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ASSUNTO

ÍNDICE

PÁGINA

Prefácio

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Introdução

04

Capítulo I Religião e Etmologia

05

Conceito de Religião

06

Características das Religiões Estudo da Religião

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Capítulo II Seicho-no-Ie

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Capítulo III Budismo

11

Capítulo IV Hinduismo

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Capítulo V Hislamismo

13

Capítulo VI Judaísmo

15

Capítulo VII Cristianismo

17

Capítulo VIII Aristóteles

19

Capítulo IX Platão

20

Capítulo X Sócrates

21

Capítulo XI Filosofia

22

Capítulo XII Allan Kardec

25

Capítulo XIII Tantra Yoga

26

Capítulo XIV Reiki

28

Capítulo XV Candomblé

30

Capítulo XVI Racionalismo Cristão

35

Capítulo XVII – A Fé Bahá‘i

41

Capítulo XVIII Alguns resumos de religiões não citadas

49

Capítulo XIX Livros Sagrados da Humanidade

59

Capítulo XX Maçonaria

70

Capítulo XXI A Grande Fraternidade Branca

75

Capítulo XXII Religião Messiânica

82

Capítulo XXIII Conclusão O momento de mudar

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PREFÁCIO

Hoje com mais de 60 anos de idade, com muita luta adquiri pouca estabilidade financeira e algumas preocupações pela frente. Mas estou feliz. Feliz porque pude parar e refletir o que foi minha vida, o que poderá ser e a certeza que vida nos dá, é uma só, a morte. Portanto, quando nos conscientizamos que a palavra morte existe, devemos viver sempre em consonância com Deus, viver a sua Verdade Absoluta. Porque quem pensa que

a morte liberta e acaba tudo se engana, pois é morrendo que vivemos para a

Vida Eterna. E se quisermos no mundo espiritual, trilharmos o caminho de fé, bondade e claridade, devemos viver, a vida sempre com a preocupação de agradar a Deus, pois só assim encontraremos a verdadeira Felicidade.

E baseada nesta experiência de vida que resolvi escrever esse livro

tentando passar para o leitor meus sofrimentos, alegrias, desilusões, amarguras

e como conseguir com sabedoria viver principalmente em paz, pois somente a

paz dá a certeza de que você não viveu em vão. Começo a contar o porquê do meu narcisismo. E como fui sentindo a necessidade de mudar. Hoje já chegando à terceira idade, talvez não tenha conseguido tesouros, enriquecer, nada material, mas tenho certeza que estou acumulando tesouros no mundo espiritual. Os espiritualistas crêem que ―Espírito precede matéria‖. Devemos viver com este conceito para que possamos obter uma vida sem ―Conflitos‖, ―Doença‖ e ―Pobreza‖. Por isso adquiri uma ―Nova Visão‖ para ser Feliz. Tenho certeza que quando cada ser humano entender e tentar mudar para essa visão, a humanidade realmente viverá em um paraíso, onde foi profetizado por Cristo – ―O Reino dos Céus‖, ―O Mundo de Miroku‖ anunciada por Buda; ―A Agricultura Justa‖ proclamada por Nitiren; e o ―Pavilhão da Doçura‖ idealizado pela Igreja Tenrikyo e o Paraíso Terrestre pela Messiânica têm o mesmo significado.

A diferença é que não se fez indicação de tempo. É a hora da

―Destruição da Lei‖, prevista por Buda, e do ―Fim do Mundo‖ ou ―Juízo Final‖, profetizado por Cristo. Nessa minha experiência de vida, adquiri uma nova filosofia que me mostrou o verdadeiro caminho. Ultrapassar a grande fase de

transição significa ser aprovado no exame divino, a Fé e o Amor por Deus são os únicos caminhos para obtermos aprovação.

No tempo de Buda e Jesus Cristo o mundo se encontrava em trevas, pois

o predominante era a Lua, uma era da noite, ela tem luz, mas não o suficiente

para que as pessoas daquela época vissem a verdade de Deus, por isso esses grandes mestres não conseguiram salvar a humanidade. Agora estamos na Era da Transição, isto é, o mundo das trevas está acabando e está chegando o mundo da Luz onde o elemento sol trará a claridade suficiente para que mais nada fique oculto e que todos possam cada vez mais enxergar a verdade absoluta de DEUS SUPREMO, independente de religião, pois DEUS não tem religião ele está em todas, e religião quem criou foram os homens. Explico a

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origem das religiões, e de onde provém a palavra Deus. E tudo que encontrei foi exatamente o que foi dito anteriormente Deus Supremo não tem religião ele está em todas. Portanto, qualquer religião que leve no caminho de DEUS e que a pessoa pratique seus ensinamentos das escrituras sagradas, que não estão somente na Bíblia, mas também em muitos outros livros de mestres enviados por Deus, um em cada época para determinar o caminho, a verdade e a vida, com certeza estará trilhando o caminho da salvação para se tornar um ser paradisíaco e divino, finalmente passará pelo Juízo Final profetizado por Jesus Cristo e viverá o Reino do Céu na Terra, conseqüentemente encontrando a tão esperada felicidade eterna. Tudo que eu li sobre religiões, filosofias de vida, etc. Vou tentar transmitir, incentivando a todos a prática de ações. Começarei com a Seisho-No-Ie (religião derivada do Japão), Budismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, Cristianismo, Aristóteles, Platão, Sócrates, Filosofia, Allan Kardec, Tantra, Yoga, Reiki, Candomblé, Racionalismo-Cristão, Fé Bahái, resumos de algumas religiões não muito conhecidas, Maçonaria, Fraternidade Branca e por fim a Messiânica (outra religião derivada do Japão). Todas essas religiões, filosofias e ciências sociais nos levam a Deus e a fé. Ao autoconhecimento e a meditação. Só não será feliz quem não quiser.

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Ana de Jesus

INTRODUÇÃO

Quando nasci, meu pai tinha quase cinqüenta e um anos e já era avô, porque tinha dois filhos de sua primeira esposa e estes já eram casados, portanto, eu sou mais nova do que minhas sobrinhas. Minha mãe sua segunda esposa, muito mais nova do que ele teve cinco filhos, e sou a caçula dos dois. Fui criada com muito carinho e amor por parte de todos, inclusive de meus irmãos, até porque eles muito mais velhos do que eu, sentiam talvez, um pouco mãe e pai meus. Fui crescendo muito mimada e com isso me tornei um pouco teimosa e uma visão destorcida em relação à vida, mas não em relação ao próximo, pois minha principal característica - o altruísmo, desde nova já sabia bem o significado da palavra e praticava bem. Muito amiga de todos que me rodiavam, procurando sempre trazer alegria e felicidade ao meu próximo (a quem eu gostava) com palavras, gestos e principalmente muito amor. Mesmo sendo altruísta não foi o suficiente para que eu não deixasse de sofrer pelo minha visão em relação à vida, sendo um pouco narcisista. Achava que por ter bondade no coração eu seria a palmatória do mundo

e tudo que aparentemente opusesse aos meus conceitos ou que estava errado eu queria consertar com o que pensava que era senso de justiça. Felizmente,

com o tempo fui vendo que tudo que eu conseguia com o fruto do meu trabalho, de sacrifícios, eu perdia a metade. Fui tendo consciência das coisas, então parti para a mudança. Como mudar? Como ser feliz? Como levar a vida com

sabedoria?

O primeiro passo: fazer uma reflexão, auto-análise, principalmente

escutar a opinião do próximo em relação a você. Ficaremos com as coisas boas

e as ruins deixaremos de lado ou as usaremos para nosso aprendizado, ou seja,

usaremos como experiência para não errarmos no futuro, novamente. Há pessoas que só aprendem com os seus próprios erros, que são os inocentes, mas existem pessoas, que não aprendem nem com os próprios erros, são chamados de arrogantes. Por isso devemos sempre ter um equilíbrio para o nosso aprimoramento. O segundo passo: procurar ler, filosofias de vidas, religiões, tudo sobre Deus. Acreditar realmente que existe uma força superior no espaço, no Cosmo, o nome não importa, o que importa é saber que realmente Deus existe e termos fé Nele. E, baseado nesta filosofia que realmente nós podemos aceitar a vida como um todo, realmente como ela é, nos adaptando a vida, e não como gostaríamos que fosse, pois assim não teremos desilusões, ficaremos sempre de cabeça erguida e principalmente preparados para enfrentarmos qualquer situação que a vida nos prepara. Então parti para mudança, quis saber sobre conceitos de religiões e tudo que há no Universo chamado DEUS SUPREMO. Pois só poderia entrar para uma religião quando tivesse certeza realmente do que queria, pois havia sido criada dentro do catolicismo que nunca me encantou e nem nunca pude afirmar

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que foi minha religião, apesar de ter feito 1ª Comunhão, Crisma e o meu primeiro casamento também na Igreja Católica. Eu acredito em Cristo, mas senti que alguma força maior do que o Universo Católico havia. Freqüentei o candomblé onde obtive muito conhecimento e aprendi também que o mundo espiritual é fascinante. Por isso tornei-me estudiosa para saber a religião que realmente eu queria e sentia necessidade de ter. Entrei para uma religião oriental, a Messiânica, pois ela se diz uma ultra- religião. Como ainda não conhecia muito sobre todas as outras acreditei e ainda acredito por tudo que estudo dela e por ser membro há muitos anos, pois o que me fascina nela e faz toda a diferença e a ministração do Johrei. Por conseguinte, antes de falar um pouco de cada religião descobri o verdadeiro sentido de religião segundo fontes, e descendências do termo, a qual estudei. A seguir descrevo rapidamente sobre o assunto e depois descreverei também resumidamente todas as religiões que aprendi até chegar à conclusão que seria Messiânica. CAPÍTULO I

RELIGIÃO

Pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino e sagrado, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.

ETMOLOGIA

A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religio, mas

desconhece-se ao certo que relações estabelecem religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.

A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da

Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia

à correta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído

por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime

a idéia de uma lei divina e eterna. Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o caráter repetitivo do fenômeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar,

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argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De Vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados. Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.

CONCEITO DE RELIGIÃO

Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças

e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito

diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica

em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.

A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social. Atentem, por exemplo, às perseguições do Partido Comunista Chinês à seita Falun Gong. O Partido não quer que o povo chinês preste lealdade a nenhum outro grupo ou organização exceto o Partido Comunista Chinês. A idéia de religião com muita freqüência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, elementares, semideuses, etc. Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos

de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

Ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus e da

a

veracidade

existência de deus e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de

provas favoráveis ou contrárias. Deísmo é a crença num deus que só pode ser conhecido através da razão, e não da fé e revelação. Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma

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de

qualquer

religião

teísta.

Agnosticismo

é

a

dúvida

sobre

característica de uma religião). É o caso do budismo (uma religião e filosofia baseada nos ensinamentos deixados por Siddhartha Gautama, o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. na Índia), do confucionismo (vem de Confúcio, filósofo chinês que teve seus ensinamentos seguidos por mais de 3000 anos) e do taoísmo (uma escola de pensamento filosófico chinês, baseados nos textos de Tão Te Ching atribuídos ao Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse). Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico (é um termo que tem sido usado nos últimos trinta anos para descrever uma visão de mundo com a convicção em dogmas, ideologias, tradições, políticas, na fé, misticismo, história, conduta ética e a busca constante pela verdade objetiva) e o Unitário Universalismo. As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus. Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo:

judaísmo (só acredita em Deus Supremo e tem seu livro o Tora), cristianismo (baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo, o filho de Deus e portanto o Deus Supremo) e Islão juntos agregam um terço dos seres humanos e maioria do mundo ocidental. A Fé Bahá'í é um segmento religioso monoteísta, é uma religião mundial e independente fundada por Bahá'u'lláh (1817-1892), possui suas próprias leis e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, atual Irã em 1844, significa ―Gloria‖, ―Glória de Deus‖ ou ―Esplendor‖. De acordo com os ensinamentos bahá'ís, todas as religiões são provenientes da Vontade de um único Deus, e Sua revelação obedece ao desenvolvimento espiritual da humanidade. Ou seja, a cada época Deus educa os Homens através de seus Manifestantes / Profetas conforme evolui a humanidade. O tema central da mensagem de Bahá'u'lláh é o conceito de que a humanidade representa uma única raça e que é chegado o dia de sua unificação em uma única sociedade global. A Fé Bahá'í não possui dogmas (é a religião que não admite contestações, o Cristianismo), rituais (é uma ação simbólica acionada por cânticos, danças repetitivas, recitações, manipulação de objetos sagrados, etc), clero (todo o extrato social associado ao culto religioso, nomeadamente o cristão tem o desempenho de um papel de relevância) ou sacerdócio (as funções sagradas como o serviço de culto, a oferta de sacrifícios ou o ministério da palavra - são exercidas por aqueles que receberam esse privilégio).

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CARACTERÍSTICAS DAS RELIGIÕES

Embora cada religião apresente elementos próprios, é também possível estabelecer uma série de elementos comuns às várias religiões e que podem permitir uma melhor compreensão do fenômeno religioso. As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é talvez a narrativa do Gênesis (é o primeiro livro da Bíblia. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés) na tradição judaica e cristã. Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no budismo, onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no islão, em que Muhammad (Maomé em árabe) recebeu a revelação do Alcorão (é o livro sagrado do islão, mulçumanos) de Deus (Supremo, elementos, Terra, Água, Ar e Fogo). As religiões tendem igualmente a sacralizar determinados locais. Os motivos para essa sacralização são variados, podendo estar relacionados com determinado evento na história da religião (por exemplo, a importância do Muro das Lamentações lugar mais sagrado do judaísmo, onde os judeus vão orar e depositar seus desejos por escrito) ou porque a esses locais são associados acontecimentos miraculosos (santuários católicos de Fátima ou de Lourdes). Na antiga religião grega, os templos não eram locais para a prática religiosa, mas sim locais onde se acreditava que habitava a divindade, sendo por isso sagrados. As religiões estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interação com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia. Algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados (Shabat no judaísmo ou o Domingo no cristianismo). As religiões propõem festas ou períodos de jejum e meditação que se desenvolvem ao longo do ano.

O ESTUDO DA RELIGIÃO

As primeiras reflexões sobre a religião foram feitas pelos antigos Gregos e Romanos. Xenofonte (soldado mercenário e discípulo de Sócrates) relativizou o fenômeno religioso, argumentando que cada cultura criava deuses à sua semelhança. O historiador grego Heródoto descreveu nas suas Histórias as várias práticas religiosas dos povos que encontrou durante as viagens que efetuou. Confrontado com as diferenças existentes entre a religião grega e a religião dos outros povos, tentou identificar alguns deuses das culturas estrangeiras com os deuses gregos. O sofista (são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda) Protágoras declarou desconhecer se os deuses existiam ou não, posição que teve como conseqüências a sua expulsão de Atenas e o queimar de toda a sua obra. Crítias

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(não se tem definição certa) defendeu que a religião servia para disciplinar os seres humanos e fazer com que estes aderissem aos ideais da virtude e da justiça. Júlio César (líder militar e político na república romana) e o historiador e cônsul Tácito descreveram nas suas obras as práticas religiosas dos povos que encontraram durante as suas conquistas militares. Nos primeiros séculos da era atual, os autores cristãos produziram reflexões em torno da religião fruto dos ataques que experimentaram por parte dos autores pagãos. Estes criticavam o fato desta religião ser recente quando comparada com a antiguidade dos cultos pagãos. Como resposta a esta alegação, Eusébio de Cesareia (Bispo de Cesareia e considerado pai da História Grega) e Agostinho de Hipona mostraram que o cristianismo se inseria na tradição das escrituras hebraicas, que relatavam a origem do mundo. Para os primeiros autores cristãos, a humanidade era de início monoteísta, mas tinha sido corrompida pelos cultos politeístas que identificavam como obra de Satanás (termo do hebraico acusador, do árabe hostil, mas nas religiões judaico-cristãs são considerados encarnação do mal). Durante a Idade Média, os pensadores do mundo muçulmano revelaram um conhecimento mais profundo das religiões que os autores cristãos. Na Europa, as viagens de Marco Pólo permitiram conhecer alguns aspectos das religiões da Ásia, porém a visão sobre as outras religiões era limitada: o judaísmo era condenado pelo fato dos judeus terem rejeitado Jesus como messias e o islão era visto como uma heresia (qualquer doutrina cristã contrária aos dogmas da igreja católica).

O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que procurava

reviver os moldes da Antiguidade. Assim sendo, os antigos deuses dos gregos e dos romanos deixaram de ser vistos pela elite intelectual e artística como demônios, sendo representados e estudados pelos artistas que os representavam. Nicolau de Cusa (escritor antigo) realizou um estudo comparado entre o cristianismo e o islão em obras como De pace fidei e Cribatio Alcorani.

Em Marcílio Ficino encontra-se um interesse em estudar as fontes das diferentes religiões; este autor via também uma continuidade no pensamento religioso. Giovanni Pico della Mirandola (filósofo e humanista do renascimento italiano) interessou-se pela tradição mística do judaísmo, a Cabala (sistema religioso filosófico que investiga a natureza divina).

As descobertas e a expansão européia pelos continentes tiveram como

conseqüência a exposição dos europeus as culturas e religiões que eram muito diferentes das suas. Os missionários cristãos realizaram descrições das várias religiões, entre as quais se encontram as de Roberto de Nobili e Matteo Ricci, jesuítas que conheceram bem as culturas da Índia e da China, onde viveram durante anos. Em 1724 Joseph François Lafitau, um padre jesuíta, publicou a obra Moeurs des sauvages amériquains comparées aux moeurs des premiers temps na qual comparava as religiões dos índios, a religião da Antiguidade Clássica e o catolicismo, tendo chegado à conclusão de que estas religiões derivavam de uma religião primordial.

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Nos finais do século XVIII e no início do século XIX parte importante dos textos sagrados das religiões tinha já sido traduzidos nas principais línguas européias. No século XIX ocorre também a estruturação da antropologia (baseada no estudo do homem) como ciência, tendo vários antropólogos se dedicado ao estudo das religiões dos povos tribais. Nesta época os investigadores refletiram sobre as origens da religião, tendo alguns defendido um esquema evolutivo, no qual o animismo (manifestação religiosa que atribui a todos os elementos do cosmos, da natureza dos seres vivos e dos fenômenos naturais) era a forma religiosa primordial, que depois evoluía para o politeísmo (religião que acredita em vários deuses) e mais tarde para o monoteísmo (religião que acredita em só Deus).

CAPÍTULO II

(religião que acredita em só Deus). CAPÍTULO II O que é a Seicho-No-Ie É um ensinamento

O que é a Seicho-No-Ie É um ensinamento de amor que prega que o ser humano é filho de Deus, que o mundo da matéria é projeção da mente e, também, nos revela qual é a nossa verdadeira natureza. É uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus.

Ano de Fundação Fundada por Masaharu Taniguchi, em 1° de março de 1930, no Japão.

Quem foi Masaharu Taniguchi

Dentre os líderes espirituais do Japão, Masaharu Taniguchi é um dos mais conhecidos e influentes. Através de suas preleções, livros, artigos, etc, atinge milhões de pessoas. Suas mensagens são simples, objetivas e capazes de modificar vidas.

Seicho Taniguchi Atualmente, o professor Seicho Taniguchi é o maior responsável pela Seicho-No-Ie em sua função de Supremo Presidente da Seicho-No-Ie.

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A SEICHO-NO-IE é Religião ou Filosofia?

A Seicho-No-Ie pode ser considerada uma filosofia de vida e também

uma religião, não há rigidez de conceito neste sentido. Ela tem como objetivo despertar no coração das pessoas a verdade de que todos são filhos de Deus e fazer com que, através de atos, palavras e pensamentos, tornemos este mundo um mundo melhor.

A felicidade de quem pratica Aqueles que praticam os ensinamentos da Seicho-No-Ie aprendem a reconhecer sua verdadeira natureza de filho de Deus e, em conseqüência disso, começam então a ocorrer fatos milagrosos como a cura de doenças, reconciliação de lares em desarmonia, exteriorização de grandes talentos, êxito profissional, solução de problemas econômicos e amorosos etc.

Para quem já tem uma religião Existem pessoas que, mesmo já sendo adeptas de uma religião e freqüentando assiduamente suas atividades, sentem-se muito bem e felizes ao entrar em contato com os ensinamentos da Seicho-No-Ie, que por sua vez recebe, com muito amor e carinho, todas as pessoas, sem nenhuma restrição.

CAPÍTULO III

BUDISMO

as pessoas, sem nenhuma restrição. CAPÍTULO III BUDISMO Estátua de Buddha Shakyamuni Origem do budismo O

Estátua de Buddha Shakyamuni

Origem do budismo

O budismo não é só uma religião, mas também uns sistemas éticos e

filosóficos, originários da região da Índia. Foi criado por Sidarta Gautama (563? - 483 a.C.?), também conhecido como Buda. Este criou o budismo por volta do século VI a.C. Ele é considerado pelos seguidores da religião como sendo um guia espiritual e não um Deus. Desta forma, os seguidores podem seguir normalmente outras religiões e não apenas o budismo.

O início do budismo está ligado ao hinduísmo, religião na qual Buda é

considerado a encarnação ou avatar de Vishnu (responsável pela manutenção do universo). Esta religião teve seu crescimento interrompido na Índia a partir do século VII, com o avanço do islamismo e com a formação do grande império árabe. Mesmo assim, os ensinamentos cresceram e se espalharam pela Ásia.

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Em cada cultura foi adaptado, ganhando características próprias em cada

Os ensinamentos, a filosofia e os princípios Os ensinamentos do budismo têm como estrutura a idéia de que o ser humano está condenado a reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material. O que a pessoa fez durante a vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente. Esta idéia é conhecida como carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim das reencarnações. Para os seguidores, ocorre também a reencarnação em animais. Desta forma, muitos seguidores adotam uma dieta vegetariana. A filosofia é baseada em verdades: a existência está relacionada à dor, a origem da dor é a falta de conhecimentos e os desejos materiais. Portanto, para superar a dor deve-se antes se livrar da dor e da ignorância. Para livrar-se da dor, o homem tem oito caminhos a percorrer: compreensão correta, pensamento correto, palavra, ação, modo de vida, esforço, atenção e meditação. De todos os caminhos apresentados, a meditação é considerada o mais importante para atingir o estado de nirvana. A filosofia budista também define cinco comportamentos morais a seguir:

não maltratar os seres vivos, pois eles são reencarnações do espírito, não roubar, ter uma conduta sexual respeitosa, não mentir, não caluniar ou difamar, evitar qualquer tipo de drogas ou estimulantes. Seguindo estes preceitos básicos, o ser humano conseguirá evoluir e melhorará o carma de uma vida seguinte.

CAPÍTULO IV

HINDÚISMO

o carma de uma vida seguinte. CAPÍTULO IV HINDÚISMO Shiva: deusa hindu criadora da Ioga Principal

Shiva: deusa hindu criadora da Ioga

Principal religião da Índia, o Hinduísmo é um tipo de união de crenças com estilos de vida. Sua cultura religiosa é a união de tradições étnicas. Atualmente é a terceira maior religião do mundo em número de

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seguidores. Tem origem em aproximadamente 3000 a.C na antiga cultura Védica.

O Hinduísmo da forma que o conhecemos hoje é a união de diferentes

manifestações culturais e religiosas. Além da Índia, tem um grande número de seguidores em países como, por exemplo, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka e Indonésia. Aqueles que seguem o Hinduísmo devem respeitar as coisas antigas e a tradição; acreditar nos livros sagrados; acreditar em Deus; persistir no sistema das castas (determina o status de cada pessoa na sociedade); ter conhecimento da importância dos ritos; confiar nos guias espirituais e, ainda, acreditar na existência de encarnações anteriores.

O nascimento de uma pessoa dentro de uma casta é resultado do karma

produzido em vidas passadas. Somente os brâmanes, pertencentes às castas "superiores" podem realizar os rituais religiosos hindus e assumir posições de autoridade dentro dos templos. Os hindus são politeístas (acreditam em vários deuses). São os principais: Brahma (representa a força criadora do Universo); Ganesa (deus da sabedoria e sorte); Matsya (aquele que salvou a espécie humana da destruição); Sarasvati (deusa das artes e da música); Shiva (criadora da Ioga), Vishnu (responsável pela manutenção do Universo).

CAPÍTULO V

ISLAMISMO

pela manutenção do Universo). CAPÍTULO V ISLAMISMO Caaba na cidade de Meca : local sagrado dos

Caaba na cidade de Meca : local sagrado dos muçulmanos

Introdução

A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a

segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. A religião muçulmana é monoteísta, ou seja, tem apenas um Deus: Alá. Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.

Vida do profeta Maomé Muhammad (Maomé) nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes passou parte da juventude viajando com os

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pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais. Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano. Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica.

Reconhecido como líder religioso e profeta faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.

Livros Sagrados e doutrinas religiosas

O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o

profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (sutras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no

relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão. Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.

A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres

e feitos do profeta Maomé.

Preceitos religiosos

A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao

comportamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve: crer em Alá como seu único Deus; fazer cinco orações diárias curvado em direção a Meca; pagar o zakat (contribuição para ajudar os pobres); fazer jejum no mês de Ramadã e peregrinar para Meca pelo menos uma vez na vida. Faz parte ainda a jidah que é a Guerra Santa, cujo objetivo é reformar o mundo e difundir os princípios do islã. A jidah, porém, não é aceita por todos os muçulmanos.

Locais sagrados Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.

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Divisões do Islamismo Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais: sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia. CAPÍTULO VI

JUDAISMO

própria interpretação da Sharia. CAPÍTULO VI JUDAISMO Tora : livro sagrado do judaísmo Introdução O judaísmo

Tora : livro sagrado do judaísmo

Introdução O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal à existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida. Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.

Conhecendo a história do povo judeu A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta, num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem às doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã. Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da

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vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo. Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Os livros sagrados dos judeus A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá: Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Rituais e símbolos judaicos Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.

do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços. Memorá: candelabro sagrado Entre os rituais, podemos

Memorá: candelabro sagrado Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 anos de

idade) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos

e a Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos de idade). Os homens judeus

usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das

orações. Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e

o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

As Festas Judaicas As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro. Páscoa (Pessach) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC. Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.

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Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico. Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito. Sucót - refere-se à peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito. Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém. Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

CAPÍTULO VII

CRISTIANISMO

dos Dez Mandamentos a Moisés. CAPÍTULO VII CRISTIANISMO JESUS CRISTO Introdução A religião cristã surgiu na

JESUS CRISTO

Introdução A religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I. Essa região estava sob domínio do Império Romano neste período. Criada por Jesus espalhou-se rapidamente pelos quatro cantos do mundo, se transformando atualmente na religião mais difundida. Jesus foi perseguido pelo Império Romano, a pedido do imperador Otávio Augusto (Caio Júlio César Otaviano Augusto), pois defendia idéias muito contrárias aos interesses vigentes. Defendia a paz, a harmonia, o respeito um único Deus, o amor entre os homens e era contrário à escravidão. Enquanto isso, os interesses do império eram totalmente contrários. Atualmente, encontramos três ramos do cristianismo: catolicismo, protestantismo e Igreja Ortodoxa.

Doutrina Cristã De acordo com a fé cristã, Deus mandou ao mundo seu filho para ser o salvador (Messias) dos homens. Este seria o responsável por divulgar a palavra de Deus entre os homens. Foi perseguido, porém deu sua vida pelos homens. Ressuscitou e foi para o céu. Ofereceu a possibilidade da salvação e da vida eterna após a morte, a todos aqueles que acreditam em Deus e seguem seus mandamentos.

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A principal idéia, ou mensagem, da religião cristã é a importância do

amor divino sobre todas as coisas. Para os cristãos, Deus é uma trindade

formada por pai (Deus), filho (Jesus) e o Espírito Santo.

O Messias (Salvador para os cristãos) Jesus nasceu na cidade de Belém, na região da Judéia. Sua família era muito simples e humilde. Por volta dos 30 anos de idade começa a difundir as idéias do cristianismo na região onde vivia. Desperta a atenção do imperador romano Julio César, que temia o aparecimento de um novo líder numa das regiões dominadas pelo Império Romano. Em suas peregrinações, começa a realizar milagres e reúne discípulos e apóstolos por onde passa. Perseguido e preso pelos soldados romanos foi condenado à morte por não reconhecer a autoridade divina do imperador. Aos 33 anos, morreu na cruz e foi sepultado. Ressuscitou no terceiro dia e apareceu aos discípulos dando a eles a missão de continuar os ensinamentos.

Difusão do cristianismo

Os ideais de Jesus espalharam-se rapidamente pela Ásia, Europa e África, principalmente entre a população mais carente, pois eram mensagens de paz, amor e respeito. Os apóstolos se encarregaram de tal tarefa.

A religião fez tantos seguidores que no ano de 313, da nossa era, o

imperador Constantino concedeu liberdade de culto. No ano de 392, o cristianismo é transformado na religião oficial do Império Romano. Na época das grandes navegações (séculos XV e XVI), a religião chega até a América através dos padres jesuítas, cuja missão era catequizar os indígenas.

A Bíblia

O livro sagrado dos cristãos pode ser dividido em duas partes: Antigo e

Novo Testamento. A primeira parte conta à criação do mundo, a história, as tradições judaicas, as leis, a vida dos profetas e a vinda do Messias. No Novo Testamento, escrito após a morte de Jesus, fala sobre a vida do Messias, principalmente.

Principais festas religiosas Natal: celebra o nascimento de Jesus Cristo (comemorado todo 25 de dezembro). Páscoa: celebra a ressurreição de Cristo. Pentecostes: celebra os 50 dias após a Páscoa e recorda a descida e a unção do Espírito Santo aos apóstolos.

Os Dez Mandamentos De acordo com o cristianismo, Moisés recebeu de Deus nas duas tábuas de pedra onde continham os Dez Mandamentos:

1. Não terás outros deuses diante de mim.

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2.

Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás.

3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

4. Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus não farás nenhuma obra.

5. Honra o teu pai e tua mãe.

6. Não matarás.

7. Não adulterarás.

8. Não furtarás.

9. Não dirás falso testemunho, não mentirás.

10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.

CAPITULO VIII

ARISTÓTELES

nem a sua casa e seus bens. CAPITULO VIII ARISTÓTELES O Filósofo grego Aristóteles nasceu em

O Filósofo grego Aristóteles nasceu em 384 a.C. e morreu em 322 a.C. Seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade tem influências significativas na educação e no pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade. Aristóteles foi viver em Atenas aos 17 anos, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo. Passou o ano de 343 a.C. como preceptor do imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia. Fundou em Atenas, no ano de 335 a.C, a escola Liceu, voltada para o estudo das ciências naturais. Seus estudos filosóficos baseavam-se em experimentações para comprovar fenômenos da natureza. O filósofo valorizava a inteligência humana única forma de alcançar a verdade. Fez escola e seus pensamentos foram seguidos e propagados pelos discípulos. Pensou e escreveu sobre diversas áreas do conhecimento: política, lógica, moral, ética, teologia, pedagogia, metafísica, didática, poética, retórica, física, antropologia, psicologia e biologia. Publicou muitas obras de cunho didático, principalmente para o público geral. Valorizava a educação e a considerava uma das formas crescimento intelectual e humano. Sua grande obra é o livro Organon, que reúne grande parte de seus pensamentos. Pensamento de Aristóteles: "A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces". Aristóteles (D.L. 5, 18).

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CAPITULO IX

PLATÃO

CAPITULO IX PLATÃO Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu

Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas idéias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das idéias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria). Filho de uma família de aristocratas começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as idéias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte. Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhecimento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.

Idéias de Platão para a educação Platão valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. A educação deveria dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas de retórica, debates, educação musical, geometria, astronomia e educação militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.

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CAPITULO X

SÓCRATES

CAPITULO X SÓCRATES Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 AC, e tornou- se

Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 AC, e tornou- se um dos principais pensadores da Grécia Antiga. Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por filosofia ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de um outro importante filósofo grego: Anaxágoras. Seus primeiros estudos e pensamentos discorrem sobre a essência da natureza da alma humana. Sócrates era considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos, demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos gregos. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Através da palavra, o filósofo tentava levar o conhecimento sobre as coisas do mundo e do ser humano. Conhecemos seus pensamentos e idéias através das obras de dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes. Infelizmente, Sócrates não deixou por escrito seus pensamentos. Sócrates não foi muito bem aceito por parte da aristocracia grega, pois defendia algumas idéias contrárias ao funcionamento da sociedade grega. Criticou muitos aspectos da cultura grega, afirmando que muitas tradições, crenças religiosas e costumes não ajudavam no desenvolvimento intelectual dos cidadãos gregos. Em função de suas idéias inovadoras para a sociedade, começa a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega. Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.

Algumas frases e pensamentos atribuídos ao filósofo Sócrates:

A vida que não passamos em revista não vale a pena viver. A palavra é o fio de ouro do pensamento. Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal. Alcançar o sucesso

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pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem. A ociosidade é que envelhece, não o trabalho. O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância. Chamo de preguiçoso o homem que podia estar mais bem empregado. Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes. Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados. O amor é filho de dois deuses, a carência e a astúcia. A verdade não está com os homens, mas entre os homens. Quatro características devem ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente. Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir. Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos. Todo o meu saber consiste em saber que nada sei. Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus.

CAPITULO XI

FILOSOFIA

e conhecerás o Universo de Deus. CAPITULO XI FILOSOFIA Filosofia na Grécia Antiga Introdução A palavra

Filosofia na Grécia Antiga

Introdução A palavra filosofia é de origem grega e significa amor à sabedoria. Ela surge desde o momento em que o homem começou a refletir sobre o funcionamento da vida e do universo, buscando uma solução para as grandes questões da existência humana. Os pensadores, inseridos num contexto histórico de sua época, buscaram diversos temas para reflexão. A Grécia Antiga é conhecida como o berço dos pensadores, sendo que os sophos (sábios em grego) buscaram formular, no século VI a.C., explicações racionais para tudo aquilo que era explicado, até então, através da mitologia.

Os Pré-Socráticos Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste à alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.

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Período Clássico Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates. Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem (retórica), pensar e manifestar suas qualidades artísticas. Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão. Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.

Período Pós-Socrático Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da Grécia. Ceticismo: de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura. Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer. Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo, Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como à emoção, o prazer e o sofrimento.

Pensamento Medieval O pensamento na Idade Média foi muito influenciado pela Igreja Católica Desta forma, o teocentrismo acabou por definir as formas de sentir, ver e também pensar durante o período medieval. De acordo com Santo Agostinho, importante teólogo romano, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.

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As verdades sobre o mundo e sobre todas as coisas deviam ser buscadas nas palavras de Deus. Porém, a partir do século V até o século XIII, uma nova linha de pensamento ganha importância na Europa. Surge à escolástica, conjunto de idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. O principal representante desta linha de pensamento foi Santo Tomás de Aquino.

Pensamento Filosófico Moderno Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim da Idade Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos rumos. A definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num âmbito racional e científico. O teocentrismo é deixado de lado e entre em cena o antropocentrismo (homem no centro do Universo). Neste contexto, René Descartes cria o cartesianismo, privilegiando a razão e considerando-a base de todo

A burguesia, camada social em crescimento econômico e político têm seus ideais representados no empirismo e no idealismo. No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke. O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A experiência, a razão e o método científico passam a ser as únicas formas de obtenção do conhecimento. Este, a única forma de tirar o homem das trevas da ignorância. Podemos citar, nesta época, os pensadores Immanuel Kant, Friedrich Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e Rosseau. O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma sociedade baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre as coisas. O fato histórico deve falar por si próprio e o método científico, controlado e medido, deve ser a única forma de se chegar ao conhecimento. Neste mesmo século, Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua teoria marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o funcionamento da sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução proletária, a burguesia seria retirada do controle dos bens de produção que seriam controlados pelos trabalhadores. Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores tradicionais da sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura ocidental. O pensamento, para libertar, deve ser livre de qualquer forma de controle moral ou cultural.

Época Contemporânea Durante o século XX várias correntes de pensamentos agiram ao mesmo tempo. As releituras do marxismo e novas propostas surgem a partir de Antonio Gramsci, Henri Lefebvre, Michel Foucault, Louis Althusser e Gyorgy Lukács. A antropologia ganha importância e influencia o pensamento do período, graças aos estudos de Claude Lévi-Strauss. A fenomenologia, descrição das coisas

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percebidas pela consciência humana, tem seu maior representante em Edmund Husserl. A existência humana ganha importância nas reflexões de Jean-Paul Sartre, o criador do existencialismo.

CAPITULO XII

ALLAN KARDEC

o criador do existencialismo. CAPITULO XII ALLAN KARDEC Nascido em Lyon (França) , numa antiga família

Nascido em Lyon (França), numa antiga família que se distinguiu na magistratura, e de orientação católica. Formando-se na Escola de Pestalozzi, em Yverdum (Suíça), tornou-se um dos discípulos mais eminentes daquele pioneiro da educação, e um dos maiores propagadores de suas idéias na França. Ali, como pedagogo, o jovem Rivail dedica-se à luta para uma maior democratização do ensino público, oferecendo cursos gratuitos de gramática, aritmética e ciências em sua própria casa. Publica diversas obras didáticas e sobre educação, alcançando respeito e admiração em boa parte da França. Quando estava próximo dos seus cinqüenta anos (1854), ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes" (Dá-se o nome genérico de mesas

girantes ou dança das mesas a toda ordem de fenômenos amplamente difundidos na Europa e nos Estados Unidos, a partir de 1848, que consistiam no movimento sem causa física aparente de mesas e objetos em torno dos quais reuniam-se pessoas de todas as

classes sociais à época.), bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se volta efetivamente para as mesas, quando começa a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas eram devidas à intervenção de espíritos (Espírito é definido pelo conjunto

total das faculdades intelectuais. Ele é freqüentemente considerado como um princípio ou essência da vida incorpórea (religião e tradição espiritualista da filosofia), mas pode também concebida como um princípio material (conjunto de leis da física que geram nosso

sistema nervoso), Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar amplo e que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem. Adota, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido - Allan

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Kardec - nome esse, segundo um espírito, de uma sua possível encarnação anterior, como Druida (e druidesas, eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta)

Dedicação à causa Kardec passou os anos finais da sua vida dedicando à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores. Morreu em Paris em 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade, em decorrência de um colapso cardíaco, e está enterrado no cemitério do Père- Lachaise, a mais célebre necrópole da capital francesa. Sobre seu túmulo, erguido como os dólmens druídicos, jaz a inscrição: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei". Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec,

Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:

"Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua

palavra

de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma

permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por

demais acanhado.(

Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono,

)

Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!

CAPITULO XIII

TANTRA YOGA

Allan Kardec, até à vista! ‖ CAPITULO XIII TANTRA YOGA A palavra Tantra vem da raiz

A palavra Tantra vem da raiz verbal sânscrita "Tantr" (10ª conjugação), que significa: governar, controlar, manter através de disciplina. Yoga vem da raiz verbal "Yuj" que significa: unir, direcionar, concentrar, preparar e meditar. Tantra Yoga é o caminho que tem por objetivo levar o indivíduo a perceber que ele já é a felicidade que busca ser. Incluem as técnicas de preparação e o conhecimento contido nos Vedas, antigos textos indianos revelados aos sábios.

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―Nem a postura perfeita de lótus, nem a fixação da vista na ponta do nariz são Yoga‖. Yoga é a identidade entre Jivatma, o indivíduo, e Paramatma, o Todo “. Abrange dois caminhos, o da mão direita, Dakshina, e o da mão esquerda, Vama. Dakshina Tantra Yoga considera o homem como uma combinação de energias e tem como objetivo se dirigir de novo à origem, à Mãe, ou Shakti, que contém e engendra todos os seres. Assim, o Tantra consiste na utilização dessa energia para conseguir a realização plena do ser, chegar à realidade primordial de onde provêm todas as manifestações. Tudo o que existe, todas as realidades, desde as mais materiais até as mais sutis, são formas diferenciadas de uma energia principal e, manejando esta energia, podemos conseguir dentro de nós uma série de transformações que nos conduzirão a um estado supremo de consciência, de união entre Shiva, à consciência absoluta e o poder manifestador, e Shakti, seu aspecto dinâmico, a força da manifestação nas formas. Um aspecto interessante do Tantrismo e que consideramos de excepcional valor para a psicologia ocidental, capaz de auxiliar os métodos utilizados para conhecer o psiquismo humano, é o estudo do homem do ponto de vista da energia. Consideramos o homem como um mundo complexo, presidido e configurado pela energia psíquica que se denomina genericamente de Prana, ou energia sutil, e que adota diversos nomes segundo as funções que regula e os ritmos vibratórios a que está sujeito. Cada ritmo vibratório dessa energia produz o plano material, psíquico e mental. Por conseguinte, essa energia vem a ser o eixo central e o meio que o Tantra Yoga utiliza para realizar todas as transformações físicas, psíquicas e mentais. À medida que o aluno toma consciência de todas as suas energias, ele harmoniza seu interior e se harmoniza com o Todo.

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CAPITULO XIV

REIKI

CAPITULO XIV REIKI Origens do Reiki Das origens do Reiki sabemos que Mikao Usui viveu de

Origens do Reiki Das origens do Reiki sabemos que Mikao Usui viveu de 1865 até 1926; era padre cristão em Kioto (Japão) e professor na Universidade local. Seus estudos se concentravam em descobrir como Jesus conseguia realizar seus milagres. Ele sabia que era possível curar com as mãos através da força vital que as mesmas emanavam, mas desconhecia de que modo isso funcionava. Em vão foi à América, para a Universidade de Chicago, tentar desvendar

o segredo das curas milagrosas de Cristo. Ali se tornou Doutor em Teologia. De volta ao Japão, e mais tarde na Índia, estudou sânscrito e as antigas escritas budistas, encontrando finalmente a chave da sabedoria antiga: uma fórmula em sânscrito baseada numa série de símbolos, os quais, acionados, ativam e captam a energia vital universal. Depois, Usui ensinou a sabedoria a vários japoneses e fundou o sistema dos Mestres do Reiki. Um Mestre de Reiki recebe uma iniciação ligada a uma transmissão de energia de um grão-mestre, e é assim qualificado para despertar energias nas outras pessoas e transmitir o "Dom da Cura". A americana de origem japonesa - Hawayo Takata - levou o Reiki para o Ocidente nos anos 40 e, em 1983, o Reiki entrou pela primeira vez no Brasil, trazido pelo Dr. Egídio Vecchio-PHd e tendo a Dr.ª Claudete França como primeira Mestre em Reiki em toda a América do

O que é o Reiki Reiki é um método de cura natural pelas mãos REI significa universal e KI a força da energia vital que está presente, pois pertence ao que é cósmico. Reiki pode ser então definido como "a Arte e a Ciência da ativação, do direcionamento e da aplicação da Energia Vital Universal, para promover o completo equilíbrio energético, para prevenção das disfunções e para possibilitar as condições necessárias a um completo BEM ESTAR. Esta é a ENERGIA que forma os indivíduos em todas as etapas da vida,

a porção de FORÇA VITAL (que é uma luz invisível que passa pelo cérebro, o

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sistema nervoso e as veias) que anima todos os corpos, fazendo com que uns sejam saudáveis, e outros, devido a sua falta, enfermos.

Onde e como atua o Reiki?

O Reiki deve percorrer todo o ser vivo. Mas o "stress" diário, as tensões

que as crises pessoais e sociais nos criam, a má alimentação, a má respiração, impedem o fluxo desta energia natural. Todos sabem os efeitos da depressão, da

ansiedade, do medo, mas poucos de nós somos treinados para evitar estes estados negativos.

O grande sucesso do Reiki é que é seguro, é fácil, acessível a qualquer

criança, é simples e, uma vez ativado, permanece energizando o sistema orgânico que recebeu sua aplicação. Também por não ter conotação religiosa e não intervir com outros tratamentos, sua prática vem crescendo dia a dia.

Como vivenciá-lo

O seminário tem como objetivo geral o de fazer com que as pessoas

interessadas numa vida mais equilibrada possam saber como entrar em harmonia com esta energia vital-universal, tornando-se instrumentos canalizadores e disseminadores dos efeitos positivos que a ENERGIA REIKI propicia. Por meio de inúmeros exercícios práticos, a Mestre ensinará a todos os presentes métodos de auto-ajuda, assim como de ajuda ao próximo, seja-o ser humano, planta ou animal.

Pontos importantes do Reiki 1)Reiki é uma ciência energética. Reiki trabalha independente de qualquer sistema religioso. 2)Reiki é energia não polarizada, portanto, sempre segura. 3)Como o Reiki é não-polarizado, pode ser usado até por uma criança; pode ser usadas para tratar, até mesmo, doenças crônicas; ou por um adulto de qualquer meio social. 4)Sendo não-polarizado, Reiki trabalha conjuntamente com qualquer outra forma de terapia incluindo medicamentos, quimioterapia, cirurgia, homeopatia, acupuntura, etc. 5)Porque Reiki é energia que emana do nível subatômico, quando fazendo o tratamento, o terapeuta utiliza primeiramente a Energia Reiki e de uma maneira menor, de toda energia inata do corpo. O terapeuta de Reiki não arrisca nada ao tratar de outros e o Reiki na verdade estará energizando-os quando eles tratam de outra pessoa. Após tratar muitos pacientes, por mais que estejam doentes, o terapeuta Reiki geralmente se sente mais energizando. 6)Reiki trabalha no plano causal, isto é, no nível da raiz da causa e como tal, trata o corpo como um todo; É holístico por natureza, porém não requer nenhuma habilidade em diagnosticar por parte do terapeuta. Por estas razões, Reiki pode ser usado eficientemente por qualquer pessoa de qualquer idade ou meio social.

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Níveis de Reiki

O PRIMEIRO NÍVEL (1º. Grau) é o nível principal, durante o qual você

recebe REIKI para toda a vida. Você aprende, através de uma técnica específica

(pela ajuda das suas mãos), a ativar a Energia Vital em si mesmo e nos outros, a fim de dissolver as causas de tensões, bloqueios e doenças. A energia despertada será absorvida onde for mais necessária naquele exato momento, por exemplo: pelo corpo, pelas emoções, pelo sentimento, pelo intelecto, pela criatividade, pela intuição.

O SEGUNDO NÍVEL (2o. Grau) é o nível que tem aplicações avançadas

para aqueles que desejam conhecer melhor o REIKI, pois, neste nível, o foco é a cura mental com repercussão no corpo físico e etérico, assim como a cura à distância. Aqui o Reiki trabalhará diretamente no plano causal.

O TERCEIRO NIVEL A (3o. Grau A) capacita ao Reikiano o uso de uma

energia especial, que leva ao autocrescimento, autotransformação e a ser Mestre de si mesmo. Essa graduação inclui um nível de ativação de energia de alta potência, também para balanceamento energético, cura, integração e iluminação. O 3o. Nível A é de uso pessoal, para multidões e para trabalhar o planeta. Esta graduação está delineada principalmente para aqueles que desejam se aprofundarem mais na técnica da Energia Cósmica, sem terem adquirido um certificado, ou se qualificado como Mestre Reiki. O curso é completado, recebendo-se o total e original poder do Reiki do 3º. Nível B.

O TERCEIRO NÍVEL B (3º. Grau B) é o Nível de Mestre, onde você

aprende a iniciar pessoas nos Níveis I, II e III (A e B), e a ministrar cursos de

Reiki.

CAPÍTULO XV

CAMDOMBLÉ

e B), e a ministrar cursos de Reiki. CAPÍTULO XV CAMDOMBLÉ Culto dos orixás, de origem

Culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro- Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.

A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo

portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás / Inquices/ Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888. Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé

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prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro. O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda (é estruturada, moralmente, em 3 princípios: fraternidade, caridade e respeito ao próximo), Macumba (instrumento musical de repercussão espécie de reco-reco, ou ainda, pode ser a designação genérica dos cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades de povos bantos, influenciadas pelo candomblé) e / ou Omoloko, outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afros, derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

Nações

Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewe, os Fon, e os Bantu. Como a religião se tornou semi- independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais. A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub- nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

Nagô ou Iorubá Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português) Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo Ijexá Iorubá ou Nagô em Português) Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
Ijexá principalmente na Bahia Nagô Egbá ou em Português) Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo Xangô do Nordeste no Pernambuco, Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
Mina-nagô ou Tambor-de-Mina no Maranhão. Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).principalmente na Bahia Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro

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Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio

Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de Bantu, Kikongo e Kimbundo línguas. Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios) Jeje A palavra Jeje vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomé e pelos povos mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahins eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savê" que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savê (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomei ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje.(Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo) - língua Ewe e língua Fon (Jeje) Jeje Mina língua Mina São Luiz do Maranhão Babaçuê no Pará. Omoloko, Rio de Janeiro e Minas Gerais (quase extinto).

Omoloko, Rio de Janeiro e Minas Gerais (quase extinto). Crenças Candomblé é uma religião monoteísta, embora
Omoloko, Rio de Janeiro e Minas Gerais (quase extinto). Crenças Candomblé é uma religião monoteísta, embora

Crenças

Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendam que cultuem vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Zambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes considera como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica. Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, como é o caso do Deus Cristão que na maioria das vezes são confundidos. os Orixás (são divindades para representar os domínios de Deus aqui na Terra) da Mitologia Yoruba foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba; os Voduns (religião) da Mitologia Fon ou Mitologia Ewe, foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon; os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador. O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinqüenta das centenas de deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades", que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das

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podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de
podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de
podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de

diferentes nações é grande e muitos Orixás do Ketu podem ser "identificados" com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes. Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários "patronos" Orixá, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados. Os orixás mais conhecidos são:

Ogum, Oxossi, Xangô, Iansã, Oxum, Obá, Logum, Nanã / Obaluaê, Ossáim, Oxumaré, Ewá, Iemanjá, Oxalá.

Sincretismo

No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo (conciliar crenças opostas) já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão. Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagãs como os Orixás. Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo (homem camponês, mas na versão atual, homem que não acredita em Cristo) e bruxaria (poderes sobrenaturais de uma pessoa), muitos mesmo não sabendo nem o que era isso. Nos últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos Africanos.

Templos

Os Templos de Candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:

Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou ialorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente.

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Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consangüíneos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central. Casas grandes que são organizadas têm uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente. Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá. Ilé Axé Iyá Nassô Oká - Casa Branca-Engenho Velho - considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia. Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois - Terreiro do Gantois - Salvador, Bahia. Ilé Axé Opó Afonjá - Opó Afonjá - Salvador, Bahia. Ilé Maroialaji - Terreiro do Alaketu - Salvador, Bahia. Zoogodô Bogum Malê Rondó - Terreiro do Bogum - Salvador, Bahia. Querebentan de Zomadônu - Casa das Minas - fundada +/- 1796 - São Luiz, Maranhão. Terreiro São Jorge Filho da Goméia - Terreiro do Portão - Lauro de Freitas, Bahia.

da Goméia - Terreiro do Portão - Lauro de Freitas, Bahia. Casas de linhagem patriarcal: (só
da Goméia - Terreiro do Portão - Lauro de Freitas, Bahia. Casas de linhagem patriarcal: (só
da Goméia - Terreiro do Portão - Lauro de Freitas, Bahia. Casas de linhagem patriarcal: (só

Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixás ou Babaojé no Culto aos Egungun.

Ilê Agboulá - Ilha de Itaparica

Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá - Ilê Axipá - Salvador, Bahia.

Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa. Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumare - Salvador, Bahia Ilé Axé Odó Ogè - Terreiro Pilão de Prata - Salvador, Bahia Obá Ogunté - Sitio de Pai Adão - Recife, Pernambuco Kwé Ceja Houndé - Roça do Ventura - Cachoeira e São Felix, Bahia Terreiro da Goméia Okobalaye - Roça de Xangô - São Gonçalo, Rio de Janeiro A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz freqüentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu 100° aniversário.

Sacerdócio

Nas Religiões Afro-brasileiras o sacerdócio é dividido em:

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Babalorixá ou Iyalorixá - Sacerdotes de Orixás. Doté ou Doné - Sacerdotes de Voduns Tateto e Mameto - Sacerdotes de Inkices (deuses abaixo do Criador). Babalawo - Sacerdote de Orunmila-Ifa do Culto de Ifá. Bokonon - Sacerdote do Vodun Fa Babalosaim - Sacerdote de Ossaim. Babaojé - Sacerdote do Culto aos Egungun.

CAPÍTULO XVI

Babaojé - Sacerdote do Culto aos Egungun. CAPÍTULO XVI O Racionalismo Cristão foi criado para ajudar

O Racionalismo Cristão foi criado para ajudar a encontrar as respostas

para questões como estas: De onde viemos? O que estamos fazendo aqui na Terra? Para onde iremos após o fim de nossa vida terrena? Por que há tanto sofrimento martirizando a humanidade? Antes de prosseguir com a explicação, é necessário que você saiba que

o Racionalismo Cristão NÃO é uma religião. Trata-se do espiritualismo racional e

científico, portanto sem nenhum caráter místico ou religioso, expresso em linguagem condizente com os dias de hoje, clara, objetiva, simples, fácil e assim

acessível à compreensão de todos.

Uma filosofia para o nosso tempo

O Racionalismo Cristão é uma filosofia para o nosso tempo. Estudar a

Doutrina e submeter o que vai lendo ao crivo da razão é o caminho indicado para as pessoas que, como você, deseja se esclarecer, e não renunciar ao seu direito

de ser independentes para pensar, raciocinar e tirar suas próprias conclusões. O conhecimento da vida real, ou espiritual, não pode ser alcançado por aqueles que, sem raciocinar e imbuídos de misticismo, se limitam a repetir "verdades" dogmáticas e conceitos concebidos em épocas obscurantistas, os quais a razão,

o bom senso e a ciência não podem admitir como verdadeiros. O Racionalismo Cristão, por ser uma filosofia espiritualista, divulga princípios universais para que sejam estudados e, após a necessária reflexão, colocados em prática, tornando os seres humanos espiritualmente independentes.

A solução está em você mesmo Esta Doutrina, além de importantes esclarecimentos sobre a vida espiritual, lhe oferece orientações seguras para você resolver, por si mesmo,

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seus problemas, mesmo os de caráter psíquico, tais como depressão, alcoolismo, visões, angústia, ansiedade, obsessão, manias, fobias e outros. Ou seja, vai lhe ensinar que está em você mesmo a solução de seus problemas. Ela mostra que não há milagres, pois tudo no Universo está sujeito a leis comuns, naturais e imutáveis.

Universo está sujeito a leis comuns, naturais e imutáveis. Luis de Mattos Fundador da Doutrina Figura

Luis de Mattos Fundador da Doutrina

Figura singular

Sabemos que existem pessoas que simplesmente passam pela vida, enquanto outras se eternizam, com o correr dos anos, transcendendo até o período transitório da sua própria existência. Assim, Luiz de Mattos Chaves Lavrador, teve a sua existência física voltada para a espiritualização dos seres humanos, fundador desta doutrina em 16 de dezembro de 1916, sendo defensor das causas sociais. Quando essa figura singular é citada, não se está procurando cultuar de forma fanática a sua imagem, isto jamais ocorrerá no Racionalismo Cristão. Como fundador do Racionalismo Cristão, e também do jornal ―A Razão‖, Luiz de Mattos lutou muito, foi considerado polêmico porque defendia causas sociais de extrema importância. Era abolicionista, republicano e espiritualista e foi combatido, criticado, mas nada temia, pois não combatia pessoas e, sim, defendia idéias. O jornal A Razão, que era diário, tornou-se o seu instrumento hábil na divulgação dos seus ideais, com a preocupação constante de valorizar o ser humano esclarecido, honesto, lutador e voltado para o cumprimento dos seus deveres.

Igualdade.

Luiz de Mattos ensinou a todos que o espírito não tem cor, raça e nem sexo. Ao encarnar, têm a meta da evolução espiritual e direitos iguais para essa conquista. Por isso é necessário que haja igualdade de oportunidades para todos, e esse era o ideal e a razão da luta gigantesca de Luiz de Mattos. Entendia também que a evolução somente se daria pela prática do espiritualismo autêntico que ele codificou, depois de aprofundados estudos.

Nascido em 3 de janeiro de 1860 em Portugal e desencarnado em 15 de janeiro de 1926 no Brasil, fez do seu viver uma trajetória luminosa, legando a todos nós,

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militantes, amigos, admiradores do Racionalismo Cristão e de A Razão, um incalculável somatório de exemplos e realizações, acrescido da inconfundível sabedoria que caracterizou a sua personalidade ímpar de radiante espiritualidade. Os racionalistas cristãos não adoram imagens nem alimentam fanatismos. O sentimento que alimentamos por Luiz de Mattos é de respeito e reconhecimento pelo seu árduo trabalho em benefício da humanidade.

O que é Racionalismo Cristão

Se você está entrando em contato pela primeira vez com esta filosofia, informamos que o Racionalismo Cristão é a codificação, em termos racionais e científicos, da verdadeira doutrina de Jesus, ou seja, dos ensinamentos do Jesus histórico, que nada tem a ver com o Cristo místico da teologia e dos dogmas, criado pela religião. Essa codificação do espiritualismo racional e científico, depurado, portanto, de todo misticismo e ranço religioso, foi realizada em princípios do

século XX, no Brasil, por Luiz de Mattos, espírito altamente evoluído, que voltou

a encarnar no planeta com essa missão especial.

Qual a finalidade do Racionalismo Cristão?

A finalidade do Racionalismo Cristão é esclarecer, espiritualizar, educar,

instruir, levantar as almas combalidas, fortificar corpos enfraquecidos, combater os vícios e ensinar a criatura a ser justa, valorosa, honrada, simples e verdadeira.

Não é religião

O Racionalismo Cristão não é religião nem seita. É doutrina filosófica de

caráter espiritualista. Explana princípios que ajudam o ser humano a se regenerar de seus maus hábitos e fornece meios para que ele se esclareça sobre

o que seja a vida na Terra e a razão de nela estar. Baseado nos ensinamentos de Jesus, afirma que "só a verdade poderá libertar a humanidade das garras da ignorância e, assim, prepará-la para o cumprimento do seu dever na Terra".

Grande Foco

Admite a existência de uma Força Superior (Deus), que denomina Força Universal, Inteligência Universal ou Grande Foco, o qual irradia sobre todo o Universo. Ensina o ser humano a ser verdadeiro e honrado, faz dos fracos fortes, encoraja-os para a vida, demonstrando-lhes que nada devem temer, seja a morte, a pobreza, o trabalho ou a luta. Orienta-os na repressão aos desejos intemperados.

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Valoriza o pensamento, à vontade, a disciplina, o trabalho, a moral, a família e a pátria.

O Racionalismo Cristão assenta seus princípios na razão e no bom

senso, ensinando que pela lucidez do raciocínio a pessoa se emancipa do fanatismo e das superstições. Incentiva a leitura e o estudo. Combate os vícios, em especial o fumo, o jogo e o álcool. Combate às magias branca e negra. Ensina a respeitar todas as religiões, bem como a maneira de pensar dos nossos semelhantes.

Não admite destino

O Racionalismo Cristão não admite provação nem destino, no sentido de

predestinação. Ensina que todos os atos de nossa vida dependem do emprego do livre-arbítrio e que viemos a Terra para evoluir, mas nunca por provação ou

predestinação. Conforme pensarmos, assim seremos; aquilo que de mal desejarmos ao

próximo, a nós mesmos estaremos desejando; o que de bom fizermos redundará em nosso benefício, pois seremos aquilo que quisermos ser. Não devemos cultivar sentimentos de ódio, inveja ou malquerença. Devemos higienizar a mente e o corpo, a fim de que possamos ter uma existência tranqüila, próspera e saudável.

O Racionalismo Cristão, embora ensine a respeitar o modo de pensar do

nosso semelhante e não tenha cor política, combate todas as ideologias extremistas, e por seus ensinamentos prepara a criatura para ser consciente perante a vida, útil a si e à família, à pátria e à humanidade.

O que acredita ser espírito?

O espírito é uma partícula da Força Universal. Mas só recebe essa

denominação depois de cumprir um ciclo evolutivo que se inicia no reino mineral, passando em seguida para o reino vegetal e depois para o reino animal.

Após a conclusão desse ciclo, a partícula da Força fica em condições de se utilizar um corpo humano para dar prosseguimento a seu programa evolutivo, dispondo, a essa altura, de uma forma rudimentar de inteligência e da faculdade do livre-arbítrio. Então passa a encarnar e reencarnar até atingir o nível de aperfeiçoamento a partir do qual já não há necessidade de continuar reencarnando neste planeta. Daí em diante, sua evolução se processa em planos espirituais mais elevados, também denominados de Astral Superior. Como partícula do Todo ou Força Universal, o espírito é indestrutível e eterno; é luz, inteligência e poder; enfim, possui, em estado latente, todos os atributos dessa Força, os quais vão se manifestando à medida que ele avança em sua trajetória evolutiva.

Como acredita em lei da reencarnação

A encarnação do espírito é uma das manifestações da LEI DA

EVOLUÇÃO, que, por sua vez, integra o contexto das leis comuns, naturais e imutáveis que regem o Universo.

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Encarnação é o processo pelo qual o espírito se liga a um corpo humano durante o período de gestação, apossando-se desse corpo no momento em que

o feto vem à luz. Ele encarna para viver as quatro fases da existência terrena, infância, mocidade, madureza e velhice, e desse modo processar sua evolução, bem como reparar faltas ou erros cometidos em vidas anteriores. Em obediência

a essa lei, o espírito encarna e reencarna tantas vezes quantas sejam

necessárias para concluir seu ciclo evolutivo neste mundo-escola. Essa verdade, que organizações religiosas teimam em ocultar dos seus seguidores, é amplamente divulgada pela Doutrina Racionalista Cristã.

Nenhuma novidade

Não se pense, contudo, que o Racionalismo Cristão e outras correntes espiritualistas, ao evidenciar a realidade das reencarnações, estejam trazendo ao mundo uma novidade. Essa verdade é conhecida desde as mais remotas eras. Três mil anos antes de Cristo, na Índia, Krishna proclamava a existência de uma Inteligência Universal, a imortalidade da alma e sua evolução através de muitas vidas físicas. "O corpo é finito, mas a alma que atua nele é invisível, imponderável e eterna. Você e eu já passamos por inúmeras reencarnações", ensinava esse grande mestre espiritualista. Hermés, outro grande mestre, afirmava, também milhares de anos antes de Cristo, no Alto Egito: "O espírito passa por dois estágios: o cativeiro na matéria e a ascensão à Luz. Durante a encarnação, ele perde a memória de sua origem".

Mais tarde, vieram os gregos Pitágoras, Sócrates e Platão, que também trataram da imortalidade da alma e suas reencarnações.

O que diz um ilustre médico brasileiro

No século passado, o médico e cientista brasileiro Antônio Pinheiro

Guedes, abordando o assunto, ponderava que a ciência psíquica nos mostra que

o progresso moral e intelectual do ser humano se processa através das

reencarnações ou sucessão das vidas corpóreas neste mundo e que elas significam a preexistência e a sobrevivência da alma humana. "Lei à qual todos

os espíritos estão sujeitos, a reencarnação é uma condição essencial para sua

evolução. Constitui um meio de reparação, aproximando o ofendido e o ofensor,

ou reunindo numa mesma família, sob o véu da matéria e graças ao esquecimento do passado, a vítima e seu algoz!", considera Pinheiro Guedes.

Por que negar a reencarnação?

"Por que negar essa verdade? Por que as religiões ocidentais tanto se empenham, tanto se esforçam, tanto se obstinam em negar a reencarnação? Por que tão intransigentemente a combatem, apesar das gritantes e insuspeitas provas da sua existência real? Por que persistem no desconhecimento de tantos

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fatos que exaustivamente a comprovam e dos quais está cheia a história da humanidade? A resposta é fácil: reencarnação e salvação são idéias que se atritam, que se agridem, que se chocam, porque antagônicas e irredutivelmente inconciliáveis. Ora, no conceito de salvação -- intimamente ligado aos favores do perdão -- está precisamente a base em que se apóiam tais religiões. Se essas organizações religiosas revelassem a verdade aos seus adeptos no tocante à fantasia dos perdões, da 'salvação eterna', da 'mansão celestial', do 'divino Pai', do inferno, do demônio, do purgatório e de tantas outras invencionices, nenhuma delas se manteria de pé. Desapareceriam as fontes de renda representadas pela indústria dos santos de madeira e de barro, das relíquias, dos 'dízimos do Senhor', das esmolas para os santos, das rezas e de muitas outras práticas artificiosas. Quando o indivíduo se convencer de que, se praticar o mal, terá, inapelavelmente, de resgatá-lo, sem possibilidade de perdão; que numa encarnação se prepara para a encarnação seguinte; que esta será mais ou menos penosa conforme o uso que tenha feito do seu livre-arbítrio, na prática do bem ou do mal; que as ações boas revertem em seu benefício e as más em seu prejuízo; que não pode contar com o auxílio de ninguém para libertá-lo das conseqüências das faltas que cometer e que terá de resgatar com ações elevadas -- qualquer que seja o número de encarnações para isso necessárias --, por certo pensará mais detidamente antes de praticar um ato indigno".

Quem foi Jesus?

O Jesus do Racionalismo Cristão não é o Cristo da fé, criado pela teologia cristã, e sim o Jesus histórico. Para esta Doutrina, ele foi um homem como todos os outros, composto de Força e Matéria (espírito e corpo). Filho de José e Maria nasceu como as demais pessoas, de uma fecundação humana normal, não tendo vindo ao planeta Terra como "ser divino", "por obra e graça do Espírito Santo". Alma grandemente evoluída ensinou a humanidade a conduzir-se dentro de princípios morais, respeitando as leis da vida. Ensinou ainda, entre outras coisas, que somos iguais e irmãos em essência, uma vez que cada espírito é uma parcela de Deus (Força Universal), razão por que o ser humano deve amar o próximo como a si mesmo, sendo esse ensinamento o ponto fundamental e revolucionário (para a época) de sua doutrina; que o bem e o mal residem na vontade de cada um; que se deve ter por norma a simplicidade no viver; e que, conforme se pensa ou age, bem ou mal, assim se atrai. Essa encarnação em que se chamou Jesus foi à última de uma série de muitas outras, em obediência à lei da evolução, à qual todos os seres, sem exceção, estão sujeitos.

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CAPÍTULO XVII

CAPÍTULO XVII O QUE É? É uma religião mundial independente, com suas próprias leis e escrituras

O QUE É?

É uma religião mundial independente, com suas próprias leis e escrituras sagradas surgida na antiga Pérsia atual Irã em 1844. A Fé Bahá‘í foi fundada por Bahá‘u‘lláh, título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892) e não possui dogmas, rituais, clero.

A FÉ BAHÁI

Os ensinamentos de Bahá‘u‘lláh apresentam, agora, a forma mais elevada e pura do ensinamento religioso. Os ensinamentos Bahá‘ís ensinam a fraternidade, a equanimidade e o sacrifício da vida material em favor do serviço de Deus. Esta é a verdadeira religião do "Bem-Estar Social", sem dogmas ou sacerdotes, unindo a todos os homens deste nosso pequeno globo terrestre. Com toda segurança, chegará um dia em que haverá um estado mundial, um idioma universal e uma religião universal. O Movimento Bahá‘í pela unidade da humanidade é, em meu apreço, o maior movimento hoje em dia que está trabalhando para a paz universal e fraternidade.

BAHÁ'U'LLÁH

Em 21 de abril de 1863, Bahá‘u‘lláh proclamou ao mundo que "A revelação que desde tempos imemoriais tem sido aclamada como o propósito e promessa de todos os Profetas de Deus, e o desejo mais acariciado de Seus Mensageiros, foi agora revelada para os homens." Quando Bahá‘u‘lláh fez este maravilhoso pronunciamento, encontrava-se prisioneiro nas mãos de dois poderosos monarcas e estava sendo exilado para Akká, a mais desolada das terras. Cerca de 46 anos antes desse pronunciamento, Bahá‘u‘lláh viera ao mundo no lar de um famoso ministro da côrte real do Irã. Desde os anos de Sua infância todos podiam notar ser Bahá‘u‘lláh diferente das outras pessoas, mas ninguém realmente sabia que aquele jovem extraordinário logo iria mudar o destino de toda a humanidade. Aos 14 anos de idade Bahá‘u‘lláh era famoso na côrte por causa de Seu conhecimento e sabedoria. Tinha 22 anos quando Seu pai faleceu. O governo

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quis que Ele aceitasse o cargo que Seu pai ocupava. Pensavam que daria um ótimo ministro. Mas Bahá‘u‘lláh não tinha intenção alguma de gastar Seu tempo cuidando de assuntos mundanos. Sendo um homem de Deus, não se interessou pelas regalias que lhe foram oferecidas. Renunciou à côrte real e aos seus ministros, para seguir o caminho que Deus Lhe destinara. Quando o Báb declarou Sua missão, Bahá‘u‘lláh contava 27 anos de idade. Imediatamente aceitou o Báb como Manifestante de Deus e logo se tornou um de Seus mais poderosos e famosos discípulos. No tempo em que o governo e os fanáticos sacerdotes muçulmanos perseguiam os seguidores do Báb, Bahá‘u‘lláh não foi poupado em nenhum aspecto. Por duas vezes foi preso, sofrendo inclusive severos castigos, recebendo chicotadas e pauladas, que até as solas de Seus pés chegaram a

sangrar. Nove anos após a Declaração do Báb, Bahá‘u‘lláh foi jogado dentro de escura masmorra, em Teerã. Tratava-se de um calabouço subterrâneo, sem nenhuma janela ou outra saída a não ser a porta pela qual os prisioneiros entravam. Nessa masmorra Bahá‘u‘lláh esteve preso com cerca de 150 assassinos, assaltantes de estradas e outros criminosos. As correntes de ferro que colocaram em volta de Seu pescoço eram tão pesadas que Ele quase não podia levantar a cabeça. Aqui Bahá‘u‘lláh passou quatro terríveis meses de sofrimento, mas foi nessa mesma escura e tétrica prisão que a Sua alma recebeu a Glória de Deus. Escreveu Ele que uma noite, em sonho, ouvira as seguintes palavras, vibrando de todos os lados:

"Verdadeiramente, Nós te faremos vitoriosos Por Ti mesmo e por Tua

pena."

Bahá‘u‘lláh suportou todas essas dificuldades por todos nós e para o bem das gerações futuras. Carregou pesadas correntes sobre Seus ombros abençoados para nos livrar dos grilhões do preconceito, da hipocrisia e da inimizade. Não demorou muito para que Bahá‘u‘lláh e Sua família fossem despojados de todos os bens que possuíam e desterrados de seu país natal. Foram exilados para Bagdá, no Iraque, durante os rigores do inverno. A estrada, ao longo das montanhas do Irã estava coberta de grossa camada de neve. Bahá‘ú‘lláh, Sua esposa e Seus filhos tiveram que caminhar centenas de quilômetros para chegar ao seu destino, e o fato de não contarem com suficientes agasalhos tornou ainda mais difícil e sofrida a viagem. Por fim chegaram a Bagdá, mas os sofrimentos de Bahá‘u‘lláh não terminaram nessa cidade. Se tivesse medo de dificuldades e sofrimentos, poderia ter aceitado a vida luxuosa da côrte do rei do Irã. Mas estava preparado para enfrentar qualquer sofrimento no caminho de Deus. A fama de Bahá‘u‘lláh logo se espalhou por Bagdá e outras cidades do Iraque. Muitas pessoas vinham visitar este prisioneiro exilado para receber Suas bênçãos.

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Os seguidores do Báb reuniram-se em torno d‘Ele vindos de diferentes partes do Irã e do Iraque, em busca de orientação e inspiração. Porém, houve alguns que sentiam ciúmes de Sua fama. Entre estes estava Seu próprio irmão, de nome Yahyá, que vivia sob Seu carinho e proteção. Yahyá pensava que, por receber todo o respeito dos seguidores do Báb, podia tornar-se o líder de todos se denunciasse a Bahá‘u‘lláh. Mas não lembrou que se voltando contra o Manifestante de Deus estava selando seu próprio destino. Pois quando um Manifestante aparece, somente aqueles que aceitam servir em Sua causa podem esperar a verdadeira grandeza. Nem mesmo Seus parentes mais íntimos escapam a esta lei, porquanto um Manifestante de Deus está acima de todos os outros seres humanos e possui um grau de valor e grandeza que ninguém pode alcançar. Todos os outros Manifestantes tiveram irmãos e irmãs, e outros parentes, mas até mesmo seus nomes foram esquecidos. A intriga feita por Yahyá causou desunião entre os seguidores do Báb e isto deixou Bahá‘u‘lláh muito triste. Uma noite, sem falar nada a ninguém, deixou Sua casa, partindo para as montanhas do Curdistão. Lá, isolado do mundo, permaneceu por dois anos, dedicando todo o Seu tempo às preces e meditações. Morava numa pequena caverna, no alto das montanhas, e vivia dos alimentos mais simples. Ninguém conhecia Seu nome. Ninguém sabia de onde viera. Mas logo, como a lua cheia numa noite escura, Sua luz brilhou sobre o Curdistão e todos os moradores ouviram falar "daquele sem nome". Durante todo esse tempo, sua família e Seus amigos em Bagdá, que estavam muito preocupados com sua ausência, não sabiam onde tinha ouvido falar daquele homem "sem nome", o grande santo desconhecido que possuía conhecimento intuitivo, numa dádiva de Deus. O filho de Bahá‘u‘lláh, 'Abdul-Bahá, imediatamente sentiu que se tratava de Seu amado pai. Mandou-lhe cartas e uma mensagem especial pedindo que regressasse, pois não somente Sua própria família como todos os seguidores do Báb, estava sofrendo com a Sua ausência. Assim, depois de passar dois anos em prece e meditação, Bahá‘u‘lláh voltou a Bagdá e com Ele a alegria a todos os discípulos do Báb. As únicas pessoas que não gostaram de seu regresso foram os fanáticos mullás e o Seu traiçoeiro irmão Yahyá. Os mullás não queriam que Bahá‘ú‘lláh ficasse em Bagdá porque ali Ele se encontrava próximo de certos lugares sagrados pertencentes aos muçulmanos e muitos dos peregrinos que para lá viajavam não podiam deixar de sentir atração pelo encanto e pela personalidade de Bahá‘u‘lláh. Esses mullás continuaram reclamando até que o governo do Irã, juntamente com as autoridades do império turco do Iraque, decidiram remover Bahá‘u‘lláh para mais longe ainda, para Istambul, na Turquia, antigamente chamada Constantinopla. Mas a mesma coisa aconteceu nesta cidade, sede do califado maometano. A grande sabedoria e o encanto pessoal de Bahá‘u‘lláh atraíam grande número de pessoas.

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"Ele não pode ficar por mais tempo em Istambul", disseram aqueles fanáticos sacerdotes. E assim foi mais uma vez exilado, desta vez para a pequena cidade de Adrianópolis, ainda na Turquia. De Adrianópolis, Bahá‘u‘lláh foi novamente exilado, agora para Akká na Terra Santa, Palestina, que era então uma colônia penal onde assassinos, ladrões, assaltantes e outros grandes criminosos cumpriam pena de prisão perpétua. Era um lugar horrível, e nos primeiros dias após a Sua chegada até mesmo a água Lhe foi negada, como também à Sua família e aos Seus discípulos que O acompanharam neste desterro final. As dificuldades e os sofrimentos de Bahá‘u‘lláh em Akká são por demais numerosos para descrevê-los todos. No início esteve preso numa cela isolada, onde nem mesmo Seus filhos tinham permissão de vê-Lo. Tiraram-lhe todos os meios de conforto e estava cercado dia e noite por Seus inimigos. No entanto foi de Akká que Ele enviou Suas famosas Epístolas para os mais poderosos reis e governantes da época, exortando-os a ouvirem Sua Mensagem e obedecerem aos Mandamentos do Rei dos reis. Ninguém neste mundo, a não ser um Manifestante de Deus, jamais ousaria dirigir-se àqueles que O fizeram prisioneiros, falando-lhes com a autoridade de um Rei dirigindo-se aos seus vassalos. Bahá‘u‘lláh levantou a bandeira da paz universal e da fraternidade da própria prisão onde se encontrava, e embora todos os poderes do mundo estivessem contra Ele, conseguiu sair-se vitorioso, exatamente como Deus Lhe havia prometido em sonho. A mensagem de Bahá‘u‘lláh influenciou os corações de milhares de pessoas e muitas delas deram a própria vida no serviço de Sua Causa. Através do poder da Palavra de Deus e do sacrifício dos seguidores de Bahá‘u‘lláh podemos observar agora como milhares e milhares de seres humanos, em todos os recantos do mundo, que antes se encontravam divididos sob vários nomes, tornaram-se hoje como membros de uma única família. Embora Bahá‘u‘lláh tivesse sido enviado para Akká como um prisioneiro por toda a vida, depois de nove anos que lá chegou conseguiu deixar a fortaleza da cidade onde estava encarcerado. Seu grande encanto pessoal tinha feito inúmeros amigos em volta d‘Ele - até mesmo seu enérgico carcereiro - que ninguém se opôs a que deixasse a prisão. Bahá‘u‘lláh passou os anos restantes de Sua vida em um lugar fora da cidade de Akká, aonde veio a falecer em 29 de maio de 1892, aos 75 anos de idade.

A mensagem de Bahá‘u‘lláh espalhou-se da Terra Santa para diferentes partes do mundo, conforme havia sido profetizado nos Livros Sagrados do passado. Nas escrituras budistas a Terra Santa é chamada de um "a terra do Prometido Amitabha". Para os judeus é a "terra prometida", de onde a Lei de Deus seria mais uma vez levado ao mundo.

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Os cristãos e os muçulmanos também têm profecias maravilhosas, e em grande quantidade, sobre esse país sagrado, Israel, que tem sido sua Terra Santa por muitos e muitos séculos. Desde o tempo em que Bahá‘u‘lláh foi exilado para Akká, a Terra Santa das religiões do passado tornou-se o Centro Mundial da Fé Bahá‘í. Bahá‘u‘lláh é Aquela Grande Manifestação de Deus, cuja vinda todos os Manifestantes do passado profetizaram. As religiões divinas de todos os tempos levam a uma mesma direção e seus ensinamentos conduzem a um mesmo objetivo - A Fé Bahá‘í. São como muitos rios que deságuam no oceano. Cada rio irriga milhares de alqueires de terras, mas nenhum deles é vasto e poderoso como o oceano, porque o oceano é o lugar do encontro comum de todos os rios. Na comunidade bahá‘í reúnem-se todos os seguidores das religiões do passado. E tornam-se unidos, indissoluvelmente unidos. Mesmo originários dos quatros cantos da terra, eles agora se dão às mãos, formando uma grande fraternidade e uma Fé comum. As águas dos diferentes rios tornam-se uma só quando se encontram no poderoso oceano.

tornam-se uma só quando se encontram no poderoso oceano. Eu era apenas um homem como os

Eu era apenas um homem como os outros adormecidos em meu leito, quando eis que os sopros do Todo-Glorioso manaram sobre Mim e Me deram o

conhecimento de tudo o que já existia. Isso não provém de Mim, mas de Um que

é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que Eu levantasse Minha voz

entre a terra e o céu, e por isso Me sucedeu o que fez correrem as lágrimas de

Este Ser é apenas uma folha movida pelos

ventos da Vontade de teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor

chamado predominante atingiu-Me e Me fez expressar Seu louvor entre todos os

povos. Em verdade, era Eu feito um morto, quando Seu imperativo foi anunciado.

A mão da Vontade de teu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso, transformou-

Me.

Por Minha vida! Não Me revelei por Minha vontade, mas Deus, por Sua própria vontade, quis Manifestar-Me. Sempre que Eu procurava entregar-Me ao silêncio e repouso, eis que a Voz do Espírito Santo à Minha direita, despertava- Me, e o Supremo Espírito aparecia-Me, o anjo Gabriel Me encobria com sua sombra e o Espírito da Glória se agitava dentro de Meu peito, concitando-Me a levantar e a romper Meu silêncio. Certo dia num sonho, estas exaltadas palavras foram ouvidas em toda parte: Verdadeiramente, Nós te faremos vitorioso por Ti Mesmo e por Tua Pena. Não te aflijas pelo que Te tem acontecido, nem temas, por que Tu estás em segurança. Muito em breve Deus levantará os tesouros da Terra - homens que te

todo homem de compreensão

Seu

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auxiliarão por meio de Ti Mesmo e de Teu Nome, com que Deus revigorou os corações daqueles que O reconheceram. Durante os dias em que permaneci na prisão de Teerã, embora o peso esmagador das correntes e o nauseabundo ar ambiente pouco Me permitissem dormir, contudo, em tais raros momentos de repouso, tinha a sensação de alguma coisa estar fluindo de Minha cabeça para o Meu peito, assim como uma poderosa torrente que, vertendo de uma altíssima montanha se precipitasse ao solo. Em conseqüência cada fibra de Meu corpo ardia como fogo. Em tais momentos, Minha língua dizia coisas que nenhum homem poderia suportar. Enquanto mergulhado em amarguras, ouvi uma voz, a mais doce e maravilhosa, a chamar sobre Minha cabeça. Voltando Meu rosto, vi uma Jovem - personificação do Nome de Meu Senhor - suspensa no espaço diante de Mim. Tão jubilosa estava em sua própria alma, que seu semblante irradiava a graça Divina e suas faces inflamavam-se com o esplendor do Todo-Misericordioso. Pairando entre o céu e a terra, fez uma exortação que cativou o coração e a

mente dos homens. Deu-me a conhecer as boas novas que alegraram todo o Meu Ser e as almas dos honrados servos de Deus. Apontando para a Minha cabeça, dirigiu-se a todos os que estavam no céu e a todos que estavam sobre a terra, dizendo: ‗Por Deus! Este é o Mais Amado em todos os mundos, mas ainda não compreendeis isso! Ele representa a Formosura de Deus entre vós e o poder

de Sua soberania em vosso seio - saberíeis, se vos fosse dado entender! Este é

o Mistério de Deus e Seu Tesouro, a Causa de Deus e Sua Glória, para todos os que estão nos domínios da revelação e nos reinos criados - saberíeis, se estivésseis entre aqueles que percebem!

Tu criaste este átomo de pó

mediante o consumado poder de Tua grandeza e O nutriste com Tuas mãos, as

A Ele tens destinado provas e

quais por ninguém podem ser acorrentadas

sofrimentos que língua alguma pode descrever, nem qualquer uma de Tuas Epístolas relatarem de um modo adequado. A garganta que Tu acostumaste ao toque de seda tem afinal, cingido de fortes correntes, e o corpo ao qual deste o

conforto de brocados e veludos, tens sujeitado, por fim, à degradação de um

calabouço. Teu decreto Me prendeu com inumeráveis grilhões e ao redor do pescoço Me puseram correntes que ninguém pode romper. Passaram-se alguns anos, durante os quais aflições, assim como chuvas de misericórdia, sobre mim

caíram

Quantas foram às noites em que o peso de correntes e grilhões

nenhum repouso Me permitia, e quão numerosos os dias durante os quais paz e tranqüilidade Me eram negadas, por causa daquilo com que as mãos e as línguas dos homens Me afligiram! Tanto o pão como a água - que Tu, através de Tua misericórdia que a tudo abarca, tens concedido aos animais do campo - eles, a este servo, têm por algum tempo negado, e as coisas que recusaram infringir àqueles que se têm apartado de Tua Causa, as mesmas eles deixaram

ser infligidas a Mim, até que, finalmente, Teu decreto irrevogável foi determinado,

e Teu mandato intimou este servo a que partisse da Pérsia (atual Irã),

acompanhado por um grupo de homens debilitados e crianças de tenra idade,

Meu Deus, Meu Mestre, Meu Desejo

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neste tempo em que o frio é tão intenso que se não pode nem falar, e o gelo e a neve estão tão abundantes que é impossível se mover. Ao suportar durezas e tribulações, bem como ao revelar versículos e

expor provas, foi sempre o propósito deste Oprimido extinguir o fogo do ódio e da animosidade, a fim de que os horizontes dos corações humanos sejam talvez iluminados com a luz da concórdia e atinjam a verdadeira tranqüilidade. Vaguei pelo deserto da resignação, viajando de tal modo que, no Meu exílio, todos os olhos pranteavam Minhas penas e todas as criaturas vertiam lágrimas de sangue em razão de Minha angústia. Os pássaros do céu eram os Meus companheiros e os animais do campo a Mim se associavam. De Meus olhos vertiam lágrimas angustiosas e de Meu coração dilacerado surgia um oceano de agônicos pesares. Muitas noites não tive com

que Me alimentar e muitos dias Meu corpo não encontrou repouso

comunguei com Meu espírito, alheado do mundo e de tudo o que nele existe. O dilúvio de Noé é apenas a medida de lágrimas por Mim vertidas, e o fogo de Abraão uma ebulição de Minha alma. O pesar de Jacó é apenas um reflexo de Minhas tristezas e as aflições de Jó uma fração de minha

Derrama sobre Mim paciência, ó Meu Senhor, e faze-Me vitorioso

sobre os transgressores. Sabe tu, em verdade, que este Jovem, ao voltar os olhos para Seu próprio Ser, o acha a mais insignificante de todas as criaturas. Quando, porém, contempla o esplendoroso fulgor que Ele foi habilitado a manifestar, eis este Ser, diante Dele, transfigurado numa Potência soberana que penetra a essência de todas as coisas visíveis e invisíveis. Glória Aquele que, através do poder da verdade, enviou o Manifestante de Si Próprio e O incumbiu de transmitir Sua mensagem a toda à humanidade. Magnificado seja Teu Nome, ó Senhor meu Deus! Não sei com que água Tu me criaste, ou que fogo acendeste dentro de mim, ou com que argila me amoldaste. A agitação de todo mar aquietou-se, menos a agitação deste Oceano que se move à mercê dos ventos de Tua Vontade. A chama de todo fogo já se

calamidade

Sozinho

extinguiu, salvo a Chama que as mãos de Tua onipotência acenderam e cujo esplendor Tu, pelo poder de Teu Nome, fizeste irradiar ante todos em Teu céu e todos sobre Tua terra. E seu ardor cresce, à medida que as tribulações se aprofundam. Nenhum dos reis da terra tem o poder de me impedir de Tua comemoração ou do enaltecimento de Tuas virtudes. Fossem eles coligar-se - como já se coligaram - contra mim, ameaçando-me com suas espadas mais aguçadas e seus dardos mais aflitivos, eu não hesitaria em magnificar Teu Nome diante de todos os que se acham em Teu céu e sobre Tua terra. Não, antes, eu exclamaria dizendo: "Esta, ó meu Amado, é minha face, e este é meu espírito que sacrifiquei por Teu espírito, e este é o meu sangue que se agita em minhas veias em seu ardente desejo de se derramar por amor a Ti e em Teu caminho."

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ALGUMAS PALAVRAS DE SABEDORIA

Reveladas por Bahá'u'lláh

A origem de todo o bem é a confiança em Deus a submissão ao Seu

mando, e o contentamento com Sua Santa Vontade e Seu Arbítrio.

A essência da sabedoria é o temor de Deus, o medo de Seu flagelo e a

apreensão de Sua justiça e Seu decreto.

A essência da religião consiste em se dar testemunho daquilo que o

Senhor revelou e seguir o que Ele ordenou em Seu poderoso Livro.

A origem de toda a glória está em se aceitar qualquer coisa que o Senhor

tenha concedido, e se contentar com aquilo que Deus ordenou.

A essência do amor é que o homem volva o coração para o Bem-Amado,

se desprenda de tudo exceto de Deus e nada deseja salvo o que for o desejo de seu Senhor.

A verdadeira comemoração consiste em se mencionar o Senhor, Alvo de

todo louvor, e se esquecer de tudo salvo Dele.

A verdadeira segurança é que o servo siga sua profissão ou vocação no

mundo, se apóie no Senhor, nada busque senão Sua graça, desde que em Suas

mãos está o destino de todos os Seus servos.

A essência do desprendimento é que o homem volva a face para as

cortes do Senhor, entre em Sua Presença, contemple Seu semblante e dê testemunho diante Dele.

A essência da compreensão é que o homem ateste sua pobreza e se

submeta à Vontade do Senhor, o Soberano, o Benévolo, o Onipotente.

A origem da coragem e do poder está na promoção da Palavra de Deus

e na constância em Seu amor.

A essência da caridade é que o servo relate as bênçãos de seu Senhor e

Lhe dê graças em todos os tempos e sob todas as condições.

A essência da riqueza é o amor por Mim. Quem me ama é o possuidor

de todas as coisas, e aquele que não me tem amor é realmente dos pobres e necessitados. Eis o que o Dedo da Glória e do Esplendor revelou

A essência da fé está na escassez de palavras e na abundância de

ações; a morte daquele cujas palavras excedem os atos, é melhor que sua vida.

A origem de todo o mal é que o homem se afaste de Seu Senhor e

prenda o coração às coisas ímpias.

O fogo mais ardente está em se duvidar dos sinais de Deus, disputar

futilmente com aquilo que Ele revelou negá-Lo e portar-se orgulhosamente diante Dele.

A origem de toda a erudição é o conhecimento de Deus - exaltada seja

Sua Glória - e este não pode ser atingido a não ser através do conhecimento de

Seu Manifestante Divino. A essência do rebaixamento está em se apartar da sombra do Misericordioso e buscar o amparo do Ente Mau.

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A origem do erro é a descrença em Deus Uno e Verdadeiro, a confiança

em outra coisa senão Nele, e o afastamento de Seu Decreto.

O verdadeiro prejuízo é para aquele que passou seus dias em completa

ignorância de seu próprio ser verdadeiro.

A essência de tudo o que Nós te temos revelado é a Justiça; é que o

homem se deve livrar das vãs fantasias e da imitação, discernir com os olhos da unidade Sua gloriosa obra, e averiguar todas as coisas com vista perscrutadora.

Assim Nós te instruímos, manifestando-te palavras de sabedoria, a fim de que seja grato ao Senhor, teu Deus, e nisto te glories entre todos os povos.

PONTO DE ENCONTRO DAS RELIGIÕES SEGUNDO Bahá'u'lláh

O objetivo fundamental que anima a Fé de Deus e Sua Religião é

proteger os interesses da humanidade e promover a unidade, e nutrir o espírito de amor e amizade entre os homens.

O tabernáculo da Unidade ergueu-se; não vos considereis uns aos outros

como estranhos. Sois os frutos de uma só árvore e as folhas do mesmo ramo.

A religião de Deus é a religião única, e todos os profetas a têm ensinado,

mas é algo que vive e cresce, e não uma coisa imutável e sem vida. Nos ensinamentos de Moisés, vemos o Botão; nos de Cristo, a Flor; nos de Bahá‘u‘lláh, o Fruto. A flor não destrói o botão, nem o fruto a flor. Não destrói, e

sim completa. Os sépalos do botão devem cair a fim de que a flor desabroche, e as pétalas desta também hão de cair, para que o fruto cresça e amadureça. Foram os sépalos e pétalas. pois, rejeitados por terem sido errados ou inúteis? Não, ambos em seu tempo foram certos e necessários. Sem eles não teria havido frutos.

CAPÍTULO XVIII

ALGUNS RESUMOS DE BIOGRAFIAS DE FUNDADORES DE RELIGIÕES AINDA NÃO CITADAS

KRISHNA

Krishna foi um Mensageiro de Deus que viveu na Índia antiga há mais ou menos 5.000 anos. Sua Mensagem foi a Mensagem do amor. Ele nasceu numa prisão. Isso foi um sinal para ficarmos sabendo que todos nascem na prisão do "eu", a prisão deste mundo. Krishna escapou milagrosamente da prisão. Se nós tentarmos ser bom, se procurarmos aquilo que é de Deus, nós também conseguiremos escapar da prisão do "eu". Krishna, como todos os outros Manifestantes de Deus, teve de enfrentar as forças do mal. Ele lutou contra o mal e venceu. Não importa quão poderoso seja o mal, o poder da verdade sempre vence. Krishna tornou-se o Rei de Dwarka - que significa a Porta pequena. Ele foi à porta do conhecimento do

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próprio Deus. Seus ensinamentos foram para o bem do homem. Mas, infelizmente, o homem rejeitou-os. Krishna andava triste, pois o povo não o compreendia. Reclamava que seu povo não acreditava n‖Ele porque Ele viera em forma humana‖. Os homens

tinham suas próprias idéias sobre Deus e sobre Seu Manifestante. Por isso, quando Krishna afirmava ser o Manifestante de Deus o povo não o aceitava. Não

o compreendiam. Eis o que Krishna falou em Seu Livro Sagrado, o Gita:

"Aqueles que estão iludidos Me desprezam porque me apresento como um corpo humano, desconhecendo Minha natureza divina como o Senhor de toda a existência." (Gita IX, 11) Mesmo o seu discípulo amado, Arjuna, não podia compreender o Poder Divino existente em Krishna. Arjuna não acreditava que o templo do homem

pudesse tornar-se a sede do Ser Divino. Dizem que Krishna teve de transformar- se a si mesmo em forma divina para que Arjuna pudesse ver Seu poder e n‘Ele acreditasse. Isso significa que Krishna ajudou Arjuna a entender Sua majestade

e grandezas espirituais antes que Arjuna pudesse alcançar fé no Senhor. A batalha de Kurukshetra modificou-se completamente quando Arjuna se armou para obedecer ao Senhor. Sabemos que essa batalha foi à batalha entre o Bem e o Mal. Os Kauravas, primos dos Pandarvas, começaram-na. Arjuna, o mais forte entre os Pandarvas, foi dirigido por Krishna na luta

contra o exército das trevas. Krishna foi o condutor da carruagem de guerra de Arjuna, mas este não queria lutar contra seus próprios parentes. Seu amado mestre da infância e seus próprios amigos encontravam-se no exército inimigo dos Kauravas. Arjuna começou a argumentar e largou seu poderoso arco. Mas Krishna insistiu que Arjuna devia submeter-se a Ele e fazer o que Ele lhe dissesse. Quando encontramos um Manifestante de Deis e abraçamos a Sua Fé, devemos obedecer aos Seus mandamentos. É isso o que Krishna nos ensina no

Gita:

"Entrega em pensamento todas as tuas ações para Mim, considerando- Me como o Supremo e, buscando firmeza em tua compreensão, fixa teu pensamento constantemente em Mim." (Gita, XVIII, 57) Krishna foi um santuário de paz. Chamou-nos para Si mesmo, dizendo:

"Abandona todos os teus deveres, busca-Me para teu abrigo, não te preocupes, pois Eu te livrarei de todos os males." (Gita, XVIII, 66) Krishna, o Manifestante de Deus, trouxe uma nova civilização para os de Seu tempo. Libertou o homem do mal e salvou-o do sofrimento. Assegurou aos Seus seguidores que no futuro novamente Deus manifestar-se-ia para repetir o que Krishna tinha feito, isto é, guiar os povos errantes do mundo diretamente ao caminho de Deus. Disse Ele:

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"Sempre que houver declínio da retidão e a injustiça triunfar, ó Barta (Arjuna), então Eu Me manifestarei para proteger o Bem, destruir o Mal e para restabelecer a Justiça. Eu Me manifesto de tempos em tempos." (Gita, IV, 7, 8)

ABRAÃO

Abraão nasceu na cidade de Ur, antiga Mesopotâmia, entre a Arábia e a Pérsia, aproximadamente 2.000 anos antes de Cristo. Foi o primeiro patriarca hebreu, que quer dizer, chefe de uma antiga família do povo hebreu. Abraão significa: "Pai de uma multidão." Viveu numa época, em que as pessoas eram selvagens e ignorantes. Seus contemporâneos adoravam muitos ídolos e acreditavam que estes faziam inclusive milagres. Sacrificavam pessoas aos ídolos, queimando-as vivas. Taré, pai de Abraão, foi um comerciante de ídolos e toda Sua família era idolatra (adorador de ídolos), considerando os ídolos como se fossem deuses. Abraão é qualificado como homem sublime, por suas grandes qualidades: muito amável, de coração puro, de majestade espiritual, de dignidade e valor, próprios de um verdadeiro rei. Possuía um grande sentido de retidão e de justiça, que o diferenciava dos demais, e não participava da crença geral daquela época: a adoração dos ídolos. Deus escolheu a Abraão e O tornou Seu Mensageiro, para instruir Seu povo e elevar seu nível de espiritualidade e de cultura. Começou a ensinar Sua Revelação que Lhe veio de Deus e exortava as pessoas a abandonarem a supersticiosa crença de que os ídolos eram deuses e que deviam, isto sim, adorar ao Deus único e invisível. Abraão abertamente combateu e procurou destruir todos os ídolos que pôde: "Pôs-se em luta com Seu povo, com Sua tribo e até mesmo com Sua família", o que lhe atraiu a inimizade de todos. Furiosos contra Ele fizeram-lhe tremenda oposição, indignados que estavam contra os novos ensinamentos. A missão de Abraão foi sumamente difícil, pois teve que convencer as pessoas mostrando a diferença entre o poder dos ídolos de barro e o poder do verdadeiro e único Deus. Naquele tempo governava o rei Nimrod, que se opôs cruelmente a Abraão e decidiu destruir o novo movimento, ordenando que Abraão fosse queimado vivo. Mas Abraão foi salvo. Triunfou pelo poder de Deus, "apesar de Sua aparente impotência sobre as forças de Nimrod", e outros inimigos, demonstrando firmeza sobrenatural. Decidiram desterrá-lo, "para que fosse destruído e não restasse nem sombra de idade." Deus ordenou a Abraão que deixasse Sua pátria e Sua família para ir viver em outra terra e lhe prometeu grandes bênçãos, para Ele e para toda a Sua descendência. Abraão obedeceu ao mandato de Deus e saiu de Ur com Sua esposa Sara e Seu sobrinho Lot e partiram para a Terra Santa. Abraão tinha, então 75 anos de idade. "

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Deus transformou esse desterro em glória eterna para Ele, porque estabeleceu a Unidade de Deus (a crença em um só Deus) em meio a uma geração politeísta (crença em muitos deuses). Como conseqüência de Seu

desterro, os descendentes de Abraão chegaram a ser poderosos e a Terra Santa lhes foi dada.

O resultado foi que os ensinamentos de Abraão se estenderam pelo

mundo.

Várias vezes Deus apareceu a Abraão em visões e lhe confirmou a mesma grande promessa:

darei a Ti e a Tua descendência como o pó da

terra; que se alguém puder contar o pó da terra, também Tua descendência será contada." Gênese, 13:15, 16.

"E o levou para fora e lhe disse: Olha agora os céus e conta as estrelas,

se as puderes contar. E lhe disse: Assim será Tua descendência." Gênese 15:5. Abraão foi casado três vezes e desses casamentos surgiram três linhas de Mensageiros de Deus: de Isaac, filho de Sara, descenderam Moisés e Jesus; de Ismael, filho de Agar, descenderam Maomé e o Báb; e de Cetura descendeu Bahá‘u‘lláh. Não existe uma religião que leva o nome de Abraão, porém foi Ele quem trouxe a base da crença em um só Deus, sobre a qual o Judaísmo foi estabelecido mais tarde, por Moisés.

"Porque toda a terra

ZOROASTRO

Zoroastro, às vezes chamado Zaratustra, foi um Mensageiro ou Manifestante de Deus, que nasceu na Pérsia (hoje chamada Irã) há mais ou menos mil anos antes de Cristo. Foi Ele o fundador da religião chamada "Zoroastrianismo". Desde tenra idade, mostrava Zoroastro uma sabedoria extraordinária manifestada em Sua conversação e em Sua maneira de ser. Sua vida foi salva muitas vezes dos inimigos que queriam martirizá-lo, para que não chegasse à maturidade e cumprisse Sua missão divina. Aos quinze anos de idade, Zoroastro realizava valiosas obras religiosas e chegou a ser conhecido por Sua grande bondade para com os pobres e animais. Aos 20 anos, deixou o lar e passou sete anos em solidão, em uma caverna numa montanha. Depois regressou a Seu povo e com a idade de 30 anos recebeu a Revelação Divina, que se iniciou por uma série de sete visões. Zoroastro encontrou muita dificuldade para converter as pessoas à Sua nova religião. Em dez anos de pregação teve somente um crente - seu primo. Durante este período o chamado de Zoroastro foi como uma voz no deserto. Ninguém O escutava. Ninguém O entendia. Foi perseguido e hostilizado pelos sacerdotes. Os príncipes recusaram dar-Lhe apoio e proteção e O encarceraram porque Sua nova Mensagem perturbava a tradição e causava confusão nas mentes de seus súditos.

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Não obstante, Zoroastro continuava firme em Sua missão. Efetuava curas e milagres e ensinava sem parar Suas novas leis espirituais e científicas para a guia e instrução do povo.

Dois anos depois que Seu primo se fez crente. Zoroastro conseguiu influenciar o Rei Vishtaspa, que se tornou um fervoroso seguidor de Sua fé. Isto foi o início da verdadeira difusão dos ensinamentos de Zoroastro e de uma grande reforma. Logo em seguida a corte real seguiu os passos do Rei e mais tarde o Zoroastrianismo chegou a ser a religião oficial da nação persa. As escrituras Sagradas do Zoroastrianismo chamam-se "Zend-Avesta", que significa "Comentário sobre o conhecimento". Zoroastro fundou uma civilização de caráter essencialmente agrícola impregnada da idéia prática da vida destinada a educar os homens em uma crença nobre e de moral sublime. Zoroastro designou o esforço e o trabalho como atos santos. Disse:

"O que vale mais num trabalho é a dedicação do trabalhador."

"O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil orações sem nada fazer."

"O que semeia milho, semeia a religião. Não trabalhar é um pecado."

São muitos os ensinamentos de Zoroastro. Três de Seus principais mandamentos são:

- falar a verdade cumprir com o prometido e manter-se livre de dívidas.

A Regra de Ouro do Zoroastrianismo é: "Age como gostarias que

agissem contigo." Aos 77 anos de idade, Zoroastro foi martirizado por um homem que O matou enquanto Ele se encontrava orando em frente ao fogo sagrado no Templo. As profecias da religião zoroastriana anunciam que depois de mil anos aparecerá um Salvador, ou Messias. Entende-se que tais profecias se referem a Jesus Cristo. Zoroastro também profetizou que em um futuro longínquo de três mil anos, o Espírito de Deus se manifestaria outra vez em um Messias que

apareceria na Pérsia, país no qual Zoroastro mesmo havia nascido. Disse que chegaria o tempo em que se levantaria da raça persa o "Sháh Bahram", o Senhor Prometido, o Salvador do Mundo, o Grande Mensageiro da Paz.

MOISÉS

Numa terra longínqua existia um grupo de escravos vivendo uma vida muito difícil. Chamavam-se de "Filhos de Israel" e estavam trabalhando como escravos sob o poder do imperador do Egito. Esse povo pertencia a um outro país, conhecido agora como Israel, mas tinha sido levado de sua terra. Somente um Manifestante de deus podia salvá-los de seu sofrimento. Então Moisés foi escolhido para levantar-se e salvar seu povo. Ele estava só e o imperador egípcio tinha todos os recursos para destruí-Lo. Porém quando vem um Manifestante de Deus, Ele recebe tão grande poder que nada na terra pode

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vencê-Lo. Moisés, sem auxílio, sozinho, levantou-se para dar as boas novas do Reino de Deus ao Seu povo. Quando Moisés declarou-se Manifestante de Deus, os Filhos de Israel sabiam que o tempo de seus sofrimentos havia terminado. Eles O seguiram. Voltaram para Israel, a Terra Santa, e iniciaram uma nova vida. O imperador do Egito, com todo seu poder, nada pôde fazer para impedi-los. Quando ele, com seu exército tentaram deter os judeus, pereceram afogados no Mar Vermelho. As palavras de Deus transformaram as vidas dos Filhos de Israel. Embora tivessem sido escravos, criaram um reino muito rico. Tomaram-se grandes instrutores da humanidade. Muitos dos filósofos e mestres de outras terras obtiveram seu conhecimento dos seguidores de Moisés, pois, com Sua vinda, um Manifestante de Deus não somente traz alegria e felicidade, como também nos dá a fonte de um grande conhecimento e sabedoria. Moisés resumiu Seus ensinamentos em 10 Leis. Eram leis maravilhosas. Disse-nos, em resumo, para amarmos a Deus que nada neste mundo devemos amar mais que a Deus, que devemos amar e respeitar nossos pais, que não roubássemos, que não prejudicássemos outras pessoas, que fôssemos puros, limpos e disséssemos sempre a verdade.

MAOMÉ

Existe uma terra chamada Arábia. Em sua maior parte ela é deserta, com pouca água, com um clima muito quente e desfavorável. Nessa terra difícil existiam muitas tribos selvagens, que viviam em guerra umas com as outras. Eram tão selvagens e ignorantes que costumavam enterrar vivas suas próprias filhas, apenas porque eram meninas. E as mulheres nada mais eram do que escravas naqueles dias. Mas não importa quão cruéis podiam ser aqueles povos. Eram também filhos de Deus e tinham que ser educados. E assim Maomé, o Profeta de Deus, nasceu entre eles. Maomé foi um homem simples também. Estava encarregado de uma caravana, transportando carga em camelos, da Arábia para outras terras. Muitos dos Manifestantes de Deus foram pessoas muito simples. Mesmo aqueles, como Buda, que vieram das mais altas posições na vida, acabaram desistindo de suas honrarias principescas para viver com simplicidade. Deus deseja mostrar que é Sua riqueza e Sua influência o que atua através de Seus Manifestantes. Quando recebe o Poder de Deus, até mesmo a mais humilde de Suas Criaturas pode tornar-se vitoriosa sobre todos os poderes da terra. Um dia, quando Maomé estava orando no alto de uma montanha, recebeu a inspiração divina. Ele não havia freqüentado nenhuma escola. Nem mesmo escrevia Seu próprio nome. Mas daquele momento em diante os versos do Sagrado Alcorão foram revelados através d‘Ele. Daquele tempo em diante, Maomé não foi mais um condutor de caravanas. Tornou-se um Mensageiro de Deus. Levou ao Seu povo a nova mensagem. No início ninguém lhe deu ouvidos. Quando insistia em que eles

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deviam deixar de adorar os ídolos que haviam construído e que deviam acreditar em um único Deus, o povo da Arábia levantou-se contra Ele. Chamavam-no de louco. Ridicularizavam-no, dizendo ser Ele um sonhador. Mas Maomé continuou dizendo: "Ó povo, Eu sou o Mensageiro de Deus. Vim para vos salvar e conduzir-vos ao Caminho da Verdade." Isso era demais para o orgulhoso povo árabe. No começo toleraram Maomé, mas depois começaram a persegui-lo. Apesar de todos os contratempos, após 13 longos anos de sofrimentos, Maomé permanecia ainda firme, conclamando seu povo para voltar par Deus Uno e Compassivo e para seguir Seus mandamentos.

Mas por que deviam abandonar seus próprios deuses?

pensavam.

Além do mais, viviam muito ocupados com suas guerras. Não tiveram mais paciência com Maomé. Decidiram matá-lo, juntamente com o punhado de Seus discípulos. Mas a missão de Maomé não terminara ainda. Tinha outras leis para dar ao povo de Seu tempo. Deixou Sua terra natal, Meca, dirigindo-se para outra cidade, chamada Medina. Os inimigos da Causa de Deus organizaram grandes exércitos para matar Maomé e o grupo de seus seguidores. Maomé tinha que proteger a Causa de Deus e também àqueles discípulos fiéis. Desta forma permitiu que seus adeptos lutassem contra os selvagens que desejavam destruí-los. E assim foi que, como nos tempos de Krishna, os exércitos da luz e das

trevas novamente se digladiaram. Maomé foi um pastor divino. Devia proteger seu rebanho inocente contra o ataque dos lobos ferozes. A princípio Maomé e seus discípulos tiveram grandes dificuldades. Muitos deles morreram, defendendo-se dos ataques inimigos. Porém, durante todo o tempo da luta, Maomé assegurava que a Causa de Deus acabaria triunfando, como triunfaria sempre contra as forças do mal. Quando os muçulmanos, Seus seguidores, viram-se cercados pelas poderosas tropas inimigas, Maomé predisse que poderosos impérios sucumbiriam em breve diante deles, pois eles estavam vivificados com o Espírito de Deus, enquanto os outros se achavam espiritualmente mortos. Tudo isso veio a acontecer e a história o registra. Os grandes impérios persa e romano foram derrotados por um punhado de árabes, cujas vidas tinham sido transformadas depois que acreditaram em Maomé, o Profeta de Deus, e aceitaram Sua Mensagem Divina. A Mensagem de Deus transformou a vida de muitos outros povos, pois os ensinamentos do Islã espalharam-se desde a Índia até a Espanha. Durante a época áurea da civilização islâmica, muitas nações diferentes foram unidas em uma grande fraternidade. As pessoas ofereciam suas preces diariamente ao Deus Uno, o Compassivo, o Misericordioso. Recitavam o sagrado Alcorão, que prescrevia uma vida de virtudes e submissão à vontade do Todo Poderoso. Ainda hoje milhões de pessoas em todas as partes do mundo, dizem as mesmas preces e lêem o mesmo Livro Sagrado. Maomé, como todos os outros

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Manifestantes de Deus, assegurou aos Seus discípulos que um grande Mensageiro viria depois d‘Ele.

Disse que a religião de Deus, que viera dos céus através d‘Ele, voltaria a Deus depois de passados mil anos. Com isso quis dizer que o povo esqueceria Seus ensinamentos, no decorrer de mil anos. Mas, acrescentou Maomé, depois desse tempo, quando nada mais restasse da Religião de Deus na terra, o som de uma poderosa trombeta seria ouvido, não uma vez, mas duas vezes - e os povos do mundo veriam a face do próprio Deus.

O som da trombeta significa o Chamado de Deus.

O Chamado de Deus já feito duas vezes nesta era, como predisse Maomé. O Báb apareceu exatamente mil anos depois da revelação do Islã. Quase que imediatamente após, Bahá‘u‘lláh declarou Sua Missão. Não foi o Báb

quem chamou os homens para Deus, lembrando-os da grande promessa de Deus? E não foi Bahá‘u‘lláh quem levantou a voz em seguida, após o Báb num segundo chamado, conclamando os filhos de Deus para fitarem Sua face?

O BÁB

A

palavra Báb em árabe significa Porta.

O

Báb foi à porta para um novo Reino - o Reino de Deus na Terra.

O

Báb era ainda bem jovem quando revelou aos outros a Mensagem que

Deus lhe dera. Tinha apenas 25 anos de idade. Uma bela cidade no sul do Irã,

chamada Shiraz, foi o lugar de Seu nascimento. As pessoas no Irã eram muçulmanas, e por isso ele recebeu um nome muito comum naquele país - Ali Muhammad. O Báb descendia do próprio Maomé.

O pai do Báb faleceu logo após seu nascimento. Um tio, o irmão de Sua

mãe, criou-o. Quando criança foi enviado para um mestre, que lhe ensinou o Alcorão e as matérias elementares. Porém, desde a infância o Báb foi diferente das outras crianças. Estavam sempre fazendo perguntas difíceis de serem respondidas, dando Ele mesmo as respostas, o que deixava boquiabertas as pessoas mais velhas. Freqüentemente, enquanto as outras crianças brincavam, ele se dedicava às orações, sentado à sombra de uma árvore ou em outro lugar silencioso. Mais tarde, quando o Báb revelou Sua realidade como um Manifestante de Deus, tanto Seu tio como Seu mestre n‘Ele acreditaram porque o tinham conhecido desde a infância e visto a diferença entre Ele e as outras crianças. Seu tio até faleceu como um mártir da Causa de Deus revelada através de seu sobrinho, o Báb. Antes do Báb declarar Sua Missão como um Mensageiro de Deus, existiram dois famosos mestres os quais disseram que, conforme previsto no Alcorão e nas tradições sagradas, o Prometido do Islã logo iria aparecer. Esses dois mestres foram Shaikh Ahmad e seu principal discípulo Siyyid Kasim. Em

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virtude de terem sido eles dois homens santos e muitos instruídos, muitas pessoas acreditaram no que disseram e se prepararam para receber o Prometido. Quando Siyyid Kasim faleceu, seus discípulos espalharam-se por diferentes lugares em busca do Prometido. Alguns deles, dirigidos por um jovem piedoso e muito culto chamado Mullá Husayn, ficaram meditando, orando e jejuando durante quarenta dias, e então partiram para Shiraz. Suas preces foram atendidas. Próximo ao portão de entrada de Shiraz. Mullá Husayn encontrou um jovem radiante de alegria que tinha vindo recebê-lo. Esse jovem não era outro senão o próprio Báb. Convidou Mullá Husayn para ir à sua casa e lá, em de 23 de maio de 1844, o Báb declarou ser o Prometido. Mullá Husayn sentira seu coração atraído para o Báb desde o primeiro minuto em que seus olhos O viram à entrada da cidade. Mas agora, quando Seu hospedeiro fizera tão grande revelação, Mullá Husayn pediu-lhe alguma prova pela qual pudesse conhecê-lo como sendo mesmo o Prometido. O Báb disse que nenhuma prova seria superior aos versos divinos revelados por um Manifestante de Deus. E então, tomando de Sua pena e papel, escreveu Seu primeiro texto sagrado. Embora não tivesse freqüentado escola, exceto por um breve período na infância, o Báb, como todos os outros Manifestantes de Deus, estava dotado de um profundo conhecimento inédito, que era uma dádiva do Criador. Escreveu com grande velocidade e enquanto escrevia cantava os versos com voz suave e celestial. Mullá Husayn não desejou mais nenhuma prova. Com lágrimas nos olhos, prostrou-se aos pés do Manifestante de Deus. Mullá Husayn foi o primeiro discípulo do Báb, que lhe deu o título de Bábu’l-Báb, que significa a porta da Porta. Aquela noite marcou o início de uma nova era. O calendário bahá‘í começa naquele ano, 1844. Não demorou em que outras pessoas também acreditassem no Báb. Alguns o encontraram pessoalmente, outros leram Seus escritos sagrados, enquanto ainda outros, reconheceram-no através de sonhos e visões que tiveram sobre Ele.

O Manifestante de Deus é como o sol. Quando o sol se levanta todo o

mundo o enxerga, menos aqueles que estão profundamente adormecidos.

Mesmo os que dormem, mais cedo ou mais tarde, vêm, a saber, que o sol está brilhando.

A Mensagem do Báb foi dada primeiramente ao povo do Irã. Mas os

mulçumanos de outros países não sabiam que o Seu Prometido já viera. Portanto, quando milhares de mulçumanos, de todos os países, se reuniram em Meca em peregrinação, o Báb viajou para esse lugar sagrado do Islã, a fim de dizer a todos que o objeto de sua adoração já se encontrava entre eles, que Ele, o Báb, era o Prometido.

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Ninguém lhe deu ouvidos, mas o Báb completou Sua declaração, fazendo-a publicamente naquele centro de Fé muçulmana. Quando retornava à Sua cidade natal, encontrou um grupo de soldados que vinha prendê-lo, pois os fanáticos mullás (padres muçulmanos) não queriam que Sua Fé se espalhasse. Esses mullás fizeram de tudo para extinguir a luz de Deus que ardia no coração do Báb. Daquele dia em diante o Báb passou por incontáveis dificuldades: Sua

vida, após a Declaração, curta, mas brilhantes, foi vivida em sua maior parte nas prisões. O Báb esteve encarcerado em terríveis prisões, construídas nas montanhas onde fazia frio e em cuja região viviam poucas pessoas. Mas as correntes ou as prisões não puderam impedir que o Chamado de Deus se espalhasse. Enquanto o Báb encontrava-se preso, Seus fiéis seguidores levaram Sua mensagem para todos os cantos do país e durante um curto período de tempo milhares de pessoas deram suas vidas por Sua Sagrada Causa.

O Báb era ainda jovem, com apenas 31 anos de idade, quando decidiram

matá-lo.

Ele sabia que seria martirizado no caminho de Deus. Mas sentia-se feliz em sacrificar Sua vida para que se voltassem para Deus e buscassem seu reino de eternidade.

O dia do martírio do Báb foi 9 de julho de 1850.

Na manhã daquele dia, o guarda encarregado de levá-lo para ser executado foi falar com Ele na prisão. O Báb estava conversando com um de Seus discípulos, que escrevia Suas últimas instruções. O guarda lhe disse que chegara a hora e que os soldados estavam prontos, na praça central da cidade, aguardando ordens para a execução.

O Báb lhe disse que tinha de concluir Sua conversa com Seu discípulo

antes de ser fuzilado. O guarda riu e disse que um prisioneiro não podia fazer o que bem entendesse. Disse-lhe o Báb que poder nenhum na Terra podia impedir

que Ele terminasse Sua missão neste mundo e que iria terminar o que tinha de dizer ao Seu discípulo.

O guarda levou-O para a praça de execução. No caminho, um de seus

discípulos, de nome Muhammad Alí Zunuzi, avançou da multidão jogando-se aos pés de seu amado mestre, implorando para ser executado com Ele. O guarda tentou afastá-lo, mas Muhammad Alí Zunuzi tanto implorou que lhe foi permitido morrer em companhia do Báb. Na praça onde os soldados estavam esperando para desfecharem a carga fatal, uma grande multidão se reunira para assistir ao fuzilamento do Báb. Todos olhavam enquanto o Báb e Seu discípulo eram amarrados de tal maneira que a cabeça do discípulo repousava no peito do Bem-Amado. Chegou o grande momento. Os tambores ecoaram, soaram os clarins, e quando estes sons diminuíram ouviu-se a voz do comando dizer "Fogo!" Centenas de soldados puxaram os gatilhos. Espessa nuvem de fumaça cobriu toda a praça. O cheiro de pólvora era bem forte no ar. Assim que a fumaça foi desaparecendo, uma grande surpresa tomou contas de todos.

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Não havia sequer um traço do Báb. E seu discípulo estava de pé, desamarrado e ileso. Ninguém sabia o que pensar. Muitos disseram ter ocorrido um milagre e que o Báb desaparecera par o céu, o pelotão de fuzilamento jamais presenciara coisa igual. Guardas foram enviados em várias direções, em busca do Báb. O mesmo guarda que trouxera o Báb da prisão voltou para lá e O encontrou sentado calmamente, concluindo Sua palestra com Seu discípulo, a qual havia sido tão rudemente interrompida, o Báb voltou-se para o guarda e, sorrindo, lhe disse que a Sua Missão na terra agora havia terminado e que estava pronto para sacrificar Sua vida para provar a veracidade de Sua missão. Mais uma vez foi levado para a praça, onde o comandante do pelotão de fuzilamento recusou-se a executá-lo novamente. Retirou seus soldados e jurou que nada faria tentar tirar outra vez a vida daquele inocente e santo jovem. Outro regimento foi solicitado para levar a cabo execução e desta vez centenas de balas retalharam os corpos do Báb e de Seu devotado discípulo. Sua divina face, porém, ficou intacta, sem ser atingida por nenhum tiro, e mostrava um leve sorriso de paz e felicidade, de alguém que havia dado Sua vida para proclamar o início de uma nova era para a humanidade. O Báb foi um grande Manifestante de Deus. Em todos os Seus escritos disse que a finalidade de Sua vinda fora trazer as boas-novas de que em breve o Prometido de todos os tempos iria aparecer. Advertiu aos Seus seguidores para ficarem atentos, a fim de reconhecerem "Aquele que Deus tornaria, manifesto". Disse que deviam deixar todas as coisas de lado e seguir o Prometido, tão logo ouvissem Sua Mensagem. O Báb escreveu inúmeras orações implorando a Deus para que a Sua própria vida pudesse ser aceita como um sacrifício ao Bem-Amado de Seu coração, "Aquele a quem Deus tornaria manifesto". Ele próprio referiu-se em Suas Escrituras à Ordem de Bahá‘u‘lláh e disse "feliz daquele que seguir a Bahá‘u‘lláh." As preces do Báb foram atendidas e Sua promessa foi cumprida. Dezenove anos mais tarde Bahá‘u‘lláh declarou publicamente ser Ele o Prometido cuja vinda tinha sido anunciada por todos os Manifestantes de Deus em eras passadas.

CAPÍTULO XIX

LIVROS SAGRADOS DA HUMANIDADE

OS LIVROS SAGRADOS da Humanidade são os elos místicos que unem a humanidade ao seu Criador, impulsionam a civilização e fundam os preceitos para a vida em sociedade, através do aperfeiçoamento individual. As palavras detêm uma força, magia e inebriante beleza que cativa os ouvintes de corações puros e sinceros, fornecendo a cada ser humano que as ouve um sentido nobre para sua existência. É-nos inconcebível um mundo sem os sopros vivificadores da Divindade. Em todos os tempos, a história registra a presença da Palavra

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Sagrada permeando mentes e corações e forjando o progresso material e espiritual. Considerando que Deus não pode ser concebido ou objetivamente conhecido uma vez que esta Realidade Suprema está além de nosso entendimento racional Ele é Oculto enquanto Essência e é Manifesto através de seres humanos que Ele escolhe e que, com o manto de profeta revela-nos, pelo Seu Verbo, de época em época, a Sua Vontade. Nos Livros Sagrados, Bhagavad-Gita, Antigo Testamento, Tri-Pitakas, Novo Testamento, Alcorão e Kitáb-i-Aqdas, encontramos o "verbo feito carne" nos templos humanos de Krishna, Abraão, Moisés, Buda, Jesus Cristo, Maomé e Bahá‘u‘lláh. Em todas estas Escrituras o homem é poderosamente convocado para seu Criador, através do exercício de virtudes como o amor, a bondade, a compaixão, a justiça, a eqüidade e a retidão. É a transcendência, a meta de cada indivíduo saber que, colocando sua vida em conformidade com os preceitos divinamente ordenados, propicia o cumprimento do objetivo de sua criação: conhecer e adorar a Deus.

O BHAGAVAD-GITA

Também referido como Sublime Canção, Canção do Senhor ou a Mensagem do Mestre é um dos pilares da literatura sagrada mundial. Neste Livro, Krishna, que viveu na Índia antiga há mais de 5.000 anos, apresenta uma mensagem de amor, fé e esperança. Reverenciado por budistas, hindus e brâmanes, é também, por excelência, o livro autoritativo da religião hindu. Sua filosofia é um episódio da antiga epopéia hindu chamada Mahâbhârata (Maha = grande, Bhârata = Índia), que compreende 250 mil versículos, descrevendo a grande guerra entre os Kurus e os Pândavas. A batalha tem início quando Brishma, comandante dos Kurus, deu o sinal, tocando a sua corneta ou concha e logo respondido pelos Pândavas. Arjuna pede então a Krishna no princípio da batalha que deixasse parar o carro no meio do espaço entre os dois exércitos e eis que vê de perto seus parentes e amigos, em ambos os lados, ficando horrorizado por constatar que se tratava de uma guerra fraticida, dizendo a Krishna que preferia morrer inerme e sem se defender, do que matar seus parentes. A resposta de Krishna é um comovente discurso filosófico que forma a maior parte do Bhagavad Gita. Escrito na melhor tradição dos livros sagrados, a luta aqui relatada não é outra que a luta travada no espírito humano do Bem contra o Mal. A supremacia do espírito sobre o egoísmo, paixões e prazeres mundanos. Sua leitura nos leva a diversos níveis de compreensão de verdades místicas e esotéricas. Diz-nos Krishna:

Eu sou a Origem de tudo. O universo inteiro de Mim emana. Os sábios, que são Minha imagem e semelhança, conhecendo esta verdade, dirigem-se a Mim com adoração. O Homem real, o Espírito, não pode ser ferido por armas, nem queimado pelo fogo; a água não o molha, o vento não o seca nem move. Quem conhece a verdade de que o Homem real é eterno, indestrutível, superior ao tempo, à mudança e aos acidentes, não pode cometer a estultice de

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pensar que pode matar ou ser morto. Sabei que o Ser Absoluto, de que todo o Universo tem o seu princípio, está em tudo, e é indestrutível. Ninguém pode causar a destruição desse Imperecível. Todo o ser e toda coisa são o produto de uma infinitésima porção do Meu poder e da Minha glória. Quem tudo faz em Meu nome; quem Me reconhece como o alvo de todos os seus mais nobres esforços; quem Me adora livre de apegos e sem odiar a ninguém, esse chegará a Mim. É também uma canção apaixonada do Criador por Sua criação, abrindo-lhe imensas veredas para seu progresso no mundo do espírito. Milhões de seres humanos continuam se deleitando com a profundidade deste Canto e nele, seguem encontrando as energias interiores que podem revitalizar sua vida e aperfeiçoar seu caráter.

O ANTIGO TESTAMENTO

Antiga Aliança e Pentateuco são outras designações do livro sagrado dos judeus que, complementado com o Novo testamento ou o Evangelho de Cristo, formam a Bíblia Sagrada, o livro mais lido no mundo. Os judeus são os descendentes do pequeno povo de Israel e o Antigo Testamento conta sua história entre 1800 e 500 anos antes de Cristo. Em doze séculos, o Povo da Bíblia recebeu diversos nomes. Primeiro, Hebreus, antes de sua entrada no país de Canaã, aproximadamente em 1235 a.C. depois o Povo de Israel, quando se estabeleceram em Canaã, até o exílio por volta de 1235- 586 a.C. e finalmente, os Judeus, em 536 a.C., após o exílio. Os mais antigos vestígios do texto bíblico foram descobertos em 1947, nas proximidades do Mar Morto, rolos de pergaminho de 2.000 anos, conservados em jarras. Na Idade Média, os monges copiavam a Bíblia em pergaminhos. O Antigo Testamento pode ser classificado em cinco grupos distintos: A Lei, Os Livros Históricos, Os Livros Poéticos, Os Profetas e Os Livros Deuteronômicos. Foi redigido em dez séculos, não sendo assim obra de um único autor, mas de uma imensa gama de escritores, na maior parte anônimos. Nesta epopéia religiosa, anterior à invenção da escrita, transmitida oralmente de pai para filho, há milênios, há estilos bastante diversificados:

narrativas históricas, como o Livro dos Reis; contos, como Jonas; poemas, como em Cântico dos Cânticos; orações, como os Salmos; ensinamentos, como Provérbios. É interessante observar que a ordem de classificação dos textos bíblicos não corresponde à ordem cronológica em que foram escritos: a primeira página da Bíblia foi escrita no século VI a.C as seguintes, quatro séculos antes; enquanto que o conto de Jonas escrito no século IV a.C. precede o livro do profeta Miquéias datado do século VIII a.C. Foi o primeiro livro impresso por Gutenberg, em 1450, dando início ao que chamamos de "galáxia de Gutenberg em expansão". Em 1980, foram vendidos 10 milhões de Bíblias, em 275 línguas. É um livro que desde sua existência inspira poetas, pintores, escultores, escritores e pensadores de

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diferentes raças, etnias e nações. Erasmo (1469-1536) sintetiza, assim, a importância desse livro através dos tempos:

"Eu desejo que a Bíblia seja traduzida em todas as línguas, para que os

escoceses, irlandeses, assim como os turcos e os árabes a possam ler e compreender. Eu gostaria que o lavrador a cantasse seguindo seu arado, que o tecelão a cantarolasse enquanto tecesse e que o viajante esquecesse seu cansaço relendo suas histórias."

O Antigo Testamento se inicia com a narrativa da Criação, que é um belo

poema dedicado à glória de Deus: No começo, Elohim criou os céus e a terra. A terra era deserta e vazia e o espírito de Elohim planava acima das águas. Genêsis 1:1-2 Épico, relatando a aventura do homem buscando conhecer e amar seu Criador encontramos em suas páginas as mais emocionantes elocuções poéticas:

"Não tenha medo, eu o resgatei, eu o chamei pelo seu nome, você é meu. Quando você atravessar as águas, eu estarei com você e os rios não vão submergi-lo. Quando você andar no meio do fogo, você não se queimará e a chama não o consumirá. Pois eu sou Javé, seu Deus, o santo de Israel, seu salvador. Não tenha medo, pois estou com você. Juntarei o seu povo do oriente e do ocidente. Direi ao norte: dê! e ao centro: não segurem, aproximem meus filhos de longe e minhas filhas da extremidade da terra, todos aqueles que se chamam

com o meu nome, todos aqueles que, para a minha glória, eu criei, formei e fiz."Isaías 43:1-7

A narrativa contempla histórias que formam o inconsciente coletivo da

raça humana: Adão e Eva, Caim e Abel, Torre de Babel, Arca de Noé, Abraão, Nascimento de Isaac, Expulsão de Ismael, Sacrifício de Isaac, Luta de Jacó,

José do Egito, Sarça Ardente, Saída do Egito, Travessia do Mar, Lei da Aliança, Davi contra Golias, a estrangeira Rute e centenas de outras.

O nome de Deus é formado neste Livro por consoantes que não podem

ser pronunciadas. É o Tetagrama Sagrado. Elohim, Deus, Javé, Jeová, Adonai

são nomes substitutos como o Senhor, Todo-Poderoso, o Pai. Javé, em hebraico, lê-se da direita para a esquerda: HWHY.

O Antigo Testamento conservou apenas as quatro consoantes do nome

de Deus. Esse nome que vem do verbo ser, pode ter três significados:

(1) Eu sou quem eu sou, (2) Eu sou aquele que é,

(3) Eu sou quem eu serei.

A lei fundamental é: "Você amará Javé, seu Deus, com todo o seu

coração, com toda a sua alma e com todo o seu poder." (Deuteronômio 6:4) e "Você amará a seu próximo como a si mesmo." Levítico 19:18 Tão poderoso é o texto bíblico que vem inspirando ao longo do tempo o comportamento humano, estabelecendo as bases da legislação da grande maioria dos países do mundo, que encontra nos Dez Mandamentos a base do seu ordenamento jurídico, moral e ético:

• Você não terá outros deuses além de mim.

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• Você não fará ídolos.

• Você não falará em vão o nome de Javé.

• Lembre-se do dia de Sabá para o santificar.

• Honre seu pai e sua mãe.

• Não mate.

Não cometa adultério.

• Não roube.

• Você não prestará falso testemunho contra o seu próximo.

• Você não vai cobiçar a casa do seu próximo; você não vai cobiçar a

mulher do próximo, nem seu criado, nem sua criada, nem seu boi, nem seu asno, nada que pertencer ao seu próximo. Êxodo 20:3-17 Diz-nos, ainda, este Livro Sagrado:

A Deus pertencem os pilares do mundo. Sobre eles Ele colocou a . Samuel 1:2-8 Que minha língua se cole no céu da boca caso eu não louve Jerusalém com toda a minha alma! Salmos 137:6 Javé me disse: eu coloquei minhas palavras na sua boca! Jeremias

1:9-10

Vou dispersá-lo entre as nações Levítico 26:33 Aquele que dispersou Israel o reunirá de novo. Jeremias 31:10 Escute Israel, os preceitos e as sentenças que digo. Vocês vão aprender e vão cuidar de colocá-los em prática. -Deuteronômio 5:1 E a pontificar sobre o sequioso espírito humano, temos este belo Salmo

de Davi:

Javé, meu Deus, eu chamo durante o dia, grito de noite na sua presença, que chegue a você a minha oração, ouça o meu clamor. E para você eu grito Javé, desde o amanhecer a minha oração o procura. Porque Javé rejeita a minha alma, me esconde a sua face?" Salmo 88

O TRI-PITAKAS

Em sânscrito significa As Três Seções das Escrituras Budistas, compreende o Sutra-Pitaka (Sermões), o Vinaya-Pitaka (Preceitos da Fraternidade Budista) e o Abhidarma-Pitaka (Comentários). Sidarta Gautama, o Buda, nasceu em 556 a.C., filho único do rei Suddhodana e de sua esposa Maha Maya, em Kapilavastu, no sopé do Himalaia, atual Nepal. Ele foi a Grande Luz da Ásia. Também conhecido como o Sakyamuni, ou

o "Sábio do Clã Sakya" por seus adeptos budistas, abandonou a vida

principesca, vindo a se tornar um mendigo em busca da realidade espiritual. E no ano 521 a.C., à sombra de uma árvore, atinge a iluminação. Após 45 anos, pregando a sabedoria e a compaixão, entrou no Nirvana ou alcançou a "Grande Morte". Este foi um dos acontecimentos mais belos e significativos da história da humanidade, enriquecendo a mente humana e transbordando bondade, amor e compaixão através dos séculos e até os dias atuais.

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Na China, o Budismo foi introduzido no ano 67 da era cristã, durante o Reinado de Ming, da Dinastia Han. Mas, na realidade, isso ocorreu 84 anos mais tarde, quando as escrituras budistas foram traduzidas na China no ano 151 d.C., pelo Imperador Huan. Durante 1.700 anos as traduções para o chinês se processaram, alcançando a cifra de 1.440 escrituras contidas em 5.586 volumes. Seguiram-se traduções para o coreano, japonês, ceilonês, cambojano, turco, para quase todas as línguas orientais e também para o latim, francês, inglês, alemão, italiano e português estando hoje acessível em quase todas as línguas do ocidente e do oriente.

Certa vez, alguns noviços se aproximaram de Buda e perguntaram-lhe a que preceitos deveriam obedecer. Então ele lhes disse: Aqueles que desejam entrar na senda para ser fiéis discípulos de Buda devem observar quatro preceitos fundamentais:

(1) procurar boas companhias, (2) entender a lei, (3) fortalecer a mente através da reflexão e (4) praticar a virtude. No entanto, quanto à norma de conduta, dou dez mandamentos, que

são:

I. Não matar.

II. Não roubar.

III. Não falar mal dos outros.

IV. Não mentir.

V. Não ingerir alimentos antes das horas pré-fixadas e se abster de

bebidas alcoólicas.

VI. Não assistir a festas e espetáculos.

VII. Abster-se de perfumes, ungüentos, adornos e grinaldas. VIII. Não cobiçar nada de ninguém.

IX. Evitar o conforto de leitos macios.

X. Abster-se de receber esmolas em dinheiro. Os Ensinamentos do Sábio

do Mundo são a força motriz de grande parte da humanidade, cativando milhões de seres humanos, sendo a religião que conta com o maior número de adeptos em todo o mundo. Em seu Livro Sagrado encontramos estas palavras:

O Eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir? Tudo existe é

um dos extremos. Nada existe é o outro extremo. Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos e seguir o Caminho do Meio.

O que somos é conseqüência do que pensamos.

Qual a raiz do Mal? A cobiça, o ódio e a ilusão. O Mal é feito unicamente

pelo eu, nasce do eu, é trazido à existência pelo eu.

Qual é o caminho da salvação? É a retidão; é a meditação; é a sabedoria. Saber de cor todos os Vedas não conduz à Verdade.

O conhecimento útil, a verdadeira ciência, só pode ser adquirido pela

prática.

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Antes de dar, o coração se alegra; durante o ato de dar, ele se purifica; e, depois de dar, ele se sente satisfeito. Fazei de vós mesmos uma luz. Confiai em vós mesmos: Não dependais de mais ninguém. Fazei de meus ensinamentos a vossa luz. Confiai neles. Não dependais de nenhum outro ensinamento.

O NOVO TESTAMENTO

Também chamado de A Nova Aliança, o convênio feito por Deus com Jesus em favor de todos os homens, tem inspirado o comportamento humano através dos tempos. Um Livro pleno de amor e devoção subvertendo a moral da época, renovando os alicerces da sociedade em que era apregoado, extrapolou as fronteiras nacionais para criar uma civilização: A civilização cristã. Compreende 27 livros do cristianismo, religião fundada por um judeu,

Jesus de Nazaré há 2000 anos e é aceito como Palavra de Deus, para um em cada três homens no mundo.

Os cristãos reconhecem como sagrados os livros da religião judaica que

formam o Antigo Testamento. O Novo Testamento foi escrito pelos primeiros

cristãos, sobre a vida de Jesus e das primeiras comunidades cristãs. Sua mensagem é quase sempre conhecida como Evangelho que do grego, significa

Mensagem Feliz e para Jesus significava a boa nova de libertação para todos os homens.

A ordem tradicional dos Livros do Novo Testamento: os quatro

evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), os Atos dos Apóstolos, as Cartas de Paulo, as Cartas aos Hebreus, as Cartas de Pedro, as Cartas de João, as

Cartas de Judas e o Apocalipse de João. Todos esses livros foram escritos em grego entre os anos 51 e 100 da era cristã.

Os escritos originais não foram encontrados, existindo, no entanto, cerca

de 5.000 cópias antigas. O evangelho de Marcos foi concluído por volta de 65-70 d.C., os de Mateus e Lucas, 75-80 d.C. O fragmento de manuscrito mais antigo é anterior ao ano 150 e foi encontrado no Egito. Os manuscritos que contêm o Novo Testamento completo datam do século IV. São eles: o Codex Vaticanus, conservado na Biblioteca do Vaticano e o Codex Sinaiticus, descoberto no mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai e conservado no Museu Britânico de Londres. Durante a Idade Média, até a descoberta da imprensa, a Bíblia era recopiada nos mosteiros. Em 1456 Gutenberg imprimiu seu primeiro exemplar. As primeiras traduções apareceram no século II: em latim, siríaco (Séc. II), copta (Séc. III), gótico, georgiano, etíope (Séc. IV), em armênio (Séc. V), árabe, chinês, anglo-saxão (Séc. VIII), alemão, eslavônio, franco (Séc. IX). No Novo Testamento encontramos os relatos da vida de Jesus:

nascimento, Jesus e João Batista, a ressurreição de Lázaro, a Última Ceia, o Jardim de Getsêmane, a subida do Calvário, a Ressurreição dos mortos bem como relatos dos primeiros cristãos e seu heroísmo na proclamação desta

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Mensagem: Pentecostes, os primeiros conflitos com as autoridades, o evangelho de Samaria, a conversão de um etíope, a fundação da Igreja de Antioquia, o concílio de Jerusalém, o assassinato de Tiago, Estevão o primeiro mártir

cristão, a fuga de Pedro, dentre outros. Atualmente, o Novo Testamento está traduzido em 459 línguas e mais de 15 milhões de exemplares são vendidos ou distribuídos todo ano. É, de longe, o livro mais lido e adquirido no mundo. Alguns dos ensinamentos deste Livro:

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá fome, quem confia em mim jamais terá sede. João, 6:35

O maior amor é o de dar a vida por seus amigos. João, 15:13

Aquele que me segue não caminha nas trevas, ao contrário, ele terá a luz da vida. João 8:12 Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens a quem ele ama. Lucas 2:14

Mas eu lhes digo a vocês que me ouvem: amem seus inimigos, façam o bem àqueles que os detestam. Àquele que esbofeteia sua face, apresente-lhe também a outra. Lucas, 6:27 Quando ele se aproximava da porta da cidade, eis que levavam um

Jesus tocou o caixão e os

carregadores pararam. Ele disse: "Jovem, eu lhe digo, levante-se." O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Lucas, 7:12-16 Por volta da nona hora, Jesus clamou bem alto: "Eli, Eli, lamma sabactáni", isto é, "meu Deus, meu Deus, porque você me abandonou?" Logo a seguir, um deles correu a pegar uma esponja, encheu-a de vinagre e a colocou na ponta de um caniço para dar-lhe de beber. E Jesus ainda deu um grito bem alto, e entregou o espírito. E eis que a cortina do santuário dividiu-se em duas, de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas se fenderam. Mateus, 27:46-53 Pois Deus amou o mundo, a ponto de dar-lhe seu único filho, para que, seja quem for que confie nele, não pereça, mas tenha a vida eterna." João

3:16

morto. Era um filho único e a mãe era

E eu vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira

terra se foram, e o mar não mais existe. E eu vi a nova Jerusalém descer do céu,

pronta como uma

Deus com os homens. Ele enxugará toda lágrima de seus olhos. Nem luto, nem grito, nem dor existirão mais, pois o primeiro universo se foi." Apocalipse,

21:1-4

E eu ouvi uma voz dizer, do trono: "Eis o abrigo de

O ALCORÃO

O Alcorão é um dos livros mais influentes da História.

Para 800 mil muçulmanos, espalhados em pelo menos 40 países do mundo ou um sexto da humanidade, ele é a Palavra textual de Deus. É um belo poema, uma oração e um código de leis que se sobressai por sua pureza de

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estilo, sabedoria e verdade, constituindo por essas características uma força indutora de comportamento religioso, social e político da humanidade. Maomé, que nasceu em Meca, na Arábia, em 570 d.C. e faleceu aos 62

anos em Medina, foi o Porta-Voz de Deus à humanidade e seu livro, o Alcorão. Sobre ele, afirmou que "se um livro pudesse por as montanhas em marcha ou fazer a terra rachar ou os mortos falarem, esse livro seria o Alcorão." (13:13) E sua função religiosa está bem delineada: "Fizemos descer sobre ti o livro, com a verdade, para a instrução de todos os homens. Quem seguir a senda da retidão, fá-lo-á em seu benefício e quem se desencaminhar fá-lo-á em seu prejuízo. Não és responsável por eles." 39:41 As imagens e expressões que lhe caracterizam refletem o meio e a época em que o Alcorão foi revelado: um meio de desertos e oásis, de comércio rudimentar e de atividades agrícolas-pastorís. Maomé, o Profeta, transmite a mensagem em uma linguagem que eles entendam. Prescrevendo ao homem uma vida de submissão à vontade divina, esta mensagem rapidamente espalhou-se pelo mundo: da Índia à Espanha e, durante a época áurea da civilização islâmica, muitas nações diferentes foram unidas em uma grande fraternidade.

O Alcorão compreende 114 capítulos (Suras) revelados por Maomé, dos

quais 86 em Meca e 28 em Medina; e compreende nada menos que 6236 versículos. Cada capítulo é uma preleção, na qual os ouvintes são exortados a seguir determinadas normas morais ou a aplicar determinadas leis; ou mesmo a crer em determinadas verdades, extraindo conclusões dos fatos históricos que lhes são narrados. Em síntese, o conteúdo do Alcorão representa um dogma, o da religião islâmica; uma lei, a lei corânica, que compreende os códigos penal, civil, constitucional e militar; normas para o comportamento individual e social; e narrativas históricas. Dessas narrativas, muitas são referidas pelos textos bíblicos, como a criação de Adão e Eva e sua expulsão do Paraíso, a história de José e seus onze

irmãos, a perseguição do Faraó aos judeus e seu êxodo para a Terra Prometida, a história de Salomão e da rainha de Sabá, o nascimento de Jesus Cristo e diversos outros, com grandes semelhanças em relação às versões da Bíblia. Circunscrevê-lo, no entanto, apenas ao mundo muçulmano seria um erro, por sua amplitude e poderosa convocação para que o homem se enobreça com a comunhão da Palavra revelada.

O Alcorão apresenta Jesus Cristo como um profeta que anunciou a vinda

de Maomé: "Sim, o Messias, Jesus, filho de Maria, é o Profeta de Deus, sua Palavra, que ele lançou em Maria, um Espírito emanado dele." 4:171. Diz-nos Maomé:

Se todas as árvores da terra fossem cálamos, e o mar, e mais sete mares fossem tinta, não esgotariam as palavras de Deus, o Poderoso, o Sábio. 31:27 De vós deve surgir uma nação que pregue o bem, e recomende a probidade, e proíba o ilícito. Esse é o caminho da vitória. 3:104

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Ó meu povo, sede justos na medida e no peso e em nada lesai os outros, e não corrompais a terra. 11:85 Deus não muda o destino de um povo até que o povo mude o que tem na alma. 13:11 Sabei que a vida terrena nada é senão um divertimento e um jogo, e adornos e fútil vanglória, e rivalidade entre vós à procura de mais riquezas e filhos. Assemelha-se a vegetação que se segue a uma chuva. 57:20

O KITÁB-I-AQDAS

Diferentemente dos Livros Sagrados já abordados, Bahá‘u‘lláh (1817- 1892), o Profeta fundador da Fé Bahá‘í, o escreveu de seu próprio punho, junto com outra centena de obras, como o Kitáb-i-Iqán, As Palavras Ocultas e Os Sete Vales e designou o seu livro de leis como O Sacratíssimo Livro, O Kitáb-i-Aqdas, que pode ser considerado como a mais brilhante emanação de sua mente. O Kitáb-i-Aqdas foi revelado em 1873, enquanto Bahá‘u‘lláh fora transferido para a casa de ‗Udi Khammár, na cidade-prisão de ‗Akká, Palestina. É um Livro que contém as jóias inestimáveis de sua Revelação, inculca princípios para o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, prescreve a existência de instituições administrativas dessa mais recente Fé Mundial e se sobressai como um Livro único e incomparável entre as Sagradas Escrituras do passado. Shoghi Effendi (1897-1957) sobre a importância deste precioso Livro escreveu que "diferentemente do Velho Testamento e dos Livros Sagrados que o precederam, nos quais não existem preceitos efetivamente emitidos pelo próprio Profeta; diferente dos Evangelhos, nos quais os poucos ditos atribuídos a Jesus Cristo não fornecem um roteiro certo quanto à administração futura dos assuntos de Sua Fé; diversamente mesmo do Alcorão o qual, embora explícito nas leis e preceitos formulados pelo Apóstolo de Deus, silencia sobre o assunto importantíssimo da sucessão o Kitáb-i-Aqdas, revelado do começo ao fim pelo próprio Autor da Revelação, não só preserva para a posteridade as leis e preceitos básicos sobre os quais deverá assentar a estrutura de sua Ordem Mundial, mas também estabelece além da função de interpretação que é conferida a seu sucessor, as instituições imprescindíveis à preservação e integridade e da unidade de Sua Fé."O Kitáb-i-Aqdas é descrito por São João no Apocalipse como "o novo céu" e a "nova terra", como "o tabernáculo de Deus", a "Cidade Santa", a "Noiva" e como "a Nova Jerusalém descendo de Deus." Neste Livro, destinado a ser a Carta Magna da futura civilização mundial, Bahá‘u‘lláh anuncia a Lei Suprema, proclama-se o Rei dos Reis, declara este Livro como "a Balança Infalível" estabelecida entre os homens. O Kitáb-i-Aqdas trata da sucessão, designando ‗Abdu‘l-Bahá como sucessor de Bahá‘u‘lláh e intérprete de seus ensinamentos, antecipa a instituição da Guardiania e da Casa Universal de Justiça, estabelece as leis espirituais, morais e éticas, especifica as proibições, faz repreensões e advertências a governantes, a indivíduos e à coletividade. Sobre o Livro, Bahá‘u‘lláh escreveu:

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Não penseis que vos tenhamos revelado um mero código de leis. Não, mais exatamente, deslacramos o Vinho seleto, com os dedos da grandeza e poder. Disto dá testemunho àquilo que a Pena da Revelação revelou. Meditai

nisto, ó homens de discernimento! Este Livro é um céu que adornamos com as estrelas de Nossos mandamentos e proibições. Dizei, ó homens! Tomai-o com a mão da resignação. Por Minha vida! Foi enviado de uma maneira que pasma as mentes dos homens. Na verdade, é o Meu mais momentoso testemunho a todos os povos, e

a prova do Todo-Misericordioso para todos que estão no céu e na terra. Por

Minha vida, se soubésseis o que desejamos para vós ao revelar Nossas sagradas leis, ofereceríeis vossas almas por esta sagrada, poderosa e sublime Causa.

Sempre que Minhas leis aparecem como o sol no céu de Minhas

palavras, devem ser obedecidas fielmente por todos, ainda que Meu decreto seja de tal natureza que faça romper-se o céu de cada religião. Ele age do modo que seja do Seu agrado: escolhe, e ninguém pode questionar Sua escolha. Qualquer coisa que Ele o Bem-Amado, ordene, isto é, em verdade, amado.

O Kitáb-i-Aqdas tem uma linguagem direta ao espírito humano, firme

como um rochedo, inebriante como uma fragrante rosa, belo e enternecedor como um pôr-do-sol, amplo como um oceano. Concede vida aos mortos espiritualmente, sacia a sede dos peregrinos em busca da Presença de Deus, o

Bem-Amado.

É, há um tempo, uma dádiva para nossa civilização, despontando como

a fonte da autoridade moral para uma Nova Ordem em um momento em que a

família humana encontra-se gravemente enferma e infeliz por ter se afastado de Deus por tão longo tempo. Neste Livro, está escrito:

Não vos lamenteis em vossas horas de provação, nem nelas regozijeis; procurai o Caminho do Meio que é vos lembrardes de Mim em vossas aflições, e reflexão sobre o que vos possa advir no futuro. Assim vos informa Aquele que é

o Onisciente.

Casai-vos, ó povos, para que apareça de vós quem faça menção de mim. Sois apenas vassalos, ó reis da Terra! Apareceu Aquele que é o Rei dos Reis, adornado em Sua mais maravilhosa glória, e vos convoca a Si Próprio, o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si.

A verdadeira liberdade consiste na submissão do homem a Meus

Mandamentos, embora isto pouco vos seja sabido. Fossem os homens observar

o que Nós lhes mandamos do Céu da Revelação, eles atingiriam, com toda a certeza, a liberdade perfeita. Associai-vos a todas as religiões com amizade e concórdia, para que possam inalar de vós a doce fragrância de Deus.

O equilíbrio do mundo foi alterado através da influência vibrante desta

nova e mais grandiosa Ordem Mundial. A vida regulada do gênero humano foi revolucionada por meio deste Sistema único, maravilhoso cujo igual jamais foi testemunhado por olhos mortais.

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O Kitáb-i-Aqdas é o mais recente livro sagrado da humanidade, revelado

em árabe em meados do século passado. Ficou acessível ao Ocidente no ano de 1993 através da tradução para o inglês, a partir da qual rapidamente procedeu-se à tradução para inumeráveis outros idiomas, inclusive para a língua portuguesa.

CAPÍTULO XX

MAÇONARIA

inclusive para a língua portuguesa. CAPÍTULO XX MAÇONARIA ORIGENS A Maçonaria Universal utiliza o sistema de

ORIGENS

A Maçonaria Universal utiliza o sistema de graus para transmitir os seus

ensinamentos, cujo acesso é obtido por meio de uma Iniciação a cada grau e os

ensinamentos são transmitidos através de representações e símbolos.

são transmitidos através de representações e símbolos. Franco-Maçom O nome "Maçonaria" provém do

Franco-Maçom

O nome "Maçonaria" provém do françês maçonnerie ou do inglês masonry que significa "construção". Esta construção é feita pelo maçom em suas lojas (Lodges). Defende-se também que a palavra é mais antiga e tem origem na expressão copta Phree Messen, cujo significado é "filhos da luz". Na Idade Média havia dois tipos de pedreiros; o rough mason (pedreiro bruto) que trabalhava com a pedra sem extrair-lhe forma ou polimento e o free mason (pedreiro livre) que detinha o segredo de polir a pedra bruta.

A

livre) que detinha o segredo de polir a pedra bruta. A Maçonaria Simbólica compreende três graus;

Maçonaria Simbólica compreende três graus; Aprendiz Companheiro Mestre

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Colunas Maçónicas Os ritos ou procedimentos ritualísticos, são métodos utilizados para transmitir os ensinamentos e organizar as cerimónias maçônicas. Entre os principais destacam-se:

Rito Escocês Antigo e Aceito Rito de York Rito Schröder Rito Moderno Rito Brasileiro Rito Adonhiramita Rito Escocês Retificado

No mundo existem mais de 200 ritos praticados actualmente, porém os mais utilizados são o de Rito de York e o Rito Escocês.

O

Rito de York é teísta e baseado em cultos evangélicos.

O

Rito Escocês é composto de três graus e trinta filosóficos. Quando se

atinge o 3º grau diz-se que ele está em pleno gozo de suas prerrogativas maçônicas. Os graus Filosóficos, são graus elevados e em número de trinta, onde a filosofia e a moral são estudadas em cada grau com lendas ou histórias a eles associados. Outra classe de Ritos maçônicos menos comuns destacam-se pela abordagem mais esotérica e espiritualista como são os Ritos denominados Misraim e Memphis.

como são os Ritos denominados Misraim e Memphis. A Iniciação A maçonaria é composta por Graus

A Iniciação

A maçonaria é composta por Graus Simbólicos e Filosóficos, variando de

rito para rito.

A constituição dos três primeiros graus é obrigatória e está prevista nos

landmarks da Ordem.

O trabalho realizado nos graus ditos "superiores" ou filosóficos é optativo

e de caráter filosófico. Existem diversos sistemas de graus superiores, como o de

33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, o de 13 graus do Rito de York, o de 97 graus do Misraim e Memphis etc. Fernando Pessoa - Nao se assumindo Maçon, mas sim templário, era um grande defensor dos principios da Maçonaria e das Associações Maçónicas, como se pode concluir do comentário feito ao projeto de lei do deputado José Cabral - COMENTARIO DE FERNANDO PESSOA SOBRE A MACONARIA

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A Maçonaria no mundo se divide em Obediências Maçônicas chamadas

de

unidades administrativas diferentes que agrupam diversas Lojas, mas que propagam os mesmos ideais.

São

Grande Loja,

Grande

Oriente

ou simplesmente

Ordem

Maçônica.

1. O que é a Maçonaria de nossos dias?

É uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e

nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor

Fraternal, na esperança com amor à Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral

e

a Paz Universal.

2.

A Maçonaria é uma sociedade secreta? Não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente

empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos, oculta

a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e

propósito da Maçonaria, suas leis, história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão a venda em qualquer livraria. Os únicos segredos que a

maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem.

3. A Maçonaria é uma religião?

Não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus.

4. A Maçonaria é anti-religiosa?

Não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito de o homem praticar a religião de seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularidades do credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo.

5. A Maçonaria é ateísta ou meramente agnóstica?

Não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se

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Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus.

6. A Maçonaria é um partido político?

Não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apóia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se afastarem de movimentos cuja tendência seja a de subverter a paz e a ordem da sociedade, e se tornarem cumpridores das ordens e das leis do país em que estejam vivendo sem nunca perder o dever de amar o seu próprio país. A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito sem a correspondente prestação de deveres, nem privilégios sem retribuição, assim como privilégios sem responsabilidade.

7. A Maçonaria é uma sociedade de auxílios mútuos?

Não é uma sociedade de auxílios mútuos, ela não garante a ninguém a percepção de uma soma fixa e constante a nenhum de seus membros, na eventualidade de uma desgraça ou calamidade pode reclamar tal auxílio. Entretanto, a Maçonaria se empenha para que nenhum de seus membros sofra necessidades, ou seja, um peso para os outros. O Maçom necessitado recebe de acordo com as condições e as possibilidades dos demais membros da Ordem.

8. A Maçonaria é uma ideologia ou um "ismo"?

Nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social. Mas, ela reconhece que todos os homens têm uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade.

9. Então o que é a Maçonaria?

É uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas

simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para

o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio,

homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados a viverem em paz, harmonia e afeição fraternal.

10. Qual é a missão da Maçonaria?

É a de "fazer amigos, aperfeiçoar suas vidas, dedicar-se às boas obras,

promover a verdade e reconhecer seus semelhantes como homens e irmãos".

A missão da Maçonaria ainda é a prática das virtudes e da caridade, é confortar

os infelizes, não voltar as costas à miséria, restaurar a paz de espírito e a paz aos desamparados e dar novas esperanças aos desesperançados.

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11.

A Maçonaria convida as pessoas para se filiarem a ela?

Não "convida" ninguém, mesmo aos mais qualificados para se tornarem um membro da Ordem. Aquele que deseja entrar para ela, deve manifestar esse desejo espontaneamente, declarando que livre e conscientemente deseja participar dela. A Maçonaria não prende nenhum homem a juramentos incompatíveis com sua consciência a liberdade de pensar.

12. Porque a Maçonaria não inicia mulheres?

Tendo evoluído da Maçonaria Operativa que erguia templos no período da construção de catedrais, a Maçonaria adotou a antiga regulamentação que provia o seguinte: ―As pessoas admitidas como membros‖ de uma Loja devem ser homens bons e de princípios virtuosos, nascidos livres de idade madura, sem vínculos que o privem de pensar livremente, sendo vedada a admissão de mulheres assim como homens de comportamento duvidoso ou imoral.

A regularidade da maçonaria se deve ao fato de se ater aos seus princípios

básicos e imutáveis regidos por mandamentos, entre os quais se inclui o que

acima se disse.

13. Por que são chamados de templos os locais de reunião?

Os lugares onde os maçons se reúnem são chamados de templos porque, embora não sendo uma religião ou reunindo-se em uma igreja, a Maçonaria preserva religiosamente os direitos de cada indivíduo praticar a religião ou credo de sua preferência, mantendo-se eqüidistante das diferentes

seitas ou credos. Ela ensina a todos como respeitar e tolerar as religiões diversas

de

seus membros.

14.

A Maçonaria Universal obedece a uma autoridade máxima? Nem mesmo em um país como os Estados Unidos que agora se compõe

de

50 Estados e conta com cerca de 4 milhões de Maçons, obedece a Maçonaria

a uma autoridade suprema. A Maçonaria em cada país ou em cada estado de uma Federação é regulada e dirigida por uma Grande Loja independente e soberana.

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CAPÍTULO XXI

A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA

CAPÍTULO XXI A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA 1 – INTRODUÇÃO Há muitas e muitas eras, esteve na

1 INTRODUÇÃO

Há muitas e muitas eras, esteve na Terra SANAT KUMARA, um Ser de dimensões superiores de luz que assumiu o resgate espiritual de nosso planeta em tempos muitos difíceis. Naquela ocasião, a Terra estava prestes a ser condenada à completa dissolução devido às trevas geradas pela humanidade. No intuito de salvá-la, SANAT KUMARA, num gesto de auto-sacrifício, abandonou o seu lar e a companhia de sua Amada Vênus e aqui se estabeleceu dando início à irradiação do Espírito da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. A vinda de Sanat Kumara para nosso planeta foi acompanhada de uma legião de 900 mestres através de sucessivas encarnações. Aqui eles construíram SHAMBALLA "a Cidade da Luz", na região do atual Deserto de Gobi na Mongólia (Ásia Central) - veja que é a região dos grandes conflitos atuais, parte do mundo islâmico, de onde atuaram por milênios, restaurando a espiritualidade mínima exigida para que o Projeto Terra não fosse cancelado e vidas perdidas, pois os seres humanos apesar de na época estarem embrutecidos e sem consciência, portavam dentro de si a centelha divina, a marca dos Filhos do Pai. Podemos ter uma idéia do que foi Shamballa no plano físico quando olhamos o Taj Mahal na Índia, construído por Mestre El Morya em uma de suas vidas aqui como Sha Jehan. Na Bíblia, SANAT KUMARA aparece como MELQUISEDEQUE, rei de Salém (atual Jerusalém) e Sacerdote do Deus Altíssimo. Os Iniciados o chamavam Senhor do Mundo ou Ancião dos Dias. Muitos séculos se passaram até que Ele conseguiu encontrar duas emanações de vida que concordaram em participar da Fraternidade.

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Uma delas foi o próprio LORD GAUTAMA, O BUDA, hoje Senhor do Mundo; o outro Ser é hoje o CRISTO CÓSMICO ou INSTRUTOR DO MUNDO, LORD MAITREYA, atualmente com o nome de LORD DIVINO. Esta Fraternidade cresceu no decorrer dos tempos; todos os cargos foram preenchidos por seres da Terra já evoluídos ou por alguns outros que, espontaneamente, resolveram ficar no planeta, a fim de cooperar para o seu desenvolvimento.

no planeta, a fim de cooperar para o seu desenvolvimento. A Fraternidade Branca pode ser definida

A Fraternidade Branca pode ser definida como um grande grupo de

Consciências Luminosas e Inteligentes formada por um conjunto de múltiplas unidades energéticas luminosas, que se organizam dentro de uma grande rede

hierárquica.

O fio condutor que as une, por assim dizer, é a Luz do Amor Universal

em freqüências cósmicas divinas. Cada uma das unidades hierárquicas está em

perfeita união e sintonia com a Luz Criadora Universal.

A Grande Fraternidade Branca constitui seres atuantes na evolução dos

seres vivos da Terra.

O Grande objetivo da Fraternidade Branca é elevar o homem a seu

patamar máximo, manifestando sua real Divina Presença, atingindo assim a

Ascensão na terra.

A Grande Fraternidade Branca é integrada pelos Logos, Elohim, Manus,

Chohans, Mestres Ascensionados, Arcanjos, Serafins, Querubins, Devas, Anjos, Elementais, que são os Auxiliares e Mensageiros Cósmicos de Deus.

2-O QUE SIGNIFICA E COMO ESTÁ ORGANIZADA A HIERARQUIA ESPIRITUAL QUE ASSISTE A EVOLUÇÃO NA TERRA

Fraternidade Branca é uma Fraternidade de Seres de Luz (Ajáia-Sih Jóia Cristalina) que tem como missão promover e monitorar o desenvolvimento espiritual da Terra. Ela faz parte de um grupo de 70 fraternidades de luz espalhadas pelo nosso Universo conhecido como Grande Loja Branca.

A Fraternidade Branca opera em aliança com três comandos de Luz das

hierarquias superiores, que são: Ordem de MELQUISEDEQUE; Ordem de MICHAEL; e, Ordem de ENOCH. E mais, a CONFEDERAÇÃO INTERGALÁCTICA, principalmente com a Missão Órion (encarregada de

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trabalhar pela Paz, Arte e Beleza no planeta) e ASHTAR SHERAN (A Estrela Que Mais Brilha) - Comandante Maior de todas as frotas estelares que dão sustentação ao Projeto Terra. O trabalho da Grande Fraternidade é feito pelos Mestres Ascensos ou Chohans que dirigem as "Casas" ou "Lojas" dispensadoras dos raios divinos. Estas lojas são réplicas ou estações dos grandes Comandos de Luz que atuam em todos os Universos do Pai, portanto fazem parte das Grandes Hierarquias (todo o Universo é organizado em hierarquias em que reina a disciplina, a ordem e o amor incondicional) Os Mestres da Grande Fraternidade Branca têm em comum a sua evolução aqui em nosso planeta. Eles passaram por várias encarnações e sofreram todos os tipos de atribulações que nós também sofremos, mas conquistaram a maestria e por isso são muito experientes em assuntos relacionados à Terra e à Humanidade. Eles aparecem em nossa História, nas grandes religiões da Terra, bem como nos bastidores das ordens iniciáticas, movimentos esotéricos e espiritualistas, escolas de sabedoria e de auto-conhecimento do Oriente e do

Ocidente são a ponte entre as hierarquias espirituais mais elevadas e o plano da espiritualidade humana. Exemplos:

a. Sidartha, o BUDA, líder espiritual do Budismo, é reverenciado dentro

da Fraternidade como "Senhor do Mundo" (líder maior dentro da Fraternidade). Ele foi uma das manifestações do grande AVATAR MAITREYA que já se manifestou na Terra em outros tempos como SENHOR KRISHNA.

b. Jesus o CRISTO, a figura mais marcante da espiritualidade ocidental e

das religiões cristãs integra a Fraternidade Branca, onde é chamado de MESTRE SANANDA, cujo cargo hoje é de "Instrutor do Mundo". A exemplo de Sidartha no Oriente, ele também manifestou no Ocidente a consciência iluminada do Avatar MAITREYA.

c. MÃE MARIA, a grande entidade espiritual feminina que tem acolhido a

humanidade no amor e no conforto também integra a Fraternidade Branca. É a

grande mediadora do Conselho Cármico. No Oriente ela é conhecida com MÃE KUAN YIN, a Deusa da Misericórdia. Mãe Maria participou do grande projeto espiritual que permitiu a encarnação do Mestre Jesus na Terra para trazer ao nosso mundo as energias dos céus superiores e ancorá-las neste planeta (energias do Cristo MAITREYA). Outros mestres e arcanjos também participaram dando aporte energético para a vinda de Jesus e depois o Cristo. Senhor MAITREYA ou Cristo é o Filho Amado que o Pai mandou aos céus inferiores, por várias vezes (Krisna, Buda, Maomé, Jesus e Sai Baba).

d. MAOMÉ, o líder espiritual do islamismo, chamado de o "Profeta da Fé"

colocava-se junto de Jesus e Buda a quem ele chamava de profetas de Deus, e sabe-se que este ser também ancorou e representou as energia de MAITREYA. Muitas mudanças ocorreram nos planos da Fraternidade Branca no século que findou, pois os acontecimentos relacionados à Transição Planetária

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aceleraram muito, embora já tenham começado na época de Cristo há 2000 anos atrás. Neste começo do III Milênio os redirecionamentos continuam a ocorrer. Foram mudanças nos planos, projetos, missões, cargos, metas, tarefas, estratégias, etc. Uma boa parte dos trabalhos da Luz neste planeta foi redirecionada, principalmente após a Convergência Harmônica em 1987, uma onda de despertar que varreu o mundo dando um novo impulso ao processo ascensional em massa. Também após os atentados aos Estados Unidos, em setembro de 2001, vários redirecionamentos vêm ocorrendo para acompanhar os acontecimentos determinados pelo inconsciente coletivo da humanidade, ajustando tudo dentro dos prazos estabelecidos para o Salto Quântico. Este salto se dará com a entrada do planeta no cinturão de fótons do mega-sistema de Alpha e Ômega, do qual o sistema solar faz parte, não se tratando, contudo de um evento isolado da Terra, mas sim, de um processo ascensional que envolve vários sistemas em diferentes dimensões. Elucidação:

Avatar = alma iluminada que não precisa mais reencarnar. Maitreya = é um irmão de Luz que está a servir neste momento as determinações da Grande Fraternidade Branca e por conseqüente servindo a Luz de Deus. Ordem de Michael = Compreende os Filhos de Deus designados para criar e governar os universos locais do tempo e do espaço. Esses Filhos primários do Paraíso são personalizados como Michaéis. Dividem-se em Michaéis Mestres e Michaéis Criadores. Quando saem do Paraíso para fundar os seus universos, são conhecidos como Michaéis Criadores. Quando estabelecidos em autoridade suprema, eles são chamados de Michaéis Mestres.

Como iremos trabalhar?

Cada um de nós, em todos os lugares, a todos os momentos, em todas as oportunidades. "Mudarei o mundo quando começar a mudar a mim mesmo", dizem os sábios. Então, começaremos a compreender qual a nossa missão e participação no contexto universal; quanto maior a libertação do egoísmo melhor me entenderei com meu próximo.

Como exercitar?

Aprendendo a desenvolver melhores hábitos, melhores ações, aproximando-me das necessidades do outro. Todos aqueles que estão conscientes do desenvolvimento dentro de si, da energia divina, são chamados de servidores da grande causa, visando melhorar a energia geral para atendimento do Plano Divino que representa interligar o físico com o espiritual.

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O que pretende este trabalho?

Informar através de dados pesquisados e canalizados sobre vários assuntos relacionados à Grande Fraternidade Branca, Hierarquia Cósmica, Confederação Intergaláctica, e outros assuntos correlacionados à evolução planetária e cósmica.

UMA DE MINHAS MISSÕES E LEVA-LO AO:

Resultado do esforço concentrado do que podemos denominar "o novo grupo de servidores do mundo". Este grupo integrado está transmitindo energia espiritual através das várias áreas do pensamento humano, com a finalidade de fortalecimento da unidade universal e das corretas relações entre as pessoas. Sabemos que faz parte das corretas relações humanas, estabelecer no interior de cada um, a perfeita sintonia com a totalidade absoluta, através de três pontos essenciais no crescimento: A Trindade Sagrada de todas as religiões e crenças. Como tudo no universo é representado por sons e cores, nessa Trindade, equilibramos a Perfeita Vontade, através da cor Azul; a Perfeita Sabedoria, através da cor dourada e o Perfeito Amor, através da cor rosa numa verdadeira sinfonia chamada de música das esferas. NAMASTÊ SOL

3 MESTRES ASCENSIONADOS:

A) El Morya,

Diretor do Primeiro Raio - Azul.

Seu complemento Divino é Mestra Miriam. Fundou a Teosofia no século passado, juntamente com o Mestre Kuthumi. Hoje El Morya ainda habita um corpo físico que ele mesmo construiu e vive em Chigatsé, nas Cordilheiras do Himalaya, assim como os Mestres Kuthumi e Lord Maitreya que trabalham para a evolução da humanidade. Encarnações

- Abraão em Ur na Caldeia

- Melquior , um dos três Reis Magos

- Arthur, Rei dos Britânicos

- Rei Henrique II e VIII

- Akbar, o maior Imperador Mogol

- Poeta Thomas Moore

B) Kuthumi,

Diretor do segundo Raio - Dourado,

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Atualmente é Instrutor do Mundo, juntamente com Jesus. Reside em Chigatsé, nas Índias, em um corpo físico que ele mesmo construiu.

O Mestre possui um órgão e dois teclados, onde toca suas músicas, e

tem lá perto um grande Museu subterrâneo onde se encontram efígies luminosas dos adeptos da Grande Fraternidade Branca. Essas efígies permanecem luminosas enquanto o adepto segue direito pela senda, mas se houver divergência, criam-se turbilhões e a Luz se apaga. Desta forma o Mestre acompanha a caminhada de seus adeptos" Encarnações

- Faraó Tutmoses III

- Pitágoras

- Baltazar, um dos três Reis Magos

- São Francisco de Assis

- Shah Jahan, Imperador Mogol na Índia

Obs: Kuthumy e El Morya fundaram a Sociedade Teosófica

C) ―O Poderoso Mestre Serapis-Bey‖, Chohan do Terceiro Raio Rosa.

A chama da pureza e da ressurreição. É o Deva dos Devas. Ele possuiu um exército de Devas para nos proteger e para quebrar toda resistência à Luz. A coragem indomável, a rapidez de ação, a compreensão Angélica e a discriminação divina são qualidades que o Mestre nos transmite. Encarnações

- Sumo Sacerdote na Atlântida, há 11.500 anos

- Faraó Amenhotep III

- Leônidas, Rei de Esparta - 480 a.C.

Palavras do Mestre Entre todos os seres que habitam o planeta Terra, fostes privilegiados, pois os Senhores do carma permitiram que recebereis novos corpos para ter a

oportunidade de colocar as coisas novamente em ordem Já que a ascensão é a meta final de toda a vida, compreende-se que ela também seja a razão das encarnações.

D) Mestre Paulo, O Veneziano.

Diretor do Quarto Raio Branco Cristal

O Maha Chohan - Grande Senhor do Oriente. A seu cargo está a direção

das atividades dos Chohans, é o representante do Espírito Santo. O Mestre Paulo, irradia sobre os escritores e jornalistas para que escrevam com amor e com verdade e assim possam influenciar positivamente seus leitores. Ele protege também especialmente os artistas para que trabalhem sempre dentro da pureza divina. Ele é o representante do Espírito Santo para a Terra. Serve em conexão com o trabalho dos Manus e dos Instrutores do Mundo na direção de atividades relativas à Filosofia, Matemática, Direito, Administração, Arte e outras.

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O Mestre Paolo, o Veneziano, auxilia aqueles que trabalham em prol da paz e fraternidade entre os homens. - Última Encarnação:

Pintor Italiano Paulo Veronese

E) Mestre Hilarion

- Diretor do Quinto Raio Verde, Onde flameja a chama da Verdade "Eu me ocupo dos grandes da Terra. São vossos apelos que sustêm seus impulsos guerreiros. Eles não conseguirão criar uma grande guerra. É preciso embaralhar suas cartas. Vosso trabalho é derramar ondas de amor sobre eles, a fim de quebrar seus impulsos bélicos." Encarnações Sacerdote da Ordem Branca em Atlântida Apóstolo Paulo Como Apóstolo Paulo, veio aprender dolorosamente, o mal que uma pessoa pode causar a outra quando tomada por indignação, embora convencida de estar procedendo com justiça, baseada apenas em testemunhos e argumentos que podem ser falsos. Por este motivo ele jurou, após a sua ascensão proteger toda pessoa que é vítima de falso julgamento.

F) O Mestre Jesus Sananda, Príncipe da Paz e Deus do Amor ao próximo,

dirigiu a Era de Peixes que corresponde ao sexto Raio - Rubi - do Amor e da

Devoção.

A doce Chama de Ouro é a Chama de Amor que o Mestre utilizou para

efetuar as curas milagrosas. A exemplar ascensão que Jesus realizou é um magneto que vibra e pulsa no éter e compele a humanidade a também realizar sua ascensão. Afirmação de Jesus:

"Tal Liberdade, Saúde, Prosperidade e Ação harmoniosas surgirão para o

mundo como nunca os humanos experimentaram sobre a Terra." Encarnações Existem restrições quanto à divulgação de outras encarnações do Mestre

Jesus.

O Mestre Jesus habita o Retiro Espiritual Templo da Ressurreição, localizado na esfera etérea, por cima da Terra Santa.

O

Primeiro Cristo ou Salvador a vir ajudar a humanidade foi Krishna.

O

Mestre Jesus foi 49º Cristo a vir a Terra para orientar e resgatar os

seres humanos.

G) Saint Germain é o Chefe da Grande Fraternidade Branca. Ele é o Diretor

do Sétimo raio, da Chama Violeta da Liberdade que consome o karma e traz o

Conhecimento da Era de Aquário. Encarnações

- Sumo Sacerdote na Atlântida há 13.000 anos

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- Profeta Samuel

- São José

- Santo Albano

- Merlim, Mago, vidente e Conselheiro da Corte do rei Arthur.

- Cristóvão Colombo A Chama Violeta, Fogo Sagrado, com seu poder transmutador é um instrumento divino. Ao Arcanjo Ezequiel foi confiada a custódia do fogo violeta, dos apelos e da transformação. No interior da chama que arde em vosso coração reside o poder de atrair a luz, que está a vosso dispor; podeis impregná-las de boas ou más vibrações e enviá-las ao Universo. Reguleis a Luz pela qualidade de vossos pensamentos e sentimentos, pela palavra pronunciada e por vossas atitudes.

CAPÍTULO XXII

RELIGIÃO MESSIÂNICA

e por vossas atitudes . CAPÍTULO XXII RELIGIÃO MESSIÂNICA Mokiti Okada Fundador da religião Mokiti Okada,

Mokiti Okada Fundador da religião

Mokiti Okada, cujo nome religioso é Meishu-Sama (quer dizer Mei = Luz; Shu = Senhor, Senhor da luz; Sama tratamento respeitoso japonês), nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na cidade de Tóquio, Japão. Desde criança, foi uma pessoa dedicada às artes e preocupada com os problemas da humanidade. Após inúmeras dificuldades na vida familiar e empresarial, ele foi cada vez mais se aprofundando na filosofia, na religião e no estudo sobre a origem do sofrimento humano. Como resultado de inúmeras pesquisas com uma imensa sabedoria e após ter tido a revelação divina (em 15 de junho de 1926) que em seu ventre havia uma bola de fogo e ele seria o Salvador, o novo Messias da Era da Luz, com a palma da mão ele poderia salvar a humanidade, ministrando a luz formando pessoas sinceras que poderiam também ministrar essa luz e servindo como instrumento de Deus para a salvação da humanidade, então em 1º de janeiro de 1935, instituiu a Associação de Kannon do Japão, pois o nome Kannon é usado para especificar o Deus Supremo, em japonês, depois passou a

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ser conhecido como Miroku Oomikami. Foi o único japonês a dizer que só existe um Deus, fazendo assim com que o Japão acredite no monoteísmo, após milhares de anos eles acreditarem no politeísmo. Deixando muitos escritos,

ensinando inclusive como se pratica os ensinamentos e principalmente o Johrei (que é a Luz de Deus). Após ter fundado diversas entidades religiosas, foi em 15 de junho de 1950 que ele fundou a atual Igreja Mundial Messiânica. Que hoje já tem seguidores no mundo inteiro com membros chegando há mais de três milhões de pessoas. Na religião se acredita que os três males da humanidade, são: pobreza, conflito e doença. Para que alcancemos a felicidade absoluta é preciso nos livrarmos desses males. Normalmente o individuo nasce para conseguir ser feliz

e cumprir sua missão na terra. Com o crescimento adquirimos máculas, devido

ao meio em que vivemos e principalmente ao egoísmo, não deixando enxergar o que há em nossa volta, que é o princípio básico de tudo, o AMOR. Por isso purificamos sempre através ou da pobreza ou do conflito ou da doença. E nunca ficamos um sujeito totalmente sadio a ponto de nos tornarmos felizes. Por isso o Johrei veio explicar e minimizar esses males. Ele teve a revelação de Deus que na era da noite Buda (o iluminado) e Jesus Cristo (o redentor, somente conseguiu redimir os pecados do mundo) não conseguiram salvar a humanidade, porque não se tinha luz suficiente para que ficasse esclarecida toda a impureza do mundo. Hoje, porém, com o sol cada dia

mais intenso e com chegada da Era da Luz, Deus lhe revelou que nada mais ficará oculto, nem impurezas, nem maldades e que ele seria esse Messias a esclarecer e salvar a humanidade com os ensinamentos escritos e o Johrei revelados para Ele por Deus Supremo. Por conseguinte, a religião chama-se Messiânica, por ele ser o Messias da Era de Luz.

chama-se Messiânica, por ele ser o Messias da Era de Luz. Johrei é um método de

Johrei é um método de canalização da Luz de Deus, através da palma da mão, que tem o poder de queimar máculas do espírito e dissolver toxinas do corpo. Ao realizar esse processo, o Johrei dissipa a causa das enfermidades, um dos maiores motivos dos sofrimentos humanos. Simultaneamente elimina a pobreza e os conflitos. Daí que, embora a finalidade do Johrei pareça ser apenas a cura das

doenças, num sentindo mais amplo, é uma maneira de criar felicidade, pois eleva

o nível do pensamento, tornado-o mais nobre, mais puro. Assim a pessoa vai se desligando da parte negativa e passa a promover o bem de toda a humanidade, uma vez que brota dentro do coração um sentimento espontâneo de pureza e

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desejo de ajudar o semelhante. Com isso, o estado de depressão vai desaparecendo e a alegria começa a dominar a vida cotidiana. Ao mesmo tempo,

o espírito é envolvido por um profundo sentimento de gratidão a Deus pela paz e felicidade que está usufruindo. A partir desse nível, a pessoa passa a sentir constantemente a presença de Deus a envolver-lhe, orientando-a em todas as suas ações. Nesse estado, fica plenamente feliz e entende que, recebendo Johrei, está colocando-se em constante oposição a qualquer atitude ou sensação depressiva.

Para receber JOHREI é necessário se converter para a Doutrina Messiânica?

Nada impede o recebimento da Luz de Deus. Na Doutrina Messiânica não há preceitos nem restrições. É uma religião voltada a um plano universalista que abarca toda a humanidade. Absolutamente livre não proíbe seus adeptos de conhecerem outros credos. Qualquer limitação religiosa que escravize ou acarrete sofrimentos desnecessários impossibilita o homem de perceber o incomensurável amor de Deus. Daí a razão de os membros e freqüentadores gozarem de plena liberdade para adquirir uma fé pura e espontânea, sem amarras ou imposições. Tudo o que oprime a consciência não pode ser considerado como verdade.

Quais são as reações quando se recebe JOHREI?

Como a essência do Johrei é o espírito do fogo, uma das reações mais comuns é a sensação de calor, chegando, às vezes, ao suor. Embora sendo luz invisível, o Johrei atinge também a parte física, devido

à intensidade com que é emanada. Assim, então, ao receber Johrei, qualquer

pessoa sente-se aliviada, mais leve, tendo até a impressão de que os sentimentos se ampliaram, o coração se enche de um estado de muita alegria e felicidade. Também do ponto de vista físico, acontece à eliminação das impurezas através do suor, de catarros, corizas, tosses, diarréias, gripes, além de outras formas.

É comum ocorrerem bocejos durante o tempo em que se recebe o Johrei. Significa uma reação imediata do espírito eliminando máculas já queimadas pela Luz de Deus. Quem é espiritualista, acredita que o espírito precede a matéria, por isso se nosso espírito tem luz suficiente de Deus nossa matéria também será próspera. Para podermos ministrar essa luz, as pessoas passam por um processo de aprendizado dentro da igreja e se tornam membros capazes para que possam ajudar ao próximo. Graças ao conhecimento sobre a existência do ‘espírito’ e ao princípio fundamental de que, com a purificação do espírito, o corpo volta à normalidade. Esse princípio deve ser considerado como um prenúncio da cultura

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do

futuro. Realmente, ele representa uma grande revolução para a Ciência e, se

o

aplicarmos em todos os setores da vida, o bem estar da humanidade

aumentará ―incalculavelmente‖.

A Igreja Messiânica Mundial baseado nessa filosofia tem por finalidade

construir o Paraíso Terrestre, criando e difundindo uma civilização religiosa que

se desenvolva lado a lado com o progresso material.

A Igreja tem por objetivo orientar as pessoas e transmitir-lhes a Graça

Divina possibilitando-lhes criar tais condições.

A religião que tem como compromisso a VERDADE, o BEM e o BELO,

que é uma trilogia, como em toda religião. A pessoa que tiver essas três características alcançará o seu Paraíso interior, pois quem vive no seu Paraíso interior, constrói o Paraíso dentro do lar, no Bairro, na Cidade e no Mundo, contribuindo assim para o verdadeiro PARAÍSO TERRESTRE.

O compromisso com a verdade. E o que é a verdade? Nos ensinamentos

deixados pelo mestre Meishu-Sama, ele diz que a verdade absoluta de Deus é

o próprio estado natural das coisas, que ele denomina de Mundo Divino DEUS.

O Bem são as pessoas que passaram e passam pela vida profetizando

ou filosofando as palavras de Deus, aqueles espíritos iluminados que vieram para nos mostrar o caminho de Deus, ou seja, do bem espiritual, que ele denomina de Mundo Espiritual Jesus Cristo, Moisés, Buda, Nitiren, Kardec, etc, tantos outros inclusive ele mesmo, porque ele teve a revelação do método do Johrei e por isso é chamado de Senhor da Luz e por ele ser o Messias. Acredita que parte do nosso sofrimento está relacionado aos nossos antepassados, e o que fizemos em outras vidas, e, nessa vida, será considerado na próxima vida e assim sucessivamente até não precisarmos mais reencarnar, quando prosperamos espiritualmente. E finalmente o Belo, que é a beleza da vida material, através das artes de qualquer tipo: seja da música, da pintura, do cinema, do teatro, de ikebanas (que são arranjos florais) etc. Que ele denomina de Mundo Material. Ensina que devemos viver em equilíbrio, ou seja, nem tanto ao céu e nem tanto a terra.

Assim como existe na natureza, o sol, o vento, a chuva, para equilibrar o sistema ecológico, nós também devemos agir de acordo com o sistema que são as leis

de Deus, agirmos naturalmente.

O Messiânico acredita que essa luz e a fé em Deus são os princípios

fundamentais da salvação do homem, para se viver uma vida plena de realizações. Portanto, a base da felicidade é a eliminação das máculas espirituais. O

Johrei é o método mais simples e infalível para erradicá-las, É, pois, evidente que ele não visa à própria doença, e sim as suas causas.

O corpo material do homem vive no Mundo Material, e o espírito, no

Mundo Espiritual. Sendo assim, a situação do Mundo Espiritual influi sobre o

espírito e se reflete sobre o corpo, de modo que o destino do homem se origina

no Mundo Espiritual.

Então, para ser feliz, é necessário crer em Deus Absoluto, adorá-lo, compreender e praticar a Sua Vontade, somar méritos e purificar o espírito de

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modo que o seu habitat espiritual se eleve ao Céu. Não há outro processo para alcançarmos à felicidade, e nisso reside o profundo significado do Johrei. Por isso é chamada de ultra-religião. Por conseguinte, resolvi não só ler, pois não adianta aprender sem

praticar.

Essa religião se divulgou tanto que só aqui no Brasil já existem mais de 40 Igrejas com nomes diferentes, ou seja, que não é o nome de Igreja Messiânica Mundial, algumas com as mesmas características de seu fundador e mostrando como é importante os ensinamentos de Meishu-Sama o porquê dele ser chamado de Mestre e Messias os seus milagres quando estava vivo e a importância do Johrei e suas curas através de milagres comprovadamente pelos seguidores dessa religião que são os messiânicos. Aqui no Brasil já está na casa dos milhares

Ensinamentos extraídos de livros da Religião Messiânica

O MUNDO DA GRANDE LUZ

O Mundo da Grande Luz é um mundo no qual a Luz de Deus terá abolido todas as trevas. E um mundo sem trevas é um mundo sem sofrimento, onde não existe o Mal. No tempo de Buda e Jesus Cristo o mundo estava ainda estava em trevas, era o mundo da lua, onde as pessoas não conseguiam enxergar determinados ensinamentos. Agora finalmente chegamos ao mundo do dia, do sol, onde certas coisas obscuras não mais ficarão ocultas, tudo virá à tona. Por isso Cristo profetizou que seria o fim do mundo que de dois mil chegaria e de dois não passaria. Esse fim a que ele se referia é o fim das trevas para a Nova Era, a da luz. Durante milhares de anos, muitos homens santos e grandes religiosos sacrificaram suas vidas pregando a construção de tal mundo. Até agora, entretanto, não foi possível construí-lo e nem mesmo construir algo parecido. Assim, a humanidade achou que se tratava apenas de um ideal e até hoje duvida que tal mundo possa realmente surgir. Mas esse mundo será certamente construído e poderá realizar-se através de grande mudança. Mas, Deus vem mostrando isto através de tantos fatos ocorridos no mundo e que com tantos milagres, ocorridos em diversas religiões, certamente é possível construir o mundo da Grande Luz Divina. Assim, vem se fortalecendo a minha convicção e compreendi que Deus usa a todos como instrumentos para a construção desse mundo. Deus quer confiar essa tarefa a todos os seres humanos, elevando seu pensamento grandioso para que as pessoas enxerguem essa grande Luz que está surgindo. Compreendi, então, que é verdadeira a antiga profecia a respeito do Mundo de Deus ou o Reino dos Céus na Terra (falado por Jesus Cristo) ou Mundo de Kanro-dai (na seita xintoísta Tenri-kyo), ou Mundo de Guino (no

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budismo Nichiren) etc. E também compreendi claramente o que faz Deus, nos usando para construir esse Mundo. Pois a base principal para a construção dessa obra é o seu próprio poder. Até agora, essa força de Deus jamais se havia manifestado verdadeiramente. Sakyamuni (Buda) pregou a misericórdia. Jesus pregou o amor e outros mestres ensinaram o Caminho ao ser humano. Mas embora tais coisas tenham sido bem pregadas, não havia força para pô-las em prática. Até certo ponto, o que esses mestres ensinaram foi realizado, mas não puderam fazer com que toda a humanidade o praticasse. E assim, os seus ensinamentos ficaram apenas

no plano das profecias, como um ideal. E esse mundo ideal, que era o objetivo desses mestres, até agora não foi concretizado.

O estado de confusão e de discórdia em que se encontra a humanidade

deve-se ao fato de que as religiões dispunham de certo poder, mas faltava-lhes o poder absoluto. Em outras palavras, devido à falta de poder, foram vencidas pelo Mal.

Mas tendo finalmente chegado à hora do Céu, agora surgirá na Terra o Poder Absoluto: um Poder que no curso de milênios, jamais foi dado à humanidade conhecer. Doravante, portanto, poderão ocorrer coisas inimagináveis. Quando observamos as religiões até agora existentes, vemos que elas não dispunham de um ensinamento completo. Tomemos, por exemplo, os conceitos de Daijo e Shojo do budismo.

Costuma-se interpretar como Shojo a fé egoísta e como Daijo a fé altruísta. Mas isto ainda não é verdadeiro. Porque nem Shojo e nem Daijo são corretos em si.

A pessoa de fé Shojo procura obter vantagens pessoais: gozar de paz,

felicidade e conforto ao lado da sua família, sem se preocupar com a sociedade,

o país ou a humanidade. Existem no mundo muitas pessoas com este tipo de fé,

que rezam pedindo paz para os seus lares e oram para ter prosperidade nos negócios e ficarem livres de doenças e infortúnios. Este é um tipo de fé centrado

no indivíduo.

A pessoa de fé Daijo, ao contrário, preocupa-se com a sociedade, o país

e a humanidade, negligenciando o próprio bem-estar. Ela almeja dedicar-se ao

mundo e, para isto, não hesita em separar-se dos irmãos, dos pais, dos filhos e

sacrificar a família. Tal sacrifício para poder praticar a Grande Salvação parece maravilhoso. Mas também isto está errado, a não ser no caso específico em que

o indivíduo seja forçado pelas circunstâncias. Normalmente, porém, o sacrifício

não deve ser provocado. Assim, fica claro que Shojo, por si só, não é bom e Daijo tampouco dá certo. Portanto, nem Shojo e nem Daijo, mas, ao mesmo tempo, Shojo e Daijo. Isto é que é o certo. Em certas ocasiões, deve-se preferir Shojo; em outras, é melhor Daijo. Daijo e Shojo devem ser alternados de acordo com o tempo, as

circunstâncias e as pessoas. Em tempos de calor, por exemplo, o mais adequado

é usar roupas leves. Quando a temperatura refresca um pouco, usamos roupas

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de meia-estação. E quando o clima esfria, usamos agasalhos. Portanto, o mais certo é mudar de acordo com a situação e as circunstâncias. Com a fé egoísta Shojo não se pode salvar a humanidade porque o egoísmo se choca com outros, criando conflitos, e estes, ampliando-se, convertem-se em guerra. A fé Daijo, que se auto-sacrifica para beneficiar a humanidade, aparentemente não está errada e muitas pessoas a têm praticado. Mas isto, até hoje, não propiciou a concretização do mundo ideal, o que prova que também a fé Daijo contém falhas. Nem é preciso dizer qual é a causa. Mas quando observamos as religiões sob esse prisma, sentimos uma profunda tristeza.

É maravilhoso sacrificar-se em prol da humanidade. Mas isto conduz a

pessoa a um impasse que acaba prejudicando os pais, irmãos e parentes, causando desarmonia na família, afugentando os amigos e conhecidos. A pessoa cai na solidão, mas diz que isto é uma provação de Deus e para Deus. Ela se torna cada vez mais obstinada, seus desentendimentos com os outros aumentam, os outros se afastam e ela fica cada vez mais isolada. Então, ao invés de salvar os outros, essa pessoa é que tem que ser salva pelos outros, pois sozinha não teria nem sequer recursos para comer. Há muitas pessoas com esta forma de fé, nas religiões. Mas assim não se pode construir o Paraíso. Para converter este mundo num Paraíso, devemos pensar que a menor unidade da humanidade é o ser humano.

O mundo é feito da seguinte maneira: são os agrupamentos de seres

humanos que formam um país. Um país é formado de cidades e vilarejos. Cidades e vilarejos são formados por famílias. A família é formada por indivíduos.

Portanto, sem salvar os indivíduos, jamais será possível salvar o mundo.

A pessoa de fé Shojo que procura apenas benefícios pessoais está

errada. Mas a fé Daijo, que sacrifica o indivíduo, também está errada. Isto quer dizer que é preciso salvar a ambos, tanto o indivíduo quanto o mundo, isto é, a totalidade. Mediante a salvação do indivíduo chega-se, ampliando, a salvar o mundo. Portanto, em primeiro lugar, é preciso salvar o indivíduo. Assim, completa-se a salvação. Suponhamos que a família seja um pequeno modelo do mundo. Se a vida de cada família for paradisíaca, com a salvação das famílias, o mundo também será salvo. Naturalmente, sempre existiu essa maneira de pensar, mas, até agora, as pessoas achavam a sua realização impossível, porque faltava poder às religiões. Mas finalmente, a partir de agora, através do poder de Deus, isto será realizado. Para simplificar, digamos que se cada família estiver isenta de doenças, pobreza e conflitos, poderão surgir o Paraíso. Esses três pequenos infortúnios - doença, pobreza e conflito - equivalem, em grande escala, a epidemias, fome e guerras. E é isto o que será abolido. Muitos se perguntam se isto será possível, mas eu afirmo com certeza que é possível. Até agora, mesmo tendo muita fé, não foi possível formar famílias

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isentas de doenças, miséria e conflito, porque a era da noite ainda estava maior do que a era do dia. Muita gente acha que é difícil construir o Mundo da Luz, mas não é tão difícil assim. Basta que o mundo fique cheio de famílias que não sofram de doenças, de miséria e de conflitos, e já será um mundo de luz. Assim, pela primeira vez, a humanidade apreciará a verdadeira paz. A humanidade começou a perceber o erro da civilização ocidental recentemente. Mas, graças à expansão da cultura ocidental, a humanidade recebeu grandes benefícios por meio da ciência e a isto devemos ser gratos. Mas, do lado espiritual, as pessoas tornaram-se cada vez mais egoístas, caindo num estado miserável de incessantes conflitos. As primeiras civilizações orientais surgiram na China e na Índia e prosperaram durante muitos séculos. Também surgiram as civilizações egípcia,

grega, etc. e a civilização ocidental desenvolveu-se através da civilização romana. O fato de primeiro ter surgido à civilização oriental e depois a civilização ocidental tem um profundo significado dentro da preparação do plano de Deus.

A civilização oriental é uma civilização vertical e espiritual. A civilização

ocidental é material e horizontal. Assim foi estabelecido o modelo de duas grandes civilizações: a vertical e a horizontal. Ambas as civilizações

desenvolveram-se o suficiente para entrar na fase de seu amadurecimento e agora se encontram num impasse. Como já foi dito antes, exclusivamente Shojo não dá certo e exclusivamente Daijo também não. Cabe a Deus mostrar o caminho para

imprimir o rumo que tomarão essas duas grandes civilizações. Ambas finalmente se unirão, em conformidade com o seu Plano.

É como se fosse um casal. O noivo chama-se Oriente e a noiva chama-

se Ocidente. Ambos se unem em matrimônio. O padrinho desse casamento é Deus. O filho gerado por esse casal, e o filho desse filho é o Mundo Ideal há tanto tempo aguardado pela humanidade: o Mundo de Deus, o Reino dos Céus na Terra. A força que promove esse casamento e faz gerar os filhos, ou seja, a

força que executa essas grandiosas tarefas vem do poder de Deus.

O mundo está sofrendo as dores do parto para gerar essa civilização.

Chegamos ao tempo final em que se formará a cruz, unindo o horizontal e o vertical.

A cruz gamada - símbolo que existe desde a Antigüidade - tem forma de

cruz com as pontas dobradas. Isto quer dizer que depois de cruzadas a horizontalidade e a verticalidade, ela começa a girar. Esse movimento giratório aciona o andamento do plano de Deus. Rodar na direção dos ponteiros do relógio representa o grandioso poder que nasce da união do espírito e do corpo (do vertical e do horizontal). A esse poder chamamos de poder de Deus ou Luz do Oriente. Essa Luz do Oriente dá nova vida e purifica a cultura ocidental, que estava à beira da destruição. E assim, mediante a união do horizontal e do vertical, harmonizados e unificados, nasce à civilização ideal, formando o

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caminho da Luz que prosperará eternamente. E desta vez, ao contrário do que ocorria anteriormente, na direção do Oriente para o Ocidente.

O misterioso é que dois mil anos atrás já se usavam essa expressão "Luz

do Oriente". Hoje se inaugura o plano da Luz do Oriente e eu acredito que daqui para frente ele se expandirá com muita força. Até agora, a civilização ocidental avançou girando no sentido contrário aos dos ponteiros do relógio (isto é, na direção em que a matéria precede, em importância, o espírito), e chegou ao máximo desenvolvimento nesse sentido (isto é, até 99%). Mas agora que a civilização ocidental chegou a um beco sem saída, surge repentinamente o poder de Deus na era da luz girará como os ponteiros do relógio, fazendo o mundo ideal de Deus o grandioso Deus da luz,

o criador do Universo e chegará a Grande Luz Divina. Portanto só nós podemos nos salvar para vivermos nesse mundo idealizado por Deus, quem não mudar não será salvo.

CAMADAS DO REINO ESPIRITUAL = SALVAÇÃO

O Reino Espiritual se divide em três planos: céu, purgatório e inferno.

Cada um desses três planos se subdivide, por sua vez, em 60 graus, perfazendo um total de 180 graus, a que se denomina de camadas do Reino Espiritual. Estas camadas estão estreitamente relacionadas ao destino do ser humano.

As pessoas se perguntam por que vieram a este mundo. O homem nasce

por Ordem de Deus. Enquanto este fato não for verdadeiramente compreendido,

o ser humano não poderá agir corretamente e não alcançará tranqüilidade nem paz, correndo o risco de acabar a sua existência num vazio onírico e embriagador.

O desígnio de Deus é a construção do Reino dos Céus na Terra, ou seja,

o Mundo Ideal. É difícil, porém, imaginar a glória e magnificência do plano do Reino dos Céus na Terra, pois não há palavras que as expressem.

A evolução da cultura é perpétua e infinita, e o curso da história mundial

apenas tem servido a esse processo básico. Deus deu a cada homem uma determinada missão e especialidade, para que através da sucessão de vidas e

mortes, progrida até a meta ideal. Conseqüentemente, o bem e o mal, a guerra e

a paz, a destruição e a criação apenas fazem parte do necessário processo de

evolução. Como já foi explicado anteriormente, estamos no tempo da transição da Noite para o Dia. No mundo inteiro, surge à tendência de dar grande impulso à Nova Era. A humanidade abandona o seu manto de barbárie e procura atingir um

nível altamente civilizado. Sobretudo, o aparecimento dessa filosofia pioneira constitui o prenúncio substancial do fim das guerras, da doença e da pobreza. Para a concretização dos desígnios de Deus, a Ordem desce continuamente para o homem. Cada ser humano tem a sua semente em alguma das camadas do Reino Espiritual. A Ordem desce, primeiramente, para esta

semente

Através do fio espiritual, esta semente transmite a Ordem de Deus

para a alma, que está no centro do corpo espiritual. Mas os homens, de modo

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geral, têm enormes dificuldades para intuir as ordens que lhe são transmitidas por elas. Somente aquele que purificou até certo ponto o seu corpo espiritual, pode fazê-lo. Para a maioria, isto é impossível, pois estão obstruídos por sua grande quantidade de nuvens. Dessas nuvens também se aproveitam os espíritos maus para perturbá-los. A prova é que todo ser humano já fez planos que malograram ou que não se realizaram da maneira prevista. O destino vira tomando um rumo inesperado. Nesses momentos, o homem sente que algo o domina, dirigindo-o para um caminho pré-determinado. A missão e o destino de cada pessoa dependem do nível e da camada do Reino Espiritual em que se encontra a sua semente. Quanto mais alto for o grau a que ascendeu a sua semente, maior e mais elevada é a missão ordenada

por Deus e mais feliz será o indivíduo. Ao contrário, quanto mais baixo descer a sua semente nas camadas do Reino Espiritual, mais infeliz ele será. O plano superior corresponde ao céu, um mundo de alegria onde não existem as doenças

e os conflitos abundantes na matéria. O plano inferior corresponde a um mundo

de sofrimentos, que será tanto mais repleto de doenças, conflitos e pobreza, quanto mais baixa for à camada. Para que um homem se torne verdadeiramente feliz, é preciso em primeiro lugar, elevar a sua semente nas camadas do Reino Espiritual. E o único meio de elevá-la é purificar o corpo espiritual. A descida ou subida da semente depende da quantidade de nuvens do corpo espiritual. Isto significa que a leveza da alma purificada faz a semente subir, e o peso da alma nublada o faz descer. Quem deseja possuir uma alma purificada, deve acumular bons atos e virtudes, o que requer um longo período de tempo e exige muito sacrifício. Mas há um meio de saltar, de uma só vez, dezenas de degraus nas camadas do Reino Espiritual: mediante a iniciação no plano real de Deus e receber sua luz. O que equivale a dizer que quem se iniciou nesse pensamento, modifica completamente a sua maneira de encarar a vida. Sua sabedoria aumenta, bem como a sua compreensão do verdadeiro aspecto das coisas. Reconhece a luz à sua frente e sua intranqüilidade desaparece. Torna-se otimista e alcança a

verdadeira paz. Também sob o ponto de vista material, sua prosperidade aumenta de modo misterioso e suas dificuldades monetárias desaparecem. Sua infelicidade diminui e a pessoa se torna mais afortunada.

VIVA PARA DEUS, NÃO PARA OS HOMENS.

Às vezes, uma pessoa negligencia em demasia grandes coisas, porque está demasiadamente ocupada com detalhes. Isto impede o seu progresso.

Pessoas de mentalidade estreita não expandem o seu pensamento com muita rapidez. Elas são habitualmente obstinadas, criando um clima de constrangimento ao seu redor, ao invés de uma atmosfera de calma e liberdade.

A liberdade mental e a tranqüilidade emocional são essenciais para o bem-estar

e o progresso espiritual, e estão em perfeita consonância com a Lei Divina. Muitas pessoas só procuram a sua própria felicidade, o seu próprio progresso. Por mais elevadas que sejam as suas aspirações, essa atitude indica

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um indevido egocentrismo e não pode ser plenamente abençoada por Deus. Esta

é uma atitude shojo (pequena egoísta). A verdadeira atitude espiritual é voltada ao nosso próximo. Quando uma pessoa deixa de pensar somente em si, atendendo também as necessidades dos outros, está vivenciando a sua fé, com

a devida responsabilidade. Esta é a sua grande oportunidade de salvação, pois é

difícil ser verdadeiramente feliz, enquanto há outras pessoas sofrendo. Esta é uma postura daijo (grande altruísta). Basicamente, a diferença entre a atitude religiosa de pessoas shojo e daijo é que, as pessoas shojo tendem a pensar em termos de sua salvação individual, ao passo que as pessoas daijo são mais dadas a pensar na libertação

dos outros. Um indivíduo de tendência religiosa shojo às vezes se ressente com a menor observação ou crítica que lhe façam. Em função de seu forte ego, o ressentimento acumulado resulta em infelicidade para si próprio e não agrada a Deus.

Por isso, repito: viva visando a agradar a Deus e não à sociedade. Há uma grande diferença entre as duas atitudes. Deixe que seu pensamento seja desprendido e abrangente, à maneira daijo. Pessoas de pensamento daijo não

falam no "bem" ou no "mal" ou nos erros dos outros. Pensar e comentar o "bem"

e o "mal" dos outros expressa uma atitude shojo, de estreiteza mental. Isto é

errado, pois como pode o ser humano julgar quem é bom ou quem é mau, no legítimo sentido da palavra? Ninguém tem o direito de fazê-lo a não ser Deus. Deixar-se perturbar, ainda que minimamente, pelas críticas dos outros indica falta de fé. Se as críticas o aborrecem, sua fé ainda não é suficientemente forte.

Você na verdade trabalha para Deus, não para os homens. E deveria sentir-se feliz por saber que o que está fazendo é do agrado de Deus. As pequenas falhas do homem não têm grande significado. Mais importantes são os seus atos meritórios. Uma pessoa cujos créditos cósmicos ultrapassam os seus débitos cósmicos, ainda está no "haver" e recebe uma quantidade proporcional de bênçãos divinas.

O homem raramente vê as coisas como elas realmente são. Neste

mundo, é muito comum não receber reconhecimento, por mais arduamente que você se dedique a uma causa. Compreenda isto e não dê importância ao fato,

mas simplesmente faça o possível para viver de acordo com a Vontade de Deus.

O homem que só enxerga superficialmente não pode perceber a

essência das coisas. Isto leva a um falso juízo, o que é muito perigoso. Deus, porém, vê a alma de cada um. Não é possível enganá-lo. Muitas pessoas não conseguem livrar-se das convenções e preconceitos, preocupando-se unicamente com o que os outros possam pensar sobre elas. Isto é um grande engano. Elas deveriam viver em função de Deus e não influenciadas pelos valores humanos. Se você faz o possível para viver de acordo com a Vontade de Deus, objetivando realizar o que é da aprovação dele, não é preciso preocupar-se em

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agradar aos homens. Se você realmente confia em Deus, pensará e agirá em conformidade com a Sua Lei. A única atitude correta é uma atitude centrada em Deus. Quem adota essa atitude na vida, certamente alcançará muitas graças.

A VERDADE ABSOLUTA DE DEUS

De modo geral, as religiões são boas. Entretanto, se por um lado elas possuem o que poderíamos chamar de característica peculiar a toda religião, por outro lado têm certo mistério que ora julgamos entender, ora nos parece incompreensível, e talvez seja por isso mesmo que elas exercem atração. Sendo difícil compreendê-las, as religiões podem ser interpretadas de várias maneiras, dependendo da pessoa, o que facilita a formação de seitas. Além disso, quanto

mais adeptos tiverem uma religião, mais probabilidade ela terá de subdividir-se.

A História nos mostra a luta que travaram entre si estas facções. Assim, não

conseguindo captar a essência da Fé, os fiéis sentem freqüentes dúvidas, tornando-se difícil alcançarem à verdadeira paz e iluminação espiritual. Através dos métodos utilizados até agora, não conseguiremos obter a unificação harmoniosa nem mesmo de uma só religião. Conseqüentemente, a unificação de todas elas torna-se uma utopia. Esse deve ser também, o motivo do aparecimento de novas religiões a cada ano que passa. Observando somente

o Japão, notamos que a tendência atual é aumentar o número de religiões

proporcionalmente ao aumento da população. Jeová, Deus, Logos, Tentei, Mukyoku, Amaterassu-Okami, Kunitokotati no Mikoto, Cristo, Shaka, Amida e Kannon constituem o alvo da adoração de diversas religiões. Além destes, que são os principais, poderíamos citar Mikoto, Nyorai, Daishi e inúmeros outros. Sem dúvida alguma, não levando em conta Inari, Tengu, Ryujin e mais alguns, que pertencem a crenças inferiores, todos eles são divindades de alto nível. Remontando às origens, é óbvio que só existe um deus verdadeiro, isto

é, DEUS. Até hoje, contudo, cada religião se considera mais elevada que as

demais, havendo, também, certa dose de discriminação entre elas. Dessa forma,

é impossível promover-se a união de todas. Apesar disso, o objetivo final de

todas as religiões é o mesmo; não há uma sequer que não deseje o Céu ou o Paraíso neste mundo, ou melhor, a concretização do Mundo Ideal, um mundo onde todas as criaturas sejam felizes. Mas o que é preciso para que esse mundo se concretize? É preciso que surja uma religião universal que englobe o mundo inteiro. Deverá ter as características de uma Ultra-Religião, ser tão grandiosa que toda a humanidade possa crer nela incondicionalmente. Não quero dizer que essa religião seja a Messiânica Mundial, mas a missão de nossa igreja é ensinar o meio que possibilitará a realização do Mundo Ideal, ou seja, mostrar como elaborar o plano, o projeto para a construção desse mundo. Na medida em que aumentar, em cada país, o número de intelectos conscientes disso, estará marchando passo a passo para atingir nosso objetivo.

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Em síntese, será a concretização da verdade. Através dela, todos os erros se tornarão claros e serão corrigidos, surgindo o Mundo de Luz, claro e límpido. Naturalmente, a humanidade se libertará do mal; o Bem, que estava subjugado por ele, triunfará, e o homem alcançará a felicidade. Portanto, em primeiro lugar, é fundamental que a verdade seja conhecida pelas pessoas do mundo inteiro. O empreendimento que agora estou realizando um grande esforço para revelar a verdade através de explanações escritas constitui uma fase importantíssima para a concretização desse mundo.

Meishu-Sama

CAPÍTULO XXIII

CONCLUSÃO

O MOMENTO EXATO DE MUDAR

Quando resolvi entrar na fé Messiânica, a primeira vez que me apresentei na Igreja para saber sobre a religião que já ouvira falar anteriormente e até beneficiada pelo Johrei por ocasião do nascimento de minha segunda filha, que tive complicações no parto, pois, acredito que se não morri foi devido à influência de ter recebido algumas vezes o Johrei. Quando compreendi isso 22 anos depois foi que procurei a religião para saber mais a respeito. Fui recebida pela coordenadora de plantão que com propriedade falou- me da filosofia de Mokiti Okada e logo me apaixonei pelo o ideal dele. E lógico pelo poder do Johrei que já havia feito em mim alguns benefícios. Por conseguinte, quis me tornar membro e também querer ajudar o meu próximo da mesma maneira que sempre obtive ajuda. Então, comecei a freqüentar a religião, as aulas para me tornar membro. Contudo, eu estava muito indecisa porque a responsabilidade de ministrar Johrei era grande e eu não tinha certeza se merecia ser portadora de tão nobre missão. Foi quando em sonho apareceu para mim Meishu-Sama (Messias da religião). Ele estava realizando o culto na sede da Igreja quando ele apontou para mim dizendo que eu deveria ministrar o Johrei, achei que não era para mim e chamei a pessoa a meu lado, foi quando ele apontou novamente em minha direção dizendo que era eu a pessoa escolhida por ele. Então, acordei chorando e agradecida pela revelação que ele me fez, ficando assim a minha dúvida dissipada. Fui outorgada com o Ohikari (medalha que tem a palavra escrita luz para poder ministrar o Johrei). Estava então ingressando e me comprometendo com Deus e Meishu- Sama de continuar sua obra lendo os ensinamentos maravilhosos por ele deixado e ministrar Johrei no maior número possível de pessoas. No entanto, nem sempre pude me doar inteiramente à religião, pois tinha que trabalhar, casa e filhos pra cuidar.

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Às vezes me afastava da igreja por não compreender certas atitudes dos membros e também da direção da Igreja. Mas, contudo, sempre ia quando tinha tempo para assistir o culto e dedicar ministrando Johrei. Porém, em 2003, meu Ohikari caiu no chão e conforme a Lei da Igreja, quando isso acontece temos que reconsagrar. Foi o que fiz. Entrei na igreja explicando a situação e a Ministra responsável reconsagrou sem maiores problemas. Então pude novamente retomar as minhas atividades anteriores. Só que desta vez diferente, a coordenadora do dia me perguntou se eu queria dedicar na Igreja entregando flores, pois estava na época da primavera e isto é uma das atividades da religião. Eu prontamente disse que sim e passei a dedicar também em várias outras atividades além de ministrar Johrei. Foi quando fui fazer um exame preventivo de rotina, descobri que eu tinha um pólipo no útero muito pequeno e não era o caso de operação naquele momento. Continuei me dedicando cada vez mais com amor e gratidão, porém o pólipo estava aumentando e não sabia. Só desconfiei disso, porque de novo no sonho minha mãe apareceu segurando a mão de Meishu-Sama e dizendo que eu estava doente, que eu era seguidora da religião dele e sua filha que, por favor, me protegesse. Então na mesma hora ele levantou a mão e começou a ministrar Johrei em mim, assustada abri os olhos, foi quando escutei ele dizer que não ficasse com medo e voltar a fechar os olhos, então adormeci sem, no entanto, ter sono profundo, podia sentir a quentura do Johrei em minha barriga. Ele me ministrou Johrei até eu acordar. Posso até dizer que me senti muito bem, leve e muito agradecida a Deus

e a Meishu-Sama e a minha mãe também por tamanho privilégio, pois, essa era

a segunda vez que sonhava com ele. Mas não parou por aí, dois ou três meses depois, sonhei novamente com Meishu-Sama me ministrando Johrei atrás de uma árvore de cor roseada meio lilás, eu estava na varanda de alguma casa no Japão. O interessante que quando eu comentei esse fato com a coordenadora ela falou que a cor lilás era a preferida de Meishu-Sama e não sabia. E o mais interessante que mais tarde vendo uma foto do Solo Sagrado de Kyoto (onde foi construído pelo próprio Meishu-Sama) reconheci a árvore à varanda da casa que eram do meu sonho. Com isso seria já a terceira vez que sonhara com o Mestre. Então, em setembro de 2004, eu tive uma crise muito forte de tosse com muita falta de ar. Fui parar no Hospital público. Quando fui atendida a médica tirou minha pressão e estava alta, com sintomas de taquicardia. Tomei um remédio sublingual, minutos depois já estava abaixando a pressão. Mas o mal estar de não conseguir respirar era muito grande. Então parei de fumar radicalmente após 42 anos consecutivos. Nos primeiros dias sentia muita falta do fumo e meu organismo não se acostumava com a idéia da falta da nicotina. Meu corpo tremia muito, minhas mãos ficavam todas molhadas de suor. Achei que talvez eu tivesse com algum problema na garganta, pois não conseguia respirar e nem engolir direito.

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Procurei um médico especialista em otorrinolaringologia e ele falou-me que estava com uma pequena rinite alérgica, onde fui medicada. Mas mesmo assim eu continuava sentindo dores no corpo e não localizava bem o que era. Resolvi procurar um ginecologista, onde ele me examinou e notou que o pólipo que no ano anterior era pequeno tinha se desenvolvido em tamanhos gigantescos tendo que operar com urgência. Procurei o Hospital Universitário, consegui me operar, infelizmente tive que fazer histerectomia total, para prevenção, pois o médico não sabia se o tumor era maligno. Tive três pontos abertos, que levou 15 dias para cicatrizar. Nisso já havia passado dois meses e eu continuava sentindo as mesmas coisas, inclusive havia deixado de comer. O meu emagrecimento e minha fraqueza aumentavam notoriamente. Então descobri que estava em depressão profunda, após procurar um médico neuropsiquiatra. Ele falou que devido à abstinência ao fumo, eu já estava num processo suicida sem perceber, síndrome de abstinência ao fumo As minhas tremedeiras, suores, sonolências, tudo enfim foi porque o meu organismo acostumado com a nicotina durante tantos anos, e de repente estava custando a se acostumar com a nova situação de não ter a nicotina. Por isso tive que fazer um grande tratamento de viciados drogados. Mais um mês já havia passado e foi quando eu tive indícios de melhoras. Mas neste período que eu estava depressiva, fiquei tão voltada pra mim mesma, que além de não querer comer, não tomava banho, não saia de casa, não via televisão, ficava andando o dia inteiro no quintal e pude perceber fazendo uma grande reflexão, porque estava passando por tamanha purificação. O meu tratamento durou mais 5 meses, porque eu tinha vontade de morrer. Quando melhorei fiz uma auto-análise com a ajuda do médico e percebi como os meus valores mudaram desde o dia em que quis voltar à vida. Que aquele estado de apatia durante todos os meses me fizeram refletir, me aprimorar e valorizá-la. Foi quando percebi que a minha religião foi importante sim, apesar de receber tantas graças através dos sonhos dos Johreis ministrados por Meishu-Sama felizmente não tive câncer, todos os resultados dos exames de biopsia deram negativos. No entanto eu continuava sofrendo foi quando percebi que só eu podia fazer alguma coisa por mim mesma. Só eu podia me salvar, pois Deus mostra o caminho, a verdade e a luz, mas ele nos dá o livre arbítrio fazendo a nossa vontade. Então vi que à vontade de Deus era que eu sobrevivesse que se deixarmos sempre Deus decidir nossa vida, entregarmos tudo nas mãos dele, sem receios, sem pedidos, ele dará coisas muito mais divinas do que às vezes um simples pedido nosso. Então tive a certeza, que não se pode pedir nada a ele, porque ele sabe exatamente de nossas necessidades. Comecei a enxergar a vida de maneira mais amorosa, nada em minha volta me perturba, voltei a me amar, deixei de querer ser a dona da verdade, comecei a compreender o meu próximo sem julgar. Enfim comecei a praticar tudo aquilo que aprendi não só nos livros, na religião, principalmente nos ensinamentos de Meishu-Sama como também na minha experiência de vida.

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A vida me ensinou a compreender as pessoas, pois uma pessoa é

diferente da outra, me ensinou a respeitar os animais; eles fazem parte da nossa

vida, me ensinou que, muitas vezes, amamos e não somos amados na mesma proporção, mas amar sempre vale a pena, me ensinou a cuidar da flor; ela é sensível e enfeita o mundo muitas vezes cruel, me ensinou a estender a mão a quem precisa, mesmo que seja um inimigo, me ensinou a sorrir: embora esteja com lágrimas nos olhos, o outro pode estar mais triste do que eu. A vida me ensinou que o sofrimento nos faz mais fortes e, assim, compreender melhor o outro, me ensinou que, de cada pedra encontrada no caminho, se faça uma escadaria para se chegar ao topo de mais uma realização, me ensinou que a beleza está no coração, e não na aparência e finalmente me ensinou que precisamos SER e não TER. As pessoas de sucesso se amam. Para atingir qualquer tipo de realização, você precisa se amar. Ame-se o bastante para esperar o melhor de si próprio e dos outros. Ame-se o bastante para desafiar e amar o próximo, para dar e criar. Quando você se ama o bastante para agir, você faz a diferença: na sua própria vida, nas vidas dos outros e no mundo. Amar-se não é fácil. Demanda esforço e, com freqüência, machuca. Amar-se é mais do que apenas um pensamento é um sentimento é vontade. Amar-se de verdade é agir.

É vital para as pessoas com quem você ama e para você. Quanto mais

você se amar, mais alegria verdadeira sua vida terá. Quando você se ama de verdade, desistir não é uma opção. Quando você se ama, você não se permite a distrações. Quando você se ama, você tem poder e eficácia. Quando você se ama, a vida é importante. Olhe ao seu redor a beleza e abundância da vida. Todo dia, lembre-se de se amar e de se importar com o seu próximo, afinal, você também é o próximo de todos. Por isso, cada pensamento e amor ao seu próximo, constroem seu

caráter. Da mesma forma que os tijolos são colocados um sobre o outro para construir uma casa, assim são nossos pensamentos a cada momento.

A pessoa que você se torna, as coisas que você conquista a alegria e a

realização que você sente tudo isso depende dos pensamentos que você usa para construir a sua vida. Você pode usar cada pensamento e cada momento para tornar-se mais forte. Nenhuma conquista de real valor surge do nada. Precisa ser construída. Você tem o poder de construir a vida que realmente deseja. E esse poder surge em momentos que você vive, nas escolhas que você faz, nas atitudes que você toma.

E o interessante que quando eu estava acabando de escrever este livro,

mais uma vez eu sonhei com Meishu-Sama me mostrando a imagem de Kannon, que eu nunca tinha visto antes. Eu explico quem é Kannon. Ele na cultura japonesa e o Deus Supremo com o nome de Izunome-no-Ookami que para fugir da perseguição de outro deus

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fugiu para a índia e mudou para o nome Kanzeon Bossatsu e virando mais tarde com o nome de Kannon. Muito respeitado por Meishu-Sama, pois foi através dele que o Mestre teve a revelação que existe um único Deus, o criador do Universo também conhecido como Miroko Oomikami, aliás, foi o primeiro a dizer na cultura japonesa que Deus era um só para todas as religiões, então a cultura japonesa que é politeísta, acredita em vários deuses, está modificando de pensamento através de Meishu-Sama. (já descrito anteriormente) Interessante que acordei intrigada com aquele sonho e fui procurar saber

o que Meishu-Sama me queria dizer através daquele sonho. Logo depois do

almoço entrei na Internet e fui clicando alguns links sobre a vida de Meishu-Sama

e mais interessante ainda que parecia que alguém segurou minha mão e foi

clicando, clicando, clicando os links certinhos até aparecer à imagem que eu havia sonhado, quando eu reconheci a imagem eu grite foi essa. Continuei clicando, clicando então eu li que Meishu-Sama quando queria que divulgasse Deus e abrisse casas de difusão ele presenteava com a imagem de Kannon para seus mamehitos (homens sinceros). Então pude entender que ele quer que eu continue divulgando sua obra e ministrando Johrei. Independente de religião, porque para ele conforme está escrito acima em um de seus ensinamentos vai chegar à hora de todas as religiões se unirem e acreditarem em um só Deus. O Deus criador do Universo, o Grande Deus da Luz. Neste exato momento, você está construindo sua vida. Neste exato momento, você está fazendo a diferença no rumo que a sua vida tomará. Este é um momento especial que pode mudar seu futuro. Pare e reflita, você está aproveitando o momento ao máximo? Baseado nesses conceitos, ensinamentos e filosofias, freqüentando religião, no meu sofrimento relatado anteriormente, na minha experiência da vida consegui enxergar a vida como ela é. Então, cheguei nessa nova visão para ser feliz. Não basta somente ler e sim praticar. Não precisamos pedir nada. Agradecer é dar o melhor a Deus. A mais sincera forma de gratidão é fazer bom uso das coisas com que fomos abençoados.

Podemos ser sinceramente gratos aproveitando da melhor maneira as oportunidades que a comida, o trabalho e todas as outras bênçãos. De todos os tesouros em nossa vida, um dos mais preciosos é a possibilidade de fazer a diferença na vida dos outros. Quanto mais abençoados somos, maior é a nossa capacidade de fazer a diferença. A verdadeira abundância nos compete a dar o melhor de nós mesmos. Abrace com entusiasmo as maravilhosas possibilidades que derivam das bênçãos da vida Por isso agradeça sempre, mesmo em situações

desconfortáveis, pois Deus é justo e ficará feliz por saber que nós reconhecemos

o amanhecer que é o dia de hoje, sendo como uma dádiva, por isso se chama

Presente. Portanto, devo concluir que o pensamento, a fé em Deus, o agradecimento e as ações são as palavras-chaves da trilogia da vida, para que possamos entrar na nossa salvação e obtermos a GRANDE LUZ DE DEUS. Ninguém salva ninguém, todos os ensinamentos, sejam de qual religião ou

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filosofia nos mostra o caminho do bem, a escolha é sempre nossa, só nós, nos salvamos se quisermos, pois Deus nos dá o livre arbítrio justamente para isso, para optarmos e trilharmos o caminho que escolhermos. Se escolhermos o mal estaremos de costa para Deus, se escolhemos o bem; estaremos em consonância com Deus, não basta você amar a Deus, e sim Deus te amar e acreditar em você. Por isso é muito comum às pessoas dizerem: se Deus existisse não deixaria isso acontecer, ele está de costa para mim. Não, se você pensar basta ver, que quem virou a costa para Deus foi você, esquecendo de seguir seus ensinamentos e de agradecer, pois Deus na sua infinita bondade sempre faz suas vontades seja ela qual for, mas se você deixar que ele faça a vontade dele, certamente, sua vida será muito mais iluminada. Percorra os caminhos de Deus, acreditando sempre nele, por mais dificuldade que a vida lhe traga, nunca perca a fé para que ele realmente te ame e acredite em você. Pois todos os grandes espíritos, Jesus Cristo, Buda, Nitiren, Moisés, fundadores de religiões, filosofias de vida, etc, só foram mensageiros de Deus que passaram por essa vida para nos guiar, mostrando o caminho certo. Nenhum deles salva só você se salva para o caminho do bem, por seus méritos, sua força de vontade, agradecendo e tendo bons pensamentos. No que você acreditar que salvará, pode crer que você se salvará, mas só nós mesmos nos salvamos, seja o método ou qual religião ou filosofia que você seguir. Basta só você praticar e querer. No futuro não sei se próximo ou distante, mas tenho certeza absoluta que todas as religiões serão transformadas em uma só o caminho da Verdade Absoluta de Deus, pois ele esteve e estará sempre no comando de tudo, ele é o Centro do Universo. Tudo é força, mas só Deus é Poder. Hoje freqüento a messiânica, pois, sou muito grata por tudo acima relatado, principalmente pelas bênçãos e milagres a qual eu obtive também graças ao acúmulo de minhas virtudes, mas não com fanatismo e sim para ajudar ao meu próximo, orar e agradecer a Deus, porque é na Igreja que encontramos a luz que necessitamos para seguirmos em frente. E essa é minha filosofia própria de vida baseada em tudo que li que foi explanado anteriormente, em tudo que sofri e pude perceber tudo que nós fazemos com amor a vida tem um outro sentido. Essa foi à nova visão que Deus e Meishu Sama me revelaram para que eu fosse feliz. E posso garantir, eu me sinto muito feliz e principalmente em PAZ. Como sabemos que Deus nos faz revelações? Através de nosso sofrimento, ele quer dizer que estamos com pensamentos e atitudes de acordo com as forças do mal, que vem do nosso próprio interior. Quando estamos alegres estamos agindo com a força do bem, que advém dos nossos pensamentos positivos. Por isso devemos prestar atenção em cada estado de espírito nosso Deus está enviando mensagem. Se, estamos com doenças, sofrimentos, vamos fazer uma reflexão para sabermos em que ponto devemos mudar. Na maioria das vezes é o egoísmo, a inveja, o julgamento, os conflitos, lamúrias, orgulho, e outros sentimentos ruins que fazem o nosso sofrimento, em função disso criam até mesmo determinadas doenças. Portanto, não devemos

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menosprezar o sofrimento e nem valorizá-lo, simplesmente tentemos ver o que está faltando e procuremos entender o que Deus está querendo nos dizer. Pois é sempre através dessas pequenas revelações que Deus se manifesta querendo nossa mudança para nos tornarmos uma pessoa feliz e conseqüentemente vivermos no Mundo idealizado por ele, sem pobreza, conflitos e doenças. No mundo do Paraíso Terrestre ou Reino dos Céus ou Pavilhão da Doçura, etc. O nome a que cada religião deu não importa o que importa é o Mundo da Grande Luz Divina. Deus poderia bastar-se a si mesmo, mas ele preferiu contar com você, com todos nós. Por isso ele nos criou. Se cada um de nós se sentir feliz, em paz e fizer a sua parte, acredito que o mundo viverá em Paz. Portanto, não custa nada tentar. Tente e abrace essa Nova visão para ser FELIZ. Uma visão que já existe desde o princípio de tudo, do mundo. Só basta às pessoas praticá-la e seguirem os rumos de Deus naturalmente. Deixar a vida fluir pelo estado natural das coisas.

Um Deus, Uma Religião, Uma Humanidade.

Concluímos que em todas as religiões e filosofias aqui demonstradas, sua parte exterior muda de tempos em tempos, mas cada revelação é a consumação das anteriores. Elas não são separadas nem incompatíveis, mas sim, diferentes etapas na história da religião única, que vem sendo ministrada de modo a ter o desenvolvimento gradativo de semente, botão e flor, e que entra agora no período do fruto. Como uma rua em que cada casa tivesse vidraças com cor diferente, à luz emitida pelo sol, embora a mesma, seria apreciada por uma tonalidade específica. No entanto, o Sol permaneceria sempre o mesmo. Este livro é um convite a que VOCÊ busque a VERDADE por você mesmo, sem influência ou preconceito, pois como está revelado: "olheis com vossos próprios olhos e ouvis com vossos próprios ouvidos". Adote a sua própria filosofia de vida, baseada nos ensinamentos dos grandes mestres, acima relatados e parta para a Felicidade Absoluta. Depende só de você. Sócrates já dizia, conhece a ti mesmo e conhecerás o universo de Deus.

BIBLIOGRAFIA Fontes de dados extraídos da Internet de diversos sites.

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8. meishusama.org

9. artedojohrei.com.br

10. racionalismo-cristão.org.br

11. bahai.org.br/religião

12. Conferência "Maçonaria - Sua História, Objetivos e Princípios" - Erwin Seignemartin - 28-09-1979

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