CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK

CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011

CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA

Você nem sempre terás o que desejas, mas enquanto estiveres ajudando aos outros encontrarás os recursos de que precise. (André Luiz - Chico Xavier)

“FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”

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INTRODUÇÃO
Qual a importância da palavra humana para as conquistas evolutivas do espírito? “A palavra é um dom divino, quando acompanhada dos atos que a testemunham; e é através de seus caracteres falados ou escritos que o homem recebe o patrimônio de experiências sagradas de quantos o antecederam no mecanismo evolutivo das civilizações. É por intermédio de seus poderes que se transmite, de gerações a gerações, o fogo divino do progresso na escola abençoada da Terra.”

O CONSOLADOR – Emmanuel - Questão 124

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ÍNDICE
INTRODUÇÃO 1. COMUNICAÇÃO 1.1 Etimologia da palavra “Comunicação” 1.2 Comunicação em sentido geral 1.3 Conceito 1.4 Objetivo 1.5 Funções 1.6 Importância 1.7 Sistemas de Comunicação 1.8 Elementos 1.9 Dinâmica da Comunicação 1.9.1 Emissor ou fonte 1.9.2 Codificador 1.9.3 Mensagem 1.9.4 Canal 1.9.5 Receptor 1.9.6 Decodificador 1.10 Habilidades comunicativas 1.11 Exposição Doutrinária 1.12 Recomendações Para a Efetividade da Comunicação Humana

2. COMUNICAÇÃO NA DOUTRINA ESPÍRITA 2.1 Vantagens da Exposição Doutrinária 2.2 Modalidades de Exposição

3. PLANEJAMENTO DA PALESTRA 3.1 Introdução 3.2 Definição de Tema 3.3 Definição de Objetivo 3.4 Definição de Tempo 3.5 Definição de Público 3.6 Estruturação da Palestra 3.6.1 Introdução 3.6.2 Desenvolvimento 3.6.3 Conclusão
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2 Inibição 5.5 Vivência daquilo que prega 5.2 Evidência Física 4.3 Senso de responsabilidade 5. RECURSOS COMPLEMENTARES 4.3 Conclusão 5.9 Avaliação 3. O AUDITÓRIO 6.7 Revisão do Planejamento 3.2.4.4.10 Modelo 4.3 Tipos de auditório 6.2.1 Dicção 5.1 Conceito 6. APRESENTAÇÃO DA PALESTRA 8.4.4.3.1 Conhecimento da Doutrina Espírita 5.3.8 Treinamento 3.2.4 Condições espirituais 5. BIBLIOTECA DO EXPOSITOR ESPÍRITA 9. O EXPOSITOR ESPÍRITA 5.4 Fé e entusiasmo 5.3.2 Condições Técnicas 5.4 Propriedade do vocábulo 5.4.4.6 Sintonia espiritual 5.1 Introdução 4.4 Predisposição para ouvir 6.3 Objetividade 5.2 Respeito ao próximo e trato fraterno 5.5 Considerações gerais 6.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 3.5 Procedimentos do expositor em relação ao auditório 6.2 Emoções e reações do auditório 6.3.6 Conclusão 7. COMO PESQUISAR E COMO ESTUDAR 9.1 Como pesquisar 4 .4 Interesse e espontaneidade 5.3 Condições psicológicas 5.2.1 Cultivo da humildade 5.2 Clareza de expressão 5.1 Surgimento de “branco” 5.3 Serenidade 5.

APOIO LOGÍSTICO 10.1 Dificuldade de ordem material 11.1 Arquivo de palestras 10.2.COMO VENCER DIFICULDADES 11.SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS 14.1 Objetivo 12.6 Recomendações 13.1 Técnicas de leitura 9.5 Dinâmica da Reunião 12.3 Composição da Mesa Diretora 12.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 9.4 Duração 12.2 Como elaborar esquemas e resumos 10.2.2 Expositores 12. REUNIÃO DE DIVULGAÇÃO DOUTRINÁRIA 12.2 Arquivos de evidências 11.2 Soluções 12.2 Como estudar 9. MENSAGEM FINAL 5 .

5 Funções A comunicação: • É a condutora do processo social • Faz a interação desse processo 6 .3 Conceito Comunicação é o processo de tornar comuns aos indivíduos idéias.2 Comunicação em Sentido Geral No sentido amplo.1Etimologia da palavra “Comunicação” Do latim “COMUNICATIONE”. A comunicação propicia a convivência e o entendimento entre as criaturas. pois existe comunicação entre os animais. permitindo a integração entre os homens. Ato ou efeito de comunicar-se. signos ou símbolos. regras.4 Objetivo O objetivo é o entendimento entre os homens. 1. 1. hábitos. embora só a espécie humana o faça por meio de linguagem propriamente dita. atitudes. sentimentos. Ato ou efeito de emitir. é necessário considerar que não só os homens se comunicam.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 1. porém. COMUNICAÇÃO 1. Trataremos. somente de aspectos relacionados com a COMUNICAÇÃO HUMANA. 1. transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados. “Servir sempre” (EMMANUEL) 1. quer através da linguagem falada ou escrita. quer de aparelhamento técnico especializado sonoro e/ou visual” (NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO DA LÍNGU PORTUGUESA – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. quer de outros sinais. Nova Editora).

quase sempre. • O teatro. que são partilhadas por um grupo de pessoas e que passam de geração a geração. • Etc.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 • Manutenção do homem como ser social 1. produzir coletivamente. • As expressões faciais. pois. • O processo comunicativo é fundamental no progresso tecnológico. • Sem comunicação.6 Importância Sem comunicação não há cultura. que engloba os seguintes elementos constitutivos: 7 . Porém. as crenças. • A dança. • As regras sociais. são veiculadas através da comunicação. do acúmulo de informações adquiridas anteriormente.8 Elementos O processo de comunicação envolve uma dinâmica. religioso e tecnológico. • As convenções. o homem não poderia trabalhar em conjunto. científico. pois: • Os conhecimentos. • A imagem. há outros sistemas: • Os gestos. as tradições. 1. as habilidades. • A música.7 Sistemas de comunicação A linguagem é o uso da palavra articulada ou escrita como meio de expressão e de comunicação entre as pessoas. 1. A linguagem constitui-se no mais importante sistema de comunicação que o homem desenvolveu para instaurar o intercâmbio social. as descobertas e invenções resultam. A herança cultural é o elo de ligação das gerações e a responsável pelo processo evolutivo da humanidade nos campos filosófico.

Na comunicação humana pessoa a pessoa a função codificadora é exercida pelas habilidades motoras da fonte (emissor). gritos.) e o sistema muscular de outras partes do corpo (que produzem as expressões faciais.Não verbal – gestos. É o selecionar do conteúdo da mensagem. 8 . intenções. etc. a mensagem existe em forma física. expressões. isto é.9.). podendo ser visual. 1. Pode ser também uma organização informativa como rádio. etc.3 Mensagem: É o CONTEÚDO selecionado e codificador pelo emissor. do meio que a conduzirá. Logo. televisão.verbal – palavra falada ou escrita .9. a escultura. a postura. expressões etc.9 Dinâmica da comunicação EMISSOR CODIFICADOR MENSAGEM DECODIFICADOR RECEPTOR CANAL 1. É o que a fonte deseja transmitir. objetivos. necessidades e informações em CÓDIGO.2 Codificador: Na comunicação humana. Decodificador. os movimentos dos braços.9.1 Emissor ou fonte: É aquele que envia a mensagem através da palavra oral ou escrita. gestos. etc. estudo cinematográfico.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 • • • • • • Emissor (fonte). tais como: seu mecanismo vocal (produzindo a palavra oral. Codificador. etc). Canal. auditiva. ou áudio visual. 1. que nada mais é do que um conjunto sistemático de símbolos. do código utilizado para transmiti-la e também do receptor. sistema muscular da mão (produzindo a palavra escrita. o desenho. sinais de trânsito. Mensagem. a tradução de idéias. Código: . desenhos. Serve-se de um código que faciais. sons musicais. Receptor (destinatário) 1. o emissor ou fonte é o responsável pelo início do processo comunicativo.

CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 deverá ser estruturado e decifrado. A seleção imprópria do tipo de canal pode transfigurar muito a mensagem. internet. 9 . 1. discos. objetivos. Cd´s. materializar a idéia em código e transformar o código em idéias correspondentes. o êxito da comunicação. identificar o seu objetivo. Logo. perceber-lhe o sentido. Entropia – é a desorganização da mensagem. Canal Tecnológico 1. a capacidade de codificar e decodificar a mensagem. É preciso que a mensagem tenha conteúdo. vídeo. Duas são codificadoras – palavra articulada e palavra escrita. decifrar a intenção contida na mensagem.4 Canal: É o intermediário ou meio-condutor da mensagem.10 Habilidades comunicativas Existem. Ruídos – são elementos que interferem na emissão e/ou recepção da mensagem.6 Decodificador: Da mesma forma que o EMISSOR precisa do CODIFICADOR para transmitir seus objetivos em forma de mensagem. 1. Duas são decodificadas – a leitura e a audição. fotografias. etc. respectivamente. como livros. Ao receptor cabe decifrar a mensagem e dele dependerá. slides. para que haja compreensão no processo comunicativo. em termos. etc. televisão. É o alvo da comunicação. cinco habilidades comunicativas relativas à comunicação interpessoal.9. Temporal – transporta a mensagem de uma época para outra. Dvd´s. e use canal apropriado. É como a mensagem é transmitida.9. o recebedor precisa entender. Exemplo: “Eu pássaro um vi”.9.5 Receptor: É o destinatário da mensagem que se encontra na outra extremidade do canal. como o rádio. tanto o emissor como o receptor precisam ter. 1. pelo menos. isto é. fitas gravadas (som e imagens). um grupo ou uma multidão. Pode ser uma pessoa que ouve. Natural: órgãos sensoriais Espacial – leva a mensagem de um lugar para outro. A escolha do canal se constitui num fator importante para o êxito da comunicação. o telefone.

para que a comunicação seja eficiente. isto é. O fato de o emissor conhecer o mecanismo da comunicação fará com que modifique o seu comportamento. na volta. mas o valor da mensagem. quando se observa. fazendo comum a significação de experiências e símbolos. e por isso depende da organização de idéias. a boa qualidade da mensagem está na dependência dos conhecimentos da fonte. Portanto. assim como a seleção do meio pertinente e da forma apropriada. barulhos internos e externos Recomendações para efetividade da comunicação humana Cabe ao emissor realizar a seleção da mensagem. E a qualidade e a quantidade de conhecimentos sobre o assunto por parte da fonte afeta a mensagem. a reação do receptor. daí o dizer-se que O CONHECIMENTO DA COMUNICAÇÃO AFETA O COMPORTAMENTO DA PRÓPRIA COMUNICAÇÃO. A finalidade da comunicação deve ser evidente. entrada e saída das pessoas.11 Exposição Doutrinária Na tribuna espírita temos: ORADOR TEMA FALA OUVINTE EMISSOR MENSAGEM FALA RECEPTOR RUÍDO Cochichos. Sendo a comunicação humana processo essencialmente dinâmico. não pode ser abandonada antes de completar-se. 1. Entre emissor e receptor. Completa-se o processo. é necessário considerar não apenas os recursos físicos disponíveis. Logo. determina a validade ou não da mesma. quem decide o gabarito da comunicação humana é o receptor. 10 . A linguagem utilizada na comunicação humana deve ser compartilhada entre emissor e receptor.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 A quinta é fundamental tanto para a codificação como para a decodificação: é o raciocínio.

certamente a comunicação será prejudicada. sem levar em conta o receptor. que é um dos métodos mais utilizados de divulgação da Doutrina Espírita. e sim compreensão. Se como fonte preocupar-se apenas em demonstrar que sabe.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Embora imperfeita. Assim. dentre as formas mais utilizadas. Quando o expositor estrutura suas mensagens. ou seja. O expositor espírita é um tipo de comunicador. A possibilidade de despertar nos ouvintes o gosto pelo estudo.1 Vantagens da Exposição Doutrinária A técnica expositiva. assim como os menos afeitos a discussões grupais ou ao hábito de leitura. Porém. Oportunidade de aprendizado para ouvintes analfabetos. a Doutrina Espírita tem sido divulgada através de diversas formas de comunicação. 2. 2 COMUNICAÇÃO NA DOUTRINA ESPÍRITA Desde a sua codificação. o público ouvinte com suas características sócio-culturais. destaca-se a EXPOSIÇÃO DOUTRINÁRIA. apresenta as seguintes vantagens: Economia de tempo. por exemplo. revela não só o nível de CONHECIMENTO do EMISSOR. A facilitação do aprendizado inicial de assuntos novos ou difíceis. buscando o 11 . devemos aproveitar ao máximo suas vantagens para veicular a mensagem espírita. como suas HABILIDADES COMUNICATIVAS. embora alguns entendam existir desvantagens no método expositivo. A simplicidade para aquisição de conhecimentos. emissor e receptor devem esforçar-se em diminuir as deficiências da comunicação humana. A comunicação humana efetiva depende da atenção dirigida. O objetivo da comunicação humana não é necessária concordância.

CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 auxílio da tecnologia da educação como. até os dias de hoje. a Doutrina Espírita tem avançado no cumprimento de sua missão através do verbo iluminado de inúmeros seareiros” (CARIDADE DO VERBO – Luiz Signatos-C. mas já percebemos a importância do estudo. sendo importante que aprimore sua condição como tal. 2ª) A “pergunta escrita” – é recomendável para auditórios maiores. b) Exposição dialogada – é aquela em que a abordagem do tema pelo expositor é enriquecida pela participação ativa do auditório. Há dois tipos de aplicação dessa modalidade: 1ª) A palavra “sob inscrição” – é utilizada para públicos reduzidos. e aos quais será concedida a oportunidade. “o expositor espírita deve ser um comunicador por excelência. de acordo com a ordem das inscrições efetivadas. duas modalidades de exposição doutrinária: a) Exposição simples – é aquela em que o expositor expõe o tema. As questões serão recolhidas por pessoas selecionadas para essa tarefa e encaminhada à mesa diretora. em que o coordenador da reunião anota o nome dos que desejarem fazer perguntas ao expositor. que as responderá. por exemplo.1) “Não dispomos de sabedoria. 12 . tiras de papel em branco para formulação de perguntas ao expositor. “Desde o próprio Allan Kardec. Devem ser distribuídos antes ou durante (nunca depois) da exposição. No Movimento Espírita tem sido utilizadas.” 2. sem que seja facultada a participação ostensiva do público. diligenciando entesourar-lhe os valores imperecíveis”. a utilização de recursos visuais para facilitar a compreensão do conteúdo exposto. basicamente. que selecionará as indagações da platéia e as transmitirá em voz alta ao palestrante.2 Modalidades de Exposição A exposição doutrinária é um dos mais utilizados métodos de divulgação do Espiritismo.

as diversas etapas do planejamento de uma palestra. mesmo que o expositor domine o tema. Domínio do assunto. Outras causas. O palestrante que não se organiza. mas dificuldade em estruturá-lo. fidelidade doutrinária e demais requisitos a serem observados na comunicação da mensagem espírita. aliado à assistência dos Benfeitores Espirituais.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 3 PLANEJAMENTO DA PALESTRA 3. apresentando-o segundo uma estrutura lógica. Logo. será fundamental a PREPARAÇÃO. neste capítulo. o ajudarão a alcançar os objetivos visados com a exposição. É importante salientar que uma das principais causas da insegurança na exposição é a CONSCIÊNCIA DO DESPREPARO. Domínio do assunto. Para que se faça uma excelente apresentação é necessária uma boa preparação. O despreparo do expositor pode consistir em: Falta de domínio do assunto.1 INTRODUÇÃO Estudaremos. a fim de apresentá-los com clareza e objetividade. AJUDA-TE A TI MESMO. QUE O CÉU TE AJUDARÁ ( O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – CAP. pois conseguirá reunir ELEMENTOS MAIS ENRIQUECEDORES em torno do tema. facilidade em estruturá-lo. muitas vezes levanta sem saber o que vai dizer e senta sem saber o que disse 13 . O esforço do expositor. mas dificuldade em relação ao comportamento na tribuna. XXV).

A abordagem de temas polêmicos da atualidade são bastante válidos para serem tratados na tribuna espírita. o expositor deverá considerar os seguintes aspectos: a) Delimitação do tema. É MUITO DIFÍCIL SER OBJETIVO SEM PREPARAÇÃO. 3.2 DEFINIÇÃO DE TEMA O tema é o ASSUNTO da Palestra. definir o(s) aspecto(s) sob o qual focalizará. isto é. Lembremos que a Doutrina Espírita é sempre atual. Ainda que o expositor tenha facilidade de captar as sugestões dos Espíritos Benfeitores. estudo e dedicação. Em ambas as situações. com o tempo. c) Adequação do tema às características do público ouvinte. a tendência é a prolixidade. . não possa fazer incursões em assuntos outros. No momento de recolhimento e de prece que precede a elaboração e a tarefa. o que não significa que. O IMPROVISO DEVE SER SISTEMATICAMENTE EVITADO. b) O tema lhe é previamente comunicado por quem o convida. b) Suas limitações intelectuais e morais – para evitar tratar de assuntos que desconheça ou sobre os quais lhe falta experiência. 14 . “Situar os princípios doutrinários acima de quaisquer idéias pessoais” (BENÇÃO DE PAZ – Emmanuel – Cap.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Quando o orador não se prepara. ele deve planejar a sua palestra. OBSERVAÇÕES: . ele recebe AS INSPIRAÇÕES SUPERIORES que o induzem a organizar o seu trabalho de modo a MELHOR ATENDER ÀS NECESSIDADES DE SEUS OUVINTES. A língua e o pensamento começam a entrar em conflito.Recomenda-se não falar sobre temas no qual não se tenha domínio. desde que o sejam à luz do Espiritismo.20) Há duas situações com relação à definição do tema: a) O expositor escolhe o assunto que irá tratar.

“Nas conversações não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos doutrinários de entendimento difícil. é que o expositor poderá definir o que irá dizer para que o público entenda a mensagem. na medida do possível. (CONDUTA ESPÍRITA – André Luiz – Cap. esperança e caridade. mais amplia a variedade de temas a serem abordados. devendo selecionar oportunidades. temos os objetivos específicos de cada exposição. 15 . 3. à aplicação na vida prática. assim como aprofunda assuntos superficialmente conhecidos.É importante que se escolha temas que sirvam. sugere-se temas que admitem enumeração. que poderão ser desenvolvidas ao longo da palestra com as devidas exemplificações. Dentro daqueles objetivos gerais. que podem levar a conclusões que não tenham relações com a intenção que motivou a escolha do assunto.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 . 14) LEMBRETE: Quanto mais o expositor pesquisa e estuda. levando os ouvintes à reformulação de conceitos e conseqüente mudança de comportamento. (BENÇÃO DE PAZ – Emmanuel – Cap.20) SUGESTÃO: Para os iniciantes.3 DEFINIÇÃO DO OBJETIVO É importante definir claramente o que se quer. ou seja. como por exemplo. Na exposição espírita. para definir o que fazer para conseguir. tempo e público ouvinte. A definição segura do(s) objetivo(s) dá muita eficiência. o que se quer comunicar. pois o expositor não se perderá em considerações desnecessárias. quanto a pessoas e ambiente para tratar de temas delicados”. Somente após definir o objetivo. temos como objetivos específicos gerais: ESCLARECER E CONSOLAR. “Estudar sempre a fim de oferecer recursos verbais sempre mais vastos à inspiração da Vida Maior”. tornando a exposição produtiva. em razão dos fatores: tema. as virtudes cristãs: fé.

Ele poderá fazer alusão a outros ângulos do assunto. ou seja. É preferível. RECOMENDAÇÕES: É importante que o expositor mantenha-se dentro do tempo previsto para a exposição. 3. o expositor deverá obter essa informação ANTES de planejar a sua palestra.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Exemplificando: Tema: Reencarnação Objetivo: Levar o público a entender a lei de reencarnação como a maior prova da Justiça Divina Tempo: 1 (uma) hora Público: freqüentadores de uma sessão pública doutrinária no Centro Espírita. ela deve estar bem ciente do tempo destinado à exposição propriamente dita e aquele reservado aos questionamentos. do que abordar várias. é uma questão de DISCIPLINA. salientando que abordará os que considera mais significativos para a ocasião. 3. Além disso. abandonando o resto. aprofundar algumas idéias básicas.5 DEFINIÇÃO DO PÚBLICO Outro aspecto importante no planejamento de uma palestra é a definição do público ouvinte. de forma superficial. o palestrante deverá selecionar duas ou três idéias e apresentá-las com clareza. o receptor da mensagem nesse processo de comunicação. Logo. nesse caso. Se o tempo for reduzido. a qualidade da palestra tende a cair na proporção em que o expositor ultrapassa o seu tempo. Essa definição é importante por dois aspectos: 16 .4 DEFINIÇÃO DO TEMPO Qual o tempo de duração da palestra? É fundamental a resposta a essa pergunta. por exemplo. pois o CONTEÚDO deve adequar-se ao tempo disponível. No caso de EXPOSIÇÃO DIALOGADA.

3. no início. mas deixar evidenciada a linha de raciocínio a ser seguida. sua dificuldade é ordená-lo de uma forma que facilite sua exposição e a compreensão por parte do público receptor. porém.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Adaptação da linguagem (aspecto formal). DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. É preciso que o público esteja preparado para acompanhá-lo em sua exposição. Com relação ao direcionamento para o tema. inclusive no que se refere ao nível de detalhamento do assunto. o palestrante dispõe do conteúdo necessário para realizar uma boa apresentação. facilitando o entendimento da mensagem. Logo. É necessário não só definir o tema para o auditório. é fundamental conhecer o PERFIL do público destinatário da mensagem. deve-se restringir ao mínimo indispensável de palavras. O expositor não deve “decolar” sozinho”. . Aconselhamos dividir a palestra em três partes: INTRODUÇÃO. No que se refere à saudação inicial.6. a atenção do público está centrada na PESSOA DO EXPOSITOR. As informações poderão ser obtidas junto a pessoa que formulou o convite ao palestrante.1 INTRODUÇÃO: O expositor não deve entrar direto no tema ao iniciar sua apresentação. 17 .saudação inicial. Cumpre-lhe. Logo. convém lembrar que. 3.Direcionamento para o tema. assim. de acordo com as CARACTERÍSTICAS DO AUDITÓRIO. transferir o seu interesse PARA O ASSUNTO a ser tratado. O mesmo assunto poderá receber TRATAMENTOS DIVERSOS.6 ESTRUTURAÇÃO DA PALESTRA Muitas vezes. temos: Introdução: . Adaptação do conteúdo (aspecto substancial).

“bem. Mesmo que se trate dos aspectos filosóficos e científicos do Espiritismo. etc.. ATENÇÃO: Jamais se decorar uma palestra. “aí”.. São expressões desnecessárias ou vícios de linguagem que devem ser eliminados.”. optando por outras alternativas para motivar o público. por que foi muito difícil preparar este tema. “tenho dito”.”. visto que fui convidado na última hora.”. o amor à nossa Doutrina deve estar presente no desempenho da tarefa expositiva. usadas no decorrer da palestra. Para tanto. Estas bengalas correspondem ao “né”.. estabelecido em bases de respeito e fraternidade. “desculpem.. Na verdade. pelos seguintes motivos: • No momento da apresentação. “sai apenas da cabeça e não do coração”. “muito bem.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 O QUE NÃO FALAR AO INICIAR UMA PALESTRA a) Explicações e pedidos de desculpas – não se deve gastar tempo com excessos de explicações e pedidos de desculpas. 18 . utilizadas ao final.”.. pois sou um espírito muito inferior para tratar de assunto tão elevado”.. etc. O QUE FALAR AO INICIAR UMA PALESTRA É importante ter presente o objetivo das palavras iniciais que consiste em obter a atenção para o tema a ser abordado. isto é. “então”. etc.. b) Piadas no início ou no desenvolvimento da palestra – devem ser evitadas.. BASTA DEFINIR QUAL SERÁ A PRIMEIRA FRASE DA PALESTRA. pessoal. como por exemplo: “desculpem por eu estar com problemas de garganta”. c) Bengalas iniciais – é comum a utilização de bengalas iniciais. “desculpem. Ou ao “é isso aí”.. como: “bem. • Uma palestra decorada perde muito em vibração. essas situações não alterarão em nada o resultado da apresentação. criando um clima favorável entre o expositor e o auditório. não conseguindo continuar. o corredor corre o risco de esquecer uma palavra e ter “um branco”.. “ta”. “é seguinte..

A DOUTRINAÇÃO. o expositor poderá descobrir alguma coisa de peculiar com o seu público e comentá-la. Exemplificando: “É com grande alegria que. assunto de grande importância para a análise de vocês que. Usar uma citação Exemplificando: Tema: Desobsessão “O nosso querido escritor espírita. Exemplificando: Tema: Reencarnação “Quem de nós não conhece aquele magnífico diálogo entre Jesus e Nicodemos”. Logo. O PASSE. porém. nesta tarde. A narrativa de um fato. através de uma apreciação sincera. atraindo sua atenção para o tema. evitar a narração de fatos pessoais. sem bajulação. COMO JOVENS. por exemplo. deve-se. Fazer uma pergunta É o outro recurso para iniciar uma palestra. Herculano Pires. pois ela força o público a pensar. uma passagem 19 . constituem o futuro do Movimento Espírita”. Contar um fato A narração de um fato é muito eficaz para atrair a atenção do público.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 ALTERNATIVAS PARA A INTRODUÇÃO Fazer uma apreciação do auditório O público será mais receptivo se forem reconhecidas algumas de suas qualidades. m sua obra OBSESSÃO. nos faz a seguinte colocação: A CURA DA OBSESSÃO É UMA AUTOCURA”. abordaremos o tema “Missão do Espiritismo”.

para ser analisada sob o enfoque espírita. Hoje em dia. desenhos. 20 . tudo de acordo com o tema abordado. como: projetor de slides. que tenha causado grande impacto. narrar uma parábola. com o respectivo ano de publicação. Regras • Quanto mais receptivo o público. por exemplo. tem a vantagem de estabelecer uma base para a apresentação. além das que já foram citadas. Pode ser utilizada. a participação do auditório.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 evangélica. etc. requisitar.. Provocar a participação Nos casos de “exposição dialogada”. contar um fato. Exibir algo Uma boa alternativa para prender de imediato a atenção do auditório é exibir algo. Pode-se. desde o início. por exemplo. assim como cartazes. com o progresso da tecnologia. episcópio. As imagens possuem um grande poder de comunicação. • Quanto mais dispersivo o público. Para tanto podem ser utilizados aparelhos. mais se deve investir numa boa introdução para obter-se sua receptividade desde o início. uma notícia de jornal. retroprojetor. menor a introdução. Outras maneiras interessantes de iniciar uma palestra poderão ser utilizadas. para direcionar o tema abordado. citar uma frase e pedir uma análise do auditório sobre os mesmos. o expositor pode. outros aparelhos (como o DATA SHOW) foram inventados e podem ser utilizados. conforme o tema. Exemplificando: Tema: “As obras da Codificação Espírita” Elaborar um cartaz com os nomes das gravuras das obras básicas da Codificação. gravuras. exigindo-lhe a atenção e o raciocínio.

o desenvolvimento deve ser feito de tal forma que ocupe 80% da exposição. Divisão do tema A divisão do tema em tópicos para compor o conteúdo da palestra é aconselhável pelos seguintes motivos: • Faculta uma exposição didatizada do tema. • Dá mais segurança ao expositor que se vincula a um ROTEIRO. c) Provas da existência.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 3. se possível. da capacidade do palestrante em usar boas evidências. CLARA e. Evidências São fatos usados para dar credibilidade e compreensão das idéias ou afirmações contidas em uma exposição. No planejamento da palestra. 21 . Exemplificando: Tema: Obsessão Idéia-mãe: A cura da obsessão está ligada à reforma íntima do obsediado. e que resuma a essência do que se quer provar ou demonstrar através da palestra inteira. b) Atributos. expresso numa frase SIMPLES. em grande parte. A qualidade de uma palestra depende. Em torno dela e/ou em direção à ela se encaminharão todas as idéias complementares e ilustrativas.2 DESENVOLVMENTO: Definição da idéia-mãe Idéia-mãe é um pensamento ÚNICO. DIRETA. • Facilita a compreensão do tema por parte do auditório. Exemplificando: a) Conceito.6.

Exemplificando: Tema: Ação da prece – transmissão do pensamento Comparação: “o fluído universal é o veículo do pensamento. a compreensão. ao passo que as do fluído universal se estendem ao infinito (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. quando faz uma afirmação e. Exemplificando: Tema: O Movimento Espírita no Brasil Dados estatísticos: apresentação de uma tabela ou gráfico onde seja mostrado o crescimento. 22 . O expositor associase ao autor citado.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Tipos de evidências: a) Dado estatístico – de acordo com o tema a ser desenvolvido. a seguir. um sorriso. As informações devem ser específicas e fundamentadas em fontes que mereçam credibilidade. nos últimos dez anos. com diferença de que as vibrações do ar são circunscritas. o presente com o futuro. O expositor pode comparar o que está dizendo com algo que seja de conhecimento do público. b) Exemplo – o exemplo é outra evidência bastante utilizada e muito eficaz. de Centros Espíritas filiados à FEEC. usa uma citação ou depoimento de uma autoridade na matéria tratada. como o ar o é do som. Exemplificando: Tema: Caridade Exemplo: A caridade pode ser praticada de diversas maneiras: um abraço. de forma imediata. em termos numéricos. podem ser utilizados dados estatísticos para reforçar as informações. Ilustra. Pode-se comparar o abstrato com o concreto. etc. demonstrando a aplicação prática de princípios. uma palavra de conforto. c) Comparação – a comparação é uma das melhores evidências para facilitar. XXVII – Item 10). Torna a linguagem mais concreta e contribui para a compreensão da mensagem. d) Citação: a citação é uma evidência que dá qualidade à exposição. etc.

retroprojetor. que ilustram a prática dessas virtudes. Exemplificando: Supondo que o expositor seja convidado para abordar o tema “Evangelho no Lar”. O PASSE. admite-se que o expositor ilustre a palestra com sua própria vivência. VII). Logo.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Exemplificando: Tema: A desobsessão e a reforma íntima Citação: “A cura da obsessão é uma autocura” (J. Herculano Pires. Em certos casos. da Obra OBSESSÃO. e) Demonstração: a demonstração é uma forma bastante prática de evidência. Após as orientações teóricas sobre esse tema de grande relevância. (Se possível deverá ser mencionada a fonte). frases. o “Evangelho no lar”. Exemplificando: Tema: A humildade e a caridade Vivência: fatos da vida de Bezerra de Menezes. dentro de um curso sobre temas da família. NA PRÁTICA. poderá apresentar uma reunião simulada demonstrando como se realiza. cartazes. teses. O expositor poderá conjugar DUAS ou mais EVIDÊNCIAS em uma mesma palestra. etc. podem ser citados: trechos de obras. que poderão ser auxiliadas por diversos RECURSOS COMPLEMENTARES. A DOUTRINAÇÃO – cap. É evidente que tal realizar requer preparo e treinamento anteriores. como: quadro-de-giz. Chico Xavier e outros. etc. oportuniza revelar o “como fazer”. 23 . f) Vivência – A vivência ou experiência de uma pessoa pode ser utilizada para ilustrar determinados temas. Exemplificando: Tema: Assistência social à luz do Espiritismo Vivência: narração de experiências pessoais vivenciadas nesta área.

b) Epílogo: às vezes. surgem. “Não sei se havia mais alguma coisa para dizer”. Deve ser evitado o excesso de evidências. parábolas.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Exemplificando: Uma CITAÇÃO poderá ser transcrita no quadro-de-giz. Ele estabelece uma base para o desenvolvimento do tema. 24 . angustiante ver-se o expositor repetir quase toda a palestra. era só. 3. . NUMA LUTA INGLÓRIA EM BUSCA DE UMA FRASE DE CONCLUSÃO.ou fica REPETINDO FRASES. às vezes. podendo o palestrante reportar-se ao mesmo.2 CONCLUSÃO: É a ÚLTIMA parte da palestra.6. no decorrer da apresentação. basicamente. Também podem ser utilizados contos. fazendo um resumo dos principais pontos. Pode ser uma ou algumas frases. A recapitulação é muito importante para ajudar o público a compreender a mensagem. como não planejou o seu final. . duas tendências: . Narração de um fato: a narração de um fato específico é um recurso muito eficaz para prender a atenção de imediato. tenho dito. etc. Dois aspectos devem ser observados na elaboração desta parte: a) Recapitulação: significa repetir a palestra de forma sintética.Apoia-se em “bengalas” tão comuns e sem sentido: “Acho que era mais ou menos isso que eu havia preparado”. É o caso não da narrativa de uma descoberta científica ou de um fato histórico. fábulas. sem saber como encerrar. em um cartaz ou em lâmina de retroprojetor. que é o objeto da comunicação por parte do expositor.Encerra de forma “brusca”: é isso aí. o expositor desenvolve muito bem a sua palestra. . porém.torna-se. etc. “Penso que falei tudo o que eu queria” etc.

O CLÍMAX geralmente é atingido no final. visto que pode ser o momento de tocar fundo nos sentimentos do auditório. nesse momento Deve-se falar com VIBRAÇÃO. pois. Citação A citação é uma das maneiras elegantes de encerrar a palestra.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 O epílogo é muito importante. Exemplificando: Tema: Evangelho no lar Citação: “O lar é a escola primeira” (CONDUTA ESPÍRITA – André Luiz –Cap. Por isso. ensejará maior consistência à idéia central da palestra. imprimindo um ritmo mais ACENTUADO na pronúncia das palavras. pode o palestrante encerrar com uma apreciação do auditório. sua repetição. inclusive. pode-se usar a mesma citação da INTRODUÇÃO. 5) 25 . “que a paz do Mestre envolva a todos”. ALTERNATIVAS PARA A CONCLUSÃO Expressões fraternas É a utilização de expressões simples que expressem votos ou desejos sinceros. ao final. “que Jesus envolva a todos em suas vibrações amorosas”. quero registrar que me sinto mais enriquecido em relação a este tema graças a contribuição valiosa de todos”. etc. O conteúdo da citação deve refletir o tema abordado. Às vezes. como por exemplo: “muita paz a todos”. Exemplificando: “Ao encerrar nosso diálogo. Uma apreciação do auditório No caso de exposição com participação do público (exposição dialogada).

ou mesmo suscitar dúvidas sobre os aspectos anteriormente abordados. etc. parecem contradizê-lo.. ocorre que o expositor escolhe narrativas que.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Narração de um fato No caso de utilização de narrativa de fato. ao deitar. retornar à pergunta. com base na questão n° 1 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. terá condições de compreender o conteúdo exposto. conto. induzindo o auditório a uma auto-reflexão. Exemplificando: Tema: Reforma íntima Auto-reflexão: Que cada um de nós. procurando respondê-la com a vantagem de que o auditório. além de não ter qualquer relação com o tema. 26 . parábola. Muitas vezes. desenvolver o tema normalmente e. hoje. concluir a exposição. indague a si próprio: “quais os esforços que tenho feito para domar minhas más inclinações?” Resposta a uma pergunta O expositor pode iniciar com uma questão. Exemplificando: Tema: Amor ao próximo Parábola: O bom samaritano. de acordo com o tema e as circunstâncias. Reflexão Pode-se. ao final da exposição deve-se ter o cuidado para que sejam conclusivos e que reforcem a idéia central ou idéia-mãe. Exemplificando: Tema: Deus Pergunta: Que é Deus? (no início e no final) Após a elaboração de aspectos da Criação Divina. com as informações recebidas ao longo da exposição. retornar-se à pergunta feito no início e responda. ao final.

Exemplificando: Tema: Caridade Chamamento: “É importante que todos nós aproveitemos as oportunidades que se nos apresentam. paciência. “TORNA-SE IMPORTANTE. os temas evangélicos: caridade. PARA SE FORTALECER A CONSEQUENCIA MORAL FINALISTA. Porém. para a prática da caridade em todos os seus aspectos”. estruturar a palestra (INTRODUÇÃODESENVOLVIMENTO-CONCLUSÃO). QUE OS TEMAS NÃO SEJAM APRESENTADOS COMO DE CARÁTER EXCLUSIVAMENTE RELIGIOSO. tempo. repita-se. como. perdão. observando os seguintes pontos: • A existência de uma interdependência natural entre todas as partes. REVISÃO DO PLANEJAMENTO Após definir o objetivo.7. por exemplo. o expositor deve fazer uma REVISÃO GERAL DO CONJUNTO. etc. visto que a vivência desses ensinamentos são expressões vivas de nossa reforma íntima. CIENTÍFICO OU FILOSÓFICO. objetividade. Prece / Poesia Em determinadas ocasiões. ordenação e fidelidade doutrinária do conteúdo da palestra. PODEMOS 27 . TEMAS COMO A CARIDADE PRECISAM SER ENTENDIDOS FISLOSÓFICA E CIENTIFICAMENTE. o expositor poderá encerrar sua apresentação com uma prece ou uma poesia de cunho evangélico-doutrinário. QUALQUER TEMA DEVE SER ABORDADO E EXPOSTO SEMPRE PELOS TRÊS ÂNGULOS PARA SE CONSTITUIR O TRIÂNGULO PERFEITO DA CONCEPÇÃO ESPÍRITA. • A existência de clareza. TAMBÉM. 3.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Chamamento à ação Há temas que são adequados para um chamamento à ação.. é necessário que a ocasião seja propícia para um encerramento dessa natureza. perfil do auditório. diariamente.

está evidenciado que há excesso de conteúdo. Tal fato pode decorrer de inúmeras causas: planejamento inadequado.8. Somente após o domínio completo do planejamento de sua palestra é que o expositor está livre para ser NATURAL. repetindo-se o exercício até 28 .961). CRIATIVO E EFICAZ. TREINAMENTO Há pessoas que elaboram o planejamento de suas palestras. 1992/n° 1. satisfatório na sua apresentação. (Ricardo Di Bernadi – Reformador – Revista de Espiritismo Cristão – Ano 110/Agosto. Certamente contará com a assistência dos Benfeitores Espirituais. Deve repetir a experiência várias vezes. caso o planejamento tenha sido elaborado para 30 (trinta) minutos. Vencida esta etapa. 3. Além da segurança no dia da apresentação. posto que fez a sua parte. antevendo a situação de estar diante de uma platéia. Dessa forma poderá aquilatar se a sua dificuldade consiste no ordenamento das idéias ou se é o público. no treinamento tenha gasto 35 (trinta e cinco) minutos. devem ser eliminados alguns tópicos. e o expositor. há outra vantagem nessa forma prática de preparação: a marcação do tempo previsto para a palestra. mas não conseguem um resultado. Assim. Logo. HÁ UMA SUGESTÃO PRÁTICA PARA O INICIANTE NA TRIBUNA O expositor isola-se numa sala e faz uma palestra de 5 ou 10 minutos sobre um determinado tema. pelo menos. O assunto fluirá naturalmente. por exemplo. que utilizará durante sua exposição. etc. inibição. TAMBÉM COMO MOVIMENTADOR DE ENERGIAS EXTRA-FÍSICAS QUE SINTONIZAM MAGNETICAMENTE COM OUTRAS DE MESMA SEQUÊNCIA VIBRATÓRIA”.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 EXPLICAR UM ATO DE AMOR. o expositor deverá iniciar a PAREPARAÇÃO DOS RECURSOS COMPLEMENTARES. ESPONTÂNEO. inexperiência.

é realizada a prece inicial.Treinamento .Estruturação: Introdução. Recomenda-se sempre deixar uma RESERVA TÉCNICA. b) Pela observação da reação do auditório durante a sua apresentação.9. “Conversemos segundo a fraternidade e o bom ânimo que o Cristo nos ensinou a cultivar” 3. antes de conceder a palavra ao palestrante. Desenvolvimento e Conclusão .Definição dos objetivos . pelo grau de interesse e participação do público. AVALIAÇÃO a) Auto-avaliação – feita pelo próprio expositor ao analisar a palestra proferida à luz do planejamento elaborado.Avaliação 29 .Revisão do Planejamento .Definição do tema .CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 a devida adequação ao tempo previsto. são dados alguns avisos. Recapitulando. pois. no caso da exposição dialogada.Definição do público . etc. muitas vezes. apresentamos o seguinte esquema: PLANEJAMENTO DA PALESTRA . de 5 (cinco) minutos. Pode-se utilizar um gravador como auxílio na detecção de possíveis falhas. O expositor deve reservar um espaço final em seu planejamento para a avaliação da palestra apresentada.Definição do tempo . no dia da apresentação.

Idéias complementares: (deverão ser desdobradas através da pesquisa): . 1 a 12? Idéia central: A reencarnação é uma prova da justiça e da misericórdia de Deus.Direcionamento para o tema Desenvolvimento Evidência n° 01 Fazer a pergunta: Quem de nós não conhece o magnífico diálogo entre Jesus e Nicodemos. . Cap.reencarnação é a volta do Espírito a um outro corpo especialmente formado para ele.reencarnação é um dos postulados da Doutrina Espírita. III. tendo como objetivo o melhoramento progressivo do homem de acordo com a lei da evolução. a meta é a evolução. narrado por João. . provas e finalidades da reencarnação. Tempo: 60 (sessenta) minutos ESTRUTURAÇÃO DA PALESTRA Introdução . . onde se evidencia a justiça Divina.há inúmeros fatos catalogados que comprovam a lei da reencarnação.O conceito.as aparentes diferenças que existem no mundo só podem ser explicadas através do mecanismo da reencarnação. . .Saudação inicial .O surgimento da idéia da reencarnação nos povos antigos. 30 .reencarnação é meio de evolução.10.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 3. MODELO Tema: Reencarnação Objetivos: Informar o auditório sobre: . vers.

ao analisar a palestra proferida à lua do planejamento elaborado. contendo as idéias principais do conteúdo. por exemplo. “Cada tarefeiro é situado no lugar certo. para a cooperação exata”. renascer ainda e progredir sempre. Citação: “Nascer. Conclusão . Avaliação a) Auto-avaliação – feita pelo próprio expositor. Recursos complementares: Transparência para retroprojetor. 31 .CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Evidência n° 02 Contar um FATO comprobatório da reencarnação (pode ser escolhido.Realizar uma síntese do tema tratado. tal é a lei”. um caso do livro “20 casos sugestivos de reencarnação – PROF. Ian Stevenson). morrer. b) Pela observação da reação do auditório durante a sua apresentação.

1 Introdução: O expositor poderá utilizar recursos visuais para auxiliá-lo no processo de comunicação de sua mensagem (palestra). tarefa. se o texto da informação não for longo. em prejuízo ao que o expositor está falando. É um recuso simples. equilíbrio. • No caso de uma revista. 32 . desprezar o apuro e a melhoria dos projetos técnicos no aprimoramento constante das programações. discernimento. identifique-a. por exemplo. em vez de auxiliar o expositor da tarefa. etc. o palestrante pode usar um objeto como. a fim de que não se torne um estorvo. RECURSOS COMPLEMENTARES “Por nenhum motivo. é indispensável que o emprego de tais recursos faça parte do planejamento da palestra. Porém. porém contribui para a dinâmica da comunicação. por exemplo. uma fotografia. a revista deverá ser guardada.2 Evidência Física: Para reforçar uma idéia.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 4. um jornal. além de possibilitar um processo de comunicação MAIS DINÂMICO. a fim de não prejudicar a elevação do ensino” (CONDUTA ESPÍRITA – André Luiz – C. “Ninguém vive acertadamente sem ponderação. deveres. após. a atenção do público continuará nele fixada. poderá ser lido. Regras básicas para a sua utilização: • O expositor deve ficar com o objeto na mão somente enquanto estiver se referindo a ele.16) 4. mostre-a. 4. Esses recursos. são realmente eficazes para REFORÇAR E TORNAR CLARO O CONTEÚDO DA MENSAGEM. necessidades”. caso contrário. Reflitamos em nossos compromissos. quando bem utilizados. auto exame. aponte a página em que está a informação que quer destacar. pegue-a.

para a platéia. pois. não sendo aconselhável que contenham muitas informações. de forma legível. assim como excessiva variedade de cores. mas apenas registrando uma síntese e não uma palestra inteira. contribui para dar mais ênfase e clareza aos pontos básicos de uma palestra.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 • Caso seja um objeto que desperte a curiosidade. d) Não deve superlotar o quadro com escritos. b) O expositor deve falar para o auditório e não para o quadro. É um recurso econômico. Regras básicas para a sua utilização: a) Os cartazes devem ser elaborados com letras grandes para que possa ser visualizado sem esforço por parte do auditório. a atenção do auditório será desviada para aqueles. 33 . do contrário. deve fazê-lo sempre verticalmente. c) Deve evitar ficar em frente ao quadro enquanto escreve. registrar dados. é conveniente que aumente o voz e volte-se. reduzindo sencivelmente o tempo para se expor um determinado assunto. visualizar idéias através de desenhos. caso continue falando enquanto escreve. Regras básicas para a sua utilização: a) O expositor deve verificar previamente se há giz ou pincel com carga e apagador. de cima para baixo. etc. É útil para apresentar esquemas. Quadro-de-giz ou Magnético: O quadro-de-giz ou magnético é considerado um equipamento fundamental em uma sala de aula ou de reuniões. quando usado. Cartaz: O cartaz é um recurso interessante que. resumos. com freqüência. para que as pessoas possam ler o que está sendo escrito. É uma outra forma de somar-se à comunicação verbal a comunicação visual. transcrever e resolver exercícios complexos. quadros sinóticos. mostre-o apenas no momento em que fizer uma referência específica ao mesmo. enquanto ele está explanando outros tópicos. ele deve ficar fora do alcance do público. quando apagá-lo. b) O expositor apenas deve afixar seus cartazes no momento de sua utilização ou deixá-los cobertos.

enquanto está sendo projetado aquele que é objeto de análise. porém. deverá desligar o aparelho. c) O expositor deve manter o retroprojetor ligado somente enquanto estiver comentando especificamente o item que está sendo projetado. quatro ou mais itens. Escrevem-se nas transparências ou lâminas as principais acerca do tema a ser exposto.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 c) Além disso. durante a projeção. pode ser usada uma determinada variedade de cores. e) O expositor deve evitar permanecer em frente do aparelho. A utilização de lâminas deve ter um objetivo didático. podendo ficar atrás ou ao lado do mesmo. b) As lâminas devem ser previamente testadas no retroprojetor para verificar se todo o auditório poderá visualizá-las. pode-se usar o artifício de cobrir os demais. caso contrário. Retroprojetor: O retroprojetor é um aparelho utilizado para projeções de transparências ou lâminas. Constitui erro transcrever para uma transparência uma página inteira de um livro ou periódico. em razão de um estado psicológico de insegurança. d) No caso de transparências que contenham três. é conveniente que seja afixado um cartaz de cada vez. evitando-se a costumeira pergunta: “estão enxergando lá atrás?”. Regras básicas para sua utilização: a) As transparências dever ser escritas com letras grandes e de forma nítida. É um dos mais eficazes recursos para auxiliar a tarefa expositiva. f) O aparelho deve ser testado previamente para obter a certeza de que está realmente funcionando. no dia da palestra. a assistência permanecerá com a atenção voltada para a transparência e não para o palestrante que está falando. desviando a atenção do público. ao mudar o tópico. não de forma excessiva. jamais utilizá-lo para suprir a falta de preparo da palestra ou para se proteger. também deve ser verificado se há fio de extensão e lâmpada de reserva e 34 . para que a atenção da platéia esteja voltada para aquele que está sendo alvo das explicações por parte do expositor.

5. vídeo cassete. gravado. 4. todo material deverá estar bem à mão. Se assim não proceder. (*) Hoje em dia. • Condições psicológicas. pois a diversificação excessiva servirá para distrair os ouvintes. para evitar atropelos e embaraços. • Condições espirituais. flanelógrafo. Na ocasião de sua apresentação. entre outros. basicamente. no caso de a palestra ser realizada durante o dia. Deve ser evitado o uso de vários recursos numa palestra com duração de 60 minutos.1 CONHECIMENTO DA DOUTRINA ESPÍRITA Ninguém pode transmitir aquilo que não conhece. outros recursos vieram somar essa lista de recursos. Além dos recursos citados. quem quiser colaborar na difusão da Doutrina deverá conhecê-la. etc. outros podem ser utilizados para ilustrar-se uma palestra. de fatores como tema. por exemplo. projetor de slides. espiscópio. como: álbum. O EXPOSITOR ESPÍRITA Quais as condições necessárias para nos tornarmos bons expositores da Doutrina Espírita? • Conhecimento da Doutrina Espírita. aparelho de DVD (substituto do vídeo cassete).3 Conclusão: A utilização de recursos complementares dependerá. • Condições técnicas. dificilmente será 35 . Consequentemente. 5. como: DATA SHOW. tempo e condições físicas do local onde se realizará a exposição.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 como se opera a sua troca. deve ser examinado o problema da luminosidade do recinto. seriado. com o progresso das tecnologias.

mantendo-se perfeitamente de acordo com os postulados do Espiritismo e com os ensinamentos do Evangelho. aguardando um palestrante que irá discorrer. “para dentro”. O palestrante deve estar atento para que os conceitos e idéias que expõe sejam verdadeiros. Os pensamentos e teorias de cunho pessoal devem ser evitados ou expostos com a devida ressalva.3 Objetividade.4 Propriedade do vocabulário 5.2. Há um conjunto de órgãos diretamente ligados à produção da voz. pontuação. o público percebe tratar-se daquele tipo de palestrante que fala baixinho. respiração.1 – Dicção. com a consequente introdução de conceitos e práticas estranhas ao pensamento espírita.2. da pesquisa. O referido conhecimento será adquirido através da leitura. recitar. entre os quais: voz.2. durante uma hora. entonação e sinal enfático. Porém. rápido.2 CONDIÇÕES TÉCNICAS 5.2. 5. Imaginemos cinqüenta pessoas reunidas. pronúncia.2 – Clareza de expressão.1 – Dicção: é a arte de dizer. no momento em que ele pronuncia as primeiras palavras.2. Que decepção! Voz: Conceito – A voz é produzida pela passagem de ar pelas cordas vocais. A boa dicção depende de muitos fatores.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 evitada a alteração dos princípios básicos. que é o instrumento de falar e de cantar do ser humano. Voz é o ar transformado em som. articulação. sobre determinado assunto. sempre no mesmo tom de voz e trocando as palavras. falar. 5. 5. Eles compõem o aparelho fonador. 36 . do estudo e da observação. 5.

20). 37 . Adotar o costume de gravar leituras e palestras. a fim de ouvi-lo mais tarde. língua. Mecanismo de produção: Quando inspiramos.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Aparelho fonador: são os seguintes os órgãos que compõe o aparelho fonador: pulmões. aumenta suas chances como expositor. Observe que o ar é a base para sua produção. dependendo da colocação delas. (BENÇÃO DE PAZ – Emmnuel – cap. necessitada ser articulado. traquéia. é providência útil. O som produzido não tem produzido não tem forma. dentes. para que se faça agradável a quem ouve. ou seja. mandíbula e palato. Esse é o processo de produção da voz. para que se faça construtiva e agradável. Conhecer a própria voz e suas possibilidades será a primeira atividade do expositor que deseje educá-la. As cavidades bucal e nasal dão a qualidade. provoca uma vibração.mandíbulas. Esse som passa pela boca onde os articuladores língua. A experiência de pessoas que ouviram a própria voz revelou que a maioria desconhecia seus próprios recursos vocais. cordas vocais. produz um som que é a voz. a beleza e o colorido da voz. o ar é depositado nos pulmões. laringe. Educar a voz é importante para torná-la audível e facilitar o entendimento das palavras que pronuncia. Quem educa sua voz. ao passar pelas cordas vocais. palato e cavidade bucal e nasal. o ar parte dos pulmões através da traquéia e. lábios. dentes. anotando erros para corrigi-los posteriormente. Educação da voz: Educar a voz. Ao exalar. formam os fonemas que compõem as palavras. lábios.

após três ou quatro minutos. conseguirá prender mais a atenção do auditório. o problema geralmente está na respiração incorreta. Nesta respiração a parte superior do peito e os ombros ficam parados. é que realmente irá valorizar os pontos altos da exposição. É o posto da clavicular. Dessa forma. essa é a pior respiração. E. quando alguém começa a falar e. Aliás. Essa variação. realizada um pouco abaixo da clavicular. além de tornar a mensagem mais atrativa para quem ouve. o volume e o tom de voz. sua comunicação será péssima. ou mais rápido.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Projeção. se falar baixinho. Ao inspirar. quando inspira enche a barriga de ar”. pois a capacidade respiratória é menor e a voz tem pouca projeção b) Intercostal – é uma respiração intermediária. sem erros de dicção. contrai toda a região do diafragma. ao realizar inspiração. enche de ar a região do diafragma – músculo que separa o tórax do abdômen. Por isso. ALGUMAS IDÉIAS PRECISAM SER DESTACADAS. Estará faltando colorido e expressividade. ao exalar o ar. A comunicação torna-se interessante quando o orador varia o ritmo. dando colorido e sentido à mensagem e evitando a monotonia. E a forma de destacá-las é falando mais alto ou bem mais baixo. c) Diafragmática – é aquela em o indivíduo realiza a inspiração. ou sempre no mesmo tom de voz. variação e colorido de voz: o palestrante pode ter boa articulação. ou bem mais lento. a respiração correta é tão importante. Nem todas as idéias que constam da exposição têm o mesmo grau de importância. porém. ou seja. sem que seja necessário transformá-la em gritos. deverá atender àquela imagem prática que costumamos lembrar de “estarmos falando como se falássemos para os colocados da última fila”? Respiração: O ELEMENTO GERADOR DA VOZ É O AR. os ombros sobem e a parte superior do peito enche de ar. O volume de voz. Há três tipos básicos de respiração: a) Clavicular – é aquela em que o indivíduo. falar corretamente. perde a voz. O movimento é horizontal. quando o impulso inicial vem do 38 .

O expositor. ou seja. Se o expositor se acostumar a encher plenamente os pulmões de ar. sobretudo as de final de frase. etc. quando lê. Deverá realizar determinados exercícios para superá-las. • Expiração A voz deve ter início no começo da respiração Articulação: Muitas pessoas não apresentam problemas de pronúncia. A capacidade respiratória também aumenta com a respiração diafragmática. A PESSOA NÃO ABRE A BOCA COMO DEVE ABRIR. salvo no caso da frase demasiadamente extensa. quando procurará um lugar no qual se possa fazer uma pausa maior. a técnica de respiração compreende: • Inspiração. Logo. A PONTUAÇÃO É PROFUNDAMENTE VINCULADA À RESPIRAÇÃO. • Pausa. deverá a pessoa esforçar-se por pronunciar corretamente as palavras.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 diafragma. fala sempre no mesmo tom de voz. Dizer as palavras inteiras. sem vida. Pronúncia: Aprendida a arte de respirar. Deve fazer a devida distinção entre: ponto final. cada um poderá identificar duas falhas de pronúncia. fala com os dentes cerrados – é o famoso “falar pra dentro” – fala rápido demais. mantendo ritmo e tonalidade. interrogação e de exclamação. 39 . Nas gravações das próprias. Pontuação: Outra questão básica. A voz apresenta problemas apenas por descuido na sua articulação. sobretudo nas leituras em público (o bom expositor deve ser um bom leitor) é a pontuação. fará isso tranqüila e naturalmente. apenas respira nos pontos e ponto-e-vírgula. A regra geral é simples: dizer as consoantes e as vogais com naturalidade e sem prejudicar a pontuação. evitando “engolir sílabas”.

Na obra CARIDADE DO VERBO. sobretudo em leituras. João de Oliveira Filho. Sinal enfático: o expositor deve saber não apenas entonar a voz de acordo com a emoção dos assuntos. Entonar bem é falar no tempo certo. 5. É como se cada um representasse uma nota musical. 40 .2 Clareza de expressão A clareza de conteúdo se consegue quando se pensa claramente. SE NÃO COLOCAMOS O SINAL ENFÁTICO NO LUGAR CERTO.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Entonação: Para uma boa entonação. mas dar às palavras a ênfase que merecem. a pessoa indaga será influenciada a responder: “sim. Cada palavra e cada sílaba têm o seu próprio tom.2. No caso de “você ABRIU a porta?” ela responderá: “sim. é necessária uma voz flexível e expressiva. define: a idéia se torna clara quando pode ser reduzida a uma frase simples. Nunca inicie com “toda força”. eu”. dando a cada palavra e a cada sílaba a cadência ideal: exige-se de quem fala bem uma variedade melódica. se a ênfase for dada a VOCÊ (VOCÊ abria a porta?). O palestrante só deve utilizar. idéias claras e bem fundamentadas. foi a porta”. A variedade melódica decorre do próprio significado e sua expressão deve ser todo sentimento. Quando se compara o tom à melodia. UMA FRASE PODE TER SEU SENTIDO COMPLETAMENTE ADULTERADO. A ênfase só deve ser utilizada naquelas partes da exposição em que são necessárias. em sua obra “Falar em público”. Na mesma obra ele indica o método: “Exprimir em voz alta o pensamento para sentir se está claro ou obscuro é boa prática”. Luiz Signates nos dá o seguinte ecemplo: “Atentando na pergunta: Você abriu a porta?. em sua exposição. utilizado da maneira incorreta. pretende-se com isso dizer que entonação é a música da linguagem. É o sinal enfático.

estabelece um hiato desagradável. com os elementos edificantes que encerra. “Indispensável abrir o coração à bondade.3 Objetividade O orador deve adaptar-se e atender às reais necessidades da platéia. a falta de caridade. a palavra mal empregada. pois. durante a execução de uma bela melodia. Se o expositor admite para si mesmo que carece de conhecimentos sobre determinado tema. Mas. 41 . principalmente pelo seu conteúdo. Evitar. que pode formar aspectos indesejáveis pela associação de idéias que é passível de provocar. estejam elas ou não presentes ou representadas. buscando a objetividade e a transparência na colocação das idéias. de imagens negativas que possam fazer aflorar a malícia. na mente dos ouvintes. Devem ser evitadas as comparações que possam ferir e humilhar pessoas ou instituições. o que realmente interessa é que o público assimile a mensagem que lhe é transmitida. é necessário que o expositor aprimore seu vocabulário. conforme as circunstâncias. o verbo à fraternidade”. não ser causa de formação. transmitindo aos ouvintes esclarecimentos e sugestões verdadeiramente instrutivos e úteis. os assuntos doutrinários de entendimento difícil. o passo ao bem. Deve aproveitar todo o tempo disponível para aumentar os seus conhecimentos.2.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 A palavra cria imagens que se desenvolvem na mente de quem as ouve. o cérebro à compreensão. a existência ao trabalho. etc. deverá optar entre não aceitar o convite recebido ou aprofundar o assunto para uma posterior abordagem do mesmo. também. Com a nota desafinada. como. Deve evitar a improvisação e a superficialidade. seja no seu som. 5. assim. A objetividade ou concisão envolve a capacidade de síntese e o controle do tempo de exposição. reconhecendo a necessidade não só de estabelecer um bom contato com o auditório. Não se deve dar tanto valor ao brilho das palavras.

limitando a capacidade de observar. etc. lermos ou empregarmos dentro de uma frase. Essas palavras. ocorrendo o chamado “branco”. o seareiro está em melhores condições de realizar sua tarefa expositiva. O processo mais eficiente de melhorar o vocabulário ativo consiste em: realizar a leitura de obras recomendáveis. e 42 . tolhe a imaginação e o projeto criador. fiel e precisa. durante a sua apresentação. a REDAÇÃO.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 5. isto é. mina o próprio desenvolvimento mental. 5.2.1 Surgimento do branco: Quando o expositor está nervoso e inseguro. pois se a palestra foi bem estruturada tecnicamente em todas as suas divisões.3. deverão ser empregados. numa situação real como a CONVERSA. porém. O branco está relacionado com a má preparação técnica ou psicológica.4 Propriedade do vocabulário Pensamento e expressão são interdependentes. as palavras procuradas no dicionário só se incorporarão aos nosso hábitos lingüístico quando as ouvirmos. Dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara. os resumos. a interpretação escrita. expressar e até mesmo sentir. Um vocabulário escasso e inadequado. Por isso. A melhor maneira de enriquecer o vocabulário é aquela que se baseia na experiência. a importância da redação sob as suas mais variadas formas: a composição livre. é muito fácil lhe fugirem as idéias. tanto é que as palavras são o revestimento das idéias. e bem treinada.3 CONDIÇÕES PSICOLÓGICAS 5. a LEITURA. com um lápis na mão. incapaz de veicular impressões e concepções. O dicionário constitui o ponto máximo de referência para o aprimoramento do vocabulário. compreender. para sublinhar as palavras desconhecidas e depois consultar um dicionário. anotando-lhe o significado. A CLAREZA DAS IDÉIAS ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADA COM A CLAREZA E A PRECISÃO DAS IMPRESSÕES QUE A TRADUZEM. para que se incorporem aos nossos hábitos lingüísticos.

NUM TOM DE VOZ DIFERENTE. • Preparar-se tecnicamente. pois se o expositor ficar imaginando que vai ficar nervoso. que vai ser um fracasso.3. Se. 5. 5. Como eliminar a INIBIÇÃO? São três os passos para superá-la: • Preparar-se psicologicamente. mesmo assim não surgir. dificilmente ocorrerá o “branco”. Não deve dar explicações de seus “brancos”.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 se o palestrante fez uma boa preparação. Caso ele ocorra. Só irá reforçar o “branco”. O mais provável é que a idéia ou palavra que havia sumido surja na mente. temos o problema da inibição.3. que está relacionada a uma auto-imagem limitada que o indivíduo faz de si próprio como expositor. caso se lembre e ainda estiver em tempo. É 43 . terá dificuldades para o bom desempenho de sua tarefa. • Aproveitar as oportunidades. Sem o sentido de responsabilidade. o expositor não deve insistir em querer lembrar aquela idéia ou palavras que falharam. pois o domínio da técnica de falar em público advém da prática constante no desempenho de tarefa expositiva. em consequência.2 Inibição: Por outro lado.3 Senso de responsabilidade: Responsabilidade é a atitude mental do palestrante frente ao compromisso assumido. Depois. que vai esquecer muitas coisas. poderá usar uma palavra substituta ou passar para outro ponto. pois a confiança em si mesmo depende basicamente de saber que conhece o assunto. como pode esperar que sua apresentação seja tranqüila e alcance os resultados desejados? A realidade mental se transforma em realidade física. REPETINDO AS ÚLTIMAS FRASES. o expositor não terá condições de um preparo eficiente e. COMO SE ESTIVESSE ENFATIZANDO AQUELA IDÉIA. poderá retomar aquele item. mesmo assim. A melhor alternativa é RETOMAR UM PONTO ANTERIORMENTE ABORDADO.

2 Respeito ao próximo e trato fraterno: O respeito ao próximo fará com que o expositor mantenha a compostura em todo o sentido. melhorar cada vez mais a tarefa que lhes cabe.3.3 Serenidade: O expositor deve manter-se tranqüilo e confiante.4.1 Cultivo de humildade: O expositor deve acolher com respeito e humildade toda crítica. como para o de condições mais modestas. criando exigências ou solicitando considerações especiais.4 CONDIÇÕES ESPIRITUAIS 5. Os ouvintes sentem quando aquele que lhes fala transmite. sem animação. alta significação espiritual. O expositor entusiasta fala animada e fervorosamente. 5. A espontaneidade do expositor. aceitando-as com espontaneidade e naturalidade. 5. “Jamais esquecermos a obrigação de estudar para discernir com segurança”.4 Interesse e espontaneidade: A palestra deverá ser realizada com o mesmo interesse e respeito. tanto para um auditório pouco concorrido. além de sua inteligência. não convence ninguém. para que a vaidade não lhe venha toldar o próprio campo de ação.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 preciso que ele dê conta da relevância espiritual da mesma e de que não só é ouvido. sem vivacidade. e tanto para aquele constituído de pessoas pertencentes a classes sociais mais aquinhoadas.4. Procurará dirigir-se ao auditório com simpatia e fraternidade. procurando avaliar cuidadosamente o seu trabalho e. dentro dos objetivos da Doutrina. o seu coração. diante dessas circunstâncias. observado. tanto no físico como pelo plano espiritual. com todas as suas energias. 5. contra os elogios descabidos. Porém. não deve fugir às oportunidades que lhes forem oferecidas.4. mas. 5. Nunca deve julgar-se imprescindível ou privilegiado. 5. Essa maneira de ser e de agir apresenta. assim. Procurará reagir. dominado pela certeza de que está a serviço do amor e da verdade. dirá muito de sua própria posição espiritual.4 Fé e entusiasmo: Uma palestra realizada friamente. suas frases 44 . também.4.

deve procurar ser JUSTO e PRATICAR O BEM. Porém. o que não está em seu coração. através de suas expressões. O expositor. pelo simples fato de que esteja sendo instrumento de difusão da Doutrina Espírita e das sublimidades do Evangelho. aquele que acredita firmemente no que prega.6 Sintonia espiritual: O trabalhador da pregação espírita deve procurar habituar-se a dedicar uma parte de seu tempo.5 Vivência daquilo que prega: Não se pode exigir que o expositor seja uma criatura perfeita. XVII. afirmativas. E como fala com o coração transbordante da fé luminosa e pura. impregnado daquela força que o ideal superior e a assistência dos Bons Espíritos lhes transmitem. além de recorrer à prece e procurar conservar-se em bom estado espiritual. para a leitura de boas obras. A criatura humana. em sua vida diária. O expositor de fé. é necessário que aquele que prega a doutrina empregue os maiores esforços para dar exemplo daquilo que ensina. 5. E sintonia não é 45 .CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 são vigorosas. item 4). ardentes.4. elaborações mentais. a força que o anima. sabe ser natural e entusiasta. Quem é interiormente forte. objetivando a sintonia com os benfeitores do Plano Espiritual Superior. em sua generalidade. A CONFIANÇA NO QUE SENTE E NO QUE DIZ INFUNDE AOS OUTROS CONFIANÇA. deve evitar dizer o que não sente. de pensar. “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. TERÁ FORÇAS INTERIORES QUE SE REVELARÃO NOS MOMENTOS PRECISOS. 5. “Aplicar os princípios da caridade no total das nossas obrigações”. se possível. ainda se caracteriza por muitas imperfeições. deve procurar ser coerente na sua maneira de sentir. etc. Por isso. diariamente. pelo cultivo de bons pensamentos e boas ações. Logo. revela.4. conclusões. tem convicção de está transmitindo ensinamentos relevantes àqueles que o ouve. de agir. meditações.

que demanda auto-educação sistemática e profunda. através de trabalho disciplinado e persistente. mas conquista do Espírito. a simples perspectiva de fazer uma palestra basta para deixá-las nervosas e inseguras. irão moldar o seu comportamento. Acho que não irão gostar da minha apresentação. Muitas vezes. E o que o palestrante pensa antes de iniciar sua apresentação a respeito de si próprio como expositor terá efeito determinante em seu desempenho. como por exemplo: • Quadros mentais: HÁ PESSOAS QUE ACREDITA MAIS NO FRACASSO DO QUE NO SUCESSO.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 atividade mágica ou mecânica. Segundo Emmanuel.5 CONSIDERAÇÕES GERAIS Falar em público é uma habilidade desenvolvida no decorrer do tempo. É fundamental que o expositor desenvolva os seguintes aspectos: a) Domínio de si mesmo: É preciso a prender a dominar a si mesmo. coloque 46 . É uma perturbação emocional causada por fenômenos gerais e psíquicos. em todos os seus aspectos” (O CONSOLADOR – Questão n° 122). Suas imagens mentais. etc. A tendência é pensar mais ou menos assim: “não vai ser fácil. Para a maioria das pessoas. Por isso. contra determinadas situações mentais. com fé e coragem. Onde eu estava com a cabeça?”. 5. com o esforço sincero e a meditação sadia. é o grande veículo de amplitude da intuição. aquela segurança íntima de que realmente pode realizar sua tarefa de forma satisfatória. Por isso é importante desenvolver a auto confiança. E se der um branco? Não deveria ter aceitado esse convite. precisa lutar. A angústia vocal é o grande inimigo de quem fala. Depois de toda essa carga negativa. Demonstra também o sentido de responsabilidade de quem fala ao público. como esperar sucesso? Aquilo que se planta é o que se colhe. como se visualiza falando e como visualiza o auditório. Soma-se a isso a respiração acelerada e uma postura retraída. ou seja. “o campo do estudo perseverante.

A imagem que ele pensa que transmite aos ouvintes não é real. após certa experiência. transforma-a numa carga adicional de energia que o torna mais enfático e enriquece sua expressão. ao inusitado. CABE RESSALTAR. que indica que somos iguais à maioria das pessoas. Visualize o auditório atento. Visualize-se mentalmente falando com entusiasmo e determinação. ao invés de se deixar abalar pela tensão. QUE O PÚBLICO NORMALMENTE TORCE PELO ÊXITO DO PALESTRANTE. interessado em sua mensagem. porém. seu nervosismo é bem mais “interior” do que “exterior”. 6.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 coisas boas em sua mente.1 Conceito: O auditório é o ELEMENTO RECEPTOR no processo comunicativo sob a forma de EXPOSIÇÃO DOUTRINÁRIA. Porém. 6. TAMBÉM. Mesmo os expositores mais experimentados sentem uma carga de tensão ao iniciar sua apresentação. também não deixa de ser uma experiência normal. isso não ocorre. • Erros de percepção: outro aspecto que deve ser observado é que os expositores raras vezes parecem tão assustados como se sentem. POIS ELA TEM INFLUÊNCIA DETERMINANTE NO COMPORTAMENTO DO PALESTRANTE. ou seja. • Medo de desconhecido: o temor ao desconhecido. É FUNDAMENTAL REFORMULAR ESSA PERCEPÇÃO EQUIVOCADA. com características próprias. Você é o DONO dos seus PENSAMENTOS e pode pensar naquilo que você quiser. ASSUMA O COMANDO. comum. A diferença é que. Ele pensa que todos estão percebendo seu total nervosismo. no momento em que se reúnem várias pessoas num 47 . sendo claro e convincente na sua apresentação. o expositor. O AUDITÓRIO 6.2 Emoções e Reações do Auditório: cada pessoa possui a sua personalidade.

Uma vez que a exposição esteja suficientemente apoiada. o heterogêneo. diferente de todos os demais. Logo não basta que o expositor seja lógico e racional em seus argumentos. EXPOSITOR ---------------------------(provoca) -----------------------------auditório reage É imprescindível que o expositor sinta e MENSAGEM CONTAGIARÁ OS OUVINTES. É uma necessidade básica.3 Tipos de Auditório: Existem vários tipos de público. 48 . o acolhedor. o homogêneo. “Inteligência sem boas obras é tesouro enterrado” 6. a fim de avaliar como estão sendo recebidas as suas palavras e que tipo de influência eles estão exercendo sobre seus ouvintes. com o tempo e a experiência. o palestrante conseguirá analisar de forma eficiente as reações de seu público. a É evidente que a exposição dialogada propicia uma avaliação mais precisa sobre a receptividade do auditório. “Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório (CONDUTA ESPÍRITA . O expositor deverá aprender a lidar com essa variedade. viva o que está falando. o indiferente.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 auditório. o expositor saberá se o assunto está interessando ou não.André Luiz – Cap. 14). porém. pois. etc. deve atentar para a REAÇÃO do público. no caso da exposição simples (sem diálogo). ela deve conter uma carga emotiva que influencie o ouvinte. o opiniático. quando está falando. como por exemplo: o intelectualizado.. O expositor. surge uma nova personalidade. realimentando o processo de comunicação oral. o de baixo nível cultural. Todo o público é emotivo. Assim. 6. É A PERSONALIDADE DO CONJUNTO. assim.4 Predisposição para ouvir: Os homens têm necessidade de serem ouvidos. O expositor provoca e o AUDITÓRIO REAGE.

abordar o assunto incluindo-se na necessidade de auto-iluminação. 49 . • As condições de saúde. todavia. Consideram-se fatores físicos: • A temperatura. • As deficiências auditivas. antecipando uma ilustração. Exemplo: “reforma íntima” (tema). 6. • Outros. A predisposição para ouvir alguém dependerá de fatores físicos e de fatores mentais. mudando a entonação de voz. • A impaciência. • O preconceito. • As influências espirituais. fazendo um questionamento. • O meio ambiente. • Outros. precisam ser estimulados. Consideram-se fatores mentais: • A indiferença.5 Procedimentos do Expositor em Relação ao Auditório: • Fale tendo em vista os interesses de seus ouvintes. • Faça com que o auditório acompanhe a sua exposição.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Para ouvir. quando decrescer o nível de atenção. • A iluminação. realimente a palestra. • A preocupação. auditório algum poderá desviar sua atenção de um expositor que fale sobre temas de seu interesse. • O ruído. Precisam ter um motivo para ouvir. • Identifique-se com o auditório na abordagem do tema. • A soberba.

20). • Considere cada palavra como a oportunidade mais VALIOSA de sua vida e cada auditório o mais INESQUECÍVEL de todos. mas agir cada vez mais para que se realize o melhor”. já com sua palestra devidamente preparada. “O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o ouvem” (CONDUTA ESPÍRITA – André Luiz – Cap. melhor. através da PRECE a sintonia com os BENFEITORES ESPIRITUAIS. “Orar antes de explicar ou de ensinar. “Orar sempre. através daqueles que dela se utilizam com responsabilidade e dedicação. 14). 7 APRESENTAÇÃO DA PALESTRA No dia de sua apresentação. o expositor. A tribuna espírita é a oportunidade valiosa para importantes semeaduras. procurando manter-se calmo e confiante para uma realização satisfatória de sua tarefa.6 Conclusão: O auditório deve sentir-se PARTÍCIPE da palestra. 6. deverá observar os seguintes pontos: EQUILÍBRIO ESPIRITUAL Desde ao amanhecer buscar. para que a palestra se lhe transforme numa benção de Deus” (BENÇÃO DE PAZ – Emmanuel – Cap.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 • Procure manter uma reserva de informações. quanto mais ler e pesquisar sobre o assunto. 50 .

a disposição da mesa. sempre utilizando o bom senso. o contato prévio com as pessoas que participarão do trabalho facilitará o envolvimento afetivo que o expositor deve ter com seu auditório. deverá aguardar a ABERTURA DA REUNIÃO e a posterior CONCESSÃO DA PALAVRA para que inicie a comunicação de sua mensagem. local adequado para colocação dos recursos visuais. Além disso. num clima de verdadeira FRATERNIDADE. no recinto. Regra: SIMPLICIDADE E LIMPEZA. por uma refeição LEVE. penduricalhos ou quaisquer adereços que possam desviar a atenção da platéia. 51 . observe. no mínimo. a fim de evitar o constrangimento de ter que mudar de lugar. ALIMENTAÇÃO É conveniente evitar alimentação em demasia antes da palestra. CHEGUE MAIS CEDO É fundamental que o palestrante chegue ao lugar.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 DISPOSIÇÃO DO LOCAL É importante que o palestrante. Após. cérebro inábil” (DESOBSESSÃO – André Luiz) VISTA-SE DE FORMA ADEQUADA É aconselhável que o expositor vista-se de forma sóbria e equilibrada. COMPOSIÇÃO DA MESA O expositor deverá aguardar QUE O DIRETOR DA REUNIÃO O CONVIDE e indique o LUGAR À MESA que deverá ocupar. cadeiras. de 30 minutos a fim de adaptar-se às condições oferecidas. pelo menos 15 minutos antes do horário do início de seu trabalho. se for o caso. “Estômago cheio. por se ter acomodado indevidamente. ao chegar. o que lhe dará mais segurança durante sua apresentação. Evitar cores berrantes. optando. a antecedência deverá ser. no caso de realizar a exposição FORA de sua Instituição. Porém em caso de utilização de recursos audiovisuais. etc.

assusta e retrai o expositor. o público fará a sua primeira avaliação. caso já esteja ajustado. “EU” OU “NÓS” É aconselhável que se use o chamado “plural de modéstia” – NÓS. no decorrer dela. naturalmente. Não deve haver pressa em começar a falar e nem consulta simultânea às anotações logo no início da exposição. a palestra inicia “antes de o expositor começar a falar”. OCUPANDO A TRIBUNA Na verdade. 14). agarrálo e adaptá-lo ao seu gosto. Deverá manter-se SORRIDENTE e TRANQUILO. REGRA: antes de começar a falar. Essa avaliação continuará até o início da palestra e. Com relação à TIMIDEZ. e não a pessoa a ele. quando bastava estender as mãos. NÃO HÁ NECESSIDADE DE SEGURÁ-LO. na medida em que ele se concentra mais no conteúdo do que em si mesmo. com quem distribui avisos e exortações. É comum verem-se expositores “se esticando” ou “se encolhendo” numa posição desajeitada para conseguir chegar até o microfone.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Quando for convidado para compor a mesa. muitas vezes. PRINCÍPIO BÁSICO: o microfone deve ser adaptado à pessoa. O material a ser utilizado já deverá estar organizado. ela tende a desaparecer. até que o expositor se retire. 52 . preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural. AJUSTE o microfone. UTILIZAÇÃO DO MICROFONE O microfone. deverá deslocar-se nem muito rápido. ao invés da primeira pessoa do singular. a fim de que não se isole da condição dos companheiros naturais do aprendizado. Somos todos necessitados de regeneração e de luz” (CONDUTA ESPÍRITA – André Luiz – Cap. nem muito lento demais. a fim de que não se exclua do conteúdo moral da mensagem. “Sempre que possível. Quando ele surge no recinto.

completa a informação. Dois elementos plasmam um bom comunicador: a autenticidade e a naturalidade. Que bom que temos as mãos para nos ajudar O gesto possui alguns benefícios bem específicos: • Dá mais ênfase à comunicação. na insegurança.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 EMOÇÃO É necessário que a exposição seja acompanhada do SENTIMENTO DE CONVICÇÃO em relação ao que está sendo transmitido. Também decorre a insegurança do fato de que a pessoa não aprendeu a usar o seu próprio corpo para se comunicar. sem emoção. transmitindo-lhes a certeza de que carrega consigo as mesmas lutas e problemas que lhes marcam a vida” (BENÇÃO DE PAZ –Emmanuel – Cap. 53 . ou seja. A energia tem que partir do expositor e contagiar a platéia. a falta de familiaridade em ficar diante de uma platéia geram todos esses desconfortos. embalados pela fidelidade e amor à Doutrina Espírita. MOTIVANDO-O PARA OUVÍ-LO. de forma apática. sem qualquer envolvimento com o tema. • Ajuda a prender a atenção do auditório. mas compartilhar as necessidades e deficiências dos circunstantes. mas sim. com a cabeça “enterrada” em suas anotações. ou seja. o coração deve participar. “Nunca falar de alto para baixo. 20). Não se pode conceber um palestrante falando baixinho. Quando se fala em nome da Doutrina. além do senso de responsabilidade na divulgação. O medo do ridículo. É IMPORTANTE CONQUISTAR A ATENÇÃO DO PÚBLICO. • Torna a idéia mais clara. o problema não está nas mãos. GESTOS O que fazer com as mãos? Naturalmente. • Ajuda a desinibir.

os gestos comunicam outra. O que desviará a atenção do público. • Etc. • Estalar os dedos. mas deve sugerir o sentido da mensagem da frase. Ele não sabe. mas sim incorretos ou repetitivos. Logo. por exemplo. • O gesto deve iniciar nos ombros e não nos cotovelos. A grande dúvida do expositor surge QUANDO INICIA SUA PALESTRA. Muitas vezes. como regra. não precisa e até nem deve ser completo. é mais eficaz e dá mais harmonia o gesto feito acima da linha da cintura. revelará estado de nervosismo. demonstra que está retraído. falta de domínio do conteúdo exposto ou desconsideração pelo auditório. • Não há necessidade de se fazer um gesto para cada palavra. • Os gestos devem destacar os pontos mais importantes da mensagem. isto é. enquanto a voz comunica uma mensagem. não há uma sintonia entre ambos. buscar sempre a espontaneidade. evite atitudes como: • Mexer nos bolsos das roupas.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 REGRA: No que se refere aos gestos. o gesto abaixo da linha da cintura tende a refletir indefinição ou insegurança. mas sim um gesto para cada idéia contida na frase. devem ser evitadas atitudes artificiais ou gesticulação teatral. Arrolamos algumas regras práticas: • O gesto deve induzir a idéia. não há gestos exagerados. POSTURA A postura é o elemento importante na comunicação pela imagem que passa. • Tocar com freqüência em objetos dispostos sobre a mesa. desinteresse. além de quebrar a harmonia. Na verdade. • Passar a mão pelos cabelos. Para manter as mãos ocupadas. quando o expositor fala com os cotovelos junto ao corpo. se deve 54 .

imitando o movimento de um pêndulo. Fazem a palestra nessa posição. é o PÊNDULO. Alguns movimentos em harmonia com a mensagem enriquecem a comunicação. Há. O expositor deve ter o cuidado para não tornar-se formal.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 começar a falar com os braços à frente ou atrás do corpo. o deslocamento é plenamente justificável. de um lado a dois passos do local. o que não significa aquele caminhar permanente que só reflete instabilidade. rígido ou artificial. Os pés firmes no chão dão maior estabilidade. com as mãos sobre a mesa ou na cintura. No que se refere à mobilidade. de forma intercalada. deslocar-se de vez em quando. como por exemplo: • Falar com as duas mãos no bolso – é pouco elegante. o RESPEITO AO PÚBLICO É FUNDAMENTAL. tipo GANGORRA. por exemplo. • Postura de “cowboy”. levantam e baixam os calcanhares. Descobrir uma postura em que ele se sinta bem. em posição quase vertical. como. é sempre bom. levantam as partes internas dos pés. porém. No caso da utilização de recursos. O palestrante levanta um pé de cada vez e fica balançando o corpo o tempo todo em movimentos ritmados. Há expositores que. apoiando-se nas laterais externas dos sapatos. A REGRA é SER NATURAL. Um dos cacoetes mais freqüentes. algumas posturas que não são recomendáveis. enquanto falam. Aumentam a expressividade e convicção na voz. somos observados da cabeça aos pés. 55 . • Falar coçando atrás da orelha – revela distração. porém. com os braços cruzados ou ao longo do corpo. O QUEDA LIVRE não apresenta problemas propriamente nos pés. depois as pontas dos pés. Porém. OS PÉS Quando estamos falando diante de um público. nos gestos e na postura. o retroprojetor e outros. deixando as solas frente a frente. fazem esse movimento durante toda a apresentação. Outros adotam a postura ESTRAGA SAPATO. apoiando o corpo em uma perna e com uma ou duas mãos na cintura – revela atitude de desafio. se o expositor puder fazê-lo. • Falar com os braços cruzados – demonstra atitude defensiva em relação ao auditório.

olhamos para a pessoa com quem conversamos. outros olham para o TETO ou para os LADOS. logo é para elas que deverá olhar. inclusive. aproximadamente 20cm. de vez em quando. também. o expositor deve OLHAR PARA O AUDITÓRIO. com isso. dobra os joelhos. O normal é manter as pernas afastadas um palmo. Logo. ficam olhando PARA FORA. a ATENÇÃO. desviando. É a postura mais adequada para ambos os sexos. se estamos conversando com um grupo de pessoas. Não é fundamental que olhe nos olhos de cada pessoa da platéia. vez por outra. APOIANDO A VOZ NA ÚLTIMA FILA. o expositor fica. ou muito afastados. bem como na primeira fila. Às vezes. Outra postura adequada. PARA ONDE OLHAR Quando conversamos com alguém. Da mesma forma. As pessoas que ficam nos extremos. para os que estão sentados ao seu lado. 56 . principalmente para os expositores. tendem a ser cada vez mais esquecidas pelos expositores. ignorando-a completamente. REGRAS: deve-se evitar manter os pés juntos. Muitas vezes. em “posição de sentido”. à mesa diretora. Há palestrantes que olham para o CHÃO. inclusive. principalmente ao acentuar uma idéia. é para elas que devemos olhar. O expositor coloca-se numa postura bem ereta e. despertando a curiosidade e induzindo o público a fazer o mesmo. É importante que o expositor olhe. De vez em quando pode fixar rapidamente os olhos em alguém. se as janelas estão abertas. de costas para uma parte da platéia. É importante lembrar que as pessoas estão à sua frente. É freqüente o palestrante o palestrante dirigir-se quase o tempo todo para a ala direita ou só para a ala esquerda. fazendo uma flexão e retornando à posição original. é manter um dos pés um pouco à frente do outro. pode olhar de uma forma geral.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 mas nos joelhos. em razão de naqueles pontos encontrar fisionomias conhecidas que o apóiam com sua simpatia.

juntamente com o respeito e o valor que deve atribuir a TODOS OS OUVINTES e a CADA UM PARTICULAR. 14: “Manter-se INALTERÁVEL durante a alocução. o obséquio de não interromper novamente. mas rogando. em particular.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 REGRA GERAL: O palestrante deve estar atento para prestigiar TODO O AUDITÓRIO. passeando o olhar pelo recinto. sanar suas dúvidas. Prosseguir falando.16) 57 . um estampido na rua. a SEGURANÇA e o SENDO DE RESPONSABILIDADE darão. respondendo-lhe com firmeza. Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar”. Alguém com problemas obsessivos na platéia. em nome da harmonia da reunião. efetuando uma pergunta ou colocação. desviando a atenção dos ouvintes. portanto. em CONDUTA ESPÍRITA – Cap. um grito. (CARIDADE DO VERBO – Luiz Signates – Cap. Em caso de interrupção indevida de alguém. à faze de qualquer situação imprevista. a CORTESIA. aumentando a confiança e a simpatia do público para consigo e para com a Doutrina que prega”. SITUAÇÕES IMPREVISTAS São os problemas que podem surgir no decorrer da palestra. desde que não se alongue em demasia. a oportunidade de sanar todos os óbices. como por exemplo: apagam as luzes. ao expositor. etc. colocando-se à disposição de todos interessados para. enfim. Recomenda André Luiz. “A TRANQUILIDADE. revelando imparcialidade. Qualquer modificação no comportamento do expositor transmite-se obrigatoriamente ao público. deixá-lo falar. na medida do possível. em seguida.

É importante que deixe para fazer a autocrítica após se retirar do recinto da palestra. Muitas vezes. “Reflitamos de igual modo nos companheiros temporariamente apresados no cárcere das paixões e reconhecermos que o mundo tem tanta necessidade de amor quanto de luz”. de Leon Denis. etc. fazendo caretas.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 COMPORTAMENTO FINAL A palestra não termina quando o expositor pára de falar.. demonstrando que não gostou do seu empenho. o expositor senta com a expressão de derrota. • Obras complementares à Doutrina Espírita. etc. pois serão de grande valia na complementação e aprofundamento de seus conhecimentos 58 . é importante lembrar que: • O expositor deve possuir TODAS as obras básicas da Doutrina Espírita. André Luiz. de Emmanuel. é conveniente que as adquira aos poucos. O número de obras que comporá a biblioteca cariará de acordo com as possibilidades econômicas de cada um. balançando a cabeça. ele está sendo observado. • Obras conhecidas como “clássicas” do Espiritismo. 8 BIBLIOTECA DO EXPOSITOR ESPÍRITA O expositor espírita reunirá em sua estante os livros imprescindíveis à sua tarefa. Porém. mas sim quando ele se retira do recinto. sugerimos que ela seja assim comporta: • OBRAS BÁSICAS DA DOUTRINA ESPÍRITA. de autores encarnados e desencarnados. • Com relação às demais. Gabriel Delane. Martins Peralva. • Um bom dicionário. Hermínio Miranda. No intuito de auxiliar aqueles que estão iniciando na tarefa de divulgação da Doutrina Espírita e que pretendem organizar a sua biblioteca. Porém. De ombros caídos.

a aquisição de um ou mais livros por mês é o suficiente”. orar. Também poderão ser adquiridas. é fundamental que não empregue termos sem o exato sentido de seu significado. • O dicionário também é de grande valia na pesquisa e no planejamento da palestra. Química. • A assinatura de periódicos espíritas é aconselhável para que o expositor mantenha-se atualizado a respeito de publicações de artigos doutrinários e sobre o Movimento Espírita em geral. que serão auxiliares na abordagem de determinados temas da Codificação Espírita. “Diante da ignorância. o expositor poderá consultá-lo. o emprego incorreto de um vocábulo poderá comprometer a clareza ou o conteúdo da exposição. obras referentes aos diversos ramos do conhecimento humano (Física. pois qualquer dúvida que surgir com relação ao significado de uma palavra. acendendo luz que lhe dissipe a sombra”. de acordo com as necessidades. “Formemos nossa biblioteca aos poucos. de acordo com nossas possibilidades. 59 . Filosofia). (O ORADOR ESPÍRITA – Eliseu Rigonatti).CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 doutrinários. num processo de aprimoramento cada vez maior para o bom desempenho de sua tarefa.

deverá dar o próximo passo: PESQUISÁ-LO NA BIBLIOTECA DISPONÍVEL. o expositor. as obras básicas da Doutrina e as complementares. etc. As fichas. • Consulta de obras – últimas páginas ou rodapés de alguns capítulos – onde constam referências a outras obras que foram consultadas pelo autor e que também tratam do assunto.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 9 COMO PESQUISAR E COMO ESTUDAR 9. ao pesquisar sobre um determinado assunto. para tanto. capítulo. onde estão indicadas as obras que tratam dos diversos assuntos. • Utilização de índices de determinadas obras – o assunto poderá aparecer como título ou subtítulo nas mesmas. SUGESTÃO: É importante que. o expositor abra uma ficha contendo os seguintes dados: Tema: ___________________________________________________________________ Bibliografia: (nome da obra.1 COMO PESQUISAR Cientificado do tema da palestra. autor(ES). poderão 60 . por exemplo. REENCARNAÇÃO. O assunto escolhido poderá ser procurado com os seguintes auxílios: • Utilização de um “vade mecum” espírita. editora. embora não tenha ainda definido a abordagem específica do mesmo.): _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Esta providência facilitará o trabalho do expositor quando for convidado para a abordagem do mesmo tema em outros locais. consultar. organizadas POR ASSUNTOS.

Anote as idéias que julgar interessantes e/ou proveitosas (Folha de idéias). até certificar-se que apreendeu o (os) pensamento (s) do autor. É importante não escrever demais na Folha (ou ficha) de Idéias. Após. selecionando os textos mais adequados à abordagem de seu tema. com a edição de novas obras sobre os assuntos nelas arrolados. Encontrada a bibliografia a ser utilizada. deve ser feito um resumo. idéia é o pensamento e palavra é o fio que a transporta. com palavras exatas a serem lembradas no desenvolvimento da palestra. A seguir. Recomenda-se guardá-las em pastas ou arquivos tipo “A/Z” (ordem alfabética por assunto). deve ser relido o texto. Anotar o que foi sublinhado para posterior desdobramento. para se tomar o conhecimento das idéias desenvolvidas pelo autor (encarnado ou desencarnado). o expositor fará uma leitura inicial.2 COMO ESTUDAR De posse dos textos selecionados. b) Técnica da leitura sublinhada: inicialmente. procurando-se sublinhar as palavras e frases consideradas “chaves”. Há diferença entre idéia e palavra. mas com o mínimo de palavras possível. 9.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 ser complementadas. a articulação. o sinal gráfico. não importando qual das técnicas de leitura. c) Técnica de leitura com resumo: devem ser feitas várias leituras globais do texto. Devem ser registradas as idéias de forma completa. conforme a preferência do expositor: a) Técnica de leitura repetida: ler diversas vezes e com atenção cada texto. o expositor utilizará uma folha destinada às anotações – FOLHA DE IDÉIAS – visando registrar o conteúdo para o planejamento geral da palestra. Esses procedimentos poderão ser adotados após o estudo de cada texto selecionado. está sendo praticada. deve ser feita uma leitura global do texto a ser estudado. deverá estudá-los. de todas as 61 . com palavras próprias. abaixo descritas. apresentaremos quatro técnicas básicas de leitura que pode ser utilizadas em conjunto ou separadamente. TÉCNICAS DE LEITURA: Lembrando que “estudar é pensar”. Após. mediante DETERMINADAS TÉCNICAS DE LEITURA. isto é. com muita atenção. as que expressam idéias básicas em cada parágrafo.

definir. 62 . mantendo um encadeamento lógico entre todas as partes. Regras para a organização de esquemas: . Ele delimita um tema e mostra a trajetória usada para a exposição do conjunto de argumentos.manter um sistema uniforme na simbologia que usar. comentar e concluir são processos mentais dessa tarefa. Subordinar idéias e fatos e não apenas resumir. Explicar.ser simples e objetivo.ser fiel ao texto. o que facilitará a extração do conteúdo da exposição. d) Técnica da leitura comentada: consiste em anotar na Folha de Idéias as principais idéias do autor e depois enriquecê-las com conhecimentos próprios ou com textos de outros autores. COMO ELABORAR ESQUEMAS E RESUMOS: ESQUEMA – Definição: é a representação da linha diretriz seguida pelo autor para representar suas idéias. destacando títulos e subtítulos que apresentarão o conteúdo. .CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 idéias do texto lido que interessem ao enfoque do tema escolhido pelo palestrante. hierarquizando as partes e proporcionando uma visão globalizada do texto.identificar o tema abordado pelo autor. Todas as técnicas auxiliarão o expositor na elaboração do conteúdo quando da elaboração do planejamento geral de sua palestra. . mas que se desenvolve com reiterados exercícios. Não é uma técnica simples. . Anotar essa síntese na Folha de Idéias.

só resumir após rever o que sublinhou ou anotou à margem do texto. mas uma síntese do todo.ser realmente breve e objetivo ao resumir. de forma sucinta. A sua leitura dispensa a do texto original. . REGRAS PARA ELABORAÇÃO DE RESUMOS: . pois não é um indicativo de tópicos (esquema).CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Exemplo: Inteligência suprema. . causa primeira de todas Conceito as coisas Axioma: não há efeito sem causa Provas DEUS Externo: não tem princípio nem fim Imutável: não sujeito a mudanças Alguns atributos Imaterial: natureza diferente da da matéria Único: um só Criador e coordenador do Universo Onipotente: soberano poder Soberanamente justo e bom: sabedoria providencial Idéia de Deus: inata no ser humano Panteísmo Faz Deus um ente material Confunde o Criador com a Criatura RESUMO: Definição: é uma condensação do texto que apresenta. . O resumo é diferente do esquema porque compreende parágrafos de sentido completo. fazendo referências à fonte. caso se utilize. os principais elementos do conteúdo.aspear citações textuais.resumir só APÓS ler e compreender todo o texto. 63 .

64 . especialmente ao final.reunir. citando sempre a bibliografia consultada. as idéias integradoras. 48/90). EXEMPLO: (Ver livro CARIDADE DO VERBO.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 . págs.

Desenvolvimento: ________________________________________________ . Por outro lado.Introdução: _____________________________________________________ . de forma idêntica. quando o seareiro for convidado para abordar um tema livre ou já abordado em outra oportunidade. por exemplo. APOIO LOGÍSTICO É o arquivo composto de fichas contendo planejamento de palestras proferidas. mas igualmente confiar em sua Divina Providência nas horas de tempestade”. Esse arquivo será valioso auxiliar. “Confiar em Deus nos dias de seu azul.Conclusão: _____________________________________________________ Recursos complementares: _________________________________________ Avaliação: _______________________________________________________ Nome e telefone do anfitrião: _______________________________________ 65 . Sugerimos que as fichas sejas arquivadas em ordem alfabéticas dos assuntos.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 10. é importante essa providência para evitar que se aborde o mesmo assunto no mesmo local e para o mesmo público. Assunto: ________________________________________________________ Data: ________________________ Horário: ___________________________ Local: ___________________________________________________________ Endereço: _______________________________________________________ PLANEJAMENTO Objetivo (s): _____________________________________________________ Tempo: _________________________________________________________ Estruturação da palestra: .

Variações climáticas. a “estória”. aprimorados e atualizados. etc. . Assunto: LEI DE CAUSA E EFEITO Ilustração: “O Merecimento” – da obra A VIDA ESCREVE – Irmão X – Cap. etc.Esquecimento de informações.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 10. 11. os “esquemas de transparências”. dizendo que tem um compromisso a cumprir. 20 O importante é que esses arquivos sugeridos não permaneçam estáticos e sim. Aconselha-se que as fichas sejam arquivadas em ordem alfabética de assuntos.) . essas devem receber escusas polidas. 11. utilizados nas diversas exposições realizadas.Centros Espíritas em locais distantes ou desconhecidos.Impedimentos de última hora (recebimento de visitas. Outros arquivos poderão ser criados. . A esse arquivo o palestrante recorrerá sempre que necessitar de ilustrações para os temas ali referidos. em razão do surgimento de novas obras. por assunto.2 Soluções No caso de recebimento de visitas em horário de deslocamento para a palestra. justificando-se o expositor. complementados.2 Arquivo de evidências: É o arquivo composto pelo conjunto de fichas onde o expositor anota. ao longo do tempo. COMO VENCER DIFICULDADES 11. 66 . a “citação”. o “fato”. que sejam.1 Dificuldades de ordem Material .

Capacita-se de que. visando. ao intercâmbio e à troca de experiências. enfermidades. assim como providenciar passagens com antecedência. Se for o caso de palestras fora de seu município ou Estado. depois das tarefas executadas no plano físico.2 EXPOSITORES Podem ser integrantes do Centro ou de outra Instituição Espírita. assim como o nome e telefone de contato da pessoa que fez o convite. “Melhoraremos o mundo em derredor de nós. a fim de que seja conduzido até o local da exposição. poderá. O expositor poderá adquirir um mapa ou guia de sua cidade.1 OBJETIVO Esta reunião PÚBLICA é destinada a palestras para divulgação do Espiritismo. marcar um ponto de encontro com um confrade indicado. aperfeiçoando a nós mesmos. em caso de dificuldades. É possível evitar-se correrias e atrasos se o mesmo deslocar-se com razoável antecedência para o local da palestra. com indicativos de nomes e números de ruas para evitar perder-se. pontos de referência. das providências tomadas. Aconselha-se que seja anotado. A ausência é justificável apenas diante de percalços realmente insuperáveis como. REUNIÃO DE DIVULGAÇÃO DOUTRINÁRIA 12. além do horário previsto para o início da tarefa. 67 . informando a pessoa ou a Instituição que o convidou. nesse caso. É importante investigar horários de ônibus. em uma caderneta (ou agenda). seu endereço. Recomenda-se que o expositor nunca se desloque “em cima da hora”. 12. aviões. 12. por exemplo. geada ou quaisquer outras variações climáticas devem ser enfrentadas. frio. o nome da Instituição. possuirás tãosomente a extensão e a quantidade de céu que houveres edificado dentro de ti”. indicativos de ônibus que seguem para o local da palestra. ventania.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Chuva.

3 COMPOSIÇÃO DE MESA DIRETORA Dirigente da reunião Expositor 12. inadvertidamente.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 12. . Exposição: o tema. para não acumpliciar-se. Prece final: a prece final obedecerá a CONCISÃO e a SIMPLICIDADE e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar. assistenciais ou educacionais.Quaisquer que sejam as atividades do centro Espírita. 12. 12.4 DURAÇÃO 1 (uma) hora e 15 minutos (no máximo). bem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade. de André Luiz. .É dever do dirigente dos trabalhos. O despistamento favorece a dominação do mal. deverá ser baseado nas obras de codificação da Doutrina Espírita. . caso o expositor faça afirmações contrárias aos princípios da Doutrina. capítulo “Do dirigente de reuniões doutrinárias” e “Na tribuna”. . previamente escolhido. com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas.Em nenhuma oportunidade.5 DINÂMICA DA REUNIÃO Prece inicial: a prece inicial obedecerá à CONCLUSÃO e a SIMPLICIDADE e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar.Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa. 68 . esclarecer devidamente o assunto com fundamento na própria Doutrina Espírita. transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política.Recomenda-se ao dirigente e ao expositor a leitura do livro “Conduta Espírita”. nunca descurar o caráter da Doutrina de iluminação e consolo espiritual.6 RECOMENDAÇÕES .

Deus. Inspire profundamente.Existência e sobrevivência da alma. I da parte segunda de O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec. ou seja. EXERCÍCIO Nº 4 – Elaboração de resumo Elabore um resumo do texto “Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras”. Faça o exercício várias vezes. EXERCÍCIO Nº 5 – Respiração Coloque-as numa posição confortável. .Reforma íntima. depois solte todo o ar (ver Cap.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 13. em 5 (cinco) fontes bibliográficas.5 desta apostila – Respiração Diafragmática). SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS EXERCÍCIO Nº 1 – Planejamento de palestra Elabore o planejamento de uma palestra. ponha as mãos no diafragma. Deixe o ar respirado empurrar o abdômen para fora. coloque a palma das mãos abaixo das costelas e faça algumas respirações bem profundas. . Inspire lenta e profundamente. escolhendo um dos seguintes temas: . no mínimo. 69 .VII – Primeira Parte – de O CÉU E O INFERNO – Allan Kardec. EXERCÍCIO Nº 2 – Pesquisa Realize a pesquisa dos seguintes temas. cap. depois exale o ar. elaborando a respectiva ficha com os dados indispensáveis para futura localização do arquivo: EXERCÍCIO Nº 3 – Elaboração de esquema Elabore um esquema do item “Escala Espírita” – cap.

aumentando a contagem de mais uma unidade. EXERCÍCIO Nº 7 – Articulação Falar alto e lento. Antes de cada emissão. enunciado os números. contando agora de 1 a 5 4) Vá repetindo a operação.Quando o avião aterrisou. Economizar o fôlego é a primeira condição para quem deseja falar bem alto e luta contra a Mhandicap” da inaudibilidade. embora seja necessário gritar. ou fraqueza vocal. 3. 4.. Aprendido esse primeiro passo é preciso praticar a gradação do volume da voz. 70 . com volume de voz cada vez mais alto: .Espere aí. dizendo em voz alta e compassada: 1. na conversação diária e nas palestras. separando nas sílabas – soletrando – e articulando de forma exagerada. Exemplo de frase exercício: . Ao exercitar. a qual deverá ser repetida de cinco a seis vezes. Para isso há um exercício muito fácil que consiste na escolha de uma determinada frase. em ritmo pausado. você falará naturalmente. não se preocupe em falar bonito.. Faça uma experiência com esta frase. . que eu vou com você. e perceberá o efeito dos exercícios em termos de qualidade de dicção. Poderá dar-se por satisfeito ao chegar até o número 10. 2) Expire lentamente. 2. sem pressa. sem exagero. os passageiros estavam aterrorizados.Tadeu toca tamborim e a toada atordoa.. mas sim exagerado. 3) Repita a operação. . faça o possível para evitar a voz espremida.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 EXERCÍCIO Nº 6 – Voz fraca Às pessoas de voz fraca é recomendável o seguinte exercício: 1) Respire profundamente. .Flávia Fávero veio vender a fábrica de vassouras. Depois.

. que notamos nas pessoas que falam apressadamente.A garota Gládia Guedes gostou de datilografar o glossário e a bibliografia. comprada do Zanzibar. até conseguir articular perfeitamente. Deve. .Minha sobrinha.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 . e isso tantas vezes quantas forem necessárias. examinar se realmente já está pronunciando as palavras batidamente. .José..Pedro Brasileiro brincava com a bola. com José Fialho.” Logo no início do exercício verá o leitor que não manterá o ritmo ou se apressará na pronúncia das palavras. O leitor pode autocriticar-se.O tom deste violão não está bom. sílaba por sílaba. janta e joga baralho. tem gasosa sensação. a chaleira ta chiando. . os ho-mens cha-ma-dos im-por-tan-tes são as e-ti-que-tas que dão tí-tu-lo a um a-com-te-ci-men-to. Com esse exercício continuado.Rosângela ficou horrorizada com a grosseria do ascensorista. de Leoclides Marcon. . . EXERCÍCIO Nº 8 – pronúncia Ler trechos de autores. filha do mano velho. Em compensação. . 71 . retornar ao exercício. Vamos a um exemplo: “Nos s-com-te-ci-men-tos his-tó-ric-cos. pronunciando palavra por palavra. . p.163). o som deste órgão está muito bom. . comendo as sílabas.Os psicólogos e as psicólogas participam do vigésimo congresso de psicoterapia.Pedro Pedrebon jogou uma pedra grossa na fábrica de pratos. chamado chuchu. quebrando vários vidros. em nossa casa. então. (Retirados da obra FALAR EM PÚBLICO.Ouvi um zumzum que. quando Maria Madalena mandou ele plantar batatas na propriedade de Manoel Moreira. evitar-se-à essa aglomeração de sons que se fundem uns nos outros.

pé de lebre. para exercitar neles com mais freqüência. quis distinguir pirquitis de chibis miris. EXERCÍCIO com vogais A – A arataca gaga macabra na cabala. bolos adorosos. antes de juntá-la em palavras: ai – A gaita do pai de Adelaide está embaixo da cama. O lusco-fusco do morundo do sul púrpuro de lux. No soçobro o comodoro colocou o formoso condor no topo do toldo. mexe e remexe. Imbiri incio. tritongo e hiatos: Ler soletrando cada vogal. eu – O apedeuta plebeu leu com fleuma no Ateneu. jutus. timbris de dissímil piriquiti. Excelentes pretendentes vêm receber presentes resplandecentes. 72 . iu – Titio viu quem caiu. * Observar os sons em que há mais dificuldade de pronunciar. ovos mornos no cofo do colono. EXERCÍCIO com ditongo. A dança da barca fantasma arrastada na vaga da cataraca. pirim. éu – Leléu fez um escarcéu por causa do chapéu do réu. * Exercitar a pronúncia periodicamente. mutuns. E – Mercedes sempre reverente perenes mercês celestes. O – Gostosos bombons. riu e fugiu. leve. evitando-se “engolir” sons. O zunzum do mudo é imundo. ãi – A faina de devulhar painas dá câimbras. Zé perequeté é serelepe mequetrefe. As vacas malhadas e as cabras mansas pastavam na vala da chácara. tuputus. Os olhos de horrosoros mocho no tronco lodo do Cômoro.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 EXERCÍCIO Nº 9 – Pronúncia As regras gerais de pronúncia são: * As palavras devem ser pronunciadas em todas as suas sílabas. U – O grugru dos murutus. juburus e urutumuns. I – Rififi de piriquiribi viril chincrin e tinguimirim inimíssíssimos de pirlimpimpim.

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io – O doido afoito comeu de noite dezoito biscoitos. ui – Fui colher flores ruivas e azuis nos pauis. ãe – Os cães da mãe dos capitães levam-lhe pães. ão – O cristão leva no gibão lição e pão. õe – Põe os botões dos cordões sobre os corações. uí – As fuinhas são ruins e causam muitos prejuízos. em – Ninguém vem a Belém sem vintém. ua – Quatro guardas esquálidos aguardam a esquadra. uo – O quorum pagará uma quota quotidiana. uo – O contínuo do frutoso é impetuoso. ua – Enquanto as guanaçãs guampeiam os guanas comem guandos. eu – O delinqüente aguentará dois qüinqüênios seqüentes. ia – O pária não vê as glórias da Pátria. aia - A aia foi à praia buscar buscar as alfaias da catraia. aie – As traieiras prieiras dos balaeiros. aio – O lacaio do cavalo baio leva o balaio de paio. aui – O airujuba gritou aiuá e aiué, quando viu aiuara. eio – Creio que é feio o bloqueio do meio alheio. oei – O nevoeiro traiçoeiro permitiu a ladroeira. oia – Aribóia via a jibóia que boiava na pitimbóia. oio – Do comboio ouço o aboio do boiadeiro saloio.

EXERCÍCIOS de CONSOANTES: M – O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca miasmática. P – Bela baiana, boneca de bronze, bailava brejeira um burlesco bedeguê da Bahia. Ao dos búzios, berimbaus e babobacos badalam, bimbalham, bolem, rebolam e berram: é o bamba do bambu do bambué, é o bamba do bambu de bambuá.
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F – Parece peta. A pepa aporta á prece e pede ao Pupo que lhe passe o apito. Pula o palco e, pálida, perpassa por entre um porco, um pato e um periquito. Após, papando, em pé, pudim com passa, depois de paios, pombos e palmitos, precipite, por entre a populaça, passa, piscando a ponta de um palito. V – O vento veloz varre com violência. Verdugo vingativo vergasta vigoroso a vegetação que reveste o vale vulnerável de Votuverava. Gaivotas aventurosas voavam na voragem em vertiginosas reviravoltas. T - O turco tagarela, troncudo e tatuado com o tabuleiro a tiracolo, troca tudo pelo triplo: tecidos, trajes, ternos, túnicas, toucas, tóteis, tesouras, talheres, termômetros, torneiras, tigelas, turíbulos, taramelas, tintas, treliças, tamborins. L – Lana, Lina, Lena e Lola levam Nilda e Madalena nas salinas ver a lua em plenilúnio. Leonel leva o animal indócil pela alameda marginal. Calmaria, sol fúlgido, libélulas ligeiras voltejavam leves sobre lilazes em flor. Porque palavras, pardal pardo, palrador d´El-Rei. N – Na noite de Natal ninguém notou o anão Anicete nanando a nenenzinha. Nanhá nina Nina no manancial, com ternura e firmeza. Ninguém nada pode, no sinal de Fênix, mas nós notamos a nuca de Nicanor. S – Sófocles soluçante ciciou no Senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis. Suave viração do Sueste passa sussurrante sobre sensitivas silenciosas. Z – A zebra zurrando ziguezagueava, zombando no zoéfogo zaranza que zangada a zurzir com o zagucho do zuaro. R – Os vorosos caçaram araras e irerês reais com sararacas. Os cururus da tiririca fugiram do pororoca. A serrilha do serrote do carpinteiro range serrando a ripa verde. Dentro de um jarro, era uma rã e uma aranha. Nem a aranha arranha a rã, bem a rã arranha a aranha. Sorria. J – Vejo no jardim japonês gentis, jaçanãs, jandeiras, jaspeadas, jururus janotas e juritis gemendo. Nas jaulas, o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e gibéias gigantes. X – Xaveco do Xavier, chegou com o Xalavar cheio de peixes. Sacha saiu sem saber se Natacha, que Sacha sabia sem senso, saiu na chuva sem ser chalefechinês. Q – O liquidificador quadridentado liquidifica qualquer coisa liquidificável e quebra as iliquidificáveis.
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G/C – O gato cruel cravou as garras no cangote do camundongo que comia de cara na cumbuca quebrada. O cão que cochilava no conflito e correu com o gato. O caçado corcunda que gostava de caçar codornas carregou o cão para o campo.

EXERCÍCIOS para a articulação de encontros consonatais: BR – As bruzundangas de bricabraque de Bradão abrangem broqueis de bronze brunido, bricados bruzuleantes e brinquedos. CR – O acróstico cravado na cruz de crisólidas de crianças areana criada na creche é o credo católico. DR – A hidra, o dríade e o dragão, ladrões do dromedário de druida foram apedrejados. FR – A frota frágil fragatas fretadas por frustas dos franco-atiradores, enfreados de frio, naufragou na refrega com frementes ficheiros africanos. TR - A entrada triunfal da tropa de trezentos truculentos troianos em trajes tricolores, com seus trabucos, trombones e triângulos, transtornou o tráfego outrora tranqüilo. PR – O prato de prata premiado é precioso e sem preço; foi presente do preceptor da princesa primogênita, probe Primaz, procurador da Prússia. VR – P lavrador lavrense estudou as livrilhas e as lavrascas no livro do leibreiro de Lavras. BL – No tablado oblonge os emblemas das blusas das oblatas estavam obliterados pela neblina oblíqua. CL – O clamor dos clarins dos ciclistas do clube eclético eclodiu no clímax. FL – A flâmula flexível de florete do flibusteiro flutuava fluorescente na floresta de flandres. GL – A aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamourosa que glissava com o gladiador glutão. PL – Na réplica a plebe pleiteia planos de pluralidade plausíveis da plataforma de diplomata plenopotenciário. TL – O atleta atravessou o Atlântico com o Atlas de atalaia. GN – O magnetismo ignorado de insignificantes Gnomo Gnatodonte. PS – Gasparetto possui psicopictoriografia. (Exercícios retirados da obra CARIDADE DO VERBO, de Luiz Signates, págs. 87/92).
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Você viu aquele rapaz SAIR daqui? . esforçando-se para expressar a ênfase. existissem palavras tônicas e subtônicas: 1) Nós discutimos.Você VIU aquele rapaz sair daqui? . situar-se a ênfase em mais de uma palavra. ele não faz! 5) Ponha-se na RUA! 6) Isso é MENTIRA ! Acontece. a exemplo.Você viu aquele rapaz sair DAQUI? EXERCÍCIO Nº 12 – Flexibilidade dos articuladores: As tensões do dia-a-dia provocam o enrijecimento dos músculos da boca. e esse sujeito é quem ganha um MONTE de dinheiro À NOSSA CUSTA! EXERCÍCIO Nº 11 – Ênfase Este exercício consiste em mudar-se a palavra tônica em uma mesma frase. 3) Gosto das coisas CLARAS! 4) Á MINHA custa. em uma frase. freqüentemente. O sentido muda de acordo com a transferência da ênfase. dificultando a articulação. o que prejudica a 76 .Você viu AQUELE rapaz sair daqui? . de acordo com a palavra: 1) Eu ABSOLUTAMENTE não permito que você viaje esta semana! 2) Fique CERTO de que não havia outra solução. como se. a tendência é falar com a boca muito fechada.Você viu aquele RAPAZ sair daqui? . de uma palavra para a outra: . das sílabas. Em função disso.VOCÊ viu aquele rapaz sair daqui? .CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 EXERCÍCIO Nº 10 – Ênfase Pronuncie as frases a seguir.

sem nervosismo e sem nomices. sem azedume. Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório. fugindo de prelecionar mais que o tempo indicado no horário previsto. afastando os dentes aproximadamente quatro centímetros. e ajustar-se à Instituição Superior. (Exercício retirado da obra CARIDADE DO VERBO. de Luiz Signates. governando as próprias emoções. Para dar maior flexibilidade aos seus articuladores.Faça a rotação da língua. .Coloque três dedos na boca. Movimente bem os lábios e afaste o máximo possível os maxilares. duas vezes para lado. pág. Calar qualquer propósito de destaque. Faça a rotação com a língua para fora. contornando os lábios internamente. . e pronuncie frases com a maior clareza possível. 14. usando a simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes. Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências. nunca estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir. Parece que a pessoa está falando para dentro de si mesma. 77 . Por exemplo: “ A garota Gládis gostou de datilografar o glossário e sua bibliografia”. um em cima do outro. A palavra revela o equilíbrio. silenciando exibições de conhecimentos. Verbo sem disciplina gera males sem conta. MENSAGEM FINAL NA TRIBUNA “Palestrar com naturalidade.Mastigue o ar várias vezes de forma exagerada.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 comunicação. 175). comentando as lições sem fugir do assunto em pauta. recomendamos os seguintes exercícios: .

14. Sempre que possível. à face de qualquer situação imprevista. Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade auxiliar. para tratar de temas delicados. A irreflexão é também falta de caridade. O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações. a fim de que não se isole da consição dos companheiros naturais de aprendizado. Fev/mar/2011 78 . Procurar abolir. as expressões pejorativas e os termos de gíria das ruas. ao invés da primeira pessoa do singular. preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural. os vocábulos impróprios. CONDUTA ESPÍRITA. devendo selecionar oportunidades. Cap. quanto a pessoas e ambientes. Somos todos necessitados de regeneração e de luz”. Digitação: Renato Sobrinho Morada Nova-Ce. André Luiz. Nas conversações. Manter-se inalterável durante a alocução.CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC-CEAK CURSO PRÁTICO PARA O EXPOSITOR ESPÍRITA – 13/03/2011 Sustentar a dignidade espírita diante das assembléias. O orador é responsável pelas imagens mentais que plasma nas mentes que o ouvem. não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos doutrinários de entendimento difícil. com quem distribui avisos e exortações. em suas palestras. abstendo-se de historietas impróprias ou anedotas reprováveis.

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