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Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I
Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I
Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I

Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I

Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I
Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I

Programa Nacional de Inclusão de Jovens

do ProJovem Urbano Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I Programa Nacional de Inclusão de Jovens Brasília,

Brasília, DF

2008

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

Vice-Presidente da República José Alencar Gomes da Silva

Secretaria-Geral da Presidência da República Luiz Soares Dulci

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias

Ministério da Educação Fernando Haddad

Ministério do Trabalho e Emprego Carlos Lupi

Secretaria-Geral da Presidência da República Ministro de Estado Chefe Luiz Soares Dulci

Secretaria-Executiva Secretário-Executivo Antonio Roberto Lambertucci

Secretaria Nacional de Juventude Secretário Luiz Roberto de Souza Cury

Coordenação Nacional do Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem Urbano Coordenadora Nacional Maria José Vieira Féres

Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I

Programa Nacional de Inclusão de Jovens

do ProJovem Urbano Manual do Educador Estudos coMplEMEntarEs I Programa Nacional de Inclusão de Jovens Brasília,

Brasília, DF

2008

Copyright © 2008 Permitida a reprodução sem fins lucrativos, parcial ou total, por qualquer meio, se citada a fonte e o sítio da Internet onde pode ser encontrado o original (www.projovemurbano.gov.br).

Coleção ProJovem Urbano Elaboração e Organização

Equipe Técnica Coordenação Nacional do ProJovem Urbano – Assessoria Pedagógica

Cláudia Veloso Torres Guimarães Luana Pimenta de Andrada Leila Taeko Jin Brandão Jazon Macêdo

Organização

Cláudia Veloso Torres Guimarães Eleuza Maria Rodrigues Barboza Fabiana Carneiro Martins Coelho Maria Umbelina Caiafa Salgado Luana Pimenta de Andrada Leila Taeko Jin Brandão

Revisão

Leandro Bertoletti Jardim

Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica

Erika Ayumi Yoda Nakasu

Autores

Língua Portuguesa

Sandra Maria Andrade del-Gaudio

Terezinha Maria Barroso Santos

Matemática

Maria das Graças Gomes Barbosa

Wanda Maria de Castro Alves

M294

Manual do Educador: Estudos Complementares I / [organização: Cláudia Veloso Torres

Guimarães

Inclusão de Jovens – ProJovem Urbano, 2008.

et al.; Revisão Leandro Bertoletti Jardim]. – Brasília: Programa Nacional de

304 p.: il. – (Coleção ProJovem Urbano)

Conteúdo: Língua Portuguesa / Sandra Maria Andrade del-Gaudio; Terezinha Maria Barroso Santos – Matemática / Maria das Graças Gomes Barbosa; Wanda Maria de Castro Alves.

1. Educação - Brasil. 2. Ensino Fundamental 3. Qualificação Profissional 4. Participação Cidadã. 5. Informática. I. Título. II. Secretaria Nacional da Juventude. III. Programa Nacio- nal de Inclusão de Jovens (ProJovem Urbano).

CDD – 370

APRESENTAÇÃO 09 LÍNGUA PORTUGUESA 11 OFICINA 1 – IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO Encontro I –
APRESENTAÇÃO 09 LÍNGUA PORTUGUESA 11 OFICINA 1 – IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO Encontro I –
APRESENTAÇÃO 09 LÍNGUA PORTUGUESA 11 OFICINA 1 – IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO Encontro I –

APRESENTAÇÃO

09

LÍNGUA PORTUGUESA

11

OFICINA 1 – IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO Encontro I – Eu sou um cidadão (Parte I)

15

Encontro II – Eu sou um cidadão (Parte II)

21

Encontro III – Eu pertenço a um grupo (Parte I)

27

Encontro IV – Eu pertenço a um grupo (Parte II)

36

OFICINA 2 – TRABALHO E ESCOLA Encontro I – Trabalho e realização pessoal

45

Encontro II – O trabalho infantil

53

Encontro III – A escola ontem e hoje

60

Encontro IV – Formação profissional do Século XXI

70

OFICINA 3 – CULTURA E LAZER Encontro I – Cultura, diversão e arte

80

Encontro II – O poder da televisão

88

Encontro III – Esporte e lazer

98

Encontro IV – O jovem e a música

107

OFICINA 4 – CRENÇAS Encontro I – O jovem e a espiritualidade

115

Encontro II – Uma igreja para cada tribo

123

Encontro III – Sincretismo religioso I

132

Encontro IV – Sincretismo religioso II

140

OFICINA 5 – LEITURAS LITERÁRIAS Encontro I – Lendas – uma forma de explicar o mundo (Parte I)

146

Encontro II – Lendas – uma forma de explicar o mundo (Parte II)

152

Encontro III – Apólogo – outra forma de simbolizar o mundo (Parte I)

157

Encontro IV – Apólogo – outra forma de simbolizar o mundo (Parte II)

162

MATEMÁTICA

169

OFICINA 1. OS NÚMEROS NATURAIS E SUAS APLICAÇÕES Bloco 1. Para que servem os números?

175

Atividade 1 – Usando os números para contar

177

Atividade 2 – Usando os números para estimar

180

Atividade 3 – Usando os números para ordenar

180

Atividade 4 – Usando os números para identificar

182

Bloco 2. Escrevendo números

185

Atividade 1 – Leitura e escrita de números

185

Atividade 2 – Números e Sistema de Numeração

186

Bloco 3. Ordenação de números e a reta numérica

193

Atividade 1 – Comparando números naturais

193

Atividade 2 – A reta numérica

194

Atividade 3 – Agora é com você!

196

Bloco 4. Exercitando o que aprendeu

198

Atividade 1 – Sobre números

198

Atividade 2 – Sobre o Sistema de Numeração Decimal

199

Atividade 3 – Problemas aplicando conhecimentos do Sistema de Numeração Decimal

201

OFICINA 2. OS NÚMEROS NATURAIS E SUAS APLICAÇÕES Bloco 1. Explorando a adição e a subtração

203

Atividade 1 – Revendo a adição

203

Atividade 2 – Aplicando as propriedades estruturais da adição

207

Atividade 3 – Revendo a subtração

208

Atividade 4 – Relacionando adição/subtração como operações inversas entre si

212

Bloco 2 – Explorando a multiplicação e a divisão

214

Atividade 1 – Revendo a multiplicação

214

Atividade 2 – Aplicando as propriedades da multiplicação

216

Atividade 3 – Revendo a divisão

219

Atividade 4 – Relacionando multiplicação/divisão como operações inversas

222

Atividade 5 – Resolvendo problemas envolvendo as quatro operações

222

Atividade 6 – Usando a calculadora

225

OFICINA 3. EXPLORANDO O ESPAÇO E AS FIGURAS GEOMÉTRICAS Bloco 1. Localizando-se e movimentando-se no espaço

227

Bloco 2. Estudando os sólidos geométricos

231

Atividade 1 – Classificando os sólidos geométricos

231

Atividade 2 – Estudando os poliedros

233

Atividade 3 – Estudando os corpos redondos

238

Atividade 4 – Os sólidos e suas planificações

239

Bloco 3. Estudando as figuras planas

242

Bloco 4. A simetria das formas geométricas

247

Atividade 1 – Descobrindo a simetria

247

OFICINA 4. OS NÚMEROS RACIONAIS Bloco 1. A fração e seus significados

253

Atividade 1 – Identificando o racional representado por fração

253

Atividade 2 – Registrando o racional por meio de fração

258

Atividade 3 – Operações com frações

260

Atividade 4 – Fração de números

264

Bloco 2. Os racionais sob a forma decimal

267

Atividade 1 – Números com vírgula

267

Atividade 2 – Comparando decimais

269

Atividade 3 – Aplicando os decimais

270

Atividade 4 – Operações com decimais

272

Atividade 5 – A escrita decimal do dinheiro

274

Atividade 6 – Resolvendo problemas com números racionais

276

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

7

OFICINA 5. OS NÚMEROS INTEIROS E SUAS APLICAÇÕES Bloco 1. Os novos números

279

Bloco 2. Comparando e ordenando os números inteiros

284

Bloco 3. Adição e subtração de números inteiros

291

Atividade 1 – Somando em situações concretas

291

Atividade 2 – Somando na reta numérica

294

Atividade 3 – Subtraindo em situações concretas

296

Atividade 4 – Subtraindo na reta numérica

298

Atividade 5 – Resolvendo expressões

299

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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Os estudos complementares de Língua Portuguesa e de Matemática são atividades direcionadas para a superação

Os estudos complementares de Língua Portuguesa e de Matemática são atividades direcionadas para a superação de dificuldades de aprendizagem evidenciadas pelos alunos nas avaliações formativas, ao longo do ciclo re- gular de estudos.

A concepção de currículo integrado do ProJovem Urbano implica o acom-

panhamento permanente das dificuldades de aprendizagem dos alunos, du- rante todo o processo formativo e a intervenção pedagógica no momento adequado para obter resultados efetivos. Neste sentido, os estudos comple- mentares visam criar novas situações de aprendizagem, com o objetivo de oferecer possibilidades alternativas aos jovens para a construção das habili- dades que não conseguiram desenvolver ao longo do ciclo regular de estudos. Na perspectiva da integração curricular, os temas e conceitos trabalhados nesse ciclo, em todos os componentes curriculares, devem ser retomados e estruturados em oficinas de Língua Portuguesa e de Matemática.

Serão encaminhados aos estudos complementares os jovens que não obti- veram o mínimo de 50% do total de pontos distribuídos no 1º e no 2º ciclos.

POR qUE ESTUDOS COMPLEMENTARES EM FORMATO DE OFI- CINAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE MATEMÁTICA?

A proposta curricular do ProJovem Urbano prevê o trabalho com um con-

teúdo multidisciplinar limitado, porém cientificamente correto, socialmente pertinente e vinculado às experiências da juventude urbana. No tempo e no espaço do curso, os jovens aprendem a interagir criticamente com a in- formação, transformando-a em conhecimentos e habilidades relacionados às diferentes dimensões do ser humano: lógica e cognitiva, prática e ope- rativa, afetiva e social, identitária e cidadã. Isso implica o desenvolvimento de competências que permitam integrar conhecimentos prévios a contex- tos atuais e construir estratégias para concretização de projetos futuros.

Nesse processo, por meio de interações com interlocutores diversos, o estudante, simultaneamente, constrói uma visão de mundo interdiscipli- nar e estabelece as bases para sua integração social como protagonista, sujeito de sua própria formação e formulador de seus projetos de vida. Assim, o instrumento fundamental constituído pela aquisição das diferen- tes linguagens – verbal, visual, lógica, entre outras – é elemento precioso desta construção.

A estruturação das oficinas de estudos complementares em torno de Língua Portuguesa e de Matemática, sob a coordenação de educadores, na função de professores orientadores, apóia-se, pois, nas idéias de

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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Vygotsky sobre a ação pedagógica na zona de desenvolvimento proximal, como elemento fundamental para que o aprendiz conclua o processo vi- sado e se torne independente em relação a ele.

Está previsto na carga horária dos professores, tempo destinado ao atendimento às dificuldades específicas dos alunos, pois são contratados para 30 horas semanais. Conforme se pode observar no quadro 6.2.2.4 – Tempos comuns a todos os educadores do ProJovem Urbano – do Projeto Pedagógico Integrado, todo professor de Formação Básica terá 11 horas disponíveis para atendimento aos alunos. Dentro dessa carga horária, na fase inicial do 2º e 3º ciclos, deverá ser previsto o desenvolvimento das oficinas para os alunos que não alcançaram 50% da pontuação distribuída no ciclo, ou seja, 202 pontos. Essas oficinas serão oferecidas entre o se- gundo e quarto mês do 2º e do 3º ciclos.

COMO ESTÁ ORGANIZADO O MATERIAL?

Para a realização dos estudos complementares, os professores receberão dois manuais. Esses manuais serão organizados na forma de oficinas distri- buídas em dois volumes. Cada volume compreenderá cinco oficinas de Lín- gua Portuguesa e cinco de Matemática, com a mesma duração, organizadas segundo conjuntos de habilidades a serem especialmente focalizadas. As oficinas do Volume I terão menor complexidade que as do Volume II.

O que é uma oficina?

Cada oficina é constituída por atividades previstas para serem realizadas em quatro encontros com os alunos. Cada encontro terá a duração de 2 horas.

quando serão realizados os encontros?

Estão previstos períodos no calendário do ProJovem Urbano destinados ao trabalho com os estudos complementares. Entre o segundo e o quarto mês do 2º e do 3º ciclos, os professores vão realizar os encontros com os alunos que apresentaram dificuldades durante o curso.

Os alunos poderão participar de duas oficinas em cada ciclo, totalizando oito encontros. Caberá ao professor definir qual oficina será mais adequa- da para atender as necessidades de cada jovem.

Como utilizar o material?

Além deste Manual, as coordenações locais receberão um CD com as ativi- dades a serem desenvolvidas pelos alunos, que deverão ser reproduzidas.

A Coordenação Nacional do ProJovem Urbano deseja a todos um bom trabalho.

Maria José Vieira Féres Coordenadora Nacional do ProJovem Urbano

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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OLÁ, PROFESSOR!

Este caderno foi elaborado para ajudá-lo a orientar os estudos que seus alunos vêm realizando no ProJovem Urbano. Nele, os alunos terão a oportunidade de refletir sobre a temática “Eu e meu grupo”. Nossa expectativa é a de que os textos e as atividades de linguagem selecionadas para comporem este primeiro caderno des- pertem o interesse pela leitura e auxiliem na construção de habili- dades para o uso da nossa língua em diferentes situações de conví- vio na sociedade.

Este caderno terá a seguinte organização:

Antecipando sentidos do texto: parte em que você e seus alunos conversarão a respeito de idéias e informações para compre- enderem os sentidos dos textos.

Lendo o texto: nesta seção, os alunos terão a oportunidade de ler textos em diferentes gêneros, retirados de nesta seção, os alunos terão a oportunidade de ler textos em diferentes gêneros, retirados de variadas fontes.

Construindo sentidos para o texto: aproveitando as infor- mações já antecipadas e a leitura do texto, esta parte aprofundará a compreensão do texto.

Refletindo sobre usos da língua: nesta seção, o aluno vai compreender melhor como usar a língua com adequação, consideran- do o contexto, as intenções, os interlocutores e o próprio gênero do texto, conhecimentos fundamentais para falar, escrever, ouvir e ler.

Produzindo textos: nesta seção, você orientará seus alunos a produzirem textos orais ou escritos, valendo-se dos conhecimentos que foram construídos durante o estudo em cada encontro.

Mais uma vez, desejamos que seu trabalho seja bastante produti- vo. Lembre-se sempre de que conhecer a língua e usá-la com segu- rança são formas de exercer a cidadania.

língua e usá-la com segu - rança são formas de exercer a cidadania. MANUAL DO EDUCADOR
língua e usá-la com segu - rança são formas de exercer a cidadania. MANUAL DO EDUCADOR
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MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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MANUAL DO EDUCADOR – ORIENTAçõES GERAIS

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1 IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO Esta oficina tem como objetivo propor um conjunto de textos

1

IDENTIDADE, FAMÍLIA E GERAÇÃO

Esta oficina tem como objetivo propor um conjunto de textos represen- tados por diferentes gêneros textuais, que encaminhem o debate para a reflexão sobre identidade, família e relações inter e intrageracionais. As respostas em laranja, que acompanham as questões, têm como objetivo, ao mesmo tempo, fornecer ao professor um auxílio para sua compreensão do texto, e dar sugestões de gabarito, o que não significa que o professor não possa aceitar outras respostas possíveis de seus alunos.

ENCONTRO I Eu sou um cidadão (Parte I)

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestão para iniciar a discussão com os alunos:

Há várias formas de se registrar a presença das pessoas no mundo. A própria pessoa pode fazer esse registro, escrevendo sua autobiografia. Uma pessoa pode ter sua vida contada por outra, por meio de uma bio- grafia, publicada em livro. E como cidadãos de um país, temos o direito e a obrigação de registrar nosso nome em documentos.

Sugestão para dirigir a discussão com os alunos. Para fomentar as discussões sugerimos perguntas do tipo:

Você já teve a oportunidade de ler alguma autobiografia ou a bio- grafia de alguém? De quem? Para que servem esses textos? Quem os lê? Onde são encontrados?

Pensando agora em sua história de vida, que documentos já foram exi- gidos de você? Para que servem documentos em nossa sociedade?

LENDO OS TEXTOS

Os dois textos abaixo se referem ao autor José Lins do Rego.

Google
Google

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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Texto I: Autobiografia

“Tenho quarenta e seis anos, moreno, cabelos pretos, com meia dúzia de fios brancos, um metro e 74 centímetros, casado, com três filhos e um genro, 86 quilos bem pesados, muita saúde e muito medo de morrer. Não gosto de trabalhar, não fumo, durmo com muitos sonos, e já escrevi 11 romances. Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor tenho saudades da chuva. Sou homem de paixões violentas. Temo os poderes de Deus, e fui devoto de Nossa Senhora da Conceição. Enfim, literato da cabeça aos pés, amigo de meus amigos e capaz de tudo se me pisarem nos calos. Perco, então, a cabeça e fico ridículo. Não sou mau pagador. Se tenho, pago, mas se não tenho, não pago, e não per- co o sono por isso. Afinal de contas, sou um homem como os outros. E Deus queira que assim continue.”

(REGO, José Lins. Falando de si mesmo. Dez./1947).

Texto II: Biografia

José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em Pilar (PB), em 3 de julho de 1901,
José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em Pilar (PB), em 3 de julho de
1901, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1957. De família ligada à produ-
ção de cana-de-açúcar, criou-se no engenho do avô, fato que influen-
ciou sua obra. Formou-se em Direito, no Recife, e foi promotor em Minas
Gerais. Exerceu, como funcionário do Ministério da Fazenda, o cargo de
fiscal de bancos, em Maceió, onde conviveu com os escritores Graciliano
Ramos, Raquel de Queiroz e Jorge Lima. Em 1935, fixou residência no
Rio de Janeiro e, em 1956, foi eleito membro da Academia Brasileira de
Letras. Foi também um dos diretores do Clube de Regatas do Flamen-
go, pois tinha grande paixão pelo futebol. OBRAS: Menino de Engenho
(1932); Doidinho (1933); Bangüê (1934); Riacho Doce (1939); Fogo
morto (1943); Eurídice (1947) e Cangaceiros (1953), entre outras.

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS

1. A respeito dos Textos I e II, responda:

a) O Texto I é uma autobiografia. Quem é o autor do Texto I?

O escritor José Lins do Rego.

b) Nesse texto, o autor usa a linguagem para: relatar fatos ocorridos em sua própria vida.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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c) O Texto II é uma biografia. Quem é o autor do Texto II?

Um autor que se interessa por escrever sobre a vida de alguém famoso.

d) Nesse texto, o autor usa a linguagem para: relatar fatos importantes

que ocorreram na vida do autor José Lins Rego.

e) As informações dadas por esses textos são reais ou imaginárias?

São informações reais.

2. Complete o quadro com informações sobre José Lins do Rego:

Nome

José Lins do Rego Cavalcanti

Data de nascimento

3 de julho de 1901

Data de falecimento

1957

Naturalidade

carioca – Rio de Janeiro

Nacionalidade

brasileira

Altura

1m e 74 centímetros

Peso

86 quilos

Cor

branca

Profissão

advogado

Religião

católica

Lazer

futebol

3. Leia:

“Não sou mau pagador. Se tenho, pago, mas se não tenho, não pago, e não perco o sono por isso”.

Uma outra forma de dizer o mesmo que o autor disse é o ditado:

( x ) Devo, não nego; pago, quando puder.

(

) Quem dá o que tem a pedir vem.

(

) Quem deve a Deus paga ao diabo.

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tra- tando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisição

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêne- ros textuais. Professor, o objetivo desta seção não é o de priorizar o domí- nio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacidade de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Ao escrever uma autobiografia, o autor usa a 1ª ou a 3ª pessoa do

verbo? E ao escrever uma biografia? Por quê?

Na autobiografia é usada a 1ª pessoa do verbo, pois a própria pessoa escreve sobre si mesma. Na biografia, é usada a 3ª pessoa do verbo, por- que quem escreve o texto é uma outra pessoa que relata os fatos ocorridos com alguém.

2. Qual o tempo verbal preferido, quando se escreve uma autobiogra-

fia? E quando se escreve uma biografia?

O tempo verbal preferido para se escrever uma autobiografia é o Pre- sente (do Indicativo). O tempo verbal preferido para se escrever uma bio- grafia é o Pretérito Perfeito (ou o passado).

3. Partindo de suas respostas na questão anterior, vamos montar uma pe-

quena definição:

Autobiografia é um gênero de texto escrito, que relata fatos ocorridos na vida do próprio
Autobiografia é um gênero de texto escrito, que relata fatos ocorridos na vida do próprio
Autobiografia é um gênero de texto escrito, que relata fatos ocorridos na vida do próprio

Autobiografia é um gênero de texto escrito, que relata fatos ocorridos na vida do próprio autor do texto. Para escrevê-la, usamos sempre a pessoa do verbo, e, na maioria das vezes, usamos o tempo verbal Presente do Indicativo.

Biografia é um gênero de texto escrito, que relata fatos ocorridos na vida de alguém. Para escrevê-la, usamos sempre a pessoa do verbo, e, na maioria das vezes, usamos o tempo verbal Pretérito Perfeito.

4. Complete o quadro, escrevendo mais quatro exemplos de verbos usados

nos Textos I e II

Textos

Presente do Indicativo

Pretérito Perfeito

Autobiografia

1. tenho,

2. gosto,

 

3.

fumo, 4. durmo,

5.

perco ou outros

Biografia

 

1. nasceu, 2. faleceu,

3.

criou, 4. formou,

5.

foi ou outros

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

18

5.

Observe a grafia das palavras abaixo:

saúde

sol
sol

casado

residência

a) As letras em destaque têm o mesmo som?

Não.

Nas palavras saúde e sol, a letra S tem o som de S.

Nas palavras casado e residência, a letra S tem o som de Z.

b)

Qual a posição da letra S, nas palavras saúde e sol?

A

letra S ocupa o início de palavra.

c)

Qual a posição da letra S, nas palavras casado e residência?

A

letra S está entre duas vogais e no meio de palavra.

Concluindo: A letra S pode ter o som de S ou de Z. No início de pa- lavra, a letra S tem o som de S. No meio de palavra e entre vogais, a letra S tem o som de Z.

6. Recorte de revistas ou jornais palavras escritas com a letra S e agrupe-

as da seguinte forma:

Essa atividade costuma despertar interesse nos alunos. O professor de- verá estar preparado para providenciar o material necessário, caso os alu- nos não possam fazê-lo.

Letra S no início de palavra (som de S)

Letra S no início de palavra (som de S ) Letra S entre vogais (som de

Letra S entre vogais (som de Z)

Letra S no início de palavra (som de S ) Letra S entre vogais (som de

7. Observe a grafia das palavras abaixo:

Recife

faleceu

casado

cor
cor

acusado

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

19

a) As letras em destaque têm o mesmo som?

Não.

Nas palavras Recife e faleceu, a letra C tem o som de S.

Nas palavras casado, cor e acusado, a letra C tem o som de K.

b)

Qual a posição da letra C nas palavras Recife e faleceu?

A

letra C vem seguida da vogal “i” e da vogal “e”.

c)

Qual a posição da letra C nas palavras casado, acusado e cor?

A

letra C vem seguida da vogal “a”, “u” e “o”.

Concluindo: A letra C pode ter o som de S ou de K. Quando a letra C for seguida da vogal “e” ou “i”, seu som será de S. Quando a letra C for seguida da vogal “a”, “o” ou “u”, seu som será de K.

8. Recorte de revistas ou jornais palavras escritas com a letra C e agrupe- as da seguinte forma:

Essa atividade costuma despertar interesse nos alunos. O professor de- verá estar preparado para providenciar o material necessário, caso os alu- nos não possam fazê-lo.

Letra C seguida da vogal e e i (som de S )

Letra C seguida da vogal e e i (som de S ) Letra C seguida da

Letra C seguida da vogal a, o e u (som de K)

Letra C seguida da vogal e e i (som de S ) Letra C seguida da

OBSERVAÇÃO: a reflexão sobre o tema identidade, família e geração continua no Encontro II, por esse motivo, não será proposta, no Encontro I, a atividade de produção de texto.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

20

ENCONTRO II Eu sou um cidadão (Parte II)

Neste encontro, os alunos continuarão a refletir sobre identidade, família e geração.

O texto a seguir é página de uma lista telefônica, onde há uma orienta- ção sobre como tirar documentos importantes. Leia-o com atenção.

Texto III

SAIBA COMO TIRAR SEUS DOCUMENTOS

Carteira ou Registro de Identidade (RG)

É

o documento que identificará o cidadão por toda a vida, com foto, número, regis- tros de filiação. Para tirar o RG, é necessário apresentar:

1ª VIA – Menor: Certidão de Nascimento (original + 1 cópia simples); 2 fotos 3x4

1ª VIA Menor: Certidão de Nascimento (original + 1 cópia simples); 2 fotos 3x4 recentes (fundo branco e sem data); Formulário fornecido e preenchido pelo órgão competente em sua cidade. Maior: Certidão de Nascimento ou Casamento (original +

1 cópia simples); 2 fotos 3x4 recentes (fundo branco e sem data); Formulário fornecido

e

preenchido pelo órgão competente em sua cidade.

2ª VIA – Certidão de Nascimento ou Casamento (original + 1 cópia simples); 2 fotos

2ª VIA – Certidão de Nascimento ou Casamento (original + 1 cópia simples); 2 fotos 3x4 recentes (fundo branco e sem data); Formulário fornecido e preenchido pelo órgão competente em sua cidade; número do RG anterior, se possuir.

Título de Eleitor

É

o documento que assegura o direito de escolher seus representantes nas câmaras

municipais, estaduais e federais. Para tirar o Título, é necessário apresentar:

RG (original); Comprovante de residência (conta de água, luz, etc.). Local de Aten - dimento:

RG (original); Comprovante de residência (conta de água, luz, etc.). Local de Aten- dimento: Zona Eleitoral mais próxima de sua residência.

O Título de Eleitor é obrigatório para quem completar 18 anos de idade e opcional para cidadãos entre 16 e 17 anos e acima dos 70 anos.

Cartão de Identificação do Contribuinte (CPF)

É

o documento que identifica a pessoa como contribuinte perante a Secretaria da Receita Federal (SRF). Para tirar o CPF, é necessário apresentar:

Para maior de 16 anos e brasileiro: RG (original); Título de Eleitor. Atendimento em qualquer

Para maior de 16 anos e brasileiro: RG (original); Título de Eleitor. Atendimento em qualquer agência dos Correios.

Para menores de 15 anos ou estrangeiros: RG (original); Carteira de Trabalho. Atendimento nas Agências

Para menores de 15 anos ou estrangeiros: RG (original); Carteira de Trabalho. Atendimento nas Agências da Receita Federal.

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

É

o documento que vai registrar a vida profissional do trabalhador, comprovar o

tempo de serviço e embasar os cálculos para fins de aposentadoria. Para tirar a CTPS,

é

necessário apresentar:

1ª VIA – Menor: RG ou Certidão de Nascimento ou Casamento (original); 1 foto 3x4

1ª VIA Menor: RG ou Certidão de Nascimento ou Casamento (original); 1 foto 3x4 colorida, recente (sem data e com fundo branco).

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

21

2ª VIA – RG (original); 1 foto 3x4 colorida, recente (sem data e com fundo

2ª VIA – RG (original); 1 foto 3x4 colorida, recente (sem data e com fundo branco); CTPS original ou qualquer documento em que conste o número da mesma. Local de Atendimento: Administração Regional mais próxima de sua residência.

Certidão de Nascimento

É o primeiro registro do cidadão, que comprova legalmente que ele existe. Pode ser obtido nos postos de atendimento ao cidadão (gratuitamente) ou em cartórios de regis- tro civil. Para tirar a Certidão de Nascimento, é necessário apresentar:

Certidão de Casamento (quando for o caso); RG (original); Documento emitido pela maternidade.

Certidão de Casamento (quando for o caso); RG (original); Documento emitido pela maternidade.

Obs.: Encaminhar (até 15 dias após o nascimento) ao cartório mais próximo à jurisdição do bairro onde se localiza a maternidade. Se ultrapassar 15 dias da data do nascimento, registrar no cartório pertencente à jurisdição do bairro onde o pai e/ou a mãe residem.

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. Por que motivo informações como essas aparecem publicadas em uma

lista telefônica?

Para que as pessoas interessadas possam ter informações mais rápidas, já que a lista telefônica é um material acessível a todos, que pode ser con- sultado com relativa facilidade.

2. Apresentar retrato é necessário para o cidadão tirar quais documentos?

Carteira de Identidade (RG) e Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

3. Por que retratos para documentos devem ser tirados com fundo branco?

Para que a foto seja mais visível e a pessoa possa ser identificada com mais facilidade.

4. O cidadão precisa apresentar conta de água, luz ou telefone para tirar

seu Título de Eleitor. Por quê?

Para comprovar que reside no local em que vota.

5. Qual o principal documento que você precisa apresentar ao ser admitido

em um emprego?

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação,

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

22

tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Em nosso dia-a-dia, alguns documentos são identificados por uma SIGLA. Escreva abaixo o nome do documento correspondente à sigla.

a) RG: Carteira de Identidade

b) CPF: Cartão de Identificação do Contribuinte

c) CTPS: Carteira de Trabalho e Previdência Social

d) CNH: Carteira Nacional de Habilitação

Uma sigla é um tipo de abreviatura, formada pelas letras ou sílabas iniciais das palavras que formam o nome. Normalmente, as siglas são escritas com letras maiúsculas.

2. Em documentos, a identificação do nome do estado (UF) onde as pes- soas nasceram pode ser feita por meio de SIGLAS. Complete as frases abaixo, usando as siglas corretas:

a)

Samuel Rosa, vocalista do Skank, é mineiro, ele nasceu em MG.

b)

Se você é paulista, você nasceu em SP.

c)

A cantora Ivete Sangalo é baiana, ela nasceu na BA.

d)

O Presidente Lula é pernambucano; ele nasceu em PE.

e)

José Lins do Rego era paraibano; ele nasceu em PB.

f) Se você é capixaba, você nasceu no ES.

3. Observe como substantivos terminados em - ão fazem o plural em nos- sa língua:

certidão – certidões

órgão – órgãos

capitão – capitães

Anote, no quadro abaixo, o resultado de sua observação:

4.

Procure em jornais ou revistas mais cinco substantivos terminados

em –ão. Recorte-os e cole os exemplos em seu caderno, escrevendo ao lado o plural de cada um deles.

Essa atividade costuma despertar bastante interesse nos alunos. O pro- fessor deverá estar preparado para providenciar o material necessário, caso os alunos não possam fazê-lo.

5. Leia e compare:

(1) Se você tiver 16 anos, poderá tirar seu CPF.

(2) Se você tivesse 16 anos, poderia tirar seu CPF.

a) As duas frases acima apresentam uma hipótese, uma possibilidade, mas não são iguais no sentido. Identifique pelo número o sentido de cada uma:

(

2 ) A pessoa, definitivamente, não tem 16 anos.

(

1 ) A pessoa pode ter 16 anos ou não 16 anos.

6. Existe uma combinação no uso dos tempos verbais nas duas frases

acima:

Se tiver

poderá

/

Se tivesse

poderia

Complete as frases abaixo, seguindo o mesmo princípio:

a) Se o pai não registrar o filho dentro de 15 dias, deverá se dirigir ao

cartório mais próximo do bairro onde mora. (registrar)

b) Se você fosse um pouco mais velho, poderia trabalhar naquela empresa. (ser)

c) Se o cidadão for à zona eleitoral mais próxima de sua residência, po-

derá tirar seu título de eleitor. (poder tirar)

d) Se eu não tivesse perdido todos os meus documentos naquela via-

gem, estaria mais tranqüilo agora. (estar)

7. Complete as frases abaixo:

Resposta pessoal dos alunos, que deverão estar atentos ao princípio estudado em 5 e 6.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

24

a)

O emprego será seu, se

b)

O índice de desemprego seria menor, se

c)

Se com 16 anos de idade todos os jovens votassem,

8. Uma outra forma de expressar a idéia de hipótese e possibilidade é in-

troduzir a frase com a expressão “Caso”.

(1) Caso você tenha 16 anos, poderá tirar seu CPF.

(2) Caso você tivesse 16 anos, poderia tirar seu CPF.

a) As duas frases acima não são iguais no sentido. Identifique pelo nú-

mero o sentido de cada uma:

(

1

) A pessoa pode ter 16 anos ou não.

(

2 ) A pessoa, definitivamente, não tem 16 anos.

9. Volte ao Exercício 7 e reescreva as frases que você completou, usando

Fique atento: você deverá fazer al-

a expressão de possibilidade: caso

gumas modificações nas frases originais.

Resposta pessoal.

PRODUZINDO TEXTOS

A atividade tem o objetivo de recordar pontos que foram estudados nes- te encontro, como o uso de siglas.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

25

A revista Época, de outubro de 2008, fez uma promoção para seus as- sinantes: “O carro da sua época”. Para participar da promoção, o leitor deveria preencher o cupom abaixo. Preencha o cupom com seus dados pessoais e aprenda como participar de uma promoção desse tipo:

dados pessoais e aprenda como participar de uma promoção desse tipo: MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

26

ENCONTRO III Eu pertenço a um grupo (Parte I)

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestão para iniciar a conversa com os alunos:

Quando alguém escreve sua autobiografia, é possível que relate fatos sobre família. Em nossa sociedade, as famílias se organizam de diferen- tes formas. Podem variar quanto ao grau de parentesco e ao número de pessoas. Nem sempre todos os membros da família têm o mesmo inte- resse: podem ter religiões e profissões variadas, podem morar juntos ou separados. A família pode, ou não, servir de apoio e estímulo para nossas conquistas.

Sugestão para dirigir a discussão com os alunos:

Proponha que a classe se divida em grupos para discutir a questão. So- licite que o grupo escolha um colega para apresentar para a sala o resumo das idéias discutidas. O professor deve interferir na apresentação, quando for necessária uma explicitação das idéias.

LENDO OS TEXTOS

Texto I

Na tirinha abaixo, Chiquinha, personagem de Miguel Paiva, apresenta algumas pessoas de sua família.

de Miguel Paiva, apresenta algumas pessoas de sua família. Globinho, 04/10/2008. MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS

Globinho, 04/10/2008.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

27

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS

O texto que você leu é uma tirinha.

Para entendermos as informações desse texto, devemos ler a parte ver- bal e a parte não-verbal.

Tirinha é um gênero de texto que apresenta mais imagem (linguagem não-verbal) e menos material escrito (linguagem verbal). Tirinhas são encontradas em jornais e revistas e têm a função de divertir o leitor.

1.

Considerando as imagens do primo Julinho e do primo João Luis, escre-

va como você imagina o jeito de ser de cada um deles.

Julinho parece ser um menino tímido, que gosta de estudar, de se vestir com roupas mais sérias.

João Luis, ao contrário, parece ser um menino mais despojado, mais moderno, que se veste como um skatista.

Outras respostas são possíveis, mas o professor deve ficar atento para que sejam sempre confirmadas por pistas fornecidas pelas imagens.

2.

Certamente a família de Chiquinha é formada por outros membros que

não são apresentados na tirinha. Pensando em sua própria família, que outros membros poderiam também ter sido apresentados para o leitor?

 

Resposta pessoal.

3. Como Chiquinha se sente em relação ao grupo mais jovem de sua família?

 

Chiquinha tem simpatia por eles e os acha divertidos e legais.

4. Como aparece a fala de Chiquinha na tirinha?

 

A fala vem dentro de um “balão”.

5. Chiquinha é jovem e faz uso de gírias para nos apresentar seus primos.

Gíria é um tipo de linguagem usada por um grupo social pequeno, que passa a ser utilizada também por outros grupos, devido ao seu grande poder de comunicação.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

28

O que a menina quer dizer com:

a) “Gracinha se acha .”

Gracinha é convencida, metida.

b) “João Luis é maneiro.”

João Luis é legal, gente boa.

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Leia:

João Luis é GRAFITEIRO, ROQUEIRO, ENCRENQUEIRO, mas MANEIRO.

Nem sempre escrevemos exatamente como falamos. Pessoas de re-

giões e grupos sociais diferentes podem pronunciar de forma diferente uma mesma palavra. Assim, é possível que as palavras destacadas acima possam ser pronunciadas como “grafitero”, “roquero”, “encrenquero”, “manero”. MAS NÃO SE ESQUEÇA: ESSAS PALAVRAS TERMINAM COM

O SUFIXO -EIRO E A FORMA ESCRITA DESSE SUFIXO NÃO PODE SER

MODIFICADA.

grafite + eiro sufixo
grafite +
eiro
sufixo

= grafiteiro

2. Pense rápido e responda:

Cômodo da casa onde tomamos banho: banheiro.

Local onde se criam galinhas: galinheiro.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

29

Profissional que trabalha em portaria: porteiro.

Árvore que dá laranja: laranjeira.

Local onde vivem formigas: formigueiro.

Névoa muito densa: nevoeiro.

Objeto onde se depositam cinzas de cigarro: cinzeiro.

3. Monte mais três desses desafios e apresente-os para seu colega escre- ver a resposta.

O professor deve estar atento para a correção ortográfica das palavras em que ocorre o sufixo –eiro.

Texto II

O texto a seguir é a resenha do filme 2 Filhos de Francisco, que narra a história de vida da família Camargo, no interior de Goiás, até o sucesso da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano.

Resenha de filme é um gênero de texto que apresenta para o leitor o resumo de um filme e faz um comentário sobre ele. Normalmente, as resenhas são publicadas em seções especializadas de revistas, jornais ou na internet.

Drama 2 Filhos de Francisco Filme conta a trajetória da dupla Zezé Di Camargo e
Drama
2 Filhos de Francisco
Filme conta a trajetória da dupla
Zezé Di Camargo e Luciano, desde
a infância no interior de Goiás, até
o sucesso nas principais rádios e ca-
nais de tv do país.
Um sítio emprestado em Pirenó-
polis, interior de Goiás, uma gran-
de família e um sonho. Era tudo o
que Francisco Camargo (Ângelo
Antônio) tinha na vida. O suficien-
te para atingir seu objetivo: trans-
formar dois de seus nove filhos em
uma dupla sertaneja de sucesso,
pois a realidade humilde no interior
não impedia o pai de fazer planos.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

30

Francisco, então, trocou animais e colheita por instrumentos musicais e apostou no talento de seus dois filhos – Mirosmar e Emival.

Tanta dedicação e vontade renderam ao lavrador a fama de louco e sonhador. Após ser expulso do sítio por seu sogro (Lima Duarte), Fran- cisco levou a mulher Helena (Dira Paes) e a família para Goiânia, onde os garotos passaram a se apresentar com mais freqüência. Mesmo com dificuldades de adaptação, a dupla percorreu várias regiões do Estado de Goiás, mostrando sua música. Mas um grave acidente de carro tirou a vida de Emival e interrompeu a carreira musical dos meninos.

Depois de superar a perda do irmão, Mirosmar tentou seguir carreira solo em São Paulo, mas sem sucesso. Quando Francisco viu o interesse de seu outro filho, Welson, pela música, ele voltou a acreditar em seu sonho. A recém-formada dupla adotou o nome artístico de Zezé Di Ca- margo e Luciano. Os cantores, filhos de Francisco, estouraram com a música É o Amor e realizaram o grande sonho, com a ajuda do pai.

A história de sucesso da dupla sertaneja marca a estréia de Breno Silveira na direção de longas-metragens. Para tornar a história mais real, o cineasta escolheu atores com características semelhantes aos personagens do filme. A trilha sonora do filme é assinada por Zezé Di Camargo e Caetano Veloso. O destaque da escolha musical fica por con- ta do grande sucesso da dupla, na voz de Maria Bethânia.

O foco da cinebiografia 2 Filhos de Francisco – A História de Zezé Di Camargo e Luciano não está nos cantores, e sim na família. Mais preci- samente na figura de Francisco, que, fascinado pela música sertaneja, acreditava poder fazer com que a vida de seus filhos e de sua família mudasse. O filme é mais do que um musical: é um retrato do povo brasileiro. Francisco é caipira, brasileiro de raiz e, como muitos outros, tinha um sonho, que graças a sua persistência se transformou em reali- dade. A história de vida de Francisco é um excelente exemplo, que pode ensinar as pessoas a não desistirem de sonhar.

(Adaptado de http://www.guiadasemana.com.br/film.asp?ID=11&cd_film=898 – Acesso em 28/10/08).

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. Sobre o texto, responda:

a) O texto pode ser dividido em três partes. Escreva os parágrafos que se referem a cada uma das partes:

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

31

1ª. parte: O autor da resenha relata a história da família Camargo. Começa no parágrafo e termina no parágrafo .

2ª. parte: O autor expõe informações técnicas sobre o filme: pará- grafo .

3ª. parte: O autor da resenha faz um comentário pessoal sobre o filme: parágrafo .

b) Qual era o grande sonho de Francisco Camargo?

Transformar seus dois filhos em cantores sertanejos de sucesso.

c) O que impediu Emival de continuar cantando?

O menino morreu em um acidente de carro.

d) Escreva três obstáculos enfrentados pela família até acontecer o su- cesso da dupla:

A família foi expulsa do sítio onde morava.

A

família foi expulsa do sítio onde morava.

Um acidente de carro matou Emival.

Um acidente de carro matou Emival.

A carreira solo de Mirosmar não teve sucesso.

A

carreira solo de Mirosmar não teve sucesso.

e) Francisco, por muito tempo, teve fama de louco e sonhador. Por quê?

O sonho de Francisco era ver seus filhos muito famosos. Para isso, ele não media esforços, chegando até a trocar seus animais e a colheita por instrumentos musicais para investir na carreira dos filhos.

f) Nos 1º. e 2º. parágrafos, há nomes próprios entre parênteses. Quem são essas pessoas?

Os nomes entre parênteses apresentam os atores que atuaram no filme, representando os personagens da vida real.

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi-

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

32

ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Na primeira parte do texto, o autor relata a vida da família de Zezé di Camargo e Luciano. A maior parte dos verbos empregados nos três primei- ros parágrafos do texto está no tempo verbal Pretérito. Nesta atividade, você vai recordar dois tipos de Pretérito: Pretérito Perfeito e Pretérito Imperfeito, usados na Língua Portuguesa.

Pretérito Perfeito é usado quando queremos narrar fatos que, quando ocorreram no passado, não tiveram duração.

Pretérito Imperfeito é usado quando queremos narrar fatos que, quando ocorreram no passado, tiveram uma certa duração.

Leia as frases e observe os verbos em negrito:

a)

Francisco comprou instrumentos musicais para seus filhos.

O menino Emival morreu em um acidente de carro

Tempo verbal: Pretérito Perfeito

b)

O sítio da família ficava em Pirenópolis.

Francisco e Helena Camargo criavam a família com muita dificuldade

Tempo verbal: Pretérito Imperfeito

2. Volte à primeira parte do texto (do parágrafo 1º. ao 3º.) e preencha o quadro abaixo com verbos usados no Pretérito, de acordo com o exemplo:

Para preencher o quadro não há necessidade de se copiarem todos os verbos do texto. Sugerimos 3 exemplos de cada.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

33

VERBO

Pretérito Perfeito

Pretérito Imperfeito

comprou

X

 

criavam

 

X

era

 

x

tinha

 

x

impedia

 

x

trocou

x

 

apostou

x

 

renderam

x

 

3. O autor da resenha do filme relata:

Francisco levou a mulher Helena e a família para Goiânia.

Veja como ficaria a mesma informação, na voz do próprio Francisco:

Eu levei minha mulher Helena e minha família para Goiânia.

a) Como ficaria a mesma informação, na voz de

Zezé e Luciano?Goiânia. a) Como ficaria a mesma informação, na voz de Meu pai levou minha mãe e

Meu pai levou minha mãe e nossa família para Goiânia.

Helena Camargo?Meu pai levou minha mãe e nossa família para Goiânia. Meu marido me levou e toda

Meu marido me levou e toda nossa família para Goiânia.

PRODUZINDO TEXTOS

Essa proposta de produção deve ser precedida de uma conversa sobre filmes a que os alunos tenham assistido e dos quais tenham gostado.

Procure se lembrar de um filme interessante a que você tenha assistido. Em seguida, complete abaixo a ficha com informações e dê sua opinião sobre o filme.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

34

FICHA TÉCNICA RESUMIDA Nome do filme:

Gênero do filme:

(

) drama

(

) comédia

(

) romance

(

) ação

(

) terror

(

) outros

Personagens e atores:

 

(

)

Nome do personagem

Nome do ator/atriz

 

(

)

Nome do personagem

Nome do ator/atriz

Comentário pessoal sobre o filme:

do personagem Nome do ator/atriz Comentário pessoal sobre o filme: MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

35

ENCONTRO IV Eu pertenço a um grupo (Parte II)

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestões para iniciar a discussão com os alunos

Ao mesmo tempo em que nos organizamos em grupos familiares, tam- bém “procuramos a nossa turma”, ou seja, o grupo de pessoas com quem temos algum tipo de afinidade: por pertencer à nossa geração, por ter o mesmo gosto musical, por trabalhar no mesmo local, por estudar na mes- ma escola, por dividir conosco interesses comuns.

Sugestões para dirigir a discussão com os alunos. Para fomentar as discussões, sugerem-se perguntas do tipo:

Observando as pessoas nos lugares que você freqüenta, o que você percebe? Há muitos ou poucos jovens entre essas pessoas? Esses jovens estudam? Trabalham?

Quais são os maiores sonhos dos jovens de hoje? Seus medos e pre- ocupações? - ocupações?

Pense nos grupos sociais aos quais você pertence. Que afinidades unem você aos seus grupos? Como você descreveria sua turma?

você aos seus grupos? Como você descreveria sua turma? O professor deve ficar atento para possibilitar
você aos seus grupos? Como você descreveria sua turma? O professor deve ficar atento para possibilitar

O professor deve ficar atento para possibilitar a participação de todos os alunos nas discussões. Deve, também, incentivar na turma atitudes de escuta atenta e respeitosa às manifestações dos colegas.

LENDO OS TEXTOS

Texto I

O texto apresenta informações sobre a população jovem brasileira, foca- lizando a geração da qual fazem parte jovens entre 18 e 29 anos.

quem são os jovens brasileiros? O Brasil tem hoje o maior número de jovens de
quem são os jovens brasileiros?
O Brasil tem hoje o maior número de jovens de sua história: cerca de
50 milhões de pessoas no país têm entre 15 e 29 anos, o equivalente
a, aproximadamente, 26 % da população brasileira, de acordo com a
Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), de 2007.
Há pouco tempo atrás, apenas a geração que tinha entre 15 e 24
anos era considerada jovem. Atualmente, as pessoas com idades

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

36

entre 25 e 29 anos também são consideradas jovens, porque a ex- pectativa de vida, de modo geral, aumentou para todos e hoje se reconhece que os jovens têm maior dificuldade de se tornarem inde- pendentes, já que o mundo do trabalho mudou e garantir o próprio sustento ficou mais difícil.

Com equilíbrio entre o número de homens e de mulheres, 50% do to- tal de jovens brasileiros são brancos, 48% são negros e 2% são indíge- nas ou de cor amarela ou não declarada. Infelizmente, 14 milhões dos jovens são pobres, porque vivem em famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, e mais de 4 milhões estão desempregados.

O sociólogo Paulo Carrano, do Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense, considera que, no Brasil, os jovens merecem aten- ção especial, por sofrerem desigualdades sociais: “A desigualdade se revela mais fortemente entre os jovens das famílias de menor renda, os menos escolarizados, os jovens negros e, em especial, as mulheres jo- vens”, afirma Carrano. Segundo ele, a boa notícia é a maior participação dos jovens na definição dos rumos de suas vidas. Eles estão interessa- dos por causas atuais, como educação, trabalho, corpo, sexualidade e solidariedade. São motivos de preocupação para os jovens a violência e o desemprego. A juventude pensa no futuro, sim, embora de forma diferente das gerações passadas.

Os especialistas consideram que, nos últimos anos, as condições de vida dos jovens têm melhorado: o trabalho formal vem crescendo, o nível de escolaridade aumentando e as diferenças e desigualdades refe- rentes a cor/raça e gênero vêm diminuindo.

Adaptado das fontes: Observatório Jovem/UFF. Nº. 27, jun./jul. 2005, PNAD 2007 Primeiras Aná- lises – Ipea / Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – Comunicado da Presidência nº 12 – Educação Juventude Raça/Cor – Volume 4 – 14/10/2008).

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. De acordo com o texto, a faixa de idade em que as pessoas são consi- deradas jovens foi modificada.

a) Qual foi a modificação?

A faixa de idade passou de 15 a 24 anos, para 15 a 29 anos.

b) Por que houve essa mudança?

A mudança ocorreu devido a: 1. a expectativa de vida das pessoas aumentou; 2. os jovens, hoje, têm mais dificuldades para se tornarem

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

37

independentes de suas famílias, porque o mundo do trabalho mudou e fi- cou mais difícil garantir o próprio sustento.

2. O texto apresenta notícias boas e notícias ruins a respeito da geração

de brasileiros jovens.

Professor: o aluno poderá escolher uma ou mais informações para as respostas abaixo.

a) Uma notícia que causa preocupação é: milhões de jovens são pobres

e muitos estão desempregados. As desigualdades sociais estão presen- tes principalmente entre os jovens de menor renda, menos escolarizados, negros e mulheres.

b) Uma informação que traz esperança é: os jovens estão mais interessados

em definir o rumo de suas vidas. Estão muito interessados por causas atuais,

como educação, trabalho, sexualidade, solidariedade. A juventude pensa no futuro, embora faça isso de forma diferente das gerações passadas.

REFLETINDO SOBRE OS USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Observe como aparece o verbete GERAÇÃO no Novo Dicionário Aurélio:

Geração. 1. Ato de gerar. 2. Cada grau de filiação de pai a filho; des- cendência. 3. O conjunto de indivíduos nascidos na mesma época. 4. O espaço de tempo (aproximadamente 25 anos) que vai de uma ge- ração a outra.

No texto “Quem são os jovens brasileiros?”, o sentido da palavra gera- ção está explicado em:

(

) 1.

(

) 2.

( x) 3.

(

) 4.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

38

2.

Leia:

Apenas a geração com idade entre 15 e 24 anos era considerada jovem.

As pessoas com idade entre 25 e 29 anos também são consideradas jovens.

Explique:

a) Por que o verbo em negrito está flexionado no singular na primeira

frase?

Nesta frase, o verbo concorda com o sujeito a geração, que está no singular.

b) Por que o verbo em negrito está flexionado no plural na segunda

frase?

Nesta frase, o verbo concorda com o sujeito as pessoas, que está no plural.

3. Complete adequadamente as frases, fazendo a flexão correta do verbo:

a) Os jovens merecem atenção especial, por sofrerem desigualdades

sociais. (verbo: merecer – Presente do Indicativo).

b) A juventude merece atenção especial, por sofrer desigualdades so-

ciais. (verbo: merecer – Presente do Indicativo).

Texto II

A tabela abaixo apresenta dados sobre os jovens no Brasil.

Uma tabela é um gênero de texto, onde é possível ler informações colocadas em linhas e colunas. As tabelas podem ser lidas em jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais etc.

 

O estudo e o trabalho entre jovens brasileiros – 2007

Faixa Etária

Só Trabalha

Trabalha e

Só Estuda

Não Trabalha

Estuda

Nem Estuda

HOMENS

       

18

a 24 anos

56,3 %

17,5 %

12,3 %

13,9 %

25

a 29 anos

78,6 %

8,7 %

2,4 %

10,3 %

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

39

 

O estudo e o trabalho entre jovens brasileiros – 2007

Faixa Etária

Só Trabalha

Trabalha e

Só Estuda

Não Trabalha

Estuda

Nem Estuda

MULHERES

       

18

a 24 anos

36,3 %

14,9 %

16,5 %

32,3 %

25

a 29 anos

53,7 %

8,9 %

4,6 %

32,8 %

Dados PNAD, 2007.

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

Professor: você pode decidir pela não realização desta atividade, caso a considere muito difícil para sua turma.

1. Comparando os dados da tabela, é possível tirarmos algumas conclu- sões. Por exemplo:

Sobre homens e mulheres que só trabalham:

O número de homens que só trabalham é maior do que o número de mulheres.

Continue, seguindo o modelo acima:

 

a)

Sobre homens e mulheres que não trabalham nem estudam:

O

número de homens que não trabalham nem estudam é menor do que

o

de mulheres.

 

OU

O

número de mulheres que não trabalham nem estudam é maior do que

o

de homens.

 

b)

Sobre homens e mulheres de 25 a 29 anos que só estudam:

O

número de homens de 25 a 29 anos que só estudam é menor do que

o

número de mulheres.

 

OU

O

número de mulheres de 25 a 29 anos que só estudam é maior do que

o

número de homens.

Texto III

A seguir você vai ler um outro gênero de texto, denominado de filipeta (ou flyer), que apresenta o programa do governo: ProJovem Urbano.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

40

A filipeta é um folheto impresso em ambos os lados, que tem a fun- ção de promover eventos, incentivar pessoas a usarem um determina- do produto ou serviço. Normalmente as filipetas são distribuídas na rua, são deixadas em balcões de lojas ou em bancos para as pessoas lerem. Para facilitar uma leitura rápida, as filipetas apresentam uma linguagem clara e objetiva e trazem ilustrações.

uma linguagem clara e objetiva e trazem ilustrações. (frente) (verso) CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO 1.

(frente)

linguagem clara e objetiva e trazem ilustrações. (frente) (verso) CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO 1. Observe

(verso)

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. Observe a imagem na frente da filipeta e responda:

a) Duas idéias principais estão presentes na imagem: a idéia do tem- po e da juventude. Que ilustrações foram escolhidas para representar essas idéias?

As ilustrações escolhidas foram: o relógio e imagens de jovens.

b) Em seguida, copie a frase da filipeta em que aparecem as mesmas idéias de tempo e juventude.

Para quem tem a vida a ganhar e nenhum tempo a perder.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

41

c) A que grupo social o programa ProJovem Urbano pretende atingir? Identifique as características comuns a esse grupo, observando com aten- ção a ilustração.

O ProJovem Urbano pretende atingir o grupo social dos jovens. Esse grupo inclui homens e mulheres de idades próximas, sem distinção de raça/cor.

d) Na filipeta, os ponteiros do relógio são formados de duas palavras:

OPORTUNIDADE e CONHECIMENTO. Por que essas palavras foram escolhi- das para divulgar o ProJovem Urbano?

As palavras foram escolhidas, porque o ProJovem Urbano é voltado para os jovens que buscam a OPORTUNIDADE de concluir seus estudos, inter- rompidos por motivos variados. A palavra CONHECIMENTO se relaciona à idéia de voltar a estudar. Voltando à escola, o jovem retoma o desejo de aprender, de conhecer.

2. Observe, agora, o texto no verso da filipeta e responda:

As filipetas devem ter uma linguagem clara e objetiva para facilitar uma leitura rápida do seu conteúdo. Para atender a esse objetivo, como as in- formações no verso da filipeta são apresentadas para o leitor?

Em forma de perguntas diretas acompanhadas de respostas.

3. Marque F (falso) ou V (verdadeiro):

( F ) Para estudar no ProJovem Urbano, você deve pagar uma mensali- dade de R$ 100,00.

( V ) Informações sobre o ProJovem Urbano podem ser obtidas por te- lefone ou pela internet.

( F ) Para matricular-se no ProJovem Urbano, você deve apresentar sua CTPS.

( V ) O curso tem a duração de 1 ano e meio.

REFLETINDO SOBRE OS USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

42

1. Leia:

Faça a matrícula na sua cidade de julho a agosto.

O verbo em negrito está no modo Imperativo. O modo Imperativo é usado, quando nossa intenção é levar o outro a fazer algo.

Responda:

Por que o autor da filipeta usou o modo Imperativo?

O imperativo foi usado, porque o autor pretende convencer os jovens a se matricularem no ProJovem Urbano.

2. Usando verbos no Imperativo, faça três frases que estimulem o jovem a participar do ProJovem Urbano. Releia a filipeta para tirar algumas idéias:

As respostas devem ser pessoais. O foco, na questão, é o uso adequado do Imperativo.

Exemplo: Participe conosco do programa de educação ProJovem Urbano.

a)

b)

c)

PRODUZINDO TEXTOS

Professor: acompanhe, de perto, seus alunos na realização desta ativi- dade, que poderá despertar muito interesse. Oriente-os sobre como ela- borar bem as perguntas, tendo em vista o assunto a ser pesquisado e as características do entrevistado.

Para que programas governamentais de educação de jovens tenham sucesso, é necessário que se faça uma pesquisa nas regiões brasileiras sobre o perfil da juventude. Muitas pesquisas são feitas em forma de en- trevista com moradores das regiões e depois publicadas em documentos.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

43

Com base nas informações dos Textos I e II, monte com seu colega, um questionário para uma entrevista.

questionário: Perfil do jovem brasileiro

Nome: Pedro de Sousa Idade: 23 anos Sexo: Masc.

Natural de: Rio Pomba Escolaridade: Ensino Fundamental

UF: MG

Perguntas:

1.

2.

3.

4.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

44

2 TRABALHO E ESCOLA Veja 02/11/2008 Esta oficina tem como objetivo propor um conjunto de

2

TRABALHO E ESCOLA

2 TRABALHO E ESCOLA Veja 02/11/2008 Esta oficina tem como objetivo propor um conjunto de textos

Veja 02/11/2008

Esta oficina tem como objetivo propor um conjunto de textos repre- sentados por diferentes gêneros textuais, que encaminhem o debate para a reflexão sobre a relação escola-trabalho, como “locus” de tensões so- ciais, como espaço de construção de identidades, de estreitamento de laços interpessoais, de disseminação de saberes socialmente construídos e de atualização. As respostas em laranja, que acompanham as questões, têm como objetivo, ao mesmo tempo, fornecer ao professor um auxílio para sua compreensão do texto, e dar sugestões de gabarito, o que não significa que o professor não possa aceitar outras respostas possíveis de seus alunos.

ENCONTRO I Trabalho e realização pessoal

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestão para iniciar a discussão com os alunos:

Muitas pessoas se queixam de não estarem satisfeitas com o trabalho que executam. Afirmam trabalhar apenas para seu sustento e o de sua família, deixando de lado sua realização pessoal.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

45

Sugestão para dirigir a discussão com os alunos. Para fomentar as discussões, sugerimos perguntas do tipo:

Você conhece alguém que conseguiu unir realização pessoal e pro- fissional? - fissional?

Você conhece a história de alguém que tenha deixado um trabalho que não lhe trazia satisfação por outro no qual se sentisse mais feliz?que conseguiu unir realização pessoal e pro - fissional? LENDO OS TEXTOS Texto I O texto

LENDO OS TEXTOS

Texto I

O texto que você vai ler é o perfil do ator e músico Sérgio Loroza, reti- rado da revista Raça Brasil.

Perfil é um gênero de texto que apresenta um conjunto de informa- ções sobre uma pessoa. É diferente da biografia, por ser um texto mais informal e mais resumido. O perfil, normalmente, é publicado em ses- sões de cinema e de música, e em revistas semanais.

PERFIL U MADUREIRA O ator e músico SÉRGIO LOROZA experimen- ta a fama conquistada com
PERFIL
U MADUREIRA
O ator e músico SÉRGIO LOROZA experimen-
ta a fama conquistada com a televisão sem dei-
xar de conciliar as duas carreiras, além do seu
empenho a causas sociais.
Sérgio Loroza nasceu prematuro, mas desde que dei-
xou a incubadora e subiu pela primeira vez o Morro de
São José, no subúrbio carioca de Madureira, não parou
mais de crescer e de aparecer. “Fui Serginho só quando
nasci. A partir daí passei a ser Serjão. Comecei um trabalho de engorda que
não parou até hoje”, diverte-se o dono de exagerados 180 quilos, acondicio-
nados em 1,83 m de altura. Sim, ele chama a atenção por onde passa, mas já
se vai longe o tempo em que marcava presença só pelo seu tamanho. Hoje,
ele chama a atenção menos pela circunferência do que pela competência como
músico e ator. A popularidade mesmo, porém, só veio com o bem-humorado,
mulherengo e um tanto mau-caráter dono da agência de empregos do seriado
A diarista, da Rede Globo.
Para chegar onde está agora, foi com a cara e a coragem. Serjão estudou
Química na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro durante dois anos,
foi auxiliar técnico de operações e promotor de vendas. Nos anos 90, cheio de

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

46

talento para dar, mas sem nenhum incentivo da empresa em que trabalhava, deixou o emprego para apostar no sonho de ser artista. Apoiado em capacida- de-voracidade-sorte, tornou-se ator, com experiência em TV, teatro, cinema, e músico apaixonado pelo som pop mundial. No palco ou nas telas, os persona- gens de Serjão normalmente arrancam gargalhadas. Carregam muita energia positiva emprestada pelo ator, que chegou aos 39 anos de idade, cultivando perseverança e bom-humor.

“VIVA A UTOPIA”

A infância na comunidade carente lhe revelou as faces da pobreza e da violência, das quais ele teve a dádiva de retirar apenas a experiência de vida. “De onde eu vim muitos amigos já morreram ou estão presos”, conta. “Não me considero em nada melhor do que eles. Só tive a sorte de ter uma família me apoiando, de nascer com um dom e de poder desenvolvê-lo”, acrescenta. “Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exemplo. Não me conformo com o mundo como está. Desejo ver a mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas platéias de teatro. Viva a utopia”.

Apesar dos passos trilhados pela Química e pelas vendas, o pendor para as artes vem de bem antes, ainda garoto. Já no início dos anos 80 ele estu- dava violão e pouco tempo depois entrou para o grupo de teatro da Igreja de Santo Sepulcro, em Madureira. “Em 1985, fiz a minha primeira peça amado-

ra”, relembra. “Subi ao palco antes mesmo de assistir a um espetáculo.” Foi assim que, de grupo em grupo, de peça em peça, a bola-de-neve artística se avolumou, até chegar a participações e pequenos papéis em espetácu- los, como Cabaré Brasil e Obrigado, Cartola!, além de longas-metragens como Orfeu, Bossa nova e Carandiru, sem contar minisséries, programas

humorísticos e novelas da Globo ( )

(Adaptado de Revista Raça Brasil, ed. 98,

maio/2006.

Disponível em http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/98/artigo17492-1.asp).

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS

1. Numere os fatos na ordem em que aconteceram na vida de Loroza:

( 3 ) Estudou Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

( 5 ) Conseguiu fama em programas humorísticos e novelas da Rede Globo.

(

1 ) Viveu sua infância no subúrbio carioca de Madureira.

(

2 ) Estudou violão e participou do grupo de teatro da igreja.

(

4 ) Abandonou o emprego para tentar a carreira de artista.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

47

2.

Releia:

“Hoje, ele chama a atenção menos pela circunferência do que pela com- petência como músico e ator”.

De acordo com o texto, isso significa dizer que:

( ) Serjão é bastante discriminado por sua aparência física.

( x ) A competência artística é o que mais impressiona as pessoas em relação a Serjão.

( ) Serjão passa despercebido entre as pessoas.

3. Numere cada frase, de acordo com o que está informado:

(1) A informação refere-se apenas a Sérgio Loroza.

(2) A informação refere-se também a um dos personagens de Sérgio Loroza.

( 2 ) “A popularidade mesmo, porém, só veio com o bem-humorado,

mulherengo e um tanto mau-caráter dono da agência de empregos do se- riado A diarista, da Rede Globo”.

( 1 ) “Para chegar onde está agora, foi com a cara e a coragem”.

( 1 ) “Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exemplo”.

4. Leia o verbete utopia, adaptado do Novo Dicionário Aurélio:

Utopia. 1. País imaginário, criado pelo escritor inglês Thomas Mo- rus, onde um governo organizado proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz. 2. Descrição de qualquer lugar ou situação ideal, em que as normas e instituições políticas sejam muito aperfeiçoadas. 3. Projeto que não se pode realizar, sonho, produto da imaginação, fantasia.

No texto, Sérgio Loroza afirma:

“Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exem- plo. Não me conformo com o mundo como está. Desejo ver a mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas platéias de teatro. Viva a utopia”.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

48

Responda:

a) Qual é a utopia de Loroza?

Ver um mundo mais justo, onde negros e brancos tenham as mesmas oportunidades, de irem a escola e ao teatro, por exemplo.

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Leia as palavras retiradas do texto:

Química - espetáculos - músico

a)

Separe as sílabas das palavras destacadas:

 
   

X QUÍ

MI

CA

ES

PE

X

CU

LOS

   

X

SI

CO

b)

Marque um X nos quadrinhos onde aparecem as sílabas tônicas.

c)

O que as palavras: química – espetáculos – músico têm em co-

mum? Assinale com um X:

(

x ) acento gráfico.

(

x ) sílaba tônica na antepenúltima sílaba.

(

x ) são proparoxítonas.

d) Volte ao texto e encontre três palavras proparoxítonas.

Técnico, dádiva, humorísticos

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

49

e) Volte aos exercícios “c” e “d” e construa uma regra de acentuação gráfica para as palavras estudadas:

Em Português, todas as palavras proparoxítonas são acentuadas grafi- camente.

f) Recorte palavras proparoxítonas em revistas ou jornais e cole-as no espaço abaixo:

Essa atividade costuma despertar interesse nos alunos. O professor de- verá estar preparado para providenciar o material necessário, caso os alu- nos não possam fazê-lo.

Cole aqui:

caso os alu - nos não possam fazê-lo. Cole aqui: Leia o fragmento abaixo, retirado do

Leia o fragmento abaixo, retirado do texto:

Sérgio Loroza nasceu prematuro, mas desde que deixou a incubadora e subiu pela primeira vez o Morro de São José, no subúrbio carioca de Madureira, não parou mais de crescer e de aparecer. Fui Serginho só

quando nasci. A partir daí passei a ser Serjão. Comecei um trabalho de

engorda que não parou até hoje, (

)”

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

50

2.

O fragmento pode ser dividido em duas partes:

(1) uma parte em que o jornalista relata fatos ocorridos da vida de Loroza; (cor verde)

(2) uma outra parte em que Loroza relata fatos ocorridos em sua pró- pria vida.(cor roxa)

a)

Marque no fragmento essas duas partes.

b)

Sublinhe os verbos usados em cada uma dessas partes.

c)

Complete: A maioria dos verbos nas partes 1 e 2 está flexionada no

tempo Pretérito Perfeito, porque os verbos foram usados para relatar fatos

ocorridos no passado.

3. Os verbos do fragmento estão também flexionados em pessoa: 1ª e 3ª

pessoas do singular. Vamos relembrar:

Serjão pesa 180 quilos bem pesados (o verbo pesar está flexionado na 3ª pessoa do singular e concorda com o nome: Serjão/ele).

Eu peso 180 quilos bem pesados”. (o verbo pesar está flexionado na 1ª pessoa do singular e concorda com o pronome eu).

Volte ao fragmento de texto destacado no quadro acima e complete:

a) Os verbos: nasceu, deixou, subiu, parou estão flexionados na pes-

soa do singular, porque concordam com o nome Serjão /ele.

b) Os verbos: fui, nasci, passei, comecei estão flexionados na pessoa

do singular, porque concordam com o pronome eu.

PRODUZINDO TEXTOS

Esta proposta de produção de texto deve ser feita em dupla. Tem como objetivo levar o aluno a escrever um texto, tendo como base um roteiro dado previamente. É importante assegurar que o trabalho feito possa ser apreciado pelos demais alunos.

Junte-se a um colega para escreverem o perfil de um cantor, um ator ou de um jogador de futebol famoso a quem vocês admiram. Organizem as informações importantes que devem estar presentes, por exemplo:

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

51

dados pessoais;fatos importantes de sua vida no presente e no passado; gostos, passatempos preferidos. Depois de

fatos importantes de sua vida no presente e no passado;dados pessoais; gostos, passatempos preferidos. Depois de concluírem seu trabalho, leiam o perfil da pessoa sobre

gostos, passatempos preferidos.fatos importantes de sua vida no presente e no passado; Depois de concluírem seu trabalho, leiam

Depois de concluírem seu trabalho, leiam o perfil da pessoa sobre a qual vocês escreveram para os outros grupos.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

52

ENCONTRO II O trabalho infantil

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestão para iniciar a discussão com os alunos:

São comuns notícias na televisão e nos jornais sobre a exploração do trabalho infantil, como: “POLÍCIA DESTRÓI FORNOS DE CARVOARIA ONDE TRABALHAVAM MENORES”. Não é de hoje que a sociedade tem usa- do crianças como mão-de-obra barata para a produção. Esse é um proble- ma que preocupa muito, porque envolve sérias questões sociais.

Sugestões para dirigir a discussão com os alunos. Para fomentar as discussões, sugerem-se perguntas do tipo:

Você já ouviu falar sobre exploração de menores?Para fomentar as discussões, sugerem-se perguntas do tipo: O que você pensa sobre o trabalho de

O que você pensa sobre o trabalho de crianças e de adolescentes? Converse com seu colega a respeito desse assunto. Converse com seu colega a respeito desse assunto.

LENDO OS TEXTOS

Texto I

Os cartazes a seguir foram publicados pelo Ministério do Desenvolvimen- to Social e Combate à Fome, para promover a campanha contra o trabalho infantil, chamada: “Com o trabalho infantil, a infância desaparece”.

O cartaz é muito usado em propagandas. Em geral, cartazes são fixa- dos em locais públicos e sua função é divulgar informação visualmente. Contêm pouca informação verbal (texto escrito) e bastante informação não-verbal (ilustrações).

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

53

Cartaz 1

Cartaz 1 Cartaz 2 CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS 1. Observe bem os cartazes. a) Descreva

Cartaz 2

Cartaz 1 Cartaz 2 CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS 1. Observe bem os cartazes. a) Descreva

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA OS TEXTOS

1. Observe bem os cartazes.

a) Descreva as imagens:

Cartaz 1: imagem de uma criança que trabalha vendendo água e car- rega uma caixa de isopor, certamente cheia de copos e garrafas de água; a caixa oculta o seu rosto.

Cartaz 2: imagem de uma criança que trabalha carregando pedras e carrega uma pilha dessas pedras; as pedras ocultam o seu rosto.

b) Por que o rosto das crianças está escondido?

As imagens podem ser associadas à frase principal do cartaz, que si- naliza para o fato de que o trabalho rouba a infância das crianças. Vem à mente, também, à idéia de que os menores de idade não podem ter seu rosto exibido.

c) O que ocupa mais espaço nos cartazes: as imagens ou o texto?

As imagens ocupam mais espaço.

d) Por que a imagem aparece mais destacada no cartaz?

Essa é uma característica típica do cartaz. O cartaz comunica mais pela imagem do que pelo texto verbal.

2. O cartaz apresenta uma frase que serve para chamar a atenção das pessoas e fazer com que elas se lembrem da mensagem: Com o trabalho

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

54

infantil, a infância desaparece. O texto usado na campanha é curto, embora traga muitas informações. Vamos ampliar essas informações:

Respostas pessoais.

Com o trabalho infantil, a infância desaparece, porque

Com o trabalho infantil, a infância desaparece e

Texto II

O texto a seguir foi retirado de material da mesma campanha do Gover- no Federal contra o trabalho infantil.

O trabalho infantil é ilegal e violação de direito

O Governo Federal e a sociedade estão juntos para protegerem nos- sas crianças e adolescentes do trabalho infantil. O PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) é uma das principais ações desen- volvidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para que essas crianças e adolescentes cresçam saudáveis, sejam felizes e possam aprender e brincar. A participação dos gesto- res municipais é fundamental na localização e cadastro das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. No Brasil, o trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal e pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil

O principal objetivo do PETI é proteger crianças e adolescentes e contribuir para a erradicação dessa triste realidade em nosso país. O apoio inclui transferência de renda às famílias para que as crianças possam freqüentar a escola e as atividades socioeducativas e de con- vivência (Jornada Ampliada), no horário contrário ao da escola. Essas atividades as mantêm longe da situação de trabalho infantil. A renda é transferida para as famílias por meio de cartão magnético, sempre que a família cumprir suas responsabilidades.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

55

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. Os principais objetivos do PETI são:

(

) proteger crianças e adolescentes contra a exploração sexual.

(

x

) contribuir para a erradicação do trabalho infantil.

(

x

) proteger crianças e adolescentes do trabalho infantil.

2. Copie do texto o significado das siglas:

ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente

MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

PETI - Programa de Erradicação do trabalho Infantil

3. Leia:

“A participação dos gestores municipais é fundamental na localização ”

e cadastro das crianças e adolescentes

a) Procure em um dicionário o significado da palavra gestor e copie

abaixo:

Gestor. s. m. Gerente; administrador

b) Qual o significado da palavra gestores na frase destacada acima?

Gestores significa administradores municipais, ou seja, os prefeitos.

REFLETINDO SOBRE USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, visando a aqui- sição da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Leia

A palavra as na frase é um pronome pessoal. De acordo com o texto, o pronome as está substituindo a expressão:

(

) as atividades.

(

) as famílias.

( x ) as crianças.

2. Observe o uso da vírgula na frase abaixo:

O trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal e pelo ECA no Brasil.

No Brasil, o trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal e pelo ECA.

a) As crianças devem freqüentar as atividades socioeducativas fora do

horário escolar.

Fora do horário escolar, as crianças devem freqüentar as atividades so- cioeducativas.

b) O nome dos adolescentes trabalhadores está anotado no cadastro

da prefeitura.

No cadastro da prefeitura, o nome dos adolescentes trabalhadores está anotado.

c) O trabalho infantil é proibido na Constituição Federal.

Na Constituição Federal, o trabalho infantil é proibido.

d) As famílias recebem ajuda financeira todos os meses.

Todos os meses, as famílias recebem ajuda financeira.

Texto III

Leia abaixo duas opiniões sobre o trabalho infantil que foram publicadas na internet:

1ª Opinião: “ Acho que o trabalho infantil só pode ser proibido se o governo
1ª Opinião: “ Acho que o trabalho infantil só pode ser proibido se o governo

1ª Opinião: Acho que o trabalho infantil só pode ser proibido se o governo tiver condições de oferecer escola em tempo integral e renda para a família da criança ou do adolescente que trabalha. Em ambien- tes muito pobres, crianças e adolescentes trabalham com as próprias famílias (ajudam os pais na “vendinha” ou na roça, por exemplo), em

e adolescentes trabalham com as próprias famílias (ajudam os pais na “vendinha” ou na roça, por

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

57

empregos informais (como em sinais de trânsito) e para o crime orga- nizado (em favelas, por exemplo). Sem o apoio do governo, será difícil essa lei ser cumprida, porque as famílias dependem muito do trabalho de seus filhos, para aumentarem a sua renda”.

2ª Opinião: Eu penso que aumentar a renda das famílias não é o único motivo para as crianças e adolescentes trabalharem. O traba- lho infantil não ocorre apenas em famílias muito pobres. As pesquisas mostram que ocorre também em famílias de renda maior, como é o caso de pequenos agricultores. Muitas crianças e adolescentes atuam na agricultura familiar. Isso é um costume de muitas famílias. Outra coisa: o trabalho infantil não paga bem. Em MG, por exemplo, mais da metade das crianças que trabalham recebem menos de 100 reais e contribuem com uma parcela pequena da renda familiar. Se a renda das famílias fosse o único motivo para crianças e adolescentes trabalharem, o trabalho infantil teria diminuído mais com o aumento dos salários e a queda do desemprego, o que não aconteceu”.

o trabalho infantil teria diminuído mais com o aumento dos salários e a queda do desemprego,
o trabalho infantil teria diminuído mais com o aumento dos salários e a queda do desemprego,
o trabalho infantil teria diminuído mais com o aumento dos salários e a queda do desemprego,

1. Numere as informações, seguindo o modelo abaixo:

(

1 ) primeira opinião;

(

2 ) segunda opinião.

( 2 ) Mesmo em famílias não tão pobres, o trabalho infantil na lavoura é uma tradição.

( 1 ) Crianças e adolescentes costumam trabalhar na agricultura, no co- mércio e até em atividades ilegais.

( 1 ) O apoio do governo é fundamental para acabar com o trabalho infantil.

( 2 ) Apenas aumentar a renda das famílias não vai acabar com o tra- balho infantil.

( 2 ) A ajuda financeira de crianças e adolescentes às suas famílias não é muito grande, na maioria das vezes.

PRODUZINDO TEXTOS

Professor: oriente seus alunos para que lancem mão das informações recebidas sobre ‘cartaz’ nesta oficina.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

58

1. Você aprendeu que o texto de um cartaz deve ser curto, mas ao mesmo tempo deve passar muitas informações. Junto com seu colega, crie um texto para o cartaz abaixo:

Junto com seu colega, crie um texto para o cartaz abaixo: 2. Na internet há espaços,

2. Na internet há espaços, chamados blogs, em que as pessoas dão opi- nião sobre diversos assuntos. Imagine que você também quer opinar sobre o tema: Trabalho Infantil. Escreva abaixo sua opinião:

Postar um comentário

disse:

(Coloque seu nome aqui)

Professor: o texto de cada aluno é pessoal, mas ele deve ser orientado sobre como escrever um comentário. Nos “blogs”, os comentários são pu- blicados e todos podem opinar sobre o que foi escrito, inclusive discordan- do das idéias do outro. Incentive essa interação entre seus alunos, mesmo que os comentários deles não sejam publicados em um “blog”.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

59

ENCONTRO III A escola ontem e hoje

ANTECIPANDO SENTIDOS DOS TEXTOS

Sugestão para dirigir a discussão com os alunos. Para fomentar as discussões, sugerimos perguntas do tipo:

Para fomentar as discussões, sugerimos perguntas do tipo: Você se recorda da escola que freqüentou quando

Você se recorda da escola que freqüentou quando era criança?

Como era sua escola? E de seus professores, você se recorda? Como eram eles?se recorda da escola que freqüentou quando era criança? Que matérias você se lembra de ter

Que matérias você se lembra de ter estudado? De qual delas você gostava mais?

se lembra de ter estudado? De qual delas você gostava mais? Converse com seus colegas sobre
se lembra de ter estudado? De qual delas você gostava mais? Converse com seus colegas sobre

Converse com seus colegas sobre essas questões.

LENDO OS TEXTOS

Texto I

Você vai ler um trecho do depoimento da professora Laurinda Rama- lho de Almeida, que fez os cursos primário e ginasial (hoje Ensino Fun- damental), em escolas públicas da cidade de Avaré - SP, nas décadas de 1950 e 1960.

Um depoimento é um gênero de texto. No depoimento, uma pessoa relata fatos que aconteceram com ela ou com outras pessoas, numa determinada época.

“(

)

Nós escrevíamos nos nossos cadernos os nossos trabalhos. A

gente tinha um caderno de lição, tínhamos carteiras, sentávamos duas a duas nas carteiras. As classes não eram mistas. No segundo ano primário acontecia também uma coisa muito interessante, a gente co- meçava a usar caneta tinteiro. Isto é, a gente ganhava uma pena para colocar na caneta e todas as carteiras tinham no cantinho um orifício, uma espécie de um copinho com a tinta e então nós começávamos a aprender a escrever a tinta. Ah! a gente tinha uma bolsa para levar o material. Minha bolsa era marrom. A compra da bolsa era um fato muito importante na vida da gente, porque a partir daquele momento você tinha uma bolsa para colocar o seu material. A gente tinha um caderno para cada disciplina, tinha o caderno de Português, de Aritmética, de

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

60

Ciências. Todos eram encapados e a cor da capa era definida pela pro- fessora. Cada classe tinha uma cor, a minha cor era vermelha. Então a gente tinha que comprar o caderno e encapar, os cadernos tinham que ser assim, muito bem cuidados. A professora ensinava que, ao virar a

página você não podia pegar de qualquer jeito porque senão a ponta fi-

cava dobradinha.(

 

)

Bom, o nosso uniforme, o uniforme diário era saia

azul marinho, blusa branca e com o emblema da escola. E o uniforme de gala para os desfiles era uma saia branca pregueada e a blusa bran- ca também e tênis branco, meia branca, era inteirinho branco.

 

Bom, terminado o primário nós tínhamos o exame de admissão que

era realmente um afunilamento, bastante rigoroso. Então aí eu fiz o exame de admissão e entrei no Ginásio Estadual e Escola Normal Coro-

nel João Cruz. (

)

Para ter uma idéia do nível de exigência do Ginásio

eu me lembro do meu primeiro dia de aula de Português. Ele se cha- mava Francisco Rodrigues dos Santos, tinha feito seminário, era uma pessoa extremamente culta, muito exigente, e os alunos tinham muito medo dele. Ele nos chamava de Senhora e Senhor. Então, nosso primei-

ro dia de aula de Português ele entrou na sala de aula, foi até o quadro

e

escreveu: “O homem propõe e Deus dispõe”. E virou para a classe

e

disse: “Podem escrever”, e todos ficaram mais ou menos atônitos:

“Escrever o quê?!” Ele disse: “Eu quero saber se vocês sabem escrever, porque quem entra no Ginásio minimamente tem que saber fazer uma redação do tipo que eu estou dando”. Eu acabei me saindo muito bem

(

)

E eu acabei me tornando muito boa aluna com ele (

)”.

 

(Disponível http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/laurinda_ ramalho_de_almeida.pdf, com acesso em 12/11/2008).

CONSTRUINDO SENTIDOS PARA O TEXTO

1. Para comparar a escola do tempo da professora Laurinda com as escolas de hoje, numere cada informação, seguindo o modelo:

(

1 ) Só existia nas escolas do passado.

(

2 ) Ainda existe nas escolas de hoje.

(

2 ) caderno de várias matérias;

(

1 ) caneta tinteiro;

(

1 ) exame de admissão para passar para a 5ª série;

(

2 ) quadro para o professor escrever durante a aula;

(

2 ) uniforme para uso diário.

MANUAL DO EDUCADOR – ESTUDOS COMPLEMENTARES I

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2.

Releia o trecho abaixo:

eu me lembro do meu primeiro dia de aula de Português. Ele

se chamava Francisco Rodrigues dos Santos, tinha feito seminário, era uma pessoa extremamente culta, muito exigente, e os alunos tinham muito medo dele. Ele nos chamava de Senhora e Senhor. Então, nosso primeiro dia de aula de Português ele entrou na sala de aula, foi até o quadro e escreveu: “O homem propõe e Deus dispõe”. E virou para a classe e disse: “Podem escrever”, e todos ficaram mais ou menos atô- nitos: “Escrever o quê?!”

“(

)

No trecho, a palavra “atônitosdescreve como os alunos se sentiram, quando o professor de Português pediu que eles fizessem uma redação so- bre um tema muito difícil. Pelo que você leu, o que significa atônitos?

Significa que as alunas ficaram muito surpresas com a atitude do pro- fessor.

REFLETINDO SOBRE OS USOS DA LÍNGUA

Os exercícios que compõem esta seção têm como objetivo recuperar os conteúdos gramaticais já estudados pelos alunos. Essa recordação está voltada para os usos da língua em situações práticas de comunicação, tratando de questões lingüístico-discursivas e notacionais, para a aquisi- ção da norma culta e de questões relativas ao aprendizado da língua em gêneros textuais. Professor, o objetivo dessa seção não é o de priorizar o domínio da metalinguagem em prejuízo do desenvolvimento da capacida- de de o aluno refletir sobre a língua e usá-la.

1. Releia o fragmento retirado do texto, observando os verbos que estão

em negrito:

Nós escrevíamos nos nossos cadernos os nossos trabalhos. A

gente tinha um caderno de lição, tínhamos carteiras, sentávamos duas a duas nas carteiras. As classes não eram mistas. No segundo ano primário acontecia também uma coisa muito interessante, a gente co- meçava a usar caneta tinteiro. Isto é, a gente ganhava uma pena para colocar na caneta e todas as carteiras tinham no cantinho um orifício, uma espécie de um copinho com a tinta e então nós começávamos a aprender a escrever a tinta”.

“(

)

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O tempo verbal empregado no fragmento acima é o PRETÉRITO IM-

PERFEITO DO INDICATIVO. Usamos o pretérito imperfeito, quando de-

sejamos relatar ou narrar acontecimentos que tiveram uma certa duração no passado ou acontecimentos habituais.

2. A maioria dos verbos usados no depoimento da professora Laurinda está

no PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO. Por que a autora usou esse tempo verbal em seu depoimento?

O pretérito imperfeito foi usado para indicar que os fatos relatados pela professora, quando ocorreram, tiveram uma certa duração, e também vá- rios deles expressam hábitos no passado.

3. Releia um outro fragmento retirado do texto e observe os verbos que estão em negrito:

nosso primeiro dia de aula de Português ele entrou na sala de

aula, foi até o quadro e escreveu: “O homem propõe e Deus dispõe”.

E virou para a classe e disse: “Podem escrever”, e todos ficaram mais ou menos atônitos: “Escrever o quê?!” Ele disse: “Eu quero saber se vocês sabem escrever, porque quem entra no Ginásio minimamente tem que saber fazer uma redação do tipo que eu estou dando”. Eu

E eu acabei me tornando muito boa

) (

acabei me saindo muito bem ( aluna com ele (

)

O tempo verbal empregado no fragmento acima é o PRETÉRITO PER-

FEITO DO INDICATIVO. Usamos o pretérito perfeito, quando desejamos narrar ou relatar ações e fatos ocorridos num certo momento no passado, mas q