COMO FUNCIONA O AVIÃO Toda aeronave mais pesada que o ar, seja um planador ou um avião a jato, depende da aplicação da energia

mecânica ao ar circundante, de forma a receber um impulso para cima, sustentando-a contra as forças de gravidade. Para que a nave se mantenha no alto, é necessária uma entrada contínua de energia, que proporcione o movimento para a frente, contra a resistência do ar. As hélices, jatos ou foguetes, acionados por motor, fornecem o impulso necessário não só à permanência no ar, como também à subida do aparelho ou decolagem.

Basicamente, um avião é composto de uma fuselagem em forma de charuto, para transportar a tripulação, a carga e os passageiros, um par de asas, localizado mais ou menos no meio da estrutura, e uma empenagem traseira, formada por um plano horizontal e um leme de direção vertical. Além disso, há um ou mais motores, montados praticamente em qualquer lugar do avião, desde o interior da fuselagem propriamente dita, até as pontas das asas. Nesse tipo de avião, a sustentação se concentra geralmente nas asas; assim, o centro de sustentação destas corresponde, normalmente, ao centro de gravidade do avião.

O formato da asa do avião faz com que o ar que passa em cima dela se movimente mais depressa do que o ar que passa embaixo. Isso ocorre devido às diferentes curvaturas na parte superior e inferior da asa. Acontece que quanto maior a velocidade do ar, menor sua pressão. Por isso a asa do avião sofre pressão do ar maior na parte inferior das asas e menor na parte superior, o que resulta numa força de sustentação.

A sustentação produzida pelas asas varia com a velocidade do avião. Quanto mais rápido ele voar, mais sustentação será produzida. Assim, o aparelho tem que ganhar uma velocidade considerável no solo antes de obter sustentação suficiente para decolar. Maiores velocidades implicam em maior resistência do ar (mais dificuldade para o avanço). Por isso os jatos e outros aviões de alta velocidade têm asas mais delgadas, que oferecem pouca resistência. Quando em movimento quatro forças agem sobre o avião: A tração dos motores, o peso da gravidade, a sustentação provocada pelo movimento e o arrasto devido ao atrito com o ar e turbulências.

Um dispositivo conhecido como flap (B) foi desenvolvido para modificar uma seção da asa, a fim de que a sustentação possa ser alterada pelo piloto. Quando movimentados para baixo, os flaps aumentam a resistência ao avanço, diminuindo a velocidade do aparelho.

Durante o vôo, o avião tem que se mover de três maneiras básicas: num ângulo vertical - para cima e para baixo; num ângulo horizontal - de um lado para outro; e rolando ao redor de um eixo longitudinal. O movimento vertical é controlado pelas superfícies móveis, chamadas elevadores (C). Movendo-se esses elevadores para cima, o avião tem a sua frente levantada, em posição de subida. Baixando-se os elevadores, o efeito é exatamente o oposto. Controla-se o movimento horizontal por meio de uma superfície móvel no estabilizador vertical, conhecido como leme (D). No caso de apenas o leme ser usado, o avião "derrapa" lateralmente, pois não há uma força contrária horizontal que evite o avião de continuar a virar. Movendo-se os ailerons (A), superfícies de controle nas extremidades das asas, o avião pode ser forçado a se inclinar ou rolar para o lado interno da curva, ao mesmo tempo que o leme o faz girar de tal maneira que ele se inclina na direção do centro da curva, como, por exemplo, numa bicicleta.

Nos aviões primitivos, as superfícies de controle - ailerons, elevadores e leme - eram movidas pela ação direta do piloto, através de cabos de controle. Nos aviões modernos as operações se realizam, geralmente, por meio de cilindros hidráulicos, comandados pelo piloto através de servomecanismos. Fonte: br.geocities.com

Como Funciona o Avião
Como funciona a caixa preta dos aviões?
A caixa preta é constituída de sistemas eletrônicos de gravação que registram automaticamente todos os dados relativos ao vôo, bem como os últimos 30 minutos de conversação na cabine de comando. Essas informações são de vital importância para os peritos que investigam as causas de um acidente aéreo. Apesar do nome, a caixa preta é, na verdade, vermelha ou alaranjada, caso caia no mar ou em florestas esta cor a diferenciaria do ambiente, ela possui ainda um transmissor de sinais justamente para facilitar a localização nesses casos.

Ela tem ainda uma bateria que garante seu funcionamento independentemente do avião. Leonardo da Vinci foi uma figura que pesquisou a anatomia dos pássaros. a indústria aérea teve um grande impulso. Tempos depois tivemos a colaboração de Alberto Santos Dumont. que conseguiu voar com seu 14-BIS. é necessário que algum tipo de força consiga vencer ou anular o seu peso. não imagina como aquela máquina com algumas toneladas consiga ficar afastada. na verdade ela é vermelha ou alaranjada. Ao passar dos tempos alguns aventureiros tentaram de alguma forma imitar os seres de asas. aquelas habilidades e técnicas naturais herdadas de Deus. durante alguns metros. as caixas ficam na cauda da aeronave e são fabricadas com materiais ultra-resistentes como titânio e/ou fibra de carbono. Muitas vezes. Para que um avião voe. Fonte: www. Leonardo da Vinci foi uma figura que pesquisou a anatomia dos pássaros. No começo a invenção não foi bem recebida porque os pilotos se sentiam vigiados durante o vôo. promovendo estudos e pesquisas para o aperfeiçoamento dessas máquinas maravilhosas. aquelas habilidades e técnicas naturais herdadas de Deus. obteve informações do comportamento das asas em relação ao ar. quando alguma pessoa vê pela primeira vez um Boeing ou um Airbus decolando ou pousando num aeroporto. Introdução O homem sempre admirou o vôo suave dos pássaros.academiadeciencia. O aparelho que revolucionou o setor aéreo foi idealizado pelo cientista aeronáutico australiano David Warren em 1957. A conexão da caixa preta à aeronave é feita por cabos semelhantes aos usados para ligar aparelhos portáteis como impressoras.Apesar do nome ser caixa preta. metros e as vezes quilômetros do solo. que conseguiu voar com seu 14-BIS. a indústria aérea teve um grande impulso. promovendo estudos e pesquisas para o aperfeiçoamento dessas máquinas maravilhosas. que sempre foram de causar inveja. Para resistir aos choques e a grandes impactos. câmeras fotográficas e celulares ao computador. Ao passar dos tempos alguns aventureiros tentaram de alguma forma imitar os seres de asas. aeronave biplano. e com isto fez deslanchar a aviação mundial. obteve informações do comportamento das asas em relação ao ar. durante alguns metros. Com o efeito das guerras. mas logo os ingleses e norte-americanos perceberiam a importância da caixa preta de Warren. Tempos depois tivemos a colaboração de Alberto Santos Dumont. que foi incorporada às aeronaves destes dois países um ano depois. Para que . Com o efeito das guerras. Por estas razões que este assunto se torna muito curioso e as vezes apaixonante. podendo suportar temperaturas de até 1000 graus Celsius. aeronave biplano.br O homem sempre admirou o vôo suave dos pássaros. que sempre foram de causar inveja. mas não obtiveram sucesso. mas não obtiveram sucesso. e com isto fez deslanchar a aviação mundial.org.

originando deslocamentos das camadas. entre eles. lei da ação e reação ( para toda força existe uma outra de mesma direção. A aviação está baseada nos princípios da física. A temperatura é uma grandeza escalar muito importante. menor será seu valor. dando início aos ventos. sejam elas verticais. ou horizontais. já relacionando com a 3º lei de Newton. temperatura e pressão. todas vetoriais. também chamadas de aerofólios serão objeto de estudo. originando fenômenos que irão ser explicados no desdobramento desta matéria. com isto. tal diferença de pressões estáticas . Estas mudanças na atmosfera estão relacionadas entre as diferenças de temperatura e pressão entre as várias massas de ar que circulam. As grandezas vetoriais e escalares estão presentes neste assunto. pois quanto maior a altitude. das temperaturas e densidades. fluído que será responsável para sustentar uma aeronave em vôo é composto de alguns elementos. Quando um avião tem o vento a seu favor. pressões e acelerações. já as escalares.um avião voe. ocorre um fenômeno na sua asa que irá produzir uma força para cima. também é bem utilizado. sentido inverso ao peso. é necessário que algum tipo de força consiga vencer ou anular o seu peso. quando alguma pessoa vê pela primeira vez um Boeing ou um Airbus decolando ou pousando num aeroporto. na qual as asas. pois altera diretamente a resistência do ar. Fundamentos físicos Sabemos que o principal obstáculo nas primeiras tentativas para colocar um avião no ar era o seu peso. originando todo tipo de resultantes. alguns estudados na escola. como peso e sustentação. O perfil da asa ou aerofólio tem comprimentos diferentes na parte superior (extradorso) e na parte inferior (intradorso) devido ao seu formato. com isto podendo sofrer alterações em grandezas como a densidade. Então. metros e as vezes quilômetros do solo. uma força causada pela gravidade. pois o deslocamento de ar para trás irá causar uma força para frente. os vetores são amplamente utilizados. sendo muito variável. TRAÇÃO . quando o avião está em vôo com velocidade constante. compostas da massa. que poderão ser úteis ou desfavoráveis ao vôo. Muitas vezes. possibilitando que duas partículas de ar percorrendo tais comprimentos ao mesmo tempo. Forças Existem quatro forças básicas presentes no vôo: SUSTENTAÇÃO . O empuxo. não imagina como aquela máquina com algumas toneladas consiga ficar afastada. ARRASTO . que será vista posteriormente no ítem das forças. temos uma soma vetorial. conseguiu-se controlar este problema. a soma de todas as suas forças é nula. o mesmo acontece com a densidade do ar. provoca um aumento da pressão dinâmica (ar em movimento) e uma diminuição da pressão estática (ar em repouso). porém tendo como fluído. quanto ao avanço de um corpo. A física explica que o aumento da velocidade de um fluído pelas paredes de um tubo. de forma artesanal no início. conseqüentemente tenham velocidades diferentes. originando uma força. nitrogênio. o ar. sendo as forças. incluindo as velocidades. sabemos que quanto mais alto estivermos em relação ao nível do mar. PESO SUSTENTAÇÃO Quando um avião se desloca pelo ar. nos explicando todos os mistérios que giram em torno desta prática. Por estas razões que este assunto se torna muito curioso e as vezes apaixonante. oxigênio e água. mesmo módulo e sentido contrário). ficará mais rarefeito alterando nas forças relacionadas no vôo. Nos estudos e pesquisas feitos pelos cientistas das várias épocas. como a tração e a resistência do ar. visto em hidrostática. verificou-se que o ar. então vamos verificar nesta página o que realmente acontece fisicamente quando ele está em movimento. então o empuxo. ou vice-versa. mas com alguns diferentes formatos na aerodinâmica dos corpos.

Então podemos dividir o ARRASTO em três ítens: Arrasto de atrito Arrasto de forma Arrasto induzido Arrasto de atrito Este tipo de arrasto está relacionado com as características da superfície. chamado ÂNGULO DE ATAQUE. do mesmo jeito que a fumaça sai do cigarro. fazendo com que o avião tenha menor velocidade. estas estão com um maior ângulo de ataque. aumentamos também a resistência do ar. o ar forma uma camada limite. então com pouca velocidade. a sua rugosidade e o efeito induzido resultante da diferença de pressão entre a parte inferior e superior da asa. Atualmente.será a responsável por criar uma força perpendicular a superfície da asa. diminuindo muito sua velocidade. Arrasto de forma . ocorrerá um fluxo de ar turbilhonado aumentando o arrasto. Essa força depende de alguns fatores como a forma do corpo. possibilitando mais economia e melhor rendimento em vôo. porém se a mesma for rugosa ou áspera. agindo no chamado centro de pressão. Podemos calcular analiticamente o valor da força de sustentação (componente vertical da RA). sendo ela lisa ou áspera. O perfil da asa pode formar um ângulo imaginário com a direção horizontal. entrando em estol ( perda total da sustentação em vôo). na mesma proporção. com isto o avião pode perder instantaneamente sua sustentação. partindo do bordo de ataque (frente do perfil) e chegando ao mesmo no bordo de fuga (traseira do perfil) resultando no aparecimento de uma força que compensará o peso da aeronave. as aeronaves são feitas de material mais liso na sua área externa. aumentar a força de resistência do ar. Quando aumenta-se demais este ângulo. tendo como sua componente vertical. chamada de RESULTANTE AERODINÂMICA. que poderá aumentar a força de sustentação e ao mesmo tempo. Afigura abaixo nos mostra o ângulo de ataque da asa. então quando observamos aeronaves nos céu da cidade fazendo procedimento de aproximação. Cl = coeficiente de sustentação p = densidade do ar S = área da superfície da asa v = velocidade da aeronave L = força de sustentação (Lift) ARRASTO O arrasto é uma força aerodinâmica devido a resistência do ar. Quanto mais próximo dela. a força de SUSTENTAÇÃO. no qual se move de forma laminar se a superfície for lisa. A figura abaixo nos mostra o deslocamento das partículas de ar. que se opõe ao avanço de um corpo.

onde pode ser fixo ou variável. Existem alguns dispositivos para corrigir este problema como os Winglets. então as partes que compõe um avião devem ser arredondadas ou terem o efeito de flechas. localizados nas pontas das asas. dentro do cilindro. é preparada no carburador e emitida para a câmara de combustão. pela válvula de admissão. com isto provocando uma resistência ao avanço do avião e diminuindo a sustentação. a quatro tempos e motores a reação. normalmente utilizado uma gasolina especial. ligado a hélice. após. a qual receberá uma centelha de um dispositivo chamado vela. ou seja. o sistema quatro tempos. A figura abaixo mostra ama aeronave com tração a hélice. Quando um avião está na decolagem. que será visto nos motores a reação. este é chamado de PASSO DA HÉLICE. originando um turbilhonamento na ponta da asa. recebendo o nome de turbo-hélice. Uma mistura de ar e combustível. podendo ser calculado com a fórmula abaixo. no dias de hoje a aviação está servida de motores convencionais. sendo originada de algum tipo de motor. O ar que está no intradorso (parte inferior) tende a fluir para o extradorso (parte superior). utilizando-se de um número variável de cilindros onde será gerada a energia necessária para movimentar a hélice que impulsionará o avião a frente. A maior ou menor facilidade de um corpo se deslocar em determinado fluído chama-se aerodinâmica. e o ciclo continua. e ocorre a chamada deflexão ( desvio do ar pelo obstáculo). Motores convencionais Este tipo de motor utiliza-se basicamente da mesma tecnologia dos motores dos carros modernos. o avião sofre um deslocamento. evitando superfícies retas perpendiculares ao deslocamento. originando assim uma resistência menor. utilizando-se de turbo-jatos e turbo-fan. os gases finais são expelidos pela válvula de escapamento. Após o pistão sobe e comprime a mistura. a freqüência do . Quando a hélice da uma volta. Afigura abaixo mostra o turbilhonamento do ar decorrente do arrasto induzido. alguns aviões a hélice utilizam um sistema que adiciona uma turbina. CD = coeficiente de resistência aerodinâmica da asa p = densidade do ar S = área da superfície da asa v = velocidade da aeronave D = força de resistência ( Drag) Arrasto induzido O arrasto induzido está relacionado com diferença de pressão entre a parte superior e inferior da asa. que impedem a passagem de ar de cima para baixo. movimentando o pistão para baixo. TRAÇÃO A tração é uma força responsável por impulsionar a aeronave para frente. na qual o ar colide de frente. provocando uma combustão e um aumento da pressão da mistura e uma conseqüente expansão. principalmente em aviões mais modernos. O arrasto de forma depende de alguns fatores como a densidade do ar.O arrasto em questão está relacionado com a área. para que o avião mantenha a força de tração. forçando o pistão para baixo. e transferindo todo movimento para o eixo de manivelas. Devido ao avanço da tecnologia. Normalmente. velocidade e área frontal do corpo.

ou Sistema de Alerta de Tráfego e Evitação de Colisão. que aumentará ainda mais a pressão dos gases originando uma saída dos mesmos muito forte. diversos meios de comunicação mostraram um dos intrumentos de navegação que supostamente havia falhado ou não estava operando corretamente. e é um dispositivo computadorizado. pois um avião muito pesado irá precisar de maior comprimento de pista para decolar. Esse sistema deveria ter alertado os pilotos que outra aeronave voava no mesmo nível (altitude) e que haveria o risco de colisão caso nenhuma atitude fosse tomada.pr. então é preciso cada vez mais aperfeiçoar as aeronaves. provocando a reação do deslocamento do avião para frente. e no meio contendo uma câmara de combustão. Fonte: www. PESO O peso está relacionado com a força da gravidade. para conseguir velocidade suficiente visando a sustentação para anular o peso. formando o primeiro compressor e a parte de traz. Abaixo pode ser visto o correto funcionamento de uma turbina. sendo assim. O sistema em si. o TCAS. O mesmo acontece na aterrisagem. o passo pode modificar. O peso é um fator muito importante nas operações de pouso e decolagem. atingindo grandes velocidades e voando em grandes altitudes. está presente a força de empuxo devido ao deslocamento dos gases.br Como Funciona o Avião Como funciona o sistema anticolisão TCAS usado em aviões comerciais Devido ao trágico acidente com o avião da Gol. e alerta o piloto da presença de outro avião em sua área e que possa apresentar ameaça . para sempre respeitar as leis da natureza. as aeronaves maiores são servidas de dois. Não existe nenhuma forma de alterar esta força.gov. aviões maiores são impedidos de operar em certos aeroportos. O TCAS monitora o espaço aéreo ao redor de uma aeronave. onde se dará a queima da mistura de ar comprimido com o combustível. Motores a reação Este tipo de motor funciona de acordo com a terceira lei de Newton.seed. a qual atrai todos os corpos que estão no campo gravitacional terrestre. sendo este último mais moderno. TCAS significa Traffic alert and Collision Avoidance System. Neste caso. Normalmente. normalmente querosene. onde a ação se situa na expulsão dos gases para trás. e em alguns casos dependendo do sistema do conjunto da hélice. Devido a economia de combustível e ao avanço da tecnologia. Os sistemas utilizados são os turbo-jato e turbo-fan.motor em rpm pode aumentar. ocorrido no dia 30 de setembro de 2007. segundo compressor da turbina. independentemente do controle de tráfico aéreo. pois deve-se respeitar a lei da inércia. os grandes jatos estão sendo dotados de não mais que duas grandes turbinas. ação e reação. projetado para reduzir o perigo de colisão entre duas ou mais aeronaves durante o vôo. três ou quatro motores a reação.fisica. utiliza-se de um conjunto de pás na parte da frente.

somente as colocaram em funcionamento após diversos acidentes de grandes proporções. autoridades como a FAA. em 1976 Vôo PSA 182. Apesar das pesquisas com sistemas de evitação de colisão existirem desde 1950. Admistração Federal de Aviação dos EUA. altitude.de colisão. que se chocou com um avião similar PSA vôo 182 Funcionamento O sistema TCAS envolve a comunicação eletrônica entre todas a aeronaves equipadas com um transponder apropriado. O TCAS é uma implementação de outro instrumento. o número do vôo. enquanto nas cabines mais antigas e naquelas com instrumentos mecânicos. O transponder é um sistema de radiocomunicação entre o avião e o radar. em 1956 Colisão em Zagreb. que envolveram grande número de vítimas. um sistema obrigatório em aeronaves com mais de 5700 quilos e autorizada a carregar mais de 19 passageiros. o IVSI (Instantaneous Vertical Speed Indicator). e todas as outras aeronaves "respondem" à solicitação na frequencia de 1090 mHz. Este ciclo de "perguntas e respostas" eletrônicas ocorre diversas vezes por segundo. Alguns desses trágicos acidentes. a Rockwell Collins e a Honeywell. o TCAS de uma aeronave "interroga" todos os outros TCAS das aeronaves que estejam ao seu alcance. . e que informa dados de telemetria da aeronave. Utilizando a frequência de 1030 mHz. em pleno vôo. em 1986. velocidade e direção. Nas modernas cabines de comando. no qual um Boeing 727 colidiu com um Cessna 172 em 1978 Vôo 498 da AeroMéxico. entre eles. o display do TCAS é integrado ao display de navegação. o display do TCAS subsitui outro equipamento. Atualmente o sistema TCAS é fabricado por duas gigantes norte-americanas. o ACAS (Airborne Collision Avoidance System ou Sistema Transportado de Evitagem de Colisão). incluem: Colisão sobre o Grand Canyon (EUA). que indica instantaneamente a velocidade com que a aeronave está descendo ou subindo. ou cockpit.

Quando a ameaça termina. .Através dessa troca constante de dados. Além disso. Utilizando esses dados o sistema então projeta a posição futura de todas as aeronaves. traffic". entre eles "Monitor Vertical Speed". desça. o sistema anuncia "clear of conflict". É importante notar que o TCAS e suas variantes somente operam e interajem com aeronaves que utilizam transponder e que estes estejam em operação. rumo. climb" (desça. ou livre de colisão TCAS II O TCA II é a segunda geração desse tipo de intrumento e atualmente é usado na maioria dos equipamentos da aviação comercial. que sugere ao piloto que monitore sua ascenção vertical. O TA alerta ao piloto que outra aeronave está próxima de sua vizinhança. utilizando principalmente a localização. altitude e velocidade. Versões de TCAS TCAS I O TCAS I é a primeira geração de tecnologia de eviatação de colisão. Cabe ao piloto e ao controle de tráfego decidir o que fazer. suba. mas não oferece nenhuma forma de correção. suba). mas oferece ao piloto intruções fonéticas para que o perigo seja evitado. descend ou climb. o computador interno do TCAS monta um mapa tridimensional das aeronaves no espaço adjacente. É um sistema mais barato e menos capaz que os modernos TCAS II. determinando os riscos potenciais de colisão. O TCA II oferece todos os benefícios do TCAS I. Outros alertas podem ser emitidos. O TCAS I monitora a situação de tráfico ao redor da aeronave em um raio de 65 km e oferece informações de rumo e altitude de outras aeronaves. Os avisos podem ser do tipo "corretivos" que sugerem ao piloto mudanças de altitude através de alertas do tipo "descend. o sistema gera alertas de colisão na forma de TA (Traffic Advisory ou aviso de Tráfico). ou preventivos que sugerem ações. emitindo um alerta sonoro de "traffic.

Forças aerodinâmicas Antes de aprender como as asas mantêm os aviões no ar. aperte o cinto e continue lendo. em outra aeronave o sistema informa o comandante a subir. tanto em sentido vertical como horizontal. .ou qualquer outra aeronave . Fonte: www. enquanto na outra aeronave o alerta seria de "virar à direita e descer". é importante compreender as quatro forças básicas da aerodinâmica: sustentação.000 km sem parar. peso. empuxo e arrasto. maximizando assim a separação entre duas aeronaves.O sistema TCAS II opera de forma sincronizada entre todos os aviões de uma mesma vizinhança.apolo11. todos os pilotos atualmente são intruídos a considerar verdadeiras todas as mensagens.com Os aviões estão entre as invenções mais incríveis. Um Boeing 747. Mesmo assim. Se em um deles o TCAS II alerta o piloto a descer. O sistema poderá intruir o comandante a "virar à direita e subir". não? Para entender o que faz um 747 . Alarmes Falsos Devido os sistemas ocasionalmente dispararem alarmes falsos. por exemplo. deve prevalecer às do TCAS.e pesa quase 400 toneladas quando está abastecido para a decolagem. além das manobras verticais disponíveis nas duas classes atuais. como num passe de mágica.voar. Tanto a FAA como as autoridades de diversos países estabelecem que em caso de conflito entre entre as mensagens do TCAS e as do controle de tráfego aéreo. permitindo total separação entre os aviões. se levanta no ar e pode voar quase 13. pode levar 600 pessoas . e imediatamente responder à elas. É impressionante. ele percorre a pista e. Este artigo explica a teoria do vôo e analisa as diferentes peças de um avião -e de quebra ainda sugere links ótimos para obter mais informações. O sistema deverá permitir aos pilotos manobras horizontais. TCAS III O TCAS III é a próxima geração entre sistemas de evitação de colisão e atualmente se encontra em fase de desenvolvimento.

Um 747 pode pesar 395 toneladas e mesmo assim consegue decolar (veja a tabela ao lado para mais especificações do 747). Empuxo O empuxo é uma força aerodinâmica que deve ser criada para que o avião supere o arrasto (observe que o empuxo e o arrasto atuam em sentidos opostos na figura acima). Mas e as outras duas forças aerodinâmicas . . o trem de pouso seria arrancado do avião. Uma forma de sentir o efeito do arrasto é colocar (com cuidado) sua mão para fora da janela de um carro em movimento. se a sustentação for menor que o peso do avião.Vôo em linha reta e nivelado Para um avião voar em linha reta e nivelado as seguintes relações devem ser verdadeiras: Empuxo = Arrasto Sustentação = Peso Se o arrasto superar o empuxo.peso e sustentação? PESO E SUSTENTAÇÃO Peso Este é fácil. É para reduzir o arrasto que logo após a decolagem um avião de passageiros recolhe o trem de pouso. Desacelerando o carro. Ao aumentar a sustentação. acelerando mais rápido montanha abaixo. o avião vai acelerar. o avião vai perder velocidade. Da mesma forma. Esportes têm bons exemplos do efeito do arrasto. em velocidade de cruzeiro. Esquiadores da modalidade downhill nas Olimpíadas de Inverno se agacham sempre que podem. o piloto faz o avião subir. Assim como o esquiador e o piloto de moto. O arrasto que sua mão produz depende de alguns fatores. Pilotos de moto se abaixam nas retas para ganhar velocidade (e erguem o torso nas freadas para aproveitar o arrasto). A quantidade de arrasto produzida pelo trem de pouso de um jato é tamanha que.que funciona como uma versão muito potente de um ventilador doméstico puxando o ar pelas lâminas. como o tamanho de sua mão. Na figura acima. Arrasto O arrasto é uma força de resistência ao movimento de um objeto num fluido (como o ar . Os aviões geram empuxo usando hélices. Se o empuxo aumentar e superar a força de arrasto. o empuxo provém de uma hélice . a velocidade do carro e a densidade do ar. o piloto do avião quer tornar a aeronave o menor possível para reduzir o arrasto. Todo objeto na Terra tem um peso (incluindo o ar).a água também é um fluido). para ficar "menores" e reduzir o arrasto que produzem. guardando-o na fuselagem (o corpo) do avião. motores a jato ou foguetes. o avião descerá. você nota que o arrasto em sua mão também diminui.

Como todos os gases. Fatos sobre o 747-400 comprimento: 232 pés (~ 71 metros) altura: 63 pés (~ 19 metros) envergadura: 211 pés (~ 64 metros) área de asa: 5.000 libras de empuxo cada um capacidade de combustível: até 57.763 kg) (explica por que os aviões precisam despejar combustível durante pousos de emergência) motores: quatro motores turbojato. grande parte da sustentação necessária para manter o avião no ar é criada pelas asas (embora parte seja criada por outras peças da estrutura). O que realmente importa é a diferença relativa de velocidade entre o objeto e fluido.200 milhas náuticas (~ 13. os testes básicos de aerodinâmica às vezes são realizados debaixo d'água. Infelizmente. decolagem: 870. Entretanto.500 pés (~ 3. onde não existe ar para criar a sustentação. Provavelmente é a mais complicada das quatro para explicar sem usar muita matemática.000 galões (~ 215. quando o ônibus retorna à atmosfera terrestre. um dos principais conceitos na aerodinâmica é a idéia de que o ar é um fluido. Mesmo que ar. todas obedecem ao mesmo conjunto de relações matemáticas. Outro conceito importante é o fato de que a sustentação existe apenas na presença de um fluido em movimento. nenhuma dessas explicações é particularmente satisfatória. Isso explica por que uma nave espacial não tem asas. Conseqüentemente. o ar flui e se comporta de maneira similar à água e outros líquidos.625 kg) peso máx. não se pode criar sustentação ou arrasto no espaço (onde não existe fluido).650 pés quadrados (~ 525 metros quadrados) peso máx.000 km) velocidade de cruzeiro: 490 nós (~ 900 km/h) distância de decolagem: 10. Há muitas explicações simplificadas sobre a sustentação na Internet e em alguns livros didáticos. Vamos analisar esse conceito mais atentamente.200 metros) Algumas considerações sobre fluidos Como mencionamos. suas asas espessas produzem sustentação suficiente para permitir que o ônibus plane até aterrissar.Sustentação Sustentação é a força aerodinâmica que mantém um avião no ar. Duas das mais populares explicações atuais são a explicação do caminho mais longo (também . a menos que você seja um gênio da matemática. você encontrará inúmeros métodos matemáticos para calcular a sustentação. a menos que passe algum tempo no ar. Nos aviões.768 litros) alcance máximo: 7. Um conceito fundamental na aerodinâmica é a idéia de que o ar é um fluido. aterrissagem: 630. com 57.000 libras (~ 394. ou se o fluido está parado e o objeto se movendo. água e mel possam parecer substâncias totalmente diferentes. Na verdade. Explicações populares (e imperfeitas) sobre sustentação Ao ler qualquer livro escolar sobre aerodinâmica.000 libras (~ 285. Não importa se o objeto está parado e o fluido em movimento. O ônibus espacial é um bom exemplo de espaçonave que passa grande parte de seu tempo no espaço. Isso também se aplica para o arrasto.

elas ainda podem contribuir para um entendimento intuitivo de como é criada a força de sustentação. Essa diferença de pressão basicamente "chupa" a asa para cima (ou empurra a asa para cima. conforme descrito acima. facilmente encontrada em livros didáticos e enciclopédias: A premissa de que duas partículas de ar. Por que isso não está inteiramente errado? A explicação do caminho mais longo está correta em mais de um aspecto. ou teorema) de Bernoulli. dependendo do ponto de vista). e não existe um motivo lógico para que essas partículas se agrupem na parte posterior da asa. Por que isso não está inteiramente correto? Existem várias falhas nessa teoria. ao passo que o ar com deslocamento mais lento mantém maior pressão na parte inferior da asa. Suponhamos que duas partículas próximas se separem no bordo de ataque e se reagrupem depois. A explicação do caminho mais longo (igual tempo de trânsito) deduz que esse ar que se desloca mais rápido desenvolve menor pressão na parte superior. elas devem se mover mais velozmente. e é essa diferença líqüida de pressão que cria a força de sustentação. Para diversos tipos de asa. Essa explicação também prevê que aviões não podem voar de cabeça para baixo. As partículas de ar que se aproximam do bordo de ataque da asa devem percorrer o caminho por cima ou por baixo da asa. A explicação comum ou caminho mais longo A explicação comum. a pressão geral na parte superior de uma asa produtora de sustentação é menor que a pressão na parte inferior da asa. no mesmo momento. Embora muitas dessas explicações sejam fundamentalmente falhas. ele se move mais rápido do que a velocidade necessária para as partículas de ar da parte superior e inferior se reagruparem. diminui sua pressão. Primeiro. diz que a parte superior de uma asa é mais curva que a parte inferior. Todavia. o ar na parte superior da asa se move mais rápido que o ar na parte inferior . no bordo de fuga da asa. Visto que as partículas que se deslocam na parte superior percorrem uma distância maior em igual tempo. define que. Na verdade. embora seja ela uma explicação bastante comum. embora saibamos que muitas aeronaves têm essa capacidade.conhecida por princípio de Bernoulli ou igual tempo de trânsito) e a explicação newtoniana (também conhecida por explicação de transferência de momento ou deflexão do ar). um fundamento da dinâmica dos fluidos. O princípio (ou lei. como sugerem muitas pessoas. Segundo. muitas asas são simétricas (identicamente moldadas nas partes superior e inferior). a parte superior é maior que a parte inferior. ou do caminho mais longo. essas duas partículas não têm "conhecimento" uma da outra. se reagrupam no bordo de fuga da asa não tem fundamento. conforme aumenta a velocidade de fluxo do fluido.na verdade. .

Em altas velocidades e densidades muito baixas de ar. as teorias de Newton sobre fluidos foram desenvolvidas para batalha naval. Se um empurra o outro. ambos se movem . os cálculos de sustentação resultantes são um tanto imprecisos. as moléculas interagem e se influenciam. O ônibus espacial opera sob essas condições durante sua fase de reentrada. as partículas concedem parte de sua cinética à asa. Cada partícula individual ricocheteia na superfície inferior da asa e é desviada para baixo. visto que água e ar são ambos fluidos.a meta era criar um barco mais rápido e não um avião melhor. para cada ação. Parecia que o ar não se comportava da mesma forma que os chumbinhos. as teorias são aplicáveis. Ainda assim. Em vez disso. sem chance de ricochetear na superfície. No final do século 17. Essa influência vai além do ar em volta da asa.um pela força da ação e outro pela força da reação. o princípio de Newton diz que o ar é desviado para baixo enquanto percorre a asa. gradualmente empurrando a asa para cima com cada impacto molecular. Para condições de vôo hipersônico (velocidades que excedem em cinco vezes a velocidade do som).A explicação newtoniana Isaac Newton declarou que. a fim de ajudar a reduzir a resistência que a água exercia nos navios . Quase cem anos depois da teoria de cascos de navio de Newton. as moléculas de ar se comportam como os chumbinhos exemplificados por Newton. um homem chamado Leonhard Euler notou que o fluido que se move em direção a um objeto desvia antes mesmo de atingir a superfície. Por que isso não está inteiramente correto? A explicação de Newton oferece uma imagem um tanto intuitiva de como a asa desvia o fluxo de ar que passa por ela. de forma que é difícil prever usando métodos simplificados. A superfície de cima de uma asa contribui substancialmente para afetar o fluxo do fluido. o vôo de um jato de passageiros). Um bom exemplo está em dois patinadores em uma pista de gelo. Isaac Newton formulou a teoria de que as moléculas de ar atuam como partículas individuais e o ar que atinge a superfície inferior de uma asa atua como chumbinho ricocheteando em uma placa metálica. a teoria de Newton prova ser verdadeira. Embora não se deva ao contato das moléculas contra a . Diferentemente do conceito de igual tempo de trânsito. existe uma reação igual e oposta (Terceira Lei de Newton). Por que isso não está inteiramente errado? Embora uma pura explicação newtoniana não produza estimativas precisas de valores de sustentação em condições de vôo (por exemplo. ela prevê muito bem a sustentação de certos regimes de vôo. Conforme atingem a parte inferior da asa. com algumas exceções: A superfície de cima da asa é totalmente excluída do cenário. Nota: Na verdade. Quando apenas a superfície inferior da asa é considerada.

E. Assim. obtém-se a força absoluta na asa. o ar é certamente desviado para baixo. Parte dessa sustentação vai levantar a asa (componente de sustentação) e o restante serve para desacelerar a asa (componente de arrasto). D. resultando em um fenômeno denominado downwash Como a sustentação é criada Variações de pressão causadas pelo desvio de um fluido em movimento A sustentação é uma força em uma asa (ou qualquer outro objeto sólido) imersa em um fluido em movimento. conforme se desloca para cima. A força líquida é criada por diferenças de pressão geradas por variações na velocidade do ar em todos os pontos ao redor da asa. ele acelera e a pressão gradualmente se equipara àquela do ar deslocando-se para cima. C Componente de sustentação. comprimido e redirecionado em um trajeto descendente. em direção à traseira da asa. Há muitas maneiras de aumentar a . uma área de baixa pressão é desenvolvida . e atua de forma perpendicular ao fluxo do fluido (arrasto é a mesma coisa. O ar aproximando-se da parte superior da asa é comprimido no ar acima dele. O ar que se aproxima da superfície inferior da asa é retardado. Os efeitos totais da pressão encontrados na parte inferior da asa em geral são menos perceptíveis do que aqueles na parte superior da asa. Componente de arrasto. B.superfície inferior da asa. Ao adicionar todas as pressões que atuam sobre a asa (por todo o lugar). Força líquida. as diferenças de velocidade e pressão entre as partes superior e inferior se tornam mais evidentes. Essas variações de pressão são causadas pela interrupção e pelo desvio do fluxo de ar que passa pela asa. aumentando a sustentação. A distribuição de pressão medida em asas tradicionais se assemelha ao seguinte diagrama: A. visto que a parte superior se curva para baixo e para longe do fluxo de ar.e o ar acima é empurrado para baixo. só que atua paralelamente à direção do fluxo de fluido). Como a quantidade de fluxo de ar desviado pela asa aumenta. Conforme o ar se aproxima da parte traseira da asa.

A inclinação da curva de sustentação de um aerofólio Naca . Considere isto É importante notar que. o Congresso norte-americano criou o National Advisory Committee on Aeronautics (Naca . está claro que não é um assunto que possa ser facilmente explicado usando teorias simplificadas. diferentemente das explicações populares previamente descritas. ambas têm um pouco de validade. ao passo que outras afirmam que o oposto é verdadeiro. Embora nenhuma dessas explicações seja perfeita. por anos temos nos valido de dados experimentais coletados há 70. Na verdade. prever a quantidade de sustentação criada pelas asas foi uma tarefa igualmente desafiadora para engenheiros e projetistas no passado. 80 anos. Outras explicações afirmam que a distribuição irregular de pressão causa o desvio de fluxo.um precursor da Nasa). neste artigo. a Naca conduziu testes de túnel de vento em centenas de formatos de aerofólios (formatos de corte transversal de asa). Durante as décadas de 20 e 30. densidade do ar. área da asa e ângulo de ataque . Em ambos os casos.o ângulo do aerofólio em relação ao fluxo de ar de entrada (discutiremos isso mais tarde. em mais detalhes). Os dados obtidos permitiram aos engenheiros calcular antecipadamente a quantidade de sustentação e arrasto que os aerofólios podem desenvolver em diversas condições de vôo.sustentação de uma asa. para auxiliar em nossos projetos iniciais de asas Cálculo de sustentação com base em resultados de testes Em 1915. O coeficiente de sustentação de um aerofólio é o número que relaciona sua capacidade de produção de sustentação à velocidade do ar. Esses e outros métodos são explicados em detalhes mais adiante. O coeficiente de sustentação de um aerofólio depende de seu ângulo de ataque. tal como aumentar o ângulo de ataque ou a velocidade do fluxo de ar. a sustentação depende de contribuições significativas tanto da parte superior quanto da parte inferior da asa. Da mesma forma.

flapes. vamos calcular a sustentação de um avião com 40 pés de envergadura e um comprimento de perfil de 4 pés (área da asa = 160 pés quadrados).55 (coeficiente de sustentação para aerofólio Naca 1408 a 4 graus AOA) Agora. Fatos interessantes sobre asas Existem fatos interessantes sobre asas que são úteis para entender em detalhes seu funcionamento.5 x 1.7 pés por segundo Cl = 0. calculamos a sustentação: Sustentação = 0.022 newtons.022 kg-força A conversão de libras para newtons não é precisa porque foram usadas aproximações diferentes em alguns dos fatores da fórmula.7 x 160 Sustentação= 2. 1 slug = 32.5 x 0.224 kg/m³ (ao nível do mar em um dia normal) V = 45 metros por segundo Cl = 0.00238 x 146.55 x 0.55 (coeficiente de sustentação para aerofólio Naca 1408 a 4 graus AOA) Fazendo o cálculo: Sustentação = 0.17 libras) V = 146.224 x 45 x 45 x 15 Sustentação= 10.7 x 146.Eis uma equação padrão para o cálculo da sustentação usando um coeficiente de sustentação: L = sustentação Cl = coeficiente de sustentação (rho) = densidade do ar V = velocidade do ar A = área da asa Como exemplo. Suponhamos que a asa tenha uma seção transversal constante utilizando um formato de aerofólio Naca 1408 e que o avião esteja voando de forma que o ângulo de ataque da asa seja de 4 graus. movendo-se a uma velocidade de 100 mph (161 km/h) ao nível do mar (146. ou 1. ou 45 metros por segundo). hipersustentador. superfícies .55 x 0.00238 slugs/ pé cúbico (ao nível do mar em um dia normal. o ângulo de ataque.7 pés. O formato da asa.254 lbs Também é possível fazer as contas usando o sistema métrico: A = 15 metros quadrados (rho) = 1. slug é unidade americana de massa. Sabemos que: A = 160 pés quadrados (rho) = 0.

Vamos começar pelo formato da asa. tanto na parte superior quanto na inferior. Ângulo de ataque zero Ângulo de ataque raso . Por determinar essa fatia.é ele que determina a espessura da fatia de ar que a asa está atravessando. Formato da asa O formato de aerofólio "padrão" que explicamos acima não é o único formato para uma asa. Observe que ambos são simétricos. Por exemplo. o ângulo de ataque também dita a sustentação que a asa gera (embora este não seja o único fator). Ângulo de ataque O ângulo de ataque é o ângulo da asa em relação ao ar que se aproxima . Aviões de acrobacias e jatos supersônicos obtêm sua sustentação exclusivamente do ângulo de ataque da asa.giratórias e de exaustão são elementos importantes a considerar. os aviões de acrobacias (aqueles que voam de cabeça para baixo por longos períodos em demonstrações aéreas) e aeronaves supersônicas têm perfis de asa que são um pouco diferentes do esperado: O aerofólio superior é comum para um avião de acrobacias e o aerofólio inferior é comum para caças supersônicos.

de forma que os flapes são recolhidos pelo restante do vôo. as asas da maioria dos aviões são projetadas para oferecer a quantidade apropriada de sustentação (junto com arrasto mínimo). Durante a decolagem e a aterrissagem. Entretanto. os flapes são projetados pra trás e para baixo. quando essas aeronaves decolam ou aterrissam. a partir do bordo de fuga das asas. Isso altera efetivamente o formato da asa. assim como baixo e lento). Essa dramática alteração nas condições de trabalho da asa significa que um formato diferente de aerofólio provavelmente melhoraria a aeronave. permitindo que ela desloque mais ar criando maior sustentação. Para comportar ambos os regimes de vôo (rápido e alto. correspondente a 901 km/h para um Boeing 747-400). . as asas de avião possuem seções móveis chamadas flapes.Ângulo de ataque agudo Flapes Em geral. suas velocidades podem ser reduzidas a menos de 200 milhas por hora (322 kph). ao passo que o avião opera em modo de cruzeiro (cerca de 560 milhas por hora. A desvantagem dessa alteração é o arrasto que também é criado.

Slats Slats têm a mesma função que os flapes (isto é. . o cilindro deve ser desviado para cima (soa como sustentação. parece lógico que um simples cilindro não produza nenhuma sustentação quando imerso em um fluido em movimento (imagine um avião com asas no formato de rolos de papelão de papel-toalha). a superfície do cilindro vai arrastar a camada de ar em seu redor. Na realidade. Entretanto. porém ainda não geraria sustentação. se o ar está sendo redirecionado para baixo. em vez de atrás. o ar simplesmente fluiria uniformemente ao redor do cilindro em ambos os lados. A Terceira Lei de Newton define que. se começarmos a girar o cilindro. e continuaria indo. o que desvia o fluxo de ar para baixo. Em um mundo simplificado. alterar temporariamente o formato da asa para aumentar a sustentação). Esse é um exemplo do Efeito Magnus (também conhecido por Efeito de Robbins). como mostra a figura abaixo. O resultado final é uma diferença de pressão entre a parte superior e inferior. Superfícies giratórias Considerando o que sabemos até agora sobre asas e sustentação. não?). válido para esferas e cilindros rotatórios. o ar descendente seria um pouco turbulento e caótico. Eles também são utilizados na decolagem e na aterrissagem. mas eles são presos na frente da asa.

logo atrás da parte superior do cilindro. O Efeito Coanda é usado em aplicações especializadas para aumentar a quantidade de sustentação adicionada fornecida pelos flapes. Essa situação é muito similar ao Efeito Magnus. Isso é conhecido como Efeito Coanda (em homenagem a Henri Coanda). Em vez de alterar apenas o formato da asa. a água não escorre simplesmente pela parte inferior de sua mão e depois cai. o ar . que usava cilindros giratórios em vez de velas para impulsioná-lo e atravessar o oceano. se o ar é forçado para fora de uma abertura longa. Anton Flettner criou um navio chamado Bruckau. Quando você põe as costas da mão verticalmente sob a torneira. Em vez disso. exceto pelo fato de que o cilindro não precisa girar. a água se move para cima e ao redor da lateral de sua mão (por alguns milímetros) antes de cair na pia.Acredite ou não. Em nosso exemplo cilíndrico. Superfícies de exaustão Vamos pegar a asa cilíndrica dos exemplos acima e encontrar outro meio para gerar sustentação com ela. que define que um fluido tende a seguir o contorno da superfície curva com a qual se depara. ele vai circundar o lado traseiro e puxar o ar vizinho consigo.

Inc.é ela que coloca o avião no ar.comprimido pode ser forçado através de grandes aberturas na parte superior da asa ou flapes para produzir sustentação extra. Em vez de utilizar um rotor de cauda tradicional para guiar a aeronave. O trem de pouso é essencial durante a decolagem e a aterrissagem. Mais peças de avião A asa é. Acredite ou não. um Cessna 152. obviamente. em 1990. (atualmente conhecida como MD Helicopters. e o ar é expelido por longas aberturas. Trem de pouso dianteiro . a McDonnell Douglas Helicopter Co. a peça mais importante em um avião . Vamos examinar as peças de um típico avião neste caso.) removeu os rotores de cauda de alguns de seus helicópteros e os substituiu por cilindros. exatamente como na figura acima. Mas os aviões têm muitas outras peças. a cauda é pressurizada. que servem para para controlá-los ou mantê-los voando.

verá que ela tem o formato de aerofólio e ângulo de ataque. para reduzir o arrasto durante o vôo. os jatos) oferecem o empuxo que movimenta o avião para a frente. A hélice (ou. . em aviões a jato.Trem de pouso traseiro No Cessna 152 o trem de pouso é fixo. Se você olhar o corte transversal de uma hélice. mas a maioria dos aviões conta com trem de pouso retrátil. A hélice é uma asa especial giratória. as peças mais importantes provavelmente são a hélice e o motor. A hélice Logo depois da asa.

. Esses mecanismos permitem ao piloto ajustar o ângulo de ataque da hélice. Ambos são aerofólios simétricos e têm grandes flapes. chamadas estabilizadores (o vertical. dependendo da velocidade do ar e da altitude. controlados pelo piloto para alterar suas características de sustentação. que o piloto usa para controlar a direção do avião. com o leme. e o horizontal. Estabilizadores horizontais e verticais A cauda do avião tem duas pequenas asas. Muitos aviões a hélice de grande porte têm hélices de três ou quadro lâminas com mecanismos de ajuste de ângulo de inclinação. com profundores). O conjunto de estabilizadores é chamado de empenagem.Basta ver a foto acima de uma hélice para notar que o ângulo de ataque muda conforme a extensão da hélice .o ângulo é maior no centro porque a velocidade da hélice pelo ar é menor quando próxima do cubo.

o piloto direciona o avião para a esquerda ou direita.Asa horizontal (estabilizador e profundor) na cauda Asa vertical (estabilizador e leme) na cauda Com a asa horizontal na cauda. controlando sua subida ou descida. Com o leme. o piloto muda o ângulo de ataque do avião. .

aterrissagem e outras situações de baixa velocidade. Asa principal Object 1 Animação de Como Funciona o Avião Flapes . Nas extremidades.A asa principal e os flapes A asa principal do Cessna 152 tem 40 pés (cerca de 12 m) de comprimento de ponta a ponta. estão os ailerons.2 m) de largura. e cerca de 4 pés (aproximadamente 1. Na parte interna da asa estão os flapes usados para decolagem. usados para girar o avião e mantê-lo nivelado.

Os flapes são acionados por motores elétricos na asa. cada um com capacidade para 20 galões (75. e essa pressão move a agulha do indicador de velocidade do ar na cabine de pilotagem. A abertura maior. Uma pequena abertura à direita é um apito que soa quando está para ocorrer a perda de sustentação da asa (o chamado estol).6 litros). Também nas asas estão dois tanques de combustível. Sensores do avião Um avião tem quatro superfícies móveis de controle distintas. perto da cabine de pilotagem.com.br . é usada para ventilação. O ar forçado por esse tubo durante o vôo cria pressão. apresentadas a seguir: O avião também tem dois sensores distintos montados na asa: O tubo em L é chamado tubo de pitot. Fonte: viagem.hsw.

qualquer avião possui algumas características em comum: Partes fixas A presença de asa(s): o que parece ser um par de asas é. ou corpo principal: em aeronaves menores. e para a deslocação de tripulantes. que operam atualmente apenas para fins militares. e a necessidade de uma área plana e livre de obstáculos onde eles possam alcançar a velocidade necessária para decolar e alçar vôo. quando estes apresentam-se em número razoável. alguns são capazes de fazer o mesmo em corpos de águas calmas e alguns até mesmo sobre superfícies geladas. Enquanto a grande maioria dos aviões pousa e decola em terra. no caso de uma operação de pouso. A presença de uma fuselagem. Aviões a jato comerciais podem alcançar cerca de 900 km/h. biplanos (duas asas) ou triplanos (três asas). o combustível é estocado na parte traseira do seu corpo principal. . é uma aeronave mais pesada que o ar. O(s) motor(es) podem estar localizados sob ou sobre as asas e/ou na parte traseira ou frontal da fuselagem. Componentes básicos Seja um pequeno Cessna 140 ou um gigantesco Airbus A380. ou diminuí-la. na verdade. Uma aeronave é um avião quando possui uma ou mais asas fixas (mesmo que elas possuam partes móveis e/ou dobradiças). A maioria dos aviões. carga e passageiros. podem alcançar velocidades que superam em várias vezes a velocidade do som. ou aeroplano. necessita de um aeroporto dispondo de uma boa infra-estrutura para receber adequada manutenção e reabastecimento. uma estrutura única rigidamente conectada com a fuselagem da aeronave. e mesmo pequenos aviões monomotores são capazes de alcançar facilmente 175 km/h ou mais de velocidade de cruzeiro. O avião é atualmente o meio de transporte civil e militar mais rápido do planeta (Sem levarmos em conta os foguetes e os Ônibus Espaciais). A asa é também onde geralmente se armazena o combustível da aeronave. A maioria dos aviões são monoplanos. Um motor pode ser uma turbina a jato (motor a reação). para a sustentação da aeronave. um turbo-hélice ou a pistão. porém. Um motor (grupo moto propulsor) que serve para o empuxo da aeronave tanto no solo quanto no ar. Duas características comuns a todos os aviões são a necessidade de um fluxo constante de ar pelas asas. Os aviões podem ser monoplanos (uma asa). e percorrer um quarto da esfera terrestre em questão de horas. Já aviões supersônicos.Aviao Um avião.

A função dos elevadores é de basicamente alterar a estabilidade da asa para que a aeronave possa rolar em torno do eixo lateral (subir e abaixar o nariz. Estabilizador vertical É um aerofólio de perfil simétrico. além de ser suporte do leme direcional. alterando a sustentação nas pontas da asa para que assim o avião possa rolar em torno do seu eixo longitudinal (bancagem). é uma parte móvel da aeronave que permite que a mesma gire em torno de seu eixo vertical (guinada). assim como neutralizar a tendência de movimento da aeronave (como por exemplo. na parte traseira da aeronave que também conhecida como cauda ou empenagem. Ailerons Estão localizados na asa da aeronave.Partes móveis Localização das diversas partes móveis de um avião. responsável pela guinada. Atuam sempre ao mesmo tempo. ou picar e cabrar). na maioria dos aviões. na perda de um dos motores). Estabilizador horizontal . No leme podem ser localizados na parte mais baixa do mesmo. Leme Que se situa. que tem como finalidade evitar que a aeronave glisse ou derrape durante uma curva (embora sozinho não seja capaz de evitar que esses efeitos ocorram). Profundores Estão localizados em um aerofólio de perfil simétrico (estabilizador horizontal). Normalmente são pequenas aletas na parte mais interna dos ailerons e profundores.mas em direção inversa. guinada e picadas/cabradas. mais junto ao charuto. Compensadores Superfícies que tem como finalidade diminuir a forca necessária a ser exercida pelo piloto durante as manobras de rolagem (bancagem).

É um aerofólio de perfil simétrico que está localizado na empenagem da aeronave. aumentando assim a sustentação. Em algumas aeronaves de grande velocidade (alguns "jatos" comerciais ou turbohélices). sendo chamado também de stab trim. . as leis da inércia. ambas em operações de baixa velocidade especialmente importantes nas operações de pouso e decolagem. é uma superfície vital na aeronave para que ela possa ser "voável". é criado um fluxo de ar nesse sentido e. o avião recebe um empuxo de mesma força no sentido oposto: para cima. segundo o Princípio de Bernoulli . Isto diminui sensivelmente a pressão do ar sobre a asa. ou simplesmente trim. Como as asas dos aviões tendem a fazer curva para baixo. Trem de pouso ou trem de aterrissagem: Permitem que o avião transite em solo. ajudando na sustentabilidade e no controle da velocidade da aeronave no ar. Sustentação Boeing 747 da Air New Zealand decolando do Aeroporto Internacional de Christchurch.Atualmente os mais utilizados são os flaps "Fowler" que além de aumentar a curvatura da asas. Para aeronaves maiores e mais pesadas. o fluxo de ar torna-se mais rápido. como consequência. antes de alcançar a velocidade suficiente para a decolagem. Também atuam na sustentação. Devido a essas altas velocidades. em muito menor escala. Os aviões necessitam de uma velocidade elevada para que a diferença entre a pressão do ar sob e sobre a asa seja suficiente para a sustentação da aeronave. Um avião alça vôo devido a reações aerodinâmicas que acontecem quando ar passa em alta velocidade pela asa. o que justifica a necessidade de um terreno longo e plano para a atingir. Quando o ar passa pela asa. formuladas por Isaac Newton: uma força atuando em uma dada direção e em um dado corpo tende a ser balanceado por outra força com mesma intensidade. Nova Zelândia. Assim como o estabilizador vertical. O comprimento da asa é maior na parte superior e. maior terá de ser o comprimento da pista e a velocidade necessária para a decolagem. a diferença de pressão sob e sobre as asas cria a sustentação necessária para o vôo. o mesmo serve como compensador. para compensar a maior distância a ser tomada. Flaps É um dispositivo hipersustentador. dado o maior esforço necessário. e de direção oposta. um avião precisa percorrer uma certa distância em solo. contrabalanceando a instabilidade da asa (que é gerada pela sustentação) para que a aeronave possa manter uma atitude em vôo suficiente para poder subir e/ou voar em uma altitude de cruzeiro e descer.Mudam o perfil da asa do avião. aumenta também a área desta. é forçado a passar ou por baixo ou por cima desta.

Tipos de aviões Aviões monomotores. Como conseqüência. Um Fokker 70 da KLM em operação de aterrisagem. como o Airbus A340 e o Boeing 777. e do reverso (a turbina gera um fluxo de ar para frente. Observe a parte traseira da turbina. um avião monomotor. devido à alta velocidade.Grandes widebodies ("corpos largos"). o avião a jato faz grande uso dos flaps para permitir uma aproximação em velocidade mais baixa (pois estes aumentam a superfície das asas e consequentemente a sustentação). mas possuem velocidades. bimotores e turbo-hélices fazem uso de um motor que faz girar uma hélice. Em particular os turbo-hélices são motores à reação (jato) que impulsionam uma hélice. isto torna aviões a jato uma fonte de poluição sonora. bimotores e turbo-hélices Os aviões monomotores. Numa operação de aterrisagem. criando o empuxo necessário para a movimentação da aeronave para frente. Um porém é a grande quantidade de som criada por uma turbina. Aviões a jato possuem muito mais força e criam um empuxo muito maior do que aviões que fazem uso de turbo-hélices. Um Fokker 70 da KLM em operação de aterrisagem. Monomotores. podem carregar muito mais peso e possuem maior velocidade do que turbo-hélices. Aviões a jato possuem altas velocidades de cruzeiro (700 a 900 km/h) e velocidades de decolagem e pouso (150 a 250 km/h). Porém. . podem carregar centenas de passageiros e várias toneladas de carga. Aviões a jato Aviões a jato fazem uso de turbinas para a criação da força necessária para a movimentação da aeronave para frente. capacidade de carga e alcance menores do que os similares a jato.pouco mais que um quarto da circunferência terrestre. que atua como um "freio". e não para trás). Um Cessna 172. que atua como um "freio". com o intuito de diminuir a velocidade da aeronave após tocar o solo. o que os torna a melhor opção para pessoas que desejem possuir um avião próprio ou para pequenas companhias de transporte de passageiros e/ou carga. são sensivelmente mais baratos e econômicos do que os aviões a jato. bimotores e turbo-hélices utilizam motores radiais como meio de propulsão. Observe a parte traseira da turbina.São relativamente silenciosos. podendo pecorrer uma distância de até 16 mil quilómetros .

de transporte tático. outros precisam de mais velocidade. fazem uso de turbinas especiais. Aviação de transporte e apoio logístico.Aviões super-sônicos.Aviões super-sônicos Dois F-22 da Lockheed Martin. incluindo aeronaves de busca e salvamento geral e de busca e salvamento em combate. Quando passam em uma área de maior densidade populacional. de reconhecimento e foto. A velocidade de lançamento de certos caças chega à 300km/h. Além disso. de guerra electrónica e de reconhecimento metereológico. necessitando de uma velocidade muito grande para compensar essa característica. que geram a maior potência necessária para o vôo mais rápido que a velocidade do som. O vôo em velocidade super-sônica cria muito mais poluição sonora do que o vôo em velocidades sub-sónicas. os aviões supersônicos são obrigados a voar em velocidade sub-sônica. Dentro da aviação militar existem duas áreas especiais de aviação que se destinam a actuar em ambientes específicos: . a área quadrada da asa é reduzida. geralmente. como o Concorde e caças militares. Funções na Aviação Militar Conforme o tipo de operações. de transporte especial e de reabastecimento em voo. Aviação de informação. cai como uma jaca. Aviação de Instrução. visando o menor atrito com o ar (que permite alcançar velocidades extremas). pois na ausencia de altas velocidades essa aeronave não plana. de instrução elementar. caças-bombardeiro e bombardeiros. Isto limita os vôos super-sônicos a áreas de baixíssima ou nenhuma densidade populacional. o desenho do avião super-sônico apresenta certas diferenças com o desenho em aviões sub-sônicos. incluindo caças. tudo de modo a superar do modo mais fácil possível o atrito do aparelho com o ar. a Aviação militar inclui: Aviação de combate. incluindo aeronaves de patrulha. Por isso. de alerta antecipado. de transporte estratégico. Aviação de Busca e Salvamento. velocidades que superam cinco vezes a velocidade do som. de instrução complementar e de conversão operacional. incluindo aeronaves de instrução básica. em vôo. seja em operações de combate ou em operações de apoio. você jamais vai ouvir que um caça fez um pouso forçado. incluindo aeronaves de transporte de assalto. Aviao Militar Aviação Militar é a utilização de aeronaves com fins militares. Nos caças. Algumas aeronaves são capazes de voarem em velocidades hipersônicas.

Organização da Aviação Militar Até à 2ª Guerra Mundial a maioria dos países não possuía Forças Aéreas independentes. Tipos de Aeronaves Militares Conforme a sua missão. sendo que a Marinha e o Exército mantiveram pequenos corpos de aviação com funções de cooperação directa. é a aviação militar que se destina a actuar em ambiente marítimo. A Aviação Naval manteve-se integrada na Marinha. estando as respectivas Aviações Militares integradas nos seus Exércitos ou Marinhas. existem os seguintes tipos de aeronaves militares: Aviões F-117 Nighthawk avião militar de ataque Caças Caça-bombardeiros Bombardeiros Aviões de Ataque Aviões de Patrulha Marítima Aviões de Guerra Anti-Submarina Aviões de Transporte Aviões de Guerra Electrónica Aviões de Reabastecimento em Voo Aviões de Ligação e Comunicação Aviões de Observação Aviões de Reconhecimento Armado Aviões de Instrução Aviões de Reconhecimento Metereológico Aviões de Busca e Salvamento . ficando o resto da Aviação Militar da responsabilidade da Força Aérea. A maioria da Aviação Militar ficou integrada na Força Aérea. conforme eram forças aeroterrestres ou aeronavais.Aviação Naval. Basicamente passaram a existir três tipos de organização: Toda a Aviação Militar. A partir do momento em foram criadas Forças Aéreas independentes. ficou integrada na Força Aérea Independente. é a aviação dotada de helicópteros e aviões ligeiros destinada a cooperar directamente com as forças terrestres. conforme o país. as aviações militares sofreram diversos tipos de organização. Aviação Ligeira Militar.

wikipedia.org .Helicópteros AH-64D Apache Longbow helicóptero militar de ataque Helicópteros de Ataque Helicópteros de Observação Helicópteros de Manobra e Transporte Helicópteros de Guerra Anti-Submarina Helicópteros de Busca e Salvamento Fonte: pt.

. tentaram o voo de aparelhos então denominados mais pesados do que o ar. cheios de gases. Patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira. até hoje.00 a quem voasse de Nova Iorque a Paris. como Leonardo da Vinci. mas seria na década de 1920/30 que esse avanço se consolidaria. Finalmente. Charles Lindbergh. em 23 de Outubro de 1906. e passando por sobre o vulto de estudiosos do problema. faleceu em São Paulo em 1932 sendo considerado. Entre os aeronautas pioneiros. em virtude do uso dos aviões como arma de grande poder ofensivo. para diferenciá-los dos balões. na conquista de recordes de velocidade e distância. De fins de 1926 até 1927 vários aviadores norteamericanos e franceses tentaram a conquista do prêmio. que representavam alguns de seus deuses por figuras aladas. Trajan Vuia e Henry Farman. Em 1919. podemos citar: Gabriel Voisin. a aviação tomaria considerável impulso. na presença de inúmeras testemunhas. Ao contrário dos balões. Louis Blériot. No período de 1907 a 1910. os aviões precisavam de um meio mecânico de sustentação para que se elevassem por seus próprios recursos. Desde antes da I Guerra Mundial.000. constituiu um marco na história da aviação. sonho dos antigos egípcios e gregos. Santos Dumont realizou inúmeros voos com o monoplano Demoiselle (foto à direita). que no século XV construiu um modelo de avião em forma de pássaro. embora a primazia do voo em avião seja disputada por vários países. onde recebeu a patente de Marechal-do-Ar. que se sustentavam na atmosfera por causa da menor densidade do gás em seu interior. Raymond Orteig. mais leves do que o ar. sem escalas. pode-se localizar o início da aviação nas experiências de alguns pioneiros que. Com a I Guerra Mundial. Wilbur e Orville Wright. desde os últimos anos do século XIX. Ao voo de Santos Dumont seguiu-se um período de competição entre países da Europa e os Estados Unidos. O seu voo no "14-Bis" em Paris. ofereceu um prêmio de US$ 25. de Nova Iorque. O brasileiro Santos Dumont foi o primeiro aeronauta que demonstrou a viabilidade do vôo do mais pesado do que o ar. venceu a prova um piloto do correio aéreo.HISTÓRIA DA AVIAÇÃO CIVIL Deixando de discorrer sobre a pré-história da aviação. o brasileiro que mais se destacou a nível mundial na história da aviação. atravessar o Atlântico sem escalas era a meta dos aeronautas e projetistas de aviões.

como o Boeing 747. além do Douglas MD-11 e os Boeing 767 e 777 . Howard Hughes faria. em 1952. pela BOAC (empresa de aviação comercial inglesa). usados pela primeira vez em aviões comerciais (Comet). Soviéticos. No fina da década de 1950. por aviões cada vez maiores e mais velozes. deu maior impulso à aviação como meio de transporte. Em 1933. começaram a ser usados os Caravelle. para centenas de passageiros e a dos chamados "supersônicos". a jato. tendo sido a primeira inaugurada em Janeiro de 1976. franceses e norte-americanos passaram a estudar a construção de aviões comerciais cada vez maiores. Nos Estados Unidos. mas devido aos elevados custos de manutenção. Nesse item dos supersônicos.474 milhas em 8 dias e 16 horas. atravessando o Atlântico. de fabricação francesa (Marcel Daussaud/Sud Aviation). a volta ao mundo em 3 dias e 19 horas.Paris em . Quatro anos depois a aviadora norte-americana voaria sozinha. Post realizaria sozinho o vôo ao redor do mundo em 7 dias e 19 horas. que cobria o percurso Rio de Janeiro . entravam em serviço em 1960 os jatos Boeing 720 e 707 e dois anos depois o Douglas DC-8 e o Convair 880. Os supersônicos comerciais. passagens e combustíveis acabaram por ter as suas produções suspensas. No final da década de 60 e início da década de 70 surgiram modelos capazes de transportar até 400 passageiros. Em 1931. no monoplano "Winnie Mae": percorreram 15. as estrelas internacionais foram o Concorde (franco-britânico) e o Tupolev (russo). que transportavam 144 passageiros e voaram até os anos 90. foram realizados muitos outros voos sobre o Atlântico. A introdução dos motores a jato.Nos três anos seguintes.também norte-americanos. inclusive a primeira travessia feita por uma mulher. Em seguida apareceram os aviões turbo-hélices. num bimotor. juntamente com dois outros pilotos. em junho de 1928. Amélia Earhart. mais econômicos e de grande potência. Em 1938. Wiley Post e Harold Gatty fizeram a primeira viagem relativamente rápida ao redor do mundo.todos norte-americanos e mais recentemente o Airbus (consórcio europeu). O transporte internacional passou a ser utilizado em larga escala depois da II Guerra Mundial. ingleses. o Lockheed Tristar L-1011 . o Tupolev 144 e o Concorde iniciaram linhas regulares. o Douglas DC-10. a velocidades duas ou três vezes maiores que a do som.

A partir de 2009 começaram a voar comercialmente os gigantes Airbus A-380. Um Concorde da Air France acabou caindo em Paris após decolagem no Aeroporto Charles de Gaulle e a empresa francesa acabou antecipando a suspensão dos voos com essa aeronave. Novamente a Embraer é destaque nesse segmento apesar de disputar ferozmente esse mercado com outras indústrias poderosas.menos de sete horas. da Força Aérea Brasileira a partir de 2015. a Lockheed produz apenas aviões militares e outras novas empresas chegaram ao mercado internacional com força. que substituirá os antigos Hércules C-130. os aviões eram estreitos. Inglaterra. Japão e México. como a holandesa Fokker. Canadá. a British Airways e a Aeroflot (russa) operaram essas aeronaves. a jato. trará maior durabilidade e diminuição de peso (com consequente menor consumo de combustíveis e aumento na capacidade para passageiros e cargas). considerando uma escala em Dacar. A velocidade exigia uma aerodinâmica compatível. para reabastecimento (em aviões comerciais regulares o voo dura por volta 11 horas. sem escalas).500. França. 190 e 195. feita em apenas 4h30m. Europa e Estados Unidos. utilizando os modelos 175. MD-80/81/82/83 e Fokker 100 e a companhia brasileira é hoje a 3ª maior indústria aeronáutica do mundo.300. A Embraer é destaque internacional e passou a produzir aeronaves para rotas regionais e comerciais de pequena e média densidades. mas o destaque foi o Fokker 100 (Mk-28) utilizado no Brasil pela TAM e depois pela Avianca (ex-OceanAir) durante dezenas de anos. A rota mais badalada era Paris Nova Iorque. pela ordem. Destaque também para o Boeing 787 Dreamliner que é feito com partes plásticas e novos produtos desenvolvidos pela NASA chamados "composites" que. a Boeing (americana) e a Airbus (europeia) passaram a dominar o mercado mundial de grandes jatos. Brasil. . e capacidade para quase 500 passageiros e o Boeing 747-8. A Air France. 737. com filiais em vários países inclusive China. Os modelos 190 e 195 ocuparam um espaço que eram do Boeing 737. anos a fio. batizada de KC-390. segundo a fabricante norte-americana. O mercado de jatos executivos também está em alta há alguns anos e os maiores mercados são Estados Unidos. de dois andares. No final do século XX. para onde foram realizados alguns voos. Acabou falindo há alguns anos. A Boeing incorporou a Douglas. bastante utilizadas no Brasil. No final também houve interesse dos sheiks árabes. principalmente a canadense Bombardier. A Fokker produziu muitas aeronaves boas.400). Este voo era efetuado pela companhia aérea francesa Air France. Para essa aeronave a Embraer já soma algumas centenas de pedidos firmes e reservas. seu concorrente (uma evolução do Boeing 747. A Embraer está desenvolvendo também uma aeronave militar. a brasileira Embraer e a canadense Bombardier. Alemanha. DC-9.

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