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PTERIDOPHYTAS Uma introdução MarinaMarina AbreuAbreu MartinsMartins 2011
PTERIDOPHYTAS
Uma introdução
MarinaMarina AbreuAbreu MartinsMartins
2011
Sumário Capítulo 1 Introdução Características gerais Capítulo 2 Ciclo de vida das Isosporadas Ciclo de
Sumário
Capítulo 1
Introdução
Características gerais
Capítulo 2
Ciclo de vida das Isosporadas
Ciclo de vida das heterosporadas
Bibliografia
Introdução As pteridófitas foram os primeiros vegetais que definitivamente conquistaram o ambiente terrestre, porém

Introdução

As pteridófitas foram os primeiros vegetais que definitivamente conquistaram o ambiente terrestre, porém quando falamos de reprodução não são totalmente independentes da água, pois dela necessitam para a fecundação (quimiotactismo) que sempre se processa por intermédio de anterozoides flagelados.

Neste grupo estão incluídas todas as criptógamas vasculares cormófitas e os primeiros vegetais com heterosporia, ou seja plantas que não possuem flores, possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema), aparelho vegetativo com raiz caule folhas bem desenvolvidas e produzem esporos diferentes por meiose (esporos masculinos menores que os femininos), elas também são dotadas de uma característica importante em seu ciclo, possuem uma acentuada alternância de gerações sendo que neste o esporófito a fase mais desenvolvida e apresenta maior diferenciação anatômica e morfológica. O gametófito se chama protalo e se caracteriza por ser uma lâmina verde talosa que vive na superfície do solo, apresentando rizóides, ou pode ser subterrâneo e incolor vivendo como saprófita, em certos casos chega a ser muito reduzido, nunca abandonando a membrana que o originou.

Esta divisão possui 5 classes:

Classe Psilophytopsida Classe Lycopsida Classe Psilotopsida Classe Articulatae Classe Filices

*Outras classes: Rhyniophyta, Zosterophyllophyta, Trimerophytophyta foram extintas no fim do Devoniano.

Famílias atuais tais como Marattiaceae, Osmundaceae, Schizaeaceae e Gleicheniaceae tem registro fóssil no Paleozóico Inferior, e Cyatheaceae, Dicksoniaceae, Dipteridaceae e Matoniaceae, no Mesozóico. Outras famílias mais recentes na história evolutiva das pteridófitas como Blechnaceae, Aspleniaceae, Polypodiaceae e Pteridaceae surgiram na mesma época que as angiospermas no Cretáceo.

Características gerais Os principais representantes do grupo são as samambaias e avencas. Samambaia-açu Avenca Nas

Características gerais

Os principais representantes do grupo são as samambaias e avencas.

representantes do grupo são as samambaias e avencas. Samambaia-açu Avenca Nas pteridófitas as folhas se

Samambaia-açu

do grupo são as samambaias e avencas. Samambaia-açu Avenca Nas pteridófitas as folhas se desenrolam a

Avenca

Nas pteridófitas as folhas se desenrolam a partir do centro da planta. Elas podem ser terrestres, rupícolas (que vivem sobre paredes, muros, rochedos ou afloramentos rochosos), epífitas, hemiepífitas (que fazem transição de fase de vida epífita para terrestre), aquáticas e trepadeiras.

A maioria das espécies ocorre em regiões tropicais sendo que podem ser encontradas em menor

A maioria das espécies ocorre em regiões tropicais sendo que podem ser encontradas em menor relevância em regiões subdesérticas árticas e alpinas. Os esporos das pteridófitas são consideravelmente pequenos e são dispersos através da água ou vento, logo são dependentes destas condições para sua reprodução.

São dotadas de heterofilia, ou seja possuem dois tipos de folha: Trofófilo onde não ocorre soros e a folha é classificada como vegetativa apenas, e Esporófilo onde ocorre soros e a planta é classificada como vegetativa e reprodutiva. As folhas reprodutivas possuem soros os quais liberam esporos quando suas células retraem. O formato e a posição dos soros é determinante para sua classificação taxonômica, os soros podem estar recobertos por uma membrana chamada indúsio. Os esporângios, são pequenas vesículas arredondadas, de origem epidérmica, pedunculadas ou sésseis, localizadas dentro dos soros.

de origem epidérmica, pedunculadas ou sésseis, localizadas dentro dos soros. Disposição dos soros (RAVEN)

Disposição dos soros (RAVEN)

No interior dessas vesículas encontram-se as células-mães de esporos- esporócitos que são 2n e que

No interior dessas vesículas encontram-se as células-mães de esporos- esporócitos que são 2n e que por meiose dará origem dará origem as células n e são os esporos que quando lançados ao ambiente vão se desenvolver e virar protálo onde há anterozoides (e anterídeos, ocorre a fecundação e a formação do zigoto, assim se forma junto do protálo uma nova planta (esporófito jovem), os anterozóides são eliminados e por quimiotactismo nadam pelo canal do arquegônio e fecundam a oosfera, logo o protalo vai ser substituído pelo rizoma.

Quanto ao tipo de esporos produzidos são dividias em dois grupos:

Isosporadas: quando produzem esporos de tamanhos iguais Heterosporadas: quando produzem micrósporos e megásporos.

Não possuem raíz principal, possuem raízes aulógenas. Geralmente possuem o caule subterrâneo com algumas exceções. Quando as folhas estão jovens ficam em forma de hélice, são chamadas báculas, as folhas adultas são chamadas frondes e são comumente compostas.

ficam em forma de hélice, são chamadas báculas, as folhas adultas são chamadas frondes e são
ficam em forma de hélice, são chamadas báculas, as folhas adultas são chamadas frondes e são
ficam em forma de hélice, são chamadas báculas, as folhas adultas são chamadas frondes e são
ficam em forma de hélice, são chamadas báculas, as folhas adultas são chamadas frondes e são
Ciclo de vida Isosporadas : Os esporos são produzidos nos esporângios, no interior dos soros

Ciclo de vida

Isosporadas: Os esporos são produzidos nos esporângios, no interior dos soros por meiose e depois são dispersos. Os gametófitos são verdes e nutricionalmente independentes na maioria das espécies. Muitos são aproximadamente cordiformes com uma reentrância apical e possui somente uma camada de células de espessura, da superfície inferior do gametófito filamentos celulares especializados conhecidos como rizóides direcionam-se para dentro do substrato, a superfície inferior do gametófito origina arquegônios em forma de garrafa, cuja as porções, inferiores mais alargadas estão inseridas no tecido do gametófito. Os anterídeos são também originados na superfície inferior do gametófito e tem uma camada protetora estéril. Numerosos anterozoides espiralados e multiflagelados são produzidos dentro do anterídeo. Quando os anterozoides estão maduros e ocorre um suprimento adequado de água, os anterídeos rompem-se e liberam os anterozoides, que nadam até o colo do arquegônio. Na porção inferior do arquegônio, a oosfera é fecundada e o zigoto resultante começa a dividir-se diferenciar-se em um esporófito adulto obtendo sua nutrição a partir do gametófito até realizar fotossíntese o suficiente para manter-se após enraizar-se no solo, o gametófito desintegra-se.

até realizar fotossíntese o suficiente para manter-se após enraizar-se no solo, o gametófito desintegra-se.
até realizar fotossíntese o suficiente para manter-se após enraizar-se no solo, o gametófito desintegra-se.
Ciclo de vida Heterosporadas: Um exemplo de ciclo de pteridófita heterosporada é o da Selaginella,

Ciclo de vida

Heterosporadas: Um exemplo de ciclo de pteridófita heterosporada é o da Selaginella, elas possuem folhas pequenas que brotam do seu fragil caule, e quando estão em fase de reprodução, o esporófito produz, na ponta do seu caule os estróbilos que são constituídos de esporofilos, estes formam esporângios para que eles produzam os esporos através de meiose. Os Microsporofilos produzem microsporângios que produzem micrósporos, e os macrosporofilos produzem macrosporângios que produzem macrósporos. Os micrósporos produzem gametófitos masculinos, denominados macroprótalos, que é dotado de arquegônios, sendo que em cada um deles há uma oosfera. Quando eles fecundam um anterozóide se junta a oosfera, originando assim um zigoto que logo se tornará um novo esporófilo.

eles fecundam um anterozóide se junta a oosfera, originando assim um zigoto que logo se tornará
Biologia vegetal - Peter H. Raven Botânica, Introdução à taxonomia vegetal – Aylthon Brandão Joly

Biologia vegetal - Peter H. Raven Botânica, Introdução à taxonomia vegetal – Aylthon Brandão Joly http://www.cb.ufrn.br/atlasvirtual/erratas/Errata_Sistematica_e_Ecologia _de_Pteridofitas.pdf – Pteridophytas http://www.scylla.com.br/