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Higiene e Segurança

Informática para a Saúde


4
Prevenção e protecção contra incêndios

EST, 2007/2008 Costa Martins, Eng.


Filipe Carreiro, Eng.
Consequências dos incêndios

ƒ Prejuízos materiais
ƒ Vítimas
ƒ Queimaduras
ƒ Ferimentos
ƒ Intoxicação
ƒ Privação de trabalho

2/70
Minimizar consequências

ƒ Prevenir
ƒ Impedir propagação
ƒ Combater

3/70
Causas mais frequentes

ƒ Instalações eléctricas
ƒ Utilização de chamas nuas
ƒ Presença de materiais inflamáveis
(nomeadamente líquidos e gases)
ƒ Aparelhos de aquecimento
ƒ Origem criminosa (em crescimento)

4/70
Factos
é de 2 para 1 a
os armazéns são proporção entre fogos
mais atingidos que as nocturnos e diurnos
zonas de produção

a tendência de aumento
dos fogos de origem
criminosa (florestas e
empresas)
A melhoria das
condições de
segurança depende
sobretudo da o estudo das causas é
formação de técnicos fundamental para a
e trabalhadores prevenção e controlo

5/70
Química do incêndio

ƒ O incêndio é uma reacção de


combustão (oxidação- redução)
fortemente exotérmica e que se
desenvolve, geralmente, de uma forma
descontrolada, quer no tempo, quer no
espaço.

6/70
Factores indispensáveis
o triângulo do fogo

Comburente Energia de activação


(normalmente o ar cujo (fornecida pela fonte
volume contém 21% de de inflamação)
oxigénio)

Combustível
(substância redutora que
vai arder)
7/70
Técnicas de extinção

Suprimindo ou limitando o Limitando a temperatura,


oxigénio (asfixia) ou cobrindo lançando água sobre o fogo, em
os focos com substâncias jacto ou pulverizada, ou outras
incombustíveis que impeçam substâncias que absorvam o
o contacto com o ar calor desenvolvido

Afastando o combustível do alcance


do fogo ou divindindo o fogo em
focos de incêndio mais pequenos e
fáceis de extinguir

8/70
Factores indispensáveis
o tetraedro do fogo
Combustível
(substância redutora que vai
arder)

Comburente
(normalmente o ar cujo
volume contém 21% de
oxigénio)

Energia de activação Reacção em cadeia


(fornecida pela fonte de (do oxigénio com os radicais
inflamação) livres do
combustível )
9/70
Riscos de Explosão
ƒ A explosão (deflagração e detonação) resulta
da libertação rápida e não controlada de uma
dada quantidade de energia
ƒ Calor
ƒ Luz
ƒ Força mecânica
ƒ A fonte de energia é habitualmente:
ƒ Uma reacção química
ƒ Força mecânica
ƒ Força nuclear
ƒ O risco de explosão pode ser medido por
aparelhos denominados explosímetros
10/70
Deflagração e Detonação

ƒ Deflagração- ƒ Detonação- explosão


explosão que se que se propaga a uma
propaga a uma velocidade superior à
velocidade inferior do som, com o
à do som desenvolvimento de
uma onda de choque
11/70
Limites de explosividade

ƒ São os limites de concentração, entre os quais,


combustíveis sólidos em estado de divisão, poeiras,
vapores de líquidos e gases inflamáveis podem formar
com o ar ou o oxigénio, misturas explosivas
ƒ Exprimem-se em percentagens volumétricas (unidades de
concentração estequiométrica, relativa à mistura de gas
combustível/ar cuja reacção química é completa sem
excesso de combustível e de oxigénio) para vapores e gases
e em pesos por unidade de volume, para poeiras

12/70
Limites de explosividade
ƒ O limite inferior de explosividade é a concentração
mínima no ar ou no oxigénio abaixo da qual não se
produz a propagação da chama resultante do contacto
com a fonte de ignição
ƒ O limite superior de explosividade é a concentração
máxima no ar ou no oxigénio acima da qual não se
produz a propagação da chama resultante do contacto
com a fonte de ignição

13/70
Limites de explosividade
Gás/ líquido Lim. Explosividade (% vol.) Ponto Temp. auto-
Inferior Superior inflamação ignição (ºC)
Hidrogénio 4,0 75,0 Gas 500

Propano 2,1 9,5 Gas 450


Butano 1,9 8,5 -60 287
Acetileno 2,5 100 Gas 305
Benzeno 1,2 7,8 -11,1 562
Tolueno 1,1 7,1 4,0 480
Alcool metílico 6,0 36,0 11 464
Alcool etílico 3,3 19 12,8 363
Éter etílico 1,9 36,0 -45 180

14/70
Limites de explosividade
Tipos de Índice de Pressão Velocid. Temp. Energia Concent.
poeira explosi- Max. Máxima Auto- mínima mín.
vidade explosão Aumento ignição ignição Explosão
(bar) pressão (ºC) (mJ) (g.m3)
Arroz 0,3 3,2 48 450 100 85
Açúcar em pó 9,6 7,4 340 370 30 45
Farinha trigo 4,1 6,6 190 440 60 50
Lenhite 0,1 2,8 7 370 - 2000
Grafite 0,1 - - 580 - -
Policarbonato 8,6 6,5 320 710 25 25
Polietileno AD >10 5,5 272 380 30 20
Polipropileno >10 5,2 374 420 30 20
PVC fino 0,1 1,9 14 400 - -

15/70
Líquidos inflamáveis
ƒ Ponto de inflamação (flash point): é a temperatura para
a qual a tensão de vapor do líquido se torna
suficientemente elevada de modo a que os vapores
emitidos formem com o ar uma mistura inflamável,
mas insuficiente para que a combustão, uma vez
iniciada, prossiga por ela própria.
ƒ Temperatura de auto-ignição ou auto-inflamação
(auto-ignition temperature) é a temperatura mínima para a
qual um material (sólido, líquido ou gasoso) se auto-
inflama, isto é, sofre inflamação espontânea na
ausência de qualquer fonte de energia exterior
16/70
Líquidos inflamáveis
variação da concentração de vapor com a temperatura
Concentração
de vapor
(% Vol)
Zona Não Inflamável
Limite superior de explosividade

Zona Explosiva

Limite inferior de explosividade

Zona Não Inflamável

Ponto de inflamação Temperatura


(flash point)
17/70
Líquidos inflamáveis
classificação (portaria nº 732-A/96, de 11 Dezembro)

ƒ Extremamente inflamáveis- as substâncias e


preparações líquidas cujo ponto de inflamação seja
inferior a 0ºC e temperatura de ebulição não superior
a 35ºC
ƒ Fácilmente inflamáveis- as substâncias e preparações
líquidas cujo ponto de inflamação seja inferior a 21 ºC
e não incluídas na categoria anterior
ƒ Inflamáveis- as substâncias e preparações líquidas
cujo ponto de inflamação seja igual ou superior a
21ºC e inferior ou igual a 55ºC

18/70
Líquidos inflamáveis
classificação (regulamentação alemã)

ƒ A- líquidos imiscíveis com a água


ƒ A1- com ponto de inflamação inferior a 21 ºC
(ex.: acetona)
ƒ A2- Com ponto de inflamação entre 21 e 55ºC
(ex.: xileno)
ƒ A3- com ponto de inflamação superior a 55ºC
(ex.: trietilenoglicol)
ƒ B: líquidos miscíveis com a água em quaisquer proporções,
com ponto de inflamação inferior a 21ºC (ex.: álcool etílico)

19/70
Gases

ƒ Inflamáveis- substâncias que no estado gasoso, à


temperatura ambiente e à pressão atmosférica normal,
sofrem combustão no ar
ƒ Não inflamáveis
ƒ Comburentes- que apresentam riscos do ponto de vista de
incêndio (oxigénio puro ou misturado com outros gases)
ƒ Inertes- usados para atmosferas ininflamáveis, a título
preventivo ou para extinção de incêndio declarado

20/70
Combustíveis sólidos correntes
ƒ São substâncias sólidas que se encontram nos
estabelecimentos industriais, quer como matérias
primas, quer como produtos intermédios ou
acabados, quer como materiais que fazem parte das
construções.
ƒ Estas substâncias não se inflamam senão quando
submetidas a uma fonte de calor durante tempo
suficiente para provocar a emissão de vapores
inflamáveis.

21/70
Substâncias perigosas

22/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas instáveis
ƒ Substâncias químicas que reagem com o ar ou
com a água
ƒ Ácidos minerais
ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

23/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas
Contém o oxigénio instáveis
necessário à iniciação da combustão

ƒ Substâncias químicas
(nitritos e nitratos, queorgânicos,
peróxidos reagemcloratos,
com ocloritos
ar oue
hipercloritos, permanganatos e persulfatos)
com a água
ƒ Ácidos minerais
ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

24/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas instáveis
ƒ Substâncias químicas que reagem com
Em presença da humidade podem desencadear a
o ar
inflamação espontânea de matérias orgânicas, enxofre e
ou
com sulfuretos
a água
ƒ Ácidos minerais
(negro de fumo, sulfocianato de chumbo e nitroanilinas)

ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

25/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas instáveis
ƒ Substâncias químicas que reagem com o ar ou
com Dão
a águalugar a polimerizações e decomposições e podem
reagir entre elas, em presença ou não, de um catalisador
ƒ Ácidos minerais
(acetaldeído, óxido de etileno, cianeto de hidrogénio,
ƒ Halogéneos
nitrato de metilo, os peróxidos e o estireno)

ƒ Explosivos

26/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas instáveis
ƒ Substâncias químicas que reagem com o ar ou
com a água
ƒ ÁcidosLibertam
minerais
quantidades importantes de vapor, podendo
provocar a inflamação, delas próprias ou de materiais nas
ƒ Halogéneos
proximidades

ƒ Explosivos
(fósforo, sódio, potássio, carvão de madeira, óxidos de
metais e não metais, bases como a soda e a potassa
cáustica)
27/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
São geralmente oxidantes enérgicos e todos mais ou
ƒ Substâncias químicas
menos corrosivos. instáveis
Constituem um risco quando em contacto com
ƒ Substâncias químicas
substâncias quecomreagem
ou materiais os quais com o ar ou
são susceptíveis
de reagir violentamente)
com a água
ƒ Ácidos minerais
ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

28/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
Não são combustíveis mas podem intervir como
ƒ Substâncias
comburentes.químicas
Reagem combustíveis
na maior parte dos casos
espontaneamente, ou de forma explosiva, como por
ƒ Substâncias
exemplo com químicas instáveis
a terebentina, hidrogénio, fósforo,
amoníaco, os metais pulverizados e a maior parte dos
ƒ Substâncias
compostosquímicas
orgânicos. que reagem com o ar ou
com (flúor,
a água cloro, bromo e iodo, por ordem decrescente de
ƒ Ácidos minerais
actividade)

ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

29/70
Substâncias perigosas
ƒ Substâncias oxidantes
ƒ Substâncias químicas combustíveis
ƒ Substâncias químicas instáveis
ƒ Substâncias químicas
São susceptíveis quesob
de detonar reagem
o efeito com
de um o ar ou
choque,
comfricção,pressão
a água ou chama. São geralmente sólidos, mas
podem ser líquidos ou gases.
ƒ Ácidos minerais
(nitrogliceriga, acetileno, a hidrazina e o azometano)
ƒ Halogéneos
ƒ Explosivos

30/70
Metais
ƒ A maior parte pode sofrer combustão em
determinadas condições.
ƒ Alguns oxidam rapidamente em presença do ar ou
da humidade, libertando uma quantidade de calor
suficiente para atingir a sua temperatura de
inflamação (ex.: magnésio, sódio, potássio e cálcio).
ƒ Outros, como o alumínio, ferro ou zinco,
apresentam risco se em estado de grande divisão.

31/70
Plásticos
ƒ Os seus constituintes são geralmente combustíveis
(metano, etileno, hidrogénio, carvão e o algodão)
ƒ Alguns dos produtos intermédios (monómeros) são
extremamente perigosos (cloreto de vinilo e estireno)
ƒ Em muitos cados a síntese das macromoléculas só é
conseguida na presença de um catalizador
particularmente perigoso (peróxidos)
ƒ A maior parte dos plásticos é combustível e arde em
presença da chama; os produtos libertados são
extremamente tóxicos (monóxido de carbono, cloro,
amoníaco, cianetos e óxidos de azoto)

32/70
Causas de inflamação

33/70
Causas de inflamação
ƒ Fogos abertos
ƒ Faíscas de origem eléctrica
ƒ Faíscas de origem electrostática
ƒ Faíscas originadas pelo choque
ƒ Superfícies ou pontos quentes
ƒ Elevação de temperatura devido à compressão de gases
ƒ Reacções químicas
ƒ Electricidade atmosférica
ƒ Outras causas de inflamação

34/70
Prevenção de incêndios

35/70
Prevenção de incêndios

ƒ Actuação sobre o combustível


ƒ Actuação sobre a energia de activação
ƒ Actuação sobre o comburente
ƒ Actuação sobre a reacção em cadeia

36/70
Prevenção de incêndios

ƒ Actuação sobre o combustível


ƒ Evitar a presença de resíduos inflamáveis (formação e limpeza)
ƒ Evitar a existência de depósitos de produtos inflamáveis no interior
da unidade fabril
ƒ Manutenção periódica das condutas de inflamáveis por forma a
evitar fugas
ƒ Substituir o combustível inflamável por outro que o não seja nas
condições de manipulação
ƒ Recobir o combustivel com materiais não combustíveis
ƒ Promover a ventilação ou aspiração nos locais onde se possam
formar misturas explosivas

37/70
Prevenção de incêndios

ƒ Actuação sobre o combustível


ƒ Actuação sobre a energia de activação
Eliminar focos de ignição:
ƒ térmicos- fumar, foguear, raios solares, soldadura, motores...
ƒ eléctricos- faíscas interruptores, curto-circuitos, electricidade
estática,...
ƒ mecânicos- faíscas, atrito
ƒ químicos- reacções exotérmicas, substâncias reactivas e oxidantes

38/70
Prevenção de incêndios

ƒ Actuação sobre o combustível


ƒ Actuação sobre a energia de activação
ƒ Actuação sobre o comburente
ƒ por diminuição do teor de oxigénio por adção de um gás inerte
(azoto ou dióxido de carbono): inertização de reactores químicos de
depósitos de produtos inflamáveis

39/70
Prevenção de incêndios

ƒ Actuação sobre o combustível


ƒ Actuação sobre o combustível por adição de compostos que
ƒ Actuação sobre
dificultem ou impeçam a energia
a propagação de activação
da reacção de combustão
(adição de anti-oxidante a plásticos para ignifugação de tecidos)
ƒ Actuação sobre o comburente
ƒ Actuação sobre a reacção em cadeia

40/70
Protecção estrutural

ƒ Conjunto de elementos construtivos de um


edifício que sob a forma de controlo passivo
(sem qualquer acção directa sobre o fogo) vão
constituir uma barreira ao avanço do fogo
41/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Reacção ao fogo:
ƒ Inflamabilidade- facilidade de se iniciar a combustão
ƒ Combustibilidade
ƒ Velocidade de propagação da chama
ƒ Gotejamento de materiais líquidos (grave em tectos falsos)
ƒ Produção de gases, fumos e vapores
ƒ Carga térmica (Q)
Pi: poder calorífico do combustível de ordem i (Mj/ Kg) ∑g ×P
i i
gi:o peso do combustível (Kg) Q= i

A: superfície total do recinto A

42/70
Classes de materiais de
construção segundo o LNEC

Reacção ao fogo

Incombustível Combustível
(M0)
Inflamável Não inflamável
(M1)

(M2) (M3) (M4)

43/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Resistência ao fogo (LNEC):
ƒ Estável ao fogo (EF): elementos Escalão Tempo
com funções de suporte, como vigas, (EF, PC, (min)
CF)
pilares
0 <15
ƒ Pára-chamas (PC): elementos de 15 15 a 29
compartimentação como paredes de 30 30 a 59
condutas, divisórias 60 60 a 89
ƒ Corta-fogo (CF): elementos com 90 90 a 119
funções cde compartimentação e de 120 120 a 179
suporte (pavimentos e paredes 180 180 a 239
resistentes) 240 240 a 359
360 >=360

44/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Escolha dos materiais de construção:
ƒ Estruturas de ferro: não combustíveis mas devem ser
protegidas (betão, gesso,...) das fortes elevações de
temperatura para evitar deformações
ƒ Madeira: a resistência ao fogo pode ser aumentada por
ignifugação
ƒ Betão: boa resistência ao fogo por algumas horas
ƒ Plásticos: combustíveis, fundem, liberttam tóxicos
ƒ Fibrocimento: incombustíveis, mas fraca resistência ao
fogo
ƒ Gesso: muito resistente à acção do fogo (3 cm resistem 3
horas a 1000ºC- usado nas protecções de estruturas
metálicas ou de betão)
45/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Protecção contra a propagação horizontal do
incêndio:
ƒ Separação por distância

ƒ Método para reduzir o fluxo de calor, por radiação


e condução, de combustível para combustível, ou
entre edifícios, limitando a propagação do incêndio

46/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Protecção contra a propagação horizontal do
incêndio:
ƒ Separação por distância ƒ Constituídas por materiais
incombustíveis, com as aberturas
ƒ Paredes corta-fogo
protegidas por portas ou cortinas
corta-fogo

47/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Protecção contra a propagação horizontal do
incêndio:
ƒ Separação por distância
ƒ Para conter um líquido
ƒ Paredes corta-fogo derramado numa rotura ou fuga,
impedindo o seu alastramento
ƒ Bacias de retenção

48/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Protecção contra a propagação vertical do
incêndio (contra correntes de convecção):
ƒ Aberturas verticais em materiais incombustíveis
(caixas de elevadores, escadas, janelas, condutas de
ventilação, aquecimento e climatização)

ƒ Devem comportar
dispositivos de obturação

49/70
Comportamento ao fogo
de materiais de construção
ƒ Protecção contra a propagação vertical do
incêndio (contra correntes de convecção):
ƒ Aberturas verticais em materiais incombustíveis
(caixas de elevadores, escadas, janelas, condutas de
ventilação, aquecimento e climatização)
ƒ Introdução de dispositivos exutórios nas condutas de
ventilação, aquecimento e climatização

ƒ Com abertura automática para evacuação de fumos e calor

50/70
Evacução
ƒ A distância a uma saída deverá ser ser função
do grau de risco
ƒ Pelos menos duas saídas por piso, protegidas
contra chamas e fumo
ƒ Não são saídas de emergência as escadas de
mão, madeira, caracol e ascensores
ƒ Saídas bem sinalizadas e iluminadas
ƒ Acessos às saídas sem obstruções
ƒ Escadas exteriores não devem dar para pátios
interiores
ƒ Largura das saídas em função do número de
pessoas
ƒ As portas de evacuação deverão abrir no
sentido de fuga
51/70
Luta contra incêndios
ƒ Detecção e alarme (com localização)
Intensidade das chamas

52/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)

ƒ A água pulverizada tem uma


maior capacidade de
arrefecimento

53/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
Arrefecem e abafam:
ƒ Espumas
ƒ Emulsionantes da água (espuma
física- instalações fixas)
ƒ Reacção de soluções ácidas com
soluções alcalinas com libertação de
dióxido de carbono (espuma
química- extintores portáteis)

54/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
ƒ Espumas
ƒ Dióxido de carbono

ƒ Extinção por abafamento e


sopro (arrefecimento
praticamente nulo)
ƒ Extinção sem detrioração
(adequado para equipamento
eléctrico e electrónico)

55/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
ƒ Espumas ƒ Extinção por inibição (captam
os radicais livres responsáveis
ƒ Dióxido de carbono pela reacção em cadeia)
ƒ Pós químicos secos ƒ pó normal BC
ƒ pó polivalente ABC
ƒ pós especiais
ƒUsam-se em fogos de metais,
em instalações fixas ou
extintores

56/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
ƒ Espumas
ƒ Dióxido de carbono
ƒ Pós químicos secos
ƒ Hidracarbonetos halogenados (halons)

ƒ Eficazes na protecção de instações eléctricas e electrónicas


ƒ Eficazes em fogos de líquidos inflamáveis

57/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
ƒ Espumas
ƒ Dióxido de carbono
ƒ Pós químicos secos
ƒ Hidracarbonetos halogenados (halons)
ƒ Areia

ƒ Age por abafamento

58/70
Luta contra incêndios

ƒ Agentes de extinção
ƒ Água (pulverizada)
ƒ Espumas
ƒ Dióxido de carbono ƒ Produtos
alternativos aos
ƒ Pós químicos secos
halons sem
ƒ Hidracarbonetos halogenados (halons) consequências
para a camada
ƒ Areia
de ozono
ƒ Novos agentes extintores

59/70
Luta contra incêndios
classes de fogos

ƒ Classe A- fogos de materiais sólidos, de natureza


orgânica, com formação de brasas

ƒ Classe B- Fogos de líquidos ou de sólidos


liquidificáveis (alcatrão, gasolina,...)

ƒ Classe C- Fogos de gases

ƒ Classe D- Fogos de metais (alcalinos)

60/70
Luta contra incêndios

CLASSE DE FOGO
AGENTE
EXTINTOR A B C D
Água em jacto Eficaz Não Usar Não Usar Não Usar
Água em
Muito Eficaz Não Usar Não Usar Não Usar
nevoeiro

Espuma Eficaz Muito Eficaz Não Usar Não Usar

Pó BC Não Usar Muito Eficaz Muito Eficaz Não Usar

Pó ABC Muito Eficaz Muito Eficaz Muito Eficaz Não Usar

CO 2 Pouco eficaz Eficaz Eficaz Não Usar

Pó Especial Não Usar Não Usar Não Usar Eficaz

61/70
Meios de extinção de incêndios

ƒ Extintores
ƒ Portáteis, ou móveis sobre
rodas
ƒ Os de espuma química
utilizam duas soluções
(uma ácida e outra
alcalina)
ƒ Verificar semestralmente e
recarregar se se verificar
uma diminuição de peso
superior a 15%

62/70
Meios de extinção de incêndios

ƒ Utilização dos extintores


1. Aproximar do fogo no
sentido do vento
2. Dirigir o jacto à base das
chamas
3. Em derrames manobrar de
cima para baixo
4. Assegurar número suficiente
de extintores
5. Prever as possibilidades de
reignição
6. Enviar extintores para
respectiva recarga
63/70
Meios de extinção de incêndios

ƒ Rede de incêndio armada

ƒ Rede de incêndio
independente, com bocas de
incêndio espaçadas de 50 m
ƒ Alimentação de água por
reservatório elevado ou por
sistema de bombagem
(pressão de 2,5 bar e caudal de
50m3 por hora)

64/70
Meios de extinção de incêndios

ƒ Instalações fixas de extinção


ƒ Modulares- descarga
directa do produto
extintor sobre o fogo
ƒ Inundação total-
envolvimento do risco
num espaço fechado
ƒ Comando manual ou
automático (chuveiros
ou sprinklers)

65/70
Avaliação do Risco de incêndio
método de Gustav-Purt

ƒ O risco do incêndio depende:


ƒ Dos edifícios (GR)
ƒ Combustibilidade (C)
GR =
(Qm ⋅ C + Qi ) ⋅ B ⋅ L
ƒ Carga térmica (Q):
ƒ mobiliária (Qm) W ⋅ Ri
ƒ imobiliária (Qi)
ƒ Extensão do corta-fogo (B)
ƒ Período de tempo para actuação dos bombeiros (L)
ƒ Resistência ao fogo por parte da estrutura (W)
ƒ Factores favoráveis secundários, como
armazenagem, combustão lenta, evacuação (Ri)
ƒ Do seu conteúdo

66/70
Organização da luta contra incêndios

ƒ Planos de intervenção
ƒ Formação de pessoal
ƒ Condução da luta contra o fogo
67/70
Auditoria em segurança contra riscos de
incêndios
Esta auditoria compreende nomeadamente:

ƒ Levantamento dos sistemas de protecção existentes (detecção,


combate, controlo de fumos, sinalética, etc.)
ƒ Apreciação da adequação dos sistemas existentes às necessidades
reais e às exigências regulamentares
ƒ Verificação da operacionalidade dos sistemas existentes
ƒ Estudo da adequação dos sistemas de segurança passiva
(compartimentação, evacuação, etc.)
ƒ Análise da organização de segurança existente e dos meios de
auto-protecção implementados
ƒ Proposta de medidas correctivas ou compensatórias, caso
necessário

68/70
Bibliografia

ƒ Manual de Higiene e Segurança no


Trabalho, Alberto Sérgio Miguel, Porto
Editora, 2006

69/70