Saúde Mental em Dados 9

Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas p ç g g Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas

Ano VI, nº 9, julho de 2011

Brasil. Ministério da Saúde. SAS/DAPES. Coordenação Geral de Saúde  Mental, Álcool e Outras Drogas. Saúde Mental em Dados ‐ 9,  Ano VI, nº 9, julho de 2011. Brasília, 2011. Informativo eletrônico de dados  sobre a Política Nacional de Saúde Mental. 21p. Disponível em  www.saude.gov.br e www.saude.gov.br/bvs/saudemental  d b d b /b / d l Como referir: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental em Dados ‐ 9, ano VI,  nº 9. Informativo eletrônico. Brasília: julho de 2011 (acesso em .../.../...). 

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Sumário Redução de Leitos Apresentação CAPS por ano Indicador de Cobertura por Ano Rede CAPS atual Mapas de Cobertura 2002-2011 SRT Expansão Anual Programa de Volta ara Casa Empreendimentos Solidários Consultórios de Rua 4 Mudança do Perfil dos Hospitais I 5 Mudança do Perfil dos Hospitais II 6 7 Gastos do Programa I 8 Gastos do Programa II 9 10 Supervisões Clínico-Institucionais 11 Escola de Supervisores 12 Escola de Redutores de Danos 13 14 15 16 17 18 19 20 3 .

os Hospitais Psiquiátricos e sobre os gastos do Programa de Saúde Mental. 4 . no qual o conjunto dos problemas que envolvem o consumo de substâncias é tomado como um dos desafios da Reforma Psiquiátrica. com a colaboração das Coordenações Estaduais e Municipais de Saúde Mental conserva uma base de dados de todos os Mental. A rede de saúde mental conta atualemente com 1650 CAPS. 92 Consultórios de Rua e 640 iniciativas de inclusão social pelo trabalho de pessoas com transtornos mentais. A nona edição do Saúde Mental em Dados apresenta um quadro geral d rede pública d atenção à saúde mental em j lh d l da d úbli de ã úd l julho de 2011 e séries históricas sobre os CAPS. Uma das principais fontes é a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde que. como crianças e adolescentes. mais de 70% do recursos federais para a saúde mental foram gastos com ações comunitárias. assim como dados sobre o financiamento das ações e serviços. a assistência psiquiátrica hospitalar.Apresentação O Saúde Mental em Dados chega a sua nona edição. ainda. Há. Temos ainda que cerca de 46% dos leitos psiquiátricos estão hoje em hospitais de pequeno porte.832 Programa De Volta Para Casa. ações e serviços da rede hospitalar e extra‐hospitalar de atenção à saúde mental. Ao final de 2010. as Residências Terapêuticas. as ações intersetoriais articuladas à rede. usuários de álcool e outras drogas e serviços de atenção 24 h ã horas. D Destaca‐se ainda a necessidade d aprofundar i d id d de f d as discussões relativas à população indígena e população de em situação de violência e vulnerabilidade social. o Programa de Volta para Casa. uma recomposição do horizonte das ações políticas em Saúde Mental. Outra fonte importante é a base de dados DATASUS. No que tange a Assistência Psiquiátrica Hospitalar cerca Hospitalar. Hoje os gastos federais com ações extra‐hospitalares ultrapassaram o investimento nas ações hospitalares. de acordo com o CIST ‐ Cadastro Nacional das Iniciativas de Inclusão Social pelo Trabalho.500 leitos com baixa qualidade assistencial foram fechados de forma pactuada e programada como resultado dos mecanismos de avaliação dos hospitais psiquiátricos e do Programa Anual de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica (PRH). esta publicação eletrônica traz dados atualizados sobre a rede comunitária de atenção psicossocial. de 18. programas. com até 160 leitos. CAPS 596 Residências Terapêuticas 3 832 beneficiários do Terapêuticas. 3. Permanecem os desafios com relação à expansão de serviços destinados a populações específicas. Assim como em edições anteriores. Sobre as Fontes de Dados Nas seções deste documento será possível encontrar dados de diferentes fontes.

Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial CAPS por Ano CAPS por Ano Gráfico 1 – Série histórica da expansão dos CAPS (1998 a julho de 2011) Gráfico 1 Série histórica da expansão dos CAPS (1998 a julho de 2011) 1800 1620 1600 1400 1200 1650 1467 1326 1155 1010 CAPS 1000 800 738 605 424 500 600 400 200 0 1998 1999 2000 2001 2002 148 179 208 295 2003 2004 Anos 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: Coordenação de Saúde Mental. 5 . 2002. Em julho de 2011 temos 1650 CAPS e 68% de cobertura. era de 21%. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. O gráfico apresenta a expansão regular dos serviços tipo CAPS ao longo dos anos A cobertura em saúde mental no Brasil ao final de 2002 quanto anos. existiam 424 CAPS. Antes de 2001: Levantamento CAPS Disque‐Saúde 2001.

66 .29 0.11 0.16 0.38 0.38 0.84 1.83 0.03 0.69) Cobertura regular/baixa (entre 0.61 0.26 0.23 0.16 0.69 0.90 0.47 0.33 0.35 0.69 0.33 0.55 0.43 0 43 0.68 0.28 0.81 0.13 0.23 0.20 ) Fonte: Coordenação de Saúde Mental.35 0.25 0.19 0.81 0.21 0.07 0 07 0.42 0.36 0.34 0.34 0.34 ) Cobertura insuficiente/crítica (abaixo de 0.26 0.69 0.63 0 63 1.44 0.27 0.35 0.21 0.000 habitantes para 0.23 0.39 0.45 0.19 0.35 0.66 0 66 0.68 0.23 0 23 0.44 0.68 0.71 0.50 0.16 0.12 0. habitantes em julho de 2011 2011.68 .69 0.11 0 11 0.41 0.58 0.39 0.36 0.43 .27 0.65 0.67 0.16 0.29 0.27 0.29 .45 0.87 0.32 0.11 0. atingido cobertura assistencial considerada muito boa.84 1.27 0.66 0.27 0.45 0.11 0.21 . utiliza‐ se o cálculo de cobertura ponderada por porte do CAPS.28 0.49 0.74 1.66 0.14 0 14 0.99 0.39 0. Destaca‐se o d D t desempenho d R iã N d t onde h da Região Nordeste.20 0.77 0.25 0.21 0.70 0 70 0.30 0.42 0.43 0.26 0.27 0.26 0.59 0.24 0. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.55 0.57 0.30 0.69 0.56 0.63 0 63 1.28 0.24 0.08 0.25 0.21 0.87 0.52 0.72 0.49 0.87 0.51 0.Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Tabela 1 – Indicador de Cobertura CAPS/100.59 0 59 0. O Brasil passa de um indicador de 0.44 0.28 0.47 0.72 1.51 0.04 0 04 0.50 .14 0.18 0.85 0.36 0.23 0.48 0.28 0.45 0.55 .60 0.30 0.94 0.21 CAPS para cada 100.29 0.15 0.47 0.37 0.27 0.75 0.82 0.23 0.45 0.37 0.36 0.10 0 10 0.18 0.32 0.21 0 21 0.30 0.27 0.24 0.000 habitantes. 2008 0.21 0.29 0.000 habitantes.65 0.83 0.34 0.11 0.08 0.58 0.14 0.43 0.22 0 22 0. Assim.24 0.80 0.77 0.73 0. 2007 0.20 0.25 0.27 0.12 0.19 0.33 .20 a 0.79 0.12 2003 0.74 0 74 0.11 0.57 0.58 0.56 0.63 0 63 1.85 0.23 0.28 0.44 0.73 0.36 0 36 0.32 0.21 0 21 0.58 0.28 0.03 0.34 0.28 0.000 habitantes por ano e UF.17 0.16 0.49 0.23 0.88 0.64 0. 2010 0. 2005 0.29 0.45 0.69 0.56 0.19 0.22 0.10 0 10 0.25 0.44 0.82 0.01 0. Ad e i).68 CAPS para cada 100.27 0.50 0.33 0.58 0.50 0.01 0.24 .55 0.25 0.10 0.93 0.26 0.18 0. 2011 0.69 0.50 0.07 0 07 0.51 0.05 0 05 0. cobertura de 100.02 0.03 0.88 0.70 0. d houve expressivo crescimento da rede CAPS.24 0.20 0.35 0.43 0.49 0.67 0.28 0.23 0.17 0. 6 .20 0 20 0.56 0. 2006 0.56 0.30 0.48 0.29 0.31 0.38 0. 2004 0. A tabela 1 mostra o indicador de cobertura CAPS/100.70) Cobertura boa (entre 0.45 0.06 0.30 0.41 0.43 0.55 0.42 0.49) Cobertura baixa (de 0.58 0.31 0.82 0.53 0.46 0.65 0.52 0.52 0.10 0.37 0.33 0.31 0.33 0.45 0.07 0 07 0.88 0. 0.19 0.35 0.17 0.000 habitantes para cada unidade da federação de dezembro de 2002 a 2011.45 0.29 0. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.48 0 48 0.55 0 55 0.79 0.73 0.39 0.65 0.90 0.22 0.37 0.67 0 67 0. os CAPS III e AD III.44 0.50 e 0.87 0.70 1. os CAPS I têm território de abrangência e cobertura de 50.000 habitantes.63 0.35 0.41 0.24 0.69 0.16 0. 2009 0.32 0.32 0.33 0. É importante lembrar que para este indicador.32 0. Parâmetros: Cobertura muito boa (acima de 0.25 0.000 habitantes.16 0.79 0.21 0 21 0.35 a 0.32 0.36 0. de 150.17 0 17 0.39 0.38 0.19 0.60 0.88 0.  Brasil (2002‐ julho de 2011) Região/UF g / Norte Acre Amazonas Amapá Pará Rondônia Roraima Tocantins Nordeste Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Centro‐oeste Distrito Federal Di i F d l Goiás Mato Grosso do Sul Mato Grosso Sudeste Espírito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Brasil Indicador de Cobertura por Ano Indicador de Cobertura por Ano 2002 0.07 0 07 0.60 .44 0.42 0 42 0.60 0. os demais CAPS (II.

59 0.83 0 83 0.68 37 5 121 45 1 7 11 36 81 9 24 24 38 26 27 35 34 12 11 1 65 43 19 61 7 780 1 1 3 3 1 7 6 1 1 2 3 12 1 2 2 7 6 1 8 16 2 A tabela ao lado mostra o número de CAPS.56 0.74 0.16 0.87 1. se considerarmos o parâmetro de 1 CAPS para cada 100. ultrapassou o DF no que tange a cobertura assistencial em saúde mental.000 habitantes.88 0.45 0.84 0.23 0. Permanece como desafio a expansão de serviços para populações específicas (CAPSad e CAPSi) e de atenção 24 horas (CAPS III). que por conta da recente expansão de serviços.44 1.33 1. existentes nos estados em 15 de julho de 2011.Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Tabela 2 – Centros de Atenção Psicossocial por tipo e UF e Indicador CAPS/100. de todos os tipos.000 habitantes por UF  (Brasil – 15 de julho de 2011) UF Acre Alagoas Amazonas Amapá Bahia B hi Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Minas Gerais Minas Gerais Mato Grosso do Sul Mato Grosso Pará Paraíba Pernambuco Piauí Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rondônia Roraima Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Santa Catarina Sergipe São Paulo Tocantins Brasil Rede CAPS Atual Rede CAPS Atual População CAPS I 732793 3120922 3480937 668689 14021432 8448055 2562963 3512672 6004045 6569683 19595309 2449341 3033991 7588078 3766834 8796032 3119015 10439601 15993583 3168133 1560501 451227 10695532 6249682 2068031 41252160 1383453 190732694 CAPS II CAPS III 1 6 4 31 29 2 8 14 13 46 6 2 12 8 18 6 27 39 11 5 37 13 4 76 2 420 CAPSi CAPS ad CAPSad III 1 2 2 16 17 2 3 4 6 20 4 5 6 8 12 4 22 18 6 1 1 24 11 4 62 1 262 Total 2 46 10 3 178 100 6 19 31 59 167 21 33 45 64 64 39 94 109 32 17 2 141 75 32 251 10 1650 Indicador  Indicador CAPS/100.47 0.000 hab 0.85 0 85 0.69 0.74 0. O estado do Rio de Janeiro implantou o primeiro CAPSad 24h e o Amazonas.23 0.94 0. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A acessibilidade melhorou em todo o país e 11 estados já apresentam uma cobertura considerada muito boa ‐ 7 apresentam uma cobertura considerada boa.21 0. 7 .58 0. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.63 0.42 0.27 0. O país chegou a 68% de j p g cobertura.67 0 67 0.01 1 01 0. ) ç ( ) 1 8 1 1 3 2 1 2 1 1 1 2 3 22 55 15 6 2 30 132 1 Fonte: Área Técnica de Saúde Mental.69 0.44 0.

em especial na região Nordeste e na Amazônia Legal.000 habitantes) 2002 2011 Os mapas ao lado registram a expansão da cobertura em saúde mental de dezembro de 2002 a julho de 2011. 8 .Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Mapas de Cobertura 2002 2011 Mapas de Cobertura 2002‐2011 Cobertura por município dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em 2002 e  julho de 2011                 (parâmetro de 1 CAPS para cada 100. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. É notável a interiorização dos serviços e aumento da cobertura assistencial em todo o país. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. A escala em azul indica a cobertura dos municípios (Quanto mais escuro melhor a cobertura). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O processo de implantação dos serviços segue acompanhando o ritmo i h d i de fechamento dos leitos.  Brasil (2002‐ julho de 2011) SRT Expansão Anual SRT Expansão Anual 700 600 596 475 487 393 265 514 550 Número de SRTs Os SRTs constituem‐se como dispositivos estratégicos no processo de desinstitucionalização de pessoas longamente internadas. com o total de 3236 moradores. contudo.Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Gráfico 2 – Residências Terapêuticas por ano. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. 9 . a expansão do número de moradias no país ainda é um grande desafio. Atualmente t At l t temos 596 módulos d ód l do Serviço Residencial Terapêutico em funcionamento. 500 400 300 200 141 100 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 85 Anos Fonte: Coordenação de Saúde Mental.

mas por questões familiares. As dificuldades se explicam tanto pela necessidade de maiores investimentos na organização da Rede de Atenção Psicossocial de base comunitária. o ritmo de incorporação de egressos ao PVC é menor que o desejável. culturais. sociais. Até o momento foram incluídos 197 beneficiários de forma que 39. 4500 4000 3500 3000 Bene eficiários 3486 3192 2868 2519 1991 3635 3832 2500 2000 1500 1000 500 879 Para que logre êxito. São processos paralelos. Vários fatores são determinantes para a questão do fechamento de hospitais psiquiátricos. pois se relaciona com as dificuldades do processo de desinstitucionalização.4% da meta foi alcançada. conseqüenciais A meta estabelecida pelo PPA para 2011 é de inclusão de 500 beneficiários por ano. Estadual e Municipal). Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS/Datasus 10 . segundo as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental. 2003 – julho de 2011) Programa De Volta para Casa Programa De Volta para Casa O Programa de Volta pra Casa é essencial para o processo de desinstitucionalização. a desinstitucionalização deve ser empreendida conjuntamente pelos três entes gestores (Federal. No entanto. considerando que a longa permanência nos Hospitais Psiquiátricos não se justifica pela situação clínica. mas não conseqüenciais. econômicas e políticas.Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Gráfico 3 ‐Beneficiários do Programa De Volta para Casa por UF  ( as 003 ju o de 0 ) (Brasil. como também por especificidades do próprio processo de institucionalização/desinstitucionalização. ç 206 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Anos Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Correlacionar apenas com a expansão da Rede de Atenção Psicossocial é um equívoco.

Cadastro Nacional das Iniciativas de Inclusão Social pelo Trabalho (CIST).Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Tabela 3 – Iniciativas de geração de trabalho e renda para pessoas com transtornos mentais. 640 iniciativas distribuídas por todo o país. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. O Programa de Inclusão Social pelo Trabalho estimula ativamente a implantação de iniciativas de geração de trabalho e renda no campo de saúde mental através de incentivos mental. O repasse de incentivo financeiro aos estados e municípios. instituído pela Portaria no 1169 de 7 de julho de 2005. proporcionou importante expansão e fortalecimento dessas experiências que somam hoje de acordo com o experiências. 11 . Brasil (2005 – julho de 2011) Empreendimentos Solidários Empreendimentos Solidários UF Acre Amapá Alagoas Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Minas Gerais Mato Grosso do Sul Mato Grosso Pará Paraíba Pernambuco Piauí Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rondônia Rio Grande do Sul Santa Catarina Sergipe São Paulo Tocantins Total Nº Iniciativas de Geração de Renda 3 0 14 7 48 18 9 5 9 11 59 13 14 6 25 22 9 46 114 14 1 38 34 9 99 13 640 A parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Economia Solidária/SENAES. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações  Estaduais e Municipais de Saúde Mental. financeiros e capacitações regionais sobre empreendimentos solidários. hoje. do Ministério do Trabalho e Emprego permitiu a criação d uma política d i E iti i ã de líti de incentivo té i ti técnico e financeiro para as iniciativas de inclusão social pelo trabalho.

Brasil. em ação conjunta com outros setores como Assistência Social. Cultura. Estado AC AL AM AP BA CE  DF ES  GO MA MG MG MS MT PA PB PE  PI  PR RJ RN RO RS SC SP TOTAL nº CR 1 4 2 1 4 3 3 3 6 1 1 8 2 1 2 3 4 1 3 8 2 1 6 4 18 92 Consultórios de Rua Consultórios de Rua A tabela ao lado apresenta os Consultórios de Rua implantados ou em p processo de implantação em todo o país. Esporte e outros. Até o momento 73% dos Consultórios de Rua que receberam financiamento do SUS estão em fase de levantamento de campo ou já realizam ações em campo. e na estratégia de Redução de Danos. A partir de 2011 os Consultórios de Rua passam a integrar as ações da Atenção Primária nos territórios. julho de 2011./Datasus 12 . Fonte: Coordenação de Saúde Mental. p ç p Os Consultórios de Rua são dispositivos públicos que oferecem cuidados básicos de saúde para população vulnerável no próprio contexto de rua.Rede de Atenção Psicossocial  Rede de Atenção Psicossocial Tabela 4 – Consultórios de Rua Implantados ou em implantação por UF. Justiça. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.

601 40.000 20. através do PNASH/Psiquiatria e do PRH (Programa de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica) Psiquiátrica).681 32 681 30.797 Número de leitos o O Gráfico 4 demonstra o processo de redução de leitos psiquiátricos no país. Coordenação de Saúde Mental. 13 .988 36.000 32.500 leitos em Hospitais Psiquiátricos.814 42. 34. ao longo dos anos. desde o ano de 2002.000 50.076 39. A partir de 2004. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais.303 45. Este processo resultou.000 51.393 51 393 48.567 37. no fechamento de cerca de 18. 10.000 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Anos Fontes: Em 2002-2003.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Atenção Psiquiátrica Hospitalar Redução de Leitos Redução de Leitos Gráfico 4 – Leitos psiquiátricos SUS por ano (2002 – julho de 2011) 60.000 O processo de redução planejada e programada de leitos tem sido acompanhado por significativa expansão da rede comunitária. SIH/SUS. PRH/CNES e Coordenações Estaduais.

09 21. Esta mudança estrutural contribui para a qualificação do atendimento e reduz os problemas presentes nos macro‐hospitais.376 39.83 10.681 jul/11 % 48.53 20. PRH/CNES e Coordenações Estaduais.798 32.042 7 042 7.78 19.766 6 766 7. desde de 2002 os hospitais psiquiátricos vem ficando cada vez menores.846 7.770 42.601 2009 % 45.055 48. Com a publicação da Portaria GM 2.303 2003 % N 2004 % 34. houve reagrupamento dos hospitais psiquiátricos em 4 classes e aqueles de menor porte (como sempre.567 2006 % 42.243 7 243 5.59 13.001 3.57 11.49 100 N 16.16 22 16 17.644/09.71 19. de 28 de outubro de 2009.933 7.474 5.47 100 N 16.74 21 74 23.01 22 01 24.12 100 N 16.471 10 471 12.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Atenção Psiquiátrica Hospitalar Mudança no Perfil dos Hospitais I Mudança no Perfil dos Hospitais I Tabela 5 – Mudança do perfil dos hospitais psiquiátricos (2002 a julho de 2011) 2002 N Até 160 leitos De 161 a 240 leitos D 161 240 l it De 241 a 400 leitos Acima de 400 leitos Total 12.67 21.988 2007 % 43.476 11.471 4.506 37.883 22.138 9 138 9.64 % dos leitos estão concentrados em hospitais de pequeno porte (com até 160 leitos) – em 2002.234 8 234 8.709 7.564 15.64 22. Através do PNASH/Psiquiatria e do Programa de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica (PRH).959 21 68 9 959 25.11 22. desde a instituição do PRH) são melhor remunerados.63 14 100 N 15.55 19 55 21.43 100 N 14. Coordenação de Saúde Mental.735 2010 % 48.62 100 Faixas/Portes Hospitalares 29.301 10.54 16. 14 .897 7.814 Fontes: Em 2002-2003.81 20 81 20.155 9.61 15. A partir de 2004.549 34.393 % 24.33 11.743 3.75 20.076 2005 % 38.390 11.72 21 72 21.829 8.21 19 21 22.39 21 39 18.42 100 N 16.319 36.45 29. Hoje 48. SIH/SUS.39 21.89 9.299 7 299 8.314 11 314 12.798 32.68 9.6 19 6 20.125 51.815 6.356 100 45.013 7.15 100 N 15. esta porcentagem era de cerca de 24%.128 6.590 5.32 14.60 100 N 15.616 21.797 2008 % 45.003 7 003 6.98 19. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais.42 18.

A partir de 2004. Coordenação de Saúde Mental. Brasil (2002 –julho de 2011) 60 % do total de le eitos existentes 50 40 30 20 Acima de 400 leitos O Gráfico ao lado nos mostra o processo de migração dos leitos de hospitais de Até 160 leitos De 161 a 240 leitos De 241a 400 leitos maior porte para hospitais de menor porte sem a criação de novos leitos ou novos hospitais psiquiátricos (dezembro de 2002 a julho de 2011). 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Anos Fontes: Em 2002-2003. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS e Coordenações Estaduais.Atenção Psiquiátrica Hospitalar  Atenção Psiquiátrica Hospitalar Mudança no Perfil dos Hospitais II Mudança no Perfil dos Hospitais II Gráfico 5 ‐ Série Histórica ‐ % de Leitos psiquiátricos por porte hospitalar. SIH/SUS. 15 . PRH/CNES e Coordenações Estaduais.

Fundo de Erradicação da Pobreza).293.538.19 58. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.7 % do Orçamento Total da Saúde.20 % Gastos Programa  de Saúde Mental/  Gastos ASPS 2.145.703.10 67.19 2.73 2.25 2.93 678.280.20 46.803.965.18 458.50 37.46 32.29 29.31 2. .56 49.71 67 71 70. proteção. Coordenação de Saúde Mental.33 30.23 47 23 55.68 859.54 65 54 67.30 2.24 66. Se considerarmos apenas os Gastos federais com ações e serviços de Saúde (ASPS).06 2.31 465.34 27.489.60 534.794.28 36.47 439.90 1.p ç .83 1495.26 61.62 2. recuperação e reabilitação da saúde (excluídas Amortização da Dívida. DATASUS.44 Ao final do ano de 2010.59 45.81 2006 541.94 2004 287.93 *Em Milhões de Reais ** Empenhado ç p ç .17 38 17 47.85 Gastos do Programa I Gastos do Programa I 75.35 63 35 65.35 465.24 2009 1012. significando g uma real inversão dos gastos na assistência em saúde mental. o investimento federal em saúde mental em 2010 chega a 2.670. álcool e outras drogas.46 2. Os recursos federais empregados nas ações extra‐hospitalares ultrapassaram o investimento nas ações hospitalares a partir do ano de 2006.06 1329.181.270.38 2.32 969.55 2.37 54.28 % Gastos Programa  de Saúde  de Saúde Mental/Orçamento  MS  2.10 2. os gastos Federais do Programa de Saúde mental chegaram a 2.93% do investimento em ações de saúde do Ministério.77 44.02 40.00 452.98 619.56 70 56 Orçamento  Executado Ministério  da Saúde ** 28. p ç ç ( ç .35 482.74 48.83 52. Fontes: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento/SE/MS.43 2.92 55 92 63.51 752. Pessoal ‐Inativo.18 2010 1.31 2007 760.120.70 Gastos MS em Ações  e Serviços Públicos  de Saúde*** 24.200.76 24 76 33.16 32.85 2005 406.29 2003 226. 24.25 1.65 34.919.29 33 29 38.99 427.750.Outros Dados  Outros Dados Tabela 6 – Proporção de recursos do SUS destinados aos hospitais psiquiátricos e aos serviços  extra‐hospitalares entre 2002 e 2010 Gastos Programa de  Gastos Programa de Saúde Mental * Ações e programas  extra‐hospitalares  Ações e programas  hospitalares Total % Gastos  Hospitalares/Gastos  Totais % Gastos Extra  Hospitalares/Gastos  Totais 2002 153.293.78 40.13 453.08 36. Apoio Técnico: Área de Economia da Saúde e Desenvolvimento/SE/MS 16 .37 2008 871.57 2.71 61.11 2.339.814.38 2.50 2.226. Ao final de 2010 podemos ver que esses investimentos são indutores do novo modelo de atenção em saúde mental.185.30 62. *** Ações relativas à promoção.

44 20 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Gastos Extra‐hospitalares Gastos Hospitalares Anos A Fontes: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento/SE/MS. O Gráfico ao lado permite melhor visualização do processo de inversão de gastos e reorientação do financiamento do Programa. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS.29 29.24 70 66.92 44.57 67.29 24.76 55.08 63.54 65 54 70. 36.35 65.83 52.46 32. DATASUS. Coordenação de Saúde Mental. Outras Drogas.77 47.Outros Dados  Outros Dados Gráfico 6 ‐ Proporção de recursos do SUS destinados aos hospitais psiquiátricos e aos  serviços extra‐hospitalares entre 2002 e 2010  serviços extra‐hospitalares entre 2002 e 2010 Gastos do Programa II Gastos do Programa II % do Total de Gas To stos do Prog grama 80 75. 17 .71 60 50 40 30 61.65 34.71 No período entre 2006 e 2010 houve real aumento do investimento federal no Programa de Saúde Mental Álcool e Mental.17 38 17 33.23 38.

 através de editais. Em junho de 2011 foi lançada a VIII chamada de supervisão da rede de atenção psicossocial. contemplará 200 novo projetos. como a rede de atenção em álcool e outras drogas e os processos de desinstitucionalização. Desinst 27 88 150 137 110 Supervisões Clínico Institucionais Supervisões Clínico‐Institucionais 164 Entre os anos de 2005 e 2010. foi possível apoiar 780 projetos de supervisão clínico‐ institucional da rede de atenção p psicossocial. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. 104 No ano de 2010.Outros Dados  Outros Dados Gráfico 7 – Número de Supervisões Clínico‐Institucionais implantadas por ano.  Brasil (2005‐2010) 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 2005 ‐ Edital I 2007 ‐ Edital II 2008 ‐ Edital III 2009 ‐ Edital IV 2010 ‐ Edital V 2010 ‐ 2010 ‐ Edital VI AD Edital VII  Desinst. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS 18 . através do Programa de . houve ainda o financiamento de projetos voltados para temas específicos. psicossocial álcool e outras drogas que drogas. g Qualificação da Rede de Serviços.

Outros Dados  Outros Dados Quadro I – Escolas de Supervisores apoiadas pelo Ministério da Saúde AL ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais de Alagoas CE ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Ceará GO ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais de Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Rio Grande do Norte RS ‐ “Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais em Saúde Mental e Rede de Atenção Psicossocial do Rio Grande Do Sul” SC ‐ Formação de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Saúde Mental do Estado de Santa Catarina. que tê como objetivo I tit i i têm bj ti formar novos profissionais. Álcool e Outras Drogas do Estado de Minas Gerais – SES/ESP – MG MG/MONTES CLAROS ‐ Escola de Supervisores Clínico‐ Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Piauí RJ ‐ Escola de Supervisores do Estado do Rio De Janeiro: Micropolíticas. Escolas de Supervisores Escolas de Supervisores O quadro ao lado mostra as Escolas de Supervisores Clínico‐Institucionais apoiadas pelo Ministério da Saúde ao final do ano de 2010. porém grande parte dos projetos encontram‐se ainda em fase de implantação. Em alguns estados as escolas já estão em funcionamento. Álcool e Outras Drogas de Goiás MA ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais MS ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais do Pantanal MG ‐ Escola de Supervisores da Rede de Atenção em Saúde Mental. Cuidado e Produção de Coletivos em Saúde Mental RJ ‐ Escola de Saúde Mental do Rio de Janeiro (ESAM‐SMS Rio‐UFRJ) RN ‐ Projeto Escola de Supervisores em Redes de Saúde Mental. Foram selecionados 15 Projetos de Escolas de Supervisores Clínico‐ Institucionais. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS 19 . Álcool e Outras Drogas do Norte de Minas Gerais PE ‐ Escola de Formação de Supervisores Clínico‐Institucionais – Recife e Região Metropolitana PI‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. qualificar a prática dos que já atuam na rede de atenção psicossocial e compartilhar experiências em supervisão. ç p SE ‐ Escola Estadual de Supervisores Clínico Institucionais TO ‐ Escola de Supervisores Clínico‐Institucionais da Rede de Atenção Psicossocial. Álcool e Outras Drogas do Estado de Tocantins.

as Escolas tem como objetivo a formação de profissionais para a oferta de ações de promoção. Fonte: Coordenação de Saúde Mental. que superem a abordagem única de abstinência. A Tabela 7 mostra as Escolas de Redução de Danos financiadas pelo Ministério da Saúde em 2010. prevenção e cuidados primários. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS 20 . intra ou extramuros.Outros Dados  Outros Dados Tabela 7 – Número de Escolas de Redutores de Danos implantadas  ou em Implantação. para atuação in lócus. especialmente em contexto de extrema vulnerabilidade. Brasil. Com atividades direcionadas ao fortalecimento da ampliação do acesso ao tratamento e qualificação da atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas. 2010 Número de ERD implantadas  ou em Implantação 2 2 1 0 2 1 2 1 5 0 5 3 1 2 1 5 0 1 4 0 0 0 5 0 3 11 1 58 Escolas de Redução de Danos Escolas de Redução de Danos UF AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Total As Escolas de Redução de Danos do SUS são dispositivos de ç p fomento e qualificação das ações de redução de danos municipais e intermunicipais voltados à capacitação teórica e prática de segmentos profissionais e populacionais da comunidade.

br  Coleta de dados.gov.gov. distribuição e informações:  Ministério da Saúde  Secretaria de Atenção à Saúde  Departamento de Ações Programáticas Estratégicas  Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Coordenação Geral de Saúde Mental. Karine Cruz. redação e editoria: June Scafuto.br e www.  Disponível nos portais: www.br/bvs/saudemental  Edição fechada em 18 de julho de 2011.  21 21 . Torre II. Álcool e Outras Drogas/DAPES/SAS/MS. Edifício Premium. Roberto Tykanori. Álcool e outras Drogas  Setor Administrativo Federal Sul (SAF Sul)  Trecho 2. Roberto Tykanori. redação e editoria: June Scafuto. Bloco F. Karine Cruz. SALA 13  CEP 70. Álcool  Coleta de dados. Giselle Sodré e equipe da Coordenação Nacional de Saúde Mental.070‐600  Brasília/DF  Fone (61) 3306‐8140/8141/8142/8143/8144  Fax (61) 33068143  Endereço eletrônico: saudemental@saude.saude.saude.Elaboração.gov. Giselle Sodré e equipe da Coordenação Nacional de Saúde Mental.

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