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Guia ANDIMA

Brasil para investidores estrangeiros

Guia ANDIMA Brasil para investidores estrangeiros
Guia ANDIMA Brasil para investidores estrangeiros

G u i a a NDi Ma

Brasil para investidores estrangeiros

Rio de Janeiro

G u i a a NDi Ma Brasil para investidores estrangeiros Rio de Janeiro 2007
G u i a a NDi Ma Brasil para investidores estrangeiros Rio de Janeiro 2007
G u i a a NDi Ma Brasil para investidores estrangeiros Rio de Janeiro 2007

2007

Editado em 2007. É proibida a reprodução total ou parcial deste livro sem citação da fonte.

FICHA TÉCNICA

Superintendência Técnica - Valéria Arêas Coelho

Gerência Técnica - Sandro Baroni Selaimen

Gerência de Estudos Econômicos e Tributários - Mary Carmen Mendez

Elaborado por - Patrícia Herculano

Colaboradores - Glória Maria Medeiros Baptista, Marcelo Cidade, Rodrigo Barbosa, Bruno Botafogo.

Assessoria de Comunicação - Cláudio Accioli

Editoração e Produção Gráfica - Marcelo Paiva

Capa - Carlos Alberto V. Junior

Revisão - Renato Mourão

Catalogação e Referência Bibliográfica - Cláudia Kropf

ANDIMA R io D e J a N ei R o: Av. República do Chile, 230/13º andar - CEP 20031-170 - Tel.: (21) 3814-3800 Superintendência Técnica: Tel.: (21) 3814-3803; Gerência Comercial: Tel.: (21) 3814-3889 São Paulo: Rua Líbero Badaró, 377/4º andar - CEP 01009-906 - Tel.: (11) 3115-1313 iNteRNet: www.andima.com.br / e-Mail: comerc@andima.com.br

Impressão - Grafitto Gráfica e Editora

B823

Brasil para investidores estrangeiros / Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro. - Rio de Janeiro:

ANDIMA, 2007. 68 p.; 25 cm. - (Guia ANDIMA)

ISBN 978-85-86500-44-2

1. Investimentos estrangeiros - Brasil. 2. Mercado financeiro - Brasil. 3. Tributação. I. Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Brasil).

CDD-332.67

3

liSta De FiGuRaS

CAPÍTULO 1 - INTRODUçãO

Gráfico 1

Trajetória do EMBI Brasil

9

CAPÍTULO 2 - COMO INVESTIR NO MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO

Quadro 2.1

Representantes no país

12

Quadro 2.2

Registros obrigatórios

13

Quadro 2.3

Qualificação e condição do investidor

14

Quadro 2.4

Prestação de informações e outras obrigações

15

CAPÍTULO 3 - MODALIDADES DE INVESTIMENTO DISPONÍVEIS

Gráfico 2

Composição do mercado financeiro no Brasil

18

Quadro 3.1

Regras gerais para aplicações

20

Quadro 3.2.1

Títulos públicos federais - características gerais

21

Quadro 3.2.2

Títulos públicos federais - características por tipo de título

22

Quadro 3.3.1

Títulos e valores mobiliários de emissão privada - debêntures

23

Quadro 3.3.2

Títulos e valores mobiliários de emissão privada - depósitos a

prazo (CDB/RDB)

24

Quadro 3.3.3

Títulos e valores mobiliários de emissão privada - demais títulos e

valores mobiliários de renda fixa

25

Quadro 3.4

Operações compromissadas

28

Quadro 3.5.1

Fundos de investimento - regra geral

29

Quadro 3.5.2

Fundos de investimento - outros fundos de investimento

30

Quadro 3.6

Mercados de ações e de derivativos

31

Quadro 3.7.1

Modalidades específicas - DR - Depositary Receipts

32

Quadro 3.7.2

Modalidades específicas - derivativos agropecuários

32

Quadro 3.8

Depósito, negociação e liquidação dos principais ativos no Brasil

33

CAPÍTULO 4 - TRIBUTAçãO

Quadro 4.1

Tributação de não-residentes

38

principais ativos no Brasil 33 CAPÍTULO 4 - TRIBUTAçãO Quadro 4.1 Tributação de não-residentes 38

4

Brasil para investidores estrangeiros

CAPÍTULO 5 - ANEXOS

Anexo 2

Regulamentação - caminho das pedras

43

Anexo 3

Principais regras prudenciais e de supervisão bancária

45

Anexo 4

Principais iniciativas e informações disponibilizadas pela ANDIMA

47

Anexo 5

Transparência no mercado de renda fixa brasileiro: disponibilidade

de informações no mercado de balcão

49

Anexo 6

Gráfico 1

Composição da DPMFi em poder do público

51

Tabela 1

Prazo médio das emissões da DPMFi em ofertas públicas

52

Gráfico 2

Estrutura de vencimentos da DPMFi em poder do público

52

Tabela 2

Detentores dos principais TPF em poder do público

52

Tabela 3

PAF - Plano Anual de Financiamento: metas e resultados

53

Tabela 4

Títulos privados - estoque

53

Gráfico 3

Estoque de debêntures

54

Gráfico 4

Crédito total s/PIB x títulos originados de cessão de crédito

54

Gráfico 5

Valor de mercado das ações negociadas na Bovespa

55

Tabela 5

Volumes de derivativos negociados na BM&F

55

Tabela 6

Volumes de derivativos registrados na CETIP

55

Gráfico 6

IPCA acumulado em 12 meses: projetado pelo mercado x efetivo

56

Gráfico 7

Meta de inflação x IPCA efetivo

57

Gráfico 8

Composição IMA Geral

57

Tabela 7

Composição do IMA (descrição)

57

Gráfico 9

IMA - evolução das durations

58

Gráfico 10

IMA - rentabilidade em 12 meses

58

Gráfico 11

Títulos prefixados (LTN e NTN-F) - TIR e durations

58

Gráfico 12

Posição da carteira de investimentos estrangeiros no país

59

Gráfico 13

Fluxo de recursos dos investidores estrangeiros em carteira

59

estrangeiros no país 59 Gráfico 13 Fluxo de recursos dos investidores estrangeiros em carteira 59

5

SuMáRio

1 - INTRODUçãO

7

2 - COMO INVESTIR NO MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO

11

2.1

- Representantes no país

12

2.2

- Registros obrigatórios

13

2.3

- Qualificação e condição do investidor

14

2.4

- Prestação de informações e outras obrigações

15

3

- MODALIDADES DE INVESTIMENTO DISPONÍVEIS

17

3.1 - Regras gerais para aplicações

20

3.2 - Títulos públicos federais

21

3.2.1 - Características gerais

21

3.2.2 - Características por tipo de título

22

3.3

- Títulos e valores mobiliários de emissão privada

23

3.3.1 - Debêntures

23

3.3.2 - Depósitos a prazo (CDB/RDB)

24

3.3.3 - Demais títulos e valores mobiliários de renda fixa

25

3.4 - Operações compromissadas

28

3.5 - Fundos de investimento

29

3.5.1 - Regra geral

29

3.5.2 - Outros fundos de investimento

30

3.6

- Mercados de ações e de derivativos

31

3.7

- Modalidades específicas

32

3.7.1 - DR - Depositary Receipts

32

3.7.2 - Derivativos agropecuários

32

3.8

- Depósito, negociação e liquidação dos principais ativos no Brasil

33

Derivativos agropecuários 32 3.8 - Depósito, negociação e liquidação dos principais ativos no Brasil 33

6

Brasil para investidores estrangeiros

4

- TRIBUTAçãO

35

4.1 - Tributação de não-residentes

38

5

- ANEXOS

39

Anexo 1 - Formulário de identificação - Anexo à Resolução nº 2.689/00

40

Anexo 2 - Regulamentação - caminho das pedras

43

Anexo 3 - Principais regras prudenciais e de supervisão bancária

45

Anexo 4 - Principais iniciativas e informações disponibilizadas pela ANDIMA

47

Anexo 5 - Transparência no mercado de renda fixa brasileiro: disponibilidade de informações no mercado de balcão

49

Anexo 6 - Estatísticas do mercado financeiro brasileiro

51

6 - GLOSSáRIO

61

7 - REFERêNCIAS BIBLIOGRáFICAS

67

- Estatísticas do mercado financeiro brasileiro 51 6 - GLOSSáRIO 61 7 - REFERêNCIAS BIBLIOGRáFICAS 67

Introdução

7

1

iNtRoDução

Nos últimos anos, avanços significativos em termos de estabilidade econômica foram alcançados no Brasil, em grande medida como resultado da implementação do sistema de metas de inflação, da adoção de uma maior disciplina fiscal e de um processo consistente de ajustamento das contas externas. A melhora dos fundamentos, por sua vez, tem contri-

buído para o aumento da resistência da economia brasileira às turbulências externas e para

o maior interesse dos investidores estrangeiros 1 pelos mercados financeiro e de capitais domésticos. A melhoria contínua da infra-estrutura do sistema financeiro – resultado da reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2002 e do processo de adaptação sistemático às Regras da Basiléia, bem como da adoção de inúmeras outras regras pru-

denciais e de supervisão bancária, em compasso com as recomendações internacionais 2 – também tem contribuído para atrair novos aplicadores para o país, diversificando, assim,

a base de investidores no mercado doméstico.

Contudo, a despeito do tamanho do mercado financeiro brasileiro - estimado em R$ 6,2 trilhões (US$ 3,3 trilhões) -, a participação do investidor estrangeiro ainda é muito tímida, alcançando menos de 6% desse total. Em relação ao segmento de renda fixa – foco da atuação da ANDIMA e deste trabalho -, cujos títulos públicos respondem por quase

1. Nos textos a seguir, as expressões “investidor estrangeiro”e “investidor não-residente” são empregadas sem distinção.

2. Veja o Anexo 3 - Principais Regras Prudenciais e de Supervisão Bancária.

são empregadas sem distinção. 2. Veja o Anexo 3 - Principais Regras Prudenciais e de Supervisão

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Brasil para investidores estrangeiros

60% do segmento, somando R$ 1,2 trilhão (US$ 624 milhões), a participação do investi- dor estrangeiro é ainda menos expressiva, atingindo pouco mais de 3% 3 .

Nos anos recentes, esforços no sentido de estimular a presença de investidores não- residentes no mercado local têm sido empreendidos. No passado, as medidas privilegia- ram apenas o mercado de renda variável 4 e, mais recentemente, passaram a contemplar também o segmento de renda fixa. A principal ação nesta direção foi a isenção, a partir de 2006, da incidência do IR - Imposto de Renda sobre os rendimentos produzidos por títulos públicos federais adquiridos por estes investidores.

Esta medida atendeu proposta da ANDIMA apresentada às autoridades por meio do Relatório Econômico Dívida Pública: Participação do Investidor Estrangeiro, no fi- nal de 2005. Nesse estudo, foi defendida a desoneração dos recursos estrangeiros que ingressam no país para adquirir ativos de renda fixa, sob a forma de títulos públicos, por acreditar que tal iniciativa geraria externalidades positivas capazes de beneficiar não ape- nas o endividamento do setor público, mas também o ambiente econômico do país como um todo. Entre os benefícios esperados, o estudo cita a capacidade de indução, pelos in- vestidores estrangeiros, do aumento da maturidade da dívida, tendo em vista sua cultura de mais longo prazo e o aprofundamento do mercado, por conta da ampliação da base de investidores e da liquidez.

Passado mais de um ano, alguns dos efeitos positivos já podem ser verificados. A par- cela dos investimentos estrangeiros em renda fixa cresceu cerca de 600%. Embora este resultado não seja desprezível, o incremento se deu sobre uma base muito pequena, repre- sentando ainda percentual bastante reduzido do segmento, conforme já mencionado.

Em termos de perspectivas, pode-se antever um novo movimento de ingresso de in- vestidores no país, nos próximos anos, como resultado do tão esperado upgrade na sua classificação para a categoria de Grau de Investimento. Uma vez que se consiga elevar o rating soberano, o incremento se deve dar de forma natural, por conta do fluxo de inves- tidores estrangeiros institucionais (fundos de investimento e pensão) que são impedidos (por mandato) de aplicarem em títulos e/ou países que não estejam classificados como de baixo risco de crédito. O principal atrativo deverá continuar sendo o elevado diferencial

3. A título de comparação, os não-residentes e organismos internacionais respondem juntos por mais de 50% do total dos títulos do

Tesouro norte-americano. Veja outros dados do mercado brasileiro no Anexo 6 - Estatísticas do Mercado Financeiro Brasileiro.

4. Desde 1992, os ganhos de capital em operações realizadas em Bolsas estão isentos de Imposto de Renda (veja Capítulo 4 -

Tributação).

de capital em operações realizadas em Bolsas estão isentos de Imposto de Renda (veja Capítulo 4

Introdução

9

de juros domésticos em relação às taxas praticadas no mercado internacional, favorecen- do, sobretudo, as aplicações em títulos públicos e corporativos de renda fixa e em opera- ções de securitização, entre outras oportunidades de investimento.

Gráfico 1

Trajetória do EMBI Brasil 1.442 1.400 1.200 1.000 800 600 400 138 200 0 jan/03
Trajetória do EMBI Brasil
1.442
1.400
1.200
1.000
800
600
400
138
200
0
jan/03
mar/03
mai/03
jul/03
set/03
dez/03
fev/04
abr/04
jun/04
ago/04
nov/04
jan/05
mar/05
mai/05
ago/05
out/05
dez/05
fev/06
abr/06
jul/06
set/06
nov/06
jan/07
mar/07
jun/07
ago/07

Fontes: J P Morgan e Bloomberg. Elaboração: ANDIMA .

Nos últimos anos, além da isenção do IR incidente sobre os rendimentos de títulos públicos, também foram adotadas outras iniciativas visando à simplificação dos procedi- mentos operacionais para o investimento no país, tais como a reformulação e consolidação das normas aplicáveis e a redução dos prazos para obtenção da documentação necessária à sua concretização, conforme será apresentado no capítulo a seguir.

A ANDIMA, como entidade auto-reguladora do mercado de renda fixa, tem concen- trado seus esforços na busca do aprofundamento desse segmento, contribuindo em alguma medida para que o país reduza suas vulnerabilidades. Com este foco, vem promovendo uma série de iniciativas visando a ampliar a transparência e a liquidez; assegurar maior diversificação da base de investidores; disseminar informações sobre negócios; e eliminar entraves e reduzir custos tributários que afetam a negociação de títulos (veja Anexo 4 - Principais Iniciativas e Informações disponibilizadas pela ANDIMA). Este Guia é mais uma das ações da Associação neste sentido.

A publicação substitui o antigo Relatório Econômico Brasil para Investidores Es- trangeiros, que já teve quatro edições. Apresentado na forma de quadros-resumo, o Guia está dividido em sete capítulos, incluindo a presente introdução. No Capítulo 2 estão

de quadros-resumo, o Guia está dividido em sete capítulos, incluindo a presente introdução. No Capítulo 2

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Brasil para investidores estrangeiros

sistematizados os principais aspectos burocráticos e trâmites operacionais envolvidos no fluxo do investimento estrangeiro para o país. No Capítulo 3 descrevemos as principais modalidades de investimento disponíveis – com ênfase na renda fixa -, e no Capítulo 4 apresentamos a tributação incidente sobre as respectivas operações. No capítulo 5 inclu- ímos, na forma de Anexos, informações adicionais sobre legislação, aspectos específicos do Sistema Financeiro Nacional e adequação ao receituário internacional, além de estatís- ticas e outras informações disponibilizadas pela ANDIMA. Os dois últimos capítulos, 6 e 7, por sua vez, contêm o Glossário e as Referências Bibliográficas utilizadas na elabora- ção deste Guia.

6 e 7, por sua vez, contêm o Glossário e as Referências Bibliográficas utilizadas na elabora

Como investir no mercado financeiro brasileiro

11

2

CoMo iNveStiR No MeRCaDo

FiNaNCeiRo BRaSileiRo

De acordo com a regulamentação em vigor, os investidores não-residentes, pessoas físicas

ou jurídicas, podem aplicar seus recursos nos instrumentos e modalidades operacionais dos mercados financeiro e de capitais disponíveis ao investidor residente. Independente do mer- cado ao qual se destinam os recursos, o mecanismo operacional é único 1 , devendo o investi- dor constituir representante no Brasil, preencher o formulário anexo à Resolução nº 2.689/00 (veja modelo no Anexo 1) e obter registro na CVM - Comissão de Valores Mobiliários.

O investidor deverá, ainda, nomear representante tributário - que, em geral, tende a

ser o próprio representante exigido pela Resolução nº 2.689/00, citado acima - e contratar serviço de custódia de títulos e valores mobiliários. As movimentações financeiras com o exterior, decorrentes de suas aplicações, por sua vez, somente podem ser efetuadas me- diante contratação de câmbio 2 . O investidor está sujeito, ainda, a uma série de obrigações (registro no BC, na RFB, abertura de conta, preenchimento de cadastro, entre outras), conforme detalhado nos quadros a seguir.

1. Há duas modalidades de investimento que não estão contempladas na Res. nº 2.689/00 e que possuem regulamentação específi-

ca: DR – Depositary Receipts (Res. nº 1.927/92) e contratos a termo, futuro e de opções referenciados em produtos agropecuários, negociados na BM&F (Res. nº 2.687/00) – veja quadros 3.7.1 e 3.7.2.

2. Quando se tratar de movimentação de recursos com o exterior relativa a aplicações direcionadas, exclusivamente, ao mercado

acionário brasileiro, as contratações de câmbio podem ser realizadas diretamente pela CBLC, devendo esta Companhia ser indi- cada como beneficiária ou remetente no respectivo instrumento de pagamento. No caso de operações de derivativos agropecuários (citados na nota acima), a BM&F é responsável pelas contratações de câmbio relativas às operações de seus comitentes.

na nota acima), a BM&F é responsável pelas contratações de câmbio relativas às operações de seus

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Brasil para investidores estrangeiros

Nos últimos anos, algumas facilidades operacionais foram desenvolvidas, de forma a tornar o fluxo operacional do investimento estrangeiro mais simples e rápido. Neste senti- do, quase todos os registros passaram a ser feitos de forma eletrônica (exceto a inscrição no CPF) e, em geral, estão centralizados em uma (ou poucas) instituição(ões) financeira(s) que tende(m) a exercer diversas funções (representante legal e tributário, agente custo- diante e banco liquidante das operações de câmbio). Há, ainda, facilidades adicionais para os investidores que operarem na condição de participantes de contas coletivas (“passagei- ros”), que podem aderir aos contratos de representação e de custódia firmados pelo titular das respectivas contas. Além disso, o RDE - Registro Declaratório Eletrônico junto ao Banco Central é único para todas as movimentações das contas coletivas.

No Anexo 2 - Regulamentação - Caminho das Pedras estão listadas as principais nor- mas que regem o investimento estrangeiro nos mercados financeiro e de capitais brasi- leiros. Os quadros a seguir, por sua vez, apresentam informações resumidas dos aspectos operacionais envolvidos nessas operações.

Quadro 2.1

 

Representantes no país

Nomeação

Previamente ao início de suas operações, o investidor não-residente deve nomear um ou mais representantes no país 1 .

 

- Se PF - Pessoa Física, deve ser residente e domiciliado no país;

Condições

- Se PJ - Pessoa Jurídica, deve ser constituído e estar habilitado a funcionar no país;

Caso seja PF ou PJ não-financeira, o investidor deverá também nomear instituição financeira ou autorizada pelo BC, que será co-responsável pelo cumprimento das obrigações previstas na regulamentação.

-

 

-

Manter sob sua guarda e apresentar ao BC e à CVM, sempre que solicitado, o

formulário de identificação (veja modelo no Anexo 1) e contratos de representação firmado com o investidor e de custódia de títulos e valores mobiliários;

- Efetuar e manter atualizados os registros junto à CVM e ao BC (veja quadro 2.2);

Atribuições/

- Prestar ao BC e à CVM as informações solicitadas;

Obrigações

- Abonar a assinatura do investidor contida no formulário de identificação;

Comunicar ao BC e à CVM o cancelamento do contrato de representação e também a ocorrência de qualquer irregularidade de seu conhecimento;

-

-

Recolher a taxa de fiscalização à CVM (trimestral).

 

Quando se tratar de conta coletiva, o investidor participante pode aderir ao contrato firmado entre o titular da conta e seu representante, mediante assinatura de Termo de Adesão;

-

Disposições

Relevantes

O descumprimento das obrigações do representante sujeitará ao impedimento do exercício de suas funções, devendo o investidor indicar seu substituto.

-

Nota: 1. Não se confunde, necessariamente, com o representante exigido pela legislação tributária (veja Capítulo 4), contudo, na prática, tende a ser o mesmo.

com o representante exigido pela legislação tributária (veja Capítulo 4), contudo, na prática, tende a ser

Como investir no mercado financeiro brasileiro

13

Quadro 2.2

 

Registros obrigatórios

 

-

Previamente ao início de suas operações e após o preenchimento do formulá-

rio de identificação (veja Anexo 1), o investidor deve, através de seu represen- tante, obter registro na CVM;

-

O registro é feito por intermédio do website da CVM (www.cvm.gov.br);

A CVM concede o registro em até 24 horas do pedido efetuado pelo repre- sentante;

-

-

O número do registro (código) atribuído pela CVM deve constar de todas as

CVM

operações realizadas em nome de cada investidor, participante de conta cole- tiva ou titular de conta própria;

-

Estrutura do código (aaaaa.bbbbbb.cccccc.X-Y): aaaaa-código de represen-

tante, bbbbbb-código do titular da conta própria ou coletiva, cccccc-código in- dividual do investidor, X-igual a 0, se conta própria e igual a 1 se conta coletiva, Y-dígito de verificação;

A CVM pode suspender ou cancelar o registro do investidor não-residente que descumprir as exigências previstas na regulamentação.

-

 

-

Os recursos ingressados no país sujeitam-se ao registro no Banco Central

de forma declaratória e por meio eletrônico (RDE - Registro Declaratório Ele- trônico);

-

O RDE inicial e suas atualizações (aplicações, resgates, rendimentos, ganhos

RDE - Registro Declaratório

de capital, transferências) constituem requisito obrigatório para quaisquer mo- vimentações com o exterior, devendo o respectivo número constar do contrato de câmbio (em campo apropriado);

Eletrônico no BC

Os registros são feitos por transações específicas do Sisbacen - Sistema de Informações Banco Central;

-

-

O BC pode suspender o registro, ficando vedadas quaisquer movimentações

enquanto não sanadas as irregularidades, no caso de não observância das exigências previstas na regulamentação.

 

-

Os investidores não-residentes estão obrigados a inscrever-se no CPF ou

CNPJ, para realizar aplicações nos mercados financeiro e de capitais do país;

-

O CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica é obtido, de forma automá-

CNPJ/CPF

tica, pela CVM junto à RFB, em 24 horas (prazo habitual) após o registro do investidor na CVM;

na RFB

O pedido de inscrição no CPF - Cadastro de Pessoa Física deve ser feito em uma das unidades da RFB ou na representação diplomática brasileira do país onde se encontra o investidor.

-

feito em uma das unidades da RFB ou na representação diplomática brasileira do país onde se

14

Brasil para investidores estrangeiros

Quadro 2.3

 

Qualificação e condição do investidor

 
 

a)

Bancos comerciais, bancos de investimento, associação de poupança

 

empréstimo, custodiantes globais e instituições similares, reguladas e fiscalizadas por autoridade governamental competente.

e

101

b)

Companhias

seguradoras,

reguladas

e

fiscalizadas

por

autoridade

102

governamental competente.

 

c)

Sociedades ou entidades que tenham por objetivo distribuir emissão de

 

valores mobiliários, ou atuar como intermediários na negociação de valores mobiliários, agindo por conta própria ou de terceiros, registradas e reguladas por órgão reconhecido pela CVM.

103

d)

Entidades

de

previdência

reguladas

por

autoridade

governamental

104

competente.

e)

Instituições sem fins lucrativos, desde que reguladas por autoridade

105

Qualificação

e Código

governamental competente.

 

CVM

f) Qualquer entidade que tenha por objetivo a aplicação de recursos nos mercados financeiro e de capitais, da qual participem exclusivamente pessoas naturais e jurídicas residentes e domiciliadas no exterior, desde que seja registrada e regulada por órgão reconhecido pela CVM.

106

g)

Qualquer entidade que tenha por objetivo a aplicação de recursos nos

 

mercados financeiro e de capitais, da qual participem exclusivamente pessoas naturais e jurídicas residentes e domiciliadas no exterior, desde que a administração da carteira seja feita, de forma discricionária, por administrador profissional, registrado e regulado por entidade reconhecida pela CVM.

107

h) Demais fundos ou entidades de investimento coletivo.

 

108

i) Pessoas jurídicas constituídas no exterior.

 

109

j) Pessoas físicas residentes no exterior.

 

110

 

- Titular de conta própria – pode operar apenas em seu próprio nome;

 

Tipos de

Contas

- Titular de conta coletiva – pode operar tanto em nome próprio como por conta de

outros investidores não-residentes (“passageiros”). Tem que estar qualificado nos itens “a” a ‘h” acima;

 

- Participante de conta coletiva – cliente do titular da conta coletiva.

 
 

- Para a qualificação nos itens “c”, “f” e “g”, a CVM reconhece entidades que atendam

a pelo menos um dos seguintes requisitos:

 

I - tenham firmado com a CVM Memorando de Cooperação e Entendimento;

 

Outras

- tenham aderido à Resolução da OICV – Organização Internacional das Comissões de Valores, sobre Cooperação e Assistências Recíprocas, ou tenham firmado a Declaração relativa à Resolução de Compromisso aos Princípios Básicos da OICV sobre Altos Padrões Regulatórios e Cooperação e Assistência Recíprocas;

II

Condições

III

- estejam subordinados ao órgão regulador em seu país de origem, ou com ele

tenham se comprometido a trocar informações, desde que este órgão regulador obedeça a um dos critérios estabelecidos nos incisos anteriores e tenha o poder de transmitir à CVM informações pertinentes ao investidor requerente do registro; ou

IV

– sejam membros da OICV e se comprometam diretamente com a CVM a trocar

informações sobre o investidor requerente do registro, nos termos das declarações do inciso II acima.

CVM a trocar informações sobre o investidor requerente do registro, nos termos das declarações do inciso

Como investir no mercado financeiro brasileiro

15

Quadro 2.4

 

Prestação de informações e outras obrigações

 

Ao Banco Central: mensalmente, até o 5º dia útil do mês subseqüente, as instituições prestadoras do serviço de custódia devem disponibilizar as informações, de forma individualizada, por investidor, sobre as posições de custódia detidas (aplicativo disponível no site do BC);

-

Informações

-

À CVM: o representante deve apresentar informações referentes aos investidores

não-residentes, mensalmente, até o 5º dia útil do mês subseqüente (dados agregados), por meio do documento “Informe de Investidores Não-Residentes por Titular”; e, semestralmente, até o dia 15 do mês subseqüente ao término do semestre (dados individuais e detalhados), por meio do documento “Informe de Investidores Não-

Residentes por Passageiro” (arquivos disponíveis no site da CVM).

 

-

O investidor que pretende operar como titular de conta deve firmar, diretamente ou

por intermédio do seu representante, contrato de prestação de serviço de custódia de títulos e valores mobiliários com instituição autorizada pela CVM. Os participantes de contas coletivas podem aderir ao contrato do titular da referida conta, sendo que todas as operações e registros de custódia são segregados por participante;

-

O investidor pode ser titular e participar de mais de uma conta. Caso opte por

Contrato de

manter seus títulos e valores mobiliários em contas de custódia separadas ou em

Custódia

mais de uma instituição custodiante, o contrato de custódia deve conter cláusula que disponha sobre procedimentos operacionais para as movimentações entre as contas

e respectivas informações;

- Quando o investidor atuar por intermédio de instituição estrangeira, o contrato de

custódia poderá ser firmado por esta instituição, em nome do investidor, desde que o custodiante se assegure de que o investidor se encontra devidamente cadastrado na instituição estrangeira (veja Cadastro abaixo).

 

Desde que o investidor não-residente tenha o mesmo código individual (veja estrutura do Código CVM no quadro 2.2), podem ser efetuadas transferências de recursos entre

-

diferentes contas. Para isso, o representante do investidor deve informar previamente

à CVM a conta de origem, a conta de destino, a data, o valor e os ativos transferidos;

Transferências

- As transferências de posição de custódia entre investidores não-residentes

ocorridas no exterior, decorrentes de fusão, incorporação, cisão e demais alterações societárias, bem como aquelas decorrentes de sucessão mortis causa, dependem de prévia autorização da CVM, devendo o representante submeter à Comissão cópia da documentação que suporte o referido evento.

Remessas

Nas remessas ao exterior a título de rendimento, retorno e ganho de capital, o banco interveniente é responsável pela verificação dos documentos a serem apresentados pelo custodiante ou representante do investidor, os quais devem comprovar a distribuição de rendimentos, a propriedade e a venda dos ativos que os geraram ou foram alienados e o recolhimento dos tributos devidos.

ao Exterior

 

-

Na condição de clientes de corretoras locais, os investidores não-residentes devem

Cadastro junto

realizar cadastro junto a estas instituições, que são responsáveis por mantê-lo atualizado. O cadastro deve conter, no mínimo, as informações exigidas pelas normas que tratam do combate aos crimes de “lavagem” de dinheiro. Deve, adicionalmente, conter os nomes das pessoas autorizadas a emitir ordens, bem como do representante legal ou responsável pela custódia dos seus valores mobiliários;

à Corretora

- Alternativamente ao cadastro completo, as corretoras poderão efetuar o cadastramento de forma simplificada, de acordo com as normas estabelecidas pelas Bolsas e entidades administradoras de mercado de balcão organizado, obedecidas as exigências relativas ao reconhecimento do relacionamento com custodiantes globais que exerçam a atividade de custódia de valores mobiliários de investidores não-residentes. Para tanto, é obrigatória a celebração de contrato entre as corretoras locais e os intermediários estrangeiros.

Local

tanto, é obrigatória a celebração de contrato entre as corretoras locais e os intermediários estrangeiros. Local

Modalidades de investimento disponíveis

17

3

MoDaliDaDeS De

iNveStiMeNto DiSPoNíveiS

Conforme já mencionado, o investidor não-residente pode aplicar seus recursos em todas as modalidades disponíveis nos mercados financeiro e de capitais brasileiros. Neste capítulo, são descritas as características e definições dos principais títulos, ativos, valores e demais instrumentos financeiros, assim como as suas formas de negociação e liquida- ção, além de apresentadas as condições previstas na regulamentação e específicas para o investidor estrangeiro.

No que tange à conformação do mercado financeiro no Brasil, em especial do segmento de renda fixa – foco deste trabalho e da atuação da ANDIMA –, os títulos da dívida pública federal interna são o ativo predominante, totalizando R$ 1,2 trilhão (US$ 624 bilhões). Para efeito de comparação, o estoque do principal título de dívida privada não-bancária – as de- bêntures – é de R$ 183 bilhões (US$ 97,6 bilhões), enquanto que o do mais importante ins- trumento de captação dos bancos, o CDB – Certificado de Depósito Bancário, é de R$ 374 bilhões (US$ 199 bilhões). Além do tamanho, o mercado de dívida do governo é também o segmento mais líquido 1 . O volume negociado até julho alcançou R$ 51,4 trilhões (US$ 27,4 trilhões), dos quais quase 96% correspondem a operações compromissadas.

1. Se comparado aos títulos de dívida de economias desenvolvidas e alguns países emergentes, a liquidez do mercado brasileiro ainda é bastante reduzida. No Relatório Econômico Mercado de Balcão de Renda Fixa: Uma Agenda de Debates o tema liquidez é abordado com profundidade. A publicação pode ser consultada em http://www.andima.com.br/publicacoes/relato- rios-economicos.asp e http://10.32.17.15/site-dev/site-andima/english/publications/otc_fixed_income.asp (english version).

e http://10.32.17.15/site-dev/site-andima/english/publications/otc_fixed_income.asp ( english version ).

18

Brasil para investidores estrangeiros

Gráfico 2

Composição do mercado financeiro no Brasil (julho/2007 - US$ bilhões) Títulos Corporativos Títulos de $
Composição do mercado financeiro no Brasil (julho/2007 - US$ bilhões)
Títulos
Corporativos
Títulos de
$ 101
Títulos de Cessão
de Crédito
$ 22
IF/Instrumentos
3,0%
0,7%
Financeiros
Derivativos
$ 371
$ 1.077
11,1%
32,4%
Títulos Públicos
Federais
$ 624
18,8%
Ações
$ 1.130
34,0%

Fontes: BM&F, Bovespa, Banco Central e CETIP. Elaboração: ANDIMA .

O Anexo 6 - Estatísticas do Mercado Financeiro Brasileiro apresenta outros dados e informações resumidas a respeito do perfil, entre demais características dos principais segmentos financeiros. Sem dúvida, no caso brasileiro, o histórico macroeconômico é fa- tor determinante na alocação dos investimentos, que, ao longo de muitos anos, concentra- ram-se em opções de curto prazo e, em grande medida, atreladas às Taxas SELIC ou DI 2 . Um outro fator decisivo na definição dos portfólios é a tributação, que, de forma geral, contribui para a reduzida mobilidade entre as opções de investimento e para a adoção de estratégias do tipo buy and hold.

Também pelos fatores citados, a indústria de fundos de investimento registrou um crescimento excepcional nos últimos anos, alcançando hoje patrimônio superior a R$ 1,1 trilhão (US$ 564 milhões). No segmento de renda variável, cabe destacar o alto grau de desenvolvimento e sofisticação dos mercados de derivativos financeiros e a ex- pansão do mercado de capitais, sobretudo nos dois últimos anos, resultado da ampliação dos processos de abertura de capital de empresas (IPO’s). Em um cenário de estabilida- de econômica e redução continuada das taxas de juros internas, pode-se antever como tendência para os próximos anos um crescimento maior do segmento de títulos de dívida

2. Taxa SELIC é a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no SELIC. Taxa DI é a taxa média diária das opera- ções no mercado interfinanceiro – veja definições no Glossário.

. Taxa DI é a taxa média diária das opera - ções no mercado interfinanceiro –

Modalidades de investimento disponíveis

19

corporativa, dos instrumentos de securitização, entre outras alternativas de operações estruturadas de renda fixa.

Quanto à estrutura do SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro (integralmente refor- mulado em 2002), deve-se ter em conta o elevado grau de sofisticação dos sistemas de registro e liquidação de ativos no Brasil (veja quadro 3.8). Em particular no que se refere às operações realizadas em balcão, a obrigatoriedade de registro pelos investidores insti- tucionais e instituições financeiras, assim como a individualização das contas de custódia nos depositários, já vigora de longa data, alcançando inclusive os investidores não-resi- dentes. Uma série de recomendações internacionais - Basiléia, chinese wall, compliance, know your costumer, entre outras - também já estão amplamente difundidas e incorpora- das ao Sistema Financeiro Nacional (veja Anexo 3 - Principais Regras Prudenciais e de Supervisão Bancária).

Analisando o atual perfil dos investimentos de não-residentes no Brasil, verifica-se uma forte concentração no mercado acionário (77% do valor total da carteira), fruto, em grande medida, de uma legislação fiscal que favoreceu por muitos anos este segmento em detrimento do de renda fixa. A partir da isenção de Imposto de Renda concedida aos es- trangeiros em suas aplicações em títulos públicos – já citada no Capítulo 1 e detalhada no próximo capítulo –, este segmento passou também a atrair os investidores, respondendo hoje por 21% de suas aplicações no país.

Vale ressaltar que é facultado ao investidor não-residente migrar de aplicações em ren- da variável para renda fixa e vice-versa, uma vez respeitadas as diferenças de tratamento tributário (veja Capítulo 4). Também merece registro a existência de regras específicas de aplicação pelo investidor não-residente nas seguintes modalidades de investimento:

Depositary Receipts e derivativos agropecuários, que não estão abrangidos pelas disposi- ções gerais da Resolução nº 2.689/00 (veja quadros 3.7.1 e 3.7.2).

que não estão abrangidos pelas disposi- ções gerais da Resolução nº 2.689/00 (veja quadros 3.7.1 e

20

Brasil para investidores estrangeiros

3.1 - Regras Gerais para Aplicações

Quadro 3.1

 

Regras gerais para aplicações

 

Ativos financeiros, valores mobiliários e demais modalidades de operações financeiras realizadas devem, de acordo com sua natureza:

-

a)

ser registrados, custodiados ou mantidos em conta de depósito em instituição ou

entidade autorizada à prestação desses serviços pelo BC ou pela CVM; ou

Registro

b)

estar registrados em sistemas de registro, liquidação e custódia reconhecidos pelo

BC ou autorizados pela CVM.

-

As operações em mercados de derivativos ou demais mercados de liquidação futura

somente podem ser realizadas ou registradas em Bolsas de Valores, BM&F, mercado de balcão organizado por entidade autorizada pela CVM, ou registradas em sistemas de registro, liquidação e custódia reconhecidos pelo BC ou autorizados pela CVM.

 

-

Vedada a realização de operações decorrentes de aquisição ou alienação:

a)

fora de pregão das Bolsas de Valores, de sistemas eletrônicos, ou de mercado

de balcão organizado por entidade autorizada pela CVM, de valores mobiliários de companhias abertas registradas para negociação nestes mercados;

b)

de valores mobiliários negociados em mercado de balcão não organizado ou

organizado por entidades não autorizadas pela CVM.

-

Excluídas da vedação acima as hipóteses de subscrição, bonificação, conversão

Vedações/

de debêntures em ações, índices referenciados em valores mobiliários, aquisição e alienação de cotas de fundos de investimento abertos e, desde que previamente autorizados pela CVM, os casos de fechamento de capital, cancelamento ou suspensão de negociação, transação judicial e negociação de ações vinculadas a acordos de acionistas;

Exceções

-

Vedadas transferências ou cessões de titularidade, no exterior, de investimentos

ou de títulos e valores mobiliários, exceto nos casos de transferência decorrentes de fusão, incorporação, cisão e demais alterações societárias efetuadas no exterior, bem assim os casos de sucessão hereditária, observadas as exigências previstas na regulamentação.

no exterior, bem assim os casos de sucessão hereditária, observadas as exigências previstas na regulamentação.

Modalidades de investimento disponíveis

21

3.2 - Títulos Públicos Federais

Quadro 3.2.1

 

Características gerais

 

Leilões de oferta pública

Realizados pelo Tesouro Nacional, conforme cronograma mensal disponível em www.tesouro.fazenda.gov.br 1 ;

-

- O anúncio das características de cada oferta é feito por meio de Portaria da STN;

- Propostas devem ser encaminhadas por meio de bancos, caixas econômicas, corretoras e

Mercado

distribuidoras, sociedades de crédito, financiamento e investimento e sociedades de crédito imobiliário;

Primário

-

Após apuração pelo sistema, o resultado é divulgado aos participantes, ficando disponível

em www.tesouro.fazenda.gov.br/divida_publica/leiloes.asp e www.bcb.gov.br/?selicedital 2 .

Tesouro Direto

Ofertas públicas para pessoas físicas, sem a realização de leilão, disponível em www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto;

-

-

A recompra de títulos pelo Tesouro é realizada semanalmente.

 

Definitivas - Operação de compra/venda definitiva.

Compromissadas - Operação de compra/venda de títulos com compromisso de revenda/ recompra com ou sem preço certo de liquidação futura e com ou sem livre movimentação (veja quadro 3.4).

Mercado

A termo - Operação a termo, de compra e venda definitiva, com preço predefinido:

Secundário

a)

com títulos já emitidos e em circulação, sendo que a data da liquidação da operação deve

ser anterior à data do vencimento dos títulos;

b)

que tem por objeto títulos oriundos de oferta pública já divulgada mas ainda não liquidada

(termo de leilão).

 

Leilões informais - Operações definitivas ou compromissadas realizadas pelo BC com títulos de sua carteira, restritas às instituições dealers do mercado aberto. Sem periodicidade definida, as operações são anunciadas na véspera da sua realização por meio de comunicado do BC. Tem o objetivo de calibrar a liquidez e auxiliar a formação de taxas no dia-a-dia.

Operações

Empréstimo do BC - Duas operações compromissadas overnight conjugadas: na primeira delas, o BC vende a uma instituição dealer, com compromisso de recompra, o título de que ela necessita. Simultaneamente, faz-se com a mesma instituição uma operação de compra de outro título público, também com compromisso de revenda. Tem por objetivo oferecer títulos da carteira do BC para instituições que assumam posições estratégicas no mercado à vista, com garantia em outros títulos do Tesouro Nacional.

Redesconto - Operação compromissada intradia entre o BC e instituição detentora de conta Reservas Bancárias (conta de liquidação no BC). Tem por objetivo assegurar a liquidez temporária para a liquidação de operações no Sistema de Pagamentos.

com o

Banco

Central

Negociação

Em mercado de balcão com registro e liquidação no SELIC ou com registro no Sisbex e liquidação na Câmara de Ativos da BM&F;

-

Em sistema eletrônico de negociação: CetipNET (registro e liquidação no SELIC) ou Sisbex (registro e liquidação na Câmara de Ativos da BM&F).

-

 

-

Depositário central dos títulos da dívida pública mobiliária federal interna;

Sistema de liquidação bruta em tempo real (RTGS) das operações com títulos públicos federais, inclusive as referentes a leilões, empréstimo do BC e redesconto;

-

SELIC

Possui dois módulos complementares: Ofpub, para o processamento de ofertas públicas, e Leinf, de leilões informais;

-

-

Os títulos detidos por não-residentes são registrados em subconta específica, segundo

normas do BC que definem as contas de custódia de clientes (Carta-Circular nº 3.278/07).

Notas: 1. http://www.tesouro.fazenda.gov.br/english/index.asp (english version). 2. http://www.bcb.gov.br/?english (english version).

(english version ). 2. http://www.bcb.gov.br/?english ( english version ).

22

Brasil para investidores estrangeiros

Quadro 3.2.2

 

Características por tipo de título ¹

 

Tipo

Indexador

Juros % a.a. ²

 

Prazos ³

Regra de

Maturidade

Contagem

 

Vencimentos ³

Máx.

de Dias

 

Taxa

   

44

meses

Terceiro mês de cada trimestre

 

Dias úteis

LFT

SELIC

Não há

(prazo médio)

18/12/2013

do título/252

LTN

Prefixada

Não há

6

meses

12

meses

Dia primeiro dos

meses de janeiro,

1º/1/2009

Dias úteis

do título/252

24

meses

abril, julho e outubro

   

10%

       

Semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber

Primeiro dia do

3

anos

mês de janeiro,

Dias úteis

do título/252

NTN-F

Prefixada

5

anos

exceto prazo de

1º/1/2014

10

anos

3 anos (mês de julho)

 
       

Títulos anos ímpares 4 :

   

6%

Semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber

3

5

anos

anos

principal no mês

de maio e pagto.

NTN-B

IPCA

10

anos

de cupom em maio e novembro.

Títulos anos pares:

principal no mês de agosto e pagto de cupom em fevereiro e agosto

15/5/2045

Dias úteis

20

30

anos

anos

do título/252

   

40

anos

 
   

6% 5 Semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber

Estratégia de

     

financiamento

NTN-C

IGP-M

não

contempla sua

2007

--

1º/1/2031

Dias úteis

do título/252

emissão

   

12%

       

Semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber

Desde

NTN-D

Variação

2003

não

7/16/2008

30/360

Cambial

há emissão

--

 

destes títulos

   

Obs.: LFT - Letras Financeiras do Tesouro, LTN - Letras do Tesouro Nacional, NTN - Notas do Tesouro Nacional (séries B, C, D e F).

Notas: 1. Objeto de oferta pública. 2. Definidos pelo ministro de Estado da Fazenda. 3. Definidos pelo PAF - Plano Anual de Financiamento 2007, podendo ser alterados conforme estratégia do Tesouro Nacional. 4. As NTN-B com prazos mais curtos podem apresentar vencimento de principal em novembro (exceção à regra geral). 5. Exceto para o título com vencimento em 2031, com juros de 12%.

de principal em novembro (exceção à regra geral). 5. Exceto para o título com vencimento em

Modalidades de investimento disponíveis

23

3.3 - Títulos e Valores Mobiliários de Emissão Privada

Quadro 3.3.1

 

Debêntures

Definição

Valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram a seus detentores (debenturistas) direito de crédito contra a companhia emissora.

Emissores

Sociedades por Ações (S.A.), de capital fechado ou aberto.

Escritura de

 

Emissão

Documento que descreve as condições sob as quais a debênture será emitida.

Tipos de

- Pública: direcionada ao público em geral, feita por companhia aberta com registro na CVM;

Emissão

- Privada: voltada a um grupo restrito de investidores, não sendo necessário o registro na CVM .

Prazo

Deve estar definido na escritura, podendo a companhia emitir títulos sem vencimento (perpétuo).

 

-

Nominativa: registro e controle das transferências são realizados pela companhia emissora

Forma

no Livro de Registro de Debêntures Nominativas;

- Escritural: custódia e escrituração são feitas por instituição financeira autorizada pela CVM.

 

- Com garantia real: garantida por bens integrantes do ativo da companhia emissora ou de

terceiros (hipoteca, penhor ou anticrese);

Espécies (em

- Com garantia flutuante: assegura privilégio geral sobre o ativo da emissora, mas não impede

função das

a negociação dos bens que compõem este ativo;

garantias)

- Quirografária

ou sem preferência: não oferece privilégio algum sobre o ativo da

companhia;

-

Subordinada: oferece preferência tão-somente sobre o crédito dos acionistas.

 

I - juros (fixos ou variáveis)

a) taxa prefixada (sem prazo);

b) seguintes taxas ajustadas (para + ou -) por percentual fixo:

- TR ou TJLP, com prazo mínimo de 1 mês para vencimento ou repactuação;

- TBF, com prazo mínimo de 2 meses para vencimento ou repactuação;

Remuneração

- taxa flutuante (sem prazo).

c)

com base nos coeficientes de correção de títulos da dívida pública federal, na variação da

taxa cambial ou em índice de preços (1 ano), ajustada (para + ou -) por percentual fixo.

II - prêmio de reembolso Tem como base a variação da receita ou do lucro da companhia emissora. III - participação no lucro da companhia

 

-

Conversibilidade: debêntures conversíveis podem ser trocadas por ações da companhia

emissora, conforme estiver definido na escritura;

Outras

-

Permutabilidade: a escritura de emissão pode conter cláusulas prevendo a permuta por

Condições

outros ativos ou por ações de emissão de terceiros;

Repactuação: a escritura de emissão pode prever este mecanismo, permitindo a adequação das condições do título às vigentes no mercado.

-

Agente

Representante legal da comunhão de interesses dos debenturistas, protegendo seus direitos junto à emissora. Obrigatório nas emissões públicas.

Fiduciário

Informações

Nas emissões públicas é obrigatória a elaboração de prospecto de emissão, que consolida as informações relevantes sobre a emissora e condições gerais da emissão.

ao Investidor

 

-

Em geral, no mercado de balcão, por telefone ou em sistema eletrônico (CetipNET), com

Negociação

registro e liquidação no SND - Sistema Nacional de Debêntures (CETIP);

Também podem ser negociadas em Bolsa de Valores (BovespaFix), com registro e liquidação na CBLC (veja quadro 3.8).

-

SND

Principal sistema de custódia, registro e liquidação financeira das operações com debêntures no Brasil, englobando mais de 98% das debêntures registradas. Veja site www.debentures.com.br.

com debêntures no Brasil, englobando mais de 98% das debêntures registradas. Veja site www.debentures.com.br .

24

Brasil para investidores estrangeiros

Quadro 3.3.2

 

Depósitos a prazo (CDB/RDB)

Definição

Promessa de pagamento à ordem, da importância depositada acrescida do valor da remuneração convencionada.

 

- CDB - Certificado de Depósito Bancário, que deve ser nominativo endossável; e

Tipos

- RDB - Recibo de Depósito Bancário, que é nominativo e inegociável.

 

Bancos múltiplos (com carteira comercial, de investimento e/ou de desenvol- vimento);

-

- Bancos comerciais;

Emissores

- Bancos de investimento;

- Bancos de desenvolvimento; e

- Caixas econômicas.

 

- Taxas e prazos:

a) Prefixada (sem prazo);

b) Flutuante (sem prazo);

c) TR e TJLP, prazo mínimo de 1 mês para vencimento ou repactuação;

Condições de

Remuneração

d) TBF, prazo mínimo de 2 meses para vencimento ou repactuação;

e) Índices de preços, prazo mínimo de 1 ano.

- Permitida mais de uma base de remuneração, desde que prevaleça o que proporcionar maior remuneração ao depositante;

-

Facultado o pagamento periódico de rendimentos.

Vedações

Emissão de CDB/RDB para instituições financeiras, inclusive cooperativas de crédito;

-

Excetuam-se das vedações as distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários e agentes autônomos 1 .

-

 

Para RDB, tem que haver concordância da instituição emissora, não podendo ser abonada qualquer remuneração desde a data do contrato, cabendo-lhe abater do principal a devolver quaisquer parcelas eventualmente pagas àquele título;

-

Resgate

Antecipado

-

Para CDB, tem que ser respeitado o prazo, conforme a remuneração do título.

Registro/

Devem estar registrados na CETIP ou em outro sistema de custódia e de liquidação autorizado pelo BC, até três dias úteis após a contratação da operação.

Negociação

Exceções

As sociedades de crédito financiamento e investimento e as cooperativas de crédito podem captar recursos por meio de emissão de RDB, sendo que esta última somente de seus associados;

-

As sociedades de crédito ao microempreendedor 2 podem aplicar recursos em CDB e RDB.

-

Notas: 1. Agente autônomo é pessoa natural ou jurídica uniprofissional que tenha como atividade a distribuição e mediação de títulos, valores mobiliários, cotas de fundos de investimento e derivativos, sempre sob a responsabilidade e como preposto das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários. 2. As sociedades de crédito ao microempreendedor concedem financiamentos e prestam garantias a pessoas físicas, com vistas a viabilizar empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial, de pequeno porte, e a pessoas jurídicas classificadas como microempresas.

natureza profissional, comercial ou industrial, de pequeno porte, e a pessoas jurídicas classificadas como microempresas.

Modalidades de investimento disponíveis

25

Quadro 3.3.3

 

Demais títulos e valores mobiliários de renda fixa

 
 

Tipos

Definição Básica

Condições de

Registro/

Remuneração

Negociação

De Captação de Instituições Financeiras e de Autorizadas pelo Banco Central do Brasil

LC - Letra de Câmbio

Vinculada ao financiamento de bens e ser- viços a pessoas físicas ou jurídicas e de ca- pital de giro a pessoas jurídicas. Aceitantes:

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR, TJLP, TBF e índice de preços.

CETIP

sociedade de crédito, financiamento e in- vestimento e banco múltiplo com carteira de crédito, financiamento e investimento.

LH - Letra Hipotecária

Emissão privativa das instituições que atu- am na concessão de financiamentos com recursos do SFH, garantidos pela caução de créditos hipotecários, podendo contar com garantia fidejussória adicional de instituição financeira.

TR, IGP-DI, IGP-M e INPC

CETIP

Cédulas, Certificados e Notas representativos de Operações de Crédito

 

CCB -

Promessa de pagamento em dinheiro, de- corrente de operação de crédito. Emitida por empresa ou pessoa física, que tem uma ins- tituição bancária como contraparte.

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, taxa Anbid) TR, TJLP, TBF, índice de preços e variação cambial.

 

Cédula de

Crédito

CETIP

Bancário

CCCB -

Título representativo de CCB, podendo re- presentar cédulas de diferentes valores, prazos e condições de remuneração. Emi- tido por instituição financeira depositária de cédulas de crédito bancário.

   

Certificado

de Cédula

Não tem remuneração específica.

CETIP

de Crédito

Bancário

 

Nota de Crédito Comercial

Representam empréstimos concedidos por instituições financeiras, direcionados para a atividade comercial ou de prestação de ser- viços. Emitida por pessoa física ou jurídica dedicada à atividade industrial.

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR, TJLP, TBF e índice de preços.

CETIP

Cédulas, Certificados e Letras representativos de Operações de Crédito Imobiliário

CCI

- Cédula

Emitida pelo credor do crédito imobiliário, podendo ser integral, quando representar a totalidade do crédito, ou fracionária, quando representar parte dele, sendo que a soma das CCI fracionárias não poderá exceder o valor total do crédito que elas representam.

Prazo mínimo de 36 meses. É admitida estipulação de cláusula de reajuste, com periodicidade mensal, por índices de preços setoriais ou gerais ou pelo índice de remuneração básica da poupança.

 

de Crédito

CETIP

Imobiliário

CRI

-

Emitido por companhia securitizadora de créditos imobiliários e sociedade por ações de capital aberto, lastreado em créditos imo- biliários, que constituem promessa de paga- mento em dinheiro.

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR, TJLP e índice de preços.

 

Certificado

CETIP

de Recebíveis

Bovespa Fix

Imobiliários

TJLP e índice de preços.   Certificado CETIP de Recebíveis Bovespa Fix Imobiliários Continua

Continua

26

Brasil para investidores estrangeiros

Quadro 3.3.3 - Continuação

 

Demais títulos e valores mobiliários de renda fixa

 

Tipos

 

Definição Básica

 

Condições de

Registro/

Remuneração

Negociação

Cédulas, Certificados e Letras representativos de Operações de Crédito Imobiliário

 

Lastreada por créditos imobiliários garanti-

   

LCI - Letra de Crédito Imobiliário

dos por hipoteca ou por alienação fiduciária de coisa imóvel. Emitida por banco comer- cial, banco múltiplo com carteira de crédito imobiliário, CEF - Caixa Econômica Fede- ral, sociedades de crédito imobiliário, APE

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR, TJLP, TBF e índice de preços.

CETIP

Associações de Poupança e Empréstimo

e

companhias hipotecárias.

Cédulas, Certificados e Letras representativas de Operações de Agronegócio

 
 

Título à ordem, líquido e certo, com liquida- ção física (entrega de produtos) ou financei- ra. Podem emitir CPR o produtor rural e suas associações, inclusive cooperativas.

CPR física - quantidade de produtos.

 

CPR - Cédula de Produto Rural

CETIP

CPR financeira - preço fixo ou futuro com base no índice BM&F ou Esalq.

BM&F

LCA - Letra de Crédito Agrícola

 

Taxa de juros fixa ou flutuante, sendo que

 

Título de crédito emitido por instituição financeira pública ou privada, lastreada em direitos creditórios do agronegócio.

o

valor não poderá

CETIP

exceder o dos direitos

BM&F

creditórios que lastreiam

   

a

letra.

CDCA -

     

Certificado

Emitido por cooperativas de produtores ru- rais e outras empresas que exerçam ativi- dades ligadas ao agronegócio, lastreado em direitos creditórios do agronegócio.

Taxas de juros fixa ou flutuante, admitida a capitalização.

de Direitos

Creditórios do

CETIP

BM&F

Agronegócio

 

CRA -

 

Taxas de juros fixa ou flutuante. Pode ter garantia flutuante assegurado privilégio sobre o ativo da companhia.

 

Certificado de

Emitido por companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio.

Recebíveis do

CETIP

Agronegócio

 

CDA/WA -

Títulos de crédito unidos, emitidos simulta- neamente por armazéns mediante contrato de depósito e de execução extrajudicial.

   

Certificado

Taxa de juros embutidos no valor de desconto do título nas negociações no mercado secundário.

de Depósito

CETIP

Agropecuário/

O CDA representa promessa de entrega de produtos e o WA confere direito de penhor sobre os referidos produtos.

BM&F

Warrant

Agropecuário

 
e o WA confere direito de penhor sobre os referidos produtos. BM&F Warrant Agropecuário   Continua

Continua

Modalidades de investimento disponíveis

27

Quadro 3.3.3 - Continuação

 

Demais títulos e valores mobiliários de renda fixa

 

Tipos

 

Definição Básica

Condições de

Registro/

Remuneração

Negociação

Outros

CD - Cédula de Debênture

Título de emissão bancária lastreado em debêntures, com garantia própria, que con- fere ao seu titular direito de crédito contra o emitente.

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR, TJLP, TBF, índice de preços e variação cambial.

CETIP

CTEE - Certificado a Termo de Energia Elétrica

Título emitido por companhia aberta de ener- gia elétrica para colocação pública, sendo os recursos direcionados, exclusivamente, para investimentos na realização de projetos específicos, de obras consideradas em atra- so pelo Departamento Nacional de Água e Energia Elétrica.

Poderá ter garantias, ser dividido em séries, prever atualização monetária e prêmio, contanto que previsto na deliberação de emissão.

CETIP

CIA -

Certificado que caracteriza cotas represen- tativas de direitos de comercialização de obras e projetos específicos da área audiovi- sual cinematográfica brasileira de produção independente. Emitido por empresa dedica- da à produção independente de obras audio- visuais brasileiras e empresa de capital na- cional, que apresente projetos de exibição, distribuição e infra-estrutura técnica especí- ficos da área audiovisual cinematográfica.

Participação sobre os direitos de comercialização, conforme previsto no certificado.

 

Certificado de

Investimento

CETIP

Audiovisual

 

-

CCE e NCE (Cédulas e Notas de Crédito à

   

Exportação): instrumentos de crédito vincu- lados à exportação.

Variação cambial verificada no período da operação, acrescida ou reduzida da taxa de juros contratada.

Títulos de

-

Crédito à

Exportação

Export Note: direito de crédito em moeda

CETIP

estrangeira, gerado em contrato de venda de mercadorias e de serviços para o exterior.

Emitidos por empresas que negociam com o exterior.

Nota

Emitida pelas sociedades por ações de ca- pital aberto conferindo a seu titular direito de crédito contra a emitente.

Taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, Anbid) TR e TJLP.

 

Promissória

CETIP

(Commercial

Bovespa Fix

Paper)

 

Observação: Outras informações podem ser consultadas nos sites da CETIP, Bovespa e BM&F – veja endereços eletrônicos na página 68.

podem ser consultadas nos sites da CETIP, Bovespa e BM&F – veja endereços eletrônicos na página

28

Brasil para investidores estrangeiros

3.4 - Operações Compromissadas

Quadro 3.4

 

Operações compromissadas

 

-

Venda com compromisso de recompra ou compra com compromisso de revenda:

a) intradia, overnight ou de prazo superior a 1 dia;

b) com ou sem livre movimentação dos títulos;

Tipos de

c) conjugadas (recompra à revenda, possibilitando o empréstimo de títulos do BC).

Operações

-

A

termo:

a) de compra ou de venda;

b) a descoberto ou não;

c) conjugadas a recompras ou revendas à vista.

 

-

Títulos de emissão do Tesouro Nacional ou do Banco Central do Brasil;

-

Créditos securitizados pelo Tesouro Nacional;

-

TDA - Títulos da Dívida Agrária de emissão do Incra 1 ;

-

Títulos estaduais e municipais;

-

CDB - Certificados de Depósito Bancário;

-

CCB - Cédulas de Crédito Bancário e CCCB - Certificados de Cédulas de Crédito Bancário;

Títulos

Admitidos

-

LC - Letras de Câmbio de aceite de instituições financeiras e LH - Letras Hipotecárias;

-

LCI - Letras de Crédito Imobiliário e CCI - Cédulas de Crédito Imobiliário;

-

Debêntures e Cédulas de Debêntures;

 

-

Notas Comerciais;

-

CRI - Certificados de Recebíveis Imobiliários;

-

Cédulas de Produto Rural com liquidação financeira;

-

CDCA - Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio, LCA - Letras de Crédito do Agronegócio, CRA - Certificados de Recebíveis do Agronegócio;

-

CCE - Cédulas de Crédito à Exportação e NCE - Notas de Crédito à Exportação;

-

Outros títulos que venham a ser autorizados pelo Banco Central do Brasil.

 

-

Prazos: devem ser sempre iguais ou inferiores aos de resgate dos títulos utilizados nas operações;

-

Rendimento: rentabilidade definida (prefixada) ou com parâmetro de remuneração

estabelecido (pós-fixada), vedada a utilização de cláusula de reajuste cambial (à exceção das operações a termo que tenham por base títulos corrigidos pelo câmbio);

-

Contraparte: uma das partes deve ser instituição financeira 2 habilitada (junto ao BC).

-

Restrições:

Principais

Características

a) clientes 3 somente podem vender com recompra de títulos que não sejam objeto de revenda;

b) sem acordo de livre movimentação, os títulos somente podem ser vendidos em novas operações compromissadas, sem acordo de livre movimentação, e com data de recompra igual ou anterior à da revenda compromissada;

c) investidores não-residentes que adquirirem títulos públicos federais com compromisso de revenda não fazem jus à isenção do Imposto de Renda (veja Capítulo 4 - Tributação).

 

-

Negociação: em balcão (com registro no SELIC ou Sisbex-Registro) ou em sistemas eletrônicos de negociação (Sisbex ou CetipNET);

-

Registro e liquidação: no SELIC (mercado de balcão e CetipNET) ou na Clearing de Ativos da BM&F (Sisbex-Negociação ou Sisbex-Registro).

 

-

Venda definitiva, pelo comprador, do título objeto de revenda;

Livre

-

Deve ser previamente acordada entre as partes;

-

Deve ter por objeto títulos do Tesouro Nacional ou ser liquidada em câmara que atue como contraparte central (Clearing de Ativos da BM&F), no caso dos demais títulos;

Movimentação

dos Títulos

-

Atendidas as condições, clientes 3 podem realizá-las;

 

-

Cláusula necessária para a realização de operações short nesse mercado.

 

-

Somente entre instituições financeiras;

Operações a Termo e a Descoberto

-

Somente com títulos do Tesouro Nacional ou em câmara que atue como contraparte central (Clearing de ativos da BM&F);

-

De títulos a serem leiloados, se do Tesouro Nacional, em oferta previamente anunciada

 

e

com colocação de, no mínimo, 51% do lote ofertado, e mesma data de liquidação.

Notas: 1. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 2. Instituições financeiras ou autorizadas pelo BC, inclusive corretoras e distribuidoras. 3. Pessoas físicas ou jurídicas não-financeiras, inclusive fundos de investimento.

corretoras e distribuidoras. 3. Pessoas físicas ou jurídicas não-financeiras, inclusive fundos de investimento.

Modalidades de investimento disponíveis

29

3.5 - Fundos de Investimento

Quadro 3.5.1

Regra geral (Regulados pela Instrução CVM nº 409/04 e alterações posteriores)

 

Composição da Carteira

 

Classes

 

Limite 2

Observações 3

Descrição

(do PL)

Dívida

Títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.

Mín. 80%

Derivativos no exterior (10% do PL) ou no país (10% do PL), exclusivamente para fins de hedge.

Externa 1

Outros títulos de crédito transacionados no mercado internacional.

Máx. 20%

 

TPF e títulos/valores mobiliários de renda fixa de baixo risco de crédito.

Mín. 80%

Derivativos exclusivamente com

Referenciados 1

Ativos financeiros de forma a acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do indicador de desempenho (benchmark).

Mín. 95%

objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas.

o

 

Ações, bônus/recibos de subscrição e certificados de ações, cotas de fundos de ações e de índice de ações, e BDR - Brazilian Depositary Receipts.

 

Devem ter como principal fator

Ações

Mín. 67%

de risco a variação de preços de ações negociadas no mercado

Aplicação em quaisquer outras modalidades de ativos.

Máx. 33%

vista de Bolsas ou balcão organizado.

à

Multimercado 1

Ativos financeiros no exterior.

Máx. 20%

Devem possuir políticas de investimento que envolvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial.

Outras aplicações.

Mín. 80%

Renda Fixa 1

Ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.

Mín. 80%

Devem ter como principal fator de risco de sua carteira a variação da taxa de juros doméstica ou de índice de preços, ou ambos.

Cambial 1

Ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.

Mín. 80%

Devem ter como principal fator de risco de sua carteira a variação de preços de moeda estrangeira, ou a variação do cupom cambial.

Curto Prazo

TPF ou títulos privados (baixo risco de crédito) prefixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 dias, e prazo médio da carteira inferior a 60 dias.

100%

Permitido derivativos somente para proteção da carteira e operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais.

Em Cotas de Fundos de Investimento

Cotas de fundos de investimento de uma mesma classe.

Mín. 95%

Os fundos em cotas classificados como multimercado podem investir em cotas de fundos de classes distintas. Vedadas as aplicações em cotas de fundos que não aqueles contemplados na Instrução nº 409/04.

Depósitos à vista e/ou TPF, títulos de renda fixa de emissão de instituição financeira e compromissadas.

Máx. 5%

Notas: 1. Poderão incluir na sua denominação a expressão “Longo Prazo”, com o objetivo de obter tratamento fiscal diferenciado conforme previsto na regulamentação (Veja Capítulo 4 - Tributação). 2. Além dos limites de composição aplicáveis ao PL – Patri- mônio Líquido, também devem ser observados os limites estabelecidos na regulamentação relativos à concentração por emissor e por modalidade de ativo financeiro. 3. O registro das cotas dos fundos de investimento pode ser feito na CETIP – Câmara de Custódia e Liquidação. Observações: Pode ser constituído fundo de investimento destinado, exclusivamente, a investidores qualificados. Consideram-se investidores qualificados: as instituições financeiras; as companhias seguradoras e sociedades de capitalização; entidades aber- tas e fechadas de previdência complementar; e pessoas físicas ou jurídicas que possuam valores para investimento superiores a R$ 300.000,00 e que atestem por escrito sua condição, mediante termo próprio.

valores para investimento superiores a R$ 300.000,00 e que atestem por escrito sua condição, mediante termo

30

Brasil para investidores estrangeiros

Quadro 3.5.2

 

Outros fundos de investimento

 
 

Composição da Carteira

 

Classes

 

Limite 1

Observações 2

Descrição

(do PL)

 

Empreendimentos imobiliários.

Mín. 75%

Os 25% poderão ser ultrapassados caso seja autorizado pela CVM, mediante justificativa do administrador do Fundo. Vedado aplicar em mercados futuros ou de opções.

FII

Quotas de fundos de renda fixa e/ou títulos de renda fixa.

Máx .25%

 

Direitos creditórios.

Mín. 50%

Limite de 20% do PL para aquisição de direitos creditórios e outros ativos de um mesmo devedor. Somente poderão investir no fundo investidores qualificados com valor mínimo de subscrição de R$ 25.000,00.

FIDC

Títulos públicos federais, estaduais e municipais, CDB, RDB e demais títulos, valores mobiliários e ativos de renda fixa. Facultadas as operações compromissadas e em mercados de derivativos, desde que com o objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas.

Máx. 50%

 

Ações, debêntures conversíveis em ações e/ou bônus de subscrição de ações de emissão de empresas emergentes 3 .

Mín. 75%

As posições diárias em valores mobiliários de empresas emergentes podem atingir 50%, desde que a média, a cada 180 dias, seja 75%.

FIEE

Cotas de fundos de renda fixa, títulos de renda fixa e valores mobiliários de companhias abertas.

Máx. 25%

FIP

Ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, que participam do processo decisório da companhia investida. Derivativos exclusivamente para fins de proteção patrimonial.

100%

Somente poderão investir no fundo investidores qualificados com valor mínimo de subscrição de R$ 100.000,00.

Notas: 1. Também devem ser observados os limites estabelecidos na regulamentação relativos à diversificação das carteiras. 2. As cotas dos fundos de investimento podem ser registradas na CETIP – Câmara de Custódia e Liquidação. As cotas dos FII e FIDC, alternativamente, podem ser registradas na CBLC. 3. Entende-se por empresa emergente a companhia que apresenta faturamento líquido anual (ou consolidado) inferior a R$ 100.000.000,00. Observações: FII – Fundo de Investimento Imobiliário/FIDC – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios/FIEE – Fundo de Investimento em Empresas Emergentes/FIP – Fundo de Investimento em Participações.

Creditórios/FIEE – Fundo de Investimento em Empresas Emergentes/FIP – Fundo de Investimento em Participações.

Modalidades de investimento disponíveis

31

3.6 - Mercados de Ações e de Derivativos

Quadro 3.6

 

Mercados de ações e de derivativos

 

Mercados

Definição

Principais

Registros/

Contratos 1

Negócios

 

Negócio com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquida à vista.

- Ações

- Bovespa

À vista

- Commodities (ouro,

- BM&F

 

agropecuários)

 

Negócio com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquida a um tempo certo, normalmente 30, 60 ou 90 dias depois.

- em Dólar

- Bovespa

Termo 2

- de Moeda

- CETIP

- em Ouro

- BM&F

 

Compromisso de compra e/ou de venda para liquidação (física e/ou financeira) em data futura, contando com o ajuste diário do valor dos contratos.

- Ações

- Bovespa

- DI de um dia/longo

- BM&F

Futuro 2

- Ibovespa

- BM&F

- Dólar/Euro

- BM&F

   

- Ouro

- BM&F

- IPCA/IGP-M

- BM&F

 

Conferem a seu titular o direito de comprar ou vender um ativo-objeto a um preço determinado. Para o lançador da opção, ao direito do titular se opõe uma obrigação futura, caso esse direito seja exercido pelo titular.

- Flexíveis sobre taxas de câmbio

- CETIP

- DI de um dia

- BM&F

Opções 2

- Ibovespa

- BM&F/

Bovespa

 

Contratos em que as partes trocam um índice de rentabilidade por outro, com o intuito de fazer hedge, casar posições ativas com passivas e equalizar preços.

- Cupom Cambial

- BM&F

- de Crédito

- CETIP

Swaps

- de Fluxo de Caixa

- CETIP

- de Reset 3

- CETIP

 

Contratos baseados em indicador de desempenho de uma carteira teórica, medindo o retorno de ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa.

- Índice Bovespa - Ibovespa

- Bovespa

- Índice Brasil 50 - IBrX 50

- Bovespa

Índices

- Índice Brasil - IBrX

- Bovespa

Notas: 1. Os contratos encontram-se listados nos sites da Bovespa www.bovespa.com.br, BM&F www.bmf.com.br e CETIP www.cetip.com.br – veja na página 68 as versões em inglês dos respectivos sites. 2. A Resolução nº 2.687/00, do CMN, permite aos investidores realizarem operações envolvendo contratos a termo, futuro e de opções referenciados em produtos agropecuários. Nestes casos, não há necessidade de o investidor internar seus recursos financeiros no Brasil, liquidando suas operações em contas abertas pela BM&F exclusivamente para tal finalidade, devendo a referida Bolsa ficar responsável pelas contratações de câmbio e retenção dos tributos relativos ao investimento (veja quadro 3.7.2). 3. Os swaps de reset podem ser reavaliados periodicamente, levando em consideração as condições de mercado.

3. Os swaps de reset podem ser reavaliados periodicamente, levando em consideração as condições de mercado.

32

Brasil para investidores estrangeiros

3.7 - Modalidades Específicas

Quadro 3.7.1

 

DR - Depositary Receipts 1

Definição

Certificados representativos de ações ou outros valores mobiliários que representem direitos a ações, emitidos no exterior por instituição depositária, com lastro em valores mobiliários depositados em custódia específica no Brasil.

 

Patrocinadora: companhia aberta no Brasil emissora das ações ou valores mobiliários objeto do programa de DR e signatária de contrato específico com instituição depositária;

Integrantes

Custodiante: instituição, no país, autorizada pela CVM a prestar serviços de

do Processo

de Emissão

custódia, para o fim específico de emissão de DR. É responsável pela prestação de informações sobre portfólio ao BC e CVM.

Depositário (banco emissor): instituição que, no exterior e com base nos valores mobiliários custodiados no Brasil, emite os correspondentes DR.

RDE

Sujeitos ao Registro Declaratório Eletrônico no Banco Central do Brasil, sob a responsabilidade da instituição custodiante.

 

Facultada a alienação das ações correspondentes aos DR resgatados, no

Resgate/

mercado brasileiro, com a conseqüente remessa dos recursos ao exterior ou com

Cancelamento/

a

retirada das ações ou valores mobiliários da conta de custódia do programa,

Transferência

passando seu proprietário à condição de investidor, nos termos e condições das demais modalidades de investimento estrangeiro.

Nota: 1. O DR - Depositary Receipts é um mecanismo de investimento específico (não regulado pela Res. nº 2.689/00), também denominado de Anexo V à Res. nº 1.289/87.

Quadro 3.7.2

 

Derivativos agropecuários 1

Definição

Operações envolvendo contratos a termo, futuro e de opções referenciados em produtos agropecuários na BM&F.

Exigências

As exigências relativas a informações cadastrais, margens de garantia e ajustes diários são as mesmas aplicáveis aos residentes no país. Veja www.bmf.com.br.

RDE

Sujeitos ao Registro Declaratório Eletrônico no Banco Central do Brasil, sob responsabilidade da BM&F.

 

A

BM&F está autorizada a abrir conta de custódia no exterior, com vistas ao

Custódia

recebimento de títulos para atendimento às exigências de margem de garantia, e

de

conta corrente para as movimentações financeiras relacionadas às operações.

Contratação

A

BM&F é responsável pelas contratações de câmbio relativas às operações por

de Câmbio

conta dos comitentes.

Vedações

Realização de estratégias operacionais que possam resultar em rendimento predeterminado.

Nota: 1. As operações envolvendo contratos a termo, futuro e de opções referenciados em produtos agropecuários, na BM&F, tem regulamentação específica (Res. nº 2.687/00).

e de opções referenciados em produtos agropecuários, na BM&F, tem regulamentação específica (Res. nº 2.687/00).

Modalidades de investimento disponíveis

33

3.8 - Depósito, Negociação e Liquidação dos Principais Ativos no Brasil

Quadro 3.8

Depósito, negociação e liquidação dos principais ativos no Brasil

     

Registro/

   

Mercados/

Depositário

Negociação

Compensa-

Tipo de

Lag de

Ativos

ção/

Liquidação 3

Liquidação 4

   

Liquidação

Renda Fixa

   

Balcão 1

SELIC

LBTR

 

Títulos

Sisbex

Negociação

   

Públicos

Federais

SELIC

BM&F 2

LDL

d+0 4

CetipNET

SELIC

LBTR

 

CETIP

Balcão 1

CETIP

LDL ou LBTR

d+0

Debêntures

(SND)

CetipNET

CBLC

BovespaFix

CBLC

LDL ou LBTR

d+0 ou d+1

CDB e DI

CETIP

Balcão 1

CETIP

LDL ou LBTR

d+0

CetipNET (cotação)

 

CETIP

Balcão 1

CETIP

LBTR ou LDL

d+0

CRI e FDIC

CetipNET

LBTR

CBLC

BovespaFix

CBLC

LDL ou LBTR

d+0 ou d+1

 

SomaFix

Títulos do

Agronegócio

CETIP

Balcão 1

CETIP

LBTR

d+0

BM&F

       

(SRCA)

BBM

BM&F

LDL

d+2

Renda Variável

 

Ações

CBLC

Bovespa

CBLC

LDL

d+3

SomaFix

Swaps

 

Balcão 1

CETIP

Bilateral ou LBTR

d+0

------

BM&F

LDL

d+2

Contratos fu- turos de DI, de câmbio, de Ibovespa

-------

BM&F

BM&F

LDL

d+2

   

Balcão 1

CETIP

Bilateral ou LBTR

d+0

Demais

BM&F

BM&F

LDL

d+2

Derivativos 5

------

Bovespa

CBLC

LDL

d+3 6

Notas: 1. Negociação bilateral, por telefone ou, no caso de títulos públicos federais, também por meio de sistemas de voz. 2. Clearing de Ativos da BM&F, também conhecida como BMA. 3. No Brasil, os sistemas que liquidam na modalidade diferida líquida atuam como contraparte central, exceto no que se refere ao risco de emissor; assim, na CETIP, a modalidade de liquidação depende de as operações compreenderem somente risco de emissor (colocações, resgates e eventos – LDL) ou risco de mercado (LBTR), já que essa câmara não atua como contraparte central. 4. Esse lag de liquidação refere-se ao Sistema. No mercado de títulos públicos federais, tem sido usual a realização de operações a termo (registro em d+0; liquidação em d+1); para não-residentes, essa opção significa a remessa de recursos com dois dias úteis de antecedência (já que as operações a termo no SELIC liquidam às 9h30min), ou seja, lag de d+2. 5. Derivativos com registro/liquidação na CETIP: swaps (inclusive, fluxo de caixa e com reset), opções sobre swaps, forward (termo de moeda - NDF), derivativos de crédito, box de duas pontas, opções flexíveis sobre taxas de câmbio. Deri- vativos negociados na Bovespa: mercado futuro de ações, mercado de opções e mercado de termo. 6. A liquidação do termo é feita no próprio dia do vencimento da operação. Chamadas de margens, ajustes diários e prêmios liquidados em d+1.

é feita no próprio dia do vencimento da operação. Chamadas de margens, ajustes diários e prêmios

Tributação

35

4

tRiButação

• IR - Imposto de Renda

O tratamento tributário conferido às aplicações nos mercados financeiro e de capitais bra- sileiro por investidores não-residentes difere, basicamente, em função da origem dos recursos. Uma vez atendidas as condições previstas nas normas do Conselho Monetário Nacional – já apresentadas nos capítulos anteriores -, fazem jus a benefícios fiscais no Brasil os investidores oriundos de localidades que não tenham “tributação favorecida” 1 .

A incidência do Imposto de Renda, nestes casos, segue, portanto, regras específicas. No que diz respeito às aplicações em valores mobiliários, não incide IR sobre os ganhos de capi- tal 2 . Os dividendos e bonificações distribuídos em dinheiro também estão isentos do imposto. Já as aplicações em fundo de investimento em ações, em operações de swap e aquelas realiza- das em mercados de liquidação futura, fora de Bolsa, sofrem incidência à alíquota de 10%. Os demais rendimentos, inclusive os de renda fixa, sujeitam-se à alíquota de 15%, exceto aqueles produzidos por títulos públicos que passaram a ter alíquota zero sobre os rendimentos perce- bidos por investidores não-residentes a partir de 16/2/06 3 .

1. Localidades com “tributação favorecida” são aqueles países ou dependências que não tributam a renda ou que a tributam à

alíquota inferior a 20%. Também conhecidos como “paraísos fiscais”.

2. Os ganhos de capital são definidos como os resultados positivos auferidos nas operações realizadas em Bolsa de Valores, de Mer-

cadorias, de Futuros e assemelhadas, à exceção de operações de box, e nas operações com ouro, ativo financeiro, fora de Bolsa.

3. A alíquota zero não alcança os títulos adquiridos com compromisso de revenda assumido pelo comprador.

de Bolsa. 3. A alíquota zero não alcança os títulos adquiridos com compromisso de revenda assumido

36

Brasil para investidores estrangeiros

Conforme citado anteriormente, a desoneração fiscal dos títulos públicos adquiridos por não- residentes foi proposta e defendida pela ANDIMA com o objetivo de aumentar a participação desses investidores no mercado de dívida pública, sobretudo no segmento de títulos prefixados e de longo prazo. Também foram contempladas com alíquota zero as cotas de fundos de inves- timentos exclusivos para não-residentes com, no mínimo, 98% em títulos públicos e os rendi- mentos auferidos nas aplicações em FIP - Fundos de Investimento em Participações, FIC-FIP - Fundos em Cotas de FIP e FIEE - Fundos de Investimento em Empresas Emergentes 4 .

No caso de investimentos oriundos de localidades que tributem a renda a uma alíquota inferior a 20% (paraísos fiscais), os benefícios tributários acima mencionados não se aplicam, estando sujeitos às mesmas regras do investidor residente ou domiciliado no país. No que diz respeito ao ganho auferido em Bolsas de Valores, há incidência do IR à alíquota de 15%, en- quanto que as operações de renda fixa e os swaps são tributados a alíquotas decrescentes, que variam entre 22,5% e 15%, conforme o prazo.