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03C No mundo da cultura


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No ar – mais uma emissão da série “No mundo da cultura”
Queiram ouvir na nossa emissão de hoje:
• História do regente russo Pavel Kogan
• Acadêmico Likhachev: um diálogo com o século vinte
• Festival “Estrelas da Lua Branca”
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Vamos falar hoje do eminente regente russo Pavel Kogan, que chefia um
dos melhores conjuntos musicais da Rússia – a Orquestra Sinfônica
Filarmônica de Moscou, que completa neste ano 65 anos.
A orquestra foi criada em 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial.
Atualmente a orquestra, regida por Pavel Kogan, apresenta-se em dezenas
de países, os melhores intérpretes do mundo cooperam com ela e o seu
repertório inclui ciclos musicais de envergadura das sinfonias de
Beethoven, de Tchaikovski e de Shosatakovich.
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Ao escolher o repertório, - diz Pavel Kogan, - procurei interessar o
auditório, para que as pessoas tenham o desejo de visitar novamente
concertos sinfônicos. Creio que uma orquestra deve desenvolver-se
permanentemente. Isto também é muito importante pois o dirigente
artístico responde pela forma criadora do seu conjunto.
Pavel Kogan provém de uma família de músicos famosos: é filho dos
violinistas eminentes Leonid Kogan e Elizaveta Guilels. As tradições desta
dinastia musical são continuadas agora pela terceira geração – Dmitri,
filho de Pavel Kogan, é violinista – concertista, de renome mundial.
A temporada aniversária da Orquestra Sinfônica de Moscou, conduzida por
Pavel Kogan, será dedicada a ensaios, concertos e tournées. Em princípios
do verão a orquestra irá apresentar-se em Sochi, capital das Olimpíadas
de inverno de 2014. A seguir, este conjunto irá exibir-se ao público da
Itália, França, Suíça, Grã Bretanha e EUA. No decurso de numerosas
viagens por mais diversos países do mundo Pavel Kogan chegou a uma
convicção firme:
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A Rússia passou a ser um país aberto, e agora é impossível deixar de levá-
la em consideração. A Rússia participa do dia-a-dia global do planeta. A
nossa escola nacional, - seja de balé, de interpretação musical ou de
teatro, - está presente em muitos países e regiões.
E agora queiram ouvir um fragmento da Sinfonia número seis de Dmitri
Shostakovich, executada pela Orquestra Sinfônica Acadêmica de Moscou
sob a regência de Pavel Kogan.
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Em São Petersburgo foi inaugurada uma grande exposição “Acadêmico
Dmitri Likhachev – diálogo com o século 20”.
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Documentos, fotografias e livros do grande cientista – humanista,
reunidos nas salas do Museu de história política, relatam a sua longa vida
(1906 – 1999) e o seu destino difícil. A exposição convida os visitantes a
refletir na importância da personalidade e da herança criadora do
cientista e na formação das bases morais da sociedade russa.
Dmitir Likhachev teve que agüentar, aparentemente, todos os golpes e
perdas que a Rússia enfrentou no século vinte. Foi vítima de repressões
stalinistas e de perseguições da censura na época soviética, teve que
suportar os horrores do bloqueio de Leningrado durante a Segunda Guerra
Mundial e a morte da filha querida, que pereceu num acidente de
automóvel. Mas Dmitri Likhachev demonstrou com toda a sua vida que
em qualquer época, mesmo nas condições de vida mais horríveis, pode-se
ser homem de verdade. As suas descobertas na esfera da literatura antiga
russa tornaram-no luminar mundial da eslavistíca. Na sociedade russa
Likhahev jamais deixou de ser um modelo da moral. A sua voz baixinha
ressoava como um toque de sino a rebate quando se tratava da defesa
dos monumentos da cultura e da história. Tinha à sua disposição apenas a
reputação moral e a responsabilidade perante a história, perante a
sociedade, perante si mesmo.
É difícil de indicar um ramo de cultura, em que Dmitri Likhachev não
participasse de maneira mais ativa. Ele criou o “Fundo da Cultura” e a
revista “Herança” – primeira edição russa, dedicada aos problemas de
preservação da cultura.
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“Estrelas da Lua Branca” - é assim que se chama o Festival Internacional

de música étnica, que tinha sido promovido em Ulan-Ude, capital da


república da Buriatia, situada no Leste da Sibéria.
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Os participantes do festival representam países da região centro – asiática
e as repúblicas russas de Tuva e de Khakassia.
O vencedor do programa de concurso foi o grupo “Arjaan”, composto de
estudantes, - de nacionalidade tuvina, - da Academia Siberiana de Cultura
e de Arte. Na opinião de peritos na esfera da música étnica, os jovens
músicos deram provas do seu profissionalismo e da aptidão fina de
assimilar os motivos da música nacional. A vitória neste concurso
permitirá ao grupo gravar o seu primeiro álbum solo.
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O festival “Estrelas da Lua Branca” foi organizado em princípios da década
de noventa do século passado. Hoje em dia ele já tem um status
internacional e dá a conhecer ao público o ramo étnico da música. Neste
ano, a apresentação do primeiro grupo – rock “Uragshaa”, da Buriatia,
mereceu os mais calorosos aplausos. Queiram ouvir a “Canção do
nômade”, na sua interpretação.
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Acabam de ouvir o nosso programa “No mundo da cultura”, preparado
pela redatora Nina Grichina.