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Literário, sem frescuras!

1664ISSN 1664-5243

SÓ NEST@ EDIÇÃO @ GENTE SÓ TROUXE PEC@DO....

OUTROS NÃO PECADOS CAPITAIS E OUTROS QUE NÃO DEIXAM A GENTE EM PAZ...

Capa: Peter Warzel

SetembroAno 2 - Setembro- 2011 - Edição no. 11

VARAL DO BRASIL
LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
Genebra, verão/outono de 2011

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1664ISSN 1664-5243

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EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL ® No. 11 — Genebra — CH Copyright © Vários autores O Varal do Brasil é promovido, organizado e divulgado pelo site: www.coracional.com Site do Varal: www.varadobrasil.com Textos: Vários Autores Ilustrações: Vários Autores Revisão parcial de cada autor.

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Revisão Geral: Varal do Brasil Editora-Chefe: Jacqueline Aisenman Composição e diagramação: Jacqueline Aisenman A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. Se você deseja par cipar do Varal do Brasil no. 12, envie seus textos até 10 de OUTUBRO de 2011 para varaldobrasil@bluewin.ch Capa: Peter Warzel A par cipação é gratuita. Par cipe!

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Pecar, de acordo com o dicionário, é transgredir regras, cometer falta, ser censurável. Pecar seria então fazer qualquer coisa que a sociedade, a fé, a cultura, ache condenável. Visto deste ângulo, os pecados variariam muito tanto quanto variam as fés, as sociedades e culturas. Ou quase tudo seria pecado, ou quase tudo seria permitido. E as consequências para o pecado? Cadeia, inferno, banimento, danação. Perdão? Isto é coisa para poucos, muito poucos. E foi pensando em pecado e não exatamente em pecar, que o VARAL resolveu trazer como tema os Pecados Capitais (os sete). Mas como poeta é poeta, escritor é escritor, estamos falando aqui é sobretudo de imaginação. E na imaginação de quem escreve os pecados são algumas vezes bem mais do que sete capitais e noutras vezes simplesmente nem existem. No mundo da literatura pecar é quase natural. Fomos gulosos e nos envolvemos com toda fome possível nas letras e temas propostos pelos autores. Fomos avaros e tomamos para nós seus textos e aqui os trancafiamos para liberar para você apenas, leitor! Fomos preguiçosos, deixamos os pecados acontecerem sem nada fazer além de olhar... Ficamos completamente irados ao perceber que tanto talento muitas vezes se deixa desperdiçar!

Ficamos orgulhosos de poder ter neste número gente que ousou, pulou da linha, saltou do trem, mostrou as garras, agarrou com os dentes e deixou rolar os pecados dentro e fora de si. Fomos luxuriosos e nos permitimos a liberdade de deixar fluir as letras e delas cair o mel e deste mel nos lambuzamos. Mas não tivemos inveja. Esta nós deixamos para os que vão ler e pensar: por que não eu? Nós pecamos sim, deixamos os sete pecados e outros mais tingir as páginas do VARAL. Agora buscamos o seu perdão. Leia, se entregue, entre no jogo do pecado conosco. De toda maneira, temos certeza que Erato, Calliope e outras musas já nos perdoaram! Boa leitura! Sua equipe do VARAL!

Eustache Le Sueur - Melpomène, Erato et Polymnie

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ALBERTO CARMO ANA ESTHER ANDRÉ VICTTOR ARA MITTA DANNY MARKS DULCE DE OLIVEIRA CLAUDINO EVELYN CIESZYNSKI FLOR DA ESPERANÇA GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA GRACIELA WAKIZAKA HEITOR LUIZ MURAT HIDERALDO MONTENEGRO HIPÓLITO FERRO ICLÉIA SCHWARZER INÊS CARMELITA LOHN INFETO IRONI LÍRIO ISABEL C. S. VARGAS IVANE PEROTTI JACQUELINE AISENMAN JANICE FRANÇA JOSÉ CARLOS PAIVA BRUNO JOSÉ FERNANDO PACHELLI JOSÉ WILTON MAGALHÃES PORTO JOSSELENE MARQUES LARIEL FROTA LENY MEL LENIVAL NUNES DE ANDRADE LILIAN MAIAL MARCELO CÂNDIDO MADEIRA MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA

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MARCELO MORAES CAETANO MARCIO MAIA MARIA FERNANDA REIS ESTEVES MARIA LINDGREN MARIA SOCORRO MARIELA MEI MARILU F. QUEIROZ MÁRIO REZENDE MERARI TAVARES NERI FRANÇA FORNARI BOCCHESE NORÁLIA DE MELLO CASTRO OSWALDO ANTÔNIO BEGIATO RAIMUNDO CÂNDIDO TEIXEIRA FILHO RENATA IACOVINO RITA DE OLIVEIRA MEDEIROS RO FURKIM ROBERTO ARMORIZZI ROGÉRIO ABREU ROZELENE FURTADO DE LIMA SANDRA NASCIMENTO SILMARA OLIVEIRA SILVIO PARISE SOLANGE TARANTO SONIA NOGUEIRA SUN THIAGO SANTHIAGO VALDECK ALMEIDA DE JESUS VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI VANYR CARLLA VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO VÓ FIA

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A CAPITAL DOS SETE PECADOS
Por Alberto Carmo

sua carteira. Proceda assim, e reserve. Isto feito, basta clicar na pasta onde quiser armazenar o arquivo. Provavelmente, seu micro vai apitar várias vezes, e exibir a mensagem "este programa executou uma operação ilegal". Escolha a opção "ignorar" e vá em frente. Eles estão bem amarrados, não há perigo nesta fase. Arquivo salvo, você terá então a Capital trancafiada no seu PC. PC aqui é o seu "personal computer". Não vá confundir com aquele outro que, de certa forma, também tinha o Distrito Federal trancafiado em seu dossiê. Mas foi deletado e não deixou "backup".

Na era da Internet, do absorvente íntimo mais fino que papel de seda, da cerveja sem álcool, dos peitos que parecem balões de gás, da camisinha fosforescente com sabor morango, da ovelha clonada, da vaca louca, das boas e fiéis prostitutas levando puxada de tapete das patricinhas, de homem com brinco sem ser pirata, o que mais falta inventar?

Pois eu digo: falta inventar o Planalto Virtual uma Brasília que caiba toda na tela do nosso computador - capital que a gente possa guardar no HD. HD quer dizer "disco duro", porque no mundo real é assim, mais duro que rapadura malpassada. Como dizia meu velho amigo Toninho, entre um chope e um Rococó lá no Ponto Chic do Lgo. Paissandu: - Você já comeu queijo duro? Não é mole não! A coisa seria mais ou menos assim: você entra num site, que pode ser vigaristas.com.br, cujo e-mail poderia ser salafrários@masfaz.com.br, e pede um "download". Para quem não souber o que é "download", basta imaginar um médium na hora em que baixa o santo. Ele está fazendo um "download" do preto velho. Pois é, a gente descarrega o Senado, a Câmara e o Judiciário no micro. Simples assim, trazemos a corja toda para dentro de casa. Mas não se preocupe, você não vai deixar sua casa ser invadida pela quadrilha. Antes de baixar, você "zipa" eles todos. Zipar, na linguagem cibernética, quer dizer comprimir, amassar bem, feito receita de bolo. Eles vão ficar tão arretados, tão comprimidos, que não vai haver o menor risco de alguma mão-boba avançar sobre
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O próximo passo exige um cuidado de relojoeiro. Você vai abrir a jaula e guardar um por um em suas novas celas, ou pastas, como quiser. Crie sete pastas, todas com bastante espaço, porque os elementos em questão são demasiado espaçosos. Quando não por motivo de barriga, são por exagerados egos. Neste momento você terá que deixar seu livre arbítrio de lado. Os nomes das pastas não são de livre escolha, como nos vestibulares. Se deixássemos sua imaginação escolher a alcunha das pastas, você poderia se meter em alguma enrascada. Portanto, esqueça os adjetivos e simplesmente as nomeie da seguinte forma: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Mas não se desanime. Embora os nomes já tivessem vindo prontos, como pizzas para viagem, você poderá preenchê-las como quiser. Você pode guardar cada um deles na pasta que quiser.
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Pode copiar e colar um no outro, deletar, mandar para a lixeira do seu Windows, fazer zoom, mudar a cor, o layout. Pode até formatar um senador com negrito, sublinhar um deputado, ou dar uma chave de braço, em itálico, em algum juiz. Uma vez trancafiados nas pastas, você é o dono da situação, e da oposição também.

Pilantra, energúmeno, malandro, pizza, rato, vigarista, salafrário, Vossa Excelência, maracutaia e coronel são marcas registradas e de uso exclusivo dos portadores de crachás, mandatos, cabides e currais, habitantes do Alvorada e arredores. O uso dessas marcas sem autorização por subscrito, por propina, por meios escusos, por negociatas e coalizões, é terminantemente proibido aos cidadãos que têm vergonha na cara. Os infratores estarão sujeitos a ser apagados da história. Obs. – Não seguimos aqui as normas da nova ortografia, por sermos incondicionalmente contra esse desastre ortográfico.

Para brincar com os fantoches, siga as instruções abaixo: Selecione um energúmeno, marque com o mouse, ou rato, como o chamam nossos patrícios ibéricos. Posicione o mouse sobre o rato aqui não mais o mouse, mas o figurão - aperte bem o botão esquerdo no pescoço do travesso parlamentar e arraste, mas arraste com fé, esperança, caridade e um pouco de pimenta-do– reino. Leve-o até o poço, ou pasta, onde deseja jogá-lo. Solte o rato - aqui não mais o mouse novamente, mas o digníssimo pilantra - e deixe-o esborrachar-se no fundo do arquivo morto. Passe um bom antivírus na consciência do coitado, deixe-o em quarentena, e guarde no freezer por um dia e uma noite. Se, depois disso, o malandro não tomar jeito, pressione a tecla "del" e durma com a consciência tranqüila .

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Por Ana Esther Personagens: tanta fúria ao vê-los cometerem este crime hediondo no Salão... e se nos flagram? Suas *Sr. Sinecura – o todo poderoso local *Sra. Sinecura – não fede e nem cheira mas é fiel ao marido * 7 capangas do Sr. Sinecura *plateia – 99% de analfabetos amalucadas, estou fora de mim! Gula: Calma! O que é isso, colega? Eu só estou fazendo uma ‘boquinha’... E além do mais eu não tenho nada contra o canibalismo. Hum, que delícia essa coxa... nhac! Preguiça: Ai! Ai! Alguém me ajude... está na Local onde se passa a (má) ação: num Salão do palácio onde o Sr. Sinecura exerce cargo vitalício. hora do meu descanso. Estão me comendo viva, mas o que posso fazer? Talvez mais tarde eu dê um jeito nisso... depois da minha soneca, agora estou cansada... Luxúria: Huuum, cheguei. Que pedaço de Ato I – Cena I mau caminho! Não é de se desprezar... antes que ela morra deixem-me gozar um pouco! Huuum, nada mal, que sexy uma moribunda O Sr. e a Sra. Sinecura não aparecem, nada sabem dos ocorridos no Salão. Enquanto isso, entram as 7 capangas. pode ser! Huuum! Inveja: Ei, ei, tudo isso é só para vocês? Eu também existo, eu também quero! E eu mereço o que há de melhor... Ira: Imprestáveis! Inúteis! Estou explodindo de
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Imagem de Ana Esther

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Avareza: Passem-me as roupas dela! Uma vez morta não precisará mais e eu posso ganhar um bom dinheiro vendendo-as. Estão seminovas. Ah, e guardemos aqui as migalhas, neste pote, não podemos desperdiçar nada... Soberba: Oh, muito bem, vocês estão todas perfeitas... honram seus nomes. Não é à toa que somos as fiéis capangas do Sr. Sinecura! Somos insuperáveis, ninguém chega aos nossos pés.

Mas vocês não perdem por esperar, Eu rirei melhor por último! Luxúria: Huuum, huuum... êxtase total! Esbórnia, voyeurismo, nada mais sensual do que sexo em meio a um banquete canibalesco... Preguiça: Oh, agonizo, meus derradeiros momentos de vida... Bem, pelo menos terei a vida eterna para tentar reagir, fazer alguma

coi...sa... Quem sabe numa pró...xima encarna...ção? Gula: Até que enfim expirou! Essa língua está por demais tentadora... vou abocanhá-la... [De

Fim do Primeiro Ato, baixa a cortina.

tão empanturrada, vomita.] Ira: Infame! Olha a porcaria que fizeste aí. Isso me tira da paciência... Chispa daqui. Todas, fora! Rápido, sumam já. Que sujeira. Isso é imperdoável!

Ato II – Cena I O Sr. e a Sra. Sinecura continuam sem aparecer. A cortina levanta e as 7 capangas ainda estão no Salão.

Saem correndo as 7 capangas. A plateia de 99% de analfabetos não soube reconhecer a tragédia, não captou a mensagem,

Soberba: Vamos logo com isso! Acabem de uma vez e demos o fora daqui, afinal, temos uma reputação a zelar... Temos que manter as aparências... Saiamos daqui. Impunes! Avareza: Deixem-me chegar mais perto e pegar as sobras... oh, vejam, que colar magnífico ela tinha. Vai me render uns bons trocados! Ei, depois me dá um pedaço do coração... nem tô aí se é canibalismo... vai me poupar o dinheiro da janta! Inveja: Vocês me pagam! Agarraram as melhores partes... Eu sempre fico com o pior.
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não pôde ler a crítica, ficou tudo na mesma. Saem todos do teatro, alegres, comendo pão doce pelo Circo.

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AVAREZA

Por André Victtor

- Não... Vai me dizer que você já perdeu? Que coisa! Ô menino desatencioso! A Luciana vai ficar muito sentida se souber disso! Você vai ter que achá-la! Presente de namorada não se perde viu! Dizem que se perder, traz má sorte... - Vira essa boca pra lá mãe! Já estou indo, o ônibus passa lá no ponto daqui a cinco minutos, tchau mãe! - Vá com Deus meu filho! - Hoje não posso ir com ele mãe! Pois na minha volta, a moto só vem com um capacete! Kkkkk... kkkk... - Credo! Bate na boca três vezes filho! - Nossa! Achei minha corrente mãe! Está no bolso da calça! Só que está arrebentada! Tchau mãe... Fábio tinha apenas 23 anos. Era estudante universitário e fazia uma faculdade de Administração. Tinha começado a namorar a cerca de 2 anos atrás. Com muitos planos para o futuro, o jovem era completamente apaixonado por motos de alta cilindrada. Desde pequeno, ele sempre colecionava revistas de motos e sonhava um dia em ser piloto de provas. Fábio estava sendo contemplado com uma Yamaha 250cc. Era a sua primeira moto. Dentro do ônibus, ele ajustou o seu fone de ouvido e foi curtindo suas músicas enquanto pensava só em sua moto. Ele não via a hora de estreá-la na estrada. Quando desceu do ônibus para atravessar a avenida em direção à loja concessionária, Fábio se distrai alguns instantes e não escuta direito o ronco de um motor, onde surge um motoqueiro em alta velocidade que ao desviar de Fábio, colide em cheio na traseira de um caminhão, onde o seu tórax é esmagado completamente, causando um óbito instantâneo. Fábio corre em direção ao piloto acidentado
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“ Taubaté – SP, quinta-feira, 17 de Maio de 1990. Eram 06h15min da manhã quando o relógio despertador soou o seu alarme. Fábio se levanta rapidamente de sua cama, veste sua melhor roupa, escova os dentes e desce para tomar o seu café. - Bom dia mãe! – Bom dia filho! – É hoje que você vai buscar a sua moto naquela loja lá do centro? - Sim mãe! É hoje! - Também demorou tanto! - Estou pagando este consórcio há mais de dois anos e enquanto eu não dei uma boa entrada em dinheiro, a sorte nem olhava para mim... Mas nessa semana ela olhou! - É filho, mas tome muito cuidado viu? Nunca corra com essa moto! Muita gente já perdeu a vida por imprudência nas estradas! Eu nunca gostei dessa ideia de moto, mas fazer o quê? Vocês jovens não escutam mesmo agente... - Fique tranquila mãe! Eu já tirei minha carteira de habilitação e prometo que não vou correr! - A senhora viu a onde eu deixei a minha corrente com aquele pingente de crucifixo que eu ganhei da Luciana?

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e ao olhar para ele e tocá-lo, presencia alguns flashes de cenas estranhas em sua mente, onde consegue ver através da viseira do piloto, a última abertura de seus olhos, que estranhamente de vermelhos, estavam voltando à cor normal e duas presas caninas diminuíam rapidamente voltando para o tamanho de dentes normais. - Não toque nele! Saía daí por favor! – disse um policial urbano que ali acabava de chegar. Fábio ainda em choque e tremendo, volta para a calçada. Aquela cena causada pela sua desatenção, incrivelmente não foi flagrada como a causa principal por outras pessoas que ali por perto estavam, mas para Fábio sim, aquilo teve um peso de consciência insuportável. Arrancou os fones e os jogou fora. Acendeu um cigarro e ali ficou observando o pessoal do resgate chegar e coletar o corpo daquele motoqueiro. Vinte minutos depois, Fábio resolve ir até a loja concessionária e buscar a sua moto. Uma hora depois ele já sai da loja pilotando a sua nova companheira motorizada. Mas Fábio não estava bem. Aquela cena anterior mexeu com a sua cabeça. Ele precisava esquecer aquilo e resolveu então abastecer sua moto e dar uma esticada numa pista próxima daquela zona urbana, onde naquelas horas não havia guardas rodoviários. Ao sair do posto, ajustou o seu capacete e pegando a pista começou a acelerar aquela moto potente em uma reta. O velocímetro já estava marcando 137km/h quando do nada, um portal escuro se abriu no espaço em sua frente e Fábio se vê de encontro com aquele mesmo motoqueiro a poucos metros de uma colisão frontal com ele. Em frações de segundos, Fábio lembra o que havia dito a sua mãe logo de manhã quando ela disse: “- Vá com Deus meu filho!” e ele respondeu: “- Hoje não posso ir
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com ele mãe! Pois na minha volta, a moto só vem com um capacete! Kkkkk... kkkk...”. E num ato de desespero, ele tira a mão direita do acelerador e tenta apanhar o crucifixo que estava no bolso direito de trás de sua calça, desequilibrando completamente a moto e vindo a sofrer um grave acidente, saindo da pista e caindo dentro de um grande lago profundo que ficava localizado próximo daquela pista deserta naquele instante. Por falta de testemunhas, Fábio e a sua moto jamais foram encontrados neste mundo. E agora ali estava ele, tentando se levantar no pântano do Umbral... - Me dê sua mão ! - disse um homem estranho, com roupas rasgadas e escuras, aparentando ser aquele mesmo motoqueiro do acidente no centro da cidade de Taubaté. - Quem é você e onde estou ? - Perguntou Fábio à ele. - Meu nome é "Avareza" e neste mundo você agora está sob a minha guarda. - Mas o que foi que eu fiz de errado ? - Indagou Fábio novamente. - Durante esses últimos anos, você se apegou demais ao dinheiro. Trabalhou em excesso para comprar a sua moto, priorizou demais o seu sonho material e acabou deixando a proteção divina em segundo plano. - As palavras que você pronunciou hoje de manhã à sua mãe, conseguiram afastar sua última proteção e me libertaram por alguns instantes. E quando liberto estou, me fortaleço e consigo trazer rapidamente para cá aqueles que estão sem essa proteção e que se assemelham às minhas características. - Mas eu morri ? - Perguntou novamente Fábio. - Sim, você agora habita o Vale da Sombra da Morte... "

Obs.: * História de Ficção. Qualquer semelhança é mera coincidência. (O texto acima faz parte do Capítulo 2 do Livro: O Mistério dos Motoqueiros Vampiros) Leia o primeiro capítulo do livro no Blog em: h p:// osvampiros.wordpress.com

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ESCOLHA

Por Ara Mitta

Madrugada, hora dos aventureiros, dos inconsequentes, dos tresloucados, dizem a chamada “gente de bem”. Mas que me importa? Depois de anos intimidada pela ameaça de acabar no “fogo do inferno”, fiz minha escolha. Optei por acabar no “fogo do inferno. E, diga-se de passagem, por nada, mas por nada deste mundo (ou de outro), tornarei a abrir mão da liberdade reconquistada. Não, não me entreguei à libertinagem, e meus valores morais e éticos até se intensificaram, abrangendo facetas até então distantes. Reconheço o valor das normas e leis. Só não me deixo mais sufocar por elas. Afinal, quem é o dono da verdade? Quem determina o bem e o mal? Não é porventura, a consciência? Então porque seguir a de outro alguém, se posso seguir a minha? Até que a morte nos separe... A morte não nos separou, mas o tédio e o rancor, que devagarzinho, foi se aninhando no meu peito. Dei a ele a liberdade que queria, pois caíra nas garras de um vício perigoso. Ora louro, moreno, mulato ou negro. Nem sequer tinha preferência. Bastava ser a tentação atraente e sedutora. Desculpas, juras, promessas... Para quê? Meu espelho me diz a verdade e meu ego me orienta. Não confundo as coisas. Minha mocidade arfa sob a lei da natureza. Ouvi conselhos de todos os lados. “Não faça isto, não faça aquilo...” E, sorrio ao seguir pela rua deserta, tendo à minha direita, meu recente e já “velho amigo” Chris. Mulato alto, esbelto e efeminado. E à minha esquerda, Tiana, que acabou de abortar pela quarta vez. Seguimos felizes, levando nas bolsas, o ganho da mesa de jogo.

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Imagem de Patrick Parenteau

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Quadrilha
Por Danny Marks

João que amava Maria, que amava Pedro, que amava Cínthia, que amava Diana, que amava Renato, que amava Ricardo que casou com Fernanda por exatos três anos e dois filhos. Quem não conhece histórias assim, saídas da boca de poeta ou extraídas da mente psicanalítica? Decerto os moradores de determinada cidade do litoral paulista conhecem os desmandos do Destino, já que o Amor ninguém é trouxa de culpar por relacionamentos que se estabeleçam. Para os desafortunados que não tem conhecimento desse exótico recanto de areias finas, salgadas por lágrimas de Lua, conto em breves passagens a história ocorrida há mais de mil e uma noites, se me permitem um calculo de anjo torto, já que dizer três anos não soaria romântico. E foi um João romântico e embriagado que conheceu Maria, moça recatada de cidade interiorana-praiana, que só tinha ido a quermesse junina por insistência de Cínthia, sua amiga. João, voluntário samaritano, servia de auxiliar de Cupido na função de correio elegante, o que não o impediu de apropriar-se de alguns copos de quentão, cuja finalidade alegada era apenas de espantar o frio de seu coração. Pedro, que não era santo homenageado, no embalo da quadrilha que se desenrolava, solicitou ao colega casamenteiro os serviwww.varaldobrasil.com

ços de levar em papel perfumado seus desejos e admirações para a moça que os havia despertado. Cínthia nem poderia saber que estava sendo previsto um temporal para sua horta ou teria rezado à deusa caçadora que a tomasse em sacrifício antes que um desastre maior lhe acometesse, mas dizem que o amor é cego e quando o seu representante encontra-se em estado etílico, a coisa fica ainda pior. Por tal motivo não se deve culpar o Destino como causador da imprudência de João ter entregue ao seu amor recém descoberto bilhete romanticamente escrito por Pedro e endereçado à Cínthia que nunca teria oportunidade de o ler. Acaso o engano não tivesse ocorrido e a história teria que ser contada de outra forma e Maria teria olhos livres para João e não para as palavras escritas e assinadas. Mas um engano nunca chega sozinho e Pedro não percebeu que sua encomenda havia chegado a endereço errado, e por não haver como reclamar do que não se sabe, mas sim do que se imagina saber, sentiu-se ofendido por ser tão brutalmente ignorado e acabou resolvendo descontar a sua frustração em Diana que estava à caça do garçom Renato.

Ricardo, famoso destruidor de corações nas lendas urbanas, acabara de chegar acompanhado de sua amiga de infância, com quem tentava descobrir coisas que não se devem revelar aqui e cujo sonho era ter uma bela casa e dois filhos, acompanhada é claro de uma vida tranquila com todo o romantismo que um filho de empresário pode oferecer a uma mulher.
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Eis que os olhos de Ricardo encontram de bandeja os de Renato e imediatamente passam a desejar aqueles pés de moleque. Enquanto isso Maria, que não era mole, foi cobrar de Pedro a satisfação que havia sido prometida no bilhete extraviado. Pedro, que se fosse santo teria poderes de vidência, não viu a locomotiva que se aproximava e de quebra pensou que o olhar de Renato era dirigido à deusa que também o ignorava. Foi então que a fogueira esquentou com a flecha do ciúme partindo o coração dos festivos representantes terrenos das entidades divinas. Pedro acertou João que caiu sobre Renato que foi defendido aos socos por Ricardo que apanhou de Cínthia por ter acertado, por engano, Diana. Maria fugiu da festa e Fernanda desmaiou, não pela confusão, mas para fazer valer a tradição de toda quadrilha, e se barriga não se via naquele momento, não custou a se identificar o noivo para o casamento.

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A GULA
Por Dulce de Oliveira Claudino O Universo O recebe sem discriminar o berço Se nobre, mediano ou sem ostentação Nesta controvérsia de classes sociais, Ela procura asilo Só deseja habitar. Nos casebres, condomínios, mansões? Escolhas ? Não há. O Serzinho cresce e Ela rasteja os seus passos Inerente, perspicaz, persistente aguça o inconsciente: - Um pouco mais de papinha? -Um doce, quem sabe? -Carboidratos ? Proteínas? Aí vai... -Aquela roupa de grife? -Os sapatos italianos? -O condomínio fechado? -Ou a mansão à beira mar? Desatinos...Extorsões...Corrupções... Aí vai... -Títulos de nobreza? -Cargos de chefia? -Presidência, quem sabe? -Cargos de confiança ... -Ou tráfico, hem?!... Ah! Gula, abranda-te !

Permite ao Humano um bem-querer Subir degraus, pelo mérito Haurir no rosto, o sorriso franco do vencedor Absorver no " Berço Esplêndido", aquele do "Hino" O descanso cálido do navegador Singrando as ondas, curtindo os ares Dos bravos mares do sonhador.

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DESORDENADA
Por Evelyn Cieszynski

Ela estava tão bêbada que não conseguia mais se equilibrar nos saltos de suas botas. Não sabia como tinha chegada à beira da estrada; e onde tinham colocado sua bebida? Estava tão zonza que os faróis dos carros começaram a dançar. Afinal, que horas eram? Deveria ser tarde, depois de alguns minutos percebeu que já era noite. Ela precisava sair dali, mas não fazia ideia de pra onde deveria ir; precisava pegar uma carona... Fez sinal para algum lado, mas seu senso de direção não dizia qual. Parece que alguém, ou algumas luzes tinham parado. A janela do carona se abriu, liberando um som como batidas de rock, ela nem se deu ao trabalho de tentar reconhecer a banda que tocava, pois não conseguiria. Lá dentro um homem de meia idade se inclinou para a janela aberta e disse: - Olá vampira, está a fim de beber? - É tudo o que mais quero. E lá se foi, mais uma vez para o caminho da perdição.

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PECADOS CAPITAIS
Por Flor da Esperança

lar, na sociedade em geral. Geralmente a Ira é uma forma de defesa das pessoas inseguras que sentem incapazes de dominar, coordenar seu ideal, de desenvolver o seu papel, usando do ataque da raiva para se defender pensando assim demonstrar superioridade. Mas na verdade a resposta é oposta a quem tem esse comportamento a raiva leva a baixo toda a estrutura seja familiar ou profissional e ela pode voltar contra aquele que permite a semente do ódio em seu coração. A GULA: Entendemos que a gula é comer e beber em excesso, se pensarmos também na gula de forma intelectual percebemos que esse pecado está também ligado ao egoísmo humano de se sentir insatisfeito com o que é permitido e desejando querer sempre mais e mais, poder absoluto, compras de materiais e objetos desnecessários. Com essa atitude vão criando confusão e desorganização. A gula acaba sendo influenciada na produtividade e no relacionamento das pessoas, trazendo resultados negativos. A INVEJA: Desejo pelos bens dos outros, desejo exagerado de posse de habilidades. A inveja cega o ser humano ao ponto de não perceber as suas virtudes e possibilidades, o invejoso tem o grande prazer de cobiçar o que é do próximo aniquilando o seu próprio crescimento espiritual. Eu penso que a inveja é o pior do sentimento do ser humano. A inveja faz parte da natureza humana, por mais que evite, que não queira que tenha receios de admitir ela está presente, mas é preciso reconhecer sua ação e encontrar uma forma e encontrar uma forma de trabalhar com esse sentimento. Voltando para o nosso interior com a pureza da alma, com amor, analisando, raciocinando, compreendendo. “A competição leva a comparação e é o ponto de partida para que a inveja predomine.” Devemos saber que o principal remédio contra a inveja está dentro de cada um de nós e se chama: AUTOESTIMA. Pois a final quem se conhece bem consegue identificar suas virtudes e habilidades e não desmerece seu valor, não se perde. Daí resta pouco espaço para sentimentos tão pequenos e mesquinhos. Sabendo-se: “Que cada pessoa é única e, portanto, deve ser observada e admirada de forma particular.” VARAL DO BRASIL NO. 11
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Por vezes ouvir dizer “Pecados Capitais”, é absorvido no interior do ser humano, hoje em dia como coisas banais, são poucas pessoas que acreditam ou pelo menos entendem a ligação dos sete pecados capitais ao nosso processo de evolução profissional, moral, espiritual, emocional. Se analisarmos bem podemos perceber que os Pecados Capitais, conduzem nossa vida no dia-a-dia, levando nos a grandes realizações ou a destruição, com nossas próprias atitudes e escolhas. Quando falamos de pecados, ligamos essa palavra rigorosamente à religião, mas se pensarmos no sentido de que “pecar é o mesmo que errar”, passamos a perceber que os Sete Pecados Capitais além de estar ligado a religião eles também podem inibir o nosso desenvolvimento e crescimento em todos os aspectos de nossa vida e nos levando a prejudicar todos ao nosso redor. UMA PEQUENA REFLEXÃO AOS SETE PECADOS CAPITAIS: A IRA: Sentimento descontrolado de ódio, raiva, rancor, que pode levar as agressividades físicas e verbais exageradas, ofendendo e diminuindo a alto -estima, gerando sentimento de vingança, formando grande conflito entre as partes em discussão. A Ira pode ser provocada por minúcias, por desejo de perfeição, ou até mesmo pelo fato de diminuir a capacidade de um indivíduo. Uma pessoa movida pela raiva ela só pensa em destruir, tomando atitudes autoritárias, desrespeitando seu grupo de convivência, transformando em um clima de desconfiança, de recua entre as pessoas seja no trabalho, www.varaldobrasil.com

Varal do Brasil - Setembro de 2011 LUXÚRIA: È o desejo impulsivo desenfreado, por prazer sensual e material. No ambiente de trabalho pode ser identificado como assédio sexual. Surgindo dificuldades de relacionamento entre homens e mulheres nos ambientes organizacionais, avigorando legados culturais aprofundados bem como dificuldades emocionais de expressar a afetividade de forma saudável.

ORGULHO: É a soberba, vaidade excessiva, arrogância, pessoas que se julgam melhores que as outras que por vezes fogem da realidade no sentido de aparecer de se destacar em tudo, passando por cima das éticas e desmerecendo as outras pessoas trazendo resultados desastrosos no trabalho em grupos, por vezes tomam decisões só pelo fato de satisfazer o seu orgulho pessoal, ferindo magoando as pessoas, mas com o único propósito de atender e dar vazão a esse sentimento. AVAREZA: É a ganância, apego excessivo desmedido por dinheiro, por bens materiais. O avarento não confia em ninguém tem medo de perder, de falta às coisas pelas quais ele se apega e cobiça, prefere os bens materiais ao convívio com Deus.

CONCLUINDO: A importância de trabalhar com nosso sentimento está bem clara nos Sete Pecados Capitais, pensando e agindo de forma positiva perante os efeitos deles, combatendo e determinando novas ideias, podemos ter resultados positivos, na construção de nossos valores, profissionais e emocionais. Desempenhando a nossa competência, fortalecendo o nosso crescimento espiritual, fazendo do nosso cotidiano, no lar e no trabalho, ambientes saudáveis onde podemos ser respeitados e respeitar o direito do próximo. Vivendo uma vida digna plantando e colhendo amor.

LIVRARIA VARAL DO BRASIL

A primeira livraria brasileira na Suíça! PREGUIÇA: É definida como aversão ao trabalho, negligência. È um sentimento que obstrui a percepção física e psíquica impedindo a pessoa de criar, pensar, agir, produzir. Não sente necessidade de aprender nada, freando as idéias e ações ao seu redor, deixando sempre tudo para depois. Especializada em livros de autores de língua Portuguesa, em Português ou traduzidos.

Contato: contact@livrariavaral.com

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O GRANDE BURGUÊS
(Ira e Avareza)

São os pobres infelizes com seu sangue, Com seu suor, com suas lágrimas? Pobres desgraçados que ainda admiram seus patrões Com suas loiras formosas, A saltar de seus aviões particulares, Com roupas elegantes e feitas de pele latina, Nas fabricas da Europa. Ainda sorriem para eles Como se quisessem se destacar, Como o pobre mais orgulhoso E ciumento de seu patrão, Sem pensar que tudo aquilo Vem de sua própria exploração. Baba ovos infelizes, façam um experiência, Olhem para trás, vejam seus semelhantes. Porque sempre impedem que o povo enfurecido Estraçalhem seus patrões? La vem o Dr., ninguém chega perto. Quem encostar muito perto, eu mato! Grita um desgraçado e pobre segurança. Segurança de sua própria sandice. Causa de sua própria aflição. Inimigo de si próprio. Espertos capitalistas, Armaram um teia inquebrável: O Presidente rouba e deixa seu filho, Governador Que deixa seu neto, Senador Que deixa seu bisneto, Deputado Que deixa seu tataraneto Prefeito Que vai galgar todos os degraus do parasitismo, Até chegar a Presidente, E repetir todo o ciclo.

Por Gilberto Nogueira de Oliveira
Abaixo o capitalismo, Regime de escravidão. Religiões, comparsas do atraso, Deixa o povo na escravidão. A fome baila no mundo. Como um cão raivoso solto no espaço Tenta comer o ar. Porque são tão rancorosos? É só respirar e parar. Mundo desgraçado Poderíamos proporcionar Alegria para o povo, Mas cento e cinquenta opressores Promovem a desgraça De cento e cinquenta milhões de desesperados, Limitando-lhes até o ar que respiram, Poluindo tudo. Eu não sei como o povo aguenta Passar fome e dar seu voto Aos promotores de suas desgraças... E dão de graça... Eu já convivi alguns instantes Com pessoas burguesas. As conversas são ridículas, Chamam o povo de puxa-saco, Que incomodam suas residências, Que chateiam seus maridos, Que não sabem o que vão vestir Para um baile de gala. Realmente, é difícil escolher. Se o dinheiro é fácil? Quem paga é a desgraça popular?

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Desenho de Graciela-Wakizaka

DESEJO

Por Graciela Wakizaka

Pingos de chuva, passos largos, corre, atravessa a rua e encontra o abrigo. Abre a porta... Um leve aroma agradável de café torrado percorre suas narinas. No barulho de louças, cristais e vozes ele segue a procura de lugar para sentar. Por fim, próximo ao jardim, encontra aliviado, a única mesa disponível. Acomoda-se na cadeira e passa o guardanapo na testa molhada pela chuva. Ao recompor o fôlego, olha para a janela, escuridão total. Observa o casal ao lado, o velho a folhear o jornal, uma jovem entretida com o seu livro, as conversas e ao fundo as gargalhadas. No meio do alvoroço, ouve o som de um piano. Na antessala, tocava piano, a mulher magra de cabelos vermelhos, seus dedos finos deslizavam, ora suaves como um cristal, ora intensos e arrebatadores como ondas quebrantadas. Entremeio às notas musicais, o vestido de seda transparente mostrava a silhueta de seu corpo. Ali a desejava! A mulher de cabelos vermelhos, o piano devorador.

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OS BUNDUS DE PRETO VÉIO SALU
Por Heitor Luiz Murat – Arokin Apresentação Bundus são a mais nobre herança brasileira da sabedoria africana. Histórias como os bundus ainda podem ser encontradas na Nigéria, no Congo, em Angola, Moçambique e Guiné. Na forma encontrada no Brasil, elas se aproximam às vezes das tradicionais fábulas européias. Supõe-se que são uma mistura das tradições orais egípcias, dos Apalô e dos Arokin (contadores de história), da sabedoria muçulmana africana, com as culturas indígenas (especialmente as influenciadas pela língua tupi), com a cultura portuguesa. Recolhidos pelo autor entre amigos e depoentes em quase todo o país, em rodas e escolas de samba, em grupos de capoeira, terreiros e tendas, ordens e irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito, os bundus de Murat são retrabalhados com o auxílio de computadores, sendo recriados em forma e estilo. Além de documentar uma rica manifestação da literatura oral brasileira, eles são fáceis de ler tanto para adolescentes quanto para adultos de bom gosto, prestam-se à utilização como paradidático atendendo assim aos requisitos da lei 10.639 que torna obrigatória a temática afro-brasileira nos currículos do ensino fundamental e médio. Estes contos além de movimentados e interessantes resgatam temas e personagens da mitologia afro, bem como elementos da cultura e culinária afro-brasileira e também diversos termos das línguas africanas presentes no português falado no Brasil. Contendo glossários com ricos verbetes, a leitura dos bundus de Murat atende tanto ao leitor curioso quanto aos estudantes que necessitam aprofundar seus conhecimentos da cultura afro -brasileira. Retrabalhados por meio de inteligência artificial em busca de um estilo palatável ao gosto internacional este conto trata da questão das virtudes no imaginário afrobrasileiro.
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Preto véio chamava-se Njumo Bonga na mãe África. Era homem de grande sabedoria e gozava da confiança do príncipe Muanga. Era também Aya Mejo (possuía oito mulheres). Nas quatro passagens que vamos contar, podemos ver a profundidade de seu pensamento, ora como conselheiro de um principado em perigo, depois como consolador de seu povo no negreiro, mais adiante como estimulador no cativeiro e finalmente como inspirador no quilombo. Na África, o príncipe Muanga tinha um forte exército capaz de defender seu povo. Ele já havia ouvido falar que alguns mercadores árabes estavam naquelas bandas, oferecendo bons preços por prisioneiros de guerra, que seriam depois vendidos como escravos aos portugueses na costa. O reino vizinho ao seu, do soba inimigo Mutombo, já há muitos anos comerciava com prisioneiros de guerra e com isso estava ficando mais e mais rico. Ele nunca havia entrado nessa moda porque Bonga o desaconselhava disto dizendo: -- Pobreza temporária não é vergonha. Ter vergonha dela é que é. Sair da pobreza à custa do sofrimento dos outros não é bom caminho, pois um dia outros podem seguir o mesmo caminho e você será o que sofre. Ser pobre sempre, não é bom porque traz muita infelicidade. Mas a única saída honrosa da pobreza é o trabalho. O comércio de escravos é perverso porque traz muito sofrimento.

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Por muito tempo, Bonga conseguiu manter o príncipe Muanga fora do negócio da venda de escravos. Porém, numa ocasião em que ele havia ido às montanhas para pensar e “crescer por dentro”, o príncipe recebeu visitas na cubata. Os visitantes eram o soba Mutombo e os mercadores árabes que vinham propor uma expedição de guerra contra um povo cabinda que morava ali perto. Desta vez, o diabo Cubango estava na cabeça de Muanga e fez com que o espírito quiumba da ambição o dominasse. Ele aceitou. Na ausência de Bonga e contra a vontade do preto veio, participou da expedição guerreira contra os cabinda. O plano era vender os prisioneiros aos árabes, que por sua vez, os venderiam aos portugueses na costa. Bonga ainda pode ver os guerreiros de Muanga partirem. Ficaram com ele na aldeia apenas as mulheres, as crianças e uma pequena guarda. Dias depois, quando eles já esperavam os guerreiros de volta, foram aprisionados pelos homens de Mutombo e levados para a costa para serem vendidos como escravos. Lá souberam que Mutombo havia levado seus guerreiros para uma armadilha e depois de tê-los aprisionado voltou à aldeia para completar a obra. Já preso, com o príncipe Muanga, Bonga refletiu: --Andando com otá-o inimigo, sempre de pé atrás. Foram todos empurrados para os porões de um navio negreiro que ia levá-los ao Brasil. Vendo o sofrimento de seu povo, as horas tristes no escuro do porão, a morte à espreita para levar qualquer um, Bonga resolveu dar-lhes o consolo de conhecer as verdades da essência do homem. Lá no porão do negreiro disse Bonga: -- Vocês que sofrem, lembrem que o homem é feito de emi ( vitalidade natural). Os nossos que já se foram, voltaram a ser emi ( vontade de nascer outra vez ). Rezemos para que não precisem voltar mais. Não se deixem cair no
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banzo. ( depressão profunda ) nem no medo da morte e do sofrimento. Emi é também vontade de nascer outra vez em uma de oito coisas: pedra, água, fogo, ar planta, bicho, homem ou nada. O homem tem que ser sábio e bom nesta vida, para não querer nascer outra vez, para nascer um nada. Os maus, ou os que deixaram alguma coisa por fazer, ficam com vontade de nascer outra vez e sofrem sem parar, nascendo e morrendo muitas vezes. Chegando ao Brasil, por muita sorte, Bonga e Muanga chamados agora, Salu e Tião pelos portugueses e brasileiros ficaram juntos com mais alguns conhecidos na fazenda onde eram escravos-erús. Pouco a pouco, eles foram reunindo em torno deles mais e mais interessados em ouvir as histórias de Salu e os planos de fuga de Tião.

Quando ia haver encontros, os escravos-erús faziam uma quirimba (sinal) com os dedos para irem lá pro pé de cajarana onde havia sido amarrado um boi-malu. Salu dizia: -- “ O corpo do homem é como uma moringa de amó ( argila ) onde Malumba pôs a Menga ( sangue e espírito do homem ) e Lemba pôs o Axé ( força divina para o Bem ) e Tambá-o diabo pôs a Kariapemba ( força diabólica para o Mal ).

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Quando o homem nasce, ganha uma semente de Ori ( eu psíquico, inteligência, sensibilidade ) que ele deve cultivar como uma árvore ao longe da vida, conforme o equilíbrio dessas forças.” Durante essa vida os orixás nos dão máscaras -erú, que são as caras que temos para apresentar aos outros. A máscara-erú que estamos vestindo agora no Brasil é a de escravos-erú, porque os portugueses e brasileiros estão com a Muzenza ( possuídos por espíritos que fazem com que as forças do Mal dominem as forças do Bem ). Mas nós podemos construir outras máscaraserú. Tião então falava como fazer isso: --É preciso fugir, é preciso quilombar, é preciso manter-se em forma física por meio da capoeira e pensar muito no que fala Salu. O nosso futuro, nós devemos construir agora. Vamos rezar a Urucai ( o Pai Nosso negro para vencer Muzenza ). Um belo dia, conseguiram mesmo fugir e lá pras bandas do rio Saracurunaçu fundaram um quilombo. Tião mudou de nome, virou Zumbi-um chefe poderoso. E Salu..., bem Salu continuou Salu, um grande conselheiro, com suas mulheres e muito estimado por todos. Lá no quilombo, Salu falava de uma lei de convivência que se resume em sete regras de ouro da virtude: 1. Não fazer aos outros o que não queremos para nós; 2. Não cobiçar o que é dos outros; 3. Ensinar os pobres e necessitados a viver por si mesmos; 4. Não maldizer nem criticar os outros; 5. Cumprir o dever mesmo com sacrifício; 6. Evitar as más companhias; 7. Respeitar todas as religiões. Assim viveu Salu espalhando sabedoria e bondade. E muitos anos depois, quando Salu já era um
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próspero velho-cacuruquê, foi contar seus bundus-histórias na corte e recebeu da Princesa Isabel, uns dois meses depois de assinada a Lei Áurea, um rosário de ouro e uma lágrima real em reconhecimento por sua sabedoria. Foi uma grande festa no Palácio Imperial de Petrópolis em que se tomou muita Zuninga, muita mandureba e muito marafo.

GLOSSÁRIO

AMÓ – ( iorubá ) argila Arokin – contador de histórias AXÉ – ( iorubá ) força divina AYA MEJO – ( iorubá ) aquele que possui ou pode possuir oito mulheres CABINDA – ( banto ) região próxima da foz do Rio Congo e de Angola. Nome dado no Brasil aos negros vindos desta região CACURUQUÊ – ( quimbundo cião.Também sábio e bondoso. ) velho an-

EMI – ( iorubá ) vitalidade natural, vontade de nascer outra vez. Também árvore sapotácea que produz uma amêndoa da qual se faz manteiga. ERÚ – ( iorubá ) máscara, face social. Designação de escravo, espírito mau, pacote com os pertences do morto. KARIAPEMBA – ( quimbundo ) divindade maléfica angolana, força maléfica

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LEMBA – ( quimbundo ) divindade angolana – congolesa que corresponde a oxalá da nação nagô.É a deusa da fertilidade e da procriação. Também chamada Lembadiê, Malemba, Cassulembá, Lembarenganga. MALU – ( iorubá ) boi MANDUREBA – cachaça MARAFO – ( quimbundo ) cachaça MENGA – ( quicongo ) sangue e espírito MUZENZA – ( quicongo ) posse por maus espíritos, filha de santo, dança de candomblé ORI – ( iorubá ) o eu psíquico, a inteligência, a cabeça, a alma orgânica em contraposição ao emi que é o espírito imortal. Também manteiga branca feita de amêndoa da árvore sapotácea emi. OTÁ – ( iorubá ) inimigo QUIRIMBA – ( iorubá ) sinal feito com as mãos QUIUMBA – ( quimbundo ) espírito de ambição SOBA – ( quimbundo ) chefe TEMBA – ( quimbundo ) também tumba. Espírito do Mal, demônio angolano URUCAI – ( quimbundo ) prece, oração ZUNINGA – ( banto ) aguardente

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MAÇÃ
Por Hideraldo Montenegro E esta fruta com gosto humano que saboreio até o talo e me entalo até o gozo tem sabor de veneno corte e morte que me deixa desfalecido no leito - pura sorte! Acerta-me no veio e me entrego à morte com um sorriso nos beiços

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Seven
Por Hipólito Ferro Os setes pecados capitais: os antigos monges do deserto falavam de mais pecados ou os logimóis que eram os pensamentos antes de realizar os atos do pecado em si...pois os pecados começam com as intenções antes do ato em si depois com o passar do tempo ficamos com os 7 pecados como a luxúria, avareza, gula, preguiça, soberba...e assim caminha a humanidade entre pecados grandes e pequenos e o próprio pecado de cada um...quem não tem um pecado capital ou um pecadinho qualquer que atira a primeira pedra...pois o pecado está sempre do nosso lado ou dentro de nos...fazemos parte disso desde que saboreamos aquela maça deliciosa desde então haja pecados com ou sem intenção.... Uma lembrança muito forte de os pecados mais próximos foi o filme Seven a última cena em que ele mata e fica em dúvida sobre o assassinato da pessoa...pois a ira de matar alguém estava dentro dele e acaba manifestando isso naquele momento... Os antigos sempre falavam do pecado como forma de miséria do homem e isso era o suficiente para a sua própria rendição ou libertação pois tinha consciência de sua pequenez e por isso acabava sendo mais humano consigo e com ou os outros...hoje camuflamos os pecados revestidos de justiça, auto suficiência e assim esquecemos nossa dimensão de Adão que simbolicamente significa terra ou húmus que vem de humanidade...mais humano... Então vivamos os sete pecados capitais e sabemos que eles são benéficos para cada um de nos e para todos como disse uma autor antigo Félix culpa....

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AOS QUE AMO

Amar sempre foi à maneira mais próxima De se estar com DEUS Amando a todos

Por Icléia Inês Ruckhaber Schwarzer

Perdoando a todos Ajudando a todos

Aos que AMO e aqui deixo quero dizer Perdoem se um dia não estive com vocês Mas quero que saibam Que em pensamento sempre estive Se um dia os magoei Quero que saibam Que esta não foi a minha intenção Se deixei de lhes chamar ao celular Mandar mensagem nas redes sociais Saibam que neste tempo estava conversando com Deus Pedindo a ele muita proteção a estes que tanto estimo Também quero dizer Que mágoas não guardo de ninguém A magoa só nos faz adoecer Se pensarem que um dia fiquei aborrecida Magoada Ferida Sofrendo Por palavras ou atos impensados Vindos de vocês Saibam que isto não aconteceu Dou graças ao meu bom DEUS Que não me deixa guardar Este tipo de sentimento dos que amo
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Sempre busquei O aperfeiçoamento de minha alma Alma que sempre teve Motivos de estar com vocês DEUS nos colocou no mesmo caminho Para juntos percorrer esta jornada E por isso digo a vocês Os amos e sempre os amarei Por nada se sintam indiferentes Vocês fazem parte da minha vida Fazem parte da minha jornada Jornada a caminho da morada Uma das moradas do Pai.

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REFLEXÕES SOBRE OS SETE PECADOS
Por: Inês Carmelita Lohn

O mundo foi criado por um Grande Arquiteto. Não sabemos viver, neste mundo encantado e, também, não obedecemos às leis dos sete pecados. Somos insatisfeitos, e queremos o bem alheio. A inveja nos consome. Preparamos armadilhas, e acabamos caindo nas nossas próprias ciladas. Articulamos vingança contra o nosso irmão. O ódio é um câncer na alma, uma ferida no coração. Essa doença maltrata, e prejudica a nossa evolução. Com nossa arrogância, ferimos vidas humanas. E por conta do orgulho, achando que somos os melhores, perdemos as oportunidades de ter uma vida feliz, e de olhar as pessoas queridas que estão ao nosso redor.
Imagem de Arwengernak

Somos muito mesquinhos, só queremos poupar. Temos dinheiro na conta, mas ficamos a reclamar. Se cairmos em um rio, vamos nos afogar. Nossa mão não vai abrir, nem para segurar capim. Por conta da avareza, preferimos afundar. Não percebemos as riquezas, que por direito são nossas. Ao invés de ir à luta, na busca de uma vida melhor, Ficamos acomodados, deitados num sofá. Somos como os parasitas, só queremos é sugar, e por conta da preguiça, muitos de nós já morremos. Apenas estamos na Terra, ocupando um lugar. Nossa vaidade é tão grande, que chega a nos dominar. O poder e a riqueza estão sempre em primeiro lugar Vivemos acorrentados às joias, bebidas, prazeres e orgias. Esses vícios nos dominam, fazendo de nós, assassinos. Matamos a própria vida, e a dos que estão a nossa volta. Somos verdadeiros escravos, frente a nossa luxuria hipócrita. Nossa insatisfação, nos leva ao caminho da gula, comemos além do limite, e nada nos satisfaz. Desejamos tudo que vemos, e sempre queremos mais. A gula do mundo nos consome, e nos faz sofrer e chorar. Somos manipulados, e nos sentimos incapaz. Temos fome de tudo, e queremos nos saciar. Acabamos frustrados, e perdemos a nossa paz.

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Último Suspiro
Por Infeto Ao sair do salão de beleza foi alvejada por três tiros. Antes de dar seu último suspiro desejou “porra, tomara que esse sangue não escorra e mele meu cabelo.”.

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PECADOS CAPITAIS

- Não quero ficar obesa. Quero menos, quero menos, quero menos.

Por Ironi Lírio Andando pesadamente Lá vai um homem glutão Pensando nas suas panelas Que estão cheias no fogão - Quero carne, quero bebidas, Quero torresmo, quero pão, E quando se senta à mesa Diz para a cozinheira: - Quero doces de montão. Quero mais, quero mais, quero mais. O dono daquela loja Que responde com um jeito bruto Nunca tem um trocadinho Para devolver aos seus fregueses Na compra de algum produto Mas quando eles viram as costas Diz o avaro astuto: - Vai tudo para um cofrinho. Ele quer mais, quer mais, quer mais.

Imagem de Ttreevoices

Sempre faço um comentário E ninguém me faz de otário Não sou fofoqueiro, não Falo da vida alheia Mas tenho boa intenção Sei soltar o meu rojão Vivo do jeito que quero Sou do jeito que gosto Não fico de lero, lero No meu taco eu aposto Quer ver mais, quer ver mais, quer ver mais?

A moça admira a silhueta Parada em frente ao espelho E mesmo sendo esbelta Quer ter o corpo de modelo Quando se senta à mesa Rejeita a sobremesa E sempre diz para a cozinheira:

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Eu me acho tão certinho Por isso eu digo, eu falo, Não levo desaforo, não Tenho o pavio curto Orgulho-me de ser brigão Sou um cara resolvido Não economizo pé d’ouvido E, para quem não me admira Que venha provar a minha ira; Quero é mais, quero é mais, quero é mais.

Conclusão: Aquele que sempre fala Que é muito santificado Pode estar se enganando Ao olhar só para os lados É bom que fique atento Para não sair machucado Pois não existe nesta vida Quem não tenha nenhum pecado Mas pode de alguma forma Tornar-se regenerado E isso é o que eu mais quero
Foto de Rosie Hardy

Quero mais, quero mais, quero mais.

HORAS OU MOMENTOS – Para Você, (De Alice Luconi)
é um livro de - crônicas, contos e fábulas - que celebra a vida.. Suas histórias estão

Agora, Vou deitar na minha rede Não me preocupo com as horas Não ligo de estar atrasado Não preciso ir embora Vou ficar bem relaxado Quero ver passar o dia Nessa hora de preguiça Não tenho melancolia Eta vida que vicia! Quero mais, quero mais, quero mais.
h p://scapocrea.artblog.fr/

contaminadas pela formação filosófica da autora. Também, estão impregnados de mensagens que despertam e conduzem seus leitores a viagens alegres ou tristes dependendo do grau de imaginação de cada um. Narram pequenos contos, crônicas e fábulas sobre o amor, o riso, a alegria, a superação, a comédia, mas também falam sobre a dor, o sofrimento, a traição, a morte... Os leitores vão gostar, talvez, até se identificar com algum dos temas apresentados. Seus textos retratam vivências que acontecem todos os dias no cotidiano humano na nossa moderna sociedade. Na Livraria Varal do Brasil em setembro!

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INVEJA-PECADO CAPITAL
Por Isabel C.S.Vargas Não olhes para o outro Olha para dentro de ti Não tentes imaginar Os desejos que o movem Procura saber teus desejos mais profundos Não copies o que faço Cria tua própria obra Não invejes o outro Trabalha, investe em ti Não almejes o que o outro tem Valoriza aquilo que possuis Não denigras a imagem de outrem Torna a tua transparente Aprende a valorizar-te Só assim os outros irão fazê-lo. Sê original Descobre caminhos próprios Persegue teus sonhos Vive tua vida E não a do outro Só assim serás feliz

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PALAVRAS TROCADAS DOEM... Por Ivane Laurete Perotti Mac Knight
_ Meu amor, eu não disse isso! _ Disse, sim! Está pensando que não ouvi? _ Não, sim! Quero dizer que você não ouviu direito. _ Eu ouvi! Pensa que sou surda? _ Não! Quero dizer que você não entendeu! _ Áh! E ainda me chama de burra?! _ De novo você não me entendeu! _ Eu não entendi? _ Não! Não entendeu! Eu estou dizendo outra coisa! _ Agora é outra coisa... mudando de assunto novamente! _ Calma! Você está nervosa. _ Nervosa? Acha que não sei o que estou dizendo? _ Está fazendo uma tempestade em um copo com um pingo de água dentro. _ O que? _ Calma amor! _ De novo eu não tenho razão? _ Não é nada disso? _ Nada disso o quê? _ Para de dizer para eu ficar calma! Não estou nervosa! _ Não? _ Está tirando uma com a minha cara? _ Não é nada disso... _ É o que então? _ Vamos conversar... _ E não estamos conversando? _ Você está gritando. _ Eu? É sempre assim! Você precisa encontrar um jeito de colocar a culpa em mim. www.varaldobrasil.com

_ ... _ Não é isso? _ ... _ Diga! _ ... _ Agora não quer mais conversar? _ Não, eu quero. Mas... _ Mas o que? _ Já nem sei mais porque a gente começou a discutir. _ Discutir? Mas você não disse que estávamos conversando?

_ É! Conversando! Estamos! _ Conheço essa sua cara de ironia. _ Não estou sendo irônico. _ Não! É a sua mãe que está! _ Não põe a minha mãe no meio dessa história que ela nada tem a ver com isso. _ Ah! Não? Está defendendo ela agora? _ Não fale dela. _ Falo quando eu quiser! _ Então vai falar sozinha! _ Artur! Volta aqui! _ ... _ Artur! Não sai agora porque eu nunca mais vou falar com você!

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_ Bom! Isso é muito bom! _ Olha bem o que você está fazendo! _ Eu? Você começou essa discussão sem pé nem cabeça! _ Você me provocou e ainda corre no meio da conversa! _ A conversa acabou faz tempo. Tchau! _ Artur! Volta aqui! _... _ Artur!

conseguia mais argumentar. Mulher era tudo igual. Só mudava a cor do cabelo várias vezes durante a vida. Eita! Que raça! E ele querendo assistir um jornalzinho, bebericar a cerveja que estava esperando na geladeira, espichar a noite para um filmezinho. Eita! Quando fora a última vez que se jogara no sofá da sala sem precisar se preocupar com a Marialva? Mulher do cacete! Precisava ser tão difícil de conversa? Parecia a mãe dela, aquela dona da verdade sobre todos e tudo! Eita! Estava perdido! Marialva não esfriara durante a novela. No meio do capítulo 78 espelhou-se na discussão entre os personagens centrais. Estava ali outra sofredora! Homem era sempre igual. Tudo igual. Só mudava a marca da cerveja, quando mudava. Quando mudava! Pobre Antônia, vinha sofrendo desde o primeiro capítulo da novela. E ainda alguns diziam que novela era bobagem. Bobagem como? Estava ali o que ela, Marialva, passava há anos, desde o dia em decidira casar com o Artur. Homem que parecia calmo, enganava a todo o mundo. Só parecia, aquele filhinho da mãe, cheio de dengo para os de fora. Dentro de casa era um demônio! E ainda saía como se fosse o bom. Ela que era surda, que não entendia das coisas e que falava mal da mãe dele. Falava mesmo! Que sogra como a que ela tinha ninguém merecia. Ninguém. Nem quem tivesse pecado a pagar. E essa agora do Artur sair de casa deixando-a sozinha, com as palavras na garganta, louca de raiva com as coisas que não dissera e estavam martelando dentro de sua cabeça. Era muito sofrimento para uma mulher como ela, dedicada, caseira, fiel. Bem que a Ana Maria falava que ficar em casa esperando marido dava nisso! Eles nunca valorizavam as mulheres corretas. Eram as outras, aquelas que ficavam na rua, se oferecendo que... Será que o Artur estava com outra mulher? Será que ele seria capaz de se arriscar com um rabo de saia qualquer? Igualzinho na novela. Era isso mesmo! E ela que pensava que ele ficara chateado por causa da mãe. Tudo encenação. Ele encontrara um jeito de sair de casa e ainda fazer de conta que era ela a culpada. Malandro. Desavergonhado. Filho da... Ah! Mas ele teria de voltar. Teria sim. Artur não deixava os seus bagulhos para trás. E ele tinha muito bagulho. Bagulho que ela passava o dia limpando, arrumando. Enquanto ele se enrabichava com uma qualquer. Ah! Quanto sofrimento na vida de mulher correta. Deveria ter seguido outro caminho. Mas ele não esperava para ver. Ela iria tirar isso a limpo e era já. VARAL DO BRASIL NO. 11
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Artur ficou algumas horas fora de casa acreditando que Marialva conseguiria acalmar-se. Demorou na padaria tomando café, encontrou um colega de cervejadas, jogou truco, voltou à padaria para outro café... Marialva que mastigasse os capítulos da novela das oito e depois fosse chupar em um pé de meia suja. Estava cheio daquelas conversas que acabavam em briga. E ainda, falando da mãezinha, coitadinha, boazinha, dedicada, nada tinha a ver com o assunto. Era duro ser casado com uma mulher tão disposta a brigas quanto a Marialva. Queria paz! Era de muita paz! Homem devoto de São Benedito, calmo. Não entendia aquela vontade que a mulher tinha de discutir todos os assuntos. Tudo era motivo para grandes brigas. Tudo! E ele que desse conta de acalmá-la. Nem sempre conseguia. Parecia que ela sentia o maior prazer em vê-lo perdido diante de tantas palavras. Estava aprendendo a deixá-la sozinha quando não www.varaldobrasil.com

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Artur estava no quinto café com pingado quando avistou Marialva no outro lado da esquina. Mas... enlouquecera a mulher? Sair para a rua numa hora daquelas? Era perigoso. O que estaria fazendo fora de casa? Não estava entendendo, mas o passo firme e rápido o fez pensar que a mulher aproveitava bem demais a sua saída de casa. Eita! Claro! Só poderia ser isso mesmo! Enquanto ele dava um jeito de esfriara a cabeça, ela esfriava outra coisa! Filha da m... ele sabia o quanto as mulheres eram fáceis, sempre encontravam um jeito de colocar as unhas de fora. E ele, idiota, facilitara as coisas. Mas isso não ficaria assim. Não mesmo! Marialva caminhava olhando para os lados, possivelmente para não ser vista por algum conhecido, a malandra, se fazendo de puritana para quem quisesse acreditar. Descarada! E ainda estava usando aquele vestido que ele dera de presente de aniversário. Filha da m... filha da... A mãe dela conhecia muito bem a filha que tinha! Tudo igual. Tudo igual. Mas ele iria descobrir com quem Marialva estava se encontrando e acabaria com a festa dos dois. Ah! Se não acabaria. Ele era um homem que parecia calmo sim, mas só parecia! Pisassem no seu calo para ver do que ele era capaz! Pusessem a mão no que era seu! Pusessem a mão na mulher que era dele! Acabaria com essa pouca vergonha na lata dos dois. Marialva caminhava com a raiva levando os seus pés para frente. Pés e olhos em todas as direções e nada do Artur. Só faltava o filho da mãe estar enfurnado em algum lugar para se esconder dos conhecidos. Isso se os amigos não estavam ajudando. Era bem coisa de homem. Um ajuda o outro quando o assunto é rabo de saia. Mulher vagabunda existia em tudo que era lugar e não faltava homem fraco e sacana. O dela não era diferente. Era homem e então... Não tinha dúvida. Aquela cara de sonso era só para enganar. Nem era bom de cama. Era apagado por demais. Mas isso também era assim mesmo. Em casa faltava, mas na rua, ah! Na rua a sacanagem ajudava a natureza dos desavergonhados. Ele que esperasse. Vingança de mulher traída é coisa para ser feita na hora. Sem dó nem piedade! E nada da mulher entrar em algum lugar. Só espiava e continuava adiante. Marialva até parecia esperta. Estava querendo despistar. E estava quase conseguindo, não fosse a sua vontade de pegar os www.varaldobrasil.com

dois em plena cena de adultério. Ou... então, marcara um encontro sem lugar determinado. O que não era muito incomum para uma mulher. Sua mãe sempre dizia que o diabo fazia a tampa, mas não fazia a panela. Mulher sacana tinha pacto com o mal, mas não contavam com o apoio da inteligência. Isso era coisa para homem, era da natureza mesmo. Homem sabia fazer e fazia bem. Mulher sempre deixava ponta para ser descoberta. Mas ele a pegaria antes mesmo que completasse a sem-vergonhice. Eita! Se pegaria. Bastava continuar seguindo a dita que daria cabo de dois problemas ao mesmo tempo. Nem queria pensar no que iria fazer quando olhasse para os dois juntos. Sentia que a raiva subia feito fogo pelas suas pernas. As mãos estavam vazias, mas um homem de verdade não precisava de nada. Só deveria manter a cabeça no lugar até pegar os dois. Depois, depois seria pela mão de sua santinha. Que santinha não deixa devoto algum passar por aperto. Logo ele, marido fiel. Correto, cheio de boa vontade. Dedicado. Trabalhava feito burro de carga para dar o que havia de melhor para a desavergonhada da mulher. Mas ela pagaria em dobro pela dor que ele sentia. Era uma dor que começava em algum lugar abaixo do umbigo e subia pelo estômago, chegando a apertar a garganta e o que ele chamava de cérebro. A cabeça que guardava as ideias latejava, a outra, que guardara para ela, a safada da Marialva, estava gelada, pobrezinha. Como que se adivinhasse a traição da dita cuja desalmada. Dor de homem traído é dor sem cura. Entra pelo sangue e chega a todos os lugares do corpo e da alma. Não tinha jeito. Já sentia essa dor formigando e corroendo sua vida de homem dedicado. Homem que sofria a dor da traição.

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Marialva procurava escolher os lugares para entrar. Era uma questão de tempo, de paciência, apesar da raiva que aumentava a ponto de quase deixá-la cega. Era muita raiva. Raiva de mulher traída explicava qualquer atitude de vingança. Ela bem sabia. Lembrava do caso da Dona Odete, filha do seu Osvaldo, no dia em que pegara o marido no flagra. Cortara as coisas do homem. Cortara e assumira que ainda era pouco para tanta canalhice. E além dela, conhecia muitas outras, porque homem é tudo igual. Algumas mulheres ficam esperando que o homem escolhido nunca apronte, nunca saia dos trilhos, nunca as engane, nunca coma fora de casa e... só esperam. Esperam até o dia em que eles fazem o que a natureza determina. Mas com ela seria ainda pior, porque aguentava o safado do Artur há muito tempo. Apagado, meio mole para as coisas das responsabilidades de homem, agora encontrava fora de casa o quem a ela ele tinha negado. Homem desaforado, sacana, bofe mimado. Tudo culpa dos mimos da mãe dele. Filhinho para cá, filhinho para lá e ela ali, esperando que ele crescesse, virasse homem. Desnaturado. Iria pegá-lo na hora certa. Fazendo o que não devia. Artur seguia Marialva mais de perto, na certeza de que a hora chegava. Ela jamais esperaria vê-lo assim, ao vivo, testemunha da malandragem, do desavergonhamento. Marialva caminhava espichando os olhos para todas as portas abertas ou fechadas. Ele estava por ali, podia sentir. Sentia o cheiro da traição. Sentia o cheiro do homem que se escondia para fazer sacanagem. Artur até conseguia antever o encontro da mulher safada com o seu outro, dois elementos do mal, da safadeza. Ela iria levantar aqueles olhos redondos, redondos e escuros, fazendo um convite de quem queria a coisa toda. Ele sabia. Conhecia as vontades de Marialva, mas não imaginava que ela teria coragem para procurar fora de casa o que ele sempre dava para ela. Ela tinha tudo. Faltava o que? Marialva não conseguia pensar no que poderia estar faltando em casa para o Artur precisar encontrar mulher na rua. Ela fazia todas as vontades dele, até mesmo quando não tinha vontade para qualquer coisa. Ela se sacrificava, se doava, se abria para o marido que agora a pagava com a infidelidade. Marido infiel. Homem dos demônios. Qualquer rabo de saia devia servir. Ou, será que www.varaldobrasil.com

Artur se enrabichara de outro jeito? Será que chamava alguém pelo nome assim como fazia com ela naquelas horas de quero mais? Será? Iria dar cabo ao marido infiel. Mostraria para ele de que tipo de carne ela era feita. Ele que esperasse. Que esperasse. Será que Marialva estaria apaixonada por um qualquer? Será? Não seria apenas uma traição de mulher sem vergonha querendo provar de outro homem? Seria possível uma traição tão grande como a que ele imaginava agora? Seria a primeira vez? E se isso tudo já acontecesse há muito tempo e ele carregava os chifres na cabeça sem saber o tamanho da sua cornice? Corna! Ela era uma mulher chifruda! Motivo de riso para as lambisgoias do bairro. Ai, minha nossa! Seria possível que Artur estivesse de amante certa? Uma teúda que dividia com ela o marido, o serviço e as pagas que ele ganhava? Nessa hora, a raiva dos dois cegou-os por completo. Tal foi a química que envolveu a situação que sequer se deram conta de atravessar a esquina perdendo a mão de onde vinham ou iam. Foi rosto a rosto. Corpo a corpo. Marialva não sabe de onde surgiu o objeto em suas mãos. Artur não viu de onde pegou o instrumento de execução. Mas os dois, ao mesmo tempo, soltaram a ira pela traição imaginada com a força dos passos que os fizeram chegar até ali. Até hoje ninguém explica o ocorrido. No velório do casal se fala muito em vingança por ciúme da boa vida que levavam. Dizem as mulheres mais vividas que a inveja acabou com os dois, literalmente. Mas para aqueles que prestam atenção ao discurso, algo se explicaria de outras formas mais racionais: as palavras doem... mas a ira mata.

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PARTICIPAÇÃO NO VARAL

- Em novembro, tema livre – receberemos textos até dez de outubro (se atingirmos um número ideal de páginas o texto pode ser reservado para uma próxima edição); - Em dezembro, Especial Natal e Ano Novo – receberemos textos até dez de novembro . Você pode escrever na forma que desejar: verso ou prosa! Haicai? Trova? Poema? Crônica? Conto? Miniconto? Soneto? Que outras mais você faz? Mostre pra gente! Traga sua poesia, sua visão da vida, seus sonhos, para o VARAL! E se você ainda não veio para a livraria que o VARAL está abrindo em Genebra, não pode perder esta oportunidade! Muitos já aderiram, o site já está com muitas visitas e queremos ver você por lá! Se desejar divulgar suas obras no exterior, venha! Se quiser detalhes, escreva para livrariavaral@bluewin.ch e lhe enviaremos todas as informações. Participe, divulgue! Venha para o Varal, a sua literatura sem frescuras! www.varaldobrasil.com VARAL DO BRASIL NO. 11
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OLHAR DE INVEJA
Por Jacqueline Aisenman

- Olhar de inveja mancha os olhos, sabia moça? - Não... Mancha... Mas mancha como? - Ai, que nem papel ou pano que solta tinta. Inveja também solta... - Não sabia... - Basta olhar bem. Olhar direito. Quem tem inveja tem os olhos escuros, manchados. Quanto mais inveja, mais manchado fica. - E não sai? Não sai depois que passa? - E inveja lá passa, moça? Não passa! E a mancha não sai... vai é ficando pior cada vez mais. - Nossa... tem que cuidar... - Tem... - ... tem que olhar com amor... - Tem... - ... porque eu não quero andar marcada por aí. - Melhor não! Ainda mais que a pessoa invejosa nem repara os próprios olhos manchados, só os outros é que veem!

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ARRIMO, dicionário de rimas, contém aproximadamente 41.100 palavras rimadas. Essencial a trovadores, sonetistas, cordelistas, letristas de músicas e demais cultores de estilos poéticos que valorizam a rima. A partir das terminações tônicas iniciadas por vogais, começam os vocábulos: sejam adjetivos, substantivos simples ou compostos, locuções adverbiais, expressões idiomáticas e verbos flexionados, que se combinam. As rimas imperfeitas vêm em seguida às outras. Os parágrafos não recebem ponto final e sim, vírgula, para que cada um possa adicionar suas próprias rimas que, ocasionalmente, tenham sido omitidas, e assim, personalizar o dicionário, tendo em vista o extraordinário número de verbetes de nosso idioma. A língua portuguesa constitui-se de aproximadamente quatrocentas mil palavras; entretanto, para uma comunicação oral ou uma escrita de qualidade, não é necessário conhecer tudo isso, conforme avaliação da Enciclopédia Barsa, no livro Manual de Redação. Apoiada em conceituada bibliografia, a autora Lóla Prata apresenta o ARRIMO aos poetas rimadores e lhes facilita o trabalho de versejar. O prefácio do laureado poeta Humberto Del Maestro o recomenda mais. Com a autora: Lóla Prata Garcia lola@pratagarcia.com

Romance poético que narra a história de Mônica, uma jovem escritora brasileira, ao iniciar um novo livro, ela abre uma parte de seu mundo particular e nos leva a crer na fantasia de como o cotidiano pode ser perpetuado em uma obra. Baseado em pessoas de seu próprio convívio, as experiências que tiveram juntos, ela transforma seu cotidiano em uma trama fictícia, o lado psicológico é tema constante, como a introspecção de cada um dos envolvidos neste contexto. Na trajetória do texto, vemos a dificuldade de alguns em vencer seus traumas, momentos difíceis que os levaram a se autoanalisar para tentar acreditar na possibilidade de merecer uma segunda chance de ser feliz. Para lhes mostrar uma luz no fim do túnel da insegurança, surge um protetor que interfere espiritualmente em suas decisões, como um conselheiro, este estranho personagem dá um colorido especial a história de Mônica, tornando-se de fundamental importância para a conclusão de seu trabalho. Mostra também a magia de como os caminhos das pessoas se cruzam, a forma natural como os personagens aceitam as drásticas mudanças em sua vida, é fator relevante neste drama, pois, mostra o potencial de cada um ao buscar levantar sua auto estima. Enfim, o lado psicológico é tema constante, inserido como a introspecção de cada um dos envolvidos neste contexto, há também uma pitada de moderna espiritualidade, onde eles reconhecem os seus próprios valores enquanto seres humanos, vindo então deste reconhecimento a justificativa de suas ações. A autora.
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Veneno
Por Janice França Doce e louco veneno Que me entorpece e cega, Colocando-me entre o Céu e a Terra, Buscando, esperando minha entrega. Dissimulado amargor, poderoso e tênue furor, A colocar meu coração em guerra, Ferindo-me o peito, açoitando-me a alma... A tornar meu olhar lânguido e sem cor, Roubando-me a paz e a calma. Um lamento e este sofrer sobejo. Dê-me o chão novamente; basta de dor... Permita-me viajar no seu beijo E dar asas, libertar, fazer viver, O seu... o meu, contido , inibido amor...

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Fetiche
Por José Carlos Paiva Bruno Atavio da alma... Talvez pavios dos desvios, nossos verossímeis arrepios, mísseis em ritos vadios... Seria o cochicho da coragem, sussurrar da sacanagem, vontade da plenitude qualidade? Parece-me processo docente, àquele da maçã discente... Pedagogia feiticeira quente, quase orgia que arrebente... Tesão em quebrar tabu, encontrar-se, em verdade consigo, prossigo ou sigo, busca em liberdade... Fetiche, emprestado do português para o francês, valendo o mesmo pra vocês, revela o alvo... Hipómanes... Libido em caldo, escusas em respaldo, mormente o conjunto é meu alvo... Sei da sensação destes caminhos, revisão dos meus ninhos, reencontro de carinhos... Igual para-choque de caminhão; o cupido escreve ali e sai correndo... Também pudera... “MULHER DO FULANO É IGUAL A COQUEIRO, PODE TREPAR QUE NÃO TEM GALHO”... Aí meu irmão, pernas pra que te quero... Contudo – dentro dela – confuso do fuso de verão; ai que bom... Glamour literário “KEEP WALKING”, estrada querida que sempre leva-nos nalgum lugar, para algum colo, descolo... Afinal: O AMOR É A ASA VELOZ QUE DEUS DEU À ALMA PARA QUE ELA VOE ATÉ O CÉU! Michelangelo... Aproveito o gancho – thanks captain – e vou servindo mais lambrusco, sorvendo este lançamento de uma amiga aqui do FACE, loiríssima em semana de fetiche... Em tempo, asseguro minha devoção às morenas também... É que homem vive de comparação e as divas de compaixão... Rsrsssss... Certa feita, pretérita minha ex, resolveu vendar-me e amarrar-me com lenços de seda pura à cabeceira do leito... Impuro que sou; em adrenalina indagava-me interiormente pela sensação de cativeiro – pós luz de velas, pétalas e taças de uvas – naturalmente... Cativando-me repentinamente, posicionou-se amazona, remontando-me aos tempos de rendez-vous, relembrar é preciso... Pernas do MOULIN ROUGE... Uau... Desejo nunca faz mal, e sexo é instinto animal! Antes que eu arrisque, prefiro alguém que belisque, a emoção é a arte do encontro, e a devoção rotineira seu pranto; mudo sem canto encanto, prato pra tudo quanto é canto e lado, divórcio declarado... Aclarado sempre o fetiche, feitiço salvaguarda de rotina esquisitice... Quebrando a mesmice! Do mínimo ao máximo... AMINOÁCIDO! Fato do tédio, remédio do falo... Carecemos do tempero sem medo, inda que seja maluquice, menino do Ziraldo em riste, panelada no triste... Zelando em nossa rosa do pequeno príncipe, ela que também é raposa artífice... Claro que pode... O que não pode é virar fantoche do fetiche...

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Pecados Capitais

Imagem by Liliana Sanches

ção e com a máxima naturalidade, banhavase na chuva, que também encharcava e refrescava aqueles corpos tomados pela paixão. Ela era sorvida em beijos carinhosos, apaixonados, nada regrados, tal o furor com que se tocavam. Ao deparar-me com aquela cena, fiquei por segundos, petrificado. Um fogo intenso me subiu pelas pernas, queimava-me por dentro, secava-me a boca, fazia zunir meus ouvidos, disparar meu coração, turvar minha visão, roubava-me o ar dos pulmões, os sentidos, desequilibrando-me. Com um impulso, afastei o corpo e, ofegante, encostei-me na parede, quase sem forças e em estado terminal escorreguei até ficar deitado. De olhos fechados fiz um enorme esforço para respirar e controlar meu coração, que disparou. Tentando sair daquele transe, meus olhos ardiam e deles corriam lágrimas tal qual a chuva lá fora. Que cena! Extasiado e literalmente largado, iniciou-se um processo lento e preguiçoso de recuperação. Deitado, olhos fixos no teto, minha mente levou-me à reflexão, sobre as recentes pesquisas do tema. Fiquei ali pensando e tentando me convencer de que tudo aquilo foi um acidente, sim, é verdade, mas será que cometi algum pecado? Vejamos: O que são e quais são os pecados capitais? Respondendo: Os pecados capitais são pecados "cabeça", princípios, pontos de partida de outros pecados. Eles são sete: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Os demais pecados por nós cometidos são sempre uma variação de um dos pecados capitais, ou ainda, uma combinação dos pecados capitais. Tomando-se por base, que soberba guarda relação com nosso orgulho, onde nos achamos melhores do que todo mundo, não respeitando o próximo etc., concluo não ter cometido tal pecado.
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Por José Fernando Pachelli Sexta feira, na cama acompanhado do notebook e, sem saber por qual razão, comecei a pesquisar e a escrever sobre os Pecados Capitais. Achei bom, me empolguei, mas logo fui vencido pelo sono, e adormeci. Fui levado a reflexões, que me deram a sensação de preparo para a vida, o que me transforma em um ser mais humilde, vigilante e consciente. Mas, apesar de tudo isso, soube pela manhã que situações involuntárias e casuais, fonte de muitos pecados, podem sim me vitimar. Ninguém está isento do risco de querer dormir um pouco mais no sábado, em razão do desgaste e do cansaço acumulados da semana e, principalmente, porque o dia amanheceu chuvoso, preguiçoso etc. O barulho da chuva me fez acordar. O frescor, a melhoria da qualidade do ar e a gostosa umidade me transformaram em um embrulho encalhado nos lençóis. Ali na cama, quase embutido no travesseiro, olhei para a janela e notei que por uma pequena abertura, a chuva entrava no quarto. Dei um salto para fechar a janela, e fui surpreendido e agraciado com um espetáculo da vida. Vi o casal vizinho no quintal, nu, que sem a mínima preocupa-

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Ufa, menos mal. Avareza,. também não cometi, pois tem relação com o apego e o amor ao dinheiro. Desse, também estou livre. Mas, da Luxúria não conseguirei me livrar, pois ela está relacionada com o apego aos prazeres sexuais. Se puder citar como exemplo da luxúria, o adultério (traição), e que ela se dá até no plano psicológico, tenho que assumir a minha culpa, pois, como homem, não havia como não cobiçar aquela mulher do próximo. Ainda tem as lembranças, que levam às fantasias e, na hora do banho será que não vai rolar um momento erótico? Olha ai, outro pecado derivado da luxúria. Uma vida de maus pensamentos, de prática continuada de pecados contra o corpo. Aquele casal, que construía a cena diante dos meus olhos, nenhum pecado cometeu, pois a relação sexual, dentro do casamento, é algo puro aos olhos do nosso Criador. Mas, o ato que cometi, embora involuntário e casual, de cobiçar e desejar alguém proibido se constituiu em um tipo de fornicação, a psicológica. Eu deveria, como um ser respeitoso, desviar os meus olhos do mal, até por saber que é através do olhar persistente, que nasce a cobiça.

não tenho a menor dúvida. Então, assumo a culpa, também. E a gula, será que fiquei isento? É muito difícil de responder a isso e, antes de fazer qualquer comentário, assumo a culpa. E quanto à inveja, pequei? Assumo a culpa também. E quanto à preguiça, assumo que por um bom tempo não consegui (tive preguiça) de parar de pensar. Logo, assumo também a culpa. Sou culpado, casual e involuntário, mas, culpado. Concluo que os sentimentos envolvidos nos Pecados Capitais, por si só não são negativos. Negativo é alimentá-los na mente, agir sob seus efeitos, entender que como os outros podem, você também pode sentir-se acima de tudo e de todos, sem refletir ou combater os pensamentos maus e nocivos, não procurar novas maneiras de viver ou mudar seu comportamento ruim, nem buscar o crescimento, harmonia e o bem-estar consigo mesmo. Como é fácil pecar, não é?

E a ira, também cometi? A surpresa naquele momento não me permitiu a consciência. Mas, que dá para ficar irado por não ser o protagonista daquela história, neste momento, eu
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NÃO TENHA PREGUIÇA DE DAR SEU TEMPO E NÃO SEJA AVARO QUANTO PUDER DOAR ALGO. BEM DO LADO DA SUA VIDA EXISTEM VIDAS PRECISANDO DO SEU APOIO!

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RIQUEZA
Por José Wilton de Magalhães Porto Quem da camisa desfila brim, Da bermuda o algodão; Não sabe o que é cetim, Não tem no banco um milhão; Para muitos, quem vive assim: É súcia de uma nação. Esquecem os que em riqueza orbitam E do humilhar fazem um lazer ou festa, Que lá onde os verdadeiros ricos habitam, É a humildade desinteressada que atesta, Os que os Evangelhos realmente fitam E, para cada um, tesouros infindos manifestam.

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Pecar é humano

Por Josselene Marques

A estrutura do mal reside no abuso. Então, poderei transformar pecados em virtudes Se a minha soberba consistir em fazer uso Do conhecimento com sabedoria; Se a minha vaidade for canalizada Para cuidados com a saúde e a reputação; Se a minha inveja se resumir A ter pessoas exitosas como referência e motivação; Se a minha preguiça for usada como refreio Dos esforços desnecessários; Se a minha avareza apenas me impedir De cometer desperdícios; Se a minha gula for saber apreciar Um bom prato e valorizar quem o preparou; Se a minha luxúria cifrar-se em fazer, Com escrúpulos, o que me der prazer. Se a minha ira se converter em arma para conquistar O que me for de direito neste mundo...

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O MEU FICARÁ BEM MAIOR tais..... Por Lariel Frota -Oi Claudinho. Você está tão compenetrado, tem prova essa semana? -Que nada vô, tô atrapalhadão por causa das aulas de catecismo. -Não acredito! Tira nove de matemática, nove e meio de português e se atrapalha com o catecismo? -É vô. Esse negócio de pecado mortal, pecado venial, pecado capital. A catequista mandou fazer uma pesquisa pra esclarecer as dúvidas, embaralhou mais ainda. -Posso saber porque? -Na última aula ela perguntou se alguém sabia o que era pecado capital. Eu, todo sabidão levantei a mão e paguei o maior mico. -Como assim? -Eu pensei: se é pecado capital, só pode ser aquele que acontece numa capital. Então se estou em São Paulo, esse pecado só pode ser na cidade de São Paulo que é a capital do estado, se for em Campinas, São Carlos, Araraquara não é capital é de outro tipo. -E o que aconteceu quando você deu essa explicação? -Ora, todo mundo caiu na risada, até o Pedrinho que é meu amigo deu uma risadinha sacana meio disfarçada, igual essa que você tá tentando disfarçar! -Calma aí rapazinho, eu não tô de sacanagem não. Acho até que a sua resposta é bem inteligente, equivocada mas tem lógica. Agora me diz uma coisa, porque você acha que a gente tem que aprender esse negócio de pecado? -Sei lá! -Porque pecado traz sofrimento, é falta de amor a Deus e ao próximo. -E quem escolhe o que é pecado e o que não é? www.varaldobrasil.com

-Bem, no caso dos pecados capi-Que são sete....isso descobri na minha pesquisa: vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria. -Pois então, respondendo sua pergunta: a igreja católica criou essa lista de pecados que devemos evitar. -Quer dizer que não foi DEUS quem organizou a lista? -Não Claudinho. Com intenções de controlar, educar, proteger, a igreja determinou que isso seria pecado. -Agora enrolou de vez.A mamãe falou outro dia que preciso aprender a cuidar da aparência, lavar direito o cabelo, escovar os dentes, escolher camiseta da hora quando for passear no shopping, usar a colônia que a vovó me deu: isso não é vaidade? Outra coisa, quando eu falo que quando crescer quero ter um carrão igual ao do Neymar é inveja? Ah tem também a conversa do papai: -“Adoro uma boa feijoada no sábado, que é quando posso aproveitar bem a preguiça gostosa que vem depois e tirar uma boa soneca”. Isso sem falar da economia que você me ensinou a fazer guardando cada moedinha que economizo no meu cofrinho do pirata, não parece avareza deixar de tomar duas bolas de sorvete pra guardar dinheiro? Isso sem falar daquela vontade bem grande de comer dois pedaços do bolo de chocolate que a vovó faz de vez em quando, será pecado nunca conseguir comer só um pedaço. Quer saber, só de falar nele agora me encheu a boca de água!!!!

Lisa Eastman

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-Olá rapazes. Posso interromper a conversa animada? Ouvi você falar em bolo de chocolate Claudinho, parece que adivinhei. Que tal uma caneca de café com leite e uma boa fatia do tal bolo heim??? (...) -Diz aí Cláudio Augusto, conseguiu esclarecer suas dúvidas sobre pecado capital? Aquele dia a gente nem terminou o papo sobre o assunto. -Pois é vô. Fui pesquisar na internet. Acho que descobri uma coisa interessante. -É mesmo? -Sim quer ouvir? Cada um desses pecados tem um diabo que toma conta deles, eu até imprimi pra te mostrar, leia em voz alta. -Vamos lá: Vaidade – Lúcifer; Inveja – Leviatã; Ira – Azazel; Preguiça – Belphegor; Avareza – Mammon; Gula – Belzebu; Luxúria- Asmodeus! -Viu só, matei a charada: A gente precisa se cuidar, tratar do cabelo, da pele, dos dentes, estar sempre bonito. Agora se exagerar na frente do espelho esquecendo outras coisas importantes, o que era uma coisa boa pra gente, vira pecado e o tal do Lúcifer fica bem feliz. -Ora vejam só que grande conclusão. -Se você notar todos os pecados tem o lado bom que foi Deus quem deu pra gente, se não souber usar, o diabinho que toma conta deles fica todo orgulhoso. Se eu invejar as notas do Pedrinho e estudar bastante pra tirar nota igual ou melhor, não é pecado, agora se eu atrapalhar ele na hora da prova..... -Aí é pecado e burrice, pois vai perder tempo e os dois farão uma prova ruim. -E os dois tiram nota baixa! -Então esclareceu tudo? -Mais ou menos, quando chegou na luxúria precisei pedir ajuda ao papai, o troço é meio confuso né? -E você ficou satisfeito com a explicação do seu pai? www.varaldobrasil.com

-Claro vô. Ele me levou até o carro dele, me deixou sentar no lugar do motorista e mostrou que meus pés ainda não alcançam o pedal, também não consigo enxergar direito, precisaria de uma bruta almofada pra enxergar e daí o pé ficaria muuuuuuuuuuuuuito mais longe do pedal. Disse que um dia você fez isso com ele e isso ajudou a entender que tudo tem um tempo certo pra acontecer. Que o pé dele era menor que o meu, e ele era bem mais baixinho que eu na mesma idade. Daí fiquei tranquilão. -Mesmo? -Claro vô, o que você falou pra ele deu certo, hoje ele tem um carrão, essa casa bonita e até tá comprando um apartamento na praia, portanto pra mim também vai dar certo. Posso esperar um pouco pra entender bem o que é luxúria né....pelo que ele disse, meu pé vai ficar bem maior que o dele. Que foi vô, tá rindo ou chorando, porque as lágrimas? -Nada não querido, foi só um cisco que caiu no meu olho, vamos que a vovó tá chamando pro almoço!

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Qual é a origem dos sete pecados capitais? (Gabriel Cerone Molinari, Rincão, SP) O conceito de pecado como transgressão contra a vontade de Deus e as descrições das falhas de caráter e de comportamento mais graves que merecem esse nome fazem parte da tradição judaico-cristã, mas aparecem na Bíblia de maneira dispersa. Os sete pecados capitais só foram enumerados e agrupados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo, afirma Fernando Altemeyer, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também são chamados de mortais, porque significariam a morte da alma em contraste com os pecados veniais, considerados menos ofensivos. Capital vem do latim caput (cabeça), significando que esses sete são como mães de todos os outros pecados, diz Fernando. Como antídotos a esses vícios principais, a Igreja medieval contrapõe as seguintes virtudes: disciplina (para combater a preguiça), generosidade (avareza), castidade (luxúria), paciência (ira), temperança (gula), caridade (inveja) e humildade (soberba).
Super out 2001 h p://super.abril.com.br/

ESPECIAL NATAL E ANO NOVO PARA DEZEMBRO

A revista Varal convida você para falar de amor, de paz, de tudo o que se possa desejar na época natalina e esperar para o 2012 que se aproxima. Traga sua mensagem na forma que melhor encontrar! Pensamentos, trovas, haicais, poemas, crônicas, contos, minicontos... Ou outra forma ainda que houver ou mesmo que você inventar! Vamos passar juntos o Natal e o Ano Novo! Venha para o Varal! Peça o formulário de inscrição no e-mail varaldobrasil@bluewin.ch

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Pecado de Chocolate Com Suspiros e Coco
http://www.receitas.com/

Ingredientes 200 ml de leite de coco 200 ml de creme de leite fresco 500 g de chocolate meio amargo picado 150 g de manteiga gelada cortada em cubinhos 1 cálice de licor de chocolate 2 gemas peneiradas 50 g de coco ralado seco 2 claras batidas com 60 g de açúcar em ponto de merengue 200 g de suspiros quebrados grosseiramente coco ralado seco para decorar

modo de preparo 1 - Numa panela FORA DO FOGO, misture leite de coco com creme de leite fresco e leve ao fogo brando até ferver. 2 - Quando ferver, retire a panela do fogo e junte chocolate meio amargo picado, manteiga gelada cortada em cubinhos, licor de chocolate, gemas peneiradas e coco ralado seco. Mexa vigorosamente com auxílio de um batedor de arame. Transfira para uma tigela e misture delicadamente as claras batidas com açúcar em ponto de merengue. Leve para geladeira por 40 minutos ou até o creme encorpar. 3 - Em uma taça grande monte o pecado de chocolate fazendo camadas de creme de chocolate com coco e suspiro. Termine a ultima camada com creme de chocolate e polvilhe coco ralado seco a gosto.

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do olho no olho. No enlaço do falso abraço. Sentindo o osso. Sentindo o corpo, que desliza com leveza. Não tens uma autodefesa, que te imuniza. E nem se humaniza no contorcionismo do punhal, coberto de sangue num golpe fatal. E nem assim você desce deste pedestal.

A IRA
Por Leny Mel A ira dentro dos teus olhos. Muda a cor da tua íris. Desloca sua retina. Te ilha, no cimo da tua ira. --Tu negas, mas ela te cega. E age como um colírio. Acendendo o círio, levantando a chama. Que dança, com sede de vingança. Num balé de andanças. Não perde o compasso,

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QUANDO O DINHEIRO FALA MAIS ALTO (GANÂNCIA) Por Lenival de Andrade

Visto esta simples bermuda E que DEUS nos acuda E o mundo sacuda Digo isso e nunca salto Nem nas reuniões falto

Vou começar estes versos Sem serem adversos E logo vou perguntando Para me responderem vão estudando E muito pesquisando Quanto vale a cultura? Me respondam à altura E com bela postura Quanto vale um artista? Ai vem logo a cobiça e crítica E tudo isso me atiça E nos enfeitiça Um artista não tem preço Não há dinheiro que pague E não me afague Nem me apague Sei que existe muita ganância Ao dinheiro e ao poder Não quero mais quem eu sou saber Muito ainda tenho que aprender Para poder compreender e entender Sem dinheiro somos destratados E até maltratados Com dinheiro a coisa muda

Deveríamos valer pelo que sabemos Mas sei que valemos pelo que temos Quando o dinheiro fala mais alto

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AS FLORES TÊM INVEJA
Por Lílian Maial

As flores têm inveja desse amor, e tentam apagar nossa alegria. As cores que nos vemos não têm cor, matizes delicados da euforia. Se as cores fossem flores, eu diria, que a cor mais bela és tu, ó linda flor! Mas sei das outras flores, covardia, nenhuma se aproxima do esplendor! Que o teu perfume cheire a nossa vida, que todo o tempo corra, sem guarida, ao nosso encontro, num tempo sem fim! Pois eu vou colorir a nossa estrada, com as cores que colhemos na jornada, por ti, perfeita flor do meu jardim!

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Os 7 pecados capitais do mundo digital
Gula, avareza, ira ou luxúria: será que elas também existem no mundo da tecnologia?
Reprodução de artigo de Elaine Martins
http://www.tecmundo.com.br (Artigo de novembro de 2010)

viços de correio eletrônico e utilizar a maioria dos mensageiros instantâneos também podem ser consideradas características de um “guloso” da internet. Isso porque, como citado anteriormente, o primeiro pecado capital é caracterizado principalmente pelo exagero, por querer e ter as coisas além do necessário.

Tema de muitos filmes, livros e discussões, os sete pecados capitais já são bem conhecidos das pessoas - independente da religião. O surgimento desses sete vícios antecede, e muito, a história do cristianismo e outras religiões. Na Grécia Antiga, época em que se acredita que os pecados capitais tiveram origem, eles eram tratados como problemas de saúde. Mesmo depois de muitos anos, esses vícios ainda fazem parte dos ensinamentos básicos em diversas partes do mundo. Mas como será que eles se aplicariam ao mundo virtual? Ficou curioso, não é?! Então confira abaixo os sete pecados capitais da rede mundial de computadores.

2º Avareza
Uma característica interessante da avareza é que ela, como pecado capital, tem o mesmo sentido da ganância. A utilização de “avareza” em vez de “ganância” dá-se pela tradução errada da palavra que caracteriza o pecado para o português. Sendo assim, uma pessoa é considerada avarenta quando só pensa no dinheiro, no bem capital. O sentimento das pessoas tem pouca importância, só o que interessa ao ganancioso é o que ele pode sub-julgando os demais. No mundo virtual, esse pecado capital é caracterizado pela infestação de blog com banners de propaganda. Além disso, nas redes sociais, principalmente no Twitter, a avareza aparece na forma de centenas de RTs de promoções no microblog, todos dados pelo mesmo usuário.

1º Gula
O próprio nome já diz tudo. O primeiro pecado capital consiste na gula, ou seja, comer de maneira exagera, muito além do que o corpo realmente precisa. Mas e no mundo digital, como ele se aplicaria? Afinal de contas, não há se empanturrar na internet. Bem, o pecado da gula na internet seria caracterizado por querer todos os gadgets recémlançados, jogos de vídeo game e computador, apps de celular. Além disso, ter perfil em todas as redes sociais, ter conta em centenas de serwww.varaldobrasil.com

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3º Inveja

A inveja é um dos pecados capitais mais conhecidos. Trata-se de um sentimento de aversão, ódio ao que as outras pessoas possuem. O invejoso anseia em ter o que é da outra pessoa, seja um bem material ou não. No mundo digital o pecado da inveja é muito comum. O invejoso moderno anseia em ter o tablet do amigo, quer ser tão popular quanto algum blogueiro famoso, utiliza a ideia dos outros para tentar se autopromover em redes sociais e conseguir seus 15 minutos de fama.

5º Soberba Uma pessoa soberba quer sempre ser melhor que os outros em tudo. Os soberbos pensam que são os melhores em qualquer coisa que vão fazer e, quando encontram alguém que não domina determinado assunto, o ridicularizam. Na internet é muito comum encontrar pessoas assim, principalmente em fóruns de ajuda. Um usuário soberbo é que aquele que se acha “o bom” quando o assunto é tecnologia, mesmo que ele não saiba muita coisa a respeito. O interessante do quinto pecado capital é que, no mundo digital, ele pode ser facilmente identificado. Como a pessoa tem a necessidade de dizer que sabe tudo sobre tecnologia, muitas vezes acaba recorrendo a sites de busca, às escondidas, para encontrar a resposta a uma pergunta. Bem, se eles encontraram a resposta no Google, por exemplo, você também consegue fazê-lo.

4º Ira
A ira, para quem não sabe, é o ódio – ou a raiva – intensificado. Muitas vezes o pecado capital da ira é chamado de cólera. Na era da tecnologia, das redes sociais e da internet, os usuários encontraram um jeito de espalhar a ira também pela rede mundial de computadores. Crackers e haters são exemplos clássicos de pessoas que liberam sua ira no mundo digital. Além disso, trollar as pessoas na web também é uma característica desse pecado capital, mesmo que seja um pouco mais suave dos que as anteriores.

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6º Luxúria

A luxúria consiste no apego excessivo aos bens materiais e carnais. Segundo alguns ensinamentos, esse pecado capital é a porta para outros, como a avareza e gula. Como ele se caracteriza no mundo digital? Dormir com o notebook do lado do travesseiro e, antes de se levantar da cama, atualizar o Twitter, ler notícias e (por que não?) jogar joguinhos pode ser um sintoma de luxúria da era moderna. O apego em excesso pelos serviços oferecidos na internet também. Se você tira bilhões de fotos e as posta em cada um dos seus dez perfis do Orkut, cuidado! Fazer mil e uma twitcams e ser o rei do Fotolog também podem ser alguns sintomas indicativos de luxúria digital.

123456. Além disso, a preguiça de instalar programas antivírus e anti-spyware impede que o usuário utilize aplicativos que protejam seu computador. O site “let me Google that for you” (deixe-me usar o Google por você) parece ter sido feito em homenagem aos preguiçosos de plantão, que perturbam os amigos ou outros usuários com perguntas sem sentido e absurdas por mera preguiça de procurar. Ele ensina, de maneira bem humorada, como deixar a preguiça de lado e fazer uma pesquisa na internet.

7º Preguiça

..... Nem tudo o que é antigo, ou utilizado há vários anos, está obsoleto. Embora tenham sido criados há muito tempo, os sete pecados capitais podem ser aplicados também no mundo digital, o qual passou a fazer parte do cotidiano das pessoas há poucos anos. A ideia deste artigo é descontrair e associar de maneira mais descontraída os hábitos e atitudes da era moderna com algo que surgiu na Grécia Antiga. Eu me encaixo em várias descrições apresentadas acima, e vocês?!

A preguiça é a aversão ao trabalho ou a qualquer atividade que exija um pouco mais de esforço. O lema do preguiçoso é: “Não faça hoje o que puder deixar para fazer amanhã”. Na sociedade digital em que vivemos, o lema poderia ser: “Evite a fadiga, digite o mínimo que puder”.

O preguiçoso do mundo digital tem aversão ao uso da imaginação para criar senhas, ficando sempre com as opções mais simples como
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A Gula
Por Marcelo Cândido Madeira

Dos sete pecados capitais, a Gula é o mais aceito e até o mais difundido em nossa sociedade. É comum vermos nas famílias, vovós com receitas deliciosas de doces e guloseimas feitas com muito carinho aos filhos e netos. Na época dos grandes mosteiros na Europa medieval, as imagens que nos vem à mente são de monges obesos em romances como Romeu e Julieta ou Robin Hood. A origem da Gula como pecado capital remonta aos meados dos anos 300 depois de Cristo, quando o teólogo e monge grego Evágrio do Ponto redigiu uma lista que, segundo ele, seriam os oito sintomas da doença do espírito: (1) Gula, (2) Avareza, (3) Luxúria, (4) Ira, (5) Melancolia, (6) Depressão, (7) Vaidade e (8) Orgulho. A Gula encabeçava a lista como o distúrbio mais grave. Com o passar dos séculos, a igreja católica foi reformulando aos poucos a ideia de pecado, a “Melancolia” foi substituída por “Preguiça” e a “Depressão” foi suprimida da lista, passando assim de oito para os sete pecados que conhecemos hoje. Quando Evágrio do Ponto redigiu as oito doenças do espírito, definiu com mais precisão o que seria de fato a Gula. Segundo ele, o sintoma estaria ligado à gula em si, bem como todas as formas de patologias orais. Por patologia entende-se uma disfunção do organismo humano. Hoje a psicanálise conhece as marcas deixadas por certos traumas de infância, principalmente na fase da amamentação. Casos graves de ansiedade ou angústia podem levar ao indivíduo a ingerir grandes quantidades de comida, trazendo doenças como a Bulimia, ou ao contrário, rejeitando qualquer alimento ou bebida, o que caracteriza a Anorexia. Não precisamos citar exemplos tão drásticos. Basta reparar que quando nos sentimos ansiosos por uma prova, ou problemas

no trabalho, tendemos a ingerir alimentos à revelia e até mais rápido do que de costume. Os monges ortodoxos da região do Monte Athos, na Grécia, costumam propor a prece para evitar excessos ou impulsos alimentares. No livro da espiritualidade ortodoxa “Os recitais do peregrino russo”, é solicitado a um capitão que leia os salmos do evangelho no momento em que ele se dirige à uma garrafa de rum. A leitura dos salmos provoca uma salivação suficiente para acalmá-lo e cortar sua vontade de beber. Além disso, é comum ler relatos de antigos monges que propõem “ruminar” ou “mastigar” as palavras de Deus. No sentido de saborear e digerir melhor cada palavra através da oração. Muitos teólogos afirmam que a Gula é um dos pecados que mais abrangem os vícios de outros pecados por estar especificamente ligado ao excesso. Aristóteles acreditava que não há felicidade sem a busca da virtude, que por sua vez, é contrária aos extremos, tanto na carência como no excesso. A felicidade seria então, segundo o filósofo grego, uma contínua moderação de nossos prazeres, o tal caminho do meio proposto por Budha. “Aos excessos, prefira a medida, o equilíbrio e a discrição” dizem os monges tibetanos. Mas hoje em dia convenhamos, é difícil resistir a tentação de um cremoso bolo achocolatado embalado em promessas de felicidade num anúncio da televisão.

Filantrop

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PREGUIÇA
Por Marcelo de Oliveira Souza Naquela de horror Que atiça, Ela se estende até A alma... Naquela calma Não larga o sonolento. Uma lentidão que dói A preguiça ataca Sem compaixão... Levando-nos até o chão. Se apoderando do corpo Sentado no transporte lotado Tanta gente que deixa o cara Agoniado Pra sair dessa confusão. A preguiça deixa o preguiçoso Inerte e desleixado... Obrigando-o parar mais adiante Perdendo cada instante. Sem força até para puxar o cordão Da sirene Onde seu corpo é translado Até onde o rigor da preguiça Tiver calejado.

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A MANDINGA
Por Marcelo Moraes Caetano
Laura voltava do trabalho e viu escrito em letras garrafais num muro perto de sua casa: “Vovó Laura do Zimbábue, traz seu amor de volta em 15 dias”. Seguia um telefone. Era um sinal! (Na verdade, as outras placas que ela já havia visto traziam a pessoa amada em menos de 15 dias. Geralmente eram 3 ou 4, mas vai ver que agora está tendo muita procura e a coisa ficou congestionada. Deve ter até senha para os santos trazerem todas as pessoas requeridas que lhes são solicitadas.) Moral da história: Laura anotou o telefone. Quase bateu de carro, mas tudo ok. Ia ligar assim que chegasse em casa: queria trazer Vítor de volta. Podia ser que desse certo... No entanto, resolveu, antes, telefonar para a sua amiga Beatriz e contar, para perguntar o que ela achava. – Bia? – Oi, Laura. – Menina, cê não vai me chamar de louca? – Pelo visto, vou, né... – Ai, eu peguei o telefone de uma mãe de santo lá em Irajá e tou querendo ir lá já, há há, entendeu o trocadilho? – Nossa! Péssimo! Mas como assim “peguei o telefone de uma mãe de santo”? Onde? Não vai me dizer que foi na rua?! Laura murchou por dentro e por fora. – Ué, foi... mas... – ... Cê ta louca?! – Eu sabia que você ia me chamar de louca, é sempre assim... – Se você quer ir numa pessoa decente, eu te dou um telefone. Eu tenho uma pessoa super de confiança. Laura, minha filha, essas coisas a gente não pode ir indo assim na primeira pessoa que aparece, não. É que nem médico: tem que ser indicado. In-di-ca-do! Deu pra entender... Que loucura, pegar telefone de mãe de santo na rua. Foi onde? Alguém te deu um papelzinho, foi? – Tava escrito num muro. www.varaldobrasil.com

– Virgem de Deus! Tu enlouqueceu e a família não sabe. Que que você quer numa mãe de santo, pode-se saber? Laura teve vontade de se transformar numa estátua de gelo e derreter. – Ai, Bia, que vergonha!... Bia ria por dentro. – Fala, mulher, que que cê quer numa mãe de santo? – Trazer o Vítor de volta. Pronto! Falei! Ah e que que tem de mais, tanta gente faz isso. Mal não há de fazer... – Anota o telefone aí, o nome dele é Pai Joaquim d´Angola... E deu o número. Laura ligou na mesma hora. Marcaram dia e local. A casa ficava em Jacarepaguá, e até não era tão modesta quanto o estereótipo da cabeça de Laura supunha. Tinha dois andares; até uma piscina! Pai Joaquim veio atender o portão: seus cinquenta e poucos anos, cabelos grisalhos, pele clara e olhos verdes, calça jeans, camisa polo e óculos de aros grossos e transparentes. Deus! Não tinha nada do que Laura esperava de um pai de santo... Mas tudo bem, já estava lá, ia até o fim. Entrou. Pai Joaquim jogou búzios e foi logo dizendo:

– Você quer trazer alguém de volta. Não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Laura corou. Quis sair correndo. Que besteira estava fazendo, meu Deus! – É...

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– A senhora pode me dar uma dúzia de rosas vermelhas? – Claro, é só a senhora escolher bem ali. Laura foi lá e pegou as primeiras doze que apareceram. – Estas estão ótimas. – Pois não. Quer que faça um arranjo?

– Olha, anota aí – e passou para Laura um papel e um lápis. – Arruda, doze rosas vermelhas, um pano de cetim branco, sal grosso, uma galinha preta, um alguidar de barro e uma vela de sete dias rosa. Com a arruda, as rosas (mas só a metade, seis rosas) e o sal grosso, você vai tomar um banho do pescoço pra baixo. A galinha preta, o alguidar e a vela de sete dias, o pano de cetim e mais as outras seis rosas você vai colocar numa encruzilhada, à meia-noite de uma sexta-feira, com o nome da pessoa que você quer trazer de volta. Ah, e você tem que estar toda vestida de branco, e descalça. – É, pai Joaquim, e em quanto tempo o senhor acha que ele volta...? – Ah minha filha isso depende muito. Pode ser um dia, pode ser até um mês. Os orixás decidem, não sou eu. – Tá bom. – Pagou e foi embora. O pior vinha agora. Que vergonha de comprar aquilo tudo. E depois ir botar o despacho numa encruzilhada. Que vergonha! Será que ela podia levar a Bia com ela? Pelo menos dava uma amenizada... Bom, se já tinha ido até ali, ia continuar. Onde vendia arruda? – Alô, Bia? Onde vende arruda? – Em casa de macumba... – Nem pensar! Que vergonha! – Então na feira... Laura foi à feira. Procurou, procurou. Achou. Comprou um galho de arruda bem grosso. O feirante ficou olhando para a cara de Laura. Devia estar pensando: “macumbeira” – pelo sorrisinho de soslaio que deu. Laura foi logo avisando. – É só pra dar cheiro bom na casa... – Não colou! O feirante riu, agora explicitamente. Segundo passo: rosas vermelhas. Mais fácil. Mais fácil? Mais fácil nada. Onde é que já se viu uma mulher comprando uma dúzia de rosas vermelhas. Mas já tinha ido até ali, tinha que continuar. Entrou na floricultura.
– Boa tarde. Tudo bom? É, a senhora tem rosas? – que pergunta estúpida, o que poderia ter numa floricultura...? – Tenho. É só escolher.

Laura sabia que não era preciso, mas preferiu dizer: – Quero! – E a senhora quer um cartão também? Que situação, meu Deus! – Sim, sim, claro! É pro meu namorado. – Nossa, que legal! Eu nunca vi mulher mandando rosas pro namorado. É a primeira vez em vinte anos de floricultura. Laura deu um risinho equivalente a: “ela está desconfiando que é tudo mentira”. Laura ainda foi além: “na melhor das hipóteses ela tá achando que eu vou mandar essas rosas pra minha NAMORADA!”. E arrematou em pensamento: “será que ela sabe que é pra macumba?” A moça da floricultura fez um arranjo lindo, cuidadoso, com microflores e folhinhas verdes, botou o cartão dentro e fez uma pergunta fatal: – A senhora quer dar o endereço pra gente entregar? – NÃO! Quer dizer... não é necessário, eu vou entregar a ele pessoalmente... – Que lindo! Toma. – Laura pagou e foi embora. O cetim branco era fácil. Entrou numa loja de tecido e pediu um metro. Ponto final. Assunto encerrado. Se bem que um metro de cetim não dá para fazer nem um bustiê, né? Ah, mas como o homem da loja era mal humorado, nem puxou assunto, nada se falou e ficou por isso mesmo. VARAL DO BRASIL NO. 11
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– Alô, Bia! Ai, como é que eu vou comprar agora o alguidar?! E a GALINHA PRETA????!!! Não vai dar! Que vergonha, meu Deus do céu! – Ô Laura, você já comprou quase tudo, pelamordedeus, vai ter vergonha logo agora? – Tá! Beijo. – Beijo... Daí Laura lembrou que tinha em casa uma panela de barro que ela nunca usava. Devia servir. É claro. Genial! Ia usar a panela como alguidar. Ufa, menos uma preocupação. Mas a ga-li-nha-pre-ta!... Ninguém merece! Parou num bar para tomar café e pensar na estratégia. Porque entrar numa avicultura e pedir uma galinha é uma coisa, mas pedir uma galinha especificamente PRETA é outra. Mas era demais para ela. Não ia dar. Ela já imaginou o homem da avicultura respondendo: “Como é que eu vou saber se essa galinha era preta, branca, azul ou amarela?” – Bia? Olha, eu decidi: eu vou comprar a galinha no mercado... – O quê? Mercado? – Ai, é: uma galinha congelada. Daí eu ponho no micro-ondas e levo pra fazer o despacho. Que diferença vai fazer? Ela tá morta do mesmo jeito... – Mas não pode Laura. Como é que você vai saber se ela era preta? – Eu jogo tinta preta. Beatriz deu uma gargalhada. – Na galinha congelada? – Congelada não! DES-congelada! – Ai, Laura, cê não tem jeito... Que que eu posso te dizer? Vai fundo, amiga, pede licença aos orixás e faz isso. – É... – Mas posso te dar um conselho? – Hãn? – Compra a galinha, mas esquece esse negócio de jogar tinta, viu? Descongela e pronto, seja o que Deus quiser! – Tá bom, melhor ainda!

Laura foi ao mercado, comprou a galinha (comprou uma enorme, a maior de todas, para compensar a não-pretidão), comprou um saco de sal grosso e a vela de sete dias cor-de-rosa. Foi pagar no caixa.

A moça do caixa passou a galinha, passou o sal grosso, passou a vela de sete dias. Deu o preço: – Vinte e dois reais. É dinheiro ou cartão? Laura abriu a carteira e falou: – Dinheiro. Foi quando surgiu a frase inesperada vinda da moça do caixa: – Olha, senhora, a senhora não me leva a mal não, viu? Mas fazer oferenda com galinha congelada eu nunca ouvi falar... Congelada ficou Laura! Como a mulher do caixa sabia que era para oferenda? Ai, mas é lógico! Galinha, COM sal grosso, COM vela de sete dias rosa, não haveria de ser para um jantar à luz de velas. Mas Laura retrucou, linda, loira e egípcia: – Não, moça, é pra um jantar à luz de velas com meu marido... – Aquilo saiu tão enviesado – ainda mais com o olhar da moça do caixa direto na mão esquerda de Laura, onde NÃO havia aliança DE casada –, que mais fácil e natural seria se ela tivesse dito: “Não moça, isso é pra fazer uma bomba nuclear e destruir a Palestina!” A moça do caixa olhou, cabeça baixa, olhos levantados, queixo caído, olhar de peixe morto e me saiu com um: – Ahãn! VARAL DO BRASIL NO. 11
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Laura nem olhou mais para a cara dela. Pagou com vinte e cinco reais, não pegou o troco botou tudo numa sacola e saiu quase correndo. Ou teria sido REALMENTE correndo? Foi para casa. Escreveu o nome completo do Vítor num papel. Agora vinha o pior: arriar o despacho. Já era sexta-feira. Ela ficou pensando numa encruzilhada onde não passasse ninguém. Não conseguiu lembrar de nenhuma. Ligou para a Beatriz. – Oi, Bia. – E aí, minha filha, comprou tudo? – Tudinho. A galinha tá no micro-ondas descongelando. – Cuidado pra não cozinhar...

pano, a galinha descongelada dentro, a vela de sete dias ao lado e o nome completo do Vitor dentro do alguidar, seguindo as ordens de Pai Joaquim. Acendeu a vela, colocou as rosas vermelhas ao lado e saiu de costas. Quando estava entrando no carro, ouviu uns cachorros latindo e o portão da casa em cuja frente fizera o despacho se abriu lentamente. Entrou no carro e bateu a porta às pressas, já com a chave na ignição para zarpar dali que nem um foguete. O portão abriu totalmente. Laura petrificou. Um rapaz foi colocando a cara de fora... Era Vítor. Laura quis se transformar numa árvore. Maldita Beatriz: tinha dado o endereço do Vítor. Laura sabia que ele tinha se mudado, mas não sabia para onde. Beatriz sabia, porque eram amigos. E tinha mandado Laura exatamente para a frente da nova casa do Vítor. Isso lá é amiga?! Vítor olhou aquilo tudo, viu uma moça de branco dentro do carro, a princípio sem definir bem, mas enfim reconheceu. – Laura? Ela saiu do carro como se estivesse catando conchinhas na praia:

– Bia, eu tenho que te perguntar: onde é que tem uma encruzilhada que não passe ninguém? NIN-GUÉM!!!! – Olha, à meia-noite já é difícil de ter gente na rua... Se bem que hoje é sexta-feira, né? O pessoal sai... – Pois é! Que situação. Ai, minha Nossa Senhora! – Ah, tem uma que eu conheço, mas é lá no alto da boa vista. – Eu topo, me diz como chegar lá. Beatriz explicou direitinho. E lá foi Laura com tudo no carro. Se vestiu com um vestidinho todo branco e levou os ingredientes todos. Antes disso, porém, tomou o banho, conforme pai Joaquim ensinara. Achou a tal encruzilhada. É, era bem deserta. Deserta até demais, dava medo. Tirou o chinelo. Botou o cetim branco a panela de barro – servindo de alguidar – por cima do www.varaldobrasil.com

– Oi, Vítor? Mas então veio o milagre. Vítor falou: – Ai, tão sempre fazendo despacho aqui em frente. É toda sexta-feira, sem exceção, desde que eu me mudei pra cá. Ele não sabia que aquele despacho havia sido feito por ela. E continuou: – E você, tá fazendo o que por aqui, Laura? Pode-se saber? – com um risinho simpático. Na cabeça de Laura se passou: será que pode? Tomar cerveja no dia do despacho? Respondeu: – Peraí, deixa eu pegar um negócio dentro do carro. Entrou no carro de novo e ligou para a Beatriz. – Beatriz, sua nojenta! Você sabia que aqui é a casa do Vítor, né? Me jogou na cova dos leões? Mui amiga!

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Beatriz deu uma gargalhada: – Ué, mas aí o despacho ia ser mais forte ainda! – Pois agora ele apareceu e tá me convidando par entrar e tomar uma cerveja. – Não disse! É pá pum! Tiro e queda. Vai que é tua, minha filha! – Mas será que pode tomar cerveja no mesmo dia do despacho? – Pode sim, o despacho já deu certo. – Então tá. Beijo. – E desligou. Entraram os dois na casa de Vítor. Depois disso, parou um outro carro e arriou outra oferenda. Era uma senhora muito elegante com um rapaz de seus dezoito anos. Puseram um alguidar branco, várias velas azul-claras e um ramalhete de flores do campo. Entraram no carro e foram embora.

POETISA de IRINEU BARONI

Um livro apaixonante. A poética contida neste livro tem o potencial de despertar sentimentos de amor, carinho, amizade e sensualidade, sem apelação, aflorando o desejo de “ser” alguém “para alguém! No sentido completo da palavra e também de ser melhor para o planeta, para o próximo e para a família, em busca de Deus que completa tudo em nós. Na Europa você encontra na Livraria Varal do Brasil www.livrariavaral.com

SOCIEDADE PROTETORA DOS ANIMAIS DE LAGUNA— SC

NOSSO OBJETIVO: TIRAR OS ANIMAIS DAS RUAS, ACABANDO COM O SOFRIMENTO DELES E COM O NOSSO. ADOTE UM ANIMALZINHO! INICIATIVA: SOLPRA E VOLUNTÁRIOS - LAGUNA/SC. NÃO TEMOS ABRIGOS NEM CANIL. NÃO RECOLHEMOS OS ANIMAIS. Nosso trabalho é de acordo com nossas limitações. Nossos VOLUNTÁRIOS são pessoas que trabalham 40 horas semanais ou mais, que tem família, filhos, uma vida social, problemas financeiros, emocionais e que tem seus próprios animais e suas limitações. NÃO temos funcionários ou carro próprio e TUDO é feito na base do voluntariado. SOLPRA - Sociedade Lagunense de Proteção aos animais e Voluntários.

solpra2011@hotmail.com
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CORAÇÃO PARTIDO
Por Marcio Maia

Lúcia, eu não estou entendendo nada. O que você tá me falando? O que está acontecendo, amor? Quem deveria me dizer o que? - O Sérgio, eu acho que eu gostava dele e não sabia. Encontrei com ele lá na piscina, agente tava conversando, e quando eu vi a gente já estava na sauna e... O tempo parou. Para Fernando foi uma eternidade o espaço de tempo contido entre o início e o fim da confissão de adultério de Lucia. Enquanto as palavras saiam de sua boca, ele ficou surdo, olhava fixamente para seus lábios tentando entender o que ela estava dizendo. Lentamente algo começa a ficar claro, sua audição voltou, ele escuta ao fundo alguém lhe chamar. O som vai aumentando. Fernando, Fernando, você tá bem? Fala comigo! Subitamente ele volta a si. Chega! Eu não direi nada clichê como “não estou acreditando”. A ficha caiu, e ouvir isso assim me deixou até com vertigem. Você e o Sérgio? Mas a pergunta clássica, que não podemos deixar de fora agora é :por quê? Por que Lúcia? Você e o Sérgio? Fernando perplexo foi deixando a própria casa cada vez mais para trás, caminhava em direção a porta como quem sem rumo. Olhar fixo no chão novamente. Os olhos arregalados, distantes, soltos no espaço. Aqueles dois olhos negros sem ter no que acreditar agora. Ele retornou ao carro. Fechou a porta, sentouse ao volante. Nada que ela dissesse poderia minimizar a dor no peito de ter a pessoa que se ama: amando outro, em silencio. Não interessa, repetia Fernando dentro do carro com a cabeça baixa encostada no volante e as mãos na direção. Balançava negativamente várias vezes enquanto repetia baixo onde só ele podia ouvir: Por quê? Por quê? Eu não perdi um aniversario dela.- Eu nunca, nunca me
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Depois de um dia longo no trabalho, vou descansar, relaxar minha cabeça e sentar no meu sofá. Acariciar minha morena e depois daquele prato de macarrão que eu sei que tem, dormirei como um anjo. Nada poderia ser melhor do que uma boa soneca, uma boa noite de sono recheado de sonhos tranquilos. Podem ser ovelhas pulando cerca, podem ser pássaros em sinfonia, eu não me importo. Abrindo a porta de casa com o casaco sobre o braço, olhava para o chão ao entrar. Como aquele movimento havia se repetido, várias e várias vezes, ele tornara-se mecânico. Automático. Fechava-a com a perna enquanto chamava pela sua esposa. Morena! Morena! Morena era Lúcia, que ele apelidara com tanto carinho. Cheguei! Tem vinho. Peguei seu casaco na tinturaria também, ficou como novo amor. Morena? Com a testa franzida agora, típico de quem não esta entendendo alguma coisa, Fernando foi caminhando calmamente, com passos cautelosos de formiga pelo corredor até o quarto, sem saber muito bem o porquê, mas fazendo o mínimo de barulho possível. A porta estava entreaberta, e ao entrar viu Lúcia na cama chorando compulsivamente. -Fe! Ele te contou né? Não esconde. Quem contou o que amor, do que você esta falando? - Eu queria que você soubesse por mim, mas ele te contou não é? Diz Fernando! Você nunca fala comigo.

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me esqueci de trazer algo do supermercado. A lista voltava cumprida a risca. No máximo trazia algo relativo a mais por conta própria. Levava e buscava no trabalho sempre que possível. Fazia massagem. Tinha bom relacionamento com os amigos. Tomava conta do Samuel para ela poder sair com as amigas. Massagem no corpo dia sim, dia não. Eu realmente gostava de cuidar dela sempre que podia. Quando estávamos no quarto depois de um dia exaustivo enquanto assistia ao jornal da TV, massageava suas costas com direito a creme e tudo. Ah, era bom dormir ao seu lado. Não importava que roncasse ou fizesse aqueles barulhos engraçados. Certa vez deu-se a conversar comigo enquanto dormia. Era linda... Mas não posso mais imaginála dessa maneira. Ela me traiu! O pior é pensar que nunca a aceitarei de volta. Ela deitouse com outro. Passei a enxergar o mundo de outra forma por sua causa. Primeiro porque me deu nova perspectiva da vida. De valores e costumes. Maneiras de pensar sobre a vida. Depois tirou tudo de mim com a ferocidade animal de um bicho. Não sou mais o mesmo, e sem ela nunca serei. Aceitar uma derrota como essa não é fácil. Ajuda saber que não sou o primeiro e com certeza não devo ser o último? Algo esta a vibrar. O celular chama, é Lúcia. Claro que não vou atender. Ela está ligando para dizer que se arrepende no melhor dos cenários, e mesmo assim me conheço, não há volta nesse relacionamento. Algo foi quebrado, entendem? No pior das hipóteses ela liga me desejando algo de bom. - Felicidade na vida! Acreditam? Minha ex-mulher que acabou de confessar ter me traido, desejando paz, saúde e felicidade na minha vida?! Nao sei nao, mas para mim isso soa meio contraditório. Se não fosse comigo poderia até soltar uma gargalhada. Mas não, sou eu aqui. Então
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é triste, pelo menos aqui e agora. Não gosto e me arrepender, logo atendo o maldito celular. - Alô. - Onde você está? - Aqui em baixo no carro, Por quê? - Sobe aqui, vamos conversar..

Eu poderia encher a cabeça de vocês por muitas horas tentando justificar que eu deveria ficar no carro e continuar com minha vida e bela, bla, bla. Mas vamos ser realistas; Estou indo! Então eu decidi subir e ver o que aconteceria. Abri a porta do carro, tudo parecia solto no ar. Estilo foda-se. Deixo o vidro aberto, e percebo que da calçada posso ver minha carteira que esqueci no banco do carona do outro lado, estamos na margem à esquerda da rua. Números ímpares, 999. Cabalístico não? Pego a chave, olho por alguns instantes para o molho de chave como me despedindo delas também. Tudo é melancólico agora. Subo e bato na porta antes de abri-la. Engraçado como o comportamento pode mudar drasticamente em pouco tempo. Entro. Ela ainda está à cama, agora os cabelos soltos e sem roupas. Essa e uma daquelas situações que sexo -de-reconciliação, não vai funcionar. Entendi assim que bati os olhos. Mas quase que instantaneamente lembro que desde que cheguei por aqui não fui o único a admirá-la assim, como veio ao mundo.

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Isso acaba com qualquer tesão, ela percebe. Morena.. quero dizer Lúcia, eu não tenho cabeça agora e isso não vai acontecer, coloca uma roupa, vai. Ela tenta argumentar, mas minha posição é firme, discutimos por alguns minutos. Houve momentos em que quase fui tentado a esquecer tudo e me deitar ali ao seu lado. Mas não, isso seria provar a todos que não tinha respeito próprio. Existe um limite. A discussão aumenta e chega uma hora que estamos gritando, trocando ofensas. O argumento dela é que eu trabalhava “bem no meio do dia” Horário comercial para os leigos. Isso agora é crime. Nunca faltou nada, e tudo que tens a me dizer é que eu deveria estar aqui com você durante o dia? Claro, colocamos quem pra pagar as contas? Um emprego de nove às quatro da tarde não é tão ruim assim. Pagando o suficiente para morarmos no Leblon onde você queria! Não há desculpas. Ela rebate as críticas me ofendendo, ofendendo os meus amigos, ofendendo a minha tia, e até a coitada da cachorra da minha avó que tem dezoito anos e nem se move. Ofendeu o porteiro do prédio, o meu carro que não era do ano, as minhas roupas. Ofendeu até os amigos dela que eu nem conhecia. Lúcia era artista plástica e nunca tinha trabalhado na vida. Ou tinha, se fazer nada é trabalho, eu deveria ter escolhido este ao invés de administração. Mas sempre uma boa esposa, até hoje. Culta, inteligente, costumávamos assistir a vários filmes juntos em casa. Tínhamos opiniões, conceitos, ideias parecidas sobre quase tudo. Até mesmo sobre perdão. Isso não era passivo de perdão, sabíamos. Tremia como bambu naquelas tardes que a ventania parece que vai arrastar tudo pelo caminho. Não me comovia. Colocou-se a chorar. Sempre acreditei que éramos responsáveis pelos nossos erros. Não devemos em hipótese alguma culpar objetos
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por nossas falhas. A garrafa de cerveja porque contem álcool? A escolha de beber é de quem, sua ou da garrafa? Enquanto ela tentava se justificar fiquei surdo novamente, só que agora com raiva. Sua boca mexia, mexia e eu não entendia nada. Pra mim parecia tudo mentira, bobagem, migué, vai saber. De repente pensei naqueles canais internacionais sobre animais, detetives, meio ambiente, saúde. Não sei por quê. Enquanto ela emitia sons que pra mim não eram decodificados e simplesmente entendidos como balela, caminhei até a cozinha, diretamente a gaveta ao lado do fogão. A faca de carne. Fechei a gaveta. Faca por dentro da manga esquerda da camisa, fui em direção ao armário, enquanto aquela adultera continuava a falar, acreditando que estava a me persuadir. Quando ouvi “você nunca estava lá pra mim...” parei e olhei bem dentro da cara dela sem falar nada, voltei a procurar o plástico das cortinas que estava em cima do armário na sala. Encontrei, é esse. Abri-o no chão do quarto. Lúcia agora falava mais pausadamente e me olhava com curiosidade enquanto acreditem ou não, continuava a ladrar. Era uma máquina de desculpas sem noção. Calmamente fiquei do outro lado do plástico aberto próximo a porta. De pé, com uma postura rígida, disse que tudo ficaria bem. Com o braço direito a convidei para um abraço e disse que nada é para sempre. Ela levantou-se do sofá e veio em minha direção. Mirar em seu coração não seria problema uma vez que estava nua Lembro que o duro foi levantar a faca e cravar em seu peito. Uma lágrima desceu pelo seu rosto, que estava surpreso e pálido. Ficou sem força nas pernas e eu tive que a segurar. O sangue descia pelo seu corpo. Deitou-se imóvel, ali permaneceu. Não falou nada agora, somente sentia. Agora ela sabe como é ter um coração partido.
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Ganância
Por Maria Fernanda Reis Esteves

É soberba, é ganância o que move a humanidade é o poder, a riqueza o luxo, a ostentação todos os valores em vão Nem tudo o que luze é ouro Na busca do Eldorado a cobiça é o pecado e nada detém a ambição Tua alma não tem paz com ela não tens cuidados o que tens nunca te chega teu limite é Satanás é ruim a tua entrega vendes a alma ao diabo por tão pouco, ou quase nada Trocas a felicidade por uma leviandade desperdiças o amor, ignoras a amizade, para ti só o vil metal vale a pena e tem valor

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CASO DE GENTE VAIDOSA
Por Maria Lindgren

Estados Unidos de Roaring Twenties, em que as mulheres todinhas cortaram os cabelos. Como bem exemplifica o filme que revi ontem na tevê, baseado no romance The Great Gatsby, de Scott Fitzgerald. Anos de 1920, que coisa boa para as peladas, como eu!

Sei que vivo num mundo em que a aparência vale bem mais que a essência. Impossível escapar das tentações da vaidade, sem esforço hercúleo. De repente, no Brasil, o cabelo passou a ser a parte feminina de maior sensualidade. As moças e menos moças usam -no comprido, alisam-no a ferro e fogo. Raras, em geral negras ou descendentes, deixam as madeixas encaracoladas ou em penteado rastafári de Bob Marley.

Até no máximo os anos 60, misturavamse comprimentos do cabelo. Não pegava mal cabelinho curto e charmoso. Em 60 e 70, a moda hippie ordenou até aos homens o cabelão. Moderno, sinônimo de cabeludo. Apesar de que eram mais cabeludos os muito jovens, mulheres e homens, pelo menos, na classe popular e na média, segundo o que conheço. Cabelo curto, só terceira idade. Mesmo assim, fazem as tais de mechas entre os cabelos escuros típicos das brasileiras e o desejo da lourice estrangeira. E tome de jovens a jogar o cabelão para todos os lados, sobretudo, nos anúncios de produtos embelezadores tira e queda para brilho e movimentos. Eu, pobre quase-anciã, que não tenho cabelo grosso nem comprido porque não cresce quase, nunca me conformei com a falta de sorte de puxar à minha mãe e a meu pai, ambos de cabelo ralo e fino. Minha luta de toda a vida o dar um jeito no cabelo. O de mamãe ainda valia, porque, crespo, disfarçava um pouco da natureza ingrata. Além do mais, ela teve a sorte de viver a primeira metade do século XX, os chamados nos
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Na minha terra, sofreram discriminação os homens que ousaram a moda. Inspiraram até mesmo a marchinha carnavalesca, tocada até hoje, pasmem: “Olha a cabeleira do Zezé/ Será que ele é/ Será que ele é.., na qual os machos deixaram claro o preconceito contra os homossexuais e todos disseram amém ao cantar. Nos anos que se seguiram a bagunça foi grande. Eis que, sem mais aquela, vira o século e as moças usam o cabelo compridão, como suas tataravós. Diferentes no penteado, mas tão grandes quanto. Esperançosa de um milagre de uma cortadora apelidada escultora de cabelos, corro a pedir seu socorro, ao me ver ao espelho. Tomo táxi para chegar mais depressa à Ipanema, subo os lances devidos, encontro um salão grande, limpo, entupido de gente. Uma zoeira de me deixar louca para ser surda. Os secadores, agregados às palavras vociferadas pelas moçoilas presentes, me fizeram olhar tudo bem rápido e me mandar direto para o silêncio acolhedor da pequena galeria de modas. - Não desiste, mãe! A moça é um barato. Meu cabelo estava podre com o cloro da piscina e ressuscitou. Olha só!

do lado oposto ao que entrei, e espero. Como sempre, esqueço em casa o mais importante para o sacrifício de ficar parada: o livro que estou lendo e não consigo avançar, por conta de afazeres bestas. Pego uma das revistas típicas do ambiente, chamo uma das maquiadoras de unha, que demora a pegar os apetrechos necessários, peço um café e água. A moça me enfia uma luva na mão direita, cheia de sabão, o que me dá uma aflição danada. Penso que é besteira minha e encaro o outro tipo de nervoso: o cortar das cutículas. Vou logo explicando: - Cuidado!!!! Minha cutícula não é certinha: tem partes grossas e outras fininhas, as do canto dos dedos. Tenho pavor de sangue! Em seguida, vem a outra mão e o ritual se repete, meus braços cheios de arrepios, tipo peru, a ave. O esmalte é de melhor qualidade do que os da manicure antiga e a cor, meu Deus, que beleza: quase grená. - Vou sair daqui uma madame de luxo, penso satisfeita. Ao final, a jovem mostra a obra de arte às colegas e todas elogiam minhas mãos de moça, viu? Continuo a ler mais revistas à espera da cabeleireira que saiu há uns minutos e volta logo, segundo o atendente pressuroso. Passam-se duas horas e nada da artista principal. Olho uma jovem, à espera como eu, meu oposto exato: loura, cabelos compridos e escorridos, olhos azuis-esverdeados.

Palavra de filha a gente respeita. Decido voltar duas semanas depois, em dia comum, nada de final de semana. Chego esperançosa e me deparo com um salão vazio, calmo, digno. Não vejo clientes (no meu tempo se dizia freguesas), a não ser as manicures em franco bate-papo, um atendente de telefone – único do sexo masculino - uma ou outra moça
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Veste-se com um belo blazer branco de bossa, calças pretas e botas, o que me faz ter vergonha de minha roupa toda colorida e sandálias. Afinal, as vitrines demonstram que estamos na época da coleção outono-inverno, mas eu , coitada, sofro de menopausa recorrente. Não aproveito o friinho insipiente do Rio. Devoro as revistas por mais uma hora e meia, duas. Fico farta de saber do casamento, da gravidez, da separação, do sucesso ... de uma pá de artistas e de algumas de nossas celebridades do high society. Poucas, pois quem tem classe mesmo não se passa para revista chué: tem sua revista exclusiva, aquela só de nomes de gente da alta brasileira, qual Guiness Book. Noto que se pode contar a dedo as senhoras de idade fotografadas, com direito a comentários. Talvez uma Fernanda, uma Nicete, uma Ioná... E olhe lá. Paraíso da juventude este das notícias frívolas. Meu traseiro começa a me incomodar, o estômago ronca por ter comido pouco ao almoço: a pressa é a melhor companheira das dietas. Não tenho coragem de pedir que comprem lanche porque nem na cadeira de corte e penteado cheguei a sentar. E cliente de tal cabeleireira não pode engordar uma grama sequer.

Enfim, chega a dona tão esperada. Traz às mãos dois longos rabos de cavalo castanhos, de cabelo pujante. Imagino que para lavar e pentear, de alguma cliente de cabelo fraco que necessita de um help. Procuro falar com ela umas duas ou três vezes. Meu sorriso fica pendurado, penso em desistir, quando a toda poderosa estaca perto de mim e comenta decidida: - Já vi você da outra vez em que passou aqui. Seu cabelo estava mais cheiinho. Hoje, não. Tá muito encolhido e cheio de pontas. E moto-contínuo passa a mão no meu cabelo, ar de desdém. - Sinto muito, mas não posso cortar um cabelo desse jeito. Temos que esperar crescer, se não, não dá. Pano rápido, volto mais triste para casa. Na verdade, quase choro.

Entram duas ou três jovens senhoras, estreantes no ofício de ter rugas. Dirigem-se ao final da sala. Ouço o comentário: - Oi, querida! Quero lavar e passar uma escova bem leve. Outro dia, volto para pentear. Saem lindas, leves, soltas... Eu, cada vez mais acabrunhada, curvo as costas em desânimo de aposentada.
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VOCÊ SABIA?
A revista VARAL DO BRASIL circula no Brasil do Amazonas ao Rio Grande do Sul... Também leva seus autores até a América Latina, América do Norte, Europa, África, Ásia, Oceania... Enfim, nós estamos por tudo! Quer divulgação melhor? Venha fazer parte do VARAL! Site: www.varaldobrasil.com

ENTRE OS MORROS DA MINHA INFÂNCIA Um livro de Jacqueline Aisenman
Entre os Morros da Minha Infância está à venda com renda cem por cento rever da ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos de Laguna, Santa Catarina. Encontre aqui: Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus Passos R. Osvaldo Aranha, 280, Centro Cep: 88790-000, Laguna SC Fones: Central telefônica: (0xx)48 3646-0522 / DPVAT: (0xx) 48 3646-1237 / Fax: (0xx)48 3644-0728 h p://www.hospitallaguna.com.br/

Esta seleção de contos contém sete casos de um mesmo personagem, o caminhoneiro Rui Barbosa. Enredo de suas vivências e seus amores pelos recantos desta terra com seu folclore e festas, mostrando um pouco da cultura de diversas regiões, como nos textos destacados a seguir: “Abraçou-me de novo como se estivesse pedindo para eu ficar. Eu passei a mão nos cabelos dela, no rosto, nos beijamos de novo... Subi no caminhão e fui embora. Parei um momento, com vontade de voltar. “Eu acho que daria um bom motorista de jerico” - pensei. Mas acelerei para só me arrepender quando estivesse bem longe.” “Quando despertei, pela manhã, vi, ainda adormecida, a minha flor do cerrado, dei-lhe um beijo na boca doce como mel e cantei feliz como um pássaro ao sol da manhã.” “Já era bem tarde, havíamos dado vazão aos anseios provocados pela saudade e estávamos deitados fora da barraca, olhando a imensidão de estrelas, ouvindo os sons da noite e a conversa do rio com as pedras...” Sem dúvida uma divertida leitura.

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PECADOS CAPITAIS Maria Socorro

Acídia. Delírio em varal Vínculo impressionante Vírus do meu pecado Vício que avança Aspecto irresistível. Louco! Você em mim... Tremo. Arte em emoção Instinto decisório... Implacável! Desejo insaciável... Meus pecados capitais Descontrola-me como tolo Provoca-me conflito Vaidade sedução Castiga-me! Eu te amo! Na escala da vida Manipula-me com teus carinhos Olhos altivos. Brotam brilho. Vivas esperanças. Paradigma... Vigiai e sede sóbrios Símbolo da razão e paixão Insano amor... Livre desejo do coração Amor Paixão Emoção Pirâmide do meu bem querer Você é o meu pecado! Amo-te! Amo-te!

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Receita de Pecado delícia
Por Livia Amaral

Ingredientes 1 lata de creme de leite 1 xícara (chá) de açúcar 1 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 pacote de tablete de chocolate ao leite Morangos para decorar à gosto Modo de preparo Em um recipiente, misture todos os ingredientes a mão. Separe a metade do tablete do chocolate em tabletinhos e misture a massa sem derreter. Unte uma forma com furo, com manteiga e polvilhe açúcar. Leve para assar, por cerca de 30 minutos, até dourar. Depois de pronto prepare uma calda de chocolate, deixe esfriar e misture com o restante do tablete de chocolate. Espalhe em cima do bolo, e decore com morangos.

Fonte: h p://www.culinaria-receitas.com.br/

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A MENINA E O VELHO Por Mariela Mei
Tinha o olhar desconcertante, aquela menina, como todas as outras meninas nos seus dezenove anos. Olhava-o no fundo das pupilas, desafiadora, desvendando os seus costumes mais vergonhosos, os segredos medonhos. O homem na mesa um tanto distante não se mexia, atônito que estava, desde que percebera a menina-lince a observar -lhe por entre as cabeças dos pais. No início tentou disfarçar, tomou uma colherada da sopa, olhou para os lados e fez menção de chamar o garçom. Bebeu um gole do vinho, que desceu seco demais na garganta, assim como a garota a fitar-lhe, que àquela altura já o deixara inquieto, remexendo-se na cadeira, mas sem conseguir desviar-lhe os olhos por muito tempo.

A menina desviou o olhar para a mesa do homem. O maître completava a taça com vinho. Ela e o homem observaram o néctar rubi escuro tingir o cristal lentamente. Os dois. Como se estivessem compartilhando a mesma mesa, a mesma ocasião. Num gesto muito elegante, uma elegância talvez excessiva do ponto de vista de uma adolescente, ele segurou a taça e fez uma menção de brinde — a você, linda flor — e ela acenou delicadamente, quase que imperceptível, com a cabeça. Será que ela não come? — perguntou-se, ao notar que desde que se sentara à mesa, não tocara um só pedaço de pão. Deve ser essa moda de passarela, e se lembrou da neta, almoçava mato e jantava mato — todas querem ser iguais a cabos de vassouras, umas piaçavas ambulantes —, mas deitou o olhar sobre a garota e pode notar, pelo pouco que se mostrava por cima da mesa, que fazia o tipo fartuda: seios abundosos e ombros largos. A comichão novamente. Subindo rápido, como brasa. Levantou o olhar que havia se colocado a passear por entre as mesas vazias durante as divagações, e lá estava a maldita a encarar-lhe a face já enrugada. Mas que diabos essa danada quer comigo — refletiu em negação, como se desejasse que alguém lhe desse um tapinha nas costas e dissesse ah, mas o senhor está muito bem conservado, nem aparenta os seus sessenta e dois anos! Mas não, ninguém lhe diria isso, porque a velhos não há quem console em casos como esses. A sociedade não há de permitir um caso de amor entre um quase ancião e uma jovenzinha, a moral não poderia aceitar sem impor todo tipo de martírio. Degustou o vinho como degustara tantas outras vezes — tantas outras mulheres — pensou e um sorriso de contorno juvenil brotou-lhe nos lábios. A menina certamente notara, porque se aprumou na cadeira como um sabiá novo depois da chuva, tomou o copo com um suco cor de beterraba nas mãos e delicadamente, como quem tem toda a eternidade ao seu calço, colocou o canudo entre os lábios pequenos e rosados, num ritual covardemente provocativo e quase diabólico para com um senhor sério como ele Mas ela, em sua malícia inerente a uma maturidade crua que começa a minar pelos sentidos, sabia que aquele senhor tão honrado tinha um segredo. Um não — muitos. Pois já os havia desvendado desde o primeiro momento em que pousou seu olhar sobre os dele e perfurou seus mais profundos pensamentos. Sim, ela sabia. E por isso levantou-se de sua mesa e o convidou com um aceno quase insignificante. VARAL DO BRASIL NO. 11
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Foi então que sentiu. Era como se aquele olhar lançasse uma comichão de fogo a subir-lhe as pernas e queimar o ventre, insistente. Uma sensação nova, de formigamento inaceitavelmente satisfatório — oh, deus! — muito semelhante às sensações que enchiam de vida a sua juventude. Percebeu que aquele era realmente um dos abalos que permeavam os momentos de êxtase de suas emoções juvenis. Mas não, não poderia senti-lo, tinha diante de si uma menina que mal havia desabrochado para a maturidade e ele (que vergonha!) um velho já no alto dos sessenta e dois anos. Os pensamentos borbulhavam na mente do homem à medida que a sexualidade aflorava cada vez mais na garota. Era como se de cada poro dela brotasse um colorido maravilhoso, que foi tingindo-a de amor. O olhar cada vez mais inquisidor já havia traspassado por completo toda e qualquer barreira que pudesse ter sido imposta para impedir -lhe de invadir sua intimidade mais sombria. Estava nu, jogado numa cama com os olhos vendados, entregue à espera de ser possuído pelo castigo do próprio desejo. www.varaldobrasil.com

Varal do Brasil - Setembro de 2011 Já no calçadão, o mar pareceu-lhe manso demais. Um manto verde-esmeralda, reluzente, refletor das luzes de uma cidade cheia de vida, cheia de histórias, cheia de amores. O mar, esse velho vezes manso vezes agitado, animal dócil e traiçoeiro, absorvia a beleza que observava ao seu redor e a devolvia em vida. Então o homem se deu conta de que era como esse mar: um velho que amava o belo nutria-se dele para continuar pulsando a essência. E lembrou-se da menina do restaurante, tão bela aquela doce e luminosa garota, que o despertara de sua calmaria para a vida. Sentiu aquela comichão subir-lhe as pernas e queimar-lhe o ventre — alto lá, Diana, que preciso de um ar para o coração! De fato o coração já não era o mesmo que queimou inédito naquela mesa de restaurante há dois anos, quando a garota com seus dezenove anos o encarara com seu olhar desconcertante. O pulsar era mais lento, descompassado e... triste. Recordou o suco quase negro e os lábios rosados tocando de leve o canudo, os seios fartos arfando dentro da camiseta verde como o mar daquela noite. Como ele. Um oceano calmo demais, débil, um pouco vazio até. O olhar da menina a instigar-lhe sobre os segredos dos caminhos da maturidade que começava a percorrer causou-lhe tormentas de assombro. Recordou o convite e o depois. E as tormentas. seios duros e tão jovens como dois pêssegos quase prontos. E a possui ali mesmo, no banheiro daquele mesmo restaurante onde há pouco jantavam em mesas separadas, ela acompanhada de seus pais, e ele de um Château Léoville Las Cases 2002, vinho encorpado de final longo e persistente comprado em uma de suas viagens à França, por recomendação de um amigo, para ocasião como aquela — um jantar solitário para uma comemoração refinada de seu aniversário de sessenta e dois anos. Tudo foi muito rápido. Impressionara lhe o fato de que ainda conseguisse uma resposta de seu corpo. Aliás, o corpo. No espelho, aquele corpo abraçado ao da garota, duas figuras completamente destoantes em tons, texturas, odores, sabores. Apesar da forma física mantida pelas caminhadas diárias e a fisioterapia, a nudez era implacável: pois então, olhe aí o que você achou que poderia esconder de si mesmo! Vestiram-se sem trocar qualquer palavra — não tinham, aliás, trocado qualquer ruído desde sempre. O homem olhou a garota e de seus olhos rolou uma lágrima preta, tingida pela maquiagem — tão forte para a idade – pensou enquanto enxugava sua face com o lenço de linho, com as iniciais bordadas, que tirou do bolso. E foi nesse momento que a ressaca cessou e o mar voltou a ser manso. Saiu fugido do banheiro, deixou duas notas de cem reais em cima da mesa, deixou a garrafa do vinho especial pela metade. Vamos, Diana, que o mar começa a se revolver — e puxou a cachorra que cheirava um pedaço sujo de coxinha frita no chão. Caminharam por vinte minutos intermináveis, os segundos pesavam a cada passo sobre seus ombros. Foi então que sentiu uma leve garoa na face e a lembrança da lágrima negra. Amarrou a cachorra em um telefone público — fique aí quietinha — e desceu os degraus de pedra que terminavam na praia. Quando a planta dos pés entrou em contato com a areia sentiu-se como se fosse a garota tocando sua pele, tamanha a aspereza do tato. Caminhou lentamente em direção à água verde-esmeralda e fitou-lhe como há dois anos alguém o havia fitado, enquanto ficava completamente nu. Lembrou-se do dia em que, com sede de vida, roubara uma beleza ainda crua. Entregou-se ao mar, e o mar nada mais refletiu naquela noite.

Vieram-lhe como flashes: a perseguição consentida, a palpitação do proibido — ora, vejam só, aventuras de adolescentes — um banheiro com perfume de eucalipto (a água desinfetante, talvez); e como cenas exibias em câmera lenta, como se nunca fossem terminar: a menina a examinar sua juventude no espelho volta o olhar para a porta onde agora o homem a admira. Ela gira o corpo e debruça na pia num gesto quase sensual, não fosse a falta de vivência nas vias da sedução. O homem atira-se sobre a garota, lambendo-lhe os www.varaldobrasil.com

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O tal do DOCTMO (Desejo Obsessivo Compulsivo de Comer Tortinha de Morango)
Por Marilu F. Queiroz

Na esquina da minha rua tem uma padaria muito boa que tem os mais deliciosos tipos de iguarias doces e salgadas. Cada vez que entro lá para comprar pãezinhos deparo com uma torta de morango que vive me chamando a atenção, de tão bonita e apetitosa. Amor à primeira vista. É um lindo doce de massa levinha, recheado de creme amarelinho, coberto de morangos vermelhos e fresquinhos, cujas sementes teimam em aparecer de tão bonitos. Tudo isso coberto com gelatina transparente, cujo brilho todo especial lhe dá um aspecto vitrificado. Motivada pela cobiça e pela gula comecei a pensar de forma insistente na torta e sua bela aparência, que não me saia da cabeça, tamanha vontade de comê-la. Não dando muita importância ao fato resolvi comprar uma bem pequena, para satisfazer a minha vontade. Não adiantou, muito pelo contrário, ela só aumentou. A cada minuto que passava, o desejo ficava maior e maior, de tal forma que já virara compulsão. Resolvi então comprar a maior torta de morangos que estava na vitrine. Quando cheguei em casa com aquele enorme doce, imagina qual era a minha euforia só de pensar em comê-la. HUM, HUM, que delícia!!! O que aconteceu depois nem posso contar...

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Desenho de Estevan_F_Queiroz

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Cobiça
Por Merari Tavares

desgraças: Pessoas se separam, o outro sofre depressão, A outra deseja a morte, Enfim, desavença, intrigas e destruição.

Como pode neste mundo existir tanta cobiça? Isto ocorre principalmente no relacionamento: Casais estão felizes, amando-se pelas praças, Mas ao redor, sempre há pessoas cobiçando.

Meu Deus! Que mundo estamos? Mundo este ao qual a mulher do próximo É desejada, é cobiçada, é disputada Fica entre espada de dois gumes?!

Pessoas que almejam obter aquilo que não é teu, Ter consigo algo que não lhe pertence, E com isso, junto à cobiça, A inveja também nasce.

Namoros destruídos, casamentos arruinados, Pais separados, casais felizes, infelizes... Enfim, separa de um, fica com outro Cai na real e percebe-se ainda sorumbático.

O mundo está repleto de pessoas Que sonham alto Sim, não vejo pecado nisso, em sonhar Faz bem, mas é preciso lutar!

O que fazer para exterminar a cobiça? Infelizmente o ser humano é falho, Toma decisões erradas e precipitadas Muita das vezes, mas cobiça.

Há pessoas que sonham com aquele homem Ou àquela mulher... Mas nem sempre isso é lícito, Pois a pessoa desejada já possui um compromisso.

Às vezes é necessário uma lição, Pois a vida ensina, São com os erros que aprendemos E deles tiramos ensinamentos!

Mundo...Mundo...Mundo... Mas as pessoas não aprendem, Muitas vezes não respeitam Querem para si e vão em frente.

Nesse intermédio surgem as grandes
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FOI SUCESSO EM PORTO ALEGRE NO MÊS DE JULHO A EXPOSIÇÃO DE POEMAS EM QR CODE ORGANIZADA PELA ARTISTA SANDRA SANTOS QUE REUNIU POETAS DE TODO O BRASIL

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Viver, o Bem querer
Por Neri França Fornari Bocchese

Bastaria, cuidar da beleza. Sem ira, buscar mansidão Para assim, possuir a Terra, Seria a Vida, benfazeja. Ser casto, nos pensamentos Esquecer a luxuria, ela machuca o ser Ter a temperança, em todo o viver. A gula, traz consequência Para o Corpo, uma doença.

A diligência é não ter preguiça. O belo está nas virtudes, No inferior, reside o pecado. No sheol, a oposição. Existem? Incomodam? O Bem, humano, a essência. Os céus, sem ser ofuscado, Belo firmamento, esposa de Gaia. Trouxe progresso, vida bem vivida. Despertar na humanidade, um pretender. Deixar a animalidade, Na Paz, com magnitude Ser feliz! Viver o Bem querer!

Ser Sete, trazer a perfeição. Com ela, a plenitude, Apenas uma distinção. Ou uma opção, as virtudes, Por convicção, cultivar.

Para a Humildade, o orgulho abandonar. Ser generoso, sem ter avareza. É peculiar, a santa Caridade. Não pode ela, despertar a Inveja.

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Carta de amor
Por Norália de Mello Castro Um cartaz. Um estímulo para escrever cartas de amor. Ao ler esse convite, fiquei a matutar que carta de amor eu escreveria, hoje: carta melosa, despejando desejos e carinhos? Ou uma carta pedindo desculpas por algum mal entendido? Ou escreveria... Não. Não consigo mais escrever mais uma carta de amor direcionada a alguém. Muito menos uma carta cheia de saudades. A última que escrevi, e recentemente, foi para minha mãe. De lá para cá, nasceu o desejo de escrever para minha filha, mas não saiu e talvez nem saia. Então, me pergunto se estou seca de amor ou se estou plena. Não sei qual a melhor resposta! Só sei que a jovem que chorou no Hiroshima, mon amour, deixou aquela lágrima secar ao longo do tempo. Restou uma lembrança de algo que foi bom o suficiente para ser lembrado. Até mesmo outras lágrimas vertidas quando leu “O amante” – história vibrante, cruel, uma realidade do século XX, que ainda hoje é de alguma forma repetida. Marguerite Duras, na singeleza de palavras, conduz o leitor às mais profundas reflexões sobre o amor e a luta pela sobrevivência... Em frases curtas, sucintas, livro pequeno, toda a força da genialidade de uma escritora, sem brutalizar com palavras desnecessárias, fez emoções serem despejadas por narrativas bem escritas. Ou, então, a comovente simplicidade de escrever de Liv Ullmann, no livro Mutações. Uma das primeiras biografias de sucesso espantoso a abrir espaço para centenas de outras biografias, deixando de lado a ficção por ficção, tratando de sofrimentos e sonhos que – por melhor que seja o objetivo alcançado – há sempre um pagamento a ser feito. Mas, mos-

trou ela, que muitas vezes é bem melhor permanecer sozinha do que a dois, caso se queira impor sua individualidade de ser e profissional. Mutações me mostrou caminhos para ser melhor profissional e mãe. Enquanto Angústia, de Graciliano Ramos, me fez navegar em ondas de um mar profundo para emergir como ser humano, até alcançar praias ensolaradas, preparando novos mergulhos.

Em determinado momento, eis que surge a Mãe Terra e todo o seu esplendor, através de duas vozes: Neruda e Rosália de Castro. Dois temperamentos diferenciados por vivências e cidades longínquas, de escolas diferentes, mas ambos a mostrar o grande amor pelo Planeta Terra, sua gente e seus rincões. Ampliaram o conceito de amor para a extensão de amor à Natureza, à Pátria e aos semelhantes, amor até mesmo pelos mortos-vivos. Se em cada fase importante de vida encontrei escritores que me ensinaram, me reconfortaram, me transformaram, foi o Olhai os lírios do campo, lido e relido várias vezes, que me ajudou a manter o romantismo e a busca da felicidade. Este, lido em tenra idade, permanece, até hoje, alimentando a romântica que não deixei de ser. Mas, foi com Os meus olhos de cão, de Hilda Hilst, que encontrei respostas para questões de amor e de sobrevida... Mergulhei fundo nessa obra e voltei à tona com novos ares, mais mulher, mais desejosa de viver .

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Varal do Brasil - Setembro de 2011 Acabei citando autores que me legaram lições especiais, me deram respostas para enfrentamento de situações de vida. Mas, onde está a carta de amor que me dispus desde o início a escrever? Não, não escreverei nem a carta desejada para a minha filha. Não. Estou escrevendo, sim, carta de amor à Vida, uma aventura que me foi presenteada por um Ser Maior, que muitas vezes não consigo alcançar, nem entender. Ele existe e é farto em presentes: presenteou-me com o meu eu. Quando olho para as montanhas, para o mar, para o ar ou para a Terra, quando olho para os meus olhos de cão, sinto que o Ser Maior me deu visão, olfato, paladar, sensações e percepção de sons, me fez igual a Ele; eu sinto que sou parte dele. Ele me presenteou com a Força Vida de respirar e sentir, a mostrar onde e quando devo estar para ser, ali permanecer o tempo que for necessário. Quando este sentimento aflora, numa abrangência sem igual, o AMOR explode e abraço tudo e todos. Sou Dele e para ELE. Em múltiplas fases, este AMOR esteve presente e a Luz se fez nos momentos que tinham de ser: Agradeço à Vida. Agradeço ao Sol à Lua e à Terra e a este Ser que desesperadamente procuro melhor conhecer. Por assim sentir e pensar hoje, não consigo escrever carta de amor direcionada a alguém; nem posso discorrer sobre os 7 Pecados Capitais. Pecado é considerar os sentidos que nos foram dados para podermos vivenciar esta aventura de ser um Ser, como pecador um Eu; que aqui veio à procura de aprendizado para retornar à Luz, após transitar pelo Tempo que nos foi dado aqui, com o nosso corpo a sentir e a pensar, refletir e aprender. ta os acertos e vitórias obtidas. Os pecados capitais humanos colocados numa ordem de valores, nada mais são do que recursos que viabilizam todo um sentido de querer Amor por amar a Vida, por ela em si e por ser cada humano parte dela. Tudo o que disse é a minha carta de Amor, pelo amor que tenho pela Vida, mesmo com todos os pecados encrustados. Daí que surgiu tempos atrás, o poema CAOS, que completa meu pensamento sobre Pecados.

Caos (ou Além da Dor, ou Sem Pecado) “Inspiração é revolta”. Revolta é dor. Se a dor não se instalasse, nada aconteceria. Se dias de inundações não acontecessem, nada viria em busca de mais sol. Se a fome não atingisse, nada de nutrição se veria. Se o frio não matasse, nada de praias se mostraria. Se o desprezo não ferisse, nada de almas se espantaria. Se buracos negros não se mostrassem, os brancos desprezados seriam. Se o ponto não se impusesse, nada de contraponto predominaria. Se o lado negro da vida não se mostrasse, nada de caos na vida se apresentaria, lindamente para ser descoberta lindamente para ser vivida, sem nenhuma vontade de dizer, não quero viver esta vida. Impossível. Diante de imortalidades assim plenamente vividas... não há tédio!

Os canais de conhecimento impressos por Ele, no corpo humano, são, para mim, ferramentas de aprendizagem, capazes de nos conduzir a entendimentos e níveis mais elevados. O inferno é aqui, quando se sofre desilusões e a Dor se aloja. O purgatório é aqui, quando a Dor revitaliza o sentir. O céu é aqui, quando se constawww.varaldobrasil.com

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O CLUBE DOS VIRA-LATAS é uma organização não governamental, sem fins lucra vos, que mantém em seu abrigo hoje mais de 400 animais que são cuidados e alimentados diariamente. Boa parte desses animais chegou ao Clube após atropelamentos, acidentes, maus tratos e abandono. Nosso obje vo é resgatá-los das ruas, tratá-los e conseguir um lar responsável para que eles possam ter uma vida feliz. nas o trabalho dos voluntários e com o dinheiro de doações. Todos podem ajudar, seja divulgando o Clube, seja adotando um animal ou mesmo doanVocê sabia que no Brasil milhões de cães e gatos do dinheiro, ração ou medicamentos. Qualquer vivem nas ruas, passando fome, frio e todos os doação, de qualquer valor por menor que seja, é pos de necessidades? Cerca deles 70% acabam em abrigos e 90% nunca encontrarão um lar. Parte bem-vinda. As contas do Clube bem como o des no de todo o dinheiro estão abertas para quem será ví ma ainda de atropelamentos, espancaquiser mentos e todos os po de maus tratos. Por que ajudar os animais? Infelizmente, não é possível solucionar este problema da noite para o dia. A castração dos animais de rua é uma solução para diminuir as futuras populações mas não resolve o problema do agora. Sendo assim, algumas coisas que você pode fazer para ajudar um animal carente hoje: Adotar um animal de maneira responsável Banco do Brasil (banco 001 para DOC) Agência: 6857-8 Doar alimento (ração) e/ou remédios para abrigos. CC: 1624-1 Titular: Clube dos Vira-Latas Contribuir financeiramente com ONGs. CNPJ: 05.299.525/0001-93 Nunca abandonar seu animal Voluntariar-se em algum abrigo. Como o Clube vive? Somente de doações. Todas as nossas contas são públicas, assim como extratos bancários e notas fiscais. Como ajudar o Clube? Para manter esses mais de 400 peludos em nosso abrigo, contamos hoje apewww.varaldobrasil.com VARAL DO BRASIL NO. 11
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BRADESCO (banco 237 para DOC) Agência: 0557 CC: 73.760-7 Titular: Clube dos Vira-Latas CNPJ: 05.299.525/0001-93 Ou

(Saiba mais sobre o Clube em h p://frfr.facebook.com/ClubeDosViraLatas?ref=ts)

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CONFISSÃO INSENSATA Por Oswaldo Antônio Begiato Deixa-me fazer teu lado esquerdo E deixar-te-ei me fazer o lado direito. Deixa-me beijar teus lábios superiores Com meus lábios inferiores E assim beijarei com minha língua suja A tua alma inocente. Deixa-me fazer o teu destino certo E deixar-te-ei me fazer o destino torto. Deixa-me tocar tua pele transparente Com minha pele maculada E assim tocarei com meu inferno frio O céu que Deus fez pra ti. Deixa-me aceitar o teu perdão E deixar-te-ei essa confissão insensata: Eu te amo, meu incruento e sadio amor; Não pelos pecados que me perdoas sempre Mas pelos pecados que sempre me permites Toda vez que eu te amo insensatamente.

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Adiposidade
Por Raimundo Cândido Teixeira Filho

Nem só o olho é gordo quando as papilas sonham (onze em cada dez!) com docinhos e pastéis. Nem só a adiposidade deságua num ventral pneu sedimentado pelo ávido descontrole de uma gula. Nem só um obeso sobejo de repulsa e decepção arboriza-se na desfiguração ridícula e risível do espelho.

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Imagem Lestrim

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Genebra e Zurique terão Conselhos de Cidadania
Iniciativa beneficia a comunidade brasileira residente em toda a Suíça A comunidade brasileira residente na Suíça está prestes a ganhar um importante foro para apresentar propostas e projetos de seu interesse e para encaminhar iniciativas e reivindicações às autoridades suíças, ao governo brasileiro e ao Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior (CRBE). Trata-se da criação dos Conselhos de Cidadania, que está sendo coordenada pelos Consulados Gerais do Brasil em Genebra e Zurique, com a participação direta de representantes da comunidade residente nessas regiões. A fase de candidatura encerrou-se em 19/08/2011. No dia 4 de setembro acontecerão as eleições na região de Zurique e nos meses de setembro e outubro na Suíça francesa. Detalhes sobre o perfil dos candidatos e a forma de composição dos dois Conselhos de Cidadania podem ser acessados nos sítios do Consulado Geral de Genebra (www.consulado.ch), Consulado Geral de Zurique (www.consuladobrasil.ch) e Conselho Brasileiro na Suíça (www.conselho-brasileiro.ch). Comunidade brasileira: acompanhe, participe, candidate-se ou eleja o seu candidato, envie propostas aos conselheiros eleitos, cobre dos conselheiros a evolução dos trabalhos e os resultados. Com a sua participação, todo saem ganhando!

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A Suíça se prepara para ter seu primeiro

CONSELHO DE CIDADANIA! O que é o Conselho de Cidadania? Um grupo de representantes da comunidade que faz a ponte entre a comunidade brasileira e o Consulado. Setores representados: Educação, Cultura, Jurídico/político, Integração, Social/Saúde, Religioso, Empresarial e Informação/Divulgação Perfil dos candidatos: - Ser atuante e conhecer a realidade dos brasileiros na Suíça - Ter penetração na comunidade - Ter disponibilidade de tempo - Ter capacidade de trabalhar em grupo - Ter disposição para trabalhar Prazo para a escolha dos membros: Outubro de 2011. A forma de escolha ainda será divulgada. Quem pode se candidatar para o Conselho de Cidadania do Consulado de Zurique? Brasileiros residentes em: Aargau, Appenzell Ausserrhoden, Appenzel Innerrhoden, Basel Stadt, Basel Landschaft, Bern, Glarus, Graubünden, Luzern, Nidwalden, Obwalden, St. Gallen, Schaffhausen, Schwyz, Solothurn, Ticino, Thurgau, Uri, Zurique e Zug, além de Liechtenstein. A participação no Conselho de Cidadania é voluntária e não terá qualquer remuneração! Para se candidatar escreva para o Consulado de Zurique: embaixadora@consuladobrasil.ch. Não serão dadas informações a esse respeito por telefone! O CONSELHO DE CIDADANIA DEVERÁ SER OS OUVIDOS E A VOZ DA COMUNIDADE BRASILEIRA NA SUÍÇA! Para ser ouvido é preciso participar!

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Princípios Por Renata Iacovino O que é capital? Religião ou Economia? Religião? Economia? Conceito intrasociológico Marx captou e eternizou Capitalizou. Em todos os capitais vícios O Capital impera Vaidade é pelo dinheiro Avareza é pelo dinheiro Inveja é pelo dinheiro Ira é pelo dinheiro Luxúria é pelo dinheiro Gula é pelo dinheiro Soberba é pelo dinheiro Quem inventou esse mal – $$$$ Soube capitalizar Agora vivemos correndo atrás Do prejuízo mordaz Sempre querendo multiplicar As setes palavrinhas tentadoras Transformando nossos sonhos Em bens materiais Em maus materiais Em mais materiais Ah, humanos condenados Pelo maldito sistema perverso Cujos princípio, meio e fim São os pecados capitais.

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PECADOS CAPITAIS E OS CHAKRAS
Por Rita de Oliveira Medeiros

car com clareza que os pecados capitais tratam de realidades comportamentais humanas, e nos afeta seriamente, interferindo até mesmo em nossa saúde através do desequilíbrio que provocam em nossos centros energéticos, os CHAKRAS.

Durante os anos 70 e 80 os movimentos de juventude da Diocese de Tubarão, da qual participava, receberam a visita do famoso Pe Zezinho Scj., que evangelizava, cantando com voz suave, tocando fundo nossos corações de adolescentes. Foi, se não me engano, uma visita de final de semana. Em formato de seminário, foram repassados conceitos doutrinários básicos da Religião Católica e discutidos vários assuntos de nosso interesse. Num destes blocos ele explanou sobre a importância do conhecimento profundo sobre os 7 pecados capitais. Lembro-me da sigla que ele inventou para que não esquecêssemos: SALIGIP (Soberba, Avareza, Luxúria, Inveja, Gula, Ira e Preguiça). Também cantou uma musica que era mais ou menos assim: “Não deixe o coração se escravizar, nas garras da soberba, da avareza, da luxúria, da inveja, da gula da ira e da preguiça. Não deixe o coração se escravizar, no labirinto dos pecados capitais.” Quanto tempo já se passou e ainda lembro aquela ocasião, porque mesmo com 16 ou 18 anos, eu nunca havia refletido sobre este assunto. Quando saí de Laguna para Florianópolis, estive bastante afastada de práticas religiosas, mas continuei a estudar sobre assuntos, digamos, “divinos”. Após o nascimento do meu segundo filho, tive a necessidade de buscar tratamentos alternativos para cuidar de sua saúde e, então, comecei as práticas de atividades terapêuticas, por isto iniciei minha caminhada pela senda das religiões orientais, cujos conceitos são pressupostos básicos para este tipo de prática. Pude então, estudar sobre diversos assuntos e verifiwww.varaldobrasil.com

Os mais conhecidos CHAKRAS são em número de sete, e estão alinhados verticalmente, desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça, mais especificamente, na região póstero superior e cada um corresponde a uma das principais glândulas do corpo humano. Cada um destes centros vitaliza todo o organismo, atuando diretamente nas funções físicas, mentais, emocionais e espirituais do corpo humano, que é visto e tratado pelas medicinas orientais como “um todo”. Num organismo saudável estes vórtices energéticos giram velozmente, permitindo a troca do prana, da energia chi, que flui para cima, por todo o corpo, por intermédio do sistema endócrino. Caso alguma emoção negativa, algum acontecimento, por ventura, diminua a rotação, o fluxo desta energia fica bloqueado, provocando doenças. Como já sabemos e sentimos, os sete pecados capitais tratam de emoções negativas. Todo sentimento ou emoção que afasta o ser humanos de Deus, de si mesmo e dos seus semelhantes, causando grandes danos ao corpo, que é o Templo do Espírito Santo, é Pecado.
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Assim, a Soberba, a Avareza, a Luxúria, a Ira, a Gula, a Inveja e a Preguiça, são chamados de Pecados Capitais, porque deles derivam muitos outros e são a raiz onde brotam vários outros vícios.

Não há fontes bibliográficas no documento atual. Então, partindo do entendimento da medicina oriental, estas emoções tão negativas, se não forem controladas, acabam por influir no funcionamento dos chakras, provocando inúmeras doenças, cuja correlação com os 7 chakras mais conhecidos passamos a abordar a seguir:

CORONAL: situado na parte póstero superior da cabeça, seu atributo principal é a fortaleza, se em plena atividade, gera a PACIÊNCIA, se em estado negativo, gera a IRA, que é um pecado capital.

CERVICAL: localizado na região anterior do pescoço, dita cervical. Atua por equivalência no funcionamento da Tireóide, muito especialmente no Timo (linfócitos, defesa imunológica do organismo). Em estado positivo, a vibração deste centro gera Esperança. Em estado negativo, gera o Receio. Lendo a respeito do receio, ou medo, descobre-se que este é o fundamento principal do ORGULHO, e a doutrina espírita kardecista considera-o como a origem de todos os pecados capitais. Seu atributo é o Entendimento, sua energia é o Poder Supremo. Se este chakra estiver vibrando negativamente, o ser humano tem seu entendimento afetado em diversas formas, e a Tireóide tem seu funcionamento seriamente afetado, o que causa uma série de outras moléstias.

FRONTAL: localiza-se na parte súperoanterior da cabeça, na Hipófise, junto com o Hipotálamo, são responsáveis pelo controle das demais glândulas endócrinas, exceto a epífise. Sua energia é o poder oculto da palavra, seu atributo é o Respeito. Em estado positivo, gera Firmeza, em estado negativo, gera a Leviandade (soberba, luxúria, inveja e preguiça?)
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CARDÍACO: localiza-se no pericárdio, ou seja, no centro do tórax, atuando sobre o coração, em seu automatismo, no nodo sinusal e atrioventricular, e em todo o sistema de condução, marcando a frequência vibratória própria de cada individuo, assim como seu estado de vitalidade. Sua energia é o poder do conhecimento, seu atributo é a sabedoria. Vibrando em estado positivo, gera a humildade, em estado negativo, gera a Soberba, que é outro pecado capital. Também a raiva, ou a Ira, assim como a Gula, afetam indiretamente este centro energético, alterando negativamente seu giro e provocando várias alterações, que acabarão por interferir no funcionamento destes órgãos dinamizados por ele, por exemplo, o sistema endócrino ou, até mesmo, provocar a ocorrência de um AVC. A pessoa que constantemente sofre ataques de Ira e não procura dominar esta emoção, recebe descargas contínuas de Adrenalina em sua corrente sanguínea, o que acaba por endurecer as artérias, provocando enfartos e outros distúrbios cardíacos. A ira é filha do orgulho e neta do medo. Há causas profundas nesta emoção, da qual tantos de nós somos vítimas, sem nem mesmo nos darmos conta.

em seu estado negativo, gera o Egoísmo, que é fonte da Inveja, da Avareza, da Ira, da Preguiça e da gula, cujos excessos alimentares afetam o plexo solar, o laríngeo e o Esplênico, por razões óbvias. A obesidade, como doença que é, acaba por acarretar problemas nas articulações, no coração. Estes seriam as consequências no plano físico. No plano emocional, a baixa autoestima, o desânimo, enfim, muitos outros fatores emocionais tão conhecidos.

ESPLÊNICO: atua no Baço, glândulas suprarrenais e mesmo no Rim. Sua energia é o poder da vontade, seu atributo é o conselho. Em estado positivo gera a Prudência, em estado negativo, gera o Arrebatamento, talvez o estagio inicial para a Luxuria?

PLEXO SOLAR, GÁSTRICO ou SOLEAR: atua num complexo inervado pelo nervo vago, em glândulas como o fígado e o pâncreas. Sua energia é o poder do pensamento criador, seu atributo é a Justiça. Vibrando positivamente, gera a Generosidade,
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os órgãos que lhe são correlatos, o que acaba por provocar doenças. Portanto, grande verdade estava escrita naquela letra tão singela, pois estas emoções nos prendem num labirinto, escravizando-nos em um tipo de comportamento que acaba por danificar, quando não, destruir por completo o nosso corpo, nossa vida pessoal e, infelizmente, a vida de todos os que convivem conosco.

BÁSICO, também conhecido como GENÉSICO: atua nos órgãos genésicos, tais como: útero, ovários, próstata e testículos, isto é, nas gônadas.

BIBLIOGRAFIA RIVAS NETO, F (Arapiaga) – Umbanda – A Protosíntese Cósmica – 2ª Ed. rev. – São Paulo: Ícone, 1993. Wikipédia Sites Católicos

Sua energia é a Kundalini, seu atributo é a Pureza. Quando em equilíbrio, este chakra gera a Castidade. Em seu estado negativo, gera a Luxúria. Portanto, quem se entrega a este pecado, acaba por interferir no funcionamento deste chakra, o que ocasiona distúrbios nestes órgãos básicos para a vida e a vitalidade do nosso corpo.

A guisa de conclusão ressalte-se que Sentimentos, em geral, nos provocam bem estar, portanto, contribuem para o equilíbrio do nosso sistema emocional, o que evitaria as antigamente chamadas de doenças psicossomáticas. As emoções, em geral, são negativas. Os sete pecados capitais são Emoções, e, portanto, trazem profundos prejuízos ao ser humano como um todo. A medicina chinesa e oriental trata o corpo humano como um conjunto harmônico e há milênios ensina que as emoções afetam o funcionamento dos chakras. Quando um chakra altera sua rotatividade constantemente ele acaba por danificar

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A PREGUIÇA E O JEQUITIBÁ Por Ro Furkim _ Quer me dizer por que veio fazer psicanálise? Queria, sim, dizer-lhe que aquele era o único caminho, embora fraudulento. Mas só deu um balbucio covarde: _ Preguiça... A verdade: uma paixão instantânea. Por ele. Decidira forçar uma convivência no intuito de terminar pendurada em seu tronco fabuloso. Afinal, para que a vida? Não vendo um distúrbio legítimo, ficou apresentando no divã, semana após semana, esse espinho que trazia na carne desde a infância, fincado pela madrasta, a comparação com todas as meninas da vizinhança, que desde cedo aprendiam a arear panela e cuidar de bebê, enquanto ela escolhia sentar na raiz do coqueiro, com um livro na mão ou fitando o horizonte de mar. A madrasta preferia dez crianças endiabradas à sua indolência; grasnava o refrão: “Menina mole! Se tiver um incêndio, vira um monte de cinza!”. Já o terapeuta metaforizava que para escolher uma direção não se pode seguir em linha reta, é necessário um caminho em S. E para desenhar um S precisa-se de mais tempo. Movimento lento pode ser isso. Um cuidado extra. Delicadeza de felino: o cálculo sem pressa, com concentração, para o pulo certeiro. Movimento lento. De fato. Muito adiamento para a quarta-feira seguinte. E reflexão na raiz do coqueiro. Duas décadas batendo ponto na cozinha da fábrica, a executar o cardápio regular, o ordenadozinho bastava, tinha a casa herdada do pai para se proteger das intempéries. Quase quarenta anos e solteira. Nunca sair do lugar estabelecido. Enquanto o Google aguardava concessivo para abastecer uma possível pesquisa sua com inúmeros nomes de escolas de gastronomia tanto no Brasil quanto no Exterior.
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O terapeuta inquiriu de seu medo e era fácil a resposta, um clássico, mas ela usou meses de autópsia, a essa altura sincera, para inteirá-lo de que poderia começar o curso, daí perder a vontade e já estar comprometida. Ficar presa a algo sem ter mais tesão. Entrar para a gastronomia era uma boa ideia, ele concebia, e não era um sonho qualquer, mas um sonho viável. Ela passara da idade para procrastinação; e não se referia aos anos como o final, mas como acúmulo. Experiência. Ir comendo pelas bordas pode ser aconselhável aos adolescentes. E a ironia é que a tendência deles é fazer justamente o oposto, atiram-se de cabeça, dando às vezes com os burros n’água. Mas, ela, pensasse, não tinha já condições de se posicionar? Eis a pergunta retumbante. No correr dos dias chegou a lhe causar uma misteriosa febre, comprovada pelo termômetro e resistente ao antipirético. Como a função do calor é produzir energia, e lhe convinha tirar proveito de toda força produtiva, dirigiu a atenção para o projeto e se pegou a encaminhá-lo. Visitou as instalações da escola mais conceituada da lista, alta categoria em gastronomia mundial, todo tipo de chef de cuisine, profissionais oriundos de diversos países. Estaria ao seu critério concentrar os conhecimentos em determinada cozinha ou se habilitar para várias. Na consulta seguinte já participara da primeira aula. _ Nota que é um vício de paixão? _ ele conferiu então _ A pessoa dependendo de uma euforia para realizar qualquer atividade. Senão nada a atrai. E como euforia tem vida breve, a pessoa ressabia-se, quer garantir a liberdade de desistir. Nada mais é que um cacoete, um hábito de pensamento, que você sabe que pode disciplinar. Sabia? Talvez; um dia por vez. Os dias são passos; estava aprendendo andar.

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PECADOS CAPITAIS
Por Roberto Armorizzi

Nem menos, nem mais, Sete são os pecados capitais. Aquele que não se regula, vê-se vencer pela gula; quem vive com muita dureza, logo sucumbe à avareza; alguém que o luxo enseja, provoca no outro a inveja; se o mundo cultiva a mentira, tão logo aparece a ira; quem, a vontade, exacerba, é certo cair na soberba, para não ficar na penúria, não vá se envolver na luxúria; tão triste é ver a preguiça, tomando a alma noviça. São estes pecados, reais, a comprometer a lisura, pois causam delírios tais, que podem levar à loucura!

Nota do autor. "Pecados sempre renovados, apesar de deveras censurados."

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EM GULA
Por Rogério Abreu

Tonto de gordura, gordo, rechonchudo Empanturra-se o glutão, grandão, grotesco Do mundo se esquece num instante, o repolhudo Mal se locomove, a patinar, o obeso, caricato, burlesco Seu maior desejo, o manjar apetitoso Rotundo, tem do prazer o vício roxo: glutonia Se gritarem, se cala, nem liga: "Glutão, gordete, guloso!" Tesão, amor, paixão, aspiração: a extensa e melhor iguaria Deita a sonhar em açucarar o mar, o abominoso Castelos de chocolate deglutir, num comer desmedido Acorda do pesadelo sempre magro e sociável, o gorduroso Sempre fisgado com todas as guloseimas, a gulosar, pelo cupido Estação, não de esqui, mas de sorvete, em analogia O guisado: largo e vasto; a guleima: com gulosa gulodice Pantagruélico, sempre a engordar, a comida nunca está a debicar Hipopotâmico, abalonado, a engulosinar, até chegar à eterna bulimia...

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Imagem de Al Barelli 2007

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Filhos da gula

Por Rozelene Furtado de Lima

Difícil viver sem pecado capital Avareza, soberba, inveja, preguiça, Gula, ira, luxúria, são sete no total Dos sete a gula é o que mais me enfeitiça Comer até satisfazer o paladar A gula é muito mais que o prazer de comer Gulodice pode ser a maneira de amar Ciúme em demasia faz o amor morrer A gula é mãe de todos os pecados Estimula o sentimento de “quero mais” Engodos que fazem enganar e a errar Quase impossível de serem controlados Para conseguir tem que ser muito capaz Viver implorando perdão e perdoar

Gula também é amar em demasia

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Soberba
Por Sandra Nascimento

Não Não existiam culpados Depois da dança dos exibidos Num passe de mágica Desapareceram todos Montados no lombo de um burrico O salão da festa virou salinha Um jogo de esconde-esconde foi parar na casa do conde homem velho na cidade que por se achar onipotente tinha se amoedado para atrair muita gente de semelhantes interesses E a festa reinava de novo! Era a alegria do povo? Oh, céus Aos olhos atentos e votos vencidos nenhum culpado havia desaparecido Agressivos, todos eles de salto alto e queixo erguido ocupavam seus lugares na história disfarçados, tarados, amontoados e ali mesmo contados Já entre os omissos os “sem culpas” e os “sem méritos” ainda eram procurados Quem seriam os culpados? Mas não existiam culpados entre os condescendentes Não avistavam culpados Não apontavam inocentes
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CASTELO DE ILUSÕES
Por Silmara Oliveira Pecadores todos somos, Mas qual o maior pecado? A gula pensou que fosse ela, Mas, quando se deparou com sua enorme imagem, Viu-se obrigada a negar a quem quer que fosse uma só migalha, Até pra ela mesma e guardava tudo que conseguia. Eis que surge a avareza, E como a gula era a mais poderosa, Passou a observar como ela apoderava-se das pessoas, E começou a fazer da mesma forma para ter a mesma popularidade e poder Tanto fez que uma terceira apareceu. A inveja. Esta quis ser ainda mais poderosa, Sempre queria ser melhor que todas as outras E fez de tudo, não importava quem estivesse a sua frente, E não importava as consequências, Mas, diante de suas limitações, Viu que nada poderia fazer além de destruir suas rivais. E uma nova aliada apareceu. A Ira. As duas se uniram e conseguiram verdadeiras conquistas De seus limitados pontos de vista Mas tomaram a frente e controlaram todos os outros pecados As pessoas ficavam casa vez mais revoltadas Quando se viram influenciadas pelas duas rainhas. Elas estavam no poder, elas eram o poder, Mudaram o mundo a sua volta, Segundo suas necessidades. Até que certo dia surgiu uma companheira. A soberba Era o trio perfeito Dentro de seus castelos de ilusões Reinavam absolutas e soberanas Porém não deixavam que nada as afastasse do poder

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Capitalismo
Por Mainá Medeiros & Silvio Parise

O sistema capitalista Para mim é muito interessante, Pois nele se aprende num instante A arte de comprar para capitalizar E a onda pegou como um fogo Se espalhando por todo esse mundo Que, infelizmente, ainda para uns falta tudo! Por isso vivem a reclamar... Porque hoje se compra, minha gente, de tudo! Esse egoísmo absurdo Que eu não vejo jeito de acabar... Pois estamos no mesmo mundo! Mas vivemos de forma tão diferente... Que até receio que essas correntes Se partam e deixem de funcionar. E aí o capitalismo formado Por homens que sempre pensaram em si mesmos Terá para si o desprezo Que é o preço que se paga por se enganar... E a sociedade mundial então viverá Aqui como sempre viveu... E um novo sistema escolherá Para substituir o que ela perdeu.

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REVISTA VARAL DO BRASIL
Em novembro, tema livre. Envie seus textos até dia dez de outubro para: varaldobrasil@bluewin.ch
O BAÚ DE CASSANDRA De Lariel Frota É com grande prazer que eu apresento para os meus amigos e leitores o mais recente trabalho da minha amiga Lariel Frota. Eu tive o prazer de conhecer a Lariel Frota quando organizei a Antologia Dias Contados, pela editora Andross, e agora tenho a oportunidade de ser o editor responsável pela publicação deste maravilhoso relato apocalíptico, um história emocionante e com traços marcantes da nossa cultura, que, tenho certeza, será um grande sucesso de publico e critica. Recomendo para todos que apreciam o gênero, este livro e esta autora, que em sua simplicidade vai nos proporcionar grandes momentos de prazer. Descubram os segredos contidos no Baú de Cassandra e façam essa viagem mágica ao interior da floresta amazônica e seus mistérios mais antigos, antes que as profecias se realizem de forma irremediável. Os pedidos podem ser feitos pelo site http:// www.editoramultifoco.com.br/ ou diretamente com a autora pelo e-mail marlidifreitas@msn.com Danny Marks Editor Multifoco

Em dezembro, edição especial Natal e Ano Novo! Envie seus textos até dia dez de novembro para: varaldobrasil@bluewin.ch

Em janeiro tema livre. Envie seus textos até dia dez de dezembro para: varaldobrasil@bluewin.ch

POEMAS MÍNIMOS De Leônia Oliveira

Poemas mínimos retrata a poética de Leônia Oliveira em palavras milimétricas, dizeres pequenos, poemas pontuais. São mínimos, simples, sem pretensões, mas com o carisma e a sensibilidade da poetisa que gira a ampulheta..... Leonia Oliveira
Leia POEMAS MÍNIMOS em https://
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AVAREZA
Por Solange Taranto A avareza pode ser compreendida como doença, ou estado de espirito. É algo um tanto controvertido, e até polêmico. Se o principal item para ter se tornado um dos sete pecados capitais é o excessivo apego ao dinheiro, teremos ai duas vertentes. Por exemplo, alguém que ganha seu dinheiro com muito esforço e trabalho é fácil entender que faça muita economia, e tenha apego. Ao contrario daquele que sempre ganhou tu do fácil, sem nenhuma preocupação com preços e contas para pagar, normalmente não dará o mesmo sentido e valor para o precioso metal. Pode até existir pessoas que se deixam escravizar pelo dinheiro. E lamentavelmente correm o risco de perder a alegria pela falta de paz. Já a esganação é algo sem precedentes pelo motivo da falta de generosidade, é triste sendo que quando ajudo um irmão estarei tento dublo lucro. Tive a oportunidade de ajudar alguém e esta alguém que ficou feliz ao ser ajudado. Realmente é compensador, esta ação é graça Divina. Outro foco abrangente gira em torno do ciúme e do zelo, qualquer ser humano que ama certamente terá aquele cuidado e zelo pelo ser amado, naturalmente sofrera angustia e temor de perdê-lo.

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Os Setes Pecados Capitais
Por Sonia Nogueira Vaidade, Avareza, Luxúria, Ira, Preguiça, inveja, Gula. A vaidade é o fraco da mulher, apesar de sabermos, que após a juventude, tudo é fútil, vulgar sem duração, mas um belo calçado desfilando aos olhares das amigas, um vestido bem moldado ao corpo, um rosto bem maquiado exibindo o melhor dos sorrisos, a ostentação de joias caras ou belas bijuterias, ainda desfilando ao lado de um homem bonito educado e inteligente deixa a mulher pra lá de vaidosa. O olhar de avareza vai se infiltrando e a ganância para mais destaque instala-se na mente plantando a sede da luxúria no cúmulo da sensualidade. A ira por sua vez arrebata a mão que ousar subtrair um níquel da propalada fortuna. Pobreza nunca mais. Pobreza, portanto é sinônimo dos preguiçosos. Subtrair dos outros é mais cômodo do que arregaçar as mangas para luta, mesmo correndo riscos da vida, falta de liberdade, perseguição pela força das leis até a fatalidade escolhida. O que falar dos invejosos de olhar ameaçador nada consegue e tudo quer, a mente tem a capacidade de derrubar o outro, qual furacão vai destruindo e o bumerangue retornando ao alvo de onde partiu. Sem esquecer a gula tornando a população roliça, graciosa, artérias nutrindo as veias, entupindo vasos, enfarto, morte repentina, porém feliz. A vida é curta sejamos felizes uma vez que a felicidade é escassa e passageira. Temos de tudo um pouco. Vaidade moderada é saudável; avareza hummm complicado quanta mesquinharia; Ai, ai. Luxúria é e onda da sedução. Mexa com alguém querido a ira se apresenta qual tufão; A preguiça nos assola de vez em quando. Inveja saudável faz bem imitar os bons; Fujo de ti gula. A moderação é a receita para cada necessidade sem prejudicar o próximo.

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L’Orgueil (Superbia en latin) : attribution à ses propres mérites de qualités vues comme des dons de Dieu (intelligence, etc.). Son démon est Lucifer ;

L’Envie (Invidia en latin) : la tristesse ressentie face à la possession par autrui d'un bien, et la volonté de se l'approprier par tout moyen et à tout prix (à ne pas confondre avec la jalousie). Son démon est Léviathan ;

L’Avarice (Avaritia en latin) : accumulation des richesses recherchées pour elles-mêmes. Son démon est Mammon

La Colère (Ira en latin) : « courte folie » déjà pour les Anciens, entraînant parfois des actes regrettables. Son démon est Satan ;

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L'Impureté ou la Luxure (Luxuria en latin) : plaisir sexuel recherché pour lui-même. Son démon est Asmodée ;

de la prière, de la pénitence et de la lecture spirituelle. Son démon est Belphégor ;

Fonte: Wikipédia

La Gourmandise (Gula en latin) : ce n'est pas tant la gourmandise au sens moderne qui est blâmable que la gloutonnerie, cette dernière impliquant davantage l'idée de démesure et d'aveuglement que le mot gourmandise. Par ailleurs, on constate que dans d'autres langues ce péché n'est pas désigné par un mot signifiant « gourmandise » (gluttony en anglais, par exemple) [4]. Son démon est Belzébuth ;

DOE, DOE-SE!
Quando se fala em doar as pessoas sempre pensam logo em dinheiro. Claro que doar dinheiro é importante e para muitas associações não haveria como viver sem. Mas você pode também doar roupas, sapatos, objetos, etc.. Tudo aquilo que na sua vida pode não ser mais necessário será importante para alguém. Uma associação poderá transformar o seu dom em algo vital. E não esqueça, doe-se! Doe seu tempo! Vá a um asilo, a um hospital, um orfanato, um refúgio para animais. Contribua com aquilo que sabe fazer. Doe sangue. Doe de você para que alguém mais possa viver melhor!

La Paresse, anciennement l'acédie (Acedia en latin). Le catéchisme de l'Église catholique définit l'acédie, terme disparu du langage courant, comme « une forme de dépression due au relâchement de l'ascèse ». Il s'agit en effet de paresse morale. L'acédie, c'est un mal de l'âme qui s'exprime par l'ennui, l'éloignement

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luxuria (lechery/lust) Self control and self mastery prevent pleasure from killing the soul by suffocation. Legitimate pleasures are controlled in the same way an athlete's muscles are: for maximum efficiency without damage. Lust is the self-destructive drive for pleasure out of proportion to its worth. Sex, power, or image can be used well, but they tend to go out of control. avaritia (avarice/greed) This is about more than money. Generosity means letting others get the credit or praise. It is giving without having expectations of the other person. Greed wants to get its "fair share" or a bit more.

gula (gluttony) Temperance accepts the natural limits of pleasures and preserves this natural balance. This does not pertain only to food, but to entertainment and other legitimate goods, and even the company of others

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acedia (acedia/discouragement/sloth) Zeal is the energetic response of the heart to God's commands. The other sins work together to deaden the spiritual senses so we first become slow to respond to God and then drift completely into the sleep of complacency.

ira (wrath) Kindness means taking the tender approach, with patience and compassion. Anger is often our first reaction to the problems of others. Impatience with the faults of others is related to this.

superbia (pride) Seeing ourselves as we are and not comparing ourselves to others is humility. Pride and vanity are competitive. If someone else's pride really bothers you, you have a lot of pride.

invidia (envy) "Love is patient, love is kind…" Love actively seeks the good of others for their sake. Envy resents the good others receive or even might receive. Envy is almost indistinguishable from pride at times.

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Ira...
By Sun

Infortúnio raivoso d"alma...não acalma Tão obsidiado, odiado fica.. nos faz Trazer veneno ao sangue.. não salva Entregando-se ao descontrole da fúria Nos causa... Distúrbio insano ...lamúrias das mentes, Agindo com violentas agressões, Misteriosos desejos de destruições, Trazendo-nos tristezas ou mortes... Paradoxo!!! Serenidade ...bondade... Tal qual nossa beleza interior, Nos traz posterior... Quietude às angústias e dores. Plenitude... Brotando sentimentos puros de paz, Dentro dos nossos mansos corações.... Amar...remédio para vivermos na calma... E por que, de nossas mentes e d"alma, Anseios malignos e danos, não tiram, Sentimentos tão destrutivos da Ira??
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LUZ-XÚRIA Thiago Santhiago

em erupção e de repente o abismo, a água afogando-o e algo que o arrastava para as profundezas.
Chris Culhane

Ainda não eram cinco horas da madrugada daquele início de inverno quando de súbito ele acordou. Num sobressalto a mão percorreu a parede até encontrar o interruptor do abajur sobre o criado mudo de vidro. Um pequeno clarão amarelado incidiu sobre as portas do grande guarda-roupa em preto e branco. Seu corpo pingava em suor. Seus olhos desviaram a atenção para o aparelho de 40 polegadas de uma tevê de LCD a sua frente. Suas mãos ávidas seguraram seu membro intumescido. A esposa ao lado dormia o sono dos justos. Mais uma vez se viu fixo no aparelho de tevê e como num passe de mágica viu-se tragado para dentro daquela tela escura. Os primeiros raios de sol de uma nova manhã já começam a tingir o horizonte daquela praia onde ele se encontrava. Tons de laranja se misturavam aos róseos e avermelhados. Estava confuso, mais não senti medo, ao contrario, sua curiosidade acusava os sentidos. Os olhos percorreram o infinito e pode constatar de o céu ainda estava dividido entre o amanhecer que se avizinhava e a madrugada que partia. Um som inebriante o enfeitiçou, seus pelos irisaram e só então notou que estava completamente nu. Desesperado olhou ao redor, mais estava só. Fitou o horizonte e viu milhões de escamas prateadas que emergiam e submergiam das águas daquela praia deserta e serena. Desceu das pedras róseas que adentravam a praia e sentiu a água gélida tocar seus pés, as ondas em brancas espumas, pareciam colares de rendas. Que diabos estava acontecendo, pensava ele. A cada passo que dava em direção ao infinito seu corpo afogava-se ainda mais num desejo desesperador. Um frenesi tomou conta de todo o seu ser. Mamilos rijos, pênis em riste, boca salivando, as mãos que desesperadas alisavam todo o corpo que a cada passo parecia um vulcão prestes a entrar
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O canto serenou e a água não o sufocava e sim o tranquilizava, deixando-o ainda mais ávido de desejos. Uma pequena ilha de onde fitava a praia que havia deixado para trás. Deitouse sobre as pedras e deixou-se arrastar por tudo aquilo. Olhos fechados sentindo o sol acariciando todo o seu ser. Uma língua estranha começou a percorrer seu corpo da ponta do dedo dos pés, uma mão quente segurando seu membro e uma boca sugando seus testículos. Quis abrir os olhos mais não teve coragem e por completo se deixou envolver pela excitação que o tirava de órbita. Pensou que ia explodir quando uma segunda boca engoliu seu pênis enquanto a outra entrou com sua língua por sua boca num beijo molhado e demorado. Meu Deus o que esta acontecendo comigo, estou enlouquecendo, isso não pode ser verdade. Estou dormindo, isso é um sonho divagava ele, cada vez mais entorpecido por toda aquela luxuria que agora era mais intensa. Num rápido segundo sentiu algo quente e apertado engolindo seu membro enquanto o outro ia penetrando sua boca, sem resistência alguma se deixou levar. Afinal era sonho (pensava mais uma vez ele). Aquele canto agora mais suave e alto o devastava inteiramente e entregou-se por completo.
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Já não existiam barreiras, era apenas o tesão luxuriante quem comandava tudo. Agora eram seis contando com ele, ali não havia homens nem mulheres apenas seres que se amavam, que se queriam desesperadamente na volúpia do sexo. As convenções sexuais ficaram para trás e para ele agora era tudo ou nada e preferiu arriscar o tudo. Foi ativo e passivo, sem se importar com a sociedade e seus parâmetros, sim, até porque ali ela não existia. Seus olhos continuavam fechados. A boca do vulcão num estrondo explodiu lançando fumaça para o mais alto do infinito céu. Milésimos de segundos e a via Láctea inteira dançando em sua mente, nova explosão e a lava quente de todos jorrou vulcão afora. Sua cabeça pendeu para o lado e o corpo tombou sobre o outro, enquanto os outros o acariciavam ternamente. A respiração ofegante. Abriu os olhos e viu rostos fascinantes na água com grandes dentes de marfim que para ele sorriam e num mergulho desapareceram deixando amostra apenas seus rabos de netunos a brilhar pelo sol que já cobria todo o céu. Pulou na água para seguir aqueles seres e percebeu que estava de pé em seu quarto completamente nu e encharcado com seu sêmen. Olhou a esposa que ainda dormia, sorriu para seu reflexo em uma das portas do guarda-roupa, colocou a roupa e resolveu caminhar em direção a praia do Gy, o cenário perfeito para a concretização de seu sonho luxuriante.

Yahidith monnalisa

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Pecado de Banana

Sobremesa gelada de banana, doce de leite e chocolate amargo. Um Pecado! 3 horas 8 porções ingredientes 300g de doce de leite pastoso 1 litro de creme de leite bem gelado 06 bananas cortadas em rodelas 250g de chocolate amargo 01 dose de licor de laranja modo de preparo Em uma batedeira, bata o doce de leite e metade do creme de leite da receita. Reserve. Corte as bananas em rodelas. Reserve. Derreta o chocolate com o restante do creme de leite. Acrescente o licor de laranja. Misture bem. Montagem: Em uma travessa ou taça individual, coloque uma camada do creme de doce de leite, uma camada de bananas em rodelas e cubra com uma camada do ganache de chocolate amargo. Leve à geladeira por mais ou menos duas horas.
h p://www.receitas.com/ Chef Cris ane Gil Garcia

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VII CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS

RESULTADO: Dia 20 de janeiro de 2012 No site http://marceloescritor.blig.ig.com.br por e-mail, para quem enviar o endereço eletrônico e por carta para quem não tiver e-mail. 1° lugar: Troféu + certificado + Livro Cartas ao Presidente Lula + Revista Literária 2o lugar: Certificado + 1 PEN DRIVE 4GB + Livro Conto & Reconto + Revista Literária 3o lugar: Certificado + 1 PEN DRIVE 4GB + Revista Literária 4º e 5º Lugares: Certificado + Revista Literária Menções Honrosas: Uma para o autor nacional juvenil, menores de idade; outra para o autor internacional; cuja premiações serão: Juvenil Nacional: certificado + Revista literária ; Internacional: certificado + Livro Conto & Reconto + Revista Literária Todos os vencedores do concurso terão seu trabalho publicado no site www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.ne t

(inscrições de 10 de agosto até 20 de dezembro de 2011) Realização: http:// marceloescritor.blig.ig.com.br

Apoio: Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências ; União Brasileira dos Escritores/BA; Revista Artpoesia Com o objetivo de estimular poetas de todo o Brasil e de países de Língua Portuguesa, o concurso premia os melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 7ª edição. Os interessados devem enviar uma única poesia, tema LIVRE (digitada ou datilografada) inédita sob pseudônimo, em duas vias, dentro de um envelope maior. No envelope menor, deverá constar a ficha de inscrição que deverá ser criada pelo autor, com o nome, endereço completo, idade, profissão, escolaridade, título da poesia, pseudônimo, telefone, e-mail (se tiver), comprovante de depósito de R$ 8,00, em nome de Marcelo de Oliveira Souza, conta poupança BRADESCO : No 5920 digito 0 Agência 3679 digito 0. Não se esquecer de dizer como tomou conhecimento do concurso e se já participou de outras versões. Obs: Não aceitaremos poesias por e-mail; menores de idade podem participar desde que seja com a autorização dos pais. Formas de pagamento: • Em espécie junto à ficha de inscrição (envelope menor) • Depósito Bancário ou transferência de conta • Fora do país o equivalente a 5 dólares ou euros.
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Contatos: marceloosouzasom@hotmail.com e celular 71-81553677 Enviar carta registrada para: VII Concurso literário: Poesias sem Fronteiras A/c escritor Marcelo de Oliveira Souza Conjunto Edgar Santos Bloco 14/204 Engenho Velho de Brotas Salvador Bahia BRASIL CEP 40240-550

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Poema Inquisitório
Por Valdeck Almeida de Jesus Quero o purgatório Pecar no oratório Confessar o pecado Sem medo de morrer queimado. Tenho muito medo Medo do falatório Não vou confessar Não vou me entregar. Padre, Puta, Preto Porco, Catitu, Cateto Pobre do Pobre do Gueto. Grana, Insana, Romana Pague a minha e a tua cama Ensina-me como a ti mesmo se ama.

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Estou dentro
Por Valquíria Gesqui Malagoli Se existir inferno – Estou dentro! Pois tudo que é pecado Eu reinvento. Odiar, diz-se, é errado, Mas, ah, eu não aguento: Odeio o que é malgrado, Odeio o ódio nojento. Meu corpo é maculado, Altar e aposento. Amar me tem profanado, Mas, penso, o amor é bento!

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PECADOS CAPITAIS
Por Vanyr Carlla

Pecado é um substantivo masculino que denota transgressão de preceito religioso, vício, culpa, falta e informalmente está ligado a uma ação demoníaca, segundo os dicionários da língua portuguesa. Tem-se que a origem dos pecados capitais foi a partir do século IV e foram definidos como sete: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça, e destes se originariam outros como crescimento de um galho, uma forma híbrida destes pecados. Os sentimentos marcam todo esse processo, caso eles não sejam verdadeiramente bons, podem macular toda a aura do ser, na verdade quando eles afloram de maneira agressiva, forte e ao mesmo tempo pervertido e ruim, já maculou a aura humana; como consequência temos o que podemos chamar de pecados capitais. Há os pecados carnais, os materiais e os sentimentais, mas todos circundam dentro das influências dos sentimentos, dos pensamentos e mais adiante se concretizando através de atitudes que por ventura venham a influenciar. O ser humano deve cuidar tanto do corpo como da alma, visto que estes são materialmente e espiritualmente o próprio ser humano. Somos éter e átomos! Do coração surge o que chamamos de sentimentos, e este coração é local intangível, é o coração da alma, pois o coração do corpo carrega o próprio, não influenciando nos sentimentos, nas atitudes. A decadência humana poderá perdurar séculos, como vem acontecendo por falta de amor no coração no plano sutil; pela falta de escrúpulos e de vergonha. Não há necessidade de uma pessoa se apossar das coisas que não lhe pertence. A verdade em pecar é a falta de amor, amor por si mesmo, amor ao próximo, amor à vida das plantas e dos animais. Provoca-se um mal maior o ser humano que tenta se apoderar das coisas materiais que não lhe pertença, ou simplesmente não aceitar que o outro tenha algo
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que ele não tem. Manter para si, sem abrir mão das coisas materiais com ganância, orgulho, raiva e ódio; o que se pode esperar de atitudes assim? Tudo. Tudo volta ao seu criador com a mesma intensidade que ele emana como vibração. Se você cria amor, você recebe amor; se você cria orgulho, você receberá orgulho, estará sempre em volta de pessoas com as mesmas vibrações. O amor é o poder que pode transformar todos os pecados em algo melhor. Sinta e atraia ele. Uma vida desregrada sexualmente pode atrair as piores coisas possíveis, a luxúria como um ponto de partida é destruidora, maldosa e inconsequente, e à medida que prende o seu pecador ela o envolve ainda mais; é uma droga literalmente, vicia e destrói. Ela tem vida no aspecto da existência vibracional, nós atraímos o que vibramos e, se é uma vibração ruim nem há muito que dizer. Uma sexualidade extrema, lascívia e sensualidade é o foco da luxúria, é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. O melhor do sexo em si é aproveitar dos bons momentos e sentimentos, uma verdadeira sequência de acontecimentos agradáveis, que fluem naturalmente dentro da pessoa libertando sua a alma do caminho do temor.

A preguiça custa caro ao seu criador, ela desestimula literalmente descarregando suas forças e princípios de vida; acomoda-o dentro de um mundo psíquico lento e sem estímulos. Quanto mais sente preguiça, mais e mais ela vem fortalecida, enfraquecendo totalmente as vontades do ser humano de produzir, crescer e evoluir.
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É o caminho mais certo para a falta de abundância, de prosperidade, de entusiasmo e de alegria, consequentemente da profunda tristeza humana. A inveja, ah a inveja! Essa possui formas mutantes de maldades e desrespeitos. Não se respeita nem as próprias vontades. A pessoa invejosa se mantém em uma forma destruidora e maquiavélica, mesmo inconscientemente. Uma forma híbrida de pensamentos e desejos exagerados característicos surge nela, é um querer egoístico e um não querer que os outros tenham; é egoísta ao extremo e mesquinho a ponto de provocar sensações de incômodo ao invejado quando é percebida. É uma mistura de raiva e ódio, e é em sua maioria geradora de outro pecado inconstante e perigoso, a ira. Uma ira calada, apertada e desatenta à pessoa que a sente. Segundo a igreja católica também é uma forma de ciúme, que é proibido nos dez mandamentos bíblicos.

Avareza é reflexo de um ser desarranjado, desequilibrado e asqueroso. A abundância do universo está para todos, é para todos. As variantes da avareza como a corrupção está presente o tempo todo, e um sujeito corrupto é um ser desequilibrado e bem desarranjado perante todos e perante o universo. Ser mesquinho, ganancioso e avarento peca até não poder mais. Envenena o corpo e a alma, o que lhe interessa é ter tudo pra ele, é egoísta até não poder mais, um tipo de sanguessuga humano, é um vampiro astral dos mais perigosos, pois aniquila todas as energias de suas vítimas deixando-as impotentes. Saber influenciar é o lema de uma energia avarenta, medonha; enganar então, é uma habilidade presente. Pra mim é um dos pecados que mais deixam vítimas e mais prejudicial o próprio avarento, que de tanta ganância não enxerga o que lhe está sendo acometido, porque o lhe importa é tão momentâneo a ponto de não perceber o abismo que está se abrindo em seu caminho. A soberba é associada ao orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Uma pessoa orgulhosa não se permite aproveitar das melhores coisas terrenas. Ela carrega dentro de si uma bagagem pesada e acha que pode tudo. Vangloria-se como se fosse o todo poderoso da face da terra. O soberbo possui uma aura tão perfurada, desregulada que pouca energia boa há, e é assediado pelas forças invisíveis de uma forma tão viril que nem ele consegue mais se desvincular, é uma toupeira propriamente dita, mas ele não consegue enxergar um palmo à frente do nariz já que a soberba cega de uma forma, vamos dizer, especial. É imoral nos modos de agir, de falar e provoca raiva em suas vítimas, porque nem todos os seres estão aptos a suportar a arrogância alheia. É vaidoso ao extremo, sentindo-se a última cereja do bolo, pra não dizer a única. A gula é uma forma de cobiça e de egoísmo, visto que a vítima da gula é insaciável. Esta insaciedade é provocada pela cobiça e pelo egoísmo de querer comer, beber e se intoxicar mais e mais. Nos tempos atuais, a gula está relacionada ao que podemos ingerir ao corpo humano, como: comida, bebida e até tóxicos.
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A ira é pura e simples destruição; destruição da harmonia, da calma e da tolerância, é um veneno poderoso ao nosso corpo porque atrai dores, irritabilidade e inconstância dos sentimentos; a inconstância dos sentimentos é uma oscilação vibratória em nossa alma e atinge nosso períspirito (corpo sutil) com muita agressão, abalando toda sua estrutura podendo ocasionar possíveis doenças no plano material. Junto à ira está o rancor, o ódio descontrolados, infelizmente.
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Anger by sulejman

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PADRE CÍCERO DE LAUDECY FERREIRA
Quem ama cuida, mesmo que os ventos venham em sentido contrário. O Amor e a Fé ajudam a manter a esperança e a acreditar que o amanhã poderá ser melhor. Quem acredita vence! O sonho da menina simples, mais conhecida como “Menina da Água com Leite” ou ainda “Ana Pé no Chão”, pela fé no Padre Cícero Romão Batista, venceu muitos obstáculos. O casal simples superou, através da Fé e do Amor, as dificuldades impostas pela sociedade e constituiu Uma Família Crajubar. Os ensinamentos do Padre Cícero Romão Batista marcaram para sempre a vida da família do casal Cícero e Juliêta. Você quer saber quais ensinamentos e dificuldades? Leia este livro! Quem lê descortina outras facetas do mundo que somente os livros podem proporcionar. Leia sempre! Quem lê aprende mais e melhor e, dependendo da ocasião, pode até educar doutores e sábios... Informo que Parte da venda do livro DOAREI ao Lar Amigos de Jesus . “Quem ama cuida, mesmo que os ventos venham em sentido contrário. O AMOR e a FÉ ajudam a manter a esperança e a acreditar que o amanhã poderá ser melhor. Quem acredita vence! Deus nos ama igualmente, por isso temos muitos motivos para insistir, persistir e não desistir nunca. As palavras do Aprender Fazer Fazendo e a fé no Padre Cícero Romão Batista, transformam vidas. Espero também poder transformar a sua vida e daqueles a quem você indicou este livro.” Autora: Profª. Maria Laudecy Ferreira de Carvalho – Coleção Aprender Fazer Fazendo

Ela não come mais por prazer, mas por necessidade e por vício; quando digo necessidade, não quero dizer das nossas necessidades básicas ou normais, mas uma necessidade desenfreada e não comedida. Existe uma necessidade incessante de colocar no corpo a matéria cobiçada, não se contentando com pouco, o guloso quer mais, sempre mais; não faz outras vítimas senão ele mesmo. É digno de dó! São pessoas que não se respeitam, não respeitam os limites do próprio corpo. Todos os pecadores não se amam, não doam energia amorosa e por isso recebem muito pouco dela. Todos são vítimas; e outros fazem vítimas de várias maneiras com suas inconsequências e seus desrespeitos. O arrependimento, a vontade de viver e de crescer como seres humanos é o gancho para a salvação dessas pessoas que se encontram imersas nos níveis vibracionais ruins. O amor incondicional e por si mesmo é o maior poder que pode surgir em qualquer um e a qualquer momento, apenas tem que dar lugar pra ele chegar e se instalar. Nada é impossível e há ajuda pra todos, sem distinção.

laudecyferreira@gmail.com

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Sete Pecados
Por Varenka de Fátima Araújo Não deixar-se levar pelo brilho mudando A nutrir-se de beleza vil e do ilusório triunfo Tudo é fugaz, ficam as boas ações Não querer se apossar dos pertences dos outros Não ter um olhar maléfico Mas, um olhar de contemplação Não semear loucuras, lembranças odiosas Em entroncamentos com o mal e odiento Sabeis que envenenam o Ser Não deixar os projetos de vida esmorecidas Nem ficar parado pensando que vais enriquecer O livro da vida jamais esquecido Não guardar tesouros no baú Com avidez poupando em absoluto poções Na entrega total dizendo "não e não" Não ingerir com excesso as boas iguarias Ser moderado, para o bem saúde Agradecer de A à Z o teu sustento Da avidez profana na boca, uns homens Do engano tantas desditas aos outros Da luxuria faz, não é igual homens

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NÊNZICA E OS SETE PECADOS CAPITAIS Por Vó Fia Aquela era uma pedra no sapato do mundo, porque Nênzica sabia e gostava de incomodar, seu maior prazer era fazer o possível e o impossível para aborrecer as pessoas; além dessa sua postura inconveniente, ela possuía todos os defeitos advindos dos falados sete pecados capitais, porque os pecados mortais para ela, era coisa pouca. Os sete pecados capitais foram instituídos pelo Papa Gregório Magno no século V, e são considerados princípios que ofendem a Deus, ao próximo e a própria pessoa e são: GULA-AVAREZA-INVEJA-IRA-SOBERBALUXÚRIA- PREGUIÇA, e a Nênzica cultivava todos eles para desgosto e desespero de sua infeliz família. Na cidade de São João da Montanha as pessoas eram calmas e bem comportadas, o que tornava Nênzica uma aberração, mas como ela era parte de uma importante e rica família, não tinha como evitar sua presença em todos os eventos da comunidade e cada cidadão tinha uma historia para contar a seu respeito e nenhuma delas era coisa boa, infelizmente. Ela pecava pela Gula, parecia que nunca comia o suficiente, e certa vez em uma festa de casamento, Nênzica chegou antes dos demais convidados, invadiu o salão da festa e antes da cerimônia começar, ela já comia tudo que via pela frente, misturava salgados, doces e bebidas e quando os noivos entraram, ela estava terminando de comer o enorme bolo da noiva e a festa acabou ali. Sua Avareza era conhecida de todos e ela provou esse seu pecado, quando foi apanhada roubando o cofre de esmolas do santo padroeiro da cidade e se justificou dizendo: eu ia guardar o dinheiro do santo em minha casa, para ninguém gastar, porque dinheiro foi feito
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para ser guardado e não para ser gasto em coisas sem importância. A Inveja era outra de suas qualidades negativas, porque ela era feia e desajeitada e como sua irmã era linda, Nênzica brigava com ela o tempo todo e batia em seu rosto tentando destruir aquela beleza que lhe faltava, chegando ao ponto de tentar ferir a irmã com uma faca, mas nada se comparava a tentativa que ela fez de jogar acido no rosto da irmã, sendo impedida. .Suas ações eram sempre comandadas pela Ira, ou pela Soberba, porque vivia em estado permanente de fúria e se achava superior a todos os outros mortais; com a Luxuria ela se dava mal, porque feia como era, jamais conseguiu um parceiro para dar vazão a esse seu lado, mas a Preguiça era sua eterna companheira, porque ela era uma perfeita inútil Nênzica viveu quase cem anos e nunca mudou de atitude, sempre aborrecendo as pessoas com sua maldade; nunca se casou e quando seus pais morreram, ela foi abandonada por toda sua família e como não tinha amigos, ficou absolutamente só, porque apesar de rica era evitada por todos da comunidade, viveu só e morreu acompanhada apenas pelos Sete Pecados Capitais.

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Arte de Diana Pinto

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Embora o conceito dos pecados capitais tenha se originado ainda nos primórdios do Cristianismo, eles só foram compilados e enumerados bem mais tarde, no século 6. Na época, tomando por base as epístolas de São Paulo, o papa Gregório Magno definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. "Era comum fazer listas de pecados na Idade Média. Essas anotações cristãs facilitavam a memória e o ensino da catequese", afirma o padre Roberto Paz, da Arquidiocese de Porto Alegre. O rol dos sete pecados, porém, só foi incorporado à doutrina da Igreja no século 13, com o teólogo São Tomás de Aquino, que explicou detalhadamente cada um deles, mostrando a razão de serem capitais. "O termo deriva do latim 'caput', que significa cabeça, líder ou chefe", diz o historiador Luiz Jean Lauand, tradutor no Brasil do livro sobre o ensino (de magistro) e os sete pecados capitais, do beato italiano. "Nessa acepção, seriam os comandantes dos outros vícios subordinados."

ma o padre Roberto Paz. Nesse sentido, é como se, ao cometer qualquer infração, a pessoa anunciasse para si: "Deus está errado e eu estou certo". Segundo os religiosos, ter consciência dos males da prática dos sete pecados e, claro, procura evitá -los é o caminho para garantir a "vida" da alma. "Toda pessoa que deixa de cometê-los se sente mais plena e feliz. Mesmo aqueles que não creem em Deus evoluem. Quem acredita, por sua vez, experimenta mais de perto a misericórdia divina", diz o padre carioca José Roberto Develar, doutor em arte sacra pela Universidade Gregoriana de Roma. Em termos psicológicos, desde sua formulação, o conceito dos pecados capitais é considerado um instrumento para o fiel conhecer a "estrutura do mal" e defender-se contra ele. "Historicamente, as religiões funcionaram como uma forma externa de controle e moderação dos apetites humanos. Com o tempo, o homem internalizou esse aspecto moderador, trocando a culpa - que era atribuída a um ente externo - pela responsabilidade individual por seus atos", afirma Marcos Fleury, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). Isso, é claro, não exclui a proteção divina. Caso não consiga se eximir de cometer alguma das infrações, o fiel ainda pode contar com o indulto do Criador. "O perdão é alcançado por meio da confissão e do arrependimento sincero a Deus", diz o padre José Roberto.

1 - GULA
Ou seja, todo e qualquer mal de conduta é derivado dos sete pecados mortais, como também são chamados, por representar a "morte" da alma. Quando uma pessoa mente, por exemplo, pode estar sendo movida pela inveja; o ato de cobiçar a mulher do próximo seria provocado pela luxúria; e assim por diante. No entanto, entre as infrações capitais, uma delas é considerada a raiz de todas as outras: a soberba. "No Gênesis, a serpente oferece o fruto da árvore proibida do conhecimento a Adão e Eva, e eles aceitam, querendo igualar-se a Deus. Esse foi o pecado original: a soberba", afirA busca incessante aos prazeres da comida e da bebida gera o embrutecimento do homem, de acordo com a teologia moral.

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2 - AVAREZA 5 - PREGUIÇA
É o desejo exagerado pelos bens materiais, o que hoje se manifesta principalmente em relação ao dinheiro. Gera a injustiça e a fraude, entre outros males. A imagem de uma pessoa dormindo em plena igreja representa a recusa em aceitar-se o esforço necessário para a união com Deus. Tal atitude, fruto da falta de amor ao bem, resulta em danos diversos, como perda de tempo o desinteresse pela vida.

6 - LUXÚRIA 3 - INVEJA
Incorremos nesse vício quando desejamos os bens que outros possuem, o que causa tristeza, rancor e ressentimento. Trata-se da entrega mundana, descontrolada e irracional aos prazeres corporais. Representa uma oposição direta ao cultivo dos valores do espírito, que se fundamentam na crença de que o verdadeiro prazer se encontra na conquista da graça e do perdão divinos.

4 - IRA
A ira é a força que permite atacar um mal adverso. "A força da ira é a autêntica força de defesa e de resistência da alma", dizia São Tomás de Aquino. O mal advém de seu uso descontrolado, o que gera ódio e assassinato.

7 - SOBERBA
Considerada a fonte de todos os pecados. Segundo a Igreja, todo erro de conduta pressupõe uma afirmação do ego em oposição ao Criador, como se o homem, com tal postura, afirmasse para si e para o mundo que seria o receptáculo da verdade, e não Deus.

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O CAMINHO DAS VIRTUDES
Em contraponto aos vícios capitais, a Igreja formulou o conceito das sete virtudes fundamentais, cada uma delas servindo de antídoto específico a algum dos pecados. Elas regulam a conduta do fiel e conduzem o cristão a Deus. "A palavra virtude vem do latim virtu, que significa força. Em conjunto, elas fortificam a pessoa ao longo da vida, diz padre Roberto Paz.

4 - CASTIDADE (luxúria)
Auto domínio, controle das paixões e da sensualidade exacerbada.

1 - HUMILDADE (versus soberba)
Jesus Cristo pregou a humildade quando lavou os pés dos apóstolos, antes da última ceia.

5 - PACIÊNCIA (ira)
Harmonia interior para não perder a calma diante das adversidades.

2 - DISCIPLINA (preguiça)
Manter-se fiel aos princípios divinos mesmo em meio às atribulações da vida.

6 - GENEROSIDADE (avareza)
O valor de uma pessoa cultivar a capacidade de compartilhar com o próximo.

7 - TEMPERANÇA (GULA)
A postura equilibrada diante dos prazeres, controlando o apetite por comida e bebida.

3 - CARIDADE (inveja)
A Igreja Católica coloca a caridade como sinônimo do amor ao próximo.

Eduardo Villela - Revista das Religiões http://www.comunidadeespirita.com.br/ www.varaldobrasil.com VARAL DO BRASIL NO. 11
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Sonetos de Mário Rezende
A AVAREZA O pecado sempre se opõe à virtude Numa intricada trama inconsciente Com habilidade a pessoa ilude Agindo sempre de maneira diferente Desordenado afã de ter e ter mais Juntar incontrolavelmente para ser E reter sem querer se desprender jamais Como se para sempre pudesse viver Quem comigo passa a vida a flertar De pão-duro e de mesquinho é chamado Pois nem consigo se atreve a gastar Sofrendo a patologia do reter Passará consumido por medos e culpas Num poço de insegurança a viver O que seus olhos veem eu lhe faço querer Muito mais do que necessita possuir feito saco de vaidades você vai encher E com voracidade mais vai consumir Não admite que perdão você não merece Para tudo que deseja, embora em excesso E continua a obter o que apetece Sou pecado capital, trabalho discreta Transformado por impulso alheio à razão Escravo do querer você será, na certa Assim como uma mulher linda de morrer E de corpo escultural, sou bem desejada Bela e harmoniosa pra você querer E nunca pensar em me abandonar por nada

A GULA

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A INVEJA Da história do homem eu faço parte Desde o início da sua evolução Em qualquer lugar sempre viverei com arte Amiga do sofrimento e desilusão Do ganho ou sucesso que qualquer outro obtém Nem preciso que seja eu a desfrutar Procuro reduzir sempre e com desdém E minha mágoa eu consigo compensar Meu trabalho, diz a crendice popular É cobiçar, pôr olho gordo ou mau-olhado Naquilo que o outro conseguiu conquistar Eu sou o mal secreto, pecado capital Muitos indivíduos comigo convivem Mas poucos admitem. Isso é natural. Eu sou o impulso que permite atacar Paixão que incita agir contra alguém Desejo descontrolado de se vingar Ódio e raiva são forças que me mantém Quem comigo vive muita intimidade Deixa de controlar com rigor os impulsos E sempre vai perder a racionalidade Corrosiva e destrutiva emoção Propulsora frequente de más decisões Firo sujeito e objeto da ação Nascida de desgosto e desilusão Permaneço no seu íntimo escondido Posso causar sofrimento e aflição Provocar a explosão do afeto contido A IRA

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A LUXÚRIA Vivo para satisfazer uma paixão Com a impulsividade desenfreada Para buscar a almejada satisfação Que será, prazerosamente, conquistada Procurando fugir do convencional Desfruto do doce poder de dominar Sou excêntrica, libertina e sensual Pervertida é só como eu sei atuar Desvirtuar o homem é o meu ofício Paixão, amor, exacerbação de desejos Sou a fuga do amor em compulsão, um vício Pecado capital, falta de harmonia Prazer que desordenadamente alucina Sentimento intenso, mas pura fantasia A PREGUIÇA A primeira pedra poderá atirar A pessoa que nunca comigo flertou E deixou-se pelos meus encantos levar Mesmo tendo consciência de quem sou Com desânimo de se relacionar De não ouvir o que os outros querem dizer De sentir de pensar e de realizar De deixar pra depois, não querer aprender Lerdeza na vida, tédio de viver Nunca será um herói ou um vencedor Aquele que por mim se deixar convencer Com lentidão no pensar e sem perceber Sou pecado capital, lhe deixo assim Não aproveita nem conquista, nunca vai ser

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A SOBERBA Se vive na certeza que é o máximo Um símbolo de valor e importância Nem admite se comparar ao próximo Esbanja orgulho, altivez e arrogância Se você não admite a humildade Venera a sua própria existência Sem se conscientizar da realidade Pensa que é centro e circunferência Por mim, mais alguns vícios virão Pois o pecado que a você domina É, também, hipocrisia e ambição De inocente sempre passo ilusão Porém, da pessoa que contamino Sou ainda seu algoz e perdição

Todos os sonetos desta rua são de Mário Rezende

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Santa Sé fala sobre as novas formas de pecado social
L'Osservatore Romano, com Redação (Matéria de 2008 recuperada na internet)

liberações e convalidação de atos nulos. Examina e resolve o indício dos casos de consciência que lhes são propostos (aborto, sacrilégios, indulgências plenárias). Resolve dúvidas em matéria moral, jurídica ou quando se trata de circunstâncias particulares.

Em entrevista ao jornal L'Osservatore Romano, Mons.Gianfranco Girotti, bispo responsável pela Penitenciária Apostólica da Santa Sé, falou sobre a importância deste Dicastério, pouco conhecido, porém essencial para vida da Igreja. "Manipulações genéticas; degradação ambiental; desigualdades sociais; injustiça social: eis novas formas de pecado que fazem parte do atual contexto social causado pela globalização", destacou Mons.Gianfranco Girotti na entrevista. "É um desafio novo também para a Penitenciaria Apostólica que se esforça, ao mesmo tempo, para reafirmar o seu papel em um momento no qual o pecado é banalizado", afirmou o monsenhor. Confira a íntegra da entrevista: Nicola Gori - A Penitenciaria Apostólica parece ser um objeto misterioso para a opinião publica, mas também para boa parte dos fiéis? Mons. Gianfranco Girotti - Mesmo sendo atualmente o mais antigo organismo da Cúria Romana – depois que a Dataria foi suprimida, em 1967 e a Chancelaria, em 1973 – , é pouco conhecido, até mesmo, por grande parte do clero. O motivo pode ser por sua atividade não ser tão visível como a de outros Dicastérios. A Penitenciaria Apostólica, entre os Dicastérios da Cúria Romana, desenvolve, de maneira sempre direta, uma atividade propriamente espiritual e harmônica, com a missão fundamental da Igreja, que consiste na salus animarum. É o órgão universal e exclusivo do pontífice em matéria de Fórum Interno. Que cuida de pecados, censuras, irregularidades, de maneira geral, e situações particulares como, por exemplo, dispensas,

Nicola Gori - Há sentido, para um órgão como a Penitenciaria, num momento em que existem tantos problemas com o ecumenismo? Gianfranco Girotti - É difícil colher as razões e os motivos deste suposto mal estar que a Penitenciaria criaria sobre o ecumenismo. Se queremos fazer referências aos erros historiográficos, temos que reconhecer que desde a época do Renascimento não aconteceu uma correta discussão ecumênica. Isto podemos comprovar com a recente e rica documentação de sérios religiosos que fizeram emergir, honestamente, em função deste Dicastério, conhecido como a verdadeira “fonte de graça”, privado de qualquer interesse. Nicola Gori - A atenção ao pecado parte de uma sensibilidade às exigências da sociedade moderna ou se move sobre a base da referência de um tempo passado? Gianfranco Girotti - A referência é sempre à relação da aliança com Deus e com os irmãos e os

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os reflexos sociais do pecado. Se, no passado, o pecado tinha uma dimensão demasiadamente individualista, hoje possui uma valência, uma ressonância, além do individualismo, mas sobretudo social por causa do grande fenômeno da globalização. De fato, a atenção ao pecado se apresenta mais urgente hoje do que no passado. Por causa dos seus reflexos quem são mais amplos e mais destrutivos. Nicola Gori - A Penitenciaria ainda tem alguma utilidade no contexto atual? Gianfranco Girotti - Sem dúvida. Em uma época, caracterizada pela imagem e pela publicidade, aonde tudo se torna público, um Dicastério, como a Penitenciaria Apostólica, atento ao mundo interior, no seu modo mais delicado e menos visível, no atual cenário da Igreja é, de fato, um instrumento muito precioso. Nicola Gori - Quais são as questões que atraem em maior parte de sua atenção? Gianfranco Girotti - São os delitos que, diante de sua gravidade, tem absolvição reservada à Santa Sé: absolvição do próprio cúmplice em pecado contra o 6º mandamento (Cânone 1378); a profanação sacrílega do Santíssimo Sacramento na Eucaristia (Cânone 1387), a violação direta do sigilo sacramental (Cânone 1388, 1); a dispensa da irregularidade ad recipiendos Ordines contraído pelo aborto provocado (Cânone 1041, 4); a dispensa da irregularidade ad exercendos Ordines (Cânone 1044, 1). Nicola Gori - Como o Dicastério interpreta a surpresa que a opinião pública enfrenta diante de tantas situações de escândalo e de pecado na Igreja? Gianfranco Girotti - Não se pode substimar a objetiva gravidade de uma série de fenômenos que, recentemente, foram denunciados e que trazem consigo as faces da fragilidade humana e instituciwww.varaldobrasil.com

onal da Igreja; sobre isso não se pode não constatar como a Igreja preocupada com grave dano produzido. Ela reagiu e continua reagindo com rigorosas intervenções e iniciativas para zelar por sua própria imagem, para o bem do povo de Deus. Devemos, entretanto, denunciar a enfatização dada pela opinião pública, através dos meios de comunicação, que leva a Igreja a ter descrédito.

Nicola Gori - Às vezes a indulgência da Igreja e o perdão cristão não são compreendidos pelas pessoas. Segundo vossa Excelência, porque isso acontece? Gianfranco Girotti - Onde parece que a penitência é acolhida com abertura de si mesma ao outro na solução dos problemas que se impõe uma atenção em tal âmbito social no qual, se exprime a própria existência, oferecendo a própria contribuição de esclarecimento e de sustento à quem está em dificuldade. A penitência, portanto, hoje vem acolhida com predominantemente, na dimensão social, no momento em que as relações sociais se enfraqueceram e ao mesmo tempo se complicaram por causa da globalização. Nicola Gori - Quais são os novos pecados, segundo Vossa Excelência, e quais são as áreas nas quais, hoje, colhemos comportamentos pecaminosos no que diz respeito aos direitos individuais e sociais? Gianfranco Girotti - Antes de tudo, na área da bioética, aonde não podemos deixar de denunciar algumas violações nos direitos fundamentais da natureza humana através de experimentos, manipulações genéticas. VARAL DO BRASIL NO. 11
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A área das drogas também é social. Ela enfraquece a psique e se obscura a inteligência deixando muitos jovens fora do circuito eclesial. Outro exemplo se encontra na realidade econômica aonde os mais pobres se tornam sempre mais pobres e os ricos, sempre mais ricos, alimentando uma insustentável injustiça social. Exemplifico, ainda, a área da ecologia que possui, hoje, um relevante interesse. Nicola Gori - Uma freqüente procura das indulgências não incentiva uma mentalidade mágica diante da culpa e da pena? Gianfranco Girotti - Para não cair numa perigosa e falsa prisão penso, antes de tudo, que seja absolutamente necessário conhecer e compreender a reta doutrina da prática das indulgências, entendida pela Igreja, como expressão significativa da misericórdia de Deus. As indulgências vêm ao encontro de seus filhos para ajudá-los a pagar as penas de seus pecados, mas, sobretudo, para impulsionar a um maior fervor na caridade. A Igreja é movida, em primeiro lugar, pelo desejo de educar. Mais do que pela repetição de fórmulas ou práticas, com espírito de oração, penitência e exercício das virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

Nicola Gori - Não parece que as condições para ter indulgências sejam leves? Gianfranco Girotti - Se juntamente às condições impostas - confissão sacramental, não mais do que há 15 dias antes ou depois da indulgência, comunhão eucarística e oração segundo as orações do pontífice – pensemos que para adquirir a indulgência também é pedido um grau de pureza e sinais de ardente caridade, coisas difíceis à nossa fragilidade, então diria que aquilo que está estabelecido não é de se minimizar. Nicola Gori - Existem pecados que vocês não podem absolver? A Penitenciaria é a longamanos do Papa no exercício da potestas clavium. Portanto, para realizar as funções que possuem possui todas as faculdades necessárias, com exceção ao que o próprio Pontífice tenha declarado ao Cardeal Penitenciário, para absolver. Nicola Gori - Sobre o aborto. Existe a sensação difundida de que a Igreja não tem em consideração a difícil situação das mães? Gianfranco Girotti - Me parece que não é levado em conta comportamento da Igreja que se manifesta constantemente por um desejo de salvaguardar e tutelar pela dignidade e direitos da mulher. São, de fato, muitas as iniciativas católicas e movimentos eclesiais com empenho corajoso e comovente para promover e, até mesmo, contrastar, as atuais tendências sociais e culturais contra a mulher, ajudando, de maneira eficaz, às mães solteiras a trabalharem e a educarem seus filhos e facilitando a adoção.

A reforma do Servo de Deus Paulo VI, feita com a Constituição Apostólica Indulgentiarum doctrina, em 1º de janeiro de 1967, eliminou qualquer coisa que induzisse os fiéis a uma mentalidade mágica. Tal doutrina expõe claramente os pressupostos teológicos das indulgências, da comunhão dos santos e do tesouro da Igreja, consistente nas extensões e nos métodos de Cristo, da Bem Aventurada Virgem Maria e dos Santos que são colocados à disposição dos fiéis. As indulgências, de fato, não podem ser adquiridas sem uma sincera conversão e união com Deus, a quem está o pleno rompimento das obras prescritas. www.varaldobrasil.com VARAL DO BRASIL NO. 11
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NOVOS PECADOS CAPITAIS?

Poluição do meio ambiente: a poluição do ar, água e solo trazem prejuízos sérios ao meio ambiente e a saúde das pessoas.

Se nos basearmos na matéria anterior e se fosse feita uma lista de novos pecados capitais, segundo a Igreja Católica, os mesmos seriam:

Experimentos “moralmente dúbios” com células-tronco: a Igreja Católica defende a ideia de que a vida se forma no momento da formação do embrião. Portanto, condena qualquer tipo de pesquisa científica com embriões humanos e células-tronco embrionárias.

Agravamento da injustiça social: o capitalismo criou, em muitos países, uma má distribuição de renda, deixando à margem da sociedade grande parcela da população (os excluídos sociais).

Uso de drogas: as drogas causam dependência física e psicológica nos usuários e prejudicam o funcionamento harmonioso da família. É uma atitude contra a vida humana.

Riqueza excessiva: o capitalismo favoreceu a concentração de renda, muitas vezes, de forma excessiva. Algumas pessoas concentram bilhões de dólares, enquanto outros, não têm se quer o que comer.

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Geração de pobreza: a pobreza e a miséria estão espalhadas pelo mundo. Cometem este pecado àqueles que contribuem para a geração destas condições sociais.

Violações bioéticas como, por exemplo, controle de natalidade: é considerada violação bioética toda atitude que pretende evitar a geração de vida de forma natural (uso de contraceptivos, cirurgias, aborto, inseminação artificial).

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Torta gelada de abacaxi e chocolate (Esta torta é um pecado mortal!)
Conteúdo do site ANAMARIA

Torta gelada de abacaxi e chocolate: prove essa tentação Foto: Ormuzd Alves

Ingredientes · · · · · · · 1 disco de 22cm de pão-de-ló 400g de chocolate picado 1 lata de creme de leite sem soro 1 litro de sorvete de abacaxi 1/2 abacaxi cortado em rodelas finas 1 colher (sobremesa) de manteiga 1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo Derreta o chocolate em banho-maria e misture o creme de leite. Leve a geladeira até começar a endurecer. Em um aro, coloque o disco de pãode-ló, o chocolate e por cima o sorvete. Bata o aro para que as camadas se acomodem. Leve ao freezer de um dia para o outro. Em uma frigideira antiaderente, derreta a manteiga, polvilhe aos pouco o açúcar sobre as fatias de abacaxi e doure-as dos dois lados. Na hora de servir, desenforme a torta e distribua por cima as fatias de abacaxi.

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Caros autores, caros editores,

Iniciamos uma empresa em Genebra, Suíça, a Livraria Varal do Brasil SARL. A livraria está registrada no Registre de Commerce Suisse (CGC da Suíça) desde o início de julho de 2011. Somos a primeira livraria brasileira na Suíça! Uma das poucas livrarias em Português da Europa! A única especializada em novos autores e autores de língua Portuguesa em Português ou traduzidos em outras línguas! Sem falar que aqui na Europa, não se acha com facilidade livros de autores de língua Portuguesa diversificados e novos (queremos novos autores, sangue novo, divulgar o que poucos ou ninguém divulga. Seguimos a filosofia da revista Varal do Brasil, que , como diz o seu slogan, é literária que, mas sem frescuras). . Como nosso início é igual ao de todas as empresas, começaremos com livros em consignação. A compra de livros de autores e/ ou editoras virá mais tarde em consequência das vendas efetuadas de cada livro. Solicitamos a cada autor ou editora que deseje trabalhar conosco, o envio de um livro (de cada título) para a biblioteca da Livraria e de 3 a 5 outros livros (dos mesmos títulos) para vendas por consignação. A biblioteca da livraria é onde ficarão expostos os livros que estarão à venda e poderão assim ser vistos por toda e qualquer pessoa que nos visitar. Cada autor (editora) enviará uma carta, assinada, para consignação citando o valor por unidade e demais detalhes, juntamente com os livros, pelos correios para o endereço abaixo. Enviamos em anexo um formulário que pode servir como carta, se assim o desejarem. LIVRARIA VARAL DO BRASIL SARL Jacqueline Aisenman Rue de Montbrillant 84 1202 Genève Suisse Por e-mail solicitamos cópia da mesma carta acima solicitada e mais uma resenha de cada livro com foto da capa. Não se esqueça de embalar muito bem os livros, pois devido ao transporte, se não estivewww.varaldobrasil.com

rem bem protegidos os livros podem chegar com pontas amassadas, ou pior, todos amassados. E livro amassado não pode ser apresentado a um leitor! Será pago o valor integral do livro indicado na carta recebida (valor unitário), quando este vier do Brasil. Por exemplo: um livro de 20 reais receberá os mesmos vinte reais (cem por cento do valor indicado pelo autor). Solicitamos aos autores que sejam razoáveis na escolha dos preços para que depois do câmbio e do acréscimo das taxas o preço não se torne muito importante e assim dificulte a venda. Esta política de preços permanece válida até 31 de dezembro de 2011. Para os autores residentes na Suíça ou em outros países europeus, assim como demais países, o valor da consignação será de setenta por cento do valor indicado para o autor e trinta por cento para a livraria do preço de capa. Solicitamos aos autores que sejam razoáveis na escolha dos preços e nos enviem o preço de custo e/ou o preço pelo qual tem sido vendido o livro para que possamos praticar o preço justo. Esta política de preços permanece válida até 31 de dezembro de 2011. Sabemos que o frete é caro, principalmente para autores e editoras no Brasil, mas queremos que o autor/editora vise a divulgação dos seus trabalhos e não o lucro imediato. Uma vitrine na Europa é uma porta que não se abre todos os dias! Estamos começando e gostaríamos de levar muitos autores conosco! O autor será sempre informado quando da venda de seus livros e receberá o valor recebido quando da compra de dois ou mais exemplares em depósito bancário. Quando o total de livros enviados for vendido negociaremos a compra de mais exemplares. Relembrando: O frete pode ser caro, mas é um investimento por parte do autor/ editora. Será um grande prazer poder representar o seu talento! Para toda e qualquer informação, por gentileza escreva para este -mail (livrariavaral@bluewin.ch) VARAL DO BRASIL NO. 11
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Todos os textos publicados no Varal do Brasil receberam a aprovação dos autores. Cada escritor é responsável por seu texto, o qual não é a expressão do pensamento desta revista , mas unicamente de seu autor. É proibida qualquer reprodução dos mesmos sem os devidos créditos autorais, assim como a citação da fonte. Se desejar receber quaisquer autorizações para reprodução das obras, por favor entre em contato com o Varal do Brasil por e-mail ou pelos sites para obter os dados dos autores. Se você é o autor de uma das imagens que encontramos na internet sem créditos, faça-nos saber para que divulguemos o seu talento! Os textos dos escritores brasileiros e/ou portugueses que aqui estão como convidados especiais foram re rados da internet.

CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE

Stampfenbachstrasse 138 8006 Zürich-ZH Fax: 044 206 90 21 www.consuladobrasil.ch

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O Consulado é parte integrante da rede consular do Ministério das Relações Exteriores. Sua função principal é a de Para conhecer melhor os autores do VARAL DO prestar serviços aos cidadãos brasileiros e estrangeiros resiBRASIL visite www.varaldobrasil.com dentes na sua jurisdição consular, dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira, pela legislação suíça e peContatos com o Varal? los tratados internacionais pertinentes. varaldobrasil@bluewin.ch O Consulado-Geral do Brasil encontra-se localizado no número 54, Rue de Lausanne, 1202 Genebra.

O atendimento ao público é de segunda à sexta-feira, das 9h00 às 14h00.

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