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SIMBOLISMO (NUMÉRICO) ROSACRUZ

Rodolfo Domenico Pizzinga

http://www.rdpizzinga.pro.br

Música de fundo: Pra não Dizer que não Falei de Flores


(Geraldo Vandré)
Fonte: http://www.musicasmaq.com.br/

INTRODUÇÃO

HISTÓRIA SUCINTA DA ORDEM ROSACRUZ (AMORC)

Em conformidade com o livro Preguntas y Respuestas Rosacruces com la Historia


Completa de la Orden Rosacruz, a Irmandade nasceu tradicionalmente no Egito sob a
orientação da Grande Loja Branca.[1] A organização inicial da Fraternidade – bem como
muitas de suas regras e seus estatutos – é devida ao Faraó Thutmose III, que reinou até
oitenta e nove anos, passando pela transição em 1447 a.C. Esse insigne Faraó, ao que
indicam os registros da Ordem Rosacruz, enquanto manteve a forma externa da religião
por motivos estratégicos e políticos (os Kheri Hebs – altos sacerdotes – eram
extremamente poderosos naqueles tempos), aplicava-se em segredo às doutrinas
místicas. O perigo constante de invasões por países vizinhos e a permanente sombra da
guerra pairavam sobre o Egito. Assim, a vida de Thutmose III e a própria segurança do
País dependiam da cooperação militar e da manutenção tolerante da velha religião. Uma
mudança radical durante seu reinado teria, certamente, contemplado conseqüências
imprevisíveis. O sábio Faraó foi um estrategista. Aguardou. O 'tempo' era para plantar.

Muitas vezes, o 'tempo' não nos pertence. O Eclesiastes III, 2 a 8 tem razão, e o
pensamento (ajustado) que se segue cabe aqui muito bem: Há tempo para nascer e
tempo para morrer; há tempo de plantar e tempo para colher; há tempo de edificar e
tempo de destruir; há tempo para rir e tempo para meditar; há tempo de abraçar e tempo
para fugir dos abraços; há tempo de adquirir e tempo de perder; há tempo de coser e
tempo de rasgar; há tempo para falar e tempo para ficar em silêncio; há tempo de amor
e tempo de desamor; há, enfim, tempo de paz e, ainda que nos horrorize, há tempo de
guerra. Tudo isto não significa, entretanto, que devamos esperar o 'tempo' das coisas...
ou as coisas do 'tempo'. 'Ele' e elas não acontecerão se não formos atrás 'dele' e delas.
Quem espera em demasia, nem sempre alcança! O futuro é hoje. Mais exatamente, foi
ontem. Eu não sei se Geraldo Vandré é Rosacruz, e mesmo se é místico. Isso, contudo,
não importa absolutamente nada. Há muitos místicos que estão e que atuam 'do lado de
fora' das Fraternidades Místicas. Mas, nada mais Rosacruz (ainda que nem tanto
original) do que o verso: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Quem é brasileiro
e viveu os anos de chumbo sabe muito bem o que é ter que fazer a hora. De uma forma
extremamente mais dorida, hoje, os iraquianos e os palestinos estão fazendo a sua hora
dolorosa. Thutmose III soube fazer a hora. Esperando. Ele plantou em silêncio. Não
poderia ter sido diferente. Mas, o que podem plantar os palestinos e os iraquianos nesta
hora de mais ignóbil despotismo pela qual estão passando? Paz ao grande povo
iraquiano. Paz ao grande povo palestino. Compreensão, tolerância, piedade e iluminação
aos Senhores da Guerra. Paz aos que são assassinados! Paz aos que assassinam! Paz
aos que decidem quem será assassinado. Somos todos UM. Paz Profunda.

A instalação do Primeiro Grande Conselho da Ordem aconteceu durante a semana –


segundo o calendário atual – que começou em 28 de março e se encerrou em 4 de abril
de 1489 a.C. DOZE fratres e sorores tiveram assento nesse Supremo Conselho
composto por NOVE Irmãos e TRÊS Irmãs. É extremamente simbólica e significativa tal
combinação numérica, como é, também, o número de integrantes desse Conselho. A
Irmandade não recebeu nenhum nome profano, e a própria palavra Rosacruz não foi
mencionada pela Agremiação nem por ela utilizada. Essa Irmandade, portanto, não era
Rosacruz no sentido em que a Ordem é hoje internacionalmente conhecida. Mas suas
raízes, princípios e objetivos derivam e datam daquela antiga Fraternidade.

Antes de seu falecimento, Thutmose III entronizou seu filho, Amenhotep II, co-
regente do Reino. Sucederam-no Thutmose IV, Amenhotep III e Amenhotep IV, último
Grande Mestre da estirpe do Fundador e com o qual estão familiarizados todos os
Rosacruzes. Este Ilustre Hierofante nasceu em 24 de Novembro de 1378 a.C., e aos
onze anos foi coroado Faraó. Sua filosofia e seus ensinamentos, presentes e pertinentes
até hoje, continuam a ser ministrados e discutidos universalmente em todos os trabalhos
realizados nas Lojas Rosacruzes e nos sancta privados. A proclamação de Amenhotep
IV pelo Supremo Conselho como Mestre ocorreu em 9 de Abril de 1365 a.C., no Templo
de Luxor, em presença de toda a família real e de sua futura esposa, Nefertiti.

A vida desse admirável e incompreendido Faraó é bastante conhecida e, por isso,


resumir-se-ão, apenas, alguns fatos relevantes concernentes à sua ação mística.
Inspirado, aboliu a adoração de ídolos e instaurou o culto a um só Deus, cuja
manifestação física era representada pelo SOL – o Símbolo da Vida – consoante as
doutrinas secretas de que era depositário e profundo conhecedor. A grande inovação,
geral e publicamente anunciada, foi a mudança do culto ao Sol como um deus no culto
do único Deus simbolizado pelo SOL.[2] Este fato representou o começo do monoteísmo
no Egito e a origem da admissibilidade e da adoração de uma DIVINDADE ÚNICA, não-
terrena, espiritual, existente em tudo e em todos. Estava, assim, consumado o primeiro
sinal das futuras religiões ocidentais. Abaixo transcrevo um excerto de um hino de
Amenhotep IV em honra e glória ao D’US ÚNICO:

Quão múltiplas são Tuas obras!


Estão ante o homem escondidas.
Oh! DEUS ÚNICO!
Em cujo lado não há nenhum.
Tu criaste a Terra
Segundo Teu Coração.[3] (grifo meu).

No bojo das reformas que encetou, desencorajou o culto aos deuses vigentes e
tornou inócuas as obras que seu pai – Amenhotep III – havia feito erigir em Luxor e
Karnak — ali construídas tão-só para apaziguar a casta sacerdotal. Também mudou seu
nome – que significa Amon Está Satisfeito – para AKHNATON – a Glória de Aton.
Abandonou Tebas e construiu novos edifícios e um templo em forma de Cruz em El
Amarna (Akhetáton). A SAGRADA ANKH foi por ele introduzida, e todos os membros da
Organização usavam-na simbolicamente.

Entusiasmado pelos temas espirituais, desinteressou-se(!?) dos seus afazeres


administrativos, e não enfrentou politicamente, com a reclamada energia, o momento
histórico que vivia seu País. Sua saúde deteriorou-se, vindo a falecer em 24 de julho de
1350 a.C., com vinte e oito anos incompletos. A forma e a repercussão de sua morte
(transição) só é conhecida dos Iniciados dos altos graus das Fraternidades Autênticas.
Para um conhecimento mais concertado sobre este tema sugiro a consulta aos
Documentos disponibilizados nas páginas abaixo:

http://svmmvmbonvm.org/sacredankh/

http://www.svmmvmbonvm.org/rcaeternae.htm

http://www.svmmvmbonvm.org/rcaeternae.htm

http://www.svmmvmbonvm.org/magnomistrc.htm

http://www.svmmvmbonvm.org/rosacrucianismo.htm

http://www.svmmvmbonvm.org/afuncrc.htm

http://www.svmmvmbonvm.org/rchermetica.htm

http://macarlo.com/positiorc/

http://macarlo.net/orarc/

http://svmmvmbonvm.org/

O culto a Amon foi imediatamente restabelecido e a Fraternidade teve quase sempre


que se ocultar até o primeiro quartel do século XX. O conhecimento só era transmitido
após juramento solene e sagrado do postulante, e sua divulgação só era permitida no
âmbito das Lojas. Entre esse lapso de tempo existiu, todavia, por exemplo, a Ordem do
Templo.

A partir de então, cuidadosamente, a Ordem instalada por AKHNATON esparramou-


se pelo mundo, e inspirou movimentos esotéricos com base nas Leis e nos Princípios
formulados pela GRANDE LOJA BRANCA. Religiões também estiveram sob a
supervisão direta dessa GRANDE LOJA. Esta afirmação pode causar surpresa e até
uma controvérsia inconciliável. Todavia, se forem feitas as conexões corretas ao longo
da história, e ao se estudarem aprofundadamente os diversos movimentos religiosos,
observar-se-ão similitudes em todos eles, como se todos estivessem ancorados em
origens e princípios básicos comuns. Algumas dessemelhanças, evidentemente, são de
plano percebidas. Entretanto, no que concerne às doutrinas particulares, é necessário
observar que as apócopes e as distorções doutrinárias sempre ocorreram, menos em
benefício das respectivas confrarias, mais em proveito das classes dirigentes – quer
religiosas, quer políticas – progressivamente privilegiando o poder temporal e a ânsia de
poder e o furor de dominação, relegando para planos menos importantes a própria
espiritualidade e os Princípios Iniciáticos. Também, por outro lado, a multiplicação de
deuses criados à imagem e semelhança do homem e suas fantasias, progrediram e
progridem apenas e tão-só aparentemente. Um pouco de reflexão dissipará o eventual
mal-estar que estas afirmações possam estar causando. Não estamos mais na Idade
Média. Precisamos refletir para poder acordar do sonho pisciano. Este é o porquê de, na
noite do inexistente tempo, as religiões sempre acabarem por cair em obsolescência,
definharem e serem atualizadas por novos movimentos. A ignorância humana, ainda que
continuando ignorante, vai se tornando menos incompetente. O percurso do afloramento
e do desabrochamento espiritual da Humanidade é extremamente lento, e sempre foi
silentemente observado e acompanhado pela GRANDE LOJA BRANCA. Não há – nem
poderá haver um dia – assim, uma última e definitiva religião. Ainda que possa contrariar
o senso comum, a verdade é que, no tempo, a tendência será o completo
desaparecimento das religiões na forma pela qual, hoje, estão hierárquica, autoritária e
despoticamente organizadas. A Teociência acabará por prevalecer. E a construção
consciente e concertada do MESTRE-DEUS INTERNO acabará por ser viabilizada por
todos os seres. Isto, nem em sombra, significa ateísmo. Meu desejo: QUE AQUELES
QUE SABEM E QUE PODEM POSSAM AUXILIAR A TODOS NÓS A VENCER AS
ILUSÕES DO PLANO TERRA, PARA QUE O MERGULHO CONSCIENTE NO EU
INTERIOR POSSA, PARA TODOS, SEM EXCEÇÃO, ACONTECER.

Alguns episódios principais serão a seguir relatados. As crônicas Rosacruzes


registram que no ano 1000 a.C. apareceu no Egito um personagem chamado Salomão.
Chegou a El Amarna em 4 de Junho de 999 a.C. O jovem investigador, após os testes
habituais, foi Iniciado na Fraternidade. Entretanto, antes de completar o quarto exame,
partiu de El Amarna, e alguns anos depois fez construir um templo, na Palestina, em
tudo semelhante ao que havia encontrado na Cidade Egípcia. Ali estabeleceu uma
fraternidade apenas de homens, contrariando o Princípio de Igualdade, da qual
(historicamente) derivou uma respeitada agremiação fraternal. O Princípio de Igualdade
entre os sexos e a própria libertação da mulher não ocorreram, como se pensa, com o
advento do Cristianismo, vindo a se consolidar vinte séculos mais tarde. De maneira
velada, prudente, suave e muito lenta, mas firme e indesbotável, teve seu início histórico
(público) em El-Amarna, com a instalação da Fraternidade fundada por AKHNATON e o
surgimento incipiente do monoteísmo. Ainda que convictamente e simbolicamente o Sol
Central tenha sido simbolizado por um astro masculino(?), TRÊS mulheres tiveram
participação efetiva no Primeiro Conselho (físico e, portanto, terrenal) da Fraternidade.
Até então nada semelhante havia acontecido. Pelo menos na história mais recente da
Humanidade. Mas se se admitir a existência da Atlântida... E ao se acolher a
possibilidade da Lemúria... Tudo, na verdade, é cíclico no Universo. Ascensionalmente.
Mas, Ascensão para onde e por que? Precisamos examinar desapaixonadamente essa
matéria para não cairmos na velha estorinha infantil 'salvação' versus 'Salvador'. Por
outro lado, na própria Fraternidade dos Essênios – bem antes do Cristianismo – o
Princípio de Igualdade já existia, e era estritamente observado. Não se pode
desacreditar do fato histórico de que Jesus e seus pais terrenos eram membros da
Fraternidade Essênia.

Os registros Rosacruzes informam, outrossim, que cruzaram o umbral da Ordem,


entre outros, Solon, Anaximandro, Pitágoras (KH) e Platão. Pitágoras ingressou na
Fraternidade em 2 de Abril de 531 a.C., e, após ter sido admitido no grau dos
ILLUMINATI, partiu com jóias e documentos para Crotona, para ali fundar uma Grande
Loja e disseminar prudencialmente os ensinamentos adquiridos no Egito.

Assim, de Tell-el-Amarna, e, posteriormente, de Tebas, de Heliópolis e de Alexandria


foram difundidos para o mundo os ensinamentos Rosacruzes, e muitos pensadores da
Antigüidade lá estiveram para sorver dessa fonte, para depois derramarem a Luz que
receberam tal como a interpretavam. Um dos lemas capitais da Organização é: A MAIS
AMPLA TOLERÂNCIA DENTRO DA MAIS ESTRITA INDEPENDÊNCIA. Esta sentença,
talvez, explique (ou até justifique) em larga extensão, algumas (ou muitas) mudanças
que são observadas nas distintas fases pelas quais, ascensionalmente, transita o
pensamento de um autor, nomeadamente se estiver vinculado a uma fraternidade
esotérica autêntica. Fora desse círculo específico, este fato também é francamente
notado. Mas, no âmbito da iniciação – e exatamente por isso – as mudanças são mais
acentuadas e podem, no 'tempo', até se tornarem inconciliáveis e contraditórias.
Iniciação é sinônimo de mudança, isto é, aprendizado in corde. Mudança que se passa
para além da noesis. Mudança que se reflete na própria vida do Iniciado. Fazendo justiça
ao esforço de cada Iniciado para compreender o porquê da existência, pensa-se que não
haja um efetivo compromisso com uma idéia em si. À medida que o ser avança em
direção ao CENTRO DA LUZ, reformula conceitos anteriores. O Iniciado é um ?
permanente. Há compromisso, sim, inabalável com a busca da LLUZ – que é filha do
inexistente tempo – com a percepção parcelar e progressiva da inatingível VERDADE,
com o autodesenvolvimento e com a solidariedade fraterna com todos os seres
humanos, sejam membros de sua confraria, ou seres singulares não-Iniciados
peregrinando nesta Terra, dando cumprimento as suas experiências individuais. A bem
da verdade, o Iniciado está integralmente comprometido com todos Planos da Criação.

Por isso, todos, ao longo de suas vidas, publicaram ao menos um livro – uma obra
fraterna e amorosa – contendo alguma parte da filosofia ou da ciência Rosacruzes ou de
outra fraternidade autêntica qualquer. Muitas vezes, quando têm habilidade para isso,
associam a pintura, a escultura, a música etc. à divulgação do saber místico que
receberam e que compreenderam. Ainda que eu não concorde integralmente com o
pensamento de Santo Tomás de Aquino, não posso deixar de reconhecer que foi um
Iluminado. Este reconhecimento que faço é com o mais profundo amor por Tomás, meu
Irmão em Cristo. Sua Summa Theologica é simplesmente monumental. Também,
contemporaneamente, com alegria e muita gratidão e muito amor em meu coração,
quero citar +Vicente Velado, FRC e Abade da Ordo Svmmvm Bonvm para o Terceiro
Mundo. Raríssimas exceções, então, podem ser assinaladas ao longo da história. Para
visitar a Galeria de Arte de Velado, por favor dirija-se a:

http://macarlo.com/novaera/galleryvel1.htm

O misticismo, com o passar das horas, declinou, reergueu-se, enfim, sofreu


oscilações, que só podem ser interpretadas adequadamente se compreendidas as Leis
que regulam os movimentos cíclicos da Natureza, do Planeta, do Sistema Solar e do
próprio Universo. Um novo ciclo de iluminação traçado pelos altos oficiais da GRANDE
IRMANDADE BRANCA foi o estabelecimento de um movimento público com o nome de
Igreja Cristã. Nesse sentido, a comunidade dos Essênios, a Igreja Cristã e outras
corporações análogas sempre representaram o lado público – exotérico – da GRANDE
FRATERNIDADE BRANCA. Sustentar, assim, que a Religião Católica tenha sido
estabelecida exclusiva e especificamente por Jesus, o Cristo, é um erro flagrante e um
equivocado conhecimento histórico do percurso esotérico do misticismo, principalmente
porque a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA (da qual o Grande Mestre e Humilde
Peixe foi – e continua sendo – um de seus mais sublimes representantes), se bem que
sempre tenha se interessado por todos os movimentos religiosos de todos os países,
jamais privilegiou ou se identificou com nenhum em particular. Apoiamento, sim;
exclusividade, jamais. Em outra direção, seria interessante que católicos de todas as
vertentes (e todos que se interessam por este tema) procurassem pesquisar sobre a
existência/vida de Jesus. Se Jesus realmente existiu ou se foi um mito criado por Paulo,
Filho dileto de Deus ou a própria encarnação de Deus certamente não foi. Isto é tão
infantil quanto acreditar no super-homem. Mas, a melhor fonte para pesquisa é o próprio
Coração. Talvez o próprio Jesus se manifeste. Isto não é de todo impossível. Que se
faça a LLUZ.

E assim, velada ou publicamente, os ensinamentos sistematizados por AKHNATON e


pela GRANDE LOJA BRANCA expandiram-se de Norte a Sul, do Oriente ao Ocidente.
Vários pensadores deixaram gravados fragmentos da sabedoria hermética, para serem
apreciados por aqueles que se interessam por esses temas. Tal foi o caso, por exemplo,
de Platão, de Atenas, com Fédon, A República e Timeu; Plotino com as As Enéadas;
Geber, de Haman, com O Perfeito Magistério; Avicena, de Bacara, com o Tratado de
Alquimia; Alberto Magno, de Subia, com Segredo dos Segredos; Tomas de Aquino, com
Tesouro da Alquimia; Rogério Bacon com o Livro das Seis Ciências; Arnaldo de
Villeneuve, da Catalunha, com o Rosarium Philosophorum; João de Meng, da França,
com Romans de la Rose; Ferrarius, da Itália, com o Tesouro da Filosofia; Nicolau Flamel,
da França, com o seu Trésor de Philosophie; Basilio Valentim, de Maguncia, com o
Currus Triumphalis Antimonii; Isaac, da Holanda, com a Opera Minerali; Bernardo
Trevisano, de Pádua, com a sua Filosofia Natural dos Metais; Tomas Norton, de Briseto,
com Ritual de Alquimia; Tomas Dalton, da Inglaterra, com Twelve Gates of Alchemy; Pico
de Mirándola, com De Auro; Paracelso, da Suíça, com a sua KaBaLa dos Mundos
Físico, Astral e Espiritual; Tomas Charnack, da Ilha de Thanet, com as suas obras
Breviário de Filosofia e Enigmas de Alquimia; Simón Studion, de Würtemberg, com
Naometria; Robert Fludd, de Kent, com o seu Tractatus Theologophilosophicus;
Leonardo Fioravanti, da Itália, com o seu Sumário dos Arcanos de Medicina, Cirurgia e
Alquimia; Michael Maier, da Alemanha, com Revelatan de Fraternitati Rosæ Crucis;
Jacob Boheme, com os livros Verdadeiros Princípios e Mysterium Magnum; J. B. van
Helmont, de Bois-le-Duc, com De Vita Eterna; Jean d’Espagnet, com Arcanum
Philosophiæ Hermeticæ; Miguel Sendevougius, da Morávia, com a sua Nova Luz de
Alquimia; Alberto Belin, de Besancow, com as Aventuras do Filósofo Desconhecido;
Thomas Vaughan, do País de Gales, com Lumen de Lumine; Leibniz, com Eloges des
Académiciens; John Heydon, da Inglaterra, Atlantis; Rosæ Crucian Infalible Axiomata; F.
Jollivet Castelot, da França, La Rose Croix; Harvey Spencer Lewis, dos EEUU, com
Autodomínio e o Destino com os Ciclos da Vida, A Vida Mística de Jesus e As Doutrinas
Secretas de Jesus; Ralph Maxwell Lewis, dos EEUU, com Símbolos Antigos e Sagrados
e O Santuário do Eu; Raymond Bernard, da França, com Mensagens do Sanctum
Celestial e Novas Mensagens do Sanctum Celestial e Vicente Velado, com mais de de
700 telas sobre temas metafísicos e os dramas humanos, e diversos livros digitais,
alguns disponíveis para download, veiculados pela Ordo Svmmvm Bonvm e pela Ordem
de Maat. Esta lista contempla um número reduzidíssimo de autores e de obras
esotéricas. A bibliografia autêntica e completa sobre esta vertente especulativa do
pensamento é monumental, e, talvez, já tenha ultrapassado a cifra do milhão de obras
impressas. Algumas, entretanto, permanecem ainda inéditas, esperando o tempo próprio
para sua divulgação. O Livro de Jasher (citado na Bíblia em Josué, X, 13 e no 2º Livro
dos Reis, I, 18) é um exemplo do que se afirmou. Perdido, oculto ou suprimido por
séculos, foi traduzido do hebraico para o inglês por Flaccus Aibinus Alcuíno, da
Bretanha, Abade de Cantuária, e trazido à luz, pela primeira vez, em Bristol, em 1829. A
primeira edição americana foi patrocinada pela AMORC, em 1934. O Evangelho de
Tomé... 1945 d.C... Os Evangelhos Apócrifos... Infelizes daqueles que, autoritariamente,
surripiaram o conhecimento ao qual a Humanidade deve e precisa ter acesso. O
Movimento Católico, por exemplo, tem muito que explicar às futuras gerações... Nada
pode ter justificado as fogueiras e as apócopes. Sursum Corda! Levemus corda nostra
ad Dominum in corde. Por tudo isso, podem ser proibidos, queimados e/ou ocultados os
livros. A SABEDORIA, contudo, jamais poderá evanescer. Ela é parte necessária e
integrante DAQUILO que é. O Verdadeiro PODER e a Verdadeira SABEDORIA não são
dissipados nem poderão ser jamais apocopados ou queimados.
Beira do Mar - Harvey Spencer Lewis

Controvérsias religiosas e turbulências políticas sempre obrigaram a Ordem – em


conformidade com determinadas leis enigmáticas – a contemporizar com uma regra
antiqüíssima, que impunha o funcionamento das Lojas a períodos de atividade e a
períodos de sonolência (inatividade), sendo cada ciclo composto de 108 (cento e oito)
anos. Um ciclo completo de existência – do nascimento de uma Loja até seu
renascimento – dura 216 (duzentos e dezesseis) anos. Esse número (108) é por demais
significativo, bastando para esta exposição informar que se compõe de nove ciclos
menores de doze anos[4]. Doze são os signos do Zodíaco, doze são os membros do
ALTO CONSELHO, doze são os meses do ano, doze eram os Discípulos próximos a
Jesus, e doze também são as consoantes simples do Alfabeto Hebraico. O quadrado de
doze é um número altamente cabalístico e conhecido de todos os esoteristas. Para os
não-Iniciados e para os historiadores mal informados, antigos ramos da Ordem foram
tidos como desaparecidos, sem explicação coerente ou consistente que justificasse tal
acontecimento. Observe-se, também, que doze pode ser entendido como resultado do
produto de quatro vezes três. Quatro representa a Estabilidade e três (o Triângulo) a
manifestação perfeita. Sendo perfeito - como afirmou Ralph Maxwell Lewis (Sâr
Validivar), o Triângulo contém tudo. E tudo que Dele depende foi, é e será sustentado
com perfeição, harmonia e certeza de adequação. Por redução, ainda se pode perceber
que 108 (cento e oito) equivale a 9 (nove); outra indicação esotérica, já que nove
representa o cubo de três, ou seja, três voltas completas em torno do Triângulo. Nove,
sob outro aspecto, é a cifra da semente, da semeadura, do renascimento que requer
nove meses. ATÉ SETE UMA COISA; OITO, OUTRA; E NOVE, OUTRA
COMPLETAMENTE DIFERENTE. Deus Meu: possamos todos ultrapassar o SETE.
ESTÁ SELADO. PAZ AO MUNDO. Assim, ao se multiplicar 12 por 9 ou 9 por 12, ou seja,
quando se toma por padrão qualquer um destes dois números, o resultado é o número
108, sumamente KaBaLístico e esotérico. Por último, acrescenta-se que 12 por adição é
equivalente a três: a Trindade. ALeF. 111 = 3.

111 = 3 = UNIDADE = SOMOS TODOS UM

Dando um enorme salto por toda a Antigüidade e por toda a Idade Média, e chegando
ao século XX [com plena convicção de que foram subtraídos deste resumo fatos e
momentos importantíssimos da história desta Augusta Fraternidade, como, por exemplo,
o próprio (re)nascimento da Ordem na Alemanha e as surpresas relativas ao
descobrimento do túmulo do personagem Christian Rosenkreutz, cujas iniciais C.R-C.,
na verdade, simbolizam e aludem ao corpo hermético de ensinamentos tradicionais e
arcanos, cujo verdadeiro significado é Christus Rosæ Crucis], em 1915, nos Estados
Unidos da América, um novo ciclo de atividades públicas foi inaugurado sob a
responsabilidade e orientação de Harvey Spencer Lewis (Sâr Alden). Como ensinou
Raymond Bernard em sua obra As Mansões Secretas da Rosacruz, no passado, alguns
raros Illuminados, que tendo reconhecido o Objetivo, foram, em verdade, os primeiros
Vigilantes Silenciosos, reunidos na primeira Domus Sancti Spiriti. Foi assim que,
lentamente, a Iniciação constituiu-se nos continentes desaparecidos, e se aperfeiçoou ao
longo do tempo. A técnica Rosacruz, sintetizada nos Doze Caminhos, surgiu pelo esforço
de Iniciados que dissimularam sua personalidade verdadeira sob o nome de Christian
Rosenkreutz. Aqui há um mistério que Ordo Svmmvm Bonvm desvelou para a
Humanidade. Os Doze personagens, que a denominação Christian Rosenkreutz
encobre, são, portanto, fundamentais na busca Iniciática. Nomes completos, segundo
Raymond Bernard, não acrescentam e não importam em nada na chave acima
mencionada. Entretanto, Raymond Bernard transcreveu na obra aludida um excerto do
Liber T, que é o que se segue:

1. Fra .'.I .'. A .'.

2. Fra .'. Ch .'.


Estes dois sob o título de electione fraternitatis caput

3. Fra .'. G .'. V .'. M.G.P.

4. Fra .'. F .'. R .'. C .'. Junior Moeres S. Spiritus

5. Fra .'. F .'. B .'. N .'. P. A. Pictor et Architectus

6. Fra .'. G .'. G .'. M. Pi Cabalista

7 e 8. Fra .'. P .'. A .'. Successor Fra .'. I .'. O .'. Mathematicus
9 e 10. Fra .'. A .'. Successor Fra .'. P .'. D .'.

11 e 12. Fra .'. R .'. C .'. Successor Patris C .'. R .'. C .'. cum Christo triumphatis

Ex Deo nascimur,
in Jhesu morimus,
per Spiritum Sanctum reviviscimus.

Esses são considerados os Doze Fundadores do novo ciclo e, conseqüentemente, os


primeiros Rosacruzes. Entretanto, somente o mais elevado deles manteve o título de
C.'.R.'.C.'., mas todos, inicialmente, foram Christian Rosenkreutz. E todos são UM. Não
se pode, todavia, deixar de fazer referência ao Ilustre Kut-Hu-Mi, Mestre Cósmico e
Hierofante da Ordem Rosacruz AMORC. Ele é o cume da pirâmide.

Para se ficar absolutamente adstrito à história da Ordem e manter a mais


irreprochável fidelidade quanto às manifestações autênticas e públicas da Fraternidade,
excluindo-se disto meus equívocos de conhecimento, que são muitos, a primeira vez que
foi expedida uma comunicação oficial sob seu nome e selo, aconteceu na cidade alemã
de Cassel no ano de 1614, com os livros Fama Fraternitatis e Confessio Fraternitatis. O
primeiro continha a história, a constituição e as Leis da Ordem. A Confissão da
Fraternidade da Rosa-Cruz dava 37 (trinta e sete) razões para sua existência, definindo
seus objetivos e os meios para alcançá-los.
Fama Fraternitatis

Confessio Fraternitatis
Qualquer referência a pronunciamentos da Ordem com data anterior à citada é
inverídica e inidônea. Por outro lado, os documentos promanados da Suprema Grande
Loja, das Grandes Lojas Nacionais e dos Corpos Subordinados só têm validade se
contiverem os selos tradicionais e autênticos da Fraternidade, e se explicitarem que se
trata de comunicação oficial. Isto no que se refere à AMORC. Há outras Fraternidades
que, autenticamente, estão sustentadas pela '.'G'.'L'.'B e divulgam com a mesma
integridade os Princípios Rosacruzes. O sonho da Nova Atlântida idealizado por Francis
Bacon e materializado pela primeira vez em 1694 na cidade da Filadélfia, tomava, então,
em 1909, novo impulso sob a direção de Harvey Spencer Lewis (Sâr Alden - Frater
Profundis XIII), e a Ordem Rosacruz-AMORC, para efeitos legais e reconhecimento
universal, passou a usar seu legítimo título: Ancient Mystical Order Rosæ Crucis
(AMORC), forma abreviada do título latino - Antiquus Arcanus Ordo Rosæ Rubeæ et
Auræ Crucis. E seu primitivo símbolo, constituído de uma CRUZ DE OURO com uma
ÚNICA ROSA VERMELHA no centro, continuou a ser o emblema máximo de todos os
Rosacruzes vinculados à AMORC. Mas, o Primeiro Manifesto Oficial só ocorreria em
1915...

Representação Simbólica
do Colégio Rosæ+Crucis
Manifesto Anunciando o Novo Ciclo de Atividades da AMORC

SIMBOLISMO NUMÉRICO ROSACRUZ

É muito difícil resumir em poucas páginas todo o conhecimento Rosacruz. Eu,


inclusive, estou muito longe de saber o que um ROSACRUZ sabe. Nesta Senda
Illuminada sou um simples neófito. Mas se uma escolha tivesse que ser feita, das obras
públicas (antigas) que resumem o pensamento esotérico – ainda que segundo um
traçado aparentemente exotérico – da Fraternidade, esta escolha recairia, sem receio, a
meu juízo, sobre A República, de Platão. O pensamento de Plotino também está acorde
com os princípios Rosacruzes. Não se podem excluir, outrossim, as reflexões de Jacob
Boehme, de Robert Fludd, de John Heydon e de Thomas Vaughan. Mas, afinal, o que
pode ser excluído? Atualmente, os livros publicados pela AMORC, em todo o mundo,
devassaram quase tudo aquilo que era proibido ou impedido até bem recentemente. Foi
tão-só no final do século XX, por motivos absolutamente especiais e impostergáveis, que
a Ordem escancarou, quase que totalmente, segredos milenares, que só eram
transmitidos de boca a ouvido, ou escritos de forma cifrada, com o fito de dificultar a
profanação desses mesmos segredos por mentes mesquinhas, egoístas e malévolas.
Prisão, tortura, flagelo e morte sempre foram as sanções impostas àqueles que,
desrespeitando a regra de ouro – o silêncio – dispuseram-se a divulgar
extemporaneamente a LUZ da LLUZ. O conhecimento alquímico, a KaBaLa e as
Iniciações Superiores, por isso, em sua profundidade e chaves herméticas, ainda
continuam secretos e guardados como um tesouro para ser decifrado por gerações
posteriores. Quando me refiro à KaBaLa, estou pensando na KaBaLa Eterna. De forma
alguma na cabala teológica. O que há no mercado sobre esses assuntos, constitui-se,
em sua maioria, de um consórcio de tolices e de fantasias. Há, contudo, exceções. O ser
humano haverá, muito proximamente, de poder novamente ter acesso a essas duas
chaves maravilhosas de realização, de Luz e de Saber ilimitados. Esta certeza é
inquebrantável.

Assim, hoje, "todo" (todo, entre aspas) o conhecimento tradicional e hermético está
praticamente publicado e divulgado. Um esforço gigantesco para iluminar a Humanidade
é envidado pela Ordo Svmmvm Bonvm e pela Ordem de Maat. Inclusive o ingresso na
Ordem Rosacruz tornou-se extremamente facilitado, bastando para ser aceito na
Organização comprometer-se a respeitar as leis vigentes do país em que vive o
buscador e manter secretos os princípios mais esotéricos que ainda não vieram a
público. No passado as coisas não eram bem assim. A intolerância religiosa,
principalmente da Igreja Católica, que sofreu – como era de se esperar – desvios
doutrinários ao longo da história, tendo sido os mais profundos, smj, os acontecidos
durante o transcurso do Segundo Concílio de Constantinopla, sempre obrigou a Tradição
a percorrer as veredas da prudência, e a não veicular seu conhecimento multimilenar
abertamente. É sabido o quanto demorou Descartes para poder ser Iniciado na Ordem.
Entretanto, muito recentemente, Raymond Bernard foi autorizado a divulgar em suas
obras conhecimentos tão herméticos, impossíveis de serem publicamente conhecidos no
início do século passado. Helena Petrovna Blavatsky, Éliphas Lèvi, Papus e Saint-Yves
D’Alveydre, entre muitos outros, como por exemplo Rudolf Steiner, também contribuíram
imensamente para a difusão do conhecimento iniciático. É a LLUZ, fazendo-se visível
para o bem e para o evolver da Humanidade. Entretanto, o Ciclo de 108 anos deve ser
cumprido... ainda que alguns acreditem que não.

Por volta da década de trinta, alguns movimentos pseudo-iniciáticos tentaram plagiar


os conhecimentos arcanos, para prejuízo dos buscadores da LUZ. Como as verdadeiras
Ordens Iniciáticas sempre funcionaram em mútua harmonia, solidarizaram-se entre si, e
quatorze das mais antigas fundaram em 14 de Agosto de 1934, pela primeira vez na
história da Tradição, uma Federação Universal para mútua proteção e defesa da herança
comum. A instalação da Federação ocorreu em Bruxelas sob o título de Federation
Universelle des Ordres et Societés Initiatiques, mais conhecida como FUDOSI. Esta
Federação também foi extremamente importante durante a Segunda Grande Guerra,
pois nos países ocupados pela Alemanha Nazista, a Gestapo atormentava e perseguia
implacavelmente as Organizações Iniciáticas. Alguns anos após o término da Guerra,
passados os perigos que rondavam tais organizações, a FUDOSI autodissolveu-se, e
cada Fraternidade continuou a desenvolver independentemente seu trabalho, mantendo,
entretanto, contatos permanentes, troca de informações e laços de amizade, que sempre
caracterizaram o trabalho iniciático. As Fraternidades que compuseram, na época, a
FUDOSI, foram: Ordem da Rosa+Cruz Universal, Ordem Rosacruz – AMORC,
Tradicional Ordem Martinista, Ordem da Rosa+Cruz Universitária, Ordem Pitagórica,
Ordem Martinista e Sinárquica, Igreja Gnóstica Universal, Sociedade de Estudos e
Investigações Templárias, Ordem Kabalística da Rosa+Cruz, Ordem de Estudos
Martinistas, União Sinárquica da Polônia, Ordem da Milícia Crucífera Evangélica,
Sociedade Alquímica da França e Ordem da Lys e da Águia.
Carta de Sâr Hieronymus (Emile Dantinne)
Endereçada em 1933 à Harvey Spencer Lewis

Assim, a precaução com os Conhecimentos Herméticos e Iniciáticos mais elevados é


fácil de ser compreendida. Os exemplos se multiplicaram no transcurso do milênio que
terminou, cujas ações não encontrarão paralelo em um futuro próximo. Militarização das
forças nucleares, armamentos químicos, racismo, biocidas, ódio de classes, infinitos
títulos de medicamentos com os mais perversos efeitos colaterais, instalação de
sociedades secretas com finalidades espúrias, fabricação de produtos químicos que
poluem o solo, o ar, a água e os mais variados e múltiplos ecossistemas, experiências
genéticas inadmissíveis, devastações ambientais com propósitos inconfessáveis, neo-
sistemas políticos fundados tão-só na perversidade, obras de engenharia insalubres,
inconvenientes e desarmônicas, políticas globalizantes (econômicas, fiscais,
intervencionistas e sociais) descomprometidas com a moral, com a justiça e com o
progresso real da Humanidade e preconceitos, nepotismos e locupletações de todas as
magnitudes são apenas alguns poucos títulos de temas que, obrigatoriamente, serão
repensados e reexaminados pelas sociedades do milênio que nasceu. O deus-demônio
não prevalecerá. Não prevalecerá sobre as CONSCIÊNCIAS AVISADAS.
Talvez a Humanidade tenha que aguardar o ano de 2034 (dois mil e trinta e quatro),
para poder começar a vislumbrar algum tipo de mudança efetiva, que contemple,
realmente, a trilogia propugnada depois da queda do Ancien Régime. Não a fraternidade
romântica dos que não sabem o que falam. Não a igualdade ideológica, pois essa é
impossível de ser realizada por ser absolutamente desigual. Não a liberdade quimérica
de executar o que determina o corpo astral, pois essa liberdade é uma prisão
anestesiante. Não há, contudo, por enquanto, as condições necessárias e adequadas,
em virtude da decadente espiritualidade própria das transições cíclico-planetárias, para
uma ampla, geral e irrestrita divulgação pública do conhecimento hermético. A bem da
mais cristalina verdade, acredito que nunca será divulgado tudo. Até porque certas
conquistas são pessoais e intransferíveis. Mas uma ampliação e um aprofundamento
substantivo desse sagrado saber já estão acontecendo.

Se um alto dignitário da Igreja Católica – Angelo Roncalli (1881-1963) – estiver


correto (este Prelado, salvo informação equivocada, ainda que Iniciado em uma
tradicional ordem esotérica, não foi membro da AMORC), só por volta de 2030 (dois mil e
trinta) este Planeta começará a vislumbrar, tenuemente, a luz que se transformará em
LUZ da LLUZ, e que iluminará efetivamente os caminhos dessa nova sociedade que
povoará a Terra. A Raça que nos sucederá. Até lá, cabe a quem pode, alertar e fazer
enxergar os que já conseguem perceber os equívocos tenebrosos destes tempos, e as
infinitas possibilidades daqueles que estão a chegar.

Habite ricamente em todos vós a Palavra de Cristo. Ensinem e aconselhem


uns aos outros com toda Sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais
com gratidão a Deus em seus corações.

Colossenses III,16

Interessantíssimo o número 2030. Se o dividirmos por 7 (sete) o resultado será 290


(duzentos e noventa), ou seja, 290 ciclos de 7 anos. A partir de então terá início o
ducentésimo nonagésimo primeiro ciclo de sete anos d.C. Isto considerando o calendário
atual. Sete é o número que simboliza o fim de um ciclo e o começo de outro.

7 —› 8 —› 9
Cada ano pode, inclusive, ser dividido em 7 ciclos de aproximadamente 52 (cinqüenta
e dois) dias. E o dia em 7 ciclos de 3 horas, 25 minutos e, aproximadamente, 43
segundos. A biologia contemporânea conhece profundamente o significado e o valor
deste número. Assim, SETE, mais do que simboliza, representa a morte de um ciclo.
Sete é a foice. Sete é o fim. Mas não pode ser esquecido o Oito! E o NOVE! E há o
número 72. E há outros números... Pi (3,1415), por exemplo. ALHIM.

Nesse sentido, observa-se que todas essas operações numéricas indicam que,
especulativamente, próximo a 2030 um momento cósmico agonizará e outro começará a
se manifestar. Inclusive o ducentésimo nonagésimo primeiro ciclo de 7 anos por adição é
igual a 12 (doze), número profundamente significativo em KaBaLa, e que, por sua vez,
como se viu, por adição, é igual à Trindade. Entende-se, todavia, que esta compreensão
(pensa-se que consciente em Roncalli) esteja vinculada ao término da Era Pisciana e ao
início da Era de Aquarius (A Era Mental). As datas, contudo, entre os estudiosos, não
são coincidentes para indicar o ocaso de um período e começo do outro. De qualquer
forma, creio que o próprio Ciclo Aquariano já teve seu início. E tudo o que se especular a
respeito de números, além de estar dependente de um conhecimento real e hermético a
respeito da periodicidade dos ciclos cósmicos – que são diversos – quanto aos
acontecimentos, estes sofrem influência direta tanto do ser individualmente, como da
Humanidade como um todo como massa pensante, atuante e interatuante.
Minimamente. Predeterminismo absoluto não há. Isto não posso aceitar. Há sim,
possibilidade de que algo ocorra em determinada época, em função de certos fatos –
que geram compensações obrigatórias – e da trajetória e dos procedimentos em curso.
Mudanças, entretanto, podem ocorrer. E ocorrem. A †††††† †††††† e a ††† não
prevalecerão jamais sobre o AMOR e sobre a ORDEM.

Entrementes, é preciso deixar registrado que a Ordem de Aquarius, na pessoa de seu


Presidente, Serge Raynaud de la Ferrière, entende que o novo Ciclo Cósmico teria tido
início em 1948 (mil novecentos e quarenta e oito). Já Raymond Bernard afirmou que a
passagem da Era de Pisces para a de Aquarius teria acontecido em 5 de Fevereiro de
1962, quando todos os Planetas dos antigos encontravam-se reunidos no Signo de
Aquarius. Acredita-se que esta data é mais concernente com a Tradição, desde sempre
idêntica a si mesma.

Todavia, não compreendo que seja pelo imediato fim de um ciclo astrológico que
outro comece prontamente a se manifestar. Principalmente na esfera daquilo que
comumente é denominado de plano mental do ser humano. A entropia (humana e
universal) não se transforma em negentropia assim sem mais nem menos. Isto é
simplesmente impossível. Vencer crendices é difícil. Anular a reconstrução idem. Há, em
realidade, uma interface de duração variável. Até porque o(s) Universo(s) muda(m)
perpétua e permanentemente. Ou seja, algo permanece e nada ocorre de forma radical.
Isto é leibniziano e eu acompanho. A tomada de consciência, assim, é lenta, o
aprendizado é moroso. A burocracia mental reage ao novo, e o próprio organismo do
homem só se revigora e renasce, por assim dizer, a cada sete anos. A travessia da
caverna não é feita de súbito; passo após passo a Luz da LLUZ será alcançada. O que
pode ser admitido, isto sim, é que através de mecanismos e práticas especiais, possa
haver uma aceleração no processo de compreender. As próprias vicissitudes catalisam a
VONTADE, e acabam impulsionando o ser para FRENTE e para o ALTO. Para o seu
próprio CORAÇÃO. Por isso, acredita-se que, interpretando o pensamento de João
XXIII, 2030 represente melhor um tempo de mudança.

Mas qual a importância dessas considerações? Qual sua real utilidade? Seriam
confiáveis os resultados dessas operações numéricas? De onde provém tal
conhecimento? O fato é que muitas previsões são feitas hoje, tal como ontem, com base
em números, e são aceitas como coisa trivial. Uma gestação completa dura, geralmente,
9 (nove) meses. O movimento das marés é absolutamente previsível. Aos 21 (vinte e
um) anos o ser humano alcança um nível de desenvolvimento fisiológico e mental que o
habilita a assumir responsabilidades específicas ao longo da vida. Aos 28 (vinte e oito)
anos, presumivelmente, a quaternidade inferior do ente humano está integralizada. As
quatro estações do ano (outono, inverno, primavera e verão) têm períodos definidos e
fixos de duração. Cada ano possui 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. A cada
quatro anos ocorre um ano bissexto. Cada dia possui 24 (vinte e quatro) horas. Ao se
avançar de um até quatro surge o DEZ, a MÃE UNIVERSAL. Seiscentos e sessenta e
seis equivale a trinta e seis. Cento e cinqüenta e três (peixes) equivale a DEZESSETE.
As quatro fases da Lua alternam-se ciclicamente em períodos fixos de tempo. Sistema e
ordem, números e princípios geométricos, regem o Universo (Macrocosmo) e o homem
(microcosmo). Com isso, todavia, pode-se erroneamente pensar em um predeterminismo
absoluto em tudo e para todos. Todavia, não é assim. A inviolável liberdade de escolha
faz do ser senhor de sua vida. MORTE e VIDA dependem exclusivamente dos entes.
Impõe a cada ser, paralelamente às escolhas, responsabilidade total por cada ato
praticado. A própria consciência (ou inconsciência – neste caso não se trata de
subconsciência) de suas ações não o exime de, oportunamente, experimentar o
resultado de cada opção. A Lei da Retribuição (LEI DO KARMA) não é inoperante nem
punitiva. MORRER é uma opção.

E assim, na medida em que entra na posse de progressivos e mais profundos


conhecimentos sobre si e sobre o mundo, e decodifica que para todo efeito que se
manifesta há uma causa operante, lentamente, o ser faz (e fará) as adequações
apropriadas e as mudanças obrigatórias. Ou MORRERÁ. Aprende a decantar o líquido
sobrenadante e a observar as escórias até então desprezadas como coisa sem valor.
Sem invocar poderes presumidamente desconhecidos, invisíveis ou hipotéticos, e sem
recorrer a práticas supersticiosas ou crendices de qualquer matiz, a Humanidade está
aprendendo que o Universo que conhece e tudo o que Nele está inserido se expressa
em ciclos. E como afirmou Harvey Spencer Lewis, tal periodicidade equivale ao ritmo de
certas repetições harmoniosas e compassadas de impulsos que são de natureza
cósmica[5]. O livro Autodomínio e o Destino Com os Ciclos da Vida do autor acima
referido discute em profundidade diversos ciclos de influência das forças cósmicas, na
saúde, nos negócios, nas doenças, e em outros campos de manifestação da vida. Esta
obra foi escrita com base em conhecimentos antiqüíssimos, e as LEIS ali expressas
sempre foram do conhecimento dos Rosacruzes de todas as Fraternidades autênticas.

A batalha, contudo, é ferocíssima. O lobo interno (corpo astral) de cada um – e de


todos – não permite facilmente que as trevas sejam dissipadas. O ser cai. Levanta. Torna
a cair. Torna a levantar. Um dia ficará de pé. Para sempre. Compreenderá. Saberá. E
voltará seus olhos para os que ainda não se recompuseram dos escombros de suas
perplexidades, para auxiliá-los nessa jornada fraterna, todavia, obrigatoriamente
conquistável. Bem-aventurados os que ajudaram. Bem-aventurados os que aceitaram
essa ajuda. Bem-aventurados Sócrates, Platão, Jesus, Plotino, Galileu, Fulcanelli,
Harvey Spencer Lewis, Ralph Maxell Lewis, Max Heindel, Raymond Bernard e Christian
Bernard. Bem-aventurado Mestre Apis, O Iluminador e Bem-aventurado meu Irmão
+Vicente Velado. Bem-aventurados AKHNATON e NEFERTITI. Bem-aventurada a
GRANDE LOJA BRANCA que vem, através dos séculos, por caminhos desconhecidos,
iluminando os passos vaidosos da sociedade humana, muitas vezes indiferente e infensa
a esse trabalho sistemático e organizado, ao mesmo tempo filosófico e científico: Bem-
aventurado Kut-Hu-Mi.

Pior cego é aquele que insiste em não querer enxergar. E a cegueira consentida só
tem demonstrado aos seres humanos que, na maioria das vezes, os produtos de suas
ações são a dor, a doença, as desgraças, o comprometimento da fauna, da flora, da
atmosfera, dos limnociclos, a fome, a violência e a aniquilação. Contemporaneamente, o
horror e terror. A ignorância só gera prejuízo, espera desnecessária e dor inútil. Como
disse Goethe: não há nada mais terrível do que uma ignorância ativa. Ou Browning:
Ignorância não é inocência, mas crime. Ou ainda Disraelli em discurso à Câmara dos
Comuns em 18 de maio de 1866: A ignorância nunca resolve uma questão. E como
entendo eu: as trevas são a luz dos ignorantes e o preconceito seu instrumento principal.

Mas a Alquimia Interna chegará para todos. Todos haverão de ser graduados.
Ninguém ficará de fora. Rogo para que isto não aconteça. Se esta simplíssima Lei
Cósmica já tivesse por todos sido percebida, as locupletações e os (pré)conceitos teriam
sido abolidos, e as ações – individuais e dos governos – estariam bussoladas para o
bem comum. Próximos estão os tempos dessa compreensão. Próximo está o dia no qual
com o Fogo, no Fogo e pelo Fogo as transmutações serão usuais e corriqueiras, porque
é apenas pelo Fogo (Fogo Crístico) que a Natureza pode ser renovada. Esta é a senda
que a consciência humana está percorrendo: eikasia, pistis, dianoia, noesis.
Transnoesis. YNRI (em verdade, YN-RI). Em IeSOD novas experiências aguardam a
consciência humana em expansão.

Sob estes aspectos místicos e profundamente esotérico-KaBaLísticos o ano de 2030


passa a ter um significado relativo, pois no inexistente tempo, impossível de ser sentido,
outros 2030 aconteceram! Passado, presente e futuro só existem na consciência objetiva
do ser. 2030 pode receber uma interpretação mais adequada se for entendido, portanto,
como tempo de mutação, como foram, por exemplo o nascimento de José (consagrado
iniciaticamente como Jhesu, a Rosa de Sharon, o Grande AMeN da Era Pisciana), a
Revolução Francesa e a Queda do Muro de Berlim. O próprio September Eleven Two
Thousand One foi um dramático e terrível tempo de mutação.
Pode-se especular, ainda, que do início da Era de Aquarius até 2030, a
Humanidade esteja passando por uma espécie de preparação bafejada por grandes
descobertas, sobretudo no campo tecnológico, para, a partir de então, pelo entendimento
dos efeitos deletérios que a própria expansão desenfreada da ciência de ponta acabou
por produzir (efeitos laterais e subprodutos tóxicos e mutagênicos), redirecione as
pesquisas para o BOM e para o SUMO BEM do Planeta em sua totalidade. 2030 seria,
assim, um marco, uma espécie de patamar ou limite máximo negativo na história recente
da Humanidade, transição para uma verdadeira nova era de compreensão, paz, amor,
saúde, e saciedade. 2030 não é, portanto, conclusivamente uma data; antes é um ponto
em meio a uma fronteira experiencial. Atrição, contrição, iluminação. Longo e árduo é o
caminho que do inferno conduz à LLUZ. Longa e árdua é a senda que transporta ao
reino interno de Sabedoria Ilimitada, de Paz ilimitada e de LLUZ Ilimitada. Longa, árdua
e solitária. Entretanto, Angelo Roncalli não se referiu exatamente a 2030, mas sim a vinte
séculos mais a idade do Salvador, o que resulta em 2033 (dois mil e trinta e três). Se se
recordar, todavia, que o Ministério histórico de Jesus começou aos trinta anos e terminou
fisicamente aos trinta e três anos e seis meses, aproximadamente, em 2034 as
mudanças já estarão em curso para alcançarem seu clímax em 2106.[6] Até doze anos
houve um Jesus; de doze a trinta, outro; de trinta a trinta e três anos e meio, um terceiro;
e, após a crucifixão, um último. No todo todos são um. Este também se constitui em um
mistério da Trindade. Verdadeiramente a vida pública de Jesus teve duração de três
anos e meio. Mil duzentos e sessenta dias. 1260. Quarenta e dois meses. 42. Que se
consulte o Livro da Revelação Joanita... Entretanto, há mais Simbolismo Místico em tudo
isso, do que podem imaginar nossas vãs presunções de saber alguma coisa. Portanto,
trinta e três anos e seis meses são, repete-se, aproximadamente, iguais a 34, que
remete a 2034.

Por último é absolutamente fundamental salientar que as considerações aduzidas


sobre os anos 2030, 2033 (ou 2034) e 2106 são exclusivamente da lavra deste
pesquisador. Tentar interpretar profecias alheias é temerário. O que foi pensado neste
ensaio não se constituiu, propriamente, de uma interpretação: mais se procurou
compreender o pensamento do Papa Iniciado. Com muito cuidado, aliás. Entretanto, faz-
se uma advertência fundamental: A AMORC, a TOM a OS+B e a OM estão, portanto,
exoneradas do teor destas especulações (e das demais desenvolvidas neste rascunho),
e só ao autor cabem os eventuais ônus (se ônus houver) de tais reflexões. Nesse
sentido, as lucubrações sobre as datas supraditas exprimem, a título privado e
especulativo, tão-somente uma hipótese elucubrativa. 1962 + 72 = 2034. 1962 + 72 + 72
= 2106. Contudo, acima de qualquer especulação, há os livres-arbítrios humanos,
singulares e coletivos. PAZ PROFUNDA.

* * * * * * *

O PRINCÍPIO(?)

No Princípio era o VERBUM DIMISSUM INENARRABILE... No princípio era o ponto.


O ponto distendeu-se em curva. A curva, em propagação, formou um círculo. Ao se
fechar, havia um novo ponto no qual se focalizou o poder de distensão. O foco
prolongou-se. Por causa das leis de atração, moveu-se em linha reta. As três forças
primárias dividiram sua ação e ocorreu a propagação da linha em três movimentos
retilíneos. E, deste modo, surgiu o Triângulo Eqüilateral representativo da Eternidade e
do Universo Perfeitos.[7]

Figura 1: Universo e Eternidade Perfeitos

Entre 1785 e 1788 foi publicado na Alemanha o livro Símbolos Secretos dos
Rosacruzes dos Séculos XVI e XVII, cujos ensinamentos têm por base a Filosofia
Hermética, a Alquimia e a KaBaLa eterna. O misticismo cristão esotérico também está
presente nessa obra. Recordando algumas reflexões sobre a Grande Obra, a Alquimia
Prática representa e simboliza, sob o aspecto operativo, a transmutação espiritual do ser.
E, nesse sentido, três estágios sobressaem: morte, purificação e renascimento místicos.
Por isso a Fênix representava – e representa – o nascimento místico, que era – e é –
simbolizado pela PEDRA FILOSOFAL. Assim, a Alquimia Transcendental estava
emblematicamente inscrita e tinha sua equivalência na Alquimia Operativa. E vice-versa.
A citação abaixo é esclarecedora:
O processo de aquecer pelo Fogo, queimar ou ferver, era usado para simbolizar a
meditação como agente da evolução espiritual. O recipiente alquímico no qual a
transmutação ocorria era comparado ao corpo do homem, no qual reside o Eu Interior.
Os seres físico e psíquico são novamente uma dualidade representada pelo Sol e pela
Lua... A transmutação é uma união, um casamento de opostos. Em termos alquímicos, é
a volatilização ou evaporação dos elementos fixos, e uma fixação do volátil. Este é um
modo de simbolizar a harmonização da natureza psíquica ou espiritual do homem
(volátil) e a natureza física (fixa) necessária para a união mística.[8] (grifo meu).

Portanto, deve ficar claro, e é isto que os textos pretendem indicar, que a posse das
chaves para decifração da Alquimia Prática só é alcançada depois de conquistado um
certo grau de espiritualização, que seja concernente, propício, adequado, seguro e
meritório para a prática da Arte. Uma das iluminuras dos Símbolos Secretos dos
Rosacruzes dos Séculos XVI e XVII é a apresentada abaixo[9]. A simbologia deste quadro
é profundíssima.

QUADRO DO CORAÇÃO HUMANO NA ANTIGA E NA NOVA CRIATURA


(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII, Ordem
Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 28)
Algumas observações, entretanto, merecem ser realçadas. Preliminarmente, o quadro
mostra que os Rosacruzes admitem a TRINDADE DE DEUS, assim como a própria
PALAVRA é TRÍPLICE. Os triângulos abaixo do coração – que simbolizam e
demonstram as correspondências entre o coração do ser humano e o Sol Central e
Místico no Universo – representam, por sua vez, duas séries de correspondências, a
saber:

Deus
‹—›
Pai
Verbo
‹—›
Filho
Espírito
‹—›
Espírito Santo

A Trindade, por outro lado, está associada a outras tríades, habitualmente


conhecidas. Nesse sentido, tem-se:

Pai
‹—›
Enxofre
‹—›
Animal
‹—›
Espírito
Filho
‹—›
Mercúrio
‹—›
Vegetal
‹—›
Alma
Espírito Santo
‹—›
Sal
‹—›
Mineral
‹—›
Corpo
Combinando as informações existentes na gravura anterior com as da que se
reproduzirá abaixo, novas relações podem ser observadas, quais sejam[10]:

FIGURA CABALÍSTICA
(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII,
Ordem Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 41)

Série Celestial
Série Natural
Série Eterna
Pai
Fogo
Espírito
Filho
Ar

Pessoa
Espírito Santo
Água
Verbo
VERBO, CRISTO
Terra
Homem

Série Vegetal
Série Animal
Série Mineral
Raiz
Adão
Enxofre
Árvore
Eva
Mercúrio
Flor
Irmã
Sal
Fruto
Filhos
Metal

Pode-se observar que o Diagrama tem por base a TETRACTYS PITAGÓRICA, e a


progressão apresentada abaixo pode ir de quatro até um ou de um até quatro, ou seja,
do um aos muitos e da multiplicidade à UNIDADE. A progressão é a que segue:

4 Elementos ‹—› 3 Inícios ‹—› 2 Sementes ‹—› 1 Fruto

Fogo

Enxofre

Ar

Masculino — Sol
Sal

TINTURA
Água

Feminino — Lua

Mercúrio

Terra

A progressão pode ser assim resumida:

a) 4 —› 3 —› 2 —› 1

b) 1 —› 2 —› 3 —› 4

Quem corretamente entender esta Tábua,


Poderá ver como se origina do outro.
Primeiro, todos ficam ocultos na quarta cifra,
Os elementos em todos os lugares,
Destes originam-se os três inícios,
Produzindo dois sexos:
Masculino e feminino, vindos do Sol e da Lua.
O Filho imperial disto provindo:
Inigualável neste mundo,
Ultrapassando todos os reinos.[11](grifo meu).

A seguir será examinada uma lâmina dos Símbolos Secretos sobre o número Três. O
que se pode concluir é que, para os Rosacruzes e para todos os Místicos, um dos
números fundamentais do Universo é o TRÊS. A LEI DO TRIÂNGULO (muito anterior à
Doutrina da Trindade, melhor: coexistente com ela) está presente desde sempre em todo
o Universo, e assim, por via de conseqüência, regula e ordena a composição e a
manifestação da matéria, bem assim a expressão das energias de nous e psíquica. Tudo
no Universo é conforme esta Lei. Uma demonstração conhecida e interessante
apresentada pela AMORC, na qual estão combinados a LEI DO TRIÂNGULO e o
princípio universal adotado pelos Rosacruzes, que reza que tudo no Universo é
vibratório, está abaixo reproduzida:
Colocando-se um pedaço de vidro sobre um pedestal e espalhando areia sobre o
vidro, será possível tornar manifestas as vibrações pela fricção de um arco de violino na
borda do vidro e fazer com que as vibrações se propaguem pela superfície do vidro,
dispondo, desse modo, a areia em várias formas... As vibrações do pensamento podem
ser [semelhantemente] convertidas em desenhos e formas, como aconteceu com a areia
e as vibrações físicas provocadas no vidro.[12] (grifos meus).

Dando seqüência a este estudo reproduz-se abaixo uma lâmina referente ao número
três dos Símbolos Secretos[13].

SOBRE O NÚMERO TRÊS


(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII,
Ordem Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 37)

Na figura reproduzida logo abaixo, tem-se a série de 7 (sete) e seus significados,


apresentada sob a forma de círculos concêntricos. Adverte-se que o primeiro círculo é o
do centro, e o sétimo o mais externo[14]. A série é a que se seguirá depois da figura:
SALVATOR MUNDI
(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII,
Ordem Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 19)

1. A natureza de Deus
IOD HE VAV HE [26 + 72 = 98 —› TETRACTYS (17)]
2. Quatro Espíritos de Deus em um SER DIVINO
3. O espelho da natureza de Deus
4. O espelho da natureza criada
5. Espelho, poder, força e efeito da natureza
6. O reino e a beleza da natureza unida
7. O espelho do ser humano natural unificado

Outra gravura – apresentada para reflexão a seguir – também faz referência ao


número 7 (sete). Observe-se que Saturno, Mercúrio e Marte estão no reino das trevas.
Vênus, Júpiter e Lua estão no reino da LUZ. E o SOL está entre os dois reinos[15].
SOBRE O NÚMERO SETE
(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII,
Ordem Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 24)

Muitas outras gravuras, simbolizando os temas dos quais anteriormente se fez


referência, aparecem nos Símbolos Secretos. Por esse motivo recomenda-se seu exame
minucioso. Deseja-se concluir esta sumária revisitação do pensamento Rosacruz
transcrevendo a Tábua de Esmeralda, atribuída a Hermes Trismegistus, cuja
representação esotérica está reproduzida a seguir:

É verdadeiro, certo e sem falsidade que o que quer que esteja embaixo é
semelhante ao que está acima; e o que se encontra acima é igual ao que está embaixo:
para cumprir-se a Obra maravilhosa. Como todas as coisas são derivadas da Única
Coisa, pela vontade e pela palavra d’Aquele Único que a criou em Sua Mente, assim
também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem da Natureza, e tudo
pode ser aperfeiçoado por Adaptação àquela Mente.

Seu Pai é o Sol; sua Mãe é a Lua; o Vento a leva em seu ventre; e sua nutriz é a
Terra. Esta Coisa é o Pai de todas as coisas perfeitas do Mundo. Seu poder é
perfeitíssimo quando tiver sido novamente transformado em Terra. Separa tu a Terra do
Fogo, o sutil do grosseiro, mas com cuidado e com grande judiciosidade e habilidade.
Ele ascende da Terra ao Céu e novamente desce, renascido, à Terra, desse modo
tomando para si o poder do Acima e do Abaixo. Assim, o esplendor de todo o Mundo
será teu, e toda a treva de ti fugirá.

Este é o mais forte de todos os poderes, a Força de todas as forças, pois sobrepuja
todas as coisas sutis e pode penetrar tudo o que é sólido. Pois assim foi o Mundo criado,
e raras combinações e maravilhas de muitas espécies são obradas.

Portanto, sou chamado HERMES TRISMEGISTUS, por ter dominado as Três Partes
da Sabedoria de todo o Mundo. O que tenho a dizer sobre a Obra-Mestra da Arte
Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito.[16]

TABULA SMARAGDIMA HERMETIS ( VITRIOL = VITRIOLUM )


(SÍMBOLOS SECRETOS DOS ROSACRUZES DOS SÉCULOS XVI e XVII,
Ordem Rosacruz - AMORC, Grande Loja do Brasil, p. 29)

Finalmente, é muito interessante e oportuno referir-se que existem duas maneiras


pelas quais os símbolos podem ser associados à experiência (exclusivamente pessoal)
da união mística. Ou o postulante medita sobre um símbolo como forma auxiliar para o
estabelecimento do estado de união (que pode, por exemplo, ser um som vocálico, uma
imagem, uma mandala, a chama de uma vela, ou uma das iluminuras apresentadas), ou
a experiência da união pode ser percebida ou decodificada na forma de um símbolo – ou
símbolos – que pode ocorrer de maneira espontânea ou deliberada.

Por último, uma transcrição do livro O Universo dos Números resume a Filosofia
Mística Rosacruz no que tange aos conceitos de Unidade e de Dualidade, de Deus e da
Natureza e de Arquétipo e de Tipo:

Deus é um espírito eterno, incriado, infinito,... auto-sustentado, celestial e existente,


que no curso da natureza e do tempo tornou-se um homem visível, corpóreo, mortal. A
Natureza é um espírito criado, natural, temporal, definido, espiritual, existente e
corpóreo, uma imagem, semelhança e sombra, formada segundo o espírito eterno
incriado, oculto e, entretanto visível. Deus corresponde ao arquétipo, a Natureza ao tipo.
Um é a imagem e semelhança do outro. A dualidade é representada pelo olho divino
através do qual Deus vê e cria tudo, e o olho da Natureza ou do céu, através do qual a
Natureza vê e dirige todas as coisas terrenas.
Deus é Tudo em Tudo, na Terra e no céu, Tudo de Um e Um de Tudo, alfa e ômega
[ALeF e TaV], começo e fim, eterno e temporal, primeiro e último, Deus e homem, céu e
inferno, árvore da vida e árvore da morte. Um Ser e Natureza Divina se dividem em três
diferentes pessoas em um só Ser. A tríade é Pai, Filho, Espírito Santo, um só Deus e
Criador. Também é enxofre, mercúrio e sal, um Pai, uma Natureza. Mas a dualidade é
finalmente unida em um só símbolo de círculos concêntricos.[17] (Inclusão e grifos meus).

Enfim, os símbolos, sob os aspectos aqui estudados, representam Deus, o Universo e


o Ser Humano, conforme são compreendidos pela Humanidade. O Plano Divino, o
Mundo e o Ser Humano podem ser considerados, apenas como modelos de estudo,
como unidades individualizadas. No entanto, TUDO É UM. A sensação de isolamento e a
percepção de divisão são próprias do Mundo da Concretização, Mundo cuja regra
invencível é a ILUSÃO.

Um símbolo pode representar qualquer um ou os três conjuntamente. (Deus,


Universo e Ser Humano). Segundo os princípios Rosacruzes, a unidade maior é
composta de unidades menores representando a relação entre o UM e os muitos. Nesse
sentido, os símbolos emblemam a integração psicológica ou mística do ser humano,
como parte da união mística global. Os símbolos, assim, como sabem os Rosacruzes,
patenteiam um estágio da humana compreensão, e constituem um veículo para a
obtenção de maior e mais elevado conhecimento. Por outro lado, também exibem
princípios místicos básicos reconhecidos através dos tempos. Em suma, é importante
ressaltar que um símbolo não é um fim em si mesmo; é um meio para alcançar um fim.
Um símbolo, em última instância, é um instrumento esotérico e, ao mesmo tempo,
psicológico para auxiliar o estudante a alcançar a união mística. Todavia, a união mística
pode prescindir de um símbolo específico e ocorrer por intermédio de uma via não-
simbólica, na qual apenas interajam o ser singular e a Consciência Cósmica[18]. Mas,
uma questão assaltou minha consciência: como simbolizar Deus?

Todos os Rosacruzes – e por extensão os martinistas e os místicos de outras


fraternidades – agem e atuam tendo como sustentáculo insubstituível exclusivamente
IMPERATIVOS CATEGÓRICOS. Nenhum pensamento, palavra ou ação são (ou serão)
movidos ou assentes em imperativos hipotéticos. Por outro lado, quando recebem
qualquer bem material ou são internamente iluminados, sabem que foi por PRIVILÉGIO
CÓSMICO e MÉRITO PESSOAL, e que as dádivas recebidas devem se constituir em
instrumentos auxiliadores para melhor cumprirem sua estada neste Plano. Servir,
sempre que possível. Servir, ainda que pareça impossível. Servir. Sempre servir.
Incognitamente. Um simples 'olá' pode mudar uam vida!

Todas as reflexões finais produzidas neste item são válidas também para membros
de outras fraternidades iniciáticas autênticas, ou seja, ramos específicos da GRANDE
FRATERNIDADE BRANCA. É preciso, neste momento, deixar absolutamente patente,
que não há nenhuma possibilidade de preponderância de uma Ordem Iniciática sobre
outra. Cada uma tem uma missão específica e não há qualquer tipo de conflito em suas
múltiplas e específicas atividades. Pensar diferente é não pensar. Todas são
supervisionadas e inspiradas pela GRANDE LOJA BRANCA, e os oficiais que atuam
neste plano cumprem rigorosamente as orientações recebidas. São, em realidade, todas
irmãs, oriundas de um mesmo Útero: a CONSCIÊNCIA CÓSMICA.

Como se aludiu anteriormente, quando a sempiterna Tradição esteve planetariamente


ameaçada, durante a Segunda Grande Guerra, as Catorze Ordens Autênticas que
estavam ativas naquela oportunidade, organizaram-se fraternalmente, sem, entretanto,
perderem suas respectivas individualidades e abdicarem de suas missões específicas, e
instituíram a FUDOSI. Decaído o iminente perigo, a FUDOSI autodissolveu-se. Nesse
sentido, a Federação não existe mais em ato. Representou um momento fugaz na
história da Tradição Esotérica (1934 a 1951). Em latim, FUDOSI significa Federatio
Universalis Dirigen Ordines Societatesque Initiationis. Superlativamente, em suas
atividades, deixou franqueado para todas as futuras gerações a irmandade que sempre
existiu (e sempre existirá) entre diferentes Fraternidades, mostrando, naquele curto
interstício, que: OMNIA AB UNO.
Símbolo da FUDOSI Desenhado por Sâr Alden e
Aprovado Unanimente por Todos os Delegados das
Fraternidades Constitutivas da FUDOSI

Alguns Altos Oficiais da FUDOSI


(No Centro, com o Avental Ritualístico, Sâr Validivar)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1]. Op. cit., H. Spencer Lewis, p. 23.


[2]. LEWIS, Harvey Spencer. Preguntas y Respuestas Rosacruces com la Historia
Completa de la Orden Rosacruz. 5ª ed. Gran Logia Suprema de AMORC. Tokio, Tosho
Printing Co., LTD., 1965, p. 37.
[3]. Ibid., p. 38.
[4]. Consultar o trabalho 666 apresentado neste site.
[5]. Op. cit., p. 16.
[6]. As Profecias do Papa João XXIII, Pier Carpi, 2a ed., p. 95. Talvez, deva ser
ressaltado que os anos 2034 e 2106 surgem, também, respectivamente, da soma de
1962 com 72 e com 144.
[7]. Manual Rosacruz, H. Spencer Lewis, p. 80.
[8]. O Universo dos Números, Ordem Rosacruz - A.M.O.R.C., 2ª ed., p. 210.
[9]. Op. cit., AMORC, p. 28.
[10]. Ibid., p. 41.
[11]. O Universo dos Números, Ordem Rosacruz -AMORC, 2ª ed., p. 213.
[12]. Manual Rosacruz, H. S. Lewis, p. 101.
[13]. Op. cit., p. 37.
[14]. Símbolos Secretos..., p. 19.
[15]. Ibid., p. 24. A título de registro, recordam-se algumas passagens bíblicas que fazem
referência ao número 7. Há, evidentemente, uma intenção implícita de natureza
esotérico-alquímico-cabalística em cada uma destas situações. Por exemplo, os 7
braços do candelabro citado em Ex., XXV, 31, pretendem simbolizar três letras ShIN.
Enfim, as passagens são as que seguem:
a) 7 vezes o sangue devia ser espargido sobre o altar (Lev., IV, 6 e 7; XVI, 14 e 19;
Núm., XIX, IV);
b) 7 dias no Egito toda água era sangue (Ex., VII, 17 e 21);
c) 7 dias os filhos de Israel comeram pães ázimos (Ex., XII, 15; XIII, 6 e 7);
d) 7 braços tinha o candelabro (Ex., XXV, 31);
e) 7 candeeiros (Rev., I, 12 e 20);
f) 7 vezes o profeta mandou o camareiro banhar-se no Rio Jordão (4º Reis, V, 10);
g) 7 espíritos diante do Trono de Deus (Rev., I, 4; IV, 5);
h) 7 estrelas (Rev. I, 16 e 20);
i) 7 selos (Rev., V, 1 e 9);
j) 7 anjos e 7 pragas (Rev., XV, 1, 6 e 8);
k) 7 anjos e 7 trombetas (Rev., VIII, 2 e 6);
l) 7 trovões (Rev., X, 3 e 4);
m) Há, ainda, diversas passagens bíblicas que aludem ao sete, cujos significados (para
muito além do simples relato histórico ou alegórico), só podem ser plenamente
compreendidos à luz de conhecimentos estritamente cabalísticos, que, todavia,
extrapolam os fins deste ensaio. Só o número 7 preencheria uma riquíssima obra de
tomo. OEAOHOOE. O próprio cubo, sob um aspecto é um 6, e, sob outro, é um 7,
número também associado à cruz (†).
[16]. Símbolos Secretos..., p. 29.
[17]. Op. cit., pp. 226 e 227.
[18]. ORDEM Rosacruz AMORC. Introdução à simbologia. Curitiba-Paraná: Grande Loja
do Brasil, 1982, passim.
DADOS SOBRE O AUTOR

O autor é membro da Ordem Rosacruz–AMORC desde 1969. Exatamente por isso,


repete e afirma enfaticamente que o conteúdo deste trabalho é de sua única e inteira
responsabilidade, não cabendo à sua amada Ordem qualquer gravame ou ônus pelas
considerações e especulações nele apresentadas. Peço perdão pelos eventuais erros
cometidos. A Suprema Grande Loja é o órgão dirigente internacional que estabelece os
princípios fundamentais de atuação da Ordem Rosacruz–AMORC em todo o mundo. Isto
se aplica também à Internet. A Página da Suprema Grande Loja é www.amorc.org
(domínio da Língua Inglesa). Além da Página da Suprema Grande Loja, os sites abaixo
relacionados são os únicos Oficiais e responsáveis pela divulgação e pelas informações
da Ordem Rosacruz-AMORC.

Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa


http://www.amorc.org/
Grande Loja da Jurisdição de Língua Alemã
http://www.rosenkreuzer.de/index-flash.html
Grande Loja da Jurisdição de Língua Espanhola para as Américas
www.Rosacruz.org
Grande Loja da Jurisdição de Língua Espanhola para Europa, África e Australásia
www.amorc.org/spanish/sp-eur01.html

Mestre em Educação, UFRJ, 1980. Doutor em Filosofia, UGF, 1988. Professor Adjunto IV
(aposentado) do CEFET-RJ. Consultor em Administração Escolar. Presidente do Comitê
Editorial da Revista Tecnologia & Cultura do CEFET-RJ. Professor de Metodologia da
Ciência e da Pesquisa Científica e Coordenador Acadêmico do Instituto de
Desenvolvimento Humano - IDHGE.

*******

ANEXO I

JESUS, O GENTIO ARIANO


(A VIDA MÍSTICA DE JESUS, H. Spencer Lewis, p. 3)
ANEXO II

KUT-HU-MI, O ILUSTRE
(MANUAL Rosacruz, H. Spencer Lewis, p. 18)

D... G... M... do Tibete (Bod-Yul), Amado Hierofante da R+C., é Grande Mestre Adjunto
da GRANDE LOJA BRANCA DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. Em determinada
época foi conhecido na Terra como Thutmose III, do Egito, e, em sua mais recente
encarnação no plano terrestre, viveu em Kichingargha, em um mosteiro secreto. Foi
tornado conhecido dos teosofistas por Helena Petrovna Blavatsky, que era sua discípula
pessoal. (Manual Rosacruz. Biblioteca Rosacruz. Vol 8. Brasil: Suprema Grande Loja da
AMORC, 1964, 274p.)
ANEXO III

HARVEY SPENCER LEWIS ( SÂR ALDEN ) (1883-1939)


(MANUAL Rosacruz, H. Spencer Lewis, p. 16)

Harvey Spencer Lewis foi o Primeiro Imperator da AMORC das Américas do Norte e do
Sul, e Fundador de seu Segundo Ciclo de Atividades no Hemisfério Ocidental, no século
XX. Foi Membro do Supremo Conselho Rosacruz do Mundo; Legado da Ordem, na
França; Ministro da Legação Estrangeira; Sacerdote Ordenado da Ashrama da Índia;
Conselheiro Honorário da Corda Fratres da Itália; Sri Sobhita da GRANDE LOJA
BRANCA DO TIBET; Rex Universitatis Illuminati; Membro da Universidade de Andhra,
Índia. Reitor da Universidade Rose-Croix. (Manual Rosacruz. Biblioteca Rosacruz. Vol 8.
Brasil: Suprema Grande Loja da AMORC, 1964, 274p.)
ANEXO IV

EGRÉGORA ROSACRUZ (AMORC)


ANEXO V

RAYMOND BERNARD (1923 - )


Mestre Fundador da Ordem Soberana do Templo Iniciático - OSTI

Fonte: www.plotinus.com/1a.htm
(Acesso em 18/12/2003)
ANEXO VI

ROSACRUZ HERMÉTICA
Fonte: http://www.eon.com.br/pant2.htm
(Acesso:18/12/2003)

ANEXO VII
RALPH MAXWELL LEWIS
(SÂR VALIDIVAR) (1904-1987)
Segundo Imperator da AMORC e Soberano Grande Mestre da TOM
Fonte: http://www.geocities.com/ordemrosacruz/ralphml.htm
(Acesso em 17/10/2004)

ANEXO VIII

CHRISTIAN BERNARD (1951 - )


Atual Imperator da AMORC e Soberano Grande Mestre da TOM
Fonte: www.rosicrucian.org/about/ bio_imperator.html
(Acesso em 18/12/2003)
ANEXO IX

HOMENAGEM À MARIA A. MOURA


EX-GRANDE MESTRE DA AMORC NO BRASIL
Fonte: http://www.geocities.com/mariaamoura/mariamoura.htm
(Acesso em 18/12/2003)

MISSÃO CÓSMICA CUMPRIDA

A ÚLTIMA FOTO OFICIAL


MARIA A. MOURA, F.R.C., entre o Imperator Christian Bernard, F.R.C. (à esquerda) e o
Grande Mestre Charles Vega Parucker, F.R.C., na XVIII Convenção Nacional Rosacruz,
em Curitiba, Setembro de 2000.

Maria A. Moura organizadora e ex-Grande Mestre da Ordem Rosacruz AMORC no


Brasil, passou pela transição quarta-feira, 4 de abril de 2001. Teve vida longa e
proveitosa neste Plano e será para sempre lembrada, com esta frase: Missão Cósmica
Cumprida. Na casa dos 80 e ainda demonstrando grande vigor físico e mental, proferiu
palestra durante a Convenção Nacional da AMORC/Brasil realizada em fins do
ano/século/milênio passado em Curitiba, durante a qual recebeu justa homenagem.

Exemplo de serviço altruístico, Maria A. Moura dedicou longos anos de sua vida ao
esplêndido trabalho de levar a Luz Rosacruz por todo o Brasil, difundindo-a mais tarde
para todos os paises de Língua Portuguesa. Tendo desempenhado todas as funções que
exerceu com galhardia e pioneirismo, tornou a AMORC conhecida de milhares de
pessoas, que hoje se beneficiam do conhecimento e práticas do autêntico e tradicional
misticismo Rosacruz.

A AMORC foi estabelecida no Brasil em 1956, pelo então Presidente Mundial da


Antiga e Mística Ordem Rosæ Crucis, Ralph M. Lewis. Com Maria A. Moura e José de
Oliveira Paulo foi empreendida com vigor a tarefa de expansão do Rosacrucianismo em
todo País. Dedicaram-se com expressivo ato de doação e voluntariado, trabalhando
muito para que os membros pudessem estudar os profícuos ensinamentos esotéricos
Rosacruzes em nossa língua. Como Grande Mestre da AMORC no Brasil, Maria A.
Moura constituiu extensa e maravilhosa Biblioteca Rosacruz trazendo para a língua
portuguesa as obras do Dr. Harvey Spencer Lewis, seu filho Ralph e outros Mestres.

Gratificados por serviços prestados por esta ilustre personalidade, os Rosacruzes


reuniram-se na noite da quarta-feira em que Maria A. Moura fez a Grande Iniciação para
celebrar a cerimônia fúnebre Rosacruz e despediram-se de sua Ex-Grande Mestre na
quinta-feira dia 5 de abril às 10h da manhã, partindo o cortejo do Grande Templo da
Ordem Rosacruz, à Rua Nicarágua 2620, no Bacacheri, para o Cemitério Jardim da Paz,
no prolongamento da Avenida Anita Garibaldi, Barreirinha. Ficou uma certeza para todos:
não existe morte, é apenas uma breve separação, persistindo para sempre o exemplo
deixado, mais forte do que a saudade e servindo como alento.

Muito obrigado, Soror Maria A. Moura, por tudo o que a senhora fez pelos estudantes
Rosacruzes. Devido ao seu trabalho pioneiro e abnegado muita gente em nosso País
teve a oportunidade de encontrar a Luz, livrando-se das trevas da ignorância e da
superstição. Eu, Rodolfo Domenico Pizzinga, humildemente, acrescento meu
agradecimento pessoal. Para mim, ainda que eu sempre tenha feito as coisas do meu
jeito, 1969 foi um ano bem-aventurado! MAAT HOTEP.

ANEXO X
AKHNATON
Arauto do Cristo Cósmico no Egito
Baseado na Obra de Corinne Heline
Por um Probacionista
Fonte: http://www.fraternidadeRosacruz.org/akhenaton.htm
(Acesso: 19/1/2004)

AKHNATON, no momento por ele determinado para fazer a transição, abandonou o


plano físico espontaneamente através de um RITUAL MÍSTICO (conhecido de poucos
Iniciados) no qual são pronunciadas TRÊS PALAVRAS SECRETAS. Este Anexo é uma
especial homenagem, do fundo do meu coração, ao meu '.' I*** '.' e FUNDADOR do
Movimento Místico que deu origem ao Rosacrucianismo.

ANEXO XI

SANCTUM CELESTIAL

(Criação mental do Dr. Harvey Spencer Lewis)


Fonte: http://www.oRosacruz.hpg.ig.com.br/ora/necessidade.htm
(Acesso: 25/1/2004)
ANEXO XII

INFORMAÇÕES SOBRE A AMORC

Fonte: www.amorc.org.br

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE


RALPH MAXWELL LEWIS

Há homens que passam a vida deixando um CAMINHO DE LUZ E DE AMOR, um


rastro luminoso para os seus contemporâneos; deixam uma obra criativa, inspirados que
foram ao aceitar a nobre missão de trabalhar para o bem-estar da Humanidade. Assim
foi o nosso segundo Imperator para o atual Ciclo, Frater Ralph Maxwell Lewis, que por
mais de 65 anos esteve diretamente envolvido com o trabalho da AMORC.

No dia 14 de fevereiro de 2004 comemoramos o centenário de nascimento deste


grande Rosacruz. Ralph M. Lewis nasceu em 14 de fevereiro de 1904. Filho do H.
Spencer Lewis e de Marta Morphier Lewis, recebeu sua educação inicial em escolas da
Cidade de Nova Iorque e em uma academia militar de Nova Jersey. Seu natural
interesse por diversos assuntos, que só encontravam respostas convincentes nos
ensinamentos da AMORC, levaram-no a ingressar na Organização ainda muito cedo,
cursando os seus Graus na Loja de San Francisco. Ao mesmo tempo, fez um
consciencioso e sistemático estudo do pensamento filosófico de todas as épocas.

Trabalhador incansável, foi nomeado Supremo Secretário da Ordem Rosacruz da


América do Norte em 1924, sendo seu delegado em muitos eventos importantes.

Em 12 de agosto de 1939, pouco depois da transição do Dr. H. Spencer Lewis,


assumiu o elevado cargo de Imperator.
Como Imperator, Ralph M. Lewis participou de Convenções Rosacruzes em quase todos
os países em que a AMORC já estava estabelecida. Fundou as Grandes Lojas do Brasil,
da Alemanha e do Japão. Expandiu extraordinariamente a Ordem, dando-lhe a
expressão mundial que hoje possui.

Durante sua gestão, organizou e dirigiu várias expedições cinematográficas aos


locais onde se desenvolveram antigas civilizações e aos berços de verdades religiosas
pelo mundo. Seus filmes ainda são exibidos como atividade complementar do Museu
Egípcio Rosacruz, em San José, Califórnia.

Ralph M. Lewis passou pela transição no dia 12 de janeiro de 1987, deixando a


Ordem Rosacruz - AMORC estruturada em todo o mundo.

Um trecho do discurso escrito ao assumir o cargo de Imperator, diz o seguinte:

'Há um futuro que se estende à frente de cada geração, no qual é sempre


fundamental a imutabilidade das leis do Universo e a onisciência plena do Cósmico.
Jamais chegará o dia, na história do homem, em que ele tenha domínio absoluto dessas
leis ou consciência completa dessa onisciência. Nunca serão obstruídos os caminhos
que conduzem à aventura Cósmica e que, a cada passo, possam revelar as maravilhas
inéditas na maneira de pensar do homem. Pérolas das leis naturais, brutas e sem
montagens artesanais, jazem, ao longo do caminho, esperando somente que a mente
humana as encontre e as converta em jóias de realizações para coroar e adornar
alguma civilização futura.'

Que os 100 anos de nascimento de Ralph Maxwell Lewis nos inspirem e nos
instiguem a continuar a procurar as pérolas, como ele tão bem o fez.

Charles Vega Parucker (Grande Mestre da Grande Loja da Jurisdição de Língua


Portuguesa)

ALGUMAS INFORMAÇÕES ÚTEIS

COMISSÃO DE AUXÍLIO ESPIRITUAL DA AMORC


Esta comissão é constituída de Rosacruzes que trabalham na Grande Loja e que, sob
a responsabilidade do Grande Mestre, faz todos os dias um trabalho especial com o
objetivo de levar auxílio do Cósmico a todos aqueles que dele necessitem. Esse trabalho
especial é realizado no Grande Templo, em Curitiba, às oito horas. Consiste em
desencadear certas energias espirituais e dirigi-las no espaço segundo leis místicas que
não podem ser explicadas no âmbito deste site. Podemos, no entanto, indicar que essas
leis não têm nenhuma ligação com práticas mágicas ou ocultas, mas assentam, ao
contrário, em princípios naturais que os Iniciados, desde a mais remota Antigüidade,
conhecem e aplicam a serviço da Humanidade.

COMISSÃO SILENCIOSA

Toda pessoa que tenha conhecimento da Comissão de Auxílio Espiritual da AMORC e


da maneira como ela trabalha, pode, então, receber sua ajuda. Basta que se coloque em
harmonia com o trabalho que ela realiza todos os dias no Grande Templo. Além disso,
para ampliar o campo de atividades dessa obra humanitária, o Grande Mestre propõe a
todos aquele que o desejem, que se unam a esse trabalho diário. Para isto, basta que,
entre as 8:00 h e 8:20 h, ou em qualquer outro momento, a pessoa se recolha num local
tranqüilo e se eleve, não com a intenção de receber ajuda, mas com o objetivo de se
associar mentalmente a serviço de todos aqueles que necessitam da Comissão.

AUXÍLIO

A Saúde, o Lar, as Finanças, e os Negócios. Quaisquer dessas áreas podem ser


motivos de desequilíbrio físico ou emocional. Em qualquer um desses casos você pode
indicar um nome à Comissão.

O DOMÍNIO DA VIDA

É a publicação da AMORC que explica em pormenores a organização dos


Rosacruzes. Caso deseje receber a versão impressa em sua casa ou deseje indicar
alguém, basta consultar o site da AMORC: www.amorc.org.br

CENTRO CULTURAL AMORC - PARANÁ


O Centro Cultural AMORC - Paraná é aberto a membros e não-membros da Ordem
Rosacruz -AMORC. É eclético, visando promover e colaborar na preservação e
divulgação da cultura de maneira geral. Assim sendo, seus cursos e palestras não
representam a palavra oficial da Ordem Rosacruz. O Centro Cultural AMORC, como
organismo da Ordem Rosacruz, AMORC, tem por objetivo o patrocínio e a realização de
atividades nas áreas das artes, da ciência, da filosofia, enfim, da cultura geral e do
conhecimento humano como um todo, no esforço de divulgar o conhecimento à
comunidade. Nestas condições, coloca à disposição do público a Biblioteca Alexandria, o
Auditório H. Spencer Lewis, o Museu Egípcio e Rosacruz e o Espaço de Arte Francis
Bacon.

MORADA DO SILÊNCIO

A Morada do Silêncio – Chaminé da Serra é uma propriedade da AMORC, construída


na Mata Atlântica da Serra do Mar, a 38 km da sede da Grande Loja da Jurisdição de
Língua Portuguesa. Tem o objetivo de dar aos Rosacruzes a oportunidade de
experimentar o encontro interior. É um local de recolhimento que proporciona ao
Estudante Rosacruz as condições adequadas para despertar a Paz e o Silêncio Interior
junto com a natureza agreste e em contato com as plantas nativas da Serra do Mar.

Na programação consta a Semana de Recolhimento com início às segundas-feiras à


tarde e término aos sábados pela manhã e também Encontros Especiais e Seminários.
Veja a programação para 2004 e reserve a sua semana. As inscrições podem ser
individuais ou em grupos.

Mais Informações: www.amorc.org.br

PAZ PROFUNDA