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DFD – Diagramas de Fluxo de Dados

J. Valente de Oliveira

Modelação funcional:
Diagramas de Fluxo de Dados

Diagrama de fluxo de dados é uma das mais usadas


ferramentas (e há mais tempo) de modelação funcional de
sistemas.


Sinónimos:

- DFD

- Diagramas de bolhas (ou bolas);

- Modelo de processos (ou de funções)

- Diagrama de fluxo de trabalho


Um DFD pode ser entendido como uma rede que ilustra como
circulam os dados no interior de um sistema.

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DFD típico: Sistema de Reservas de Hotel

Um cliente efectua uma reserva num hotel através de uma agência.


Depois de verificada a disponibilidade do hotel escolhido é
atribuído um quarto, calcula-se a conta, emitido um voucher ao
cliente e informado o hotel da reserva.

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Componentes de um DFD

Os DFD baseiam-se no princípio de que a funcionalidade de um


sistema pode ser representada como uma rede que combina 4
componentes fundamentais; a saber:

Processos (ou bolhas ou bolas)


Transforma os fluxos de entrada em fluxos de saída. Cada
processo tem um nome e um número único.

 

 




Arquivos
Reservatórios ou contentores para os dados existentes no
sistema (e.g., ficheiros, pastas de documentos, bases de dados).
Cada arquivo tem um nome único.




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Componentes de um DFD (cont.)

Entidades exteriores
Fornecem entradas ao sistemas (fontes) ou recebem dados do
sistema (terminadores). Existem fora da fronteira do sistema.

 


Fluxo de dados
Modelam a passagem de dados. A seta indica o sentido do fluxo
e tem o nome do fluxo associado.

   

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Diversidade de notações

Notação Processos Arquivos Entidades

!(5 .0# % &('4)&78 "$# % &('() &


* (& +6% - % .0/
Yourdon/
DeMarco 1(34)&7#

! 9 ! "$# % &('7)&48 "$# % &('() &


SSADM * &(+,% -% .0/2143()&(#

!
* &(+,% -% .0/2143()&(# "$# % &('() &(8 ":# % &('() &
Gane/
Sarson

* &(+,% -% .0/2143()&(# ":# % &('() &


Aktas ":# % &7'()&(8
!(5

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Convenções adicionais

;
O cruzamento de linhas de fluxos deve ser minimizado.

;
Quando o cruzamento for inevitável, fazer o seguinte:

;
O mesmo arquivo poderá ser desenhado mais do que uma
vez.

;
A mesma entidade poderá ser desenhada mais do que uma
vez. Exemplos:

":# % &('() & ":# % &('() & "$# % &('()& "$# % &('()&
* *
OU
< 3() &(# < 3() &(# < 3() &(# < 3() &(#
** **

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Convenções adicionais (cont.)

=
Operadores lógicos:

* - conjunção (a e b);
>
- ou exclusivo (a ou alternativamente b);

O - ou inclusivo (a ou b ou ambos)

F
 
?H@(BED FGAFWNX@(IYKMON GAF

Q
>
P R 

?A@CBED FHGHFJILK:MON GHF SUT
V

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Decomposição (“Levelling”)

Z
DFD de sistemas pequenos são normalmente fáceis de
construir.
[
Para sistemas não triviais, o número excessivo de processos
levanta problemas de interpretação e desvaloriza os méritos
dos DFD.

[
Em sistemas de alguma complexidade, os DFD são
organizados em níveis.
[
Um DFD de um dado nível da hierarquia contém uma
explicação funcional mais detalhada de um processo na
hierarquia superior.
[
A decomposição consiste na subdivisão de um DFD de alto
nível numa hieraquia de DFD.

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Convenções de decomposição

\
Cada processo num dado nível pode ser expandido (explodido)
para se tornar num novo DFD;

\
Cada processo de um nível inferior está relacionado com o
nível superior e é identificado por um número composto (e.g.,
2.1.3);

\
Todos os fluxos de dados que entram e saem do nível superior
devem aparecer no nível inferior (validação vertical);

\
Os arquivos aparecem no nível em que são necessários e em
todos os níveis subsequentes;

\
Em cada DFD, o limite superior recomendado para o número de
processos é 7 ] 2.

^
Processos que, pela sua simplicidade, não são expandidos são
denominados processos primitivos ou primitivas funcionais;

^
Os processos primitivos são descritos usando um método de
especificação de processos.

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Regras e heurísticas de projecto

As regras básicas de projecto são dados por vários autores, cf.


(DeMarco, 78), (Gane e Sarson,79), (Aktas, 87), (Gore e Stubbe,
88).

As regras de projecto mais importantes são:

1. Estabelecer o contexto do DFD identificando todas as entidades


externas do sistema. Sugestão: Escrever as fontes à esquerda e
os terminadores à direita.

2. Identificar todas as saídas e entradas do sistema. Desenhar o


diagrama de contexto.

3. Seleccionar um ponto de partida para o projecto. Começar a


desenhar os fluxos que são necessários para ir desde uma
entrada até uma saída, partindo:

- da entrada para a saída;


- da saída para a entrada;
- ou partindo do centro.

4. Dar nomes ilucidativos a todos os fluxos de dados e arquivos;

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Regras de projecto (cont.)

5. Rotular todos os processos com verbos operacionais que


relacionem as entradas com os fluxos de saída;

6. Omitir os detalhes de programação como verificações de erros,


inicializações e finalizações;

7. Não incluir controlo ou fluxo de controlo;

8. Tentar planear o número de níveis. Não incluir demasiada


informação num DFD;

9. Evitar cruzar fluxos de dados. Usar entidades e arquivos


duplicados, se necessário;

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Regras de projecto (cont.)

10. Rever a consistência do DFD. Refazer, se necessário.

Validação vertical: os fluxos que entrem e saem de um


processo, devem entrar / sair no DFD que resulta da explosão
desse processo.

Validação horizontal: todo o que entra num processo é


utilizado e tudo o que sai desse processo foi produzido.

11. Verificar, preferencialmente com o utilizador, se o DFD


representa o sistema. Refazer, se necessário.

12. Depois de estabelecido um DFD explodir cada processo, se


necessário. Repetir a decomposição até obter o detalhe
suficiente.

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Despiste de incorrecções em DFD

_
Processos com nomes ambíguos revelam falta de
conhecimento sobre o sistema (ex. manipulação de entrada,
gera saída);

_
Fluxos de dados com nomes como “items de entrada”, ou
“vários dados” revelam um conhecimento pobre do sistema;

_
Cruzamento de fluxos indicam que é potencialmente
necessário decompor o DFD;

_
Primitivas funcionais com grande número de entradas e
saídas indicam a necessidade de decompor o DFD;

_
DFD complexos significam fracasso.

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Erros frequentes

`
Os DFD não são fluxogramas;

`
Os fluxos de dados devem manter a sua semântica, i.e., não se
(sub)dividem;

`
Não existem ciclos iterativos entre processos;

`
Os processos não são activados por sinais de entrada;

`
Os fluxos de dados não podem começar em fontes e acabar em
terminadores;

`
Não é válido ter múltiplos fluxos da mesma origem para o
mesmo destino;
`
Não são permitidos processos apenas com entradas;
`
Processos só com saídas são suspeitos e a maior parte das vezes
incorretos. Uma excepção: gerador de números aleatórios;

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Dúvidas frequentes

1. Como se sabe quantos níveis deve ter um DFD?

O número suficiente para qualquer DFD do último nível não


ultrapassar a dúzia de processos.

O número suficiente para que os processos do último nível


tenha uma especificação suficientemente simples.

2. Que número de níveis necessita a modelação de um sistema


típico?

Complexidade do sistema Nº médio de níveis


simples 2a3
média 3a6
elevada 5a8

O número de processos cresce exponencialmente com o nível:


ab c b c
DedAf?7gYgLdAgh@HiHjk@AlXI?HMnmpoq@ :G ? DedAf?7gLgYdAgLrEsnt:svuxwyoq@l I?HM0zv{(u

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Exemplo: Nº de processo / DFD = 7 (constante)

Nível Nº de processos
0 7
1 49
2 343
3 2 401
4 16 807
5 117 649
6 823 543
7 5 764 801
8 40 353 607

3. Todas as partes do DFD devem ser expandidas com o mesmo


detalhe?

Não. Cada parte deve ser expandida apenas com o detalhe


necessário.

Por existir o processo 3.4.5 não é necessário que exista o


3.2.1.

4. Como apresentar os vários níveis ao utilizador?


Utilizadores diferentes estarão interessados em níveis
diferentes. Para mostrar todos os níveis, começar do geral e
detalhar de seguida.

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Razões clássicas para usar DFD, cf. (Aktas, 1987)

1. Ajudam o analista a:

- Resumir a informação acerca de como funciona o sistema;

- Compreender os componentes principais do sistema e a


definir funções reutilizáveis;

- Compreender as interdependências entre subsistemas;

- Desenvolver eficientemente uma aplicação

2. Um DFD é uma boa ferramenta de comunicação entre


utilizadores e analistas. Esta comunicação é reconhecida como
vital.

3. Permite obter uma melhor estimativa dos recursos envolvidos no


projecto global, em função dos recursos envolvidos em cada um
dos processos.

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Especificação de Processos

|
Em geral, o detalhamento de um processo é feito por
explosão.

|
Os processos primitivos são detalhados usando um dos
muitos métodos para especificação de processos.

|
Alguns exemplos:

- Subconjuntos do Português;

- Pseudo-código;

- Tabelas de decisão;

- Árvores de decisão;

- Pré-pós condições;

- Fluxogramas;

- Diagramas de Nassi-Shneiderman

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Subconjuntos do Português e Pseudo-código

~  T€Tƒ‚„ … 


 † ‡  TˆT‰  ŠŒ‹ † ‡  TˆT‰Ž T T  Q

} O Português narrativo não deve ser usado para especificação;

} O Português compacto lembra o Português narrativo mas é


estruturalmente equivalente ao Português estruturado.

O Português compacto é útil para apresentar lógica


moderadamente complexa desde que se tenha a certeza que
não surgem ambiguidades e quando a comunicação com o
utilizador é importante.

} O Português estruturado é um subconjunto do Português de


onde se procura eliminar a ambiguidade.

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Português Compacto

  Œ‘  ’T“ŽŒ T  ’”

  ” •„  “Ž
n:–QŽ Tn –QŒ‘T
– n—“Œ’”
   ˜Q™
™Q™ Tn  šnQn “Ž
  ›UnQ

“ “–T 
œ
Q  T
QQ œ œ  ž
T
 Ÿ 
  
 R ¡ “Œ ¢£U
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“ œ  ¥¦  §¤U¨Q
 T  n 

 R ” •„  “Ž
n:–QŒ©…ŒTHv  ª«”
S œ  ‘“ Q¥QU¤¬¥¦Q­®‘T
 
¦n”

¯’°±«²³´’µ·¶«²¸±«¹’º»² ¼½´ µ¾¸°’¿±«°


À– Q Á  Á
À–
 Q Á  “Œ Q RÁ 

À–
¢Q RÁ  R Â

ŽÃ ” ¡ T¦Ä 
U:ŒQŽ–UHQŽ T  

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Português Estruturado

Å
É um dos métodos de especificação mais usados;
Å
É um subconjunto do Português que omite

- adjectivos;
- advérbios;
- frases compostas ou complexas;
- todos os modos verbais excepto imperativo ou infinitivo;
- a maioria dos sinais de pontuação.
Å
Pretende ser conciso, preciso e eliminar tanto quanto possível
ambiguidades.
Å
As convenções utilizadas ficam ao critério de quem as utiliza.

Å
Em geral, o Português estruturado resulta numa linguagem com
um conjunto limitado de frases cujas palavras são as geralmente
aceites em projecto e programação estruturada.

Isto é, possui as estruturas que permitem a especificação de


qualquer algoritmo: acções elementares, sequências, selecções e
iterações.

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Português Estruturado (cont.)

Acções elementares
Acções primitivas ou básicas que indicam o que deve ser
feito. São expressas como expressões imperativas (ou
infinitivas).
ÆÇ È
  T
vŽ


Sequências
Encadeamento de uma ou mais acções elementares.

Selecções
Permitem seleccionar exactamente uma alternativa de um
conjunto de alternativas. São habitualmente representadas na
forma:
¡  ÉÊQ
žËÌ
ÍË ÉÊÎœ  Ï  Ì
¡ Ë ÉÊÎœ  Ï R Ì
Ð
“ ¡ 

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Português Estruturado (cont.)

Selecções (cont.)
  Ñ
Ñ TQ ÉÒQ
žË  Ì Ë ÉÊÎœ  Ï  Ì
TQ ÉÒQ
žË R Ì Ë ÉÊÎœ  Ï R Ì
Ñ  
TQ ÉÒQ
žËŒÌ  Ë ÉÊÎœ  Ï·Ì

“  

Iterações
Define uma repetição limitada de uma sequência de acções.

͝T ÉÊQ
žËÌ V ÉÒÎœ  ÏÌ

ou
œ ÉÊÎœ’ ÏÌ
Ó
S ¬
 ÉÊQ
žËÌ

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Português Estruturado (cont.)

Vantagens
É suficientemente preciso e conciso, permitindo uma leitura
razoável para especificações de reduzida complexidade.

O vocabulário é flexível e adaptável.

Ô D dHf?CgYgCdWÕFM fiAM FÖ:Õd@7B,FHÖH×ÊfiAj¨iAM FAGF

B6dB6F:M mÙØ:Ú
Û2ÜÊÔÊÜ$ÝÞÜ
c
d P BEßj à ceD áAâNXjd à ã:i(FDeB6d:Ú
ä Ü BEc N d ÖAã i(FD B6d mÙå ä iHN BE?Cæ
Dx?(çYd mÙèAé
ä Ü avêÒë
c
Dx?(çYd mŽ
c {7ØÚ
B6dHB6FM m B6dB6F:M z Dx?7çLc d ì @7dHÖHGN FHgÚ
× 
Ý í B6dHð GHdHgCÖdAgYÖã:i(F:DeB6dHgCÖ DedHf?7gLgCFHGAdgÚ
ëñ
s ï
Ü î îòÜ B6dHB6FM

Desvantagens
Não é um método de especificação formal.

Um processo complexo pode ter uma especificação de várias


páginas.

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Pseudo-código

ó
É mais restrito do que o Português estruturado e inclui
alguns detalhes de implementação.

Ô D dHf?CgYgCdWÕFM fiAM FÖ:Õd@7B,FHÖH×ÊfiAj¨iAM FAGF¢o MXN gCB,FAÖG:?(ÖHãi7FD B6dAg u

B6dB6F:M mÙØ:Ú
Û2ÜÊÔÊÜ$ÝÞÜ
c
ã:i(F:D6B6d · m d P BEßj cà DeáAâNXjd à ã:i(F D B6do MXN gCB,FHÖHG:?CÖAãi7FD B6dAg uôÚ
ä Ü :ã c i(FDeB6d:õOBEN d mÙå ä iHN Bö?(æ
v
a Ò
ê ë Dx?(çYd mÙèAé
ä Ü
c
Dx?(çYd mŽc {7ØÚ
B6dHB6FM m B6dB6F:M z Dx?7çLd ì ã:i(FDeB6d:õ—@7dHÖHGN FAgÚ
× 
Ý ·
í ÷
ëñNOjJ
ð o MXN gCB—FAÖHG?(ÖAãi7FD B,dAg uôÚ
s ï
Ü î îòÜ B6dHB6FM

ó
A fronteira entre Português estruturado e Pseudo-código é
difusa.

O Português estruturado está mais próximo do Português


narrativo e o Pseudo-código está mais próximo das
linguagens de programação.

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Tabelas de decisão

ø
As tabelas de decisão são uma representação de acções com
a indicação das condições em que devem ser efectuadas.
ø
Uma tabela de decisão tem 4 quadrantes:

ù
žÏ  ‘n 

žÏ ù
Ï

ù
žÏ”
Lista de todos as condições possíveis que surgem
dentro de um processo;
žÏ”
lista de todas as acções possíveis que podem surgir
dentro do processo;
 ‘n ”
lista das diferentes combinações de condições
possíveis.
ù
Ïv”
indicadores das acções a executar

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Tabelas de decisão (cont.)

ú
Existem 3 variantes:

- Entradas limitadas;
- Entradas estendidas;
- Entradas mistas

Tabelas de decisão com entradas limitadas


Só admitem indicadores binários no quadrante das regras.

Exemplo: Processo Valida Encomenda

1 2 3 4
Crédito suficiente S N N N
Pronto pagamento - S N N
Acordo especial - - S N

Aceita encomenda x x x
Rejeita encomenda x

Uma das vantagens deste tipo de tabela é que facilitam uma


verificação de completude.

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Tabelas de decisão (cont.)

Tabelas com entradas estendidas


Admitem valores múltiplos no quadrante das regras.

1 2 3 4
Crédito aprovado N S S S
Quandidade - 0-24 25-50 51-100

% desconto 0 5 10
Aceita encomenda x x x
Rejeita encomenda x

Tabelas com entradas mistas


Admitem valores múltiplos no quadrante das decisões

1 2 3
Empregado assalariado N N S
Horas trabalhadas > 40 S S -

Pagamento horas ordinário ordinário


extras a
dobrar

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Algumas vantagens das tabelas de decisão

û
As alternativas são mostradas lado a lado;
û
Mostram o relacionamento causa/efeito;
û
Facilitam a verificação da consistência e da completude.

Utilidade

û
São úteis na descrição de processos que produzem acções
baseadas em decisões complexas;
û
São úteis na análise de regras complexas e processos de
tomada de decisão.

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Árvores de decisão

As árvores de decisão são uma alternativa gráfica às tabelas de


decisão.

As árvores de decisão lêm-se da esquerda para a direita,


começando da raiz, de onde saem todos ramos. Os pontos de
derivação representam uma decisão acerca de uma condição.

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Pré/Pós Condições

ü
Uma forma de dizer qual é a transformação efectuada pelo
processo sem explicitar o algoritmo utilizado.

ü
Utilidade:

1. Quando o utilizador tem dificuldade em descrever o


algoritmo que utiliza;

2. Quando o analista quer deixar a escolha do algoritmo para


uma fase posterior.

ÔÒý ß à fLd:þ(ÿ çHd


c
 fLdþ7ÿ ç Cg ã i
  Hj ÿ  g  ý ÿ
Hgþ 7g˜ÿd ý Ad f(gYgYdJfYdj(ç ý
Ô áHg à fYd:þCÿ çd
c c
 fLdþ7ÿ ç Cg ã i
ÿ  Hj g ý  ÿHg áAg d ý dHf( gYgYd  ý j þ ý 

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Fluxogramas

!
Os fluxograms representam lógica procedimental de forma
não estruturada.
!
Componentes essenciais:

Terminador:

Decisão:

Entrada/Saída:

Processamento:

Conector:

Ponte de ligação:

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Diagramas de Nassi-Shneiderman

"
Os diagramas de Nassi-Shneiderman foram introduzidos como
fluxogramas estruturados.
"
Componentes essenciais:

# ×ÒfCç$AdW{%
Sequência:
# ×ÒfCç$Ad¨è%

# Õvd&'( ç$Ad%
ä (Oj a
Decisão: $Hd
# ×ÒfCç$AdW{% # ×ÒfYç$Ad¨è%

ÛnÜÒÔÊÜ$ÝÞÜ × Ýí # Õvd &)'( ç$Hd%


Repetição:
# ×ÒfCç$AdW{%

*+*+*
# ×ÒfCç$Ad,&%

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Conclusões

- Apresentou-se o DFD como ferramenta de modelação


funcional.

- Apresentaram-se as regras de construção e salientaram-se os


méritos e defeitos dos DFD.

- Apresentaram-se alguns métodos de especificação de processos


primitivos. Estas técnicas são úteis também noutros contextos.

- Dos métodos apresentados, salientam-se o Português


estruturado, as tabelas e árvores de decisão.

- Português estruturado poderá ser vantajoso quando a


especificação apresenta combinações de repetições ou
iterações.

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Conclusões (cont.)

. As tabelas de decisão poderão ser vantajosas quando:

a) Existem combinações complexas de condições, acções ou


regras, ou

b) é necessário um método que ajude na detecção de


redundâncias e contradições;

. As árvores de decisão poderão ser vantajosas quando:

a) A sequência de condições e acções é crítica;

b) Nem todas as condições são relevantes para todas as acções.

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Referências

I. T. Hawryszkiewycz, Introduction to Systems Analysis and Design (third


edition), Prentice Hall, 1994.

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http://w3.ualg.pt/~jvolivei/ep/ep.html 20-10-2000 / EP / DFD - 36