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Ignatief 12.

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12..03S ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE DO EQUADOR INSISTE PARA


QUE SEJA FECHADA BASE AÉREA DOS ESTADOS UNIDOS EM
MANTA

A Assembléia Constituinte do Equador resolveu fazer um inquérito a fim de


confirmar ou desmentir as informações sobre a implicação do pessoal da base
aérea dos Estados Unidos em Manta na incursão militar da Colômbia no território
equatoriano. O tema é desenvolvido pelo nosso comentarista Ghennadi Sperski.
No dia 1 de março,comandos colombianos lançaram uma operação para destruir
os extremistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), os
quais se escondiam no Equador. Segundo algumas fontes, os militares
colombianos usaram nesse reide os dados sobre a localização de um grupo das
FARC que lhes haviam sido comunicados pela Inteligência estadunidense. O
Governo equatoriano crê que os acontecimentos ocorridos nos últimos dias
mostraram que o funcionamento da base aérea de Manta, situada no litoral do
Equador, não corresponde aos interesses nacionais e desestabiliza a situação na
região andina. Algum tempo atrás, a Assembléia Constituinte havia inserido no
projeto de nova Lei Fundamental um parágrafo que proíbe instalação de
quaisquer unidades militares estrangeiras no território nacional. O prazo de
arrendamento da base de Manta não será prolongado, devendo esta sair do
Equador em novembro de 2009. Vem à baila uma pergunta: para onde se poderia
transferir aquele grupo da Força Aérea estadunidense. O Peru e a Colômbia já
anunciaram que não a aceitarão em sua terra. O projeto de nova Constituição da
Bolívia interdita instalação de bases estrangeiras. Essa persistência dos Estados
Unidos é fácil de explicar. Acontece que seus laboratórios voadores equipados
Ignatief 12.03

com o sistema AWACS rastreiam umas áreas enormes desde o litoral peruano até
o México. Quem e como utiliza as informações assim obtidas, isso é uma
incógnita para o Equador e seus vizinhos.
Entre os Latino-Americanos vai se reforçando a idéia de que a presença militar
estadunidense na região caducou. Bases dos Estados Unidos eram energicamente
criadas durante a “Guerra Fria”, tendo então por missão, conforme se afirmava,
defender a civilização cristã do comunismo. A confrontação entre o Leste e o
Oeste já está no passado e todo mundo reconhece que a “Guerra Fria” acabou. A
situação internacional é hoje diferente, porém os interesses da superpotência
continuam os mesmos. Os Estados Unidos esperam continuarem predominando
no Hemisfério Ocidental, todavia se deparam cada vez mais frequentemente com
a relutância dos seus vizinhos meridionais em seguir na esteira de sua política.
Esta nota foi preparada para os amigos pelo nosso comentarista Ghennadi
Sperski.