DIÁRIO DA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE Stélio Dias – Não Tadeu França – Sim Teotônio Vilela Filho – Sim Theodoro

Mendes – Sim Ubiratan Aguiar – Sim Ubiratan Spinelli – Sim Valmir Campelo – Não Valter Pereira – Sim Vasco Alves – Sim Vicente Bogo – Não Victor Faccioni – Não Victor Fontana – Não Vilson Souza – Sim Vingt Rosado – Sim Virgildásio de Senna – Não Virgilio Galassi – Não Virgílio Guimarães – Sim Vivaldo Barbosa – Sim Vladimir Palmeira – Sim Wagner Lago – Sim Waldeck Ornélas – Sim Waldyr Pugliesi – Sim Walmor de Luca – Não Wilma Maia – Sim Wilson Martins – Sim Ziza Valadares – Sim O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Anuncio o Destaque nº 1.633, de autoria do nobre Constituinte Wagner Lago. S. Ex.ª introduziu modificação no inciso I do § 11 do art. 184. O inciso I diz o seguinte: "I – incidirá sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre serviço..." O nobre Constituinte Wagner Lago quer retirar do texto a possibilidade da incidência sobre o ativo fixo. Dirá o autor da proposição das razões que o inspiraram a sugerir modificação do texto do "Centrão". A Presidência indaga se o nobre Constituinte Wagner Lago está na Casa. (Pausa.) Inclusive S. Ex.ª estava inscrito para falar. Se não estiver presente, não terei outro recurso, senão considerar a emenda prejudicada. (Pausa.) Está prejudicada a emenda. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Destaque nº 1.183, do Constituinte Renato Johnsson, para a Emenda nº 964. Concedo a palavra ao Constituinte Renato Johnsson. O SR. RENATO JOHNSSON (PMDB – PR. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, gostaria de retirar meu destaque e minha emenda. Quando da discussão do art. 22, que tratou da participação financeira dos Estados e Municípios na exploração de recursos naturais, assumimos o compromisso de retirar a emenda e o destaque, por uma simples razão: é que as lideranças, na ocasião, alegavam que a incidência, tanto do imposto, quanto da participação financeira, seria a mesma. Discordo dessa argumentação, mas mantenho o compromisso, retirando a emenda e me reservando para discutir posteriormente esse assunto. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Concedo a palavra ao nobre Constituinte Arolde de Oliveira. (Pausa.) Não estando presente o Constituinte Arolde de Oliveira, considero prejudicada a sua proposição. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Sobre a mesa requerimento de destaque, nos seguintes termos: REQUERIMENTO DE DESTAQUE Nº 1.096 Senhor Presidente. Requeiro, nos termos do art. 4º da Resolução nº 3, de 1988, destaque para a Emenda 2P01972-2, art. 84, – Benito Gama. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – É a seguinte a matéria destacada: Emenda nº 1.972 (Do Sr. Benito Gama) Dê-se nova redação ao parágrafo 10 do artigo 184, que passa a ter a seguinte redação: § 10 ..................................................... II .......................................................... b) Sobre operações que destinem a outros Estados, petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, álcool carburante e energia elétrica. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Destaque nº 1.796, Emenda nº 1.902. Diz respeito ao art. 184, letra b do § 11: "sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes". S. Ex.ª quer retirar do texto do Centrão a incidência tributária sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes. O SR. BONIFÁCIO DE ANDRADA: – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem V. Ex.ª a palavra. O SR. BONIFÁCIO DE ANDRADA (PDS – MG. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, o § 11 não tem incisos. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Art. 184, § 11, inciso II, letra b. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Concedo a palavra o nobre Constituinte Benito Gama, para encaminhar a votação. O SR. BENITO GAMA (PFL – BA. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, as e Srs. Constituintes, esta emenda Sr. acresce, na parte que trata da isenção aos combustíveis, o álcool carburante. O texto do "Centrão" diz o seguinte: "Nas operações interestaduais ficam isentas as operações de lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica." O "Centrão" não preconizou, no seu texto, a isenção para o álcool carburante. Ou seja, isenta-se, nas operações interestaduais, a gasolina e tributa-se o álcool carburante. Isso é uma incoerência. Um Estado produtor de álcool – são apenas cinco ou seis no Brasil – exporta esse produto em operações interestaduais, tributando-o. E a gasolina produzida pelos Estados é exportada com isenção de impostos. Um Estado do Centro-Sul, por exemplo, que produz cerca de 70% de álcool carburante, expor-

192 ta esse produto com imposto para os outros Estados, e a gasolina fica isenta. Então, a tributação de ICM sobre a gasolina e seus derivados será praticamente inócua nos outros Estados, menos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Bahia, que têm poucas usinas, e Goiás. Há uma diferenciação muito grande na tributação da gasolina. Quando aqueles Estados exportam o produto, este fica isento, mas o álcool é tributado. Se vamos prejudicar, segundo algumas informações, cinco Estados da Federação, é preferível que se criem royalties para indenizá-los pelo prejuízo, ao invés de se criar, constitucionalmente, uma tributação para um produto que, no futuro, abastecerá todos os nossos veículos. Noventa por cento dos veículos que circulam no Brasil são movidos a álcool, e apenas cinco ou seis Estados o produzem. Exportando impostos para os Estados importadores, é um absurdo deixarem transferir essa renda para os Estados menores. Nos Estados do Sul, por exemplo, que recebem todo o álcool de São Paulo e do Rio de Janeiro, a cobrança do ICM nas vendas de combustíveis no varejo será inócua. Esta é a colocação que faço. Estamos isentando de imposto a gasolina, os lubrificantes derivados de petróleo, e tributando o álcool carburante. Isso, repito, representa uma incoerência técnica. Não podemos conviver, no mesmo artigo, com essa discriminação, sob o argumento de que tal medida irá beneficiar os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. É, repito, uma incoerência absurda, isentarmos a gasolina e tributarmos o álcool. Por exemplo, numa família que tem dois carros, um a álcool e outro a gasolina, este é isento, enquanto sobre o outro paga os impostos incidentes. Isto é uma incoerência técnica muito grande, e espero que os Srs. Constituintes aprovem minha emenda, que estende a isenção desse imposto também ao álcool carburante. Era o que tinha a dizer. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Com a palavra o nobre Constituinte Nelson Sabrá, para contraditar. O SR. NELSON SABRÁ (PFL – RJ. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, as Sr. e Srs. Constituintes, reza aqui o texto, na letra b desse artigo, que sobre "as operações que destinem, a outros Estados, petróleo, inclusive lubrificantes, combustível líquido e gasoso dele derivado, e energia elétrica", não incidirá o ICM ampliado. A medida é extremamente pertinente. Tanto o "Centrão" quanto a Sistematização estabeleceram textos idênticos e com muita propriedade, já que não podemos deixar de levar em conta que, no § 1º do art. 21, a nossa Constituição estabeleceu que é assegurada, nos termos da lei, aos Estados, Distrito Federal e Municípios, do resultado da exploração dos recursos hídricos para fim de produção de energia elétrica, de petróleo ou gás natural, e de outros recursos minerais, a percepção do respectivo royaltys. Aí, portanto, já está estabelecido oi royalty. Assim, a inclusão do álcool carburante na isenção do imposto não se justifica, porque não há a compensação através da instituição do royalty. Esta ressalva é de suma importância, já que também podemos salientar, no que concerne à repro-

193 dução da cana-de-açúcar, pelo fato de ser uma produção sazonal, que ela sacrifica as comunidades, os Municípios e os Estados que a produzem e, por conseqüência, o álcool carburante. Desta forma, julgamos pertinente que incida sobre esse produto o imposto sobre Circulação de Mercadorias e de Serviços, e pedimos a todos os Constituintes que votem contra a emenda do Constituinte Benito Gama, porque quando a Sistematização e o "Centrão" estabeleceram isenção do imposto para o petróleo e seus derivados, já tinham levado em consideração que esses Estados e aos Municípios haveria o respectivo retorno, através das importâncias relativas aos royalties, o que não acontece com os que produzem o álcool carburante. Muito pelo contrário, deve incidir o ICM sobre esse produto para que esses Municípios e esses Estados tenham uma compensação por essa produção, extremamente nociva, sob o aspecto social, já que é por causa dela que se constituem os famosos "bóias-frias". A produção de álcool, conforme disse anteriormente, é sazonal: em seis meses se reproduz, em seis meses se deposita e em seis meses se distribui o produto. Portanto, tendo em vista essas razões, a emenda do Constituinte Benito Gama precisa ser rejeitada pelo Plenário da Assembléia Nacional Constituinte. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Fico grato a V. Ex.ª Retirada a emenda. O SR. JOSÉ COSTA: – Sr. Presidente, permita-me levantar uma questão de ordem? O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem a palavra V. Ex.ª, pela ordem. O SR. JOSÉ COSTA (PMDB – AL. Sem revisão do orador.): – O eminente Constituinte se inscreveu para falar contra, mas, em verdade, fez uma enorme confusão, impedindo que alguém falasse contra matéria que é fundamental. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Adverti o nobre Constituinte. Acredito que o Constituinte que vai à tribuna naturalmente tem que honrar a sua inscrição, falando contra ou a favor. O SR. JOSÉ COSTA: – Existe o contraditório. Quero apenas dizer a V. Ex.ª que Alagoas produz 900 milhões de litros de álcool. A aprovação dessa emenda cria para o meu Estado, que é uma unidade pobre da Federação, enorme prejuízo. Apelo no sentido de que se rejeite a emenda. O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA: – Sr. Presidente, pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem a palavra V. Ex.ª pela ordem. O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL – PE. Sem revisão do orador.): – Antes de V. Ex.ª passar a palavra ao outro orador que vai falar a favor, gostaria de fazer um apelo ao ilustre Constituinte Benito Gama, no sentido de retirar a sua emenda, que constitui, uma discriminação contra alguns Estados de nosso País. Gostaria que o ilustre Constituinte Benito Gama retirasse a sua emenda, que em nada contribui para o princípio federativo do nosso País. O SR. BENITO GAMA: – Sr. Presidente, pela ordem.

DIÁRIO DA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem V. Ex.ª a palavra, pela ordem. O SR. BENITO GAMA (PFL – BA. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, essa emenda vem sendo discutida desde a Subcomissão. Discutimos apenas o aspecto técnico e de isonomia ou tributa-se tudo ou isentase tudo. Depois, quando da defesa da emenda, e aqui conversando com os colegas, observei que ela dividiu muito o Plenário. Ela será analisada, ainda, talvez para suprimir-se todo o artigo, no segundo turno. Atendendo ao apelo da Liderança do meu partido, retiro a emenda. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Muito obrigado a V. Ex.ª Retirada a emenda. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Sobre a mesa requerimento de destaque, nos seguintes termos: REQUERIMENTO DE DESTAQUE Nº 1.069 Senhor Presidente, Requeiro, nos termos do art. 4º da Resolução nº 3, de 1988, destaque para 2 P 00789-9. – Francisco Carneiro. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – É a seguinte a matéria destacada: EMENDA Nº 789 (Do Sr. Francisco Carneiro) Incluir no inciso I do parágrafo 10 do artigo 184, mais uma alínea, que será a alínea c, como abaixo: "§ 10. O imposto de que trata o inciso II do caput deste artigo: I – incidirá: c) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas em conjunto com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios, de acordo como inciso IV do art. 185." O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Anuncio Destaque nº 1.069, do nobre Constituinte Francisco Carneiro. A Emenda tem o nº 789 e o destaque o nº 1.069. Quer o nobre proponente acrescentar o § 10 ao art. 184. É, portanto, uma emenda aditiva, e diz o seguinte: "A tributação incidirá sobre o valor total da operação, quando as mercadorias forem fornecidas em conjunto com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios, de acordo com o inciso IV do art. 185.” É a Proposição Francisco Carneiro. Concedo a palavra ao nobre Constituinte César Maia, que encaminhará favoravelmente. O SR. CÉSAR MAIA (PDT – RJ. Sem revisão do orador): – Sr. Presidente, as Sr. e Srs. Constituintes, Sr. Relator, a emenda do Deputado Francisco Carneiro tem dois objetivos: o primeiro é tornar clara a diferença entre a cobrança do ISS e a cobrança do ISS e ICM sobre aquelas mercadorias onde ocorre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços conjuntamente. O segundo objetivo da Emenda é terminar com milhares de litígios no Judiciário. Vou explicar: o Imposto sobre Serviços é cobrado através de uma listagem que define todos os serviços que poderão ser tributados com o ISS. Existem algumas mercadorias cuja produção ocorre junto com a prestação de serviços. O que fazem as empresas? Não recolhem o ICM nem o ISS. E, em contra-partida, recorrem, isto sim, à Justiça para que se defina quais mercadorias receberão impacto do ICM ou do ISS. Com esse dispositivo, todas as mercadorias, mesmo aquelas de ocorrência mista – produção de mercadorias, circulação e prestação de serviços – que não estiverem listadas no Imposto sobre Serviços, pagarão ICM. Isso remeterá à solução de um enorme número de litígios e, previamente, determinará às empresas que elas têm de recolher – e devem fazê-lo – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias sem prejudicar ou onerar os Municípios, porque, no caso deles, só ocorre ISS se a prestação de serviços estiver clara e nitidamente listada. Essa é uma emenda da maior relevância e do maior interesse público, para a qual peço a aprovação dos Srs. Constituintes e o encaminhamento positivo do Sr. Relator. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Vamos ouvir as razões do Relator. O SR. BERNARDO CABRAL (Relator) (PMDB – AM. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, tratase de emenda do nobre Constituinte Francisco Carneiro. A princípio, não havia o relator atentado para o lapso que S. Ex.ª quer corrigir. Há pouco o nobre Constituinte César Maia complementou. Por essa razão, Sr. Presidente, reformulo meu ponto de vista anterior e opino pela aprovação da emenda. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – O relator se manifesta pela aprovação do texto do nobre Constituinte Francisco Carneiro. Vamos à votação. Ocupem os lugares. O SR. CÉSAR MAIA: – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem V. Ex.ª palavra. O SR. CÉSAR MAIA (PDT – RJ. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, o PDT vota "sim". O SR. VIRGÍLIO GUIMARÃES: – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem V. Ex.ª palavra. O SR. VIRGÍLIO GUIMARÃES (PT – MG. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, o Partido dos Trabalhadores vota "sim". O SR. MÁRIO COVAS: – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Ulysses Guimarães): – Tem V. Ex.ª palavra. O SR. MÁRIO COVAS (PMDB – SP. Sem revisão do orador.): – Sr. Presidente, o PMDB vota a favor. O SR. ADEMIR ANDRADE: – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

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