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Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo

Curso de Prática Cartorária e Legislação Eleitoral

Filiação Partidária

Missão: Velar pela regularidade dos serviços eleitorais, assegurando a correta aplicação de princípios e normas.

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FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

 Art. 3º da Lei n.º 9.096/95

“Art. 3º - É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua


estrutura interna, organização e funcionamento.”

 Art. 33 a 40 a Resolução TSE n.º 19.406/95

“CAPÍTULO IV
DA FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

Art. 33 - Somente poderá filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno


gozo de seus direitos políticos (Lei n.º 9.096/95, art. 16).

Art. 34 - Considera-se deferida a filiação partidária, para todos os efeitos,


com o atendimento das regras estatutárias do partido (Lei n.º 9.096/95, art.
17).
Parágrafo único - Deferida a filiação, será entregue comprovante ao eleitor
filiado, no modelo adotado pelo partido (Lei n.º 9.096/95, art. 27, parágrafo
único).

Art. 35 - Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao


respectivo partido pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições
majoritárias ou proporcionais (Lei nº9.096/95, art. 18).

Art. 36 – Nos dias 8 a 14 dos meses de abril e outubro de cada ano,


durante o expediente normal dos Cartórios, o partido, por seus órgãos de
direção municipais, regionais ou nacional, enviará ao Juiz Eleitoral da
respectiva zona, para arquivamento e publicação na sede do Cartório, a
relação atualizada dos nomes de todos os seus filiados na respectiva Zona
Eleitoral, da qual constará, também, o número dos títulos eleitorais e das
seções em que estão inscritos e a data do deferimento das respectivas
filiações (Lei n.º 9.096/95, art. 19, caput, redação dada pela Lei n.º 9.504/97,
art. 103).
§ 1º - As filiações efetuadas perante órgãos de direção nacional ou
estadual, quando admitidas pelo estatuto do partido, deverão ser

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comunicadas aos diretórios municipais correspondentes à zona de
inscrição do eleitor, com a finalidade de serem comunicadas ao juiz eleitoral
nos períodos previstos em lei.
§ 2º - As listagens deverão ser elaboradas pelo partido no módulo próprio
do Sistema de Filiação Partidária, na forma regulamentada pelo Tribunal
Superior Eleitoral, e entregues ao Juiz Eleitoral, em meio eletrônico,
devendo-se fazer acompanhar de uma via impressa com autenticação
gerada automaticamente pelo sistema
§ 3º - Recebidas as listagens na forma prevista no §2º, o chefe de cartório
dará imediato recibo imprimindo relação contendo o número das inscrições
cujas filiações forem informadas, com autenticação eletrônica do conteúdo
do arquivo, que deverá ser idêntica à constante da via impressa entregue
pelo partido, sob pena de rejeição.
§ 4º - Revogado pela Res./TSE n.º 22.086, de 20.09.2005
§ 5º - Constatada a ocorrência de dupla filiação, após a devida instrução, o
chefe de cartório dará ciência ao Juiz que, de imediato, declarará a
nulidade de ambas, determinando comunicação aos partidos interessados e
ao eleitor (Lei n.º 9.096/95, art. 22, parágrafo único).
§ 6º - A prova de filiação partidária, inclusive com vistas à candidatura a
cargo eletivo, será feita com base na última relação de eleitores recebida e
armazenada no Sistema de Filiação Partidária.
§ 7º - Se a relação de filiados não for remetida nos prazos mencionados
neste artigo, permanecerá inalterada a filiação de todos os eleitores,
constante da relação remetida anteriormente (Lei n.º 9.096/95, art. 19, § 1º).
§ 8º - Os prejudicados por desídia ou má-fé dos dirigentes partidários
poderão requerer, diretamente ao Juiz Eleitoral da Zona, que intime o
partido para que cumpra, sob pena de desobediência, no prazo que fixar,
não superior a dez dias o que prescreve o caput deste artigo (Lei n.º
9.096/95, art. 19, § 2º).
Parágrafos 1º; 7º e 8º com redação dada pela Res./TSE n.º 21.577, de
02.12.2003
Caput e parágrafos 2º, 3º, 5º,e 6º com redação dada pela Res./TSE º
22.086 de 20.09.2005

Art. 37 - É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, com


vistas a candidaturas a cargos eletivos, prazo de filiação partidária superior
ao previsto no art. 35 destas Instruções, não podendo alterá-lo no ano em
que se realizarem eleições (Lei n.º 9.096/95, art. 20, caput e parágrafo
único).

Art. 38 - Para desligar-se do partido, o filiado fará comunicação escrita ao


respectivo órgão de direção municipal, enviando cópia ao Juiz Eleitoral da
Zona em que for inscrito, para que seja excluído da última relação de

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filiados arquivada no sistema de filiação partidária (Lei n.º 9.096/95, art. 21,
caput).
Redação dada pela Res./TSE n.º 22.086, de 20.09.2005

Parágrafo único - Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação


ao partido, o vínculo tornar-se-á extinto, para todos os efeitos (Lei n.º
9.096/95, art. 21, parágrafo único).

Art. 39 - O cancelamento imediato da filiação partidária verificar-se-á nos


casos de :
I - morte;
II - perda dos direitos políticos;
III - expulsão;
IV - outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao
atingido no prazo de quarenta e oito horas da decisão (Lei n.º 9.096/95, art.
22, I a IV).
Parágrafo único - O eleitor que se filiar a outro partido deverá comunicar ao
órgão de direção municipal do partido anterior e ao Juiz de sua respectiva
Zona Eleitoral, solicitando o cancelamento da sua filiação; se não o fizer no
dia imediato ao da nova filiação, ficará configurada dupla filiação, sendo
ambas consideradas nulas para todos os efeitos (Lei n.º 9.096/95, art. 22,
parágrafo único).

Art. 40 - Na hipótese de transferência de domicílio eleitoral, o filiado deverá


fazer comunicação ao órgão de direção municipal do partido, a fim de que
seja excluído da sua relação de filiados, cabendo a este fazer idêntica
comunicação ao órgão partidário do novo município, objetivando a sua
inclusão.”

 Resolução TSE n.º 21.574/2003

“RESOLUÇÃO N.º 21.574


(27.11.2003)

PROCESSO ADMINISTRATIVO N.º 19.096 - CLASSE 19ª - DISTRITO


FEDERAL (Brasília).

Relator: Ministro Barros Monteiro.


Interessada: Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.

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Ementa:
Dispõe sobre o Sistema de Filiação Partidária e dá outras providências.

O Tribunal Superior Eleitoral, no uso de suas atribuições, diante do disposto


no art. 61 da Lei n.º 9.096, de 19 de setembro de 1995,
Considerando a previsão legal de arquivamento pela Justiça Eleitoral de
informações relativas a filiação partidária (Lei n.º 9.096/95);
Considerando a necessidade de implantação de nova sistemática de
anotação de filiação partidária em virtude das dificuldades encontradas
pelas zonas eleitorais para controlar os registros de filiações comunicadas
pelos partidos, com base nas relações encaminhadas ou nas informações
constantes do cadastro;

RESOLVE:

Art.1º - O Sistema de Filiação Partidária desenvolvido pela Secretaria de


Informática do Tribunal Superior Eleitoral será utilizado em todas as zonas e
tribunais eleitorais do país, para anotação das filiações partidárias a que se
refere o art. 19 da Lei n.º 9.096/95.
Redação dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005

Art. 2º - Os dados inseridos no Sistema de Filiação Partidária terão por


base as informações fornecidas pelos partidos políticos e por seus próprios
filiados.

Art. 3º - Os partidos políticos, para cumprimento do disposto no art. 19 da


Lei n.º 9.096/95, deverão utilizar o “Módulo Partido” do Sistema de Filiação
Partidária, colocado à disposição pela Secretaria de Informática do Tribunal
Superior Eleitoral desenvolvido com a finalidade de auxiliar na elaboração
das listagens de seus filiados.
Caput com redação dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005

Parágrafo único. A Secretaria de Informática do Tribunal Superior Eleitoral


colocará à disposição de todos os partidos políticos o Sistema de Filiação
Partidária e indicará o leiaute do arquivo a ser encaminhado à Justiça
Eleitoral àqueles que dispuserem de sistemas próprios de controle de
filiação.

Art. 4º - Encerrado o período de entrega das relações pelos partidos, o


cartório eleitoral enviará os dados ao Tribunal Superior Eleitoral para análise
e identificação de irregularidades, o que ocorrerá no prazo de sete dias.
Caput com redação dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005

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§ 1º Ao final do processamento, em nível nacional, as irregularidades
detectadas serão colocadas, via sistema, à disposição dos cartórios
eleitorais, para comunicação aos partidos, que poderão saná-las, no prazo
de dez dias, mediante entrega de nova listagem completa de seus filiados.
§ 2º As correções apresentadas pelos partidos serão recebidas no sistema
pelo cartório eleitoral, após o que a Secretaria de Informática do TSE
providenciará no prazo de sete dias o cruzamento das informações visando
à identificação de duplicidades de filiação.
Redação dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005
§ 3º Durante o período compreendido entre o início do prazo para
encaminhamento das relações pelos partidos e a análise e identificação de
irregularidades pelo Tribunal Superior Eleitoral, não será possível a
emissão, pelo sistema, de certidões de filiação, cabendo ao cartório
providenciá-las com base nas informações de que dispuser.

Art. 4º - A - Determinado pelo juiz eleitoral, a partir de reclamação de filiado,


ao partido que, por desídia ou má-fé, deixou de incluir seu nome na última
relação, o cumprimento do que dispõe o caput do art. 19 da Lei n.º
9.096/95, o processamento da nova relação atualizada ocorrerá no último
dia útil dos meses pares, excetuados os de abril e outubro.
Artigo acrescido dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005

Art. 5º - As desfiliações comunicadas pelos próprios eleitores, consoante


prevê o art. 21 da Lei n.º 9.096/95, deverão ser registradas na relação
correspondente arquivada no sistema de filiação partidária.

Art. 6º - A comunicação obrigatória do eleitor que se filia a outro partido ao


juiz eleitoral da zona em que é inscrito, com a finalidade de cancelamento
da filiação anterior, recebida no cartório até o dia imediato ao da nova
filiação, ensejará o correspondente registro de desfiliação na última relação
do partido, anteriormente arquivada no sistema.
§ 1º Quando a comunicação de que trata o caput for recebida no cartório
após o dia imediato ao da nova filiação, o sistema alterará a situação da
filiação anotada para o partido anterior, que passará a figurar como sub
judice, e gerará comunicação da ocorrência relativa à duplicidade de
filiações, nos termos do art. 22, parágrafo único, da Lei n.º 9.096/95, a ser
imediatamente submetida ao juiz eleitoral para decisão após a instrução
que ordenar.
Redação dada pela Res./TSE n.º 22.085, de 23.09.2005.

§ 2º Declarada a nulidade, o juiz eleitoral determinará o registro pertinente


no sistema e a comunicação aos partidos interessados e ao eleitor.

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Art. 7º - Revogado pela Res./TSE n.º 22.085, de 20.09.2005.

Art. 8º - Revogado pela Res./TSE n.º 22.085, de 20.09.2005.

Art. 9º - As filiações efetuadas perante órgãos de direção nacional ou


estadual, quando admitidas pelo estatuto do partido, deverão ser
comunicadas aos diretórios municipais correspondentes à zona de inscrição
do eleitor, com a finalidade de serem comunicadas ao juiz eleitoral nos
períodos previstos em lei.

Art. 10 - Revogado pela Res./TSE n.º 22.085, de 20.09.2005.

Art. 11 - Esta resolução entra em vigor nesta data, revogadas as


disposições em contrário.

Ministro Sepúlveda Pertence, presidente - Ministro Barros Monteiro, relator -


Ministra Ellen Gracie - Ministro Marco Aurélio - Ministro Fernando Neves -
Ministro Luiz Carlos Madeira.

Sala de Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.


Brasília, 27 de novembro de 2003.”

 Subitem 4.4.3 e itens 16 a 18 da Parte II, Título V das Normas de


Serviço desta Corregedoria.

“..........................................................................................................
..........................................................................
4.4.3. Em caso de recebimento de segunda listagem relativa ao
mesmo partido, deverá ser confeccionado recibo manualmente, não
se inserindo a segunda listagem no sistema ELO, devendo os
representantes dos diretórios envolvidos ser notificados para, no
prazo de 24 horas, sanarem a divergência, inclusive para o diretório
regional ou nacional informar, por escrito, se faz a entrega em
nome do partido e se a listagem contém TODOS os seus filiados no
município. Na ausência de manifestação ou acordo entre os
diretórios, permanecerão no sistema as informações contidas na
primeira listagem recebida.
.................................................”

“..................................................................................................................
..........................................................................

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16. Encerrado o prazo de 7 dias para o recebimento das listas
corrigidas no sistema ELO, o Tribunal Superior Eleitoral procederá a uma
verificação das correções apresentadas pelos partidos, visando
identificar eventuais duplicidades de filiações.

17. Ao término dessa verificação, as duplas filiações detectadas


serão colocadas, via sistema ELO, à disposição dos cartórios eleitorais,
que deverão adotar as providências constantes do roteiro que segue,
para sua regularização.