DIREITO CIVIL

DO DISTRATO NO NOVO CÓDIGO CIVIL
Araken de Assis
RESUMO Conceitua o distrato como o trato em sentido contrário, ou seja, um contrato pelo qual os figurantes eliminam o vínculo estabelecido entre si. Aduz que toda relação jurídica comporta distrato, o qual pode ser modificativo ou extintivo; porém, exige o contrarius consensus que os efeitos do contrato ainda não estejam exauridos pelo cumprimento. Observa, por fim, que o distrato se rege pelos mesmos elementos de existência e requisitos de validade do contrato cujos efeitos visa eliminar, tendo eficácia ex tunc ou ex nunc, a qual alcançará somente os distratantes, sem afetar o direito adquirido pelo terceiro. PALAVRAS-CHAVE Distrato; contrato; contrarius consensus; revogação; resilição; eficácia ex tunc; eficácia ex nunc; Código Civil – art. 472.

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R. CEJ, Brasília, n. 24, p. 58-61, jan./mar. 2004

entre o acordo de transmissão (compra e venda) e a aquisição do domínio (registro ou tradição. Fundamentalmente. CEJ. impedindo sua reversão total. a unidade impõe que a sorte deles seja. conforme se trate de bem imóvel ou móvel). perfeitamente. O distrato não revoga. acentua Pontes de Miranda. entre eles não há desacordo (mutuus dissensus)5 ou desentendimento. os figurantes inserem em determinados contratos. também representa uma modalidade de revogação. da qual se irradiam efeitos e deveres. não repousa em declarações de vontade de sinal contrário ao negócio anterior.1 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DO DISTRATO m tema de distrato. na doutrina. subordinam-se os figurantes às conseqüências desse novo negócio. É a opinião de Pontes de Miranda: Se A vendeu a casa a B. Em tal rumo aponta a doutrina portuguesa. não. suscetível de ser distratada. ou desfaz. e A recebeu o preço. De toda sorte. mediante a restituição do preço e das despesas. por exemplo. a exemplo da compra e venda. E a razão é simples: distrata-se a eficácia. se a dívida ainda não existe. o distrato. 2004 E risoluzione consensuale. Nada impede. por vezes. trata-se de um contrato e localiza-se. embora acabado. o ato do credor extingue tão-só a dívida. Da remissão de dívida distingue-se. eficácia ex nunc). porque nenhum dos distratantes retira a vox anteriormente emitida. cabendo tão-só invertê-la por um novo ato de disposição17. por si só. Tampouco consagra um mútuo dissenso4: os distratantes concordam plenamente. nova relação jurídica. É preciso atentar-se para as fases da relação contratual. A quitação libera o obrigado. Relevada a imprópria menção à figura da R. em alguns casos. uma vez ajustado o desfazimento do vínculo antes formado. ostentando natureza bilateral. e não se confunde com o distrato. ainda que ex nunc (resilição). recíprocas ou não. expressando o contrarius consensus dos figurantes2. assegurando a uma delas o direito de recobrar sua prestação. n. qualificando de “revogação” a destruição voluntária do contrato por mútuo acordo ou por iniciativa de um dos figurantes (revogação “unilateral”)3. que anteriormente estabeleceram entre si. por escritura pública. De acordo com Pontes de Miranda. A teor do art. por exemplo. Se. ou não. acuradamente. 505): o direito outorgado ao vendedor de recuperar a coisa. porque aquela é unilateral11. há possibilidade de distratar a compra e venda21. é suficiente para permitir o registro no albo imobiliário20. ou de outra declaração de vontade. e a sua extinção19. Por tal motivo. Brasília. salvo 59 . Desse modo. 2 OBJETO DO DISTRATO Toda relação jurídica contratual. p. para que possa ser realizado o registro. uma vez completados. eficácia ex tunc) ou a partir de certo momento (resilição. o distrato constitui uma espécie de resilição do negócio jurídico: de um lado. os atos de disposição. a etapa formativa do vínculo. exceto em sentido assaz figurado. Por outro lado. É preciso. antes do registro ou da tradição. dentro de certo prazo. qualquer que seja o negócio jurídico. Em outras palavras. que foi. É o contrato pelo qual os figurantes eliminam o vínculo. 385. vez que assenta em dupla declaração de vontade. por exemplo. acordo de transmissão de sinal contrário. seja a favor do vendedor (pactum de retrovendendo). seja a favor do comprador (pactum de retroemendo)10. de transmitir. semelhante atitude dos parceiros pressupõe a subsistência daquela emissão de vontade. desde o início (resolução. que. que o distrato é o trato em sentido contrário. A rigor. 58-61. contrato pelo qual se desfaz o vínculo de que se irradiariam as dívidas futuras6. limpar-se a linguagem de erros e ambigüidades lastimáveis1. ou não. O distrato elimina a eficácia do negócio quanto ao futuro. Para Orlando Gomes. encerrado e desprovido de efeitos. o pacto dos distratantes assume outro sentido. porque a remissão. Disso resulta. Couto e Silva: Quem vende um imóvel. querem distratar. impende considerar a possibilidade de distratar os contratos mistos e coligados. porque não o dissolve. libera o devedor. mas todo o vínculo e seus efeitos jurídicos em conjunto. ainda que o preço seja o mesmo e se restituam as despesas16. Bem ao contrário. no Direito brasileiro. representando o primeiro a retrovenda (art. a mesma. comporta distrato. o distrato não resile o contrato. porque o adimplemento exauriu a eficácia do contrato. que. ou. a afirmativa de que a remissão se destina a extinguir a relação jurídica8. e ressalva feita à disposição em contrário dos distratantes. o distrato do negócio jurídico unilateral13. E isso. respeitados os limites da autonomia de vontade e os demais princípios que governam a formação dos contratos. vez que ambos. de modo que o contrato. obviamente. O distrato não “descontrata”. E da resolução. O art. encerra o contrato para o futuro. não deixam nenhuma relação. as prestações porventura realizadas comportam restituição. implicitamente reconhecendo a dívida. mas sim outro contrato. Daí por que não se pode admitir. Essa concepção distingue. e. foi feita a transcrição. no tocante ao distrato. Por isso. para o futuro. o contrarius consensus exige que os efeitos do contrato ainda não estejam exauridos pelo cumprimento14. ou por modalidade extintiva diversa. E isso. mostra-se correto o conceito ministrado por Vicenzo Roppo: il contratto com cui le parti sciolgono un precedente contratto fra loro. continua sendo. de outro. predisposta à restituição recíproca. as discrepâncias terminológicas e conceituais que turvam o heterogêneo panorama da extinção das obrigações cobram seu elevado tributo. dispondo para o futuro e. Assinalou. o distrato gerará. entre as partes. não necessitará de outro ato./mar. ao contrário da remissão. realizam uma revenda15. No entanto. não pode haver distrato do contrato de compra e venda. porque a mudança do vínculo em documento que se presta a atestar a quitação pode induzir em erro o devedor12. na relação obrigacional. pois na vontade de vender – frise-se uma vez mais – está a vontade de adimplir. os figurantes distratam a compra e venda. distingue-se o distrato. jan. incluindo a obrigação tributária18. ou seja. após a aquisição do domínio. E o distrato se distingue do pacto. das prestações que se hajam efetuado9. a figura prevista neste dispositivo representa o contrato pelo qual se desfaz a relação jurídica de dívida existente. em suma. a Quarta Turma do STJ assentou que o recibo de pagamento não constitui meio próprio para desfazer cláusula contratual. a idéia de que. do seu nascimento até a extinção natural (adimplemento). liberandosi dal relativo vincolo7. e a diferença dos planos obrigacional ou real. não eliminará somente a(s) dívida(s). conforme a natureza do negócio distratado. que adimpliu a dívida. 24. Em relação à classe dos mistos. Por isso mesmo. 472 consagra o contrarius consensus.

No caso de surgir. que respeita tãosó à eficácia do negócio. porém. ainda na dúvida. do contrário. o distrato com eficácia ex tunc e ex nunc. I. Por exemplo. Por sua vez. negócio de forma livre. o distrato modificativo. criando-se uma nova relação jurídica. consoante o primeiro distrato. o pré-contrato de distratar e o distrato do próprio distrato27. mostra-se indispensável que os efeitos do contrato ainda não estejam pendentes35. o distrato modificativo respeita à extensão do contrarius consensus. § 1º. da Lei n. Foi preciso o julgado da Terceira Turma do STJ: Quando para o contrato não exige a lei solenidade própria. requisitos de validade e fatores de eficácia do contrato cujos efeitos visa a eliminar28. em que pese eliminando-a desde a origem. nada implicando a autonomia instrumental dos negócios distratados. tudo dependerá da natureza do liame. deixando de entregar a outros. 2004 4 REQUISITOS DO DISTRATO O distrato se rege pelos mesmos elementos de existência. Porém. Adotou-se o princípio da simetria das formas. quanto à retroação da eficácia. exceto em sentido assaz figurado. reassumindo o contrato originário toda sua eficácia original ou. 24. de modo que o contrato. ainda. o distrato de compra e venda de bem imóvel realizada por instrumento público dependerá da mesma forma29. “prova inequívoca” – e não impôs forma ad solenitatem ao distrato da locação33. o seu distrato pode ser feito por forma diversa. neste último caso adotando um meio termo entre a retroação total e aquela que opera a partir do distrato. e. é possível distratar integralmente. 3 ESPÉCIES DE DISTRATO Existem duas espécies de distrato: o extintivo e o modificativo. Da forma ocupa-se. decorrer de fato que dispense expressa manifestação de vontade dos pactuantes32. jan. Por exemplo: A contrata com B o fornecimento de vários equipamentos. Fundamentalmente. in fine. nos negócios desprovidos de forma prescrita em lei. preponderantemente.). a pretensão à restituição jamais se baseará no disposto no art. não. é de entender-se. e A nada pagou. nenhuma limitação. 59. ressalva Pontes de Miranda. Admite-se. O distrato não “descontrata”. O distrato é relativamente formal30. a priori .. ou a causa. Por exemplo. continua sendo.. da disposição dos distratantes. CEJ. De fato. o inquilino desocupa o 60 . se a eficácia do distrato atinge o suporte fáctico. prevendo o prazo de desocupação mínimo de seis meses para a concessão de liminar antecipatória. o art. vez que ambos. e. ou por expressa estipulação no distrato. distratar parcialmente o negócio (c). 8. oponível ao primitivo proprietário36. Nessas situações. Quando o art. 885. desde o início (. querem distratar. a causa do contrato não deixou de existir em decorrência do distrato. a pretensão à restituição. O distrato elimina a eficácia do negócio quanto ao futuro. não se fundará ela em eventual enriquecimento injustificado do figurante que recebeu a prestação do seu parceiro. (b) B forneceu alguns equipamentos. o distrato não resile o contrato. pois os efeitos do distrato alcançam somente seus figurantes. resulta que os distratantes desfrutam da ampla liberdade de outorgar-lhe eficácia ex tunc ou ex nunc34. restringe o conteúdo do distrato. nada impede que distratem verbalmente31. Concebem-se as seguintes hipóteses: (a) B nenhum equipamento forneceu. destinada à liquidação do contrato. surge pretensão à restituição. R. do CPC reclama. 273. ademais. então. no todo ou em parte. obrigando-se a pagá-los. genericamente. na qual nenhum deles se funde numa relação única. ou. Se os figurantes contrataram por escrito. entre eles não há desacordo ou desentendimento. com eficácia ex tunc (a) ou ex nunc (b). em razão do termo adotado. à sua profundidade. Tudo dependerá. (c) B forneceu alguns equipamentos. encerrado e desprovido de efeitos. Se nenhum dos figurantes ainda prestou. dá-se se a prestação é duradoura e começara a ser prestada26. (b) vínculo funcional. No tocante à coligação de contratos. Por conseguinte. 5 EFICÁCIA DO DISTRATO Da enumeração das espécies de distrato. 472./mar. desaparecem todos os efeitos do contrato desfeito. que lhe passa recibo.245/91 exige distrato escrito e assinado por duas testemunhas. O motivo é simples e soa convincente: todas as prestações porventura realizadas justificavam-se ao tempo do contrato posteriormente eliminado. a eficácia ex tunc revelar-se-á admissível. concebe-se distrato tácito. a disposição das partes atuará em maior ou menor profundidade. caput. Aqui calham os exemplos relacionados por Almeida Costa: (a) vínculo externo. até verbalmente. Nem sempre. 58-61. no distrato em sentido estrito. Exemplo da indiferença do terceiro ao distrato consiste no gravame real instituído após a alienação. e A contraprestou por eles. n. neste entretempo. a exemplo de A arrendar de B um automóvel e B arrendar a A uma garagem para guardá-lo23. porque não o dissolve. talvez utilizando a escritura pública. emprega-se o distrato para desatar o vínculo antes do advento do termo aposto a um contrato de trato sucessivo25. e tampouco A os pagou. Em realidade. Nesses casos. Logo. De regra. que foi. verificando-se semelhante espécie nos negócios jurídicos em que há prestações múltiplas. aceitando a devolução.explicitude por parte dos distraentes22. Tampouco consagra um mútuo dissenso: os distratantes concordam plenamente. distinguindose. p. a ação é a de restituição ob causam finitam37. como na hipótese de terceiro adquirir algum direito. Brasília. como acontece na hipótese de A comprar de B uma casa e B obrigar-se perante A à reparação dos danos ocorridos em outro prédio pertencente a A. mesmo. que o distrato de um contrato importa o distrato do outro24. obviamente. por outro lado. ocupou-se tão-só de prova pré-constituída para tal efeito – o art. na opinião de Pontes de Miranda. imóvel e entrega as chaves ao locador. ou desfaz. aquela impedida de produzir-se normalmente. Em relação ao distrato extintivo. decorrente do comportamento dos figurantes. por definição. embora acabado. Ademais.

v. v. Obrigações. Trad. cit. 1965. cit.. na dissolução do contrato. 213. op.. Jean. cit. subentendese que o distrato opera a partir do momento em que se formou o contrarius consensus38. 176. A eficácia do distrato limita-se aos seus figurantes. 1992. he observes that the agreement for dissolution rules itself by the same elements of existence and validity’s requirements of the contract whose effects the agreement for dissolution aims at eliminating. 1976. MIRANDA. 260. p. Lisboa: [s. p. ed. 1956. cit. v. GOMES. 1. Manual dos contratos em geral. which can be either modifying or extinctive. Importa interpretar corretamente as disposições dos distratantes. 10/11/92. 43-44. Civil Code – article 472. cit. op. p. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. mas na doutrina moderna significa o 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 4 5 35 36 37 38 39 mal-entendido. porém. p. GOMES. cit. 1916. BOULANGER. RIPERT. R. 653. 10. Rio de Janeiro: Borsói. Min. Coimbra: Almedina. v. cit. Código civil comentado. t. 475. Distrato. p. v. Mário Júlio Almeida. 15. v.n]. Rel. 277. v. p. 7. Buenos Aires: Depalma. nos contratos de locação e de empreitada. op. A retrovenda. Idem. p. 58-61. ed. ALMEIDA. MIRANDA. Rio de Janeiro: Forense.. 247-249). op. Eventually. por exemplo. 276. MENDONÇA. 4. MENDONÇA. Marcel. 1964. 24. MIRANDA. ASSIS. p. Resp n. 109. 2. IUDUCA. 327. MARTINS-COSTA. SANTOS. p. no caso de solidariedade. Na omissão de dados mais concretos. 1917. cit. Paris: LGDJ. ed. in medio temporis. 2001. ed. São Paulo: Bushatsky. No Direito alemão.É do maior relevo. MIRANDA. p. nada impedirá pacto expressamente dotado de eficácia ex tunc e. op. Giovanni. n. DJU 3/ 6/91. 1936. COSTA. 19. Rio de Janeiro: Franciso Alves.317-RS. Artigo recebido em 29/12/03. MIRANDA. op. Milão: Giuffrè. Porém. § 3. TELLES. n. Enciclopédia Saraiva do Direito. ROPPO. cit. porém. CEJ. 2. 2000. p.. Idem. 1975. 29. p. ABSTRACT The author ranks the agreement for dissolution as the contract in its opposite meaning. Manuel Inácio Carvalho de. Em sentido contrário. Min. 2. porém. revocation. 62. p. Em assunto entregue à livre disposição dos figurantes. GOMES. ed. p. cit. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR BEVILAQUA. jan. in other words. cit. Vincenzo. Resp 5. cit. TELLES. Obrigações. 218. 281. 260. 1984. op. p. ou seja. ROPPO. Enciclopédia del Diritto. cit.053-GO. ex nunc efficacy. p. João Manuel de Carvalho. op. Francesco. Orlando.. 13. Derecho civil. 195. v. Milão: Giuffrè. Inspiram-se na doutrina francesa clássica: Planiol-RipertBoulanger. p. A obrigação como processo. 226. Trattado di diritto privado. Emprega tal figura imprópria. 2. 540-541. 2003. Do mesmo modo. COUTO E SILVA.. Não atinge o direito adquirido. 289. however. 2004 61 . VON THUR. 28-35. 1991. 5. respondendo o distratante perante eles39. Porto Alegre: Fabris. p.. Tito Ravà. Código civil brasileiro interpretado. KEYWORDS – Agreement for dissolution. p. Direito das obrigações. pelo terceiro. 288. p. op. v. Traité élémentaire de droit civil. 5. a contract by which the representatives eliminate the link established among them. p. p. p. VON THUR. ex vi do art. 30/04/91. José Carlos. p. 2. Coimbra: Almedina. COSTA. Georges. the contrarius consensus requires that the effects of the contract have not yet been drained by fulfillment. p. por analogia: nenhum dos credores poderá reclamar os efeitos do contrato do devedor. resilition. p. He adduces that every juridical relation admits agreement for dissolution. 326. João de Matos Antunes. 1979. 1. p. Quarta Turma do STJ. NOTAS BIBLIOGRÁFICAS 1 2 3 MIRANDA. Distrato. cit. its efficacy shall be either ex tunc or ex nunc and it will reach only the violators. omisso quanto às indenizações. 1984. op. Clovis. MOREIRA ALVES. Repertório Enciclopédico do Direito Brasileiro. São Paulo: Saraiva. 195. Idem p. Paolo. correspondia a contrarius consensus. contrarius consensus. ALMEIDA. Rio de Janeiro: Borsói. p. p. 275. De fato. Rio de Janeiro: Forense. 539-540. Locação e despejo.. 1964. 23. 264. op. 2. op. p. p. MIRANDA. ZATTI. à semelhança do que acontece na resolução do contrato. 257. Araken de Assis é Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e Professor Titular da PUC/RS. op. 1952. op. por conseqüência. Terceira Turma do STJ. BEVILAQUA. Fillippo.. ed. Clovis Veríssimo do. a restituição da coisa adquirida por terceiro dar-se-á pelo equivalente pecuniário. 704. impõem a eficácia ex nunc ou resilição. aplica-se o art. 1. p. Francisco de Paula Lacerda de. cit. p. 4. admite-se pacto no sentido de não restituir nenhuma das prestações. Il contratto. p. 354. Clovis. Dias Trindade. p. Orlando. Andreas. Brasília. Rio de Janeiro: Jacinto Ribeiro dos Santos. p. SANTOS. a eficácia ex tunc implicaria a inóspida necessidade de os distratantes proverem acerca do montante das respectivas indenizações. O mutuus dissensus. Doutrina e prática das obrigações. op. BEVILAQUA.. p. 235. v. Enciclopédia del Diritto. 272. Rio de Janeiro: Forense. 3. contract..320. p. ex tunc efficacy. 288. MIRANDA. Rio de Janeiro: Forense. 350. p. p. op.. 284-285.421. 349. DJU 7/12/92. Essa conclusão decorre dos mesmos princípios que. VARELA. 2. 219. Dissenso (profilo storico).. GOMES.. cit. 1947.. op. v. Rio de Janeiro: Jacinto Ribeiro dos Santos. v. Sálvio de Figueiredo Teixeira. Araken de. Se os distratantes emprestaram eficácia ex tunc ao distrato. Francisco de Paula Lacerda de. 29. João Manuel de Carvalho. no Direito romano. Contratos. 14. 4. 1916. Francisco Cavalcanti Pontes de. v. op. um acordo visando a destruir um prévio consensus contratual. 2. Dissenso (diritto civile). Rel. cit. MESSINEO. a interpretação do alcance exato do distrato nos negócios de prestação duradoura. 356. PLANIOL. Código civil dos Estados Unidos do Brasil comentado. t.. p. decorrente de mau entendimento ou da má percepção da declaração de vontade do parceiro (v. cit. é a tese de VON THUR. MIRANDA. p./mar. 13. Tratado de direito privado. São Paulo: Red Livros. Judith. ed. nada obstante. Milão: Giuffrè. 228. Traité élémentaire. 196. 7. 229.078.. 290. 24. Das obrigações em geral. ed. ed. 1975. Inocêncio Galvão. without affecting the acquired right by the third party. Comentários ao código civil. p. 25. explica CANCELLI. MIRANDA.

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