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Impermeabilização

Construção de Edifícios II

Douglas Prado Barbosa

Conteúdo programático

Definição

Patologias mais comuns

Estruturas sujeitas à

umidade

Principais fases do projeto

Durabilidade

Sistemas rígidos

Sistemas flexíveis

Impermeabilização de

fundações

Impermeabilização de marquises

Impermeabilização de ralos

Impermeabilização de

coberturas

Impermeabilização de subsolo

Impermeabilização de boxes

Impermeabilização de

floreiras

Impermeabilização de calhas

Impermeabilização de rufos

Impermeabilização de reservatórios elevados

Tratamento de parede com

umidade

Impermeabilização

Impermeabilizar uma estrutura é protegê-la contra os efeitos da umidade.

Isso se faz com produtos que impedem a passagem da água através das lajes e paredes os chamados impermeabilizantes e outros

acessórios para arrematar a vedação, caso do selante aplicado ao redor de janelas.

Patologias mais comuns

Umidade Ascendente: é uma das patologias

mais comuns nas edificações e é causada pela umidade proveniente do solo, que danifica os rodapés das paredes quando a estrutura

apresenta os seguintes problemas: falta de impermeabilização na fundação ou utilização inadequada do sistema impermeabilizante, aliada a presença de umidade no solo.

Patologias mais comuns

O processo se dá pelo fenômeno da capilaridade. Dependendo de vários fatores como quantidade de água presente no solo, diâmetro dos capilares entre outros, a umidade pode atingir facilmente

1,50 m do chão. Desta forma, quando a água atinge a alvenaria ela atua atrás da tinta criando bolhas e deteriorando o reboco.

Patologias mais comuns

Existem vários produtos para impermeabilização de alicerces/baldrames :

Emulsões asfálticas ou acrílicas, soluções asfálticas, argamassa polimérica, aditivos impermeabilizantes, mantas asfálticas coladas a frio ou com auxílio de

maçarico, dentre outros. Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria. A diferença básica entre eles se encontra na flexibilidade, e na forma de aplicação.

Patologias mais comuns

Patologias mais comuns Danos causados pela umidade no rodapé . Erro na impermeabilização do alicerce

Danos causados pela umidade no

rodapé .

Patologias mais comuns Danos causados pela umidade no rodapé . Erro na impermeabilização do alicerce

Erro na impermeabilização do

alicerce

Patologias mais comuns

Infiltrações

vazamentos

lajes:

e

em

A

origem desta patologia é a falta de impermeabilização principalmente aliado a crença de que um concreto “forte” é suficiente

para barrar a água,ou o uso de técnicas/sistemas impermeabilizantes inadequados.

Patologias mais comuns

A importância da impermeabilização de lajes vai

além da estética ou do desconforto das goteiras.

Partindo do principio que uma laje se deforma tanto

em função do gradiente térmico quanto das cargas e vãos envolvidos, não devemos jamais utilizar impermeabilizantes rígidos em tais estruturas.

A correta impermeabilização deste tipo de estrutura deve ser feita com sistemas flexíveis. Tais sistemas

podem ser Emulsões asfálticas ou acrílicas, soluções asfálticas, asfaltos moldados in locoa quente, mantas e etc.

Patologias mais comuns

Patologias mais comuns Corrosão da armadura devido a percolação. Armadura exposta por falha na impermeabilização.

Corrosão da armadura devido a percolação.

Patologias mais comuns Corrosão da armadura devido a percolação. Armadura exposta por falha na impermeabilização.

Armadura exposta por falha na impermeabilização.

Estruturas sujeitas à umidade

Estruturas sujeitas à umidade

Estruturas sujeitas à umidade

Telhados e coberturas planas;

Terraços e áreas descobertas;

Calhas de escoamento das águas pluviais;

Caixas d’água, piscinas e floreiras;

Pisos molhados, como banheiros, áreas de

serviços,

Marquises;

Paredes externas sob efeito de intempéries (chuvas,

lavanderias, etc.;

neve, ventos, etc.);

Junta de dilatação estrutural e lesões em estruturas;

Esquadrias,

peitoris

de

janelas

soleiras

de

e

portas

externas;

Muros de arrimos;

Principais fases do projeto

Concepção do produto;

Definição do produto;

Identificação e solução de interfaces de projeto

Detalhamento de projetos

Pós entrega de projetos

Pós entrega da obra

Durabilidade da impermeabilização na obra

Cuidados anteriores e posteriores à aplicação do sistema de impermeabilização são fundamentais para garantir eficiência e durabilidade, racionalizando tempo e recursos.

Durabilidade da impermeabilização na obra

Os

elementos

centrais

relevantes

à

durabilidades da impermeabilização :

Qualidade

de

materiais

e

sistema

de

impermeabilização

Qualidade da execução da impermeabilização

Qualidade da construção da edificação

Fiscalização

Como funciona

Segundo a ABNT NBR 9575/2003, há duas maneiras de

barrar a entrada da água:

Com os chamados sistemas rígidos em que a massa usada como reboco recebe polímeros, cristalizantes ou

hidrofugantes e, dessa forma, evita que a água se infiltre

nos poros do concreto.

A outra, dos sistemas flexíveis, compõe-se de mantas (as famosas mantas negras de asfalto, que vêm prontas de

fábrica) ou membranas moldadas na obra ambas

contam com asfalto em sua composição e formam uma

camada sobre a superfície a ser protegida.

Sistemas Rígidos

Dentro do sistema rígido encontram-se as

argamassas e concretos impermeáveis, os cimentos,

e os cimentos cristalizados. Argamassa Impermeável: é o sistema de impermeabilização que aplicado em superfície de

alvenaria ou concreto, constituído de areia, cimento,

aditivo impermeabilizante e água, formando uma pasta que endurecida apresenta propriedades

impermeabilizantes.

Campo de aplicação: é utilizado em pisos,

baldrames, caixa d’água, em coberturas planas como

marquises, etc.

Sistemas Rígidos

Concreto Impermeável: é o sistema de impermeabilização constituída por agregados, cimento e água com adição de aditivos.

Campo de aplicação: é utilizado mais frequentemente em galerias, subsolos, muros de

arrimo, túneis e estações de metrô, reservatórios de água, etc.

Sistemas Rígidos

Cimento Polimérico: é a mistura de cimentos

especiais e aditivos minerais, oferecendo a característica de uma boa resistência mecânica e perfeita aderência, acompanhando algumas

movimentações estruturais.

Sistemas Rígidos

Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo;

Argamassa modificada com polímero;

Argamassa polimérica;

Cimento cristalizante para pressão negativa;

Cimento modificado com polímero;

Membrana epoxídica.

Obs.: Para todos os sistemas devemos aplicar o

estabelecido na NBR 9574/2008, onde encontramos as orientações do que deve ser feito em cada sistema.

Sistemas Flexíveis

Esses materiais são conhecidos também como elásticos, constituídos de materiais asfálticos ou polímeros sintéticos; são indicados para a cobertura de concreto e devem

acompanhar os movimentos normais que lhe são impostos, sem perder a continuidade pelo surgimento de fissuras, ranhuras, rompimentos ou outras falhas.

Sistemas Flexíveis

Mantas poliméricas sintéticas (manta elastomérica-Butil e EPDM);

Manta termoplástica (PVC);

Manta asfáltica;

Membranas poliméricas sintéticas;

Elastômeros em solução (Neoprene, Hypalon);

Membranas termoplásticas (acrílicas);

Membranas poliméricas sintéticas.

Sistemas Flexíveis

Manta: Produto impermeável, industrializado, obtido por calandragem, extensão ou outros processos, com características definidas.

Membrana: Produto impermeabilizante, moldado no local, com ou sem estruturante.

Sistemas Flexíveis - Membranas asfálticas

São utilizadas em impermeabilizações contra água de percolação, água de condensação e umidade proveniente do solo. As membranas asfálticas são regidas pela norma ABNT NBR

13724, que determina as características e requisitos necessários para garantir o desempenho do sistema.

Sistemas Flexíveis - Membranas asfálticas

Membranas asfálticas moldadas a frio: São sistemas asfálticos aplicados em

forma de pintura (emulsão ou solução), com o produto na temperatura ambiente, dispensando

o uso de equipamentos de aquecimento, e minimizando os riscos de queimaduras, etc.

As membranas aplicadas a frio são utilizadas na impermeabilização de áreas como: pequena laje horizontal ou abobadada, banheiro, cozinha,

área de serviço, terraço, sacadas, etc.

Sistemas Flexíveis - Membranas asfálticas

Sistemas Flexíveis - Membranas asfálticas

Sistemas Flexíveis - Membranas asfálticas

Membranas asfálticas moldadas a quente:

se caracterizam pela aplicação em alta temperatura dos produtos e necessidade de utilização de equipamentos para derretê-los e

aplicá-los. Estas membranas são indicadas para a impermeabilização de áreas como: muro de arrimo, cozinhas, áreas de serviço, lajes externas, piscinas, etc.

Comparativo de sistemas

Comparativo de sistemas

Comparativo de sistemas

Comparativo de sistemas
Preparação de Superfície com os Cantos Arredondados de 8 cm de raio.

Preparação de Superfície com os Cantos Arredondados de 8 cm de

raio.

Preparação de Superfície com os Cantos Arredondados de 8 cm de raio.
Imprimação Asfáltica.

Imprimação Asfáltica.

Impermeabilização.

Impermeabilização.

Aplicação de Manta para Impermeabilização.

Aplicação de Manta para

Impermeabilização.

Aplicação de Manta para Impermeabilização.

Impermeabilização de fundações

Quando impermeabilizadas incorretamente

pode ocasionar uma série de conseqüências negativas, como a umidade nos revestimentos internos que começam a desagregar, ou em piso

com umidade ascendente. Além dos desconfortos, podem causar sérios danos estruturais.

Impermeabilização de fundações

Os

sistemas

impermeabilizantes

mais

utilizados em fundações são:

Argamassas Poliméricas;

Membranas de Polímeros;

Cristalizantes;

Mantas asfálticas aplicadas a quente ou a frio;

Emulsões Asfáticas;

Soluções Asfálticas;

Emulsões Asfálticas.

Impermeabilização de marquises

Os tipos de impermeabilização flexíveis são os adequados para aplicação em marquises, sendo entre eles as mantas e membranas.

Impermeabilização de ralos

A impermeabilização deve ser levada até dentro dos ralos, caso contrário poderá ocorrer uma infiltração

entre a impermeabilização e a face exterior do ralo.

Deve ficar bem aderida à face interna do ralo, caso contrário a água será succionada, por capilaridade,

para baixo da impermeabilização. O encontro da impermeabilização com o ralo deve receber reforço, com camadas adicionais de armadura, no caso de sistemas moldados no local.

Impermeabilização de ralos

Impermeabilização de ralos

Impermeabilização de coberturas

Quando se realiza um projeto de cobertura é necessário prever um caimento mínimo de 1% em direção aos pontos de escoamento, para evitar o empoçamento d’água.

Impermeabilização de coberturas

Impermeabilização de coberturas

Impermeabilização de subsolo

Normalmente usa-se a técnica do

envelopamento, trata-se da construção de paredes e pisos provisórios, apenas para receber a camada impermeabilizante, somente após esta

impermeabilização e a aplicação da proteção mecânica, deverá ser construída a parede e o piso definitivo;

Impermeabilização de subsolo

Impermeabilização de subsolo

Impermeabilização de boxes

Obter maior segurança aplicando manta asfáltica

ou elastomérica;

Optando-se pela aplicação de manta na região do box, usar tijolo maciço para as paredes, ao menos 20 cm acima do barrado de manta. O barrado deve ter

uma altura mínima de 50 cm; ancoragem feita na

parede por um sulco de 4x4cm com inclinação de 45 graus. A manta deve sair 50 cm para fora do Box

deixando-se uma sobra de 20 cm para ser cortada

após o piso acabado;

Deve-se fazer os arremates de impermeabilização no

ralo, ancoragem da esquadria do box antes da

aplicação da manta;

Impermeabilização de boxes

Impermeabilização de boxes

Impermeabilização de floreiras

Deve-se instalar tubos de PVC Ø 100 mm, com uma

grelha metálica em sua extremidade superior, no meio da vegetação, para a drenagem da área,

normalmente esses tubos recebem a cor vermelha para fácil localização em eventuais desobstrução e manutenções;

Uma camada de 10 cm de cascalho, brita ou seixo rolado para a drenagem da água capilarizada deverá

ser colocado no fundo do canteiro; Separando-se da camada de terra por uma camada de poliéster ao tecido (geotêxtil);

Impermeabilização de floreiras

Impermeabilização de floreiras

Impermeabilização de calhas

Calhas

moldadas

concreto armado:

sobre

a

laje

de

cobertura,

em

Devem ser impermeabilizadas com o sistema de

mantas;

A manta deverá subir pela parede da calha até a sua borda externa;

As paredes da calha devem ter a sua superfície

superior na mesma inclinação do telhado onde a

telha entre pelo menos 10 cm dentro da calha, formando um pequeno beiral a fim de evitar entrada de água causada por chuvas de vento.

Impermeabilização de calhas

Impermeabilização de calhas

Impermeabilização de rufos

É suficiente uma

impermeabilização

com

membranas, sendo desnecessário as mantas;

Os cantos devem ser arredondados e a membrana deve revestir toda a face lateral e

superior do rufo, assim como a parede de onde emerge o rufo e sua face superior;

A camada impermeabilizante é feita por uma demão de primer, três demãos de emulsão asfáltica entremeadas com lã de vidro e

protegida com pintura refletiva (alumínio).

Impermeabilização de rufos

Impermeabilização de rufos

Impermeabilização de rufos

Impermeabilização de rufos

Impermeabilização de reservatórios elevados

O piso interno do reservatório deverá receber uma

camada de cimento e areia no traço 1:3, como

proteção mecânica;

Para segurança, evitando-se a queda, aplica-se uma malha de 50x50 cm de fita de caldeação mais

solução adesiva e depois é fixada uma fita de

alumínio a cada metro vertical, em toda a volta. Esta fita é fixada com buchas S10 e com parafusos

latonados de cabeça boleada. Sobre a fita aplica-se

um manchão de material igual ao usado para impermeabilização;

Para que o sistema funcione, os flanges do fundo do

reservatório são de fundamental importância.

Impermeabilização de reservatórios elevados

Impermeabilização de reservatórios elevados

Tratamento de paredes com umidade

A falta ou falha da impermeabilização na fundação é uma das causas de umidade em parede.

problemas

A

seguir

alguns

exemplos

dos

causados pela umidade em paredes.

Tratamento de paredes com umidade

Tratamento de paredes com umidade Nestes casos, o tratamento consiste na remoção do revestimento até atingir

Nestes casos, o tratamento consiste na remoção do

revestimento até atingir a

alvenaria.

Tratamento de paredes com umidade

Tratamento de paredes com umidade Fecham-se as possíveis bicheiras surgidas, devido remoção do revestimento com

Fecham-se as possíveis

bicheiras surgidas, devido remoção do revestimento com

argamassa de cimento e areia,

preparando assim o substrato.

Tratamento de paredes com umidade

Tratamento de paredes com umidade A impermeabilização consiste na aplicação do sistema Argamassa Polimérica que é

A impermeabilização consiste

na aplicação do sistema

Argamassa Polimérica que é

um revestimento bi-

componente composto por pó

e líquido.

Aplica-se na forma de pintura,

com brocha ou trincha, em demãos cruzadas em

intervalos de 6 h entre

demãos. Umedecer o substrato

previamente.

Tratamento de paredes com umidade

Tratamento de paredes com umidade deve avançar no piso conforme ilustrações ao lado para evitar infiltração

deve

avançar no piso

conforme ilustrações ao

lado para evitar

infiltração na emenda.

O tratamento

Tratamento de paredes com umidade

Após a secagem, faz-se chapisco com argamassa de uma parte de cimento e três de areia, amolentado com solução de uma parte de adesivo para duas partes de água. A areia deve

ser de média para grossa.

Impermeabilizar representa um custo em torno de 1 a 3% do valor total de uma obra. Em compensação, corrigir infiltrações e vazamentos pode custar pelo menos quatro vezes mais, sem contar os desgastes à imagem da construtora.