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Conceitos de Hardware e Software

Com o advento da informática,tornou-se muito comum encontrar microcomputadoresem pequenos escritórios e residênciasparticulares. A redução do custo dos equipamentos, somado até mesmo a popularização da Internet, fez com que cada vez mais pessoas desejassem entrar no seleto mundo da informática.

Com o aumento do número de microcomputadores, cresceu também a

necessidadepor profissionaisque prestem serviços de

possam montar um microcomputador que se ajuste as necessidades as quais ele se destina. Essa é a proposta do nosso curso. Mostrar, usando uma linguagemclara, como se monta um microcomputador, identificar

problemase corrigi-los

Assim, desejamos a todos um ótimo curso e que possam aproveitar ao máximo os ensinamentos aqui transmitidos para desenvolver uma carreira profissional de sucesso neste mercado que não pára de crescer.

Hardware e Sofhvare

manutenção e que

Hardware

Refere-se ao Hardware toda a parte física de um microcomputador,aquilo que podemos tocar com as mãos, ex.: CPU, teclado, monitor etc.

Ele é divido em duas partes: hardware básico, composto por monitor de vídeo,teclado, mouse, gabinete, HD (Winchester), disco flexível (floppy), placa mãe, placa de vídeo, som, processador, memória RAM etc.

Além disso, temos o hardware opcional composto por impressoras, scanners, web-cam etc.; que conectado ao microcomputador adicionam as funções do mesmo, tornando-o uma grande ferramenta de trabalho e lazer.

Vale a pena lembrar que não é necessáriopossuirtodos os equipamentos do mercado para ter um bom microcomputador.

Um computador mostrando alguns perifericos

O software executa uma sequência de comandos que determina o que o seu microcomputadorirá realizar a cada instante. Elepode determinar, por exemplo, quais informações o processador vai analisar; quando os dados serão gravados no disco rígido etc., ou seja, a parte lógica, os programas o que não podemos tocar com as mãos.

Os softwares são apresentados em Aplicativos, Linguagens de

programação e Sistemas operacionais. Aplicativos e Linguagens de programação são

como os processadores de texto, planilhas, jogos etc. Eles são assim denominados porque nãotêm acesso direto ao hardware do microcomputador. Deste modo, eles fazem uso dos softwares de baixo nível para se comunicar com o hardware e realizar suas operações.

Sistemas operacionais são exemplos de softwares de baixo nível. Eles manipulam os dados acessando diretamente o hardware do microcomputador. Funcionamcomo "interpretes" entre o hardware e os softwares que fazem o pedido de algum recurso do hardware.

softwares de alto nível,

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O mais importante dos softwares existentes no microcomputador é o

Sistema operacional. É ele que administra todas as funções elementares

do microcomputador,como o gerenciamento da memória RAM, o uso dos dispositivos de entradalsaída (também conhecidos como dispositivos de

IIO), a utilização do processador para várias funções entre outras.

O Sistema operacional mais utilizado atualmente é o Microsoft Windows,

cuja últimaversão é Windows XP. Eleé o sistema padrão adotado pela maioria dos fabricantes de microcomputadoresda linha PC. Funcional e de operação muitosimples, domina o mercadodoméstico.

ao mesmo tempo,

Outros sistemas operacionais possuem características que os habilitam como mais adequados para outras finalidades. Um exemplo disso é o Linux, um Sistema operacional de distribuição gratuita, que é muito utilizado como Servidor Web e Servidor de Rede, devido a sua estabilidade e pouca exigência de hardware.

Podemos citar, ainda, o Windows NT, um sistema muito mais complexo e seguro que o Windows XP, mas que exige muito mais do hardware do microcomputador. Ele, ao contrário de seu "irmão menor", é um sistema muito utilizado como Servidor de rede e em Estações de trabalho.

Outro sistema que, apesar de não ser mais comercializado ainda é bastante utilizado por profissionais de Montagem e Manutenção, é o MS-DOS. Este sistema, usado nas primeiras versões do PC, é bastante simples, mas de utilização um pouco complexa, pois possui um ambiente de comandos baseado em textos. Estes tinham que ser digitados corretamente para que o sistema executasse a tarefa solicitada, ou seja, se um comando fosse digitado de modo errado, o sistema o recusava, forçando o usuário a redigitartodo o comando.

Componentes do microcom~utador

Todo microcomputador é formado necessariamentepor 5 componentes básicos: processador, memória RAM, disco rígido, dispositivos de

Conceitos de Hardware e Software

entrada e saída e software. Podemos identificar esses componentes em um microcomputador no padrão PC, Macintosh ou mesmo em computadores de grande porte.

O Processador é o cérebro do sistema, o responsávelpelatarefa de processar todas as informações. Ele as recebe, interpreta o que se deseja delas e as passa, para que outros componentes possam utilizá-las.

A memória RAM (Random Acess Memory-memóriade acesso aleatório),

também conhecidacomo memóriaprincipal, é usadapelo processadorpara armazenar os dados processados, funcionando como uma espécie de mesa

de trabalho.

A quantidade de memória RAM disponível determina o espaGo em que o

processador vai trabalhar. Se a quantidade de memória disponível for insuficiente, o microcomputador não será capaz de executar os aplicativos mais complexos. O primeiro IBM PC, lançado em 1981, tinha apenas 64 kilobytes de memória RAM. Isso, para os padrões atuais, não é suficiente sequer para"dar partida" no seu microcomputador.

Os microcomputadores atuais necessitam de pelo menos 32 megabytes de memória parafuncionar (recomenda-se 64 megabytes), dependendo do uso final do microcomputador.

Uma das memórias mais usadas atualmente é a do tipo DIMM de 168 vias, distribuída através de "pentes", como na figura a seguir:

Módulo de memória DZMM 168 vias

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A memória RAM é capaz de responder as solicitações do processador

numa velocidade muito alta. Entretanto, apresenta um pequeno problema:

por ser alimentadaúnica e exclusivamente pela energia elétrica, os dados

nela armazenados são perdidos automaticamente assim em que o microcomputadoré desligado.

Mas e que adianta realizar tantas tarefas e não poder gravar as informações? Para suprir essa necessidade utilizamos os dispositvos de armazenamentode dados, por exemplo, Disco rígido, CDs, disquetes etc. O principal meio de armazenamentoé o Disco Rígido, também chamado de HD ou Winchester.

Todos os componentes citados até agora se comunicam porque estão conectados aos dispositivos de entrada e saída. Tais dispositivos têm a função de distribuir dados para os componentes do microcomputador.

Para entender melhor, vamos mostrar os dispositivos ordenados por categoria:

i Dispositivos de entrada: tem a função de inserir informações. O principal periférico de entrada é o teclado.

i Dispositivo de saída: tem a função exibir informações. Os principais periféricos de saída são a impressora, o monitor etc.

iDispositivos de entrada-saída: realizamas duas tarefas, por exemplo, os disquetes, em que tanto se pode salvar um arquivo (entrada) como abrir um arquivo para impressão, visualização etc. (saída).

i Dispositivos de armazenamento: têm a funçáo de armazenar os dados:

disquetes, HDs, etc.

Conceitos de Hardware e Software

O teclado é o principal

periférico de

entrada

e o monitor é o principal periférico de saída.

O disco rigido é o principal dispositivo de armazenamento k de dados

Sendo assim, outro componente básico é o software (programas), que foi mostrado no capítulo anterior.

Um dos locais onde a maior concentração de componentes é no gabinete. É dentro dele que ocorre grande parte do processamentodo microcomputador.

A seguir, uma breve descriqáo dos principais componentes encontrados no interior do gabiente:

iPlaca-mãe(principalplaca do microcomputador)

iProcessador

S.0.S Computadores

iMemória RAM

iPlaca de vídeo, som, fax-modem etc.

i HD

iCD-ROM

iDiscoflexível

i Fonte de energia

Veja com mais dois dispositivos de saída: impressora e monitor.

Impressoras

Impressora é o dispositivo destinado a imprimir textos , imagens, em papel ou algumoutro tipo de superfície.

Existem diversos tipos de impressoras, por exemplo, as matriciais, jato de tinta, laser, térmicas - jato cera. Cada uma possui uma forma diferente de impressão e velocidade. Vamos ver a seguir os principais tipos de impressoras utilizadas no mercado.

Impressoras Matriciais

As impressoras matriciais utilizam um conjunto de agulhas, geralmente 9, que produzem impacto sobre uma fita de impressão, deixando marcas no papel. As impressoras matriciais são bastante econômicas em comparação com as outras, pois uma fita para a Epson LX 300, por exemplo, custa pouco e pode imprimir várias centenas de folhas.

Conceitos de Hardware e Software

Impressoras Jato de Tinta

As mais usadas atualmente e utilizam para a impressão, em vez de agulhas, espirram gotículas de tinta sobre o papel, conseguindouma qualidade melhor de impressão.

Impresssoras a Laser

Numa impressoraa laser a forma de impressãoé totalmente diferente das citadas. Primeiramente, é formada num cilindo ou molde a imagem a ser

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impressa. Em seguida, o cilindro é aquecido, passando pelo papel, onde teremos a imagem de qualidade superior com velocidade mais rápida. O que impede a popularizaçãodestas impressoras é o alto custo.

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Impressoras térmicas - Jato de cera

Utilizandopapel e tintas especiais misturadascom cera, gera impressóes com qualidade superior. E como as tintas não borram, geram cores vivas para uma melhor apreciação. As mais utilizadas das impressoras térmicas ou jato de cera são as coloridas, mas como as impressoras a laser, não são muito populares devido ao seu custo alto.

Impressora timeiea-Jato de cera

Conceitos de Hardware e Software

Monitores

Mas só uma boa placa de vídeo não basta. Para garantir uma imagem de qualidade em seu microcomputador é necessário, também, um bom monitor de vídeo. Curiosamente, apesar da grande evoluçãoque ocorreu nos microcomputadores, a tecnologiaempregadanafabricaçãodos monitores segue princípioscriados mais de 100 anos! Outra curiosidade é que o monitor e um equipamento analógico, enquanto todo o equipamento do microcomputador é digital. Para garantir seu funcionamento, a placa de vídeo captura os sinais digitais do microcomputador e çonverte-os em sinais analógicos.

Os monitores mais antigos eram bem simples (porque só exibiam textos), com baixa qualidade de vídeo e alta emissão de radiação. Issofez surgir um grande número de pessoas com problemas de visão. Os primeiros monitores, chamados de CGA (Color Graphics Array), atingiam baixas resoluções (de máximo de 320x200 pixels) e exibiam imagens apenas uma cor, como os famosos monitores de fósforo verde ou ârnbar. Depois evoluiram, passando para EGA, VGA, chegando aos SVGA utilizactos atualmente, até aos LCD (monitores de cristal líquido).

Também são apresentados em diversos tamanhos de tela, entre 14 e 21 polegadas. Veja abaixo um monitor de 17 polegadas:

S.0.S Computadores

Monitor SVGA 17"

Veja abaixo as principaistecnologias utilizadas nos monitores:

iMDA (MonocromeDisplayAdapter): não aceitavacores e eram conhecidos também como monocromáticos.

CGA (Color GraphicsAdapter): aceitavamcores e também eram monocromáticos (alguns raros modelos exibiam até 16cores diferentes). Trabalhavam em modo texto: 25 linhas por 80 colunas com 16 tons cores de primeiro plano e 8 tons de cores de fundo (usando fósforo verde ou âmbar).

iEGA (Enhanced Graphics Adapter): têm características melhores que os CGA, aceitando resoluçóes de 16 cores de 640 X 350 pixels.

iMCGA (Multi-Color GraphicsArray): utilizadospara IBM PSl2aceitando

as configurações dos EGA, além do modo de duas cores com resolução de

640 480 e de modo 256 cores com resolução 320 X 200.

iVGA (Video Graphics Array): aceitam 50 linhas e 80 colunas no modo texto e no modo gráfico tem uma resolução melhor que os anteriores de 640

X 480 pixels com 16 cores e 320 X 200 com 256 cores.

iSVGA (Super Video Graphics Array): conhecido também AVGA (AdvancedVGA). Resolução melhor que os apresentadosanteriormente no modo gráfico é de 800 X 600 e outras como de 1024 X 768 etc. Muito utilizadoatualmente.

iUVGA (Ultra Vídeo Graphics Array): possuem sistemas de gerenciamento de energia que seguem a padrões internacionais e têm uma baixíssima emissão de radiaçãoAlém disso possuem uma resolução superior que chega a 1600X 1200pixels. Tem uma qualidade de imagem superior aos SVGA.

Outra tecnologia que vem evoluindo muito é a dos monitores de cristal líquido ou monitores LCD. Sua principal vantagem é a melhor qualidade de imagem, se comparados os CRTs (vistos acima). E como desvantagem, o alto preço. É totalmente digital e tem problemasde adaptar-seaos microcomputadores, porque a maioria das placas de vídeo não possuem saída digital.

Conceitos de Hardware e Software

Monitor de Cristal

Líquido - LCD

I

Sistema de cores usados nos monitores

Cor é a sensação provocadapela luz nos olhos humanos, conforme o comprimento de ondas que os objetos refletem ou absorvem, e elas são criadas artificialmenteusando principalmentedois sistemas: RGB (Red=Vermelho, Green=Verde, Blue=Azul) ou CMYK (Cian=Ciano, Magenta=Magenta, Yellow=Amarelo e BlacK=Preto).

A exibição das cores pode ser feita fotográfica ou eletronicamente, como na tela do microcomputador,da TV etc., onde o principalfator de qualidade é a resoluçãoda imagem.

A resolução de um monitor determina o detalhamento de uma imagem

apresentada na tela. Em geral, a resolução é descrita em termos do numero de pixels verticais e horizontais que o monitor é capaz de apresentar. Pixel

é a abreviatura de picture element (elemento de imagem). O pixel é um

ponto da tela onde é possível apresentar informações. Portanto, um monitor que apresenta imagens gráficas em uma resolução de 800 X 600 pixels

tem imagem de melhor qualidade do que um monitor com resolução de 640

X 480 pixels. Mais pixels na tela significa que o monitor gastará mais

tempo para exibi-los. O tempo gasto para exibição de uma imagem na tela é expresso em frequência do monitor, que é medido em Hertz. As medidas

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mais comuns estão entre 60 Hz e 75 Hz, dependendo da resolução e do modelo do monitor.

Conceitos de Hardware e Software

Teste seus conhecimentos

1.

O que é hardware?

O

Os programas.

O

O processador, a memória RAM, o disco rígido, os dispositivos de

O

entrada e saída e os software. A memória RAM, o monitor, o disquete, a unidade de CD-ROM e os dispositivos de entrada e saída, o Windows Me. A parte física do microcomputador, a CPU, o teclado, o mouse, etc. Tudo que podemostocar.

2. O que é um Sistema Operacional?

O

É um programa que

imprime relatórios sobre o microcomputador.

O

É um programa que administra somente a memória RAM do microcomputador.

@

É um programa que administra todas as funções elementares do microcomputador.

0

É um programa utilizado para digitar textos.

3. O que é Software?

O

E um novo tipo de vírus de microcomputador.

O

É um modelo de processador.

O

São comandos que contêm as primeiras instruções de software do

0

sistema, gravados em um chip. A parte lógica da informática, os programas. Ex.: Windows, Corel etc.

4. Quais os tipos de Monitores existentes?

O CGA

O VGA, UVGA

0 MDA, SVGA MDA, CGA, VGA, SVGA, UVGA, LCD

5. Qual dessas impressoras utilizam fita de baixo custo e que hoje são utilizadas em empresas etc.

O Jato de cera

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Jato de tinta

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Abrindo o gabinete

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Nestecapítulo, vamos descobrir que o microcomputadornão é apenas uma

máquina elétrica,

como tantas outras, que ao levar para casa, ligar na

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tomada e apertar um botão tudo irá acontecer automaticamente. Ele é composto por um conjunto de componentes eletrônicos que "trabalham em

equipe" para realizar todas as funções.

Cuidados com os componentes

Devemos ter muito cuidado ao manusear os componentes eletrônicos. Isso porque os equipamentos que compõem o microcomputadorsão muito sensíveis e porque podemossofrer sérios acidentes devido a corrente elétricaque circula pelo microcomputador.Mas que cuidados são esses? Veja que medidas de segurançapodem ser tomadas para não termos problemas ao manusear qualquer tipo de equipamento eletrônico:

i Desconecte os cabos de força: esta é a precaução de segurança número 1 e nunca é demais enfatizá-Ia. Desconecte o cabo de alimentação da tomada ou da parte de trás de seu microcomputador. Não confie só na chave LigaIDesliga, porque elas podem não funcionar bem. Além do risco de um choque elétrico, você pode danificar seu microcomputador e os componentes internos se tentar remover uma placa de interface ou outro dispositivoeletrônicoenquanto ele ainda está recebendocorrente. Podemos,

ainda, perder ou soltar uma chave de fenda ou mesmo um parafuso entre os contatos da placa-mãe,causando um curto-circuitoou algo pior.

i Provoque fuga da eletricidade estática: a eletricidade estática surge devido ao atrito e é facilmente acumulada em nosso corpo, principalmente em ambientes muito secos (como salas com ar condicionado). A maioria dos componenteseletrônicos sensíveis de seu microcomputador podem ser seriamente danificados ou até mesmo destruídos por uma descarga de eletricidadeestática. Então,paraevitar problemas, aquivão algumas dicas importantes.Ao manusear equipamentos sensíveis (como placa-mãe, módulo de memóriae placa de expansão), faça-o segurando o equipamento pelas bordas, nunca tocando diretamente os chips e contatos metálicos. Nunca se esqueça de tocar em um objeto de metal, como um armário de aço, um fichário, uma mesa, uma cadeira etc. Antes de começar a trabalhar no microcomputador. Outra opção é usar pulseirasanti-eletrostáticas, que possuem um condutor metálico ligado ao nosso corpo e um fio que conduz a eletricidade estática para um ponto de descarga (terra). Outra boa dica é procurar consertar seu computador em salas que não tenham carpete ou tapete, que são fabricados com fibra sintética e facilitam o acúmulo de eletricidadeestática no corpo humano.

i Mantenha ímãs distantes de seu microcomputador: se a eletricidade estática é perigosaparaseu microcomputador,a energia magnéticaé igualmente perigosapara seu dados. Isso porque os dados são gravados no disco rígido e nos disquetes por meios magnéticos, ou seja, a energia magnética gerada pelas cabeças de leitura é que grava os dados nos discos. Se você aproximar imãs ou qualquer outro campo magnético intenso do computador, os meios de armazenamento de dados podem ser danificados e corromper tudo o que estiver gravado no computador. 0s ímãs também são perigosos para os monitoresde vídeo tradicionais, ou monitoresCRT (Catode Ray Tube). Eles provocamdistorção na imageme podemdanificar o tubo de imagem. Em resumo, evite manter campos magnéticos de qualquer espécie próximo ao seu microcomputador.

S.0.S Computadores

Jumpers

0s jumpers, também conhecidos como straps, são pequenas peças plásticas, metalizadas internamente para permitir a passagem de corrente elétrica. São encaixados em contatos metálicos encontrados na placa-mãe ou em vários outros tipos de placas e funcionam como uma espécie de interruptor.

Alternativas na posição de encaixe dos jumpers permitem programar vários recursos do hardware, como a voltagem, o tipo e a velocidade do processador e da memória usados, além de outros recursos. Ao montar um micro, os jumpers da placa-mãedevem ser corretamente configurados, par não danificar alguns componentes. Muitasdas placas mais modernas são "jumperless", OU seja, não possuem nenhumjumper, sendo a configuração das funções da placa feita através do Setup, para evitar danos as placas.

Abrindo o gabinete

O microcomputador possui em seu interior circuitos que controlam a quantidade de ciclos nos quais os cálculos são realizados. Quanto mais rápido for o ciclo (ou seja, mais curto for o intervalo de tempo entre um ciclo e outro), mais rápidoé o microcomputador.

Hoje em dia, é comum um microcomputador que realizar cálculos em milhões ou até bilhões de ciclos por segundo.

A unidade de medida de cicios realizados por um microcomputador chama-

se hertz.

Veja, na tabela abaixo, a unidade de medida Hertz e seus submúltiplos:

GHertz (GHz)

1000

MHertz

THertz (THz)

1000

GHertz

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Eletricidade

Qualquer equipamento eletrônico precisa de energia para funcionar. A energia que alimentará o PC precisa ser bem conduzida, ou seja, deve ser limpa e constante, senão trará danos ao microcomputador. Essa alternância se explica pelo fato de que nem sempre a tomada 110 V estará alimentando

em 110 V pode, por exemplo, marcar 117 V, 119 V,

Para saber qual a

voltagem de uma determinadatomada usa-se um aparelho chamado multímetro ou multi-teste.

Abrindo o gabinete

Multímetro digital

Multímetro analcígico

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Multímetro sua principal função é medir o fluxo de corrente elétrica

Ciente dessas alterações de corrente elétricá devemos nos prevenir. Podemos contar com alguns aparelhos como:

Filtro de linha

Sua função é "filtrar" a corrente elétrica 1101220 V.

Possui conexões para

cabos de alimentação do PC, da impressora, etc. Também possui um

fusível, paraprotegero seu equipamento.

Estabilizador

Sua principal função é "manter" a corrente em elétrica 110 V ou 220 V. Possui conexões para os cabos. vários tipos de estabilizadores, e os mais modernos também são utilizados para proteger a placa de fax-modem.

No Break - Short Break

Tem uma função importante de manter equipamentos em pleno funcionamentocaso haja qualquer problema na rede elétrica. Funciona

S.0.S Compútadores

como fonte de alimentação de energia por algum tempo, dependendo do no- break, por minutos ou até mesmo por horas. Não é usado só em PCs mais em qualquer tipo de equipamento eletrônico, em hospitais, empresas, etc. Um short-break é o mesmo equipamento, só que com uma alimentação menor, um no-breakcom menos capacidade.

Fontes AT/ATX/MiniATX

As fontes são componentes encontrados dentro do

finalidade é transformar a eletricidade 1101220 V em eletricidade menor

solicitada pelas placas e componentes. Existem alguns padrões AT, ATX, Mini ATX, todos com a mesmafinalidade. Mas é precisoobservar qual é a conexão de nossa placa-mãelgabinetepara comprar a fonte correta.

gabinete e cuja

Fonte de alimentação no Padrão ATX, hoje geralmente mais usada

Abrindo o gabinete

Bateria

Temos também a bateria que armazena data, hora e as configurações do Setup. A Liateriafica armazenada na placa-mãe:

Bateria

Em placa-mãe AT, dois chicotes de cabos de força a serem ligados a placa- mãe. O modo correto de instalar é fazer com que os fios pretos dos dois jogos de cabos fiquem no meio do encaixe da placa-mãe. Se os cabos forem encaixados de maneira errada, a placa-mãe pode ser danificada. Portanto, preste bastanteatenção.

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Cabo de alimentação ATX e seu conector na placa-mãe

Não remova nem troque a posição dos cabos que ligam a fonte de alimentação ao gabinete! Esses cabos vêm corretamente instaladosno gabinete e uma inversão acidental pode provocar a queima das placas do seu microcomputador e de todo o circuito elétrico do imóvel em que ele estiver ligado! Mesmo sabendo que esses cabos vêm montados, é importante salientar o risco que oferece. Os cabos escuros devem ser conectados com os escuros e os claros com claros.

Além do cabo de

alimentação principal, há ainda vários pequenos cabos que

ligam os leds e botões frontais do gabinete a placa-mãe. Você deve procurar os encaixes de cada um desses cabos e conectá-10s corretamente. O local para conexão dos cabos varia de acordo com a marca da placa-mãe. Assim, procure ter sempre o manual da placa-mãeem mãos

quando for montaro microcomputador.

L ~odosos conectores do painel frontal do gabinete

Painel frontal do gabinete

ponto de conexão na placa-mãe

Abrindo o gabinete

Vamos descrever a função desses cabos, um a um:

i Power Led: esse cabo fica ligado ao led que aponta a alimentação de energia para a placa-mãe. Ele compartilha uma saída de 5 pinos com a função Keylock (nos microcomputadores em que essa função existe) e é polarizado. Logo, se ao conectar, o led não funcionar, desligue o micro e inverta o conector.

iTurbo Led: esse cabo era muito utilizado nos computadores mais antigos (até a série 486) que possuiam um led que demonstravase a função "turbo" estava ligada. Essafunção permite ao computador operar em sua velocidade máximaou um pouco abaixo. Isso porque alguns programas mais antigos, geralmente anteriores a 1986, só funcionavam adequadamenteem computadores lentos. Era o caso de alguns jogos dessa época que ficavam muito rápidos em qualquer processador acima de 286. De qualquer maneira, essa função podia ser desabilitada pelo BIOS e não existe nos microcomputadores atuais. Esse contato não é polarizado, então não importa o sentido do encaixe.

i HDD Led: esse cabo fica ligado ao led que acusa a utilização (leitura ou gravação) do disco rígido. É um led muito importante, porque nos permite identificar quando ocorre um travamento do sistema. Ele é polarizado e, geralmente, o lado impresso do encaixe deve coincidir com o texto impresso na placa-mãe.

iTurbo SW: esse cabo era ligado, nos computadores mais antigos, ao botão que comandava a função 'Turbo". Não é mais utilizado hoje em dia. Ele nãotem polaridade.

i Reset SW: esse cabo é ligado ao botão que aciona a função Reset. Esse botão, quando pressionado, corta a alimentação de energia ao sistema, forçando um desligamento do computador. Isso é necessário quando há travamento do sistema. Ele não tem polaridade.

Além desses cabos, temos ainda o cabo do auto-falante (Speaker) interno e da função Keylock.

O auto-falante é o responsávelpor aquele "bip" que ouvimostoda vez que o

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micro é ligado. Os sons (de baixa intensidade) por ele emitidos são produzidos,em geral, pelo processador. O conector não possui polaridade.

i Keylock: é uma maneira antiga de se evitar que estranhos tenham acesso ao computador. Por meio de uma chave, podíamos travar o teclado, impedindoseu uso. Issoera facilmente burlável, bastandoabrir o gabinete e desconetar o cabo Keylock ou mesmo tentar destravar a fechadura, que era bem simples. Atualmente, não se usa mais esse recurso, mas se você estiver consertando um microcomputadorum pouco mais antigo, poderá deparar-secom esse mecanismo.

Abrindo o gabinete

Teste seus conhecimentos

1. Por que devemos descarregar a eletricidade estática do corpo antes de fazer a manutençãodo microcomputador?

O

Para evitar o acúmulo de eletricidade nos chips do microcomputador.

O

Para melhorar a ventilação dentro do microcomputador.

8

Paraevitar danos aos componentes eletrônicos do microcomputador.

O

Para melhorar a velocidade de acesso do modem a Internet.

2. Qual dos cabos abaixo habilita a função de desligar o microcomputador mesmo após o travamento da máquina?

O TurboSW

T> Reset SW

O Keylock

O HDDLed

3. Qual a função dos jumpers?

O

Configurar

O

Desligarplacas/componentes

4. Por que devemos utilizar equipamentos como estabilizador ou filtro de linha?

a

Para proteger os equipamento contra as variações de energia

O

Para ter um local para conectar os cabos , pois as tomadas do

micro são tripolares

S.0.S Coinputadores

(três pontas)

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Portas

comunicação

Os microcomputadores não são equipamentos que trabalham "isolados" de outros componentes. Eles podem ser conectados a outros equipamentos para aumentar sua funcionalidade e seus recursos. Paraestabelecer essas conexões, foram criadas Portas de comunicação. A essas portas podemosconectar impressora, mouse, scanner, câmera digital e até faxl modem. Vejamos essas portas.

Conceito

As portas se dividem em três grupos: Portas Seriais, Portas Paralelas e Portas USB (UniversalSerial Bus).

As Portas Paralelas são as mais lentas e, por isso, destinadas a equipamentos que não necessitam de altas taxas de transferência de dados, como impressoras, scanners etc. Sua interface de conexão (tipo de conector) utiliza uma saída padrão DB-25 (25 pinos). A grande maioria dos microcomputadores utiliza apenas uma portaparalela, que é compartilhadapor impressora e scanner quando ambos estão ligados ao mesmo microcomputador.

As Portas Seriais são um pouco mais rápidas, sendo, portanto, destinadas a conexão de equipamentos mais rápidos, como FaxIModens externos, ou equipamentos que exijam conexão simples, como o Mouse. Esta porta pode usar dois tipos de conectores padrão: DB-9 (9 pinos) ou DB-15 (15 pinos).

As Portas USB são o que há de mais moderno em termos de conectividade de equipamentos a microcomputadores. Essas portas são totalmente Plug and Play, permitindoque o equipamento seja instalado com o microcomputador ainda ligado, sem haver necessidade de reinicializá-10.

Além dessa vantagem, as portas USB permitem que se conecte até 127 dispositivos diferentes em uma única porta, através de um equipamento chamado Hub (um pequenoequipamentoque recebeoutros equipamentos conectados a ele), para que possam dividir da mesma porta.

0s microcomputadoresatuais possuem, normalmente, duas portas USB, mas há fabricantes, como a Compaq, que produzem seus microcomputadorescom duas portasfrontais e mais duas traseiras. Microcomputadores mais modernos possuem uma ou duas portas seriais, dependendo da necessidade.

Também temos as portas DIWMini-DIWPSI2que são encontradas nas principais placas, as placas on board (placa-mãe)

Conector de Video Padrão 15 pinos nzacho em 3 colunas (para monitoes VGA, SVGA, UVGA colorido ou monocromático)

Conector serial 9 pinos macho para mouse serial

S.0.S Computadores

Conector serial padrão 25 pinos macho (para impressora serial ou terminal de vídeo)

Conector paralelo padrão 25 pinos para impressoras e scaizners paralelos.

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Aseguir, uma tabela com algumas vantagens e desvantagens do uso das portas paralelas, portas seriais e portas USB em um microcomputador:

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portas paralela e serial.

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Veja a parte traseira de uma placa-mãe para um gabinete padrão ATX mostrandoalgumas portas:

I

Portas PS/2

Barramentos

i Barramentos são uma espécie de vias de tráfego de dados, através das quais o processador pode se comunicar com os demais componentes do microcomputador. Desde a criação do primeiro PC, em 1981,foram desenvolvidasvárias tecnologias envolvendoos barramentos. Vamos ver cada uma delas:

Portas de coinunicação

iISA de 8 bits: o barramento ISA (de IndustryStandard Architecture) foi criado junto do XT e transmite 8 bits de dados a cada vez, ou seja, possui vias de dados com largura de 8 bits. Ele trabalha a uma frequência de 8 MHz, velocidade mais que suficiente quando os processadorestrabalhavam a 4,77 MHz.

iISA de 16 bits: com o surgimento dos processadores286, que se comunicavam usando 16 bits de dados, era necessárioter um barramento que acompanhasse essa capacidade. Apesar de continuar trabalhando com os mesmos 8 MHz da versão anterior, este barramento ainda é utilizado nas placas-mãeatuais, por questões de compatibilidadee porque sua velocidade é mais que suficiente paraacomodar dispositivos que não necessitam de alta velocidade, como modems e placas de som.

iMCA: o barramento MCA (de MicroChannelArchitecture), patenteado pela IBM, surgiu em 1987para ser utilizado com os processadoresde 32

bits da linha 386. Ele é um barramento mais avançado e consideravelmente mais veloz que o ISA (IO MHz). Apesar de trazer recursos surpreendentes

para a época, como suporte ao

Plug and Play, não se

popularizou devido ao

seu alto custo, incompatibilidadecom o ISA e por ser uma arquitetura fechada, isto é, a fabricação de placas-mãe exigia pagamento de direitos

autorais a IBM.

iEISA: o EISA (de Extended ISA) foi uma resposta ao MCA, dada pelos demais fabricantes liderados pela Compaq. Funcionavacom velocidade de 8 MHz e também transmitia 32 bits de dados. Mas levava uma significativa vantagem sobre o MCA. Eratotalmente compatívelcom o padrão ISA. Assim como o MCA, também tinha suporte ao Plug and Play. Entretanto, a complexidade do EISA acabou resultando em um alto custo de produção e dificultou sua popularização.Atualmente, MCAe EISAsão barramentos extintos.

iVLB: VESA Local Bus - lançado em 1993 pela Video Eletronics Standards Association (dai o nome VESA) para ser usado em microcomputadores 486. O VLB é muito mais rápido que o EISA ou MCA, sendo, então, utilizado por placas de vídeo e controladoras de disco rígido, os maiores prejudicados pela lentidão dos barramentos ISA. O VLB era

S.0.S Computadores

controlado pelo processador e trabalhava na mesma velocidade em que este se comunica com a placa-mãe. Isso significa que, em microcomputadores

486 DX-2 50MHz, trabalhava a 25 MHz. Em microcomputadores486 DX-4

100 MHz,

operava a velocidade de 33MHz. Tudo isso trabalhando com 32

bits de dados e mantendo a compatibilidade com o padrão ISA. O único inconveniente é que o VLB não oferece suporte a Plugand Play. Nãoforam criadas placas VLB para usar com o processador Pentium.

iPCI: criado pela Intel, o barramento PCI(PeripheralComponent Interconnect)é tão rápido quanto o VLB, porém mais barato e muito mais versátil. Ao contrário do VLB, o PCI não é controlado pelo processador, mas por uma controladoradedicada incluída no chipset. Este barramento opera a metade da velocidade da placa-mãe, podendofuncionar a 25MHz, 30 MHz ou 33 MHz. Além disso, este barramentopossui a vantagem de oferecer suporte nativo ao Plug and Play.

iAGP: o nome vem de Acelerated Graphics Port, o barramento ideal para as placas de vídeo modernas. Opera com o dobro da velocidade do PCI, ou seja, 66 MHz. Além de fornecer alta velocidade, este barramento permite que as placas de vídeo possam acessar diretamente a memória RAM. Quem se aproveita de todo esse poder de fogo são as placas de vídeo 3D, que acessam a memória para armazenar as texturas que serão aplicadas sobre os polígonos que compõem a imagem tridimensional. Desse modo, as placas de vídeo AGP 2D, como não geram as texturas mensionadas, não fazem uso da memória RAM do micro. Portanto, essas placas têm desempenho semelhante as suas equivalentes de barramento PCI.

i AMR: seu nome vem de Audio Modem Riser. É um barramento de inserção de placas de modem, áudio e rede que utilizam a tecnologia HSP (Host Signal Processing). Os dispositivos HSP não possuem processador. Eles utilizam o processamento da CPU para realizar as tarefas de processamento.

iACR: o nome vem de Advanced Communications Riser. É uma evolução do barramentoAMR que mantém a compatibilidadecom dispositivos HSP.

Portas de coinunicação

Soquete do processador

Soquete/Bancos de Memória

Encaixes do Processador

O Encaixe do Processador, também conhecido como Soquete, é o

compartimento onde o processador é acomodado. As placas-mãe mais antigas tinham seus processadoresencaixados em um soquete que obrigava o profissionalde manutençãoa aplicar alguma força para inseri-lo

ou removê-lo,correndo o risco de entortar ou até quebrar um dos seus contatos. Outras placas simplesmente tinham o processadorsoldado a elas.

A partir dos micros 486, foi criado um novo tipo de encaixe para processador, chamado de ZIF. O termo ZIF é a abreviatura de Zero Insertion Force ou Força de Inserção Zero. Ele possui uma alavanca que fixa ou libera o processador com muitafacilidade.

Existem variações do soquete ZIF que vão do Socket 1 ao Socket 8, cada qual com uma especificação ou numero de pinos diferente. Além desses, foi criado o encaixe no padrão Slot 1 (utilizado pelos microcomputadores Pentium II e Pentium III), Slot 2 (usado pelos Pentium II e Pentium III Xeon), Slot A (também conhecido como Socket 462, utilizado nas duas

primeirasversões do AMD Athlon) e o Socket A (usados pelos processadores AMD Athlon mais recentes e por todos os AMD Duron), além do Socket 370 (usado pelos Celeron), Socket 423 (usado pelo Pentium 4, codinome Willamante) e Socket 478 (Pentium 4, codinome Northwood, e Celeron, codinome Tualatin).

Os Bancos de Memória acomodam pentes de 168 vias e 184 vias, como mostradoanteriormente.

- Soquete (processador) -

zif

Portas de comunicação

Teste seus conhecimentos

Agora, vamos exercitar um pouco os conhecimentos até aqui adquiridos sobre as portas de comunicação:

1.

Em qual porta de comunicação costumamos conectar o mouse?

 

0 PSl2

O Serial

 

O

PS/s e Seriais

2.

Em qual dessas portas conectamos a impressora?

O

Serial

 

0 PS/2

 

@ Paralela

3.

Por que as portas USB são melhores?

O

Permitem conectar vários tipos de aparelhos

O

Porque são mais apropriadas

São modernas e totalmente Plug and Play, permitindo melhor conectividade.

4. Quais os tipos de barramentos criados para microcomputadores padrão PC até hoje?

O

ISA, K6, K6-2, PCI, MCA e Athlon.

ISA, EISA, MCA, VESA e AGP.

O

ISA, EISA, IRQ, MCA, VESA, PCI e AGP.

S.0.S Computadores

I Capítulo 4

Dispositivos de armazenamento

A memória RAM (estudaremos a seguir) é capaz de responder as solicita~õesdo processador numa velocidade muito alta. Entretanto, ela apresenta um pequeno problema: por ser alimentada única e exclusivamente pela energia elétrica, os dados nela armazenados são perdidos automaticamente no instante em que o microcomputador é desligado.

Mas de que adianta realizar uma grande quantidade de tarefas diferentes se não podemos gravar as informações para utilizá-lasmais tarde? Para suprir essa necessidade, neste capítulo estudaremos os dispositivos que tem por objetivo armazenar as informações, para serem utilizadas em uma outra ocasião.

Serão estudados a seguir, diversos dispositivos de armazenamento internos, como por exemplo, HDs, etc., e externos, como Zip Drive etc.

Unidade de disco Flexível - Floppy

Conhecidos popularmentecomo disquetes, sua função também é armazenar dados e permitir o transporte de dados entre microcomputadores. Atualmente o mais comum é o de 31E",com 1,44 MB de capacidade, mas outros modelos já foram criados. Veja a seguir:

5 1/4 polegada

DD (Double Density)

360 KB

Primeiro modelo de disquete para PC

5 114 polegada

HD

(High Density)

1,2 MB

-

3

1/2

polegada

DD

(Double Density)

720 KB

-

3

1/2

polegada

HD

(High Density)

1,44

MB

Utilizados atualmente

3

1/2 polegada

ED (Enhanced Density)

2,88MB

Não utilizados no Brasil

Discos rígidos

Os Discos rígidos são discos de metal com alta capacidade de armazenamento de dados, ao contrário do que acontece com a memória RAM, não perdedados quando desligamos o microcomputador.O primeiro disco rígido foi criado em 1957 pela IBM, e era composto de nada menos que 50 discos com 24 polegadas de diâmetro, com capacidade de 5 megabytes, fato incrívelparaa época.

Os dados são armazenados em uma mídia magnética, mas não muito diferente dos disquetes. Essa mídia é composta por vários discos empilhado que ficam dentro de uma caixa lacrada para evitar que se danifiquem. Esses discos giram em alta velocidade e, qualquer particula de poeira entre eles e a cabeça de leitura, podem causar sérios danos ao equipamento.

Os discos internos, chamados de "platters", têm duas camadas. A primeira é chamada de substrato e é composta por discos metálicos, geralmente feitos com liga de alumínio. Para permitir o armazenamento dos dados, esses discos recebem uma segunda camada, de material magnético.

S.0.S Coinputadores

Para ler e gravar os dados são usadas as cabeças de leitura, chamadas "heads", presas a um braço móvel que permite o acesso a todo o disco. Um dispositivo chamado atuador coordena o movimento das cabeças de leitura.

O primeiro PC a usar discos rígidos tinha uma HD de 5 MB de capacidade (que não era aquela da IBM). Hoje, encontra-sefacilmente HDs para microcomputadores pessoais com 40 Gigabytes de capacidade ou mais.

O controle dos dados

Falaremos agora sobre as placas Controladoras de discos. Essas placas são os equipamentos que conectam seus discos a placa-mãe, permitindo a comunicaçãodos dados. Estaplaca pode estar embutida na própria placa- mãe (controladorason-board), como é o caso da grande maioria das placas controladoras existentes, ou na forma de placas de expansão.

Existem dois padrões de controladoras de disco no mercado: as controladorasIDEe SCSI.

As controladoras IDE (Integrated Drive Electronics) são mais utilizadas por serem mais baratas que sua concorrente,a SCSI (pronuncia-se "scâzi"). Além disso, a controladora IDE é ligeiramentemais rápida que a controladora SCSI.

Dispositivosde arrnazenamento

As controladoras SCSI (Small Computer System Interface) oferece vantagens claras se o seu microcomputadorfor um Servidor de uma rede. Esta controladora aceita até 15 dispositivos conectados a ela em placas SCSI de 16 bits ou 7 dispositivos em placas de 8 bits, contra 2 dispositivos suportadospelainterface IDE.

Placa SCSI

S.0.S Coinputadores

- Controladoras IDE

As controladoras SCSI levam uma série de vantagens sobre as controladorasIDE: ocupam menos o processadorque o IDE, aumentando o desempenho do micro, trabalham melhor em sistemas de 32 bits autênticos, como o Windows NT/2000B(P Professional,poisa controladora pode realizar leitura e gravação de dados enquanto programasestão sendo executados. O cabo SCSI pode ter até três metros de comprimento, permitindo a conexão de equipamentos externos, contra 38 centímetros do cabo IDE.

Umacaracterística que pode pesar contra a interface SCSI é que ela exige uma controladora própria de cabos e conexão (Flat Cables) específicos, fato esse que encarece um pouco mais o produtofinal.

Unidade de CD-ROM

As unidades de CD-ROM, também conhecidas como Drives de CD-ROM, são leitores de CD (como os CDs de áudio que temos em casa). Esses leitores podem ler tanto CDs comuns de áudio quanto CDs de dados, com os dados de microcomputador gravados. O termo CD-ROM vem de Compact Disc-ReadOnly Memory.

Nesses drives, um feixe de laser é emitido contra a superfície do disco, que possui sulcos minúsculos, nos quais as informações ficam gravadas. Esse feixe "lê" as informações gravadas e serão interpretadas pela unidade óptica, que recebe os sinais de luz e os converte em informaçõespropriamente ditas.

Os drives de CD-ROM são classificadosde acordo com sua velocidade dacesso aos discos. Essa velocidade é medidaem fatores referentes a velocidade do primeiro drive desse tipo que era capaz de ler a 150 KB/s. Quando foi criado um drive que lia dados a 300KB/s, ele foi chamado de 2x (ou duas velocidades). Hoje, encontramos facilmente drives de 52x, 54x e até 60x. Um fato curioso é que praticamente nenhum desses drives podem trabalhar com o máximo de sua velocidade porque existe uma barreira física, que é a velocidade com que os discos (conhecidos como mídias)

Dispositivosde armazenamerito

foram gravados. As

Assim, mesmo que se tenha um drive de 60x, ele irá subir ate sua velocidade máxima e, em seguida, descer para a velocidade de gravação da

mídias mais velozes, hoje, aceitam gravações em 24x.

mídia (24x, no máximo).

Uma unidade de CD-ROM sendo encaixada em sua baia

DVD

E semelhante a um drive de CD-ROM , porém com uma tecnologia mais avançada. É um método de armazenamento digital de diversos tipos de dados como imagens, filmes e dados em geral. A grande vantagem está na capacidade de armazenamento. Por exemplo, permite a reprodução de filmes inteiros.

S.0.S Computadores

Unidade deDW externa, juntamente com uma placa controladora e um DVD ROM

Gravadores de CDslCD-RWIDVD

Com a aparência semelhante ao CD-ROM as gravadoras vem tomando mercado pelo fato de poder ler e gravar mídias de CD, podendo armazenar em um um CD até 650 MB de informação. Outra tecnologia emergante é a de gravadores de DVD (DVD-RW e DVD-RAM), que permitem gravar e regravar filmes inteiros de duas horas de duração ou mais.

Drive gravador de CD-ROM

Drive gravador de DVD-ROM

Dispositivos de armazenainento

Unidade DAT

Permite trabalhar com fitas DAT, que são semelhantes a uma fita de vídeo cassete. Tem grande poder e armazenamento que varia de 1 a 9 GigaBytes.

Periférico de armazenamento de dados, armazena em média 100 Megabytes de informação, mas alguns modelos podem chegar a 2 Gigabytes. Assemelha-se a um drive normal, mas fica externo ao computador, conectando-se somente através de cabos. Muito utizado para fazer backups em empresas.

S.0.S Computadores

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Atividades

Teste seus conhecimentos

Agora, vamos exercitar um pouco os conhecimentos até aqui adquiridos sobre os dispositivos de armazenamento.

1. Como podemos chamar o HD?

O

Disco rígido

O

Disco rígido, Winchester ou HD

O

Disco que armazena muitas informações

2. Qual é o modelo de disquete usado atualmente ?

3. O Zip Drive é mais usado para .

O

realizar backups de informações

O

gravar dados

O

gravar imagens, pois as imagens são arquivos maiores

4. Com o DVD podemos

O

0

O

Gravar, ler uma grande quantidade de informações como filmes etc.

Gravar apenas 360 KB de informações Gravar 40 GB de Informaçõessuperando alguns Hd's

Gravar apenas 360 KB de informações Gravar 40 GB de Informaçõessuperando alguns Hd's

S.0.S Comyutadores

Capítulo 5

Memória, CPU e Placas

Memórias -visão geral

A memória é um dos componentes fundamentais para o funcionamento do microcomputador. O processador a utilizaparaarmazenar programase dados que estão em uso.

As memórias são encapsuladas em módulos (ou pentes). Veja abaixo um módulo de memória:

*

Um pente de memória

As memórias são divididas em dois tipos principais: RAM (Random Access Memory - memória de acesso aleatório e ROM (Read Only Memory - memória somente para leitura).Adiferença principal entre ambas é que as memórias ROM mantêm os dados após desligar o microcomputador. Desta forma, as memórias ROM são utilizadas para armazenar dados essenciais do microcomputador, como as rotinas de ligação do microcomputador. informações dos componentes etc.

Tipos de memória RAM

A quantidade e a velocidade da memória RAM são mais importantespara o

desempenho geral do micro que a própriavelocidade do processador,

principalmente para quem trabalha com aplicativos

Fisicamente, elas são placas de silício frágeis que são encapsuladas para poder ser encaixadas nos microcomputadores.Temos três tipos diferentes de módulos de memória RAM: os módulos SIMM de 30 vias, os módulos SIMM de 72 vias e os módulos DIMM de 168 vias.

e jogos.

Os módulos SIMM (Single In line Module Memory) de 30 vias eram utilizados em micros 386 e 486 e foram produzidos com várias capacidades, como 512 KB, IMB, 4MB, 8MB e 16 MB, sendo os de 1 MB e 4 MB os mais comuns. Tinham contatos em apenas um dos lados do módulo. O que se via do outro lado era uma extensão dos mesmos contatos. Cada módulo desses era capaz de trabalhar a 8 bits apenas. Como os processadoresque o utilizavam eram de 32 bits, eram necessários4 módulos de memória para

trabalhar e o processador acessava todos eles como banco.

0s módulos SIMM de 72 vias, diferente dos módulos de 30 vias, operavam

a 32 bits. Isso significa que um único pente de memória era necessário paraque o microcomputadorfuncionasse. Estemódulofoi utilizado nos microcomputadores486 mais modernos e tornou-sepadrão nos microcomputadoresda série Pentium.

se fossem um único

Módulo SIMM de 72 sias

Módulo SIMM de 30 vias

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Entretanto, o Pentium acessava informações usando 64 bits e obrigava o uso de 2 módulos de memória. Uma característica interessante era que, na utilização de módulos SIMM, era obrigatório usar módulos iguais. Módulos de diferente capacidades, velocidades ou ate mesmo marca poderiam causar travamentos da máquina.

os módulos DIMM (Double In line Module Memory) de 168 vias são módulos que trabalham a 64 bits. Logo, um só módulo pode suprir as necessidadesdos processadoresmais modernos. Esses módulos possuem duas linhas de contato, uma de cada lado. Eles são utilizados nos computadores atuais, tanto da linha Intel e quanto da linhaAMD.

Módulo DIMM de 168 vias

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Além das divisões com relação ao tipo, as memórias RAM são divididas também com relação a tecnologia utilizada. Existem memórias RAM FPM, EDO, SDRAM, SDRAM Il e RDRAM.

i 0s módulos FPM (Fast Page Mode) são os do tipo mais antiquado de memória. Apesar de ser compatíveis com os micros modernos, são muito lentas se comparadas as EDO e SDRAM.

i0s módulos EDO (Extended Data Output) estão ultrapassadospara os padrões atuais, mas continuam sendo muito usados. As memórias EDO possuem várias melhorias em sua arquitetura que as 20% mais rápidas que as FPM.

i 0s módulos SDRAM (Syncronous Dynamic RAM) trabalham de maneira sincronizada com a placa-mãe. Essas memórias são mais rápidas que as anteriores e trabalham de maneira mais precisa.

Melnória,CPUe Placas

i 0s módulos SDRAM II (ou memórias DDR = Double Data Rate) trabalham com o dobro da velocidade das memórias SDRAM convencionais. As memórias DDR SDRAM conseguemtransferir o dobro de dados usando a mesmavelocidade das memóriasSDRAM convencionais (100 MHz e 133 MHz).

As memórias SDRAM e DDR SDRAM não são compatíveis entre si. Enquanto um pente de memória SDRAM possui 168 vias, um pente de memória DDR SDRAM possui 184 vias.

Atualmente, as

processadores mais rápidos, tais como os da série Pèntium 4 e os da linha

AMD Athlon.

Atualmente são encontramos módulos DDR SDRAM de 128 MB, 256 MB e 512 MB.

memórias DDR SDRAM são utilizadas em placas-mãe de

MÓ~U~ODDR SDRAM

II de 184 vias

i As memórias RDRAM (também chamadas de RAMBUS) apresentam uma nova tecnologia de memória para microcomputadores.

Ao contrário das tecnologias de memória anteriores, as memórias RAMBUS podematingir grandesvelocidades (de 200 MHze 1,6 GHz).

As memórias RAMBUS são incompatíveis com tecnologias anteriores e estão disponíveis em módulos de 128 MB, 256 MB e 512 MB.

Devido ao alto custo, as memórias RAMBUS não são tão populares, mas adotadas por empresas como a Intel para as os seus processadores Pentium IV.

S.0.S Computadores

A medida que os micros com velocidade acima de 1 GHz se tornarem padrão do mercado, haverá uma crescente necessidade de memórias que atinjamvelocidades alias. Essanecessidadetalvez contribuira para a popularizaçãoda memória RAMBUS.

CPUs (Processadores)

Módulo de memória RDRAM ou RAMBUS

Como vimos, o processador é o principal componente do microcomputador. Existem, no mercado, diversos processadores, cada um com recursos e preços diferentes. Porém, quando vamos comprar um processador, a primeira coisa que perguntamos é qual a sua frequência de clock, (referida erroneamente como "velocidade" ou "potência") medida em Megahertz. Acontece que nem sempre um processador com uma velocidade de operagão mais alta e mais veloz que outro de menor frequência.

Imagine um processador 486 de 100 MHz comparado a um Pentium de 100 MHz. Apesar de possuir a mesma frequência de clock, o 486 perderia

feio em desempenho. O Pentium seria quase duas vezes mais rápido que o

486. Isso acontece devido, principalmente, a diferença na arquitetura dos

processadores.

Em alguns processadores é adotado o índice PR. No caso dos Athlon XP, a comparação de clock é com o Athlon TB, que é superior aos primeiros Pentium 4.

Outro aspecto que influencia muito no desempenhodo processador é o coprocessador aritmético. Todos os microcomputadoresequipados com

Memória, CPUe Placas

processadorespadrão x86 possuíam um processador que efetuava cálculos com números inteiros. Para efetuar cálculos complexos, como os que envolvemponto flutuante, era necessário instalar um coprocessador, com instruçóesespecíficas para operar esses cálculos. A partir dos modelos486 DX, o coprocessador passou a integrar ao processador.

Antes de mostrar os processadores, vamos falar um pouco de um com- ponente fundamental para o bom desempenho do microcomputador: a memória Cache. Trata-se de uma memória especial, muito mais rápida e cara que a memória RAM, e que se encontra, em parte embutida no processador (cache primário), em parte embutida na própria placa-mãe (cache secundário). Por ser tão cara, ela é usada sempre em pequena quantidade (um Pentium 111, por exemplo, usa 32KB de cache primárioe 512 KB de cache secundário que, neste caso, fica no processador).

Os dados lidos são gravados inicialmente na RAM e uma sequência dos dados (formada normalmente por dados que podem ser requeridos dentro de pouco tempo) é gravada na cache. Assim, em vez de o processador ter que buscar novamente esses dados na RAM, ele os encontra na cache.

Ajustando voltagem e clock do processador

O ajuste da voltagem e do clock do processador é decisivo para o

desempenhogeral do computador.

Os processadores atuais utilizam um recurso chamado de Multiplicação de Clock. Isto significa que o processador trabalha internamentea uma velocidade maior que a da placa-mãe.Apenas para exemplificar, um Pentium 166 trabalha internamente a 166MHz, mas se comunica com a placa-mãea apenas 66MHz. A velocidade interna do processador é chamada de clock interno, enquanto a velocidade da placa-mãeé chamada de clock externo.

O que determinaa velocidade que o processador iráfuncionar internamente

não é o processador, mas a placa-mãe. Ela possui um cristal de quartzo

S.0.S Computadores

que vibra com precisãoabsoluta. E essa vibraqão é usadaparasincronizar todos os periféricos (e o processador) com a placa-mãe. Para conseguir estabelecer a velocidade interna do processador, temos que ajustar o multiplicadorque pegará a velocidade do clock externo (também conhecida como velocidade do barramento) e a multiplicarápor um fator ajustável. No caso do Pentium 166, o fator é 2,5x, que ele trabalha internamente a uma velocidade duas vezes e meia maior que a velocidade do barramento (66x 2,5 = 165MHz). Note que o valor não e exatamente o valor expresso pelo nome do processador, que recebeu um acréscimo de 1MHz apenas por questões de marketing.

Assim, para montar um Pentium 100, temos que ajustar a velocidade de barramento para50MHz e o multiplicadorpara2x. A única exceção a essa regra são os processadoresde 233MHz (Pentium 233MMX, K6 233MHz etc.) que usam barramento de 66MHz e multiplicadoresde 1,5x, mas, internamente, o processador interpreta esse valor como 3,5x, atingindo os

233MHz (66 x 3,5= 231MHz).

Excessão a essa regra são os processadores da Cyrix, que não são vendidos de acordo a frequência de funcionamento, mas segundo um índice Pr, que compara seu desempenho com um processador Pentium. Um 6x86MX Pr233, por exemplo, opera a apenas 187MHz.

Voltagens dos processadores

Por serem produzidos com técnicas diferenciadasde fabricação, os modelos diferentes de processadoresdemandamvoltagens diferentes para funcionar bem.

As placas-mãe permitem realizar a configuração de voltagem do processador a fim de manter uma compatibilidadecom o maior número de processadorespossível. Caso a voltagem ajustada parao processadorseja menor que a especificadapelo fabricante, ele fica instávele pode até não funcionar. Se a voltagem for maior que a especificada, o processador esquentarádemais e poderáter a vida útil abreviada e até sofrer danos a

Memória, CPU e Placas

curto prazo. No manual da placa-mãe, encontraremos todas as informações necessáriasparaajustarcorretamente a voltagem. O recomendávelé que, se a placa-mãe não disponibilizar a voltagem correta para o processador que você deseja usar, ela seja ajustadaparaaté 0,1 V, para mais ou para menos. Diferenqas maiores que essa podemprejudicaro funcionamento de seu microcomputador.

Veremos, agora, as configurações de voltagens para alguns dos principais processadores.

Pentium "Clássico" (P54C): existem dois tipos de processadores Pentium, que apesar de terem desempenho idêntico, utilizamvoltagens diferentes. Os processadoresVRE usam voltagem de 3,5V e os STD usam 3,3V. Para saber se o processador é um STD ou um VRE, basta olhar na parte inferior do processador. No exemplo abaixo, na 4alinha, tem-se a inscrição SK1081SSS.A primeira letra após a barra indica o tipo do processador. Se a letra for um "S", o processador é um STD e se for um V,

é um VRE.

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i Pentium MMX (P55C): o núcleo do processador do Pentium MMX utiliza voltagem de 2,8V, mas seus contatos com a placa-mãe usam 3,3V. Assim, o Pentium MMX possui voltagem dual e é necessário suporte da placa- mãe a processadoresvoltagem dual.

i AMD K6: os processadoresda familia K6 trazem voltagem estampada na chapa de metal que cobre o processador, e que pode ser de 2,2V, 2,9V, 3,2V ou 3,3V. Os processadoresda linha K6-2 e K6-3 não têm esse problema, poistodos trabalham a 2,2V.

a Processadores Cyrix: todos os

processadoresCyrix 6x86MX e 6x86Mll

utilizam 2,9V. Entretanto,

os

processadores6x86 sem instruções MMX tiveram versões que utilizavam2,9V, 3,3V ou 3,5V. Os processadoresCyrix trazem

voltagem de funcionamento estampada na face superior, paraevitar confusão.

i Pentium IVPentium III: ao contrário dos processadores que utilizam o soquete7, não precisamos configurar a voltagem ao usar um processador Pentium II ou superior, que o processador sinaliza a placa-mãe a voltagem que utiliza. a título de curiosidade, o Pentium II usa voltagem de 2,8V (ate 333MHz) ou 2,OV (todos os de 350MHz em diante e alguns

300MHz e 333MHz).

i AMD DuronIAthlon: os processadores da linha DuronJAthlon também sinalizam a placa-mãea voltagem correta, ainda que essa voltagem possa ser configurada manualmente pelo BIOS. Os processadores Duron e os Athlon mais recentes trabalham a 1,6V. Os processadores Athlon mais antigos trabalham a 1,7V ou 1,8V.

Memória,CPUe Placas

Overclock

O overclock é uma práticacomumente utilizadapor pessoas interessadas em tirar mais proveito do sistema que têm montado, sem ter que fazer uma atualização do processador. O overclock muda os ajustes da placa-mãe, "forqando" o processador a trabalhar em uma frequência de clock acima daquelapara qual ele projetado.

sso pode provocar um superaquecimentodo processador, desgaste prematuro, instabilidade do sistema (com travamentos constantes), e em casos extremos até queimar do processador.

Cooler - dissipador

Um dos principais componentes destinados a refrigeraro processadoré a cooler. Ao lado, vemos um cooler de tamanho aprimorado que vemcom hélicesduplas com condutorespré- fabricado prontos, para trabalhar em conjunto. Lembramosque paracada processador existe um coller para ser utilizado, que são encaixados ou conectados ao dissipador de calor.

Cooler sobre um dissipador de calor

Modelos de ~rocessadores

Série 286

Trazendo algumas melhorias desde o primeiro IBM PC lanqado o 286 (80286) trabalhava a 8 MHZ, rodando os programas da época.

S.0.S Computadores

Série 386

Trazia novidades e também melhoriasem processadores e placas-mãe. No entanto, foi lanpdo nas versões SX e DX provocando um acréscimo no preço do microcomputador.

Série 486

A Intel lançou o 486 em 1989, comversões que variavam dos25MHz (486 SX) até os 100MHz (486 DX-4). Esseprocessador tinha 8KB de cache primáriae trazia o coprocessadoraritmético embutido a partir da versão DX-2 50 MHz. As versões SX de 25MHz ou 33MHz e a versão DLC40MHz (criadapelo grupo IBMe Texas Instruments)não tinham coprocessador.A partir desse modelo, passou a ser obrigatório o uso de um "ventilador", chamado Cooler, usado para resfriar a CPU.

Para lançar as versões mais novas do 486, criou-se um recurso que é utilizado até hoje nos microcomputadores: a Multiplicação de Clock. Essa técnica consiste em fazer o processador trabalhar internamente a uma velocidade maior que a da placa-mãe. Isso se fez necessárioporque não existiam, na época, placas-mãe capazes de trabalhar a mais que 40MHz. Essa frequência de comunicação da placa-mãe é chamada de Frequência de Barramento ou Bus.

I

Memória, CPU e Placas

Série Pentium MMX

A Intel lançou esse processador em 1993, com uma arquitetura completamentediferente da utilizada no 486. Ele possui 16KB de cache, um coprocessadortotalmente novoe umanova tecnologia, que fizeram do Pentium um processadorcom desempenhoquase duas vezes superior ao do 486.

O que fazia do Pentium um processador tão

superior é que ele utilizava umaarquitetura superescalar, cujo o processadorpossui internamente dois processadoresde 32 bitstrabalhando independentemente.Assim, ele é capaz de processar duas instruções por ciclo de processamento. Essa série teve versões com frequência de clock de 6OMHz ao 233MHz. A partir da versão 166MHz, a Intel implementouuma novatecnologia, chamada MMX (Multi Mediaextensions), que é utilizada até hoje em seus processadores mais modernos.

Ii

L

Para que seja aproveitado os recursos da tecnologia MMX, é necessário que os fabricantes de software reescrevam os seus programas para aproveitar os recursos da tecnologia.

Série Cyrix 586

Além de desenvolver projetos de processadores 486, que foram fabricados pelaTexas Instruments, a Cyrix lançou um processador que mistura recursos do 486 e do Pentium, oferecendo um desempenho bastante superior a um 486 padrão, compatível com as placas 486.

Série K5

Nessa nova série lançadapela AMD, que até então fabricava processadoresditos "clones" dos processadores Intel, foi feito um trabalho completamentediferente. Foi construído um processadorcompletamentenovoe tecnicamente superior ao Pentium. Esse processador também utiliza uma arquitetura superescalar, mas, em vez de dois, tem quatro processadorestrabalhando em paralelo. Além disso, possuía 24KB de cache interno.

O único porém ficava por conta do coprocessador aritmético, que

apresentava um desempenho inferior ao coprocessador do Pentium. Em compensação, seu preço é bem menor que o de um Pentium, tornando-o competitivo no mercado doméstico. Sua frequência de clock variava de 75 a

133MHz.

Série Pentium Pro

Este processador, apesar de ter sido lançado antes das versões MMX do Pentium, foi uma préviado que seria a nova série de processadores da Intel: o Pentium II. Era um prqcessador revolucionário para sua época, pois possuía o cache secundário interno ao processador, funcionando na mesmavelocidade.

Eleoferecia, ainda, suporte a multiprocessamento

simétrico, permitindoaté quatro processadores ligados a uma única placa- mãe. Sua nova arquitetura superescalar ofereciatrês processadores

internos trabalhando paralelamente, em vez

Apesar de tudo, ainda é um processador de 32 bits.

de dois do Pentium comum.

Ele foi desenvolvido para competir no mercado corporativo, trabalhando em

Memória, CPU e Placas

servidores e estações de trabalho de alto desempenho. Seu maior

problema era executar programas de 16 bits, como o MS-DOS ou o Windows 3.1. Mas, com aplicações puramente 32 bits, como o Windows NT, ele mostratodo o seu poder.

Foram lançadasversões do Pentium Pro com 256,512 e 1024KBde cache e frequências de clock de 166 e 200MHz.

Série Cyrix 686

Concorrente da Cyrix para o MMX da Intel, traz 64 KB de cache LI, e é composto internamente por 4 processadores. Sua vantagem é que custo é baixo, porém usado para trabalhos de escritório (HomeOffice),pois o seu desempenho é menor que os processadores da Intel.

Série K6

Dandocontinuidadea série K5, o K6 foi a evolução natural. O K6 continua com internamente4 processadores, mas o cache passou a ser de 64 KB.

Ele possui um desempenho superior ao do seu "irmão mais antigo", o K5, e superior também aos Pentium MMX, chegando a empatar com o PentiumII,lançado na mesma época, em muitos aplicativos. Mas o coprocessador continuavaa ser o seu pontofraco.0 K6 teve duas outras versões, denominadas K6-2 e K6-3, com modificaçóes que fizeram deles processadores bem aceitos no mercado doméstico. O K6 originaltinha velocidades entre 166MHze 300MHz.

S.0.S Coinputadores

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1

O K6-2 possuía uma série de 27 novas instruçóes chamadas "3D Now!",

semelhanteas encontradasnos Pentium MMX da Intelque visavam agilizar

o processamento de imagenstridimensionais, trabalhando em conjunto com

uma placa aceleradora. Além disso, sua frequência de barramento com

a placa-mãe subiu de 66MHz para 1OOMHz, aumentando o desempenho do microcomputador. Sua frequência de clock variava entre 266MHz e 533MHz.

O K6-3, lançado pouco antes do Pentium III, era bem semelhante

internamente ao K6-2, apresentando uma única diferença. Ele possuia dois níveis de cache interno, o primeiro de 64KB e o segundo de 256K8, além do cache existente na placa-mãe, que passavaautomaticamente a ser

chamado de cache nível 3. Tinha frequências de clock que variavam de

Série Celeron

A proposta era ser uma opção de processador mais barato que o Pentium II

e concorrer lado a lado com os processadoresda linha K6 que começavam

a ganhar espaço no mercado dos micros de baixo custo. Entretanto, por

suas versóes iniciais não possuíremcache secundário (conhecidocomo cache L2, de Level2) seu desempenho era muito fraco. Este fato fez com que ele fosse pouco aceito no mercado. Para corrigir isso a Intel passou a instalar 128KB de cache secundário, interno ao processador.

Atualmente, todos os Celeron a venda possuem memóriacache secundária

e está sendo produzido em versões de 300 a 1,2GHz, todas com barramento de 66MHz a 100 Mhz.

Inicialmente, o Celeron era fabricado apenas no encaixe de padrão Slot 1. Hoje, é oferecido também em uma versão de encaixe, em um novo padrão chamado Socket 370. Os dois possuem exatamente o mesmo desempenho, mas o formato Slot 1 é um pouco mais caro.

Memória, CPU e Placas

Processador Celeron, no padrão Slot 1

Série Pentium 11

Processador Celeron, no padrão Socket 370

Seu projeto foi baseado no Pentium Pro, melhorando alguns pontos fracos e retirandoalguns recursos (como o suporte a multiprocessamento simétrico) para adequá-lo ao mercado doméstico.

A mudança mais visível em relação a versão anterior é o novo formato do

processador, parecido com um cartucho de videogame. Dentro da placa de circuitos está integrada ao processador a cache secundária de 512KB.

A Intelprocuroucorrigir o problemaque o Pentium Pro tinha para executar aplicações 16 bits, modificandoparte do núcleo do processador.

Suas versões variavam de 266MHz a 450MHz, sendo que, nas versões até 333MHz, ele operava com frequência de barramento de 66MHz. Nas versões com frequência de clock acima de 350MHz, operava com frequência de barramento de 100MHz.

O Pentium II marcou uma evolução na era dos processadores, deixando de lado o encaixe padrão Socket e adotando outro, mais moderno, chamado Slot 1

Série Athlon

O processadorAthlon, da AMD, é um projeto totalmente novo, que, mesmo

não se baseando nos processadoresda linha

É considerado um processador de sétima geração, diferentemente do Pentium, que é de sexta geração, devido as inovações a ele incorporadas.

K6, recebeu o apelido de K7.

Este projeto conta com um coprocessador redesenhado, criado com arquiteturasuperescalar, que reune nadamenos que três coprocessadores trabalhando em paralelo. Sua memória cache é de 128KB na memória

primária e 512KB de

AMD promete lançar modelos de até 8MB de cache.

memória secundária, incorporada ao processador.A

Modelo Athlon, da AMD. o primeiro processador de sétima geração laizçado no mercado, possui um barramento de 200 MHz

Além disso, conta com novo barramento, especialmente criado para ele, com 200MHz de velocidade.Atualmente, é um dos processadores mais rápidosvoltados paramercadodoméstico, comvelocidadesvariando entre 600MHz e 1,2 GHz. O Athlon também aceita multiprocessamento simétrico.

Série Athlon Thunderbird

Apesar de operar em velocidades acima de 1 GHz, os modelos de Athlon anteriores operavam com cache L2 com velocidades de 112,215 ou 113 da frequência do processador.

Memória, CPU e Placas

Para resolver esse problema, a AMD lançouo Athlon Thunderbird, que apesar de possuir cache de 256 KB, opera na mesma velocidade do processador, obtendo um ganho de performance.

Além disso, o Athlon Thunderbird possui um novo encaixe, denominado Soquete A, diferente dos modelos Athlon anteriores.

Série Athlon XP

Aproveitando o lançamento do Windows XP, a AMD lançou o Athlon XP, um modelo de processador que, segundaa empresa, é capaz de aproveitar os recursos do sistema operacional.

A série Athlon XP traz como novidade o método TPI de medição de velocidade. Um Athlon XP 1900, por exemplo, possuiperformanceequivalente a um modelo Pentium de mesmo clock, mas com preço bem menor.

Os modelos da série Athon XP atingem altas velocidades. São encontrados no mercado modelos de 1,5 GHz a 2,6+ GHz.

Série Pentium 111

É internamente é semelhante ao Pentium II. Mesma quantidade de memória cache, compatibilidade com placas-mãe do Pentium II etc. Suas modificações mais significativas foram a adição de novas instruções, batizadas de SSE (de Streaming SIMD Extensions, sendo que SIMD significa Single Instruction, Multiple Data), utilizadas para melhorar o desempenho do coprocessador.

S.0.S Computadores

Assim como ocorreu com as instruçõesMMX incluídas no primeiro Pentium, essas novas instruções exigiam que os softwares fossem reescritospara usar suas vantagens. Outra mudançaé a frequência do barramento, que agora e de 133MHz e a frequência de clock que varia

entre 450MHz e 1,2GHz.

Série Xeon

Esta série surgiu ainda na época do Pentium II para ocupar o lugar do Pentium Pro no mercado de servidores e estaqões de trabalho corporativo. A primeiraversão era chamada de Pentium II Xeon (pronuncia-seZíon). A nova versão é a Pentium III Xeon.

O Pentium II Xeon incorporava as mesmas qualidades do Pentium II, mas

permitia a utilização de até quatro processadores em um único microcomputador. Oferecia até 2MB de cache L2 incorporado ao processador e trabalhava na mesmavelocidade da CPU. Sua frequência de

clock era de 400MHz ou 450MHz.

O Pentium III Xeon mantém as mesmas características básicas do

Pentium II Xeon, mas aceita até oito processadores por sistema, com

frequências de clock que vão de 500MHz a 1,6 GHz. Possui também instruções SSE (Streaming SIMD Extensions) do Pentium III normal.

Um processador Pentium ZZZ Xeon, modelo totalmente destinado ao mercado corporativo, com cache L2 de até 2 MB

Memória,CPUe Placas

Série Duron

O processador Duron é umatentativa da AMD de fazer frente ao Celeron da Intel, no mercado de micros domésticos de baixo custo. O Duron é um processador completamentediferente e é superior ao Celeron.

Ele tem 128KB de cache L1 e 64KB de cache L2, incorporados ao processador. Além disso, tem um barramento diferente do utilizado pelo Celeron, chamado de Socket A, que trabalha na frequência de barramento de 200MHz. Suas frequências de clock variam

entre 6OOMHz e 1,3GHz.

O Duron apresenta desempenho superior ao do Celeron e muito próximo ao do Pentium III.

A

A

A

Série Pentium 4

Disponívelem até 2.8 Ghz, oferece alto desempenho em soluções empresariais, domésticas etc. Projetado com a mais alta tecnologia parater alto desempenho em imagens, sons, DVD etc; atualmente é um dos processadores mais requisitados no mercado, principalmente para a utilização do Windows XP. Há várias placas-mãe para sua conexão, como as da Intel, Asus e outros.

Veja ao lado um processador Pentium 4:

S.0.S Computadores

Veja nas tabelas a seguir um resumo das famílias de processadores:

PROCESSADORES INTEL (Pentíum/Xeon/itanium)

Procesçador

Uock

Muffplicador

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Vdis

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*

 

50

MHz

*

*

 

50

MHz

1

*

 

50 MHz

 
 

----

 

66

MHz

 

*

 

60

MHz

66

MHz

2,5x

66 MHz

 

66

MHz

66

MHz

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66 MHz

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KB

L1:32

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66 MHz

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66 MHz

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L1:32 KB/L2:256 KB

3x

66 MHz

2,8V

L1:32 KB/L2:1MB

3,5x

66 MHz

2,8V

L1:32 KB/L2:512 KB

4x

66 MHz

2,8V

L1:32 KB/L2:512 KB

4,5x

66 MHz

2,8V

LI: 32KB/L2:512 KB

5x

66 MHz

2,OV

L1:32 KB/L2:512 KB

3.5~

100 MHz

2,OV

L1:32 KB/L2:512 KB

100

MHz

100

MHz

2,OV

G.m?m

PGA

SPGA

PGA

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PPGA

1

PPGA

Socket 7

Socket 7

I

Socket 7

/

DCPGA

DCPGA

DCPGA

DCPGA

DCPGA

SEC (Slotl)

SEC (Slotl)

SEC (Slotl)

-

SEC (Slotl)

SEC (Slotl)

Continua na próxima pagina

Memória, CPUe Placas

kdor

PROCESSADORES INTEL (Pentium/Xeon/ltanium)

Uock

Mulfplimdor

Ban'maib

Vdts

Continua na próxima página

I

 

600

MHz

667

MHz

 

----

Pentium

700

MHz

Ri Xeon

 

733

MHz

800

MHz

866

MHz

900

MHz

933

MHz

1,3 GHz

1.4 GHz

1,5 GHz

1,6 GHz

1,7 GHz

1,8 GHz

1,9 GHz

2 GHz

Pentium

4 2,2 GHz

2,266 GHz

2'4 GHz

4,5x

133

MHz

2,8Vl5V/12V

5x

133

MHz

2,8V/5VM2V

 

.

7x

100

MHz

5Vl12V

5,5x

133

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2,8V/5V112V

6x

133

MHz

2,8V/5V/12V

6,5x

133

MHz

2,8V/5Vl12V

9x

100

MHz

5V/12V

--

7x

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MHz

2,8Vl5V;12V

3,25x

400

MHz

1,íV

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MHz

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MHz

1,7VI1,75V

4x

400

MHz

1,75V

4,25x

400

MHz

1,75V

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MHz

1,75V

4,75x

400

MHz

1,75V

5x

400

MHz

1,5V

5,5x

400

MHz

1,5V

4x

533

MHz

1,5V

6x

4001533 MHz

1,5V

L1:32 KB/L2:512KB ou

1ME3 ou 2MB

L1:32 KB/L2:256 KB

L1:32 KB/L2:256 KB

L1:32 KB/L2:1MB ou

2MB

L1:32 KBR2:256 KB

SECC2 (Slot2)

SECCS (Slot2)

-.v-.------

(SloQ)

SECC2 (Slot2)

L1:32 KBR2:256 KB

SECC2 (Slot2)

L1:32 KBi12:256 KB

SECC2 (Slot2)

L1:32 KBIL2:2 MB

SC330 (Slot2)

--

--

L1:32 KBlL2:256 KB

SC330 (Slot2)

L1:8KB+12KB

ETC/L2:256 KB

L1:8KB+12KB

ETCíL2:256 KB

L1:8KB+12KB

ETC/L2:256 K~

L1:8KB+12KB

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L1:8KB+12KB

ETC,L2:256 KB

L1:8KB+12KB

ETC/E:256 KB

L1:8KB+12KB

ETC/L2:256 KB

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ETCR2:256 KB

L1:8KB+12KB

ETCR2:512 KB

L1:8KB+12KB

ETCR2:512 KB

L1:8KB+12KB

ETCR2:512 KB

Socket-423