CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

1 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ← 2 - SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO ← 3 - INSTITUIÇÕES NORMATIVAS ← 4 - INSTITUIÇÕES DE INTERMEDIAÇÃO ← 5 - CONHECIMENTOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← 6 - DOCUMENTOS COMERCIAIS ← 7 - CHEQUE ← 8 - ORDEM DE PAGAMENTO ← 9 - DOC - DOCUMENTO DE CRÉDITO ← 10 - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← 11 - OPERAÇÕES BANCÁRIAS : ATIVAS ← 12 - OPERAÇÕES BANCÁRIAS : PASSIVAS ← 13 - OPERAÇÕES ACESSÓRIAS ← 14 - GARANTIAS REAIS ← 15 - GARANTIAS PESSOAIS ← 16 – VOCABULÁRIO

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional:

CMN - Conselho Monetário Nacional
Lidera o SFN e é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), pelo Ministrochefe da Secretaria de Planejamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil. (Medida Provisória 542, de 30 de junho de 1994) Criou-se também, subordinado ao CMN, a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, com a competência básica de regulamentar as matérias da Medida Provisória 542, de responsabilidade do CMN. Seus componentes são o Presidente do BACEN, o Presidente da CVM, os Secretários do Tesouro Nacional e da Política Econômica do Ministério da Fazenda, os Diretores de Política Monetária, de Assuntos Internacionais e de Normas e Organização do Sistema Financeiro, todos do BACEN. Funcionam também, junto ao CMN, as seguintes comissões consultivas: - Normas e Organização do Sistema Financeiro; - Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros; - Crédito Rural; - Crédito Industrial; - Endividamento Público; - Política Monetária e Cambial; - Processos Administrativos. O CMN reúne-se ordinária e/ou extraordinariamente para discutir assuntos de interesse do SFN e suas decisões são tomadas através de Resoluções. Entre suas principais atribuições podemos destacar as seguintes: - adaptar o volume de meios de pagamento às reais necessidades da economia e de seu processo de desenvolvimento; - regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais; - regular o valor externo da moeda e o equilíbrio da balança de pagamentos do país, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira; - orientar a melhor aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas e privadas nas diferentes regiões do país, gerando condições - favoráveis ao desenvolvimento da economia nacional;

- propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, com vistas à maior eficácia do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos; - zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; - coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa, em conjunto com o Congresso Nacional; - autorizar as emissões de papel-moeda pelo BACEN e as normas reguladoras do meio circulante; - determinar as características gerais das cédulas e das moedas; - aprovar os orçamentos monetários preparados pelo BACEN; - fixar diretrizes e normas da política cambial; - disciplinar o crédito em suas modalidades e as formas das operações creditícias; - estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários ou financeiros; - determinar as taxas do recolhimento compulsório das instituições financeiras; - outorgar ao BACEN o monopólio de operações de câmbio quando o balanço de pagamento o exigir; - estabelecer normas a serem seguidas pelo BACEN nas transações com títulos públicos; - regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país; - aplicar as penalidades previstas e limitar sempre que necessário as taxas de juros, descontos, comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações, inclusive as prestadas pelo BACEN.

INSTITUIÇÕES NORMATIVAS

Conselho Monetário Nacional ← Banco Central do Brasil ← Comissão de Valores Mobiliários ← BNDES e Caixa Econômica Federal ← Banco Central do Brasil O Banco Central do Brasil.BB e pelo Tesouro Nacional. pelo Banco do Brasil . . autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional.595. o papel de autoridade monetária era desempenhado pela Superintendência da Moeda e do Crédito . Antes da criação do Banco Central.SUMOC.64. foi criado em 31. com a promulgação da Lei nº 4.12.

O Banco do Brasil desempenhava as funções de banco do governo. criada em 1945 com a finalidade de exercer o controle monetário e preparar a organização de um banco central. após argüição pública. Missão Institucional Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro nacional. a elaboração de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional. supervisionava a atuação dos bancos comerciais. O processo de reordenamento financeiro governamental se estendeu até 1988. dentre os quais destacam-se o exercício exclusivo da competência da União para emitir moeda e a exigência de aprovação prévia pelo Senado Federal. enquanto as atividades atípicas exercidas por esse último. as taxas do redesconto e da assistência financeira de liquidez. o recebimento dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos comerciais e a execução de operações de câmbio em nome de empresas públicas e do Tesouro Nacional. que deverá substituir a Lei 4. vedou ao Banco Central a concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional. Em 1985 foi promovido o reordenamento financeiro governamental com a separação das contas e das funções do Banco Central. em votação secreta. bem como os juros sobre depósitos bancários. orientava a política cambial e representava o País junto a organismos internacionais. A Constituição de 1988 prevê ainda.595/64 e redefinir as atribuições e estrutura do Banco Central do Brasil. quando as funções de autoridade monetária foram transferidas progressivamente do Banco do Brasil para o Banco Central. Após a criação do Banco Central buscou-se dotar a instituição de mecanismos voltados para o desempenho do papel de "bancos dos bancos".A SUMOC. Além disso. tinha a responsabilidade de fixar os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais. Banco do Brasil e Tesouro Nacional. dos nomes indicados pelo Presidente da República para os cargos de presidente e diretores da instituição. de acordo com as normas estabelecidas pela SUMOC e pelo Banco de Crédito Agrícola. como as relacionadas ao fomento e à administração da dívida pública federal. foram transferidas para o Tesouro Nacional. Comercial e Industrial. Além disso. em seu artigo 192. mediante o controle das operações de comércio exterior. A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos importantes para a atuação do Banco Central. . eliminando-se os suprimentos automáticos que prejudicavam a atuação do Banco Central. Em 1986 foi extinta a conta movimento e o fornecimento de recursos do Banco Central ao Banco do Brasil passou a ser claramente identificado nos orçamentos das duas instituições. O Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda.

o BC procura garantir o correto funcionamento de todas as suas instituições. ← Assegurar que a regulação e a fiscalização do Sistema Financeiro observem padrões e práticas internacionais. originadas pelos nossos depósitos à vista. dessa forma. Uma parte desses depósitos fica compulsóriamente retida no BC com o objetivo. ← Implantar modelo de administração gerencial para atuação do Banco Central. conseqüentemente. o BC administra a dívida pública mobiliária federal interna. Resultado: aumento ou diminuição da taxa de juros. tentar diminuir ou aumentar o preço deste crédito. ← Consolidar a implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro. assim. . de controlar o estoque de recursos que os bancos podem disponibilizar como crédito aos seus clientes e. quando seus gastos superam suas receitas (da mesma forma que nós recorremos aos bancos quando o nosso salário acaba antes do final do mês). o BC diminui ou aumenta o depósito compulsório sobra as reservas dos bancos. também. preservando a integridade do sistema financeiro como um todo e das economias de cada um de nós em particular. tentar estabelecer o nível ideal de aumento de consumo sem aumento de inflação para cada momento da economia. ← Concluir o processo de saneamento e reestruturação dos bancos oficiais. adquirindo títulos por ele emitidos. Se o objetivo for aumentar ou mesmo diminuir o volume de reservas bancárias disponíveis para o crédito e. antecipando-se aos problemas de liquidez que algumas delas possam vir a ter e. ao financiar o Tesouro Nacional.Macroprocessos ← Formulação e gestão das políticas monetária e cambial. que nada mais são do que os depósitos que essas instituições mantêm junto ao BC (da mesma forma que cada um de nós tem uma conta corrente em um banco comercial). tanto as reservas como a dívida pública externas. neste caso. Como fiscal do sistema financeiro. ← Administração do sistema de pagamentos e do meio circulante. para evitar que seu eventual descontrole prejudique a política fiscal do governo. Administra. além de fiscalizar e supervisionar a dívida pública de estados e municípios. Como banco do governo. compatíveis com as diretrizes do Governo Federal. administra suas reservas bancárias. Como banco das instituições financeiras monetárias (bancos comerciais). ← Regulação e supervisão do sistema financeiro nacional. Macroobjetivos (para o biênio 2002-2003) ← Consolidar as políticas monetária e cambial no sentido de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda.

do sistema financeiro. pelo seu poder de multiplicação de crédito. a estabilidade monetária não se justifica. Presidente Henrique de Campos Meirelles Diretores ← Administração . do BC. tem um tratamento todo especial. mais conhecido como redesconto. a compra e a venda consistentes e programadas de títulos públicos pelo BC. através do estabelecimento de regras restritivas para concessão de crédito. quais sejam: O depósito compulsório sobre os depósitos à vista. estabelece as regras de gestão e operação dos bancos em relação à moeda estrangeira. O contingenciamento de crédito. o BC procura determinar o estoque e o fluxo de moeda na economia que permitam. O mercado aberto de títulos públicos . ou seja. Sua solução é responsabilidade do governo. O empréstimo de liquidez. de todos nós. sem desenvolvimento econômico e social. ou colocar pela compra (resgate) desses mesmos títulos. mais especificamente ao dólar. dependendo das condições internas de nossa economia e de sua relações com o exterior. para cada momento econômico. seu crescimento sustentado. o qual. a partir das reservas disponíveis para isso nos bancos. o BC age diretamente sobre o sistema financeiro. Esse é o grande dilema.DIREX Beny Parnes . também. como uma ajuda temporária aos bancos para recompor sua capacidade futura de crédito. Podemos concluir que não é fácil a vida do BC e. também. sem inflação. É bom lembrar que. o preço do nosso real em relação ao dólar (a taxa de câmbio) garanta um fluxo de moeda positivo do País com o exterior (recebemos mais dólares do exterior do que somos obrigados a enviar) sem aumento de inflação. ou seja. sua principal e mais crítica função.open market. mas sem estabilidade monetária o desenvolvimento econômico não se sustenta e muito menos o social. Para atingir esse objetivo.DIRAD João Antônio Fleury Teixeira ← Assuntos Internacionais . Como gestor da política monetária. das empresas e. de forma a permitir que. como são fundamentais a sua ação e a participação do sistema financeiro em todo o processo econômico. de forma a retirar recursos do mercado pela venda dos títulos. utilizando mecanismos diretos de controle das reservas bancárias.Como gestor da política cambial.

mensagens e segurança).← Fiscalização . INSTITUIÇÕES DE INTERMEDIAÇÃO .STN e o Banco Central do Brasil. foram constituídos três grupos técnicos (rede.DILID Antonio Gustavo Matos do Vale ← Normas e Organização do Sistema Financeiro . a RSFN é formada por duas redes de telecomunicação independentes. as câmaras e os prestadores de serviços de compensação e de liquidação.DIPOM Luiz Augusto de Oliveira Candiota Rede do Sistema Financeiro Nacional . A rede utiliza XML (Extensible Markup Language) no formato padrão de mensagem.DIPEC IIan Goldfajn ← Política Monetária . Essa plataforma tecnológica é utilizada principalmente para acesso ao Sistema de Transferência de Reservas . Cada participante.STR e ao Sistema de Transferência de Fundos . podendo sempre utilizar uma delas no caso de falha da outra. obrigatoriamente. Para acompanhar o funcionamento da rede e promover seu contínuo desenvolvimento.RSFN A RSFN é a estrutura de comunicação de dados. o Manual de Segurança de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro e o Catálogo de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro. no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro .SPB. é usuário das duas redes. sendo que seu funcionamento é regulado por manuais próprios. sendo que a coordenação de cada um deles é privativa do Banco Central do Brasil. implementada por meio de tecnologia de rede.CIP. que estabelece as condições de acesso.Sitraf. a Secretaria do Tesouro Nacional . o primeiro operado pelo Banco Central do Brasil e o segundo pela Câmara Interbancária de Pagamentos . criada com a finalidade de suportar o tráfego de mensagens entre as instituições financeiras titulares de conta Reservas Bancárias.DIFIS Paulo Sérgio Cavalheiro ← Liquidações e Desestatização . nomeadamente o Manual Técnico da Rede do Sistema Financeiro Nacional.DINOR Sérgio Darcy da Silva Alves ← Política Econômica . Sob o ponto de vista operacional.

Financiamento e Investimento ← Sociedades de Arrendamento Mercantil ← Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários ← Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários ← Outras Instituições .← Bancos Múltiplos ← Bancos Comerciais ← Caixas Econômicas ← Bancos de Investimento e Desenvolvimento ← Sociedades de Crédito.

← dia. Este órgão se reúne no Ministério da Fazenda.Conselho Monetário Nacional Órgão normativo do sistema financeiro nacional. tais como subsídios a setores da economia. creditícia e da divida pública e externa ← Operações especiais. em Brasília. É presidido pelo Ministro da Fazenda. desde sua criação. Suas decisões geram resoluções que são publicadas. pela lei 4595. sendo o Ministro do Planejamento o vice. criado na reformulação do sistema em 64. ← ← ← Política Cambial: por delegação o BACEN cuida desta questão no dia a Orientar as operações financeiras Cuidar para o aperfeiçoamento das instituições financeiras Zelar pela liquidez do sistema ← Coordenar políticas monetárias. As funções do conselho são: ← Controle Monetário: controla e estabelece limites para a emissão de moeda. Tais resoluções já ultrapassam 2000. .

para tanto prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa. Art.595. as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais. II .Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do . 2º Fica extinto o Conselho da atual Superintendência da Moeda e do Crédito. Bancárias e Creditícias. II . com a finalidade de formular a política da moeda e do crédito como previsto nesta lei. II . DE 31 DE DEZEMBRO DE 1964. Cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Capítulo II Do Conselho Monetário Nacional Art.Regular o valor interno da moeda. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I Do Sistema Financeiro Nacional Art. o Conselho Monetário Nacional.Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 4.Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento. III . objetivando o progresso econômico e social do País.do Banco Central do Brasil.do Banco Central da República do Brasil. V . IV . e criado em substituição. será constituído: I . de 28/02/67) III . 3º A política do Conselho Monetário Nacional objetivará: I .do Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 278.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. estruturado e regulado pela presente Lei. Dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias. 1º O sistema Financeiro Nacional.das demais instituições financeiras públicas e privadas. A..do Banco do Brasil S.

homologação do Poder Legislativo para as emissões assim realizadas: II . V . quer públicas. IV . nos termos do artigo 49 desta Lei. anualmente.Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros. solicitando imediatamente. bem como as normas reguladoras do meio circulante. orçamentária. tendo em vista propiciar. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional. condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia nacional.(Vide Lei nº 8. nos termos e limites decorrentes desta Lei.91) O Conselho Monetário Nacional pode.Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras. de 30.Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado) as quais ficarão na prévia dependência de autorização legislativa quando se destinarem ao financiamento direto pelo Banco Central da República do Brasil.Determinar as características gerais (Vetado) das cédulas e das moedas. ainda autorizar o Banco Central da República do Brasil a emitir. segundo diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República: (Redação dada pela Lei nº 6. creditícia. nas diferentes regiões do País.Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras. Quando necessidades urgentes e imprevistas para o financiamento dessas atividades o determinarem.País. quer privadas. até o limite de 10% (dez por cento) dos meios de pagamentos existentes a 31 de dezembro do ano anterior. com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos. pode o Conselho Monetário Nacional autorizar as emissões que se fizerem indispensáveis.Aprovar os orçamentos monetários.Estabelecer condições para que o Banco Central da República do Brasil emita moeda-papel (Vetado) de curso forçado. por meio dos quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito.045. IV . através de Mensagem do Presidente da República.12. solicitar autorização do Poder Legislativo. mediante Mensagem do Presidente da República. porém. para as emissões que. devendo. Art 4º Compete privativamente ao Conselho Monetário Nacional: Art. de 15/05/74) I . VI . fiscal e da dívida pública.Coordenar as políticas monetária. III . VII .392. para atender as exigências das atividades produtivas e da circulação da riqueza do País. se tornarem necessárias além daquele limite. justificadamente. . das operações de crédito com o Tesouro Nacional. preparados pelo Banco Central da República do Brasil. interna e externa. tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira.

VIII . VII . XII .Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas. inclusive aceites.Determinar recolhimento (VETADO) de até 25% (vinte e cinco por cento) do .Fixar as diretrizes e normas (VETADO) da política cambial. (Redação dada pelo Del nº 581.combate a epizootias e pragas.Limitar.Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em todas as suas formas.V .Estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes. inclusive os prestados pelo Banco Central da República do Brasil. avais e prestações de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras.eletrificação rural. bem como a aplicação das penalidades previstas.Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras. IX . . sempre que necessário. X . levando em conta sua natureza. 3º desta Lei com a de investimentos do Governo Federal. de 14/05/69) VI . nas atividades rurais. .Regular a constituição. mobilizações e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras. . descontos comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros.Coordenar a política de que trata o art.recuperação e fertilização do solo.irrigação. funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a esta lei. . assegurando taxas favorecidas aos financiamentos que se destinem a promover: . . V . as taxas de juros.Delimitar.mecanização. inclusive quanto a compra e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira. com periodicidade não inferior a dois anos o capital mínimo das instituições financeiras privadas.investimento indispensáveis às atividades agropecuárias. XIII . bem como a localização de suas sedes e agências ou filiais. inclusive compra e venda de ouro e quaisquer operações em moeda estrangeira.Fixar as diretrizes e normas da política cambial.reflorestamento. . XIV . XI .

até 50% do montante global devido.085.580.das prioridades que atribuir às aplicações.1967) a) adotar percentagens diferentes em função: . c) determinar percentuais que não serão recolhidos. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.da natureza das instituições financeiras. de 18.1965 ) e (108. de 17.total dos depósitos das instituições financeiras. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar podendo êste: Vide decretos-Leis nºs (1. .Determinar recolhimento de até 40% (quarenta por cento) do total dos depósitos das instituições financeiras. de 13. seja através de recolhimento em espécie. seja através de recolhimento em espécie.1970) a) adotar percentagens diferentes em função . em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil.das prioridades que atribuir às aplicações. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal. b) (VETADO). . . sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.das regiões geo-econômicas.2.Determinar recolhimento de até 35% (trinta e cinco por cento) do total dos depósitos das instituições financeiras. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.1. XIV . em ambos os casos entregues ao Banco Central da República do Brasil. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal seja através de recolhimento em espécie em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. de 17. podendo este: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.1977) a) adotar percentagens diferentes em função: .10. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar.das regiões geo-econômicas. . desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. podendo êste: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.11. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar. b) determinar percentuais que não serão recolhidos. XIV .da natureza das instituições financeiras.

na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar. inciso III) XV . sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.. XVII .959. . a dedução dos depósitos de pessoas jurídicas de direito público que lhes detenham o controle acionário. seja através de recolhimento em espécie.das regiões geo-econômicas.Outorgar ao Banco Central da República do Brasil o monopólio das operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço de pagamentos ou houver sérias razões para prever a iminência de tal situação. . relatório e mapas demonstrativos da aplicação dos recolhimentos compulsórios. fixando limites. XIV . XIX . podendo este: (Redação dada pelo Del nº 1. as operações de redesconto e de empréstimo. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. prazos e outras condições. efetuadas com quaisquer instituições financeiras públicas e privadas de natureza bancária.Estabelecer normas a serem observadas pelo Banco Central da República do Brasil em suas transações com títulos públicos e de entidades de que participe o Estado. . . até o último dia do mês subsequente. de 14/09/82) a) adotar percentagens diferentes em função. bem como dos das respectivas autarquias e sociedades de economia mista. . .Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacional. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura.da natureza das instituições financeiras. em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.das regiões geo-econômicas.das prioridades que atribuir às aplicações. b) determinar percentuais que não serão recolhidos. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. (Vetado).Regulamentar.Estabelecer para as instituições financeiras públicas.Determinar recolhimento de até 60% (sessenta por cento) do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras.(Vide art 10. no cálculo a que se refere o inciso anterior.da natureza das instituições financeiras. XVI . XVIII .das prioridades que atribuir às aplicações. b) determinar percentuais que não serão recolhidos.

XXVII .6.069. bem como sobre a forma e prazo de transferência de seus resultados para o Tesouro Nacional. cabendo ao Presidente deste apresentar as respectivas propostas.1998) XXVI .Decidir de sua própria organização. em relação a bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejem estabelecer se.Autoriza o Banco Central da República do Brasil e as instituições financeiras públicas federais a efetuar a subscrição. 63.6.Aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no País as mesmas vedações ou restrições equivalentes. (Vide Lei nº 9. (Vide Lei nº 9. servidores e diretores. nº II. 27.6.Conhecer dos recursos de decisões do Banco Central da República do Brasil. o limite além do qual os excedentes dos depósitos das instituições financeiras serão recolhidos ao Banco Central da República do Brasil ou aplicados de acordo com as normas que o Conselho estabelecer. XXX . XXV . na instrução dos processos de empréstimos externos dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. da Constituição Federal. para cumprimento do disposto no art. XXIX .11.Baixar normas que regulem as operações de câmbio.Estatuir normas para as operações das instituições financeiras públicas.1995) XXVII . XXIII . elaborando seu regimento interno no prazo máximo de trinta (30) dias.1995) (Vide Lei nº 9.376. bem como estabelecer os vencimentos e vantagens de seus funcionários.1995) XXXI .Expedir normas e regulamentação para as designações e demais efeitos do art. .069.650. de 29.XX . sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. compra e venda de ações e outros papéis emitidos ou de responsabilidade das sociedades de economia mista e empresas do Estado. 7º. de 29.Fixar. até quinze (15) vezes a soma do capital realizado e reservas livres.1987) (Vide art 10.Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos.Aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central da República do Brasil. XXI . XXII .Colaborar com o Senado Federal. (Vide Lei nº 9. que vigorem nas praças de suas matrizes. XXIV . de 25. de 29.5. inclusive swaps.aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central do Brasil e decidir sobre seu orçamento e sobre seus sistemas de contabilidade. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. para preservar sua solidez e adequar seu funcionamento aos objetivos desta lei.069. desta lei.Decidir da estrutura técnica e administrativa do Banco Central da República do Brasil e fixar seu quadro de pessoal. sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. inciso III) XXVIII .

283. minudentemente as providências adotadas para cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta lei. (Vide Lei nº 9. de 10. § 4º O Conselho Monetário nacional poderá convidar autoridades.284. até 31 de março de cada ano. de 21/11/86) § 1º O Conselho Monetário Nacional. do art. justificando destacadamente os montantes das emissões de papel-moeda que tenham sido feitas para atendimento das atividades produtivas. no exercício das atribuições previstas no inciso VIII deste artigo. juntamente com as sociedades de crédito imobiliário. 49. XXXII .3. 4º. 5º As deliberações do Conselho Monetário Nacional entendem-se de .2. § 2º Competirá ao Banco Central da República do Brasil acompanhar a execução dos orçamentos monetários e relatar a matéria ao Conselho Monetário Nacional. de 29. inciso I. as autoridades responsáveis serão responsabilizadas nos termos da Lei nº 1059. e do § 6º. revogadas as disposições especiais em contrário. § 5º Nas hipóteses do art. de 27. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas. prazos e outras condições. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle ou coligadas.fixando limites. apresentando as sugestões que considerar convenientes. sob orientação. (Incluído pelo Decreto Lei nº 2. § 3º As emissões de moeda metálica serão feitas sempre contra recolhimento (Vetado) de igual montante em cédulas.290. no qual descreverá. nos termos desta lei.1986 e revogado pelo Decreto Lei nº 22.regular os depósitos a prazo entre instituições financeiras.1986) XXXII . § 7º O Banco Nacional da Habitação é o principal instrumento de execução da política habitacional do Governo Federal e integra o sistema financeiro nacional.regular os depósitos a prazo entre instituições financeiras. pessoas ou entidades para prestar esclarecimentos considerados necessários. se o Congresso Nacional negar homologação à emissão extraordinária efetuada. em função de conveniências de ordem geral. de 10. taxas.84." (Incluído pelo Decreto Lei nº 2. relatório da evolução da situação monetária e creditícia do País no ano anterior. quanto à execução.6. poderá determinar que o Banco Central da República do Brasil recuse autorização para o funcionamento de novas instituições financeiras. (Redação dada pelo Del nº 2. de 10/04/1950.069. desta lei. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas.1986 ) XXXII . coordenação e fiscalização do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central da República do Brasil. autorização.regular os depósitos a prazo de instituições financeiras e demais sociedades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. § 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso Nacional.3.1995) Art.

Ministro da Fazenda que será o Presidente. Art. (Redação dada pela Lei nº 5.362.362.1967) (Vide Lei nº 9. após aprovação do Senado Federal. expostos em representação .11.1967) § 1º O Conselho Monetário Nacional deliberará por maioria de votos. com a presença. Art 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes membros: I . escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômicos-financeiros.1967) II .Ministro da Fazenda. de 30. no mínimo. após aprovação do Senado Federal.Presidente do Banco do Brasil S. na Presidência do Conselho Monetário Nacional.Sete (7) membros nomeados pelo Presidente da República.1967) IV .. IV .1995) I . de 6 (seis) membros.Seis (6) membros nomeados pelo Presidente da República. cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. que será o Presidente. 104. com mandato de seis (6) anos podendo ser reconduzidos. nº I. ou.6.362. 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes membros: (Redação dada pela Lei nº 5.362. de 30. de 30. II . com mandato de sete (7) anos.11.069. letra "b". III .Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. na falta dêste. de 30. cujos pronunciamentos constarão obrigatòriamente da ata das reuniões.11.Presidente do Banco do Brasil S.A. inclusive autarquias e sociedades de economia mista. o Ministro da Fazenda será substituído.1967) III . A. escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros.responsabilidade de seu Presidente para os efeitos do art. § 4º Exclusivamente motivos relevantes. de 30. § 2º Poderão participar das reuniões do Conselho Monetário Nacional (VETADO) o Ministro da Indústria e do Comércio e o Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. pelo Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. nas atividades que afetem o mercado financeiro e o de capitais. da Constituição Federal e obrigarão também os órgãos oficiais.11. pelo Ministro da Indústria e do Comércio. podendo ser reconduzidos. (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5. § 3º Em suas faltas ou impedimentos. (Redação dada pela Lei nº 5. de 29.362.11.

§ 5º Vagando-se cargo com mandato o substituto será nomeado com observância do disposto no inciso IV dêste artigo. dêste artigo.069. 2 . Art. 10 . 2 . 15 . constituída de representantes: 1 .fundamentada do Conselho Monetário Nacional.do Banco do Nordeste do Brasil S. constituída de representantes: 1 .do Banco de Crédito da Amazônia S. 16 . 7 . 13 .do Ministério da Indústria e do Comércio.1995) I . 12 .dos Bancos Privados.do Banco do Brasil S.do Banco Nacional de Crédito Cooperativo. o quanto possível.das Sociedades de Crédito. Financiamento e Investimentos.6.das Bolsas de Valores. devem ser escolhidos levando-se em atenção. 8 ..A. 4 . 7º Junto ao Conselho Monetário Nacional funcionarão as seguintes Comissões Consultivas: (Vide Lei nº 9. § 6º Os membros do Conselho Monetário Nacional. de 29. a que se refere o inciso IV dêste artigo.da Indústria. poderão determinar a exoneração de seus membros referidos no inciso IV.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais..de Mercado de Capitais.Bancária. 6 . .das Cooperativas que operam em crédito. para completar o tempo do substituído.. A.do Conselho Nacional da Economia. 9 . as diferentes regiões geo-ecônomicas do País. 3 . 5 . A. 14 .do Banco Central da República do Brasil.do Conselho Nacional de Economia.do Comércio. II .dos Bancos e Caixas Econômicas Estaduais.da Agropecuária. 11 .

do Instituto Brasileiro do Café. que operem em crédito rural.(Vetado).3 . 2 . 3 .da Superintendência Nacional de Abastecimento. 15 . 13 . . 2 .da Confederação Rural Brasileira. III . 14 .das Sociedades de Crédito.da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S.do Banco de Crédito da Amazônia S.. 8 .A..da Superintendência da Reforma Agrária.do Banco Central da República do Brasil. 6 .dos Banco privados. 6 .(Vetado).das Bolsas de Valores. constituída de representantes: 1 . 7 . 10 . 3 .do Banco Central da República do Brasil. IV . 11 . 7 . 9 .do Banco do Nordeste do Brasil S.das Companhias de Seguros Privados e Capitalização... 5 . 4 .das Instituições Financeiras Públicas Estaduais ou Municipais.(Vetado). 12 .(Vetado).de Crédito Rural. 8 .do Instituto do Açúcar e do Álcool.do Banco Nacional de Crédito Cooperativo.da Carteira de Colonização de Banco do Brasil S.A.da Caixa de Amortização. Financiamento e Investimentos.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.do Ministério da Agricultura. 4 . A.das Cooperativas de Crédito Agrícola.dos Bancos Privados. 9 . 1 . 5 .A.

(Vetado).das Sociedades de Crédito. pelo Conselho Monetário Nacional. 10 .(Vetado).do Ministério da Indústria e do Comércio. 7 . 9 . 3 .(Vetado).do Ministério Extraordinário para os Assuntos de Planejamento e Economia. . 8 . 11 .(Vetado).(Vetado).da Indústria. 6 . 14 .(Vetado). 12 .da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S. 5 .(Vetado). 13 . 15 . § 1º A organização e o funcionamento das Comissões Consultivas serão regulados pelo Conselho Monetário Nacional.do Banco Central da República do Brasil. 5 . 4 .4 . Financiamento e Investimentos. 2 . c) tornem obrigatória a audiência das Comissões Consultivas.(Vetado). constituída de representantes: 1 .(Vetado).(Vetado). inclusive prescrevendo normas que: a) lhes concedam iniciativa própria junto ao MESMO CONSELHO. b) estabeleçam prazos para o obrigatório preenchimento dos cargos nas referidas Comissões.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.(Vetado). 7 ..de Crédito Industrial.(Vetado).A. ressalvado os casos em que se impuser sigilo. no trato das matérias atinentes às finalidades específicas das referidas Comissões. 6 .dos Banco privados. V . 8 .

com personalidade jurídica e patrimônio próprios este constituído dos bens. 8º A atual Superintendência da Moeda e do Crédito é transformada em autarquia federal. poderá ampliar a competência das Comissões Consultivas. após compensados eventuais prejuízos de exercícios anteriores. e também os depósitos voluntários à vista. II .Receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV. Os resultados obtidos pelo Banco Central da República do Brasil serão incorporados ao seu patrimônio. na data da vigência desta lei. desta lei. nos têrmos do inciso III e § 2º do art. de 28/12/1945. tendo sede e foro na Capital da República. e também os depósitos voluntários das instituições financeiras. desta lei. de 25/11/87) Art. nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (Vetado). de 27.84. direitos e valores que lhe são transferidos na forma desta Lei e ainda da apropriação dos juros e rendas resultantes. dispositivo que ora é expressamente revogado. desde que tenham funções diretamente relacionadas com suas atribuições.receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV do artigo 4º .Executar os serviços do meio-circulante. Art.3. 10. do disposto no art. revogado pelo Decreto Lei nº 22.1986 ) III . apurados pelo regime de competência e transferidos para o Tesouro Nacional. 4º. CAPÍTULO III Do Banco Central da República do Brasil Art. III . Parágrafo único. III .376. § 3º O Conselho Monetário Nacional. consideradas as receitas e despesas de todas as suas operações. Os resultados obtidos pelo Banco Central do Brasil. Parágrafo único. sob a denominação de Banco Central da República do Brasil.1986 . das instituições financeiras. serão.Emitir moeda-papel e moeda metálica.2. a partir de 1º de janeiro de 1988. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. do art. (Redação dada pelo Del nº 2. pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus membros. de 10. 9º do Decreto-Lei número 8495. nos termos do inciso III e § 2º do artigo 19 desta lei.§ 2º Os representantes a que se refere este artigo serão indicados pelas entidades nele referidas e designados pelo Conselho Monetário Nacional. Compete privativamente ao Banco Central da República do Brasil: I . bem como admitir a participação de representantes de entidades não mencionadas neste artigo. 19.283. 9º Compete ao Banco Central da República do Brasil cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional.receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV do artigo 4º desta lei.

730. das prioridades que atribuir às aplicações.730.1989. sob juros favorecidos e outras condições por ele fixadas. 49 desta lei.730. de 31/01/89) V .730.1.1986 III . 4º. das regiões geoeconômicas. inciso XIV. de 10.(Renumerado pela Lei nº 7.730. VIII . (Renumerado pela Lei nº 7.Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira. 2.Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas. seja na forma de subscrição de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal. (Renumerado pela Lei nº 7. os depósitos voluntários à vista das instituições financeiras.Receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso anterior e.Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras bancárias e as referidas no Art. de 31/01/89) VIII . em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. (Renumerado pela Lei nº 7. b) determinar percentuais que não serão recolhidos. de 31/01/89) .3. 3. 19. Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.284. de 31/01/89) IX . letra " b ". renumerando-se os demais incisos) a) adotar percentagens diferentes em função: 1.determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista e de até sessenta por cento de outros títulos contábeis das instituições financeiras.desta lei.Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas.730. e no § 4º do Art. nos termos do inciso III e § 2º do art. a forma e condições por ele determinadas. nos termos do inciso III e § 2º do artigo 19 desta lei. de 31. podendo: (incluído pela Lei nº 7. de 31/01/89) VII .Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional. de 14/05/69)(Renumerado pela Lei nº 7. de 31/01/89) VI . e também os depósitos voluntários à vista. (Renumerado com redação dada pela Lei nº 7. das instituições financeiras. IV .730. seja através de recolhimento em espécie. da natureza das instituições financeiras. ainda. (Redação dada pelo Del nº 581.Efetuar o controle dos capitais estrangeiros. nos termos da lei. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura.

assim como para o exercício de quaisquer funções em órgãos consultivos. de 31/01/89) § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso IX deste artigo. ou dependências.730. g) alienar ou. de 31/01/89) XIII .Efetuar. estudará os pedidos que lhe sejam formulados e resolverá conceder ou recusar a autorização pleiteada. a fim de que possam: (Renumerado pela Lei nº 7. também. com as instituições financeiras estrangeiras e internacionais.Entender-se. I . fiscais e semelhantes. b) instalar ou transferir suas sedes. o Banco Central da República do Brasil.Estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de administração de instituições financeiras privadas. e) ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento. estadual ou municipal. de 25/02/87) XI .730.X . ações Debêntures. (Renumerado pela Lei nº 7. (Renumerado pela Lei nº 7. em nome do Governo Brasileiro. c) ser transformadas. transferir o seu controle acionário. de 31/01/89) a) funcionar no País.Conceder autorização às instituições financeiras. segundo normas que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional.Promover. d) praticar operações de câmbio. encarregar-se dos respectivos serviços.Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um ano. letras hipotecárias e outros títulos de crédito ou mobiliários.730. de 31/01/89) XII . podendo. como instrumento de política monetária. § 2º Observado o disposto no parágrafo anterior. inclusive no exterior. operações de compra e venda de títulos públicos federais. para que possam funcionar no País (Vetado). (Incluído pelo Del nº 2.730. mediante decreto. II . fundidas. . com base nas normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. as instituições financeiras estrangeiras dependem de autorização do Poder Executivo.321. crédito real e venda habitual de títulos da dívida pública federal. Art. incorporadas ou encampadas. Compete ainda ao Banco Central da República do Brasil. (Renumerado pela Lei nº 7. a colocação de empréstimos internos ou externos. por qualquer outra forma. f) alterar seus estatutos. como agente do Governo Federal. podendo (Vetado) incluir as cláusulas que reputar convenientes ao interesse público. 11.

tendo em vista a descentralização administrativa para distribuição e recolhimento da moeda e o cumprimento das decisões adotadas pelo mesmo Conselho ou prescritas em lei. (Incluído pelo Del nº 2. (Renumerado pelo Del nº 2.Prover. ficando essas pessoas sujeitas ao disposto no artigo 44. VII . podendo para esse fim comprar e vender ouro e moeda estrangeira.Efetuar compra e venda de títulos de sociedades de economia mista e empresas do Estado. V . Art 13. inclusive as referentes aos Direitos Especiais de Saque. (Redação dada pelo Del nº 581.Emitir títulos de responsabilidade própria. bem como realizar operações de crédito no exterior. pelo prazo e nas condições por . de acordo com as condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. de 14/05/69) IV .Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. III .Exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e de capitais sobre empresas que. bem como realizar operações de crédito no exterior e eparar os mercados de câmbio financeiro e comercial. direta ou indiretamente. 12.III . por determinação do Conselho Monetário Nacional. interfiram nesses mercados e em relação às modalidades ou processos operacionais que utilizem. VIII . salvo as expressamente autorizadas por lei.A. VI . desta lei. A execução de encargos e serviços de competência do Banco Central da República do Brasil poderá ser contratada com o Banco do Brasil S. podendo para êsse fim comprar e vender ouro e moeda estrangeira. § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso VIII do artigo 10 desta lei. de 25/02/87) § 2º O Banco Central da República do Brasil instalará delegacias. os serviços de sua Secretaria.321. da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos. com autorização do Conselho Monetário Nacional.321. sob controle do Conselho Monetário Nacional.Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos. e separar os mercados de câmbio financeiro e comercial. O Banco Central da República do Brasil operará exclusivamente com instituições financeiras públicas e privadas. § 8º. de 25/02/87) Art. vedadas operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de direito público ou privado.Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial. nas diferentes regiões geo-econômicas do País. o Banco Central do Brasil poderá examinar os livros e documentos das pessoas naturais ou jurídicas que detenham o controle acionário de instituição financeira.

êste fixados. Parágrafo único. A execução de referidos encargos e serviços poderá também ser confiada a outras instituições financeiras em praças onde não houver agências do Banco do Brasil S.A., mediante contratação expressamente autorizada pelo Conselho Monetário Nacional, pelo prazo e nas condições por êle fixados. Art. 13. Os encargos e serviços de competência do Banco Central, quando por ele não executados diretamente, serão contratados de preferência com o Banco do Brasil S. A., exceto nos casos especialmente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 278, de 28/02/67) Art 14. O Banco Central da República do Brasil será administrado por uma Diretoria de 4 (quatro) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso IV, do artigo 6º, desta lei. Art. 14. O Banco Central do Brasil será administrado por uma Diretoria de cinco (5) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso IV do art. 6º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) (Vide Decreto nº 91.961, de 19.11.1985) § 1º O Presidente do Banco Central da República do Brasil será substituído pelo Diretor que o Conselho Monetário Nacional designar. § 2º O término do mandato, a renúncia ou a perda da qualidade Membro do Conselho Monetário Nacional determinam, igualmente, a perda da função de Diretor do Banco Central da República do Brasil. Art. 15. O regimento interno do Banco Central da República do Brasil, a que se refere o inciso XXVII, do art. 4º, desta lei, prescreverá as atribuições do Presidente e dos Diretores e especificará os casos que dependerão de deliberação da Diretoria, a qual será tomada por maioria de votos, presentes no mínimo o Presidente ou seu substituto eventual e dois outros Diretores, cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. Parágrafo único. A Diretoria se reunirá, ordinariamente, uma vez por semana, e, extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação do Presidente ou a requerimento de, pelo menos, dois de seus membros. Art 16. Constituem receita do Banco Central da República do Brasil: I - Juros de redescontos de empréstimos e de outras aplicações de seus recursos; II - resultado das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e quaisquer outras operações; III - produto da arrecadação da taxa de fiscalização, prevista nesta lei;

IV - receitas eventuais, inclusive multa e móra, aplicadas por fôrça do disposto na legislação em vigor. § 1º A partir do exercício de 1965, a taxa anual de fiscalização será devida semestralmente, devendo ser paga até 30 de abril e 31 de outubro de cada ano e passará a ser recolhida diretamente ao Banco Central da República do Brasil, pela forma que êste estabelecer, e a ela ficam sujeitas tôdas as instituições financeiras referidas no art. 17 desta lei. (Vide Lei nº 5.143, de 13.11.1965) § 2º A taxa de fiscalização será cobrada até 0,5/1.000 (meio por mil) sôbre o montante global do passivo das instituições financeiras, exclusive o de compensação verificado no último balanço do ano anterior. § 3º Dentro do limite de que trata o parágrafo anterior, o Conselho Monetário Nacional fixará, anualmente, a taxa de fiscalização, tendo em vista cobrir, juntamente com as outras receitas previstas, a despesa do Banco Central da República do Brasil, levando em consideração a natureza das instituições financeiras. Art. 16 Constituem receita do Banco Central do Brasil: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.638, de 6.10.1978) I - rendas de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos: II - resultado das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações; III - receitas eventuais, inclusive multa e mora aplicadas por força do disposto na legislação em vigor. Parágrafo único. Do resultado das operações de câmbio de que trata o inciso II deste artigo, ocorrido a partir do advento da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. § 1º Do resultado das operações de câmbio de que trata o inciso II deste artigo, ocorrido a partir da data de entrada em vigor desta Lei, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) § 2º A critério do Conselho Monetário Nacional, poderão também ser destinados à reserva monetária de que trata o § 1º os recursos provenientes de rendimentos gerados por: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) a) suprimentos específicos do Banco Central do Brasil ao Banco do Brasil S/A

concedidos nos termos do § 1º do art. 19 desta Lei; b) suprimentos especiais do Banco Central do Brasil aos Fundos e Programas que administra. § 3º O Conselho Monetário Nacional estabelecerá, observado o disposto no § 1º do art. 19 desta Lei, a cada exercício, as bases da remuneração das operações referidas no § 2º e as condições para incorporação desses rendimentos à referida reserva monetária. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) Art. 16. Constituem receita do Banco Central do Brasil as rendas: (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) I - de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) II - das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações em moeda estrangeira; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) III - eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora aplicados por força do disposto na legislação em vigor. (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) § 1º Do resultado das operações de cambio de que trata o inciso II deste artigo ocorrido a partir da data de entrada em vigor desta lei, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado, na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. (Renumerado pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) § 2º A critério do Conselho Monetário Nacional, poderão também ser destinados à reserva monetária de que trata o § 1º os recursos provenientes de rendimentos gerados por: (Parágrafo incluído pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) a) suprimentos específicos do Banco Central do Brasil ao Banco do Brasil S.A. concedidos nos termos do § 1º do artigo 19 desta lei; b) suprimentos especiais do Banco Central do Brasil aos Fundos e Programas que administra. § 3º O Conselho Monetário Nacional estabelecerá, observado o disposto no § 1º do artigo 19 desta lei, a cada exercício, as bases da remuneração das operações referidas no § 2º e as condições para incorporação desses rendimentos à referida reserva monetária. (Parágrafo incluído pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) CAPÍTULO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

das sociedades de crédito. intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros. de 20 de junho de 1952: . mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer forma. sem prejuízo de outras funções que lhe venham a ser atribuídas e ressalvado o disposto no art. as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor.na qualidade de Agente. sob a supervisão do Conselho Monetário Nacional e como instrumento de execução da política creditícia e financeira do Governo Federal: I . § 1º Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados. A. § 3º Dependerão de prévia autorização do Banco Central da República do Brasil as campanhas destinadas à coleta de recursos do público. realizando nos mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos executados pelas instituições financeiras. salvo para subscrição pública de ações. Financeiro do Tesouro Nacional. quando forem estrangeiras. das caixas econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das cooperativas que a tenham.SEÇÃO I Da caracterização e subordinação Art. Art. Consideram-se instituições financeiras. Parágrafo único. SEÇÃO II DO BANCO DO BRASIL S. equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo. regulará as condições de concorrência entre instituições financeiras. nos termos da lei das sociedades por ações. competirá precipuamente. mercadorias ou dinheiro. 17. as pessoas jurídicas públicas ou privadas. § 2º O Banco Central da Republica do Brasil. em moeda nacional ou estrangeira. Ao Banco do Brasil S. para os efeitos da legislação em vigor. as bolsas de valores. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou decreto do Poder Executivo. Art. da Lei nº 1628. de forma permanente ou eventual. praticadas por pessoas físicas ou jurídicas abrangidas neste artigo. 8º. e a custódia de valor de propriedade de terceiros. 19. por conta própria ou de terceiros. e as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam. coibindo-lhes os abusos com a aplicação da pena (Vetado) nos termos desta lei. companhias de seguros e de capitalização. atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos. 18. no exercício da fiscalização que lhe compete. financiamento e investimentos. também se subordinam às disposições e disciplina desta lei no que for aplicável. A. que tenham como atividade principal ou acessória a coleta.

10. compreendendo as repartições de todos os ministérios civis e militares. 27. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. d) adquirir e financiar estoques de produção exportável.executar os serviços de compensação de cheques e outros papéis.283.arrecadar os depósitos voluntários das instituições financeiras de que trata o inciso III. de 27. de créditos de qualquer natureza ao Tesouro Nacional. do art. de 01/11/43. pelo Banco. operações de compra e venda de moeda estrangeira e.3.284.84. à vista. por proposta do Banco Central da República do Brasil. desta lei. expressamente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. ressalvados o disposto no § 5º deste artigo. a crédito do Tesouro Nacional. as exceções previstas em lei ou casos especiais. (Redação dada pelo Del nº 2. as importâncias provenientes da arrecadação de tributos ou rendas federais e ainda o produto das operações de que trata o art. inclusive suas autarquias. fiança e outras garantias. II . escriturando as respectivas contas.1986) III . III . por conta própria. de 10/03/86) IV . e) executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris. V . as disponibilidades de quaisquer entidades federais. escriturando as respectivas contas.956. com exclusividade. desta lei.como principal executor dos serviços bancários de interesse do Governo Federal.a) receber.627. 10.1986 e revogado pelo Decreto Lei nº 22.02.realizar. os depósitos de que tratam os artigos 38. nas condições . de 26 de setembro de 1940. 49. as quais não poderão exceder o montante global dos recursos a que se refere a letra anterior. ressalvado o disposto no art. comissões. com exclusividade. de acordo com as autorizações que lhe forem transmitidas pelo Ministério da Fazenda.arrecadar os depósitos voluntários à vista. desta lei. departamentos. f) ser agente pagador e recebedor fora do País. consoante expressa autorização legal. do Decreto-lei nº 2. por conta do Banco Central da República do Brasil.receber. item 3º. g) executar o serviço da dívida pública consolidada.arrecadar os depósitos voluntários. vedada a concessão. desta lei. de 10. receber em depósito. c) conceder aval. das instituições de que trata o inciso III do artigo 10 desta lei. III . e 1º do Decreto-lei nº 5. b) realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamento Geral da União e leis complementares. escriturando as respectivas contas. instituições de previdência e outras autarquias. das instituições de que trata o inciso III. entidades em regime especial de administração e quaisquer pessoas físicas ou jurídicas responsáveis por adiantamentos. VI . do art.

. do artigo 4º desta lei. b) no financiamento das exportações e importações. A. na forma do inciso III deste artigo o Banco do Brasil S. § 3º . nos limites e condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Art. o programa global de aplicações e recursos do primeiro. desta lei. Colocará à disposição do Banco Central da República do Brasil.estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. IX .Os encargos referidos no inciso I..490 de 19. atendendo às necessidades creditícias das diferentes regiões do País. em função dos serviços aludidos no inciso IV deste artigo. e o Banco Central da República do Brasil elaborarão. inclusive às atividades comerciais suplementando a ação da rede bancária.11.Os depósitos de que trata o inciso II deste artigo. X . A. A. para fins de inclusão nos orçamentos monetários de que trata o inciso III. (Vide Lei nº 8.Do montante global dos depósitos arrecadados. inciso IX. sob adequada remuneração. esta representada pelo Ministro da Fazenda. observadas as normas que forem estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.1992) § 1º .financiar a aquisição e instalação da pequena e média propriedade rural. deste artigo.dar execução à política de comércio exterior (Vetado). O Banco do Brasil S. e a União Federal. prestará ao Banco Central da República do Brasil todas as informações por este julgadas necessárias para a exata execução desta lei.O Banco do Brasil S. 53. estas com o favorecimento referido no art. A.O Conselho Monetário Nacional assegurará recursos específicos que possibilitem ao Banco do Brasil S. desta lei. em conjunto.realizar recebimentos ou pagamentos e outros serviços de interesse do Banco Central da República do Brasil. A. e art. a parcela que exceder as necessidades normais de movimentação das contas respectivas. serão objeto de contratação entre o Banco do Brasil S. nos termos da legislação que regular a matéria. 4º. VII . também poderão ser feitos nas Caixas econômicas Federais. § 4º . XI . 13.financiar as atividades industriais e rurais. VIII . 20.difundir e orientar o crédito. mediante contratação na forma do art. o atendimento dos encargos previstos nesta lei. § 2º . a) no financiamento das atividades econômicas. § 5º .

parágrafos 1º e 2º. inciso XIV. O Presidente e os Diretores do Banco do Brasil S. As Caixas Econômicas Estaduais equiparam-se. 21. § 2º A escolha dos Diretores ou Administradores das instituições financeiras públicas federais e a nomeação dos respectivos Presidentes e designação dos substitutos observarão o disposto no art. de 20/06/1952 e 2973. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico é o principal instrumento de execução de política de investimentos do Governo Federal. 24. As instituições financeiras públicas são órgãos auxiliares da execução da política de crédito do Governo Federal. § 2º As substituições eventuais do Presidente do Banco do Brasil S. para os efeitos da legislação em vigor. desta lei. Art. que deverão submeter à aprovação daquele órgão. § 1º A nomeação do Presidente do Banco do Brasil S. será feita pelo Presidente da República. 21. seus programas de recursos e aplicações. A. § 1º O Conselho Monetário Nacional regulará as atividades. 23. de 26/11/1956. § 3º A atuação das instituições financeiras públicas será coordenada nos termos do art. no que couber. sem que o Presidente da República submeta ao Senado Federal o nome do substituto. e à taxa de fiscalização. § 3º (Vetado). capacidade e modalidade operacionais das instituições financeiras públicas federais. Art. com a prioridade por ele prescrita. 16. Parágrafo único. SEÇÃO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PRIVADAS . SEÇÃO III DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PÚBLICAS Art. após aprovação do Senado Federal. § 4º (Vetado). 4º desta lei. deverão ser pessoas de reputação ilibada e notória capacidade. de forma que se ajustem à política de crédito do Governo Federal.Art. mencionada no art. estando isentas do recolhimento a que se refere o art. nos termos das Leis números 1628. assegurada a forma de constituição das existentes na data da publicação desta lei. A. às Caixas Econômicas Federais. não poderão exceder o prazo de 30 (trinta) dias consecutivos. 4º. A. 22. desta lei. As instituições financeiras públicas não federais ficam sujeitas às disposições relativas às instituições financeiras privadas.

81 do Decreto-lei nº 2. As instituições financeiras privadas. 28.627. de acordo com o Decreto-lei nº 2.as formas e prazos em que poderá ser autorizada a conversão das ações. será exigida no ato a realização de. contados do recebimento. 26. a fim de que sejam neles incluídas as declarações sobre: (Incluído pela Lei nº 5. Os aumentos de capital que não forem realizados em moeda corrente.as vantagens. com a totalidade de seu capital representado por ações nominativas. exceto as cooperativas de crédito.710. pelo menos 50% (cinqüenta por cento) do montante subscrito. de 26 de setembro de 1940. inicial ou aumentado. nas formas nominativas. deverão conter expressamente as restrições ali especificadas. que poderá ser feita em virtude de aumento de capital. As instituições financeiras privadas.710. conversão de ações ordinárias ou de ações preferenciais nominativas.710. Na subscrição do capital inicial e na de seus aumentos em moeda corrente. devendo a totalidade de seu capital com direito a voto ser representada por ações nominativas. de 07/10/71) II . (Incluído pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5. § 2º O remanescente do capital subscrito. Art. constituir-se-ão unicamente sob a forma de sociedade anônima.Art 25. . 25. ficará sujeita a alterações prévias dos estatutos das sociedades. de 07/10/71) I . de 07/10/71) Art. preferenciais e restrições atribuídas a cada classe de ações preferenciais. (Incluído pela Lei nº 5. às quais não se aplicará o disposto no parágrafo único do art.710. de 07/10/71) § 2º A emissão de ações preferenciais ao portador.627. Art. de 07/10/71) § 3º Os títulos e cautelas representativas das ações preferenciais. 27. (Incluído pela Lei nº 5. vedada a conversão das ações preferenciais em outro tipo de ações com direito a voto. e ao portador. emitidos nos termos dos parágrafos anteriores. permanecendo indisponíveis até a solução do respectivo processo. constituir-se-ão únicamente sob a forma de sociedade anônima.710. exceto as cooperativas de crédito.710. deverá ser integralizado dentro de um ano da data da solução do respectivo processo. Art. de 07/10/71) § 1º Observadas as normas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional as instituições a que se refere este artigo poderão emitir até o limite de 50% de seu capital social em ações preferenciais. ao Banco Central da República do Brasil. de 26 de setembro de 1940. § 1º As quantias recebidas dos subscritores de ações serão recolhidas no prazo de 5 (cinco) dias. O capital inicial das instituições financeiras públicas e privadas será sempre realizado em moeda corrente. (Incluído pela Lei nº 5. em moeda corrente. sem direito a voto.

§ 3º Oferecida integralmente a documentação prevista nas normas referidas no . em casos especiais. ou inexistindo esta. aplicados no caso. 33. fiscais e semelhantes. no prazo de 15 dias de sua ocorrência. 10. § 2º As agências ou filiais das instituições financeiras. anualmente. publicarão. pelo Conselho Monetário Nacional. § 1º O Banco Central da República do Brasil. As instituições financeiras de direito privado. os índices fixados pelo Conselho Nacional de Economia. solicitada justificadamente e concedida expressamente. decidirá aceitar ou recusar o nome do eleito. não menos de 50% (cinqüenta por cento) dos depósitos do público que recolherem. Parágrafo único (Vetado). desta lei. na respectiva Unidade Federada ou Território. em caráter geral. como limite máximo. 30. que não atender às condições a que se refere o artigo 10. As instituições financeiras privadas deverão aplicar. de acordo com o estabelecido no art. afixarão no edifício das mesmas boletins assinalando o volume dos depósitos e das aplicações localmente efetuadas. com observância das regras contábeis estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. 29. Art. admitir que o percentual referido neste artigo seja aplicado em cada Estado e Território isoladamente ou por grupos de Estados e Territórios componentes da mesma região geoeconômica. (Revogado pelo Del nº 48. As instituições financeiras levantarão balanços gerais a 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano. só poderão participar de capital de quaisquer sociedades com prévia autorização do Banco Central da República do Brasil. de preferência. nas condições que forem estabelecidas. obrigatoriamente. § 2º A posse do eleito dependerá da aceitação a que se refere o parágrafo anterior. e da reavaliação da parcela dos bens do ativo imobilizado. ressalvados os casos de garantia de subscrição. Art. inciso X. 32. de 18/11/66) Art. no principal órgão da imprensa local. Art. representado por imóveis de uso e instalações. § 1º O Conselho Monetário Nacional poderá. 31. As instituições financeiras públicas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil a nomeação ou a eleição de diretores e membros de órgãos consultivos. Art.poderão decorrer da incorporação de reservas. exceto as de investimento. segundo normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional. desta lei. As instituições financeiras privadas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil os atos relativos à eleição de diretores e membros de órgão consultivos. inciso X. fiscais e semelhantes. sediadas em municípios que não o da matriz. no prazo de 15 dias da data de sua ocorrência.

desde que previamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil. das pessoas a que se refere o inciso anterior. poderão emitir debêntures. em cada caso. a critério do Banco Central da República do Brasil. com mais de 10% (dez por cento). até o 2º grau.A seus diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo. o prazo mencionado no § 1º deste artigo. Art. Art. desta lei. desde que previamente autorizadas pelo Banco Central da R ´pública do Brasil. em caráter geral. caso em que deverão vendê-los dentro do prazo de um (1) ano. no que couber. § 1º A infração ao disposto no inciso I. As instituições financeiras que não recebem depósitos. V . II . prorrogável até duas vezes. de .Aos parentes.art. em cada caso.290. É vedado ainda às instituições financeiras: I . Redação dada pelo Decreto-lei nº 2. fiscais e semelhantes. aplicando-se.As pessoas jurídicas de cujo capital participem.As pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital. até o 2º grau.492. com mais de 10% (dez por cento). 10. 35.7. de 16. 34. IV . III . em cada caso. salvo os recebidos em liquidação de empréstimos de difícil ou duvidosa solução.Emitir debêntures e partes beneficiárias. entender-se-á não ter havido recusa a posse. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos: I . salvo autorização específica do Banco Central da República do Brasil. deste artigo. bem como aos respectivos cônjuges. inciso X. o Código Penal e o Código de Processo Penal.Adquirir bens imóveis não destinados ao próprio uso.1986) § 2º O disposto no inciso IV deste artigo não se aplica às instituições financeiras públicas. Parágrafo único. quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição financeira. As instituições financeiras que não recebem depósitos do público poderão emitir debêntures. II . em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional. sem manifestação do Banco Central da República do Brasil. (Vide Lei 7. quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias. constitui crime e sujeitará os responsáveis pela transgressão à pena de reclusão de um a quatro anos. e decorrido. Parágrafo único. bem como seus cônjuges e respectivos parentes.Às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% (dez por cento). a contar do recebimento.

não podendo ser utilizados senão reservadamente. deste artigo. podendo.21/11/86) Art. prestados pelo Banco Central da República do Brasil ou pelas instituições financeiras. 53 da Constituição Federal e Lei nº 1579. entidades e pessoas referidas nos artigos 17 e 18 desta lei. e a exibição de livros e documentos em Juízo. que deles não poderão servir-se para fins estranhos à mesma.1. que. quando se tratar de Comissão Parlamentar de Inquérito. bem como os corretores de fundos públicos. obterão as informações que necessitarem das instituições financeiras. § 5º Os agentes fiscais tributários do Ministério da Fazenda e dos Estados somente poderão proceder a exames de documentos. quando houver processo instaurado e os mesmos forem considerados indispensáveis pela autoridade competente. deverão ser aprovados pelo Plenário da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal e. de 10. na forma por ele determinada. 36. As instituições financeiras não poderão manter aplicações em imóveis de uso próprio. inclusive através do Banco Central da República do Brasil. 38. As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. livros e registros de contas de depósitos. devendo sempre estas e os exames serem conservados em sigilo. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. ficam. Art. As instituições financeiras. § 3º As Comissões Parlamentares de Inquérito. se revestirão sempre do mesmo caráter sigiloso. o Código Penal e o Código de Processo Penal. 37. solicitar sejam mantidas em reserva ou sigilo. obrigados a fornecer ao Banco Central da República do Brasil. os dados ou informes julgados necessários para o fiel desempenho de suas atribuições. Art. § 2º O Banco Central da República do Brasil e as instituições financeiras públicas prestarão informações ao Poder Legislativo. no exercício da competência constitucional e legal de ampla investigação (art. de um a quatro anos.2001) . somadas ao seu ativo em instalações. aplicando-se. § 6º O disposto no parágrafo anterior se aplica igualmente à prestação de esclarecimentos e informes pelas instituições financeiras às autoridades fiscais. havendo relevantes motivos. excedam o valor de seu capital realizado e reservas livres. no que couber. pela maioria absoluta de seus membros. § 1º As informações e esclarecimentos ordenados pelo Poder Judiciário. § 4º Os pedidos de informações a que se referem os §§ 2º e 3º. só podendo a eles ter acesso as partes legítimas na causa. de 18 de março de 1952). § 7º A quebra do sigilo de que trata este artigo constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de reclusão. (Artigo revogado pela Lei Complementar nº 105.

de 07 de janeiro de 1953. 40. fiscais e semelhantes. sem prejuízo das sanções administrativas ou civis cabíveis." (Vide Lei nº 6. e gerentes. se o fato não constituir crime. 2º. cujo processamento obedecerá. 44. terá a seguinte redação: "Art.385.Suspensão do exercício de cargos. As infrações aos dispositivos desta lei sujeitam as instituições financeiras. sem prejuízo de outras estabelecidas na legislação vigente: I . à multa igual ao dobro do valor do empréstimo ou adiantamento concedido. Não se consideram como sendo operações de seções de crédito as vendas a prazo realizadas pelas cooperativas agropastoris a seus associados de bens e produtos destinados às suas atividades econômicas. 2º Os diretores e gerentes das instituições financeiras respondem solidariamente pelas obrigações assumidas pelas mesmas durante sua gestão. seus diretores. O responsável ela instituição financeira que autorizar a concessão de empréstimo ou adiantamento vedado nesta lei. ao disposto no art.Inabilitação temporária ou permanente para o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições financeiras. II .Multa pecuniária variável. V . desta lei. Parágrafo único. O art. as disposições da presente lei. Art. 43.Cassação da autorização de funcionamento das instituições financeiras . III . membros de conselhos administrativos. IV . As cooperativas de crédito não poderão conceder empréstimos se não a seus cooperados com mais de 30 dias de inscrição. 42.Advertência. Art. 39. Aplicam-se às instituições financeiras estrangeiras.024. a responsabilidade solidária se circunscreverá ao respectivo montante. de 1974) Art. Art. ficará sujeito. até que elas se cumpram. CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art.(Vide Lei nº Lei 6. em funcionamento ou que venham a se instalar no País. no que couber. Parágrafo único. Aplica-se às seções de crédito das cooperativas de qualquer tipo o disposto neste artigo. 44. às seguintes penalidades. Havendo prejuízos. 41. da Lei nº 1808. de 1976) Art. sem prejuízo das que se contém na legislação vigente.

§ 3º As multas cominadas neste artigo serão pagas mediante recolhimento ao Banco Central da República do Brasil. sendo cabível também nos casos de fornecimento de informações inexatas. com efeito suspensivo. devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com multa. de escrituração mantida em atraso ou processada em desacordo com as normas expedidas de conformidade com o art. III e IV deste artigo serão aplicadas pelo Banco Central da República do Brasil admitido recurso. não atendimento ao disposto nos arts. desta lei. encaixe. VII . § 5º As penas referidas nos incisos II. deste artigo. seus diretores e administradores. § 2º As multas serão aplicadas até 200 (duzentas) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. deste artigo. com o acréscimo da mora de 1% (um por cento) ao mês. e abusos de concorrência (art. exceto as federais. nos termos do § 7º. fundos de reserva. inciso XII. sem estar devidamente autorizadas pelo Banco Central da Republica do Brasil. c) opuserem embaraço à fiscalização do Banco Central da República do Brasil. contados do recebimento da respectiva notificação. 35 a 40 desta lei. 34 (incisos II a V). . inclusive as vedadas nos arts. ficando a esta sujeitos. ficam sujeitas à multa referida neste artigo e detenção de 1 a 2 anos. as quais serão recolhidas integralmente ao Banco Central da República do Brasil. ou privadas. dentro do prazo de 15 (quinze) dias. 4º. b) infringirem as disposições desta lei relativas ao capital.Reclusão. ressalvadas as sanções nela previstas. desta lei. § 4º As penas referidas nos incisos III e IV. taxa de fiscalização. § 7º Quaisquer pessoas físicas ou jurídicas que atuem como instituição financeira.públicas. 27 e 33. § 6º É vedada qualquer participação em multas. deixarem de sanálas no prazo que lhes for assinalado pelo Banco Central da República do Brasil. § 2º). recolhimentos compulsórios. serviços e operações. contados do recebimento da notificação. quando pessoa jurídica. interposto dentro de 15 dias. ressalvado o disposto no § 5º deste artigo e serão cobradas judicialmente. § 1ºA pena de advertência será aplicada pela inobservância das disposições constantes da legislação em vigor. serão aplicadas quando forem verificadas infrações graves na condução dos interesses da instituição financeira ou quando dá reincidência específica. 18. contada da data da aplicação da multa. por negligência ou dolo: a) advertidas por irregularidades que tenham sido praticadas. VI . nos termos dos artigos 34 e 38. quando não forem liquidadas naquele prazo. sempre que as instituições financeiras.Detenção. ao Conselho Monetário Nacional.

sendo definitivamente incorporado ao meio circulante o montante das emissões feitas por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. referida no inciso V. deste artigo. . Parágrafo único. 46. 48. e da Caixa de Mobilização Bancária. Art.§ 8º No exercício da fiscalização prevista no art. será aplicada pelo Conselho Monetário Nacional. Art. Concluídos os acertos financeiros previstos no artigo anterior. a exibição a funcionários seus.A. o Banco Central da República do Brasil poderá exigir das instituições financeiras ou das pessoas físicas ou jurídicas. sem prejuízo de outras medidas e sanções cabíveis. indicando os recursos e os meios necessários a esse fim. ao qual será submetida a lista completa dos débitos assim amortizados. 45. as instituições de que trata este artigo não poderão impetrar concordata. As instituições financeiras públicas não federais e as privadas estão sujeitas. § 1º O valor correspondente à encampação será destinado à liquidação das responsabilidades financeiras do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S. prevista no § 2º deste artigo. por proposta do Banco Central da República do Brasil. inclusive as referidas no parágrafo anterior. à intervenção efetuada pelo Banco Central da República do Brasil ou à liquidação extrajudicial. o Poder Executivo submeterá ao Poder Legislativo proposta específica. e (VETADO) para o Banco Central da República do Brasil. desta lei. expressamente credenciados. § 2º Para a liquidação do saldo remanescente das responsabilidades do Tesouro Nacional. inclusive as decorrentes de operações de câmbio concluídas até a data da vigência desta lei. Será transferida à responsabilidade do Tesouro Nacional. após a encampação das emissões atuais por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. 47. papéis e livros de escrituração. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS Art.. considerando-se a negativa de atendimento como embaraço á fiscalização sujeito á pena de multa. 10. Art. a responsabilidade da moeda em circulação passará a ser do Banco Central da República do Brasil. nos termos da legislação vigente. Ficam transferidas as atribuições legais e regulamentares do Ministério da Fazenda relativamente ao meio circulante inclusive as exercidas pela Caixa de Amortização para o Conselho Monetário Nacional. e da Caixa de Mobilização Bancária. A partir da vigência desta lei. § 9º A pena de cassação.A. inciso VIII. mediante aprovação especificado Poder Legislativo. A. mediante encampação. nos casos de reincidência específica de infrações anteriormente punidas com as penas previstas nos incisos III e IV deste artigo. de documentos.

quando a situação do Tesouro Nacional for deficitária. A. o Banco do Brasil S. o Presidente da República poderá determinar que o Conselho Monetário Nacional. § 4º No caso de despesas urgentes e inadiáveis do Governo Federal. § 3º O Conselho Monetário Nacional decidirá. especificamente. § 1º A lei de orçamento. a parcela do déficit que poderá ser coberta pela venda de títulos do Tesouro Nacional diretamente ao Banco Central da República do Brasil. § 6º O Presidente da República fará acompanhar a determinação ao Conselho Monetário Nacional. através do Banco Central da República do Brasil. autorizados após a lei do orçamento. colocadas por antecipação de receita. somente serão realizadas mediante colocação de obrigações. a discriminação prevista neste artigo. § 2º O Banco Central da República do Brasil mediante autorização do Conselho Monetário Nacional baseada na lei orçamentaria do exercício. O Conselho Monetário Nacional. faça a aquisição de letras do Tesouro Nacional com a emissão de papel-moeda até o montante do crédito extraordinário que tiver sido decretado. não poderão ter vencimentos posteriores a 120 (cento e vinte) dias do encerramento do exercício respectivo. da Constituição Federal. e o Banco de Crédito da Amazônia S. O Banco do Nordeste do Brasil S. o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. a política de sustentação em bolsa da cotação dos títulos de emissão do Tesouro Nacional. mencionada no parágrafo anterior. de cópia da mensagem que deverá dirigir ao Congresso Nacional. propondo a forma de liquidação das letras do Tesouro Nacional emitidas no exercício anterior e não resgatadas.Art. dentro dos limites legalmente autorizados. com emissão de papel-moeda. a serem atendidas mediante créditos suplementares ou especiais. § 8º Até 15 de março do ano seguinte. a seu exclusivo critério.A. nos termos do artigo 73.A. gozarão dos . apólices ou letras do Tesouro Nacional. o Poder Executivo enviará mensagem ao Poder Legislativo. os recursos a serem utilizados na cobertura de tais despesas. As operações de crédito da União. § 9º É vedada a aquisição dos títulos mencionados neste artigo pelo Banco do Brasil S. § 7º As letras do Tesouro Nacional. e pelas instituições bancárias de que a União detenha a maioria das ações. da Constituição Federal. § 5º Na ocorrência das hipóteses citadas no parágrafo único. § 1º inciso II. 49. do artigo 75. o Congresso Nacional determinará. o Banco Central da República do Brasil. por antecipação de receita orçamentaria ou a qualquer outro título. determinará quando for o caso. indicando os motivos que tornaram indispensável a emissão e solicitando a sua homologação.A. estabelecendo.. 50. Art. poderá adquirir diretamente letras do Tesouro Nacional.

no qual serão garantidos os direitos legalmente atribuídos a seus atuais servidores e mantidos deveres e obrigações que lhes são inerentes. Quando o interesse nacional exigir. na forma deste artigo as instituições de origem lhes assegurarão os direitos e vantagens que lhes cabem ou lhes venham a ser atribuídos. § 1º O Banco Central da República do Brasil baixará dentro de 90 (noventa) dias da vigência desta lei. objetos e obras de valor artístico. isenções e privilégios de que atualmente gozam as instituições financeiras. e a outras instituições financeiras federais. O quadro de pessoal do Banco Central da República do Brasil será constituído de: (Vide Lei nº 9. o regime especial de tributação do Imposto de Renda a que estão sujeitos. entorpecentes. o Conselho Monetário Nacional. inclusive as de aposentadoria e pensão que sejam de responsabilidade das instituições de origem ali mencionadas. Art. de comum acordo com as respectivas administrações. inclusive fiscais.Pessoal requisitado a outras instituições e que venham prestando serviços à Superintendência da Moeda e do Crédito há mais de 1 (um) ano. § 2º Aos funcionários e servidores requisitados. ressalvado quanto aos três. Ficam abolidas. que são próprios da Fazenda Nacional. após 3 (três) meses da data da vigência desta Lei. § 4º Os funcionários do quadro de pessoal próprio permanecerão com seus direitos e garantias regidos pela legislação de proteção ao trabalho e de previdência social. materiais estratégicos. cotados da data da vigência desta lei.650. de 1966) Parágrafo único. as exigências de "visto" em "pedidos de licença" para efeitos de exportação. contado da data da publicação desta lei. Parágrafo único. estas últimas rateadas proporcionalmente em função dos prazos de vigência da requisição. criará o "visto" ou exigência equivalente. A. o Estatuto de seus funcionários e servidores. admitido mediante concurso público de provas ou de títulos e provas. incluídos na categoria profissional de bancários. III . sujeita á pena de nulidade a admissão que se processar com inobservância destas exigências. na forma da legislação em vigor. é . § 3º Correrão por conta do Banco Central da República do Brasil todas as despesas decorrentes do cumprimento do disposto no parágrafo anterior. São mantidos os favores.Pessoal próprio.025. excetuadas as referentes a armas. isenções e privilégios. § 5º Durante o prazo de 10 (dez) anos.Pessoal requisitado ao Banco do Brasil S. de 1998) I . (Vide Lei nº 5. 51. Art. 52. cultural ou histórico. munições. como se em efetivo exercício nelas estivessem. últimos.favores. II .

incorporando-se seus bens direitos e obrigações ao Banco Central da República do Brasil. ficam isentas de taxas. na elaboração da proposta que estabelecerá a coordenação das instituições existentes ou que venham a ser cridas. A. Ficam extintas a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. Art. sem solução de continuidade. Ficam transferidas ao Banco Central da República do Brasil as atribuições cometidas por lei ao Ministério da Agricultura. 56. de 05/11/65) CAPÍTULO VII Disposições Transitórias Art. contados da entrega do respectivo requerimento. . manifestarem opção para transferência para o Quadro do pessoal próprio do Banco Central da República do Brasil.829. deste artigo. e a Caixa de Mobilização Bancária. de valor até 50 (cinqüenta) vezes e maior salário-mínimo vigente no País. inclusive com redução de seu custo. Art. Passam à competência do Conselho Monetário Nacional as atribuições de caráter normativo da legislação cambial vigente e as executivas ao Banco Central da República do Brasil e ao Banco do Brasil S. regule seu campo específico e caracterize as modalidades de aplicação. 53. despesas de avaliação. Parágrafo único. As atribuições e prerrogativas legais da Caixa de Mobilização Bancária passam a ser exercidas pelo Banco Central da República do Brasil. no que concerne à autorização de funcionamento e fiscalização de cooperativas de crédito de qualquer tipo. com o objetivo de garantir sua melhor utilização e da rede bancária privada na difusão do crédito rural. A.. desde que: a) tenham sido admitidos nas respectivas instituições de origem. submeterá ao Poder Legislativo projeto de lei que institucionalize o crédito rural. 55. com base em proposta do Conselho Monetário Nacional. que deverá ser apresentada dentro de 90 (noventa) dias de sua instalação. Parágrafo único. O Poder Executivo. imposto do selo e independem de registro cartorário. bem assim da seção de crédito das cooperativas que a tenham. c) seja a opção aceita pela Diretoria do Banco Central da República do Brasil. 57. consoante determina o inciso I. nos termos desta lei. As operações de financiamento rural o pecuário.facultado aos funcionários de que tratam os inciso II e III deste artigo. Art. (Revogado pela Lei nº 4. que sobre ela deverá pronunciar-se conclusivamente no prazo máximo de três meses. A Comissão Consultiva do Crédito Rural dará assessoramento ao Conselho Monetário Nacional. Art. indicando as respectivas fontes de recurso. b) estejam em exercício (Vetado) há mais de dois anos. 54.

O valor equivalente aos recursos financeiros que. 60. tenham realizado como mandatárias do Governo Federal. Art. de 16 de dezembro de 1957. 64. e regulamentada pelo Decreto nº 42. Art.A. O Conselho Monetário Nacional fixará prazo de até 1 (um) ano da vigência desta lei para a adaptação das instituições financeiras às disposições desta lei. Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Monetário Nacional. 59. do artigo 6º desta lei serão respectivamente de 6 (seis). a que alude o inciso IV. passarem a responsabilidade do Banco Central da República do Brasil.145. Art. como mandatário do Governo Federal. sendo neste registrados como responsabilidade do Tesouro Nacional. (VETADO).820. e estejam.A. Art. § 1º Os débitos do Tesouro Nacional perante o Banco Central da República do Brasil. A. O Conselho Monetário Nacional determinará providências no sentido de que a transferência de atribuições dos órgãos existentes para o Banco Central da República do Brasil se processe sem solução de continuidade dos serviços atingidos por esta lei. § 1º Em casos excepcionais. nos termos do § 1º. de natureza bancária. serão na medida em que se efetivarem. A. a fim de que possa eficazmente exercer os encargos e executar os serviços que lhe estão reservados. a Carteira de Comércio Exterior. § 2º O disposto neste artigo se aplica também aos prejuízos decorrentes de operações de câmbio que outras instituições financeiras federais. Fica extinta a Fiscalização Bancária do Banco do Brasil S... como principal instrumento de execução da política de crédito do Governo Federal. transferidos ao Banco Central da República do Brasil. Art. desta lei. Os prejuízos decorrentes das operações de câmbio concluídas e eventualmente não regularizadas nos termos desta lei bem como os das operações de câmbio contratadas e não concluídas até a data de vigência desta lei. criada nos termos da Lei nº 2. 5 (cinco). no Banco do Brasil S. 63. na data de sua vigência em poder do Baco do Brasil S. tomará providências no sentido de que seja remodelada sua estrutura administrativa. Para cumprir as disposições desta lei o Banco do Brasil S. 62. do artigo 19. Art. nos termos desta lei. considerando-se como suprimento de recursos. pelo Banco do Brasil S. como órgão executor da política de comércio exterior. será neste escriturado em conta em nome do primeiro. de 29 de dezembro de 1953. É mantida. 58. passando suas atribuições e prerrogativas legais ao Banco Central da República do Brasil. 61. 3 (três). provenientes das transferências de que trata este artigo serão regularizados com recursos orçamentários da União.. 2 (dois) e 1 (um) anos.Parágrafo único..A. o Conselho Monetário Nacional poderá prorrogar até . 4 (quatro). Art.

Brasília. o prazo para cumprimento do estabelecido por força do art. uma autarquia administrativa jungida ao Ministério da Fazenda. CASTELO BRANCO Otávio Gouveia de Bulhões Daniel Farraco Roberto de Oliveira Campos Este texto não substitui o publicado no D. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a . 31 de dezembro de 1964.U. governamental. Nenhuma emissão pública de valores mobiliários poderá ser distribuída. sem prévio registro na CVM. 30 desta lei. 65. a Comissão de Valores Mobiliários exercerá suas funções. aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários. nos termos do art. § 2º Será de um ano. H.385/76. nos termos do parágrafo anterior. Esta lei entrará em vigor 90 (noventa) dias após data de sua publicação. 5º da Lei nº 6.1. no mercado. entendendo-se por atos de distribuição a venda. oferta à venda ou subscrição. revogadas as disposições em contrário.O. proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários. promessa de venda. a fim de: assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão.1965 COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS A CVM é órgão oficial. de 31.mais 1 (um) ano o prazo para que seja complementada a adaptação a que se refere este artigo. prorrogável. 143º da Independência e 76º da República. OBJETIVOS: De acordo com a lei que a criou. ou seja. Sua função primordial concentra-se na fiscalização das atividades do mercado de valores mobiliários. Art.

. aos assuntos jurídicos. com sede na cidade do Rio de Janeiro. pelos Gerentes a eles subordinados e pelo Corpo Funcional.criar condições artificiais de demanda. é administrada por um Presidente e quatro Diretores nomeados pelo Presidente da República. ORGANIZAÇÃO: A Comissão de Valores Mobiliários. O colegiado conta ainda com o suporte direto da Chefia de Gabinete. A estrutura executiva da CVM é completada pelas Superintendências Regionais de São Paulo e Brasília. que define políticas e estabelece práticas a serem implantadas e desenvolvidas pelo corpo de Superintendentes. promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. O Superintendente Geral acompanha e coordena as atividades executivas da comissão auxiliado pelos demais Superintendentes. oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado. da Assessoria de comunicação social. para atividades relacionadas à empresas. à fiscalização externa. assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido. assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no mercado de valores mobiliários. Esses trabalhos são orientados. LOCALIZAÇÃO: A SEDE DA CVM está localizada no Rio de Janeiro possuindo duas superintendências regionais: São Paulo e Brasília. à informática e à administração. estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. a instância executiva da CVM. especificamente. à normatização contábil e de auditoria. à internacionalização. aos investidores. O Presidente e a Diretoria constituem o Colegiado. da Assessoria Econômica e da Auditoria Interna. aos intermediários financeiros. ao desenvolvimento de mercado.

A atividade de credenciamento da CVM é realizada com base em padrões pré-estabelecidos pela Autarquia que permitem avaliar a capacidade de projetos a serem implantados. normatiza e persegue a sua padronização.ATRIBUIÇÕES: A Lei que criou a CVM (6385/76) e a Lei das Sociedades por Ações (6404/76) disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas. negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários. assim classificados. suspensão ou cancelamento de registros. credenciamentos ou autorizações. administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. além de outros cuja atividade gira em torno desse universo principal. Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. pela sua regularidade e confiabilidade e. suspensão de emissão. disciplinar as seguintes matérias: registro de companhias abertas. A Lei atribui à CVM competência para apurar. portanto. funcionamento e operações das bolsas de valores. quanto a negociar com valores emitidos pela companhia. entretanto. Cabe à CVM. credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários. Entende-se como fato relevante. na verdade. fornecidas periodicamente por todas as companhias abertas. condicionadas a normas de natureza contábil. Essas informações. registro de distribuições de valores mobiliários. aquele evento que possa influir na decisão do investidor. Zela. distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores. podem ser financeiras e. os intermediários financeiros e os investidores. A CVM tem poderes para disciplinar. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. um fluxo permanente de informações ao investidor. para tanto. ou apenas referirem-se a fatos relevantes da vida das empresas. O sistema de registro gera. entre outras. organização. A CVM não exerce julgamento de valor em relação à qualquer informação divulgada pelas companhias. julgar e punir . as companhias abertas.

a CVM pode atuar em qualquer processo judicial que envolva o mercado de valores mobiliários. possa ser assimilada com facilidade. a Comissão persegue seus objetivos através da indução de comportamento. podem ser efetuadas inspeções destinadas à apuração de fatos específicos sobre o desempenho das empresas e dos negócios com valores mobiliários. recolhe informações. através do qual. O que são valores mobiliários? . toma depoimentos e reúne provas com vistas a identificar claramente o responsável por práticas ilegais. ANÁLISE DA SUA FUNÇÃO: A CVM é órgão regulador e controlador máximo do mercado de valores mobiliários. promover o estudo de alternativas e adotar iniciativas. como expressão de um desejo comum. Ela tem amplos poderes para disciplinar. Quando solicitada. do governo ou entidades de classe. intervindo efetivamente. No que diz respeito à definição de políticas ou normas voltadas para o desenvolvimento dos negócios com valores mobiliários. suscitar a discussão de problemas. a CVM procura junto a instituições de mercado. Dessa forma. A atividade de fiscalização da CVM realiza-se pelo acompanhamento da veiculação de informações relativas ao mercado. uma estrutura especificamente destinada a prestar orientação aos investidores ou acolher denúncias e sugestões por eles formuladas. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Nesses casos. amplo direito de defesa. institucionalmente. oferecendo-lhe. a partir da acusação.irregularidades eventualmente cometidas no mercado. nas atividades de mercado. da auto-regulação e da auto-disciplina. de forma que qualquer alteração das práticas vigentes seja feita com suficiente embasamento técnico e. ainda. às pessoas que dele participam e aos valores mobiliários negociados. As penalidades que a CVM pode atribuir vão desde a simples advertência até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado. passando pelas multas pecuniárias. quando este tipo de procedimento não se mostrar eficaz. Em termos de política de atuação. a CVM atua como "amicus curiae" assessorando a decisão da Justiça. Diante de qualquer suspeita a CVM pode iniciar um inquérito administrativo. O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso. A CVM mantém. oferecendo provas ou juntando pareceres.

devidamente registrado na CVM e com a intermediação obrigatória das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários. previamente. a termo. revertendo o produto dessa subscrição para a companhia. os bônus de subscrição e os certificados de emissão de garantia. No caso. vigente o princípio do devido processo legal na esfera administrativa. ouvirá. sobretudo as normas editadas pela CVM. Nos demais casos. Incumbe à CVM a análise de pedido de registro de distribuição pública de valores mobiliários. Na verdade. É investimento social oferecido ao público. ensejando aos acusados amplo direito de defesa. multa. ou cassação da autorização ou do registro. A negociação em mercado: . o investidor subscreve as ações. a futuro ou no mercado de opções. As sanções para quem descumpre as regras legais do mercado de valores mobiliários. é até o segundo dia subseqüente ao do fechamento da operação. são: advertência. essas operações. a Lei das Sociedades por Ações (LSA) contempla como suas modalidades as partes beneficiárias e as debêntures. O prazo para liquidação física e financeira das operações realizadas em Bolsas de Valores. Também trata dos valores considerados pela doutrina como subprodutos de valores mobiliários. suspensão ou inabilitação para o exercício do cargo. o Banco Central quanto ao atendimento às disposições da Resoluções do Senado federal sobre o endividamento público. pela companhia.Primária . Além das ações. as ações são negociadas pelas Bolsas de Valores ou no mercado de balcão. poder ser realizadas a vista.Secundária A negociação primária opera-se por meio do lançamento público de ações. municípios e pelo Distrito Federal.Valor mobiliário é título de investimento que a sociedade anônima emite para a obtenção de recursos. Penalidades: A CVM deve promover processo administrativo para investigar a ocorrência de irregularidades no mercado. são valores mobiliários derivados. bem como a proibição por prazo . a juízo do investidor. por meio de seus sistemas de pregões. em todos os mercados que operarem. No caso de valores emitidos por sociedades controladas direta ou indiretamente por estados. Quanto à colocação no mercado secundário.

Como funciona o Mercado Primário? As Letras. Apesar da semelhança com o mercado primário. no mercado. O bem jurídico tutelado é o desenvolvimento regular das atividades do mercado de valores mobiliários. os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia). Em matéria criminal. e bolsas de valores. direta ou indiretamente.determinado para o exercício de atividades e operações do sistema de distribuição. profissão. Através desses leilões. que compreende mercados de balcão. tratando-se de ilegalidade fiscal. É importante frisar que a CVM tem a obrigação de comunicar ao Ministério Público quaisquer indícios de ilícito penal verificados nos processos sobre irregularidades no mercado. a Lei nº 10.385/76 três delitos dolosos contra o mercado de valores mobiliários: manipulação de mercado. com aporte de recursos à companhia. junto ao público. uso indevido de informação privilegiada. Também o investidor pode ser proibido temporariamente de atuar. Da mesma forma. deve encaminhar o processo à Secretaria da Receita Federal. Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado. uma distribuição no Mercado Secundário. Letras Financeiras e Notas Federais são inicialmente oferecidas em leilões dos quais participam o Banco Central e as instituições financeiras. fundos destinados ao financiamento de novo déficit são levantados e dívidas preexistentes são refinanciadas ou "roladas". e exercício irregular de cargo. Operações como a colocação inicial. portanto.303/2001 acrescentou à lei nº 6. . determinando. exigindo registro na CVM. de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital. AS SOCIEDADES ANÔNIMAS Mercado Primário Mercado Secundário O que é Mercado Primário e Mercado Secundário? O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado. organizados ou não. atividade ou função. as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário.

mas os seus maiores problemas é que ele não oferece a transparência que alguns investidores demandam e nem um mecanismo de centralização de preços. pelas regras da Bolsa. as negociações ocorrem através de um sistema eletrônico. finalmente. Como funcionado o Mercado Secundário? Uma vez que os títulos são emitidos e colocados em circulação. ao contrário. os investidores têm sempre a certeza de terem realizado o melhor negócio . a data de liquidação financeira. No mercado de balcão. Os leilões do Tesouro geralmente são realizados às terças. e publicados no Diário Oficial da União. Mais importante. fornecem cotações de compra e venda nos mais variados papéis. tais como a quantidade mínima desejada pelo contraparte para fechar o negócio. com um grande número de participantes. as quantidades. para liquidação no dia útil seguinte. tais como os títulos a serem ofertados. desde que outras condições. As instituições financeiras carregam estoques de títulos e buscam obter um lucro com esse carregamento. quer como intermediários. Na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. os negócios têm que ser fechados ao melhor preço disponível no mercado no momento. detalhando as condições específicas da oferta. negociando tanto para sua conta própria como para seus clientes. e é de longe o maior e mais abrangente segmento do mercado financeiro. nas quais se pode visualizar as ofertas e os preços dos negócios a medida que eles vão acontecendo. beneficiando não só as instituições financeiras mas também os investidores de modo geral. elas obtém comissões comprando e vendendo papéis para os seus clientes. Com isso. A negociação secundária de títulos públicos ocorre no mercado de balcão e na Bolsa de Valores. distribui essas informações para as agências de notícias e as empresas especializadas em disseminar cotações do mercado. ademais. E.feiras. As instituições financeiras. É um mercado ágil. os negócios são fechados entre as instituições financeiras pelo telefone. dado o número de participantes que nele estão envolvidos. os investidores não sabem se estão obtendo o melhor preço do momento para os seus negócios. quer como investidores. Elas também giram as suas carteiras com a expectativa de obter ganhos com oscilações favoráveis nos preços dos títulos.Os leilões de títulos emitidos pelo Tesouro obedecem a uma programação previamente estabelecida e são divulgados por meio de comunicados às instituições financeiras através do sistema do Banco Central. o Sisbacen. A Bolsa. isto é. o horário para recebimento das ofertas e outras informações importantes. que tem terminais instalados em todas as instituições participantes do mercado. sejam atendidas. eles passam a ser negociados no mercado secundário.

além de outros papeis. configurando o mercado secundário. Possui poderes quase que ilimitados no controle. Essas diferenças de preços. em razão da elevação dos riscos no País. Em função disso. por meio de leilões. debêntures e . 5. 6. títulos públicos relativos a emissões novas. As carteiras dos Fundos de Investimentos possuem em suas carteiras títulos públicos federais. cotava os preços desses papeis com remunerações muito próximas ao SELIC/CDI. por entender que risco de taxa era irrisório. Nos títulos pós-fixados. É no mercado primário que ocorrem a colocação de ações. cujos negócios podem ter preços bem diferentes daqueles "contratados" por ocasião da compra do papel. Para que os resgates possam ser pagos aos clientes. tendo em vista que a prefixação da rentabilidade impedia seu alinhamento as novas taxas praticadas pelo mercado. Procedimentos do Mercado de Títulos Públicos: 1. Desta forma ela controla tudo o que acontece no Mercado Primário e Secundário de ações. Após a venda no mercado primário. proporcionando a liquidez necessária.possível. 4. fiscalização e normatização do setor. 2. 3. o Fundo poderá registrar provisões ou prejuízos. atrelados a variação da taxa Selic. essa realidade mudou. até bem pouco tempo. essas diferenças eram muito pequenas. esses títulos podem passar de uma instituição para outra. Os títulos públicos federais são vendidos pelo Banco Central no mercado primário. considerando que o mercado. Recentemente. R E S U M O: A Comissão de Valores Mobiliários é o órgão máximo em matéria de valores mobiliários. Havendo diferenças entre o preço dos títulos da carteira e a cotação do mercado. os Fundos precisam vender esses títulos no mercado secundário. com os rendimentos definidos pelas ofertas das instituições e que são garantidos pelo Governo e pagos nos vencimentos (a exceção de uma ruptura do sistema econômico vigente). sobretudo para os papeis de longo prazo. No mercado secundário ocorrem as negociações dos títulos adquiridos no mercado primário. o risco de taxa era maior. eram mais comuns e acentuadas nos papeis prefixados.

Elas são as companhias responsáveis pela emissão de ações e debêntures. É o centro nevrálgico do mercado financeiro. De acordo com as regulamentações do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central. c) Valor corrente (o valor de mercado. corretoras. d) Valor de mercado (é a diferença entre o valor real e o valor corrente) . financiamento e investimento. . Banco Múltiplo Nome dado às instituições financeiras que operam com mais de um tipo de carteira. b) Valor nominal (capital social dividido pelo número de ações). (ii) de investimento (ou de desenvolvimento.é o valor que segue no balanço. (v) de arrendamento mercantil.correlatos. (iii) de crédito imobiliário.ele gera o ágio. A CVM controla de perto todo o movimento do mercado de ações onde estão engajadas as Sociedades Anônimas. etc. e e) Valor contábil (valor do patrimônio líquido dividido pelo número de ações) . o que está sendo negociado na bolsa). (iv) de crédito. se estiver dando lucro. a designação de banco múltiplo cabe aos bancos com pelo menos duas das seguintes carteiras. As Sociedades Anônimas estão presentes fundamentalmente no mercado mobiliário. bolsas de valores. uma delas devendo ser necessariamente comercial ou de investimento: (i) carteira comercial. As sociedades anônimas emitem ações que são divididas em diversos grupos: a) Valor real (patrimônio social dividido pelo número de ações). No Mercado Primário são emitidas as ações subscritas e são onde acontecem os grandes lobbies financeiros (nas sociedades anônimas de capital fechado). no caso de banco público).

registro de depósito bancário -titulo de renda fixa. evitando que tenhamos que fazê-las diretamente junto a origem (imagine a trabalheira de ir pagar nossas contas em cada um dos emissores dos recibos). ← Efetuar prestação de serviços. . são eles. Conta corrente ← captar depósitos a prazo fixo. na verdade.Bancos Comerciais Os Bancos Comerciais nos atendem em nossas necessidades do dia a dia e/ou de curto prazo (até um ano). Cobrança de títulos e arrecadação de tarifas e tributos públicos. São eles que recebem os nossos pagamentos e nossas cobranças. transferível. também. RDB .certificado de depósito bancário título de renda fixa. ← obter recursos junto a instituições oficiais para repasse a clientes. intransferível. ← crédito rural. Principais Operações: Ativas ← descontar títulos. ← obter recursos externos. inclusive mediante convênio. ← abertura de crédito simples ou em conta corrente. pré / pós-fixado. através de suas agências bancárias. de câmbio e comércio internacional. pré / pós-fixado. Passivas ← captar depósitos à vista. que nos emprestam o dinheiro para suprir o capital de giro de nossa vida pessoal ou nossos negócios. home banking ou Internet. CDB .

canaliza as economias da sociedade para a aplicação no crédito imobiliário de habitações populares. trabalho. Podem firmar convênio de prestação de serviços com cooperativas de crédito localizadas em sua área de atuação. as Cooperativas de Crédito. na infra-estrutura e no saneamento básico das cidades. onde sua principal fonte de recursos. Caixas Econômicas São instituições eminentemente de cunho social. Na constituição de um Banco Cooperativo devem ser seguidos os procedimentos pertinentes para a constituição de banco comercial (ver roteiro específico). . exclusivamente. .têm o monopólio das operações de empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação. basicamente às pessoas físicas.captar depósitos à vista e a prazo. esta ligada ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Sua principal atividade. Outras atividades: . obrigatoriamente. É vedada a sua participação no capital social de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.realizar operações ativas e de prestação de serviços. com a seguinte particularidade: apenas as pessoas jurídicas controladoras devem publicar declaração de propósito e comprovar capacidade econômica compatível com o empreendimento. ligada ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH).vender bilhetes das loterias. educação. . de sua denominação a expressão "Banco Cooperativo" e têm sua atuação restrita às Unidades da Federação em que estejam situadas as sedes das pessoas jurídicas (cooperativas) controladoras. saúde. concedendo empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência social. Devem fazer constar.Bancos Comerciais Cooperativos Bancos Cooperativos são bancos comerciais. Atualmente existem somente uma federal e uma estadual e que equiparam-se nos aspectos operacionais: a CEF e a Caixa Econômica do Estado do Rio Grande do Sul. porém. constituídos sob a forma de sociedades anônimas que diferenciam-se dos demais por terem como acionistas. a caderneta de poupança. . transportes urbanos e esporte.

através do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. os quais obedecerão às normas e condições gerais previamente aprovadas pelo Conselho Superior. e na restante legislação complementar e específica. autárquicas.427. disciplinadoras e controladoras das Caixas Econômicas Federais.279. item I. por incorporação à CEF. operando de acordo com o disposto na Lei nº 4. 68 da Lei número 4. as taxas remuneratórias dos serviços a serem prestados pelas Caixas Econômicas Federais. Dispõe sobre a adaptação das Caixas Econômicas Federais do Sistema Financeiro da Habitação. de 21 de agosto de 1964.. usando as atribuições que lhe confere o art. Filiais e Agências das Caixas Econômicas Federais poderão ser usadas pelo Banco Nacional da Habitação. de 19 de junho de 1934. DE 22 DE DEZEMBRO DE 1964. Assim.427.380. paraestatais e de economia mista.380. bem como as condições gerais e específicas tendo em vista a natureza dos mesmos serviços.centralização do recolhimento e da posterior aplicação dos recursos do FGTS. § 2º Desses acordos ou convênios deverão constar. e tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. de 19 de junho de 1934. disciplinamento e controle do SFH está ao cargo da CEF. As Caixas Econômicas Federais.380 de 21 de agosto de 1964. no Decreto nº 24. são um dos instrumentos de ação do Governo Federal no setor habitacional. DECRETA: Art 1º. obrigatoriamente. que. 87. da Constituição Federal. Art 4º As entidades governamentais. RELAÇÃO CEF/BNH Em 21 de novembro de 1986 (DL 2291). DECRETO Nº 55. na data da publicação da Lei nº 4. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . toda orientação. deverá firmar acordos ou convênios com as respectivas Caixas Econômicas Federais. sempre que couber aplicação do disposto nos artigos 3º 14 e 15 do Decreto nº 24. no que tange ao sistema Financeiro da habitação. como agentes e representantes deste. depositava. foi decretada a extinção do BNH. que assumiu o conjunto de atribuições antes de responsabilidade do BNH. Art 2º O Banco Nacional de Habitação exercerá suas atribuições orientadoras. . suas disponibilidades nas Caixas Econômicas Federais poderão continuar a fazê-lo. § 1º O Banco Nacional da Habitação para plena execução do que prevê este artigo. de 21 de agosto de 1964. Art 3º As Sucursais.

Art 5º O Ministro da Fazenda fixará. Parágrafo único. periodicamente. Os "Planos de Inversões" terão em vista as peculiaridades e as necessidades regionais e locais. mocambos e outros aglomerações em condições sub-humanas de habitabilidade. § 2º Nas aplicações a que se refere o inciso II. II .380. a percentagem mínima de recursos que devem ser aplicados no financiamento de projetos destinados à eliminação de favelas. § 3º Os depósitos das Caixas Econômicas Federais no Banco Nacional da Habitação terão o reajustamento monetário previsto na Lei nº 4. os orçamentos semestrais das Caixas Econômicas Federais. na forma do que resolverem os Conselhos Administrativos das respectivas Caixas Econômicas Federais. obrigatoriamente. Art 7º Os recursos destinados ao setor habitacional pelas Caixas Econômicas Federais distribuir-se-ão. § 3º As Caixas Econômicas Federais poderão aplicar até 15% (quinze por cento) dos recursos a que se refere este artigo em habitações e valor unitário igual ou superior a 60 (sessenta) vezes o maior salário-mínimo . para cada região ou localidade. permanentemente. no todo ou em parte. a parcela financiada do valor do imóvel não poderá ultrapassar 80% (oitenta por cento) do mesmo. consideradas as possibilidades econômico-financeiras de cada autarquia. de 21 de agosto de 1964. o Banco Nacional da Habitação fixará. a critério do Ministro da Fazenda mediante promoção do Conselho Superior os depósitos das Caixas Econômicas Federais aplicados no Banco Nacional da Habitação poderão ser liberados. Art 6º As dotações das Carteiras destinadas a atender ao setor habitacional serão estabelecidas através de "Planos de Inversões" que integrarão. § 1º Na fixação da percentagem acima referida serão sempre considerados os fatores pertinentes aos investimentos já realizados no setor habitacional e os relativos as necessidades operacionais das carteiras não compreendidas naquele setor. ad referendum do Conselho Superior.No máximo 15% (quinze por cento) poderão estar aplicados em habitações de valor unitário compreendido entre 200 (duzentas) e 300 (trezentas) vezes o maior salário-mínimo mensal vigente no País vedadas as aplicações em habitações de valor unitário superior a 300 (trezentas) vezes o maior salário mínimo mensal citado. a percentagem dos depósitos das Caixas Econômicas Federais que deverá ser obrigatoriamente aplicada em depósitos no Banco Nacional de Habitação. da seguinte forma: I . § 2º No caso de manifesta deficiência de disponibilidades.pelo menos 70% (setenta por cento) deverão ser aplicados em habitações de valor unitário inferior a 60 (sessenta) vezes o maior salário-mínimo mensal vigente no País. § 1º Dentro do limite de recursos obrigatoriamente aplicados em habitações de valor unitário inferior a 60 (sessenta) vezes o maior salário mínimo do País.

Art 13. de 21 de agosto de 1964. de que trata o artigo 14 da Lei nº 4. As Caixas Econômicas Federais poderão assegurar reajustamento monetário. quando o adquirente for servidor público ou autárquico poderá ser aplicado tomando como base a vigência da lei que lhe altere o vencimentos. de 21 de agosto de 1964. Até que o Banco Nacional da Habitação assegure as reservas técnicas necessárias. realizados pelas Caixas Econômicas Federais.380. 24 da Lei mencionada neste artigo. não obrigam as Caixas Econômicas Federais. As Caixas Econômicas Federais manterão depósitos especiais de acumulação de poupança. mas os respectivos juros serão livremente movimentados pelo depositante. para os pretendentes a financiamentos de casa própria. Art 11. previstas no § 1º do art. Art 8º A partir do terceiro ano de aplicação da Lei nº 4. de 21 de agosto de 1964.380. cujos titulares terão preferência na obtenção desses financiamentos. as operações de seguro relativas a financiamentos não realizados pelas Caixas Econômicas Federais poderão ser efetuadas por intermédio do Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários.mensal vigente no País. Art 10. Parágrafo único. Art 12. Art 9º Os contratos de seguro de vida de renda temporária. § 2º Os critérios para efeito da correção monetária serão os estabelecidos na Lei nº 4. obedecidas as condições gerais estabelecidas pelo Banco Nacional de Habitação e tendo sempre em vista as condições econômicofinanceiras de cada autarquia. § 1º O disposto neste artigo.380. nas condições previstas na Lei nº 4. coma conseqüente correção do valor monetário da vida. Os contratos de venda ou construção de habitações para pagamento a prazo ou empréstimos para aquisição ou construção de habitações.380 de 21 de agosto de 1964. As restrições constantes das alíneas a e b do artigo 6º da Lei nº 4. aos depósitos especiais casa própria. poderão ser feitos com o Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários quando os financiamentos forem realizados por intermédio das Caixas Econômicas Federais.380. de 21 de agosto de 1964. desde que de prazo não inferior a 1 (um) ano e vinculados às operações imobiliárias. preverão o reajustamento das prestações mensais de amortização e juros. Esses depósitos não poderão ser movimentados por meio de cheques. em face de acordos ou convênios. porém inferior a 200 (duzentas) vezes o mesmo salário-mínimo. o Banco Nacional da Habitação poderá alterar os critérios de distribuição das aplicações previstas no artigo anterior. toda vez que o salário mínimo legal for alterado. cujas . Parágrafo único.

não serão computados nas percentagens de aplicação a que se refere o artigo 7º. que facultem o maior . Art 17. Carteiras de Habitação para a plena execução do Plano Nacional de Habitação. Art 14. a fim de que. obrigatoriamente. Art 15. A disponibilidades das Sociedades de Crédito Imobiliário serão mantidas em depósito no Banco Nacional da Habitação no Banco do Brasil. Parágrafo único. sejam fixados novos critérios e limites para os recursos ex offício . promitentes compradoras ou cessionárias de imóvel residencial na mesma localidade.Estabelecidos métodos. Os processos das Caixas Econômicas Federais. de 21 de agosto de 1964. nos demais bancos oficiais da União e dos Estados e nas Caixas Econômicas Federais. III . já deferidos pelos órgãos e autoridades competentes. Art 19. A venda das unidades de conjuntos habitacionais será feita por concorrência pública ou quando destinados a operários servidores públicos e autárquicos diretamente.aplicações são regidas pelo disposto nos artigos 10 e 11 da mesma lei. até 11 de setembro de 1964 pelas Caixas Econômicas Federais. As pessoas que já forem proprietárias. 30 do Regulamento aprovado pelo Decreto número 24. os quais. mediante planos gerais previamente aprovados pelo Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. II . Art 16. não ficarão sujeitos às condições estabelecidas no mencionado artigo 7º. do presente decreto. Os titulares dessas Carteiras serão designados pelos respectivos Conselhos Administrativos na forma do art. dentro das coordenadas estabelecidas pela Lei nº 4.cumpridas pelas Caixas Econômicas Federais as determinações da Lei nº 4. processos e rotinas. ou com aplicação contratada.380. não poderão adquirir imóveis objeto de aplicação pelo sistema financeiro da habitação. as Caixas Econômicas Federais poderão elaborar e executar projetos de construção de conjuntos habitacionais.427. inclusive. o seu Regimento e adaptados e padronizados os Regimentos Internos. de 19 de junho de 1934. Parágrafo único. Art 18. Parágrafo único.adaptado. e do presente decreto. Quando verificada a falta de iniciativa local pública ou privada. exercerão as suas funções cumulativamente com as Carteiras de que já sejam titulares. e do presente decreto. O Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais proverá no sentido de que sejam: I . das Caixas Econômicas Federais. As Caixas Econômicas Federais criarão. até a data a que se refere o presente artigo. de 21 de agosto de 1964. Os recursos aplicados. nos setor habitacional. no prazo de noventa dias.380.

Os pedidos de financiamento de competência dos Conselhos Administrativos das Caixas Econômicas Federais serão a estes submetidos com fiel observância da ordem cronológica da sua entrada nos Gabinetes dos Diretores das respectivos Carteiras. no que lhe disser respeito. 1. fora do Sistema Financeiro da Habitação. H.382. revogadas as disposições em contrário. Dentro do prazo de 90 (noventa) dias o Poder Executivo enviará mensagem ao Congresso dispondo sobre a nova Lei Orgânica das Caixas Econômicas Federais. CASTELLO BRANCO Octávio Gouveia de Bulhões CONHECIMENTOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← ← ← Abertura e Movimentação de Contas Documentos Básicos: Pessoa Física Documentos Básicos: Pessoa Jurídica ← Capacidade e Incapacidade Civil .882. de 21 de agosto de 1964.rendimento dos serviços e a segurança e a rapidez na tramitação dos processo e papéis. da Lei nº 4. de 21 de agosto de 1964. desde que devidamente instruídos. de 12 de setembro de 1962. regendo-se as operações das mesmas. por intermédio do Ministério da Fazenda após audiência do Banco Nacional da Habitação. desde que devidamente instruídos. Art 22. na forma do previsto no artigo 60. Art 21. 52.380. Brasília. a ordem cronológica. de 6 de março de 1961. Ficam revogados os Decretos ns. de 2 de abril de 1963. Parágrafo único. 143º da Independência e 76º da República. de 17 de maio de 1963. 50. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. pelo Decreto nº 24. cujo anteprojeto deverá ser encaminhado pelo Conselho Superior à Presidência da República.427. de 19 de junho de 1934. Art 20.013. 51. tendo em vista o disposto na Lei nº 4. 22 de dezembro de 1964. A apreciação dos recursos ex offício será realizada pelo Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais.380. todos referentes a operações das Caixas Econômicas Federais.316. Art 23. também fielmente. observando .

tais como depósito inicial ou renda mínima. Ampla cobertura de serviços do Banco. . O banco também pode recusar a abertura de conta para quem estiver incluído no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos) ou com o CPF na situação de cancelado na Secretaria da Receita Federal. quanto ao número de titulares. Acesso às linhas de crédito disponíveis. ← Informação detalhada das transações ocorridas nas contas. A conta. IOF e IR. celebrado pela livre decisão de ambos. pelos seus titulares (uma ou mais pessoas físicas ou pessoa Jurídica). cada banco pode estabelecer condições para a aceitação de um cliente. As principais contas bancárias são: ← depósitos à vista. A abertura de uma conta é um contrato entre o banco e o cliente.← Representação e Domicílio ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS CONTA CORRENTE DEFINIÇÃO Prestação de serviços de movimentação e guarda de recursos que serão livremente movimentados. CPMF. Oportunidade de negócios: ← ← Aplicações e investimentos. A QUEM SE DESTINA Pessoas Físicas ou Jurídicas VANTAGENS Possibilita ao cliente movimentar seus recursos com segurança. pode ser individual ou conjunta. inclusive tarifas pagas. por cheque e ordens de pagamento. ← depósitos a prazo e ← poupança. Dentro do que é permitido pela legislação.

Se isso ocorrer. A conta conjunta pode ter dois ou mais titulares. c) Todas as cobranças feitas pelo banco devem ser informadas ao correntista no momento da abertura da conta corrente. e) As instituições não podem fazer venda casada. OS BANCOS NÃO PODEM COBRAR (Resol. fornecimento de cheques e emissão de extratos são fixados por cada banco. DIREITOS DOS CORRENTISTAS Os bancos são considerados prestadores de serviço e por isso devem seguir regras impostas pelo Código de Defesa do Consumidor. Isso acarretará pena de sanção administrativa (multa) ao banco. A conta conjunta solidária pode ser movimentada em conjunto ou isoladamente pelos titulares. em local visível ao público uma relação dos serviços cobrados com seus respectivos valores e periodicidade. total ou parcial. desde que mediante expressa concordância de todos os titulares. mediante a redução proporcional dos juros. Os limites mínimos para abertura de contas. e na falta de um dos titulares a conta só pode ser movimentada através de autorização judicial. o cliente pode acionar os serviços de proteção ao consumidor. Veja quais são os principais direitos dos correntistas: a) As agências devem afixar.É permitida a transformação de individual em conjunta e vice versa. isto é.Bacen 2. A conta conjunta não solidária somente pode ser movimentada em conjunto por todos os titulares. f) O cliente tem assegurado o direito à liquidação antecipada de débitos. b) O início da cobrança de um serviço ou o aumento de preço deve ser informado ao público com 30 dias de antecedência. e ser solidária ou não solidária. quando for o caso. É permitida a abertura de mais de uma conta individual ou conjunta em nome do mesmo titular. vincular a prestação de um serviço à compra de outro. d) Não podem fornecer produtos e serviços que não foram solicitados pelo correntista.747. de 28/06/2000) .

c) Substituição do cartão de débito. b)Não tiverem sido liquidadas 50%. que não seja apenas o de sacar o valor creditado. . já fornecidas ao correntista. b)Consultas em terminais eletrônicos. d)Extrato mensal com toda a movimentação do mês. com. facultada à instituição financeira a prerrogativa de suspender o fornecimento de novos talonários de cheques quando: a)Vinte ou mais folhas de cheques. A conta de poupança foi criada para estimular a economia popular e permite a aplicação de pequenos valores que passam a gerar rendimentos mensalmente. transferências e outros lançamentos. alternativamente. pelo menos 10 folhas por mês. A conta de depósito a prazo é o tipo de conta onde o seu dinheiro só pode ser sacado depois de um prazo fixado por ocasião do depósito. h)Manutenção de contas abertas por depósito de ações de consignação em pagamento e de usucapião. inclusive públicas. A conta de depósito à vista é o tipo mais usual de conta bancária. As contas que recebam salários ou aposentadorias somente se possuírem talão de cheques ou outro benefício. de depósito a prazo e de poupança. Nela. o dinheiro do depositante fica à sua disposição para ser sacado a qualquer momento. e)Fornecimento de documentos destinados à liberação de garantias de qualquer natureza. exceto aquelas com saldo igual ou inferior a R$ 20.* Fornecimento de cartão magnético ou. a critério do correntista. c)Tarifas para receber as contas. g)Manutenção de contas abertas por ordem judicial (depósitos em juízo). exceto nos casos de perda ou roubo. das folhas de cheque fornecidas ao correntista nos últimos três meses.00 e sem movimentação há seis meses. Quais os tipos de conta clientes podem ter? Os clientes podem ter conta de depósito à vista. OS BANCOS PODEM COBRAR a)Movimentação de contas: saques. e)Manutenção de contas correntes. f)Manutenção de contas de poupança. no mínimo. d)Ordens de pagamento ou de crédito entre agências do mesmo banco. depósitos. ainda não tiverem sido liquidadas. de um talonário de cheques. QUESTIONÁRIO 1.

no caso de pessoa jurídica: . ← tarifas de serviços. . pensões e similares. e apresentar os originais dos seguintes documentos: no caso de pessoa física: . qualquer mudança de endereço ou número de telefone. O instrumento contratual é firmado entre a instituição financeira e a entidade pagadora. Não é movimentável por cheques e é isenta da cobrança de tarifas. O menor de idade pode ser titular de conta bancária? Sim.2. Que informações o banco deve prestar no ato da abertura de uma conta? Informações sobre direitos e deveres do correntista e do banco. ← necessidade de comunicação prévia. aposentadorias. ← condições para fornecimento de talonário de cheques.documento de constituição da empresa (contrato social e registro na junta comercial). O jovem menor de 16 anos precisa ser representado pelo pai ou responsável legal. que é o contrato firmado entre banco e cliente. O que é conta-salário? É um tipo especial de conta de depósito à vista destinada a receber salários. ← necessidade de você comunicar. uma vez microfilmados. 5.documentos que qualifiquem e autorizem os representantes. . vencimentos. constantes de contrato. carteira de trabalho ou certificado de reservista). 4. ← condições para inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF). como: ← saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta. ← informação de que os cheques liquidados. O maior de 16 e menor de 18 anos (não-emancipado) deve ser assistido pelo pai ou pelo responsável legal.documento de identificação (carteira de identidade ou equivalente. preencher a ficha-proposta de abertura de conta. . da intenção de qualquer das partes de encerrar a conta.comprovante de residência. .inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). mandatários ou prepostos a movimentar a conta. 3. por escrito.inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Não está sujeita aos regulamentos aplicáveis às demais contas de depósitos. e . por escrito. O que é necessário para se abrir uma conta de depósitos? Dispor da quantia mínima exigida pelo banco. poderão ser destruídos. como carteira profissional.

Quais os cuidados que o banco deve ter por ocasião da abertura de uma conta? As informações incluídas na ficha-proposta e todos os documentos de identificação devem ser conferidos. com a data do efetivo encerramento da conta de depósitos à vista. Todos esses assuntos devem estar previstos em cláusulas explicativas na ficha-proposta. O dinheiro depositado em qualquer tipo de conta pode ser transferido.← prazo para adoção das providências relacionadas à rescisão do contrato. o débito em conta por ordem de terceiro. que assina a ficha juntamente com o gerente responsável. Em caso de abertura de contas para deficientes visuais o banco deve providenciar a leitura de todo o contrato. admitida a utilização de meio eletrônico. ← obrigatoriedade da devolução das folhas de cheque em poder do correntista. fica obrigado a informar o cliente? O débito dos impostos e das tarifas previstas no contrato (ou ficha-proposta) pode ser feito sem aviso. Depósitos realizados em conta por falha do banco podem ser estornados . Quais os cuidados que se deve tomar antes de abrir uma conta? Ler atentamente o contrato de abertura de conta (ficha-proposta). ← necessidade de expedição de aviso da instituição financeira ao correntista. 9. O cliente pode autorizar. que é o contrato de abertura da conta celebrado entre o banco e o cliente. 7. em voz alta. Quando o banco fizer algum débito em conta. para qualquer modalidade de investimento sem que o cliente autorize? Não. não assinar nenhum documento antes de esclarecer todas as dúvidas. ou de apresentação de declaração de que as inutilizou. ← necessidade de manutenção de fundos suficientes para o pagamento de compromissos assumidos com a instituição financeira ou decorrentes de disposições legais. pelo banco. Somente com sua autorização feita por escrito ou por meio eletrônico. por escrito ou por meio eletrônico. pelo funcionário encarregado da abertura da conta. nos originais. 8. Qualquer outra cobrança não prevista só pode ser feita mediante o seu prévio consentimento. 6. Os nomes desses dois funcionários devem estar claramente indicados na ficha-proposta. solicitar cópia dos documentos que assinou.

pelo banco depositário. Cartão de Identificação do Contribuinte (CIC/CPF).sem aviso prévio. É o ser humano capaz de adquirir direitos e assumir obrigações. 11. . outras formas de comprovação da operação realizada. sendo sinônimo de sujeito de direito. Posso abrir uma conta em moeda estrangeira? As contas em moeda estrangeira só são abertas para estrangeiros que estejam transitoriamente no país. em comum acordo. no mínimo. Todas as condições básicas para movimentação e encerramento devem constar da ficha proposta de abertura de conta (contrato). também deverá ser identificado o responsável que o assiste ou representa. Comprovante de residência (conta de luz. Corecon. E. deverá ser identificado o respectivo responsável. PESSOA FÍSICA É o ente físico ou coletivo suscetível de direitos e obrigações. além de sua qualificação. inclusive as relacionadas às tarifas de serviços. O banco é obrigado a fornecer ao cliente comprovante da operação de depósito realizada? Sim. Tratando-se de menor ou de pessoa incapaz. de recibo da operação de depósito realizada. telefone ou contrato de locação). caso se trate de pessoa economicamente dependente. Os originais serão devolvidos logo após a conferência com as cópias. 10. CRM. que ficarão com o banco.cédula de identidade (RG) ou documentos que a susbstituam legalmente. originais e cópias dos seguintes documentos: Documento de identificação . a exemplo das carteiras fornecidas pela OAB. o indivíduo fisicamente representado. É da natureza do contrato de depósito a entrega imediata. É a pessoa natural. Federação Nacional dos Jornalistas etc. CREA. O banco e o cliente podem pactuar. Abertura e encerramento de conta corrente de pessoa física Abertura Para abertura de conta os bancos pedem que o cliente apresente.

← Manutenção de fundos suficientes para a liquidação de compromissos assumidos com o banco ou decorrentes de disposições legais (ex. aberta pela empresa/fonte pagadora em nome de um favorecido/beneficiário. CPMF). prestação de financiamento. no mínimo. CPMF). ← Devolução ao banco das folhas de cheques em seu poder ou declaração por escrito de sua inutilização. as seguintes condições para seu encerramento: ← ← Comunicação prévia por escrito. ← Devolver os talonários de cheques e cartões que estejam em seu poder. Como agir Ao solicitar o encerramento. ← Cancelar as autorizações de débitos automáticos.A abertura dessa conta é feita pela empresa ou fonte pagadora.Encerramento Os contratos ou fichas-proposta de abertura de conta deverão estabelecer. O . ← Verificar se todos os débitos (autorizados) e cheques emitidos estão lançados na conta. O encerramento da conta não eximirá seu titular das obrigações legais decorrentes da sustação. revogação ou cancelamento de cheques. cabendo a ela toda a responsabilidade de identificação do favorecido/beneficiário. conferindo e confirmando com o banco o seu registro. Prazo para adoção de providências relacionadas à rescisão. exclusivamente para pagar-lhe salários e/ou vencimentos. mesmo quando ocorrer após o encerramento da conta. O banco deverá informar os motivos de devolução dos cheques apresentados dentro do prazo de prescrição. Conta-salário É um tipo especial de conta de depósito à vista. . ← Exigir o protocolo das devoluções e do encerramento da conta. o cliente deve tomar as seguintes providências: ← Pedir o extrato da conta. ← Manter saldo suficiente para liquidação de compromissos assumidos anteriormente (débito automático. O cliente (empregado/funcionário/beneficiário) é isento de tarifa de manutenção da conta-salário. A tarifa de manutenção da conta é negociada e cobrada da empresa ou órgão pagador do salário/vencimento.

mensal e gratuito. estado.instrumento contratual de abertura da conta-salário é firmado entre o banco e a instituição/empresa pagadora.A conta-salário só recebe créditos da empresa ou fonte pagadora e não pode ser utilizada para débitos decorrentes da quitação de contas de consumo.No caso de substituição do cartão magnético por perda.Na abertura da conta-salário o beneficiário recebe do banco informações sobre o seu funcionamento. PESSOA JURÍDICA: Pessoa jurídica .Essa conta não é movimentável por cheques.É a unidade de pessoas naturais ou de patrimônio. reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações. títulos. mas apenas por cartão magnético. roubo ou danos provocados pelo cliente. . . bairro. para movimentá-los em outro banco. cidade. CEP. . poderá ser cobrada tarifa de reposição. São 3 os seus requisitos: ← organização de pessoas ou de bens ← licitude de seus propósitos ou fins e ← capacidade jurídica reconhecida por norma.A conta-salário não está sujeita aos demais regulamentos aplicáveis às contas de depósitos. boletos bancários. ← ← ← ← ← ← ← ← ← ← Razão Social ( Contrato Social) Data da Constituição da Empresa Atividade Cartão do CGC Endereço completo logradouro. .O cliente também pode optar por transferir integralmente seus recursos por meio de um único DOC/TED. . . número de telefone. impostos e taxas. que visa à consecução de certos fins. . nas agências do banco e nos equipamentos de auto-atendimento internos e externos.

← código DDD, ← fax, ← E-mail, ← fontes de referências e; ← Documentos para a autorização de representantes, mandatários ou procuradores, para que os mesmos possam fazer a movimentação da conta ou outras ações devidamente outorgadas.

CAPACIDADE E INCAPACIDADE CIVIL
Diz o Código Civil Brasileiro no seu capítulo I: Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

Quanto a capacidade.
Pelo Novo Código Civil Brasileiro , são capazes os maiores de 18 anos e os emancipados. Caracterizam-se por possuírem capacidade de fato, além da capacidade de direito (comum também aos incapazes). Podem, desta forma, exercer todos os atos da vida civil. A título de esclarecimento, emancipados são aqueles menores de 18 anos para os quais a lei, os pais ou o juiz concede capacidade. Não se pode confundir capacidade com maioridade e menoridade. Maioridade são todos aqueles que tem mais de 18 anos. Da mesma forma, um emancipado menor é considerado capaz. A definição de capacidade, proposta por Fiuza, C. em "Direito Civil- Curso Completo", Ed. Del Rey, 1998, é a seguinte: "Capacidade é a aptidão inerente a cada pessoa para que possa ser sujeito ativo ou passivo de direitos e obrigações". Daí surgem os dois tipos de capacidade comumente encontrados nos compêndios de Direito Civil quais sejam: Capacidade Civil, também denominada capacidade jurídica, legal ou de direito e a Capacidade de Fato, também denominada de capacidade geral ou plena. A capacidade civil representa o potencial próprio de cada um para o exercício dos atos da vida civil, ou seja, celebrar contratos, agir em juízo, casar-se, etc. Contudo, isso não significa que todos aqueles que possuem tal capacidade possam de fato, exercer, na plenitude, atos da vida civil. É preciso ter capacidade de fato, isto é, poder efetivo para a prática de atos. Se por um lado todos nós somos titulares de direitos e obrigações, o exercício pessoal dos direitos fica condicionado, por disposições legais, a circunstâncias, como maturidade, saúde e desenvolvimento intelectual.

Quanto a incapacidade.
A incapacidade pode se apresentar em duas espécies: absoluta: acarreta a proibição total da prática dos atos da vida civil, sob pena de nulidade (artigo 166, inciso I, do Código Civil), e é suprida pela representação; relativa: permite a prática dos atos civis, desde que o incapaz seja assistido por seu representante, sob pena de anulabilidade (artigo 171, inciso I, do Código Civil), e é suprida pela assistência. Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Menores de 16 anos
São os menores impúberes.

Enfermo ou deficiente mental
O Decreto-lei n. 24.559/34 trata minuciosamente da situação dos loucos. Autoriza ao juiz, na sentença de interdição, fixar limites à curatela. Para garantir que não haja interdições de pessoas capazes, o interditando deverá ser citado no processo para que exerça sua defesa. Havendo sentença de interdição, esta deverá ser publicada, pelo menos, três vezes no jornal local. Sempre que um louco já interditado praticar qualquer ato jurídico sozinho, este será nulo, ainda que a terceira pessoa não soubesse da existência da sentença de interdição, tendo em vista a presunção da publicidade. Para se decretar a interdição, é fundamental o exame médico que comprove a doença mental. O juiz deverá, ainda, fazer um exame pessoal do interditando, na forma de interrogatório com perguntas básicas, como nome de parentes, endereço, número de telefone etc.

Pessoas, por motivos transitórios, sem expressão da vontade
Andou bem o Código Civil ao substituir a velha disposição que só incluía os surdos-mudos, que não podiam expressar a vontade, por todos aqueles que não conseguem expressar a vontade, por uma causa transitória. Aqui podemos incluir todos os que tenham algum problema físico que venha gerar a referida incapacidade. Ser absolutamente incapaz significa a necessidade de ser representado em tudo o que se fizer por responsável legal. Contudo, tais responsáveis (representantes), têm poderes limitados, necessitando de autorização do juiz e do Ministério Público para realizar atos que representem perda patrimonial para o representado, tais como a venda ou a doação de bens.

Quanto aos relativamente incapazes
Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos.

do Código Civil). . sendo a assistência um mero suporte para a prática do ato. portadores de anomalias psíquicas. comprovados e declarados em sentença de interdição. sem assistência de um curador (artigo 1767. O pródigo não é considerado louco. O conceito de família é restrito ao cônjuge. adotando-se para a hipótese a regra geral do artigo 186 do Código Civil. do Código Civil). preocupado com o desenvolvimento intelectual. interditado a fim de se proteger sua família. Excepcionais. entendia que a maturidade havia chegado quando ocorria a prática e um ato ilícito. os menores púberes são equiparados aos maiores quanto às obrigações resultantes de atos ilícitos dos quais forem culpados. sem desenvolvimento mental completo A hipótese dá grande discricionariedade ao julgador. aos descendentes e aos ascendentes. para efeitos civis. toxicômanos. surdos . Todos esses precisarão da assistência de um curador (artigo 1767. como no caso de alcoólatras ou dipsômanos. entre outros que tenham sua capacidade cognitiva alterada.mudos. como é o menor que atua na vida jurídica é a sua vontade que constitui a mola geradora. A omissão do novo Código Civil não altera a imputabilidade e responsabilidade civil do menor relativamente incapaz. Ébrios habituais. toxicômanos e todos com discernimento reduzido Foi a ciência médico . O legislador. os menores púberes perdem essa proteção caso pratiquem qualquer ato disposto nos artigos 180 e 181 do Código Civil.psiquiátrica que ampliou as hipóteses de incapacidade relativa. Portanto. o ato culposo ou doloso que trouxesse prejuízo a terceiro gerava responsabilidade ao menor. inciso III. Portanto. que os tornam incapazes de praticar atos da vida civil. inciso IV. Pródigos São aqueles que não conseguem reter os seus bens e acabam chegando à miséria. pois abarca todos os "fracos dementes". no entanto. podendo ser. O Código Civil de 1916 dispunha no seu artigo 156 que. apenas possui um desvio de personalidade.Maiores de 16 anos e menores de 18 anos (menores púberes) Embora exista um sistema de proteção aos menores incapazes.

o qual cessará à medida que se adaptar a civilização do país. não existindo qualquer pessoa da família que tenha capacidade para requerer a interdição. O Ministério Público poderá requerer a interdição se houver somente filhos menores. os silvícolas devem comprovar .001/73.) (artigo 1782 do Código Civil). poderá ser interditado. que ficam sob a tutela da União (tutela estatal). assim. poderá requerer sua emancipação. são passíveis de anulação. um jovem de 17 anos pode vender um terreno de sua propriedade. A jurisprudência acoplou a companheira no rol da família para requerer a interdição do pródigo. Na vigência da lei anterior à Lei n.001/73) que regulamenta a proteção dos silvícolas. estabelece: "A capacidade dos índios será regulada por legislação especial". tendo em vista não haver a quem proteger.º. não poderá ser interditado. sendo que seu registro é feito na própria FUNAI. desde que o responsável concorde e assine a transação conjuntamente. Para a emancipação. doação etc. observamos clara diferença em relação a incapacidade absoluta. pessoa capaz. Silvícolas É vulgarmente chamado de índio e sujeito a regime tutelar estabelecido em leis e regulamentos especiais.. a qual cumpre assisti-lo. 6. O pródigo pode livremente casar-se sem autorização de curador. tornando-se. Esse é o pensamento tanto do Professor Silvio Rodrigues quanto da Professora Maria Helena Diniz. O relativamente incapaz pratica atos indiretamente através de determinada pessoa. No que concerne ao artigo 4o do C.C. No caso de discordância. 6.A interdição do pródigo tem três características: · · · se ele tiver família. A incapacidade estabelecida por lei especial não é uma restrição e sim uma proteção. só se limitando à prática de atos que acarretam a redução de seu patrimônio (alienação. O artigo 4. a restrição que ele sofre é muito pequena. não há a prática do ato. Os silvícolas não possuem registro de nascimento civil. foi criado um órgão para tutelar os silvícolas em nome do Estado: a FUNAI. Se um silvícola se adaptar à civilização. Por exemplo. Há uma lei federal (Lei n. se ele não tiver família. do Código Civil. parágrafo único. Somente os atos sem a devida assistência.

A emancipação pode ser de três espécies (artigo 5. Hoje a jurisprudência é tranqüila no sentido de que os pais que emancipam os filhos por sua vontade não se eximem da responsabilidade por eles. do Código Civil): ← ← ← voluntária. é nulo. parágrafo único. cessará a incapacidade) (artigo 5. Cessação da Incapacidade Cessa a incapacidade quando desaparece a sua causa ou quando ocorre a emancipação (exemplo: se a causa da incapacidade é a menoridade. O próprio Estatuto. por questão teleológica.º do Código Civil). quando a pessoa completar 18 anos. a) Emancipação voluntária Aquela decorrente da vontade dos pais.º foi expresso ao exigir o instrumento público. O inciso I. através de um ato unilateral dos pais reconhecendo que o filho tem maturidade necessária para reger sua vida e seus bens. ou de qualquer deles na falta do outro. 6. como já era previsto pela própria Lei de Registros Públicos. O Estatuto do Índio (Lei n. judicial e legal. A emancipação só pode ocorrer por escritura pública. sem a assistência da FUNAI. b) Emancipação judicial . a emancipação voluntária só poderia acontecer a partir dos 18 anos. que já conhecem a língua portuguesa e que já estão adaptados à civilização. a emancipação voluntária cai automaticamente para 16 anos. dispõe que o juiz poderá considerar válido o ato se constatar que o silvícola tinha plena consciência do que estava fazendo e que o ato não foi prejudicial a ele.que já completaram 21 anos de idade. do artigo 5. A idade mínima para a emancipação é 16 anos.001/73) dispõe que todo ato praticado por silvícola. A escritura é irretratável e irrevogável para não gerar insegurança jurídica. do parágrafo único. O atual sistema é mais rígido que o anterior que autorizava a emancipação por escritura particular. podendo exercer uma atividade útil. no entanto. A concessão da emancipação é feita pelos pais.º. porém hoje. Antes da vigência do atual sistema.

O casamento nulo putativo. Modelo de Procuração PROCURAÇÃO Através deste instrumento particular eu. É um ato previsto em lei.º . os efeitos da emancipação não serão válidos. A sentença que conceder a emancipação será devidamente registrada (artigo 89 da Lei 6. o casamento emancipa os menores. no ______ município de_________.º _________________. elas sempre irão se sobrepor ao Código Civil em relação à emancipação de menores. c) Emancipação legal Decorre de certos fatos previstos na lei (exemplos: casamento. que culmina na emancipação. ara o cônjuge de boa-fé também produz uma emancipação válida. ainda que sejam emancipados.. Da mesma forma as pessoas naturais podem fazer-se representar por outra pessoa natural (pessoa física) através de um instrumento conhecido como "procuração".É aquela decretada pelo juiz. No caso de casamento nulo. Estado de _________________________portador do documento de identidade n. visto que idade mínima para adquirir permissão ou habilitação é 18 anos). expedida pela ___________em ______/______/_____. voltando os menores à condição de incapazes. como o Estatuto da Criança e do Adolescente. o Código de Transito Brasileiro etc. Qualquer que seja a idade. estabelecimento do menor com economia própria. O menor sob tutela só poderá ser emancipado por ordem judicial. tendo em vista que o tutor não pode emancipar o tutelado.e CPF n. recebimento do diploma de curso superior etc. os menores não poderão praticar atos não permitidos pelas leis especiais (exemplo: um rapaz emancipado com 17 anos não poderia se habilitar para dirigir. O procedimento é regido pelos artigos 1103 e seguintes do Código de Processo Civil com participação do Ministério Público em todas as fases. _________________________ Filho de_________________________e de_________________________ nascido(a)e_______/________/______. evidentemente podem recorrer às pessoas físicas que as representem. No caso de leis especiais.015/73). estando estas últimas designadas nos atos constitutivos das pessoas jurídicas (contratos sociais ou estatutos).). ou seja. REPRESENTAÇÃO E DOMICÍLIO Representação Para exercer seus direitos e cumprir suas obrigações as pessoas jurídicas.

____de______________de _______ ____________________________________ Assinatura Domicílio O conceito de Domicílio Civil é determinado pela combinação dos artigos 31 e 32 do CCB. Estaduais. sendo este palpável. Estabelecimentos Financeiros e onde se fizer mister . Autarquicas. _______________.: uma casa. É o local onde a pessoa se fixa. Sendo evidenciado por reflexos do indivíduo que demonstra o seu interesse em permanecer em tal domicílio. O indivíduo sabe o seu tempo de permanência em tal local. inclusive substabelecer. assinar Termo de Responsabilidade. Federais.: um indivíduo aluga uma casa na praia ele tem uma moradia. Ex. . Municipais . mesmo que temporariamente. praticando todos os atos necessários ao cabal desempenho do presente mandato. receber as contas. CPF _____________________ delegando-lhe poderes para para representár perante as Repartições Públicas. e mesmo .______________________________pela presente nomeio e constituo meu bastante procurador o (s) Sr.: receber correspondência. Moradia é um conceito mais tênue que residência. Ex. Ex. Residência: é o objeto do conceito. enfim. É o elemento externo e visível.(a)(s)F__________________________________________. brasileiro (a)RG________________. O conceito moradia é passageiro. não uma residência. Apenas encontraremos o domicílio civil se preenchermos os dois requisitos determinados no artigo 31 do CCB que são: Residência. um apartamento. Domicílio = Ânimo definitivo. provendo. por isso não pode existir em mais de um local uma vez que o indivíduo não pode se encontrar em mais de um local ao mesmo tempo Domicílio: Ânimo definitivo : este é o elemento interno do domicílio civil. contestando. um prédio. requer assinando.

O Domicílio possui caráter de definitividade. pois ao estado é conveniente que o indivíduo se fixe num ponto do território para que se possa ser encontrado. viajantes e nômades: é o local onde ele se encontra. Domicílio civil do presidiário: é o local onde ele se encontra cumprindo sentença. é o local onde o sujeito escolheu para ser a sede de sua vida. os negócios. Uma pessoa. receber intimações. Domicílio civil da viúva: é o local onde ela se encontra. É o local onde o sujeito se propõe a permanecer de maneira definitiva. Assim. Domicílio civil da mulher casada: é o domicílio civil do marido. citações ou ate mesmo responder a um processo judicial. . "O lugar em que a ação jurídica da pessoa manifesta se e exerce de modo continuo e permanente é o seu domicílio". o ânimo definitivo. O elemento Subjetivo é o elemento interno. O elemento Objetivo é o objeto do conceito de residência. para que cumpra suas obrigações fiscais políticas. o mesmo ocorre com a mulher separada ou divorciada. Domicílio civil dos tripulantes de navios e aviões quando em serviço: é o local onde se encontra matri-culado o navio ou avião. o domicílio civil dos incapazes é o local onde se encontram domiciliados os seus responsáveis legais.Alguns autores determinam que o domicílio civil é constituído por um elemento objetivo e outro subjetivo. Domicílio civil dos ciganos. militares e policiais. centro familiar e social. O domicilio é importante do ponte de vista do direito publico. ALGUNS TIPOS DE DOMICÍLIO CIVIL: Domicílio civil do funcionário público: é o local onde exerce a sua atividade. possui um centro onde gira seus interesses. Tanto pessoa física como jurídica. pode possuir mais de um domicilio. Domicílio civil dos incapazes: apenas os indivíduos com capacidade civil podem apresentar domicílio civil. É o caso de um profissional que possui residência em uma cidade mas os seus interesses da sua profissão em outra. Em outras palavras. as vezes.

na maioria das casos o processo deve ser proposto no domicílio civil do réu. 2º. São aqueles determinados no artigo 36 do CCB. se ingressa com o processo aonde está domiciliado o réu. Domicílio Civil Voluntário: este é escolhido livremente pelo indivíduo.É no local do último domicílio civil do de cujus (de cujus = falecido) que é aberta a sua sucessão legítima mesmo que este tenha falecido em outro local. Domicílio Civil da Pessoa Jurídica: é um ente abstrato. isto é. "o domicílio civil comum é real (residência).: num caso de alguém de São Félix morrer em Rondonópolis o processo será aberto em São Félix. Domicílio Civil Especial: também conhecido como domicílio civil contratual. Domicílio Civil Necessário: este é determinado pela nossa Legislação. Ex. o indivíduo que apresentar capacidade civil e preencher os requisitos do artigo 31 terá mais de um domicílio civil. criado pelo sistema . 36 e seguinte do CCB. enquanto que o domicílio civil especial é uma ficção (não tem a residência)". . ou seja. 3º. este é determinado pela vontade dos contratantes.No último domicílio civil conhecido é que se publica os editais de citação e intimação ou notificação do indivíduo que se encontra em local inserto e não sabido. basta apenas preencher os requisitos do Artigo 31 do CCB. Logicamente.Em regra geral o domicílio civil determina a competência processual. é uma imposição legal. nós adquirimos tal domicílio quando adquirimos personalidade civil.Tais domicílios supra mencionados se encontram determinados no Art. A IMPORTÂNCIA DO DOMICÍLIO CIVIL Artigo 36 do CCB .Domicílios Legais 1º. quando nascemos com vida. Domicílio Civil Aparente: aqueles indivíduos que apresentam mais de um domicílio civil podem ser atribuídos a ele qualquer um de seus domicílios. ESPÉCIES DE DOMICÍLIO CIVIL Domicílio Civil de Origem: este é o primeiro domicílio civil que nós possuímos.

as respectivas capitais. 2.O domicílio especial se encontra diretamente ligado às cláusulas do contrato. diante da hipossuficiência destes (fraqueza). departamento. Esta não apresenta propriamente dito um domicílio civil. 4. o distrito federal.O domicílio especial é eficaz somente para as partes contratantes (o contrato é lei entre as partes). ou onde elegerem o domicilio especial nos seus estatutos ou atos constitutivos. Assim." Sempre que a união for uma das partes de ação judicial.legal. III ) do município. mas sim uma SEDE. .O domicílio especial apresenta validade somente enquanto existir o contrato. o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. 35 do CCB) Quanto a pessoas jurídicas o domicilio é: I ) da união. o lugar onde funciona a administração municipal. CARACTERÍSTICAS DO DOMICÍLIO CIVIL Como o domicílio especial é determinado através de um contrato. as partes não podem determinar um domicílio diferente daquele determinado pela nossa legislação. agência. DOMICILIO DA PESSOA JURÍDICA (ART.O domicílio especial também é denominado de domicílio de eleição ou contratual. será competente a justiça federal sediada nas capitais dos estados". A nossa legislação determina em alguns casos a competência e o domicílio civil de certos indivíduos. 3. Das demais pessoas jurídicas. este apresenta nas seguintes características: 1. etc. Pode o indivíduo escolher um domicílio especial contrariando o domicílio determinado legalmente? As normas que determinam a competência e o domicílio civil do hipossuficiente são normas cogentes (são aquelas que não aceitam a manifestação de vontade do indivíduo). II ) dos estados. A pessoa jurídica pode ser responsabilizada em qualquer local onde tenha sede. filial.

que. em pagamento da prestação atual realizada pelo credor" (Eunápio Borges) "Título de Crédito é um documento necessário para o exercício literal e autônomo nele mencionado" (Vivante). no caso de pessoas jurídicas. se elas espalham filiais pelo país.O fato é que a lei pressupõe. de um modo ou de outro. necessariamente devem colocar propostos seus à altura de serem demandados. . DOCUMENTOS COMERCIAIS ← Títulos de Créditos e Valores Mobiliários ← Duplicatas ← Letra de Câmbio ← Nota Promissória ← Cheque ← Warrant ← Commercial Paper/Promissória Comercial ← Debêntures ← Ações ← Títulos da Dívida Pública ← Notas Fiscais ← Fatura ← Borderô ← Contrato TÍTULOS DE CRÉDITO "Documento no qual se materializa. se incorpora a promessa de prestação futura a ser realizada pelo devedor. Tais medidas são de grande alcance a todos que travam contato. com uma pessoa jurídica.

para promover a execução do crédito representado. literal e autônomo. possibilitam a execução imediata do valor devido. portador de um título de crédito pode negociá-lo. como títulos executivos extrajudiciais. O credor. nele mencionado.indispensabilidade de posse da cártula (do documento. Assim. como acidente de veículo. Conseqüências jurídicas Necessidade de decisão judicial . na verdade. ou pagar seus próprios credores com o título. definidos em lei (CPC. art. No conceito de Cesare Vivante. como na obrigação do avalista. 585. Os títulos de crédito são documentos representativos de obrigações pecuniárias. bem como em relação ao valor da indenização devida. endossando-o. bem como do sacado em relação ao cheque. Atributos ou especificidades dos títulos de crédito: a)Negociabilidade (facilidade de circulação do crédito). não se confundem com a própria obrigação. do título de crédito). Título de crédito é. representativo de uma obrigação pecuniária. oferecendo-o como garantia em empréstimo bancário. b)Executividade. Os títulos de crédito. o instrumento de uma obrigação de dar coisa certa.processo de conhecimento “Reconhecimento de culpa” A obrigação pode ser representada por um título de crédito (cheque. como garantia de . mas dela se distinguem porque se limitam a representá-las. antes do vencimento da obrigação. ou para requerer falência é necessário ao ajuizamento o original do título de crédito. c) Exclusivamente cambial. Origens das obrigações representadas por títulos de crédito: a) Indenização por ato ilícito. é o documento necessário ao exercício de um direito. Princípios Gerais do Direito Cambiário 1-Cartularidade . Ex: dano em acidente de veículo Situações jurídicas Partes discordes da existência da obrigação Partes acordes quanto à existência da obrigação e discordes em relação ao seu montante Partes acordes quanto à obrigação.Documento dotado de forma legal específica. b) Contratos de quaisquer espécies. nota promissória ou letra de câmbio).

a quitação pelo pagamento deve constar do próprio título. Deverá pagá-lo e. não se livrará o comprador de honrar o título no seu vencimento junto ao terceiro portador. 15. Há sempre um fundamento de ordem econômica com a evolução do instituto dos títulos de créditos.o que não se encontra expressamente consignado no título de crédito não produz conseqüências jurídico-cambiais. § 2 o. Exceção: art.: aval concedido em instrumento apartado da nota promissória. não negociou seu crédito. .subprincípio derivado do princípio da autonomia que releva a ligação entre o título de crédito e a relação jurídica que o originou. "C" executa "A" . demandar ressarcimento perante o vendedor do negócio frustrado: a)Abstração . "B" (transfere) endossa a NP para "C". 3-Autonomia .Quem deve pagar a NP "A" a defesa dele é contra "B". Se o comprador de um bem a prazo emite nota promissória em favor do vendedor e este paga uma sua dívida transferindo a terceiro o crédito representado pela nota promissória. da Lei das Duplicatas. Dessa forma.as obrigações representadas por um mesmo título de crédito são independentes entre si. Segundo aspecto Inicialmente o título de crédito tem origem na relação de débito e crédito que lhe deu causa.autônomo da relação que o gerou. Exceção pessoal não se transfere.00.: "A" compra veículo de "B". por R$ 20. Exs.subprincípio do princípio da autonomia em seu aspecto processual.que o exeqüente é o credor. b)Inoponibilidade das exceções pessoais aos terceiros de boa-fé .O DIREITO CARTULAR . podendo gerar efeitos na órbita do direito civil. a obrigação que incumbe ao comprador de pagar a mercadoria que comprou a prazo não se confunde com a que ele assumiu. havendo restituição do bem por vício redibitório. só então. 2-Literalidade . O título de simples documento probatório passou a ser constitutivo de um novo direito . como fiança. Princípio da imponibilidade das exceções pessoais Ex. um título de crédito. "B" não entrega o veículo para "A".000. não produzirá efeitos de aval. "A" emite uma NP nesse valor para "B". ao assinar em virtude de tal compra.

b)Nominativos.apenas duas situações jurídicas decorrem do saque cambial: a de quem promete pagar e a do beneficiário da promessa. por talão. a do destinatário da ordem e a do beneficiário da ordem. que deu origem ao título. a obrigação do título (obrigação cartular) pode eventualmente ser eficaz. obrigação essa.: letra de câmbio.o saque cambial origina três situações jurídicas distintas: a de quem dá a ordem.: letra de câmbio e nota promissória.: cheque e duplicata mercantil. Ex: duplicata mercantil. 3-Quanto às hipóteses de emissão a)Causais .os requisitos legais devem ser cumpridos para que se constituam títulos de crédito. 4-Quanto à circulação a)Ao portador . clássico jusprivatista. 5-Quanto ao conteúdo . que embora conexa. contribuindo para o desenvolvimento da atividade comercial. b)De modelo vinculado.: nota promissória.: letra de câmbio. Um cheque somente o será se lançado no formulário próprio fornecido.somente podem ser emitidos se ocorrer o fato que a lei elegeu como causa possível para a sua emissão. Exs. classifica os títulos de crédito quanto ao modelo em cambiais ou cambiariformes. Objetivos Proteção do crédito comercial e possibilidade de sua circulação. Exs.não identificam o seu credor. b)Não-causais. cheque e duplicata mercantil. consoante mesmo critério. que somente pode ser emitida para representar obrigação decorrente de compra e venda mercantil. pelo próprio banco sacado.Mesmo inexistindo a obrigação fundamental. Ex. é autônoma em relação àquela. b)Promessa de pagamento . Classificação 1-Quanto ao modelo a)De modelo livre . cheque e a nota promissória. Exs. 2-Quanto à estrutura a)Ordem de pagamento . todavia a forma dos mesmos não precisa observar um padrão normativamente estabelecido. Exs. Pontes de Miranda.

que permitem ao seu titular praticar certos atos ou exercer determinadas funções. b)Destinados à aquisição de direitos reais sobre coisas determinadas. entradas para teatros e cinemas. cédula real pignoratícia. Exs. Ex: ações das sociedades anônimas.: warrant. Exs.conferem ao titular o direito de reclamar certos serviços.: bilhetes de passagem. duplicata. c) Títulos que atribuem a qualidade de sócio. conhecimento de frete. mercadorias).: bilhete de mercadorias.a)Propriamente ditos . letra de câmbio.dão direito à prestação de coisas fungíveis (dinheiro. d)Impropriamente ditos (ou de legitimação) . Exs. Espécies 1-Letra de câmbio 2-Nota promissória 3-Cheque 4-Duplicata 5-Títulos de crédito rural a)Nota promissória rural b) Duplicata rural c) Cédula rural pignoratícia d) Cédula rural hipotecária e) Cédula rural pignoratícia e hipotecária f) Nota de crédito rural 6-Títulos de crédito industrial 7-Debêntures 8-Warrant 9-Conhecimento de transportes 10-Ações 11-Títulos da dívida pública Importância dos Títulos de Crédito .

Existe ainda a "nota fiscal-fatura". de forma que: I.. 60 ou mais dias. Geralmente é título de crédito assinado pelo comprador em que há promessa de pagamento da quantia correspondente à fatura de mercadorias vendidas a prazo". IV. na propriedade do título.Venda a prazo: Recebendo em pagamento pedaços de papel descontando-os. DUPLICATA A duplicata mercantil é título de crédito que constitui o instrumento de prova do contrato de compra e venda. na relação jurídica que o liga ao devedor. II. . recebimento imediato (quanto teria que receber) da importância que teria de receber em 30. O direito não existe sem o documento no qual se materializa. IMPORTANTE! A lei 8021/90 proíbe o pagamento de títulos de crédito ao portador ou títulos de crédito endossáveis. O direito não se transmite sem a transferência do título. de uma fatura contendo a relação das mercadorias vendidas. Humberto Piragibe Magalhães e Christóvão Piragibe Tostes Malta (Dicionário Jurídico. como credor originário e autônomo. 1º:371). a definem como o "título de crédito constituído por um saque vinculado a um crédito decorrente de contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços igualado aos títulos cambiários por determinação legal. ele será sinal imprescindível do direito que nele se contém. quantidade e valor. O direito não pode ser exigido sem a exibição e a entrega do título ao devedor que satisfaz a obrigação nele prometida. Requisitos dos Títulos de Crédito Se o documento for um título de crédito. O adquirente do título não é sucessor do cedente. com sua natureza. III. formal. São lhe inoponíveis as defesas pessoais do devedor contra seus antecessores. uma única relação de mercadorias que tem efeitos de fatura para o Direito comercial e de nota fiscal para o direito tributário. A duplicata mercantil é título de crédito criado pelo direito brasileiro. pelo vendedor. É título casual. mas se inexiste direito constante do título. Pela lei 5474/68 nas vendas mercantis a prazo é obrigatória a emissão. circulável por meio de endosso e negociável.

a ser assinada pelo comprador como aceite cambial declaração de reconhecimento da exatidão e obrigação de paga-la. em algarismos e por extenso. entre outras formas. c) data certa do vencimento ou indicação de título à vista. . Requisitos São requisitos da duplicata: a) expressão "duplicata". b) número de ordem da fatura. mediante desconto. d) identificação do vendedor e comprador (Nome/domicilio do comprador/vendedor). ou seja. A duplicata deve ser de uma única fatura. h) Declaração de reconhecimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la. a duplicata poderá conter a figura do aval. Toda duplicata envolve a figura de dois participantes: Cedente: é a empresa que vende seus produtos/serviços a prazo. g) cláusula "à ordem". elas são transferíveis terceiros por meio de endosso. f) local de pagamento (praça de pagamento). aquele que pagará o título. Sacado: é o comprador (cliente) contra quem o cedente emitiu a duplicata.. encontra-se disciplinada pela Lei 5.474/68. i) assinatura do emitente. podem negociá-las. data de emissão e número de ordem. ou terceiros que as tenham recebido por endosso. Como qualquer outro título de crédito. para antecipar fluxo de caixa. Como as duplicatas são títulos "à ordem". e) importância a pagar. O sacado.Presentemente. Classificação A duplicata é título de modelo vinculado e o comerciante que a adotar deve manter um livro de registro de duplicatas.

com comunicação por escrita ao vendedor do seu aceite. defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias. que é título de aceite obrigatório e sua recusa somente poderá ocorrer em determinados casos legalmente previstos (avaria ou não recebimento de mercadorias quando enviadas por conta e risco do vendedor. O aceite pode ser : a) ordinário. no caso de recebimento das mercadorias pelo comprador. devidamente comprovados . assinada ou acompanhada de declaração contendo razões recusa de aceite Aceite O vendedor tem prazo para enviar a duplicata. divergência nos prazos ou preços). b) por comunicação. vícios na qualidade e quantidade.A duplicata é título causal pois somente pode representar crédito decorrente de um determinada causa.Vícios.Avaria/não recebimento das mercadorias. Vencimento À vista: Pagável à apresentação. A emissão e aceite de duplicata simulada é crime pela lei 8137/90.Divergências nos prazos/preços ajustados Protesto . resulta da assinatura do comprador no título. Somente a devolução não assinada e acompanhada de declaração de recusa é que pode liberar o comprador da obrigação cambial. O comprador poderá deixar de aceitar a duplicata: .Remessa pelo credor: 30 dias. retenção da duplicata pelo comprador autorizado por instituição financeira. contados da apresentação. c) por presunção. na praça do devedor .Remessa por instituição finaceira:10 dias Devolução: Em 10 dias. À um certo termo de vista Remessa . quando não expedidas/entregues por sua conta e risco .

Por falta de devolução A duplicata pode ser protestada. sendo que o emitente estará dispensado de proceder escrituração especial. aceite ou devolução. por falta de pagamento.Por falta de pagamento . a contar da data do protesto .Contra o sacado/avalistas:3 anos.Borderô de Cobrança/desconto/conta vinculada . b) o protesto por indicação somente viável mediante apresentação de documento comprobatório da existência de vínculo contratual.Contra o endossante/avalistas:1 ano.Contrato original . Se o comprador não restituiu o título ao vendedor. no caso de aceite por comunicação é a carta enviada pelo comprador ao vendedor. com as seguintes especificidades: a) a causa não é uma compra e venda. até 30 dias após o seu vencimento.. A perda do prazo implica somente na perda do direito contra os coobrigados. o que excepciona o princípio da Cartularidade. ou comprovante de entrega de mercadoria.Por falta de aceite .Deve ser feito: . a contar do vencimento . enquanto que no aceite por presunção é admitida as indicações mais cártula. Prazo prescricional . ele se fará por indicações do credor. A triplicata pode ser emitida no caso de perda ou extravio da duplicata. mas sim uma prestação de serviços. Descontos de Duplicatas . A conta de serviços é título emitido por profissional liberal e pelo prestador de serviço eventual. a contar do pagamento do título Duplicata de Serviço A duplicata de prestação de serviços é idêntica à comercial.Dos coobrigados contra os outros e contra o sacador: 1 ano.

NOTA PROMISSÓRIA A nota promissória é uma promessa de pagamento.Relação das Duplicatas. como ainda será possível ao beneficiário efetuar a cobrança judicial. O avalista do emitente de uma nota promissória fica sujeito. e é caracterizada pela aposição. contados da data de seu vencimento. etc) No caso das duplicatas. Como nos demais títulos de crédito a nota promissória pode ser transferida a terceiro por endosso. sendo que a liquidação por seu valor de face não extingue a dívida. de todos os encargos legais.Extrato de Conta-Corrente .valor.. dos seguintes dizeres: "A quantia constante do anverso. Nota Promissória "pro-solvendo" é aquela em que a dívida somente se considera paga depois de saldado o valor principal e encargos. até a sua final exigibilidade. bem como nela é possível a garantia do aval. de R$ ( ). Para os juros e demais questionamentos. será acrescida. a qual ocorre por meio da ação cambial que é executiva. Requisitos São requisitos da nota promissória: . ao qual esta Nota Promissória está vinculada". o emitente ou subscritor. no entanto a parte só pode agir em juízo se estiver representada por advogado legalmente habilitado. sem prazo de apresentação estipulado não precisa ser apresentada para pagamento. na forma do contrato de mutuo assinado em __/__/___. no verso. criador da promissória no mundo jurídico. adota-se o mesmo procedimento para as notas promissórias. e o beneficiário ou tomador que é o credor do título. se comerciante. para seu nascimento são necessárias duas partes. a ter a falência declarada na hipótese de impontualidade injustificada Nota promissória a vista. Caso a nota promissória não seja paga em seu vencimento poderá ser protestada. o credor deve apresentar o título para o protesto dentro de 30 dias. (vencimento. caso contrário perde o direito de regresso contra os endossantes e respectivos avalistas.

devendo ser paga na apresentação. vencimento. b) promessa. c) o aval em branco da nota promissória favorece o subscritor. incondicional. d) podem ser emitidas a termo certo Característica Formal autônomo. sem qualquer vício Intrínsecos a) expressão "nota promissória" inscrita no próprio texto. b) o subscritor da nota promissória é seu devedor principal. O endosso. transmissível. pura e simples de pagar quantia determinada.Extrínsecos: Agente capaz. traduz obrigação incondicional. e) local do saque. A DIA CERTO: que se constitui no procedimento mais usual. instrumento de crédito. aval. cuja vontade foi livremente expressa. c) nome do beneficiário ( inexiste NP ao portador). Particularidades São particularidades da nota promissória: a) inexistência de aceite. d) data do saque. Pode ser Á VISTA: quando não se indica no título a sua data de vencimento. fixando-se o dia . f) assinatura do sacador e sua identificação. Caso não conste na nota promissória a data e local de pagamento ela será um título pagável à vista no local do saque. comercial e título cambial. protesto e execução da nota promissória são idênticos aos da letra de câmbio. pagamento.

notadamente perante o Cadastros de Emitentes de Cheques sem Fundos CCF. Os cheques emitidos serão microfilmados na data da sua liquidação. mediante pagamento da tarifa vigente à época. Os comprovantes individualizados dessas aplicações e resgates serão substituídos por extratos periódicos. ou meses ou anos. -6 meses a ação dos endossantes uns contra os outros. O BANCO. O eventual extravio de cheques deverá ser imediatamente comunicado pelo CLIENTE. e da não devolução de mais de três cheques por insuficiência de fundos nos seis meses imediatamente anteriores ao do fornecimento. -1 ano a ação do portador contra o endossante. quando entender conveniente. CHEQUE O cheque é uma ordem incondicional de pagamento à vista. dada com base em suficiente provisão de fundos ou decorrente de contrato de abertura de crédito disponíveis em banco ou instituição financeira equiparada. TALÃO DE CHEQUE Os talões de cheque serão fornecidos de acordo com as normas do Banco Central do Brasil. a contar da data de sua emissão. A TEMPO CERTO DA DATA: que indica que o título vencerá a tantos dias. O fornecimento de talões de cheque dependerá da observância do saldo médio para manutenção da conta. Essa autorização vigerá por tempo indeterminado e poderá ser cancelada a qualquer momento pelo CLIENTE. conforme os valores mínimos e máximos vigentes para o tipo de investimento que entender por realizar. A Nota Promissória prescreve: -3 anos a ação do portador contra o emitente e o avalista. ficando assim autorizado a aplicar e resgatar essas importâncias automaticamente.do vencimento. da inexistência de restrições cadastrais. poderá aplicar os recursos disponíveis na conta corrente em contas de investimento de titularidade do CLIENTE. e serão psteriormente destruídos pelo BANCO. Intervenientes . em nome do CLIENTE ou de seus procuradores. de uma certa quantia em dinheiro.

A transmissão de cheque pagável a pessoa nomeável é transmissível através do endosso. Aval . qualquer obrigação cambial. Com o CPMF. É o devedor principal. inscrita no próprio texto b) A ordem incondicional de pagar uma quantia determinada c) O nome do banco/instituição que deve pagar (sacado) d) A indicação da data e lugar de emissão e) A indicação do lugar do pagamento f) A assinatura do emitente ou a de seu mandatário com poderes especiais Endosso O cheque é título de modelo vinculado.: Os fundos disponíveis em conta corrente pertencem. e c) o endosso feito após õ prazo de apresentação serve apenas como cessão civil de crédito. valendo apenas como quitação ( exceção: endosso feito por um dos estabelecimentos do sacado para pagamento em outro estabelecimento). A sua circulação segue a mesma regulamentação da letra de câmbio. sem qualquer vício Intrínsecos a) A denominação "cheque". cuja vontade foi livremente expressa.Emitente: É a pessoa que dá a ordem de pagamento para o sacado. até a liquidação do cheque. O sacado de um cheque não tem. pagar. em nenhuma hipótese. com as seguintes diferenças: a) não se admite o endosso-caução. b) o endosso do sacado é nulo. ao correntista sacador. endossa-se apenas uma vez. Sacado: É o banco ou instituição financeira a ele equiparada. após verificação dos fundos. Requisitos São requisitos do cheque: Extrínsecos: Agente capaz. com ou sem a cláusula "à ordem". Beneficiário: É a pessoa a quem o sacado deve pagar a ordem emitida pelo sacador OBS.

não extinguindo a obrigação até que seja realizada sua liquidação. O cheque para se levar em conta somente é liquidado por lançamento contábil por parte do sacado. A praça é obrigada a aceitar pagamentos em cheque Vencimento Sempre à vista. A perda do prazo implica em perda do direito contra os co-obrigados e do direito creditício se não mais existir fundos. O cheque pode servir como instrumento de prova de pagamento e extinção de obrigação ( art. por declaração escrita e datada pelo banco sacado.Do portador contra os endossantes e seus avalistas. para fins de conservação do direito creditício. Pagamento Cheque sem fundos é tipificado como estelionato O credor não pode recusar pagamento parcial. contados da expiração do prazo de apresentação: .Do portador contra o emitente e seus avalistas .Expresso da forma convencional ou pela simples assinatura no anverso do cheque. Na falta de indicação. Neste caso o cheque deve ter sido apresentado em tempo hábil e a recusa do pagamento comprovada pelo protesto/declaração do sacado b) De qualquer dos coobrigados contra os demais:6 meses contados do dia em que pagou o cheque ou foi acionado .28 lc ). contra apresentação. considera-se avalizado o emitente. O sacado não deve pagar o cheque após o prazo de prescrição O pagamento feito por cheque tem efeito pro solvendo. Prazo prescricional a) 6 meses. O prazo para pagamento de cheque é de 30 dias para mesma praça e 60 se for de praça distinta. será admissível ação com base em locupletamento sem causa no prazo de 2 anos. se não pactuado efeito diverso entre as partes. Após o decurso deste prazo. A execução de cheques sem fundos prescreve em 6 meses a partir do término do prazo para apresentação. Aceite O cheque não admite aceite. O protesto de cheque sem fundos pode ser substituído.

O banco o emite em nome de quem o cliente efetuará o pagamento. só será pago através de depósito em conta corrente. regulado pelo Banco Central e executado pelo Banco do Brasil. mesmo que tenha sido emitido com data posterior. o banco terá de pagá-lo ou devolvê-lo por falta de fundos. ou ainda através do sistema de compensação. Pode ser comprado pelo cliente em qualquer agência bancária.é o cheque emitido pelo próprio banco.O cheque só pode ser emitido ao portador (sem a indicação do beneficiário) até o valor de R$ 100. O cheque nominal só poderá ser pago pelo banco mediante identificação do beneficiário ou de pessoa por ele indicada no verso do cheque (endosso).OBS. Assim.: A ação de enriquecimento ilícito contra o emitente ou coobrigados prescreve em 2 anos contados do dia em que se consumar a prescrição da ação de execução Formas de emissão Ao portador . se um cheque pré-datado for apresentado para pagamento antes do dia previsto. . caso seja depositado. Nesse caso. Especial . Caso isso ocorra. Cruzado . anotando os valores e respectivas datas.00. Nominal .Tanto o cheque ao portador quanto o nominal podem ser cruzados. o correntista poderá ser prejudicado. Cheque pré-datado Pela lei.Assim denominado porque o banco concedeu ao titular da conta um limite de crédito. o emitente é obrigado a indicar o nome do beneficiário (pessoa ou empresa a quem está efetuando o pagamento). Administrativo . em sentido diagonal. para saque quando não dispuser de fundos. O cheque especial é concedido ao cliente mediante contrato firmado previamente. com a colocação de dois traços paralelos. um cheque é pagável quando for apresentado ao banco.A partir de R$ 100. na frente do documento. com a participação dos demais bancos.00. Cheque pré-datado só deve ser dado quando houver certeza de que o credor irá depositá-lo nas datas combinadas. Prazos de liberação de depósitos em cheques de outros bancos Os cheques de outros bancos depositados na conta bancária do cliente são encaminhados ao Serviço de Compensação de Cheques e outros Papéis. Lembre-se de controlar esses cheques em seu orçamento.

O prazo de liberação do valor dos cheques da praça é de: 24 horas. Inclusão no Cadastro dos Emitentes de Cheques sem Fundos O cheque devolvido por falta de fundos na segunda apresentação obriga o banco a incluir seu emitente no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Banco Central. em caso de conta conjunta . A exclusão do CCF poderá ser solicitada ao banco pelo emitente. variam de três a seis dias úteis.Cadastro dos Emitentes de Cheque sem Fundos O emitente de cheque sem fundos pode solicitar sua exclusão do CCF por carta dirigida ao banco.ou ao primeiro titular.99. Se a conta for conjunta. 48 horas. a legislação determina que também sejam incluídos no CCF os nomes e números no cadastro de contribuintes (CIC/CPF) de todos os demais titulares da conta. Mantenha seu endereço de correspondência sempre atualizado nas instituições ou empresas com as quais mantém relacionamento de crédito. ← extrato da conta com o registro do débito do cheque que deu origem à ocorrência. Cheque sem fundos O cheque poderá ser devolvido quando o emitente não tiver fundos suficientes para o seu pagamento. É proibida.a inclusão desses registros no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundo. Fica a critério do banco a decisão de abrir. porém. Após cinco anos da última inclusão. a exclusão é automática. se forem de valor igual ou superior a R$ 300. se forem de até R$ 299. a entrega de novos talões a correntista cujo nome figure no CCF. manter ou encerrar a conta de depósitos à vista do correntista titular que figure no CCF. dando quitação ao débito. Como sair do CCF . Os prazos de liberação do valor de cheques de outras praças. desde que comprove o pagamento do cheque que deu origem à ocorrência. autenticada em tabelião ou abonada pelo banco . mediante a apresentação de um dos seguintes documentos: ← cheque que deu origem à inclusão. liquidados pela compensação nacional. O banco é obrigado a comunicar ao emitente .00. ← declaração do beneficiário (pessoa a quem deu o cheque sem fundos).

. perda e extravio de cheques O correntista com cheques roubados. se estavam em branco quando se verificou a ocorrência. se já haviam sido preenchidos. pelo telefone (0xx11) 5591-0137.O cancelamento e a sustação podem ser feitos provisoriamente por telefone. após cinco anos da sua inclusão Para a exclusão do CCF é cobrada do cliente e recolhida ao Banco Central uma taxa para cada cheque sem fundos incluído. que terá como garantia do banco o não acolhimento desses cheques. terminais de auto-atendimento etc). furtados ou extraviados são de responsabilidade do correntista. Roubo. se tiver sido roubado. para evitar o cancelamento do pedido que havia sido feito provisoriamente. As despesas de registro e de controle do cancelamento ou sustação dos cheques roubados. perdidos ou extraviados deve comunicar a ocorrência ao banco o mais rapidamente possível e pedir cancelamento. Se não confirmar nesse prazo. O preço desses serviços varia de banco para banco. por telefone . Cancelamento e sustação provisórios. em nome do emitente. furtados. e aos sábados. senha eletrônica ou dispositivo válido como prova para fins legais. por telefone. furto ou extravio ocorram fora do horário de expediente bancário. será automaticamente cancelado.endossante. bem como de certidões negativas dos cartórios de protesto relativas ao cheque. Nesse caso. o interessado deve-se identificar. acompanhada de cópia do cheque que deu origem à ocorrência. entregando o pedido por escrito ao banco ou transmitindo-o por fax ou outro meio eletrônico (home/office banking. Internet. Mesmo que o roubo. No mesmo prazo de dois dias úteis. Além dessa taxa. deverá confirmar o cancelamento ou a sustação e entregar o boletim policial com o resgistro da ocorrência. junto à Central de Atendimento do seu banco e na Serasa. furtados ou extraviados. que atende de segunda a sexta-feira. Como agir . o banco pode cobrar pelos serviços de inclusão e de exclusão. mediante assinatura em documento escrito. furtado ou extraviado. de imediato. o correntista deverá confirmá-los no prazo de até dois dias úteis após a ocorrência. o cliente deve apresentar ao banco boletim de ocorrência fornecido pela polícia. domingos e feriados ininterruptamente. A tarifa para cobertura dessa despesa deverá ser cobrada uma única vez. por decurso de prazo.Para pedir o cancelamento ou a sustação de um cheque. A exclusão é feita automaticamente. das 16h00 às 10h00. Para cancelar cheques roubados. o correntista pode fazer o registro da ocorrência e o pedido de cancelamento ou sustação. ou sustação.

Essa "serpentina" é uma das características de segurança impressa nos cheques exatamente para evitar falsificações. para não amassá-lo. No caso de cheques devolvidos pelos motivos: 11 (sem fundos. o banco deve registrar. valor por extenso ou mês grafado por extenso). com o nome do banco impresso em letras pequenas nas folhas de cheques. A colagem também pode ser percebida pela interrupção ou descontinuidade da linha vertical de segurança. o código correspondente ao motivo. assinatura. 12 (sem fundos na 2ª apresentação). 14 (prática espúria ou emissão demais de seis cheques sem fundos) e 22 (divergência ou insudienciancia de assinatura) e 31 (erro formal. que dificilmente podem ser reproduzidos com fidelidade pelas copiadoras. No caso de cheque apresentado no caixa.Os bancos não podem cobrar taxa de devolução dos clientes quando se tratar de cheques cancelados por roubo ou furto acompanhados de boletim de ocorrência. os bancos. Nesse movimento. são obrigados a fornecer ao beneficiário os seguintes dados constantes na ficha de abertura de conta do correntista: ← ← ← nome completo. no verso do documento. Repare nos pequenos detalhes impressos nas folhas de cheque.data. a qualidade do papel e as características de impressão na frente e no verso. endereços residencial e comercial e declaração sobre o motivo alegado pelo emitente para sustar ou . caso solicitados. pelo tato ou dobrando a folha de cheque de forma arredondada (Ç). na forma de "serpentina". esse registro deve contar com anuência do beneficiário. a parte colada geralmente descola. As demais são o código magnético impresso em barras na parte inferior. revelando a falsificação. em posições que se alteram a cada folha. na 1ª apresentação). Cuidado com fraudes. Há falsificações em que partes adulteradas são coladas no cheque . Essa forma de falsificação pode ser percebida com uma verificação mais atenta. Ao recusar o pagamento de cheque. 13 (conta encerrada). de preferência contra a luz. Com o cheque dobrado dessa forma. por falta de dados .valor por extenso e em algarismos e os números e códigos da parte superior e inferior. movimente as laterais para cima e para baixo.

4. que é o banco em que está depositado o dinheiro do emitente. Como o meu cheque pode ser emitido? O cheque pode ser emitido de 3 (três) formas. que é aquele que emite o cheque. São elas: . descontando-se o valor do seu saldo em depósito. devendo ser pago no momento de sua apresentação ao banco sacado. Nele estão presentes dois tipos de relação jurídica: ← uma entre você e o banco (baseada na conta bancária). Qual a natureza jurídica do cheque? O cheque é. e ← o sacado. e ← outra entre você e o beneficiário. ao mesmo tempo. ← o beneficiário. pela qual o cheque se torna um documento capaz de gerar protesto ou execução em juízo. 3. que é a pessoa a favor de quem o cheque é emitido. 2. O banco poderá prestar essas informações ao portador do cheque quando não houver indicação do beneficiário (cheque ao portador) e seu valor for inferior a R$ 100. ordem de pagamento à vista (para o banco onde o dinheiro está depositado) e título de crédito (para o beneficiário que o recebe). São elas: ← o emitente (emissor ou sacador). O que é o cheque? O cheque é uma ordem de pagamento a vista. PARA NÃO ESQUECER ! Características do cheque 1.revogar o cheque (se for o caso). Quais as pessoas presentes no cheque? No cheque estão presentes 3 (três) pessoas. Essas informações só poderão ser prestadas ao beneficiário identificado no cheque ou a mandatário constituído por procuração.

← nominal não-à ordem. O banco cobra juros por esse empréstimo. é devolvido pelo motivo 11 ou 12. mesmo que nele esteja indicada uma data futura. lojas.← nominal (ou nominativo) à ordem. Se houver fundos. bem como o portador do cheque. que é aquele que só pode ser apresentado ao banco pelo beneficiário indicado no cheque.00. o cheque pré-datado é pago. caso . O cheque ao portador não pode ter valor superior a R$ 100. empresas etc. após o nome do beneficiário. ou "proibido o endosso" ou outra equivalente. 7. e o cheque é pagável a quem o apresente ao banco sacado. basta o emitente escrever. é prudente que o cliente comunique ao banco com antecedência. estão obrigadas a receber meus cheques? Não. e ← ao portador. As pessoas. 5. ou "não-transferível". Um cheque apresentado antes do dia nele indicado (pré-datado) pode ser pago pelo banco? Sim. 8. nenhuma diferença. a expressão "não-à ordem". que é aquele que não pode ser transferido pelo beneficiário. do ponto de vista legal. Para tornar um cheque não-à ordem. pois. válida para o dia de sua apresentação ao banco. O chamado cheque especial é um produto que decorre de uma relação contratual onde é fornecido a você uma linha de crédito para cobrir cheques que ultrapassem o dinheiro que tiver depositado. Pagamentos em cheque estabelecem uma relação de confiança entre você (emitente) e quem recebe (beneficiário) que não pode ser forçada. Qual a diferença entre cheque comum e o cheque especial? Não existe. O cheque é uma ordem de pagamento à vista. pois todo cheque é igualmente uma ordem de pagamento à vista e um título de crédito. 6. que é aquele que não nomeia um beneficiário. se não houver. O cliente. Apenas as cédulas e as moedas do Real têm curso forçado . podendo ser transferido por endosso do beneficiário. é obrigado a comunicar ao banco com antecedência a quantia que irá sacar? Apenas para saque em espécie de valores superiores a cinco mil reais.

← motivo 23 . .inoperância temporária de transporte.conta encerrada. 2º.bloqueio judicial ou determinação do Banco Central.67.cheque sem fundos na segunda apresentação.contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação).contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação) ao pagamento solicitada pelo emitente ou pelo beneficiário.cancelamento de talonário pelo banco sacado. ← motivo 13 . de 25. ← motivo 22 .não seja comunicado. ← motivo 12 . ← motivo 27 . ← motivo 21 . é permitido ao banco postergar a operação para o expediente seguinte. ← motivo 28 . ← motivo 25 .cheque sem fundos na primeira apresentação. do decreto-lei nº 200. em desacordo com os requisitos constantes do artigo 74.feriado municipal não previsto.divergência ou insuficiência de assinatura. ← motivo 26 .folha de cheque cancelada por solicitação do correntista.cheques emitidos por entidades e órgãos da administração pública federal direta e indireta. ← motivo 24 .prática espúria. motivada por furto ou roubo. com apresentação do registro da ocorrência policial. Devolução de cheque 9. Quais os principais motivos que podem levar o banco sacado a devolver um cheque meu? Cheque sem fundos: ← motivo 11 . ← motivo 14 . Impedimento ao pagamento: ← motivo 20 .2.

moeda inválida. ← motivo 32 . ← motivo 41 .compensação eletrônica. 23. . 24.registro inconsistente .cheque apresentado por estabelecimento bancário que não o indicado no cruzamento em preto. mês grafado numericamente. emitido sem controle ou responsabilidade do banco. Apresentação indevida: ← motivo 40 .ausência ou irregularidade na aplicação do carimbo de compensação. ← motivo 37 . ou ainda com adulteração da praça sacada. ← motivo 33 . ← motivo 34 .← motivo 29 . ← motivo 43 . ← motivo 35 .cheque apresentado a banco que não o sacado. sem assinatura. 31 e 34. 22. ← motivo 44 .erro formal (sem data de emissão.cheque devolvido anteriormente pelos motivos 21.furto ou roubo de malotes. ← motivo 36 .cheque emitido com mais de um endosso. não passível de reapresentação em virtude de persistir o motivo da devolução. ← motivo 30 .cheque emitido por entidade obrigada a realizar movimentação e utilização de recursos financeiros do tesouro nacional mediante ordem bancária.cheque não compensável na sessão ou sistema de compensação em que apresentado. sem o endosso-mandato. Cheque com irregularidade: ← motivo 31 .cheque falsificado.cheque bloqueado por falta de confirmação do recebimento do talão de cheques pelo correntista. sem valor por extenso).divergência de endosso.cheque prescrito (fora do prazo). ← motivo 42 . ← motivo 45 .

20. Ao recusar o pagamento. 35.contrato de compensação encerrado. ← motivo 72 . 14. 43. o banco deve registrar. devendo ser devolvido a qualquer tempo. Revogação e sustação de cheque 12. 44 e 45. e suspende de imediato o pagamento . 13 e 14.Comunicação de Remessa. Posso impedir o pagamento de um cheque meu? Sim. ← motivo 47 . emitido sem a identificação do beneficiário. Quando o banco recusar o pagamento de um cheque meu. podendo a sua devolução ocorrer a qualquer tempo. ← motivo 48 .CR .CR . que pode ser determinada pelo emitente ou pelo beneficiário. Existem duas formas para tal e são elas: ← oposição ao pagamento ou sustação. que implicam inclusão do seu nome no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos). O banco é obrigado a me comunicar a devolução de cheques sem fundos? Somente nos motivos 12.Comunicação de Remessa com ausência ou inconsistência de dados obrigatórios referentes ao cheque correspondente. 28.inadimplemento contratual da cooperativa de crédito no acordo de compensação. acaso encaminhado ao SCCOP. Motivos criados pela circular 3.← motivo 46 . 25.cheque de valor superior a R$ 100. 10.remessa nula. ← motivo 49 . 11. quando o cheque correspondente não for entregue ao banco sacado nos prazos estabelecidos. caracterizada pela reapresentação de cheque devolvido pelos motivos 12. no verso do seu cheque.00 (cem reais). o código do motivo da devolução. 30. deve carimbá-lo com o motivo da devolução? Sim . a data e a assinatura de funcionário autorizado. 13.226/2004: ← motivo 71 .

do cheque. Nos demais casos. o beneficiário do cheque pode pedir ao banco a oposição ao seu pagamento? . O banco é obrigado a fornecer. ao portador de cheque devolvido. só vale para cheques preenchidos e só pode ser determinada por você. o registro da ocorrência policial (motivo 28). quando se tratar de cheque cujo valor dispense a indicação do favorecido. 14. desde que expressamente prevista na ficha-proposta. sou obrigado a pagar a taxa e a tarifa cobradas? Você fica liberado do pagamento de taxas e. ← contra-ordem ou revogação. as informações que permitam me identificar e me localizar? Somente quando o seu cheque for devolvido por um dos seguintes motivos: 11 a 14. Revoga em definitivo o cheque. 15. Em caso de perda ou roubo. 21. o banco fica proibido de fornecer qualquer informação. 22 e 31 e o portador estiver devidamente qualificado (vide questão 15). 13. 18. 16. Os bancos podem impedir ou limitar o meu direito de sustar o pagamento de um cheque? Não. Porém as instituições bancárias podem cobrar tarifa pela sustação. o banco pode fornecer ao portador de cheque devolvido as informações que permitam me identificar e me localizar? Se você apresentou. no caso de inclusão no CCF. No caso de talão de cheque furtado ou roubado. emitente do cheque. o banco fica impedido de fornecer qualquer informação. ou pelo portador. Quando a sustação é dada por roubo ou furto (motivo 28). que só vigora após o término do prazo de apresentação. sempre que solicitado pelo favorecido nominalmente indicado no cheque. no ato de sustação. O banco é obrigado a informar ao portador do cheque a razão pela qual eu (emitente) determinei a sustação? No caso de cheque devolvido por sustação. da tarifa pelo serviço de exclusão do seu nome no cadastro. cabe ao banco sacado informar o motivo alegado pelo oponente. 17.

20. Preenchimento do cheque 21. Quais os prazos para pagamento de meus cheques? Existem dois prazos que afetam o cheque: ← prazo de apresentação. 19. e ← prazo de prescrição.Sim. a contar da data de emissão. para os cheques emitidos na mesma praça do banco sacado. Quais as conseqüências a que estou sujeito se emitir cheque sem fundos ou sustar indevidamente o seu pagamento? Dependendo do motivo de devolução do cheque. seu nome será incluído no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos e nos cadastros de devedores mantidos pelas instituições financeiras e entidades comerciais. Qual o procedimento do banco quando o meu cheque apresentar o valor numérico diferente do valor por extenso? O banco considera apenas o valor escrito por extenso. Além disso. 22. o beneficiário do seu cheque poderá protestá-lo e executá-lo. porém os cheques preenchidos com outra tinta que não azul ou preta podem. no processo de microfilmagem. Um cheque devolvido pelo motivo 11 (insuficiência de fundos na primeira apresentação) pode ser sustado por mim antes da segunda apresentação? Sim. Finalmente. a emissão deliberada de cheque sem provisão de fundos é considerada crime de estelionato. O que acontece quando o meu cheque é apresentado após o prazo de apresentação? . O meu cheque pode ser preenchido com tinta de qualquer cor? Sim. ficar ilegíveis. e de 60 dias para os cheques emitidos em outra praça. 24. que é de 6 meses decorridos a partir do término do prazo de apresentação. que é de 30 dias. Prazo de validade do cheque 23.

ou especial. O banco é obrigado a me fornecer talão de cheques? O banco é obrigado a fornecer. o banco deverá fornecer a você um talão (ou talonário) de . O banco sacado não considera nenhuma tentativa de inutilizar o cruzamento ou alterar o nome do banco indicado para efetuar o saque do referido cheque. O cruzamento de um cheque pode ser anulado? O cruzamento pode ser geral. talão de cheques ou cartão magnético para movimentação da conta. O que acontece quando o meu cheque é apresentado além do prazo de prescrição? O cheque é devolvido pelo motivo 44. A partir do momento em que você recebe o talão. não podendo ser pago pelo banco mesmo que tenha fundos na sua conta. caso estes cheques sejam devolvidos (não pagos) pelo banco. O cheque cruzado tem que ser depositado em conta bancária. quando o nome do banco aparece entre os traços de cruzamento. (ou 12. Talão de cheques 28. se se tratar da segunda apresentação. Cheque cruzado 26. e você necessite recuperá-los para "limpar" seu nome no CCF. ele é o responsável pelo que aconteça com o mesmo. Quem é responsável pelo talão de cheques? Enquanto o talão estiver em poder do banco. quando não indica o nome do banco. 25. Se sua opção for talão de cheques.O cheque é pago se houver fundos na sua conta. a critério do cliente. Quando o cheque for cruzado. o cheque é devolvido pelo motivo 11. Também se você anota no canhoto do cheque para quem ele foi destinado previne transtornos futuros. 27. tendo o seu nome incluído no CCF). é você que tem a responsabilidade exclusiva sobre sua guarda e controle da emissão dos cheques. 29. o favorecido pode sacar diretamente no caixa? Não. Se não houver.

O banco pode me exigir saldo médio mínimo para fornecer o primeiro talão de cheques em cada mês? Não. desde que autorizado pelo responsável que o assistir. 30. 31.cheques por mês. ← . desde que você não tenha o nome incluído no CCF e atenda às condições estipuladas na ficha-proposta de abertura da conta. gratuitamente. Qual a idade mínima para eu receber talão de cheques? A partir de 16 anos de idade.

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