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SUMÁRIO

CURSO DE ORATÓRIA EMOCIONAL & EXPRESSÃO VERBAL ®

DE

DOZE

ANOS

SUCESSO

A arte da palavra

Medo, fobia ou apenas nervosismo.

Causas do medo de falar em público

Reflexões necessárias

Os maiores oradores da história

Auto-estima

A mística do carisma

Dicas úteis

A expressão corporal do orador

Dicas essenciais

Evite as posturas

Os braços e as mãos

A postura correta para iniciar o discurso

Os gestos e sua função na oratória

Conselhos úteis

Alguns tipos de gestos e a idéia implícita

Dicas especiais

A arte do manejo do escudo

O domínio do irmão sombra

Como falar de improviso

Roteiro escrito

Lembretes

Cartão de notas

Esquema mental

Improviso inesperado

A técnica do assunto paralelo

Observações importantes

Fala memorizada

Improvisar sim, mas com roteiro

Como iniciar um discurso

Dicas para dar uma entrevista a um jornalista

A fala na televisão

A oratória e o homem moderno

1. A

ARTE

DA

PALAVRA

A boa oratória é a arte da palavra. No mundo hodierno, saber falar em público e demonstrar naturalidade no desenvolvimento das idéias pode determinar o sucesso numa entrevista para obtenção de um emprego, garantir a aprovação perante uma banca examinadora ou mesmo abrir um espaço de atuação que você nem sonhava ser possível.

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O que é necessário para que uma pessoa se torne um bom orador? Muitos são os pré- requisitos elencados por diversos especialistas. Segurança, domínio do assunto, determinação na transmissão da mensagem e principalmente a superação do medo. Entretanto, defendo que somente aprendendo a direcionar a hesitação inicial para a emoção da fala, canalizando o excesso de adrenalina no organismo para o gestual correto e uma perfeita sintonia na comunicação visual com a platéia, será possível superar o desconforto inicial do palestrante.

As maiores autoridades em oratória, por sua formação acadêmica , primam por enumerar

conhecimentos e informações que ajudam o indivíduo na identificação do problema, no entanto, existe um consenso que interliga todos os estudiosos sobre comunicação

verbal: a naturalidade da expressão é a principal qualidade do bom orador.

O aspirante a uma boa oratória tem que primeiro buscar o auto-conhecimento e o

fortalecimento de sua própria auto-estima para obtenção de um posicionamento mais consciente perante a realidade, para depois reinterpretar o contexto em que vive buscando incorporar valores éticos e morais com uma intervenção fundamentada e de qualidade que conquiste adeptos naturais às idéias apresentadas. Além disso o orador precisa desenvolver um comportamento empático em relação a platéia. Somente percebendo a si mesmo corretamente através do auto-conhecimento, fortalecendo a sua própria auto-estima e aprimorando a sua acuidade empática será possível alcançar um bom resultado na oratória. Em resumo, cada movimento do orador deve ser pensado. Nos primeiros três minutos de qualquer intervenção em público o palestrante tem que conquistar a platéia e ao mesmo tempo ultrapassar um momento de grande insegurança.

2. MEDO, FOBIA OU APENAS NERVOSISMO Todo orador sente um pânico inicial quando inicia uma intervenção em público. Com o tempo e a experiência em falar a tendência natural é o palestrante desenvolver seus próprios mecanismos de superação do nervosismo inicial e melhorar o desempenho a cada apresentação. É a figura do dragão interior; o medo que nos assusta e apresenta o

desafio de falar. Mas será que o fenômeno ocorre com todas as pessoas que se dispõem a falar para uma platéia ou o nervosismo inicial é a sina dos mais tímidos? Na verdade tudo o que se escreve sobre a matéria vem contaminado de um certo fetichismo literário que nos induz

a pensar que apenas as pessoas inseguras tem esse tipo de reação.

Em recente estudo realizado nos Estados Unidos ficou constatado que o maior medo do homem é falar em público. Ora, se o medo é inerente ao ser humano é preciso entender

o seu mecanismo e aprender a conviver com ele enquanto poderoso aliado e não como um inimigo.

Diante de situações concretas de perigo real nosso organismo desenvolveu mecanismos

de superação através de impulsos, reflexos e liberação de hormônios que nos ajudam a

vencer obstáculos inesperados e desconhecidos. Desde os primórdios de sua existência o homem enfrenta perigos reais que ameaçam sua sobrevivência. Somos bípedes e dotados de inteligência, em acréscimo nosso

organismo desenvolveu mecanismos para que diante do perigo real que ameace nossa existência possamos simplesmente fugir e permanecer vivos ou eventualmente enfrentar

a ameaça real.

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Produzido nas glândulas supra-renais, o hormônio ADRENALINA é liberado no organismo em situações de perigo para que possamos dispor de maior explosão muscular para enfrentar situações de risco. Quando iniciamos um discurso em público o fenômeno é o mesmo, a visão da platéia faz com que nosso cérebro dispare um sinal para que a amígdala cortical ordene a emissão de um suprimento extra de adrenalina. É um risco, mas hipotético, e não podemos sair correndo. Nesse momento a reação do organismo se processa através dos seguintes

sintomas:

aumento do batimento cardíaco, comprometimento da acuidade visual,

dificuldade de movimentação, voz rouca ou insegura, calor extremo e suores, fortes dores na coluna cervical,

boca seca, mal estar generalizado, travamento da mandíbula, dificuldade de pensar, ausência psicológica e outros.

3. CAUSAS DO

MEDO

DE

FALAR

EM

PÚBLICO

Não dominar o assunto,

Falta de experiência em falar em público, Voz inadequada

Nervosismo,

Ilusão do sucesso,

Ausência de auto-conhecimento, Dificuldades de absorver críticas, Baixa auto-estima e

O orador real e o imaginado.

4. REFLEXÕES NECESSÁRIAS

O grande filósofo HERÁCLITO dizia: “Para aqueles que estão acordados há um Universo

ordenado, enquanto que durante o sono o homem passa deste mundo para o seu

próprio ”. Dê atenção aos seus sonhos e acredite na sua capacidade de mudar a sua própria realidade. Espere pelo inesperado. Acredite e ouça sempre a sua voz interior.

O orador sempre será visto como modelo e referencial ético. Preste mais atenção ao que

você de fato representa e procure sempre conversar com a platéia. Por mais que o

palestrante não deseje associar sua imagem à figura do líder e do herói, os ouvintes sempre farão uma associação direta entre a pessoa que fala e a dimensão heróica do líder.

A relação do orador com o público deve ser essencialmente intuitiva. Não tenha receio de

utilizar as técnicas da boa oratória, o gestual bem dosado produzido sempre acima da linha da cintura e no máximo até o início do pescoço, em perfeita sintonia com a fala ou os recursos de salvação do discurso, desde que você passe emoção e honestidade de propósito naquilo que está afirmando.

Acredite na própria capacidade de mudar a sua vida e ouse sempre na oratória.

Aproveite todos os recursos do ambiente e acima de tudo quebre as regras. Desperte o seu potencial. Procure sempre chegar com uma hora de antecedência ao local do evento e perceber qualquer objeto interessante que possa se transformar na sua introdução.

A palavra pode cortar como a espada ou iluminar como o sol.

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5. OS MAIORES ORADORES DA HISTÓRIA

Os grandes oradores da antigüidade sempre demonstraram uma habilidade apurada para discursar para grandes platéias, com excessão de Aristóteles.

O primeiro estudioso da oratória conhecido foi mesmo Aristóteles que escreveu a obra A

ARTE RETÓRICA, em três livros, onde desenvolvia a argumentação de que o orador

ideal tem que prestar atenção àquilo que o público supõe possível. Apesar de ter escrito a obra mencionada Aristóteles nunca foi um orador e mantinha-se alheio a dinâmica da política da sociedade grega . Já Cícero, um dos maiores oradores romanos, começou a aprender a arte da oratória com dez anos de idade, e aos dezessete anos escrevia a obra DE ORATORE, composta de três volumes, onde expunha com maestria o perfil do orador ideal.

O grande Cícero foi um orador perfeito e político brilhante. Todavia de caráter arrogante e

prepotente teve um destino trágico. Foi degolado e esquartejado. A mão direita e a cabeça foram expostos no Fórum Romano e a língua espetada e exibida ao povo. Já Demóstenes é o exemplo do orador determinado e cônscio de que o bom comunicador precisa acima de tudo de muita perseverança para superar os obstáculos Portador de defeito físico na estrutura do aparelho fonador, Demóstenes tinha um sonho quase impossível que o atormentava dia e noite: sonhava em ser um orador brilhante. Não suportando mais a frustração e sabendo que a realização de sua vida dependia da superação de sua deficiência resolveu assumir a direção de sua vida e resolver o problema. Todos os dias acordava bem cedo e se dirigia as margens de um lago, na companhia de seu escravo. Definido o local adequado para o aprendizado, ordenava ao escravo que

fosse para o outro lado do lago e ouvisse atentamente o que ele falava e depois repetisse fielmente o discurso proferido. Ao cabo de alguns anos Demóstenes tornou-se um dos melhores oradores de sua época e referencial até hoje.

O fundamental é que Demóstenes tinha o sonho de ser um excelente orador e para

conseguir seu objetivo sempre colocava vários seixos pequenos na boca para treinar a

boa dicção.

6. AUTO-ESTIMA

“ O que pensais - passais a ser”

“ O amor à VERDADE supõe a vontade de querer entender sempre o ponto de vista do adversário”.

7.

A MÍSTICA DO CARISMA

O

bom orador tem que envolver a platéia. A sensação das pessoas e do próprio orador ,

no auge do discurso, é de prazer, UM ÊXTASE, até o momento da rendição dos espíritos.

O

símbolo do carisma é o unicórnio. A figura do terceiro olho que percebe a essência da

vida e as realidades ainda não reveladas do próprio Universo.

É necessário aprender a conversar com a própria consciência e principalmente

aprender a ouvir todos os sons da natureza e em especial o silêncio. O orador é um mágico da multidão que inebria e seduz. É a figura real e mítica que incorpora a presença

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do herói redentor e sagrado que vai libertar a todos sem violentar a consciência de

nenhum seguidor.

O HERÓI REPRESENTA O MODELO DO HOMEM CRIATIVO, QUE TEM CORAGEM

PARA SER FIEL A SI MESMO, AOS SEUS DESEJOS, FANTASIAS E ÀS SUAS PRÓPRIAS CONCEPÇÕES DE VALOR. É o conhecimento de SI MESMO.

“O herói tem quase sempre pais divinos ou nobres, sendo ao mesmo tempo filho de seres

humanos normais. A gestação, a gravidez, o nascimento e a primeira infância suportam uma grande carga. Algumas vezes os pais são estéreis, outras vezes o herói é rejeitado

desde o princípio; ou seu nascimento tem de se realizar em um local secreto, ou ele deve ser morto e exposto. Sendo de origem nobre e divina, experimenta o sofrimento da criança abandonada, desamparada, cuja verdadeira natureza a princípio não é reconhecida. É ao mesmo tempo poderoso e carente. Educado por pais adotivos ou por animais, em sua juventude ele logo revela talento, habilidades e poderes especiais. Excelentes mestres ajudam-no a aperfeiçoar suas habilidades e conhecimentos. Adquire suas armas pessoais, quase sempre de procedência e qualidade especial. Muitas vezes encontra também um animal, fiel companheiro - em geral cavalo, cão ou pássaro -, que se distingue pela inteligência, segurança instintiva e força. Recebe então uma missão ou um chamado para partir em viagem. Depois das adversidades iniciais, que se revelam no próprio medo, desânimo ou através dos avisos

de outras pessoas, põe-se a caminho. Até que a verdadeira luta acontece, ele tem de

passar por uma série de pequenas aventuras. Por exemplo: encontra outro herói, a princípio hostil, com o qual luta, e que demonstra a mesma força. Às vezes, une-se a ele pela amizade. A verdadeira luta do herói leva-o a penetrar em esferas desconhecidas e estranhas. Pode tratar-se de um lugar secreto, de difícil acesso, onde atua um poder sinistro e ameaçador, por exemplo um monstro semelhante ao dragão, um inimigo perigoso ou então a morte. Depois de uma luta difícil, quase fatal, o herói consegue superar esse poder inimigo. Em seguida, ganha um tesouro (ouro, reino, conhecimento, fama) e uma jovem virgem, com a qual se unirá e terá um filho.” Extraído do livro: O Herói, de Müller, Lutz; página 15, coleção A Magia dos Mitos, Ed. Cultrix.

PSICOLOGICAMENTE , A LUTA COM O DRAGÃO, SIGNIFICA DOMINAR O MEDO!.

O MEDO, PORÉM, É UMA REAÇÃO HUMANA SAUDÁVEL DE QUE PRECISAMOS

PARA A SEGURANÇA DA VIDA. POR ISSO O PRIMEIRO PASSO PARA A SUPERAÇÃO DO MEDO NÃO É ELIMINÁ-LO MAS SIM ADMITI-LO. (ESCUDO PROTETOR DA CALMA E DA SERENIDADE).

Fonte: já referida acima

A MULTIDÃO É MOVIDA PELO MEDO, PELA ÂNSIA DE PODER OU PELA

PERCEPÇÃO DE QUE ALGO NOVO ESTÁ SENDO PROPOSTO.

Todo o sistema de valores da nossa sociedade está moldado na ausência de identidade

do indivíduo e na satisfação material de necessidades que devem realizar o homem

moderno.

Nossa civilização tecnológica, deixa-nos pouquíssimos espaços para a vivência saudável

da nossa alma animal. A maioria das pessoas esquecem que possuem um corpo com

necessidades concretas e não se alimentam corretamente, não cedem ao prazer do

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próprio corpo pelo movimento, pela dança, pela corrida e negligenciam suas fantasias que inspiram seus desejos sexuais. Dormem e não descansam, se alimentam e continuam com deficiências alimentares. Busque perceber a realidade a sua volta e assuma a

direção da sua própria vida. Perceba o que a platéia quer ouvir deixando que a sua intuição fale mais alto que a razão

e acredite em si mesmo acima de tudo; estas são as qualidades principais do líder carismático. TODO O POTENCIAL DO ORADOR NO ENTANTO SÓ SERÁ EFICAZ NA MEDIDA EM QUE DEMONSTRE NATURALIDADE E DETERMINAÇÃO NA FALA.

A

qualidade principal do ORADOR é a:

N

A

T

U

R

A

L

I

D

A

D

E

8.

DICAS ÚTEIS

 

Postura, nervosismo, apresentação, posição das mãos, tipos de microfone.

Olhar para as pessoas da platéia, (foco). ambiente da palestra. Se alguém olha no relógio tudo bem, se o encostar ao ouvido pare. Alguém interessante na platéia? Elogie , seja homem ou mulher. Perguntas de impacto para despertar o auditório. Nunca faça afirmações polêmicas durante o discurso. Prepare o tema exaustivamente.

O que fazer se me perguntarem algo.

Não permita que as pessoas falem ao mesmo tempo que você. Simule que alguém quer fazer uma pergunta. Chame alguém da platéia ao palco. Alterne a entonação da voz e se permita mesmo um grande intervalo se necessário para chamar a atenção das pessoas.

9. A

EXPRESSÃO CORPORAL DO ORADOR

Se estiver diante de um adversário de debate diminua o tom de sua voz e cative os presentes. Nunca se exalte em público com alguém da platéia. Estou nervoso e posso errar. Posso falar desta forma? Discurse sempre como se estivesse conversando com a platéia. Não importa se você fala para dez pessoas ou dez mil. QUEBRE A IMPESSOALIDADE. FALE COMO SE FALASSE A UM GRUPO DE AMIGOS. Sorria sempre. Se encontrar um conhecido. Cumprimente-o. Se você não conhecer ninguém, quebre o gelo simulando que conhece alguém na platéia. Aproveite todo o ambiente da platéia. Se aparecer um inseto voador divirta-se com ele e tire proveito. Sorria e relaxe. Acredite no seu potencial e ouse sempre!

Estudo realizado pelo psicólogo ALBERT MEHRABIAN concluiu que a transmissão da

mensagem do orador tem influência de 55% da expressão corporal, 38% da voz e 7 % da palavra. FAÇA UM GESTO PARA CADA INFORMAÇÃO. GESTICULE COM OS BRAÇOS ACIMA DA LINHA DA CINTURA E NA ALTURA DO PEITO. (VERTICALIDADE) VARIE OS GESTOS. FALE COM NATURALIDADE.

O

excesso de gestos deve ser evitado, bem como o orador estátua que fica preso ao solo

e

não se movimenta em nenhuma hipótese. É sempre preferível a técnica natural

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preservando a espontaneidade que produz gestos corretos e naturais do que o gestual errado e artificial Perceba o movimento de uma criança. Ela é natural e mostra claramente o que está sentindo no momento exato.

O

ERRADO NATURAL DEVE PREVALECER SOBRE O ERRADO ARTIFICIAL.

O

GESTO VEM ANTES DA PALAVRA OU JUNTO COM ELA, N U N C A D E

P

O I

S!

Feito o gesto, o orador se desejar maior ênfase deve aguardar alguns segundos mantendo o gesto para depois continuar o discurso.

A cada gesto deve corresponder uma idéia ou informação predominante. Observe que

quem determina a direção e o sentido do discurso são os ouvintes. Duele com a audiência, ceda e espere: MAS VENÇA! OBS: Os historiadores relatam que HITLER só dizia o que o público queria ouvir. Quanto maior o número de pessoas na platéia ou mais inculto for o auditório maiores tem que ser os gestos; e de preferência mais largos e fortes. Quanto menor o auditório ou mais culto, menores e mais moderados devem ser os gestos do orador atento a especificidade do seu público.

MULTIDÃO

GESTOS

PEQUENA AUDIÊNCIA

EMOCIONAIS

GESTOS RACIONAIS

10. D

I

C

A

S

ESSENCIAIS:

“Converse com a multidão”, ENTENDA-SE apenas ouça o barulho das pessoas, perceba

o clima, observe atentamente os rostos, analise se as pessoas estão impacientes ou

calmas. Nunca fale algo que vá de encontro ao “feeling” da multidão. Fale com o grupo, mostre-se à vontade para todos e interessado. Procure passar uma imagem positiva para as pessoas. Sente-se atrás no auditório e observe a reação das pessoas. Procure andar decidido quando levantar para falar, isto auxilia a diluir a adrenalina.

11. EVITE AS POSTURAS:

DO:

orador andarilho enjaulado, orador gangorra, e do orador perfilado.

Se o orador estiver discursando em pé as pernas devem permanecer levemente abertas

mas sem o apoio negligente em uma delas.

Caso o orador esteja discursando sentado deve manter os pés apoiados no chão ou as pernas cruzadas à moda feminina.

Já para as mulheres, as pernas podem ser cruzadas para trás com os pés debaixo da

cadeira. Observação: os sapatos devem sempre estar impecáveis. Fale em pé ou sentado. Faça a melhor opção possível, respeitando o seu “ FEELING”.

12. OS BRAÇOS E AS MÃOS Principais Erros:

Mãos atrás das costas.

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Mãos nos bolsos. Braços cruzados. Gestos abaixo da linha da cintura ou acima da cabeça. Detalhes que sobressaem.

13. A POSTURA CORRETA PARA INICIAR O DISCURSO Manter as mãos em forma de concha à frente do corpo ou com as mãos abertas e ligadas pelas pontas dos dedos. Ao começar o discurso cumprimente a platéia, faça uma pequena pausa e depois inicie com calma e fala mais lenta, para depois iniciar os gestos e aumentar o volume da voz.

14. OS

GESTOS

E

SUA

FUNÇÃO

NA ORATÓRIA

Os gestos representam 55% da mensagem do orador e tem como funções principais as seguintes:

complementa a idéia defendida, destaca a informação mais importante, ajuda o orador a encontrar a velocidade ideal do discurso, e em algumas oportunidades chega mesmo a substituir a palavra com mais ênfase do que o próprio texto.

15. C O N S E L H O S Ú T E I S Seja natural e mantenha os braços soltos. Evite gestos de marcação. Se as mãos ficarem trêmulas, feche-as por duas ou três vezes com força . Seja discreto. Varie a gesticulação. Não demonstre hesitação. Observe o desempenho de advogados no Fórum, de políticos, de camelos e se possível vá ao teatro.

16. ALGUNS TIPOS DE GESTOS E A IDÉIA IMPLÍCITA

GESTO

IDÉIA

1. Dedo indicador toca os dedos da outra mão ou uma das mãos toca a outra em pontos diferentes.

2. Uma das mãos desliza so- bre a palma da outra. Mão fechada que abre e fecha para o público. (palma p/ o público)

3. Dedos esticados e unidos que giram em sentido oposto.

ENUMERAÇÃO

SEPARAÇÃO

DESENTROSAMENTO

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4. Encaixe das mãos ou

entrelaçamento.

5. Mão fechada: o polegar

aperta o dedo indicador.

6. Mão fechada:o polegar

sobre a lateral do dedo indicador.

7. Dedo indicador para

baixo ou na palma da outra mão.

8. Mãos que se

de dentro para fora sem

se tocar.(palma da mão voltada p/ o público)

cruzam

9. Mão estendida e dedos

unidos

10.Segurar as rédeas do

cavalo!

UNIÃO, ENTENDIMENTO CONSTRUÇÃO OU,FILIAÇÃO.

FORÇA.

PODER, CONDUÇÃO

AFIRMAÇÃO

NEGAÇÃO

DIREÇÃO E SENTIDO (distante)

CONTROLE

Uma infinidade de gestos podem, se bem aplicados , transmitir uma idéia de maneira precisa trabalhando apenas com o inconsciente da platéia, mesmo que a mensagem não seja expressa verbalmente. Procure assistir a TV SENADO e preste atenção aos gestos dos parlamentares. Grave os discursos para depois observar a técnica de cada um.

17. DICAS ESPECIAIS

O

ORADOR TEM QUE DEMONSTRAR NATURALIDADE!

Jorge David Telles

O

ORADOR PRECISA DISCURSAR COMO SE ESTIVESSE CONVERSANDO COM A

PLATÉIA.

Quintiliano

É

ARGUMENTOS DEFENDIDOS.

Jorge David Telles

PRECISO

BUSCAR

O

MOMENTO

DA

RENDIÇÃO

DOS

ESPÍRITOS

AOS

18. A ARTE DO MANEJO DO ESCUDO

O bom orador precisa aprender a superar as críticas e perceber que cada pessoa tem a

sua própria realidade. Os reveses e as desilusões são necessários para o desenvolvimento do ser humano. Além do que a coragem , o conhecimento e a determinação do orador nada representam se o mesmo não souber manejar o escudo do equilíbrio quando receber críticas ou se defrontar com o fracasso que deve ser entendido como valioso colaborador para que o orador determinado obtenha sucesso.

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A história das górgonas ilustra bem o tema do escudo e da capacidade de desenvolver a

arte do manejo do escudo protetor. “Ao crescer e tornar-se homem, Perseu assumiu a tarefa de levar ao rei Polidectes a cabeça da górgona Medusa. As górgonas são três seres femininos com aparência amedrontadora. Na antigüidade, são representadas quase sempre com serpentes na cabeça e em volta dos quadris, com presas de javali, risos horríveis e a língua à mostra, com olhar fixo e mãos de bronze. Quem olhasse para o seu rosto ou fosse atingido pelos raios dos seus olhos se transformaria imediatamente em pedra. Diante da necessidade de decepar-lhe a cabeça, pois só assim a Medusa seria morta, Perseu precisou recorrer ao apoio de Átena e de Hermes. Átena, a deusa da luta, da vitória e da sabedoria, deu-lhe um escudo refletor; Hermes, o mensageiro dos deuses e guia de almas, deu-lhe uma espada. Além disso, Perseu ainda precisou arranjar sandálias aladas, um capacete e uma bolsa mágica. Ao chegar e ver as Górgonas dormindo, Perseu aproximou-se da Medusa sem olhar diretamente para ela, orientando-se pela imagem refletida em seu escudo, e decepou-lhe a cabeça. Conta-se também que nesse momento a deusa Átena guiou o braço de Perseu. Ele colocou a cabeça da górgona Medusa, que ainda mantinha seu efeitos petrificantes, em uma bolsa mágica e fugiu ajudado pelas sandálias aladas e pelo capacete que o tornava invisível ”.

Do livro O HERÓI, fonte citada.

O olhar assustador da Medusa , trata-se de um símbolo de medos existenciais

profundos que nos ameaçam de dentro ou de fora e paralisam o nosso processo de

vida. O olhar simboliza a consciência, o entendimento e o conhecimento, mas tem também um efeito mágico que pode paralisar quem é olhado. Ao sermos olhados vivenciamos a nós mesmos. No olhar da primeira pessoa da nossa vida estão ocultos o brilho e a miséria da nossa existência.

A cabeça encantadora da Medusa paralisa todo o desenvolvimento autônomo; mas é

preciso tomar consciência que se tivermos uma visão crítica da realidade perceberemos

que a MEDUSA é um medo interior desenvolvido um dia por nós e do qual também podemos nos libertar.

O QUE É O ESCUDO AFINAL?

É O AUTOCONHECIMENTO DE SI MESMO E A CAPACIDADE DE RECEBER

CRÍTICAS SEM SE ENVOLVER COM A EMOÇÃO DO ADVERSÁRIO. Jorge David Telles Só é possível dominar o poder da oratória após uma luta moral interior sincera e uma auto-análise que sempre nos leva ao limite das nossas forças.

19. O DOMÍNIO DO IRMÃO SOMBRA

O domínio do irmão sombra significa retirar todas as projeções negativas que dirigimos

aos nossos semelhantes. Ficar amigo de nossa sombra é um passo mágico que abrirá a porta de nossa própria consciência e nos dará o poder pleno da palavra que deverá ser canalizado para a construção de uma realidade menos opressiva e mais humana.

20. COMO FALAR DE IMPROVISO

O dom da fala de improviso pode ser adquirido com algumas técnicas. É uma das mais

importantes qualidades do bom orador, pois quem domina o discurso de criação instantânea terá plenas possibilidades de obter sucesso na sua argumentação.

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21. ROTEIRO ESCRITO

Uma das técnicas mais utilizadas é o uso do ROTEIRO ESCRITO que nada mais é do que um resumo do discurso contendo LINKS que permitam ao orador interligar as informações principais.

22. LEMBRETES:

não escreva demais. use frases curtas. apenas consulte o roteiro. não manipule o manuscrito em excesso.

23. CARTÃO DE NOTAS

Use só palavras ou chaves neurais simbólicas. Evite o papel fantasma.

24. ESQUEMA MENTAL

Se o seu discurso tiver 20 minutos de duração utilize 05 palavras.

O início tem que ser preparado. Já a conclusão pode ser flexibilizada de acordo com a

situação. Faça a refutação se perceber que o ambiente é hostil! Refutar um argumento é fazer a própria crítica da idéia apresentada com o objetivo de inibir eventuais questionamentos.

25. IMPROVISO INESPERADO

Se a circunstância do discurso for absolutamente inesperada BRINQUE COM A SITUAÇÃO E TRAGA A FIGURA CENTRAL RESPONSÁVEL PELO MOMENTO PARA

JUNTO DE VOCÊ.

Caso a técnica não funcione, apele para a velha tática de rir da própria situação. Faça um pronunciamento ultra rápido! Inicie o discurso com voz baixa, mas determinada, refute você mesmo o argumento ou argumentos elencados e conclua de forma absoluta e aumente ao máximo o tom de voz. Grite se perceber que é necessário para você estabelecer o fim da polêmica.

DICA:

Se você decidir aproveitar as oportunidades para fazer uma intervenção habitue-se a planejar o que vai dizer sobre as pessoas, sobre o evento ou sobre algo ocorrido com

você no trajeto ou algum fato interessante vivenciado por você recentemente.

26. A TÉCNICA DO ASSUNTO PARALELO

O artifício de dirigir a fala para um assunto paralelo é a técnica mais eficiente para se

proferir um discurso improvisado. Por outro lado só deve ser usada se a matéria objeto do discurso paralelo for de absoluto conhecimento do orador.

O assunto paralelo deve ser de conhecimento do público, deve ter ligação clara com o

tema principal e principalmente deve ser interessante para a platéia. É perfeitamente possível transformar o assunto paralelo em principal.

27. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

NÃO PEÇA DESCULPAS, NÃO TENHA PRESSA PARA COMEÇAR, FALE BAIXO NO INÍCIO,

de

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SEJA BREVE, e NÃO RECUSE CONVITES PARA FALAR.

28. FALA MEMORIZADA

É

possível optar pela memorização de todo o discurso. Todavia, o risco é muito alto para

o

palestrante. As vantagens da fala memorizada, quando o orador já tem habilidade

suficiente para memorizar e NÃO ESQUECER O DISCURSO, são a segurança

transmitida, o perfeito controle do tempo e da sequência correta das idéias.

As desvantagens são o próprio esquecimento do texto, a ausência de naturalidade, a

rigidez de conduta e a perda dos estímulos do próprio ambiente da palestra.

29.

IMPROVISAR

SIM!

MAS

COM ROTEIRO!

O

improviso com a utilização do roteiro proporciona ao orador as seguintes vantagens:

manutenção da naturalidade, ordenação da fala, ajuda o orador a canalizar melhor a sua emoção, e melhora a estética da comunicação(a voz, o vocabulário e a própria

30. COMO INICIAR UM DISCURSO

SUGESTÕES

UTILIZE UMA FRASE DE IMPACTO. NARRE UM FATO BEM HUMORADO. ELOGIE O AUDITÓRIO. FAÇA UMA REFLEXÃO SOBRE O TEMA A SER APENAS FAÇA UMA RÁPIDA CITAÇÃO.

ABORDADO, ou

expressão verbal).

31. DICAS

PARA

DAR

UMA ENTREVISTA

A

UM

JORNALISTA

É muito comum o entrevistado se queixar que o jornalista não reproduziu corretamente as

informações fornecidas na entrevista. O jornalista normalmente relata um pouco do que

ouviu e o que entendeu, mas depende de você buscar, durante a própria entrevista, formas de identificar se o profissional está captando perfeitamente as idéias e as informações relatadas. Receba bem o jornalista e FALE COM NATURALIDADE, converse com o profissional e mostre-se como você é, e não como você se imagina de forma ideal. Prepare um roteiro das informações que deseja passar e mantenha a calma. Fale com entusiasmo e demonstre conhecimento. SÓ FALE O QUE DESEJE DE FATO VER PUBLICADO. NÃO ABORREÇA O REPÓRTER DEPOIS DA ENTREVISTA!

32. A FALA NA TELEVISÃO

A fala na televisão também tem como segredo a naturalidade do entrevistado. Procure

conhecer quem será o entrevistador, o ambiente onde será gravado o programa e responda de forma direta olhando primeiro para o repórter e depois para as câmeras, focando o olhar eventualmente para o seu interlocutor.

33. A ORATÓRIA E O HOMEM MODERNO

O homem é o único animal que dispõe da faculdade de se comunicar através da linguagem, e embora a humanidade tenha negligenciado esta habilidade, o homem

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moderno está redescobrindo seu enorme potencial de comunicação e a perspectiva de

mudar sua própria realidade através de um discurso franco construído com argumentos consistentes e honestos.

A principal questão da redescoberta da oratória é até que ponto o homem do século XXI

terá consciência ética para fazer uso desse fabuloso instrumental sem utilizá-lo para manipular ainda mais os valores e as instituições de nossa sociedade. As novas tecnologias e a busca permanente do aperfeiçoamento profissional exigem criteriosa avaliação sobre as possibilidades de que dispomos para enfrentar os processos de mudança. Devemos acima de tudo usar da criatividade e da coragem de buscar alternativas compatíveis com os nossos valores mais verdadeiros e não aceitar que mitos nos sejam impostos.

ANEXOS

CRIATIVIDADE VERSUS MEDO DE ERRAR

O medo das críticas e a busca da certeza excessiva, ao sabor da visão Cartesiana da

realidade, dificultam sobremaneira o aprendizado da arte de falar em público. O erro faz parte do aprendizado e é um poderoso aliado quando aprendermos que errar acelera o

caminho para conquistarmos o sucesso em qualquer atividade humana. A criatividade anda de mãos dadas com a liberdade. É preciso libertar o pensamento e ousar colocar em prática nossas idéias mais atrevidas. O BRAIMSTORM, tão falado hoje

em dia, é exatamente isso. A capacidade de pensar rápido e não criticar imediatamente o que foi produzido. Num segundo momento, que pode demorar muito ou pouco tempo, a pessoa revê o pensamento produzido e elabora melhor o que foi criado. Temos que ter a coragem de tentar, e descobrir qual é a nossa atividade mágica para podermos criar com mais liberdade. Gandhi por exemplo tecia enquanto produzia textos mentais. Só seremos criativos se tivermos uma boa AUTO-ESTIMA. O conceito tem sido desvirtuado mas representa basicamente o seguinte:

TER CONSCIÊNCIA DE SUAS QUALIDADES E CAPACIDADES, TER CORAGEM PARA VENCER E PERDER, AUTOMOTIVAR-SE SEM PRECISAR DE ESTÍMULOS EXTERNOS, INICIATIVA, TER A EXATA NOÇÃO DO VALOR DE SI MESMO; ENFIM TER CORAGEM DE ASSUMIR POSIÇÕES!

A TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DO ORADOR

MENTE RACIONAL (CÓRTEX) PALAVRA - 7%

MENTE EMOCIONAL (AMIGDALA CORTICAL) CANAIS NÃO VERBAIS - 55 %

VOZ

E

CAPACIDADE DE PERCEBER A EXPERIÊNCIA SUBJETIVA DE OUTRA PESSOA

38 %

I

A

P A

M

T

EMPATIA É ALIMENTADA PELO AUTOCONHECIMENTO É O ENTENDIMENTO DO POSICIONAMENTO DO OUTRO COMPORTAMENTO ÉTICO - MORAL

HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA SE TORNAR UM BOM ORADOR

DESENVOLVER O

AUTOCONHECIMENTO

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ACUIDADE EMPÁTICA

CANAIS NÃO VERBAIS BRAÇOS CRUZADOS TOM DA VOZ EXPRESSÃO FACIAL

TOQUE EM PARTES DO CORPO

OLHAR

TOQUE NA ORELHA

EMOÇÃO

IMPULSO

E

POR

Do latim - MOVERE (MOVER)

AFASTAR-SE,

IMEDIATO.

AGIR

SIGNIFICA

IMPULSO, DE

PERSUADIR

AFETIVAS

RAZÕES

CONVENCER ARGUMENTO

RACIONAL

Correio Braziliense, Emprego & Formação Profissional, Dica da semana: Falar em

público, agosto/1999

Hormônios em ação lançam adrenalina no coração, taquicardia. O suor desce, a boca seca e as mãos tremem. Diante do público é impossível segurar as reações orgânicas. E o medo de falar cala o orador. Esses sintomas podem ser considerados comuns em todas as pessoasa que estão diante da primeira apresentação. "A exposição de si mesmo é assustadora e soa como uma ameaça ao organismo", explica o professor de oratória Jorge David Batista Telles, economista do Banco do Brasil. Ele acrescenta que esse é o maior medo na vida de um ser humano, ao citar pesquisa feita nos Estados Unidos. Segundo ele, todas as pessoas cultivam o desejo, mesmo não explícito, de ser heróis, brilhantes, e de ter domínio de situações de risco. Um desejo que a sociedade encarrega- se de reprimir desde a infância. Chega a fase adulta e dominar esse medo leva tempo. "É possível controlá-lo, mas nunca acabar com ele", diz Jorge. E dominá-lo significa aprender a se conhecer bem e saber que dirigir-se ao público não traz nenhum risco. Enfrentar o medo é muito mais difícil do que ter domínio do conhecimento a ser apresentado. Em 1989, quando participava do movimento sindical, Jorge deparou-se, pela primeira vez, com a necessidade de falar para uma multidão durante uma assembléia. Estava em cima de um carro-de-som e com um microfone na mão. "De repente me deu aquele medo. Eram milhares de pessoas", recorda. "Mas acreditei que poderia falar e consegui. Fui até aplaudido." Conseguir dar a volta por cima do medo é o primeiro sinal de que haverá sucesso na empreitada."Você tem que aprender a canalizar essa energia para o seu discurso. Funciona", ensina. O temor natural é porque a sensação que a pessoa tem de ser o centro das atenções e ter todos os olhares voltados para ela foge à regra social."Fomos ensinados a ter medo de falar desde criança", observa Jorge. "Quando estamos à frente de uma platéia, quebramos os padrões". Prof. Jorge David B. Telles

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GREATEST LOVE OF ALL - WHITNEY HOUSTON

Eu

acredito nas crianças ou no futuro

As

pessoas sorriem e mostram-me o caminho

Elas mostram a direção

Dê-me um sentido, uma lágrima Faça tudo mais fácil Deixe as crianças sorrirem Lembrem-se de como éramos Todos vivem buscando um herói, as pessoas querem alguém para dirigi-las

Eu nunca encontrei ninguém que sentisse minhas necessidades

Sozinha, logo eu aprendi a depender de mim mesma

Eu decidi sozinha no passado

Nunca senti medo e sem sombras. Nenhuma mesmo!

Se eu disse, é por que acredito

Sem problemas em ir por aquele caminho Por fim acredite no sucesso Sem problemas no que me falaram

Por que o maior amor de todos aconteceu para mim

Eu encontrei o maior amor de todos

Dentro de mim

O maior amor é fácil de sentir

Aprendendo a amar você mesmo.

É o maior amor de todos.

" 50 PRINCÍPIOS PARA UMA BOA ORATÓRIA" *

Não há opção: ou você fala ou você fala. Se não falar, outros falarão por e para você. Não há opção: ou você fala ou você fala. Se não falar, outros falarão por você e para você.

É importante compreender, atualizar e conscientizar-se da necessidade da oratória.

A dificuldade que os profissionais apresentam na sua capacidade de expressão

compromete seus próprios interesses. Expressar um pensamento organizado desperta credibilidade e ressonância nos outros.

Quem fala bem se fortalece. Escrever bem, falar bem e defender seu propósito com inteligência é fundamental.

A oratória deveria ser ministrada e desenvolvida desde a infância, o que conduziria ao

fortalecimento do indivíduo para um vida melhor. Educar é conduzir para fora a energia vital, cultivando a percepção e a consciência da presença do indivíduo, resultando em autonomia e autoconfiança. Infelizmente, na prática, o ser humano é afastado de si e de seus propósitos, ficando cada vez mais vulnerável à submissão e às conseqüências dos poderes dos outros. Aquele que vive a inibição, que fica fora de si e se perde só porque está diante dos olhos dos outros, é dominado pelos fantasmas internos de todos os representantes do poder no trajeto de sua vida. Aprendemos que o poder do outro retira nosso poder. Este aprendizado desenvolve a menos valia, que dificulta reconhecer o referencial do poder a partir da própria existência. Praticamos ações a todo momento e nem sempre reconhecemos que somos , ou,

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deveríamos ser, o sujeito de nossas ações. Ser o sujeito de seu discurso corporal, emocional e intelectual proporciona a verdadeira condição de controle e poder.

Ser o sujeito de seu poder é a condição necessária para não ser sujeito do poder do outro.

O medo de se expor, de dizer o que pensa e sente na frente do outro desorganiza,

bloqueia a criatividade, consome energia, aprisiona e impede o ser de contemplar e saborear a vida.

O que chamamos de técnicas de oratória é o resgate e a consciência da expressão do

poder natural e pessoal.

A palavra simboliza, organiza e identifica.

Ser sensível a cada palavra é a condição necessária para captar o que vem através dela. Uma postura interna centrada em si mesmo traz a possibilidade de um verdadeiro aprendizado. Aquele que fica fora de si , mergulha na imaginação, fortalece os fantasmas com a sua energia vital, que deveria estar voltada para fortalecer o seu propósito. O mundo só é real quando o indivíduo se permite ser real. Corpo desorganizado, pensamento e mente desorganizados. Estar presente em todo o seu corpo e junto de seu propósito é a condição necessária para a sua fluência e o bom desenvolvimento da tônica do discurso. Não há discurso fluente sem o sujeito presente. Soltar o ar contido que alimenta a neurose intensifica a percepção corporal.

O orador deve ser capaz de sentir, lembrar, raciocinar criar e ficar inspirado, ver o que

está à sua frente e não se perder na ameaça de suas representações internas.

O ser humano não é tímido ou inibido, e sim a expansão da energia vital, portanto

expressivo e criativo. Ser a sua melhor companhia para a realização de seu propósito é fazer-se feliz. Cultivar os sentimentos e pensamentos de sua meta e não permitir doar energia para alimentar sentimentos e pensamentos fantasmas desenvolve controle e poder. Na prestação de concursos, quando o candidato necessita de concluir suas conquistas com boas entrevistas e provas orais, não basta saber, mas, principalmente, mostrar e defender que sabe.

Aquele que estiver centrado terá condições de articular respostas, improvisar e criar condições para aprovação. Quem mesmo com tanto saber se perde e fica fora de si, perde o controle e o poder. Vítima do esquecimento e do bloqueio da expressão, fica vulnerável as circunstâncias e aos poderes dos outros, perdendo oportunidades.

A falta de percepção de si conduz ao descontrole, fazendo o processo de expressão

muitas vezes trair o orador. A distribuição de energia no corpo traz a precisão, a leveza e

a harmonia que toda elegância traduz.

Através do discurso corporal, dos sentimentos e pensamentos, a platéia é estimulada a visualizar, sentir e raciocinar junto do orador.

A

platéia normalmente deseja o sucesso do orador.

O

orador que fala o que o receptor quer ouvir prende a atenção.

É

preciso fazer silenciar e fazer pausas permitindo a possibilidade de sentir e assimilar a

mensagem.

Despertar curiosidade, saber usar perguntas e argumentar com precisão aproxima e agrada o receptor.

O bom orador não justifica nem realça nada que desvalorize sua apresentação.

Estar presente, intensificando a percepção corporal.

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Abrir o peito e soltar o ar. Em momentos de tensão é indispensável lembrar de expirar muitas vezes. A respiração alimenta a saúde física, emocional e intelectual. Sentir os pés no chão, existir na qualidade e na força da energia do olhar. Quando sentado, sentar em cima dos ísquios , mantendo uma boa base para sustentar a coluna vertebral. Todo discurso precisa Ter início, meio e fim. Saber dirigir-se ao público de acordo com a ordem estabelecida:

Ex. mo Sr. Presidente

Ex. mo Sr. F

Demais componentes da mesa

Senhoras e Senhores Soltar a voz, falar com entusiasmo, com energia e vibração. Através do som emitido é possível aproximar ou distanciar. A estabilidade da voz transmite segurança. Acreditar em si, gostar da mensagem e da platéia desperta credibilidade e prazer. Articular bem cada sílaba, palavras e frases valoriza o significado. Fazer a palavra viva, existindo no que fala, como fala e com quem fala. O vocabulário adequado à platéia fortalece a comunicação que o indivíduo efetua consigo mesmo. Marcar sem medo e claramente o que quer dizer é necessário para não possibilitar distorções da mensagem, eliminando vícios de linguagem, que enfraquecem o discurso

do orador.

A comunicação com o outro é uma conseqüência da comunicação que o indivíduo efetua

consigo mesmo.

Para aprender a falar é preciso aprender a escutar. Falar de forma mecânica e inconsciente é estar insensível às palavras e escraviza o ser humano. Sentir e perceber o que se fala é ter o poder da palavra. Falar com qualidade é essencialmente falar da qualidade de ser humano.

A qualidade de presença do orador estimula a qualidade de presença da platéia.

A capacidade de presença permite ao indivíduo articular o que sabe e até mesmo o que

não sabe.

A ausência do sujeito gera o “branco”, desorganiza e desarticula o saber.

Toda postura interna normalmente aparece no discurso não-verbal e vocal. Reconhecer o que o corpo expressa é um exercício do poder.

Cada ser humano é único, tem uma voz única, e portanto é o seu modelo, tem um potencial que necessita reconhecer e desenvolver.

A forma natural, clara e objetiva de expressão aproxima os seres humanos.”

(convidado

especial)

* Principios elaborados pela fonoaudióloga e especialista em voz Rogéria Guida

OS DEZ MANDAMENTOS DO ORADOR MODERNO(*)

CONHECER O ASSUNTO

O orador precisa dominar o assunto, estar "por dentro", para poder transmitir a sua

mensagem, mas para isso é preciso também:

CONHECER O AUDITÓRIO

O orador deve sintonizar-se com o auditório, falar ao nível intelectual do auditório para ser

entendido.

É sabido que o discurso moderno não é simples monólogo.

SER PERSUASIVO

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O orador fala para persuadir, convencer, fazer com os ouvintes adiram ao seu ponto de

vista. Para persuadir, deve-se SER SINCERO

Se o orador não está convencido do que fala, não pode convencer ninguém.

Deve-se dizer o que sente e sentir o que diz. Já exclamava Horácio: " Se queres que eu chore, chora também tu".

SER SIMPLES Simplicidade não se confunde com vulgaridade. Nada de artificialismo, de termos empolados, de gongorismo, tão ao sabor da eloquência romântica. Só um homem culto pode expor um assunto difícil de maneira simples e fácil, de molde a ser entendido por uma criana, como queria Lincoln. SER BREVE Claro e objetivo, o discurso moderno deve ser curto.

O homem da era espacial não tem tempo para ouvir orações longas.

Ser breve não significa ser superficial.

Não há tema, por mais complexo, que não possa ser exposto em quinze ou vinte minutos, desde que o expositor o conheça profundamente. SABER RESPIRAR

O orador que sabe respirar, que inspira fundo e fala audível e pausadamente no

momento em que expira, articula melhor as palavras e não se cansa. Sabendo respirar, o

orador moderno está capacitado a SABER USAR A VOZ

O discurso moderno é uma conversa em voz alta.

Para prender a atenção do auditório, o discurso não deve ser monocórdio, monótono.

Já disse alguém que o discurso é uma lanterna mágica, e assim como sucedem-se as

idéias e as imagens, devem também suceder-se os sons e os tons que colorem as

palavras. SABER GESTICULAR A gesticulação dever ser sóbria, e sobretudo natural e espontânea.

O

orador moderno não é ator.

O

gesto que precede a palavra deve ser empregado para valorizá-la.

SABER CONCLUIR

Não concluir de maneira prolongada nem abrupta.

O orador deve concluir enquanto o auditório ainda está disposto a ouvi-lo

Deve concluir no momento exato, depois de haver dito tudo o que era preciso dizer.

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