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AVISO: essa compilação foi feita da comunidade “Arcanos Menores”, sobre um trabalho iniciado pelo Renato, no
intuito de estudar os arcanos menores numerados. Compilei os estudos dele, seguidos por observações que
julguei pertinentes. Fiz algumas correções de digitação e abreviações, além de formatar como julguei conveniente.
Encerrei a coleta dos dados considerando o último post colocado na comunidade às 08:30 h (horário orkut), do dia
9.5.6. Todas os acréscimos posteriores correrão por conta de vocês!

Arcanos Menores Numerados - Ases


Todos os ases falam sobre o princípio de algo. São pontos de partida e forças iniciais. São os impulsos primordiais
que nos levam a agir na esfera de algum determinado elemento.
Os ases são realizadores, pois representam a energia espiritual em forma bruta, que nos leva a
agir/pensar/sentir/criar . Não gosto de relacionar o Tarô com outros sistemas divinatórios/esotéricos, mas os ases
são intimamente relacionados com a Sefirah Kether, da Cabala: a energia primordial ainda não diferenciada e
trabalhada, porém focada num elemento (um dos 4 mundos da Cabala) e com todo o potencial de manifestação
imbuída nela.
Os ases, portanto, revelam tudo que é potencial e emergente, mas com grandes possibilidades de dar certo.
Sugerem novas possibilidades e oportunidades, novas idéias, novos impulsos, condições que estão disponíveis,
capacidades. Em última palavra, os ases sugerem Sorte, pois significa que fomos agraciados com uma energia
divina da mais alta “pureza” (se nos for permitido falar assim), que nos impulsiona a agir. Os ases também indicam
Entusiasmo (que significa ter um Deus dentro): estamos com esta energia divina e primordial dentro de nós que
nos empurra e motiva.

- Ás de Ouros: Condições materiais disponíveis; segurança no que se quer fazer; vontade de realizar objetivos
práticos; oportunidades práticas;
O Ás de Ouros sugere que temos todas as condições e possibilidades materiais disponíveis para se construir algo.
Temos segurança e vontade no que queremos fazer. Pode indicar oportunidades materiais, uma chance, dinheiro
disponível, capacidade de fazer e projetar.

- Ás de Espadas: Inteligência disponível; capacidade intelectual; força mental; intenção irreversível; novas idéias;
O Ás de Espadas sugere que temos todas as condições intelectuais para resolver ou formular algo; disposição
incansável para realizar um intento. Pode indicar o despertar dos poderes da mente, a formulação de um novo
conceito; a idéia fixa em algo. O surgimento de novos conceitos sempre é algo turbulento, já que foi neste campo
que já surgiram diversas guerras e revoluções – daí ser o naipe de Espadas considerado conflituoso. Nada é mais
difícil e perigoso do que criar novos conceitos sobre conceitos já estabelecidos.

-Ás de Copas: Capacidade de amar; a paixão por algo novo; impulso para se relacionar; sentimentos que
transbordam.
O Ás de Copas sugere que temos todas as condições para amar e ser amados. Estamos prontos para o
sentimento do amor. Geralmente aparece quando estamos prontos para nos relacionar amorosa e afetivamente,
mesmo que “o outro(a)” ainda não tenha aparecido. Pode indicar também o surgimento de algo (não
necessariamente um parceiro) que nos fará apaixonados: um trabalho; um hobby; uma filosofia;

-Ás de Paus: Capacidade de criar; idéias férteis; inspiração primordial


O Ás de Paus sugere que estamos transbordando de criatividade, que nossa cabeça e nosso espírito estão
formigando com idéias e inspiração. O Ás de Paus tem tudo que os outros ases tem (inteligência; capacidade
prática; sentimentos) pois pertence ao elemento fogo (espírito), que abarca todos os outros. Sugere fertilidade e
fecundidade em todos os níveis (mental/material/espiritual/sentimental)

Obs.:
A. Bruno - Colocarei aqui textos antigos que vinha postando em outras comunidades há tempos atrás...

Os Ases representam energia pura, não manifestada, sem direção. Em leituras, eles representam uma abertura ou
oportunidade em potencial na vida do consulente, uma energia que ainda está em estágios iniciais podendo tomar
qualquer rumo. Neste sentido, requerem uma tomada de consciência, seguida de uma atitude para que se
manifestem realmente.

Possíveis significados adivinhatórios:

- Ás de Paus: Uma oportunidade ou abertura nas áreas de Ação/Criatividade/Movimento/Sexualidade. Início,


expansão, autoconfiança, excitação, "sinal verde", coragem, ou potência sexual dependendo do contexto.
Pólo Negativo: Começos em falso, falhas, "sinal vermelho", stress, impotência.
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- Ás de Copas: Uma oportunidade ou abertura nas áreas Emocional/Intuitiva. Inícios, paixão, intimidade, felicidade,
afeição, emoções profundas.
Pólo Negativo: Começos em falso, instabilidade emocional, decepções, vazio interno, ou até mesmo depressão
dependendo do contexto.

- Ás de Espadas: Uma oportunidade ou abertura nas áreas Intelectual/Mental/Verdade/Justiça. Clareza de


pensamento, domínio de uma situação, imposição da justiça ou verdade, firmeza, argumento forte.
Pólo Negativo: Situações confusas, bloqueios mentais, injustiças, falsidades.

- Ás de Ouros: Uma oportunidade ou abertura nas áreas Material/Financeira/Carreira/Saúde. Prosperidade


material, segurança, recursos disponíveis, recompensas, empréstimos, melhora na saúde, sucesso profissional.
Pólo Negativo: Falências, falta de recursos, insegurança, instabilidade, saúde precária.

B. Giancarlo - Os Ases são a força aglutinada do naipe. É todo potencial direcionado


através do plano que atua, dando firmeza, propósito e realização dentro do que se propõe. Ases são a "Mão de
Deus", o "empurrão cósmico" para se chegar onde precisa. Todos ases confirmam, enfatizam, estabelecem e
criam todas as condições possíveis para que a vida aconteça. Sedimentam nossos anseios e possibilitam
resultados. Afirmam eventos e confirmam sucesso.
A palavra "ás" provém do latim, as, assis, que era o nome da unidade monetária dos romanos. Desde então
passou aos jogos - através do ponto nos dados - como nome para o número um. (A expressão "ser um ás"
equivale a ser o número um, ou seja, o primeiro, o melhor em alguma atividade).
Geralmente, a ordem das cartas nos naipes é, da maior à menor, a seguinte: as três figuras (rei, cavaleiro e sota,
ou rei, dama e valete) e as cartas numéricas em ordem descendente do dez ou do nove ao dois, com o ás num
dos extremos da escala, tanto como carta superior ou inferior. Nos baralhos espanhol e francês, os ases têm o 1
como índice, porém nem sempre seu valor é o da carta inferior do naipe. No baralho inglês, seu índice é a letra A,
no entanto, tampouco é sempre a carta superior do naipe. O valor do ás, depende, essencialmente, do tipo de
jogo.
Creio que os Ases são uma espécie de "sinais de bênçãos" na consulta. Quando surgem, eles confirmam, com
toda força, que algo se realizará e estará amparado pelo plano divino. Os Ases normalmente apontam para as Leis
Cósmicas e o cumprimento das mesmas.

Ás de Ouros - Lei da Opulência, Prosperidade ou Abundância - aqui é oferecido, no mais alto teor, a oportunidade
de materialização dos nossos mais caros desejos, com a certeza que iremos colher excelentes frutos das
realizações. Promete segurança e estabilidade, além de garantir fertilidade e crescimento. Tudo tende a ser
próspero e durável! "Pedi e recebereis"!

Ás de Copas - Lei do Amor - O Graal na sua mais pura expressão, sugerindo a pureza de coração e a conquista
de nossos maiores sonhos! O amor em sua magnífica expressão, nosso bem estar, saúde, gratidão eterna e
comunhão perfeita. A vida transborda aqui e o magnífico esplender da alma ganha força! "Amor, essa é a Lei"!

Ás de Paus - Lei de Evolução - é dado ao homem a Consciência, e temos aqui a mesma em seu estado mais
puro! Somente é possível evoluir através da mesma, esse é o objetivo. O progresso, os avanços, as grandes
conquistas, as superações pessoias, o ímpeto criador, a marcha cósmica, todos elementos estão presentes aqui;
um grande impulso gerativo é aqui indicado. Grandes possibilidades, com indícios de sucesso e iluminação dos
desígnios! "O homem é o que se torna"!

Às de Espadas - Lei de Ação e Reação - tudo na vida tem sua causa e efeito. Aqui temos uma Lei bastante
conhecida - se você grita, provavelmente gritarão com você; se você planta flores, colherá flores; se você trabalha,
colhe os frutos. Devemos ter um cuidado especial com tudo que fazemos, pensamos, falamos e realizamos, pois
os resultados serão proporcionais aos atos. O Universo só pode oferecer à nós, aquilo que merecemos! "Não faça
ao próximo, o que não quer que façam a ti"!

C. Kirtan - Eu trabalho com os Ases representando algo que ainda pode vir a ser - não existe nada de garantido
num primeiro momento. Tudo depende de como o consulente vai "ancorar" esta energia.
Às vezes, no fechamento de um jogo (ou de uma seqüência), os Ases parecem nos brindar com um troféu,
confirmando uma vitória.
É a "raiz dos poderes", como colocam os ocultistas, ou a "Mão de D'us", como lembrou o Gian.
Na maioria das vezes é algo que não identificamos claramente. É uma emanação ainda sem propósito (ok, existe
um propósito, mas não um que sejamos capazes de identificar - cartas de número 3).

Um Ás de Espadas pode vir na forma de um desconforto sem razão de ser, uma "pulga atrás da orelha"; um Ás de
Copas indica a receptividade para a bênção ("Unges com óleo minha cabeça, meu cálice transborda").

Um Ás de Paus fala de vitalidade e entusiasmo (Renato, eu identifico especificamente Paus com a questão do
entusiasmo) simplesmente porque estamos em sintonia com a vida que pulsa ao nosso redor.
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O Ás de Ouros é o que melhor personifica a idéia da semente - a potencialidade de dar vida a alguma coisa. Uma
vida que se desenvolve e dá frutos.
Ainda assim, a boa semente pode ser lançada em terra fértil ou entre pedras - tudo vai depender do
comprometimento do cidadão.

O Ás é 1, por isso fala da essência de cada naipe. O naipe de Ouros se refere à nossa capacidade de realizar;
Espadas nos convidam (ou nos empurram) para fora do mundo robótico/dos condicionamentos.
O naipe de Copas sempre pergunta o que te preenche/lhe traz satisfação; Paus, por sua vez, fala de vida, de
alegria de viver.

Arcanos Menores Numerados - Dois


Acredito que sempre devemos ver cada arcano menor como uma seqüência filosófica do anterior. Desta forma,
assim como os ases são os impulsos primordiais, os arcanos de número 2 nos falam da reação a estes impulsos
primordiais trazidos pelos ases.
Temos então, nestes arcanos, a polarização da idéia, aquilo que lhe faz frente, lhe complementa ou mesmo lhe faz
oposição. Nos arcanos de número dois temos a reação ao impulso primordial.
Se os ases são o princípio, os arcanos de número 2 são a oposição ao princípio. Eles trazem a complementação,
a reavaliação, o confronto. Há muitas divergências na literatura tarológica sobre estes arcanos, já que enquanto
alguns autores ressaltam o aspecto do confronto, outros ressaltam o aspecto da complementação.
Acredito que estes arcanos sempre trazem algum tipo de esforço e luta consigo, por mais que os resultados finais
possam ser “positivos” (com exceção feita ao 2 de Espadas). A tudo que iniciamos, a todas as nossas ações
(ases), há sempre a reação. E mesmo que a reação seja “positiva”, ela vai trazer certo grau de esforço e desafio.
Mesmo o 2 de Copas (considerado o mais “positivo” deles), que representa o encontro com o outro, vai trazer
algum tipo de esforço, pois este “outro” tem também suas expectativas, suas idéias e suas vontades – o que nos
remete a outra palavra chave para o 2 de Copas: acordos, ainda que amigáveis.
Outra coisa que acredito que aconteça, é que o impulso gerado pelos ases é bastante forte para não ser barrado
pelos arcanos de número dois. Geralmente os obstáculos trazidos pelos 2 são transponíveis ou, como no caso do
2 de Espadas, não totalmente perceptível.

Dois de Copas: O Ás de Copas nos trouxe a vontade de relacionamento, e o dois nos traz a reação a este
relacionamento, ou seja, o objeto dele, o outro – a reação afetiva. O 2 de Copas vai nos trazer a reação a este
impulso amoroso e sonhador trazido pelo Ás, e representa o encontro, o acordo, a reconciliação. Mesmo que os
aspectos envolvidos sejam totalmente positivos, aqui também há o aspecto do esforço, visto que um
relacionamento que começa tem seus desafios; o fechamento de um acordo requer negociações e uma
reconciliação significa sarar feridas.

Dois de Espadas: O Ás de Espadas nos trouxe o impulso mental, a sacada, a formulação intelectual, o “Eureka”
que nos levará a uma nova idéia, e o 2 de Espadas nos traz a oposição a estas idéias – a reação intelectual. É um
arcano complicado, pois nem sempre esta reação é perceptível, pois está no campo das idéias e, como estamos
surfando na força do Ás de Espadas (e portanto, totalmente “certos” da nossa inteligência e do acerto das nossas
idéias), tendemos a nos comportar como cegos, sem verificar que esta oposição está fermentando e que poderá
de repente o 3 de Espadas – a explosão.

Dois de Paus: O Ás de Paus nos trouxe um impulso criador, idéias férteis e inspiração. E neste caso também
surge a oposição a isto, anunciado pelo 2 de Paus. Como estamos no naipe de Paus, onde tudo é evolutivo, a
reação ao impulso do Ás de Paus também é evolutiva: não é uma reação odiosa e traiçoeira como no 2 de
Espadas; nem sonhadora e muitas vezes ilusórias com o 2 de Copas (que vê o mundo com lentes cor-de-rosa);
nem muito menos materialista e irritante como as do 2 de Ouros. São reações que se aceitam com sabedoria,
onde se sabe o tempo certo para parar e retornar. Ele sugere que encontraremos reações tais como ter de parar
momentaneamente algo para ter de ajudar alguém; ou alguém que ficou de nos ajudar que não poderá mais fazê-
lo.

Dois de Ouros: O Ás de Ouros nos trouxe as possibilidades materiais e a vontade de concretizar. O 2 de Ouros
mostra a reação a tudo isso – ou seja, a reação que pode existir sempre que se tenta fazer alguma coisa prática e
material: orçamentos, datas, impasses, horários, atrasos, etc – todos impedimentos bem irritantes. Como estamos
surfando na energia do Ás de Ouros, ou seja, cheios de entusiasmo e vontade, estes impedimentos não nos
barram, mas fazem com que tentemos derrotá-los – daí a interpretação do Nei Naiff para o 2 de Ouros –
obstáculos transponíveis.

Obs.:
A. Vera - Esse dois de espadas é complexo... Alguns tarólogos falam em trégua dentro de um conflito. Outros, a
impossibilidade da pessoa tomar uma decisão por falta de confronto.O indivíduo empaca, não quer tomar decisão
e nem quer olhar a questão (interessante a venda nos olhos do Rider-Waite)
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As duas interpretações estão certas.
O Nei tem uma abordagem interessante: quando sai o dois de espadas você tem razão, o outro tem razão, mas o
conselho é que um dos dois desista da ação para evitar o conflito.
Isto é muito verdadeiro, pois vivenciei uma situação onde eu tive que desistir daquilo que eu pretendia à favor da
paz entre as pessoas em questão.
Resumindo é uma carta que pede muita atenção ao tarólogo, pela sua complexidade.Uma carta muito sutil!

B. Kirtan - Existem várias "escolas de Tarot" quando abordamos a interpretação dos Menores. Pelo que li, minha
visão não vai seguir a mesma linha da apresentada pelo Renato e, ainda assim, estamos todos certos. Como
assim?
Exceto por leituras absolutamente discrepantes, pequenos códigos pessoais sempre funcionam quando estamos
lendo para alguém, de modo que o jogo vai responder ao nosso conjunto de valores. O importante é não "misturar
muito" ou tentar buscar a resposta mais conveniente em cada momento. Mais do que fazer sentido porque eu
disse ou deixei de dizer é buscar no seu coração como cada coisa reverbera.
Antes de escrever propriamente sobre as cartas de número 2, acho que seria interessante compartilhar um
esquema que utilizo e se aplica a todos os naipes como estrutura básica:
Ases - nível espiritual: a realidade não captada pelos sentidos, o estado potencial das coisas, o que pode vir a ser.
Dois e Três - nível mental: a forma como interpretamos as coisas dentro de nossas limitações.
Quatro, Cinco e Seis - nível emocional interno: como processamos às experiências dentro de nós, podendo
externalizar isto ou não.
Sete, Oito e Nove - nível emocional externo: como efetivamente assumimos uma atitude com relação às
experiências que vivenciamos.
Dez - nível físico: a ação em si, nossas realizações.
Isto posto (de forma bem resumida, obviamente), as cartas de número 2 representam o primeiro desdobramento
da energia em direção à realidade (10). Algumas vezes (ou na maioria delas), não é algo que saibamos identificar
de forma plena. É uma "comichão", algo que nos empurra em uma direção, mas não sabemos ainda qual ou com
qual propósito.

2 de Ouros - a semente que eclode ainda sob a terra, o primeiro impulso para se criar algo novo ou a primeira
atenção que se dá para questões físicas, como saúde e estética.

2 de Espadas - conflito iminente. Algo que incomoda e pede a sua atenção, exigindo um posicionamento. É um
momento em que você pondera se vale a pena ou não, quais os riscos envolvidos e o que isto significa para você.

Eu não sei se, como a Vera colocou, alguém tem que desistir para evitar o conflito - não sei se é este o conselho,
entende? Algumas coisas precisam mudar para que a gente siga em frente e, nestes casos, o conflito é necessário
- ou atrofiamos. O controvertido naipe de Espadas evoca a busca da verdade, da sua verdade, da sua liberdade
de escolha. A vida nos empurra para o conflito muitas vezes porque é só a partir desta experiência que crescemos.

2 de Copas - a identificação do indivíduo com o objeto de prazer, lembrando sempre que este "prazer" equivale à
"satisfação". Eu sempre digo que o tema de Copas é "o que me preenche?". No estágio 2 você se sente atraído
por algo com a possibilidade de "lhe preencher". Pode ser um hobby, uma pessoa, um trabalho, um passeio...
Quando falo de pessoa, inclusive, não é só relacionamento amoroso. Você pode se sentir muito bem com outra
pessoa sem ter tesão por ela - é óbvio, mas não custa avisar.

2 de Paus - o Renato falou de entusiasmo no Ás. Eu acho que rola aqui, no 2. Esta carta para mim é quando você
se sente inspirado, tem um insight, se sente mobilizado a inventar algo, a lutar por alguma coisa.

Bom, acho que as coisas começam meio por aí...

C. Renato - Kirtan
Como você bem falou, todos estamos certos, apesar de divergentes.
Talvez eu tenha falhado ao salientar demais os aspectos de obstáculos e impasses dos arcanos de número 02.
Estes arcanos sugerem, ao meu ver, a primeira manifestação da energia do Ás. O Ás nos dá o impulso, a idéia. O
2 é a primeira manifestação deste impulso - e como toda manifestação, traz seus obstáculos.
Exemplificando com o 2 de Ouros, que você muito bem ilustrou como a "semente que eclode ainda sob a terra": O
impulso do Ás fez eclodir a semente (dois), que encontrará obstáculos transponíveis em seu caminho - ou seja,
abrir caminho entre a terra e suas pedra.
Desta forma, podemos ver os arcanos de número 2 como a primeira manifestação do impulso primordial (Ás),
manifestação esta que tem de lutar para sobreviver.

D. Bruno - Cola - Receitinhas de bolo


No 1 (Ases) vimos a faísca inicial, a energia em forma bruta, sem "qualidade" nem direção. Na passagem do 1 pro
2 temos uma tomada de consciência, necessária para que ocorra a canalização desta energia. Com o 2 se
instaura o conceito de oposição. Para que algo se manifeste, deve-se opor a uma outra coisa. "Só há luz face ao
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escuro".

2 de Paus - O elemento Fogo sendo etéreo e instável, não suporta bem a polarização ou divisão da energia. Neste
sentido ele pode requerer uma decisão, uma coisa ou outra... fico com o que tenho, ou aposto mais alto. Outros
possíveis significados: movendo um nível acima, projetos postos em prática, decisões acertadas, domínio da
situação, atitude de coragem, determinação.
Pólo Inverso - Indecisões, falta de domínio da situação, impasse, projetos atrasados, falta de coragem.

2 de Copas - No patamar das emoções a polarização da energia é bem-vinda, pois emoções pedem
compartilhamento e principalmente a paixão e o amor. Então o significado da carta denota conexões e uniões de
opostos em vários níveis, mas principalmente no nível emocional. Atrações, acordos, perdão, reatamento,
parceria, compartilhamento.
Pólo Inverso - Separação, discórdia, parcerias precárias, rancor.

2 de Espadas - No nível mental o 2 assume uma característica de conflito. Face a uma situação conflitante a
primeira reação do intelecto é de negação tendendo a se distanciar do problema. Negação de sentimentos,
evitando ver a verdade, impasses, ficando em cima do muro.
Pólo Inverso - Descendo de cima do muro, encarando a verdade, resolvendo o problema.

2 de Ouros - Já no nível terreno ou da praticidade, o 2 representa flexibilidade, instabilidade que leva a mudança.
Geralmente a carta se refere a manipulação de recursos financeiros. Jogando com dinheiro, adaptando, na corda
bamba, tentando se equilibrar, mudando direção.
Pólo Inverso - inflexibilidade, perda de equilíbrio, jogada em falso, falta de adaptabilidade.

E. Giancarlo - Apenas para complementar (simbolismo por minha conta):

02 de Copas (duas taças brindando): o símbolo já evoca alianças, laços, quaisquer vínculos e associações.
Normalmente uma combinação de emoções, em mesmo estado, uma sintonia de almas. É a combinação mais
harmônica para o 02.

02 de Ouros (dois degraus): para subir o próximo degrau, é preciso tirar um pé do outro. Aqui há uma troca de
energia, algo se alternando, uma passo após o outro. Logo, há necessidade de adaptação. Uma permuta, uma
alternação nas estruturas, variações da forma. Um tijolo colocado em cima do outro, precisam estar alinhados.

02 de Espadas (02 espadas com as lâminas quebradas): aqui a força empreendida rompeu e dividiu a tensão. As
armas se quebraram, agora é preciso pensar no próximo ato. Ou um acordo pelo empate, ou um novo conflito
usando novas armas. Aqui diz respeito a não usar mais a força, mas pensar, refletir, antes de continuar a enfrentar
os desafios.

02 de Paus (a chama menor acende a chama olímpica): às vezes devemos abandonar algo "menos importante"
por uma causa maior. Mas, a dúvida surge daí. Será que vale a pena? O receio de deixar algo para trás, para
abraçar algo superior. A grande questão...

Arcanos menores numerados - Três


Dando prosseguimento à nossa viagem filosófica pelos arcanos numerados, entremos agora nos arcanos de
número 03.
Se os arcanos de número 2 falavam de oposição ao princípio (Ases), agora temos o equilíbrio do princípio. Toda
força primordial (Ases) provoca algum tipo de reação (Dois), desequilibrando-a e trazendo obstáculos e
confrontos. E o resultado desta reação equilibra a força primordial, criando uma terceira força que é resultado dos
confrontos e dos obstáculos anteriores. Desta forma, podemos ver os arcanos de número 03 como a estabilização
e o amadurecimento da força primordial e bruta dos Ases, que teve de fazer acordos e se adaptar ao meio
(arcanos de número 02) para depois novamente surgir apoiada na estabilidade entre princípios opostos.
Vemos bem isso quando estudamos Cabala. Aqui vemos que toda Sefirah não pode ser vista isoladamente, mas
sim sempre em relação à outra, que lhe contrabalança e lhe complementa. O resultado deste choque sempre dá
uma terceira Sefirah como resultado, que é justamente o equilíbrio entre as duas anteriores.
Num exemplo prático, digamos que o indivíduo tenha a oportunidade de comprar uma casa, pois tem recursos
suficientes para pelo menos financia-la, pagando a entrada (Ás de Ouros). Ele terá de cumprir uma maratona em
busca de documentos, certidões negativas, comprovantes de rendimentos e declarações, além do imóvel em
questão ter de passar por uma avaliação pelo banco financiador (2 de Ouros). O resultado (3 de Ouros) será que o
financiamento sairá, mas com quase certeza não será do jeito nem no prazo que ele imaginou no começo, pois o
período da maratona ajustou a força primordial, trazendo-lhe algumas mudanças (um prazo de pagamento mais
longo/curto; maior desembolso na entrada; documentos complementares que tiveram de ser tirados, a escolha de
um outro imóvel mais adequado à sua capacidade de pagamento, etc). De qualquer maneira, o financiamento
sairá e ele conseguirá o imóvel , indo morar nele (3 de Ouros – a estabilidade).
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Portanto, os arcanos de número 03 sempre são o equilíbrio entre a força primordial (Ás) e a oposição (Dois) que
lhe faz frente, que lhe comensura e a faz surgir de uma maneira modificada.
Porém, sempre devemos nos acautelar para o aspecto embriagante dos arcanos de número 03, seja para o bem
ou para o mal: é o negócio que começa a dar certo; o casamento que se consuma; a idéia que naufraga,
parecendo que não tem mais jeito. Não podemos nos esquecer que aqui ainda estamos no começo e temos muito
caminho pela frente, pois o 3 ainda não é a recompensa final, mas apenas um estágio inicial aonde acontecem
sucessos/perdas.

3 de Ouros: O 2 de Ouros trouxe uma série de obstáculos ao nosso caminho, conforme descrito anteriormente
(orçamentos, datas, etc). Malgrado isso, continuamos caminhando até a solução destes problemas e a chegada
da estabilidade. Portanto, o 3 de Ouros reporta-nos a aquela fase de sucessos iniciais após os impasses e
obstáculos. Temos aqui a loja que começou a vender e a dar lucro; o estudante que arrumou seu primeiro
emprego na sua própria área de atuação; o livro que começa a vender; a equipe que começa a progredir após
baterem cabeças e egos no começo. O 3 de Ouros sempre sugere crescimento e realização, e sugere quase
sempre esforços coordenados e contratos. É uma carta muito comum de sair sempre que papéis e contratos estão
envolvidos ou são necessários, pois sugere que após o impasse trazido pelo 2, chegou a hora de sentar, assinar
os papéis e apertarem as mãos.

3 de Espadas: O 2 de Espadas, “surfando” na energia do seu Ás, tenta implementar novas idéias e conceitos, sem
muito se preocupar com quem está à volta. Mas à volta está um fervilhar de oposição e mal-entendidos ao que
estamos querendo. Quando a panela de pressão estoura, o 3 de Espadas chegou. É um arcano de rompimentos,
brigas e abandono de idéias. O indivíduo ficou alheio ao conflito e à oposição que fervilhava em volta, deixou a
coisa fermentar, e a ferida estourou. De qualquer maneira, foi um estouro necessário, já que a tumor tinha de ser
lancetado e as coisas colocadas às claras, pena que foi deste jeito.

3 de Copas: O 2 de Copas nos trouxe o objeto do amor, o outro. O 3 nos traz a consumação, a realização
emocional – é o casamento que se realiza, a criança que nasce, o emprego que aparece após uma entrevista
promissora. É a carta do sonho realizado, e nos remete aos píncaros da felicidade e da união com o outro que o 2
nos trouxe.

3 de Paus: Entramos agora no mais evolutivo dos naipes – Paus. Enfrentamos todo o impasse e oposição ao
nosso impulso criador com sabedoria, sempre confiantes e serenos (2 de Paus), e agora chegamos a um ponto
onde isso foi vencido e trabalhado, e colocamos as bases para um futuro promissor (3 de Paus). Estamos
otimistas e confiantes, sabemos coordenar nossos planos com os outros através de acordos e intercâmbios. Tudo
isto nos dá uma visão clara do horizonte.

Obs.:
A. Bruno - No 1 vimos a energia pura, sem forma nem direção, indivisível. No 2 esta energia se divide e é
canalizada para um objetivo. Já no 3 vemos o produto final da polarização da energia, o resultado da união de
opostos do 2. Então podemos dizer que o 3 representa criação, expansão, ápice.

3 de Paus - O consulente investiu sua energia em algo, um projeto, uma paixão, carreira, e agora chegou a hora
de colher os frutos. Progresso, expansão, crescimento, conquistando novos territórios, deixando o seguro para
trás, tendo visão do todo, antecipação, em busca do desconhecido.
Pólo Inverso - Dificuldades em por planos em ação, falta de Visão, falsas expectativas, foco no passado,
investimentos sem retorno.

3 de Copas - No patamar das emoções, a expansão significa felicidade, comunhão, abundância emocional, entre
amigos. Se no 2 as energias se voltam mais para uma conexão passional, aqui no 3 há uma sublimação para o
lado da afeição e amizade. Celebração, aliança, parceria, comunidade, rituais, encontros.
Pólo Inverso - Falta de cooperação, perda de amizades, afastamento social, invejas, e dependendo das cartas
vizinhas, traição ou triângulo amoroso.

3 de Espadas - O impasse estabelecido no 2 de espadas não pode se sustentar mais. O que ficava apenas
reprimido no nível do pensamento agora é expresso em forma de palavras ríspidas, e o resultado não é outro
senão dor e mágoas. Traições, falar pelas costas, ruptura, desarmonia, incompatibilidade, desintegração de
acordos, pena de si mesmo.
Pólo Inverso - Alívio depois do pior, deixando a dar passar, culpando terceiros pelos seus problemas, ferida que
não se cicatriza.

3 de Ouros – No plano material, o 3 representa trabalho em equipe, o resultado em termos de expansão,


reputação. Planejamento, competência, organização de recursos, contribuição, atingindo resultados.
Pólo Inverso – Problemas com companheiros de trabalho, falta de organização, incompetência, falta de
planejamento, críticas negativas.
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B. Giancarlo - Postarei uma breve análise dos Arcanos:

03 de Copas - a comemoração, uma festa. Aqui a alegria está no auge, a satisfação e sensação de bem estar por
ter se conquistado aquilo que queria. Um brinde à própria vida!

03 de Ouros - restauração de uma obra. Após uma fase de embaraços e desencontros de possibilidades, o
crescimento é retomado e o alívio começa a ser sentido. Reestruturar a própria vida, "sacudir a poeira e dar a
volta por cima".

03 de Paus - um farol guiando as naus. A certeza de estar fazendo as coisas certas, obtendo a promoção e
alcançando a plenitude. Confiança e fé no futuro, inabaláveis. Entusiasmo com os resultados.

03 de Espadas - o guerreiro se fere com a própria espada. O erro na percepção trazendo dores. Falou-se demais,
planejou-se demais, mas não houve cuidado. O descontrole traz a dificuldade de continuar, chora-se por
decepção. Algo foi mal dirigido, canalizado, logo, os resultados não poderiam ser positivos.

C. Kirtan - Os Ases representam o estado potencial das coisas e as cartas de número 2 identificam um momento
de "eclosão". A palavra-chave para as cartas de número 3 é propósito.
Tudo o que existe tem um propósito. Se desconhecermos que propósito é outra história, mas sem um propósito
qualquer processo perde a sua razão de ser.
Na seqüência das cartas, é quando as coisas, ainda no plano mental, começam a ser elaboradas, ganham
contornos - o aspecto mais consistente rola no estágio seguinte, as cartas de número 4.

3 de Ouros: O processo inicial de elaboração de um projeto. Captação de recursos, avaliação de mercado,


acordos, negociações, ingresso em um novo curso, exames periódicos (check-up).

3 de Espadas: Fazer o que deve ser feito, por mais duro que pareça, por mais que contrarie seus desejos. O que é
certo é certo. Sempre lembro do tarot nórdico do guerreiro que se despede da esposa para ir para a guerra. Ele
não quer deixá-la, mas reconhece suas obrigações.

3 de Copas: No 2 você se abre para "encher a taça", ou seja, está receptivo para uma nova experiência de
interação com a vida, encontrando prazer/satisfação através de pessoas e/ou atividades.

3 de Paus: É uma carta muito positiva. O entusiasmo do 2 se expande e contagia tudo ao redor. É um momento
em que se encontram as pessoas certas, oportunidades bacanas aparecem e a pessoa entra em um fluxo onde
tudo parece que vai dar certo.

Arcanos menores numerados - Quatro


Chegou a vez dos arcanos de número 4.
Os ases, como forças primordiais, encontraram uma oposição (2) que resultou num equilíbrio entre opostos,
equilíbrio este que modificou e comensurou a força primordial original (3).
Segundo Nei Naiff, neste momento (arcanos de número 4) chega-se à fase secundária. A fase primária (ases, dois
e três) fala dos movimentos iniciais de um desejo e/ou realização. Agora, na fase secundária, temos de dar
continuidade ao que já conquistamos.
Nada vida nada é estático; o Universo é móvel; o ditado diz “não há mal que sempre dure nem bem que nunca se
acabe”. Aceitar que a vida é uma eterna mudança, um eterno ir e vir, é um dos grandes desafios que temos nesta
caminhada pelo Planeta Terra. Quem nunca se viu numa situação tão boa que desejou que nunca acabasse ? Ou
tremeu de medo que acabasse ? Ou, pelo contrário, se pegou numa fase tão complicada que não imaginou que
um dia iria acabar ?
Aqui temos de nos referenciar ao aspecto inebriante dos arcanos de número 3. É o negócio que começa a dar
lucro; o projeto que engrena; a equipe que se entende; o casamento que acontece; o emprego que chega. No 3
tivemos uma conquista, mas pela ordem natural das coisas temos que manter esta conquista, que é a tônica da
fase secundária dos arcanos menores (arcanos 4, 5 e 6). E quando dizemos manter, não quer dizer se agarrar,
mas saber fazer e aceitar as mudanças inevitáveis do destino, além de manter a chama original (ases) acessa.
No 4 temos então a transição entre a fase primária e a fase secundária. Neste momento, ainda temos as
conquistas do passado, mas por imaturidade nos acomodamos, sem objetivos futuros. Temos então uma
tendência a se agarrar ao passado, com medo da perda; nos agarrarmos a uma situação para a qual já não há
mais futuro por uma questão de comodismo.
No linguajar empresarial e corporativo, esteve na moda um tempo atrás o termo resiliência. Não gosto de
modismos corporativos e empresariais, pois são inventados por consultores e administradores para moldar as
pessoas, que são plurais, a um padrão único que satisfaça sua cupidez por lucros e suas metas de eficiência, e
também muitas vezes para fazerem com que aceitem como certas e modernas mudanças que, na verdade, vão
lhes prejudicar a vida. E são modismos, extremamente fugazes – ficam na moda por um tempo, e depois
evaporam, mas não sem antes encher os bolsos dos consultores, que são pagos a peso de ouro para prestar
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consultoria e dar palestras.
Mas o termo resiliência me veio à mente agora. É um termo que vem da Física e significa a capacidade de voltar à
forma original depois de sofrer um esforço extremo Ou seja, ser flexível, não fazer frente e entender as mudanças,
se adaptar, se moldar, porque senão você pode se quebrar. Este é a mensagem, em forma de desafio, que os
arcanos de número 04 nos trazem.

4 de Ouros: O 3 de Ouros trouxe sucesso e crescimento. Nos embriagamos neste sucesso e nos agarramos a ele
de tal forma que perdemos a alegria de viver e de doar. Não o queremos perder de maneira nenhuma, e a energia
fica estagnada. Não arriscamos, não brincamos, não compramos, não ousamos. Nossa auto-estima parece
depender totalmente daquilo, e trememos de medo em arriscar. É o empresário sovina, que reluta em investir em
novos projetos; o chefe agarrado ao cargo, que não dá chances a ninguém; a esposa possessiva que não permite
que o marido nem olhe para o lado. Nestes casos é importante uma reavaliação das atitudes, pois quem tudo
quer, tudo perde.

4 de Copas: O naipe de Copas é extremamente sonhador: o 2 de Copas nos trouxe o outro, o objeto do nosso
amor, com o qual sonhamos e idealizamos; o 3 de Copas nos permitiu a consumação, a realização emocional.
Mas como Copas sempre age nas nuvens, com os pés longe do solo, o 4 de Copas o traz mais próximo à terra.
Neste momento, a realidade mata o romance, e o tédio se instala. O outro, com o qual passamos a conviver mais
de perto, perdeu um pouco do seu encanto, e sentimo-nos traídos. Na verdade, tivemos expectativas irreais a
respeito deste “outro”, e da negação destas expectativas vem o sentimento de traição e o ressentimento contra
este “outro”. Estamos então aborrecidos, entediados, de “saco-cheio”, cheios de dúvidas. É a esposa que percebe
que seu marido não é aquele príncipe encantado da época do namoro; é o empregado que murmura contra a
empresa, pois o cargo que assumiu não é aquilo que esperava; é aquele curso superior tão sonhado que não
atende às nossas expectativas.

4 de Espadas: A ferida estourou no 3 de Espadas na forma de um conflito aberto e/ou abandono. Com o 4 de
Espadas, chegou a hora de sarar as feridas. Para isso, é necessário um recolhimento, pois estamos feridos e
magoados. Queremos, e é necessário, estar sozinhos, curtir a fossa, fazer uma reavaliação. Precisamos de um
período de solidão e recolhimento. Porém, temos de saber a hora de reagir e acabar com esta fase, pois ela tende
a ser estagnante, e podemos ficar “na fossa” por um período maior do que o aconselhável.
Já li a respeito que se trata de um arcano muito comum em casos de convalescença.

4 de Paus: Chegamos ao mais evolutivo dos naipes. No 3, assentamos as bases sólidas para o futuro, e chegou a
hora de aproveitar um pouco. Este arcano sugere recompensa, harmonia, favorecimento, paz, tranqüilidade.
Podemos até ter dificuldades, mas elas são enfrentadas com serenidade e galhardia. E nossos esforços são
reconhecidos, inclusive socialmente. Mas ainda estamos no início da fase secundária, e novos desafios virão.

Obs.:
A. Bruno - O 4 representa estrutura, estabilidade, assim mesmo como uma mesa se firma em 4 pernas.
Representa um momento em que as coisas estejam sólidas, profundamente arraigadas, e por isto mesmo tendem
a se estagnar ou parar neste ponto por um longo tempo.

4 de Paus No 3 vimos um movimento visando a expansão, e aqui no 4 vemos a estabilização daquilo que estava
sendo investido, ou construído. A carta representa a excitação em ver os resultados sendo colhidos. Celebração,
excitação, alívio, liberdade, comemorações.
Pólo Inverso O 4 de Paus é uma carta que sofre poucas alterações energéticas. O significado seria o mesmo do
pólo normal, mas tendendo para um excesso ou ausência de energia.

4 de Copas No campo emocional, o que vemos após uma abundante descarga energética é uma certa saciedade,
uma perda de interesse, uma estagnação emocional. Apatia, desinteresse, introspecção, desligamento social,
ignorando oportunidades e aberturas no campo emocional.
Pólo Inverso Retorno do estado apático, extropecção, retorno aos círculos sociais, tomando consciência das
oportunidades.

4 de Espadas Após o stress ou a experiência de dor ou mágoa, o intelecto necessita de um descanso. Aqui vemos
a mente em estado meditativo, refletindo qual será o próximo passo. Recuperação, meditando, contemplação,
preparação, dando um tempo, analisando tudo antes de ir em frente.
Pólo Inverso Voltando à ativa, "over stress", mente incansável, dificuldades em relaxar ou se desligar.

4 de Ouros Aqui temos uma tendência a se apegar ao lucro que foi gerado a partir do trabalho do 3. É difícil para o
consulente abrir mão daquilo que foi conquistado através do trabalho árduo. Exige um certo cuidado para que não
se caia em avareza ou egoísmos. Possessividade, controlando finanças, não deixando "ir", mantendo o que se
tem, estabilidade financeira, retenção de recursos
Pólo Inverso: Avareza, abrindo mão do que se tem, recursos liberados, deixando "ir", compartilhamento,
instabilidade financeira.
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B. Giancarlo –
04 de Ouros - uma caverna selada cheia de tesouros. Aqui a energia terrestre se estabelece de forma densa,
gerando contenção. O que está dentro não sai, o que está fora, não entra. Fortalecimento das bases, por um lado,
como uma grossa camada de cimento. Avareza e possessividade, por outro, revelando um prejudicial
materialismo.

04 de Copas - uma represa com água contaminada. Não há fluidez das energias emocionais, tendendo à
depressão e desânimo. A contenção do quatro, revela a falta de motivação, é mais ou menos como a ressaca
depois da festa do 03 de Copas.

04 de Paus - uma vela mantida dentro de uma caixa. A chama torna-se imóvel. A luz não é bruxuleante. Logo, tudo
parece seguir em paz, mostrando tranqüilidade, mesmo que "a ventania lá fora esteja forte". Placidez e controle
mesmo diante das dificuldades. Encontrar obstáculos e saber contorná-los com calma.

04 de Espadas - um soldado num hospital militar. Aqui a energia brutal cede lugar a um descanso e recuperação,
merecidos. Após tantas dores, a exaustão se fez presente, é preciso se recarregar para novas batalhas. A parada
é obrigatória - a ferida aberta anteriormente precisa ser tratada para cicatrizar.

C. Kirtan - 1. Potencialidade - 2. Despertar - 3. Propósito

As cartas de número 4, seguindo uma seqüência evolutiva, falam de desenvolvimento, expansão e desejo de
compartilhar. A minha leitura dos 4 vai diferenciar um pouco do que geralmente se encontra nas principais fontes,
pois as pessoas se influencias pelas imagens do Rider-Waite e eu analiso a estrutura dos Arcanos como um todo.
Lembremos que o 4 fala da base quadrada, da estabilidade. Negativamente pode representar apego e
estagnação, não importa o naipe. Esta aparente estabilidade pode dar a falsa impressão de conquista, de dever
cumprido, mas o objetivo da Luz só está plenamente consolidada no estágio 10.

Ouros: É uma carta de aquisições e ganhos. Boa fortuna. Capacidade de produzir, talento para negociar. Alguns
dirão, "mas não é uma carta de apegos, de mesquinharia?".
Sim, pode ser, mas apenas numa situação negativa. Quando você confia no seu taco ou, melhor ainda, confia na
Divina Providência, sabe somos continuamente supridos em nossas necessidades. Mas se você tem medo, tenta
reter o que possui achando que vai ficar sem, que não haverá renovação.
Positivamente, pode indicar uma pessoa ambiciosa. Negativamente, alguém teimoso, resistente.

Espadas: A famosa carta do "descanso do guerreiro"... Já escrevi mais de uma vez e repito: Espadas não é um
naipe de problemas, mas de desafios. E o desafio de cada um é o desafio de cada um. Falar em público pode ser
muito fácil para um e uma tortura para outro.
As cartas de número 3 indicam a tensão por uma decisão que precisa ser tomada. No 4 o "estrago foi feito" e aí
vem o alívio de ter feito a coisa certa. A carta seguinte é muito dura, é verdade. Não se pode afirmar que o pior já
passou, mas eu fico pensando no garoto tímido que se roeu por semanas para se abrir para a menina que ama,
que suou frio e passou mal ao chegar perto dela, mas ao começar a falar tira um grande peso das costas e está
pronto até para tomar um fora.
Independente do resultado, ele certamente terminará o dia orgulhoso pelo grande passo que deu.

Copas: A alegria é abundante, a satisfação transborda. Nada pode lhe tirar do prumo, pelo contrário.
Existe uma força de vida que é capaz de contagiar tudo ao redor. Os que olham para o Rider-Waite vão dizer que
eu estou louco, mas aquela cena só se justifica em um posicionamento negativo, indicando uma pessoa que não
consegue apreciar o que tem, que possui uma expectativa tão grande com relação a tudo que por mais que
receba, nunca se vê preenchida. Tudo gira em torno de expectativas.
Não se trata de ter baixas expectativas para se satisfazer com migalhas, mas de ser realista, ter os pés no chão e
saber apreciar (ser grato) tudo o que se tem à disposição, pois o próprio fato de estar vivo é uma grande bênção
se você interage com o mundo através da sua alma, e não do seu ego.

Paus: A expansiva energia do fogo é estabilizada. Isto é importante porque é quando começa a ser mais produtiva,
melhor canalizada para alguma.
Este é um momento muito próspero, muito positivo. O consulente fica em evidência, possui um certo magnetismo
e atrai coisas boas para si através da sua confiança e determinação.

D. Ercília –
Ouros: Dependência de conforto material segurança para ter estabilidade.
Egoísmo,ganância ou confinamento, dar sentido e estrutura ao universo material. Autoproteção, avareza, bloqueio
de pensamento e ações, resultado natural da dedicação excessiva às recompensas materiais.
Recebeu, guardou e não desenvolveu, não está sendo dinâmico, estagnou, está vivendo da colheita sem voltar a
semear.
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Espadas: Descanso, afastamento, recolhimento, seja para esconder ou para sarar, tempo de retiro. O descanso
do eremita. Problemas que não devem ser ignorados, se escutares o teu interior, saberás a resposta. Necessidade
de fazer uma pausa para uma introspecção.Em caso de doença significa convalescença ou recuperação,
necessidade de descanso.

Copas: Apatia, descontentamento, as coisas que já foram boas agora parecem azedas e envelhecidas,
inconstância de sentimentos, transformar o desejo em rejeição, aversão ou irritação, obstinação e azedume. É
possível que com esta atitude deixemos de perceber gestos de bondade e reconciliação. Recebeu, amou e
egoistamente enciumou e amuou, precisa aceitar as diferenças e ser solidário.

Paus: Sucesso. A recompensa do esforço, alegria, harmonia, concórdia, mostra que nos sentimos confiantes e
seguros, que nos relacionamos de modo aberto amistoso e amoroso.
Esta carta mostra uma fase de paz,na qual nos abrimos e nos exteriorizamos para desfrutar a vida.

Arcanos Menores Numerados - Cinco


*Apesar de ter sido a Maria Cristina quem iniciou o tópico, preferi, por uma questão de coerência, colocar primeiro
a análise do Renato, que é quem tem elaborado todos os outros arcanos. A seguir colocarei a postagem da Maria
Cristina, e a seguir começarei as observações.

Segundo Nei Naiff, em seu livro Tarô, Vida & Destino, os arcanos menores de número 05 indicam que estamos em
um processo de evasão e dificuldades no tempo presente.
Quando estudamos o arcanos de número 04, vimos situações que podemos resumir como energia estagnada.
Alcançamos um sucesso inicial nos arcanos de número 03, e achamos que seria para sempre, tanto que nos
arcanos de número 04 nos agarramos a estas conquistas, não permitindo que mais nada aconteça ou mexa
naquilo tão duramente conquistado.
Mas o Universo não é estático, e nada fica igual para sempre. E se não soubermos nos adaptar a isso, o Universo
faz com que nos adaptemos, e os arcanos de número 05 trazem esta mensagem. Até os arcanos de número 04,
nos enchemos de fatos, de bens, de idéias e/ou sentimentos, muitos deles supérfluos, que se tornaram um carga
para o resto do caminho. Mas a “viseira” que os arcanos de número 04 nos põe impede que nos livremos do que
não precisamos mais, e o excesso de carga faz com que não saiamos mais do lugar.
Os arcanos de número 05 fazem, então, uma depuração. Chegamos ao início da fase secundária, o caminho
precisa ser seguido e, para isso, é necessário que nos livremos do que é supérfluo. É bom que façamos isso de
livre e espontânea vontade, senão o Universo o fará por nós.
Estes arcanos nos trazem portanto, perdas e fracassos. Está na hora de ampliar os horizontes, arejarmos o
ambiente, já que as limitações dos arcanos de número 04 nos colocaram viseiras, como foi dito acima. Mas uma
coisa importante precisa ser dita sobre estes arcanos de número 05: as perdas e os fracassos não são totais, e
sim parciais. Sempre resta algo para o futuro.

5 de Ouros: No 4 de Ouros, os sucessos que o 3 trouxe nos fez apegados às nossas conquistas, às nossas
realizações. Nos tornamos mesquinhos, monótonos, aborrecidos. Não ousamos mais, não brincamos mais, não
nos arriscamos mais. Passamos a achar que nossa auto-estima depende de nossas posses, sejam elas materiais,
emocionais ou sociais. O 5 de Ouros chega então, para nos ensinar que nós não somos o que possuímos, e que
devemos aprender a separar uma coisa da outra. E esse ensinamento vem através de perdas. O empresário
sovina, que nunca mais investiu no seu negócio com medo de arriscar, agora o vê naufragar porque surgiram
novas tecnologias, ou uma nova forma de tocar o negócio, que menosprezou para não arriscar seu rico
dinheirinho. A esposa ciumenta e possessiva, que sufocava o marido e não permitia que este nem olhasse para os
lados, agora o vê indo embora para morar com a colega de trabalho, que lhe dá mais liberdade e compreensão. O
chefe agarrado ao cargo, que não dava oportunidade para ninguém, agora se vê com a demissão nas mãos, visto
que acumulou uma quantidade de trabalho muito grande que não conseguiu dar conta, e nem fez seu sucessor,
coisa que as empresas exigem dos seus executivos hoje em dia.
Todos estes exemplos mostram que estas pessoas hipotéticas confundiram o Ter com o Ser. E o 5 de Ouros lhes
trouxe uma lição, em forma de perdas, para que aprendessem a diferença.

5 de Copas: Toda aquela idealização que fizemos do “outro” acabou caindo por terra no 4 de Copas, onde
passamos a nos sentir traídos pela negação de nossas expectativas. O 5 de Copas chega quando, por nos
sentirmos traídos, acabamos traindo também, o que nos traz remorsos. O empregado que murmurava contra a
empresa, pois o cargo que assumiu não é o que esperava, foi pedir demissão ao chefe, que se confessou
surpreso por esperar tanto dele. A esposa insatisfeita por seu marido não ser aquele “príncipe encantado”, acabou
de ter um caso tórrido com o português da padaria, para depois cair em si e perceber que a “indiferença” do seu
marido era porque estava trabalhando duro para lhe dar o melhor.
O acúmulo de sentimentos negativos mantidos pelo 4 de Copas acabou, no 5 de Copas, por transbordar e revelar
todo o seu mau cheiro, como num esgoto entupido. Mas algo ainda restará para o futuro (em grande parte dos
baralhos de Tarô, o 5 de Copas é mostrado com quatro taças caídas e uma ainda de pé, revelando que algo ainda
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sobrou). Desta forma, os rompimentos não serão definitivos, e sim parciais, restando algo a ser trabalhado mais
adiante.

5 de Espadas: Após a experiência traumatizante do 3 de Espadas, o 4 de Espadas nos leva a ficar “na fossa”,
sarando nossas feridas e curtindo um pouco de solidão. Fugimos, então, das nossas responsabilidades – mas a
questão que fez com que a ferida explodisse (3 de Espadas) ainda não está totalmente fechada, e está na hora de
voltar e encarar este fato de frente. Não há mais como fugir, e é necessário encarar as próprias limitações e as
próprias capacidades para sabermos o que é necessário fazer antes de seguir adiante. O 5 de Espadas nos traz
este sentimento de limitação – é um chamado à consciência. Geralmente, implica numa situação onde assumimos
mais do que podemos carregar, o que implicou numa ruptura (3 de Espadas), com a conseqüente convalescença
(4 de Espadas), e agora estamos reavaliando nossas limitações e capacidades para sabermos até onde podemos
ir.

5 de Paus: Como sempre gosto de frisar, chegamos ao mais evolutivo dos naipes. Após gozarmos um pouco de
tranqüilidade e dos frutos de um trabalho bem feito (4 de Paus), chegou a hora de encararmos algumas
dificuldades e desafios. É a empresa que passa a ter concorrentes; o trabalho que começa a ter grandes
obstáculos; o namoro que começa a ter algumas chateações. Nesta hora, temos de lutar e enfrentar estes
obstáculos, pois eles tendem a ser de curta duração e quando superados as coisas tendem a melhorar no futuro,
apesar de nada parecer dar certo à curto prazo. Mas somente com labuta e esforço conseguiremos passar por
esta fase de turbulência, e deve-se investir nisso porque o que almejamos é correto.

MARIA CRISTINA: Até então as coisas vieram progredindo até atingir a estabilidade e a rigidez no 4. Para mover
em frente no entanto, algo terá que vir para quebrar esta rigidez.
Os 5 são lâminas problemáticas que levam a um questionamento, mas que também apontam para uma lição, uma
solução.

5 de Paus – É chegada a hora de sair de águas tranqüilas para mares turbulentos. Um novo fator entra em jogo,
competição, conflito. Pode-se gerar confusões e dúvidas, mas só se sobressai aqui enfrentando oposições.
Debates, desarmonia, pequenos mas incessantes problemas.
Pólo Inverso: Competição desleal, medo do embate, conflito oculto, final do conflito.

5 de Copas - No plano emocional as copas denotam uma situação de perda, mais precisamente o sofrimento que
é causado. Aqui temos uma tendência a chorar pelo leite derramado ao invés de se valorizar aquilo que se tem, ou
que ainda restou. Tristeza, arrependimento, desapontamento, término de relações, privação emocional.
Pólo Inverso: Depressão, emoções reprimidas, ou fim do sofrimento.

5 de Espadas - No plano mental e das comunicações deparamos com a situação de derrota ou egoísmos. Não há
argumento que baste, o inimigo irá jogar baixo, até a última conseqüência para te derrubar ou vice-versa.
Derrotas, mentiras, armações, agindo em prol do interesse próprio.
Pólo Inverso - Vergonha da derrota, o desvanecer de uma situação de fracasso, agindo em prol dos outros,
combatendo o fracasso.

5 de Ouros - No Plano material temos obviamente as perdas materiais, possivelmente financeiras, rejeições. No
que diz respeito ao corpo, sinais de saúde precária. Dificuldades financeiras, falta de recursos, pequenas
complicações de saúde como gripes, coisas passageiras.
Pólo Inverso - Recusa a sair de uma situação difícil, fim de um período de dificuldades, aparecimento de recursos,
recuperação da saúde plena.

Outra visão:
5 de Paus – Saturno em Leão. Restrição, desejos não realizados, amargura, temor, perda de energia através de
excessivo esforço sem resultado visível, impossibilidade de expressão criativa da energia, necessidade de
aprender a aceitar os ritmos da vida.
Significa uma condição geral na qual a força criativa está bloqueada (Saturno). Quando o fluxo livre de energia
está grandemente bloqueado, ele começa a estagnar. Esta carta concentrada de energia procura inutilmente achar
a possibilidade de expressão. A vida se tornou um fardo. Continuar lutando, tentar levantar o grande peso. Perigo
é a auto-resignação.

5 de Copas – Marte em Escorpião. Expectativas não preenchidas, frustração, senso de equilíbrio perdido,
relacionamentos problemáticos, distúrbios inesperados, angústia, medo de sofrer desapontamentos.
As expectativas estavam muito grandes. Algum fato inesperado, talvez apenas uma reação irrefletida, arruinou-os
abruptamente. As energias agressivas destrutivas agora dominando a cena, provavelmente arderam lentamente
debaixo da superfície por um longo tempo. Alguém as desdenhou, talvez porque não queria admitir a existência
delas. Ignorou o aviso de sua voz interior, mas agora tem que encarar os fatos sensatamente e olhá-los com os
olhos.
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Todo desapontamento contém, entretanto, a possibilidade de uma experiência de aprendizado importante.
Momento de transformação. Agora é uma boa hora para aprender com essa situação.

5 de Espadas – Vênus em Aquário. Medo de perda ou derrota, medo de experiências ou situações dolorosas, falta
de renovação, falta de clareza, de objetividade, padrões mentais negativos.
O Equilíbrio está perdido, nenhuma renovação está acontecendo, estão faltando novos impulsos e nada será
colocado em movimento, necessidade de proteção.
Medo de derrota domina o momento. Isto pode estar ligado à relacionamentos ou, mais geralmente, com o
começo de algo que é de grande importância para a pessoa. É o medo de perder o controle, de experenciar o
sentimento que tudo está escorrendo entre os dedos. Aquário está direcionado para o futuro. A mudança é
arrumada por sua própria objetividade e clareza, apesar do medo de fracasso.

5 de Ouros – Mercúrio em Touro. Inquietação, ansiedade, pessimismo, medos relativos à sobrevivência,


comunicação problemática, medo de agir (quando a situação exige exatamente isso), energia bloqueada.
Alguma situação está em uma rotina ou carregada de tensão, tudo parece desesperançoso. Relacionamentos
ameaçam quebrar. Tudo se dissolve em seu toque e você parece ser condenado a observar enquanto tudo à sua
volta se desmorona.
O problema nesta situação é que você permanece desocupado enquanto ao mesmo tempo se atormenta com
seus pensamentos confusos.

Bem, lamentavelmente quando colhi o material ainda não tinha por hábito colher de quem era a opinião, por isso
não coloquei e que o autor me perdoe. Eu acho, que foi do Bruno a primeira visão e da Sheila a segunda.

Obs.:
A. Vera - O Cinco traz o desafio para a libertação ocorrida no Quatro.Com eles necessitamos realizar as
transformações necessárias, os ajustes.Por isso todos os Cinco são difíceis!
(Adriana Kastrup - A Vida pelo Tarô)

Cinco de Copas
Depois do desinteresse do 4 de Copas , aqui se chora o leite derramado!
Momento de mágoa,decepção,arrependimento, dor.A culpa pode ser do próprio consulente e não resta mais nada
a fazer a não ser encarar de verdade onde errou ou onde se iludiu e atravessar o rio.
Não existe a falta de amor , mas o estado de dor e decepção invade o coração do consulente que está de luto.

Cinco de Espadas
Perdas, enganos, derrota, fracasso, traição são algumas palavras chaves deste arcano.
Você perdeu a batalha , não adianta insistir.Melhor ficar mais atento e não ficar se lamentando!

Cinco de Ouros
Dificuldades financeiras,privações materiais,perda da fé,traições. Momento das vacas magras!
A falta de fé e dos próprios valores trazem privações difíceis.Não podemos esquecer que temos possibilidade de
sair dos conflitos dos Cinco com uma nova visão da vida, apesar da agruras...

Cinco de Paus
Competição, luta, batalhas,brigas, concorrência.
Aqui você tem que mostrar que tem valor e provar suas capacidades.Exemplo: lutar para passar no vestibular,
num concurso público, lutar por um amor.Tem que tomar cuidado com bate -bocas desnecessários.O Guerreiro
sabe quando tem que partir para a batalha, para a luta!

Palavras - chaves
Cinco de Paus: adrenalina, lutas, novas vontades e ambição, argumentação, concorrência.

Cinco de Copas : mágoa, decepção, remorso,separação, leve desespero, arrependimento, desgosto, traição,
injúria, vazio, ressentimento.

Cinco de Espadas: perdas, enganos, medos, limitação, derrota, inveja, fracasso, falta de ética, autopiedade.

Cinco de Ouros: necessidades, perdas, dificuldades materiais,roubo, pobreza material e espiritual,demissão, perda
de posição social, momentos difíceis.

B. Marília - Gostei muito da idéia da Maria Cristina e resolvi colocar aqui a interpretação de uma de minhas
autoras preferidas: Juliet Sharman-Burke. O livro citado é “Os Segredos do Tarot – O Seu Destino na Leitura das
Cartas”, Editorial Estampa, Lisboa, 1998.
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5 de Copas – Arrependimento por ações passadas, tristeza, melancolia.
Algo se perdeu – é um período de mudança que pode causar loucura e tristeza. Contudo, embora chorando a
perda, é necessário concentrarmo-nos em algo passível de salvação. As mudanças raramente são fáceis, mas são
necessárias e só serão compreendidas passado algum tempo. Esta carta pode significar uma época difícil, mas
também oferece esperança para o futuro.

5 de Paus - Problemas, irritações insignificantes e dificuldades em curto prazo.


Esta carta sugere um período em que a vida diária se torna febril, e todas as coisas particularmente irritantes e
difíceis. Nenhum destes obstáculos é intransponível, mas, no entanto, eles são frustrantes e entediantes. O 5 de
Paus simboliza as dificuldades que podem surgir quando se tenta pôr idéias em prática.

5 de Espadas – Aceitar as limitações, necessidade de trabalhar dentro de limites.


O 5 de Espadas é uma carta em que o consulente pode enfrentar realisticamente a sua posição e agir de forma
construtiva, em vez de cegamente e através da força, tentar chegar a uma solução que não vai resultar. É uma
altura em que as limitações e os bloqueios precisam ser aceitos antes de se fazerem mudanças.

5 de Ouros – Perda financeira, emocional ou espiritual.


O 5 de Ouros está tradicionalmente associado a dificuldades financeiras ou materiais; há também uma referência
sutil ao fato de ser difícil encontrarmos um sentido e um propósito na vida. Esta carta avisa ao consulente para dar
atenção a todas as áreas emocional, financeira e espiritual, sob pena de perder a noção do que é realmente
importante.

C. Adriana - Nos quatro planos, indicam dificuldades, desafios a serem superados.

No plano espiritual do Cinco de Paus, vejo obstáculos no que se refere ao ânimo, à vontade.
Pequenos obstáculos que nos aborrece e nos desviam de nosso percurso, exigindo paciência e tranqüilidade de
espírito para a superação. Como um tropeço na rua, o carro que não funciona, ou uma briga por alguma bobagem.
A chave aqui é a superação do aborrecimento, que na maioria das vezes é maior que o problema em si.
Também significa competição, jogos. Pode ser competição no trabalho, algo relacionado aos esportes ou disputas
amorosas. Aqui também se refere ao desafio do ânimo, de como nos portamos nessa "competição". São
necessárias paciência e cooperação, principalmente no que se refere ao plano sentimental.

No plano emocional do Cinco de Copas está o desafio aos nossos desejos. O que nos impede de seguir em frente
é nossa reação às perdas. Pode ser algo sentimental, como o amor e traição, gerando mágoas e
arrependimentos, recusas.
Podem ser perdas grandes e pequenas, materiais, como dinheiro e relacionamentos ou oportunidades e
esperanças. O desafio é superar a resistência à essas perdas, a resistência. E aceitar as mudanças. É difícil
porque resistimos em nos separar do que queremos ou amamos.
O ensinamento do Cinco de Copas é o da superação e aceitação dos novos caminhos que acontecerem a partir
da mudança que a perda gerou.

No plano mental do Cinco de Espadas analisei como uma resistência muito pessoal, algo egoísta. Um embate
entre o interesse próprio e os dos outros.
É como se alguém colocasse os próprios interesses acima de tudo e isso o impedisse de caminhar em conjunto
com os outros. Isso levaria a uma luta desleal, na qual poderiam ser usados todos os tipos de recursos para
vencer.
É ver tudo como uma batalha - o relacionamento, o trabalho, os estudos, querendo sempre ganhar. Acredito que
seu ensinamento é a superação do "EU primeiro" e a aceitação de que nem sempre é possível ganhar. E também
que, muitas vezes, para "ganharmos", é necessário agir em conjunto e ampliar a visão do "EU" para aqueles que
nos rodeiam.

No plano material do Cinco de Ouros encontram-se as carências do mundo tangível, que faz "doer em nossa
alma". Saúde debilitada, falta de vitalidade, perdas materiais, falta de conforto, rejeição num emprego ou em um
determinado círculo social. Essas carências e dificuldades tangíveis mexem com nossos sentimentos e
pensamentos, sentimos um grande desconforto.
Vejo como um chamado para a mudança de parâmetros - cuidar melhor do corpo, dos relacionamentos, do
trabalho. Aprender a ter mais segurança "interna" para efetuar as escolhas corretas no plano externo.

Resumindo, não perder a presença de espírito quando os aborrecimentos do Cinco de Paus acontecerem,
aprender a aceitar as mágoas que o Cinco de Copas representa, não fazer da vida um campo de batalha e agir de
forma cooperativa para afastar o egoísmo e espírito de luta representado pelo Cinco de Espadas e mudar os
paradigmas e agir de forma positiva para superar o desconforto que as dificuldades do Cinco de Ouros nos traz.

D. Giancarlo - Os Arcanos 05 estão numa zona intermediária, objetivando trabalhar num processo de adaptação e
elaboração a partir das tensões.
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Como sou imagético, criei algumas figuras para ilustrar cada Arcano.

05 de Ouros - "um navio carregado de ouro naufragado" - o fluxo material é interrompido, dificultando a realização,
valorização e sedimentação do que se quer. Naturalmente, a carência torna-se o produto final. Há uma tendência
à falta ou insegurança gerada por indisponibilidade de recursos.

05 de Espadas - "um homem é humilhado em praça pública, enquanto ouve impropérios" - um dos problemas
desse Arcano é a "guerra de nervos" e a necessidade de se sair vencedor de qualquer forma, mesmo que isso
represente a humilhação de outrem. Conflitos acirrados e tensões que deixam marcas. Não há acordos, não há
entendimento.

05 de Copas - "uma mulher chora, há anos, a perda de seu filho pequeno" - a sensação iminente de que algo caro
nos foi retirado é apresentado aqui. Naturalmente, uma profunda tristeza se abate sobre nós e não esquecemos
tão facilmente a dor. A crise se instala e muita comoção se faz presente. Dificuldades de deixar para trás
experiências dolorosas.

05 de Paus - "um paiol cheio de explosivos pega fogo" - tensões e competitividade. O risco de aumentar
desentendimentos é grande, mas passageiros. Oposições no caminho, superáveis, com certo desgaste. Chega-se
onde quer, mas encontram-se resistências.

Arcanos Menores Numerados - Seis


*Apesar de ter sido o Vlad quem iniciou o tópico, preferi, por uma questão de coerência, colocar primeiro a análise
do Renato, que é quem tem elaborado todos os outros arcanos. A seguir colocarei a postagem do Vlad, e a seguir
começarei as observações.

Citando novamente Nei Naiff, os arcanos numerados de número 06 indicam uma ponte entre o passado (arcanos
de 1 a 5) e o futuro (arcanos de 7 a 10).
Quando chegamos no 6, já temos um caminho percorrido. Até os arcanos de número 05, nós lutamos, ganhamos,
tentamos manter. E acabamos perdendo, pois não tínhamos experiência nem sabedoria suficiente, e nossa visão
era limitada. Agora, passando um pouco da metade do caminho, chegou a fase da reavaliação. É hora de olhar
para trás para ver onde erramos e ampliar nossa consciência.
Não há muita novidade nisso. Quantos de nós já não passamos por uma fase onde, após uma crise, paramos um
pouco para tomar ar, refletimos sobre nossos erros para depois seguir adiante ? É hora de pensarmos num novo
caminho; recordarmos do que passou; nos resignarmos com as perdas; tomarmos novo fôlego para continuar na
caminhada. Como ponte entre o passado e o futuro, vemos que é uma fase extremamente necessária.
E seguindo a linha evolutiva dos naipes, vemos que o novo caminho a ser percorrido será feito com maior
consciência e sabedoria. Já temos as experiências anteriores e estamos refletindo sobre elas. Muito
provavelmente o que passou não nos pega mais, e inicia-se um novo ciclo.
Geralmente, os arcanos de número 06 implicam em algum tipo de recuperação, após os ajustes sofridos nos
arcanos de número 05.

6 de Ouros: O 5 de Ouros nos deixou no chão. Estamos falidos; ou abandonados; ou desempregados. Mas o 6 de
Ouros nos traz a mensagem de que o Universo não é feito só de maldades e fatalidades, e que muitas vezes a
sorte cruza nosso caminho através da ajuda dos outros. Ainda estamos decidindo o que fazer, mas recebemos
ajuda dos que estão ao redor. E ao receber esta ajuda, aprendemos a ajudar.
É a lição evolutiva que os muito materialistas devem aprender. Até agora, seguindo a linha de Ouros,
conquistamos, lutamos e tentamos manter, nos agarrando às nossas posses como se elas fosse tudo. Nos
tornamos utilitaristas, mesquinhos e hipócritas. Mas, quando nos vemos em dificuldades e alguém vem nos ajudar,
passamos a ver que ganhar dinheiro é bom, mas não é tudo. No 6 de Ouros, aprendemos a lição de que tudo o
que damos materialmente nos retorna.
As grandes ordens iniciáticas já sabem disso há milhares de anos. Os teosofistas, rosa-cruzes e maçons
geralmente são pessoas de boas condições materiais, mas sempre mantém ou ajudam entidades de
benemerência, sejam escolas, hospitais, asilos, creches ou orfanatos. Sabem que devem retribuir ao Universo
aquilo que o Universo lhes deu.
Alguns tarólogos sugerem que o 6 de Ouros é muito comum em casos de convalescença.

6 de Copas: Chegamos ao famoso arcano da nostalgia, o que gera muitas controvérsias. Acredito que este arcano
é, basicamente, um arcano de reflexão e de recuperação emocional. Seguindo a linha de Copas, vemos que até
agora estivemos cegos. Idealizamos uma situação de tal maneira que o choque com a realidade nos fez fracassar.
No 5 de Copas, por nos sentirmos traídos em relação às nossas expectativas, acabamos traindo também, o que
gera remorsos. Agora, com o 6, olhamos para o passado e vemos como foi lindo tudo o que passou, mas a
frustração e o choque realístico nos fazem olhar para frente de uma maneira diferente. Estamos tristes, magoados,
ainda suspirando pelo sonho perdido, mas mais conscientes e calejados, sem aquela cegueira emocional que nos
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fez fracassar.

6 de Espadas: No 4 de Espadas fugimos dos problemas, num necessário período de repouso e “fossa”. O 5 de
Espadas nos leva a encarar dolorosamente nossas limitações e fazer uma avaliação do que se pode ou não fazer.
O 6 de Espadas significa, então, o resultado dessa avaliação, quando partimos, com resignação (uma das
palavras-chave deste arcano) para o que temos de fazer, já conscientes das nossas limitações e aceitando-as.
Não há mais como fugir (4 de Espadas), já entendemos e aceitamos nosso verdadeiro papel (5 de Espadas), nada
mais nos resta a não ser voltar a agir, mais conscientes do nosso papel e dos nossos limites. Geralmente, o 6 de
Espadas não é uma carta feliz, mas implica numa serenidade mental, uma vez que estamos, repito, mais
conscientes do nosso papel e dos nossos limites.

6 de Paus: Após enfrentarmos, com toda a sabedoria e serenidade (estamos no naipe de Paus !!!) as turbulências
e desafios que o 5 de Paus nos trouxe, chegou a hora de colhermos os frutos da vitória. Lutamos com honra,
agimos com correção, tínhamos objetivos justos e corretos – o resultado só poderia ser a aclamação da vitória,
onde somos reconhecidos pelos nossos feitos.

VLAD: Minha contribuição é modesta, pois ainda estou dando os primeiros passos no Tarô. Não reparem.

Os arcanos de número 5 indicam dificuldades e os arcanos de número 6 indicam as diversas alternativas para a
superação destas dificuldades.

6 de ouros: o 5 de ouros trouxe uma imagem de penúria; o 6 de ouros mostra a superação desta dificuldade por
meio de uma ajuda externa. A humildade de aceitar esta ajuda externa é o primeiro passo para o RECOMEÇO.

6 de espadas: o 5 de espadas trouxe a imagem de uma batalha na qual nossas limitações ficaram bastante claras.
O aprendizado resultante nos permite partir em direção a novas experiências. É uma retirada estratégica que pode
envolver o sentimento de luto pelas perdas do arcano anterior. É uma retirada para um RECOMEÇO.

6 de copas: o 5 de copas trouxe a imagem de um rompimento de uma relação, mesmo que parcial. O 6 indica uma
nostalgia desta relação, uma tendência de valorizar fatos passados, mesmo que idealizados. É o RECOMEÇO do
sentimento que teve início no 2 de copas, lembrado principalmente no que ele teve de melhor.

6 de paus: o 5 de paus trouxe a imagem de um conflito. O 6 indica a resolução deste conflito por meio de uma
vitória triunfante. É o RECOMEÇO da paz.

Em linhas gerais, vejo os 6 como arcanos de renascimento, retomadas, RECOMEÇOS.

Obs.:
A. Marília - Como vocês já sabem, sendo iniciante, mas querendo também contribuir, vou me limitar a postar
interpretações de tarólogos de quem gosto. As transcrições a seguir são de RACHEL POLLACK retiradas do livro
“Tarô – Dicionário e Compêndio” de Jana Riley.

6 de paus
Unificação com o Fogo. O otimismo que produz o sucesso que deseja e espera. O Fogo acredita na vida que o
naipe de Paus dá àqueles ao seu redor. Ou disfarçar dúvidas com bravatas ou ilusão, levando ao medo e à
fraqueza. Uma profecia que se cumpre por si mesma, com sucesso ou derrota.

6 de copas
Memórias doces. Dar e receber. Às vezes, idealizar demais o passado. Ou um movimento rumo ao futuro em vez
de ao passado.

6 de espadas
Uma travessia tranqüila por tempos difíceis. Um tempo de transição fácil. Funcionar em uma situação difícil sem,
no entanto, lidar com os problemas fundamentais. Às vezes, silenciar em relação à dor e à raiva, sobretudo na
história familiar. Ou o equilíbrio é rompido. Quebrar o silêncio.

6 de ouros
Compartilhar, generosidade, caridade. Um relacionamento onde uma das pessoas domina outras. Dar às pessoas
aquilo que elas são capazes de receber. Ou falta de dar e receber.

B. Kirtan - já havia um tópico sobre as cartas de número 6, respondendo a uma pergunta do Yub, mas vou copiar
para cá o que interessa

Os Arcanos Menores de número 6 estão associados a Tiferet, o coração da Árvore da Vida, que é o terceiro
atributo emocional dentro do processo da Criação.
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É interessante observar que no Naipe de Ouros, por exemplo, a carta 4 não significa "riqueza" de forma literal,
assim como a carta 5 tão pouco significa "miséria" no sentido de escassez de recursos materiais, mas como você
se sente com relação à realidade o seu redor.
Em outras palavras, estamos falando, para variar, de estados da alma: você pode ter de tudo e se sentir vazio ou
pode ter muito pouco ou quase nada e se sentir pleno mesmo assim.
Daí que enquanto os 4 estão ligados ao crescimento, à expansão e à generosidade e os 5 indicam disciplina e
rigor associados ao fato de que você só tem o que faz por merecer, os 6 representam um ponto de equilíbrio entre
estes dois princípios, mesclando Julgamento (5) e Misericórdia (4).
Tiferet significa "Beleza" porque se refere à integração harmoniosa de elementos díspares. Não se trata de
misturar o preto e o branco para criar um painel totalmente cinza, mas distribuí-los numa medida e dentro de um
contexto que transmita bem estar.

Yub: Pelo q tenho estudado e começado a praticar por aqui, os Arcanos 6 mostram o ponto onde o passado deve
ser "descartado" rumo a novos caminhos, novas margens.

Yub, não sei se o passado é descartado ou se o indivíduo para de resistir e começa a assimilar o que as últimas
experiências querem lhe ensinar. E aí vou usar de novo a expressão "bem estar" não porque o problema foi
resolvido, mas porque o problema não mais o tira do eixo, entende? A vida tem seus altos (4) e baixos (5), mas
devemos permanecer centrados (6) para termos condições de seguir adiante.
O outro nome para Tiferet é Rachamim, "Compaixão", que é a capacidade de se colocar no lugar do outro e
entender o mundo do seu ponto de vista. Não é para sofre pelo outro, o que não ajudaria em nada, mas interagir
com empatia.
Eqüidade é outro atributo importante da sexta sefirá: quando você coloca todas as pessoas no mesmo nível,
passa a não mais se aproximar de alguns por interesse/apego e se distanciar de outros preconceito/ódio.
Acho que com estas informações podemos pensar nas possíveis abordagens no trabalho com os Arcanos
Menores:

6 de Paus
O Waite popularizou a idéia de reconhecimento público, mas eu dou um passo atrás e digo que ele só é possível
como conseqüência da sua auto-apreciação.
Você se testa/é testado (5) e sai satisfeito consigo mesmo. É uma carta de confiança e auto-estima em alta. É uma
carta de grande magnetismo porque estamos de bem com a vida e, com isso, atraímos coisas boas que
alimentam/perpetuam esta sensação.

6 de Copas
O Alchemical Tarot traz uma imagem que gosto muito: uma mulher traz um recipiente com água nas mãos e enche
outros cinco, cada um com um formato. Por um lado, é uma carta de recuperação emocional, talvez ligada ao fato
de que se toma consciência de que o sofrimento deve ter um tempo certo, depois disso vira egoísmo - muitas
vezes a necessidade de chamar atenção para si.
Talvez, também, a percepção que a nossa dor é pequena diante de coisas piores ao redor. Outra coisa que eu
vejo nesta carta é a solidariedade. Neste sentido, o 6 de Copas e o 6 de Ouros podem estar muito próximos, mas,
aqui, o suporte emocional é mais forte do que o material. Saber ouvir muitas vezes ajuda muito e é tudo o que o
outro precisa de você.
Eu, particularmente, não consigo atribuir qualquer conceito de nostalgia a esta lâmina.

6 de Espadas
A idéia de conseguir chegar à outra margem é forte, não é? Cair, todo mundo cai. O que diferencia as pessoas é
que algumas se levantam e seguem em frente, outras não.
Todo aquele que se levanta sai fortalecido, o que não chega a ser um consolo, é verdade, mas é uma regra da
vida: a gente não se torna melhor para superar os obstáculos, mas na medida que os supera.
Dizia em outro tópico que no 5 é preciso estar disposto a enfrentar os fatos e as conseqüências de seus atos, sem
"jeitinhos" ou desculpas. Neste sentido, o 6 pode representar o alívio do dever cumprido.

6 de Ouros
O Naipe de Ouros fala de ação. O 6 nos ensina, em especial, que há momentos de entregar o peixe e outros em
que devemos ensinar a pescar. Tenha isso em mente, já que a imagem do Waite sugere doação incondicional e
não é este o caso.
Se passamos pela experiência anterior de restrição, é preciso resgatar a máxima alquímica que só se faz ouro
com ouro, ou seja, as dificuldades não podem nos corromper, pois apenas a integridade de nossa alma poderá
atrair aquilo que necessitamos para crescer.

C. Ercília –
6 de Paus: É a carta do êxito.Indica concretização, o que acarreta estima e reconhecimento.Mais uma vez o
contexto é de primordial importância, mas geralmente as recompensas são merecidas e qualquer assunto que
esteja a decorrer está destinado ao êxito.
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6 de Ouros: Trata-se de uma carta de pobreza no sentido financeiro e pode aparecer quando alguém está
desempregado ou incapacitado de trabalhar por doença, ou simplesmente a lutar para conseguir
sobreviver.Contudo, também pode ser uma carta de pobreza espiritual e poderá aparecer quando alguém sente
que a vida perdeu todo o sentido.Poderá também retratar uma situação de alguém que tenha procurado ajuda e
esta tenha sido recusada.Pode ainda acontecer ser alguém que esteja desesperadamente sozinho, posto fora do
mundo de outra pessoa com quem desejava estar.Seja qual for a situação a necessidade de ajuda é evidente, e, é
necessário tomar medidas para endireitar as coisas, financeira ou emocionalmente.

6 de Espadas: A carta da passagem, muitas vezes a necessidade de partir, de abandonar uma situação que já não
nos serve, que não é saudável. a tristeza da separação será em breve ultrapassada, quando se encontrar num
lugar melhor.Neste sentido, esta carta é normalmente uma questão de pôr a cabeça à frente do coração, e, é
fundamentalmente uma carta de desenvolvimento pessoal e de progresso.

6 de Copas: Esta carta aponta freqüentemente para o passado e para as nossas reminiscências, a forma como às
vezes sentimentalizamos a nossa infância e juventude. Pode indicar uma necessidade de voltar aos valores
simples, ou talvez signifique que estamos a ser demasiado idealistas e ingênuos. Pode significar alguém especial
que regressa à nossa vida, possivelmente alguém que conhecemos desde a infância, ou pelo menos à muitos
anos.Também é possível que se refira a uma relação atual, com fortes raízes no passado.

D. Giancarlo - Visões do 06 em cada naipe:

06 de Ouros - "um homem se levanta com determinação da cadeira de rodas". Aqui temos um fortalecimento após
as dificuldades impostas pelo 05 de Ouros, no entanto, algo surge para incentivar a pessoa a soerguer. Nesse
caso, o Arcano assume uma conotação de auxílio, apoio, incentivo e resgate. Após tantas dificuldades
conseguimos suporte para vencer os percalços!

06 de Paus - "um atleta, após tantos anos de treinamento, sobe no podium" - a marca registrada do sucesso após
provar suas qualificações e potencialidades em relação aos demais (05 de Paus). Depois de enfrentar o
competitivo mundo em que vivemos, conseguimos "colher os louros" por mérito próprio, mas somente pela
persistência chegamos aqui.

06 de Espadas - "uma mulher joga as cinzas do marido no mar" - após duras e tremendas batalhas, tantas crises
ou dores enfrentadas, é hora de dizer adeus àquilo que foi, outrora, origem de nosso sofrimento. Momento para
ponderar, refletir profundamente e deixar para trás as dificuldades. Uma superação lenta ou gradual se faz
presente, porém com aquele sentimento que a vida reserva ainda outras lutas, essa foi apenas mais uma delas.
Aos poucos, abandonamos uma história que não faz mais sentido para nós e, placidamente, resignamo-nos às
condições que se apresentam.

06 de Copas - "uma mulher olha para um espelho e reconhece tranqüilamente o valor de suas rugas" - a vida é
feita de muitos embates, muitos deles deixam marcas. Naturalmente, os intervalos entre as batalhas são como
pausas para fazermos um balanço. Temos aqui uma lâmina que sugere uma retrospectiva de vida, até o presente
momento. Olhar para trás e entender que só conseguimos amadurecer porque passamos o que passamos. Isso
traz alívio e sensação de dever cumprido. Logo, aqui temos um reequilíbrio emocional ao entender que fizemos de
nossas dificuldades, a força para nosso caminhar. Sentimos alguma saudade, devemos abrir mão do passado.

Arcanos Menores Numerados - Sete


Continuemos pois com nossa viagem filosófica pelos arcanos menores numerados, chegando agora aos de
número 07.
Depois da recuperação e da reflexão trazida pelos arcanos de número 06, chegou a hora de retomarmos o
caminho, rumo à reta final. Estamos mais sábios e temperados pelas experiências. Lutamos, caímos e refletimos.
Agora precisamos nos levantar e seguir adiante.
Desta forma, os arcanos de número 07 nos trazem desafios e escolhas a serem feitas. Estamos retomando nossa
caminhada e precisamos tomar decisões, talvez agora com menos possibilidades de erros, pois estamos mais
calejados.
Sempre que um arcano de número 07 aparece, devemos nos perguntar sobre quais os desafios que estão
surgindo. Sempre aconselham cautela e ponderação, pois neste momento o Universo nos testará firmemente -
não terá mais complacência ante escolhas erradas, já que nos tornamos, a bem dizer, “adultos”.

7 de Ouros: No 6 de Ouros nos recuperamos, seja física ou financeiramente. Estamos numa situação confortável,
as pessoas nos ajudaram e estamos mais estabilizados. Mas outras possibilidades surgiram, possibilidades estas
que nos desafiam a fazer uma escolha entre a situação segura que nos encontramos e uma situação inteiramente
nova , ainda não testada. O desafio será entre escolher a situação segura e confortável de agora ou partir para
outra, nova e desconhecida. Gosto de usar o exemplo de um executivo que, após anos de trabalho numa
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empresa, onde alcançou um certo grau de sucesso e estabilidade, é convidado a trabalhar numa empresa nova e
recém montada, onde poderá alcançar os píncaros de sua carreira ou naufragar miseravelmente.

7 de Copas: No 6 de Copas estávamos nos recuperando emocionalmente por causa de alguma decepção. Desta
recuperação veio a reflexão, e achamos agora que sabemos porque tudo aconteceu. Isto nos leva de novo a um
estado de cegueira, pois esta postura de “agora eu sei porque” nos leva a um otimismo incorrigível, onde achamos
que tudo se resolverá de acordo com o que queremos. E vislumbramos diversas possibilidades e caminhos à
nossa frente. O desafio neste arcano é saber escolher com segurança os diversos caminhos que se apresentam,
pois muitos deles podem ser apenas resultado de um otimismo cego.

7 de Espadas: No 6 de Espadas nos resignamos, pois não podemos conseguir tudo o que queríamos, e agora no
7 de Espadas estamos mais cautelosos e agindo com mais estratégia. Durante todo o naipe de Espadas até
agora, agimos de maneira meio obtusa, tendo uma certa “cegueira mental”. As quedas foram dolorosas e 0 7 de
Espadas nos torna extremamente cautelosos. Tentamos evitar confrontos diretos, e talvez tenhamos de ser um
tanto hipócritas e mesmo falsos para conseguir o que queremos.

7 de Paus: No 6 de Paus colhemos os frutos da vitória, e agora chegou a hora de encarar mais alguns desafios.
Fomos aclamados, e isto gerou um sentimento de inveja e de competição, que nos leva a lutar e defender nossa
posição. Por mais que, percorrendo o naipe de Paus, estejamos andando de uma maneira correta e evolutiva, o
Mundo não é perfeito e sempre somos vítimas das artimanhas e armadilhas dos outros. Mas, neste arcano pode
até haver perdas, mas elas serão aparentes.

Obs.:
A. Giancarlo - Visões do 07 em cada naipe:

07 de Ouros - "um construtor recebe uma desafiadora planta de um prédio" - todo aspecto relacionado ao 07
sugere normalmente uma análise ou avaliação. Nos deparamos aqui com um terreno novo, reaprendemos a
assumir nossa vida e agora precisamos superar um novo desafio. O momento exige estudo e profunda
observação dos recursos a serem aplicados. Dominar a nova estrutura, requer não só empenho, como também
senso crítico e paciência, para que cheguemos lá!

07 de Paus - "um peregrino, desce do trem à procura de emprego, numa cidade perigosa e desconhecida" - a
imagem usada sugere um mundo à nossa frente, cheio de possibilidades. No entanto, não enxergamos muitas
vezes as "pedras de tropeço". O desafio é superar os limites, estamos em vantagem por termos certa tarimba, por
enfrentarmos outras rotas. Aqui devemos ter destreza para não sucumbirmos às "sombras do mundo". Mostrar o
que sabe, defender sua posição, impossível não sair um pouco "maculado" da experiência.

07 de Espadas - "um político sai disfarçado de mulher para fugir da opressão militar" - eu escolhi essa imagem,
porque tem a cara desse Arcano. Às vezes, em algumas situações usamos "máscaras" para ter que lidar com
certos tipos de oposição. Não perdemos nossa integridade, no entanto, como os caminhos são tortuosos, é
sugerido certa malícia para lidar com o quadro que se apresenta. Muitas vezes, numa batalha, devemos recuar ou
aparentemente "entregar os pontos" para conseguirmos superar a situação e sair da crise. "Andar na ponta dos
pés ou pisar sobre ovos" é a idéia desse Arcano.

07 de Copas - "um beduíno se desvia de seu caminho para ir atrás de uma miragem no deserto" - aqui
imaginamos, de certa forma, que a situação é outra e insistimos nisso. O preço é alto por nossos devaneios.
Queremos algo inalcançável. "Castelos de areia sempre caem"! Estamos atrás de uma perigosa utopia.
Acordemos, pois!

B. Ercília –
7 de Paus - Esta carta indica que estamos sendo atacados, que nos defrontamos com concorrentes invejosos ou
com outros inimigos que, muitas vezes, são mais fortes ou estão em maioria. Esta carta expressa que, apesar da
desvantagem aparente temos boas perspectivas de sucesso porque estamos lutando numa posição favorável.
Assim, devemos interpretá-la como um convite para sermos habilidosos e atentos, para não perdermos de modo
irresponsável a vantagem desta posição. em casos raros, pode tratar-se de ataques afetivos, geralmente são
apenas intromissões na nossa esfera particular ou ameaças ao que conseguimos ou desejamos conseguir.

7 de Espadas - Esta carta nos mostra o lado sombrio do Mago, a força do conhecimento e da compreensão clara
e aguda se expressam na sua forma negativa como astúcia, malícia, mesquinharia e impostura. Num nível mais
inofensivo, esta carta pode mostrar esperteza, manha ou atitude de "safar-se", no sentido do "faz de conta que
não vi", do "não quero nem saber", de esquivar-se etc. Nesta carta nem sempre fica definido quem está traindo
quem... quem é o caçador e quem é a caça. Esta carta mostra que corremos o risco de ser enganados ou iludidos,
ou que tentamos por meios ilícitos fazer negócios ou obter vantagens. Ela também pode representar falta de
franqueza e indicar que nos desviamos de uma discussão esclarecedora ou do nosso parceiro ou que nos
queremos esquivar de um passo importante.
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7 de Ouros - Representa a paciência e o crescimento. Ela nos convida a considerar o assunto com serenidade e a
dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Podemos ter a certeza que tudo irá crescer e florescer, senão
deixarmos que nossa pressa ou ansiedade interfira com o processo de desenvolvimento.Esta carta mostra que
entramos numa fase de amadurecimento, na qual nossas percepções e idéias crescem devagar, mas com
constância. Ela nos convida a não tomar decisões precipitadas.

7 de Copas - É a carta do engano e da ilusão. Ela mostra que construímos falsas esperanças e imaginações, que
nos deixamos enganar e iludir. Esta carta é geralmente um arauto de uma desilusão e deve ser compreendida
como um alerta urgente contra falsas imagens, falsas promessas. Ela também tem um aspecto encorajador,
promete ajuda inesperada quando nos libertamos da profusão dessas esperanças e sonhos, e nos concentramos
num propósito único e realista. O SETE DE COPAS é um convite para que não deixemos nossa mente racional
adormecer, para que encaremos as situações com saudável ceticismo.

C. Kirtan - O grande desafio dos 7 é dar continuidade às coisas. São precisos determinação (=firmeza),
perseverança (=constância), certeza (=saber o que se quer) e confiança (=força interior).
O "estágio 7" é quando você está muito próximo de alcançar o que deseja, mas os obstáculos podem parecer
intransponíveis.
Se você desiste, ferrou; se insiste um pouco mais, é recompensado com uma grande "vitalidade" - na falta de uma
expressão mais inteligente no momento...
Chamo de "canto da sereia" porque aqui você pode colocar tudo a perder. Em linhas gerais, temos:

7 DE OUROS: a realidade dos fatos (os 1º frutos) não correspondem à expectativa inicial e o consulente pode
achar que o esforço não valeu à pena.

7 DE ESPADAS: tendência a buscar o caminho do menor esforço, de "queimar etapas", o que pode ser um
processo de auto-sabotagem para justificar o fracasso.

7 DE COPAS: ausência de foco. O consulente cada hora se entusiasmo com uma coisa diferente e não se
empenha o suficiente para levar qualquer projeto à sua finalização.

7 DE PAUS: O consulente luta, luta, luta por alcançar um determinado patamar achando que ao chegar encontrará
algum descanso, e aí percebe ainda tem muito por realizar ou que mudam os players, mas a guerra é
basicamente a mesma.

D. Lu - Eu percebo diferenças no 7 de ouros e o 7 de copas do tarô de Thot do Crowley.

No caso do 7 de ouros, a carta é negra e se chama fracasso, sendo regida por Saturno em Touro. O sentido é bem
alterado de acordo com os tarôs tradicionais, mas talvez, porque Crowley seguia também a cabala. Um Saturno
em Touro poderia exemplificar a morosidade em ver a coisas acontecerem, como no sentido comum, mas no Thot,
a palavra fracasso tem um peso, como se Saturno impedisse totalmente o progresso.

O 7 de copas do tarô de Thot, chama-se deboche e tem também sentido de ilusão, porém diferenciado na forma.
Na carta 6 de Thot, temos Sol em Escorpião, que se chama prazer e fala de um momento egoísta, em que
desejamos só o que é bom para nós, sem se interessar pelo outro. Na carta 7 de copas, temos Vênus em
Escorpião, que mostra o submundo, falando da ilusão em formas de drogas, perversões, sarcasmo, ardil, tendo
quase o sentido da carta do diabo invertida. Seria a ilusão no terreno mais mundano, resultado da eterna
insatisfação do homem, do seu medo das emoções, que começa no egoísmo da 6, para o aprofundamento no
"lodo", da 7. Escorpião aqui tem característica muito negativa, onde como já foi dito sobre o 7 de copas, a defesa
de seus sentimentos torna-se doentia, havendo controle e possessividade no cerne, como tentativa de garantir
que não sairá machucado. Ao possuir lodo nas emoções, as sujeiras que correm em nossas próprias veias, são
projetadas no outro como se fossem verdades, fazendo com que se criem paranóias e fantasmas.
Essa carta pode falar de narcóticos de modo geral, porque nos deixa anestesiados e perdidos em nossas próprias
mentes, e queremos estar por medo. A palavra narcótico vem de NARCISO, porque as ilusões advém de nós
mesmos, onde apenas o nosso prisma parece coerente.

Agora, eu penso, o 7 de espadas, chama-se futilidade, e é regido por uma Lua em Aquário, algo totalmente
incompatível. O sujeito tem que criar "jeito", "manhas", porque no fundo ele tem conceitos muito relativos,
excêntricos e que variam tanto quando as fases da lua, ou seja, de acordo com o que lhe aprouver. Aquário é o
grande subversivo, ele sabe onde estão as falhas do sistema e, com astúcia, move-se nele, embora, nessa carta,
não seja por melhorias para todos, mas por futilidade.
No Thot tarô, também há o sentido no 7 de espadas, em que os pensamentos negativos impedem o progresso.
Isso porque a melancolia lunar e os altos ideais aquarianos são de difícil sintonia.
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Em paus, eu acho um Marte em Leão e a carta codinome valor.
Um bastão distorcido e violento, sobrepõe-se sobre os outros. Eu acho a carta valor, como aquele nosso ímpeto
em ter que mostrar e provar para os outros como nós somos os bonzões. Leão negativado, mostra um desgaste
de energia em se fazer aparecer. É uma carta de auto-afirmação sobre os outros, só que se o consulente for o
bastão tosco, eu acho, ele se auto-afirmará de modo ridículo.Como aquelas pessoas que põem melancia no
pescoço e o resto acha graça, ou no pior, pessoas que precisam denegrir os outros para subir (sentido mais usado
no convencional).
E por isso, o 7 de paus de Crowley fala que isso pode ser também um desperdício de energia. Inclusive por ser
Marte, fala de sexualidade, impotência, porque quando o homem ou a mulher estão com baixa auto-estima, eles
"broxam". Isso ocorre quando a autoconfiança está baixa diante dos ataques, gerando ainda mais cenas de auto-
afirmação.

Arcanos Menores Numerados - Oito


Chegamos a um arcano cármico – ou seja, que independe da nossa vontade e livre-arbítrio.
Nos arcanos de número 07 nos deparamos com os desafios de fazer escolhas, pois estávamos retomando nossa
caminhada, e escolhas e opções precisam ser feitas. Agora, os arcanos de número 08 surgem como o resultado
destas escolhas. Nos arcanos de número 08 receberemos o que plantamos como resultado de nossas decisões,
para o bem ou para o mal. E desta vez o Universo não será tão bonzinho conosco, uma vez que já estamos mais
experientes e calejados.
Nosso maior erro é achar que o Universo irá se comportar exatamente como achamos que deveria. Por mais que
lutemos, reflitamos e façamos escolhas, há coisas independentes da nossa vontade que podem fazer com que
tomemos outros caminhos de forma irreversível. Se agirmos com os pés no chão ou com sabedoria, este novo
caminho poderá ser uma grata surpresa. Caso contrário, será uma grande frustração.

08 de Ouros: A escolha pelo novo e pelo desafio nos faz colher agora frutos na forma de uma oportunidade rara de
aprendizagem e desenvolvimento. Um novo ciclo se apresenta, cheio de oportunidades práticas, que deve ser
encarado com seriedade pois podem se tornar uma fonte de prosperidade e segurança, por mais que tudo pareça
ser meio frágil e extremamente incipiente.

08 de Copas: Por acharmos que temos consciência de tudo de errado que aconteceu, acabamos por fazer
decisões baseadas na ilusão. Achamos que tínhamos diversos caminhos bons à nossa frente, e acabamos por
escolher aquele que é mais fácil e mais agradável. Estamos no naipe de Copas, e não é muito difícil estarmos
iludidos e extremamente otimistas. Então, o temível 8 de Copas surge, nos forçando dolorosamente a abandonar
aquilo que escolhemos. Todos os esforços foram inúteis, e por mais que forcejemos após nos depararmos com
este arcano, posso garantir que não tem mais jeito. É hora de desistir, abandonar, baixar a cabeça e
reconhecermos que erramos. É um arcano seguro para indicar fracassos, derrotas e a depressão que segue isso
tudo.

08 de Espadas: O 7 de Espadas nos levou a agir de forma esquiva, “de atalaia na esquina”. Evitamos a
confrontação, agirmos duplamente. Tentamos forçar, de maneira ardilosa, uma situação. E chegamos agora num
momento de impasse, onde para qualquer lado que formos não há saída. Na verdade, apenas fomos adiando e
adiando um problema até a hora que a vida nos encurralou e, pior, nos desnudou frente às circunstâncias – ou
seja, somos desmascarados frente aos outros, pois descobrem nossos propósitos e as artimanhas para ocultá-los.

08 de Paus: No 7 de Paus fomos desafiados, e decidimos lutar. Passamos então a lutar com bravura, numa luta
árdua até a hora que, no 8 de Paus, a luta chega ao fim e estamos vencedores. Estamos na reta final de um
projeto e/ou de uma iniciativa, e após toda ansiedade e tensão do 7 agora estamos mais imaginativos e
produtivos. Portanto, o significado deste arcano é o da etapa final após a luta e as ansiedades, quando nos
desvencilhamos dos problemas e vamos em frente a todo vapor.

Obs.:
A. Kirtan - As cartas de número 8 estão associadas à oitava sefirá da Árvore da Vida, Hod.

Netzach (7), Hod (8) e Yessod (9) são sefirót ligadas à realização. Não representam a realização em si (10 -
Malchut), mas o movimento em direção a ela.
Entre os atributos de Hod, temos o sentimento de gratidão, a sinceridade, o desejo e a prática do refinamento
(buscar ser melhor a cada dia) e da retificação (a correção dos erros passados) e a identificação de um propósito
na vida.
Netzach (7) e Hod (8) trabalham juntas. São a perna direita e a esquerda do ser humano. Se a direita aponta a
direção para onde o corpo vai, a esquerda lhe dá suporte. A determinação e perseverança da primeira é
respaldada pelo comprometimento da segunda.
O outro nome para Hod ("Esplendor") é Kavod ("Glória"). Como as palavras hebraicas não possuem vogais, com
as mesmas letras de kavod também se escreve kaved ("fardo"), daí ser dito que aquele que assume o fardo (as
suas responsabilidades) sempre alcança a Glória - honra/respeito.
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Hod também rege o sistema imunológico - a capacidade de um indivíduo em reconhecer influências indesejáveis
ou estranhas à sua natureza, ou seja, o que lhe faz bem e o que lhe faz mal, para resumir o assunto.

Bom, todos os 8 trazem estas informações em diferentes níveis. Eu diria que, positivamente, representam
momentos em que "a ficha cai" e a pessoa toma um novo rumo.

8 de Paus
Se no estágio 7 você descobre que não pode descansar sobre os louros do passado (6), o estágio 8 fala da
necessidade de upgrade, de adaptação rápida a uma nova realidade em busca de aprimoramento. Também tem a
ver com assumir o desafio. Paus fala de motivação e talvez seja importante refletir por que se começou este
empreendimento - seja qual empreendimento for.

8 de Copas
Nem tudo o que a gente quer nos faz bem, convenhamos, do mesmo modo que volta e meia nos esquivamos do
que seria "saudável" mas não está alinhado com o que
consideramos prático, confortável ou compatível com a imagem que queremos passar para as outras pessoas.
Um bom 8 de Copas é o reconhecimento do bem e do mal, do certo e do errado, do temporário e do perene em
nossas vidas. Mais profundamente, significa separar o
falso do verdadeiro. Quando as descobrimos estar em busca de algo ilusório (=nocivo), mudamos de rumo atrás
de propostas mais
significativas.

8 de Espadas
Tem a ver com a (re)avaliação da sua auto-imagem e dos limites ao redor. Eu gosto muito da leitura do Waite
quando diz que a mulher está mal amarrada, mas não tenta se soltar para tirar a venda e descobrir que não está,
de fato, prisioneira.
É uma carta que fala de condicionamentos e da oportunidade que se tem para libertar-se deles.

8 de Ouros
É a própria busca do refinamento, do aprimoramento de um talento ou desenvolvimento de alguma expertise
complementar a algo que já se faz.
Nas questões de saúde, pode representar a necessidade de um check-up ou de algum tratamento de fisioterapia.

B. Lu –
8 de Paus
Após o sete, em que nos limitamos muito à nossa auto-imagem, onde queremos que o mundo gire em torno de
nós, chegamos à carta 8, codinome rapidez. Temos um Mercúrio em Sagitário, ampliemos nossos horizontes, o
mundo é muito maior, com grandes terras desconhecidas a explorar, novidades, novos conhecimentos.
Eu posso quase enxergar o intrépido centauro, planando com as asas de Hermes nas patas. A palavra de ordem é
expansão, seja filosófica, seja através de viagens eletrizantes (vemos raios nas cartas). Essa carta traz o vento
novo, que nos tira do nosso miserável mundinho de guerras da carta 7.
O arco-íris faz a conexão direta entre o céu e a terra, entre o centauro e o mundo das idéias metafísicas, dos
ideais elevados, da sabedoria, trazidos pelo mensageiro, o planeta mercúrio, ávido e curioso como uma criança.

8 de Copas
Do sete, que nos remete até na pior hipótese ao uso de entorpecentes e ilusão, chegamos à carta indolência, com
um Saturno em Peixes.
Saturno, senhor do carma, o realizador, o limitador, o castrador. Peixes, o sensível signo do sonho, da fantasia e
do espírito.
Algo muito pouco palatável, o signo de peixes com um saturno nas costas, que não pára de cobrar por suas ações
errôneas, sobre seus castelos de areia inúteis, a criticar como suas artes são bolhas de ar. Peixes, aqui invertido,
recolhe-se cheio de pena de si mesmo ao seu potencial de vitimização, abandona seus anseios mais queridos,
simplesmente sucumbindo à inércia, ao desânimo e ao medo.
A carta 7 é a fuga para as miragens. A 8, o confronto com a realidade... que pode ser amarga, exigindo o
abandono dos mais caros e ilusórios sonhos afetivos.

8 de Espadas
Carta cujo nome é interferência, Júpiter em Gêmeos. Júpiter, apesar de ser o grande benéfico aqui assume sua
porção “exagerada”. Gêmeos negativado é daquelas pessoas que atiram para todos os lados, querem saber de
tudo, são os antenados e com o excesso jupiteriano, perdem o foco dos pensamentos.
Na vida contemporânea, pode refletir naquele indivíduo que trabalha em tudo ao mesmo tempo, deixa tudo pelas
metades e não sai do lugar. Eu creio que isso se dá pela sua desordem mental e na vã tentativa de absorver todas
as informações simultaneamente, ele fica cego para tomar decisões, perdido em suas premissas, trancado em sua
cadeia interior. A chuva de informações é a carta interferência, que dispersa nossos objetivos, nos imobiliza e por
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isso, temos duas espadas perfeitas, a dualidade geminiana transpassada por espadas grosseiras, sem filtro
seletor. Opiniões dos outros se misturam às nossas, perdemos a personalidade, vulgarmente viramos uma maria-
vai-com-as-outras.
No sentido mais sutil, essa carta fala até de obsessores.
Portanto, com 8 de espadas na cachola, um bom conselho é eremita!

8 de Ouros
Bem, essa carta chama-se prudência, Sol em Virgem. Por ser uma carta virginiana, ela nos fala sobre o trabalho
cotidiano, nosso emprego, serviços, nossa vida doméstica e fala também sobre aquelas plantinhas que temos que
regar na nossa varanda... por isso, na ilustração temos uma arvore... que, dependendo de nossa paciência e o
quanto cuidarmos dela, mostrará os frutos de nosso trabalho. No dia-a-dia, agir com prudência garante um bom
resultado e crescimento, mas um alerta: com o tempo, pode parecer até mesmo tedioso, fazendo com que
percamos o tempo da colheita das frutas!
Nossa saúde também é mostrada aqui de modo cotidiano virginiano, portanto, lave bem as mãos antes das
refeições, escove os dentes e coma verduras!!!!

C. Giancarlo - Devo lembrar que todos Arcanos 08 tem um teor cármico, ou seja, estaremos recebendo da vida, o
que plantamos.

08 de Ouros - "um lapidador polindo cuidadosamente alguns diamantes" - após um período de árduos trabalhos, é
hora de começar a usufruir os resultados conquistados; ainda há muito trabalho pela frente, mas as tarefas mais
complicadas foram superadas. Momento de se dedicar à "retirada das arestas" do quadro em si, promovendo a
sensação de dever cumprido.

08 de Copas - "águas encobrem uma cidade, enquanto seus moradores se retiram infelizes" - escolhi essa
imagem baseada naquela notícia onde a cidadezinha de Itá (SC) foi alagada por uma represa, por causa de uma
hidrelétrica. Aqui a pessoa é forçada a deixar muitas coisas para trás, de sua história a sentimentos antigos, tudo
foi apenas uma quimera. Abatimento, desânimo, frustrações e muita tristeza se fazem presentes. Algo nos força a
rever nossa posição e sentimentos. Nada será como antes. Renúncias e total descontentamento. É preciso
reiniciar um novo caminho, não pararmos!

08 de Espadas - "um homem é pego em flagrante durante um assalto" - recebemos da vida, exatamente o que
nela depositamos. Aqui, após agirmos de forma escusa ou duvidosa, somos "pegos com a boca na botija".
Erramos em algumas coisas, agimos de má fé, mesmo que não tenhamos total conhecimento dos fatos e vamos
responder pelos nossos atos. Mesmo aquele comentário mordaz, aparentemente inofensivo, pode se tornar um
grande problema. "Estávamos com a arma na mão, apontávamos para nosso desafeto e, de repente, após o
aperto do gatilho, o tiro sai pela culatra". Inevitável não sairmos feridos pelas atitudes impensadas.

Oito de Paus - "um homem conquista o ponto mais alto da montanha" - enfim, chegamos aonde merecíamos!
Lutamos, superamos os obstáculos, mostramos nosso potencial, agora somos coroados. Mas, é uma vitória que
dá início a outras conquistas.

Arcanos Menores Numerados - Nove


Já estamos quase no fim da jornada. Neste momento, na energia dos arcanos de número 09, já experimentamos
de tudo. Desde os resultados dos nossos erros e acertos até a força do Karma e do destino.

Vejo o Nove como o ponto culminante antes do desfecho que o Dez trará. São nestes arcanos que recebemos
com maior força os impactos de cada Naipe, antes que o 10 venha e conclua. Se compararmos a um filme, os
Noves seriam como os momentos decisivos e eletrizantes antes do final.
Por exemplo, num filme romântico, o casal central sempre tem uma dolorosa separação (8 de Copas), para depois
acontecerem fatos que provam que eles sempre se amaram (9 de Copas), antes do “foram felizes para sempre”
(10 de Copas) final.
Num filme de ação, após a luta contra o vilão (7 de Paus), o mocinho consegue vencê-lo (8 de Paus). Mas o vilão
não estava morto, como todos achavam, e o mocinho é obrigado a lutar novamente, apesar de estar exausto (9 de
Paus). E depois, ainda resta consertar o que o vilão estragou (10 de Paus)
Numa história de negócios, após o mocinho ir à falência (5 de Ouros), ele encontra alguém para ajudá-lo (6 de
Ouros). Ele então decide encarar um outro desafio (7 de Ouros), onde ele se sai melhor do que pensava (8 de
Ouros). Consegue então o sucesso e o reconhecimento (9 de Ouros), que desta vez serão mais permanentes (10
de Ouros).

09 de Ouros: As oportunidades plenamente aproveitadas que o 8 de Ouros trouxe nos dá mais segurança. Agora,
temos orgulho do que conseguimos, e somos presenteados com autoconfiança e auto-estima. Confiamos nas
nossas habilidades e sabemos que somos capazes de fazer e poder. Quem já vivenciou este arcano percebe que
ele traz uma satisfação íntima, um sentido de esforço recompensado e de distinção social.
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09 de Copas: O 8 de Copas nos jogou no buraco e nos derrotou. Fomos vítimas das nossas ilusões de forma que
tivemos de abandonar. E curiosamente, graças a isso, somos forçados a buscar uma solução amigável, que acaba
sendo aceita. Quem já vivenciou a energia 8-9 de Copas percebe uma coisa: Num momento, parece que estamos
no fundo do poço – estamos depressivos, tristes, porque tudo deu errado. De repente, as coisas se acertam por si
só, melhor até do que esperávamos. Isso traz muita felicidade e contentamento, e uma grande sensação de alívio.

09 de Espadas: A forma ardilosa que esquiva com a qual agimos no 7 de Espadas levou ao 8, onde ficamos
encurralados, sem ter para onde ir. Qualquer decisão e/ou atitude que tomarmos nos levará a problemas. Mas
temos de seguir um caminho, e como não será fácil, isto trará ansiedades e dúvidas. Ficamos ansiosos e insones,
preocupados com o que pode acontecer. Temos medo do fracasso, das conseqüências e do que poderá
acontecer. Nas minhas experiências oraculares, tem sido um indicativo seguro de crises de insônia.

09 de Paus: Vencemos a luta no 8 de Paus, e seguimos adiante, com confiança. Estamos na etapa final, já
estamos cansados, mas surge mais um desafio pela frente. E, apesar do cansaço, acabamos por encontrar mais
forças para encarar mais este desafio. Geralmente este arcanos surge como o último desafio antes do fim, quando
parece que não agüentaremos mais lutar. Mas, como já dito, a força aparece de forma misteriosa.

Obs.:
A. Aninha - aos simpatizantes de Crowley...
9 de ouros - "Ganho"
A multiplicação energética. Esse arcano representa uma maré de sorte ou oportunidade que aparece
misteriosamente nas nossas vidas, trazendo muitos lucros, aumento dos bens materiais e muita autoconfiança,
que se fundamenta no próprio instinto. É a concretização e a materialização de tudo aquilo que plantamos, é a
hora da colheita. Diz a lenda que esta carta faz alusão a um triângulo amoroso (harmonioso) vivido por Crowley,
Frieda e um terceiro elemento. - Portanto, essa carta faz alusão a triângulos amorosos, a tal da multiplicação
energética vista por um outro ângulo.

9 de espadas - "Crueldade"
Uma carta sangrenta, com espadas velhas e enferrujadas, sujas de sangue. Essa imagem representa com
perfeição a dor interna quando nos sentimos ameaçados. Fala da crueldade que estabelecemos conosco quando
alimentamos influências malignas (alheias a nós ou não), nos trazendo muita dor, paranóias, pânico, fanatismos,
obsessões e preocupações intensas. Nos perdemos em preocupações negativas e nos autodestruímos com
fantasias primitivamente violentas. Há ainda uma ligação quando existem pessoas querendo nos causar dor, nos
destruir, através do sofrimento. (Então, o conselho aqui é não bancar o herói e escapar, fugir disto, antes que sua
vida desmorone).

9 de paus - "Força"
Forças que ativam energias inconscientes de forma misteriosa. (você não sabe de onde esta tirando forças para
continuar diante do seu cansaço com os obstáculos passados - como bem mencionou o Renato), que traz consigo
por conseqüência uma grande autoconfiança, coragem e entusiasmo na luta pela estabilidade.

9 de copas - "Felicidade"
Alegria transbordante, alegrar-se com sua própria sorte e olhar o futuro com confiança; alegria que transborda o
coração; felicidade, otimismo; é a reinstauração da estabilidade perdida.

B. Marília - Vou transcrever a Sharman-Burke:

9 de Copas
Tradicionalmente se pensou que o 9 de Copas fosse uma carta de desejo. Sugere que um desejo ou um anseio de
grande importância para o consulente pode ser realizado. Não é uma carta de profundo progresso espiritual mas
indica uma época de satisfação e prazer sensuais – de profunda satisfação, tanto emocional como física e
material.

9 de Paus
O 9 de Paus mostra uma reserva de força. Por isso, mesmo quando os acontecimentos nos ultrapassam e a sorte
não nos sorri, há força e poder suficientes para nos levar até a reta final. Esta carta oferece coragem e
determinação para ultrapassar obstáculos e atingir objetivos, apesar das circunstâncias adversas.

9 de Espadas
O 9 de Espadas sugere que o consulente pode estar sobrecarregado com dúvidas ou medos interiores que talvez
não correspondam a nada real. O suplício e a aflição parecem existir na mente do consulente e, embora muito
aflitivos, não há nada real a temer. Contudo, as preocupações íntimas devem ser compreendidas e levadas a
sério.
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9 de Ouros
O 9 de Ouros simboliza conforto em várias áreas: física, financeira e emocional. O consulente pode ter o prazer
primário, sabendo que alcançou uma coisa boa. Esta carta indica um nível de elevada auto-estima que é
duradoura e muito gratificante.

C. Lu - São só minhas reflexões, por favor, não considerem ao pé da letra, porque têm misturado algumas das
minhas interpretações astrológicas!

9 de espadas - A carta do 9 de espadas, como já foi colocado, chama-se crueldade.


Temos o planeta Marte, da energia vital, sexual, da agressividade regendo o signo de Gêmeos, que nos remete a
idéia da comunicação, da curiosidade, da dualidade.
Gêmeos nessa carta está mal aspectado, com toda a sua habilidade para a comunicação utilizada de modo mal-
intencionado e com a agressividade marciana.
A crueldade desta carta é transmitida com o rigor de Marte, franco, direto, onde a realidade é colocada de modo
cru do modo mais frio e calculista possível.
Essa carta fala de uma traição descoberta, porque além de Gêmeos ser dual e muito esperto, pode ser um
manipulador nato, sem importar-se de ferir a quem quer que seja. Estamos expostos e sem rota de fuga. E o
traidor pode ser o próprio sujeito.
Aqui, a realidade de uma situação muito negativa vem à tona, transparente, de modo que não há como negar,
como não se ferir. Não há tato, não há diplomacia, a mente aqui,extremamente racionalista nos faz chorar
lágrimas de sangue.
A cadeia interior proporcionada pelo 8 de espadas, faz com que o sujeito comece a fantasiar na carta 9, porque há
algo nu e cru que ele não pode negar em si mesmo, está ali. Suas projeções assumem várias formas
fantasmagóricas que o assombram antes de dormir, pois sua mente precisa desmentir, ou sucumbe. Além do que
disse a Aninha, o 9 pode falar de muitos distúrbios mentais, até de perversão.

9 de copas – A carta Felicidade é Júpiter, o grande benéfico e causador de expansão, junto ao signo de Peixes.
Essa carta fala de amor no sentido mais sublime. Peixes, aqui positivo com Júpiter, significa a solidariedade,
empatia, compreensão, espiritualidade.
Ele é o doador. E mostra que quanto mais doamos, mais recebemos progressivamente. Nos sentimos
preenchidos, plenos, pois aqui não há a falta, justamente porque todos doam. Se precisarmos de ajuda, teremos a
mão amiga.
Se tivermos ideais além dos nossos, pessoais e egoístas, temos Júpiter, o planeta da sabedoria, nos ofertando a
alegria da troca, a evolução do conhecimento.
A felicidade nesta carta somente acontece... porque o amor transborda de dentro de nós para os demais... esse
amor não nos pertence, ele transita entre o eu e os outros, é receptivo, aberto, é o perdão compassivo com as
idiossincrasias do mundo. Isso porque é difícil encontrar a felicidade dentro de nós, mas é impossível encontra-la
em outro lugar. É uma festa interior, que nos permite beber do prazer de viver.
No 7 de copas, as emoções eram egoístas e represadas, por isso viraram lodo. No oito, abandonamos, e no 9
temos o reencontro com os sentimentos mais caros...

9 de bastões – (bom, sem muito mais a dizer, se ficar repetitiva, desculpem)


Carta chamada força. Sagitário está dentro da figura da Lua. Enquanto isso, temos uma oposição ao Sol. Essa
carta mostra um percurso, onde, das trevas, enxergamos a luz.
Sagitário como o grande explorador do zodíaco, fortalece o componente emocional lunar, nos trazendo força
interior para novamente brilhar.
Os medos frente ao desconhecido se desvanecem, pois mesmo diante do mais perigoso desafio, o centauro não
pára. Mesmo que aquela selva seja muito mal habitada por pigmeus canibais, esteja com fome e sede, ele não
desistirá, seu orgulho clamará pela vitória e lhe proporciona uma vontade última de superar qualquer obstáculo.

9 de ouros – A carta ganho é Vênus em Virgem. Mostra que a árvore da carta anterior, 8 de ouros, deu frutos.
Frutos esses cultivados pelo amor (Vênus) ao serviço (Virgem).
Após tamanha dedicação, persistência rotineira, recebemos o retorno. Falando de forma mais corriqueira, aquela
pessoa que ficou anos mantendo organizados os papéis do chefe, separando em pastas, realizando algo tedioso e
se preocupando com os pequenos detalhes, surpreende-se quando um belo dia recebe uma promoção. Foi por
acaso? Aparentemente. O signo de Virgem traz consigo uma humildade, muitas vezes oriunda de sua baixa-
estima, que quando obtém um ganho, duvide que talvez o mereça. E assim, começa a investigar dentro de si o
porquê deste mérito, para então finalmente perceber o seu valor.
Essa carta, geralmente aponta para valores que não pensamos ter e de repente, por meio de uma oportunidade
ou dinheiro inesperado, EURECA, eu sou bom nisso!!! Todo aquele trabalho não foi vão. Alguém dá muito valor a
ele e posso ganhar ainda mais pela minha competência.
Em um outro sentido, essa carta fala de falcatruas e traições. Virgem assume um aspecto altamente dissimulado
junto a Vênus, utilizando calculadamente os meios e os fins necessários aos seus interesses.
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D. Giancarlo –
Os Arcanos "09" sugerem um prelúdio, um ato antes da conclusão. Funcionam como uma reorientação antes de
chegarmos ao nosso destino. Deixam, às vezes, "no ar" a pergunta: "e se...". Prometem satisfação por um lado, se
agimos corretamente e, sérias decepções do outro, se nos mantemos na contramão.

Eis algumas representações dos Arcanos de numeração "09":

09 de Ouros - "um homem aprecia, de sua varanda, a farta plantação em sua fazenda" - recompensa por todos
esforços gerados. Sensação de dever cumprido, bem estar, produtividade e progresso. Após duros esforços
conseguimos obter estabilidade e passamos a usufruir os resultados.

09 de Copas - "um grande banquete é servido para Ação de Graças" - adquiri-se certa plenitude, sensação de
felicidade e agraciamento, como se estivéssemos abençoados. Tudo se faz com alegria e com muita gratidão.
Vive-se o momento com leveza e motivação, valorizando cada instante, pois sabemos como foi complicado o
caminho até aqui.

09 de Espadas - "uma pessoa sã internada intencionalmente num manicômio" - sérios tormentos mentais, crises e
abatimentos. A pessoa se pergunta o por que de passar por tais sofrimentos. Sentimos o peso das próprias
dificuldades, não conseguimos relaxar. A tensão excede e acabamos muitas vezes sucumbindo ao processo.

09 de Paus - "um homem, após atravessar o deserto, é roubado por beduínos" - após enfrentar um período de
grandes desafios e problemas, descobrimos que as dificuldades não terminaram ainda. Diante disso, tememos dar
o próximo passo e vivermos uma outra fase de dificuldades, embora tudo mostre que a crise é passageira. Temos
que readquirir confiança para superar o momento - e conseguimos!

Arcanos Menores Numerados – Dez


Chegamos ao final de nossa jornada filosófica pelos Arcanos Menores do Tarô, estes incompreendidos.
Os arcanos de número Dez são o desfecho, o final. São arcanos conclusivos, e indicam a realização dos objetivos
e uma certa perenidade no que se conquistou.
São arcanos evolutivos, no sentido de que, agora, já passamos por tudo. Sabemos quando devemos avançar,
recuar, pegar e largar. Já ganhamos, perdemos, sofremos e nos alegramos, de forma que temos bastante
experiência para não nos deixar mais abater, e temos bastante serenidade para saber que tudo é transitório a
ponto de não perdermos mais a cabeça com desesperos ou com grandes contentamentos.
Daí vem a perenidade apontada por estes arcanos. Ela não é fortuita, mas o que conquistamos com estes arcanos
significam que conquistamos com muito mais experiência e sabedoria, de forma que estas conquistas se tornam
mais estáveis e definitivas.
Os arcanos de número 10 são, portanto, para se levar a sério. Não que os outros menores não sejam, mas
quando este arcano aparece, sugere uma situação muito mais arraigada e enraizada.

10 de Ouros: No 9 de Ouros conseguimos realizar, e estamos felizes e orgulhosos do que conseguimos. O 10 de


Ouros é uma fase posterior a isso, que é quando deixamos para o futuro. Este arcano mostra coisas que
deixaremos para gerações futuras, ou que herdamos de gerações passadas. Num exemplo prático, o profissional
consegue sucesso e distinção na sua carreira (9 de Ouros), e decide que vai escrever um livro sobre algo de sua
profissão, de forma a orientar e a ajudar futuras gerações de profissionais como ele. Ou ainda, decide investir em
imóveis para deixar um patrimônio para a família. O 10 de Ouros aponta para tudo o que é forte e seguro o
suficiente para ficar além do tempo de vida do consulente, ou pelo menos por um bom tempo.
Por outro lado, podem sugerir coisas “aquém” da vida do consulente – coisas que herdamos. E isto nem sempre é
positivo. Certa vez fiz um jogo para saber da saúde de um amigo que estava em estado grave no hospital, e tive
como resultado A Morte + 10 de Ouros. A Morte, em termos de saúde, pode indicar uma doença que estava
adormecida e resolveu se manifestar, mas não entendi o 10 de Ouros. Até que ele próprio, mais tarde, ter me
contado que o problema dele era hereditário, pois sua mãe tinha este problema, bem como um dos avós.

10 de Copas: Este arcano traz mais plenitude e estabilidade ao contentamento do 9 de Copas. Significa o
momento em que um relacionamento já deixou a fase onde só havia amor sensual e pessoal, e atinge-se a
dimensão espiritual. É quando amamos de verdade, e este amor está à prova de qualquer idiossincrasia, de
qualquer turbulência, a ponto de termos um período longo de grande contentamento e harmonia.

10 de Espadas: Estávamos angustiados e temerosos no 09 de Espadas. A decisão que tomamos não foi
promissora e estávamos temendo as conseqüências, preocupados com o que pode acontecer. E chega o 10 de
Espadas, finalizando o problema.
O naipe de Espadas atua no campo mental, e nossas “estratégias” nos levaram até o 9 onde, para conseguir
nossas metas, nos enfiamos em sarilhos e/ou numa situação desconfortável. O 10 de Espadas chega então e nos
força a abrir mão e desistir. Não é um arcano muito feliz, pois o que acalentamos terá de ser abandonado por pura
exaustão, e abandonamos porque já estamos sem qualquer esperança. E ao abandonarmos, o problema acaba.
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Ou seja, o 10 de Espadas sempre significa a finalização de um problema ao termos de abrir mão e/ou nos
separarmos de algo.

10 de Paus: Este arcano é popularmente chamado de “carta da opressão”, pois geralmente neste arcano estamos
sobrecarregados, assoberbados, sem tempo para nada e, muitas vezes, trabalhando como doidos, cheios de
obrigação e deveres. Seu significado parece, portanto, contraditório em relação ao demais arcanos de número 10,
mas nem tanto.
O naipe de Paus age no plano espiritual, e significa uma evolução neste plano, denotando coisas tais como
sabedoria, compreensão, aceitação, etc. Quando chegamos ao 10 de Paus, significa que atingimos um patamar
de evolução mais alto, numa nova fase evolutiva que também traz seus problemas, e muitas vezes nos
atrapalhamos com eles, por tratar-se de uma fase nova.
Desta forma, eu particularmente concordo com o Nei Naiff quando ele fala que este arcano, diferente dos demais
de número 10, não significa apenas a finalização, mas uma nova fase da vida futura, que traz seus problemas
como qualquer coisa nova.

Obs.:
A. Aninha - alguns pitacos crowleyanos...
10 de espadas - "Ruína"
Vindos de uma verdadeira guerra psicológica e social no nove de espadas, perdemos inúmeras noites de sono
com preocupações, medos e paranóias que a guerra nos proporcionou. Mas agora, não agüentamos mais,
estamos exaustos e perdemos tudo. Portanto, o dez de espadas mostra o nosso interior após a guerra: mortos,
silêncio, tristeza, solidão e destroços. Aqui percebemos o quanto toda essa situação nos fez mal interiormente. O
10 de espadas em Crowley denomina-se "Ruína" e fala da ruína para consigo mesmo, a ruína do intelecto (vinda
através das paranóias e medos anteriores) e a ruína dos nossos projetos, do nosso equilíbrio, da nossa vida.
Mostra o quanto sacrificamos por uma causa, as energias que gastamos (chegando ao zero) e os destroços que
nos restaram. O conselho aqui é abandonar o barco enquanto você ainda não se arruinou totalmente.

10 de paus - "Opressão"
Momento de tensão, fardo, indisposição, incômodos, bloqueios. Como disse o Renato, esses 10 bastões de ferro
pesam muito nas nossas costas quando nos percebemos presos a algum tipo de situação que nos impede de
avançar ou simplesmente de ter tranqüilidade. Nosso desenvolvimento esta bloqueado, estamos sendo
pressionados, nos sentido numa camisa-de-força.

10 de ouros - "Riqueza"
Essa carta tem conexão com o 7 de ouros (fracasso). Enquanto uma mostra um amontoado de moedas
enferrujadas e fala de dinheiro ruim, esta mostra o mesmo amontoado de moedas, porém, aqui algumas são de
ouro e tem destaque. Mostra portanto a riqueza interior e exterior. Ela fala de riqueza, boa administração, bons
negócios, segurança, etc. No campo afetivo, mostra a valorização da relação e uma convivência prazerosa. Ainda
em conexão com o meio social, ela fala de uma rede de relacionamentos estável e frutífera, valiosa. (Em oposição
a isto, o 7 de ouros fala de falsidades). Mas notem a presença de algumas moedas ainda enferrujadas ao fundo, é
um alerta, um conselho para que não nos acomodemos, pois a acomodação é o vício que nos leva ao fracasso.

10 de copas - "Saciedade"
Abundância de sentimentos, realização, apogeu, perfeição. Mostra que a subida terminou e já estamos no ápice.
Fala de momentos felizes e satisfatórios, convidando-nos a nos deliciar com as emoções. É a total libertinagem,
entrega, atitude desenfreada, prazer, o que sugere o desenvolvimento de zelos e um apego excessivo a caprichos.
Notem que a imagem mostra 10 taças dispostas na árvore da vida, cheias do líquido divino e transbordantes.
Porém, algumas dessas taças possuem uma leve inclinação. É uma alegoria, que mostra a instabilidade,
alertando que os excessos podem gerar desconfianças e aborrecimentos. Logo, devemos desfrutar e curtir a
alegria, mas não devemos nos apegar a ela.

B. Lu - Eu penso:
10 de espadas - No 10 de espadas temos o Sol sobre o signo da Balança e a Lua sobre o signo de Gêmeos.
A dualidade e os desacertos de Gêmeos invertido gera o desequilíbrio, culminando no retorno do que foi plantado
de negativo.
A carta ruína, possui um coração onde todas as espadas o transpassam. É desesperança, sofrimento, dor. Tal
como o 9 de espadas pode falar de traição.
No setor financeiro, perdas materiais por decisões errôneas,onde a razão omitiu tanto a percepção emocional e a
intuição, que tudo se perdeu.
Como o 10 é término, finalização, um final terrível, doloroso, em que algo tem que ser extirpado sem anestesia.
Pode dizer a respeito de um final prematuro.

Se eu penso, também sinto:


10 de copas - A carta saciedade tem sentido ambíguo. Ela mostra o ânimo de alguns, perseguindo ardentemente
um objeto desejado, que logo que o conquistam, ao invés do desfrute, tudo se esvai no mais puro tédio.
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Por isso, temos o planeta Marte em seu topo. Ele precisa estar em constante excitação,ter dragões para enfrentar,
conquistas a buscar, ou simplesmente se desinteressa quando saciado.
Pelo mesmo motivo, essa carta nos fala de paixão e sensualidade com forte tensão, onde o sujeito não consegue
a paz, pois precisa de "fortes emoções".
Quando fala de um relacionamento, pode mostrar paixões desafiadoras, como também pode mostrar afetos cujo
excesso enfastia o consulente.
Normalmente essa carta mostra uma família feliz... no Crowley, mostra o que há no ser humano, o desejo daquela
vitalidade, força marciana, que ao ser domesticada com uma família, pode reverter-se em desinteresse entre um
par, ou a idéia de buscar novidades, fora do casamento ou a necessidade de reinventar o jogo do desejo dentro do
existente.
Por isso, como disse Aninha, é uma carta instável, que gera desconfianças...
Crowley via a força sexual como força de vida, inerente e irrevogável.

Se eu penso e sinto, posso agir:


10 de paus - Essa carta chama-se opressão e tem o sentido de sobrecarga como muitos colocaram. Temos
Saturno em Sagitário.
Saturno é um velho ranheta e cobrador. O centauro negativo, o excesso, o desastrado.
O que ocorre, é que este centauro colocou sobre suas costas muito mais do que podia carregar, mastigou mais do
que podia engolir e Saturno está ali cobrando que carregue e engula tudo.
Basicamente, a analogia é essa...

Se eu penso e sinto, posso agir, e, logo, concretizar:


10 de ouros - A carta chama-se riqueza. Porém vemos o planeta Mercúrio e o signo de Virgem, que fala que para
que continuemos ricos, é preciso saber administrar.
Isso é um aviso, como aqueles que ganham na loteria e ficam pobres porqque não sabem gastar, ou porque um
esperto os rouba, ou porque compram coisas que só dá prejuízo. Por isso, a Aninha colocou bem a relação com o
7 de ouros.
O dinheiro não é a solução de todos os problemas, e pode se esvair rápido, principalmente se o problema for a
miséria do sujeito, principalmente no que diz respeito à ignorância, pois Mercúrio aqui cobra inteligência e Virgem,
prudência!
Por isso, essa carta fala dinheiro sim, porque o sujeito soube como usá-lo, sabe como mantê-lo e principalmente,
sabe como fazer mais, conseguindo sua estabilidade. Os signos de terra, embora ligados ao mundo material,
mostram que é preciso ter valor como conceito também interior e subjetivo para transitar no mundo dos homens.

C. Giancarlo –
Bem, seguem os pitacos em relação aos naipes "10" (que vêm a representar o acabamento de uma obra):

10 de Ouros - "um homem planta as sementes retiradas de uma frondosa e velha árvore" - chegamos ao ápice de
nossas realizações, tudo que surge a partir daí são desdobramentos do sucesso. Segurança, realização com a
sensação de competência, frutos de esforços, lições aprendidas e transmitidas. Apreciação dos resultados.

10 de Copas - "uma grande confraternização mundial" - conseguimos o que nos parecia impossível: um nível de
integração excelente. Os ideais são realizados, principalmente os do coração. O amor transcende barreiras e
limitações. Enlevo, transcendência, puro entendimento e certeza que tudo valeu a pena!

10 de Espadas - "um jovem amputa a perna" - precisamos dar um fim àquilo que nos incomoda. Estamos exaustos
devido a tantos embates, precisamos superar o momento colocando um "ponto final". Não é fácil, mas necessário.
Fim da dor, mas também a dor do fim. Precisamos admitir que chegamos ao nosso limite. O que passou, passou.
Agora é hora de tomar uma outra direção.

10 de Paus - "um caçador não consegue carregar sua pesada caça" - pois bem, agimos, fizemos e acontecemos,
mas será que conseguiremos arcar com as conseqüências? Nos sentimos, aqui, com a sensação que o peso da
obrigação é muito maior que esperávamos. Agimos conforme era preciso, mas agora estamos diante de uma
dificuldade: se temos realmente força para superar o momento. Exaustos, seguimos até nosso destino. Talvez não
consigamos brindar os resultados, estamos muito esgotados.