2º ANO – prof.ª Rosana Aula de 06.02.

2006 CONFLITOS E INSATISFAÇÕES Os conflitos surgem pelo fato de os bens serem limitados e os interesses sobre eles serem ilimitados, em face das múltiplas necessidades do homem. Bem é tudo aquilo que satisfaz as necessidades do homem.As insatisfações das pessoas é que geram os conflitos e são devidas à oposição de outrem à posse de um bem ou mesmo a imposições do direito a essa posse. Os conflitos podem ser resolvidos por iniciativa de uma ou das duas partes envolvidas e até mesmo pela intermediação de uma terceira pessoa. Como modos para se resolver os conflitos temos: a autotutela (ou autodefesa), a autocomposição, a arbitragem, a jurisdição. 1. Autotutela ⇒ É o modo de se resolver um conflito fazendo uso da força. É característica do modo primitivo de resolver os conflitos que surgiam, ante a inexistência de um Estado forte o bastante para garantir a justiça. O homem primitivo resolvia suas questões sobre os bens lançando mão da força bruta. Características da autotutela: a) ausência de juiz distinto das partes e b) imposição da decisão por uma das partes. Hoje, ainda, o Direito admite, excepcionalmente, a resolução de certos conflitos por meio da força, isto é, em alguns casos, ainda admite o uso da força, da autotutela. Entretanto regula os detalhes em tais situações a fim de não ocorrerem excessos, isto é, que a força não seja exagerada.(Ex: a legítima defesa). A autotutela depende de atividade de uma das partes. 2. Autocomposição ⇒ É a forma de resolução de um conflito diretamente pelas duas partes envolvidas, o que pressupõe o acordo, o diálogo, a negociação. A autocomposição como que já aparecera nos sistemas primitivos de resolução de conflitos perdura até hoje. Por ela uma das partes, ou ambas, abrem mão do seu direito ou de parte dele. A autocomposição implica na vontade das partes. São as seguintes as três formas de autocomposição: a) Transação ⇒ Implica em que cada uma delas cede parte de seus interesses sobre determinado bem, ocorrendo, assim, perda para as duas partes, ou seja, a perda é bilateral. As concessões são recíprocas. b) Submissão ⇒ Uma das duas partes abre mão de seu interesse no bem. Diferentemente do que ocorre na transação só uma das partes perde, em benefício da outra. A perda é, portanto, unilateral. c) Desistência ou renúncia ⇒ Bastante parecida com a submissão, ocorrendo apenas quando a parte que cede ou renuncia já estava na posse do bem em litígio. Haverá, como no modo anterior, perda unilateral. Não se chegando à solução de um conflito e para que não se voltar a recorrer à autotutela, surgem duas novas maneiras de resolvê-lo, pressupondo a participação de uma

2 terceira pessoa (o árbitro) na questão: arbitragem e jurisdição, que supõe a participação de um terceiro. 3. Arbitragem ⇒ Decidindo por essa medida, o arbitramento será feito por uma terceira pessoa - o árbitro. De início, a arbitragem teve caráter facultativo, ou seja, dependia da vontade e da aceitação das partes, o que acabava gerando problemas. Na antiguidade a escolha recaía nos sacerdotes ou nos anciãos e as decisões pautavam-se pelos padrões aceitos pela coletividade, pelos costumes. Era uma espécie de juiz antes do legislador. Então, com a interferência do Estado, que passou a se impor e a se encarregar de indicar o árbitro, a arbitragem passou a ser obrigatória. Desse instrumento para resolução de conflitos – a arbitragem – passou-se para a uma nova forma de arbitragem, a jurisdição. Desaparece a fase da justiça privada com sua substituição pela justiça pública. Passa-se assim, na evolução do processo de resolução dos conflitos, a uma nova fase na qual os juízes agem em substituição às partes: a jurisdição (justiça pública). 4. Jurisdição ⇒ Fase em que o próprio Estado passou a ser o árbitro, representado pelo Juiz. (Estado-juiz). Jurisdição é o instrumento por meio do qual os órgãos jurisdicionais atuam para pacificar as pessoas conflitantes, eliminando os conflitos e fazendo cumprir o preceito jurídico pertinente a cada caso que lhes é apresentado em busca de solução, Antes dessa fase do Estado-juiz, ocorreram as fases: a autotutela, a arbitragem facultativa, dentro da autocomposição e a arbitragem obrigatória, onde já surgia o processo. Esta última fase evoluiu para a jurisdição. Evidentemente, a evolução dos instrumentos mencionados, dentro de sua configuração história, apresenta avanços e retrocessos. Dentro dessa evolução, importa considerar que antes de se chamar oficialmente o Estado para resolver a lide (conflito não resolvido por outros instrumentos), o Estado, dentro de sua função pacificadora, oferece a tutela jurídica, isto é, coloca à disposição da sociedade todo o conjunto de normas existentes, em especial o Código Civil, para servir de embasamento à solução extraprocessual dos conflitos. É uma forma indireta de o Estado intervir na resolução de conflitos. Se ainda assim persistir o conflito, chega-se à fase da lide (para o jurista Pontes de Miranda: é o conflito de interesses qualificados para uma pretensão resistida). É a disputa, até então insanável, dos interesses conflitantes. Aula de 09.02.2006 Ocorre, por fim, o recurso para que o Estado, de forma direta, resolva a questão. Surge nessa altura a Jurisdição ou a tutela jurisdicional. Portanto, a tutela jurídica surge ainda durante o conflito e a jurisdição ou tutela jurisdicional surge durante a lide. Equivale a dizer, também, que o Estado oferece elementos na solução do conflito em dois momentos: indiretamente, no primeiro, através da tutela jurídica, quando a solução deve surgir a partir das partes envolvidas ou de um árbitro que elas elejam e, no segundo momento, diretamente, através da tutela jurisdicional (jurisdição), quando o Estado apresenta a solução para a lide, independente da concordância das partes. Então, resumindo, na autotutela e na autocomposição a solução do conflito surge das próprias partes, pela força, na primeira, e pela negociação na outra. Já nas outras duas formas – arbitragem e jurisdição – a solução vem de uma terceira parte, exterior àquelas

3 que conflitam, sendo facultativa na arbitragem e obrigatória na jurisdição, com o Estado arbitrando diretamente nesta última (Estado-juiz). 14.02.2006. PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO Princípios são proposições de caráter geral que devem ser observadas pelos sistemas processuais. Cada sistema processual tem uma série de princípios que lhe são específicos além dos princípios gerais (que se aplicam a todos os sistemas processuais). Os princípios gerais São a base de cada sistema. No conjunto de normas do sistema não pode haver norma específica que viole qualquer um dos princípios gerais. Os Princípios gerais do Processo são as regras necessárias à criação, interpretação e aplicação da lei. Eles têm conotações de ordem éticas, sociais e políticas. Existem dois grupos de princípios: os Deontológicos e os Epistemológicos. Entretanto, alguns dos princípios gerais se colocam entre a epistemologia e a deontologia, entre a norma e o valor ético. O primeiro grupo – Deontológicos - reúne princípio voltados à moral, à ética, ao dever ser. Na busca de processo ideal buscado pelo legislador, quatro regras, chamadas de princípios informativos, foram estabelecidas: . 1. Princípio lógico ⇒ estabelece que na elaboração da lei deve-se procurar o caminho mais seguro e mais rápido para resolver-se uma questão; procura-se o caminho mais rápido e mais seguro para o exercício da tutela, para evitar o erro. 2. Princípio jurídico ⇒ Esse princípio do processo é a declaração concreta da lei, pretendendo-se igualdade no processo e justiça na decisão. 3. Princípio político ⇒ É a máxima garantia social dos direitos com o mínimo de esforço individual da liberdade. É o respeito aos direitos do cidadão e é, também, a imposição das obrigações que ele deve cumprir. 4. Princípio econômico ⇒ O processo não pode custar mais que o mais pobre dos brasileiros, que tem acesso ao processo, possa pagar. O processo deve ser acessível a todos, em termos de custo e duração. Os Princípios Epistemológicos: São os que permitem conhecer o processo Se referem ao Direito como ordem normativa.. Princípios epistemológicos: 1. Princípio da Disponibilidade/Indisponibilidade Disponibilidade ⇒ o direito está disponível ao cidadão, que o utilizará ou não, conforme sua vontade. Portanto existe a possibilidade de se pedir, ou não, a tutela de um direito disponível. É quase absoluto no processo civil, exceto quando se trata da prevalência do interesse público sobre o privado. Indisponibilidade ⇒ Conforme a natureza do direito essa liberdade de opção desaparece. Inclusive em relação à pessoa envolvida (menor, por exemplo). A reclamação do direito torna-se obrigatória. É comum a parte envolvida no processo ser o Ministério Público. A Indisponibilidade é característica do processo penal, pois o Estado não tem apenas o direito de punir, mas tem o

4 dever de o fazer. A Disponibilidade está mais no campo do Direito Civil e a Indisponibilidade no campo do Direito Penal. Princípio da iniciativa da parte ⇒ É um complemento do princípio anterior. Se a pessoa pode ou não pedir a tutela do direito ou se ela é obrigada a fazê-lo, cabe a ela a iniciativa do processo. Em certos casos o Ministério Público é a parte e inicia o processo. A propósito dois brocardos do Direito: “ não há juiz sem autor” e “O juiz não agirá por sua iniciativa”. O juiz não conhecerá da tutela sem pedido da parte, ou seja, ele não toma a iniciativa de fornecer a tutela do Estado. Princípio do Impulso Oficial ⇒ Iniciada a relação processual, compete ao juiz cuidar do desenvolvimento do processo até o seu final, com o fim da sua função jurisdicional. A partir da iniciativa da parte, começando o processo, o Estado, pelo Juiz, cuidará de impulsioná-lo até o final. A ele compete, pois, dar andamento ao processo iniciado pela parte (Art. 262, CPC). Princípio do Dispositivo/Inquisitivo ⇒ Princípio Dispositivo: Compete às partes informar os fatos e prová-los, por meio de provas de sua preferência. O juiz depende das provas e das alegações das partes para julgar. No Direito Penal, o processo é indisponível, cabendo ao Ministério Público a iniciativa, que, entretanto, poderá ser assistida pela parte, quando do interesse desta. O Princípio Inquisitivo é chamado de Principio da investigação das provas, que possibilita ao juiz a investigação de provas. Assim, o juiz pode passar de sua posição de mero espectador das alegações e da provas apresentadas (verdade formal) para buscar ou determinar a busca de provas. Princípio da imparcialidade do juiz ⇒ Pela imparcialidade, que deve caracterizar a ação do juiz, ele não pode dar início ao processo nem pode produzir provas. Pode, entretanto e em certos casos, pedir ao Ministério Público a complementação de provas. Por estar entre as partes, mas acima delas é que o juiz pode julgar. Para possibilitar essa imparcialidade, as constituições trazem muitas garantias ao juiz no exercício de suas funções e proíbem os tribunais de exceção, que se contrapõem ao juiz natural constituído constitucionalmente.

2.

3.

4.

5.

6. Princípio da Igualdade ou Isonomia ⇒ Existem dois tipos de isonomias: a formal e a material. Este princípio refere-se à isonomia material, que consiste em tratar desigualmente os desiguais para conseguir-se compensar as diversas formas de desigualdades. A igualdade prevista na lei pressupõe a igualdade perante o juiz. As partes e seus procuradores devem merecer tratamento igualitário para que suas razões valham em juízo. (Art. 5° da CF). 7. Princípio do contraditório ou da Bilateralidade da audiência ⇒ No processo, o juiz deve sempre ouvir as duas partes. Perante o juiz, as partes não são antagônicas, mas colaboradores necessários à realização da justiça. O direito do contraditório é assegurado pela CF e pressupõe que todos os atos praticados pelo juiz ou por uma das partes sejam conhecidos pela outra parte. Os instrumentos para dar ciência da prática de tais atos são dados pela citação, intimação e da notificação. 8. Princípio da lealdade processual ⇒ No processo, as partes devem agir com lealdade e respeito.(Art. 14, 15 e 18 – CPC). O processo, além de buscar a

5 solução do conflito entre as partes, presta-se, também, à pacificação geral da sociedade e à atuação do direito. Tem ele, pois, inserção no campo sóciopolítico, o que exige que todos os envolvidos se pautem com os deveres da moralidade e da probidade. Aula de 16.02.2006. 9. Princípio da Publicidade ⇒ Os atos processuais são públicos para que haja transparência nos procedimentos até para que eles possam ser fiscalizados. Existem exceções que prevêem privacidade. (Art. 155, CPC). A presença do público nas audiências e a possibilidade de exame dos autos por qualquer pessoa são instrumentos de fiscalização dos atos do juiz e dos promotores e dos advogados que participam do processo. A publicidade dos atos processuais está da direção de garantir a independência, a imparcialidade, a responsabilidade e a autoridade dos julgadores. 10. Princípio da Oralidade ⇒ As provas devem ser produzidas em audiências, portanto oralmente. (Art.336) 11. Princípio da Imediação ⇒ O Juiz é quem colhe pessoalmente as provas de forma direta e imediata. As perguntas são dirigidas pelas partes a ele, que as transmite à testemunha, colhendo de imediato elementos para formação de seus critérios de julgamento. 12. Princípio da Identidade do Juiz ⇒ O juiz que preside a audiência deve julgar a lide. Explica-se pela identidade do Juiz com as circunstâncias da lide. (Art.132). Se, por alguma circunstância, o processo deve receber julgamento de outro juiz, este pode até determinar a repetição de certos atos do processo para formar convicção adequada sobre o assunto. O juiz que presidiu a audiência já colhera elementos para essa convicção. 13. Princípio de Persuasão Racional do Juiz ⇒ A emotividade não deve influir na decisão. O juiz deve ser convencido racionalmente pelas provas (Art.131). O convencimento do juiz, entretanto, deve ser motivado e o juiz não pode desprezar as normas legais existentes, pois seria um juiz arbitrário. Esse princípio prende-se diretamente ao Princípio da Oralidade, no qual o juiz busca nas alegações das partes elementos para seu convencimento racional. 14. Princípio da Economia Processual ⇒ Sempre que possível, fases do processo devem ser eliminadas para economia processual (Art.330 – II). Esse princípio pretende obter o máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de atividades processuais. Deve haver uma proporcionalidade entre os bens (ainda que não materiais) em disputa e o dispêndio para desenvolver o processo. É indispensável atentar-se para a relação custo-benefício. 15. Princípio da Pluralidade do Grau de Jurisdição ⇒ Refere-se à possibilidade de recursos à instâncias superiores, (jurisdição superior) pretendendo revisão de decisões de jurisdição inferior. Embora existam argumentos contrários à possibilidade de recursos, o grande argumento do princípio é de natureza política: nenhum ato do Estado pode ficar imune aos necessários controles. 16. Principio de Ordem Consecutiva Legal ⇒ O processo tem uma ordem natural de andamento (Art. 262 e ss). A dinâmica do processo deve seguir passos préestabelecidos a fim de que todos os princípios envolvidos sejam adequadamente atendidos.

da norma. É a sua capacidade de decidir imperativamente e de impor as suas decisões. A jurisdição é exercida através do Poder Judiciário. juntamente com os Poderes Executivo e Legislativo.2006. Jurisdição significa dizer o Direito.02. Como atividade. prejudicando a imparcialidade com que deve julgar. 4. ato que não vem do Judiciário. Especificidade ⇒ O poder da jurisdição é específico. ao mesmo tempo. Como função. O Estado é imperativo. sobretudo sobre o que a outra parte disser. É dentro deles que o Juiz aplica o Direito. Atuação processual ⇒ A jurisdição estatal só pode ser exercida sob a égide dos princípios gerais do processo. Escopo Jurídico de Atuação do Direito ⇒ O Juiz deve aplicar a lei. atividade. dando a ele um só sentido. poder. Além disso. compõe a soberania do Estado. poder este que. excepcionalmente. Atuação com relação à lide ⇒ A jurisdição só atua quando houver a lide. exercendo o poder e cumprindo tudo que a lei lhe determina. o processo estruturado mostra esses três aspectos da jurisdição. O Estado só age depois de acionado pela parte. Esses três aspectos da jurisdição – poder. buscando cumprir a função do Estado de promover a paz social. recria o fato. função. É por meio do contraditório que o Juiz chega à verdade. 7. Ex: o hábeas corpus pode ser concedido de oficio e a execução penal pode ser instaurada ex oficio. preponderante. Jurisdição Os três instrumentos fundamentais da TGP são: Jurisdição. Essa definitividade só existe no Poder Judiciário. 6. Ex: Impeachment. porém não exclusivo Poder Judiciário. Assim.6 21. o Poder Judiciário pode exercer. Ele só inicia a lide nos casos que seus interesses são ameaçados. Inércia ⇒ Para resolver a lide. a jurisdição é. a jurisdição é um encargo público dado a um órgão estatal para promover a paz social mediante o direito justo e pelo processo. Definitividade ou Coisa julgada (decidida em definitivo) ⇒ A coisa julgada não pode ser modificada. função e atividade – só transparecem legitimamente por meio do processo adequadamente estruturado. Existem raras e específicas exceções em que o juiz pode tomar a iniciativa. é o complexo de todos os atos do juiz no processo. Jurisdição ⇒ Como função e monopólio do Estado. nenhum juiz toma a iniciativa. 8. 3. 2. A jurisdição existe em decorrência da lide. é a capacidade de o Estado impor. Características da jurisdição: 1. 5. outras funções como legislar (casos de criação de comarcas) e administrar o seu próprio patrimônio. Contraditório ⇒ Cada parte tem o direito de se manifestar sobre tudo que surgir no processo. Como poder. tendo a partir daí condições de decidir com a adequada aplicação do direito material. A tutela da jurisdição tem que ser pedida. a norma jurídica (direito material) na resolução da lide. Ação e Processo. *Substutividade ⇒ O Juiz se coloca no lugar das partes. A CF . Se ele tomasse a iniciativa acabaria “descobrindo” conflitos e perturbando a paz social.

E o Estado o investiu segundo critérios de escolha próprios. Não pode. Existem alguns critérios para essa classificação. Inevitabilidade ⇒ A decisão do Estado não pode ser descumprida. uma vez que só o Estado pode fazer essa investidura. Não pode declinar de sua obrigação de julgar. por analogia ou por outro meio qualquer. 3. a Eleitoral e a Trabalhista. 4. Esse princípio emana da própria CF quando proíbe a qualquer um dos Poderes delegar atribuições. ⇒ Quanto à matéria. Donde a Jurisdição Penal e Jurisdição Civil. portanto a lei. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. b) Civil. Espécies de Jurisdição: A classificação da jurisdição em espécies não significa a sua divisão. A CF proíbe os chamados tribunais de exceção para julgar crimes de natureza não prevista constitucionalmente ou para julgar determinadas pessoas. A decisão é imposta às partes às quais só cabe acatá-la. os juízes. como a Militar. que juiz decidirá a lide. Como os juízes são distribuídos em comarcas ou seções judiciárias. por lei. Juiz natural ⇒ Sabe-se. ele a exerce através de seus agentes. exercendo a sua jurisdição. ao objeto: a) Penal. Cada juiz já tem sua competência definida em lei. Princípios inerentes à jurisdição: A jurisdição é pautada por alguns princípios fundamentais que. 2. Todos os juizes que podem decidir uma causa são previamente definidos. que para tanto são investidos no cargo. à sua jurisdição. de antemão. 6. Não se entenda como tais as justiças especiais. Aderência territorial ⇒ Uma vez que a jurisdição é a soberania. pois neste vigora a soberania nacional do país. que estão prevista na CF ante a ocorrência de determinados fatos. mas o faz em nome do Estado. Princípio da Investidura ⇒ É o ritual pelo qual o Estado transfere ao Juiz o poder jurisdicional. Indeclinabilidade / Inafastabilidade ⇒ O Estado (por meio do Juiz) não pode se recusar a decidir a lide. O juiz incorpora a jurisdição por meio da investidura. ele tem que decidi-la. O cumprimento da decisão do Estado é inevitável. não o faz em seu próprio nome.7 estabelece que a lei não prejudicará o direito adquirido. Esse juiz já definido é o juiz natural para aquela causa. A juiz. independente da sua vontade. Indelegabilidade ⇒ A jurisdição de que um Juiz é investido é indelegável. se for o caso. cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito. Como a jurisdição é um monopólio do Estado. 5. com ou sem expressão na própria lei. como a própria soberania. A jurisdição civil abrange toda a jurisdição não penal. são universalmente reconhecidos: 1. . mas o órgão jurisdicional). A jurisdição. nem mesmo qualquer deliberação de um dos membros do Poder Judiciário alterar a distribuição feita pela CF. o Juiz pode exercer a jurisdição em todo território brasileiro. Ainda que não haja lei destinada à determinada lide. (Entenda-se por juiz não a pessoa física do juiz de direito. é una e indivisível.

Já a autonomia financeira garante a independência do Poder em relação aos outros Poderes.8 ⇒ Quando à gradação: O inconformismo pela decisão de um juiz onde teve início a lide permite a apreciação da mesma por um juiz em um grau superior. Daí. e complementam as garantias do Poder Judiciário como um todo. Garantias Institucionais ⇒ São garantias do Poder Judiciário. . inclusive das da Capital. O órgão máximo na estrutura judiciária brasileira é o STF. Garantem a autonomia administrativa e financeira do Poder. conta com garantias constitucionais. São garantias específicas dos juízes togados. conceder licenças. Os tribunais podem eleger seus órgãos diretivos. A autonomia administrativa dá ao Poder a capacidade de organizar-se. 95-II) – O juiz não será. propor a criação de varas judiciárias. para funcionar como guardião dos direitos individuais com liberdade e imparcialidade. desde o seu início). prover os cargos de juiz de carreira. b) Especial ⇒ A especial é exercida pela Justiça Militar. O Poder Judiciário. ⇒ Quanto aos órgãos: A CF instituiu vários organismos judiciários cada um com sua competência definida. organizar suas secretarias. se o Poder Judiciário tem absoluta independência no desempenho de suas funções. na Justiça Estadual. Todavia. b) Jurisdição superior (Entra na lide na segunda vez. no que se refere à organização do Poder Judiciário depende dos outros Poderes. pois persiste a sistemática de nomeação dos magistrados pelo Poder Executivo com aprovação do Poder Legislativo. falar-se em: a) Comum ⇒ A comum é exercida pela Justiça Estadual e Justiça Federal. Art 95) ⇒ inclui a vitaliciedade (Art. não isenta o juiz da tributação competente em seus vencimentos. 95-III) – que. Essa autonomia vem da própria separação e da convivência harmônica dos poderes. 95-I) – os magistrados só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado.02. 23. Por isso o Poder Judiciário tem a sua cota de participação na renda do país. removido de um lugar para outro e a irredutibilidade de vencimentos (Art. 2. Essas garantias são de duas espécies: 1. entretanto. em especial aos juízes. a) Jurisdição inferior (conhece a lide pela primeira vez. revisão de decisão inferior). pela Justiça do Trabalho e pela Justiça Militar Estadual. Daí.2006 Garantias do Poder Judiciário. a inamovibilidade (Art. como um todo. através da elaboração de proposta orçamentária e na gestão das dotações pelos próprios tribunais. Abrange. Compreende: a) Independência política (CF. pela Justiça Eleitoral. sem seu consentimento. dos juízes de direitos das diversas comarcas. Garantias aos membros do Judiciário ⇒ São as garantias dadas aos funcionários do Poder Judiciário. donde se falar em duplo grau de jurisdição. férias e afastamentos a todos os seus membros.

03. c) Garantia de independência Jurídica ⇒ A única subordinação do juiz é à lei e à sua consciência. O juiz só administra a situação para verificar o cumprimento da lei. b) Jurisdição Voluntária ⇒ Ocorre quando não há conflito de interesses. Protegem os juízes de si mesmos. em tal caso. Pressupõe consenso. na jurisdição voluntária ocorre.do mesmo lado Partes – dois lados opostos sujeito Quanto ao Não existe contraditório – há Existe contraditório – são duas contraditório acordo entre as partes versões diferentes.convergentes. quando há lide. o Estado não decide. Quando o Estado participa. Os interesses são. Administração voluntária é atividade administrativa. eliminar a caráter lide. 07. Princípio da inevitabilidade. tão-somente uma administração pública do direito privado e não uma decisão. Competência . Quanto ao Preventivo – evitar a lide Repressivo – reprimir. está cumprindo sua finalidade de promover a paz social e de preservar direitos civis das partes. Esse parágrafo lista os impedimentos impostos ao juiz para garantir a sua imparcialidade nos julgamentos. a existência da lide Quanto ao Interessados . Quanto à jurisdição voluntária há uma corrente de doutrinadores que considera a terminologia inadequada. decidindo. concordantes. 95. por parte do Estado. mas a concordância deles e. pois como no caso não ocorre conflito de interesses. Obs. portanto. mas acordo. as substitui. Quanto à Pacificação social (Tutela Pacificação social – (tutela finalidade jurídica) jurisdicional). também não há voluntariedade e embora as duas partes em questão não possam prescindir do Estado.2006 Distinção entre as espécies de jurisdição a) Jurisdição Contenciosa ⇒ Ocorre quando há conflito de interesses. Assim. mas necessita dele apenas para chancelar a decisão. Quanto à Não há necessidade de o Estado O Estado impõe sua decisão coação se impor aos interessados.9 b) Garantia de imparcialidade ⇒ (Art. Por outro lado. Diferenças entre os dois tipos de jurisdição JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA JURISDIÇÃO CONTENCIOSA Quanto ao Interesses comuns – Não há Conflito de interesses – Pressupõe Objeto lide. Parágrafo único). A jurisdição contenciosa é a verdadeira jurisdição. Quanto à Não é definitiva – Existe a A decisão não pode ser mudada – decisão possibilidade de reversão não há reversão. Quanto à Integratividade – As partes se Substituidade – O juiz assume o posição do Juiz integram lugar das partes.

CPC). da mesma instância. Ou se é o juiz ou nunca se o será. Esses critérios (três) permitem criar as regras das competências (cinco). A competência natural só será respeitada se solicitada pela parte. As cinco competências mencionadas e abaixo listadas. (Art. I . É levada em conta a atribuição específica de cada órgão dentro de um único processo. É prorrogável. dividem-se em dois grupos (Art. (Ex. levando em conta o território todo. Quanto à qualidade das pessoas (das pessoas envolvidas na lide) – (2ª Competência “ratione personae”). 102. mas por questões de ordem prática há limitações para o exercício dessa jurisdição. Art.(CPC 275-I. 70 e 72). Quanto ao valor da causa (3ª. CF. Lei 9099. 100. 2ª Competência quanto à pessoa. por seu lado. 3˚. Tribunal do Júri. I). 74. 3. causas civis e causas não civis). Competência quanto ao foro) ⇒ Divide-se o espaço físico entre os juízes. Portanto. 100. Competência “ratione materiae”) ⇒ Ex: Justiça do Trabalho. 3ª Competência quanto ao valor 4ª Competência quanto ao foro. – CPC. I e II. 113. Critérios da competência: A) Critério Objetivo ⇒ resolver a lide. Ex: Juízes togados e Tribunal de Júri. Este critério se subdivide em três competências: 1.10 A competência se refere à distribuição de juízes pelo território nacional. 94 e Art. É a quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada órgão ou grupo de órgãos do Poder Judiciário. 2. É o critério de distribuição pelos órgãos do Judiciário das atribuições relativas ao desempenho da jurisdição. 113 CPC Art. Art. Ela não é prorrogável. cada juiz recebe uma parte de toda jurisdição. b) Competências absolutas ⇒ visam proteger o interesse público. Classificação da cinco competências nos dois grupos mencionados: COMPETÊNCIAS 1ª Competência quanto à matéria. C)Critério Funcional (5ª Competência Funcional) ⇒ Pode ser de dois tipos: a) Vertical – recorrer em instância de órgão superior. 5ª Competência quanto à função GRUPO Absoluta Absoluta Relativa Relativa Absoluta Exemplos CPP Art. b) Horizontal – dois órgãos do mesmo nível. 74 CPC Art.Competência em razão do valor da causa. Os critérios para essa distribuição da jurisdição são as leis de organização judiciária. Art. a) Competências relativas ⇒ visam proteger os interesses privados. CPP: crime doloso contra a vida). Competência ratione valori”). (Ex. B) Critério Territorial (4ª Competência “ratione loci”. I-b). Competência quanto à natureza da causa (1ª. que leva em conta os crimes dolosos contra a vida. (CPP Art.

pela outra.11 14. do CPP. de ofício. O foro de eleição é.03.) Hipótese da prorrogação voluntária da competência. • Assegurar a imparcialidade dos jurados. do alargamento das competências relativas. ainda que incompetente por outras razões. Trata-se. entretanto. Só pode ocorrer no Direito Civil. 3ª. A forma expressa da prorrogação voluntária da competência está ligada aos contratos. À falta dessa exceção. o juiz pode. em particular. Ocorre em razão da conexão ou da continência das ações. Consiste na possibilidade de as partes elegeram o foro sob o qual serão resolvidas as pendências oriundas do contrato. • Garantir a segurança do réu. portanto. portanto. Pode ser expressa ou tácita.) HIPÓTESE LEGAL ⇒ A prorrogação da competência ocorre por determinação da própria lei. logicamente. O desaforamento pode ser solicitado pelo Ministério Público ou pelo réu e para que ocorra são necessários. O desaforamento está previsto no Art. não anular a cláusula desse tipo de contrato a sua competência fica prorrogada. 3ª. A forma tácita aparece quando um juiz incompetente não recebe da parte exceção de incompetência relativa. uma vez que as competências absolutas são improrrogáveis. Existem três hipóteses para a prorrogação das competências dos juízes: 1ª. Nesse caso.e corresponde ao silencio da parte. ⇒ Entre os contratos existe um modelo especial – os contratos de adesão – em que o foro é estabelecido por uma das partes e aceito. O Juiz não pode alterar esse foro. É expressa justamente porque a eleição do foro consta de uma das cláusulas dos contratos. Se o juiz. 2ª. .) DESAFORAMENTO ⇒ Ocorre apenas no Direito Penal. cancelar o foro estabelecido por apenas uma das partes. No contrato aparece. 424.) Hipótese do Desaforamento da competência. uma forma de prorrogação da competência relativa – forma tácita . É. 1ª. por adesão. 2ª. como justificativa: • A necessidade de manutenção da ordem pública.) Hipótese da prorrogação Legal da competência. o foro de eleição das partes. uma das formas de prorrogação da competência. O assunto vem tratado nos artigos 111 e 112 do CPC. então. por possibilitar a competência de um juiz.2006 PRORROGAÇÃO DA COMPETENCIA Significa o alargamento da competência de um juiz. especificamente com o Tribunal do Júri. o juiz incompetente torna-se competente.) VOLUNTÁRIA ⇒ Depende da vontade da parte. Ficando então estabelecido como foro aquele que seja indicado legalmente.

2ª. por exemplo). exercendo o direito de ação para solicitar ao Estado a tutela de seu direito. confirma-se o seu direito de ação. 103) e duas ou mais ações apresentam continência quando apresentarem identidade quanto às partes e à causa de pedir e o objeto de uma. Art. Não havendo sucesso.03. o direito de exigir do Estado o cumprimento de sua obrigação de resolver a lide. a começar pela logo abandonada que se baseava na existência do contrato social. não há direito sem ação e a ação segue a natureza do direito. torna-se competente (prevento) aquele que obteve citação válida em primeiro lugar.) Duas ações.) Duas ações sujeitas a juizes que têm a mesma competência territorial: Torna-se competente o juiz que despachou em primeiro lugar. Todavia existem dois casos de exceção em que a competência estabelecida inicialmente precisa ser modificada: ⇒ Alteração da competência relativamente à matéria da ação. nessa altura. sendo irrelevantes mudanças de estado de fato ou de direito ocorridos posteriormente e a partir daí fica perpetuada. do direito. Esse direito do cidadão representa o seu Direito de Ação. TEORIAS DO DIREITO DE AÇÃO Pelo instituto da jurisdição o Estado tem a obrigação de resolver a lide e em contrapartida o cidadão tem o direito de exigir do Estado essa resolução. isto é. nas quais os juízes não têm a mesma competência territorial. Coloquialmente costuma-se dizer que duas ações conexas são duas ações parecidas e duas têm continência quando são quase iguais. 21. Seria uma reação a um direito violado. portanto. Direito de Ação é. ⇒ Mudança da hierarquia (extinção da vara. Assim. abrange os das outras (CPC. Prevenção ⇒ é a escolha de um entre dois ou mais juízes igualmente competentes. o direito de ação pressupõe a existência de um . dirigindo-a ao Estado. subjetivo (pertence ao sujeito). sendo mais amplo. autônomo e abstrato. A jurisdição surge ante a proibição da autotutela e a ineficácia da composição e da arbitragem. 104). própria.2006. Durante a vigência dessa teoria existiam três conseqüências inevitáveis – não há ação sem direito. por exemplo. A seguir surgiu a teoria imanentista (ou civilista) para a qual a ação seria uma qualidade imanente.12 Duas ou mais ações são ditas conexas (conexão) quando têm em comum o objeto OU a causa de pedir (CPC. muda a direção de sua ação. o indivíduo A sofre oposição ao seu suposto direito por parte do indivíduo B. não pode ser alterada. O Direito de Ação é um direito público (envolve o Estado). Assim. quando o Estado chama para si a obrigação de resolver a lide. Se a decisão do Estado for-lhe favorável. Existem duas situações. ele direciona sua ação contra o B. Algumas teorias existem explicando a evolução histórica do conceito de Direito de Ação. OUTROS INSTRUMENTOS PROCESSUAIS a) Perpetuação b) Prevenção Perpetuação ⇒ A competência é determinada na propositura da ação. quando. Está. Art. independentemente da data da interposição da ação. 1ª.

Não pressupõe necessariamente a existência do direito subjetivo material violado (ou ameaçado) – é o caso das ações meramente declaratórias. Resumindo: • Ocorrendo sentença favorável ao autor. todas as hipóteses que possam ocorrer. pois configura o direito do cidadão à tutela jurisdicional do Estado. Esta teoria considera que o direito de ação independe da existência do direito material invocado. então.a ação como direito autônomo e abstrato – é a que é aceita hoje no Direito. todas as teorias consideram a existência do direito de ação. inexistindo em caso contrário. Esta última preenche. cuja inexistência elimina a possibilidade do direito da ação. o direito de ação só existirá quando a sentença for favorável ao cidadão. fica caracterizado o direito de ação mesmo que o autor alegue um direito abstrato para solicitação da tutela jurisdicional. o seu direito de ação desaparece. Assim. • Ocorrendo sentença desfavorável ao autor. com o que não existiria. Se a decisão do Estado for-lhe desfavorável. A teoria imanentista vincula. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA AÇÃO Para o exercício da ação existem três condições indispensáveis e. não eliminando. distinguindo-o do direito subjetivo material. Na teoria da ação como direito autônomo ⇒ Direito de Ação ≠ Direito Subjetivo Material. entende-se que a solução da lide pelo Estado. quando a sentença é favorável ao pleiteado. Como a tutela jurisdicional só poderá ser feita através da proteção concreta. o direito de ação. sujeito passivo da ação.13 direito anterior. deixaria de existir um direito concreto. • A teoria do direito autônomo e abstrato de agir. pois as outras a negam. Essas duas correntes podem ser consideradas correntes de uma teoria mais abrangente – ação como direito autônomo. Teoria da ação como direito autônomo e concreto ⇒ dirige-se contra o Estado. Na seqüência. o direito de ação contra o adversário. Ainda nesses casos. Numa comparação entre a teoria imanestista e a teoria da ação como direito autônomo surgem: Na teoria Imanentista ⇒ Direito de Ação = Direito Substantivo Material. reconhecendo duas corrente: • A teoria do direito autônomo e concreto à tutela jurídica. São as condições necessárias para que possa existir o provimento . Esta última teoria . pois. A ação existirá mesmo que haja sentença contrária à pretensão do autor ou até quando uma sentença injusta a acolhe sem que exista direito subjetivo material. devem existir simultaneamente. o direito de ação à existência de um direito substancial anterior. todavia. é suficiente para caracterizar a existência do direito de ação. favorável ou desfavorável ao autor. também. Se a sentença lhe fosse desfavorável. só esta última teoria considera a existência da ação. como tal. havendo decisão. Esta teoria só seria satisfeita. os estudiosos do assunto demonstraram irrefutavelmente o caráter autônomo do direito de ação. portanto. Com isso caminhou-se para a teoria da ação como direito autônomo e abstrato.

direito alheio. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. para resolver interesses de outrem. O interesse de agir vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. Entretanto a parte . a cobrança judicial de dívida de jogo. A existência delas está ligada à economia processual: assim. a ação deve ser imediatamente negada. (o réu). isto é. donde a legitimidade passiva. ainda que em tese. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. O CPC. Interesse de agir • 1ª) Possibilidade jurídica. Legitimidade das partes. aquele que pede a tutela jurisdicional. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e.2006 • 3ª) Legitimação ad causam. sob pena de não haver razão de ser da ação. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. aquele que se diz ter violado o direito alegado. 2ª) Interesse de agir. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão.14 jurisdicional. que a tutela jurisdicional não poderá ser concedida. em contrapartida. que não tem amparo na lei. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. Existe a necessidade da intercessão do Estado. ou seja.03. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. • 23. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. em nome próprio. apto a conceder a tutela pleiteada. o autor da ação. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. quando se percebe. Além das figuras acima. a ação deve ser negada imediatamente. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. Isto é. solicitar divórcio em pais onde ele não existe. salvo quando autorizado por lei”.

torna-se necessário atentar para a igualdade das ações a fim de evitar-se a repetição de uma ação. É chamada. Por isso mesmo. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. a causa de pedir e o pedido.15 final do mencionado art. 28. isso é. Carência da ação ⇒ A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. é indispensável conhecer bem os seus elementos. se a carência for identificada no correr do processo.2006 ELEMENTOS DA AÇÃO. pode ocorrer a extinção do processo. Esse estudo fica bastante simplificado quando se parte do seguinte esquema: . a legitimação extraordinária. A comparação entre duas ou mais ações é feita a partir dos três elementos da ação: as partes. Configura-se nessas exceções. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. cujo beneficiário é a sociedade. pois é por meio deles que se pode evitar essa repetição. ou. ou da ação popular. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. Evidentemente.03. sejam titulares de ação. ocorre liminarmente o seu indeferimento. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. em que o cidadão defende interesse da administração pública. também de legitimação anômala ou de substituição processual. faz com que desapareça o direito de ação. Como o Estado só presta tutela jurisdicional uma vez. interesse de agir e legitimidade de causa. Ao se constatar a carência da ação.

parte legítima. É simplesmente parte da ação. legítima ou ilegítima a parte não perde sua condição de parte no processo. Agregam-se a essas denominações das partes os critérios de legitimidade. Resumindo. Autor legítimo é o próprio titular da pretensão e réu legítimo é o que supostamente violou o pretenso direito do autor. como réu. temos a parte ativa – autor e parte passiva – réu. usa-se: titular da pretensão e titular da resistência. Assim. não está recebendo alimentos do pai B. C não é. Assim. porque não é titular da pretensão.16 E (Tutela Jurisdicional) A– (titular da Pretensão) B– (titular da Resistência) 1º Elemento: as partes. Na linguagem coloquial. menor. no mundo dos fatos. Sim é parte legítima. C é parte da ação? Resp. na linguagem formal. Trata-se da nomenclatura usada no mundo jurídico. Autor ⇒ aquele que faz o pedido da tutela jurisdicional ao Estado. B é parte da ação? Resp. . tem-se na linguagem formal autor e réu e considerando-se a legitimidade. Sim é a autora da ação. Daí falar-se em legitimidade ativa – o titular da pretensão e em legitimidade passiva – o titular da resistência. todavia. Réu ⇒ aquele contra quem se faz o pedido da tutela. É todo aquele que está no processo. Obs ⇒ O conceito de parte não interfere no conceito de parte legítima. pedindo tutela do Estado para determinar que B pague pensão a A. A mãe C entra com ação contra B. São o autor e o réu. Exemplo: A.

Pedido mediato ⇒ é o pedido do bem da vida. Fato que representa o direito material de onde o autor deduz seu direito de pedir. feito ao réu. por ser mais amplo. É da causa de pedir que o juiz tira a existência (ou não) do direito do autor. isto é. Não se admitirão outras ações semelhantes. Duas ou mais ações se dizem conexas quando tiverem comum o objeto (pedido) OU a causa de pedir. Ainda assim. Segundo. vale-se da Teoria dos Três Eadem. a causa de pedir é o libelo acusatório. art 104). Já a continência ocorre quando elas apresentarem identidade quanto às partes E à causa de pedir E.a primeira ação já foi julgada. se há alguma identidade entre elas.17 2º Elemento: Causa de pedir (causa petendi). o fato constitutivo do direito material. b) “Litispendência” – a primeira ação ainda está pendente de solução. já ocorrera a extinção da lide. para saber se. o objeto (pedido) de uma. ou se são todas distintas. Duas ou mais ações não sendo idênticas podem ser similares. É a história da situação. 103). Devem ser extintas. ⇒ Não há diferenciação entre as ações que apresentam identidade absoluta: os três elementos delas são iguais. Não será atendido pelo Estado. • . que deverão ser extintas. a segunda deve ser extinta. alguma delas uma representa repetição de outra. pelo que não há porquê as que lhe são idênticas prosseguirem. É o que o autor quer do Estado. abrange o objeto da(s) outra(s). O primeiro momento (nascimento do direito) é a causa de pedir fática ou remota O segundo momento (violação do pretenso direito) é a causa de pedir próxima ou jurídica. É o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado. No penal. Concluindo. através do Estado. 3º Elemento: o Pedido. (CPC. o momento da suposta violação do pretenso direito. O pedido pode ser imediato e mediato. em um conjunto de duas ou mais ações. podem ocorrer duas situações: a) “Coisa Julgada” . É a narração do ato de violação praticado pelo réu. Essa teoria considera dois tipos de identidades: Identidade absoluta. Pedido imediato ⇒ é o feito diretamente ao Estado. quando têm um ou dois de seus elementos que apresentem identidade. além disso. Pode ser considerada em dois momentos: Primeiro. • Identidade relativa ou parcial ⇒ ações que apresentam um ou até dois elementos iguais. a quem o pedido é feito de forma indireta. É o porquê da formulação do pedido. art. mas pelo réu do processo. Essa identidade pode dar-se por conexão ou por continência. É o momento do nascimento do direito que pretensamente o titular diz ter. Diz-se que elas apresentam conexão (CPC. É a narração dos detalhes da lide. Ocorrendo o fato de duas ações idênticas.

00. B propõe ação contra A alegando ser proprietário do mesmo bem. dizendo ser proprietário de determinado bem. O Objeto (pedido) das duas primeiras são os mesmos: pagamento de R$ 2. por usucapião. têm também causas de pedir diferentes – espancamento e abandono do lar -. entra com nova ação. a competência é do juiz que primeiro tomou conhecimento da ação. O credor propôs ações contra o devedor a cada inadimplência: de R$ 2.00. a inversão da ordem de entrada das ações. tendo brigado com B. art 106). Devem ser anexadas por economia de processo. respectivamente. Pode-se ver que as duas primeiras ações eram conexas: mesmo objeto e mesma causa de agir. como autor e réu. Ocorrência: nos vencimentos os pagamentos não foram efetuados. são valores distintos.a separação do casal. As duas ações são conexas. mais o objeto de cada uma. . Pelo critério da prevenção (CPC. 2º Caso: Devedor x Credor.000. Como as duas sentenças apresentam o risco de receberem sentenças contraditórias entre si. as partes são as mesmas: credor e devedor.000. A entra com ação contra B. desde que os dois tenham a mesma competência territorial. Essa terceira ação e as duas primeiras apresentam o fenômeno da continência (CPC. inclui o objeto da primeira – a fazenda.00). O marido entra também em Mogi Mirim com ação contra a mulher pedindo a separação por abandono de lar.00 cada um. despachando. Caso de Continência: o objeto da segunda ação – todo o patrimônio. As duas primeiras ações. Obs: Ocorrendo a continência. pedindo a extinção de todo o patrimônio.000. 4º Caso: A propõe ação contra B. Mesmas partes e as causas de agir são as mesmas. Vejamos os elementos das duas ações: Elas têm partes diferentes (há uma inversão das partes). Dívida de R$ 6. Existe até o risco de considerá-las a mesma ação (identidade absoluta). mas mais amplo e contendo os dois primeiros. 3º Caso: A e B são condôminos de um patrimônio maior que inclui uma fazenda. são duas ações conexas. porque têm o mesmo objeto.00 em três pagamentos mensais de R$ 2. mas o objeto (pedido) de ambas é o mesmo .000. art 104). o mesmo pedido mediato que é a extinção do condomínio sobre o mesmo bem. elas serão ditas ações repetidas. Nelas também as causas de agir são a mesma: descumprimento de contrato.18 Os artigos 105 e 106 do CPC orientam sobre o tratamento em casos de continência e conexão. Ela entra com ação contra seu marido pedindo a separação sob alegação de espancamento. A terceira tinha as mesmas partes e a mesma causa de agir das duas primeiras. embora de mesmo valor (R$ 2. elas devem ser anexadas. A. configurando o caso de litispendência. Pelo art 103 são duas ações conexas. Nas três ações. Já o objeto da 3ª ação é diferente: R$ 6.00 cada uma das duas primeiras e de R$ 6. antes da entrada da 3ª ação. pedindo a extinção do condomínio sobre a fazenda. mas objeto diferente.00 a última. As ações devem ser anexadas.000. Exemplos (causas de identidade relativa): 1º Caso: O da esposa que abandou o lar e mudou-se de São João para Mogi Mirim.000.000.

então. jurisdição e competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). Jurisdição é a obrigação do Estado de fornecer tutela para resolução da lide.”. indaga-se: afinal de contas. Todavia. a posição ali de autora. assumindo ela. a) Não. Existem três hipóteses para modificação da competência: Prorrogação voluntária da competência (tácita ou expressa). Caso Maria. Se as competências territoriais foram diferentes. Maria. no juízo que despachou por último. abandona o lar conjugal e refugia-se na casa de parentes em Mogi Mirim. R. 3. que se determina a prevenção no momento da citação. b) As ações são conexas (mesmo pedido). para solicitar ao Estão . será prevento aquele que obteve primeiro a citação válida (219) 4. ou.2006 Trabalho em grupo 1. seja feita em último lugar no juízo que despachou primeiro. poderá o juiz conhecer de oficio dela? Por quê? b) Se Maria. 2. R. O artigo 219 do CPC diz que “a citação válida torna prevento o juízo. Se a competência territorial dos dois juízos for a mesma. Só o silencio de Maria prorrogaria a competência. João e Maria casaram-se e fixaram residência em São João. será prevento aquele que despachou primeiro (art. Ocorre que o artigo 106 do mesmo CPC estabelece que se considera prevento o juízo que despachou em primeiro lugar. Após 12 anos de casamento. 5. suponha que ele tenha movido a ação em São João da Boa Vista: a) Sendo a competência para a ação de separação relativa. Como é possível e até freqüente que a citação seja feita. Competência é a quantidade de jurisdição que compete a cada órgão ou conjunto de órgãos do judiciário. sem condições de sustentar os filhos e por não possuir fonte de renda suficiente para a subsistência própria e da prole. Caso João pretenda mover ação de separação litigiosa contra Maria deverá fazê-lo em Mogi Mirim. Suponha que Maria mova ação de alimentos. Depende da competência territorial.. onde tiveram dois filhos: Pedro. portanto. Deixa claro. Desaforamento da competência.. Quais são as causas de modificação da competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). portanto. com 11 anos. prorrogação legal da competência (conexão ou continência). teriam os filhos direito a receber auxilio paterno. qual o fenômeno existente entre as duas ações? Qual conseqüência traria tal fenômeno para as ações? R. também tivesse movido sua própria ação de separação contra ele. cansada das constantes surras recebidas do marino.Juiz a condenação de João a . Ação é a realização do direito de pedir. Portanto elas devem ser anexadas. O que é ação. sem saber da ação movida por João. Há risco de sentenças contraditórias. em primeiro lugar. ela e nos filhos. onde esta se encontra.19 05. com 9 anos e Sílvio. determina-se a prevenção no momento da citação ou do despacho inicial? (33º concurso Mag – RJ) R. 106).04.

obriga-o a pagar. isto é. 3) determinar o juiz a alguém que execute determinado serviço contratado (fazer). Ex. despachando. Maria não é parte legítima. 2) Pedir ao juiz que condene alguém a pagar determinada dívida (dar). os efeitos retroagem à data da do início da relação jurídica. O juiz declara o que identifica no plano real. Tem a faculdade importante de criar um título executivo judicial. atuando nela por meio de pedidos de providências. as ações executivas sobre estes papéis exigem que todas as condições da ação sejam satisfeitas.Nova classificação 1. uma vez que ela já pré-existia. com uma ação constitutiva pretende-se a constituição. c) modificar – Ex: desfazer um condomínio. a ação do réu. não atende à condição legitimidade ad causam ativa. estudando-a. Podem ser subdivididas em: A . alterando ou modificando a realidade. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES Quanto à matéria. cheques etc) que podem ser objeto de ações executivas. ⇒ Ações condenatórias: pretendem que o juiz condene alguém a dar. Ação de adoção. Entretanto. estarão atendidas as condições da ação? Por quê? R. O juiz não entra na realidade. Em tal ação. ou a desfazimento ou a modificação de uma realidade. isto é. penais e trabalhistas. pois que nas outras duas só atua o juiz. . As ações condenatórias se aproximam muito das declaratórias. b) desconstituir – Ex: ação de divórcio que desfaz uma realidade.2006. o que não ocorre com os títulos executivos judiciais em que elas já estão supridas. Em resumo. as ações podem ser classificadas em: civis. Isto é. Só as ações condenatórias exigem atuação do réu. O juiz apenas a constatou.04. a criação. AÇÕES CIVIS – são as referidas ao Código Civil. a fazer ou a não fazer algo. apenas a constata e declara a sua conclusão. É uma ação ex nunc. Não. Exemplos: 1) A Prefeitura pede ao juiz que condene alguém a não desenvolver determinada construção por irregularidades (não fazer). além de declarar que o réu deve. criar algo. Cria-se uma nova realidade. o que se pretende do juiz? a) Constituir. Ação ex tunc. Além dos títulos executivos judiciais existem os títulos executivos extrajudiciais (notas promissárias. às vezes. dando-lhes uma maior extensão. letras de câmbio. confirmando assim. a nova realidade só passar a existir após a decisão do juiz. ⇒ Ações constitutivas: Por meio dessas ações. 11. passando. AÇÕES DE EXECUÇÃO ⇒ nestas ações o autor pede ao juiz que ele mande o réu cumprir aquilo que o título declarar.20 pagar alimentos aos filhos absolutamente incapazes. AÇÕES DE CONHECIMENTO ⇒ Quando se quer apenas que o Juiz tome conhecimento da lide. decidindo a lide. Este tipo de ação civil pode desdobrar-se em: ⇒ Ações meramente declaratórias: Pede-se ao juiz uma mera declaração da existência ou não de uma relação jurídica. Geralmente. por elas. 2.

Exemplos: o Ação de despejo – Ação imobiliária. Ação imobiliária: ligada a bens imóveis. isto é. Quanto à Natureza do Direito Reclamado a. o Ação pedindo indenização: Ação mobiliária. Ex: título executivo com vencimento próximo e diante de indícios de que o devedor está dissolvendo seu patrimônio.) o Ação de petição de herança: ação real o Ação pedindo indenização: pessoal. Exemplos: o Ação de despejo – ação pessoal.Classificação: 1.. AÇÕES TRABALHISTAS . b. propriedade).Classificação tradicional (velha) 1. Elas se destinam a salvaguardar. Alterações recentes instituíram as ações condenatórias lato sensu que não se encerram com a edição da sentença condenatória. o risco que a demora pode causar ao direito. Existência de risco para o direito – periculum in mora. b. Ação pessoal ⇒ ação que liga duas pessoas por meio de uma obrigação que exista entre elas e que consiste em um dar. 3. Ação real ⇒ procura a tutela de um direito real (Ex. Obs: As ações cautelares devem trazer as condições valida a ação principal. fazer (ou não fazer algo). B . Ex: Perigo de que filhos sejam levados proximamente com o pai para o exterior e ante a disputa da mãe pela guarda dos filhos. A ação cautelar exige dois elementos: a.21 as ações de conhecimento condenatórias não ensejam as ações de conhecimento executivas. ligando duas pessoas. Quanto ao Objeto a. b. Direito real é aquele que geralmente une a pessoa a um bem. 2.. Individuais – Estas ações têm a mesma classificação das ações civis: • Ações de Conhecimento • Ações de Execução . (mais ligados ao CC). mas prosseguem até o cumprimento da sentença. Elas têm que sinalizar bem a existência do direito do autor. Fumus boni juris – fumaça de bom direito. AÇÕES CAUTELARES ⇒ As ações de conhecimento cautelares têm natureza diferente das outras duas ações civis. o Restituição de um carro tomado em locação: ação pessoais (dar. a proteger o direito. Ação mobiliária: ligada a bens móveis.

na busca de levar justiça aos casos concretos. ou existem. Ação Penal Privada • Ação penal privada exclusivamente privada – proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. ela pode ser pedida por familiares da vítima e o MP passa a atuar como assistente no processo. pode-se dizer. Existem três teorias mais aceitas . Se a vítima for menor. • Declaratórias. 2. deve aguardar a maioridade. pode pedir. estes têm caráter individual. 25. processo é o instrumento para positivação do poder. isto é. Caracterizam-se por considerar seus titulares individualmente. É. abrangendo.Não pode ser proposta por um seu representante legal. Por isso. b. portanto. Exemplo o juiz. As várias teorias que existiram. função legislativa.22 • Ações Cautelares. o juiz trabalhista tem capacidade para criar leis. Só o ofendido. • Ação penal privada Personalíssima . àquele que pode propor a ação são classificadas em: 1. – Podem ser: • Constitutivas – quando se pede ao juiz para interpretar uma situação. Caracterizam-se por serem propostas por entidades representativas de classes profissionais. Além de tratar de interesses particulares.2006 PROCESSO É através do processo que se aplica a lei. Coletivas. nova norma. • Incondicionada – Não existem condições. única e exclusivamente. o instrumento pelo qual a jurisdição opera. 2. Cuidam de interesses gerais. Ação Penal Pública • Condicionada Estão sujeitas a dois tipos de condições: a. • Ação penal privada subsidiária da pública – Quando o MP está demorando a propor a ação. assumindo. criando ele. À requisição do Ministro da Justiça. cria nova norma sobre sua interpretação. todos os elementos de uma mesma classe. sobre a natureza jurídica do processo revelam visão publicista ou positivista dos formuladores. assim. econômicas. juiz. AÇÕES PENAIS Em relação ao titular da ação. À representação do ofendido – Exemplo: moça vítima de estupro representa junto ao MP para que este entre com a ação. A condição está na necessidade do pedido da vítima. ao interpretar o “dissídio coletivo”.04.

por seu lado. uma relação jurídica gera inúmeras situações jurídicas que abrangem todos os envolvidos através do processo. colocando em confronto cidadão e Estado. são as conseqüências das relações jurídicas.advém a estrutura tríplice da relação jurídica. Progressividade ⇒ Como entender a progressividade da relação jurídica? Falou-se que uma relação jurídica gera outras tantas e cada uma destas pode gerar outras tantas. o processo como as várias situações jurídicas que. Por um lado. na medida que. geram entre as partes relacionadas múltiplas e mútuas obrigações e direitos. A partir dessa característica surgem as demais. Essas relações. tudo de modo voluntário. 1. Essa teoria entende. Caráter tríplice ⇒ Como no processo são envolvidos três sujeitos . portanto.23 sobre a natureza do processo.o Estado representado pelo juiz. Características das relações jurídicas processuais. Obs: A segunda teoria – o processo como relação jurídica – é a que conta atualmente com o maior número de adeptos. Assim. o que não é correto. Essa teoria surge da relação fática entre duas (ou mais) pessoas no mundo social. Isso é a progressividade da relação jurídica. . assim. falar-se na complexidade das relações jurídicas. 2. Complexidade ⇒ Uma só relação jurídica pode gerar inúmeras situações jurídicas. O princípio da inevitabelidade se contrapõe a esse pensamento. Por isso. todas elas buscam o mesmo fim: a solução da lide pela tutela jurisdicional. de uma relação de direito material para ser uma relação jurídica. para cuja solução necessária se faz a tutela jurisdicional do Estado. 1ª teoria: O processo como contrato. passando a ser tutelada por normas do direito processual 3ª teoria: O processo como situação jurídica. na ordem a seguir apresentada. Natureza pública ⇒ Como o Estado participa da relação jurídica através do processo e é parte soberana na relação jurídica estabelecida. portanto. havendo. apenas aprofundando-a. Entende o processo como uma situação jurídica criada pela relação jurídica. parte do pressuposto de que o cidadão se compromete a aceitar a decisão do Estado. que se inadimplidos suscitam a lide. com prevalência nessa aceitação da segunda delas. o autor e o réu . 4. Entre todas elas há uma unidade no objetivo. por outro lado. a decisão do Estado independe da vontade do cidadão e. a relação passa para o campo jurídico. tutelada. pois. entre os três sujeitos envolvidos uma relação de natureza pública. sempre bilaterais. pelo Direito Processual A relação passa. o Estado é obrigado a fornecer-lhe a tutela jurisdicional na resolução da lide. um efeito cascata dentro do processo. 2ª teoria: O processo como relação jurídica. 5. A rigor esta terceira teoria – o processo como situação jurídica – concorda com a anterior. Unidade ⇒ Embora no processo estejam envolvidas várias relações jurídicas. o conjunto das conseqüências causadas pela relação jurídica. portanto. dependendo do número de direitos e obrigações que ela suscita. enquanto que este se compromete a fornecer ao cidadão a tutela. 3. há. É. Exercendo a parte ofendida o seu direito de ação. É uma teoria com forte significado histórico. portanto.

portanto. mas não pode extrapolá-los. 2. pois. . Importante considerar que tais pedidos funcionam para o juiz como parâmetros e limites. Distinção entre relação jurídica processual e relação jurídica material. São três os sujeitos principais do processo: o juiz. 2º quanto ao objeto: Na relação processual a tutela jurisdicional e na relação jurídica material. Então a distinção em questão se dá sob dois aspectos: 1º quanto aos sujeitos envolvidos: Na relação jurídica processual – três sujeitos (relação triangular) e na relação jurídica material dois sujeitos (relação linear). entretanto. O juiz pode atendê-los integral ou parcialmente. A relação material envolve o conflito entre duas partes A e B.2006 Sujeitos Processuais. no exercício da ação jurisdicional.24 Objetos do processo São dois os objetos do processo: 1. de aspecto mais administrativo está. uma vez que ele não faz parte da lide. vinculado ao desenvolvimento da ação. 27. Já a relação jurídica processual tem uma estrutura tríplice. Poder jurisdicional. Ex: ver a regularidade da petição inicial. a relação adquire sua estrutura tríplice. pois ele. Objeto formal: O objeto formal do processo é o próprio processo. Juiz ⇒ Ele está entre as partes. perfeitamente. representado pelo juiz. Poderes do juiz: Poder de polícia. linear entre A e o Estado.04. Como a solução do conflito diretamente entre A e B não ocorreu. Há uma comunicação direta entre A e B. Para que possa produzir os seus efeitos. O início dessa relação foi. o bem da vida. mas acima delas. Essa pretensão vem caracterizada na parte do processo que traz os pedidos do autor. pois é o primeiro momento em que o juiz o considera e avalia exatamente a correção de sua constituição. o processo deve estar montado corretamente. É. um poder vinculado ao exercício do poder jurisdicional. o autor e o réu. Só quando o Estado chama B para o processo de solução da lide. Há. portanto. Obs: Os objetos do processo são. citação do réu por edital e da possível necessidade de designação de um curador para ele. a pretensão do autor (objeto material) e o próprio processo (objeto formal). Por isso a sua imparcialidade. um tríplice relacionamento. Objeto material: O objeto material do processo é a pretensão do autor que presume a sujeição do réu. da regularidade formal do processo. deve impor ordem no ambiente. O poder jurisdicional pode ser de três tipos: a) Poderes ordinários ou instrumentais →cuida da regularidade no desenvolvimento do processo. assim. numa relação linear. surge para resolver o conflito (que já se transformou na lide) o Estado.

Referentes às partes Antes de tratar dos pressupostos processuais propriamente ditos. não podendo se negar a fazê-lo ou se omitir nessa função. entendimento e competência) ⇒ excipiente e exceto. 2º) Princípio da igualdade das partes. Pressupostos negativos. as partes recebem denominação especial diferente da denominação comum autor e réu. podendo definir o tipo de prova adequado a cada caso. Afinal. 3º) Princípio do contraditório. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. Na reconvenção (ação em do réu contra o autor) ⇒ reconvinte e reconvindo. c) poderes finais ou decisórios → O juiz tem obrigação de julgar. Deveres do juiz: • Prestar a tutela jurisdicional. Referentes ao juiz: 2. 4. É a fase da sentença. (direito de cada parte se pronunciar sobre as alegações da parte adversa. Pressupostos processuais: pressuposto processual é um requisito para que exista e tenha validade um processo. que também podem ser denominados. autêntico diálogo com o juiz). Ex: Na ação de execução ⇒ exeqüente e executado. necessário se faz considerar alguns detalhes envolvendo as partes. A pluralidade das partes ocorre quando houver mais de um autor e ou mais de um réu. • Pluralidade das partes: todo processo deve ter pelo menos um autor e um réu. Na ação de reivindicação ⇒ reivindicante e reivindicado. estando acima das partes. genericamente. 3. o juiz é o destinatário da prova. O juiz não faz parte da lide. (poder decisório ou executório). • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. • Não deve recusar. Referentes às partes. omitir ou retardar providências sem justo motivo. • Princípios que regem as partes: 1º) Princípio da dualidade das partes. embora entre elas.25 b) Poder instrutório ou probatório → É o estágio do processo em que o juiz pede provas. Ele pode mandar produzir provas em caráter suplementar e até recusar determinados tipos de prova. São três os tipos de pressupostos: 1. • Respeitar os prazos para despachos e sentenças. . de requerente e requerido. (quanto ao tratamento igualitário). Na execução (Suspeição. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. • Nomenclatura: Conforme o tipo de ação ou a espécie de procedimento. • Atuar com imparcialidade. estabelecer. assim. respectivamente. portanto mais de três partes envolvidas como réu ou autor. Pode determinar que certos atos sejam cumpridos pelo réu.

distinguindo-se nisso do litisconsorte. Há litisconsórcio quando houver cumulação subjetiva na demanda. mas a ele. . a decisão será igual para os dois cônjuges.2006) Pode aparecer no processo pessoas diferentes das partes. 3. c) Permitir que quem esteja fora do processo possa ser atingido pelos efeitos da sentença. 2ª) Assistência ⇒ O terceiro entra no processo com interesse em ajudar uma das partes. o seu possível comprometimento no processo. O assistente não é parte na relação processual. Classificação do litisconsórcio 1. 2. quando ele é imposto pela lei. ulterior ou incidental. 2. mas direitos de outrem. de acordo com sua posição e sua forma de interagir no processo: • 1ª) Embargo de terceiros ⇒ o terceiro entra no processo para defender. Não defende direitos próprios. por exemplo. Litisconsórcio unitário ⇒ decisão igual para todos. 3. 4. de alguma forma. do juiz (e dos auxiliares da justiça).O litisconsórcio é justificado por: a) Economia processual.05. como. Obs: 1. o terceiro. então. Ex: caso de locação e sublocação. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. quando o sublocatário entra no processo. Ex: quando houver o envolvimento de um bem que não pertence ao réu. denominados. na ação reivindicatória sobre imóvel que exige a participação dos dois cônjuges. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. b) Eliminar o risco de sentenças contraditórias. Ex: quando o MP pede a anulação de um casamento. que depende da vontade das partes e litisconsórcio necessário. Quanto à sentença dever ou não atingir a todos igualmente: Litisconsórcio simples ⇒ decisão diferente para cada litisconsorte. que já nasce junto com o processo e litisconsórcio posterior. Quanto ao momento de sua constituição: litisconsórcio inicial. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. do litisconsórcio: litisconsórcio facultativo. terceiros no processo. que é constituído durante o andamento do processo. Existem seis tipos de terceiros que podem aparecer no processo.26 Nestes casos diz-se haver litisconsórcio. Quanto à imprescindibilidade. Quanto à posição ocupada pelo sujeito: litisconsórcio ativo (mais de um autor). ou não. litisconsórcio passivo (mais de um réu) e litisconsórcio misto (mais de um autor e mais de um réu). a partir de possível envolvimento seu no resultado do processo. • Intervenção de terceiro (aula de 04.

→ Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio. Observar-se-ão. por dolo ou culpa. 2. → Conforme estabelece o CPC. → Se o assistido for vencido. Procedimento → Peticionar. na proporção de sua atividade no processo. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. Obs. 2. . Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. salvo se: 1. como autor ou como réu. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). no curso dos autos. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. mais dois: a assistência e os embargos de terceiros. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. não se valeu. acrescenta. → Poderá assistir parte revel no processo. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. desistir de ação. que vem ao processo. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. requerer diligências e perícias e participar das audiências. podendo impugná-la.27 Pressupostos da assistência: 1. Em qualquer tipo de procedimento. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. Observações: 1. ele não poderá. o juiz admite ou não a assistência. Em todo grau de jurisdição. → Se houver impugnação. O assistente não pode dispor do direito do assistido. → Poderá: produzir provas. todavia. quando será considerado gestor de negócios. todavia. para ser admitido como assistente. para o assistente. 2. art 55. Ex: Reconhecer pedido. → Não havendo impugnação. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo apenas quatro casos mencionados. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. como intervenção de terceiros. 2. Existe a possibilidade da sentença vir a influir. discutir a justiça da decisão. Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). Obs. o assistido. quando o espólio está na ação. A doutrina. a interferir nessa relação. em processo posterior. o assistente será condenado em custas. Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. Ex: O herdeiro. os prazos e as intimações legais.

Pode ele aguardar o desfecho da ação e. Ex: Um imóvel em que A e B dizem possuir e que um terceiro. • É necessário. . • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. seu patrão. indica ao autor a parte legítima. 4ª) Nomeação à autoria ⇒ é a forma pela qual o réu. Acionado por este. embora estruturalmente signifique duas decisões. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. • A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. provocando prejuízo a outrem. Ex: Caso do feitor que põe fogo em determinada coisa por ordem do seu patrão.28 3ª) Oposição ⇒ O terceiro entra no processo procurando obter a propriedade de um bem que está se constituindo no bem pretendido pelas duas partes da ação. situação em que não é considerada. o terceiro vir ao processo ou não. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. dizendo-se parte ilegítima. sabendo a quem coube o bem. diz ser seu. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. Características → A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. portanto. por ele próprio. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. propriamente. voltar-se contra ele. também. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. o C. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. depois. Todavia. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. instituto da oposição. podendo. indica a ele estar cumprindo ordens do dono. A sua participação é pedida. Obs: Essas três formas de participação de um terceiro no processo são facultativas. no geral. (Do trabalho do Tuim) Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. Pela sua natureza. Terminologia Ao ingressar na ação. quando será anexada aos autos principais. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro.

Agora. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. os pressupostos processuais referentes às partes: . caso ele seja condenado. caráter de economia processual. o indicado. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. 62) ou quando o réu de uma ação de indenização por ter agido como preposto de outrem. Características A vontade do autor da ação é relevante. 5ª) Chamamento à lide ⇒ é a forma pela qual uma das partes trás à lide um terceiro para que ele seja responsabilizado pela sentença. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. deverá denunciar este à autoria. é o nomeado. abre-se para ele novo prazo para defesa. ou o caso de um credor com três devedores solidários. quando visa aproveitar o mesmo processo. No caso de recusa dele. Ex: Em acidente de trânsito a participação da garantidora em caso de condenação de seu segurado. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. • Esse instituto tem. deixando de ser estranho à lide. quando o terceiro responde pela evicção do imóvel. 6ª) Denunciação da lide ⇒ O terceiro é chamado à lide para garantir o réu. • Ela é obrigatória nos casos em que demandado em nome próprio por coisa de propriedade de outrem deverá nomear à autoria o nome de verdadeiro proprietário ou possuidor (art. também. Ou. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. Este instituto tem. A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação.29 Do trabalho do Tuim: Artigos 62 a 69 do CPC Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. o processo continua correndo contra o nomeante. que aciona um deles e este (ou o próprio autor) chama os outros devedores para eles serem também responsabilizados. portanto. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. Reconhecendo-a. em caso de transações imobiliárias. Ex: O caso do fiador que vem à lide por solicitação de uma das partes para responder pelo compromisso de seu afiançado.

II. É. A procuração comprova. o juiz extingue o processo. a herança jacente ou vacante. Os totalmente incapazes estão. um instituto ligado ao princípio da economia processual. Para tanto. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. portanto. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. excluídos. ainda. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo.30 • • • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. I. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. Características • Como exercício do direito de ação. Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. através dos autos. Na falta de representação do réu. quando se tratar de processo. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. • A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. pois. deve preencher todos os requisitos processuais dela. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. art 70. O que tem. as pessoas jurídicas e as pessoas formais. Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. III). Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. . servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. o espólio. também. como a massa falida. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. São as pessoas naturais. portanto. aquele que pode ter direito (ou obrigação). a capacidade protelatória só é válida para o autor. Se o autor não estiver representado nos autos. • Assegura ao réu o direito de evicção. Do trabalho do Tuim: Art. capacidade de exercer o direito. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. ele é considerado revel. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. • Diferentemente da nomeação à autoria. 70 a art 76 do CPC Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação.

três situações em que o processo será extinto: por decadência (perda de um direito material por decurso de prazo). Os pressupostos anteriores são chamados de pressupostos positivos. • Perempção → Numa 4ª. 127 da CF). o juiz não conhecerá da ação. → atua na defesa de certos bens e valores fundamentais: meio-ambiente. 11. fundações. assim.05. Vez que uma mesma ação for apresentada. Haverá. Então.2006. 268. sendo ele quem pode exercer a função de autor nas ações de inconstitucionalidade e na ação civil pública. que cuida da defesa da ordem jurídica. isto é. valores artísticos. essencial à função jurisdicional do Estado. a perempção é um instituto puramente processual. → atua na defesa de algumas pessoas: ausentes. Pressupostos processuais negativos. trabalhadores acidentados no trabalho. considerando que nas três vezes anteriores ela tenha sido retirada a pedido do autor e com a aquiescência do réu. prescrição (perda do direito de ação por decurso de um prazo legal) e perempção (é a perda do direito de praticar um ato processual em virtude do mau uso desse direito). estéticos. O processo será arquivado. art. O Ministério Público exerce dois tipos de funções: . → atua na defesa de algumas instituições: registros públicos. do regime democrático e dos interesses da sociedade e dos individuais indisponíveis (art. no que se diferencia da decadência e da prescrição. eles devem estar no processo. família. 5. incapazes. O Ministério Público O Ministério Público é definido na CF como uma instituição permanente. paisagísticos. Assim. quando aquele que estiver obrigado em função de contrato ou de determinação legal como responsável por indenizar em ação regressiva o perdedor da demanda. Assim. o Ministério Público: → cuida de fiscalizar a constitucionalidade das leis. São eles: • Litispendência → repetição de ação que esteja sob julgamento (litispendência) não será acolhida. • Coisa julgada → Ação que se refira a coisa já julgada não poderá ser acolhida. consumidores. Já os pressupostos negativos não podem estar no processo.31 • Ela é obrigatória quando está em questão a legitimidade de propriedade sob alegação de que o alienante não era seu legítimo proprietário ou quando sobre a coisa alienada recaísse ônus (o terceiro responsável deve ser denunciado à lide). O processo será arquivado. perempção é a morte do direito de ação pelo mau uso dele. (CPC. parágrafo único).

EBCT. tutores e síndicos que representam a parte. ou dar algo. etc. intérpretes. os jurados. Garantias e vedações → são as mesmas previstas para a magistratura. escrivão e os demais elementos dos cartórios judiciais. Além dessas partes que integram o processo. que são os elementos indispensáveis à viabilização do processo. César celebrou com Tício contrato de mútuo. 2. Prova Semestral – 23. sob o argumento de que o débito já havia sido pago. Implementada essa condição. zelando pela sua constitucionalidade. os curadores.32 • • Como parte do processo. Resposta: Ação civil de conhecimento meramente declaratória para. existem também os auxiliares da justiça. Como fiscal da lei. Sujeitos especiais do processo: Ministério Público e Advogado. Como autor. o contador. as testemunhas. César deseja retomar o bem emprestado. participam da tramitação do processo. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. quanto as dos membros do MP). (Guardião da lei = custus legis). portanto. sob a autoridade do juiz. não fazer algo. São. colaborando para a viabilidade da prestação jurisdicional. Auxiliares da Justiça O processo judicial envolve alguns sujeitos: Sujeitos principais do processo: Juiz e as partes (Juiz.. que é o caso. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. pleiteando o reconhecimento da inexigibilidade de duplicata. Não são considerados auxiliares da justiça: as partes. explicando sua resposta. pedir o cancelamento da duplicata.) 1ª. imprensa oficial. todas as pessoas (ou instituições) que. os órgãos do foro extra-judicial Classificação dos órgãos auxiliares da justiça → Órgãos auxiliares permanentes: são os que integram os quadros judiciários como servidores públicos (oficial de justiça.) → Órgãos auxiliares eventuais: são pessoas (ou órgãos) que eventualmente são chamados a colaborar em algum processo (peritos judiciais. Polícia Militar. o partidor. órgãos da imprensa. Nessas ações se pede que o juiz condene alguém a fazer algo. sujeito à condição resolutiva expressamente prevista no respectivo instrumento..05. tanto as institucionais. a partir da declaração do juiz de que o débito já foi pago.2006 1. Ulpiano propôs demanda em relação à empresa Luxor Ltda. autor e réu) sem as quais não existirá processo. de alguma forma. no exercício da defesas que se lhe incumbem. . explicando sua resposta. Resposta: Deve impetrar uma ação de conhecimento condenatória contra Tício. o distribuidor.

devem ambas ser julgadas num só juízo. Obs: Nas ações em que se defende.2006. . Proposta em varas diversas uma ação de despejo por falta de pagamento e outra de retomada para uso próprio. explicando sua resposta. o réu pede exatamente o contrário. Em sua petição inicial. o que não é informado no caso. ou seja. Esclareça qual o instrumento jurídico utilizado por Caio. isto é. Vara Cível da Comarca de Aracaju. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. no dia 20 de dezembro de 2005. Tendo sido citado primeiramente Glauco. nesse caso. o direito de ser ouvido pelo juiz antes da decisão do juiz. A competência. por sua vez. 30. Elas devem ser anexadas. Elas são de dois tipos: • Ações declaratórias incidentais (só podem ser ações meramente declaratórias) Ex: ação de alimentos em que o suposto pai pede ao juiz para declarar não ser ele o pai. É o caso de conexão de ações. Como na ação o autor pede a alteração dos fatos. Outras respostas são os ataques (ações). ingressa com ação de cobrança por falta de pagamento contra Glauco. opondo apenas resistência à pretensão do autor. vencerá a nota promissória emitida pelo requerido. • Ações de reconvenção (ação pela qual o réu demanda o autor no mesmo processo em que é demandado para opor–lhe direito que altere o limite ou elimine a pretensão do autor – CPC. residente em Aracaju. pois as duas têm o mesmo pedido: desocupação do prédio. sendo certo que o devedor está alienando todo o seu patrimônio de modo a frustrar o pagamento. Resposta: Caio deve entrar com ação cautelar para resguardar o seu direito. art. para saber o juiz competente (juiz prevento) deve-se ver qual foi o que despachou primeiro. também residente em Aracaju. A situação contém as duas condições exigidas para isso: periculum in mora e fumus boni júris. A defesa do réu é uma das respostas dele. Classificação das defesas do réu: esta classificação é feita sob algumas óticas. não é o caso de litispendência. 315). por terem os dois juizes a mesma competência territorial (critério de prevenção). Caio propôs ação em face de Ticio. o requerente alega que. pergunta-se: em que juízo deverá ser resolvido o litígio? Justifique sua resposta. 5. contra Tácito. é do juiz que despachar primeiro. que é distribuída para a 1ª. Portanto. Tácito. Resposta: São duas ações conexas: a mesma causa de pedir (título). DEFESAS DO RÉU O réu também tem direito à tutela. impetrou.33 3. que os fatos não sejam alterados. Nestas o réu também pede alteração no mundo dos fatos. ação de consignação em pagamento referente ao mesmo título perante a 3ª. por motivo de litispendência. Resposta: Não. Nisso consiste o seu direito de defesa. o réu não ataca. Vara Cível. 4.05. Este.

São chamadas Ações Substanciais. ser de duas espécies: • Defesas contra o mérito. pois se trata de competência que pode ser prorrogável. 326). Mérito: é valor que o juiz atribui ao pedido do autor. em andamento). decadência. Nas outras situações. • Defesas contra o mérito. mas opõe fatos novos que sejam impeditivos. São todas as alegações do réu contra o processo. as defesas são todas diretas. Competência do juiz.. Procrastina. Parcialidade / imparcialidade do juiz. Alega-se que o juiz não pode julgar por razões de ordem processual. diretas – o réu ataca a causa de pedir próxima ou remota. prescrição. perempção. art. 3) Quanto aos efeitos desejados com a defesa: • Defesas dilatórias. As duas defesas indiretas se referem à: 1. 2. Estas só se apresentam em duas defesas. também. Alegase que o juiz não pode julgar assim (ou assado). também. extingui-lo. (Situações que surgem no início do processo) • Contestação (de natureza material). ser de duas espécies: • Defesas contra o processo diretas. 4) Quanto ao conhecimento da defesa pelo juiz: . litispendência.34 1) Quanto à relação jurídica conta a qual resiste o réu: A defesa pode ser de natureza processual (contra o processo – exceção processual) ou de natureza material (contra o direito material. Ex: conexão. São as alegações do réu contra o mérito. coisa julgado. a competência absoluta (impossibilidade de atuação) é direta e a competência relativa é indireta. (Situações que surgem quando o processo já é considerado em ordem. Princípio da imparcialidade do juiz. São as alegações do réu que atacam o pedido do autor. → Princípio do contraditório. por exemplo). o réu alega a sua incompetência. (CPC. O réu tenta destruir a causa de pedir para que o juiz não possa decidir.(suspeição. Neste caso o réu defende que a competência não seja prorrogada. Não visam extinguir o processo. • Defesas contra o processo indiretas. retarda o processo sob alegação de incompetência ou parcialidade do juiz. Visam acabar com o processo. Como a competência pode ser absoluta ou relativa. ⇒ Quanto ao processo (defesa de natureza processual = exceção processual): estas podem. No caso da competência do juiz. As defesas preliminares dizem respeito ao processo. contra os pedidos do autor. Ex: coisa julgada. contra o mérito – exceção substancial). 2) Quanto à natureza das questões deduzidas na defesa: • Ações Preliminares (de natureza processual) – Correspondem à defesa preliminar ou de natureza preliminar. litispendência. O silencio do réu corresponde à prorrogação tácita. modificativos ou extintivos em relação ao fato em que se fundou a ação. mas prolongá-lo. ⇒ Quanto à relação jurídica material (defesa de natureza substancial = exceção processual): Podem. • Defesas peremptórias. indiretas – o réu concorda com a causa de pedir.

.35 • • Objeções – Referem-se à questão que o juiz poderia decidir de oficio e por falha não o fez. O réu alega a falha do juiz. Depende da exceção do réu (competência relativa). Exceções .São questões que mesmo que o juiz conhecesse a incompetência não pode decidir de oficio.

3. Surge pela denunciação à lide. Não defende direitos próprios. com a finalidade de assistir uma das partes quanto ao seu interesse no resultado. Existe a possibilidade da sentença vir a influir. como autor ou como réu. quando o espólio está na ação. 47). Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. no processo. de terceiros que não são parte.22006 Obs. Decorre de ordem do juiz. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. nas seguintes condições: 1. 2.É a participação de um terceiros. . Pressupostos da assistência: • • Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). Surge no curso do processo por fato ulterior. Ex: ação de despejo que passa a herdeiros. Classificações do litisconsórcio: A) Quanto ao momento de sua constituição: → inicial – surge com o processo → incidental – surge no curso do processo. B) Quanto à sua imprescindibilidade: → necessário – Não pode ser dispensado (CPC.36 SEGUNDO SEMESTRE 08. a interferir nessa relação. → Assistência . distinguindo-se nisso do litisconsorte. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. 46) C) Participação de terceiros no processo Refere-se a presença. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio. Obs: • • • O assistente não é parte na relação processual. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. na fase de saneamento do processo.08. art. mas direitos de outrem.: O professor Tuim está substituindo a professora Rosana Foi feita revisão envolvendo litisconsórcio e participação de terceiros no processo. → facultativo – constituído por vontade das partes do processo (CPC. Ex: O herdeiro que ingressa no processo.

→ Conforme estabelece o CPC. Observar-se-ão. os prazos e as intimações legais. por dolo ou culpa. • Denunciação da lide (art 70). art 55. → Se houver impugnação. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. 56). 2. Em todo grau de jurisdição. Procedimento → Peticionar. os seguintes casos: • Oposição (art. o assistente será condenado em custas. Observações: 1. → Se o assistido for vencido. 15.08. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. Intervenção de terceiros O CPC relaciona como formas de intervenção de terceiros no processo. Obs. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. não se valeu. para ser admitido como assistente. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. → Poderá: produzir provas. saldo se: → Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. . → Poderá assistir parte revel no processo. em processo posterior. Podendo assim impugná-la. no curso dos autos. O assistente não pode dispor do direito do assistido. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. ele não poderá. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). → Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. Em qualquer tipo de procedimento. requerer diligências e perícias e participar das audiências. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. discutir a justiça da decisão. pode ao juiz admiti-la ou não. para o assistente. na proporção de sua atividade no processo. o assistido. • Nomeação à autoria (art 62).37 Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. → Não havendo impugnação. 2. quando será considerado gestor de negócios.2006. desistir de ação. Ex: Reconhecer pedido.

08. Características A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. 22 e 24. a assistência e os embargos de terceiros. 2. Conforme a natureza dessa participação ele pode passar a fazer parte do processo. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo os quatro casos mencionados. depois. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. como intervenção de terceiros. considera também. também. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. não fazendo parte integrante dos participantes originários do processo. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. • É necessário. São quatro as modalidades de participação de terceiro no processo previstas no Código de Processo Civil (CPC): • Oposição • Nomeação à autoria • Denunciação da lide • Chamamento ao processo Vejamos cada um desses institutos. Aulas de 17. embora estruturalmente signifique duas decisões. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. É o caso da nomeação à autoria e do chamamento ao processo. A doutrina. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. passa a dele participar. todavia. sabendo a quem coube o bem. Terminologia Ao ingressar na ação. OPOSIÇÃO Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação.38 • Chamamento ao processo (art 77). Obs. .2006 TRABALHO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO INTERVENÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO Introdução: Terceiro é a pessoa que. voltar-se contra ele. Pela sua natureza.

A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. deve preencher todos os requisitos processuais dela. 4. um instituto ligado ao princípio da economia processual. também. o processo continua correndo contra o nomeante. caráter de economia processual. quando visa aproveitar o mesmo processo. • Esse instituto tem. situação em que não é considerada. Características • Como exercício do direito de ação. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. No caso de recusa dele. É. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. Reconhecendo-a. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. Características • A vontade do autor da ação é relevante. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. o indicado. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. Todavia. portanto. 3.39 • • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. instituto da oposição. abre-se para ele novo prazo para defesa. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. Este instituto tem. também. quando será anexada aos autos principais. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. DENUNCIAÇÃO DA LIDE Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. deixando de ser estranho à lide. . o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. é o nomeado. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. NOMEAÇÃO À AUTORIA Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. propriamente.

É relevante a vontade do réu neste instituto. garantindo-se ao réu o direito de transferir ao terceiro o ônus da condenação. Características • • • • Ocorre. gozando todos eles os benefícios do art 505 do CPC. Prazo O prazo legal para o chamamento ao processo é o mesmo prazo de contestação da ação. quando motivada a sua necessidade pelo conhecimento de fatos novos. ser sub-rogada ao chamado. Terminologia O instituto cria as figuras do chamante (réu) e do chamado (terceiro). entretanto. III). I. o chamado negar a qualificação que lhe é imputada no chamamento. Excepcionalmente. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. isto é. Essa . 12. pode o autor da ação fazê-lo. A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. uma vez que ele no processo compareceu como devedor solidário. Poderá. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. 5. atividade de investigação sobre fatos e sobre o Direito. art 70. Diferentemente da nomeação à autoria.40 • • • Assegura ao réu o direito de evicção. bem como o autor alegar não se tratar de caso para aplicação do instituto. O prazo de resposta do chamado conta de sua citação. II. quanto a possíveis recursos interpostos. CHAMAMENTO AO PROCESSO Conceito É um instituto que permite o chamamento à lide de um terceiro para que ele seja responsabilizado pelos efeitos da sentença. predominantemente.09.2006 ESPÉCIES DE PROCESSO Processo de conhecimento → Ações que contêm um pedido de provimento jurisdicional de conhecimento. Ela vale como título executivo judicial. A finalidade do chamamento ao processo é criar um título executivo judicial para posterior sub-rogação. entretanto. Os réus constituídos com o chamamento ao processo de terceiros formam um litisconsórcio passivo simples. o chamamento à lide ocorre por iniciativa do réu. A sentença da ação que constou com o instituto do chamamento ao processo deve referir-se diretamente ao autor e ao réu chamante como partes legítimas do processo. em processos que comportam sentenças condenatórias. no entanto. podendo. Como regra geral.

14. O fato e o direito.41 investigação provoca intensa atividade de conhecimento. ainda. Ex: declaração da existência de relação jurídica de filiação entre investigante e investigado. criar uma ação contra o demandado. que é aquela de declarar. criar uma obrigação ao demandado. atividades cognitivas ou de cognição. ou. O mérito da causa. uma relação jurídica já existente.09. As questões prejudiciais e as questões preliminares. c. b. do embasamento jurídico onde atuam as partes. ainda. O juiz deverá conhecer os fatos e as questões jurídicas relacionadas à ação. o doutrinador Pontes de Miranda criou mais dois tipos de ação: • Mandamentais. → Ações executivas: são ações do processo de conhecimento que trazem em seu bojo a capacidade executória. A tutela buscada é entregue por meio de uma sentença (julgamento da causa). Ex: Ação de retificação de Registro Público. art 4º). que é pronunciada através da sentença. • Executivas lato sensu.2006 TIPOS DE AÇÃO DE CONHECIMENTO → Ação Declaratória: busca a declaração da existência ou inexistência de uma determinada relação jurídica. a explicitar a atividade mais característica de sua função. Ex: ação indenizatória. Podem ser: • Positivas → quando a sentença cria uma relação jurídica. que desfaz o casamento. d. O juiz munido de todo conhecimento necessário fornecido através do relato do fato. com a solenidade e os efeitos da sentença. está apto a fornecer a sua decisão. Todavia há divergência doutrinária em relação a estas duas ações. → Ação Condenatória: busca impor uma sanção. Ex: Ação de despejo por descumprimento contratual. Ex: ação de divórcio. a declaração em torno da autenticidade ou falsidade de determinado documento (CPC. • Negativa (ou desconstitutiva) → quando se extingue. 19. Alem desses três tipos mais correntes de ações. A ação e a defesa.09. A sentença pode ter conteúdo positivo (chamada sentença de procedência) ou ter conteúdo negativo (chamada sentença de improcedência). isto é. Definição do processo de conhecimento: “o órgão jurisdicional é chamado a julgar. isto é.2006. quem tem razão e quem não a tem”. a modificação de uma relação jurídica existente. → Ação Constitutiva: busca a criação ou a extinção ou. → Ações mandamentais: buscam uma ordem do juízo para que se faça ou se deixe de fazer alguma coisa. . através da sua sentença. (Liebman) Objetos da cognição: a. entre dois contendores.

meras manifestações de vontade. Já as declarações bilaterais de vontade não constituem. ainda. O ato processual rege-se pelo princípio da instrumentalidade: • De regra. porém. contador judicial e oficial de justiça. o ato visa: • Previsibilidade. se atingida sua finalidade. deve-se entender: o autor. • Atos do escrivão ou do chefe da secretaria (Art. • Segurança jurídica. atos processuais. • Basta que o ato praticado tenha condições de atingir o objetivo a que se propõe. porem em negócios jurídicos” (Arruda Alvim). tecnicamente. CPC). Conforme o sujeito que pratica o ato temos: • Atos das partes (sentido amplo). 166 a art. como. Apesar do princípio da instrumentalidade. terceiro interveniente e o Ministério Público. A publicidade de certos atos. CPC). 171. CPC). ou a convocação de parte de um processo não localizada ou de paradeiro desconhecido. este como fiscal da lei. o CPC coloca como obrigatória ao ato: • O uso do vernáculo (Art. CPC). 26. Princípio da publicidade dos atos: a regra geral é que todos os atos do processo são públicos. • Atos em outro idioma deverão estar acompanhados de tradução realizada por profissional juramentado (Art.09.2006. 156. Como partes. 157. Constituem exceção os casos que correm sob segredo de justiça. O princípio da instrumentalidade busca dar ao processo celeridade no seu andamento.42 Atos Processuais Conceito: “toda ação humana que produza efeito jurídico em relação ao processo” – (Humberto T. Observações: . ultrapassam os limites normais desse princípio exigindo que os mesmos sejam dado ao conhecimento público por meio de publicações na imprensa. o réu. criar ou extinguir a relação jurídica”. Atos das partes: “As chamadas declarações unilaterais incluem os atos de postulações propriamente ditos. No Direito brasileiro. • O ato é válido. • Atos dos auxiliares de justiça: peritos judiciais.) ou “Toda manifestação da vontade humana que tem por fim modificar. não existe forma previamente estabelecida para os atos processuais. São exemplos de tais atos os leilões públicos.JR. Forma dos atos: O artigo 154 do CPC prevê: • Os não dependem de forma determinada. • Atos do juiz (art. 162 a art 165. Obs: o processo é uma seqüência de atos.

aquele que se diz ter violado o direito alegado. Entretanto a parte final do mencionado art. Legitimidade das partes (legitimidade ad causam) : Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. O ônus processual apresenta-se como uma oportunidade para prática do ato e a omissão como perda dessa oportunidade. o autor da ação.43 1. em nome próprio. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. a parte será chamada a supri-la. . que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. em contrapartida. Além das figuras acima. • Possibilidade Jurídica. 2. A prática do ato processual constitui um ônus da parte. Quando ocorrer. • Interesse de agir. (o réu). ou seja. no processo. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. 3º ANO – professora Rosana 29. donde a legitimidade passiva.2007 REVISÃO. Os demais atos processuais visam a regulamentar os atos praticados pelas partes em cartório. em que o cidadão defende interesse da administração pública. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. O CPC. isto é. um erro sanável. A omissão implica na preclusão. ou da ação popular. 1. sejam titulares de ação. direito alheio. . Configura-se nessas exceções. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. salvo quando autorizado por lei”. cujo beneficiário é a sociedade. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. também de legitimação anômala ou de substituição processual. a legitimação extraordinária.01. Direito de Ação: é o direito que a pessoa tem de pedir a tutela do Estado para resolver a lide. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. aquele que pede a tutela jurisdicional. 3. Condições para o exercício da ação: • Legitimidade das partes. para resolver interesses de outrem. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. É chamada.

ocorre a perempção da ação. isto é. pois desaparece o direito de ação do autor. fica estabelecida a figura da litispendência. Isto é. 3. Pressupostos processuais: Existem três tipos de pressupostos para o processo: um primeiro de ordem negativa e que. Pressupostos negativos: 1. isso é. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. faz com que desapareça o direito de ação. isto é o autor perde o direito da ação. na matéria. em processo civil. apto a conceder a tutela pleiteada. pode ocorrer a extinção do processo. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. por seu lado para aparecer de três formas e as duas outras de ordem positiva. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. Ao se constatar a carência da ação. Observação → Carência da ação: A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica.44 2. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. a ação deve ser negada imediatamente. se a decisão for de ordem formal. 3. Novo processo sobre a mesma lide será rejeitado. o abandona por três vezes seguidas. 1. Evidentemente. que não tem amparo na lei. se a carência for identificada no correr do processo. não . A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. interesse processual): O interesse vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. não desaparece o direito de ação do autor e ele pode propor nova ação sobre a mesma lide. Perempção → Ocorre quanto o autor mostra desinteresse pelo processo. ocorre liminarmente o seu indeferimento. Coisa julgada → A ação pode ser julgada sob dois aspectos: o aspecto formal que está relacionada à forma como está o processo e o aspecto material. 2. Numa quarta propositura de ação sobre a mesma lide. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. ou. sob pena de não haver razão de ser da ação. Existe a necessidade da intercessão do Estado. e o processo que se refira à segunda ação será rejeitado. Ex: Se A entra com uma ação contra B que tenha a mesma causa de pedir ou o mesmo pedido de outra ação proposta por ele contra B e em tramitação na justiça. interesse de agir e legitimidade de causa. solicitar divórcio em país onde ele não existe. a cobrança judicial de dívida de jogo. Interesse de agir (dito. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. ou seja. O julgamento nesta condição impede a reingresso de ação sobre a mesma lide. Possibilidade Jurídica: Pedido juridicamente possível: A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. quanto ao mérito da ação. Litispendência → quando a lide for objeto de outro processo em fase de julgamento. Entretanto. A coisa julgada que se considera pressuposto processual negativo é a julgada no mérito.

voltar à questão. não abandonando simplesmente o processo. Nesse caso pode voltar com a ação à justiça toda vez que desistir e pode desistir muitas vezes. quando. Assim. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. através dos autos. portanto. São as pessoas naturais. abrindo mão de seu direito. o interesse do autor no processo pode ser demonstrado de três formas: a) pela desistência. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). Pressupostos positivos: 2. ainda. portanto. 3. O que tem. c) a perempção já comentada acima que corresponde ao simples abandono do processo. capacidade de exercer o direito.jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. estando acima das partes.. Referentes às partes • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. como a massa falida. portanto. . Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. Referentes ao juiz • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. b) pela renuncia ao direito da ação. • Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica . excluídos. ou simplesmente ser declarado suspeito que não o impede de participar. isto é proibido de participar da ação sob risco de nulidade de sua decisão. Ele deve estar apto a participar da ação. o desinteresse no autor no processo. 2 e 3. embora entre elas. Os totalmente incapazes estão. pois esta desaparece com a renúncia ao direito material. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. O juiz não faz parte da lide. ter recebido parte da jurisdição do Estado. não poderá mais haver ação sobre a lide.45 podendo. A competência pode ser territorial. quando ele expressa sua decisão nesse sentido. Na falta de representação do réu. isto é. a herança jacente ou vacante. Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. o juiz extingue o processo. a capacidade postulatória só é válida para o advogado. • Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. as pessoas jurídicas e as pessoas formais. Quanto à imparcialidade ele pode estar impedido. pois. Para tanto. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. tem capacidade aquele que pode ter direito (ou obrigação). ele é considerado revel. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. o espólio. funcional etc. quando se tratar de processo. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. Ocorre nas três primeiras vezes a desídia dele quanto ao processo. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. A procuração comprova. Se o autor não estiver representado nos autos.

art 407. 6. obviamente. Exclui-se. • Prazo legal: tem origem na própria lei.fixação da data da audiência. §3º. Na contagem dos prazos processuais valem as seguintes regras: 1. parágrafo único. 4. Inclui-se na contagem do prazo o dies ad quem (Art 184 do CPC). do art 240 do CPC que as intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. Não se encerra a contagem do prazo em dia não útil. sobre a prorrogação do “dies a quo” quando a intimação ocorrer em dia não útil (art. a contagem é em sentido que retrocede no tempo. isto é. .2007 – DOS PRAZOS Prazo → é o intervalo (lapso) de tempo para determinada providência processual. art 297 – prazo para contestação do réu. 297. art 240. Então quando a intimação ocorrer em dia não útil. para possibilitar a determinação do marco final do prazo (dies ad quem) que. Ex: CPC. ressalvados alguns casos especiais previstas nos art 179 a 180 do CPC. depende da extensão do prazo. § 1º do CPC). Qualquer ato processual deve ser praticado dentro de determinado prazo. Ex: CPC. ela será prorrogada para o primeiro dia útil subseqüente. se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense. a mesma não será suspensa em dias não úteis (CPC. Para determinação do marco inicial do prazo (dies a quo) estabelece o parágrafo único. ele tem inicio no primeiro dia útil após o dies a quo. isto é. O marco inicial (dies a quo) não deve ser confundido com o dia de início da contagem do prazo.01.2007 Classificação dos prazos São quatro os critérios para a classificação dos prazos: 1º critério → Quanto à fonte de onde eles provêm. Ele apenas abre o prazo para a respectiva contagem. 2. art 433. 5. exclui-se o dies a quo (art 184 do CPC). ou seja. 3.184. o qual tem um marco (data) inicial (dies a quo) e um marco (data) final (dies ad quem).02. A regra acima mencionada. o dia do início do prazo. Não se inicia a contagem em dia não útil (CPC. o que equivale a prorrogar-se o dies ad quem para o primeiro dia útil seguinte (Art. • Prazo judicial: estabelecido pelo juiz quando interfere no processo fixando prazo para as partes. • Prazo convencional: provêm de acordo entre as partes. Ex: CPC. 240. parágrafo único. § 2º). 05. • Prazo particular → Corre apenas para uma das partes.. Nesse caso o prazo é retroativo. art 178).46 31. Parecer técnico dos assistentes sobre laudo pericial. (rol de testemunhas). 2º critério → Quanto a valer (ou não) para as partes. para a contagem. 265. Iniciada a contagem. art. Ex: CPC. II. do CPC). EX: CPC.prazo para a contestação do réu. Os que forem praticados fora desse prazo são nulos. Esse tipo de prazo pode ser • Prazo comum → Corre para as duas partes.

02. É um tipo de prazo que pode ser de duas espécies. O primeiro dia útil subseqüente é 11.2007 – A contagem dos 10 dias recai no 7.2007 – 2ª feira.2007 (terça feira) Dies ad quem → 11.2007 (segunda feira) Primeiro dia do prazo → 29. Modalidades de Preclusão: • Preclusão temporal → não praticar o ato processual no prazo fixado. • Preclusão consumativa → A decisão pelo uso de determinada forma de procedimento provoca a preclusão de outras formas previstas em lei como possíveis. Ex: CPC. Carlos é intimado para réplica no dia 28. 9º. art.(prazo para sentença) 4º critério → Quanto a sua alterabilidade. qual o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 28. Uma diferenciação: • Decadência → Morte do direito subjetivo material. Exercícios sobre contagem de prazo 1. • Prazo peremptório → não pode ser prorrogado. Qual o dies a quo? E o dies ad quem? Qual o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21.pela convenção das partes. dia útil. II §3º . 2. Também pode ser de duas espécies: • Prazo dilatório → aquele que pode ser alterado. art 299 – A contestação e a Reconvenção devem ser apresentadas simultaneamente. elimina a possibilidade de uso da outra. • Prazo impróprio → é o que corre para o juiz e para os auxiliares da justiça. Não implica em preclusão. Primeiro dia do prazo → 22. II e art 456. Implica em dois atos contraditórios. Ex: CPC. Ex: CPC.05.2007. Se o prazo para a réplica é de 10 dias.2007 – 4ª feita. • Preclusão lógica → é a perda do direito de praticar um ato processual por ter-se praticado um ato com ele incompatível.05. Ao optar-se pelo uso de uma dessas formas. segunda feira. Mas 7 e 8 (quinta e sexta feira) não são dias úteis. art 297 – prazo de contestação do réu. Ex: CPC. Prorroga-se para o primeiro dia útil imediato. art 265.47 3º critério → Quanto ao destinatário. • Prescrição → Morte do direito de ação. Dies ad quem → 26. art 806 – prazo de ação sobre medida cautelar. João é intimado no dia 19 de fevereiro de 2007 para falar nos autos no prazo de 5 dias.02.02. 19 e 20 não são dias úteis para atividades forenses.2007. dia útil. Ex: CPC. . Preclusão.06. • Prazo próprio → é aquele que corre para as partes e seus procuradores. Preclusão → é a perda do direito de praticar um ato processual por inércia da parte no prazo respectivo.05. É prazo de preclusão. • Preclusão → Morte do direito de praticar um ato processual.

Assim.02. Primeiro dia do prazo: 04. o primeiro dia útil subseqüente a 6 é 11 de junho. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo:06. sexta feira.06.2007. Em havendo expediente forense o dies ad quem será 8/6/2007. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 16. 7 e 8 de junho.02. Fez bem o advogado? Explique sua resposta.06.06. Dies ad quem: 25. Primeiro dia do prazo: será o primeiro dia útil anterior a 19. Seu advogado praticou o ato no dia 25 de junho.48 3. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 19 de novembro de 2007. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21.2007.17 e 18 o fórum não funcionará.2007.2007. No dia 1º de junho. No dia 16 de fevereiro. sexta feita. Dies ad quem: 05.16. É o dia 14. Dies ad quem: 26. João só poderá praticar o ato até o dia útil anterior a 5.. quarta feira. O dia 17 é sábado e o primeiro dia útil subseqüente é 21.2007 (primeiro dia útil subseqüente ao dia 1º). segunda feira. quinta e sexta feira. dia em que o fórum não funcionará. O último dia da contagem foi 25. domingo. : .06. pois nos dias 15. Roberto é intimado.2007. Primeiro dia do prazo → 22.06.06. 4. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: dia 1º de junho. Pela contagem o último dia seria o dia 8.2007. 7.02. Arlindo é intimada a praticar determinado ato processual no prazo de 5 dias.02. Primeiro dia útil após 16. praticando o ato dentro do prazo. 5.2007. no dia 6 de junho.11. João foi intimado de que sua audiência foi designada para o dia 19 de novembro de 2007. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias.2007.2007.2007. segunda feira. Primeiro dia do prazo: 11. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias. Dies ad quem → 26. Dies ad quem: 11. para a prática de um ato processual no prazo de 15 dias. Primeiro dia do prazo: 21. No dia 17 de fevereiro. não funciona o fórum. Deve ele juntar o rol de testemunhas no prazo de 10 dias antes da audiência.02. O advogado agiu corretamente.06.11.11.2007.2007. sexta feira. que é o dia 01. uma segunda feira. segunda feira.2007 (quinta feira). 6.

9. segunda feira. do CPC). A forma pela qual essa relação se desenvolve é o procedimento. agiu corretamente. 2º) Processo cautelar → usa procedimento próprio .2005 Dies ad quem: 21. O processo especial pode ser usado. tendo sido. sexta feira. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa ou voluntária (CPC. São três os tipos de processo: 1º) Processo de conhecimento → usa o procedimento comum – (Livro I. 7/02/2007 ESTUDO DO PROCESSO CIVIL Processo é a relação entre o autor e o réu. (Não estão no CPC). portanto. Maria é intimada no dia 30 de março para a prática de determinado ato processual. O rol de testemunhas deve ser apresentado até 15 dias antes dela. A advogada agiu corretamente. porque a término da contagem recaiu no dia 6 de abril. Sua advogada praticou o ato no dia 5 de abril. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo Resposta: Dies a quo: 16 de outubro. (CPC. Primeiro dia do prazo: 15 de outubro. do CPC). também. Fez bem? Justifique.2007 ( 19 e 20 não há expediente forense). Livro IV). Dies ad quem: 1º de outubro.02. Dies ad quem: 9 de abril. feriado. Ana é intimada no dia 14 de fevereiro de 2007 para a prática de certo ato processual em 5 dias. dia 11. nos seguintes processos: → Processos previstos nas leis extravagantes (Ex: alimentos). Primeiro dia do prazo: 02 de abril. (Livro III.02.procedimento especial. 10. alegando que este foi o último dia do prazo. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 14. . embora tenha entendido erradamente o dia 5 como o último dia do prazo. segunda feira.49 8. segunda feira. prorrogada para a segunda feira próxima. titulo 9). Como a advogada praticou o ato dentro do prazo. sexta feira. sexta feira. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais.2007 Primeiro dia do prazo: 15. terça feira. O primeiro dia útil que antecede o dia 1º é 28 de setembro. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 30 de março.02. Para o dia 16 de outubro foi designada audiência. Sua advogada praticou o ato no dia 21 de fevereiro. Está certa a advogada? Justifique. Até esse dia devem ser apresentadas as testemunhas. I. O procedimento pode variar de acordo com o tipo do processo a que esteja ligado.

50 3º) Processo de Execução → procedimento de execução (CPC. se o vício for sanável. CPC. As condições para que o juiz declare extinto o processo estão nos artigos 267 e 269 do CPC. O procedimento comum que é um procedimento padrão se subdivide em ordinário e sumário O procedimento especial se aplica nos seguintes casos: → Processo cautelar. Pode até reconvir. Conforme a resposta do réu. Contestação e reconvenção são peças autônomas. Nessa fase o juiz poderá decidir de três maneiras: → Extinção do processo (CPC. Recebida essa peça processual. ou. título 7) – artigos 275 a 281. 3ª) Fase do Julgamento conforme o estado do processo → (cap V do CPC). art 329). indeferi-la. sob risco de não o fazendo no prazo. Se o réu não responder ele poderá ser considerado revel. cita o réu. • • O processo comum se subdivide em: Ordinário (livro I. Livro II). Ex: art. Depois que todos falarem no processo. Terminada a fase ordinatória. 903 e 910. CPC. → Processos previstos nas leis extravagantes. É a petição inicial. A exceção (contestação) será apensada aos autos principais. Este processo padrão se aplica subsidiariamente aos demais procedimentos. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. CPC). título 8) – artigos 282 a 475R. O juiz prolata sentença extinguindo o processo. pode fixar o prazo de 10 dias para que o autor a corrija. o juiz poderá pedir ao autor que apresente provas do alegado. quando tudo que o autor alegou será considerado válido. 12.02. Mesmo assim. ele vai concluso para o juiz despachá-lo para as providências preliminares (art 323.2007 Fases lógicas do Procedimento ordinário → são seis fases: 1ª) Fase Postulatória → É a fase em que se pede algo ao juiz. Para ver-se a importância do procedimento ordinário.299. vimos que os procedimentos podem ser: comum ou especial. Assim. Sumário (Livro I. pode haver necessidade de o autor falar novamente no processo – réplica. do CPC). vai-se para a fase seguinte. . Depois de emendado ou se não apresentasse vício. isto é apresentar simultaneamente à contestação a ação de reconvenção (art. Existe ainda um procedimento padrão → igual para todos os processos. Indeferi-la. Comumente o procedimento comum ordinário é referido apenas como procedimento ordinário. Esse procedimento padrão é o procedimento comum ordinário. às vezes determina o uso do procedimento ordinário. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa e voluntária. Ele se aplica sempre que não houver definição para o tipo de procedimento a adotar. 2ª) Fase Ordinatória (ou fase das providências preliminares) → O réu pode contestar a ação ou não. dentro do Livro IV – Dos Procedimentos Especiais. o juiz a analisa e se constatar algum vício pode adotar duas soluções. o CPC.

Pode o juiz substituir esse debate por memorial escrito que será apresentado pelas partes no prazo fixado pelo juiz. o juiz designará audiência preliminar a ser realizada dentro de 30 dias. Assim. no art 452. ou à obrigação de dar (CPC. 4ª) Fase Instrutória (ou Probatória) (CPC.51 → Julgamento antecipado da lide (CPC. fixa a ordem para apresentação das provas. estará estabelecendo a competência dela. não se precisa do réu. em debate oral. . Deve-se atentar para o duplo grau de jurisdição (CPC. o juiz procede ao saneamento do processo designando nova audiência de instrução e julgamento. Sobre a liquidação de sentença que seja ilíquida. A petição inicial deve ainda preencher as seguintes condições: Requisitos da Petição Inicial → (CPC. assinada por um advogado legalmente habilitado por meio da competente procuração. ressalvadas as exceções previstas no artigo 36 do CPC. passa à fase seguinte. quando o autor dirige sua petição a uma determinada autoridade judiciária. art. no caso em que ela seja prorrogável. art 330) → O juiz conhecerá do pedido proferindo sentença quando houver revelia com seus efeitos ou quando a questão do mérito for exclusivamente de direito ou mesmo que sendo de direito e fato não haja necessidade de produção de prova em audiência. art 282). art 331). Finda a apresentação das provas. e se a questão versar sobre direitos que admitam transação. Já nas ações condenatórias. art 450 e seguintes)→ Fase da produção de provas orais e não orais. 5ª) Fase decisória (CPC. art 475). Se. geralmente de 10 dias. art 461). A ação termina ai. A petição inicial deve ser elaborada de forma expressa. 461 e 461-A (fazer ou não fazer coisa certa) e 475-A e 475-I (dar coisa). → Marca audiência preliminar (CPC. Art 475) → Nessa fase o juiz analisa todo o processo e prolata a sentença. Se houver acordo das partes nessa audiência. Se não houver conciliação. o mesmo será reduzido a termo e homologado por sentença (sentença homologatória). ver CPC. Só o advogado tem capacidade postulatória. Terminada essa fase (inclusive cumprido o prazo para os memoriais) passa-se a fase seguinte. compete ao réu cumprir o determinado na sentença. ou escolhendo-a. Passa-se à fase seguinte. 6ª) Fase de Execução da sentença → O cumprimento da sentença pelo réu é tratado pelo CPC nos art. art 461-A). 1. O CPC. Nos casos das ações condenatórias. que trata do assunto. só o advogado pode falar com o juiz por meio dos autos. PETIÇÃO INICIAL . 475-A. porventura o autor escolher uma autoridade incompetente. ela pode tornar-se competente caso o réu não oponha exceção. o juiz ouve novamente o autor e o réu. Nas ações de conhecimento meramente declaratória ou constitutiva. Conceito → É o instrumento por meio do qual o autor formaliza pedido de tutela jurisdicional à autoridade competente quanto à pretensão de um direito que alega ter sido lesado por outrem. A condenação pode se referir à obrigação de fazer ou não fazer (CPC. Juízo ou tributal solicitado → A petição inicial deve ser dirigida à autoridade – tribunal ou juiz – competente. Se não ocorreu uma das duas decisões anteriores. isto é.

Pedido → O pedido estabelece os limites para a decisão do juiz. A determinação e a certeza são dois requisitos distintos e indispensáveis e devem estar tanto no pedido imediato. Se o pedido inicial não estiver em ordem. alega a existência de um direito subjetivo seu.52 2. entretanto. é indispensável que a petição inicial traga manifestação expressa do pedido do autor. Conforme determina o CPC. Assim. o pedido deve ser . Entretanto. prenomes. O artigo 264 do CPC estabelece que nenhuma modificação poderá ocorrer na causa de pedir depois da citação. profissão. em relação a cada uma. por determinado. estado civil. no prazo de dez dias. do CPC. entendendo-se por certo o fato de que ele não pode ser tácito e. O pedido mediato é o pedido do bem da vida feito ao réu por meio do Estado. devendo ser indicados. A causa de pedir pode ser remota ou fática (é o fato) ou próxima (fundamentos jurídicos). O pedido mostra a pretensão do autor da ação. o nome. Qualificação das partes → as partes devem estar nessa peça devidamente caracterizadas. a menção ao texto legal que embasa o pedido não é imprescindível (fundamentos). Pela correta qualificação das partes o juiz pode comprovar a legitimidade ativa e passiva das mesmas e saber da sua competência para a ação. o detalhamento do fato e dos fundamentos jurídicos do pedido atende ao “princípio da substanciação da causa de pedir”. como titular da pretensão. é o detalhamento do fato. Dois requisitos devem ser considerados no pedido: ele deve ser certo e determinado. é fundamental a possibilidade jurídica de seu atendimento e a sua adequação. isto é. 286. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido → O autor. mas pelo réu a quem o autor demanda de forma indireta. sem que o réu o consinta e não deverá ocorrer de nenhuma forma após o despacho saneador do juiz. conforme prevê o artigo 284. Além de mediato ou imediato. Não será atendido pelo Estado diretamente. que permite a menção genérica de tais elementos. O imediato é o feito diretamente ao Estado. determinar a sua complementação ou a sua correção. domicílio e residência. colocando em marcha o processo e fixando os parâmetros para a sentença. o demanda por meio do Estado. especificado no bem jurídico supostamente violado. CPC). A concordância do fato real com o fato hipotético legalmente previsto é exatamente a base jurídica do pedido. O atendimento do pedido mediato consiste na condenação do réu. o juiz pode. Importante. proveniente de um fato real que se encaixa numa situação hipotética prevista em lei e que sugira a existência de referido direito. pois mesmo a citação errada da norma legal não impede a apreciação da situação pelo juiz. 3. Para evitar que o juiz se pronuncie além dos limites estabelecidos o art 293 do CPC determina que os pedidos devem ser interpretados restritivamente. 4. Quanto ao pedido. o fato de que ele deve ser delimitado em termos qualitativos e quantitativos (art. de certo e determinado. como no pedido mediato. a sua causa de pedir – causa petendi. O pedido pode ser mediato ou imediato. numa declaração. declaratória ou constitutiva. sob pena de indeferimento da peça inicial. é o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado e que se pronuncia pela sentença proferida pelo juiz. É a parte central da petição inicial. que se contrapõe ao “princípio da individuação”. na constituição ou na modificação ou na extinção de uma relação jurídica conforme o tipo de ação – condenatória. Ela fornece elementos para se verificar a legitimidade das partes e a necessidade de pedir.

Identificam a causa de pedir e o pedido. o CPC. isto é. pois. • Requisitos internos → Os demais requisitos. Listados que foram os requisitos da petição inicial. Sem esse pedido do autor não pode o juiz tomar a iniciativa de o fazer. A incompatibilidade do pedido verificada nesse sentido torna a petição inicial inepta. o autor costuma protestar pela apresentação de provas de modo genérico. além de documentos cujo fornecimento por parte de terceiros esteja em andamento. pelo Princípio da Demanda. determina que ao autor cabe o ônus da prova quanto ao fato que constitui o seu direito e ao réu o ônus quanto à existência de fato impeditivo. perícias técnicas. que juntos formam o libelo. 6. também de dois tipos: 1. o valor da causa é elemento que permite verificar a competência do órgão judicial solicitado. 5. Outros requisitos: • Instrumento de mandato habilitando o advogado a representar o autor (procuração) – CPC.53 também concludente. E o réu só será citado se o autor fizer esse pedido na petição inicial. O valor da causa → Constitui. Referentes ao processo: os demais. por exemplo. Na petição inicial deve juntar as provas que fundamentem a ação e informar as demais provas de que pretende se valer e que serão oferecidas oportunamente. provar os fatos por ele alegados. Obs: as causas de extinção do processo. ninguém é obrigado a demandar contra quem não queira. 14. a toda causa será atribuído um valor certo. Habitualmente. devendo ser indeferida liminarmente (CPC. 7. sem resolução do mérito. 156). art 169). sob pena de sucumbência da ação. Sobre as provas. estão no art 267 do CPC. • Forma: Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével. eles podem ser agrupados em dois tipos de requisitos: • Requisitos externos → facilmente identificáveis: escrito e vernáculo. como estabelece o artigo 258 do CPC. Requerimento para citação do réu → CPC. As provas → O autor deve. na peça inicial. testemunhas. Sem esse requerimento na inicial. Em todos esses atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo (CPC. assinando-os as pessoas que nele intervierem (CPC. art 214: Para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu.2007 . requisito da petição inicial a atribuição de um valor para a causa. o processo não tramitará. como. • Nome da ação. declarações. art 37. Conforme previsto no CPC. também. art 333. art 295). Assim. 2. permite verificar a adequação da ação e serve também como parâmetro para os honorários advocatícios. Referentes ao mérito: fato e fundamentos.02. modificativo ou extintivo desse direito. ainda que não tenha conteúdo econômico. 275. deve ser compatível com o fato e com as justificativas legais apresentadas pelo autor.

Quando o autor carecer de interesse processual. diz que ao receber a petição inicial e o juiz perceber que ele não preenche os requisitos exigidos nos artigos 282 e 283 desse código ou que ela apresenta defeitos ou irregularidades que dificultem o julgamento do mérito e em sendo os vícios encontrados sanáveis. IV. VI. faltar-lhe o pedido ou a causa de pedir. caso em que só não será indeferida se ela puder ser adaptada ao tipo de procedimento legal. O juiz pode mandar corrigir. no seu art 284.54 Indeferimento da Petição Inicial O indeferimento acontece antes de o réu ser citado. 2. Se os vícios forem insanáveis. O juiz indefere de plano a peça por não conter as condições da ação – não há interesse de agir por causa da inadequação. o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias. desfazendo-se a incompatibilidade.Assim. São seis hipóteses. Quando a parte for manifestamente ilegítima. à parte da ação relacionada com a causa de pedir e o pedido. quando está sendo iniciada a relação linear entre autor e juiz. §5º). Pelo não cumprimento dessa determinação. o juiz a indeferirá de plano. parágrafo único. Esses quatro tipos de vício referem-se ao libelo. a decadência ou a prescrição (art. Quando o tipo de procedimento escolhido pelo autor não corresponder à natureza da causa ou ao valor da ação. O indeferimento implicará na extinção do processo. Faltam elementos da ação. 4. As hipóteses de indeferimento constam do art 295 do CPC. em certos casos (questões de família) o juiz poderá determinar a correção do vicio. V. o indeferimento é o reconhecimento de que a petição inicial não tem condições de dar início à relação jurídica plena. Quando o juiz verificar. 219. III.Petição Inicial inepta → O parágrafo único do art 295 diz que será inepta a petição inicial quando: 1. isto é. contiver pedidos incompatíveis entre si. primeira parte (endereço para recebimento de intimação). O libelo é formado pelo pedido + a causa de pedir . O juiz a indeferirá de plano. a petição inicial será indeferida: I. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. o juiz indeferirá a peça. e art 284 (requisitos). O pedido juridicamente impossível não preenche uma das condições da ação. o pedido for juridicamente impossível. Quando não atendidas as prescrições do art 39. O indeferimento pode ser motivado pela não observância de um dos requisitos da petição inicial. o indeferimento impede a formação dessa relação. 3. pois ele só será citado se ela for aceita pelo juiz. Normalmente o juiz indefere a petição. O CPC. O libelo é a parte mais importante da petição inicial. I . Todavia. Assim. II. Ele acontece bem no início do processo. Quando for inepta (não for apta a produzir seus efeitos). O vício é corrigível desde que um dos pedidos seja retirado. inclusive quanto ao prazo fixado. desde logo.

do CPC. sendo facultado ao juiz reformar sua decisão no prazo de 48 horas. Havendo dúvida da parte do juiz ele defere a petição inicial. • Ilegitimidade quanto à causa (ad causam). 39. Se não há interesse em agir. O indeferimento da petição inicial ainda poderá ocorrer por outros motivos. extinguindo-se o processo. Inalterabilidade da Petição Inicial: Devem ser considerados três momentos importantes quanto a possibilidade de alterar-se ou não a Petição Inicial: • O momento da propositura da ação. IV – A verificação pelo juiz de manifesta existência de decadência ou prescrição → a existência desses institutos tem que ser manifesta. O juiz indeferirá de plano a petição inicial. que a alteração pode modificar totalmente a ação. o processo sobe à instancia superior que poderá reformar a decisão do 1º grau e o processo prossegue do ponto em que estava ou confirmar a decisão. Apelação é o nome desse recurso. Essa razão liga-se ao previsto no inciso II do mesmo artigo. A petição inicial varia de acordo com o rito adotado. Se o juiz mantiver a sua decisão. primeira parte e o art 284. Essa ilegitimidade pode se dar de duas formas. III – Ausência de interesse processual → O interesse de agir é uma das condições da ação. não havendo adequação entre o fato e o pedido. na sua contestação. no seu art 296 estabelece que do indeferimento da petição inicial poderá haver recurso. Por exemplo. Se o réu. art 162). VI – Se não forem atendidas as prescrições do art. são duas as hipóteses presentes. o juiz manda que a falha seja suprida em 48 horas. • Ilegitimidade quanto ao processo (ad processum). Se deixar de comunicar ao escrivão do processo qualquer mudança de endereço. será incompatível adotar-se o procedimento ordinário para uma ação executória. conforme permite o art 284 do CPC. não informar o endereço para intimações. serão consideradas válidas as intimações enviadas ao endereço constante dos autos. enquanto que para a correção da falha comentada no art 39 será de apenas 48 horas. Não há lógica entre o fato narrado e a conclusão que venha a ocorrer. o juiz pode marcar prazo para a necessária correção. tendo em vista. À falta de designação pelo advogado do endereço para receber intimação. O art 263. V – Procedimento adequado → Toda ação há de adotar o rito adequado a ela. do CPC. não podendo haver dúvida da parte do juiz. o processo seguirá sei curso natural é o réu deverá acompanhá-lo em cartório. sob risco de indeferimento. mesmo porque a qualquer momento do processo o mesmo poderá ser alegado em razão de ordem pública do processo. parágrafo único. Como se vê. sobretudo. Assim. Apelação → O CPC. para correções permitidas pelo art 284 o prazo fixado pelo juiz será de 10 dias.55 II . Havendo possibilidade de corrigir-se a falha. . tendo em vista o contido na parte final do art 284. Uma vez proposta a ação e até a citação do réu. estabelece que ação é considerada proposta quando o juiz despacha a Petição Inicial (Existindo uma só vara judicial) ou quando ela é distribuída (existindo mais de uma vara judicial). O ato do juiz indeferindo a petição inicial é a sentença. mas é aconselhável que não se o faça para não quebrar a estabilidade da ação. não a necessidade dela.Parte manifestamente ilegítima → A ilegitimidade da parte tem que ser manifesta. Falta de capacidade para estar em juízo. a Petição Inicial pode ser alterada pelo autor. Já o de deferimento é o despacho do juiz (CPC. Sem ele não há ação.

Também não há prejuízo ao direito de defesa do réu. Ela será substituída na ação pelo espólio ou sucessores. O artigo 43 prevê exceções: por exemplo. Saneado o processo não se pode mais alterar a Petição Inicial no que se refere ao pedido e à causa de pedir (elementos objetivos da ação). desde que o réu foi validamente citado. A exemplo. a título particular por ato entre vivos. Ele não sofrerá qualquer prejuízo de prazo. por isso é possível a modificação. mas não há necessidade da concordância dele para que o autor altere a Petição Inicial. Uma questão que fica é se a nova citação deve ser sobre a ação toda ou apenas sobre a matéria alterada. O prazo para contestação deles só é aberto após a citação do último dos cinco. O art 321 não faz qualquer restrição não faz qualquer restrição nesse sentido. conforme estabelece o parágrafo único do art 264. Feita a alteração não haverá qualquer prejuízo ao direito de defesa do réu. pode ser que um dos já citados tenha apresentado a sua contestação. Se até então havia legitimidade . No exemplo em questão. Quando houver vários réus. quanto ao andamento do processo. Outro exemplo: Art 42 → a alienação da coisa ou do direito litigioso. Acontece que os já citados deverão ser citados novamente por ter havido novação na situação. Já ao autor interessa que a nova citação incida apenas sobre a parte alterada. deverá nomear (indicar) à autoria o proprietário da coisa (ou o possuidor dela). o prazo para contestação do réu é a data da juntada do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. só podem ocorrer alterações na Petição Inicial se o réu consentir na alteração. trata do prazo que o réu tem para apresentar a sua contestação e ele está ligado à forma como ele foi citado. nova defesa. O juiz dará a palavra final. Se pelo correio. se por oficial de justiça. Para qualquer alteração na Petição Inicial. a morte de uma das partes envolvidas faz extinguir o processo (sem julgamento do mérito). pois tem inicio a fase de instrução do processo. que trata da nomeação à autoria. Chegando a este segundo momento. numa ação de divórcio. a data de juntada aos autos do mandado cumprido. três deles já citados. • O momento da citação do réu. não altera a legitimidade das partes. Outro exemplo de substituição da parte está no art 62. observado o disposto no art 265. Os elementos subjetivos não podem ser alterados nem com o consentimento do réu. o art 43 permite a substituição das partes ocorrendo a morte de uma delas. O CPC. Assim. considere-se uma ação em que são demandados cinco réus. não há necessidade da concordância de nenhum deles. • O momento do saneamento. finda a dilação assinada pelo juiz. o quiser. no art 241. As partes defendem cada qual o seu ponto de vista. É uma reabertura do prazo perdido. especialmente se ele for revel. com exceção das substituições permitidas por lei. CPC. se alguém detiver coisa em nome alheio e for demandado em seu próprio nome. que não restringe o direito de defesa do réu. Ao réu. Assim.56 transformando-a em outra ação. Alteração dos elementos subjetivos da Petição Inicial → O art 264 proíbe a modificação das partes. interessa ser citado para a ação toda. isto é. se por carta precatória ou rogatória a data de sua juntada aos autos devidamente cumprida e se por edital. uma vez que não haverá prejuízo a nenhum. Ele deverá ser citado novamente recebendo cópia da inicial alterada para apresentar. À defesa cabe até recurso especial por estar o autor violando uma norma ordinária (art 321). a data da juntada aos autos do termo de recebimento da citação. pois o prazo ainda não foi aberto.

Entretanto.03. o juiz indeferiu de plano a pretensão do autor. Ele pode legalmente ser parte do processo (no caso réu). que é própria do advogado habilitado no processo. saber se ela foi constatada de pronto para poder ensejar o indeferimento da inicial. O art 295. estar em juízo. menor impúbere representado por sua mãe. se ela não for constatada no início. equivocando-se quanto a julgar que o menor não pode ser réu. Resposta: Errou o juiz. o juiz pode ter agido correta ou erradamente conforme se trate de um ou de outro dos detalhes mencionados. Está correta a afirmação? Resposta: Trata-se da figura da legitimidade e não de capacidade postulatória. Por isso mesmo está representado pela sua mãe. ela não poderá ser causa para indeferimento da Petição Inicial. Caio aciona Tito. pois sendo Tito menor impúbere não pode ocupar a posição de réu. se ao juiz restar qualquer dúvida. Ao ajuizar uma ação de cobrança para recebimento de um crédito cujo direito decaiu. também.2007 Exercícios 1. 5. do CPC. No caso de indeferimento a base legal é o art. O juiz deferiu a Petição Inicial. O juiz ordenou a regularização do pólo passivo. estando o adquirente da coisa substituído pelo alienante (pessoa de legitimidade extraordinária). . Houve confusão entre estar em juízo e estar no processo. Comente a decisão do juiz. a Petição Inicial deve ser deferida. não podendo. Alguém quer exercer num processo civil sua capacidade postulatória pleiteando o reconhecimento de um direito. Comente a decisão do juiz. Se for legal.57 ordinária. 2. IV fala em indeferimento quando verificada a prescrição. Caio aciona Tito. isto é. Resposta: Primeiro é preciso saber se é decadência legal ou decadência convencional. IV. Resumindo. aguardando-se o pronunciamento do réu sobre possível decadência. torna-se necessário. com a alienação a legitimidade passa a ser extraordinária. Numa separação judicial o autor omitiu os fatos na Petição Inicial requerendo o direito de apresentá-los após a audiência de conciliação e julgamento. Se for convencional. quando esta é constatada de início. 01. A prescrição é sempre cognoscível de ofício. 4. Resposta: O juiz agiu mal. Se ela não for constatada de início. Comente a decisão do juiz. a Petição Inicial deverá ser deferida. razão pela qual deverá deferir a inicial determinando a citação do réu. Comente a decisão do juiz. menor impúbere representado por sua mãe Ainda que ocorra a prescrição o juiz não pode conhecê-la de oficio. 296. todavia. 3.

O assunto é objeto do §2º. que deverá ser indicado pela parte respectiva. Morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes. pois o processo não pode continuar sem o advogado. O juiz suspende o processo enquanto é definido o representante da parte em questão. no seu art 265 lista as causas de suspensão do processo. essa substituição não será possível e o processo dever ser extinto. no caso de morte ou de perda da capacidade processual de uma das partes ou de seus representantes legais. ocorrendo o fato antes da audiência de instrução e julgamento o juiz suspenderá o processo até que a falha seja corrigida. IX. b. pois o art 282 do CPC determina a colocação dos mesmos como requisito da peça. d. e. Não ocorrerá a extinção do processo. Perda da capacidade processual de uma das partes: Se uma das partes perder a capacidade de estar em juízo ela deverá ser representada no processo. Esta causa é desdobrada em seis hipóteses: a. desfaz-se um dos pólos. se a mencionada audiência (que pode levar dias e até meses) já tiver sido iniciada podem ocorrer duas situações: • O advogado continuará no processo até o término da audiência. art 267. Morte de uma das partes: Com a morte de uma das partes (autor ou réu). Morte ou perda de capacidade do procurador: Suspende-se o processo para substituição do procurador. Morte do representante legal de uma das partes. Procede-se segundo a orientação do art 1.58 Resposta: A decisão do juiz foi errada. Todavia. Perda da capacidade processual do representante de uma das partes. Há necessidade de novo representante legal e o processo ficará suspenso até que ele seja definido e habilitado. / f. Se o direito em questão for intransmissível. Da Petição Inicial não pode faltar nenhum requisito. c. O art 8º do CPC estabelece a forma dessa representação. CAUSAS DE SUSPENSÃO DO PROCESSO O CPC. Suspende-se o processo até que seja definido outro representante legal. de seu representante legal ou de seu procurador. • O processo só será suspenso após a publicação da sentença ou do acórdão (para fins dos recursos legais). que estabelece o prazo de 20 dias para a providência. é preciso ter presente que para a substituição de uma das partes é preciso que o processo se refira a direito transmissível. São Elas: I.055 do CPC. Entretanto. isto é. Se a determinação do juiz não for acatada por parte do autor o juiz extinguirá o . com a substituição do de cujus. for um direito personalíssimo. Observação: O §1º do art 265 acima estabelece que. Prazo da suspensão: o tempo necessário para habilitação do substituto (morte ou perda da capacidade processual de uma parte ou representante). Ele precisa ser regularizado. conforme determina o CPC.

que determinará o seu prosseguimento. Convenção das partes. . Revolução. b. Na realidade a presente situação não configura. essas causas dependem do seu aparecimento.b. retomando o processo no ponto em que estiver quando de sua entrada. – Como indica o próprio nome. Relativamente à sentença de mérito. V. Por motivo de força maior. na prática. Esta causa ocorre quando as partes solicitam a suspensão do processo de comum acordo. Exemplos de causas suspensivas do processo da espécie: Guerra. findo o qual o juiz determinará o prosseguimento do processo. Por exemplo. 07.59 processo e se não o for. Estas cartas só interrompem o processo se solicitadas antes do saneamento do processo. como o réu só pode falar no processo por meio de um advogado por ele habilitado. suspensão do processo. o processo civil depender do julgamento de um processo penal que tenha ligação com ele. o art 338 se refere às cartas precatória (dentro do mesmo Estado nacional) e rogatória (de um Estado nacional a outro). III. por parte do réu. Questão: Demais casos não regulados pelo Código. Observação: Nas três situações acima (a. Recebida a exceção. Ex: Numa ação de alimentos verificar antes se o demandado é o pai do menor. c. (CPC. A sentença depender do julgamento de outra causa ou declaração da existência ou inexistência da relação jurídica que constitua objeto principal de outro processo pendente. o processo prosseguirá à sua revelia. A propósito. VI. dirimindo-se a dúvida levantada. o processo será suspenso quando: a. ao término do qual o escrivão encaminhará o processo concluso ao juiz. o prazo máximo de interrupção é de 6 meses. da câmara ou do tribunal. A sentença tiver por pressuposto o julgamento de questão de estado requerido como declaração incidente.03. Tempo de duração da suspensão do processo por motivo de força maior (ou de caso fortuito): enquanto durar a causa que determinou a suspensão do processo. Entretanto. A sentença de Mérito. art 306) IV. que poderá entrar no processo a qualquer momento. porque normalmente as duas questões são decidas ao mesmo tempo. (Princípio do Impulso Oficial). Conforme determinado no §3º. O prazo para cumprimento das cartas precatória e rogatória vem estabelecido na própria carta. Epidemia. II. o processo ficará suspenso até que ela seja julgada. bem como a suspeição ou impedimento do juiz.c) o prazo máximo de suspensão é de um ano. A sentença não puder ser proferida sem antes ser verificado um determinado fato ou ser produzida a prova solicitada a outro juízo. Inundação. Oposição de incompetência do juízo.2007.

se for o advogado do réu. quando o processo terá seqüência com o advogado habilitado até o final da audiência e o processo só será suspenso a partir da publicação da sentença (ou do acórdão). • No caso do item I (parte: morte ou perda da capacidade processual de uma das partes ou de seu representante) o processo será suspenso pelo tempo necessário à habilitação do seu substituto. é proibido qualquer ato processual durante a vigência da suspensão.60 Em que momento se dá a suspensão do processo? Existem dois posicionamentos doutrinários: • Para Humberto Teodoro Jr a suspensão ocorre quando ocorrer a causa suspensiva. • Para Moacyr Amaral dos Santos quando o juiz determinar a sua suspensão. 2. quando estabelece em seu caput: “extingue-se o processo sem resolução do mérito:” . se ele declarar que os efeitos retroagem à época da ocorrência da causa (efeito ex tunc) os dois entendimentos têm a mesma conseqüência prática. Mas essa proibição não é absoluta: existe exceção quando o juiz autorizar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. sendo a partir daí reposto o prazo remanescente. independentemente de solicitação das partes. o foi ficará suspenso até a definição da competência. pelo não cumprimento por ele o juiz dará seqüência ao processo à revelia do réu. • No caso do inciso III (exceção de incompetência). Efeitos da suspensão: são três os efeitos da suspensão do processo: 1. Duração da suspensão: Depende da causa da suspensão prevista no art 265 do CPC. • Nos casos do inciso IV (quando a sentença de mérito depender de outra sentença.Princípio do Impulso Oficial: Uma vez expirado o prazo previsto pela convenção das partes o juiz dará prosseguimento ao processo. 267 do CPC. CPC) . no momento da decisão do juiz.Suspensão do prazo: suspende-se o curso do prazo durante a suspensão do processo e a sua contagem será retomada uma vez levantada a suspensão do processo. haverá extinção do processo. a sentença de mérito não puder ser proferida antes de determinado fato ou prova. • No caso do item I (parte: morte do procurador de uma das partes) haverá suspensão por 20 dias para seja constituído novo procurador. do CPC) – Como regra geral. após o qual será aplicado o Princípio do Impulso Oficial. ao fim do qual o juiz dará prosseguimento ao processo. (Art 266. (Art 265. Portanto. CPC) . 3. Se for o advogado do autor e não cumprir. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO O assunto é tratado pelo art. §3º. haver questão incidental de estado) a suspensão do processo não poderá exceder um ano. (Art 180. • No caso do inciso II (convenção das partes) o prazo máximo da suspensão será de seis meses. salvo se já tiver iniciado a audiência de instrução e julgamento.

então. Decorrido esse prazo. Observação: Qual é a diferença entre os dois incisos II e III? No caso do inciso II abandono das duas partes (abandono bilateral) e no inciso III abandono só do autor (abandono unilateral). Qual é. Por isso o processo foi extinto mais adiante. daqueles que não podem faltar no processo (pressupostos de constituição e desenvolvimento do processo) e o inciso V dos pressupostos negativos. na análise da peça inicial. Art 267. IV. → As causas de indeferimento da Petição Inicial. Os incisos IV e V tratam dos pressupostos do processo. O Inciso IV trata dos pressupostos positivos. . VI. 12. Este inciso trata das condições da ação. sem resolução do mérito. não percebeu claramente o vício da peça e decidiu por aguardar o pronunciamento do réu. esgotado o qual o processo será extinto. interesse processual e possibilidade jurídica. em seu inciso IV diz quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. manda intimar pessoalmente as partes. ou seja. o juiz não pode extinguir o processo sem antes intimar o réu a se pronunciar sobre a questão. Daí a diferença do prazo de extinção do processo. a diferença entre este inciso e o inciso I. quando haverá resolução do mérito. o que equivale à concordância tácita com a extinção do processo. ad cautelam. Se o réu já foi citado e estiver participando do processo. fixando-lhe prazo de 48 horas para isso (CPC. estão listadas no artigo 295. isto é. com exceção do seu item IV. ou seja. o juiz.03.2007 III.61 I. aqueles que não podem aparecer no processo (perempção. Pelo indeferimento da Petição Inicial. Quando o processo ficar parado por mais de um ano por negligência das partes. • Não se pronunciar no prazo fixado. porque ele tem direito a uma sentença que ponha fim à lide (uma sentença declaratória). §1º). pois a petição inicial poderia ter sido indeferida? Neste caso. que terão prazo de 48 horas para se pronunciarem. o juiz. do processo não pode faltar qualquer das três condições – legitimidade das partes. V. não cumprindo os atos e diligências que lhe competir. II. A ausência de qualquer delas implica na extinção do processo. litispendência e coisa julgada). Ante essa intimação o réu pode assumir rês posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo. Quando o autor demonstrar abandono da causa por mais de 30 dias. • Comparecer e discordar justificadamente da extinção do processo. antes de extinguir o processo. pois o art 269 que diz no caput haver resolução do mérito.

É preciso levar em conta. Todavia a Petição Inicial só será deferida após a comprovação pelo autor do pagamento das custas processuais e honorários advocatícios da ação anterior. Não haverá julgamento do mérito se o autor desistir da ação. ou podem mesmo estar relacionadas por meio de um compromisso arbitral. quando o processo foi extinto por prescrição ou decadência. Se o direito em questão for indisponível. em que ele é julgado quanto ao mérito. ou seja. O art 268 apresenta três hipóteses de perda do direito de ação: a coisa julgada. I. ele será irrenunciável. mas a outra parte também deve se pronunciar. XI.62 VII. Ainda mais o autor pode desistir só do direito do exercício da ação. observadas as condições acima quanto aos pagamentos. todavia. X. Ocorrendo confusão entre autor e réu. a aplicação da convenção de arbitragem não pode ser acionada pelo juiz. Na falta de pronunciamento do réu. que deverá aguardar a provocação do réu. O autor já mostrou sua vontade ao ingressar com a ação. a seguir. A sentença do julgamento põe fim à lide. A ação perde a razão de ser e o processo será extinto. Entretanto é preciso considerar o §4º do artigo: subtendendo-se que o réu não é revel. com sentença formal. que prevê a resolução da lide por um arbitro que não o juiz estadual. o cumprimento da sentença. 3º e 4º). A concordância deve ser justificada adequadamente. a morte do titular do direito intransmissível morre com ele. autor e réu são a mesma pessoa. Quando ela é julgada formalmente a nova ação é admitida. As partes podem estar relacionadas por meio de um contrato que contenha uma cláusula compromissória. (convenção de arbitragem prevista na Lei 9307. Entretanto. Exemplos: Art 13. Ação sobre direito intransmissível. Quando houver a possibilidade de arbitragem da situação. a perempção e a litispendência. Art 47. que está . (Lei 9307. Demais casos prescritos no CPC. No caso da litispendência a nova ação não poderá ser proposta enquanto a lide estiver em pendência na ação anterior. V. Como o autor pode desistir do direito de ação. ao réu tem que ser dado o direito de obter sobre a questão uma sentença declaratória. Há uma exceção: o art 267. que nem sempre o julgamento encerra o processo. Assim. IX. pois o autor pode voltar com nova ação. mas não do direito material. a extinção do processo depende da concordância dele. pois somente as partes podem distratála. mas não do direito material. EXTINÇÃO DO PROCESSO COM JULGAMENTO DE MÉRITO O art 269 trata das ações que recebem julgamento quanto ao mérito. isto é. Também não pode o juiz determinar a extinção da cláusula compromissória. parágrafo único. O art 268 do CPC determina que a extinção do processo não impede o autor de pedir novamente a tutela do Estado para a ação cujo processo foi extinto. art 9º). o juiz dá prosseguimento ao processo. VIII. mas resta. A ação que é interposta depois de julgada formalmente.

4. ao julgar. Justifique a resposta. que já havia contestado a ação.63 previsto no art 475-I e. o juiz põe fim à lide decidindo o mérito da ação.2007. Quando as partes transigirem. 2. pois segundo o art 284. Quando o autor renunciar ao direito em que se fundamenta a ação. não considerou (julgou) aquele pretensão em sua sentença. juntando o contrato. Ele renuncia o direito material. O juiz reconhece o acordo e o ratifica através da sentença. Nesse caso haverá julgamento de mérito. o juiz . sem a aquiescência deste. Quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. quando as partes entrarem em acordo. sem que tenha havido manifestação de aquiescência por parte destes. Quais as conseqüências para a Petição Inicial quando falta um dos seus requisitos? 3. que finaliza a lide. quando se tratar de sentença ilíquida. São os seguintes os casos de julgamento de mérito previstos no art 269: 1. isto é. A sentença reconhecerá o direito do autor e porá fim à lide. Pergunta-se: a) Porque agiu assim o juiz e se fez bem? Justifique sua resposta. Exercício em grupo sobre as seguintes questões: 1. Pergunta-se: a) Deveria ter juntado tal documento? B) caso o juiz entendesse ser a juntada do documento indispensável à propositura da ação e indeferisse liminarmente a petição inicial.03. O juiz. no caso necessária. como vocês avaliariam tal indeferimento. requereram a concessão de benefício previsto em lei. Como o processo não havia chegado à fase de saneamento. poderia ter determinado que o autor juntasse o documento em 10 dias. Com a sentença em um ou em outro sentido mencionado. às vezes. art 283.03. Não há necessidade de concordância do réu porque o autor não poderá intentar novamente a ação. 14. portanto elemento indispensável previsto no CPC. em réplica à contestação dos réus. dependente antes das providências previstas no art 475-A. Apresentar quatro definições de indeferimento da Petição Inicial. pois se trata de peça que irá fundamentar a ação de rescisão de contrato. Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. o art 284 do CPC permite ao juiz fixar o prazo de 10 dias para o autor corrigir a irregularidade. Quando o réu reconhecer a procedência do pedido do autor. 19. Resposta do grupo: A situação se resume em pedido de alteração de um elemento da petição inicial após a citação do réu. 5. A parte que poderia contestar o pedido do autor confirma a validade do mesmo. Todavia. 2. 2) Em uma dada ação as autoras. b) A decisão do juiz não foi de acordo com o permitido nos artigos mencionados acima. 3.2007 Prova para ser resolvida em grupo 1) Em ação de rescisão de contrato o autor não juntou com a peça inicial o referido contrato. Cite quatro conceitos de Petição Inicial. Resposta do grupo: a) O autor deveria ter juntado o respectivo contrato.

Quando toma conhecimento da morte do procurador do réu. não foi provado (adultério). 5) Numa dada ação. Resposta do grupo. haverá o prosseguimento do processo com o réu revel. 4) A propõe ação de separação judicial contra B. Um dos efeitos da suspensão do processo é justamente proibir a realização de qualquer ato processual. sob o fundamento de infração aos deveres do casamento (traição). Pergunta-se: a) Ao tomar conhecimento do fato. Como no curso do processo completou-se o prazo legal para a solicitação de divórcio direto. 2ª) Por que não acolheu o pedido de divórcio? A alteração de pedido propugnada pela autora gera outra ação – a ação de divórcio – o que resulta na alteração do pedido após a fase de saneamento. o autor propôs novamente a mesma ação e desta feita provocou a extinção do processo por abandono da causa. o juiz suspenderá a audiência e marcará prazo de 20 dias para designação de outro procurador e. com outro procurador já designado ou. Não permitindo. 1ª) porque foi julgado improcedente o pedido de separação? Porque o motivo alegado. tendo havido a concordância do réu para tanto. que justificaria a concessão. na falta dessa indicação. Ora. como a morte em questão ocorreu antes do início da mencionada audiência. o mais correto seria a anulação da parte da audiência já realizada e ser marcada nova audiência. haveria perempção? B) Qual o tipo ou espécie de abandono? Resposta do grupo: Há de se fazer uma distinção entre desistência e abandono: . no prazo mínimo de 20 dias. b) Havendo mais de um procurador já habilitado o réu não estaria desprotegido com a morte de um deles. o que o art. portanto o juiz não agiu corretamente. a autora propugna pela procedência da ação por aquele motivo.64 poderia ter intimado o réu a se pronunciar sobre o pedido. Resposta do grupo: a) o assunto está regulado pelo CPC. será o caso de suspender-se o processo? Justifique sua resposta. 264 do CPC não permite. Pergunta-se: a) Se o autor propusesse novamente a ação para provocar a sua extinção por abandono por mais de 30 dias. o processo prosseguirá à revelia do réu. a morte do procurador do réu é comunicada ao juiz antes do início da audiência de instrução e julgamento. com efeito retroativo (ex tunc). e não tendo sido possível provar-se a referida infração. no art 265. é como se o pedido não existisse e o juiz não pode julgar um pedido inexistente. Portanto. São duas as perguntas em questão. o que deverá fazer o juiz e quais os efeitos de sua decisão? b) Caso existam mais advogados constituídos no instrumento de procuração. Após alguns meses. o processo é considerado suspenso a partir dessa ocorrência (um dos entendimentos) ou suspenso a partir de ato do juiz. Não se solicitou aqui a aquiescência do réu. o autor solicitou a extinção do processo por desistência. §2º. Pergunta-se: a) Por que o juiz deu pela improcedência da separação e não julgou o pedido de divórcio direto? Justifique sua resposta. que se desenvolveu sem a presença de advogado do réu. se não houve essa designação. ainda que a audiência de instrução e julgamento já tenha sido iniciada. Portanto o juiz daria seguimento ao processo. 3) Num dado processo.

a alegação não foi aceita. justificadamente. pois o processo foi abandonado apenas uma vez. podendo ingressar com ação sobre ele quantas vezes quiser. Em caso da desistência. por inércia. O §2º do mesmo artigo trata do comparecimento do réu para alegar a nulidade e sendo sua alegação aceita pelo juiz. no prazo de 48 horas. Necessidade da citação: O art 214. inclusive com o prazo correndo. CPC). a citação deve ser válida. a relação jurídica que até então era linear (autor e juiz) se transforma em relação triangular (autor. Com a citação. pois a citação viciada é nula (CPC. art 214. Quando ela é declarada nula durante o andamento do processo. o autor perde o direito de ação. por meio de ação anulatória. serão anulados todos os atos processuais praticados após a citação. Se ao contrário. • Não se pronunciar no prazo fixado. sob pena de sua nulidade. isto. Destinatário da citação: o destinatário da citação é sempre o réu (art 213). Ela é uma exigência do Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa. mas condição indispensável no processo. Assim. A nulidade da citação pode ser declarada em qualquer fase do processo. • Comparecer e não concordar. conter todas as prescrições da lei. podendo adotar uma das seguintes posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo. ao seu representante legal ou ao . → Abandono é a demonstração de desinteresse do autor pelo processo. da extinção do processo. depois de repetido por três vezes.03. É o que prescreve o art 215 do CPC: “far-se-á a citação pessoalmente ao réu. o processo prossegue seu andamento normal. considerar-se-á citado o réu na data em que ele ou o seu advogado for intimado da decisão. Dessa forma. art 247). O comparecimento espontâneo do réu supre a sua falta. o autor não perde o direito material. A Petição Inicial estando em ordem. sendo considerada inexistente. do CPC. III do CPC. estabelece que para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. citação é um ato processual escrito e constitutivo da relação processual completa. o que representa a concordância tácita com a extinção do processo. o juiz manda citar o réu. Mesmo que estes recebam a citação o estarão fazendo em nome do réu. o réu foi citado e se estiver participando do processo deve ser intimado a se pronunciar sobre a extinção. Além disso. b) É o abandono unilateral previsto no art 267. Nesse caso.03. extinção do processo sem resolução do mérito.2007 CITAÇÃO Natureza jurídica da citação: O art 213 do CPC define citação assim: “citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”. Ainda que ele seja citado em nome de seu representante legal ou de seu procurador legalmente autorizado. juiz e réu). ou seja. podendo ser causa de nulidade do processo.65 → Desistência é um ato que implica na manifestação do autor nesse sentido. Já no abandono. 21. quando este prosseguirá.2007 – Correção comentada da prova 26. (§1º. inclusive após a sentença transitada em julgado. Respondendo as questões: a) Não haveria perempção. vê-se que a citação não é apenas necessária. que é o que configura o instituto da perempção.

certo. No caso do absolutamente incapaz. O §2º do art 215 do CPC trata do caso do locador que se ausenta do país sem cientificar o locatário que deixou na localidade. Torna prevento o juízo. mas também o serão seus representantes (eles devem ser assistidos). → Quando a obrigação a ser cumprida tem vencimento determinado. na mesma comarca. da mesma competência territorial. o autor poderá voltar com nova ação. mas sim o seu representante legal para falar em nome dele e os relativamente incapazes serão citados. (prevenção é a escolha entre juízes igualmente competentes). Assim. O art 213 fala. se as comarcas forem diversas. Esse caráter litigioso da coisa em questão obriga as partes a mantê-la no estado em que se encontra no momento da citação válida. A citação é sempre feita pessoalmente. 3. quando ainda não existe a lide. ele próprio determina o momento em . → A citação define o juiz que a ordenar. quanto à citação. Municípios) e do direito privados (empresas ou companhias. → A coisa. Quais são os casos em que o réu será necessariamente citado nas pessoas de seus representantes legais? As pessoas jurídicas do direito público (por exemplo. 2. A citação válida a vincula ao processo e o submete ao resultado da resolução da lide. Todas as exceções devem ter previsão legal. onde se situa o imóvel. A solução da lide em andamento pode solucionar também a segunda lide em questão.66 procurador legalmente autorizado”. Na expressão “o réu ou o interessado” do art 213. mas apenas parte interessada na questão. 1. será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado de receber os aluguéis. se várias ações conexas foram propostas a juízes diferentes. O art 215 autoriza a citação por meio de interposta pessoa. será prevento o juiz que primeiro despachar a petição inicial (art 106). em que a parte não é réu (por não ser jurisdição contenciosa). Induz litispendência. Para representação. autarquias. É o caso de jurisdição voluntária. Todavia. massa falida) além dos incapazes. Torna litigiosa a coisa. Constitui-se também exceção à regra geral a situação em que o réu pode ser citado na pessoa de seu advogado (art 57). Estados. em questão. também que a citação pode ter como destinatário o interessado. 4.) e as pessoas formais (inventário. será prevento o juiz que primeiro conseguir a citação válida. Se a solução da lide que está em andamento obtiver sentença relativa apenas à forma. pois que não ocorreu julgamento do mérito da anterior. isto é. Efeitos da citação válida: O art 219 do CPC menciona os seguintes efeitos da citação: Citação válida é a que atende todas as exigências legais. o termo interessado subentende caso de jurisdição voluntária. é o bem jurídico em litígio. Constitui em mora o devedor. o art 12 do CPC relaciona os casos de representação do réu. ele não será citado. Os três efeitos acima se referem ao processo. → Ocorre a litispendência quando sobre o mesmo objeto já houver ação pendente de julgamento. procurador com poderes para receber citação. são efeitos processuais.

suportadas. se ela for convencional o juiz não poderá conhecê-la de oficio (art 211. haverá novo prazo prescricional. O juiz poderá conhecer a prescrição (e a decadência) de ofício. É uma forma real de citação porque depende da entrega da correspondência ao citando. isto é. Não havendo citação nos prazos mencionados haver-se-á por não interrompida a prescrição. A citação pelo correio pode ser feita em todo território do país. se foi a citação inicial que o constituiu em mora e ele cumpre imediatamente sua obrigação. a decadência (art 220). ou seja.67 que o devedor ficará em mora. (2) por oficial de justiça. surtindo efeito material e não processual. A petição inicial interrompe tanto a prescrição como a decadência. quer dizer. quando o réu for . réu. Com a propositura da ação. o devedor em mora. Prazo prescricional – é o intervalo de tempo dentro do qual o autor pode propor a ação. Ela deverá ser entregue pessoalmente ao destinatário. Interrompe a prescrição → Os §2º e §3º do art 219 do CPC estabelece os prazos em que a citação deve ocorrer por iniciativas da parte: 10 dias (§2º) prorrogável até 90 dias (§3º) subseqüentes ao despacho que a ordenar. A petição inicial sendo protocolada dentro do prazo prescricional interrompe a prazo prescricional e interrompe. §1º). Quanto à decadência. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do respectivo AR. Vencido esse prazo ocorre a prescrição e o autor perde o direito de ação. A citação válida interrompe a prescrição e retroage à data da propositura da ação. Observação: Estes dois últimos efeitos ocorrem mesmo quando ordenada por juiz incompetente. ainda que a citação tenha sido ordenada por juiz incompetente. o efeito de constituir a partir dela. Modalidades de citação: O art 221 do CPC estabelece as formas pelas quais pode ocorrer a citação: (1) pelo correio. Junto com a carta deve seguir cópia da petição inicial (contra-fé) com o despacho do juiz. É feita por meio de carta do escrivão. (§art 219 do CPC). → Esta é a regra geral. Não havendo vencimento determinado. • Pelo correio. do CC). com aviso de recebimento (AR). Todavia. a citação válida será a referência nesse sentido. também. começa-se a contar o prazo para prescrição novamente. Qualquer demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário não prejudica a citação. se o réu já estivesse em mora pelo vencimento da obrigação. Caso esse prazo seja reaberto pelo levantamento da interrupção. A interrupção da prescrição retroage à data da propositura da ação (art 219. inclusive a sucumbência. não será constituído em mora e as despesas processuais serão suportados pelo autor. com o despacho do juiz quando há uma só vara e distribuição quando houver mais de uma vara (art 263). (3) por edital e (4) por meio eletrônico. Existem exceções a este forma de citação: nas ações de estado (família). as custas do processo serão por ele. além da advertência de que a falta de contestação implica na admissão de veracidade dos fatos alegados na peça inicial. 5. enviado ao réu por via postal.

quando na localidade do réu não houver serviço do correio e quando. A citação pode ser real ou ficta. hora e local para o comparecimento do citado. → Está previsto no art 231 do CPC que o réu poderá ser citado por edital: quando o ele se encontrar em lugar ignorado.2007 CITAÇÃO POR MANDADO 1. este deverá portar o mandado citatório expedido pelo escrivão por ordem do juiz. .68 incapaz. O art 230 permite que. incerto ou inacessível. A citação com hora certa é ficta. quando o réu é pessoa do direito público. Os nomes do autor e do réu com seus endereços e residências. A finalidade da citação com todas as especificações constantes da petição inicial c. 09.). d. É uma modalidade real de citação. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do mandado devidamente cumprido. O edital de citação deverá conter todos os elementos necessários à contestação. Cópia do despacho. A cominação. o réu será considerado citado na data da publicação do edital. a. A citação por mandado é a feita por meio de um oficial de justiça. • Por processo eletrônico → ainda em processo de implantação. quando ela será feita por oficial de justiça e quando o autor a requerer de outra forma. ainda. • Por edital. quando o réu for desconhecido ou incerto. Conceito Citação é o instrumento para chamamento do réu ao processo para defender-se em ação contra ele proposta. Nesse caso. nas comarcas contíguas e nas regiões metropolitanas. ou seja.03. de fácil comunicação. o oficial de justiça faça citações em qualquer uma delas.04. . f. por oficial de justiça ou por processo eletrônico ele é real e quando por edital ela é ficta. e. Quando feita pelo correio. • Por oficial de justiça → Quando a citação se fizer por um oficial de justiça. O dia. 28. O oficial certificará a ausência do réu e deixará contrafé da certidão com pessoa da família ou com vizinho. se houver. pois o réu está ausente. O prazo para defesa. porque o réu é citado pessoalmente ou na pessoa de representante legal ou procurador legalmente autorizado (CPC. nos processos de execução. §1º e §2º. art 215). b. com todos os requisitos constantes do artigo 225 do CPC. Assinatura do escrivão e a declaração que a subscreve por ordem do juiz. nos casos expressos em lei e. (art 218. g.04 e 11.

• O prazo para defesa do réu. O art 216 estabelece que a citação será efetuada em qualquer lugar em que se encontrar o réu. • Quando o autor requerer essa modalidade de citação. • Quando a ré for pessoa incapaz. com a declaração de que a subscreve por ordem do juiz. • A cópia do despacho do juiz. Citando é uma pessoa conhecida e perfeitamente identificada. • Quando ocorrer frustração da citação pelo correio 3. expressa e devidamente autorizada pelo juiz. O oficial de justiça deve ter presente o determinado no art 172 e seus parágrafos. inclusive com a advertência sobre a falta de sua contestação constante do art 285. se houver. assinou nota de ciente ou se recusou a fazê-lo. hora e lugar do comparecimento. 5. • Quando a ré for pessoa do direito público. • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. Mandado: o que é? Quais são seus requisitos? Mandado é o documento que habilita o oficial de justiça a atuar em nome do juiz na convocação do réu para integrar o pólo passivo da relação processual instada pelo autor. como ato processual. a fim de que ela tome conhecimento que existe uma ação proposta contra ela e possa defender-se.69 2. O art 226 determina ao oficial de justiça procurar o réu onde o encontrar. • A finalidade da citação. O termino da diligência. • O dia. O oficial. a citação . Assim o citando se transforma em citado. se o adiamento for prejudicial a ela ou causar grave dano (§ 1º). com todas as especificações da petição inicial. se ele recebeu. devendo ter domicilio ou residência na comarca do juiz que despachou a petição inicial. É sempre o réu ou o interessado nas jurisdições voluntárias. Realização da citação. Hipóteses em que se faz a citação por mandado: As hipóteses para se fazer a citação por mandado são as mencionadas no art 222 e 224 do CPC: • Nas ações de estado. • A cominação. lê-lhe o mandado. • A assinatura do escrivão. deverá ser realizada em dias úteis. das 6 às 20 horas (caput do artigo). O mandado tem os seguintes requisitos (art 225 do CPC): • Os nomes do autor e do réu com seus respectivos domicílios ou residências. Certifica. encontrando o citando. entregando-lhe a contrafé. se iniciado no horário. 4. poderá exceder às 20 horas. Quem é o citando? É a pessoa a quem se destina o mandado. A citação. por fé. Em casos excepcionais.

no dia do falecimento e nos sete dias seguintes. ou. se por três vezes o oficial de justiça procurar o réu em seu domicílio ou residência e não o encontrar. • Ao cônjuge ou parente do morto. . sem encontrá-lo. qualquer vizinho. não há necessidade de novo despacho do juiz. previstos no art 227. em segundo grau. O procedimento se completa pelo estabelecido no art 228: No dia e hora marcados. permitindo que o oficial de justiça efetue citações em qualquer delas. • A quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. de fácil comunicação e às que estão em regiões metropolitanas. salvo para evitar o perecimento do direito. enquanto em estado grave. respeitado o disposto na CF. que voltará no dia seguinte a fim de cumprir o mandado de citação. em dias e horas diferentes. mesmo que o réu tenha se ocultado em outra comarca. o oficial procurará informar-se das razões da ausência. em linha reta ou colateral. Ter o oficial de justiça procurado o réu por três vezes. Estabelece o art 227 que. O art 229 determina que o réu será cientificado pelo escrivão dessa citação com hora certa por meio carta. em seu domicílio ou residência. b. O art 217 apresenta algumas restrições ao modus fasciendi da citação: Não se fará citação. fora do horário estabelecido no caput do artigo. CC). intimará pessoa da família ou. Haver suspeita justificada de ocultação do réu. Não encontrado o citando nesta diligencia. O Parágrafo único do art 216 estabelece que. a fim de cumprir o mandado de citação. sendo o citando militar e não se conhecendo a sua residência ou se ele nela não se encontrando. inciso XI (§ 2º). em hora por ele designada.70 poderá ser efetuada em domingos e feriados. 6. O art 230 se refere às comarcas contíguas. será citado na unidade em que estiver servindo. nos três primeiros dias de bodas. nos dias úteis. consangüíneo ou afim. dando por efetuada a citação. o oficial comparecerá ao domicílio ou residência do citando. art 5º. Hipóteses em que a citação deve ser com hora certa São dois os requisitos em questão. Como regra geral. Para tanto. • Aos doentes. Variações de comportamento do oficial de justiça e exceções. o juiz designará um curador para o réu (nomeação essa restrita à causa) e este será citado em nome do réu. suspeitando de ocultação. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. a. Reconhecida a demência. O art 218 diz: “não se fará citação quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la”. Da certidão da ocorrência. CITAÇÃO COM HORA CERTA 1. • Aos noivos. na falta desta. a citação será efetuada na circunscrição do juiz processante (art 176. declarando-lhe o nome. telegrama ou radiograma.

declarando-lhe o nome. O oficial de justiça certifica a ocorrência. dará por realizada a citação. vii. pois se presume que o seu familiar ou seu vizinho dê-lhe conhecimento do ocorrido. como regra geral. que a citação para qualquer comarca do país será feita pelo correio. • Quando a ré for pessoa incapaz.(Art 229) viii. quatro requisitos: três vezes. na falta desta. Assim. 2. na hora que designar. ficará prejudicada a citação com hora certa. É uma modalidade de citação real. telegrama ou radiograma. Se dessa averiguação resultar o afastamento da suspeita de ocultação. suspeita justificada de ocultação e sem encontrá-lo. portanto. A citação com hora certa é presumida ou ficta quando o citando não estiver presente. • Quando a ré for pessoa do direito público. art 9º. comparecerá à residência do citando a fim de realizar a programada diligência (art 228). que. iii. As exceções a esta regra geral são as seguintes: • Nas ações de estado. Se o citando não estiver presente. em seu domicílio ou residência. conforme o caso. Limites territoriais O art 222 do CPC estabelece. iv. o oficial de justiça inicia a preparação para a realização definitiva da citação. 3.(§ 2º). ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca (§ 1º). o escrivão comunicará tudo ao réu por meio de carta.71 São. como prevê o art 227 o oficial intima qualquer pessoa da família. voltará para efetuar a citação. Realizada a citação com hora certa. o oficial. ii. Assim. ou vizinho. Entretanto. Nessa terceira diligência. Se o citando estiver presente será citado normalmente (citação por mandado). o juiz nomeará curador especial para o citando (CPC. Portanto. . independente de outro despacho do juiz. permanecendo a suspeita de ocultação. no dia e hora designados. Neste caso. CITAÇÃO PELO CORREIO 1. Procedimentos i. v. o oficial procurará informar-se dos motivos da ausência dele. A citação com hora certa constitui uma forma especial de efetuar-se a citação por mandado. deixando contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. vi. os limites territoriais são os próprios limites do país. no dia imediato. II)..

b. ao citando. será considerado revel. Requisitos da carta Uma vez que o juiz defira a modalidade postal para a citação. Será registrada e o carteiro deverá entregar-lhe pessoalmente ao citando. Quando o autor requerer outra modalidade de citação. b. a advertência do art 285. resulta prosseguir o processo à sua revelia. ele não está obrigado a defender-se. Quem pode receber a carta? A carta deverá ser entregue pelo carteiro. Se o réu recusar-se a receber a carta que leva a citação. desde que o autor requeira essa medida. Conseqüências da recusa Existem dois enfoques doutrinários: a. 2. Como o carteiro não tem fé pública para certificar a recusa do citando. o que torna a situação do autor muito cômoda quanto à aceitação de seu pedido. Entretanto. em inteiro teor. em último caso ser citado até por edital. Deverá conter cópias da petição inicial e do despacho do juiz. 4. Poderá. segunda parte. ou seja. com as implicações constantes do art 285 do CPC. Mas. O destinatário poderá recusar o recebimento da correspondência. caso em que o carteiro anotará a ocorrência no aviso de recebimento. esgotadas as providências que este deve tomar previstas. a não contestação da ação fará presumir como verdadeiras todas as alegações do autor. e. por mandado. no art 219. DEFESAS DO RÉU Diz o art 297 do CPC que o réu poderá oferecer. Essa carta deverá preencher os seguintes requisitos: a. presente o contido nos artigos 319 e 320. 3. Em se tratando de o citando ser pessoa jurídica. exigindo-lhe que assine recibo de entrega da correspondência. e o autor requerendo esse tipo de citação. faltando a sua defesa. . O prazo para a resposta do réu.72 • • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. c. uma vez citado. Nesse caso. parágrafo único). d. (salvo se o direito for indisponível). estando livre para manter-se omisso ou inerte. Conter. Espécies de defesa: a defesa do réu pode ser: . ele deverá ser citado novamente. a carta deverá ser entregue à pessoa com poderes de gerencia geral ou de administração (art 223. sempre a pedido do autor. no prazo de 15 dias.O juízo e o cartório com o respectivo endereço. § 2º e §3º. pessoalmente. em petição escrita dirigida ao juiz da causa a sua defesa. Não há para ele obrigação de defender-se. será considerado citado pela própria recusa e não comparecendo a juízo no prazo estabelecido. será enviada carta ao citando pelo escrivão ou chefe de secretaria.

mas alega que o seu pagamento deveria ser parcelado. devendo ser pago no momento parte do total. como. Também pode ser direta ou indireta. Temos. trancar o processo ou pelo menos obstaculizá-lo. visam a sua paralisação. b) falta de condições da ação. previstas no art 304 e são exercitadas por meio da peça chamada exceção. Exemplos: impeditivos – o réu reconhece a venda. por meio da “exceção de incompetência relativa” (CPC. • Direta – O réu ataca o processo visando a sua nulidade ou a carência da ação. extintivos: reconhece a existência da causa da dívida. cujo conteúdo é o impedimento do juiz. b) ocorre a alegação de outros fatos que mostram um direito do réu. Efeito desta defesa: os autos ao remetidos ao juiz competente. É a defesa do réu voltada diretamente contra a pretensão do autor. • Indireta – o réu admite verdadeiros os fatos alegados. CPC) e cujo conteúdo é a alegação da suspeição do juiz. Contra o mérito. mas alega que já a pagou. então. A defesa indireta. mas alega sua capacidade de contratar. o réu não é o sujeito da obrigação. exercida por meio da “exceção de impedimento” (art 134). com esse objetivo: a) falta de pressupostos (subjetivos ou objetivos) do processo. Nesse caso faz uso das exceções processuais. dependendo da atitude assumida pelo réu. pode ser: a) admissão dos fatos constitutivos alegados. → Defesa contra o mérito. a objeção substancial. podendo a sua defesa consistir em: a) nega os fatos alegados pelo autor. extintivos ou modificativos.. b) admite os fatos alegados. em sua defesa o réu poderá investir contra o processo ou contra o mérito da inicial.73 • • Contra o processo. As demais defesas contra o processo são todas diretas e se exercitam pela contestação (liminar). que mesmo não se opondo aos elementos da relação processual. alegando-se a: 1) Incompetência relativa.Alega. ou seja. mas opõe a eles novos fatos que impedem os alegados ou lhes extingue os efeitos. Pretende desfazer a pretensão do autor. → Defesa contra o processo. conseguindo sentença que não atenda o seu pedido. • Direta – Ataca o pedido nos seus fundamentos de fato e de direito. São duas as defesas indiretas contra o processo. falta de capacidade do autor ou do réu. por exemplo. ou por meio da “exceção de suspeição” (art 135. Pretende. O conteúdo da peça é exatamente a incompetência relativa do juiz. mas nega a possibilidade das conseqüências pretendidas pelo autor. com este tipo de defesa. falta de instrumento de mandato. Contra o processo existem dois tipos de defesa: direta e defesa indireta. também chamada objeção. . O réu defende-se da pretensão do autor. como. pretendendo obter sentença que rejeite a sua pretensão. 2) Parcialidade do juiz. art 112). modificativo – o réu reconhece o montante da dívida. mas oferece nos fatos impeditivos. por exemplo. que se opõem aos direitos pretendidos pelo autor. a pretensão do autor não é suscetível de ser reconhecida. • Indireta – quando o réu ataca o processo usando circunstâncias exteriores. Resumindo. A defesa contra o processo pode ser direta ou indireta. impedir ou retardar a sentença.

contestação é o instrumento formal da defesa do réu contra o processo ou contra o mérito. sem alterar o objeto litigioso”. do CPC. Indiretas – estão previstas no art 326. No sentido amplo. dita contestação ao pedido do autor. com exceção do compromisso arbitral (§4º). pode fazer uso de dois institutos jurídicos: a exceção e a contestação. exercida pela contestação. por meio de dois tipos de defesas: direta ou indireta. • Perempção. defesa indireta). • Inépcia da petição inicial. apresenta fato novo (impeditivo. embora aceite as alegações do autor. • Conceito da professora – “Contestação é o instrumento formal pelo qual o réu se defende contra o processo e contra o mérito. exercida pela contestação. O objeto litigioso deve ser o mesmo do começo ao fim do processo. na qual o réu. que poderão ser conhecidas de ofício pelo juiz. na sua defesa. é o instrumento formal da defesa do réu contra o mérito. Todas as demais defesas sejam contra o processo ou contra o mérito. Assim. Contestação (artigos 300 a 303 do CPC) Conceito: • Contestação é o instrumento processual utilizado pelo réu para opor-se formal e materialmente à pretensão deduzida em juízo pelo autor. Defesas listadas no art 301. na qual o réu se contrapõe à causa de pedir do atual. a. (Humberto Teodoro Jr e Vicente Greco Filho) • Como forma de resposta do réu à ação do autor. (Moacyr Amaral Santos). num sentido restrito. Conteúdo da contestação – A regra geral sobre o conteúdo da contestação está no art 300 do CPC. • Conexão. b.74 Pode também o réu investir contra o mérito da petição inicial. . o impedimento e a suspeição do juiz (contra o processo. • Coisa julgada. o CPC adota a denominação específica de exceções para as defesas contra o processo pelas quais são alegados a incompetência. Diretas – estão previstas no art 300. • Incompetência absoluta. • Litispendência. As indiretas contra o processo são apresentadas preliminarmente por meio da peça denominada exceção e estão previstas no art 304. tanto a causa de pedir remota (fática) ou próxima (jurídica). Contestação e Exceção O réu. a contestação. são abrangidas pela contestação. contra a lide. São as seguintes: • Inexistência ou nulidade da citação. do CPC. isto é. previstas no art 301). do CPC. a contestação deverá conter as defesas todas contra o mérito – diretas e indiretas (art 300) e contra o processo (as diretas. Embora a doutrina fale em exceções processuais e exceções substanciais. modificativo ou extintivo).

também. 2. • Poderá o réu admitir os fatos alegados. relativos ao conteúdo. art 300 – ataca diretamente a causa de pedir) e (indiretas. 297) → A contestação deve ser dirigida ao juiz da causa (art 297) → A contestação deve conter os nomes das partes. mas apresenta-lhe fatos novos que as atacam indiretamente ). que nada têm a ver com o conteúdo. que a lei exige como preliminar. • Poderá o réu admitir os fatos e as conseqüências pretendidas pelo autor. São os seguintes:  Deve o réu manifestar-se sobre os fatos contidos na petição inicial. ainda.75 • • • • Incapacidade da parte. Compromisso arbitral. Com exceção da primeira forma de contestação. do CPC. assim. as impugnações do réu quanto ao mérito (diretas. negando-lhe as conseqüências jurídicas pretendidas pelo autor. Falta de caução ou de outra prestação. São os seguintes: → A contestação deve ser escrita (art. • Poderá. (Princípio do ônus da impugnação especificada)  O réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa (Princípio da eventualidade). . Requisitos da Contestação: São de dois tipos os requisitos da contestação: 1. defeitos de representação ou falta de autorização. As impugnações do réu possíveis de serem apresentadas na contestação têm caráter preclusivo. A contestação deve conter. → A contestação deve identificar o cartório pelo qual corre a ação. impugnar na contestação o valor atribuído à causa (Art 261. Observação: 1. CPC). listadas no art 267. Carência de ação. modifiquem (fatos modificativos) ou extingam (fatos extintivos) aqueles. como preliminar. não incluídas no art 301. Também pode constar da contestação. art 326 – aceita a causa de pedir alegada.. qualquer matéria que autoriza o juiz a indeferir a petição inicial. Pode o réu. as demais são ditas contestações relativas. Extrínsecos (ou formais). mas apresentará fatos novos que impeçam (fatos impeditivos). 2. apresentar fatos novos que representem direito do réu oposto aos alegados pelo autor. Intrínsecos. São as seguintes essas defesas: • Poderá negar os fatos alegados pelo autor (contestação absoluta). Poderá ser alegada preliminarmente qualquer das causas constantes do art 267 (extinção do processo).

. de forma preclusiva. I. serem apreciadas as que lhe sigam. no caso ou eventualidade de não serem acolhidas as alegadas em primeiro lugar. gozarão da presunção de serem verdadeiros. Princípios: 1. Limitações do princípio da eventualidade . Ex: Alegação sobre paternidade. Princípio da Eventualidade – também chamado de “princípio da concentração da defesa na contestação”. depois de ter apresentado a contestação. Ex: O réu adquire um crédito contra o autor. Nessa peça. O réu apresenta uma objeção porque o juiz deixou de reconhecer de ofício alguma coisa que deveria ter reconhecido.  Por expressa autorização legal.Art 14. os que não forem considerados pelo réu em sua contestação. do CPC: o réu não pode alegar defesa ciente de que ela não tem fundamento. Ex: Falta da certidão de casamento em ação de divórcio. III) – Não haverá presunção de veracidade nos seguintes casos: I. art 302) – Considerandose todos os fatos alegados pelo autor. mas o conjunto das alegações o impugnam. Este princípio estabelece que toda a defesa do réu deve estar concentrada na contestação. O objetivo é de economia de tempo. III. CPC). Determinado fato não foi especificamente impugnado. Devem ser incluídos na contestação documentos que provem a alegação de fatos novos pelo réu. Se a lei considerar determinado documento público como substancial às alegações do autor e esse documento não estiver no processo. poderá ser considerado litigante de má-fé. como no caso dos direitos indisponíveis.  Quando competir ao juiz conhecer delas de ofício. Ex: o réu pode apresentar defesa de exceção sobre decadência convencional (CC. devem argüir-se todas as matérias conjuntamente para. (art 300. o réu deve fazer um rol de todos os fatos alegados na petição inicial e impugnar todos eles. Se o fato não admitir confissão. É um caso de impugnação indireta. III. possam ser formuladas em qualquer tempo e juízo. II. São as seguintes situações. Por isso. Princípio do ônus da impugnação especificada (CPC. Exceções do 2º Princípio →Exceções objetivas (art 302. existem algumas situações em que certas defesas podem ser apresentadas depois da contestação. in fine). 2. II. sem prejuízo algum à defesa. Embora o princípio da eventualidade determine que todas as alegações da defesa do réu devem constar da contestação.76   Na contestação devem ser informadas as provas que poderão ser usadas (art 300. como a ilegitimidade da parte. art 211). Se não observar essa limitação. previstas no art 303:  Relativas a direito superveniente. Exceções ao princípio da eventualidade.

 Se houver mais de um réu com procuradores distintos. recorrer e. a honorários advocatícios.77 → Exceções subjetivas – (art 302. se o réu se insurgir contra sua sujeição ao processo e contra a pretensão do autor. Quando a citação for por edital. da data da juntada do último mandado citatório cumprido. através de petição escrita. CPC). 07. Prazos: A regra geral é estabelecida pelo art 297: 15 dias. O princípio do ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao: I. de forma total ou parcial. ainda que todas de acordo. Essa regra admite exceções:  Art 191 – No caso de litisconsortes com diferentes procuradores ser-lhes-ão contados em dobro o prazo para contestar. II.2007 CONTUMÁCIA E REVELIA Contumácia . Poderá fazer esses dois pedidos conjuntamente para.Computar-se em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Ao órgão do Ministério Público. findo o prazo da dilação assinada pelo juiz. d. de modo geral. parágrafo único). dirigida ao juiz da causa. ainda que não expressos. precatória ou rogatória. I). Quando a citação for pelo correio. da data da juntada da carta devidamente cumprida aos autos do processo. pedirá o réu que o juiz julgue extinto o processo. Assim. no caso de rejeição de um. pedidos estes que. falar nos autos. Quando a citação se fizer por oficial de justiça. o réu pretende obter uma sentença declaratória negativa em face do autor e com eficácia liberatória da pretensão formulada pelo autor. sem julgamento do mérito ou improcedente o pedido do autor. não podem prorrogar os prazos peremptórios. Quando a citação for por carta de ordem. Quando houver vários réus. poderão ser considerados pelo juiz (art 20. A contestação poderá conter outros pedidos referentes a custas. a despesas processuais. c. Conclusões da contestação – A peça será concluída de acordo com os pedidos formulados pelo autor na petição inicial. Advogado dativo. o prazo será contado em dobro. Ao curador especial. e.05. III.  Art. poder ser atendido no outro. por meio de sentença declaratória negativa.  A contagem do prazo para a contestação do réu começa a ser contada: a. da data da juntada aos autos do mandato cumprido. 182 – As partes. b. De modo geral. da data da juntada aos autos do aviso de recebimento da citação pelo réu (art 241.  Art 188 .

I. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. §1º.Efeitos de ordem processual: 1.. Contumácia: Deixar de propor. (art 13. CPC). Efeitos: Dispensa de produção de provas (art 453. no caso de morte do indicado. Efeitos desse tipo de contumácia: extinção do processo e pagamento de despesas (art 267. §2º. art 811). (por abandono) Efeitos: perempção do processo (Perda do direito de ação). b. CPC). Contumácia: falta de manifestação do autor por mais de 30 dias (abandono da causa). • A contumácia consiste no fato do não comparecimento da parte em juízo. Contumácia: Não promover a citação do réu nos prazos determinados. 2. enquanto o processo ficará suspenso. quando esta é concedida em procedimento preparatório (CPC. . • Contumácia é a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. Efeitos: Falta de interrupção da prescrição ou da decadência. no prazo de 20 dias. 3. Efeitos: ônus do requerente para com o requerido pelo prejuízo que ocorrer pela execução da medida (CPC. § 2º). Contumácia: Dar causa a três extinções do processo. art 806 e art 811. Contumácia: Falta de correção de incapacidade processual do autor ou de sua representação no prazo assinado pelo juiz.III e art 268. parágrafo único). no prazo de 30 dias. art 453. Efeitos: Dispensa da produção de provas (CPC. CPC).Nelson Néri • Contumácia é inatividade do réu. e §2º. c. (Pereira Braga) Contumácia do autor A . (art 265. CPC). para fazerem valer continuamente em juízo as suas pretensões. (CPC. (Moacir Amaral dos Santos). à audiência de instrução e julgamento. da data da efetivação da medida cautelar. Contumácia do réu A – Contumácia parcial: • Contumácia: Não comparecimento do réu. III). Contumácia: não comparecimento à audiência de instrução e julgamento. desde que devidamente citado (Arruda Alvim). III. §2º. ou de ambos. §2º. §3º e §4º e art 220 do CPC). Contumácia: Falta de indicação de novo procurador. – Vicente Greco Filho • Contumácia é a não contestação do réu no prazo legal. Art 267. B – Efeitos de ordem material: a. 4. por seu procurador. (Art 217.78 Conceitos: • Contumácia é a ausência de contestação . Efeitos: nulidade do processo.

Contestar no prazo. • Contumácia: Deixar de indicar no prazo de 20 dias novo procurador pela morte do primeiro. Como os fatos alegados pelo autor são presumidos como verdadeiros. o réu será considerado revel. 2. • Contumácia: Deixar de manifestar-se sobre os fatos da petição inicial. B . 4. Tem fundamento no art 13 do CPC. Curso normal dos prazos: a revelia não impede o curso dos prazos fixados para o réu. 307 e ss e art 114). Diz o inciso II do art 13 que quando a falha for no pólo passivo e ela não sendo sanada no prazo marcado. in fine). tendo em vista que o mesmo não indicou novo procurador no prazo fixado. § 2º. (Moacir Amaral dos Santos) • Contumácia total ou revelia é o descumprimento total do réu do ônus de defender-se (José Frederico Marques).79 • Contumácia: Falta de exceção declinatória do foro. Efeitos: O juiz dará continuidade ao processo. → Efeitos: a. O art 37. mas não sanar defeitos de representação no prazo. também se refere à revelia presumida. §1º). a revelia do réu. CPC. 3. Efeitos: ônus pelas custas integrais (CPC. Contestação apresentada intempestivamente. Nesses casos. Efeitos: Presunção de serem os fatos alegados verdadeiros. prorrogável por mais 15.(CPC. → Conceitos: • Contumácia total ou revelia é a omissão do réu quanto se defender no prazo legal. quando o juiz assinala às partes prazo para corrigirem incapacidades processuais ou irregularidade de representação. mas não impugnar fato algum. art 297. marcando-lhe prazo de 15 dias. Efeitos: Prorrogação da competência do juiz incompetente. o juiz pode antecipar o julgamento. art. Com simplificação dos procedimentos processuais. poderá atuar sem estar devidamente habilitado. C – Revelia presumida intempestiva. O parágrafo único do artigo estabelece que a não ratificação dos atos praticados precariamente implica na . → Hipóteses de revelia (contumácia total): 1. O advogado do réu deve apresentar o instrumento de mandato para pode agir no processo. Todavia. II e art 113. Contestar no prazo. para apresentar o competente instrumento de procuração. do juízo e prazos legais. em situações em que haja urgência de realizar atos processuais ou para impedir a decadência ou prescrição. sem intimação do réu. b. o juiz admite a atuação do representante. parágrafo único. Julgamento antecipado da lide. art 302).319).Contumácia total ou Revelia. O processo caminha a sua revelia. • Contumácia: Não levantar a questão da incompetência absoluta no prazo da contestação ou na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos. c. Deixar correr em branco o prazo legal. (art 265. (CPC. Presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na peça inicial (CPC. art 301.

situações em que a presunção de veracidade não ocorrerá: a. Dispensa de produção de provas: A ausência dos procuradores de ambas as partes à audiência de instrução e julgamento. o objeto do litígio for um contrato e ele não acompanhar a petição inicial. respondendo o advogado por perdas e danos. A revelia presumida intempestiva ocorre na hipótese de o réu apresentar a contestação fora de prazo. ele contesta. havendo pluralidade de réus. O réu contesta no prazo. se o fato contestado for comum a eles. art 267. eles serão presumidos como verdadeiros. I: “se. com conteúdo material adequado. imputando proporcionalmente a elas as custas devidas (CPC. O réu deixa correr o prazo legal para a contestação em branco. . Art 320. parágrafo único. todavia. ou seja. assinando o prazo de quarenta e oito horas para pronunciamento das mesmas. Contumácia de ambas as partes a. Art 320. § 1º e § 2º). § 2º). Para fatos distintos do contestado não valerá a exceção. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados pelo autor”). sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito.80 invalidação dos mesmos. Paralisação do processo por mais de um ano por negligência das partes: O juiz intimará pessoalmente cada uma delas. mas com defeito na representação de seu representante. Este efeito. É um caso de revelia intempestiva. que não deixará de ser realizada (CPC. 09. Todavia esta exceção se aplica a todos os outros réus. Contumácia: Falta de pronunciamento das partes no prazo assinalado de 48 horas. 4. b. Por exemplo. É um caso de revelia presumida. 2.são quatro essas hipóteses: 1. apresentando as seguintes exceções. Contumácia: Ausência do advogado do réu. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. b.05. não é absoluto. Efeitos: Pode ser dispensada a produção de provas a requerimento do representante do autor. um deles contestar a ação”.2007 Revelia Hipóteses de revelia . O réu apresenta a contestação intempestivamente. art 453. Presunção de veracidade dos fatos alegados na Petição Inicial (Art 319 do CPC: “se o réu não contestar a ação. (Art 37. que a lei considere indispensável à prova do ato”. mas não impugna nenhum dos fatos alegados. III: “se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. do CPC. II. 3. Isto. II:”o litígio versar sobre direitos indisponíveis”. Trata-se de uma contestação formal e não de contestação material. São casos de revelia presumida. Efeitos da revelia – São três esses efeitos: 1.). Sobre tais direitos. mas o faz fora do prazo legal. c. Art 320. O réu apresenta a contestação no prazo. isto é. pois eles precisam ser provados. nunca haverá presunção.

3. Quanto ao terceiro efeito. Simplificação de procedimento . Se ele é revel na reconvenção. No caso de réu revel. 14. CPC). Como se vê. considerando-o. poderá fazê-lo.81 d. é porque ele já foi citado. ao curador especial (art. permite que o assistente atue como auxiliar da parte principal. Ele pode 2 3 . Entretanto não se aplica. dentro do prazo legal. neste caso. Observações: a. todavia. Se o assistente notar possibilidade de o réu não contestar a ação. Alterações nos pedidos iniciais do autor implicam em nova citação do réu e na concordância dele com as alterações. II – Julgamento antecipado do lide. ocorrendo o disposto no art 324 e sendo aplicável o art 319. vai-se para o art 330. O parágrafo único. Se houver revelia do réu e no caso for aplicável o disposto no art 319 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) o juiz dará sentença com resolução do mérito.CPC. o autor pode promover alterações no pedido apresentado na inicial? Se o réu é revel. O parágrafo único do artigo garante ao réu a possibilidade de intervir no processo a qualquer momento. valerá a do assistido. Questões: 1 O autor pode ser revel? Sim. não havendo necessidade dos procedimentos probatórios. Como se vê.2007 2. II. sublocatário pode assistir o locatário em ação movida contra ele pelo locador. Ex: Caso de sublocação. art 330. é preciso que as duas sentenças estejam em condições de receberem a sentença. do art 52 do CPC. Como haverá apenas uma sentença. no estado em que se encontrar. Embora revel. Se ocorrer situação em que tanto assistente como assistido apresentam a contestação. pode não ocorrer os efeitos da revelia e o juiz mandará o autor produzir prova (art 324. as intimações serão remetidas a este. 9º. se ele não contesta ação de reconvenção apresentada pelo réu.05. há economia processual pela simplificação em questão. O réu não recebe intimações sobre o andamento do processo – Art 322. parágrafo único: diz o parágrafo em questão que o ônus da impugnação especificada dos fatos (presunção de veracidade) não se aplica ao advogado dativo. haverá presunção de veracidade dos fatos alegados pelo réu nessa ação. Quais são as respostas que o réu pode apresentar em uma ação contra ele proposta? Quais são defesas e quais são ataques. Após o saneamento do processo não será mais admitida qualquer alteração nos pedidos do autor. CPC. ele só será aplicado no caso de a primeira ação se encontrar em estágio de receber sentença. exercendo os mesmos poderes e sujeitando-se aos mesmos ônus que o assistido. b. Mas se o réu indicou patrono. o segundo efeito acima. pois se passa diretamente à fase decisória. II) e ao órgão do Ministério Público. Art 302.

Sua defesa pode ser apresentada por meio de quatro peças processuais. são: a citação por edital e a citação por hora certa. A desistência do autor leva à extinção do processo sem julgamento do mérito e a renúncia do autor ao direito no qual se funda a demanda. Mas se ele já foi citado. mas não é aconselhável. II. do CPC.82 defender-se relativamente ao processo e relativamente ao mérito da ação. III e IV: a PI será indeferida por inépcia quando o libelo apresentar vício. III e V. Peças processuais de defesa: contestação e exceção. assim chamadas porque a citação do réu é presumida. Detalhes: se o réu ainda não foi citado. terá dar a sua concordância à alteração. todos com resolução do mérito. dar início à relação processual. Isso com a hipótese de indeferimento por inépcia. citação por oficial de justiça e citação por meio eletrônico. As citações fictas. não necessidade de concordância dele réu para a alteração. Todas se referem ao direito material. As outras hipóteses de indeferimento da PI são passíveis dos benefícios do art 284. V) representa a morte de seu direito. Quando ocorrerá o indeferimento da petição inicial por inépcia? O que é isso? Qual a diferença para as demais hipóteses de indeferimento? Art 295. Qual à distinção entre as duas hipóteses? A desistência do autor significa desistir do seu direito de ação. Qualquer alteração só pode ser feita até a fase de saneamento do processo. a resolução de mérito põe fim à lide e ao processo. pela transigência das partes e pela renúncia do autor ao seu direito alegado? São casos de extinção do processo previstos no art 269.direito material (art 269. Mas as alterações só podem se referir aos elementos objetivos do processo (pedido e causa de pedir). pois há o risco de alterar a própria ação. VIII). 215) são as seguintes: citação pelo correio. em termos de corrigir as falhas. que poderá voltar a ser exercer futuramente (art 267. Em se tratando de ação de conhecimento. O que há em comum na extinção do processo com julgamento de mérito pelo reconhecimento pelo réu do pedido do autor. A renuncia ao direito em que se funda a demanda . Poderá o autor alterar a petição inicial após o seu ajuizamento? Pode. Quais são as citações denominadas reais? E as denominadas fictas? Porque recebem essas denominações? As reais. (novos pedidos de tutela). I. portanto ele não poderá mais exigi-lo em nova ação. A PI se diz inepta quando não está apta a produzir os seus efeitos. Peças processuais de ataque: reconvenção(Art 215) e ação declaratória incidental . provoca a extinção do processo com julgamento do mérito. sendo duas de ataque e duas de defesa. isto é. assim chamadas aquelas em que o réu é citado pessoalmente ou nas pessoas de seus representantes legais ou de curador legalmente autorizado (art. 4 5 6 7 8 . o que é comum para as três hipóteses. II. parágrafo único.

o juiz deverá fixar prazo razoável para que a petição seja emendada. 16. então rever as partes. Poderá. Se a parte for manifestamente ilegítima. do CPC estabelece que a petição inicial será indeferida quando a parte for manifestamente ilegítima. . Quanto ao indeferimento da petição inicial. II. Justifique. sob pena de anulação do processo? Depende.2007 PROVA: 1. diz que o juiz indeferirá a PI se houver manifesta ilegitimidade de uma das partes. II. O momento do saneamento do processo é outro momento em que ele o examina. O art 295. Essa manifestação pode ocorrer em qualquer fase do processo. quanto à legitimidade delas. Resposta: A afirmativa e falsa. II). o juiz não cará curador especial. o juiz nomeará curador especial (CPC. CPC). Justifique. 12 No tema resposta especificada no art 297 do CPC. V ou F. art 9º . 10 O momento processual adequado para ser examinada pelo julgador a questão envolvendo ilegitimidade das partes será quando do despacho da petição inicial e no despacho saneador. Resposta: A afirmativa é falsa. Apenas o alienante passa a ter legitimidade extraordinária. 11 Ocorrendo revelia. a contestação pode somente conter defesas de mérito e processuais peremptórias? A contestação deverá conter todas as defesas contra o mérito (diretas – art 300 . é correto dizer que a decisão que indefere a petição inicial nunca poderá ser revista pelo mesmo juízo a quo.83 9 Havendo alienação da coisa litigiosa. Se a citação foi ficta (por edital ou por hora certa) e não contestar a ação. O art 295. em que o réu tenha sido citado pessoalmente e ocorrer a revelia.42. deferirá a PI e aguardará manifestação do réu sobre a questão. V ou F.peremptórias). o juiz é obrigado a nomear curador especial ao revel para que o represente em juízo. do CPC. até mesmo depois da sentença.05. Não se convencendo o juiz dessa ilegitimidade. O art 296 do CPC permite ao autor apelar do indeferimento da petição inicial e o juiz da causa (a quo) pode rever sua decisão no prazo de 48 horas. deixa a parte alienante de ter legitimidade para a ação? Não. inclusive revê a inicial para certificar-se não ter passado algum vicio que implicaria no indeferimento da peça. a alienação da coisa litigiosa não interfere na legitimidade das partes. Nas demais modalidades de citação. 2.(art.e indiretas – art 326) e contra o processo (art 301 – as diretas .

§1º. O réu não apresentando a contestação pode ter presumida contra ele a verdade dos fatos alegados pelo autor (Art 319. somente poderão ser corrigidas até a apresentação da defesa. em juízo. 6. 7. passíveis de correção. não atendida a determinação. a indeferirá (parágrafo único). decorridos os 30 dias previstos no nº III do mesmo artigo. (V ou F). Resposta: A afirmação é falsa. Resposta: A afirmativa é falsa. podem ser utilizadas em outros processos porque não atingidas pela coisa julgada. (V ou F). A capacidade de pleitear para si. As alegações relativas a determinada questão não utilizada pelas partes em um processo cuja sentença haja passado em julgado. V ou F. Justifique. do CPC. Quanto ao indeferimento da petição inicial. que constando irregularidades passíveis de correção o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias e. Justifique. o Princípio da Eventualidade (todas as matérias de defesa devem ser apresentadas na contestação. A ação julgada. Resposta: A afirmativa é falsa. V ou F. O art 265. decidiu sobre o mérito da ação. Justifique. Capacidade postulatória é a capacidade que tem a pessoa que possua conhecimentos técnico-jurídicos (o advogado) de representar em juízo o seu cliente na condição de autor ou réu de uma ação. sob pena de preclusão. declarando a extinção do processo. reputar-se-á verdadeira a matéria de direito sustentada pelo autor na inicial. Se o réu for revel e não contestar a ação. 5. o arquivamento dos autos. ainda que ordenado por juiz incompetente induz litispendência e faz litigiosa a coisa. O outro processo mencionado consiste numa tentativa do réu de apresentar nova matéria defensiva sobre o mesmo mérito já julgado. com sentença transitada em julgado. As não utilizadas sofrem o efeito da preclusão consumativa). Justifique. . A questão fala em presunção de verdade das matérias de direito alegadas pelo autor. A citação válida. no caso no nº III. Estabelece o artigo 300. (V ou F) Justifique. Diz o art 284. A matéria de direito é apreciada pelo juiz e não pelas partes. do CPC. que o juiz ordenará. Justifique. Capacidade postulatória é aquele referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si um bem da vida. levando em conta as defesas apresentadas pelo réu. após a publicação no órgão oficial. 4.84 3. fala em intimação pessoal (e não publicação no órgão oficial) e no prazo de 48 horas (e não 24 horas) para que a falta seja suprida. 8. se a parte não suprir a falta em 24 horas. Resposta: A afirmativa é falsa. Estabelece o § 1º do art 267. V ou F. O direito a isso está precluso. Resposta: A afirmação é falsa. é certo dizer que as irregularidades da petição inicial. do CPC. do CPC. do CPC). um bem da vida é o direito de ação da pessoa.

fala em extinção do processo com julgamento do mérito. antes e depois de proposta demanda. apenas interrompe a prescrição. do CPC. em qualquer hipótese. defender direito alheio. Justifique. No caso de juiz incompetente a ordenar constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. o arquivamento dos autos. ou seja. porque o que torna a coisa litigiosa e induz litispendência é a citação válida ordenada por juiz competente. Justifique. O nº IV do artigo diz que haverá julgamento do mérito. até a decisão definitiva na esfera criminal. Quanto ao indeferimento da petição inicial. IV. ainda que ordenada por juiz incompetente. Estabelece o parágrafo 1º. Resposta: A afirmação é falsa. Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. que o juiz ordenará. Resposta: Falsa. 13. Justifique. é certo dizer que a sentença que indefere a petição inicial será sempre de extinção do processo. O dispositivo mencionado fala em extinção do processo com o arquivamento dos autos se a parte. (V ou F). sem julgamento do mérito. respectivamente. 9. A citação que torna o juiz prevento e a ordenada por juiz competente. no pólo passivo. do CPC. O § 5º. (V ou F).85 Resposta: A afirmação é falsa. 11. Justifique. sendo que o que as diferencia é o momento. após a publicação no órgão oficial. (V ou F). se a parte não suprir a falta em 24 horas. no caso do nº III. Justifique. “a”. Legitimidade é uma das condições da ação (legitimidade ativa ou legitimidade passiva). face à autonomia entre jurisdição civil e criminal. não suprir a falta em 48 horas (e não 24 horas). 14. A substituição processual consiste na possibilidade de outrem. Resposta: Afirmativa falsa. declarando a extinção do processo. Resposta: A afirmação é falsa. (V ou F). do mesmo artigo limita a um ano o prazo máximo de suspensão do processo. Justifique. intimada pessoalmente (e não publicação no órgão oficial). O art 269. (V ou F). exclusivamente. Resposta: Afirmativa falsa: o art 265. (V ou F). . 12. O processo civil sobrestado por questão prejudicial de natureza criminal permanecerá sobrestado. torna prevento o juízo e interrompe a prescrição. 10. fala que o processo será suspenso quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa. pois dos dois efeitos citados. A citação válida. quando o juiz pronunciar decadência ou prescrição. do art 267. findo o qual o juiz mandará prosseguir o processo. Capacidade é um dos pressupostos do processo.

mas todas com os mesmos elementos fundamentais. aguardando pronunciamento do réu. ainda que ordenada por um juiz incompetente. Assim. quanto ao nº II a parte pode não ser manifestamente ilegítima e o juiz não a deferirá. É ao juiz que compete verificar se é caso ou não citação com hora certa. Resposta: A afirmativa pode ser considerada verdadeira com ressalva. Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras pré-definidas nas regras processuais. Os artigos 227 e 228 se referem à questão e é ao oficial de justiça quem decidirá sobre a citação com hora certa. Justifique.05. O nº IV fala em decadência ou prescrição. do CPC. (V ou F). reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. Justifique. 15. . constitui em mora o devedor e suspende a prescrição. no seu § 1º. fala. Justifique. no mesmo processo e juízo em que é demandado. naturalmente.86 Resposta: A afirmativa é falsa. Resposta: 17. Resposta: A afirmativa é falsa. (V ou F). (V ou F). proposta no mesmo feito em que está sendo denunciado. 21. Quanto ao indeferimento da petição inicial é certo dizer que todas as causas de indeferimento podem ser conhecidas de oficio. pequenas diferenças de redação. Todas as causas mencionadas no art 295. (V ou F). sem novo despacho do juiz (art 228). para: • • • João Monteiro: reconvenção é a ação do réu contra o autor. no mesmo feito em que é demandado. Paula Batista: reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. para modificar ou excluir o pedido constante da inicial. em substituição das partes e não do réu (pólo passivo). Todavia. Pode-se tratar de um instituto convencional e o juiz só o atenderá sob motivação da parte. Resposta: Resposta verdadeira. O art 265. determinando que a faça o oficial de justiça.2007 RECONVENÇÃO Conceitos: os conceitos formulados pelos diferentes doutrinadores apresentam. conforme o determinado no art 219 do CPC. do CPC permitem o indeferimento de oficio. José Frederico Marques: segundo a art 315 do CPC. 16. A citação válida. Justifique. 18.

caso as ações fossem apresentadas separadamente. será alegada pelo autor reconvindo na contestação à reconvenção. Essa regra apresenta as seguintes variações: • CPC. • Conexão das ações – A conexão deve ser entendida sob dois modos. Requisitos: a. com inversão da posição ativa e passiva da relação processual. contados da data da sua citação (CPC. nessa peça. pela existência de ação principal pendente (CPC. art 188: Computar-se-á em quádruplo o prazo de defesa quando o réu ou reconvinte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. A incompetência. contraditórias.87 Arruda Alvim. • Legitimidade para proposição da ação – o autor da ação de reconvenção deve ser o réu da ação principal (réu reconvinte). • Vicente Greco Filho: pedido de tutela jurisdicional. que acrescenta ser a reconvenção uma demanda em procedimento ordinário. conforme permite o art 315 do CPC: a conexão no sentido legal como definida no art 103 do CPC (mesmo objeto ou mesma causa de pedir) e conexão com o fundamento da defesa conforme parte final do art 315 mencionado. impedindo a ocorrência de sentenças conflitantes. 3. A reconvenção deve conter todos os requisitos de validos de todos os processos. Ou que possam. Como dizem os romanos: reus fit actor (o réu se torna autor). não ocorrerá a prorrogação e. b. Prazos: o prazo comum está estabelecido pelo art 297. • Compatibilidade dos procedimentos das duas ações. mas o autor jamais poderá. Um único processo. se eles têm legitimidade para a ação principal em seus respectivos pólos. no caso. serem tornados compatíveis. • . • Competência do juiz – A competência do juiz da ação principal pode ser prorrogada se se tratar de competência relativa. art 219). Art 109: pressupõe a competência absoluta do juiz). quando os pólos são invertidos. A regra é que todo réu pode reconvir contra o autor. que poderiam ocorrer. alegar a incompetência relativa do juiz. Se o juiz da principal for absolutamente incompetente para a reconvenção. do CPC: 15 dias. Possibilidade de pedido de tutela do réu impossível de ser apresentado na contestação. porque. não cabe a reconvenção. pelo menos. 2. Requisitos específicos: • Litispendência. art 297). o prazo para propor a ação de reconvenção é o mesmo prazo da defesa do réu. Requisitos gerais: pressupostos processuais gerais. portanto. Torna possível uma justiça mais perfeita. Economia processual. (CPC. pois a reconvenção agrega em um mesmo processo duas ações. Justificativas: 1. além de tratar de uma ação de conhecimento. ou seja. a terão também para a ação de reconvenção.

para manifestação do reconvindo. pois como as duas ações serão julgadas por meio de uma única sentença. art 317) – se a ação principal for extinta por desistência do autor ou por qualquer outra causa. . também não ocorrerá presunção de veracidade dos fatos. formular pedido em seu favor. Se o autor reconvindo apresentar fatos novos – impeditivos. pois são autônomas). O autor ou reconvindo será. pois ele já tem advogado indicado para o processo. a ação de reconvenção prosseguirá.Existe divergência doutrinária havendo corrente de autores que admite reconvenção da reconvenção. Esse pensamento pode gerar uma seqüência de reconvenções. no caso. duas ações autônomas. § 1º: “é lícito ao réu. dois efeitos normais da revelia: a economia processual com o julgamento antecipado das ações. contudo. se a petição inicial da ação principal já oferecer contestação a eles. o prazo para a reconvenção será contado em dobro. todavia. pois a petição inicial do autor pode conter elementos que representem uma contestação à reconvenção. qualquer réu pode reconvir de qualquer autor. o julgamento antecipado só ocorrerá se a ação principal já atingiu estágio para ser julgada. (É comum chamar-se a reconvenção de ação secundária. no caso. como acontece na revelia. que será única. Havendo mais de um réu e mais de autor. com exceção do requerimento para citação do réu (autor reconvindo) porque ele já está no processo. mas o juiz pode fracionar o processo. Autor reconvindo revel. art 191: Se forem vários réus com procuradores distintos. a ação secundária terá que esperar ela atingir esse nível. A reconvenção será uma peça escrita. Procedimentos: Conforme estabelece o CPC. Outra corrente acha que não. Hipóteses de exclusão: • Caso de procedimento de rito sumário (razão de ordem prática). Contestada a reconvenção. art 253. isto é. desde que fundados nos mesmos fatos referidos na inicial”). Conseqüências dessa revelia: Não se aplicam. a extinção. as duas ações formam um processo único que segue os passos normais até a sentença final. art 278. no art 299. constituindo. ou um só réu reconvir de mais de um autor. ela será distribuída ao mesmo juiz da ação principal. Se o autor reconvindo não contestar a reconvenção ele será considerado revel? A doutrina tem dois entendimentos: alguns autores acham que como não contestou fica configurada a revelia. Extinção da ação principal: (CPC. o tipo de procedimento já prevê proteção do réu sem necessidade de nova ação (CPC. na contestação. se não. se for o caso. se terá por decisão interlocutória. preenchendo todos os requisitos da petição inicial previstos no art 282 do CPC. intimado a contestar a reconvenção. A distribuição da reconvenção é feita por dependência CPC. (O prazo correrá a partir da última citação). I.88 • CPC. a reconvenção deve ser apresentada simultaneamente à contestação. modificativos ou extintivos do direito alegado pelo reconvinte – abre-se novo prazo de 10 dias. também o autor reconvindo não deixará de ser intimado. Como as duas ações têm que receber uma única sentença. sendo-lhe marcado o prazo de 15 dias. e tendo falado o reconvindo. O julgamento antecipado só poderá ocorrer se as duas sentenças estiverem em estágio processual de receber sentença. contudo indicar-se dependência da principal. sem. Nesse caso. sem julgamento do mérito.

na qual o réu pode. . Ex: art 922 e art 31 da JEC. quanto ao preço do bem desapropriado. Então. 2. • Reconvenção de reconvenção – Existem dois posicionamentos doutrinários. na contestação. seja a favor do réu (CPC. cabe apelação à instância superior (art 513.ação dúplice. como a ação de execução pode receber embargos que são apensados à ação de execução. São dois os tipos de defesas indiretas: • Incompetência relativa contra o juízo. (Juízo = órgão do judicial).A reconvenção é instrumento de procedimento comum ordinário. quando a principal continuará.2007 TRABALHO . Tanto as defesas contra o processo como as contra o mérito podem ser diretas e indiretas. art 922). As defesas contra o processo são duas indiretas e as demais diretas. (CPC.. seja a favor do autor. a proteção do réu já está incluída na própria contestação. • Ação de Execução. estes embargos podem receber reconvenção. dispensando. Ação possessória. portanto. Uma corrente acha que cabe reconvenção da reconvenção. Ação de desapropriação: a condenação ao pagamento de justa indenização decorre da própria discordância do réu. do CPC fala em contestação como defesa do réu. O pedido de tutela. 30. enquanto a execução tem procedimento próprio. a reconvenção. Diz-se dúplice a ação quando. porque o art 316. do CPC). art 278.05. (CPC. Quais são as espécies de defesa? Resposta: O réu pode defender-se contra o processo (visando livrar-se da sujeição em que se encontra) e contra o mérito (resistência à pretensão do autor). deverá ser permitido pela lei. cabe ao autor reconvinte agravo de instrumento (art 522. as defesas contra o processo exercidas por meio das exceções são as defesas indiretas. • Quando a sentença extinguir o processo em relação às duas ações. • Exemplos: 1. no caso. – ação dúplice. que é encartada neles. também apensa à ação de execução. na contestação. ficando. Todavia. demandar a tutela possessória. 3. Ação de prestação de contas: o saldo credor apresentado poderá ser cobrado em ação forçada. por sua natureza. pois esta constitui uma das espécies de defesa do réu. do CPC). art 918).. § 1º).EXCEÇÕES 1. portanto. outra corrente acha que não cabe reconvenção de reconvenção. Recursos possíveis na extinção da reconvenção: • Se a decisão interlocutória extinguir apenas a ação de reconvenção. Ação dúplice.89 • Ação principal dúplice.

A parte negativa de exceção de suspeição ou de impedimento será sempre o Juiz. quando apenas se suspeitar do impedimento. ou o Ministério Público. sempre como pessoas físicas e não como órgão. Sendo o juízo incompetente (relativa). Essas exceções. Somente o réu. como para a incompetência relativa o prazo será de 15 dias contados do momento em que se tomar conhecimento do motivo que justifica a exceção. ele deverá ser declarada de ofício pelo juiz). tribunal ou juiz). apenas o que falta para completá-lo. Todavia. 3. Portanto para essa exceção. Uma vez suspenso o processo ele só volta a ser considerado depois de julgada definitivamente a exceção. III) A proposição de qualquer tipo de exceção. 4. portanto. Exceção de impedimento do juiz. que pode ser subdividida em impedimento e suspeição. ou um auxiliar da justiça. câmara. o prazo se interrompe e será retomado depois desse julgamento. PARTE PASSIVA. a competência será prorrogada se o réu não declarar a incompetência. exceções instrumentais. Suspeição e impedimento. Exceção de incompetência relativa do juízo. 5. Conta-se. SUSPENSÃO DO PROCESSO . o processo será suspenso. a exceção de incompetência relativa será conhecida na citação do réu. inclusive depois de julgado a ação. PARTE ATIVA: Suspeição e impedimento. através de ação rescisória.90 • Parcialidade do juiz. 3.(Art 265. Será de impedimento quando se tem certeza desse impedimento e será suspeição. reiniciando-se a sua contagem para completar o total do prazo. Suspensão do processo por suspeição ou impedimento . porque o autor escolheu o Juízo. PRAZOS (CPC. 2. (Se a incompetência for absoluta. Será sempre o Juízo (um órgão público. terceiros intervenientes no processo e o Ministério Público. Incompetência relativa. 2. Exceção de suspeição do juiz. serão apresentadas por meio de três peças: 1. art 305). Com a suspensão. quando atua como fiscal da lei e não como parte. este. As outras duas exceções poderão ser apresentadas a qualquer tempo. 5.1. Incompetência relativa. os 15 dias contam da petição inicial. Suspeição e impedimento Tanto para a suspeição e o impedimento. Quem pode propor a exceção de impedimento do Juízo? As duas partes (autor e réu).

indeferindo a petição. podendo ser instruída com documentos e rol de testemunhas. os autos serão remetidos ao tribunal que.. 5. 306). art 299). Em caso contrário. será marcada audiência dentro de 10 dias. Se a alegação de incompetência relativa não for acolhida o processo prossegue com o primeiro juiz. poderá confirmar a decisão do juiz determinando o seu arquivamento. . reformando a decisão do juiz. Se houver necessidade de prova testemunhal. declarar-se a suspeito ou impedido e encaminhará os autos ao seu substituto legal (CPC. isto é. julgando a exceção. cabendo recurso de agravo. Recebida no prazo a exceção de incompetência relativa o juiz indicado na petição. art 313). Será formulada em petição escrita.91 A exceção de suspeição ou impedimento mesmo que extemporânea.2 – Suspensão do processo por Incompetência relativa. Dentro do prazo (art 464 do CPC) o excipiente (aquele que suscita a incompetência) alegará a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída indicando o juízo para o qual dirige a petição (art 307 do CPC). Julgada procedente a exceção os seus autos e os da ação principal serão encaminhados ao juiz competente (CPC. Neste caso cabe recurso de agravo. desde que não indefira a petição(por ser manifestamente improcedente ou por ser extemporânea). não se considerando suspeito ou impedido. art 311). suspenderá o processo principal (CPC. passando a examinar a exceção. Imediatamente o juiz suspende o processo. devidamente fundamentada e dirigida ao juiz da causa. A exceção de suspeição ou impedimento será decidida pelo próprio juiz da causa e confirmada ou reformada pelo tribunal. proferindo a decisão também em 10 dias. isto é. Todavia. Se aceitar as razões apresentadas. encaminhará os autos ao substituto legal do juiz e condenará este no pagamento das custas. até porque ele poderia ter alegado a sua parcialidade de ofício (CPC. Competências Quem tem competência para julgar as exceções? A exceção de incompetência relativa será julgada pelo juiz indicado pelo requerente. art 306). 6. será acolhida pelo juiz. Ela será processada em autos separados apensados aos autos principais (CPC. ouvindo o excepto (o suposto incompetente) no prazo de 10 dias.

Início da fase das providências preliminares. as providências preliminares. Assim. conforme o caso. art 302. 323 a art 328 1. Havendo contestação do mérito não há qualquer providência preliminar a adotar. Nessas condições. . • Litispendência. O juiz mandará que o autor produza provas dos fatos por ele alegados. 328). II e III. determinará. Dez dias do fim do prazo para a resposta do réu. que constam das seções deste capítulo”. o réu pode contestar os fatos alegados pelo autor ou a fundamentação jurídica dos mesmos. Também não ocorrem os efeitos da revelia nos casos do CPC. 2. o réu poderá alegar uma das situações previstas no art 301: • Inexistência ou nulidade da citação. • Incapacidade da parte.92 SEGUNDO SEMESTRE (Professora Rosana) 30. defeito de representação ou falta de autorização. • Perempção. b) Havendo contestação: A contestação pode ocorrer de quatro maneiras: I . a) Não havendo contestação: O réu é considerado revel. podem ocorrer duas situações: I) Ocorrem os efeitos da revelia → Os fatos alegados pelo autor são considerados verdadeiros. 320. III e 324). o escrivão fará a conclusão dos autos. • Coisa julgada. no prazo de 10 dias. ao curador especial e ao Ministério Público (parágrafo único do art 302 mencionado).2007 Providências Preliminares – CPC.Defesas diretas contra o processo → Conforme previsto no art 327 do CPC. na falta desta determinação. • Carência de ação.Assim o juiz procederá ao julgamento conforme o estado do processo (CPC. art 185. II . II. não havendo qualquer providência a tomar e o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo. I.07. art 328). • Incompetência absoluta. • Conexão. art 319. b) Há contestação do réu. (CPC. o prazo será de 5 dias. I. Hipóteses sobre as providências preliminares: São duas as hipóteses: a) Não há contestação do réu. conforme previsto no CPC. bem como ao advogado dativo. O prazo para essa providência do autor é o determinado pelo juiz e. • Convenção de arbitragem. • Inépcia da petição inicial. II) Não ocorrem os efeitos da revelia → (CPC. art. É o que estabelece o art 323 do CPC: “Findo o prazo para a resposta do réu.Defesas diretas do mérito → Essa defesa pode ser próxima (contra o direito) ou remota (contra os fatos alegados pelo autor). art 319. O juiz.

93 • Falta de caução ou de outra prestação. apresentar outros fatos modificativo. art 5º e art 470). III . o juiz mandará ouvir o autor em 10 dias (réplica) permitindo-lhe a produção de provas documentais. ou não havendo tais providências. → Se o réu contestar o direito que fundamenta a ação. se elas existirem. ou seja. em 10 dias. Nesse caso. 4. este terá prazo de 10 dias para se pronunciar sobre tal fato novo. mas apresenta outros fatos impeditivos. sendo-lhe facultada a produção de provas documentais. extintivos ou modificativos do direito do autor. a questão será decidida e a decisão não impede possível ação incidental futura. apenas confirmando suas alegações. a controvérsia estará resolvida de vez. Se o juiz não conceder o direito de réplica ao autor. art 326). art 327). (CPC. podendo produzir provas documentais (CPC. todavia. a) O que é réplica? É a resposta do autor às alegações do réu na contestação. o autor tem direito de replicá-la em 10 dias. Se verificar irregularidade sanável.Defesas indiretas do mérito → O réu reconhece os fatos alegados pelo autor. art 326). O mesmo ocorrerá se o autor não replicar no prazo. extintivo ou impeditivo do direito do autor. no todo ou em parte. Observação: sentença incidental é a que ocorre dentro do curso do processo da ação principal. Assim. não podendo haver nova ação incidental sobre a controvérsia. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo (CPC. no caso de controvérsia sobre relação jurídica de que depende o julgamento da lide. O autor tem direito à réplica sempre que o réu alegar fato novo. este poderá replicar na primeira oportunidade que lhe couber falar sob risco de preclusão desse direito se não o fizer nessa oportunidade (art 245. Fim da fase das providências preliminares: Essa fase termina com o cumprimento das providências preliminares determinadas pelo juiz. Se houver sentença incidental no curso do processo. passa-se à fase seguinte. deste que desta declaração dependa o julgamento da lide em sentença incidental. art 328). o autor poderá pedir ao juiz. Outro caso em que o autor tem direito à réplica está previsto no art 325 do CPC. Se. o juiz concederá prazo não superior a 30 dias para o autor corrigir a falha. se for alegada pelo réu qualquer uma das situações previstas no art 301 do CPC. o julgamento da lide. Tem também direito à réplica sempre que o réu. Se o autor não apresentar pedido de sentença incidente. art 325. CPC). verificar a ocorrência de falha insanável. podendo produzir provas documentais (CPC. IV . reconhecendo o fato em que se fundou a ação. Esta situação da não fixação do prazo constitui uma exceção quanto aos requisitos da ação incidental. sendo sempre uma sentença declaratória. (CPC.Controvérsia sobre a relação jurídica da qual dependa. que a lei exige como preliminar. que este declare a existência ou não de seu direito. 3. O autor deverá ser ouvido em 10 dias (réplica). b) Qual o prazo para réplica? .

para ampliar o alcance da coisa julgada. Questão prejudicial de mérito. porque a reconvenção pode ser condenatória e a incidental será sempre declaratória. no tempo da sua réplica. 2. Conceito: a) Vicente Grecco Filho: é uma espécie de ação declaratória. levando sua eficácia também para a questão prejudicial que se tornou litigiosa após a propositura da ação principal. conforme artigos 325. 4.CPC. a ação declaratória incidental pode ser apresentada por ele. ou pelo réu. Só terá efeito de coisa julgada aquilo que for pedido na ação. . 4. art 219): para haver ação declaratória incidental é necessário que esteja em curso outra ação. É o prazo da réplica. (possibilidade jurídica. 3. tendo por objeto o julgamento de questão de mérito controvertida de que depende o julgamento da principal. considerada a principal em relação à incidental. art 325). quando da tréplica. 3. 2. O objeto da ação declaratória incidental deverá poder ensejar uma ação autônoma. modificativos ou extintivos. criando a questão prejudicial. Litispendência (CPC. isto é. Contestação: tem que ter havido contestação do réu contra o mérito da ação que esteja sendo contestada. para que possa ser juiz da ação principal e da incidental. Se réu: o mesmo prazo da contestação e da reconvenção: 15 dias da citação. 2.94 Dez dias. Evitar sentenças contraditórias. a existência ou inexistência de relação jurídica da qual depende o mérito da coisa. Nesse caso. b) Humberto Theodoro Júnior: representa uma cumulação de pedidos. 06.08. ser objeto de outra ação que não a incidental. interesse de agir e legitimidade de causa). art 2º): O juiz só prestará tutela se esta for pedida. Momento do requerimento: 1. 5. em 10 dias. c) Gerson Nery: ação movida por qualquer das partes incidentemente a uma outra (principal) que se encontra em curso. é necessário que sobre o mérito da ação principal seja criada uma questão prejudicial que torne a coisa litigiosa e de cujo julgamento depende o julgamento da ação principal. Economia processual (ações conexas) 2. Se autor: 10 dias após a contestação (CPC. 4. Exceção: O art 326 do CPC permite que o réu apresente fatos novos (impeditivos. Justificativas: 1. Princípio da Demanda (CPC. Requisitos: 1. inserida em um processo que tinha outro objeto.2007 Ação Declaratória Incidental . com força de coisa julgada. 326 e 327. Observação: A ação declaratória incidental nem sempre será reconvencional. em relação ao pedido do autor). isto é. Competência: o juiz não pode ser absolutamente incompetente. Quando o autor deve ser ouvido sobre tais fatos em 10 dias. conflitantes. art 325 1. o qual se amplia para que o juiz declare. 3.

Na reconvenção. 3. O rito da ação executória é próprio dela e os ritos não podem ser diferentes. 5. 7. (Seção I. (Seção II. o juiz poderá adotar uma das seguintes caminhos: 1. mas com a extinção da incidental a ação principal continua. I e II. Extingue o processo. 2. art 331. Saneamento. A extinção da reconvenção não interfere na outra (principal) e vice-versa. Ações de execução.2007 JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (CPC. Ação cautelar.08. Hipóteses: Uma vez cumpridas as providências preliminares. deve ser deduzida de petição inicial. A ação executória não é uma ação de conhecimento. A extinção da ação principal mata a ação declaratória incidental correspondente. • A sentença será única para as duas ações: a principal e a incidental. As duas ações devem seguir o mesmo procedimento. Quanto à principal e a declaratória incidental sempre tem que ser julgada primeiramente a declaratória incidental e só após esse julgamento julga-se a principal. Compatibilidade de procedimentos. Distinção entre Reconvenção e Ação Declaratória Incidental 1. Vedações 1. sendo autuada junto com a principal. O resultado da reconvenção não interfere no resultado da principal. embora a sentença seja única. art 330. 2. 4. 3. por que esta não é uma ação de conhecimento. 7.2008 5.08. deve observar o contido nos artigos 282 e 283 do CPC 08. só pode existir se a ação principal for de conhecimento. Julga a lide antecipadamente. Procedimentos • A ação declaratória incidental não recebe autos próprios. . Procedimento sumário. se necessárias. Art 329 e seguintes). CPC). a ordem do julgamento é indiferente.95 6. 13. 2. 3. (CPC. Como a ação declaratória incidental é uma ação de conhecimento. O art 280 do CPC estabelece que no procedimento sumário não é admissível a ação declaratória incidental. A ação declaratória incidental determina o destino da principal. § 2º). A ação declaratória incidental sendo uma ação autônoma em relação à principal. 6. Nessa sentido. art 329). Pode ser julgada primeiramente uma ou outra.

interesse de agir e legitimidade de causa). se nas vezes anterior a extinção do processo deveu-se ao abandono da causa por mais de 30 dias. a extinção do processo pode acontecer de dois modos: I –Extinção do processo sem julgamento do mérito. art 330. Diz-se que há carência da ação por faltar-lhe possibilidade jurídica. Quando ocorrer a revelia do réu com base no art 319 do CPC. art 268). art 330. V. investidura (capacidade geral). para que a petição inicial seja deferida. O parágrafo único deste artigo estabelece que o autor não poderá usar deste expediente mais que três vezes. quanto ao juiz. (quanto às partes: capacidade de ser parte. • Quando as partes transigirem. do pagamento das custas e honorários advocatícios relativos ao processo extinto (CPC. b) Julgamento antecipado da lide Quando? O juiz poderá proferir sentença em três situações: 1ª. (litispendência. I) . Diferença entre julgamento antecipado da lide e a extinção do processo com julgamento do mérito. Salvo o disposto no art 267. 2ª. Entretanto.96 a) Extinção do processo A extinção do processo. II -Extinção do processo com julgamento do mérito.Quando a questão de mérito for exclusivamente de direito (CPC. capacidade de estar em juízo). • Existência de pressuposto processual negativo. As causas da extinção do processo sem julgamento do mérito estão listadas no art 267 do CPC. II). É questão de direito e de fato. capacidade postulatória (advogado da parte) e. segundo o art 329 do CPC. terá que fazer prova. Assim. 3ª. • Quando o autor renunciar ao direito sobre o qual se fundamenta a ação. coisa julgada e perempção). . mas não há necessidade de produção de provas. art 330. revelia com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor (CPC. nada impede que o autor ingresse com nova ação sobre o mesmo direito. ou seja. incisos II a V. • Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. audiência (CPC. I). competência (capacidade específica) e imparcialidade (capacidade subjetiva). As causas de extinção do processo com julgamento do mérito são as constantes do art 269 do CPC. • Inexistência de condição da ação. acontecerá quando ocorrer uma das hipóteses relacionadas no CPC. II a V (com julgamento do mérito) Essas hipóteses podem ser assim resumidas: • Inexistência de pressuposto processual. art 267 (sem julgamento do mérito) ou no art 269. ou seja: • Quando o réu reconhecer a procedência do pedido.

Para tanto. o juiz não marca a audiência preliminar. é aquele que o juiz vai fazendo permanentemente até o julgamento final. isto é. Na audiência preliminar podem ocorrer duas situações. passando diretamente ao saneamento. não tendo ocorrido a extinção do processo (art 329. ocorrer até em grau de recurso. adotando 4 providências: • • 1ª. II a V do CPC. com julgamento do mérito. CPC) nem o julgamento antecipado da lide (CPC. 3ª. Em todas essas condições o juiz prolata apenas uma sentença homologatória. 2ª. Por exemplo. (Usado no Direito civil). A rigor. que apresenta sua decisão por meio de sentença. pois nas previstas nos incisos II. Fixará os pontos controvertidos. pois a falta de cumprimento implica na extinção do processo. aqueles colocados pelo autor e contestados pelo réu. Designará audiência preliminar (de conciliação) a realizar-se no prazo de 30 dias para a qual serão as partes intimadas a comparecer. desde que o direito em litígio admita transação: . o juiz partirá para o saneamento do processo. Saneamento · São três os tipos de saneamento: • 1º Saneamento concentrado – é o saneamento que ocorre em um momento certo. definido na lei. Determinará as provas a serem produzidas. que prevê da decadência ou a prescrição. O juiz designará audiência preliminar (ou de conciliação) a ser realizada no prazo de 30 dias e para a qual as partes poderão se fazer representar por procurador com poderes para transigir. • 2º Saneamento difuso – é o que pode ocorrer em qualquer fase do processo. art 339). vem da lei. a iniciativa é do juiz. Se não ocorrer a extinção do processo nem o julgamento antecipado da lide e o processo se referir a direito transacionável (disponível em geral e casos especiais de indisponível) passa-se para a fase do saneamento. • • Se o direito reclamado não admitir transação. O art 331 co CPC estabelece que. ocorre nas condições previstas no art 269. verificará se as providências recomendadas ao autor na fase do deferimento da petição inicial foram cumpridas. Pode ocorrer sempre e pode ocorrer em momentos determinados. Pode.97 A extinção do processo. Já a extinção do processo com julgamento antecipado da lide. o juiz designará audiência preliminar como se comentou acima. inquirirá as partes sobre o tipo de provas que pretendem apresentar e designará as que forem de seu interesse. • 3º Saneamento misto – É uma mistura dos dois anteriores. Decidirá sobre as questões pendentes do processo. III e V a iniciativa de extinção vem das partes e no inciso IV. ou seja. portanto. podendo fazer-se representar por procurador ou preposto com poderes para transigir. o juiz não se envolve com a lide. Ocorrendo nessa audiência o previsto no § 2º do art 331 (não ocorre a conciliação).

se as partes transigirem o processo é extinto com julgamento do mérito (CPC. designando data para a audiência de instrução e julgamento e determinando as provas que devem ser apresentadas. Conteúdo do saneamento: é a fase em que o juiz corrige as questões processuais pendentes e determina as provas a serem produzidas. para prosseguir nas fases seguintes. in fine). § 2º). Quando ocorre a decisão saneadora? Quando o juiz dá o despacho saneador. Não ocorrendo a conciliação passa-se para a fase seguinte – à fase instrutória ou probatória (CPC. a inexistência de vícios no processo e rejeita preliminares levantadas pelo réu na contestação ou pelo autor-reconvindo. mesmo que implicitamente. Assim. se necessário. entretanto caráter decisório quanto às questões processuais e sobre as provas requeridas pelas partes. são. ou seja. mas a fase que sucede a audiência preliminar é aquela em que ocorre o saneamento previsto no §2º. limpo. O juiz ordenará a redução do acordo a termo. o saneamento do processo vem sendo feito desde o deferimento da petição inicial. do CPC. Natureza jurídica do saneamento. As partes chegam a uma conciliação. Trata-se. homologando-o por sentença (CPC. No caso de o processo não continuar acontece a sentença do juiz. de uma decisão interlocutória. desde o deferimento da petição inicial. portanto. do art 331. ou decidindo a lide antecipadamente ou por uma sentença homologatória do acordo feito pelas partes. também. designando audiência preliminar (de conciliação). é o ato pelo qual o juiz dá prosseguimento ao processo (CPC. . O saneamento propriamente tem. art 331. Por qualquer motivo não ocorre a conciliação. §2º. O juiz passa para o saneamento do processo. Também nessa fase. o que significa que sobre alguns pontos não houve acordo. art 331. (CPC. o juiz fixa os pontos controvertidos objeto de comprovação. art 331. Nesse despacho que o processo está saneado. Pode haver. É uma decisão interlocutória. que o processo está em ordem para receber a tutela judicial. Pela decisão saneadora o juiz declara. § 1º). A sentença homologatória valerá como título executivo judicial. que ainda poderão ser revistos na fase de instrução (aspecto ordinatório do saneamento). A rigor. art 162. Com a designação da audiência de instrução e julgamento. se necessário: Quando usar: Sempre. A decisão interlocutória ocorre quando o processo vai continuar. § 2º). art 29. ou optando pela sua extinção. III).98 1. 2. Afirma. Por qualquer outro motivo entenda-se tanto a não ocorrência do acordo entre as partes ou a ausência de uma delas à audiência. pois o juiz deve deixar o processo são para o prosseguimento nas fases seguintes. entretanto conciliação parcial.

Conceito de Prova: → “Prova é o modo pelo qual o magistrado toma conhecimento dos fatos que embasaram a pretensão das partes” (Luiz Rodrigues Wambier) → “No processo.08. as três partes da relação tridimensional do mesmo. art 336 e art 454). O que não se prova O CPC. 2. No caso dos direitos indisponíveis. as partes são também destinatários das provas. 3. • Conceito objetivo – prova é o meio hábil para demonstrar a existência de um fato. não precisam ser provados os irrelevantes ou inconcludentes.. 5. • Além desses. no art 334. • Os fatos incontroversos (CPC. afirmados por uma parte e não contestados pela outra). 4. Indiretamente. Finalidade das provas A finalidade das provas é a formação da convicção quanto à existência e veracidade dos fatos alegados pelas partes (verdade processual). (fase ordinat[oria). São. 6. relaciona os fatos que não dependem de prova: • Os fatos notórios. Fim – Audiência de instrução e julgamento. O destinatário direto é o juiz. → Humberto Teodoro Jr vê dois critérios para conceituar prova: • Conceito subjetivo – prova é a certeza. Existe a verdade real.2007 FASE INSTRUTÓRIA – TEORIA GERAL DAS PROVAS 1. a verdade verdadeira. As provas são destinadas ao processo. para que aceitem como justa a decisão do juiz. o estado psíquico quanto ao fato em virtude da avaliação dos instrumentos probatórios. → Prova é uma forma de convencimento da verdade respeitante de alguma coisa. art 302. O juiz julga com base na verdade processual o que gera o direito do contraditório importantíssimo para o Direito Civil. prova é todo meio destinado a convencer o juiz de uma situação de fato” (Vicente Grecco Filho). Santos). portanto os fatos controvertidos relevantes para a causa. . é o convencimento do juiz sobre a verdade do que se alegou (Moacyr A. Nem sempre a verdade processual corresponde à verdade real. quando o juiz encerra a instrução (CPC. No processo. a fim de que ele forme sua convicção sobre a questão. Inicio e Fim da Fase Início – no processo saneador. a verdade dos fatos. dirigindo-se. assim. Destinatário da provas. o CPC tem mecanismos adequados a protegê-los para que chegue à verdade real. deduzidos pelas partes como fundamento da ação ou da defesa e sobre os quais haja controvérsia. Objeto da prova O objeto da prova são os fatos relevantes pertinentes ao processo.99 27. • Aqueles em cujo favor existe presunção legal de existência ou veracidade. ou seja.

• Princípio da identidade física do juiz. • Princípio da imediação. 10. Regras legais e máxima experiência. O juiz pode proibir as provas protelatórias e as inúteis (CPC. Qual o sistema vigente no Brasil? O sistema de valoração das provas adotado pelo legislador brasileiro é o “Sistema da persuasão racional”. que são provas ilegais. Condiciona sua convicção. • Diretas (ou históricas)→ Têm. Classificação das provas: 1. • Princípio da oralidade. • Sistema da prova legal – (Ex: às provas são atribuídos valores e o resultado final se faz pelo somatório desses valores) • Sistema da persuasão racional – A racionalidade.. Sistema de valoração das provas. 9. 8. O juiz que colhe as provas deve julgar a lide (CPC. o princípio da proporcionalidade permite que provas ilegais possam ser admitidas quando se referirem a direitos de maior relevância. Fatos em que se fundamente a relação jurídica controvertida. Princípios relativos às provas: a) 9. 2. Ex: produzir prova com documento furtado. art 5º. Este sistema permite que o juiz considere fatos externos ao processo. imediata. Motivar sua convicção. 130 mencionado.2 Princípios gerais do processo. a alguns fatores: 1.As provas orais são colhidas em audiência (CPC. As provas pertencem ao processo e não a parte que a produziu.100 7. art 132).(CF. com o fato principal uma relação direta. . São três os sistemas para valoração das provas: • Sistema da livre apreciação ou da convicção íntima. Constituem tais casos exceções à regra geral de rejeição de provas previstas no art. 9. • Princípio do livre convencimento motivado do juiz (persuasão racional). todavia.1 Princípios constitucionais • Princípio da ampla defesa • Princípio da proporcionalidade. • Princípio da proibição da prova obtida ilegalmente. (É o juiz quem colhe diretamente as provas). LVI). Ex: recibo de quitação de um débito alegado. significa que o juiz se diz convencido pelo que contém o processo. na persuasão. Todavia. que podem ser ilícitas (que contrariam a lei) ou ilegítimas (que contrariam pressupostos morais). Provas colhidas no processo. 3. art 336). art 130). 4. • Princípio da concentração da causa (comunhão das provas). não sendo por isso aceito pelo CPC. o que visa demonstrar que decidiu com base no processo. Quanto ao objeto.

4. • Material → Qualquer materialidade que prove o fato probando. ela deve ser decidida e quem a decide é o juiz. Quanto à forma • Testemunhal (ou oral) → baseada na afirmação pessoal oralmente. por exemplo. 2.2007 11. por exemplo.Ex: produto avariado para provar sabotagem no processo de produção. fotografias etc. do objeto. o que constitui uma atividade sua complementarmente à atividade das partes. de deduções. Todavia. É a atestação oriunda da coisa. As provas são os meios para isso uma vez que elas se destinam exatamente a convencê-lo da verdade sobre os fatos. laudos periciais.09. cabe às partes produzi-las sob a escolha do juiz. Ex: testemunhas que eventualmente tenham presenciado ou conheçam o fato probando. atestando o que o fato probando lhe imprimiu. documentos existentes que comprovem o fato (não forjados para isso). contratos celebrados. Quanto ao sujeito → Sujeito da prova é a pessoa ou coisa de onde deriva a prova. Ex: documentos públicos. Ex: declarações das partes. Para tanto ele precisa ser convencido da existência ou da inexistência dos fatos. (Obs: não é permitido gravar conversa alheia). das testemunhas. um ferimento produzido. Quanto à preparação • Atuais (casuais ou simples) → São as provas preparadas no curso do processo.101 • Indiretas (ou críticas)→ Quando ela se referir a um fato diferente do que se esteja provando. instrumento do crime. pode determinar de ofício a produção de outras provas. • Pessoal → aquela que consiste em declarações conscientes prestadas por uma pessoa sobre o fato em questão. construindo assim a convicção sobre o fato alegado. • Pré-constituídas → são as provas preparadas preventivamente para constituírem futuramente elemento de prova. certidões. 3. Ex: depoimento de testemunhas • Real → Quando a prova resultar da atestação inconsciente de uma coisa. Poder de instrução do juiz: Existindo a lide. . vistorias prévias (sentido amplo) ou instrumentos públicos ou particulares representativos de atos jurídicos. Ex: vestígios de uma cerca na divisas de dois imóveis. 03. • Documental → Afirmação escrita ou gravada ou fotografada. quando diante dessas provas o magistrado não formou ainda sua convicção. como. de um objeto. Em princípio. mas possibilita chegar a este por meio de raciocínios. Prova o fato por meio de provar uma circunstancia que não o próprio fato. Ex: corpo de delito. como. concedendo-lhe a tutela jurisdicional.

pois a parte a quem cabe produzir a prova do fato suportará as conseqüências e os prejuízos da sua falta ou omissão. • Prova de exibição de documento ou coisa. Outros tipos. Sistema legal do ônus da prova. O ônus da prova é de quem alega. • Prova documental. Não se trata de um direito nem de uma obrigação. Ordem de prevalência de eficácia. • Indícios ou presunções sobre o fato. É o juiz quem valora as provas para formar a sua convicção. • Prova testemunhal. ela não é obrigada a produzir provas. na ordem de importância. São válidos todos os meios legais bem como os moralmente legítimos. Portanto. • Prova documental. mas de um ônus ou encargo. 15. • Prova por indícios ou presunções. Entretanto existe uma ordem de precedência na valorização das provas. porque fato alegado e não provado é como se não existisse. Por isso. . O réu revel (CPC. Ex. Ex: CPC. • Confissão. O parágrafo único do artigo diz ser nula qualquer convenção que inverta o ônus mencionado quando a questão tratar de direito indisponível ou de situação em que seja extremamente difícil o exercício do direito. art 302) pode sofrer as conseqüências do art 319 do CPC. art 333). art 365 e 368. 332) Os meio de produção das provas variam de acordo com o fato probando.. Ônus da prova.102 12. ao autor cabe o ônus de provar os fatos alegados por ele e ao réu provar os fatos extintivos. • Prova Pericial. • Prova pericial indispensável. Temos os seguintes tipos de meios: Previstos no CPC: • Confissão. • Inspeção judicial. Meios de prova: (CPC. para vencer. embora a parte tenha esse encargo. não previstos no CPC: • Prova emprestada (retirada de outro processo). os meios devem ser idôneos juridicamente. Assim.Nas provas judiciárias. • Prova testemunhal. 14. É o mais fraco meio de prova. modificativos ou impeditivos do direito do autor incluídos em sua contestação. que são inferidas a partir da observação dos fatos. 13. temos: • Prova legal. produzidos com respeito aos princípios e normas processuais. Ônus da prova é a necessidade de provar o fato alegado. Todavia a não produção de provas acarreta conseqüências à parte faltosa. (CPC. que só é considerada na falta dos outros tipos de prova.

Quanto o réu alegar que o autor não é parte legítima. art 131). (quando se afirma o fato. 19. 4º) Momento da valoração das provas (No momento da sentença. Ex: CPC. • Inversão legal – A própria lei estabelece que o ônus da prova deve ser invertido. isto é. em um contrato fica estabelecido que determinada prova. tomar essa iniciativa. • Princípio da indeclinabilidade da jurisdição. em determinados casos. Princípios observados quanto ao ônus da prova. isto é. art 342 e art 418 • Princípio da Persuasão racional na apreciação da prova. deixa claro que pode haver inversão quanto ao ônus da prova. as provas são consideradas em quatro momentos: 1º) Momento da proposta das provas. Momentos da prova. . art 126). O juiz não pode se negar a decidir a lide (CPC. na fase decisória do processo. O próprio parágrafo único do art 333. A inversão pode ser determinada pelo juiz. 3º) Momento da produção das provas (audiência de instrução e julgamento). do CPC. 11.O art 6º. cabe ao autor provar que o é. na petição inicial ou na inicial da reconvenção. após a instrução). ouvindo-os diretamente das partes”. Conceito: Segundo Wambier: →“Depoimento pessoal é o meio de prova pelo qual o juiz conhece dos fatos litigiosos. No processo. 2º) Momento da admissão das provas pelo juiz (no despacho saneador). Exceções à regra geral do ônus da prova.09. 18. Inversão do ônus da prova.2007 DEPOIMENTO PESSOAL 1. • Inversão convencional – Quando as partes convencionaram que esse encargo pode ser invertido.09. A inversão do ônus está no fato de o autor dever provar sobre o que o réu alegou na contestação. • Inversão judicial . que deveria ser ônus de umas das partes é transferido para a outra.103 16. 17. o juiz pode. • Princípio do impulso oficial. por exemplo).2007 e 12. O juiz decide sempre com base no que se alegou e se provou nos autos (CPC. • Princípio do dispositivo. VIII do CDC permite a inversão do ônus da prova pelo juiz. Embora as provas devam ser produzidas pelas partes.

Mas a procuração deve trazer expressos os poderes para confessar. Seu preposto só pode depor para aclarar os fatos. Excepcionalmente pode o depoente falar sobre os fatos por ele mesmo alegados. o que resultaria na própria confissão. querendo. não podendo confessar. pode prestar depoimento pessoal em nome da parte. Legitimidade para depor: Os artigos 342 e 343 do CPC definem as partes é que têm legitimidade para depor. E o Ministério Público? Ele. pode pedir o depoimento pessoal de qualquer das partes. no caso de procurador devidamente habilitado para confessar em nome do outorgante. mas tão-somente para aclarar o fato. desde que no processo assumam a condição de partes. Importante → No caso de procurador. um encargo. todas as pessoas capazes que podem confessar relativamente ao fato. de ofício. como fiscal da lei. Além das partes. só pode pedir o depoimento da parte adversária.104 → Segundo Grecco: “consiste na manifestação oral da própria parte. Uma parte não pode pedir o depoimento pessoal dela mesma. 5. 2. E quando houver mais de um autor no processo? Um autor pode pedir o depoimento pessoal de outro autor. ou pelo juiz. Objeto de depoimento O objeto especifico do depoimento são os fatos alegados pela parte contrária como fundamento de seu direito. porque a parte. na audiência”. 3. o chamado à lide e o chamado ao processo. Trata-se de um depoimento pessoal. Quem pode depor. Características do depoimento Pessoalidade – o depoimento será sempre pessoal Indelegabilidade – esta característica comporta exceções. 4. cuja procuração lhe outorgue poderes especiais para confessar em nome da parte. pois equivaleria também a confissão dos autores. 3. Os relativamente incapazes (que são relativamente capazes) podem prestar depoimento pessoal apenas no sentido de aclarar os fatos. Não. podem também prestar depoimento pessoal os terceiros intervenientes: o oponente. Os absolutamente incapazes não podem prestar depoimento pessoal. Como regra. Ônus – O depoimento pessoal é um ônus. Exceções: . não depor. entretanto. pode não comparecer ou comparecendo. Alguns o dizem até personalíssimo. não podendo confessar. o nomeado à autoria. Como parte do processo. Pessoa jurídica também não presta depoimento pessoal. Só o juiz determina o interrogatório informal.1 Quem pode pedir o depoimento pessoal? Os artigos 342 e 343 do CPC tratam desse aspecto: o depoimento pessoal de uma parte só pode ser pedido pela parte contrária. Falarão por meio de seu representante legal.

Não comparecendo ao depoimento pessoal as conseqüências são as previstas no art 343. § 1º: Sua ausência implica em considerá-lo confesso e. 5. art 343) 2. art 343). E qual as conseqüências desse não comparecimento? Essas conseqüências estão contidas no art 18 e seus parágrafos e o art 14. como estabelece o parágrafo único do artigo. ambos do CPC. no saneamento. na .Quando a parte não comparecer ou comparecendo recusar-se a depor o juiz poderá considerá-la como tendo confessado (confissão ficta). O interrogatório informal pode ser decidido a qualquer momento do processo. O interrogatório informal é sempre ordenado. art 347. 3. I do CPC. Estará. § 1º e § 2º . O interrogatório informal pode ocorrer a qualquer momento. de desquite ou de anulação de casamento. Entretanto. conseqüentemente. pelo juiz (CPC. em qualquer momento. I. Todavia. infringindo os princípio da boa-fé e da lealdade. um dever processual. Escusa a depor CPC. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez no processo. deverá comparecer e declarar a sua vontade nesse sentido. O depoimento pessoal é de iniciativa do juiz ou por requerido pela parte. a presunção da veracidade dos fatos controversos. que incluem o pagamento de multa e indenização. Não comparecimento da parte ou recusa a depor CPC. 4. 7. art 342).09. 17. enquanto que o depoimento pessoal é decidido. na audiência de instrução e julgamento. assim.(CPC. dependendo de sua necessidade e mais de uma vez. O interrogatório informal pode ocorrer em qualquer estado do processo. art 343.2007 DEPOIMENTO PESSOAL versus INTERROGATÓRIO INFORMAL Diferenças: 1. a parte não pode escusar-se a depor nas ações de filiação. de oficio. Marcus Vinicius. Não comparecimento da parte: segundo Moacyr Amaral Santos. II e seu parágrafo único – A parte pode recusar-se a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados (I) ou que exijam sigilo pelo seu estado ou profissão (II). para valer-se desse benefício legal. a parte ao ser intimada a depor. se o interrogando não comparecer ao interrogatório informal contrariará o art 340.105 6. I. na audiência de instrução e julgamento (CPC. por determinação do juiz ou por requerimento das partes. deve ser esclarecida das conseqüências do não comparecimento ou do não depoimento. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez. Todavia.

parágrafo único). Resumo: Depoimento informal Quem pode pedir Quando se pode pedir (decidir) Quando será procedido Quantas vezes podem ser feitos Conseqüências da ausência da parte para Moacyr A. segundo Marcus Vinicius. de ofício Em qualquer momento do processo Em qualquer momento do processo As vezes necessárias Infringe o princípio da boa-fé e da lealdade (CPC. por estar tudo previsto no CPC. I e 18) . 340. 7. 3. exceto perder a oportunidade de tentar convencer o juiz a seu favor Depoimento pessoal O juiz ou a parte (CPC. tem o mesmo entendimento do Moacyr Amaral Santos. Declaração de vontade do confitente (CPC. Mesmo quando a confissão é feita por representante legal do confitente. Disponibilidade do direito relacionado ao fato confessado. Quanto à ausência no inquérito informal. art 352). Confessar sobre fatos (jamais haverá confissão sobre direito). não havendo qualquer penalidade prevista em lei. (Direitos disponíveis -CPC. Todavia perde a chance de tentar convencer o juiz a seu favor.106 ausência ao depoimento pessoal. A fato objeto da confissão deve ser relevante para a solução da lide. (CPC. 8. Características . I. 2. art.multa e indenizaçãoApenas infringe o art 340. 3. I. art 351). 14. Ato personalíssimo. Conceito: Segundo Humberto Theodoro Jr: “confissão é a admissão pela parte da verdade dos fatos contrários a seus interesses e favoráveis aos do adversário”. art 343. § 1º. Capacidade plena do confitente. O fato deve ser desfavorável ao confitente e favorável ao seu adversário. 2. esse mandatário precisa ter poderes especiais para isso. porque ela deve ser suscetível de renúncia. infringe apenas o art 340. Confissão ficta Idem ao entendimento de Moacyr A. art 349. 4. sem qualquer penalidade. 5. 6. Segundo José Frederico Marques: “confissão é o reconhecimento que uma parte faz da veracidade de um ou mais fatos que lhe são desfavoráveis e foram afirmados pela parte contrária”. Requisitos 1. art 342). art 343) No saneamento Na audiência de instrução e julgamento Uma única vez Confissão dos fatos alegados contra ela – CPC.Santos Conseqüências da ausência da parte para Marcus Vinicius Só o juiz (CPC. I. do CPCV.Santos CONFISSÃO 1. O fato deve referir-se ao próprio confitente.

a anulação da confissão será pleiteada por meio de Ação Rescisória. Espécies de confissão CPC. Pode ainda ser expressa (claramente identificada) ou ficta (presumida ou tácita e ocorre. A extrajudicial pode ser verbal (ou oral) e escrita. quanto aos efeitos. Conceitos: • Luiz R. no geral. A parte que a invocar não pode aproveitar de parte da confissão que lhe seja favorável e rejeitá-la no restante. quanto à forma. A confissão complexa ocorre quando a parte concorda com o fato. A judicial pode ser: espontânea (será levada a termo nos autos e geralmente feita por escrito e peticionada ao juiz) ou provocada (emanada de depoimento pessoal ou de interrogatório informal). ela terá a mesma eficácia probatória que a confissão judicial. Se for feita a terceiro ou constar de testamento. depõe sobre este juízo. por ter conhecimento do fato ou do ato controvertido entre as partes. . dolo ou coação. PROVA TESTEMUNHAL 1. Art 354). Irrevogabilidade – Embora seja irretratável. mas não concorda com a conseqüência jurídica pleiteada para o mesmo. • Moacyr Amaral dos Santos → é uma pessoa distinta dos sujeitos processuais que. Wambier → é uma reprodução oral do que se encontra guardado na memória daqueles que. 2. Se a anulação for pleiteada (confissão anulável) ainda com o processo em andamento. convidada na forma da lei. A confissão simples é direta. para atestar sua existência. 4. existem situações em que a confissão pode ser revogada. Requisitos quanto à testemunha: 1. mas antepõe fato novo ao mesmo e contra a conseqüência jurídica. artigos 349 e 353). portanto. A confissão qualificada ocorre quando o confitente concorda com o fato. Se a declaração extrajudicial for escrita e à parte ou ao seu representante legal. será analisada livremente pelo juiz (CPC. quando a parte não comparece. Estão envolvidos. art 348: São duas as espécies de confissão: a judicial e a extrajudicial. a ação adequada é a Ação Anulatória ordinária. ou comparecendo não depõe ou então quando a parte não contesta) e. não sendo parte. Se o processo já terminou. a nulidade será pedida em Ação Declaratória. pois cabe ao juiz apenas declarar a sua nulidade. Se a confissão for um ato nulo.107 • • • Indivisibilidade – (CPC. É uma pessoa física. desde que ela seja emanada de erro. qualificada e complexa. 2. presenciaram ou tiveram notícias dos fatos da demanda. (As pessoas jurídicas e as formais não podem testemunhar). Irretratabilidade – Uma vez feita a confissão ela é irretratável. É uma pessoa estranha ao feito. pode ser simples (ou pura). dois fatos o fato controvertido da lide e o fato novo alegado.

Observação: Art 405. a suspeição ou o impedimento da testemunha. os impedidos ou os suspeitos. • Aquele que não é digno de fé. Só o incapaz não pode depor. que pode ocorrer em dois momentos: 1º. quando o conhecimento dos fatos depende desses sentidos. § 4º: Sendo estritamente necessário. • O amigo íntimo da parte ou o seu inimigo capital. Contradita (é sempre oral) É o direito da parte de alegar a incapacidade. art 405. § 2º. art 405.2 Impedidos: (pessoas próximas das partes). (demência permanente) • Os que. o juiz pode ouvir suspeitos e impedidos em depoimentos que serão prestados independentemente de compromisso (art 415) e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas (até três) apresentadas no ato e inquiridas .3 Suspeitos: (CPC. • O cônjuge e os parentes (colaterais até o terceiro grau) das partes (CPC. • Aquele que intervém no processo em nome da parte (CPC. Exceções: 1. 3. no momento de depor. art 405. Mas o cego pode depor sobre fatos que ouviu e o surdo sobre fatos que viu. 2. • Os menores de 16 anos. 3. mesmo que sem ser compromissado. Dos que não podem testemunhar: Estabelece o CPC. art 405. § 1º) • Os interditos por demência.108 3. 4. III). que podem depor como testemunhas todas as pessoas. I). • Quem é parte na causa (CPC. (debilidade mental transitória. à época dos fatos não tinham condições de discerni-los em virtude de doença ou debilidade mental. II). Causas versando sobre direitos de família. É uma pessoa que deve saber do fato litigioso. 3. • Aquele que tenha interesse no litígio. 4. por seus costumes. A pessoa deve ser capaz de depor. no momento do fato (ex: estado de embriaguez que torna a pessoa incapaz de entender o fato) e 2º. art 405.1 Incapazes: (CPC. especialmente sobre separação judicial ou causas relativas à filiação. § 3º) • Condenado por falso testemunho com sentença transitado em julgado. Causa em que existe interesse público ou causa relativa ao estado da pessoa e desde que não exista outro meio para provar os fatos. § 2º. exceto os incapazes. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados. no seu art 405. • O cego e o surdo. 3. quando por qualquer motivo esteja impossibilitado de depor (doença grave que resulta em estar a pessoa em estado de coma. por exemplo). 5. § 2º. A pessoa deve ser chamada a depor em juízo.

do CPC: testemunhas que serão inquiridas em sua residência ou no local onde estiverem exercendo sua função. conforme as circunstâncias dia. se para isso houver motivo justificado. art 339). o juiz requisitará a testemunha ao seu chefe ou comando. Narrar o que souber ou o que lhe for perguntado sobre o fato da ação. As autoridades enquadradas nessa regalia. Obrigações das testemunhas: 1. Já os suspeitos não podem se recusar a depor. Sobre a intimação para ser ouvida a testemunha existem exceções. Todavia. Art 306. 4. informar ao juiz as circunstâncias de que tenha conhecimento (art 341-I. do CPC). o juiz designará. 5. do CP (reclusão de 1 a 3 anos e multa). É a intimação da testemunha que faz nascer para ela a obrigação de depor. Todavia. parágrafo unido. mas não de prestar depoimento. a parte pode pleitear do juiz autorização para ouvi-la em outra ocasião. Só podem se recusar a prestar depoimento os impedidos e os incapazes. em relação a qualquer pleito. Ninguém pode se eximir do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade (CPC. Compete ao terceiro. Depor. A parte pode comprometer-se a levar a testemunha sem a intimação e se ela não comparecer presume que a parte tenha desistido da ouvi-la (CPC. n os moldes do art 405. Se não for intimada não existirá tal obrigação. por solicitação do juiz. art 412). Comparecer em juízo. O juiz dispensará a testemunha contraditada ou a ouvirá sem o que ela seja compromissada. §1º). a testemunha intimada não comparecendo fica sujeita a duas espécies de penalidade: ser conduzida sob força e arcar com as despesas que a sua ausência provocar. pois s suspeição deve ser alegada por outrem. designação de hora. do CPC: Quando a parte ou a testemunha por enfermidade ou por outro motivo relevante estiver impossibilitada de comparecer à audiência. hora e local para inquiri-la. Uma vez intimada a depor como testemunha. art 412. § 4º. que lhes enviará cópia da petição inicial ou defesa oferecida pela parte que a arrolou como testemunha. qualquer testemunha pode se negar a depor sobre: . Art 411. deve: 3. 2. O comparecimento e a recusa a depor são faltas muito graves (crime omissivo de falso testemunho). Sendo funcionário público ou militar. dia e local onde prestarão depoimento. Ainda assim.109 em separado. quando chamada (CPC. ii. iii. alegando essa condição que possam ter. ou situações especiais: i. sujeitando a testemunha às as do art 342.

art 413). mas não exclusivamente. Por exemplo. por meio do juiz (CPC. 3. 7. art 419). 24. art 415).2007 6. Direito de não ser coagida (CP. O direito de ler o seu depoimento antes da assiná-lo (CPC. § 1º). Direito das testemunhas 1. → Nas situações em que se exige conhecimento técnico especial. Ser inquiridas diretamente pelo juiz (CPC. 5. 5. Direito de ressarcimento das despesas havidas com seu comparecimento à audiência. I – 2ª parte). A cujo respeito deve manter sigilo por dever de estado ou profissão. também.09. II). art 401). só podem ser provadas por documentos. II – 1ª parte). existindo exceções especificadas pela lei: → Quando o fato já estiver provado por documento. (CPC. exames especializados como o DNA. Em tais casos a prova testemunhal é dispensada. → Existem situações que. Direito de consultar notas e apontamentos previamente examinados pelo juiz. art 416). conforme previsto para o início do depoimento no CPC. art 416. 6. uma parte alega algo e a outra concorda com a alegação (CPC. laudos periciais. pode-se. se o valor exercer esse valor. Receber tratamento cortês por parte dos advogados (CPC. escusar-se a responder determinadas perguntas. do CP acima. art 400. um recibo de pagamento. Observação: Os crimes de falso testemunho omissivo (se recusar a depor) ou comissivo (não falar a verdade) só ocorrerão se a testemunha foi devidamente compromissada. I – 1ª parte). art 400). art 417). 4. Dizer coisa diferente da verdade consiste em crime de falso testemunho. → Pela confissão tácita da parte. Por exemplo. inclusive não sofrer descontos de pagamento pela necessária falta ao trabalho (CPC. Trata-se de crime comissivo previsto no art 342. art 400. art 415. poder-se-á admitir prova exclusivamente testemunhal (CPC. a parte apresenta um contrato. (CPC. Por exemplo. Por exemplo. → Quando o fato só puder provado por documento ou por perícia (CPC. art 400. do CC). admitir a prova testemunhal. por exigência legal. somente para esclarecimento ou complementação do depoimento. (CPC. Por exclusão. Excepcionalmente. a certidão de casamento. numa ação de divórcio. art 400. → Nos contratos cujo valor não exceder dez vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no país. II e art 229. 2. II – 2ª parte). art 400. Receber as perguntas dos advogados. .110 • • Fatos que lhe acarretem grave dano ou ao cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins em linha direita ou na colateral em segundo grau. (CPC. Admissibilidade da prova testemunhal Regra geral = A prova testemunhal é sempre admitida (CPC. 8. o distrato de um contrato. Dizer a verdade (CPC. 7. art 416). art 400. só se prova pelo termo de distrato das partes.

parte final). Também pode a parte provar por testemunhas (CPC. 8. art 407). com o uso de força policial (CPC. salvo no caso de falecimento. art 300). Existem situações em que este número pode ser extrapolado: • Testemunhas referidas pelas outras testemunhas que o juiz pode. no caso de depósito necessário e em questão relativa a hospedagem em hotéis. supondo-se que ela a avisará convenientemente. do CPC. art 404. Cada parte poderá apresentar no máximo dez testemunhas. o prazo é diferente: até 48 horas antes da audiência. No processo de rito ordinário. art 412. primeira parte). previsão no CC) • Houver começo de prova escrita vinda da parte contra a qual se pretende usar o documento em questão como prova documental. art 412. qualquer que seja o valor do contrato pode-se admitir prova testemunhal se: (Há. I). de oficio ou a requerimento da parte. II). • O credor. Os motivos da escusa para depor estão no art 406. • Testemunhas que tenham alegado nada saber sobre o fato podem ser substituídas. na audiência preliminar. Ex: Casos de relações entre parentes. de enfermidade que impeça a testemunha de depor e a que tendo mudado de residência não foi encontrado pelo oficial de justiça. por razões morais ou materiais. não podia obter prova escrita. art 418. estabelece que. • Nos contratos em geral. A intimação pode ser dispensada quando a parte se comprometer a trazer a testemunha. intimada. No caso de processo que adota o rito sumário. depois de apresentado o rol. I). hora e local do comparecimento. (CPC. § 1º). (CPC. decide sobre as provas a produzir. art 412. art 407. se o juiz não fixar outro prazo – art 407. havendo também previsão no CC: • Nos contratos simulados. divergência existente entre a vontade real e a vontade declarada. do CPC.(CPC. no momento do saneamento do processo. a testemunha não comparecer sem motivo justificado? Ela será conduzida coercitivamente. se necessário. E se. (CPC. . O art 408 do CPC trata da substituição de testemunhas. CPC) e intimação da testemunha por meio de mandado judicial que consigne dia.(CPC. 9. até 10 dias antes da audiência (prazo legal). bem como os nomes das partes e a natureza da causa (CPC. o rol de testemunhas será apresentado no prazo fixado pelo juiz (prazo judicial) ao marcar a data audiência ou. Pode se escusar a depor. art 404. também. não pode. Produção de prova testemunhal a) Atos preparatórios → são os atos que antecedem a inquirição da testemunha: apresentação do rol de testemunhas pelas partes (no prazo mínimo de 10 dias antes da audiência. os vícios de consentimento (CPC. ordenar. art 404). Qual o momento em que devem ser apresentadas as testemunhas nos processos de rito sumário? Em dois momentos: o autor poderá apresentar as testemunhas na petição inicial (art 282 do CPC) e o réu na contestação (CPC.111 O art 402. A testemunha pode se recusar a depor? Não. parágrafo único). O juiz. Número de testemunhas. estabelecendo como regra geral que a parte não pode substituir testemunha. se não for assinalado prazo pelo juiz.

mandará excluir o seu nome do rol de testemunhas. Obs. o juiz dispensará a testemunha. II) e terceiros (CC. art 442). art 442. sendo ouvidas primeiramente as testemunhas do autor e depois as do réu. A testemunha pode. no seu art 441: “ao realizar a inspeção direta. se julgar necessário ou conveniente. O parágrafo único do artigo estabelece que após o juramento o juiz a adverte de que incorre em sanção penal prevista no art 342 do CP. levando seus próprios peritos e prestando esclarecimentos e fazendo observações pertinentes (CPC. Conceitos: 1. Se a contradita for aceita. INSPEÇÃO JUDICIAL 1. ser contraditada. prestará compromisso de dizer a verdade. parágrafo único). que tenha sido eleita pelo magistrado”. se a testemunha negar os fatos alegados na contradita. a parte que a contraditou poderá provar suas alegações com documentos ou com até três testemunhas. Finalidade Esclarecer dúvidas que existam sobre o fato. imóveis e semoventes. As partes podem impugnar os peritos sob alegação de suspeição (CPC. do CPC. lugares e documentos que pela sua natureza não possam ser transportados (CPC.112 O art 409 do CPC fala do caso em que o juiz da causa é arrolado como testemunha. com a argüição de seu impedimento. art 339). se nada souber. nesse momento. Quanto se apresenta para depor. III). art 138) e podem também acompanhar a inspeção. se calar ou ocultar a verdade. 3. art 14 e art 340. Na inspeção judicial o juiz usa seus próprios sentidos. . a finalidade da inspeção judicial é aclarar os fatos. art 414). o juiz poderá ouvir a testemunha sem. Assistência técnica Prevê o CPC. Objeto Pessoas: as partes (CC. Depois de qualificada. se fizer alegação falsa. a testemunha presta o juramento previsto no art 415. o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos”. sua incapacidade ou suspeição. primeiramente a testemunha é qualificada (CPC. isto é. 413 e art 452. As testemunhas falarão depois que os peritos responderem às perguntas das partes e que as partes prestarem seu depoimento (CPC. 2. cunhada de subjetividade. Arruda Alvim: “inconfundível com a mera visita formal. Todavia. declarar-se-á impedido. ou. compromissá-la. Coisas: móveis. Nesse caso. 2. b) Atos de produção propriamente ditos → É a inquirição da testemunha que ocorre na audiência designada. É prova suplementar para possibilitar o aperfeiçoamento da percepção do juiz (CPC. sobre qualidade ou circunstâncias corpóreas de pessoas ou coisas relacionadas com o litígio”. se tiver conhecimento de fatos que possam interferir em sua decisão. contudo. Resumindo. 4. art 440). De Humberto Theodoro Junior: “é um meio de prova que consiste na percepção sensorial direta do juiz.

113

5. Procedimento O art 440 do CC diz que a inspeção judicial pode ser procedida em qualquer fase do processo, antes da sentença, por decisão de ofício do juiz ou a requerimento das partes. A inspeção judicial se inicia com o despacho do juiz, no qual serão consignados o nome da pessoa (se o objeto for pessoa) e a descrição detalha da coisa (se o objeto for coisa), o fato a esclarecer, além da identificação de peritos designados (se for o caso), do dia, hora e lugar da inspeção. A inspeção deverá ser procedida pessoalmente pelo juiz, que poderá ser assistido por um ou mais peritos (CPC, art 441) e acompanhada pelas partes (CPC, art 442, parágrafo único). Concluída a inspeção. O juiz mandará lavrar dela auto circunstanciado, do qual constarão todos os detalhes pertinentes ao fato da causa (CPC, art 443), do qual cabe agravo retido. Se o juiz indeferir o pedido das partes para realizar a inspeção judicial, cabe à parte agravar a decisão do juiz. 6. Obrigatoriedade A inspeção judicial pode ou não ser realizada, ainda que requerida pelas partes, ficando totalmente ao arbítrio do juiz. Depende de seu poder discricionário. Assim, não está o juiz obrigado a deferir o requerimento das partes quanto à questão. Todavia, em grau de recurso, se o Tribunal julgar necessária a inspeção, mesmo que não requerida, determinará a sua realização. 03.01.2007 EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS E COISAS 1- Conceito Luiz Rodrigues Wambier: “exibição de documento ou coisa é o meio de prova pelo qual a produção se dá não por quem a prova aproveita, mas pela parte contrária ou por terceiro, ou ainda, por iniciativa do juiz, no uso do poder que lhe assegura o art 130”, do CPC. Humberto Theodoro Junior: “a exibição de documento ou coisa consiste no dever que incumbe às partes e aos terceiros de, colaborando com a justiça, exibir documentos ou coisa que se ache em poder deles, sempre que o exame deles for útil ou necessário ao processo, podendo a iniciativa desse dever ser cobrada pelo o próprio juiz (CPC, art 339 a 341). 2- Momento 1. Durante a tramitação do processo, como incidente da fase probatória (CPC, art 355 e art 363), por meio de procedimento incidental nos próprios autos do processo. 2. Podem também, documentos e coisas, ser exibidos antes do ajuizamento da causa, como medida preparatória, por meio de ação cautelar (CPC, art 844 e art 845). Observação.: A medida cautelar pode ser de 2 tipos: incidental, que é simples pedido feito no próprio processo (não é ação cautelar, porque para isto falta-lhe o interesse de agir) ou preparatória por meio de ação cautelar. 3- Legitimidade

114 1. Legitimidade Passiva: qualquer uma das duas partes ou ainda terceiros estranhos à causa e que estejam de posse da coisa ou documento (CPC, 355). 2. Legitimidade Ativa: A parte interessada na exibição do documento ou a coisa, o Ministério Público, como fiscal da lei, o juiz e todo terceiro interveniente na ação. 8.10.2007 (conclusão da correção do assunto anterior) 4 – Objeto da exibição de coisa ou documento: coisa ou documento. 5 – Exibição do documento ou coisa contra (pela) a parte. Qualquer uma das partes poderá pedir a exibição de documento ou coisa que se acha em poder da outra, fazendo-o, se for o autor da ação, na petição inicial, na contestação da reconvenção ou em outro momento qualquer; na contestação, na reconvenção ou em qualquer outro momento, sendo réu da ação. O requerimento de pedido de exibição deverá ser instruído de modo a satisfazer os requisitos do art 356, do CPC. O juiz pode, entretanto, indeferir o pedido.Estando regular a petição, o juiz a deferirá intimando o requerido a exibir o documento ou coisa solicitada, no prazo de cinco dias (art 357, CPC). A intimação será feita na pessoa do advogado do requerido. Intimado, o requerido pode adotar três posições: a. Exibir o documento ou a coisa no prazo legal fixado, o que implicará no encerramento do incidente. b. Não exibir o que lhe foi solicitado e nem oferecer resposta no prazo. Nesse caso, haverá presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar (CPC, art 359, I). c. Não exibir o que lhe foi requerido, mas responder no prazo, alegando motivos que entenda justificarem sua recusa de exibição ou que o escusem de fazer a exibição. Será, então, facultado à parte requerente a produção de provas sobre o alegado pelo requerido. Concluída essa parte probatória relativa ao pedido de exibição de documento ou coisa e sobre sua recusa ou escusa, o juiz decidirá a questão, aceitando ou não a alegação do requerido. Se a sua decisão foi pela ilegitimidade da recusa do requerido, haverá presunção da veracidade dos fatos em questão (art 359, II, do CPC). Se, entretanto aceirar as razões do requerido, o dispensará da exibição. d. O requerido não exibe o solicitado, alegando a não obrigatoriedade de o fazer, justificando o procedimento pelas razões constantes do art 363, do CPC: por ser o documento (ou coisa) concernente à vida de família, porque a exibição pode violar dever de honra ou a publicidade do documento resultar em desonra à parte ou a terceiros, bem como a seus parentes consangüíneos ou afins, até 3o grau, ou lhes representar perigo de ação penal, ou ainda, segundo outros motivos graves.

115 Observação: O art 358, do CPC, prevê os casos em que o juiz, obrigatoriamente, não deverá admitir a recusa do requerido: • Se houver obrigação legal da exibição. • Se o requerido aludiu à coisa ou ao documento no processo. • Se o documento ou a coisa for comum às partes. A recusa de exibição implica em presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar. 5 – Exibição de documento ou coisa contra (por) terceiro. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, a parte interessada na sua exibição deverá propor contra ele “pedido de exibição” que será apensa a ação principal. Portanto haverá uma relação processual paralela, com partes e objeto diferentes da ação principal com natureza de ação. Essa nova relação jurídica que será resolvida pelo juiz por sentença. O juiz mandará citar o terceiro para defender-se em 10 dias (CPC, art 360). O prazo é maior que o concedido às partes, porquanto o terceiro é estranho ao processo e suas providências podem demandar mais tempo. Citado, o terceiro poderá assumir três atitudes: 1. Exibir a coisa ou documento, no prazo, o que porá fim à lide deste segundo processo. 2. Negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, colhendo o seu depoimento bem como o das partes e, se necessário, o de testemunhas e em seguida proferirá sentença. (CPC. Art 361). 3. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao depósito em cartório (ou em outro lugar) em 5 dias, pagando o requerente as despesas que tiver. Se o terceiro não cumprir, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policial. (CPC, art 362). O terceiro incidirá, também, em crime de desobediência, previsto no art 330, do CP. 4. O terceiro poderá se escusar de exibir o solicitado com base nas razões listadas no art 363, do CPC. 6 – Distinção entre as duas modalidades. Quando o pedido de exibição for contra uma das partes, ele será exercido por meio de instrumento incidental e quando for contra terceiro, por meio de ação de exibição de documento ou coisa (ação exibitória). O prazo para a resposta do requerido também é diferente quanto ele parte ou terceiro. Também são diferentes os efeitos do não cumprimento da obrigação de exibir a coisa ou o documento. 7 – Requisição judicial O assunto é regulado pelo art 399, do CPC. Quando se tratar de documentos que devam ser fornecidos por repartições públicas, o juiz poderá requisitá-los em qualquer tempo ou grau de jurisdição. O parágrafo único do artigo determina que o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 30 dias, certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes, ou de oficio, devolvendo, a seguir, os autos à repartição de origem. 15.10.2007.

116

Questões da prova (dois tipos de provas) 1. Vistos, etc. Proposta ação de cobrança por José Pedro contra João Paulo, com o objetivo de receber R$ 32.000,00, o réu, citado, apresentou tempestiva contestação, aduzindo, em preliminar de ilegitimidade passiva da parte, que ele nada devia, pois não era sua a assinatura no documento juntado pelo autor para fundamentar o pedido inicial. Em réplica, o autor sustentou que a assinatura é do réu e requereu prova pericial. Observa, realmente, que a assinatura no referido documento é completamente diferente da assinatura no instrumento de mandato de fls., razão pela qual entendo que a primeira é nitidamente falsa. Diante desse fato, desnecessária qualquer prova, acolho a preliminar argüida, extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art 267, VI, do CPC. O autor arcará com as custas do processo e com o pagamento de honorários sucumbenciais de 10% do valor da causa. Publique-se e intime-se. Questão: Como advogado da parte vencida, indique qual o último dia do prazo no qual o recurso cabível poderá ser interposto, sabendo-se que a decisão foi publicada numa quinta-feira, 1º de abril, e no dia seguinte foi feriado estadual e que houve greve nos serviços forenses com o fechamento do Fórum nos dias 6,7 e 8 de abril, respectivamente terça, quarta e quinta-feira. Explique sua resposta. Resposta: 1º de abril, data da publicação é o dies a quo (não conta). 2 de abril, feriado. Não se pode iniciar a contagem em dia não útil. 3 e 4 de abril, fim de semana, segue a mesma regra acima (não são contados). 5 de abril. Dia inicial da contagem dos prazos. 19 (segunda feira) de abril, último dia do prazo para recorrer. 2. O menor, absolutamente incapaz, que necessita de alimentos, é parte legítima para pleitear alimentos contra seu pai, mas precisa que sua capacidade seja integrada. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: Está correta. O menor, absolutamente incapaz, tem direitos e obrigações na ordem civil, conforme o art 1º do CC que diz que toda pessoa é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. O menor absolutamente incapaz possui legitimidade ad causam e é o dono do direito em questão. Realmente precisa que sua capacidade seja integrada, pois o CPC, em seu art 8º, determina que os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil (retrocitada). É a capacidade de estar em juízo, um dos pressupostos processuais positivos referentes às partes, sem os quais, por questões processuais, o processo não poderá se desenvolver. Ele tem a capacidade para ser parte, mas não possui a capacidade para estar em juízo, por isso precisa ser representado. Deve-se considerar que são três os tipos da capacidade. São três as capacidades: a capacidade postulatória, própria do advogado que atua no processo, a capacidade de ser parte e a capacidade de estar em juízo. A parte deve reunir as duas últimas para figurar na ação, como parte. O menor tem a capacidade de postular seu direito em juízo, mas não tem a de estar em juízo. Por isso sua capacidade deve ser integrada, sendo para tanto representado pela sua mãe.

117 3. O princípio dispositivo, também chamado de princípio da inércia da jurisdição, significa que caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Reposta: A alternativa é parcialmente correta. O princípio não é denominado de princípio da inércia de jurisdição, pois o art 130 do CPC determina que o juiz não mais se limita a assistir, inerte, a produção das provas, pois em princípio pode e deve assumir a iniciativa destas; de ofício ou a requerimento das partes pode determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias, o que legitima a segunda parte da alternativa, tornando-a correta. Se as provas facultadas às partes, asseguradas pelo princípio do dispositivo, não forem suficientes, o juiz pode pedir nova prova. Ex: art 342, CPC. Assim, pelo princípio da inércia está correta quanto ao requerimento da parte, mas o juiz pode exercer, de ofício, o princípio do Impulso Oficial, tomando a iniciativa quanto à produção de privas. 4. Com relação ao ônus da prova, é correto afirmar que, em regra, sempre é do autor. Esta afirmativa está correta. Explique sua resposta. Resposta: Alternativa incorreta, pois, segundo o art 333, do CPC, compete, em regra, ao autor a prova do fato constitutivo de seu direito e ao réu a prova de fatos impeditivo, extintivo ou modificativo ao direito do autor. Em regra, cabe a cada uma das partes o ônus da prova de fatos por ela alegados. 5. Considera-se proposta a ação a partir do momento em que o réu for validamente citado, pois, como o processo é relação jurídica triangular, somente depois da citação é que surge a litispendência e torna-se prevento o juiz, além de ser o devedor constituído em mora. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: A afirmativa está parcialmente correta. Segundo o art 263 do CPC, considera-se proposta a ação logo que a petição inicial é despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuída onde houver mais de uma vara. A segunda parte da afirmativa está correta, pois a partir da citação válida do réu, ocorrem os efeitos mencionados no art 219 mencionadas nessa parte. 6. Caio propõe demanda de ação contra Tito, referente à importância de R$ 60.000,00. Expedido o mandado de citação por oficial de justiça, Tito foi citado aos 15/06/2007 (sexta-feira), sendo que aos 20/06/2007 (quarta-feira) o seu advogado juntou procuração aos autos. No dia 21 de junho (quinta-feira), o mandado de citação foi juntado aos autos. Sabendo-se que não houve feriado nesse ínterim, o prazo para apresentar resposta começou a contar a partir de quando? Explique a resposta; Resposta: A petição inicial foi deferida, embora a procuração do advogado não tivesse sido juntada a ela. A citação foi realizada e o respectivo mandado de citação foi juntado aos autos no dia 21/06, quinta feira. Entretanto o advogado juntou procuração no dia 20.6, o que significa que ele tomou conhecimento do processo do ação em 20/6. Portanto, dia 20/06 é o dies a quo. A contagem do prazo se iniciará no primeiro dia útil seguinte, ou seja, 21/06, sexta-feira. 7. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor, contra o pai, já que o menor não tem capacidade plena. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta; Resposta: A afirmativa está incorreta. A parte legítima para a ação é o filho, menor que não pode estar em juízo, devendo, portanto, ser representado pela mãe; Assim o

A situação-problema esclarece que já se passou a fase de especificação das provas. sendo a parte representada pelo seu advogado constituído. O autor poderá exercer o direito objeto da perempção passivamente. O processo só se suspenderá após a publicação da sentença ou do acórdão. o processo fica suspenso até que ocorra a habilitação dos herdeiros. Esta afirmativa está correta? Explique. que o réu revel poderá intervir no processo em qualquer fase dele. no caso. interrompe-se a relação processual e o mandato ao advogado é automaticamente revogado. (art 8º do CPC). conduz a mesma até o final.10. deduzindo pretensão ou defendendose em ação em face dele ajuizada.”. representando-o. O autor continua tendo o direito material. Resposta: Prevê o art 322 do CPC na sua parte final. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta. Explique a resposta. segundo parágrafo único do art 268. Concluindo. 8. I determina a suspensão do processo pela morte da parte. o autor perde não só o direito de ação. depois de habilitados os herdeiros do de cujus. Ocorrendo a morte de uma das partes no curso de ação de natureza transmissível. mas não poderá exercê-lo contra o réu. tem capacidade ad causam.. se o juiz já tiver iniciado a mencionada audiência. estes deverão providenciar a regularização do advogado. se for o caso. Durante a interrupção da relação processual. O artigo 265. Resposta: Significado de perempção. recebendo-o no estado em que se encontra. 24. Perempção é a perda do direito de ação não implicando na perda do direito material. Se o réu revel ingressar no pleito após a fase de especificação de provas. O filho.118 autor da ação será o filho absolutamente incapaz representado pela mãe. pois não há que se falar em preclusão quando ocorre revelia porque a lei autoriza ao réu ingressar no feito a qualquer momento. Está afirmativa está correta. cujo mandato é prorrogado por lei até o final da audiência. pois a morte da parte extingue o mandato anteriormente concedido. Se tiver ocorrido a perempção sobre o litígio que é objeto do processo. Resposta: A afirmativa está incorreta no que se refere à suspensão do processo. Por isso a mãe deverá complementar a sua capacidade para estar em juízo. mas também o direito material que é objeto de controvérsia.. a perempção faz com que o titular do direito de ação não mais possa exercê-lo ativa e passivamente em juízo. a afirmativa está parcialmente incorreta. ainda assim poderá indicar as suas provas. Portanto ocorreu preclusão da possibilidade da apresentação das provas para ele. Portanto a afirmativa está incorreta. Todavia a parte final do dispositivo legal citado ressalva-lhe a possibilidade de alegar em sua defesa esse direito. do CPC: “se o autor der causa por três vezes à extinção do processo pelo fundamento presente no inciso III do artigo anterior (abandono) não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. Todavia. mas não tem capacidade ad processum. Entretanto o § 1º do artigo apresenta maiores detalhes quanto ao comportamento do juiz frente à morte de uma das partes: se ainda não teve início a audiência de instrução e julgamento suspende o processo até a habilitação dos herdeiros que deverão inclusive regularizar a sua representação quanto ao advogado. Ao ter prosseguimento o processo. 10. 9. em sua defesa. Assim.2007 PROVA PERICIAL .

– São quatro espécies: a. d. 05. art 145). 3. b.119 Conceitos. 2. Judiciais b. que envolvam conhecimentos técnicos ou científicos. exigindo conhecimentos técnicos ou científicos (CPC. Espécies: (CPC. de direito. Facultativa • Quanto à determinação 1. • Quanto à exigência 1. ou de serviço. para ser admitido deve ser: 1. coisas. Classificações: • Quanto à origem e à situação a. Como oneroso e demorado meio de prova que é. a) Luiz Rodrigues Wambier → é o meio de prova destinado a esclarecer o juiz sobre circunstâncias relativas ao fato conflituoso. Útil – O fato a ser provado deve ser pertinente à questão e deve exigir conhecimentos técnicos ou científicos. em relação a valores. Exame → sobre pessoas. por meio de um perito. b) Moacyr Amaral Santos → é a inspeção. sobre pessoas. de presenti → realizada durante a tramitação do processo 2. Oficiais – o juiz ordena de ofício 2. Arbitramento → refere-se a valor. de futuro → realizada antes do processo. móveis e semoventes. moveis e semoventes. Admissibilidade (CPC. para verificação de fatos ou circunstâncias que interessam à causa. Extrajudiciais. Requeridas – o juiz determina a pedido das partes • Quanto ao momento do processo 1. Objeto: O objeto da prova pericial são os fatos que escapam ao conhecimento comum. Necessário – Só é admitido esse meio de prova quando inexistir outro meio. art 420. Necessária 2. Também e conhecida comumente por ad perpetuam rei memoriam.2007 PROVA DOCUMENTAL Conceitos: . Avaliação → sobre móveis e imóveis. como medida cautelar. Vistoria → sobre imóveis c.11. de obrigações. qualidade e quantidade do objeto de litígio. procedido por pessoas que detêm conhecimento técnico ou científico (exame). Praticável – O objeto a ser periciado deve oferecer condições para isso. parágrafo único). coisas. art 420).

Documento é uma coisa que permite conhecer outra coisa. Ex: certidões. CPC). CPC). Já o documento heterógrafo é aquele em que essa coincidência não acontece. 2. c. 2. Subdivide-se em: • Escritos → são manifestados no papel por meio de caracteres gráficos. por exemplo. Documento público ou privado→ Público é aquele criado por instituições públicas. Ex: carta. Art 368. O documento autêntico é o que contém nele próprio a prova da autoria (CPC. • Gráficos → são os que se manifestam de outra forma que não seja a escrita. São narrativos ou constitutivos / dispositivos. Documento indireto → é o que passa pelo intelecto do autor do documento. como. filme. Ex: foto.120 • • • • • Qualquer documento que sirva para provar o fato. Documento é o resultado da obra humana que objetiva a fixação ou a retratação de um acontecimento. Documento direto → é o documento manifestado de forma direta. Documento autógrafo ou heterógrafo → Documento autógrafo é aquele em que o autor do fato e o autor do documento coincidem. Quanto ao conteúdo (também conhecido por documentos declarativos). Se a narração é feita pela testemunha. Se a narração é feita pelo autor ou o réu do processo. autenticado. Documento assinado (subscrito pelo autor) ou não assinado (não subscrito pelo autor). Documento é a coisa capaz de representar um fato. Quanto ao meio de formação do documento: nesse sentido. documento autenticado é aquele cuja prova da autoria está fora do documento. Quanto ao seu autor Quanto aos meios de formação Quanto ao conteúdo Quanto à finalidade. o documento é o resultado da tomada a termo de sua declaração. criando a coisa que representa o fato. 3. sem passar pelo intelecto do autor (sujeito do fato). (art 364.Privado → é o documento criado por particulares. tem-se o depoimento pessoal. Documento é a coisa representativa de um fato. sem autenticação ou anônimo. Classificação a. . Quanto ao seu autor: Existe a seguinte subdivisão: 1. 4. b. d. o documento pode ser: 1. sem autenticação faz menção ao autor mas é necessário provar essa autoria e anônimo é o documento do qual não se conhece a autoria. • Documentos narrativos são os documentos resultantes da redução a termo da narração do autor. art 369). Documento autêntico. a impressão digital.

ou seja. das audiências ou de outro livro do escrivão. Ex: Recibo. prova acidentalmente. Assim. mas não prova a veracidade de seu conteúdo. Ex: distrato. portanto. • As reproduções dos documentos públicos. Ex: escritura pública para alienação de bens imóveis. 4. • Os traslados e certidões extraídos por oficial público de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. • Documentos casuais → Embora não criados para servirem de prova. Fazem. prova que o documento cumpriu as exigências legais para sua produção. sendo-lhe declarada judicialmente falsa“. art 366). A verdade intrínseca (conteúdo) é de responsabilidade do narrador do fato representado no documento. ainda. Ex: Uma certidão de nascimento prova que sua elaboração seguiu todo ritual legal para sua produção. Por exemplo. tem presunção de veracidade até prova em contrário. a fé pública atesta a verdade extrínseca do documento. Subdividem-se em: • Documentos pré-constituídos → Documentos criados com o objetivo de fazerem prova futuramente. São conhecidos por instrumentos. Ex: fotos. ou seja. O documento público pode também ser dito instrumento público. Documentos não solenes (ou não formais) – São os documentos para os quais não existe forma rígida para sua produção. o parágrafo único do artigo que a falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou em alterar documento verdadeiro. fazem a mesma prova que os originais: • As certidões de qualquer peça dos autos. Diz. (CPC. Quando determinado ato exigir instrumento público. . Pelo art 365 do CPC. ar 387). Quanto à finalidade. Quando à forma: Podem ser: 1. acabam por fazer prova de determinado fato. desde que extraídas ou subscritas por ele. E a falsidade pode ser material ou ideológica. nenhum outro tipo de prova poderá suprir-lhe a falta (CPC. desde que autenticadas por por oficial público ou conferidas em cartórios com os originais. Ex: vistorias prévias. A fé pública tem caráter juris tantum. mesmo quanto aos seus elementos extrínsecos pode haver nulidade do documento quanto a eventuais falsidades dos seus elementos. do protocolo. Documentos solenes (ou formais) – Devem seguir forma preestabelecida em lei. Diz o artigo em questão: “cessa a fé do documento público ou particular. Mas não prova o conteúdo do documento. Documentos originais – É o próprio documento representativo do fato.121 • Documentos constitutivos (ou dispositivos) é o documento resultante da manifestação de vontade do autor. 2. 3. Cópias – são os documentos que correspondem à reprodução dos originais. DOCUMENTOS PÚBLICOS São os documentos que gozam de fé pública quanto a sua elaboração (mas não gozam de fé pública quanto ao seu conteúdo).

3. o caput do art 368. art 367). fazer prova do fato por outro meio. Documentos Administrativos.122 O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das formalidades legais. Momento da prova documental São dois os momentos: o momento da propositura e o momento da admissão. O art 397. Aquele que usa o documento particular deve. juntar aos autos documentos novos. diferentemente do documento público. Os documentos públicos podem ser: 1. mas também dos fatos que o escrivão. 2. enquanto o parágrafo único do mesmo artigo refere-se a documento particular. DOCUMENTOS PARTICULARES Se documento público e instrumento são a mesma coisa. o tabelião. Documentos Notoriais. mas não quanto ao seu conteúdo. Força probatória do instrumento particular → Como o instrumento particular representa uma manifestação de vontade ele só faz prova contra o seu signatário. Força probante do documento público CPC. refere-se a instrumento particular. todavia. que tem força contra todos pela sua fé pública. do CPC. art 364: “o documento público faz prova não só de sua formação. ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”. Vícios ou mesmo a nulidade do documento ou do instrumento particular têm que ser provadas por aquele contra quem ele faz prova. o documento e o instrumento particular só têm força junto aos envolvidos neles. Documentos Judiciais. Por ter fé pública o documento público tem validade contra todos. sendo subscrito pelas partes tem a mesma eficácia probatória do documento particular (CPC. Propositura: o autor deve apresentar os documentos na petição inicial e o réu apresentálos na contestação (CPC. o documento tem presunção de veracidade quanto à sua existência. também. Assim. em qualquer tempo. quanto ao particular existe diferença entre documento e instrumento. ou para contrapô-los aos que forem produzidos nos autos. Força probatória do documento particular → Já o documento particular consiste em simples declaração e por isso apenas prova a sua existência. art 396). Para os fatos não ocorridos em tais presenças. Sua nulidade só pode ser declarada por meio de sentença judicial (sentença declaratória). Documentos de repartições públicas . apresenta uma exceção a essa regra geral:”é lícito às partes . Esta é a regra geral. mas não prova o fato nele alegado. Ainda mais. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados.

D. Com relação ao ônus da prova. Sempre é do autor. pode ocorrer por substituição.123 Pelo art 399. a. d. c. b. Caio propõe uma demanda condenatória em face do Estado para discutir determinado tributo. d. Assinale a alternativa correta. N. em regra. mas precisa que sua capacidade seja integrada. contra o pai. N. em qualquer tempo e jurisdição: 1. 2. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai.A. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. o juiz requisitará das repartições públicas. Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. Os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União. desde que com a anuência da parte contrária. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. independentemente de qualquer outro requisito. Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. é correto afirmar que. 2. As certidões necessárias às provas das alegações das partes. a. c. Extinguir o processo sem julgamento do mérito.A. e. que o juiz não pode tomar ao despachar a inicial. e. já que o menor não tem capacidade plena. b. nunca pode ocorrer em razão das perpetuações. b. contra o pai. pode ocorrer a qualquer tempo. ou as respectivas entidades da administração indireta. ou seja. Conceder prazo para regularização do vício sanável.D. Indeferir a inicial. tanto para a causa como para o processo. e. a. . d. o Estado e o Município. 4. como ele mesmo. do CPC. Extinguir o processo com julgamento do mérito. 3. Ocorrendo a alienação de coisa ou bem litigioso no curso de um processo. desde que com a anuência da parte contrária. tendo em vista sua incapacidade plena. Prova de Novembro 1. já que diante da incapacidade do menor ambos precisam figurar no pólo ativo. necessitando de alimentos. Somente será do réu se disser respeito à relação de consumo. Indique a atitude incompatível com a sistemática processual. b pode ocorrer por sucessão. c. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. O menor absolutamente incapaz. como parte. Determinar a emenda da inicial. a alteração da parte a.

A procuração geral para o foro. d. que está preventa. significa que: a. Alegados pelo autor em sua peça vestibular e os notórios. também chamado de princípio da inércia da jurisdição. 2ª Vara Cível que está preventa por força da continência. O princípio dispositivo. Caio. Transigir ou dar quitação. Interpor recurso extraordinário e o recurso especial. dependendo de qual juiz acolha a alegação de conexão em primeiro lugar. nos casos e formas legais. nenhum juiz prestará tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. e. d. Prescrição. b. que está preventa. b. 6. O despacho ordenando a citação de Tício foi proferido em 22/05/2005. N. 5. 1ª Vara Cível. em 20/05/2002 ajuizou ação de rescisão de contrato contra Tício. Incompetência absoluta. Todas as respostas estão corretas. b. e os notórios. pois a ação foi para ela distribuída em primeiro lugar. Todas as respostas estão erradas. Os afirmados por uma parte e confessados pela contrária. perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Mirandópolis. deverão ser reunidas para julgamento conjunto perante a: a. 2ª Vara Cível. este havia ajuizado perante a 1ª Vara Cível da referida Comarca ação para compelir Caio a cumprir o mesmo contrato. 1ª ou 2ª Vara Cível. São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a. habilita o advogado a praticar todos os atos. c. Propor reconvenção. Todas estão corretas. b. c. pois a citação naquele processo ocorreu em primeiro lugar. No tocante a Tício. Propor ação preparatória incidental. sendo Tício citado em 10/06/2002. Depende do que for determinado pelo juiz. Havendo conexão entre as duas ações. pois a determinação da citação ocorreu em primeiro lugar nela. Legitimidade das partes. d. Alegados pelo réu.A.124 c. 9. exceto para: a. Não dependem de prova os fatos: a.A ação de Tício fora ajuizado em 18/05/2005 e a determinação da citação havia ocorrido em 25/05/2002. d. Requerer abertura de inventário. e. c. d. e os notórios. 7. 1ª Vara Cível. 8. e.D. conferida por instrumento público ou particular assinada pela parte. Cada um tem de provar o fato constitutivo do seu direito. c. em sua contestação. e. que está preventa. sendo Caio citado em 08/06/2002. .

antes e depois de proposta demanda. Assinale. Diante das afirmações: I Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras prédefinidas nas regras processuais. 12. d. litispendência e prescrição. Compromisso arbitral e confusão entre autor e réu. abstrato. Apenas I e II estão corretas. d. Inexistência ou nulidade de citação. c. a qualquer tempo e grau de jurisdição. causa de pedir e pedido são os elementos identificadores da demanda. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. Apenas I e III estão corretas. ou seja. determinar as provas necessárias à instrução do processo. Todas são incorretas. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. Incompetência absoluta. II Capacidade postulatória é aquela referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si o bem da vida. c. enquanto não proferida a sentença de mérito. cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. a única que não se inclui entre as matérias que o juiz pode apreciar de ofício. segundo o mesmo código: a. . Apenas II e III estão corretas. de ofício ou a requerimento da parte. sendo que para o seu exercício regular faz-se mister a observância de determinadas condições. A ausência de contestação leva invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. Apenas III é correta. sendo que o que as diferencia é o momento. respectivamente. d. nos casos e formas legais. d. c. Pode-se dizer que: a. Apenas II é correta. 11. II. das questões de ordem pública. Partes. III Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. 13. b. autônomo e independente em relação ao direito material invocado.125 b. Dispõe o CPC que nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. Conexão e incapacidade da parte. e. III. b. c. Apenas I é correta. caberá ao juiz. b. Assinale a alternativa correta: I. Em relação à ação e aos seus elementos: I O direito de ação é um direito subjetivo. o juiz conhecerá de ofício. Litispendência e coisa julgada. a. entre as três opções abaixo. Inépcia da petição inicial e perempção. 10. Todas são incorretas.

exceto aquelas que devam ser 15 . o juiz ordenará a reunião das ações propostas em separado. a suspensão do processo por convenção das partes não poderá exceder um ano. findo o prazo. litispendência e coisa julgada. d. decisões conflitantes. absoluta ou relativa. Todas as proposições são falsas. Em obediência ao princípio da concentração das defesas. 14 Quanto à suspensão e extinção do processo: I. Há apenas duas proposições verdadeiras. no caso. caso a decisão não seja acolhida. IV Ocorre o fenômeno processual da perempção quando o autor dá causa à extinção do processo sem julgamento do mérito por três vezes. que não poderá renovar a ação contra o mesmo réu e com o mesmo pedido. considerando as partes. não seja alegada como preliminar na contestação. o juiz conferirá um prazo de vinte dias para que a parte constitua novo procurador. Todas as hipóteses são verdadeiras. III IV a. e. Se o réu comparecer e alegar apenas a inexistência ou a invalidade da citação. o pedido e a causa de pedir como elementos identificadores da ação. Caso a incompetência do juiz. o processo retomará seu curso. o escrivão fará os autos conclusos ao juiz. o autor não poderá desistir da ação sem o consentimento do réu. o réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa. d. no exame da identidade entre ações. à revelia do réu. que ordenará o prosseguimento do processo. A respeito da resposta do réu assinale a opção correta. Há apenas uma proposição correta. d. evitando-se. Há apenas duas proposições corretas. não tem relevância a posição jurídica – ativa ou passiva – em que encontram as partes nos feitos em exame.126 II O direito brasileiro adota a teoria das três identidades. desde que o réu tenha requerido. b. ainda que já iniciada a audiências de instrução e julgamento. Há Apenas uma proposição verdadeira. c. sem a adoção da providência. II Configura hipótese de suspensão do processo a morte do advogado do réu. O exame da identidade entre ações tem importância curial para o julgador apreciar a verificação de perempção. será concedido novo prazo para o réu deduzir o restante da defesa. assim. Há apenas três proposições verdadeiras. ficando-lhe ressalvada a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. c. c. assim. Todas as proposições são corretas. b. findo o qual. No processo civil. Ocorrendo a conexão de ações. b. ocorre a chamada prorrogação da competência. A fundamentação jurídica integra o conceito de causa de pedir. III Feita a citação. a fim de que o sejam decididas na mesma sentença. Todas as são falsas. Há apenas três proposições corretas. a. e. a. hipótese e.

17 18 19 20 . incompetência absoluta e incompetência relativa. c. o juiz: a. b. Existindo convenção de arbitragem. transformará o processo judicial em arbitragem. poderá extinguir o processo. reconvir ao autor. como o tutor na causa do menor. e. continência e incompetência relativa. d. a. b. de oficio. o juiz. extinguirá o processo com apreciação do mérito. A reconvenção será julgada na mesma sentença da ação. suspenderá o processo até que o árbitro apresente o seu laudo. suspeição e impedimento do juiz.127 veiculadas por meio de exceção. a parte não necessitar de advogado para pleitear em juízo. não for digno de fé. poderá extinguir o processo sem apreciação do mérito. autorizado por lei. terceiro pleiteia em nome alheio os direitos que este não postular. o que tiver interesse no litígio. incompetência relativa. incompetência absoluta . c. nomeando árbitro para dirimir o litígio. e. o que intervém em nome de uma parte. d. e Só se admite a reconvenção se houver conexão entre esta e o fundamento da defesa no processo principal. b. independentemente de autorização legal. d. o advogado e outros que assistam ou tenham assistidos as partes. b o cego e o surdo. terceiro pleiteia em nome próprio e em nome alheio direitos que são comuns. suspeição e impedimento do juiz. Por exceção deve-se argüir a: a. prejudicando credores. sem apreciação do mérito. d. quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. quando este demandar em nome de outrem. É correto afirmar que o CPC trata como impedido de depor: a o menor de dezesseis anos. 16 Assinale a alternativa incorreta a respeito do tratamento dado pelo CPC para a reconvenção. autorizado por lei. b. Há substituição processual quando: a. coisa julgada e litispendência. o que. se alegada pelo réu. ainda que somente possa ser acolhida se outra for rejeitada. d O prazo para contestar a reconvenção é de 15 dias. c. c conexão. em seu próprio nome. o representante legal de pessoa jurídica. o advogado representa a parte no processo. e. c. O procedimento da reconvenção não será obstado pela desistência da ação ou a existência de qualquer causa que a extinga. e. Pode o réu. por seus costumes. terceiro pleiteia em nome próprio direito alheio.

quando estas forem deferidas). por exemplo:  A prevista no art 804. Ovídio Batista: A audiência de Instrução e Julgamento é a parte mais importante de todo o processo civil. Entre elas: Humberto Theodoro Jr: A audiência de instrução e julgamento consiste no ato processual solene realizado na sede do Juízo e que se presta para o juiz colher as provas orais e ouvir pessoalmente as partes e os procuradores. como também para se produzirem as provas orais..2008 AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 1.. (Nessa fase ocorre o interrogatório das testemunhas e o depoimento pessoal das partes. Outras audiências .. do CPC: “. Outras podem acontecer.A audiência de instrução e julgamento não é a única a ocorrer durante o processo. como. destinada não só para o contato do juiz com as partes e seus procuradores. Definições ..algumas definições de “audiência de instrução e julgamento” foram apresentadas.” A B B C D E C A A A D E D D D C E E B D .02. Rosana Aula de 12.128 Gabarito 01 02 03 04 05 08 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 4 º ANO – Prof. após justificativa prévia. 2.

art 331. do CPC: “. Momento da designação da audiência de instrução e julgamento A audiência em questão é designada pelo juiz no despacho saneador (CPC. quando uma das partes não comparecer à audiência. I: “Compete ao juiz em especial: I . Atos de julgamento. 4. o parágrafo único do artigo determina que nas causas relativas à família.”.. Na audiência..”). art. Atos da audiência A audiência se desenvolve por meio de quatro tipos de atos: 1.. o juiz marcará o seu prosseguimento para o dia próximo. 2) Apresentação do rol de testemunhas. (CPC.. Atos preparatórios: 1) Designação da data e da hora para a realização da audiência de instrução e julgamento. nessa intimação. Se não houver necessidade de depoimento das partes.. nos casos de que trata o art 155. citando-se o réu para a audiência. se necessário”). determinará que o autor justifique previamente o alegado. 3) Tendo sido deferido o depoimento pessoal das partes (de ofício ou a requerimento das partes). (Art 446. Atos de instrução 4. 343 e seus parágrafos). “ 3. há um ritual para garantir a segurança dos direitos das partes.dirigir os trabalhos da audiência”). art 444: “A audiência será pública. Todavia.. podendo haver conciliação. Existem formalidades processuais a serem cumpridas. haverá intimação das partes. o rol das testemunhas deve ser apresentado dentro do prazo previsto no art 407. ou.) 5. 1.. § 2º in fine: “. in fine. Essa audiência é pública. do CPC: “. 3. . art 447). como regra (CPC. Não sendo possível concluí-la num só dia.. art 455: “a audiência é una e contínua”.. (CPC. A audiência é solene. comparecendo se recusar a depor. Se for solicitada pelas partes e o juiz deferir o pedido quanto a provas testemunhais. 3. Características da audiência de instrução e julgamento.129  A prevista no art 928. do CPC: o prazo judicial definido pelo juiz ou o prazo legal de 10 dias antes da audiência.. A audiência é una e contínua. que haverá presunção de veracidade do que for alegado pela outra parte. 2.. 5. Atos de tentativa de conciliação das partes. o juiz exerce o poder de polícia. Compete ao juiz a direção dos trabalhos da audiência. (CPC. 4. art 445: “O juiz exerce o poder de polícia. designando audiência de instrução e julgamento. estas serão intimadas pessoalmente e alertadas. realizar-se-á a portas fechadas”). Atos preparatórios.  A prevista no art 331. o juiz designará audiência preliminar a realizarse no prazo de . 2. estas somente serão intimadas se a questão versar sobre direito patrimonial de caráter privado (CPC..

130 4) Se houve trabalho de perito e qualquer das partes desejar esclarecimentos sobre o laudo. art 452 – A audiência prossegue com os seguintes passos: 1. Nesse caso. o juiz mandará reduzi-la a termo (CPC. 452. (CPC. I). deve requerer ao juiz que este mande intimar o perito e assistente técnico. o juiz declarará aberta a audiência. se não puderam comparecer. O §2º trata do caso em que haja opoente. O §3º abre a possibilidade de o debate. II). ao invés de . se eles não decidiram outra forma. de oficio ou a requerimento da parte. 2. as testemunhas ou os advogados (453. 3. § 2º. Observação: Pregão é o anúncio de viva voz feito pelo porteiro do fórum ou pelo oficial de justiça designado. sucessivamente e pelo tempo de 20 minutos para cada um deles. prorrogáveis por 10 minutos. Atos de Julgamento CPC. nessa ordem (CPC. O termo de conciliação assinado pelas partes e homologado pelo juiz terá valor de sentença (sentença homologatória) – CPC. o perito. as arroladas pelo autor e as arroladas pelo réu. Depois. formulando desde logo as perguntas sob forma de quesitos. 6) Adiamento da audiência. Perito e assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimento requeridos pelas partes (CPC. art 435). art 453 e seus parágrafos. O § 1º do artigo trata da situação em que existe litisconsorte ou terceiros. o juiz dará a palavra ao advogado do autor. Depois as testemunhas serão inquiridas pelo juiz. II). O juiz tomará o depoimento pessoal do autor em primeiro lugar e depois do réu (CPC. pelo prazo de 20 minutos cada. art 452. Atos de Instrução CPC. Nesse caso. mandando apregoar as partes e os seus advogados. desde que a causa verse sobre direito patrimonial privado (disponível). Essa possibilidade está prevista no art 242. justificadamente as partes. ao advogado do réu e ao representante do Ministério Público. dentro da audiência de instrução e julgamento? Após o pregão e antes da instrução o juiz tentará a conciliação das partes. art 448). a critério do juiz. Ela poderá ser adiada nas condições previstas no CPC. Art 454: Terminada a instrução. No dia e hora designados. 7) Antecipação da audiência em relação à data fixada no despacho saneador. Nesse caso. III). convocando as partes e seus advogados a participar da audiência. seguindo-lhes os opostos. Atos de tentativa de conciliação Quando pode acontecer essa tentativa. o prazo total (tempo normal mais prorrogação) será dividido por todos os do grupo. 5) Abertura da audiência de instrução e julgamento (CPC. mandará o juiz intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação. Situações em que pode ocorrer o adiamento: por convenção das partes (apenas uma vez – 453. I). art 452. o opoente falará em primeiro lugar. do CPC. Em ocorrendo a conciliação. art 449. segue-se o previsto no caput. art 450).

131 ser oral. (CPC. Requisitos São cinco os requisitos. todos os atos importantes do processo. do CPC. Mas isso ocorrerá apenas quando o caso apresentar questões complexas. quando for o caso. primeira questão: Citar três características da audiência de instrução e julgamento e comentá-las. → O relatório é o resumo de todo o processo e o intróito da sentença. a definição de alguns autores:  Pontes de Miranda → A sentença é emitida como prestação do Estado pela sua obrigação na relação processual. o ato final no primeiro grau de jurisdição. art 458. se fazer por meio de memoriais. . são requisitos essências da sentença. Para Vicente Grecco Filho. também. bem como identifica a área das controvérsias e as questões a serem resolvidas. Por meio dele o juiz delimita o campo do pedido. Sua falta torna nula a decisão. os fundamentos (ou motivação) e o dispositivo. 6. a suma do pedido e da resposta e registrará. Prolatada a sentença. Então. Tem mais a clareza e a precisão. II). Fundamento ou motivação – (CPC. 2. os despachos e a sentença. o relatório é condição de validade da sentença. Para Pontes de Miranda.  Abelha Rodrigues → A sentença é o ato culminante do processo. termo com o resumo do ocorrido na audiência e. resolvendo ou não o mesmo. apresentados no prazo fixado pelo juiz. sob ditado do juiz. sendo que os três primeiros são requisitos estruturais. o juiz profira sua sentença. o relatório é o resumo do processo que garante que o juiz leu o processo em seus termos essenciais.  Nelson Nery Jr → A sentença é o pronunciamento do juiz que contém algumas circunstâncias dos artigos 267 e 269 e que ao mesmo tempo extingue o processo ou o procedimento do 1º grau de jurisdição. O relatório é peça de grande valia e de fundamental importância. art 458): Esses três apresentados no artigo referido são: o relatório.  Vicente Grecco Filho → A sentença é o ato terminativo que decide ou não a lide. 1. determina que no prazo de 10 dias do encerramento do debate ou da entrega dos memorais. I): que conterá o nome das partes. possibilitando saber que o juiz conhece o processo. o relatório é o resumo de todo o processo. Sentença Definições A seguir. Assim. o escrivão lavrará.2008 Prova continuada.02. Segundo Abelha Rodrigues → O relatório identifica as partes. Segundo Humberto Theodoro Jr. 15. por extenso. as principais ocorrências do processo. o relatório é a síntese do processo. O relatório (Art 458. quando as partes solicitam a tutela jurisdicional. O art 456. Para Moacyr A Santos.

Sentença terminativa. Observação: A falta de precisão ou clareza enseja às partes a possibilidade de embargos. o tópico final de que. deixando de haver sentença. a expor as questões de direito. Precisão → A sentença deve referir-se ao pedido e limitar-se por ele. pois sentença sem dispositivo é ato inexistente.00 mais uma moto e ele dá R$ 8. Em termos de precisão. portanto. Não se pode dar mais do que o que foi pedido nem se pode dar menos do que o que não foi pedido. Para Humberto Theodoro Junior . Para Ovídio Batista. Tipos de sentença: São dois os tipos principais de sentença: a. se ele tivesse dado R$ 15. Quando ela decide fora dos limites do pedido ela é dita extra petita. Sentença de mérito (ou sentença definitiva) . teríamos uma sentença ultra petita. a aplicação da lei hipotética ao caso concreto apresentado pelo autor. Para Afonso Braga. Para Vicente Grecco Filho. dispositivo é a parte da sentença na qual o juiz afirma se acolhe ou rejeita o pedido do autor. O Juiz não se limitará. Em resumo. 4. Luiz Rodrigues Wambier diz que na fundamentação exporá o magistrado as razões de seu convencimento. ele deverá saber o que convenceu o juiz quanto á decisão dele. O juiz não pode decidir extra petita nem ultra petita. Caso contrário ela é dita imprecisa. a fundamentação faz parte do devido processo legal.00 mais a moto. contendo a decisão da causa. É. fundamentação é a base do convencimento do juiz por esta ou aquela decisão.132 Para Abelha Rodrigues. (ou sentença processual) b. a sentença pode ser: precisa ou imprecisa. se o pedido é R$ 10. dispositivo é a conclusão. ela é dita intra (ou citra) petita. o juiz aceita ou rejeita o pedido do autor. Ela diz-se precisa quando respeita os limites impostos pelo pedido. portanto. III).000. Todavia. isto é.Dispositivo é o fecho da sentença. de forma clara e de molde a que tantos quantos a lerem tendam a chegar à mesma conclusão que ele chegou. no mesmo pedido. Se o juiz julga menos que o pedido a sentença é dita intra petita ou citra petita. Apresenta toda a linha lógica seguida por ele. art 458. Em resumo. aplicando a lei ao caso concreto.2008 5. Dispositivo (CPC.000. fundamentação é a exposição dos fundamentos de seu convencimento. não suscetível de interpretações ambíguas ou equivocadas.000. Por exemplo. 19.00 mais a moto. mas as analisará para mostrar os fundamentos de sua decisão. a inexistência do dispositivo resulta em mais que a nulidade da decisão.02. Clareza → A sentença deve ser inteligível. pois o jurisdicionado tem o direito de saber os motivos que levaram o juiz a aceitar ou rejeitar seu pedido. 3.

Alguns exemplos e questões. Mas. algum vício insanável. do CPP. II e III: os motivos. ou seja. . Nas sentenças terminativas não pode haver apreciação do mérito. No julgamento do mérito previsto no art 269. a verdade dos fatos e a ação incidental ao processo (salvo se pedida pela parte que ela seja considerada coisa julgada). Então. Numa ação de alimentos o juiz defere o pedido do autor sob a condição de que o réu é o pai do autor. 7. I é o próprio juiz que julga o mérito. a sentença não faz coisa julgada para o relatório e para a fundamentação. Por que nas sentenças terminativas ele não julga o mérito? Porque o processo apresenta alguma falha. têm-se as seguintes particularidades: No caso do 269. III. Tempos depois o réu pede exoneração de sua obrigação de prestar alimentos sob a alegação de não ser o pai. Esta sentença é sujeita à apreciação dentro do próprio processo. o Estado só julga uma vez a mesma coisa. Por imutabilidade deve entender-se que ninguém pode modificá-la. fundamentação de uma sentença com o dispositivo de outra sentença. Mérito é a razoabilidade do pedido. Coisa julgada O que é coisa julgada? A resposta é encontrada no art 467. Relaciona. O juiz faz uma valoração do pedido. O juiz concede a exoneração pedida. os dispositivos de duas sentenças. As sentenças com base no art 269 são chamadas sentenças definitivas ou sentenças de mérito. mas não termina a lide. As sentenças com base no art 267 são chamadas sentenças terminativas ou sentenças processuais. Relaciona. As sentenças definitivas também acabam com o processo e com a lide. É. do CPC: coisa julgada material é a eficácia que torna a sentença imutável e indiscutível e não mais sujeita a recursos ordinário e extraordinário. quando é que a sentença se torna eficaz? Quando não cabem mais quaisquer recursos a ela. imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. I. sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos art 267 e 269 do mesmo CPP. isto é. Na sentença. porque ela põe fim ao processo. assim. como partes da sentença. Coisa julgada é a sentença que transita em julgado. ou seja. A sentença faz coisa julgada porque o Estado só fornece tutela uma vez para o mesmo assunto. no caso no 269. IV quem julga o mérito é a própria lei e nos demais casos (269. V) o mérito é julgado pelas partes do processo. portanto a imutabilidade e a indiscutibilidade da sentença ou é a eficácia da sentença tornada imutável e indiscutível. é o ato do juiz que extingue o processo sem a resolução do mérito (art 267) ou com a resolução do mérito (art 269).133 De acordo com o art 162. o que não faz coisa julgada? A resposta está no art 469. ou seja. só o dispositivo faz coisa julgada. não devendo o segundo contrariar o primeiro deles. a. E indiscutibilidade que significa que a fundamentação não pode contrariar dispositivo de outra sentença anterior transitada em julgado. portanto. II.

Essa extensão corresponde em estender-se à fundamentação a cobertura do dispositivo quanto à coisa julgada. Na segunda ação. a sentença diz que ele não é pai. se houver ação incidental no processo e sobre ela seja pedida a consideração de coisa julgada. portanto.134 A nova sentença ofendeu a decisão anterior que era imutável e indiscutível por ser coisa julgada? Sobre a questão existem dois tipos de análise. para pagamento de indenização. A questão incidental (prejudicial) deve ser julgada antes. sem julgamento do mérito). com base no art 471. A coisa julgada apenas formal (sentença terminativa) permite ao autor entrar novamente com a ação (art 268. porque haverá violação de coisa julgada.. → O dispositivo tem efeito apenas dentro do processo no qual foi deferido (Art. nula. b. a fundamentação de uma sentença não pode discutir o dispositivo de outra. O juiz extingue o processo. Já a indiscutibilidade estabelece relação entre o dispositivo e fundamentação. e. cada sentença tem validade para o seu tempo. Tipos de coisa julgada – São dois os tipos: a. . Por isso não há ofensa à sentença anterior. Coisa julgada formal. 267. a segunda sentença viola a primeira decisão? Pelo fato de a sentença transitada em julgado ser imutável e indiscutível. Correu a primeira ação. ou seja. portanto. A segunda sentença é. O fato de ter-se relação jurídica continuativa. porque ele faz coisa julgada e ela não. Qual a diferença entre indiscutibilidade e imutabilidade da coisa julgada? A imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. a cláusula rebus sic stantibus. em sentença. no acidente. A base desse entendimento é tratar a questão de relação jurídica continuativa. Quais são os limites objetivos da coisa julgada? É o dispositivo que estabelece a extensão da coisa julgada. como não tendo culpa no acidente. sujeita. 325 e 470. do CPC). c. que é indiscutível. I do CPC. Apenas. A e B se envolvem em acidente de trânsito. → O dispositivo da sentença tem efeito dentro e fora do processo. A foi considerado. com soluções diferentes. negatória de paternidade. d. nenhum juiz pode discutir na fundamentação o dispositivo de coisa julgada em sentença de outra ação. b. Nessas condições. É possível ampliarem-se os limites objetivos da coisa julgada? Sim. que em se tratando de relação jurídica continuativa. Como coisa julgada vale para situações fora do processo. a sentença anterior não faz coisa julgada. para as suas condições específicas. f. com o juiz concedendo alimentos sob a condição de paternidade. a decisão dela só vale para o processo em questão. Uma corrente admite. de tal sorte que o da segunda sentença não pode ofender o da primeira. B propõe ação em face de A. sem julgamento do mérito. Para julgar a nova ação o juiz terá que julgar a culpa de A. Coisa julgada material. a seguida pela professora. inocente. Uma outra corrente. portanto uma relação dos dispositivos de duas sentenças. Ainda assim. Como o dispositivo é mais forte que a fundamentação. se não for pedida para seja considerada coisa julgada. do CPC). defende que se tratam de duas ações diferentes. (art 5º. Estabelece.

03. Alguém. Sem que a relação jurídica daquele credor com seu devedor se altere ele. mas apenas a sentença de mérito ou definitiva faz coisa julgada material (CPC. estabelece o prazo de dois anos. Terceiros com interesse de fato na coisa julgada. O resultado da ação. sendo que esta segunda é dependente da primeira. b. com o intuito de reformá-lo. Terceiros que são atingidos pela coisa julgada em suas relações de fato. é substituído. Ex: O caso de três co-proprietários de um imóvel cuja propriedade está sendo disputada por meio de ação possessória. Neste caso há apenas uma relação jurídica. o sublocatário poderia ter entrado na ação de despejo como assistente do locatário. de fato. declarando que o autor não é dono faz com que os outros dois percam também a sua co-propriedade. As conseqüências vão recair no sublocatário. Teoria geral dos recursos Conceito: recurso é o meio voluntário e idôneo para impugnação de atos jurídicos que impliquem em decisões judiciais. Terceiros absolutamente indiferentes à coisa julgada. uma envolvendo o locatário e o locador e outra envolvendo o locatário e o sublocatário. anulá-lo ou invalidá-lo. art 269). O terceiro atingido pela coisa. Esta outra pessoa é declarada insolvente. c.2008 8. na relação jurídica. Não pode haver nova ação sobre o mesmo assunto. Nessa ação apenas um dos co-proprietários atua como autor.135 Toda e qualquer sentença faz coisa julgada formal. O locador propõe e vence ação de despejo contra o locatário. a partir do trânsito em julgado da decisão. ou integrá-lo (ou . Passam longe da coisa julgada. O terceiro que é atingido diretamente pela coisa julgada.02. Estes terceiros são de duas categorias: 1. Neste caso existem duas relações jurídicas. 2.2008 Limites subjetivos da coisa julgada (Terceiros e a coisa julgada) Existem três tipos de sujeitos que podem ser abrangidos pela coisa julgada: a. O terceiro sofre influência nas suas relações jurídicas em razão da sentença transitada em julgado. Ex: Contrato de locação e sublocação. do CPC. é credor de uma outra pessoa. particularmente. que acontece no mesmo processo onde está o ato judicial em questão. para proposição de ação rescisória de coisa julgada. não sendo por ela atingidos. 26. O art 495. pessoas alheias a ele. Pessoas que nada têm a ver com o processo. porque os outros dois estão viajando. Aliás. As relações jurídicas desse terceiro não sofrem qualquer conseqüência da coisa julga. Ex. Terceiros juridicamente interessados na coisa julgada. O terceiro cujas relações jurídicas sofrem as conseqüências da sentença transitada em julgado. 04. terá dificuldades para cobrar o valor de seu crédito.

Ainda mais. previstos no art 269. O prazo para interposição dessa ação é indeterminado.136 esclarecê-lo). Ação rescisória → Visa desconstituir uma sentença de mérito transitada em julgado. anular-seão. ou não concedê-la. uma vez que após o trânsito em julgado não cabe qualquer espécie de recurso. no caso de prisão por dívida de alimentos ou de depositário infiel. portanto. Se obtiver êxito cabe nova sentença. A rigor. II. com relação a sentenças de mérito ou sentenças definitivas. Ou no caso de ameaça de prisão. Querela Nullitatis (Ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis). contados do trânsito em julgado. 6. 3. se um ato impede a parte de produzir determinada prova cuja produção fora solicitada. E a diferença entre essas ações autônomas de impugnação e os recursos consiste no fato de que estes acontecem dentro do mesmo processo onde é tratada a lide e as ações mencionadas constituem uma relação jurídica processual nova. todavia. Ação similar às duas primeiras e corresponde a uma criação doutrinária. 2. Ação anulatória → (CPC. que não constituem recursos. Infringir esse direito torna o ajuste anulável. representa muito mais um ônus em face da conseqüência que produz à parte por deixar de exercer a possibilidade de o adotar. 4. O resultado da ação autônoma de impugnação deve ou conceder a impugnação. Abrindo parênteses. também. todos os atos que lhe seguem e dele tiveram dependência. sendo. . O instrumento estadual que lhe corresponde é o agravo de instrumento. cabe agravo que será julgado após a sentença. vamos tratar das ações autônomas de impugnação. Trata-se de uma ação que visa anular a sentença homologatória exarada pelo juiz em decorrência de ajustes de iniciativa das partes. Correição parcial → Não é cabível na justiça estadual. O prazo para essa ação é de 10 (dez) anos. admitida apenas na Justiça Federal. São seis as modalidades das sentenças autônomas de impugnação: 1. Fechando parênteses para continuar com a Teoria Geral dos Recursos. Por exemplo. art 485). Ela só cabe. O direito a ela é imprescritível. Habeas Corpus → ação que visa assegurar o direito de ir e vir. outra é a finalidade das ações autônomas de impugnação: rescindir a sentença anterior para que a lide receba nova sentença. Aplica-se no caso de sentença material transitada em julgado que tenha violado pressupostos processuais ou condições da ação. Será admitida quando um ato processual provoca inversão tumultuária dos atos de um processo. Mandado de segurança → Lei 1533/51. 5. Anulado um ato judicial. III e IV e que respeitem a lei civil. Todavia os atos que dele não dependeram serão mantidos. Visa proteger direito líquido e certo. Objetivo dos recursos: São três os objetivos dos recursos. pois quando ocorrer sentença processual ou terminativa. art 486). O prazo para entrar com a ação rescisória é de 2 (dois) anos. existe a possibilidade de se propor novamente a ação julgada (CPC. relativamente a uma decisão judicial:  Invalidá-lo (ou anulá-lo) → significa desconstituir o ato jurídico.

Há dúvida entre decisão interlocutória ou sentença quanto à decisão do juiz. Como regra. Despachos Destes. Sobre o juízo de admissibilidade a decisão será vazada em recurso conhecido (recurso aceito) ou recurso não conhecido (recurso não aceito). (sempre previsto em lei). Mas o cabimento tem que sempre estar contido em lei. apenas o despacho não é um ato de decisão. ante uma decisão. Por exemplo. Um exemplo: Da petição inicial proposta por A e B (autores) o juiz exclui B. define as três espécies de atos do juiz: a. b. mas tenha conteúdo de decisão.  O Princípio da taxatividade ou Princípio da Tipicidade. Quando os prazos sobre os tipos de recursos que suscitaram a dúvida forem diferentes. art 504). mas no prazo de 10 dias. do CPC. Eles são sempre feitos nessa ordem. ocasião em que. CPC ou em leis extravagantes). Todavia. como o são a sentença e decisão interlocutória. A existência de dúvida objetiva. Ocorrência de erro grosseiro.  Reformá-lo → Reformar um ato jurídico é fazê-lo de novo.  Princípio da Fungibilidade Recursal – Este princípio só será aplicado quando. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal (quatro pressupostos) 1º Pressuposto: Cabimento: (art 496. . aplica-se qualquer dos dois recursos. pode acontecer que um ato jurídico se revista da forma de despacho. por segurança. mas dentro do menor prazo. Como os prazos destes dois instrumentos são diferentes 10 e 15 dias. substituir o julgamento anterior por um novo (via apelação). omissa ou contraditória admite-se o recurso para integrá-la. Sentença b. Daí a aplicação de dois princípios de Direito..137  Integrá-lo ou (esclarecê-lo) → significa clarear o ato jurídico obscuro. Decisões interlocutórias c. ocorrerem 3 circunstâncias: a. Em tal caso. omisso. porque a sentença será substituída pelo acórdão (decisão de colegiado). cabe recurso. Atos sujeitos a recursos O art 162. Já sobre o juízo de mérito a decisão será de recurso provido ou recurso improvido. c. pode entrar qualquer uma das duas peças. ainda assim ocorre a substituição. Assim quando a sentença (ou outro ato jurídico) for obscura. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal Sobre a admissibilidade de recursos existem dois tipos de juízos que se devem efetuar: um juízo de admissibilidade e um juízo de mérito.Portanto dos despachos não cabem recursos (CPC. Mesmo que o tribunal confirme uma decisão do primeiro grau. O despacho não contém conteúdo de decisão. recursos são cabíveis em se tratando de sentença e decisão interlocutória.

Ver os art 501. Se a perda é parcial. Após o recurso. Se total. O juiz sentencia que B deve pagar ao A R$ 5mil. A não atingiu seu intento. os fundamentos da impugnação. portanto de existir o interesse recursal. 525 e 541 do CPC. A perda pode ser total ou parcial. 108. Além dela. como previsto pela Lei 11. tem-se o fato extintivo. Todo recurso deve ser tempestivo. Por isso o recorrente deve ter interesse em recorrer. Os art. como parte ou como fiscal da aplicação da lei. Antes da interposição do recurso temse fato impeditivo. Logo. só este perderia e só ele poderia recorrer. Se a sentença condenasse B a pagar os R$ 10 mil.502 e 503. 2) Pedir o que se pretende com o recuso: reforma. Se não houver interesse recursal. 3) Preparo.608/73. Mas. do CPC. 2º pressuposto → Interesse recursal. pois a sua interposição fora do prazo previsto invalida a sua admissibilidade. Exemplos estão nos art 514. tanto A como B podem recorrer. anulação ou integração. O art 506. portanto as duas partes podem recorrer da decisão.138 2º Pressuposto: Tempestividade. Este requisito está relacionado com o pagamento das custas devidas. só o B perderia e só ele poderia recorrer. a sucumbência. que era receber R$ 10 mil de B. Exemplo: A entra com ação cobrando R$ 10 mil de B. incluindo-se entre estes terceiros os atingidos pelo reflexo da sentença transitada em julgado e os atingidos pela própria coisa julgada. 536 e 544. todos do CPC. B também não consegui seu intento que era nada ter que pagar ao A.03. 524. 4º Pressuposto: Inexistência de fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. Por que é que se pode recorrer? Pela perda na sentença. Princípios fundamentais dos recursos (6) . 07. desde antes do recurso até seu julgamento final.2008 Pressupostos Subjetivos de Admissibilidade Recursal 1º pressuposto → perda. as duas partes têm perda. O não pagamento torna o recurso deserto. Se a parte que pode recorrer perderá o seu interesse para tanto. a parte vencida é quem tem legitimidade para recorrer de uma decisão judicial (como regra geral). o recurso não será conhecido e o mérito do recurso nem será visto pelo juízo ad quem. Além da parte vencida e do MP também podem recorrer terceiros que tinham interesse jurídico na lide. 522. deixa. do CPC trata do início da contagem do prazo. Alguns requisitos devem ser atendidos para possibilitar o recurso: 1) Apresentar os motivos. pode também recorrer o MP. 3º Pressuposto: Regularidade formal. se a sentença decidisse que B nada devia ao A. fornecem exemplos de prazos. apenas uma das partes perdeu em relação à lide e é a que pode recorrer. Quem pode recorrer? Conforme prevê o art 499 do CPC.

139 1º Princípio do duplo grau de jurisdição ou Princípio da pluralidade dos graus de jurisdição. 2º Principio da taxatividade. Neste caso. pode ser interposto um “embargo de declaração” e depois do julgamento deste pode caber um outro tipo de recurso. conforme o caso. a lide continua até o julgamento do recurso. Todavia. Em grau de recurso tal limite fica alterado. Como a sentença é passível de recurso. a parte que perdeu pela sentença recorre dela se quiser. possa a situação ensejar novo recurso. conforme o tipo de recurso. o recorrente nunca terá sua situação piorada em relação à decisão recorrida. O processo nasce para morrer. A ação que se iniciou com a distribuição (ou despacho onde houver uma só vara) e se completou com a citação do réu.03. É uma garantia da boa justiça. pode-se ficar com qualquer um deles.208 Efeitos dos recursos (8 efeitos) 1º) Extensão da litispendência. Só é cabível recurso previsto na lei. tem a lide instaurada finalizada com a sentença de mérito. o limite para um juiz decidir é estabelecido pelo pedido do autor. 6º Princípio da proibição da reformatio in pejus Por este princípio. Significa este princípio que uma mesma matéria deve ser decidida duas vezes. de modo que. em sendo os prazos de interposição de tais recursos diferente. Ora. por órgãos diferentes do Judiciário. A preclusão (em suas três modalidades: a temporal. Decorre esse principio da preocupação da possibilidade de abuso do poder pelos magistrados. As normas que tipificam os recursos não podem ser interpretadas extensivamente ou analogicamente. só cabe um recurso por vez. 4º Princípio da Fungibilidade. por vez. Se uma situação particular resultar em dúvida sobre o tipo de recurso a propor e em sendo possível a escolha de dois recursos. ou seja. Todavia pode ocorrer que. sendo constituído pelo decidido na sentença e o limite superior ou inferior do pedido. Ou ela se mantém como está ou ela melhora. . Por este princípio. a lógica e a consumativa) existe exatamente para por fim a ele. 3º Princípio da Singularidade. Não existe para a parte vencida obrigatoriedade em recorrer. Por exemplo. 11. deve-se fazê-lo dentro do menor prazo. Quando a sucumbência for dupla (das duas partes) os limites para o grau recorrido voltam aos limites do pedido da petição inicial. Para cada decisão existe um e um só tipo de recurso cabível. os recursos serão sucessivos. 5º Princípio do Dispositivo. um recurso pode ser substituído por outros em certas condições. 2º) Impedimento de preclusão. ainda que se entre com o que tenha prazo maior.

São duas as espécies de efeito devolutivo. Assim. Efeito devolutivo por profundidade → diz respeito ao que o Tribunal pode se valer para emitir seu julgamento do recurso (CPC. b. portanto. Esse efeito do recurso significa que o conhecimento da matéria impugnada é devolvido ao Poder Judiciário (mas a outro órgão desse Poder). Efeito devolutivo próprio ou perfeito → Ocorre quando o recurso é submetido imediatamente ao exame de Tribunal. no caso do efeito retido. O recurso impede a preclusão 3º) Devolutivo. É o caso do agravo retiro previsto no art 523. Por exemplo. O juiz fixa. dizendo que nada quer pagar. O tribunal pode se valer de todos as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. como ele já concordou em pagar R$ 3 mil. que B deve pagar ao A R$ 5. certamente não pedirá a apreciação do agravo retido pelo tribunal. O juiz fixa a dívida em R$ 5 mil. b. Se o recurso fosse de B. na sua decisão. Refere-se.00. ele deverá efetuar esse pagamento imediatamente e aguardar o julgamento do recurso sobre o restante. Mesmo porque o resultado do julgamento do agravo retido pode até anular a sentença. Como o agravo retido será julgado depois de proferida a sentença. Diz. mesmo que a sentença não as tenha utilizado por inteiro. A aciona B para recebimento de uma dívida de R$ 10 mil. Se a parte que interpôs o recurso retido vencer a lide. Efeito devolutivo por extensão → Devolvida a matéria impugnada ao Tribunal. do CPC.000. os limites estabelecidos pelo recurso: de 5 a 10 mil reais. respeito não ao pedido em si. à amplitude da fundamentação que o Tribunal poderá usar para emitir sua decisão. o pedido de sua apreciação depende do resultado da sentença e do interesse da parte. portanto. É ligado aos fundamentos do julgamento Segunda espécie a. Assim. Primeira espécie: a. A pode recorrer da decisão. Por exemplo: A cobra judicialmente R$ 10. (Não pode haver reformatio in pejus). a preclusão torna a matéria preclusa definitiva. exatamente quando preclui o prazo de recurso. mas aos motivos todos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. Esse tipo de efeito respeita os limites do recurso. por sentença. O efeito suspensivo de um recurso já está estabelecido na própria lei. este só pode julgar aquilo de que se recorreu. Mas se o seu recurso for no sentido de reduzir o valor para R$ 2 mil. É ligado ao conhecimento. há suspensão do efeito devolutivo. os limites seriam de 0 a 5 mil reais). . Observação: A diferença entre o recurso de efeito devolutivo perfeito (ou próprio) e o recurso de efeito devolutivo imperfeito (ou impróprio) está no momento em que acontece a devolução do recurso ao Poder Judiciário. em termos de largura.00. por força do próprio procedimento recursal. ele não precisa efetuar o pagamento enquanto corre o recurso. para cujo conhecimento pelo tribunal deverá haver pedido nas razões ou na resposta à apelação. Se B apelar da sentença.00 de B. 4º) Efeito suspensivo.140 Todas as decisões são impugnáveis em determinado prazo. art 515). Diz respeito à eficácia da decisão impugnada. mas o tribunal deverá respeitar. Efeito devolutivo imperfeito ou impróprio → Ocorre o efeito devolutivo impróprio ou imperfeito quando o recurso submetido ao Tribunal depende do julgamento de outro recurso para ser conhecido.

do CPC. 2. pelo sistema brasileiro. Após o trânsito em julgado da sentença. visando a obter uma reforma total ou parcial da decisão impugnada. pode ser aplicada nos demais recursos. Tanto essa apelação como a revisão do juiz é facultativa. art 301. o processo terá prosseguimento normal. Efeito previsto no art 296. (efeito expansivo objetivo. não haverá não haverá julgamento de seu mérito. se o recurso não é conhecido. Pode trazer.141 Condição suspensiva: O cumprimento da sentença fica suspenso enquanto corre o prazo de recurso. 8º) Efeito substitutivo. cujo direito é imprescritível. E é o julgamento do mérito que produz a substituição. (Vicente Greco Filho). É cabível para impugnação de sentenças. Outro exemplo: Caso de litisconsórcio passivo unitário (uma só sentença para todos os réus). Significa a substituição da sentença (ou de outra decisão) do juízo de primeiro grau pela decisão resultante da apreciação em grau de recurso. (Luiz Rodrigues Wambier). se uma dessas matérias não foi argüida. pela ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis. Ainda que o Tribunal mantenha a decisão do primeiro grau. Sentença condenatória aos réus. Apelação é o recurso ordinário cabível contra sentenças em primeiro grau de jurisdição. rever seu indeferimento da petição inicial em caso de recurso nesse sentido. . 6º) Efeitos translativos. Apelação é o recurso que se interpõe das sentenças de juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais de segundo grau. ainda assim diz que a decisão do tribunal substitui a sentença ou decisão do primeiro grau. O efeito substitutivo se aplica a todos os efeitos. É o recurso padrão. nessa revisão. 9 – APELAÇÃO Conceitos: 1. O juiz pode. 7ª) Efeito regressivo ou Juízo de retratação. em 48 horas. Diz respeito às matérias de ordem pública (CPC. quando os reflexos da sentença atingem pessoas que não haviam recorrido). 4. portanto. reflexos para outras pessoas e outros atos do processo. 5º) Efeito expansivo. o recurso será remetido ao tribunal. o efeito suspensivo do recurso substitui a condição suspensiva. do princípio do duplo grau de jurisdição. os réus que não recorreram serão também beneficiados pelo recurso apresentado apenas por um deles. Se apenas um deles apelar da sentença e se o seu recurso for provido e provocar alterações na sentença. O provimento do agravo pode anular a sentença. algumas devem ser conhecidas de ofício) para as quais não há preclusão enquanto existir o processo. (efeito expansivo subjetivo. Se ele de fato modificar sua decisão. Todavia. Em havendo recurso. agravo retido sobre prova pericial negada pelo juiz. A decisão do recurso pode extravasar os limites do pedido. Se ele mantiver a sua decisão inicial. sendo que sua disciplina. quando os reflexos da decisão do recurso atingem outros atos do processo). atingindo outros atos e outras pessoas. 3. no que for cabível. A apelação é o primeiro e mais emérito dos recursos previstos no CPC. poderá haver um derradeiro momento para o fazer. Apelação é o recurso que cabe em toda e qualquer sentença e representa de modo eficiente. Por exemplo.

Quer dizer que uma vez apresentada a apelação não se pode mais alegar fatos novos. decidindo ou não a lide. estabelece a regra para a questão: não pode haver fato novo na apelação. ou seja. Espécies de apelação A apelação pode ser: plena (quando busca a impugnação de toda a sentença) ou parcial (quando busca a impugnação de parte da sentença).compromisso arbitral. em substituição ao primeiro.142 Cabimento A apelação é cabível contra atos judiciais de decisão que põe fim ao processo no primeiro grau. Matéria de ordem pública (art 301. A aciona B para pagamento de R$ 10 mil. CPC). admite a possibilidade de se incluir na apelação fatos novos quando comprovadamente eles não foram incluídos na primeira fase por motivo de força maior. § 1º. Todos os demais itens o juiz pode agir de ofício 3. B. O inciso I. Assim. do CPC. Por exemplo. Por exemplo. extingue o processo sem solução do mérito. ou seja. Motivos de força maior (art 517. em sua parte final. Fato superveniente. O próprio artigo 517. faculta . também chamada sentença processual é feita com base no art 267. a pessoa deixou de incluir na fase própria documento que ofenderia seu pai. Considera-se. no caso. condenado que fora. que alguns autores incluem no item dois. do artigo. contra a sentença nas ações de conhecimento. Dessa sentença cabe apelação. não sendo alegada na fase própria. de execução. Ele pode fazer isso? Pode. A decadência convencional pode ser alegada em qualquer fase do processo. Decadência e prescrição. A sentença terminativa. pois se trata de um fato superveniente. conforme prevê o art 113. Mas se for apresentada fora do prazo próprio (contestação ou na primeira vez que falar nos autos) pode ser alegada em outra fase do processo. Fatos novos na apelação Na apelação pode haver fato novo? O art 517. 4. Ressaltese que a decadência convencional o juiz não pode conhecer de oficio. do CPC. que trata da inclusão de fatos novos ainda no primeiro grau de jurisdição. Apelação contra sentença terminativa. que deve ser alegado pelas partes). como exceções à regra que não se pode alegar fato novo da apelação. trata do indeferimento da petição inicial. temos: 1. A situação comporta também um aspecto particular. O art 296. implicará que a parte responderá integralmente pelas custas do processo. conforme permite o mencionada art 517 e também o art 462. Todavia. do CPC. em virtude do efeito devolutivo em profundidade (relativo aos fundamentos da sentença). exceto o previsto no § 4º . Mas tudo acontece na mesma relação processual na qual o ato foi proferido. cautelar e procedimentos especiais de jurisdição voluntária e contenciosa. Mas com a morte do pai pode incluí-lo na apelação. Mas a regra admite exceções. não a usa tempestivamente e o art 16 do CPC impõe as custas processuais ao litigante de má-fé. 2. recorre e na apelação apresenta contrato novo. com data posterior à de sentença. deslealdade processual daquele que dispondo da prova em questão.

 E o processo estiver em situação de imediato julgamento. só no efeito devolutivo. 4º efeito: Translativo. Será. Por isso costuma-se dizer que o § 3º mencionado apresenta uma exceção à regra geral. Prazo para a contestação e para a resposta . 3º efeito: Regressivo – O juiz pode rever sua decisão no caso de indeferimento da petição inicial. Tudo para economia processual e pelo Princípio do duplo grau de jurisdição.143 ao juiz rever sua decisão de indeferimento e modificá-lo. o conhecimento da questão retorna ao Judiciário. isto.03. (CPC.2008 Efeitos da apelação 1º efeito: Efeito devolutivo – Como todo recurso. No seu § 3º. no entanto. Mas o art 520. do CPC. pois para o caso em questão não haverá efeito devolutivo porque não há a quem devolver o conhecimento. embora se trata do primeiro (e único) julgamento do mérito da ação. nos casos em que o juízo do primeiro grau extinguiu o processo sem julgamento do mérito (art 267. Do acórdão não caberá apelação. exclusivamente sobre questão de direito. que é a de haver para as decisões judiciais uma segunda apreciação do decidido. CPC). possibilita ao tribunal. V – rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. Todavia. 2º efeito: Efeito suspensivo – a regra é que toda apelação tem efeito suspensivo. tomando o ritmo dos recursos. do art 515. Se ele valeria no caso.  A ação verse. julgar desde logo a lide. Art 520: “A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. em outro órgão. ou seja. que a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. do CPC. a apelação segue para o tribunal. como exceção a esta regra o fato do § 3º. apresenta os casos de exceção a essa regra. 5º efeito: expansivo.homologar a divisão ou a demarcação. IV – decidir o processo cautelar. no prazo de 48 horas. II –condenar à prestação de alimentos. No caso essa instância superior já emitiu o seu julgamento da questão e qualquer que tivesse sido o julgamento do 1º grau de jurisdição. suspende a eficácia da sentença recorrida. O art 515. do CPC. art 296). então não há razão para permitir recurso. 25. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem e VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela”. Mas se ele mantiver a sua decisão. quando interposta de sentença que: I . desde que:  A sentença seja terminativa. III – revogado. esclarece em seu caput. a questão pode justificar-se porque qualquer recurso sempre cabe à instância superior à do julgamento inicial. em 48 horas. art 520) Ressalve-se. Nesse caso a apelação morre no primeiro grau e o processo prossegue normalmente. esse julgamento seria substituído pelo emitido pelo 2º grau de jurisdição. Todavia os efeitos suspensivos ou não podem ser alterados pela decisão da apelação. a apelação será recebida em efeito devolutivo. (CPC.

tentando mostrar falha do juiz. A sentença ou a parte dela que está sendo impugnada. 4. Requisitos subjetivos 1. Requisitos da petição de interposição da apelação São duas ordens de requisitos: os subjetivos e os objetivos.144 O art 508. III). Terceiros juridicamente interessados: estes devem ser qualificados de forma completa. Fatos e fundamentos da ação. Nesses casos o prazo será contado pelo quádruplo para a contestação e em dobro para recorrer. do CPC fixa o prazo de 15 dias tanto para apresentação da apelação como para resposta a ela da outra parte. Nome do recurso apresentado. no art 4º. respectivamente. As partes. ou seja. do CPC. Na petição deve estar explicitamente o pedido ao juiz para que ele encaminhe a apelação para o tribunal. Os prazos são sempre contados a parta da tomada de ciência do ato recorrível. Esta é a regra e. (CPC. (Art 513. que trata do caso de litisconsortes com diferentes procuradores. no Estado de São Paulo). É o juiz que proferiu a sentença a recorrer. Tribunal a quem se apela. II). 3. para recorrer e para falar nos autos.Por isso o prazo para apresentação da contestação será de 30 dias. Procedimento da apelação O procedimento da apelação prevê dois momentos distintos: o primeiro deles quando da entrada na instância inferior (1º grau) e o outro quando da entrada na instância superior (tribunal). que continua sendo de 10 e 15 dias. que examina a petição e a despacha para o tribunal. Preparo. Requisitos objetivos (7) Estes requisitos têm a ver com as razões do recurso. 2. Significa o pagamento das custas processuais. CPC). art 282. art 514. Terão prazo em dobro para contestar. O pedido de nova decisão. 4. art 282-III). da lide. art 513. do CPC trata do caso em que a parte é a Fazenda Pública ou o Ministério Público. 6. tem exceções:  Art 191. O juiz a quem vai se dirigir a apelação. 3. A comprovação do recolhimento das custas deve ser feita juntamente com a entrada do recurso. (Lei 11. como tal. 7. III. o nome da peça: apelação. porque estão aparecendo nos autos pela primeira vez. portanto. O prazo para a apelação é. VI). Fatos e fundamentos da matéria impugnada (CPC. 5. por meio de breve relato (CPC.608/03. . de 30 dias. 1. 2. Não há alteração quanto ao prazo para réplica ou para a resposta à apelação. As provas que se pretende produzir sobre os fatos novos. Não é necessário que esta qualificação seja completa. O não cumprimento desse requisito no prazo devido implica na deserção da apelação. porque qualificação completa já consta dos autos. O prazo em dobro vale também quanto à réplica.  Art 188. Lei estadual estabelece os valores dessas custas. de novo julgamento (CPC. de modo geral. que devem ser devidamente qualificadas.

do CPC: 1. Se não houver cumprido o preparo ocorre a deserção da apelação (art 522. em audiência. Recolhimento extemporâneo. será o prazo restituído em proveito da parte. É um requisito processual. cujo descumprimento resultará em pena de deserção da apelação. inundação da cidade que impeça a parte ou seu representante de chegar ao fórum. Trata-se de prazo peremptório. da intimação. ao mesmo que proferiu a sentença recorrida. Falta do recolhimento. Quando os litisconsortes tiverem procuradores diferentes o prazo será contado em dobro (CPC. ou se ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo. Da leitura da sentença. Municípios e suas autarquias. ao juiz do 1º grau. existe recurso próprio para essa decisão: agravo de instrumento. Significa o pagamento das custas para interposição do recurso. 2. art 5º. (CPC. O início da contagem estabelece o contido no art 506. prazo que não pode ser alterado pelas partes. pela União. Petição para interpor a apelação.608/03). pelo que gozam de isenção legal. art 188) 3. doença que impeça o advogado de substabelecer a procuração. no órgão oficial. etc). LXXIV). ou 3. in fine). A inobservância do preparo pode ocorrer de três modos: 1. Ele não analisa o mérito da apelação cuidando tãosomente de uma pré-análise das condições de admissibilidade. Recolhimento irregular (a menor). O § 1º. O que é o preparo? É um dos requisitos intrínsecos de admissibilidade do recurso. 515. Não se trata de agravo retido. se sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. Nesse sentido ele pode aceitar ou não a apelação. por exemplo. art 191). A quem é dirigida a Apelação? Ao juiz a quo. Ele é o encarregado do pré-exame das condições de admissibilidade.145 Prazo para propositura da apelação: O prazo para interposição da apelação é de 15 dias. Exceção ao prazo mencionado: O próprio CPC traz os casos de exceção: 1. encaminhado ao tribunal. Se ele deferir a apelação não cabe . (benefício respaldado na CF. Da intimação às partes. deverão ser atendidas. do art 511. de seus herdeiros ou sucessores sobre quem começará a correr novamente. 2. do CPP. Da publicação do dispositivo do acórdão. art 507. as exigências do art 282. quando a sentença não for proferida em audiência. do CPC. devendo verificar se estão presentes todos os requisitos positivos e se não existe nenhum requisito negativo. ou seja. 514. Os valores das custas são regulados por lei estadual (Lei nº 11. ou seja. Estado. 2. do CPC. apresenta exceção à exigência do preparo: São dispensados do preparo os recursos interpostos pelo MP. (Motivo de força maior. Se ele negar a aceitação. Pelo CPC. Preparo. Neste caso o juiz intimará o apelante a regularizar o preparo em 5 dias. Além dos requisitos mencionados Art 511. 3. O prazo será contado em dobro para recorrer e em quádruplo para contestar quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. por preclusão consumativa. conforme art 508. 516 517. no que couber.

situação em que deverá proceder à citação do réu. 5. § 3º . sentença de mérito. para que ele apresente resposta à apelação e encaminhará o processo ao tribunal que terá condições de apreciar o recurso e julgar o mérito da apelação. Decidir sobre processo cautelar. o juiz . Prazo 5 dias A apelação. sem a citação do réu. Confirmar os efeitos da antecipação de tutela. Mas poderá também manter a sua sentença. ou seja. (caput do art). pois.sentença terminativa. Homologar a divisão ou a demarcação. Reformada a sentença. o efeito suspensivo continua mesmo durante a apelação. Hipóteses de juízo de retratação na admissão da apelação. 4. quando existe até a possibilidade de ocorrer o julgamento do mérito pelo tribunal (art 515. existem duas possibilidades de retratação do juiz do 1º grau quanto à sentença: 1. ou seja. E o juiz poderá. Art 296. 2. sem que o réu seja citado. Não existe. Pela art 515. CPC: Indeferida a petição inicial (o réu. isto é. CPC: sendo a matéria do processo unicamente de direito e se já ocorreram no juízo sentenças de total improcedência em casos semelhantes.CPC) 2. § 1º). § 3º. poderá ele proceder à sentença de improcedência.146 à outra parte qualquer tipo de recurso. pois ela tem possibilidade de se pronunciar quando da oportunidade de apresentar a sua contra-razões. é recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. sentença com o mesmo teor das anteriormente prolatadas. Se o autor apelar da sentença. § 1º. Em resumo. O art 296. 6. o autor poderá recorrer e o juiz terá 48 horas para rever sua decisão. Outro caso de retratação do juiz está considerado no art 285-A. Art 285-A. do CPC). como regra geral. O art 520 apresenta situações em que ela é recebida apenas em efeito devolutivo. interesse recursal para ela recorrer. Mas o autor pode apelar dessa sentença. retratar-se da sentença anteriormente prolatada no prazo de 5 dias. Se ele não se retratar o recurso é remetido ao tribunal. 3. apreciando a apelação. sendo aceita a petição inicial o processo seguirá seu curso normal. do CPC permite a retratação do juiz no prazo de 48 horas. Já vimos essa situação. Julgar procedente pedido de instituição de arbitragem. logicamente ainda não foi citado). de plano. dando prosseguimento à ação (art 285-A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de improcedência em casos idênticos. em se tratando de apelação de sentença terminativa. São os seguintes: 1. Todavia. indeferimento da petição inicial sem julgamento do mérito. Pelo art 285-A. Portanto neste caso não ocorre citação nem intimação. se a decisão do juiz for mantida o processo será imediatamente encaminhado à instância superior. 2. Prazo 48 horas (art 296. Condenação à prestação de alimentos. o juiz poderá dispensar a citação do réu e proferir. Rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgá-los improcedentes. reproduzindo o teor da sentença anterior. O apelado é intimado ou citado? Existem três situações para o caso: 1.

quando ela atende parte do pedido do autor e parte do pedido do réu. (art 547). da alternatividade e do sorteio (art 548). Vimos assim. que deverá estudá-lo. Se. 04. ainda não está no processo (caso do art 285-A) ele será citado (réu). os autos serão registrados no protocolo. Pode ocorrer. os autos subirão em 48 horas para o relator designado. o processo segue para o tribunal. observando-se os princípios da publicidade. O § 3º do artigo determina que nos casos de processos de procedimento sumário. Nesse caso. É o caso do recurso adesivo. não havendo tempo hábil para a outra recorrer. além das contra-razões à apelação. 547 e seguintes). nos demais. de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor.2008 Depois da citação ou da intimação. cabendo à secretaria verificar a numeração das folhas e prepará-lo para a distribuição. . cabendolhe pedir o dia para julgamento (§ 2º do art). quando necessário. Assim. embargos infringentes e ação rescisória). essa segunda apelação fica ligada à primeiro. ocorrerá intimação. art 518). Excetuados os dois casos citados. o direito permite que a outra. Não ocorrendo contra-razões a apelação. quando se tratar do réu e não tendo ele entrado ainda no processo haverá citação. A distribuição seguirá o regimento interno do tribunal. Mas se ela não for admitida cabe recurso de agravo de instrumento. O revisor também aporá seu visto nos autos.147 tem 5 dias para decidir não manter a sentença e dar prosseguimento ao processo (§ 1º do art). sendo que ambos vistam os autos. o tribunal deve fazer o julgamento dentro de 40 dias (art 550). entretanto. que. 3. ou seja. Esta outra recorre no último dia do prazo. pode apresentar a sua apelação esclarecendo que só está apelando porque a outra apelou. morre também a segunda. ou seja. entretanto. o que deverá fazer o juiz? Deverá analisar novamente as condições de admissibilidade da ação (CPC. quando os processo forem mais complexos (apelação. Mas quando se trata de quem já esteja no processo ou de terceiro estranho a ele. a apelação passa por dois juízes – o relator e o revisor. Todavia. devolvendo-o à secretaria com o devido visto seu. podendo a apelação ser admitida ou não pelo juiz. se a sentença for mantida. Se a primeira morrer. o processo vai para o tribunal. Para os processos de procedimento sumário. Se ele já participa do processo ele é intimado. Efetuada a distribuição. deverá ocorrer intimação. O art 551 trata do caso de revisão. que uma das partes não quer recorrer e só recorrerá se a outra recorrer. o réu será citado para responder ao recurso e o processo segue para o tribunal. Procedimento da apelação na instância superior (CPC. Neste caso o réu será citado. O revisor será o juiz que se segue ao relator em termos de antiguidade (§ 1º do art). como regra. Quando a sentença é tal que as duas partes perdem. às duas cabe o direito de apelar. Se ela for admitida. No tribunal. conforme seja o caso.04.

00 para A. no prazo de 5 dias. ele negará seguimento a recurso no caso de estar ele: 1.148 O art 552. Dependendo do tipo de ação a que se refere a apelação. Prejudicado. terem elas transacionado quanto à lide. ou confirmar sua decisão e encaminhar o recurso à mesa proferindo o seu voto. de embargos infringentes e de ação rescisória. em decorrência de algum ato das partes. Assim. É o que prevê o art 551: “tratando-se de apelação. O revisor aporá nos autos o seu “visto”. a possibilidade de agravo regimental das decisões do relator. B recorre. determina que. mas durante o andamento da apelação eles acertam a questão.000.2008 4. 08. a própria secretaria remete os autos ao presidente para fixação da data de julgamento. quanto ao direito em questão.(art . dando andamento ao recurso. perdendo B o interesse no recurso. Se o recurso for provido. 3. opor exemplo.00. Manifestamente inadmissível. Diz o art 549 que distribuído o recurso. em 48 horas ele sobe ao relator que deverá estudá-lo devolvendo-o a secretaria com o seu “visto”.. esta deverá ser encaminhada ao revisor.000. (§ 2º) e entre a data da publicação da data fixada para o julgamento e a data do julgamento deverá haver intervalo de pelo menos 48 horas. O relator poderá dar provimento ao recurso se a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou com a jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. CPC. Em não havendo revisor. o recurso é considerado improvido. O art 557 define as opções que pode adotar o relator do recurso. ação de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor (§ 3º). perdendo. Exemplo prático: A sentença do primeiro grau condena B a pagar R$ 6. O § 2º do art 557. se o agravo for manifestamente inadmissível ou infundado. do STF ou do Tribunal Superior. Manifestamente improcedente. Estabelece o art 557. § 1º A. pedindo ao Presidente da respectiva Câmara a fixação da pauta para o julgamento do recurso. 2. Mas. então para o art 549 do mesmo código. § 1º. O relator poderá rever sua decisão. Mas o relator poderá não se valer do artigo 557 do CPC. O revisor será sempre o juiz que se seguir ao relator em ordem descendente de antiguidade (§ 1º). em seu § 3º.pela presença de pressupostos negativos. que pleiteava R$ 10.04. como. a parte agravante será condenada a pagar à agravada multa de 1 a 10% do valor corrigido da causa. A transação deles tornou incompatível o recurso com o direito discutido. portanto o interesse recursal. indo. participarão do julgamento o juiz que houver aposto visto nos autos (relator e ou revisor). (art 557. Nos casos de recursos interpostos em causas de procedimentos sumários. o recurso terá seguimento. os autos serão conclusos ao revisor”. Recebendo o relator da secretaria o recurso que lhe foi distribuído ele pode desenvolver seu trabalho segundo o previsto no artigo 557 ou pelo previsto no artigo 549. diz que. salvo motivo de força maior. Improvido por estar em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. CPC). e não poderá interpor outros recursos sem que efetue o depósito da multa. 5. O relator deverá ter elaborado o seu relatório fixando os pontos controvertidos. (Isso não é possível nos embargos infringentes).

por entender serem manifestamente intempestivas. O art 565 trata do caso em que as partes farão sustentação oral no julgamento. para devolvê-lo. A sessão de julgamento: Depois de feita a exposição da causa pelo relator e desde que o recurso não seja de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento. Caso a decisão quanto à intempestividade houvesse sido proferida pelo relator. Proferida a sentença desfavorável aos demandantes. O que deverão fazer os recorrentes para apreciação de seus recursos. Reconhecendo no recurso o interesse público na assunção de competência do recurso. enviando o processo ao juiz de origem a fim de que o vício seja sanado. que será feito por três juízes (art 555). devolve o recurso ao relator que dará andamento normal ao mesmo. Dessa forma. O artigo 559. Ainda mais: qualquer decisão preliminar será decidida antes do mérito (art 560). quando este não for eletrônico. determina que a apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento interposto no mesmo processo. Versando a preliminar sobre nulidade suprível. § 1º). O recurso cujo julgamento já tenha sido iniciado terá preferência em relação aos outros recursos (art 562). § 3º quanto a eles. do art 555. respeitadas as preferências legais. computando o prazo em dobro como autorizado pelo CPP. § 3º). abre possibilidade ao relator de outra opção quando de seu estudo do recurso: se o recurso se referir a questão de direito e para prevenir o risco de divergências entre câmaras ou turmas do tribunal. o juiz anunciará o resultado. participará o juiz que houver aposto “visto” nos autos (relator e revisor) (art 552. O parágrafo único do artigo diz que os votos. no caput. do CPC. devendo ser impresso para juntada aos autos. a pauta da apelação aguardará sempre a decisão do agravo. Em caso contrário. define que o julgamento deverá ser feito por três juízes. o agravo será julgado antes da apelação. até porque ele poderá influir na apelação. O § 1º. por 15 minutos cada e desde que tenha havido pedido delas neste sentido (art 554). o julgamento prosseguirá na 1ª sessão ordinária subseqüente à devolução. o recurso seja julgado em primeiro lugar. o douto magistrado de 1ª Instância rejeitou o processamento das apelações. Exercício: João Luiz promove ação indenizatória juntamente com Ernesto. contados da data que o recebeu. designando para redigir o acórdão o relator ou. o tribunal poderá transformar o julgamento em diligência. inclusive o próprio relator poderá pedir vista do processo e terá prazo de 10 dias.149 552. Não obstante. Se ambos devem ser julgados na mesma sessão. contra Luiz. O acórdão deverá ser publicado dentro de 10 dias (art. o relator poderá propor que o recurso seja julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar. o que deverão eles fazer para verem apreciados seus recursos? . Proferidos os votos dos três juízes. os mesmo interpuseram o competente recurso de apelação. na sessão imediata. Neste caso. Os litisconsortes ativos foram representados em juízo por procuradores distintos. o presidente dará a palavra às partes. Justifique a sua resposta. Qualquer um dos três juizes. salvo caso de força maior. o juiz do primeiro voto vencedor. este órgão o julgará. No julgamento. não havendo nova publicação de pauta. 564). Poderão os advogados pedir para que. presente o contido no art 552. O art 555. o acórdão e demais atos processuais serão registrados eletronicamente. se este foi voto vencido.

ou seja. Modalidades Agravo retido – Art 523. É o recurso cabível contra as decisões interlocutórias (art 522) ou contra os atos pelos quais o juiz. do CPC autoriza a contagem do prazo em dobro quando os litisconsortes tiverem advogados distintos. contra decisão interlocutória. Deverão alegar interpretação errada do juiz quando ao prazo. 15. no primeiro ou no segundo grau. Indeferimento de reconvenção. (CPC. (Luiz R. O interesse recursal da parte decorre de seu insucesso na ação. do CPC. do CPC. Inadmissibilidade do recurso de apelação pelo juiz relator (agravo regimental). do CPC. rejeitar a apelação. Se a intempestividade houvesse sido alegada no tribunal pelo relator do recurso. 2ª parte (inadmissão da apelação). Prazo de 5 dias.2008 10 – AGRAVO Conceitos: Agravo é o recurso cabível contra toda e qualquer decisão interlocutória proferida no processo civil. Cabimento O agravo cabe contra decisões interlocutórias. Requisitos 1 2 Prejuízo à parte. alegando-se o mesmo equívoco por parte do relator quando a interpretar o art 191. Interposto diretamente ao Tribunal. no curso do processo. sem por fim ao processo. em audiência. com base do art 557. Cabe quando o relator. uma vez que o art 191. Agravo de instrumento – Art 524.150 Resposta: Os autores da ação deverão entrar com agravo de instrumento com base no art 522. Exemplos de cabimento de agravo. Indeferimento de exceções. § 1º. (Vicente Grecco Filho). ou imediata e oralmente. no tribunal. do CPC. Indeferimento de pedido de assistência. resolve questão incidente. aquelas que decidem questões incidentes. § 1º. Legitimidade para recorrer: só a tem quem perder a ação. do CPC. Decisão que resolve alegação de incompetência. São todas situações em que a relação jurídica continua a existir.04. (Humberto Theodoro Júnior). –Prazo de 10 dias. Wambier). art 110). Agravo é o recurso admitido para todas as decisões que não sejam extintivas ou que não sejam despachos. . do CPC. De forma escrito ou oral. caberia recurso de sua decisão por meio de agravo regimental. Prazo de 10 dias Agravo regimental – Art 537.

cabe a todos os recursos e excepcionalmente. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. cabe também à apelação. de 10 dias e se agravo retido. Por exemplo. parágrafo único). de 10 dias (art 523. É regra para a apelação e exceção no agravo. Suspensivo: suspende o andamento do processo até o seu julgamento. Expansivo: O tribunal. É um efeito que como regra. portando. podendo ou não suspender o processo 5. 3. por exemplo. 3. Ele depende de ser reiterado na apelação ou nas contra-razões da apelação. O preparo só é pago no agrado de instrumento. Eles não podem ser concedidos de ofício. o seu efeito não é imediato. Lesão grave e de difícil reparação. Devolutivo: devolve ao Judiciário o conhecimento da lide. art 4º. Quando o juiz de 1º grau negar algo pedido pela parte. Se agravo regimental. Pode até expandir para fora do processo. deve determinar outras decisões que possam sofrer as conseqüências desse provimento. de se interposto na audiência. Para o agravo regimental não há previsão legal e para o agravo retido ele é dispensado (art 522. quando o juiz do 1º grau nega o pedido para a realização de uma vistoria ad perpetuam rei memoriam. Dessa decisão não cabe qualquer recurso. O efeito suspensivo é sobre a decisão recorrida. o agravo retido tem efeito devolutivo impróprio ou imperfeito. ou seja. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo.608/73.Entretanto. 1.Lei estadual e equivalente a 10 UFESP. Ativo (ou Antecipação da Tutela Recursal). de 5 dias (art 557. o provimento faz expandir para outros atos as suas conseqüências. o caso de litisconsorte em que um dos componentes e excluído do processo. o agravo não tem efeito suspensivo. CPC) 1. ela pode recorrer. que nada mais é que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que foi solicitado seja autorizado. As condições de periculum in mora e fumus boni iuris é que autorizam essa exceção. 4. cabendo apenas no agravo de instrumento. § 3º . Portanto. Razões – Todo agravo deve ter suas razões explicativas. a não ser pedir ao relator retratação de sua decisão. Fundamentação relevante. do CPC). dando provimento ao agravo. sob risco de preclusão consumativa. se agravo de instrumento. Modalidades de Agravo 4 5 Efeitos . Regressivo ou Juízo de Retratação: O juiz pode rever a sua decisão no prazo de 5 dias. 2. como regra. Preparo de acordo com a Lei nº 11. pleiteando no pedido o efeito ativo. como. §2} do CPC) ou imediata e oralmente. 2.151 3 Tempestividade: O agravo deve ser interposto dentro dos prazos previstos. Observação: Os dois últimos efeitos excepcionais e a concessão deles depende dos seguintes requisitos: (558. Pedido da parte. Então. Significa.

para apreciação futura pelo tribunal. fazendoo nas contra-razões à apelação da outra parte. Após ouvir o agravado. parágrafo único). Excepcionalmente o agravo de instrumento (artigos 522 e 523. conforme art 522. É uma solicitação condicionada a que a sentença que lhe é favorável seja reformada. se na audiência. do CPC). E como ele é proposto a órgão distinto daquele em que encontra o processo. o agravo de instrumento deve ser proposto à órgão distinto daquele que emitiu a decisão interlocutória agravada. CPC). contrariamente do agravo retido que pressupõe dano futuro e incerto. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. Evita a preclusão de direito. Na audiência será obrigatoriamente oral e nos demais casos. é preciso “formar o instrumento” desse agravo.152 I – Agravo Retido Conceito: Agravo retido é o agravo interposto contra decisão interlocutória proferida na primeira instância. Assim. analogamente ele não faz esse juízo também do agravo retido. quando cabe agravo de instrumento. o juiz pode rever a sua decisão. Prazo para interposição do agravo de instrumento: 10 dias. A sua apreciação pelo tribunal depende de reiteração pela parte (pedido). Preparo: O agravo retido é dispensado de preparo (art 522. que também deve ser oral. Por isso. o qual gera a legitimidade da parte e o seu interesse recursal. Ele será reiterado na apelação ou nas contra-razões à apelação da parte contrária. uma vez que este tipo de recurso será apreciado futuramente. . 2. ele fica entranhado nos próprios autos do processo. § 3º.2008 II – Agravo de Instrumento Diferentemente do que ocorre com o agravo retido. Requisitos: 1. Prazos: 10 dias. Autos: O agravo retido é entranhado nos autos do processo original. Se a parte for vencedora. se é obrigado agravar de forma retida. com cópias das peças do processo ao se propor o agravo ao tribunal. portanto outro processo quanto ao processo original. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. Cabimento: ele é cabível em caso de decisão interlocutória quando existe risco de dano imediato à parte. O juiz não faz juízo de admissibilidade do agravo retido. Constitui. ainda assim pode reiterar o pedido de apreciação. Deve haver pedido expresso de reiteração do agravo retido (na apelação ou na contra-razões). escrito (Art 523. se houver prejuízo. O agravo retido implica em contra-razões da outra parte. Obrigatoriedade: A regra geral para os agravos é o agravo retido. É preciso que haja apelação. A apelação deve ser conhecida. no tribunal. do CPC. 29. 3. Vai depender de futura interposição de apelação. quanto aos pressupostos recursais.04. quando escrito e imediatamente e oral quando na audiência. Como no agravo de instrumento em que o juiz não faz juízo de admissibilidade porque ele vai direto para o tribunal.

Juntada de cópia do recurso ao processo principal: no prazo de 3 dias (prazo de preclusão) da entrada do processo no tribunal. em antecipação de tutela. devendo levar: (requisitos obrigatórios). 4. O parágrafo único do artigo estabelece que o não cumprimento dessa providência. Chegando o recurso ao tribunal ele é distribuído. do CPC) 1. mandando os autos ao juiz da causa. sem necessidade de refazer a peça. 2. Outros requisitos não obrigatórios: Juntar cópias de outras partes do processo que a parte agravante considerar úteis. Requisitos da Petição Inicial do Agravo de Instrumento: (Art 524. influir na motivação dos juizes para a decisão do recurso. desde que alegado e provado pelo agravado. improcedência. pois já está tudo no tribunal. Se o fizer. São requisitos formais. implica na não admissibilidade do recurso. portanto. CPC).(art 526. conforme art 527. a pretensão recursal e comunicar ao juiz da causa sua decisão. Já os requisitos não obrigatórios estão ligados ao provimento ou não do recurso. 2) Converter o agravo de instrumento em agravo retido. Cópia da decisão agravada. ou nos casos de inadmissibilidade de apelações e nos relativos efeitos em que a apelação é recebida. comprovação de sua interposição e documentos que instruíram o recurso) ao processo na primeiro instância. 1. Comprovante do pagamento do respectivo preparo. Cópias das procurações outorgadas aos advogados (para possibilitar a verificação da capacidade de representação dos mesmos quanto ao recurso). O prazo para o apelado tomar essa posição é o mesmo de suas contra-razões: 10 dias. comunicando essa retratação ao tribunal. 3) Atribuir efeito suspensivo ao recurso (art 558) ou deferir. do CPC). Recebimento do agravo: (art 527. justificado. A falta dos requisitos deste artigo implica negação ao seguimento do processo. Podem. salvo quando a decisão puder causar à parte dano grave e de difícil reparação. 3. O pedido de revisão da decisão deve ser motivado. Deve conter a exposição dos fatos e dos direitos. ao relator. São os seguintes os requisitos quanto à instrução do agravo de documento. Requisitos do instrumento: (art 525. bastando pagar o preparo. Os requisitos obrigatórios dizem respeito a que o Tribunal reconheça ou não do recurso. total ou parcialmente. o relator do recurso pode considerá-lo prejudicado. todavia. V. incontinenti. cabe ao apelado pedir a continuidade do recurso. que poderá: 1) Negar-lhe liminarmente o seguimento nos casos do art 557: inadmissibilidade manifesta. o agravante deverá requerer a juntada de cópia do mesmo (petição inicial do agravo de instrumento. 3. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou Tribunal superior. do CPC). . Nesse caso. do CPC. Com a juntada dos documentos ao processo o juiz a quo pode retratar-se de sua decisão. 2. pois passa a haver novo recurso em que apelado e apelante invertem suas posições. Endereçamento ao tribunal competente.153 Prazo para as contra-rações do embargado: 10 dias. Copia da certidão da respectiva intimação (para possibilitar a verificação quanto ao atendimento dos prazos recursais). por falta de regularidade procedimental.

Haverá tão-somente a inversão nas posições de agravado e agravante. 5) Mandar intimar o agravado.154 4) Requisitar do juiz da causa informações. transitado em julgado o acórdão. em 10 dias. do CPC. CPC). providenciará a baixa dos autos junto ao juízo de origem. 6) Mandar. no órgão oficial. podendo juntar os documentos que julgar convenientes para sua defesa. para responder no prazo de 10 dias. do relator. do CPC. no prazo de 5 dias. 2. independentemente de despacho. sobre conflito de competência. no prazo de 10 dias. o escrivão ou o secretário. CPC). do CPC. O art 551. Diz o art 510. salvo caso de força maior. parágrafo único. no tribunal. ouvir o Ministério Público. (Art 557. Preparo: Não haverá preparo por falta de previsão legal. o próprio relator. Retratação na decisão de 1º grau: Se o juiz de primeiro grau modificar sua decisão enquanto corre o agravo. sob registro e com aviso de recebimento. Tudo já está no tribunal. de embargos infringentes e de ação rescisória os autos serão enviados ao revisor.Agravo regimental Cabimento: são quatro as hipóteses de cabimento: 1. O julgamento. Contra decisão que não admitir embargos. O art 528. que deverão ser prestadas em 10 dias. do CPC. No caso de agravos de instrumento não haverá revisor (como regra). de despejo e nos casos de indeferimento liminar da petição inicial não haverá revisor. pois os objetos de recurso nos dois casos são diferentes. caput). Mas o inicialmente agravado. dizendo que as decisões liminares dos incisos II e III são passíveis de reforma somente no momento do julgamento do agravo a menos que o próprio relator a reconsidere. será sempre feito por três juizes. (art 532. considerando o recurso prejudicado ou o recurso que esteja em confronto com súmula ou jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. Um deles será. deverá pagar e comprovar o pagamento do preparo. ambos do CPC. O § 3º do artigo estabelece que nos recursos nas causas de procedimentos sumários. estabelece que. o agravado poderá recorrer dessa decisão do relator e pleitear a continuidade do agravo. Cabível contra decisões interlocutórias do relator do recurso pela inadmissibilidade manifesta. Prazo: 5 dias. pela improcedência. lavrado o acórdão. CPC). havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre questão suscitada (art 120. O art 527. por ofício ao seu advogado. CPC. sem que haja necessidade de se montar nova peça. CPC). neste caso. 3. quanto a recursos? Não. . deverá ele ser publicado.. quando estiverem ultimadas a providencias dos incisos III e IV. de plano. estabelece prazo máximo para o relator pedir data de julgamento: 30 dias da intimação do agravado. Questão: Há conflito entre o parágrafo único do art 527 e o art 545. Contra decisão do relator que não admitir agravo de instrumento ou negar-lhe provimento ou reformar o acórdão recorrido. estabelece que nos casos apelação. (art 555. Observação: Importante o parágrafo único do artigo. Entretanto. 4. (Art 545. que. O art 564. Contra decisão. ele deverá comunicar o fato ao tribunal e o relator considerará prejudicado o recurso. III .

Há contradição quando a decisão contém pontos conflitantes entre si. portanto que o recurso de declaração cabe contra sentenças ou acórdãos. ou ainda reforma o acórdão recorrido. CPC). Art 535. integrada.155 parágrafo único se refere a situação em que o relator converte o agravo de instrumento em agravo retido. I I → for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar-se o juiz ou o tribunal. . incompatíveis entre si. Não apresenta coerência na decisão. Os embargos são recursos hábeis quanto às decisões infra petita porque decisões desta espécie implicam em omissão. com falta de nexo no desenvolvimento das idéias. CPC) Conceito: É um recurso dirigido ao juiz ou relator da decisão recorrida. Visa. contraditório ou omisso. na medida exata em que foram tomadas. Obscuridade – é a falta de clareza na redação do ato. Omissão – Quando o julgado não se pronuncia sobre todos os pontos suscitados pelas partes. ou porque a redação é mal feita. Preparo: o embargo de declaração não está sujeito ao preparo. Cabimento: O próprio artigo 535 define os dois casos de cabimento desse recurso: Art 535. em petição dirigida ao juiz ou relator que emitiu a decisão. lacônica. Não se trata de obter nova decisão. tornando-a inteligível. ou que atribuir efeito suspensivo ao recurso ou conceder antecipação de tutela à pretensão recursal. que deve ser lógica. 2. corrigir defeitos que a redação da decisão apresenta. no sentido que seja esclarecida a decisão. contraditórios ou omissos. confusos. (art 536. A regra é. Contradição – quando o ato contém proposições inconciliáveis. confusa. Prazo: o embargo de declaração deve ser proposto no prazo de 5 (cinco) dias. Mas ele cabe também contra decisões interlocutórias e até mesmo em decisões travestidas de despacho. obscuridade ou contradição. ou porque a redação apresenta lacunas. I → Se houver na sentença ou no acórdão. Da contradição pode surgir a obscuridade. IV – Embargos de declaração (art 535. contendo expressamente o ponto obscuro. (art 536. (art 536. CPC). compreensível. enquanto o art 545 o relator não admite o agravo de instrumento ou nega-lhe provimento. Tem-se que ver o conteúdo das decisões consideradas ou desse tipo de despacho. A pretensão é que a decisão recorrida seja pelo atendimento ao recurso. Processamento: O embargo de declaração é emitido contra a própria autoridade que emitiu a decisão em questão. Admissibilidade: são três os requisitos de admissibilidade: 1. E as decisões precisam ser entendidas pelos seus destinatários. 3. É a falta de manifestação expressa do juiz sobre pontos que ele deveria se manifestar. parte final). portanto.

às vezes. mas este deve ser pleiteado pelo embargante. O art 536. esta poderá ser aditada. os prazos. Pela interrupção de um prazo. parágrafo único) Ao entender o juiz que o embargo de declaração tem objetivo protelatório. permite deduzir que os embargos de declaração deverão ser sempre escritos. até que a situação seja totalmente aclarada. Efeito devolutivo – O embargo de declaração devolve o conhecimento da questão ao Judiciário. multa essa que a ser paga ao embargado. definitivamente. .efeito infringente do embargo). Se houver entrada simultânea de embargos de declaração por uma parte e apelação pela outra. a situação não comporta contra-razões. CPC). 1. diferentemente dos outros recursos.o embargo de declaração quebra. do CPC. Como no caso do embargo de declaração não se busca modificação da decisão embargada. 2. até porque o embargo de declaração beneficia a todos do processo. na totalidade. Os embargos de declaração poderão ser propostos mais de uma vez. O art 537. a multa será elevada para até 10%. Efeito interruptivo . define o prazo para apresentar embargo de declaração: 5 dias. mas ao próprio órgão que emitiu a decisão que se embargou. Na reincidência da prática no mesmo processo. O Ministério Público pode embargar como parte ou como fiscal da lei. impõe ao embargante multa de até 1% do valor da causa. art 538. Efeito substitutivo – A decisão do embargo de declaração substitui a decisão embargada. sendo que os mesmos serão iniciados novamente a parte do julgamento do embargo.2008 O próprio advogado pode embargar. 3. obscura ou contraditória. existe situação em que o embargo de declaração traz para o processo documento novo que pode provocar modificação na decisão (fato modificativo . Efeito suspensivo – De regra. o que significa que mesmo o embargo não conhecido ele interrompe os prazos. 4. Essa possibilidade cria para o vencedor o interesse recursal para a propositura. O vencedor da lide pode oferecer embargos de declaração? Pode. Entretanto. Embargos protelatórios (CPC. porque se a decisão está com um dos vícios apontados pode dificultar e. 13. até impedir o cumprimento da decisão. Até porque o embargo de declaração interrompe os prazos processuais para as duas partes (art 538. do CPC.05. o embargo de declaração não tem efeito suspensivo. a partir do julgamento do embargo ou de sua recusa. Efeitos do embargo de declaração (CPC. art 538). em nome próprio.156 Legitimidade para embargar: a parte prejudicada pela decisão omissa. quanto a assuntos relacionados com os honorários advocatícios. entende-se que ele será restabelecido. ainda que sejam suscitados em audiência. Nesse caso o juiz dá prazo à outra parte para apresentar contra-razões: o mesmo prazo para apresentação dos embargos de declaração: 5 dias. mas apenas aclará-la.

na medida em que estes implicam em modificação de sentenças. Contra acórdãos proferidos em outros recursos que não apelação. Contra acordos não unânimes que mantenham a sentença de mérito do 1º grau ou não admitam ou julguem improcedente ação rescisória.157 Caso: Se o embargo de declaração for declarado protelatório sem que seja imposta a multa referida. mas quando estes tenham o efeito de anular decisões. como o reexame necessário ou o recurso ordinário. Entenda-se que não é sempre que cabem embargos infringentes contra tais agravos. Para que os embargos infringentes sejam cabíveis é preciso que: a) Exista acórdão não unânime proferido julgando apelação ou de ação rescisória. Caso: se o Tribunal tomar decisão positiva. Sobre o que houve unanimidade do colegiado. Se eles não forem propostos. os recursos especial e extraordinário não serão admitidos. V . o embargado pode entrar com embargo de declaração. que tenham a possibilidade de provocar modificações nas sentenças. pretendendo conseguir que o voto vencido na decisão embargada se transforme em vencedor. ou julgue procedente ação rescisória. por exemplo). não unânime. que constitua decisão não unânime (ou por maioria de votos) de mérito ou que julga procedente a ação rescisória. Os embargos infringentes não cabem. as partes possam valer-se de recurso especial e extraordinário. existem decisões que se assemelham à apelação. Por isso não cabem embargos infringentes conta acórdão não unânime proferido em julgamento de agravo retido ou de agravo de instrumento. a lei prestigia o que foi decidido na primeira instância. Mas só o que tiver sido alvo de divergência comporta o embargo infringente. proposto contra julgado em grau de apelação (ou recursos similares a ela) . podem receber embargos infringentes. portanto. . Os embargos infringentes são apostos contra decisão de colegiado (acórdão) não unânime. os embargos infringentes são indispensáveis para que. b) Que o acórdão tenha reformado a sentença ou julgado procedente a ação rescisória. Observação: Quando cabíveis. É. Assim. Não são cabíveis: 1. por omissão na decisão.Embargos Infringentes (CPC. Cabimento: cabem os embargos infringentes contra acórdãos não unânimes proferidos e que reformem decisão de mérito em grau de apelação ou julgue procedente ação rescisória. que pretende ver a questão reexaminada por órgão superior ao que emitiu a decisão. Assim. entretanto. 2. Os embargos infringentes cabem. uma vez que tal decisão do tribunal se equipara a uma sentença não unânime. respeitada a exceção acima. em decisão não unânime proferida em agravos (de instrumento ou retido). não. que reforme sentença de primeiro grau que tenha afastado questões que interfiram no mérito (decadência ou prescrição. c) Que a sentença reformada seja de mérito. em grau de apelação. pois transita em julgado. contra parte do acórdão que tenha sido decidido por maioria (não unanimidade). art 530) Conceito: é o instituto jurídico para atacar decisão em acórdão não unânime que reforme sentença de mérito. também. no momento oportuno. contra sentença emitidas singularmente.

1) A quem são dirigidos os embargos infringentes? Os embargos são dirigidos ao relator do acórdão.158 3. seja em apelação seja em ação rescisória. os embargos infringentes também o terão. Procedimento: Quando o acórdão contiver parte decidida por unanimidade e parte por maioria de votos. Daí o efeito translativo dos embargos infringentes. aliás. como a falta de condições da ação. O resultado final dos embargos infringentes beneficiará os demais litisconsortes. 4) Expansivo subjetivo → Os embargos infringentes podem ter efeito expansivo somente no aspecto subjetivo. sem que o prazo para os outros recursos comece a correr. Enquanto couberem embargos infringentes. Nesse caso. só eles deverão ser propostos. Efeitos dos embargos infringentes 1) Devolutivo (restrito) → é importante a extensão da devolutividade do conhecimento ao órgão competente do judiciário. o prazo para estes últimos recursos fica sobrestado até a intimação da decisão dos embargos infringentes. Isso. art 508). pois não ocorreu reforma de sentença de mérito. de ofício. os pressupostos processuais. § 3º. sempre que eles forem propostos por um dos litisconsortes. evidentemente. deve examinar. Não cabe embargo infringente contra sentença de mérito proferida pelo tribunal em decisão não unânime. só após o transito em julgado da decisão por maioria de votos começará correr o prazo para recurso especial ou extraordinário. embargos infringentes nesta segunda hipótese e recurso especial ou extraordinário na outra. 3) Suspensivo → Geralmente os embargos infringentes têm efeito suspensivo. 6. Prazo para interposição dos embargos infringentes: 15 dias (CPC. Mas o art 534. mas se a apelação não tinha efeito suspensivo. 4. o que impede que o acórdão recorrido tenha eficácia imediata. do CPC. quando o julgamento se fizer com base no art 515. os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência”. 5. extinguindo o processo (não houve decisão de mérito no tribunal). Mas tudo isso se refere tão-somente à parte impugnada. do CPC. os embargos infringentes também não o terão. cabem. Se a apelação tinha efeito suspensivo. busca-se decisão de acordo com o voto vencido (voto paradigma). Contra acórdãos que anulam a sentença. Contra acórdãos proferidos no julgamento de apelação de sentenças terminativas. do . as matérias de ordem pública. Esse conhecimento não está adstrito ao objeto da divergência. O restante da sentença recorrido faz coisa julgada. 2) Translativo → O órgão competente para julgar os embargos infringentes. Se o prazo (15 dias) para os embargos infringentes transcorrer in albis. e a execução provisória poderá prosseguir. Mas é necessário verificar se a apelação que o precedeu tinha ou não efeito suspensivo. Com os embargos. vem expresso no próprio art 530. in fine: “se o desacordo for parcial. Também não cabem embargos infringentes em acórdão que são conheça do recurso (apelação).

2) 3) 4) 5) 6) 7) 22. a segunda sentença não pode ir contra o dispositivo da primeira. Resposta: A questão está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da coisa julgada. vista ao embargado para suas contra-razões. a segunda demanda pode alegar novamente a questão da nulidade. o prazo para transito em julgado da parte unânime começará a correr após o prazo para interposição de embargos. art 498 e seu parágrafo único). A primeira sentença contém no seu dispositivo a decisão sobre pagar ou não pagar o que estava sendo cobrado e na sua fundamentação a questão da nulidade do contrato. Um autor move uma ação para cobrar a primeira parcela de um contrato. o valor do preparo é de 2% calculado sobre o valor da ação. mas a sua sentença pode considerar a questão da nulidade. (C PC. do CPC). (art 534.05. O juiz reconhece que o processo é válido e sentencia – a sentença transita em julgado. o que não estará acontecendo. II. nessa segunda demanda pode ser reconhecida a nulidade do contrato? Justifique sua resposta. Uma outra hipótese. caso a norma regimental do tribunal determine a escolha de novo relator. estabelece que. art 532).A. todavia. nos termos da Lei 11. “se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. a escolha deste deverá recair em juiz que não haja participado do julgamento anterior. o §1º . Dessa decisão cabe agravo em 5 dias. Inaplicável. em juiz que não haja participado do julgamento anterior. Quando o acórdão contiver decisão unânime e por maioria de votos e forem impostos embargos infringentes. o relator poderá dar provimento ao recurso”. O relator deverá adotar uma das decisões previstas no art 557. Só então os autos serão encaminhados ao relator do acórdão embargado para que ele faça o juízo de admissibilidade. caso não haja condenação. com o mesmo fundamento (nulidade de contrato)? Ou seja. ela recairá. Da decisão que não admitir os embargos infringentes cabe recurso de agravo regimental em 5 dias (CPC. negar seguimento ao recurso nas condições mencionadas no artigo mencionado. que relacionam dispositivo e fundamentação das sentenças. Se não forem apresentados embargos infringentes sobre a parte não unânime. se possível. do art 557. se no primeiro julgamento houvesse uma . §4º. A indiscutibilidade impede que a fundamentação de uma ação discuta o dispositivo de outra. Pela imutabilidade. (Normalmente. O trânsito em julgado impede que haja uma segunda demanda discutindo a 2ª parcela do mesmo contrato. Interposto o recurso.2008 Prova: 1. O réu alega a nulidade desse contrato. Assim.608/2003. ou sobre o valor desta). salvo no caso de processos de competência originária dos tribunais. porque a sua aplicação atribuiria ao relator poderes para modificar o que fora decidido em órgão colegiado.159 CPC. abre-se. ou seja. o prazo para recurso especial ou extraordinário sobre o julgamento unânime ficará sobrestado até a decisão dos embargos. ou seja. primeiro. do CPC. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator. Preparo: Os embargos infringentes não recolhem preparo no Estado de São Paulo. No caso de embargos infringentes essa norma não é aplicável. o que não fere a indiscutibilidade da coisa julgada. do CPC. que estava na fundamentação da primeira.

O efeito devolutivo é tratado pela doutrina em dois aspectos. cabem à apelação os efeitos devolutivo e suspensivo. ela pode recorrer pleiteando no pedido o efeito ativo. 4. ainda que a apelação não as tenha utilizado por inteiro. O efeito devolutivo por profundidade implica na possibilidade que tem o tribunal de considerar todas as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. do CPC). IV. Exceto a convenção de arbitragem. Quanto à última parte da questão. Justifique sua resposta. tratando-se de tese com a qual não concorda – pode ele aplicar o art 285 – A. Mas o juiz deve concordar com essa tese para aplicar a mesma decisão dos casos anteriores. Resposta: Quando o artigo diz o juiz pode aplicar.160 incidental pedindo que o juiz analisasse também a questão da nulidade. existe alguma que seja devolvida independentemente da vontade do apelante? Justifique sua resposta. Quais são? O legislador trata desses aspectos de forma diferente? O que é profundidade? Quanto à matéria. do CPC). Mas se ele não concordar com essa tese. tenha havido decisões de total improcedência em casos anteriores. Estão listadas na art 301. O juiz chega a uma comarca e recebe uma petição inicial versando questão exclusivamente de direito. 3. Diz respeito aos motivos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. É ligado ao conhecimento da apelação. Qual o recurso cabível da decisão que indefere inicial fundada no reconhecimento da prescrição e quais as suas peculiaridades? Justifique a sua resposta. mudando a decisão em relação às anteriores. como é o caso. A apelação tem dois efeitos em regra. O efeito devolutivo é cabível sob dois aspectos: quanto à sua extensão e quanto à sua profundidade. o recurso cabível é a apelação. Você conhece a expressão “efetivo ativo do agravo”? O que significa. ai esse fundamento não poderia mais ser usado na segunda demanda. do CPC. no mesmo juízo. do CPC? Justifique sua resposta. pode não aplicá-la. o processo continua seu curso normal. 2. Está ligado.. portanto. está dando ao juiz a faculdade de decidir pela aplicação ou não do contido no artigo. porque a coisa julgado o incluiria. do CPC). os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente (Art 296. Portanto. Se o fizer. Resposta: Quando o juiz do 1º grau negar algo pedido pela parte. há que se considerar as matérias de ordem pública devem ser consideradas pelo juiz a qualquer tempo e de ofício. Se não. O juiz pode rever sua decisão no prazo de 48 horas (art 296. À parte prejudicada (autor) cabe apelar da decisão.. que nada mais é do que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que fora solicitado seja .. Resposta: O indeferimento da inicial pelo reconhecimento da prescrição é uma sentença com extinção do processo com resolução do mérito (art 269. Resposta: Em regra. As condições para a aplicação do contido no artigo em questão é que a questão seja exclusivamente de direito. O efeito devolutivo por extensão diz respeito aos limites do recurso estabelecido pelo pedido. aos fundamentos do julgamento. parágrafo único. 5.

mas precisa que sua capacidade seja integrada. A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou a apelação determina: a) A interrupção do prazo para interposição de outros recursos. ambos precisam figurar no pólo ativo. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. é parte legítima para pleitear contra seu pai. como parte. portanto. d) Pretensão. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. Resposta: Opção a 15) Assinale a alternativa correta: a) A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. c) Pedir reconsideração. b) O menor.05. já que diante da incapacidade do menor. b) Decisão que afasta a deserção.161 autorizado. tendo em vista a sua incapacidade plena. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. tanto para a causa como para o processo. Resposta: Opção a. absolutamente incapaz. 18)O princípio dispositivo. b) Interpor agravo interno. a não ser pedir-lhe a retratação de sua decisão. Nesse caso cabe à parte: a) Interpor recurso especial. a) Decisão de inadmissão de apelação. ou seja. d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta. 30. na forma de instrumento. contra o pai.2005 Questões do Testão 13. d) Interpor recurso extraordinário. Resposta: Opção b. Dessa sua decisão não cabe qualquer recurso. 17) Assinale a resposta correta a respeito do não cabimento do agravo. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. b) A suspensão do prazo para interposição de outros recursos. c) A fluência do prazo para a interposição de outros recursos. Significa. significa que: . quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. b) Elemento da ação. 14. Resposta: Opção b. c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. também denominado de princípio da inércia da jurisdição. d) O trânsito em julgado. Resposta: Opção c. c) Faculdade de ação. Inconformada interpõe agravo. 16) A autora teve seu pedido de justiça gratuita indeferido pelo juiz a quo. O interesse de agir é a) Condição de ação. tendo o exmo Relator determinado a sua conversão em retido. contra o pai. como ele mesmo. já que o menor não tem capacidade plena. que necessita de alimentos.

e 03. 06. Efeitos Processamento Conclusão do Relator VII – Recurso especial Conceito Cabimento VIII – Recurso Extraordinário Conceito Cabimento PROVA FINAL 06/2008 . d) Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional. II “a” e art 105. das questões de ordem pública. II. determinar as provas necessárias à instrução do processo. “a” e art 105. art 102. Busca a reforma ou a anulação de acórdãos nas hipóteses questionadas na CF. a qualquer tempo e grau de jurisdição. II. b) Caberá ao juiz.2008 VI – Recurso Ordinário Conceitos ⇒ Os recursos ordinários são os previstos no processo comum para correção de algum prejuízo – Vicente Greco Filho ⇒ É um dos três recursos para o STF e STJ. enquanto não proferida a sentença de mérito. ⇒ Recurso ordinário é o que tem sua fonte de origem na lei processual – CR. Resposta: Opção d. nos caos e formas legais. Habeas data e Mandado de Injunção. II.162 a) Cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. senão quando a parte ou o interessado a requerer. (Moacyr Amaral dos Santos). indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). em Mandado de Segurança. Sua finalidade é permitir a reapreciação de desvios procedidos naquelas ações de competência originária dos tribunais. “b” e “c”. art 102. de ofício ou a requerimento da parte. Cabimento a) No STF: É cabível em caso de decisão denegatória ou prejudicial (não concessiva) proferida pelos tribunais. c) O juiz conhecerá de ofício. 02. “b” e “c”.

no caso. b) O recorrente poderá. com base na ruptura da convivência em comum há mais de um ano. por ocasião do julgamento da apelação. d) Em exceção de incompetência. Sobre recursos cabíveis. prazo integral. a qualquer tempo. terá o prazo de: a) Cinco dias. Resposta: C 4. c) Correição parcial. residente em Belo Horizonte. Parte. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá: a) O traslado das peças obrigatórias e a remessa dos autos ao tribunal. ou seja. propõe ação de separação litigiosa em face da esposa. c) A parte que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. desistir do recurso. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. quando deveria tê-lo feito no duplo efeito. embargos de declaração. Resposta: B 5. b) Preliminar de contestação. eis que incompetência é absoluta. 1. c) Quinze dias. requerendo a remessa dos autos ao juiz competente. eis que a incompetência é relativa. c) Exceção declinatória de foro. assinale a alternativa incorreta: a) A renúncia ao direito de recorrer depende da aceitação da outra parte. d) Dos despachos não cabe recurso. o advogado tinha prazo de 15 dias para interpor apelação. requerendo a extinção do processo sem julgamento de mérito.163 1ª. eis que a incompetência é relativa. b) A paralisação do processo mediante efeito suspensivo. visto que não houve assinação pelo juiz. o restante do prazo. Qual o recurso cabível? a) Agravo retido. b) Dez dias. Após o julgamento dos embargos. b) Agravo de instrumento. eis que incompetência é absoluta. não poderá recorrer. hoje residente em Nova Lima. Resposta: C 2. devolutivo e suspensivo. O juiz recebeu a apelação no efeito meramente devolutivo. d) Vinte e cinco dias. d) Fique registrado o protesto. d) Mandado de segurança. indicando a comarca de Nova Lima. tendo em vista que primeiro dever-se certificar que a outra parte não recorreu. querendo apelar. Em ação cível. Optou por interpor no 5º dia. ou seja. O cônjuge. Resposta: A 3. Como advogado da varoa você deve argüir a incompetência na: a) Preliminar de contestação. pelo rito ordinário. preliminarmente. requerendo a extinção do processo. sem análise do mérito. c) Que o tribunal dele conheça. sem necessidade de razões recursais que serão oportunamente apresentadas. com o fundamento no perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. A referida ação foi proposta em Belo Horizonte. Eis que não há recurso previsto. Resposta: C . ou seja.

contudo. . João Jacó pretende indenização por danos morais em face de Maria Marta ter-lhe ofendido com palavras. no caso de insuficiência do preparo. o Relator votou pela manutenção da decisão. b) Contra a sentença que julgou improcedentes embargos à execução. no que foi contrariado pelo revisor e vogal. Resposta: B 9. interpor agravo de instrumento. A aplicação da pena de deserção. Colocado em julgamento o processo. d) A apelação será recebida. não foi acatada pelo julgador. c) O ato judicial que declara saneado o processo. e relevando o juiz a pena de deserção fixando-lhe prazo para efetuar o pagamento. O recurso de apelação será recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo. b) De agro de instrumento contra ato judicial que julgou a liquidação de sentença. que entenderam ser frágil a prova tomada como base pelo julgador monocrático. Não é cabível recurso: a) De embargos infringentes contra acórdão não unânime. Inconformada. desde logo a lide. Resposta: B 10. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. durante evento social em que ambos estavam presentes. mantendo a sentença que reconheceu a litispendência. d) Apelação contra ato judicial que julgou o autor carecedor do direito de ação. Tem natureza jurídica de sentença: a) O ato judicial que acolhe a exceção de incompetência. em seu efeito devolutivo e suspensivo. caso a parte recorrente intimada para completá-lo. no prazo de 05 dias. se efetivará. será dirigido ao juiz que proferiu a sentença. b) Provando o apelante que não efetuou o preparo por justo impedimento. salvo: a) Contra sentença que julgou procedente pedido de indenização por perdas e danos. c) Tendo sido o processo extinto sem a resolução do mérito. não o fizer. c) Contra sentença que anulou escritura pública de compra e venda d) Contra sentença que julgou procedente pedido de cobrança de honorários advocatícios. b) O ato que determina às partes a especificação das provas. poderá a parte apelada. fiando-se especialmente no depoimento prestado por uma testemunha contra quem foi argüida a contradita que. contra esse decisão. Maria Marta apelou ao Tribunal de Justiça. Resposta: A 8. Assinala a alternativa incorreta: a) O recurso de apelação que poderá ser interposto pela parte vencida. c) De agravo retido sob a forma contra ato judicial que indeferiu a contradita requerida pelo réu em audiência. Em primeira instância. o tribunal – provocado através de recurso de apelação – poderá julgar.164 6. Ministério Público ou terceiro prejudicado. decidiu o juiz monocrático pela procedência do pedido. em regra. d) O ato judicial que homologou o termo de conciliação das partes. Resposta: D 7.

nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível. d) Recurso Especial e Recurso extraordinário ao STJ e STF. de plano. (Resposta: Decadência) 5 – O efeito ______ também é denominado de antecipação da tutelo recursal. respectivamente. (Resposta: ativo) 6 – O efeito _______ é aquele que permite ao órgão ad quem apreciar matéria de ordem pública. 8 – A fungibilidade permite que um recurso seja conhecido pelo outro quando houver _______ objetiva. 3 – É o recurso que cabe contra todo tipo de sentença. diante da reversão da decisão em favor da Ré. Nessas circunstâncias. seja ela de mérito ou meramente terminativa. (Resposta: apelação) 4 – Para a comprovação da _____ tem-se exigido que o recurso interposto seja o de menor prazo. b) Embargos infringentes.165 entendendo que as demais provas autorizavam concluir pela improcedência do pedido. 10 – Todos os recursos são dotados do efeito ______. excluídos os embargos de declaração? a) Agravo de Instrumento ao STJ. c) Nenhum recurso será admitido contra essa decisão. (Resposta: dúvida) . (Resposta: grosseiro). Parte – Palavras cruzadas Horizontais 2 . Resposta: B 2ª. (agravo regimental) 9 – O juiz só aplicará a fungibilidade se perceber que a parte não cometeu erro ________. (Resposta: devolutivo).(Resposta: translativo) Verticais 1 – Apenas em dois casos o indeferimento da inicial implica na extinção do processo com julgamento do mérito. qual recurso poderia ser interposto pelo advogado de João Jacó.O efeito_______ consiste na faculdade que alguns recursos atribuem ao órgão a quo de reconsiderar a decisão atacada. Um deles ocorre quando se verificar ter havido _______ . por meio do qual se devolve ao órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. (Resposta: boa-fé) 7 – É o recurso cabível da decisão do relator que.

166 Diagrama: (1)D (2)R (3)A E P G E R L E C A D E N C I (7)A R O S Ç S Ã I O (4)B (6)T V O O G O L R S U D U V I (10)D E A (8) (9) G V R A N S L A T I V O V E I A T I V O I V - F É R O O .

Princípios da ação de execução 1. se for o caso. 2. os benefícios de uma decisão jurídica não poderão ser maiores que os prejuízos que eles causarem. significando que. aquele cuja execução tende apenas à satisfação do direito do credor e o princípio da especificidade. pode haver a substituição. III). Princípio da realidade da execução. frustra-se a execução e suspende-se o processo se o devedor não dispuser de bens exeqüíveis (CPC.2008 PROCESSO DE EXECUÇÃO Conceito: • Segundo Luiz Rodrigues Wambier: A ação de execução consiste na atuação de um direito e uma prestação. ou seja. Princípio do menor sacrifício do executado (ou Princípio da economia). Já é pacífica a existência do princípio do contraditório no processo de execução. O fato de considerar que o devedor não poderá discutir esses aspectos por si só pressupõe a existência do princípio do contraditório. art 591). isto é. 3. Então. este ônus deverá limitar-se ao estritamente necessário. na execução. Sempre que houver necessidade do sacrifício de um direito em prol de outros. na atuação de uma conduta prática do devedor • Para Vicente Grecco Filho. O devedor só não poderá discutir o montante devido. Não sendo possível dar exatamente o determinado no título executivo. que se o faça pelo que lhe seja menos gravoso. com perdas e danos. Justificam essa existência o princípio do menor sacrifício do devedor e a possibilidade de suscitar questões que o juiz poderia conhecer até de ofício. a ação de execução é o conjunto das atividades atribuídas aos órgãos judiciários para a realização prática de uma vontade concreta da lei previamente consagrada num título. Está previsto no art 620 do CPC. entregando coisa equivalente à especificada.167 05. ocorre a junção dos princípios da máxima utilização. quando forem vários os meios de o devedor responder à execução. Princípio da proporcionalidade. . 5. art 791. – O devedor deve dar ao credor exatamente o que está especificado no título. • Moacyr A. Dizer-se que toda execução é real implica em dizer que ela incide direta e exclusivamente sobre o patrimônio do devedor e não sobre a sua pessoa (CPC. O mérito e o valor do título não podem ser discutidos. dos Santos entende que a ação de execução é a atuação da sanção inerente a um título executivo. Princípio da máxima utilidade da execução.08. Por isso. ou o valor desta mais indenizações. já decidido. Princípio do contraditório. 4.

168 6. Princípio da autonomia. A ação de execução tem elementos próprios e tem também condições próprias que a distinguem da ação de conhecimento que lhe tenha precedido. Trata-se de ação autônoma, inseria no mesmo processo. Pode não existir processo de conhecimento e condenação prévia, quando se tratar de título extrajudicial. Está ligado ao princípio da iniciativa, não podendo ser instaurado de ofício (CPC, art 614). A parte vencedora quer a satisfação de seu direito, que foi reconhecido pelo juiz no processo de conhecimento. 7. Princípio do título. A base deste princípio está no art 580 do CPC, que diz que a execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça uma obrigação líquida, certa, exigível e consubstanciada em um título executivo. Esse título pode ser judicial (sentença condenatória) ou extrajudicial (papel comercial como duplicata, promissória etc), devendo conter dois requisitos: expressão de direito subjetivo passível de exigência e a condição de que a prestação respectiva seja atual e não futura, não estando assim, sujeito à condição suspensiva. Título é o instrumento que dá ao juiz certeza do direito nele contido. O título executivo há de ser líquido, certo e exigível. Por título líquido entende-se que ele deve trazer o que ou quanto é devido. Se em valor, este deve ser determinado ou determinável. Caso contrário o título se dirá ilíquido, isto é, ele é imperfeito e antes do cumprimento da sentença, tem-se que fazer a liquidação da sentença, ou seja, torná-lo líquido. Esta situação é mencionada como a fase de liquidação da sentença, que precede à do cumprimento da sentença. Por título certo se entende que ele deve ser claro quanto à obrigação a ser cumprida. Por título exigível ele tem que se referir à situação atual, porque se a obrigação for exigida para o futuro, ele não é exigível, no momento. Não há execução sem título executivo (nulla executio sine titulo). 8. Princípio da responsabilidade patrimonial. A garantia da execução é o patrimônio do devedor e não a sua pessoa (CPC, art 591). A ação real só atinge o patrimônio. 9. Princípio do Resultado. Toda execução deve ser bem específica e será bem sucedida quando for entregue fielmente ao credor a prestação inadimplida, acrescidos de valores dos prejuízos que a inadimplência provocou. 10. Princípio da disponibilidade. Como a execução deve satisfazer direito do credor, a ele compete dispor sobre a respectiva ação. Ele deve tomar a iniciativa da ação, como ação autônoma que é. Pode, também desistir da ação e até do direito material discutido. O CPC, nos artigos 569, 694, 634 e 634 §3º, 644, 645 e 791 trata da disponibilidade do processo de execução. Se pretender desistir da ação depois que o réu tenha sido citado, essa desistência tem que ser aprovada por ele, pois o réu pode ter interesse em ver a questão do mérito resolvida, pois que o autor pode, a qualquer momento, retornar com a ação. 11. Princípio da iniciativa. Trata-se de um princípio ligado ao da disponibilidade. Dizse mesmo que são as duas faces da mesma moeda. Cabendo ao credor a decisão de instaurar ou não o processo de execução, logicamente cabe a ele também a iniciativa de o fazer. Assim, somente ao legítimo detentor do direito cabe, e exclusivamente a ele, decidir pela execução. No caso de título executivo judicial decorrente de um

169 processo de conhecimento, a execução não será decidida de oficio pelo juiz, devendo o autor solicitá-la, todavia no mesmo processo. 12. Princípio da adequação. Princípio relacionado aos meios executórios, onde os mesmos devem se adequar para que a execução atinja seu principal objetivo: a obtenção da prestação o que, conseqüentemente, efetiva a prestação jurisdicional. Pode-se resumir o princípio dizendo que a legitimidade para propor ação de execução é exclusiva do credor. Ele é quem decide propor ou não a ação. 13. Princípio de que a execução tende apenas à satisfação do direito do credor. A ação de execução tutela apenas o credor, não tendo o devedor qualquer direito. Tanto que ele não pode contestar as alegações do credor, lhe sendo permitido tão-somente entrar com embargo, ou seja, uma ação de conhecimento proposta incidentalmente quanto à forma de execução. Trata-se de ação incidental. Será uma ação autônoma dentro do próprio processo de execução. Na execução, não há, portanto, defesa para o devedor. A execução visa, portanto, apenas atender aos interesses do credor. Como a execução visa a satisfação do direito do credor, esse direito limita a atividade jurisdicional executiva, de maneira que o patrimônio do devedor seja atingido pela execução na medida do direito do credor, ou seja, ele seja atingido parcialmente se parte do patrimônio for suficiente para atender tal satisfação. Nunca será exigido mais que o suficiente para a satisfação do direito do devedor (CPC, art. 659). 14. Princípio da especificidade – A execução visa satisfazer o credor quanto aos seus direitos e não punir o devedor. Por isso ele deve proporcionar ao credor o mesmo que teria proporcionado se o devedor cumprisse espontaneamente a sua obrigação. Assim, a prestação há de ser específica, podendo, todavia, ocorrer a sua prestação pelo equivalente em dinheiro, quando impossível a entrega da coisa devida. (CPC, art 627). Por este princípio, o credor propõe a ação de execução contra o devedor para que este lhe dê o que está especificado no título, ou seja, o título executivo tem que especificar exatamente o objeto da obrigação. 15. Princípio do ônus. Como a execução forçada está baseada no inadimplemento do devedor de uma quantia líquida e certa representada por um título executivo, ele só estará livre do vínculo obrigacional se, além do valor líquido da dívida, pagar também todos os prejuízos que sua inadimplência gerou, como juros de mora, correção monetária, honorários advocatícios, além das custas processuais. 16. Princípio do respeito à dignidade da pessoa humana. A execução não deve ferir a dignidade da pessoa humana, não podendo por isso a execução causar-lhe a ruína, fome e o desabrigo de sua família, condições incompatíveis com sua dignidade humana. A propósito, o art 649 do CPC e a conseqüente Lei da impenhorabilidade dos bens de família. 17. Princípio da fidelidade à sentença liquidanda. Por esse princípio, é impossível discutir os fundamentos da lide, bem como modificar a sentença prolatada na ação de execução (liquidação da sentença), conforme art 610 do CPC.

170 12.08.2008 Titulo Executivo 1. Natureza jurídica: é o documento ou ato documentado que consagra obrigação certa e que permite a utilização direta via executiva. Consiste no documento, ou ato documentado, que gera obrigação de pagar ou entregar coisa certa ou incerta ou obrigação de fazer ou de não fazer algo. Como pela ação de execução o autor quer que o juiz aja, fazendo valer o seu direito, então o juiz precisa de um documento que prove esse direito. Esse documento é o título executivo. Assim, o título executivo é a representação documental típica do crédito existente, indispensável à propositura da ação de execução. Típica porque a lei define quais tipos de documentos podem ser considerados títulos executivos. Na ação de execução não ocorre a cognição por parte do juiz, mas a ação no que se refere a dar ao autor o seu direito representado pelo título executivo. O título executivo traz em si mesmo a causa de pedir remota e o inadimplemento do devedor da obrigação representa a causa de pedir próxima. Pode-se entender o título executivo com a prova préconstituída da ação de execução. Na ação de execução não se quer do Estado o conhecimento de algo, mas que ele aja no sentido de fazer valer um direito que ele já reconheceu e que foi desrespeitado, inadimplido. Como o Estado precisa ter certeza da existência desse direito, o título executivo (judicial ou extrajudicial) é o instrumento eficaz para isso. O credor não pode, por conta própria invadir a esfera jurídica do devedor. Mas o Estado pode fazê-lo. Por isso, pode-se dizer que toda ação é contra o Estado. 2. Eficácia: a eficácia do título executivo é presumida juridicamente até que, por meio de ação própria do executado – embargo – (ação incidental de conhecimento) se prove o contrário e o juiz acolhendo essa prova desfaz o título por sentença. A eficácia do título executivo é o fazer valer, de plano, o direito nele contido. A eficácia do título executivo é a prova constituída da causa de pedir (remota) da ação, enquanto o descumprimento do credor é a causa de pedir próxima (causa jurídica). Os efeitos do título executivo podem ser vistos de uma forma tríplice: a) Posição do exeqüente (credor) – é aquele que, na ação de execução, ocupa o pólo ativo. É o autor da ação de execução. A posição do exeqüente é vantajosa porque o título executivo dispensa a ação de conhecimento quanto ao direito representado pelo título, além do que ele tem a opção da ação executiva.. Ordinariamente é o credor do título que tem legitimidade para impetrar a ação executiva. Extraordinariamente, o exeqüente pode ser o Ministério Público, conforme previsão no art 566, do CPC. Podem também, propor a ação de execução ou nela prosseguir, no lugar do credor, o espólio (decorrência de causa mortis), e também o cessionário e o sub-rogado conforme previsão no art 567, do CPC, b) Posição do Estado: A ação não é contra o réu, mas contra o Estado, até porque ele já reconheceu a força executiva do título executivo, o que obriga o Estado a agir. O Estado tem então a posição de intermediar o conflito entre as partes. Ao direito de ação do exeqüente corresponde o dever do Estado de prestar tutela, a quem cabe, portanto, aplicar os meios executórios pedidos pelo credor. Somente o Estado pode prestar a tutela jurisdicional no campo da execução e estará presente, na tríplice relação, na pessoa do juiz. (CP, art 345), invadindo a esfera jurídica do réu.

171 c) Posição do executado: ordinariamente é o devedor do título executivo, podendo estar na posição de executado o espólio (causa mortis), um novo devedor ou o fiador judicial ou o responsável tributário, conforme art 568, CPC. Sua posição é de sobrecarga do ônus inerente à defesa. Até o patrimônio do devedor poderá ser submetido aos meios executórios, podendo a responsabilidade atingir até a pessoa do devedor, nos casos previstos em lei (inadimplemento na ação de alimentos e depositário infiel). 3. Conteúdo do título executivo – Como documento indispensável para a ação de execução, o título, além de certos requisitos formais, determinando o objeto visado pelo exeqüente e marcando os limites da responsabilidade patrimonial. Assim: a) Identificação das partes – O título executivo judicial ou extrajudicial cria uma obrigação liquida, certa e exigível, apontando mesmo as partes envolvidas. Deve conter, portanto, além dessa obrigação criada, as duas partes nela envolvidas, ou seja, o exeqüente (credor) e o executado (devedor), perfeitamente identificados. Só podem participar da ação de execução, como partes, quem estiver identificado como tal no próprio título. Existe, todavia, uma exceção a esta participação: no caso de ação movida contra um de dois devedores solidários especificados no título. O resultado da ação de execução é extensivo ao outro devedor solidário. b) Identificação do resultado – Estabelece o título executivo o bem atingível na execução, que pode assumir a condição de coisa certa ou determinável, uma soma de dinheiro, a obrigação de fazer ou de não fazer algo. Define, pois, o resultado do processo, buscando o máximo proveito para o credor da obrigação, em havendo êxito na demanda. Mas o título não institui os meios executórios, que dependem do regime processual. É na ação de execução que se estabelece como será cumprida a obrigação, pois o título executivo não contém em si, essa definição. c) Limitação da responsabilidade – Em decorrência da identificação do objeto pelo título executivo para cumprimento da obrigação, a responsabilidade fica circunscrita, automaticamente, a uma classe certa de bens, mencionados no próprio título. Ex: na ação alimentar, os salários. 4. Características do título executivo (CPC, art 586). As características do título executivo estão no caput do artigo acima: certeza, liquidez e exigibilidade. a) Certeza – diz respeito à existência da obrigação trazida no título. A certeza jamais nasce após o nascimento do título. Não obstante, a certeza quanto à existência do crédito, não é absoluta, pois pode sofrer oposição vitoriosa. A certeza é a essência da obrigação, o seu conteúdo, devendo, assim, apresentar os sujeitos da obrigação bem como a obrigação propriamente dita. b) Liquidez – à liquidez, importa na expressa determinação do objeto do título. Assim, importante, por exemplo, a determinação do valor, no caso de obrigação de pagar em dinheiro, da individuação do objeto, no caso de entrega de coisa (determinada ou determinável) ou no caso de obrigação de fazer ou de não fazer algo. A liquidez indica, com precisão, o quê uma das partes deve a outra. Se não houver liquidez no título, deve haver a liquidação da sentença antes, pois o título precisa ser tornado líquido. Assim, não havendo liquidez, o título deve ser liquidado antes.

172 c) Exigibilidade – tem sentido de que a obrigação a executar independe de termo ou condição, não se sujeitando a outras limitações. Assim, o título executivo é exigível quando não são levantadas objeções à sua atualidade. Não há condições à sua exigibilidade. 02.09.2008 09.09.2008 Exercício em classe sobre título executivo judicial. 1. Sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia: a) Sentença condenatória → Na resolução da crise omissiva do devedor o credor pede a tutela jurisdicional, a qual lhe é dada pela sentença prolatada no processo. Trata-se de uma sentença que além de garantir ao vencedor o seu direito subjetivo estabelece a forma como ele deve ser viabilizado pelo devedor. Esta é a sentença condenatória. Se antes o cumprimento da obrigação estabelecido pelo devedor dependia de uma ação de execução autônoma, a introdução do art 461-A, no CPC, pela lei 10.444/2002 a sentença condenatória adquiriu força executiva, passando a ser exeqüível, sem necessidade de nova ação. A sentença de conhecimento condenatória positiva sempre será um título executivo. Aliás, a ação condenatória positiva, ou seja, quando concede a tutela ao autor é o título executivo judicial clássico. Mesmo quando a sentença proferida no processo de conhecimento condenatória seja negativa para o autor, isto é, quando ela for apenas declaratória negando a existência do direito, ainda assim ela será condenatória quando às custas e aos honorários advocatícios (art 20, do CPC). Assim, a sentença de conhecimento condenatória poderá constituir título executivo quanto ao mérito da ação e título executivo quando às custas e honorários advocatícios. b) Sentença constitutiva → A sentença constitutiva por si só exaure a prestação jurisdicional possível, não dependendo de atos executórios posteriores. Tais sentenças apenas criam, modificam ou extinguem relações jurídicas, independendo da participação da outra parte. Podem, quando muito exigir alguma providência posterior no terreno da documentação e da publicidade. portanto, como regra geral, não constitui título executivo. Mas para ela vale também o artigo 20 mencionado. Além disso, para certas ações, como a de separação judicial, por exemplo, pode ocorrer a condenação a alguma obrigação (alimentos, por exemplo), sendo também condenatórias nesse aspecto. c) Sentença declaratória → A sentença declaratória também se exaure quando cumpre o seu objetivo específico de declarar a existência ou a inexistência de uma relação jurídica. Como a sentença constitutiva, pode também implicar em atos de registros e publicidade posteriores. A ação declaratória pode ser positiva (quando

parágrafo único do CPC. • Execução de quantia certa de devedor solvente. • Execução de quantia certa de devedor insolvente. e) Jurisdição voluntária → A sentença proferida em ação de jurisdição voluntária é título judicial? Depende de haver prestação a ser prestada. • Execução da obrigação de fazer ou de não fazer. pode ocorrer a situação prevista no art 4º. Se a sentença for positiva quanto à existência da obrigação (e não de seu cumprimento) trata-se de título executivo. Todavia. Tais ações não têm natureza própria da execução forçada. I. quanto ao mérito. Quanto às verbas do art 20. uma vez que a sentença declaratória passou a constituir título executivo. quanto a estas verbas ela tem força executiva. criou a possibilidade de execução com base em sentença declaratória. A ação declaratória negativa não constitui título executivo no mérito. É terminativa do procedimento. credor. da CF. A ação declaratória positiva também não constitui título executivo quanto ao mérito mas sim quantos às verbas mencionadas no art 20 do CPC. Assim. constitui título executivo.173 declara a existência da relação jurídica) ou negativa (quando declara a não existência da relação). será título executivo. que podem ser: • Execução para entrega de coisa certa ou incerta. Mas torna-se título executivo quanto às verbas mencionadas no art 20. do CPC. d) Tipo de procedimento → Os diferentes tipos de procedimento (ordinário. como prevê o art 20 do CPC. não constitui título executivo. não fazer. Os pagamentos em via judicial dos débitos da Fazenda Pública estão previstos no art 100. Nesse caso cabe a ele o direito de propor ação declaratória quanto à obrigação de que o devedor cumpra o direito dele. Eles . parágrafo único do CPC). quanto às custos e aos honorários advocatícios sempre será. do CPC. como regra ela não constitui título judicial. mas excepcionalmente poderá ser. É evidente que nem toda sentença declaratória representa título executivo. uma vez que não pode ocorrer a expropriação ou transferência forçada de bens. Como o autor poderá propor nova ação. as execuções contra a Fazenda Pública seguem procedimento especial. REGRA GERAL: Conforme 475-N. exige-se para isso que ele comprove o pagamento de tais verbas. Mas. f) Sentença terminativa → Ocorre a sentença terminativa se extingue o processo sem a resolução da lide. entregar coisa ou pagar quantia”. ou seja. g) Sentença condenatória contra a fazenda pública → Dada à impenhorabilidade dos bens públicos. o que realça a sua força executiva. quanto ao mérito. mas a que se refira a existência de relação obrigacional violada pelo devedor (art 4º. do CPC. O art 475-N. execução essa que existirá no mesmo processo. mas quanto às custas e honorários advocatícios. ou seja o credor pode ter ser direito violado. constitui título executivo judicial toda “a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. Como regra geral. sumário e sumaríssimo) decorrem da diversidade de atividades executórias.

O condenado na sentença condenatória. c) Limite: Pode alcançar. Sob alegação de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. 2. inclusive. a) Requisitos: Os requisitos para tais sentenças serem títulos executivos são os seguintes: • Sentença criminal definitiva. d) Legitimidade ativa. exceto aquelas que se refiram a pagamento de quantia. ainda que inclua matéria não posta em juízo. matéria não posta em juízo (Lei 8953/94). como regra geral. Assim. . As duas partes. Como isso pode ocorrer às duas partes. mas deverá ser interposta ação de conhecimento condenatória contra estes. 3. (pressuposto que já existe ação em juízo). do CPC). o credor da indenização poderá requerer sua liquidação por valor maior na esfera cível. se for o caso de preposto. que dão seguinte ao processo). Assim. para a mencionada homologação. evidentemente. as sentenças condenatórias comuns contra a fazenda pública constituem título executivo. com o processo em curso e as partes compõem fora do processo. pessoalmente ou seu representante legal ou seus herdeiros. Assim é o ato em que o juiz homologa acordo das partes feito extrajudicialmente. Pela nova redação do parágrafo único do art 63. • Liquidação prévia da sentença penal. Na ordem cronológica de apresentação deles. pode-se dizer que. o juiz deverá fixar um valor mínimo para a devida indenização. A ação já existe. que pode incluir até matéria não posta em juízo até então. a parte que tenha o seu direito descumprido e desde que não tenha descumprido a sua obrigação será o sujeito ativo da ação. Sentença homologatória de conciliação ou de transação. têm tratamento especial. Esta sentença homologatória é título executivo. • Condenação transitada em julgado. b) Conteúdo: o trazido pelas partes para o processo. ainda que contenho matéria não posta em juízo. reciprocamente. com tratamento idêntico às demais sentenças condenatórias. Sentença penal condenatória transitada em julgado. quando se tratar de credor pobre. Ou mesmo o MP. Está sentença penal serve de título executivo no cível.174 se fazem por meio dos precatórios. trazendo a composição feita para o processo. sendo cumpridas por meio de precatórios. b) Legitimidade ativa: O ofendido. julgando insuficiente o valor fixado. Todavia. que como vimos acima. A sentença contra o inimputável não pode ser cumprida diretamente contra seus responsáveis. (diferente das sentenças de pronúncia. do CPC. c) Legitimidade passiva. as duas podem ser o sujeito ativo da ação. (Art 582. a) O que é? É o ato do juiz que homologa a transação em qualquer fase do processo ou é a conciliação das partes. tratando-se de direito patrimonial disponível. Se menor ou inimputável poderão responder pela indenização seus responsáveis. Quando não comportar mais recurso.

São as seguintes: • A nulidade do compromisso arbitral. ou seja. o processo pré-existe. a sentença foi proferida por prevaricação. o juízo cível competente (estadual). • Se não foi decidido todo o litígio submetido à arbitragem.175 e) Legitimidade passiva Também. II). A finalidade é tão-somente transformar o acordo particular em título executivo judicial. mas que exerce a jurisdição. concussão ou corrupção passiva. comprovadamente. Quem faz o acordo são as partes. art 109. É. a) O que é? É uma decisão acordada extrajudicialmente pelas partes. É a decisão proferida pelo árbitro que não pertence à magistratura. inciso III. Sentença arbitral a) O que é. o ato que encerra o processo de arbitragem. Quando a sentença arbitral é condenatória ou (tem conteúdo condenatório). surge com o pedido de homologação. cumprido a sua parte da sentença. Aliás. o do local da execução ou da situação dos bens. a composição extrajudicial da lide. É. O juiz apenas homologa o acordo. A diferença entre as instituições dos itens 3 e 5 é que no item 3 já existe processo em curso e no item 5 não. • Incompetência do árbitro. imparcialidade do árbitro e seu livre convencimento. • Se forem desrespeitados os princípios do contraditório. 4. A execução estará a cargo do juiz federal de primeiro grau. É procedimento de jurisdição voluntária (CPC. Diferentemente. • Se os limites da arbitragem forem transpostos. É a parte que tenha descumprido o direito da outra. tem-se título executivo judicial. Trata-se de jurisdição voluntária embora não haja previsão legal neste sentido. Acordo extrajudicial de qualquer natureza. portanto. O processo. portanto. Não existe processo anteriormente. . homologado judicialmente. Evidentemente. (CF. como sentença judicial que passa a ser. 5. d) Sentença arbitral estrangeira. neste caso. tendo. surgindo este apenas para possibilitar a homologação. escolhido pelas partes. as duas partes. igualdade das partes. Quem faz o acordo são as partes. I). b) Natureza Jurídica. • Sentença extemporânea. • Se. c) Competência para execução: Conforme dispõe o art 475-P. art 1103/11). b) Hipóteses de nulidade da sentença arbitral. no caso do nº 3. A sentença arbitral estrangeira poderá ser executada se estiver devidamente homologada pelo STJ (CF 105. devidamente homologada judicialmente. a sentença arbitral se equipara à sentença judicial. • Falta de um dos requisitos: relatório. fundamentos ou dispositivo.

Para valer no território brasileiro precisa ser reconhecida no Brasil por meio de homologação do STJ (CPC. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. I. Formal de partilha é a carta de sentença extraída dos autos do inventário. X. 7. Por isso ele não tem competência para a execução. Quando o quinhão resultante da sucessão hereditária não ultrapassar o valor de cinco salários mínimos. ela foi prolatada por um árbitro escolhido pelas partes. para que a sentença estrangeira ingresse no território nacional com autoridade.2008 PROVA 1. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. pela própria soberania do país. a) Distinção entre formal e certidão de partilha. homologada pelo STJ. é dos juizes federais. art 1027 e seu parágrafo único). não é uma sentença condenatória. VII). (CPC. A competência para processar e julgar. (CPC. Formal e a certidão de partilha. b) Justificativa da necessidade de homologação. a favor de quem a carta foi passada. 19. Mas quanto à execução há a se considerar que sua execução depende de ela ter conteúdo condenatório. A sentença arbitral é título executivo judicial e o juiz que a proferiu é o competente para a sua execução. Nesse caso.176 6. Esta situação ocorre nos pequenos inventários ou arrolamentos. A sentença arbitral é título executivo judicial. no entanto. conforme dispõe i art 109. Além do mais aceitá-la sem essa homologação seria reconhecer a jurisdição de tribunal estrangeiro em território nacional. Preservação da soberania nacional. o formal de partilha pode ser substituído por certidão do pagamento do quinhão hereditário. como consta do CPC. não sendo. Tratando-se de sentença arbitral. 105. para título e conservação dos direitos do interessado. O formal e a certidão. da CF. é indispensável que ela não conflite com a estrutura legal brasileira. art 483).09. a rigor. a execução não estará na competência do juiz que a proferiu. a) O que é? É uma decisão de tribunal estrangeiro que não tem autoridade no território nacional. Resposta: A afirmativa não está correta. E o STJ é quem cuida de ver essa compatibilidade. art 1027 e seu parágrafo único). de fato. aos herdeiros e aos sucessores a título universal ou singular. “i”). pois advém de uma sentença que. c) Competência para homologação: STJ (CF. exclusivamente em relação ao inventariante. c) Legitimidade passiva. Pelo menos não está totalmente correta. atuam com eficácia como título executivo em relação ao inventariante. Sentença estrangeira. Afinal. quando no território brasileiro só têm jurisdição os órgãos nacionais. Se ela tiver conteúdo . art 475-N. O formal de partilha é um título executivo especial. b) Legitimidade ativa. portanto um juiz do judiciário.

do CPC. para a audiência. A partir do dia 23.2007? Explique. Por outro lado. Essas duas modalidades de título executivo implicam em diferentes procedimentos processuais quanto à respectiva ação de execução. Foi o que aconteceu no presente caso: o juiz omitiu-se. pois. conforme disciplina o art 475-J e seguintes. A definição do juiz competente segue as regras normais para tanto. pois a contagem no dia 31. retroagindose no tempo. uma segunda-feira. 4.Designando o dia 05 de novembro de 2007 (05. portanto. É um título executivo extrajudicial a sentença homologatória de transação. N. começando-se a contagem no primeiro dia útil que o antecede. portanto. 05.2007 ou até 19. pois 1º e 2 (feriados) 3 e 4 (sábado e domingo). do CPC. Resposta: O art 475. pela pretensão que atendem. uma segunda feira. 10 dias a partir do dia 31. sendo.177 condenatório.2007). que o mês de outubro tem 31 dias. dia útil. dezenove (6ª feita) vinte e dois (2ª feira) e 26 (6ª). autosuficientes. O que nos leva o dia 22. o prazo estará expirado.10. as sentenças condenatórias positivas têm seqüência no cumprimento da sentença. Esta afirmativa está certa ou não? Explique. que o dia vinte e um de outubro é domingo. Mas o dies a quo deve ser excluído. quanto aos títulos não pleiteados na ação. São. não extrajudicial como mencionou a questão. Considerando que os dias 1º (5ª feira) e 3 (6ª feita) são feriados forenses na justiça do Distrito Federal (por onde corre o processo). Portanto a resposta é: até o dia 22. que os dias dezessete (4ª feira). porque ambos são títulos executivos quanto às verbas mencionadas no art 20. dispõe que : “a sentença homologatória de conciliação ou de transação. Começará. Conclui-se. . o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. todos do outubro. ainda que inclua matéria não posta em juízo” constitui título executivo judicial e. não-auto-suficientes. Esta é a regra geral.2007. Portanto a afirmativa está errada. A execução constituirá processo autônomo. Logo as partes deverão depositar em cartório o rol até dez dias antes da audiência. Esse é o fim do prazo em que as partes devem depositar o rol de testemunhas. portanto.11. III. enquanto que a sentença declaratória e a sentença constitutiva são não auto-suficientes. o juiz omite-se quanto ao prazo para que as partes depositem em cartório o rol de testemunhas. A contagem deve ser feita de traz para frente.10.2007. conforme determina o art 475.10. bem como a constitutiva pode também ter conteúdo condenatório e a declaratória se valer do contigo no art 4º. o juiz competente para conhecer do processo de execução é juiz da justiça estadual. embora esse cumprimento ocorra no próprio processo (execução lato sensu). implicando na citação do réu. não necessitando de atos posteriores que as completem. 3. contar-se a partir do dia 5. Conta-se. A sentença condenatória é auto-suficiente. Resposta: As sentenças constitutiva e declaratória. 2. sendo também título executivo. que é o dies a quo. pois. ou seja.11. são dias úteis. O prazo para as partes depositarem o rol de testemunhas será até 22.2007. I e seguintes.10.10. que a afirmativa está erra (invertida). se exaurem em si mesmas. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. Resposta: Conforme prevê o art 407. se o juiz não fixar o prazo.

corresponde a um título formal. por sua emissão está ligada a uma transação mercantil ou a uma prestação de serviços. Duplicata: trata-se de um título de crédito causal. ou seja. Por que a homologação é necessária? Porque a sentença emitida por tribunal estrangeiro não tem autoridade no território nacional. da Constituição Federal.12. • Endossantes e avalistas. Esta afirmativa está certa ou não? Por que existe necessidade de homologação? Explique. que alterou o art 105. Para a execução não há necessidade de protesto contra emitente e seus avalistas. Prazos de prescrição: de 3 anos. Depois. De 6 meses para exercer o direito de regresso. As defesas pessoais podem ser alegadas pelo devedor contra o beneficiário da nota.2008 TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS Os títulos executivos extrajudiciais estão elencados no art 585. se ela é compatível com o nosso ordenamento jurídico. obrigatoriamente e de endossantes e avalistas. literal. do CPC. mas não contra outros beneficiários a quem ela tenha sido transferida. De 1 ano. contra o emitente. Primeiro. autônomo.178 5. de participação eventual. porque no território nacional só têm jurisdições os órgãos do Judiciário brasileiro. E quem deve pagá-la. Letra de câmbio: criado pelo saque. eventualmente. São eles: 1. É regulada pela lei 5. Sua emissão sucede a emissão da fatura e da nota fiscal. Nesse título aparecem as figuras do: • Sacador – aquele que emite a letra de cambio. a debênture e o cheque. De 1 ano contra endossantes e seus avalistas. porque há necessidade de que seja verificada se a sentença estrangeira não fere algum dispositivo de nossa estrutura jurídica. • Sacado – aquele contra quem a letra é emitida. Trata-se de uma ordem de pagamento dada a alguém. a duplicata. porque a sentença estrangeira deve ser homologada pelo STJ conforme dispõe o art 483. quanto ao sacado e seus avalistas. do vencimento. A sentença proferida por um tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologado pelo STF. Prazos de prescrição: de 3 anos. do vencimento. sem protesto não sendo título de custas. I: A letra de câmbio. Na nota promissória aparecem as figuras do emitente e do beneficiário. Questão de preservar a soberania do país sob dois aspectos. para pagar a outrem determinada quantia em certa data. a nota promissória. I. Nota promissória: Diferentemente da letra de câmbio. Resposta: Não. Art 585.09. 30. contra endossantes e seus avalistas. do protesto.2004. a nota promissória é uma promessa de pagamento. i.474/68 . De 1 ano. devidamente modificado pela EC nº 45. de 08. • Beneficiário – aquele que vai receber o valor da letra. De 6 meses do respectivo pagamento por iniciativa daquele que pagou a letra contra os outros intervenientes (Direito de regresso). do CPC.

As execuções abrangem tanto a locação urbana como a rural. 5. também. com a diferença de que o prazo para se exercer o direito de regresso e de 1 ano. II: A escritura ou outro documento público assinado pelo devedor. para que o credor aproveite os frutos até a liquidação do seu crédito. pela Defensoria Pública ou pelos advogados das partes (pode ser um mesmo advogado para ambas). O documento público por excelência é a escritura.O. A escritura ou outro documento público qualquer deve ser assinado pelo devedor. além da assinatura do devedor. No que se refere às despesas de condomínio. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. Art 585.179 Prazos de prescrição: Sãos os mesmos anteriores. A caução real é sobre bens móveis (penhor. Na enfiteuse aparecem as figuras do enfiteuta e do senhorio direto. São as várias maneiras de se garantir um crédito (garantia real). A apólice do seguro de vida é outra forma de título executivo prevista na lei e visa. IV: O crédito decorrente de foro e laudêmio. 2. O direito de execução do locador é extensivo ao sublocador em relação aos subinquilinos. A caução fidejussória pode ser judicial. Art 585. legal ou convencional.5% sobre o valor da venda) que o enfiteuta para ao senhorio toda vez que ceder o domínio útil do bem objeto da enfiteuse e desde que o senhorio não exerça seu direito de preferência. que representa um direito real sobre bens imóveis e deve ser registrada no CRI. bem como os seguros de vida. as residenciais e as não residenciais e se estendem aos contratos de renovação compulsória. Caso contrário. sem o que ele não tem força executiva. Quanto aos documentos particulares. Eles não significam o pagamento do crédito. (boletim de ocorrência) de um acidente de trânsito no qual aquele que se dispõe a pagar o “estrago” deve assumir essa obrigação expressamente no próprio B. estas só constituirão título executivo extrajudicial se resultarem de locação. Ex: o testamento (o testamento cerrado não é título extrajudicial pela falta de testemunhas). garantir o crédito. V: O crédito documentalmente comprovado decorrente de aluguel de imóvel. Instrumento de transação referendado é o acordo extrajudicial feito pelas partes referendado pelo MP. caução. pelo direito de uso e gozo do imóvel o que constitui o foro. as despesas de condomínio necessitam de anterior ação de conhecimento. O enfiteuta paga um valor fixo e anual ao senhorio. . A anticrese é direito real que decorre de cessão que o devedor faz de um bem seu ao credor. Debênture: trata-se de um título emitido pelas sociedades anônimas. Art 585. Art 585. Quer dizer.O. Como espécies de outros documentos públicos pode-se mencionar o B. por exemplo) e imóveis (hipoteca. por exemplo). Já o laudêmio é a compensação monetária (comissão de 2. também. 4. entretanto. de médio e longo prazo. O foro e o laudêmio estão ligados à enfiteuse (hoje direito de superfície). A caução pode ser de duas espécies: fidejussória e real. anticrese. o instrumento de transação referendado pelo MP. São formas de caução. no final. 3. para captação de capital. mas a garantia dele. III: Os contratos garantidos por hipoteca. por duas testemunhas. deve ser assinado. penhor. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. bem como os encargos acessórios. que o credor terá seu bem administrado pelo devedor.

180 6. Art 585, VI: O crédito de serventuário da justiça, de perito, de intérprete ou de tradutor quando as custas e honorários forem aprovados por decisão judicial. O inciso se refere aos serventuários não permanentes, restringindo-se àqueles eventuais, como o perito, o intérprete e o tradutor. Estes podem cobrar pelos serviços prestados às partes, quando forem os mesmos aprovados por decisão judicial. Todavia é preciso não confundir aprovação judicial com a sentença exarada no processo, uma vez que não existe entre tais serventuários e as partes uma relação processual. A aprovação é simples medida administrativa para assegurar a regularidade da conta. 7. Art 585, VII: A certidão da dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. A primeira providência para a execução de tais dívidas se refere à inscrição na dívida ativa, providência que permite apurar a certeza e a liquidez exigidas para a execução do título extrajudicial. Todavia, a inscrição, em si, não constitui o título executivo, o qual será instituído pela “certidão dos créditos inscritos na forma da lei”. O crédito fiscal é preferencial, inclusive sobre o crédito do credor hipotecário e pignoratício, ainda que estes tenham sido constituídos antes. 8. Art 585, VIII: todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Títulos extrajudiciais estrangeiros Diferentemente do título judicial estrangeiro, o título extrajudicial estrangeiro produz no Brasil seus efeitos sem homologação, desde que satisfeitos os requisitos exigidos pela legislação do local de sua formação e for indicado o Brasil como o local de cumprimento da obrigação. (CPC, art 585, § 2º). Também diferentemente do título judicial estrangeiro, cuja competência é de juiz federal de 1º grau, o título extrajudicial estrangeiro é da competência da justiça estadual, de primeiro grau. 03.10.2008 LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA É a sentença que permite atingir-se um provimento jurisdicional que finaliza a lide, a controvérsia ente as partes. Exarada a sentença, pode a mesma ser cumprida voluntariamente pelo vencido. Todavia, se assim não for, há necessidade de a Justiça providenciar o seu cumprimento. Com a recente reforma no Código Civil, esse cumprimento passou a ser efetuado dentro do mesmo processo, como simples incidente complementar da condenação. As sentenças condenatórias, que sempre ensejam a necessidade de execução, nem sempre se cumprem imediatamente. Embora contenham a certeza do direito do vencedor, nem sempre são precisas com relação ao valor da dívida, ou à individualização do objeto da prestação. Por isso, dizer que as sentenças podem ser líquidas e ilíquidas. Sentença ilíquida é aquela que não fixa o valor da condenação, quando seu objeto é dinheiro, ou que não individualiza o objeto da prestação em outros casos. Essa situação é incompatível com o processo de execução que pressupõe sempre um título que represente uma obrigação líquida, certa e exigível. A execução forçada não é de índole contraditória,

181 não se prestando a acertamento ou definição, mas apenas à realização prática de uma situação jurídica cuja legitimidade é comprovada pelo próprio título. Assim, se o juiz executivo não vai julgar, mas apenas realizar o conteúdo do título, é imprescindível que esse título seja líquido, ou seja, especificamente determinado quanto à quantidade, à coisa e aos fatos devidos, donde a necessidade de recorrer-se à sua prévia liquidação, sempre que a sentença não determine o valor devido. Por isso, faltará a liquidez a ele, a qual lhe será agregada por nova decisão no processo liquidatório, que tem natureza de conhecimento. É providência própria do título executivo judicial. Ao título executivo extrajudicial, a falta da determinação exata da soma devida faz com que o título perca sua força executória, só podendo ser cobrado em processo de conhecimento. Não há, portanto, liquidação de título executivo extrajudicial ilíquido. Assim, a ação de liquidação de sentença só terá lugar quando a sentença condenatória proferida no processo de conhecimento for ilíquida. A sentença ilíquida é incompleta quanto à quantidade, à coisa ou ao fato. Casos de iliquidez da sentença: Como se viu, a iliquidez pode ser quanto à quantidade, à coisa, ou ao fato devido. A. Nas dívidas em dinheiro, dá-se a iliquidez da sentença, em relação ao quantum debeatur quando: 1) Condena ao pagamento de perdas e danos, sem fixar o respectivo valor. Como, geralmente as perdas e danos são fixados depois, a sentença em questão, sendo incompleta, deverá ser liquidada. 2) Condena em juros, genericamente. Quando o título executivo judicial, a sentença não detalha as condições dos juros, quanto à taxa e ao seu tipo, por exemplo. 3) Condena à restituição de frutos, naturais ou civis. Ex: de frutos civis: aluguéis recebidos indevidamente. 4) Condena o devedor a restituir o equivalente à coisa devida. A sentença já fixa a obrigação a ser cumprida em valor equivalente à coisa pedida, que pode ter desaparecido. 5) Em lugar do fato devido a que foi condenado o devedor, o credor opta por executar o valor correspondente, ainda por determinar. Neste caso, a sentença estabelece que a coisa que deve ser dada para seu cumprimento. Todavia, como é direito de credor, ele decide transformar a coisa em dinheiro, cujo montante será estabelecido na liquidação da sentença. B. Em relação à coisa devida, a sentença será considerada ilíquida quando condena: 1) À restituição de uma universalidade de fato, como ocorre nos casos de herança, em que existe uma universalidade de bens a serem distribuídos aos herdeiros. 2) Em obrigação alternativa. Como existem opções, aquele que tem direito à escolha (devedor ou credor, conforme a situação) solicita a liquidação da sentença apresentando a opção escolhida. C. Em relação ao fato devido. Este caso de sentença ilíquida ocorre quanto o vencido é condenado a fazer obras e serviços não individualizados, não especificados. Para que a sentença possa ser cumprida há necessidade de que tais fatos sejam devidamente especificados.

182

Questão: A sentença declaratória pode ser liquidada (quanto ao mérito)? Pode, dependendo do tipo de sentença declaratória. Se ela declara a existência de um direito e esse direito é violado, pode exigir-se a sua liquidação para que ele seja executado. (CPC, art 4º parágrafo único). Limite da liquidação da sentença: na liquidação da sentença se busca tão somente completar uma sentença incompleta (ilíquida). Nesta fase do processo, só se pode discutir na liquidação da sentença o que for relativo ao quantum debeatur, sendo defeso discutir a lide, que já foi decidida. Portanto, o limite da liquidação da sentença é o quantum debeatur. (CPC, art 475-E). Todavia, permite-se que alguma coisa possa ser acrescida ao quantum debeatur. A propósito, o art 293 e à súmula 254 do TSF, que esclarece que. embora o pedido deva ser interpretado restritivamente, no principal devem ser incluídos os juros legais (moratórios), ainda que não estejam no pedido. Questões: 1) É possível ao devedor pedir o cumprimento da sentença? Não, pois ele tem é que cumpre-la. 2) O devedor pode pedir a liquidação da sentença? Como o devedor não tem apenas o dever de cumprir a sentença, mas também o direito de livrar-se da obrigação ele pode pedir a liquidação da sentença, quando esta for ilíquida. Como atualmente a liquidação de sentença é um meio preparatório ao seu cumprimento, se o credor ficar inerte quanto à liquidação de sentença ilíquida, o devedor pode pedir essa liquidação, escudado pelo seu direito de livrar-se da obrigação. Neste caso ele não pede o cumprimento, mas tão-somente pede sejam estabelecidas condições para que ela a cumpra. Natureza jurídica da decisão proferida na liquidação de sentença, quanto ao quantum debeatur. Qual é sua natureza jurídica? Para a lei é uma decisão interlocutória de caráter complementar e integrativo. É complementar porque completa a sentença ilíquida e integrativa porque estabelece a ligação entre a ação de conhecimento e o cumprimento da sentença. Todavia, há doutrinadores que a consideram uma sentença. Recurso cabível na à decisão proferida na liquidação de sentença: Cabe agravo de instrumento (CPC, art 475-H), o que reafirma sua natureza jurídica de decisão interlocutória. Mas esse agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Portanto, o cumprimento da sentença (do processo de conhecimento) transitada em julgado será em caráter definitivo, uma vez que o recurso (agravo de instrumento) não tem efeito suspensivo. Natureza jurídica da decisão da liquidação de sentença, quando aquele que a solicitar não oferece ao juiz elementos suficientes à liquidação ou pleiteia a liquidação por meio inadequado (arbitramentos ou por artigos). Neste caso, o juiz decide sem julgamento do mérito, porque ficou a liquidação frustrada. Há a possibilidade, entretanto, de ser proposta nova liquidação pelo credor, porque não houve coisa julgada material. Trata-se assim, de sentença, para a doutrina.

183

Questão: O que é liquidação zero? Quando julga a liquidação de sentença, o juiz poderá concluir que o quantum reclamado pelo credor seja igual ao quantum já pago pelo devedor, inexistindo portanto valor a ser paga ao primeiro. A sentença liquidatória, neste caso, encerrará o processo declarando a inexistência de crédito ao autor da ação, ou seja o saldo final das compensações de valores reclamados e valores pagos é zero. Temos a liquidação zero, diferente da liquidação frustrada, quando não foi possível apurar o quantum. Obs. Os pagamentos ao credor serão informados na contestação, uma vez que a liquidação de sentença segue o procedimento comum. 10.10.2008 PROCEDIMENTOS DA LIQUIDAÇÃO A liquidação da sentença ordinariamente é feita nos próprios autos da ação condenatória (ordinário ou sumário, portanto). Como pode haver liquidação provisória, liquida-se a sentença em autos apartados, formados com cópias das peças processuais pertinentes (CPC, art 475-O, e 475-A, § 2º). Da mesma forma se procede quando a sentença condenatória contiver parte líquida e parte ilíquida, porque neste caso o credor tem direito de promover o cumprimento da parte líquida e a liquidação da parte genérica (ilíquida), simultaneamente. Neste caso de liquidação e execução parciais, de um só julgado, os pedidos devem, também, ser formulados e processados separadamente. O procedimento variará conforme a natureza das operações necessárias para determinação do quantum debeatur ou do quod debeatur. O código prevê duas modalidades para a liquidação de uma sentença ilíquida: a) Liquidação por arbitramento – CPC, art 475- C. b) Liquidação por artigos – CPC, art 475-E. Liquidação por artigos Esta modalidade será aplicada sempre que para liquidar-se a sentença se faça necessário apresentar e provar fatos novos. A modalidade é chamada de “liquidação por artigos” porque a petição inicial é apresentada de forma articulada: cada fato novo constituirá um artigo, recebendo os artigos numeração seqüencial. No caso, o que serão fatos novos? São todos os acontecimentos aptos a determinar o valor da condenação e ocorrem depois que a sentença foi prolatada. Ocorrendo tais fatos após o julgamento não são ainda do conhecimento do juiz e por isso precisam ser a ele apresentados. Assim, apenas serão arrolados e articulados fatos que, de fato, tenham influência na fixação do valor da condenação ou que permitam a individuação do objeto. Portanto só interessam ao caso os fatos que decorram do objeto da ação de conhecimento e que possam influir na liquidação da sentença condenatória. Fora dessas condições, outros fatos serão recusados pelo juiz. Nessa fase só se discute a liquidação e sob nenhum pretexto se discutirá a lide, que já está decidida. Então, na petição inicial da liquidação de sentença, a parte articulará cada artigo, com a respectiva prova. A outra parte deverá contestar cada artigo da petição inicial. Por exemplo, no processo de conhecimento deverá o lesado provar a existência do dano, como ruína do

184 prédio, estragos em veículo, paralisação dos serviços, redução da capacidade de trabalho etc. Na liquidação de sentença, o dano já foi devidamente provado e por isso na liquidação da sentença apurar-se-á apenas o valor do dano, dividido pelos artigos apresentados. Apresentado o requerimento do credor da condenação, o vencido será intimado na pessoa de seu advogado a acompanhar a liquidação dos artigos, que seguirá o procedimento comum. Ele não será citado por já está no processo. Existem casos, todavia, que o devedor deverá ser citado, por não estar ainda em processo. É o caso da ação penal condenatória que enseja ação civil. Nesse caso ele deve ser citado porque ainda não há processo no cível. Outro exemplo é quando o credor opta por liquidação a sentença em outra comarca, a da situação do imóvel, por exemplo, No caso do art 475-B, também haverá citação. Prazo: quando intimado ou citado, qual o prazo do devedor para se manifestar? Depende do procedimento adotado: se rito ordinário, o prazo será de 15 dias (CPC 297) e se rito sumário o devedor deverá manifestar-se na própria audiência (CPC, 278) Na liquidação de sentença não cabe agravo retido. Liquidação por arbitramento Nesta modalidade de liquidação de sentença não haverá fatos novos, tendo que se usar apenas o que já esteja no processo. Não há, também, procedimento ordinário ou sumário, mas apenas o procedimento das perícias. Este processo deve ser usado quando a determinação do quantum debeatur depender de conhecimentos técnicos, de conhecimentos de um perito. Existem três situações em que a liquidação por arbitramento será adotada (CPC, art 475-C): 1) Quando determinado na própria sentença condenatória. – Neste caso a questão é bastante simples e ao devedor só restar cumprir o julgado. 2) Quando convencionado pelas partes. A convenção das partes pode advir de cláusula contratual anterior à sentença ou de transação posterior à decisão. 3) Quando a natureza do objeto da liquidação exigir. Caso em que natureza do objeto exige conhecimentos técnicos. São exemplos de situações que reclamam esses conhecimentos técnicos: desvalorização de veículos acidentados, determinação dos lucros cessantes em face de inatividade da pessoa, extensão da perda parcial da capacidade laborativa etc. Requerido o arbitramento na petição inicial, intimado o devedor, o juiz nomeará o perito marcando logo o prazo para entrega do respectivo laudo pericial (CPC, art 475D). As partes poderão indicar, em 5 dias, assistentes técnicos, formulando os quesitos. Após a apresentação do laudo, as partes terão o prazo de 10 dias para sobre ele se manifestarem. Diante dos pronunciamentos dos interessados, o juiz poderá adotar uma das seguintes atitudes: a) Dar sua decisão, fixando o valor da condenação ou individualizando o objeto b) Designar audiência de instrução e julgamento (Parágrafo único do 475-D). Trata-se de audiência onde o perito judicial e os assistentes prestarão esclarecimentos à parte que os solicitar, que deverá formular quesitos e apresentá-lo ao juiz, que sobre estes intimará o perito e os assistentes 5 dias antes da audiência. Fora deste prazo, perito e assistentes não estarão obrigados aos esclarecimentos.

O credor deve. art 341). como ele já está no processo. inclusive. onde estejam. O prazo para cumprimento voluntário é de 15 dias. Depois de expedido o mandado de penhora o devedor será intimado pelo Diário Oficial. Defesas do devedor no cumprimento da sentença O devedor na fase do cumprimento da sentença condenatória pode defender-se por meio de três tipos de instrumentos: I. ou mesmo o juiz julgá-los assim. II. deverá ser citado. II. liberando-se assim. correndo os 15 dias após a decisão ao recurso proposto (art 475-J). III. Impugnação ao cumprimento da sentença . se for o vaso. na falta deste. o credor requer ao juiz ordenar ao seu possuidor entregá-los. indicar os bens a penhora.10. Se o credor concordar com os cálculos deste. ou. o credor será intimado na pessoa de seu advogado. para evitar a multa legal. depositando o valor obtido em juízo. mas a penhora obedecerá ao valor do contador judicial. bem como se pedirá a penhora de mencionados bens. Decorridos 6 meses contados da data da sentença sem que o credor requeira o cumprimento. Exceção de executividade. o credor requererá. é indispensável que o credor a requeira.185 14. contados da sentença de condenação ou de liquidação. o processo será arquivado. Em havendo necessidade de novos documentos para que o credor possa desenvolver a memória de cálculo. Todavia. se o cumprimento foi requerido em outra comarca. na inércia do credor. ou o domicilio do réu. Montante excessivo – Poderá o devedor alegar que os cálculos são excessivos. o juiz ordenará a penhora de bens de seu patrimônio. Se com terceiro. sendo a mesma cumprida no próprio processo de conhecimento. com vistas a penhorar bens do devedor. Uma dúvida que pode surgir: o devedor deve ser intimado ou citado? Se o pedido de cumprimento se faz no mesmo processo. 284 e 614. valerão os cálculos apresentados pelo credor. na pessoa de seu advogado. Uma vez efetuada a penhora. os bens penhoráveis. esse prazo se suspende. Pode ocorrer a liquidação provisória da sentença se a apelação não foi recebida com efeito suspensivo. Decorrido in albis o prazo para o cumprimento espontâneo. da obrigação. à ação será atribuído o valor ofertado pelo credor. Decorrido o prazo in albis o devedor estará sujeito à multa de 10%. Objeção de executividade. Eles poderão estar com o próprio devedor ou com terceiros. Se houver interposição de recurso recebido com efeito suspensivo. por exemplo. Todavia. em petição simples. porque será um procedimento autônomo em relação ao processo anterior. A memória será encaminhada ao Contador Judicial que efetuará nova memoraria. com base na qual o devedor efetuará o pagamento. (CPC. observando os artigos 282. o devedor pode tomar a iniciativa do cálculo. será intimado na pessoa de seu advogado. a expedição de mandado de cumprimento forçado. tem-se definido o valor para o cumprimento da sentença.2008 CUMPRIMENTO DA SENTENÇA Embora o cumprimento da sentença não dependa de ação própria. Se não concordar. Se com o devedor e estes se negarem a entregá-los. este será intimado a exibi-los sob pena de desobediência – Ação de exibição de documentos ou coisa. uma vez que lhe compete preparar essa atividade executiva com a devida memória de cálculo. na petição.

como remissão. Visam essas duas defesas. o credor poderá se valer de dois os tipos de defesas contra a exceção de executividade. também. contra a qual cabe. havendo ou não defesa. menos a convenção de arbitragem. destas. Como se trata de matéria que o juiz deve conhecer de oficio. Depois do prazo concedido ao credor. ou seja. §1º). dação em pagamento. (CPP. Trata-sede meio de defesa do devedor stricto sensu. contados da intimação do patrono do devedor. não se suspende a execução nem o prazo para apresentação da impugnação. evitar a penhora de bens do devedor. que pode ser impugnada por apelação e se a acolhe sem extinguir a execução tem-se. O excipiente apenas alerta o juiz sobre tais matérias. Esse recurso deve ser interposto no prazo de 15 dias. como. os dois primeiros podem ser apresentados pelo devedor até mesmo antes do início do cumprimento da sentença. Quais as defesas que poderão ser interpostas no caso de exceção de executividade? Pelo princípio do contraditório. se a acolhe extinguindo a execução. devendo ser apresentado no prazo de 15 dias. O devedor deve ter prova pré-constuída de sua alegação. sub-rogação. da intimação da penhora e avaliação do bem a penhorar. conforme o tipo de decisão. art 267m incisos IV. consignação em pagamento. ou seja. a objeção de executividade pode ser proposta a qualquer tempo e em qualquer frase do processo. devendo conter matéria sobre a qual o juiz não pode decidir de oficio. já há segurança para o juízo quanto à liquidação do valor devido. tem-se uma sentença. tem-se uma decisão interlocutória da qual cabe agravo. • Documentos probatórios da alegação. agravo. A petição deve conter: • Pedido de extinção da execução ou a modificação de seu valor por ter havido pagamento parcial. o juiz decide a exceção. Se a exceção for rejeitada pelo juiz. São elas: a) A ausência dos pressupostos processuais positivos. Requisitos da exceção de executividade. quando apresenta a objeção à executividade. sem necessidade de segurança ao juízo. o pagamento efetuado ou qualquer outra forma de extinção da obrigação. dentro do prazo fixado pelo juiz: o agravo e a apelação. Oferecidas a objeção de executividade ou a exceção de executividade. Já as objeções podem ser propostas a qualquer tempo. Todavia as exceções só podem ser apresentadas até o prazo da impugnação ao cumprimento da sentença. art 475-J. por exemplo. A) Exceção de executividade. . e em qualquer fase do processo. decisão interlocutória. B) Objeção de Executividade É a defesa do devedor sobre matéria que o juiz deveria conhecer de ofício – matéria de ordem pública. V e VI e as contidas no CPC. sobre as quais o juiz deve manifestar-se de ofício. também. ou outro fato que tenha efeito de pagamento.186 Destes tipos de defesa. cabendo dessa decisão uma das defesas acima: agravo ou apelação. Por isso mesmo independe a apresentação desse recurso da segurança do juiz pela penhora. uma vez que a intimação já supõe a penhora de bens. Conteúdo da objeção: São as constantes do CPC. nunca depois da entrada da impugnação. juntamente com esta. art 301.

• 475-L.II: Inexigibilidade do título executivo. ou seja a revelia se dá exatamente por falta ou nulidade da citação. a impugnação só pode ser apresentada depois que o juiz esteja garantido pelo penhora. Pode ser que a revelia se dê. O devedor poderá alegar: • Art 475-L. não configura hipótese para impugnação. a incompetência absoluta. Nesse caso. ela deve conter todos os requisitos dos artigos 282 e 283. o título ainda não é exigível. a conexão.187 b) a presença de pressupostos processuais negativos (litispendência. na sentença. pede uma sentença declaratória. quando haverá o contraditório. Nesses casos. Pode ser até que o pagamento dependa de uma providência do próprio credor. Prazo: 15 dias da intimação da penhora. Lembrar que a presença espontânea do devedor no processo significa citação. ou seja. como decadência e prescrição. Hipóteses de propositura da impugnação. II) ou contra a própria execução. porque ao mesmo tempo em que ele se defende. a litispendência. Obs. o que implica que o processo correu a sua revelia. incapacidade da parte defeito de representação. art 475-J. estabelecer prazo . Todavia a falta ou nulidade de citação e a revelia devem correr concomitantemente. Continência. 475-L. Assim.I: Falta ou nulidade de citação. coisa julgada. 572). C) Impugnação no cumprimento da sentença É a resposta do devedor contra a eficácia executiva (inexigibilidade) do título (CPC. b) Atos da própria execução. começa a correr o prazo de 15 dias para a impugnação. § 1º) Requisitos da impugnação ao cumprimento da sentença: Tratando-se de uma petição inicial pelo o aspecto misto do instrumento. E um meio de defesa do devedor. ou pela existência de uma condição suspensiva qualquer. o devedor pode com a impugnação atacar dois aspectos: a) A eficácia executiva do título. Natureza jurídica: é um misto de defesa e ataque (ação). Pela impugnação o devedor atacará a eficácia do título quanto aos seus aspectos formais ou atacará algum ato da execução. Essa inexigibilidade pode se dar por estar o devedor ainda dentro do termo (prazo de 15 dias) para pagamento (CPC. o prazo de contestação transcorreu in albis. O juiz emite mandato de penhora e avaliação e no momento em que o devedor for intimado da avaliação e penhora (juntada nos autos da intimação). embora haja revelia. mas que tenha havido citação.: Quando o credor apresentou a memória de cálculo já indicou bens a penhora e solicitou ao juiz que determinasse a penhora dos bens necessários à garantia o seu crédito. a inépcia da petição inicial: a perempção. a inexistência ou nulidade da citação. Esse tipo de recurso deve ser interposto em 15 dias (CPC. misto de defesa e de ação. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido): d) preliminares de contestação. Todavia. do CPC. Pode acontecer até de o juiz. carência de ação: e) Objeções de direito material. coisa julgada e perempção): c) as condições de ação (legitimidade das partes. Todavia não pode mais falar sobre o mérito que já foi previamente definido.

O devedor pode apresentar este tipo de impugnação para corrigir o erro.m que aconteçam depois que a sentença foi prolatada. Art 475-L. art 475-M). portanto por sentença que importa na extinção do processo de execução. cessão de crédito. Resumo: Como vimos. cabe apelação ao credor. VI: Pode. o credor exige mais do que a sentença fixou. Pode ter havido alguma alteração na situação. (CPC. ela pode ser procedente ou improcedente. Não ocorre efeito suspensivo no recebimento da impugnação. a execução pode ser imposta em juízo diverso do que apreciou a ação de conhecimento respectiva. tendo ocorrido. sub-rogação. Art 475-L. O que permite ao juiz receber a impugnação com efeito suspensivo. portanto por decisão interlocutória. Pode haver até necessidade de chamamento ao processo de outro devedor solidário. Art 475-L. também. Por exemplo. a penhora recai sobre bens que não estão livres para a penhora. Como se mencionou antes. caso em que a decisão dependerá do STF. alegar fatos impeditivos. Art 475-L. Daí caber a alegação de suspeição.188 maior para o devido cumprimento. a impugnação será autuada separadamente do processo. art 580 e 585). o devedor pode apresentar três tipos de defesa (CPC. • • • • • • Efeitos da impugnação (CPC. modificativos ou extintivos da obrigação. III: Poderá alegar. Se houver efeito suspensivo a autuação da impugnação será no mesmo processo. e) Quando o credor não provar que já cumpriu a condição que lhe fora imposta pela sentença. uma transação. por exemplo. não quanto à ação. Aliás. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. etc. de impedimento ou de incompetência. Julgada a impugnação. prazo esse que engole os 15 dias legais. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. penhora incorreta. na execução. V: Pode alegar excesso de execução. Por isso. salvo quando presentes o fumus boni júris e periculum in mora (quando a execução pode causar ao executado grave dano e de difícil reparação) . o credor pode requerer o prosseguimento da execução. quanto ao procedimento. ou seja. (CPC. art 326) . ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. Conforme § 1º do art 475-M. § 1º: Pode alegar a inconstitucionalidade da sentença. a suspeição e o impedimento podem ser alegados a qualquer momento. d) Quando o credor exige o cumprimento do devedor sem ter ainda cumprido a sua obrigação (contrato sinalagmático). como: a) quando. ainda. Mas apenas quanto à execução. Art 475-L. b) Quando a execução recai sobre coisa diversas da determinada na sentença. ao proceder à avaliação não deu pela coisa. art 475-L): 1) Exceção de executividade. cabo agravo de instrumento pelo devedor que apresentara a impugnação. c) Quando a execução se processo de modo diferente ao fixado na sentença. Se improcedente. III: Erro de avaliação: quando o credor apresentou sua memória de cálculos e indicou bens a penhora. valorizou tais bens de modo excessivo e o oficial de justiça. se procedente. Art 475-L. IV: Ilegitimidade da parte. inclusive no próprio juízo.

diversos caminhos para que a tutela específica seja. do CPC. relativo à obrigação de fazer ou de não fazer previsto na sentença. Mas a objeção de executividade continua sendo possível. exatamente como foi solicitada. essas defesas podem ser apresentadas em momentos diversos. pode o credor executar (ou mandar executar) o fato. pois. Pode. Portanto. antes da intimação mencionada podem ser alegados os motivos previstos nos artigos 301 e 326. Depois da intimação. o momento da intimação do devedor quanto à penhora e avaliação do bem a ser penhorado. conforme prevê o art 259. Pode também o juiz adotar outras medidas em nome da efetividade co cumprimento da sentença.10. Como a objeção se refere a matérias que o juiz deve conhecer de ofício. para depois reclamar o respectivo ressarcimento de seus gastos. Tudo deve constar da sentença. Ela será posta em prática por meio de manado judicial dirigido ao devedor. nasce para o devedor o direito de apresentar a impugnação. o prazo para impugnação e a sentença de extinção do processo. (CPC. no prazo de 15 dias contados da intimação para penhora e avaliação do bem. nos termos em que foi pedido na ação. mas por meio de nova ação (rescisória ou anulatória). para esta. salvo. ele já não pode mais apresentar a exceção de executividade em peça própria. Também nesse prazo. podendo ser alegadas a qualquer tempo. . mas deverá fazê-lo na própria impugnação. mandar substituir aparelho defeituoso em lugar de consertá-lo. 21. assim que transita em julgado deve prever a satisfação do pedido in natura. Com a sentença que põe fim ao processo. Tutela específica: é o cumprimento forçado. Como se viu. mas só em peça própria. Existem. o devedor pode se antecipar a ele e oferecer objeção sobre tais matérias até mesmo antes de iniciada a ação. Ressalve-se que as objeções. Nesse sentido é preciso fixar algumas referências. a ocorrência de fatos supervenientes. como o momento da propositura da ação. e seu parágrafo único. Vencido o prazo de 15 dias. concedida ao autor. Em casos de comprovada urgência. Nesse prazo. em juízo. A sentença que dá provimento ao pedido desses tipos de obrigação. essas defesas não poderão mais ser apresentadas. independentemente de autorização judicial.2008 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA A OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER 1. para que o resultado prático da sentença seja assegurado. de fato. sob sua direção. determinando suas providências imediatas ou providências das medidas a cargo do credor ou de terceiros. já não pode mais apresentar impugnação nem a exceção de executividade.189 2) Objeção de executividade. entretanto. art 301) 3) Impugnação ao cumprimento da sentença Momentos para apresentação destas defesas: Na linha do tempo. podem ser apresentadas depois. a objeção de executividade poderá ser apresentada em peça própria ou na impugnação. tarefas que tradicionalmente competiam ao devedor podem ser atribuídas ao credor que as executará. do CC. por exemplo. A exceção de executividade pode ser ofertada até a intimação. ou seja.

todavia. Obriga-se o devedor ao desfazimento da obra realizada de modo ilegítimo. um procedimento de liquidação. se torna impossível (CPC. antes de reclamá-la em juízo. Execução da multa: a imposição da multa pode se dar na decisão interlocutória relativa à concessão de antecipação de tutela ou na sentença definitiva. as medidas possíveis.é preciso definir a sua certa e liquidez. Inclusive. quer por outra equivalente. pelos princípios da equidade e da razoabilidade. Não se trata. a multa poderá ser retirada. Á custa do devedor. 3. porém. pela sua natureza ou por circunstâncias do caso. Assim. não fica o juiz impedido de a estabelecer na fase do cumprimento do julgado. mesmo que ela não ocorra nesses momentos. Tutela substitutiva: O autor tem direito à tutela específica. deve-se seguir o procedimento de execução de quantia certa. o que não implica em modificar o pedido do autor. todavia. do CPC. Bastante um incidente processual (CPC. permite ao juiz escolher a forma menos gravosa ao devedor para o devido cumprimento da sentença. mas um meio para forçar o devedor ao cumprimento da sentença. Medidas de apoio: Quando a tutela específica por possível. a menos que a impossibilidade de cumprimento tenha ocorrido por culpa do devedor. Mas a execução depende de mora do devedor. O art 620. o juiz pode fazer constar da sentença medida de apoio ao efetivo cumprimento da sentença. se estabelecida e a obrigação não puder ser cumprida. b) Quando a prestação específica. quer pelo fato pleiteado. É necessário que haja um procedimento de execução do principal para orientar a definição do inadimplemento da obrigação. 4. portanto. que a tutela específica possa ser de mais de um modo. Mas se houve conversão da tutela específica em seu equivalente econômico. Como o valor da mora possa elevar demais o valor da multa. imissão de posse etc. praticar o ato proibido. Para exigir-se o pagamento da multa. de ofício. Obrigações de não fazer: a sentença de condenação de obrigação de não fazer cumpre-se com a mera intimação do devedor. face ao descumprimento da tutela específica pelo devedor. Até porque ela não significa um benefício para o credor. ou seja. reduzi-la ou ampliá-la conforme a conveniência do caso. “impedimento de atividade nociva”. § 1º). com exceção da astreinte. “desfazimento de obra”. O credor obterá na sua atividade executiva a ordem judicial para o desfazimento da coisa. num rol não taxativo. Pode fixar o dies a quo para o devido cálculo da multa. São exemplos de medidas de apoio: “busca e apreensão” para coisas móveis. podem ser impostas outras medidas não constantes do rol. A primeira dessas medidas é a multa diária (astreinte). Entretanto. do CPC. estas medidas são inaplicáveis. Se ele. São medidas coercitivas que podem implicam até em uso de força policial para sua consecução. Todavia há duas situações em que a tutela específica possa ser convertida em perdas e danos: a) Quando o próprio credor. art 475-A a 475-H). que o juiz pode impor ao devedor pelo retardamento do mencionado cumprimento. Não é preciso. O art 461.190 2. prefira a reparação dos prejuízos em lugar do cumprimento in natura. o cumprimento da sentença seguirá o mesmo das condenações positivas. a coisa deverá retornar ao seu . de medida de apoio obrigatória e o seu uso depende de cada caso. o juiz pode. pressupondo. art 461.

Executado o mandado. em certas situações. do CPC. Execução da sentença: No caso de condenação que outorga a declaração de vontade sonegada pelo devedor. 2. contudo. Se o devedor não cumprir a obrigação assumida no précontrato será lícito ao credor pretender daquele a emitir a manifestação de vontade a que se obrigou. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE DECLARAR A VONTADE 1. definitivo. o processo se exaure e os autos será remetidos ao arquivo. Encerramento do processo: Para tal. O art 466-B. Contraprestação: O credor deve. funcionar com força de contrato definitivo. A própria sentença produz seus efeitos. o juiz expedirá mandado para o cumprimento forçado da sentença. como ocorreria com o registro do contrato principal. por meio de uma sentença que transitada em julgado produzirá os efeitos da declaração negada (CPC. firmado anteriormente pelas partes. quando for imóvel. Fungibilidade: Tratamos aqui do pré-contrato relativo a uma promessa ou a um compromisso que representa declaração de vontades. Admite o artigo mencionado a cumulação de duas ações em uma única ação: a condenação do devedor quanto à assinatura omitida e o estabelecimento do vínculo contratual definitivo.. encerrando-se este sem necessidade de nova sentença. Se o completo desfazimento for impossível. a criação de direito real etc. que implica em: a) Busca e apreensão. Dela nasce para o credor o direito à conclusão do contrato principal. Tutela substitutiva: A substituição da tutela poderá ocorrer de duas formas: . não há execução de sentença. não há necessidade de nova sentença. art 461-A. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA. Cumprido o mandado. caput). produzindo a transferência dominial. a sentença pode ter sua eficácia condicionada ao cumprimento de contraprestações futuras do credor. b) Imissão de posse. Se o devedor não a cumprir nesse prazo. Se ela não tiver ainda sido cumprida pode ele depositá-la como medida preparatória da ação. Ai está a fungibilidade. provar que a sua contraprestação foi cumprida sob risco de carência de ação. 3. em se tratando de coisa móvel. dar-se a conversão em perdas e danos e o cumprimento destas segue o procedimento de execução de quantia certa. 2. art 466-A).191 statu quo ante. Conforme as condições do pré-contrato. 1. ele será juntado aos autos do processo. a sua eficácia. ainda não exigíveis. Isso. Uma vez levada ao registro público produz os seus efeitos erga omnes. é mais forte ainda ao admitir que o pré-contrato possa. Procedimentos pos sentença: A sentença condenatória à entrega de coisa fixa prazo para que a obrigação seja cumprida (CPC. desde que não haja cláusula em contrário e o pré-contrato preencha as condições do contrato definitivo.

Se não for acolhida. Nem pode a questão ser debatida em sede de cumprimento de sentença. art 745. como na situação anterior. Liquidada a sentença quanto ao valor da indenização. Para ser alegada em contestação deverá conter todos os . para o cumprimento da sentença deve ser feita a definição da espécie e quantidade da coisa a ser entregue. Da decisão interlocutória (deferimento ou indeferimento) cabe recurso de agravo de instrumento. Multas e outras medidas de apoio: de modo idêntico ao caso de obrigação de fazer ou não fazer. art 244). b) Não podendo o devedor cumprir a prestação específica porque o bem não é encontrado por ter sido consumido. se o mandado não for cumprido no prazo fixado. ou seja. como objeto de embargos à execução. 4. transforma-se em penhora e avaliação dos bens do devedor necessários à satisfação do direito do credor (CPC. só poderá ser pleiteada em ação própria. transformando a tutela específica em tutela substitutiva. ele a define na fase do cumprimento da sentença. desviado ou mesmo perecido. Obrigação genérica: sendo genérica a obrigação a ser cumprida. a obrigação consiste em entrega de coisa a ser definida pelo gênero e quantidade. permitindo a indenização se a obrigação não for cumprida. a multa e outras medidas de apoio ao cumprimento tempestivo da sentença passarão a ser admitidas também nas obrigações de entrega de coisa. Estabelecerá que.444/2002. não há mais possibilidade de cogitar-se de embargos à execução de sentença quanto à retenção de benfeitorias. O juiz deve resolver o embaraço havido por meio de uma decisão interlocutória. é expediente próprio de execuções de títulos extrajudiciais. Isso porque. Retenção por benfeitorias: a retenção de benfeitorias. ou seja. Como a definição da coisa pode caber tanto ao devedor como ao credor (CC. Essa retenção pode ser alegada e debatida na fase de contestação da ação de conhecimento. a obrigação poderá ser cumprida pelo equivalente em moeda. ele define a coisa já na petição inicial. surgem duas situação quanto a essa definição: a) Se a escolha for do credor.. por definição legal (CPC. segundo consta da Lei 10. 5. sendo solucionada na sentença. IV). b) Se a escolha couber ao devedor. transformada em cumprimento de sentença de modo incidental em relação processual unitária (ação de conhecimento). art 475-J). certeza e exigibilidade da obrigação. se não ocorrer o depósito do valor definido no prazo estabelecido pelo juiz.192 a) Se na propositura da ação o credor já se manifestou. 3. nenhuma execução de crédito se processa sem os requisitos da liquidez. Como as últimas modificações do Código de Processo Civil aboliram a execução em ação autônoma. causando a frustração da tutela específica. Tendo sido acolhida a retenção de benfeitorias deve ser cumprida antes do cumprimento de sentença. Elas são cabíveis tanto na decisão interlocutória de antecipação de tutelo como na sentença definitiva. haverá mandado de penhora e avaliação de bens do devedor. na qual se demandará pela indenização delas. Nesse caso a sentença será executada desde logo como obrigação de quantia certa.

é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. extingue-se o processo sem resolução do mérito quando a) o juiz reconhece a prescrição ou a decadência. 3. .193 elementos que permitam identificar perfeitamente as benfeitorias em questão.2008 QUESTÕES DO TESTÃO 1. já que diante da incapacidade do menor. 24. ou seja. que necessita de alimentos. como parte. d) o juiz acolhe a alegação de perempção. (OAB / SP – 136) De acordo com o CPC. a) O menor absolutamente incapaz. (OAB / SP) Assinale a alternativa correta. tendo em vista a incapacidade plena. conforme as regras de cumprimento de sentença. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. contra o pai. b) A mãe do menor absolutamente incapaz será parte legítima para pleitear alimentos para o menor. bem como os seus respectivos valores. b) as partes transigem. amos precisam figurar no pólo ativo. c) o autor renuncia o direito sobre o qual se funda a ação. § 1º). serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. b) Sempre será executada perante a Justiça Federal.10. (CPC. já que o menor não tem capacidade plena. (OAB / SP 132) Assinale a alternativa que contem afirmativa correta a respeito da execução de sentença arbitral. (OAB / SP 133) Sobre A sentença é correto afirmar que a) é sempre proferida depois da audiência de instrução e julgamento. tanto para a causa como para o processo. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. Resposta: alternativa a. depois de homologada pelo STJ. b) é o pronunciamento judicial que tem por finalidade extinguir o processo com ou sem julgamento do mérito. d) Deve ser executada perante a Justiça Estadual competente. 2. contra o pai. Resposta: alternativa d. Resposta: alternativa d. art 745. 31. condenatória cível. mas precisa que sua capacidade seja integrada. a) Sempre ocorrerá perante o Juízo Arbitral em razão da competência funcional absoluta. pois não é considerada título executivo que enseje a instauração de execução. c) Deve ser proposta nova demanda. d) pode ser de mérito ou definitiva e processual ou terminativa. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai.2008 Complemento da Impugnação ao cumprimento da sentença de aula anterior. 4. c) sempre faz coisa julgada material.10. como ele mesmo.

I. a) Apenas I é correta. d) todas estão corretas. Igualdade e Acesso à Justiça. II. invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. Inafastabilidade. b) prescrição. competência funcional do juiz estabelecida pelo Tribunal ao qual está vinculado. Resposta: Alternativa d. causa de pedir e pedido são elementos identificadores da ação. litispendência e prescrição. No procedimento ordinário. o prazo para resposta. havendo vários réus.2008 PROVA 1. Partes. 5. Resposta: alternativa A. sendo citação pessoal. Igualdade e Juiz natural. A garantia de que todos os titulares de direito possam ver prestada a tutela jurisdicional. a partir da publicação do despacho que considerar válida todas as citações. c) incompetência absoluta. Resposta: alternativa B 2. (OAB / SP 132) São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a) legitimidade das partes. Juiz natural.11. começará: da juntada aos autos do último mandado cumprido. Juiz natural e Inafastabilidade. b) Acesso à justiça. III. a) b) c) d) . a partir da respectiva citação para cada consorte. da citação do último litisconsorte passivo. d) Todas são incorretas. d) Inafastabilidade. 11.194 Resposta: Alternativa d. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. b) Apenas II é correta. (OAB / SP 131) Assinale a alternativa correta. Inafastabilidade e Acesso à justiça. direito à tutela judicial adequada encerram os seguintes princípios: a) Igualdade. a necessidade de intervenção do Ministério Público quando há interesse de incapaz. 6. c) Juiz natural. Resposta: Alternativa A. A ausência da contestação leva. Igualdade. c) Apenas III é correta. Acesso à justiça.

a) A inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. b) suspende-se o processo. 5. averbar-se-á no rosto dos autos a penhora que recair nele e na ação que lhe corresponder. III Resposta: D. c) pode alegar o referido vício em embargos do devedor. II. 6. Está correto somente em: a) b) c) d) I I e II I e III. c) O interesse em recorrer. desde que não decorridos dois anos do trânsito em julgado da sentença. Distrito Federal. Far-se-á a liquidação por artigos quando a determinação do valor da condenação depender de cálculos aritméticos baseados em dados existentes em poder do devedor. d) extingue-se o processo sem julgamento do mérito por intransmissibilidade do direito. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo. Estado. b) para obter a invalidade do processo dispõe exclusivamente da ação anulatória. São pressupostos intrínsecos de admissibilidade dos recursos. Constitui título executivo judicial a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. b) A legitimidade recursal. porque não foi citado. o condenado a) somente pode alegar o vício em ação rescisória. d) pode alegar o vício em embargos do devedor ainda que já decorridos mais de dois anos do trânsito em julgado da sentença. Resposta: alternativa B 4. Território e Município. o interesse em recorrer e o cabimento. em ação de divórcio: a) haverá extinção do processo com julgamento do mérito. . III. Resposta: Alternativa B. o preparo e a tempestividade. A legitimidade recursal e o preparo.195 3. d) O cabimento. Falecendo o réu. a fim de se efetivar nos bens que forem adjudicados ou vierem a caber ao devedor. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. o preparo e a legitimidade recursal. Observe as proposições abaixo: I. c) extingue-se o processo sem julgamento do mérito. Após o transito em julgado de sentença condenatória proferida em processo de conhecimento que teve curso à revelia.

Acolhida a alegação de perempção. todavia poderá o autor intentar a mesma ação desde que comprove o recolhimento das custas do processo anterior. o juiz: a) extingue o processo sem resolução do mérito.196 Resposta: alternativa D 7. Resposta: alternativa C 10. 9. d) extingue o processo sem resolução do mérito. b) ação declaratória de nulidade do processo de conhecimento. c) A citação do réu. o juiz proferirá ou designará audiência de instrução e julgamento. Resposta: alternativa A 8. b) extingue o processo com resolução do mérito. em que houve vício de citação. sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de 5 dias. d) Requerida a liquidação por arbitramento. formada entre o autor e o juiz. Possibilidade jurídica do pedido. com pedido. no processo civil. . com pedido de antecipação de tutela (CPC. caso em que o autor não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. se necessário. entre este e o réu. o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo. o provimento jurisdicional. a fim de pagar o débito decorrente da condenação ou nomear bens à penhora. d) Embargos declaratórios cumulados com pedido de antecipação de tutela. Apresentado o laudo. constituído nos autos. legitimidade das partes e o interesse processual a) em conjunto.. Sobre o processo de liquidação. c) exceção de pré-executividade. b) constituem a relação jurídica processual. na liquidação por arbitramento e na liquidação por artigos. sob pena de extinção de extinção do processo. assinale a alternativa correta: a) Somente tem lugar a liquidação por arbitramento se assim for convencionado pelas partes. sob o fundamento de que o vício da citação é matéria de ordem pública. farse-á na pessoa de seu advogado. Julgada procedente a ação de despejo por falta de pagamento. o locatário é citado para a execução da sentença. consubstanciam. e entre este e o autor. por vício da citação. c) suspende o processo e intima pessoalmente o autor para tomar providências em 48 horas. Resposta: alternativa C. A medida processual cabível para o executado evitar a penhora de seus bens é a) embargos à execução. art 273). b) Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético. o credor requererá a remessa dos autos ao contador judicial para a elaboração da memória discriminada e atualizada do cálculo.

10. Carnelutti diz que o título executivo atende a esta característica quando não se levantam objeções sobre sua atualidade. nem se encontra jungida ao dever de prosseguir na execução forçada a que deu início.D I S M P O N D I B S I L U I D I A D 10. em que a ausência de uma delas informa a extinção do processo. 5. 6. A sentença estrangeira deve ser homologada por ele. Este princípio da execução determina que toda a atividade jurisdicional incide.E X I B I L I D I A 9 . Resposta: alternativa D. A liquidação de sentença correrá por tal modalidade quando a apuração do quantum devida depender de conhecimento técnico específico. apesar da limitação de seu conteúdo... 3. Findo o prazo de 6 meses para o credor propor a execução da sentença os autos serão arquivados. direta e exclusivamente sobre o patrimônio e não sobre a pessoa do devedor.. possível o seu . Cross words Conceitos: Horizontais (across) 1. sendo.. Espécie de sentença que tradicionalmente habilita o vencedor a intentar contra o vencido as medidas próprias da execução forçada. as partes terão o prazo de 5 dias para indicá-los.R E 2 E U D T V G I O A N D S M E N .O F 6 E N E Q R .197 c) são pressupostos processuais. Verticais (down) 2.D E N S A A T E . 4. 4.S T O J 7 A O Ç Ã O A L I D A D E . até as últimas conseqüências. sem exame do mérito.Q U T O 8 . 8 . 9. O principal legitimado para promover a execução civil da sentença penal condenatória. Este princípio determina que o credor não se acha obrigado a executar seu título..A R B I T R A M E N D T O 3 4 5 .. que devem ser verificados quando da propositura da ação ou da constituição válida da relação processual. d) são condições da ação. todavia..C O . É a principal defesa que o devedor pode apresentar ao pedido de cumprimento de sentença. Nomeado perito para a liquidação. 11. 1 .

do CPC. V – O valor da causa. o Outros. Referido cheque foi devolvido pelo banco sacado sob alegação de falta de fundos.198 PRÁTICA DE PROCESSO CIVIL (Prof Tuim) SEGUNDO SEMESTRE 07. • Art 282. Como advogado. obrigatoriamente. e no geral. Análise da situação. o A citação do réu.02. III – O fato e os fundamentos jurídicos do pedido. sem qualquer sucesso. também. do CPC. Para tal definição. • Art 282. tentou por várias vezes receber o valor do cheque diretamente do emitente Antonio Sá. VI – Definir as provas que se pretende apresentar. IV. conforme o caso. comerciante.00 (01. neste espaço de tempo. valer-se do art 100. nº 1. recebeu de Antonio Sá cheque de R$ 1. perícias. estabelecida nesta cidade de São João da Boa Vista (SP). Assim. o art 282 exige que a petição inicial inclua. observam-se. d – Brotas: lugar onde a ação deverá ser satisfeita para a ação em que se lhe exigir o cumprimento. .2008 PETIÇÃO INICIAL Tendo em conta que um processo pode se desenvolver sob a forma dos procedimentos ordinário e sumário. o O foro será definido pelo art 100. I – O juiz ou tribunal a que ela é dirigida. protestar pela possibilidade de provar as alegações por todos os meios permitidos de prova. para orientar o recolhimento das custas e a fixação da sucumbência. • Art 282. nº 12. • Art 282. por exemplo. domicílio e residência das duas partes (autor e réu). IV – O pedido com suas especificações. os seguintes elementos: • Art 282. Valer do art 258. o foro competente. proponha a medida judicial cabível. na rua Conselheiro Antonio Prado. Especialmente no caso do rito sumário.. como. Exercício: A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. Assim. Os fatos devem ser relatados de modo a permitir-se o perfeito entendimento do ocorrido. prenomes estado civil. do CPC. II – Os nomes. o A condenação do réu no cumprimento do que for decido. Elas aparecem no problema oferecido. ou seja. casado. Antonio de Sá é brasileiro. além do pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. cada um deles define a forma da petição inicial. profissão.250. Quanto aos fundamentos jurídicos estes podem ser até omitidos. devem constar da petição inicial os seguintes pedidos: o Que a ação seja julgada procedente. Os requisitos básicos para qualquer deles são definidos pelo art 282.2008). as exigências do art 275. A empresa. na rua Duque de Caxias. • Art 282.08. Nesta semana a o gerente da empresa procurou o seu escritório jurídico contratandoo para promover a competente ação judicial para recebimento do valor do cheque. residente e domiciliado em Brotas (SP).

duzentos e cinqüenta reais) que.250. que o requerido seja devidamente citado. (qualificação completa) representado pelo seu advogado que a presente subscreve. das custas processuais e dos honorários advocatícios. casado. Portanto não se poderá propor ação de execução.. conforme procuração anexa (doc 1). o Como o cheque está prescrito (mais de 180 dias de sua emissão).00 (um mil.102-B requer a Vossa Excelência que a presente ação seja julgada procedente. vem.199 o Valor da causa: R$ 1. com base no previsto nos artigo 1. comerciante. Entretanto pode ser proposta a ação de cobrança prevista nos art 1.. apresentado no prazo legal foi devolvido elo banco sacado sob a alegação de falta de fundos. na rua Duque de Caxias. não obteve sucesso. Atribui-se à presente ação o valor de R$ 1.00 – Art 258. ele perdeu a força executiva. I CPC.102-A. em virtude dos fatos e razões a seguir apresentados...250. Assim: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da __ vara cível da Comarca de Brotas (SP).. acrescido dos juros e correções legais. Nestes termos Pede e espera deferimento São João da Boa Vista. Assim. O requerido emitiu o cheque anexo (doc 2) de R$ 1. condenando-o ao pagamento do valor em questão.250.102-A e 1. . do CPC: ação monitória. respeitosamente. brasileiro.00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais). Ainda que a empresa tenha tentado em várias ocasiões receber o valor do cheque diretamente de seu emitente. A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. residente e domiciliado nesta cidade de Brotas (SP). À presença de Vossa Excelência para propor Ação monitória Contra Antonio Sá. 7 de agosto de 2008 ABCDEFGH – advogado OAB Nº . 12.

Marcos Mora. por intermédio de seu advogado infra assinado. portador da RG 333. Peça: ___________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). nº 10.333 e CPF 44. de forma individual.444. RG 333.444-XX. Ação de Consignação de aluguel e acessórios da locação. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DA LOCAÇÃO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 1. funcionário público.333 e do CPF 44. funcionário público. art 890 a 900. Na última semana o locatário foi notificado pelos locadores. pelo valor mensal de R$ 500. residente na rua Getúlio Vargas. Solteiro.00. Foro de Pindamonhangaba. brasileiro solteiro. o valor integral do aluguel. Locou de Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) um imóvel.444. . conforme procuração anexa (doc 1). CC: artigos 334 a 345 CPC. em Pindamonhangaba (SP). conforme convencionado pelas partes. Até o último mês o locatário pagou regularmente o aluguel. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP).200 14. O requerente é locatário dos requeridos. vem à presença de Vossa Excelência. no caso.2008 AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DAA LOCAÇÃO Caso: Marcos Mora. 10. O locatário tem dúvida quanto à forma de pagamento do aluguel vigente. de ora em diante. na proporção de 50% para cada um. Peça: com base no art 67. da Lei 8245. Como advogado do locatário proponha a medida judicial cabível. brasileiro.XX.03. local do imóvel. depositando-o em conta bancária deles. residente na rua Getúlio Vargas. onde cada um exige para si.444. cabe. Base legal: Lei 8245/91 – Lei das locações.

c. Por isso. usando-se o art 890. Condenar os requeridos ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios.201 2. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. 4. b. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ A mesma situação poderia ter uma variação. autorizando o pagamento do referido aluguel por meio de depósito consignado ao mesmo em conta específica. juntado de novos documentos. depoimento pessoal sob pena de confissão. Até o último mês o aluguel mensal. de R$ 500. e demais provas que se fizerem necessárias ao esclarecimento dos fatos relatados no início. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. individualmente. Em virtude destas notificações. do CPC. Mandar citar os requeridos para tomar conhecimento da presente ação e. 14 de agosto de 2008. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. querendo. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel. Termos em que pede deferimento.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. Não obstante a natureza da ação. Julgar procedente a presente ação. desde já requerido. protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos.00 (quinhentos reais). A seguir. ou seja. contestá-la. Pindamonhangaba. expedição de ofícios. a peça adotando-se tal variação: . Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. 3. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. especialmente pela oitiva de testemunhas.

333 e do CPF 44. por intermédio de seu advogado infra assinado.202 Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). ou seja. por isso. Conforme § 3º do mencionado artigo. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. impedindo entrar em mora. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). Acontece que os referidos manifestaram expressamente ao estabelecimento bancário aludido recusas ao procedimento. e com base no artigo 890.12. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 5. 6. residente na rua Getúlio Vargas. nº 10. Até o último mês o aluguel mensal. individualmente. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. Marcos Mora.00 (quinhentos reais). conforme procuração anexa (doc 1). brasileiro. O requerente é locatário dos requeridos.1994 (doc 3). Solteiro. correspondentes ao aluguel já vencido e cujo recebimento está sendo dificultado pelos requeridos. portador da RG 333. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. 9. . 7. de 13. funcionário público.444.444-XX. 8. não restando ao requerente alternativa a não ser a de propor a presente ação. do Código de Processo Civil e conforme interpretação dada pela Lei 8. tempestivamente. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). precisamente a Caixa Econômica. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. de R$ 500. vem à presença de Vossa Excelência. em estabelecimento bancário oficial. depositou o valor de R$ 500.951.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. Em virtude destas notificações. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel e. para acautelar-se.

Fatos: Acidente ocorrido no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. SP. em especial a juntada de novos documentos. portador do RG. Na Rodovia 101... teve seu veículo atingido no lado esquerdo. e Inscrição Estadual nº . Autor requerente: José da Silva. Ré – Requerida: Transportadora 100. o depoimento pessoal dos requeridos e a oitiva de testemunhas a serem arroladas oportunamente. nº 1. e CPF.2008 Caso: Colisão de veículos. vendedor. Km 100..00 (quinhentos reais). ao cruzar com a rua Prudente de Morais. Protesto por todos os meios de provas legalmente admitidos. No cruzamento não havia semáforo. na cidade de Campinas.203 Por isso. Dá-se à presente ação o valor de R$ 500.. com sede na cidade de Avaré. Danos materiais: R$ 10. b. dando a correspondente quitação. Veículos: Do autor: Chevrolet Monza – Ano 1995 – cor cinza metálico – Placas ZRO 0101. Termos em que pede deferimento. residente e domiciliado em São João da Boa Vista.08... quando o autor transitando pela rua Riachuelo... requer a Vossa Excelência o seguinte: a. 14 de agosto de 2008. Procedência do pedido. cor azul. c. extinção da obrigação e condenação dos mesmos nas custas e honorários advocatícios. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ 21. na rua Um.. inscrita no CNPJ sob o nº . SP. pelo caminhão da Ré.. Sejam os requeridos citados para levantar o depósito efetuado em dia e hora fixados por Vossa Excelência. Placas CEM-0100. Existem testemunhas presenciais. ou oferecer resposta sob pena de revelia. brasileiro.. casado. Da ré: Mercedes Benz – ano 1977.. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o veículo da Transportadora.00 .. Pindamonhangaba.000.

do CPC. Às 16 horas.000. Opção feita: o foro de Avaré (SP). SP. Confeccionar a peça cabível para o autor. o veículo do requerente . portado da Cédula de Identidade RG nº ______ . nº 01. Km 100. com base no art 927 do Código Civil. do CPC. o lugar do ato ou do fato para ação de reparação de dano: Campinas. vendedor autônomo. na rua Um. do CC. “a”. inscrito no Cadastro das Pessoas Físicas pelo CPF ______. casado. brasileiro. inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicos sob o CNPJ nº _______ e inscrição Estadual nº _____. Presentes.204 Danos com médico e Hospital: R$ 2. do CPC (elementos da petição inicial). Peça ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de Avaré-SP. quanto à obrigatoriedade de indenização. por meio de seu advogado abaixo assinado. o art 258. • O Parágrafo único do art 100. Avaré (SP). SP. conforme procuração anexa (doc 1). em ações para reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos: São João da Boa Vista. o artigo 282. IV. SP. fornece elementos para definir o foro. José da Silva.00. 187 e 927. No dia ________. para a ação em que a ré seja pessoa jurídica. Portanto. o local do domicílio do autor. residente e domiciliado na cidade de São João da Boa Vista. no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. na Rodovia 101. V. Vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência para propor Ação Indenizatória em face de Transportadora 100. • O art 100. pelas razões a seguir apresentadas: 1. na cidade de Campinas. também. Análise: Qual o foro competente? O artigo 100. “a” define como foro o lugar onde está a sede. Ele fornece ao autor três opções: • O art 100. quanto ao valor da causa e os artigos 186. com sede na cidade de Avaré-SP.

2.00 (dois mil reais). deferimento São João da Boa Vista. Nestes termos. Pelo exposto. P. b.00 (doze mil reais) relativa às despesas havidas com o conserto do veículo (R$ 10.000. Quanto aos danos sofridos pelo veículo do requerente. d. traz as seguintes informações: a. Não havia semáforo no cruzamento no qual ocorreu o acidente. O acidente foi presenciado por algumas pessoas. Protesta o requerente provar todo o alegado pelos meios de prova legalmente admitidos.00 (um mil e quinhentos reais). devidamente relacionadas no BO. Identificação dos veículos envolvidos no acidente.205 envolveu-se em acidente com o caminhão da requerida.dois mil reais). c. que totalizaram R$ 2. requer a Vossa Excelência: a. Condená-la também ao pagamento do salário que o requerente deixou de perceber nos dias em que esteve parado em virtude do acidente. 7. b. onde permaneceu por dois dias. 21 de agosto de 2008. Em conseqüência. . b. especialmente pela oitiva das pessoas que presenciaram o acidente.000.00 (treze mil e quinhentos reais). Hélcio Vaz. querendo. segue anexa a nota fiscal fornecida pelo Concessionário Chevrolet que procedeu aos reparos necessários (doc 3).00 (dez mil reais). contestá-la. 4. Julgar procedente a presente ação. O Boletim de Ocorrência (doc 3). Dá-se à presente ação o valor de R$ 13. como a. Descrição detalhada dos danos havidos nos veículos. José de Oliveira. 5. causando ferimentos à sua pessoa além de danos de monta em seu veículo.000.00 . SP. em Campinas. c. 6. conforme comprova o anexo recibo das despesas médicas e hospitalares (doc 2). Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o caminhão da requerida.00 – dez mil reais).000. o requerente foi internado no Hospital São Geraldo. Aníbal Procópio c.500. no valor de R$ 1. constantes do boletim de ocorrência com as respectivas qualificações e endereços. 3. Condenar a requerida ao pagamento da importância de R$ 12. d.500.000. bem como às despesas médico-hospitalares (R$ 2. e. Mandar citar a requerida para tomar conhecimento da ação e. que totalizaram R$ 10.

Como advogado do credor. A pensão foi paga foi paga regularmente durante 4 meses. A sentença que determinou a pensão é título executivo judicial. por meio de seu advogado que esta subscreve. Código de Processo Penal a ação de . ou ação de execução com pedido de penhora ou ação de execução com pedido de prisão. No caso 2 x 230 = R$ 460.206 Auder Atayde . proponha a ação cabível no caso. tendo em vista os parcos ganhos da mãe. Pode-se pedir que juros e correção monetário sejam acrescentados quando do pagamento A jurisprudência tem entendido que quando o atraso for maior que 3 parcelas usa-se o art 732. o art 734 prevê o desconto da pensão em folha de pagamento do devedor. para propor. para fazer a petição inicial. Portanto. José. sobre execução da prestação de alimentos. A criança necessita do alimento para a complementação de sua subsistência. O casal separou-se há 6 meses.00. do CPC. menor impúbere. Maria (qualificação completa).00. O art 732 possibilita a execução com a penhora de bens do devedor. e as decisões têm sido no sentido de determinar-se o pagamento imediato de 3 delas e as outras resultam em penhora de bens. O valor da causa vai ser buscado com auxílio do art 259.Advogado – OAB ______ _________________________________________________________________________ 12. Estudando o caso: 1. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ vara cível da Comarca de São João da Boa Vista (SP). neste ato representado pela sua mãe. Toma-se o nº de parcelas em atraso multiplicado pelo seu valor.09. atualmente com 8 anos. A esse valor acrescentam-se os juros (2% ao mês) e corrige-se monetariamente. existem dois caminhos a seguir. vem à presença de Vossa Excelência. do CPC. sendo que da união deles nasceu o filho José. O art 733 possibilita a execução com pedido de prisão do devedor pelo não cumprimento da obrigação. A propósito. com base no art 733. Temos que nos basear no art 282. tendo ficado fixada a pensão alimentícia ao filho menor no importe de 30% dos ganhos do pai. devidamente habilitado (doc 1). que representa atualmente R$ 230. restando agora as duas últimas que 3estão atrasadas. 2. 2008 Caso: Antonio e Maria foram casados durante 10 anos. Ver os artigos 732 e 733. IV.

As quatro primeiras prestações foram pagas regularmente. O contrato tem foro eleito na Comarca de São Paulo (SP). sob o risco de sua prisão. Maria separou-se de Antonio há seis meses. querendo. tendo sido fixado na sentença de separação a prestação alimentícia mensal de R$ 230. 5. todavia. deferimento São João da Boa Vista. foi citado para responder ação de rescisão de negócio jurídico proposta pela empresa financeira WB. conforme previsto no art 733 mencionado. . 3. Referida “ação de rescisão de contrato” de financiamento de veículo celebrado em 2006. Como advogado do réu Luiz.2008 Caso: Luiz.00 (sessenta mil reais). Dá-se à presente causa o valor de R$ 460.10. Que referidos pagamentos sejam acrescidos dos juros moratórios e correção monetária devidos. restando. P. Pela petição inicial é possível notar que o autor não expôs claramente as razões que levaram ao pedido de rescisão. Determinar o pagamento das mesmas. 4. o pagamento das duas últimas delas. apresenta a defesa necessária.000. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. Nestes termos. tendo a autora justificado o foro de sua filial naquela cidade.00 (duzentos e trinta reais). como determina o § 1º do mesmo artigo. dela defender-se. c. A citação do réu para tomar conhecimento da presente ação e. conforme documento anexo (doc 2). correspondente ao valor do contrato celebrado. 2. com termo final em 2009. residente em Atibaia (SP). b. À causa foi atribuído o valor de R$ 60.207 EXECUÇÃO DE ALIMENTOS Pelos motivos a seguir expostos: 1. 11 de setembro de 2008 ______________________________________ Advogado OAB nº __________ _________________________________________________________________________ 09. Por isso requer a Vossa Excelência o seguinte: a.00 (quatrocentos e sessenta reais). A ação foi proposta em Campinas (SP). no prazo de três dias. nem tampouco ficou demonstrado pela narrativa o descumprimento de qualquer das cláusulas do instrumento objeto da ação.

pelo parágrafo único do art 295 (II). caput. o que. O prazo para a exceção está definido no art 305. Considere-se. portanto. o mesmo prazo da contestação) e. ou seja. o Código e Defesa do Consumidor – CDC. protocolizadas no mesmo prazo de 15 dias da citação. em seu art 6º. possibilita ao réu avocar para sua comarca a competência do foro. na petição inicial não ocorreu nexo entre os fatos e a conclusão. determina que a incompetência relativa seja argüida por exceção. no parágrafo único de seu art 112. também. a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação. As peças • • • . na exceção de incompetência. O CDC. devem ser elaboradas duas peças apartadas: a contestação e a exceção de incompetência. inciso VIII. Assim. O Código de Processo Civil. conforme seu parágrafo único. Como se relatou. (15 dias.208 Análise preliminar: • • • Trata-se de contrato de adesão relativa a uma relação de consumo: aplicável. leva à inépcia da peça. que a execução do contrato está transcorrendo normalmente com as prestações vencidas devidamente pagas.

do contrato em questão. abaixo assinado. com todas as prestações vencidas já quitadas. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). 3) Embora tal contrato se ache em fase normal de execução. considera inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. constante. respeitosamente.209 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). Ref. do seu parágrafo único. o art 295. na peça vestibular. portanto. conforme comprovam as duplicatas quitadas anexas (Doc III/26). vem à presença de Vossa Excelência. nem fornece elementos outros que possibilitem ao requerente conhecer os motivos dessa posição da autora. para apresentar a seguinte CONTESTAÇÃO à ação de “rescisão de negócio jurídico” que lhe move empresa financeira WB. já impresso. por meio de seu advogado e bastante procurador. o requerente firmou com a autora. 2) No contrato em questão foi definido o foro da Comarca de São Paulo (SP). no inciso II. nº ______ LUIZ (qualificação completa). 4) A peça vestibular anexa ao mandado de citação não informa o motivo que possa ter levado a autora à posição adotada. cuja cópia segue anexa (Doc II) e cujo termo final é em 2009. devidamente qualificada nos autos do processo em referência. pelos motivos a seguir apresentados: 1) Em 2006. contrato de adesão relativo ao financiamento de um automóvel devidamente descrito no aludido contrato. compatibilidade lógica entre a narração dos fatos e a pretensão expressada pela autora e. Proc. . 5) Não há. inexplicavelmente a autora propugna pela rescisão do contrato em questão.

Proc. d) Os benefícios processuais destinados ao consumidor nas relações de consumo. e) No tocante à produção de provas. em conseqüência seja o processo extinto sem julgamento do mérito. REQUER de Vossa Excelência o seguinte: a) Que a petição inicial seja indeferida pela inépcia verificada e. do Código de Processo Civil. todavia. Pede e espera deferimento. I. Pelos motivos apresentados. 9 de outubro de 2008. como prevê o art 267. conforme previsto no art 20 do mesmo Código. ___________________________ OAB Nº _________ ________________________________________________________________________ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP).210 6) Pelo contido na peça inicial não pode. Nestes termos. o requerente saber do que deve defender em relação à ação proposta pela autora. nº ______ . Ref. c) O depoimento pessoal de representante da empresa autora. Atibaia. protesta o requerente pela produção de todos os tipos de provas legalmente previstos. tendo em conta que o negócio jurídico em questão configura uma relação de consumo. b) Seja a autora condenada ao pagamento das custas judiciais e dos honorários advocatícios. pois.

vem à presença de Vossa Excelência. escolhido unilateralmente pela autora. Por estas razões. pelo foro da Comarca de Atibaia. relativamente ao mútuo em questão. o requerente a sua preferência pelo foro da Comarca de sua residência.211 LUIZ (qualificação completa). portanto. abaixo assinado. o foro eleito no contrato de adesão como nulo. inclusive com inversão do ônus da prova. gozando do direito que lhe concede a lei. sob alegação da manter uma filial nessa cidade de Campinas. e a competência do foro de Campinas é relativa. ou seja. 3) Ainda mais que a autora. a seu favor. 7) Apresenta. com todas as prestações vencidas já devidamente quitadas quando recebe o requerente citação para falar em ação de rescisão de contrato. em 2006. numa confirmação que ela representa a parte forte da relação em comparação ao requerente. mudando o foro de competência da ação para a Comarca de Atibaia (SP). Ainda com mais razão pode considerar nulo também o de Campinas. de ofício. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). De início pronuncia-se ele contra a opção da autora. Aliás. do Código de Defesa do Consumidor – CDC -. quando. contrato de adesão que fixava o “foro eleito” da Comarca de São Paulo. o artigo mencionado fala em nulidade do foro eleito do contrato de adesão e da preferência que deva ser dada ao foro da residência do réu. seguiu a questão de razão de lugar. fala quanto aos direitos do consumidor na “facilitação da defesa de seus direitos. 2) A execução do contrato vinha transcorrendo normalmente. optou pelo foro dessa cidade para conhecer de mencionada rescisão. foi verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. respeitosamente. no processo civil. 4) A escolha do foro. no caso. do CPC. até porque já havia um foro fixado no contrato de adesão – o foro da Comarca de São Paulo. a parte frágil na relação de consumo. a critério do juiz. celebrou com o requerente. já qualificada nos autos do processo em referência. é claro quando à possibilidade de o juiz considerar. segundo as regras ordinárias de experiências”. contrato de financiamento de um automóvel. para apresentar a seguinte EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA relativamente ao processo em referência e pelos motivos a seguir expostos: 1) A empresa financeira WB. . 6) O art 6º. solicita a Vossa Excelência defira o seu pedido. 5) A art 112. contrato esse com termo final em 2009. cidade na qual o requerente tem sua residência e para cuja comarca deve ser remetido o processo. inciso VIII. por meio de seu advogado e bastanteprocurador.

Anexos facultativos: Outras peças que a agravante julgar úteis. de forma retida. • Certidão da intimação.10. 2. .. O agravo de instrumento deve ser proposto nas decisões interlocutórias. Anexos obrigatórios: • Cópia da decisão agravada. Razões do agravo. Pedido Nome e endereço completos dos advogados (para contra-razões do agravo) Em peça separada.2008 AGRAVO DE INSTRUMENTO Existem dois tipos de agravo: o agravo retido (regra geral) e o agravo de instrumento (excepcional). ar 524): 1. do CPC: . O assunto vem tratado no art 522. 7. 5. 6. 2) Quando da inadmissão da apelação. Qualificação das partes.. Decisão agravada. 3) E relativamente aos efeitos em que a apelação é recebida. Endereçamento: ao Presidente do Tribunal de Justiça. Forma (CPC. 3.212 Termos em que Pede e espera o deferimento de seu pedido ____________________________ Advogado OAB _______ _________________________________________________________________________ _ 23. ou na própria peça. sendo admitida sua apresentação por instrumento quando: 1) Quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.das decisões interlocutórias caberá agravo. 4. isto é em uma decisão no curso do processo que não seja terminativa. • Certidões das procurações outorgados aos advogados do agravante e do agravado. relação dos anexos obrigatórios e facultativos à instrução do agravo. no prazo de 10 dias.

Luiz impugnou o laudo apresentado. Análise da situação. É sabido que o prazo máximo de conservação do produto é estimado em 120 dias. Como advogado de Luiz interponha o recurso cabível. requerendo a realização de perícia técnica para a comprovação de falta de qualidade do produto adquirido. em curso na Comarca de São João da Boa Vista (SP). vendeu a Luiz toda sua produção. entendendo desnecessária a prova pericial indeferiu o pedido. usando para comprovar sua alegação laudo pericial realizado no produto vendido. O recurso cabível da decisão interlocutória é o agravo. vem. processo nº 678/2008. à presença de Vossa Excelência para interpor o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO . fundamentando a sua decisão (interlocutória) na ciência prévia do comprador daquele laudo agora impugnado. alegando a baixa qualidade do produto adquirido apresentou ao vendedor valor correspondente a 50% daquele pactuado. respeitosamente. CASO: Antonio. situação prevista no art 522 como das que possibilitam o agravo de instrumento.213 Importante o art 526: No prazo de 3 dias o agravante requererá juntada aos autos do processo cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. Antonio ingressou com ação para o recebimento da quantia pactuada no negócio. Diante da divergência. pelo prazo de “validade” da amostra. o comprador. Na contestação. O juiz. bem como relação dos documentos que instruíram o agravo. cuja amostra encontra-se depositada em local adequado à sua conservação. A situação enquadra-se no perigo de “causar grave danos à parte e de difícil reparação”. inconformado com decisão proferida em processo que lhe move Antonio (qualificação completa). a seu termo. por intermédio de seu advogado que subscreve o presente recurso. Na data aprazada. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Luiz (qualificação completa). sendo que o comprador comprometeu-se a pagar o negócio no prazo de 30 dias após a entrega da mercadoria. Mais precisamente o agravo de instrumento tendo em conta a necessidade de solução urgente para a pendência.

.............. existe eminência de grave prejuízo para o agravante....10.......... Advogado OAB Anexos: Cópia da decisão agravada (doc.. para a qual ele se destina......... está cobrando judicialmente o agravante de valor total de venda havida de sua produção com base em transação comercial efetuada...... tendo em vista que a amostra do produto que se acha em depósito.. _________________________________________________________________________ 06..... .......... também............ sob a alegação da existência de laudo que já existia à época da transação.. Todavia.2008 ........ Deferimento São João da Boa Vista.214 pelas razões seguintes: 1........... 2.... Em face da atitude do vendedor...... porquanto a comercialização do produto... determinando a realização da perícia solicitada. perderá as condições para a perícia solicitada..... que fosse determinada perícia técnica para aferir a qualidade do produto. com urgência.1) Certidão da Intimação (Doc 2) Cópias das procurações dos advogados (doc 3 e 4) Informa..... 3. não considerando que entre a data da transação e a entrega da mercadoria decorreram mais 60 dias................. 5.. demorado que pode ter modificado a qualidade inicialmente apresentada pelo produto... 4.. o agravante dispões a pagar apenas 50% do valor do negócio celebrado. senhor Antonio. em virtude da baixa qualidade do produto.... Do agravado: . não alcançará preço compatível com o exigido pelo agravado... Nestes termos P... Em vista dessa decisão do juiz... os nomes e endereços dos advogados que atuam na ação em questão: Do agravante: .. que não correspondeu às condições avençadas ba transação.. requer a Vossa Excelência reforme a decisão proferia.. no prazo estimado de 120 dias. Por isso.... O juiz da Comarca de São João da Boa Vista indeferiu o pedido formulado. O agravado. solicita na contestação da ação proposta........

apresente a peça para sua defesa. novação. em especial. Ilegitimidade das partes. objeção de executividade e impugnação ao cumprimento da sentença. Inexigibilidade do título.000. (a ser apresentado ao professor. É certo que a sentença não determinou qualquer aplicação de juros.00 (vinte mil reais). Qualquer causa impeditiva. VI.10. Excesso de execução. transação ou prescrição. III.215 EMBARGOS E IMPUGNAÇÃO (Títulos Judiciais e extrajudiciais) • Quando se tratar de execução de sentença de título extrajudicial. é cabível nos seguintes casos: I. o devedor pode defender por três instrumentos: exceção de executividade.000. Assim. no caso de execução de título executivo o devedor deve defender-se por impugnação. justificando esse valor pela aplicação de juros contados desde a distribuição do processo. compensação. Análise da questão: . O advogado do vencedor ingressou com execução de sentença. § 1º). Prazo para impugnação: 15 dias. Falta ou nulidade de citação. que. desde que superveniente à sentença. na próxima 5ª feira. sendo estes devidos apenas a partir do trânsito em julgado da sentença.08). b) Princípio da menor onerosidade (CPC. V.2008. Na impugnação. conforme estabelece o art 475-L. se o processo correu à revelia.11. digitado. art 475-J. do CPC. IV. contados da juntada do mandado citatório nos autos de execução (CPC. são cabíveis embargos do devedor. Penhora incorreta ou avaliação errônea. há custas pagas pelo autor no valor de R$ 250. valendo como prova. em razão de danos morais praticados em desfavor do primeiro. • Quando se tratar de execução de títulos judiciais.00 (duzentos e cinqüenta reais). bem como condenação ao pagamento de honorários de sucumbência de 20% sobre o valor da condenação. do CPC. modificativa ou extintiva da obrigação. Antonio tem em seu favor sentença judicial que condena Paulo ao pagamento de R$ 20. II.00 (trinta e dois mil reais). conforme prevê o art 736. tendo atribuído ao pedido o valor de R$ 32. devem ser observados os seguintes princípios: a) Princípio da Máxima utilidade (CPC. Caso par elaboração da peça. A sentença transitou em julgado no dia 30. Como advogado do executado. 13. art 612). como pagamento. No processo. conforme prevê o art 475-L. art 620).

devidamente credenciado. 3. cópia do ato que se pretende impugnar. condenado o devedor a pagar R$ 20. cópias das procurações dos advogados 4. vem.000. o credor apresentou seu requerimento para a execução da sentença e nesse requerimento oferece sua memória de cálculo quanto ao valor pretendido (ele corrige o valor fixado na sentença). Assim.00. Além do mais.216 Tendo em conta a sentença proferida. à presença de Vossa Excelência para.: Pode-se anexar cópia de todo o processo. com base no art 475-L. apresentar sua . Inclusive deve ser instruída com o valor que o devedor considera o correto. deverão ser juntados à petição: 1.00. § 1º. como deveria ser. ela deve seguir as normas de uma ação. O devedor poderá contestar o valor pedido pelo credor. conforme previsto no art 544. Como a impugnação é ao mesmo tempo defesa e ataque do devedor. outras peças que o devedor julgar importantes.00. com a petição inicial nos moldes do art 282 e 283. inclui as custas e os honorários do advogado. Obs. Se faltar esse valor. inciso V. Isso tudo resultou em R$ 32. conforme mandato de procuração anexo. mais custas e honorários de sucumbência. cópia da intimação do devedor. do Código de Processo Civil. por excessivo (uma das situações de excesso de execução) levando em conta que os juros foram calculados desde o ingresso do processo e não do trânsito em julgado. com o que se anexarão as peças indispensáveis e a outras. respeitosamente. por seu advogado abaixo assinado. conforme relata o caso. 2. Daí a defesa será quanto ao exagero do valor pedido e a peça adequada é a impugnação à execução de sentença. a impugnação poderá ser recebida sem o efeito suspensivo e por isso será autuada em separado o que exige certos cuidados na instrução da inicial. a impugnação não será recebida e o devedor responderá pelo valor pedido pelo credor. A PEÇA ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Cível da Comarca de ________ Processo nº ______ Paulo (qualificação completa).

Cumpre ao credor requerer o cumprimento da sentença. 2. A memória de cálculo em questão apresenta erro quanto ao cálculo de juros.217 Impugnação ao cumprimento de sentença em face de Antonio (qualificação completa). Impugnação. 3. Exceção de executividade. Referida sentença transitou em julgado em 30 de outubro de 2008. in casu.00 (duzentos e cinqüenta reais) e honorários de sucumbência de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. I. fixando o quantum debeatur em R$ 32. 5. mais custas processuais de R$ 250. 4. A multa pelo não cumprimento voluntário da decisão exeqüenda incide a partir da intimação de seu trânsito em julgado através do órgão oficial.00 (trinta e dois mil reais). a partir de 30 de outubro de 2008 e não. instruindo seu pedido com simples demonstrativo de atualização do débito. O procedimento adotado pelo exeqüente motiva o excesso de execução previsto no art 743. No processo em questão.00 (vinte mil reais). Memória de cálculo. A propósito. pelos motivos a seguir expostos: 1. como foi feito pelo exeqüente.03. Multa. Voto: Dou parcial provimento ao recurso para resgatar à agravante a oportunidade futura de oferecer impugnação ao cumprimento de sentença. da jurisprudência pode-se depreender que a data para início de incidência dos juros é a data do trânsito em julgado da sentença. 6. Vejamos: a) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1.000. ou seja. “o excesso de execução ocorre quando o credor pleiteia quantia superior à do título”. O exeqüente apresentou petição de cumprimento de sentença instruída com a memória dos cálculos. Na sistemática do incidente de cumprimento de sentença é possível a oposição de exceção de executividade.003827-5/001(1) Relator: José Flávio de Almeida Ementa: Agravo de instrumento. indicou bens à penhora e justificou o valor apurado na memória de cálculo pela aplicação de juros desde o momento da distribuição da ação. a partir da data da propositura da ação.0708. pois quando a sentença condenatória não fixa os juros. relativamente ao processo em referência. eles são devidos a partir do seu trânsito em julgado. . do Código de Processo Civil.000. foi proferida sentença condenando o executado ao pagamento de R$ 20. Cumprimento de sentença. movido pelo exeqüente contra o executado.

NEGO PROVIMENTO para manter in totum.000. e para evitar questionamentos quanto à multa prevista no art 475-J. Súmula: negaram provimento. uma vez que no imóvel em questão ele desenvolve suas atividades agrícolas. desde que o valor seja fixado de forma justa. elaborada com a observação rigorosa dos preceitos legais. § 2º do CPC – rejeição liminar – Possibilidade. pleiteia de Vossa Excelência o seguinte: a. que aqui repete: Especificações 1. causando ao executado prejuízos de difícil reparação. Instrui a presente impugnação com a cópia completa do processo em referência. quatrocentos e noventa reais).07. possa ocorrer a execução da penhora.2008 Ementa: Agravo de Instrumento – Impugnação ao cumprimento de sentença – Alegação de excesso de execução – não indicação do quantum debeatur supostamente devido – ofensa ao art 475-J.10. Receber a presente impugnação ao cumprimento da sentença proferida por Vossa Excelência com efeito suspensivo considerando a garantia desse juízo em função da penhora feita e a fim de evitar-se que. sua [única fonte de rendas. ora impugnante. pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. b) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. Além do mais.050698-2/001 (1) Relator: Domingos Coelho Data do julgamento: 26.00 . do Código de Processo Civil. Por isso. o executado. o executado efetuou depósito em consignação de pagamento com base no valor apurado em sua memória de cálculo. 7. conforme comprova o recibo de depósito anexo. b. com a continuidade da execução. Substituir a memória de cálculo apresentada pelo exeqüente pela memória de cálculo anexa.040. elaborada pelo executado.0290.03. para demonstrar sua intenção de cumprir a sentença. com o que cumpre o determinado pelo art 544. § 1º.00 (vinte e quatro mil.490.2008 até esta data 3. a bem lançada decisão de primeiro grau. em razão do exposto.00 200. do Código de Processo Civil.00 4. Valor dos juros calculados de 31. Voto: destarte. além da memória de cálculo. no valor total de R$ 24.218 Súmula: deram provimento parcial. 8. Valor da condenação fixado na sentença 2. Honorários de sucumbência Valores – R$ 20.

a finalidade do processo cautelar é viabilizar a proteção ao risco a que está exposto o bem da vida de outro processo (o principal). É. Medida cautelar – é diferente da ação cautelar. Pode também ser definido como instrumentalidade hipotética. 6.2009 TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Processo cautelar é o instrumento para viabilizar a proteção de bens da vida envolvidos em outro processo de conhecimento ou de execução. Distinções: 1. 13 de novembro de 2008 Advogado OAB 5º ANO . Liminar – liminar não é a mesma coisa que medida cautelar. O processo cautelar – é o instrumento para a ação cautelar.Professora Rosana 04. a medida cautelar solicitada pelo autor pode receber liminar. assim. não necessitando da propositura da ação principal. Assim. 3. Deferimento São João da Boa Vista. sem o que ela não será deferida. Ação cautelar – é o direito da pessoa quanto a assegurar que o processo consiga um resultado útil. uma sequência lógica de atos que vinculam os sujeitos da ação. Essa ação exige. Valor total 9. Instrumentalidade – o processo cautelar depende do processo da ação principal. 5. (CPC. É a providência do juiz para proteger o bem da vida. Características do processo cautelar: 1. por ser de justiça. sendo que este pode ou não estar em andamento. Liminar é tão-somente o atendimento do pedido de uma ação de forma antecipada. o direito de exigir do Estado a tutela cautelar. 2. Antecipação de tutela – que se aproxima da liminar requer. Diante do apresentado. a ação cautelar. que pode ou não 250. uma vez que a ação principal se baseia numa hipótese que pode ou não ocorrer. 4. portanto. a possibilidade da reversão do que for concedido.quando a ação cautelar é de tal natureza que se exaure em si mesma.02.00 24. Preventibilidade . a relação de dependência com o processo principal. ela é denominada pela doutrina e pela jurisprudência de ação cautelar satisfativa. para ser viabilizada. É. art 796).490. consistindo no próprio pedido desta. Esta sequência de atos constitui o processo cautelar. Custas processuais 5. Ação cautelar satisfativa . ou seja. Pede e espera. para ser deferida.00 . ser deferida já no início da ação. A medida cautelar depende da ação cautelar.219 4. 2.

a principal deverá ser proposto dentro de 30 dias. Decorrido o prazo sem interposição da principal decai o direito da cautelar. Revogabilidade. a qualquer tempo ela pode ser revogada ou modificada. Referibilidade . uma vez que a finalidade dela é exatamente garantir o resultado da ação principal (de conhecimento ou de execução). mas tão-somente àquelas que forem restritivas de direitos do réu. consiste na possibilidade de substituição da medida cautelar por outra capaz de garantir a tutela do bem da vida de forma menos oneroso ao requerido. sem o que haverá extinção do processo (CPC.220 acontecer. O juiz. Conforme art 800. do CPC. Provisoriedade – Diz-se que o processo cautelar é provisório.o processo cautelar sempre se referirá ao risco que recai sobre o bem jurídico de outro processo. art 796) – A ação cautelar está presa à possibilidade de existência da ação principal. Assim. São as ações cautelares propostas no curso da ação principal. Classificação das ações cautelares 1º Critério: Quanto ao momento da propositura da ação. qual o seu objeto. Por este critério e com base no art 796. existindo apenas enquanto houver risco para o bem da vida. 2) Incidentais. pois não há mais o que proteger. Nestas ações tem-se que mostrar ao juiz quais serão os fundamentos da ação principal. O acontecimento do risco extingue o processo cautelar. Nesse caso. Significa que a medida cautelar solicitada por meio do processo cautelar poderá ser. substituída pela prestação de caução ou de outra garantia menos gravosa para o requerido e adequada e suficiente para evitar o risco. são aquelas que antecedem à propositura da ação principal. as ações cautelares podem ser: 1) Preparatórias. Acessoriedade – (CPC. Sumariedade – Não há necessidade da existência de uma cognição exauriente para que exista a ação cautelar. Exceto se o motivo de indeferimento da cautelar tenha sido por prescrição ou decadência do direito do autor. falando-se em principal pensa-se em acessório. ou seja. 3. 8. Todavia essa exigência. 9. pois o juiz já a conhece. 5. . não podendo nova ação cautelar ser proposta com os mesmos fundamentos. conforme o art 807. a parte pode intentar a ação principal e o indeferimento não influi no julgamento da principal. Efetivada a cautelar. Fungibilidade – (CPC. para julgar. Assim. ele se refere sempre à tutela de um bem objeto de outro processo. quanto ao prazo não se aplica a todas as cautelares. 7. do CPC. art 806). Esta característica vem nos art 805 e 807 do CPC. de ofício ou a pedido de qualquer das partes. Aliás. art 805) – Como no caso da revogabilidade. art 810) – As duas ações – a cautelar e a principal – são autônomas. 6. 4. como incidente a ela. Até porque as duas ações têm pedidos diversos. mesmo que a cautelar seja indeferida. Logo acessoriedade é uma das suas características. Autonomia – (CPC. Basta saber-se da existência do direito e do perigo de risco a esse direito para que a tutela seja pedida. precisa conhecer a lide. não é necessário que sejam indicados os fundamentos da principal.

b) Satisfação de necessidades urgentes. guarda e educação dos filhos e direito de visita (CPC. art 852). Colher antecipadamente elementos para convicção do juiz quanto à lide. Existe na previsão delas. art 846). documento ou escrituração comercial. art 888. art 839). d) Protesto de títulos cambiários. atentado (CPC. Cautelares nominadas. do Livro III (a partir do art 813. (CPC. e) Entrega de bens pessoais do cônjuge. não havendo para elas uma denominação específica. 874). as ações cautelares podem ser: A. art 879). Podem ser: a) Justificação. também. VI). podem ser: a) Guarda de pessoas. Estão listados os tipos destas cautelares no Capítulo II. art 888. (CPC. Este tipo de ações cautelares se subdivide em: 1. quando houver o risco fundado de que parte pode causar à outra lesão grave e de difícil reparação. art 822). art 888. (CPC. art 877). b) Homologação do Penhor Legal. art 867). Típicas de natureza não cautelar. Segundo este critério. I). art 882). g) Protestos. Assim. Cautelares inominadas ou atípicas. podendo o juiz conceder outras medidas atípicas em nome do poder geral cautelar que lhe atribui o art 798. IV). art 888. Alimentos provisionais (CPC. afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (CPC. (CPC. art 813) seqüestros (CPC. art 855) apreensão de coisas (CPC. art 888. B. c) Posse em nome do nascituro. art 826) b) Ações cautelares conservativas genéricas. Ex: arrolamento de bens (CPC. III). (CPC. incluindo. Alimentos provisionais são aqueles que são objeto de ação cautelar. Art 844). 2. Podem ser: a) Produção antecipada de provas. (CPC. art. um tipo fixado para elas. . (CPC. VII). Ex: posse provisória dos filhos (CPC. (CPC. Assecuratórias de provas. do CPC. a tutela cautelar não fica restrita às tutelas cautelares específicas ou típicas. obras de conservação de coisa litigiosa (CPC. 3. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. do CPC). (CPC. f) Interdição e demolição de prédio para resguardar saúde e segurança. cauções (CPC. art 888. II). afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal (CPC. por sua vez. b) Exibição de coisa. as despesas do processo.221 2º Critério: Quanto à forma da ação cautelar. típicas ou específicas. Assecuratórias de pessoas (garantir a integridade física e psíquica das pessoas) que. Estão previstas na primeira parte do Livro. notificações e interpelações. art 888. 4. As ações cautelares assecuratórias de bens podem ainda se desdobrar em: a) Ações cautelares para assegurar a execução – Ex: arrestos (CPC. no CPC. art 801). Assecuratórias de bens (dos bens objeto da demanda). VIII). Assim.

2009 3º . 2) Não Contenciosas – São as ações cautelares que ocorrem em clima em que não exista litigiosidade entre as partes. as vistorias ad perpetuam rei memoriam. o depósito espontâneo de bens em litígio. não contenciosas. Quanto a este critério as ações cautelares podem ser: 1) Contenciosas – são aquelas ações cautelares que podem suscitar no réu uma reação. um processo contencioso semelhante ao processo principal. neste caso. Tais ações cautelares são caracterizadas pela possibilidade do contraditório. Se a cautelar produzir prejuízos ao réu ele terá direito ao ressarcimento das despesas que tenha feito. Na existência dessas condições estará a “fumaça do bom direito”. 2) Periculum in mora. quando propostas. a tutela objeto da cautelar pode mesmo interessar as duas partes. Nestes casos. assim. Geralmente. ainda que tenha perdido a cautelar. e até mesmo à indenização. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. existem ações cautelares voluntárias. pois se as duas ações – principal e cautelar – forem julgadas juntas. Não há sucumbência. A forma de o réu reagir é por meio da apelação. Tem custo administrativo a cargo da parte que solicita a medida cautelar. ou administrativas ou. sendo inviável o processo principal. Existirá fumus boni iuris quando se consegue provar na cautelar as condições da ação principal. é incidental. Se o réu foi o vencedor da principal. também o será o processo cautelar. Requisitos da ação cautelar Como ação que é. Se a ação cautelar. a ação cautelar precisa preencher os três requisitos gerais para qualquer ação. Isso. inclusive da sucumbência. a outra parte participa da produção de provas.02. Além desses requisitos gerais. Com isso. . Assim. a sentença já definirá a quem caberá ônus das custas. a ação cautelar apresenta dois requisitos específicos: 1) Fumus boni iuris.222 11. Tudo dentro do próprio processo da ação cautelar. poderá solicitar indenização de possíveis prejuízos que tenha sofrido. Gera-se. as suas custas serão pagas junto com as custas processuais. Interesse de agir. Neste tipo de cautelar. Isso porque. restará provado o direito à tutela jurisdicional na ação principal. Legitimidade das partes. Por exemplo. a parte que perder a cautelar suporta o ônus das custas processuais e da sucumbência. se a cautelar foi julgada separadamente da ação principal.Critério – Quanto à litigiosidade. O fumus boni iuris deve ser visto em relação ao bem da ação principal.

conforme o momento em que é instaurado. do CPC. . se a competência for absoluta. Tramitação do processo cautelar O processo cautelar pode ser preparatório ou incidental. Em sendo a cautelar proposta em um juízo e a principal em outro. o processo cautelar será remetido a este. ambos igualmente competentes. Em se tratando de competência absoluta ele remete os autos. Como vimos. mais amplo que o dano ao bem da vida. Nesse caso existem dois entendimentos. o que não será possível se o dano acontecer. a principal atrai os autos do processo da cautelar. dada à finalidade da ação cautelar de eliminar prontamente o risco de dano. Sempre o acessório segue o principal e nunca o contrário. sendo apensado ao processo da principal. o juiz pode receber a ação cautelar e deferir-lhe liminar. Trata-se. a doutrina e a jurisprudência têm entendido que ainda que a ação cautelar pode ser proposta a juiz incompetente para a ação principal. como regra. Se a ação cautelar provisória for distribuída ao juiz prevento. Assim. desvio. no caso de silêncio da parte interessada. de um dano processual. ao passo que sempre que houver dano ao bem também o haverá ao processo (dano processual). Trata-se de um dano processual. art 798). ao juiz competente. E o art 108. sem que exista dano ao bem. podendo este juiz incompetente decidi-la. pode ocorrer o dano processual. há risco de se ganhar e não levar. A competência do juiz da principal para a cautelar constitui competência absoluta e improrrogável. deterioração ou qualquer mutação das pessoas. os autos serão remetidos ao juiz competente. a ação cautelar é um acessório da ação principal. a sua competência será prorrogada. Um deles é o de que. 3) Que o dano será grave e de difícil reparação (CPC. decidida a cautelar e afastado o risco de dano. como o art 800. também estabelece que a ação acessória será proposta no mesmo juízo competente para a ação principal. já com a liminar deferida. Outros entendem que sendo a competência relativa. Aliás. Competência: Está definida no art 800 mencionado: O juiz competente na ação cautelar é o juiz competente para a ação principal. Como se diz. Isso porque. no caso de mais de um juiz igualmente competente. bens ou provas necessárias para perfeita e eficaz atuação do provimento final da ação principal. 800. iminente. do CPC. Se a competência for relativa ele aguada a propositura da principal. destruição. de um risco concreto. Se ela for impetrada em sua vara. mesmo que incompetente. Para provar-se a ocorrência do Periculum in mora. Juiz prevento é aquele a quem é distribuído o processo. leva-se em conta não a competência do juiz mais a urgência no que se refere à proteção do bem da vida. 806. 2) o risco em questão se refira ao um dano próximo. tem-se que: 1) provar a existência de um provável risco fundado. Se ele for proposta junto a outro juízo igualmente competente. No caso. sendo a cautelar preparatória proposta em juízo igualmente competente ao da ação principal. Todavia. ela poderá ser prorrogada. este se torna competente para a ação principal. para essas ações a competência é estabelecida por prevenção. O perigo representa o interesse processual na obtenção de uma justa solução. A sua tramitação encontra respaldo nos artigos 108.223 Por periculum in mora o autor deverá provar a possibilidade de dano ao bem tutelado pela demora natural da ação principal. Esse dano pode constituir-se no perecimento. na verdade. 808 e 809.

art 865 e 871). 3. CPC). Contracautela – ocorre quando o juiz. Se não for executada dentro de 30 dias. 2. Prazo: será de 5 dias. II. Eficácia da cautelar: o art 808 estabelece que a medida cautelar perde sua eficácia nos seguintes casos: 1. Assim. como liminar ou durante o processo. e apenas uma única vez. art 809). Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. sob o riso de ela perder a sua eficácia. de ofício ou à pedido da parte – CPC. do CC. salvo no caso em que a cautelar é indeferida por preclusão. 19. (CPC. Observação: os autos do procedimento cautelar serão apensados aos autos do processo principal (CPC. recebendo o juiz (mesmo incompetente) a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. a parte não poderá renová-la. art 805. exige que a parte requerente preste caução real ou fidejussória. inclusive. art 808. Neste caso o contraditório é diferido. é de 30 dias contados da efetivação da medida cautelar. Todavia. ocorra após o término do prazo de prescrição da principal. o prazo para que a medida cautelar deferida tenha sua efetividade é de 30 dias. O art 202.224 Prazo: conforme estabelecido no art 806. uma vez interposta a cautelar.02. A decisão da cautelar não interfere na decisão da principal. in fine). conforme previsto no CPC. Pode. Ele também está sujeito ao Principio do Contraditório (art 802.I. Ainda que a citação. Mas a interrupção da prescrição nestas condições só poderá ocorrer uma vez. A liminar pode ser concedida antes da citação do réu. O parágrafo único do artigo estabelece que se por qualquer motivo cessar a medida cautelar. para o requerido contestar o pedido e indicar as provas (CPC. para deferir a medida cautelar. do CC). com ou . As medidas cautelares são sempre provisórias (enquanto durar o risco ao bem) e fungíveis (o juiz pode conceder outra medida que não a pedida ou mesmo substituir a concedida durante o trâmite do processo. a interrupção da principal será interrompida. pela citação da cautelar. estabelece que a prescrição da ação principal será interrompida. Se a parte não propuser a ação principal no prazo de 30 dias previsto no art 806. existem cautelares que não admitem o contraditório (CPC. acontecer que o juiz conceda a liminar à cautelar para posteriormente citar o réu. mesmo que o juiz seja incompetente (202. 17.02. deverão ser imediatamente executados os atos necessários à sua efetividade. art 802). como os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. Assim. Já a extinção do processo da ação principal. art 804. Ela deve ser efetivada no prazo de 30 dias. para garantir possíveis danos à requerida. 807 e 808).2008 Deferida a medida cautelar ordenando a sua prática. salvo se o fizer com outro fundamento. o prazo para propositura da ação principal. nestes casos.2009 O processo cautelar se inicia com a ação cautelar. Se o juiz declarar extinto o processo principal com ou sem julgamento do mérito. a prescrição desta será interrompida.

Este poder geral de tutela lhe é garantido pelo art 798.2009 Exercício para ser resolvido em classe. pela execução da medida cautelar. art 807. exatamente o bem objeto do litígio.225 sem julgamento do mérito. do CPC. do CPC. Se a sentença do processo principal lhe for desfavorável. conceder medida cautelar diferente da pleiteada e pode mesmo. faz cessar a eficácia da medida cautelar. III. No caso de extinção do processo sem julgamento do mérito poderá ser interposta novação a ação principal. parágrafo único). A cautelar só poderá ser proposta novamente com novos fundamentos. Cessa também a eficácia da cautelar se a ação principal não for proposta dentro de 30 dias da eficácia daquela. sendo a indenização liquidada nos autos do processo cautelar: I. no curso do processo substituir medida cautelar deferida (tudo de ofício). não haverá perda de eficácia da medida cautelar. IV. Pelo poder geral de cautela o juiz pode conceder medida cautelar atípica. visando . Se for acolhida no processo cautelar a decadência ou a prescrição do direito do autor. Poder instrumental do juiz: é o poder-dever que lhe é dado para assegurar o resultado do processo cautelar. 03. Consiste na apreensão judicial de bens SEQUESTRO CPC: art 822 a 825 É a medida cautelar típica para garantir a execução futura por coisa certa. Se a medida cautelar perder sua eficácia por um dos motivos do art 808: a) Se a medida for deferida liminarmente e o requerido não sendo citado em 5 dias. b) Se a medida cautelar perder a eficácia (não entrar a principal em 30 dias ou se a medida não é executada em 30 dias ou se o juiz extinguir o processo principal com ou sem julgamento do mérito). Se houver suspensão do processo principal. de execução e até no cautelar. pois ela perde uma de suas condições: a fumus boni iuris. Se a medida cautelar for deferida liminarmente (art 804) e ele não for citado no prazo de 5 dias. (CPC. O seu poder geral de cautela pode ser exercido no processo de conhecimento. sendo extinto o processo cautelar. III). Mas a ação cautelar não. II. O requerente do procedimento cautelar responde por possíveis prejuízos causados ao requerido nos seguintes casos.03. ARRESTO Legislação Conceito CPC: art 813 a 821 É a medida cautelar para garantir a execução futura por quantia certa. art 88. Ao pleitear-se uma medida cautelar é indispensável demonstrar a relação lógica entre a possibilidade da tutela pedida e o direito do requerente na ação principal. Responsabilidade processual específica: é responsabilidade objetiva contida no art 811. salvo se assim o juiz decidir o contrário (CPC.

assegurar sua entrega em bom estado ao vencedor. Pela transação OBJETO LIMITE FINALIDADE REQUISITOS LEGITIMIDADE SUSPENSÃO CESSAÇÃO . aquele bem do litígio. mais honorários do credor. e custas. Além do três requisitos gerais Além dos três requisitos gerais da ações. Passiva: o devedor. (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato enquanto se aguarda a solução de mérito (fumus boni iuris). ou seja. do CPC. para garantir o valor da futura execução Garantir execução futura por Garantir futura execução por quantia certa. Art 820. aquele que se julga pendente de homologação. ou seja. coisa certa. 3. ou aquele Passiva: Aquele que deve ser o que deve ocupar essa posição devedor na execução para na execução por quantia certa. com direito a ela. Se a em sentença ilíquida pendente medida for proposta antes da de recurso ou em laudo arbitral decisão. Pelo pagamento. há outros dois dívida líquida e certa e a prova requisitos legais: temor de documental ou justificação do iminente dano jurídico art 813. do CPC: Quando o devedor oferece • Quando o devedor paga garantia real ou fidejussória ou deposita o valor da idônea para garantir o direito dívida. Bens móveis. ou seja. Prevista no art 819. a prova literal da da ação. Cessa o É a mesma do arresto. passível de penhora. 2.226 indeterminados do patrimônio do devedor Qualquer bem patrimonial disponível do devedor. Pela novação. Ativa: quem tem legitimação Ativa: a parte que obtiver para a ação principal de ganho da principal (de execução por quantia certa ou conhecimento). Pode ser bem móvel ou imóvel. imóveis e semoventes. • Quando o devedor oferece fiador idôneo para o total de sua dívida. arresto: 1. Visa sempre à apreensão judicial de um bem especificado. do CPC. entrega de coisa certa. Qualquer bem patrimonial do Este medida cautelar limita-se devedor em valor suficiente ao bem pretendido. quem obtiver ganho de causa qualquer das partes.

ordenar a guarda judicial de pessoas. o depósito de bens e impor a prestação de caução. caução. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. É um poder instrumental do juiz e que pode ser aplicado a todo tipo de ação. só o fará em casos especiais. expressamente autorizados por lei. O juiz pode conceder uma medida cautelar de ofício. que deverá que deverá oferecer garantia. poderá o juiz autorizar ou vetar a prática de determinados atos. Este é o seu poder geral de cautela. do CPC. do CPC. definido no art 799. A primeira limitação é a necessidade da medida cautelar. quando a parte solicita uma medida cautelar inominada. diante do fundado receio de que uma das partes. art 798). do CPC).03. de execução ou cautelar. conforme o tipo de decisão denegatória. ilimitado e arbitrário. mas. esta de real efeito satisfativo. O juiz pode conceder a medida pleiteada ou outra que ele julgar melhor para o caso (art 798. cabe recurso por meio de agravo ou de apelação. não ir além de sua principal função qual seja a de garantir a utilidade e a eficácia da futura prestação jurisdicional de mérito. ele não é. 04. O sequestro independe de citação ou intimação do devedor e o bem deverá ficar com depositário idôneo nomeado pelo juiz (art 824. antes do julgamento da lide. art 798). Sempre que a parte quiser uma medida cautelar. Esse poder somente será exercido se houver risco de prejuízo de difícil reparação ao direito de uma das partes.227 PENHORA DEPÓSITO E O arresto é semelhante à penhora. A escolha do depositário poderá recair em pessoa indicada de comum acordo pelas partes (824. ela deve tomar a iniciativa de exercer o seu direito de ação. Ela também não deve ir além da provisoriedade. . Limitações ao poder geral de cautela: Embora o poder cautelar seja amplo e genérico. Existem duas formas desse poder geral de tutela do juiz ser usado: 1. de conhecimento.2009 Poder Geral de Cautela É o poder / dever do juiz de assegurar o resultado prático do processo. ante o receio de dano. como. (CPC. com a diferença de que o arresto é executado de plano. Contra o indeferimento do pedido. 2. O depositário do bem pode ser o próprio requerido. Para tanto. Como estabelece o art 799. Portanto ele pode usar medidas cautelares nominadas ou inominadas. por exemplo. A medida cautelar não deve assumir a feição de satisfativa e. também. O arresto sempre é convertido em penhora. através do respectivo processo cautelar (sumário).(CPC.I) e mesmo ficar com uma das partes.CPC). independendo de prévia citação ou intimação do réu. poderá fazer uso das medidas cautelares específicas (nominadas) ou determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. como estabelece o art 797. do CPC. todavia.

Seu interesse fica. Até porque a ação cautelar não analisa o mérito da causa principal. A ação cautelar tem características distintas das ações de conhecimento e de execução. Exemplo desse tipo de terceiro é o caso do direito de evicção. que pretende seja decidido em seu favor. Pode. Intervenção de terceiros A pergunta que se impõe é a seguinte: um terceiro pode participar do processo cautelar? Como resposta deve-se dizer que depende da modalidade desse terceiro. pois o interesse do assistente em auxiliar a parte a obter sentença favorável na ação principal pode ter início já na fase da tutela preventiva. na ação cautelar. ele pode ter. quando se indica aquele que tem titularidade para responder pela demanda. quando a medida cautelar visa a obtenção de um documento que está na posse de um terceiro. do CPC). A denunciação da lide é modalidade de intervenção ligada ao mérito da ação de conhecimento principal e o terceiro pretende exercitar direito regressivo contra estranho. o interesse do opositor está ligado ao mérito do processo principal. A categoria desse terceiro pode implicar em ação de natureza diferente da natureza da ação cautelar. ou seja. Quando à oposição.(ver art 62 e 63. em caso de ação direta contra . Por exemplo. não há qualquer empecilho à sua admissibilidade no processo cautelar. pode resultar da denunciação da lide ou do chamamento ao processo. (ver artigos 50 a 55. caso em que não será possível a participação de terceiros de tais categorias. Assim. Exemplos de medidas atípicas: • Depósito. estranho à ação principal. Assim. é aquele que pode sofrer os efeitos do dano a que está sujeito o bem da vida. portanto adstrito à ação principal. interesse na medida cautelar. A nomeação à autoria que consiste na correção da parte demandada pelo autor. do CPC). no que concerne ao ressarcimento de prejuízo que possa lhe resultar (art 70. Relação Processual Cautelar Legitimidades: Ativa: O autor. do CPC). assim. (ver art 56.228 Requisitos para concessão das medidas cautelares atípicas (inominadas): Eles estão anunciados pelo art 798 mencionado e são os mesmos das medidas limitares específicas: a) um interesse em jogo no processo principal (fumus boni iuris) e b) fundado receio de dano grave e de difícil reparação que pode ocorrer antes da solução da lide (periculum in mora). ele pode ser resultado da nomeação à autoria. • Proibição de fabricação de determinado produto enquanto corre na justiça a decisão sobre a tutela da invenção. nada contra à sua admissão no processo cautelar. também. excluindo direitos do autor e do réu da mesma ação. Passiva: Aquele que está pondo em risco o bem da vida e que não precisa necessariamente participar da ação principal. O chamamento ao processo do que se pretende é partilhar a responsabilidade entre co-devedores solidários não acionados ou obter o direito de regresso contra o devedor. ou terceiros intervenientes a ela. quando a parte litigante quer se desonerar do risco de continuar com a guarda do objeto litigioso e a parte contrária se recusa a recebê-lo. do CPC). ele tem que ser parte na ação principal. pode ser a figura da oposição. uma vez que ele pode ser um assistente. ser o autor ou o réu da ação principal. • Proibição de uso de nome ou marca comercial. quanto à assistência. Logo não é viável a sua participação no processo cautelar.

a ação cautelar é sempre autônoma e distinta da principal. deve haver a citação do requerido para contestar em 5 dias (CPC. Assim. pessoas e provas. para evitar risco à própria pessoa.2009 Instrução do processo cautelar Inominada ou não. (art 77. típica ou atípica a medida cautelar em questão. III. existe a fase probatória e deve ser encerrada por uma sentença (art . afastamento de cônjuge do lar familiar etc. As provas da ação cautelar se resumem em informações que visam ao convencimento do juiz quanto a aceitar a cautelar e quanto à conveniência da medida cautelar pedida. Mas. além de pretender preservar o bem do processo principal. destrua. ou seja. ele se inicia com a petição inicial (art 801. seja incidental ou preparatório. do CPC. E o processo cautelar deve passar por todas as fases lógicas do procedimento judicial. no sentido de convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. do CPC). Assim. como estabelece do art 292. tem-se uma relação jurídica material entre o terceiro interveniente e uma das partes. de natureza diversa da natureza da ação cautelar. também ser consideradas como prova do próprio processo cautelar. à sua tranquilidade. as provas podem. Sobre pessoas. do CPC). Os métodos das duas ações também são diferentes. à sua segurança. O processo cautelar.229 seu fiador. sobre qualquer dos elementos do processo principal. nestas modalidades não cabe intervenção no processo cautelar. Os objetivos das provas são diferentes. de incapazes. por exemplo). desvie ou grave os bens dificultando ou mesmo impossibilitando futura execução. art 809). O processo cautelar. ele será autuado separadamente do processo da principal e os dois serão apensados (CPC. Nestas duas últimas modalidades de intervenção de terceiros.03. Resumindo. quando as medidas cautelares visem a preservar os meios de convencimento do juiz que estão em risco de desaparecimento (perigo de vida de testemunhas. vistoria ad perpetuam rei memoriam. 05. art 802). em caráter provisório. quando atuam como instrumento de orientação para o juiz. Sobre provas. A produção de provas da ação cautelar é distinta da produção de provas da ação principal. Por isso. Sobre coisas. sobre a participação de terceiros no processo cautelar: Assistência Cabe participação Nomeação à autoria Idem Oposição Não cabe Denunciação da lide Não cabe Chamamento ao processo Não cabe Objeto da tutela cautelar: A tutela cautelar pode incidir sobre coisas. na denunciação da lide e no chamamento ao processo tem-se ações de conhecimento. sem ignorar o princípio do contraditório. Na oposição. Ex: guarda provisória de menores. é restrito somente à necessidade ou não da medida cautelar. o que só pode ser tratado na ação principal. para evitar que a parte transfira. § 1º. quando são consideradas como objeto da ação cautelar. não devendo participar do cautelar. o rito especial e sumário da ação cautelar é inacumulável com o rito da ação principal.

A rigor deve ficar explicito na petição inicial o fumus boni iuris que assegure ao requerente o direito à ação de mérito. pode-se fazer referência à principal quanto à qualificação das partes. A lide é objeto da ação principal e não da cautelar. se os dois estiverem em fase de julgamento.Tais provas. O pedido da cautelar deve ser certo. V): Como o rito da ação cautelar é o procedimento sumário. o seu interesse na solução eficaz da principal. O art 801. já na petição inicial respectiva deve ser requerida a produção de provas. • Provas a produzir (art 801. como regra geral. que não a pedida pelo requerente. • A lide e seu fundamento: Na petição inicial deve estar a lide da ação principal. ou seja. o juiz mandará citar o requerido para que. cujas condições devem estar na cautelar. Mas não se pode parar o processo cautelar para esperar o andamento do outro. Requisitos da petição inicial (art 801. a decisão do processo cautelar acaba sendo um tópico da sentença da ação principal. Como dois são os processos. mas. O requerente deve fazer provas dos fatos alegados na cautelar. podendo indeferi-la com base no art 295. do pedido e da causa de pedir da principal. com o valor do bem. a competência será do tribunal. • Pedido: o pedido deve especificar a medida cautelar pretendida. O juiz. • Valor da causa. desde que o réu seja o mesmo na ação principal. em 5 dias. do CPC) • Competência: o juiz da principal. • Partes: É preciso haver uma perfeita qualificação das partes. do CPC. se for o caso. com seu poder de fungibilidade. também. baseia-se naquele. a menos que tenha sido concedida a medida cautelar liminarmente. sob risco de preclusão. verificando. ficar claro o interesse processual do requerente quanto à eficiente atuação no processo principal. pode decidir por outra medida. são diferentes daquelas da ação principal. com relação a este item. Claro que a exigência de colocar na petição inicial da cautelar a lide e seus fundamentos deixa de existir se a cautelar for incidental. o juiz verificará se a petição inicial está em ordem. A petição inicial do processo cautelar segue o art 282. presente. E a lide e seus fundamentos devem estar na petição inicial da cautelar por meio da explicitação das partes. do CPC. pois a principal já está devidamente instalada. Se o valor da cautelar for menor que o do bem. IV estabelece o requisito que corresponde aos fundamentos específicos da cautelar: o interesse processual (fumus boni iuris) e fundado receio de dano jurídico (periculum in mora). Despacho da inicial e citação do requerido Primeiramente. Se a cautelar for incidental. III). da qual a ação cautelar é instrumento (art 801. se a liminar é cabível. seja a cautelar preparatória ou incidental. contados da juntada do mandado aos . pode ser prolatada uma única sentença. é comum haver duas sentenças distintas. Excepcionalmente. E essa petição existirá sempre.. o art 286 do CPC. quanto então. Deve. Se o processo estiver no tribunal.230 803). Verificada que ela está correta e é cabível. Destinam-se elas a convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. entretanto. em recurso. O valor da causa (parte da inicial) tem relação com valor da ação principal. da garantia.

ele é dito revel. o réu não tiver respondido no prazo – revelia. ou seja. A citação é feita nos mesmos termos. de oficio. determina a execução da medida cautelar e a citação do requerido. o que ocorre é que o juiz em um só mandado. supondo-se que o requerido foi intimado da medida preventiva).231 autos (ou da execução da medida cautelar. conteste o pedido e indique as provas que pretende produzir (CPC. Os efeitos dessa revelia podem ser: a) Efeitos processuais – o processo correrá sem a sua participação e sem intimação dos atos processuais. do CPC. nas notificações e nas interpelações (art 871). com autuação própria apensada aos autos da medida cautelar. tal audiência será dispensada quando: 1. O requerido não pode defender-se por meio de apelação nos seguintes casos: nos protestos. se ela foi deferida liminarmente.03. recebendo-o sempre no estado em que estiver no momento de sua entrada (parágrafo único do artigo). na prática. não cumprir o ônus de defender-se. qualquer que seja o procedimento cautelar. Há que se considerar que. CPC). Até mesmo nas antecipações de prova pode o requerido opor-se à pretensão do autor. bem como o contido os artigos 802 (prazo) e 803 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor pela falta de contestação). A reconvenção não é cabível até porque o juiz pode. Portanto da juntada aos autos do mandado de citação é que será contado o prazo de 5 dias. do CPC) e à incompetência relativa (art 112. Todavia. a contracautela pode ser requerida na própria contestação. o juiz marcará audiência de instrução e julgamento.2009 Audiência de Instrução e Julgamento Conforme estabelece o parágrafo único do art 803. Mas ele poderá entrar no processo a qualquer momento. As exceções serão apresentadas em peça separada. determinar a contracautela (caução) para garantir o requerido de possíveis danos que venha sofrer. do CPC). (caput do art 803). em termos práticos. à sua suspeição (art 135. nominado ou inominado. CPC). art 803. O requerido será julgado em 5 dias independentemente de instrução ou dilação probatória (CPC. a citação é indispensável e ela pode ser feita até 5 dias após a execução da liminar. se o requerido contestar no prazo legal e havendo prova a ser produzida. As exceções dizem respeito ao impedimento do juiz (art 134. pois há presunção de veracidade do alegado pelo requerente. porque tais medidas não representam ações cautelares. A contestação deverá observar o contido nos artigos 300 e 303. art 802). Então. do CPC). . seja a cautelar pedida típica ou atípica. de contestar. Revelia: Se o requerido não apresentar sua defesa. Além do mais. no protesto e apreensão de título (art 882) e na justificação (art 865). enquanto não apresentar seu patrono nos autos (art 322. b) Efeitos substanciais – Presunção de veracidade de todos os fatos alegados pelo requerente (art 803. 11. in fine). Defesas do requerido O requerido pode valer-se de contestação e de exceção.

que só será citado após o deferimento da cautelar. a menos que ela não contenha os requisitos necessários. Não pode o juiz tratá-la com discricionariedade. Essa garantia pode ser por meio de caução real ou fidejussória. seus efeitos jurídicos. O juiz pode conceder liminarmente a cautelar antes de citar o réu (CPC. mas deverá fazê-lo motivadamente. de citar o requerido. Então. logo após a postulação. IV). Outras vezes. apurados em justificação prévia.232 2. 3. é permitido ao juiz conceder a medida cautelar liminarmente. como o art 803. a questão da lide for exclusivamente de direito. que deve ser exercida conforme a necessidade e a conveniência de cada caso. fazem alusão a este instituto. como regra. a audiência para cumprir o princípio do contraditório pode tornar a medida cautelar ineficaz. O que justifica a liminar é o risco de ocorrência de dano antes da citação. se insuficientes. Todavia. muitas vezes. deduzida em processo que inclui o contraditório. Do deferimento ou indeferimento da liminar cabe agravo de instrumento. que deve ser interposto com pedido de efeito ativo. mas é tão-somente uma faculdade do juiz. Até porque. inaudita altera parte. (art 520. O juiz deve concedê-la. As medidas cautelares representam quase sempre restrição de direitos ou imposição de deveres extraordinários ao requerido. por meio de decisão interlocutória ou no final. a necessidade da medida cautelar é. Isso pode ocorrer tanto nas cautelares preparatórias como nas incidentais. passará à sentença. Por isso a sentença produzirá a sua eficácia. Quando o juiz sentir que a concessão de liminar pode produzir algum prejuízo ao requerido. pode impor ao requerente que garanta o requerido em caso de ocorrência desse dano. A concessão da medida cautelar é um direito do autor. sem ouvir o réu. Por isso. antes. com o correr do processo. A conclusão sobre a necessidade e o cabimento da medida liminar podem ser deduzidas dos elementos da própria petição inicial ou. Medida cautelar inaudita altera parte. do CPC. ou seja. Cessação da eficácia da medida cautelar. a eficiência da medida cautelar independe de conhecimento do requerido da existência do pedido de medida cautelar. Ou pode concedê-la na audiência de justificação aludida acima (2º momento). sobretudo em caso de inércia do magistrado. A contracautela pode ser deferida de ofício. Essa garantia é a contracautela. No geral. o juiz pode indeferila. podendo ser cassada a qualquer momento. . por meio de sentença. produzida pelo requerente. Em que momentos pode ser concedida a medida? Um primeiro momento é quando defere a petição inicial. Da sentença cautelar cabe apelação com efeito apenas devolutivo. Da decisão por ato interlocutório cabe agravo. unilateral. como se viu. portanto. A determinação da contracautela não decorre de uma imposição da lei. Contracautela: Tanto o art 799. Julgamento da pretensão cautelar A medida cautelar pode ser obtida liminarmente. A concessão de liminar é uma forma de garantir a eficiência da medida cautelar. art 804). quando a medida cautelar já foi deferida. quando a prova produzida for documental. o juiz. Mas pode também ser decorrente de solicitação do requerido. A liminar será sempre provisória e precária.

233 A medida cautelar perde sua eficácia em duas situações. 3. Observação: o requerente fica impedido de propor novamente a mesma cautelar. Se a parte não propuser a ação principal em 30 dias. que pode constituir medida cautelar distinta da primeira. uma vez produzidas. Consiste na apreensão judicial de bens indeterminados. CPC). o que representa uma restrição à posse. Assim. I.03. o arresto restringe a eficácia do bem quanto aos atos de disposição do bem. conforme prevê o art 808. do CPC: 1. Constituem exceções dessa perda de eficácia: o caso de divórcio que tem um requisito relativo a tempo de espera ou a antecipação de provas. Se o r[eu não for citado em 5 dias. móveis ou imóveis do patrimônio do devedor. podendo ser bem móvel ou imóvel. O seu dono se torna mero depositário do bem. não perderão o seu valor.2009 Espécies de cautelares. do deferimento de liminar. portanto. incluindose. só o podendo fazer se houver fatos novos. É uma medida cautelar típica. co CPC). Competência: O mesmo juiz competente para a ação de execução. que. quando da execução). ARRESTO Conceito: é a medida cautelar para garantir execução futura por quantia certa oriunda de título executivo judicial ou extrajudicial. pelo dono. conforme previsto no art 819. Classificação: a arresto pode ser uma medida cautelar preparatória ou incidental. disponível. O bem fica onerado. Pode acontecer mesmo que o dono perca temporariamente a sua posse. (Art 800. 18. do CPC. . além do valor do crédito. sendo ela restritiva de direitos. (Garante o credor enquanto não chega o momento da penhora em que o arresto se transformará. contados da efetivação da medida cautelar (art 806. Objeto: Qualquer bem do patrimônio do devedor. ou seja. Se ela não for executada em 30 dias da concessão. 2. Limite: Bem cujo valor seja suficiente para garantir o valor da futura execução. Trata-se de uma ação de conhecimento condenatória. Efeitos: o arresto restringe o exercício do uso do bem pelo seu dono. Legitimidade: Ativa: o credor da ação de execução (principal) ou aquele que tenha sentença pendente de recurso ou laudo arbitral. passiva: o executado na ação de execução por quantia certa. custos e honorários advocatícios arbitrados pelo juiz. bens possíveis de serem penhorados.

transfere ou tenta transferir seus bens para outrem.234 Natureza jurídica: medida não satisfativa. Obs: O arresto. deixar de pagar. mesmo liminarmente. II. Prova documental ou justificação de algum dos casos de perigo de dano jurídico mencionados no art 813. alienar bens. Com essa medida. Caução: O arresto pode ser condicionado pelo juiz à prestação de caução. constituir de um título executivo judicial ou extrajudicial. apresenta dois requisitos essenciais: I. é também uma proteção ao devedor. ausentar. em virtude de seu caráter de acessoriedade. alienando bens ou praticar qualquer outro ato fraudulento. Ao determinar a caução (que tem a mesma função da contracautela) o juiz está exercendo o seu poder geral de cautela. Requisitos: Além dos três requisitos da ação (possibilidade jurídica. b) Quando devedor que tenha domicílio: • Se ausenta ou tenta se ausentar furtivamente • Caindo em insolvência. neste caso. Deve o juiz. c) Devedor que. mas sujeita ao futuro contraditório. a caução garantirá o réu. • Intenta alienar seus bens de raiz ou grava-os com hipotecas ou anticreses. contrai ou tenta contrair outras dívidas. do CPC). no caso de possíveis prejuízos seus pela medida (art . ficando sem alguns desses bens suficientes a responder pelas suas dívidas. Está prevista no art 816. por exemplo. não poderá pretender que a penhora recaia sobre outros bens. Tais requisitos equivalem aos pressupostos genéricos da tutela cautelar que são o fumus boni iuris (que corresponde ao requisito essencial I) e periculum in mora (que corresponde ao essencial II). ou comete algum ato fraudulento a fim de dificultar a execução ou fraudar credores. além de ser uma proteção ao credor quanto à possibilidade de execução de seu crédito. (art 799. as duas partes estarão protegidas: se procedente o arresto ele se transformará em penhora (art 818) e se improcedente. real ou fidejussória. e definir até mesmo o modo de prestação da mesma. Cabimento: a) quando devedor sem domicílio certo ausentar-se. sem a devida justificação do requerente e até sem ouvir o réu. bem como a sua espécie. que pode. do CPC. ou seja. interesse de agir e legitimidade das partes) o art 814. qualquer que seja a solução do processo judicial. na medida em que o credor. Prova literal de dívida líquida e certa. do CPC. aliena bens que possua. b) devedor com domicílio certo. tendo bem de raiz intenta aliená-lo ou dá-lo em garantia. o seu valor. II. caindo em insolvência. Como tais perigos ou riscos de dano o mencionado artigo apresenta: a) Quando o devedor sem domicílio procura ausentar-se ou alienar seus bens ou mesmo deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado. quando houver risco de a medida cautelar provocar danos ao arrestado. Poderá o arresto ser concedido. quando da conversão do arresto em penhora. ou seja. indicar o montante da caução.

04. desde que não tenham sido modificadas pelos artigos que tratam do arresto. do CPC: 1) Pagamento total da dívida mais custas e honorários advocatícios. Legitimidade: ativa – aquele que tem a legitimação para a ação de execução para entrega de coisa certa (ação principal). por exemplo. a fim de resguardar a entrega da mesma ao vencedor. Requisitos: temor de dano jurídico iminente (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato (fumus boni iuris). deve-se ter em conta que ainda existe a necessidade de verificar se eles têm capacidade para extinguir o débito total. como. Competência: O juiz da causa principal e. Analogia com a penhora: Estabelece o art 821. como medida cautelar. o art 653 do CPC. pode ser uma medida preparatória ou incidental. Por isso a suspensão da execução enquanto se apura isso. quanto aos possíveis danos causados ao arrestado. Deve-se salientar que a responsabilidade do credor pela medida é objetiva. Classificação: O sequestro. A propósito. Suspensão da execução do arresto: as situações em que o arresto será suspenso estão no art 819. Quanto ao depósito ou ao pagamento aludido. que relaciona diretamente penhora e arresto. a prorrogação do prazo.235 811). Cessação do arresto (extinção): Sãos as três situações previstas no ar 820. do CPC. . 3) Transação. 2) Novação. o juiz competente para conhecer a ação principal. 01. quando preparatórias. passiva – aquele que deve ocupar a posição de devedor na ação principal mencionada. intimado. quando existe modificação nas condições da dívida. que é objeto de um litígio. como seja requerido antes ou durante a ação principal. que ao arresto serão aplicadas todas as normas relativas à penhora. Cabimento: quando houver dúvidas sobre o direito material da parte sobre um bem em iminente risco de dano ou de desaparecer. paga ou deposita em juízo o valor da dívida acrescida das custas processuais e dos honorários advocatícios. São elas: 1) Se o réu.2009 SEQUESTRO Conceito: consiste na apreensão de coisa determinada. 2) Oferecer fiador idôneo ou prestar caução para garantir a dívida mais custas e honorários advocatícios. O devedor oferta outro tipo de garantia ao credor. (forum executionis).

Natureza jurídica: trata-se de medida cautelar não satisfativa. que ela pode ser real ou fidejussória. como o arresto. do CPC). Objeto: a caução pode ser constituída por meio de bens móveis. portanto. do CPC. . Tratando-se de caução legal ou necessária. como medida cautelar substitutiva de outro provimento cautelar (art 799. a hipoteca. a coisa sai da posse de seu detentor. a fiança. penhor. como. CPC). Iniciativa: quem deve tomar a iniciativa da instituição da caução? No geral é quem deve ser garantido (art 830.236 Natureza jurídica: medida cautelar não satisfativa. Cabimento: Quando a parte for obrigada a prestar uma garantia de que não ocorrerá prejuízo ou para exigir a garantia para o processo principal. Está ligada ao poder geral de cautela do juiz. A real é feita por uma das formas normais de garantia real. preservando a eficácia e a utilidade do mesmo. as medidas prevista nos art 1280 e 1281 do CC. no caso de inadimplência sua. e os depósitos em dinheiro ou título nos contratos administrativos. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. quando se fizer por meio de garantia pessoal.04. Diz o art 826. do CPC. imóveis e semoventes. Efeitos: o sequestro representa restrição física à posse da coisa. o penhor. a parte é obrigada a instituí-la para garantir a inocorrência de prejuízos. c) Processual – visa garantir o processo. Todavia. a fiança. Afeta. Classificação (ou tipos de caução): A caução pode ser: a) Legal – depende da lei. como. 07. se constituir de coisas ou bens. b) Negocial – Quando ela é estabelecida por convenção das partes. os que estão presentes no poder geral de cautela. a caução será dita fidejussória. quando tiver a função de tutelar outro processo. ela pode também ser pedida pelo próprio devedor (art 829. semoventes ou imóveis). a livre disponibilidade física e jurídica da parte. podendo ela. por exemplo. do CPC. Exemplos de caução legal: a arrematação prevista no art 690. CPC). de caráter acessório. Requisitos: Segundo o art 798. assim.2009 CAUÇÃO Conceito: é a garantia ao cumprimento de uma obrigação. por exemplo. hipoteca. de regra processual ou material que ordena a sua prestação. por exemplo. é o fumus boni iuris e o periculum in mora. ou seja. possa cobrir o valor da prestação. de um direito subjetivo. sobre o bem sequestrado. Diferentemente do arresto. Objeto: coisa certa (móveis. Ocorre a caução quando o devedor de uma prestação dá a outrem um bem jurídico que.

As cauções processuais não garantem dívida. Portanto agiu bem o magistrado ao extinguir o processo cautelar sem julgamento do mérito. esta segunda ação foi proposta 20 dias após a ocorrência da prescrição do seu direito de ação. que não esteja no processo principal. do CPC). tanto o principal como o cautelar. portador de um cheque prescrito no valor de R$ 200. do CPC). 14. § 1º. declarando a sua ocorrência.237 Efeitos: As cauções legais e negociais visam proteger dívidas. mesmo que ela tenha sido proposta 20 dias após a suposta prescrição. de se desfazer de seu patrimônio. do CPC. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. as partes do processo principal. Na cautelar foi concedida a liminar solicitada. mas o processo principal. recebendo o juiz a ação cautelar antes de prescrita a ação principal.2009. 2. porque deixou de existir um requisito essencial para a medida. Resposta: Segundo o art 814. extinguiu o processo com julgamento do mérito. Legitimação: como regra.00.04. emitente do mesmo. também. diante do comportamento de Tício. propõe ação de arresto de bens deste. CPC). pois necessitaria para tanto de uma ação de conhecimento especial. a prescrição será interrompida. do CC. ela o foi dentro do prazo de direito de ação do autor. Extinção: A caução estará extinta: 1) com o pagamento da dívida por ele garantida. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar (art 219. 2) Com o encerramento do processo. ser prestada por terceiro. como a prescrição da principal foi interrompida. (art 828. sem julgamento do mérito. em face da prescrição havida. Todavia. Competência: A competência é do juiz da causa principal. (Art 800. Assim.prova 1. Mas a caução pode. Abelardo. Brício propôs ação cautelar preparatória para garantir o resultado prático de ação de conhecimento condenatória contra Caio. Nesse caso. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique a resposta. um dos requisitos do arresto é a prova literal de dívida líquida e certa. No caso em questão. a prescrição da ação principal será interrompida e apenas uma única vez. . propôs a ação principal. O juiz extinguiu o processo cautelar. Resposta: Pelo art 202. O juiz. direitos subjetivos. pela citação da cautelar. Procedimento: Ela pode ser requerida tanto como medida preparatória como medida incidente no curso do processo. No prazo e 30 dias da efetivação da referida liminar. Tudo em face da interrupção da prescrição operada pela interposição da ação cautelar. o cheque prescrito não faz essa prova.

Por temer o sumiço do bem por ato de Brício. não há separação ou autonomia entre os dois atos: busca e apreensão. todavia. a cautelar é acessória da principal. Por isso. identifica que o seu autor é carecedor do direito de ação para a ação principal. Pode-se dizer que existe uma verdadeira fusão deles. necessitando. deixou de existir o fumus boni iuris da cautelar. pela natureza dúplice da cautelar. todavia. propôs ação cautelar de seqüestro. a ação cautelar não podia prosperar. Brutus propôs processo cautelar de produção antecipada de provas. Perderá ele o direito à prova produzida pelo desrespeito ao prazo de 30 dias para o início da ação principal? Justifique sua resposta. para tanto da apreensão da coisa buscada” (Humberto Theodoro Jr). ainda que a principal não seja proposta em 30 dias. em dado processo cautelar. a cata. Portanto. não está sujeita ao prazo de caducidade. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. Como o juiz concluiu que o autor carecia desse direito. tendo sido produzida ali a prova solicitada. um ato que não esgota em si mesmo a sua finalidade. Resposta: O fumus boni iuris é um dos requisitos essenciais da ação cautelar.238 3. 4. uma vez que o bem já está protegido. Segundo Vicente Grecco Filho. O juiz. Brício. entende ser o legítimo proprietário do mesmo e teme que a concessão da referida liminar venha a causar-lhe prejuízos econômicos. então. Logo. como não é medida constitutiva de direitos. Ainda mais. O juiz extingue o segundo processo cautelar. Significa direito de ação do autor quanto à principal. 22. Há busca e apreensão sempre que o mandado do juiz é no sentido de que faça mais do que quando se manda exibir coisa para se produzir ou exercer algum direito e não se preceita o devedor. A cautelar já deferida assegura condições a ambas as partes quanto à discussão da propriedade da coisa na ação principal. . como forma de este se esquivar de futura obrigação de entregar coisa certa. Propõe ele. extingue o processo cautelar sem julgamento do mérito. Resposta: Não. que não poderia existir. segunda ação carece de interesse de agir. Com a falta desse requisito essencial.Tício entende ser o legítimo proprietário de um determinado bem que se encontra em posse de Brício. agiu bem o juiz. agiu bem o juiz na sua decisão? Qual o fundamento usado por ele? Justifique a resposta. face de Tício. Não propõs ele. tendo conseguido a concessão de liminar. 5. cautelar de caução e. a pesquisa de uma coisa ou pessoa. nem a cautelar.04. Em face disso.2009 BUSCA E APREENSÃO Conceito: “Busca é a procura. a que apresente Entretanto. Resposta: Sim agiu bem. Já que o processo cautelar é autônomo do principal. a produção antecipada de prova. sem qualquer risco para a mesma. a ação principal correspondente no prazo legal a contar da efetivação da medida cautelar.

do CPC. ser exercitada autonomamente. Ela pode.239 A “busca e apreensão” pode apresentar-se como uma forma de execução de outras medidas cautelares. . autônoma. uma ação cautelar própria. o arresto etc. 839. genérico. no geral os incapazes. se houver ação principal. Natureza Jurídica: Há que se distinguir o tipo da ação: se cautelar. o juízo competente é o juízo da ação principal à qual se prende a cautelar. diversamente de outras medidas cautelares. Competência: A determinação da competência será definida conforme art 800. todavia. portanto. como o seqüestro. em se tratando de cautelar satisfativa. Objeto: Conforme ar. É de se considerar. sendo portanto medida pessoal (busca e apreensão de pessoas) e medida real (busca e apreensão de coisas). afetando a livre disponibilidade física e jurídica da parte sobre o bem. Requisitos: Não existem requisitos específicos para esta medida cautelar. quando busca direito ainda não existente. das medidas cautelares: 1) Periculum in mora – fundado receio de dano jurídico 2) Fumus boni iuris – interesse processual na segurança da situação de fato. a competência estará vinculada ao processo que instituiu a tutela ou curatela. portanto. Legitimidade: a parte que tem interesse na ação principal. Valem. Classificação: Preparatória e incidental (enquanto cautelar propriamente dita) Efeitos: restrição física à posse do dono. (não satisfativa) quando visa garantir direito já existente ou se satisfativa. para a “busca e apreensão” os dois requisitos básicos. Extinção: ao fim da disputa na ação principal (cautelar não-satisfativa) ou esse mesmo fim na própria ação (satisfativa). que na busca de incapazes. As coisas consideradas devem ser móveis e as pessoas são. sendo competente o juízo dessas ações e não o do domicílio do curador ou tutor. Todavia. Cabimento: Quando houver ameaça plausível ao objeto da ação principal. de fato. que se sujeitam à guarda de outros. embora siga o rito da cautelar. funcionando como ação principal. hipótese em que exerce uma ação cautelar. uma vez que podem existir bens que não se enquadrem em outras medidas cautelares mas que necessitam da segurança da apreensão judicial. para garantir-se quanto ao seu direito material a ser tratado nela. Procedimento: O mandado de busca e apreensão deve conter os seguintes elementos: • Indicação da casa ou lugar em que deve efetuar-se a diligência. será o juízo próprio para a cautelar em questão. podendo também ser a finalidade de uma cautelar exclusiva. do CPC. poderá ocorrer a busca e apreensão de coisas e pessoas. sobre que deverá incidir a prestação jurisdicional definitiva na ação principal.

que são autorizados a praticar arrombamento de portas externas. se satisfativa. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. que pode ser ou vir ou não a ser parte da ação principal.240 A descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a lhe dar. “É a forma de constatação de um fato sobre a coisa. O pedido de citação do requerido é indispensável na petição inicial da medida cautelar. EXIBIÇÃO (AÇÃO EXIBITÓRIA) Conceito: “é trazer a público. em mãos do possuidor” (Ulpiano). os oficiais lavrarão auto circunstanciado que será assinado por eles e pelas testemunhas e que será juntado ao processo. Natureza Jurídica: Na hipótese de ser satisfativa é a ação principal e sendo nãosatisfativa. a legitimidade ativa é daquele é o que tem direito à exibição da coisa para a conhecer. estranho à ação principal. do CPC. Assim. O deferimento liminar da medida não elimina a possibilidade de contestação pelo seu dono. “É aquela por meio da qual o autor objetiva conhecer e fiscalizar determinada coisa ou documento” (Wambier). desde que não se dê a abertura voluntária pelo intimado. com ela fazer prova. do qual emanar a ordem. é uma ação com a finalidade de que o interessado constate determinado fato ou exerça algum direito e não preceita o devedor a que apresente. com interesse probatório” (Vicente Grecco Filho). do C. terá a função de ação cautelar. a parte da ação principal que pretender produzir a prova e. a sua finalidade pode ser tãosomente satisfativa (autônoma) ou assegurar uma prova. podem ser objetos da ação de exibição: • Coisa móvel em poder de outrem. a fiscalizar. no prazo previsto no art 802 (5 dias). do CPC. Assim. submeter à faculdade de ver e tocar. Se incidental que se destina a fazer prova. conforme prevê o art 806. autônoma. A assinatura do juiz. Se a ação é preparatória (cautelar propriamente dita) têm legitimidade as partes da ação principal. internas e de quaisquer móveis onde presumam esteja oculta a pessoa ou a coisa buscada. Objeto: Segundo o art 844. promovida após o cumprimento do mandado. Numa abordagem mais abrangente. Ao término da diligência. Cabimento: Quando se pretende constituir uma prova ou exercer o direito de conhecer e fiscalizar ou ver a coisa em poder de terceiro. pois a coisa pode ser exibida por um terceiro. Legitimidade: Depende do tipo de ação exibitória. Deverão estar acompanhados de duas testemunhas. aquele que tem interesse na exibição da coisa. • • . Requisitos: Fundado receio de dano jurídico (periculum in mora) e interesse processual na segurança da situação de fato na ação principal (fumus boni iuris). A legitimidade passiva é do que tem a obrigação de exibir a coisa. tirar a coisa do segredo em que se encontra. A ação principal deverá ser proposta em 30 dias.

2) Quando incidental ao processo. ou ação principal de exibição. a competência depende da situação em si. Com a ação cautelar em curso. Neste caso. testamenteiro. O processo deverá ser extinto? A perde a legitimidade na ação? Conforme art 42. for incidental a um outro processo. nesse sentido. apenas o cessionário é o próprio B. como inventariante. com pedido de liminar. A não perde a legitimidade a ação. motivado por causa superveniente. A aliena a coisa. tratando-se. O processo não deverá ser extinto. Tudo isso. coisa deverá ser exibida para que a prova do processo seja constituída. CASO: Mesmo caso. No momento da impetração da ação A tinha . do art 42). ser uma ação autônoma. CASO: A é titular de um direito sobre a coisa. o processo deverá ser extinto. ou seja. condômino. pois ocorrerá confusão entre autor o réu. B viola esse direito de A. todas seguindo o rito da cautelar: 1) Como preparatória da ação principal – Ação cautelar de exibição. CASO: A entra com cautelar pedindo que B lhe exiba determinado documento. Entra com ação contra B. no caso de legitimidade extraordinária. Efeitos: Restringe a posse do documento temporariamente e possibilita demonstrar situação de fato. O cessionário da coisa não pode ingressar na ação sem o consentimento da parte contrária (§ 1º. o juízo da ação principal é o juiz competente. Mas esta regra só se aplica quando ela for preparatória. anômala. –Exiibição incidental. segue o art 800. o juízo competente é o desse próprio processo. Escrituração comercial por inteiro. ou seja. 3) Pode ser satisfativa. Antes da decisão do juiz. depositário ou administrador de bens alheios. Ainda que A perca o direito sobre a coisa. A pode impetrar ação exibitória para que B lhe exiba a coisa. entre A e B. (ou extinguindo-se a coisa). Pode entretanto ingressar como assistente de A (§2º do art 42). que provocou a falta de necessidade de A. Assim. Suponhamos que a finalidade dessa exibição é fazer prova em ação em andamento. CASO: A mesma situação acima. B exibe o documento a A. do CPC. apenas A quer que B lhe entregue a coisa.241 • • Documento próprio ou comum em poder de co-interessado. do que o juiz toma conhecimento. balanços e documentos de arquivo. nos casos expressos em lei. credor ou devedor ou em poder de terceiro que o tenho sob guarda. funcionar como meio de prova. continuando normalmente e a nele sentença proferida entre as partes originárias estende seus efeitos ao cessionário. E. sócio. do CPC. O que deverá acontecer com o processo? Deverá ser encerrado por falta de interesse de agir de A. admitindo-se que o cessionário seja diverso de B. Classificação: A Exibição pode assumir três situações. Competência: como regra. Extinção: Extingue-se com a ação principal. no caso de ser uma ação autônoma (satisfativa).

Wambier: Existem casos excepcionalíssimos em que ocorre o risco de perecimento ou desaparecimento do objeto da prova. inclusive ser terceiros intervenientes. Nelson Nery: O risco de se perdem os vestígios necessários à comprovação da existência dos fatos que sejam de vital importância no deslinde da lide a ser levada a juízo justificam o pedido de produção antecipada de prova. visando coletar dados necessários à instrução da causa. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS Conceito: Medida cautelar em que a parte.Júnior: Existem circunstâncias excepcionais que autorizam a parte a promover. antes do momento processual adequado. Natureza Jurídica: Possui caráter não satisfativa.242 interesse de agir. contenciosa ou voluntária. diante de uma situação de iminente risco de impossibilidade futura. quando o procedimento for preparatório. Requisitos: Sendo cautelar. Objeto: pretende-se provar fatos e circunstâncias Meios de Prova: 1) prova oral. sendo: I) interrogatório da parte ou inquisição de testemunha que tiver que a) ausentar-se. porquanto visa alimentar o processo principal. pretende-se antecipar o momento oportuno para produzir a prova. Legitimidade: São legitimados aqueles que serão partes no processo principal. o interesse de agir de A desapareceu. do CPC. Cabimento: Cabe no caso de qualquer demanda futura. em tese. reúne as condições para a ação principal) as condições (três) para a ação principal (PIL). Como B exibiu o documento independentemente da ação. como exames técnicos em geral). a pedido de quem tenha legítimo interesse na demanda principal. podendo ser pretendida por quem age ou por quem se defenda. que só pode ocorrer no processo). juridicamente necessários. incidentalmente ou antecipadamente. . b) por motivo de idade ou moléstia grave. que não visem à confissão. podendo. II) prova material: prova pericial (vistorias ad perpetuam rei memoriam. a coleta de elementos de convencimento necessários à instrução da causa. A ação deve ser extinta. Humberto T. é preciso demonstrar PIM (possibilidade de a parte não conseguir a prova no momento adequado por perecimento ou desaparecimento da coisa ou pessoa) e FBI (que o proponente prove que. Os requisitos de admissibilidade estão nos artigos 847 e 849. que justificam a produção antecipada de prova. houver receio que ao tempo próprio de produzir a prova não esteja em condições de fazê-la II) Exame pericial: a) fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos durante a ação. compreendendo a) inquirição de pessoas que possam ser testemunhas na ação principal e b) interrogatório da parte (simples oitiva.

a valoração da prova pertence ao juiz da causa e não ao juiz da medida. Efeitos (eficácia): Como medida completa que é. ou seja. na qual serão narrados detalhadamente os fatos. sem necessidade de transformá-la em outro tipo de ato processual. O réu será citado e o requerente intimado da audiência se a prova for oral. a necessidade da medida.243 Competência: Conforme art 800. Sentença: O juiz profere sentença homologatória. não se submete ao prazo previsto no art 806. será apensado aos autos desta e quando incidental estarão nos próprios autos desta. no momento da instrução do processo. constituindo-se de provas orais ou periciais. CPC). Os interessados poderão obter as certidões que desejarem. Momento da produção: Pode ser produzida de forma preparatória ou incidental. Momento da utilização: Em qualquer momento. existem entendimentos de que. no momento adequado deste processo. em tal caso. Destino dos autos: Os autos permanecerão em cartório (art 851. CPC. uma vez que não estará sujeira à restrição do art 806. do CPC. a ação preparatória previne o foro para a ação principal. comprovadamente. serão fornecidas certidões sobre a medida. Assim. O processo principal se utilizará dela como está. quanto a produzir efeitos na ação principal. Destinação: será utilizada no processo principal. Aos interessados que desejarem. Procedimento: A ação deve ser motivada com a petição inicial. Valoração: A valoração da prova produzida antecipadamente será feita pelo juiz da ação principal. bem como se mencionando precisamente os fatos sobre os quais deverá recair a prova. Admite-se contestação do requerido no prazo de 5 dias da citação. que apenas reconhece a eficácia dos elementos coligidos. No caso de ser incidental. Será incidental quando a demanda principal já estiver em curso. Espécies: Pode ser preparatória ou incidental. Havendo ação principal. . justificando-se. do CPC. não perde sua eficácia em 30 dias. Classificação: Inquirições ad perpetuam rei memoriam e vistorias (ou perícias) ad perpetuam rei memoriam. Importante salientar que a prova obtida antecipadamente é da justiça e fica em cartório aguardando a ação principal. mas não há como aguardar a fase instrutória do processo. como se fora obtido no mesmo processo. (prova pronta e acabada) Extinção: Extingue-se a ação cautelar de produção antecipada de provas com a sentença homologatória. que é o momento adequado à produção de provas. a ação não terá natureza cautelar. quando ocorrer a ação principal.

como regra. ou da que recebe o embrião para o desenvolvimento dele? A rigor. pelo representante legal dela (ou representante legal do pai. ela deverá ser proposta no prazo de 30 dias de seu nascimento. convém abordar algumas situações especiais. pois a ação principal só poderá ser proposta após a ocorrência do nascimento dele. Mas ele poderá ser incidental se for proposta quando a ação principal reivindicando o direito em questão já estiver em andamento. a considera uma cautelar satisfativa.2009 POSSE. por não haver o periculum in mora. proposta antes de o nascituro nascer. como Wambier. E eventualmente. Objeto: Resguardar o direito hipotético do nascituro. do CPC). . por exemplo. excepcionalmente). Cabimento: sempre que for necessário preservar um bem. Há também o caso da fecundação heteróloga. como regra da mãe (art 877. ambas têm legitimidade ativa.Essa medida cautelar se destina à proteção de direitos de quem não os possa exercer por si. 26. vendo o fumus boni iuris que tem o nascituro pela sua origem em relação ao de cujus e o periculum in mora no risco de seu direito hipotético do nascituro ser dissipado. a cautelar não satisfativa. Legitimidade: A legitimidade ativa é. ou.05. genética. insto cautelar de fato. Classificação: A ação cautelar de posse em nome do nascituro pode ser preparatória ou incidental. poderá ser proposta. Requisitos: os gerais da cautelar: fumus boni iuris (a existência do direito do nascituro) e periculum in mora (dissipação do direito do nascituro). do CPC. do doador. do testamenteiro. A ação cautelar da “posse em nome do nascituro” não se aplica no caso de embriões excedentários. Observações: Sobre a legitimidade. não h á necessidade do periculum in mora. Como preparatórias. aacompanha a ação principal. por exemplo. Nelson Nery Jr. congelados. A legitimidade passiva dos herdeiros. No caso da ser acidental. Competência: é o juízo da residência da gestante.244 Destinação das provas (antecipadas): serem usadas na ação principal. por ainda não ter nascido. por exemplo. daquele que estiver na posse do bem reclamado pelo nascituro. De quem será a legitimidade? Da mãe biológica. Se ação incidental. EM NOME DO NASCITURO Definição: (Wambier). ou seja. foge à restrição do art 806. ante quando a mãe estiver impedida. quando a presunção legal absoluta é de que o nascituro seja filho do casal (presunção iuris et iure). Ela perderá a eficácia se não for proposta a ação principal nesse prazo. Natureza dessa medida: Sobre a natureza dessa medida existem dois entendimentos. Outros. como o caso da “barriga de aluguel”. também pelo pai do nascituro. um direito do nascituro. Todavia.

CPC: desde o despacho da ação de alimentos). Distingue-se dos alimentos provisórios. que tem rito especial conforme a Lei nº 5. enquanto durar a demanda. entende-se por alimentos provisionais os que a parte pede para seu sustento (in litem) e para os gastos processuais (ad litem).478/68 – Lei dos Alimentos. Wambier: Os alimentos provisionais previstos no art 812 e seguintes do CPC. se deferidos. II. Mas a parte. substituem os alimentos provisionais em curso. Entretanto. 27. Se não satisfativa pode extinguir-se pela revogação ou pela extinção da principal. a obriga. Alimentos provisórios são os deferidos liminarmente no despacho inicial da ação de alimentos. do CPC os alimentos provisionais cabem em: • Ações de separação judicial e de anulação de casamento. as expressões “alimentos provisionais” e “alimentos provisórios” não são sinônimas. de nulidade ou de anulação de casamento ou na ação de alimentos. das ações de separação judicial. Alimentos provisionais quando os direitos aos alimentos ainda não existem. portanto. Cabimento: Conforme previsão no art 852. dependendo de uma ação de conhecimento (por exemplo. na medida em que o representante legal dele assume a posse de tais direitos. Ocorrem. Obs: Os alimentos provisórios. • Nas ações de alimentos. por não gerar a definitividade da obrigação. ou seja. Oportunidade: Como regra.245 Efeitos: Garante a preservação do direito hipotético do nascituro. enquanto aguarda o desfecho dessa ação de conhecimento necessita dos alimentos para sua subsistência e para custear as despesas da ação. A prestação será devida desde a citação do . os alimentos provisionais só podem ser propostos a partir da propositura da ação principal (art 852. as ações de alimentos provisionais podem ser propostas de forma preparatório ou incidental em relação à ação principal. • Em outros casos previstos em lei. Natureza Jurídica: é uma cautelar não satisfativa. Extinção: Se satisfativa. em medida cautelar preparatória ou incidental. Segundo Humberto Theodoro Júnior.05.ao é continuada. separação judicial). são elementos ad litem ou in litem. Podem ser preparatórios oi incidentes e têm por finalidade prover o sustento da parte e os gastos da demanda durante o curso da ação principal. anulação de casamento.2009 ALIMENTOS PROVISIONAIS Conceito: São os resultantes. os alimentos provisórios quando os direitos aos alimentos já existem. extingue-se quando atingido sua finalidade. no caso de ação de alimentos. de divórcio. ou seja.

quando a ação principal estiver endente de recurso junto ao Tribunal de Justiça. Extingue-se com a definição da ação principal. ou seja. em seu parágrafo único. Não havendo pedido de liminar. Classificação: Os alimentos provisionais podem ser antecipatórios ou incidentais. extingue-se de a principal não for proposta em 30 dias. Mas estão sujeitos às condições de extinção previstas no art 808. . Extinção: principal.246 devedor dos alimentos. com a sentença da ação Prazos: Sendo preparatória. portanto. Legitimação: As partes legítimas para as ações de alimentos provisionais são as mesmas partes da ação principal a qual esteja (ou estará) vinculada a cautelar. pois repetição do indébito. mesmo que o devedor já tenha sido citado ou notificado (ação incidental).2009 Conceito: Justificação consiste na colheita avulsa de prova testemunhal. rescindo do periculum in mora (por isto. como em outras finalidades não contenciosas. estabeleça a regra geral no sentido de que as cautelares requeridas ao Tribunal. podese dizer que tem legitimidade para ação. Objeto: Concessão de alimentos. Efeitos: Protege as necessidades básicas de alimentos de alguém e obriga a parte devedora. Este prazo começa a correr desde a efetivação da medida cautelar. o juiz verificará se existe possibilidade de ajuizamento da ação principal pelas partes. as partes da ação jurídica de direito material. ou seja. ou seja. se cautelar preparatória. antes da citação. que tanto pode ser usada em processo futuro. ainda que indevidos. conforme prevê o art 806. Assim. Repetição do indébito: Os alimentos provisórios e os provisionais se caracterizam pela irrepetibilidade dos que forem pagos. Eles serão devidos até a decisão final da ação principal. transitoriamente. Como ação autônoma que é. ainda que esta esteja em grau de recurso junto ao Tribunal. desde o momento em que ocorra o primeiro pagamento de alimentos.478. do CPC. De modo mais genérico. deve demonstrar tão-somente a acessoriedade. Não visa assegurar prova. Competência: O juiz da causa principal. com o seu trânsito em julgado. Embora o art 800. Ressalve-se o contido no art 4º. estabelece uma exceção a esta regra geral: os alimentos provisionais será sempre requeridos ao juiz da causa principal. quando os alimentos podem ser deferidos na inicial. do CPC. 09. do CPC. mas constituir prova. da Lei 5. deve-se demonstrar o FBI (que está na ação principal) e o PIM (perigo causado pela necessidade de alimentos). do CPC.06. Requisitos: Havendo pedido de liminar. Não há. mesmo que a ação principal esteja em grau de recursos. tendo em conta a natureza alimentar das ações de alimentos. o art 853. seja incidental ou preparatória. não é uma ação cautelar). os envolvidos na relação do direito material envolvido.

como meio de prova que poderá ser. já existindo a ação principal. pois a citação destes é essencial (art 861). (como mostra o art 862. Cabimento: É cabível quando alguém pretende documentar a existência de um fato ou uma relação jurídica. apenas homologa e constata a observância das formalidades legais. este será o competente para a cautelar. mas não a principal. apenas comprovando documentalmente um fato ou uma relação jurídica. Legitimidade: Qualquer pessoa que. também o juiz de possível principal futura. quando o interessado não puder ser citado pessoalmente. Não tem valor em si. sem qualquer referência ao seu conteúdo. Efeitos: garantir à parte a possibilidade de conseguir demonstrar o seu direito por meio do documento produzido. Sentença homologatória: Não implica no contraditório e o juiz nada decide. Há contenciosidade por ser de jurisdição voluntária. nem fumus boni iuris (FBI).247 Objeto: (art 861. Detalhe: O artigo 862 e seu parágrafo único define a intervenção do MP. Uma vez definida o juízo dessa forma ele define. tendo interesse em demonstrar a existência e algum fato ou relação jurídica. Requisitos: não exige a demonstração de periculum in mora (PIM). quando se refere à citação dos interessados) muitas vezes exercitada sem parte contrária s sempre sem possibilidade de contestação ou de recursos. o juízo competente será o juiz do domicílio do requerente (relação jurídica) ou do local do fato (fato). Também intervirá o MP nas questões que envolvam repartições públicas ou quando a solicitação de justificação for unilateral. do CPC): Fato ou situação jurídica que se pretende documentar. Competência: Como ação autônoma. . Sua valoração será feita pelo juiz da ação ou pela autoridade administrativa perante a qual for utilizada. Não tem o caráter preventivo das cautelares de prova e nem acessoriedade que é característica das cautelares. Extinção: pela sentença homologatória que resolve a inicial. Essa sentença outorga credibilidade ao documento. podendo ou não ser usado como simples documento e sem caráter contenciosos ou para servir de prova em processo futuro Natureza Jurídica: Embora seja medida não cautelar satisfativa sua natureza é cautelar por se enquadrar no rito das cautelares. Entretanto.

248 16.07.2009 – PROVA SEMESTRAL FINAL 1. (TJ-df 2008): Valendo-se do que dispõe o artigo 285, A, do CPC (“quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada”), o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, julga improcedente, liminarmente, pedido formulado pelo servidor Abdon Fortunato Carvalhal contra o DF. Inconformado, o autor apela para o Tribunal de Justiça do DF. O juiz mantém a sentença e ordena a citação do réu para responder ao recurso. Este responde. No julgamento da apelação do autor, o Tribunal a) poderá dar-lhe provimento, reformando a sentença de improcedência e, desde logo, julgar procedente o pedido, sendo a matéria controvertida apenas de direito. b) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive, por falta de identidade com os casos anteriores julgados no juízo. E determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. c) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive por abranger a matéria controvertida situação fática dependente do contraditório, e determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. d) todas as alternativas anteriores estão corretas. Resposta: D Análise da resposta: Pela redação do art 285-A, questão admite o juízo de retratação do juiz, em 5 dias. Mas o juiz manteve sua decisão. (§ 1º). Se mantida a sentença, deve citar o réu para responder ao recurso (§2º). O Tribunal, ao julgar a apelação, pode, provendo o recurso, julgar a questão se for matéria exclusivamente de direito, podendo manter a sentença ou inverter o resultado. Pode, também, dar provimento ao recurso, retornando o processo ao juiz a quo para reexaminar o caso, para prosseguimento da ação, se considerar há questão de fatos controvertidos. 2. (MP-BA/2008):João se divorciou de Maria em 2000, oportunidade em que houve a divisão do patrimônio do casal. Da relação matrimonial nasceram 2 filhos, Jurandir e Rosa, esta menor. Em 2005, João passou a se relacionar afetivamente com Naiara. Diante desse fato, fixou domicílio em São Leopoldo/BA e Salvador/BA. E, 10/10/22005. após substancial decréscimo patrimonial, João faleceu. Diante do óbito, Jurandir ajuizou, em 15/10;2005, ação de inventário em Salvador, tendo sido nomeado inventariante. Sucede que Naiara, dizendo-se companheira do falecido, instaurou em 15/1/2005, procedimento de inventário em São eopol/BA. Rosa e Naiara foram citadas da demanda proposta em Salvador, em 17/12/2005, enquanto Jurandir e Rosa foram citadas da ação que tramita em São Leopoldo/BA. Em 19/12/2005. Diante do caso descrito acima, assinala a alternativa verdadeira: a) A citação válida torna prevento o juízo, razão pela qual se conclui que o inventário deverá tramitar na Comarca de Salvador/BA. b) Se controvertida a discussão acerca da caracterização da união estável mantida por João e Naiara, o processo do inventário ficará suspenso até o deslinde da questão. c) Em caso de conflito positivo de competência, caberá ao STJ solver a questão. d) Havendo consenso, o inventário e a partilha poderão ser realizados por escritura pública a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.

249 e) Há nítida litispendência, de forma que a prevenção será fixada de acordo com a averiguação do juiz que primeiro despachou o feito. Resposta: A; Análise da resposta: A opção “c” deve ser descartada, pois quem julga o conflito é o Tribunal e não o STJ (art.118, CPC). O art 219, do CPC, ao mesmo tempo em que torna verdadeira a opção A, invalida a E, a prevenção deve ser fixada de acordo com a citação válida e não de acordo com o juiz que primeiro despachou o feito; a opção d, fala em consenso, o que não ocorre no caso, e, finalmente, a opção B, se a opção A está correta, a herdeira de São Leopoldo poderá ingressar no processo de inventário na ação que corre em Salvador. 3. (MP-BA/2008)> A coisa julgada traduz, em essência, a impossibilidade de discussão acerca do âmago de determinados provimentos judiciais, incidindo sobre a norma jurídica individualizada no dispositivo do comando decisório definitivo. Entretanto, existem situações previstas pela legislação que se afastam do tema em apreço. Dentre as alternativas abaixo, identifique a situação em que o instituto em comento se coaduna com o ordenamento jurídico processual brasileiro: a) O ordenamento jurídico comporta apenas ação rescisória como meio idôneo a mitigar a imutabilidade decorrente da coisa julgada. b) A apreciação da questão prejudicada, decidida incidentalmente no processo, não faz coisa julgada, ainda que ajuizada ação declaratória incidental. c) A eficácia preclusiva da coisa julgada abrange fato superveniente. d) A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença, não é contemplada pela coisa julgada. e) Os motivos, se determinantes para o alcance da parte dispositiva, fazem coisa julgada. Resposta: D. Análise da resposta: O art 469, do CPC, permite que se elimine, de plano, a opção E, pois na sentença, apenas o dispositivo faz coisa julgada. O mesmo artigo diz que a que a apreciação de questão prejudicial decidida incidentalmente não faz coisa julga, podendo, todavia pedir-se ao juiz que por sentença declaratória a decida, situação em que passará a fazer coisa julgada (art 5º, do CPC). Assim, fica prejudicada, também, a opção B. Quanto à opção C, tem-se que considerar que os efeitos da coisa julgada impedem que a pretensão seja novamente proposta pelos mesmos fundamentos. Todavia, fato superveniente represente ouros fundamentos. Daí sobre fato superveniente, não ocorre a eficácia preclusiva da coisa julgada. Quanto à alternativa que afirma a existência a ação rescisória para como único instrumento para mitigação da coisa julgada e cuja preclusão ocorre em 2 anos (art 495, CPC), há que se considerar que a opção está equivocada, pois existe a possibilidade de se pleitear a nulidade de uma sentença, que tenha contrariado qualquer exigência processual ou condições da ação, a qualquer tempo, pela ação querela nullitatis ou até por mesmo por outros tipos de recurso. 4. (MP-SP/2008): Na demanda ajuizada por sócios de uma sociedade em face desta para a declaração de nulidade de uma deliberação societária, o litisconsórcio existente entre esses sócios é considerado a) comum (simples) e facultativo.

250 b) comum (simples) e necessário. c) unitário e facultativo. d) unitário e necessário. Resposta: C Justificativa da resposta: litisconsórcio facultativo é aquele que as partes o formam por livre vontade (art 46, do CPC), contrário ao obrigatório que é imposto por lei (art 47, do CPC). O litisconsórcio pode ser, também, unitário ou não-unitário (ou simples ou comum). É unitário quando a decisão é uniforme para todos os litisconsorte e simples ou comum a decisão for diferente para os litisconsortes. 5. (MP-SP/2008): O juiz pode cassar a própria sentença e determinar o regular prosseguimento do processo em primeira instância diante da apelação interposta contra a) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito. b) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença liminar de improcedência da demanda. c) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença de julgamento antecipado da lide. d) a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito e a sentença liminar de improcedência da demanda. e) a sentença liminar de improcedência da demanda e a sentença de julgamento antecipado da lide. Resposta: B. Análise da resposta: Alternativa B, o assunto está regulado pelo art 285-A, que estabelece que sendo a matéria controvertida exclusivamente de direito e já houver no juízo sentença de total improcedência em casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença de igual teor. Mas o § 1º do artigo permite ao juiz, em caso de apelação do autor, alternar sua decisão no prazo de 5 dias, e dar prosseguimento ao processo. Fica, assim, confirmada a alternativo B como correta. Analisando as demais opções: Opção A: o art 267, do CPC, trata desse aspecto da questão, permitindo ao juiz que extinga o processo, sem julgamento do mérito ou indeferindo a petição inicial ou em outras situações mencionadas no artigo. Mas ele não prevê juízo de retratação ao juiz. Portanto esta opção está incorreta. Opção C: fala em indeferimento da petição inicial e em julgamento antecipado da lide. O indeferimento da inicial, como se mencionou acima, é tratado no art 267. O julgamento antecipado da lide no art 330, ambos do CPC. Este julgamento pode ocorrer quando a questão do mérito for unicamente de direito ou, sendo de direito e fato, não houver necessidade de produção de prova em audiência. Mas nenhum destes artigos fala em juízo de retratação. Portanto a opção não está correta quanto à pretensão da questão. Opção D: esta opção tem a mesma justificativa que a opção A, acima. Opção E: justificativa idêntica à opção C. 6. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa correta: a) O MP e a Fazenda Pública contam com prazo em quádruplo para reconvir. b) A extinção da demanda inicial conduz necessariamente à extinção da reconvenção, que não pode isoladamente seguir adiante. c) A reconvenção desacompanhada da contestação deve ser indeferida.

251 d) É inadmissível reconvenção para cobrança de dívida em resposta à ação declaratória. Resposta: A Análise da resposta: o art 188, do CPC estabelece prazo em quádruplo para a Fazenda Pública e para o MP para contestar (e para reconvier). Portanto a primeira alternativa está correta. Quanto à alternativa B, a reconvenção é uma ação autônoma em relação à ação contestada. Por isso qualquer uma delas pode ser extinta sem que a outra tenha também que se extinguir. Logo essa alternativa não está correta. Vejase o art 317, do CPC. Quanto à alternativa C, o art 299, do CPC, diz que a reconvenção e a contestação têm que ser apresentadas simultaneamente, em peças autônomas, mas no mesmo processo. Este artigo, entretanto, está ligado ao prazo da reconvenção e quando o réu pretende contestar as alegações do autor. Todavia, ele pode ser revel quanto à contestação e entrar com a reconvenção, se cabível, que terá vida autônoma. Portanto a afirmação da alternativa é falsa. Quanto à alternativa D, como a situação não fala em processo de execução, mas em ação declaratória de dívida, cabe sim reconvenção. Portanto a afirmativa é falsa. 7. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa em que todas as matérias podem ser oportunamente reconhecidas de ofício pelo tribunal do julgamento da apelação. a) Ilegitimidade da parte, convenção de arbitragem e litispendência. b) Impossibilidade jurídica da demanda, nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de adesão e nulidade da citação. c) Coisa julgada, convenção de arbitragem e prescrição. d) Prescrição, incompetência absoluta e coisa julgada. e) Incompetência absoluta, incompetência relativa e ilegitimidade de parte. Resposta: D. Análise da resposta:Os três institutos constantes da alternativa podem ser decretados de ofício pelo tribunal. Vejamos agora as demais alternativas: Opção A – contém o instituto “convenção de arbitragem” que deve ser declarado pelas partes para ser conhecida pelo juiz. Opção B – contém o instituto “foro de eleição nos contratos de adesão”. Conforme o art 112, do CPC, pode ser decretada de ofício pelo juiz singular, ou a pedido da parte. Todavia trata-se de competência relativa que, tendo chegado ao tribunal o processo, subtende-se que o juiz singular não anulou a cláusula de adesão e a parte não pediu a sua anulação. Portanto, prorrogou-se. Opção C – mesmo comentário da alternativa A Opção E – a incompetência relativa se não questionada pela parte fica prorrogada. E se o processo chegou ao Tribunal não ocorreu esse questionamento. O Tribunal não a poderá declarar de ofício. 8. (MP-SP/2008): Considere as três assertivas seguintes e assinale a alternativa correta: I. Nos embargos de declaração é possível a reformatio in pejus. II. A parte vencedora tem legitimidade e interesse para a oposição de embargos de declaração. III. De acordo com a lei e com a jurisprudência, os embargos de declaração são cabíveis para sanação de omissão e obscuridade.

252 a) Somente III é verdadeira. b) Somente I e II são verdadeiras. c) Somente I e III são verdadeiras. d) Somente II e III são verdadeiras. e) Todas são verdadeiras. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está incorreta por contrariar o princípio da proibição da reformatio in pejus. Ao juiz só é dado conceder a prestação jurisdicional quando provocado pela parte e nos limites do que for por ela pedido. A segunda assertiva está correta. Os embargos de declaração podem ser interpostos por qualquer das partes do processo, o que se justifica pela terceira assertiva, pois que ele visa exatamente a correção de obscuridades, omissões ou contradição de sentenças ou de acórdãos (art 535, II, CPC). 9. (DEF PÚB – MS/2008): Os incapazes têm capacidade para ser parte no processo, desde que representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores. Advindo conflito entre ambos, deve o juiz: a) remeter os autos ao MP para atuar como substituto processual. b) Suspender o curso do processo, até que cesse o Poder Familiar, a Tutela ou a Curatela. c) nomear Curador Especial. d) destituir os pais do Poder Familiar, o Tutor ou Curador. Resposta: C. Análise da resposta: A resposta para a questão é a corresponde à alternativa C, com base no art 9º, inciso I, do CPC. Comentando as demais opções: a opção A, o MP já deve intervir no processo nos termos do art 82, inciso I, que diz que MO deve intervir nos causas em que haja interesse de incapazes, mas não na condição de seu substituto; quanto à alternativa B, o incapaz deve ser assistido ou representado no processo, ainda que haja conflito de interesses entre ele e o seu representante legal. Seu representante, entretanto, não pode estar nos dois polos da ação, por isso o curador especial designado pelo juiz; já com relação à opção D, o fato de haver conflito de interesses não é causa de destituição dos pais quanto ao poder familiar ou do tutor ou curador, se for o caso. 10. (DEF PÚB – MS/2008): O réu, devidamente citado, apresentando contestação, mas verificando o juiz a incapacidade processual ou defeito de representação deve a) assinalar prazo razoável para sanar o defeito e, caso não haja regularização, deverá declarar o réu revel. b) intimá-lo pessoalmente, para regularizar os autos em 48 horas. c) extinguir o processo sem resolução do mérito por falta de pressuposto processual. d) extinguir o processo sem resolução do mérito por não cumprimento da regularização. Resposta: A. Analisando a resposta: O assunto é tratado pelo CPC, no seu art 13, II, que diz textualmente verificando a incapacidade processual ou irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável

imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. do CPC. II. falando em extinção do processo por falta de pressuposto processual (C) e pelo não cumprimento da regularização. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. ao réu. conforme art 844 e incisos. Quanto às outras opções: o prazo de 48 horas mencionado na opção fica prejudicado pela expressão “prazo razoável” do art 13. A rigor. a terceira assertiva está conforme o art 846. a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. II. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. de acordo com o art 813. quando a falha quanto à regularização é do autor da ação. b) apenas duas das assertivas estão corretas. da escrituração comercial por inteiro. As opções C e D são bastante próximas. que tem domicílio certo. logicamente sem consideração do mérito. todas as assertivas estão corretas. do CPC. o arresto tem lugar quando o devedor. do CPC. III. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. portanto a alternativa D. do CPC.. o bem litigioso (móvel. conforme art 822. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. “b”. (MP/2006): O Estado democrático de direito e o juiz natural: a) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir decisões nos procedimentos de jurisdição voluntária. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está correta. do CPC e a quarta assertiva também está correta. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. inquirição de testemunhas e exame pericial. os atos praticados serão considerados nulos e após essa nulidade extinguir-se-á o processo. c) apenas três das assertivas estão corretas.. Portanto. . reputar-se-á revel. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. A resposta para a questão é. se a providencia couber: I. a segunda assertiva também está correta. condômino ou devedor. Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo. Assinale a alternativa CORRETA: a) apenas uma das assertivas está correta. I.. em seu inciso I. IV. II. mencionado.253 para ser sanado o defeito. . ainda assim. Mas art 13. fala. 12. A rigor. caput. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. balanços e documentos de arquivo. em nulidade do processo. em poder de sócio. nos casos expressos em lei. 11. Analise as seguintes assertivas: I. d) todas as assertivas estão corretas. deve-se ter em conta que a não regularização da irregularidade ocasiona a falta do pressuposto processual de validade.

“reputa-se fundada a suspeição do juiz. ainda assim. o arresto tem lugar quando o devedor. f) apenas duas das assertivas estão corretas. a doutrina (Silva Pacheco) lista os seguintes requisitos para a atuação do juiz: jurisdicionalidade. da escrituração comercial por inteiro. condômino ou devedor. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. Analise as seguintes assertivas? I. A propósito. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. O juiz não faz parte da lide. II. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. do CPC. imparcialidade ou alheabilidade. quando” e enumera a seguir os casos em que a suspeição fica estabelecida. Resposta: D. no caput do art 134 que “é defeso ao juiz as suas funções no processo contencioso ou voluntário” e enumera a seguir os casos em que se configura suspeição e no art 135. O enquadramento da resposta na opção D exclui as outras opções.254 b) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir nos processos contenciosos. IV. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. inquirição de testemunhas e exame pericial. a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. 13. os pressupostos processuais em relação ao juiz são os seguintes: • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. que tratam da suspeição do juiz esclarecem. . de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. também no caput. independência e processualidade. Assinale a alternativa CORRETA: e) apenas uma das assertivas está correta. o bem litigioso (móvel. Além do mais. que tem domicílio certo. embora entre elas. tanto na jurisdição contenciosa como na voluntária. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. g) apenas três das assertivas estão corretas. d) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões tanto nos processos contenciosos como nos procedimentos de jurisdição voluntária. nos casos expressos em lei. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. c) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões somente nos processos contenciosos (objetivos e subjetivos). III. Análise da resposta: Os art 134 e 135. estando acima das partes. em poder de sócio. balanços e documentos de arquivo. e) Permitem a parcialidade do juiz destinada a realizar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum.

Sendo interna. resposta conforme a questão 11. c) O procedimento cautelar só pode ser instaurado antes do processo principal e tem sempre finalidade preparatória. quando externa o processo deve ser suspenso. d) O requerido será citado. Assim. qualquer que seja o procedimento cautelar. que autoriza a determinação de tais medidas em casos excepcionais expressamente autorizados por lei. do CPC. A terceira assertiva contraria o art 697. Resposta: B Análise da resposta: A assertiva diz que o juiz não pode determinar medidas cautelares sem audiência das partes. b) O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso da ação principal. o que contraria o previsto nos artigos 806 e 807. do CPC. mas podem ser modificadas ou revogadas a qualquer tempo (art 807).255 h) todas as assertivas estão corretas. b) o julgamento de uma delas influi no teor do julgamento da outra. quando o correto é 5 dias. não há necessidade de suspensão do processo. O art 265. pois que as . do CPC. Assim. para contestar o pedido no prazo de 15 dias. quando é objeto de outro processo pendente. indo contra o art 797. Diz-se que a prejudicial pode interna quando submetida à apreciação do mesmo juiz ou externa. que esclarecem que a eficácia da medida cautelar é durante o prazo em que a ação principal deve ser proposta (no máximo em 30 da efetivação da medida – art 806) e na pendência do processo principal. 14 (TRT 4ª R/2006): A respeito do procedimento cautelar. A segunda assertiva está correta e conforme o art. de acordo com o art 802. entendendo o que é questão prejudicial. determina que se suspenda o processo sempre que a sentença dele depender de uma questão prejudicial de outro processo ou de um ato a ser praticado fora dos autos. c) uma delas só pode ser julgada se a outra for improcedência. Resposta: B Justificativa da resposta: Primeiramente.794. Portanto essa assertiva é falsa. é correto afirmar: a) O juiz não poderá determinar medidas cautelares sem audiência das partes. a única verdadeira. 15. caput. e) As medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e não podem ser revogadas a não ser na sentença final. a suspensão do processo só deve ocorrer se a prejudicial é externa. aguardando a solução da prejudicial. prejudiciais são questões de mérito que antecedem a solução do litígio e nela forçosamente influirão. Assim. (TRF 3ª Região/2000): Entre duas causas há condição de prejudicialidade quando: a) o julgamento de uma delas exclui a possibilidade de julgar a outra. a resposta para a questão é a letra B. A quarta assertiva fala no prazo de 15 dias para contestação. pois que porque a mesma sentença resolverá a prejudicial e o mérito da principal. d) uma delas só pode ser julgada se a outra não tiver julgamento de mérito. É também conveniente distinguir prejudicial e preliminar. citado acima. Esta afirmação é incorreta e a quinta assertiva fala que as medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e só podem ser revogadas na sentença final deste. Resposta: D. Todavia.

Portanto. determinar a produção de atos urgentes. o princípio da aderência ao território é que inerente à jurisdição. d) A citação por edital fere o princípio da aderência territorial. Como a opção D contraria essa disposição legal. podendo o juiz. O que se disse acima conduz exatamente à opção B. o . § 1º. c) Durante o período de suspensão do processo é defeso a prática de atos processuais. contra o mesmo réu. findo o qual prosseguirá o processo. Quanto às demais opções: opção A – o cerne da assertiva é a cumulação de pedidos. ela é incorreta. é defeso praticar qualquer ato processual. lá cuidando de alcançar aquela. o que dignifica que a assertiva está correta. Análise da resposta: O art 292. correta. 16. ainda que fosse por exclusão.256 prejudiciais são questões de mérito e preliminares são questões processuais. b) Estando configurada a hipótese de prejudicialidade externa de rigor a suspensão do processo pelo prazo máximo de um ano. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta. também. conforme hajam de se realizar dentro ou foram dos limites territoriais da comarca. é permitida a cumulação ainda que não haja conexão entre os pedidos. opção B – estabelece o art 200. num único processo. durante a suspensão do processo. a fim de evitar dano irreparável. a fim de evitar do irreparável. II. com auxilio dos órgãos auxiliado do juiz visitado. Resposta: D. que os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial ou requisitados por carta. do CPC. sobre o que o art 292. e cada comarca é entregue ao exercício jurisdicional de um juiz (ou mais) juiz. traça limitações territoriais à autoridade dos juízes. c) O princípio da aderência ao território não veda. ainda que entre eles não haja conexão”. ele deverá se deslocar até o foro do outro. a citação postal endereçada a pessoas fora da comarca. (TRF 3ª R / XII): Assinale a alternativa incorreta: a) Tratando-se de litisconsórcio facultativo com cumulação de pretensões é necessário que o juízo seja competente para conhecer todos os pedidos. b) Se é preciso produzir uma prova fora do território do juiz. no caput. O juiz designado para determinada comarca só no território dela exerce o seu exercício jurisdicional. todavia. a) Cada juiz não exerce sua autoridade somente nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. o que torna incorreta a assertiva desta opção. diz que. o que faz com que está opção também esteja correta. d) Não se admite a cumulação de pedidos que não guardem conexão entre si. ou seja. em seu § 5º.Quanto ao exercício da jurisdição. estabelece:”É permitida a cumulação. estabelece que seja competente para conhecer deles o mesmo juiz. opção C o ar 266. o que permite concluir que a assertiva está. opção B – o art 265 trata da suspensão do processo e. Resposta: C Analisando a resposta: Opção A . como resposta da situação. salvo a realização de atos urgentes. no processo civil. estabelece que no caso de prejudicialidade externa (inciso IV do artigo) o prazo de suspensão do processo não poderá exceder 1 (um) ano. 17. que correspondem a determinadas partes do território nacional. a assertiva incorreta está na opção D. o território nacional é dividido em comarcas. de vários pedidos. do CPC. (TJSP – 2008): Segundo é sabido.

E significa que todo recurso deve estar previsto na lei. não poder. não violando. por exemplo). no caput. a opção C (pela garantia de reformatio in pejus). do CPC. corolário do efeito devolutivo do recurso. todavia caráter recursal e visa dar eficácia à matéria decidida e em reexame. d) o duplo grau necessário de jurisdição. Não tem. desde que observado o prazo do recurso de menor prazo. ser agravada a situação de quem recorreu. ainda que não esteja no tipo de recurso apropriado. . a singularidade. o que torna a assertiva C correta. 18. como regra geral. Princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de submeter-se a exames sucessivos por juízes diferentes. entre os quais aquele em que o desconhecido ou ignorado o lugar onde se encontra o réu. Princípio da proibição da reformatio in pejus. a taxatividade. que menciona princípio de recursos previstos no CPC). pois existem algumas exceções previstas no mencionado artigo. mas a própria lei permite ao juiz esse meio de citação em determinadas situações. a opção D (pela ausência de taxatividade. listadas no próprio art 475. Logo. ao mesmo tempo. Princípio da fungibilidade é aplicável quando houver dúvida objetiva sobre qual tipo de recurso utilizar. significa que em caso de recurso a decisão do órgão ad quem fica limitada ao objeto do recurso. para qualquer comarca do país.257 que torna a presente assertiva incorreta (trata-se de cumprimento do ato por carta precatória). entre dois possíveis. portanto. a singularidade. b) o duplo grau de jurisdição. sendo que este é tratado pelo art 475. a ausência de taxatividade a ingularidade. e o do duplo grau necessário de jurisdição. por exemplo) e a opção E (também pela ausência da taxatividade. a ausência da taxatividade. (MP/2006): São princípios fundamentais dos recursos previstos no CPC: a) o duplo grau de jurisdição. opção D – O art 231. e) o duplo grau de jurisdição. não fere o princípio da aderência territorial e a assertiva está incorreta. a taxatividade. A existência dos princípios mencionados provoca a inexistência de outros mencionais nas opções da questão. Não existe o princípio da infungibilidade. Resposta: B Análise da resposta: O princípio da taxatividade está previsto no art 496. a infungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. O princípio da singularidade (ou da irrecorribilidade) significa que para cada tipo de ato processual cabe. Esse princípio complementa o princípio da recorribilidade. ficam excluídas as opções A (pela infungibilidade. do CPC. substituindo o antigo reexame necessário de determinadas matérias. estabelece os casos em que a citação pode ser feita por edital. o principio da aderência ao território. um só tipo de recurso. da garantia da reformatio in pejus. A taxatividade. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. Neste caso ele pode estar em território de outra comarca. da ausência da taxatividade. por exemplo. o juiz pode acolher o pedido do recorrente. como garantia da boa solução. a fungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. do CPC. vê-se que a citação será feita pelo correio. a fungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. Restou. opção C – atentando-se para o art 222. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. a singularidade. Nessas circunstâncias. c) o duplo grau necessário de jurisdição. a singularidade. como regra. a opção B.

258 19. cabendo somente em casos de acórdão de 2º grau não unânime. posto que. nessa hipótese não haveria reforma de sentença. mas sim sua anulação. são requisitos para cabimentos desse tipo de recurso: • que o acórdão se refira a julgamento de apelação ou ação rescisória. não os cabendo ao apelando. portanto. pois a reforma pressupõe novo julgamento do mérito. e) são incabíveis embargos infringentes quando o tribunal. Análise da resposta: Fazendo um retrospecto sobre embargos infringentes. pois os embargos infringentes não são cabíveis se a sentença foi mantida. Não cabem. • que a decisão do acórdão não seja unânime. concede provimento com fundamento em error in procedendo. o tribunal pode julgar desde logo a lide. contra outras decisões do tribunal. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento”. “nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art 267). • que o acórdão não-unânime em caso de apelação tenha reformada a sentença recorrida. CPC) e até porque tais recursos não podem existem se a sentença for confirmada. o acórdão a tenha julgado procedente. • Se a apelação for baseada no art 515. ao julgar a apelação relativa ao mérito da sentença. pois que invalidar. eles estão previstos no art 530. segundo o qual a parte vencida por um julgamento não-unânime em apelação não terá direito aos embargos infringentes se houver sido vencida também na sentença. eis que. b) são cabíveis embargos infringentes nas hipóteses em que houver reforma de sentença de mérito por acórdão não unânime em apelação ou de julgamento de procedência do pedido formulado em ação rescisória por acórdão não unânime. dela conheça e lhe dê provimento ou não com fundamento in error in iudicando. Assim. Observações: • Os embargos infringentes serão manejáveis apenas pelo apelado. ainda que este tenha sua pretensão rejeitada (art 499. (ESAF – PFN/2007): No que se refere aos embargos infringentes. ao julgar a apelação. • Se o tribunal. por maioria de votos decidir pela cassação da sentença de mérito por carência de ação ou qualquer outra causa e invalidação. não caberá o recurso de agravos infringentes. § 3º (extinção do processo sem julgamento do mérito). c) na hipótese de tribunal julgar o mérito. no caso de ação rescisória. Resposta: A. d) nem sempre é meramente terminativo o acórdão que julga apelação contra sentença terminativa. • que o objeto da apelação seja relativo ao mérito da sentença. do CPC (taxatividade). é incorreto afirmar que: a) são cabíveis embargos infringentes quando o tribunal. eles não são cabíveis contra improcedência da ação rescisória ou se o processo tenha sido extinto em razão de preliminares processuais. ao julgar a apelação. não se aplica o critério da dupla sucumbência. em grau de apelação relativo à sentença de mérito ou quando houver o tribunal julgado procedente ação rescisória. anular a sentença não é o mesmo que reformar. • que. nos termos do § 3º do art 515. o tribunal pode julgar o mérito da lide se a questão for somente de . Assim.

Caso ocorra qualquer desses tipos de vícios. 20. A assertiva desta opção também está correta. Esta alternativa. a sentença pode padecer de duas espécies de vícios: vício de julgamento (error in iudicando). pois está conforme o art 530. está correta. C. e dede que o acórdão seja por maioria de votos (Humberto Teodoro Jr). b) da interposição da medida cautelar. de vício de má aplicação do direito (vício de fundo). Vamos analisar as assertivas de cada uma das opções do problema: A. c) em que o mandado de citação foi juntado aos autos. d) do deferimento da medida cautelar. cabe apelação e. contados da data a) da efetivação da medida cautelar. do art 515. Se esse julgamento for por maioria de votos. da correção do error in iudicando. embora não tenha havia julgamento do mérito em primeiro grau. B. vício de procedimento (error in procedendo). não são cabíveis tais embargos. do CPC. Resposta: A. ou seja. cabem embargos infringentes. Quanto à reforma da sentença em relação ao error in procedendo. Justificativa para a resposta: A questão da obrigatoriedade da ação principal em 30 dias está no art 806. A assertiva contida na opção B está correta. ou seja. E. A afirmação da questão não esclarece que se trata de decisão por maioria de votos (não unânime) o que a torna incorreta. . permite ao tribunal o julgamento da lide (mérito) em se tratando exclusivamente de questões de direitos e esteja o processo em face de julgamento. caberá o recurso de agravos infringentes. a interposição de ação cautelar preparatória obriga o autor a propor a ação principal no prazo de 30 dias. E o artigo é taxativo ao estabelecer que cabe à parte propor essa ação no prazo de 30 dias. do CPC. erro processual (vício de forma). pois o § 3º. Não são cabíveis embargos infringentes quando ocorrendo julgamento em razão de error in procedendo.259 direito e o processo estiver em estado de julgamento. Segundo Nelson Nery. se o julgamento da apelação reformar o mérito da sentença. D. De acordo com a legislação processual civil. A assertiva está correta. todavia. por votação não unânime cabem embargos infringentes. ou seja. contados da data da efetivação da medida. não haverá julgamento de mérito. por exclusão. Neste caso.

enquanto no sequestro o objeto pode ser. em risco de extravio ou dilapidação. O requerente.08. portanto. podem ser arrolados bens próprios em poder de terceiros. interesse demonstrado pela existência de direito já existente ou de direito passível de declaração em favor do requerente e interessado na conservação dos bens.260 SEGUNDO SEMESTRE 04. Legitimidade: todos que possuem interesse na conservação de bens em poder de outrem. Pressupostos: são os dois pressupostos comuns a todas as medidas cautelares: periculum in mora e fumus boni iuris. Neste caso. que o habilite a demandar os bens em questão de quem os detenha. O FBI é o interesse do requerente de preservar tais bens. podendo exercer o arrolamento. vol II. No início do procedimento. por exemplo. dissolução de sociedade de fato. 686). Iitular de uma situação jurídica já constituída. bens comuns ou bens alheios. Curso de Direito Processual Civil. podendo ocorrer. 2007. Titular dos bens arrecadados em herança jacente. Titular de um interesse relativo a um direito que possa ser declarado em ação própria. .2009 ARROLAMENTO DE BENS Conceito: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. Objeto: conservação de bens móveis ou imóveis. (art 855 e 856). do sócio que pede a dissolução da sociedade comercial ou mesmo de fato. há de ser: 1. desde que demonstrem fundado receio de extravio ou dilapidação. o arrolamento tem caráter apenas documental podendo ser transformado numa medida constritiva da posse e da disponibilidade dos bens. Assim. no caso de prestação de contas. que consistem em bens litigiosos. Natureza Jurídica: medida cautelar não satisfativa. está sujeita ao determinado no art 806. 2. em caso separação judicial. do CPC. PIM é o fundado receio de extravio ou dilapidação dos bens por parte de quem os detenha. prestação de contas por gestor de negócios alheios etc. É o seu direito de ação. p. móveis ou imóveis. que tenham valor econômico e que correm risco de extravio ou dissipação (ou dilapidação). como. por exemplo. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. de anulação de casamento. frustrando o cumprimento de uma obrigação. ou seja. Trata-se de medida puramente cautelar. a ação principal deve ser proposta em 30 dias da efetivamente da medida cautelar. desde que sobre eles existe interesse do requerente. além de bens corpóreos. Competência: o juiz competente para a ação de arrolamento e o mesmo juiz da causa principal. a situação do cônjuge que demanda a dissolução da sociedade conjugal. 3.

Curso de Direito Processual Civil. objeto de litígio. Sequestro: é a medida cautelar que assegura futura execução para entrega de coisa. Efeitos: as restrições sobre os bens arrolados. persistirão até o final da ação principal. 2007. Assim. 1052 e 1052. cessa o sequestro • Pelo pagamento. 2. Assim: 1. pesam sobre os bens arrolados. vol II. enquanto no sequestro o objeto pode ser. o objeto pode ser bens móveis ou imóveis. vol II. Arrolamento: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. em risco de extravio ou dilapidação. Curso de Direito Processual Civil. Classificação: O arrolamento de bens pode ser uma medida cautelar antecipatória (preparatória) ou incidental. Já no sequestro. em bom estado. p. • Pela transação . Objeto . 3. Também prevê a designação de um depositário. do CPC).No arrolamento. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. o previsto nos artigos 808. 686). designado pelo juiz – art 858 e 859. como medidas cautelares que são. se houver alienação de um desses bens sem a devida autorização judicial. Extinção: esta ação cautelar resolve-se com a solução definitiva da ação principal ou quando ocorrer a extinção do processo cautelar por qualquer um dos motivos previstos no art 808. que consistem em bens litigiosos. consistindo na apreensão de bem determinado.261 Sentença: o procedimento do arrolamento é reduzido a auto. do CPC. • Pela novação. No que o arrolamento se distingue do sequestro? Inicialmente. Por exemplo. também semoventes. do CPC. Legitimidade ativa – No arrolamento tem legitimidade todo aquele que tiver interesse na conservação dos bens em poder de outrem. Embora esses dois institutos. (Humberto Theodoro Júnior. Trabalho para ser apresentado no primeiro dia de aula presencial. Cessação: Pelo art 820. 2007. quanto à posse e disponibilidade dos mesmos. a alienação será nula. a legitimidade ativa é daquele que tem legitimação para ação de execução quanto à entrega de coisa certa (ação principal). cuja elaboração é uma atribuição do depositário dos bens (terceiro ou o próprio possuidor. p. do CPC. ao que vencer a causa. vamos apresentar o conceito de cada um desses dois institutos. com base no auto apresentado pelo depositário. 636). O juiz proferirá sentença homologatória do arrolamento. podem-se anotar algumas diferenças entre ambos. para assegurar-lhe a entrega. tenham muitas semelhanças. além de bens móveis ou imóveis.

Ex: notificação do locador ao locatário para desocupação do imóvel alugado. 3) prover a ressalva de seu direito (contra alienação de bens) Requisitos (art 869. bastando que prestem compromisso. a sua falta produz efeito. na cientificação que se faz a outrem o conclamando a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. sequestrado o bem. A questão de valor deve ser tratada em ação própria segundo entendimento do STF. 2) demonstrar ser a medida requerida não nociva à realização de negócio jurídico . e. para obter prova especial e solene da ocorrência (protesto facultativo) (Humberto Theodoro Jr). assim. Característica (art 871. ou do direito de agilizar o pedido de falência do devedor comerciante (protesto necessário). também designado pelo juiz. Não preservam o periculum in mora nem especificamente para assegurar eficácia e utilidade a outro processo. Finalidade: No sequestro. CPC): 1) prevenir responsabilidade. CPC): 1) o autor deve demonstrar interesse no uso do remédio processual. (art 863. por qualquer das condições previstas no art 808. Tanto o processo protestativo quanto o notificativo e o interpelativo são produtivos de efeitos jurídicos no plano no direito material. 5. Sentença: diferentemente do seqüestro.262 Já no arrolamento de bens. Definição de protesto: Consistem estas medidas na documentação solene ou formal da apresentação do título ao devedor. do CPC). mas a construção de cada caso depende do direito material que fez ser preciso ou facultado o protesto. com propriedade. mas esta deverá prestar caução garantindo o bem. o processo cautelar de arrolamento recebe do juiz uma sentença homologatória. total ou parcial. assegurar o exercício do direito cambiário regressivo contra o coobrigado. 2) prover a conservação de seu direito. Daí as duas características: unilateralidade e não contenciosidade. raramente no plano processual Às vezes. pode ser um terceiro ou uma das partes do processo. ainda. portanto. do CPC. não existe a possibilidade de caução. do CPC). pois não há processo nem ação. O protesto e a interpelação não admitem defesa no mesmo processo. Deve ser precisa e clara. Definição de interpelação: tem a finalidade específica de servir ao credor para dar conhecimento ao devedor da exigência de cumprimento da obrigação. tecnicamente. sob risco de indeferimento da petição inicial. Definição de notificação: consiste a notificação. sob pena de ajuizamento de ação de despejo. o depositário a ser nomeado pelo juiz. for extinto o processo cautelar. 4. a cessação ocorre com a solução da ação principal ou quando. 6. Já no arrolamento. Finalidade (art 867. o depositário. Depositário: no arrolamento. poderá ser um terceiro ou o próprio possuidor do bem. não sendo. a notificação ou a interpelação. ou. como a finalidade é a conservação dos bens arrolados. . sob pena de constituí-lo em mora. feita através do Oficial Público para comprovar a falta de pagamento ou aceite. sob cominação de pena. é facultado ao possuidor do bem buscado oferecer caução que garanta o interessado. contendo informações sobre dia e hora para o cumprimento da obrigação. NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES Conceito: São procedimentos não contenciosos meramente preservativos de direitos que não devem. Não pode faltar nenhum deles. Já no sequestro. PROTESTOS. ser considerados medidas cautelares. São simplesmente manifestações públicas de vontade para garantir e preservar direitos.

Silencia-se – pelo princípio da revelia (art 319. Da decisão que defere ou indefere. pois sua finalidade é assegurar a satisfação de um direito e não garantir o risco próprio da duração de outro processo. Paga a dívida – extingue-se o processo pela satisfação do direito material e os bens retidos retornarão ao devedor. . CPC): finalizado o procedimento. do CPC). caberá apelação. A sentença homologatória poderá ser contestada por apelação Manifestação do réu:. Finalidade: A petição inicial será instruída com os elementos do art 282. in fine): O requerido pode contraprotestar em processo distinto. Da decisão que indefere a publicação dos editais caberá agravo de instrumento. a sua homologação não possui natureza de ação cautelar. mesmo antes da citação. do CPC e será instruída com a) conta pormenorizada das despesas. deficiência da inicial. após o que serão entregues à parte. Ocorrendo a citação para pagar ou se defender o réu poderá adotar três hipóteses: 1. inexistência de tabela etc. 2. Homologação inaudita altera parte: estando a documentação em ordem e sendo legítima a pretensão o juiz pode homologar de plano. mas apenas garantem o seu crédito. Encerramento do feito e destino dos autos (art 872. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL Conceito: é medida de urgência com o objetivo de realizar um direito material expressamente previsto para atuar numa situação jurídica definida. manifestando sua vontade diferente que não pôde manifestar no processo do protesto. Finalidade: atestar a regularidade de uma situação preestabelecida que fica assim reconhecida. ilegitimidade da parte. b) tabela de preços ou contrato de locação. por isso não possui caráter cautelar. A sentença homologatória declara o direito do credor. por exemplo. Contesta a ação – a apelação terá de restringir-se aos temas previstos no art 875: a) Nulidade do processo – alegando. mas satisfativo. Citação: o devedor será citado para pagar em 24 horas ou alegar defesa (art 874. sem necessidade de traslado. IV): da decisão que defere o protesto não caberá recurso. do caso de senhorio ou locador e c) relação dos objetos retidos. Contraprotesto (art 871. Os bens não passam à propriedade do credor.263 Competência: o juiz do foro do devedor ou do credor. desde que de sua propriedade. (José Frederico Marques). Da que indefere a inicial caberá apelação. É assegurar a realização de um direito e não proteger o risco próprio de outro processo. Objeto: são os bens móveis que o devedor tenha consigo ao tomar hospedagem ou alimento ou que o arrendatário tiver guarnecendo o prédio locado. que será apenas para o devedor pagar. Recurso (art 529. CPC) os fatos alegados serão tipos por verdadeiros e a homologação será deferida. havendo impugnação. 3. os autos aguardarão em cartório durante 48 horas. sem ouvir a outra parte.

com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. sob risco de perda de eficácia da medida cautelar. novação. é crime previsto no art 347.por ser uma ação acessória. Sentença: A sentença poderá ser homologatória do penhor com entrega dos autos ao credor em 48 horas. cautelar ou especial. compensação. c) Não estar a dívida compreendida entre as previstas em lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. mesmo quando a ação se encontrar no tribunal. uma vez que a sentença homologatória não constitui esse titulo. do CPC) Legitimidade: A parte prejudicada no processo principal ou terceiro que possa sofrer os efeitos da futura sentença dessa ação principal (assistente e terceiros intervenientes). 4. Aplica-se a qualquer tipo de processo de conhecimento. Crime: o atentado. executivo. ser de indeferimento do pedido de homologação. sequestro. Prossegue em obra embargada. na pendência do processo civil ou administrativo o estado de lugar. com a restituição dos bens retidos ao devedor. sem razão de direito (ilegal). Risco de o juiz ou perito ser induzido a erro.08. arresto ou imissão de posse. nunca preparatória. ou seja. o credor deverá intentar ação principal em 30 dias. Viola penhora. do CPC. Dele nasce a ação de atentado que é o instrumento para exercitar a restituição ao status quo para que a situação permaneça como estava ao iniciar-se o processo e assim continue enquanto esta corre. (art 880. A medida será sempre incidental. em autuado em apartado. 3. Prazo: Homologado o penhor. prevalece o prazo previsto no art 806. inovação de estado de fato inicial. ação que dependerá do título executivo líquido disponível. III. . pendente a lide. Hipóteses: estão no art 879: comete atentado a parte que. Pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. Pressupostos: são os seguintes para exercer a ação de atentado: 1. 2. II. ressalvando-se ao credor o direito de cobrar a conta em ação própria. Poderá. lesiva à outra.2009 ATENTADO Conceito: atentado é a conduta de uma das partes que cria situação nova ou altera o status quo. o curso do processo e de forma ilegal: I. também. pendência de uma causa. do CP.264 b) Extinção da obrigação – alegando. Consiste o atentando em inovar artificiosamente. fraude processual que é. transação ou outro meio liberatório. de coisa ou de pessoa. 12. 5. prejuízo a interesse da outra parte. ilegalidade na inovação ou modificação abusiva na situação de fato da lide. contados da homologação. Competência: o juiz da causa principal (1º grau). (Humberto Theoodoro Jr). Observe-se os artigos 802 e 803.

com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. 803 e 520-IV) : a) Petição Inicial: além dos requisitos do art 801 deverá informar no que consiste o atentado. Efeitos da sentença: A sentença de procedência produz os seguintes efeitos legais: a) Reconhecimento da alteração ilícita do estado de fato. Delimitação do tema. Simplificação e agilização. seja um direito material B.2009 Procedimentos especiais Objetivo geral: adequar a forma ao objeto (direito material) da ação O procedimento especial se pauta por regras próprias que preveem o que for diferente do procedimento comum. neste caso. por exemplo. 4. Sentença (art 881): Se de procedência. . d) Proibição do réu falar nos autos até a purgação do atentado. Por isso. Haverá extinção do processo com resolução do mérito. 16. sob pena de revelia. Objetivos particulares: 1. Explicitação dos requisitos materiais e processuais. exclusão de atos dispensáveis. Anulação da dicotomia entre ação de conhecimento e ação de execução. como. será sentença declaratória negativa e implicará no ônus da sucumbência ao autor. sentença que comporta apelação. c) Produção de provas: contestada a ação.09. 2. no que não houver previsão. Requisito material: • Prova de que o direito defendido é adequado ao procedimento especial. e) Imputação da sucumbência ao réu. Não há deferimento liminar. para o qual o procedimento especial utilizado não se presta.265 Procedimento: (artigos 802. E. 3. restituição à situação anterior ao atentado e proibição do réu falar nos autos até a restituição. em havendo prova oral. o juiz determinará a suspensão da causa principal. marca a audiência de instrução e julgamento. redução de prazos. Exemplo: Seja um direito material A para o qual o procedimento especial utilizado seja outro. Se de improcedência. além do réu responder por perdas e danos em razão do atentado. b) Citação: o requerido será citado para contestar em 5 dias. sob risco de carência de ação. c) Suspensão da causa principal. b) Ordem de restabelecimento ao status quo ante. aplica-se as regras do procedimento comum ordinário. haverá extinção do processo sem mérito. o juiz mandará produzir as provas necessárias. d) Sentença de procedência ou improcedência do pedido.

766/79) 2. a via preferível é a extrajudicial. o credor deve ser inequivocamente o titular do crédito. por isso é um instituto de direito material. O credor deve ser avisado por carta AR (carta com aviso de recebimento). O depósito deve ser feito em conta que possibilite a correção monetária do depósito. é desconhecido. Condições: 1. situações em que ela é obrigatória. Se o depósito não for feito no prazo. 890. bem como seu endereço (art 344. São duas as modalidades de consignação: • Extrajudicial – art. o procedimento especial é destinado às situações em que o devedor querendo desonerar-se de seu ônus com o credor não consegue por via extrajudicial (art 335. Não existe relação de direito. do CPC). 3. § 1°. 890. CC). desonerando-se do ônus da obrigação que tinha. . não é possível o depósito bancário na forma extrajudicial. entretanto. se o juiz assinala um prazo para que o autor faça um depósito em consignação. e) Há litígio sobre o objeto de pagamento. 4. Não sendo conhecido. havendo. do CC) pelas condições abaixo e o devedor tem que valer de meios judiciais: a) O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação. Havendo compromisso de compra e venda de lotes urbanos (Lei 6. valendo-se o devedor da judicial quando impossível de efetuar o pagamento pelas vias extrajudiciais comuns. certo. ou porque há erro no valor. inclusive do depósito em estabelecimento oficial (Banco do Brasil e CEF). do CPC. tempo e condições devidos (obrigação quesível ou quérable). AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Conceito: Quando ocorre impossibilidade de efetuar o pagamento de uma obrigação pelos meios normais (ou porque o credor se recusa a receber ou por que ele não pode receber. c) O credor é incapaz de receber. que assinalará para prazo de 10 dias para a resposta. O credor deve ser conhecido. o devedor pode cumprir sua obrigação valendo de uma ação de consignação em pagamento (art. Como regra. Os procedimentos especiais estão listados no Livro IV. na falta deste. extingue-se o processo. outro estabelecimento bancário. 6. Assim. • Judicial: Ação de consignação em pagamento. Objeto: somente obrigações pecuniárias. Além do mais. Depósito de forma extrajudicial só para credor capaz. Existência no lugar do pagamento da obrigação (comarca) estabelecimento bancário oficial ou. 7. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. b) O credor não recebeu nem mandou receber no lugar. 5. Assim. a consignação é facultativa.266 O procedimento especial prevê alguns atos que se não forem praticados levam à extinção do processo. d) Existe dúvida sobre quem deva receber. capaz e solvente. Por exemplo. ou até porque haja risco quanto ao pagamento. No caso de prestação pecuniária.

não fica sub-rogado nos direitos do credor. como determinado no art 328. se o pagamento se referir à tradição de um bem imóvel. para continuar sem riscos de encargos sobre sua dívida. Legitimidade ativa: é o devedor. 890 faz também menção a terceiro. CPC). Mora accipiendi (é a mora do credor que se recusa de forma injustificada a receber o pagamento no tempo. o foro competente será o da situação do imóvel. haver foro de eleição. todavia.893.2009 A petição inicial da ação de Consignação em pagamento deve ser instruída com prova do depósito e da recusa de recebimento por parte do credor. CC). Nos contratos de aluguel segue a regra geral. 2. • Falta de representante legal do credor absolutamente incapaz ou do seu assistente no caso de credor relativamente incapaz. Embora o devedor não seja obrigado a entrar com a ação de consignação em pagamento. embora tenha o direito de receber o valor pago. haverá presunção de aceitação. Enquadram-se nesta hipótese: • O credor se recusa a oferecer a devida quitação do pagamento. recusando o depósito. podendo. (art 327. o devedor deve fazê-lo para eximir-se de encargo adicionais como multas e juros de mora.267 A ação de consignação em pagamento tutela a direito do devedor de pagar para se desonerar de sua obrigação. sub-roga-se dos direitos de credor. Se o terceiro interessado efetuar o pagamento. por excelência. ou a prestações relativas a imóvel. lugar e condições devidas). terceiros esses que podem extinguir a dívida do devedor. Ação de consignação em pagamento é uma ação dúplice. o que ele fará diretamente ao banco depositário e o devedor deverá propor ação de consignação em pagamento no prazo de 30 dias. Aqui temos tanto o terceiro juridicamente interessado e o terceiro não interessado. Para receber o seu dinheiro deverá propor ação de conhecimento condenatória para o ter seu direito garantido. o foro do domicilio do devedor salvo se houver foro de eleição. 30. Ele pode não concordar. (art. Risco de pagamento ineficaz.CC. Todavia. pois que pode redundar tanto em um provimento para o autor-consignante. • Existe dúvida quanto à prestação. se ele não responder. Aviso o credor do depósito consignado é assinalado o prazo de 10 dias. Competência na ação de consignação: Como regra. instruindo a petição inicial com prova do depósito e da recusa.09. Se ele responder concordando é a declaração da aceitação. . que poderá até executar o consignante. do art 890). • Existe dúvida fundada quanto à pessoa do credor. A esse direito se contrapõe a obrigação do credor de receber. é desconhecido. mas pode ser também seus sucessores O art. ficando o devedor desonerado de sua obrigação (§ 2°. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. Se o pagamento for efetuado por terceiro que não tenha interesse. mas também em benefício do credor consignado. Hipóteses que autorizam a consignação: 1. sempre que não houver mora accipiendi. Geram mora accipiendi: • O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação • O credor é incapaz de receber.

O devedor. (896. devendo depositar. justificando sua recusa. não sendo feito depósito prévio. Neste caso. • Art 894: Se o objeto da prestação for coisa determinada a ser escolhida pelo credor. autor da ação de consignação. isto é. 893). neste caso. do CPC. Aliás. que poderá. para ingressar com a ação para não perder o seu direito de ficar isento do ônus de juros e multas em seu débito. • Que foi justa a recusa (art 896. O que pode ser alegado na contestação (resposta) do réu? As respostas contam do artigo 896. II).I).268 Como dito acima. Mas pode também defender-se de forma indireta. passará ao credor esse direito. Ele pode defender diretamente do mérito. ele arcará com a sucumbência e com os encargos moratórios pela parte não depositada. dizendo que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou coisa devida (896. se o devedor ingressar com a ação.10. sem o depósito prévio. pedirá ao juiz para autorizar o depósito. Deve-se ter em conta. para o que o juiz lhe concederá um prazo de 5 dias e pedirá que o credor seja citado para levantar o depósito ou oferecer resposta (art. Prazo para resposta do réu (credor): 15 dias. terá 30 dias de prazo. ele poderá. Dois artigos do CC sobre o assunto merecem destaque: • Art 892: No caso de prestações periódicas. Mas. . se quiser. que a recusa justa do credor sobre o depósito. ele deve indicar o valor correto. será ele citado para exercer esse direito em 5 dias. por exemplo. Se houver dúvidas sobre quem deva ser o credor. IV). se outro prazo não constar de contrato. depois de consignada uma delas. o devedor. até 5 dias do vencimento de cada uma. por desnecessidade da ação.2009. alegando. o autor da ação (devedor) oficie ao juiz para consignar as seguintes e passará a consignar as seguintes sem qualquer formalidade. inclusive. entretanto. • Que o depósito efetuado não respeitou prazo e lugar previstos para o pagamento. basta que ao aproximar-se o vencimento da seguinte. Mesmo assim. Estando errado o devedor. O devedor poderá completar o pagamento em 10 dias. Na falta de posicionamento do credor. somente se o credor recusar o depósito. entretanto. presume-se a aceitação do depósito e o devedor fica desobrigado de sua responsabilidade. a ação só será cabível em caso de depósito prévio. a partir da recusa. pedirá a citação de todos os que disputam o direito sobre o depósito para provarem o seu direito. Se o credor não responder nesse prazo. III) • Que o depósito não foi feito no seu valor integral (art 896. 07. a peça inicial do devedor será indeferida por falta de interesse de agir. ser designado depositário da coisa pelo juiz. ele deve marcar o prazo de 10 dias para manifestação do credor. Ingressando com a ação. não autoriza o ingresso da ação. se o devedor depositar em banco oficial o valor de sua dívida. entrar com a ação a qualquer momento.

Nenhum dos citados comparece: haverá revelia com julgamento antecipado da lide e extinção do processo. IX). O devedor recebe quitação de seu ônus. Legitimidade: Qualquer das partes e terceiros intervenientes (Oposição. no processo? Pode.continuação . Habilitação: procedimento em que se define o substituto da parte faltante. 3. O juiz não pode determinar de ofício a substituição. Por isso. 1159 a art 1169. Se o direito disputado for personalíssimo. HABILITAÇÃO O processo deverá sempre obedecer ao princípio da dualidade de partes. sem julgamento do mérito (art 267. 897). Deve se habitar. Ocorrerá. desde que o valor do depósito não tenha sido contestado. Assim. Apenas um dos citados comparece. Julgamento antecipado do processo: Se o réu não contestar ocorrem os efeitos da revelia (art. em respeito ao princípio da demanda – ninguém está obrigado a demandar contra quem não queira. então avaliará a situações dele. O processo para se promover essa substituição é a habilitação.2009. O juiz. juntando o título de aquisição e identificando-se. o autor. por exemplo. 2. 14. B vende o bem para C. para confirmar tratar-se do verdadeiro credor. se o direito por transmissível suspende-se o processo para que haja substituição do autor (art 265. mão haverá substituição extinguindo-se o processo. Durante o processo. I). etc.1055. CPC). então. intransmissível. Ocorre para qualquer momento do processo e em qualquer tipo de ação. quando o direito for transmissível (art. Mas. O C pode substituir o B. o devedor ficará liberado de seu compromisso e os que compareceram continuam no processo para que seja definido o verdadeiro credor. Não tendo havido contestação quanto ao valor do depósito. do CPC. autoria. arrecadação de bens de ausentes prevista nos art. O devedor será exonerado de sua obrigação.269 Essas quatro formas de alegação não são excludentes entre si. morrendo logo depois. Nomeação à Um caso: A e B demandam a propriedade de determinado bem. com o julgamento antecipado da lide. não haverá mora accipiendi. haverá substituição? Depende. conforme permite o artigo 1061. quando uma das partes morrer e o direito em litígio for transmissível. Se houver dúvidas sobre quem deve receber. morrendo.).10. podendo haver mais de uma alegação. Quem pode requerer a substituição? A parte sobrevivente ou os sucessores do de cujus. Mais de um dos citados comparecem. havendo citação de todos os possíveis credores e devem ser consideradas sãs seguintes situações: 1. deverá ocorrer a substituição da parte que morreu.

pois deve ser julgado com urgência. . porque pode haver interesse deles em decidir o mérito da lide. Pode ocorrer mesmo em ação incidental quando já houver prova cabal do sucessor. Se já se iniciou a audiência de instrução e julgamento. A rigor. Suspensão do processo: evidentemente. entretanto. a citação tem caráter de intimação.2009 AÇÕES POSSESSÓRIAS Tanto as ações possessórias como as ações petitórias tem o mesmo objeto: reaver o bem. mas se já tiver havido a citação da outra parte. a petição inicial deve seguir o prescrito nos artigos 282/283. Mas as ações possessórias se fundam no jus possessionis (direito de posse) e as ações petitórias se fundam no jus possidendi (direito de propriedade).270 A quem se pode pedir a habilitação? Se quem pede a habilitação são os sucessores do morto. Da decisão do juiz deferindo a substituição cabe agravo de instrumento e não agravo retido. se este é que deveria indicar novo advogado e não o fez. ou diretamente ao réu. o juiz decidirá se autoriza ou não a substituição. O juiz também deve decidir em 5 dias. do CPC. Nesses fundamentos reside a diferença entre esses dois tipos de ações. Há de se atentar. (art. quando o sucessor provar indubitavelmente a sua condição de sucessor (art 1.10. havendo morte de uma das partes. Mas. A habilitação do sucessor pode necessitar de uma nova ação. quando houver controvérsias sobre quem será o sucessor. Haverá citação. 1059. findo o qual extinguirá o processo sem julgar o mérito se o autor não designar novo advogado. ou prosseguirá na audiência. haverá suspensão do processo para a devida substituição do morto. os seus sucessores devem autorizar essa desistência. do CPC). ela será pedido à parte sobrevivente.060. O autor pode desistir do processo com a morte da outra parte? Pode. Pode haver o caso de substituição direta no bojo do processo. precisamente no § 1°. que ocorrendo a morte de um dos procuradores. É caso que valerá. o juiz marcará o prazo de 20 dias para substituição do falecido. esta terá continuidade com a presença do advogado do de cujus. quando então a incidental deverá ser julgada antes. Na sentença declaratória. sendo esta inicial distribuída por dependência da ação principal. havendo nova ação. que poderá ser feita diretamente ao procurador. Esta suspensão está prevista no artigo 265. do CC). Aduz o § 2°. a princípio da fungibilidade. pede-se ao desembargador relator do processo. Mas se o juiz negar. Competência: o juiz competente para decidir a habilitação é o juiz da causa em curso. mesmo que iniciada a audiência. não há clareza de caber agravo ou apelação. em relação à substituição. 27. todavia para o seguinte fato. Se a causa estiver em recurso no Tribunal. à revelia do réu. se já existir. do CPC. indo até o seu encerramento e o processo só se suspenderá a partir da publicação da sentença ou acórdão. para resposta em 5 dias.

o quye acarreta mudança de rito. II. Cominação de pena no caso de nova turbação ou esbulho. Caráter executivo lato sensu e mandamental – As ações possessórias têm caráter executivo e mandamental. III. reivindicatórias. nestas o juiz impõe multa. Essa concessão poderá ser modificada ou revogada a qualquer tampo. Ação de Manutenção da posse. Desfazer construções ou plantações (destruir) feitas em detrimento da posse. Diferentemente dos três pedidos acima. a sentença é autoexecutável não carecendo de outras providências.271 São ações dominiais. valer-se da antecipação de tutela. Questão: Cabe reconvenção mas possessórias? A resposta é dada pelo artigo 922. Trata-se de ação dúplice. c) Ameaça à posse → ameaça que possa haver turbação ou esbulho. Um exemplo de um desses outros pedidos será o de rescisão contratual. no rito ordinário. Fungibilidade das ações possessórias: Está prevista no art 920. pelo que. ou seja. do CPC. não cabe liminar. ou seja. Estas ações podem. como relação à posse: a) Esbulho possessório → é a perda total da posse. Essas três ações específicas são fungíveis. se houver erro no nome da ação. Portanto não cabe reconvenção nas possessórias. cumulativamente. Não deixa de existir. o direito de pedido de antecipação de tutela. Mas não é nas de não fazer. de imissão de posse. entretanto. do CPC. exigem a mudança do procedimento para o rito ordinário. mesmo assim. Nas ações de manutenção de posse e de interdito proibitório a decisão é mandamental nas obrigações de fazer. § 3º. os seguintes pedidos: I. se algum outro pedido for também colocado. no própria contestação da ação. ou seja. Entretanto. o recurso está no art 461. Ação de Interdito Proibitório. que na implicam em mudança do rito especial da possessória. que diz que o réu pode fazer os pedidos que seriam da reconvenção. julgando extra petita. Ação de força velha: as que ultrapassam ano e dia da perturbação. b) Turbação da posse → moléstia na posse. passará a ser possível a reconvenção. o juiz pode acolhê-la. Condenação em perdas e danos. Nas segundas ações (força velha) diferentemente do que ocorre nas primeiras (força nova). Ação de força nova: aquelas propostas em menos de ano e dia da perturbação. para as quais não cabe liminar. ‘Nas ações de não fazer. quando ocorrerem perturbações de três espécies. até ter conteúdo possessório. que não prevê concessão de liminar. O importante é a descrição dos fatos. Ação de Reintegração de Posse. mas sem perdê-la. do CPC. Cumulação de pedidos: O rito especial dessas ações possessórias prevê a possibilidade se serem apresentados. citado o réu. São 4 tipos: . Possessórias atípicas. se o autor acrescer pedidos além daqueles do art 921. fundamentadamente.

ação de reintegração da posse. por isso auto-executável. mesmo não sendo parte da ação. CPC. Quando a pessoa.). o domicílio do réu. . Competência: Se coisa móvel. Nunciação de obra nova: quando uma obra vizinha esteja perturbando a posse. que é a causa de pedir remota. daquele que pretende conseguir a posse e passiva daquela que está na posse. mas se perdeu a posse. O autor pode pedir ao juiz que estabelece caução para garantir-se quanto ao resultado da ação. Sentença: Embora seja uma sentença mandamental. Relação entre a causa de pedir e o pedido: sempre sobre a posse. Se houver recusa parte em prestação caução determinada pelo juiz.046. Embargos de Terceiro Possuidor: art 1. mas não tem a posse 28. 2. 3. Ação de Imissão de posse: A pessoa tem a propriedade. Legitimidade: ativa. pois que a causa de pedir próxima é o esbulho. arresto. 4. é alienável.272 1. este poderá tirá-la da posse e designar um administrador. Petição inicial: além do contido no art 282. ação de manutenção da posse. por ato de apreensão judicial. • Se p objetivo é continuar na posse. sobre turbação ou esbulho na posse de seus bens. Ação de dano infecto: perigo de ruína em prédio vizinho.2009 A posse é transferível na sucessão. a autor deverá provar: • O ato prejudicial pratica pelo réu. sequestro etc. Valor da causa: Valor do bem (valor venal) ou o valor do proveito econômico que se tira do bem.10. a perturbação da posse. do CPC. (caso de penhora. se imóvel o juízo da localização do imóvel. pode haver situações em que é preciso liquidar antes a sentença. • A data do início das perturbações.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful