2º ANO – prof.ª Rosana Aula de 06.02.

2006 CONFLITOS E INSATISFAÇÕES Os conflitos surgem pelo fato de os bens serem limitados e os interesses sobre eles serem ilimitados, em face das múltiplas necessidades do homem. Bem é tudo aquilo que satisfaz as necessidades do homem.As insatisfações das pessoas é que geram os conflitos e são devidas à oposição de outrem à posse de um bem ou mesmo a imposições do direito a essa posse. Os conflitos podem ser resolvidos por iniciativa de uma ou das duas partes envolvidas e até mesmo pela intermediação de uma terceira pessoa. Como modos para se resolver os conflitos temos: a autotutela (ou autodefesa), a autocomposição, a arbitragem, a jurisdição. 1. Autotutela ⇒ É o modo de se resolver um conflito fazendo uso da força. É característica do modo primitivo de resolver os conflitos que surgiam, ante a inexistência de um Estado forte o bastante para garantir a justiça. O homem primitivo resolvia suas questões sobre os bens lançando mão da força bruta. Características da autotutela: a) ausência de juiz distinto das partes e b) imposição da decisão por uma das partes. Hoje, ainda, o Direito admite, excepcionalmente, a resolução de certos conflitos por meio da força, isto é, em alguns casos, ainda admite o uso da força, da autotutela. Entretanto regula os detalhes em tais situações a fim de não ocorrerem excessos, isto é, que a força não seja exagerada.(Ex: a legítima defesa). A autotutela depende de atividade de uma das partes. 2. Autocomposição ⇒ É a forma de resolução de um conflito diretamente pelas duas partes envolvidas, o que pressupõe o acordo, o diálogo, a negociação. A autocomposição como que já aparecera nos sistemas primitivos de resolução de conflitos perdura até hoje. Por ela uma das partes, ou ambas, abrem mão do seu direito ou de parte dele. A autocomposição implica na vontade das partes. São as seguintes as três formas de autocomposição: a) Transação ⇒ Implica em que cada uma delas cede parte de seus interesses sobre determinado bem, ocorrendo, assim, perda para as duas partes, ou seja, a perda é bilateral. As concessões são recíprocas. b) Submissão ⇒ Uma das duas partes abre mão de seu interesse no bem. Diferentemente do que ocorre na transação só uma das partes perde, em benefício da outra. A perda é, portanto, unilateral. c) Desistência ou renúncia ⇒ Bastante parecida com a submissão, ocorrendo apenas quando a parte que cede ou renuncia já estava na posse do bem em litígio. Haverá, como no modo anterior, perda unilateral. Não se chegando à solução de um conflito e para que não se voltar a recorrer à autotutela, surgem duas novas maneiras de resolvê-lo, pressupondo a participação de uma

2 terceira pessoa (o árbitro) na questão: arbitragem e jurisdição, que supõe a participação de um terceiro. 3. Arbitragem ⇒ Decidindo por essa medida, o arbitramento será feito por uma terceira pessoa - o árbitro. De início, a arbitragem teve caráter facultativo, ou seja, dependia da vontade e da aceitação das partes, o que acabava gerando problemas. Na antiguidade a escolha recaía nos sacerdotes ou nos anciãos e as decisões pautavam-se pelos padrões aceitos pela coletividade, pelos costumes. Era uma espécie de juiz antes do legislador. Então, com a interferência do Estado, que passou a se impor e a se encarregar de indicar o árbitro, a arbitragem passou a ser obrigatória. Desse instrumento para resolução de conflitos – a arbitragem – passou-se para a uma nova forma de arbitragem, a jurisdição. Desaparece a fase da justiça privada com sua substituição pela justiça pública. Passa-se assim, na evolução do processo de resolução dos conflitos, a uma nova fase na qual os juízes agem em substituição às partes: a jurisdição (justiça pública). 4. Jurisdição ⇒ Fase em que o próprio Estado passou a ser o árbitro, representado pelo Juiz. (Estado-juiz). Jurisdição é o instrumento por meio do qual os órgãos jurisdicionais atuam para pacificar as pessoas conflitantes, eliminando os conflitos e fazendo cumprir o preceito jurídico pertinente a cada caso que lhes é apresentado em busca de solução, Antes dessa fase do Estado-juiz, ocorreram as fases: a autotutela, a arbitragem facultativa, dentro da autocomposição e a arbitragem obrigatória, onde já surgia o processo. Esta última fase evoluiu para a jurisdição. Evidentemente, a evolução dos instrumentos mencionados, dentro de sua configuração história, apresenta avanços e retrocessos. Dentro dessa evolução, importa considerar que antes de se chamar oficialmente o Estado para resolver a lide (conflito não resolvido por outros instrumentos), o Estado, dentro de sua função pacificadora, oferece a tutela jurídica, isto é, coloca à disposição da sociedade todo o conjunto de normas existentes, em especial o Código Civil, para servir de embasamento à solução extraprocessual dos conflitos. É uma forma indireta de o Estado intervir na resolução de conflitos. Se ainda assim persistir o conflito, chega-se à fase da lide (para o jurista Pontes de Miranda: é o conflito de interesses qualificados para uma pretensão resistida). É a disputa, até então insanável, dos interesses conflitantes. Aula de 09.02.2006 Ocorre, por fim, o recurso para que o Estado, de forma direta, resolva a questão. Surge nessa altura a Jurisdição ou a tutela jurisdicional. Portanto, a tutela jurídica surge ainda durante o conflito e a jurisdição ou tutela jurisdicional surge durante a lide. Equivale a dizer, também, que o Estado oferece elementos na solução do conflito em dois momentos: indiretamente, no primeiro, através da tutela jurídica, quando a solução deve surgir a partir das partes envolvidas ou de um árbitro que elas elejam e, no segundo momento, diretamente, através da tutela jurisdicional (jurisdição), quando o Estado apresenta a solução para a lide, independente da concordância das partes. Então, resumindo, na autotutela e na autocomposição a solução do conflito surge das próprias partes, pela força, na primeira, e pela negociação na outra. Já nas outras duas formas – arbitragem e jurisdição – a solução vem de uma terceira parte, exterior àquelas

3 que conflitam, sendo facultativa na arbitragem e obrigatória na jurisdição, com o Estado arbitrando diretamente nesta última (Estado-juiz). 14.02.2006. PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO Princípios são proposições de caráter geral que devem ser observadas pelos sistemas processuais. Cada sistema processual tem uma série de princípios que lhe são específicos além dos princípios gerais (que se aplicam a todos os sistemas processuais). Os princípios gerais São a base de cada sistema. No conjunto de normas do sistema não pode haver norma específica que viole qualquer um dos princípios gerais. Os Princípios gerais do Processo são as regras necessárias à criação, interpretação e aplicação da lei. Eles têm conotações de ordem éticas, sociais e políticas. Existem dois grupos de princípios: os Deontológicos e os Epistemológicos. Entretanto, alguns dos princípios gerais se colocam entre a epistemologia e a deontologia, entre a norma e o valor ético. O primeiro grupo – Deontológicos - reúne princípio voltados à moral, à ética, ao dever ser. Na busca de processo ideal buscado pelo legislador, quatro regras, chamadas de princípios informativos, foram estabelecidas: . 1. Princípio lógico ⇒ estabelece que na elaboração da lei deve-se procurar o caminho mais seguro e mais rápido para resolver-se uma questão; procura-se o caminho mais rápido e mais seguro para o exercício da tutela, para evitar o erro. 2. Princípio jurídico ⇒ Esse princípio do processo é a declaração concreta da lei, pretendendo-se igualdade no processo e justiça na decisão. 3. Princípio político ⇒ É a máxima garantia social dos direitos com o mínimo de esforço individual da liberdade. É o respeito aos direitos do cidadão e é, também, a imposição das obrigações que ele deve cumprir. 4. Princípio econômico ⇒ O processo não pode custar mais que o mais pobre dos brasileiros, que tem acesso ao processo, possa pagar. O processo deve ser acessível a todos, em termos de custo e duração. Os Princípios Epistemológicos: São os que permitem conhecer o processo Se referem ao Direito como ordem normativa.. Princípios epistemológicos: 1. Princípio da Disponibilidade/Indisponibilidade Disponibilidade ⇒ o direito está disponível ao cidadão, que o utilizará ou não, conforme sua vontade. Portanto existe a possibilidade de se pedir, ou não, a tutela de um direito disponível. É quase absoluto no processo civil, exceto quando se trata da prevalência do interesse público sobre o privado. Indisponibilidade ⇒ Conforme a natureza do direito essa liberdade de opção desaparece. Inclusive em relação à pessoa envolvida (menor, por exemplo). A reclamação do direito torna-se obrigatória. É comum a parte envolvida no processo ser o Ministério Público. A Indisponibilidade é característica do processo penal, pois o Estado não tem apenas o direito de punir, mas tem o

4 dever de o fazer. A Disponibilidade está mais no campo do Direito Civil e a Indisponibilidade no campo do Direito Penal. Princípio da iniciativa da parte ⇒ É um complemento do princípio anterior. Se a pessoa pode ou não pedir a tutela do direito ou se ela é obrigada a fazê-lo, cabe a ela a iniciativa do processo. Em certos casos o Ministério Público é a parte e inicia o processo. A propósito dois brocardos do Direito: “ não há juiz sem autor” e “O juiz não agirá por sua iniciativa”. O juiz não conhecerá da tutela sem pedido da parte, ou seja, ele não toma a iniciativa de fornecer a tutela do Estado. Princípio do Impulso Oficial ⇒ Iniciada a relação processual, compete ao juiz cuidar do desenvolvimento do processo até o seu final, com o fim da sua função jurisdicional. A partir da iniciativa da parte, começando o processo, o Estado, pelo Juiz, cuidará de impulsioná-lo até o final. A ele compete, pois, dar andamento ao processo iniciado pela parte (Art. 262, CPC). Princípio do Dispositivo/Inquisitivo ⇒ Princípio Dispositivo: Compete às partes informar os fatos e prová-los, por meio de provas de sua preferência. O juiz depende das provas e das alegações das partes para julgar. No Direito Penal, o processo é indisponível, cabendo ao Ministério Público a iniciativa, que, entretanto, poderá ser assistida pela parte, quando do interesse desta. O Princípio Inquisitivo é chamado de Principio da investigação das provas, que possibilita ao juiz a investigação de provas. Assim, o juiz pode passar de sua posição de mero espectador das alegações e da provas apresentadas (verdade formal) para buscar ou determinar a busca de provas. Princípio da imparcialidade do juiz ⇒ Pela imparcialidade, que deve caracterizar a ação do juiz, ele não pode dar início ao processo nem pode produzir provas. Pode, entretanto e em certos casos, pedir ao Ministério Público a complementação de provas. Por estar entre as partes, mas acima delas é que o juiz pode julgar. Para possibilitar essa imparcialidade, as constituições trazem muitas garantias ao juiz no exercício de suas funções e proíbem os tribunais de exceção, que se contrapõem ao juiz natural constituído constitucionalmente.

2.

3.

4.

5.

6. Princípio da Igualdade ou Isonomia ⇒ Existem dois tipos de isonomias: a formal e a material. Este princípio refere-se à isonomia material, que consiste em tratar desigualmente os desiguais para conseguir-se compensar as diversas formas de desigualdades. A igualdade prevista na lei pressupõe a igualdade perante o juiz. As partes e seus procuradores devem merecer tratamento igualitário para que suas razões valham em juízo. (Art. 5° da CF). 7. Princípio do contraditório ou da Bilateralidade da audiência ⇒ No processo, o juiz deve sempre ouvir as duas partes. Perante o juiz, as partes não são antagônicas, mas colaboradores necessários à realização da justiça. O direito do contraditório é assegurado pela CF e pressupõe que todos os atos praticados pelo juiz ou por uma das partes sejam conhecidos pela outra parte. Os instrumentos para dar ciência da prática de tais atos são dados pela citação, intimação e da notificação. 8. Princípio da lealdade processual ⇒ No processo, as partes devem agir com lealdade e respeito.(Art. 14, 15 e 18 – CPC). O processo, além de buscar a

5 solução do conflito entre as partes, presta-se, também, à pacificação geral da sociedade e à atuação do direito. Tem ele, pois, inserção no campo sóciopolítico, o que exige que todos os envolvidos se pautem com os deveres da moralidade e da probidade. Aula de 16.02.2006. 9. Princípio da Publicidade ⇒ Os atos processuais são públicos para que haja transparência nos procedimentos até para que eles possam ser fiscalizados. Existem exceções que prevêem privacidade. (Art. 155, CPC). A presença do público nas audiências e a possibilidade de exame dos autos por qualquer pessoa são instrumentos de fiscalização dos atos do juiz e dos promotores e dos advogados que participam do processo. A publicidade dos atos processuais está da direção de garantir a independência, a imparcialidade, a responsabilidade e a autoridade dos julgadores. 10. Princípio da Oralidade ⇒ As provas devem ser produzidas em audiências, portanto oralmente. (Art.336) 11. Princípio da Imediação ⇒ O Juiz é quem colhe pessoalmente as provas de forma direta e imediata. As perguntas são dirigidas pelas partes a ele, que as transmite à testemunha, colhendo de imediato elementos para formação de seus critérios de julgamento. 12. Princípio da Identidade do Juiz ⇒ O juiz que preside a audiência deve julgar a lide. Explica-se pela identidade do Juiz com as circunstâncias da lide. (Art.132). Se, por alguma circunstância, o processo deve receber julgamento de outro juiz, este pode até determinar a repetição de certos atos do processo para formar convicção adequada sobre o assunto. O juiz que presidiu a audiência já colhera elementos para essa convicção. 13. Princípio de Persuasão Racional do Juiz ⇒ A emotividade não deve influir na decisão. O juiz deve ser convencido racionalmente pelas provas (Art.131). O convencimento do juiz, entretanto, deve ser motivado e o juiz não pode desprezar as normas legais existentes, pois seria um juiz arbitrário. Esse princípio prende-se diretamente ao Princípio da Oralidade, no qual o juiz busca nas alegações das partes elementos para seu convencimento racional. 14. Princípio da Economia Processual ⇒ Sempre que possível, fases do processo devem ser eliminadas para economia processual (Art.330 – II). Esse princípio pretende obter o máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de atividades processuais. Deve haver uma proporcionalidade entre os bens (ainda que não materiais) em disputa e o dispêndio para desenvolver o processo. É indispensável atentar-se para a relação custo-benefício. 15. Princípio da Pluralidade do Grau de Jurisdição ⇒ Refere-se à possibilidade de recursos à instâncias superiores, (jurisdição superior) pretendendo revisão de decisões de jurisdição inferior. Embora existam argumentos contrários à possibilidade de recursos, o grande argumento do princípio é de natureza política: nenhum ato do Estado pode ficar imune aos necessários controles. 16. Principio de Ordem Consecutiva Legal ⇒ O processo tem uma ordem natural de andamento (Art. 262 e ss). A dinâmica do processo deve seguir passos préestabelecidos a fim de que todos os princípios envolvidos sejam adequadamente atendidos.

ato que não vem do Judiciário. tendo a partir daí condições de decidir com a adequada aplicação do direito material. poder este que. buscando cumprir a função do Estado de promover a paz social. compõe a soberania do Estado. Assim. A jurisdição existe em decorrência da lide. a norma jurídica (direito material) na resolução da lide. da norma. Esses três aspectos da jurisdição – poder. Jurisdição Os três instrumentos fundamentais da TGP são: Jurisdição. juntamente com os Poderes Executivo e Legislativo. atividade. Escopo Jurídico de Atuação do Direito ⇒ O Juiz deve aplicar a lei. a jurisdição é um encargo público dado a um órgão estatal para promover a paz social mediante o direito justo e pelo processo. Como função. O Estado é imperativo. função.6 21. É por meio do contraditório que o Juiz chega à verdade. Inércia ⇒ Para resolver a lide. Ação e Processo. Jurisdição ⇒ Como função e monopólio do Estado. A tutela da jurisdição tem que ser pedida. preponderante. o Poder Judiciário pode exercer. Essa definitividade só existe no Poder Judiciário. recria o fato. Existem raras e específicas exceções em que o juiz pode tomar a iniciativa. 2. A jurisdição é exercida através do Poder Judiciário. Como poder. o processo estruturado mostra esses três aspectos da jurisdição. *Substutividade ⇒ O Juiz se coloca no lugar das partes. ao mesmo tempo. é o complexo de todos os atos do juiz no processo. outras funções como legislar (casos de criação de comarcas) e administrar o seu próprio patrimônio. Especificidade ⇒ O poder da jurisdição é específico. Definitividade ou Coisa julgada (decidida em definitivo) ⇒ A coisa julgada não pode ser modificada. exercendo o poder e cumprindo tudo que a lei lhe determina. Como atividade. O Estado só age depois de acionado pela parte. porém não exclusivo Poder Judiciário. Além disso. Contraditório ⇒ Cada parte tem o direito de se manifestar sobre tudo que surgir no processo. nenhum juiz toma a iniciativa. prejudicando a imparcialidade com que deve julgar. Características da jurisdição: 1.02. Ex: Impeachment. sobretudo sobre o que a outra parte disser. Jurisdição significa dizer o Direito. 4. É a sua capacidade de decidir imperativamente e de impor as suas decisões. a jurisdição é. A CF . 5. função e atividade – só transparecem legitimamente por meio do processo adequadamente estruturado. poder. Ex: o hábeas corpus pode ser concedido de oficio e a execução penal pode ser instaurada ex oficio. Ele só inicia a lide nos casos que seus interesses são ameaçados. dando a ele um só sentido. 3. excepcionalmente. Atuação com relação à lide ⇒ A jurisdição só atua quando houver a lide. 6.2006. é a capacidade de o Estado impor. É dentro deles que o Juiz aplica o Direito. 8. 7. Atuação processual ⇒ A jurisdição estatal só pode ser exercida sob a égide dos princípios gerais do processo. Se ele tomasse a iniciativa acabaria “descobrindo” conflitos e perturbando a paz social.

O juiz incorpora a jurisdição por meio da investidura. como a Militar. A jurisdição civil abrange toda a jurisdição não penal. 2. 4. se for o caso. 5. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Juiz natural ⇒ Sabe-se. Como a jurisdição é um monopólio do Estado.7 estabelece que a lei não prejudicará o direito adquirido. independente da sua vontade. o Juiz pode exercer a jurisdição em todo território brasileiro. que juiz decidirá a lide. ele tem que decidi-la. são universalmente reconhecidos: 1. Como os juízes são distribuídos em comarcas ou seções judiciárias. Princípio da Investidura ⇒ É o ritual pelo qual o Estado transfere ao Juiz o poder jurisdicional. Não se entenda como tais as justiças especiais. com ou sem expressão na própria lei. ⇒ Quanto à matéria. Existem alguns critérios para essa classificação. uma vez que só o Estado pode fazer essa investidura. ao objeto: a) Penal. Indeclinabilidade / Inafastabilidade ⇒ O Estado (por meio do Juiz) não pode se recusar a decidir a lide. A decisão é imposta às partes às quais só cabe acatá-la. O cumprimento da decisão do Estado é inevitável. Não pode. Esse princípio emana da própria CF quando proíbe a qualquer um dos Poderes delegar atribuições. b) Civil. mas o faz em nome do Estado. Inevitabilidade ⇒ A decisão do Estado não pode ser descumprida. Esse juiz já definido é o juiz natural para aquela causa. por analogia ou por outro meio qualquer. Donde a Jurisdição Penal e Jurisdição Civil. Todos os juizes que podem decidir uma causa são previamente definidos. (Entenda-se por juiz não a pessoa física do juiz de direito. por lei. 6. Indelegabilidade ⇒ A jurisdição de que um Juiz é investido é indelegável. Princípios inerentes à jurisdição: A jurisdição é pautada por alguns princípios fundamentais que. não o faz em seu próprio nome. mas o órgão jurisdicional). que para tanto são investidos no cargo. exercendo a sua jurisdição. A CF proíbe os chamados tribunais de exceção para julgar crimes de natureza não prevista constitucionalmente ou para julgar determinadas pessoas. Não pode declinar de sua obrigação de julgar. A juiz. portanto a lei. de antemão. Espécies de Jurisdição: A classificação da jurisdição em espécies não significa a sua divisão. Aderência territorial ⇒ Uma vez que a jurisdição é a soberania. . Cada juiz já tem sua competência definida em lei. nem mesmo qualquer deliberação de um dos membros do Poder Judiciário alterar a distribuição feita pela CF. à sua jurisdição. é una e indivisível. 3. Ainda que não haja lei destinada à determinada lide. A jurisdição. como a própria soberania. ele a exerce através de seus agentes. os juízes. que estão prevista na CF ante a ocorrência de determinados fatos. cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito. E o Estado o investiu segundo critérios de escolha próprios. a Eleitoral e a Trabalhista. pois neste vigora a soberania nacional do país.

inclusive das da Capital. . O órgão máximo na estrutura judiciária brasileira é o STF. através da elaboração de proposta orçamentária e na gestão das dotações pelos próprios tribunais. b) Especial ⇒ A especial é exercida pela Justiça Militar. pois persiste a sistemática de nomeação dos magistrados pelo Poder Executivo com aprovação do Poder Legislativo. desde o seu início). 23. A autonomia administrativa dá ao Poder a capacidade de organizar-se. Garantem a autonomia administrativa e financeira do Poder. a) Jurisdição inferior (conhece a lide pela primeira vez. Compreende: a) Independência política (CF. como um todo. organizar suas secretarias. São garantias específicas dos juízes togados. Essas garantias são de duas espécies: 1. conceder licenças. 95-I) – os magistrados só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado. entretanto. e complementam as garantias do Poder Judiciário como um todo. Garantias aos membros do Judiciário ⇒ São as garantias dadas aos funcionários do Poder Judiciário. falar-se em: a) Comum ⇒ A comum é exercida pela Justiça Estadual e Justiça Federal. férias e afastamentos a todos os seus membros. removido de um lugar para outro e a irredutibilidade de vencimentos (Art. donde se falar em duplo grau de jurisdição. Garantias Institucionais ⇒ São garantias do Poder Judiciário. conta com garantias constitucionais. 2. Daí.2006 Garantias do Poder Judiciário. não isenta o juiz da tributação competente em seus vencimentos. Por isso o Poder Judiciário tem a sua cota de participação na renda do país. revisão de decisão inferior). se o Poder Judiciário tem absoluta independência no desempenho de suas funções. Já a autonomia financeira garante a independência do Poder em relação aos outros Poderes. propor a criação de varas judiciárias. Abrange. Daí. pela Justiça do Trabalho e pela Justiça Militar Estadual. Todavia. em especial aos juízes. b) Jurisdição superior (Entra na lide na segunda vez. Art 95) ⇒ inclui a vitaliciedade (Art.8 ⇒ Quando à gradação: O inconformismo pela decisão de um juiz onde teve início a lide permite a apreciação da mesma por um juiz em um grau superior. Essa autonomia vem da própria separação e da convivência harmônica dos poderes. prover os cargos de juiz de carreira. O Poder Judiciário. sem seu consentimento. Os tribunais podem eleger seus órgãos diretivos. 95-III) – que. 95-II) – O juiz não será. pela Justiça Eleitoral. no que se refere à organização do Poder Judiciário depende dos outros Poderes.02. ⇒ Quanto aos órgãos: A CF instituiu vários organismos judiciários cada um com sua competência definida. a inamovibilidade (Art. dos juízes de direitos das diversas comarcas. para funcionar como guardião dos direitos individuais com liberdade e imparcialidade. na Justiça Estadual.

Por outro lado. Obs.2006 Distinção entre as espécies de jurisdição a) Jurisdição Contenciosa ⇒ Ocorre quando há conflito de interesses. Pressupõe consenso. também não há voluntariedade e embora as duas partes em questão não possam prescindir do Estado. em tal caso. Parágrafo único). pois como no caso não ocorre conflito de interesses. mas a concordância deles e.convergentes. b) Jurisdição Voluntária ⇒ Ocorre quando não há conflito de interesses. c) Garantia de independência Jurídica ⇒ A única subordinação do juiz é à lei e à sua consciência. está cumprindo sua finalidade de promover a paz social e de preservar direitos civis das partes. a existência da lide Quanto ao Interessados .03. Diferenças entre os dois tipos de jurisdição JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA JURISDIÇÃO CONTENCIOSA Quanto ao Interesses comuns – Não há Conflito de interesses – Pressupõe Objeto lide. concordantes. Quanto à Não há necessidade de o Estado O Estado impõe sua decisão coação se impor aos interessados. na jurisdição voluntária ocorre. 95. quando há lide. Competência . Quanto à Pacificação social (Tutela Pacificação social – (tutela finalidade jurídica) jurisdicional). Administração voluntária é atividade administrativa. tão-somente uma administração pública do direito privado e não uma decisão. as substitui.9 b) Garantia de imparcialidade ⇒ (Art. mas acordo. portanto. Os interesses são. Quanto à Integratividade – As partes se Substituidade – O juiz assume o posição do Juiz integram lugar das partes. mas necessita dele apenas para chancelar a decisão. por parte do Estado. decidindo. eliminar a caráter lide. o Estado não decide. O juiz só administra a situação para verificar o cumprimento da lei. Quanto à jurisdição voluntária há uma corrente de doutrinadores que considera a terminologia inadequada. 07. Princípio da inevitabilidade. Protegem os juízes de si mesmos. Assim. Quando o Estado participa. Esse parágrafo lista os impedimentos impostos ao juiz para garantir a sua imparcialidade nos julgamentos. Quanto à Não é definitiva – Existe a A decisão não pode ser mudada – decisão possibilidade de reversão não há reversão.do mesmo lado Partes – dois lados opostos sujeito Quanto ao Não existe contraditório – há Existe contraditório – são duas contraditório acordo entre as partes versões diferentes. A jurisdição contenciosa é a verdadeira jurisdição. Quanto ao Preventivo – evitar a lide Repressivo – reprimir.

causas civis e causas não civis). C)Critério Funcional (5ª Competência Funcional) ⇒ Pode ser de dois tipos: a) Vertical – recorrer em instância de órgão superior. cada juiz recebe uma parte de toda jurisdição. CPC). Critérios da competência: A) Critério Objetivo ⇒ resolver a lide. que leva em conta os crimes dolosos contra a vida. Lei 9099. É levada em conta a atribuição específica de cada órgão dentro de um único processo. Competência “ratione materiae”) ⇒ Ex: Justiça do Trabalho. 2ª Competência quanto à pessoa. 74 CPC Art. Ex: Juízes togados e Tribunal de Júri. 113. I . Art. Tribunal do Júri. por seu lado. Art. I-b). Competência quanto à natureza da causa (1ª. levando em conta o território todo. Competência ratione valori”). b) Competências absolutas ⇒ visam proteger o interesse público.Competência em razão do valor da causa. 94 e Art. A competência natural só será respeitada se solicitada pela parte. Esses critérios (três) permitem criar as regras das competências (cinco). (Ex. As cinco competências mencionadas e abaixo listadas. Os critérios para essa distribuição da jurisdição são as leis de organização judiciária. 100.10 A competência se refere à distribuição de juízes pelo território nacional. (CPP Art. (Art. Classificação da cinco competências nos dois grupos mencionados: COMPETÊNCIAS 1ª Competência quanto à matéria. É prorrogável. Quanto ao valor da causa (3ª.(CPC 275-I. Quanto à qualidade das pessoas (das pessoas envolvidas na lide) – (2ª Competência “ratione personae”). 100. 3˚. É o critério de distribuição pelos órgãos do Judiciário das atribuições relativas ao desempenho da jurisdição. a) Competências relativas ⇒ visam proteger os interesses privados. 74. dividem-se em dois grupos (Art. 3ª Competência quanto ao valor 4ª Competência quanto ao foro. (Ex. B) Critério Territorial (4ª Competência “ratione loci”. 2. É a quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada órgão ou grupo de órgãos do Poder Judiciário. Ou se é o juiz ou nunca se o será. 102. da mesma instância. mas por questões de ordem prática há limitações para o exercício dessa jurisdição. 5ª Competência quanto à função GRUPO Absoluta Absoluta Relativa Relativa Absoluta Exemplos CPP Art. 3. Competência quanto ao foro) ⇒ Divide-se o espaço físico entre os juízes. 70 e 72). CPP: crime doloso contra a vida). Portanto. Ela não é prorrogável. CF. – CPC. I e II. b) Horizontal – dois órgãos do mesmo nível. 113 CPC Art. Art. I). Este critério se subdivide em três competências: 1.

em particular.e corresponde ao silencio da parte. A forma expressa da prorrogação voluntária da competência está ligada aos contratos. Trata-se. 2ª.) Hipótese da prorrogação Legal da competência. por possibilitar a competência de um juiz.) Hipótese da prorrogação voluntária da competência. pela outra. Só pode ocorrer no Direito Civil. A forma tácita aparece quando um juiz incompetente não recebe da parte exceção de incompetência relativa. o juiz pode. uma vez que as competências absolutas são improrrogáveis. especificamente com o Tribunal do Júri. O desaforamento pode ser solicitado pelo Ministério Público ou pelo réu e para que ocorra são necessários. Existem três hipóteses para a prorrogação das competências dos juízes: 1ª.) Hipótese do Desaforamento da competência. O assunto vem tratado nos artigos 111 e 112 do CPC. • Assegurar a imparcialidade dos jurados. Nesse caso. o juiz incompetente torna-se competente. cancelar o foro estabelecido por apenas uma das partes. Pode ser expressa ou tácita. O foro de eleição é. o foro de eleição das partes. portanto. No contrato aparece. por adesão. Ficando então estabelecido como foro aquele que seja indicado legalmente. logicamente. uma das formas de prorrogação da competência. .11 14. de ofício. É. como justificativa: • A necessidade de manutenção da ordem pública. 1ª.) VOLUNTÁRIA ⇒ Depende da vontade da parte. portanto.03. ⇒ Entre os contratos existe um modelo especial – os contratos de adesão – em que o foro é estabelecido por uma das partes e aceito. então. do alargamento das competências relativas. uma forma de prorrogação da competência relativa – forma tácita . não anular a cláusula desse tipo de contrato a sua competência fica prorrogada. 3ª. ainda que incompetente por outras razões. À falta dessa exceção. 424. 2ª.) DESAFORAMENTO ⇒ Ocorre apenas no Direito Penal. do CPP. Se o juiz. O desaforamento está previsto no Art. É expressa justamente porque a eleição do foro consta de uma das cláusulas dos contratos. O Juiz não pode alterar esse foro.2006 PRORROGAÇÃO DA COMPETENCIA Significa o alargamento da competência de um juiz. entretanto. Ocorre em razão da conexão ou da continência das ações. 3ª. • Garantir a segurança do réu.) HIPÓTESE LEGAL ⇒ A prorrogação da competência ocorre por determinação da própria lei. Consiste na possibilidade de as partes elegeram o foro sob o qual serão resolvidas as pendências oriundas do contrato.

) Duas ações. independentemente da data da interposição da ação. Existem duas situações. portanto. ele direciona sua ação contra o B.) Duas ações sujeitas a juizes que têm a mesma competência territorial: Torna-se competente o juiz que despachou em primeiro lugar. Direito de Ação é. ⇒ Mudança da hierarquia (extinção da vara. torna-se competente (prevento) aquele que obteve citação válida em primeiro lugar.03.12 Duas ou mais ações são ditas conexas (conexão) quando têm em comum o objeto OU a causa de pedir (CPC. Durante a vigência dessa teoria existiam três conseqüências inevitáveis – não há ação sem direito. exercendo o direito de ação para solicitar ao Estado a tutela de seu direito. Se a decisão do Estado for-lhe favorável. TEORIAS DO DIREITO DE AÇÃO Pelo instituto da jurisdição o Estado tem a obrigação de resolver a lide e em contrapartida o cidadão tem o direito de exigir do Estado essa resolução. a começar pela logo abandonada que se baseava na existência do contrato social. abrange os das outras (CPC. quando o Estado chama para si a obrigação de resolver a lide. A jurisdição surge ante a proibição da autotutela e a ineficácia da composição e da arbitragem. o direito de exigir do Estado o cumprimento de sua obrigação de resolver a lide. muda a direção de sua ação. Assim. própria. isto é. 1ª. autônomo e abstrato. OUTROS INSTRUMENTOS PROCESSUAIS a) Perpetuação b) Prevenção Perpetuação ⇒ A competência é determinada na propositura da ação. por exemplo). Coloquialmente costuma-se dizer que duas ações conexas são duas ações parecidas e duas têm continência quando são quase iguais. 21. por exemplo. nas quais os juízes não têm a mesma competência territorial. Está. do direito. 103) e duas ou mais ações apresentam continência quando apresentarem identidade quanto às partes e à causa de pedir e o objeto de uma. subjetivo (pertence ao sujeito). sendo irrelevantes mudanças de estado de fato ou de direito ocorridos posteriormente e a partir daí fica perpetuada. A seguir surgiu a teoria imanentista (ou civilista) para a qual a ação seria uma qualidade imanente. Seria uma reação a um direito violado. 104). sendo mais amplo. confirma-se o seu direito de ação. o direito de ação pressupõe a existência de um . o indivíduo A sofre oposição ao seu suposto direito por parte do indivíduo B. nessa altura. Art. não pode ser alterada.2006. Assim. 2ª. Esse direito do cidadão representa o seu Direito de Ação. não há direito sem ação e a ação segue a natureza do direito. Todavia existem dois casos de exceção em que a competência estabelecida inicialmente precisa ser modificada: ⇒ Alteração da competência relativamente à matéria da ação. Art. O Direito de Ação é um direito público (envolve o Estado). Algumas teorias existem explicando a evolução histórica do conceito de Direito de Ação. dirigindo-a ao Estado. Não havendo sucesso. Prevenção ⇒ é a escolha de um entre dois ou mais juízes igualmente competentes. quando.

o direito de ação contra o adversário. portanto. Assim. como tal. distinguindo-o do direito subjetivo material. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA AÇÃO Para o exercício da ação existem três condições indispensáveis e. • Ocorrendo sentença desfavorável ao autor. só esta última teoria considera a existência da ação. São as condições necessárias para que possa existir o provimento . Esta teoria só seria satisfeita. o direito de ação só existirá quando a sentença for favorável ao cidadão. o direito de ação. entende-se que a solução da lide pelo Estado. A ação existirá mesmo que haja sentença contrária à pretensão do autor ou até quando uma sentença injusta a acolhe sem que exista direito subjetivo material. Resumindo: • Ocorrendo sentença favorável ao autor.a ação como direito autônomo e abstrato – é a que é aceita hoje no Direito. o direito de ação à existência de um direito substancial anterior. Não pressupõe necessariamente a existência do direito subjetivo material violado (ou ameaçado) – é o caso das ações meramente declaratórias. sujeito passivo da ação. Se a decisão do Estado for-lhe desfavorável.13 direito anterior. quando a sentença é favorável ao pleiteado. todavia. então. A teoria imanentista vincula. Teoria da ação como direito autônomo e concreto ⇒ dirige-se contra o Estado. não eliminando. pois. devem existir simultaneamente. o seu direito de ação desaparece. Na seqüência. os estudiosos do assunto demonstraram irrefutavelmente o caráter autônomo do direito de ação. pois configura o direito do cidadão à tutela jurisdicional do Estado. havendo decisão. Como a tutela jurisdicional só poderá ser feita através da proteção concreta. • A teoria do direito autônomo e abstrato de agir. Na teoria da ação como direito autônomo ⇒ Direito de Ação ≠ Direito Subjetivo Material. pois as outras a negam. Se a sentença lhe fosse desfavorável. com o que não existiria. também. favorável ou desfavorável ao autor. Numa comparação entre a teoria imanestista e a teoria da ação como direito autônomo surgem: Na teoria Imanentista ⇒ Direito de Ação = Direito Substantivo Material. Esta última preenche. cuja inexistência elimina a possibilidade do direito da ação. Essas duas correntes podem ser consideradas correntes de uma teoria mais abrangente – ação como direito autônomo. todas as teorias consideram a existência do direito de ação. deixaria de existir um direito concreto. Ainda nesses casos. Com isso caminhou-se para a teoria da ação como direito autônomo e abstrato. Esta última teoria . reconhecendo duas corrente: • A teoria do direito autônomo e concreto à tutela jurídica. Esta teoria considera que o direito de ação independe da existência do direito material invocado. fica caracterizado o direito de ação mesmo que o autor alegue um direito abstrato para solicitação da tutela jurisdicional. todas as hipóteses que possam ocorrer. inexistindo em caso contrário. é suficiente para caracterizar a existência do direito de ação.

Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. Interesse de agir • 1ª) Possibilidade jurídica. Isto é. salvo quando autorizado por lei”. (o réu). ou seja. O CPC. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. quando se percebe. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. para resolver interesses de outrem. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. em nome próprio. isto é.03. Legitimidade das partes. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. direito alheio. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto.2006 • 3ª) Legitimação ad causam. a cobrança judicial de dívida de jogo. 2ª) Interesse de agir. aquele que pede a tutela jurisdicional. A existência delas está ligada à economia processual: assim. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. solicitar divórcio em pais onde ele não existe. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. o autor da ação. A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. Além das figuras acima. a ação deve ser negada imediatamente. Existe a necessidade da intercessão do Estado. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. apto a conceder a tutela pleiteada. ainda que em tese. a ação deve ser imediatamente negada. Entretanto a parte . • 23. aquele que se diz ter violado o direito alegado. sob pena de não haver razão de ser da ação. em contrapartida. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. O interesse de agir vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. que não tem amparo na lei. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão.14 jurisdicional. donde a legitimidade passiva. que a tutela jurisdicional não poderá ser concedida.

cujo beneficiário é a sociedade. pode ocorrer a extinção do processo. Esse estudo fica bastante simplificado quando se parte do seguinte esquema: . Evidentemente. Configura-se nessas exceções. isso é. É chamada. ou da ação popular. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. ocorre liminarmente o seu indeferimento. 28. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido.2006 ELEMENTOS DA AÇÃO.03. também de legitimação anômala ou de substituição processual. sejam titulares de ação. Por isso mesmo. Ao se constatar a carência da ação. faz com que desapareça o direito de ação. ou. torna-se necessário atentar para a igualdade das ações a fim de evitar-se a repetição de uma ação.15 final do mencionado art. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. Como o Estado só presta tutela jurisdicional uma vez. é indispensável conhecer bem os seus elementos. interesse de agir e legitimidade de causa. a causa de pedir e o pedido. em que o cidadão defende interesse da administração pública. A comparação entre duas ou mais ações é feita a partir dos três elementos da ação: as partes. pois é por meio deles que se pode evitar essa repetição. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. a legitimação extraordinária. Carência da ação ⇒ A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. se a carência for identificada no correr do processo. quando diz “salvo quando autorizado por lei”.

pedindo tutela do Estado para determinar que B pague pensão a A. tem-se na linguagem formal autor e réu e considerando-se a legitimidade. como réu. Trata-se da nomenclatura usada no mundo jurídico. C não é. Agregam-se a essas denominações das partes os critérios de legitimidade.16 E (Tutela Jurisdicional) A– (titular da Pretensão) B– (titular da Resistência) 1º Elemento: as partes. não está recebendo alimentos do pai B. Assim. Réu ⇒ aquele contra quem se faz o pedido da tutela. É simplesmente parte da ação. Resumindo. Assim. Exemplo: A. temos a parte ativa – autor e parte passiva – réu. Autor ⇒ aquele que faz o pedido da tutela jurisdicional ao Estado. C é parte da ação? Resp. legítima ou ilegítima a parte não perde sua condição de parte no processo. porque não é titular da pretensão. São o autor e o réu. Sim é a autora da ação. no mundo dos fatos. menor. Obs ⇒ O conceito de parte não interfere no conceito de parte legítima. todavia. parte legítima. A mãe C entra com ação contra B. Daí falar-se em legitimidade ativa – o titular da pretensão e em legitimidade passiva – o titular da resistência. B é parte da ação? Resp. usa-se: titular da pretensão e titular da resistência. Na linguagem coloquial. É todo aquele que está no processo. . na linguagem formal. Sim é parte legítima. Autor legítimo é o próprio titular da pretensão e réu legítimo é o que supostamente violou o pretenso direito do autor.

(CPC. art. • . É a narração dos detalhes da lide. feito ao réu. No penal. se há alguma identidade entre elas. É o que o autor quer do Estado. o fato constitutivo do direito material. pelo que não há porquê as que lhe são idênticas prosseguirem. 103). Duas ou mais ações não sendo idênticas podem ser similares. Pode ser considerada em dois momentos: Primeiro. o objeto (pedido) de uma. já ocorrera a extinção da lide.a primeira ação já foi julgada. ⇒ Não há diferenciação entre as ações que apresentam identidade absoluta: os três elementos delas são iguais.17 2º Elemento: Causa de pedir (causa petendi). vale-se da Teoria dos Três Eadem. em um conjunto de duas ou mais ações. b) “Litispendência” – a primeira ação ainda está pendente de solução. podem ocorrer duas situações: a) “Coisa Julgada” . Essa teoria considera dois tipos de identidades: Identidade absoluta. Ainda assim. É a narração do ato de violação praticado pelo réu. além disso. mas pelo réu do processo. o momento da suposta violação do pretenso direito. Não será atendido pelo Estado. para saber se. Pedido mediato ⇒ é o pedido do bem da vida. Ocorrendo o fato de duas ações idênticas. Concluindo. através do Estado. quando têm um ou dois de seus elementos que apresentem identidade. alguma delas uma representa repetição de outra. 3º Elemento: o Pedido. a quem o pedido é feito de forma indireta. Segundo. ou se são todas distintas. Diz-se que elas apresentam conexão (CPC. Duas ou mais ações se dizem conexas quando tiverem comum o objeto (pedido) OU a causa de pedir. Pedido imediato ⇒ é o feito diretamente ao Estado. • Identidade relativa ou parcial ⇒ ações que apresentam um ou até dois elementos iguais. Já a continência ocorre quando elas apresentarem identidade quanto às partes E à causa de pedir E. a causa de pedir é o libelo acusatório. isto é. O pedido pode ser imediato e mediato. É a história da situação. Fato que representa o direito material de onde o autor deduz seu direito de pedir. É o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado. É o momento do nascimento do direito que pretensamente o titular diz ter. É da causa de pedir que o juiz tira a existência (ou não) do direito do autor. abrange o objeto da(s) outra(s). a segunda deve ser extinta. art 104). É o porquê da formulação do pedido. que deverão ser extintas. Não se admitirão outras ações semelhantes. por ser mais amplo. Devem ser extintas. Essa identidade pode dar-se por conexão ou por continência. O primeiro momento (nascimento do direito) é a causa de pedir fática ou remota O segundo momento (violação do pretenso direito) é a causa de pedir próxima ou jurídica.

00 em três pagamentos mensais de R$ 2. A. entra com nova ação. Pelo critério da prevenção (CPC. mais o objeto de cada uma. mas objeto diferente. despachando. Essa terceira ação e as duas primeiras apresentam o fenômeno da continência (CPC. Como as duas sentenças apresentam o risco de receberem sentenças contraditórias entre si.000.000. a inversão da ordem de entrada das ações.000. por usucapião. mas o objeto (pedido) de ambas é o mesmo . As ações devem ser anexadas. As duas ações são conexas.00.000. configurando o caso de litispendência. 3º Caso: A e B são condôminos de um patrimônio maior que inclui uma fazenda. art 104). mas mais amplo e contendo os dois primeiros. pedindo a extinção de todo o patrimônio.a separação do casal. .00). As duas primeiras ações. dizendo ser proprietário de determinado bem. Dívida de R$ 6.18 Os artigos 105 e 106 do CPC orientam sobre o tratamento em casos de continência e conexão. Nelas também as causas de agir são a mesma: descumprimento de contrato. respectivamente. O marido entra também em Mogi Mirim com ação contra a mulher pedindo a separação por abandono de lar. O credor propôs ações contra o devedor a cada inadimplência: de R$ 2. O Objeto (pedido) das duas primeiras são os mesmos: pagamento de R$ 2. Exemplos (causas de identidade relativa): 1º Caso: O da esposa que abandou o lar e mudou-se de São João para Mogi Mirim. as partes são as mesmas: credor e devedor. inclui o objeto da primeira – a fazenda. o mesmo pedido mediato que é a extinção do condomínio sobre o mesmo bem. Já o objeto da 3ª ação é diferente: R$ 6. embora de mesmo valor (R$ 2. 2º Caso: Devedor x Credor. B propõe ação contra A alegando ser proprietário do mesmo bem. desde que os dois tenham a mesma competência territorial. Mesmas partes e as causas de agir são as mesmas.000. Devem ser anexadas por economia de processo. elas serão ditas ações repetidas.00 cada uma das duas primeiras e de R$ 6. pedindo a extinção do condomínio sobre a fazenda. Vejamos os elementos das duas ações: Elas têm partes diferentes (há uma inversão das partes). porque têm o mesmo objeto. Caso de Continência: o objeto da segunda ação – todo o patrimônio. Ocorrência: nos vencimentos os pagamentos não foram efetuados. Nas três ações. são duas ações conexas. Pode-se ver que as duas primeiras ações eram conexas: mesmo objeto e mesma causa de agir. A entra com ação contra B.000. Pelo art 103 são duas ações conexas. Ela entra com ação contra seu marido pedindo a separação sob alegação de espancamento. elas devem ser anexadas. Existe até o risco de considerá-las a mesma ação (identidade absoluta).00 a última. a competência é do juiz que primeiro tomou conhecimento da ação. Obs: Ocorrendo a continência.000.00 cada um. como autor e réu. art 106). tendo brigado com B. A terceira tinha as mesmas partes e a mesma causa de agir das duas primeiras. antes da entrada da 3ª ação.00. têm também causas de pedir diferentes – espancamento e abandono do lar -. são valores distintos. 4º Caso: A propõe ação contra B.

Como é possível e até freqüente que a citação seja feita. Ação é a realização do direito de pedir. O artigo 219 do CPC diz que “a citação válida torna prevento o juízo. será prevento aquele que despachou primeiro (art.Juiz a condenação de João a . Todavia.. ou. Jurisdição é a obrigação do Estado de fornecer tutela para resolução da lide. Ocorre que o artigo 106 do mesmo CPC estabelece que se considera prevento o juízo que despachou em primeiro lugar. assumindo ela. portanto. a posição ali de autora. Depende da competência territorial.04. Competência é a quantidade de jurisdição que compete a cada órgão ou conjunto de órgãos do judiciário.19 05. sem saber da ação movida por João. Se as competências territoriais foram diferentes.. Portanto elas devem ser anexadas. Desaforamento da competência. Quais são as causas de modificação da competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). portanto. Há risco de sentenças contraditórias. Caso Maria. com 11 anos. que se determina a prevenção no momento da citação. ela e nos filhos. no juízo que despachou por último. onde tiveram dois filhos: Pedro. Só o silencio de Maria prorrogaria a competência. será prevento aquele que obteve primeiro a citação válida (219) 4. determina-se a prevenção no momento da citação ou do despacho inicial? (33º concurso Mag – RJ) R. poderá o juiz conhecer de oficio dela? Por quê? b) Se Maria. João e Maria casaram-se e fixaram residência em São João. b) As ações são conexas (mesmo pedido). O que é ação.2006 Trabalho em grupo 1. suponha que ele tenha movido a ação em São João da Boa Vista: a) Sendo a competência para a ação de separação relativa. 2. Existem três hipóteses para modificação da competência: Prorrogação voluntária da competência (tácita ou expressa). teriam os filhos direito a receber auxilio paterno. para solicitar ao Estão . em primeiro lugar. Se a competência territorial dos dois juízos for a mesma. onde esta se encontra. sem condições de sustentar os filhos e por não possuir fonte de renda suficiente para a subsistência própria e da prole.”. R. jurisdição e competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). com 9 anos e Sílvio. abandona o lar conjugal e refugia-se na casa de parentes em Mogi Mirim. R. cansada das constantes surras recebidas do marino. indaga-se: afinal de contas. 106). a) Não. 5. seja feita em último lugar no juízo que despachou primeiro. também tivesse movido sua própria ação de separação contra ele. 3. qual o fenômeno existente entre as duas ações? Qual conseqüência traria tal fenômeno para as ações? R. Após 12 anos de casamento. prorrogação legal da competência (conexão ou continência). Caso João pretenda mover ação de separação litigiosa contra Maria deverá fazê-lo em Mogi Mirim. Deixa claro. então. Suponha que Maria mova ação de alimentos. Maria.

Ação ex tunc. penais e trabalhistas. estudando-a. pois que nas outras duas só atua o juiz. decidindo a lide. É uma ação ex nunc. a fazer ou a não fazer algo. o que se pretende do juiz? a) Constituir. Entretanto. .Nova classificação 1. apenas a constata e declara a sua conclusão. Só as ações condenatórias exigem atuação do réu. Exemplos: 1) A Prefeitura pede ao juiz que condene alguém a não desenvolver determinada construção por irregularidades (não fazer). com uma ação constitutiva pretende-se a constituição. Maria não é parte legítima. O juiz não entra na realidade. dando-lhes uma maior extensão. a criação. as ações podem ser classificadas em: civis. ou a desfazimento ou a modificação de uma realidade.04. ⇒ Ações constitutivas: Por meio dessas ações. Isto é. 2. 3) determinar o juiz a alguém que execute determinado serviço contratado (fazer). o que não ocorre com os títulos executivos judiciais em que elas já estão supridas. Ex. estarão atendidas as condições da ação? Por quê? R. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES Quanto à matéria. O juiz apenas a constatou. além de declarar que o réu deve. Além dos títulos executivos judiciais existem os títulos executivos extrajudiciais (notas promissárias. Este tipo de ação civil pode desdobrar-se em: ⇒ Ações meramente declaratórias: Pede-se ao juiz uma mera declaração da existência ou não de uma relação jurídica. isto é. AÇÕES DE EXECUÇÃO ⇒ nestas ações o autor pede ao juiz que ele mande o réu cumprir aquilo que o título declarar. às vezes. Geralmente. por elas. atuando nela por meio de pedidos de providências.20 pagar alimentos aos filhos absolutamente incapazes. confirmando assim. letras de câmbio. a ação do réu. Podem ser subdivididas em: A . Em tal ação. Não. AÇÕES DE CONHECIMENTO ⇒ Quando se quer apenas que o Juiz tome conhecimento da lide. não atende à condição legitimidade ad causam ativa. os efeitos retroagem à data da do início da relação jurídica. passando. Cria-se uma nova realidade. cheques etc) que podem ser objeto de ações executivas. as ações executivas sobre estes papéis exigem que todas as condições da ação sejam satisfeitas. obriga-o a pagar. 2) Pedir ao juiz que condene alguém a pagar determinada dívida (dar). isto é. AÇÕES CIVIS – são as referidas ao Código Civil. ⇒ Ações condenatórias: pretendem que o juiz condene alguém a dar. criar algo. Tem a faculdade importante de criar um título executivo judicial. alterando ou modificando a realidade. c) modificar – Ex: desfazer um condomínio. Ação de adoção. uma vez que ela já pré-existia. Em resumo. As ações condenatórias se aproximam muito das declaratórias.2006. despachando. b) desconstituir – Ex: ação de divórcio que desfaz uma realidade. 11. O juiz declara o que identifica no plano real. a nova realidade só passar a existir após a decisão do juiz.

Existência de risco para o direito – periculum in mora. 3.Classificação tradicional (velha) 1. fazer (ou não fazer algo). o Ação pedindo indenização: Ação mobiliária. b. Exemplos: o Ação de despejo – Ação imobiliária. Individuais – Estas ações têm a mesma classificação das ações civis: • Ações de Conhecimento • Ações de Execução . Direito real é aquele que geralmente une a pessoa a um bem. Ação imobiliária: ligada a bens imóveis.21 as ações de conhecimento condenatórias não ensejam as ações de conhecimento executivas. o Restituição de um carro tomado em locação: ação pessoais (dar. Ação real ⇒ procura a tutela de um direito real (Ex. AÇÕES CAUTELARES ⇒ As ações de conhecimento cautelares têm natureza diferente das outras duas ações civis. Ação pessoal ⇒ ação que liga duas pessoas por meio de uma obrigação que exista entre elas e que consiste em um dar. b.. a proteger o direito. Exemplos: o Ação de despejo – ação pessoal. propriedade). Elas têm que sinalizar bem a existência do direito do autor. mas prosseguem até o cumprimento da sentença. Ex: Perigo de que filhos sejam levados proximamente com o pai para o exterior e ante a disputa da mãe pela guarda dos filhos. Quanto à Natureza do Direito Reclamado a.) o Ação de petição de herança: ação real o Ação pedindo indenização: pessoal. B . Fumus boni juris – fumaça de bom direito. Ex: título executivo com vencimento próximo e diante de indícios de que o devedor está dissolvendo seu patrimônio. Alterações recentes instituíram as ações condenatórias lato sensu que não se encerram com a edição da sentença condenatória.Classificação: 1. b.. Elas se destinam a salvaguardar. isto é. Obs: As ações cautelares devem trazer as condições valida a ação principal. Ação mobiliária: ligada a bens móveis. o risco que a demora pode causar ao direito. A ação cautelar exige dois elementos: a. AÇÕES TRABALHISTAS . 2. ligando duas pessoas. (mais ligados ao CC). Quanto ao Objeto a.

Só o ofendido.Não pode ser proposta por um seu representante legal. estes têm caráter individual. AÇÕES PENAIS Em relação ao titular da ação. na busca de levar justiça aos casos concretos. sobre a natureza jurídica do processo revelam visão publicista ou positivista dos formuladores. 2. assim. econômicas. Exemplo o juiz. – Podem ser: • Constitutivas – quando se pede ao juiz para interpretar uma situação.2006 PROCESSO É através do processo que se aplica a lei.04. Existem três teorias mais aceitas . deve aguardar a maioridade. 25. portanto. Além de tratar de interesses particulares. 2. Caracterizam-se por serem propostas por entidades representativas de classes profissionais. juiz. • Declaratórias. b. Caracterizam-se por considerar seus titulares individualmente. ao interpretar o “dissídio coletivo”. nova norma. pode pedir. As várias teorias que existiram. Cuidam de interesses gerais. única e exclusivamente. A condição está na necessidade do pedido da vítima. isto é. Ação Penal Privada • Ação penal privada exclusivamente privada – proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. Por isso. À representação do ofendido – Exemplo: moça vítima de estupro representa junto ao MP para que este entre com a ação. pode-se dizer. cria nova norma sobre sua interpretação. ou existem. função legislativa. • Incondicionada – Não existem condições. o instrumento pelo qual a jurisdição opera. todos os elementos de uma mesma classe. àquele que pode propor a ação são classificadas em: 1. processo é o instrumento para positivação do poder. ela pode ser pedida por familiares da vítima e o MP passa a atuar como assistente no processo. Coletivas. assumindo. É. abrangendo.22 • Ações Cautelares. • Ação penal privada Personalíssima . • Ação penal privada subsidiária da pública – Quando o MP está demorando a propor a ação. o juiz trabalhista tem capacidade para criar leis. Se a vítima for menor. criando ele. Ação Penal Pública • Condicionada Estão sujeitas a dois tipos de condições: a. À requisição do Ministro da Justiça.

Isso é a progressividade da relação jurídica. Unidade ⇒ Embora no processo estejam envolvidas várias relações jurídicas. que se inadimplidos suscitam a lide. todas elas buscam o mesmo fim: a solução da lide pela tutela jurisdicional. Por um lado. o processo como as várias situações jurídicas que. a relação passa para o campo jurídico. a decisão do Estado independe da vontade do cidadão e.advém a estrutura tríplice da relação jurídica. 4. sempre bilaterais. para cuja solução necessária se faz a tutela jurisdicional do Estado. Assim. de uma relação de direito material para ser uma relação jurídica. 3. Progressividade ⇒ Como entender a progressividade da relação jurídica? Falou-se que uma relação jurídica gera outras tantas e cada uma destas pode gerar outras tantas. o conjunto das conseqüências causadas pela relação jurídica. uma relação jurídica gera inúmeras situações jurídicas que abrangem todos os envolvidos através do processo.23 sobre a natureza do processo. tutelada. Entende o processo como uma situação jurídica criada pela relação jurídica. Exercendo a parte ofendida o seu direito de ação. pelo Direito Processual A relação passa. O princípio da inevitabelidade se contrapõe a esse pensamento. Caráter tríplice ⇒ Como no processo são envolvidos três sujeitos . Essa teoria surge da relação fática entre duas (ou mais) pessoas no mundo social. passando a ser tutelada por normas do direito processual 3ª teoria: O processo como situação jurídica. dependendo do número de direitos e obrigações que ela suscita. Características das relações jurídicas processuais. parte do pressuposto de que o cidadão se compromete a aceitar a decisão do Estado. portanto. apenas aprofundando-a. um efeito cascata dentro do processo. Por isso. enquanto que este se compromete a fornecer ao cidadão a tutela. por outro lado. 1. Essa teoria entende. Obs: A segunda teoria – o processo como relação jurídica – é a que conta atualmente com o maior número de adeptos. geram entre as partes relacionadas múltiplas e mútuas obrigações e direitos. 1ª teoria: O processo como contrato. colocando em confronto cidadão e Estado. É uma teoria com forte significado histórico. Natureza pública ⇒ Como o Estado participa da relação jurídica através do processo e é parte soberana na relação jurídica estabelecida. A partir dessa característica surgem as demais. o que não é correto. portanto. por seu lado. 2ª teoria: O processo como relação jurídica. o autor e o réu . 5. são as conseqüências das relações jurídicas. portanto.o Estado representado pelo juiz. pois. na ordem a seguir apresentada. assim. 2. na medida que. Complexidade ⇒ Uma só relação jurídica pode gerar inúmeras situações jurídicas. havendo. É. Essas relações. entre os três sujeitos envolvidos uma relação de natureza pública. com prevalência nessa aceitação da segunda delas. tudo de modo voluntário. falar-se na complexidade das relações jurídicas. o Estado é obrigado a fornecer-lhe a tutela jurisdicional na resolução da lide. . A rigor esta terceira teoria – o processo como situação jurídica – concorda com a anterior. Entre todas elas há uma unidade no objetivo. há. portanto.

representado pelo juiz. Essa pretensão vem caracterizada na parte do processo que traz os pedidos do autor. O poder jurisdicional pode ser de três tipos: a) Poderes ordinários ou instrumentais →cuida da regularidade no desenvolvimento do processo. É. no exercício da ação jurisdicional. São três os sujeitos principais do processo: o juiz. Como a solução do conflito diretamente entre A e B não ocorreu. Só quando o Estado chama B para o processo de solução da lide. pois é o primeiro momento em que o juiz o considera e avalia exatamente a correção de sua constituição.2006 Sujeitos Processuais. O juiz pode atendê-los integral ou parcialmente. perfeitamente. uma vez que ele não faz parte da lide. Objeto material: O objeto material do processo é a pretensão do autor que presume a sujeição do réu. citação do réu por edital e da possível necessidade de designação de um curador para ele. Distinção entre relação jurídica processual e relação jurídica material. Importante considerar que tais pedidos funcionam para o juiz como parâmetros e limites. pois ele. Juiz ⇒ Ele está entre as partes. linear entre A e o Estado. mas acima delas. o processo deve estar montado corretamente. Já a relação jurídica processual tem uma estrutura tríplice. pois. de aspecto mais administrativo está. o bem da vida. a relação adquire sua estrutura tríplice. mas não pode extrapolá-los. portanto.04. vinculado ao desenvolvimento da ação. . A relação material envolve o conflito entre duas partes A e B. a pretensão do autor (objeto material) e o próprio processo (objeto formal). Então a distinção em questão se dá sob dois aspectos: 1º quanto aos sujeitos envolvidos: Na relação jurídica processual – três sujeitos (relação triangular) e na relação jurídica material dois sujeitos (relação linear). Por isso a sua imparcialidade. da regularidade formal do processo. numa relação linear. O início dessa relação foi. Há uma comunicação direta entre A e B. um tríplice relacionamento. o autor e o réu. assim. Há. deve impor ordem no ambiente.24 Objetos do processo São dois os objetos do processo: 1. Poder jurisdicional. Poderes do juiz: Poder de polícia. 27. entretanto. Ex: ver a regularidade da petição inicial. Obs: Os objetos do processo são. Para que possa produzir os seus efeitos. 2. 2º quanto ao objeto: Na relação processual a tutela jurisdicional e na relação jurídica material. Objeto formal: O objeto formal do processo é o próprio processo. um poder vinculado ao exercício do poder jurisdicional. surge para resolver o conflito (que já se transformou na lide) o Estado. portanto.

Ex: Na ação de execução ⇒ exeqüente e executado. Pressupostos processuais: pressuposto processual é um requisito para que exista e tenha validade um processo. • Não deve recusar. autêntico diálogo com o juiz). • Nomenclatura: Conforme o tipo de ação ou a espécie de procedimento. estabelecer. • Atuar com imparcialidade. assim. 2º) Princípio da igualdade das partes. não podendo se negar a fazê-lo ou se omitir nessa função. 3.25 b) Poder instrutório ou probatório → É o estágio do processo em que o juiz pede provas. Na ação de reivindicação ⇒ reivindicante e reivindicado. Na reconvenção (ação em do réu contra o autor) ⇒ reconvinte e reconvindo. • Respeitar os prazos para despachos e sentenças. Referentes às partes Antes de tratar dos pressupostos processuais propriamente ditos. • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. o juiz é o destinatário da prova. Referentes ao juiz: 2. as partes recebem denominação especial diferente da denominação comum autor e réu. c) poderes finais ou decisórios → O juiz tem obrigação de julgar. Afinal. embora entre elas. A pluralidade das partes ocorre quando houver mais de um autor e ou mais de um réu. que também podem ser denominados. entendimento e competência) ⇒ excipiente e exceto. Pressupostos negativos. respectivamente. podendo definir o tipo de prova adequado a cada caso. necessário se faz considerar alguns detalhes envolvendo as partes. É a fase da sentença. • Pluralidade das partes: todo processo deve ter pelo menos um autor e um réu. • Princípios que regem as partes: 1º) Princípio da dualidade das partes. estando acima das partes. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. São três os tipos de pressupostos: 1. . (poder decisório ou executório). 3º) Princípio do contraditório. de requerente e requerido. genericamente. Na execução (Suspeição. 4. (direito de cada parte se pronunciar sobre as alegações da parte adversa. (quanto ao tratamento igualitário). Pode determinar que certos atos sejam cumpridos pelo réu. omitir ou retardar providências sem justo motivo. Ele pode mandar produzir provas em caráter suplementar e até recusar determinados tipos de prova. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. Deveres do juiz: • Prestar a tutela jurisdicional. portanto mais de três partes envolvidas como réu ou autor. O juiz não faz parte da lide. Referentes às partes.

2006) Pode aparecer no processo pessoas diferentes das partes. então. 3. que depende da vontade das partes e litisconsórcio necessário. a decisão será igual para os dois cônjuges. Existem seis tipos de terceiros que podem aparecer no processo. Quanto ao momento de sua constituição: litisconsórcio inicial. de alguma forma. a partir de possível envolvimento seu no resultado do processo. . Obs: 1. 2. ou não. Não defende direitos próprios. Ex: quando o MP pede a anulação de um casamento. Há litisconsórcio quando houver cumulação subjetiva na demanda. Ex: caso de locação e sublocação. 2ª) Assistência ⇒ O terceiro entra no processo com interesse em ajudar uma das partes. que é constituído durante o andamento do processo. de acordo com sua posição e sua forma de interagir no processo: • 1ª) Embargo de terceiros ⇒ o terceiro entra no processo para defender. distinguindo-se nisso do litisconsorte. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. que já nasce junto com o processo e litisconsórcio posterior. na ação reivindicatória sobre imóvel que exige a participação dos dois cônjuges. quando o sublocatário entra no processo. o terceiro. mas direitos de outrem. Ex: quando houver o envolvimento de um bem que não pertence ao réu. b) Eliminar o risco de sentenças contraditórias. mas a ele. o seu possível comprometimento no processo. como. c) Permitir que quem esteja fora do processo possa ser atingido pelos efeitos da sentença. ulterior ou incidental.O litisconsórcio é justificado por: a) Economia processual. 3. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. quando ele é imposto pela lei. Classificação do litisconsórcio 1. • Intervenção de terceiro (aula de 04. Quanto à sentença dever ou não atingir a todos igualmente: Litisconsórcio simples ⇒ decisão diferente para cada litisconsorte. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. Litisconsórcio unitário ⇒ decisão igual para todos.26 Nestes casos diz-se haver litisconsórcio. por exemplo. denominados. 2.05. Quanto à imprescindibilidade. do litisconsórcio: litisconsórcio facultativo. O assistente não é parte na relação processual. litisconsórcio passivo (mais de um réu) e litisconsórcio misto (mais de um autor e mais de um réu). 4. Quanto à posição ocupada pelo sujeito: litisconsórcio ativo (mais de um autor). terceiros no processo. do juiz (e dos auxiliares da justiça).

discutir a justiça da decisão. que vem ao processo. 2. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. ele não poderá. por dolo ou culpa. Observações: 1. Ex: O herdeiro. → Conforme estabelece o CPC. podendo impugná-la. Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. Procedimento → Peticionar. Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. → Se houver impugnação. como autor ou como réu.27 Pressupostos da assistência: 1. desistir de ação. quando será considerado gestor de negócios. Obs. salvo se: 1. o assistente será condenado em custas. 2. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). o assistido. a interferir nessa relação. → Poderá: produzir provas. o juiz admite ou não a assistência. → Poderá assistir parte revel no processo. 2. Obs. todavia. → Se o assistido for vencido. → Não havendo impugnação. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. os prazos e as intimações legais. como intervenção de terceiros. Ex: Reconhecer pedido. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo apenas quatro casos mencionados. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. quando o espólio está na ação. Em qualquer tipo de procedimento. Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). art 55. Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. mais dois: a assistência e os embargos de terceiros. na proporção de sua atividade no processo. requerer diligências e perícias e participar das audiências. Em todo grau de jurisdição. para ser admitido como assistente. todavia. A doutrina. para o assistente. O assistente não pode dispor do direito do assistido. acrescenta. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. 2. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. Observar-se-ão. Existe a possibilidade da sentença vir a influir. . não se valeu. em processo posterior. no curso dos autos. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio.

• A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. no geral. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide.28 3ª) Oposição ⇒ O terceiro entra no processo procurando obter a propriedade de um bem que está se constituindo no bem pretendido pelas duas partes da ação. Todavia. voltar-se contra ele. Obs: Essas três formas de participação de um terceiro no processo são facultativas. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. Acionado por este. também. diz ser seu. instituto da oposição. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. Características → A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. Ex: Um imóvel em que A e B dizem possuir e que um terceiro. . embora estruturalmente signifique duas decisões. Terminologia Ao ingressar na ação. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. quando será anexada aos autos principais. por ele próprio. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. Pela sua natureza. Ex: Caso do feitor que põe fogo em determinada coisa por ordem do seu patrão. dizendo-se parte ilegítima. indica a ele estar cumprindo ordens do dono. provocando prejuízo a outrem. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. indica ao autor a parte legítima. o terceiro vir ao processo ou não. portanto. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. A sua participação é pedida. • A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. 4ª) Nomeação à autoria ⇒ é a forma pela qual o réu. depois. • É necessário. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. o C. situação em que não é considerada. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. podendo. sabendo a quem coube o bem. seu patrão. propriamente. (Do trabalho do Tuim) Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo.

Agora. • Ela é obrigatória nos casos em que demandado em nome próprio por coisa de propriedade de outrem deverá nomear à autoria o nome de verdadeiro proprietário ou possuidor (art. Ex: O caso do fiador que vem à lide por solicitação de uma das partes para responder pelo compromisso de seu afiançado. quando o terceiro responde pela evicção do imóvel. No caso de recusa dele. Ex: Em acidente de trânsito a participação da garantidora em caso de condenação de seu segurado. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. deverá denunciar este à autoria. Este instituto tem. caso ele seja condenado. em caso de transações imobiliárias. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. portanto. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. o indicado. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. caráter de economia processual.29 Do trabalho do Tuim: Artigos 62 a 69 do CPC Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. também. Ou. Características A vontade do autor da ação é relevante. que aciona um deles e este (ou o próprio autor) chama os outros devedores para eles serem também responsabilizados. abre-se para ele novo prazo para defesa. Reconhecendo-a. os pressupostos processuais referentes às partes: . A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. 5ª) Chamamento à lide ⇒ é a forma pela qual uma das partes trás à lide um terceiro para que ele seja responsabilizado pela sentença. deixando de ser estranho à lide. quando visa aproveitar o mesmo processo. 62) ou quando o réu de uma ação de indenização por ter agido como preposto de outrem. • Esse instituto tem. 6ª) Denunciação da lide ⇒ O terceiro é chamado à lide para garantir o réu. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. ou o caso de um credor com três devedores solidários. é o nomeado. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. o processo continua correndo contra o nomeante.

III). . Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. através dos autos. Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. ele é considerado revel. ainda. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado.30 • • • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. a herança jacente ou vacante. • Diferentemente da nomeação à autoria. Na falta de representação do réu. I. É. pois. deve preencher todos os requisitos processuais dela. Características • Como exercício do direito de ação. o juiz extingue o processo. O que tem. excluídos. o espólio. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. Para tanto. a capacidade protelatória só é válida para o autor. II. Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. aquele que pode ter direito (ou obrigação). quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. um instituto ligado ao princípio da economia processual. portanto. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. A procuração comprova. • A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. • Assegura ao réu o direito de evicção. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. Do trabalho do Tuim: Art. também. Se o autor não estiver representado nos autos. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. capacidade de exercer o direito. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. São as pessoas naturais. portanto. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. as pessoas jurídicas e as pessoas formais. art 70. quando se tratar de processo. 70 a art 76 do CPC Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. Os totalmente incapazes estão. como a massa falida.

do regime democrático e dos interesses da sociedade e dos individuais indisponíveis (art. Assim. trabalhadores acidentados no trabalho. quando aquele que estiver obrigado em função de contrato ou de determinação legal como responsável por indenizar em ação regressiva o perdedor da demanda. isto é. → atua na defesa de algumas pessoas: ausentes. perempção é a morte do direito de ação pelo mau uso dele.31 • Ela é obrigatória quando está em questão a legitimidade de propriedade sob alegação de que o alienante não era seu legítimo proprietário ou quando sobre a coisa alienada recaísse ônus (o terceiro responsável deve ser denunciado à lide). Vez que uma mesma ação for apresentada. 268. Pressupostos processuais negativos. paisagísticos. • Coisa julgada → Ação que se refira a coisa já julgada não poderá ser acolhida.2006. • Perempção → Numa 4ª. família. o juiz não conhecerá da ação. Haverá. (CPC. incapazes. 11. Então. no que se diferencia da decadência e da prescrição. essencial à função jurisdicional do Estado. O processo será arquivado. estéticos. 5.05. três situações em que o processo será extinto: por decadência (perda de um direito material por decurso de prazo). prescrição (perda do direito de ação por decurso de um prazo legal) e perempção (é a perda do direito de praticar um ato processual em virtude do mau uso desse direito). assim. que cuida da defesa da ordem jurídica. considerando que nas três vezes anteriores ela tenha sido retirada a pedido do autor e com a aquiescência do réu. Já os pressupostos negativos não podem estar no processo. consumidores. Assim. São eles: • Litispendência → repetição de ação que esteja sob julgamento (litispendência) não será acolhida. → atua na defesa de algumas instituições: registros públicos. art. sendo ele quem pode exercer a função de autor nas ações de inconstitucionalidade e na ação civil pública. o Ministério Público: → cuida de fiscalizar a constitucionalidade das leis. fundações. a perempção é um instituto puramente processual. → atua na defesa de certos bens e valores fundamentais: meio-ambiente. O Ministério Público O Ministério Público é definido na CF como uma instituição permanente. O processo será arquivado. parágrafo único). 127 da CF). Os pressupostos anteriores são chamados de pressupostos positivos. O Ministério Público exerce dois tipos de funções: . eles devem estar no processo. valores artísticos.

Nessas ações se pede que o juiz condene alguém a fazer algo. participam da tramitação do processo. Ulpiano propôs demanda em relação à empresa Luxor Ltda. existem também os auxiliares da justiça. o distribuidor. tanto as institucionais. Implementada essa condição. Como autor. colaborando para a viabilidade da prestação jurisdicional. no exercício da defesas que se lhe incumbem.) → Órgãos auxiliares eventuais: são pessoas (ou órgãos) que eventualmente são chamados a colaborar em algum processo (peritos judiciais. os órgãos do foro extra-judicial Classificação dos órgãos auxiliares da justiça → Órgãos auxiliares permanentes: são os que integram os quadros judiciários como servidores públicos (oficial de justiça. Como fiscal da lei. autor e réu) sem as quais não existirá processo. Prova Semestral – 23. zelando pela sua constitucionalidade. São. o contador. Resposta: Ação civil de conhecimento meramente declaratória para. ou dar algo. não fazer algo. de alguma forma.32 • • Como parte do processo. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. pedir o cancelamento da duplicata. quanto as dos membros do MP). Polícia Militar. explicando sua resposta.2006 1. EBCT.) 1ª. sujeito à condição resolutiva expressamente prevista no respectivo instrumento. sob a autoridade do juiz. explicando sua resposta. etc.. que são os elementos indispensáveis à viabilização do processo. que é o caso. Além dessas partes que integram o processo. César celebrou com Tício contrato de mútuo.. pleiteando o reconhecimento da inexigibilidade de duplicata. os curadores. Garantias e vedações → são as mesmas previstas para a magistratura. todas as pessoas (ou instituições) que. (Guardião da lei = custus legis). a partir da declaração do juiz de que o débito já foi pago. o partidor. sob o argumento de que o débito já havia sido pago. 2. as testemunhas. Auxiliares da Justiça O processo judicial envolve alguns sujeitos: Sujeitos principais do processo: Juiz e as partes (Juiz. Não são considerados auxiliares da justiça: as partes. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. os jurados. portanto. imprensa oficial. intérpretes. César deseja retomar o bem emprestado. Sujeitos especiais do processo: Ministério Público e Advogado. escrivão e os demais elementos dos cartórios judiciais. Resposta: Deve impetrar uma ação de conhecimento condenatória contra Tício.05. órgãos da imprensa. . tutores e síndicos que representam a parte.

isto é. Tendo sido citado primeiramente Glauco. Vara Cível. Esclareça qual o instrumento jurídico utilizado por Caio.33 3. pergunta-se: em que juízo deverá ser resolvido o litígio? Justifique sua resposta.2006. Como na ação o autor pede a alteração dos fatos. por sua vez. Este. sendo certo que o devedor está alienando todo o seu patrimônio de modo a frustrar o pagamento. Outras respostas são os ataques (ações). Em sua petição inicial. o direito de ser ouvido pelo juiz antes da decisão do juiz. o requerente alega que. no dia 20 de dezembro de 2005. por motivo de litispendência. Nisso consiste o seu direito de defesa. devem ambas ser julgadas num só juízo. 315). residente em Aracaju. explicando sua resposta. que é distribuída para a 1ª. que os fatos não sejam alterados. É o caso de conexão de ações. A competência. 5. Caio propôs ação em face de Ticio. também residente em Aracaju. Obs: Nas ações em que se defende. opondo apenas resistência à pretensão do autor. Classificação das defesas do réu: esta classificação é feita sob algumas óticas. Portanto. nesse caso. Tácito. não é o caso de litispendência. Nestas o réu também pede alteração no mundo dos fatos. 4. o réu pede exatamente o contrário. ingressa com ação de cobrança por falta de pagamento contra Glauco. Resposta: São duas ações conexas: a mesma causa de pedir (título). contra Tácito.05. . • Ações de reconvenção (ação pela qual o réu demanda o autor no mesmo processo em que é demandado para opor–lhe direito que altere o limite ou elimine a pretensão do autor – CPC. A defesa do réu é uma das respostas dele. o réu não ataca. art. por terem os dois juizes a mesma competência territorial (critério de prevenção). ação de consignação em pagamento referente ao mesmo título perante a 3ª. Resposta: Caio deve entrar com ação cautelar para resguardar o seu direito. vencerá a nota promissória emitida pelo requerido. Elas são de dois tipos: • Ações declaratórias incidentais (só podem ser ações meramente declaratórias) Ex: ação de alimentos em que o suposto pai pede ao juiz para declarar não ser ele o pai. Elas devem ser anexadas. DEFESAS DO RÉU O réu também tem direito à tutela. pois as duas têm o mesmo pedido: desocupação do prédio. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. ou seja. 30. impetrou. o que não é informado no caso. é do juiz que despachar primeiro. Proposta em varas diversas uma ação de despejo por falta de pagamento e outra de retomada para uso próprio. A situação contém as duas condições exigidas para isso: periculum in mora e fumus boni júris. para saber o juiz competente (juiz prevento) deve-se ver qual foi o que despachou primeiro. Resposta: Não. Vara Cível da Comarca de Aracaju.

coisa julgado. 326). As duas defesas indiretas se referem à: 1. As defesas preliminares dizem respeito ao processo. O silencio do réu corresponde à prorrogação tácita. modificativos ou extintivos em relação ao fato em que se fundou a ação. Alegase que o juiz não pode julgar assim (ou assado). também. contra os pedidos do autor. ⇒ Quanto ao processo (defesa de natureza processual = exceção processual): estas podem. Visam acabar com o processo. extingui-lo. 4) Quanto ao conhecimento da defesa pelo juiz: . o réu alega a sua incompetência. São as alegações do réu contra o mérito. as defesas são todas diretas. 2) Quanto à natureza das questões deduzidas na defesa: • Ações Preliminares (de natureza processual) – Correspondem à defesa preliminar ou de natureza preliminar. Nas outras situações. São chamadas Ações Substanciais. No caso da competência do juiz.. → Princípio do contraditório. indiretas – o réu concorda com a causa de pedir.34 1) Quanto à relação jurídica conta a qual resiste o réu: A defesa pode ser de natureza processual (contra o processo – exceção processual) ou de natureza material (contra o direito material. litispendência. decadência. (Situações que surgem quando o processo já é considerado em ordem. Ex: coisa julgada. 2. litispendência. Parcialidade / imparcialidade do juiz. Alega-se que o juiz não pode julgar por razões de ordem processual. mas opõe fatos novos que sejam impeditivos. Competência do juiz. Princípio da imparcialidade do juiz. mas prolongá-lo. • Defesas contra o processo indiretas. • Defesas contra o mérito. ser de duas espécies: • Defesas contra o mérito. • Defesas peremptórias. pois se trata de competência que pode ser prorrogável. por exemplo). São todas as alegações do réu contra o processo. também. retarda o processo sob alegação de incompetência ou parcialidade do juiz. Não visam extinguir o processo. Como a competência pode ser absoluta ou relativa. a competência absoluta (impossibilidade de atuação) é direta e a competência relativa é indireta. perempção. diretas – o réu ataca a causa de pedir próxima ou remota. prescrição. art. ⇒ Quanto à relação jurídica material (defesa de natureza substancial = exceção processual): Podem. Estas só se apresentam em duas defesas. em andamento). Neste caso o réu defende que a competência não seja prorrogada. Ex: conexão. 3) Quanto aos efeitos desejados com a defesa: • Defesas dilatórias. Mérito: é valor que o juiz atribui ao pedido do autor. ser de duas espécies: • Defesas contra o processo diretas. Procrastina. (Situações que surgem no início do processo) • Contestação (de natureza material). (CPC. São as alegações do réu que atacam o pedido do autor. contra o mérito – exceção substancial).(suspeição. O réu tenta destruir a causa de pedir para que o juiz não possa decidir.

.35 • • Objeções – Referem-se à questão que o juiz poderia decidir de oficio e por falha não o fez. O réu alega a falha do juiz. Exceções .São questões que mesmo que o juiz conhecesse a incompetência não pode decidir de oficio. Depende da exceção do réu (competência relativa).

Classificações do litisconsórcio: A) Quanto ao momento de sua constituição: → inicial – surge com o processo → incidental – surge no curso do processo. Não defende direitos próprios. Ex: ação de despejo que passa a herdeiros. como autor ou como réu. Obs: • • • O assistente não é parte na relação processual. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. Surge no curso do processo por fato ulterior. quando o espólio está na ação. 2.22006 Obs. Ex: O herdeiro que ingressa no processo. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio.: O professor Tuim está substituindo a professora Rosana Foi feita revisão envolvendo litisconsórcio e participação de terceiros no processo. Surge pela denunciação à lide. com a finalidade de assistir uma das partes quanto ao seu interesse no resultado. a interferir nessa relação. distinguindo-se nisso do litisconsorte. nas seguintes condições: 1. na fase de saneamento do processo. no processo. mas direitos de outrem. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável.36 SEGUNDO SEMESTRE 08. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. de terceiros que não são parte. 47). Pressupostos da assistência: • • Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). 3. → facultativo – constituído por vontade das partes do processo (CPC.É a participação de um terceiros.08. art. . 46) C) Participação de terceiros no processo Refere-se a presença. Decorre de ordem do juiz. → Assistência . Existe a possibilidade da sentença vir a influir. B) Quanto à sua imprescindibilidade: → necessário – Não pode ser dispensado (CPC.

pode ao juiz admiti-la ou não. → Não havendo impugnação. ele não poderá. por dolo ou culpa. → Poderá: produzir provas. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. Procedimento → Peticionar. → Se o assistido for vencido. Em qualquer tipo de procedimento. não se valeu. para ser admitido como assistente. → Poderá assistir parte revel no processo. o assistente será condenado em custas. O assistente não pode dispor do direito do assistido. Ex: Reconhecer pedido. saldo se: → Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. no curso dos autos. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. Observações: 1. Obs.08. em processo posterior. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). • Nomeação à autoria (art 62). os seguintes casos: • Oposição (art. Observar-se-ão. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. Intervenção de terceiros O CPC relaciona como formas de intervenção de terceiros no processo. 56).2006.37 Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. quando será considerado gestor de negócios. • Denunciação da lide (art 70). art 55. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. → Conforme estabelece o CPC. 15. desistir de ação. para o assistente. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. Em todo grau de jurisdição. requerer diligências e perícias e participar das audiências. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. 2. 2. discutir a justiça da decisão. → Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. . → Se houver impugnação. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. o assistido. os prazos e as intimações legais. Podendo assim impugná-la. na proporção de sua atividade no processo.

O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo os quatro casos mencionados. como intervenção de terceiros. todavia. Aulas de 17. considera também. passa a dele participar. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. 2. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. . que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. OPOSIÇÃO Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo.2006 TRABALHO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO INTERVENÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO Introdução: Terceiro é a pessoa que. também. • É necessário.08. 22 e 24. São quatro as modalidades de participação de terceiro no processo previstas no Código de Processo Civil (CPC): • Oposição • Nomeação à autoria • Denunciação da lide • Chamamento ao processo Vejamos cada um desses institutos. depois. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. Características A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. Conforme a natureza dessa participação ele pode passar a fazer parte do processo. a assistência e os embargos de terceiros. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. Terminologia Ao ingressar na ação. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. voltar-se contra ele. Pode ele aguardar o desfecho da ação e.38 • Chamamento ao processo (art 77). o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. sabendo a quem coube o bem. Obs. Pela sua natureza. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. É o caso da nomeação à autoria e do chamamento ao processo. embora estruturalmente signifique duas decisões. A doutrina. não fazendo parte integrante dos participantes originários do processo.

Características • Como exercício do direito de ação.39 • • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. portanto. DENUNCIAÇÃO DA LIDE Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. É. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. é o nomeado. NOMEAÇÃO À AUTORIA Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. Todavia. deve preencher todos os requisitos processuais dela. 3. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. também. deixando de ser estranho à lide. A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. propriamente. abre-se para ele novo prazo para defesa. . devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. 4. caráter de economia processual. um instituto ligado ao princípio da economia processual. o indicado. A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. • Esse instituto tem. Reconhecendo-a. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. quando visa aproveitar o mesmo processo. situação em que não é considerada. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. Características • A vontade do autor da ação é relevante. também. o processo continua correndo contra o nomeante. quando será anexada aos autos principais. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. instituto da oposição. No caso de recusa dele. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. Este instituto tem.

A sentença da ação que constou com o instituto do chamamento ao processo deve referir-se diretamente ao autor e ao réu chamante como partes legítimas do processo. entretanto. garantindo-se ao réu o direito de transferir ao terceiro o ônus da condenação. bem como o autor alegar não se tratar de caso para aplicação do instituto. isto é. o chamado negar a qualificação que lhe é imputada no chamamento. Diferentemente da nomeação à autoria. em processos que comportam sentenças condenatórias. Poderá. entretanto. Prazo O prazo legal para o chamamento ao processo é o mesmo prazo de contestação da ação. Terminologia O instituto cria as figuras do chamante (réu) e do chamado (terceiro). quando motivada a sua necessidade pelo conhecimento de fatos novos. pode o autor da ação fazê-lo. Essa . o chamamento à lide ocorre por iniciativa do réu. Os réus constituídos com o chamamento ao processo de terceiros formam um litisconsórcio passivo simples. Como regra geral. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. I. II.2006 ESPÉCIES DE PROCESSO Processo de conhecimento → Ações que contêm um pedido de provimento jurisdicional de conhecimento. gozando todos eles os benefícios do art 505 do CPC.40 • • • Assegura ao réu o direito de evicção. É relevante a vontade do réu neste instituto. A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. A finalidade do chamamento ao processo é criar um título executivo judicial para posterior sub-rogação. no entanto. 5. III). uma vez que ele no processo compareceu como devedor solidário. atividade de investigação sobre fatos e sobre o Direito. O prazo de resposta do chamado conta de sua citação. Características • • • • Ocorre. Ela vale como título executivo judicial. quanto a possíveis recursos interpostos. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. ser sub-rogada ao chamado.09. Excepcionalmente. podendo. art 70. predominantemente. 12. CHAMAMENTO AO PROCESSO Conceito É um instituto que permite o chamamento à lide de um terceiro para que ele seja responsabilizado pelos efeitos da sentença.

ainda. a modificação de uma relação jurídica existente. (Liebman) Objetos da cognição: a. O juiz deverá conhecer os fatos e as questões jurídicas relacionadas à ação. o doutrinador Pontes de Miranda criou mais dois tipos de ação: • Mandamentais. A sentença pode ter conteúdo positivo (chamada sentença de procedência) ou ter conteúdo negativo (chamada sentença de improcedência). entre dois contendores. Ex: ação indenizatória. quem tem razão e quem não a tem”. Todavia há divergência doutrinária em relação a estas duas ações. 19. O juiz munido de todo conhecimento necessário fornecido através do relato do fato. através da sua sentença. → Ações executivas: são ações do processo de conhecimento que trazem em seu bojo a capacidade executória. isto é. → Ação Constitutiva: busca a criação ou a extinção ou. atividades cognitivas ou de cognição. ou. c. O fato e o direito. com a solenidade e os efeitos da sentença. ainda. Ex: declaração da existência de relação jurídica de filiação entre investigante e investigado. • Executivas lato sensu.2006 TIPOS DE AÇÃO DE CONHECIMENTO → Ação Declaratória: busca a declaração da existência ou inexistência de uma determinada relação jurídica. b. Podem ser: • Positivas → quando a sentença cria uma relação jurídica. Ex: Ação de despejo por descumprimento contratual. criar uma obrigação ao demandado. art 4º). que é pronunciada através da sentença. do embasamento jurídico onde atuam as partes.09. Definição do processo de conhecimento: “o órgão jurisdicional é chamado a julgar.41 investigação provoca intensa atividade de conhecimento. A tutela buscada é entregue por meio de uma sentença (julgamento da causa).09. → Ações mandamentais: buscam uma ordem do juízo para que se faça ou se deixe de fazer alguma coisa. O mérito da causa. a declaração em torno da autenticidade ou falsidade de determinado documento (CPC. • Negativa (ou desconstitutiva) → quando se extingue. que é aquela de declarar. A ação e a defesa. isto é. Ex: ação de divórcio. As questões prejudiciais e as questões preliminares. uma relação jurídica já existente. a explicitar a atividade mais característica de sua função.2006. → Ação Condenatória: busca impor uma sanção. Ex: Ação de retificação de Registro Público. está apto a fornecer a sua decisão. d. que desfaz o casamento. criar uma ação contra o demandado. . Alem desses três tipos mais correntes de ações. 14.

26. Observações: . não existe forma previamente estabelecida para os atos processuais. Princípio da publicidade dos atos: a regra geral é que todos os atos do processo são públicos. este como fiscal da lei. terceiro interveniente e o Ministério Público. O ato processual rege-se pelo princípio da instrumentalidade: • De regra. CPC).) ou “Toda manifestação da vontade humana que tem por fim modificar. Atos das partes: “As chamadas declarações unilaterais incluem os atos de postulações propriamente ditos. • Segurança jurídica. 166 a art. • Atos do juiz (art. como. se atingida sua finalidade.09. porém.42 Atos Processuais Conceito: “toda ação humana que produza efeito jurídico em relação ao processo” – (Humberto T. o CPC coloca como obrigatória ao ato: • O uso do vernáculo (Art. 156. Conforme o sujeito que pratica o ato temos: • Atos das partes (sentido amplo). 157. atos processuais. CPC). CPC). meras manifestações de vontade. Constituem exceção os casos que correm sob segredo de justiça. • Atos em outro idioma deverão estar acompanhados de tradução realizada por profissional juramentado (Art. A publicidade de certos atos. porem em negócios jurídicos” (Arruda Alvim). • Atos dos auxiliares de justiça: peritos judiciais. deve-se entender: o autor. ainda. • Atos do escrivão ou do chefe da secretaria (Art. Já as declarações bilaterais de vontade não constituem. 162 a art 165. ou a convocação de parte de um processo não localizada ou de paradeiro desconhecido. CPC). Como partes.JR. tecnicamente. Obs: o processo é uma seqüência de atos. Apesar do princípio da instrumentalidade. o réu. contador judicial e oficial de justiça.2006. o ato visa: • Previsibilidade. No Direito brasileiro. criar ou extinguir a relação jurídica”. Forma dos atos: O artigo 154 do CPC prevê: • Os não dependem de forma determinada. • Basta que o ato praticado tenha condições de atingir o objetivo a que se propõe. ultrapassam os limites normais desse princípio exigindo que os mesmos sejam dado ao conhecimento público por meio de publicações na imprensa. • O ato é válido. 171. O princípio da instrumentalidade busca dar ao processo celeridade no seu andamento. São exemplos de tais atos os leilões públicos.

a legitimação extraordinária. um erro sanável. para resolver interesses de outrem. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. em que o cidadão defende interesse da administração pública. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. o autor da ação. Condições para o exercício da ação: • Legitimidade das partes. em contrapartida. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. aquele que pede a tutela jurisdicional. isto é. 1. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. no processo. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. O CPC. Quando ocorrer. direito alheio. Direito de Ação: é o direito que a pessoa tem de pedir a tutela do Estado para resolver a lide. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. 2. (o réu). • Interesse de agir. .2007 REVISÃO. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. ou seja. a parte será chamada a supri-la. A omissão implica na preclusão.43 1. O ônus processual apresenta-se como uma oportunidade para prática do ato e a omissão como perda dessa oportunidade. 3º ANO – professora Rosana 29. É chamada. também de legitimação anômala ou de substituição processual. salvo quando autorizado por lei”. Legitimidade das partes (legitimidade ad causam) : Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. . que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. donde a legitimidade passiva. Configura-se nessas exceções. A prática do ato processual constitui um ônus da parte.01. aquele que se diz ter violado o direito alegado. cujo beneficiário é a sociedade. Os demais atos processuais visam a regulamentar os atos praticados pelas partes em cartório. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. Entretanto a parte final do mencionado art. Além das figuras acima. ou da ação popular. 3. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. em nome próprio. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. sejam titulares de ação. • Possibilidade Jurídica.

se a decisão for de ordem formal. apto a conceder a tutela pleiteada. o abandona por três vezes seguidas. Pressupostos processuais: Existem três tipos de pressupostos para o processo: um primeiro de ordem negativa e que. ocorre a perempção da ação.44 2. Numa quarta propositura de ação sobre a mesma lide. isso é. 3. sob pena de não haver razão de ser da ação. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. isto é o autor perde o direito da ação. Entretanto. fica estabelecida a figura da litispendência. e o processo que se refira à segunda ação será rejeitado. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. em processo civil. Observação → Carência da ação: A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. isto é. na matéria. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. que não tem amparo na lei. Ex: Se A entra com uma ação contra B que tenha a mesma causa de pedir ou o mesmo pedido de outra ação proposta por ele contra B e em tramitação na justiça. Pressupostos negativos: 1. Interesse de agir (dito. A coisa julgada que se considera pressuposto processual negativo é a julgada no mérito. a ação deve ser negada imediatamente. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. Possibilidade Jurídica: Pedido juridicamente possível: A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. não . solicitar divórcio em país onde ele não existe. O julgamento nesta condição impede a reingresso de ação sobre a mesma lide. Isto é. Ao se constatar a carência da ação. 3. ocorre liminarmente o seu indeferimento. interesse processual): O interesse vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. quanto ao mérito da ação. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. interesse de agir e legitimidade de causa. ou. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. Perempção → Ocorre quanto o autor mostra desinteresse pelo processo. Novo processo sobre a mesma lide será rejeitado. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. pode ocorrer a extinção do processo. Litispendência → quando a lide for objeto de outro processo em fase de julgamento. se a carência for identificada no correr do processo. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. 1. Evidentemente. ou seja. Existe a necessidade da intercessão do Estado. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. por seu lado para aparecer de três formas e as duas outras de ordem positiva. Coisa julgada → A ação pode ser julgada sob dois aspectos: o aspecto formal que está relacionada à forma como está o processo e o aspecto material. não desaparece o direito de ação do autor e ele pode propor nova ação sobre a mesma lide. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. 2. a cobrança judicial de dívida de jogo. pois desaparece o direito de ação do autor. faz com que desapareça o direito de ação.

quando ele expressa sua decisão nesse sentido. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. Assim. ter recebido parte da jurisdição do Estado. A procuração comprova. ainda. a herança jacente ou vacante. Nesse caso pode voltar com a ação à justiça toda vez que desistir e pode desistir muitas vezes. quando. Quanto à imparcialidade ele pode estar impedido. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. portanto. estando acima das partes. A competência pode ser territorial.45 podendo. o juiz extingue o processo. através dos autos. o interesse do autor no processo pode ser demonstrado de três formas: a) pela desistência. Ocorre nas três primeiras vezes a desídia dele quanto ao processo. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. não abandonando simplesmente o processo. o desinteresse no autor no processo. isto é proibido de participar da ação sob risco de nulidade de sua decisão. portanto. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. capacidade de exercer o direito. Referentes às partes • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. 2 e 3. c) a perempção já comentada acima que corresponde ao simples abandono do processo. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. embora entre elas. quando se tratar de processo. tem capacidade aquele que pode ter direito (ou obrigação). como a massa falida. funcional etc. abrindo mão de seu direito. Para tanto. Ele deve estar apto a participar da ação. São as pessoas naturais. O que tem. b) pela renuncia ao direito da ação. Na falta de representação do réu. o espólio. pois esta desaparece com a renúncia ao direito material. a capacidade postulatória só é válida para o advogado. ou simplesmente ser declarado suspeito que não o impede de participar. portanto. Os totalmente incapazes estão. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. isto é. Referentes ao juiz • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). pois. ele é considerado revel. as pessoas jurídicas e as pessoas formais.jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. não poderá mais haver ação sobre a lide. • Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica . O juiz não faz parte da lide. Pressupostos positivos: 2. Se o autor não estiver representado nos autos. . voltar à questão. • Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. excluídos.. 3.

Para determinação do marco inicial do prazo (dies a quo) estabelece o parágrafo único. a contagem é em sentido que retrocede no tempo. Ex: CPC. Ex: CPC. 240. Ex: CPC. O marco inicial (dies a quo) não deve ser confundido com o dia de início da contagem do prazo. parágrafo único. art 297 – prazo para contestação do réu. art. depende da extensão do prazo. • Prazo convencional: provêm de acordo entre as partes.prazo para a contestação do réu. 05. ela será prorrogada para o primeiro dia útil subseqüente.2007 – DOS PRAZOS Prazo → é o intervalo (lapso) de tempo para determinada providência processual. §3º. para possibilitar a determinação do marco final do prazo (dies ad quem) que. isto é. 5. se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense.46 31. art 240. 6. EX: CPC. parágrafo único.2007 Classificação dos prazos São quatro os critérios para a classificação dos prazos: 1º critério → Quanto à fonte de onde eles provêm. o qual tem um marco (data) inicial (dies a quo) e um marco (data) final (dies ad quem). 3. Iniciada a contagem. o dia do início do prazo. art 407. art 178). sobre a prorrogação do “dies a quo” quando a intimação ocorrer em dia não útil (art.01. ele tem inicio no primeiro dia útil após o dies a quo. II. 2. Não se encerra a contagem do prazo em dia não útil. Na contagem dos prazos processuais valem as seguintes regras: 1. • Prazo judicial: estabelecido pelo juiz quando interfere no processo fixando prazo para as partes. Nesse caso o prazo é retroativo. exclui-se o dies a quo (art 184 do CPC). Inclui-se na contagem do prazo o dies ad quem (Art 184 do CPC). 297. Qualquer ato processual deve ser praticado dentro de determinado prazo. a mesma não será suspensa em dias não úteis (CPC. o que equivale a prorrogar-se o dies ad quem para o primeiro dia útil seguinte (Art.. isto é. Então quando a intimação ocorrer em dia não útil. do art 240 do CPC que as intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. Ele apenas abre o prazo para a respectiva contagem. (rol de testemunhas). § 1º do CPC). ou seja.fixação da data da audiência. 265. 4. • Prazo particular → Corre apenas para uma das partes. para a contagem. Não se inicia a contagem em dia não útil (CPC. obviamente. . art 433. do CPC). Parecer técnico dos assistentes sobre laudo pericial. A regra acima mencionada. Exclui-se. § 2º).02. Esse tipo de prazo pode ser • Prazo comum → Corre para as duas partes. Os que forem praticados fora desse prazo são nulos.184. • Prazo legal: tem origem na própria lei. ressalvados alguns casos especiais previstas nos art 179 a 180 do CPC. Ex: CPC. 2º critério → Quanto a valer (ou não) para as partes.

qual o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 28. Se o prazo para a réplica é de 10 dias. art 297 – prazo de contestação do réu. . Ex: CPC.05. Também pode ser de duas espécies: • Prazo dilatório → aquele que pode ser alterado. Qual o dies a quo? E o dies ad quem? Qual o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21. Não implica em preclusão. • Preclusão lógica → é a perda do direito de praticar um ato processual por ter-se praticado um ato com ele incompatível. Modalidades de Preclusão: • Preclusão temporal → não praticar o ato processual no prazo fixado.(prazo para sentença) 4º critério → Quanto a sua alterabilidade. • Prazo peremptório → não pode ser prorrogado.pela convenção das partes.2007 – A contagem dos 10 dias recai no 7.2007 – 4ª feita. Dies ad quem → 26.02. Ex: CPC. segunda feira.02.2007 (terça feira) Dies ad quem → 11. art 265. Preclusão → é a perda do direito de praticar um ato processual por inércia da parte no prazo respectivo. art 299 – A contestação e a Reconvenção devem ser apresentadas simultaneamente.06.47 3º critério → Quanto ao destinatário. dia útil. Ex: CPC. Ex: CPC.2007 – 2ª feira. 2. Primeiro dia do prazo → 22. • Prazo impróprio → é o que corre para o juiz e para os auxiliares da justiça. 19 e 20 não são dias úteis para atividades forenses.2007. Exercícios sobre contagem de prazo 1. É prazo de preclusão. O primeiro dia útil subseqüente é 11. II §3º . É um tipo de prazo que pode ser de duas espécies. Prorroga-se para o primeiro dia útil imediato. • Prescrição → Morte do direito de ação. elimina a possibilidade de uso da outra.05. 9º. Preclusão. Carlos é intimado para réplica no dia 28.02. • Preclusão → Morte do direito de praticar um ato processual. Uma diferenciação: • Decadência → Morte do direito subjetivo material.2007. Mas 7 e 8 (quinta e sexta feira) não são dias úteis. art 806 – prazo de ação sobre medida cautelar. • Prazo próprio → é aquele que corre para as partes e seus procuradores.05. Implica em dois atos contraditórios.2007 (segunda feira) Primeiro dia do prazo → 29. Ao optar-se pelo uso de uma dessas formas. João é intimado no dia 19 de fevereiro de 2007 para falar nos autos no prazo de 5 dias. dia útil. • Preclusão consumativa → A decisão pelo uso de determinada forma de procedimento provoca a preclusão de outras formas previstas em lei como possíveis. art. Ex: CPC. II e art 456.

2007. Dies ad quem: 05. Fez bem o advogado? Explique sua resposta.11. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 16. Primeiro dia do prazo: será o primeiro dia útil anterior a 19.06. 7 e 8 de junho. O último dia da contagem foi 25. dia em que o fórum não funcionará. 7.2007. sexta feita. quarta feira. não funciona o fórum. o primeiro dia útil subseqüente a 6 é 11 de junho.2007.17 e 18 o fórum não funcionará.06.2007. Primeiro dia do prazo: 11. Em havendo expediente forense o dies ad quem será 8/6/2007.02. praticando o ato dentro do prazo. Primeiro dia do prazo → 22.2007. Dies ad quem: 25. O advogado agiu corretamente. segunda feira. No dia 17 de fevereiro. sexta feira. 6. Seu advogado praticou o ato no dia 25 de junho. Pela contagem o último dia seria o dia 8. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21.2007.16. domingo.2007 (quinta feira). Deve ele juntar o rol de testemunhas no prazo de 10 dias antes da audiência. João foi intimado de que sua audiência foi designada para o dia 19 de novembro de 2007.11. no dia 6 de junho.2007. João só poderá praticar o ato até o dia útil anterior a 5. Primeiro dia útil após 16. O dia 17 é sábado e o primeiro dia útil subseqüente é 21. segunda feira.06. Dies ad quem: 26. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo:06. Primeiro dia do prazo: 04. que é o dia 01. No dia 1º de junho. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias. quinta e sexta feira. 4.06.06. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: dia 1º de junho.2007 (primeiro dia útil subseqüente ao dia 1º). Roberto é intimado. Primeiro dia do prazo: 21.06.06. : .02.2007. Dies ad quem → 26.. Arlindo é intimada a praticar determinado ato processual no prazo de 5 dias. uma segunda feira.02. É o dia 14. Assim.11.2007.48 3. pois nos dias 15. segunda feira.2007.2007.02. para a prática de um ato processual no prazo de 15 dias.2007. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 19 de novembro de 2007.02. sexta feira. 5. No dia 16 de fevereiro. Dies ad quem: 11.

Ana é intimada no dia 14 de fevereiro de 2007 para a prática de certo ato processual em 5 dias. A forma pela qual essa relação se desenvolve é o procedimento. titulo 9). Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo Resposta: Dies a quo: 16 de outubro. Fez bem? Justifique. Sua advogada praticou o ato no dia 21 de fevereiro.2007 Primeiro dia do prazo: 15. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa ou voluntária (CPC. 7/02/2007 ESTUDO DO PROCESSO CIVIL Processo é a relação entre o autor e o réu.02.49 8. tendo sido. O rol de testemunhas deve ser apresentado até 15 dias antes dela. Primeiro dia do prazo: 15 de outubro. O primeiro dia útil que antecede o dia 1º é 28 de setembro. nos seguintes processos: → Processos previstos nas leis extravagantes (Ex: alimentos). segunda feira.02.02. sexta feira. I. . São três os tipos de processo: 1º) Processo de conhecimento → usa o procedimento comum – (Livro I. O procedimento pode variar de acordo com o tipo do processo a que esteja ligado. Como a advogada praticou o ato dentro do prazo. feriado. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. Até esse dia devem ser apresentadas as testemunhas. 2º) Processo cautelar → usa procedimento próprio . agiu corretamente.2005 Dies ad quem: 21. segunda feira. 10. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 14. Primeiro dia do prazo: 02 de abril. alegando que este foi o último dia do prazo. (Não estão no CPC). O processo especial pode ser usado. Livro IV). do CPC). Sua advogada praticou o ato no dia 5 de abril. dia 11.2007 ( 19 e 20 não há expediente forense). sexta feira. Maria é intimada no dia 30 de março para a prática de determinado ato processual. prorrogada para a segunda feira próxima. segunda feira. terça feira. Dies ad quem: 1º de outubro. do CPC). sexta feira. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 30 de março. Está certa a advogada? Justifique. A advogada agiu corretamente. também. porque a término da contagem recaiu no dia 6 de abril. portanto.procedimento especial. 9. Para o dia 16 de outubro foi designada audiência. embora tenha entendido erradamente o dia 5 como o último dia do prazo. (Livro III. (CPC. Dies ad quem: 9 de abril.

50 3º) Processo de Execução → procedimento de execução (CPC. Esse procedimento padrão é o procedimento comum ordinário. o juiz poderá pedir ao autor que apresente provas do alegado. 3ª) Fase do Julgamento conforme o estado do processo → (cap V do CPC). Conforme a resposta do réu. → Processos previstos nas leis extravagantes. cita o réu. do CPC).299. ou. 12. indeferi-la. Comumente o procedimento comum ordinário é referido apenas como procedimento ordinário. título 8) – artigos 282 a 475R. Pode até reconvir. Terminada a fase ordinatória. Sumário (Livro I. Mesmo assim. ele vai concluso para o juiz despachá-lo para as providências preliminares (art 323. Livro II). pode haver necessidade de o autor falar novamente no processo – réplica. isto é apresentar simultaneamente à contestação a ação de reconvenção (art. Ele se aplica sempre que não houver definição para o tipo de procedimento a adotar. Assim. 2ª) Fase Ordinatória (ou fase das providências preliminares) → O réu pode contestar a ação ou não. É a petição inicial.02. CPC. Para ver-se a importância do procedimento ordinário. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa e voluntária. art 329). o juiz a analisa e se constatar algum vício pode adotar duas soluções. quando tudo que o autor alegou será considerado válido. Se o réu não responder ele poderá ser considerado revel. As condições para que o juiz declare extinto o processo estão nos artigos 267 e 269 do CPC.2007 Fases lógicas do Procedimento ordinário → são seis fases: 1ª) Fase Postulatória → É a fase em que se pede algo ao juiz. o CPC. O juiz prolata sentença extinguindo o processo. • • O processo comum se subdivide em: Ordinário (livro I. vai-se para a fase seguinte. vimos que os procedimentos podem ser: comum ou especial. Este processo padrão se aplica subsidiariamente aos demais procedimentos. Contestação e reconvenção são peças autônomas. Recebida essa peça processual. às vezes determina o uso do procedimento ordinário. se o vício for sanável. O procedimento comum que é um procedimento padrão se subdivide em ordinário e sumário O procedimento especial se aplica nos seguintes casos: → Processo cautelar. Existe ainda um procedimento padrão → igual para todos os processos. 903 e 910. Ex: art. A exceção (contestação) será apensada aos autos principais. título 7) – artigos 275 a 281. CPC. Indeferi-la. Nessa fase o juiz poderá decidir de três maneiras: → Extinção do processo (CPC. dentro do Livro IV – Dos Procedimentos Especiais. CPC). sob risco de não o fazendo no prazo. pode fixar o prazo de 10 dias para que o autor a corrija. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. Depois de emendado ou se não apresentasse vício. Depois que todos falarem no processo. .

→ Marca audiência preliminar (CPC. 475-A. que trata do assunto. Se não houver conciliação. 461 e 461-A (fazer ou não fazer coisa certa) e 475-A e 475-I (dar coisa). 4ª) Fase Instrutória (ou Probatória) (CPC. 5ª) Fase decisória (CPC. porventura o autor escolher uma autoridade incompetente. art 475). ou à obrigação de dar (CPC. Nas ações de conhecimento meramente declaratória ou constitutiva. geralmente de 10 dias. A petição inicial deve ser elaborada de forma expressa. Só o advogado tem capacidade postulatória. ela pode tornar-se competente caso o réu não oponha exceção. O CPC. 1. Conceito → É o instrumento por meio do qual o autor formaliza pedido de tutela jurisdicional à autoridade competente quanto à pretensão de um direito que alega ter sido lesado por outrem. Juízo ou tributal solicitado → A petição inicial deve ser dirigida à autoridade – tribunal ou juiz – competente. A petição inicial deve ainda preencher as seguintes condições: Requisitos da Petição Inicial → (CPC. . não se precisa do réu. A condenação pode se referir à obrigação de fazer ou não fazer (CPC. art 330) → O juiz conhecerá do pedido proferindo sentença quando houver revelia com seus efeitos ou quando a questão do mérito for exclusivamente de direito ou mesmo que sendo de direito e fato não haja necessidade de produção de prova em audiência. quando o autor dirige sua petição a uma determinada autoridade judiciária. Assim. art 450 e seguintes)→ Fase da produção de provas orais e não orais. o juiz procede ao saneamento do processo designando nova audiência de instrução e julgamento. Passa-se à fase seguinte. A ação termina ai. ver CPC. no caso em que ela seja prorrogável. no art 452. fixa a ordem para apresentação das provas. o juiz designará audiência preliminar a ser realizada dentro de 30 dias. 6ª) Fase de Execução da sentença → O cumprimento da sentença pelo réu é tratado pelo CPC nos art. isto é. ou escolhendo-a. Já nas ações condenatórias. em debate oral. o mesmo será reduzido a termo e homologado por sentença (sentença homologatória). art 331). Art 475) → Nessa fase o juiz analisa todo o processo e prolata a sentença.51 → Julgamento antecipado da lide (CPC. compete ao réu cumprir o determinado na sentença. Terminada essa fase (inclusive cumprido o prazo para os memoriais) passa-se a fase seguinte. Sobre a liquidação de sentença que seja ilíquida. Se houver acordo das partes nessa audiência. o juiz ouve novamente o autor e o réu. art. Se. Finda a apresentação das provas. e se a questão versar sobre direitos que admitam transação. Deve-se atentar para o duplo grau de jurisdição (CPC. Pode o juiz substituir esse debate por memorial escrito que será apresentado pelas partes no prazo fixado pelo juiz. estará estabelecendo a competência dela. art 461). só o advogado pode falar com o juiz por meio dos autos. art 461-A). passa à fase seguinte. PETIÇÃO INICIAL . ressalvadas as exceções previstas no artigo 36 do CPC. Nos casos das ações condenatórias. assinada por um advogado legalmente habilitado por meio da competente procuração. Se não ocorreu uma das duas decisões anteriores. art 282).

Qualificação das partes → as partes devem estar nessa peça devidamente caracterizadas. Importante. É a parte central da petição inicial. é o detalhamento do fato. colocando em marcha o processo e fixando os parâmetros para a sentença. isto é. o demanda por meio do Estado. domicílio e residência. é fundamental a possibilidade jurídica de seu atendimento e a sua adequação. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido → O autor. Se o pedido inicial não estiver em ordem. numa declaração. o juiz pode. mas pelo réu a quem o autor demanda de forma indireta. pois mesmo a citação errada da norma legal não impede a apreciação da situação pelo juiz. de certo e determinado. CPC). Além de mediato ou imediato. devendo ser indicados. do CPC. declaratória ou constitutiva. A concordância do fato real com o fato hipotético legalmente previsto é exatamente a base jurídica do pedido. em relação a cada uma. sob pena de indeferimento da peça inicial. O pedido mostra a pretensão do autor da ação. 4. Quanto ao pedido. Assim. o pedido deve ser . O atendimento do pedido mediato consiste na condenação do réu. A determinação e a certeza são dois requisitos distintos e indispensáveis e devem estar tanto no pedido imediato. é o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado e que se pronuncia pela sentença proferida pelo juiz. a menção ao texto legal que embasa o pedido não é imprescindível (fundamentos). O pedido pode ser mediato ou imediato. por determinado. entendendo-se por certo o fato de que ele não pode ser tácito e. Não será atendido pelo Estado diretamente. no prazo de dez dias. Entretanto. O artigo 264 do CPC estabelece que nenhuma modificação poderá ocorrer na causa de pedir depois da citação. estado civil. conforme prevê o artigo 284. determinar a sua complementação ou a sua correção. sem que o réu o consinta e não deverá ocorrer de nenhuma forma após o despacho saneador do juiz. Pela correta qualificação das partes o juiz pode comprovar a legitimidade ativa e passiva das mesmas e saber da sua competência para a ação. que se contrapõe ao “princípio da individuação”. A causa de pedir pode ser remota ou fática (é o fato) ou próxima (fundamentos jurídicos). a sua causa de pedir – causa petendi. que permite a menção genérica de tais elementos. o fato de que ele deve ser delimitado em termos qualitativos e quantitativos (art. 286. O imediato é o feito diretamente ao Estado. especificado no bem jurídico supostamente violado.52 2. entretanto. é indispensável que a petição inicial traga manifestação expressa do pedido do autor. Para evitar que o juiz se pronuncie além dos limites estabelecidos o art 293 do CPC determina que os pedidos devem ser interpretados restritivamente. Ela fornece elementos para se verificar a legitimidade das partes e a necessidade de pedir. como no pedido mediato. profissão. alega a existência de um direito subjetivo seu. o detalhamento do fato e dos fundamentos jurídicos do pedido atende ao “princípio da substanciação da causa de pedir”. o nome. na constituição ou na modificação ou na extinção de uma relação jurídica conforme o tipo de ação – condenatória. proveniente de um fato real que se encaixa numa situação hipotética prevista em lei e que sugira a existência de referido direito. Conforme determina o CPC. O pedido mediato é o pedido do bem da vida feito ao réu por meio do Estado. como titular da pretensão. 3. Pedido → O pedido estabelece os limites para a decisão do juiz. Dois requisitos devem ser considerados no pedido: ele deve ser certo e determinado. prenomes.

provar os fatos por ele alegados. sob pena de sucumbência da ação. • Nome da ação. pois. • Requisitos internos → Os demais requisitos. eles podem ser agrupados em dois tipos de requisitos: • Requisitos externos → facilmente identificáveis: escrito e vernáculo. sem resolução do mérito. 6. As provas → O autor deve. Requerimento para citação do réu → CPC. Sobre as provas. 7. • Forma: Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével. Referentes ao mérito: fato e fundamentos. como estabelece o artigo 258 do CPC. na peça inicial. Outros requisitos: • Instrumento de mandato habilitando o advogado a representar o autor (procuração) – CPC. 275. Sem esse pedido do autor não pode o juiz tomar a iniciativa de o fazer. declarações. Listados que foram os requisitos da petição inicial. estão no art 267 do CPC. Assim. perícias técnicas. O valor da causa → Constitui. assinando-os as pessoas que nele intervierem (CPC.02. art 295). A incompatibilidade do pedido verificada nesse sentido torna a petição inicial inepta. Habitualmente. 14. também de dois tipos: 1. Identificam a causa de pedir e o pedido. pelo Princípio da Demanda. art 214: Para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. art 37. 5. requisito da petição inicial a atribuição de um valor para a causa. permite verificar a adequação da ação e serve também como parâmetro para os honorários advocatícios. ninguém é obrigado a demandar contra quem não queira. 156). 2. Na petição inicial deve juntar as provas que fundamentem a ação e informar as demais provas de que pretende se valer e que serão oferecidas oportunamente. como. a toda causa será atribuído um valor certo. além de documentos cujo fornecimento por parte de terceiros esteja em andamento. que juntos formam o libelo.2007 . por exemplo. art 169). art 333. modificativo ou extintivo desse direito.53 também concludente. deve ser compatível com o fato e com as justificativas legais apresentadas pelo autor. Referentes ao processo: os demais. E o réu só será citado se o autor fizer esse pedido na petição inicial. o autor costuma protestar pela apresentação de provas de modo genérico. determina que ao autor cabe o ônus da prova quanto ao fato que constitui o seu direito e ao réu o ônus quanto à existência de fato impeditivo. também. Em todos esses atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo (CPC. Sem esse requerimento na inicial. Obs: as causas de extinção do processo. o processo não tramitará. testemunhas. o valor da causa é elemento que permite verificar a competência do órgão judicial solicitado. Conforme previsto no CPC. devendo ser indeferida liminarmente (CPC. ainda que não tenha conteúdo econômico. o CPC. isto é.

caso em que só não será indeferida se ela puder ser adaptada ao tipo de procedimento legal. O juiz pode mandar corrigir. O libelo é a parte mais importante da petição inicial.Petição Inicial inepta → O parágrafo único do art 295 diz que será inepta a petição inicial quando: 1. pois ele só será citado se ela for aceita pelo juiz. Todavia. diz que ao receber a petição inicial e o juiz perceber que ele não preenche os requisitos exigidos nos artigos 282 e 283 desse código ou que ela apresenta defeitos ou irregularidades que dificultem o julgamento do mérito e em sendo os vícios encontrados sanáveis. II. isto é. contiver pedidos incompatíveis entre si. São seis hipóteses. V. Quando não atendidas as prescrições do art 39. e art 284 (requisitos).Assim. O CPC. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. O vício é corrigível desde que um dos pedidos seja retirado. As hipóteses de indeferimento constam do art 295 do CPC. 4. O indeferimento pode ser motivado pela não observância de um dos requisitos da petição inicial. quando está sendo iniciada a relação linear entre autor e juiz. Normalmente o juiz indefere a petição. o indeferimento impede a formação dessa relação. desde logo. I . a decadência ou a prescrição (art. O pedido juridicamente impossível não preenche uma das condições da ação. Assim. desfazendo-se a incompatibilidade. O indeferimento implicará na extinção do processo. o juiz indeferirá a peça. o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias. faltar-lhe o pedido ou a causa de pedir. Quando o autor carecer de interesse processual. o indeferimento é o reconhecimento de que a petição inicial não tem condições de dar início à relação jurídica plena. VI. Ele acontece bem no início do processo. o juiz a indeferirá de plano. o pedido for juridicamente impossível. Pelo não cumprimento dessa determinação. Quando o tipo de procedimento escolhido pelo autor não corresponder à natureza da causa ou ao valor da ação. no seu art 284. a petição inicial será indeferida: I.54 Indeferimento da Petição Inicial O indeferimento acontece antes de o réu ser citado. parágrafo único. à parte da ação relacionada com a causa de pedir e o pedido. Faltam elementos da ação. Quando o juiz verificar. inclusive quanto ao prazo fixado. IV. 2. O juiz a indeferirá de plano. 3. em certos casos (questões de família) o juiz poderá determinar a correção do vicio. III. Quando a parte for manifestamente ilegítima. Se os vícios forem insanáveis. O juiz indefere de plano a peça por não conter as condições da ação – não há interesse de agir por causa da inadequação. 219. §5º). primeira parte (endereço para recebimento de intimação). O libelo é formado pelo pedido + a causa de pedir . Esses quatro tipos de vício referem-se ao libelo. Quando for inepta (não for apta a produzir seus efeitos).

Essa ilegitimidade pode se dar de duas formas. Sem ele não há ação. do CPC. À falta de designação pelo advogado do endereço para receber intimação. o processo sobe à instancia superior que poderá reformar a decisão do 1º grau e o processo prossegue do ponto em que estava ou confirmar a decisão. o juiz manda que a falha seja suprida em 48 horas. primeira parte e o art 284. Falta de capacidade para estar em juízo. Apelação → O CPC. sobretudo. Apelação é o nome desse recurso. que a alteração pode modificar totalmente a ação. sendo facultado ao juiz reformar sua decisão no prazo de 48 horas. Como se vê. Assim. extinguindo-se o processo. serão consideradas válidas as intimações enviadas ao endereço constante dos autos. Se deixar de comunicar ao escrivão do processo qualquer mudança de endereço.Parte manifestamente ilegítima → A ilegitimidade da parte tem que ser manifesta. do CPC. . 39. O ato do juiz indeferindo a petição inicial é a sentença. na sua contestação. mas é aconselhável que não se o faça para não quebrar a estabilidade da ação. VI – Se não forem atendidas as prescrições do art. Havendo possibilidade de corrigir-se a falha. Essa razão liga-se ao previsto no inciso II do mesmo artigo. para correções permitidas pelo art 284 o prazo fixado pelo juiz será de 10 dias. Se não há interesse em agir. não informar o endereço para intimações. • Ilegitimidade quanto ao processo (ad processum). Inalterabilidade da Petição Inicial: Devem ser considerados três momentos importantes quanto a possibilidade de alterar-se ou não a Petição Inicial: • O momento da propositura da ação.55 II . art 162). V – Procedimento adequado → Toda ação há de adotar o rito adequado a ela. O indeferimento da petição inicial ainda poderá ocorrer por outros motivos. sob risco de indeferimento. O juiz indeferirá de plano a petição inicial. Uma vez proposta a ação e até a citação do réu. Havendo dúvida da parte do juiz ele defere a petição inicial. não podendo haver dúvida da parte do juiz. conforme permite o art 284 do CPC. o juiz pode marcar prazo para a necessária correção. tendo em vista. Já o de deferimento é o despacho do juiz (CPC. Por exemplo. Se o réu. mesmo porque a qualquer momento do processo o mesmo poderá ser alegado em razão de ordem pública do processo. IV – A verificação pelo juiz de manifesta existência de decadência ou prescrição → a existência desses institutos tem que ser manifesta. III – Ausência de interesse processual → O interesse de agir é uma das condições da ação. no seu art 296 estabelece que do indeferimento da petição inicial poderá haver recurso. parágrafo único. não a necessidade dela. A petição inicial varia de acordo com o rito adotado. o processo seguirá sei curso natural é o réu deverá acompanhá-lo em cartório. não havendo adequação entre o fato e o pedido. enquanto que para a correção da falha comentada no art 39 será de apenas 48 horas. tendo em vista o contido na parte final do art 284. O art 263. Se o juiz mantiver a sua decisão. a Petição Inicial pode ser alterada pelo autor. estabelece que ação é considerada proposta quando o juiz despacha a Petição Inicial (Existindo uma só vara judicial) ou quando ela é distribuída (existindo mais de uma vara judicial). será incompatível adotar-se o procedimento ordinário para uma ação executória. Não há lógica entre o fato narrado e a conclusão que venha a ocorrer. • Ilegitimidade quanto à causa (ad causam). são duas as hipóteses presentes.

trata do prazo que o réu tem para apresentar a sua contestação e ele está ligado à forma como ele foi citado. Assim. À defesa cabe até recurso especial por estar o autor violando uma norma ordinária (art 321). no art 241. pode ser que um dos já citados tenha apresentado a sua contestação. especialmente se ele for revel. nova defesa. As partes defendem cada qual o seu ponto de vista. deverá nomear (indicar) à autoria o proprietário da coisa (ou o possuidor dela). Chegando a este segundo momento. mas não há necessidade da concordância dele para que o autor altere a Petição Inicial. pois o prazo ainda não foi aberto. finda a dilação assinada pelo juiz. Alteração dos elementos subjetivos da Petição Inicial → O art 264 proíbe a modificação das partes. Acontece que os já citados deverão ser citados novamente por ter havido novação na situação. a data da juntada aos autos do termo de recebimento da citação. Outro exemplo: Art 42 → a alienação da coisa ou do direito litigioso. interessa ser citado para a ação toda. se por carta precatória ou rogatória a data de sua juntada aos autos devidamente cumprida e se por edital. desde que o réu foi validamente citado. o art 43 permite a substituição das partes ocorrendo a morte de uma delas. O juiz dará a palavra final. que não restringe o direito de defesa do réu. quanto ao andamento do processo. isto é. Saneado o processo não se pode mais alterar a Petição Inicial no que se refere ao pedido e à causa de pedir (elementos objetivos da ação). o quiser. Outro exemplo de substituição da parte está no art 62. que trata da nomeação à autoria. a morte de uma das partes envolvidas faz extinguir o processo (sem julgamento do mérito). não há necessidade da concordância de nenhum deles. conforme estabelece o parágrafo único do art 264. Assim. observado o disposto no art 265. só podem ocorrer alterações na Petição Inicial se o réu consentir na alteração. É uma reabertura do prazo perdido. por isso é possível a modificação. CPC. Se até então havia legitimidade . três deles já citados. a título particular por ato entre vivos. Feita a alteração não haverá qualquer prejuízo ao direito de defesa do réu. considere-se uma ação em que são demandados cinco réus. numa ação de divórcio. o prazo para contestação do réu é a data da juntada do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. O art 321 não faz qualquer restrição não faz qualquer restrição nesse sentido. Os elementos subjetivos não podem ser alterados nem com o consentimento do réu. O CPC. a data de juntada aos autos do mandado cumprido. não altera a legitimidade das partes. com exceção das substituições permitidas por lei. Se pelo correio. Quando houver vários réus. A exemplo. No exemplo em questão. Ele deverá ser citado novamente recebendo cópia da inicial alterada para apresentar. • O momento da citação do réu. O prazo para contestação deles só é aberto após a citação do último dos cinco. Ao réu. Para qualquer alteração na Petição Inicial. se alguém detiver coisa em nome alheio e for demandado em seu próprio nome. pois tem inicio a fase de instrução do processo. Uma questão que fica é se a nova citação deve ser sobre a ação toda ou apenas sobre a matéria alterada. Também não há prejuízo ao direito de defesa do réu. • O momento do saneamento. O artigo 43 prevê exceções: por exemplo. Ele não sofrerá qualquer prejuízo de prazo. se por oficial de justiça. Já ao autor interessa que a nova citação incida apenas sobre a parte alterada. uma vez que não haverá prejuízo a nenhum.56 transformando-a em outra ação. Ela será substituída na ação pelo espólio ou sucessores.

IV. com a alienação a legitimidade passa a ser extraordinária. estando o adquirente da coisa substituído pelo alienante (pessoa de legitimidade extraordinária). 3. No caso de indeferimento a base legal é o art. Resposta: O juiz agiu mal. IV fala em indeferimento quando verificada a prescrição. todavia. 01. pois sendo Tito menor impúbere não pode ocupar a posição de réu. Se for convencional. 4. 296. menor impúbere representado por sua mãe. Resposta: Primeiro é preciso saber se é decadência legal ou decadência convencional. o juiz indeferiu de plano a pretensão do autor. se ela não for constatada no início. Ao ajuizar uma ação de cobrança para recebimento de um crédito cujo direito decaiu. Ele pode legalmente ser parte do processo (no caso réu). Está correta a afirmação? Resposta: Trata-se da figura da legitimidade e não de capacidade postulatória. Comente a decisão do juiz. ela não poderá ser causa para indeferimento da Petição Inicial. Se ela não for constatada de início. Alguém quer exercer num processo civil sua capacidade postulatória pleiteando o reconhecimento de um direito. Caio aciona Tito. não podendo. Se for legal. A prescrição é sempre cognoscível de ofício. O art 295. equivocando-se quanto a julgar que o menor não pode ser réu. Por isso mesmo está representado pela sua mãe. o juiz pode ter agido correta ou erradamente conforme se trate de um ou de outro dos detalhes mencionados. Comente a decisão do juiz. Entretanto. quando esta é constatada de início.57 ordinária. Numa separação judicial o autor omitiu os fatos na Petição Inicial requerendo o direito de apresentá-los após a audiência de conciliação e julgamento. Comente a decisão do juiz. Comente a decisão do juiz.2007 Exercícios 1. O juiz deferiu a Petição Inicial. Houve confusão entre estar em juízo e estar no processo. a Petição Inicial deve ser deferida. se ao juiz restar qualquer dúvida. Resumindo. também. Caio aciona Tito. Resposta: Errou o juiz. isto é. aguardando-se o pronunciamento do réu sobre possível decadência. 5. do CPC. saber se ela foi constatada de pronto para poder ensejar o indeferimento da inicial. torna-se necessário. estar em juízo.03. 2. menor impúbere representado por sua mãe Ainda que ocorra a prescrição o juiz não pode conhecê-la de oficio. que é própria do advogado habilitado no processo. O juiz ordenou a regularização do pólo passivo. razão pela qual deverá deferir a inicial determinando a citação do réu. . a Petição Inicial deverá ser deferida.

Todavia. Morte de uma das partes: Com a morte de uma das partes (autor ou réu). Da Petição Inicial não pode faltar nenhum requisito. Observação: O §1º do art 265 acima estabelece que. desfaz-se um dos pólos. São Elas: I. ocorrendo o fato antes da audiência de instrução e julgamento o juiz suspenderá o processo até que a falha seja corrigida. de seu representante legal ou de seu procurador. Se o direito em questão for intransmissível. com a substituição do de cujus. O juiz suspende o processo enquanto é definido o representante da parte em questão. que deverá ser indicado pela parte respectiva. Procede-se segundo a orientação do art 1. CAUSAS DE SUSPENSÃO DO PROCESSO O CPC. no caso de morte ou de perda da capacidade processual de uma das partes ou de seus representantes legais. conforme determina o CPC. Morte ou perda de capacidade do procurador: Suspende-se o processo para substituição do procurador. pois o art 282 do CPC determina a colocação dos mesmos como requisito da peça. no seu art 265 lista as causas de suspensão do processo. Prazo da suspensão: o tempo necessário para habilitação do substituto (morte ou perda da capacidade processual de uma parte ou representante). O art 8º do CPC estabelece a forma dessa representação. O assunto é objeto do §2º. Suspende-se o processo até que seja definido outro representante legal. Há necessidade de novo representante legal e o processo ficará suspenso até que ele seja definido e habilitado. essa substituição não será possível e o processo dever ser extinto. que estabelece o prazo de 20 dias para a providência. se a mencionada audiência (que pode levar dias e até meses) já tiver sido iniciada podem ocorrer duas situações: • O advogado continuará no processo até o término da audiência. Perda da capacidade processual de uma das partes: Se uma das partes perder a capacidade de estar em juízo ela deverá ser representada no processo. é preciso ter presente que para a substituição de uma das partes é preciso que o processo se refira a direito transmissível. / f. Morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes. pois o processo não pode continuar sem o advogado. Perda da capacidade processual do representante de uma das partes. Ele precisa ser regularizado. Esta causa é desdobrada em seis hipóteses: a. for um direito personalíssimo. IX. c. isto é. b. Não ocorrerá a extinção do processo. Entretanto.58 Resposta: A decisão do juiz foi errada. • O processo só será suspenso após a publicação da sentença ou do acórdão (para fins dos recursos legais).055 do CPC. d. Morte do representante legal de uma das partes. e. Se a determinação do juiz não for acatada por parte do autor o juiz extinguirá o . art 267.

findo o qual o juiz determinará o prosseguimento do processo. O prazo para cumprimento das cartas precatória e rogatória vem estabelecido na própria carta. Na realidade a presente situação não configura.b. Esta causa ocorre quando as partes solicitam a suspensão do processo de comum acordo. Estas cartas só interrompem o processo se solicitadas antes do saneamento do processo. o processo prosseguirá à sua revelia. suspensão do processo. A sentença tiver por pressuposto o julgamento de questão de estado requerido como declaração incidente. 07. o processo será suspenso quando: a. (CPC. dirimindo-se a dúvida levantada.c) o prazo máximo de suspensão é de um ano. Observação: Nas três situações acima (a. A propósito. ao término do qual o escrivão encaminhará o processo concluso ao juiz. Por exemplo. Inundação. Epidemia. . que poderá entrar no processo a qualquer momento. II.59 processo e se não o for. Questão: Demais casos não regulados pelo Código. bem como a suspeição ou impedimento do juiz. Tempo de duração da suspensão do processo por motivo de força maior (ou de caso fortuito): enquanto durar a causa que determinou a suspensão do processo. o art 338 se refere às cartas precatória (dentro do mesmo Estado nacional) e rogatória (de um Estado nacional a outro).2007. porque normalmente as duas questões são decidas ao mesmo tempo. (Princípio do Impulso Oficial). Revolução. Exemplos de causas suspensivas do processo da espécie: Guerra. que determinará o seu prosseguimento. A sentença depender do julgamento de outra causa ou declaração da existência ou inexistência da relação jurídica que constitua objeto principal de outro processo pendente. V. o processo civil depender do julgamento de um processo penal que tenha ligação com ele. III. na prática. por parte do réu. Recebida a exceção. Conforme determinado no §3º. Ex: Numa ação de alimentos verificar antes se o demandado é o pai do menor. A sentença não puder ser proferida sem antes ser verificado um determinado fato ou ser produzida a prova solicitada a outro juízo. A sentença de Mérito. VI. – Como indica o próprio nome. Relativamente à sentença de mérito. da câmara ou do tribunal. c. retomando o processo no ponto em que estiver quando de sua entrada. Por motivo de força maior. como o réu só pode falar no processo por meio de um advogado por ele habilitado. art 306) IV. essas causas dependem do seu aparecimento.03. Entretanto. Convenção das partes. b. Oposição de incompetência do juízo. o processo ficará suspenso até que ela seja julgada. o prazo máximo de interrupção é de 6 meses.

• No caso do inciso II (convenção das partes) o prazo máximo da suspensão será de seis meses. do CPC) – Como regra geral. quando estabelece em seu caput: “extingue-se o processo sem resolução do mérito:” . Portanto. se ele declarar que os efeitos retroagem à época da ocorrência da causa (efeito ex tunc) os dois entendimentos têm a mesma conseqüência prática. • No caso do inciso III (exceção de incompetência). • Nos casos do inciso IV (quando a sentença de mérito depender de outra sentença. o foi ficará suspenso até a definição da competência. após o qual será aplicado o Princípio do Impulso Oficial. 3. haverá extinção do processo. CPC) . (Art 180. é proibido qualquer ato processual durante a vigência da suspensão. CPC) . se for o advogado do réu. sendo a partir daí reposto o prazo remanescente. Efeitos da suspensão: são três os efeitos da suspensão do processo: 1. Duração da suspensão: Depende da causa da suspensão prevista no art 265 do CPC. no momento da decisão do juiz. (Art 265.Princípio do Impulso Oficial: Uma vez expirado o prazo previsto pela convenção das partes o juiz dará prosseguimento ao processo. (Art 266. independentemente de solicitação das partes. §3º. • No caso do item I (parte: morte do procurador de uma das partes) haverá suspensão por 20 dias para seja constituído novo procurador.Suspensão do prazo: suspende-se o curso do prazo durante a suspensão do processo e a sua contagem será retomada uma vez levantada a suspensão do processo. pelo não cumprimento por ele o juiz dará seqüência ao processo à revelia do réu. Se for o advogado do autor e não cumprir. salvo se já tiver iniciado a audiência de instrução e julgamento. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO O assunto é tratado pelo art. • No caso do item I (parte: morte ou perda da capacidade processual de uma das partes ou de seu representante) o processo será suspenso pelo tempo necessário à habilitação do seu substituto. a sentença de mérito não puder ser proferida antes de determinado fato ou prova. • Para Moacyr Amaral dos Santos quando o juiz determinar a sua suspensão. quando o processo terá seqüência com o advogado habilitado até o final da audiência e o processo só será suspenso a partir da publicação da sentença (ou do acórdão). 267 do CPC. ao fim do qual o juiz dará prosseguimento ao processo.60 Em que momento se dá a suspensão do processo? Existem dois posicionamentos doutrinários: • Para Humberto Teodoro Jr a suspensão ocorre quando ocorrer a causa suspensiva. haver questão incidental de estado) a suspensão do processo não poderá exceder um ano. Mas essa proibição não é absoluta: existe exceção quando o juiz autorizar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. 2.

Os incisos IV e V tratam dos pressupostos do processo. Observação: Qual é a diferença entre os dois incisos II e III? No caso do inciso II abandono das duas partes (abandono bilateral) e no inciso III abandono só do autor (abandono unilateral). ou seja. Art 267. Se o réu já foi citado e estiver participando do processo. daqueles que não podem faltar no processo (pressupostos de constituição e desenvolvimento do processo) e o inciso V dos pressupostos negativos. não percebeu claramente o vício da peça e decidiu por aguardar o pronunciamento do réu. que terão prazo de 48 horas para se pronunciarem. interesse processual e possibilidade jurídica. o juiz não pode extinguir o processo sem antes intimar o réu a se pronunciar sobre a questão. §1º). Quando o processo ficar parado por mais de um ano por negligência das partes. V. do processo não pode faltar qualquer das três condições – legitimidade das partes. ou seja. Daí a diferença do prazo de extinção do processo. com exceção do seu item IV. sem resolução do mérito. o que equivale à concordância tácita com a extinção do processo. pois a petição inicial poderia ter sido indeferida? Neste caso. II. Este inciso trata das condições da ação. A ausência de qualquer delas implica na extinção do processo.2007 III. → As causas de indeferimento da Petição Inicial. • Não se pronunciar no prazo fixado. Qual é. IV. ad cautelam. • Comparecer e discordar justificadamente da extinção do processo. então. fixando-lhe prazo de 48 horas para isso (CPC. não cumprindo os atos e diligências que lhe competir. Decorrido esse prazo. litispendência e coisa julgada). esgotado o qual o processo será extinto.61 I. aqueles que não podem aparecer no processo (perempção. . Ante essa intimação o réu pode assumir rês posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo. VI. na análise da peça inicial. 12. o juiz. a diferença entre este inciso e o inciso I. manda intimar pessoalmente as partes. quando haverá resolução do mérito. isto é. o juiz. antes de extinguir o processo. Por isso o processo foi extinto mais adiante. porque ele tem direito a uma sentença que ponha fim à lide (uma sentença declaratória). em seu inciso IV diz quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. pois o art 269 que diz no caput haver resolução do mérito. estão listadas no artigo 295.03. Pelo indeferimento da Petição Inicial. Quando o autor demonstrar abandono da causa por mais de 30 dias. O Inciso IV trata dos pressupostos positivos.

A sentença do julgamento põe fim à lide. Há uma exceção: o art 267. mas não do direito material. a seguir. mas a outra parte também deve se pronunciar. (convenção de arbitragem prevista na Lei 9307. Não haverá julgamento do mérito se o autor desistir da ação. Art 47. A ação que é interposta depois de julgada formalmente. Ocorrendo confusão entre autor e réu. Todavia a Petição Inicial só será deferida após a comprovação pelo autor do pagamento das custas processuais e honorários advocatícios da ação anterior. EXTINÇÃO DO PROCESSO COM JULGAMENTO DE MÉRITO O art 269 trata das ações que recebem julgamento quanto ao mérito. quando o processo foi extinto por prescrição ou decadência. a morte do titular do direito intransmissível morre com ele. que prevê a resolução da lide por um arbitro que não o juiz estadual. Também não pode o juiz determinar a extinção da cláusula compromissória. art 9º). o juiz dá prosseguimento ao processo. mas resta. V. pois somente as partes podem distratála. isto é. Entretanto. todavia. Exemplos: Art 13. No caso da litispendência a nova ação não poderá ser proposta enquanto a lide estiver em pendência na ação anterior. A ação perde a razão de ser e o processo será extinto. Na falta de pronunciamento do réu. VIII. ou seja. autor e réu são a mesma pessoa. A concordância deve ser justificada adequadamente. Entretanto é preciso considerar o §4º do artigo: subtendendo-se que o réu não é revel. que está . Ação sobre direito intransmissível. Quando houver a possibilidade de arbitragem da situação. a extinção do processo depende da concordância dele. É preciso levar em conta. I. Se o direito em questão for indisponível. O art 268 do CPC determina que a extinção do processo não impede o autor de pedir novamente a tutela do Estado para a ação cujo processo foi extinto. O autor já mostrou sua vontade ao ingressar com a ação. observadas as condições acima quanto aos pagamentos. O art 268 apresenta três hipóteses de perda do direito de ação: a coisa julgada. ao réu tem que ser dado o direito de obter sobre a questão uma sentença declaratória. Demais casos prescritos no CPC. 3º e 4º). que deverá aguardar a provocação do réu. X. pois o autor pode voltar com nova ação. ele será irrenunciável. ou podem mesmo estar relacionadas por meio de um compromisso arbitral. em que ele é julgado quanto ao mérito. o cumprimento da sentença. que nem sempre o julgamento encerra o processo. XI.62 VII. com sentença formal. (Lei 9307. a aplicação da convenção de arbitragem não pode ser acionada pelo juiz. As partes podem estar relacionadas por meio de um contrato que contenha uma cláusula compromissória. mas não do direito material. Quando ela é julgada formalmente a nova ação é admitida. a perempção e a litispendência. Ainda mais o autor pode desistir só do direito do exercício da ação. Como o autor pode desistir do direito de ação. Assim. IX. parágrafo único.

Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Todavia. Como o processo não havia chegado à fase de saneamento. Pergunta-se: a) Deveria ter juntado tal documento? B) caso o juiz entendesse ser a juntada do documento indispensável à propositura da ação e indeferisse liminarmente a petição inicial. o juiz . 19. São os seguintes os casos de julgamento de mérito previstos no art 269: 1. 2. ao julgar. não considerou (julgou) aquele pretensão em sua sentença. O juiz reconhece o acordo e o ratifica através da sentença. às vezes. Exercício em grupo sobre as seguintes questões: 1. 5. Resposta do grupo: a) O autor deveria ter juntado o respectivo contrato.03. portanto elemento indispensável previsto no CPC. A sentença reconhecerá o direito do autor e porá fim à lide.63 previsto no art 475-I e.2007. poderia ter determinado que o autor juntasse o documento em 10 dias. que finaliza a lide. quando se tratar de sentença ilíquida. Quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. requereram a concessão de benefício previsto em lei. Justifique a resposta. Não há necessidade de concordância do réu porque o autor não poderá intentar novamente a ação. Apresentar quatro definições de indeferimento da Petição Inicial. como vocês avaliariam tal indeferimento. Cite quatro conceitos de Petição Inicial. o juiz põe fim à lide decidindo o mérito da ação. sem que tenha havido manifestação de aquiescência por parte destes.2007 Prova para ser resolvida em grupo 1) Em ação de rescisão de contrato o autor não juntou com a peça inicial o referido contrato. pois segundo o art 284. 2) Em uma dada ação as autoras. Com a sentença em um ou em outro sentido mencionado.03. 4. 2. dependente antes das providências previstas no art 475-A. Quando o autor renunciar ao direito em que se fundamenta a ação. Quais as conseqüências para a Petição Inicial quando falta um dos seus requisitos? 3. Resposta do grupo: A situação se resume em pedido de alteração de um elemento da petição inicial após a citação do réu. Ele renuncia o direito material. Quando as partes transigirem. Quando o réu reconhecer a procedência do pedido do autor. juntando o contrato. em réplica à contestação dos réus. sem a aquiescência deste. quando as partes entrarem em acordo. art 283. A parte que poderia contestar o pedido do autor confirma a validade do mesmo. O juiz. b) A decisão do juiz não foi de acordo com o permitido nos artigos mencionados acima. que já havia contestado a ação. Nesse caso haverá julgamento de mérito. Pergunta-se: a) Porque agiu assim o juiz e se fez bem? Justifique sua resposta. no caso necessária. o art 284 do CPC permite ao juiz fixar o prazo de 10 dias para o autor corrigir a irregularidade. 3. isto é. 14. pois se trata de peça que irá fundamentar a ação de rescisão de contrato.

Portanto. a autora propugna pela procedência da ação por aquele motivo. Um dos efeitos da suspensão do processo é justamente proibir a realização de qualquer ato processual. se não houve essa designação. Após alguns meses. ainda que a audiência de instrução e julgamento já tenha sido iniciada. o que o art. com outro procurador já designado ou. como a morte em questão ocorreu antes do início da mencionada audiência. será o caso de suspender-se o processo? Justifique sua resposta. e não tendo sido possível provar-se a referida infração. Ora. 264 do CPC não permite. o autor solicitou a extinção do processo por desistência. não foi provado (adultério). Não permitindo. que justificaria a concessão. o mais correto seria a anulação da parte da audiência já realizada e ser marcada nova audiência. o autor propôs novamente a mesma ação e desta feita provocou a extinção do processo por abandono da causa. o processo prosseguirá à revelia do réu. 5) Numa dada ação. Pergunta-se: a) Se o autor propusesse novamente a ação para provocar a sua extinção por abandono por mais de 30 dias. no prazo mínimo de 20 dias. no art 265. haveria perempção? B) Qual o tipo ou espécie de abandono? Resposta do grupo: Há de se fazer uma distinção entre desistência e abandono: . §2º. Pergunta-se: a) Por que o juiz deu pela improcedência da separação e não julgou o pedido de divórcio direto? Justifique sua resposta. o processo é considerado suspenso a partir dessa ocorrência (um dos entendimentos) ou suspenso a partir de ato do juiz. que se desenvolveu sem a presença de advogado do réu. Não se solicitou aqui a aquiescência do réu. São duas as perguntas em questão. 1ª) porque foi julgado improcedente o pedido de separação? Porque o motivo alegado. na falta dessa indicação. 2ª) Por que não acolheu o pedido de divórcio? A alteração de pedido propugnada pela autora gera outra ação – a ação de divórcio – o que resulta na alteração do pedido após a fase de saneamento. com efeito retroativo (ex tunc). Quando toma conhecimento da morte do procurador do réu. Como no curso do processo completou-se o prazo legal para a solicitação de divórcio direto. 3) Num dado processo. Resposta do grupo: a) o assunto está regulado pelo CPC. a morte do procurador do réu é comunicada ao juiz antes do início da audiência de instrução e julgamento. sob o fundamento de infração aos deveres do casamento (traição). o que deverá fazer o juiz e quais os efeitos de sua decisão? b) Caso existam mais advogados constituídos no instrumento de procuração. 4) A propõe ação de separação judicial contra B. b) Havendo mais de um procurador já habilitado o réu não estaria desprotegido com a morte de um deles. haverá o prosseguimento do processo com o réu revel. tendo havido a concordância do réu para tanto. Portanto o juiz daria seguimento ao processo. Pergunta-se: a) Ao tomar conhecimento do fato. o juiz suspenderá a audiência e marcará prazo de 20 dias para designação de outro procurador e.64 poderia ter intimado o réu a se pronunciar sobre o pedido. portanto o juiz não agiu corretamente. Resposta do grupo. é como se o pedido não existisse e o juiz não pode julgar um pedido inexistente.

O §2º do mesmo artigo trata do comparecimento do réu para alegar a nulidade e sendo sua alegação aceita pelo juiz. O comparecimento espontâneo do réu supre a sua falta. (§1º. juiz e réu). sendo considerada inexistente. a alegação não foi aceita. Quando ela é declarada nula durante o andamento do processo. A nulidade da citação pode ser declarada em qualquer fase do processo. sob pena de sua nulidade. Necessidade da citação: O art 214. • Não se pronunciar no prazo fixado. o que representa a concordância tácita com a extinção do processo. pois o processo foi abandonado apenas uma vez. a citação deve ser válida. no prazo de 48 horas. justificadamente. considerar-se-á citado o réu na data em que ele ou o seu advogado for intimado da decisão. CPC).03. citação é um ato processual escrito e constitutivo da relação processual completa. → Abandono é a demonstração de desinteresse do autor pelo processo. Ela é uma exigência do Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa. Ainda que ele seja citado em nome de seu representante legal ou de seu procurador legalmente autorizado. inclusive após a sentença transitada em julgado. pois a citação viciada é nula (CPC. por meio de ação anulatória.65 → Desistência é um ato que implica na manifestação do autor nesse sentido. mas condição indispensável no processo. o réu foi citado e se estiver participando do processo deve ser intimado a se pronunciar sobre a extinção. da extinção do processo. o autor não perde o direito material.2007 – Correção comentada da prova 26. 21. Mesmo que estes recebam a citação o estarão fazendo em nome do réu. art 247). a relação jurídica que até então era linear (autor e juiz) se transforma em relação triangular (autor. podendo ingressar com ação sobre ele quantas vezes quiser. Destinatário da citação: o destinatário da citação é sempre o réu (art 213). art 214. Assim. ao seu representante legal ou ao . Respondendo as questões: a) Não haveria perempção. b) É o abandono unilateral previsto no art 267. o juiz manda citar o réu. podendo ser causa de nulidade do processo. Já no abandono. É o que prescreve o art 215 do CPC: “far-se-á a citação pessoalmente ao réu. por inércia. Além disso.03. Com a citação. III do CPC. Nesse caso. que é o que configura o instituto da perempção. o autor perde o direito de ação. estabelece que para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. Em caso da desistência. Dessa forma. • Comparecer e não concordar. extinção do processo sem resolução do mérito. isto. quando este prosseguirá. do CPC. conter todas as prescrições da lei. ou seja. A Petição Inicial estando em ordem.2007 CITAÇÃO Natureza jurídica da citação: O art 213 do CPC define citação assim: “citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”. depois de repetido por três vezes. podendo adotar uma das seguintes posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo. inclusive com o prazo correndo. o processo prossegue seu andamento normal. serão anulados todos os atos processuais praticados após a citação. Se ao contrário. vê-se que a citação não é apenas necessária.

o termo interessado subentende caso de jurisdição voluntária. O art 215 autoriza a citação por meio de interposta pessoa. → A coisa. da mesma competência territorial. O art 213 fala. Efeitos da citação válida: O art 219 do CPC menciona os seguintes efeitos da citação: Citação válida é a que atende todas as exigências legais.66 procurador legalmente autorizado”. Municípios) e do direito privados (empresas ou companhias. Induz litispendência. Na expressão “o réu ou o interessado” do art 213. Os três efeitos acima se referem ao processo. É o caso de jurisdição voluntária. certo. mas sim o seu representante legal para falar em nome dele e os relativamente incapazes serão citados. → Quando a obrigação a ser cumprida tem vencimento determinado. Assim. mas apenas parte interessada na questão. 2. Torna prevento o juízo. Estados. → Ocorre a litispendência quando sobre o mesmo objeto já houver ação pendente de julgamento. pois que não ocorreu julgamento do mérito da anterior. onde se situa o imóvel. o art 12 do CPC relaciona os casos de representação do réu. na mesma comarca. O §2º do art 215 do CPC trata do caso do locador que se ausenta do país sem cientificar o locatário que deixou na localidade. Esse caráter litigioso da coisa em questão obriga as partes a mantê-la no estado em que se encontra no momento da citação válida. No caso do absolutamente incapaz.) e as pessoas formais (inventário. Constitui-se também exceção à regra geral a situação em que o réu pode ser citado na pessoa de seu advogado (art 57). isto é. procurador com poderes para receber citação. se várias ações conexas foram propostas a juízes diferentes. Constitui em mora o devedor. será prevento o juiz que primeiro despachar a petição inicial (art 106). massa falida) além dos incapazes. se as comarcas forem diversas. também que a citação pode ter como destinatário o interessado. A citação válida a vincula ao processo e o submete ao resultado da resolução da lide. quanto à citação. em que a parte não é réu (por não ser jurisdição contenciosa). será prevento o juiz que primeiro conseguir a citação válida. mas também o serão seus representantes (eles devem ser assistidos). em questão. Se a solução da lide que está em andamento obtiver sentença relativa apenas à forma. 3. são efeitos processuais. (prevenção é a escolha entre juízes igualmente competentes). Quais são os casos em que o réu será necessariamente citado nas pessoas de seus representantes legais? As pessoas jurídicas do direito público (por exemplo. Torna litigiosa a coisa. o autor poderá voltar com nova ação. → A citação define o juiz que a ordenar. Todavia. 1. Para representação. é o bem jurídico em litígio. ele próprio determina o momento em . Todas as exceções devem ter previsão legal. 4. autarquias. ele não será citado. A citação é sempre feita pessoalmente. será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado de receber os aluguéis. quando ainda não existe a lide. A solução da lide em andamento pode solucionar também a segunda lide em questão.

67 que o devedor ficará em mora. Todavia. A citação pelo correio pode ser feita em todo território do país. surtindo efeito material e não processual. (3) por edital e (4) por meio eletrônico. isto é. §1º). O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do respectivo AR. É feita por meio de carta do escrivão. a citação válida será a referência nesse sentido. Existem exceções a este forma de citação: nas ações de estado (família). enviado ao réu por via postal. também. Interrompe a prescrição → Os §2º e §3º do art 219 do CPC estabelece os prazos em que a citação deve ocorrer por iniciativas da parte: 10 dias (§2º) prorrogável até 90 dias (§3º) subseqüentes ao despacho que a ordenar. réu. as custas do processo serão por ele. além da advertência de que a falta de contestação implica na admissão de veracidade dos fatos alegados na peça inicial. ainda que a citação tenha sido ordenada por juiz incompetente. Prazo prescricional – é o intervalo de tempo dentro do qual o autor pode propor a ação. se o réu já estivesse em mora pelo vencimento da obrigação. com aviso de recebimento (AR). Ela deverá ser entregue pessoalmente ao destinatário. (§art 219 do CPC). quer dizer. do CC). A citação válida interrompe a prescrição e retroage à data da propositura da ação. o efeito de constituir a partir dela. não será constituído em mora e as despesas processuais serão suportados pelo autor. a decadência (art 220). Vencido esse prazo ocorre a prescrição e o autor perde o direito de ação. A petição inicial interrompe tanto a prescrição como a decadência. Junto com a carta deve seguir cópia da petição inicial (contra-fé) com o despacho do juiz. quando o réu for . O juiz poderá conhecer a prescrição (e a decadência) de ofício. É uma forma real de citação porque depende da entrega da correspondência ao citando. começa-se a contar o prazo para prescrição novamente. suportadas. A petição inicial sendo protocolada dentro do prazo prescricional interrompe a prazo prescricional e interrompe. → Esta é a regra geral. o devedor em mora. 5. Caso esse prazo seja reaberto pelo levantamento da interrupção. Qualquer demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário não prejudica a citação. Modalidades de citação: O art 221 do CPC estabelece as formas pelas quais pode ocorrer a citação: (1) pelo correio. Não havendo vencimento determinado. haverá novo prazo prescricional. com o despacho do juiz quando há uma só vara e distribuição quando houver mais de uma vara (art 263). A interrupção da prescrição retroage à data da propositura da ação (art 219. Observação: Estes dois últimos efeitos ocorrem mesmo quando ordenada por juiz incompetente. se foi a citação inicial que o constituiu em mora e ele cumpre imediatamente sua obrigação. ou seja. Não havendo citação nos prazos mencionados haver-se-á por não interrompida a prescrição. Com a propositura da ação. inclusive a sucumbência. • Pelo correio. Quanto à decadência. se ela for convencional o juiz não poderá conhecê-la de oficio (art 211. (2) por oficial de justiça.

Quando feita pelo correio. o oficial de justiça faça citações em qualquer uma delas. O oficial certificará a ausência do réu e deixará contrafé da certidão com pessoa da família ou com vizinho. porque o réu é citado pessoalmente ou na pessoa de representante legal ou procurador legalmente autorizado (CPC. por oficial de justiça ou por processo eletrônico ele é real e quando por edital ela é ficta.68 incapaz. A citação por mandado é a feita por meio de um oficial de justiça. pois o réu está ausente. incerto ou inacessível. 09. quando o réu for desconhecido ou incerto. quando na localidade do réu não houver serviço do correio e quando. → Está previsto no art 231 do CPC que o réu poderá ser citado por edital: quando o ele se encontrar em lugar ignorado. O prazo para defesa. A cominação. de fácil comunicação. Cópia do despacho. (art 218. Conceito Citação é o instrumento para chamamento do réu ao processo para defender-se em ação contra ele proposta. quando ela será feita por oficial de justiça e quando o autor a requerer de outra forma. f. este deverá portar o mandado citatório expedido pelo escrivão por ordem do juiz. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do mandado devidamente cumprido. A citação pode ser real ou ficta. hora e local para o comparecimento do citado. d. nos casos expressos em lei e. se houver. A finalidade da citação com todas as especificações constantes da petição inicial c. e. ainda.03. . Os nomes do autor e do réu com seus endereços e residências.04 e 11. com todos os requisitos constantes do artigo 225 do CPC. . ou seja.). O edital de citação deverá conter todos os elementos necessários à contestação. Nesse caso. o réu será considerado citado na data da publicação do edital. • Por processo eletrônico → ainda em processo de implantação. quando o réu é pessoa do direito público. a. nos processos de execução. A citação com hora certa é ficta. • Por oficial de justiça → Quando a citação se fizer por um oficial de justiça. b. g.04. nas comarcas contíguas e nas regiões metropolitanas. 28. §1º e §2º. Assinatura do escrivão e a declaração que a subscreve por ordem do juiz. • Por edital. É uma modalidade real de citação. O art 230 permite que. O dia. art 215).2007 CITAÇÃO POR MANDADO 1.

O art 226 determina ao oficial de justiça procurar o réu onde o encontrar. • Quando o autor requerer essa modalidade de citação. das 6 às 20 horas (caput do artigo). entregando-lhe a contrafé. Em casos excepcionais. se iniciado no horário. como ato processual. • Quando a ré for pessoa incapaz. assinou nota de ciente ou se recusou a fazê-lo. Hipóteses em que se faz a citação por mandado: As hipóteses para se fazer a citação por mandado são as mencionadas no art 222 e 224 do CPC: • Nas ações de estado. Realização da citação. expressa e devidamente autorizada pelo juiz. • Quando ocorrer frustração da citação pelo correio 3. O art 216 estabelece que a citação será efetuada em qualquer lugar em que se encontrar o réu. Mandado: o que é? Quais são seus requisitos? Mandado é o documento que habilita o oficial de justiça a atuar em nome do juiz na convocação do réu para integrar o pólo passivo da relação processual instada pelo autor. • A assinatura do escrivão. • O dia. com a declaração de que a subscreve por ordem do juiz. por fé. O mandado tem os seguintes requisitos (art 225 do CPC): • Os nomes do autor e do réu com seus respectivos domicílios ou residências. Assim o citando se transforma em citado.69 2. A citação. poderá exceder às 20 horas. O termino da diligência. 4. Certifica. a fim de que ela tome conhecimento que existe uma ação proposta contra ela e possa defender-se. a citação . se ele recebeu. Quem é o citando? É a pessoa a quem se destina o mandado. Citando é uma pessoa conhecida e perfeitamente identificada. • Quando a ré for pessoa do direito público. com todas as especificações da petição inicial. O oficial. deverá ser realizada em dias úteis. se o adiamento for prejudicial a ela ou causar grave dano (§ 1º). • O prazo para defesa do réu. se houver. • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. devendo ter domicilio ou residência na comarca do juiz que despachou a petição inicial. • A cominação. hora e lugar do comparecimento. encontrando o citando. É sempre o réu ou o interessado nas jurisdições voluntárias. inclusive com a advertência sobre a falta de sua contestação constante do art 285. • A finalidade da citação. lê-lhe o mandado. • A cópia do despacho do juiz. O oficial de justiça deve ter presente o determinado no art 172 e seus parágrafos. 5.

O art 218 diz: “não se fará citação quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la”. inciso XI (§ 2º). em dias e horas diferentes. nos dias úteis. será citado na unidade em que estiver servindo. CC). a citação será efetuada na circunscrição do juiz processante (art 176. 6. previstos no art 227. na falta desta. o juiz designará um curador para o réu (nomeação essa restrita à causa) e este será citado em nome do réu. Ter o oficial de justiça procurado o réu por três vezes. Da certidão da ocorrência. Não encontrado o citando nesta diligencia. em linha reta ou colateral. Hipóteses em que a citação deve ser com hora certa São dois os requisitos em questão. em segundo grau. Como regra geral. o oficial comparecerá ao domicílio ou residência do citando. consangüíneo ou afim. Variações de comportamento do oficial de justiça e exceções. Para tanto. O art 217 apresenta algumas restrições ao modus fasciendi da citação: Não se fará citação. • Aos noivos. O Parágrafo único do art 216 estabelece que. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho.70 poderá ser efetuada em domingos e feriados. sendo o citando militar e não se conhecendo a sua residência ou se ele nela não se encontrando. o oficial procurará informar-se das razões da ausência. CITAÇÃO COM HORA CERTA 1. qualquer vizinho. fora do horário estabelecido no caput do artigo. O procedimento se completa pelo estabelecido no art 228: No dia e hora marcados. telegrama ou radiograma. de fácil comunicação e às que estão em regiões metropolitanas. art 5º. ou. suspeitando de ocultação. em hora por ele designada. . Estabelece o art 227 que. O art 229 determina que o réu será cientificado pelo escrivão dessa citação com hora certa por meio carta. que voltará no dia seguinte a fim de cumprir o mandado de citação. não há necessidade de novo despacho do juiz. O art 230 se refere às comarcas contíguas. enquanto em estado grave. a fim de cumprir o mandado de citação. • Aos doentes. declarando-lhe o nome. no dia do falecimento e nos sete dias seguintes. • Ao cônjuge ou parente do morto. respeitado o disposto na CF. mesmo que o réu tenha se ocultado em outra comarca. dando por efetuada a citação. a. intimará pessoa da família ou. em seu domicílio ou residência. Haver suspeita justificada de ocultação do réu. Reconhecida a demência. permitindo que o oficial de justiça efetue citações em qualquer delas. nos três primeiros dias de bodas. salvo para evitar o perecimento do direito. b. • A quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. se por três vezes o oficial de justiça procurar o réu em seu domicílio ou residência e não o encontrar. sem encontrá-lo.

(§ 2º). Limites territoriais O art 222 do CPC estabelece. Assim. • Quando a ré for pessoa do direito público. pois se presume que o seu familiar ou seu vizinho dê-lhe conhecimento do ocorrido. Se o citando estiver presente será citado normalmente (citação por mandado). em seu domicílio ou residência. art 9º. As exceções a esta regra geral são as seguintes: • Nas ações de estado.71 São. • Quando a ré for pessoa incapaz. voltará para efetuar a citação. Neste caso. ii. o juiz nomeará curador especial para o citando (CPC.(Art 229) viii. ficará prejudicada a citação com hora certa. iii. A citação com hora certa constitui uma forma especial de efetuar-se a citação por mandado. como prevê o art 227 o oficial intima qualquer pessoa da família. Procedimentos i. vii. independente de outro despacho do juiz. no dia e hora designados. deixando contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. ou vizinho. CITAÇÃO PELO CORREIO 1. na hora que designar. v. telegrama ou radiograma. conforme o caso. o oficial de justiça inicia a preparação para a realização definitiva da citação. na falta desta. iv. como regra geral. que a citação para qualquer comarca do país será feita pelo correio. o oficial. que. Assim. 3. permanecendo a suspeita de ocultação. os limites territoriais são os próprios limites do país. ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca (§ 1º). É uma modalidade de citação real. II). dará por realizada a citação. Se dessa averiguação resultar o afastamento da suspeita de ocultação. 2. vi. comparecerá à residência do citando a fim de realizar a programada diligência (art 228). O oficial de justiça certifica a ocorrência. quatro requisitos: três vezes. Portanto. declarando-lhe o nome. o oficial procurará informar-se dos motivos da ausência dele. portanto. . o escrivão comunicará tudo ao réu por meio de carta. no dia imediato. Realizada a citação com hora certa. A citação com hora certa é presumida ou ficta quando o citando não estiver presente. Se o citando não estiver presente.. Entretanto. Nessa terceira diligência. suspeita justificada de ocultação e sem encontrá-lo.

d. parágrafo único). estando livre para manter-se omisso ou inerte. (salvo se o direito for indisponível). a advertência do art 285. caso em que o carteiro anotará a ocorrência no aviso de recebimento. Entretanto. Nesse caso. Mas. em inteiro teor. segunda parte. Requisitos da carta Uma vez que o juiz defira a modalidade postal para a citação. o que torna a situação do autor muito cômoda quanto à aceitação de seu pedido. 3. 4. por mandado. Conseqüências da recusa Existem dois enfoques doutrinários: a. Em se tratando de o citando ser pessoa jurídica. Conter. § 2º e §3º. ao citando. O prazo para a resposta do réu. a não contestação da ação fará presumir como verdadeiras todas as alegações do autor. esgotadas as providências que este deve tomar previstas. ele não está obrigado a defender-se. DEFESAS DO RÉU Diz o art 297 do CPC que o réu poderá oferecer. será considerado revel. pessoalmente. desde que o autor requeira essa medida. Como o carteiro não tem fé pública para certificar a recusa do citando. uma vez citado. b. O destinatário poderá recusar o recebimento da correspondência. e. Quando o autor requerer outra modalidade de citação. ele deverá ser citado novamente. ou seja. em último caso ser citado até por edital. b.O juízo e o cartório com o respectivo endereço. será enviada carta ao citando pelo escrivão ou chefe de secretaria. a carta deverá ser entregue à pessoa com poderes de gerencia geral ou de administração (art 223. em petição escrita dirigida ao juiz da causa a sua defesa. c. resulta prosseguir o processo à sua revelia. e o autor requerendo esse tipo de citação. 2. sempre a pedido do autor. Espécies de defesa: a defesa do réu pode ser: . exigindo-lhe que assine recibo de entrega da correspondência. presente o contido nos artigos 319 e 320. Deverá conter cópias da petição inicial e do despacho do juiz. Se o réu recusar-se a receber a carta que leva a citação. no prazo de 15 dias. Quem pode receber a carta? A carta deverá ser entregue pelo carteiro. Poderá. Não há para ele obrigação de defender-se. será considerado citado pela própria recusa e não comparecendo a juízo no prazo estabelecido. faltando a sua defesa. .72 • • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. Será registrada e o carteiro deverá entregar-lhe pessoalmente ao citando. Essa carta deverá preencher os seguintes requisitos: a. com as implicações constantes do art 285 do CPC. no art 219.

Resumindo. art 112). Exemplos: impeditivos – o réu reconhece a venda. devendo ser pago no momento parte do total. CPC) e cujo conteúdo é a alegação da suspeição do juiz. que se opõem aos direitos pretendidos pelo autor. São duas as defesas indiretas contra o processo. • Direta – Ataca o pedido nos seus fundamentos de fato e de direito. cujo conteúdo é o impedimento do juiz. extintivos: reconhece a existência da causa da dívida. modificativo – o réu reconhece o montante da dívida. pode ser: a) admissão dos fatos constitutivos alegados. Efeito desta defesa: os autos ao remetidos ao juiz competente. a objeção substancial. → Defesa contra o mérito. como. O réu defende-se da pretensão do autor. por exemplo. também chamada objeção. falta de capacidade do autor ou do réu. que mesmo não se opondo aos elementos da relação processual. Contra o mérito. A defesa contra o processo pode ser direta ou indireta. mas alega sua capacidade de contratar. a pretensão do autor não é suscetível de ser reconhecida. Pretende desfazer a pretensão do autor. por meio da “exceção de incompetência relativa” (CPC. O conteúdo da peça é exatamente a incompetência relativa do juiz. com esse objetivo: a) falta de pressupostos (subjetivos ou objetivos) do processo.Alega. em sua defesa o réu poderá investir contra o processo ou contra o mérito da inicial. As demais defesas contra o processo são todas diretas e se exercitam pela contestação (liminar). pretendendo obter sentença que rejeite a sua pretensão. podendo a sua defesa consistir em: a) nega os fatos alegados pelo autor. mas oferece nos fatos impeditivos. exercida por meio da “exceção de impedimento” (art 134). mas nega a possibilidade das conseqüências pretendidas pelo autor. . impedir ou retardar a sentença.. b) ocorre a alegação de outros fatos que mostram um direito do réu. • Indireta – quando o réu ataca o processo usando circunstâncias exteriores. mas opõe a eles novos fatos que impedem os alegados ou lhes extingue os efeitos. Pretende. mas alega que o seu pagamento deveria ser parcelado. mas alega que já a pagou. alegando-se a: 1) Incompetência relativa. trancar o processo ou pelo menos obstaculizá-lo. É a defesa do réu voltada diretamente contra a pretensão do autor. o réu não é o sujeito da obrigação. previstas no art 304 e são exercitadas por meio da peça chamada exceção. Contra o processo existem dois tipos de defesa: direta e defesa indireta. • Indireta – o réu admite verdadeiros os fatos alegados. falta de instrumento de mandato. 2) Parcialidade do juiz. ou por meio da “exceção de suspeição” (art 135. por exemplo. A defesa indireta. Temos. extintivos ou modificativos. Nesse caso faz uso das exceções processuais. então. com este tipo de defesa. visam a sua paralisação. como. Também pode ser direta ou indireta. ou seja. conseguindo sentença que não atenda o seu pedido. b) admite os fatos alegados. b) falta de condições da ação.73 • • Contra o processo. → Defesa contra o processo. • Direta – O réu ataca o processo visando a sua nulidade ou a carência da ação. dependendo da atitude assumida pelo réu.

Assim. na qual o réu. sem alterar o objeto litigioso”. São as seguintes: • Inexistência ou nulidade da citação. Diretas – estão previstas no art 300. • Litispendência. num sentido restrito. • Perempção. o impedimento e a suspeição do juiz (contra o processo. • Inépcia da petição inicial. tanto a causa de pedir remota (fática) ou próxima (jurídica). por meio de dois tipos de defesas: direta ou indireta. a contestação. na qual o réu se contrapõe à causa de pedir do atual. embora aceite as alegações do autor. • Incompetência absoluta. contra a lide. defesa indireta). Conteúdo da contestação – A regra geral sobre o conteúdo da contestação está no art 300 do CPC. Defesas listadas no art 301. • Coisa julgada. . com exceção do compromisso arbitral (§4º).74 Pode também o réu investir contra o mérito da petição inicial. são abrangidas pela contestação. (Humberto Teodoro Jr e Vicente Greco Filho) • Como forma de resposta do réu à ação do autor. • Conexão. apresenta fato novo (impeditivo. dita contestação ao pedido do autor. a. o CPC adota a denominação específica de exceções para as defesas contra o processo pelas quais são alegados a incompetência. exercida pela contestação. As indiretas contra o processo são apresentadas preliminarmente por meio da peça denominada exceção e estão previstas no art 304. O objeto litigioso deve ser o mesmo do começo ao fim do processo. é o instrumento formal da defesa do réu contra o mérito. Indiretas – estão previstas no art 326. que poderão ser conhecidas de ofício pelo juiz. Contestação e Exceção O réu. isto é. (Moacyr Amaral Santos). a contestação deverá conter as defesas todas contra o mérito – diretas e indiretas (art 300) e contra o processo (as diretas. exercida pela contestação. • Conceito da professora – “Contestação é o instrumento formal pelo qual o réu se defende contra o processo e contra o mérito. b. previstas no art 301). do CPC. modificativo ou extintivo). do CPC. No sentido amplo. na sua defesa. pode fazer uso de dois institutos jurídicos: a exceção e a contestação. Todas as demais defesas sejam contra o processo ou contra o mérito. Contestação (artigos 300 a 303 do CPC) Conceito: • Contestação é o instrumento processual utilizado pelo réu para opor-se formal e materialmente à pretensão deduzida em juízo pelo autor. do CPC. contestação é o instrumento formal da defesa do réu contra o processo ou contra o mérito. Embora a doutrina fale em exceções processuais e exceções substanciais.

relativos ao conteúdo. que nada têm a ver com o conteúdo. . também. as demais são ditas contestações relativas. São os seguintes:  Deve o réu manifestar-se sobre os fatos contidos na petição inicial. São as seguintes essas defesas: • Poderá negar os fatos alegados pelo autor (contestação absoluta). Com exceção da primeira forma de contestação. mas apresenta-lhe fatos novos que as atacam indiretamente ). Observação: 1. modifiquem (fatos modificativos) ou extingam (fatos extintivos) aqueles. Requisitos da Contestação: São de dois tipos os requisitos da contestação: 1. art 326 – aceita a causa de pedir alegada. As impugnações do réu possíveis de serem apresentadas na contestação têm caráter preclusivo. → A contestação deve identificar o cartório pelo qual corre a ação. São os seguintes: → A contestação deve ser escrita (art. como preliminar. Poderá ser alegada preliminarmente qualquer das causas constantes do art 267 (extinção do processo).75 • • • • Incapacidade da parte. • Poderá o réu admitir os fatos alegados. listadas no art 267. Compromisso arbitral. as impugnações do réu quanto ao mérito (diretas. que a lei exige como preliminar. assim. Pode o réu. Carência de ação. do CPC. art 300 – ataca diretamente a causa de pedir) e (indiretas. • Poderá. • Poderá o réu admitir os fatos e as conseqüências pretendidas pelo autor. negando-lhe as conseqüências jurídicas pretendidas pelo autor. (Princípio do ônus da impugnação especificada)  O réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa (Princípio da eventualidade). ainda. apresentar fatos novos que representem direito do réu oposto aos alegados pelo autor. Também pode constar da contestação. não incluídas no art 301. 2. defeitos de representação ou falta de autorização.. impugnar na contestação o valor atribuído à causa (Art 261. 297) → A contestação deve ser dirigida ao juiz da causa (art 297) → A contestação deve conter os nomes das partes. Intrínsecos. mas apresentará fatos novos que impeçam (fatos impeditivos). qualquer matéria que autoriza o juiz a indeferir a petição inicial. A contestação deve conter. CPC). Extrínsecos (ou formais). Falta de caução ou de outra prestação. 2.

art 211). no caso ou eventualidade de não serem acolhidas as alegadas em primeiro lugar. (art 300. II. Limitações do princípio da eventualidade . depois de ter apresentado a contestação. Se a lei considerar determinado documento público como substancial às alegações do autor e esse documento não estiver no processo. in fine).  Por expressa autorização legal. poderá ser considerado litigante de má-fé. Exceções ao princípio da eventualidade. possam ser formuladas em qualquer tempo e juízo. II.76   Na contestação devem ser informadas as provas que poderão ser usadas (art 300. do CPC: o réu não pode alegar defesa ciente de que ela não tem fundamento. Se não observar essa limitação. serem apreciadas as que lhe sigam. III. Ex: Alegação sobre paternidade. I. Se o fato não admitir confissão. sem prejuízo algum à defesa. Embora o princípio da eventualidade determine que todas as alegações da defesa do réu devem constar da contestação. Por isso. Este princípio estabelece que toda a defesa do réu deve estar concentrada na contestação. Determinado fato não foi especificamente impugnado. Princípio do ônus da impugnação especificada (CPC. como no caso dos direitos indisponíveis. os que não forem considerados pelo réu em sua contestação. de forma preclusiva. Nessa peça. Princípio da Eventualidade – também chamado de “princípio da concentração da defesa na contestação”. existem algumas situações em que certas defesas podem ser apresentadas depois da contestação. Exceções do 2º Princípio →Exceções objetivas (art 302. Devem ser incluídos na contestação documentos que provem a alegação de fatos novos pelo réu. devem argüir-se todas as matérias conjuntamente para. o réu deve fazer um rol de todos os fatos alegados na petição inicial e impugnar todos eles. É um caso de impugnação indireta. III) – Não haverá presunção de veracidade nos seguintes casos: I. Ex: Falta da certidão de casamento em ação de divórcio.  Quando competir ao juiz conhecer delas de ofício. gozarão da presunção de serem verdadeiros. O réu apresenta uma objeção porque o juiz deixou de reconhecer de ofício alguma coisa que deveria ter reconhecido. .Art 14. 2. como a ilegitimidade da parte. O objetivo é de economia de tempo. Ex: O réu adquire um crédito contra o autor. CPC). São as seguintes situações. Ex: o réu pode apresentar defesa de exceção sobre decadência convencional (CC. mas o conjunto das alegações o impugnam. Princípios: 1. previstas no art 303:  Relativas a direito superveniente. art 302) – Considerandose todos os fatos alegados pelo autor. III.

recorrer e. ainda que todas de acordo.  Se houver mais de um réu com procuradores distintos. através de petição escrita. Ao órgão do Ministério Público. a honorários advocatícios. De modo geral.77 → Exceções subjetivas – (art 302. Essa regra admite exceções:  Art 191 – No caso de litisconsortes com diferentes procuradores ser-lhes-ão contados em dobro o prazo para contestar. Quando a citação for pelo correio. Quando a citação for por edital. e. parágrafo único). da data da juntada aos autos do aviso de recebimento da citação pelo réu (art 241. da data da juntada do último mandado citatório cumprido. poder ser atendido no outro. A contestação poderá conter outros pedidos referentes a custas. pedirá o réu que o juiz julgue extinto o processo. Poderá fazer esses dois pedidos conjuntamente para.  Art. Prazos: A regra geral é estabelecida pelo art 297: 15 dias. por meio de sentença declaratória negativa. CPC). Quando a citação se fizer por oficial de justiça. Conclusões da contestação – A peça será concluída de acordo com os pedidos formulados pelo autor na petição inicial. dirigida ao juiz da causa. 07. Ao curador especial. não podem prorrogar os prazos peremptórios.05. o prazo será contado em dobro. b. falar nos autos. II.  Art 188 . da data da juntada da carta devidamente cumprida aos autos do processo. se o réu se insurgir contra sua sujeição ao processo e contra a pretensão do autor. I). de forma total ou parcial.Computar-se em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Quando houver vários réus. de modo geral. da data da juntada aos autos do mandato cumprido. pedidos estes que.2007 CONTUMÁCIA E REVELIA Contumácia .  A contagem do prazo para a contestação do réu começa a ser contada: a. c. findo o prazo da dilação assinada pelo juiz. a despesas processuais. precatória ou rogatória. o réu pretende obter uma sentença declaratória negativa em face do autor e com eficácia liberatória da pretensão formulada pelo autor. III. Advogado dativo. sem julgamento do mérito ou improcedente o pedido do autor. no caso de rejeição de um. 182 – As partes. Assim. ainda que não expressos. O princípio do ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao: I. poderão ser considerados pelo juiz (art 20. Quando a citação for por carta de ordem. d.

art 806 e art 811.Efeitos de ordem processual: 1. • Contumácia é a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. §2º. §2º. III. desde que devidamente citado (Arruda Alvim). B – Efeitos de ordem material: a. (Pereira Braga) Contumácia do autor A . Contumácia: falta de manifestação do autor por mais de 30 dias (abandono da causa). § 2º). 2. . e §2º. Efeitos: Dispensa de produção de provas (art 453. parágrafo único). Efeitos: ônus do requerente para com o requerido pelo prejuízo que ocorrer pela execução da medida (CPC. CPC). CPC). §2º. enquanto o processo ficará suspenso. Contumácia: Deixar de propor. por seu procurador. Contumácia: Falta de indicação de novo procurador. Contumácia: Não promover a citação do réu nos prazos determinados.Nelson Néri • Contumácia é inatividade do réu. Contumácia: não comparecimento à audiência de instrução e julgamento. • A contumácia consiste no fato do não comparecimento da parte em juízo. b. art 453. (art 265. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito.. Contumácia do réu A – Contumácia parcial: • Contumácia: Não comparecimento do réu. para fazerem valer continuamente em juízo as suas pretensões. (Art 217. no caso de morte do indicado. ou de ambos. Efeitos: Falta de interrupção da prescrição ou da decadência. Efeitos desse tipo de contumácia: extinção do processo e pagamento de despesas (art 267. quando esta é concedida em procedimento preparatório (CPC. art 811). CPC). (por abandono) Efeitos: perempção do processo (Perda do direito de ação). no prazo de 20 dias. Art 267. 3. Contumácia: Dar causa a três extinções do processo. Efeitos: Dispensa da produção de provas (CPC. Efeitos: nulidade do processo. c.III e art 268. (CPC. à audiência de instrução e julgamento. I. no prazo de 30 dias. (Moacir Amaral dos Santos). CPC).78 Conceitos: • Contumácia é a ausência de contestação . Contumácia: Falta de correção de incapacidade processual do autor ou de sua representação no prazo assinado pelo juiz. 4. – Vicente Greco Filho • Contumácia é a não contestação do réu no prazo legal. §3º e §4º e art 220 do CPC). §1º. III). da data da efetivação da medida cautelar. (art 13.

79 • Contumácia: Falta de exceção declinatória do foro. in fine). parágrafo único. art 302). também se refere à revelia presumida. Curso normal dos prazos: a revelia não impede o curso dos prazos fixados para o réu. mas não impugnar fato algum. → Efeitos: a. → Conceitos: • Contumácia total ou revelia é a omissão do réu quanto se defender no prazo legal. art 301. Deixar correr em branco o prazo legal. O parágrafo único do artigo estabelece que a não ratificação dos atos praticados precariamente implica na . prorrogável por mais 15. 3. §1º). Presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na peça inicial (CPC. art 297. 4. o juiz admite a atuação do representante. • Contumácia: Não levantar a questão da incompetência absoluta no prazo da contestação ou na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos. B . Efeitos: Prorrogação da competência do juiz incompetente. poderá atuar sem estar devidamente habilitado. Nesses casos. O advogado do réu deve apresentar o instrumento de mandato para pode agir no processo. em situações em que haja urgência de realizar atos processuais ou para impedir a decadência ou prescrição. II e art 113. Diz o inciso II do art 13 que quando a falha for no pólo passivo e ela não sendo sanada no prazo marcado. § 2º. Todavia.Contumácia total ou Revelia. 307 e ss e art 114). Com simplificação dos procedimentos processuais. marcando-lhe prazo de 15 dias. para apresentar o competente instrumento de procuração. b. quando o juiz assinala às partes prazo para corrigirem incapacidades processuais ou irregularidade de representação. Tem fundamento no art 13 do CPC. Contestar no prazo. do juízo e prazos legais. O art 37. (CPC. Efeitos: O juiz dará continuidade ao processo. tendo em vista que o mesmo não indicou novo procurador no prazo fixado. Efeitos: ônus pelas custas integrais (CPC. c. o réu será considerado revel. → Hipóteses de revelia (contumácia total): 1. • Contumácia: Deixar de manifestar-se sobre os fatos da petição inicial. mas não sanar defeitos de representação no prazo. Contestação apresentada intempestivamente. sem intimação do réu.319). (art 265. • Contumácia: Deixar de indicar no prazo de 20 dias novo procurador pela morte do primeiro. 2. O processo caminha a sua revelia. CPC. (Moacir Amaral dos Santos) • Contumácia total ou revelia é o descumprimento total do réu do ônus de defender-se (José Frederico Marques). Julgamento antecipado da lide. C – Revelia presumida intempestiva. art. Efeitos: Presunção de serem os fatos alegados verdadeiros. a revelia do réu. Como os fatos alegados pelo autor são presumidos como verdadeiros. Contestar no prazo.(CPC. o juiz pode antecipar o julgamento.

.2007 Revelia Hipóteses de revelia . c. § 1º e § 2º). parágrafo único. O réu deixa correr o prazo legal para a contestação em branco.05. isto é. II:”o litígio versar sobre direitos indisponíveis”. art 267. todavia. II. Paralisação do processo por mais de um ano por negligência das partes: O juiz intimará pessoalmente cada uma delas. § 2º). Todavia esta exceção se aplica a todos os outros réus. se o fato contestado for comum a eles. Dispensa de produção de provas: A ausência dos procuradores de ambas as partes à audiência de instrução e julgamento. 4. respondendo o advogado por perdas e danos. Para fatos distintos do contestado não valerá a exceção. I: “se. Presunção de veracidade dos fatos alegados na Petição Inicial (Art 319 do CPC: “se o réu não contestar a ação. mas não impugna nenhum dos fatos alegados.80 invalidação dos mesmos. A revelia presumida intempestiva ocorre na hipótese de o réu apresentar a contestação fora de prazo. do CPC. não é absoluto. É um caso de revelia presumida. São casos de revelia presumida. 09. Efeitos da revelia – São três esses efeitos: 1. b. Contumácia de ambas as partes a. o objeto do litígio for um contrato e ele não acompanhar a petição inicial.são quatro essas hipóteses: 1. art 453. ele contesta. Art 320. sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. com conteúdo material adequado. Art 320. imputando proporcionalmente a elas as custas devidas (CPC. 3. b. Por exemplo. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. ou seja. apresentando as seguintes exceções. que não deixará de ser realizada (CPC. Sobre tais direitos. Efeitos: Pode ser dispensada a produção de provas a requerimento do representante do autor. eles serão presumidos como verdadeiros. III: “se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. O réu apresenta a contestação no prazo. É um caso de revelia intempestiva. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados pelo autor”). Art 320. pois eles precisam ser provados. assinando o prazo de quarenta e oito horas para pronunciamento das mesmas. O réu apresenta a contestação intempestivamente. 2. Contumácia: Falta de pronunciamento das partes no prazo assinalado de 48 horas. havendo pluralidade de réus. Isto. (Art 37. O réu contesta no prazo. Trata-se de uma contestação formal e não de contestação material.). Este efeito. que a lei considere indispensável à prova do ato”. Contumácia: Ausência do advogado do réu. situações em que a presunção de veracidade não ocorrerá: a. um deles contestar a ação”. mas com defeito na representação de seu representante. nunca haverá presunção. mas o faz fora do prazo legal.

O parágrafo único. parágrafo único: diz o parágrafo em questão que o ônus da impugnação especificada dos fatos (presunção de veracidade) não se aplica ao advogado dativo. Se ele é revel na reconvenção. Se houver revelia do réu e no caso for aplicável o disposto no art 319 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) o juiz dará sentença com resolução do mérito. dentro do prazo legal. Art 302. há economia processual pela simplificação em questão. considerando-o. é preciso que as duas sentenças estejam em condições de receberem a sentença. o segundo efeito acima. pois se passa diretamente à fase decisória. Ex: Caso de sublocação. ele só será aplicado no caso de a primeira ação se encontrar em estágio de receber sentença. ocorrendo o disposto no art 324 e sendo aplicável o art 319. Se o assistente notar possibilidade de o réu não contestar a ação. Entretanto não se aplica. permite que o assistente atue como auxiliar da parte principal. 3. II) e ao órgão do Ministério Público. Como se vê.CPC. Observações: a. é porque ele já foi citado. CPC.81 d. o autor pode promover alterações no pedido apresentado na inicial? Se o réu é revel. Como se vê. II – Julgamento antecipado do lide. b. não havendo necessidade dos procedimentos probatórios. II. vai-se para o art 330. O parágrafo único do artigo garante ao réu a possibilidade de intervir no processo a qualquer momento. 9º. no estado em que se encontrar. Alterações nos pedidos iniciais do autor implicam em nova citação do réu e na concordância dele com as alterações. as intimações serão remetidas a este. se ele não contesta ação de reconvenção apresentada pelo réu. haverá presunção de veracidade dos fatos alegados pelo réu nessa ação. Após o saneamento do processo não será mais admitida qualquer alteração nos pedidos do autor. todavia. Embora revel. Como haverá apenas uma sentença. valerá a do assistido. exercendo os mesmos poderes e sujeitando-se aos mesmos ônus que o assistido. Quanto ao terceiro efeito.05. art 330. Se ocorrer situação em que tanto assistente como assistido apresentam a contestação. O réu não recebe intimações sobre o andamento do processo – Art 322. Questões: 1 O autor pode ser revel? Sim. poderá fazê-lo. Mas se o réu indicou patrono. Ele pode 2 3 .2007 2. CPC). No caso de réu revel. sublocatário pode assistir o locatário em ação movida contra ele pelo locador. do art 52 do CPC. Quais são as respostas que o réu pode apresentar em uma ação contra ele proposta? Quais são defesas e quais são ataques. ao curador especial (art. Simplificação de procedimento . pode não ocorrer os efeitos da revelia e o juiz mandará o autor produzir prova (art 324. neste caso. 14.

assim chamadas porque a citação do réu é presumida. III e IV: a PI será indeferida por inépcia quando o libelo apresentar vício. III e V. Mas as alterações só podem se referir aos elementos objetivos do processo (pedido e causa de pedir). A PI se diz inepta quando não está apta a produzir os seus efeitos. (novos pedidos de tutela). Qual à distinção entre as duas hipóteses? A desistência do autor significa desistir do seu direito de ação. o que é comum para as três hipóteses. Mas se ele já foi citado. assim chamadas aquelas em que o réu é citado pessoalmente ou nas pessoas de seus representantes legais ou de curador legalmente autorizado (art. V) representa a morte de seu direito. isto é. Qualquer alteração só pode ser feita até a fase de saneamento do processo. em termos de corrigir as falhas. citação por oficial de justiça e citação por meio eletrônico. 4 5 6 7 8 . Sua defesa pode ser apresentada por meio de quatro peças processuais. do CPC. Peças processuais de ataque: reconvenção(Art 215) e ação declaratória incidental . A desistência do autor leva à extinção do processo sem julgamento do mérito e a renúncia do autor ao direito no qual se funda a demanda. 215) são as seguintes: citação pelo correio. pois há o risco de alterar a própria ação. II.direito material (art 269. As citações fictas. I. todos com resolução do mérito. Todas se referem ao direito material. pela transigência das partes e pela renúncia do autor ao seu direito alegado? São casos de extinção do processo previstos no art 269. são: a citação por edital e a citação por hora certa. portanto ele não poderá mais exigi-lo em nova ação. Em se tratando de ação de conhecimento. parágrafo único. O que há em comum na extinção do processo com julgamento de mérito pelo reconhecimento pelo réu do pedido do autor. que poderá voltar a ser exercer futuramente (art 267. Isso com a hipótese de indeferimento por inépcia.82 defender-se relativamente ao processo e relativamente ao mérito da ação. dar início à relação processual. Detalhes: se o réu ainda não foi citado. terá dar a sua concordância à alteração. Peças processuais de defesa: contestação e exceção. II. provoca a extinção do processo com julgamento do mérito. Quando ocorrerá o indeferimento da petição inicial por inépcia? O que é isso? Qual a diferença para as demais hipóteses de indeferimento? Art 295. a resolução de mérito põe fim à lide e ao processo. mas não é aconselhável. Poderá o autor alterar a petição inicial após o seu ajuizamento? Pode. VIII). As outras hipóteses de indeferimento da PI são passíveis dos benefícios do art 284. não necessidade de concordância dele réu para a alteração. sendo duas de ataque e duas de defesa. A renuncia ao direito em que se funda a demanda . Quais são as citações denominadas reais? E as denominadas fictas? Porque recebem essas denominações? As reais.

Se a citação foi ficta (por edital ou por hora certa) e não contestar a ação. O art 295. CPC). 16. então rever as partes. 2. 11 Ocorrendo revelia. Apenas o alienante passa a ter legitimidade extraordinária. sob pena de anulação do processo? Depende. o juiz deverá fixar prazo razoável para que a petição seja emendada. II). II. II. O art 295. Nas demais modalidades de citação. Resposta: A afirmativa é falsa.2007 PROVA: 1. O momento do saneamento do processo é outro momento em que ele o examina. Se a parte for manifestamente ilegítima. V ou F. Poderá. a contestação pode somente conter defesas de mérito e processuais peremptórias? A contestação deverá conter todas as defesas contra o mérito (diretas – art 300 . Resposta: A afirmativa e falsa. Essa manifestação pode ocorrer em qualquer fase do processo. do CPC estabelece que a petição inicial será indeferida quando a parte for manifestamente ilegítima. é correto dizer que a decisão que indefere a petição inicial nunca poderá ser revista pelo mesmo juízo a quo. 10 O momento processual adequado para ser examinada pelo julgador a questão envolvendo ilegitimidade das partes será quando do despacho da petição inicial e no despacho saneador. do CPC. o juiz é obrigado a nomear curador especial ao revel para que o represente em juízo. O art 296 do CPC permite ao autor apelar do indeferimento da petição inicial e o juiz da causa (a quo) pode rever sua decisão no prazo de 48 horas.42. .peremptórias). deferirá a PI e aguardará manifestação do réu sobre a questão. o juiz nomeará curador especial (CPC. diz que o juiz indeferirá a PI se houver manifesta ilegitimidade de uma das partes. Justifique.e indiretas – art 326) e contra o processo (art 301 – as diretas .(art.83 9 Havendo alienação da coisa litigiosa. art 9º . inclusive revê a inicial para certificar-se não ter passado algum vicio que implicaria no indeferimento da peça. Não se convencendo o juiz dessa ilegitimidade. Justifique. o juiz não cará curador especial. 12 No tema resposta especificada no art 297 do CPC.05. a alienação da coisa litigiosa não interfere na legitimidade das partes. até mesmo depois da sentença. quanto à legitimidade delas. Quanto ao indeferimento da petição inicial. deixa a parte alienante de ter legitimidade para a ação? Não. em que o réu tenha sido citado pessoalmente e ocorrer a revelia. V ou F.

reputar-se-á verdadeira a matéria de direito sustentada pelo autor na inicial. Justifique. o arquivamento dos autos. com sentença transitada em julgado. a indeferirá (parágrafo único). Resposta: A afirmativa é falsa. Justifique. decorridos os 30 dias previstos no nº III do mesmo artigo. que constando irregularidades passíveis de correção o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias e. 6. As não utilizadas sofrem o efeito da preclusão consumativa). A citação válida. do CPC. V ou F. 5. A matéria de direito é apreciada pelo juiz e não pelas partes. Justifique. que o juiz ordenará. somente poderão ser corrigidas até a apresentação da defesa. As alegações relativas a determinada questão não utilizada pelas partes em um processo cuja sentença haja passado em julgado. 8. Se o réu for revel e não contestar a ação. sob pena de preclusão. Justifique. O outro processo mencionado consiste numa tentativa do réu de apresentar nova matéria defensiva sobre o mesmo mérito já julgado. ainda que ordenado por juiz incompetente induz litispendência e faz litigiosa a coisa. Quanto ao indeferimento da petição inicial. Estabelece o § 1º do art 267.84 3. do CPC). §1º. um bem da vida é o direito de ação da pessoa. é certo dizer que as irregularidades da petição inicial. Resposta: A afirmativa é falsa. do CPC. A questão fala em presunção de verdade das matérias de direito alegadas pelo autor. (V ou F). Resposta: A afirmativa é falsa. 7. levando em conta as defesas apresentadas pelo réu. O direito a isso está precluso. podem ser utilizadas em outros processos porque não atingidas pela coisa julgada. em juízo. 4. declarando a extinção do processo. se a parte não suprir a falta em 24 horas. passíveis de correção. Estabelece o artigo 300. Capacidade postulatória é a capacidade que tem a pessoa que possua conhecimentos técnico-jurídicos (o advogado) de representar em juízo o seu cliente na condição de autor ou réu de uma ação. V ou F. no caso no nº III. decidiu sobre o mérito da ação. do CPC. A ação julgada. Resposta: A afirmação é falsa. Resposta: A afirmação é falsa. do CPC. Capacidade postulatória é aquele referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si um bem da vida. . (V ou F) Justifique. não atendida a determinação. Diz o art 284. O réu não apresentando a contestação pode ter presumida contra ele a verdade dos fatos alegados pelo autor (Art 319. V ou F. o Princípio da Eventualidade (todas as matérias de defesa devem ser apresentadas na contestação. Justifique. fala em intimação pessoal (e não publicação no órgão oficial) e no prazo de 48 horas (e não 24 horas) para que a falta seja suprida. A capacidade de pleitear para si. O art 265. (V ou F). após a publicação no órgão oficial.

(V ou F). Estabelece o parágrafo 1º. fala que o processo será suspenso quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa. (V ou F). (V ou F). não suprir a falta em 48 horas (e não 24 horas). após a publicação no órgão oficial. O § 5º. antes e depois de proposta demanda. porque o que torna a coisa litigiosa e induz litispendência é a citação válida ordenada por juiz competente. (V ou F). do CPC. em qualquer hipótese. do art 267. Resposta: Falsa. Resposta: Afirmativa falsa. quando o juiz pronunciar decadência ou prescrição. sem julgamento do mérito. no pólo passivo. findo o qual o juiz mandará prosseguir o processo. 11. 9. Justifique. (V ou F). Resposta: Afirmativa falsa: o art 265. IV. Capacidade é um dos pressupostos do processo. pois dos dois efeitos citados. 13. A substituição processual consiste na possibilidade de outrem. se a parte não suprir a falta em 24 horas. é certo dizer que a sentença que indefere a petição inicial será sempre de extinção do processo. (V ou F). intimada pessoalmente (e não publicação no órgão oficial). O dispositivo mencionado fala em extinção do processo com o arquivamento dos autos se a parte. “a”. até a decisão definitiva na esfera criminal. Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. face à autonomia entre jurisdição civil e criminal. do CPC. O processo civil sobrestado por questão prejudicial de natureza criminal permanecerá sobrestado. defender direito alheio. que o juiz ordenará. A citação que torna o juiz prevento e a ordenada por juiz competente. Justifique. sendo que o que as diferencia é o momento. fala em extinção do processo com julgamento do mérito. Legitimidade é uma das condições da ação (legitimidade ativa ou legitimidade passiva). 12. 14. Justifique. ainda que ordenada por juiz incompetente. O art 269. Justifique. exclusivamente. . torna prevento o juízo e interrompe a prescrição.85 Resposta: A afirmação é falsa. 10. respectivamente. No caso de juiz incompetente a ordenar constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. apenas interrompe a prescrição. A citação válida. Resposta: A afirmação é falsa. Justifique. o arquivamento dos autos. O nº IV do artigo diz que haverá julgamento do mérito. Justifique. ou seja. Quanto ao indeferimento da petição inicial. no caso do nº III. declarando a extinção do processo. Resposta: A afirmação é falsa. do mesmo artigo limita a um ano o prazo máximo de suspensão do processo.

conforme o determinado no art 219 do CPC. do CPC permitem o indeferimento de oficio. . mas todas com os mesmos elementos fundamentais. aguardando pronunciamento do réu. no mesmo processo e juízo em que é demandado. Todas as causas mencionadas no art 295. Resposta: 17. quanto ao nº II a parte pode não ser manifestamente ilegítima e o juiz não a deferirá. O art 265. Pode-se tratar de um instituto convencional e o juiz só o atenderá sob motivação da parte.2007 RECONVENÇÃO Conceitos: os conceitos formulados pelos diferentes doutrinadores apresentam. (V ou F). para modificar ou excluir o pedido constante da inicial. Justifique. Quanto ao indeferimento da petição inicial é certo dizer que todas as causas de indeferimento podem ser conhecidas de oficio. pequenas diferenças de redação. 21. Resposta: Resposta verdadeira. O nº IV fala em decadência ou prescrição. do CPC. determinando que a faça o oficial de justiça. (V ou F). Justifique. para: • • • João Monteiro: reconvenção é a ação do réu contra o autor. É ao juiz que compete verificar se é caso ou não citação com hora certa. 15. 18.05. (V ou F). sem novo despacho do juiz (art 228). A citação válida. Assim.86 Resposta: A afirmativa é falsa. em substituição das partes e não do réu (pólo passivo). constitui em mora o devedor e suspende a prescrição. no seu § 1º. fala. Resposta: A afirmativa é falsa. Justifique. Resposta: A afirmativa pode ser considerada verdadeira com ressalva. no mesmo feito em que é demandado. José Frederico Marques: segundo a art 315 do CPC. Paula Batista: reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. Os artigos 227 e 228 se referem à questão e é ao oficial de justiça quem decidirá sobre a citação com hora certa. 16. reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. (V ou F). ainda que ordenada por um juiz incompetente. Todavia. proposta no mesmo feito em que está sendo denunciado. Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras pré-definidas nas regras processuais. Justifique. naturalmente.

• Vicente Greco Filho: pedido de tutela jurisdicional. porque. portanto. Prazos: o prazo comum está estabelecido pelo art 297. Economia processual. • Legitimidade para proposição da ação – o autor da ação de reconvenção deve ser o réu da ação principal (réu reconvinte). Ou que possam. b. não ocorrerá a prorrogação e. conforme permite o art 315 do CPC: a conexão no sentido legal como definida no art 103 do CPC (mesmo objeto ou mesma causa de pedir) e conexão com o fundamento da defesa conforme parte final do art 315 mencionado. pelo menos. Justificativas: 1. que acrescenta ser a reconvenção uma demanda em procedimento ordinário. que poderiam ocorrer. Um único processo. Se o juiz da principal for absolutamente incompetente para a reconvenção. • Compatibilidade dos procedimentos das duas ações. a terão também para a ação de reconvenção. Possibilidade de pedido de tutela do réu impossível de ser apresentado na contestação. 3. se eles têm legitimidade para a ação principal em seus respectivos pólos. (CPC. • Competência do juiz – A competência do juiz da ação principal pode ser prorrogada se se tratar de competência relativa. pois a reconvenção agrega em um mesmo processo duas ações. A regra é que todo réu pode reconvir contra o autor. não cabe a reconvenção.87 Arruda Alvim. art 297). Torna possível uma justiça mais perfeita. alegar a incompetência relativa do juiz. com inversão da posição ativa e passiva da relação processual. no caso. Essa regra apresenta as seguintes variações: • CPC. ou seja. A reconvenção deve conter todos os requisitos de validos de todos os processos. • . • Conexão das ações – A conexão deve ser entendida sob dois modos. art 188: Computar-se-á em quádruplo o prazo de defesa quando o réu ou reconvinte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Requisitos: a. contados da data da sua citação (CPC. art 219). caso as ações fossem apresentadas separadamente. Requisitos gerais: pressupostos processuais gerais. Como dizem os romanos: reus fit actor (o réu se torna autor). 2. A incompetência. Art 109: pressupõe a competência absoluta do juiz). contraditórias. nessa peça. será alegada pelo autor reconvindo na contestação à reconvenção. impedindo a ocorrência de sentenças conflitantes. do CPC: 15 dias. além de tratar de uma ação de conhecimento. mas o autor jamais poderá. serem tornados compatíveis. Requisitos específicos: • Litispendência. pela existência de ação principal pendente (CPC. o prazo para propor a ação de reconvenção é o mesmo prazo da defesa do réu. quando os pólos são invertidos.

a ação secundária terá que esperar ela atingir esse nível.88 • CPC. o prazo para a reconvenção será contado em dobro. Se o autor reconvindo não contestar a reconvenção ele será considerado revel? A doutrina tem dois entendimentos: alguns autores acham que como não contestou fica configurada a revelia. Extinção da ação principal: (CPC. isto é. Contestada a reconvenção. também não ocorrerá presunção de veracidade dos fatos. intimado a contestar a reconvenção. sem julgamento do mérito. a extinção. preenchendo todos os requisitos da petição inicial previstos no art 282 do CPC. se terá por decisão interlocutória. contudo indicar-se dependência da principal. pois ele já tem advogado indicado para o processo. Autor reconvindo revel. Havendo mais de um réu e mais de autor. se não. duas ações autônomas. Hipóteses de exclusão: • Caso de procedimento de rito sumário (razão de ordem prática). Procedimentos: Conforme estabelece o CPC. as duas ações formam um processo único que segue os passos normais até a sentença final. sendo-lhe marcado o prazo de 15 dias. modificativos ou extintivos do direito alegado pelo reconvinte – abre-se novo prazo de 10 dias. Esse pensamento pode gerar uma seqüência de reconvenções. A distribuição da reconvenção é feita por dependência CPC. a reconvenção deve ser apresentada simultaneamente à contestação. O autor ou reconvindo será. pois são autônomas). . mas o juiz pode fracionar o processo. qualquer réu pode reconvir de qualquer autor. e tendo falado o reconvindo. para manifestação do reconvindo. Outra corrente acha que não. todavia. desde que fundados nos mesmos fatos referidos na inicial”). sem. art 317) – se a ação principal for extinta por desistência do autor ou por qualquer outra causa. como acontece na revelia. o tipo de procedimento já prevê proteção do réu sem necessidade de nova ação (CPC. se for o caso. pois a petição inicial do autor pode conter elementos que representem uma contestação à reconvenção. Como as duas ações têm que receber uma única sentença. ou um só réu reconvir de mais de um autor. (O prazo correrá a partir da última citação). § 1º: “é lícito ao réu.Existe divergência doutrinária havendo corrente de autores que admite reconvenção da reconvenção. também o autor reconvindo não deixará de ser intimado. ela será distribuída ao mesmo juiz da ação principal. art 191: Se forem vários réus com procuradores distintos. dois efeitos normais da revelia: a economia processual com o julgamento antecipado das ações. se a petição inicial da ação principal já oferecer contestação a eles. no caso. formular pedido em seu favor. A reconvenção será uma peça escrita. art 253. contudo. constituindo. o julgamento antecipado só ocorrerá se a ação principal já atingiu estágio para ser julgada. no caso. I. art 278. na contestação. que será única. O julgamento antecipado só poderá ocorrer se as duas sentenças estiverem em estágio processual de receber sentença. com exceção do requerimento para citação do réu (autor reconvindo) porque ele já está no processo. Nesse caso. no art 299. pois como as duas ações serão julgadas por meio de uma única sentença. a ação de reconvenção prosseguirá. Conseqüências dessa revelia: Não se aplicam. (É comum chamar-se a reconvenção de ação secundária. Se o autor reconvindo apresentar fatos novos – impeditivos.

na contestação. • Reconvenção de reconvenção – Existem dois posicionamentos doutrinários. Tanto as defesas contra o processo como as contra o mérito podem ser diretas e indiretas. estes embargos podem receber reconvenção. portanto. porque o art 316. 30. art 922).EXCEÇÕES 1. seja a favor do autor. quando a principal continuará.ação dúplice. As defesas contra o processo são duas indiretas e as demais diretas. Recursos possíveis na extinção da reconvenção: • Se a decisão interlocutória extinguir apenas a ação de reconvenção. 3. deverá ser permitido pela lei. outra corrente acha que não cabe reconvenção de reconvenção. ficando. Quais são as espécies de defesa? Resposta: O réu pode defender-se contra o processo (visando livrar-se da sujeição em que se encontra) e contra o mérito (resistência à pretensão do autor).89 • Ação principal dúplice. na contestação. também apensa à ação de execução.A reconvenção é instrumento de procedimento comum ordinário. dispensando. São dois os tipos de defesas indiretas: • Incompetência relativa contra o juízo. seja a favor do réu (CPC. Ex: art 922 e art 31 da JEC. como a ação de execução pode receber embargos que são apensados à ação de execução. a reconvenção. • Quando a sentença extinguir o processo em relação às duas ações. demandar a tutela possessória. Então. Uma corrente acha que cabe reconvenção da reconvenção. que é encartada neles. portanto. do CPC fala em contestação como defesa do réu. Ação possessória. Ação de prestação de contas: o saldo credor apresentado poderá ser cobrado em ação forçada. as defesas contra o processo exercidas por meio das exceções são as defesas indiretas. na qual o réu pode. enquanto a execução tem procedimento próprio. do CPC). do CPC). (CPC. cabe ao autor reconvinte agravo de instrumento (art 522. quanto ao preço do bem desapropriado. O pedido de tutela. pois esta constitui uma das espécies de defesa do réu. Ação dúplice. art 918). • Ação de Execução. no caso. art 278.. (CPC. § 1º).2007 TRABALHO . por sua natureza. . a proteção do réu já está incluída na própria contestação. • Exemplos: 1. – ação dúplice. 2. Todavia. (Juízo = órgão do judicial).. cabe apelação à instância superior (art 513.05. Ação de desapropriação: a condenação ao pagamento de justa indenização decorre da própria discordância do réu. Diz-se dúplice a ação quando.

Essas exceções. a competência será prorrogada se o réu não declarar a incompetência. inclusive depois de julgado a ação. tribunal ou juiz). Suspensão do processo por suspeição ou impedimento . terceiros intervenientes no processo e o Ministério Público. câmara. As outras duas exceções poderão ser apresentadas a qualquer tempo. a exceção de incompetência relativa será conhecida na citação do réu. o processo será suspenso. Exceção de suspeição do juiz.1. exceções instrumentais. os 15 dias contam da petição inicial. o prazo se interrompe e será retomado depois desse julgamento. este. Sendo o juízo incompetente (relativa). 2. quando apenas se suspeitar do impedimento.90 • Parcialidade do juiz. 3. serão apresentadas por meio de três peças: 1. ele deverá ser declarada de ofício pelo juiz). Suspeição e impedimento Tanto para a suspeição e o impedimento. Será sempre o Juízo (um órgão público. que pode ser subdividida em impedimento e suspeição. apenas o que falta para completá-lo. reiniciando-se a sua contagem para completar o total do prazo. porque o autor escolheu o Juízo. 3. 5. Conta-se. como para a incompetência relativa o prazo será de 15 dias contados do momento em que se tomar conhecimento do motivo que justifica a exceção. Portanto para essa exceção. PRAZOS (CPC. 5.(Art 265. quando atua como fiscal da lei e não como parte. Uma vez suspenso o processo ele só volta a ser considerado depois de julgada definitivamente a exceção. Suspeição e impedimento. Incompetência relativa. III) A proposição de qualquer tipo de exceção. Exceção de impedimento do juiz. ou o Ministério Público. sempre como pessoas físicas e não como órgão. 4. Incompetência relativa. (Se a incompetência for absoluta. PARTE ATIVA: Suspeição e impedimento. 2. Com a suspensão. Quem pode propor a exceção de impedimento do Juízo? As duas partes (autor e réu). Exceção de incompetência relativa do juízo. Somente o réu. ou um auxiliar da justiça. A parte negativa de exceção de suspeição ou de impedimento será sempre o Juiz. PARTE PASSIVA. SUSPENSÃO DO PROCESSO . através de ação rescisória. art 305). Será de impedimento quando se tem certeza desse impedimento e será suspeição. Todavia. portanto.

desde que não indefira a petição(por ser manifestamente improcedente ou por ser extemporânea). até porque ele poderia ter alegado a sua parcialidade de ofício (CPC. ouvindo o excepto (o suposto incompetente) no prazo de 10 dias. Julgada procedente a exceção os seus autos e os da ação principal serão encaminhados ao juiz competente (CPC. isto é. encaminhará os autos ao substituto legal do juiz e condenará este no pagamento das custas. passando a examinar a exceção. julgando a exceção. A exceção de suspeição ou impedimento será decidida pelo próprio juiz da causa e confirmada ou reformada pelo tribunal. Dentro do prazo (art 464 do CPC) o excipiente (aquele que suscita a incompetência) alegará a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída indicando o juízo para o qual dirige a petição (art 307 do CPC). Imediatamente o juiz suspende o processo. Todavia. poderá confirmar a decisão do juiz determinando o seu arquivamento. Ela será processada em autos separados apensados aos autos principais (CPC.91 A exceção de suspeição ou impedimento mesmo que extemporânea. art 306). Neste caso cabe recurso de agravo. Competências Quem tem competência para julgar as exceções? A exceção de incompetência relativa será julgada pelo juiz indicado pelo requerente. declarar-se a suspeito ou impedido e encaminhará os autos ao seu substituto legal (CPC. devidamente fundamentada e dirigida ao juiz da causa. reformando a decisão do juiz. cabendo recurso de agravo. Se a alegação de incompetência relativa não for acolhida o processo prossegue com o primeiro juiz. art 313). podendo ser instruída com documentos e rol de testemunhas. Recebida no prazo a exceção de incompetência relativa o juiz indicado na petição. não se considerando suspeito ou impedido. os autos serão remetidos ao tribunal que. será acolhida pelo juiz. . 306).. Se aceitar as razões apresentadas. art 311). 5. suspenderá o processo principal (CPC.2 – Suspensão do processo por Incompetência relativa. será marcada audiência dentro de 10 dias. Será formulada em petição escrita. 6. art 299). Em caso contrário. isto é. indeferindo a petição. Se houver necessidade de prova testemunhal. proferindo a decisão também em 10 dias.

conforme o caso. Nessas condições. • Perempção. que constam das seções deste capítulo”. conforme previsto no CPC. II e III. art 319. no prazo de 10 dias. podem ocorrer duas situações: I) Ocorrem os efeitos da revelia → Os fatos alegados pelo autor são considerados verdadeiros. Início da fase das providências preliminares. II) Não ocorrem os efeitos da revelia → (CPC. a) Não havendo contestação: O réu é considerado revel. III e 324). ao curador especial e ao Ministério Público (parágrafo único do art 302 mencionado). 2.2007 Providências Preliminares – CPC. Assim. I. O prazo para essa providência do autor é o determinado pelo juiz e. II . o réu pode contestar os fatos alegados pelo autor ou a fundamentação jurídica dos mesmos. • Incapacidade da parte. art 328). art 302. (CPC. O juiz mandará que o autor produza provas dos fatos por ele alegados. o prazo será de 5 dias. O juiz. na falta desta determinação. • Coisa julgada. I. . • Carência de ação. b) Há contestação do réu.Defesas diretas contra o processo → Conforme previsto no art 327 do CPC. • Convenção de arbitragem. Hipóteses sobre as providências preliminares: São duas as hipóteses: a) Não há contestação do réu. • Conexão. bem como ao advogado dativo. • Inépcia da petição inicial. 323 a art 328 1. 328). o escrivão fará a conclusão dos autos. b) Havendo contestação: A contestação pode ocorrer de quatro maneiras: I .Defesas diretas do mérito → Essa defesa pode ser próxima (contra o direito) ou remota (contra os fatos alegados pelo autor). determinará. II.92 SEGUNDO SEMESTRE (Professora Rosana) 30. não havendo qualquer providência a tomar e o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo. o réu poderá alegar uma das situações previstas no art 301: • Inexistência ou nulidade da citação.Assim o juiz procederá ao julgamento conforme o estado do processo (CPC. art 185. • Litispendência.07. • Incompetência absoluta. as providências preliminares. É o que estabelece o art 323 do CPC: “Findo o prazo para a resposta do réu. art. Dez dias do fim do prazo para a resposta do réu. 320. art 319. Havendo contestação do mérito não há qualquer providência preliminar a adotar. defeito de representação ou falta de autorização. Também não ocorrem os efeitos da revelia nos casos do CPC.

reconhecendo o fato em que se fundou a ação. art 328). Se o autor não apresentar pedido de sentença incidente. não podendo haver nova ação incidental sobre a controvérsia. 3. CPC). que este declare a existência ou não de seu direito. ou seja. no caso de controvérsia sobre relação jurídica de que depende o julgamento da lide. III . que a lei exige como preliminar. art 325. apresentar outros fatos modificativo. (CPC. a controvérsia estará resolvida de vez. o juiz mandará ouvir o autor em 10 dias (réplica) permitindo-lhe a produção de provas documentais. se for alegada pelo réu qualquer uma das situações previstas no art 301 do CPC. art 326). Se. b) Qual o prazo para réplica? . a questão será decidida e a decisão não impede possível ação incidental futura. deste que desta declaração dependa o julgamento da lide em sentença incidental. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo (CPC. no todo ou em parte. mas apresenta outros fatos impeditivos.93 • Falta de caução ou de outra prestação. apenas confirmando suas alegações. em 10 dias. este terá prazo de 10 dias para se pronunciar sobre tal fato novo. este poderá replicar na primeira oportunidade que lhe couber falar sob risco de preclusão desse direito se não o fizer nessa oportunidade (art 245. O autor deverá ser ouvido em 10 dias (réplica). podendo produzir provas documentais (CPC. podendo produzir provas documentais (CPC. extintivos ou modificativos do direito do autor. art 327). (CPC. se elas existirem. sendo-lhe facultada a produção de provas documentais. O autor tem direito à réplica sempre que o réu alegar fato novo. Outro caso em que o autor tem direito à réplica está previsto no art 325 do CPC. verificar a ocorrência de falha insanável. Esta situação da não fixação do prazo constitui uma exceção quanto aos requisitos da ação incidental. extintivo ou impeditivo do direito do autor. o autor poderá pedir ao juiz. 4. ou não havendo tais providências. Se houver sentença incidental no curso do processo. Assim.Controvérsia sobre a relação jurídica da qual dependa. o julgamento da lide. O mesmo ocorrerá se o autor não replicar no prazo. Observação: sentença incidental é a que ocorre dentro do curso do processo da ação principal. IV . Fim da fase das providências preliminares: Essa fase termina com o cumprimento das providências preliminares determinadas pelo juiz. a) O que é réplica? É a resposta do autor às alegações do réu na contestação. todavia. Tem também direito à réplica sempre que o réu. art 5º e art 470). passa-se à fase seguinte. o autor tem direito de replicá-la em 10 dias.Defesas indiretas do mérito → O réu reconhece os fatos alegados pelo autor. Se verificar irregularidade sanável. art 326). Nesse caso. → Se o réu contestar o direito que fundamenta a ação. Se o juiz não conceder o direito de réplica ao autor. o juiz concederá prazo não superior a 30 dias para o autor corrigir a falha. sendo sempre uma sentença declaratória.

art 219): para haver ação declaratória incidental é necessário que esteja em curso outra ação. Competência: o juiz não pode ser absolutamente incompetente. tendo por objeto o julgamento de questão de mérito controvertida de que depende o julgamento da principal. modificativos ou extintivos. 4. 4. 3. O objeto da ação declaratória incidental deverá poder ensejar uma ação autônoma. 3. quando da tréplica. no tempo da sua réplica. 2. Questão prejudicial de mérito. Economia processual (ações conexas) 2.08. 5. Evitar sentenças contraditórias. Princípio da Demanda (CPC. a existência ou inexistência de relação jurídica da qual depende o mérito da coisa. 4. considerada a principal em relação à incidental. Justificativas: 1. Se réu: o mesmo prazo da contestação e da reconvenção: 15 dias da citação. Conceito: a) Vicente Grecco Filho: é uma espécie de ação declaratória. Quando o autor deve ser ouvido sobre tais fatos em 10 dias. o qual se amplia para que o juiz declare. com força de coisa julgada. isto é. interesse de agir e legitimidade de causa). porque a reconvenção pode ser condenatória e a incidental será sempre declaratória. conforme artigos 325. Momento do requerimento: 1. em relação ao pedido do autor).94 Dez dias. criando a questão prejudicial. levando sua eficácia também para a questão prejudicial que se tornou litigiosa após a propositura da ação principal. Contestação: tem que ter havido contestação do réu contra o mérito da ação que esteja sendo contestada. Só terá efeito de coisa julgada aquilo que for pedido na ação. b) Humberto Theodoro Júnior: representa uma cumulação de pedidos. para que possa ser juiz da ação principal e da incidental. ou pelo réu. 326 e 327. é necessário que sobre o mérito da ação principal seja criada uma questão prejudicial que torne a coisa litigiosa e de cujo julgamento depende o julgamento da ação principal. para ampliar o alcance da coisa julgada. . É o prazo da réplica. 2. 3. Litispendência (CPC. Exceção: O art 326 do CPC permite que o réu apresente fatos novos (impeditivos. ser objeto de outra ação que não a incidental. a ação declaratória incidental pode ser apresentada por ele. art 325 1. inserida em um processo que tinha outro objeto. Requisitos: 1.CPC. c) Gerson Nery: ação movida por qualquer das partes incidentemente a uma outra (principal) que se encontra em curso. art 325). Nesse caso. 06.2007 Ação Declaratória Incidental . (possibilidade jurídica. 2. isto é. Observação: A ação declaratória incidental nem sempre será reconvencional. art 2º): O juiz só prestará tutela se esta for pedida. Se autor: 10 dias após a contestação (CPC. conflitantes. em 10 dias.

13. 2. Distinção entre Reconvenção e Ação Declaratória Incidental 1. Vedações 1. CPC). Hipóteses: Uma vez cumpridas as providências preliminares. Ações de execução. 2. Quanto à principal e a declaratória incidental sempre tem que ser julgada primeiramente a declaratória incidental e só após esse julgamento julga-se a principal.95 6.08. Saneamento. Procedimento sumário. Procedimentos • A ação declaratória incidental não recebe autos próprios. A extinção da reconvenção não interfere na outra (principal) e vice-versa. se necessárias. art 331. • A sentença será única para as duas ações: a principal e a incidental. a ordem do julgamento é indiferente. O rito da ação executória é próprio dela e os ritos não podem ser diferentes. o juiz poderá adotar uma das seguintes caminhos: 1. I e II. . A extinção da ação principal mata a ação declaratória incidental correspondente. deve observar o contido nos artigos 282 e 283 do CPC 08. deve ser deduzida de petição inicial. 3. Pode ser julgada primeiramente uma ou outra. O art 280 do CPC estabelece que no procedimento sumário não é admissível a ação declaratória incidental. Compatibilidade de procedimentos. sendo autuada junto com a principal. Art 329 e seguintes). Na reconvenção. por que esta não é uma ação de conhecimento. Como a ação declaratória incidental é uma ação de conhecimento. art 330. Ação cautelar. 7.2008 5. Nessa sentido. As duas ações devem seguir o mesmo procedimento. 4. Julga a lide antecipadamente. (Seção I. Extingue o processo.08. (CPC. (Seção II. 2. 5. A ação declaratória incidental sendo uma ação autônoma em relação à principal. só pode existir se a ação principal for de conhecimento. embora a sentença seja única. § 2º). 3. 6. art 329). A ação declaratória incidental determina o destino da principal.2007 JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (CPC. A ação executória não é uma ação de conhecimento. 7. mas com a extinção da incidental a ação principal continua. 3. O resultado da reconvenção não interfere no resultado da principal.

• Quando as partes transigirem. coisa julgada e perempção). art 267 (sem julgamento do mérito) ou no art 269. Entretanto. I) . ou seja. se nas vezes anterior a extinção do processo deveu-se ao abandono da causa por mais de 30 dias. a extinção do processo pode acontecer de dois modos: I –Extinção do processo sem julgamento do mérito. acontecerá quando ocorrer uma das hipóteses relacionadas no CPC. É questão de direito e de fato. (quanto às partes: capacidade de ser parte. Salvo o disposto no art 267. As causas da extinção do processo sem julgamento do mérito estão listadas no art 267 do CPC. Diferença entre julgamento antecipado da lide e a extinção do processo com julgamento do mérito. art 330. interesse de agir e legitimidade de causa). O parágrafo único deste artigo estabelece que o autor não poderá usar deste expediente mais que três vezes. As causas de extinção do processo com julgamento do mérito são as constantes do art 269 do CPC. mas não há necessidade de produção de provas. terá que fazer prova. art 268). competência (capacidade específica) e imparcialidade (capacidade subjetiva). II). II -Extinção do processo com julgamento do mérito. Diz-se que há carência da ação por faltar-lhe possibilidade jurídica. para que a petição inicial seja deferida. • Quando o autor renunciar ao direito sobre o qual se fundamenta a ação.96 a) Extinção do processo A extinção do processo. incisos II a V. revelia com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor (CPC. I). Quando ocorrer a revelia do réu com base no art 319 do CPC. 2ª. investidura (capacidade geral). • Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. art 330. do pagamento das custas e honorários advocatícios relativos ao processo extinto (CPC. Assim. • Inexistência de condição da ação. quanto ao juiz. b) Julgamento antecipado da lide Quando? O juiz poderá proferir sentença em três situações: 1ª. ou seja: • Quando o réu reconhecer a procedência do pedido. nada impede que o autor ingresse com nova ação sobre o mesmo direito. II a V (com julgamento do mérito) Essas hipóteses podem ser assim resumidas: • Inexistência de pressuposto processual. 3ª.Quando a questão de mérito for exclusivamente de direito (CPC. capacidade de estar em juízo). segundo o art 329 do CPC. capacidade postulatória (advogado da parte) e. . art 330. (litispendência. audiência (CPC. V. • Existência de pressuposto processual negativo.

Designará audiência preliminar (de conciliação) a realizar-se no prazo de 30 dias para a qual serão as partes intimadas a comparecer. O juiz designará audiência preliminar (ou de conciliação) a ser realizada no prazo de 30 dias e para a qual as partes poderão se fazer representar por procurador com poderes para transigir. definido na lei. pois a falta de cumprimento implica na extinção do processo. Em todas essas condições o juiz prolata apenas uma sentença homologatória.97 A extinção do processo. 3ª. Na audiência preliminar podem ocorrer duas situações. não tendo ocorrido a extinção do processo (art 329. o juiz não marca a audiência preliminar. portanto. (Usado no Direito civil). é aquele que o juiz vai fazendo permanentemente até o julgamento final. III e V a iniciativa de extinção vem das partes e no inciso IV. 2ª. Para tanto. aqueles colocados pelo autor e contestados pelo réu. art 339). ocorre nas condições previstas no art 269. que apresenta sua decisão por meio de sentença. Já a extinção do processo com julgamento antecipado da lide. O art 331 co CPC estabelece que. CPC) nem o julgamento antecipado da lide (CPC. podendo fazer-se representar por procurador ou preposto com poderes para transigir. isto é. o juiz designará audiência preliminar como se comentou acima. • 3º Saneamento misto – É uma mistura dos dois anteriores. Determinará as provas a serem produzidas. Ocorrendo nessa audiência o previsto no § 2º do art 331 (não ocorre a conciliação). ou seja. inquirirá as partes sobre o tipo de provas que pretendem apresentar e designará as que forem de seu interesse. Fixará os pontos controvertidos. • 2º Saneamento difuso – é o que pode ocorrer em qualquer fase do processo. Saneamento · São três os tipos de saneamento: • 1º Saneamento concentrado – é o saneamento que ocorre em um momento certo. passando diretamente ao saneamento. adotando 4 providências: • • 1ª. que prevê da decadência ou a prescrição. vem da lei. Se não ocorrer a extinção do processo nem o julgamento antecipado da lide e o processo se referir a direito transacionável (disponível em geral e casos especiais de indisponível) passa-se para a fase do saneamento. o juiz partirá para o saneamento do processo. Decidirá sobre as questões pendentes do processo. A rigor. verificará se as providências recomendadas ao autor na fase do deferimento da petição inicial foram cumpridas. com julgamento do mérito. II a V do CPC. ocorrer até em grau de recurso. Pode. pois nas previstas nos incisos II. Pode ocorrer sempre e pode ocorrer em momentos determinados. a iniciativa é do juiz. desde que o direito em litígio admita transação: . o juiz não se envolve com a lide. Por exemplo. • • Se o direito reclamado não admitir transação.

Trata-se. o juiz fixa os pontos controvertidos objeto de comprovação. art 331. art 29. ou optando pela sua extinção. § 1º). limpo. Não ocorrendo a conciliação passa-se para a fase seguinte – à fase instrutória ou probatória (CPC. Quando ocorre a decisão saneadora? Quando o juiz dá o despacho saneador. Natureza jurídica do saneamento. Conteúdo do saneamento: é a fase em que o juiz corrige as questões processuais pendentes e determina as provas a serem produzidas. o que significa que sobre alguns pontos não houve acordo. art 331. A decisão interlocutória ocorre quando o processo vai continuar. A rigor. se necessário: Quando usar: Sempre. É uma decisão interlocutória. é o ato pelo qual o juiz dá prosseguimento ao processo (CPC. são. 2. que ainda poderão ser revistos na fase de instrução (aspecto ordinatório do saneamento). que o processo está em ordem para receber a tutela judicial. § 2º). o saneamento do processo vem sendo feito desde o deferimento da petição inicial. entretanto conciliação parcial. de uma decisão interlocutória.98 1. Com a designação da audiência de instrução e julgamento. também. homologando-o por sentença (CPC. Assim. Pela decisão saneadora o juiz declara. III). para prosseguir nas fases seguintes. (CPC. § 2º). §2º. in fine). portanto. a inexistência de vícios no processo e rejeita preliminares levantadas pelo réu na contestação ou pelo autor-reconvindo. designando audiência preliminar (de conciliação). se as partes transigirem o processo é extinto com julgamento do mérito (CPC. art 331. desde o deferimento da petição inicial. Por qualquer motivo não ocorre a conciliação. mas a fase que sucede a audiência preliminar é aquela em que ocorre o saneamento previsto no §2º. designando data para a audiência de instrução e julgamento e determinando as provas que devem ser apresentadas. ou decidindo a lide antecipadamente ou por uma sentença homologatória do acordo feito pelas partes. . O juiz passa para o saneamento do processo. Afirma. mesmo que implicitamente. entretanto caráter decisório quanto às questões processuais e sobre as provas requeridas pelas partes. As partes chegam a uma conciliação. do CPC. O juiz ordenará a redução do acordo a termo. se necessário. ou seja. Nesse despacho que o processo está saneado. art 162. do art 331. Pode haver. pois o juiz deve deixar o processo são para o prosseguimento nas fases seguintes. Também nessa fase. Por qualquer outro motivo entenda-se tanto a não ocorrência do acordo entre as partes ou a ausência de uma delas à audiência. No caso de o processo não continuar acontece a sentença do juiz. A sentença homologatória valerá como título executivo judicial. O saneamento propriamente tem.

dirigindo-se. para que aceitem como justa a decisão do juiz. • Além desses. Destinatário da provas. • Os fatos incontroversos (CPC. art 302. deduzidos pelas partes como fundamento da ação ou da defesa e sobre os quais haja controvérsia. Conceito de Prova: → “Prova é o modo pelo qual o magistrado toma conhecimento dos fatos que embasaram a pretensão das partes” (Luiz Rodrigues Wambier) → “No processo.08. (fase ordinat[oria). não precisam ser provados os irrelevantes ou inconcludentes.2007 FASE INSTRUTÓRIA – TEORIA GERAL DAS PROVAS 1. é o convencimento do juiz sobre a verdade do que se alegou (Moacyr A. Nem sempre a verdade processual corresponde à verdade real. As provas são destinadas ao processo. Finalidade das provas A finalidade das provas é a formação da convicção quanto à existência e veracidade dos fatos alegados pelas partes (verdade processual). a verdade dos fatos. o CPC tem mecanismos adequados a protegê-los para que chegue à verdade real. afirmados por uma parte e não contestados pela outra). → Humberto Teodoro Jr vê dois critérios para conceituar prova: • Conceito subjetivo – prova é a certeza. No caso dos direitos indisponíveis. o estado psíquico quanto ao fato em virtude da avaliação dos instrumentos probatórios.99 27. 2. .. no art 334. Fim – Audiência de instrução e julgamento. 4. as partes são também destinatários das provas. prova é todo meio destinado a convencer o juiz de uma situação de fato” (Vicente Grecco Filho). 5. portanto os fatos controvertidos relevantes para a causa. a verdade verdadeira. relaciona os fatos que não dependem de prova: • Os fatos notórios. quando o juiz encerra a instrução (CPC. a fim de que ele forme sua convicção sobre a questão. Santos). as três partes da relação tridimensional do mesmo. • Aqueles em cujo favor existe presunção legal de existência ou veracidade. • Conceito objetivo – prova é o meio hábil para demonstrar a existência de um fato. assim. O que não se prova O CPC. Objeto da prova O objeto da prova são os fatos relevantes pertinentes ao processo. 6. No processo. ou seja. O juiz julga com base na verdade processual o que gera o direito do contraditório importantíssimo para o Direito Civil. 3. → Prova é uma forma de convencimento da verdade respeitante de alguma coisa. Existe a verdade real. Inicio e Fim da Fase Início – no processo saneador. Indiretamente. São. O destinatário direto é o juiz. art 336 e art 454).

130 mencionado. • Princípio da concentração da causa (comunhão das provas).As provas orais são colhidas em audiência (CPC. o que visa demonstrar que decidiu com base no processo. 4.. • Diretas (ou históricas)→ Têm. que podem ser ilícitas (que contrariam a lei) ou ilegítimas (que contrariam pressupostos morais). 10. na persuasão. Condiciona sua convicção. 3. Classificação das provas: 1. Regras legais e máxima experiência. 8. • Sistema da prova legal – (Ex: às provas são atribuídos valores e o resultado final se faz pelo somatório desses valores) • Sistema da persuasão racional – A racionalidade. 2. (É o juiz quem colhe diretamente as provas). não sendo por isso aceito pelo CPC. O juiz que colhe as provas deve julgar a lide (CPC. Ex: produzir prova com documento furtado. art 130). Ex: recibo de quitação de um débito alegado. significa que o juiz se diz convencido pelo que contém o processo. • Princípio da proibição da prova obtida ilegalmente.(CF. 9.1 Princípios constitucionais • Princípio da ampla defesa • Princípio da proporcionalidade. com o fato principal uma relação direta. • Princípio do livre convencimento motivado do juiz (persuasão racional). As provas pertencem ao processo e não a parte que a produziu. Todavia.2 Princípios gerais do processo. a alguns fatores: 1. art 336). Fatos em que se fundamente a relação jurídica controvertida. que são provas ilegais. 9. art 132). São três os sistemas para valoração das provas: • Sistema da livre apreciação ou da convicção íntima.100 7. • Princípio da imediação. Motivar sua convicção. imediata. . Princípios relativos às provas: a) 9. Este sistema permite que o juiz considere fatos externos ao processo. Qual o sistema vigente no Brasil? O sistema de valoração das provas adotado pelo legislador brasileiro é o “Sistema da persuasão racional”. Sistema de valoração das provas. o princípio da proporcionalidade permite que provas ilegais possam ser admitidas quando se referirem a direitos de maior relevância. Quanto ao objeto. LVI). todavia. O juiz pode proibir as provas protelatórias e as inúteis (CPC. Provas colhidas no processo. • Princípio da oralidade. Constituem tais casos exceções à regra geral de rejeição de provas previstas no art. • Princípio da identidade física do juiz. art 5º.

4. como. Ex: documentos públicos. documentos existentes que comprovem o fato (não forjados para isso). de um objeto. 2.Ex: produto avariado para provar sabotagem no processo de produção. (Obs: não é permitido gravar conversa alheia). Quanto ao sujeito → Sujeito da prova é a pessoa ou coisa de onde deriva a prova. por exemplo. de deduções. . • Documental → Afirmação escrita ou gravada ou fotografada. Prova o fato por meio de provar uma circunstancia que não o próprio fato. • Pré-constituídas → são as provas preparadas preventivamente para constituírem futuramente elemento de prova. Todavia. contratos celebrados. Poder de instrução do juiz: Existindo a lide. construindo assim a convicção sobre o fato alegado. vistorias prévias (sentido amplo) ou instrumentos públicos ou particulares representativos de atos jurídicos. cabe às partes produzi-las sob a escolha do juiz. do objeto. concedendo-lhe a tutela jurisdicional. • Pessoal → aquela que consiste em declarações conscientes prestadas por uma pessoa sobre o fato em questão.101 • Indiretas (ou críticas)→ Quando ela se referir a um fato diferente do que se esteja provando. Ex: depoimento de testemunhas • Real → Quando a prova resultar da atestação inconsciente de uma coisa. das testemunhas. ela deve ser decidida e quem a decide é o juiz. mas possibilita chegar a este por meio de raciocínios. pode determinar de ofício a produção de outras provas.2007 11. atestando o que o fato probando lhe imprimiu. Ex: corpo de delito. As provas são os meios para isso uma vez que elas se destinam exatamente a convencê-lo da verdade sobre os fatos. laudos periciais. Em princípio. Quanto à preparação • Atuais (casuais ou simples) → São as provas preparadas no curso do processo. Quanto à forma • Testemunhal (ou oral) → baseada na afirmação pessoal oralmente.09. um ferimento produzido. É a atestação oriunda da coisa. certidões. quando diante dessas provas o magistrado não formou ainda sua convicção. instrumento do crime. como. Para tanto ele precisa ser convencido da existência ou da inexistência dos fatos. 03. o que constitui uma atividade sua complementarmente à atividade das partes. por exemplo. 3. Ex: testemunhas que eventualmente tenham presenciado ou conheçam o fato probando. • Material → Qualquer materialidade que prove o fato probando. Ex: vestígios de uma cerca na divisas de dois imóveis. Ex: declarações das partes. fotografias etc.

para vencer. na ordem de importância. O ônus da prova é de quem alega. produzidos com respeito aos princípios e normas processuais. Sistema legal do ônus da prova. art 302) pode sofrer as conseqüências do art 319 do CPC. Ex. Outros tipos. (CPC. • Prova testemunhal.. O parágrafo único do artigo diz ser nula qualquer convenção que inverta o ônus mencionado quando a questão tratar de direito indisponível ou de situação em que seja extremamente difícil o exercício do direito. Portanto.102 12. 14. Ordem de prevalência de eficácia. • Prova de exibição de documento ou coisa. 15. Ônus da prova é a necessidade de provar o fato alegado. que são inferidas a partir da observação dos fatos. art 333). porque fato alegado e não provado é como se não existisse. • Prova documental. • Inspeção judicial. que só é considerada na falta dos outros tipos de prova. art 365 e 368. Temos os seguintes tipos de meios: Previstos no CPC: • Confissão. embora a parte tenha esse encargo.Nas provas judiciárias. temos: • Prova legal. • Indícios ou presunções sobre o fato. O réu revel (CPC. ao autor cabe o ônus de provar os fatos alegados por ele e ao réu provar os fatos extintivos. Ônus da prova. Entretanto existe uma ordem de precedência na valorização das provas. os meios devem ser idôneos juridicamente. Ex: CPC. • Prova por indícios ou presunções. São válidos todos os meios legais bem como os moralmente legítimos. Todavia a não produção de provas acarreta conseqüências à parte faltosa. Assim. Por isso. mas de um ônus ou encargo. • Prova documental. Meios de prova: (CPC. não previstos no CPC: • Prova emprestada (retirada de outro processo). • Prova Pericial. 332) Os meio de produção das provas variam de acordo com o fato probando. • Prova pericial indispensável. pois a parte a quem cabe produzir a prova do fato suportará as conseqüências e os prejuízos da sua falta ou omissão. É o juiz quem valora as provas para formar a sua convicção. ela não é obrigada a produzir provas. É o mais fraco meio de prova. Não se trata de um direito nem de uma obrigação. • Confissão. • Prova testemunhal. modificativos ou impeditivos do direito do autor incluídos em sua contestação. . 13.

. Momentos da prova. O juiz não pode se negar a decidir a lide (CPC. na fase decisória do processo. deixa claro que pode haver inversão quanto ao ônus da prova. na petição inicial ou na inicial da reconvenção. Inversão do ônus da prova.O art 6º. 19. Embora as provas devam ser produzidas pelas partes. • Inversão legal – A própria lei estabelece que o ônus da prova deve ser invertido.103 16. por exemplo). VIII do CDC permite a inversão do ônus da prova pelo juiz. tomar essa iniciativa. isto é. O próprio parágrafo único do art 333. 2º) Momento da admissão das provas pelo juiz (no despacho saneador). O juiz decide sempre com base no que se alegou e se provou nos autos (CPC. 11. art 342 e art 418 • Princípio da Persuasão racional na apreciação da prova. isto é. do CPC. • Princípio do dispositivo. • Inversão judicial . Exceções à regra geral do ônus da prova. cabe ao autor provar que o é. • Princípio do impulso oficial. que deveria ser ônus de umas das partes é transferido para a outra. em determinados casos. 18.2007 DEPOIMENTO PESSOAL 1. o juiz pode. após a instrução). Conceito: Segundo Wambier: →“Depoimento pessoal é o meio de prova pelo qual o juiz conhece dos fatos litigiosos.09. art 131). Ex: CPC. • Inversão convencional – Quando as partes convencionaram que esse encargo pode ser invertido. No processo. 3º) Momento da produção das provas (audiência de instrução e julgamento). as provas são consideradas em quatro momentos: 1º) Momento da proposta das provas. em um contrato fica estabelecido que determinada prova. ouvindo-os diretamente das partes”.2007 e 12. Princípios observados quanto ao ônus da prova. A inversão pode ser determinada pelo juiz. art 126).09. (quando se afirma o fato. 17. A inversão do ônus está no fato de o autor dever provar sobre o que o réu alegou na contestação. • Princípio da indeclinabilidade da jurisdição. 4º) Momento da valoração das provas (No momento da sentença. Quanto o réu alegar que o autor não é parte legítima.

todas as pessoas capazes que podem confessar relativamente ao fato. Não. no caso de procurador devidamente habilitado para confessar em nome do outorgante. 5. ou pelo juiz. Além das partes. E quando houver mais de um autor no processo? Um autor pode pedir o depoimento pessoal de outro autor. o nomeado à autoria. Alguns o dizem até personalíssimo. Os relativamente incapazes (que são relativamente capazes) podem prestar depoimento pessoal apenas no sentido de aclarar os fatos. Importante → No caso de procurador. podem também prestar depoimento pessoal os terceiros intervenientes: o oponente. querendo. cuja procuração lhe outorgue poderes especiais para confessar em nome da parte. como fiscal da lei. 2. um encargo. Seu preposto só pode depor para aclarar os fatos. Ônus – O depoimento pessoal é um ônus.1 Quem pode pedir o depoimento pessoal? Os artigos 342 e 343 do CPC tratam desse aspecto: o depoimento pessoal de uma parte só pode ser pedido pela parte contrária. Trata-se de um depoimento pessoal. Uma parte não pode pedir o depoimento pessoal dela mesma. o que resultaria na própria confissão. E o Ministério Público? Ele. Só o juiz determina o interrogatório informal. na audiência”. pois equivaleria também a confissão dos autores. porque a parte. Objeto de depoimento O objeto especifico do depoimento são os fatos alegados pela parte contrária como fundamento de seu direito.104 → Segundo Grecco: “consiste na manifestação oral da própria parte. Os absolutamente incapazes não podem prestar depoimento pessoal. só pode pedir o depoimento da parte adversária. não podendo confessar. de ofício. Características do depoimento Pessoalidade – o depoimento será sempre pessoal Indelegabilidade – esta característica comporta exceções. Pessoa jurídica também não presta depoimento pessoal. 3. Legitimidade para depor: Os artigos 342 e 343 do CPC definem as partes é que têm legitimidade para depor. 3. pode pedir o depoimento pessoal de qualquer das partes. pode não comparecer ou comparecendo. Exceções: . mas tão-somente para aclarar o fato. Mas a procuração deve trazer expressos os poderes para confessar. 4. não depor. pode prestar depoimento pessoal em nome da parte. Excepcionalmente pode o depoente falar sobre os fatos por ele mesmo alegados. Quem pode depor. entretanto. desde que no processo assumam a condição de partes. Falarão por meio de seu representante legal. Como parte do processo. o chamado à lide e o chamado ao processo. não podendo confessar. Como regra.

assim. I do CPC. pelo juiz (CPC. 3. que incluem o pagamento de multa e indenização. E qual as conseqüências desse não comparecimento? Essas conseqüências estão contidas no art 18 e seus parágrafos e o art 14.105 6. a parte ao ser intimada a depor. O interrogatório informal pode ocorrer a qualquer momento. deve ser esclarecida das conseqüências do não comparecimento ou do não depoimento.(CPC. Escusa a depor CPC. enquanto que o depoimento pessoal é decidido.2007 DEPOIMENTO PESSOAL versus INTERROGATÓRIO INFORMAL Diferenças: 1. a parte não pode escusar-se a depor nas ações de filiação. 17. II e seu parágrafo único – A parte pode recusar-se a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados (I) ou que exijam sigilo pelo seu estado ou profissão (II). 5. art 342). de desquite ou de anulação de casamento. § 1º e § 2º . se o interrogando não comparecer ao interrogatório informal contrariará o art 340. I. na . Estará. de oficio. conseqüentemente. um dever processual.09. como estabelece o parágrafo único do artigo. O interrogatório informal é sempre ordenado. ambos do CPC. O interrogatório informal pode ocorrer em qualquer estado do processo. em qualquer momento. infringindo os princípio da boa-fé e da lealdade. na audiência de instrução e julgamento. na audiência de instrução e julgamento (CPC. Entretanto. art 347. I. Não comparecendo ao depoimento pessoal as conseqüências são as previstas no art 343. § 1º: Sua ausência implica em considerá-lo confesso e. Todavia. O depoimento pessoal é de iniciativa do juiz ou por requerido pela parte. Marcus Vinicius. Não comparecimento da parte: segundo Moacyr Amaral Santos. Todavia. deverá comparecer e declarar a sua vontade nesse sentido. por determinação do juiz ou por requerimento das partes. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez. 7. art 343) 2. art 343). dependendo de sua necessidade e mais de uma vez. O interrogatório informal pode ser decidido a qualquer momento do processo. Não comparecimento da parte ou recusa a depor CPC. a presunção da veracidade dos fatos controversos. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez no processo. 4.Quando a parte não comparecer ou comparecendo recusar-se a depor o juiz poderá considerá-la como tendo confessado (confissão ficta). para valer-se desse benefício legal. art 343. no saneamento.

art 343. (CPC. 14. por estar tudo previsto no CPC. esse mandatário precisa ter poderes especiais para isso. art 349. 340. Declaração de vontade do confitente (CPC. (Direitos disponíveis -CPC. 3. Ato personalíssimo. porque ela deve ser suscetível de renúncia. segundo Marcus Vinicius. O fato deve referir-se ao próprio confitente. não havendo qualquer penalidade prevista em lei.Santos CONFISSÃO 1. I. 4. exceto perder a oportunidade de tentar convencer o juiz a seu favor Depoimento pessoal O juiz ou a parte (CPC. Características . art 351). Conceito: Segundo Humberto Theodoro Jr: “confissão é a admissão pela parte da verdade dos fatos contrários a seus interesses e favoráveis aos do adversário”.multa e indenizaçãoApenas infringe o art 340. 5. art 343) No saneamento Na audiência de instrução e julgamento Uma única vez Confissão dos fatos alegados contra ela – CPC. Segundo José Frederico Marques: “confissão é o reconhecimento que uma parte faz da veracidade de um ou mais fatos que lhe são desfavoráveis e foram afirmados pela parte contrária”. I. parágrafo único). Quanto à ausência no inquérito informal. 6. 2. Confissão ficta Idem ao entendimento de Moacyr A. art. Confessar sobre fatos (jamais haverá confissão sobre direito). I e 18) . 2. O fato deve ser desfavorável ao confitente e favorável ao seu adversário. de ofício Em qualquer momento do processo Em qualquer momento do processo As vezes necessárias Infringe o princípio da boa-fé e da lealdade (CPC.Santos Conseqüências da ausência da parte para Marcus Vinicius Só o juiz (CPC. Capacidade plena do confitente. art 352). Requisitos 1. Todavia perde a chance de tentar convencer o juiz a seu favor. Mesmo quando a confissão é feita por representante legal do confitente. 8. do CPCV. A fato objeto da confissão deve ser relevante para a solução da lide. Resumo: Depoimento informal Quem pode pedir Quando se pode pedir (decidir) Quando será procedido Quantas vezes podem ser feitos Conseqüências da ausência da parte para Moacyr A. tem o mesmo entendimento do Moacyr Amaral Santos. Disponibilidade do direito relacionado ao fato confessado. I. 3. § 1º. 7.106 ausência ao depoimento pessoal. art 342). sem qualquer penalidade. infringe apenas o art 340.

qualificada e complexa. mas antepõe fato novo ao mesmo e contra a conseqüência jurídica. Irretratabilidade – Uma vez feita a confissão ela é irretratável. . 4. Pode ainda ser expressa (claramente identificada) ou ficta (presumida ou tácita e ocorre. desde que ela seja emanada de erro. A judicial pode ser: espontânea (será levada a termo nos autos e geralmente feita por escrito e peticionada ao juiz) ou provocada (emanada de depoimento pessoal ou de interrogatório informal). ela terá a mesma eficácia probatória que a confissão judicial. Conceitos: • Luiz R. Estão envolvidos. existem situações em que a confissão pode ser revogada.107 • • • Indivisibilidade – (CPC. não sendo parte. por ter conhecimento do fato ou do ato controvertido entre as partes. Wambier → é uma reprodução oral do que se encontra guardado na memória daqueles que. (As pessoas jurídicas e as formais não podem testemunhar). 2. a anulação da confissão será pleiteada por meio de Ação Rescisória. art 348: São duas as espécies de confissão: a judicial e a extrajudicial. É uma pessoa física. Se a confissão for um ato nulo. quanto aos efeitos. PROVA TESTEMUNHAL 1. quando a parte não comparece. dois fatos o fato controvertido da lide e o fato novo alegado. artigos 349 e 353). no geral. A extrajudicial pode ser verbal (ou oral) e escrita. depõe sobre este juízo. A parte que a invocar não pode aproveitar de parte da confissão que lhe seja favorável e rejeitá-la no restante. portanto. Irrevogabilidade – Embora seja irretratável. a nulidade será pedida em Ação Declaratória. Se a declaração extrajudicial for escrita e à parte ou ao seu representante legal. será analisada livremente pelo juiz (CPC. dolo ou coação. convidada na forma da lei. Art 354). • Moacyr Amaral dos Santos → é uma pessoa distinta dos sujeitos processuais que. Se o processo já terminou. A confissão complexa ocorre quando a parte concorda com o fato. para atestar sua existência. mas não concorda com a conseqüência jurídica pleiteada para o mesmo. ou comparecendo não depõe ou então quando a parte não contesta) e. Requisitos quanto à testemunha: 1. quanto à forma. 2. a ação adequada é a Ação Anulatória ordinária. pois cabe ao juiz apenas declarar a sua nulidade. presenciaram ou tiveram notícias dos fatos da demanda. É uma pessoa estranha ao feito. A confissão simples é direta. A confissão qualificada ocorre quando o confitente concorda com o fato. pode ser simples (ou pura). Espécies de confissão CPC. Se for feita a terceiro ou constar de testamento. Se a anulação for pleiteada (confissão anulável) ainda com o processo em andamento.

4. § 2º. art 405. os impedidos ou os suspeitos. que podem depor como testemunhas todas as pessoas. por seus costumes. art 405. quando o conhecimento dos fatos depende desses sentidos.1 Incapazes: (CPC. III). Observação: Art 405. a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas (até três) apresentadas no ato e inquiridas . art 405. II). § 2º. à época dos fatos não tinham condições de discerni-los em virtude de doença ou debilidade mental. I). • O cego e o surdo. Dos que não podem testemunhar: Estabelece o CPC.108 3. § 3º) • Condenado por falso testemunho com sentença transitado em julgado. É uma pessoa que deve saber do fato litigioso. • Os menores de 16 anos. • O cônjuge e os parentes (colaterais até o terceiro grau) das partes (CPC. especialmente sobre separação judicial ou causas relativas à filiação. § 2º. Causa em que existe interesse público ou causa relativa ao estado da pessoa e desde que não exista outro meio para provar os fatos. 5. • Aquele que não é digno de fé. § 4º: Sendo estritamente necessário. que pode ocorrer em dois momentos: 1º. 3.3 Suspeitos: (CPC. Contradita (é sempre oral) É o direito da parte de alegar a incapacidade. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados. quando por qualquer motivo esteja impossibilitado de depor (doença grave que resulta em estar a pessoa em estado de coma. no seu art 405. Exceções: 1. o juiz pode ouvir suspeitos e impedidos em depoimentos que serão prestados independentemente de compromisso (art 415) e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. 3. 2. exceto os incapazes. mesmo que sem ser compromissado. 3. Só o incapaz não pode depor. • Quem é parte na causa (CPC. (demência permanente) • Os que. 3. • Aquele que tenha interesse no litígio. Causas versando sobre direitos de família.2 Impedidos: (pessoas próximas das partes). A pessoa deve ser capaz de depor. • O amigo íntimo da parte ou o seu inimigo capital. art 405. art 405. por exemplo). § 1º) • Os interditos por demência. no momento de depor. no momento do fato (ex: estado de embriaguez que torna a pessoa incapaz de entender o fato) e 2º. 4. Mas o cego pode depor sobre fatos que ouviu e o surdo sobre fatos que viu. • Aquele que intervém no processo em nome da parte (CPC. (debilidade mental transitória. A pessoa deve ser chamada a depor em juízo. a suspeição ou o impedimento da testemunha.

qualquer testemunha pode se negar a depor sobre: . Comparecer em juízo. hora e local para inquiri-la. O juiz dispensará a testemunha contraditada ou a ouvirá sem o que ela seja compromissada. 5. sujeitando a testemunha às as do art 342. do CP (reclusão de 1 a 3 anos e multa). Depor. 2. Sendo funcionário público ou militar. 4. por solicitação do juiz. deve: 3. Ainda assim. do CPC: Quando a parte ou a testemunha por enfermidade ou por outro motivo relevante estiver impossibilitada de comparecer à audiência. Art 411. parágrafo unido. mas não de prestar depoimento. Art 306. O comparecimento e a recusa a depor são faltas muito graves (crime omissivo de falso testemunho). Todavia. quando chamada (CPC. iii. Uma vez intimada a depor como testemunha. §1º). Narrar o que souber ou o que lhe for perguntado sobre o fato da ação. a testemunha intimada não comparecendo fica sujeita a duas espécies de penalidade: ser conduzida sob força e arcar com as despesas que a sua ausência provocar. o juiz requisitará a testemunha ao seu chefe ou comando.109 em separado. Ninguém pode se eximir do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade (CPC. em relação a qualquer pleito. do CPC). É a intimação da testemunha que faz nascer para ela a obrigação de depor. As autoridades enquadradas nessa regalia. Obrigações das testemunhas: 1. Compete ao terceiro. Sobre a intimação para ser ouvida a testemunha existem exceções. o juiz designará. se para isso houver motivo justificado. alegando essa condição que possam ter. art 339). a parte pode pleitear do juiz autorização para ouvi-la em outra ocasião. Todavia. pois s suspeição deve ser alegada por outrem. conforme as circunstâncias dia. Já os suspeitos não podem se recusar a depor. § 4º. A parte pode comprometer-se a levar a testemunha sem a intimação e se ela não comparecer presume que a parte tenha desistido da ouvi-la (CPC. dia e local onde prestarão depoimento. n os moldes do art 405. designação de hora. art 412. Se não for intimada não existirá tal obrigação. informar ao juiz as circunstâncias de que tenha conhecimento (art 341-I. do CPC: testemunhas que serão inquiridas em sua residência ou no local onde estiverem exercendo sua função. ii. art 412). ou situações especiais: i. que lhes enviará cópia da petição inicial ou defesa oferecida pela parte que a arrolou como testemunha. Só podem se recusar a prestar depoimento os impedidos e os incapazes.

5. 3. Por exemplo. art 401). Observação: Os crimes de falso testemunho omissivo (se recusar a depor) ou comissivo (não falar a verdade) só ocorrerão se a testemunha foi devidamente compromissada. 24. Trata-se de crime comissivo previsto no art 342. escusar-se a responder determinadas perguntas. laudos periciais. (CPC. A cujo respeito deve manter sigilo por dever de estado ou profissão. Por exemplo. (CPC. → Quando o fato só puder provado por documento ou por perícia (CPC. a parte apresenta um contrato.09. art 415). II – 1ª parte). II). 7. art 413). art 400. Ser inquiridas diretamente pelo juiz (CPC. inclusive não sofrer descontos de pagamento pela necessária falta ao trabalho (CPC. também. Por exemplo. 5. pode-se. → Existem situações que. poder-se-á admitir prova exclusivamente testemunhal (CPC. art 400. art 400. O direito de ler o seu depoimento antes da assiná-lo (CPC. art 400. art 400. Receber as perguntas dos advogados. art 400. II e art 229. a certidão de casamento. somente para esclarecimento ou complementação do depoimento. art 417). Excepcionalmente. exames especializados como o DNA. Admissibilidade da prova testemunhal Regra geral = A prova testemunhal é sempre admitida (CPC. 7. Direito de não ser coagida (CP. mas não exclusivamente. art 416). 4.110 • • Fatos que lhe acarretem grave dano ou ao cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins em linha direita ou na colateral em segundo grau. art 416. por meio do juiz (CPC. Receber tratamento cortês por parte dos advogados (CPC. 6. numa ação de divórcio. do CC). Por exemplo. art 416). se o valor exercer esse valor. → Nos contratos cujo valor não exceder dez vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no país. → Nas situações em que se exige conhecimento técnico especial. do CP acima. Em tais casos a prova testemunhal é dispensada. (CPC. (CPC. Direito de consultar notas e apontamentos previamente examinados pelo juiz.2007 6. § 1º). Direito das testemunhas 1. → Pela confissão tácita da parte. Dizer a verdade (CPC. art 419). um recibo de pagamento. admitir a prova testemunhal. art 415. só se prova pelo termo de distrato das partes. 8. só podem ser provadas por documentos. . Direito de ressarcimento das despesas havidas com seu comparecimento à audiência. Por exclusão. I – 2ª parte). existindo exceções especificadas pela lei: → Quando o fato já estiver provado por documento. por exigência legal. uma parte alega algo e a outra concorda com a alegação (CPC. conforme previsto para o início do depoimento no CPC. 2. Dizer coisa diferente da verdade consiste em crime de falso testemunho. II – 2ª parte). o distrato de um contrato. art 400). I – 1ª parte).

estabelecendo como regra geral que a parte não pode substituir testemunha. não pode. art 300). parágrafo único). II). Cada parte poderá apresentar no máximo dez testemunhas. até 10 dias antes da audiência (prazo legal). Existem situações em que este número pode ser extrapolado: • Testemunhas referidas pelas outras testemunhas que o juiz pode. A intimação pode ser dispensada quando a parte se comprometer a trazer a testemunha. Qual o momento em que devem ser apresentadas as testemunhas nos processos de rito sumário? Em dois momentos: o autor poderá apresentar as testemunhas na petição inicial (art 282 do CPC) e o réu na contestação (CPC. qualquer que seja o valor do contrato pode-se admitir prova testemunhal se: (Há. bem como os nomes das partes e a natureza da causa (CPC. a testemunha não comparecer sem motivo justificado? Ela será conduzida coercitivamente. não podia obter prova escrita. salvo no caso de falecimento. parte final). 9. com o uso de força policial (CPC.111 O art 402. 8. • O credor. art 404). se o juiz não fixar outro prazo – art 407. No processo de rito ordinário. o rol de testemunhas será apresentado no prazo fixado pelo juiz (prazo judicial) ao marcar a data audiência ou. art 418. decide sobre as provas a produzir. por razões morais ou materiais. I). depois de apresentado o rol. (CPC. se não for assinalado prazo pelo juiz. do CPC. Os motivos da escusa para depor estão no art 406. o prazo é diferente: até 48 horas antes da audiência. art 407. Também pode a parte provar por testemunhas (CPC. na audiência preliminar. art 407).(CPC. No caso de processo que adota o rito sumário. art 404. CPC) e intimação da testemunha por meio de mandado judicial que consigne dia. art 404. § 1º). • Testemunhas que tenham alegado nada saber sobre o fato podem ser substituídas. no caso de depósito necessário e em questão relativa a hospedagem em hotéis. Pode se escusar a depor. também. de enfermidade que impeça a testemunha de depor e a que tendo mudado de residência não foi encontrado pelo oficial de justiça. supondo-se que ela a avisará convenientemente.(CPC. art 412. no momento do saneamento do processo. primeira parte). O art 408 do CPC trata da substituição de testemunhas. art 412. havendo também previsão no CC: • Nos contratos simulados. os vícios de consentimento (CPC. divergência existente entre a vontade real e a vontade declarada. Ex: Casos de relações entre parentes. Produção de prova testemunhal a) Atos preparatórios → são os atos que antecedem a inquirição da testemunha: apresentação do rol de testemunhas pelas partes (no prazo mínimo de 10 dias antes da audiência. ordenar. Número de testemunhas. intimada. (CPC. E se. • Nos contratos em geral. de oficio ou a requerimento da parte. art 412. . hora e local do comparecimento. I). previsão no CC) • Houver começo de prova escrita vinda da parte contra a qual se pretende usar o documento em questão como prova documental. A testemunha pode se recusar a depor? Não. (CPC. estabelece que. se necessário. do CPC. O juiz.

lugares e documentos que pela sua natureza não possam ser transportados (CPC. o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos”. sua incapacidade ou suspeição. Se a contradita for aceita. 2. se a testemunha negar os fatos alegados na contradita. ou. O parágrafo único do artigo estabelece que após o juramento o juiz a adverte de que incorre em sanção penal prevista no art 342 do CP. 4. art 138) e podem também acompanhar a inspeção. II) e terceiros (CC. . o juiz poderá ouvir a testemunha sem.112 O art 409 do CPC fala do caso em que o juiz da causa é arrolado como testemunha. que tenha sido eleita pelo magistrado”. 413 e art 452. contudo. 3. a finalidade da inspeção judicial é aclarar os fatos. se fizer alegação falsa. As testemunhas falarão depois que os peritos responderem às perguntas das partes e que as partes prestarem seu depoimento (CPC. mandará excluir o seu nome do rol de testemunhas. parágrafo único). sobre qualidade ou circunstâncias corpóreas de pessoas ou coisas relacionadas com o litígio”. De Humberto Theodoro Junior: “é um meio de prova que consiste na percepção sensorial direta do juiz. nesse momento. INSPEÇÃO JUDICIAL 1. art 414). Arruda Alvim: “inconfundível com a mera visita formal. o juiz dispensará a testemunha. Na inspeção judicial o juiz usa seus próprios sentidos. se calar ou ocultar a verdade. se julgar necessário ou conveniente. do CPC. se tiver conhecimento de fatos que possam interferir em sua decisão. Obs. art 440). a testemunha presta o juramento previsto no art 415. Objeto Pessoas: as partes (CC. Finalidade Esclarecer dúvidas que existam sobre o fato. declarar-se-á impedido. a parte que a contraditou poderá provar suas alegações com documentos ou com até três testemunhas. III). primeiramente a testemunha é qualificada (CPC. isto é. 2. As partes podem impugnar os peritos sob alegação de suspeição (CPC. se nada souber. ser contraditada. art 339). sendo ouvidas primeiramente as testemunhas do autor e depois as do réu. cunhada de subjetividade. b) Atos de produção propriamente ditos → É a inquirição da testemunha que ocorre na audiência designada. art 442. Coisas: móveis. art 14 e art 340. Assistência técnica Prevê o CPC. com a argüição de seu impedimento. Resumindo. Quanto se apresenta para depor. imóveis e semoventes. Conceitos: 1. É prova suplementar para possibilitar o aperfeiçoamento da percepção do juiz (CPC. A testemunha pode. Nesse caso. compromissá-la. no seu art 441: “ao realizar a inspeção direta. levando seus próprios peritos e prestando esclarecimentos e fazendo observações pertinentes (CPC. Depois de qualificada. art 442). prestará compromisso de dizer a verdade. Todavia.

113

5. Procedimento O art 440 do CC diz que a inspeção judicial pode ser procedida em qualquer fase do processo, antes da sentença, por decisão de ofício do juiz ou a requerimento das partes. A inspeção judicial se inicia com o despacho do juiz, no qual serão consignados o nome da pessoa (se o objeto for pessoa) e a descrição detalha da coisa (se o objeto for coisa), o fato a esclarecer, além da identificação de peritos designados (se for o caso), do dia, hora e lugar da inspeção. A inspeção deverá ser procedida pessoalmente pelo juiz, que poderá ser assistido por um ou mais peritos (CPC, art 441) e acompanhada pelas partes (CPC, art 442, parágrafo único). Concluída a inspeção. O juiz mandará lavrar dela auto circunstanciado, do qual constarão todos os detalhes pertinentes ao fato da causa (CPC, art 443), do qual cabe agravo retido. Se o juiz indeferir o pedido das partes para realizar a inspeção judicial, cabe à parte agravar a decisão do juiz. 6. Obrigatoriedade A inspeção judicial pode ou não ser realizada, ainda que requerida pelas partes, ficando totalmente ao arbítrio do juiz. Depende de seu poder discricionário. Assim, não está o juiz obrigado a deferir o requerimento das partes quanto à questão. Todavia, em grau de recurso, se o Tribunal julgar necessária a inspeção, mesmo que não requerida, determinará a sua realização. 03.01.2007 EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS E COISAS 1- Conceito Luiz Rodrigues Wambier: “exibição de documento ou coisa é o meio de prova pelo qual a produção se dá não por quem a prova aproveita, mas pela parte contrária ou por terceiro, ou ainda, por iniciativa do juiz, no uso do poder que lhe assegura o art 130”, do CPC. Humberto Theodoro Junior: “a exibição de documento ou coisa consiste no dever que incumbe às partes e aos terceiros de, colaborando com a justiça, exibir documentos ou coisa que se ache em poder deles, sempre que o exame deles for útil ou necessário ao processo, podendo a iniciativa desse dever ser cobrada pelo o próprio juiz (CPC, art 339 a 341). 2- Momento 1. Durante a tramitação do processo, como incidente da fase probatória (CPC, art 355 e art 363), por meio de procedimento incidental nos próprios autos do processo. 2. Podem também, documentos e coisas, ser exibidos antes do ajuizamento da causa, como medida preparatória, por meio de ação cautelar (CPC, art 844 e art 845). Observação.: A medida cautelar pode ser de 2 tipos: incidental, que é simples pedido feito no próprio processo (não é ação cautelar, porque para isto falta-lhe o interesse de agir) ou preparatória por meio de ação cautelar. 3- Legitimidade

114 1. Legitimidade Passiva: qualquer uma das duas partes ou ainda terceiros estranhos à causa e que estejam de posse da coisa ou documento (CPC, 355). 2. Legitimidade Ativa: A parte interessada na exibição do documento ou a coisa, o Ministério Público, como fiscal da lei, o juiz e todo terceiro interveniente na ação. 8.10.2007 (conclusão da correção do assunto anterior) 4 – Objeto da exibição de coisa ou documento: coisa ou documento. 5 – Exibição do documento ou coisa contra (pela) a parte. Qualquer uma das partes poderá pedir a exibição de documento ou coisa que se acha em poder da outra, fazendo-o, se for o autor da ação, na petição inicial, na contestação da reconvenção ou em outro momento qualquer; na contestação, na reconvenção ou em qualquer outro momento, sendo réu da ação. O requerimento de pedido de exibição deverá ser instruído de modo a satisfazer os requisitos do art 356, do CPC. O juiz pode, entretanto, indeferir o pedido.Estando regular a petição, o juiz a deferirá intimando o requerido a exibir o documento ou coisa solicitada, no prazo de cinco dias (art 357, CPC). A intimação será feita na pessoa do advogado do requerido. Intimado, o requerido pode adotar três posições: a. Exibir o documento ou a coisa no prazo legal fixado, o que implicará no encerramento do incidente. b. Não exibir o que lhe foi solicitado e nem oferecer resposta no prazo. Nesse caso, haverá presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar (CPC, art 359, I). c. Não exibir o que lhe foi requerido, mas responder no prazo, alegando motivos que entenda justificarem sua recusa de exibição ou que o escusem de fazer a exibição. Será, então, facultado à parte requerente a produção de provas sobre o alegado pelo requerido. Concluída essa parte probatória relativa ao pedido de exibição de documento ou coisa e sobre sua recusa ou escusa, o juiz decidirá a questão, aceitando ou não a alegação do requerido. Se a sua decisão foi pela ilegitimidade da recusa do requerido, haverá presunção da veracidade dos fatos em questão (art 359, II, do CPC). Se, entretanto aceirar as razões do requerido, o dispensará da exibição. d. O requerido não exibe o solicitado, alegando a não obrigatoriedade de o fazer, justificando o procedimento pelas razões constantes do art 363, do CPC: por ser o documento (ou coisa) concernente à vida de família, porque a exibição pode violar dever de honra ou a publicidade do documento resultar em desonra à parte ou a terceiros, bem como a seus parentes consangüíneos ou afins, até 3o grau, ou lhes representar perigo de ação penal, ou ainda, segundo outros motivos graves.

115 Observação: O art 358, do CPC, prevê os casos em que o juiz, obrigatoriamente, não deverá admitir a recusa do requerido: • Se houver obrigação legal da exibição. • Se o requerido aludiu à coisa ou ao documento no processo. • Se o documento ou a coisa for comum às partes. A recusa de exibição implica em presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar. 5 – Exibição de documento ou coisa contra (por) terceiro. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, a parte interessada na sua exibição deverá propor contra ele “pedido de exibição” que será apensa a ação principal. Portanto haverá uma relação processual paralela, com partes e objeto diferentes da ação principal com natureza de ação. Essa nova relação jurídica que será resolvida pelo juiz por sentença. O juiz mandará citar o terceiro para defender-se em 10 dias (CPC, art 360). O prazo é maior que o concedido às partes, porquanto o terceiro é estranho ao processo e suas providências podem demandar mais tempo. Citado, o terceiro poderá assumir três atitudes: 1. Exibir a coisa ou documento, no prazo, o que porá fim à lide deste segundo processo. 2. Negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, colhendo o seu depoimento bem como o das partes e, se necessário, o de testemunhas e em seguida proferirá sentença. (CPC. Art 361). 3. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao depósito em cartório (ou em outro lugar) em 5 dias, pagando o requerente as despesas que tiver. Se o terceiro não cumprir, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policial. (CPC, art 362). O terceiro incidirá, também, em crime de desobediência, previsto no art 330, do CP. 4. O terceiro poderá se escusar de exibir o solicitado com base nas razões listadas no art 363, do CPC. 6 – Distinção entre as duas modalidades. Quando o pedido de exibição for contra uma das partes, ele será exercido por meio de instrumento incidental e quando for contra terceiro, por meio de ação de exibição de documento ou coisa (ação exibitória). O prazo para a resposta do requerido também é diferente quanto ele parte ou terceiro. Também são diferentes os efeitos do não cumprimento da obrigação de exibir a coisa ou o documento. 7 – Requisição judicial O assunto é regulado pelo art 399, do CPC. Quando se tratar de documentos que devam ser fornecidos por repartições públicas, o juiz poderá requisitá-los em qualquer tempo ou grau de jurisdição. O parágrafo único do artigo determina que o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 30 dias, certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes, ou de oficio, devolvendo, a seguir, os autos à repartição de origem. 15.10.2007.

116

Questões da prova (dois tipos de provas) 1. Vistos, etc. Proposta ação de cobrança por José Pedro contra João Paulo, com o objetivo de receber R$ 32.000,00, o réu, citado, apresentou tempestiva contestação, aduzindo, em preliminar de ilegitimidade passiva da parte, que ele nada devia, pois não era sua a assinatura no documento juntado pelo autor para fundamentar o pedido inicial. Em réplica, o autor sustentou que a assinatura é do réu e requereu prova pericial. Observa, realmente, que a assinatura no referido documento é completamente diferente da assinatura no instrumento de mandato de fls., razão pela qual entendo que a primeira é nitidamente falsa. Diante desse fato, desnecessária qualquer prova, acolho a preliminar argüida, extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art 267, VI, do CPC. O autor arcará com as custas do processo e com o pagamento de honorários sucumbenciais de 10% do valor da causa. Publique-se e intime-se. Questão: Como advogado da parte vencida, indique qual o último dia do prazo no qual o recurso cabível poderá ser interposto, sabendo-se que a decisão foi publicada numa quinta-feira, 1º de abril, e no dia seguinte foi feriado estadual e que houve greve nos serviços forenses com o fechamento do Fórum nos dias 6,7 e 8 de abril, respectivamente terça, quarta e quinta-feira. Explique sua resposta. Resposta: 1º de abril, data da publicação é o dies a quo (não conta). 2 de abril, feriado. Não se pode iniciar a contagem em dia não útil. 3 e 4 de abril, fim de semana, segue a mesma regra acima (não são contados). 5 de abril. Dia inicial da contagem dos prazos. 19 (segunda feira) de abril, último dia do prazo para recorrer. 2. O menor, absolutamente incapaz, que necessita de alimentos, é parte legítima para pleitear alimentos contra seu pai, mas precisa que sua capacidade seja integrada. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: Está correta. O menor, absolutamente incapaz, tem direitos e obrigações na ordem civil, conforme o art 1º do CC que diz que toda pessoa é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. O menor absolutamente incapaz possui legitimidade ad causam e é o dono do direito em questão. Realmente precisa que sua capacidade seja integrada, pois o CPC, em seu art 8º, determina que os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil (retrocitada). É a capacidade de estar em juízo, um dos pressupostos processuais positivos referentes às partes, sem os quais, por questões processuais, o processo não poderá se desenvolver. Ele tem a capacidade para ser parte, mas não possui a capacidade para estar em juízo, por isso precisa ser representado. Deve-se considerar que são três os tipos da capacidade. São três as capacidades: a capacidade postulatória, própria do advogado que atua no processo, a capacidade de ser parte e a capacidade de estar em juízo. A parte deve reunir as duas últimas para figurar na ação, como parte. O menor tem a capacidade de postular seu direito em juízo, mas não tem a de estar em juízo. Por isso sua capacidade deve ser integrada, sendo para tanto representado pela sua mãe.

117 3. O princípio dispositivo, também chamado de princípio da inércia da jurisdição, significa que caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Reposta: A alternativa é parcialmente correta. O princípio não é denominado de princípio da inércia de jurisdição, pois o art 130 do CPC determina que o juiz não mais se limita a assistir, inerte, a produção das provas, pois em princípio pode e deve assumir a iniciativa destas; de ofício ou a requerimento das partes pode determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias, o que legitima a segunda parte da alternativa, tornando-a correta. Se as provas facultadas às partes, asseguradas pelo princípio do dispositivo, não forem suficientes, o juiz pode pedir nova prova. Ex: art 342, CPC. Assim, pelo princípio da inércia está correta quanto ao requerimento da parte, mas o juiz pode exercer, de ofício, o princípio do Impulso Oficial, tomando a iniciativa quanto à produção de privas. 4. Com relação ao ônus da prova, é correto afirmar que, em regra, sempre é do autor. Esta afirmativa está correta. Explique sua resposta. Resposta: Alternativa incorreta, pois, segundo o art 333, do CPC, compete, em regra, ao autor a prova do fato constitutivo de seu direito e ao réu a prova de fatos impeditivo, extintivo ou modificativo ao direito do autor. Em regra, cabe a cada uma das partes o ônus da prova de fatos por ela alegados. 5. Considera-se proposta a ação a partir do momento em que o réu for validamente citado, pois, como o processo é relação jurídica triangular, somente depois da citação é que surge a litispendência e torna-se prevento o juiz, além de ser o devedor constituído em mora. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: A afirmativa está parcialmente correta. Segundo o art 263 do CPC, considera-se proposta a ação logo que a petição inicial é despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuída onde houver mais de uma vara. A segunda parte da afirmativa está correta, pois a partir da citação válida do réu, ocorrem os efeitos mencionados no art 219 mencionadas nessa parte. 6. Caio propõe demanda de ação contra Tito, referente à importância de R$ 60.000,00. Expedido o mandado de citação por oficial de justiça, Tito foi citado aos 15/06/2007 (sexta-feira), sendo que aos 20/06/2007 (quarta-feira) o seu advogado juntou procuração aos autos. No dia 21 de junho (quinta-feira), o mandado de citação foi juntado aos autos. Sabendo-se que não houve feriado nesse ínterim, o prazo para apresentar resposta começou a contar a partir de quando? Explique a resposta; Resposta: A petição inicial foi deferida, embora a procuração do advogado não tivesse sido juntada a ela. A citação foi realizada e o respectivo mandado de citação foi juntado aos autos no dia 21/06, quinta feira. Entretanto o advogado juntou procuração no dia 20.6, o que significa que ele tomou conhecimento do processo do ação em 20/6. Portanto, dia 20/06 é o dies a quo. A contagem do prazo se iniciará no primeiro dia útil seguinte, ou seja, 21/06, sexta-feira. 7. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor, contra o pai, já que o menor não tem capacidade plena. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta; Resposta: A afirmativa está incorreta. A parte legítima para a ação é o filho, menor que não pode estar em juízo, devendo, portanto, ser representado pela mãe; Assim o

Por isso a mãe deverá complementar a sua capacidade para estar em juízo. Perempção é a perda do direito de ação não implicando na perda do direito material. Portanto a afirmativa está incorreta. 9. se for o caso. pois a morte da parte extingue o mandato anteriormente concedido. o autor perde não só o direito de ação. Explique a resposta. O filho. Ocorrendo a morte de uma das partes no curso de ação de natureza transmissível. deduzindo pretensão ou defendendose em ação em face dele ajuizada. Portanto ocorreu preclusão da possibilidade da apresentação das provas para ele. Todavia a parte final do dispositivo legal citado ressalva-lhe a possibilidade de alegar em sua defesa esse direito. recebendo-o no estado em que se encontra. em sua defesa. depois de habilitados os herdeiros do de cujus. Durante a interrupção da relação processual. cujo mandato é prorrogado por lei até o final da audiência. mas também o direito material que é objeto de controvérsia. Resposta: Significado de perempção. Assim. tem capacidade ad causam. mas não poderá exercê-lo contra o réu. mas não tem capacidade ad processum. pois não há que se falar em preclusão quando ocorre revelia porque a lei autoriza ao réu ingressar no feito a qualquer momento. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta.10. Se o réu revel ingressar no pleito após a fase de especificação de provas. 8. Resposta: A afirmativa está incorreta no que se refere à suspensão do processo. O autor continua tendo o direito material.2007 PROVA PERICIAL . o processo fica suspenso até que ocorra a habilitação dos herdeiros. interrompe-se a relação processual e o mandato ao advogado é automaticamente revogado. no caso. O artigo 265. O autor poderá exercer o direito objeto da perempção passivamente. 10. Esta afirmativa está correta? Explique. Está afirmativa está correta. segundo parágrafo único do art 268. do CPC: “se o autor der causa por três vezes à extinção do processo pelo fundamento presente no inciso III do artigo anterior (abandono) não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. Entretanto o § 1º do artigo apresenta maiores detalhes quanto ao comportamento do juiz frente à morte de uma das partes: se ainda não teve início a audiência de instrução e julgamento suspende o processo até a habilitação dos herdeiros que deverão inclusive regularizar a sua representação quanto ao advogado. I determina a suspensão do processo pela morte da parte. Concluindo. ainda assim poderá indicar as suas provas. Resposta: Prevê o art 322 do CPC na sua parte final. se o juiz já tiver iniciado a mencionada audiência. estes deverão providenciar a regularização do advogado. O processo só se suspenderá após a publicação da sentença ou do acórdão. representando-o. sendo a parte representada pelo seu advogado constituído. (art 8º do CPC). a afirmativa está parcialmente incorreta. A situação-problema esclarece que já se passou a fase de especificação das provas. 24. Todavia.118 autor da ação será o filho absolutamente incapaz representado pela mãe. conduz a mesma até o final.”. que o réu revel poderá intervir no processo em qualquer fase dele. Se tiver ocorrido a perempção sobre o litígio que é objeto do processo... Ao ter prosseguimento o processo. a perempção faz com que o titular do direito de ação não mais possa exercê-lo ativa e passivamente em juízo.

de direito. Arbitramento → refere-se a valor. sobre pessoas. de obrigações. Admissibilidade (CPC.2007 PROVA DOCUMENTAL Conceitos: . 3. Como oneroso e demorado meio de prova que é. Necessário – Só é admitido esse meio de prova quando inexistir outro meio.119 Conceitos. por meio de um perito. Vistoria → sobre imóveis c. a) Luiz Rodrigues Wambier → é o meio de prova destinado a esclarecer o juiz sobre circunstâncias relativas ao fato conflituoso. como medida cautelar. Classificações: • Quanto à origem e à situação a. Judiciais b. qualidade e quantidade do objeto de litígio. – São quatro espécies: a. exigindo conhecimentos técnicos ou científicos (CPC. art 420). 05. Necessária 2. que envolvam conhecimentos técnicos ou científicos. Oficiais – o juiz ordena de ofício 2. de futuro → realizada antes do processo. Avaliação → sobre móveis e imóveis. Útil – O fato a ser provado deve ser pertinente à questão e deve exigir conhecimentos técnicos ou científicos. b. coisas. Facultativa • Quanto à determinação 1. de presenti → realizada durante a tramitação do processo 2. moveis e semoventes. coisas. Também e conhecida comumente por ad perpetuam rei memoriam. procedido por pessoas que detêm conhecimento técnico ou científico (exame). para verificação de fatos ou circunstâncias que interessam à causa.11. para ser admitido deve ser: 1. d. Espécies: (CPC. art 420. Requeridas – o juiz determina a pedido das partes • Quanto ao momento do processo 1. em relação a valores. móveis e semoventes. Praticável – O objeto a ser periciado deve oferecer condições para isso. b) Moacyr Amaral Santos → é a inspeção. parágrafo único). • Quanto à exigência 1. Extrajudiciais. Objeto: O objeto da prova pericial são os fatos que escapam ao conhecimento comum. ou de serviço. 2. Exame → sobre pessoas. art 145).

• Gráficos → são os que se manifestam de outra forma que não seja a escrita. Se a narração é feita pelo autor ou o réu do processo.Privado → é o documento criado por particulares. Já o documento heterógrafo é aquele em que essa coincidência não acontece. Documento é o resultado da obra humana que objetiva a fixação ou a retratação de um acontecimento. c. d. 4. Ex: certidões. 2. Quanto ao meio de formação do documento: nesse sentido. Documento autógrafo ou heterógrafo → Documento autógrafo é aquele em que o autor do fato e o autor do documento coincidem. Quanto ao conteúdo (também conhecido por documentos declarativos). Quanto ao seu autor: Existe a seguinte subdivisão: 1. (art 364. autenticado. Se a narração é feita pela testemunha. art 369). a impressão digital. . o documento pode ser: 1. CPC). documento autenticado é aquele cuja prova da autoria está fora do documento. Documento é uma coisa que permite conhecer outra coisa. Documento assinado (subscrito pelo autor) ou não assinado (não subscrito pelo autor). sem autenticação ou anônimo.120 • • • • • Qualquer documento que sirva para provar o fato. 3. Documento autêntico. 2. Documento público ou privado→ Público é aquele criado por instituições públicas. tem-se o depoimento pessoal. • Documentos narrativos são os documentos resultantes da redução a termo da narração do autor. CPC). Documento direto → é o documento manifestado de forma direta. b. Subdivide-se em: • Escritos → são manifestados no papel por meio de caracteres gráficos. por exemplo. o documento é o resultado da tomada a termo de sua declaração. Documento é a coisa capaz de representar um fato. como. sem passar pelo intelecto do autor (sujeito do fato). sem autenticação faz menção ao autor mas é necessário provar essa autoria e anônimo é o documento do qual não se conhece a autoria. Classificação a. Ex: carta. Quanto ao seu autor Quanto aos meios de formação Quanto ao conteúdo Quanto à finalidade. filme. São narrativos ou constitutivos / dispositivos. O documento autêntico é o que contém nele próprio a prova da autoria (CPC. Documento indireto → é o que passa pelo intelecto do autor do documento. Art 368. criando a coisa que representa o fato. Ex: foto. Documento é a coisa representativa de um fato.

desde que autenticadas por por oficial público ou conferidas em cartórios com os originais. Ex: vistorias prévias. Documentos originais – É o próprio documento representativo do fato. São conhecidos por instrumentos. mas não prova a veracidade de seu conteúdo. Assim. do protocolo. prova que o documento cumpriu as exigências legais para sua produção. E a falsidade pode ser material ou ideológica. sendo-lhe declarada judicialmente falsa“. 4. nenhum outro tipo de prova poderá suprir-lhe a falta (CPC. Diz. Documentos solenes (ou formais) – Devem seguir forma preestabelecida em lei. Fazem. ainda. DOCUMENTOS PÚBLICOS São os documentos que gozam de fé pública quanto a sua elaboração (mas não gozam de fé pública quanto ao seu conteúdo). art 366). Quando à forma: Podem ser: 1. das audiências ou de outro livro do escrivão. Documentos não solenes (ou não formais) – São os documentos para os quais não existe forma rígida para sua produção. fazem a mesma prova que os originais: • As certidões de qualquer peça dos autos. ou seja. • As reproduções dos documentos públicos. Mas não prova o conteúdo do documento. Ex: distrato. Ex: fotos. Pelo art 365 do CPC. Ex: escritura pública para alienação de bens imóveis. ou seja. 3. Ex: Uma certidão de nascimento prova que sua elaboração seguiu todo ritual legal para sua produção. tem presunção de veracidade até prova em contrário. a fé pública atesta a verdade extrínseca do documento. desde que extraídas ou subscritas por ele. ar 387). prova acidentalmente. mesmo quanto aos seus elementos extrínsecos pode haver nulidade do documento quanto a eventuais falsidades dos seus elementos. (CPC. Subdividem-se em: • Documentos pré-constituídos → Documentos criados com o objetivo de fazerem prova futuramente. Quanto à finalidade. A fé pública tem caráter juris tantum. . O documento público pode também ser dito instrumento público. Quando determinado ato exigir instrumento público. acabam por fazer prova de determinado fato. A verdade intrínseca (conteúdo) é de responsabilidade do narrador do fato representado no documento. Ex: Recibo. portanto. Diz o artigo em questão: “cessa a fé do documento público ou particular. o parágrafo único do artigo que a falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou em alterar documento verdadeiro. • Documentos casuais → Embora não criados para servirem de prova. Cópias – são os documentos que correspondem à reprodução dos originais. • Os traslados e certidões extraídos por oficial público de instrumentos ou documentos lançados em suas notas.121 • Documentos constitutivos (ou dispositivos) é o documento resultante da manifestação de vontade do autor. 2. Por exemplo.

do CPC. o documento tem presunção de veracidade quanto à sua existência. sendo subscrito pelas partes tem a mesma eficácia probatória do documento particular (CPC. O art 397. Por ter fé pública o documento público tem validade contra todos. DOCUMENTOS PARTICULARES Se documento público e instrumento são a mesma coisa. Os documentos públicos podem ser: 1. Vícios ou mesmo a nulidade do documento ou do instrumento particular têm que ser provadas por aquele contra quem ele faz prova. ou para contrapô-los aos que forem produzidos nos autos. Força probante do documento público CPC. 3. mas também dos fatos que o escrivão. o documento e o instrumento particular só têm força junto aos envolvidos neles. Força probatória do documento particular → Já o documento particular consiste em simples declaração e por isso apenas prova a sua existência. mas não quanto ao seu conteúdo. que tem força contra todos pela sua fé pública. fazer prova do fato por outro meio. Momento da prova documental São dois os momentos: o momento da propositura e o momento da admissão. o caput do art 368. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. Aquele que usa o documento particular deve. mas não prova o fato nele alegado. o tabelião. juntar aos autos documentos novos. art 396). art 367). Força probatória do instrumento particular → Como o instrumento particular representa uma manifestação de vontade ele só faz prova contra o seu signatário. 2. também. Ainda mais. Documentos Notoriais. Documentos Judiciais. enquanto o parágrafo único do mesmo artigo refere-se a documento particular. art 364: “o documento público faz prova não só de sua formação. Assim. Propositura: o autor deve apresentar os documentos na petição inicial e o réu apresentálos na contestação (CPC. Esta é a regra geral.122 O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das formalidades legais. apresenta uma exceção a essa regra geral:”é lícito às partes . em qualquer tempo. quanto ao particular existe diferença entre documento e instrumento. Para os fatos não ocorridos em tais presenças. diferentemente do documento público. todavia. ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”. Sua nulidade só pode ser declarada por meio de sentença judicial (sentença declaratória). Documentos de repartições públicas . refere-se a instrumento particular. Documentos Administrativos.

desde que com a anuência da parte contrária. b pode ocorrer por sucessão. Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. O menor absolutamente incapaz. c. d. o Estado e o Município. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor.D. N. do CPC. é correto afirmar que. b. b. Extinguir o processo com julgamento do mérito. c. o juiz requisitará das repartições públicas. já que diante da incapacidade do menor ambos precisam figurar no pólo ativo. a. Com relação ao ônus da prova. independentemente de qualquer outro requisito. 2. em regra. Somente será do réu se disser respeito à relação de consumo. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor.D.A. mas precisa que sua capacidade seja integrada. Prova de Novembro 1. As certidões necessárias às provas das alegações das partes. Sempre é do autor. a. Caio propõe uma demanda condenatória em face do Estado para discutir determinado tributo. 3. e. desde que com a anuência da parte contrária. que o juiz não pode tomar ao despachar a inicial. d. N. contra o pai. Os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União. 2. b.123 Pelo art 399. c. necessitando de alimentos. Ocorrendo a alienação de coisa ou bem litigioso no curso de um processo. e. pode ocorrer por substituição. como ele mesmo. em qualquer tempo e jurisdição: 1. Extinguir o processo sem julgamento do mérito. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. tendo em vista sua incapacidade plena. Determinar a emenda da inicial. tanto para a causa como para o processo. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. 4. como parte. a alteração da parte a. Assinale a alternativa correta. Conceder prazo para regularização do vício sanável. nunca pode ocorrer em razão das perpetuações. Indique a atitude incompatível com a sistemática processual. Indeferir a inicial.A. . ou as respectivas entidades da administração indireta. já que o menor não tem capacidade plena. e. pode ocorrer a qualquer tempo. contra o pai. Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. a. d. ou seja.

b. Todas estão corretas. perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Mirandópolis. b. Os afirmados por uma parte e confessados pela contrária. c. nos casos e formas legais. também chamado de princípio da inércia da jurisdição. . Legitimidade das partes. Prescrição. 9. 7. em sua contestação. 2ª Vara Cível que está preventa por força da continência. Propor ação preparatória incidental. pois a determinação da citação ocorreu em primeiro lugar nela.124 c. c. e. d. pois a citação naquele processo ocorreu em primeiro lugar. Caio. Todas as respostas estão erradas. c. Cada um tem de provar o fato constitutivo do seu direito. O despacho ordenando a citação de Tício foi proferido em 22/05/2005. e os notórios. sendo Tício citado em 10/06/2002. c. deverão ser reunidas para julgamento conjunto perante a: a. Propor reconvenção. Depende do que for determinado pelo juiz. dependendo de qual juiz acolha a alegação de conexão em primeiro lugar. conferida por instrumento público ou particular assinada pela parte. que está preventa. Alegados pelo autor em sua peça vestibular e os notórios. d. Transigir ou dar quitação. Havendo conexão entre as duas ações. 1ª Vara Cível. Interpor recurso extraordinário e o recurso especial. que está preventa. d. em 20/05/2002 ajuizou ação de rescisão de contrato contra Tício. 5. b. No tocante a Tício. e. Não dependem de prova os fatos: a. d. sendo Caio citado em 08/06/2002. Requerer abertura de inventário. N. significa que: a. 1ª Vara Cível. Todas as respostas estão corretas. A procuração geral para o foro. que está preventa.A ação de Tício fora ajuizado em 18/05/2005 e a determinação da citação havia ocorrido em 25/05/2002. 8. e os notórios.D. São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a. este havia ajuizado perante a 1ª Vara Cível da referida Comarca ação para compelir Caio a cumprir o mesmo contrato. 6.A. e. Incompetência absoluta. O princípio dispositivo. b. 2ª Vara Cível. d. pois a ação foi para ela distribuída em primeiro lugar. habilita o advogado a praticar todos os atos. Alegados pelo réu. exceto para: a. 1ª ou 2ª Vara Cível. nenhum juiz prestará tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. e.

o juiz conhecerá de ofício. b. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. causa de pedir e pedido são os elementos identificadores da demanda. sendo que o que as diferencia é o momento. A ausência de contestação leva invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. autônomo e independente em relação ao direito material invocado. Apenas I é correta. d. II Capacidade postulatória é aquela referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si o bem da vida. de ofício ou a requerimento da parte. ou seja. litispendência e prescrição. cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Diante das afirmações: I Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras prédefinidas nas regras processuais. III. das questões de ordem pública. determinar as provas necessárias à instrução do processo. a única que não se inclui entre as matérias que o juiz pode apreciar de ofício. II.125 b. Inépcia da petição inicial e perempção. 10. . e. Conexão e incapacidade da parte. nos casos e formas legais. c. enquanto não proferida a sentença de mérito. Todas são incorretas. antes e depois de proposta demanda. caberá ao juiz. Partes. Apenas II é correta. Todas são incorretas. III Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. d. c. Incompetência absoluta. 13. respectivamente. Pode-se dizer que: a. Assinale a alternativa correta: I. d. sendo que para o seu exercício regular faz-se mister a observância de determinadas condições. c. Inexistência ou nulidade de citação. Apenas II e III estão corretas. abstrato. segundo o mesmo código: a. 12. Em relação à ação e aos seus elementos: I O direito de ação é um direito subjetivo. a qualquer tempo e grau de jurisdição. b. b. Assinale. 11. Apenas I e II estão corretas. c. d. Apenas III é correta. Apenas I e III estão corretas. Dispõe o CPC que nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. Litispendência e coisa julgada. a. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. entre as três opções abaixo. Compromisso arbitral e confusão entre autor e réu.

b. assim. c. o juiz ordenará a reunião das ações propostas em separado. Há apenas três proposições corretas. que não poderá renovar a ação contra o mesmo réu e com o mesmo pedido. e. Se o réu comparecer e alegar apenas a inexistência ou a invalidade da citação. caso a decisão não seja acolhida. a fim de que o sejam decididas na mesma sentença. absoluta ou relativa. IV Ocorre o fenômeno processual da perempção quando o autor dá causa à extinção do processo sem julgamento do mérito por três vezes. A respeito da resposta do réu assinale a opção correta. evitando-se. sem a adoção da providência. assim. Em obediência ao princípio da concentração das defesas. ficando-lhe ressalvada a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. não seja alegada como preliminar na contestação. que ordenará o prosseguimento do processo. a. não tem relevância a posição jurídica – ativa ou passiva – em que encontram as partes nos feitos em exame. o processo retomará seu curso. III IV a. III Feita a citação. o autor não poderá desistir da ação sem o consentimento do réu. hipótese e. ainda que já iniciada a audiências de instrução e julgamento. Há apenas duas proposições verdadeiras. d. Todas as são falsas. decisões conflitantes. exceto aquelas que devam ser 15 . d. findo o qual. Todas as hipóteses são verdadeiras. Todas as proposições são falsas. no exame da identidade entre ações. b. Todas as proposições são corretas. e. Ocorrendo a conexão de ações. litispendência e coisa julgada. No processo civil. o juiz conferirá um prazo de vinte dias para que a parte constitua novo procurador.126 II O direito brasileiro adota a teoria das três identidades. ocorre a chamada prorrogação da competência. a suspensão do processo por convenção das partes não poderá exceder um ano. b. Há apenas uma proposição correta. A fundamentação jurídica integra o conceito de causa de pedir. o escrivão fará os autos conclusos ao juiz. à revelia do réu. 14 Quanto à suspensão e extinção do processo: I. c. o réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa. o pedido e a causa de pedir como elementos identificadores da ação. desde que o réu tenha requerido. O exame da identidade entre ações tem importância curial para o julgador apreciar a verificação de perempção. II Configura hipótese de suspensão do processo a morte do advogado do réu. Há Apenas uma proposição verdadeira. a. será concedido novo prazo para o réu deduzir o restante da defesa. no caso. considerando as partes. Caso a incompetência do juiz. c. d. findo o prazo. Há apenas três proposições verdadeiras. Há apenas duas proposições corretas.

incompetência relativa. extinguirá o processo com apreciação do mérito. o juiz. d. incompetência absoluta . continência e incompetência relativa. d. o advogado e outros que assistam ou tenham assistidos as partes. nomeando árbitro para dirimir o litígio. o que intervém em nome de uma parte. ainda que somente possa ser acolhida se outra for rejeitada. o representante legal de pessoa jurídica. independentemente de autorização legal. c. Por exceção deve-se argüir a: a. 17 18 19 20 . b. autorizado por lei. e. não for digno de fé. quando este demandar em nome de outrem. o que. incompetência absoluta e incompetência relativa. terceiro pleiteia em nome próprio e em nome alheio direitos que são comuns. o que tiver interesse no litígio. reconvir ao autor. b. c. d. sem apreciação do mérito. d O prazo para contestar a reconvenção é de 15 dias. e. o advogado representa a parte no processo. suspeição e impedimento do juiz. Pode o réu. de oficio. a parte não necessitar de advogado para pleitear em juízo. d. c. como o tutor na causa do menor. poderá extinguir o processo. suspeição e impedimento do juiz. É correto afirmar que o CPC trata como impedido de depor: a o menor de dezesseis anos. prejudicando credores. b o cego e o surdo. c. transformará o processo judicial em arbitragem. e Só se admite a reconvenção se houver conexão entre esta e o fundamento da defesa no processo principal. Há substituição processual quando: a. se alegada pelo réu. O procedimento da reconvenção não será obstado pela desistência da ação ou a existência de qualquer causa que a extinga. c conexão. em seu próprio nome. coisa julgada e litispendência. e. suspenderá o processo até que o árbitro apresente o seu laudo. quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. A reconvenção será julgada na mesma sentença da ação. poderá extinguir o processo sem apreciação do mérito. b. e. o juiz: a. autorizado por lei. terceiro pleiteia em nome alheio os direitos que este não postular. Existindo convenção de arbitragem. b. 16 Assinale a alternativa incorreta a respeito do tratamento dado pelo CPC para a reconvenção. por seus costumes.127 veiculadas por meio de exceção. terceiro pleiteia em nome próprio direito alheio. a.

A audiência de instrução e julgamento não é a única a ocorrer durante o processo.algumas definições de “audiência de instrução e julgamento” foram apresentadas.128 Gabarito 01 02 03 04 05 08 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 4 º ANO – Prof. (Nessa fase ocorre o interrogatório das testemunhas e o depoimento pessoal das partes.. por exemplo:  A prevista no art 804. como também para se produzirem as provas orais.. Rosana Aula de 12. Outras audiências . do CPC: “. quando estas forem deferidas).. Ovídio Batista: A audiência de Instrução e Julgamento é a parte mais importante de todo o processo civil..” A B B C D E C A A A D E D D D C E E B D . 2.2008 AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 1. após justificativa prévia. Entre elas: Humberto Theodoro Jr: A audiência de instrução e julgamento consiste no ato processual solene realizado na sede do Juízo e que se presta para o juiz colher as provas orais e ouvir pessoalmente as partes e os procuradores. Definições . Outras podem acontecer. destinada não só para o contato do juiz com as partes e seus procuradores. como.02.

2. do CPC: “. 4. o parágrafo único do artigo determina que nas causas relativas à família. haverá intimação das partes. A audiência é solene. nessa intimação. estas serão intimadas pessoalmente e alertadas. 5. como regra (CPC... o juiz marcará o seu prosseguimento para o dia próximo.. Atos preparatórios. art 445: “O juiz exerce o poder de polícia. art 455: “a audiência é una e contínua”. Todavia. Atos preparatórios: 1) Designação da data e da hora para a realização da audiência de instrução e julgamento. (CPC. Momento da designação da audiência de instrução e julgamento A audiência em questão é designada pelo juiz no despacho saneador (CPC.. Essa audiência é pública. art 447). art 331. designando audiência de instrução e julgamento. (Art 446. (CPC. 1.) 5..”. 2.. art 444: “A audiência será pública. há um ritual para garantir a segurança dos direitos das partes. Atos da audiência A audiência se desenvolve por meio de quatro tipos de atos: 1. art.. Na audiência. o juiz designará audiência preliminar a realizarse no prazo de . Características da audiência de instrução e julgamento. “ 3. se necessário”). Não sendo possível concluí-la num só dia. Atos de tentativa de conciliação das partes. Se for solicitada pelas partes e o juiz deferir o pedido quanto a provas testemunhais.dirigir os trabalhos da audiência”). Atos de instrução 4... que haverá presunção de veracidade do que for alegado pela outra parte. (CPC. citando-se o réu para a audiência. Atos de julgamento. A audiência é una e contínua. 2) Apresentação do rol de testemunhas.. 4. Existem formalidades processuais a serem cumpridas.  A prevista no art 331. podendo haver conciliação. § 2º in fine: “.”). ou. Se não houver necessidade de depoimento das partes. o rol das testemunhas deve ser apresentado dentro do prazo previsto no art 407..129  A prevista no art 928. 343 e seus parágrafos). nos casos de que trata o art 155. o juiz exerce o poder de polícia. comparecendo se recusar a depor. in fine. determinará que o autor justifique previamente o alegado. 3. 3) Tendo sido deferido o depoimento pessoal das partes (de ofício ou a requerimento das partes). do CPC: “. Compete ao juiz a direção dos trabalhos da audiência. 3. I: “Compete ao juiz em especial: I . quando uma das partes não comparecer à audiência. do CPC: o prazo judicial definido pelo juiz ou o prazo legal de 10 dias antes da audiência. realizar-se-á a portas fechadas”). estas somente serão intimadas se a questão versar sobre direito patrimonial de caráter privado (CPC.. .

O § 1º do artigo trata da situação em que existe litisconsorte ou terceiros. Nesse caso. art 435). pelo prazo de 20 minutos cada. mandará o juiz intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação. O termo de conciliação assinado pelas partes e homologado pelo juiz terá valor de sentença (sentença homologatória) – CPC. 7) Antecipação da audiência em relação à data fixada no despacho saneador. o juiz dará a palavra ao advogado do autor. I). o opoente falará em primeiro lugar. art 452 – A audiência prossegue com os seguintes passos: 1. art 450). § 2º. No dia e hora designados. as testemunhas ou os advogados (453. Atos de tentativa de conciliação Quando pode acontecer essa tentativa. de oficio ou a requerimento da parte. Art 454: Terminada a instrução. 5) Abertura da audiência de instrução e julgamento (CPC. II). art 452. Atos de Instrução CPC. justificadamente as partes. art 448). Depois. 2. as arroladas pelo autor e as arroladas pelo réu. Perito e assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimento requeridos pelas partes (CPC. Nesse caso. se não puderam comparecer.130 4) Se houve trabalho de perito e qualquer das partes desejar esclarecimentos sobre o laudo. Ela poderá ser adiada nas condições previstas no CPC. formulando desde logo as perguntas sob forma de quesitos. mandando apregoar as partes e os seus advogados. deve requerer ao juiz que este mande intimar o perito e assistente técnico. 6) Adiamento da audiência. ao advogado do réu e ao representante do Ministério Público. sucessivamente e pelo tempo de 20 minutos para cada um deles. o juiz mandará reduzi-la a termo (CPC. III). o perito. a critério do juiz. prorrogáveis por 10 minutos. dentro da audiência de instrução e julgamento? Após o pregão e antes da instrução o juiz tentará a conciliação das partes. ao invés de . art 449. do CPC. desde que a causa verse sobre direito patrimonial privado (disponível). seguindo-lhes os opostos. art 452. I). o juiz declarará aberta a audiência. nessa ordem (CPC. 3. II). Atos de Julgamento CPC. O §3º abre a possibilidade de o debate. 452. Essa possibilidade está prevista no art 242. se eles não decidiram outra forma. Nesse caso. o prazo total (tempo normal mais prorrogação) será dividido por todos os do grupo. Depois as testemunhas serão inquiridas pelo juiz. segue-se o previsto no caput. (CPC. O juiz tomará o depoimento pessoal do autor em primeiro lugar e depois do réu (CPC. Situações em que pode ocorrer o adiamento: por convenção das partes (apenas uma vez – 453. Observação: Pregão é o anúncio de viva voz feito pelo porteiro do fórum ou pelo oficial de justiça designado. O §2º trata do caso em que haja opoente. art 453 e seus parágrafos. Em ocorrendo a conciliação. convocando as partes e seus advogados a participar da audiência.

O art 456. Fundamento ou motivação – (CPC. a suma do pedido e da resposta e registrará. se fazer por meio de memoriais. por extenso. são requisitos essências da sentença. determina que no prazo de 10 dias do encerramento do debate ou da entrega dos memorais. a definição de alguns autores:  Pontes de Miranda → A sentença é emitida como prestação do Estado pela sua obrigação na relação processual. o ato final no primeiro grau de jurisdição. resolvendo ou não o mesmo. O relatório é peça de grande valia e de fundamental importância. II). art 458): Esses três apresentados no artigo referido são: o relatório. todos os atos importantes do processo. o juiz profira sua sentença. quando for o caso.131 ser oral. as principais ocorrências do processo. o escrivão lavrará. (CPC. Sentença Definições A seguir. do CPC. quando as partes solicitam a tutela jurisdicional. Segundo Abelha Rodrigues → O relatório identifica as partes. O relatório (Art 458.  Nelson Nery Jr → A sentença é o pronunciamento do juiz que contém algumas circunstâncias dos artigos 267 e 269 e que ao mesmo tempo extingue o processo ou o procedimento do 1º grau de jurisdição. possibilitando saber que o juiz conhece o processo. Tem mais a clareza e a precisão. também.  Abelha Rodrigues → A sentença é o ato culminante do processo. 15. art 458. . Segundo Humberto Theodoro Jr. Então. o relatório é o resumo de todo o processo. os despachos e a sentença. → O relatório é o resumo de todo o processo e o intróito da sentença. Requisitos São cinco os requisitos. termo com o resumo do ocorrido na audiência e. o relatório é o resumo do processo que garante que o juiz leu o processo em seus termos essenciais.02. Para Moacyr A Santos. Assim. sob ditado do juiz. bem como identifica a área das controvérsias e as questões a serem resolvidas. Para Pontes de Miranda.2008 Prova continuada. primeira questão: Citar três características da audiência de instrução e julgamento e comentá-las. apresentados no prazo fixado pelo juiz. os fundamentos (ou motivação) e o dispositivo. o relatório é condição de validade da sentença. sendo que os três primeiros são requisitos estruturais. Sua falta torna nula a decisão. Por meio dele o juiz delimita o campo do pedido. Para Vicente Grecco Filho. o relatório é a síntese do processo. 2.  Vicente Grecco Filho → A sentença é o ato terminativo que decide ou não a lide. 6. Mas isso ocorrerá apenas quando o caso apresentar questões complexas. I): que conterá o nome das partes. Prolatada a sentença. 1.

contendo a decisão da causa. III). pois o jurisdicionado tem o direito de saber os motivos que levaram o juiz a aceitar ou rejeitar seu pedido. Por exemplo. Para Vicente Grecco Filho. ela é dita intra (ou citra) petita. Precisão → A sentença deve referir-se ao pedido e limitar-se por ele. Quando ela decide fora dos limites do pedido ela é dita extra petita. Não se pode dar mais do que o que foi pedido nem se pode dar menos do que o que não foi pedido. o juiz aceita ou rejeita o pedido do autor.2008 5. Para Humberto Theodoro Junior . O juiz não pode decidir extra petita nem ultra petita.000. Para Ovídio Batista. Luiz Rodrigues Wambier diz que na fundamentação exporá o magistrado as razões de seu convencimento. dispositivo é a parte da sentença na qual o juiz afirma se acolhe ou rejeita o pedido do autor. Ela diz-se precisa quando respeita os limites impostos pelo pedido.00 mais a moto.00 mais a moto. 19.000. não suscetível de interpretações ambíguas ou equivocadas. no mesmo pedido. Observação: A falta de precisão ou clareza enseja às partes a possibilidade de embargos. Para Afonso Braga. a expor as questões de direito. Dispositivo (CPC. fundamentação é a exposição dos fundamentos de seu convencimento. portanto. Clareza → A sentença deve ser inteligível. isto é.Dispositivo é o fecho da sentença. se o pedido é R$ 10. art 458. O Juiz não se limitará.132 Para Abelha Rodrigues. dispositivo é a conclusão.00 mais uma moto e ele dá R$ 8. teríamos uma sentença ultra petita. fundamentação é a base do convencimento do juiz por esta ou aquela decisão. Em resumo. Sentença de mérito (ou sentença definitiva) . se ele tivesse dado R$ 15. Tipos de sentença: São dois os tipos principais de sentença: a. Em termos de precisão. aplicando a lei ao caso concreto. a inexistência do dispositivo resulta em mais que a nulidade da decisão. a sentença pode ser: precisa ou imprecisa. ele deverá saber o que convenceu o juiz quanto á decisão dele. deixando de haver sentença. Caso contrário ela é dita imprecisa. pois sentença sem dispositivo é ato inexistente.02. Sentença terminativa. a aplicação da lei hipotética ao caso concreto apresentado pelo autor. Todavia. a fundamentação faz parte do devido processo legal. mas as analisará para mostrar os fundamentos de sua decisão. 4. o tópico final de que. portanto. (ou sentença processual) b. É. Em resumo. Apresenta toda a linha lógica seguida por ele. 3. de forma clara e de molde a que tantos quantos a lerem tendam a chegar à mesma conclusão que ele chegou. Se o juiz julga menos que o pedido a sentença é dita intra petita ou citra petita.000.

Coisa julgada O que é coisa julgada? A resposta é encontrada no art 467. É. II. IV quem julga o mérito é a própria lei e nos demais casos (269. V) o mérito é julgado pelas partes do processo. As sentenças com base no art 269 são chamadas sentenças definitivas ou sentenças de mérito. o que não faz coisa julgada? A resposta está no art 469. isto é. do CPP. As sentenças definitivas também acabam com o processo e com a lide. como partes da sentença. Mas. portanto a imutabilidade e a indiscutibilidade da sentença ou é a eficácia da sentença tornada imutável e indiscutível. Esta sentença é sujeita à apreciação dentro do próprio processo. mas não termina a lide. é o ato do juiz que extingue o processo sem a resolução do mérito (art 267) ou com a resolução do mérito (art 269). II e III: os motivos. Alguns exemplos e questões. Nas sentenças terminativas não pode haver apreciação do mérito. O juiz faz uma valoração do pedido. do CPC: coisa julgada material é a eficácia que torna a sentença imutável e indiscutível e não mais sujeita a recursos ordinário e extraordinário. No julgamento do mérito previsto no art 269. Coisa julgada é a sentença que transita em julgado. ou seja. a verdade dos fatos e a ação incidental ao processo (salvo se pedida pela parte que ela seja considerada coisa julgada). assim. Por que nas sentenças terminativas ele não julga o mérito? Porque o processo apresenta alguma falha. sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos art 267 e 269 do mesmo CPP. A sentença faz coisa julgada porque o Estado só fornece tutela uma vez para o mesmo assunto.133 De acordo com o art 162. algum vício insanável. quando é que a sentença se torna eficaz? Quando não cabem mais quaisquer recursos a ela. ou seja. a. fundamentação de uma sentença com o dispositivo de outra sentença. I é o próprio juiz que julga o mérito. porque ela põe fim ao processo. . O juiz concede a exoneração pedida. imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. Mérito é a razoabilidade do pedido. Relaciona. não devendo o segundo contrariar o primeiro deles. Numa ação de alimentos o juiz defere o pedido do autor sob a condição de que o réu é o pai do autor. E indiscutibilidade que significa que a fundamentação não pode contrariar dispositivo de outra sentença anterior transitada em julgado. a sentença não faz coisa julgada para o relatório e para a fundamentação. Então. só o dispositivo faz coisa julgada. Tempos depois o réu pede exoneração de sua obrigação de prestar alimentos sob a alegação de não ser o pai. os dispositivos de duas sentenças. ou seja. Por imutabilidade deve entender-se que ninguém pode modificá-la. III. I. têm-se as seguintes particularidades: No caso do 269. o Estado só julga uma vez a mesma coisa. no caso no 269. Na sentença. portanto. As sentenças com base no art 267 são chamadas sentenças terminativas ou sentenças processuais. 7. Relaciona.

O juiz extingue o processo. Ainda assim. a decisão dela só vale para o processo em questão. I do CPC. sujeita. A foi considerado. d. portanto. do CPC). Como coisa julgada vale para situações fora do processo. com soluções diferentes. Quais são os limites objetivos da coisa julgada? É o dispositivo que estabelece a extensão da coisa julgada. A coisa julgada apenas formal (sentença terminativa) permite ao autor entrar novamente com a ação (art 268. com base no art 471. c. ou seja. → O dispositivo tem efeito apenas dentro do processo no qual foi deferido (Art. inocente. no acidente. Correu a primeira ação. B propõe ação em face de A. sem julgamento do mérito). Coisa julgada material. a sentença anterior não faz coisa julgada. Como o dispositivo é mais forte que a fundamentação. a cláusula rebus sic stantibus. Para julgar a nova ação o juiz terá que julgar a culpa de A. de tal sorte que o da segunda sentença não pode ofender o da primeira. como não tendo culpa no acidente. portanto uma relação dos dispositivos de duas sentenças. que em se tratando de relação jurídica continuativa. sem julgamento do mérito. a fundamentação de uma sentença não pode discutir o dispositivo de outra. a sentença diz que ele não é pai. defende que se tratam de duas ações diferentes. A questão incidental (prejudicial) deve ser julgada antes. para pagamento de indenização. para as suas condições específicas. Nessas condições. É possível ampliarem-se os limites objetivos da coisa julgada? Sim. Na segunda ação. se houver ação incidental no processo e sobre ela seja pedida a consideração de coisa julgada. do CPC). 267. Coisa julgada formal. f. O fato de ter-se relação jurídica continuativa. nenhum juiz pode discutir na fundamentação o dispositivo de coisa julgada em sentença de outra ação.134 A nova sentença ofendeu a decisão anterior que era imutável e indiscutível por ser coisa julgada? Sobre a questão existem dois tipos de análise. se não for pedida para seja considerada coisa julgada. a seguida pela professora. nula. Essa extensão corresponde em estender-se à fundamentação a cobertura do dispositivo quanto à coisa julgada. Uma corrente admite. (art 5º. A base desse entendimento é tratar a questão de relação jurídica continuativa. porque haverá violação de coisa julgada. Por isso não há ofensa à sentença anterior. com o juiz concedendo alimentos sob a condição de paternidade.. Apenas. porque ele faz coisa julgada e ela não. portanto. e. b. cada sentença tem validade para o seu tempo. em sentença. negatória de paternidade. que é indiscutível. Tipos de coisa julgada – São dois os tipos: a. A segunda sentença é. b. 325 e 470. a segunda sentença viola a primeira decisão? Pelo fato de a sentença transitada em julgado ser imutável e indiscutível. Estabelece. Uma outra corrente. A e B se envolvem em acidente de trânsito. → O dispositivo da sentença tem efeito dentro e fora do processo. . Já a indiscutibilidade estabelece relação entre o dispositivo e fundamentação. Qual a diferença entre indiscutibilidade e imutabilidade da coisa julgada? A imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada.

estabelece o prazo de dois anos. do CPC. Terceiros absolutamente indiferentes à coisa julgada. Passam longe da coisa julgada. b. é substituído. o sublocatário poderia ter entrado na ação de despejo como assistente do locatário. Esta outra pessoa é declarada insolvente. Não pode haver nova ação sobre o mesmo assunto. Aliás.2008 8. é credor de uma outra pessoa. Terceiros com interesse de fato na coisa julgada. particularmente. 04. para proposição de ação rescisória de coisa julgada. Neste caso existem duas relações jurídicas. O terceiro cujas relações jurídicas sofrem as conseqüências da sentença transitada em julgado. Sem que a relação jurídica daquele credor com seu devedor se altere ele. Teoria geral dos recursos Conceito: recurso é o meio voluntário e idôneo para impugnação de atos jurídicos que impliquem em decisões judiciais. Neste caso há apenas uma relação jurídica.02. na relação jurídica. As conseqüências vão recair no sublocatário. c. não sendo por ela atingidos. As relações jurídicas desse terceiro não sofrem qualquer conseqüência da coisa julga. de fato. Ex: O caso de três co-proprietários de um imóvel cuja propriedade está sendo disputada por meio de ação possessória. O art 495. Ex: Contrato de locação e sublocação. mas apenas a sentença de mérito ou definitiva faz coisa julgada material (CPC. O locador propõe e vence ação de despejo contra o locatário. pessoas alheias a ele. que acontece no mesmo processo onde está o ato judicial em questão. art 269). Terceiros que são atingidos pela coisa julgada em suas relações de fato. Alguém. O terceiro que é atingido diretamente pela coisa julgada.135 Toda e qualquer sentença faz coisa julgada formal. Ex. Pessoas que nada têm a ver com o processo. uma envolvendo o locatário e o locador e outra envolvendo o locatário e o sublocatário. anulá-lo ou invalidá-lo. 2. terá dificuldades para cobrar o valor de seu crédito. porque os outros dois estão viajando. ou integrá-lo (ou . O terceiro atingido pela coisa. O resultado da ação. Estes terceiros são de duas categorias: 1.03. sendo que esta segunda é dependente da primeira. com o intuito de reformá-lo.2008 Limites subjetivos da coisa julgada (Terceiros e a coisa julgada) Existem três tipos de sujeitos que podem ser abrangidos pela coisa julgada: a. 26. Nessa ação apenas um dos co-proprietários atua como autor. Terceiros juridicamente interessados na coisa julgada. a partir do trânsito em julgado da decisão. declarando que o autor não é dono faz com que os outros dois percam também a sua co-propriedade. O terceiro sofre influência nas suas relações jurídicas em razão da sentença transitada em julgado.

III e IV e que respeitem a lei civil. admitida apenas na Justiça Federal. Aplica-se no caso de sentença material transitada em julgado que tenha violado pressupostos processuais ou condições da ação. Mandado de segurança → Lei 1533/51. relativamente a uma decisão judicial:  Invalidá-lo (ou anulá-lo) → significa desconstituir o ato jurídico. Por exemplo. 4. no caso de prisão por dívida de alimentos ou de depositário infiel. contados do trânsito em julgado. ou não concedê-la. Ela só cabe. representa muito mais um ônus em face da conseqüência que produz à parte por deixar de exercer a possibilidade de o adotar. todos os atos que lhe seguem e dele tiveram dependência. A rigor. se um ato impede a parte de produzir determinada prova cuja produção fora solicitada. Ou no caso de ameaça de prisão. Objetivo dos recursos: São três os objetivos dos recursos. art 485). Infringir esse direito torna o ajuste anulável. 3. O direito a ela é imprescritível. O resultado da ação autônoma de impugnação deve ou conceder a impugnação. Abrindo parênteses. uma vez que após o trânsito em julgado não cabe qualquer espécie de recurso. portanto. O instrumento estadual que lhe corresponde é o agravo de instrumento. O prazo para interposição dessa ação é indeterminado. 5. Visa proteger direito líquido e certo. pois quando ocorrer sentença processual ou terminativa. Fechando parênteses para continuar com a Teoria Geral dos Recursos. São seis as modalidades das sentenças autônomas de impugnação: 1. Se obtiver êxito cabe nova sentença. Ação anulatória → (CPC. existe a possibilidade de se propor novamente a ação julgada (CPC. O prazo para entrar com a ação rescisória é de 2 (dois) anos. art 486). . Todavia os atos que dele não dependeram serão mantidos. II. outra é a finalidade das ações autônomas de impugnação: rescindir a sentença anterior para que a lide receba nova sentença. O prazo para essa ação é de 10 (dez) anos. também. Ainda mais. Correição parcial → Não é cabível na justiça estadual. previstos no art 269. Ação similar às duas primeiras e corresponde a uma criação doutrinária. E a diferença entre essas ações autônomas de impugnação e os recursos consiste no fato de que estes acontecem dentro do mesmo processo onde é tratada a lide e as ações mencionadas constituem uma relação jurídica processual nova. anular-seão. Será admitida quando um ato processual provoca inversão tumultuária dos atos de um processo. 6. sendo. que não constituem recursos. cabe agravo que será julgado após a sentença. Habeas Corpus → ação que visa assegurar o direito de ir e vir. Ação rescisória → Visa desconstituir uma sentença de mérito transitada em julgado. Querela Nullitatis (Ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis). Anulado um ato judicial.136 esclarecê-lo). todavia. vamos tratar das ações autônomas de impugnação. com relação a sentenças de mérito ou sentenças definitivas. 2. Trata-se de uma ação que visa anular a sentença homologatória exarada pelo juiz em decorrência de ajustes de iniciativa das partes.

 Princípio da Fungibilidade Recursal – Este princípio só será aplicado quando. ainda assim ocorre a substituição. substituir o julgamento anterior por um novo (via apelação). Todavia. Já sobre o juízo de mérito a decisão será de recurso provido ou recurso improvido. Sentença b.  O Princípio da taxatividade ou Princípio da Tipicidade. define as três espécies de atos do juiz: a. Despachos Destes. Eles são sempre feitos nessa ordem. Daí a aplicação de dois princípios de Direito. Em tal caso. Ocorrência de erro grosseiro. Assim quando a sentença (ou outro ato jurídico) for obscura. Por exemplo. Há dúvida entre decisão interlocutória ou sentença quanto à decisão do juiz. ocorrerem 3 circunstâncias: a.137  Integrá-lo ou (esclarecê-lo) → significa clarear o ato jurídico obscuro. c. ocasião em que. Mesmo que o tribunal confirme uma decisão do primeiro grau. Sobre o juízo de admissibilidade a decisão será vazada em recurso conhecido (recurso aceito) ou recurso não conhecido (recurso não aceito). recursos são cabíveis em se tratando de sentença e decisão interlocutória. mas no prazo de 10 dias. Mas o cabimento tem que sempre estar contido em lei. pode entrar qualquer uma das duas peças. pode acontecer que um ato jurídico se revista da forma de despacho. . (sempre previsto em lei). cabe recurso. A existência de dúvida objetiva.. Quando os prazos sobre os tipos de recursos que suscitaram a dúvida forem diferentes. Decisões interlocutórias c. do CPC.  Reformá-lo → Reformar um ato jurídico é fazê-lo de novo. Atos sujeitos a recursos O art 162. omisso.Portanto dos despachos não cabem recursos (CPC. omissa ou contraditória admite-se o recurso para integrá-la. porque a sentença será substituída pelo acórdão (decisão de colegiado). aplica-se qualquer dos dois recursos. mas tenha conteúdo de decisão. mas dentro do menor prazo. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal Sobre a admissibilidade de recursos existem dois tipos de juízos que se devem efetuar: um juízo de admissibilidade e um juízo de mérito. art 504). Como regra. Como os prazos destes dois instrumentos são diferentes 10 e 15 dias. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal (quatro pressupostos) 1º Pressuposto: Cabimento: (art 496. apenas o despacho não é um ato de decisão. Um exemplo: Da petição inicial proposta por A e B (autores) o juiz exclui B. ante uma decisão. O despacho não contém conteúdo de decisão. b. CPC ou em leis extravagantes). por segurança. como o são a sentença e decisão interlocutória.

Ver os art 501. 522. Os art. 108. o recurso não será conhecido e o mérito do recurso nem será visto pelo juízo ad quem. 4º Pressuposto: Inexistência de fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. do CPC trata do início da contagem do prazo. apenas uma das partes perdeu em relação à lide e é a que pode recorrer. O art 506. Além da parte vencida e do MP também podem recorrer terceiros que tinham interesse jurídico na lide. Por que é que se pode recorrer? Pela perda na sentença. 2º pressuposto → Interesse recursal. Alguns requisitos devem ser atendidos para possibilitar o recurso: 1) Apresentar os motivos. A não atingiu seu intento. incluindo-se entre estes terceiros os atingidos pelo reflexo da sentença transitada em julgado e os atingidos pela própria coisa julgada. se a sentença decidisse que B nada devia ao A. Se total. desde antes do recurso até seu julgamento final. 525 e 541 do CPC. a parte vencida é quem tem legitimidade para recorrer de uma decisão judicial (como regra geral). O juiz sentencia que B deve pagar ao A R$ 5mil.2008 Pressupostos Subjetivos de Admissibilidade Recursal 1º pressuposto → perda. Quem pode recorrer? Conforme prevê o art 499 do CPC. Este requisito está relacionado com o pagamento das custas devidas. Se a parte que pode recorrer perderá o seu interesse para tanto. A perda pode ser total ou parcial. a sucumbência. Se a sentença condenasse B a pagar os R$ 10 mil.502 e 503. B também não consegui seu intento que era nada ter que pagar ao A. tanto A como B podem recorrer. portanto as duas partes podem recorrer da decisão. 536 e 544. deixa. todos do CPC. pois a sua interposição fora do prazo previsto invalida a sua admissibilidade. Princípios fundamentais dos recursos (6) . anulação ou integração. Exemplos estão nos art 514. Logo. como parte ou como fiscal da aplicação da lei. Todo recurso deve ser tempestivo. 3º Pressuposto: Regularidade formal. que era receber R$ 10 mil de B. fornecem exemplos de prazos.138 2º Pressuposto: Tempestividade. Se não houver interesse recursal. Exemplo: A entra com ação cobrando R$ 10 mil de B. Mas. do CPC. Após o recurso.03. as duas partes têm perda. os fundamentos da impugnação. só o B perderia e só ele poderia recorrer. Antes da interposição do recurso temse fato impeditivo. 2) Pedir o que se pretende com o recuso: reforma. portanto de existir o interesse recursal. 07. 524. O não pagamento torna o recurso deserto. pode também recorrer o MP. 3) Preparo. tem-se o fato extintivo. só este perderia e só ele poderia recorrer. Se a perda é parcial. Além dela. como previsto pela Lei 11. Por isso o recorrente deve ter interesse em recorrer.608/73.

Se uma situação particular resultar em dúvida sobre o tipo de recurso a propor e em sendo possível a escolha de dois recursos. 5º Princípio do Dispositivo. pode-se ficar com qualquer um deles. A ação que se iniciou com a distribuição (ou despacho onde houver uma só vara) e se completou com a citação do réu. Todavia pode ocorrer que. 2º Principio da taxatividade. Por este princípio. Ora. a lide continua até o julgamento do recurso. ainda que se entre com o que tenha prazo maior. 11. . só cabe um recurso por vez. a parte que perdeu pela sentença recorre dela se quiser. Significa este princípio que uma mesma matéria deve ser decidida duas vezes. o recorrente nunca terá sua situação piorada em relação à decisão recorrida. 6º Princípio da proibição da reformatio in pejus Por este princípio.208 Efeitos dos recursos (8 efeitos) 1º) Extensão da litispendência. As normas que tipificam os recursos não podem ser interpretadas extensivamente ou analogicamente. ou seja. Decorre esse principio da preocupação da possibilidade de abuso do poder pelos magistrados. um recurso pode ser substituído por outros em certas condições. Quando a sucumbência for dupla (das duas partes) os limites para o grau recorrido voltam aos limites do pedido da petição inicial.139 1º Princípio do duplo grau de jurisdição ou Princípio da pluralidade dos graus de jurisdição. Como a sentença é passível de recurso. 2º) Impedimento de preclusão. tem a lide instaurada finalizada com a sentença de mérito. em sendo os prazos de interposição de tais recursos diferente. conforme o tipo de recurso. conforme o caso. os recursos serão sucessivos. Não existe para a parte vencida obrigatoriedade em recorrer. Para cada decisão existe um e um só tipo de recurso cabível. Por exemplo. 3º Princípio da Singularidade. Ou ela se mantém como está ou ela melhora. É uma garantia da boa justiça. de modo que. Todavia. O processo nasce para morrer. pode ser interposto um “embargo de declaração” e depois do julgamento deste pode caber um outro tipo de recurso. o limite para um juiz decidir é estabelecido pelo pedido do autor. A preclusão (em suas três modalidades: a temporal. por órgãos diferentes do Judiciário. Neste caso. sendo constituído pelo decidido na sentença e o limite superior ou inferior do pedido. possa a situação ensejar novo recurso. 4º Princípio da Fungibilidade.03. deve-se fazê-lo dentro do menor prazo. Em grau de recurso tal limite fica alterado. a lógica e a consumativa) existe exatamente para por fim a ele. Só é cabível recurso previsto na lei. por vez.

O recurso impede a preclusão 3º) Devolutivo. Assim.00 de B. (Não pode haver reformatio in pejus). o pedido de sua apreciação depende do resultado da sentença e do interesse da parte. Efeito devolutivo por extensão → Devolvida a matéria impugnada ao Tribunal. Diz. portanto. Se o recurso fosse de B. respeito não ao pedido em si. mesmo que a sentença não as tenha utilizado por inteiro. por sentença. Mesmo porque o resultado do julgamento do agravo retido pode até anular a sentença. A pode recorrer da decisão. É o caso do agravo retiro previsto no art 523. ele deverá efetuar esse pagamento imediatamente e aguardar o julgamento do recurso sobre o restante. Como o agravo retido será julgado depois de proferida a sentença.140 Todas as decisões são impugnáveis em determinado prazo. do CPC. portanto. mas o tribunal deverá respeitar. para cujo conhecimento pelo tribunal deverá haver pedido nas razões ou na resposta à apelação. a preclusão torna a matéria preclusa definitiva. certamente não pedirá a apreciação do agravo retido pelo tribunal. Assim. Efeito devolutivo por profundidade → diz respeito ao que o Tribunal pode se valer para emitir seu julgamento do recurso (CPC. O tribunal pode se valer de todos as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. Primeira espécie: a. dizendo que nada quer pagar. Esse tipo de efeito respeita os limites do recurso. O juiz fixa. b. como ele já concordou em pagar R$ 3 mil. Observação: A diferença entre o recurso de efeito devolutivo perfeito (ou próprio) e o recurso de efeito devolutivo imperfeito (ou impróprio) está no momento em que acontece a devolução do recurso ao Poder Judiciário. os limites estabelecidos pelo recurso: de 5 a 10 mil reais. A aciona B para recebimento de uma dívida de R$ 10 mil. O juiz fixa a dívida em R$ 5 mil. O efeito suspensivo de um recurso já está estabelecido na própria lei. à amplitude da fundamentação que o Tribunal poderá usar para emitir sua decisão. por força do próprio procedimento recursal. em termos de largura. É ligado aos fundamentos do julgamento Segunda espécie a. Refere-se. no caso do efeito retido. Diz respeito à eficácia da decisão impugnada. Se a parte que interpôs o recurso retido vencer a lide. os limites seriam de 0 a 5 mil reais). 4º) Efeito suspensivo. Por exemplo: A cobra judicialmente R$ 10. b. este só pode julgar aquilo de que se recorreu.00. Mas se o seu recurso for no sentido de reduzir o valor para R$ 2 mil. há suspensão do efeito devolutivo. São duas as espécies de efeito devolutivo.00. ele não precisa efetuar o pagamento enquanto corre o recurso. É ligado ao conhecimento. Por exemplo. Efeito devolutivo imperfeito ou impróprio → Ocorre o efeito devolutivo impróprio ou imperfeito quando o recurso submetido ao Tribunal depende do julgamento de outro recurso para ser conhecido. na sua decisão.000. que B deve pagar ao A R$ 5. . art 515). Se B apelar da sentença. mas aos motivos todos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. Esse efeito do recurso significa que o conhecimento da matéria impugnada é devolvido ao Poder Judiciário (mas a outro órgão desse Poder). exatamente quando preclui o prazo de recurso. Efeito devolutivo próprio ou perfeito → Ocorre quando o recurso é submetido imediatamente ao exame de Tribunal.

cujo direito é imprescritível. 5º) Efeito expansivo. 7ª) Efeito regressivo ou Juízo de retratação. rever seu indeferimento da petição inicial em caso de recurso nesse sentido. algumas devem ser conhecidas de ofício) para as quais não há preclusão enquanto existir o processo. Efeito previsto no art 296. 3. O efeito substitutivo se aplica a todos os efeitos. A decisão do recurso pode extravasar os limites do pedido. (efeito expansivo objetivo. Apelação é o recurso que se interpõe das sentenças de juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais de segundo grau. pela ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis. E é o julgamento do mérito que produz a substituição. Tanto essa apelação como a revisão do juiz é facultativa. Diz respeito às matérias de ordem pública (CPC. Pode trazer. Se ele mantiver a sua decisão inicial. Sentença condenatória aos réus. A apelação é o primeiro e mais emérito dos recursos previstos no CPC. nessa revisão. os réus que não recorreram serão também beneficiados pelo recurso apresentado apenas por um deles. reflexos para outras pessoas e outros atos do processo. art 301. visando a obter uma reforma total ou parcial da decisão impugnada. Apelação é o recurso ordinário cabível contra sentenças em primeiro grau de jurisdição. (Luiz Rodrigues Wambier). pode ser aplicada nos demais recursos. Se apenas um deles apelar da sentença e se o seu recurso for provido e provocar alterações na sentença. agravo retido sobre prova pericial negada pelo juiz. . ainda assim diz que a decisão do tribunal substitui a sentença ou decisão do primeiro grau. o processo terá prosseguimento normal. Todavia. O provimento do agravo pode anular a sentença. se uma dessas matérias não foi argüida. quando os reflexos da sentença atingem pessoas que não haviam recorrido). É cabível para impugnação de sentenças. 8º) Efeito substitutivo. Por exemplo. não haverá não haverá julgamento de seu mérito. Ainda que o Tribunal mantenha a decisão do primeiro grau. no que for cabível. 9 – APELAÇÃO Conceitos: 1. o recurso será remetido ao tribunal. sendo que sua disciplina. (efeito expansivo subjetivo. Significa a substituição da sentença (ou de outra decisão) do juízo de primeiro grau pela decisão resultante da apreciação em grau de recurso. (Vicente Greco Filho). O juiz pode. Após o trânsito em julgado da sentença. quando os reflexos da decisão do recurso atingem outros atos do processo). do CPC.141 Condição suspensiva: O cumprimento da sentença fica suspenso enquanto corre o prazo de recurso. se o recurso não é conhecido. atingindo outros atos e outras pessoas. 6º) Efeitos translativos. poderá haver um derradeiro momento para o fazer. em 48 horas. É o recurso padrão. 4. 2. Em havendo recurso. o efeito suspensivo do recurso substitui a condição suspensiva. pelo sistema brasileiro. portanto. Se ele de fato modificar sua decisão. Outro exemplo: Caso de litisconsórcio passivo unitário (uma só sentença para todos os réus). do princípio do duplo grau de jurisdição. Apelação é o recurso que cabe em toda e qualquer sentença e representa de modo eficiente.

Mas tudo acontece na mesma relação processual na qual o ato foi proferido. B. O inciso I. A situação comporta também um aspecto particular. contra a sentença nas ações de conhecimento. Todos os demais itens o juiz pode agir de ofício 3. que alguns autores incluem no item dois. exceto o previsto no § 4º . faculta . Ele pode fazer isso? Pode. implicará que a parte responderá integralmente pelas custas do processo. condenado que fora. Motivos de força maior (art 517. de execução. deslealdade processual daquele que dispondo da prova em questão. A sentença terminativa. Por exemplo. 4. do CPC. como exceções à regra que não se pode alegar fato novo da apelação. § 1º. admite a possibilidade de se incluir na apelação fatos novos quando comprovadamente eles não foram incluídos na primeira fase por motivo de força maior. Assim. A decadência convencional pode ser alegada em qualquer fase do processo. que deve ser alegado pelas partes). 2. do artigo.compromisso arbitral. Apelação contra sentença terminativa. estabelece a regra para a questão: não pode haver fato novo na apelação. extingue o processo sem solução do mérito. O art 296. Fatos novos na apelação Na apelação pode haver fato novo? O art 517. do CPC. recorre e na apelação apresenta contrato novo. A aciona B para pagamento de R$ 10 mil. Mas a regra admite exceções. conforme permite o mencionada art 517 e também o art 462. em sua parte final. que trata da inclusão de fatos novos ainda no primeiro grau de jurisdição. Todavia. decidindo ou não a lide. Dessa sentença cabe apelação. ou seja. pois se trata de um fato superveniente. em virtude do efeito devolutivo em profundidade (relativo aos fundamentos da sentença). a pessoa deixou de incluir na fase própria documento que ofenderia seu pai. não sendo alegada na fase própria. Quer dizer que uma vez apresentada a apelação não se pode mais alegar fatos novos. cautelar e procedimentos especiais de jurisdição voluntária e contenciosa. com data posterior à de sentença. Por exemplo. Mas se for apresentada fora do prazo próprio (contestação ou na primeira vez que falar nos autos) pode ser alegada em outra fase do processo. O próprio artigo 517. do CPC. trata do indeferimento da petição inicial. também chamada sentença processual é feita com base no art 267. no caso. Ressaltese que a decadência convencional o juiz não pode conhecer de oficio. conforme prevê o art 113. não a usa tempestivamente e o art 16 do CPC impõe as custas processuais ao litigante de má-fé. em substituição ao primeiro. Considera-se. temos: 1. Mas com a morte do pai pode incluí-lo na apelação. Decadência e prescrição. Matéria de ordem pública (art 301.142 Cabimento A apelação é cabível contra atos judiciais de decisão que põe fim ao processo no primeiro grau. Espécies de apelação A apelação pode ser: plena (quando busca a impugnação de toda a sentença) ou parcial (quando busca a impugnação de parte da sentença). CPC). Fato superveniente. ou seja.

V – rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. 5º efeito: expansivo. CPC).143 ao juiz rever sua decisão de indeferimento e modificá-lo. a apelação segue para o tribunal. nos casos em que o juízo do primeiro grau extinguiu o processo sem julgamento do mérito (art 267.03. No seu § 3º. apresenta os casos de exceção a essa regra. do CPC. embora se trata do primeiro (e único) julgamento do mérito da ação. Se ele valeria no caso. possibilita ao tribunal. que a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.  A ação verse. (CPC.2008 Efeitos da apelação 1º efeito: Efeito devolutivo – Como todo recurso. suspende a eficácia da sentença recorrida. O art 515. ou seja. do art 515. só no efeito devolutivo. no entanto.homologar a divisão ou a demarcação. Todavia. 25. 2º efeito: Efeito suspensivo – a regra é que toda apelação tem efeito suspensivo. o conhecimento da questão retorna ao Judiciário. Será. em 48 horas. a apelação será recebida em efeito devolutivo. do CPC. isto. Por isso costuma-se dizer que o § 3º mencionado apresenta uma exceção à regra geral. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem e VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela”. Tudo para economia processual e pelo Princípio do duplo grau de jurisdição. Do acórdão não caberá apelação. Art 520: “A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. No caso essa instância superior já emitiu o seu julgamento da questão e qualquer que tivesse sido o julgamento do 1º grau de jurisdição.  E o processo estiver em situação de imediato julgamento. art 296). do CPC. no prazo de 48 horas. 4º efeito: Translativo. 3º efeito: Regressivo – O juiz pode rever sua decisão no caso de indeferimento da petição inicial. Mas o art 520. esse julgamento seria substituído pelo emitido pelo 2º grau de jurisdição. III – revogado. pois para o caso em questão não haverá efeito devolutivo porque não há a quem devolver o conhecimento. art 520) Ressalve-se. a questão pode justificar-se porque qualquer recurso sempre cabe à instância superior à do julgamento inicial. Prazo para a contestação e para a resposta . Todavia os efeitos suspensivos ou não podem ser alterados pela decisão da apelação. que é a de haver para as decisões judiciais uma segunda apreciação do decidido. então não há razão para permitir recurso. quando interposta de sentença que: I . II –condenar à prestação de alimentos. IV – decidir o processo cautelar. Mas se ele mantiver a sua decisão. (CPC. em outro órgão. exclusivamente sobre questão de direito. esclarece em seu caput. como exceção a esta regra o fato do § 3º. desde que:  A sentença seja terminativa. tomando o ritmo dos recursos. Nesse caso a apelação morre no primeiro grau e o processo prossegue normalmente. julgar desde logo a lide.

1. do CPC trata do caso em que a parte é a Fazenda Pública ou o Ministério Público. CPC). 3. no Estado de São Paulo). tentando mostrar falha do juiz. A comprovação do recolhimento das custas deve ser feita juntamente com a entrada do recurso. Fatos e fundamentos da matéria impugnada (CPC.  Art 188. Tribunal a quem se apela. 3. tem exceções:  Art 191. Requisitos da petição de interposição da apelação São duas ordens de requisitos: os subjetivos e os objetivos. que continua sendo de 10 e 15 dias. respectivamente. como tal. o nome da peça: apelação. da lide. art 282-III). Não é necessário que esta qualificação seja completa. art 514. VI). Fatos e fundamentos da ação. O prazo em dobro vale também quanto à réplica. Requisitos subjetivos 1. Não há alteração quanto ao prazo para réplica ou para a resposta à apelação. II). Esta é a regra e. III). que trata do caso de litisconsortes com diferentes procuradores. O não cumprimento desse requisito no prazo devido implica na deserção da apelação. no art 4º. 6.144 O art 508. O pedido de nova decisão. As partes. por meio de breve relato (CPC. É o juiz que proferiu a sentença a recorrer. A sentença ou a parte dela que está sendo impugnada. porque qualificação completa já consta dos autos. Na petição deve estar explicitamente o pedido ao juiz para que ele encaminhe a apelação para o tribunal. O juiz a quem vai se dirigir a apelação. art 282. ou seja. III. que devem ser devidamente qualificadas. Nesses casos o prazo será contado pelo quádruplo para a contestação e em dobro para recorrer. 2.608/03. 4. Procedimento da apelação O procedimento da apelação prevê dois momentos distintos: o primeiro deles quando da entrada na instância inferior (1º grau) e o outro quando da entrada na instância superior (tribunal). 7. .Por isso o prazo para apresentação da contestação será de 30 dias. de modo geral. (CPC. 5. Significa o pagamento das custas processuais. (Lei 11. Preparo. As provas que se pretende produzir sobre os fatos novos. O prazo para a apelação é. Terceiros juridicamente interessados: estes devem ser qualificados de forma completa. art 513. de 30 dias. para recorrer e para falar nos autos. do CPC. de novo julgamento (CPC. Requisitos objetivos (7) Estes requisitos têm a ver com as razões do recurso. porque estão aparecendo nos autos pela primeira vez. que examina a petição e a despacha para o tribunal. Nome do recurso apresentado. portanto. do CPC fixa o prazo de 15 dias tanto para apresentação da apelação como para resposta a ela da outra parte. 2. Terão prazo em dobro para contestar. Os prazos são sempre contados a parta da tomada de ciência do ato recorrível. 4. Lei estadual estabelece os valores dessas custas. (Art 513.

O prazo será contado em dobro para recorrer e em quádruplo para contestar quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Além dos requisitos mencionados Art 511. art 191). devendo verificar se estão presentes todos os requisitos positivos e se não existe nenhum requisito negativo. de seus herdeiros ou sucessores sobre quem começará a correr novamente. do CPC: 1. 2. do CPC. etc). 2. Municípios e suas autarquias.608/03). 515. encaminhado ao tribunal. no órgão oficial. ou seja. Quando os litisconsortes tiverem procuradores diferentes o prazo será contado em dobro (CPC. O que é o preparo? É um dos requisitos intrínsecos de admissibilidade do recurso. (Motivo de força maior. por preclusão consumativa. (benefício respaldado na CF. do art 511. Se não houver cumprido o preparo ocorre a deserção da apelação (art 522. Nesse sentido ele pode aceitar ou não a apelação. Petição para interpor a apelação. Recolhimento extemporâneo. Preparo. Da leitura da sentença. Se ele negar a aceitação. se sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. Ele é o encarregado do pré-exame das condições de admissibilidade. Estado. 2. 514. Os valores das custas são regulados por lei estadual (Lei nº 11. art 188) 3. deverão ser atendidas. Pelo CPC. ao mesmo que proferiu a sentença recorrida. ou seja. da intimação. art 507. em audiência. as exigências do art 282. doença que impeça o advogado de substabelecer a procuração. existe recurso próprio para essa decisão: agravo de instrumento. in fine). apresenta exceção à exigência do preparo: São dispensados do preparo os recursos interpostos pelo MP. 516 517. Recolhimento irregular (a menor). do CPP.145 Prazo para propositura da apelação: O prazo para interposição da apelação é de 15 dias. cujo descumprimento resultará em pena de deserção da apelação. Não se trata de agravo retido. Se ele deferir a apelação não cabe . A quem é dirigida a Apelação? Ao juiz a quo. Exceção ao prazo mencionado: O próprio CPC traz os casos de exceção: 1. ao juiz do 1º grau. inundação da cidade que impeça a parte ou seu representante de chegar ao fórum. ou se ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo. quando a sentença não for proferida em audiência. por exemplo. O § 1º. A inobservância do preparo pode ocorrer de três modos: 1. Ele não analisa o mérito da apelação cuidando tãosomente de uma pré-análise das condições de admissibilidade. (CPC. art 5º. do CPC. Da publicação do dispositivo do acórdão. LXXIV). Trata-se de prazo peremptório. conforme art 508. no que couber. Da intimação às partes. será o prazo restituído em proveito da parte. Falta do recolhimento. 3. Neste caso o juiz intimará o apelante a regularizar o preparo em 5 dias. prazo que não pode ser alterado pelas partes. É um requisito processual. Significa o pagamento das custas para interposição do recurso. pelo que gozam de isenção legal. ou 3. pela União. O início da contagem estabelece o contido no art 506.

se a decisão do juiz for mantida o processo será imediatamente encaminhado à instância superior. Julgar procedente pedido de instituição de arbitragem. São os seguintes: 1. Art 296. § 3º . quando existe até a possibilidade de ocorrer o julgamento do mérito pelo tribunal (art 515. Condenação à prestação de alimentos. Rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgá-los improcedentes. sem que o réu seja citado. o efeito suspensivo continua mesmo durante a apelação. Homologar a divisão ou a demarcação. situação em que deverá proceder à citação do réu. CPC: Indeferida a petição inicial (o réu. Decidir sobre processo cautelar. Prazo 48 horas (art 296. reproduzindo o teor da sentença anterior. 5. Se ele não se retratar o recurso é remetido ao tribunal. E o juiz poderá. § 1º. 6. pois. Confirmar os efeitos da antecipação de tutela. do CPC permite a retratação do juiz no prazo de 48 horas. dando prosseguimento à ação (art 285-A. Pela art 515. apreciando a apelação. 3. isto é. ou seja. é recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. em se tratando de apelação de sentença terminativa. como regra geral. Mas o autor pode apelar dessa sentença. CPC: sendo a matéria do processo unicamente de direito e se já ocorreram no juízo sentenças de total improcedência em casos semelhantes. 2. sendo aceita a petição inicial o processo seguirá seu curso normal. sentença de mérito. ou seja. (caput do art). Em resumo. do CPC). Mas poderá também manter a sua sentença. para que ele apresente resposta à apelação e encaminhará o processo ao tribunal que terá condições de apreciar o recurso e julgar o mérito da apelação. retratar-se da sentença anteriormente prolatada no prazo de 5 dias. sentença com o mesmo teor das anteriormente prolatadas. interesse recursal para ela recorrer. O apelado é intimado ou citado? Existem três situações para o caso: 1. Portanto neste caso não ocorre citação nem intimação. O art 296. § 1º). Reformada a sentença. indeferimento da petição inicial sem julgamento do mérito. Hipóteses de juízo de retratação na admissão da apelação. Outro caso de retratação do juiz está considerado no art 285-A. O art 520 apresenta situações em que ela é recebida apenas em efeito devolutivo. poderá ele proceder à sentença de improcedência. logicamente ainda não foi citado). pois ela tem possibilidade de se pronunciar quando da oportunidade de apresentar a sua contra-razões. o autor poderá recorrer e o juiz terá 48 horas para rever sua decisão. Já vimos essa situação. Art 285-A. existem duas possibilidades de retratação do juiz do 1º grau quanto à sentença: 1. Pelo art 285-A. Todavia. de plano. sem a citação do réu. Prazo 5 dias A apelação.CPC) 2. o juiz . Não existe. Se o autor apelar da sentença.146 à outra parte qualquer tipo de recurso. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de improcedência em casos idênticos.sentença terminativa. o juiz poderá dispensar a citação do réu e proferir. § 3º. 4. 2.

não havendo tempo hábil para a outra recorrer. cabendolhe pedir o dia para julgamento (§ 2º do art). que. O art 551 trata do caso de revisão. Quando a sentença é tal que as duas partes perdem. quando os processo forem mais complexos (apelação. morre também a segunda. Neste caso o réu será citado. Se a primeira morrer. No tribunal. A distribuição seguirá o regimento interno do tribunal. entretanto. Esta outra recorre no último dia do prazo. ocorrerá intimação. 04. como regra. podendo a apelação ser admitida ou não pelo juiz. os autos serão registrados no protocolo. entretanto. ainda não está no processo (caso do art 285-A) ele será citado (réu). às duas cabe o direito de apelar. . pode apresentar a sua apelação esclarecendo que só está apelando porque a outra apelou. cabendo à secretaria verificar a numeração das folhas e prepará-lo para a distribuição. que deverá estudá-lo. 3. o direito permite que a outra. o que deverá fazer o juiz? Deverá analisar novamente as condições de admissibilidade da ação (CPC. Não ocorrendo contra-razões a apelação. Mas se ela não for admitida cabe recurso de agravo de instrumento. É o caso do recurso adesivo. que uma das partes não quer recorrer e só recorrerá se a outra recorrer. art 518). devolvendo-o à secretaria com o devido visto seu. da alternatividade e do sorteio (art 548).147 tem 5 dias para decidir não manter a sentença e dar prosseguimento ao processo (§ 1º do art). de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor. conforme seja o caso. ou seja. além das contra-razões à apelação. Se ela for admitida. se a sentença for mantida. os autos subirão em 48 horas para o relator designado. a apelação passa por dois juízes – o relator e o revisor. Efetuada a distribuição. Vimos assim. (art 547). quando ela atende parte do pedido do autor e parte do pedido do réu. deverá ocorrer intimação. essa segunda apelação fica ligada à primeiro.04. 547 e seguintes). Excetuados os dois casos citados. Procedimento da apelação na instância superior (CPC. O § 3º do artigo determina que nos casos de processos de procedimento sumário. observando-se os princípios da publicidade. Pode ocorrer. O revisor também aporá seu visto nos autos. O revisor será o juiz que se segue ao relator em termos de antiguidade (§ 1º do art). o réu será citado para responder ao recurso e o processo segue para o tribunal. Para os processos de procedimento sumário. Mas quando se trata de quem já esteja no processo ou de terceiro estranho a ele. Todavia. o tribunal deve fazer o julgamento dentro de 40 dias (art 550). Se. ou seja. quando necessário. sendo que ambos vistam os autos. quando se tratar do réu e não tendo ele entrado ainda no processo haverá citação. nos demais. Se ele já participa do processo ele é intimado. o processo segue para o tribunal.2008 Depois da citação ou da intimação. Nesse caso. o processo vai para o tribunal. embargos infringentes e ação rescisória). Assim.

então para o art 549 do mesmo código. ação de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor (§ 3º).148 O art 552.. a possibilidade de agravo regimental das decisões do relator. mas durante o andamento da apelação eles acertam a questão. Se o recurso for provido. Estabelece o art 557. Assim.04. e não poderá interpor outros recursos sem que efetue o depósito da multa. dando andamento ao recurso. O art 557 define as opções que pode adotar o relator do recurso.00. Recebendo o relator da secretaria o recurso que lhe foi distribuído ele pode desenvolver seu trabalho segundo o previsto no artigo 557 ou pelo previsto no artigo 549. 2. salvo motivo de força maior. determina que. É o que prevê o art 551: “tratando-se de apelação.pela presença de pressupostos negativos. O relator poderá dar provimento ao recurso se a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou com a jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. 5. Prejudicado. perdendo.000. O § 2º do art 557. a parte agravante será condenada a pagar à agravada multa de 1 a 10% do valor corrigido da causa. Improvido por estar em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. em 48 horas ele sobe ao relator que deverá estudá-lo devolvendo-o a secretaria com o seu “visto”.000.(art . no prazo de 5 dias. Diz o art 549 que distribuído o recurso. Mas.2008 4. O revisor aporá nos autos o seu “visto”. perdendo B o interesse no recurso. pedindo ao Presidente da respectiva Câmara a fixação da pauta para o julgamento do recurso. o recurso terá seguimento. (art 557. participarão do julgamento o juiz que houver aposto visto nos autos (relator e ou revisor). § 1º. Mas o relator poderá não se valer do artigo 557 do CPC. o recurso é considerado improvido. do STF ou do Tribunal Superior. como. O relator deverá ter elaborado o seu relatório fixando os pontos controvertidos.00 para A. que pleiteava R$ 10. a própria secretaria remete os autos ao presidente para fixação da data de julgamento. ele negará seguimento a recurso no caso de estar ele: 1. esta deverá ser encaminhada ao revisor. Nos casos de recursos interpostos em causas de procedimentos sumários. em decorrência de algum ato das partes. opor exemplo. § 1º A. de embargos infringentes e de ação rescisória. portanto o interesse recursal. Exemplo prático: A sentença do primeiro grau condena B a pagar R$ 6. indo. se o agravo for manifestamente inadmissível ou infundado. (Isso não é possível nos embargos infringentes). quanto ao direito em questão. em seu § 3º. B recorre. Dependendo do tipo de ação a que se refere a apelação. CPC). 08. os autos serão conclusos ao revisor”. Manifestamente inadmissível. terem elas transacionado quanto à lide. 3. diz que. O revisor será sempre o juiz que se seguir ao relator em ordem descendente de antiguidade (§ 1º). CPC. Manifestamente improcedente. ou confirmar sua decisão e encaminhar o recurso à mesa proferindo o seu voto. O relator poderá rever sua decisão. (§ 2º) e entre a data da publicação da data fixada para o julgamento e a data do julgamento deverá haver intervalo de pelo menos 48 horas. Em não havendo revisor. A transação deles tornou incompatível o recurso com o direito discutido.

computando o prazo em dobro como autorizado pelo CPP. devendo ser impresso para juntada aos autos. Proferida a sentença desfavorável aos demandantes. até porque ele poderá influir na apelação. Versando a preliminar sobre nulidade suprível. respeitadas as preferências legais. o julgamento prosseguirá na 1ª sessão ordinária subseqüente à devolução. Exercício: João Luiz promove ação indenizatória juntamente com Ernesto. O recurso cujo julgamento já tenha sido iniciado terá preferência em relação aos outros recursos (art 562). A sessão de julgamento: Depois de feita a exposição da causa pelo relator e desde que o recurso não seja de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento. O art 555. O parágrafo único do artigo diz que os votos. Neste caso. inclusive o próprio relator poderá pedir vista do processo e terá prazo de 10 dias. do art 555. o douto magistrado de 1ª Instância rejeitou o processamento das apelações. Poderão os advogados pedir para que. participará o juiz que houver aposto “visto” nos autos (relator e revisor) (art 552. Os litisconsortes ativos foram representados em juízo por procuradores distintos. por 15 minutos cada e desde que tenha havido pedido delas neste sentido (art 554). O artigo 559. Justifique a sua resposta. contados da data que o recebeu. o juiz do primeiro voto vencedor. do CPC. abre possibilidade ao relator de outra opção quando de seu estudo do recurso: se o recurso se referir a questão de direito e para prevenir o risco de divergências entre câmaras ou turmas do tribunal. salvo caso de força maior. a pauta da apelação aguardará sempre a decisão do agravo. Reconhecendo no recurso o interesse público na assunção de competência do recurso. presente o contido no art 552. Não obstante. quando este não for eletrônico. este órgão o julgará. contra Luiz. O art 565 trata do caso em que as partes farão sustentação oral no julgamento. o agravo será julgado antes da apelação.149 552. Dessa forma. o presidente dará a palavra às partes. Qualquer um dos três juizes. § 1º). devolve o recurso ao relator que dará andamento normal ao mesmo. os mesmo interpuseram o competente recurso de apelação. O acórdão deverá ser publicado dentro de 10 dias (art. para devolvê-lo. o que deverão eles fazer para verem apreciados seus recursos? . 564). designando para redigir o acórdão o relator ou. Em caso contrário. não havendo nova publicação de pauta. o tribunal poderá transformar o julgamento em diligência. se este foi voto vencido. O que deverão fazer os recorrentes para apreciação de seus recursos. enviando o processo ao juiz de origem a fim de que o vício seja sanado. determina que a apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento interposto no mesmo processo. § 3º quanto a eles. no caput. Se ambos devem ser julgados na mesma sessão. No julgamento. o juiz anunciará o resultado. O § 1º. o acórdão e demais atos processuais serão registrados eletronicamente. Caso a decisão quanto à intempestividade houvesse sido proferida pelo relator. Ainda mais: qualquer decisão preliminar será decidida antes do mérito (art 560). na sessão imediata. o recurso seja julgado em primeiro lugar. Proferidos os votos dos três juízes. por entender serem manifestamente intempestivas. o relator poderá propor que o recurso seja julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar. que será feito por três juízes (art 555). § 3º). define que o julgamento deverá ser feito por três juízes.

(CPC. Legitimidade para recorrer: só a tem quem perder a ação. 2ª parte (inadmissão da apelação). Inadmissibilidade do recurso de apelação pelo juiz relator (agravo regimental). resolve questão incidente. aquelas que decidem questões incidentes. De forma escrito ou oral. sem por fim ao processo. Decisão que resolve alegação de incompetência. do CPC. Indeferimento de exceções. Agravo é o recurso admitido para todas as decisões que não sejam extintivas ou que não sejam despachos. Agravo de instrumento – Art 524. Se a intempestividade houvesse sido alegada no tribunal pelo relator do recurso. Cabe quando o relator. O interesse recursal da parte decorre de seu insucesso na ação. . § 1º. ou seja. Exemplos de cabimento de agravo. do CPC. § 1º. do CPC. contra decisão interlocutória.2008 10 – AGRAVO Conceitos: Agravo é o recurso cabível contra toda e qualquer decisão interlocutória proferida no processo civil. São todas situações em que a relação jurídica continua a existir. do CPC autoriza a contagem do prazo em dobro quando os litisconsortes tiverem advogados distintos. Deverão alegar interpretação errada do juiz quando ao prazo. no curso do processo. Prazo de 5 dias. em audiência. rejeitar a apelação. (Humberto Theodoro Júnior). Prazo de 10 dias Agravo regimental – Art 537. Requisitos 1 2 Prejuízo à parte. (Luiz R. alegando-se o mesmo equívoco por parte do relator quando a interpretar o art 191. (Vicente Grecco Filho). ou imediata e oralmente. do CPC. É o recurso cabível contra as decisões interlocutórias (art 522) ou contra os atos pelos quais o juiz. Cabimento O agravo cabe contra decisões interlocutórias. Modalidades Agravo retido – Art 523.04. Interposto diretamente ao Tribunal. uma vez que o art 191. Wambier). Indeferimento de pedido de assistência. no primeiro ou no segundo grau. com base do art 557.150 Resposta: Os autores da ação deverão entrar com agravo de instrumento com base no art 522. do CPC. –Prazo de 10 dias. no tribunal. Indeferimento de reconvenção. 15. do CPC. art 110). caberia recurso de sua decisão por meio de agravo regimental.

Ativo (ou Antecipação da Tutela Recursal). 3. As condições de periculum in mora e fumus boni iuris é que autorizam essa exceção. O preparo só é pago no agrado de instrumento. podendo ou não suspender o processo 5. a não ser pedir ao relator retratação de sua decisão. 2. Então. Portanto. § 3º . É regra para a apelação e exceção no agravo. Razões – Todo agravo deve ter suas razões explicativas. se agravo de instrumento. 3. Suspensivo: suspende o andamento do processo até o seu julgamento. dando provimento ao agravo. que nada mais é que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que foi solicitado seja autorizado. de se interposto na audiência. art 4º. pleiteando no pedido o efeito ativo. 4. cabendo apenas no agravo de instrumento. Fundamentação relevante. deve determinar outras decisões que possam sofrer as conseqüências desse provimento. Observação: Os dois últimos efeitos excepcionais e a concessão deles depende dos seguintes requisitos: (558. Pedido da parte. do CPC). CPC) 1.Lei estadual e equivalente a 10 UFESP. como regra. parágrafo único). 2. Regressivo ou Juízo de Retratação: O juiz pode rever a sua decisão no prazo de 5 dias. O efeito suspensivo é sobre a decisão recorrida. §2} do CPC) ou imediata e oralmente. É um efeito que como regra. Se agravo regimental. Ele depende de ser reiterado na apelação ou nas contra-razões da apelação. como. cabe a todos os recursos e excepcionalmente. cabe também à apelação. o seu efeito não é imediato. Expansivo: O tribunal. de 10 dias e se agravo retido. o provimento faz expandir para outros atos as suas conseqüências. Para o agravo regimental não há previsão legal e para o agravo retido ele é dispensado (art 522. ela pode recorrer. de 10 dias (art 523. 1. Dessa decisão não cabe qualquer recurso. Eles não podem ser concedidos de ofício. Lesão grave e de difícil reparação. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. Modalidades de Agravo 4 5 Efeitos .Entretanto. o caso de litisconsorte em que um dos componentes e excluído do processo.151 3 Tempestividade: O agravo deve ser interposto dentro dos prazos previstos. Significa.608/73. o agravo não tem efeito suspensivo. Quando o juiz de 1º grau negar algo pedido pela parte. portando. Preparo de acordo com a Lei nº 11. Pode até expandir para fora do processo. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. de 5 dias (art 557. Devolutivo: devolve ao Judiciário o conhecimento da lide. por exemplo. sob risco de preclusão consumativa. ou seja. Por exemplo. quando o juiz do 1º grau nega o pedido para a realização de uma vistoria ad perpetuam rei memoriam. o agravo retido tem efeito devolutivo impróprio ou imperfeito.

Na audiência será obrigatoriamente oral e nos demais casos. o qual gera a legitimidade da parte e o seu interesse recursal. A sua apreciação pelo tribunal depende de reiteração pela parte (pedido). analogamente ele não faz esse juízo também do agravo retido. fazendoo nas contra-razões à apelação da outra parte. contrariamente do agravo retido que pressupõe dano futuro e incerto. § 3º. Assim. Após ouvir o agravado. Evita a preclusão de direito. quando escrito e imediatamente e oral quando na audiência. Obrigatoriedade: A regra geral para os agravos é o agravo retido. Vai depender de futura interposição de apelação. Constitui. o agravo de instrumento deve ser proposto à órgão distinto daquele que emitiu a decisão interlocutória agravada. quanto aos pressupostos recursais. com cópias das peças do processo ao se propor o agravo ao tribunal. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. Prazos: 10 dias. Prazo para interposição do agravo de instrumento: 10 dias. Como no agravo de instrumento em que o juiz não faz juízo de admissibilidade porque ele vai direto para o tribunal. ainda assim pode reiterar o pedido de apreciação. que também deve ser oral. Excepcionalmente o agravo de instrumento (artigos 522 e 523. quando cabe agravo de instrumento. ele fica entranhado nos próprios autos do processo. se na audiência. . CPC). É preciso que haja apelação. Por isso. do CPC). Requisitos: 1. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. 2. portanto outro processo quanto ao processo original. O juiz não faz juízo de admissibilidade do agravo retido. do CPC. É uma solicitação condicionada a que a sentença que lhe é favorável seja reformada. parágrafo único). escrito (Art 523. se é obrigado agravar de forma retida. se houver prejuízo. Deve haver pedido expresso de reiteração do agravo retido (na apelação ou na contra-razões). A apelação deve ser conhecida.152 I – Agravo Retido Conceito: Agravo retido é o agravo interposto contra decisão interlocutória proferida na primeira instância. O agravo retido implica em contra-razões da outra parte. uma vez que este tipo de recurso será apreciado futuramente.2008 II – Agravo de Instrumento Diferentemente do que ocorre com o agravo retido. para apreciação futura pelo tribunal. no tribunal. E como ele é proposto a órgão distinto daquele em que encontra o processo. Preparo: O agravo retido é dispensado de preparo (art 522. 3. Cabimento: ele é cabível em caso de decisão interlocutória quando existe risco de dano imediato à parte. o juiz pode rever a sua decisão. 29. Ele será reiterado na apelação ou nas contra-razões à apelação da parte contrária. Autos: O agravo retido é entranhado nos autos do processo original. Se a parte for vencedora. conforme art 522.04. é preciso “formar o instrumento” desse agravo.

V. Outros requisitos não obrigatórios: Juntar cópias de outras partes do processo que a parte agravante considerar úteis. Deve conter a exposição dos fatos e dos direitos. A falta dos requisitos deste artigo implica negação ao seguimento do processo. ou nos casos de inadmissibilidade de apelações e nos relativos efeitos em que a apelação é recebida. do CPC). O parágrafo único do artigo estabelece que o não cumprimento dessa providência. Chegando o recurso ao tribunal ele é distribuído. todavia. o agravante deverá requerer a juntada de cópia do mesmo (petição inicial do agravo de instrumento. incontinenti. . comunicando essa retratação ao tribunal.153 Prazo para as contra-rações do embargado: 10 dias. do CPC) 1. em antecipação de tutela. Recebimento do agravo: (art 527. 3. 2. total ou parcialmente.(art 526. implica na não admissibilidade do recurso. CPC). influir na motivação dos juizes para a decisão do recurso. justificado. portanto. Podem. Cópia da decisão agravada. Se o fizer. comprovação de sua interposição e documentos que instruíram o recurso) ao processo na primeiro instância. São requisitos formais. que poderá: 1) Negar-lhe liminarmente o seguimento nos casos do art 557: inadmissibilidade manifesta. salvo quando a decisão puder causar à parte dano grave e de difícil reparação. Com a juntada dos documentos ao processo o juiz a quo pode retratar-se de sua decisão. Juntada de cópia do recurso ao processo principal: no prazo de 3 dias (prazo de preclusão) da entrada do processo no tribunal. Requisitos da Petição Inicial do Agravo de Instrumento: (Art 524. pois já está tudo no tribunal. 2. O prazo para o apelado tomar essa posição é o mesmo de suas contra-razões: 10 dias. por falta de regularidade procedimental. Já os requisitos não obrigatórios estão ligados ao provimento ou não do recurso. desde que alegado e provado pelo agravado. Cópias das procurações outorgadas aos advogados (para possibilitar a verificação da capacidade de representação dos mesmos quanto ao recurso). bastando pagar o preparo. Nesse caso. São os seguintes os requisitos quanto à instrução do agravo de documento. devendo levar: (requisitos obrigatórios). Requisitos do instrumento: (art 525. Endereçamento ao tribunal competente. 3) Atribuir efeito suspensivo ao recurso (art 558) ou deferir. mandando os autos ao juiz da causa. 1. Comprovante do pagamento do respectivo preparo. o relator do recurso pode considerá-lo prejudicado. 4. a pretensão recursal e comunicar ao juiz da causa sua decisão. Os requisitos obrigatórios dizem respeito a que o Tribunal reconheça ou não do recurso. sem necessidade de refazer a peça. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou Tribunal superior. ao relator. do CPC). pois passa a haver novo recurso em que apelado e apelante invertem suas posições. Copia da certidão da respectiva intimação (para possibilitar a verificação quanto ao atendimento dos prazos recursais). 3. O pedido de revisão da decisão deve ser motivado. do CPC. conforme art 527. cabe ao apelado pedir a continuidade do recurso. improcedência. 2) Converter o agravo de instrumento em agravo retido.

em 10 dias. (Art 545. Tudo já está no tribunal. parágrafo único. de despejo e nos casos de indeferimento liminar da petição inicial não haverá revisor. ele deverá comunicar o fato ao tribunal e o relator considerará prejudicado o recurso. Haverá tão-somente a inversão nas posições de agravado e agravante. O art 551. neste caso. providenciará a baixa dos autos junto ao juízo de origem. Contra decisão que não admitir embargos. Observação: Importante o parágrafo único do artigo. 5) Mandar intimar o agravado. deverá pagar e comprovar o pagamento do preparo. O julgamento. Retratação na decisão de 1º grau: Se o juiz de primeiro grau modificar sua decisão enquanto corre o agravo. salvo caso de força maior. Mas o inicialmente agravado. no tribunal. 4. considerando o recurso prejudicado ou o recurso que esteja em confronto com súmula ou jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. Preparo: Não haverá preparo por falta de previsão legal. O art 528. do CPC. sobre conflito de competência. CPC). transitado em julgado o acórdão. CPC). (art 555. (Art 557. sem que haja necessidade de se montar nova peça. ouvir o Ministério Público. Diz o art 510. quando estiverem ultimadas a providencias dos incisos III e IV. quanto a recursos? Não. caput). por ofício ao seu advogado. estabelece que nos casos apelação. O art 527. CPC). estabelece que. dizendo que as decisões liminares dos incisos II e III são passíveis de reforma somente no momento do julgamento do agravo a menos que o próprio relator a reconsidere. III . 6) Mandar. CPC). O § 3º do artigo estabelece que nos recursos nas causas de procedimentos sumários. No caso de agravos de instrumento não haverá revisor (como regra). O art 564. de embargos infringentes e de ação rescisória os autos serão enviados ao revisor. ambos do CPC. que. do CPC. Um deles será. o agravado poderá recorrer dessa decisão do relator e pleitear a continuidade do agravo. Questão: Há conflito entre o parágrafo único do art 527 e o art 545. Contra decisão. 2. de plano.154 4) Requisitar do juiz da causa informações. Cabível contra decisões interlocutórias do relator do recurso pela inadmissibilidade manifesta. o escrivão ou o secretário. CPC. no órgão oficial. 3. para responder no prazo de 10 dias. será sempre feito por três juizes. Prazo: 5 dias. do relator. no prazo de 10 dias. deverá ele ser publicado. do CPC.Agravo regimental Cabimento: são quatro as hipóteses de cabimento: 1.. o próprio relator. que deverão ser prestadas em 10 dias. lavrado o acórdão. estabelece prazo máximo para o relator pedir data de julgamento: 30 dias da intimação do agravado. . havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre questão suscitada (art 120. independentemente de despacho. (art 532. no prazo de 5 dias. Entretanto. pela improcedência. podendo juntar os documentos que julgar convenientes para sua defesa. Contra decisão do relator que não admitir agravo de instrumento ou negar-lhe provimento ou reformar o acórdão recorrido. do CPC. pois os objetos de recurso nos dois casos são diferentes. sob registro e com aviso de recebimento.

obscuridade ou contradição. (art 536. Cabimento: O próprio artigo 535 define os dois casos de cabimento desse recurso: Art 535. que deve ser lógica. I I → for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar-se o juiz ou o tribunal. IV – Embargos de declaração (art 535. Preparo: o embargo de declaração não está sujeito ao preparo. tornando-a inteligível. (art 536. Há contradição quando a decisão contém pontos conflitantes entre si. Não se trata de obter nova decisão. CPC). compreensível. Obscuridade – é a falta de clareza na redação do ato. CPC). lacônica. portanto. Prazo: o embargo de declaração deve ser proposto no prazo de 5 (cinco) dias. 3. no sentido que seja esclarecida a decisão. A regra é. Os embargos são recursos hábeis quanto às decisões infra petita porque decisões desta espécie implicam em omissão. em petição dirigida ao juiz ou relator que emitiu a decisão. Visa. parte final). contraditórios ou omissos. na medida exata em que foram tomadas. Tem-se que ver o conteúdo das decisões consideradas ou desse tipo de despacho. E as decisões precisam ser entendidas pelos seus destinatários. Processamento: O embargo de declaração é emitido contra a própria autoridade que emitiu a decisão em questão. É a falta de manifestação expressa do juiz sobre pontos que ele deveria se manifestar.155 parágrafo único se refere a situação em que o relator converte o agravo de instrumento em agravo retido. Contradição – quando o ato contém proposições inconciliáveis. Omissão – Quando o julgado não se pronuncia sobre todos os pontos suscitados pelas partes. contendo expressamente o ponto obscuro. corrigir defeitos que a redação da decisão apresenta. integrada. ou ainda reforma o acórdão recorrido. 2. com falta de nexo no desenvolvimento das idéias. incompatíveis entre si. Não apresenta coerência na decisão. . confusa. CPC) Conceito: É um recurso dirigido ao juiz ou relator da decisão recorrida. I → Se houver na sentença ou no acórdão. enquanto o art 545 o relator não admite o agravo de instrumento ou nega-lhe provimento. ou porque a redação apresenta lacunas. ou que atribuir efeito suspensivo ao recurso ou conceder antecipação de tutela à pretensão recursal. portanto que o recurso de declaração cabe contra sentenças ou acórdãos. ou porque a redação é mal feita. (art 536. Da contradição pode surgir a obscuridade. confusos. Mas ele cabe também contra decisões interlocutórias e até mesmo em decisões travestidas de despacho. Art 535. A pretensão é que a decisão recorrida seja pelo atendimento ao recurso. contraditório ou omisso. Admissibilidade: são três os requisitos de admissibilidade: 1.

às vezes. mas este deve ser pleiteado pelo embargante.156 Legitimidade para embargar: a parte prejudicada pela decisão omissa.2008 O próprio advogado pode embargar. Pela interrupção de um prazo. até impedir o cumprimento da decisão. multa essa que a ser paga ao embargado. permite deduzir que os embargos de declaração deverão ser sempre escritos. 3. o que significa que mesmo o embargo não conhecido ele interrompe os prazos. entende-se que ele será restabelecido.efeito infringente do embargo). define o prazo para apresentar embargo de declaração: 5 dias. 2. Se houver entrada simultânea de embargos de declaração por uma parte e apelação pela outra. definitivamente. Os embargos de declaração poderão ser propostos mais de uma vez. do CPC. Nesse caso o juiz dá prazo à outra parte para apresentar contra-razões: o mesmo prazo para apresentação dos embargos de declaração: 5 dias. ainda que sejam suscitados em audiência. art 538). na totalidade. O Ministério Público pode embargar como parte ou como fiscal da lei. Efeitos do embargo de declaração (CPC. em nome próprio. do CPC. Essa possibilidade cria para o vencedor o interesse recursal para a propositura. Na reincidência da prática no mesmo processo. o embargo de declaração não tem efeito suspensivo. Até porque o embargo de declaração interrompe os prazos processuais para as duas partes (art 538. até porque o embargo de declaração beneficia a todos do processo. os prazos. O art 536. quanto a assuntos relacionados com os honorários advocatícios. Efeito suspensivo – De regra. Efeito interruptivo . a multa será elevada para até 10%. até que a situação seja totalmente aclarada.o embargo de declaração quebra. a situação não comporta contra-razões. 13. porque se a decisão está com um dos vícios apontados pode dificultar e. diferentemente dos outros recursos. Efeito substitutivo – A decisão do embargo de declaração substitui a decisão embargada. . obscura ou contraditória. esta poderá ser aditada.05. parágrafo único) Ao entender o juiz que o embargo de declaração tem objetivo protelatório. O vencedor da lide pode oferecer embargos de declaração? Pode. O art 537. CPC). Efeito devolutivo – O embargo de declaração devolve o conhecimento da questão ao Judiciário. mas ao próprio órgão que emitiu a decisão que se embargou. sendo que os mesmos serão iniciados novamente a parte do julgamento do embargo. impõe ao embargante multa de até 1% do valor da causa. a partir do julgamento do embargo ou de sua recusa. 4. Entretanto. existe situação em que o embargo de declaração traz para o processo documento novo que pode provocar modificação na decisão (fato modificativo . Embargos protelatórios (CPC. 1. mas apenas aclará-la. Como no caso do embargo de declaração não se busca modificação da decisão embargada. art 538.

Entenda-se que não é sempre que cabem embargos infringentes contra tais agravos. Cabimento: cabem os embargos infringentes contra acórdãos não unânimes proferidos e que reformem decisão de mérito em grau de apelação ou julgue procedente ação rescisória. não. 2. os recursos especial e extraordinário não serão admitidos. no momento oportuno. Para que os embargos infringentes sejam cabíveis é preciso que: a) Exista acórdão não unânime proferido julgando apelação ou de ação rescisória. que pretende ver a questão reexaminada por órgão superior ao que emitiu a decisão. o embargado pode entrar com embargo de declaração. Contra acórdãos proferidos em outros recursos que não apelação. os embargos infringentes são indispensáveis para que. b) Que o acórdão tenha reformado a sentença ou julgado procedente a ação rescisória. em grau de apelação. ou julgue procedente ação rescisória. proposto contra julgado em grau de apelação (ou recursos similares a ela) . também. Caso: se o Tribunal tomar decisão positiva. Assim.Embargos Infringentes (CPC. entretanto. por omissão na decisão. podem receber embargos infringentes. Os embargos infringentes não cabem. não unânime. a lei prestigia o que foi decidido na primeira instância. pois transita em julgado. Os embargos infringentes são apostos contra decisão de colegiado (acórdão) não unânime. Sobre o que houve unanimidade do colegiado. as partes possam valer-se de recurso especial e extraordinário. pretendendo conseguir que o voto vencido na decisão embargada se transforme em vencedor.157 Caso: Se o embargo de declaração for declarado protelatório sem que seja imposta a multa referida. É. por exemplo). V . que reforme sentença de primeiro grau que tenha afastado questões que interfiram no mérito (decadência ou prescrição. Se eles não forem propostos. c) Que a sentença reformada seja de mérito. Mas só o que tiver sido alvo de divergência comporta o embargo infringente. Os embargos infringentes cabem. Observação: Quando cabíveis. existem decisões que se assemelham à apelação. em decisão não unânime proferida em agravos (de instrumento ou retido). respeitada a exceção acima. . Contra acordos não unânimes que mantenham a sentença de mérito do 1º grau ou não admitam ou julguem improcedente ação rescisória. art 530) Conceito: é o instituto jurídico para atacar decisão em acórdão não unânime que reforme sentença de mérito. Por isso não cabem embargos infringentes conta acórdão não unânime proferido em julgamento de agravo retido ou de agravo de instrumento. Não são cabíveis: 1. como o reexame necessário ou o recurso ordinário. uma vez que tal decisão do tribunal se equipara a uma sentença não unânime. contra sentença emitidas singularmente. que tenham a possibilidade de provocar modificações nas sentenças. que constitua decisão não unânime (ou por maioria de votos) de mérito ou que julga procedente a ação rescisória. contra parte do acórdão que tenha sido decidido por maioria (não unanimidade). Assim. mas quando estes tenham o efeito de anular decisões. na medida em que estes implicam em modificação de sentenças. portanto.

seja em apelação seja em ação rescisória. de ofício. quando o julgamento se fizer com base no art 515. aliás. extinguindo o processo (não houve decisão de mérito no tribunal). o prazo para estes últimos recursos fica sobrestado até a intimação da decisão dos embargos infringentes. do CPC. sem que o prazo para os outros recursos comece a correr. Mas tudo isso se refere tão-somente à parte impugnada. Se a apelação tinha efeito suspensivo. deve examinar. pois não ocorreu reforma de sentença de mérito. 1) A quem são dirigidos os embargos infringentes? Os embargos são dirigidos ao relator do acórdão. cabem. Efeitos dos embargos infringentes 1) Devolutivo (restrito) → é importante a extensão da devolutividade do conhecimento ao órgão competente do judiciário. Nesse caso. o que impede que o acórdão recorrido tenha eficácia imediata. Enquanto couberem embargos infringentes. 3) Suspensivo → Geralmente os embargos infringentes têm efeito suspensivo. O resultado final dos embargos infringentes beneficiará os demais litisconsortes. os embargos infringentes também o terão. busca-se decisão de acordo com o voto vencido (voto paradigma). e a execução provisória poderá prosseguir. Se o prazo (15 dias) para os embargos infringentes transcorrer in albis. as matérias de ordem pública. os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência”. Esse conhecimento não está adstrito ao objeto da divergência. como a falta de condições da ação. Também não cabem embargos infringentes em acórdão que são conheça do recurso (apelação). sempre que eles forem propostos por um dos litisconsortes. do . 4.158 3. mas se a apelação não tinha efeito suspensivo. 6. Prazo para interposição dos embargos infringentes: 15 dias (CPC. § 3º. Isso. 5. O restante da sentença recorrido faz coisa julgada. só eles deverão ser propostos. in fine: “se o desacordo for parcial. 2) Translativo → O órgão competente para julgar os embargos infringentes. os embargos infringentes também não o terão. Daí o efeito translativo dos embargos infringentes. art 508). Procedimento: Quando o acórdão contiver parte decidida por unanimidade e parte por maioria de votos. vem expresso no próprio art 530. Mas o art 534. Não cabe embargo infringente contra sentença de mérito proferida pelo tribunal em decisão não unânime. Contra acórdãos proferidos no julgamento de apelação de sentenças terminativas. embargos infringentes nesta segunda hipótese e recurso especial ou extraordinário na outra. os pressupostos processuais. do CPC. Contra acórdãos que anulam a sentença. evidentemente. Com os embargos. 4) Expansivo subjetivo → Os embargos infringentes podem ter efeito expansivo somente no aspecto subjetivo. só após o transito em julgado da decisão por maioria de votos começará correr o prazo para recurso especial ou extraordinário. Mas é necessário verificar se a apelação que o precedeu tinha ou não efeito suspensivo.

a segunda sentença não pode ir contra o dispositivo da primeira. abre-se.05. a escolha deste deverá recair em juiz que não haja participado do julgamento anterior. Da decisão que não admitir os embargos infringentes cabe recurso de agravo regimental em 5 dias (CPC. estabelece que. o prazo para transito em julgado da parte unânime começará a correr após o prazo para interposição de embargos. se possível. o relator poderá dar provimento ao recurso”. do CPC. que relacionam dispositivo e fundamentação das sentenças. o que não estará acontecendo. §4º. (C PC. Se não forem apresentados embargos infringentes sobre a parte não unânime. caso a norma regimental do tribunal determine a escolha de novo relator. vista ao embargado para suas contra-razões. do art 557.159 CPC. Inaplicável. ou sobre o valor desta). Uma outra hipótese.A. Resposta: A questão está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da coisa julgada. o prazo para recurso especial ou extraordinário sobre o julgamento unânime ficará sobrestado até a decisão dos embargos. ou seja. “se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. (Normalmente. o que não fere a indiscutibilidade da coisa julgada. Quando o acórdão contiver decisão unânime e por maioria de votos e forem impostos embargos infringentes. 2) 3) 4) 5) 6) 7) 22. em juiz que não haja participado do julgamento anterior. ela recairá. se no primeiro julgamento houvesse uma . Assim. salvo no caso de processos de competência originária dos tribunais. Pela imutabilidade. Um autor move uma ação para cobrar a primeira parcela de um contrato. II. do CPC). do CPC. art 498 e seu parágrafo único). o valor do preparo é de 2% calculado sobre o valor da ação. O trânsito em julgado impede que haja uma segunda demanda discutindo a 2ª parcela do mesmo contrato.608/2003. No caso de embargos infringentes essa norma não é aplicável. (art 534. O réu alega a nulidade desse contrato. O juiz reconhece que o processo é válido e sentencia – a sentença transita em julgado. primeiro. que estava na fundamentação da primeira.2008 Prova: 1. a segunda demanda pode alegar novamente a questão da nulidade. A indiscutibilidade impede que a fundamentação de uma ação discuta o dispositivo de outra. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator. o §1º . com o mesmo fundamento (nulidade de contrato)? Ou seja. ou seja. nessa segunda demanda pode ser reconhecida a nulidade do contrato? Justifique sua resposta. Só então os autos serão encaminhados ao relator do acórdão embargado para que ele faça o juízo de admissibilidade. nos termos da Lei 11. negar seguimento ao recurso nas condições mencionadas no artigo mencionado. A primeira sentença contém no seu dispositivo a decisão sobre pagar ou não pagar o que estava sendo cobrado e na sua fundamentação a questão da nulidade do contrato. mas a sua sentença pode considerar a questão da nulidade. Interposto o recurso. Preparo: Os embargos infringentes não recolhem preparo no Estado de São Paulo. todavia. O relator deverá adotar uma das decisões previstas no art 557. Dessa decisão cabe agravo em 5 dias. caso não haja condenação. porque a sua aplicação atribuiria ao relator poderes para modificar o que fora decidido em órgão colegiado. art 532).

IV. Resposta: O indeferimento da inicial pelo reconhecimento da prescrição é uma sentença com extinção do processo com resolução do mérito (art 269. O juiz chega a uma comarca e recebe uma petição inicial versando questão exclusivamente de direito.. do CPC). pode não aplicá-la. mudando a decisão em relação às anteriores. 4. ainda que a apelação não as tenha utilizado por inteiro. Resposta: Em regra. portanto. no mesmo juízo.160 incidental pedindo que o juiz analisasse também a questão da nulidade. Estão listadas na art 301. o recurso cabível é a apelação. existe alguma que seja devolvida independentemente da vontade do apelante? Justifique sua resposta. As condições para a aplicação do contido no artigo em questão é que a questão seja exclusivamente de direito. que nada mais é do que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que fora solicitado seja . Justifique sua resposta.. porque a coisa julgado o incluiria. À parte prejudicada (autor) cabe apelar da decisão. É ligado ao conhecimento da apelação. do CPC? Justifique sua resposta. Resposta: Quando o artigo diz o juiz pode aplicar. Mas o juiz deve concordar com essa tese para aplicar a mesma decisão dos casos anteriores. Mas se ele não concordar com essa tese. Você conhece a expressão “efetivo ativo do agravo”? O que significa. do CPC). O juiz pode rever sua decisão no prazo de 48 horas (art 296. cabem à apelação os efeitos devolutivo e suspensivo. tratando-se de tese com a qual não concorda – pode ele aplicar o art 285 – A. tenha havido decisões de total improcedência em casos anteriores. Se não. Está ligado. Se o fizer. O efeito devolutivo é tratado pela doutrina em dois aspectos. O efeito devolutivo é cabível sob dois aspectos: quanto à sua extensão e quanto à sua profundidade. Quanto à última parte da questão. como é o caso. há que se considerar as matérias de ordem pública devem ser consideradas pelo juiz a qualquer tempo e de ofício. parágrafo único. 2. está dando ao juiz a faculdade de decidir pela aplicação ou não do contido no artigo. Resposta: Quando o juiz do 1º grau negar algo pedido pela parte. o processo continua seu curso normal. ela pode recorrer pleiteando no pedido o efeito ativo. 5. Quais são? O legislador trata desses aspectos de forma diferente? O que é profundidade? Quanto à matéria. Portanto. aos fundamentos do julgamento. ai esse fundamento não poderia mais ser usado na segunda demanda. os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente (Art 296. O efeito devolutivo por extensão diz respeito aos limites do recurso estabelecido pelo pedido. do CPC). Qual o recurso cabível da decisão que indefere inicial fundada no reconhecimento da prescrição e quais as suas peculiaridades? Justifique a sua resposta. Exceto a convenção de arbitragem. Diz respeito aos motivos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório.. A apelação tem dois efeitos em regra. do CPC. O efeito devolutivo por profundidade implica na possibilidade que tem o tribunal de considerar todas as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. 3.

tendo em vista a sua incapacidade plena. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. b) O menor. contra o pai.2005 Questões do Testão 13. Resposta: Opção b. b) Decisão que afasta a deserção. 17) Assinale a resposta correta a respeito do não cabimento do agravo. Resposta: Opção b. na forma de instrumento. já que o menor não tem capacidade plena. b) Interpor agravo interno. a) Decisão de inadmissão de apelação. c) Pedir reconsideração. tanto para a causa como para o processo. Resposta: Opção a 15) Assinale a alternativa correta: a) A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. significa que: . contra o pai. Nesse caso cabe à parte: a) Interpor recurso especial. também denominado de princípio da inércia da jurisdição. Resposta: Opção c. ou seja. 30. portanto.05. mas precisa que sua capacidade seja integrada. 14. O interesse de agir é a) Condição de ação. Resposta: Opção a. c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença. como ele mesmo. é parte legítima para pleitear contra seu pai. tendo o exmo Relator determinado a sua conversão em retido. que necessita de alimentos. Inconformada interpõe agravo. c) Faculdade de ação. d) Interpor recurso extraordinário. b) Elemento da ação. como parte. a não ser pedir-lhe a retratação de sua decisão. Significa.161 autorizado. A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou a apelação determina: a) A interrupção do prazo para interposição de outros recursos. 16) A autora teve seu pedido de justiça gratuita indeferido pelo juiz a quo. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. d) Pretensão. c) A fluência do prazo para a interposição de outros recursos. b) A suspensão do prazo para interposição de outros recursos. ambos precisam figurar no pólo ativo. 18)O princípio dispositivo. d) O trânsito em julgado. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. já que diante da incapacidade do menor. Dessa sua decisão não cabe qualquer recurso. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. absolutamente incapaz. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor.

Efeitos Processamento Conclusão do Relator VII – Recurso especial Conceito Cabimento VIII – Recurso Extraordinário Conceito Cabimento PROVA FINAL 06/2008 . II. “b” e “c”. Sua finalidade é permitir a reapreciação de desvios procedidos naquelas ações de competência originária dos tribunais. determinar as provas necessárias à instrução do processo. senão quando a parte ou o interessado a requerer. II. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. “b” e “c”. Cabimento a) No STF: É cabível em caso de decisão denegatória ou prejudicial (não concessiva) proferida pelos tribunais. Habeas data e Mandado de Injunção. art 102. em Mandado de Segurança.e 03. “a” e art 105. 02. de ofício ou a requerimento da parte.2008 VI – Recurso Ordinário Conceitos ⇒ Os recursos ordinários são os previstos no processo comum para correção de algum prejuízo – Vicente Greco Filho ⇒ É um dos três recursos para o STF e STJ. ⇒ Recurso ordinário é o que tem sua fonte de origem na lei processual – CR. Resposta: Opção d. das questões de ordem pública. b) Caberá ao juiz. nos caos e formas legais. (Moacyr Amaral dos Santos).162 a) Cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. II. art 102. a qualquer tempo e grau de jurisdição. enquanto não proferida a sentença de mérito. d) Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional. (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). c) O juiz conhecerá de ofício. II “a” e art 105. 06. Busca a reforma ou a anulação de acórdãos nas hipóteses questionadas na CF.

o restante do prazo. a qualquer tempo. indicando a comarca de Nova Lima. d) Em exceção de incompetência. embargos de declaração. sem necessidade de razões recursais que serão oportunamente apresentadas. b) Preliminar de contestação. Resposta: C . Eis que não há recurso previsto. com base na ruptura da convivência em comum há mais de um ano. eis que a incompetência é relativa. d) Dos despachos não cabe recurso. b) A paralisação do processo mediante efeito suspensivo. por ocasião do julgamento da apelação. assinale a alternativa incorreta: a) A renúncia ao direito de recorrer depende da aceitação da outra parte. A referida ação foi proposta em Belo Horizonte. requerendo a extinção do processo sem julgamento de mérito. preliminarmente. b) Dez dias. Em ação cível. ou seja. no caso. Após o julgamento dos embargos. visto que não houve assinação pelo juiz. Resposta: C 4. prazo integral. c) Que o tribunal dele conheça. propõe ação de separação litigiosa em face da esposa. c) Quinze dias. c) Exceção declinatória de foro. eis que incompetência é absoluta. ou seja. hoje residente em Nova Lima. quando deveria tê-lo feito no duplo efeito. devolutivo e suspensivo. residente em Belo Horizonte. requerendo a extinção do processo. desistir do recurso. Sobre recursos cabíveis. terá o prazo de: a) Cinco dias. querendo apelar. c) A parte que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. d) Vinte e cinco dias. Resposta: A 3.163 1ª. eis que incompetência é absoluta. o advogado tinha prazo de 15 dias para interpor apelação. eis que a incompetência é relativa. não poderá recorrer. Optou por interpor no 5º dia. b) O recorrente poderá. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. Qual o recurso cabível? a) Agravo retido. sem análise do mérito. O cônjuge. b) Agravo de instrumento. pelo rito ordinário. c) Correição parcial. Resposta: B 5. Resposta: C 2. com o fundamento no perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. ou seja. d) Fique registrado o protesto. tendo em vista que primeiro dever-se certificar que a outra parte não recorreu. requerendo a remessa dos autos ao juiz competente. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá: a) O traslado das peças obrigatórias e a remessa dos autos ao tribunal. 1. Como advogado da varoa você deve argüir a incompetência na: a) Preliminar de contestação. Parte. O juiz recebeu a apelação no efeito meramente devolutivo. d) Mandado de segurança.

Em primeira instância. que entenderam ser frágil a prova tomada como base pelo julgador monocrático. em seu efeito devolutivo e suspensivo. Tem natureza jurídica de sentença: a) O ato judicial que acolhe a exceção de incompetência. b) Provando o apelante que não efetuou o preparo por justo impedimento. Resposta: B 10. c) Contra sentença que anulou escritura pública de compra e venda d) Contra sentença que julgou procedente pedido de cobrança de honorários advocatícios. decidiu o juiz monocrático pela procedência do pedido. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. em regra. fiando-se especialmente no depoimento prestado por uma testemunha contra quem foi argüida a contradita que. o Relator votou pela manutenção da decisão. poderá a parte apelada. salvo: a) Contra sentença que julgou procedente pedido de indenização por perdas e danos. no que foi contrariado pelo revisor e vogal. será dirigido ao juiz que proferiu a sentença. c) Tendo sido o processo extinto sem a resolução do mérito. c) O ato judicial que declara saneado o processo. b) O ato que determina às partes a especificação das provas.164 6. d) Apelação contra ato judicial que julgou o autor carecedor do direito de ação. Assinala a alternativa incorreta: a) O recurso de apelação que poderá ser interposto pela parte vencida. no prazo de 05 dias. Resposta: B 9. Inconformada. Resposta: D 7. b) De agro de instrumento contra ato judicial que julgou a liquidação de sentença. Maria Marta apelou ao Tribunal de Justiça. não o fizer. c) De agravo retido sob a forma contra ato judicial que indeferiu a contradita requerida pelo réu em audiência. . e relevando o juiz a pena de deserção fixando-lhe prazo para efetuar o pagamento. mantendo a sentença que reconheceu a litispendência. contra esse decisão. no caso de insuficiência do preparo. b) Contra a sentença que julgou improcedentes embargos à execução. Colocado em julgamento o processo. durante evento social em que ambos estavam presentes. João Jacó pretende indenização por danos morais em face de Maria Marta ter-lhe ofendido com palavras. d) A apelação será recebida. se efetivará. d) O ato judicial que homologou o termo de conciliação das partes. caso a parte recorrente intimada para completá-lo. Ministério Público ou terceiro prejudicado. não foi acatada pelo julgador. Não é cabível recurso: a) De embargos infringentes contra acórdão não unânime. contudo. O recurso de apelação será recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo. Resposta: A 8. interpor agravo de instrumento. o tribunal – provocado através de recurso de apelação – poderá julgar. desde logo a lide. A aplicação da pena de deserção.

(Resposta: grosseiro). Um deles ocorre quando se verificar ter havido _______ . qual recurso poderia ser interposto pelo advogado de João Jacó. (Resposta: Decadência) 5 – O efeito ______ também é denominado de antecipação da tutelo recursal. (agravo regimental) 9 – O juiz só aplicará a fungibilidade se perceber que a parte não cometeu erro ________.(Resposta: translativo) Verticais 1 – Apenas em dois casos o indeferimento da inicial implica na extinção do processo com julgamento do mérito.O efeito_______ consiste na faculdade que alguns recursos atribuem ao órgão a quo de reconsiderar a decisão atacada. (Resposta: dúvida) . diante da reversão da decisão em favor da Ré. excluídos os embargos de declaração? a) Agravo de Instrumento ao STJ. (Resposta: devolutivo). c) Nenhum recurso será admitido contra essa decisão. seja ela de mérito ou meramente terminativa. Resposta: B 2ª. (Resposta: boa-fé) 7 – É o recurso cabível da decisão do relator que. de plano. (Resposta: ativo) 6 – O efeito _______ é aquele que permite ao órgão ad quem apreciar matéria de ordem pública. (Resposta: apelação) 4 – Para a comprovação da _____ tem-se exigido que o recurso interposto seja o de menor prazo. 10 – Todos os recursos são dotados do efeito ______. nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível. 3 – É o recurso que cabe contra todo tipo de sentença. respectivamente. b) Embargos infringentes. Nessas circunstâncias. Parte – Palavras cruzadas Horizontais 2 .165 entendendo que as demais provas autorizavam concluir pela improcedência do pedido. por meio do qual se devolve ao órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. d) Recurso Especial e Recurso extraordinário ao STJ e STF. 8 – A fungibilidade permite que um recurso seja conhecido pelo outro quando houver _______ objetiva.

166 Diagrama: (1)D (2)R (3)A E P G E R L E C A D E N C I (7)A R O S Ç S Ã I O (4)B (6)T V O O G O L R S U D U V I (10)D E A (8) (9) G V R A N S L A T I V O V E I A T I V O I V - F É R O O .

art 591). na atuação de uma conduta prática do devedor • Para Vicente Grecco Filho. 5. este ônus deverá limitar-se ao estritamente necessário. O devedor só não poderá discutir o montante devido. 3. Já é pacífica a existência do princípio do contraditório no processo de execução. a ação de execução é o conjunto das atividades atribuídas aos órgãos judiciários para a realização prática de uma vontade concreta da lei previamente consagrada num título. Então. Princípio da proporcionalidade. Princípio do menor sacrifício do executado (ou Princípio da economia). Princípio da realidade da execução. Dizer-se que toda execução é real implica em dizer que ela incide direta e exclusivamente sobre o patrimônio do devedor e não sobre a sua pessoa (CPC. que se o faça pelo que lhe seja menos gravoso. Não sendo possível dar exatamente o determinado no título executivo. os benefícios de uma decisão jurídica não poderão ser maiores que os prejuízos que eles causarem. na execução. Princípios da ação de execução 1. quando forem vários os meios de o devedor responder à execução. 2. ocorre a junção dos princípios da máxima utilização. ou o valor desta mais indenizações. aquele cuja execução tende apenas à satisfação do direito do credor e o princípio da especificidade. dos Santos entende que a ação de execução é a atuação da sanção inerente a um título executivo.08. art 791. • Moacyr A. O fato de considerar que o devedor não poderá discutir esses aspectos por si só pressupõe a existência do princípio do contraditório.2008 PROCESSO DE EXECUÇÃO Conceito: • Segundo Luiz Rodrigues Wambier: A ação de execução consiste na atuação de um direito e uma prestação. ou seja. Justificam essa existência o princípio do menor sacrifício do devedor e a possibilidade de suscitar questões que o juiz poderia conhecer até de ofício. Está previsto no art 620 do CPC. Princípio do contraditório. III). . 4. se for o caso. Princípio da máxima utilidade da execução. O mérito e o valor do título não podem ser discutidos. com perdas e danos. isto é. pode haver a substituição. significando que. Por isso. entregando coisa equivalente à especificada. – O devedor deve dar ao credor exatamente o que está especificado no título. já decidido. frustra-se a execução e suspende-se o processo se o devedor não dispuser de bens exeqüíveis (CPC. Sempre que houver necessidade do sacrifício de um direito em prol de outros.167 05.

168 6. Princípio da autonomia. A ação de execução tem elementos próprios e tem também condições próprias que a distinguem da ação de conhecimento que lhe tenha precedido. Trata-se de ação autônoma, inseria no mesmo processo. Pode não existir processo de conhecimento e condenação prévia, quando se tratar de título extrajudicial. Está ligado ao princípio da iniciativa, não podendo ser instaurado de ofício (CPC, art 614). A parte vencedora quer a satisfação de seu direito, que foi reconhecido pelo juiz no processo de conhecimento. 7. Princípio do título. A base deste princípio está no art 580 do CPC, que diz que a execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça uma obrigação líquida, certa, exigível e consubstanciada em um título executivo. Esse título pode ser judicial (sentença condenatória) ou extrajudicial (papel comercial como duplicata, promissória etc), devendo conter dois requisitos: expressão de direito subjetivo passível de exigência e a condição de que a prestação respectiva seja atual e não futura, não estando assim, sujeito à condição suspensiva. Título é o instrumento que dá ao juiz certeza do direito nele contido. O título executivo há de ser líquido, certo e exigível. Por título líquido entende-se que ele deve trazer o que ou quanto é devido. Se em valor, este deve ser determinado ou determinável. Caso contrário o título se dirá ilíquido, isto é, ele é imperfeito e antes do cumprimento da sentença, tem-se que fazer a liquidação da sentença, ou seja, torná-lo líquido. Esta situação é mencionada como a fase de liquidação da sentença, que precede à do cumprimento da sentença. Por título certo se entende que ele deve ser claro quanto à obrigação a ser cumprida. Por título exigível ele tem que se referir à situação atual, porque se a obrigação for exigida para o futuro, ele não é exigível, no momento. Não há execução sem título executivo (nulla executio sine titulo). 8. Princípio da responsabilidade patrimonial. A garantia da execução é o patrimônio do devedor e não a sua pessoa (CPC, art 591). A ação real só atinge o patrimônio. 9. Princípio do Resultado. Toda execução deve ser bem específica e será bem sucedida quando for entregue fielmente ao credor a prestação inadimplida, acrescidos de valores dos prejuízos que a inadimplência provocou. 10. Princípio da disponibilidade. Como a execução deve satisfazer direito do credor, a ele compete dispor sobre a respectiva ação. Ele deve tomar a iniciativa da ação, como ação autônoma que é. Pode, também desistir da ação e até do direito material discutido. O CPC, nos artigos 569, 694, 634 e 634 §3º, 644, 645 e 791 trata da disponibilidade do processo de execução. Se pretender desistir da ação depois que o réu tenha sido citado, essa desistência tem que ser aprovada por ele, pois o réu pode ter interesse em ver a questão do mérito resolvida, pois que o autor pode, a qualquer momento, retornar com a ação. 11. Princípio da iniciativa. Trata-se de um princípio ligado ao da disponibilidade. Dizse mesmo que são as duas faces da mesma moeda. Cabendo ao credor a decisão de instaurar ou não o processo de execução, logicamente cabe a ele também a iniciativa de o fazer. Assim, somente ao legítimo detentor do direito cabe, e exclusivamente a ele, decidir pela execução. No caso de título executivo judicial decorrente de um

169 processo de conhecimento, a execução não será decidida de oficio pelo juiz, devendo o autor solicitá-la, todavia no mesmo processo. 12. Princípio da adequação. Princípio relacionado aos meios executórios, onde os mesmos devem se adequar para que a execução atinja seu principal objetivo: a obtenção da prestação o que, conseqüentemente, efetiva a prestação jurisdicional. Pode-se resumir o princípio dizendo que a legitimidade para propor ação de execução é exclusiva do credor. Ele é quem decide propor ou não a ação. 13. Princípio de que a execução tende apenas à satisfação do direito do credor. A ação de execução tutela apenas o credor, não tendo o devedor qualquer direito. Tanto que ele não pode contestar as alegações do credor, lhe sendo permitido tão-somente entrar com embargo, ou seja, uma ação de conhecimento proposta incidentalmente quanto à forma de execução. Trata-se de ação incidental. Será uma ação autônoma dentro do próprio processo de execução. Na execução, não há, portanto, defesa para o devedor. A execução visa, portanto, apenas atender aos interesses do credor. Como a execução visa a satisfação do direito do credor, esse direito limita a atividade jurisdicional executiva, de maneira que o patrimônio do devedor seja atingido pela execução na medida do direito do credor, ou seja, ele seja atingido parcialmente se parte do patrimônio for suficiente para atender tal satisfação. Nunca será exigido mais que o suficiente para a satisfação do direito do devedor (CPC, art. 659). 14. Princípio da especificidade – A execução visa satisfazer o credor quanto aos seus direitos e não punir o devedor. Por isso ele deve proporcionar ao credor o mesmo que teria proporcionado se o devedor cumprisse espontaneamente a sua obrigação. Assim, a prestação há de ser específica, podendo, todavia, ocorrer a sua prestação pelo equivalente em dinheiro, quando impossível a entrega da coisa devida. (CPC, art 627). Por este princípio, o credor propõe a ação de execução contra o devedor para que este lhe dê o que está especificado no título, ou seja, o título executivo tem que especificar exatamente o objeto da obrigação. 15. Princípio do ônus. Como a execução forçada está baseada no inadimplemento do devedor de uma quantia líquida e certa representada por um título executivo, ele só estará livre do vínculo obrigacional se, além do valor líquido da dívida, pagar também todos os prejuízos que sua inadimplência gerou, como juros de mora, correção monetária, honorários advocatícios, além das custas processuais. 16. Princípio do respeito à dignidade da pessoa humana. A execução não deve ferir a dignidade da pessoa humana, não podendo por isso a execução causar-lhe a ruína, fome e o desabrigo de sua família, condições incompatíveis com sua dignidade humana. A propósito, o art 649 do CPC e a conseqüente Lei da impenhorabilidade dos bens de família. 17. Princípio da fidelidade à sentença liquidanda. Por esse princípio, é impossível discutir os fundamentos da lide, bem como modificar a sentença prolatada na ação de execução (liquidação da sentença), conforme art 610 do CPC.

170 12.08.2008 Titulo Executivo 1. Natureza jurídica: é o documento ou ato documentado que consagra obrigação certa e que permite a utilização direta via executiva. Consiste no documento, ou ato documentado, que gera obrigação de pagar ou entregar coisa certa ou incerta ou obrigação de fazer ou de não fazer algo. Como pela ação de execução o autor quer que o juiz aja, fazendo valer o seu direito, então o juiz precisa de um documento que prove esse direito. Esse documento é o título executivo. Assim, o título executivo é a representação documental típica do crédito existente, indispensável à propositura da ação de execução. Típica porque a lei define quais tipos de documentos podem ser considerados títulos executivos. Na ação de execução não ocorre a cognição por parte do juiz, mas a ação no que se refere a dar ao autor o seu direito representado pelo título executivo. O título executivo traz em si mesmo a causa de pedir remota e o inadimplemento do devedor da obrigação representa a causa de pedir próxima. Pode-se entender o título executivo com a prova préconstituída da ação de execução. Na ação de execução não se quer do Estado o conhecimento de algo, mas que ele aja no sentido de fazer valer um direito que ele já reconheceu e que foi desrespeitado, inadimplido. Como o Estado precisa ter certeza da existência desse direito, o título executivo (judicial ou extrajudicial) é o instrumento eficaz para isso. O credor não pode, por conta própria invadir a esfera jurídica do devedor. Mas o Estado pode fazê-lo. Por isso, pode-se dizer que toda ação é contra o Estado. 2. Eficácia: a eficácia do título executivo é presumida juridicamente até que, por meio de ação própria do executado – embargo – (ação incidental de conhecimento) se prove o contrário e o juiz acolhendo essa prova desfaz o título por sentença. A eficácia do título executivo é o fazer valer, de plano, o direito nele contido. A eficácia do título executivo é a prova constituída da causa de pedir (remota) da ação, enquanto o descumprimento do credor é a causa de pedir próxima (causa jurídica). Os efeitos do título executivo podem ser vistos de uma forma tríplice: a) Posição do exeqüente (credor) – é aquele que, na ação de execução, ocupa o pólo ativo. É o autor da ação de execução. A posição do exeqüente é vantajosa porque o título executivo dispensa a ação de conhecimento quanto ao direito representado pelo título, além do que ele tem a opção da ação executiva.. Ordinariamente é o credor do título que tem legitimidade para impetrar a ação executiva. Extraordinariamente, o exeqüente pode ser o Ministério Público, conforme previsão no art 566, do CPC. Podem também, propor a ação de execução ou nela prosseguir, no lugar do credor, o espólio (decorrência de causa mortis), e também o cessionário e o sub-rogado conforme previsão no art 567, do CPC, b) Posição do Estado: A ação não é contra o réu, mas contra o Estado, até porque ele já reconheceu a força executiva do título executivo, o que obriga o Estado a agir. O Estado tem então a posição de intermediar o conflito entre as partes. Ao direito de ação do exeqüente corresponde o dever do Estado de prestar tutela, a quem cabe, portanto, aplicar os meios executórios pedidos pelo credor. Somente o Estado pode prestar a tutela jurisdicional no campo da execução e estará presente, na tríplice relação, na pessoa do juiz. (CP, art 345), invadindo a esfera jurídica do réu.

171 c) Posição do executado: ordinariamente é o devedor do título executivo, podendo estar na posição de executado o espólio (causa mortis), um novo devedor ou o fiador judicial ou o responsável tributário, conforme art 568, CPC. Sua posição é de sobrecarga do ônus inerente à defesa. Até o patrimônio do devedor poderá ser submetido aos meios executórios, podendo a responsabilidade atingir até a pessoa do devedor, nos casos previstos em lei (inadimplemento na ação de alimentos e depositário infiel). 3. Conteúdo do título executivo – Como documento indispensável para a ação de execução, o título, além de certos requisitos formais, determinando o objeto visado pelo exeqüente e marcando os limites da responsabilidade patrimonial. Assim: a) Identificação das partes – O título executivo judicial ou extrajudicial cria uma obrigação liquida, certa e exigível, apontando mesmo as partes envolvidas. Deve conter, portanto, além dessa obrigação criada, as duas partes nela envolvidas, ou seja, o exeqüente (credor) e o executado (devedor), perfeitamente identificados. Só podem participar da ação de execução, como partes, quem estiver identificado como tal no próprio título. Existe, todavia, uma exceção a esta participação: no caso de ação movida contra um de dois devedores solidários especificados no título. O resultado da ação de execução é extensivo ao outro devedor solidário. b) Identificação do resultado – Estabelece o título executivo o bem atingível na execução, que pode assumir a condição de coisa certa ou determinável, uma soma de dinheiro, a obrigação de fazer ou de não fazer algo. Define, pois, o resultado do processo, buscando o máximo proveito para o credor da obrigação, em havendo êxito na demanda. Mas o título não institui os meios executórios, que dependem do regime processual. É na ação de execução que se estabelece como será cumprida a obrigação, pois o título executivo não contém em si, essa definição. c) Limitação da responsabilidade – Em decorrência da identificação do objeto pelo título executivo para cumprimento da obrigação, a responsabilidade fica circunscrita, automaticamente, a uma classe certa de bens, mencionados no próprio título. Ex: na ação alimentar, os salários. 4. Características do título executivo (CPC, art 586). As características do título executivo estão no caput do artigo acima: certeza, liquidez e exigibilidade. a) Certeza – diz respeito à existência da obrigação trazida no título. A certeza jamais nasce após o nascimento do título. Não obstante, a certeza quanto à existência do crédito, não é absoluta, pois pode sofrer oposição vitoriosa. A certeza é a essência da obrigação, o seu conteúdo, devendo, assim, apresentar os sujeitos da obrigação bem como a obrigação propriamente dita. b) Liquidez – à liquidez, importa na expressa determinação do objeto do título. Assim, importante, por exemplo, a determinação do valor, no caso de obrigação de pagar em dinheiro, da individuação do objeto, no caso de entrega de coisa (determinada ou determinável) ou no caso de obrigação de fazer ou de não fazer algo. A liquidez indica, com precisão, o quê uma das partes deve a outra. Se não houver liquidez no título, deve haver a liquidação da sentença antes, pois o título precisa ser tornado líquido. Assim, não havendo liquidez, o título deve ser liquidado antes.

172 c) Exigibilidade – tem sentido de que a obrigação a executar independe de termo ou condição, não se sujeitando a outras limitações. Assim, o título executivo é exigível quando não são levantadas objeções à sua atualidade. Não há condições à sua exigibilidade. 02.09.2008 09.09.2008 Exercício em classe sobre título executivo judicial. 1. Sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia: a) Sentença condenatória → Na resolução da crise omissiva do devedor o credor pede a tutela jurisdicional, a qual lhe é dada pela sentença prolatada no processo. Trata-se de uma sentença que além de garantir ao vencedor o seu direito subjetivo estabelece a forma como ele deve ser viabilizado pelo devedor. Esta é a sentença condenatória. Se antes o cumprimento da obrigação estabelecido pelo devedor dependia de uma ação de execução autônoma, a introdução do art 461-A, no CPC, pela lei 10.444/2002 a sentença condenatória adquiriu força executiva, passando a ser exeqüível, sem necessidade de nova ação. A sentença de conhecimento condenatória positiva sempre será um título executivo. Aliás, a ação condenatória positiva, ou seja, quando concede a tutela ao autor é o título executivo judicial clássico. Mesmo quando a sentença proferida no processo de conhecimento condenatória seja negativa para o autor, isto é, quando ela for apenas declaratória negando a existência do direito, ainda assim ela será condenatória quando às custas e aos honorários advocatícios (art 20, do CPC). Assim, a sentença de conhecimento condenatória poderá constituir título executivo quanto ao mérito da ação e título executivo quando às custas e honorários advocatícios. b) Sentença constitutiva → A sentença constitutiva por si só exaure a prestação jurisdicional possível, não dependendo de atos executórios posteriores. Tais sentenças apenas criam, modificam ou extinguem relações jurídicas, independendo da participação da outra parte. Podem, quando muito exigir alguma providência posterior no terreno da documentação e da publicidade. portanto, como regra geral, não constitui título executivo. Mas para ela vale também o artigo 20 mencionado. Além disso, para certas ações, como a de separação judicial, por exemplo, pode ocorrer a condenação a alguma obrigação (alimentos, por exemplo), sendo também condenatórias nesse aspecto. c) Sentença declaratória → A sentença declaratória também se exaure quando cumpre o seu objetivo específico de declarar a existência ou a inexistência de uma relação jurídica. Como a sentença constitutiva, pode também implicar em atos de registros e publicidade posteriores. A ação declaratória pode ser positiva (quando

A ação declaratória negativa não constitui título executivo no mérito. criou a possibilidade de execução com base em sentença declaratória. credor. REGRA GERAL: Conforme 475-N. g) Sentença condenatória contra a fazenda pública → Dada à impenhorabilidade dos bens públicos. quanto a estas verbas ela tem força executiva. • Execução de quantia certa de devedor solvente. f) Sentença terminativa → Ocorre a sentença terminativa se extingue o processo sem a resolução da lide. A ação declaratória positiva também não constitui título executivo quanto ao mérito mas sim quantos às verbas mencionadas no art 20 do CPC. Mas torna-se título executivo quanto às verbas mencionadas no art 20. • Execução da obrigação de fazer ou de não fazer. I. mas quanto às custas e honorários advocatícios. • Execução de quantia certa de devedor insolvente. Os pagamentos em via judicial dos débitos da Fazenda Pública estão previstos no art 100. parágrafo único do CPC). que podem ser: • Execução para entrega de coisa certa ou incerta. Se a sentença for positiva quanto à existência da obrigação (e não de seu cumprimento) trata-se de título executivo. ou seja. da CF. É evidente que nem toda sentença declaratória representa título executivo. Quanto às verbas do art 20. Assim. uma vez que a sentença declaratória passou a constituir título executivo. d) Tipo de procedimento → Os diferentes tipos de procedimento (ordinário. Mas. como regra ela não constitui título judicial. parágrafo único do CPC. não fazer. e) Jurisdição voluntária → A sentença proferida em ação de jurisdição voluntária é título judicial? Depende de haver prestação a ser prestada. mas excepcionalmente poderá ser. exige-se para isso que ele comprove o pagamento de tais verbas. pode ocorrer a situação prevista no art 4º. ou seja o credor pode ter ser direito violado. constitui título executivo. mas a que se refira a existência de relação obrigacional violada pelo devedor (art 4º. Como regra geral. execução essa que existirá no mesmo processo. será título executivo. não constitui título executivo. Nesse caso cabe a ele o direito de propor ação declaratória quanto à obrigação de que o devedor cumpra o direito dele. do CPC. entregar coisa ou pagar quantia”. O art 475-N. quanto ao mérito. o que realça a sua força executiva.173 declara a existência da relação jurídica) ou negativa (quando declara a não existência da relação). sumário e sumaríssimo) decorrem da diversidade de atividades executórias. quanto às custos e aos honorários advocatícios sempre será. Eles . Todavia. Tais ações não têm natureza própria da execução forçada. É terminativa do procedimento. quanto ao mérito. uma vez que não pode ocorrer a expropriação ou transferência forçada de bens. do CPC. constitui título executivo judicial toda “a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. as execuções contra a Fazenda Pública seguem procedimento especial. como prevê o art 20 do CPC. do CPC. Como o autor poderá propor nova ação.

sendo cumpridas por meio de precatórios. Assim é o ato em que o juiz homologa acordo das partes feito extrajudicialmente. exceto aquelas que se refiram a pagamento de quantia. pode-se dizer que. Sentença penal condenatória transitada em julgado. (Art 582. quando se tratar de credor pobre. reciprocamente. d) Legitimidade ativa.174 se fazem por meio dos precatórios. do CPC). como regra geral. (diferente das sentenças de pronúncia. Como isso pode ocorrer às duas partes. evidentemente. têm tratamento especial. com tratamento idêntico às demais sentenças condenatórias. Pela nova redação do parágrafo único do art 63. Se menor ou inimputável poderão responder pela indenização seus responsáveis. O condenado na sentença condenatória. Está sentença penal serve de título executivo no cível. Esta sentença homologatória é título executivo. pessoalmente ou seu representante legal ou seus herdeiros. as sentenças condenatórias comuns contra a fazenda pública constituem título executivo. (pressuposto que já existe ação em juízo). o juiz deverá fixar um valor mínimo para a devida indenização. se for o caso de preposto. tratando-se de direito patrimonial disponível. • Liquidação prévia da sentença penal. mas deverá ser interposta ação de conhecimento condenatória contra estes. 2. c) Limite: Pode alcançar. ainda que contenho matéria não posta em juízo. Sob alegação de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. . A sentença contra o inimputável não pode ser cumprida diretamente contra seus responsáveis. • Condenação transitada em julgado. as duas podem ser o sujeito ativo da ação. que como vimos acima. para a mencionada homologação. c) Legitimidade passiva. ainda que inclua matéria não posta em juízo. 3. Ou mesmo o MP. que pode incluir até matéria não posta em juízo até então. Na ordem cronológica de apresentação deles. julgando insuficiente o valor fixado. que dão seguinte ao processo). trazendo a composição feita para o processo. b) Legitimidade ativa: O ofendido. Quando não comportar mais recurso. Assim. b) Conteúdo: o trazido pelas partes para o processo. o credor da indenização poderá requerer sua liquidação por valor maior na esfera cível. Assim. Sentença homologatória de conciliação ou de transação. matéria não posta em juízo (Lei 8953/94). As duas partes. A ação já existe. do CPC. inclusive. a) O que é? É o ato do juiz que homologa a transação em qualquer fase do processo ou é a conciliação das partes. a parte que tenha o seu direito descumprido e desde que não tenha descumprido a sua obrigação será o sujeito ativo da ação. Todavia. com o processo em curso e as partes compõem fora do processo. a) Requisitos: Os requisitos para tais sentenças serem títulos executivos são os seguintes: • Sentença criminal definitiva.

neste caso. o ato que encerra o processo de arbitragem. inciso III. 5. o juízo cível competente (estadual). . É procedimento de jurisdição voluntária (CPC. ou seja. surge com o pedido de homologação. surgindo este apenas para possibilitar a homologação. O juiz apenas homologa o acordo.175 e) Legitimidade passiva Também. b) Natureza Jurídica. II). a) O que é? É uma decisão acordada extrajudicialmente pelas partes. • Se os limites da arbitragem forem transpostos. c) Competência para execução: Conforme dispõe o art 475-P. a composição extrajudicial da lide. no caso do nº 3. fundamentos ou dispositivo. o processo pré-existe. • Falta de um dos requisitos: relatório. b) Hipóteses de nulidade da sentença arbitral. São as seguintes: • A nulidade do compromisso arbitral. tendo. Não existe processo anteriormente. concussão ou corrupção passiva. Acordo extrajudicial de qualquer natureza. Trata-se de jurisdição voluntária embora não haja previsão legal neste sentido. Quem faz o acordo são as partes. É a parte que tenha descumprido o direito da outra. • Incompetência do árbitro. 4. art 1103/11). tem-se título executivo judicial. Evidentemente. portanto. • Se forem desrespeitados os princípios do contraditório. como sentença judicial que passa a ser. A finalidade é tão-somente transformar o acordo particular em título executivo judicial. A diferença entre as instituições dos itens 3 e 5 é que no item 3 já existe processo em curso e no item 5 não. I). a sentença foi proferida por prevaricação. as duas partes. igualdade das partes. O processo. o do local da execução ou da situação dos bens. • Sentença extemporânea. Quando a sentença arbitral é condenatória ou (tem conteúdo condenatório). É. devidamente homologada judicialmente. A sentença arbitral estrangeira poderá ser executada se estiver devidamente homologada pelo STJ (CF 105. cumprido a sua parte da sentença. Sentença arbitral a) O que é. art 109. a sentença arbitral se equipara à sentença judicial. • Se. imparcialidade do árbitro e seu livre convencimento. A execução estará a cargo do juiz federal de primeiro grau. • Se não foi decidido todo o litígio submetido à arbitragem. portanto. Aliás. É a decisão proferida pelo árbitro que não pertence à magistratura. d) Sentença arbitral estrangeira. mas que exerce a jurisdição. É. comprovadamente. Quem faz o acordo são as partes. homologado judicialmente. Diferentemente. escolhido pelas partes. (CF.

A sentença arbitral é título executivo judicial e o juiz que a proferiu é o competente para a sua execução. no entanto. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. art 1027 e seu parágrafo único). quando no território brasileiro só têm jurisdição os órgãos nacionais. a) O que é? É uma decisão de tribunal estrangeiro que não tem autoridade no território nacional. Resposta: A afirmativa não está correta. a execução não estará na competência do juiz que a proferiu. homologada pelo STJ. Quando o quinhão resultante da sucessão hereditária não ultrapassar o valor de cinco salários mínimos. c) Competência para homologação: STJ (CF. I. Mas quanto à execução há a se considerar que sua execução depende de ela ter conteúdo condenatório. 7. é indispensável que ela não conflite com a estrutura legal brasileira. o formal de partilha pode ser substituído por certidão do pagamento do quinhão hereditário. art 475-N. Para valer no território brasileiro precisa ser reconhecida no Brasil por meio de homologação do STJ (CPC.176 6. “i”). como consta do CPC. (CPC. art 483). a) Distinção entre formal e certidão de partilha. pois advém de uma sentença que. O formal e a certidão. pela própria soberania do país.09. exclusivamente em relação ao inventariante. não é uma sentença condenatória. X. não sendo. a rigor. para título e conservação dos direitos do interessado. Pelo menos não está totalmente correta. A competência para processar e julgar. Sentença estrangeira. é dos juizes federais. c) Legitimidade passiva. 105. Se ela tiver conteúdo . atuam com eficácia como título executivo em relação ao inventariante. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. Por isso ele não tem competência para a execução. conforme dispõe i art 109. A sentença arbitral é título executivo judicial. b) Justificativa da necessidade de homologação.2008 PROVA 1. (CPC. ela foi prolatada por um árbitro escolhido pelas partes. portanto um juiz do judiciário. a favor de quem a carta foi passada. 19. b) Legitimidade ativa. O formal de partilha é um título executivo especial. de fato. aos herdeiros e aos sucessores a título universal ou singular. art 1027 e seu parágrafo único). para que a sentença estrangeira ingresse no território nacional com autoridade. VII). Afinal. E o STJ é quem cuida de ver essa compatibilidade. Nesse caso. da CF. Formal de partilha é a carta de sentença extraída dos autos do inventário. Esta situação ocorre nos pequenos inventários ou arrolamentos. Além do mais aceitá-la sem essa homologação seria reconhecer a jurisdição de tribunal estrangeiro em território nacional. Preservação da soberania nacional. Tratando-se de sentença arbitral. Formal e a certidão de partilha.

2007? Explique. porque ambos são títulos executivos quanto às verbas mencionadas no art 20.11. portanto. A execução constituirá processo autônomo. quanto aos títulos não pleiteados na ação.177 condenatório. não-auto-suficientes.10. ainda que inclua matéria não posta em juízo” constitui título executivo judicial e. pois 1º e 2 (feriados) 3 e 4 (sábado e domingo). que a afirmativa está erra (invertida). Por outro lado. enquanto que a sentença declaratória e a sentença constitutiva são não auto-suficientes. sendo. portanto. pois. retroagindose no tempo. pela pretensão que atendem. não extrajudicial como mencionou a questão. o juiz omite-se quanto ao prazo para que as partes depositem em cartório o rol de testemunhas. sendo também título executivo. do CPC. Resposta: Conforme prevê o art 407. 4. I e seguintes. autosuficientes. que os dias dezessete (4ª feira). são dias úteis. o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. embora esse cumprimento ocorra no próprio processo (execução lato sensu). portanto. Portanto a afirmativa está errada. . conforme disciplina o art 475-J e seguintes. Começará. A contagem deve ser feita de traz para frente. O que nos leva o dia 22.10.10. contar-se a partir do dia 5.10.2007. para a audiência. se o juiz não fixar o prazo. São. 2. 05.11. implicando na citação do réu. conforme determina o art 475. Mas o dies a quo deve ser excluído. Logo as partes deverão depositar em cartório o rol até dez dias antes da audiência.2007). III. o prazo estará expirado. dia útil.Designando o dia 05 de novembro de 2007 (05. Esse é o fim do prazo em que as partes devem depositar o rol de testemunhas. 10 dias a partir do dia 31.2007. que o mês de outubro tem 31 dias. pois. dispõe que : “a sentença homologatória de conciliação ou de transação. uma segunda-feira. O prazo para as partes depositarem o rol de testemunhas será até 22. A partir do dia 23. É um título executivo extrajudicial a sentença homologatória de transação. as sentenças condenatórias positivas têm seqüência no cumprimento da sentença. bem como a constitutiva pode também ter conteúdo condenatório e a declaratória se valer do contigo no art 4º. que o dia vinte e um de outubro é domingo.2007. Resposta: As sentenças constitutiva e declaratória. Foi o que aconteceu no presente caso: o juiz omitiu-se. Essas duas modalidades de título executivo implicam em diferentes procedimentos processuais quanto à respectiva ação de execução. Portanto a resposta é: até o dia 22. A sentença condenatória é auto-suficiente. 3. Esta é a regra geral. do CPC. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. pois a contagem no dia 31. se exaurem em si mesmas. todos do outubro.2007 ou até 19. Conta-se. N. dezenove (6ª feita) vinte e dois (2ª feira) e 26 (6ª).10. Resposta: O art 475. Considerando que os dias 1º (5ª feira) e 3 (6ª feita) são feriados forenses na justiça do Distrito Federal (por onde corre o processo). não necessitando de atos posteriores que as completem. o juiz competente para conhecer do processo de execução é juiz da justiça estadual. ou seja. uma segunda feira. A definição do juiz competente segue as regras normais para tanto. que é o dies a quo. começando-se a contagem no primeiro dia útil que o antecede. Esta afirmativa está certa ou não? Explique. Conclui-se.

se ela é compatível com o nosso ordenamento jurídico.12. Duplicata: trata-se de um título de crédito causal. corresponde a um título formal. a nota promissória é uma promessa de pagamento. a nota promissória. de participação eventual. a debênture e o cheque. porque a sentença estrangeira deve ser homologada pelo STJ conforme dispõe o art 483. Prazos de prescrição: de 3 anos. obrigatoriamente e de endossantes e avalistas. a duplicata. Trata-se de uma ordem de pagamento dada a alguém. de 08. literal. I. devidamente modificado pela EC nº 45. i. do vencimento. De 1 ano. • Endossantes e avalistas. I: A letra de câmbio. Questão de preservar a soberania do país sob dois aspectos. É regulada pela lei 5.178 5. contra endossantes e seus avalistas. São eles: 1. quanto ao sacado e seus avalistas.2008 TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS Os títulos executivos extrajudiciais estão elencados no art 585. contra o emitente. ou seja. sem protesto não sendo título de custas. do CPC. A sentença proferida por um tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologado pelo STF. para pagar a outrem determinada quantia em certa data. • Beneficiário – aquele que vai receber o valor da letra. Esta afirmativa está certa ou não? Por que existe necessidade de homologação? Explique. eventualmente. De 6 meses para exercer o direito de regresso. por sua emissão está ligada a uma transação mercantil ou a uma prestação de serviços. Prazos de prescrição: de 3 anos. autônomo. • Sacado – aquele contra quem a letra é emitida. Na nota promissória aparecem as figuras do emitente e do beneficiário. do protesto. Sua emissão sucede a emissão da fatura e da nota fiscal. De 6 meses do respectivo pagamento por iniciativa daquele que pagou a letra contra os outros intervenientes (Direito de regresso). Nota promissória: Diferentemente da letra de câmbio.474/68 . porque no território nacional só têm jurisdições os órgãos do Judiciário brasileiro. Letra de câmbio: criado pelo saque. mas não contra outros beneficiários a quem ela tenha sido transferida. da Constituição Federal. 30. As defesas pessoais podem ser alegadas pelo devedor contra o beneficiário da nota. Para a execução não há necessidade de protesto contra emitente e seus avalistas. De 1 ano. E quem deve pagá-la. porque há necessidade de que seja verificada se a sentença estrangeira não fere algum dispositivo de nossa estrutura jurídica. Por que a homologação é necessária? Porque a sentença emitida por tribunal estrangeiro não tem autoridade no território nacional. do CPC.09. do vencimento. Resposta: Não. que alterou o art 105. Art 585. Depois. Nesse título aparecem as figuras do: • Sacador – aquele que emite a letra de cambio.2004. De 1 ano contra endossantes e seus avalistas. Primeiro.

Caso contrário. que o credor terá seu bem administrado pelo devedor. Eles não significam o pagamento do crédito. Art 585. entretanto. caução. . A caução real é sobre bens móveis (penhor. por exemplo). deve ser assinado. as despesas de condomínio necessitam de anterior ação de conhecimento. por exemplo) e imóveis (hipoteca. O enfiteuta paga um valor fixo e anual ao senhorio.179 Prazos de prescrição: Sãos os mesmos anteriores. que representa um direito real sobre bens imóveis e deve ser registrada no CRI. A anticrese é direito real que decorre de cessão que o devedor faz de um bem seu ao credor. para captação de capital. A caução fidejussória pode ser judicial. V: O crédito documentalmente comprovado decorrente de aluguel de imóvel. Já o laudêmio é a compensação monetária (comissão de 2. as residenciais e as não residenciais e se estendem aos contratos de renovação compulsória. Art 585. O foro e o laudêmio estão ligados à enfiteuse (hoje direito de superfície). o instrumento de transação referendado pelo MP. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. mas a garantia dele. no final. O documento público por excelência é a escritura. de médio e longo prazo. São as várias maneiras de se garantir um crédito (garantia real). Na enfiteuse aparecem as figuras do enfiteuta e do senhorio direto. Instrumento de transação referendado é o acordo extrajudicial feito pelas partes referendado pelo MP. 2. Quanto aos documentos particulares. Art 585. O direito de execução do locador é extensivo ao sublocador em relação aos subinquilinos. com a diferença de que o prazo para se exercer o direito de regresso e de 1 ano. A caução pode ser de duas espécies: fidejussória e real. também. 5. 4. IV: O crédito decorrente de foro e laudêmio. bem como os seguros de vida. A escritura ou outro documento público qualquer deve ser assinado pelo devedor. (boletim de ocorrência) de um acidente de trânsito no qual aquele que se dispõe a pagar o “estrago” deve assumir essa obrigação expressamente no próprio B. A apólice do seguro de vida é outra forma de título executivo prevista na lei e visa. garantir o crédito.5% sobre o valor da venda) que o enfiteuta para ao senhorio toda vez que ceder o domínio útil do bem objeto da enfiteuse e desde que o senhorio não exerça seu direito de preferência. sem o que ele não tem força executiva. estas só constituirão título executivo extrajudicial se resultarem de locação.O. também. por duas testemunhas. para que o credor aproveite os frutos até a liquidação do seu crédito. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. legal ou convencional. Ex: o testamento (o testamento cerrado não é título extrajudicial pela falta de testemunhas). II: A escritura ou outro documento público assinado pelo devedor. penhor. pelo direito de uso e gozo do imóvel o que constitui o foro. bem como os encargos acessórios. Debênture: trata-se de um título emitido pelas sociedades anônimas. pela Defensoria Pública ou pelos advogados das partes (pode ser um mesmo advogado para ambas). Quer dizer. Art 585. além da assinatura do devedor. anticrese. Como espécies de outros documentos públicos pode-se mencionar o B. 3. No que se refere às despesas de condomínio. São formas de caução. III: Os contratos garantidos por hipoteca. As execuções abrangem tanto a locação urbana como a rural.O.

180 6. Art 585, VI: O crédito de serventuário da justiça, de perito, de intérprete ou de tradutor quando as custas e honorários forem aprovados por decisão judicial. O inciso se refere aos serventuários não permanentes, restringindo-se àqueles eventuais, como o perito, o intérprete e o tradutor. Estes podem cobrar pelos serviços prestados às partes, quando forem os mesmos aprovados por decisão judicial. Todavia é preciso não confundir aprovação judicial com a sentença exarada no processo, uma vez que não existe entre tais serventuários e as partes uma relação processual. A aprovação é simples medida administrativa para assegurar a regularidade da conta. 7. Art 585, VII: A certidão da dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. A primeira providência para a execução de tais dívidas se refere à inscrição na dívida ativa, providência que permite apurar a certeza e a liquidez exigidas para a execução do título extrajudicial. Todavia, a inscrição, em si, não constitui o título executivo, o qual será instituído pela “certidão dos créditos inscritos na forma da lei”. O crédito fiscal é preferencial, inclusive sobre o crédito do credor hipotecário e pignoratício, ainda que estes tenham sido constituídos antes. 8. Art 585, VIII: todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Títulos extrajudiciais estrangeiros Diferentemente do título judicial estrangeiro, o título extrajudicial estrangeiro produz no Brasil seus efeitos sem homologação, desde que satisfeitos os requisitos exigidos pela legislação do local de sua formação e for indicado o Brasil como o local de cumprimento da obrigação. (CPC, art 585, § 2º). Também diferentemente do título judicial estrangeiro, cuja competência é de juiz federal de 1º grau, o título extrajudicial estrangeiro é da competência da justiça estadual, de primeiro grau. 03.10.2008 LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA É a sentença que permite atingir-se um provimento jurisdicional que finaliza a lide, a controvérsia ente as partes. Exarada a sentença, pode a mesma ser cumprida voluntariamente pelo vencido. Todavia, se assim não for, há necessidade de a Justiça providenciar o seu cumprimento. Com a recente reforma no Código Civil, esse cumprimento passou a ser efetuado dentro do mesmo processo, como simples incidente complementar da condenação. As sentenças condenatórias, que sempre ensejam a necessidade de execução, nem sempre se cumprem imediatamente. Embora contenham a certeza do direito do vencedor, nem sempre são precisas com relação ao valor da dívida, ou à individualização do objeto da prestação. Por isso, dizer que as sentenças podem ser líquidas e ilíquidas. Sentença ilíquida é aquela que não fixa o valor da condenação, quando seu objeto é dinheiro, ou que não individualiza o objeto da prestação em outros casos. Essa situação é incompatível com o processo de execução que pressupõe sempre um título que represente uma obrigação líquida, certa e exigível. A execução forçada não é de índole contraditória,

181 não se prestando a acertamento ou definição, mas apenas à realização prática de uma situação jurídica cuja legitimidade é comprovada pelo próprio título. Assim, se o juiz executivo não vai julgar, mas apenas realizar o conteúdo do título, é imprescindível que esse título seja líquido, ou seja, especificamente determinado quanto à quantidade, à coisa e aos fatos devidos, donde a necessidade de recorrer-se à sua prévia liquidação, sempre que a sentença não determine o valor devido. Por isso, faltará a liquidez a ele, a qual lhe será agregada por nova decisão no processo liquidatório, que tem natureza de conhecimento. É providência própria do título executivo judicial. Ao título executivo extrajudicial, a falta da determinação exata da soma devida faz com que o título perca sua força executória, só podendo ser cobrado em processo de conhecimento. Não há, portanto, liquidação de título executivo extrajudicial ilíquido. Assim, a ação de liquidação de sentença só terá lugar quando a sentença condenatória proferida no processo de conhecimento for ilíquida. A sentença ilíquida é incompleta quanto à quantidade, à coisa ou ao fato. Casos de iliquidez da sentença: Como se viu, a iliquidez pode ser quanto à quantidade, à coisa, ou ao fato devido. A. Nas dívidas em dinheiro, dá-se a iliquidez da sentença, em relação ao quantum debeatur quando: 1) Condena ao pagamento de perdas e danos, sem fixar o respectivo valor. Como, geralmente as perdas e danos são fixados depois, a sentença em questão, sendo incompleta, deverá ser liquidada. 2) Condena em juros, genericamente. Quando o título executivo judicial, a sentença não detalha as condições dos juros, quanto à taxa e ao seu tipo, por exemplo. 3) Condena à restituição de frutos, naturais ou civis. Ex: de frutos civis: aluguéis recebidos indevidamente. 4) Condena o devedor a restituir o equivalente à coisa devida. A sentença já fixa a obrigação a ser cumprida em valor equivalente à coisa pedida, que pode ter desaparecido. 5) Em lugar do fato devido a que foi condenado o devedor, o credor opta por executar o valor correspondente, ainda por determinar. Neste caso, a sentença estabelece que a coisa que deve ser dada para seu cumprimento. Todavia, como é direito de credor, ele decide transformar a coisa em dinheiro, cujo montante será estabelecido na liquidação da sentença. B. Em relação à coisa devida, a sentença será considerada ilíquida quando condena: 1) À restituição de uma universalidade de fato, como ocorre nos casos de herança, em que existe uma universalidade de bens a serem distribuídos aos herdeiros. 2) Em obrigação alternativa. Como existem opções, aquele que tem direito à escolha (devedor ou credor, conforme a situação) solicita a liquidação da sentença apresentando a opção escolhida. C. Em relação ao fato devido. Este caso de sentença ilíquida ocorre quanto o vencido é condenado a fazer obras e serviços não individualizados, não especificados. Para que a sentença possa ser cumprida há necessidade de que tais fatos sejam devidamente especificados.

182

Questão: A sentença declaratória pode ser liquidada (quanto ao mérito)? Pode, dependendo do tipo de sentença declaratória. Se ela declara a existência de um direito e esse direito é violado, pode exigir-se a sua liquidação para que ele seja executado. (CPC, art 4º parágrafo único). Limite da liquidação da sentença: na liquidação da sentença se busca tão somente completar uma sentença incompleta (ilíquida). Nesta fase do processo, só se pode discutir na liquidação da sentença o que for relativo ao quantum debeatur, sendo defeso discutir a lide, que já foi decidida. Portanto, o limite da liquidação da sentença é o quantum debeatur. (CPC, art 475-E). Todavia, permite-se que alguma coisa possa ser acrescida ao quantum debeatur. A propósito, o art 293 e à súmula 254 do TSF, que esclarece que. embora o pedido deva ser interpretado restritivamente, no principal devem ser incluídos os juros legais (moratórios), ainda que não estejam no pedido. Questões: 1) É possível ao devedor pedir o cumprimento da sentença? Não, pois ele tem é que cumpre-la. 2) O devedor pode pedir a liquidação da sentença? Como o devedor não tem apenas o dever de cumprir a sentença, mas também o direito de livrar-se da obrigação ele pode pedir a liquidação da sentença, quando esta for ilíquida. Como atualmente a liquidação de sentença é um meio preparatório ao seu cumprimento, se o credor ficar inerte quanto à liquidação de sentença ilíquida, o devedor pode pedir essa liquidação, escudado pelo seu direito de livrar-se da obrigação. Neste caso ele não pede o cumprimento, mas tão-somente pede sejam estabelecidas condições para que ela a cumpra. Natureza jurídica da decisão proferida na liquidação de sentença, quanto ao quantum debeatur. Qual é sua natureza jurídica? Para a lei é uma decisão interlocutória de caráter complementar e integrativo. É complementar porque completa a sentença ilíquida e integrativa porque estabelece a ligação entre a ação de conhecimento e o cumprimento da sentença. Todavia, há doutrinadores que a consideram uma sentença. Recurso cabível na à decisão proferida na liquidação de sentença: Cabe agravo de instrumento (CPC, art 475-H), o que reafirma sua natureza jurídica de decisão interlocutória. Mas esse agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Portanto, o cumprimento da sentença (do processo de conhecimento) transitada em julgado será em caráter definitivo, uma vez que o recurso (agravo de instrumento) não tem efeito suspensivo. Natureza jurídica da decisão da liquidação de sentença, quando aquele que a solicitar não oferece ao juiz elementos suficientes à liquidação ou pleiteia a liquidação por meio inadequado (arbitramentos ou por artigos). Neste caso, o juiz decide sem julgamento do mérito, porque ficou a liquidação frustrada. Há a possibilidade, entretanto, de ser proposta nova liquidação pelo credor, porque não houve coisa julgada material. Trata-se assim, de sentença, para a doutrina.

183

Questão: O que é liquidação zero? Quando julga a liquidação de sentença, o juiz poderá concluir que o quantum reclamado pelo credor seja igual ao quantum já pago pelo devedor, inexistindo portanto valor a ser paga ao primeiro. A sentença liquidatória, neste caso, encerrará o processo declarando a inexistência de crédito ao autor da ação, ou seja o saldo final das compensações de valores reclamados e valores pagos é zero. Temos a liquidação zero, diferente da liquidação frustrada, quando não foi possível apurar o quantum. Obs. Os pagamentos ao credor serão informados na contestação, uma vez que a liquidação de sentença segue o procedimento comum. 10.10.2008 PROCEDIMENTOS DA LIQUIDAÇÃO A liquidação da sentença ordinariamente é feita nos próprios autos da ação condenatória (ordinário ou sumário, portanto). Como pode haver liquidação provisória, liquida-se a sentença em autos apartados, formados com cópias das peças processuais pertinentes (CPC, art 475-O, e 475-A, § 2º). Da mesma forma se procede quando a sentença condenatória contiver parte líquida e parte ilíquida, porque neste caso o credor tem direito de promover o cumprimento da parte líquida e a liquidação da parte genérica (ilíquida), simultaneamente. Neste caso de liquidação e execução parciais, de um só julgado, os pedidos devem, também, ser formulados e processados separadamente. O procedimento variará conforme a natureza das operações necessárias para determinação do quantum debeatur ou do quod debeatur. O código prevê duas modalidades para a liquidação de uma sentença ilíquida: a) Liquidação por arbitramento – CPC, art 475- C. b) Liquidação por artigos – CPC, art 475-E. Liquidação por artigos Esta modalidade será aplicada sempre que para liquidar-se a sentença se faça necessário apresentar e provar fatos novos. A modalidade é chamada de “liquidação por artigos” porque a petição inicial é apresentada de forma articulada: cada fato novo constituirá um artigo, recebendo os artigos numeração seqüencial. No caso, o que serão fatos novos? São todos os acontecimentos aptos a determinar o valor da condenação e ocorrem depois que a sentença foi prolatada. Ocorrendo tais fatos após o julgamento não são ainda do conhecimento do juiz e por isso precisam ser a ele apresentados. Assim, apenas serão arrolados e articulados fatos que, de fato, tenham influência na fixação do valor da condenação ou que permitam a individuação do objeto. Portanto só interessam ao caso os fatos que decorram do objeto da ação de conhecimento e que possam influir na liquidação da sentença condenatória. Fora dessas condições, outros fatos serão recusados pelo juiz. Nessa fase só se discute a liquidação e sob nenhum pretexto se discutirá a lide, que já está decidida. Então, na petição inicial da liquidação de sentença, a parte articulará cada artigo, com a respectiva prova. A outra parte deverá contestar cada artigo da petição inicial. Por exemplo, no processo de conhecimento deverá o lesado provar a existência do dano, como ruína do

184 prédio, estragos em veículo, paralisação dos serviços, redução da capacidade de trabalho etc. Na liquidação de sentença, o dano já foi devidamente provado e por isso na liquidação da sentença apurar-se-á apenas o valor do dano, dividido pelos artigos apresentados. Apresentado o requerimento do credor da condenação, o vencido será intimado na pessoa de seu advogado a acompanhar a liquidação dos artigos, que seguirá o procedimento comum. Ele não será citado por já está no processo. Existem casos, todavia, que o devedor deverá ser citado, por não estar ainda em processo. É o caso da ação penal condenatória que enseja ação civil. Nesse caso ele deve ser citado porque ainda não há processo no cível. Outro exemplo é quando o credor opta por liquidação a sentença em outra comarca, a da situação do imóvel, por exemplo, No caso do art 475-B, também haverá citação. Prazo: quando intimado ou citado, qual o prazo do devedor para se manifestar? Depende do procedimento adotado: se rito ordinário, o prazo será de 15 dias (CPC 297) e se rito sumário o devedor deverá manifestar-se na própria audiência (CPC, 278) Na liquidação de sentença não cabe agravo retido. Liquidação por arbitramento Nesta modalidade de liquidação de sentença não haverá fatos novos, tendo que se usar apenas o que já esteja no processo. Não há, também, procedimento ordinário ou sumário, mas apenas o procedimento das perícias. Este processo deve ser usado quando a determinação do quantum debeatur depender de conhecimentos técnicos, de conhecimentos de um perito. Existem três situações em que a liquidação por arbitramento será adotada (CPC, art 475-C): 1) Quando determinado na própria sentença condenatória. – Neste caso a questão é bastante simples e ao devedor só restar cumprir o julgado. 2) Quando convencionado pelas partes. A convenção das partes pode advir de cláusula contratual anterior à sentença ou de transação posterior à decisão. 3) Quando a natureza do objeto da liquidação exigir. Caso em que natureza do objeto exige conhecimentos técnicos. São exemplos de situações que reclamam esses conhecimentos técnicos: desvalorização de veículos acidentados, determinação dos lucros cessantes em face de inatividade da pessoa, extensão da perda parcial da capacidade laborativa etc. Requerido o arbitramento na petição inicial, intimado o devedor, o juiz nomeará o perito marcando logo o prazo para entrega do respectivo laudo pericial (CPC, art 475D). As partes poderão indicar, em 5 dias, assistentes técnicos, formulando os quesitos. Após a apresentação do laudo, as partes terão o prazo de 10 dias para sobre ele se manifestarem. Diante dos pronunciamentos dos interessados, o juiz poderá adotar uma das seguintes atitudes: a) Dar sua decisão, fixando o valor da condenação ou individualizando o objeto b) Designar audiência de instrução e julgamento (Parágrafo único do 475-D). Trata-se de audiência onde o perito judicial e os assistentes prestarão esclarecimentos à parte que os solicitar, que deverá formular quesitos e apresentá-lo ao juiz, que sobre estes intimará o perito e os assistentes 5 dias antes da audiência. Fora deste prazo, perito e assistentes não estarão obrigados aos esclarecimentos.

Todavia. deverá ser citado. o processo será arquivado. Decorrido in albis o prazo para o cumprimento espontâneo. se for o vaso. Depois de expedido o mandado de penhora o devedor será intimado pelo Diário Oficial. tem-se definido o valor para o cumprimento da sentença. com vistas a penhorar bens do devedor. na falta deste. na petição. porque será um procedimento autônomo em relação ao processo anterior. II. ou o domicilio do réu. o credor requererá. onde estejam. é indispensável que o credor a requeira.10. ou. observando os artigos 282. para evitar a multa legal. Uma dúvida que pode surgir: o devedor deve ser intimado ou citado? Se o pedido de cumprimento se faz no mesmo processo. Se o credor concordar com os cálculos deste. A memória será encaminhada ao Contador Judicial que efetuará nova memoraria. Em havendo necessidade de novos documentos para que o credor possa desenvolver a memória de cálculo. Defesas do devedor no cumprimento da sentença O devedor na fase do cumprimento da sentença condenatória pode defender-se por meio de três tipos de instrumentos: I. Todavia. a expedição de mandado de cumprimento forçado. como ele já está no processo. II. o credor requer ao juiz ordenar ao seu possuidor entregá-los. da obrigação. à ação será atribuído o valor ofertado pelo credor. art 341). Uma vez efetuada a penhora. o devedor pode tomar a iniciativa do cálculo. esse prazo se suspende. O credor deve. o juiz ordenará a penhora de bens de seu patrimônio. Decorridos 6 meses contados da data da sentença sem que o credor requeira o cumprimento. indicar os bens a penhora. se o cumprimento foi requerido em outra comarca. Objeção de executividade. depositando o valor obtido em juízo. Se houver interposição de recurso recebido com efeito suspensivo. Montante excessivo – Poderá o devedor alegar que os cálculos são excessivos. em petição simples. por exemplo. Se não concordar. Pode ocorrer a liquidação provisória da sentença se a apelação não foi recebida com efeito suspensivo. Impugnação ao cumprimento da sentença . 284 e 614.185 14. III. sendo a mesma cumprida no próprio processo de conhecimento. O prazo para cumprimento voluntário é de 15 dias. os bens penhoráveis. Eles poderão estar com o próprio devedor ou com terceiros. Exceção de executividade. mas a penhora obedecerá ao valor do contador judicial. com base na qual o devedor efetuará o pagamento. uma vez que lhe compete preparar essa atividade executiva com a devida memória de cálculo. Se com o devedor e estes se negarem a entregá-los. bem como se pedirá a penhora de mencionados bens. Se com terceiro.2008 CUMPRIMENTO DA SENTENÇA Embora o cumprimento da sentença não dependa de ação própria. na inércia do credor. correndo os 15 dias após a decisão ao recurso proposto (art 475-J). este será intimado a exibi-los sob pena de desobediência – Ação de exibição de documentos ou coisa. será intimado na pessoa de seu advogado. liberando-se assim. o credor será intimado na pessoa de seu advogado. inclusive. contados da sentença de condenação ou de liquidação. valerão os cálculos apresentados pelo credor. ou mesmo o juiz julgá-los assim. na pessoa de seu advogado. Decorrido o prazo in albis o devedor estará sujeito à multa de 10%. (CPC.

§1º). A) Exceção de executividade. uma vez que a intimação já supõe a penhora de bens. art 475-J. Esse recurso deve ser interposto no prazo de 15 dias.186 Destes tipos de defesa. juntamente com esta. O devedor deve ter prova pré-constuída de sua alegação. como remissão. decisão interlocutória. por exemplo. como. sub-rogação. da intimação da penhora e avaliação do bem a penhorar. Se a exceção for rejeitada pelo juiz. dentro do prazo fixado pelo juiz: o agravo e a apelação. • Documentos probatórios da alegação. conforme o tipo de decisão. Trata-sede meio de defesa do devedor stricto sensu. art 301. art 267m incisos IV. a objeção de executividade pode ser proposta a qualquer tempo e em qualquer frase do processo. o credor poderá se valer de dois os tipos de defesas contra a exceção de executividade. e em qualquer fase do processo. menos a convenção de arbitragem. destas. tem-se uma sentença. nunca depois da entrada da impugnação. cabendo dessa decisão uma das defesas acima: agravo ou apelação. quando apresenta a objeção à executividade. Já as objeções podem ser propostas a qualquer tempo. havendo ou não defesa. sobre as quais o juiz deve manifestar-se de ofício. O excipiente apenas alerta o juiz sobre tais matérias. Todavia as exceções só podem ser apresentadas até o prazo da impugnação ao cumprimento da sentença. Por isso mesmo independe a apresentação desse recurso da segurança do juiz pela penhora. ou seja. se a acolhe extinguindo a execução. os dois primeiros podem ser apresentados pelo devedor até mesmo antes do início do cumprimento da sentença. agravo. Como se trata de matéria que o juiz deve conhecer de oficio. ou seja. também. Oferecidas a objeção de executividade ou a exceção de executividade. Visam essas duas defesas. evitar a penhora de bens do devedor. dação em pagamento. ou outro fato que tenha efeito de pagamento. Conteúdo da objeção: São as constantes do CPC. sem necessidade de segurança ao juízo. Quais as defesas que poderão ser interpostas no caso de exceção de executividade? Pelo princípio do contraditório. o juiz decide a exceção. já há segurança para o juízo quanto à liquidação do valor devido. também. contra a qual cabe. (CPP. não se suspende a execução nem o prazo para apresentação da impugnação. São elas: a) A ausência dos pressupostos processuais positivos. Depois do prazo concedido ao credor. B) Objeção de Executividade É a defesa do devedor sobre matéria que o juiz deveria conhecer de ofício – matéria de ordem pública. que pode ser impugnada por apelação e se a acolhe sem extinguir a execução tem-se. contados da intimação do patrono do devedor. consignação em pagamento. . devendo conter matéria sobre a qual o juiz não pode decidir de oficio. A petição deve conter: • Pedido de extinção da execução ou a modificação de seu valor por ter havido pagamento parcial. V e VI e as contidas no CPC. Requisitos da exceção de executividade. tem-se uma decisão interlocutória da qual cabe agravo. devendo ser apresentado no prazo de 15 dias. o pagamento efetuado ou qualquer outra forma de extinção da obrigação.

Essa inexigibilidade pode se dar por estar o devedor ainda dentro do termo (prazo de 15 dias) para pagamento (CPC. começa a correr o prazo de 15 dias para a impugnação. E um meio de defesa do devedor. Todavia a falta ou nulidade de citação e a revelia devem correr concomitantemente. Esse tipo de recurso deve ser interposto em 15 dias (CPC. misto de defesa e de ação. • 475-L. Nesses casos. incapacidade da parte defeito de representação. a impugnação só pode ser apresentada depois que o juiz esteja garantido pelo penhora. Pode ser que a revelia se dê. não configura hipótese para impugnação. ou seja a revelia se dá exatamente por falta ou nulidade da citação. 475-L. Continência. ou pela existência de uma condição suspensiva qualquer. mas que tenha havido citação. quando haverá o contraditório. na sentença. Nesse caso. a conexão. carência de ação: e) Objeções de direito material. a inépcia da petição inicial: a perempção. coisa julgada. a incompetência absoluta. Assim. Lembrar que a presença espontânea do devedor no processo significa citação.: Quando o credor apresentou a memória de cálculo já indicou bens a penhora e solicitou ao juiz que determinasse a penhora dos bens necessários à garantia o seu crédito. Todavia. do CPC. o título ainda não é exigível. II) ou contra a própria execução. o prazo de contestação transcorreu in albis. Prazo: 15 dias da intimação da penhora. § 1º) Requisitos da impugnação ao cumprimento da sentença: Tratando-se de uma petição inicial pelo o aspecto misto do instrumento. Pela impugnação o devedor atacará a eficácia do título quanto aos seus aspectos formais ou atacará algum ato da execução.I: Falta ou nulidade de citação.187 b) a presença de pressupostos processuais negativos (litispendência. 572). estabelecer prazo . Pode ser até que o pagamento dependa de uma providência do próprio credor. ou seja. o que implica que o processo correu a sua revelia. embora haja revelia. b) Atos da própria execução. O devedor poderá alegar: • Art 475-L. Hipóteses de propositura da impugnação. Obs. a litispendência.II: Inexigibilidade do título executivo. porque ao mesmo tempo em que ele se defende. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido): d) preliminares de contestação. ela deve conter todos os requisitos dos artigos 282 e 283. a inexistência ou nulidade da citação. Pode acontecer até de o juiz. Todavia não pode mais falar sobre o mérito que já foi previamente definido. art 475-J. pede uma sentença declaratória. o devedor pode com a impugnação atacar dois aspectos: a) A eficácia executiva do título. Natureza jurídica: é um misto de defesa e ataque (ação). O juiz emite mandato de penhora e avaliação e no momento em que o devedor for intimado da avaliação e penhora (juntada nos autos da intimação). coisa julgada e perempção): c) as condições de ação (legitimidade das partes. C) Impugnação no cumprimento da sentença É a resposta do devedor contra a eficácia executiva (inexigibilidade) do título (CPC. como decadência e prescrição.

a execução pode ser imposta em juízo diverso do que apreciou a ação de conhecimento respectiva. a impugnação será autuada separadamente do processo. ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. a suspeição e o impedimento podem ser alegados a qualquer momento. tendo ocorrido. por exemplo. Mas apenas quanto à execução. quanto ao procedimento. portanto por sentença que importa na extinção do processo de execução. § 1º: Pode alegar a inconstitucionalidade da sentença. uma transação. Julgada a impugnação. art 580 e 585). o credor exige mais do que a sentença fixou. O que permite ao juiz receber a impugnação com efeito suspensivo. cabe apelação ao credor. e) Quando o credor não provar que já cumpriu a condição que lhe fora imposta pela sentença. art 475-M). salvo quando presentes o fumus boni júris e periculum in mora (quando a execução pode causar ao executado grave dano e de difícil reparação) . V: Pode alegar excesso de execução. Não ocorre efeito suspensivo no recebimento da impugnação. se procedente. Se houver efeito suspensivo a autuação da impugnação será no mesmo processo. penhora incorreta. a penhora recai sobre bens que não estão livres para a penhora. ainda. ou seja. • • • • • • Efeitos da impugnação (CPC. art 326) . valorizou tais bens de modo excessivo e o oficial de justiça. d) Quando o credor exige o cumprimento do devedor sem ter ainda cumprido a sua obrigação (contrato sinalagmático).188 maior para o devido cumprimento. Se improcedente. Como se mencionou antes. III: Erro de avaliação: quando o credor apresentou sua memória de cálculos e indicou bens a penhora. na execução. de impedimento ou de incompetência. caso em que a decisão dependerá do STF. III: Poderá alegar. cabo agravo de instrumento pelo devedor que apresentara a impugnação. O devedor pode apresentar este tipo de impugnação para corrigir o erro. Art 475-L. portanto por decisão interlocutória. prazo esse que engole os 15 dias legais. Art 475-L. cessão de crédito.m que aconteçam depois que a sentença foi prolatada. ao proceder à avaliação não deu pela coisa. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. Daí caber a alegação de suspeição. VI: Pode. c) Quando a execução se processo de modo diferente ao fixado na sentença. Art 475-L. Aliás. o devedor pode apresentar três tipos de defesa (CPC. (CPC. Pode haver até necessidade de chamamento ao processo de outro devedor solidário. IV: Ilegitimidade da parte. não quanto à ação. ela pode ser procedente ou improcedente. etc. alegar fatos impeditivos. Conforme § 1º do art 475-M. sub-rogação. (CPC. Por exemplo. o credor pode requerer o prosseguimento da execução. Art 475-L. Art 475-L. como: a) quando. b) Quando a execução recai sobre coisa diversas da determinada na sentença. também. modificativos ou extintivos da obrigação. Resumo: Como vimos. Pode ter havido alguma alteração na situação. Art 475-L. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. inclusive no próprio juízo. art 475-L): 1) Exceção de executividade. Por isso.

podendo ser alegadas a qualquer tempo. o prazo para impugnação e a sentença de extinção do processo. o momento da intimação do devedor quanto à penhora e avaliação do bem a ser penhorado. do CPC. sob sua direção. Pode também o juiz adotar outras medidas em nome da efetividade co cumprimento da sentença. para esta. em juízo. assim que transita em julgado deve prever a satisfação do pedido in natura. a objeção de executividade poderá ser apresentada em peça própria ou na impugnação. Mas a objeção de executividade continua sendo possível. conforme prevê o art 259. concedida ao autor. no prazo de 15 dias contados da intimação para penhora e avaliação do bem. nos termos em que foi pedido na ação. Como se viu. tarefas que tradicionalmente competiam ao devedor podem ser atribuídas ao credor que as executará. salvo. Com a sentença que põe fim ao processo. (CPC.2008 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA A OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER 1. diversos caminhos para que a tutela específica seja. ele já não pode mais apresentar a exceção de executividade em peça própria. pode o credor executar (ou mandar executar) o fato. Existem. Portanto. determinando suas providências imediatas ou providências das medidas a cargo do credor ou de terceiros. relativo à obrigação de fazer ou de não fazer previsto na sentença. Pode. Ressalve-se que as objeções. nasce para o devedor o direito de apresentar a impugnação. Tudo deve constar da sentença. pois. a ocorrência de fatos supervenientes. do CC. art 301) 3) Impugnação ao cumprimento da sentença Momentos para apresentação destas defesas: Na linha do tempo. independentemente de autorização judicial. A exceção de executividade pode ser ofertada até a intimação. 21. Também nesse prazo. entretanto. Nesse prazo. A sentença que dá provimento ao pedido desses tipos de obrigação. essas defesas podem ser apresentadas em momentos diversos. para que o resultado prático da sentença seja assegurado. de fato. por exemplo. Ela será posta em prática por meio de manado judicial dirigido ao devedor. o devedor pode se antecipar a ele e oferecer objeção sobre tais matérias até mesmo antes de iniciada a ação. e seu parágrafo único. Vencido o prazo de 15 dias. já não pode mais apresentar impugnação nem a exceção de executividade. ou seja.10. podem ser apresentadas depois. .189 2) Objeção de executividade. Tutela específica: é o cumprimento forçado. Em casos de comprovada urgência. Como a objeção se refere a matérias que o juiz deve conhecer de ofício. essas defesas não poderão mais ser apresentadas. para depois reclamar o respectivo ressarcimento de seus gastos. mas só em peça própria. exatamente como foi solicitada. Depois da intimação. Nesse sentido é preciso fixar algumas referências. mandar substituir aparelho defeituoso em lugar de consertá-lo. como o momento da propositura da ação. mas por meio de nova ação (rescisória ou anulatória). mas deverá fazê-lo na própria impugnação. antes da intimação mencionada podem ser alegados os motivos previstos nos artigos 301 e 326.

o juiz pode. o que não implica em modificar o pedido do autor. mesmo que ela não ocorra nesses momentos. todavia. de medida de apoio obrigatória e o seu uso depende de cada caso. “impedimento de atividade nociva”. prefira a reparação dos prejuízos em lugar do cumprimento in natura. Não é preciso. que o juiz pode impor ao devedor pelo retardamento do mencionado cumprimento. Mas a execução depende de mora do devedor.190 2. Tutela substitutiva: O autor tem direito à tutela específica. § 1º). que a tutela específica possa ser de mais de um modo. não fica o juiz impedido de a estabelecer na fase do cumprimento do julgado. praticar o ato proibido. art 461. do CPC. Como o valor da mora possa elevar demais o valor da multa. estas medidas são inaplicáveis. quer pelo fato pleiteado. imissão de posse etc. Pode fixar o dies a quo para o devido cálculo da multa.é preciso definir a sua certa e liquidez. pressupondo. deve-se seguir o procedimento de execução de quantia certa. Execução da multa: a imposição da multa pode se dar na decisão interlocutória relativa à concessão de antecipação de tutela ou na sentença definitiva. 4. Á custa do devedor. reduzi-la ou ampliá-la conforme a conveniência do caso. portanto. podem ser impostas outras medidas não constantes do rol. do CPC. São exemplos de medidas de apoio: “busca e apreensão” para coisas móveis. É necessário que haja um procedimento de execução do principal para orientar a definição do inadimplemento da obrigação. permite ao juiz escolher a forma menos gravosa ao devedor para o devido cumprimento da sentença. face ao descumprimento da tutela específica pelo devedor. Obriga-se o devedor ao desfazimento da obra realizada de modo ilegítimo. todavia. Medidas de apoio: Quando a tutela específica por possível. Assim. Para exigir-se o pagamento da multa. pela sua natureza ou por circunstâncias do caso. Até porque ela não significa um benefício para o credor. de ofício. quer por outra equivalente. “desfazimento de obra”. num rol não taxativo. Obrigações de não fazer: a sentença de condenação de obrigação de não fazer cumpre-se com a mera intimação do devedor. Não se trata. Bastante um incidente processual (CPC. o cumprimento da sentença seguirá o mesmo das condenações positivas. antes de reclamá-la em juízo. pelos princípios da equidade e da razoabilidade. Se ele. 3. a multa poderá ser retirada. b) Quando a prestação específica. se estabelecida e a obrigação não puder ser cumprida. Entretanto. porém. art 475-A a 475-H). a coisa deverá retornar ao seu . as medidas possíveis. ou seja. um procedimento de liquidação. se torna impossível (CPC. Todavia há duas situações em que a tutela específica possa ser convertida em perdas e danos: a) Quando o próprio credor. com exceção da astreinte. O art 620. A primeira dessas medidas é a multa diária (astreinte). O art 461. Mas se houve conversão da tutela específica em seu equivalente econômico. O credor obterá na sua atividade executiva a ordem judicial para o desfazimento da coisa. a menos que a impossibilidade de cumprimento tenha ocorrido por culpa do devedor. São medidas coercitivas que podem implicam até em uso de força policial para sua consecução. mas um meio para forçar o devedor ao cumprimento da sentença. Inclusive. o juiz pode fazer constar da sentença medida de apoio ao efetivo cumprimento da sentença.

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA. provar que a sua contraprestação foi cumprida sob risco de carência de ação. Fungibilidade: Tratamos aqui do pré-contrato relativo a uma promessa ou a um compromisso que representa declaração de vontades. não há necessidade de nova sentença. Uma vez levada ao registro público produz os seus efeitos erga omnes. ele será juntado aos autos do processo. não há execução de sentença. Se o devedor não a cumprir nesse prazo. Se ela não tiver ainda sido cumprida pode ele depositá-la como medida preparatória da ação. a criação de direito real etc. a sua eficácia. Contraprestação: O credor deve. A própria sentença produz seus efeitos. Dela nasce para o credor o direito à conclusão do contrato principal. Se o completo desfazimento for impossível. como ocorreria com o registro do contrato principal. Conforme as condições do pré-contrato. Ai está a fungibilidade. a sentença pode ter sua eficácia condicionada ao cumprimento de contraprestações futuras do credor. 1. ainda não exigíveis. 2. em se tratando de coisa móvel. caput). Executado o mandado. Cumprido o mandado. b) Imissão de posse. produzindo a transferência dominial. o juiz expedirá mandado para o cumprimento forçado da sentença. funcionar com força de contrato definitivo. é mais forte ainda ao admitir que o pré-contrato possa. o processo se exaure e os autos será remetidos ao arquivo. art 466-A). contudo. Admite o artigo mencionado a cumulação de duas ações em uma única ação: a condenação do devedor quanto à assinatura omitida e o estabelecimento do vínculo contratual definitivo. Encerramento do processo: Para tal. do CPC. O art 466-B. em certas situações. Procedimentos pos sentença: A sentença condenatória à entrega de coisa fixa prazo para que a obrigação seja cumprida (CPC. desde que não haja cláusula em contrário e o pré-contrato preencha as condições do contrato definitivo. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE DECLARAR A VONTADE 1. firmado anteriormente pelas partes. dar-se a conversão em perdas e danos e o cumprimento destas segue o procedimento de execução de quantia certa. Tutela substitutiva: A substituição da tutela poderá ocorrer de duas formas: . quando for imóvel. por meio de uma sentença que transitada em julgado produzirá os efeitos da declaração negada (CPC. art 461-A. Execução da sentença: No caso de condenação que outorga a declaração de vontade sonegada pelo devedor.191 statu quo ante.. Se o devedor não cumprir a obrigação assumida no précontrato será lícito ao credor pretender daquele a emitir a manifestação de vontade a que se obrigou. 3. 2. definitivo. que implica em: a) Busca e apreensão. encerrando-se este sem necessidade de nova sentença. Isso.

haverá mandado de penhora e avaliação de bens do devedor. transforma-se em penhora e avaliação dos bens do devedor necessários à satisfação do direito do credor (CPC. por definição legal (CPC.192 a) Se na propositura da ação o credor já se manifestou. art 745. art 475-J). Isso porque. para o cumprimento da sentença deve ser feita a definição da espécie e quantidade da coisa a ser entregue. certeza e exigibilidade da obrigação. art 244). Como as últimas modificações do Código de Processo Civil aboliram a execução em ação autônoma. 5. ele a define na fase do cumprimento da sentença. Retenção por benfeitorias: a retenção de benfeitorias. sendo solucionada na sentença. como na situação anterior. só poderá ser pleiteada em ação própria. desviado ou mesmo perecido. transformada em cumprimento de sentença de modo incidental em relação processual unitária (ação de conhecimento). não há mais possibilidade de cogitar-se de embargos à execução de sentença quanto à retenção de benfeitorias. 4. Nem pode a questão ser debatida em sede de cumprimento de sentença. transformando a tutela específica em tutela substitutiva. causando a frustração da tutela específica.. Obrigação genérica: sendo genérica a obrigação a ser cumprida. b) Se a escolha couber ao devedor. a obrigação poderá ser cumprida pelo equivalente em moeda. na qual se demandará pela indenização delas. Da decisão interlocutória (deferimento ou indeferimento) cabe recurso de agravo de instrumento. Estabelecerá que. Para ser alegada em contestação deverá conter todos os .444/2002. O juiz deve resolver o embaraço havido por meio de uma decisão interlocutória. 3. Tendo sido acolhida a retenção de benfeitorias deve ser cumprida antes do cumprimento de sentença. nenhuma execução de crédito se processa sem os requisitos da liquidez. Elas são cabíveis tanto na decisão interlocutória de antecipação de tutelo como na sentença definitiva. é expediente próprio de execuções de títulos extrajudiciais. ele define a coisa já na petição inicial. se o mandado não for cumprido no prazo fixado. permitindo a indenização se a obrigação não for cumprida. Se não for acolhida. Multas e outras medidas de apoio: de modo idêntico ao caso de obrigação de fazer ou não fazer. se não ocorrer o depósito do valor definido no prazo estabelecido pelo juiz. Essa retenção pode ser alegada e debatida na fase de contestação da ação de conhecimento. Nesse caso a sentença será executada desde logo como obrigação de quantia certa. IV). ou seja. b) Não podendo o devedor cumprir a prestação específica porque o bem não é encontrado por ter sido consumido. como objeto de embargos à execução. ou seja. surgem duas situação quanto a essa definição: a) Se a escolha for do credor. Liquidada a sentença quanto ao valor da indenização. Como a definição da coisa pode caber tanto ao devedor como ao credor (CC. a multa e outras medidas de apoio ao cumprimento tempestivo da sentença passarão a ser admitidas também nas obrigações de entrega de coisa. a obrigação consiste em entrega de coisa a ser definida pelo gênero e quantidade. segundo consta da Lei 10.

tanto para a causa como para o processo. condenatória cível. extingue-se o processo sem resolução do mérito quando a) o juiz reconhece a prescrição ou a decadência. . pois não é considerada título executivo que enseje a instauração de execução. d) pode ser de mérito ou definitiva e processual ou terminativa. Resposta: alternativa a. c) Deve ser proposta nova demanda. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. art 745. a) O menor absolutamente incapaz. § 1º). amos precisam figurar no pólo ativo. bem como os seus respectivos valores.10. c) sempre faz coisa julgada material. 24. contra o pai.2008 Complemento da Impugnação ao cumprimento da sentença de aula anterior. depois de homologada pelo STJ. 3. b) Sempre será executada perante a Justiça Federal. ou seja. (OAB / SP – 136) De acordo com o CPC. tendo em vista a incapacidade plena. como parte.10. Resposta: alternativa d. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. b) A mãe do menor absolutamente incapaz será parte legítima para pleitear alimentos para o menor. conforme as regras de cumprimento de sentença.193 elementos que permitam identificar perfeitamente as benfeitorias em questão. 4. como ele mesmo. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. d) Deve ser executada perante a Justiça Estadual competente. (CPC. 31.2008 QUESTÕES DO TESTÃO 1. (OAB / SP) Assinale a alternativa correta. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. Resposta: alternativa d. mas precisa que sua capacidade seja integrada. que necessita de alimentos. c) o autor renuncia o direito sobre o qual se funda a ação. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. (OAB / SP 133) Sobre A sentença é correto afirmar que a) é sempre proferida depois da audiência de instrução e julgamento. já que diante da incapacidade do menor. d) o juiz acolhe a alegação de perempção. 2. a) Sempre ocorrerá perante o Juízo Arbitral em razão da competência funcional absoluta. b) é o pronunciamento judicial que tem por finalidade extinguir o processo com ou sem julgamento do mérito. b) as partes transigem. já que o menor não tem capacidade plena. (OAB / SP 132) Assinale a alternativa que contem afirmativa correta a respeito da execução de sentença arbitral. contra o pai.

Resposta: alternativa A. Resposta: alternativa B 2. 6. Igualdade e Juiz natural. d) Inafastabilidade. c) Apenas III é correta. competência funcional do juiz estabelecida pelo Tribunal ao qual está vinculado. III. a) b) c) d) . a necessidade de intervenção do Ministério Público quando há interesse de incapaz. (OAB / SP 131) Assinale a alternativa correta. havendo vários réus. A garantia de que todos os titulares de direito possam ver prestada a tutela jurisdicional. da citação do último litisconsorte passivo. 5.11. o prazo para resposta. c) Juiz natural. b) prescrição. b) Acesso à justiça. (OAB / SP 132) São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a) legitimidade das partes. A ausência da contestação leva. II. I. começará: da juntada aos autos do último mandado cumprido. Juiz natural. b) Apenas II é correta. Acesso à justiça. a) Apenas I é correta. invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. direito à tutela judicial adequada encerram os seguintes princípios: a) Igualdade. Juiz natural e Inafastabilidade. Inafastabilidade e Acesso à justiça. Resposta: Alternativa d. Igualdade. Partes.2008 PROVA 1. Inafastabilidade. litispendência e prescrição. c) incompetência absoluta. a partir da publicação do despacho que considerar válida todas as citações. a partir da respectiva citação para cada consorte.194 Resposta: Alternativa d. No procedimento ordinário. d) Todas são incorretas. Resposta: Alternativa A. 11. sendo citação pessoal. causa de pedir e pedido são elementos identificadores da ação. d) todas estão corretas. Igualdade e Acesso à Justiça. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção.

Resposta: Alternativa B. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo. averbar-se-á no rosto dos autos a penhora que recair nele e na ação que lhe corresponder. Resposta: alternativa B 4. d) pode alegar o vício em embargos do devedor ainda que já decorridos mais de dois anos do trânsito em julgado da sentença. em ação de divórcio: a) haverá extinção do processo com julgamento do mérito. c) extingue-se o processo sem julgamento do mérito.195 3. b) A legitimidade recursal. a) A inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. b) para obter a invalidade do processo dispõe exclusivamente da ação anulatória. a fim de se efetivar nos bens que forem adjudicados ou vierem a caber ao devedor. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. Falecendo o réu. Far-se-á a liquidação por artigos quando a determinação do valor da condenação depender de cálculos aritméticos baseados em dados existentes em poder do devedor. c) O interesse em recorrer. porque não foi citado. o interesse em recorrer e o cabimento. II. d) O cabimento. 5. São pressupostos intrínsecos de admissibilidade dos recursos. Está correto somente em: a) b) c) d) I I e II I e III. Território e Município. A legitimidade recursal e o preparo. Constitui título executivo judicial a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. 6. Observe as proposições abaixo: I. b) suspende-se o processo. desde que não decorridos dois anos do trânsito em julgado da sentença. o preparo e a legitimidade recursal. o preparo e a tempestividade. c) pode alegar o referido vício em embargos do devedor. Após o transito em julgado de sentença condenatória proferida em processo de conhecimento que teve curso à revelia. III Resposta: D. . III. Estado. o condenado a) somente pode alegar o vício em ação rescisória. d) extingue-se o processo sem julgamento do mérito por intransmissibilidade do direito. Distrito Federal.

Julgada procedente a ação de despejo por falta de pagamento. Acolhida a alegação de perempção. assinale a alternativa correta: a) Somente tem lugar a liquidação por arbitramento se assim for convencionado pelas partes. na liquidação por arbitramento e na liquidação por artigos. legitimidade das partes e o interesse processual a) em conjunto. o locatário é citado para a execução da sentença. o juiz proferirá ou designará audiência de instrução e julgamento. se necessário. sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de 5 dias. formada entre o autor e o juiz.196 Resposta: alternativa D 7. Apresentado o laudo. entre este e o réu. A medida processual cabível para o executado evitar a penhora de seus bens é a) embargos à execução. c) suspende o processo e intima pessoalmente o autor para tomar providências em 48 horas. todavia poderá o autor intentar a mesma ação desde que comprove o recolhimento das custas do processo anterior. o credor requererá a remessa dos autos ao contador judicial para a elaboração da memória discriminada e atualizada do cálculo. d) Requerida a liquidação por arbitramento. b) Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético. art 273). b) constituem a relação jurídica processual. o provimento jurisdicional. a fim de pagar o débito decorrente da condenação ou nomear bens à penhora. o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo. consubstanciam. c) A citação do réu. d) extingue o processo sem resolução do mérito. b) extingue o processo com resolução do mérito. 9. b) ação declaratória de nulidade do processo de conhecimento. farse-á na pessoa de seu advogado. o juiz: a) extingue o processo sem resolução do mérito. e entre este e o autor. c) exceção de pré-executividade. Possibilidade jurídica do pedido. Resposta: alternativa C 10. caso em que o autor não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. . no processo civil. sob o fundamento de que o vício da citação é matéria de ordem pública. por vício da citação.. com pedido de antecipação de tutela (CPC. Resposta: alternativa A 8. sob pena de extinção de extinção do processo. Sobre o processo de liquidação. em que houve vício de citação. Resposta: alternativa C. constituído nos autos. com pedido. d) Embargos declaratórios cumulados com pedido de antecipação de tutela.

S T O J 7 A O Ç Ã O A L I D A D E . A sentença estrangeira deve ser homologada por ele. Resposta: alternativa D.D E N S A A T E . O principal legitimado para promover a execução civil da sentença penal condenatória. d) são condições da ação. que devem ser verificados quando da propositura da ação ou da constituição válida da relação processual.D I S M P O N D I B S I L U I D I A D 10. Cross words Conceitos: Horizontais (across) 1. até as últimas conseqüências.. 3.. 9. as partes terão o prazo de 5 dias para indicá-los. 1 . 8 . nem se encontra jungida ao dever de prosseguir na execução forçada a que deu início. 4. Carnelutti diz que o título executivo atende a esta característica quando não se levantam objeções sobre sua atualidade.C O ...O F 6 E N E Q R . 4..Q U T O 8 .197 c) são pressupostos processuais. Este princípio determina que o credor não se acha obrigado a executar seu título. sem exame do mérito.R E 2 E U D T V G I O A N D S M E N . É a principal defesa que o devedor pode apresentar ao pedido de cumprimento de sentença. apesar da limitação de seu conteúdo. Findo o prazo de 6 meses para o credor propor a execução da sentença os autos serão arquivados. possível o seu . Nomeado perito para a liquidação.. 10.. sendo. direta e exclusivamente sobre o patrimônio e não sobre a pessoa do devedor. 5. Espécie de sentença que tradicionalmente habilita o vencedor a intentar contra o vencido as medidas próprias da execução forçada. A liquidação de sentença correrá por tal modalidade quando a apuração do quantum devida depender de conhecimento técnico específico.A R B I T R A M E N D T O 3 4 5 . Este princípio da execução determina que toda a atividade jurisdicional incide. todavia. 11. em que a ausência de uma delas informa a extinção do processo. 6. Verticais (down) 2.E X I B I L I D I A 9 .

2008 PETIÇÃO INICIAL Tendo em conta que um processo pode se desenvolver sob a forma dos procedimentos ordinário e sumário. proponha a medida judicial cabível. • Art 282.00 (01. • Art 282. sem qualquer sucesso. as exigências do art 275. para orientar o recolhimento das custas e a fixação da sucumbência. • Art 282. neste espaço de tempo. e no geral. Antonio de Sá é brasileiro. nº 1. . Como advogado. nº 12.198 PRÁTICA DE PROCESSO CIVIL (Prof Tuim) SEGUNDO SEMESTRE 07. d – Brotas: lugar onde a ação deverá ser satisfeita para a ação em que se lhe exigir o cumprimento.08. profissão. Os requisitos básicos para qualquer deles são definidos pelo art 282. cada um deles define a forma da petição inicial. além do pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. como. domicílio e residência das duas partes (autor e réu). Especialmente no caso do rito sumário. Valer do art 258. estabelecida nesta cidade de São João da Boa Vista (SP). Elas aparecem no problema oferecido. perícias. V – O valor da causa. III – O fato e os fundamentos jurídicos do pedido.2008). obrigatoriamente. Nesta semana a o gerente da empresa procurou o seu escritório jurídico contratandoo para promover a competente ação judicial para recebimento do valor do cheque. valer-se do art 100.02. casado. residente e domiciliado em Brotas (SP). também. ou seja. Referido cheque foi devolvido pelo banco sacado sob alegação de falta de fundos. na rua Duque de Caxias. os seguintes elementos: • Art 282. do CPC. o art 282 exige que a petição inicial inclua. o Outros. I – O juiz ou tribunal a que ela é dirigida.. Análise da situação. IV. recebeu de Antonio Sá cheque de R$ 1. do CPC. VI – Definir as provas que se pretende apresentar. A empresa. • Art 282. do CPC. devem constar da petição inicial os seguintes pedidos: o Que a ação seja julgada procedente. • Art 282. Assim. Para tal definição.250. na rua Conselheiro Antonio Prado. prenomes estado civil. II – Os nomes. o A citação do réu. Quanto aos fundamentos jurídicos estes podem ser até omitidos. o A condenação do réu no cumprimento do que for decido. por exemplo. comerciante. Os fatos devem ser relatados de modo a permitir-se o perfeito entendimento do ocorrido. protestar pela possibilidade de provar as alegações por todos os meios permitidos de prova. o foro competente. Assim. conforme o caso. IV – O pedido com suas especificações. o O foro será definido pelo art 100. observam-se. tentou por várias vezes receber o valor do cheque diretamente do emitente Antonio Sá. Exercício: A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda.

00 – Art 258.102-B requer a Vossa Excelência que a presente ação seja julgada procedente. Assim. na rua Duque de Caxias. .250.00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais).199 o Valor da causa: R$ 1. respeitosamente. casado.. Portanto não se poderá propor ação de execução. O requerido emitiu o cheque anexo (doc 2) de R$ 1. apresentado no prazo legal foi devolvido elo banco sacado sob a alegação de falta de fundos. Ainda que a empresa tenha tentado em várias ocasiões receber o valor do cheque diretamente de seu emitente. ele perdeu a força executiva. que o requerido seja devidamente citado.. À presença de Vossa Excelência para propor Ação monitória Contra Antonio Sá. 12.. o Como o cheque está prescrito (mais de 180 dias de sua emissão).. Nestes termos Pede e espera deferimento São João da Boa Vista. brasileiro. I CPC. A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. duzentos e cinqüenta reais) que. do CPC: ação monitória.102-A e 1. (qualificação completa) representado pelo seu advogado que a presente subscreve. Assim: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da __ vara cível da Comarca de Brotas (SP).250. residente e domiciliado nesta cidade de Brotas (SP).102-A. em virtude dos fatos e razões a seguir apresentados. acrescido dos juros e correções legais. das custas processuais e dos honorários advocatícios. com base no previsto nos artigo 1.. comerciante. 7 de agosto de 2008 ABCDEFGH – advogado OAB Nº . condenando-o ao pagamento do valor em questão. não obteve sucesso.00 (um mil. vem. Entretanto pode ser proposta a ação de cobrança prevista nos art 1. Atribui-se à presente ação o valor de R$ 1. conforme procuração anexa (doc 1).250.

Peça: com base no art 67. pelo valor mensal de R$ 500.333 e CPF 44. Solteiro.00. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). Como advogado do locatário proponha a medida judicial cabível. Peça: ___________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). na proporção de 50% para cada um.XX.333 e do CPF 44. CC: artigos 334 a 345 CPC. no caso. por intermédio de seu advogado infra assinado. o valor integral do aluguel. vem à presença de Vossa Excelência. art 890 a 900. em Pindamonhangaba (SP).2008 AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DAA LOCAÇÃO Caso: Marcos Mora. Locou de Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) um imóvel.444-XX. RG 333. brasileiro solteiro. funcionário público. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DA LOCAÇÃO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 1. nº 10. portador da RG 333. de ora em diante. Até o último mês o locatário pagou regularmente o aluguel. funcionário público. O locatário tem dúvida quanto à forma de pagamento do aluguel vigente. local do imóvel. residente na rua Getúlio Vargas. Na última semana o locatário foi notificado pelos locadores. conforme procuração anexa (doc 1). Foro de Pindamonhangaba. Base legal: Lei 8245/91 – Lei das locações. Marcos Mora. .200 14. depositando-o em conta bancária deles. brasileiro. da Lei 8245.03. cabe. de forma individual. residente na rua Getúlio Vargas. O requerente é locatário dos requeridos.444. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2).444. 10. onde cada um exige para si. Ação de Consignação de aluguel e acessórios da locação. conforme convencionado pelas partes.444.

Em virtude destas notificações. Pindamonhangaba.00 (quinhentos reais). Condenar os requeridos ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios. 3.201 2. especialmente pela oitiva de testemunhas. individualmente. ou seja. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel. 14 de agosto de 2008. depoimento pessoal sob pena de confissão.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ A mesma situação poderia ter uma variação. Termos em que pede deferimento. de R$ 500. e demais provas que se fizerem necessárias ao esclarecimento dos fatos relatados no início. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. Mandar citar os requeridos para tomar conhecimento da presente ação e. autorizando o pagamento do referido aluguel por meio de depósito consignado ao mesmo em conta específica. Por isso. Até o último mês o aluguel mensal. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. usando-se o art 890. querendo. expedição de ofícios. do CPC. 4. juntado de novos documentos. a peça adotando-se tal variação: . Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. Não obstante a natureza da ação. Julgar procedente a presente ação. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. b. A seguir. contestá-la. c. desde já requerido. protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos.

conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. para acautelar-se. Solteiro. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos.12. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. ou seja. precisamente a Caixa Econômica.00 (quinhentos reais). conforme procuração anexa (doc 1).00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. não restando ao requerente alternativa a não ser a de propor a presente ação. e com base no artigo 890. tempestivamente.202 Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP).444. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. funcionário público. brasileiro. Em virtude destas notificações. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). em estabelecimento bancário oficial. Até o último mês o aluguel mensal. Acontece que os referidos manifestaram expressamente ao estabelecimento bancário aludido recusas ao procedimento. O requerente é locatário dos requeridos. do Código de Processo Civil e conforme interpretação dada pela Lei 8. vem à presença de Vossa Excelência. .444-XX. residente na rua Getúlio Vargas.333 e do CPF 44. depositou o valor de R$ 500. nº 10. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 5. correspondentes ao aluguel já vencido e cujo recebimento está sendo dificultado pelos requeridos. impedindo entrar em mora. Conforme § 3º do mencionado artigo. portador da RG 333. 6. por isso. 8.951.1994 (doc 3). 7. por intermédio de seu advogado infra assinado. de 13. 9. Marcos Mora. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel e. de R$ 500. individualmente.

Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ 21. Km 100. No cruzamento não havia semáforo. Sejam os requeridos citados para levantar o depósito efetuado em dia e hora fixados por Vossa Excelência. Fatos: Acidente ocorrido no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. b. em especial a juntada de novos documentos.203 Por isso. com sede na cidade de Avaré... Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. cor azul. Pindamonhangaba.. c.. brasileiro.00 . portador do RG. Danos materiais: R$ 10. pelo caminhão da Ré. ao cruzar com a rua Prudente de Morais. Termos em que pede deferimento. e CPF. extinção da obrigação e condenação dos mesmos nas custas e honorários advocatícios.00 (quinhentos reais). requer a Vossa Excelência o seguinte: a.. SP.. Existem testemunhas presenciais. e Inscrição Estadual nº .. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o veículo da Transportadora. 14 de agosto de 2008. quando o autor transitando pela rua Riachuelo. teve seu veículo atingido no lado esquerdo.. Ré – Requerida: Transportadora 100. residente e domiciliado em São João da Boa Vista. Placas CEM-0100. o depoimento pessoal dos requeridos e a oitiva de testemunhas a serem arroladas oportunamente.. na rua Um. Procedência do pedido. Veículos: Do autor: Chevrolet Monza – Ano 1995 – cor cinza metálico – Placas ZRO 0101. SP. dando a correspondente quitação. vendedor. inscrita no CNPJ sob o nº . ou oferecer resposta sob pena de revelia.2008 Caso: Colisão de veículos.. na cidade de Campinas. Protesto por todos os meios de provas legalmente admitidos.. Da ré: Mercedes Benz – ano 1977. Autor requerente: José da Silva. nº 1... casado.000.08. Na Rodovia 101.

000. Km 100. inscrito no Cadastro das Pessoas Físicas pelo CPF ______. vendedor autônomo.204 Danos com médico e Hospital: R$ 2. Vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência para propor Ação Indenizatória em face de Transportadora 100. nº 01. na Rodovia 101. por meio de seu advogado abaixo assinado. Avaré (SP). casado. quanto ao valor da causa e os artigos 186. com sede na cidade de Avaré-SP. “a”.00. José da Silva. o veículo do requerente . conforme procuração anexa (doc 1). V. com base no art 927 do Código Civil. SP. 187 e 927. IV. do CPC. Peça ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de Avaré-SP. do CPC. o artigo 282. do CPC (elementos da petição inicial). • O Parágrafo único do art 100. o local do domicílio do autor. • O art 100. o lugar do ato ou do fato para ação de reparação de dano: Campinas. quanto à obrigatoriedade de indenização. Presentes. do CC. no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. em ações para reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos: São João da Boa Vista. SP. SP. Ele fornece ao autor três opções: • O art 100. pelas razões a seguir apresentadas: 1. para a ação em que a ré seja pessoa jurídica. brasileiro. Portanto. Opção feita: o foro de Avaré (SP). Análise: Qual o foro competente? O artigo 100. “a” define como foro o lugar onde está a sede. fornece elementos para definir o foro. também. residente e domiciliado na cidade de São João da Boa Vista. No dia ________. o art 258. na cidade de Campinas. Às 16 horas. na rua Um. inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicos sob o CNPJ nº _______ e inscrição Estadual nº _____. Confeccionar a peça cabível para o autor. portado da Cédula de Identidade RG nº ______ .

Pelo exposto. Identificação dos veículos envolvidos no acidente.00 (dez mil reais). Descrição detalhada dos danos havidos nos veículos. requer a Vossa Excelência: a.00 (dois mil reais). 2. devidamente relacionadas no BO. Em conseqüência. SP. traz as seguintes informações: a.000. b.000.000. Dá-se à presente ação o valor de R$ 13. d. c.500. O acidente foi presenciado por algumas pessoas. Aníbal Procópio c. b. onde permaneceu por dois dias. P. constantes do boletim de ocorrência com as respectivas qualificações e endereços. . no valor de R$ 1.00 (um mil e quinhentos reais). 4. segue anexa a nota fiscal fornecida pelo Concessionário Chevrolet que procedeu aos reparos necessários (doc 3). que totalizaram R$ 2. que totalizaram R$ 10. bem como às despesas médico-hospitalares (R$ 2.000. d. José de Oliveira. 21 de agosto de 2008. como a. 7. especialmente pela oitiva das pessoas que presenciaram o acidente. contestá-la.000. conforme comprova o anexo recibo das despesas médicas e hospitalares (doc 2).205 envolveu-se em acidente com o caminhão da requerida. b. O Boletim de Ocorrência (doc 3). c. Julgar procedente a presente ação. Condenar a requerida ao pagamento da importância de R$ 12. causando ferimentos à sua pessoa além de danos de monta em seu veículo. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o caminhão da requerida. 3.500. Quanto aos danos sofridos pelo veículo do requerente.00 – dez mil reais). 5. e. Hélcio Vaz. em Campinas.dois mil reais). Condená-la também ao pagamento do salário que o requerente deixou de perceber nos dias em que esteve parado em virtude do acidente. Não havia semáforo no cruzamento no qual ocorreu o acidente. Protesta o requerente provar todo o alegado pelos meios de prova legalmente admitidos. deferimento São João da Boa Vista. o requerente foi internado no Hospital São Geraldo. Mandar citar a requerida para tomar conhecimento da ação e.00 .00 (treze mil e quinhentos reais). Nestes termos.00 (doze mil reais) relativa às despesas havidas com o conserto do veículo (R$ 10. 6. querendo.

devidamente habilitado (doc 1). Estudando o caso: 1. O valor da causa vai ser buscado com auxílio do art 259. do CPC. A pensão foi paga foi paga regularmente durante 4 meses. Como advogado do credor. tendo ficado fixada a pensão alimentícia ao filho menor no importe de 30% dos ganhos do pai. O art 733 possibilita a execução com pedido de prisão do devedor pelo não cumprimento da obrigação. No caso 2 x 230 = R$ 460. IV. A propósito. A criança necessita do alimento para a complementação de sua subsistência. ou ação de execução com pedido de penhora ou ação de execução com pedido de prisão. Temos que nos basear no art 282. neste ato representado pela sua mãe. sobre execução da prestação de alimentos. Código de Processo Penal a ação de . 2. Pode-se pedir que juros e correção monetário sejam acrescentados quando do pagamento A jurisprudência tem entendido que quando o atraso for maior que 3 parcelas usa-se o art 732. para fazer a petição inicial. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ vara cível da Comarca de São João da Boa Vista (SP). tendo em vista os parcos ganhos da mãe. proponha a ação cabível no caso. O casal separou-se há 6 meses. atualmente com 8 anos. o art 734 prevê o desconto da pensão em folha de pagamento do devedor. do CPC. menor impúbere. com base no art 733.00. A esse valor acrescentam-se os juros (2% ao mês) e corrige-se monetariamente. existem dois caminhos a seguir. Maria (qualificação completa). A sentença que determinou a pensão é título executivo judicial.Advogado – OAB ______ _________________________________________________________________________ 12. para propor.206 Auder Atayde .09. vem à presença de Vossa Excelência. Toma-se o nº de parcelas em atraso multiplicado pelo seu valor. José. que representa atualmente R$ 230. e as decisões têm sido no sentido de determinar-se o pagamento imediato de 3 delas e as outras resultam em penhora de bens. O art 732 possibilita a execução com a penhora de bens do devedor.00. por meio de seu advogado que esta subscreve. restando agora as duas últimas que 3estão atrasadas. Ver os artigos 732 e 733. sendo que da união deles nasceu o filho José. Portanto. 2008 Caso: Antonio e Maria foram casados durante 10 anos.

3. residente em Atibaia (SP). À causa foi atribuído o valor de R$ 60. todavia. Maria separou-se de Antonio há seis meses.207 EXECUÇÃO DE ALIMENTOS Pelos motivos a seguir expostos: 1. com termo final em 2009. c.00 (sessenta mil reais). Por isso requer a Vossa Excelência o seguinte: a. 5. nem tampouco ficou demonstrado pela narrativa o descumprimento de qualquer das cláusulas do instrumento objeto da ação. sob o risco de sua prisão. querendo. A citação do réu para tomar conhecimento da presente ação e. no prazo de três dias. conforme previsto no art 733 mencionado. restando. dela defender-se.000. . tendo sido fixado na sentença de separação a prestação alimentícia mensal de R$ 230. como determina o § 1º do mesmo artigo. deferimento São João da Boa Vista. Nestes termos. Dá-se à presente causa o valor de R$ 460. Referida “ação de rescisão de contrato” de financiamento de veículo celebrado em 2006. 2. Pela petição inicial é possível notar que o autor não expôs claramente as razões que levaram ao pedido de rescisão. P. Determinar o pagamento das mesmas.00 (quatrocentos e sessenta reais). conforme documento anexo (doc 2). foi citado para responder ação de rescisão de negócio jurídico proposta pela empresa financeira WB. 4. tendo a autora justificado o foro de sua filial naquela cidade. b. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. O contrato tem foro eleito na Comarca de São Paulo (SP). correspondente ao valor do contrato celebrado. Que referidos pagamentos sejam acrescidos dos juros moratórios e correção monetária devidos. o pagamento das duas últimas delas. 11 de setembro de 2008 ______________________________________ Advogado OAB nº __________ _________________________________________________________________________ 09. A ação foi proposta em Campinas (SP). Como advogado do réu Luiz. As quatro primeiras prestações foram pagas regularmente.2008 Caso: Luiz.00 (duzentos e trinta reais). apresenta a defesa necessária.10.

conforme seu parágrafo único. O Código de Processo Civil. na petição inicial não ocorreu nexo entre os fatos e a conclusão. possibilita ao réu avocar para sua comarca a competência do foro. devem ser elaboradas duas peças apartadas: a contestação e a exceção de incompetência. inciso VIII. (15 dias.208 Análise preliminar: • • • Trata-se de contrato de adesão relativa a uma relação de consumo: aplicável. pelo parágrafo único do art 295 (II). também. Como se relatou. protocolizadas no mesmo prazo de 15 dias da citação. caput. o Código e Defesa do Consumidor – CDC. leva à inépcia da peça. o mesmo prazo da contestação) e. As peças • • • . Assim. em seu art 6º. portanto. o que. ou seja. a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação. O prazo para a exceção está definido no art 305. Considere-se. O CDC. na exceção de incompetência. que a execução do contrato está transcorrendo normalmente com as prestações vencidas devidamente pagas. determina que a incompetência relativa seja argüida por exceção. no parágrafo único de seu art 112.

contrato de adesão relativo ao financiamento de um automóvel devidamente descrito no aludido contrato. do seu parágrafo único. cuja cópia segue anexa (Doc II) e cujo termo final é em 2009. considera inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. o requerente firmou com a autora. portanto. nº ______ LUIZ (qualificação completa). conforme comprovam as duplicatas quitadas anexas (Doc III/26). abaixo assinado. com todas as prestações vencidas já quitadas. do contrato em questão. devidamente qualificada nos autos do processo em referência. o art 295. por meio de seu advogado e bastante procurador.209 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). compatibilidade lógica entre a narração dos fatos e a pretensão expressada pela autora e. 5) Não há. 2) No contrato em questão foi definido o foro da Comarca de São Paulo (SP). para apresentar a seguinte CONTESTAÇÃO à ação de “rescisão de negócio jurídico” que lhe move empresa financeira WB. já impresso. . inexplicavelmente a autora propugna pela rescisão do contrato em questão. pelos motivos a seguir apresentados: 1) Em 2006. na peça vestibular. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). vem à presença de Vossa Excelência. Ref. 3) Embora tal contrato se ache em fase normal de execução. 4) A peça vestibular anexa ao mandado de citação não informa o motivo que possa ter levado a autora à posição adotada. respeitosamente. nem fornece elementos outros que possibilitem ao requerente conhecer os motivos dessa posição da autora. Proc. constante. no inciso II.

pois. o requerente saber do que deve defender em relação à ação proposta pela autora. em conseqüência seja o processo extinto sem julgamento do mérito. nº ______ . conforme previsto no art 20 do mesmo Código. Nestes termos. tendo em conta que o negócio jurídico em questão configura uma relação de consumo. Atibaia. c) O depoimento pessoal de representante da empresa autora. como prevê o art 267. do Código de Processo Civil.210 6) Pelo contido na peça inicial não pode. todavia. e) No tocante à produção de provas. Proc. I. Pelos motivos apresentados. ___________________________ OAB Nº _________ ________________________________________________________________________ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). Ref. b) Seja a autora condenada ao pagamento das custas judiciais e dos honorários advocatícios. Pede e espera deferimento. protesta o requerente pela produção de todos os tipos de provas legalmente previstos. 9 de outubro de 2008. d) Os benefícios processuais destinados ao consumidor nas relações de consumo. REQUER de Vossa Excelência o seguinte: a) Que a petição inicial seja indeferida pela inépcia verificada e.

ou seja. 6) O art 6º. 7) Apresenta. seguiu a questão de razão de lugar. no caso. gozando do direito que lhe concede a lei. a seu favor. vem à presença de Vossa Excelência. respeitosamente. pelo foro da Comarca de Atibaia. foi verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. inciso VIII. é claro quando à possibilidade de o juiz considerar.211 LUIZ (qualificação completa). a critério do juiz. optou pelo foro dessa cidade para conhecer de mencionada rescisão. mudando o foro de competência da ação para a Comarca de Atibaia (SP). fala quanto aos direitos do consumidor na “facilitação da defesa de seus direitos. já qualificada nos autos do processo em referência. sob alegação da manter uma filial nessa cidade de Campinas. 5) A art 112. do Código de Defesa do Consumidor – CDC -. com todas as prestações vencidas já devidamente quitadas quando recebe o requerente citação para falar em ação de rescisão de contrato. de ofício. inclusive com inversão do ônus da prova. por meio de seu advogado e bastanteprocurador. contrato esse com termo final em 2009. relativamente ao mútuo em questão. quando. o foro eleito no contrato de adesão como nulo. em 2006. no processo civil. contrato de adesão que fixava o “foro eleito” da Comarca de São Paulo. o artigo mencionado fala em nulidade do foro eleito do contrato de adesão e da preferência que deva ser dada ao foro da residência do réu. até porque já havia um foro fixado no contrato de adesão – o foro da Comarca de São Paulo. e a competência do foro de Campinas é relativa. Ainda com mais razão pode considerar nulo também o de Campinas. do CPC. segundo as regras ordinárias de experiências”. numa confirmação que ela representa a parte forte da relação em comparação ao requerente. o requerente a sua preferência pelo foro da Comarca de sua residência. portanto. solicita a Vossa Excelência defira o seu pedido. para apresentar a seguinte EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA relativamente ao processo em referência e pelos motivos a seguir expostos: 1) A empresa financeira WB. De início pronuncia-se ele contra a opção da autora. Aliás. contrato de financiamento de um automóvel. celebrou com o requerente. Por estas razões. escolhido unilateralmente pela autora. abaixo assinado. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). cidade na qual o requerente tem sua residência e para cuja comarca deve ser remetido o processo. 4) A escolha do foro. 3) Ainda mais que a autora. 2) A execução do contrato vinha transcorrendo normalmente. . a parte frágil na relação de consumo.

.. • Certidões das procurações outorgados aos advogados do agravante e do agravado. no prazo de 10 dias. Pedido Nome e endereço completos dos advogados (para contra-razões do agravo) Em peça separada. 3) E relativamente aos efeitos em que a apelação é recebida. Forma (CPC. 6.2008 AGRAVO DE INSTRUMENTO Existem dois tipos de agravo: o agravo retido (regra geral) e o agravo de instrumento (excepcional). Qualificação das partes. Razões do agravo. do CPC: .212 Termos em que Pede e espera o deferimento de seu pedido ____________________________ Advogado OAB _______ _________________________________________________________________________ _ 23. de forma retida. Endereçamento: ao Presidente do Tribunal de Justiça. Anexos facultativos: Outras peças que a agravante julgar úteis.das decisões interlocutórias caberá agravo. ou na própria peça. 4. 2) Quando da inadmissão da apelação. Anexos obrigatórios: • Cópia da decisão agravada. . isto é em uma decisão no curso do processo que não seja terminativa. sendo admitida sua apresentação por instrumento quando: 1) Quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. • Certidão da intimação. 7. O agravo de instrumento deve ser proposto nas decisões interlocutórias. ar 524): 1. 2. 5. O assunto vem tratado no art 522. relação dos anexos obrigatórios e facultativos à instrução do agravo. 3.10. Decisão agravada.

a seu termo. pelo prazo de “validade” da amostra. Como advogado de Luiz interponha o recurso cabível. Mais precisamente o agravo de instrumento tendo em conta a necessidade de solução urgente para a pendência. situação prevista no art 522 como das que possibilitam o agravo de instrumento. cuja amostra encontra-se depositada em local adequado à sua conservação. bem como relação dos documentos que instruíram o agravo. Análise da situação. vem. Diante da divergência. vendeu a Luiz toda sua produção. CASO: Antonio. É sabido que o prazo máximo de conservação do produto é estimado em 120 dias. Luiz impugnou o laudo apresentado. entendendo desnecessária a prova pericial indeferiu o pedido. fundamentando a sua decisão (interlocutória) na ciência prévia do comprador daquele laudo agora impugnado. A situação enquadra-se no perigo de “causar grave danos à parte e de difícil reparação”. em curso na Comarca de São João da Boa Vista (SP). sendo que o comprador comprometeu-se a pagar o negócio no prazo de 30 dias após a entrega da mercadoria.213 Importante o art 526: No prazo de 3 dias o agravante requererá juntada aos autos do processo cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. Antonio ingressou com ação para o recebimento da quantia pactuada no negócio. inconformado com decisão proferida em processo que lhe move Antonio (qualificação completa). o comprador. O juiz. processo nº 678/2008. alegando a baixa qualidade do produto adquirido apresentou ao vendedor valor correspondente a 50% daquele pactuado. requerendo a realização de perícia técnica para a comprovação de falta de qualidade do produto adquirido. respeitosamente. usando para comprovar sua alegação laudo pericial realizado no produto vendido. Na data aprazada. Na contestação. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Luiz (qualificação completa). por intermédio de seu advogado que subscreve o presente recurso. O recurso cabível da decisão interlocutória é o agravo. à presença de Vossa Excelência para interpor o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO .

....... 5....1) Certidão da Intimação (Doc 2) Cópias das procurações dos advogados (doc 3 e 4) Informa......... ............ Advogado OAB Anexos: Cópia da decisão agravada (doc...... também...... em virtude da baixa qualidade do produto..... existe eminência de grave prejuízo para o agravante..... no prazo estimado de 120 dias....214 pelas razões seguintes: 1......... requer a Vossa Excelência reforme a decisão proferia..... está cobrando judicialmente o agravante de valor total de venda havida de sua produção com base em transação comercial efetuada.. Do agravado: .... para a qual ele se destina..... O juiz da Comarca de São João da Boa Vista indeferiu o pedido formulado.... não considerando que entre a data da transação e a entrega da mercadoria decorreram mais 60 dias. Por isso. 3.... 2. porquanto a comercialização do produto... O agravado..... os nomes e endereços dos advogados que atuam na ação em questão: Do agravante: . perderá as condições para a perícia solicitada... o agravante dispões a pagar apenas 50% do valor do negócio celebrado...... que não correspondeu às condições avençadas ba transação.... determinando a realização da perícia solicitada. demorado que pode ter modificado a qualidade inicialmente apresentada pelo produto.. tendo em vista que a amostra do produto que se acha em depósito... Nestes termos P. Em vista dessa decisão do juiz.2008 . Todavia....... não alcançará preço compatível com o exigido pelo agravado. sob a alegação da existência de laudo que já existia à época da transação..... 4. senhor Antonio.. solicita na contestação da ação proposta.. _________________________________________________________________________ 06............... que fosse determinada perícia técnica para aferir a qualidade do produto.................. Em face da atitude do vendedor.10..... com urgência.. Deferimento São João da Boa Vista.

00 (duzentos e cinqüenta reais). bem como condenação ao pagamento de honorários de sucumbência de 20% sobre o valor da condenação. apresente a peça para sua defesa.10. Análise da questão: . conforme prevê o art 736. conforme estabelece o art 475-L.215 EMBARGOS E IMPUGNAÇÃO (Títulos Judiciais e extrajudiciais) • Quando se tratar de execução de sentença de título extrajudicial. VI. O advogado do vencedor ingressou com execução de sentença. em especial.11. Como advogado do executado.08). b) Princípio da menor onerosidade (CPC. valendo como prova. novação. do CPC. II. Qualquer causa impeditiva. § 1º).000. No processo. tendo atribuído ao pedido o valor de R$ 32. Assim. É certo que a sentença não determinou qualquer aplicação de juros. Prazo para impugnação: 15 dias. A sentença transitou em julgado no dia 30. art 612). V. desde que superveniente à sentença. art 620).2008. art 475-J. Antonio tem em seu favor sentença judicial que condena Paulo ao pagamento de R$ 20. é cabível nos seguintes casos: I.00 (trinta e dois mil reais). Ilegitimidade das partes. o devedor pode defender por três instrumentos: exceção de executividade. compensação. 13. conforme prevê o art 475-L. digitado. modificativa ou extintiva da obrigação. Falta ou nulidade de citação. • Quando se tratar de execução de títulos judiciais.000. transação ou prescrição. há custas pagas pelo autor no valor de R$ 250. na próxima 5ª feira. sendo estes devidos apenas a partir do trânsito em julgado da sentença. IV. se o processo correu à revelia. contados da juntada do mandado citatório nos autos de execução (CPC. em razão de danos morais praticados em desfavor do primeiro. (a ser apresentado ao professor.00 (vinte mil reais). justificando esse valor pela aplicação de juros contados desde a distribuição do processo. objeção de executividade e impugnação ao cumprimento da sentença. Na impugnação. Caso par elaboração da peça. no caso de execução de título executivo o devedor deve defender-se por impugnação. são cabíveis embargos do devedor. como pagamento. Excesso de execução. Penhora incorreta ou avaliação errônea. do CPC. devem ser observados os seguintes princípios: a) Princípio da Máxima utilidade (CPC. Inexigibilidade do título. III. que.

como deveria ser. inclui as custas e os honorários do advogado. cópia da intimação do devedor. a impugnação não será recebida e o devedor responderá pelo valor pedido pelo credor. conforme previsto no art 544. do Código de Processo Civil. devidamente credenciado. o credor apresentou seu requerimento para a execução da sentença e nesse requerimento oferece sua memória de cálculo quanto ao valor pretendido (ele corrige o valor fixado na sentença). condenado o devedor a pagar R$ 20. Daí a defesa será quanto ao exagero do valor pedido e a peça adequada é a impugnação à execução de sentença. respeitosamente. cópias das procurações dos advogados 4.000.00. apresentar sua .00. A PEÇA ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Cível da Comarca de ________ Processo nº ______ Paulo (qualificação completa).216 Tendo em conta a sentença proferida. inciso V. Se faltar esse valor. Inclusive deve ser instruída com o valor que o devedor considera o correto. conforme relata o caso. 2. por excessivo (uma das situações de excesso de execução) levando em conta que os juros foram calculados desde o ingresso do processo e não do trânsito em julgado. com a petição inicial nos moldes do art 282 e 283. com o que se anexarão as peças indispensáveis e a outras. ela deve seguir as normas de uma ação. conforme mandato de procuração anexo. Além do mais. outras peças que o devedor julgar importantes. 3. mais custas e honorários de sucumbência. § 1º. vem. O devedor poderá contestar o valor pedido pelo credor. Como a impugnação é ao mesmo tempo defesa e ataque do devedor. deverão ser juntados à petição: 1. Assim. com base no art 475-L.00. Obs. por seu advogado abaixo assinado. Isso tudo resultou em R$ 32. a impugnação poderá ser recebida sem o efeito suspensivo e por isso será autuada em separado o que exige certos cuidados na instrução da inicial. cópia do ato que se pretende impugnar. à presença de Vossa Excelência para.: Pode-se anexar cópia de todo o processo.

pois quando a sentença condenatória não fixa os juros.00 (trinta e dois mil reais).03. No processo em questão. Vejamos: a) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. A propósito. 6. 4. Voto: Dou parcial provimento ao recurso para resgatar à agravante a oportunidade futura de oferecer impugnação ao cumprimento de sentença. Memória de cálculo.217 Impugnação ao cumprimento de sentença em face de Antonio (qualificação completa). como foi feito pelo exeqüente. fixando o quantum debeatur em R$ 32. O procedimento adotado pelo exeqüente motiva o excesso de execução previsto no art 743. relativamente ao processo em referência. ou seja.003827-5/001(1) Relator: José Flávio de Almeida Ementa: Agravo de instrumento. indicou bens à penhora e justificou o valor apurado na memória de cálculo pela aplicação de juros desde o momento da distribuição da ação.00 (vinte mil reais). I. pelos motivos a seguir expostos: 1. da jurisprudência pode-se depreender que a data para início de incidência dos juros é a data do trânsito em julgado da sentença. eles são devidos a partir do seu trânsito em julgado. Na sistemática do incidente de cumprimento de sentença é possível a oposição de exceção de executividade. A multa pelo não cumprimento voluntário da decisão exeqüenda incide a partir da intimação de seu trânsito em julgado através do órgão oficial. A memória de cálculo em questão apresenta erro quanto ao cálculo de juros. Exceção de executividade. 5. “o excesso de execução ocorre quando o credor pleiteia quantia superior à do título”. Impugnação. do Código de Processo Civil. in casu. Cumprimento de sentença.00 (duzentos e cinqüenta reais) e honorários de sucumbência de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. a partir da data da propositura da ação. 2. Referida sentença transitou em julgado em 30 de outubro de 2008. Multa. O exeqüente apresentou petição de cumprimento de sentença instruída com a memória dos cálculos. Cumpre ao credor requerer o cumprimento da sentença.0708. movido pelo exeqüente contra o executado. mais custas processuais de R$ 250. foi proferida sentença condenando o executado ao pagamento de R$ 20. instruindo seu pedido com simples demonstrativo de atualização do débito. .000. 3. a partir de 30 de outubro de 2008 e não.000.

desde que o valor seja fixado de forma justa. elaborada pelo executado.490. b) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. pleiteia de Vossa Excelência o seguinte: a. b. causando ao executado prejuízos de difícil reparação.2008 até esta data 3. § 2º do CPC – rejeição liminar – Possibilidade. Voto: destarte. além da memória de cálculo.040. Por isso. ora impugnante. o executado efetuou depósito em consignação de pagamento com base no valor apurado em sua memória de cálculo. Honorários de sucumbência Valores – R$ 20. Instrui a presente impugnação com a cópia completa do processo em referência. Súmula: negaram provimento.00 4.050698-2/001 (1) Relator: Domingos Coelho Data do julgamento: 26. do Código de Processo Civil.2008 Ementa: Agravo de Instrumento – Impugnação ao cumprimento de sentença – Alegação de excesso de execução – não indicação do quantum debeatur supostamente devido – ofensa ao art 475-J.000. em razão do exposto. com o que cumpre o determinado pelo art 544.03. Além do mais. elaborada com a observação rigorosa dos preceitos legais. que aqui repete: Especificações 1.0290. conforme comprova o recibo de depósito anexo. Substituir a memória de cálculo apresentada pelo exeqüente pela memória de cálculo anexa. para demonstrar sua intenção de cumprir a sentença. o executado. uma vez que no imóvel em questão ele desenvolve suas atividades agrícolas. § 1º.00 . no valor total de R$ 24.10. pelos seus próprios e jurídicos fundamentos.00 200. Valor da condenação fixado na sentença 2. possa ocorrer a execução da penhora. Valor dos juros calculados de 31.00 (vinte e quatro mil. com a continuidade da execução. quatrocentos e noventa reais). sua [única fonte de rendas. a bem lançada decisão de primeiro grau.07. Receber a presente impugnação ao cumprimento da sentença proferida por Vossa Excelência com efeito suspensivo considerando a garantia desse juízo em função da penhora feita e a fim de evitar-se que. e para evitar questionamentos quanto à multa prevista no art 475-J. NEGO PROVIMENTO para manter in totum. do Código de Processo Civil.218 Súmula: deram provimento parcial. 7. 8.

Esta sequência de atos constitui o processo cautelar. que pode ou não 250. portanto. 2. 2.Professora Rosana 04. Deferimento São João da Boa Vista. 13 de novembro de 2008 Advogado OAB 5º ANO .a finalidade do processo cautelar é viabilizar a proteção ao risco a que está exposto o bem da vida de outro processo (o principal). por ser de justiça. sem o que ela não será deferida. a possibilidade da reversão do que for concedido. Medida cautelar – é diferente da ação cautelar. consistindo no próprio pedido desta. art 796). Antecipação de tutela – que se aproxima da liminar requer. uma vez que a ação principal se baseia numa hipótese que pode ou não ocorrer. ou seja. 5.219 4. uma sequência lógica de atos que vinculam os sujeitos da ação. a ação cautelar. Diante do apresentado. Características do processo cautelar: 1. para ser viabilizada.00 24. Valor total 9. Custas processuais 5.quando a ação cautelar é de tal natureza que se exaure em si mesma. Ação cautelar – é o direito da pessoa quanto a assegurar que o processo consiga um resultado útil. a relação de dependência com o processo principal. Distinções: 1. Liminar é tão-somente o atendimento do pedido de uma ação de forma antecipada. o direito de exigir do Estado a tutela cautelar. É a providência do juiz para proteger o bem da vida. Liminar – liminar não é a mesma coisa que medida cautelar. A medida cautelar depende da ação cautelar. Pede e espera. Assim. É. Instrumentalidade – o processo cautelar depende do processo da ação principal. ser deferida já no início da ação. 4. para ser deferida.2009 TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Processo cautelar é o instrumento para viabilizar a proteção de bens da vida envolvidos em outro processo de conhecimento ou de execução. a medida cautelar solicitada pelo autor pode receber liminar. sendo que este pode ou não estar em andamento.490. Essa ação exige. Ação cautelar satisfativa . 6. O processo cautelar – é o instrumento para a ação cautelar.00 . (CPC.02. É. 3. ela é denominada pela doutrina e pela jurisprudência de ação cautelar satisfativa. não necessitando da propositura da ação principal. Pode também ser definido como instrumentalidade hipotética. assim. Preventibilidade .

3. do CPC. qual o seu objeto. . pois não há mais o que proteger. Provisoriedade – Diz-se que o processo cautelar é provisório. de ofício ou a pedido de qualquer das partes. São as ações cautelares propostas no curso da ação principal. Assim. falando-se em principal pensa-se em acessório. art 806). 4.o processo cautelar sempre se referirá ao risco que recai sobre o bem jurídico de outro processo. Sumariedade – Não há necessidade da existência de uma cognição exauriente para que exista a ação cautelar. ou seja. Logo acessoriedade é uma das suas características. art 805) – Como no caso da revogabilidade. mas tão-somente àquelas que forem restritivas de direitos do réu. uma vez que a finalidade dela é exatamente garantir o resultado da ação principal (de conhecimento ou de execução). existindo apenas enquanto houver risco para o bem da vida. Exceto se o motivo de indeferimento da cautelar tenha sido por prescrição ou decadência do direito do autor. Todavia essa exigência. Significa que a medida cautelar solicitada por meio do processo cautelar poderá ser. a qualquer tempo ela pode ser revogada ou modificada. para julgar. sem o que haverá extinção do processo (CPC. Fungibilidade – (CPC. não podendo nova ação cautelar ser proposta com os mesmos fundamentos. são aquelas que antecedem à propositura da ação principal. 6. Classificação das ações cautelares 1º Critério: Quanto ao momento da propositura da ação. O juiz. Por este critério e com base no art 796. 9. precisa conhecer a lide. Até porque as duas ações têm pedidos diversos. Autonomia – (CPC. O acontecimento do risco extingue o processo cautelar. 7. do CPC. art 796) – A ação cautelar está presa à possibilidade de existência da ação principal. Assim. pois o juiz já a conhece. a principal deverá ser proposto dentro de 30 dias. não é necessário que sejam indicados os fundamentos da principal. Nesse caso. Efetivada a cautelar.220 acontecer. 2) Incidentais. Esta característica vem nos art 805 e 807 do CPC. Decorrido o prazo sem interposição da principal decai o direito da cautelar. Nestas ações tem-se que mostrar ao juiz quais serão os fundamentos da ação principal. 5. quanto ao prazo não se aplica a todas as cautelares. Acessoriedade – (CPC. conforme o art 807. 8. Conforme art 800. Referibilidade . como incidente a ela. consiste na possibilidade de substituição da medida cautelar por outra capaz de garantir a tutela do bem da vida de forma menos oneroso ao requerido. Aliás. Revogabilidade. Basta saber-se da existência do direito e do perigo de risco a esse direito para que a tutela seja pedida. mesmo que a cautelar seja indeferida. art 810) – As duas ações – a cautelar e a principal – são autônomas. ele se refere sempre à tutela de um bem objeto de outro processo. as ações cautelares podem ser: 1) Preparatórias. a parte pode intentar a ação principal e o indeferimento não influi no julgamento da principal. substituída pela prestação de caução ou de outra garantia menos gravosa para o requerido e adequada e suficiente para evitar o risco.

art 882). notificações e interpelações. por sua vez. art 888. (CPC. art 888. III). Ex: posse provisória dos filhos (CPC. um tipo fixado para elas. art 826) b) Ações cautelares conservativas genéricas. e) Entrega de bens pessoais do cônjuge. documento ou escrituração comercial. afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal (CPC. do CPC). art. art 888. Ex: arrolamento de bens (CPC. Podem ser: a) Justificação. art 888. Existe na previsão delas. VIII). 3. as despesas do processo. f) Interdição e demolição de prédio para resguardar saúde e segurança. obras de conservação de coisa litigiosa (CPC. (CPC. 874). art 855) apreensão de coisas (CPC. b) Exibição de coisa. não havendo para elas uma denominação específica. (CPC. b) Homologação do Penhor Legal. I). do CPC. . art 852). IV). Cautelares inominadas ou atípicas. (CPC. art 879). Alimentos provisionais (CPC. podendo o juiz conceder outras medidas atípicas em nome do poder geral cautelar que lhe atribui o art 798. quando houver o risco fundado de que parte pode causar à outra lesão grave e de difícil reparação. art 867). II). (CPC. VII).221 2º Critério: Quanto à forma da ação cautelar. Assecuratórias de bens (dos bens objeto da demanda). art 888. (CPC. (CPC. no CPC. Assim. Podem ser: a) Produção antecipada de provas. art 846). Alimentos provisionais são aqueles que são objeto de ação cautelar. art 888. art 801). B. típicas ou específicas. cauções (CPC. atentado (CPC. Típicas de natureza não cautelar. art 877). Assecuratórias de provas. art 813) seqüestros (CPC. Art 844). Estão previstas na primeira parte do Livro. também. (CPC. Este tipo de ações cautelares se subdivide em: 1. (CPC. do Livro III (a partir do art 813. b) Satisfação de necessidades urgentes. g) Protestos. Colher antecipadamente elementos para convicção do juiz quanto à lide. art 822). 4. c) Posse em nome do nascituro. As ações cautelares assecuratórias de bens podem ainda se desdobrar em: a) Ações cautelares para assegurar a execução – Ex: arrestos (CPC. art 839). afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (CPC. as ações cautelares podem ser: A. Assim. podem ser: a) Guarda de pessoas. guarda e educação dos filhos e direito de visita (CPC. Segundo este critério. incluindo. VI). Estão listados os tipos destas cautelares no Capítulo II. Assecuratórias de pessoas (garantir a integridade física e psíquica das pessoas) que. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. d) Protesto de títulos cambiários. Cautelares nominadas. 2. art 888. a tutela cautelar não fica restrita às tutelas cautelares específicas ou típicas.

Gera-se. ainda que tenha perdido a cautelar. Legitimidade das partes.02. Nestes casos. Requisitos da ação cautelar Como ação que é. a outra parte participa da produção de provas. Existirá fumus boni iuris quando se consegue provar na cautelar as condições da ação principal. as suas custas serão pagas junto com as custas processuais. 2) Não Contenciosas – São as ações cautelares que ocorrem em clima em que não exista litigiosidade entre as partes. Quanto a este critério as ações cautelares podem ser: 1) Contenciosas – são aquelas ações cautelares que podem suscitar no réu uma reação. O fumus boni iuris deve ser visto em relação ao bem da ação principal. 2) Periculum in mora. a sentença já definirá a quem caberá ônus das custas. existem ações cautelares voluntárias. Se o réu foi o vencedor da principal. Na existência dessas condições estará a “fumaça do bom direito”. Assim.Critério – Quanto à litigiosidade. Tudo dentro do próprio processo da ação cautelar. sendo inviável o processo principal. Isso porque. as vistorias ad perpetuam rei memoriam. Por exemplo. Se a ação cautelar. um processo contencioso semelhante ao processo principal. quando propostas. se a cautelar foi julgada separadamente da ação principal. não contenciosas. Interesse de agir. Neste tipo de cautelar. Tem custo administrativo a cargo da parte que solicita a medida cautelar. Se a cautelar produzir prejuízos ao réu ele terá direito ao ressarcimento das despesas que tenha feito.222 11. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. Além desses requisitos gerais. neste caso.2009 3º . a ação cautelar precisa preencher os três requisitos gerais para qualquer ação. e até mesmo à indenização. inclusive da sucumbência. é incidental. Não há sucumbência. Geralmente. também o será o processo cautelar. restará provado o direito à tutela jurisdicional na ação principal. a tutela objeto da cautelar pode mesmo interessar as duas partes. Tais ações cautelares são caracterizadas pela possibilidade do contraditório. poderá solicitar indenização de possíveis prejuízos que tenha sofrido. ou administrativas ou. A forma de o réu reagir é por meio da apelação. a ação cautelar apresenta dois requisitos específicos: 1) Fumus boni iuris. assim. . o depósito espontâneo de bens em litígio. a parte que perder a cautelar suporta o ônus das custas processuais e da sucumbência. Isso. pois se as duas ações – principal e cautelar – forem julgadas juntas. Com isso.

. Para provar-se a ocorrência do Periculum in mora. Aliás. para essas ações a competência é estabelecida por prevenção. 806. Se ela for impetrada em sua vara. na verdade. mais amplo que o dano ao bem da vida. no caso de silêncio da parte interessada. conforme o momento em que é instaurado. 3) Que o dano será grave e de difícil reparação (CPC. A sua tramitação encontra respaldo nos artigos 108. Em se tratando de competência absoluta ele remete os autos. a ação cautelar é um acessório da ação principal. 808 e 809. Tramitação do processo cautelar O processo cautelar pode ser preparatório ou incidental. Juiz prevento é aquele a quem é distribuído o processo. E o art 108. pode ocorrer o dano processual. 800. Trata-se. No caso. sendo apensado ao processo da principal.223 Por periculum in mora o autor deverá provar a possibilidade de dano ao bem tutelado pela demora natural da ação principal. a sua competência será prorrogada. Nesse caso existem dois entendimentos. decidida a cautelar e afastado o risco de dano. o que não será possível se o dano acontecer. bens ou provas necessárias para perfeita e eficaz atuação do provimento final da ação principal. Trata-se de um dano processual. este se torna competente para a ação principal. também estabelece que a ação acessória será proposta no mesmo juízo competente para a ação principal. os autos serão remetidos ao juiz competente. leva-se em conta não a competência do juiz mais a urgência no que se refere à proteção do bem da vida. Como vimos. Assim. desvio. Um deles é o de que. ambos igualmente competentes. Se a competência for relativa ele aguada a propositura da principal. Em sendo a cautelar proposta em um juízo e a principal em outro. já com a liminar deferida. dada à finalidade da ação cautelar de eliminar prontamente o risco de dano. no caso de mais de um juiz igualmente competente. A competência do juiz da principal para a cautelar constitui competência absoluta e improrrogável. como o art 800. do CPC. de um risco concreto. destruição. de um dano processual. Competência: Está definida no art 800 mencionado: O juiz competente na ação cautelar é o juiz competente para a ação principal. Outros entendem que sendo a competência relativa. ao juiz competente. sem que exista dano ao bem. Sempre o acessório segue o principal e nunca o contrário. a doutrina e a jurisprudência têm entendido que ainda que a ação cautelar pode ser proposta a juiz incompetente para a ação principal. há risco de se ganhar e não levar. 2) o risco em questão se refira ao um dano próximo. deterioração ou qualquer mutação das pessoas. tem-se que: 1) provar a existência de um provável risco fundado. o juiz pode receber a ação cautelar e deferir-lhe liminar. sendo a cautelar preparatória proposta em juízo igualmente competente ao da ação principal. se a competência for absoluta. mesmo que incompetente. art 798). O perigo representa o interesse processual na obtenção de uma justa solução. Todavia. a principal atrai os autos do processo da cautelar. como regra. do CPC. ela poderá ser prorrogada. Se ele for proposta junto a outro juízo igualmente competente. Se a ação cautelar provisória for distribuída ao juiz prevento. podendo este juiz incompetente decidi-la. Isso porque. o processo cautelar será remetido a este. ao passo que sempre que houver dano ao bem também o haverá ao processo (dano processual). Como se diz. Esse dano pode constituir-se no perecimento. iminente.

Se não for executada dentro de 30 dias. Todavia. Neste caso o contraditório é diferido. A decisão da cautelar não interfere na decisão da principal. uma vez interposta a cautelar. 19. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. art 809). conforme previsto no CPC. Assim. e apenas uma única vez. como liminar ou durante o processo. a interrupção da principal será interrompida.02. de ofício ou à pedido da parte – CPC. art 865 e 871). com ou . Observação: os autos do procedimento cautelar serão apensados aos autos do processo principal (CPC. ocorra após o término do prazo de prescrição da principal.I. mesmo que o juiz seja incompetente (202. Pode. acontecer que o juiz conceda a liminar à cautelar para posteriormente citar o réu. pela citação da cautelar. para garantir possíveis danos à requerida. As medidas cautelares são sempre provisórias (enquanto durar o risco ao bem) e fungíveis (o juiz pode conceder outra medida que não a pedida ou mesmo substituir a concedida durante o trâmite do processo. Mas a interrupção da prescrição nestas condições só poderá ocorrer uma vez. do CC). Já a extinção do processo da ação principal.2008 Deferida a medida cautelar ordenando a sua prática. 17. art 805.2009 O processo cautelar se inicia com a ação cautelar. é de 30 dias contados da efetivação da medida cautelar. a prescrição desta será interrompida. como os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. Contracautela – ocorre quando o juiz. exige que a parte requerente preste caução real ou fidejussória. existem cautelares que não admitem o contraditório (CPC. recebendo o juiz (mesmo incompetente) a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. O art 202. Ela deve ser efetivada no prazo de 30 dias. o prazo para que a medida cautelar deferida tenha sua efetividade é de 30 dias. art 802). inclusive. salvo se o fizer com outro fundamento. Ele também está sujeito ao Principio do Contraditório (art 802. Se o juiz declarar extinto o processo principal com ou sem julgamento do mérito. nestes casos.224 Prazo: conforme estabelecido no art 806. 3. O parágrafo único do artigo estabelece que se por qualquer motivo cessar a medida cautelar. II. CPC). deverão ser imediatamente executados os atos necessários à sua efetividade.02. sob o riso de ela perder a sua eficácia. Se a parte não propuser a ação principal no prazo de 30 dias previsto no art 806. a parte não poderá renová-la. Ainda que a citação. in fine). Prazo: será de 5 dias. o prazo para propositura da ação principal. para deferir a medida cautelar. art 808. 807 e 808). (CPC. salvo no caso em que a cautelar é indeferida por preclusão. para o requerido contestar o pedido e indicar as provas (CPC. A liminar pode ser concedida antes da citação do réu. do CC. art 804. estabelece que a prescrição da ação principal será interrompida. Assim. 2. Eficácia da cautelar: o art 808 estabelece que a medida cautelar perde sua eficácia nos seguintes casos: 1.

faz cessar a eficácia da medida cautelar. (CPC. parágrafo único). Cessa também a eficácia da cautelar se a ação principal não for proposta dentro de 30 dias da eficácia daquela. Se a sentença do processo principal lhe for desfavorável. do CPC. exatamente o bem objeto do litígio. no curso do processo substituir medida cautelar deferida (tudo de ofício). de execução e até no cautelar.2009 Exercício para ser resolvido em classe. Se a medida cautelar perder sua eficácia por um dos motivos do art 808: a) Se a medida for deferida liminarmente e o requerido não sendo citado em 5 dias. do CPC. não haverá perda de eficácia da medida cautelar. sendo extinto o processo cautelar. Mas a ação cautelar não. conceder medida cautelar diferente da pleiteada e pode mesmo. No caso de extinção do processo sem julgamento do mérito poderá ser interposta novação a ação principal. Poder instrumental do juiz: é o poder-dever que lhe é dado para assegurar o resultado do processo cautelar. pela execução da medida cautelar. O requerente do procedimento cautelar responde por possíveis prejuízos causados ao requerido nos seguintes casos. IV. A cautelar só poderá ser proposta novamente com novos fundamentos. art 807. ARRESTO Legislação Conceito CPC: art 813 a 821 É a medida cautelar para garantir a execução futura por quantia certa. sendo a indenização liquidada nos autos do processo cautelar: I. b) Se a medida cautelar perder a eficácia (não entrar a principal em 30 dias ou se a medida não é executada em 30 dias ou se o juiz extinguir o processo principal com ou sem julgamento do mérito). O seu poder geral de cautela pode ser exercido no processo de conhecimento. visando . pois ela perde uma de suas condições: a fumus boni iuris.225 sem julgamento do mérito. Se a medida cautelar for deferida liminarmente (art 804) e ele não for citado no prazo de 5 dias. Se for acolhida no processo cautelar a decadência ou a prescrição do direito do autor. salvo se assim o juiz decidir o contrário (CPC. 03. Se houver suspensão do processo principal. Este poder geral de tutela lhe é garantido pelo art 798. art 88. Ao pleitear-se uma medida cautelar é indispensável demonstrar a relação lógica entre a possibilidade da tutela pedida e o direito do requerente na ação principal. Responsabilidade processual específica: é responsabilidade objetiva contida no art 811.03. Pelo poder geral de cautela o juiz pode conceder medida cautelar atípica. III). Consiste na apreensão judicial de bens SEQUESTRO CPC: art 822 a 825 É a medida cautelar típica para garantir a execução futura por coisa certa. III. II.

ou seja. Se a em sentença ilíquida pendente medida for proposta antes da de recurso ou em laudo arbitral decisão. 3. Qualquer bem patrimonial do Este medida cautelar limita-se devedor em valor suficiente ao bem pretendido. • Quando o devedor oferece fiador idôneo para o total de sua dívida. Pelo pagamento. Art 820. aquele que se julga pendente de homologação. Cessa o É a mesma do arresto. para garantir o valor da futura execução Garantir execução futura por Garantir futura execução por quantia certa. Pela transação OBJETO LIMITE FINALIDADE REQUISITOS LEGITIMIDADE SUSPENSÃO CESSAÇÃO . ou seja. Visa sempre à apreensão judicial de um bem especificado. Pela novação. 2. a prova literal da da ação. (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato enquanto se aguarda a solução de mérito (fumus boni iuris). Passiva: o devedor. com direito a ela. ou seja. quem obtiver ganho de causa qualquer das partes. do CPC. do CPC: Quando o devedor oferece • Quando o devedor paga garantia real ou fidejussória ou deposita o valor da idônea para garantir o direito dívida. entrega de coisa certa. Pode ser bem móvel ou imóvel. aquele bem do litígio. Ativa: quem tem legitimação Ativa: a parte que obtiver para a ação principal de ganho da principal (de execução por quantia certa ou conhecimento).226 indeterminados do patrimônio do devedor Qualquer bem patrimonial disponível do devedor. passível de penhora. ou aquele Passiva: Aquele que deve ser o que deve ocupar essa posição devedor na execução para na execução por quantia certa. Além do três requisitos gerais Além dos três requisitos gerais da ações. arresto: 1. Bens móveis. assegurar sua entrega em bom estado ao vencedor. Prevista no art 819. mais honorários do credor. e custas. há outros dois dívida líquida e certa e a prova requisitos legais: temor de documental ou justificação do iminente dano jurídico art 813. imóveis e semoventes. coisa certa. do CPC.

art 798). 2.03. ante o receio de dano. de execução ou cautelar. A escolha do depositário poderá recair em pessoa indicada de comum acordo pelas partes (824. o depósito de bens e impor a prestação de caução. ilimitado e arbitrário. Contra o indeferimento do pedido. do CPC. ordenar a guarda judicial de pessoas. por exemplo. só o fará em casos especiais.227 PENHORA DEPÓSITO E O arresto é semelhante à penhora. quando a parte solicita uma medida cautelar inominada. antes do julgamento da lide. também. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. independendo de prévia citação ou intimação do réu. O juiz pode conceder a medida pleiteada ou outra que ele julgar melhor para o caso (art 798. É um poder instrumental do juiz e que pode ser aplicado a todo tipo de ação. poderá o juiz autorizar ou vetar a prática de determinados atos. Para tanto. caução. 04. Existem duas formas desse poder geral de tutela do juiz ser usado: 1. Ela também não deve ir além da provisoriedade. O arresto sempre é convertido em penhora. diante do fundado receio de que uma das partes. como estabelece o art 797. como.CPC). do CPC. através do respectivo processo cautelar (sumário). Esse poder somente será exercido se houver risco de prejuízo de difícil reparação ao direito de uma das partes.I) e mesmo ficar com uma das partes. ele não é. (CPC. O depositário do bem pode ser o próprio requerido. art 798). esta de real efeito satisfativo. . A medida cautelar não deve assumir a feição de satisfativa e. do CPC). O juiz pode conceder uma medida cautelar de ofício. expressamente autorizados por lei. mas. A primeira limitação é a necessidade da medida cautelar. O sequestro independe de citação ou intimação do devedor e o bem deverá ficar com depositário idôneo nomeado pelo juiz (art 824.(CPC. de conhecimento. Limitações ao poder geral de cautela: Embora o poder cautelar seja amplo e genérico. que deverá que deverá oferecer garantia. Como estabelece o art 799. Portanto ele pode usar medidas cautelares nominadas ou inominadas. ela deve tomar a iniciativa de exercer o seu direito de ação. com a diferença de que o arresto é executado de plano. cabe recurso por meio de agravo ou de apelação. todavia. Este é o seu poder geral de cautela. poderá fazer uso das medidas cautelares específicas (nominadas) ou determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. definido no art 799. Sempre que a parte quiser uma medida cautelar.2009 Poder Geral de Cautela É o poder / dever do juiz de assegurar o resultado prático do processo. do CPC. conforme o tipo de decisão denegatória. não ir além de sua principal função qual seja a de garantir a utilidade e a eficácia da futura prestação jurisdicional de mérito.

ele pode ser resultado da nomeação à autoria. não há qualquer empecilho à sua admissibilidade no processo cautelar. ou terceiros intervenientes a ela. (ver artigos 50 a 55. • Proibição de uso de nome ou marca comercial. assim. pois o interesse do assistente em auxiliar a parte a obter sentença favorável na ação principal pode ter início já na fase da tutela preventiva. na ação cautelar. Exemplo desse tipo de terceiro é o caso do direito de evicção. quanto à assistência. portanto adstrito à ação principal. Assim. que pretende seja decidido em seu favor. • Proibição de fabricação de determinado produto enquanto corre na justiça a decisão sobre a tutela da invenção. A categoria desse terceiro pode implicar em ação de natureza diferente da natureza da ação cautelar. Até porque a ação cautelar não analisa o mérito da causa principal. pode ser a figura da oposição. interesse na medida cautelar. Intervenção de terceiros A pergunta que se impõe é a seguinte: um terceiro pode participar do processo cautelar? Como resposta deve-se dizer que depende da modalidade desse terceiro. quando a medida cautelar visa a obtenção de um documento que está na posse de um terceiro. quando se indica aquele que tem titularidade para responder pela demanda. do CPC). Passiva: Aquele que está pondo em risco o bem da vida e que não precisa necessariamente participar da ação principal. do CPC). ou seja. quando a parte litigante quer se desonerar do risco de continuar com a guarda do objeto litigioso e a parte contrária se recusa a recebê-lo. A denunciação da lide é modalidade de intervenção ligada ao mérito da ação de conhecimento principal e o terceiro pretende exercitar direito regressivo contra estranho. Seu interesse fica. é aquele que pode sofrer os efeitos do dano a que está sujeito o bem da vida. do CPC). ser o autor ou o réu da ação principal. excluindo direitos do autor e do réu da mesma ação. também. Logo não é viável a sua participação no processo cautelar. Assim. estranho à ação principal. no que concerne ao ressarcimento de prejuízo que possa lhe resultar (art 70.228 Requisitos para concessão das medidas cautelares atípicas (inominadas): Eles estão anunciados pelo art 798 mencionado e são os mesmos das medidas limitares específicas: a) um interesse em jogo no processo principal (fumus boni iuris) e b) fundado receio de dano grave e de difícil reparação que pode ocorrer antes da solução da lide (periculum in mora).(ver art 62 e 63. caso em que não será possível a participação de terceiros de tais categorias. A ação cautelar tem características distintas das ações de conhecimento e de execução. ele tem que ser parte na ação principal. Por exemplo. uma vez que ele pode ser um assistente. do CPC). O chamamento ao processo do que se pretende é partilhar a responsabilidade entre co-devedores solidários não acionados ou obter o direito de regresso contra o devedor. (ver art 56. Exemplos de medidas atípicas: • Depósito. ele pode ter. pode resultar da denunciação da lide ou do chamamento ao processo. A nomeação à autoria que consiste na correção da parte demandada pelo autor. o interesse do opositor está ligado ao mérito do processo principal. nada contra à sua admissão no processo cautelar. Quando à oposição. em caso de ação direta contra . Pode. Relação Processual Cautelar Legitimidades: Ativa: O autor.

E o processo cautelar deve passar por todas as fases lógicas do procedimento judicial. o que só pode ser tratado na ação principal.229 seu fiador. 05. Nestas duas últimas modalidades de intervenção de terceiros. ou seja. do CPC). também ser consideradas como prova do próprio processo cautelar. Os métodos das duas ações também são diferentes.03. além de pretender preservar o bem do processo principal. O processo cautelar. § 1º. típica ou atípica a medida cautelar em questão. Resumindo. ele se inicia com a petição inicial (art 801. em caráter provisório. por exemplo). A produção de provas da ação cautelar é distinta da produção de provas da ação principal. de incapazes. não devendo participar do cautelar. deve haver a citação do requerido para contestar em 5 dias (CPC. quando atuam como instrumento de orientação para o juiz. sem ignorar o princípio do contraditório. Sobre provas. quando são consideradas como objeto da ação cautelar. Na oposição. sobre a participação de terceiros no processo cautelar: Assistência Cabe participação Nomeação à autoria Idem Oposição Não cabe Denunciação da lide Não cabe Chamamento ao processo Não cabe Objeto da tutela cautelar: A tutela cautelar pode incidir sobre coisas. art 802). Os objetivos das provas são diferentes. (art 77. Assim. vistoria ad perpetuam rei memoriam. ele será autuado separadamente do processo da principal e os dois serão apensados (CPC. para evitar que a parte transfira. art 809). seja incidental ou preparatório. Por isso. existe a fase probatória e deve ser encerrada por uma sentença (art . à sua segurança. destrua. o rito especial e sumário da ação cautelar é inacumulável com o rito da ação principal. como estabelece do art 292. quando as medidas cautelares visem a preservar os meios de convencimento do juiz que estão em risco de desaparecimento (perigo de vida de testemunhas. é restrito somente à necessidade ou não da medida cautelar. as provas podem. afastamento de cônjuge do lar familiar etc.2009 Instrução do processo cautelar Inominada ou não. de natureza diversa da natureza da ação cautelar. sobre qualquer dos elementos do processo principal. pessoas e provas. Sobre coisas. desvie ou grave os bens dificultando ou mesmo impossibilitando futura execução. à sua tranquilidade. do CPC). O processo cautelar. do CPC. para evitar risco à própria pessoa. Sobre pessoas. As provas da ação cautelar se resumem em informações que visam ao convencimento do juiz quanto a aceitar a cautelar e quanto à conveniência da medida cautelar pedida. Mas. tem-se uma relação jurídica material entre o terceiro interveniente e uma das partes. III. nestas modalidades não cabe intervenção no processo cautelar. no sentido de convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. Assim. na denunciação da lide e no chamamento ao processo tem-se ações de conhecimento. Ex: guarda provisória de menores. a ação cautelar é sempre autônoma e distinta da principal.

quanto então. do CPC) • Competência: o juiz da principal. Destinam-se elas a convencer o juiz da necessidade da medida cautelar.Tais provas. podendo indeferi-la com base no art 295. Despacho da inicial e citação do requerido Primeiramente. cujas condições devem estar na cautelar. se a liminar é cabível. III). • Valor da causa.230 803). com relação a este item. desde que o réu seja o mesmo na ação principal. ou seja. é comum haver duas sentenças distintas. IV estabelece o requisito que corresponde aos fundamentos específicos da cautelar: o interesse processual (fumus boni iuris) e fundado receio de dano jurídico (periculum in mora). do CPC. Claro que a exigência de colocar na petição inicial da cautelar a lide e seus fundamentos deixa de existir se a cautelar for incidental. sob risco de preclusão. como regra geral. Como dois são os processos. com o valor do bem. mas. se os dois estiverem em fase de julgamento. E a lide e seus fundamentos devem estar na petição inicial da cautelar por meio da explicitação das partes. o seu interesse na solução eficaz da principal. ficar claro o interesse processual do requerente quanto à eficiente atuação no processo principal. Deve. O pedido da cautelar deve ser certo. • Provas a produzir (art 801. E essa petição existirá sempre. com seu poder de fungibilidade. • A lide e seu fundamento: Na petição inicial deve estar a lide da ação principal.. • Pedido: o pedido deve especificar a medida cautelar pretendida. em 5 dias. • Partes: É preciso haver uma perfeita qualificação das partes. pois a principal já está devidamente instalada. já na petição inicial respectiva deve ser requerida a produção de provas. O juiz. A rigor deve ficar explicito na petição inicial o fumus boni iuris que assegure ao requerente o direito à ação de mérito. o juiz verificará se a petição inicial está em ordem. Se o valor da cautelar for menor que o do bem. baseia-se naquele. Mas não se pode parar o processo cautelar para esperar o andamento do outro. a menos que tenha sido concedida a medida cautelar liminarmente. do CPC. A petição inicial do processo cautelar segue o art 282. Se a cautelar for incidental. o juiz mandará citar o requerido para que. O art 801. A lide é objeto da ação principal e não da cautelar. a decisão do processo cautelar acaba sendo um tópico da sentença da ação principal. da garantia. em recurso. a competência será do tribunal. contados da juntada do mandado aos . verificando. pode ser prolatada uma única sentença. que não a pedida pelo requerente. Excepcionalmente. pode decidir por outra medida. O valor da causa (parte da inicial) tem relação com valor da ação principal. são diferentes daquelas da ação principal. Verificada que ela está correta e é cabível. entretanto. presente. Se o processo estiver no tribunal. se for o caso. também. o art 286 do CPC. pode-se fazer referência à principal quanto à qualificação das partes. da qual a ação cautelar é instrumento (art 801. O requerente deve fazer provas dos fatos alegados na cautelar. Requisitos da petição inicial (art 801. V): Como o rito da ação cautelar é o procedimento sumário. do pedido e da causa de pedir da principal. seja a cautelar preparatória ou incidental.

nas notificações e nas interpelações (art 871). o que ocorre é que o juiz em um só mandado. As exceções dizem respeito ao impedimento do juiz (art 134. in fine). Todavia. Até mesmo nas antecipações de prova pode o requerido opor-se à pretensão do autor. nominado ou inominado. à sua suspeição (art 135. Além do mais. a contracautela pode ser requerida na própria contestação. em termos práticos. CPC). do CPC.231 autos (ou da execução da medida cautelar. do CPC) e à incompetência relativa (art 112. do CPC). Há que se considerar que. recebendo-o sempre no estado em que estiver no momento de sua entrada (parágrafo único do artigo). 11. CPC). bem como o contido os artigos 802 (prazo) e 803 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor pela falta de contestação). na prática. A contestação deverá observar o contido nos artigos 300 e 303. determinar a contracautela (caução) para garantir o requerido de possíveis danos que venha sofrer. art 803. ele é dito revel. Portanto da juntada aos autos do mandado de citação é que será contado o prazo de 5 dias. o réu não tiver respondido no prazo – revelia. porque tais medidas não representam ações cautelares. no protesto e apreensão de título (art 882) e na justificação (art 865).03. se o requerido contestar no prazo legal e havendo prova a ser produzida. A citação é feita nos mesmos termos. pois há presunção de veracidade do alegado pelo requerente. qualquer que seja o procedimento cautelar. de oficio. supondo-se que o requerido foi intimado da medida preventiva). Os efeitos dessa revelia podem ser: a) Efeitos processuais – o processo correrá sem a sua participação e sem intimação dos atos processuais. A reconvenção não é cabível até porque o juiz pode. o juiz marcará audiência de instrução e julgamento. não cumprir o ônus de defender-se.2009 Audiência de Instrução e Julgamento Conforme estabelece o parágrafo único do art 803. ou seja. seja a cautelar pedida típica ou atípica. a citação é indispensável e ela pode ser feita até 5 dias após a execução da liminar. Mas ele poderá entrar no processo a qualquer momento. com autuação própria apensada aos autos da medida cautelar. tal audiência será dispensada quando: 1. As exceções serão apresentadas em peça separada. enquanto não apresentar seu patrono nos autos (art 322. determina a execução da medida cautelar e a citação do requerido. conteste o pedido e indique as provas que pretende produzir (CPC. se ela foi deferida liminarmente. Revelia: Se o requerido não apresentar sua defesa. Então. Defesas do requerido O requerido pode valer-se de contestação e de exceção. O requerido não pode defender-se por meio de apelação nos seguintes casos: nos protestos. de contestar. (caput do art 803). O requerido será julgado em 5 dias independentemente de instrução ou dilação probatória (CPC. . do CPC). art 802). b) Efeitos substanciais – Presunção de veracidade de todos os fatos alegados pelo requerente (art 803.

232 2. Essa garantia pode ser por meio de caução real ou fidejussória. art 804). quando a medida cautelar já foi deferida. A concessão da medida cautelar é um direito do autor. fazem alusão a este instituto. produzida pelo requerente. de citar o requerido. A conclusão sobre a necessidade e o cabimento da medida liminar podem ser deduzidas dos elementos da própria petição inicial ou. seus efeitos jurídicos. quando a prova produzida for documental. O juiz pode conceder liminarmente a cautelar antes de citar o réu (CPC. A concessão de liminar é uma forma de garantir a eficiência da medida cautelar. unilateral. sem ouvir o réu. a questão da lide for exclusivamente de direito. Ou pode concedê-la na audiência de justificação aludida acima (2º momento). por meio de sentença. como o art 803. . é permitido ao juiz conceder a medida cautelar liminarmente. As medidas cautelares representam quase sempre restrição de direitos ou imposição de deveres extraordinários ao requerido. como se viu. como regra. Contracautela: Tanto o art 799. No geral. por meio de decisão interlocutória ou no final. IV). A contracautela pode ser deferida de ofício. 3. com o correr do processo. o juiz. Não pode o juiz tratá-la com discricionariedade. que só será citado após o deferimento da cautelar. a menos que ela não contenha os requisitos necessários. mas é tão-somente uma faculdade do juiz. ou seja. O juiz deve concedê-la. a audiência para cumprir o princípio do contraditório pode tornar a medida cautelar ineficaz. se insuficientes. antes. Da decisão por ato interlocutório cabe agravo. Todavia. a eficiência da medida cautelar independe de conhecimento do requerido da existência do pedido de medida cautelar. apurados em justificação prévia. Por isso a sentença produzirá a sua eficácia. Da sentença cautelar cabe apelação com efeito apenas devolutivo. Outras vezes. Cessação da eficácia da medida cautelar. deduzida em processo que inclui o contraditório. logo após a postulação. O que justifica a liminar é o risco de ocorrência de dano antes da citação. a necessidade da medida cautelar é. passará à sentença. Quando o juiz sentir que a concessão de liminar pode produzir algum prejuízo ao requerido. podendo ser cassada a qualquer momento. Do deferimento ou indeferimento da liminar cabe agravo de instrumento. muitas vezes. Em que momentos pode ser concedida a medida? Um primeiro momento é quando defere a petição inicial. Isso pode ocorrer tanto nas cautelares preparatórias como nas incidentais. A determinação da contracautela não decorre de uma imposição da lei. Até porque. Mas pode também ser decorrente de solicitação do requerido. sobretudo em caso de inércia do magistrado. do CPC. que deve ser interposto com pedido de efeito ativo. Então. pode impor ao requerente que garanta o requerido em caso de ocorrência desse dano. portanto. que deve ser exercida conforme a necessidade e a conveniência de cada caso. (art 520. A liminar será sempre provisória e precária. Julgamento da pretensão cautelar A medida cautelar pode ser obtida liminarmente. inaudita altera parte. o juiz pode indeferila. Essa garantia é a contracautela. mas deverá fazê-lo motivadamente. Medida cautelar inaudita altera parte. Por isso.

3. É uma medida cautelar típica. Trata-se de uma ação de conhecimento condenatória. Classificação: a arresto pode ser uma medida cautelar preparatória ou incidental. o que representa uma restrição à posse.03. disponível. Se o r[eu não for citado em 5 dias. CPC). Legitimidade: Ativa: o credor da ação de execução (principal) ou aquele que tenha sentença pendente de recurso ou laudo arbitral. conforme previsto no art 819. (Art 800. do CPC: 1. que. podendo ser bem móvel ou imóvel. Consiste na apreensão judicial de bens indeterminados. Se ela não for executada em 30 dias da concessão. do CPC. só o podendo fazer se houver fatos novos.2009 Espécies de cautelares. contados da efetivação da medida cautelar (art 806. co CPC). o arresto restringe a eficácia do bem quanto aos atos de disposição do bem. O bem fica onerado. incluindose. sendo ela restritiva de direitos. uma vez produzidas. Observação: o requerente fica impedido de propor novamente a mesma cautelar. pelo dono. O seu dono se torna mero depositário do bem. Constituem exceções dessa perda de eficácia: o caso de divórcio que tem um requisito relativo a tempo de espera ou a antecipação de provas. além do valor do crédito. Se a parte não propuser a ação principal em 30 dias. custos e honorários advocatícios arbitrados pelo juiz. Limite: Bem cujo valor seja suficiente para garantir o valor da futura execução. Pode acontecer mesmo que o dono perca temporariamente a sua posse. (Garante o credor enquanto não chega o momento da penhora em que o arresto se transformará. Objeto: Qualquer bem do patrimônio do devedor. conforme prevê o art 808. 2. ARRESTO Conceito: é a medida cautelar para garantir execução futura por quantia certa oriunda de título executivo judicial ou extrajudicial. bens possíveis de serem penhorados. I. do deferimento de liminar.233 A medida cautelar perde sua eficácia em duas situações. quando da execução). que pode constituir medida cautelar distinta da primeira. portanto. Competência: O mesmo juiz competente para a ação de execução. 18. . ou seja. móveis ou imóveis do patrimônio do devedor. passiva: o executado na ação de execução por quantia certa. não perderão o seu valor. Assim. Efeitos: o arresto restringe o exercício do uso do bem pelo seu dono.

em virtude de seu caráter de acessoriedade. b) Quando devedor que tenha domicílio: • Se ausenta ou tenta se ausentar furtivamente • Caindo em insolvência. as duas partes estarão protegidas: se procedente o arresto ele se transformará em penhora (art 818) e se improcedente. ou seja. Poderá o arresto ser concedido. e definir até mesmo o modo de prestação da mesma. sem a devida justificação do requerente e até sem ouvir o réu. Prova documental ou justificação de algum dos casos de perigo de dano jurídico mencionados no art 813. bem como a sua espécie. mas sujeita ao futuro contraditório. no caso de possíveis prejuízos seus pela medida (art .234 Natureza jurídica: medida não satisfativa. tendo bem de raiz intenta aliená-lo ou dá-lo em garantia. Deve o juiz. real ou fidejussória. neste caso. qualquer que seja a solução do processo judicial. ficando sem alguns desses bens suficientes a responder pelas suas dívidas. o seu valor. Caução: O arresto pode ser condicionado pelo juiz à prestação de caução. ou comete algum ato fraudulento a fim de dificultar a execução ou fraudar credores. constituir de um título executivo judicial ou extrajudicial. Prova literal de dívida líquida e certa. ausentar. é também uma proteção ao devedor. na medida em que o credor. caindo em insolvência. por exemplo. do CPC. quando da conversão do arresto em penhora. (art 799. deixar de pagar. apresenta dois requisitos essenciais: I. Tais requisitos equivalem aos pressupostos genéricos da tutela cautelar que são o fumus boni iuris (que corresponde ao requisito essencial I) e periculum in mora (que corresponde ao essencial II). transfere ou tenta transferir seus bens para outrem. alienar bens. indicar o montante da caução. Como tais perigos ou riscos de dano o mencionado artigo apresenta: a) Quando o devedor sem domicílio procura ausentar-se ou alienar seus bens ou mesmo deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado. II. não poderá pretender que a penhora recaia sobre outros bens. que pode. Ao determinar a caução (que tem a mesma função da contracautela) o juiz está exercendo o seu poder geral de cautela. alienando bens ou praticar qualquer outro ato fraudulento. interesse de agir e legitimidade das partes) o art 814. II. contrai ou tenta contrair outras dívidas. Com essa medida. Está prevista no art 816. b) devedor com domicílio certo. Cabimento: a) quando devedor sem domicílio certo ausentar-se. aliena bens que possua. Obs: O arresto. a caução garantirá o réu. quando houver risco de a medida cautelar provocar danos ao arrestado. do CPC). c) Devedor que. Requisitos: Além dos três requisitos da ação (possibilidade jurídica. • Intenta alienar seus bens de raiz ou grava-os com hipotecas ou anticreses. mesmo liminarmente. ou seja. do CPC. além de ser uma proteção ao credor quanto à possibilidade de execução de seu crédito.

do CPC: 1) Pagamento total da dívida mais custas e honorários advocatícios. . quando preparatórias. do CPC. por exemplo. deve-se ter em conta que ainda existe a necessidade de verificar se eles têm capacidade para extinguir o débito total. o juiz competente para conhecer a ação principal.235 811).2009 SEQUESTRO Conceito: consiste na apreensão de coisa determinada. Cabimento: quando houver dúvidas sobre o direito material da parte sobre um bem em iminente risco de dano ou de desaparecer. passiva – aquele que deve ocupar a posição de devedor na ação principal mencionada. Deve-se salientar que a responsabilidade do credor pela medida é objetiva. como seja requerido antes ou durante a ação principal. desde que não tenham sido modificadas pelos artigos que tratam do arresto. Legitimidade: ativa – aquele que tem a legitimação para a ação de execução para entrega de coisa certa (ação principal). 01. Requisitos: temor de dano jurídico iminente (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato (fumus boni iuris). 2) Novação. como medida cautelar. (forum executionis). que ao arresto serão aplicadas todas as normas relativas à penhora. Competência: O juiz da causa principal e. Por isso a suspensão da execução enquanto se apura isso. 3) Transação. pode ser uma medida preparatória ou incidental. A propósito. o art 653 do CPC. Suspensão da execução do arresto: as situações em que o arresto será suspenso estão no art 819. Classificação: O sequestro. O devedor oferta outro tipo de garantia ao credor. quando existe modificação nas condições da dívida. Analogia com a penhora: Estabelece o art 821. quanto aos possíveis danos causados ao arrestado. São elas: 1) Se o réu. que é objeto de um litígio. 2) Oferecer fiador idôneo ou prestar caução para garantir a dívida mais custas e honorários advocatícios. Quanto ao depósito ou ao pagamento aludido. a prorrogação do prazo. a fim de resguardar a entrega da mesma ao vencedor.04. Cessação do arresto (extinção): Sãos as três situações previstas no ar 820. que relaciona diretamente penhora e arresto. como. paga ou deposita em juízo o valor da dívida acrescida das custas processuais e dos honorários advocatícios. intimado.

Diz o art 826. . do CPC. a caução será dita fidejussória. Iniciativa: quem deve tomar a iniciativa da instituição da caução? No geral é quem deve ser garantido (art 830. Afeta. Diferentemente do arresto.2009 CAUÇÃO Conceito: é a garantia ao cumprimento de uma obrigação. a coisa sai da posse de seu detentor.04. Efeitos: o sequestro representa restrição física à posse da coisa. de um direito subjetivo. assim. por exemplo. Ocorre a caução quando o devedor de uma prestação dá a outrem um bem jurídico que. no caso de inadimplência sua. possa cobrir o valor da prestação. do CPC. Está ligada ao poder geral de cautela do juiz. de regra processual ou material que ordena a sua prestação. ela pode também ser pedida pelo próprio devedor (art 829. CPC). Exemplos de caução legal: a arrematação prevista no art 690.236 Natureza jurídica: medida cautelar não satisfativa. Objeto: a caução pode ser constituída por meio de bens móveis. A real é feita por uma das formas normais de garantia real. Todavia. o penhor. c) Processual – visa garantir o processo. a hipoteca. sobre o bem sequestrado. imóveis e semoventes. Tratando-se de caução legal ou necessária. por exemplo. ou seja. b) Negocial – Quando ela é estabelecida por convenção das partes. é o fumus boni iuris e o periculum in mora. 07. a parte é obrigada a instituí-la para garantir a inocorrência de prejuízos. semoventes ou imóveis). Requisitos: Segundo o art 798. Natureza jurídica: trata-se de medida cautelar não satisfativa. quando se fizer por meio de garantia pessoal. como o arresto. penhor. como medida cautelar substitutiva de outro provimento cautelar (art 799. quando tiver a função de tutelar outro processo. como. portanto. os que estão presentes no poder geral de cautela. hipoteca. preservando a eficácia e a utilidade do mesmo. do CPC. e os depósitos em dinheiro ou título nos contratos administrativos. do CPC). que ela pode ser real ou fidejussória. se constituir de coisas ou bens. CPC). como. Cabimento: Quando a parte for obrigada a prestar uma garantia de que não ocorrerá prejuízo ou para exigir a garantia para o processo principal. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. Objeto: coisa certa (móveis. a fiança. a fiança. as medidas prevista nos art 1280 e 1281 do CC. por exemplo. de caráter acessório. Classificação (ou tipos de caução): A caução pode ser: a) Legal – depende da lei. podendo ela. a livre disponibilidade física e jurídica da parte.

Nesse caso. Procedimento: Ela pode ser requerida tanto como medida preparatória como medida incidente no curso do processo. Brício propôs ação cautelar preparatória para garantir o resultado prático de ação de conhecimento condenatória contra Caio. propôs a ação principal. (Art 800. pela citação da cautelar. 14. CPC). emitente do mesmo. como a prescrição da principal foi interrompida. Competência: A competência é do juiz da causa principal. a prescrição será interrompida. Assim.00. um dos requisitos do arresto é a prova literal de dívida líquida e certa. do CC. esta segunda ação foi proposta 20 dias após a ocorrência da prescrição do seu direito de ação. Na cautelar foi concedida a liminar solicitada. do CPC.237 Efeitos: As cauções legais e negociais visam proteger dívidas. a prescrição da ação principal será interrompida e apenas uma única vez. as partes do processo principal. . O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. que não esteja no processo principal. (art 828. do CPC). Abelardo. tanto o principal como o cautelar. declarando a sua ocorrência. As cauções processuais não garantem dívida. ser prestada por terceiro. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique a resposta. do CPC). 2. diante do comportamento de Tício. O juiz.2009. Extinção: A caução estará extinta: 1) com o pagamento da dívida por ele garantida. também. Todavia. propõe ação de arresto de bens deste. 2) Com o encerramento do processo. Portanto agiu bem o magistrado ao extinguir o processo cautelar sem julgamento do mérito. Tudo em face da interrupção da prescrição operada pela interposição da ação cautelar. extinguiu o processo com julgamento do mérito. o cheque prescrito não faz essa prova. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar (art 219. No caso em questão. § 1º. mesmo que ela tenha sido proposta 20 dias após a suposta prescrição. direitos subjetivos. O juiz extinguiu o processo cautelar. Legitimação: como regra. Resposta: Pelo art 202. portador de um cheque prescrito no valor de R$ 200.04. Mas a caução pode. sem julgamento do mérito. recebendo o juiz a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. Resposta: Segundo o art 814. porque deixou de existir um requisito essencial para a medida.prova 1. em face da prescrição havida. pois necessitaria para tanto de uma ação de conhecimento especial. mas o processo principal. ela o foi dentro do prazo de direito de ação do autor. No prazo e 30 dias da efetivação da referida liminar. de se desfazer de seu patrimônio.

Portanto.2009 BUSCA E APREENSÃO Conceito: “Busca é a procura. identifica que o seu autor é carecedor do direito de ação para a ação principal. necessitando. Perderá ele o direito à prova produzida pelo desrespeito ao prazo de 30 dias para o início da ação principal? Justifique sua resposta. Pode-se dizer que existe uma verdadeira fusão deles. a cautelar é acessória da principal. uma vez que o bem já está protegido. não está sujeita ao prazo de caducidade. deixou de existir o fumus boni iuris da cautelar. a pesquisa de uma coisa ou pessoa. Propõe ele. a ação cautelar não podia prosperar. nem a cautelar. agiu bem o juiz na sua decisão? Qual o fundamento usado por ele? Justifique a resposta. 22. . Por isso. ainda que a principal não seja proposta em 30 dias. entende ser o legítimo proprietário do mesmo e teme que a concessão da referida liminar venha a causar-lhe prejuízos econômicos. A cautelar já deferida assegura condições a ambas as partes quanto à discussão da propriedade da coisa na ação principal. que não poderia existir. Logo. 5. Por temer o sumiço do bem por ato de Brício. Resposta: O fumus boni iuris é um dos requisitos essenciais da ação cautelar. 4. tendo sido produzida ali a prova solicitada. pela natureza dúplice da cautelar. propôs ação cautelar de seqüestro. como não é medida constitutiva de direitos. a cata. então.Tício entende ser o legítimo proprietário de um determinado bem que se encontra em posse de Brício. extingue o processo cautelar sem julgamento do mérito. face de Tício. O juiz. para tanto da apreensão da coisa buscada” (Humberto Theodoro Jr). como forma de este se esquivar de futura obrigação de entregar coisa certa. um ato que não esgota em si mesmo a sua finalidade. a produção antecipada de prova.238 3. Como o juiz concluiu que o autor carecia desse direito. todavia. Há busca e apreensão sempre que o mandado do juiz é no sentido de que faça mais do que quando se manda exibir coisa para se produzir ou exercer algum direito e não se preceita o devedor. Resposta: Sim agiu bem. agiu bem o juiz. Significa direito de ação do autor quanto à principal. Segundo Vicente Grecco Filho. Ainda mais. em dado processo cautelar. Brício. sem qualquer risco para a mesma. a ação principal correspondente no prazo legal a contar da efetivação da medida cautelar. Já que o processo cautelar é autônomo do principal.04. não há separação ou autonomia entre os dois atos: busca e apreensão. cautelar de caução e. Em face disso. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. O juiz extingue o segundo processo cautelar. Com a falta desse requisito essencial. segunda ação carece de interesse de agir. Brutus propôs processo cautelar de produção antecipada de provas. a que apresente Entretanto. Não propõs ele. Resposta: Não. tendo conseguido a concessão de liminar. todavia.

todavia. diversamente de outras medidas cautelares. Valem. que se sujeitam à guarda de outros.239 A “busca e apreensão” pode apresentar-se como uma forma de execução de outras medidas cautelares. É de se considerar. As coisas consideradas devem ser móveis e as pessoas são. será o juízo próprio para a cautelar em questão. do CPC. para a “busca e apreensão” os dois requisitos básicos. portanto. Competência: A determinação da competência será definida conforme art 800. podendo também ser a finalidade de uma cautelar exclusiva. embora siga o rito da cautelar. Classificação: Preparatória e incidental (enquanto cautelar propriamente dita) Efeitos: restrição física à posse do dono. funcionando como ação principal. sendo portanto medida pessoal (busca e apreensão de pessoas) e medida real (busca e apreensão de coisas). como o seqüestro. (não satisfativa) quando visa garantir direito já existente ou se satisfativa. Natureza Jurídica: Há que se distinguir o tipo da ação: se cautelar. que na busca de incapazes. uma ação cautelar própria. sobre que deverá incidir a prestação jurisdicional definitiva na ação principal. do CPC. portanto. no geral os incapazes. sendo competente o juízo dessas ações e não o do domicílio do curador ou tutor. Requisitos: Não existem requisitos específicos para esta medida cautelar. Ela pode. para garantir-se quanto ao seu direito material a ser tratado nela. em se tratando de cautelar satisfativa. se houver ação principal. . poderá ocorrer a busca e apreensão de coisas e pessoas. quando busca direito ainda não existente. Objeto: Conforme ar. das medidas cautelares: 1) Periculum in mora – fundado receio de dano jurídico 2) Fumus boni iuris – interesse processual na segurança da situação de fato. Todavia. autônoma. hipótese em que exerce uma ação cautelar. genérico. o juízo competente é o juízo da ação principal à qual se prende a cautelar. Extinção: ao fim da disputa na ação principal (cautelar não-satisfativa) ou esse mesmo fim na própria ação (satisfativa). afetando a livre disponibilidade física e jurídica da parte sobre o bem. uma vez que podem existir bens que não se enquadrem em outras medidas cautelares mas que necessitam da segurança da apreensão judicial. 839. de fato. Cabimento: Quando houver ameaça plausível ao objeto da ação principal. Legitimidade: a parte que tem interesse na ação principal. o arresto etc. ser exercitada autonomamente. a competência estará vinculada ao processo que instituiu a tutela ou curatela. Procedimento: O mandado de busca e apreensão deve conter os seguintes elementos: • Indicação da casa ou lugar em que deve efetuar-se a diligência.

pois a coisa pode ser exibida por um terceiro. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. Ao término da diligência. no prazo previsto no art 802 (5 dias). O pedido de citação do requerido é indispensável na petição inicial da medida cautelar. do CPC. é uma ação com a finalidade de que o interessado constate determinado fato ou exerça algum direito e não preceita o devedor a que apresente. do qual emanar a ordem. autônoma. Deverão estar acompanhados de duas testemunhas. a sua finalidade pode ser tãosomente satisfativa (autônoma) ou assegurar uma prova. estranho à ação principal. “É aquela por meio da qual o autor objetiva conhecer e fiscalizar determinada coisa ou documento” (Wambier). submeter à faculdade de ver e tocar. com interesse probatório” (Vicente Grecco Filho). Natureza Jurídica: Na hipótese de ser satisfativa é a ação principal e sendo nãosatisfativa. terá a função de ação cautelar. A legitimidade passiva é do que tem a obrigação de exibir a coisa. em mãos do possuidor” (Ulpiano). do CPC. A assinatura do juiz. a parte da ação principal que pretender produzir a prova e. Numa abordagem mais abrangente. Requisitos: Fundado receio de dano jurídico (periculum in mora) e interesse processual na segurança da situação de fato na ação principal (fumus boni iuris). EXIBIÇÃO (AÇÃO EXIBITÓRIA) Conceito: “é trazer a público. a legitimidade ativa é daquele é o que tem direito à exibição da coisa para a conhecer. Legitimidade: Depende do tipo de ação exibitória. “É a forma de constatação de um fato sobre a coisa. com ela fazer prova. A ação principal deverá ser proposta em 30 dias. se satisfativa.240 A descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a lhe dar. O deferimento liminar da medida não elimina a possibilidade de contestação pelo seu dono. promovida após o cumprimento do mandado. que são autorizados a praticar arrombamento de portas externas. Assim. internas e de quaisquer móveis onde presumam esteja oculta a pessoa ou a coisa buscada. Cabimento: Quando se pretende constituir uma prova ou exercer o direito de conhecer e fiscalizar ou ver a coisa em poder de terceiro. conforme prevê o art 806. que pode ser ou vir ou não a ser parte da ação principal. desde que não se dê a abertura voluntária pelo intimado. do C. Objeto: Segundo o art 844. aquele que tem interesse na exibição da coisa. a fiscalizar. os oficiais lavrarão auto circunstanciado que será assinado por eles e pelas testemunhas e que será juntado ao processo. podem ser objetos da ação de exibição: • Coisa móvel em poder de outrem. • • . tirar a coisa do segredo em que se encontra. Se a ação é preparatória (cautelar propriamente dita) têm legitimidade as partes da ação principal. Assim. Se incidental que se destina a fazer prova.

for incidental a um outro processo. No momento da impetração da ação A tinha . tratando-se. o juízo da ação principal é o juiz competente. do que o juiz toma conhecimento. continuando normalmente e a nele sentença proferida entre as partes originárias estende seus efeitos ao cessionário. como inventariante. balanços e documentos de arquivo. Assim. E. sócio. do CPC. o processo deverá ser extinto. 2) Quando incidental ao processo. anômala. 3) Pode ser satisfativa. A pode impetrar ação exibitória para que B lhe exiba a coisa. do CPC. Neste caso. B viola esse direito de A. Classificação: A Exibição pode assumir três situações.241 • • Documento próprio ou comum em poder de co-interessado. Pode entretanto ingressar como assistente de A (§2º do art 42). Antes da decisão do juiz. o juízo competente é o desse próprio processo. –Exiibição incidental. motivado por causa superveniente. CASO: A mesma situação acima. no caso de legitimidade extraordinária. Suponhamos que a finalidade dessa exibição é fazer prova em ação em andamento. do art 42). entre A e B. pois ocorrerá confusão entre autor o réu. O que deverá acontecer com o processo? Deverá ser encerrado por falta de interesse de agir de A. CASO: A é titular de um direito sobre a coisa. Ainda que A perca o direito sobre a coisa. que provocou a falta de necessidade de A. a competência depende da situação em si. apenas o cessionário é o próprio B. Mas esta regra só se aplica quando ela for preparatória. ser uma ação autônoma. condômino. Com a ação cautelar em curso. Entra com ação contra B. ou seja. CASO: Mesmo caso. segue o art 800. Tudo isso. ou ação principal de exibição. nesse sentido. O processo deverá ser extinto? A perde a legitimidade na ação? Conforme art 42. A não perde a legitimidade a ação. nos casos expressos em lei. apenas A quer que B lhe entregue a coisa. (ou extinguindo-se a coisa). depositário ou administrador de bens alheios. B exibe o documento a A. A aliena a coisa. ou seja. coisa deverá ser exibida para que a prova do processo seja constituída. admitindo-se que o cessionário seja diverso de B. Escrituração comercial por inteiro. funcionar como meio de prova. O processo não deverá ser extinto. Competência: como regra. testamenteiro. O cessionário da coisa não pode ingressar na ação sem o consentimento da parte contrária (§ 1º. no caso de ser uma ação autônoma (satisfativa). CASO: A entra com cautelar pedindo que B lhe exiba determinado documento. com pedido de liminar. Efeitos: Restringe a posse do documento temporariamente e possibilita demonstrar situação de fato. credor ou devedor ou em poder de terceiro que o tenho sob guarda. Extinção: Extingue-se com a ação principal. todas seguindo o rito da cautelar: 1) Como preparatória da ação principal – Ação cautelar de exibição.

é preciso demonstrar PIM (possibilidade de a parte não conseguir a prova no momento adequado por perecimento ou desaparecimento da coisa ou pessoa) e FBI (que o proponente prove que. A ação deve ser extinta. que não visem à confissão. Humberto T. porquanto visa alimentar o processo principal. Como B exibiu o documento independentemente da ação. inclusive ser terceiros intervenientes. sendo: I) interrogatório da parte ou inquisição de testemunha que tiver que a) ausentar-se. Natureza Jurídica: Possui caráter não satisfativa. contenciosa ou voluntária. a pedido de quem tenha legítimo interesse na demanda principal.242 interesse de agir. Requisitos: Sendo cautelar. antes do momento processual adequado. visando coletar dados necessários à instrução da causa. houver receio que ao tempo próprio de produzir a prova não esteja em condições de fazê-la II) Exame pericial: a) fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos durante a ação. a coleta de elementos de convencimento necessários à instrução da causa. pretende-se antecipar o momento oportuno para produzir a prova. em tese. Objeto: pretende-se provar fatos e circunstâncias Meios de Prova: 1) prova oral. o interesse de agir de A desapareceu. Nelson Nery: O risco de se perdem os vestígios necessários à comprovação da existência dos fatos que sejam de vital importância no deslinde da lide a ser levada a juízo justificam o pedido de produção antecipada de prova. Os requisitos de admissibilidade estão nos artigos 847 e 849. b) por motivo de idade ou moléstia grave. do CPC.Júnior: Existem circunstâncias excepcionais que autorizam a parte a promover. diante de uma situação de iminente risco de impossibilidade futura. compreendendo a) inquirição de pessoas que possam ser testemunhas na ação principal e b) interrogatório da parte (simples oitiva. II) prova material: prova pericial (vistorias ad perpetuam rei memoriam. reúne as condições para a ação principal) as condições (três) para a ação principal (PIL). como exames técnicos em geral). incidentalmente ou antecipadamente. juridicamente necessários. Cabimento: Cabe no caso de qualquer demanda futura. quando o procedimento for preparatório. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS Conceito: Medida cautelar em que a parte. . podendo ser pretendida por quem age ou por quem se defenda. que justificam a produção antecipada de prova. podendo. Wambier: Existem casos excepcionalíssimos em que ocorre o risco de perecimento ou desaparecimento do objeto da prova. que só pode ocorrer no processo). Legitimidade: São legitimados aqueles que serão partes no processo principal.

quando ocorrer a ação principal. sem necessidade de transformá-la em outro tipo de ato processual. a valoração da prova pertence ao juiz da causa e não ao juiz da medida. CPC. em tal caso. O réu será citado e o requerente intimado da audiência se a prova for oral. quanto a produzir efeitos na ação principal. Momento da utilização: Em qualquer momento. justificando-se. CPC). Assim. comprovadamente. Destinação: será utilizada no processo principal. No caso de ser incidental. Sentença: O juiz profere sentença homologatória. O processo principal se utilizará dela como está. Espécies: Pode ser preparatória ou incidental. Será incidental quando a demanda principal já estiver em curso. . serão fornecidas certidões sobre a medida. como se fora obtido no mesmo processo. existem entendimentos de que. (prova pronta e acabada) Extinção: Extingue-se a ação cautelar de produção antecipada de provas com a sentença homologatória. Destino dos autos: Os autos permanecerão em cartório (art 851. constituindo-se de provas orais ou periciais. Valoração: A valoração da prova produzida antecipadamente será feita pelo juiz da ação principal. bem como se mencionando precisamente os fatos sobre os quais deverá recair a prova. que é o momento adequado à produção de provas. do CPC. Havendo ação principal. mas não há como aguardar a fase instrutória do processo. na qual serão narrados detalhadamente os fatos. Importante salientar que a prova obtida antecipadamente é da justiça e fica em cartório aguardando a ação principal. será apensado aos autos desta e quando incidental estarão nos próprios autos desta. no momento da instrução do processo. uma vez que não estará sujeira à restrição do art 806. no momento adequado deste processo. Procedimento: A ação deve ser motivada com a petição inicial.243 Competência: Conforme art 800. Os interessados poderão obter as certidões que desejarem. Efeitos (eficácia): Como medida completa que é. Admite-se contestação do requerido no prazo de 5 dias da citação. Classificação: Inquirições ad perpetuam rei memoriam e vistorias (ou perícias) ad perpetuam rei memoriam. a necessidade da medida. que apenas reconhece a eficácia dos elementos coligidos. a ação não terá natureza cautelar. não se submete ao prazo previsto no art 806. ou seja. não perde sua eficácia em 30 dias. do CPC. Aos interessados que desejarem. a ação preparatória previne o foro para a ação principal. Momento da produção: Pode ser produzida de forma preparatória ou incidental.

a cautelar não satisfativa. ela deverá ser proposta no prazo de 30 dias de seu nascimento. convém abordar algumas situações especiais. do CPC. não h á necessidade do periculum in mora. Outros. Há também o caso da fecundação heteróloga.Essa medida cautelar se destina à proteção de direitos de quem não os possa exercer por si. por não haver o periculum in mora. Cabimento: sempre que for necessário preservar um bem. excepcionalmente). Observações: Sobre a legitimidade.244 Destinação das provas (antecipadas): serem usadas na ação principal. ou seja. Competência: é o juízo da residência da gestante. EM NOME DO NASCITURO Definição: (Wambier). do testamenteiro. 26. aacompanha a ação principal. pois a ação principal só poderá ser proposta após a ocorrência do nascimento dele. A ação cautelar da “posse em nome do nascituro” não se aplica no caso de embriões excedentários. vendo o fumus boni iuris que tem o nascituro pela sua origem em relação ao de cujus e o periculum in mora no risco de seu direito hipotético do nascituro ser dissipado. do doador. proposta antes de o nascituro nascer. pelo representante legal dela (ou representante legal do pai. a considera uma cautelar satisfativa. também pelo pai do nascituro. do CPC). Nelson Nery Jr. Todavia. Objeto: Resguardar o direito hipotético do nascituro. como Wambier. poderá ser proposta. como regra da mãe (art 877. por exemplo. Ela perderá a eficácia se não for proposta a ação principal nesse prazo. Mas ele poderá ser incidental se for proposta quando a ação principal reivindicando o direito em questão já estiver em andamento. Se ação incidental. Classificação: A ação cautelar de posse em nome do nascituro pode ser preparatória ou incidental. Legitimidade: A legitimidade ativa é. Como preparatórias. ou. como o caso da “barriga de aluguel”. quando a presunção legal absoluta é de que o nascituro seja filho do casal (presunção iuris et iure).05. De quem será a legitimidade? Da mãe biológica. ante quando a mãe estiver impedida. ou da que recebe o embrião para o desenvolvimento dele? A rigor. como regra. genética. A legitimidade passiva dos herdeiros. por ainda não ter nascido. um direito do nascituro. ambas têm legitimidade ativa. insto cautelar de fato. E eventualmente.2009 POSSE. Requisitos: os gerais da cautelar: fumus boni iuris (a existência do direito do nascituro) e periculum in mora (dissipação do direito do nascituro). . congelados. foge à restrição do art 806. Natureza dessa medida: Sobre a natureza dessa medida existem dois entendimentos. por exemplo. por exemplo. daquele que estiver na posse do bem reclamado pelo nascituro. No caso da ser acidental.

Extinção: Se satisfativa. Cabimento: Conforme previsão no art 852.245 Efeitos: Garante a preservação do direito hipotético do nascituro. Mas a parte. Segundo Humberto Theodoro Júnior. Distingue-se dos alimentos provisórios. Wambier: Os alimentos provisionais previstos no art 812 e seguintes do CPC. Podem ser preparatórios oi incidentes e têm por finalidade prover o sustento da parte e os gastos da demanda durante o curso da ação principal. Alimentos provisórios são os deferidos liminarmente no despacho inicial da ação de alimentos. as ações de alimentos provisionais podem ser propostas de forma preparatório ou incidental em relação à ação principal. do CPC os alimentos provisionais cabem em: • Ações de separação judicial e de anulação de casamento. das ações de separação judicial. extingue-se quando atingido sua finalidade. dependendo de uma ação de conhecimento (por exemplo. no caso de ação de alimentos. Ocorrem.2009 ALIMENTOS PROVISIONAIS Conceito: São os resultantes. se deferidos. que tem rito especial conforme a Lei nº 5. a obriga. A prestação será devida desde a citação do . Alimentos provisionais quando os direitos aos alimentos ainda não existem. 27. portanto.05. de nulidade ou de anulação de casamento ou na ação de alimentos. na medida em que o representante legal dele assume a posse de tais direitos. Natureza Jurídica: é uma cautelar não satisfativa. Obs: Os alimentos provisórios. Se não satisfativa pode extinguir-se pela revogação ou pela extinção da principal. em medida cautelar preparatória ou incidental. os alimentos provisionais só podem ser propostos a partir da propositura da ação principal (art 852. os alimentos provisórios quando os direitos aos alimentos já existem. • Em outros casos previstos em lei. enquanto durar a demanda.ao é continuada. ou seja. por não gerar a definitividade da obrigação. enquanto aguarda o desfecho dessa ação de conhecimento necessita dos alimentos para sua subsistência e para custear as despesas da ação. entende-se por alimentos provisionais os que a parte pede para seu sustento (in litem) e para os gastos processuais (ad litem). anulação de casamento. • Nas ações de alimentos. de divórcio. II. Oportunidade: Como regra. ou seja. substituem os alimentos provisionais em curso.478/68 – Lei dos Alimentos. Entretanto. as expressões “alimentos provisionais” e “alimentos provisórios” não são sinônimas. separação judicial). são elementos ad litem ou in litem. CPC: desde o despacho da ação de alimentos).

como em outras finalidades não contenciosas. mesmo que a ação principal esteja em grau de recursos. do CPC. Mas estão sujeitos às condições de extinção previstas no art 808.06. em seu parágrafo único. 09. quando os alimentos podem ser deferidos na inicial. desde o momento em que ocorra o primeiro pagamento de alimentos. mas constituir prova. Não havendo pedido de liminar. com o seu trânsito em julgado. não é uma ação cautelar). tendo em conta a natureza alimentar das ações de alimentos. o juiz verificará se existe possibilidade de ajuizamento da ação principal pelas partes. se cautelar preparatória. transitoriamente. Objeto: Concessão de alimentos. . mesmo que o devedor já tenha sido citado ou notificado (ação incidental). Legitimação: As partes legítimas para as ações de alimentos provisionais são as mesmas partes da ação principal a qual esteja (ou estará) vinculada a cautelar. rescindo do periculum in mora (por isto. Ressalve-se o contido no art 4º. extingue-se de a principal não for proposta em 30 dias. do CPC. o art 853. Extinção: principal. quando a ação principal estiver endente de recurso junto ao Tribunal de Justiça. Extingue-se com a definição da ação principal. Requisitos: Havendo pedido de liminar. Competência: O juiz da causa principal. ou seja. seja incidental ou preparatória. deve demonstrar tão-somente a acessoriedade. Classificação: Os alimentos provisionais podem ser antecipatórios ou incidentais. da Lei 5. ou seja. com a sentença da ação Prazos: Sendo preparatória. Efeitos: Protege as necessidades básicas de alimentos de alguém e obriga a parte devedora.246 devedor dos alimentos. que tanto pode ser usada em processo futuro. pois repetição do indébito. De modo mais genérico. ou seja. Não visa assegurar prova.478. Como ação autônoma que é. as partes da ação jurídica de direito material. do CPC. antes da citação. Embora o art 800. Repetição do indébito: Os alimentos provisórios e os provisionais se caracterizam pela irrepetibilidade dos que forem pagos. do CPC. conforme prevê o art 806. estabelece uma exceção a esta regra geral: os alimentos provisionais será sempre requeridos ao juiz da causa principal. portanto. ainda que esta esteja em grau de recurso junto ao Tribunal. Não há. estabeleça a regra geral no sentido de que as cautelares requeridas ao Tribunal.2009 Conceito: Justificação consiste na colheita avulsa de prova testemunhal. ainda que indevidos. Assim. deve-se demonstrar o FBI (que está na ação principal) e o PIM (perigo causado pela necessidade de alimentos). Este prazo começa a correr desde a efetivação da medida cautelar. Eles serão devidos até a decisão final da ação principal. podese dizer que tem legitimidade para ação. os envolvidos na relação do direito material envolvido.

Essa sentença outorga credibilidade ao documento. apenas comprovando documentalmente um fato ou uma relação jurídica. quando se refere à citação dos interessados) muitas vezes exercitada sem parte contrária s sempre sem possibilidade de contestação ou de recursos. quando o interessado não puder ser citado pessoalmente. Não tem valor em si. Detalhe: O artigo 862 e seu parágrafo único define a intervenção do MP. mas não a principal. nem fumus boni iuris (FBI). como meio de prova que poderá ser. Competência: Como ação autônoma. Efeitos: garantir à parte a possibilidade de conseguir demonstrar o seu direito por meio do documento produzido. Há contenciosidade por ser de jurisdição voluntária. já existindo a ação principal. pois a citação destes é essencial (art 861). o juízo competente será o juiz do domicílio do requerente (relação jurídica) ou do local do fato (fato). Sua valoração será feita pelo juiz da ação ou pela autoridade administrativa perante a qual for utilizada. Uma vez definida o juízo dessa forma ele define. este será o competente para a cautelar. apenas homologa e constata a observância das formalidades legais.247 Objeto: (art 861. Legitimidade: Qualquer pessoa que. Requisitos: não exige a demonstração de periculum in mora (PIM). do CPC): Fato ou situação jurídica que se pretende documentar. . tendo interesse em demonstrar a existência e algum fato ou relação jurídica. também o juiz de possível principal futura. Não tem o caráter preventivo das cautelares de prova e nem acessoriedade que é característica das cautelares. Cabimento: É cabível quando alguém pretende documentar a existência de um fato ou uma relação jurídica. Sentença homologatória: Não implica no contraditório e o juiz nada decide. Também intervirá o MP nas questões que envolvam repartições públicas ou quando a solicitação de justificação for unilateral. Entretanto. (como mostra o art 862. Extinção: pela sentença homologatória que resolve a inicial. podendo ou não ser usado como simples documento e sem caráter contenciosos ou para servir de prova em processo futuro Natureza Jurídica: Embora seja medida não cautelar satisfativa sua natureza é cautelar por se enquadrar no rito das cautelares. sem qualquer referência ao seu conteúdo.

248 16.07.2009 – PROVA SEMESTRAL FINAL 1. (TJ-df 2008): Valendo-se do que dispõe o artigo 285, A, do CPC (“quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada”), o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, julga improcedente, liminarmente, pedido formulado pelo servidor Abdon Fortunato Carvalhal contra o DF. Inconformado, o autor apela para o Tribunal de Justiça do DF. O juiz mantém a sentença e ordena a citação do réu para responder ao recurso. Este responde. No julgamento da apelação do autor, o Tribunal a) poderá dar-lhe provimento, reformando a sentença de improcedência e, desde logo, julgar procedente o pedido, sendo a matéria controvertida apenas de direito. b) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive, por falta de identidade com os casos anteriores julgados no juízo. E determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. c) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive por abranger a matéria controvertida situação fática dependente do contraditório, e determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. d) todas as alternativas anteriores estão corretas. Resposta: D Análise da resposta: Pela redação do art 285-A, questão admite o juízo de retratação do juiz, em 5 dias. Mas o juiz manteve sua decisão. (§ 1º). Se mantida a sentença, deve citar o réu para responder ao recurso (§2º). O Tribunal, ao julgar a apelação, pode, provendo o recurso, julgar a questão se for matéria exclusivamente de direito, podendo manter a sentença ou inverter o resultado. Pode, também, dar provimento ao recurso, retornando o processo ao juiz a quo para reexaminar o caso, para prosseguimento da ação, se considerar há questão de fatos controvertidos. 2. (MP-BA/2008):João se divorciou de Maria em 2000, oportunidade em que houve a divisão do patrimônio do casal. Da relação matrimonial nasceram 2 filhos, Jurandir e Rosa, esta menor. Em 2005, João passou a se relacionar afetivamente com Naiara. Diante desse fato, fixou domicílio em São Leopoldo/BA e Salvador/BA. E, 10/10/22005. após substancial decréscimo patrimonial, João faleceu. Diante do óbito, Jurandir ajuizou, em 15/10;2005, ação de inventário em Salvador, tendo sido nomeado inventariante. Sucede que Naiara, dizendo-se companheira do falecido, instaurou em 15/1/2005, procedimento de inventário em São eopol/BA. Rosa e Naiara foram citadas da demanda proposta em Salvador, em 17/12/2005, enquanto Jurandir e Rosa foram citadas da ação que tramita em São Leopoldo/BA. Em 19/12/2005. Diante do caso descrito acima, assinala a alternativa verdadeira: a) A citação válida torna prevento o juízo, razão pela qual se conclui que o inventário deverá tramitar na Comarca de Salvador/BA. b) Se controvertida a discussão acerca da caracterização da união estável mantida por João e Naiara, o processo do inventário ficará suspenso até o deslinde da questão. c) Em caso de conflito positivo de competência, caberá ao STJ solver a questão. d) Havendo consenso, o inventário e a partilha poderão ser realizados por escritura pública a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.

249 e) Há nítida litispendência, de forma que a prevenção será fixada de acordo com a averiguação do juiz que primeiro despachou o feito. Resposta: A; Análise da resposta: A opção “c” deve ser descartada, pois quem julga o conflito é o Tribunal e não o STJ (art.118, CPC). O art 219, do CPC, ao mesmo tempo em que torna verdadeira a opção A, invalida a E, a prevenção deve ser fixada de acordo com a citação válida e não de acordo com o juiz que primeiro despachou o feito; a opção d, fala em consenso, o que não ocorre no caso, e, finalmente, a opção B, se a opção A está correta, a herdeira de São Leopoldo poderá ingressar no processo de inventário na ação que corre em Salvador. 3. (MP-BA/2008)> A coisa julgada traduz, em essência, a impossibilidade de discussão acerca do âmago de determinados provimentos judiciais, incidindo sobre a norma jurídica individualizada no dispositivo do comando decisório definitivo. Entretanto, existem situações previstas pela legislação que se afastam do tema em apreço. Dentre as alternativas abaixo, identifique a situação em que o instituto em comento se coaduna com o ordenamento jurídico processual brasileiro: a) O ordenamento jurídico comporta apenas ação rescisória como meio idôneo a mitigar a imutabilidade decorrente da coisa julgada. b) A apreciação da questão prejudicada, decidida incidentalmente no processo, não faz coisa julgada, ainda que ajuizada ação declaratória incidental. c) A eficácia preclusiva da coisa julgada abrange fato superveniente. d) A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença, não é contemplada pela coisa julgada. e) Os motivos, se determinantes para o alcance da parte dispositiva, fazem coisa julgada. Resposta: D. Análise da resposta: O art 469, do CPC, permite que se elimine, de plano, a opção E, pois na sentença, apenas o dispositivo faz coisa julgada. O mesmo artigo diz que a que a apreciação de questão prejudicial decidida incidentalmente não faz coisa julga, podendo, todavia pedir-se ao juiz que por sentença declaratória a decida, situação em que passará a fazer coisa julgada (art 5º, do CPC). Assim, fica prejudicada, também, a opção B. Quanto à opção C, tem-se que considerar que os efeitos da coisa julgada impedem que a pretensão seja novamente proposta pelos mesmos fundamentos. Todavia, fato superveniente represente ouros fundamentos. Daí sobre fato superveniente, não ocorre a eficácia preclusiva da coisa julgada. Quanto à alternativa que afirma a existência a ação rescisória para como único instrumento para mitigação da coisa julgada e cuja preclusão ocorre em 2 anos (art 495, CPC), há que se considerar que a opção está equivocada, pois existe a possibilidade de se pleitear a nulidade de uma sentença, que tenha contrariado qualquer exigência processual ou condições da ação, a qualquer tempo, pela ação querela nullitatis ou até por mesmo por outros tipos de recurso. 4. (MP-SP/2008): Na demanda ajuizada por sócios de uma sociedade em face desta para a declaração de nulidade de uma deliberação societária, o litisconsórcio existente entre esses sócios é considerado a) comum (simples) e facultativo.

250 b) comum (simples) e necessário. c) unitário e facultativo. d) unitário e necessário. Resposta: C Justificativa da resposta: litisconsórcio facultativo é aquele que as partes o formam por livre vontade (art 46, do CPC), contrário ao obrigatório que é imposto por lei (art 47, do CPC). O litisconsórcio pode ser, também, unitário ou não-unitário (ou simples ou comum). É unitário quando a decisão é uniforme para todos os litisconsorte e simples ou comum a decisão for diferente para os litisconsortes. 5. (MP-SP/2008): O juiz pode cassar a própria sentença e determinar o regular prosseguimento do processo em primeira instância diante da apelação interposta contra a) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito. b) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença liminar de improcedência da demanda. c) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença de julgamento antecipado da lide. d) a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito e a sentença liminar de improcedência da demanda. e) a sentença liminar de improcedência da demanda e a sentença de julgamento antecipado da lide. Resposta: B. Análise da resposta: Alternativa B, o assunto está regulado pelo art 285-A, que estabelece que sendo a matéria controvertida exclusivamente de direito e já houver no juízo sentença de total improcedência em casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença de igual teor. Mas o § 1º do artigo permite ao juiz, em caso de apelação do autor, alternar sua decisão no prazo de 5 dias, e dar prosseguimento ao processo. Fica, assim, confirmada a alternativo B como correta. Analisando as demais opções: Opção A: o art 267, do CPC, trata desse aspecto da questão, permitindo ao juiz que extinga o processo, sem julgamento do mérito ou indeferindo a petição inicial ou em outras situações mencionadas no artigo. Mas ele não prevê juízo de retratação ao juiz. Portanto esta opção está incorreta. Opção C: fala em indeferimento da petição inicial e em julgamento antecipado da lide. O indeferimento da inicial, como se mencionou acima, é tratado no art 267. O julgamento antecipado da lide no art 330, ambos do CPC. Este julgamento pode ocorrer quando a questão do mérito for unicamente de direito ou, sendo de direito e fato, não houver necessidade de produção de prova em audiência. Mas nenhum destes artigos fala em juízo de retratação. Portanto a opção não está correta quanto à pretensão da questão. Opção D: esta opção tem a mesma justificativa que a opção A, acima. Opção E: justificativa idêntica à opção C. 6. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa correta: a) O MP e a Fazenda Pública contam com prazo em quádruplo para reconvir. b) A extinção da demanda inicial conduz necessariamente à extinção da reconvenção, que não pode isoladamente seguir adiante. c) A reconvenção desacompanhada da contestação deve ser indeferida.

251 d) É inadmissível reconvenção para cobrança de dívida em resposta à ação declaratória. Resposta: A Análise da resposta: o art 188, do CPC estabelece prazo em quádruplo para a Fazenda Pública e para o MP para contestar (e para reconvier). Portanto a primeira alternativa está correta. Quanto à alternativa B, a reconvenção é uma ação autônoma em relação à ação contestada. Por isso qualquer uma delas pode ser extinta sem que a outra tenha também que se extinguir. Logo essa alternativa não está correta. Vejase o art 317, do CPC. Quanto à alternativa C, o art 299, do CPC, diz que a reconvenção e a contestação têm que ser apresentadas simultaneamente, em peças autônomas, mas no mesmo processo. Este artigo, entretanto, está ligado ao prazo da reconvenção e quando o réu pretende contestar as alegações do autor. Todavia, ele pode ser revel quanto à contestação e entrar com a reconvenção, se cabível, que terá vida autônoma. Portanto a afirmação da alternativa é falsa. Quanto à alternativa D, como a situação não fala em processo de execução, mas em ação declaratória de dívida, cabe sim reconvenção. Portanto a afirmativa é falsa. 7. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa em que todas as matérias podem ser oportunamente reconhecidas de ofício pelo tribunal do julgamento da apelação. a) Ilegitimidade da parte, convenção de arbitragem e litispendência. b) Impossibilidade jurídica da demanda, nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de adesão e nulidade da citação. c) Coisa julgada, convenção de arbitragem e prescrição. d) Prescrição, incompetência absoluta e coisa julgada. e) Incompetência absoluta, incompetência relativa e ilegitimidade de parte. Resposta: D. Análise da resposta:Os três institutos constantes da alternativa podem ser decretados de ofício pelo tribunal. Vejamos agora as demais alternativas: Opção A – contém o instituto “convenção de arbitragem” que deve ser declarado pelas partes para ser conhecida pelo juiz. Opção B – contém o instituto “foro de eleição nos contratos de adesão”. Conforme o art 112, do CPC, pode ser decretada de ofício pelo juiz singular, ou a pedido da parte. Todavia trata-se de competência relativa que, tendo chegado ao tribunal o processo, subtende-se que o juiz singular não anulou a cláusula de adesão e a parte não pediu a sua anulação. Portanto, prorrogou-se. Opção C – mesmo comentário da alternativa A Opção E – a incompetência relativa se não questionada pela parte fica prorrogada. E se o processo chegou ao Tribunal não ocorreu esse questionamento. O Tribunal não a poderá declarar de ofício. 8. (MP-SP/2008): Considere as três assertivas seguintes e assinale a alternativa correta: I. Nos embargos de declaração é possível a reformatio in pejus. II. A parte vencedora tem legitimidade e interesse para a oposição de embargos de declaração. III. De acordo com a lei e com a jurisprudência, os embargos de declaração são cabíveis para sanação de omissão e obscuridade.

252 a) Somente III é verdadeira. b) Somente I e II são verdadeiras. c) Somente I e III são verdadeiras. d) Somente II e III são verdadeiras. e) Todas são verdadeiras. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está incorreta por contrariar o princípio da proibição da reformatio in pejus. Ao juiz só é dado conceder a prestação jurisdicional quando provocado pela parte e nos limites do que for por ela pedido. A segunda assertiva está correta. Os embargos de declaração podem ser interpostos por qualquer das partes do processo, o que se justifica pela terceira assertiva, pois que ele visa exatamente a correção de obscuridades, omissões ou contradição de sentenças ou de acórdãos (art 535, II, CPC). 9. (DEF PÚB – MS/2008): Os incapazes têm capacidade para ser parte no processo, desde que representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores. Advindo conflito entre ambos, deve o juiz: a) remeter os autos ao MP para atuar como substituto processual. b) Suspender o curso do processo, até que cesse o Poder Familiar, a Tutela ou a Curatela. c) nomear Curador Especial. d) destituir os pais do Poder Familiar, o Tutor ou Curador. Resposta: C. Análise da resposta: A resposta para a questão é a corresponde à alternativa C, com base no art 9º, inciso I, do CPC. Comentando as demais opções: a opção A, o MP já deve intervir no processo nos termos do art 82, inciso I, que diz que MO deve intervir nos causas em que haja interesse de incapazes, mas não na condição de seu substituto; quanto à alternativa B, o incapaz deve ser assistido ou representado no processo, ainda que haja conflito de interesses entre ele e o seu representante legal. Seu representante, entretanto, não pode estar nos dois polos da ação, por isso o curador especial designado pelo juiz; já com relação à opção D, o fato de haver conflito de interesses não é causa de destituição dos pais quanto ao poder familiar ou do tutor ou curador, se for o caso. 10. (DEF PÚB – MS/2008): O réu, devidamente citado, apresentando contestação, mas verificando o juiz a incapacidade processual ou defeito de representação deve a) assinalar prazo razoável para sanar o defeito e, caso não haja regularização, deverá declarar o réu revel. b) intimá-lo pessoalmente, para regularizar os autos em 48 horas. c) extinguir o processo sem resolução do mérito por falta de pressuposto processual. d) extinguir o processo sem resolução do mérito por não cumprimento da regularização. Resposta: A. Analisando a resposta: O assunto é tratado pelo CPC, no seu art 13, II, que diz textualmente verificando a incapacidade processual ou irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável

como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. Portanto. do CPC. I. todas as assertivas estão corretas.. do CPC. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. quando a falha quanto à regularização é do autor da ação. III.253 para ser sanado o defeito. Quanto às outras opções: o prazo de 48 horas mencionado na opção fica prejudicado pela expressão “prazo razoável” do art 13. IV. (MP/2006): O Estado democrático de direito e o juiz natural: a) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir decisões nos procedimentos de jurisdição voluntária. do CPC. conforme art 822. se a providencia couber: I. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. Analise as seguintes assertivas: I. o bem litigioso (móvel. mencionado. “b”. que tem domicílio certo. em seu inciso I. portanto a alternativa D. II. 12. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. de acordo com o art 813. Assinale a alternativa CORRETA: a) apenas uma das assertivas está correta. do CPC e a quarta assertiva também está correta. A resposta para a questão é. o arresto tem lugar quando o devedor. d) todas as assertivas estão corretas.. As opções C e D são bastante próximas. Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo. os atos praticados serão considerados nulos e após essa nulidade extinguir-se-á o processo. condômino ou devedor. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. II. balanços e documentos de arquivo. reputar-se-á revel. conforme art 844 e incisos. A rigor. . nos casos expressos em lei. deve-se ter em conta que a não regularização da irregularidade ocasiona a falta do pressuposto processual de validade. logicamente sem consideração do mérito. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está correta. c) apenas três das assertivas estão corretas. Mas art 13. . a segunda assertiva também está correta. inquirição de testemunhas e exame pericial. a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. ao réu. caput. falando em extinção do processo por falta de pressuposto processual (C) e pelo não cumprimento da regularização. fala. a terceira assertiva está conforme o art 846. em nulidade do processo. b) apenas duas das assertivas estão corretas. do CPC. ainda assim. II. em poder de sócio. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. 11. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. A rigor. a fim de frustrar a execução ou lesar credores.. da escrituração comercial por inteiro.

tanto na jurisdição contenciosa como na voluntária. Assinale a alternativa CORRETA: e) apenas uma das assertivas está correta. Analise as seguintes assertivas? I. 13. O juiz não faz parte da lide. Resposta: D. o bem litigioso (móvel. e) Permitem a parcialidade do juiz destinada a realizar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. que tem domicílio certo. d) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões tanto nos processos contenciosos como nos procedimentos de jurisdição voluntária. do CPC. III. estando acima das partes. f) apenas duas das assertivas estão corretas. ainda assim. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. também no caput. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. da escrituração comercial por inteiro. quando” e enumera a seguir os casos em que a suspeição fica estabelecida. inquirição de testemunhas e exame pericial. independência e processualidade. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. balanços e documentos de arquivo. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. g) apenas três das assertivas estão corretas. condômino ou devedor. II. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. no caput do art 134 que “é defeso ao juiz as suas funções no processo contencioso ou voluntário” e enumera a seguir os casos em que se configura suspeição e no art 135. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. nos casos expressos em lei. A propósito.254 b) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir nos processos contenciosos. c) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões somente nos processos contenciosos (objetivos e subjetivos). os pressupostos processuais em relação ao juiz são os seguintes: • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. que tratam da suspeição do juiz esclarecem. Análise da resposta: Os art 134 e 135. embora entre elas. a doutrina (Silva Pacheco) lista os seguintes requisitos para a atuação do juiz: jurisdicionalidade. IV. imparcialidade ou alheabilidade. Além do mais. “reputa-se fundada a suspeição do juiz. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. em poder de sócio. O enquadramento da resposta na opção D exclui as outras opções. . a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. o arresto tem lugar quando o devedor.

que autoriza a determinação de tais medidas em casos excepcionais expressamente autorizados por lei. A segunda assertiva está correta e conforme o art. c) uma delas só pode ser julgada se a outra for improcedência. quando o correto é 5 dias. aguardando a solução da prejudicial. pois que as . c) O procedimento cautelar só pode ser instaurado antes do processo principal e tem sempre finalidade preparatória. b) o julgamento de uma delas influi no teor do julgamento da outra. resposta conforme a questão 11. qualquer que seja o procedimento cautelar. (TRF 3ª Região/2000): Entre duas causas há condição de prejudicialidade quando: a) o julgamento de uma delas exclui a possibilidade de julgar a outra. quando externa o processo deve ser suspenso. pois que porque a mesma sentença resolverá a prejudicial e o mérito da principal. Portanto essa assertiva é falsa. caput. é correto afirmar: a) O juiz não poderá determinar medidas cautelares sem audiência das partes. É também conveniente distinguir prejudicial e preliminar. Resposta: B Análise da resposta: A assertiva diz que o juiz não pode determinar medidas cautelares sem audiência das partes. do CPC. entendendo o que é questão prejudicial. mas podem ser modificadas ou revogadas a qualquer tempo (art 807). não há necessidade de suspensão do processo. d) uma delas só pode ser julgada se a outra não tiver julgamento de mérito. quando é objeto de outro processo pendente. Assim. Resposta: B Justificativa da resposta: Primeiramente. d) O requerido será citado. Resposta: D. o que contraria o previsto nos artigos 806 e 807. determina que se suspenda o processo sempre que a sentença dele depender de uma questão prejudicial de outro processo ou de um ato a ser praticado fora dos autos. a única verdadeira. b) O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso da ação principal. prejudiciais são questões de mérito que antecedem a solução do litígio e nela forçosamente influirão. indo contra o art 797. Todavia.794. 14 (TRT 4ª R/2006): A respeito do procedimento cautelar. A terceira assertiva contraria o art 697. Esta afirmação é incorreta e a quinta assertiva fala que as medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e só podem ser revogadas na sentença final deste. Sendo interna. 15. Assim. a resposta para a questão é a letra B. O art 265. de acordo com o art 802. citado acima. A quarta assertiva fala no prazo de 15 dias para contestação. a suspensão do processo só deve ocorrer se a prejudicial é externa. Diz-se que a prejudicial pode interna quando submetida à apreciação do mesmo juiz ou externa.255 h) todas as assertivas estão corretas. e) As medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e não podem ser revogadas a não ser na sentença final. Assim. do CPC. que esclarecem que a eficácia da medida cautelar é durante o prazo em que a ação principal deve ser proposta (no máximo em 30 da efetivação da medida – art 806) e na pendência do processo principal. do CPC. para contestar o pedido no prazo de 15 dias.

Quanto às demais opções: opção A – o cerne da assertiva é a cumulação de pedidos. é defeso praticar qualquer ato processual. a fim de evitar dano irreparável. opção B – o art 265 trata da suspensão do processo e. determinar a produção de atos urgentes. correta. podendo o juiz. Resposta: D. (TRF 3ª R / XII): Assinale a alternativa incorreta: a) Tratando-se de litisconsórcio facultativo com cumulação de pretensões é necessário que o juízo seja competente para conhecer todos os pedidos. d) A citação por edital fere o princípio da aderência territorial. no caput. o que dignifica que a assertiva está correta. a) Cada juiz não exerce sua autoridade somente nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. também. Portanto. em seu § 5º. estabelece que seja competente para conhecer deles o mesmo juiz. opção C o ar 266. a fim de evitar do irreparável. o que permite concluir que a assertiva está. Resposta: C Analisando a resposta: Opção A . como resposta da situação. ainda que entre eles não haja conexão”. conforme hajam de se realizar dentro ou foram dos limites territoriais da comarca.256 prejudiciais são questões de mérito e preliminares são questões processuais. (TJSP – 2008): Segundo é sabido. a citação postal endereçada a pessoas fora da comarca. II. o . ou seja. salvo a realização de atos urgentes. traça limitações territoriais à autoridade dos juízes. estabelece:”É permitida a cumulação. 16. contra o mesmo réu. o território nacional é dividido em comarcas. o princípio da aderência ao território é que inerente à jurisdição. findo o qual prosseguirá o processo. diz que. c) O princípio da aderência ao território não veda. o que faz com que está opção também esteja correta. Análise da resposta: O art 292. Como a opção D contraria essa disposição legal. 17. estabelece que no caso de prejudicialidade externa (inciso IV do artigo) o prazo de suspensão do processo não poderá exceder 1 (um) ano. todavia. o que torna incorreta a assertiva desta opção. ela é incorreta. a assertiva incorreta está na opção D. ainda que fosse por exclusão. com auxilio dos órgãos auxiliado do juiz visitado. é permitida a cumulação ainda que não haja conexão entre os pedidos. ele deverá se deslocar até o foro do outro. § 1º. c) Durante o período de suspensão do processo é defeso a prática de atos processuais. de vários pedidos. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta. O que se disse acima conduz exatamente à opção B. d) Não se admite a cumulação de pedidos que não guardem conexão entre si. b) Estando configurada a hipótese de prejudicialidade externa de rigor a suspensão do processo pelo prazo máximo de um ano. e cada comarca é entregue ao exercício jurisdicional de um juiz (ou mais) juiz. O juiz designado para determinada comarca só no território dela exerce o seu exercício jurisdicional. do CPC. lá cuidando de alcançar aquela. no processo civil. durante a suspensão do processo. b) Se é preciso produzir uma prova fora do território do juiz. num único processo. que os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial ou requisitados por carta. sobre o que o art 292. do CPC. opção B – estabelece o art 200. que correspondem a determinadas partes do território nacional.Quanto ao exercício da jurisdição.

o que torna a assertiva C correta. vê-se que a citação será feita pelo correio. 18. opção C – atentando-se para o art 222. do CPC. um só tipo de recurso. b) o duplo grau de jurisdição. Restou. a fungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. Esse princípio complementa o princípio da recorribilidade. a singularidade. por exemplo) e a opção E (também pela ausência da taxatividade. listadas no próprio art 475. ao mesmo tempo. o principio da aderência ao território. desde que observado o prazo do recurso de menor prazo. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. a taxatividade. ainda que não esteja no tipo de recurso apropriado. significa que em caso de recurso a decisão do órgão ad quem fica limitada ao objeto do recurso. ser agravada a situação de quem recorreu. opção D – O art 231. A taxatividade. como garantia da boa solução. ficam excluídas as opções A (pela infungibilidade. sendo que este é tratado pelo art 475. por exemplo. pois existem algumas exceções previstas no mencionado artigo. não fere o princípio da aderência territorial e a assertiva está incorreta. d) o duplo grau necessário de jurisdição. a ausência da taxatividade. por exemplo). corolário do efeito devolutivo do recurso. a singularidade. a ausência de taxatividade a ingularidade. O princípio da singularidade (ou da irrecorribilidade) significa que para cada tipo de ato processual cabe. Resposta: B Análise da resposta: O princípio da taxatividade está previsto no art 496. A existência dos princípios mencionados provoca a inexistência de outros mencionais nas opções da questão. entre os quais aquele em que o desconhecido ou ignorado o lugar onde se encontra o réu. Princípio da proibição da reformatio in pejus. para qualquer comarca do país. do CPC. portanto. da ausência da taxatividade. o juiz pode acolher o pedido do recorrente. a taxatividade. a opção D (pela ausência de taxatividade. E significa que todo recurso deve estar previsto na lei. todavia caráter recursal e visa dar eficácia à matéria decidida e em reexame. a opção C (pela garantia de reformatio in pejus). a opção B. a fungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. como regra geral. (MP/2006): São princípios fundamentais dos recursos previstos no CPC: a) o duplo grau de jurisdição. e) o duplo grau de jurisdição. do CPC. c) o duplo grau necessário de jurisdição. e o do duplo grau necessário de jurisdição. que menciona princípio de recursos previstos no CPC). a infungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. não violando. Não tem. da garantia da reformatio in pejus. mas a própria lei permite ao juiz esse meio de citação em determinadas situações. Nessas circunstâncias. a singularidade. estabelece os casos em que a citação pode ser feita por edital. não poder. como regra. entre dois possíveis. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. . no caput. a singularidade. Logo. Não existe o princípio da infungibilidade. substituindo o antigo reexame necessário de determinadas matérias. Princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de submeter-se a exames sucessivos por juízes diferentes. Neste caso ele pode estar em território de outra comarca.257 que torna a presente assertiva incorreta (trata-se de cumprimento do ato por carta precatória). Princípio da fungibilidade é aplicável quando houver dúvida objetiva sobre qual tipo de recurso utilizar.

Resposta: A. é incorreto afirmar que: a) são cabíveis embargos infringentes quando o tribunal. não se aplica o critério da dupla sucumbência. anular a sentença não é o mesmo que reformar. concede provimento com fundamento em error in procedendo. por maioria de votos decidir pela cassação da sentença de mérito por carência de ação ou qualquer outra causa e invalidação. Não cabem. posto que. “nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art 267). Assim. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento”. c) na hipótese de tribunal julgar o mérito. segundo o qual a parte vencida por um julgamento não-unânime em apelação não terá direito aos embargos infringentes se houver sido vencida também na sentença. • que. ainda que este tenha sua pretensão rejeitada (art 499. • Se o tribunal. Assim. portanto. ao julgar a apelação. em grau de apelação relativo à sentença de mérito ou quando houver o tribunal julgado procedente ação rescisória. o tribunal pode julgar o mérito da lide se a questão for somente de . cabendo somente em casos de acórdão de 2º grau não unânime. nessa hipótese não haveria reforma de sentença. mas sim sua anulação. • que a decisão do acórdão não seja unânime.258 19. do CPC (taxatividade). ao julgar a apelação relativa ao mérito da sentença. nos termos do § 3º do art 515. o acórdão a tenha julgado procedente. b) são cabíveis embargos infringentes nas hipóteses em que houver reforma de sentença de mérito por acórdão não unânime em apelação ou de julgamento de procedência do pedido formulado em ação rescisória por acórdão não unânime. CPC) e até porque tais recursos não podem existem se a sentença for confirmada. pois a reforma pressupõe novo julgamento do mérito. pois que invalidar. • que o acórdão não-unânime em caso de apelação tenha reformada a sentença recorrida. pois os embargos infringentes não são cabíveis se a sentença foi mantida. o tribunal pode julgar desde logo a lide. Análise da resposta: Fazendo um retrospecto sobre embargos infringentes. não caberá o recurso de agravos infringentes. • Se a apelação for baseada no art 515. não os cabendo ao apelando. dela conheça e lhe dê provimento ou não com fundamento in error in iudicando. d) nem sempre é meramente terminativo o acórdão que julga apelação contra sentença terminativa. eles não são cabíveis contra improcedência da ação rescisória ou se o processo tenha sido extinto em razão de preliminares processuais. são requisitos para cabimentos desse tipo de recurso: • que o acórdão se refira a julgamento de apelação ou ação rescisória. no caso de ação rescisória. • que o objeto da apelação seja relativo ao mérito da sentença. e) são incabíveis embargos infringentes quando o tribunal. Observações: • Os embargos infringentes serão manejáveis apenas pelo apelado. eis que. eles estão previstos no art 530. (ESAF – PFN/2007): No que se refere aos embargos infringentes. ao julgar a apelação. contra outras decisões do tribunal. § 3º (extinção do processo sem julgamento do mérito).

Justificativa para a resposta: A questão da obrigatoriedade da ação principal em 30 dias está no art 806. d) do deferimento da medida cautelar. E o artigo é taxativo ao estabelecer que cabe à parte propor essa ação no prazo de 30 dias. se o julgamento da apelação reformar o mérito da sentença.259 direito e o processo estiver em estado de julgamento. A assertiva contida na opção B está correta. embora não tenha havia julgamento do mérito em primeiro grau. Segundo Nelson Nery. ou seja. contados da data a) da efetivação da medida cautelar. Quanto à reforma da sentença em relação ao error in procedendo. Não são cabíveis embargos infringentes quando ocorrendo julgamento em razão de error in procedendo. Vamos analisar as assertivas de cada uma das opções do problema: A. A afirmação da questão não esclarece que se trata de decisão por maioria de votos (não unânime) o que a torna incorreta. do CPC. E. todavia. e dede que o acórdão seja por maioria de votos (Humberto Teodoro Jr). Esta alternativa. ou seja. vício de procedimento (error in procedendo). Caso ocorra qualquer desses tipos de vícios. não haverá julgamento de mérito. D. A assertiva desta opção também está correta. b) da interposição da medida cautelar. contados da data da efetivação da medida. c) em que o mandado de citação foi juntado aos autos. pois está conforme o art 530. cabem embargos infringentes. por exclusão. não são cabíveis tais embargos. por votação não unânime cabem embargos infringentes. A assertiva está correta. permite ao tribunal o julgamento da lide (mérito) em se tratando exclusivamente de questões de direitos e esteja o processo em face de julgamento. está correta. do CPC. a interposição de ação cautelar preparatória obriga o autor a propor a ação principal no prazo de 30 dias. a sentença pode padecer de duas espécies de vícios: vício de julgamento (error in iudicando). Se esse julgamento for por maioria de votos. De acordo com a legislação processual civil. pois o § 3º. . Neste caso. 20. erro processual (vício de forma). da correção do error in iudicando. B. caberá o recurso de agravos infringentes. ou seja. Resposta: A. do art 515. C. cabe apelação e. de vício de má aplicação do direito (vício de fundo).

Competência: o juiz competente para a ação de arrolamento e o mesmo juiz da causa principal. Objeto: conservação de bens móveis ou imóveis. podendo exercer o arrolamento. No início do procedimento. p. 2. interesse demonstrado pela existência de direito já existente ou de direito passível de declaração em favor do requerente e interessado na conservação dos bens. que o habilite a demandar os bens em questão de quem os detenha. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. Curso de Direito Processual Civil. além de bens corpóreos. 2007. Iitular de uma situação jurídica já constituída. desde que demonstrem fundado receio de extravio ou dilapidação. no caso de prestação de contas. 3. ou seja. que tenham valor econômico e que correm risco de extravio ou dissipação (ou dilapidação). dissolução de sociedade de fato. O FBI é o interesse do requerente de preservar tais bens. a ação principal deve ser proposta em 30 dias da efetivamente da medida cautelar. do CPC. está sujeita ao determinado no art 806. É o seu direito de ação. Natureza Jurídica: medida cautelar não satisfativa. . em risco de extravio ou dilapidação. portanto. por exemplo. frustrando o cumprimento de uma obrigação. a situação do cônjuge que demanda a dissolução da sociedade conjugal. em caso separação judicial. Legitimidade: todos que possuem interesse na conservação de bens em poder de outrem. prestação de contas por gestor de negócios alheios etc. Titular de um interesse relativo a um direito que possa ser declarado em ação própria. que consistem em bens litigiosos. há de ser: 1. de anulação de casamento. podendo ocorrer. PIM é o fundado receio de extravio ou dilapidação dos bens por parte de quem os detenha. móveis ou imóveis. o arrolamento tem caráter apenas documental podendo ser transformado numa medida constritiva da posse e da disponibilidade dos bens. enquanto no sequestro o objeto pode ser.2009 ARROLAMENTO DE BENS Conceito: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. Titular dos bens arrecadados em herança jacente. 686). podem ser arrolados bens próprios em poder de terceiros. Assim. por exemplo. Pressupostos: são os dois pressupostos comuns a todas as medidas cautelares: periculum in mora e fumus boni iuris. bens comuns ou bens alheios.08. O requerente.260 SEGUNDO SEMESTRE 04. desde que sobre eles existe interesse do requerente. Trata-se de medida puramente cautelar. vol II. (art 855 e 856). Neste caso. como. do sócio que pede a dissolução da sociedade comercial ou mesmo de fato.

No arrolamento. em risco de extravio ou dilapidação. persistirão até o final da ação principal. se houver alienação de um desses bens sem a devida autorização judicial. 1052 e 1052. Legitimidade ativa – No arrolamento tem legitimidade todo aquele que tiver interesse na conservação dos bens em poder de outrem. 636). também semoventes. o objeto pode ser bens móveis ou imóveis. 3. Assim. 686). quanto à posse e disponibilidade dos mesmos. ao que vencer a causa. cessa o sequestro • Pelo pagamento. do CPC. p. que consistem em bens litigiosos. além de bens móveis ou imóveis. Trabalho para ser apresentado no primeiro dia de aula presencial. (Humberto Theodoro Júnior. Efeitos: as restrições sobre os bens arrolados. objeto de litígio. em bom estado. Curso de Direito Processual Civil. do CPC. 2007. consistindo na apreensão de bem determinado. Classificação: O arrolamento de bens pode ser uma medida cautelar antecipatória (preparatória) ou incidental. a legitimidade ativa é daquele que tem legitimação para ação de execução quanto à entrega de coisa certa (ação principal). Por exemplo. p. Também prevê a designação de um depositário. Embora esses dois institutos. vamos apresentar o conceito de cada um desses dois institutos. 2007.261 Sentença: o procedimento do arrolamento é reduzido a auto. cuja elaboração é uma atribuição do depositário dos bens (terceiro ou o próprio possuidor. como medidas cautelares que são. enquanto no sequestro o objeto pode ser. Assim: 1. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. Objeto . • Pela novação. do CPC). No que o arrolamento se distingue do sequestro? Inicialmente. Cessação: Pelo art 820. tenham muitas semelhanças. o previsto nos artigos 808. vol II. com base no auto apresentado pelo depositário. a alienação será nula. Sequestro: é a medida cautelar que assegura futura execução para entrega de coisa. pesam sobre os bens arrolados. Extinção: esta ação cautelar resolve-se com a solução definitiva da ação principal ou quando ocorrer a extinção do processo cautelar por qualquer um dos motivos previstos no art 808. para assegurar-lhe a entrega. • Pela transação . podem-se anotar algumas diferenças entre ambos. Já no sequestro. Arrolamento: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. designado pelo juiz – art 858 e 859. Curso de Direito Processual Civil. vol II. 2. O juiz proferirá sentença homologatória do arrolamento. do CPC.

sob cominação de pena. como a finalidade é a conservação dos bens arrolados. a sua falta produz efeito. (art 863. bastando que prestem compromisso. PROTESTOS. 4. por qualquer das condições previstas no art 808. Não preservam o periculum in mora nem especificamente para assegurar eficácia e utilidade a outro processo. Já no arrolamento. Deve ser precisa e clara. mas esta deverá prestar caução garantindo o bem. total ou parcial. São simplesmente manifestações públicas de vontade para garantir e preservar direitos. ou. sequestrado o bem. 3) prover a ressalva de seu direito (contra alienação de bens) Requisitos (art 869. com propriedade. o depositário. não sendo. e. Ex: notificação do locador ao locatário para desocupação do imóvel alugado. contendo informações sobre dia e hora para o cumprimento da obrigação. Já no sequestro. Depositário: no arrolamento. para obter prova especial e solene da ocorrência (protesto facultativo) (Humberto Theodoro Jr). do CPC. do CPC). Finalidade: No sequestro. tecnicamente. 2) demonstrar ser a medida requerida não nociva à realização de negócio jurídico . Não pode faltar nenhum deles. o depositário a ser nomeado pelo juiz. feita através do Oficial Público para comprovar a falta de pagamento ou aceite. 6. ainda. ou do direito de agilizar o pedido de falência do devedor comerciante (protesto necessário). assegurar o exercício do direito cambiário regressivo contra o coobrigado. Sentença: diferentemente do seqüestro. ser considerados medidas cautelares. sob pena de ajuizamento de ação de despejo. Finalidade (art 867. pois não há processo nem ação. também designado pelo juiz. Definição de protesto: Consistem estas medidas na documentação solene ou formal da apresentação do título ao devedor. sob risco de indeferimento da petição inicial. mas a construção de cada caso depende do direito material que fez ser preciso ou facultado o protesto. a cessação ocorre com a solução da ação principal ou quando. raramente no plano processual Às vezes.262 Já no arrolamento de bens. Daí as duas características: unilateralidade e não contenciosidade. a notificação ou a interpelação. na cientificação que se faz a outrem o conclamando a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. for extinto o processo cautelar. pode ser um terceiro ou uma das partes do processo. 2) prover a conservação de seu direito. portanto. Definição de interpelação: tem a finalidade específica de servir ao credor para dar conhecimento ao devedor da exigência de cumprimento da obrigação. poderá ser um terceiro ou o próprio possuidor do bem. do CPC). A questão de valor deve ser tratada em ação própria segundo entendimento do STF. Característica (art 871. 5. assim. CPC): 1) o autor deve demonstrar interesse no uso do remédio processual. O protesto e a interpelação não admitem defesa no mesmo processo. é facultado ao possuidor do bem buscado oferecer caução que garanta o interessado. Tanto o processo protestativo quanto o notificativo e o interpelativo são produtivos de efeitos jurídicos no plano no direito material. o processo cautelar de arrolamento recebe do juiz uma sentença homologatória. Definição de notificação: consiste a notificação. NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES Conceito: São procedimentos não contenciosos meramente preservativos de direitos que não devem. CPC): 1) prevenir responsabilidade. . não existe a possibilidade de caução. sob pena de constituí-lo em mora.

deficiência da inicial. . Contraprotesto (art 871. havendo impugnação. os autos aguardarão em cartório durante 48 horas. caberá apelação. mas satisfativo. CPC): finalizado o procedimento. IV): da decisão que defere o protesto não caberá recurso. Encerramento do feito e destino dos autos (art 872. É assegurar a realização de um direito e não proteger o risco próprio de outro processo. que será apenas para o devedor pagar. Citação: o devedor será citado para pagar em 24 horas ou alegar defesa (art 874. pois sua finalidade é assegurar a satisfação de um direito e não garantir o risco próprio da duração de outro processo. Paga a dívida – extingue-se o processo pela satisfação do direito material e os bens retidos retornarão ao devedor. mas apenas garantem o seu crédito.263 Competência: o juiz do foro do devedor ou do credor. ilegitimidade da parte. CPC) os fatos alegados serão tipos por verdadeiros e a homologação será deferida. após o que serão entregues à parte. Finalidade: atestar a regularidade de uma situação preestabelecida que fica assim reconhecida. Silencia-se – pelo princípio da revelia (art 319. Ocorrendo a citação para pagar ou se defender o réu poderá adotar três hipóteses: 1. A sentença homologatória poderá ser contestada por apelação Manifestação do réu:. b) tabela de preços ou contrato de locação. sem necessidade de traslado. Os bens não passam à propriedade do credor. inexistência de tabela etc. Contesta a ação – a apelação terá de restringir-se aos temas previstos no art 875: a) Nulidade do processo – alegando. por isso não possui caráter cautelar. por exemplo. do CPC e será instruída com a) conta pormenorizada das despesas. 3. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL Conceito: é medida de urgência com o objetivo de realizar um direito material expressamente previsto para atuar numa situação jurídica definida. Recurso (art 529. Da decisão que indefere a publicação dos editais caberá agravo de instrumento. in fine): O requerido pode contraprotestar em processo distinto. do caso de senhorio ou locador e c) relação dos objetos retidos. 2. do CPC). Da que indefere a inicial caberá apelação. Da decisão que defere ou indefere. Finalidade: A petição inicial será instruída com os elementos do art 282. sem ouvir a outra parte. desde que de sua propriedade. a sua homologação não possui natureza de ação cautelar. mesmo antes da citação. Objeto: são os bens móveis que o devedor tenha consigo ao tomar hospedagem ou alimento ou que o arrendatário tiver guarnecendo o prédio locado. Homologação inaudita altera parte: estando a documentação em ordem e sendo legítima a pretensão o juiz pode homologar de plano. A sentença homologatória declara o direito do credor. manifestando sua vontade diferente que não pôde manifestar no processo do protesto. (José Frederico Marques).

cautelar ou especial. Dele nasce a ação de atentado que é o instrumento para exercitar a restituição ao status quo para que a situação permaneça como estava ao iniciar-se o processo e assim continue enquanto esta corre. nunca preparatória. 12. 2. Pressupostos: são os seguintes para exercer a ação de atentado: 1.2009 ATENTADO Conceito: atentado é a conduta de uma das partes que cria situação nova ou altera o status quo. Prossegue em obra embargada. 3. lesiva à outra. ressalvando-se ao credor o direito de cobrar a conta em ação própria. de coisa ou de pessoa. o curso do processo e de forma ilegal: I. contados da homologação. fraude processual que é.08. do CPC. arresto ou imissão de posse. sob risco de perda de eficácia da medida cautelar. o credor deverá intentar ação principal em 30 dias. transação ou outro meio liberatório. c) Não estar a dívida compreendida entre as previstas em lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. mesmo quando a ação se encontrar no tribunal. 5. III. pendente a lide. do CPC) Legitimidade: A parte prejudicada no processo principal ou terceiro que possa sofrer os efeitos da futura sentença dessa ação principal (assistente e terceiros intervenientes). A medida será sempre incidental. prejuízo a interesse da outra parte. Aplica-se a qualquer tipo de processo de conhecimento. Pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. ilegalidade na inovação ou modificação abusiva na situação de fato da lide. prevalece o prazo previsto no art 806. do CP. ser de indeferimento do pedido de homologação. Competência: o juiz da causa principal (1º grau). uma vez que a sentença homologatória não constitui esse titulo. Hipóteses: estão no art 879: comete atentado a parte que. inovação de estado de fato inicial. pendência de uma causa. Poderá. em autuado em apartado. (Humberto Theoodoro Jr). é crime previsto no art 347. 4.264 b) Extinção da obrigação – alegando. Consiste o atentando em inovar artificiosamente. executivo. Sentença: A sentença poderá ser homologatória do penhor com entrega dos autos ao credor em 48 horas. ação que dependerá do título executivo líquido disponível. compensação. Prazo: Homologado o penhor. . sequestro. Observe-se os artigos 802 e 803. ou seja. com a restituição dos bens retidos ao devedor. também. na pendência do processo civil ou administrativo o estado de lugar. Risco de o juiz ou perito ser induzido a erro. Crime: o atentado. Viola penhora.por ser uma ação acessória. II. sem razão de direito (ilegal). (art 880. novação.

no que não houver previsão. Objetivos particulares: 1. o juiz determinará a suspensão da causa principal. sob pena de revelia. restituição à situação anterior ao atentado e proibição do réu falar nos autos até a restituição. além do réu responder por perdas e danos em razão do atentado. b) Ordem de restabelecimento ao status quo ante. E. . 16. d) Sentença de procedência ou improcedência do pedido. será sentença declaratória negativa e implicará no ônus da sucumbência ao autor.2009 Procedimentos especiais Objetivo geral: adequar a forma ao objeto (direito material) da ação O procedimento especial se pauta por regras próprias que preveem o que for diferente do procedimento comum. seja um direito material B. b) Citação: o requerido será citado para contestar em 5 dias. exclusão de atos dispensáveis. haverá extinção do processo sem mérito. Haverá extinção do processo com resolução do mérito. redução de prazos. Efeitos da sentença: A sentença de procedência produz os seguintes efeitos legais: a) Reconhecimento da alteração ilícita do estado de fato. Se de improcedência. e) Imputação da sucumbência ao réu. Delimitação do tema. c) Produção de provas: contestada a ação. Anulação da dicotomia entre ação de conhecimento e ação de execução. 2. c) Suspensão da causa principal. em havendo prova oral. o juiz mandará produzir as provas necessárias. Por isso. Exemplo: Seja um direito material A para o qual o procedimento especial utilizado seja outro. Requisito material: • Prova de que o direito defendido é adequado ao procedimento especial. para o qual o procedimento especial utilizado não se presta. Simplificação e agilização. marca a audiência de instrução e julgamento. 803 e 520-IV) : a) Petição Inicial: além dos requisitos do art 801 deverá informar no que consiste o atentado. sentença que comporta apelação. aplica-se as regras do procedimento comum ordinário. sob risco de carência de ação.09. neste caso. Sentença (art 881): Se de procedência. d) Proibição do réu falar nos autos até a purgação do atentado. como. Explicitação dos requisitos materiais e processuais.265 Procedimento: (artigos 802. Não há deferimento liminar. com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. 4. por exemplo. 3.

Se o depósito não for feito no prazo. outro estabelecimento bancário. § 1°. O credor deve ser avisado por carta AR (carta com aviso de recebimento). tempo e condições devidos (obrigação quesível ou quérable). não é possível o depósito bancário na forma extrajudicial. • Judicial: Ação de consignação em pagamento. entretanto. na falta deste. Objeto: somente obrigações pecuniárias. que assinalará para prazo de 10 dias para a resposta.766/79) 2. b) O credor não recebeu nem mandou receber no lugar. extingue-se o processo. 890. d) Existe dúvida sobre quem deva receber. Como regra. do CC) pelas condições abaixo e o devedor tem que valer de meios judiciais: a) O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação. ou até porque haja risco quanto ao pagamento.266 O procedimento especial prevê alguns atos que se não forem praticados levam à extinção do processo. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. Havendo compromisso de compra e venda de lotes urbanos (Lei 6. se o juiz assinala um prazo para que o autor faça um depósito em consignação. capaz e solvente. Não existe relação de direito. havendo. c) O credor é incapaz de receber. o procedimento especial é destinado às situações em que o devedor querendo desonerar-se de seu ônus com o credor não consegue por via extrajudicial (art 335. por isso é um instituto de direito material. é desconhecido. e) Há litígio sobre o objeto de pagamento. 5. a consignação é facultativa. 6. No caso de prestação pecuniária. 7. . Depósito de forma extrajudicial só para credor capaz. do CPC). 4. O credor deve ser conhecido. Condições: 1. inclusive do depósito em estabelecimento oficial (Banco do Brasil e CEF). Além do mais. Existência no lugar do pagamento da obrigação (comarca) estabelecimento bancário oficial ou. ou porque há erro no valor. 3. o devedor pode cumprir sua obrigação valendo de uma ação de consignação em pagamento (art. 890. desonerando-se do ônus da obrigação que tinha. certo. Não sendo conhecido. o credor deve ser inequivocamente o titular do crédito. Assim. valendo-se o devedor da judicial quando impossível de efetuar o pagamento pelas vias extrajudiciais comuns. CC). Por exemplo. Os procedimentos especiais estão listados no Livro IV. a via preferível é a extrajudicial. bem como seu endereço (art 344. situações em que ela é obrigatória. Assim. do CPC. O depósito deve ser feito em conta que possibilite a correção monetária do depósito. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Conceito: Quando ocorre impossibilidade de efetuar o pagamento de uma obrigação pelos meios normais (ou porque o credor se recusa a receber ou por que ele não pode receber. São duas as modalidades de consignação: • Extrajudicial – art.

se ele não responder. Todavia. Risco de pagamento ineficaz. para continuar sem riscos de encargos sobre sua dívida. instruindo a petição inicial com prova do depósito e da recusa. • Existe dúvida quanto à prestação. pois que pode redundar tanto em um provimento para o autor-consignante. sempre que não houver mora accipiendi. • Existe dúvida fundada quanto à pessoa do credor. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil.09. Para receber o seu dinheiro deverá propor ação de conhecimento condenatória para o ter seu direito garantido. que poderá até executar o consignante. lugar e condições devidas). é desconhecido. o devedor deve fazê-lo para eximir-se de encargo adicionais como multas e juros de mora. haverá presunção de aceitação. Se o pagamento for efetuado por terceiro que não tenha interesse. terceiros esses que podem extinguir a dívida do devedor. o foro do domicilio do devedor salvo se houver foro de eleição. haver foro de eleição.267 A ação de consignação em pagamento tutela a direito do devedor de pagar para se desonerar de sua obrigação. Ele pode não concordar. Legitimidade ativa: é o devedor. Geram mora accipiendi: • O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação • O credor é incapaz de receber. como determinado no art 328. Nos contratos de aluguel segue a regra geral. 30. (art 327. Embora o devedor não seja obrigado a entrar com a ação de consignação em pagamento. mas pode ser também seus sucessores O art. por excelência. • Falta de representante legal do credor absolutamente incapaz ou do seu assistente no caso de credor relativamente incapaz. Aviso o credor do depósito consignado é assinalado o prazo de 10 dias. . podendo. embora tenha o direito de receber o valor pago. Se ele responder concordando é a declaração da aceitação. Aqui temos tanto o terceiro juridicamente interessado e o terceiro não interessado. o que ele fará diretamente ao banco depositário e o devedor deverá propor ação de consignação em pagamento no prazo de 30 dias. A esse direito se contrapõe a obrigação do credor de receber.2009 A petição inicial da ação de Consignação em pagamento deve ser instruída com prova do depósito e da recusa de recebimento por parte do credor. Competência na ação de consignação: Como regra. todavia. sub-roga-se dos direitos de credor. mas também em benefício do credor consignado. do art 890).CC. recusando o depósito. (art. Se o terceiro interessado efetuar o pagamento. Hipóteses que autorizam a consignação: 1. ou a prestações relativas a imóvel. ficando o devedor desonerado de sua obrigação (§ 2°. não fica sub-rogado nos direitos do credor. 2. CPC). se o pagamento se referir à tradição de um bem imóvel. Mora accipiendi (é a mora do credor que se recusa de forma injustificada a receber o pagamento no tempo. Enquadram-se nesta hipótese: • O credor se recusa a oferecer a devida quitação do pagamento. Ação de consignação em pagamento é uma ação dúplice. 890 faz também menção a terceiro.893. o foro competente será o da situação do imóvel. CC).

somente se o credor recusar o depósito. Deve-se ter em conta. o devedor. que poderá. entrar com a ação a qualquer momento. a ação só será cabível em caso de depósito prévio. pedirá a citação de todos os que disputam o direito sobre o depósito para provarem o seu direito. • Que o depósito efetuado não respeitou prazo e lugar previstos para o pagamento. ele deve indicar o valor correto. Se o credor não responder nesse prazo. dizendo que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou coisa devida (896. se outro prazo não constar de contrato. isto é. 893). o autor da ação (devedor) oficie ao juiz para consignar as seguintes e passará a consignar as seguintes sem qualquer formalidade. Estando errado o devedor. será ele citado para exercer esse direito em 5 dias. Na falta de posicionamento do credor. autor da ação de consignação. Neste caso. IV). O que pode ser alegado na contestação (resposta) do réu? As respostas contam do artigo 896. devendo depositar. Ingressando com a ação. se o devedor ingressar com a ação. Ele pode defender diretamente do mérito. para ingressar com a ação para não perder o seu direito de ficar isento do ônus de juros e multas em seu débito. justificando sua recusa. Mas. Aliás. ele deve marcar o prazo de 10 dias para manifestação do credor.2009. III) • Que o depósito não foi feito no seu valor integral (art 896. até 5 dias do vencimento de cada uma. ele poderá. presume-se a aceitação do depósito e o devedor fica desobrigado de sua responsabilidade. não sendo feito depósito prévio. entretanto. Mesmo assim. para o que o juiz lhe concederá um prazo de 5 dias e pedirá que o credor seja citado para levantar o depósito ou oferecer resposta (art.I). Dois artigos do CC sobre o assunto merecem destaque: • Art 892: No caso de prestações periódicas. pedirá ao juiz para autorizar o depósito. neste caso.10. que a recusa justa do credor sobre o depósito. depois de consignada uma delas. basta que ao aproximar-se o vencimento da seguinte. . II). inclusive. do CPC. se quiser. Mas pode também defender-se de forma indireta. ser designado depositário da coisa pelo juiz. por desnecessidade da ação. passará ao credor esse direito. O devedor. alegando. O devedor poderá completar o pagamento em 10 dias. Se houver dúvidas sobre quem deva ser o credor. se o devedor depositar em banco oficial o valor de sua dívida. não autoriza o ingresso da ação. Prazo para resposta do réu (credor): 15 dias. terá 30 dias de prazo. • Que foi justa a recusa (art 896. • Art 894: Se o objeto da prestação for coisa determinada a ser escolhida pelo credor. a peça inicial do devedor será indeferida por falta de interesse de agir. (896.268 Como dito acima. sem o depósito prévio. ele arcará com a sucumbência e com os encargos moratórios pela parte não depositada. por exemplo. entretanto. a partir da recusa. 07.

Legitimidade: Qualquer das partes e terceiros intervenientes (Oposição. O devedor será exonerado de sua obrigação. no processo? Pode. com o julgamento antecipado da lide.). O juiz. I). morrendo logo depois. morrendo. 1159 a art 1169. não haverá mora accipiendi. Não tendo havido contestação quanto ao valor do depósito. em respeito ao princípio da demanda – ninguém está obrigado a demandar contra quem não queira. 3. 2. para confirmar tratar-se do verdadeiro credor. Deve se habitar. CPC). Mais de um dos citados comparecem. autoria. conforme permite o artigo 1061. deverá ocorrer a substituição da parte que morreu.2009. O devedor recebe quitação de seu ônus. havendo citação de todos os possíveis credores e devem ser consideradas sãs seguintes situações: 1. 14. quando o direito for transmissível (art. o autor.continuação .1055. Se houver dúvidas sobre quem deve receber. Ocorrerá. Nenhum dos citados comparece: haverá revelia com julgamento antecipado da lide e extinção do processo. desde que o valor do depósito não tenha sido contestado. quando uma das partes morrer e o direito em litígio for transmissível. o devedor ficará liberado de seu compromisso e os que compareceram continuam no processo para que seja definido o verdadeiro credor. por exemplo. O processo para se promover essa substituição é a habilitação. mão haverá substituição extinguindo-se o processo. Habilitação: procedimento em que se define o substituto da parte faltante. Nomeação à Um caso: A e B demandam a propriedade de determinado bem. se o direito por transmissível suspende-se o processo para que haja substituição do autor (art 265. 897). haverá substituição? Depende. etc. Quem pode requerer a substituição? A parte sobrevivente ou os sucessores do de cujus. O C pode substituir o B. então. HABILITAÇÃO O processo deverá sempre obedecer ao princípio da dualidade de partes. arrecadação de bens de ausentes prevista nos art. sem julgamento do mérito (art 267. Ocorre para qualquer momento do processo e em qualquer tipo de ação. podendo haver mais de uma alegação. O juiz não pode determinar de ofício a substituição. então avaliará a situações dele. juntando o título de aquisição e identificando-se. Julgamento antecipado do processo: Se o réu não contestar ocorrem os efeitos da revelia (art. IX). intransmissível. Por isso. B vende o bem para C. Se o direito disputado for personalíssimo. Apenas um dos citados comparece. Mas. Assim.10. Durante o processo. do CPC.269 Essas quatro formas de alegação não são excludentes entre si.

Na sentença declaratória. Competência: o juiz competente para decidir a habilitação é o juiz da causa em curso. . sendo esta inicial distribuída por dependência da ação principal. O juiz também deve decidir em 5 dias. A habilitação do sucessor pode necessitar de uma nova ação. a petição inicial deve seguir o prescrito nos artigos 282/283. Há de se atentar. 1059. ou prosseguirá na audiência. se já existir. Se a causa estiver em recurso no Tribunal. haverá suspensão do processo para a devida substituição do morto. do CPC.270 A quem se pode pedir a habilitação? Se quem pede a habilitação são os sucessores do morto. quando o sucessor provar indubitavelmente a sua condição de sucessor (art 1. Da decisão do juiz deferindo a substituição cabe agravo de instrumento e não agravo retido. indo até o seu encerramento e o processo só se suspenderá a partir da publicação da sentença ou acórdão. não há clareza de caber agravo ou apelação. mas se já tiver havido a citação da outra parte.060. pede-se ao desembargador relator do processo. Pode haver o caso de substituição direta no bojo do processo. É caso que valerá. precisamente no § 1°. os seus sucessores devem autorizar essa desistência. à revelia do réu. Se já se iniciou a audiência de instrução e julgamento. 27. mesmo que iniciada a audiência. a citação tem caráter de intimação. porque pode haver interesse deles em decidir o mérito da lide.2009 AÇÕES POSSESSÓRIAS Tanto as ações possessórias como as ações petitórias tem o mesmo objeto: reaver o bem. a princípio da fungibilidade. A rigor. que poderá ser feita diretamente ao procurador. do CPC. do CPC). Aduz o § 2°. (art. ou diretamente ao réu. quando então a incidental deverá ser julgada antes. que ocorrendo a morte de um dos procuradores. quando houver controvérsias sobre quem será o sucessor. havendo nova ação. O autor pode desistir do processo com a morte da outra parte? Pode. Mas se o juiz negar. o juiz marcará o prazo de 20 dias para substituição do falecido. Mas as ações possessórias se fundam no jus possessionis (direito de posse) e as ações petitórias se fundam no jus possidendi (direito de propriedade). todavia para o seguinte fato. esta terá continuidade com a presença do advogado do de cujus.10. Pode ocorrer mesmo em ação incidental quando já houver prova cabal do sucessor. se este é que deveria indicar novo advogado e não o fez. havendo morte de uma das partes. findo o qual extinguirá o processo sem julgar o mérito se o autor não designar novo advogado. Suspensão do processo: evidentemente. em relação à substituição. Esta suspensão está prevista no artigo 265. entretanto. Haverá citação. pois deve ser julgado com urgência. Nesses fundamentos reside a diferença entre esses dois tipos de ações. para resposta em 5 dias. do CC). Mas. ela será pedido à parte sobrevivente. o juiz decidirá se autoriza ou não a substituição.

ou seja. exigem a mudança do procedimento para o rito ordinário. O importante é a descrição dos fatos. fundamentadamente. Caráter executivo lato sensu e mandamental – As ações possessórias têm caráter executivo e mandamental. do CPC. para as quais não cabe liminar. pelo que. o direito de pedido de antecipação de tutela. Possessórias atípicas. que na implicam em mudança do rito especial da possessória. a sentença é autoexecutável não carecendo de outras providências. não cabe liminar. Ação de força nova: aquelas propostas em menos de ano e dia da perturbação. Mas não é nas de não fazer. passará a ser possível a reconvenção. Portanto não cabe reconvenção nas possessórias. II. quando ocorrerem perturbações de três espécies. julgando extra petita. de imissão de posse. São 4 tipos: . o juiz pode acolhê-la. Questão: Cabe reconvenção mas possessórias? A resposta é dada pelo artigo 922. Estas ações podem. Ação de Interdito Proibitório. que diz que o réu pode fazer os pedidos que seriam da reconvenção. no própria contestação da ação. Nas ações de manutenção de posse e de interdito proibitório a decisão é mandamental nas obrigações de fazer. citado o réu. Essas três ações específicas são fungíveis. se algum outro pedido for também colocado. Essa concessão poderá ser modificada ou revogada a qualquer tampo. do CPC. Desfazer construções ou plantações (destruir) feitas em detrimento da posse. se houver erro no nome da ação. o recurso está no art 461. valer-se da antecipação de tutela. mesmo assim. ou seja. nestas o juiz impõe multa. do CPC. até ter conteúdo possessório. cumulativamente. § 3º. os seguintes pedidos: I. Ação de Manutenção da posse. Cumulação de pedidos: O rito especial dessas ações possessórias prevê a possibilidade se serem apresentados. c) Ameaça à posse → ameaça que possa haver turbação ou esbulho. Cominação de pena no caso de nova turbação ou esbulho. III. ou seja. o quye acarreta mudança de rito. se o autor acrescer pedidos além daqueles do art 921. Diferentemente dos três pedidos acima. Fungibilidade das ações possessórias: Está prevista no art 920. Entretanto. que não prevê concessão de liminar. Nas segundas ações (força velha) diferentemente do que ocorre nas primeiras (força nova). Não deixa de existir. mas sem perdê-la. Condenação em perdas e danos. Um exemplo de um desses outros pedidos será o de rescisão contratual. reivindicatórias. Trata-se de ação dúplice. entretanto.271 São ações dominiais. como relação à posse: a) Esbulho possessório → é a perda total da posse. ‘Nas ações de não fazer. no rito ordinário. Ação de força velha: as que ultrapassam ano e dia da perturbação. Ação de Reintegração de Posse. b) Turbação da posse → moléstia na posse.

por ato de apreensão judicial. 3. Ação de dano infecto: perigo de ruína em prédio vizinho. a perturbação da posse. Competência: Se coisa móvel. pois que a causa de pedir próxima é o esbulho. Embargos de Terceiro Possuidor: art 1. • Se p objetivo é continuar na posse. Ação de Imissão de posse: A pessoa tem a propriedade.). mesmo não sendo parte da ação.2009 A posse é transferível na sucessão. a autor deverá provar: • O ato prejudicial pratica pelo réu. pode haver situações em que é preciso liquidar antes a sentença. se imóvel o juízo da localização do imóvel. por isso auto-executável.10.272 1. Petição inicial: além do contido no art 282. Valor da causa: Valor do bem (valor venal) ou o valor do proveito econômico que se tira do bem. (caso de penhora. Se houver recusa parte em prestação caução determinada pelo juiz. Legitimidade: ativa. daquele que pretende conseguir a posse e passiva daquela que está na posse. é alienável. Sentença: Embora seja uma sentença mandamental. Nunciação de obra nova: quando uma obra vizinha esteja perturbando a posse. ação de reintegração da posse.046. O autor pode pedir ao juiz que estabelece caução para garantir-se quanto ao resultado da ação. • A data do início das perturbações. Quando a pessoa. sequestro etc. do CPC. Relação entre a causa de pedir e o pedido: sempre sobre a posse. CPC. 2. este poderá tirá-la da posse e designar um administrador. . mas não tem a posse 28. sobre turbação ou esbulho na posse de seus bens. ação de manutenção da posse. 4. arresto. mas se perdeu a posse. o domicílio do réu. que é a causa de pedir remota.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful