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IZUNOME

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

SAUDAÇÃO DE KYOSHU-SAMA
SAUDAÇÃO DE KYOSHU-SAMA
Juízo Final
Juízo Final
o fim do nosso sentimento egoísta
o fim do nosso sentimento egoísta
IZUNOME FUNDAÇÃO MOKITI OKADA SAUDAÇÃO DE KYOSHU-SAMA Juízo Final o fim do nosso sentimento egoísta

IZUNOME

IZUNOME

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Ensinamento do mês Nós é que traçamos o destino

Trono de Kyoshu Juízo Final: o fim do nosso sentimento egoísta

Experiência na prática da fé Coincidências não existem

Culto Mensal de Agradecimento Para mudar para melhor é preciso estar sempre atento Centro de
Culto Mensal de Agradecimento
Para mudar para melhor é preciso estar
sempre atento
Centro de Pesquisa Mokiti Okada
Programa do CPMO contemplado em
edital de Secretaria de São Paulo
Fundação Mokiti Okada - Alimentação
Não se prenda a ideias fixas
Fundação Mokiti Okada - Arte e Cultura
George Bernard Shaw: irreverência,
talento e ousadia
Saúde
Pesquisa constata resíduos de herbicida
em ovos
Korin Agricultura Natural
Korin lança linha de congelados
Korin Agricultura Natural Korin lança linha de congelados 12 14 16 18 20 22 ÍNDICE

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IZUNOMEIZIZIZIZIZZIZIZIZIZIZIZIZIZIZIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZUNUNUUNUNUNUNUNUNUUUNUUUNUNUNUUNUNUNUNUNUNUNUNUNUUNUNUNUNUNUUNUNUNUNUNUNUNUNUNUNUNUUUNUNNNNNNNNNNNNNNNNNNOOMOOOMOMOMOOOOMOOMOOOOMOMOOMOOMOOOMOOOMOOOMOOOOMOOOMOMOOMOMOMOMOOOMOMOOMMMMMMMMMMMME
Foto da capa:
Ricardo Fuchigami

IZUNOME

EDITORIAL

Sempre há algo em nós que

pode melhorar

N a orientação que transmitiu aos participantes do Culto do Paraíso Terrestre, reali- zado no Solo Sagrado de Atami em 15 e 16 de junho, Kyoshu-Sama armou: “Será que, por meio da fé, Ele (Supremo Deus) não estaria mantendo conosco uma relação contínua de reciprocidade, conduzindo-nos ao mundo já concretizado por Ele?” Uma relação de reciprocidade implica compromisso mútuo, no qual ambas

as partes envolvidas estão plenamente cientes do que esperam receber e também de quais são suas obrigações. Como honrar uma relação assim quando o compromisso é assumido com Deus e Meishu-Sama? No relato que transmitiu no Culto Mensal de Agradecimento de julho, no Solo Sa- grado de Guarapiranga, Willian de Azeredo Rocha fala exatamente sobre isso. Em sua primeira fase como membro, Willian foi um jovem muito ativo. Afastou-se das dedi-

cações por três anos para cursar uma universidade e, logo depois de formado, abriu sua própria agência de propaganda e marketing. Justamente nessa época, começaram as severas puricações

nanceiras até que, em conversa com um primo, também messiânico, percebeu que havia relegado

a segundo plano o compromisso que assumira com Meishu-Sama, ao ingressar na fé. Willian reco-

nheceu suas falhas e descobriu alguns pontos em que precisava mudar. A partir de então, seu com- portamento, seu modo de pensar e sua postura na fé começaram a ser reestruturados. Hoje, é feliz.

A atenção permanentemente voltada para identi car as mudanças que devem ser feitas no nosso

interior, sempre buscando uma postura que nos torne mais úteis às pessoas, à sociedade e ao planeta foi um dos pontos de destaque da saudação do Rev. Hidenari Hayashi, no culto mensal realizado dia 3, em Guarapiranga. Leia a íntegra de todos os textos nesta edição.

E, para nos mantermos alinhados com esse tempo de mudanças, IZUNOME traz novidades da

Korin, informações sobre alimentação e o reconhecimento que o trabalho do Centro de Pesquisa Mokiti Okada vem conquistando em sua área de atuação, um pouco de cultura com uma matéria sobre George Bernard Shaw, um romancista irlandês do qual Meishu-Sama era fã ardoroso, e muito mais. Adotar hábitos alimentares mais saudáveis, conhecer um pouco mais sobre literatura, desenvol- ver uma visão mais ampla sobre tudo o que nos cerca signica conquistar aprimoramento, cresci- mento. E, como armou o Rev. Hayashi no culto, “para mudar para melhor é preciso estar sempre atento”. Portanto, sempre alerta! Bom estudo, bom aprimoramento, boa missão.

Publicação mensal da Igreja Messiânica Mundial do Brasil Ano III - nº 43 - ISSN
Publicação mensal da Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Ano III - nº 43 - ISSN 2177-7462
Elaboração: Divisão de Comunicação da Igreja
Messiânica Mundial do Brasil
Diretor da Divisão: Rev. Mitsuaki Manabe
Jornalista responsável: Antonio Ramos de Queiroz
Filho (MTb 21898)
E-mail: ascom@messianica.org.br
Edição de Arte: Kioshi Hashimoto
Redação: Marcelo Falsarella e Lúcia Martuscelli
Revisão: Ivna Fuchigami
Fotografia: Ricardo Fuchigami
Colaboradores: Rosana Cavalcanti, Kelly Mello,
Fernanda Silvestre (redação); Tony Tajima, Hélcio
Renato, Daniela da Silva, Riane Dante, Celina Watanabe
e Sérgio Ribeiro (fotografia); Juhi Lee (ilustração)
Produção: Fundação Mokiti Okada - M.O.A.
Redação e Administração: Rua Morgado de
Mateus, 77 – 1º andar – CEP 04015-050 – Vila
Mariana – São Paulo – SP – Tel. 11 5087-5078
Tiragem: 77.000 exemplares
Impressão: Editora Abril
Coordenação de produção e impressão:
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Rua Morgado de Matheus, 77 – 4º andar
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4 – JULHO / 2011

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IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL

ENSINAMENTO DO MÊS
ENSINAMENTO DO MÊS
Nós é que traçamos
Nós é que traçamos
MUNDIAL DO BRASIL ENSINAMENTO DO MÊS Nós é que traçamos o destino Seria maravilhoso que o
o destino
o destino

Seria maravilhoso que o homem encontrasse re- almente um meio de alcançar a boa sorte. Não o co- nhecendo, ele se confunde ao traçar seu destino, tor- nando-se infeliz. Sofre dentro do cárcere criado por ele próprio. O mundo acha-se repleto dessas pessoas ignorantes e dignas de compaixão. Assim, está mais do que evidente que, para ser afor- tunado, o homem precisa semear o bem. É costume dizer-se que o bem produz bons frutos, e o mal faz o contrário. A semente do mal tem origem no egoísmo, que leva as pessoas a quererem tudo para si, não se importando com o sofrimento e o prejuízo que possam causar ao próximo. A semente do bem origina-se no sentimento fraterno de querer alegrar ou favorecer os semelhantes. Parece simples, mas é difícil de praticar. A vida é bem complicada. Para viver, é preciso criar um espírito capaz de aceitar e aplicar o princí- pio acima. Todavia, isso depende unicamente da Fé que se pratica, a qual deve ser selecionada entre as muitas que existem. Modéstia à parte, a Fé Messiâ- nica é a que está mais concorde com essas condições. Por isso aconselho aqueles que estão sofrendo a in- gressarem o mais breve possível na nossa Igreja.

O h o m e m

costuma

resignar-

se a tudo,

atribuin-

do ao destino o desenrolar dos acontecimentos. É comum denir-se destino como “algo que não pode ser mudado”. Mas eu desejo ensinar que todos podem mudá-lo de acordo com sua própria vontade, ou melhor, cada um pode tra- çar o seu destino. A consciência desse fato permite transformar o pessimismo em otimismo. A não ser um louco, ninguém deseja um desti- no infeliz. Todo mundo almeja a boa sorte, mas são poucos os que a conseguem, não obstante o enorme esforço que fazem para consegui-la. Entre cem pes- soas, talvez não se encontre uma que seja feliz. Triste realidade! Buda armou: “Todas as coisas são efêmeras”. Mas há criaturas inconformadas, que, atraídas pela presença de um homem afortunado entre milhares que não têm sorte, continuam perseguindo tenaz- mente o sucesso. Por outro lado, existe gente confor- mada, que aceita tudo na vida.

Meishu-Sama em 27 de fevereiro de 1952 Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol. 4
Meishu-Sama em 27 de fevereiro de 1952
Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol. 4

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TRONO DE KYOSHU

Culto do Paraíso Terrestre Saudação de Kyoshu-Sama 15 e 16 de junho de 2011 Templo
Culto do Paraíso Terrestre
Saudação de Kyoshu-Sama
15 e 16 de junho de 2011
Templo Messiânico do Solo Sagrado de Atami

Juízo Final:

o fim do nosso sentimento egoísta

de Atami Juízo Final: o fim do nosso sentimento egoísta Yoiti Okada, Líder Espiritual da Igreja

Yoiti Okada, Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial.

F elicitações a todos pelo Culto do Paraí- so Terrestre. Com profundo e imenso respeito, digo-lhes que o único e Supremo Deus vive, com certeza, dentro de cada um

de nós e de todas as existências. Meishu-Sama nos ensinou que o propósito do Supremo Deus para com a Criação é estabelecer o Paraíso Terrestre. Penso, portanto, que estabelecer o

Paraíso na Terra signica retornar ao Paraíso presen- te dentro de nós e tornar-nos verdadeiros lhos do Criador. Para poder realizar Seu propósito, o Supremo Deus colocou Sua vontade no espírito da palavra Messias e alojou-a em cada um de nós e em todas as existências. Assim, Ele está nos criando e educando. Meishu-Sama nasceu novamente, cumprindo este propósito.

Por essa razão, agradeço de todo coração e louvo

o Supremo Deus pela graça de, unidos a Meishu-Sa-

ma, podermos servir ao propósito da Criação junta- mente com nossos pais e antepassados, com toda a humanidade, enm, com todas as criaturas. Como todos sabem, muitas pessoas foram afeta- das pelo grande terremoto que atingiu o nordeste do Japão. Contudo, em decorrência da crise nuclear, ainda existem muitos desabrigados. Tenho recebido constantes relatos sobre a situação dessas pessoas e

de seus familiares. Tudo o que estão passando vai muito além da minha imaginação. Mesmo na dor e no sofrimento, elas descobriram

a gratidão e a alegria e, ajudando umas às outras,

vivem seus dias com entusiasmo e otimismo. Fiquei muito comovido quando soube disso.

Emocionei-me também quando soube que o bri- lho dos membros de Meishu-Sama está iluminando

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TRONO DE KYOSHU

as pessoas à sua volta, transmitindo-lhes tranquilida- de e esperança. Agradeço a atuação de Meishu-Sama,
as pessoas à sua volta, transmitindo-lhes tranquilida-
de e esperança.
Agradeço a atuação de Meishu-Sama, que nos
vem guiando dessa maneira. E, inspirado na postura
desses messiânicos, quero empenhar-me para sem-
pre confi ar nele e nunca esquecer o sentimento de
gratidão, haja o que houver.
Sei
que as campanhas em prol das vítimas conti-
nuam e que muitos estão contribuindo com dinheiro e
produtos de primeira necessidade, desejando ser úteis
às pessoas que foram afetadas por esta catástrofe.
Sinto-me muito agradecido e, ao mesmo tempo,
encorajado pela atitude sincera e solidária de todos
os senhores.
IZUNOME
Além disso, agradeço de coração aos messiânicos
de todo o mundo que, desde a ocorrência do terre-
moto, logo nos prestaram solidariedade e carinho,
enviando ajuda fi nanceira e doações.
Por intermédio desta catástrofe e de todo o tra-
balho de recuperação que vem sendo desenvolvido,
Meishu-Sama está nos ensinando que as vítimas es-
tão ligadas a toda humanidade, a começar pelo povo
monstra que, para Meishu-Sama, a data 15 de junho
de 1931 representa o dia no qual ele confi rmou, por
si mesmo, que a transição da Noite para o Dia fora
consumada no interior de sua própria consciência.
Creio que Meishu-Sama percebeu este aconteci-
mento justamente porque o Supremo Deus está rea-
lizando a grande transição no Paraíso, que é o centro
do mundo do espírito.
Sinto que ele está querendo que cada um de nós
reconheça a abertura das portas do Céu em nossos
corações, da mesma maneira que ele confi rmou isso
dentro de si.
Estamos unidos a Meishu-Sama, independente-
mente de estarmos no Mundo Espiritual ou na Terra.
Por conseguinte, assim como ele se deu conta desta
transição, certamente nós também conseguiremos
captá-la em nossa própria consciência.
Meishu-Sama também escreveu o seguinte po-
ema:
japonês, e que, juntos, estamos todos sendo conduzi-
dos à verdadeira salvação.
Para conseguirmos servir ao propósito Divino
com o sentimento renovado, precisamos fazer uma
Se as portas do coração de todos
os homens se abrirem,
desaparecerão as trevas deste mundo.
re
flexão sobre nós mesmos e seguir adiante com pas-
sos fi rmes.
Neste sentido, desejo que as práticas do sonen
de gratidão e do amor altruísta, desenvolvidas pelos
senhores, cresçam e ganhem plenitude para que nos
aproximem do sentimento de Meishu-Sama.
Bem, hoje faz 80 anos que Meishu-Sama subiu ao
topo do Monte Nokogiri, na manhã do dia 15 de ju-
nho de 1931, e recebeu a revelação sobre a Transição
da Noite para o Dia no Mundo Espiritual.
O primeiro salmo entoado hoje diz:
Para corresponder ao sentimento de Meishu-Sa-
ma, creio que preciso reconhecer docilmente que as
portas do meu coração já foram abertas e que a tran-
sição da Noite para o Dia se realizou dentro de mim.
Assim feito, devo comunicar-lhe as coisas das quais
me conscientizei.
Sobre a transição da Noite para o Dia, Meishu-
Sama afi rmou que ela também tem o sentido de Juízo
Final. Acredito que a consumação desta grande tran-
sição no centro do Mundo Espiritual signifi ca que o
Supremo Deus já realizou Seu julgamento e perdoou
a humanidade.
Não foi, como dizemos neste mundo, um julga-
No maravilhoso dia 15 de
junho de 1931, abriram-se as
portas do Céu.
Meishu-Sama compôs este
poema para o culto realizado no
dia 15 de junho de 1951, exata-
mente 20 anos após ter recebido
a
revelação sobre a transição da
Era da Noite para a Era do Dia.
O
fato de ele ter escrito
“abriram-se as portas do Céu”
não signi fi caria que as portas
do seu próprio coração, sem que
ninguém soubesse, tinham se
aberto, permitindo penetrar luz
na escuridão?
Portanto, este poema de-
Caravanistas brasileiros são
recepcionados na chegada ao Templo
Messiânico de Atami.

IZUNOME

TRONO DE KYOSHU

IZUNOME TRONO DE KYOSHU Kyoshu-Sama dirigiu orientação aos participantes do Culto do Paraíso Terrestre, realizado em

Kyoshu-Sama dirigiu orientação aos participantes do Culto do Paraíso Terrestre, realizado em Atami em 15 e 16 de junho.

mento do Bem e do Mal. Creio que este julgamento seja parte do insondável e grandioso plano do Supre- mo Deus e que ele seja mesmo uma bênção Divina. Transpondo o que convencionamos chamar de Bem e de Mal, o Supremo Deus utilizou a todos nós:

tanto aqueles que nos parecem bons, quanto os que nos parecem maus. Meishu-Sama nos ensinou que a história da huma- nidade até hoje constituiu estágios preparatórios, de- graus para se estabelecer o Paraíso na Terra. E, ainda, que “o Mal foi necessário até o momento porque, atra- vés do atrito entre ele e o Bem, a cultura material pôde progredir até chegar ao ponto em que se encontra.” Seguindo os desígnios de Deus, cada um de nós veio sendo utilizado tanto para o bem como para o mal. Para nos criar e educar dentro de uma fase com- pletamente nova, será que o Supremo Deus – que a todos ama – não teria olhado para as coisas que ze- mos até hoje e, por meio da bênção Divina chamada “juízo”, não as teria considerado como “atitudes a serviço de Deus” e que por isso Ele nos perdoaria? Será que não foi para nos perdoar que Ele realizou o “acerto de contas”, tirou-nos do mundo das Trevas e nos recebeu no mundo da Luz? Apesar de Deus – o Pai da vida – estar vivo den- tro de nós, viemos ignorando-O. Mundo das Trevas é o estado de espírito no qual não percebemos nossa ignorância em fazer isto. Entendo por Mundo da Luz

o estado de espírito no qual nos damos conta dessa

ignorância. O fato de perceber já não seria uma de- monstração de que um feixe de luz penetrou a escu- ridão de nossos corações – chamada ignorância? Não estaria a luz iluminando as trevas? Entretanto, há um ponto ao qual precisamos estar sempre atentos: quando percebemos, não podemos pensar que isto foi um feito nosso. Precisamos en- tender que foi por termos recebido a permissão de sermos perdoados que nos foi permitido perceber. Assim, por intermédio de Meishu-Sama, juntamen- te com a nossa gratidão, precisamos nos entregar e comunicar nosso reconhecimento ao Supremo Deus, rogando-Lhe que nos utilize ao partilhar Suas bên- çãos com todos os seres. Com relação ao termo “nal” da expressão “Juízo Final”, creio que ele simbolize a nossa autoconsciência. O ponto de partida da nossa existência é o Paraíso

– dimensão inicial da Criação – e o ponto de chegada

é a autoconsciência – a dimensão nal [a última di- mensão] da Criação. É assim que nos tornamos o “eu do presente”. Será que a expressão “Juízo Final” não é utilizada porque, de fato, o que será julgado é a nossa consciên- cia – que é a dimensão nal da Criação? Como respon- sáveis pela última dimensão da Criação, se reconhe- cermos que o julgamento terminou e que, junto com todos os seres, fomos perdoados e se, depois disso,

8 – JULHO / 2011

TRONO DE KYOSHU

retornarmos ao Paraíso – que é a dimensão inicial – po- deremos, verdadeiramente, encerrar o
retornarmos ao Paraíso – que é a dimensão inicial – po-
deremos, verdadeiramente, encerrar o “Juízo Final”.
Neste mundo, não conseguimos ver, ouvir ou
sentir a realização da grande transição. Entretanto,
será que o Supremo Deus não teria preparado a pa-
lavra “fé” para que possamos acreditar e reconhecer
as coisas que ainda não
O
Supremo Deus – origem de todas as coisas – co-
locou dentro de nós Seu próprio sopro e Sua preciosa
semente e nos fez descer à Terra. Esta semente é Sua
consciência, vida e alma eternas.
A
vontade do Supremo Deus é realizar o objetivo
de fruti fi car-Se dentro de cada um de nós. Para tanto,
com o intuito de gerar
IZUNOME
conseguimos enxergar
nem imaginar que estão
sendo realizadas?
Será que, por meio
da fé, Ele não estaria
mantendo conosco uma
relação contínua de
reciprocidade, condu-
zindo-nos ao mundo já
concretizado por Ele?
Creio que, desejan-
do nos transmitir a von-
tade do Supremo Deus,
Meishu-Sama estimu-
lou-nos a nos tornar-
mos dóceis e a aceitar-
mos o perdão de Deus,
Para nos criar e educar dentro de
uma fase completamente nova, será
que o Supremo Deus – que a todos
ama – não teria olhado para as coisas
que fizemos até hoje e, por meio da
bênção Divina chamada “juízo”, não
as teria considerado como “atitudes a
serviço de Deus” e que por isso Ele nos
perdoaria? Será que não foi para nos
perdoar que Ele realizou o “acerto de
contas”, tirou-nos do mundo das Trevas
e nos recebeu no mundo da Luz?
bons frutos que corres-
pondam ao Seu propó-
sito, o Supremo Deus
está envidando esfor-
ços e, por intermédio
de Meishu-Sama, está
tentando criar, educar e
utilizar como Seus nos-
sa mente e nosso corpo.
Creio que “gerar
bons frutos que cor-
respondam ao propó-
sito Divino” signifi ca
“nascer novamente”.
Entretanto, a expressão
“nascer novamente”,
na verdade, não signi-
explicando várias vezes
a importância da fé e,
em alguns momentos, advertindo-nos do Juízo Final.
Por isso, se não aceitarmos o amor Divino, que
nos perdoou, tudo poderá ser visto como uma obra
realizada pela força humana. Se for assim, será que a
humanidade não terá que continuar acertando suas
contas, sozinha, como veio sendo feito até hoje?
Creio que foi para salvar o maior número de pes-
soas desta situação que fomos enviados à Terra e es-
tamos sendo utilizados para ligá-las a Meishu-Sama.
Meishu-Sama escreveu o seguinte poema:
fi ca que nós nascere-
mos, mas que o próprio
Supremo Deus nascerá novamente dentro de cada
um de nós. Ou seja, Ele está querendo fazer com que
cada um de nós se torne Sua própria expressão.
Falando do ponto de vista humano, servimos
para receber o Supremo Deus e manifestá-Lo. Em ou-
tras palavras, somos um recipiente, um instrumento.
É
por isso que Meishu-Sama referiu-se à virtude
Não sejam negligentes, achando que este
será sempre um mundo de trevas.
A Luz já rompeu as nuvens da
oculta e escreveu o poema: “A virtude ostensiva não
é verdadeira. Somente a virtude oculta comunica-se
com Deus”. Por meio deste, creio que ele está nos
advertindo para não nos envaidecermos, assumindo
como nosso o mérito das coisas.
Não sou “Eu” quem se manifesta. Quem se
escuridão.
Uma nova manhã chegou, e o Sol já
está brilhando.
O
novo Paraíso, no qual se concluí-
ra a transição da Noite para o Dia, está
dentro de nós.
O
propósito Divino de perdoar, pu-
ri ficar, salvar e restituir todos à vida já
foi consumado dentro de nós. Não seria
justamente por isso que, aqui na Terra,
conseguimos nos entregar a Deus para
que Sua vontade seja concretizada?
Além disso, apesar das nossas imperfei-
ções, será que não conseguimos sentir o de-
sejo de sermos úteis, ao menos um pouco,
à obra de construção do Paraíso Terrestre?
O Líder Espiritual da IMM recebe
cumprimentos de seminarista brasileiro.

IZUNOME

TRONO DE KYOSHU

manifesta é o Supremo Deus. Não sou “Eu” quem brilha. Quem brilha é o Su- premo Deus. O fato de Meishu-Sama estar se manifestando e ir- radiando Luz signi ca que o Supremo Deus, nele pre- sente, está atuando e emi- tindo Sua Luz. Desejo que nós, que es- tamos ligados a Meishu- Sama, possamos ser uti- lizados como recipientes e instrumentos por meio dos quais o Supremo Deus, que se encontra em Meishu-Sama, possa Se manifestar e irradiar Sua Luz. Que, juntamente com toda a humanidade, com nossos pais e antepassa- dos, en m, com todas as criaturas, possamos servir

dos, en fi m, com todas as criaturas, possamos servir Kyoshu Sama e esposa, sra. Mayumi
dos, en fi m, com todas as criaturas, possamos servir Kyoshu Sama e esposa, sra. Mayumi

Kyoshu Sama e esposa, sra. Mayumi Okada, apreciam exposição de Ikebana.

nhores, que foram ligados a Meishu-Sama, a Luz e a força de Deus possam ser partilhadas a todas as criaturas. Muito obrigado.

na nova fase, pós-transição da Noite para o Dia. Encerro minhas palavras agradecendo de todo meu coração ao Supremo Deus, que tudo realiza com imenso amor. Oro para que, por intermédio dos se-

Baía de Sagami e uma vista geral da cidade de Atami, onde está situado o Solo Sagrado e o Templo Messiânico.

10 – JULHO / 2011

IZUNOME

EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA DA FÉ

Coincidências

não existem

Q uando z 21 anos, ga- nhei de presente um livro cuja principal mensagem era: “Se nós acreditamos que Deus

cuja principal mensagem era: “Se nós acreditamos que Deus Willian de Azeredo Rocha, Johrei Center Vila

Willian de Azeredo Rocha, Johrei Center Vila da Penha, Área Rio de Janeiro Capital.

vida ao Mestre, desapegando-me dos problemas por que passava. Ao regressar, procurei o ministro e coloquei-me à sua disposição. Comecei a dedicar no plantão de Johrei, na limpeza da igreja na vés- pera dos cultos mensais, solicitei o Sorei-Sashi de meus antepassados e realizei pequenas práticas altru- ístas em casa. Uma semana após o Culto do Natalício, recebi por e-mail um convite de uma grande empresa para participar de uma concorrên-

cia para a realização de um projeto de consultoria em marketing. E aí veio o primeiro mi- lagre: ganhei a concorrência. Logo depois, fui convo- cado por uma multinacional para fazer outro projeto, ganhando novamente. O fato curioso é que eu nunca havia feito conta- to com esses clientes antes. Porém, misteriosamente, eles descobriram meu endereço eletrônico e, além de entrarem em contato, aprovaram todos os projetos. O valor que recebi salvou minha agência de uma possí-

existe, é importante ter uma religião para agradecer por tudo o que Ele nos propi- cia”. Essa armação me fez perceber a ne- cessidade de eu servir a Deus, pois sem- pre acreditei elmente em Sua existência. Então, decidi ler o livro Alicerce do Paraíso, para conhecer melhor os ensi- namentos de Meishu-Sama. Após a lei- tura, ganhei uma maior compreensão

e uma enorme vontade de tornar-me

messiânico despertou em mim. Assim, em setembro

de 2005, recebi o Ohikari.

Três meses depois, a ministra responsável pelo Jo- hrei Center me convidou para ser líder jovem. Ape- sar de eu ter um nível de fé ainda iniciante, minha vontade de servir e a energia de jovem me permiti-

ram o desenvolvimento de diversas atividades. Con-

tudo, ao iniciar a Faculdade de Publicidade, precisei deixar de dedicar, afastando-me por três anos. Ao me formar, em 2008, abri uma agência de pro- paganda e marketing com um amigo. Em 2009, co- mecei a puricar nanceiramente; atrasei o aluguel

de minha residência e faltou dinheiro até para o ali-

mento. Em setembro de 2009, um primo messiânico mu-

dou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar e, durante um dos nossos encontros, falou sobre minha falta de gratidão a Deus e a Meishu-Sama, que tanto zeram por mim e por nossa família e que eu havia esquecido totalmente. Eu não fazia donativo, não ministrava Jo- hrei e não comparecia ao culto mensal. Como poderia, então, merecer graças se não cuidava do meu espírito? Confesso que, após aquela conversa, conscientizei-me

de que precisava dedicar e honrar o compromisso as-

sumido perante Deus e Meishu-Sama. Nessa mesma época minha mãe, que voltara a fre- quentar a Igreja no intuito de me estimular a fazer o mesmo, manifestou o desejo de receber novamente o Ohikari. Então, ao receber uma importância por um serviço que realizei, apesar de ter muitas dívidas, to- mei duas decisões: separei uma parte para peregri- nar ao Solo Sagrado de Guarapiranga e destinei o restante à minha mãe para que ela pudesse oferecer como donativo pelo seu reingresso na fé. Aqui no Solo Sagrado, pedi perdão a Meishu- Sama e aos meus antepassados e con ei minha

vel falência, e várias propostas prossionais começa- ram a surgir. Assim, pude enm oferecer o donativo de gratidão como deveria ter feito em toda a minha vida. A partir do momento em que priorizei a parte espiritual, tudo se transformou em minha vida. Fui convidado para ser ociante, encaminhei minha irmã e minha namorada à Obra Divina e sempre que en- contro alguém que esteja puricando nanceiramen- te, logo me proponho a contar como consegui superar as diculdades por meio das práticas messiânicas. Aprendi que não existem coincidências e que tudo é conduzido pelo Mundo Espiritual. Tinha tudo para ser feliz, mas não conseguia equilibrar o mate- rial e o espiritual. Graças ao fato de perceber isso por meio de um conselho, de me conscientizar quanto ao compro- misso assumido diante de Deus e Meishu-Sama ao receber o Ohikari e de tomar a decisão de colocar em ordem minha vida procurando fazer outras pessoas felizes, tornei-me nalmente realizado. Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus an- tepassados a segunda oportunidade de ser um ins- trumento de Deus e renovo o compromisso de seguir

muitas pessoas ao caminho da Luz.

rme nas dedicações com o propósito de conduzir

Muito obrigado a todos.

IZUNOME

CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO

IZUNOME CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO Saudação do Rev. Hidenari Hayashi, presidente da IMMB Solo Sagrado de

Saudação do Rev. Hidenari Hayashi, presidente da IMMB Solo Sagrado de Guarapiranga 3 de julho de 2011

da IMMB Solo Sagrado de Guarapiranga 3 de julho de 2011 12 – JULHO / 2011

12 – JULHO / 2011

Para mudar para melh

3 de julho de 2011 12 – JULHO / 2011 Para mudar para melh Reverendo Hidenari

Reverendo Hidenari Hayashi, presidente da IMMB.

B om-dia a todos! Em primeiro lugar, quero parabe- nizar todos os senhores pelo precio- so e sincero empenho na expansão da obra de Meishu-Sama no Brasil.

No mês passado, tive a permissão de participar do Culto do Paraíso Terrestre realizado no Solo Sa- grado de Atami, que contou com a especial partici- pação de Kyoshu-Sama. Pudemos receber sua importante orientação, que já foi traduzida e será publicada na revista Izunome, ainda neste mês. No Culto do Paraíso Terrestre realizado aqui no Solo Sagrado de Guarapiranga, o rev. Manabe me

representou e leu aos senhores a mensagem que eu havia deixado. Nela, falei sobre as mudanças que

precisamos fazer para acompanharmos a transição que vem ocorrendo no Mundo Espiritual. Ou seja, precisamos mudar nossa forma de pen- sar e começar a rever alguns valores, que até então pareciam que eram um bem para a humanidade, mas que, na verdade, acabaram atrapalhando nosso cami- nho para a felicidade. Será que alguém já começou a modicar sua for- ma de pensar ou a rever seus valores? Acho que o primeiro passo é car atento para perceber tudo aquilo que devemos transformar em nossas palavras, pensamentos e atitudes no nosso cotidiano. “Ficar atento” signi ca sempre se questionar:

“Será que isso não é apenas uma comodidade ma- terial?” “Será que isso vai ajudar outras pessoas?”

será que isso

vai ser bom, tanto para mim como para aqueles que estão ao meu lado?” “Será que vai ser bom para a humanidade? Ou é só um bem momentâneo?” A partir dessa reexão, acho que todos vão conse- guir con rmar se estão no caminho certo ou se existe alguma coisa que precisam mudar para melhor. Por exemplo, na minha mensagem do mês passa-

“A curto, a médio ou a longo prazo

CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO

or é preciso estar sempre atento do, eu citei fast food Parece que agora o
or é preciso estar
sempre atento
do, eu citei fast food
Parece que agora
o
ra
não tivesse percebido a importância da
estão pensando no slow food, como o
uma forma de alimentação mais ade-
quada à saúde e ao meio ambiente.
O
hábito de ir à padaria de car-
IZUNOME
ro pode ser mudado para ir a pé e
fazer uma caminhada, pois isso é
bom para a saúde, e o meio ambien-
te
agradece.
E
no caso das crianças? Será que
o
uso exagerado da In-
ternet, dos video games,
dos salgadinhos vai fa-
zer bem a elas no futu-
d dedicação e do Johrei, práticas básicas
de um messiânico.
Depois de passar por momen-
tos difíceis, com sérias purifi cações,
ouviu os conselhos de seu primo e
percebeu que tinha feito um com-
promisso com Meishu-Sama e que,
sem querer, o tinha esquecido
Então, ele veio do Rio de Janei-
ro, participou do culto
no Solo Sagrado e aqui
refez seu compromisso
com Meishu-Sama de
ro? O uso moderado ou
exagerado pelas crian-
ças depende dos pais.
Infelizmente, eu vejo
muitos deles que não
estão preocupados em
plantar boas sementes
hoje para ter uma gran-
de colheita amanhã. É
lógico que esse não é o
caso dos senhores
Isso são alguns e-
xemplos, mas o impor-
se dedicar à sua Obra.
Depois de retornar,
logo assumiu o plantão
de Johrei e começou a
dedicar mais no Johrei
Center. Foi aí que sua
vida começou a mudar,
principalmente pro fi s-
sionalmente.
Ou seja, ele perce-
beu
mudou sua forma
de pensar
e agiu! Com
tante é fi car atento, per-
ceber, mudar a forma de
pensar e tentar agir
É
dessa forma que vamos
encontrar o caminho da
verdadeira felicidade!
A experiência de
fé que nos foi relatada
pelo jovem Willian é um
grande exemplo disso.
Quando recebeu o Ohi-
kari, talvez ele ainda
isso, superou sua purifi -
cação e hoje sabe clara-
mente qual o caminho
da felicidade que preci-
sa seguir.
Acho que essa é a fór-
mula para mudar para
melhor e entrar em sin-
tonia com a grande tran-
sição que está ocorrendo
no Mundo Espiritual.
Muito obrigado e
boa missão a todos!
Uma nova geração de messiânicos
já frequenta os cultos.
Os participantes chegaram cedo,
enfrentando o frio com ânimo
e disposição.
Durante toda a manhã, membros
dedicam na ministração do Johrei.
A
apresentação do Coral Mokiti
Okada é certeza da presença
de música de alto nível.
Dedicantes no pórtico
de
entrada: eles são os primeiros
a dizer que você é bem-vindo
ao Solo Sagrado.
FUFFUFUUNDNDNDNDAÇAAÇA ÃÃÃÃÃÃÃÃÃO MOKITI OKADA FUNDAÇÃO MOKITI OKADA Programa d é contem Primeiro contato
FUFFUFUUNDNDNDNDAÇAAÇA ÃÃÃÃÃÃÃÃÃO MOKITI OKADA FUNDAÇÃO MOKITI OKADA
FUFFUFUUNDNDNDNDAÇAAÇA ÃÃÃÃÃÃÃÃÃO MOKITI OKADA
FUNDAÇÃO MOKITI OKADA
Programa d é contem Primeiro contato com material orgânico decomposto. Com a contemplação Com a
Programa d
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Primeiro contato com material
orgânico decomposto.
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Com a contemplação
d
do programa “Educando
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para a Sustentabilidade”,
IZUNOME
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UNUNUNNUNUNUNNUNU
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no 7º edital do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – FEMA, da Secretaria do Verde

e

do Meio Ambiente,

o

Centro de Pesquisa

Mokiti Okada passou a atender duas escolas do Estado e uma do município de São Paulo:

Paulino Nunes Esposo, em Parelheiros; Chacará das Corujas, no Grajaú, e Parque Boa Esperança, em São Mateus, totalizando 3.200 crianças do 1º ao 5º ano e adolescentes do 6º ao 9º ano, bem como professores, funcionários, pais e a comunidade do entorno.

Biólogo Carlos Daniel Rodrigues (CPMO) apresenta aos alunos da Escola Estadual Chácara das Corujas o Bokashi, um condicionador de solo.

E sta iniciativa é um programa de educação que tem como

nalidade despertar e mobilizar educadores, professores,

merendeiras, alunos, pais e a comunidade para a consci- ência ambiental e de valores humanos, tendo como eixo principal a sustentabilidade ambiental, econômica e so-

cial a partir de práticas e experiências com horta cultivada pelo método

da Agricultura Natural de Mokiti Okada. Para apresentar as atividades que serão desenvolvidas junto aos alunos, o coordenador do CPMO, Fernando Augusto de Souza, realizou a abertura ocial do programa nas escolas nos dias 18 de fevereiro, 23 e 24 de março. Ele falou sobre as ações da instituição e a importância do projeto para a es-

cola na construção de uma ética ambiental, da reciclagem, da alimentação saudável e da reutilização de materiais. Mais de 1.000 pessoas entre pais, alunos, professores e diretoria, estiveram presentes nestas datas. “O projeto veio para somar. Podemos aprender a lidar com todos os seres vivos por meio do plantio. Uma sala estava com grande incidên- cia de faltas e, aos poucos, os alunos foram estimulados a retornar para acompanhar as atividades do programa. Temos um histórico de violência na região e esperamos que o ‘Educando com Sustentabilidade’ possa nos auxiliar na melhoria do comportamento das crianças”, armou a diretora da Escola Municipal Parque Boa Esperança, Letícia de Souza Melo. Desde fevereiro, o biólogo do Centro de Pesquisa, Carlos Daniel de Souza Rodrigues, tem promovido diversas ocinas de semeadura e de horta para conscientizar os alunos da importância de manusear o solo com respeito à natureza e ao meio ambiente; para ensinar o cultivo de sementes de verduras e legumes, o modo de preparo da terra com ma- teriais orgânicos para o plantio e os cuidados para o desenvolvimento da planta. A aluna da 8º série, Aline Silva Dante, da Escola Estadual Paulino

14 – JULHO / 2011

IZUNOME

o CPMO

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

plado em edital de Secretaria de São Paulo

Plantio de rúcula (Chácara das Corujas).
Plantio de rúcula (Chácara das Corujas).

Espaço para plantio (Chácara das Corujas): as garrafas pet servem para delimitar as áreas de cultivo. Dentro delas há água, para conservar por mais tempo o plástico exposto ao sol.

para conservar por mais tempo o plástico exposto ao sol. Carlos Daniel Rodrigues (esq.) e os
para conservar por mais tempo o plástico exposto ao sol. Carlos Daniel Rodrigues (esq.) e os

Carlos Daniel Rodrigues (esq.) e os alunos da 8ª série da Escola Paulino Nunes Esposo. Acima, semeadura de salsinha em bandeja de isopor, para a produção de mudas.

salsinha em bandeja de isopor, para a produção de mudas. Plantio de alface em canteiros. Os

Plantio de alface em canteiros. Os alunos aprendem a distância ideal de separação entre as mudas.

Nunes Esposo, disse que achou bastante positiva a propos- ta da instituição de transmitir essa men- sagem aos alunos. “Não posso salvar o mundo sozinha, mas posso fazer minha parte para ajudar o meio ambiente”, dis- se ela. Para motivar e envolver os professo- res e coordenadoras pedagógicas no pro- jeto, a educadora e

psicóloga do CPMO, Paulete Sparapan, também tem realizado, junto aos professores e aos alunos das instituições de ensino, várias palestras, vivências e ocinas de degustação com produtos orgânicos.

“O envolvimento e a expectativa das crianças com relação ao programa são muito grandes. No pri- meiro dia, elas não queriam mexer na terra, e hoje estão ansiosas pela próxima atividade. Já os profes- sores que trabalham com a disciplina de Ciências também procuraram aplicar as informações sobre al- guns assuntos do projeto nas salas de aula”, comen- tou o vice-diretor da Escola Municipal Chácara das Corujas, Masamitsu Takaki.

O Edital FEMA Criado em 2001, o Fundo Especial do Meio Am- biente e Pesquisa Sustentável - FEMA é um órgão da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, da Prefei- tura de São Paulo, e tem como intuito dar suporte - nanceiro a programas e projetos relacionados ao uso racional e sustentável dos recursos naturais, à defesa e recuperação do meio ambiente e às ações de edu- cação ambiental existentes na abrangência da região. No 7º edital do órgão, o programa “Educando para a Sustentabilidade” do CPMO foi aprovado en- tre 180 organizações, no nal de 2010.

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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

VISÃO DE MOKITI OKADA
VISÃO DE MOKITI OKADA

Não se prenda

G rupo de Alimentação N atural – FMO

se prenda G rupo de A limentação N atural – FMO „ O engraçado é que,

O engraçado é que, tempos atrás, eu não

comia maçã e, aí, alguém perguntou:

‘Meishu-Sama, o se- nhor não come maçã. É por- que ela faz mal ao organis- mo?’ Então, eu disse: ‘Não, não é isso. Eu gosto de frutas que tenham caldo e como a maçã não tem, não como.’ Aí, não sei que equívoco houve, começaram a pro- pagar que Meishu-Sama não come maçã porque não é bom. Por isso, acabou por se dizer que os messiâ- nicos não comem maçã. É realmente engraçado. A maçã, o caqui e tudo o mais, foram feitos por Deus para alimentar o ser humano. Logo, quem gosta de maçã, pode comer à vontade. Ou seja, considerar seu sabor é algo extremamente necessário.” (Ensinamento de Mokiti Okada – 25/08/1952) (Alimentação com Energia Vital visão de Mokiti Okada, p.52)

Maçã

F ruto da macieira, com origem na Ásia Central, é pobre em calorias e rica em bras solúveis, que ajudam a baixar o colesterol, bem como em quercetina, niacina, algumas vitami-

nas e sais minerais como fósforo, ferro e potássio. Para um lanche rápido e fácil, não há nada tão saboroso como levar uma maçã fresca na bolsa ou na pasta. Podemos consumi-la não somente na for- ma in natura, mas também cozida ou assada, em tortas, geleias, purê etc.

Quando ela não é orgânica, devemos nos pre- caver contra os possíveis resíduos de agrotóxicos, lavando muito bem a casca ou até mesmo des- cascando-a. E, principalmente, retirando o miolo, pois alguns agrotóxicos sistêmicos são absorvidos pela planta. Existe uma variedade imensa de maçãs, algo em torno de 2.500 espécies. As mais populares no Brasil são gala, Fuji, pera, argentina e verde.

16 – JULHO / 2011

gala, Fuji, pera, argentina e verde. 16 – JULHO / 2011 Inverno (21 de junho a

Inverno

(21 de junho a 22 de setembro)

Sazonalidade dos produtos:

maior oferta em agosto

FRUTAS: Abiu, atemoia, banana, banana-nani- ca, caju, carambola, kiwi nacional, laranja, laranja- pera, laranja-lima, lima-da-pérsia, maçã nacional, mamão Formosa, mexerica, morango, quincan, tangerina murcote, tangerina poncã.

LEGUMES: Abóbora, abóbora japonesa, abo- brinha italiana, cará, ervilha comum, ervilha-torta, fava, inhame, mandioca, mandioquinha, pimentão vermelho.

VERDURAS: Agrião, alho-poró, brócolis, ce-

noura com folhas, chicória, coentro, couve, cou-

ve- or, erva-doce, escarola, espinafre, mostarda,

nabo, rabanete, rúcula.

(FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. www.ceagesp.gov.br)

Em 100 gramas de maçã vermelha crua:

Calorias

Glicídios

Proteínas

Lipídios

Cálcio

Fósforo

Ferro

(kcal)

(g)

(g)

(g)

(mg)

(mg)

(mg)

63,2

14,20

0,40

0,50

7

12

0,30

Fonte: Tabela de Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco.

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a ideias fixas

SUGESTÕES SAUDÁVEIS Bolinhos de maçã Farinha de trigo branca Farinha de trigo integral Fermento em
SUGESTÕES SAUDÁVEIS
Bolinhos de maçã
Farinha de trigo branca
Farinha de trigo integral
Fermento em pó
Canela em pó
Erva-doce
Água potável
Melaço de cana
Maçã com casca sem miolo
Uva-passa sem caroço
Óleo de canola
1 xícara de chá
2 xícaras de chá
1 colher de sopa cheia
1 colher de chá
¼ de colher de chá
1 xícara de chá
1/3 xícara de chá
2 unidades picadas
½ xícara de chá
para untar
Pré-aquecer o forno. Misturar bem todos os ingredientes.
Untar as fôrmas de empada e colocar a massa. Levar para assar.
Bom apetite!

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FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

IZUNOME FUNDAÇÃO MOKITI OKADA George Bernard Shaw: irreverência, talento e ousadia George Bernard Shaw, dramaturgo,

George

Bernard

Shaw: irreverência, talento e ousadia

OKADA George Bernard Shaw: irreverência, talento e ousadia George Bernard Shaw, dramaturgo, ensaísta, romancista,

George Bernard Shaw, dramaturgo, ensaísta, romancista, crítico, nasceu em Dublin, Irlanda, em 1856, e faleceu aos 94 anos.

C riou-se praticamente sozinho, pela falta de afeição e orientação dos pais, formando por si mesmo sua visão do mundo. Foi um tio, vigário, quem lhe proporcionou estudos no colégio

wesleyano de Dublin, experiência que lhe resultou más recordações e que, mais tarde, seria alvo de sar- casmo em sua obra. Aos vinte e três anos, decidiu tentar a carreira de escritor, ao mesmo tempo em que se tornou um excelente orador nos comícios políticos de Londres, prática que desempenhou por um longo período. Seus primeiros livros não despertaram interesse no mundo das letras. Foi como crítico literário, musical

e nalmente teatral que, aos quase 30 anos, começou

a estabelecer-se pro ssionalmente. Contudo, foi no teatro que Shaw encontrou sua lin- guagem. Uma linguagem que, diferentemente daquela vigente na época, buscava proporcionar ao leitor não somente diversão. Nas próprias palavras de Shaw:

“Estou convencido de que as belas-artes são o instru- mento de propaganda moral mais sutil, mais sedutor e mais eciente do mundo, excetuado apenas o exemplo do comportamento pessoal; mesmo essa exceção abro mão em prol da arte da cena, porque esta funciona exi- bindo exemplos de comportamento pessoal tornados compreensíveis e comovedores aos olhos das multi- dões de pessoas que não sabem observar nem reetir e para quem a vida real nada signica”. Com ironia, inteligência e precisão nas palavras, Shaw apontava o retrato das doenças da sociedade, bus- cando levar o espectador à reexão e à erradicação desses males. Suas peças reuniram uma sequência de sucessos. Admirador de sua obra, Meishu-Sama comentou, em texto ainda não publicado em português, que ele era uma pessoa sem precedentes pois, ao ver as coisas, conseguia captar com precisão sua realidade e expres- sá-la com toda franqueza, com humor irônico e em sáti-

ras concisas e aguçadas. Para Meishu-Sama as palavras de Shaw eram certeiras, pois ele dizia exatamente, de forma nua e crua, o que pen- sava, sendo, em decor- rência de seu caráter, sempre sincero. O Mes- tre costumava armar que jamais existiu outro grande escritor tão since- ro quanto Bernard. Shaw tinha como prática a publicação de

suas peças primeiramente em livros. Inovador, es- crevia longos prefácios, justicando o modo de agir de suas personagens, de forma a expor suas ideias, aproximar-se do leitor e fazê-lo, se não aceitá-las, ao menos reetir a respeito. Aos setenta anos, ganhou o Prêmio Nobel de Lite- ratura. Contrário às honrarias, relutou em recebê-las e pediu que o dinheiro fosse destinado a um fundo li- terário. Independente, nunca temeu manifestar suas opiniões e convicções, por mais contrárias que estas pudessem ser aos olhos da sociedade da época. Todas estas características, pessoais e artísticas, expli- cam a admiração de Meishu-Sama por Bernard Shaw:

“Entre as suas obras, há uma peça teatral famosa, intitulada Discípulo do Diabo. Assisti e realmente achei muito engraçada e até quei comovido” Meishu -Sama

“Nos seus últimos anos de vida, os intelectuais da In- glaterra solicitavam sua opinião em relação a vários pro- blemas que surgiam e usavam-na como referência. Por meio disso, podemos perceber quão grande era a sua existência. Inclui-se entre as pessoas célebres do século XX”. [Texto ainda não publicado em língua portuguesa]. O poeta-crítico Octavio Paz a rma: “O último grande dramaturgo da estirpe crítica foi Shaw”. Esta a rmação é datada de 1996. Eis o diferencial de um grande artista.

18 – JULHO / 2011

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA „ A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva aci- ma da sua condição.” A frase de Aristóteles, lósofo da Grécia Antiga, mantém simila- ridades com duas pesquisas cientícas que

apontam os benefícios proporcionados ao coração em decorrência da audição de alguns tipos de música. Uma das pesquisas 1 foi realizada na Escola de Medicina da Universidade de Ma-

nos Estados Unidos. As

conclusões co foram divulgadas em

11 u
11
u

ryland, ryl

11 de novembro de 2008, durante

uma reunião da Associação Nor-

te-Americana t do Coração, em Nova Orleans. Com a participação de dez voluntários saudáveis, não fu- mantes e com a idade média de 36 anos, a pesquisa constatou, entre outros pontos, que a au-

Boa para o ouvido, boa para o

coração

dição de músicas consideradas por eles como alegres pode afetar a atividade da endorna, substância quí- mica presente no organismo. Ao ser liberada, ela esti- mula a sensação de bem-estar, de conforto e de bom humor. Segundo o líder da pesquisa, professor Michael Miller, “as descobertas foram uma música para meus ouvidos porque sinalizam outra estratégia preventi- va que podemos incorporar em nossas vidas diárias para promover a saúde do coração”. Publicada na edição on-line de 22 de junho de 2009 da revista Circulation, da Associação Norte- Americana do Coração, a outra pesquisa 2 teve como coordenador o professor Luciano Bernardi, do De- partamento de Medicina Interna da Universidade de Pavia, na Itália. Ela contou com a participação de 24 voluntários saudáveis. Submetidos a diversos exa- mes médicos, eles ouviram cinco músicas famosas. Demonstrou-se que a música meditativa e a de ritmo lento produziram relaxamento, diminuindo a pressão arterial e os batimentos cardíacos e acalman- do a respiração. As músicas, porém, com um ritmo mais rápido, causaram efeitos contrários a esses. As descobertas da pesquisa, de acordo com seus autores, sugerem que a música poderá ser utilizada com ns terapêuticos, entre eles, o controle da pressão arterial. Meishu-Sama também nos orienta várias vezes so- bre a enorme importância da música e de outras ati- vidades artísticas. Num trecho dos Ensinamentos, ele escreve: “Costumo dizer que o Paraíso é o Mundo da Arte, mas isso não deixa de ser um conceito bastante

resumido. Naturalmente, o aperfeiçoamento da Arte é desejável, seja a pintura, a escultura, a música, as artes cênicas, a dança, a literatura, a arquitetura, etc., entre- tanto, para se poder falar em Paraíso, é preciso que todas as artes estejam reunidas, ou melhor, que tudo seja artístico” 3 . Em outra parte, Meishu-Sama arma:

“A Arte deve ser de nível elevado – uma arte que, de- leitando a pessoa, eleve o seu sentimento” 4 .

Saiba mais sobre os temas citados nesta matéria, consultando:

Ensinamentos de Meishu-Sama: Paraíso – Mundo da Arte 3 e Ciência e Arte 4 - (Alicerce do Paraíso vol. 5) 1 http://www.agencia.fapesp.br/materia/9719/divulgacao-cienti ca/musica-para-o-coracao.htm

2

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000300002

2

http://www.unipv.eu/on-line/Home/AreaStampa/Comunicatistampa/articolo2933.html

IZUNOME

SAÚDE

Pesquisa constata resíduos de

herbicida em ovos

O s agrotó- xicos, os a d u b o s químicos e outras

substâncias sintéticas, lar- gamente usados na agri- cultura convencional, cos- tumam contaminar frutas, grãos, hortaliças, legumes e verduras, trazendo inúme- ros malefícios a consumi- dores, produtores rurais e

ao meio ambiente.

A tese de doutorado defendida pela bióloga Cláudia Helena Pastor Ciscato, com a orientação da Profª. Drª. Helenice de

Souza Spinosa, da Faculda-

de

de Medicina Veterinária

e

Zootecnia (FMVZ), da

de de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da Ovos Korin: livres de antibióticos e de quimioterápicos.

Ovos Korin: livres de antibióticos e de quimioterápicos.

que destroem ou inibem a ação dos fungos que costu- mam atacar as plantas) e de herbicidas. Os testes foram realizados no Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico. Cláudia Helena sugere uma orientação mais am- pla aos produtores de ali- mentos de origem vegetal e animal, com o objetivo de

prevenir os riscos de conta- minação. “É necessário que haja monitoramento da par-

te do governo para vericar

a situação da alimentação

e, dessa forma, orientar o pessoal do campo para que haja produção de alimentos

com qualidade.”

Universidade de São Paulo (USP), demonstrou, da mesma forma, a existência de resíduos de herbicida em amostras de outro tipo de produto consumido por uma parte signicativa da população brasileira: ovos. Usada para controlar as plantas invasoras surgi-

das durante o cultivo de milho, de soja, entre outros grãos destinados à alimentação das aves, essa subs- tância química acabou se transferindo para os ovos. Segundo Cláudia Helena, “a longo prazo, há pos- sibilidade de o herbicida contribuir para alguma do- ença crônica, como alergia, reumatismo, problemas nos sistemas nervoso e reprodutivo, além do apareci- mento de tumores”. Provenientes de feiras livres, sacolões, supermer- cados e mercearias, todos localizados em São Paulo,

as 150 amostras de ovo foram submetidas a análises

capazes de identicar entre 140 e 150 substâncias tó- xicas, como alguns tipos de fungicidas (agrotóxicos

Solução O consumidor não consegue retirar os herbicidas dos ovos. Existe, entretanto, uma saída para essa ques- tão. Encontrados em pontos de venda de todo o Brasil, produtos orgânicos dos mais variados gêneros con- têm, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pe- cuária e Abastecimento (Mapa), isenção de agrotóxi- cos, adubos químicos, antibióticos, hormônios, drogas veterinárias, transgênicos (organismos cujo material genético foi modicado por qualquer técnica de enge- nharia genética), entre outras características. Após um período de regulamentação, a Lei nº 10.831/2003, também conhecida como Lei dos Orgâ- nicos, começou a vigorar em 1º de janeiro de 2011 e determinou medidas como a criação do selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica). O texto legal estabelece que os rótulos de todos os produtos orgânicos certicados devem apre- sentar esse selo, uma garantia ocial de autenticidade.

Para saber mais sobre os temas, consulte: http://www.usp.br/agen/?p=38070 cos/Consumidor%20-%20organicos.pdf
Para saber mais sobre os temas, consulte:
http://www.usp.br/agen/?p=38070
cos/Consumidor%20-%20organicos.pdf

http://www.agricultura.gov.br/portal/page/portal/Internet-MAPA/pagina-inicial/desenvolvimento-sustentavel/organi-

20 – JULHO / 2011

IZUNOME

Direito

FUNDAÇÃO MOKITI OKADA

Ambiental

A s edições do 15º Congresso In-

ternacional de Direito Ambien-

tal, 16º Congresso Brasileiro de

Direito Ambiental, 6º Congres-

so de Direito Ambiental dos

Países de Língua Portuguesa e Espanhola, e 6º Congresso de Estudantes de Graduação e Pós- Graduação em Direito Ambiental contaram com a participação de cerca de 550 pessoas na sede da Fundação Mokiti Okada, em São Paulo, no período de 28 de maio a 1º de junho. Os eventos reuniram promotores de Jus- tiça, procuradores, advogados, professores e estudantes de Direito de várias partes do Bra-

sil e de outros países, além do presidente da

FMO, Rogério Hetmanek, que compôs a mesa

da abertura ocial do Congresso Internacio- nal no Palácio dos Bandeirantes, no dia 29. Hetmanek também esteve presente à so- lenidade de abertura do evento realizada na sede da Fundação, no dia 30, juntamente com

os palestrantes da Austrália, Suíça e Estados

Unidos, e diretores do Instituto Planeta Ver- de, instituição organizadora do congresso.

O vice-presidente da FMO, João Cesar Gon-

zalez, fez parte da mesa de encerramento do Congresso de Estudantes de Graduação e Pós- Graduação em Direito Ambiental, no dia 29. A homenageada desse ano foi a procura- dora do município, doutora em Direito e pro- fessora pela Universidade de São Paulo - USP, Helita Barreira Custódio. Organizados pelo Instituto “O Direito por um Planeta Verde”, os congressos contaram com o apoio da IMMB e da Fundação Mokiti Okada e discutiram os seguintes temas: Proi- bição de Retrocesso, no Congresso Internacio- nal; 30 anos da Política Nacional de Meio Am- biente, no Congresso Brasileiro, e O Futuro das Florestas, no Congresso dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, respectivamente. Anualmente, a FMO e coligadas colabo- ram com a realização dessas atividades, que discutem temas pertinentes ao meio ambiente e à justiça e trazem representantes nacionais e internacionais para abordarem os temas.

é tema de estudos

e internacionais para abordarem os temas. é tema de estudos Cerimônia de abertura dos congressos no

Cerimônia de abertura dos congressos no Palácio dos Bandeirantes (SP).

abertura dos congressos no Palácio dos Bandeirantes (SP). A profª Helita Custódio (dir.) foi a homenageada
abertura dos congressos no Palácio dos Bandeirantes (SP). A profª Helita Custódio (dir.) foi a homenageada

A profª Helita Custódio (dir.) foi a homenageada do ano. A Korin e o CPMO apresentaram as atividades que desenvolvem, para os cerca de 550 participantes dos Congressos voltados para o estudo do Direito Ambiental.

para os cerca de 550 participantes dos Congressos voltados para o estudo do Direito Ambiental. JULHO

IZUNOME

KORIN

Korin lança linha de

congelados

P raticidade para a vida moderna. Buscando atender às necessidades geradas pela sociedade atual, mui- tos consumidores recorrem a produ- tos congelados, que possuem maior

tempo de conservação e podem ser consumidos nas refeições diárias, de maneira rápida, fácil e na quan- tidade desejada. Pensando nisso, a Korin lançou, no mês de junho, uma linha de vegetais orgânicos con- gelados cozidos no vapor, que preservam os nutrien- tes do produto e a saúde do consumidor. A nova linha “Praticidade e Saúde” oferece cinco itens entre frutas, legumes e verduras orgânicos. São eles: morango inteiro, batata, cenoura, brócolis e cou-

ve- or. O maior diferencial é que esses produtos são

lavados, cortados e higienizados, além de “cozidos no vapor”, com exceção do morango, que não passa pelo processo de cozimento. O congelamento é realizado através do método IQF (Individually Quick Frozen - Congelamento Rá- pido Individualizado), considerado o mais moderno método de congelamento de frutas, legumes e verdu-

ras, capaz de manter os valores nutricionais e o sabor dos alimentos. Outra grande vantagem é que estes produtos são prontos para o consumo e podem ser preparados de acordo com a vontade e a necessida- de da família. Dessa forma, para consumir é preciso apenas retirar a quantidade desejada da embalagem

los, congelá-los e armazená-los, e assim atender aos consumidores no momento em que a produção não é tão propícia (entressafra)”, explica. “Isso é impor- tante uma vez que os produtos orgânicos dependem bastante dos fatores climáticos adequados, já que não utilizam adubos ou defensivos agrícolas. Por isso, en- tendo que esta linha de produtos e outras que lança- remos ainda este ano são fundamentais para o cresci- mento da Korin”, argumenta o ministro. O lançamento da linha “Praticidade e Saúde” per- mite que os produtos da Korin cheguem às regiões mais distantes dos centros de produção, o que era impossibilitado aos produtos in natura, que são mais frágeis e perecíveis. Dessa forma, abre-se uma pers- pectiva para a empresa expandir o mercado de frutas, legumes e verduras nas demais regiões do Brasil que estão fora do eixo Rio-São Paulo, podendo oferecer ali- mentos saudáveis, provenientes da Agricultura Natu- ral a um número maior de pessoas”, enfatiza o gerente comercial da Korin, ministro Edson Shiguemoto. “Sabemos que o melhor é consumir alimentos in natura. Quanto mais frescos forem, melhores serão para a saúde, já que possuem maior energia vital. Esta nova linha, portanto, permitirá às pessoas que moram em locais onde este tipo de alimento ainda é pouco produzido e distribuído, ou àquelas que não têm mais tempo de preparar um alimento saudável para seus familiares consumir produtos puros e li- vres de agrotóxicos todos os dias de uma forma rá- pida, prática e segura”, enfatiza o gerente geral da Korin, ministro Reginaldo Morikawa. Os produtos da linha “Praticidade e Saúde” são vendidos em embalagens de 300g e têm validade de um ano. Posteriormente, serão lançados vagem, ervi- lha, inhame e frutas. Todos esses alimentos contêm o selo “Produto Orgânico Brasil”, emitido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimen- to), certi cação obrigatória para produtos orgânicos, desde janeiro de 2011.

e aquecer. No caso do morango, basta descongelar em temperatura ambiente. Para o gerente de
e aquecer. No caso do morango, basta descongelar
em temperatura ambiente.
Para o gerente de negócios agrícolas da Korin,
ministro Jarbas Cordeiro de Souza, o diferencial da
nova linha de produtos congelados é a praticidade
que proporciona ao consumidor, de maneira sau-
dável e sustentável, durante um maior período de
tempo. “O processo produtivo foi decisivo para que
a Korin optasse por lançar esses produtos, já que é
possível produzir itens como morango, brócolis e
batata em sua melhor época de produção, processá-
Congelados Korin: prontos para o consumo, do jeito que você quer. Em breve, mais novidades.
22 – JULHO / 2011

IZUNOME

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