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TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA DO DR. CONRAD MURRAY Á POLÍCIA DE LOS ANGELES

Tradução: Daniela Ferreira, Natália Oliveira, Paula Marques e Roseli Daniz

Detetive Martinez: Certo. 27 de julho, ás 16:02. Ritz Carlton, Marina del Rey.

Acontecem apresentações e cumprimentos.

Detetive Martinez: Vamos fazer isso o mais simples e mais rápido possível. Doutor posso começar com algumas informações biográficas.

Sr. Chernoff: Hei rapazes, antes de começarmos, podemos reiterar uma coisa?

Det. Martinez: Com certeza.

Sr. Chernoff: ( ininteligível) podemos concordar que a observação - a imprensa não vai ouvir sobre tudo isso?

Det. Martinez: O conteúdo desta entrevista nunca será divulgado por nós, mesmo depois da toxicologia sair.

Sr. Chernoff: E vocês são os únicos que, basicamente, tem a guarda desta entrevista?

Det. Martinez: Sim, vamos ter a custódia das anotações. Os fatos pertinentes vou passar á frente - vou encontrar com a investigadora legista, Elissa Fleak, e o Dr. Lakshmanan, que é o médico legista do condado de Los Angeles. Ele é o único que realmente faz a autópsia. Então, eu vou estar discutindo com eles o que foi que falamos. Espero, que vá ajudá-lo a determinar a causa da morte.

Sr. Chernoff: Sim, claro, tudo bem. certo

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Det. Martinez: Ok. Dr. Murray, nome completo?

Dr. Murray: Conrad Robert Murray.

Det. Martinez: 26/06. 16:05 . Você tem um endereço de residência?

Dr. Murray: Sim. 2426 Grassy Spring Place.

Det. Martinez: Gerassy?

Dr. Murray: Hu-hum

Det. Martinez: Spring Place

Det.

sintonizada off.

Smith:

conselho,

Det. Martinez: Ok

deixe-me

ver

se

eu

Dr. Murray: Las Vegas, Nevada 89135

posso

obter

esta

música

Det. Martinez: 89135, você tem um telefone de casa?

Dr. Murray: Yes (702)

Det, Martinez: (702)

Dr. Murray: 360

Det. Martinez: 360

Dr. Murray: 2543

Det. Martinez: 2543. E endereço comercial?

Dr. Murray: 2110.

Det. Martinez: 211o

Dr. Murray: East Flamingo Road

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Det. Martinez: East Flamingo Road. Algum número de apartamento?

Dr. Murray: 301

Det. Martinez: 301. Las Vegas também?

Dr. Murray: Las Vegas, Nevada.

Det. Martinez: Mesmo CEP?

Dr. Murray: Não. 89119.

Det. Martinez: E um telefone comercial?

Dr. Murray: (702) 866-6802

( ininteligível)

Det. Martinez: Você tem telefone celular?

Dr. Murray: Sim. (702) 862-0973

Det. Martinez: Ok. Qual sua altura?

Dr. Murray: 1.90cm, 1.92com, aproximadamente.

Det. Martinez: quanto você pesa?

Dr. Murray: Entre 90.72kg e 99.79kg

Det. Martinez: 99,79kg? E data de nascimento?

Dr. Murray: 19 de fevereiro, 1953.

Det. Smith: Desculpa. Fevereiro?

Det. Murray: 19, 1953.

Det. Martinez: Quantos anos você tem?

Dr. Murray: 56 evidentemente.

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Det. Martinez: E você tem - obviamente você não tem carteira de motorista da Califórnia. Você tem carteira de motorista de Nevada ou do Texas?

Dr. Murray: Não, eu tenho carteira de motorista da Califórnia.

Det. Martinez: Oh, você tem?

Dr. Murray: Sim.

Det. Martinez: você sabe o número de cabeça.

Dr. Murray: Eu vou dar para você. Eu dei-o para seus outros colegas no dia do ---

Det. Martinez: Sim.

Dr. Murray: (ininteligível) o número é "A" como de maçã (Apple), 5965981.

Det. Martinez: A5965981.

Dr. Murray: Sim.

Pessoa não identificada: Desculpa, a música está desligada agora?

Det. Martinez: Não, ainda está ligada.

Pessoa não identificada: Ainda está ligada, ok. Desculpe por isso.

Det. Martinez: E Pena, Chernoff. Ok.

Det. Smith: Podemos ter alguns cartões de visita?

Det. Martinez: eu tenho eles. Eu tenho eles.

Det. Smith: oh, você tem algum já?

Det. Martinez: Sim

Det. Smith: Ok

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Det. Martinez: Deixe-me passar-los para você. Então, mais uma vez, muito obrigado por reunirem-se com nós. Espero que você entenda que nada do circo que vem acontecendo tem sido nosso --- que vem de nós, nenhum dos comentários e outras coisas. Entendemos que você falou com alguns detetives no hospital.

Dr. Murray: Sim.

Det. Martinez: Infelizmente, eles não estavam lidando com o caso. Eles apenas foram a divisão que estava ali na área. Então, eles - -- nós estávamos vindo do centro da cidade. Eles eram de lá. Eles apareceram. Eles estavam nos ajudando. e assim eles não fizeram uma entrevista formal. Eles basicamente tomaram notas depois que não podia - depois que você tinha deixado.

Dr. Murray: Sim

Det. Martinez: Então é por isso que nós queríamos---

Dr. Murray: oh, eles fizeram notas depois que eu saí?

Det. Martinez: Quero dizer que eles fizeram poucas notas, mas eles sabiam que não estavam lidando com isso. Eles pensavam que íamos falar.

Dr. Murray: Oh, ok. Eu percebi.

Det. Martinez: Então, quanto tempo você é médico do Sr. Jackson?

Dr. Murray: No começo eu estava atendendo a ele em 2006.

Det. Martinez: E era contínuo, em 2006?

Dr. Murray: não, bem, não.

Det. Martinez: atendendo e não atendendo?

Dr. Murray: Atendendo e não atendendo. Intermitente.

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Det. Martinez: Você sabe se ele estava sob os cuidados médico?

de qualquer outro

Dr. Murray: Ele nunca revelou isso para mim, mas porque ele mudava-se muito, eu diria que era por isso.

Det. Martinez: Ok. Então você não tem certeza se você foi o único médico.

Dr. Murray: Não

Det. Martinez: Desculpe doutor. Que tipo de médico é você?

Dr. Murray: Eu sou um cardio --- cardiologista intervencionista é a minha subespecialidade. Eu sou um especialista em cardiologia. Eu tenho uma especialidade também em medicina interna. Todas as três.

Det. Smith: Será que os Jacksons, Michael especificamente, procurá-lo porque você é um cardiologista ou

Dr. Murray: Não. Eu primeiro conheci-o em 2006, quando um amigo paciente, que era um guarda de segurança dele, pediu que eu o visse como um pedido, porque ele não estava se sentindo bem e ele queria ver um médico.

(interrupção)

Sr. Chernoff: Sim, Obrigado.

Det. Martinez: Muito obrigado.

Det. Smith: E quando você começou a atender, ver Michael Jackson em 2006, foi para quê?

Dr. Murray: Houve uma doença, gripe familiar entre ele e seus filhos. Eles estavam tossindo e tinham o nariz escorrendo, e eles se sentiam desidratados e eles realmente não descansaram o suficiente no momento.

Det. Smith: Ok. E desculpa. Você foi indicado por um paciente seu?

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Dr. Murray: Um filho de paciente, que também é um paciente da minha clínica.

Det. Smith: E ele era seu guarda de segurança?

Dr. Murray: Ele é um guarda de segurança, e fez a recomendação.

Det. Martinez: Ok. Esta última parte de tempo que você tem cuidado dele, quanto tempo tem sido continuamente?

Dr. Murray: Um pouco mais de dois meses.

Det. Martinez: Pouco mais de dois meses. Você poderia nos dizer como isso veio a acontecer?

Dr. Murray: Fui chamado pelo assistente do Sr. Jackson. Seu nome é Amir.

Det. Martinez: Amir.

Dr. Murray: Imão Amir

Det. Martinez: Sim.

Dr. Murray: E ele disse que Jackson queria falar comigo. E, em seguida, ele mencionou que, pela primeira vez, porque eu não tinha visto ele por um tempo, que eles estavam indo fazer uma turnê de concertos na Inglaterra e Mr. Jackson gostaria muito de me fazer parte da viagem e para estar lá para os concertos, e que eu iria concordar com isso. E eu disse "bem, eu preciso de mais detalhes sobre isso", e foi isso. Que era basicamente a essência da questão.

Então ele chamou o Sr. Jackson, aparentemente, eu não estava presente. E pouco depois, dentro de uma hora ou assim, recebi um telefonema do Sr. Jackson me dizendo como ele estava orgulhos de eu estar fazendo planos para me juntar à viagem. Claro, eu não tinha um compromisso assumido, mas foi assim que tudo começou.

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Det. Martinez: E eu tenho certeza que vocês ouviram no noticiário. A notícia está relatando que você não trabalha para o Sr. Jackson, mas você trabalha para a AEG. Isso é correto ou incorreto?

Dr. Murray: Como faço para definir isso? Bem, o Sr. Jackson me pediu para estar em sua equipe. Eu estava conversando com o Sr. Jackson. Ele me ofereceu emprego, e eu era da opinião de que ele seria meu empregador diretamente. Posteriormente, ao aceitar que, eu --- eu percebi a AEG pagaria o salário que ele pediu. Então essa foi a sua disposição, tanto quanto o que financiaria a mim. Então eu sou um empregado, mas de Michael Jackson, mas pago através da AEG. Ajuda você?

Det. Martinez: Oh sim. Então Michael escolheu recebendo.

você, mas alguém está

Dr. Murray: Eu não tinha idéia de que esse era o caso.

Det. Martinez: Ok. Ok. Então, dois meses cuidando dele. Fez isso ---- nesse dois meses tudo foi aqui na Califórnia, ou foi dividido entre aqui e Las vegas?

Dr. Murray: Basicamente aqui.

Det. Martinez: Basicamente aqui?

Dr. Murray: ah - hã

Det. Martinez: Ok. Você pode nos falar sobre a saúde geral do Sr. Jackson?

Dr.Murray: De um modo geral, ele não era uma pessoa que comia bem. Ele é muito magro. Havia ---- Eu sabia que ele provavelmente estava vendo outros médicos para outras questões que ele não revelou para mim, claramente. Então eu não tenho certeza se ele foi bastante honesto com todas as suas condições gerais. Mas, durante um exame superficial físico, eu não encontrei nenhuma grande alteração física, salvo uma subluxação do seu quadril direito.

Det. Martinez: Uma o quê?

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Dr. Murray: Subluxação.

Det. Martinez: Eu não sei o que isso significa.

Dr. Murray: Ele - é como se você tiver uma articulação que sai do lugar e volta em um determinado ângulo. Assim, sempre que ele se inclinava a 90 graus ou mais, seu quadril direito saia da articulação. - Senta-se apóia , desliza. Esse foi o caso. Ele tinha algumas doenças fúngicas nos dedos dos pés, o que foi tratado antes, e que estava bem. Nenhuma outra doença sistêmica, como a hipertensão ou pressão arterial elevada ou mais, foi reconhecido por mim.

Det. Martinez: Você tem alguma follow- up (um exame posterior de um paciente com a finalidade de monitorar o tratamento) sobre isso?

Dr. Murray: Não, não sobre isso

Det. Martinez: Vamos em frente.

Det. Smith: O dia em que você foi notificado - Eu acho que teria sido em algum momento no final da quarta-feira à noite para a madrugada de quinta- feira - quem telefonou para você?

Dr. Murray: Eu estava ao telefonou com Amir. Irmão Michael Amir, deixando- me saber que o Sr. Jackson estava terminando de ensaiar em torno desse tempo. Olhei para meu relógio quando recebi o telefonema. Isso era cerca de 12:10 da manhã, 0:10. E gostaria de encontrá-los na casa.

Det. Martinez: Ele mencionou qualquer --- apenas isso --- apenas o ensaio que estava terminando, ou disse que houve algum problema?

Dr. Murray: Perguntei sobre os problemas, porque eu sempre faço pergunta sobre o quão bem ele havia feito naquele dia, ele fez um bom ensaio. E me disseram que ele teve um monte de reuniões, que fez um ensaio parcial, não o o ensaio total. E ele queria que eu lá na hora em que chagasse em casa.

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Det. Martinez: Ok. Então, casa normalmente.

Dr. Murray: Sim.

ele não reclamou de nada, só queria

você lá na

Det. Martinez: Entendemos que você tinha que passar alguma noites no --- na casa.

Dr. Murray: Não algumas noites. Passei todas as noites.

Det. Martinez: Oh, todas as noite?

DR. Murray: Com exceção das noites que eu estava de folga, que era nos domingos.

Det. Martinez: Foi por motivos médicos ou apenas para fazê-lo se sentir melhor, que você passava a noite?

Dr. Murray: Foi o pedido do Sr. Jackson.

Det. martinez: Ok.

Det. Smith: Então, você estava lá seis noites por semana?

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: A menos que algo---

Dra. Murray:

Det. Martinez: --- acontecesse com Michael.

Dr. Murray: Certo.

Det. Smith: Ok. O quarto onde ele estava ---- Bem, deixe-me voltar um pouco. A que horas você chegou lá naquela noite depois de ter recebido esta ligação, um pouco depois da meia noite?

Dr. Murray: Cheguei --- Eu cheguei lá cerca de 12:50, perto da 01:00 hora.

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Det. Smith: Você chegou sozinho?

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: Ok. E quando você chegou lá, o que aconteceu?

Dr. Murray: Fui ao quarto do Sr. Jackson, é claro, ele tem dois quartos na casa. O que eu estava habituado a vê-lo, eu fui ao seu quarto, e esperei sua chegada.

Det. Martinez: Ah, então você chegou a casa antes de ele voltar--

Dr. murray: Sim.

Det. Martinez: --- do ensaio?

Dr. Murray: Hã-hã

Det. Smith: Então, Michael não tinha voltado ainda. Você chegou lá antes dele, isto está correto?

Dr. Murray: Com certeza, hã-hã.

Det. Smith: Ok. E que tempo levou Michael para chegar?

Dr. Murray: Pouco tempo depois. Provavelmente, talvez em torno de 1:00,

1:05.

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Da manhã. Eu não posso dizer exatamente com precisão que horas seriam.

Det. Smith: Aproximadamente. Isso é bom.

Det. Martinez: É, a estimativa é boa.

Det. Smith: E uma vez que Michael chegou, o que aconteceu?

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Dr. Murray: Ele, geralmente perguntava - Ele dizia: "Boa noite. Olá, como você está?" e eu dizia o mesmo para ele. E então ele disse -Eu disse:

-"Como foi seu dia? Você está bem? O que você está sentindo? E ele dizia "Oh, cansado e fatigado, e eu sou tratado como se eu fosse uma máquina por causa de --- ele disse isso. Mas deixe-me apenas tomar uma ducha rápida e me trocar, e eu vou voltar para você ".

Det. Smith: Ok. E o que aconteceu a seguir?

Dr. Murray: Após o banho, então ele voltou no quarto. E ele ---Eu iria colocar um pouco de creme em seu corpo, loção, em uma área nas costas.

Det. Smith: Que tipo de creme era esse?

Dr. Murray: É um creme que ele usa para --- cronicamente por questões dermatológicas.

Det. Smith: Sinto muito. Para quê?

Dr. Murray: Questões dermatológicas.

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Ele anda com um guarda-chuva no sol. Ele diz que é --- ele tem reação alérgica ao sol, o que provavelmente resulta de uma história de vitiligo.

Det. Martinez: Esse são as manchas brancas?

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: E quando este estava sendo feito, foi este --- há dois quartos quando você vai lá em cima, um imediatamente a sua esquerda, que eu acho que teria sido o de Michael, e depois outra sala onde o IV foi colocado, se você vai ---

Dr. Murray: Certo.

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Det. Smith: Teria que ser tipicamente seu quarto?

Dr. Murray: Esse seria o quarto onde eu iria vê-lo normalmente. Ninguém estava autorizado a ir para o outro quarto a esquerda.

Det. Martinez: Oh.

Dr. Murray: Perguntei a ele sobre isso e, normalmente, onde quer que ele viva, ele sempre tinha dois quartos. Primeiro de tudo, ele não confiava que as pessoas entrassem em seu quarto, porque ele disse que tinha perdido coisas antes. E seu quarto está sempre em mau estado, e nem mesmo a limpeza era permitida entrar lá. Por isso, nunca fui ao quarto.

Det. Smith: E quando você estava vendo Michael esta noite, colocou este creme sobre ele, ele estava na sala que você normalmente permanecia dentro.

Dr. Murray: Sim, sim.

Det. Smith: Ok. Na cama?

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: Havia mais ninguém no quarto?

Dr. Murray: Não.

Det. Smith: Então era só você e Michael. Ok.

Dr. Murray: Normalmente era assim que era.

Det. Smith: Ok. E esta noite, era só você e Michael.

Dr. Murray: Apenas eu e ele.

Det. Smith: Assim depois de você colocou esse creme sobre ele, o que aconteceu? O que aconteceu depois?

Dr. Murray: Bem, a coisa mais comum é que ele quer dormir.

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Det. Smith: E ele ia dormir. Nada acontecia depois de colocar o creme sobre ele e---

Dr. Murray: Não, ele não é capaz de dormir naturalmente.

Det. Smith: Ok. Então o que acontece depois?

Dr. Murray: Então, basicamente, eu colocaria um IV.

Det. Smith: Isto é para desidratação ou ---

Dr. Murray: Hidratação também , porque, você sabe, quando ele faz exercícios e dança, ele perde muito líquido.

Det. Smith: Então, esta noite, você colocou o IV ?

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Hã-hã.

Det. Smith: E o que aconteceu depois?

Dr. Murray: Conversamos um pouco, então eu dei-lhe medicação para ajudá- lo a dormir.

Det. Smith: Ok. Quando você coloca o IV em seu braço?

Dr. Murray: O IV é colocado em ---Nesta noite em especial, o IV foi colocado à sua direita ou a esquerda, ou á direito ou sua perna esquerda, mas abaixo do joelho.

Det. Smith: Em algum lugar nesta área?

Dr. Murray: É.

Det. Smith: Na área da panturrilha?

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Dr. Murray: Não, mais alto, superior, perto do joelho.

Det. Smith: Logo abaixo, direita ou esquerda.

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: Você não se lembra qual?

Dr. Murray: Não.

Det. Smith: Ok.

Det. Martinez: Na parte de trás? Na parte de trás ---

Dr.

proeminente.

Murray:

Da

perna?

Onde

quer

que

houvesse

uma

veia

mais

Det. Smith: E então você ---- Eu acho que você disse que deu-lhe algum sedativo.

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: O que você deu a ele?

Dr. Murray: Ele tomou um Valium, que é --- que ele tinha, que era um comprimido, 10 mg por via oral.

Det. Smith: Você sabe o que --- o Valium, você sabe exatamente o que era?

Valium, você sabe exatamente o que era? Dr. Murray: VALIUM, que dose? Detetive Smith: 10 miligramas? Dr. Murray: 10 MILIGRAMAS Detetive Smith: OK Dr. Murray: um comprimido Detetive Martinez: Mais alguma coisa? Dr. Murray: É o que ele tomou por via oral. Então ele sentou. Os efeitos do Valium são demorados. Não vem imediatamente. E ele precisava

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dormir. Então eu lhe dei medicamentos adicionais com segurança, que foi o LORAZEPAN via Intra venosa. Detetive Smith: DORAZEPAN? Dr. Murray: LO. LORAZEOAN. Detetive Smith: LORAZEPAN? Dr. Murray: L.O.R.A.Z. E.PA.N. Detetive Smith: E.P.E. M.? Dr. Murray: P.A. N, LORAZEPAN. Detetive Martinez: é medido em milímetros? Dr. Murray: miligramas. Detetive Martinez: miligramas? Dr. Murray: por ml. Detetive Martinez: Você se lembra quanto deu a ele? Dr. Murray: Sim. A concentração que ele vem no frasco era de 4ml miligramas por ml na frasco, e no frasco contém 10cc. Então eu dei a ele meio miligrama, equivalente a 2 miligramas no tota diluido com soro fisiológico.

total depois de diluído foi cerca de meio

Detetive Martinez: Ok Então miligrama. Correto?

Dr. Murray: 2 mili

Detetive Martinez: Ah, 2 miligramas

Metade de metade

era

Dr. Murray: Porque eu só levei meia miligrama de

o

2 miligramas

metade

de um cc e cada cc transporta 4 miligramas

DETETIVE MARTINEZ, Ok, só 2 miligramas após diluição

Detetive Smith: E o que foi colocado nesta seringa via itntravenosa, ou Dr. Murray: não que

Detetive Smith:

Dr. Murray: Não, foi inserido lentamente lentamente. Detetive Smith: Desculpa? Dr. Murray: Foi inserido via intravenosa lentamente. Detetive Smith: OK. Então foi inserido em gotejamento via intravenosa.

Dr. Murray: Não. O gotejamento intravenoso foi com a solução salina soro

sobre o cabo, há um compartimento

fisiológico para hidratação. E embaixo

foi em outro local?

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onde pode injetar uma agulha Detetive Smith: Ok Dr. Murray: Então eu desliguei a intravenosa. Naquele momento então, eu inseri lentamente a medicação. Detetive Smith: Ok Dr. Murray: durante cerca de 2 a 3 minutos. Detetive Smith: OK Dr. Murray: E uma vez que foi infundida com segurança, então destampei a via e depois só depois o gojetamento via intravenosa continuou a escorrer Detetive Smith: Ok. Então, obviamente, foi feito com uma seringa Dr. Murray: Sim Detetive Smith: Lentamente Dr. Murray: SIM Detetive Smith: Ok. E o que aconteceu depois? Dr. Murray: Bem, eu olhava para ele. Observei-o, e ele continuou a ser acordado por mais de uma hora

Detetive Smith: Alguma medicação adicional? Dr. Murray: Bem, eu observava-o porque, você sabe, eu queria ser cauteloso. Assim que eu o observava o tempo suficiente para ver se havia como com o efeito de drogas, você sabe, se ele começaria a dormir. E depois de uma hora ou assim observando-o, ele ainda estava acordado.

Detetive Martinez: não funcionou Dr. Murray: não houve mudança. Ele continuou a queixar-se que ele não conseguia dormir. E assim, depois de horas eu decidi "bem, OK. Vou dar-lhe um algo diferente", porque ele estava bem acordado depois de uma hora e a esta altura os efeitos da mediação já deveriam ser percebidos. Com isto eu dei a ele um remédio chamado midazolam. Detetive Smith: Como se pronuncia? Dr. Murray: M. I. D.A. Z. O. L. A.N Sr Chernoff: Isto é….Isto tem o nome do remédio? Dr. Murray: VERSED (nome generic do MIDAZOLAN)

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Sr.Chernoff: VERSED? Dr. Murray: Sim, V.E.R.S.E.D. Detetive Martinez: S.E.D. OU Dr. Murray: S.E.D Detetive Martinez: S.E.D Dr. Murray: Isso, Versed.

Detetive Smith: OK é a mesma coisa que o Midazolan?

Dr. Murray: Não, não

Sim, claro

são

os mesmos medicamentos

Detetive Smith: OK Dr. Murray: ha ha Detetive Smith: E quanto desse que você deu a ele? Dr. Murray: Eu lhe dei 2 miligramas. Detetive Smith: E este medicamento também é injetado? Detetive Smith: injectado lentamente Sr Chernoff: Pode dar um momento Dr? Dr. Murray: Aproximadamente 1 hora depois do tempo de espera do efeito do Lorazepan.

Sr. Chernoff: Então, o lorazepam foi dado em que qual horário? Dr. Murray: Bem, depois que ele foi para cama com seu creme , ele colocou

e eu estou

supondo

Sr. Chernoff: Então, uma hora depois disso… Dr. Murray: Uma hora depois disso ele estava com o Sr Chernoff: versed

Dr. Murray:

Sr. Cherniff: Certo Detetive Martinez: Cerca de 3:00 da manhã Dr. Murray: Sim Detetive Martinez: OK, como foi essa experiência? Dr. Murray: Eu esperei outra vez. Eu esperei outra vez. E não fez efeito…Ele estava bem acordado. Eu disse "Você sente um pouco de sonolência? Você acha que os seus olhos estão pedindo para vc

seu…seu… pijama, e depois tomou um banho, eu diria

em torno de 2:00 horas.

versed

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dormir?". Ele disse: "NÃO". Eu disse: "Que tal se você tentar meditar? Vamos mudar a iluminação da sala. Colocar uma música baixa" que

ele gosta de dormir com

pés. E tente relaxar. Tente meditar. "Ele fez isso com relutância. E os olhos

fecharam. Fiquei grato por isso. Então 15 minutos.

Vou esfregar seus

música

alta.

Deixe-me

Observei-o durante cerca de 10 ou

Detetive Smith: Vc sabe quanto tempo passou para ele finalmente adormecer? Dr. Murray: Após eu lhe dar a medicação? Cerca a 15, 20 minutos durante o meu período de espera, eu diria

e agora eu

Detetive Smith: Então, aproximadamente 3:20; 3:30 da manhã estou julgando que… Dr. Murray: Sim, sim

Detetive Smith: A

Depois vc deu lhe o versed

Dr. Murray: Sim, eu lhe dei por volta das 3:15, 3:20 ou seria um prazo razoável que eu estimei…

Detetive Smith: OK Dr. Murray: Eu não estava olhando meu relógio. Detetive Smith: Sim, naturalmente. Dr. Murray: Sim. E conversei com ele sobre Meditação durante esse tempo e tentando relaxá-lo para fazê-lo dormir naturalmente. Eu estava assim (ininteligível) Que durante esses 20 minutos ou assim,a partir das 03 horas. Seus olhos estavam fechados e ele estava cochilando Eu cronometrei, porque eu ficava olhando para ele, dentro de 10 ou 12 minutos, ele simplesmente se levantou.

Detetive Martinez: acordou novamente. Dr. Murray: Despertou novamente Detetive Martinez: Então adormeceu por 10, 15 minutos. Detetive Smith: Sim Dr. Murray: Você sabia? E ele disse. "Uau." Ele disse: "Depois que você me pediu para meditar, eu nunca pensei que iria funcionar, mas acho que dormi

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um pouco, não dormi?" Eu disse, "você fez. Então, vamos continuar tentando isso." E nós tentamos. E deu 04 horas da manhã e 4 horas se foram e ele ainda ainda estava acordado. Deu 4:30 da manhã, e ele estava bem acordado. E então ele reclamou: “ Eu preciso dormir Dr Conrad. Eu tenho estes ensaios para fazer. Eu devo estar pronto para o show na Inglaterra .Amanhã vou ter que cancelar minha performance. Eu terei que

cancelar minha viagem ,porque, você sabe, eu não consigo funcionar se eu não dormir” . Eu Disse: "Bem, eu quero que você tente. Apenas tente, apenas tente, você sabe. Então você tem que fechar os olhos. "Você sabe, então eu comecei a trabalhar novamente. Ele se cansou de fechar os olhos, E nada…Ele movia seus pés, se mechia na cama se queixando "Oh, eu simplesmente não consigo dormir. O remédio não funciona." Então, eu olhei para o relógio, e eu percebi que, bem, desde que eu lhe dei o Ativan, Lorazepam anteriormente, que era, cerca de 02 horas? Detetive Martinez: ha Dr. Murray: (ininteligível) e agora nós passávamos das 04:00, 04:30;

05:00

razoável dar uma quantidade adicional de…de lorazepam.

Ele conseguiu um segundo agente. Eu decidi, bem… é relativamente

Detetive Martinez: Ok Então Dr. Murray: O Ativan. Então eu lhe dei outras 2 miligramas lentamente, após cerca de duas horas e meia Detetive Smith: OK. Então, vc adicionou 2 miligramas?

Dr. Murray: Sim. Não de

Detetive Smith: LORAZEPAN? Dr. Murray: Sim. Foi o primeiro agente ( medicamento) que dei às 02:00 HORAS Dr. Murray: o outro nome da LORAZEPAN É ATIVAN A.TI.V.A.N., se puder ajudá-lo A. T. I. V. A.N. Detetive Smith: OK. E eu sinto muito. Que horas eram quando vc…

não

de versed . De lorazepam.

Dr. Murray: cerca de 5 HORAS Detetive Smith: cerca de 5 horas? Dr. Murray: Sim. Já tinha pasado das 04:30 desperto.

20

vc

sabe

e

ele

estava

Detetive Martinez: Vc o ajudou a relaxar e… Dr. Murray: NÃO Detetive Martinez: NÃO? Dr. Murray: Naquela hora, ele se queixou que não iria performar, que ele iria ter que cancelar os ensaios novamente ele disse, vc sabe, não vou satisfazer meus fãs …que ele não descansou bem e todas essas coisas. Então, houve muita em mim E eu lhe disse. 'Sabe, se eu tomasse o remédio que te dei, eu estaria dormindo até amanhã à noite, como uma pessoa normal. VOCÊ NÃO É NORMAL ". Disse-lhe .E então eu esperei, esperei outra vez. A luz do dia apareceu e o Sr Jackson ainda estava….

Detetive Martinez: Ainda estava… Dr. Murray: Ainda acordado, ainda falando Detetive Smith: 6:00, 06:30? Dr. Murray: Sim. 07:30,O Sr Jackson ainda estava desperto. Naquele horário, eu lhe dei mais 2 miligramas de versed, NÃO lorazepam.

Detetive Smith: Ok. Então, neste momento, Você deu a ele 2 miligramas

Desculpe

Dr. Murray: de versed

Detetive Martinez: Você fez isso da mesma maneira, onde vc diluiu? Dr. Murray: Sim. E então lentamente infundi. Versed é o mesmo que,

novamente, midazolam. OK? Midazolan Detetive Smith: OK Dr. Murray: Eu não mudei a medicação. Detetive Smith: OK

Somente entre as horas da primeira dose de versed, que era cerca de horas da manhã…eu acho…eu apenas Detetive Martinez: cerca de 3 horas. Dr. Murray: 3 horas? Então havia passado das 7:30, e nenhum efeito. Foi quando eu lhe dei a outra dose, esperando que ele conseguisse dormir um pouco. E não funcionou. Detetive Smith: Ainda nenhum efeito?

Eu, então, cautelosamente chequei o

local da Intravenosa. Eu verifiquei o local da perfusão sobre o seu corpo para

Dr. Murray: nenhum efeito. Eu então

do que?

Ele

tinha tomado antes.

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ter certeza que a intravenosa estava fluindo e que ele não estava molhando

Eu quero dizer “onde este medicamento está

indo?” Porque este homem não tem efeito? Detetive Smith: Ele estava acordado. Dr. Murray: Desperto Detetive Smith: Ainda acordado Dr. Murray: Desperto Detetive Smith: E ele ainda não havia urinado? Dr. Murray: ele urinou então…fiz um suporto e ele urinou…ele encheu um saco e eu esvaziei…então eu coloquei outro recipiente, e ele despejou outros Cc’s de urina. Então ele urinou, sim, oh sim, ele não…porque ele está recebendo o fluido intravenoso, vc sabe, que isso também hidrata ele.

os lençóis. Eu quero dizer

Detetive Smith: Agora já passamos das 07:30. Você administrou 2 miligramas a mais de versed Dr. Murray: Sim Detetive Smith: Ainda não tinha efeito. Dr. Murray: não Detetive Smith: Está ficando tarde …agora o que aconteceu?

Dr. Murray: Nos estávamos

manhã Detetive Smith: OK Dr. Murray: e nada funcionou Detetive Martinez: mas entre o 07:30 e as 10, Vc apenas o observou e disse- lhe para

volta das 10 horas da

Nós estávamos

por

Dr. Murray: Nós estávamos tentando, tentando. E neste momento ele estava realmente reclamando que não conseguia dormir, você sabe, o que estou fazendo não está funcionando, e ele tem que cancelar o ensaio. Tudo estava sendo jogado fora. E temos muito pouco tempo para levar o show para Inglaterra. Naquela hora, ele disse, "Eu gostaria tomar um pouco de leite". Detetive Martinez: LEITE? Detetive Smith: Que horas foi isso?

22

Dr. Murray: Isso, ele disse: "Por favor, por favor, me dê seu leite para que eu possa dormir, porque eu sei que isto é tudo que realmente funciona para mim". Detetive Smith: leite quente ou morno ou apenas Dr. Murray: Isto é um remédio Detetive Smith: O que Dr. Murray: Que ele estava familiarizado com Detetive Martinez: Que Remédio? Dr. Murray: ele é chamado PROPOFOL Detetive Martinez: propofol. OK Dr. Murray: YEAH Detetive Smith: Como se escreve, dr? Dr. Murray: P.R.O.P.O.F.O.L. Detetive Smith: O que é este PROPOFOL? Dr. Murray: é um sedativo que também poderia ser usado para a anestesia.

Detetive Smith: OK. E como é que

Dr. Murray: É tanto utilizado de forma intravenosa. Geralmente a maioria os pacientes recebem uma certa quantidade de droga com base no peso corpo,

e então eles podem ser iniciados com uma infusão lenta o suficiente para

manter

é Injetado também?

os níveis no plasma de modo que podem

eles podem dormir.

Detetive Smith: Ok assim que você lhe deu este propofol. Dr. Murray: Sim

Detetive Smith: Você se lembra sobre que horas eram? A última hora era cerca de 10 da manhã, quando ainda não havia nenhum efeito e ele estava reclamando que ele iria ter que cancelar.

Dr. Murray: Era

era

Eu sabia que eu olhei para o relógio. Olhei para o sol. E

era

eu vi era …10:30. Então, eu diria aproximadamente 10:40

Sr Chernoff: Por que você olhou para o relógio? Dr. Murray: Porque eu estava olhando para as horas do tempo,que comecei

a tratá-lo e tudo que eu lhe dei para este ponto, esperando o efeito tudo

mais, e eu não vi qualquer efeito e eu olhei para o relógio, porque também se

seu dia é para ser produtivo, ele também tem que se levantar por um certo

tempo

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e não havia efeito

sedativo da que ele havia recebido até agora, eu disse: "Se vc tomar propofol

agora”, que, naturalmente, ele se referiu como leite , "Quanto tempo" quanto sono você espera ter? Vc sabe, Quanto tempo vc espera até meio dia

". E ele disse, "só me faça dormir. Não importa o tempo… Eu disse, "o que vai acontecer com você? Seu ensaio já está marcado para hoje ". Ele disse:

não posso funcionar se eu não dormir, e eles terão que cancelar. E eu não quero que eles cancelem". Então eu…eu concordei nesse momento que eu gostaria de mudar para o propofol. Detetive Smith: Este é o primeiro momento que vc usa isto ( propofol) Dr. Murray: Primeira vez, sim Detetive Smith: Ok Dr. Murray: E eu lhe daria uma pequena quantidade que o ajudaria a dormir e então ver faria efeito Detetive Smith: Quanto você administrou inicialmente? Dr. Murray: 25 miligramas Detetive Smith: OK. E novamente, isso foi aproximadamente às agora, 10:40 que vcdeu ou tomou?

Dr. Murray: Bem por volta das 10:40, Nós

estava fazendo efeito. Assim pela hora que eu retirei do frasco e diluí

tive que diluílo, e geralmente eu diluo com lidocaína. L.I.D.O.C.A.Í.N.A,

queima os vasos. Sente um efeito colateral e faz

porque poderia ser muito

Nós discutimos que nada

Eu

E se ele

E se ele…e falei abertamente e ele foi

com que ele queime Detetive Smith: E eu sinto muito. Você deu a ele o quanto agora? Dr. Murray: 25 miligramas Detetive Smith: OK. E sempre da mesma maneira Dr. Murray: Sim Detetive Smith: Independentemente do que você estava dando a ele, foi para o… Dr. Murray: sim, eu empurrei- Detetive Smith: Ok Dr. Murray: ha ha Detetive Smith: OK. Me desculpe eu interrompi vc, mas nós estávamos indo

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na direção do horário às 10:40, você percebeu que nada estava acontecendo, Então pelo tempo que você pegou suas coisas e você deu a ele, era Dr. Murray: Não levaria muito tempo para que eu apenas retirar um frasco e diluir com a lidocaína, que é um agente anestésico local que, você sabe, também é um bloqueador de sódio para fazer ele não sentir a sensação de queimação na injeção lenta. Então eu tinha uma total da medicação misturada com a lidocaína, e eu administrei. Detetive Martinez: OK. Isso demorou cerca de mais de 5 minutos ou 10 minutos? Dr. Murray: Lentamente infundida. Mais lentamente infundida , eu diria cerca de 3 a 5 minutos Detetive Martinez: 3 a 5? Dr. Murray: Sim, porque o efeito é muito rápido Detetive Martinez: Então que estamos por volta das 10:50 Dr. Murray: Sim. O efeito é muito rápido . Portanto, o efeito dura cerca de só dura aproximadamente 15 minutos. Detetive Smith: OK. Então agora estamos mais ou menos às 10:50, 11:00 horas da manhã. Dr. Murray: ha ha

Detetive Smith: O que ocorreu depois?

Dr. Murray: Bem, você sabe, ele agora está dormindo, você sabe… Detetive Smith: Ele dorme Dr. Murray: Ele dormiu Detetive Smith: OK Dr. Murray: ha ha

Chernoff : Em que lugar

administrando , na realidade vc tomou todas as precauções , monitoramento por aparelho ou qualquer coisa assim? Dr. Murray: Sim, eu tomei todas as precauções que estava disponível para

Desde que comecei a vê-lo, tenho a certeza que havia oxigênio a

Quando você fez isso, enquanto você estava

mim.

beira do leito, que ele foi colocado no oxigênio toda noite via cânula nasal e também o oxímetro de pulso, que é um tubo plástico que vai até o dedo ou

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dedo do pé. É um dispositivo. É Operado a bateria. Que mostra o nível de saturação oxigênio e também batimento a batimento dinamicamente mostrando a freqüência cardíaca do paciente. Detetive Martinez: Você disse pulso oximetro?

Dr. Murray: OXÍMETRO Detetive Martinez: OXÍMETRO Dr. Murray: O.X.Í.M.E.T.R.O

que registra a quantidade de oxigênio que

ele tem em seu sangue, e também me ajuda a ver a taxa cardíaca Então, essas coisas estão no lugar. Detetive Smith: Você foi fez isso, durante toda a noite?

Dr. Murray: Sim Detetive Smith: neste momento em particular? Dr. Murray: Sim

Sr Chernoff: E você tinha particularmente…

Detetive Smith: A que se refere como leite

Sr Chernoff

Dr. Murray: LEITE Sr Chernoff: Sim, vamos apenas chamá-lo Leite. Ele pediu isso antes, e você sabia como ele reagiria a isto. Você teria dado a ele antes Dr. Murray: eu dei a ele antes Chernoff: E ele lidou com isso muito bem. Dr. Murray: ele lidou com isso BEM Detetive Smith: A mesma dose?

ele tinha pedido esta droga que ele

PROPOFOL. Leite

Dr. Murray: A dose e o gotejamento. Não a mesma dose nesse caso, porque eu tinha dado Versed a ele mais cedo. Eu tinha dado Ativan em momentos distintos durante a noite. E eu sei que a meia vida desses medicamentos não é tão curta quanto à do Lorazepam. Então eu tomei uma precaução, sabendo que todos esses medicamentos ainda estariam em seu sistema. Então os 25 miligramas não seria a dose que eu daria a ele se ele não tivesse esses outros medicamentos em seu sistema. Eu iria dar uma dose maior.

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Detetive Martinez: Oh, ok. Então é uma dose menor do que o normal.

Dr. Murray: Sim

Detetive Smith: Qual a maior quantidade de “leite” que você deu a ele no passado?

Dr. Murray: Bem, com base –

Detetive Smith: Se estes outros medicamentos não estivessem nele?

Dr. Murray: Com base no peso dele. Isso seria baseado no peso.

Detetive Martinez: Uh-hum

Dr. Murray: E a maior dose que eu já dei a ele, direto sobre o IV antes de começar o gotejamento sobre ele, seria o dobro daquela dose, que é cerca de 50 miligramas.

Detetive Smith: Então isso foi aproximadamente metade do que você tinha dado a ele antes.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: Ok.

Dr. Murray: Mas eu dei metade da dose para ser cauteloso, já que outros medicamentos já haviam sido administrados a ele durante a noite, que também induz o sono. E não houve resposta ou efeito.

Detetive Martinez: Você pode lembrar aproximadamente quantas vezes ele recebeu esse “leite” e reagiu bem a isso?

Dr. Murray: Bem –

Detetive Martinez: Desculpe-me. Que você deu a ele e não que outros médicos deram a ele.

Dr. Murray: Eu dei isso a ele –

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Mr. Chernoff: Foi mais do que dez vezes?

Dr. Murray: Sim.

Mr. Chernoff: Ok

Dr. Murray: Muito mais do que dez vezes.

Detetive Smith: Mais do que – Bem, quão longe nós voltamos agora, que intervalo de tempo? Foi no ultimo par de meses que vocês ficaram em contato? – Certo?

Dr. Murray: Dois meses.

Detetive Smith: Então no ultimo par de meses –

Dr. Murray: Dois meses.

Detetive Smith: Você administrou isso mais de dez vezes.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: Mais de vinte vezes?

Dr. Murray: Trinta dias por mês. Todo dia.

Detetive Martinez: Então foi diariamente –

Detetive Smith: Diariamente.

Dr. Murray: Diariamente, com exceção de três dias antes da morte dele. Eu tentei tira-lo da dependência –

Detetive Smith: Ok

Dr. Murray: -- dessa medicação.

Mr. Chernoff: Vamos ser claros. Vamos nos certificar de que vocês fazem essa pergunta. Se vocês não se importam.

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Detetive Smith: Com certeza.

Mr. Chernoff: Antes de você ser contratado como médico, você estava ciente que Michael Jackson estava recebendo esse medicamento diariamente?

Dr. Murray: Eu não estava ciente que Michael Jackson estava recebendo isso diariamente, mas eu fiquei um pouco surpreso com o conhecimento farmacológico que ele tinha, porque propofol não é um medicamento que geralmente as pessoas têm. E ele me explicou que já tinha tomado isso múltipla vezes. Ele usava freqüentemente nas suas turnês. Isso foi dado a ele por muitos outros médicos. Ele sabia exatamente que nós deveríamos ter o “antiburn”. “Antiburn”foi o apelido que ele deu para lidocaína, porque ele disse que sempre que o propofol era injetado, causava uma sensação de queimação. E ele perguntou se eu tinha isso e eu disse, “Não”. E ele disse, “Bem, eu só estou querendo que você saiba. Sem o “antiburn”, é realmente desconfortável. Então certifique-se que haja sempre muitos disponíveis”. E ele também disse que já tinha usado isso na Alemanha e em vários outros lugares, mas nunca divulgou o nome do médico.

Detetive Smith: E você entendeu que foi administrado por um médico e não pelo o próprio Michael, ou poderia --

Dr. Murray: Ele nunca me disse que já tinha administrado nele mesmo, mas ele me disse que outros médicos já permitiram ele infundir o medicamento (propofol) nele mesmo. E eu neguei essa oportunidade a ele. E ele me perguntou, “Porque você não quer que eu injete? Eu amo isso. Me faz sentir ótimo.” Eu disse, “Bem, se eu vou dar um agente que vai fazer você dormir imediatamente, que agirá rapidamente, eu não quero que você injete tal substância mesmo quando eu estou presente. Eu vou fazer isso. Então, sinto muito sobre os outros médicos que permitiram isso. Eu não irei permitir”.

Detetive Martinez: Ok. Então – Eu sei a resposta para essa pergunta, mas só para não deixar que eu faça suposições. A primeira vez que o “leite” foi usado nele, foi sua idéia ou idéia dele?

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Dr. Murray: Dele.

Mr. Chernoff: Ele (Michael) sabia o quanto deveria ser aplicado. Ele sabia o que era isso. Ele sabia como injetar. Ele sabia tudo isso.

Dr. Murray: Sim. E ele também sabia que isso era a única coisa que funcionava pra ele. Eu constantemente adverti a ele que isso era uma maneira artificial de dormir. Seria ótimo trazer ele para um estado mais natural. Como a maioria das pessoas, quando elas trabalham e ficam cansadas, elas adormecem. Ele me perguntou, “Você pode dormir assim?” eu disse, “Sem duvidas. A maioria das pessoas conseguem dormir. Eu entendo que crianças tem um melhor hábito para dormir do que os adultos. À medida que nós crescemos, nós passamos a dormir menos. E algumas vezes pacientes precisam de ajuda, sedativos que eles vão usar quando necessário.” Mas eu disse pra fazer isso nessa freqüência, eu não fiz – eu tentei aconselhá-lo a ficar longe disso.

Mr.Chernoff: Por acaso você sabe – Me desculpe por interromper vocês.

Detetive Martinez: Tudo bem.

Mr.Chernoff: Por acaso você sabe quem era o médico dele – Foi dado o nome de algum médico antes de você ser contratado?

Dr. Murray: Sim. Ele me disse que tinha alguns médicos na Alemanha. E eles iriam fazer coisas diferentes com base nas substâncias que ele recebeu. Mas antes de começar a trabalhar com ele em Maio, ele veio à Las Vegas em Março ou Abril.

Mr.Chernoff: Será que ele – Eu acho que o ponto onde quero chegar é, ele falou a você – Vamos apenas começar com essa Dr. Lee

Dr. Murray: Sim, vamos continuar.

Mr. Chernoff: Essa Dr. Lee – Você perguntou ao Michael sobre algumas coisas – essas marcas que estavam nele – que já estavam nos pés dele.

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Dr. Murray: Sim. Nas suas mãos também, várias marcas de IV. E ele tinha veias que estavam escleróticas. Então eu perguntei a ele o que ele estava recebendo. E ele me disse que estava vendo a Dr. Lee, que estava dando a ele um coquetel especial para dar energia. E a Dr. Lee afirmou que ela – nunca a conheci – trabalhou com os Lakers durante os tempos que eles ganharam o campeonato, e o coquetel dela era muito bom para dar energia a equipe. E eu disse, “Bem, o que tem nesse coquetel?” Ele disse, “Eu não sei”, mas ele se lembrava de um nome, que eu acho que era metionina. Eu não lembro, mas eu sei que era um amino ácido. E eu disse, “Bem, você pode procurar saber exatamente o que tem nesse coquetel? Porque eu gostaria de rever isso. Eu não tenho certeza se isso é bom pra você, porque eu estou achando que tão jovem como você é, suas veias estão todas ficando escleróticas.” As veias dele estavam se tornando coágulos, como se estivessem cheias de coágulos. E você quase não consegue encontrar uma veia para um IV. É por isso que você me ver procurando por alguma coisa nas pernas dele, ou algo assim. Suas mãos estavam todas escleróticas devido ao uso demasiado de IV ao longo do tempo. Então ele me disse isso depois de um tempo – ele nunca me trouxe essa informação, mas ele me disse – quando me juntei a ele regularmente, eu disse, “Como foi a história com você e a Dr.Lee, o que está acontecendo?” Ele disse, “Oh, nós demitimos ela.” Eu disse, “O que aconteceu?”. Ele disse, “Bem, ela não era profissional.” Eu disse, “Porque ela não era profissional?” Ele disse que ela apenas ligou um dia em que ele estava esperando por ela. Ela disse que o filho dela tinha ficado doente e teve que levá-lo para a emergência. Então ela não veio. Eu disse, “Bem, isso é sensato. Você tem crianças também. E isso poderia ser verdade.” Mas ele sentiu que a médica não tinha falado a verdade pra ele. Então ele ficou triste e falou para ela não voltar mais. Eu acredito que ela não foi vista novamente. Então eu não sei exatamente o que tinha no coquetel, mas ela estava dando a ele.

Mr. Chernoff: Ou se houve um coquetel.

Dr. Murray: Seja o que for. Mas ela estava dando a ele IV.

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Mr. Chernoff: Certo.

Dr. Murray: Várias vezes por semana.

Detetive Smith: E isso foi em Las Vegas?

Dr. Murray: Não, foi aqui mesmo.

Detetive Smith: Ok. Então isso foi nos últimos seis meses?

Dr.Murray: Sim. Agora, a razão por eu ter mencionado isso foi porque eu queria dar outro nome, por que você perguntou sobre o “leite”.

Mr. Chernoff: Oh, está certo.

Dr. Murray: Médico –

Mr. Chernoff: Ele mencionou que Michael mencionou um Dr. Adams que estava em Las Vegas; certo?

Dr. Murray: Sim, sim. David Adams.

Mr. Chernoff: Ok.

Detetive Smith: Ok. E sobre o Dr. Adams?

Dr. Murray: Eu não sabia que Michael estava vindo para a cidade. E novamente, não sabendo disso, eu não me lembro muito bem do período, mas foi entre março e abril. E ele me ligou. E eu disse, “Oi. Como você está, Michael? Onde você está?” E ele disse, “Oh, eu estou em Vegas.”

- “Sério? Por que você está aqui?”

- “Eu trouxe meus filhos para ver um show.”

Eu disse, “Wow. Bem, isso é ótimo.” Eu não consigo lembrar que show ele estava vendo. E eu disse, “Quando você estará retornando?” Ele disse, “Eu estou retornando amanhã”. Então ele estava lá apenas por uma noite. Ele ficou no hotel Wynn. E depois de falar com ele, eu desliguei. Então eu recebi

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outra ligação do assistente dele, Michael Amir. E ele disse que o senhor Jackson queria falar comigo de novo. Então eu falei com ele. E então ele perguntou a mim. Ele disse, “Eu estou tendo dificuldades para dormir. Eu não consigo dormir.” Mas eu disse, “Bem, você está aqui apenas por uma noite, um show e um filme. Por que você está tendo dificuldades para dormir? Você não pode apenas dormir? Você teve uma longa viajem, na estrada de Los Angeles para Las Vegas. Se você for para a cama” – Eu disse, “Você vai sair hoje à noite ou vai fazer alguma coisa?” Ele disse, “Não, eu vou ficar no hotel. Mas eu não consigo dormir.” Ele disse, “Você pode me ajudar a dormir?” Eu disse, “Bem, você não tem alguma pílula para dormir que eu dei a você no passado?” Como lorazepam ou restoril, que eu dei a ele no passado. Ele disse, “Eles não funcionam.” Eu disse, “Você tentou?” Ele disse, “Sim, Dr. Conrad. Nada funciona. Eu tenho pílulas de outros médicos em Beverly Hills, e eu tenho medicamentos do Dr. Klein, que disse que ele tinha me dado os mais forte medicamentos. E eu tenho medicamentos do Dr. Metzer, nenhum deles funciona.”

Detetive Martinez: Dr. Klein, Dr. Metzer. Havia outro?

Dr. Murray: Esses foram os nomes que ele mencionou. Eu disse, “Eu não tenho nada que eu possa oferecer a você que iria funcionar.” Ele disse, “Bem, e sobre diprivan?” Que é um outro nome para –

Mr. Chernoff: Nome comercial para propofol.

Dr. Murray: Que é o outro nome para –

Detetive Smith: Para o que?

Dr. Murray: Diprivan, D-I-P-R-I-V-A-N, que é o outro nome para propofol.

Detetive Smith: Oh.

Dr. Murray: Que é o “leite”.

Detetive Smith: Ok.

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Mr.Chernoff: Oh, sim, o ‘leite”.

Dr. Murray: Então ele me perguntou, “E sobre diprivan?” Eu disse, “Diprivan? Por que você está perguntando isso?” Ele disse, “Bem, isso funciona. Eu sei que isso funciona.” Eu disse, “Bem, isso não é um medicamento que você apenas liga e está prontamente em suas mãos. É um medicamento que você precisa encomendar. E eu não sei como conseguir isso para você.” Então ele disse – Então você pode dizer que ele ficou inquieto. E a frustração veio sobre ele, porque eu não poderia satisfazer ele. E então ele disse, “Você conhece o Dr. Adams? Ele é um médico negro. Ele é da sua altura. Parece um jogador de futebol. Ele tem mais peso que você. Ele me deu isso antes em Las Vegas várias vezes. E ele anda com sua pequena bolsa.” Isso foi o que ele disse.

Detetive Smith: Dr. Adams já deu o “leite’ a ele antes?

Dr. Murray: Sim, David Adams.

Detetive Smith: Ok. Desculpa.

Dr. Murray: Sim. Então eu disse, “Bem, eu não posso ajudar você, porque eu não tenho acesso a tais produtos. E isso deve ser encomendado e é final de semana, um domingo.” Então ele disse, “Você não conhece ele?” Eu disse, “Não”.

- “Você tem o número dele?”

Eu disse, “Eu não conheço. Então eu não tenho o numero dele.” Ele disse, “Bem, eu acho que vou ligar para o Michael.” Que é o senhor Amir. Ele disse, “Deixe-me ligar pra ele porque ele tem o numero. Eu ligo pra você de volta.” Então com cinco a dez minutos, eu recebi outra ligação do senhor Jackson. E ele disse, “Esse é o numero, e esse é o nome dele, senhor Adams. Você poderia perguntar a ele se pode me ajudar a dormir? Se você pode encontra ele, de médico para médico, você pode ligar pra ele?” Então eu fiz a ligação. Isso foi domingo, supostamente o dia que ele estaria voltando para Los

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Angeles. E era umas duas horas da tarde. Eu achei que ele estaria na estrada agora.

Ele disse que o senhor Adams – Ele disse, “Ele me ajudou antes. Ele iria me levar para o escritório desse cirurgião plástico. Ele viria com sua bolsa, ele sempre tinha isso e ele iria começar.” E ele iria dormir. Eu disse, “Como é o nome do cirurgião?” Ele mencionou o nome, mas eu não conheço o cirurgião também. Então ele disse que iria fazer uma ligação para o cirurgião para ver se o Dr. Adams estava disponível, se ele poderia vir e ajudar ele. Ele iria a qualquer lugar onde fosse necessário.

Então eu disse, “Ok. Faça a ligação.” E então a ligação foi feita, e o que me foi dito pelo o senhor Jackson é que Michael Amir disse que o cirurgião – ou o cosmetologista disse que hoje ele não iria deixar usar o escritório dele a menos que o senhor Jackson concordasse em ter algum procedimento cosmetológico.

Mr. Chernoff: Ininteligível .

Dr. Murray: Sim, claro e o médico iria receber pagamento por estar usando seu escritório, e ao mesmo tempo Michael estaria dormindo enquanto o procedimento era feito. Então eu falei pra ele (Michael) que o médico disse que se ele não fosse fazer algum dinheiro com o procedimento, ele não iria fazer isso. (ajudar Michael a dormir)

Eu liguei para o Dr. Adams. Eu disse que nunca o conheci. Senhor Jackson disse que ele tinha trabalhado com ele antes e que ele tinha dado diprivan pra ele dormir e que Michael queria saber se ele estava disponível para ajudar. Dr. Adams disse pra mim, “Me dê uma hora e eu ligarei de volta.” Eu liguei para o senhor Jackson. Eu disse, “ Eu falei com o Dr. Adams. Ele me falou que talvez tenha o produto que você quer.” Ele é familiar com ele,porque o Dr. Adams me disse, “Oh, sim, eu conheço Michael. Eu conheço Michael muito bem. Ele sempre – ele se dá bem com o diprivan. Ele ama esse medicamento.”

Detetive Smith: “Leite”.

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Dr. Murray: “Leite”. Ele não chamou isso de “leite”. Ele apenas disse, “Ele ama esse medicamento.” “Leite” foi adotado mais tarde. Quando eu comecei a trabalhar com ele, eu acho, ele começou a chamar isso de “leite” e “antiburn”.

Então Dr. Adams não conseguiu fazer com que o cosmetologista abrisse seu escritório. Então eu permiti a ele em um domingo para usar o meu escritório, onde eu tinha oxigênio e dispositivos de monitoramento como o oxímetro. Depois que o senhor Jackson chegou lá, Dr. Adams estava esperando. Eu o trouxe para o 1°andar e me apresentei. E eu os deixei.

Eu disse, “Por quanto tempo você vai deixar ele dormir?” Ele me disse que iria deixar Michael dormir por cinco ou seis horas. Era uma hora da tarde. Então eu disse, “Ok. Então eu volto em torno de sete horas?”. Ele disse, “Sim, sete horas está bom.” E eu voltei às sete horas da noite, ele estava tendo um gotejamento com diprivan. Tinha um oximetro de pulso lá. Eu forneci oxigênio para ser usado durante o procedimento. Eu não sei se isso foi usado ou não. Mas Dr. Adams tinha uma bolsa IV, que estava diluída com o agente. E o senhor Jackson dormia.

Quando senhor Jackson acordou, claro, eu sendo o seu médico intermitente, eu perguntei como ele se sentia. E ele disse que agora se sente maravilhoso porque ele foi capaz de dormir. Eu disse, “Você vai para Los Angeles hoje à noite?” Ele disse que não tinha certeza se estaria indo essa noite ou no dia seguinte. Ele então me surpreendeu naquela mesma tarde, porque até então ele já tinha feito a proposta para eu me juntar à equipe dele e ir para a Inglaterra.

Detetive Smith: Ele continua em Vegas.

Dr. Murray: Sim

Detetive Smith: Ok.

Dr. Murray: Mas ele já tinha feito a proposta pra eu me juntar à equipe dele e

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ir para Inglaterra como seu médico exclusivo. Ele então me surpreendeu e

disse – suas palavras foram, “Esta é uma orientação divina”. E eu disse, “O

que você quer dizer?” E ele disse, “Venha, venha comigo. Você se importa?” Então nós deixamos o médico em uma sala. Ele disse – eu disse, “Com licença, doutor.”

E o senhor Jackson me puxou para o corredor do meu escritório. Ele disse,

“Conrad, você sabe que quando eu estou em turnê, eu tenho dificuldade para dormir. E o que a maioria dos médicos tem feito para mim, eles me ajudam a dormir por 15 a 18 horas, porque eu preciso.” Então inocentemente, eu não estava pensando que ele estava dormindo por 15 a 18 horas com assistência. Eu não estava pensando que era diariamente. Mas o que ele viu, é que o que se desenvolveu rapidamente nessa noite – o que ele chamou de orientação divina foi apresentar para mim, mesmo antes de eu concordar em fazer parte da equipe dele, “O que você acha de ter outro médico para se juntar a você?” E eu disse, “Porque você quer isso?” Ele disse, “Por que você não sabe ou não entende que essas horas são longas. Quando eu durmo por 15 a 18 horas, é quando eu me sinto bem o bastante para performar. E isso é o que a maioria dos médicos tem feito para mim. E eu acho que para você isso talvez seja muito.”

Eu não via isso como sendo muito. Mas o que o senhor Jackson sabia é que isso era uma coisa que ele fazia todo o dia. E para ele, tendo isso toda a noite, seria muito para apenas um médico. Eu fui pego de surpresa e nesse sentido eu disse, “Eu não posso fazer uma decisão pra você senhor Jackson. Você deve saber melhor o que você pensa.”

E então eu sentei lá com o doutor Adams e me apresentei melhor pra ele. E

eu disse, “Bem, eu venho cuidando de Michael intermitentemente, e de seus

filhos. E se há uma necessidade para um médico, um especialista, então eu geralmente forneço com o que ele quer. Mas ele está pedindo para ter dois médicos na sua equipe agora, e eu não tenho certeza se ele pode dispor disso.” Eu não sabia.

Detetive Smith: Ele estava fazendo referencia ao Dr. Adams?

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Dr. Murray: Para se juntar a equipe?

Detetive Smith: Para se juntar a equipe?

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: Ele falou Dr. Adams –

Dr. Murray: Ele estava –

Detetive Smith: -- ou você deduziu?

Dr. Murray: Não, ele estava sentado lá.

Detetive Smith: Ok.

Dr. Murray: Sim

Detetive Smith: Então ele seria o segundo médico da equipe.

Dr. Murray: Sim

Detetive Smith: Ok.

Dr. Murray: E eu estava surpreso que ele estava falando sobre isso sem qualquer aviso. Então eu disse, “O que você quiser.” Mas ele estava familiar em trabalhar com o Dr. Adams antes e ele estava recebendo essa substancia. E isso foi o que aconteceu. Então eu disse – eu disse, “O que ele quisesse.” E então doutor Adams continuou a ligar pra mim, e ele deixava recado para o senhor Jackson, “Quem eu devo contatar caso eu queira ira para Inglaterra? Eu devo falar com você ou com Michael? Eu disse, “Fale com Michael.” Agora, Michael diz, “Bem fale com Conrad. Deixe-o saber o que você quer e então nós iremos cuidar disso.”

Bem, naquele tempo, apesar de eu ter concordado em fazer parte da equipe, nós não estávamos em contrato. Nós não estávamos ligados em números. Eu tinha minhas praticas. Eu quero dizer, como faço para fechar minhas praticas para fazer um sentido ir em uma viajem como essa com esse

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senhor? E o Dr. Adams me ligou de volta e então ele disse que tinha falado com sua mãe. Ele tinha ligado pra ela. E ele tinha falado com um amigo. E ele era solteiro e estava disponível para ir. Era só ligar. Então eu disse, “Que salário você está procurando?” Ele disse –

Mr. Chernoff: Isso é importante para vocês?

Detetive Smith: Você está – e quando você diz, “Que salário você está procurando?” você está falando para o doutor Adams ou Michael?

Dr. Murray: Sim, Dr. Adams. Isso é importante para vocês?

Detetive Smith: Sim, tudo bem

Dr. Murray: Tem certeza?

Mr. Chernoff: Ele completamente pulou a parte mais importante.

Detetive Martinez: Nós vamos voltar pra isso.

Detetive Smith: Eu sei. Nós vamos voltar pra isso. Tudo bem

Mr.Chernoff: Ok.

Dr. Murray: Eu não quero perder tempo.

Detetive Martinez: Oh, não. Nós vamos terminar esse assunto.

Detetive Smith: Tudo bem.

Dr. Murray: Dr. Adams disse que ele fez cerca de $600,00 no ano anterior trabalhando em Las Vegas. A sobrecarga era pequena. E ele arrecadou cerca de meio milhão. Mas se ele tivesse que fazer a viajem e fechar sua prática, ele queria ter um compromisso por talvez três anos com o senhor Jackson, e ele gostaria de ter cerca de 1, 2 ou 1.3 milhão. Esse foi o seu pedido. Eu falei isso para Michael. E não houve um acompanhamento depois disso.

Detetive Martinez: Então ele não se juntou a equipe.

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Dr. Murray: Não, mas ele disse que estava disponível. Ele continuou perguntando. Ele continuou enviando mensagens para mim, “Como as coisas estão indo?” E eu apenas disse, “Continuam as mesmas.”

Detetive Smith: Por 1.2 ou 1.3 milhão.

Dr. Murray: Sim.

Mr. Chernoff: Apenas para a viagem?

Detetive Smith: Apenas para a turnê, exatamente.

Dr. Murray: Sim.

Mr. Chernoff: Por quanto tempo seria a turnê?

Dr. Murray: A turnê na Inglaterra iria ser por um ano, mas o senhor Jackson falou que seguindo a turnê, havia três ou quatro filmes já programados com a AEG para serem desenvolvidos, para o qual ele queria que eu continuasse por perto. Ele queria que eu estivesse por perto para sempre. Isso foi o que ele disse.

(Interrupção de telefone)

Detetive Smith: Desculpe.

Dr. Murray: Ele queria que eu estivesse por perto para sempre.

Mr. Chernoff: Scoot, eu meio que – Eu levei você para (ininteligível).

Detetive Smith: Desculpe-me.

Dr. Murray: Ele queria que eu estivesse por perto –

Detetive Smith: Eu coloquei o celular no modo silencioso e não consegui sentir. Então eu ouvi.

Dr. Murray: Sim, ele me queria por perto para sempre. E ele queria abrir um hospital para crianças, onde as crianças de todo os lugares do mundo

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poderiam vir para se tratar. E ele me queria como médico diretor, não particularmente para vê-los, mas para ajudar a contratar os especialistas então eu vou ter os diferentes departamentos em execução. E todas as

essas que ele tinha em mente para a estrada. De modo que é

É isso aí.

Detetive Martinez: Ok. vamos voltar a cena, estamos perto das 10:50 horas.

Dr. Murray: hãhã

Dr. Murray: Onde você dá a ele o Propofol. Nós fomos para a história de como ele já sabia sobre isso. Ele é o único que pediu para você.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez:

para ele dando-lhe um pouco de pressão.

Mr. Chernoff: Eu lhe dei 25 miligramas.

Detetive Martinez: 25 miligramas, metade do que normalmente você costumava dar. Agora, o que aconteceu depois?

Dr. Murray: Eu

Eu estava monitorando ele na casa, então ele dormiu.

Detetive Smith: 11:00 horas agora? Mais tarde?

Dr. Murray: Ele adormeceu rapidamente, eu diria. Mas ele não estava roncando. Normalmente quando ele está em sono profundo ele ronca. Eu estava um pouco hesitante que ele fosse saltar durante o sono porque é isso que ele faz. Ele simplesmente levanta-se assim, seus olhos vão e ele está acordado e sempre quando ele faz isso ele pega seu I.V. local.

Detetive Martinez: Bem rápido de lado, porque eu não estou familiarizado. Isso é algo que deveria ser continuamente introduzido nele por gotejamento, ou isso é algo que você acabou de fazer uma pequena injeção e depois

Dr.Murray: Você faz uma pequena injeção para ajudá-lo a dormir, e então você tentar pingar lentamente.

41

Detetive Martinez: OK.

Mr. Chernoff: É como anestésico. É como uma anestesia geral. Na verdade,

antes que o gás desça,

muitas vezes terá que ser por gotejamento, é por isso que ele foi dormir por

anos.

ele é usado para isso, principalmente antes de

utilizado em doentes que, você sabe, estão

muito doentes e que é necessário para mantê-los completamente sedados. Você sabe, ele está sendo usado.

Dr. Murray: Mas há também

Detetive Martinez: ok. Desculpe. Não quis te interromper. Então ele caiu no sono rápido, mas ele não estava roncando. Então ele não estava em sono profundo.

Dr. Murray: Eu estava preocupado com isso, porque quando ele não é profundo, ele pode acordar muito rápido. Mas eu estava monitorando ele. Estando lá e assistindo. Eu monitorei a saturação do seu oxigênio. Estava em 90%. A freqüência cardíaca estava em 70%. Tudo parecia estável.

Eu o monitorei. Eu sentei lá a vê-lo por um período longo o suficiente até que me senti confortável. Então eu precisei ir ao banheiro. Então eu me levantei. Fui ao banheiro para liberar-me de urina e, também considerar me livrar de sua urina que ele tinha posto nos jarros durante a noite. Então eu voltei ao seu leito e estava acordado no sentido de que ele não estava respirando, porque eu sempre quero olhar para o seu peito e, olhar para sua mobilidade

para o oxímetro de

pulso imediatamente, e sua freqüência cardíaca era de 122 batidas.

diafragmática e todas essas coisas. Eu verifiquei

olhei

Mr. Chernoff: Isso é o que

Detetive Martinez: Vamos voltar

sei onde era o banheiro. Quanto tempo levaria para ir até o banheiro?

eu

sei que é uma casa enorme. Eu não

Dr.

atravesso

Murray:

Bem,

eu

eu

vivo o seu lado. Eu ando por outra câmara, que é como uma

assim,

com

base

no

quarto

que

ele

tem,

42

zona de vestir. E então eu entro em uma abóboda, que é onde os banheiros

são e os

é onde eu posso urinar.

Detetive Martinez: Ok então só alguns minutos que você tinha ido?

Dr. Murray: Eu tinha ido há cerca de dois minutos.

Detetive Martinez: ok cerca de dois minutos.

Dr. Murray: hãhã

Detetive Martinez: Tudo certo. Então você teve a impressão de que ele não estava respirando, e você disse que seu pulso estava certo?

Dr. Murray: Quando eu voltei, sim.

Detetive Martinez: Continue.

Dr. Murray: Da cabeceira e minha observação clínica. Então imediatamente

senti o pulso, e eu era incapaz de obter um pulso firm na região femoral. Seu

eu assumi

que tudo tinha acontecido muito rápido, justamente no momento que eu havia ido e voltado, assim eu comecei imediatamente fazer respiração boca a boca e a reanimação C.P.R.

corpo estava quente. Não havia alteração na cor. Então eu

Detetive

ressuscitador?

Smith:

Você

estava

fazendo

manual,

Mr. Chernoff: Primeira coisa que ele fez?

ou

você

tinha

um

Dr. Murray: Bem, I o observei clinicamente.

Mr. Chernoff: Você aplicou algum remédio ou alguma coisa?

Dr. Murray: Bem, a primeira coisa que eu fiz

em primeiro lugar. Eu estava tentando ressuscitá-lo.

eu apliquei remédio mas não

Mr. Chernoff: Está certo. Desculpe.

43

Dr. Murray: O mais importante é que ele não estava respirando, eu queria ter certeza de ventilar e comprimir ele. Eu também sei que a melhor coisa que

você pode fazer por um paciente é CPR certifique-se de fazer compressões.

se você nem sequer ventilar

Detetive Martinez: Faça compressões.

Dr. Murray: Então eu comecei com compressões no seu peito, e então eu eu rapidamente fui à reanimação de um único homem para ventilá-lo diretamente boca a boca. Eu vi o seu peito subir e descer de forma apropriada. Então eu sabia que eu estava ventilando-o e enviando oxigênio para dentro dele. E então eu iria voltar para o CPR.

Enquanto eu fazia isso, eu olhei para o telefone. Como nota, nenhum telefone naquela casa funciona. Porque isso é projetado dessa forma? Eu acho que para evitar chamadas, porque Mr. Jackson muda constantemente o número do seu celular

Detetive Martinez: Bem rápido, você estava fazendo CPR enquanto ele estava na cama, ou você o moveu para fora da cama?

Dr. Murray: Eu não consigo movê-lo para fora da cama sozinho e em seguida fazer

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: A coisa mais rápida que posso fazer é tentar tirá-lo do ventilador e fazer CPR, mas o que eu fiz foi improvisar. Seu leito é bastante firme, mas ainda não pode ser firme o suficiente para que possa ser muito eficaz. Então eu coloquei minha mão esquerda sobre o seu corpo, e comprimindo com a outra mão sem tirar do lugar. E uma vez eu pensei que tinha dado a ele

a casa está fechada. Á noite, apenas seus filhos, ele e

eu estamos dentro. A segurança não entra na casa nem mesmo para usar o

banheiro. Disseram-me que eles usam um posto de gasolina na esquina.

C.P.R. apropriado

44

Senti que era um pouco desumano, e na semana eu falei com eles, pelo menos, deixar os seguranças terem algum acesso ao banheiro, porque

você nunca sabe

o que pode acontecer, e você pode precisar de assistência. Eu acho que isso

não fez efeito. Mas de qualquer maneira eu tenho a minha mão sob sua volta. E, além de fazer cpr, eu ventilei o homem oralmente. E fui à certeza que seu peito estava subindo e descendo completamente com respirações profundas, em seguida, sabendo que os telefones não funcionam, eu descobri isso algumas semanas antes, quando eu levantei o tom de discagem e tentou fazer uma chamada, e não havia nenhuma maneira deste

telefone estar funcionando. E eu perguntei a respeito disso. E eles disseram, bem, você sabe os telefones por aqui não funcionam. Assim que eu tive esse

bem, eu sei

que ele vive no número 100 da North Carolwood. Eu não sei o código postal. Para falar ao operador do 911 seria a negligenciar ele. Eu não tenho essa habilidade. Eu queria ventilar ele, fazer compressão torácica, o suficiente para me dar uma oportunidade. Enquanto eu fazia isso, eu então continuei o C.P.R. singularmente com a minha mão esquerda, estendi a mão para o meu celular e então chamei seu assistente, o qual o número eu tinha, irmão Michael. Eu disse a ele, irmão Michael, você precisa enviar um segurança até o quarto do Sr. Jackson imediatamente. Temos um problema ok?

conhecimento, a única maneira que eu poderia obter ajuda é

quando sai um cara

e havia apenas dois à noite. Pode

Detetive Smith: Que é Michael Amir, correto?

Dr. Murray: Sim, hã hã.

Detetive Smith: Ok.

Eu não poderia pedir a ele naquele

momento para chamar o 911 porque ele iria querer saber do que se tratava e

eu tenho um paciente que precisa de ajuda e eu estou tentando ajudar, eu estou tentando faz o melhor que eu posso para tentar conseguir ajuda. Eu,

então, voltei para

depois daquele telefonema, voltei para o seu corpo com

Dr. Murray: Eu não queria que ele

45

a mesma consistência de C.P.R. e de reanimação boca-a-boca das vias

Eu não tinha um pulso

agora. Eu, então, eu levantei sua perna, na qual eu lhe dei uma autotransfusão. Em outras palavras, o sangue em suas pernas, se você levantar as pernas, eles podem ir de volta para seu coração.Então eu fiz isso, elevar as suas pernas, apenas por um breve momento. Eu adoraria tê- las mantido no alto, mas eu não tinha nada apropriado para sustentar isso. Então meu autotransfusei-o da melhor forma que pude, continuei o C.P.R., e continuei a ressuscitação boca-a-boca. Ninguém veio a porta. Ninguém bateu a porta. Cerca de um minuto se passou. Eu fiz o C.P.R. então eu peguei o saco. Eu rapidamente peguei uma seringa que tinha Flumazenil.

aéreas. Reconhecendo que seu pulso estava

Detetive Smith: ok.

Dr. Murray: Isso é um antídoto que pode refutar os efeitos de um benzodiazepínico. E também o fato de que ele tinha tomado Lorazepan, o fato de que ele ficou versado, eu queria reverter os efeitos desses agentes, eles deveriam estar trabalhando juntos agora, além do leite que lhe foi dado, tudo no esforço de ajudá-lo. Eu dei 0,2 miligramas de Flumazenil.

Detetive Smith: 0,2?

Dr. Murray: 0,2 miligramas.

Detetive Martinez: E este foi para o I.V. novamente ou

Dr. Murray: Direto.

Detetive Martinez: Dentro dele?

Dr. Murray: Dentro do I.V.

Detetive Martinez: OK.

Dr. Murray: Dentro do I.V. para

se o seu estado

respiratório estava baixo, ele irá reverter o efeito da medicação, e ele vai

continuei a fazer compressão torácica

para circular a medicação. Esperançosamente, ele terá

46

tentar respirar. Mas ele ainda não respirava.

Detetive Martinez: E não havia ajuda a caminho.

Dr. Murray: Nenhuma ajuda chegando. Então eu fazia compressão no peito, respiração boca-a-boca, ressuscitação novamente, o suficiente para me certificar de que ele estava bem ventilado. Compressão torácica fiz lá, abri a porta, sai correndo e fui para a esquerda no segundo nível, descendo as torres para a cozinha, onde os seguranças estavam. E quando eu cheguei ao fundo das escadas, eu vi a chefe ela estava cozinhando. Eu penso que seu nome é Rose. Então eu disse para ela, eu tenho uma emergência chame a segurança imediatamente. Que é quando o cavalheiro que você ouviu no telefone no 911 sobe as escadas. A porta está aberta. Ele fica lá dentro. Eu disse ligue para o 911. Enquanto ele ligava, eu fazia a compressão torácica. Eu fazia a ressuscitação boca-a-boca. Mas eu quero que chame o 911 agora, mesmo que ele ainda esteja na cama, porque eu ainda precisava de ajuda para movê-lo da cama, e colocá-lo em um lugar apropriado no chão, onde eu teria uma superfície firme. Para que eu continue a apoiar as costas enquanto eu faço as compressões no peito. Eu continue a ventilá-lo com minha boca. O operador perguntou ao guarda de segurança o que estava acontecendo? Eu disse, “ eu tenho um paciente que não está respirando” todas as coisas que ele está dizendo, ele está ouvindo de mim. “ Quantos anos ele tem? Eu disse, “ 50 anos” porque ele não sabia sua idade.

Detetive Martinez: Mas você sabia quem era o guarda de segurança?

Dr. Murray: Alberto Alvarez. E os operadores continuaram a fazer perguntas, e eu disse, basta dizer-lhes para chegar lá, porque eu queria que ele descesse e me ajuda-se a mudá-lo para uma superfície mais dura para que possamos fazer C.P.R. e ventilá-lo. Então o operador disse que estava a caminho. Ele desligou o telefone. E veio em seguida, à cabeceira da cama. Nós movemos o paciente para o chão, que era o que eu queria fazer. Então eu continuei a fazer o C.P.R. e a ressuscitação boca-a-boca até os paramédicos chegarem. Quando os paramédicos chegaram, eles ligaram para o U.C.L.A. eles foram até o xímetro de pulso, ele não estava respirando.

47

Enquanto eles faziam a compressão no peito. Nós estávamos ensacando ele. Nós o intubamos ele. Também percebemos que o seu ritmo P.E.A.

Detetive Smith: P.E.A.?

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: O que é isso?

Dr. Murray: Atividade de Pulsação Elétrica.

Detetive Smith: Pulsação?

Dr. Murray: Atividade de Pulsação Elétrica. Isto é de onde você tem

Detetive Smith: Continue.

Dr. Murray: A batida do coração que é vista eletricamente, mas cada vez que

a batida

O tratamento para isso é nunca dar choque no paciente. Então há uma razão para isso. Eles usam choque para condições como a fibrilação ventricular, taquicardia ventricular e estada. Mas com P.E.A. você nunca usa choque. Você trata a condição subjacente. Então ele tem medicamentos, chamados

você vê a batida, o coração que não se contrai para puxar o pulso.

pela UC como atropina, epinefrina. Eu, então, incentivei-os a considerar o

porque eu acredito que neste momento ele tinha

algum acidemia, o que significa que o ácido, você sabe, não ficar muito

oxigenado, você pode

bicarbonato para ajudá-lo metabolicamente, enquanto nós continuávamos o C.P.R., para iniciar um I.V. o que foi feito. Os paramédicos lutaram por um tempo para obter uma I.V. por quê?

o pH do sangue pode cair. Então eu perguntei pelo

bicarbonato, o que é

Detetive Smith: Tentando encontrar uma veia?

Dr. Murray: Veia era difícil em Mr. Jackson. E no processo de movê-lo, meu I.V. local se desligou.

Detetive Martinez: Agora, bem rápido, quando você fala sobre não há necessidade de dar-lhe choque, eles fizeram isso contra a sua vontade? Os

48

paramédicos deram choque nele?

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Não.

Detetive Smith: Ele não levou choque?

Dr. Murray: não, nunca.

Detetive Smith: O desfibrilador nunca foi usado?

Dr. Murray: Nunca. Não havia indicação para isso. Eu sou um cardiologista. Eu sei disso. Então

Detetive Martinez: E fez o

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Ok.

eles daram-lhe coisas bicarbonato?

Dr. Murray: E eles

Eles concordaram com a Epinefrine, e Atropine. Mas eu pensei como, mas

eu pensei que como médico, U.C.L.A. dando ordens, eles estavam um tanto

disse

que eles não têm um acesso fácil a I.V. agora piorou, e eles tiveram que procurar I.V. em todos os lugares, agulhas e tudo mais. Então, basicamente, o Sr. Jackson, depois de cerca de 20 minutos de esforço, que eu acho que

era limitado, pois seu estado era quase, eu diria, testemunhado (inteligível), no sentido de que eu não tivesse saído por um longo tempo antes de eu voltar para a cama. Era tão curto aqui, eu chamaria isso de um estado testemunha. E eu comecei o C.P.R. e tudo de imediato. Era eficaz. Foi profundo. Eu sei que eu podia sentir os pulsos femorais com as minhas

estava

sendo

então, ao invés de

transferir o atendimento para mim. Então eles disseram

foi mantida com meu esforço. Eu então perguntei ao U.C.L.A. para

compressões. Então eu sabia que a sua circulação estava intacta

lentos. Você sabe isso é um status lento. E então eles acham que

o U.C.L.A. concordou em dar-lhe algum bicarbonato.

49

proclamá-lo morto, porque eles estão sentindo nada estava funcionando no momento e eles não pensaram que eles seriam capazes de recuperá-lo, eles

o cuidado, vai ficar

disseram, "se o médico quer tentar, se ele aceitar

bem", porque o médico não queria gastar muito mais tempo tentando dar

medicação. Eu acho que eu queria lhe dar o melhor esforço.

Detetive Martinez: Então tudo isso estava acontecendo. Você está cuidando dele, com a ajuda dos paramédicos, no chão da casa, nada na ambulância ainda.

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Ok. E querem desistir, e você não quer desistir.

Dr. Murray: Eu disse não.

Detetive Martinez: Então eles transferiram o cuidado para você.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Quer dizer, eu amo o Sr. Jackson. Ele era meu amigo. E ele se abriu para mim de maneiras diferentes. Eu queria ajudá-lo o máximo que pudesse. Você sabe, ele era um pai solteiro. Nem sempre você ouve isso de

um homem. Mas ele afirmaria que, você sabe, ele era um pai solteiro de três.

E eu

Eu sempre pensei em seus filhos, você sabe como eu iria pensar

sobre o meu. Então eu queria dar-lhe a melhor chance. Então eu sei que

você

Detetive Smith: Eles quiseram abandonar a responsabilidade?

Dr. Murray: Eles passaram a responsabilidade para mim.

Detetive Smith: Ok.

Dr. Murray: Eu continuei o C.P.R. , Epinefrina, Atropina, Bicarbonato. Acessando o I.V. O fluido ia. Quero dizer fiz compressões torácicas de

50

profundidade todo o caminho da ambulância. E eu disse a eles que eu ia transportá-lo para a U.C.L.A. Eu estava na ambulância com Mr. Jackson.

na sala de cirurgia,

Nós fomos para o U.C.L.A. Nós o levamos para o

onde havia um grande número de pessoal médico a trabalhar para ajudá-lo.

E eu tentei, tentei até a última hora. E eu acho que eles poderiam ter desistido antes que eu não tivesse vindo insistir a dar-lhe todas as

oportunidades. E finalmente eles decidiram que vão tentar uma colocar nele um balão bomba, que era um dispositivo colocado na aorta através da artéria

e vai bombear o coração durante a diástole, ou quando o coração

entre

batidas e empurrar o sangue oxigenado de volta para seus pulmões

ao

seu coração. Eu perguntei ao cardiologista. Eu disse você acha que isso será eficaz? Ele disse que tinha feito isso antes e ele tinha bons resultados. Eu disse, então tudo bem. Não é algo que eu faria, porque eu não acho que as bombas balão irão ajudá-lo se não houver pressão arterial. Mas ele queria tentar, e eu estava disposto a dar-lhe todo o esforço que era necessário.

então eu disse, prossiga. Então ele

depois de tudo que foi feito para o Sr.

Jackson, nós apenas não pudemos obter os gases sanguíneos, o gás

o PO2, que é a pressão de

sanguíneo pela primeira vez voltou, e o pH

oxigênio, estava em 20 segundos. E eles pensaram que era venosa. E então

Perguntei-lhes a repeti-la depois que comecei a linha

eles deixaram

arterial e pudemos ver que o sangue era vermelho. Mas os outros gases sanguíneos voltaram com uma PO2 de aproximadamente 30 segundos. Então assim ,,,,,,,,,,,,

Detetive Martinez: O que é melhor 20 ou 30 segundos?

Dr. Murray: Deve estar entre 70 e 90 segundos. Por isso é um pouco mais. 30 é melhor que 25.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: E eu queria saber naquela época por que o CO2, que era comumente (ininteligível) em 50 segundos. Normalmente é por volta de 40. O seu pH é baixo para como 7,2. Eu esperava que ele estivesse acidótico. Porque não podemos ter o seu oxigênio elevado? Assim no momento em

51

que chamamos o código e o médico disse que ela não pode explicar, e eu disse, eu também não tenho uma explicação, mas não podemos descartar a possibilidade de embolia pulmonar.

Detetive Martinez: O que é uma embolia pulmonar?

Dr. Murray: Uma embolia pulmonar é um coágulo de sangue que vai para os pulmões e impede qualquer tipo de sangue oxigenado que vai para o pulmão, onde a oxidação ocorre para que o sangue possa ser trocado com o tecido. Uma embolia pulmonar maciça seria desligar toda a circulação para os pulmões e lhe dará esse quadro e pode também dar-lhe atividade elétrica sem pulso. É por isso que não demos choques seu coração. Assim

Detetive Martinez: Bem rápido. Desculpe te interromper. Bem rápido.

Eu não tenho certeza. Eu não

estou familiarizado com as regras. Os cuidados foram transferidos para o U.C.L.A. hospital, ou continuou com você?

Quando você chegou ao U.C.L.A., faz o

Dr. M urray: Foi transferido direto para o U.C.L.A.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Mas eu fiquei na área, e eles me permitiram fazer isso, você sabe, na periferia. E eu fiz sugestões, e eles foram receptivos a isso. E posteriormente o cardiologista veio. Tentamos a bomba balão.

Mr. Chernoff: Posso

vocês se importariam se eu adicionar um pouco?

Detetive Smith: Não, não de forma alguma.

Mr. Chernoff: Uma das coisas que

que o Sr. Jackson estava usando esse medicamento para dormir, eu acho que, há muito tempo, houve uma mudança na sua ingestão de medicamentos nos três dias antes de sua morte. Você poderia explicar por que foi? Eu não acho que nós vamos a ele.

a diferença aqui é apesar do fato de

Detetive Smith: Não, não ainda.

52

Dr. Murray: Ok.

Detetive Smith: E antes de chegarmos lá, obviamente, inevitavelmente, as coisas acontecem e

Dr. Murray: Ele morre.

Detetive Smith: Ele morre.

Dr. Murray: Eles pronunciaram, e na época eu recomendei. Eu fui o único que recomendei. Eles disseram, bem, há um médico que vai assinar o atestado de óbito? E eu disse, eu não gostaria de assinar o atestado de óbito do Sr. Jackson quando eu não entendo a causa de sua morte. E, portanto, eu recomendei que ele tivesse uma autópsia. Que é de onde a recomendação vem.

Detetive Martinez: Sim, nos foi dito por fontes diferentes que é o que aconteceu.

Dr. Murray: Eu recomendei isso.

Detetive Martinez: Sim.

Dr. Murray: Ok.

Detetive Martinez: Certo.

Mr. Chernoff: Apenas diga a ele o que aconteceu três dias antes, por favor.

Dr. Murray: Sim, Mr. Jackson era meu amigo. Eu o amava. Eu digo nós tivemos um ótimo relacionamento. E depois de participar de sua equipe, caí na situação com um cavalheiro que queria um diprivan, freqüentemente, regularmente à noite. Este não era o meu propósito de me unir a sua equipe. Eu estava lá para ajudá-lo, e eu ia estar disponível caso algo corra mal, para ajudar a fornecer o melhor cuidado para ele. O que foi frustrante para mim.

E depois que

eu

vi que

isso poderia ser um

53

hábito

que

eu

não o

reconheci antes. Mas agora estar com ele o tempo todo, não era natural. Eu, então, tentei ajudar o Sr. Jackson, eu estava tentando afastá-lo do propofol. Mas como tudo, você tem que olhar para o padrão de comportamento. Eu não tinha visto qualquer estudo onde alguns erma viciado na medicação, porque isso é sempre usado em alguma situação onde não se obtém com tanta freqüência. Mas se você se acostumou a qualquer agente que é estudado no percurso, você definitivamente pode ver que pode haver dependência.

Assim com cautela novamente, eu estava preocupado com a dificuldade para fazê-lo dormir naquela noite e não podia dizer se foi um efeito de abstinência do que ele estava acostumado. Por que eu vim a essa conclusão? Três dias antes de sua morte, comecei a tirar o propofol do Sr. Jackson.

Martinez:

conhecimento?

Det.

Você

fez

isso

com

o

seu

conhecimento

ou

sem

Dr. Murray: Com o seu conhecimento e instrução. Eu disse a ele que eu queria que ele assumisse um padrão mais natural do sono. Eu queria que ele fosse mais fisiológico, como um competidor. Se você se exercita, você executa e você está cansado, eu queria que ele fosse dormir naturalmente. E então eu perguntei-lhe: "Se é este o seu padrão, o que vai acontecer quando o show acabar? Você vai continuar assim?" Ele disse: "Não, eu acho que vou fazer bem. Acho que vou ser capaz de dormir sem ele" Mas isso é o que ele estava dizendo para mim no momento.

Eu disse: "Bem, eu acho que nós precisamos tentar agentes menores que

não é tão ---como

tirar o propofol. "Então eu comecei

e

Versed.

Vi-o todas as noites. Foi quando eu comecei a usar mais o Lorazepam

três dias antes. Foram 72 horas antes.

o propofol --- para ajudá-lo e tentar ver se conseguimos

Det. Martinez: Antes daquela noite, ele tinha usado antes, ou isso é---

Dr. Murray: Sim.

54

Det. Martinez: A primeira vez que você usou nele?

Dr. Murray: Não.

Det. Martinez: Ok.

Dr. Murray: Eu iniciei com ele cerca de três noites ou assim antes. Agora, qual foi o ---

Sr. Chernoff: Bem, acho que o detetive está perguntando antes das três noites, se alguma vez usou o Versed e ----

Dr. Murray: Sim. Mas não seriam os únicos agentes.

Det. Martinez: Ok.

Dr. Murray: Tentando ----

Det. Martinez: Para ele usá-los em combinação.

Dr. Murray: É.

Det. Martinez: ---- em menor quantidade.

Dr. Murray: Quantidades menores.

Det. Martinez: E você estava tentando diminuir o propofol e ---

Dr. Murray: e tirá-lo.

Det. Martinez: Certo. E assim que você deu a ele ---

Det. Smith --- Lorazepam e ---

Dr. Murray: Lorazepam e o Midazolan, que é o Versed e Ativan. Ok?

Det. Martinez: E ele sabia --- ele concordava que você fizesse isso.

Dr. Murray: Relutantemente.

55

Det. Martinez: Ok.

Dr. Murray: Relutantemente. Lutou comigo sobre isso, e ele disse, "você

sabe que eu quero dizer que ele funcione da mesma maneira, porque eu" --- mas que estava me mostrando alguma dependência aqui. "eu seria capaz de

dormir?"

Eu disse "bem, você sabe, claramente, não é um agente tão forte. Mas se podemos ajudá-lo a dormir com mais naturalidade e, eventualmente, você pode estar em seu próprio, leite e biscoitos e todas as coisas diferentes que são boas e reconfortantes antes de ir para a cama, seria melhor para você, Michael. "E ele disse: "Bem, eu realmente quero --- mas eu realmente quero dormir. Tem certeza de que vai me fazer dormir? "Eu disse:" Eu não posso te dizer com certeza que ele vai fazer você dormir, mas eu gostaria que você tentasse." Eu nunca indentifiquei nele que eu acreditava naquela época ele poder ----ele estava mostrando a dependência ou que ele estava procurando drogas, porque eu estava tentando formar uma política diferente com ele para que ele pudesse transferir a confiança de que o agente para algo menor. Então eu lhe dei o Versed.

A terceira noite. Eu dei-lhe Versed, e eu dei-lhe Ativan, e dei-lhe uma dose

mais baixa da injeção da --- do leite propofol a uma taxa mais lenta de gotejamento.

E com exceção de algumas interrupções no sono, eu era capaz de obter-lhe

algum tempo razoável de sono. Mas ele queria ir até o fim novamente, até ao meio-dia, você sabe, muitas horas de sono, o que novamente não era ideal, mas é o que ele queria, porque os médicos que trabalham com ele deram-lhe 15 a 18 horas. Então essa foi a noite 1. Reduzir --- reduzir o propofol, começando com mais Lorazepam e Versed.

Na segunda noite, que foi a noite antes de morrer, não foi dado propofol. Pensei que estávamos realmente em alguma coisa, então. Ele conseguiu com o Lorazepam e Versed só. Ele parecia ter respondido mais fisiológica para isso. Ele não estava grogue quando ele acordou. Se ele se levantou no

56

meio da noite, ele acordava muito rapidamente. Mas ele tinha um pouco de sono.

Ele só me disse que se sentia um pouco mais que uma ressaca durante o dia, mas acho que era subjetivo. Eu acho que foi o seu jeito de me dizer "Eu tentei do seu jeito, mas eu realmente não gosto disso. Quero Diprivan". Então eu disse, "mas você dormiu muito bem na noite passada, Michael. E este é o dia número 2 assim que vamos continuar a tentar o Lorazepam e Ativan." E eu ---- comecei naquela noite para fazer o Lorazepam e Ativan.

Det. Martinez: E essa era a noite número 3.

Dr. Murray: Sim.

Det. Martinez: Ok.

Dr. Murray: E que foi ---

Det. Martinez: Esse é o dia que ele morreu.

Dr. Murray: E essa é a noite que era impossível. Não estava funcionando. Então de modo que ele estava passando por uma retirada do agente? Era sua mente que estava o forçando a ficar acordado? Ele continuou dizendo que, você sabe, ele estava constantemente produzindo e ele é um produtor e ele é um escritor e ele tinha que dormir, seu show ia desmoronar, ele precisava dormir.

É por isso que temos todo o caminho até o dia seguinte, à luz do dia, quando depois de tentar durante toda a noite a partir de 2 noites com esses dois agentes, então eu decidi ir em frente e dar-lhe um pouco do leite para que ele pudesse obter algumas horas de sono para que ele pudesse produzir, porque eu me preocupava com ele. Eu não queria que ele falhasse. Eu não tinha intenção de machucá-lo. E eu era compassivo. Mas o que eu estava fazendo, também, reconhecendo que Michael Jackson pode ter tido uma dependência a uma substância. Eu estava tentando tirá-lo. Mas ---

Det. Smith: E você estava fazendo isso com sucesso as duas noites

57

anteriores. Algum pouco de inquietação, como você mencionou ---

Dr. Murray: É

Det. Smith: ---mas tudo até esta noite, a noite que aconteceu.

Dr. Murray: Não pode voltar a dormir. Ele não pode --

Det. Smith: Ele ainda estava acordado depois de ter feito o que podia por ele.

Dr. Murray: É

Det. Smith: E ele estava pedindo mais. E então finalmente ele pediu o leite.

Dr. Murray: É. Ok?

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Então o que eu --- o que eu fiz naquela época, eu --- Eu percebi que talvez mesmo que não tenham estudado esse agente em uma base regular diária para um paciente e estudos não têm mostrado que você pode desenvolver dependência, provavelmente ele estava claramente mostrando sinais de uma retirada. E se isso era tudo fisiológico, psicológicas ou mental, há uma satisfação que ele não estava recebendo o leite, o que provavelmente foi, esteve envolvido, em que, nesse processo.

Det. Martinez: Quando --- assim, no hospital, quando foi pronunciado e os outros detetives falaram com você um pouco, o que ---- o que aconteceu então? O que você fez?

Dr. Murray: o que eu fiz depois de conversar com eles?

Det. Martinez: É

Dr. Murray: bem, depois de falar com os detetives, dei-lhes o meu telefone celular, você sabe, onde eles podem contactar-me.

Det. Martinez: Certo.

58

Dr. Murray: Era muito importante agora consolar a Sra. Jackson, a mãe de Michael. Eu nunca a encontrei antes. Mas quando ela entrou no hospital, a primeira coisa era como dar a notícia a ela.

Também me foi dito que ela tinha um problema cardíaco. Então eu lhes havia pedido para serem muito, muito cuidadosos ao dar informações para ela. Havia qualquer outro membro da família presente no momento? Não. Ela era a única ali. Seu pai estava em um outro estado, claramente não estava perto. E eu não posso dizer sobre os outros irmãos.

Det. Smith: Você deixou o hospital, ou ela que veio para o hospital e você falou com ela lá?

Dr. Murray: Ela veio para o hospital.

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Então, nós --- trouxeram ela para uma sala ao fundo do corredor. E eu fui lá com o médico plantonista que estava a tratá-lo, que eu

estava com todo o tempo, através de seu código, e que iria dar a notícia para

a Sra. Jackson. Então o médico começou a dizer-lhe que, você sabe, seu

filho chegou e ele estava tendo dificuldade em respirar e eles tentaram de

tudo.

E ela disse: "bem, como ele está? Ele não está morto, não é?" E o outro

médico disse: "Sim". E ela chorou. Foi muito --- e chorando. Ficamos lá,

segurei sua mão.

O médico esquerda. Eu fiquei. E então eu perguntei para --- pedi para os assistentes sociais entrarem, ou psicólogo, ou o que o hospital tinha. Eles trouxeram a equipe social. Eles trouxeram o psicólogo chefe. E disse-lhe para --- com base na notícia que a Sra. Jackson recebeu, para por favor ajudá-la, cuidar dela neste momento.

Minha próxima pergunta foi "onde estão as crianças?" Eu não estava ciente de que as crianças foram levadas para o hospital. Foi-me dito que eles

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estavam em outra sala fora do local e eles estavam comendo. Decidi que as crianças tinham que estar cientes da condição, e saber o necessário. Então a melhor forma de o fazemos? Falei com Frank Dileo. Ele é empresário de Michael, Frank Dileo. E ele disse que iria lá comigo. Eu disse, "Não, vamos encontrar alguém, também, que tem muito boa camaradagem com ele." E este era irmão Michael Amir. Assim, Frank Dileo, eu e Michael Amir, com uma assistente social, entramos na sala onde as três crianças estavam comendo. Eu entrei, e eu não tenho certeza de quem falou primeiro. Mas de alguma forma ou de outra, quem fez as perguntas, e as crianças descobriram que o papai não estava bem, que ele faleceu. E então eles estavam chorando, realmente chorando.

Fiquei lá. Abracei a todos, dei conforto para Paris, conforto para Prince, conforto para Blanket, que é o garoto mais novo, porque sempre que eles estavam doentes, eles iriam pedir pelo Dr. Conrad, "Por favor, chame o Dr. Conrad, você sabe , papai. "E eu dei-lhes conforto.

A Sra. Jackson não estava naquela sala, a Sra. Jackson, sua mãe. Depois que choraram e choraram e choraram, então sua filha soltou um monte de palavras de infelicidade e, você sabe, ela vai viver sozinha, sem seu pai e ela não queria ser uma órfã. E realmente triste. Ela é como minha filha. E eu disse a ela, você sabe, nós vamos cuidar dela. Frank Dileo disse que iria cuidar dela também.

E ela me perguntou: "Dr. Murray, você disse que salvou um monte de pacientes. Você sabe, você salvou pessoas com ataques cardíacos, e você não pode salvar meu pai." Eu disse: "Eu tentei o meu melhor." E ela disse:

"Eu sei disse, Dr. Murray. Pelo menos eu sei. Eu sei que você tentou o seu melhor. Eu sei que você tentou o seu melhor. Mas eu estou realmente triste, você sabe, eu vou acordar de manhã, e eu não vou ser capaz de ver meu pai." Ela chorou e foi muito forte. E então ela pediu para vê-lo. E depois isso era outra coisa. Como você deixa as crianças vê-lo?

Então, antes que eu dissesse "sim", eu chamei a equipe de psicologia em conjunto. Eu estou fazendo tudo isso. E eu disse: "precisamos de alguma

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ajuda, e nós precisamos de algum apoio aqui. As crianças precisam ver o seu pai. Vocês acham que isso é uma boa idéia?" Eu não vou tomar uma decisão sozinho sobre este caso, e então alguém disse: "Bem, sim, eles devem encerrar isso". Eu disse: "Você acha que eles estão maduros o suficiente para entendê-lo? São, eles disseram, eles pensam assim.

Então eu tinha a assistente social falando para as crianças um pouco mais. Ela trouxe alguns assistentes junto. E então levaram a Sra. Jackson, mãe de Michael, para uma sala maior, sala de conferências grande. As crianças também se juntaram a sua avó, porque eles queria ver a avó. Então eles fora para a avó, e ela estava chorando e chorando. E eles tinham um pouco, penso eu, avó. Mas eu não tenho certeza o quão perto eles são, porque os dois rapazes ainda ficavam a uma distância. E Paris estava mais consolado por um parente em relação a avó, mas ela queria vê-la.

E ao mesmo tempo que estava sendo --- estava acontecendo, pedi-lhes para

preparar o corpo do Sr. Jackson, para torná-lo tão apresentável possível,

porque eu recomendei uma autópsia a ser realizada, de modo que as crianças seriam capazes de ver o seu pai e dizer adeus a ele, neste momento. Na época, eles, --- sua família começou a chegar. A primeira pessoa que vi foi seu irmão Jermaine, eu acho. Eu não o conhecia antes. Alguns primos e, em seguida, LaToya, sua irmã, chegou. Ela o viu, e eles foram informados, e a família se reuniu.

E então, enquanto eles estavam preparando o Sr. Jackson, depois que ele

foi pronunciado e eles estavam prontos em uma sala diferente, eu fui para a sala maior com a família, sala de conferências grande. Sentei-me com a família. Mrs. Jackson, eu puxei minha cadeira todo o caminho até ela. Latoya estava lá. Segurei suas mãos.

Perguntei-lhes se eles tinham alguma dúvida: "Existe algo que eu possa fazer para ajudar?" Eles perguntaram para mim, você sabe se eu ---"Você sabe por que ele morreu?" minha resposta foi "Não". E essa é a razão pela qual eu estava recomendando à família para fazer uma autópsia, porque eu também queria saber. Suas perguntas não foram muito profundas. E eles ---

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você sabe, eles não eram (inteligível). Mas eu queria estar lá para responder a qualquer coisa que eles queriam, qualquer questionamento que eles pudessem ter. E eu fiz isso.

Eu --- depois disso, o corpo estava pronto ser visto. Os assistentes sociais tinham o controle das crianças. E usaram toda a equipe, incluindo o chefe do departamento que estavam fora no corredor, e entraram para ver seu pai. Eu também fui para a área de visualização. Havia um policial ali comigo. E havia uma outra partição de vidro (ininteligível). E eles passaram muito tempo com a família, com seu pai. Eles choraram. Outras pessoas entraram. Eu voltei para o quarto grande.

Eu -- porque naquele tempo, depois que as crianças tinham visto seu pai e Latoya e assim tinham visto o corpo, eles estavam pensando naquele tempo ainda haveria parentes mais próximos, porque eles disseram que havia uma janela de duas horas, altura em que eles tinham que transferi-lo para o escritório do legista ou o médico legista estaria lá. Então eu voltei para a sala grande, e eu perguntei a Sra. Jackson se ela tinha o desejo de vê-lo.

Det. Martinez: Sra. Jackson.

Dr. Murray: Sua mãe.

Det. Martinez: Sua mãe.

Dr. Murray: E ela disse não.

Det. Martinez: O pai estava --- o pai estava lá agora?

Dr. Murray: Não.

Ed. Chernoff: Não?

Dr. Murray: Não. Ele nunca --- ele nunca apareceu.

Assim, para a parte seguinte, perguntei ao guarda de segurança, "Então o que está acontecendo? Bem, você sabe, agora que --- você sabe, a família está aqui. O Sr. Jackson ---- eles viram o corpo, e agora eles estão

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esperando o médico legista para mover o corpo de volta. Você seria capaz de levar as crianças para casa? O que você vai fazer? "

E depois o segurança me disse que "Bem, ninguém pode ir para a casa neste momento," que a casa está basicamente bloqueada." E eu disse "bem, onde as crianças vão ir?" Eles foram, então, tentando descobrir, onde eles vão, com qual parente. Eu não estava no comando disso.

Eu esperei em torno de novo por um tempo. E depois fui para Randy Philips, que é o CEO / Presidente da AEG Live. Eu, então, falei com Frank Dileo novamente. Falei com o irmão Michael Amir e outros seguranças, "há alguma coisa que eu posso fazer por aqui?" eles disseram "não, Dr. Murray. Dizem- nos agora que nós podemos ter que sair por via aérea por causa da multidão que está aí fora." foi a situação que eu tinha.

Então eles pediram para o seu irmão Jermaine (ininteligível) para o outro edifício. Então, eu atravessei uma outra parte da UCLA. E, em seguida, fui apresentado aos advogados dos Jacksons que estavam lá e alguns da imprensa. Mas eles queriam que eu revisse o comunicado de imprensa para ver se estava tudo bem comigo.

Det. Smith: Jermaine fez?

Dr. Murray: É. Jermaine e a AEG, Randy Philips, queriam que eu olhasse isso. E os advogados, eles queriam que eu olhasse o que tinham escrito, e eu modifiquei. Acrescentei o que causou ---embora ele saiu como o que se presumia ser uma parada cardíaca, a causa subjacente dessa condição não era conhecido até uma autópsia ser realizada. E eu ---

Sr. Chernoff: Quem é este que você fala, Jermaine?

Dr. Murray: Eu estava falando com o --- a imprensa e os advogados que estavam preparando a declaração que Jermaine ia dar. Eu, então, --- depois de fazer isso, eu pensei que estava razoável. Eles não queriam mudar nada. Quero dizer que foi legal. Jermaine queria mudar o fato de que havia pedido aos fãs que respeitem sua privacidade. E ele disse: "Isso não vai ser uma

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idéia muito boa porque os fãs são fãs. Talvez devêssemos falar mídia em respeito a nossa privacidade." Então, ele acrescentou --- ele tirou "fãs", e acrescentou "mídia" para a privacidade.

E então eu fiquei com ele ainda. Estávamos sentados no canto, e depois falei com ele de novo um pouco. E ele me perguntou de onde eu era, e eu lhe disse, eu nasci no Caribe, em Trinidad, porque ouviu meu sotaque. E eu disse: "qualquer outra coisa que eu posso fazer por você?" e ele disse que não, você sabe, eles estão com a família, eles vão tentar fazer o seu melhor nesta condição. Eu perguntei. Eu disse, "há alguma coisa que eu posso fazer por aqui?" ele disse, "não", eu estava cansado. Eu disse "tudo bem. Vou tentar fazer o meu caminho de casa." E eu deixei o hospital.

Sr. Chernoff: Você passou um tempo com a Sra. Jackson, também?

Dr. Murray: É. Sra.?

Sr. Chernoff: É.

Dr. Murray: Oh, é. É.

Sr. Chernoff: a imprensa --- porque Jesse Jackson, que disse que você deve ter passado um tempo com a família, dando, em seguida, o conforto nas últimas horas de seu filho.

Dr. Murray: Você não sabe como é triste de sentar lá e ver a notícia que vem por aí e é tão longe da verdade.

Det. Smith: Uh-huh. Nós compreendemos isso.

Dr. Murray: Disseram --- eles disseram que eu deixei o carro, eu fugi. Eu estava no caminhão com o Sr. Jackson, tentando ajudá-lo a sobreviver. Eu estava fazendo tudo que podia. E eu não podia levar o meu carro comigo se eu tivesse que ajudá-lo.

Det. Smith: Certo. Porche?

Você falou com o médico --- ou correção --- detetive

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Det. Martinez: Ele usava um pequeno fedora.

Dr. Murray: Porche?

Det. Martinez: Ele tinha um fedora. Ele e seu parceiro.

Dr. Murray: Ele é o cara. Que é o único que ---

Det. Smith: Cara de cabelos brancos?

Dr. Murray: Que é o único que falou comigo no hospital.

Det. Smith: Certo. Ok. E você forneceu-lhe as suas informações de contato e declaração inicial.

Dr. Murray: Sim.

Det. Smith: Basicamente o que você nos contou.

Dr. Murray: É

Det. Smith: Obviamente, não, profundamente. Quando ele tentou obter contato com você várias vezes, ele só iria direto para a ---

Det. Martinez: caixa postal.

Det. Smith: ---caixa postal.

Det. Martinez: Então caixa postal estava cheia. Eu até tentei mensagens de texto para você algumas vezes.

Dr. Murray: Bem, eu ---

Sr. Pena: Esta sexta-feira pela manhã? É isso que você está ---

Det. Smith: Isso seria naquela noite.

Dr. Murray: Oh. O mesmo dia?

Det. Martinez: É. O mesmo dia.

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Det. Smith: Quinta-feira à noite.

Sr. Pena: Vou deixar você saber que na manhã de sexta-feira foi quando ele falou comigo muito no início da manhã.

Det. Martinez: Ok

Sr. Pena: Por isso foi o meu conselho para simplesmente deixar o telefone, fale comigo. Eu tive um dia atarefado. Eu estava correndo por aí fazendo três coisas, a olhar para esta história. E então eu disse-lhe para esperar por mim, para falar com você mais tarde.

Det. Martinez: Ok.

Dr. Murray: E então eu não queria ser bombardeado por um número de pessoas tentando me encontrar no meu celular.

Det. Smith: Estando afastado e voltando como médico de Michael, você está ciente de todas as condições médicas pré-existentes que ele tinha? Quer dizer que você falou sobre ele ser possivelmente,viciado nesses agentes, mas qualquer coisa que você está ciente de quaisquer problemas, quaisquer problemas que ele teve?

Dr. Murray: Bem, quanto aos problemas que o tratei, tratei-o por pneumonia.

Det. Smith: Ok. Quando foi isso?

Dr. Murray: Eu acho que em algum momento de 2008.

Det. Smith: Ok.

Dr. Murray: Ou 2007. 2007, 2008. Eu não posso dizer com certeza. Tratei de um dedo do pé fraturado, um presumido dedo do pé fraturado, quando ele ficou chateado em sua casa, disse ele, por algum motivo e chutou a porta e machucou o pé.

Det. Martinez: Você se lembra em que ano?

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Dr. Murray: Isso, penso eu, foi em 2008. E tratei então de como a síndrome respiratória superior viral, letargia --- quero dizer fraqueza e um estado pouco desidratado, porque ele não comia muito bem.

Det. smith: Foi tipo crônica com ele?

Dr. Murray? O quê?

Det. Smith: A desidratação e ---

Dr. Murray: Ele não bebia.

Det. Smith: --- fadiga?

Dr. Murray: Ele não bebia e comia. Ele disse que toda a sua vida sua mãe teve que forçá-lo a comer quando criança. Assim, ele simplesmente não gosta de comer alimentos. E os alimentos que ele come, quando come, é principalmente frango e arroz.

Det. Martinez: Que ano era quando você o tratou para a síndrome respiratória superior viral?

Dr. Murray: 2007, 2008. Oh, você quer dizer respiratório superior? Essa foi a primeira coisa que tratei. Que era como um viral (ininteligível) que foi infectado nas crianças e si mesmo, e eles tinham tosse e corrimento nasal e não bebiam o suficiente e não tinham o descanso suficiente.

Det. Martinez: Isso seria cerca de 2006?

Dr. Murray: É. Essa foi a primeira vez. E eu, provavelmente, tratei algumas vezes, talvez duas ou três vezes para essa condição.

Sr. Chernoff: E então ele tinha algo de errado na sua comida?

Dr. Murray: Oh, é.

Sr. Chernoff: Mas isso é (ininteligível)

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Dr. Murray: Bem, ---

Det. Smith: Desculpe. Vamos em frente.

Dr. Murray: Quando olhei para seus pés ao longo dos anos, você sabe, como um dançarino, ele tinha calos que estavam tão profundamente cravado em seus pés, e que eram tão dolorosos quando ele dançava. Eu tenho um podólogo que veio para casa. Então eles --- bem, eles tiraram fora o calo para que sua dor fosse. Ao mesmo tempo, enquanto olhava para seus pés, ele tinha diversas micoses fúngicas, que é a infecção fúngica que assumiu todos os dedos e indo para sua carne.

Det. Smith: E quando você percebeu isso?

Dr. Murray: No meu exame.

Det. Smith: Quando foi isso, porém? Há quanto tempo?

Dr. Murray: (Ininteligível) Inicialmente, quando eu vi pela primeira vez e ele estava sem as meias. No primeiro dia que o vi, eu vi isso como uma condição. E nós conversamos sobre isso. Temos seus calos para tirar.

Det. Martinez: Mas há quanto tempo? Que ano? Em que mês? Foi este ano? Dentro dos últimos meses?

Dr. Murray: Não, dentro de --- eu diria que talvez um ano e meio atrás.

Sr. Chernoff: Uma das coisas --- as coisas importantes sobre isso, você pode querer dizer ao ME é tratada antes de ir, você tratou com Lamisil. Isso é --- você sabe, eles não vendê-lo em creme. Mas a coisa é se você levá-la por via oral, é muito duro com o fígado.

Det. Martinez: Lamisil?

Dr. Murray: Lamisil.

Sr. Chernoff: Assim fizeram um completo --- ele fez um hemograma completo

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sobre ele para ter certeza de seu fígado e se tudo estava em ordem.

Dr. Murray: Certo.

Sr. Chernoff: Então, pelo menos, você tem acessível. Foi feito em um nome falso, porque ele não gostaria nada dessa informação vazando.

Det. Martinez: Certo.

Sr. Chernoff: Mas --- mas tudo estava em ordem, certo?

Dr. Murray: Tudo estava bem.

Sr. Chernoff: É.

Dr. Murray: E depois eu lhe dei a três meses do Lamisil e, você sabe, mantive a verificação com ele para me certificar de que ele estava cumprindo. Mas ele estava muito feliz. No final dos tratamentos, sua infecção no pé --- sua pele era macia. Não havia mais esfoliação, sem dureza. As unhas tinham crescido mais novas. Ele ficou espantado. Ele estava muito feliz.

Sr. Chernoff: Há uma ---eu não estou pedindo para quaisquer segredos comerciais, mas há alguma toxicológico preliminar?

Det. Martinez: Não. Não que eles compartilham conosco.

Sr. Chernoff: No caso de haver algum - pois não sabemos o que vai aparecer, exceto sabemos (ininteligível), estes três medicamentos vão aparecer. Você estava ciente de quaisquer outros medicamentos que ele estava tomando?

Dr. Murray: Eu não estava ciente de quaisquer outros medicamentos que estava tomando, mas ouvi dizer que ele estava vendo Dr. Klein três vezes por semana, em Beverly Hills. E ele nunca revelou isso para mim.

Sr. Chernoff: Você ouviu falar de quem?

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Dr., Murray: Sua equipe, como Frank Dileo, Kenny Ortega. Eles estariam conscientes, trabalhando em sua equipe de produção, que era vê-lo três vezes por semana. Cerca de três semanas atrás, desesperadamente ao meio-dia, ele estava chamando por alguém no escritório do Dr. Klein. Ele queria falar com uma pessoa aspecial lá. Eu acho que o nome era Jason. Ele queria que Jason visse para ver se ele podia encaixá-lo, você sabe, em torno dos demais pacientes.

Sr. Chernoff: É isso o que Michael disse a você?

Dr. Murray: Eu estava lá, quando ele estava fazendo isso?

Sr. Chernoff: (ininteligível)

Dr. Murray: É.

Sr. Chernoff: Você perguntou o que ele --- o que ele precisava?

Dr. Murray: Isso , ele não estava revelando. Quero dizer que é a sua preferência pessoal. Você sabe, ele é --- ele está no comando de seu histórico médico. Ele nunca declarou isso para mim antes, mas eu tinha visto frascos de comprimidos a seu lado da cama que tinha o nome do Dr. Klein. Eu também vi como um nome de Dr. Metzer. Então percebi que é ele também via outros médicos. Mas ele não revelou para mim.

Vou dar-lhe os nomes de alguns --- Vou açougueiro o nome

de alguns medicamentos, e você pode me dizer se é algo com o que você o

tem tratado.

Det. Martinez:

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Nós já falamos sobre o propofol. Propofol emulsão injetável, 1%.

Dr. Murray: Lidocaina. Isso é chamado de “antiburn”.

Detetive Martinez: Certo. O fluma – O flumazenil.

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Dr. Murray: Flumazenil. Esse é o antídoto que eu dei a ele.

Detetive Martinez: Certo.

Dr. Murray: 0,2, para tentar reverter os efeitos dos benzodiazepinos.

Detetive Martinez: Certo. Clonazepam, isso é algo que você teve de emitir –

Dr. Murray: Clonazepam, isso é – Qual é o outro nome para isso? É restoril? São quantos miligramas?

Detetive Martinez: Eu não sei.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Eu apenas sei que –

Dr. Murray: Eu posso ter – Eu posso ter prescrito clonazepam, que é o restoril, que é uma pílula de 30 miligramas que ele deveria usar a noite quando necessário, se ele quisesse dormir.

Detetive Martinez: Ok. Então isso era para o sono. Ok. Trazodone?

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Não?

Dr. Murray: Eu não prescrevi isso.

Detetive Smith: O que é isso?

Dr. Murray: Trazodone é basicamente um antidepressivo que também pode causar alguma sedação.

Mr. Chernoff: Causar o que?

Dr. Murray: Também pode causar sedação, ajudar você a dormir. Mas também trata depressão.

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Mr. Chernoff: Não é um M.O.I?

Dr. Murray: Não, não é um –

Detetive Martinez: M.O.I inibidor?

Dr. Murray: Não, não é um M.O.I

Mr. Chernoff: É um primeiro tipo de (ininteligível).

Dr. Murray: Chama-se S.S.R.I

Detetive Martinez: Certo. Eu tenho mais. Apenas deixe-me tomar algumas notas. Você tem duvidas nesse meio tempo?

Detetive Smith: Sim, mas continue. Eu posso—

Detetive Martinez: Então clonazepam você pode ter prescrito.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Trazodone, não.

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Diazepam?

Dr. Murray: Sim. Eu recentemente prescrevi isso para ele.

Detetive Martinez: Ok.

Mr. Chernoff: Valium.

Dr. Murray: Valium, que é o Valium.

Detetive Martinez: Certo.

Dr. Murray: E isso foi um dos esforços para tentar afastá-lo do “leite”.

Detetive Martinez: Lorazepam?

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Dr. Murray: Isso é IV. Essa é a forma oral do IV Ativan, mesma coisa que eu tenho dado a ele.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Forma oral.

Dr. Murray: Se a – se a pílula não funciona, porque quando você recebe uma medicação oral, cerca de 70 a 80% se torna disponível na corrente sanguínea por causa da absorção.

Detetive Martinez: Você diz que isso é a forma oral do –

Dr. Murray: Do lorazepam. Lembra? Ativan, isso foi dado a ele.

Detetive Martinez: Oh, sim, certo. Ativan.

Dr. Murray: Sim. Então o fato de que ele – isso não estava funcionando oralmente, eu fiquei me perguntando se deveria administrar isso na forma IV. Ele iria ter uma maior concentração do medicamento, e isso o ajudaria a dormir. Então é por isso que entrou em jogo.

Detetive Martinez: E sobre flomax?

Dr. Murray: Flomax, eu dei isso a ele.

Detetive Martinez: Ok.

Detetive Smith: Isso é usado pra que?

Dr.Murray: Ele estava – senhor Jackson tinha dificuldades para urinar. Ele iria descrever – e novamente ele nunca divulgou tudo pra mim. Essa foi a razão – ao longo dos últimos dois meses, ele me explicou que quando ia ao banheiro, levaria horas para ele urinar. Ele realmente se molhava. As pessoas o deixariam lá e voltavam e ele ainda não podia ir ao banheiro. E eu disse, “Sério? Você tem isso?”

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Eu chequei seu P.S.A (antígeno especifico da próstata) e estava dentro da faixa. Então eu pensei que ele tinha hipertrofia benigna da próstata, por que se for elevado, você acha que pode ser outras coisas. E então flomax é uma medicação muito boa que vai contrair a próstata e permitir que ele tenha um sistema adequado. Então esse é basicamente o motivo pelo qual ele começou a tomar esse medicamento.

Detetive Martinez: Certo. Agora creme Nystatin misturado com alguns esteróides, isso é algo que você deu a ele?

Dr. Murray: Nystatin.

Detetive Martinez: Nystatin com tria –

Dr. Murray: Talvez triamcinolone.

Detetive Martinez: Isso.

Dr. Murray: Não – Sim, eu não dei isso a ele.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Ele provavelmente recebeu isso de outra pessoa.

Detetive Smith: Isso é usado pra que?

Dr. Murray: Isso é algumas vezes – É um – o Nystatin é um agente antifungo. O triamcinolone é um corticosteróide. E eu não sei – Eu não sei se ele estava tendo algum tipo de infecção fúngica ou outro tipo de coisa.

Detetive Martinez: Como pé-de-atleta?

Detetive Smith: Sim, ou na unha do pé?

Dr. Murray: Pé-de-atleta? Não necessariamente, porque isso foi removido.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Seus pés estão agora – isso foi removido. E ele não tinha mais

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nenhum resíduo de pé-de-atleta ou algo do tipo. Então ele está usando isso para outra coisa que eu não sei. Poderia ser uma infecção fúngica ou coisa parecida.

Detetive Martinez: Latanoprost?

Dr. Murray: O que?

Detetive Martinez: Latanoprost.

Dr. Murray: Como se soletra isso?

Detetive Martinez: L-A-T-A-N-O-P-R-O-S-T. É um colírio normalmente usado para glaucoma.

Dr. Murray: É também chamado OPCON, OPCON-A?

Detetive Martinez: Eu não sei. Bem, não tem um nome comercial. Apenas diz Latanoprost.

Dr. Murray: Eu não sei. É sem prescrição?

Detetive Martinez: Não. Isso é prescrito.

Dr. Murray: Se é um agente prescrito, eu não sei.

Detetive Smith: Algum problema com os olhos dele que você esteja ciente?

Mr.Chernoff: É xalatan.

Dr. Murray: Como?

Mr. Chernoff: Xalatan.

Dr. Murray: Oh, outra pessoa deu isso a ele.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Xalatan, certo?

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Mr. Chernoff: Seja o que for.

Dr. Murray: Sim.

Mr.Chernoff: Eu estou apenas mostrando isso (ininteligível).

Dr. Murray: Isso – Isso é interessante porque ele nunca viu um oftalmologista. Eu estava tentando levar –

Detetive Martinez: Isso vem em três frascos.

Dr. Murray: Sério?

Detetive Martinez: Sim, três frascos de vidro preenchidos com liquido que você pode usar um conta-gotas ou uma seringa. Mas é prescrito, mas não tem o nome do médico que prescreveu.

Dr. Murray: Surpresa. Surpresa.

Detetive Martinez: Ok. Sobre –

Dr. Murray: Vamos falar sobre isso por um minuto.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Porque isso é outra surpresa para mim. Isso é porque eu não sei exatamente tudo o que ele tinha disponível para ele. Senhor Jackson, eu marquei uma consulta com o Dr. Divan do UCLA, conhecido por ser muito bom em cirurgia de ceratotomia radial para os olhos.

Detetive Martinez: Sim.

Dr. Murray: Recentemente, porque senhor Jackson compra esses óculos de leitura sobre o balcão. Ele tinha um óculos de ampliação.

Mr. Chernoff: Esse são os que eu compro. Eles funcionam bem. Se você perde um, você substitui.

Dr. Murray: Ele tinha um óculos de ampliação. Sua visão estava muito, muito

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ruim. Eu descobri que ele poderia ficar realmente cego. Seus olhos estavam sempre vermelhos. Eu perguntei a ele sobre glaucoma – porque eu estava tentando cuidar dele no geral. E ele disse não, ele não tem glaucoma. E até falei com ele naquele momento. Ele nunca me disse que estava vendo um médico que estava dando a ele uma substancia parecida como essa para os olhos.

Apenas na semana passada eu encontrei esse médico do UCLA para ele. Domingo passado, eles iriam abrir a clinica para fazer uma dilatação completa, olha a parte por trás dos olhos e ver o que estava acontecendo, e ver se eles iriam dar alguma visão monocular ou lente de contato para ele, porque eu estava preocupado que quando ele estivesse na Inglaterra, se você não está vendo o palco e todas as luzes brilhantes, você poderia cair e se machucar. Então eu o encorajei a fazer esse exame. Esse exame estava marcado para segunda feira passada.

Detetive Martinez: Então ele concordou com isso?

Dr. Murray: Ele concordou com isso. Mas isso nunca aconteceu. Eu ainda tenho o email do médico me pedindo para ligar e remarcar. E uma coisa ou outra levou isso a ser adiado. Mas sua equipe, sua equipe de produção concordou com isso, é um coisa que ele deveria ter feito. Então eu estava tentando descobrir os problemas com o senhor Jackson e tentando resolve- los de uma forma gradual para ajudar ele. Isso foi uma das coisas que eu descobri. Então esse medicamento é uma surpresa.

Detetive Martinez: E sobre valisone?

Dr. Murray: Valisone?

Detetive Martinez: Sim, é um creme esteróide.

Detetive Smith: Quase parecido com vaselina?

Dr. Murray: Oh, não, eu não sabia disso.

Detetive Martinez: Ok.

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Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: É para algum tipo de inflamação da pele?

Dr. Murray: Bem, me disseram que Dr. Klein é um – talvez um dermatologista. Eu não sei. Mas sua equipe de produção tinha -- tinha dito para mim recentemente que seus piores dias era quando ele ia para o escritório do Dr. Klein, que era cerca de três vezes por semana; e quando ele voltava, ele estava basicamente desgastado e pedia pelo menos 24 horas de recuperação. Agora –

Mr. Chernoff: É Arnold Klein?

Dr. Murray: Eu não lembro. K-L-E-I-N.

Mr. Chernoff: Beverly Hills?

Dr. Murray: Sim, Beverly Hills. Então eu não tinha certeza, novamente, porque ele nunca compartilhou comigo, se você quer que eu esteja na sua equipe e omite as coisas para você, porque ele não compartilhou comigo o fato de que ele estava vendo um dermatologista ou outro médico para qualquer tipo de tratamento. Ele não compartilhou. A única vez que eu fiquei ciente da tentativa de ir a clinica, aquele dia que ele disse que tinha que ir, que era importante. Ele estava insistindo. Isso foi quando ele ligou em torno do meio dia para aquele lugar, perguntando por Jason e tentando ver se ele poderia ser consultado.

Detetive Martinez: E sobre benoquin?

Dr. Murray: Benoquin, sim.

Detetive Martinez: Isso é algo que você –

Dr. Murray: Sim

Detetive Martinez: Ok.

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Mr. Chernoff: O que é isso?

Dr. Murray: Benoquin 20%.

Mr. Chernoff: O que é isso?

Detetive Martinez: É usado para que?

Dr. Murray: É um – É um creme feito para branquear ou para remover permanentemente manchas que se acumulam na pele. Como, por exemplo, se alguém tem vitiligo e se você tem manchas na sua pele, como manchas escuras e brancas que se desenvolvem, você pode usar benoquin. E isso vai – isso pode remover permanentemente as manchas.

Detetive Martinez: Nós já falamos sobre as prévias marcas de injeção. Isso foi algo que você percebeu na sua examinação e que fez com que as veias dele ficassem endurecidas e mais difíceis de serem encontradas.

Dr. Murray: Flebite

Detetive Martinez: Sim.

Dr. Murray: Isso é – isso é outra razão por eu ter pensado que sua causa de morte poderia ter sido uma embolia pulmonar ou um coágulo de sangue que migrou para os pulmões dele.

Mr. Chernoff: Isso produz despigmentação irreversível, benoquin.

Dr. Murray: Isso foi o que eu disse, permanente.

Mr. Chernoff: Sim, eu não podia dizer.

Dr. Murray: Agora, ele também tinha algo chamado hidroquinona, que é um creme de 8%, que é usado para a remoção temporária das manchas. Isso funciona mais rapidamente, mas não é permanente. Então, ele iria usar ambos no caso se houvesse algum defeito. Ele iria usar o de 8% e em seguida o de 20%. E quando a – a mancha desaparecia, ele iria então tentar

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continuar usando o outro, de modo que não (ininteligível).

Detetive Martinez: Nós encontramos uma pequena porção de maconha no quarto dele. Você sabia se ele era um fumante?

Dr. Murray: Não. Maconha?

Mr. Chernoff: Qual quarto? Aquele que ninguém pode entrar ou –

Detetive Smith: Sim, aquele que ninguém pode entrar.

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Ok.

Dr. Murray: Ele negou de forma tão clara. Eu sinto – agora que eu estou descobrindo todas essas coisas parte por parte, eu – eu dei amor ao senhor Jackson. Eu era seu amigo. Eu me importava com ele. Eu tentei ajudar ele. Isso era tudo que eu estava tentando fazer. E eu sinto que agora para saber disso, sabe, que ele poderia estar usando coisas assim –

Detetive Martinez: Bem, a maconha estava velha. Já tinha apodrecido.

Dr. Murray: Oh, estava apodrecida.

Detetive Martinez: Sim.

Detetive Smith: Estava dentro de uma mala, em um armário. Membros da família encontraram isso quando eles estavam limpando.

Detetive Martinez: Sim, isso não estava fresco. Era algo que já tinha apodrecido.

Detetive Smith: Então quem sabe. Eu duvido que ele iria sequer arrumar sua própria mala quando ele viajava. E sobre os cigarros?

Dr. Murray: Não, ele arrumava sua mala.

Detetive Smith: Ele arrumava?

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Dr. Murray: Sim, eu sei disso. Ele arrumava – ele arruma certas malas.

Detetive Smith: Roupas ou outras coisas?

Dr. Murray: Ele iria arrumar certas malas que ele (ininteligível) porque ele estava – ele estaria familiarizado com o local que certas coisas estariam e ele saberia disso e manteria isso exclusivamente para ele.

Detetive Smith: E sobre os cigarros?

Dr. Murray: Eu não o conheço como um fumante. Você encontrou cigarros?

Detetive Smith: Embalagens vazias.

Dr. Murray: Sério?

Detetive Smith: Na mesma mala que foi encontrada a maconha apodrecida – você não poderia mesmo dizer que isso era maconha. Na verdade nós inicialmente pensamos que era heroína. Nós tivemos que analisar, e isso era apenas maconha decomposta. O T.H.C estava presente. Mesmo assim, havia duas embalagens vazias de cigarro lá. Eu sei que a família dele é totalmente contra isso.

Dr. Murray: WOW.

Detetive Smith: Mas novamente, quem sabe.

Dr. Murray: Bem, mas ao mesmo tempo, ninguém entrava naquele quarto. Ele não deixaria ninguém entrar. Mas ele usava colônia excessivamente. E eu nunca entendi porque ele colocava tanto isso. Eu quero dizer, ele sentava e apenas continuava colocando. E isso poderia ter sido para tirar qualquer odor. Eu não sei.

Detetive Smith: Mencionando alguns médicos, nós falamos sobre uma Dr. Lee.

Dr. Murray: Sim.

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Detetive Smith: E ela – ela estava em Vegas.

Dr. Murray: Não ela está aqui na Califórnia.

Detetive Smith: Aonde? Nós sabemos?

Dr. Murray: Deve ser em Los Angeles, porque isso é de onde aparentemente ela estava vindo e dando infusões a ele, diferente – momentos diferentes durante a semana. Isso foi o que ele me disse.

Detetive Smith: E também tinha um – o Dr. Adams em Las Vegas.

Dr. Murray: Ele está em Las Vegas.

Detetive Smith: Nós falamos sobre um Dr. Klein, possivelmente um Arnold Klein

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: E então um Dr. Metzer.

Dr. Murray: Em Beverly Hills também. Isso é o que eu –

Detetive Smith: Beverly Hills?

Dr. Murray: Suas prescrições dizem Beverly Hills. Eu acho que se você tem os medicamentos, você pode olhar e lá você vai encontrar.

Mr. Chernoff: Como se soletra Metzer?

Dr. Murray: Eu acho que é M-E-Z –

Detetive Smith: M-E-T-Z-E-R?

Dr. Murray: Algo medicamento.

parecido. Eu acho que é isso

Mr. Chernoff: Metzer?

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que

eu

vi no frasco

de

Detetive Smith: Sim.

Mr. Chernoff: Sim, é Metzger com um “G”.

Detetive Smith: M-E-T-G-E-R?

Mr.Chernoff: Sim.

Dr. Murray: Isso está correto? Eu não sei. Eu vi isso nos frascos de medicamentos ao lado da cama. Então se você olhar nos frascos, você vai ver o nome do médico.

Detetive Martinez: M-E-T-Z-G-E-R?

Dr. Murray: Z-E-R, Sim.

(ininteligível)

Dr. Murray: Você pode ver nas prescrições.

Detetive Smith: Esta – a noite que isso estava acontecendo na casa do senhor Jackson, sua ultima noite, estas seringas diferentes ou uma seringa foi usada quando você injetou isso no gotejamento IV?

Dr. Murray: Sim, uma seringa para isso.

Detetive Smith: Desculpe-me

Dr. Murray: Sim.

Detetive Smith: Uma seringa foi usada para os vários medicamentos que você deu a ele, ou –

Dr. Murray: Não, Eu tinha –

Detetive Smith: -- isso era cada vez –

Dr. Murray: Não eu tinha duas seringas, e elas estavam – eu iria repeti-las se eu precisasse. Eu iria usar o medicamento, e então eu iria retirar um pouco

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de soro fisiológico para tê-los misturados. Imediatamente então eu iria utilizá- las.

Detetive Smith: O que você fazia com as seringas quando terminava de usá- las?

Dr. Murray: Bem, eu normalmente tinha minha bolsa por perto. Tudo que eu usava, eu iria colocar rapidamente dentro da bolsa e, colocar no armário, porque ele não queria que eu deixasse nada por perto.

Detetive Smith: Onde está sua bolsa, onde estas seringas estariam agora?

Mr. Chernoff: Oh, sério?

Dr. Murray: Eu não estou com elas.

Mr.Chernoff: Eu acho que você deixou isso lá.

Dr. Murray: Sim, eu deixei.

Detetive Smith: Onde você deixou isso?

Dr. Murray: Naquele mesmo quarto, no armário, onde sempre fica.

Detetive Smith: Ok. Que armário? É uma bagunça.

Detetive Martinez: São 45 armários.

Dr. Murray: Sim, se você entrar no closet e virar à direita, e olhar para cima, as bolsas estão lá com os itens e os medicamentos.

Detetive Martinez: É aquele closet que tem os armários de vidro com as jaquetas dele?

Dr. Murray: Sim, mas está na prateleira de cima no armário. Ele me mostrou aquele armário. Ele queria que eu colocasse todas as coisas lá.

Detetive Smith: E foi lá que você deixou suas bolsas naquela noite?

Dr. Murray: Sim.

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Detetive Smith: Bolsas pretas?

Dr. Murray: Três bolsas. Haviam três. Uma bolsa azul. Uma bolsa preta pequena. E outra bolsa azul claro com um zíper no topo.

Mr. Pena: E você deixou isso lá porque você foi com os paramédicos para o hospital e nunca voltou novamente para casa; certo?

Dr. Murray: Oh, mas – sim, mas elas iriam ficar lá de qualquer maneira até eu voltar na noite seguinte e ajudar ele, porque tinha os cateteres IV e tudo estava lá dentro.

Detetive Smith: E isso era normal para você. Não é nada –

Dr. Murray: Sim.

Detetive Martinez: Ok. Você pode pensar em mais alguma coisa?

Detetive Smith: Eu acho que é só isso.

Detetive Martinez: Ok. Você tem a chave do carro assim nós não precisaríamos quebrar ele?

Dr. Murray: Não, não quebre. Quebrar o carro?

Detetive Martinez: Oh, nós precisamos entrar.

Dr. Murray: Oh, eles não abriram o carro ainda? Não foi aberto?

Detetive Martinez: Oh, não, ainda está bloqueado.

Dr. Murray: Sério?

Detetive Martinez: Sim. Nós não temos as chaves.

Dr. Murray: Eu não sei se tenho as chaves aqui. Espero que eu tenha.

Detetive Smith: Dessa forma –

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Detetive Martinez; Como quem vem, vamos ter certeza –

Dr. Murray: Sim, Jeff deve ter as chaves.

Dr. Murray: Você precisa de um mandado de busca para isso? Não, por favor.

Detetive Martinez: Ok. Apenas seria mais fácil se tivéssemos as chaves. Dessa maneira não iríamos danificar nada. Por que algumas vezes quando os caras –

Detetive Smith: Ou o nosso serralheiro (ininteligível) uma chave extra.

Dr. Murray: Bem, eu tenho a chave de um aqui. E eu não sei se Jeff tem a chave.

Detetive Martinez: Você já deu – você já deu demerol pra ele?

Dr. Murray: Não.

Detetive Martinez: Ok.

Detetive Smith: Nós não encontramos nenhum.

Detetive Martinez: Sim, nós não encontramos nenhum. Eu não sei como essa pergunta surgiu.

(Fim da gravação de áudio.)

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