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Transtornos do Humor - DSM.

IV (2) Pá gina 1

Episódio Maní
aco

Caracterí sticas do Episódio


Um Episódio Maní aco édefinido por um perí odo distinto, durante o qual existe um humor
anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritá vel. Este perí odo de humor anormal
deve durar pelo menos 1 semana (ou menos, se a hospitalizaç ão for exigida) (Critério A). A
perturbaç ão do humor deve ser acompanhada por pelo menos trê s sintomas adicionais de uma
lista que inclui auto-estima inflada ou grandiosidade, necessidade de sono diminuí da, pressão
por falar, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividades dirigidas a
objetivos ou agitaç ão psicomotora, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um
alto potencial para conseqü ê ncias dolorosas. Se o humor for irritá vel (ao invés de elevado ou
expansivo), pelo menos quatro dos sintomas acima devem estar presentes (Critério B). Os
sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto, que se caracteriza pelos sintomas
tanto de um Episódio Maní aco quanto de um Episódio Depressivo Maior, ocorrendo quase
todos os dias, por pelo menos uma semana (Critério C). A perturbaç ão deve ser suficientemente
severa para causar prejuí zo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a
hospitalizaç ão, ou émarcada pela presenç a de aspectos psicóticos (Critério D). O episódio não
deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, um medicamento, outros
tratamentos somá ticos para a depressão (por ex., terapia eletroconvulsiva ou fototerapia) ou
exposiç ão a toxina. O episódio também não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de
uma condiç ão médica geral (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral) (Critério E).
O humor elevado de um Episódio Maní aco pode ser descrito como eufórico, incomumente bom,
alegre ou excitado. Embora o humor da pessoa possa de iní cio ter uma qualidade contagiante
para o observador sem envolvimento, ele éreconhecido como excessivo por quem conhece bem
a pessoa. A qualidade expansiva do humor écaracterizada por entusiasmo incessante e
indiscriminado por interaç ões interpessoais, sexuais ou profissionais. Por exemplo, o indiví duo
pode espontaneamente entabular longas conversas com estranhos em locais públicos, ou um
vendedor pode telefonar a estranhos em suas casas de madrugada para iniciar suas vendas.
Embora o humor elevado seja considerado o sintoma prototí pico, a perturbaç ão predominante
do humor pode ser irritabilidade, particularmente quando os desejos da pessoa são frustrados. A
instabilidade do humor (por ex., alternância entre euforia e irritabilidade) évista com
freqü ê ncia.
A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfianç a sem crí tica até
uma acentuada grandiosidade que pode alcanç ar proporç ões delirantes (Critério B1). Os
indiví duos podem oferecer conselhos sobre questões acerca das quais não possuem qualquer
conhecimento especial (por ex., como administrar as Naç ões Unidas). Apesar da falta de
qualquer experiê ncia ou talento particular, o indiví duo pode começ ar a escrever um romance,
compor uma sinfonia ou buscar publicidade para alguma invenç ão tola. Os delí rios grandiosos
são comuns (por ex., ter um relacionamento especial com Deus ou com alguma figura pública
do mundo polí tico, religioso ou artí
stico).
Quase que invariavelmente, existe uma diminuiç ão da necessidade de sono (Critério B2). A
pessoa em geral desperta vá rias horas antes do horá rio habitual, sentindo-se cheia de energia.
Quando a perturbaç ão do sono ésevera, a pessoa pode passar dias sem dormir e, ainda assim,
não sentir cansaç o.
A fala maní aca étipicamente pressionada, alta, rá pida e difí cil de interromper (Critério B3). Os
indiví duos podem falar ininterruptamente, às vezes por horas a fio, sem consideraç ão para com
o desejo de comunicaç ão de outras pessoas. A fala por vezes se caracteriza por trocadilhos,
piadas e bobagens divertidas. O indiví duo pode tornar-se teatral, apresentando maneirismos
dramá ticos e cantando. Os sons podem governar a escolha de palavras mais do que os nexos

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contextuais significativos (reverberaç ão). Se o humor da pessoa for mais irritá vel do que
expansivo, a fala pode ser marcada por queixas, comentá rios hostis ou tiradas coléricas.
Os pensamentos do indiví duo podem correr, freqü entemente, a uma velocidade maior do que
pode ser articulada (Critério B4). Alguns indiví duos com Episódios Maní acos afirmam que esta
experiê ncia assemelha-se a assistir a dois ou trê s programas de televisão simultaneamente. Com
freqü ê ncia, existe fuga de idéias, evidenciada por um fluxo de fala quase contí nuo e acelerado,
com mudanç as abruptas de um assunto para outro. Por exemplo, enquanto fala sobre um
possí vel negócio de venda de computadores, um vendedor pode começ ar a discorrer
minuciosamente sobre a história do chip de computador, sobre a revoluç ão industrial ou
matemá tica aplicada. Quando a fuga de idéias ésevera, o discurso pode tornar-se desorganizado
e incoerente.
A distratibilidade (Critério B5) éevidenciada por uma incapacidade de filtrar estí mulos externos
irrelevantes (por ex., a gravata do entrevistador, ruí dos ou conversas de fundo, ou os móveis da
sala). Pode haver reduç ão da capacidade de diferenciar entre pensamentos pertinentes ao assunto
e pensamentos de pouca relevância ou nitidamente irrelevantes.
O aumento da atividade dirigida a objetivos freqü entemente envolve excessivo planejamento e
participaç ão de múltiplas atividades (por ex., sexuais, profissionais, polí ticas e religiosas)
(Critério B6). Um aumento do impulso, fantasias e comportamento sexual em geral está
presente. A pessoa pode assumir simultaneamente múltiplos novos empreendimentos
profissionais, sem levar em consideraç ão possí veis riscos ou a necessidade de completar cada
uma dessas investidas a contento. Quase que invariavelmente, existe um aumento da
sociabilidade (por ex., renovar antigas amizades ou telefonar para amigos ou atémesmo
estranhos a qualquer hora do dia ou da noite), sem consideraç ão quanto à natureza intrusiva,
dominadora e exigente dessas interaç ões. Os indiví duos freqü entemente exibem agitaç ão ou
inquietaç ão psicomotora, andando sem parar ou mantendo múltiplas conversas simultaneamente
(por ex., por telefone e pessoalmente, ao mesmo tempo). Alguns indiví duos escrevem uma
torrente de cartas sobre muitos assuntos diferentes para amigos, figuras públicas ou meios de
comunicaç ão.
Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqü entemente levam
ao envolvimento imprudente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direç ão
imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa,
apesar das possí veis conseqü ê ncias dolorosas destas atividades (Critério B7). O indiví duo pode
comprar objetos desnecessá rios (por ex., 20 pares de sapatos, antigü idades caras) sem ter
dinheiro para pagar por eles. O comportamento sexual incomum pode incluir infidelidade ou
encontros sexuais indiscriminados com estranhos.
O comprometimento resultante da perturbaç ão pode ser suficientemente severo para causar
acentuado prejuí zo no funcionamento ou para exigir a hospitalizaç ão, com o fim de proteger o
indiví duo das conseqü ê ncias negativas das aç ões resultantes do fraco julgamento (por ex.,
perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego, comportamento agressivo). Por
definiç ão, a presenç a de aspectos psicóticos durante um Episódio Maní aco representa um
acentuado prejuí zo no funcionamento (Critério D).
Sintomas como os que são vistos no Episódio Maní aco podem decorrer dos efeitos fisiológicos
diretos de medicamentos antidepressivos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos
prescritos para outras condiç ões médicas gerais (por ex., corticosteróides). Estas apresentaç ões
não são consideradas Episódios Maní acos e não contam para um diagnóstico de Transtorno
Bipolar I. Por exemplo, se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente desenvolve
sintomas maní acos após um curso de medicamento antidepressivo, o episódio édiagnosticado
como Transtorno do Humor Induzido por Substância, Com Caracterí sticas Maní acas, sem
alteraç ão do diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar I. Algumas

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evidê ncias sugerem a possí vel existê ncia de uma "diá tese" bipolar em indiví
duos que
desenvolvem episódios tipo maní acos após o tratamento somá tico para a depressão. Esses
indivíduos podem ter uma probabilidade aumentada para futuros Episódios Maní acos, Mistos
ou Hipomaní acos não relacionados a substâncias ou tratamentos somá ticos para a depressão.
Esta consideraç ão pode ser especialmente importante no caso de crianç as e adolescentes.

Caracterí sticas e Transtornos Associados


Caracterí sticas descritivas e transtornos mentais associados. Os indiví duos com um Episódio
Maní aco com freqü ê ncia não reconhecem que estão doentes e resistem às tentativas de
tratamento. Eles podem viajar impulsivamente para outras cidades, perdendo contato com
parentes e responsá veis; podem modificar seu vestuá rio, maquiagem ou aparê ncia pessoal para
um estilo com maior apelo sexual ou dramaticamente exuberante, que não lhes épróprio;
também podem envolver-se em atividades desorganizadas ou bizarras (por ex., distribuir doces,
dinheiro ou conselhos a estranhos que passam na rua). Jogos de azar e comportamentos anti-
sociais podem acompanhar o Episódio Maní aco. As preocupaç ões éticas podem ser
desconsideradas, mesmo por indiví duos tipicamente bastante conscienciosos (por ex., um
corretor da bolsa de valores compra e vende aç ões impropriamente, sem conhecimento ou
permissão do cliente; um cientista apodera-se de descobertas alheias). O indiví duo pode
mostrar-se hostil e fisicamente ameaç ador para com outros. Alguns indiví duos, especialmente
aqueles com aspectos psicóticos, podem tornar-se fisicamente agressivos ou suicidas. As
conseqü ê ncias adversas de um Episódio Maní aco (por ex., hospitalizaç ão compulsória,
dificuldades legais ou sérias dificuldades financeiras) freqü entemente decorrem do fraco
julgamento e hiperatividade. Cessado o Episódio Maní aco, a maioria destes indiví duos
arrepende-se pelos comportamentos nos quais se envolveram durante o Episódio Maní aco.
Alguns indiví duos descrevem um sentido muito mais aguç ado de olfato, audiç ão ou visão (por
ex., as cores parecem muito vivas). Quando há sintomas catatônicos (por ex., estupor, mutismo,
negativismo e posturas) presentes, pode-se indicar o especificador Com Caracterí sticas
Catatônicas.
O humor pode mudar rapidamente para raiva ou depressão. Os sintomas depressivos podem
durar momentos, horas ou, mais raramente, dias. Não érara a ocorrê ncia simultânea de
sintomas depressivos e sintomas maní acos. Caso haja proeminê ncia de critérios tanto para
Episódio Depressivo Maior quanto para Episódio Maní aco, todos os dias por pelo menos 1
semana, o episódio éconsiderado como Episódio Misto. À medida que se desenvolve o
Episódio Maní aco, freqü entemente ocorre um aumento substancial no uso de á lcool ou
estimulantes, que podem exacerbá -lo ou prolongá -lo.
Achados laboratoriais associados. Nenhum achado laboratorial diagnóstico de um Episódio
Maní aco foi identificado. Entretanto, uma variedade de achados laboratoriais anormais foi
encontrada em grupos de indiví duos com Episódios Maní acos, em comparaç ão com sujeitos-
controle. Os achados laboratoriais nos episódios Maní acos incluem anormalidades
polissonográ ficas, aumento da secreç ão de cortisol e ausê ncia de não-supressão de
dexametasona. Pode haver anormalidades envolvendo os sistemas dos neurotransmissores,
norepinefrina, serotonina, acetilcolina, dopamina ou á cido gama-aminobutí rico, demonstradas
por estudos de metabólitos de neurotransmissores, de funcionamento de receptores, de
provocaç ão farmacológica e de funç ão neuroendócrina.

Caracterí sticas Especí ficas à Cultura, à Idade e ao Gê nero


As consideraç ões culturais sugeridas para os Episódios Depressivos Maiores também são
relevantes aos Episódios Maní acos. Os Episódios Maní acos em adolescentes tendem mais a
incluir características psicóticas e podem estar associados com gazetas à escola, comportamento
anti-social, repetê ncia ou uso de substâncias. Uma minoria significativa de adolescentes parece
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ter uma história de problemas de comportamento de longa data que precedem o iní cio de um
Episódio Maní aco franco. Não está claro se esses problemas representam um pródromo
prolongado para o Transtorno Bipolar ou um transtorno independente. Apresentamos
informaç ões especí ficas relativas ao gê nero nas seç ões correspondentes dos textos para
Transtorno Bipolar I e Transtorno Bipolar II.

Curso
A idade média de iní cio para o primeiro Episódio Maní aco ocorre logo após os 20 anos, mas
alguns casos iniciam na adolescê ncia e outros após os 50 anos. Os Episódios Maní acos tê m
tipicamente um iní cio súbito, com rá pido aumento dos sintomas dentro de poucos dias. Com
freqü ê ncia, os Episódios Maní acos ocorrem após estressores psicossociais. Os episódios
geralmente duram de algumas semanas a vá rios meses, são mais breves e terminam mais
abruptamente do que os Episódios Depressivos Maiores. Em muitos casos (50 a 60%), um
Episódio Depressivo Maior imediatamente precede ou segue um Episódio Maní aco, sem um
período de eutimia neste intervalo. Se o Episódio Maní aco ocorre no período pós-parto, pode
haver um risco aumentado para recorrê ncia em perí odos pós-parto subseqü entes, e aplica-se o
especificador Com Iní cio no Pós-Parto.

Diagnóstico Diferencial
Um Episódio Maní aco deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma
Condiç ão Médica Geral. O diagnóstico apropriado éde Transtorno do Humor Devido a uma
Condiç ão Médica Geral se a perturbaç ão do humor éconsiderada a conseqü ê ncia fisiológica
direta de uma condiç ão médica geral especí fica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral,
síndrome de Cushing). Esta determinaç ão está baseada na história, achados laboratoriais ou no
exame fí sico. Caso o clínico considere que os sintomas maní acos não são a conseqü ê ncia direta
da condiç ão médica geral, então o Transtorno do Humor primá rio éregistrado no Eixo I (por
ex., Transtorno Bipolar I) e a condiç ão médica geral éregistrada no Eixo III (por ex., infarto do
miocá rdio). Um iní cio tardio do primeiro Episódio Maní aco (por ex., após os 50 anos) deve
alertar o clínico quanto à possibilidade de uma etiologia envolvendo uma condiç ão médica
geral ou uso de substância.
Um Transtorno do Humor Induzido por Substância édiferenciado de um Episódio Maní aco pelo
fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposiç ão a uma toxina)
tem relaç ão etiológica com a perturbaç ão do humor. Sintomas como os que são vistos em um
Episódio Maní aco podem ser precipitados por uma droga de abuso (por ex., sintomas maní acos
que ocorrem apenas no contexto da intoxicaç ão com cocaí na seriam diagnosticados como
Transtorno do Humor Induzido por Cocaí na, Com Caracterí sticas Maníacas, Com Iní cio
Durante Intoxicaç ão). Sintomas como aqueles vistos em um Episódio Maní aco também podem
ser precipitados por um tratamento antidepressivo com medicamentos, terapia eletroconvulsiva
ou fototerapia. Esses episódios também são diagnosticados como Transtornos do Humor
Induzidos por Substância (por ex., Transtorno do Humor Induzido por Amitriptilina, Com
Caracterí sticas Maní acas; Transtorno do Humor Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com
Caracterí sticas Maní acas).
Os Episódios Maní acos devem ser diferenciados de Episódios Hipomaní acos. Embora
Episódios Maní acos e Episódios Hipomaní acos tenham uma lista idê ntica de sintomas
característicos, a perturbaç ão nos Episódios Hipomaní acos não ésuficientemente severa para
causar prejuí zo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a
hospitalizaç ão. Alguns Episódios Hipomaní acos evoluem para Episódios Maní acos completos.
Episódios Depressivos Maiores com humor irritá vel proeminente podem ser difí ceis de
distinguir de Episódios Maní acos com humor irritá vel ou de Episódios Mistos. Esta
determinaç ão exige uma atenta avaliaç ão clí nica da presenç a de sintomas maní acos. Caso sejam
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satisfeitos os critérios tanto para Episódio Maní aco quanto para Episódio Depressivo Maior,
quase todos os dias, por um perí odo mí nimo de 1 semana, isto constitui um Episódio Misto.
O Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade e um Episódio Maní aco são ambos
caracterizados por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negaç ão
dos problemas. O Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade édiferenciado do Episódio
Maní aco por seu iní cio precoce caracterí stico (isto é, antes dos 7 anos), curso crônico ao invés
de episódico, ausê ncia de iní cios e remissões relativamente claros, e ausê ncia de humor
anormalmente expansivo ou elevado ou de aspectos psicóticos.

Critérios para Episódio Maní


aco

A. Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritá vel,


durando pelo menos 1 semana (ou qualquer duraç ão, se a hospitalizaç ão énecessá ria).

B. Durante o perí odo de perturbaç ão do humor, trê s (ou mais) dos seguintes sintomas
persistiram (quatro, se o humor éapenas irritá vel) e estiveram presentes em um grau
significativo:

(1) auto-estima inflada ou grandiosidade


(2) necessidade de sono diminuí da (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3 horas de
sono)
(3) mais loquaz do que o habitual ou pressão por falar
(4) fuga de idéias ou experiê ncia subjetiva de que os pensamentos estão correndo
(5) distratibilidade (isto é, a atenç ão édesviada com excessiva facilidade para estímulos
externos insignificantes ou irrelevantes)
(6) aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou
sexualmente) ou agitaç ão psicomotora
(7) envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqü ê ncias
dolorosas (por ex., envolvimento em surtos incontidos de compras, indiscriç ões sexuais ou
investimentos financeiros tolos)

C. Os sintomas não satisfazem os critérios para Episódio Misto

D. A perturbaç ão do humor ésuficientemente severa para causar prejuí zo acentuado no


funcionamento ocupacional, nas atividades sociais ou relacionamentos costumeiros com outros,
ou para exigir a hospitalizaç ão, como um meio de evitar danos a si mesmo e a outros, ou
existem aspectos psicóticos.

E. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., uma
droga de abuso, um medicamento ou outro tratamento) ou de uma condiç ão médica geral (por
ex., hipertiroidismo).
Nota: Episódios tipo maní acos nitidamente causados por um tratamento antidepressivo somá tico
(por ex., medicamentos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia) não devem contar para um
diagnóstico de Transtorno Bipolar I.

Episódio Misto

Características do Episódio
Um Episódio Misto caracteriza-se por um perí odo de tempo (no mí nimo 1 semana) durante o
qual são satisfeitos os critérios tanto para Episódio Maní aco quanto para Episódio Depressivo

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Maior, quase todos os dias (Critério A). O indiví duo experimenta uma rá pida alternância do
humor (tristeza, irritabilidade, euforia), acompanhada dos sintomas de um Episódio Maní aco e
de um Episódio Depressivo Maior. A apresentaç ão sintomá tica freqü entemente envolve
agitaç ão, insônia, desregulagem do apetite, aspectos psicóticos e pensamento suicida. A
perturbaç ão deve ser suficientemente severa para causar prejuí zo acentuado no funcionamento
social ou ocupacional ou para exigir a hospitalizaç ão, ou émarcada pela presenç a de aspectos
psicóticos (Critério B). A perturbaç ão não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou de uma condiç ão
médica geral (por ex., hipertiroidismo) (Critério C). Sintomas como os que são vistos em um
Episódio Misto podem ser decorrentes dos efeitos diretos de medicamentos antidepressivos,
terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras condiç ões médicas
gerais (por ex., corticosteróides). Essas apresentaç ões não são consideradas Episódios Mistos e
não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I. Se uma pessoa com Transtorno
Depressivo Maior recorrente, por exemplo, desenvolve um quadro sintomá tico misto durante
um tratamento com medicamentos antidepressivos, o diagnóstico do episódio éde Transtorno
do Humor Induzido por Substância, Com Caracterí sticas Mistas, não se modificando o
diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar I. Algumas evidê ncias
sugerem a possí vel existê ncia de uma "diá tese" bipolar em indiví duos que desenvolvem
episódios tipo misto após o tratamento somá tico para a depressão. Esses indiví duos podem ter
uma maior probabilidade de futuros Episódios Maní acos, Mistos ou Hipomaní acos não
relacionados a substâncias ou tratamentos somá ticos para a depressão. Esta consideraç ão pode
ser especialmente importante no caso de crianç as e adolescentes.

Características e Transtornos Associados


Características descritivas e transtornos mentais associados. As caracterí
sticas associadas de um
Episódio Misto são similares àquelas dos Episódios Maní acos e Episódios Depressivos Maiores.
Os indivíduos podem apresentar pensamento ou comportamento desorganizado. Uma vez que os
indivíduos com Episódios Mistos experimentam mais disforia do que aqueles com Episódios
Maní acos, eles podem estar mais propensos a buscar auxí lio.
Achados laboratoriais associados. Os achados laboratoriais para o Episódio Misto não foram
bem estudados, embora as atuais evidê ncias sugiram achados fisiológicos e endócrinos similares
àqueles encontrados em Episódios Depressivos Maiores severos.

Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Gê nero


As consideraç ões culturais sugeridas para Episódios Depressivos Maiores são relevantes
também aos Episódios Mistos. Os Episódios Mistos parecem ser mais comuns em indiví duos
mais jovens e naqueles com mais de 60 anos com Transtorno Bipolar e talvez sejam mais
comuns em homens do que em mulheres.

Curso
Os Episódios Mistos podem evoluir a partir de um Episódio Maní aco ou de um Episódio
Depressivo Maior ou podem surgir como algo novo. Por exemplo, o diagnóstico pode ser
mudado de Transtorno Bipolar I, Episódio Mais Recente Maní aco, para Transtorno Bipolar I,
Episódio Mais Recente Misto, no caso de um indiví duo com 3 semanas de sintomas maní acos
seguidos por uma semana de sintomas tanto maní acos quanto depressivos. Os Episódios Mistos
podem durar de semanas a alguns meses, apresentando remissão para um perí odo com poucos
ou nenhum sintoma ou evoluindo para um Episódio Depressivo Maior. Mais raramente, um
Episódio Misto evolui para um Episódio Maní aco.

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Transtornos do Humor - DSM.IV (2) Pá gina 7

Diagnóstico Diferencial
Um Episódio Misto deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma Condiç ão
Médica Geral. O diagnóstico éde Transtorno do Humor Devido a uma Condiç ão Médica Geral
se a perturbaç ão do humor éconsiderada a conseqü ê ncia fisiológica direta de uma condiç ão
médica geral especí fica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral, sí ndrome de Cushing). Esta
determinaç ão éfundamentada na história, achados laboratoriais ou exame fí sico. Se o clí
nico
julgar que os sintomas mistos (maní acos e depressivos) não são a conseqü ê ncia fisiológica
direta da condiç ão médica geral, então se registra o Transtorno do Humor primá rio no Eixo I
(por ex., Transtorno Bipolar I) e a condiç ão médica geral no Eixo III (por ex., infarto do
miocá rdio).
Um Transtorno do Humor Induzido por Substância édiferenciado de um Episódio Misto pelo
fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposiç ão a uma toxina)
está supostamente relacionada, em termos etiológicos, com a perturbaç ão do humor. Sintomas
como os que são vistos em um Episódio Misto podem ser precipitados pelo uso de uma droga
de abuso (por ex., os sintomas mistos, maní acos e depressivos, que ocorrem apenas no contexto
da intoxicaç ão com cocaí na, seriam diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por
Cocaí na, Com Caracterí sticas Mistas, Com Iní cio Durante Intoxicaç ão). Sintomas como os que
são vistos em um Episódio Misto também podem ser precipitados por um tratamento
antidepressivo tal como medicamentos, terapia eletroconvulsiva ou fototerapia. Estes episódios
também são diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Substância (por ex.,
Transtorno do Humor Induzido por Amitriptilina, Com Caracterí sticas Mistas; Transtorno do
Humor Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com Caracterí sticas Mistas).
Episódios Depressivos Maiores com humor irritá vel proeminente e Episódios Maní acos com
humor irritá vel proeminente podem ser difí ceis de diferenciar de Episódios Mistos. Esta
determinaç ão exige uma atenta avaliaç ão clí nica da presenç a simultânea dos sintomas
característicos tanto de um Episódio Maní aco quanto de um Episódio Depressivo Maior
completos (exceto pela duraç ão).
Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade e Episódio Misto são ambos caracterizados
por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negaç ão dos problemas.
O Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade édiferenciado de um Episódio Misto por
sua idade caracteristicamente precoce de iní cio (isto é, antes dos 7 anos), curso crônico ao invés
de episódico, ausê ncia de iní cios e remissões relativamente claros e ausê ncia de um humor
anormalmente expansivo ou elevado ou de aspectos psicóticos. As crianç as com Transtorno de
Déficit de Atenç ão / Hiperatividade também apresentam, ocasionalmente, sintomas depressivos
tais como baixa auto-estima e tolerância à frustraç ão. Caso se satisfaç am os critérios para
ambos, o Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade pode ser diagnosticado, além do
Transtorno do Humor.

Critérios para Episódio Misto

A. Satisfazem-se os critérios tanto para Episódio Maní acoquanto para Episódio Depressivo
Maior(exceto pela duraç ão), quase todos os dias, durante um perí
odo mí nimo de 1 semana.

B. A perturbaç ão do humor ésuficientemente severa para causar acentuado prejuí zo no


funcionamento ocupacional, em atividades sociais costumeiras ou relacionamentos com outros,
ou para exigir a hospitalizaç ão para prevenir danos ao indiví
duo e a outros, ou existem aspectos
psicóticos.

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Transtornos do Humor - DSM.IV (2) Pá gina 8

C. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga
de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou de uma condiç ão médica geral (por ex.,
hipertiroidismo).

Nota: Episódios tipo mistos causados por um tratamento antidepressivo somá tico (por ex.,
medicamento, terapia eletroconvulsiva, fototerapia) não devem contar para um diagnóstico de
Transtorno Bipolar I.

Episódio Hipomaní
aco

Caracterí sticas do Episódio


Um Episódio Hipomaní aco édefinido como um perí odo distinto, durante o qual existe um
humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritá vel, com duraç ão mí nima de 4
dias (Critério A). O perí odo de humor anormal deve ser acompanhado por pelo menos trê s
sintomas adicionais de uma lista que inclui auto-estima inflada ou grandiosidade (não-
delirante), necessidade de sono diminuí da, pressão da fala, fuga de idéias, distratibilidade, maior
envolvimento em atividades dirigidas a objetivos ou agitaç ão psicomotora, e envolvimento
excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqü ê ncias dolorosas
(Critério B). Se o humor éirritá vel ao invés de elevado ou expansivo, pelo menos quatro dos
sintomas anteriores devem estar presentes. Esta lista de sintomas adicionais éidê ntica àquela
que define o Episódio Maní aco, exceto pela ausê ncia de delí rios ou alucinaç ões. O humor
durante um Episódio Hipomaní aco deve estar nitidamente diferente do humor não-deprimido
habitual do indiví duo, e deve haver uma ní tida alteraç ão no funcionamento, que não é
caracterí stica do funcionamento habitual do indiví duo (Critério C). Uma vez que as alteraç ões
no humor e funcionamento devem ser observá veis por outros (Critério D), a avaliaç ão deste
critério freqü entemente exigirá a entrevista de outros informantes (por ex., membros da famí lia).
A história obtida a partir de outros informantes éparticularmente importante na avaliaç ão de
adolescentes. Comparado com um Episódio Maní aco, um Episódio Hipomaní aco não é
suficientemente severo para causar prejuí zo acentuado no funcionamento social ou ocupacional
ou para exigir a hospitalizaç ão, nem existem caracterí sticas psicóticas (Critério E). A alteraç ão
no funcionamento em alguns indiví duos pode assumir a forma de um aumento acentuado na
eficiê ncia, realizaç ões ou criatividade. Entretanto, em outros, a hipomania pode causar algum
prejuí zo social ou ocupacional.
A perturbaç ão do humor e outros sintomas não devem ser decorrentes dos efeitos fisiológicos
diretos de uma droga de abuso, de um medicamento, outro tratamento para a depressão (terapia
eletroconvulsiva ou terapia com luzes) ou exposiç ão a uma toxina. O episódio também não deve
ser decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condiç ão médica geral (por ex., esclerose
múltipla, tumor cerebral) (Critério F). Sintomas como os que são vistos no Episódio
Hipomaní aco podem ser devido aos efeitos fisiológicos diretos de um medicamento
antidepressivo, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras
condiç ões médicas gerais (por ex., corticosteróides). Estas apresentaç ões não são consideradas
Episódios Hipomaní acos e não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar II. Por
exemplo, se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente desenvolve sintomas de
um episódio do tipo hipomaní aco durante um curso de medicamento antidepressivo, o episódio
édiagnosticado como Transtorno do Humor Induzido por Substância, com Caracterí sticas
Maní acas, não se modificando o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno
Bipolar II. Algumas evidê ncias sugerem a possí vel existê ncia de uma "diá tese" bipolar em
indiví duos que desenvolvem episódios tipo maní acos ou tipo hipomaní acos após um tratamento
somá tico para a depressão. Esses indiví duos podem ter uma maior probabilidade de futuros

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Episódios Maní acos ou Hipomaní acos não relacionados a substâncias ou a tratamentos


somá ticos para a depressão.
O humor elevado em um Episódio Hipomaní aco édescrito como eufórico, incomumente bom,
alegre ou excitado. Embora o humor da pessoa possa ter uma qualidade contagiante para o
observador sem envolvimento, ele éreconhecido como uma alteraç ão do humor habitual da
pessoa por aqueles que a conhecem bem. A qualidade expansiva da perturbaç ão do humor é
caracterizada por entusiasmo por interaç ões sociais, interpessoais ou profissionais. Embora o
humor elevado seja considerado prototí pico, a perturbaç ão do humor pode ser irritá vel ou
alternar entre euforia e irritabilidade. Caracteristicamente, está presente uma auto-estima
inflada, geralmente em ní vel de uma autoconfianç a sem crí tica ao invés de grandiosidade
acentuada (Critério B1). Existe, com bastante freqü ê ncia, uma necessidade de sono diminuí da
(Critério B2): a pessoa desperta antes do horá rio habitual com maior energia. A fala de uma
pessoa em um Episódio Hipomaní aco pode ser um pouco mais alta e mais rá pida do que o
habitual, mas não étipicamente difí cil de interromper. Ela pode apresentar-se repleta de piadas,
trocadilhos, jogos de palavras e irrelevâncias (Critério B3). A fuga de idéias éincomum e, se
presente, dura por perí odos muito breves (Critério B4).
A distratibilidade também está freqü entemente presente, evidenciada por rá pidas mudanç as na
fala ou atividade em conseqü ê ncia da resposta a vá rios estí mulos irrelevantes (Critério B5). O
aumento da atividade dirigida a objetivos pode envolver planejamento e participaç ão de
múltiplas atividades (Critério B6). Essas atividades com freqü ê ncia são criativas e produtivas
(por ex., escrever uma carta ao editor, colocar a papelada em ordem). A sociabilidade
geralmente está aumentada e pode haver um aumento da atividade sexual. Pode haver atividade
impulsiva, como surtos de compras, direç ão imprudente ou investimentos financeiros tolos
(Critério B7). Entretanto, essas atividades geralmente são organizadas, não bizarras, e não
acarretam o ní vel de prejuí zo caracterí stico de um Episódio Maní aco.

Caracterí sticas Específicas à Cultura e à Idade


As consideraç ões culturais sugeridas para os Episódios Depressivos Maiores valem também
para os Episódios Hipomaní acos. Em pessoas mais jovens (por ex., adolescentes), os Episódios
Hipomaní acos podem estar associados com gazeta à escola, comportamento anti-social,
repetê ncia ou uso de substâncias.

Curso
Um Episódio Hipomaní aco tipicamente inicia com um rá pido aumento dos sintomas dentro de
um ou dois dias. Os episódios podem durar vá rias semanas a meses e em geral tê m um iní
cio
mais abrupto e são mais breves do que os Episódios Depressivos Maiores. Em muitos casos, o
Episódio Hipomaní aco pode ser precedido ou seguido por um Episódio Depressivo Maior.
Estudos sugerem que 5 a 15% dos indiví duos com hipomania acabam desenvolvendo um
Episódio Maní aco.

Diagnóstico Diferencial
Um Episódio Hipomaní aco deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma
Condiç ão Médica Geral. O diagnóstico éde Transtorno do Humor Devido a uma Condiç ão
Médica Geral se a perturbaç ão do humor éconsiderada a conseqü ê ncia fisiológica direta de uma
condiç ão médica geral especí fica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral, síndrome de
Cushing). Esta determinaç ão fundamenta-se na história, achados laboratoriais ou exame fí sico.
Se o clínico julgar que os sintomas hipomaní acos não são a conseqü ê ncia fisiológica direta da
condiç ão médica geral, então o Transtorno de Humor primá rio éregistrado no Eixo I (por ex.,
Transtorno Bipolar I) e a condiç ão médica geral, no Eixo III (por ex., infarto do miocá rdio).
Um Transtorno do Humor Induzido por Substância édiferenciado de um Episódio Hipomaní aco
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pelo fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposiç ão a uma
toxina) está etiologicamente relacionada à perturbaç ão do humor. Sintomas como os que são
vistos em um Episódio Hipomaní aco podem ser precipitados por uma droga de abuso (por ex.,
os sintomas hipomaní acos que ocorrem apenas no contexto da intoxicaç ão com cocaí na são
diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Cocaí na, Com Caracterí sticas
Maní acas, Com Iní cio Durante Intoxicaç ão). Sintomas como os que são vistos em um Episódio
Hipomaní aco também podem ser precipitados por um tratamento antidepressivo tal como
medicamentos, terapia eletroconvulsiva ou fototerapia. Estes episódios também são
diagnosticados como Transtornos do Humor Induzidos por Substâncias (por ex., Transtorno do
Humor Induzido por Amitriptilina, Com Caracterí sticas Maní acas; Transtorno do Humor
Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com Caracterí sticas Maníacas).
Os Episódios Maní acos devem ser distinguidos dos Episódios Hipomaní acos. Embora
Episódios Maní acos e Episódios Hipomaní acos tenham idê nticas listas de sintomas
característicos, a perturbaç ão do humor nos Episódios Hipomaní acos não ésuficientemente
severa para causar prejuí zo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a
hospitalizaç ão. Alguns Episódios Hipomaní acos podem evoluir para Episódios Maní acos.
O Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade e Episódio Hipomaní aco são
caracterizados por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negaç ão
dos problemas. O Transtorno de Déficit de Atenç ão / Hiperatividade distingue-se de um
Episódio Hipomaní aco pelo início caracteristicamente precoce (isto é, antes dos 7 anos), curso
crônico ao invés de episódico, ausê ncia de iní cios e remissões relativamente ní tidos e ausê ncia
de um humor anormalmente expansivo ou elevado.
Um Episódio Hipomaní aco deve ser diferenciado da eutimia, particularmente em indiví duos
cronicamente deprimidos que não estão acostumados à experiê ncia de um estado de humor não-
deprimido.

Critérios para Episódio Hipomaní


aco

A. Um perí odo distinto de humor persistentemente elevado, expansivo ou irritá vel, durando
todo o tempo ao longo de pelo menos 4 dias, nitidamente diferente do humor habitual não-
deprimido.

B. Durante o perí odo da perturbaç ão do humor, trê s (ou mais) dos seguintes sintomas
persistiram (quatro se o humor éapenas irritá vel) e estiveram presentes em um grau
significativo:

(1) auto-estima inflada ou grandiosidade


(2) necessidade de sono diminuí da (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3 horas de
sono)
(3) mais loquaz do que o habitual ou pressão por falar
(4) fuga de idéias ou experiê ncia subjetiva de que os pensamentos estão correndo
(5) distratibilidade (isto é, a atenç ão édesviada com demasiada facilidade para estí mulos
externos insignificantes ou irrelevantes)
(6) aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou
sexualmente) ou agitaç ão psicomotora
(7) envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alto potencial para conseqü ê ncias
dolorosas (por ex., envolver-se em surtos desenfreados de compras, indiscriç ões sexuais ou
investimentos financeiros tolos)

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C. O episódio está associado com uma inequí voca alteraç ão no funcionamento, que não é
caracterí
stica da pessoa quando assintomá tica.

D. A perturbaç ão do humor e a alteraç ão no funcionamento são observá veis por outros.

E. O episódio não ésuficientemente severo para causar prejuí zo acentuado no funcionamento


social ou ocupacional, ou para exigir a hospitalizaç ão, nem existem aspectos psicóticos.

F. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga
de abuso, medicamento, ou outro tratamento) ou de uma condiç ão médica geral (por ex.,
hipertiroidismo).

Nota: Os episódios tipo hipomaní acos nitidamente causados por um tratamento antidepressivo
somá tico (por ex., medicamentos, terapia eletroconvulsiva e fototerapia) não devem contar para
um diagnóstico de Transtorno Bipolar II..

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