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Custeio do RGPS e da Seguridade Social (4°Parte) (Lei 8212/91 e Dec. 3048/99)

1. Fontes de custeio

Fontes de custeio da seguridade social, de acordo com a melhor

doutrina, são os meios econômicos e, principalmente, financeiros obtidos e destinados

a concessão e manutenção das prestações previdenciárias. O artigo 195 do CF/88, diz que temos como principal agente financiador da seguridade social a própria sociedade, que irá contribuir das seguintes maneiras:

De forma indireta_ por meio de recursos previsto no orçamento da união, dos Estados, do DF e dos Municípios, observando que o orçamento de cada ente não integrará o orçamento da união.( art. 195 c 1 CF/88/ Lei 8212/91 ) ( art. 196 e 197 RPS ).

Obs.:Havendo insuficiência financeira para pagamento de benefícios previdenciários de prestação continuada, caberá a União a eventual cobertura.

De forma direta_ por meios de contribuições sociais.

Obs.:

responsabilidade fiscal.

O

art.

167, inciso XI CF/88

-

2. Contribuições Sociais

Fundo RGPS- art. 68/ LC 100/00

-

lei

de

- Conceito: constituem tributos de características especificas vinculadas a despesa

especial ou vantagem referida aos contribuintes e que podem implicar, ou não, atuação estatal. A receita das contribuições deve ser destinada diretamente ao custeio da seguridade social integrando seu orçamento.

- Natureza jurídica: é relativamente pacifica a aceitação das contribuições sociais

como tributo, na forma disciplinada no CTN, art. 3º, porque Antônio Carraza, diz que, sem sombra de dúvidas ser tributo, vez que devem, necessariamente, obedecer ao regime jurídico tributário, isto é, aos princípios que informam a tributação no Brasil.

- Espécie tributária: Para Sacha Calmon, as contribuições sociais podem adequar-se a definição de impostos, quando não corresponderem a uma contra prestação imediata para o sujeito passivo, como, por exemplo, a parcela da empresa nobre a folha de

salários, desvinculada

imediatamente da prestação, ou a taxa, quando vincular o

contribuinte a pelo menos uma potencial contra prestação em direitos sociais. A critica

a este pensamento consiste na vedação de existência de impostos vinculados a órgão,

fundo ou despesa, nos termos do art. 167 inciso IV da CF. Para o STF, o ministro Néri da Silveira, em voto acolhido por unanimidade no indeferimento de medida cautelar da ADI nº 1432-3/600, referente à LC

84/96, declamou: É significativo não ser taxa e nem imposto, mas uma terceira espécie de impositividade fiscal, também não se aplicam a essas contribuições as limitações a que estão sujeitos as impostos em decorrência da competência privativa dos antes políticos para instituí-las.

3. Divisão das contribuições sociais

As contribuições sociais podem ser divididas levandos em conta o contribuinte, ou seja, ora será pessoa física ou em outras situações pessoa jurídica. Nesta esteira, passaremos a analisar as contribuições devidas pelas pessoas físicas e jurídicas.

Segurados

- Empregado

- Empregado doméstico

- Trabalhador avulso

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de março de 2008

Salário-de-contribuição (R$)

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%)

até R$ 911,70

8,00

de R$ 911,71 a R$ 1.519,50

9,00

de R$ 1.519,51 até R$ 3.038,99

11,00

- contribuinte individual

- segurado facultativo

de 2008 - contribuinte individual - segurado facultativo 20% sobre o salário de contribuição - segurado

20% sobre o

salário de contribuição

- segurado especial Contribuição é ficta, assim, deverá comprovar o exercício da atividade rural nos termos da legislação previdenciária. Todavia, caso o segurado venha a comercializar à produção rural ele deverá pagar 2% sobre a receita bruta.

Observações importantes:

a) A lei nº 8620/93 estabeleceu que deveria ser aplicado essa tabela aos trabalhadores

avulsos que prestem serviços à microempresas e aos empregados domésticos;

b) A aplicação destas alíquotas é de forma não comutativa;

c) Para os segurados empregados, empregados domésticos, trabalhadores avulsos a

obrigação para recolher as contribuições é da empresa e do empregador doméstico. Assim, cabê-los-á apenas a comprovação do vínculo empregatício.

Empregador doméstico 12% sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico.

Empresa: A Constituição Federal estabeleceu, em seu artigo 195, várias formas de contribuição das empresas, conforme quadro esquemático abaixo.

 

Tipo de contribuição.

 

Alíquota de contribuição

 

1)

faturamento

a)3% sobre a receita bruta mensal( cumulativa) ou 7,6 %(não-cumulativo e optantes pelo lucro real);

a)

COFINS LC 70 de 1991, Lei 9718

de 1998 e Lei 10833 de 2003

 

b)

PIS-PASEP Faturamento(LC 07 e

b) 1,65% sobre o faturamento de forma não-cumulativa

08 de 1970, Lei 10637 de 2003)

 

.

 

2)

Lucro (CSSL- Criada pela lei

9% sobre o lucro líquido anual( resultado do exercício, antes da provisão para o imposto de renda)

7689/88) . Obs.: Aplicam-se, no que couber, as

disposições relativas ao impostos de

 

renda.

 

3)

Contribuição sobre a remuneração

20%

paga ou creditada aos segurados empregados e avulsos.(Art. 22, I, da Lei 8212 de 1991)

4)

SAT .(Art.

22,

II,

da

Lei

8212 de

1% se o risco da atividade for leve, 2 % se for médio e 3% se for grave.

1991)

 
 

Obs: Adicional sobre o SAT - ¨6%, 9% e 12% devidos pela empresa que detêm trabalhadores sujeitos a condições especiais no exercício de suas atividades.

5)

Contribuição sobre a remuneração

20% sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas no decorrer do mês.

paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais .(Art. 22, III, da Lei 8212 de 1991)

6)

Contribuição sobre o valor bruto

15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço

da nota fiscal ou fatura relativa à prestação de serviços de cooperados por meio de cooperativa de trabalho.(Art. 22, IV, da Lei 8212 de

1991)

   

CPMF

Criação

Introduzida na Constituição Federal através da EC nº. 12/96, sendo criada pela lei 9311/96 que dispõe regras a serem obedecidas pela União ao exigir tal tributo.

Características

1-

Cumulativo e não seletivo; não precisava observar as limitações impostas à instituição de tributos pela competência residual (art. 154, I CF/88);

2-

O produto da arrecadação destinada ao FSN;

3-

Respeito ao princípio da anterioridade nonagesimal.

Fato Gerador

a) O lançamento à debito por instituição financeira em contas correntes de depósito, empréstimo e poupança;

b) O lançamento à crédito em contas que apresentam saldo negativo. OBS: não é na de lançamento e conta corrente dos entes federativos e nos saques efetuados nas contas vinculadas do FGTS, PIS PASEP e Seguro desemprego.

Prorrogações:

Início Criada pela EC nº. 12/96, com os seguintes requisitos:

- Validade 24 meses

- Alíquota 0,25 %

- Finalidade Financiamento da Saúde Pública, pois, seus recursos seriam destinados ao Fundo Nacional da Saúde.

1º Prorrogação a EC - 21/99 prorrogou pela primeira vez tal tributo, trazendo os seguintes requisitos:

- Validade 36 meses

- Alíquota 12 primeiros meses 0,38%, 24 meses posteriores 0,30%

- Finalidade Custeio do Fundo Nacional da Saúde e destinou 0,08% desta contribuição á previdência e assistência social.

OBS: A EC nº. 31/2000 criou o Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza com validade até 2010 destinando uma parcela de 0,08% da CPMF para esse fundo.

2º Prorrogação a EC nº. 37/2002 prorrogou a referida exação pela segunda vez, trazendo os seguintes dispositivos:

- Validade até 31/12/2004

- Alíquota 0,38%

- Finalidade Custeio do Fundo Nacional da Saúde e destinou 0,08% desta contribuição á previdência e assistência social.

3º Prorrogação a EC nº. 42/2003 prorrogou o tributo pela terceira vez, trazendo os seguintes dispositivos:

- Validade até 31/12/2007

- Alíquota 0,38%

- Finalidade Custeio do Fundo Nacional da Saúde e destinou 0,08% desta contribuição á previdência e assistência social.

OBS: art. 157, II CF/88 prevê a repartição de 20% do valor arrecadado com os Estados e DF (inconstitucional) quando deveria ser destinado 100% de seu valor a determinado fundo.

Contribuição Social Sobre a Receita de Concursos de Prognósticos

Conceito: Concurso de prognósticos podemos entender como sendo o que envolve o sorteio de números ou símbolos, loterias e apostas, na esfera federal, estadual ou municipal, pelo Poder Público ou por sociedades comerciais e civis.

Cálculo da contribuição social

a) Concursos realizados pelo Poder Público

A receita da seguridade social, para a esfera de governo que realizar o concurso, será a renda líquida, executando-se os valores destinados ao Programa de Crédito Educativo, conforme fórmula abaixo.

Contribuição Social = Renda Líquida FIES

Renda Líquida é definida como valor total arrecadado, diminuídos o valor destinado ao pagamento de prêmios e impostos e as despesas com administração.

b) Concursos realizados pela iniciativa privada

Quando realizados por empresas privadas o cálculo da contribuição social será da seguinte forma:

ALÍQUOTAS X movimento global de apostas (total das importâncias) EX: Será de 5% a alíquota em prados de corrida

ALÍQUOTA X movimento global (total da receita brutal) do sorteio EX: Será de 5% a alíquota no caso de sorteio de números e símbolos

4 . Imunidade das Entidades Beneficentes de Assistência Social

São os incentivos tributários concedidos pelo poder público, mediante lei, a fim de estimular determinadas áreas econômicas ou sociais. A constituição de 1988, no art. 195, parág. 7º dispõe: ‘’São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam as exigências estabelecidas em lei’’. Como se sabe, apesar de a constituição referir-se à isenção, estamos diante de uma imunidade. Tal distinção nem sempre é feita no direito previdenciário e, por isso, usaremos aqui ambos como se fossem sinônimos. As entidades beneficentes de assistência social são mantidas com o objetivo de auxiliar os necessitados, isto é, qualquer pessoa que não tenha de prover o seu próprio sustento e o de sua família. Este conceito é mais restrito do que entidade filantrópica, embora sejam erroneamente utilizados como sinônimos com muita freqüência.

Obs.: Não se deve confundir essa imunidade com a prevista no art. 150,VI,”C” da constituição, referente as entidades de assistência social. Primeira ,esta imunidade diz respeito a impostos, tão somente. Segundo, as entidades de assistência social, não- beneficente, são restritas ao auxilio mútuo- buscam garantir um padrão mínimo de vida dos associados, sem atender pessoas estranhas ao grupo. Para a seguridade social, a pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social está imune das seguintes contribuições sociais. Atenta-se que pessoa jurídica de direito publico, mesmo que exerça essa atividades não está abrangida pela isenção.

A cargo da empresa:

- 20% sobre o total das remunerações pagas, dividas ou creditadas, a qualquer titulo título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso;

- 20% sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas no decorre do mês ou segurado contribuinte individual

- 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou faturada de prestação de serviços, relativamente a serviços que eles são prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho;

- destinada ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ao creditada a qualquer titulo, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso .

- provenientes do faturamento e do lucro, destinadas á seguridade social.

Obs.: com o reconhecimento do direito á isenção pelo INSS, esta se estende às contribuições arrecadadas pelo instituto destinadas aos terceiros, em virtude do disposto no art. 35,parág.7º da lei nº 4863/1965.

4.1 - Requisitos

A lei nº8212/91-PCSS traz alguns requisitos a serem atendidos por essas entidades para gozo da imunidade. São eles:

a)que seja reconhecida como de utilidade publica federal;

b) que seja reconhecida como utilidade publica pelo respectivo estado, distrito federal

ou distrito onde se encontra a sua rede;

c) seja portadora do requisito e do certificado de entidade beneficente de assistência

social (CEBAS), fornecido pelo conselho nacional de assistência social, renovado a cada três anos;

d) promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a

pessoas carentes, em especial as crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; (inserido pela lei 9732 a prestação exclusiva de serviços gratuitos).

e) aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e

desenvolvimento de seus objetivos institucionais, apresentado, anualmente, relatório circunstanciado de suas atividades à secretaria de receita previdenciária; e

f) não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores, benfeitores, ou

equivalentes, remuneração, vantagens ou benefícios , por qualquer formula ou titulo,

em razão das competências, funções ou atividades que lhe são atribuídas pelo respectivo estatuto social.

Obs.: A lei considerou como beneficente:

1)pessoa jurídica de direitos privados que, anualmente, ofereça e preste efetivamente, pelo menos, 60 dos seus serviços ao SUS.

2)As pessoas jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de natureza educacional, nos termos da lei nº 9394/96 ou que atendam ao Sistema Único de Saúde, mas não pratiquem de forma exclusiva e gratuita atendimento a pessoas carentes, gozando de isenção de contribuições na proporção do valor das vagas cedidas, integral e gratuitamente, a carentes, ou do valor do atendimento à saúde de caráter assistencial, desde que satisfaçam os requisitos I, II, III, V, VI. Isto significa que a entidade da área de saúde poderia gozar de imunidade plena, desde que forneça, no mínimo, 60% de sua capacidade ao SUS, ou, se menor, gozaria de redução proporcional de sua contribuição. A entidade educacional teria somente a educação proporcional.

Com o objetivo de possibilitar a aprovação do projeto de lei, acabou-se por criar um absurdo legal, pois temos ai a figura de uma imunidade proporcional. O STF acabou por, liminarmente, suspender a eficácia destes dispositivos transitórios e

do inciso III do art. 55 da lei nº82/2/91, que era justamente o que insava o limitar a renuncia fiscal.

O assunto encontra-se pendente de decisão definitiva do STF, sendo que este e a maioria do judiciário e doutrina, reconheça-se, defendem a aplicação do art. 14 do CTN , considerando-se inconstitucional o preceito do inciso III do art. 55 da lei nº82/2/91. Liminarmente , as novas regras acima expostas, referentes à necessidade de exclusividade e gratuidade de atendimento, estão suspensas.

5 - Compensação e restituição

é um ato do próprio contribuinte em que este se ressarce de valores

pagos indevidamente ou a maior previdência social, deduzindo os valores quando do recolhimento das contribuições devidas.

Compensação

é um procedimento em que o INSS irá ressarcir ao contribuinte, após

solicitação, deste, e desde que comprovados os fatos alegados, os valores recolhidos indevidamente ou a maior.

Restituição

Regra geral.

a) Nos casos de pagamento indevido ou a maior de contribuições o contribuinte pode efetuar o compensação desse valor no recolhimento de importâncias correspondentes a período subseqüente. Entretanto, não pode ser superior a 30%do valor a ser recolhido em cada competência, com exceção da compensação resultante da retenção de 11% que não se limita quando realizada na própria competência.

b) A contribuição será atualizada monetariamente, nos períodos em que a legislação assim determinar, a conta da data do pagamento ou recolhimento ate a data afetiva restituição ou compensação, utilizando se os mesmos critérios aplicáveis a cobrança da própria contribuição em atraso. A partir de 1ºde janeiro de 1996, a compensação ou restituição e crescida de juros equivalentes a taxa referencial do sistema especial de liquidação e de custodia (SELIC) acumulada mensalmente, calculados a partir da data de pagamento incluído ou a maior ate o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1ºrelativamente ao mês em que estiver sendo efetuada.

Pela legislação previdenciária, somente será administrada a restituição ou a compensação de contribuição a cargo d empresa, recolhida ao INSS que, por sua natureza, não tenha sido transferida ao preso de bem ou serviço oferecido sociedade. Entretanto, após atendimento firmado pelo ST1, no sentido de que a prova da não transferência do encargo financeiro, não é requisito para a compensação tributaria dos valores recolhidos indevidamente a títulos de contribuição social sobre a remuneração paga a administradores, segurados avulsos e autônomos de que tratava a lei nº7787/89, o MPAS editou a portaria nº8927resolvendo autorizar o INSS a não interpor qualquer recurso, e embargos a execução ou a deles desistir, quando a matéria discutida referir se unicamente a comprovação do não passe para o custo do bem do

serviço oferecido a sociedade, para efeito de compensação ou restituição de valores recolhidos indevidamente a títulos de contribuição previdenciária.

c) Restituição da restrição ou de outra importância recolhida indevidamente, que comporte, por sua natureza, a transferência de encargo financeiro, somente será feita aquele que provar Ter assumido esse encargo ou, no caso de te lo transferido a terceiro, estar por esse expressamente autorizado a recebe la.

Obs.: Somente poderá ser restituído ou compensado, das contribuições arrecadadas pelo INSS, as seguintes contribuições sociais(art. 249 do RPS).

as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados ou demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vinculo empregatício.

os dos empregadores domésticos, incidentes sobre o salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço;

as dos trabalhadores, incidentes sobre seu salário de contribuição;

os incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização rural.

as das associações desportivas que mantém equipe de futebol profissional, incidentes sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo o território nacional que qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;

d) A restituição de contribuição indevidamente descontada do segurado somente

poderá ser feita ao próprio segurado, ou ao seu procurador, salvo se comprovado que e

responsável pelo recolhimento já lhe fez a devolução.

A restituição poderá ser conferida mesmo aqueles que não tenham sido os responsáveis pelo o recolhimento, como no caso dos segurados empregados, do produtor rural pessoa física e da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional.

e) No caso de restituição de contribuição para terceiro, vinculada á restituição de

contribuições providenciarias descontando-as obrigatoriamente do valor do repasse financeiro seguinte ao da restituição, comunicando o fato a respectiva entidade. O pedido de restituição de contribuições que envolve somente importâncias relativas a terceiros será formulado diretamente a entidade respectiva e por estas decidido, cabendo ao INSS prestar as informações valizar as diligências solicitadas.

f) Nos caso de compensação é facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. Havendo recolhimento a maior, originário de evidente erro de calculo, a restituição será feita por rito sumario estabelecido pelo INSS reservando se a este o direito de fiscalizar posteriormente a regularidade das importâncias restituídas.

5.1 - Prazo para pleitear a restituição ou compensação

de

contribuições ou de outras importâncias extingui se em 5 anos, contados da data:

a) do pagamento o recolhimento indevido;

b) ou em que se tornar definitivo a decisão administrativa ou passar em julgado a sentença judicial que tenha formado, anulado ou revogado a decisão condenatória (art.253 do RPS)

Nos casos de lançamentos por homologação, a jurisprudência tem firmado entendimento de que o prazo para solicitação da restituição do indébito extingue se somente após cinco anos da ocorrência do fato gerado, acrescidos de mais cinco anos da homologação tácita do lançamento.

Obs.: O STJ já sumulou(Sumula 212) que a compensação créditos tributários não pode ser deferida por medidas liminar. Assim, autor de ação pleiteando compensação de tributos devera aguardar a decisão definitiva (sentença ou acordo) para Ter o seu direito recolhido, visto não ser possível a autenticação dos defeitos da decisão pela impossibilidade de liminar. Ressalva se que não há possibilidade de antecipação de tabela.

Obs.: Os hospitais contratados ou conveniados com o SUS, poderão compensar, com os créditos de faturas emitidos para internações, cujo valor serra retirado pelo órgão pagador do SUS, conforme previsão no art. 216 parág. 19 do RPS.

O

direito

de

pleitear

restituição

ou

de

realizar

compensação

6. Reembolso

Conceito: é o procedimento por meio do qual a empresa ou equiparado a esta se ressarce dos benefícios reembolsáveis no caso o salário família e o salário maternidade (este somente para os afastamentos ocorrido ate 28/11/1999) pagos aos segurados que lhes prestou serviço.

Procedimento

1) O reembolso é realizado por meio de dedução do valor devido ao do INSS quando do recolhimento das contribuições providenciarias. 2) Caso os valores a serem deduzidos sejam superiores a contribuições providenciarias devidas naquela competência, o soldo favorável ao contribuinte será ressarcido pelo INSS.

7.Decadência e prescrição dos créditos da seguridade social

7.1 - Decadência

Conceito: consiste no prazo em que a administração publica tem para constituir o credito tributário pelo lançamento, verificando a ocorrência do fato gerador, calcular o montante do tributo devido e identificar o sujeito passivo.

Prazo decadencial o direito da seguridade social de apurar ou constituir seus créditos extingui se após dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte

aquele em que o credito poderia ter sido constituído ou na data em que se tornar definitiva a decisão em que houver anulado, por vicio formal, a constituição de créditos anteriormente efetuada. No caso de lançamento por homologação, tem prevalência a regra do parág. 4 do art. 150do CTN, que prevê o dis a quo como sendo a data da ocorrência do fato gerador. No caso de segurado contribuinte individual para fim de comprovação do exercício de atividade remunerada, com vistas a concessão de benefícios, será exigido, a qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições portanto não existe prazo decadencial nesta hipótese podendo o INSS apurar e constituir seus créditos sem limitação temporal. No caso de dolo, simulação ou fraude também não ocorrida prazo decadencial podendo a seguridade apurar os créditos a qualquer momento.

Obs.: Não há interrupção nem suspensão do prazo decadencial.

7.2 - Prescrição

Conceito : consiste na perda direito de ação pelo não exercício no prazo estabelecido em lei, ocasionado pela inércia da pessoa titular da prerrogativa. Em outros termos podemos dizer que consiste na perda do direito de exigir o credito previdenciário por parte da administração publica.

Prazo prescricional segundo a legislação previdenciária, o direito de a seguridade social cobrar seus créditos constituídos prescreve em 10 anos(art.46 da lei

nº8212/1991).

Obs.: Ao contrario do que ocorre com a decadência, a prescrição pode ser interrompida pela citação pessoal, por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. Havendo interrupção em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais.

Obs.: A legislação previdenciária estabelece em relação as ações referentes as prestações decorrentes do acidente de trabalho, o prazo prescricional de cinco anos contados da data de acidente, quando ele resulta a morte ou a incapacidade temporária, verificada esta em perícia medica a cargo da previdência social; ou em que for recolhida pela previdência social a incapacidade permanente ou o agravamento das seqüelas do acidente.

Obs.: Prescreve em 5 anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver prestação vencida ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela previdência social, sobre o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma de cod. civil.

BIBLIOGRAFIA

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