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Cuidado de Enfermagem

no pós-operatório

Sala de recuperação pós-

anestesica

Complicações

anestésicas

Enfermagem no pós-operatório Sala de recuperação pós- anestesica Complicações anestésicas Aline Carrilho Menezes

Aline Carrilho Menezes

Sala de recuperação pós- anestesica  O que é SRPA ?  Materiais necessários em

Sala de recuperação pós-

anestesica

O que é SRPA ?

Materiais necessários em uma SRPA?

Quando inicia uma RPA?

Admissão do paciente dentro da SRPA.

- Tranqüilizar e informar o paciente onde se encontra.

- Se o cliente estiver sonolento ou aparentemente inconsciente devem evitar comentários, pois a audição é o primeiro sentido a retomar a sua função.

- Deve-se ler o prontuário, saber a anestesia e as

complicações, cirurgia realizada e recomendações especiais.

- Observar frascos de solução e sangue. - Observar gotejamento de soluções. - Sondas, drenos

- Observar frascos de solução e sangue.

- Observar gotejamento de soluções.

- Sondas, drenos e cateteres?

- Para clientes submetidos à anestesia geral,

recomenda-se o decúbito dorsal horizontal sem travesseiro, com a cabeça lateralizada

para evitar aspiração de vômito (caso

ocorra).

- Para clientes com SNG ou SNE, indica-se posição semi-fowler para prevenir esofagite de refluxo.

 Na SRPA na primeira hora, o CONTROLE DE SINAIS VITAIS é realizado de 15

Na SRPA na primeira hora, o CONTROLE DE SINAIS VITAIS é realizado de 15 em 15 minutos, se mantiver regular, de 30 em 30 minutos. Mantida a regularidade do quadro, o

tempo de verificação do controle deve ser

espaçada para 1/1hora, 2/2horas e assim por diante.

Intervenções de enfermagem

na SRPA

Intervenções de enfermagem na SRPA - 1ª função vital a ser informada e avaliada: Assegurar a

- 1ª função vital a ser informada e avaliada:

Assegurar a permeabilidade da via respiratória

Ventilatória adequada ao cliente.

- 2ª função vital a ser informada e avaliada:

Avaliar o sistema circulatório

- 3ª função vital a ser informada e avaliada:

Avaliar a termorregulação (paciente tende a ter

hipotermia, devido infusão de anestésicos e ar

condicionado na SO)

Manter vigilância constante do paciente, até sua total recuperação da anestesia.

 Cuidados com o curativo, observar se o mesmo está apertado demais ou provocando edema

Cuidados com o curativo, observar se o mesmo está apertado demais ou provocando edema local, se está frouxo, se apresenta sujo de sangue (indica hemorragia ou sangramento)

Se o paciente estiver agitado, provavelmente

o médico prescreverá um ansiolítico. A contenção mecânica deve ser evitada devido

complicações respiratórias e circulatórias.

Devem ser registradas todas ações e condutas de enfermagem em prontuário próprio.

Sala de recuperação pós-

anestesica

Sala de recuperação pós- anestesica  Reconhecer os fatores de estresse que podem afetar o paciente

Reconhecer os fatores de estresse que podem afetar o paciente na sala de RPA e

tentar atenuar seus efeitos. Humanização da

assistência de Enfermagem.

Transferir o cliente da SRPA para sua unidade de origem.

Alta da SRPA (Índice de

Aldrete e Krolik. SOBECC)

Alta da SRPA (Índice de Aldrete e Krolik. SOBECC)  O paciente recebe alta da SRPA

O paciente recebe alta da SRPA quando a equipe detectar a estabilidade das condições orgânicas do paciente, levando em

conta diversos aspectos:

- Saturação de oxigênio dentro dos limites de normalidade;

- Orientação do paciente no tempo e no espaço;

- Ausência de sangramento ativo da FO;

- Ausência de retenção urinária;

- Inexistência de queixa álgica ou manutenção da dor sob controle;

- Estabilidade de sinais vitais;

- Ausência de náuseas e vômitos;

- Presença de atividade e força muscular;

- Presença de sensibilidade cutânea após bloqueio motor.

Cuidado de Enfermagem no

pós-operatório

Cuidado de Enfermagem no pós-operatório  Inicia-se a partir da saída do cliente da sala de

Inicia-se a partir da saída do cliente da sala

de operação até sua alta.

Pós-operatório imediato (POI)- até 24 horas após a cirurgia.

Mediato- após as 24 horas e até 7 dias depois. Tardio- após 7 dias do recebimento da alta.

Cuidado de Enfermagem no

pós-operatório

Cuidado de Enfermagem no pós-operatório  Anormalidades e complicações do pós- operatório: -Alteração dos

Anormalidades e complicações do pós-

operatório:

-Alteração dos sinais vitais.

1. Temperatura corporal. Atentar para crises convulsivas.

2. Atentar para os sinais de choque (será abordado posteriormente)

3. Respiração (Atentar para obstrução respiratória, náuseas e vômitos)

Cuidado de Enfermagem no pós-operatório

Cuidado de Enfermagem no pós-operatório 4. Hipertermia/ Hipotermia. Cuidados de enfermagem 5. Diminuição da PA e

4. Hipertermia/ Hipotermia. Cuidados de enfermagem

5. Diminuição da PA e pulso é ocasionada pela perda de

sangue durante a cirurgia, efeito do anestésico, ou mesma mudança brusca de posição.

6. A hipotensão é a complicação precoce mais

frequentemente da raquianestesia, devendo ser

corrigida com hidratação rigorosa pela via EV, mantendo-se o cliente na posição de Trendelemburg e administrar oxigenoterapia.

7. A administração de vasopressores é uma medida usada se não conseguir normalizar.

Alterações neurológicas

Alterações neurológicas Dor -Observar o nível de consciência e as funções motoras e sensitivas. - A

Dor -Observar o nível de consciência e as funções motoras e sensitivas.

- A dor mais comum é na região manipulada durante a cirurgia.

- Atentar que a dor é subjetiva e pessoal, só o cliente pode

1.

definir a intensidade,localização, duração e tipo, porém não

devemos menosprezá-la, portanto, o paciente deve ser medicado com analgésicos conforme prescrito.

- Deve-se observar outros cuidados como evitar barulhos,

iluminação intensa, estímulos e manipulação.

- A dor (cefaléia) pode surgir pelo extravasamento do LCR

Alterações neurológicas

Alterações neurológicas 2. Sonolência - Observar o nível de consciência através de estímulos

2.

Sonolência

-

Observar o nível de consciência através de

estímulos (perguntas, estímulos táteis)

-

Queda brusca da consciência. Existem situações que podem sugerir hemorragia interna.

Alterações neurológicas

Alterações neurológicas 3. Soluço (são espasmos intermitentes do diafragma, provocados pela irritação do nervo

3. Soluço (são espasmos intermitentes do diafragma,

provocados pela irritação do nervo frênico)

- No pós- operatório é comum a distensão abdominal e hipotermia.

- Aspiração ou lavagem gástrica( distensão

abdominal)

- Deambulação

- Aquecimento do cliente

- Mudança de decúbito

- Pode ser administrado medicamento como metoclopramida conforme prescrição médica.

Complicações pulmonares

Complicações pulmonares - São complicações mais sérias e freqüentes em clientes obesos, fumantes, idosos e ou

- São complicações mais sérias e freqüentes em clientes obesos, fumantes, idosos e ou acompanhados de agravos clínicos.

- Causas: Acúmulo de secreções brônquicas.

- Como identificar: cianose de extremidades, padrão

respiratório (dispnéia), tiragem intercostal, batimento

de asas de nariz e agitação.

- Ações de enfermagem: estimular deambulação precoce, laterização da cabeça em casos de vômitos,

realizar aspiração, estimular a tosse, hidratação se

não contra-indicado, evitar Venóclise em MMII.

- Encorajar o paciente a tossir, e abraçar ou apoiar um travesseiro para evitar deiscência de FO.

Complicações pulmonares

Complicações pulmonares  A broncopneumonia é a principal complicação que acontece devido à aspiração de

A broncopneumonia é a principal complicação que acontece devido à

aspiração de vômitos ou alimentos, infecção e estase pulmonar.

Pode ocorrer atelectasias.

Embolia pulmonar Assistência de enfermagem

Complicações urinárias

Complicações urinárias - Infecção urinária (pode ser por falhas assépticas na sondagem vesical e refluxo

-

Infecção urinária (pode ser por falhas

assépticas na sondagem vesical e refluxo

da urina). Sintomas: hipertermia, alterações da características da urina, disúria.

-

Cuidados de enfermagem:

1.

Manter a higiene íntima adequada

2.

Técnica de sondagem asséptica

Complicações urinárias

Complicações urinárias - Retenção urinária (bexigoma). Pode ocorrer devido anestesia, principalmente raquianestesia

- Retenção urinária (bexigoma). Pode ocorrer devido

anestesia, principalmente raquianestesia e

peridural.

- A enfermagem deve eliminar as prováveis causas:

medicando o cliente para dor conforme prescrição,

promovendo privacidade, mudança de decúbito (se não houver contra-indicação), e avaliando a

presença de dobraduras e grumos nas extensões

das sondas e drenos nas proximidades da bexiga.

Complicações urinárias

Complicações urinárias  Se caso, não surgir efeito, realizar higiene íntima com água morna, aquecer e

Se caso, não surgir efeito, realizar higiene

íntima com água morna, aquecer e relaxar o

abdome pela aplicação de calor local e realizar estimulação pelo ruído de uma torneira aberta próximo do leito.

SVA ou SVD

Prescrição médica

Complicações gastrintestinais

1. Náuseas e vômitos Conseqüências: Os efeitos colaterais dos

e vômitos Conseqüências: Os efeitos colaterais dos anestésicos e a diminuição do peristaltismo ocasionam

anestésicos e a diminuição do peristaltismo

ocasionam distensão abdominal, acúmulo de líquidos de restos alimentares no TGI.

- Na presença de náuseas, os clientes sem

sonda devem ser colocados em decúbito lateral ou com a cabeça lateralizada para

evitar bronco aspiração.

- Clientes com sondas, devem permanecer abertas para esvaziar a cavidade gástrica

Complicações gastrintestinais

Medicar o paciente com anti-eméticos

gastrintestinais  Medicar o paciente com anti-eméticos conforme prescrição médica.  A dieta é introduzida

conforme prescrição médica.

A dieta é introduzida de forma gradativa nos

clientes, desde que não apresentem

náuseas, vômitos ou distensão abdominal, ou de acordo com aceitação.

Observar ingestão de líquidos.

Complicações gastrintestinais 2. Constipação intestinal (acompanhada de desconforto abdominal e flatulência) -

Complicações gastrintestinais

2. Constipação intestinal (acompanhada de desconforto abdominal e flatulência)

- Ocorre quando há diminuição do peristaltismo provocada pelo efeito do anestésico, imobilidade prolongada no leito, quadro inflamatório, exposição e manipulação do intestino durante as

cirurgias abdominais e o medo da dor.

- Estimular deambulação precoce, ingestão de

líquidos e aceitação de alimentos ricos em fibras

(celulose)

- Se caso o paciente não conseguir evacuar de forma satisfatória, o médico deverá prescrever um laxante ou limpeza intestinal.

Complicações gastrintestinais 3. Sede (xerostalmia) - Provocada pela ação inibidora da atropina, pelas perdas

Complicações gastrintestinais

3. Sede (xerostalmia)

- Provocada pela ação inibidora da atropina,

pelas perdas sanguíneas e líquidos pela cavidade exposta durante a ato operatório,sudorese e hipertermia.

- Observar sinais de desidratação (Quais)

- Manter hidratação oral ou hidratação

venosa (prescrição médica)

Complicações vasculares

Complicações vasculares  A permanência prolongada no leito, associada à imobilidade após a cirurgia, provoca

A permanência prolongada no leito,

associada à imobilidade após a cirurgia,

provoca estase venosa, predispondo a formar trombose, tromboflebite e embolia.

Mudança de decúbito (2 a 4 horas) Estímulo a respiração profunda

Sem contra-indicação. Estimular a deambulação precoce

- Melhora a circulação dos MMII

Complicações da ferida

operatória

Complicações da ferida operatória 1. Hemorragias. Pode ser interna ou externa. -Acontece mais frequentemente nas

1. Hemorragias. Pode ser interna ou externa.

-Acontece mais frequentemente nas primeiras

24 horas após cirurgia.

-Sintomas: sensação de desconforto, palidez cutânea, mucosa descorada, taquicardia, dispnéia, e choque hipovolêmico, no caso,

de hemorragia interna (dor).

- Conduta da enfermagem

Complicações da ferida

operatória

Complicações da ferida operatória 2. Infecção de ferida cirúrgica - Caracteriza pela presença de secreção

2. Infecção de ferida cirúrgica

- Caracteriza pela presença de secreção

purulenta que varia de clara inodora a pus espesso com odor fétido, com presença ou

não de necrose nas bordas da ferida.

- Podem se manifestar entre 36 e 48 horas após a cirurgia.

- Conduta de enfermagem

- Prevenção de infecção

Complicações de FO

Complicações de FO 3. Deiscência - É a abertura total ou parcial da incisão cirúrgica provocada

3.

Deiscência

-

É a abertura total ou parcial da incisão

cirúrgica provocada pela infecção, rompimento da sutura, distensão abdominal, ascite e estado nutricional precário.

-

Conduta de enfermagem

Choque

Choque  No quadro de choque ocorre suprimento inadequado de sangue para os tecidos, provocando alterações

No quadro de choque ocorre suprimento

inadequado de sangue para os tecidos,

provocando alterações nos órgãos essenciais.

É uma ocorrência grave, o prognóstico dependerá da rapidez no atendimento Os mais comuns: Choque hipovolêmico e choque séptico

Choque

Choque  O hipovolêmico é provocado pela perda de sangue excessiva ou reposição hídrica ou sanguinea

O hipovolêmico é provocado pela perda de sangue

excessiva ou reposição hídrica ou sanguinea

inadequada durante ou após a cirurgia.

O séptico decorre da cirurgia infectada, infecções

crônicas ou adquiridas durante ou após o ato.

Sintomas: pulso taquicárdico e filiforme, hipotensão arterial, dispnéia, palidez, sudorese fria, hipotermia,

cianose de extremidades, agitação, oligúria ou

anúria, valores de PVC baixo.

Assistência

Complicações pós-anestesica

Complicações pós-anestesica  Reações esperadas: Sonolência, secura da boca, sede, distúrbio do equilíbrio. 

Reações esperadas:

Sonolência, secura da boca, sede, distúrbio do

equilíbrio.

Reações anormais:

Agitação, delírio, prostração, dificuldade respiratória, hipotensão, cianose

Alta hospitalar

Alta hospitalar  Orientações para o paciente e acompanhantes de acordo com o diagnóstico médico apresentado.

Orientações para o paciente e

acompanhantes de acordo com o diagnóstico

médico apresentado.

Alta hospitalar  Orientações para o paciente e acompanhantes de acordo com o diagnóstico médico apresentado.

OBRIGADA!!!

OBRIGADA!!!
OBRIGADA!!!