos com x 0 = 0 e com x 0 = 2 .0689 0.0046 –4.0014 — 1 0 -1 g(x) -2 -3 -4 -1 -0.0357 1.9093 –1.4426 1.1061 g xν ( ) 0.6).Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VII.8 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson ( x 0 = 2 ).5 1 1.1061 foi obtida após 3 iterações.5 1 1. seguindo o processo ilustrado na Figura VII. ν 0 1 2 3 xν 0 1 1. ν 0 1 2 3 4 xν 2 0.5 2 x Figura VII.1029 1.5099 1.1291 –0. para uma tolerância ε = 0.5931 0.5 2 x Figura VII.5 – Processo de convergência para x 0 = 0 . 1 0 -1 g(x) -2 -3 -4 -1 -0. quando foram necessárias 4 iterações (vide Tabela VII.7 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson ( x 0 = 0 ).1061 g xν ( ) –2 –0.5403 1.5838 1.4495 — ( ) ∆xν –1.1585 –0.9036 1.4×10-6 ∂g xν ∂x 2 1.1046 1.0021 –9.001 .10×10-7 ∂g xν ∂x 0.5 0 0. Tabela VII.1029 0.5 0 0. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 12 de 47 .8 e Figura VII.0031 — Portanto.5574 0.6 – Processo de convergência para x 0 = 2 .5.1040 –0.

na primeira iteração quando ν = 0 : ∂g xν ∂g x 0 = ∂x ∂x Utilizando-se derivada constante.8)  g1 ( x )  g ( x ) g (x ) =  2   M     g n ( x )  x1  x  x =  2 M    xn  A solução do sistema de equações (VII.6 – Utilizando o método de Newton-Raphson com derivada constante (Von Mises).0014 — Portanto. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 13 de 47 . isto é. com uma tolerância ε = 0. com a utilização de derivada constante. ν 0 1 2 3 4 5 xν 0 1 1. o Passo (iv) do algoritmo é realizado uma única vez. determinar a solução para a equação x = 2 − sen x .0052 0. mas cada uma das iterações se torna mais rápida pois não é necessário recalcular a derivada. considerando uma tolerância ε = 0.0196 0.0008 ∂g xν ∂x 2 2 2 2 2 — ( ) ∆xν 1 0.001 . ( ) ( ) Exemplo VII.6: Considerando uma solução inicial x 0 = 0 obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII. descrito a seguir. onde g (x ) é uma função vetorial e x é o vetor das incógnitas.8) é obtida a partir de uma extensão do algoritmo de NewtonRaphson anterior.1 – Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises. Exercício VII. Solução Exemplo VII.9. para uma tolerância ε = 0. agora.1055 g xν ( ) –2 –0.001 . isto é: Considere-se.1055 . a resolução do seguinte sistema n-dimensional: g (x ) = 0 (VII.9 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Von Mises. x = 1.0391 –0.0029 –0. em geral.0988 1. foi necessário realizar um número maior de iterações (5 ao invés de 3). determinar.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Uma variante do método de Newton-Raphson é obtida considerando-se a derivada constante. o valor de x tal que e x = sen x − 3 x 2 + 5 . o número de iterações (para uma tolerância definida) é maior que no método de Newton original.0793 1.1041 1.0793 0.001 .1585 –0. Como esperado. Tabela VII.0105 –0.

denominada matriz Jacobiana: J xν = ( ) ∂g x ∂x ( ) ν  ∂g1 xν   ∂x1  ∂g 2 xν =  ∂x 1   M  ∂g n xν   ∂x1 −1 ( ) ( ) ( ) ν ∂g1 x ∂x 2 ν ∂g 2 x ∂x 2 M ν ∂g n x ∂x 2 ( )L ν ( ) ( ) ∂g1 x ∂x n ν ∂g 2 x L ∂x n O M ν ∂g n x L ∂x n ( )  ν ( )  ( )       v.10 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson n-dimensional. prosseguir.2 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Algoritmo do método de Newton-Raphson n-dimensional i. ii.331 − 0.999977 2. g x .9 2.000046 .0117 — — Portanto. no ponto x = x : g xν ν Testar convergência: se g i xν ≤ ε para i ∈ [1. ν 0 1 2 3 ν x1 x2 ν g1 x g2 ( ) (x ) ν ν − J x [ ( )] ν −1 ν ∆x1 ∆x ν 2 0 3 0.331 0.7 – Utilizando o método de Newton-Raphson. x2 ) = 2 x1 + x2 − 4 = 0 2 g 2 ( x1 .1 0. determinar a solução considerando uma tolerância ε x = ε y = 0.994 2. Tabela VII. Fazer ν = 0 e escolher uma aproximação inicial x = x . então o processo convergiu para a solução x = x . ν ν Linearizar a função vetorial g (x ) em torno do ponto x .012 0. 0 ν Calcular g (x ) .294 − 0.6 0. Isto se resume na determinação da ( ( )) seguinte matriz de derivadas.665 0.9 –0.001 .8 0.000046 –1 3 0 0.294 − 0.10. n ] . Calcular a correção ∆xν que resolve o problema linearizado: ∆x = − J x ν +1 ν ν [ ( )] g (x ) ν Determinar a nova estimativa de x que passa a ser: x = x + ∆x Fazer ν = ν + 1 e voltar para o Passo (ii).147 0. para uma tolerância ε x = ε y = 0.2 − 0. iii.64 0 0.000137 − 0.7: Inicialmente. vii.094 –0.001 . x2 ) = 2 x1 + x2 − 6 = 0  ∂g1 ∂ g (x )  ∂x1 J= = ∂x  ∂g 2  ∂x1  ∂g1  ∂x2  2 1  = ∂g 2  2 2 x2    ∂x2   0 0 Considerando uma solução inicial x1 = 0 e x2 = 3 obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII. iv. vi.00586 –0.0354 0 0.99977 e y = x2 = 2.647 0. ν Exemplo VII. faz-se: g1 ( x1 . ν ( ) ( ) caso contrário.165 0. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 14 de 47 .188 0. x = x1 = 0.2 − 0. para o seguinte sistema de equações: 2x + y = 4 2x + y2 = 6 Solução Exemplo VII.

3 – Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson O método de Newton-Raphson é aplicado para a resolução do Subsistema 1 (S1) sendo dado por: (S1) =   ∆ P = P esp − P (V .7 (continuação): Observar que a partir da primeira iteração a função g1 xν passa a apresentar valor nulo.128 0.00522 0 0.2 − 0.1 0.03297 0 0.00436 0. para uma tolerância ε x = ε y = 0. Tabela VII.1 0.2 0.00131 –0. ν 0 1 2 3 4 5 6 7 8 ν x1 x2 ν g1 x g2 ( ) (x ) ν ν − J x [ ( )] ν −1 ν ∆x1 ∆x ν 2 0 3 0.2 − 0.00028 –1 3 0 0.99452 2. determinar a solução do sistema de equações do exemplo anterior.01309 0 0.9 2. θ ) = 0 esp ∆Q = Q − Q (V .2 − 0.00208 0 0.0033 –0.0278 0.1 0.8: Considerando uma solução inicial x10 = 0 e x2 = 3 obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII.2 − 0.0084 –0. a solução do seguinte sistema de equações: x 2 + 3xy = 4 xy − 2 y 2 = −5 VII.00262 0.11 – Resultados parciais do processo iterativo – método de Von Mises n-dimensional.1 0.99965 2.2 − 0.1 0.000834 − 0.6 0.1 0.00221 –0.6 0. θ ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV} (VII.6 0. o que exige a resolução do sistema linear dado por: Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 15 de 47 .2 − 0.2 − 0.064 –0.0442 0.2 – Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises.11.9861 2.6 0.2 0.0168 0.2 − 0.2 − 0.2 − 0.00069 0. x = x1 = 0.00028 . θ ) = 0  ⇒ ∆Pk = Pkesp − Pk (V .0066 0. determinar. com uma tolerância ε = 0. 0 Solução Exemplo VII.964 2.2 − 0.99913 2.001 .8 – Utilizando o método de Von Mises.08406 0 0.00021 –0.1 0.6 0.00052 –0.00174 0.64 0 0.01095 0. Exercício VII.072 0.001 .2212 0 0.9)  esp ∆Qk = Qk − Qk (V .θ ) = 0 k ∈ {barras PQ} De acordo com o algoritmo de Newton-Raphson deseja-se determinar o vetor das correções ∆ x .2 − 0.1 0.6 0. Isto ocorre porque a aproximação linear empregada para representar esta função corresponde à própria função pois esta é de primeira ordem nas variáveis x1 e x2 .00104 0.6 0.99782 2.99986 2.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VII.00042 — — Portanto.2 − 0.8 0. ( ) Exemplo VII.9 –0.99986 e y = x2 = 2.2 − 0.6 0.2 − 0.

θ )  H= l ∈ Ωk = Vk Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl )  H kl = ∂θ ∂θ l  l ∉ Ωk  H kl = 0   ∑ Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 16 de 47 .θ ) ∂Q (V .θ ) ∂ P (V .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente gx onde ( ) = − J (x )∆ x υ υ υ ⇒ ∆x = − J x ν [ ( )] g (x ) ν −1 ν  ∆ Pυ  ← PQ + PV g x = υ ← PQ  ∆Q    θ υ  ← PQ + PV υ x = υ ← PQ V    ( ) υ  ∆θ υ  υ ∆x =  υ  ∆V     ∂ (∆ P )   ∂V  ∂ ∆Q   ∂V  ↑ υ ← PQ + PV ← PQ ∂ g (x ) J (x ) = ∂x υ υ   ∂(∆ P )  ∂θ =  ∂ ∆Q  ∂θ  ↑ ← PQ + PV ← PQ ( ) ( ) PQ + PV PQ Considerando as expressões dos vetores ∆ P e ∆Q e que P pode ser rescrita da seguinte maneira: esp e Q esp são constantes.θ )  ∂θ = −  ∂Q (V .θ )  ∂V   ∂Q(V .θ ) H= N= M= L= ∂θ ∂V ∂θ ∂V Assim.10)  υ=   υ ∆Q   M L   ∆V      Considerando que: Pk = Vk Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km ) = = Qk m∈K Vk2 G kk ∑ + Vk = Vk = Vm Gkm sen km − Bkm cos km = m∈K − Vk2 Bkk + Vk Vm Gkm sen km − Bkm m∈Ω k ∑ ( m∈Ω k ∑V (G m km cosθ km + Bkm sen θ km ) θ θ ) ∑ ( θ cosθ km ) as submatrizes que compõem a matriz Jacobiana são dadas por: ∂Pk  Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cosθ km )  H kk = ∂θ = Vk k m∈Ω k  ∂Pk ∂ P (V . a equação que define a aplicação do método de Newton ao fluxo de carga fica sendo:  ∆ Pυ   H N  υ  ∆θ υ  (VII.θ )  ∂V   ↑ υ ← PQ + PV ← PQ PQ + PV PQ sendo as submatrizes representadas por: ∂Q (V . a matriz Jacobiana J x ( ) υ  ∂ P (V .θ )   ∂θ ↑ ∂ P(V .θ ) ∂ P(V .

θ   M V .θ υ   ∆θ υ   υ= υ υ υ υ υ   L V .θ = −  υ υ υ υ  L V .θ υ N V υ .θ       Fazer υ = υ + 1 e voltar para o Passo (ii).θ υ +1 υ +1 ) . os passos a serem executados para solução do fluxo de carga pelo método de Newton são os seguintes: Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson – Algoritmo i. as magnitudes das tensões das barras PQ V = V = V Calcular: Pk (V .θ ) ∂V ∂Pk  Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km )  N kk = ∂V = 2Vk Gkk + k m∈Ω k  ∂Pk  = Vk (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl ) l ∈ Ωk  N kl = ∂Vl  l ∉ Ωk  N kl = 0   ∑ M= ∂Q(V .θ .θ υ N V υ . continuar. θ υ  υ υ J V . Calcular a matriz Jacobiana:  H V υ . iii.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente N= ∂ P(V . Determinar a nova solução V θ V υ +1 υ +1 υ = θ + ∆θ υ υ υ υ ( ) ( ) ( . ii. ( ( ) ( ) ( ) ) υ Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 17 de 47 . onde: ) ) = V + ∆V e ∆θ υ sendo ∆V obtidos com a solução do seguinte sistema linear: vi. υ υ iv.θ   ( υ υ ) k∈{PQ + PV } {∆P }≤ ε υ k P υ e max ∆Qk ≤ ε Q .  ∆ Pυ   H V υ . o processo convergiu para a k∈{PV } { } ( ) ( ( v. solução V .θ ) para as barras PQ Testar a convergência: se max Fazer υ = 0 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e PV θ = θ = θ ( υ 0 ).θ ) para as barras PQ e PV Qk (V .θ  ∆V   ∆Q   M V . caso contrário. ( υ 0 )e e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P e ∆Q .θ ) ∂θ ∂Qk  Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km ) M kk = ∂θ = Vk k m∈Ω k  ∂Qk  l ∈ Ωk = −Vk Vl (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl ) M kl = ∂θ l  l ∉ Ωk M kl = 0   ∑ L= ∂Q(V .θ ) ∂V ∂Qk  Vm (Gkm sen θ km − Bkm cosθ km ) Lkk = ∂V = −2Vk Bkk + k m∈Ω k  ∂Qk  = Vk (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk Lkl = ∂Vl  l ∉ Ωk Lkl = 0   ∑ Assim.

11) k ∈ {barras PV e referência} Qk = Vk Vm (Gkm sen θ km − Bkm cosθ km ) m∈K  ∑ ∑ Exemplo VII. as incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes: θ  x =  2 V2  ∆P2 = − 0. os elementos das submatrizes N e M possuem menor valor absoluto e variam de forma significativa.12.9901cosθ 2 + 9.θ ) ∂Q2 = V2 Vm (G2 m cosθ 2 m + B2 m sen θ 2 m ) = V2V1 (G21 cosθ 21 + B21 sen θ 21 ) ∂θ 2 m∈Ω 2 ∑ = L22 = ∂Q2 = −2V2 B22 + Vm (G2 m sen θ 2 m − B2 m cosθ 2 m ) = −2V2 B22 + V1 (G21 sen θ 21 − B21 cosθ 21 ) ∂V2 m∈Ω 2 ∑ Levando em conta a matriz admitância da rede (já calculada na solução do Exercício VII.0804 rad = −4. têm-se os seguintes elementos: H 22 = V2 (0. determinar a solução do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de duas barras utilizado no Exemplo VII.9010 sen θ 2 + 0. como a matriz Jacobiana é dada por: H N  J = −  22 22   M 22 L22  então sua inversa é dada por: J −1  H N 22  = −  22   M 22 L22  −1 = −1 H 22 L22 − N 22 M 22  L22 − N 22  − M H 22  22   0 Considerando uma solução inicial θ 2 = 0 rad e V20 = 1 pu . Enquanto os elementos das submatrizes H e L possuem maior valor absoluto e apresentam variações pequenas ao longo do processo iterativo.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Após a determinação do fasor tensão de todas as barras.9901cosθ 2 + 9.9901senθ 2 + 9.1. Portanto.9901V2 ) = 0  ∆Q2 = − 0. a solução do Subsistema 2 (S2) é trivial.8 − V2 (− 0. considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0.9802V2 + (− 0.9: Conforme já determinado.61o .1. obtêm-se os resultados mostrados na Tabela VII.9461 pu e θ 2 = −0. Solução Exemplo VII.θ ) ∂P H= = H 22 = 2 = V2 ∑ Vm (− G2 m sen θ 2 m + B2 m cosθ 2 m ) = V2V1 (− G21 sen θ 21 + B21 cosθ 21 ) ∂θ ∂θ 2 m∈Ω2 (S1) N= M= L= ∂ P(V .9010 cosθ 2 ) Neste caso.1).θ ) ∂θ ∂V = M 22 = ∂Q (V .001 . mesmo valor obtido na solução do Exemplo VI.θ ) ∂P = N 22 = 2 = 2V2G22 + Vm (G2 m cos θ 2 m + B2 m sen θ 2 m ) = 2V2 G22 + V1 (G21 cos θ 21 + B21 sen θ 21 ) ∂V ∂V2 m∈Ω 2 ∑ ∂Q(V . a solução do Subsistema 1 é dada por: V2 = 0.9 – Utilizando o método Newton.9010 sen θ 2 ) M 22 = V2 (− 0.9901 sen θ 2 − 9.802V2 + (− 0.9010V2 ) = 0 Para este problema a matriz Jacobiana apresenta os seguintes elementos.4 − V2 (− 0. Na Tabela VII.12 é importante observar os valores obtidos nas submatrizes que constituem o Jacobiano. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 18 de 47 .9901sen θ 2 − 9. sendo obtida através das expressões:  Pk = Vk Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km ) k = {barra de referência}  m∈K (S2) =  (VII. e os valores especificados para V1 = V1esp = 1 pu e θ1 = θ1esp = 0 rad .9010 cos θ 2 + 9. para os quais Ω 2 = { } : 1 ∂ P(V .9010 sen θ 2 ) L22 = 19.001 . para uma tolerância ε P = ε Q = 0.9901 cos θ 2 + 9.9010 cosθ 2 ) N 22 = 1.

B11=-9. y=[k x(1) gx(1) Jac(1. G21=-0.4f\n'.8.4f %8. B22=-9.y). n22=2*v2*G22+v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2)).0017 0. t2=0. h22=v2*v1*(-G21*sin(t2)+B21*cos(t2)).4f\n\n'. m22=v2*v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2)).'%8. v1=1. Jac=-[h22 n22 m22 l22].0044 –0.9461 –0. B12=9. dp2=p2-v2*(v1*(G21*cos(t2)+B21*sin(t2))+G22*v2). B21=9. % disponivel em: http://slhaffner.4f %8.m clear all. ν 0 1 2 V 2ν ν θ2 ∆P2 x ν ∆Q 2 x ( ) ( ) ν [J (x )] ν − J x [ ( )] ν −1 ∆V 2ν ν ∆θ 2 0 1 –0. fclose(saida).4f %8.1) Jac1(1.4f %8. t1=0.1101 –0.9901. G11=0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VII. chega-se a:  P = 0.6555 − 9.4 –0.1069 − 0. Jac1=-inv(Jac).0003 –0.0195 0.' %8. q2=-0.1000 − 0.1000 0.4f %8. p2=-0.4f %8.8 –0.901.4f %8.'%2.0480 –0. Por outro lado. y=[x(2) gx(2) Jac(2. l22=-2*v2*B22+v1*(G21*sin(t2)-B21*cos(t2)). G22=0. v2=x(2). t2=x(1).12. fprintf(saida.2) dx(1)].2) dx(2)].9910 − 9.0100 0.0463 –0.1) Jac(2.1) Jac1(2. x=x+dx.8089 pu (S2)  1 Q1 = 0.txt'. q1=v1*(v2*(G12*sin(-t2)-B12*cos(-t2))-B11*v1).0f %8.9901.0059 — — — Os resultados mostrados na Tabela VII.0004 − 9. v2].us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_9. G12=-0.9010 − 9.901.y).9 (continuação): Tabela VII.1462 1. o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência na barra de referência: P = V1 Vm (G1m cos θ1m + B1m sen θ1m ) 1  m∈K1 (S2) =  Q1 = V1 Vm (G1m sen θ1m − B1m cos θ1m )  m∈K1   P = V [V (G cos θ12 + B12 sen θ12 ) + V1G11 ] (S2)  1 1 2 12 Q1 = V1 [V2 (G12 sen θ12 − B12 cos θ12 ) − V1 B11 ] ∑ ∑ Substituindo os valores conhecidos.4f %8. saida=fopen('saida.0543 0. v2=1.0804 0. dx=Jac1*gx.901.0418 –0. y=[p1 q1].y). for k=0:5. end p1=v1*(v2*(G12*cos(-t2)+B12*sin(-t2))+G11*v1).4894 pu Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 19 de 47 .2) Jac1(1. x=[t2. dq2].phpnet. dq2=q2-v2*(v1*(G21*sin(t2)-B21*cos(t2))-B22*v2). foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®.9010 − 0.4f %8.9901.901. gx=[dp2.4f'. fprintf(saida.4.9901 0.2) Jac1(2.12 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.0760 0.3270 − 0.4f %8.9901. fprintf(saida.'w').4f %8.0100 0.4f %8.0760 –0.9520 –0.1) Jac(1.4f %8.

determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.2351    As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes: θ1  x = θ 3    V1    (S1) ∆P = P esp − V1 [V1G11 + V2 (G12 cos θ12 + B12 sen θ12 )] = 0 1 1  esp ∆P3 = P3 − V3 [V2 (G32 cos θ 32 + B32 sen θ 32 ) + V3G33 ] = 0 ∆Q = Q esp − V [− V B + V (G sen θ − B cos θ )] = 0 1 1 1 11 2 12 12 12 12  1 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 20 de 47 .0778 + j1.2351    0  0   0.8 sh bkm [pu] 0.7 cujos dados se encontram nas Tabelas VII.4078 − 0.10 – Utilizando o método de Newton.02 0.3300 − j3.33 0. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0.0778 − j1.0778 − j1.0778 + j1.2451 Y =   0 − 0.33 + j 3.05 + j0.14.03 + j 0.3003   − 0.00 1.33 − j 3.0778  3.3003 0.5154 1.2451) pu Z 23 0.20 Q esp [pu] 0. Tabela VII. Barra 1 2 3 Tipo PQ Vθ PV V esp [pu] — 1.10: As admitâncias das linhas de transmissão são dadas por: 1 1 Y 12 = = ≈ (0.33 − 0.0778  1.14 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.3003  − 0.3003) pu Z 12 0.001 .2303 − 0.33  − 3.3003 − 4.33 + j3.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exemplo VII.2451 − 1.01 Solução Exemplo VII.5154 − 0.0 — P esp [pu] – 0.2451  G= e B=    0   0 − 0.05 + j 0.00 θ esp [rad] — 0.4078 − j 4.3 1 1 Y 23 = = ≈ (0.7 – Sistema exemplo de 3 barras.0778 0.15 — 0.05 — — bksh [pu] 0.2303 3.13 – Dados das barras do sistema de 3 barras. k 1 2 m 2 3 Z km [pu] 0. 1 2 3 V1 Z 12 V2 S2 Z 23 V3 S3 S1 sh jb12 sh jb12 sh jb23 sh jb23 jb1sh Figura VII.2451 0.3 0.8 sendo a matriz admitância dada por: 0  0.03 + j0.05 — — Tabela VII.13 e VII.

3003 cosθ )] = 0 1 1 1 1  1 Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a seguinte formação:  ∂∆P ∂∆P ∂∆P  1 1 1   ∂θ1 ∂θ 3 ∂V1   H 11 H13 N11    ∂∆P3 ∂∆P3 ∂∆P3  = −  H H N  J= 33 31   31  ∂θ ∂θ 3 ∂V1  1  M 11 M 13 L11   ∂∆Q ∂∆Q ∂∆Q    1 1 1   ∂θ1 ∂θ 3 ∂V1    ∂P H11 = 1 = V1 Vm (− G1m sen θ1m + B1m cos θ1m ) = V1V2 (− G12 sen θ12 + B12 cos θ12 ) ∂θ1 m∈Ω1 ∑ H13 = H 33 = N11 = ∂P1 =0 ∂θ 3 e H 31 = ∂P3 =0 ∂θ1 ∂P3 = V3 Vm (− G3m sen θ 3m + B3m cos θ 3m ) = V3V2 (− G32 sen θ 32 + B32 cos θ 32 ) ∂θ 3 m∈Ω3 ∑ ∂P1 = 2V1G11 + Vm (G1m cosθ 1m + B1m sen θ 1m ) = 2V1G11 + V2 (G12 cosθ12 + B12 sen θ12 ) ∂V1 m∈Ω1 ∑ N 31 = M 11 = M 13 = ∂P3 =0 ∂V1 ∂Q1 = V1 Vm (G1m cosθ1m + B1m sen θ1m ) = V1V2 (G12 cosθ12 + B12 sen θ12 ) ∂θ1 m∈Ω1 ∑ ∂Q1 =0 ∂θ 3 ∂Q L11 = 1 = −2V1 B11 + Vm (G1m sen θ1m − B1m cosθ1m ) = −2V1 B11 + V2 (G12 sen θ12 − B12 cosθ12 ) ∂V1 m∈Ω1 ∑ Considerando uma solução inicial θ10 = θ 30 = 0 rad e V10 = 1 pu .8055 0 0.15 − V1 [0.2451sen θ 3 ) + 0.1606 0.0313 0 0.15 0.0487 0.0437 0 0.0778 × 1] = 0 ∆Q = 0.15 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.3300 − 3.0329 0.01×10-5 0 − 1.15.0014 –0.2451 0 0.2415 0 0.0022 — 1 –0.3882 0 0 − 3.0778 cosθ 3 + 1.8031 0 0.12 − 3.20 − 1[1(− 0. obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.0001 –0.1603 − 0.0329 –0.33V1 + 1(− 0.0487 0.2999 0 − 0.20 0.3927 — 0 0.2303V + 1(− 0.05 − V [3.0473 0. tem-se o seguinte sistema de equações: = 0 ∆P1 = − 0.1913 0.3003 sen θ1 )]  (S1) ∆P3 = 0.3132 − 0.33 sen θ − 3.14×10-6 0 –2.1606 1.1605 1.3300 0 − 1.33 cosθ1 + 3.0307 0. ν ν θ1 ν θ3 V1 ν ( ) ∆P (x ) ∆Q (x ) ∆P1 x 3 1 ν ν ν [J (x )] ν − J x [ ( )] ν −1 ∆V1ν ν ∆θ 1 ν ∆θ 3 0 0 0 1 –0.0165 –0.0313 0.2923 — 2 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 21 de 47 .0001 –0.5065 0 − 3.10 (continuação): Substituindo os valores conhecidos. Tabela VII.2927 0 0 0.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Exemplo VII.3003 0 − 0.0081 8.0045 –0.

phpnet.4f %8. dx=[0.3) Jac1(2.'%2.001 .2) Jac1(1. q1=0. fprintf(saida.2) Jac(3.y). y=[x(3) gx(3) Jac(3. dx=Jac1*gx. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®. B21=-b12.4f\n\n'. t1=x(1).3) Jac1(3. tol=0.71o e θ 3 = 0.4f %8.4f %8. gx=[dp1.y). h31 h33 n31.4f %8. p1=-0.4f %8. m13=0. q1sh=v1*v1*b1sh. B11=b12+b12sh+b1sh. b1sh=0.'%8.05.' %8. n31=0. v1=x(3). G13=0.4f %8. b12sh=0.4f\n %8.0f %8. a solução do Subsistema 1 é dada por: V1 = 1.m clear all. dq1]. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 22 de 47 . dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1). B22=b12+b23+b12sh+b23sh. b23=-1. fprintf(saida. t3=0.1605 rad = 9.20 o . x=[t1. y=[p2 q2 q3 q1sh]. mas foi necessário realizar mais uma iteração. else Jac=[0 0 0. G21=-g12.0778. kmax=10.y). m11=v1*v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2)).4f %8. 0 0 0].'w').4f\n %8. end p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))). if kpq==0 break end x=x+dx. B32=-b23.4f %8.4f %8.4f %8. h31=0.3) dx(3)]. g12=0. v2=1.4f %8. % disponivel em: http://slhaffner.' %8. B23=-b23.4f %8. B33=b23+b23sh.2) Jac1(2. g23=0.4f\n'. para uma tolerância ε P = ε Q = 0. Observar que após a 1a iteração o resíduo ∆P3 já se encontrava dentro da tolerância desejada (∆P1 ( ∆P 1 3 e ∆Q3 ) eram superiores. for k=0:kmax. m11 m13 l11].05.4f %8. l11=-2*v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2)). fprintf(saida. B13=0. 0 0 0. kpq=0.0307 pu .4f %8. n11=2*v1*G11+v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2)). dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1). fclose(saida). saida=fopen('saida. t2=0.3) dx(1)].1) Jac1(1.02.2) Jac(2. fprintf(saida. G12=-g12.4f %8.4f\n'.3) dx(2)].4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Exemplo VII.0473 rad = −2. 0 0 0.0001 < ε P = 0.4f %8. dp3. t3=x(2). dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3). end y=[k x(1) gx(1) Jac(1. t1=0.4f %8. pois os demais resíduos ) Os resultados mostrados na Tabela VII. kpq=1. G11=g12.txt'. = − 0.01.1) Jac(3. q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3))). Jac=-[h11 h13 n11. v1=1. G33=g23. v3=1. h13=0. G22=g12+g23.1) Jac1(2.4f %8. 0.15. t3.4f %8. h33=v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2)).1) Jac(1.4f %8.4f %8.2) Jac(1.3) Jac1(1. b12=-3. B12=-b12. G32=-g23. p3=0.4f\n'. y=[x(2) gx(2) Jac(2.4f %8.4f %8. b23sh=0.4f %8.10 (continuação): Portanto.y).4f %8.001 .2451.2. v1]. B31=0.3003.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_10.15.1) Jac(2.1) Jac1(3. G23=-g23. Jac1=[0 0 0. q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3).001. G31=0.2) Jac1(3. if max(abs(gx))>tol h11=v1*v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2)). 0 0 0]. 0]. Jac1=-inv(Jac).33. θ1 = −0.

4450A-04 – Sistemas de Energia I

Solução Exemplo VII.10 (continuação): Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência na barra de referência:  Vm (G2 m cos θ 2 m + B2 m sen θ 2 m ) K 2 = { ,2,3} 1  P2 = V2  m∈K 2 (S2) = Q2 = V2 Vm (G2 m sen θ 2 m − B2 m cosθ 2 m ) K 2 = { ,2,3} 1  m∈K 2  Q3 = V3 Vm (G3m sen θ 3m − B3m cos θ 3m ) K 3 = { ,3} 1  m∈K3   P2 = V2 [V1 (G21 cos θ 21 + B21 sen θ 21 ) + V2G22 + V3 (G23 cos θ 23 + B23 sen θ 23 )] (S2) Q2 = V2 [V1 (G21 sen θ 21 − B21 cos θ 21 ) − V2 B22 + V3 (G23 sen θ 23 − B23 cos θ 23 )]  Q = V [V (G sen θ − B cos θ ) − V B ] 3 2 32 32 32 32 3 33  3 Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:  P2 = −0,0469 pu (S2) Q2 = −0,1152 pu  Q = −0,0064 pu  3 Após a determinação do estado da rede, os fluxos de potência nas linhas podem ser facilmente determinados, utilizando-se as expressões (III.11) e (III.12)5, obtendo-se os resultados mostrados na Figura VII.8.

∑ ∑ ∑

V 1 = 1,0307 − 2,71o

V 2 = 1 0o

V 3 = 1 9,20 o

1
S 12 = −0,15 + j 0,1031 S 21 = 0,1511 − j 0,1336

2
S 23 = −0,198 + j 0,0184 S 32 = 0,2 − j 0,0064

3

S 1 = −0,15 + j 0,05
S 1 = j 0,0531
sh

S 2 = −0,0469 − j 0,1152

S 3 = 0,2 − j 0,0064

jb1sh

Figura VII.8 – Resultado do fluxo de carga do sistema exemplo de 3 barras.

Exercício VII.3 – No sistema de três barras do Exemplo VII.10, em função da barra de referência (Barra 2) ocupar uma posição central e de não existir ligação direta entre as Barras 1 e 3, o sistema elétrico de três barras pode ser dividido em dois sistemas de duas barras independentes, conforme mostrado na Figura VII.9.
1 Sistema A 2 2 Sistema B
S2
B

3

V1

Z 12

V2
A S2

V2

Z 23

V3 S3

S1

sh jb12

sh jb12

sh jb23

sh jb23

S2 = S2 + S2

A

B

jb1sh

Figura VII.9 – Sistemas de duas barras equivalente ao exemplo de 3 barras.

5

Para detalhes, vide Capítulo III.
Versão: 10/9/2007 Página 23 de 47

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner

4450A-04 – Sistemas de Energia I

Observar que as equações utilizadas para determinar o fasor tensão da Barra 1 não envolvem o fasor tensão da Barra 3 e vice-versa. Desta forma as duas redes podem ser resolvidas separadamente, sendo a injeção de potência da Barra 2 dada pela soma das injeções calculadas para as duas redes, ou seja, S 2 = S 2 + S 2 . Resolver o fluxo de carga das duas redes separadamente e comparar com os resultados do Exemplo VII.10 para comprovar estas afirmações.
A B

Exercício VII.4 – Para o mesmo sistema elétrico utilizado no Exemplo VII.10, determinar solução do fluxo de carga considerando os dados da Tabelas VII.16 e utilizando uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
Tabela VII.16 – Dados das barras do sistema de 3 barras.
Barra 1 2 3 Tipo PQ PV Vθ

V esp [pu]
— 1,00 1,00

θ esp [rad]
— — 0,1605

P esp [pu]
– 0,15 – 0,0469 —

Q esp [pu]
0,05 — —

bksh [pu]
– 0,05 — —

VII.4 – Métodos desacoplados
O processo iterativo de solução do fluxo de carga pelo método de Newton baseia-se na solução do seguinte sistema linear: ∂ P (V ,θ ) ∂ P(V ,θ ) H= N=  ∆ Pυ   H N υ  ∆θ υ  ∂θ ∂V com  υ =     ∂Q (V ,θ ) ∂ Q(V ,θ ) ∆Q   M L   ∆V υ       M = L= ∂θ ∂V Em redes de transmissão em alta tensão (maiores ou iguais a 230 kV), o fluxo de potência ativa é muito menos sensível às mudanças na magnitude das tensões que às mudanças nos ângulos de fase das tensões nodais. De forma similar, o fluxo de potência reativa é muito menos sensível às mudanças nos ângulos de fase das tensões que às mudanças nas magnitudes das tensões nodais. Isto faz com que as sensibilidades ∂P e ∂Q sejam muito mais intensas que as sensibilidades ∂P e ∂Q , e possibilita a separação ∂θ ∂V ∂θ ∂V deste sistema linear em dois subsistemas independentes (não acoplados). Esta separação é denominada desacoplamento Pθ-QV. θ

VII.4.1 – Método de Newton desacoplado
O processo mais imediato de aplicação do desacoplamento, denominado Newton desacoplado, consiste em desconsiderar as submatrizes N e M. Em outra família de métodos, além de ignorar as submatrizes N e M, utilizam-se matrizes constantes no lugar das submatrizes H e L. Observar que em todas as versões de métodos desacoplados as aproximações são feitas apenas na matriz Jacobiana; nenhuma aproximação é feita no cálculo dos resíduos ∆ P e ∆Q . Deste modo, altera-se o processo de convergência (geralmente torna-se mais lento), mas a solução final se mantém, pois o sistema resolvido continua sendo o Subsistema 1 (S1), dado por: ∆ P = P esp − P (V ,θ ) = 0 ∆Pk = Pkesp − Pk (V ,θ ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV} (S1) =  ⇒   esp esp ∆Q = Q − Q(V ,θ ) = 0 ∆Qk = Qk − Qk (V ,θ ) = 0 k ∈ {barras PQ}  O algoritmo básico do método de Newton-Raphson para solução do fluxo de carga é dado por:
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 24 de 47

4450A-04 – Sistemas de Energia I

1 Iteração

∆ Pν V ν ,θ ν = H V ν ,θ ν ⋅ ∆θ ν + N V ν ,θ ν ⋅ ∆V ν  ν ν ν ν ν ν ν ν ν ∆Q V ,θ = M V ,θ ⋅ ∆θ + L V ,θ ⋅ ∆V  ν +1 ν ν θ = θ + ∆θ ν +1 ν V = V + ∆V ν 

( (

) ( ) (
ν ν

) )

( (

) )

barras PQ e PV barras PQ barras PQ e PV barras PQ

Desprezando os termos N V ,θ

∆θ ν e ∆V ν da seguinte maneira:
1 2

(

) e M (V
) ( ) (

ν

ν

), é possível resolver separadamente e alternadamente para
barras PQ e PV barras PQ e PV barras PQ barras PQ

Iteração Pθ

ν ν ν  ν ν ν ∆ P V ,θ = H V ,θ ⋅ ∆θ  ν +1 θ = θ ν + ∆θ ν 

(

)

1

2

Iteração QV

∆Qν V ν ,θ ν +1 = L V ν ,θ ν +1 ⋅ ∆V ν   ν +1 ν ν V = V + ∆V 

(

)

(VII.12)

As alterações introduzidas pela simplificação da matriz Jacobiana são, parcialmente, compensadas pelo fato ν +1 das variáveis θ e V serem atualizadas a cada meia iteração (observar que utiliza-se θ para os cálculos dos resíduos ∆Q e da submatriz L ). De um modo geral, a taxa de convergência dos dois subproblemas (subproblema ativo: ½ Iteração Pθ; subproblema reativo: ½ Iteração QV) são diferenciadas e é comum a realização de iterações em apenas um dos subproblemas. A resolução do fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado segue os seguintes passos:
ν

Fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado – Algoritmo
i. ii. iii.
Fazer p = q = 0 , KP = KQ = 1 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e

) e as magnitudes das tensões das barras PQ (V = V = V ) . Calcular P (V ,θ ) para as barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P
PV θ = θ = θ
p q k
0

(

q

0

p

p

.

Testar a convergência: a) Se
k∈{PQ + PV }

max

{∆P }≤ ε
p k

P

, a ½ Iteração Pθ convergiu:

iv. v. vi. vii. viii.

• Fazer KP = 0 . Se KQ = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ • Caso contrário, vá para o Passo (vii) (Iteração QV). b) Caso contrário, prosseguir. q p Calcular a submatriz H V ,θ .
p

(

q

);

(

Determinar o valor de θ
p

p +1

)

∆ P V , θ = H V ,θ ⋅ ∆θ Fazer p = p + 1 , KQ = 1 e prosseguir no Passo (vii).
q p q p p

(

) (
q

)

= θ + ∆θ
p

p

sendo ∆θ

p

obtido com a solução do seguinte sistema linear:

Calcular Qk V ,θ a)
k∈{PQ }

(

p

) para as barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆Q

q

.

Testar a convergência:
q Se max ∆Qk ≤ ε q , a ½ Iteração QV convergiu:

{

}

ix. x. xi.

• Fazer KQ = 0 . Se KP = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ • Caso contrário, vá para o Passo (ii) (Iteração Pθ). b) Caso contrário, prosseguir. υ υ Calcular a submatriz L V ,θ .
p

(

q

);

(

Determinar o valor de V linear: ∆Q V , θ
q q

q +1 q

)

(

p

) = L(V

= V + ∆V
q p

q

)⋅ ∆V

sendo ∆V

q

obtido com a solução do seguinte sistema

q

Fazer q = q + 1 , KP = 1 e voltar para o Passo (ii).
Versão: 10/9/2007 Página 25 de 47

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner

33  − 3.0474 rad = −2. após duas ½ iterações.20 –0.1605 rad = 9.2451 − 1.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exemplo VII.2451 − 3. Tabela VII. sendo as mesmas do Exemplo VII.0001 < ε P = 0.1016 –0. p 0 1 2 θ 1p θ 3p 0 0 –0. mas foi necessário realizar mais uma ½ iteração Pθ.1787 –3.1605 ∆P1 x ∆P3 x p .2415 — 0 0.0320 –0.0455 0. θ1 = −0. ou seja.q −1 ∆V1q –0.20 o .3030 0 0 − 1.11 – Utilizando o método Newton desacoplado.2953 0 0 0. obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.44×10-4 0 − 3.001 .0065 –0. q ( ) − Lx [ ( )] [L(x )] p.0474 0.3003 0 0.0455 0.0043 –5.0001 2.17. para uma tolerância ε P = ε Q = 0.4078 − 0.3003    0  0 − 0.33 0.q −1 ∆θ 1p ∆θ 3p q 0 1 2 V1 q ∆Q1 x p .17 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado.001 .10×10-6 –3.11: A matriz admitância da rede e as inalteradas.15 0.3003 0  − 4.3861 — 0.2953 — 0.33 − 0.8031 0.0307 0. determinar a solução do Subsistema 1 do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado no Exemplo VII.10 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0.q ( ) ( ) − H x [ ( )] p.0019 –0.0778 G= e B =  3.2451   1.1606 –0.8055 — –0.3146 0.3868 0 0 − 1.72 o e θ 3 = 0. Solução Exemplo VII.1606 –0.2351  θ1  x = θ 3    V1    ∆P = P esp − V1 [V1G11 + V2 (G12 cos θ12 + B12 sen θ12 )] = 0 1 1  (S1) ∆P3 = P3esp − V3 [V2 (G32 cos θ 32 + B32 sen θ 32 ) + V3G33 ] = 0 ∆Q = Q esp − V [− V B + V (G sen θ − B cos θ )] = 0 1 1 1 11 2 12 12 12 12  1 Para o método de Newton desacoplado. o resíduo ∆P3 já se encontrava dentro da tolerância desejada ∆P31 = − 0.0778 0. a solução do Subsistema 1 é dada por: V1 = 1. ou seja:  H 11 H 13  H =   H 31 H 33  H11 = H13 = H 33 = ∂P 1 = V1 Vm (− G1m sen θ1m + B1m cos θ1m ) = V1V2 (− G12 sen θ12 + B12 cos θ12 ) ∂θ1 m∈Ω1 ∑ ∂P1 =0 ∂θ 3 e H 31 = ∂P3 =0 ∂θ1 L = [L11 ] L11 = ∂P3 = V3 Vm (− G3m sen θ 3m + B3m cos θ 3m ) = V3V2 (− G32 sen θ 32 + B32 cos θ 32 ) ∂θ 3 m∈Ω3 ∑ ∂Q1 = −2V1 B11 + Vm (G1m sen θ1m − B1m cosθ1m ) = −2V1 B11 + V2 (G12 sen θ12 − B12 cosθ12 ) ∂V1 m∈Ω1 ∑ Considerando uma solução inicial θ10 = θ 30 = 0 rad e V10 = 1 pu . ou seja: 0   0.001 . ( ) Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 26 de 47 . as matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes H e L.q [H (x )] p .0320 1. Observar que após a 1a iteração. q p .0013 — Portanto.2303  − 0.0307 pu .5154 1.0001 — 1 1. pois o outro resíduo (∆P1 ) era superior.7.q p.0778     expressões do Subsistema 1 permanecem 3.

11 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII. G11=g12.2.4f\n %8. kq=1. q1sh=v1*v1*b1sh. for k=0:kmax. q1=0.'%2. t2=0.4f\n'.33. B21=-b12.4f\n'. t1=x(1).0f %8. kq=1. fprintf(saida.4f %8. b12=-3. 0]. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 27 de 47 . B31=0.4f\n\n'. q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3).17. v2=1. t3.phpnet. saida=fopen('saida. y=[x(2) gxp(2) Jacp(2. if max(abs(gxq))>tol l11=-2*v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2)).'w'). if kp==1 x=x+[dxp(1). G32=-g23. v1]. p1=-0.4f %8.4f %8.4f %8.1) dxq(1)].y).4f %8. dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1).4f %8.05. Jacq=[0]. h31=0.0.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_11. tol=0. if kq==1 x=x+[0.1) Jacp(1. B13=0. G22=g12+g23. kmax=10.2) Jacp1(1. Jacp1=[0 0.4f\n\n'.01. elseif kp==0 break end end p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))).y). Jacp=[0 0. dp3]. t3=x(2). G31=0.1) Jacq1(1. end y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1.4f\n %8.' %8.4f %8. G33=g23. B11=b12+b12sh+b1sh.4f %8. G13=0.4f %8. h31 h33]. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®. 0 0].4f %8. dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3). b1sh=0. 0 0]. gxp=[dp1.txt'. h13=0.15. gxq=[dq1]. t3=0.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Exemplo VII.1) Jacp1(1.02.4f %8. x=[t1. Jacq1=[0].4f %8.4f %8. else kp=0.3003. q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3))).dxq(1)].001. else kq=0.2) Jacp1(2. h33=v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2)). b12sh=0.'%8.'%2. dxp(2). Jacq=-[l11]. kp=1. b23=-1.1) Jacp1(2.2) dxp(2)]. Jacp1=-inv(Jacp). dxq=[0]. Jacq1=-inv(Jacq). Jacp=-[h11 h13.0778. g23=0. fclose(saida). t1=0.2451. B33=b23+b23sh.4f %8. kp=1. G23=-g23. y=[p2 q2 q3 q1sh].0f %8.4f %8. b23sh=0.1) Jacp(2. elseif kq==0 break end dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1).4f %8.4f %8. 0]. B22=b12+b23+b12sh+b23sh. dxp=Jacp1*gxp.2) dxp(1)]. dxp=[0. B32=-b23.m clear all. % disponivel em: http://slhaffner.y). if max(abs(gxp))>tol h11=v1*v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2)). v1=x(3). fprintf(saida. v1=1. fprintf(saida. G12=-g12.y).05. end y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1. p3=0. B12=-b12. g12=0. B23=-b23. v3=1. G21=-g12. fprintf(saida. dxq=Jacq1*gxq.

14) ν ν ν +1 ν ν +1 ν −1  = L′ V . θ ⋅ ∆V barras PQ V ⋅ ∆Q V .θ ) ∂θ ∂Pk  Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cosθ km ) = −Qk − Vk2 Bkk H kk = ∂θ = Vk k m∈Ω k  ∂Pk  = VkVl (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk H kl = ∂θ l  l ∉ Ωk H kl = 0   ∂Qk  Q Vm (Gkm sen θ km − Bkm cosθ km ) = k − Vk Bkk  Lkk = ∂V = −2Vk Bkk + Vk k m∈Ω k  ∂Qk  = Vk (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk  Lkl = ∂Vl  l ∉ Ωk  Lkl = 0   ∑ H= ∑ L= ∂Q(V . definir: 1 ∂Pk  ' − Qk Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cos θ km ) = − Vk Bkk  H kk = V ∂θ = Vk k k m∈Ω k  1 ∂Pk  ' H ′ = V −1 H  H kl = = Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl ) l ∈ Ωk Vk ∂θ l  '  H kl = 0 l ∉ Ωk   1 ∂Qk 1  ' Q Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = k 2 − Bkk  Lkk = V ∂V = −2 Bkk + V Vk k k k m∈Ω k  1 ∂Qk  L′ = V −1 L  L'kl = = Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl l ∈ Ωk Vk ∂Vl   L'kl = 0 l ∉ Ωk   ∑ ∑ Utilizando as matrizes H ′ e L ′ .θ ν ⋅ ∆θ ν barras PQ e PV   ν +1 θ = θ ν + ∆θ ν barras PQ e PV  ν ν ν +1 ν ν +1 ν  −1 = V −1 ⋅ L V .13) Sabendo que as matrizes H e L originais são dadas por: ∂ P(V .θ  ν +1 ν ν V = V + ∆V barras PQ  ( ) ( ) ( ) ( ) (VII. V1 0 V = M  0 0 L 0  V2 L 0   M O M   0 L VNB  ⇒ 1 V  1 0 V −1 =  M  0    0   1 L 0   V2 M O M  1  0 L  VNB   0 L as equações normalizadas do fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado são dadas por: 1 2 Iteração Pθ Iteração QV 1 2 V −1 ⋅ ∆ Pν V ν . θ ) ∂V é possível definir novas submatrizes.θ ν = V −1 ⋅ H V ν . Sendo V a matriz diagonal cujos elementos não-nulos são as magnitudes das tensões das barras do sistema. θ ν = H ′ V ν .12) com relação à magnitude da tensão. θ ν ⋅ ∆θ ν barras PQ e PV  1 Iteração Pθ  ν +1 2 ν ν θ = θ + ∆θ barras PQ e PV  (VII. incluindo a normalização. ou seja. ou seja. se resume a: V −1 ⋅ ∆ Pν V ν .θ ⋅ ∆V barras PQ V ⋅ ∆Q V .4450A-04 – Sistemas de Energia I Em alguns sistemas. o processo iterativo do método de Newton desacoplado. θ 1 Iteração QV  ν +1 2 ν ν V = V + ∆V barras PQ  ( ( ) ( ) ) ( ) Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 28 de 47 . é possível acelerar a convergência através da normalização das equações (VII. em sua versão normalizada.

q − L′ x [ ( )] [L′(x )] p.18 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado normalizado. a matriz L só possui um elemento.0320 0.3048 — –0.0455 0.3047 0 –0.0001 1 1.10 e VII. obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.1606 ∆P1 x ∆P3 x p . Para o método de Newton desacoplado normalizado.10 e VII. p 0 1 θ 1p θ 3p 0 0 –0.44×10-4 0 — — — 2 1.3146 0. a matriz H só possui elementos não nulos na diagonal e os sistemas resolvidos nos dois casos tornam-se idênticos (embora isto não ocorra no caso geral):  ∆P   H 11 0   ∆θ1  1 ∆P  =  0 H  ⋅  ∆θ  33   3   3 ν ν ν ν ν Desacoplado: ⇒ ν ν ν ∆Pν = H 11∆θ1 1 ν ν ∆P3ν = H 33 ∆θ 3 Desacoplado normalizado: ′ V1−1∆P   H11 0   ∆θ1  1 ⋅  −1  =  ′    0 H 33   ∆θ 3  V3 ∆P3  ⇒ ν ν V1−1∆Pν = V1−1 H 11∆θ1 1 ν ν V3−1∆P3ν = V3−1 H 33 ∆θ 3 Para o subproblema reativo (QV).18.17 e VII.q p .1787 0. porque para o subproblema ativo (Pθ). observam-se diferenças apenas nas matrizes utilizadas no processo iterativo pois este descreve a mesma trajetória.2812 — 0.0320 0 − 1.11.0001 − 3. Isto ocorre.0065 –0.18 que diferem dos da Tabela VII.q ( ) ( ) − H′ x [ ( )] p. sendo as mesmas dos Exemplos VII.11 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0. determinar a solução do Subsistema 1 do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado nos Exemplos VII.0474 0.0307 –5.2415 0 0.3030 0 0 0.17 apenas no itens assinalados que correspondem às submatrizes do Jacobiano. q p .2451 − 3.10×10-6 Comparando-se os resultados das Tabelas VII.2819 0 0.1605 2.12 – Utilizando o método Newton desacoplado normalizado.1606 –0.q [H ′(x )] p . ou seja: ′ ′  H11 H13  H′ =  ′ ′   H 31 H 33  ′ H11 = V1−1 ′ H13 = V1−1 ′ H 33 = V3−1 ′ L′ = [L11 ] ′ L11 = V1−1 ∂P 1 = Vm (− G1m sen θ1m + B1m cos θ1m ) = V2 (− G12 sen θ12 + B12 cos θ12 ) ∂θ1 m∈Ω1 ∑ ∂P 1 =0 ∂θ 3 e ′ H 31 = V3−1 ∂P3 =0 ∂θ1 ∂P3 = Vm (− G3m sen θ 3m + B3m cos θ 3m ) = V2 (− G32 sen θ 32 + B32 cos θ 32 ) ∂θ 3 m∈Ω3 ∑ ∂Q1 V 1 = −2 B11 + Vm (G1m sen θ1m − B1m cosθ1m ) = −2 B11 + 2 (G12 sen θ12 − B12 cosθ12 ) ∂V1 V1 m∈Ω1 V1 ∑ Considerando uma solução inicial θ10 = θ 30 = 0 rad e V10 = 1 pu .001 .1016 –0.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exemplo VII.8031 0.q −1 ∆V1q –0.0013 — 2 –0.20 –0.12: A matriz admitância da rede e as expressões do Subsistema 1 permanecem inalteradas. Tabela VII.0455 0.0019 –0.8055 − 3.0043 –3. neste caso.3003 0 0 − 1.q −1 ∆θ 1p ∆θ 3p q 0 1 V1 q ∆Q1 x ( ) p .15 0. razão pela qual os sistemas resolvidos também são idênticos. as matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes H ′ e L′ . Solução Exemplo VII. Desacoplado: [∆Q1 ]ν = [L11 ]ν ⋅ [∆V1 ]ν Desacoplado normalizado: [V ν −1 1 ∆Q1 ] ′ = [L11 ] ⋅ [∆V1 ] ν ν ⇒ ν V1−1∆Q1 = V1−1 Lν ∆V1ν 11 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 29 de 47 .

4f\n'. G33=g23. else kq=0. if kq==1 x=x+[0. elseif kq==0 break end dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1). dxp=Jacp1*gxp1. dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1). q1=0.33.'w'). b23sh=0.4f\n\n'. B23=-b23.02. Jacp1=[0 0.4f %8. fclose(saida).4f %8. fprintf(saida. Jacq1=[0]. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®.txt'.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Exemplo VII.2) dxp(2)].y). if max(abs(gxp))>tol h11=v2*(-G12*sin(t1-t2)+B12*cos(t1-t2)). dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3).'%2. h31 h33]. v3=1.4f %8.y).2451. for k=0:kmax.' %8. h31=0. Jacp=[0 0. t1=x(1). end y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1. 0 0]. end y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1. kq=1. if max(abs(gxq))>tol l11=-2*B11+(v2/v1)*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2)). dxp(2).y).4f %8.4f %8. 0 0]. G11=g12.18. q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3). gxp=[dp1.1) Jacp(1.2) Jacp1(2. B11=b12+b12sh+b1sh. kp=1.4f %8. G12=-g12.4f %8. dxq=[0]. x=[t1.0. else kp=0. B12=-b12.2. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 30 de 47 .4f %8. t1=0. dxp=[0. gxq=[dq1].001.01. 0]. y=[p2 q2 q3 q1sh]. v2=1. % disponivel em: http://slhaffner.1) Jacp1(2. t3=0. v1=x(3). fprintf(saida. b23=-1.m clear all.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_12. Jacq=-[l11].4f %8. tol=0. Jacp=-[h11 h13. t2=0.4f %8. p1=-0. b12sh=0. B21=-b12. gxq1=[dq1/v1]. Jacq=[0]. dp3].1) Jacq1(1. v1=1. kp=1.4f %8. B32=-b23. t3.1) Jacp1(1.'%8. b1sh=0.4f %8. t3=x(2).dxq(1)].4f %8. if kp==1 x=x+[dxp(1).4f\n\n'. G23=-g23. dp3/v3].y).12 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII.'%2. y=[x(2) gxp(2) Jacp(2.3003. B13=0.4f\n %8.1) Jacp(2.phpnet.0f %8. h13=0.4f\n'. G21=-g12. q1sh=v1*v1*b1sh. v1]. gxp1=[dp1/v1.1) dxq(1)]. B22=b12+b23+b12sh+b23sh. Jacp1=-inv(Jacp).15.05.4f %8. G22=g12+g23. saida=fopen('saida.2) dxp(1)]. G32=-g23. h33=v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2)).4f %8. p3=0. B31=0. B33=b23+b23sh. dxq=Jacq1*gxq1.05. G31=0. g23=0. elseif kp==0 break end end p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))). g12=0. kmax=10.2) Jacp1(1. b12=-3. fprintf(saida.4f %8. kq=1. fprintf(saida.0f %8. q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3))).4f %8.4f\n %8. G13=0. 0]. Jacq1=-inv(Jacq).0778.

aproximando-se bkm por − x km : ' −1  Bkk = xkm  m∈Ω k  ' −1 Bkl = − xkm l ∈ Ωk  B ' = 0 l ∉ Ωk  kl  V −1 ⋅ ∆ Pν V ν . as seguintes aproximações para as matrizes H e L: 1 ∂Pk  ' Vm Bkm  H kk = V ∂θ ≈ k k m∈Ωk  1 ∂Pk  ' H ′  H kl = ≈ −Vl Bkl l ∈ Ωk Vk ∂θ l  '  H kl = 0 l ∉ Ωk   1 ∂Qk  '  Lkk = V ∂V ≈ − Bkk k k  1 ∂Qk  ' = − Bkl l ∈ Ω k L′  Lkl = Vk ∂Vl   L'kl = 0 l ∉ Ωk   Considerando-se que as tensões são próximas a 1 pu.4450A-04 – Sistemas de Energia I VII. o processo iterativo do método desacoplado rápido é dado por: 1 2 Iteração Pθ (VII. são realizadas algumas aproximações: a) cosθ km ≈ 1 b) c) Bkm >> Gkm sen θ km Vk2 Bkk >> Qk Têm-se. é possível obter matrizes independentes das variáveis de estado do sistema.14). na formação da −1 matriz B ′ . Na determinação das matrizes constantes. observou-se que o método apresentava melhor desempenho quando.2 – Desacoplado rápido O método desacoplado rápido é uma simplificação do método de Newton desacoplado. desprezava-se as resistências série.15) V −1 ⋅ ∆Qν V ν . Utilizando estas matrizes (B ′ e B ′′) . Tais matrizes dependem apenas dos parâmetros do sistema e são dadas por: '  Bkk ≈ Bkm  m∈Ω k  ' H ′ ≈ B′  Bkl ≈ − Bkl l ∈ Ωk B ' = 0 l ∉ Ωk  kl  ''  Bkk ≈ − Bkk  '' L′ ≈ B′′  Bkl = − Bkl l ∈ Ω k  B '' = 0 l ∉ Ωk  kl ∑ ∑ A denominação B ′ e B ′′ vem do fato destas matrizes serem semelhantes a matriz de susceptâncias B .4. versão normalizada. na qual são empregadas matrizes constantes nos lugares das matrizes H ′ e L ′ . assim. mostradas na equação (VII. θ ν +1 = B′′ ⋅ ∆V ν barras PQ  1 Iteração QV  ν +1 2 V = V ν + ∆V ν barras PQ  De modo heurístico. θ ν = B′ ⋅ ∆θ ν   ν +1 θ = θ ν + ∆θ ν  ( ) ( ) barras PQ e PV barras PQ e PV ∑ B′ Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 31 de 47 .

vii. prosseguir.θ para as barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P . KP = 1 e voltar para o Passo (iii).4450A-04 – Sistemas de Energia I Quando no sistema considerado existem elementos shunt com admitâncias anormalmente elevadas. • Caso contrário.θ . b) p +1 p p p Determinar o valor de θ = θ + ∆θ sendo ∆θ obtido com a solução do seguinte sistema linear: p q p q p p ∆ P V . iii. o emprego da matriz B ′′ como definido anteriormente pode proporcionar convergência lenta ou até mesmo a divergência. • Fazer KP = 0 . Testar a convergência: p 0 q 0 ( ) ( ) ( ) a) Se k∈{PQ + PV } max {∆P }≤ ε p k P . ii. Caso contrário. iv. KP = KQ = 1 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e PV θ = θ = θ e as magnitudes das tensões das barras PQ V = V = V . o processo convergiu para a solução V . Determinar as matrizes B′ e B′′ . a hipótese (c) pode não ser válida. a ½ Iteração QV convergiu: k∈{PQ } { } ix.θ q ( p ) para as barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆Q q . Fazer p = q = 0 . A resolução do fluxo de carga pelo método desacoplado rápido segue os seguintes passos: Fluxo de carga pelo método desacoplado rápido – Algoritmo i. prosseguir. vi. q p p Calcular Pk V . KQ = 1 e prosseguir no Passo (vii). vá para o Passo (vii) (Iteração QV). Neste caso.θ . Tem-se que: ≈− ≈1 ≈1 ≈1  6447448  678  4 Bkm 4 } } ∂Qk    G sen θ − B cosθ  ≈ −2 B + Lkk = = −2Vk Bkk + Vm km km km km kk  Gkm sen θ km − Bkm    ∂Vk  m∈Ω k m∈Ω k      ∑ ∑ Lkk ≈ −2 Bkk + ′′ Bkk = −2 Bkk − m∈Ω k ∑ (− B ) km m∈Ω k ∑B km     = −2 Bksh − Bkm  − Bkm = −2 Bksh + Bkm = − Bksh − Bkm  − Bksh   m∈Ω   m∈Ω k m∈Ω k m∈Ω k k     ∑ ∑ ∑ ∑ ′′ Bkk = − Bkk − Bksh onde Bksh é a soma de todas as susceptâncias que ligam o nó k à terra. q +1 q q q Determinar o valor de V = V + ∆V sendo ∆V obtido com a solução do seguinte sistema linear: q q p q ∆Q V . A correção que deve ser realizada na matriz B ′′ é obtida realizando-se as seguintes aproximações na expressão do elemento da diagonal da matriz L. θ = B′ ⋅ ∆θ Fazer p = p + 1 . θ = B′′ ⋅ ∆V p q ( ) ( ) x. • Caso contrário. Se KP = 0 . Testar a convergência: a) q Se max ∆Qk ≤ ε q . vá para o Passo (iii) (Iteração Pθ). b) Caso contrário. Se KQ = 0 . o processo convergiu para a solução V . ( ) ( ) Calcular Qk V . • Fazer KQ = 0 . a ½ Iteração Pθ convergiu: v. Fazer q = q + 1 . Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 32 de 47 . viii.

1600 –0. as matrizes a serem definidas são apenas as submatrizes B′ e B′′ .20 –0.0450 0.q 1 q 1 p .20 –0.0005 — 0 1 2 1 1.0322 –0.11 e VII.12.0473 2 0.1605 rad = 9.1605 0 –0.2303) − (0.8×10-4 4.19 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga desacoplado rápido.001 .11 e VII.q ∆P1 x 3 p .10.0078 0.02) = 3. Solução Exemplo VII. Tabela VII.0473 rad = −2.q 3 ∆θ 1p ∆θ 3p q V1 q ∆Q1 x ( ) p .12 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0.0051 1.0006 — –0.0307 0. VII. p θ θ p 1 p 3 ( ) ∆P (x ) V ∆P (x ) ∆P (x ) p .13 – Utilizando o método desacoplado rápido. embora possa ser necessário realizar um número maior de iterações.001 .3164] −1 Considerando uma solução inicial θ10 = θ 30 = 0 rad e V10 = 1 pu .13: A matriz admitância da rede e as expressões do Subsistema 1 permanecem inalteradas.19.0006 1.25  0  0.15 0.3333 0  = 1.q ∆Q1 x ( ) p .15 0. ou seja: ′ ′  B11 B13  B′ =  ′ ′   B31 B33  ′ B11 = m∈Ω1 ∑x −1 1m = 1 1 = ≈ 3.9×10-4 0. as iterações do método desacoplado rápido são sempre mais simples e rápidas do que as iterações dos métodos de Newton-Raphson ou Newton desacoplado.25 x23 0.10.8 = [0.q V1q ∆V1q V3 0 0 –0.1603]−1 3.0049 — 0.71o e θ 3 = 0.20 o .3333 x12 0. θ1 = −0.1018 –0. determinar a solução do Subsistema 1 do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado nos Exemplos VII.1603 ′′ B′′ = [B11 ] 1 1 = = 1. VII. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 33 de 47 .05 + 0.1018 –0. Para o método desacoplado rápido.0450 1 0. para uma tolerância ε P = ε Q = 0. Desta forma.q p .1600 –0. a solução do Subsistema 1 obtida pelo método desacoplado rápido é dada por: V1 = 1.0081 0.3 0  =   0 0. obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.0023 0. A grande vantagem deste método é o fato de não ser necessário recalcular e re-inverter a cada iteração as matrizes necessárias para as iterações Pθ e QV. sendo as mesmas dos Exemplos VII.0016 — Portanto. sendo dadas por: [B′] −1 [B′′]−1 = [3.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exemplo VII.8 Para o método desacoplado rápido as matrizes utilizadas para determinar as correções nas iterações Pθ e QV são constantes e podem ser obtidas no início do processo pois não dependem do estado Vθ da rede (vide Passo (ii) do algoritmo).0307 pu .0322 1.3 e ′ B13 = 0 ′ B33 = m∈Ω3 ′ B31 = 0 ∑x −1 3m = ′′ B11 = − B11 − B1sh = −(− 3.3×10-6 –0.

02.2) dxp(2)].4f %8. b23sh=0.4f\n\n'. t3=0. kq=1. tol=0. G23=-g23.0f %8. bll11=-B11-b1sh-b12sh.19. t3=x(2). fprintf(saida. G13=0. t2=0.2. B22=b12+b23+b12sh+b23sh.1) Jacq1(1.4f %8.m clear all. for k=0:kmax. x12=0. v2=1. bl31=0. fprintf(saida. Jacp1=-inv(Jacp). b23=-1.4f %8. else kp=0.4f %8. kmax=10.2) Jacp1(2. 0]. t3.'%2. dp3=p3-v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3). if max(abs(gxq))>tol dxq=Jacq1*gxq1. v1=x(3). b12=-3. x23=0. Jacp=-[bl11 bl13.2) Jacp1(1.4f\n %8. y=[p2 q2 q3 q1sh]. elseif kq==0 break end dq1=q1-v1*(v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))-B11*v1). Jacq1=-inv(Jacq). end y=[k x(1) gxp(1) Jacp(1. B12=-b12.1) Jacp(2. dxq=[0].4f\n'. saida=fopen('saida. b12sh=0. bl11=1/x12. fclose(saida). % disponivel em: http://slhaffner.4f %8.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Exemplo VII.0f %8. bl33=1/x23.1) dxq(1)].4f %8.1) Jacp1(2.'%2.4f %8. dp3/v3]. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®.3003.4f\n'.phpnet. G33=g23. q3=v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3).01.33. g12=0.2451. q1=0. 0]. dxp=[0.y). q2=v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-B22*v2+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3))).05. t1=0. g23=0. x=[t1. v1=1. kp=1. if kp==1 x=x+[dxp(1). t1=x(1).4f %8. gxp1=[dp1/v1. B13=0.3. G22=g12+g23. gxq=[dq1]. if max(abs(gxp))>tol dxp=Jacp1*gxp1.4f %8.8.' %8.15.0.4f\n %8.y). B21=-b12. b1sh=0. G31=0. B32=-b23. kq=1.4f %8.4f %8. G32=-g23.4f %8. else kq=0.4f %8. dp1=p1-v1*(v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))+G11*v1). fprintf(saida.13 (continuação): Os resultados mostrados na Tabela VII. B31=0.txt'.2) dxp(1)]. B33=b23+b23sh. G12=-g12.1) Jacp(1. elseif kp==0 break end end p2=v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+G22*v2+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))). B11=b12+b12sh+b1sh. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 34 de 47 . q1sh=v1*v1*b1sh.'w'). p1=-0. kp=1.4f %8.dxq(1)].0778. G11=g12.001.4f %8. v3=1. dxp(2). if kq==1 x=x+[0. G21=-g12.05. fprintf(saida.y).1) Jacp1(1. p3=0. gxq1=[dq1/v1].'%8.4f\n\n'.4f %8. dp3].y). y=[x(2) gxp(2) Jacp(2. bl31 bl33]. gxp=[dp1.us/sistemas_de_energia_1/exemplo_VII_13. bl13=0. Jacq=-[bll11]. B23=-b23.4f %8. v1]. end y=[k x(3) gxq(1) Jacq(1.

16) ∆Q = M∆θ + L∆V (VII.3 0.19) ( ) A.02 0. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 35 de 47 6 .4. 1 V1 Z 12 V2 2 S2 Z 23 V3 3 sh jb12 sh jb12 sh jb23 sh jb23 S1 Z 13 S3 sh jb13 sh jb13 jb1sh Figura VII. Monticelli. derivations and testing.0 — P esp [pu] – 0. Garcia. A.03 0. 4.05 — — Tabela VII.17) Isolando ∆θ em (VII.10 – Sistema de 3 barras.5 – Utilizando os métodos de Newton. a formulação apresentada neste artigo parte da iteração do método de Newton clássico: ∂ P(V . k 1 1 2 m 2 3 3 Z km [pu] 0.00 θ esp [rad] — 0. determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0.18) (VII.1 0. Barra 1 2 3 Tipo PQ Vθ PV V esp [pu] — 1.03 + j0.05 + j0. Tabela VII.05 — — bksh [pu] – 0. pp. No.08 + j1. November.00 1.30 — 0.16) e ∆V em (VII.21.θ ) H= N=  ∆ P   H N   ∆θ  ∂θ ∂V com  ∆Q  =   ⋅  ∆V  ∂ Q(V .17). Vol. tem-se: ∆θ ∆θ 67H 8 6 7N8 4 4 ∆θ = H −1 (∆ P − N∆V ) = H −1∆ P − H −1 N∆V ∆V L ∆V 6 8 6 7M 7 4 4 8 ∆V = L−1 ∆Q − M∆θ L−1∆Q − L−1 M∆θ (VII.20 e VII. IEEE Transactions on Power Systems.20 Q esp [pu] 0.21 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.θ )   M L    M= L= ∂θ ∂V ∆ P = H∆θ + N∆V (VII.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exercício VII.20 – Dados das barras do sistema de 3 barras.10 cujos dados se encontram nas Tabelas VII. O.3 – Apresentação formal dos métodos desacoplados Dezesseis anos após a apresentação heurística do método desacoplado rápido. Em linhas gerais.001 .θ ) ∂ Q(V .01 VII. Fast decoupled load flow: hypothesis. 4. 1425-1431. Saavedra (1990). foi publicado um artigo descrevendo formalmente esta abordagem em 19906. Newton desacoplado (normalizado) e desacoplado rápido.8 sh bkm [pu] 0.θ ) ∂ P (V .

θ ) + ∆θ = ∆Q (V . θ ) + ∆V = ∆ P (V . θ ) − N L ∆Q ∂V     ∂P ∂Q Propriedade 2: Utilizando a Propriedade 1. os processos (VII.22) podem ser resolvidos de forma desacoplada. (VII.4450A-04 – Sistemas de Energia I Substituindo (VII. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 36 de 47 .19) em (VII.20) define-se o algoritmo primal. θ  ≈ ∆ P (V . a seguir descritos: Algoritmo Primal 1.θ + ∆θ H ) eq 3. Calcular a correção de magnitude temporária: ∆V L = L−1∆Q (V . Utilizando-se (VII. Calcular a correção na magnitude: ∆V = L−1 ∆Q(V . • As matrizes H eq e Leq podem ser cheias.18) e a formulação (VII.θ ) 2.θ ) 3. Calcular a correção de ângulo adicional: ∆θ N = − H −1 N∆V 4. utilizando-se (VII. θ ) − M H ∆ P ∂θ     ∆ ∂V 6 V8  6∆V8  7 } 7   ∂∆ P −1 −1 ∆ PV + L ∆Q. tem-se 3 processos idênticos: ∆P   H N   ∆θ  ∆Q − MH −1 ∆ P  =   −1  ⋅     0 LL − MH N   ∆V  ∆ P − NL−1 ∆Q   H − NL−1 M  = ∆Q M      0   ∆θ  ⋅  L   ∆V   ∆ P − NL−1 ∆Q   H − NL−1 M   ∆θ  0 ⋅  =  −1 −1   0 L − MH N  ∆V  ∆Q − MH ∆ P     Para simplificar a notação definem-se 2 matrizes: H eq = H − NL−1 M Leq = L − MH −1 N (VII. Fazer: ∆θ = ∆θ H + ∆θ N Algoritmo Dual 1.21) e (VII. Calcular a correção no ângulo: − ∆θ = H eq1 ∆ P(V + ∆V L .16): ∆ P = H∆θ + N L−1 ∆Q − M∆θ ∆ P − NL ∆Q −1 −1 [ ( )] = (H − NL M )∆θ (VII.21) define-se o algoritmo dual. apresenta dois seguintes inconvenientes: • Em ambos algoritmos uma das correções é calculada em dois passos: ∆θ para o primal e ∆V para o dual.21) Das expressões anteriores.22) Propriedade 1: Considerando a expansão em série de Taylor das funções de ∆ P e ∆Q .17): ∆Q = M H −1 (∆ P − N∆V ) + L∆V [ ∆Q − MH ∆ P = −1 (L − MH ] −1 N ∆V ) Substituindo (VII. Calcular a correção de magnitude adicional: ∆V M = − L−1 M∆θ 4. Fazer: ∆V = ∆V L + ∆V M Embora o processo já possa ser resolvido de forma desacoplada. Calcular a correção de ângulo temporária: ∆θ H = H −1 ∆ P(V . θ + H ∆ P  ≈ ∆Q(V .19) e a formulação (VII.θ ) 2.20).20) (VII.18) em (VII. tem-se: ∆θ ∆θ ∂θ  678  } 678 ∂∆Q   −1 −1 ∆Q V .

as duas correções sucessivas de ângulo seriam dadas por: ν ν +1 ν +1 ν +1 ν ∆θ N + ∆θ H = H −1 ∆ P V . as duas correções em ângulo sucessivas podem ser obtidas de uma só vez.θ temp ν +1 ) ] )− H∆θ − N∆V ] ν ν N Observar que. Para uma dada iteração do algoritmo dual. tem-se: ν ν ν ∆V L = L−1∆Q V .4450A-04 – Sistemas de Energia I Propriedade 3: Para uma dada iteração do algoritmo primal.θ ( ) V temp = V + ∆V L − ∆θ ν = H eq1∆ P V temp . as duas correções sucessivas de magnitude seriam dadas por: Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 37 de 47 . θ − N∆V ≈ H −1 [ ( [∆ P(V ν +1 .θ temp ν ν ν ν ν ν −1 ν ( ) Deste modo. pela Propriedade 1.θ θ ν +2 temp =θ ν +1 + ν +1 ∆θ H ( ) Assim.θ ν +1 ν ν ( ν +1 ν ) θ V ν +1 ν = θ ν + ∆θ ν +1 ν ν ν ∆V M = − L−1 M∆θ ν +1 = V temp + ∆V M Para a próxima iteração a correção temporária em magnitude seria: ν +1 ν +1 ν +1 ∆V L = L−1 ∆Q V . tem-se: ν ν ν ∆θ H = H −1∆ P V .θ temp − H∆θ N ( ) ( ) Como ∆θ N = − H N∆V . ou seja.θ θ temp = θ + ∆θ H ∆V ν = L−1 ∆Q V .θ temp + ∆θ N        ν +1 ν +1 ν ≈ ∆ P V .θ temp eq V ν +1 ν ν +1 ν ( ν ) ( ν ν +1 ) = V ν + ∆V ν ν ∆θ N = − H −1 N∆V θ ν +1 = θ ν +1 + ∆θ νN temp Para a próxima iteração a correção temporária em ângulo seria: ν +1 ν +1 ν +1 ∆θ H = H −1∆ P V .θ ( ) V temp = V ν +2 ν +1 + ∆V L ν +1 Assim. as correções ∆θ N são automaticamente realizadas (de forma aproximada) na próxima iteração. H∆θ N = − HH −1 N∆V = − N∆V logo − H∆θ N − N∆V = 0 Assim: ν ν +1 ν +1 ν +1 ∆θ N + ∆θ H ≈ H −1∆ P V . tem-se:   θ ν +1  64748  ν +1 ν +1 ν +1 ν +1 ν ∆ P V .θ = ∆ PV .

• Controle de intercâmbio. Além disto. Classificação por tipo de barra (PQ.4450A-04 – Sistemas de Energia I ∆V M + ∆V L ν ν ν +1 = L−1 ∆Q V ≈ L−1 ν [ ( [∆Q(V ν +1 ν +1 . • Limites de fluxo em circuitos. Embora existam diversas formas de realizar este controle. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 38 de 47 .θ ν +1 temp . as correções ∆V M são automaticamente realizadas (de forma aproximada) na próxima iteração. etc. provocar sua divergência e facilitar o aparecimento de soluções múltiplas para o problema original. ainda. Um exemplo de limite que pode ser facilmente verificado é a injeção de potência reativa das barras de tensão controlada (PV) que deve estar dentro da faixa definida para o equipamento min Qk ≤ Qk ≤ Qkmax . De uma maneira geral. • Controle do fluxo de potência ativa (transformadores defasadores). devem ser considerados os dispositivos de controle que influenciam as condições de operação para que seja possível simular corretamente o desempenho do sistema elétrico. Mecanismos de ajuste executados alternadamente com a solução iterativa do Subsistema 1.θ ( ) Deste modo. existem três maneiras básicas de representar os controles: 1. PV. é conveniente fazê-lo ao longo do processo iterativo (antes da convergência) para evitar que sejam realizados cálculos desnecessários. sendo reajustadas entre uma iteração e outra buscando sua aproximação com um valor especificado. 2. as duas correções em magnitude sucessivas podem ser obtidas de uma só vez. k ∈ {barras PV} . Exemplos de controles e limites existentes nos programas de fluxo de carga são os seguintes: • Controle da magnitude do fasor tensão nodal por ajuste de tap (transformadores em fase). Incorporação de equações e variáveis adicionais ao Subsistema 1 ou substituição de equações e variáveis deste subsistema por novas equações e variáveis.5 – Controles e limites Para evitar que a solução obtida para o problema do fluxo de carga seja não realizável. Vθ. é importante verificar se os equipamentos e instalações do sistema encontram-se dentro dos seus limites de operação.) e o agrupamento das equações em subsistemas 1 e 2. L∆V M = − LL−1 M∆θ = − M∆θ logo ν ν ν ν ν − L∆V M − M∆θ = 0 Assim: ν ν +1 ν +1 ν +1 ∆V M + ∆V L ≈ L−1∆Q V temp . • Limites de taps de transformadores. • Limite de tensão em barras PQ. • Limite de injeção de potência reativa em barras PV. ou seja. como já mencionado. 3. VII. ou seja. θ ν +1 )− M∆θ ] )− L∆V − M∆θ ] ν ν ν M Como ∆V M = − L−1 M∆θ . durante a realização de uma (ou mais) iteração as variáveis de controle permanecem inalteradas. ( ) É importante observar que a inclusão dos controles provoca alterações na taxa de convergência do processo iterativo (para pior) podendo.

3186 0.30 Q esp [pu] — – 0.9010senθ 2 ) + 1.9901senθ 2 − 9.05 — Tabela VII.001 .23 – Dados dos ramos do sistema de 3 barras.9010 1.10 — bksh [pu] — – 0.05 θ esp [rad] 0 — — P esp [pu] — – 0.3 sh bkm [pu] 0.3186cosθ 23 )] = 0 = − 0.22 e VII.9010   − 0.9901 cos θ 2 + 9.2212 − j 3.2212 + j 3.2212 cos θ 23 + 3.7: As admitâncias das linhas de transmissão são dadas por: 1 1 Y 12 = = ≈ (0.1 − V2 [1(− 0.1696 − 0.9901 − j9.2113 − j13. Tabela VII.2 − V 2 [1(− 0.05(− 0.23.9901 + j 9.3186senθ 23 )] = 0 = 0 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 39 de 47 . Newton Desacoplado e Desacoplado Rápido.9010) pu Z 12 0.2212 cos θ 32 + 3. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0.2212senθ 23 − 3.4450A-04 – Sistemas de Energia I Exercício VII.1696V 2 + 1. Barra 1 2 3 Tipo Vθ PQ PV V esp [pu] 1.2212 × 1.01 + j 0.0 — 1. 1 V1 S1 sh jb12 sh jb12 sh jb2 2 Z 12 V2 S2 Z 23 V3 3 S3 Figura VII.1 1 1 Y 23 = = ≈ (0. tem-se o seguinte sistema de equações: (S1) ∆P2  ∆P3  ∆Q  2 = − 0.05[V 2 (− 0.3 − 1.1 0.05(− 0.02 + j0.7 – Utilizando os métodos de Newton.9901 + j 9.2212 + j 3.20 – 0.9901 − j 9.9010cosθ 2 ) + 13.0 Solução Parcial Exercício VII.11 cujos dados se encontram nas Tabelas VII.3186) pu Z 23 0.1 0.2212 − j 3.3186senθ 32 ) + 0.11 – Sistema exemplo de 3 barras.3 sendo a matriz admitância dada por: 0  0.22 – Dados das barras do sistema de 3 barras.3186 Y =   0 − 0.05] = − 0.3186    As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes: θ 2  x = θ 3    V2    (S1) ∆P2  ∆P3 ∆Q  2 = P2esp − V2 [V1 (G 21 cos θ 21 + B21senθ 21 ) + V2 G22 + V3 (G23 cos θ 23 + B23 senθ 23 )] = 0 = P3esp − V3 [V2 (G32 cos θ 32 + B32 senθ 32 ) + V3 G33 ] = 0 esp = Q2 − V2 [V1 (G 21senθ 21 − B21cosθ 21 ) − V2 B22 + V3 (G 23 senθ 23 − B23 cosθ 23 )] = 0 Substituindo os valores conhecidos.01 + j0.02 + j 0. k 1 2 m 2 3 Z km [pu] 0.2113V2 + 1. determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.8010 − 0.

1008 0.4845 3.0075 0.3855 − 3.0215 − 3.1016 − 0.1402 1.8×10-5 13.0077 0.2003 − 3.1851 — 0.9536 13.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Parcial seguinte formação:  ∂∆P2   ∂θ 2 ∂∆P3 J =  ∂θ 2  ∂∆Q2   ∂θ 2  H 22 = = Exercício VII.0115 0.0081 0.1889 –0.0511 –0.3916 0.0045 –0.5410 − 1.4845 − 0.0755 –0.24.4730 3.0512 –0.0000 –0.0008 0.1022 0. ν ν θ2 ν θ3 V 2ν ( ) ( ) ∆Q (x ) ∆P2 x ν ∆P3 x 2 ν − J x ν [ ( )] ν − J x [ ( )] ν −1 ν ∆θ 1 ∆ V1ν ν ∆θ 3 0 0 0 1 –0.0765 0.0277 –3×10-6 –1×10-6 –5.1008 − 0.4171 − 3.0512 –0.1004 0.24 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.0066 –0.0036 0.5145 1.0024 0.1402 1.0133 — 2 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 40 de 47 .4267 − 0. obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.1159 –0.1003 0.7 (continuação): Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a ∂∆P2 ∂θ 3 ∂∆P3 ∂θ 3 ∂∆Q2 ∂θ 3 ∂∆P2   ∂V2   H 22 ∂∆P3  = −  H 32  ∂V2    M 22  ∂∆Q2  ∂V2   H 23 H 33 M 23 N 22  N 32   L22   H 23 H 33 = = = N 22 = = N 32 M 22 = = = ∂P2 = V2 Vm (− G2 msenθ 2 m + B2 m cosθ 2 m ) ∂θ 2 m∈Ω2 V2 [V1 (− G21senθ 21 + B21 cosθ 21 ) + V3 (− G23senθ 23 + B23 cosθ 23 )] ∂P3 ∂P2 = V2V3 (G23senθ 23 − B23 cosθ 23 ) H 32 = = V3V2 (G32 senθ 32 − B32 cosθ 32 ) ∂θ 3 ∂θ 2 ∂P3 = V3 Vm (− G3m senθ 3m + B3m cosθ 3m ) ∂θ 3 m∈Ω3 V3V2 (− G32 senθ 32 + B32 cosθ 32 ) ∂P2 = 2V 2 G 22 + V m (G 2 m cos θ 2 m + B2 m senθ 2 m ) ∂V2 m∈Ω 2 2V 2 G 22 + V1 (G 21 cos θ 21 + B21senθ 21 ) + V3 (G 23 cos θ 23 + B23 senθ 23 ) ∂P3 = V3 (G32 cosθ 32 + B32 senθ 32 ) ∂V2 ∂Q2 = V2 V m (G 2 m cos θ 2 m + B2 m senθ 2 m ) = ∂θ 2 m∈Ω 2 V2 [V1 (G 21 cos θ 21 + B21senθ 21 ) + V3 (G 23 cos θ 23 + B 23 senθ 23 )] ∑ ∑ ∑ ∑ M 23 L22 ∂Q2 = V2V3 (− G23cosθ 23 − B23senθ 23 ) ∂θ 3 ∂Q2 = = −2V2 B22 + Vm (G2 m senθ 2 m − B2 m cos θ 2 m ) = ∂V2 m∈Ω 2 = − 2V2 B22 + V1 (G21senθ12 − B21 cos θ 21 ) + V3 (G23senθ 23 − B23 cos θ 23 ) = ∑ 0 Considerando uma solução inicial θ 2 = θ 30 = 0 rad e V20 = 1 pu . Tabela VII.3116 0.1402 0.0007 –0.0001 –0.0026 0.2323 − 1.4730 − 0.0788 13.2224 0.0066 0.2323 12.4845 1.3879 − 0.0021 — 1 0.

4f %8.4f %8. G13 = 0.2e %8.3) Jac1(3.2e %8. b2sh = -0. y=[x(3) gx(3) Jac(3.4f %10. fprintf(saida. ) pois o resíduo ∆Q2 era superior.4f %10. B31 = 0.4f %8. B33 = b23+b23sh.2) Jac(3. B22 = b12+b23+b2sh+b12sh+b23sh. if max(abs(gx)) > tol h22 = v2*(v1*(-G21*sin(t2-t1)+B21*cos(t2-t1))+v3*(-G23*sin(t2-t3)+B23*cos(t2-t3))).' %2.4f %8. h23 = v2*v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)). fprintf(saida. % disponivel em: http://slhaffner.' %8.y).4f %10.' %2. y=[x(2) gx(2) Jac(2.3) Jac1(2.4f %8. p3 = v3*(v2*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2))+G33*v3). B32 = -b23. B23 = -b23.0511 rad = −2. t3 = x(2). y = [x(2) gx(2) Jac(2. z12 = 0.4f\n\n'.3) dx(3)].4f %8.4f\n'. b12sh = 0.y).dp3. G32 = -g23.4f\n\n'. y = [x(3) gx(3) Jac(3. para uma tolerância ε P = ε Q = 0. mas foi necessário realizar mais uma iteração. x = [t2. v1 = 1. h32 h33 n32.0007 < ε P = 0.4f %8. y12 = 1/z12.001 e ∆P31 = 0.7 (continuação): Portanto.4f %8. b23 = imag(y23). fprintf(saida. B13 = 0.93o e θ 3 = −0. t1 = 0. b23sh = 0. saida = fopen('saida.3)]. G31 = 0. Y = [G11+B11*1i G12+B12*1i 0.3)].3) dx(1)].05. Observar que após a 1a iteração os resíduos ∆P2 e ∆P3 já se encontravam dentro da tolerância desejada ( ∆P 1 2 = − 0.2) Jac(2.1) Jac(2.y).6f %8. m23 = -v2*v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)).0045 pu . dp2 = p2esp-p2.m clear all.0f %8.y). z23 = 0. p3esp = -0. for k=0:kmax. l22 = -2*v2*B22+v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3)). fprintf(saida.4f %8.0f %8. h33 = v3*v2*(-G32*sin(t3-t2)+B32*cos(t3-t2)).4f %8. Os resultados mostrados na Tabela VII. break end x = x+dx.4f %8. fprintf(saida.001 . tol = 1e-5. G21 = -g12.4f %8.2) Jac1(3.4f %8.20.1.' %8.6f %8. p2 = v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v2*G22+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))).01+0.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Parcial Exercício VII.0008 < ε P = 0. b12 = imag(y12). v2 = x(3).1) Jac1(3.02+0. y = [k x(1) gx(1) Jac(1. foram obtidos executando-se a seguinte rotina em MATLAB®.4f %8.4f %8. B11 = b12+b12sh. G22 = g12+g23. m22 = v2*(v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3))).3. t2 = x(1).4f\n'.2) Jac(1. G11 = g12. n32 = v3*(G32*cos(t3-t2)+B32*sin(t3-t2)).1) Jac(1. gx = [dp2.1) Jac1(2. n22 = 2*v2*G22+v1*(G21*cos(t2-t1)+B21*sin(t2-t1))+v3*(G23*cos(t2-t3)+B23*sin(t2-t3)).4f %8.2) Jac(2.4f %8.4f %8. B12 = -b12.phpnet.4f %8. G33 = g23. kmax = 50.2) Jac(1. fprintf(saida.001 . y23 = 1/z23.'w').4f %8. G12 = -g12. v2].'\n\nIter x g(x) -Jac inv(Jac) dx\n\n').4f %8. 0 G32+B32*1i G33+B33*1i].4f\n'.2) Jac(3. dq2 = q2esp-q2. t3 = 0. B21 = -b12. Jac = [h22 h23 n22. t2 = 0.'Resumo do processo iterativo -------------------------------------------------------------------------').05. m22 m23 l22]. v2 = 1. Jac1 = inv(Jac).y). q2 = v2*(v1*(G21*sin(t2-t1)-B21*cos(t2-t1))-v2*B22+v3*(G23*sin(t2-t3)-B23*cos(t2-t3))). t3. q2esp = -0.3) Jac1(1. end Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 41 de 47 .dq2].2) Jac1(2. g12=real(y12).4f %8.' %8.03o . g23=real(y23).10.2) Jac1(1. a solução do Subsistema 1 é dada por: V2 = 1. fprintf(saida.3i.4f %10. else y = [k x(1) gx(1) Jac(1. G21+B21*1i G22+B22*1i G23+B23*1i.1) Jac(3.6f %8.0. dx = Jac1*gx.1) Jac1(1.4f\n'. G23 = -g23.1i. v3 = 1.' %8.3)].1) Jac(1.y). h32 = v3*v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2)).24.4f %8.1402 rad = 8.1) Jac(2.3) dx(2)]. θ 2 = −0.txt'.4f %8.4f %10.2e %8.us/sistemas_de_energia_1/exercicio_VII_7. dp3 = p3esp-p3. p2esp = -0. fprintf(saida.1) Jac(3.4f %10.

q32).3.0f %8.4f %8.p21.p12.4f\n'.0).2.p2. q32 = -v3*v3*(b23+b23sh)-v3*v2*(g23*sin(t3-t2)-b23*cos(t3-t2)). o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência ativa e reativa na barra de referência e de potência reativa da barra de tensão controlada:  Vm (G1m cosθ 1m + B1m senθ 1m ) K 1 = { .1827 S 2 = −0.' %4. fprintf(saida.2.11) e (III.0f %4.0f %8.1827 S 21 = −0. utilizando-se as expressões (III.0045 − 2.1584 S 32 = −0.'\nFluxos e perdas nas linhas ---------------------------------\n\n De Para [pu] Qkm [pu] Pperdas[pu] Qperdas[pu]\n').0f %8.qperdas12).4f %8. Qsh Pkm Por outro lado. p23 = v2*v2*g23-v2*v3*(g23*cos(t2-t3)+b23*sin(t2-t3)).4f %8.7 (continuação): p1 = v1*(v1*G11+v2*(G12*cos(t1-t2)+B12*sin(t1-t2))).q3.93o 2 S 23 = 0.pperdas12.4f %8. fprintf(saida.12).4f\n'.4f %8. fprintf(saida. p32 = v3*v3*g23-v3*v2*(g23*cos(t3-t2)+b23*sin(t3-t2)).' %4. q3 = v3*(v2*(G32*sin(t3-t2)-B32*cos(t3-t2))-B33*v3). q21 = -v2*v2*(b12+b12sh)-v2*v1*(g12*sin(t2-t1)-b12*cos(t2-t1)). pperdas12 = p12+p21.q1.p3.3. os fluxos de potência nas linhas podem ser facilmente determinados.03o 3 S 1 = 0.4f\n'. q2sh = v2*v2*b2sh. fprintf(saida.2. V 1 = 1 0o 1 S 12 = 0.2} 1  m∈K1  Q3 = V3 Vm (G3m senθ 3m − B3m cosθ 3m ) K 3 = {2.q21).q2.p23.1827 pu  Q = 0.05 − 8. fprintf(saida.3 + j 0.4f %8. fclose(saida).4f\n'.4f %8.4f %8.3023 − j 0. chega-se a:  P1 = 0. fprintf(saida.0f %4.4f %8. q23 = -v2*v2*(b23+b23sh)-v2*v3*(g23*sin(t2-t3)-b23*cos(t2-t3)).0f %8.3.0f %4. q1 = v1*(-v1*B11+v2*(G12*sin(t1-t2)-B12*cos(t1-t2))).5023 + j 0.1.0f %8.4f %8. qperdas23 = q23+q32.'Injecoes calculadas ----------------------\n\n Barra P [pu] Q [pu] [pu]\n').1931 Figura VII.' %4.3}  m∈K 3   P1 = V1 [V1G11 + V2 (G12 cos θ 12 + B12 senθ 12 )] (S2) Q1 = V1 [− V1 B11 + V2 (G12 senθ12 − B12 cos θ12 )]  Q = V [V (G senθ − B cos θ ) − V B ] 3 2 32 32 32 32 3 33  3 ∑ ∑ ∑ Substituindo os valores conhecidos.4f\n'.5049 − j 0. fprintf(saida.4f %8. pperdas23 = p23+p32.1 S 2 = − j 0.2} 1  P1 = V1  m∈K1 (S2) = Q1 = V1 Vm (G1m senθ1m − B1m cosθ1m ) K 1 = { .' %4. q12 = -v1*v1*(b12+b12sh)-v1*v2*(g12*sin(t1-t2)-b12*cos(t1-t2)).' %4.12 – Resultado do fluxo de carga do sistema exemplo de 3 barras.1.q23.q12.' %4.4f %8.p32. p21 = v2*v2*g12-v2*v1*(g12*cos(t2-t1)+b12*sin(t2-t1)). p12 = v1*v1*g12-v1*v2*(g12*cos(t1-t2)+b12*sin(t1-t2)).p1.0f %8.12. obtendo-se os resultados mostrados na Figura VII.4f %8. fprintf(saida.0).0080 V 2 = 1.2 − j 0.5058 pu (S2 ) Q1 = −0.0f %8.1931 pu  3 Após a determinação do estado da rede.4f\n'.0505 sh jb2 sh S 3 = −0.' %4.pperdas23.4f\n'.5049 − j 0.qperdas23).1931 V 3 = 1.2.2.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Parcial Exercício VII. fprintf(saida. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 42 de 47 .q2sh).4f %8.0f %4.3 + j 0. qperdas12 = q12+q21.1.

1 V1 S1 2 V2 S2 3 V3 S3 4 V4 S4 Figura VII.30 — — – 0. o programa PowerWorld Simulator7. Newton Desacoplado e Desacoplado Rápido.25 e VII. Figura VII.8 – Utilizando os métodos de Newton.7 (continuação): Os resultados anteriores podem ser obtidos por intermédio de simulação computacional empregando.26.25 – Dados das barras do sistema de 4 barras. Tabela VII.13 encontra-se o diagrama unifilar do circuito com o resultado do fluxo de carga. determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura VII.pwd e http://slhaffner. Exercício VII. Tipo Q esp [pu] V esp [pu] θ esp [rad] P esp [pu] PV Vθ PQ PQ 1.com/). Na Figura VII. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0.95 — — — 0 — — 0.30 – 0.us/sistemas_de_energia_1/ex_3barras.4450A-04 – Sistemas de Energia I Solução Parcial Exercício VII.pwb.20 — – 0. calculada para a solução do fluxo de carga.phpnet.powerworld.40 Barra 1 2 3 4 7 bksh [pu] — — — 0.05 0. e quadros com a matriz admitância da rede e com a matriz Jacobiana utilizada no fluxo de carga pelo método de Newton (− J (x )) .001 . Arquivos de simulação disponíveis em: http://slhaffner.us/sistemas_de_energia_1/ex_3barras.14 cujos dados se encontram nas Tabelas VII. por exemplo. Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 43 de 47 .phpnet.10 – 0.20 Comercializado pela PowerWorld Coporation (http://www.14 – Sistema exemplo de 4 barras.13 – Solução e matrizes admitância e Jacobiana do sistema exemplo de 3 barras.

1 − V2 [1(− 0.18 — 0.2 − V 2 [1(− 0.2212senθ 23 − 3.02 + j0.9231 − j 9.8077 Y =  − 3.04 + j0.02 + j 0.2113V2 + 1.3186senθ 23 )] = 0 = 0 Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 44 de 47 .9485  0 j 20 0 −  As incógnitas e equações do Subsistema 1 são as seguintes: θ1  θ   3 x = θ 4    V3  V4    ∆P1  ∆P3 (S1) = ∆P4  ∆Q  3 ∆Q4   j 20   0   j19.05 Z 24 sendo a matriz admitância dada por:  5.2 j0.2212 × 1.6154 ) pu Z 12 0.1531 − 0.05(− 0.1 1 1 Y 13 = = ≈ (3.4450A-04 – Sistemas de Energia I Tabela VII.8462 + j19.05(− 0.05 0.9615 + j 4.80 0 = P1esp − V1 [V1G11 + V2 (G12 cos θ12 + B12 sin θ12 ) + V3 (G13 cos θ13 + B13 sin θ13 )] = 0 = P3esp − V3 [V1 (G31 cos θ31 + B31 sin θ31 ) + V2 (G32 cos θ32 + B32 sin θ32 ) + V3G33 ] = 0 = P4esp − V4 [V2 (G42 cos θ 42 + B42 sin θ 42 ) + V4 G44 ] esp = Q3 − V3 [V1 (G31senθ31 − B31 cos θ31 ) + V2 (G32 senθ32 − B32 cos θ32 ) − V3 B33 ] esp = Q4 − V4 [V2 (G42 senθ 42 − B42 cos θ 42 ) − V4 B44 ] = 0 = 0 = 0 Substituindo os valores conhecidos.2212 cos θ 32 + 3.2 Z 23 1 1 Y 24 = = = (− j 20 ) pu j 0.01 + j0.04 + j 0.2308 − 0.8: As admitâncias série dos ramos são dadas por: Y 12 = 1 1 = ≈ (1.2212 cos θ 23 + 3.7693 + j 28. sh k m bkm [pu] Z km [pu] 1 1 2 2 2 3 3 4 0.8846 − j 34.2308  − 1.6154 − 3.05 1 1 Y 23 = = ≈ (0.2308) pu Z 13 0.8077 4.01 + j 0.05] = − 0.9231 + j 9.1696V 2 + 1.9901 cos θ 2 + 9.3186senθ 32 ) + 0.6662 − 1.9231 + j9.6154 2.3186cosθ 23 )] = 0 = − 0.8077 − j 23.05 0.05[V 2 (− 0.9615 − j 4.9901senθ 2 − 9.1 0.09 — Solução Parcial Exercício VII.9010senθ 2 ) + 1.3 − 1.8462 − j19.9615 + j 4.8077 ) pu 0.8462 + j19. tem-se o seguinte sistema de equações: (S1) ∆P2  ∆P3  ∆Q  2 = − 0.9010cosθ 2 ) + 13.26 – Dados dos ramos do sistema de 4 barras.

4450A-04 – Sistemas de Energia I

Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação): Para este problema a matriz Jacobiana apresenta a seguinte formação:
 ∂∆P 1  ∂θ 1   ∂∆P3  ∂θ1  ∂∆P 4 J = ∂θ1   ∂∆Q3   ∂θ1  ∂∆Q4  ∂θ 1  H11 = ∂∆P1 ∂θ 3 ∂∆P3 ∂θ 3 ∂∆P4 ∂θ 3 ∂∆Q3 ∂θ 3 ∂∆Q4 ∂θ 3 ∂∆P 1 ∂θ 4 ∂∆P3 ∂θ 4 ∂∆P4 ∂θ 4 ∂∆Q3 ∂θ 4 ∂∆Q4 ∂θ 4 ∂∆P 1 ∂V3 ∂∆P3 ∂V3 ∂∆P4 ∂V3 ∂∆Q3 ∂V3 ∂∆Q4 ∂V3 ∂∆P1  ∂V4   ∂∆P3   H 11 H ∂V4   31 ∂∆P4   = − 0 ∂V4    M 31 ∂∆Q3    0  ∂V4  ∂∆Q4  ∂V4  

H 13 H 33 0 M 33 0

0 0 H 44 0 M 44

N13 N 33 0 L33 0

0  0   N 44   0  L44  

∂P 1 = V1 Vm (− G1m senθ1m + B1m cosθ1m ) ∂θ1 m∈Ω1 = V1 [V2 (− G12senθ12 + B12 cosθ12 ) + V3 (− G13senθ13 + B13 cosθ13 )]

H13
H 33

=

H 44

∂P3 ∂P 1 = V1V3 (G13senθ13 − B13 cosθ13 ) H 31 = = V3V1 (G31senθ 31 − B31 cosθ 31 ) ∂θ 3 ∂θ1 ∂P3 = = V3 Vm (− G3m senθ 3m + B3m cosθ 3m ) ∂θ 3 m∈Ω3 = V3 [V1 (− G31senθ 31 + B31 cosθ 31 ) + V2 (− G32 senθ 32 + B32 cosθ 32 )] ∂P4 = = V4 Vm (− G4 m senθ 4 m + B4 m cosθ 4 m ) = V4V2 (− G42senθ 42 + B42 cosθ 42 ) ∂θ 4 m∈Ω4

N13
N 33

=
=

∂P 1 = V1 (G13cosθ13 + B13senθ13 ) ∂V3

N 44

∂P3 = 2V3G33 + Vm (G3m cosθ 3m + B3m senθ 3m ) ∂V3 m∈Ω3 = 2V3 G33 + V1 (G31 cosθ 31 + B31senθ 31 ) + V2 (G32 cosθ 32 + B32 senθ 32 ) ∂P4 = = 2V4 G44 + Vm (G4 m cosθ 4 m + B4 m senθ 4 m ) = 2V4 G44 + V2 (G42 cosθ 42 + B42 senθ 42 ) ∂V4 m∈Ω 4

M 31 =
M 33 =

∂Q3 = V3V1 (− G31cosθ 31 − B31senθ 31 ) ∂θ1

M 44 L33

∂Q3 = V3 Vm (G3m cosθ 3m + B3m senθ 3m ) = ∂θ 3 m∈Ω 3 = V3 [V1 (G31 cosθ 31 + B31senθ 31 ) + V2 (G32 cosθ 32 + B32 senθ 32 )] ∂Q4 = = V4 Vm (G4 m cosθ 4 m + B4 m senθ 4 m ) = V4V2 (G42 cosθ 42 + B42 senθ 42 ) ∂θ 4 m∈Ω 4

L44

∂Q3 = −2V3 B33 + Vm (G3m senθ 3m − B3m cosθ 3m ) = ∂V3 m∈Ω3 = − 2V3 B33 + V1 (G31senθ 31 − B31 cosθ 31 ) + V2 (G32 senθ 32 − B32 cosθ 32 ) ∂Q4 = = −2V4 B44 + Vm (G4 m senθ 4 m − B4 m cosθ 4 m ) = − 2V4 B44 + V2 (G42 senθ 42 − B42 cosθ 42 ) ∂V4 m∈Ω 4 =

0 Considerando uma solução inicial θ10 = θ 30 = θ 4 = 0 rad e V30 = V40 = 1 pu , obtém-se os resultados mostrados na Tabela VII.27.

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4450A-04 – Sistemas de Energia I

Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação):
Tabela VII.27 – Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton.
ν θ1 ν θ3 ν θ4

ν

V3 ν V4

ν

( ) ( ) ( ) ∆ Q (x ) ∆Q (x )
∆P1 x ∆P3 x ν ∆ P4 xν
3 4

ν

ν ∆θ 1

− J x

ν

[ ( )]
ν

ν

∆V3ν ∆V 4ν

ν ∆θ 3 ν ∆θ 4

0

0 0 0 1 1 –0,0544 –0,0560 –0,0158 1,0283 0,9414 –0,0545 –0,0558 –0,0168 1,0272 0,9379

–0,6038 –0,1558 –0,3000 0,7111 –1,2000 –0,0040 0,0027 –0,0175 –0,0281 –0,0694 7,46×10-6 2,22×10-6 –7,55×10-5 –3,08×10-5 –2,96×10-4

1

29,7837 − 20,1923 0 4,0385 0 30,2422 − 20,7562 0 4,1853 0

− 20,1923 0 − 4,0385 0 24,7596 0 4,6635 0 0 19,0000 0 0 − 4,9519 0 23,1373 0 0 0 0 20,6000 − 20,7693 0 − 4,0066 0 25,3926 0 4,6492 0 0 17,8910 0 − 0,3000 − 5,3858 0 24,5551 0 0 − 0,2825 0 18,2956

–0,0544 –0,0560 –0,0158 0,0283 –0,0583 –0,0002 0,0002 –0,0010 –0,0011 –0,0038

2

Portanto, para uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 , a solução do Subsistema 1 é dada por: V3 = 1,0272 pu ,
V4 = 0,9379 pu , θ 1 = −0,0545 rad = −3,13o , θ 3 = −0,0558 rad = −3,20 o e θ 4 = −0,0168 rad = −0,96 o .

Os resultados mostrados na Tabela VII.27, foram obtidos executando-se a rotina em MATLAB®, disponível em http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/exercicio_VII_8.m. Por outro lado, o Subsistema 2 corresponde ao cálculo da injeção de potência ativa e reativa na barra de referência e a injeção de potência reativa na barra de tensão controlada:
  P2  (S2) = Q2   Q1   = V2 = V2 = V1

m∈K 2 m∈K 2 m∈K1

∑V (G ∑V (G ∑V (G
m m m

2m

cosθ 2m + B2 m senθ 2 m )

K 2 = { ,2,3,4} 1 K 2 = { ,2,3,4} 1 K1 = { ,2,3} 1

2 m sen 2 m

θ

− B2 m cosθ 2 m )

1m sen 1m

θ

− B1m cosθ1m )

(S2 )

 P2 = V2 [V1 (G21 cosθ 21 + B21senθ 21 ) + V2 G22 + V3 (G32 cosθ 32 + B32senθ 32 ) + V4 (G42 cosθ 42 + B42senθ 42 )]  Q2 = V2 [V1 (G21senθ 21 − B21cosθ 21 ) − V2 B22 + V3 (G32senθ 32 − B32 cosθ 32 ) + V4 (G42senθ 42 − B42 cosθ 42 )] Q = V [− V B + V (G senθ − B cosθ ) + V (G senθ − B cosθ )] 1 1 11 2 12 12 12 12 3 13 13 13 13  1

Substituindo os valores conhecidos, chega-se a:

(S2)

 P2 = 0,8356 pu  Q2 = −1,4129 pu Q = 1,3858 pu  1
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Solução Parcial Exercício VII.8 (continuação): Os resultados anteriores podem ser obtidos por intermédio de simulação computacional empregando, por exemplo, o programa PowerWorld Simulator8. Na Figura VII.15 encontra-se o diagrama unifilar do circuito com o resultado do fluxo de carga, e quadros com a matriz admitância da rede e com a matriz Jacobiana calculada para a solução do fluxo de carga.

Figura VII.15 – Solução e matrizes admitância e Jacobiana do sistema exemplo de 4 barras.

8

Arquivos de simulação disponíveis em:
http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_4barras.pwd e http://slhaffner.phpnet.us/sistemas_de_energia_1/ex_4barras.pwb.

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a relação entre os fluxos de potência ativa e as aberturas angulares é similar a existente entre os fluxos de corrente e as tensões nodais de um circuito em corrente contínua no qual aplica-se a Lei de Ohm. as perdas são dadas por: 2 2 Pkm + Pmk = Vk2 + Vm g km − 2Vk Vm g km cosθ km = g km Vk2 + Vm − 2Vk Vm cosθ km ( ) ( ) Se forem desprezados os termos correspondentes às perdas. Nos sistemas elétricos em alta e extra alta tensão. VIII.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente VIII Fluxo de carga linearizado Em função da grande simplificação proporcionada nas equações do fluxo de carga. chega-se a: Pkm = −Vk Vm bkm sen θ km Pmk = −VmVk bkm sen θ mk = Vk Vm bkm sen θ km Introduzindo as seguintes aproximações: Vk ≈ Vm ≈ 1 pu sen θ km ≈ θ km bkm ≈ −1 x km o fluxo de potência entre duas barras pode ser aproximado por: Pkm = Pmk = θ −θ m 1 θ km = k xkm x km θ −θ 1 θ mk = m k x km x km Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 7 . o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por: Pkm = Vk2 g km − Vk Vm (g km cosθ km + bkm sen θ km ) 2 2 Pmk = Vm g km − VmVk ( g km cosθ mk + bkm sen θ mk ) = Vm g km − Vk Vm ( g km cosθ km − bkm sen θ km ) Assim. os modelos linearizados apresentam grande utilidade no planejamento da operação e da expansão dos sistemas elétricos.1 Linearização Para uma linha de transmissão. como a magnitude do fasor tensão não varia muito entre barras vizinhas. o fluxo de potência ativa é aproximadamente proporcional à abertura angular existente e desloca-se no sentido dos ângulos menores. Deste modo. Surge daí a nomenclatura fluxo de carga CC para a versão linearizada do fluxo de carga. Tais modelos se baseiam no acoplamento entre a potência ativa (P) e o ângulo do fasor tensão (θ) e apresenta bons resultados para níveis elevados de tensão. característicos dos sistemas elétricos de transmissão e subtransmissão.

o fluxo de potência entre duas barras pode ser aproximado por:  xkm    Pkm = Pmk = 1 sen (θ km + ϕ km ) x km 1 sen(θ mk + ϕ mk ) x km Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 7 . as perdas são dadas por: 2 2 Pkm + Pmk = Vk2 + Vm g km − 2Vk Vm g km cos(θ km + ϕ km ) = g km Vk2 + Vm − 2Vk Vm cos(θ km + ϕ km ) ( ) [ ] Desprezados os termos correspondentes às perdas e introduzindo algumas aproximações  −1  Vk ≈ Vm ≈ 1 pu. bkm ≈  xkm    potência entre duas barras pode ser aproximado por: a km θ −θm θ km = akm k xkm xkm a km θ −θ θ mk = akm m k xkm x km Pkm = Pmk = Adicionalmente. o fluxo de Introduzindo as mesmas aproximações anteriores Vk ≈ Vm ≈ 1 pu. sen θ km ≈ θ km . bkm ≈  .Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Para um transformador em fase. Para um defasador puro. o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por: Pkm = Vk2 g km − Vk Vm [g km cos(θ km + ϕ km ) + bkm sen(θ km + ϕ km )] 2 Pmk = Vm g km − VmVk [g km cos(θ mk + ϕ mk ) + bkm sen (θ mk + ϕ mk )] Assim. pode-se considerar a km ≈ 1 o que torna a expressão igual a das linhas de transmissão. chega-se a: Pkm = −(a kmVk )Vm bkm sen θ km Pmk = −(a kmVk )Vm bkm sen θ mk = (a kmVk )Vm bkm sen θ km  −1   . as perdas são dadas por: 2 2 Pkm + Pmk = (a kmVk ) + Vm g km − 2(a kmVk )Vm g km cosθ km = g km (a kmVk ) + Vm − 2(a kmVk )Vm cosθ km 2 2 ( ) ( ) Se forem desprezados os termos correspondentes às perdas. o fluxo de potência ativa entre duas barras é dado por: Pkm = (a kmVk ) g km − (a kmVk )Vm ( g km cosθ km + bkm sen θ km ) 2 2 2 Pmk = Vm g km − Vm (a kmVk )(g km cosθ mk + bkm sen θ mk ) = Vm g km − (a kmVk )Vm ( g km cosθ km − bkm sen θ km ) Assim.

NB cuja representação matricial é dada por: P = B ′θ onde B ′ é uma matriz que possui a mesma estrutura da matriz admitância nodal. Assim o fluxo de potência se simplifica para: Pkm = Pmk = θ km + ϕ km xkm = θ km xkm + ϕ km x km θ ϕ = − km + km x  km x km     θ mk + ϕ mk x km =− θ km + ϕ km x km Nas expressões anteriores. θ mk . ou seja. é não singular e pode ser resolvido para θ a partir da definição das injeções líquidas especificadas P. ou seja.2. uma linha qualquer da matriz B ′ pode ser obtida como combinação linear das demais o que a torna singular. a injeção de potência em qualquer barra do sistema pode ser determinada a partir da soma das injeções das demais. a combinação θ mk + ϕ mk apresentará valores semelhantes as aberturas observadas nas linhas de transmissão e transformadores em fase. e outra da abertura angular do defasador ϕ mk . VIII. Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 7 . é válida a aproximação sen (θ mk + ϕ mk ) ≈ θ mk + ϕ mk . a injeção de potência ativa na barra k tem de ser igual à soma dos fluxos que saem da barra. Tal problema é contornado adotando-se uma barra como referência angular (para a qual o ângulo de fase é conhecido) e eliminando-se sua respectivas linha e coluna na matriz B ′ . a soma das componentes de P é nula. observar que existem duas parcelas independentes: uma depende da diferença de fase entre as tensões nodais. com seus elementos dados por: −1 Bkk = ′ xkm  m∈Ω k  −1 ′ Bkl = − xkm   ′ Bkl = 0  ∑ B′ l ∈ Ωk l ∉ Ωk sendo xkm a reatância equivalente de todas as linhas em paralelo que existem no ramo k-m. No caso da abertura angular do defasador ser considerada constante.2 Formulação matricial Para uma rede de transmissão sem transformadores em fase ou defasadores os fluxos de potência ativa são dados por: Pkm = 1 θ km xkm Para satisfazer a Primeira Lei de Kirchhoff. O sistema resultante tem dimensão NB − 1 . ou seja: Pk = m∈Ω k ∑ 1 1 −1 θ km = θk + θm xkm m∈Ω k x km m∈Ω k x km ∑ ∑ k = 1. o fluxo de potência relativo a esta parcela pode ser −1 representado por injeções adicionais nas suas barras terminais: uma carga adicional de x kmϕ km na barra k e −1 uma geração adicional de x kmϕ km na barra m. Como as perdas foram desprezadas.L.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Mesmo que os ângulos θ mk e ϕ mk possam assumir valores elevados. Da mesma forma.

35 123. Impedância série Linha r [pu] x [pu] 1–2 0.02 Carga P [MW] 50 170 200 80 Q [Mvar] 30. Exemplo VIII.1 – Sistema elétrico exemplo de 4 barras. Utilizando o modelo linearizado. ou seja.01272 0.03720  −1  0.06360   0 Página 4 de 7 Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 . cujos dados encontram-se na Figura VIII.2.03720  −1   0. G 1 2 3 G 4 Figura VIII.06360    −1   0.05040 1–3 0.94 49.03720 0 −1 0.00744 0. A regra de formação da matriz B ′ permanece inalterada. A inclusão de defasadores se faz através de injeções adicionais no vetor das injeções líquidas P .2 – Dados das barras.00 – – 1.03720 0. determinar o estado da rede e comparar com a solução obtida para o modelo completo.1: Para o sistema de 4 barras a matriz B ′ é dada por: 1  1  0. Tabela VIII.99 105. utiliza-se o inverso da reatância série.05040 + 0.03720 2–4 0.00744 0.06360  1 1  + 0. Geração θ [graus] P [MW] Q [Mvar] 0 – – – 0 0 – 0 0 – 318 – Barra 1 2 3 4 V [pu] 1.05040 1 1 + 0.1 – Considere o sistema de 4 barras.03720 −1 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente A inclusão de transformadores em fase e defasadores seguem o seguinte princípio.01008 0.1 – Dados das linhas.05040 0.03720 0 1 1 + 0.06360 −1 0.1 e nas Tabelas VIII.03720   0   −1 0.06360 Tabela VIII.05040 B′ =  −1  0.03720 3–4 0.58 Solução Exemplo VIII.03720 0.1 e VIII.

1 (continuação): 0   46.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VIII.0173 0.0185 rad   − 1.70   46.0299 0.0100 0.88 θ 2   − 1.60 − 15.88 − 15.0270 0.60 − 15.88   0 − 26.976      o θ 3  =  − 1.72  − 26.872      o θ 4   1.72 − 19.88  − 19.80 0.84 − 26.88 − 15.60 − 15.72   3   θ 4  − 26.88   − 26.00       3.60      −1  − 1.72 θ  =  0 42.0369 0.0311 rad   1.0469  2.0590  θ  = − 0.72  − 2. cos θ km ≈ 1 − 2 . e aproximando-se cosθ km pelos dois primeiros termos da série de Taylor.00  = 0.70  0.70   − 2.0173 ⋅ − 2.0 pu.0320 o    3    θ 4   0.60   0 Considerando a Barra 1 como referência angular θ 1 = 0 e o sistema a ser resolvido se resume a: 0 − 26.72  ⋅ θ 3       3.88 − 15.18 − 0.72 42. sendo acrescentadas como cargas adicionais.0355 rad  = − 2. tem-se:   θ 2  2 Pkm + Pmk = g km 1 + 1 − 21 − km   = g kmθ km   2     Tais perdas são calculadas em cada uma das linhas e distribuídas.18 − 0.0270  − 1.72 B′ =   0 42.523      VIII.7830 o        Observar que a solução obtida é bastante próxima da solução do fluxo de carga que é dada por: o θ 2  − 0. metade para cada uma das barras terminais. Vk = Vm = 1. Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 5 de 7 .60  θ 4        Resolvendo para θ tem-se: 0 − 26.0 pu .00  = B′θ =  0 P= 42.0100 0.3 Representação das perdas no modelo linearizado A expressão das perdas de uma linha de transmissão é dada por: 2 Pkm + Pmk = g km Vk2 + Vm − 2Vk Vm cosθ km ( ) 2 θ km Considerando-se as tensões próximas a 1.72 42.88 θ 2   46.80 − 26.72 42.84 46.38        o θ 2  − 0.

00 −  0.4225 × 10 −4 = 0.38 −  P24   2    2 + 2     2        P−P perdas Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 6 de 7 .01008 (0 − (− 0.6025 × 10 −4 = 0. pode-se adotar o seguinte procedimento: 1.3670    perdas   perdas P34    2.0065 0.1696 ⋅ 24.0355 − (0.8156 ⋅ 3. perdas tmp 2. as injeções corrigidas são dadas por: perdas    P perdas P24   0.0185 rad   − 1.03720 • Linha 3-4: perdas tmp P34 ≈ g 34 θ 34 ( ) 2 = 0.0127     − 1.0013 0. Calcular as perdas aproximadas nos ramos através da expressão Pkm ≈ g km θ km e acrescentá-la como cargas adicionais nas barras extremas determinando novo vetor de injeções líquidas perdas P−P .1696 ⋅ 12.0127 + 0.7070   perdas    P perdas P34  − 2.0013 0.01272 (− 0.0237 ⋅ 44.00 −     2 + 2  =   2    2       2.01272 + 0.010082 + 0. Solução Exemplo VIII.0100 13  = − 2.0127 2 2 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Assim.00744 (0 − (− 0. Calcular a solução temporária sem considerar as perdas P = B ′θ tmp .0311 rad   1.70 −  12 +   2 2    − 1. Exemplo VIII.7830o        As perdas nos ramos são dadas por: • Linha 1-2: tmp P perdas ≈ g12 θ12 12 ( ) 2 = 0.1 tem-se: θ tmp o θ 2  − 0. para a resolução do modelo linearizado considerando as perdas.00744 + 0. Recalcular os ângulos considerando a injeção corrigida P − P perdas = B ′θ .0065 + 0.05040 2 • Linha 1-3: tmp P perdas ≈ g13 θ13 13 ( ) 2 = 0.2: Da solução do Exemplo VIII.00744 2 + 0.1.0311))2 = 5.0134      2.0590    = θ 3  = − 0.0355))2 = 5.0311))2 = 3.38 −  0.0134   =  − 2.0320o      θ 4   0.2 – Considere o sistema de 4 barras empregado no Exemplo VIII. ( ) 2 3.0185 − (0. Determinar o estado da rede utilizando o modelo linearizado com perdas.0185))2 = 3.06360 Assim.03720 2 • Linha 2-4: perdas tmp P24 ≈ g 24 θ 24 ( ) 2 = 0.00744 (− 0.0134 2 2 0.3556 × 10 −4 = 0.6016 × 10 −4 = 0.0355 rad  =  − 2.70 −  2 + 2          − 1.

60      −1  − 1.2 (continuação): 0 − 26.0100 0.0361 rad  = − 2.88 θ 2   46.7070  − 2.7070  0.3670        o θ 2  − 0.72 θ  =  0 42.72   3   θ 4  − 26.60 − 15.0369 0.0684 o    3    θ 4   0.7273o        Fluxo de carga linearizado – Sérgio Haffner Versão: 10/9/2007 Página 7 de 7 .0469  2.0270 0.0173 0.0299 0.0301 rad   1.0270  − 1.88 − 15.0100 = 0.72 42.0100        2.0192 rad   − 1.3670  0.0173 ⋅ − 2.0100 0.Modelagem e Análise de Sistemas Elétricos em Regime Permanente Solução Exemplo VIII.1001  θ  =  − 0.

85 × 10 −12 = 8.85 × 10 −9 k Z ′ km = Z km senh γ ⋅ l γ ⋅l m Y ′ km Y ′ km 2 2 = Y km 2 tanh γ ⋅l 2 γ = α + jβ = z ⋅ y γ ⋅l 2 Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 1 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 2 .Expressões gerais Z ( jω ) = 1 V = = R + jX Y ( jω ) I * Y ( jω ) = 1 I = = G + jB Z ( jω ) V FP3φ = P3φ S 3φ = cosθ S = V ⋅ I = V φ I − φ + θ = VI θ = VI cos θ + j sen θ = P + jQ P3φ = 3Vφ I L cosθ = 3VL I L cosθ Q3φ = 3Vφ I L senθ = 3VL I L senθ Linhas de transmissão S 3φ = 3Vφ I L = 3VL I L RCC = ρ l A b R2 = R1 T0 + T2 T0 + T1 A B ′ rα = rα ⋅ e La = n −1 4 a Dbn DbC M D D D LD µ aA aB aC aM ln n r′D D L D 2π a ab ac an M D D D LD µ bA bB bC bM ln n r ′D D L D 2π b ba bc bn c n Condutor x C M Condutor Y Lb = n Lx = µ Dm ln 2π Ds Dm = Mn (DaA DaB L DaM )(DbA DbB L DbM )L (DnA DnB L DnM ) X L = 2πfL x Ds = n (Daa Dab L Dan )(Dba Dbb L Dbn )L (Dna Dnb L Dnn ) 2 Lx = µ Deq ln 2π Ds Condutores Dab Deq = 3 D12 D23 D31 b Para o vácuo µ 0 = 4π 10 −7 H m = 4π 10 −4 H km a Dca Dbc a c b D C ab = πk ln D r CN = 2πk D ln r Daα Dbβ Dcχ XC = Superfície do solo 1 2πfC N 2πk  3 Daβ Dbχ Dcα Deq ln − ln  r  3 Daα Dbβ Dcχ  F D aβ Dcα Dbχ CN = χ α Imagens     m = 2πk  3 Daα Dbβ Dcχ Deq ln + ln  r  3 Daβ Dbχ Dcα  F km     β Para o vácuo k 0 = 8.

B.Sistema por unidade Sφbase = S 3φbase 3 Vφ base = VL base 3 S 3φ base I L base = I Y base = Sφ base Vφ base = 3 VL base 3 Z Y base = Vφ base I Y base = VL2base S 3φ base Z ∆ base = 3Z Y base = S 3φ base 3VL base I ∆ base = I L base 3 = S 3φ base 3V L base 2  S 3φ base 2 V Z pu (base 2 ) = Z pu (base 1)  L base 1  VL base 2  S 3φ base 1 Transformadores r1 + jx1 I1 N1 : N 2 + Transformador Real • • + r2 + jx 2 rm jx m V1 – Ideal V2 V 1 N1 = V 2 N2 sec Vbase I 1 N2 = I 2 N1 sec I base = ref Z2 N  =  1  Z2 N   2 2 ref Z1 N  =  2  Z1 N   1 2 N pri = 2 Vbase N1 k S base S base N pri = = 1 I base sec N 2 pri N2 Vbase Vbase N1 I mk m Vm I km Vk A B C A. C admitâncias C = (1 − a km ) y km B = a km (a km − 1) y km A = a km y km I km = I mk Pkm = ( Qkm = ( =( Expressões gerais dos fluxos de corrente e potência nos ramos 2 sh akm Y km + jbkm V k + − akme − jϕkm Y km V m sh − akme jϕ km Y km V k + Y km + jbkm V m 2 a kmVk g km − a kmVk Vm g km cos km + km + bkm sen km + km 2 sh − a kmVk bkm + bkm − a kmVk Vm g km sen km + km − bkm cos km ( ) ) ) ) ( ( ( ( ) [ ) ( (θ ) [ ) ) ϕ (θ ) ϕ ) (θ ϕ (θ )] + ϕ km )] Pk = Qk ( =( a P + bPVk + c PVk2 PkNOM aQ + bQVk + cQVk2 QkNOM ) ) Modelo ZIP de carga a P + bP + cP = 1 aQ + bQ + cQ = 1 Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 1 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 2 .

k = 1. incluindo a própria barra k (K = {k}∪ Ω k ) .2. NB . cujos elementos são: Ykm = −akm e − jϕkm y km Ymk = −a km e − jϕ mk y km = −akm e jϕ km y km Ykk = jbksh + m∈Ω k ∑ ( jb sh km 2 + a km y km ) Ω k – Conjunto de barras vizinhas da barra k. θ ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV}  esp ∆Qk = Qk − Qk (V . k = 1. θ ) = 0  ⇒ ∆Pk = Pkesp − Pk (V . NB . I k = Ykk V k + Ik = Sk m∈K ∑ (G m∈Ω k km ∑Y km V m = m∈K ∑Y km V m + jBkm )Vm θ m m km = Vk Pk = Vk Qk = Vk m∈K ∑V (G m m m∈K m∈K ∑V (G km − jBkm )(cosθ km + j sen θ km ) cosθ km + Bkm senθ km ) ∑V (G km sen km θ − Bkm cosθ km ) Fluxo de carga (S1) (S2)  Pkesp − Vk Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV}  m∈K  esp Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = 0 k ∈ {barras PQ} Qk − Vk m∈K   Pk = Vk Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km ) k ∈ {barra Vθ}  m∈K  Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) k ∈ {barras PV e Vθ} Qk = Vk m∈K  ∑ ∑ ∑ ∑ (S1) =   ∆ P = P esp − P (V .2. K – Conjunto de todas as barras adjacentes à barra k. L.θ ) = 0 k ∈ {barras PQ} Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 1 de 3 .I km = I mk sh Qkm = −(a kmVk ) bkm + bkm − (a kmVk )Vm [g km sen (θ km + ϕ km ) − bkm cos(θ km + ϕ km )] 2 Pkm = (a kmVk ) g km − (a kmVk )Vm [g km cos(θ km + ϕ km ) + bkm sen (θ km + ϕ km )] 2 ( y = (− a e 2 akm km Expressões gerais dos fluxos de corrente e potência nos ramos km sh + jbkm V k + − akm e − jϕ km y km V m jϕ km y km ) ( )V + (y k km sh + jbkm V m ) ) ( ) Injeções de corrente e potência nas barras   2 sh I k =  jbksh + a km y km + jbkm V k + − a km e − jϕ km y km V m   m∈Ω k m∈Ω k   (formulação matricial) I = YV ∑( ) ∑( ) sendo: I V – Vetor das injeções de corrente.L . cujas componentes são os fasores I k . Y = G + jB – Matriz admitância nodal. cujas componentes são os fasores V k = Vk θ k . θ ) = 0 esp ∆Q = Q − Q (V . – Vetor das tensões nodais.

θ ) ∂V M= L= ↑ ∆ P   H  υ =   ∆Q   M   υ ↑ υ PQ + PV PQ N  L  ∆θ υ   υ  ∆V    ∂Pk  Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cosθ km )  H kk = ∂θ = Vk k m∈Ω k  ∂Pk  = Vk Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk  H kl = ∂θ l  l ∉ Ωk  H kl = 0   ∂Pk  Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km )  N kk = ∂V = 2Vk Gkk + k m∈Ω k  ∂Pk  l ∈ Ωk = Vk (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl )  N kl = ∂Vl  l ∉ Ωk  N kl = 0   ∂Qk  Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km ) M kk = ∂θ = Vk k m∈Ω k  ∂Qk  l ∈ Ωk = −Vk Vl (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl ) M kl = ∂θ l  l ∉ Ωk M kl = 0   ∂Qk  Vm (Gkm sen θ km − Bkm cosθ km )  Lkk = ∂V = −2Vk Bkk + k m∈Ω k  ∂Qk  = Vk (G kl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk  Lkl = ∂Vl  l ∉ Ωk  Lkl = 0   ∑ H= ∂ P (V .θ ) ∂V ∑ M= ∂Q (V .θ ) ∂θ ∑ N= ∂ P(V .θ ) ∂θ ∑ L= ∂Q (V .θ ) ∂θ ∂Q(V .θ ) ∂θ N= ∂ P(V .Newton-Raphson θ υ  ← PQ + PV υ x = υ ← PQ V     ∆ Pυ  ← PQ + PV υ g x = υ ← PQ  ∆Q     ∆θ υ  υ ∆x =  υ  ∆V    ← PQ + PV ← PQ ( ) ν gx ( ) = − J (x )∆ x ν ν ∆x = − J x υ ν [ ( )] g (x ) ν −1 ν  ∂ P(V .θ ) ∂ P(V .θ ) ∂V ∂Q (V .θ ) ∂Q (V .θ ) ∂V Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 2 de 3 .θ )   ∂V   ∂θ  ( ) ← PQ + PV ← PQ H= ∂ P(V .θ )   ∂θ ∂V  υ  J x = −  ∂Q (V .

Expressões gerais Z ( jω ) = 1 V = = R + jX Y ( jω ) I * Y ( jω ) = 1 I = = G + jB Z ( jω ) V FP3φ = P3φ Q3φ = cos θ S = V ⋅ I = V φ I − φ + θ = VI θ = VI cos θ + j sen θ = P + jQ P3φ = 3Vφ I L cosθ = 3VL I L cosθ Q3φ = 3Vφ I L senθ = 3VL I L senθ S 3φ = 3Vφ I L = 3VL I L Sistemas de Energia I – Folha de Consulta 2 – SHaffner Versão: 10/9/2007 Página 3 de 3 . θ ν +1 ⋅ ∆V ν barras PQ   ν +1 2 ν ν V = V + ∆V barras PQ  1 ∂Pk  ' − Qk Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cos θ km ) = − Vk Bkk  H kk = V ∂θ = Vk k k m∈Ω k  1 ∂Pk  ' −1 H ′ = V H  H kl = = Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl ) l ∈ Ωk Vk ∂θ l  '  H kl = 0 l ∉ Ωk   1 ∂Qk 1  ' Q Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = k 2 − Bkk  Lkk = V ∂V = −2 Bkk + V Vk k k k m∈Ω k  1 ∂Qk  L′ = V −1 L  L'kl = l ∈ Ωk = Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl Vk ∂Vl   L'kl = 0 l ∉ Ωk   1 Iteração QV ) ( ) ∑ ∑ ν  barras PQ e PV V ⋅ ∆ P V . θ = H ′ V . θ ν +1 = L′ V ν . θ ⋅ ∆θ  ν +1 θ = θ ν + ∆θ ν  ( ( Newton desacoplado ) ( ) barras PQ e PV barras PQ e PV V −1 ⋅ ∆Qν V ν .1 2 Iteração Pθ ν ν ν ν ν ν  V −1 ⋅ ∆ P V . θ = B′ ⋅ ∆θ  ν +1 2 ν ν θ = θ + ∆θ barras PQ e PV  V −1 ⋅ ∆Qν V ν . θ ν +1 = B′′ ⋅ ∆V ν barras PQ  1 Iteração QV  ν +1 2 ν ν V = V + ∆V barras PQ  ' −1  Bkk = xkm  m∈Ω k  ' − B ′  Bkl = − xkl1 l ∈ Ωk B ' = 0 l ∉ Ωk  kl  ''  Bkk ≈ − Bkk − Bksh  '' B ′′  Bkl = − Bkl l ∈ Ωk  B '' = 0 l ∉ Ωk  kl −1 1 ν Iteração Pθ ( ν ν ) Desacoplado rápido ( ) ∑ sendo Bksh a soma de todas as susceptâncias que ligam o nó k à terra.

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