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Departamento de Expressões Grupo 600 – Artes Visuais e Técnicas Especiais

Desenho A CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

1- Avaliação Formativa (inclui a diagnóstica):

A avaliação é contínua e integra as modalidades formativa e sumativa. A avaliação formativa advém da

constante interacção professor aluno e deve potenciar novas aquisições.

A avaliação das aprendizagens em Desenho deve:

adequar modalidades e instrumentos ao processo de ensino-aprendizagem;

especificar, de forma clara, o objecto de avaliação, os critérios e as estratégias;

considerar como objecto de avaliação processos e produtos;

propiciar a auto-avaliação e a co-avaliação;

equacionar o percurso individual e o colectivo, considerando ajustamento e correcções, de forma a reorientar as práticas pedagógicas;

fornecer ao aluno um feedback em tempo útil;

apreciar o progresso das aprendizagens, considerando os aspectos evolutivos do aluno, utilizando de forma sistemática técnicas e instrumentos variados, adequados às tarefas em apreciação.

Os critérios de avaliação organizam-se em torno das competências nucleares:

Observar e analisar: o aluno estará capaz de observar e registar com elevado poder de análise, tendo em atenção as singularidades presentes e a forma, como estas se relacionam com outras, bem como

a integração de todas num todo ou unidade decomponível em elementos estruturais. O aluno deverá,

mercê do exercício da observação analítica, observar e registar com crescente aptidão: o quotidiano natural ou técnico, por meios manuais – riscadores e/ou de mancha – ou meios informáticos. Esta área é adequada para permitir o desenvolvimento das capacidades psicomotoras ao nível da aptidão

adaptativa simples, composta e complexa.

Manipular e sintetizar: o aluno estará apto a aplicar procedimentos e técnicas com adequação e correcção e a criar imagens novas. Estará em evidência a capacidade de síntese, quer por tratamento da soma de experiências e de esboços analíticos prévios, quer por aplicação de princípios, ideias, métodos ou conceitos no domínio das operações abstractas. Pressupõe o exercício de sentido crítico, de método de trabalho e a integração num projecto que responda a necessidades da pessoa e do seu contexto, estando implicado o estabelecimento prévio de uma base de conhecimentos que qualifiquem informadamente as respostas.

Interpretar e comunicar: o aluno conseguirá ler criticamente mensagens visuais de origens diversificadas e agir como autor de novas mensagens, utilizando a criatividade e a invenção em metodologias de trabalho faseadas. Esta competência pressupõe um domínio crescente nos processos de interpretação e de sentido assentes num “pano de fundo” culturalmente informado. A comunicação poderá dimensionar a disseminação da experiência, do meio próximo ao global e, ao mesmo tempo, constituir ocasião para a exploração de competências transversais no âmbito da cidadania.

Programa de Desenho A, 10º, 11º e 12º Anos

2- Avaliação Sumativa Interna

A avaliação sumativa traduz a evolução do aluno na disciplina, devendo ser localizada no tempo

conforme o critério do professor.

A atribuição da classificação no final de cada período lectivo traduz um juízo globalizante sobre o

percurso de aprendizagem efectuado pelo aluno. Daí que:

Para cada competência nuclear seja obrigatório utilizar pelo menos um instrumento de avaliação;

Os alunos devam ser confrontados com todos os tipos de itens previstos nas orientações do GAVE, relativos à avaliação sumativa externa;

Os instrumentos de avaliação devam aferir o desenvolvimento das competências de cada aluno no momento da sua realização;

Os instrumentos de avaliação devam ter um carácter globalizante, integrador e de progressiva complexidade, de natureza mais formativa que certificativa;

A classificação final de cada período deva reflectir o patamar alcançado pelo aluno nesse momento, considerando os seus progressos.

3- Quantificação da avaliação

Competências

%

Instrumentos

Aquisição de conceitos

   

1. Dominar e aplicar correctamente os conceitos constantes nos conteúdos programáticos;

Textos produzidos (relatórios, recensões, comentários, textos de reflexão, entrevistas);

2. Dominar os vocábulos específicos da área do desenho;

20%

3. Conhecer as condicionantes psico-fisiológicas da percepção e da representação gráfica;

4. Conhecer e valorizar o papel desempenhado pelo sujeito observador perante desenhos, imagens e objectos visuais.

Apresentações orais

Concretização de práticas

 

Desenhos, concretizações gráficas, ou objectos produzidos no âmbito da disciplina

Diário gráfico – suporte para a manutenção de actividades de articulação com os conteúdos da disciplina, envolvendo processos de análise e/ou síntese e experimentação de técnicas.

1. Dominar uma grande diversidade de suportes, em escalas e matérias diferenciadas, e suas potencialidades;

2. Dominar os diferentes meios actuantes, integrando o conhecimento da sua natureza específica com a compreensão das suas diferentes utilidades e adequações;

3. Dominar processos e sistemas de estruturação e organização formal, cromática, espacial e dinâmica;

4. Dominar e aplicar princípios e estratégias de composição e estruturação, compreendendo práticas de ocupação de página e enquadramento;

70%

5. Analisar e representar objectos do mundo visível e dominar:

Portefólio – inclui os enunciados das unidades de trabalho, grelhas de auto e co-avaliação e um conjunto variado de trabalhos datados e comentados, envolvendo a pesquisa realizada fora da sala de aula (reproduções de obras de arte, registos fotográficos, vídeo e outro software), relatórios, leitura

de objectos artísticos, e outros.

proporção, escalas e distâncias, eixos e ângulos relativos, volumetria, configuração e pontos de inflexão de contorno;

6. Adequar a formulação gráfica à função, à audiência e à tecnologia de divulgação;

7. Aplicar os recursos gráficos e construtivos com eficácia técnica;

8. Utilizar as novas tecnologias como recurso das tarefas e processos do desenho;

9. Demonstrar criatividade associada ao domínio de diferentes processos conducentes à transformação e ao desenvolvimento de uma expressividade gráfica personalizada.

   

Desenvolvimento de valores e atitudes

 

1. Desenvolver o espírito de observação e atenção visual e a aquisição de hábitos de registo metódico;

Provas com carácter prático.

2. Definir uma metodologia e reflectir sobre os resultados em função dos objectivos de cada Unidade de Trabalho;

Eventos de divulgação – junto da própria turma, escola ou meio (inclui-se aqui a materialização de exposições regulares ou pontuais, formais ou informais, trabalhos de grupo, outras acções eventuais);

3. Evidenciar iniciativa, participação e envolvimento no trabalho proposto e a integração interpessoal;

10%

4. Ler e interpretar, crítica e autonomamente, desenhos e imagens, considerando os principais aspectos de composição e de ordem simbólica, estética e convencional;

5. Evidenciar a consciência diacrónica do desenho, assente no conhecimento de obras de arte relevantes;

6. Demonstrar preocupação com os cuidados de segurança e de responsabilidade ecológica.

 

Os instrumentos de avaliação das competências nucleares devem conter parâmetros para avaliação das competências transversais (pelo desenvolvimento de um espírito crítico e pela construção de uma identidade pessoal, social e cultural). Todos os enunciados das unidades de trabalho devem identificar, necessariamente, os vários parâmetros a avaliar e os critérios/níveis de desempenho requeridos para cada um deles. O peso percentual a atribuir nos parâmetros do conteúdo, organização e correcção linguística varia de acordo com o tipo de item e de competência testada.