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ASSESSORIA JURÍDICA DIRETÓRIO ACADÊMICO DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA
Instituído nos termos da Lei Federal n.o 7.395, de 31 de outubro de 1985. Dispõe sobre os órgãos de representação dos estudantes de nível superior. http://wwwdiretoriodceuvarmf.blogspot.com/ - http://wwwdceuvarmf5g.blogspot.com/ http://dceuniversidadeuva.no.comunidades.net/index.php?pagina=1334796663 http://dceuniversidadeuva.no.comunidades.net/ Rua Floriano Peixoto, 735, Sala 206 – Edifício ACI - Telefones: 085.3231.0380 – 8777.3861TELEFAX 85. 32458928 FORTALEZA-CEARÁ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR RELATOR DA 2ª CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ.
Relator: Sr (a) Des. ADEMAR MENDES BEZERRA. Processo: 23552-40.2009.8.06.0000/0 AGRAVO DE INSTRUMENTO. Processo: 2707-68.2009.8.06.0167/0 MANDADO DE SEGURANÇA - Sproc: 2009.0014.25751/0. Impetrante: ANA PAULA SILVA LOPES. Impetrado: REITOR ANTONIO COLAÇO MARTINS. 2ª VARA DA COMARCA DE SOBRAL.

CONTRA RAZÕES NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.

Senhor Desembargador Relator dos Autos e Senhores Desembargadores da Egrégia Primeira Câmara Cível.

A Agravante, Universidade Estadual Vale do Acaraú, inconformada com a decisão de fls. 75/76, dos autos de ação MANDAMENTAL: Processo Originário: Processo: 2009.0014.2579-4/0 MANDADO DE SEGURANÇA. 2ª VARA DA COMARCA DE

2 SOBRAL, que deferiu o pedido do Agravado, interpôs Agravo de Instrumento, postulando a reforma da referida decisão. Entretanto, a r. decisão recorrida deve ser mantida, pois está totalmente dentro dos parâmetros legais, conforme ficará devidamente comprovado, pelos fatos a seguir exposto e juridicamente relevantes. I – DOS FATOS. O Agravado: GEORGE LUIZ ALMEIDA ingressou com ação de MANDADO DE SEGURANÇA perante o Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Sobral, requerendo antecipação dos efeitos da tutela consistente no:
Processo: 2009.0014.2579-4/0 MANDADO DE SEGURANÇA. 2ª VARA DA COMARCA DE SOBRAL. DOS REQUERIMENTOS FINAIS. A(o) impetrante(s) através de seu(s) procurador(res) requer(em) à Vossa Excelência...

1.

... uma decisão liminar , inaudita altera pars,

ordenando que a UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ, e ou a quem sua vezes fizer(INSTITUTO DOM JOSÉ, pessoa jurídica de direito privado, que alega ser o representante administrativo da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ, em Fortaleza, situado à Av. Deputado Oswaldo Studart, nº 487 - CEP: 60.411260 – Fortaleza/CE) que, e na pessoa do REITOR DA UVA, determine imediatamente a inclusão do impetrante, na relação ativa dos rematriculados, com inclusão de seus nomes nos diários de classe, liberação de históricos escolares atualizados, e expedição de declaração de matrículas, bem como e inclusão de imediato, na participação das atividades acadêmicas e pedagógicas de seus respectivos cursos até o julgamento do presente MANDADO DE SEGURANÇA, sem pagar encargos TAXAS OU MENSALIDADES NA UNIVERSIDADE PÚBLICA UVA.

3 2.
Após concessão da medida liminar, requer de Vossa. Excelência que se

digne mandar notificar a Autoridade Impetrada,a pessoa do REITOR DA UVA.

3.

Requer-se ainda a NOTIFICAÇÃO do INSTITUTO

DOM JOSÉ, pessoa jurídica de direito privado, que alega ser o representante administrativo da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ, em Fortaleza, situado à Av. Deputado Oswaldo Studart, nº 487 - CEP: 60.411260 – Fortaleza (CE) como LITISCONSORTIANTES NECESSÁRIOS, para que, no decênio legal, preste as informações que tiver se assim lhe convier.
4. Após concessão da medida liminar, requer de Vossa. Excelência que seja

fixada uma multa de R$ 10.000,00(dez mil reais) dia, para cada evento de descumprimento da LIMINAR, ou seja, para cada dia em que deixar de atender a liminar que favoreça a impetrante, e que se estenda a obrigação à Universidade Estadual Vale do Acaraú e ao seu parceiro.

5.

Prestadas às informações ou transcorrido, in albis, o prazo para prestá-las,

sejam os autos remetidos ao MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL para oferecimento de parecer, após o que seja julgado procedente o presente writ of mandamus CONCEDENDO-SE AOS IMPETRANTES A SEGURANÇA DEFINITIVA, reconhecendo seus direitos subjetivos de estudarem e serem rematriculados em todos os semestres de seu respectivos cursos universitários, e concluído o CURRÍCULO ACADÊMICO de seus respectivos cursos universitários, lhe sejam outorgados os graus correspondentes com a respectiva outorga do diploma equivalente. sem pagar encargos TAXAS OU MENSALIDADES NA UNIVERSIDADE PÚBLICA UVA, com base ainda na decisão da Súmula Vinculante 12. 6. Requer-se que seja decretada, incidentalmente, a Inconstitucionalidade da

cobrança de mensalidades por parte da Universidade Estadual Vale do Acaraú, por contraria princípios normativos vigentes na República Federativa do Brasil. 7. Requer-se que seja decretada, incidentalmente, a NÃO APLICABILIDADE

DA lEI fEDERAL N.O. 9870/1999, considerando que aquela norma legal só se aplica ÁS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS PRIVADAS, autorizadas nos termos dos princípios normativos vigentes na República Federativa do Brasil.

O Douto magistrado (Processo Originário: Processo: 2009.0014.2579-4/0 MANDADO DE SEGURANÇA. 2ª VARA DA COMARCA DE SOBRAL) deferiu a liminar nos termos que segue:

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DA DECISÃO PREAMBULAR:

5 A Agravante em sua peça vestibular que inicia o Agravo de Instrumento alega... Sem . “porque o Magistrado singular concedeu a medida liminar.

.) liquidez e certeza de direito. PORÉM EM SUA PEÇA.6 que o Impetrante demonstrasse militar em seu prol(..” questão.. ataca a DECISÃO quando esta se refere: Deixa claros seus comentários em torno da inconsistência da aplicabilidade da SÚMULA VINCULANTE 12.... nos casos em (.) e não ataca a DECISÃO quando esta se refere: .

Data Distribuição: 19/05/2008. mantidas pela Administração Pública Estadual.0016. 2008. Órgão Ementa: AÇÃO DIRETA DE Julgador: TRIBUNAL PLENO . impessoais e abstratos. MARIA IRACEMA HOLANDA INCONSTITUCIONALIDADE. possuam natureza jurídica de verdadeira lei. É admissível controle concentrado de constitucionalidade de decretos que. além de estar autorizada a cobrar receitas.7 Nem fez menção. No caso. COBRANÇA DE TAXA DE MATRÍCULA. 2.Relator: Desa. taxas ou outras espécies de encargos pelas universidades públicas oficiais. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 12 DO STF. A natureza jurídica da UVA é de Pessoa Jurídica de Direito Público. como forma de custeio aos seus cursos de extensão e graduação. taxas e emolumentos. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ (UVA). conforme o art. caracterizando-se como decreto autônomo. recentemente o STF enunciou a Súmula Vinculante n.0515-8/0 Protocolo: 19/05/2008 DO VALE - AÇÃO DIRETA Inteiro Teor DE Data INCONSTITUCIONALIDADE . ADI contra ato normativo estadual que determinou que a Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) teria personalidade jurídica de direito privado. 222 da Constituição do Estado do Ceará. É inconstitucional a cobrança de quaisquer emolumentos. 1. a decisão judicial do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ que decidiu pela Inconstitucionalidade do Decreto Estadual que abria precedentes para a imoralidade reinante no cerne do comando superior da egrégia Universidade Estadual Vale do Acaraú. 4. Precedentes do STF.. 12: "A . VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. IMPOSSIBILIDADE. possuindo efeitos genéricos. Nesse sentido.. 3.

.Unânime. . De fato. somente é possível ao Estado o desempenho eficaz de seu papel no que toca à educação se estiver apto a determinar a forma de alocação dos recursos orçamentários de que dispõe para tal atividade. 12.) atribuir a uma entidade de direito privado. Em hipótese símile. da Constituição Federal". não podendo ser delegada a entidades de direito privado". (STF . a norma incide em inconstitucionalidade. Vejamos: . Relator p/ Acórdão: Min. JOAQUIM BARBOSA. sem restrições ou limitações. estabeleceu o STF que "(. É oportuno frisar que o Estado do Ceará na Ação acima citada foi revel. Decreto Estadual declarado inconstitucional. Tribunal Pleno. . conforme o pedido da inicial. de maneira ampla.ADI 1864. a gestão dos recursos financeiros do Estado destinados ao desenvolvimento da educação.Precedentes do STF. Aplicação da Súmula Vinculante n.8 cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. IV.. . legitimando-a a tomar decisões autônomas sobre sua aplicação. Dje publicado em 02-05-2008). possibilitando ainda que a entidade exerça a gerência das verbas públicas.Ação Direta julgada procedente. externas ao seu patrimônio. 5. 206. Esta competência é exclusiva do Estado.

.. quando “cassa a liminar do impetrante” sob a alegativa de que a UVA é. ou pode cobrar? Já que sua Excelência participou do julgamento da ADIN e foi pela inconstitucionalidade .9 Por sinal nos causa estranheza a decisão do Desembargador Raul Araújo Filho.

10 O Douto desembargador foi Procurador Geral do Estado do Ceará quando da entrada em vigor do Decreto que foi expurgado pela Adin. .

11 O Governador do Ceará foi pessoalmente intimado e não se manifestou: .

Por fim o TRIBUNAL DE JUSTIÇA do Ceará decidiu: .12 O Procurador Geral do Estado do Ceará foi pessoalmente intimado e não se manifestou.

13 .

. pelo fato de o mesmo ser intempestivo. II – DAS PRELIMINARES DO MÉRITO. Mais ficamos em estado de suspeição da imparcialidade. A3) O Agravo de Instrumento foi protocolado no TRIBUNAL DE JUSTIÇA na ordem e data seguinte: . inclusive saiu na defesa do INSTITUTO DOM JOSÉ e este que é parte prejudicada não se manifesta. Se é que foi prejudicado. De outro lado em homenagem a honra da Magistratura e de Vossa Excelência. portanto a Universidade Estadual Vale do Acaraú uma LITIGANTE DE MÁ FÉ. não sendo a agravante fiel ao principio do litígio processual de boa fé. Essa postura citada adotada pela defesa não afasta a “angústia” da situação “. Assim data vênia.. P R E L I M I N A R E S. É. não respeitando o prazo legal de 10 dias para sua interposição.. a DEFESA no AGRAVO DE INSTRUMENTO entende que a petição de folhas 6/28 induziu o Relator a um conjunto de erros processuais.14 Com o devido respeito não estamos a vontade com Vossa Excelência na Relatoria deste processo. A1) O Reitor da UVA foi intimado em 1 de setembro de 2009 às 11:40 minutos.. A2) O Ofício recebido pelo Reitor (da UVA foi intimado em 1 de setembro de 2009 às 11:40 minutos) foi juntado aos autos em 04 de setembro de 2009.”. a) Da tempestividade.. estado de suspeição da imparcialidade. requer-se a apreciação das seguintes.. no que “peze” sua honra “integra”. O presente recurso de agravo não deve ser recebido nem tão pouco conhecido. Pois nesta armadilha só quem sai prejudicada é a sociedade.

CE SÉRGIO BRUNO ARAÚJO REBOUÇAS Rep. às 17:36 PROTOCOLIZADA PETIÇÃO INICIAL(12 DIAS DEPOIS DO PRAZO DE AGRAVO).00 Local de Origem: 2ª VARA DA COMARCA DE SOBRAL ( COMARCA DE SOBRAL ) Nº Processo Relacionado: Número de Origem: Ação de Origem: MANDADO DE SEGURANÇA Justiça Gratuita: NÃO Documento de Origem: PETIÇÃO INICIAL Localização: SERVIÇO DE RECURSOS (1ª CÂMARA CÍVEL) Remetido em: 25/09/2009 13:05 e Recebido em: 28/09/2009 14:48 Partes Nome Agravante : UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU Rep. Jurídico : 18376 .CE EMMANUEL PINTO CARNEIRO Rep.CE FRANCISCO MIRANDA PINHEIRO NETO Rep. e não em 16 de setembro de 2009.CE JOSE CANDIDO LUSTOSA BITTENCOURT DE ALBUQUERQUE Rep. Jurídico : 16077 . Jurídico : 12897 .CE PAULO DE TARSO VIEIRA RAMOS Rep.15 O Agravo de Instrumento foi protocolado no TRIBUNAL DE JUSTIÇA.5602-0/0 AGRAVO DE INSTRUMENTO Natureza: CÍVEL Nº Antigo: Data do Protocolo: 16/09/2009 17:36 Nº de Anexos: 0 Valor da Causa (R$): . ” (.CE ANTONIA CAMILY GOMES CRUZ Rep. Jurídico : 19409 . Como o recurso foi interposto pelo Agravante em data de 16 de setembro de 2009.CE RAPHAEL AYRES DE MOURA CHAVES Rep. 16/09/2009... mesmo é intempestivo”. Jurídico : 18701 . verifica-se que o ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO Consulta Processual Dados Gerais Numero do Processo: 2009. Jurídico : 6736 .CE GILBERTO MARCELINO MIRANDA Distribuições Data da distribuição: 17/09/2009 16:34 Órgão Julgador: 1ª CÂMARA CÍVEL Relator: Exmo(a) Sr(a) Des. RAUL ARAÚJO FILHO Movimentações Data Fase Observação Inteiro . Jurídico : 3205 .CE REBECCA AYRES DE MOURA CHAVES DE ALBUQUERQUE Rep.0028.)Portanto. Jurídico : 4040 . Jurídico : 18383 . Jurídico : 10500 .CE DANIEL MAIA Agravado : GEORGE LUIZ ALMEIDA Classe: DIVERSOS CIVEL Rep. o prazo de o referido recurso ter sido interposto seria em data de 14 de setembro de 2009 sendo este o último dia legal para propositura de agravo de instrumento.

verifica-se que o mesmo é intempestivo. DA 2ª V. e juntada aos autos em 04 de setembro de 2009. DE SOBRAL EM 24/09/09 .DESTINO: SERVIÇO DE RECURSO DA 1ª CAMARA CIVEL DECISÃO . 6854/09 . sendo dada ciência ao Reitor em 01/09/2009. .DOCUMENTO ATUAL: PETIÇÃO INICIAL 24/09/2009 16:49 24/09/2009 16:48 REMESSA DOS AUTOS JUNTADA DE DOCUMENTO 24/09/2009 16:33 REMESSA DOS AUTOS 18/09/2009 17:04 17/09/2009 16:34 17/09/2009 15:37 17/09/2009 15:36 17/09/2009 15:36 CONCLUSO AO RELATOR DISTRIBUIÇÃO POR SORTEIO AUTUAÇÃO PROCESSO APTO A SER DISTRIBUÍDO EM CLASSIFICAÇÃO 16/09/200 PROTOCOLIZA INTEMPESTIVIDA 9 17:36 DA PETIÇÃO DE PROCESSUAL A decisão do juízo “a quo” em deferir a antecipação dos efeitos da tutela foi proferida em data de 29 de julho de 2009. CONCLUSÃO: Portanto. . e não em 16 de setembro de 2009. . . Como o recurso foi interposto pelo Agravante em data de 16 de setembro de 2009. ocasião que teve ciência a Agravante da decisão.J.DESTINO: ATOS PROCESSUAIS. o prazo de o referido recurso ter sido interposto seria em data de 14 de setembro de 2009 sendo este o último dia legal para propositura de agravo de instrumento.TIPO DE DOCUMENTO: OFÍCIO OF.TIPO DE DOCUMENTO: DESPACHO CONCEDO EFEITO SUSPENSIVO AO PRESENTE AGRAVO DE INSTRUMENTO.16 Teor 25/09/2009 11:03 EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTO . D.CONCEDO EFEITO SUSPENSIVO .TIPO DE CONCLUSÃO: DESPACHO/DECISÃO DISTRIBUIÇÃO POR SORTEIO Motivo : EQÜIDADE.

.17 VEJAMOS OS DOCUMENTOS: OFÍCIO E CERTIDÃO DE JUNTADAS.

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0016.19 b) Da Legalidade do Processo de Agravo de Instrumento. EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DE 30 DE NOVEMBRO DE 1995.O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível. prejudicado ou contrário à súmula do respectivo tribunal ou tribunal superior.O presente AGRAVO DE INSTRUMENTO não pode prosperar. pois: "Art. Requerente: Procuradoria-Geral da Justiça do Estado do Ceará. 557 . VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.139.0515-8/0. Requerido: Presidente da Assembléia Legislativa do Estado . UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ (UVA). B1) DA LEGISLAÇÃO VIGENTE: B1a . improcedente. Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2008. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 12 DO STF. IMPOSSIBILIDADE. LEI Nº 9. Tribunal Pleno. COBRANÇA DE TAXA DE FUNDAÇÃO MATRÍCULA.

Requerido: Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.ESTADO DO CEARÁ . 2. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 12 DO STF. Maria Iracema do Vale Holanda O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará decidiu. No caso. como forma de custeio aos seus cursos de extensão e graduação. Relatora: Desa.0515-8/0. Requerido: Governador do Estado do Ceará. MARIA IRACEMA DO VALE HOLANDA .20 do Ceará. Requerido: Governador do Estado do Ceará.Órgão Julgador: TRIBUNAL PLENO . Gabinete da Desa.REQUERENTE: PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARA . nos termos que segue (é a base da decisão do Magistrado da 2. 1. Maria Iracema do Vale Holanda - EMENTA: AÇÃO DIRETA DE FUNDAÇÃO VALE DO ESTADUAL INCONSTITUCIONALIDADE. possuam natureza jurídica de verdadeira lei. É admissível controle concentrado de constitucionalidade de decretos que. taxas e emolumentos.TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Relatora: Desa.a.REQUERIDO: PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARA .PODER JUDICIÁRIO . possuindo efeitos genéricos. além de estar autorizada a cobrar receitas. Precedentes do STF. Vara Cível da Comarca de Sobral): Relator: Desa. Maria Iracema do Vale Holanda. UNIVERSIDADE ACARAÚ (UVA). ADI contra ato normativo estadual que determinou que a Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) teria personalidade jurídica de direito privado. caracterizando-se como decreto autônomo. Requerente: Procuradoria-Geral da Justiça do Estado do Ceará. impessoais e abstratos. COBRANÇA DE TAXA DE MATRÍCULA. Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2008. VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. IMPOSSIBILIDADE.REQUERIDO: ESTADO DO CEARÁ . .0016. Tribunal Pleno.

em julgar PROCEDENTE a ação.. .) atribuir a uma entidade de direito privado.Ação Direta julgada procedente. declarando a inconstitucionalidade do Decreto Estadual n.ADI 1864. e como requeridos o GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ e a ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ. nos termos do pedido inicial. ACÓRDÃO Vistos. 12: "A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. conforme o art. Esta competência é exclusiva do Estado. somente é possível ao Estado o desempenho eficaz de seu papel no que toca à educação se estiver apto a determinar a forma de alocação dos recursos orçamentários de que dispõe para tal atividade. JOAQUIM BARBOSA. recentemente o STF enunciou a Súmula Vinculante n.Precedentes do STF. 5. A natureza jurídica da UVA é de Pessoa Jurídica de Direito Público. conforme o pedido da inicial. e art. Em hipótese símile. a norma incide em inconstitucionalidade. É inconstitucional a cobrança de quaisquer emolumentos.828/05. De fato. 12. em que é requerente a PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA. . legitimando-a a tomar decisões autônomas sobre sua aplicação. A C O R D A o Tribunal Pleno desta Corte de Justiça do Estado do Ceará. em seus arts. Tribunal Pleno. 2008. relatados e discutidos estes autos de Ação Direta de Inconstitucionalidade nº. 222 da Constituição do Estado do Ceará. estabeleceu o STF que "(. 206. a gestão dos recursos financeiros do Estado destinados ao desenvolvimento da educação. do Estado do Ceará. Nesse sentido. . mantidas pela Administração Pública Estadual.0016. possibilitando ainda que a entidade exerça a gerência das verbas públicas. taxas ou outras espécies de encargos pelas universidades públicas oficiais. VIII. da Constituição Federal".21 3. . externas ao seu patrimônio. de maneira ampla. sem restrições ou limitações. não podendo ser delegada a entidades de direito privado". Relator p/ Acórdão: Min.Unânime. Decreto Estadual declarado inconstitucional. (STF . Aplicação da Súmula Vinculante n.0515-8/0. Dje publicado em 02-05-2008).. 19. 27. por unanimidade. IV. 1º. 4.

Transcrevo a epígrafe do ato normativo e seus dispositivos impugnados: Decreto 27. de 04 de julho de 2005. e dá outras providências.UVA e da Universidade Estadual Vale do Acaraú . 1˚. ___ de __________ de 2009. de julho de 2005. Dispõe sobre a aprovação do Estatuto da Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú .828. Art. criada pela Lei n˚ 12. Constituem receitas da Fundação: VIII .) Art. PRESIDENTE ________________________________________ RELATORA _________________________________________ PROCURADOR (A) ___________________________________ RELATÓRIO Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade.22 Fortaleza. emolumentos e custeio de cursos de graduação e extensão. do Decreto Estadual n˚ 27. do Estado do Ceará. com duração por tempo indeterminado. sem fins lucrativos.UVA.receitas de taxas. A Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú . sede e foro na Cidade de Sobral. com personalidade jurídica de direito privado. é uma entidade da administração indireta do Estado do Ceará. Argumenta à requerente serem tais dispositivos inconstitucionais.UVA. 1˚ e 19. (..828. ajuizada pela douta Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Ceará. 19. VIII. em razão do princípio insculpido na Carta Magna da gratuidade do ensino . que reger-se-á PE la legislação pertinente e por este Estatuto..077-A de 1˚ de março de 1993. em que se impugnam os arts.

no dia 03 de março de 2009. para prestarem informações. 48/56. porém sem qualquer conteúdo. 33). Certidão à fl. 44. 45. Informações da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra ato normativo estadual que determinou que a Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) teria personalidade . como se pode constatar à fl. No mesmo ato processual. O ato normativo impugnado é inconstitucional. ocasião em que indeferi o pedido liminar. circunstância em que foi citado o Procurador-Geral do Estado. 27 e verso. VOTO Assiste razão ao Ministério Público Estadual. em que foi postulado pela procedência da ADI. devendo ser expurgado do ordenamento jurídico estadual. Outra citação à fl. Despacho desta Relatora às fls. 42.23 público e de sua extensão. 44. além da citação do Procurador-Geral do Estado. comprovando a efetividade do procedimento citatório). atestando a inexistência de informações por parte do Chefe do Executivo Estadual. 31/33. Parecer de mérito da Procuradoria Geral de Justiça às fls. É o relatório. em que nada foi manifestado pela PGE. o qual certamente apresentará as necessárias informações ao julgamento desta ADIn" (fl. fls. remetida cópia a todos os Desembargadores. e em que foi requerido "a intervenção do Poder Executivo Estadual. pela falta dos requisitos autorizadores de sua concessão (fumus boni juris e periculum in mora). em que tão somente foi feito uma suma desta ADI. Resumo a questão: No caso. além da impossibilidade de uma fundação estadual se constituir sob a personalidade jurídica de direito privado. 22/24. determinei a notificação do Governador do Estado e da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. O Governador foi pessoalmente notificado. 115 do Regimento Interno desta Corte de Justiça. com o propósito de defender a norma estadual impugnada (certidão no verso da fl. de acordo com o art. para seu pronunciamento como curador da norma impugnada. Certidão de decorrência de prazo da PGE à fl.

24 jurídica de direito privado. impessoais e abstratos. impondo natureza jurídica de fundação de direito público a todas as instituições educacionais de nível superior do Estado do Ceará. o que importa não é o rótulo. GILMAR FERREIRA MENDES. Precedentes do STF. na segunda parte. em sua obra Curso de Direito Constitucional. finalmente. é admissível seu controle de constitucionalidade pelo sistema abstrato. taxas e emolumentos. em que transcrevo as partes que importam: "Devemos entender como leis e atos normativos (. Em síntese. A presente ADI divide-se em três partes: na primeira. os efeitos jurídicos que a norma atacada traz ao ordenamento jurídico. o epíteto do ato normativo impugnado. como primário. e sim sua real natureza. de efeitos gerais.) . é o que ensina o Professor de Direito Constitucional e Ministro do Supremo.. de agosto de 2008. será comparado o ato normativo impugnado com o art. 1159): (. será feita a análise da possibilidade de controle judicial concentrado contra Decreto.. possuindo efeitos genéricos.. De início. como forma de custeio aos seus cursos de extensão e graduação. possuam natureza jurídica de verdadeira lei.É admissível controle concentrado de constitucionalidade de decretos que. o STF definiu o seguinte: se o ato normativo possuir essência de lei. quando tal ato normativo caracterizar-se. de ato normativo primário. 222 da Constituição do Estado do Ceará. serão apontados os precedentes do STF que originaram a Súmula Vinculante n. cumpre definir a natureza jurídica do decreto atacado mediante esta ação direta de inconstitucionalidade. Em tópicos. além de estar autorizada a cobrar receitas. que estabelece ser a cobrança de taxas e demais emolumentos nas universidades públicas inconstitucional. Nesse sentido. a inovar o ordenamento jurídico. em sua essência. apresento meu voto: I ..) passíveis de ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade (pg. impessoais e abstratos. caracterizando-se como decreto autônomo. Ou seja. 12.

Admissão da A. o Decreto nº 2.D.Natureza Jurídica da UVA . 222 da Constituição do Estado do Ceará: Art. As instituições educacionais de nível superior. no campo referido.. Conheço. conforme o art. formalmente apresentando-se como um decreto.. Ed.. ao menos nesses pontos. ADOTARÃO A NATUREZA JURÍDICA DE FUNDAÇÃO DE DIREITO PÚBLICO. 27. [“o] Decreto que assuma perfil autônomo ou exorbite flagrantemente do âmbito do Poder Regulamentar” (obra citada. (¿) 3. o Regulamento do ICMS. de uma lei. Tribunal Pleno.1996. SYDNEY SANCHES. 222. admitido a propositura de A. expressamente. para impugnação de normas de Decretos.736.828/2005.I.D. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que só constitui ato normativo idôneo a submeter-se ao controle abstrato da ação direta aquele dotado de um coeficiente mínimo de abstração ou. temos um ato normativo. portanto. Saraiva 2009.12. implicitamente. 1162. II . em essência. uma vez observadas as normas constitucionais e complementares. tem.12. de 05. desfrutam de certa autonomia. . Em situações como essa. a questão.. extraídas as partes que interessam: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS DO REGULAMENTO DO ICMS (DECRETO Nº 2. 1º: . Neste caso.1996) DO ESTADO DO PARANÁ. Também outros atos do Poder Executivo com força normativa. criadas e mantidas pelo Poder Público estadual. Assim dispõe o art. DE 05. Transcrevo agora o texto do Decreto Estadual n.Personalidade Jurídica de Direito Público. DJ 01-06-2001). mas que possui uma natureza jurídica.736. Cito um precedente do STF.25 8. pelo menos. 222 da Constituição do Estado do Ceará. pois. em seu art.I. Assim. de generalidade. ainda que sem enfrentar. Relator: Min. Precedentes. pg. da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade. como. de um ato normativo primário. (STF . também no caso presente. no Estado do Paraná. não é meramente regulamentar..ADI 2155 MC. 4ª Ed. 4. uma vez inovar no ordenamento jurídico. o Plenário do Supremo Tribunal Federal.).

configurou não apenas um direito de todos. 1˚. sede e foro na Cidade de Sobral. 19. de acordo com a Carta Magna Federal e a Constituição cearense. VIII. 206 .Impossibilidade de cobrança de taxas. criada pela Lei n˚ 12. em seu art. in verbis: Art. emolumentos ou quaisquer outras espécies de encargos.077-A de 1˚ de março de 1993. portanto. de uma simples leitura. declarando-se sua inconstitucionalidade. sem fins lucrativos. 12 do STF e demais precedentes aplicáveis. percebe-se a incompatibilidade explícita do decreto com a norma constitucional. desrespeitou a Constituição cearense. com duração por tempo indeterminado. Constituem receitas da Fundação: VIII . estabelece justamente o contrário. do Decreto Estadual atacado: Art.26 Art. Isto significa que fica autorizado à UVA. mas um dever da Administração Pública. Comparando os dois dispositivos. por meio deste decreto. III . a seu turno. A Constituição Cearense impõe que todas as instituições de ensino superior do Estado possuam personalidade jurídica de Direito Público. é uma entidade da administração indireta do Estado do Ceará. realizar a cobrança por seus serviços. extraio a redação do art. 206.UVA.O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: IV . COM PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. A norma. A Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú . do Estado do Ceará. 19. devendo ser expurgada do ordenamento jurídico. que reger-se-á pela legislação pertinente e por este Estatuto.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.receitas de taxas. emolumentos e custeio de cursos de graduação e extensão. Tais normas . Finalmente. de acordo com o estabelecido na Súmula Vinculante n. A Constituição Federal. O direito fundamental à educação e ao ensino.

208" (in Comentário Contextual à Constituição. da Constituição Federal". consoante doutrina o constitucionalista JOSÉ AFONSO DA SILVA. para quem a política pública mais eficiente para alcançar esse ideal é a promoção do ensino gratuito. 510378. 543163. IV. os serviços consignados no art. Malheiros. Ricardo Lewandowski. ainda. São Paulo. 2007. para tanto. conforme se lê no caput do art. . o STF.. no tocante aos distintos graus de formação acadêmica. As normas constitucionais que tratam da educação. E. Ed. p. mediante prestações estatais que garantam. seu preparo à cidadania e sua qualificação ao trabalho. 206. recentemente. 3ª ed. exige-se. pág. 511222. 562779. configura um princípio. no mínimo. cito os seguintes trechos do voto do Ministro Ricardo Lewandowski: "a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. os Ministros do STF julgaram os Recursos Extraordinários (REs) 542422. 785). inciso IV. 785). Do precedente que deu origem a súmula. 536754. "que o Poder Público organize os sistemas de ensino público. A propósito.. 12. 526512. 542594. em que o Ministro Relator. 500171. o significado jurídico de elevar a educação à categoria de serviço público essencial que ao Poder Público impende possibilitar a todos" (obra citada. para cumprir com o seu dever constitucional para com a educação. assim redigida: SÚMULA VINCULANTE N. 12: "A cobrança de taxa de matrícula nas Universidades Públicas viola o disposto no artigo 206. da educação básica até a universidade.27 constitucionais passaram a estabelecer o pleno desenvolvimento da pessoa humana. 510735. com tais precedentes. afirmou que o direito à educação é uma das formas de realização concreta do ideal democrático. Tal súmula teve como precedente o Recurso Extraordinário n. "tem. também sobre o tema. de 13 de agosto de 2008. editaram a mencionada súmula vinculante n. enunciou a Súmula Vinculante n. acrescenta o Professor paulista. 536744. 12. 542646. Um princípio que não encontra qualquer limitação. Na mesma sessão plenária. E.

Essa é.. eu não consigo enxergar de que modo seja possível vencer o comando constitucional. integralmente mantidas pelo Estado. em seguida.) "O que não se mostra factível. esta questão é recorrente. que se mude a Constituição e que se autorize expressamente a cobrança de taxas nos estabelecimentos oficiais. E. É exatamente o caso dos autos.. do ponto de vista constitucional. é que as universidades públicas.. (fl.. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. 1033). sem restrições ou limitações. À PELO RECURSOS EDUCAÇÃO.28 (. por pessoas que não deixam de ter recursos para frequentar as universidades particulares. a pretexto de subsidiar alunos carentes. Por fim. ainda que de pequena expressão econômica. pelo menos na minha avaliação. uma alegação recorrente. Ainda no mesmo RE 500171. Se se quer fazer a cobrança de taxas de matrícula nas universidades oficiais. “O que não me parece possível é. que é expresso no princípio de que a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais é uma regra da Constituição brasileira.) Com todo respeito àqueles que entendem dessa maneira. 1032) (. como disse e insisto. extraio partes do voto do Min. como ocorre no caso dos autos". Finalmente. Senhores Ministros. extraídas e realçadas as partes que importam: PÚBLICOS GESTÃO FINANCEIROS EXCLUSIVA DESTINADOS ESTADO.) admitir exceção a esse princípio. decidiu o Plenário do STF o seguinte. (¿) 5. em caso análogo. que complementou as colocações feitas pelo Min. possibilitando ainda que a . Lewandowski: "Senhor Presidente. DIRETA AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE. criem obstáculos de natureza financeira para o acesso dos estudantes aos cursos que ministram. em grande parte. a gestão dos recursos financeiros do Estado destinados ao desenvolvimento da educação. ao atribuir a uma entidade de direito privado. de maneira ampla. quebrar a estrutura do princípio” (fl. por via de interpretação. a alegação substantiva de que as vagas nas universidades públicas são preenchidas. (.. Quem trabalha na área de educação sabe perfeitamente bem que de tempos em tempos procura-se impor a possibilidade de cobrança de taxas nas universidades públicas. E a alegação é sempre aquela da carência de recursos do Estado para a manutenção de um ensino de qualidade. Não há como esta Suprema Corte..

Relator(a) p/ Acórdão: Min. e art. Do exposto. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 9.. que institui o Código de Processo Civil. JOAQUIM BARBOSA. que tratam do agravo de instrumento. externas ao seu patrimônio.828/05. Esta competência é exclusiva do Estado. nos termos do pedido inicial da Procuradoria Geral de Justiça do Estado. julgado em 08/08/2007. IV. De fato. VIII. a procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade. e art. __________ de 2009. n. DO VALE HOLANDA É como voto. MAURÍCIO CORRÊA.828/05. conseqüente declaração de nulidade dos arts.869. DE 30 DE NOVEMBRO DE 1995. de 11 de janeiro de 1973.. por violação do art. 12. 19. e que repercutem no art. Fortaleza. além de sua súmula vinculante n. Em conseqüência. a norma incide em inconstitucionalidade. VIII. 1º.29 entidade exerça a gerência das verbas públicas. é medida que se impõe. Supremo Tribunal Federal. da Carta Magna Federal. do Decreto Estadual n. 27. ambos do Decreto Estadual n. Relator(a): Min. 19. DISPOSITIVO.139. 222 da Constituição do Estado do Ceará. 206. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta eu sanciono a seguinte Lei: . somente é possível ao Estado o desempenho eficaz de seu papel no que toca à educação se estiver apto a determinar a forma de alocação dos recursos orçamentários de que dispõe para tal atividade. 27.ADI 1864. voto no sentido da PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. DJe-078 DIVULG 30-04-2008 PUBLIC 0205-2008 EMENT VOL-02317-01 PP-00089) Por tudo isso. (STF . Altera dispositivos da Lei nº 5. devem ser expurgados do ordenamento jurídico cearense os arts. com base nos fundamentos acima expendidos. legitimando-a a tomar decisões autônomas sobre sua aplicação. 1º. não podendo ser delegada a entidades de direito privado. Tribunal Pleno. e especialmente em razão da jurisprudência fixada nos precedentes do eg. ___ de DESEMBARGADORA MARIA IRACEMA B1b – Do texto subscrito da legislação pertinente ao AGRAVO DE INSTRUMENTO que não pode prosperar.

527. no prazo de 10 (dez) dias. ou postada no correio sob registro com aviso de recebimento. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição.Das decisões interlocutórias proferidas em audiência admitir-se-á interposição oral do agravo retido. § 2º . 1º Os arts.Será sempre retido o agravo das decisões posteriores à sentença. 525.Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça. nas razões ou na resposta da apelação. o relator: I . que as prestará no prazo de 10 (dez) dias. 557). salvo caso de inadmissão da apelação. aos autos do processo.Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno. Art.facultativamente.30 Art.Interposto o agravo. expostas sucintamente as razões que justifiquem o pedido de nova decisão. 526 . o juiz poderá reformar sua decisão. a constar do respectivo termo. Art. em 5 (cinco) dias. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. Capítulo III. 523 .as razões do pedido de reforma da decisão.Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente. Parágrafo único . II . § 4º . com a seguinte redação: "Art. e distribuído incontinenti. no prazo de 3 (três) dias.poderá requisitar informações ao juiz da causa. constantes do processo. conforme tabela que será publicada pelos tribunais. § 1º . Art. § 3º . 522. requererá juntada. retido nos autos ou por instrumento. § 1º .obrigatoriamente. passam a vigorar. por ocasião do julgamento da apelação. II .Das decisões interlocutórias caberá agravo.O agravante.a exposição do fato e do direito.Recebido o agravo de instrumento no tribunal. com outras peças que o agravante entender úteis. sua apreciação pelo Tribunal. II .A petição de agravo de instrumento será instruída: I . 526. 524 . § 2º . 524.O agravo retido independe de preparo. 528 e 529 do Código de Processo Civil. 558). III . com cópias da decisão agravada. 522 . comunicando ao juiz tal decisão. interposta por outra forma prevista na lei local. quando devidos. Art. sob o título "Do Agravo". a petição será protocolada no tribunal. preliminarmente. . 523. através de petição com os seguintes requisitos: I . Título X. 527 .No prazo do recurso. Livro I. após ouvida a parte contrária. ainda.o nome e o endereço completo dos advogados.O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente. Art. ou. se não for caso de indeferimento liminar (art. 525 .poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado.

Da decisão denegatória caberá agravo. por ofício dirigido ao seu advogado.Aplicar-se-á o disposto neste artigo às hipóteses do art. o relator considerará prejudicado o agravo. prejudicado ou contrário à súmula do respectivo tribunal ou tribunal superior. o relator pedirá dia para julgamento. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A. no prazo de 5 (cinco) dias.intimará o agravado. 4º Revogam-se as disposições em contrário. no prazo de 10 (dez) dias. 558 .Em prazo não superior a 30 (trinta) dias da intimação do agravado. Interposto o agravo a que se refere este parágrafo. Art. Parágrafo único . sendo relevante a fundamentação. levantamento de dinheiro sem caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação. 30 de novembro de 1995.O relator poderá. facultando-lhe juntar cópias das peças que entender convenientes. 557 e 558 do Código de Processo Civil passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. o relator pedirá dia. 520. 174º da Independência e 107º da República. na mesma oportunidade. a intimação far-se-á pelo órgão oficial. Art. improcedente.1995 ." Art.ultimadas as providências dos incisos anteriores. Brasília. Parágrafo único - Art. 528 . 2º Os arts. suspender o cumprimento da decisão até o pronunciamento definitivo da turma ou câmara. IV . 557 .O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível. 3º Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a sua publicação. o agravado observará o disposto no § 2º do art.U. mandará ouvir o Ministério Público. nas comarcas sede de tribunal.31 III ." Art. Parágrafo único .Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão.12.O. remição de bens. Na sua resposta. se for o caso. a requerimento do agravante. 529 . adjudicação. ao órgão competente para o julgamento do recurso. de 1º. 525. Art. sob registro e com aviso de recebimento. Jobim Este texto não substitui o publicado no D. nos casos de prisão civil. para que responda no prazo de 10 (dez) dias.

Talvez fosse melhor aguardarmos. A proposta que faço tem o seguinte enunciado: “A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no artigo 206. pois(. os Senhores Ministros Marco Aurélio.. Não é esse o entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.stf. Vejamos: http://www. eu gostaria de propor apenas à reflexão da Corte. IV. uma minuta de súmula vinculante que estou distribuindo agora aos eminentes pares e que teria a seguinte redação provisória.DJe nº 214/2008 Divulgação: terça-feira. ocasionalmente.pdf DEBATES E APROVAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 12 STF . Estou adiantando para que os eminentes pares. Ellen Gracie e Joaquim Barbosa) O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente. da Constituição Federal”... 11 de novembro Publicação: quarta-feira. Consulto os pares. Se estiverem de acordo.jus. (Ausentes..) a decisão do Desembargador RAUL ARAÚJO FILHO. evidentemente.11. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES EXCELENTÍSSIMO (PRESIDENTE) . 12 de novembro 1.. que cassou a “LIMINAR”. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO EROS .32 B2) DA JURISPRUDÊNCIA: A CAMARA CÍVEL DEVE MANTER A DECISÃO DO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU. em tempo recorde. porque sei que não temos mais quorum. sugere que não se aplica as universidades públicas estaduais a SÚMULA VINCULANTE 12(fls 161/165 do AGRAVO DE INSTRUMENTO em comento)..br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/D JE_11. Que por sinal foi decidida com muita celeridade.2008.

7. eu só quis . Isso tem desatravancado os nossos trabalhos. EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) . inclusive. mas estou me limitando por causa da preocupação de Vossa Excelência. perdoe-me. É breve. Porque há casos. E hoje julgamos uma porção de recursos extraordinários. 3. Senhor Presidente. queria só deixar registrada a minha preocupação. os 8. Vencedores ou vencidos. 5. eu me permitiria ponderar apenas o seguinte: reconhecidamente o Supremo Tribunal Federal adotou uma praxe salutar e logo após votada a repercussão geral nós elaboramos uma súmula vinculante.Senhor Presidente.Porque o meu desejo seria que isso fosse estendido para outras taxas: taxas de inscrição em vestibulares e semelhantes. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO EROS GRAU – Senhor Presidente.Quanto à ressalva todos estamos de acordo. 13. 12. entre vista da fato de casos e mesmo tempo sabemos que a posição é majoritária. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO EROS GRAU .Mas 14. não tenho nenhum inconformismo. deve ser mantida.Era isso. Não entramos em nenhuma outra matéria. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO . Só queria anotar essa minha preocupação. não 4. quais seguramente há casos inteiramente distintos um do outro. Quero fazer uma observação do ponto de minha posição na Corte. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI . mas ao 2. Não estamos entrando em nenhuma outra matéria. Parece-me uma prática que. tem esclarecido os jurisdicionados. 9. 10. 6. temos que nos conformar com meia maioria formada no Plenário. 11.Só a taxa de matrícula. Eu EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO MENEZES DIREITO – É que estamos fazendo a súmula exatamente sobre o caso específico desse processo. Tenho uma preocupação. que é a taxa de matrícula. Vossa Excelência me permitiria fazer um esclarecimento? Vossa Excelência concluiu o raciocínio? EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO EROS GRAU . é isso. Hoje fico muito preocupado com o da repercussão geral chegarmos diretamente à súmula. data venia.33 GRAU – Senhor Presidente. EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO MENEZES DIREITO Ministro Eros Grau. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) . quero que fique registrada a minha ressalva.

DJe nº 214/2008 Divulgação: terça-feira. temos aprovada a Súmula Vinculante nº 12. O recurso é a partir da data de julgamento.Estou de pleno acordo. ANTÔNIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA (PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA) . A Constituição diz “. 12 de novembro 20 agora. 206. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO . a partir da data de julgamento.(cancelado) O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO MENEZES DIREITO . 11 de novembro Publicação: quartafeira. a Constituição..Agora. Nesse tema administrativo o Ministério Público Federal tem defendido essa gratuidade. Ministro Eros.stf. muita gente pode entrar em juízo querendo a restituição ou o que for...Mas isso já foi trazido. Ministro Celso de Mello concorda? Ouviremos o Procurador-Geral da República..Ministro Celso. O Supremo .. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP-Brasil.” O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) . Chamo a atenção porque.. uma vez que estamos dizendo que houve a violação.” A EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA . se não houver objeções.34 registrar e lembrar. . é para deixar claro o seguinte: isto se aplica a partir de agora. inclusive na taxa de expedição de diploma e nas hipóteses de outras exigências que se formulam dessa natureza em escolas públicas. no artigo 103-A.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/ sob o número 314372 STF . com o seguinte teor: “A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. diz: “Art.(cancelado) O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO MENEZES DIREITO -A partir da data do julgamento..Portanto.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) . poderemos votar. . como estamos elaborando a partir de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. da Constituição Federal.. EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO CARLOS BRITTO . 103-A. IV. O DR.Senhor Presidente. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO .jus. após reiteradas decisões . É para deixar isso claro.

Se surgir essa questão. a partir do julgamento. pagaram tão pouco que nem se aventuram a pedir restituição de débito. de ofício ou por provocação. outra. aprovar súmula que. REALIZADA EM 20 DE AGOSTO DE 2008 . O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO . mediante decisão de dois terços dos seus membros. (cancelado) A EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA .Mas os que pagaram. que cobraram durante a vigência desta Constituição. problemas gravíssimos.” O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) .. pedindo a restituição.Uma coisa é o julgamento de recursos extraordinários. Então. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO . por causa do número de problemas que podem surgir a partir de agora. certamente teremos habilidade para produzirmos uma decisão com modulação de efeitos. pois vão receber daqui a trinta anos. DEBATES QUE INTEGRAM A ATA DA 21ª (VIGÉSIMA PRIMEIRA) SESSÃO ORDINÁRIA. é a questão da Súmula. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO CARLOS BRITTO – A resposta está aqui na Constituição.35 Tribunal Federal poderá. nas esferas federal. só para deixar claro. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. artigo 103-A. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. pessoas que saíram. a partir de sua publicação na imprensa oficial. nós podemos ter as universidades com 15. O EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) . estadual e municipal.. A Súmula é a partir da publicação.Senhor Presidente. com pessoas entrando em juízo. na forma estabelecida em lei.

do Código de Processo Civil (CPC). . destacou que “o fato de o recurso ordinário ter sido postado na ECT dentro do prazo legal não socorre o reclamado. Os ministros que compõem a Seção Especializada em Dissídios Individuais 2. a tempestividade é aferida pela data do protocolo da petição na secretaria do Tribunal recorrido. ou seja. O voto proferido no acórdão da SDI-2 segue precedentes do Supremo Tribunal Federal. no entanto. III – DO MÉRITO. Fonte: TST . nos termos do artigo 525. e não por aquela em que foi postada no Correio”. o voto do ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho. relator do processo movido por um exempregado contra a empresa Idemar Donini – ME. a aferição da tempestividade de recurso pela data de postagem nos Correios dá-se apenas para o recurso de agravo de instrumento.36 O presente recurso de agravo não deve ser recebido nem tão pouco conhecido. pois o protocolo do 4º TRT é o destinatário do recebimento do recurso e o meio adequado para contagem do prazo do recurso. O recurso.É considerado intempestivo o recurso postado na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) dentro do prazo legal. destacou o ministro. quando já esgotado o prazo recursal de oito dias. mas que não chegou ao Tribunal no prazo estipulado para interposição do recurso. pelo fato de o mesmo ser intempestivo. sendo inaplicável no Processo do Trabalho.Tribunal Superior do Trabalho . por unanimidade. ao justificar seu voto. não respeitando o prazo legal de 10 dias para sua interposição. no último dia do prazo recursal. “Não há previsão legal para interposição de recursos por via postal no Processo Laboral. A empresa i nterpôs recurso ordinário. via Sedex. de modo que a parte que se utiliza desse sistema o faz integralmente por sua conta e risco”. do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acompanharam. Prazo para recurso não se conta pela postagem nos Correios 14/ago/2006 . O ministro Ives Gandra. pois não existem dúvidas que o impetrante é aluno da Universidade e não do IDJ. § 2°.Tribunal Superior do Trabalho O presente recurso de agravo não deve ser conhecido e ao agravado deve-lhe ser assegurado o direito de estudar em uma universidade pública.Fonte: TST . Segundo o voto do relator. somente foi protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul) no dia seguinte.

o MEC ja decidiu anteriormente como veremos a frente.A Universidade Estadual Vale do Acaraú é transformada em Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú. Vejamos a história: 1968 . Enfermagem e Obstetrícia. patrimonial. através da Lei Municipal Nº 214 de 23/10/1968. A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) é uma universidade pública sediada na cidade de Sobral. 821 de 31/05/1994 do Ministério da Educação e do Desporto. seu reconhecimento no ano de: 1994 . didática e disciplinar. onde age como centro para difusão de conhecimentos. Educação e de Tecnologia. 1993 . Assim. Com a criação da Autarquia são encampadas as Faculdades de Ciências Contábeis.. através da Lei Nº 12. dotada de personalidade jurídica de direito público e autonomia administrativa. publicada no Diário Oficial do Estado . pertencente à Diocese de Sobral.O Poder Executivo Estadual através da Lei Nº 10. A Lei nº. A UVA se torna Universidade(antes era uma Fundação que mantinha escolas isoladas) após. vinculada a Secretaria de Educação.933 de 10/10/1984 cria sob a forma de Autarquia. financeira.37 III – 1 . sancionada pelo Prefeito de Sobral.CONTESTAÇÃO DOS TERMOS DA PETIÇÃO DE FOLHAS 6/28 DA VESTIBULAR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. com sede no Município de Sobral e jurisdição em todo o Estado do Ceará. homologado pelo Governador Ciro Ferreira Gomes e sancionado pela Portaria Ministerial nº.A UVA é reconhecida pelo Conselho de Educação do Ceará através do Parecer nº. vinculada à então Secretaria da Ciência e Tecnologia. que na UVA não se aplica as disposições do artigo 242 da constituição federal. ocupando assim a colocação de segunda maior universidade estadual do Ceará. a Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. interior do Ceará.077-A de 01/03/1993.. 318/94 de 08/03/1994. Jerônimo de Medeiros Prado. 13. publicada no Diário Oficial da União de 01/06/1994. e a Faculdade de Filosofia Dom José. que compunham a antiga Fundação Universidade Vale do Acaraú. Tendo como objetivo promover o desenvolvimento do ensino superior na região norte do estado. 1984 .714 de 20/12/2005 alterou a denominação .DOE de 22/04/1993.Por iniciativa do Cônego Francisco Sadoc de Araújo e. é criada a Universidade Vale do Acaraú.

O conflito . 222. conforme o art. 5º da Lei Estadual nº 12.A UVA é reconhecida pelo Conselho de Educação do Ceará através do Parecer nº. 222 da Constituição do Estado do Ceará. Postas as premissas fáticas e jurídicas anteriores.pdf “Anoto. a Fundação Universidade Vale do Acaraú. As fls 6 a Universidade Estadual Vale do Acaraú alega que é uma fundação estatal. ademais.828/2005 violou as normas constitucionais e legais a que devia reverência. com personalidade jurídica de direito privado. que o art.camara.DA PERSONALIDADE JURÍDICA DA UVA. 318/94 de 08/03/1994. As instituições educacionais de nível superior.. A UVA é uma fundação de direito público nos termos da Constituição do Estado do Ceará(art. na medida em passou a tratar a Fundação Universidade Vale do Acaraú em instituição de ensino de direito privado.br/internet/interacao/constituicoes/cons tituicao_ceara. resta evidente que o Decreto Estadual nº 27. Art. http://www. dentre outras entidades. homologado pelo Governador Ciro Ferreira Gomes e sancionado pela Portaria Ministerial nº.gov. A natureza jurídica da UVA é de Pessoa Jurídica de Direito Público. criadas e mantidas pelo Poder Público estadual. adotarão a natureza jurídica de fundação de direito público.077-A/93 efetivamente transformou em fundação de direito público. 821 de 31/05/1994 do Ministério da Educação e do Desporto. 1994 . Tecnologia e Educação Superior (SECITECE). impondo natureza jurídica de fundação de direito público a todas as instituições educacionais de nível superior do Estado do Ceará). 222 da Constituição do Estado do Ceará. publicada no Diário Oficial da União de 01/06/1994.38 da Secretaria da Ciência e Tecnologia para Secretaria da Ciência. III – 1 – a .

neste ponto. A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. Toda a controvérsia doutrinária e jurisprudencial acerca do caráter gratuito obrigatório do ensino superior em estabelecimentos oficiais de ensino foi sepultada com a edição da Súmula Vinculante nº 12 do Supremo Tribunal Federal.o. na medida em que passaram a ficar sujeitos à cobrança de taxas. ou pode cobrar? Já que sua Excelência participou do julgamento da ADIN e foi pela inconstitucionalidade”..00. ” . emolumentos e demais custeios.pdf Repitimos: “causa estranheza a decisão do Desembargador Raul Araújo Filho. e dos Institutos e Faculdades a ela conveniadas..008102-3 – Juiz da 2. findou por atingir um número não calculado de discentes matriculados em cursos de graduação e de extensão da UVA.br/material/uva_decisao... A cobrança tem ocorrido quer na situação em que os cursos sejam ministrados diretamente pela UVA.siespe.com. Ora. mas. 206. de que boa parte do corpo docente da UVA é composta por Professores Estatutários da Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú. força é convir que é ilícita a cobrança de taxas e/ou de mensalidades de alunos dos referidos cursos.. Impõe-se a afirmação.39 normativo ora exposto não se circunscreveu apenas ao âmbito estreito dos interesses do Estado do Ceará. Diante de tais constatações. Processo n. a extensa prova documental carreada aos autos pelos integrantes do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual é robusta no sentido de que todos os alunos matriculados nos cursos de graduação e de extensão da Fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú têm sido objeto de cobrança de taxas. http://www. Foi material nacional inclusive publicada no site do Tribunal de Justiça: 28/07/2009 . da Constituição Federal" 7. Vara da Justiça Federal no Ceará. ao contrário. 2009.81. emolumentos e demais custeios. que determina: "Súmula 12. quando “cassa a liminar do impetrante” sob a alegativa de que a UVA é. inciso IV. quer mediante convênio com os Institutos e Faculdades conveniadas que figuram nesta Ação Civil Público como litisconsorte passivos.a.

que dispõe: "As instituições educacionais de nível superior. . isso é incompatível com o artigo 222 da Constituição do Estado. III – 1 – b . desrespeita a Constituição cearense.40 TJCE julga procedente Ação Direta de Inconstitucionalidade contra UVA O Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). sendo acompanhada de forma unânime pelos demais. trata das receitas da instituição. "É inconstitucional a cobrança de quaisquer emolumentos. de 4 julho de 2005. ressaltou a desembargadora fundamentada em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). taxas ou outras espécies de encargos pelas universidades públicas oficiais mantidas pela Administração Pública Estadual". de acordo com a desembargadora.828. referido encontro estabelecido pela Carta Magna. adotarão a natureza jurídica de fundação de Direito Público".0515-8/0) contesta os artigos 1º e 19 do Decreto Estadual nº 27. o Pleno decidiu pela procedência da ADI. A ADI (nº 2008. criadas e mantidas pelo Poder Público estadual. destacou a relatora em seu voto. que defende a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais". que poderão ser obtidas "O mediante artigo cobrança vai de de taxas e ao emolumentos. O artigo 19.DA PASSIVIDADE REITORAL NOS AUTOS ORIGINÁRIO DO MANDADO DE SEGURANÇA. contra ato normativo estadual que autoriza a Fundação Universidade Vale do Acaraú (UVA) a cobrar taxa como forma de custeio dos cursos de extensão e graduação. devendo ser expurgada do ordenamento jurídico. O artigo 1º determina que a UVA teria personalidade jurídica de direito privado. declarando-se sua inconstitucionalidade. Por tais razões. Segundo a relatora. por sua vez. A decisão foi proferida na última quinta-feira (23/07) e teve como relatora do processo a desembargadora Maria Iracema do Vale Holanda.0016. declarando inconstitucionais os artigos 1º e 19 do decreto estadual. A norma. requerida pela Procuradoria Geral de Justiça.

Contra ato ilegal do Magnífico Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú – Senhor Antônio Colaço Martins. PODER DAS AUTORIDADES DO ABUSO DE E POR IMPETRADAS CONSEQUÊNCIA Á VIOLAÇÃO DE DIREITO LIQUÍDO E CERTO DA IMPETRANTE. assim requereu o Senhor DEFERIMENTO DE LIMINAR EM CARÁTER DE URGÊNCIA.pois não são escolas . Contra ato ilegal do Magnífico Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(fundação de direito público. e não das entidades conveniadas .. (. presidente do INSTITUTO DOM JOSÉ DE EDUCAÇÃO E CULTURA.3270.2579-4/0 MANDADO DE SEGURANÇA. UVA.. CEP 60160040 – FORTALEZA – CEARÁ – TELEFONE: 85. 2ª VARA DA COMARCA DE SOBRAL. 1251... ter determinado ao seu parceiro de convênio institucional(convênio este para administração de cursos universitários da UVA.41 As fls 7 a Universidade Estadual Vale do Acaraú alega que é POLO PASSIVO no Mandado de Segurança impetrado pelo agravado no Juizo da Segunda Vara da Comarca de Sobral. conforme definição prevista nos termos do artigo 222 da Constituição Estadual do Ceará.0014. nos termos e em VALE face da DO UNIVERSIDADE ESTADUAL ACARAÚ(devidamente qualificada). GEORGE LUIZ ALMEIDA. MEIRELES. com sede/escritório nesta capital à RUA TENENTE BENÉVOLO. autoridade coatora.4450) – Senhor Antônio Colaço Martins. inciso IV. da Constituição Federal. representante administrativo da gestão da UVA em Fortaleza.. PRINCÍPIO DA Súmula Vinculante nº 12 .) Para os fins do “mandamus”.A cobrança de taxa de matrícula nas Universidades Públicas viola o disposto no artigo 206.. autoridade coatora. Na petição que originou o Processo George Luiz Almeida: MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE 2009. MANDADO DE SEGURANÇA - COM PEDIDO DE DEFERIMENTO DE LIMINAR EM CARÁTER DE URGÊNCIA. e como LITISCONSORTE NECESSÁRIO o Senhor Pedro Henrique Antero.. se justifica a conduta “ilegal” da instituição educacional de direito público.

a qualquer tempo. de independentemente adoção procedimentos legais de cobranças judiciais. PARA GERIR O CURSO UNIVERSITÁRIO PÚBLICO MANTIDO POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA.2001).POR INADIMPLÊNCIA COBRADAS NAS MENSALIDADES PARCEIROS.. E QUE ESTES FICAM RETIDOS NAS ONGS. ALUNOS PELOS SEUS APROVADOS EM CONCURSO VESTIBULAR DA UVA.subordinada a administração da SECRETARIA DE CIÊNCIA.173-24. “. E TEM QUE COBRAR DOS ALUNOS DA UVA.. POIS ESTES SÃO DEVIDOS EM FACE DAS DESPESAS DOS PARCEIROS... A UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ. TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ).. E QUE FREQUENTAM OS CURSOS UNIVERSITÁRIOS DA UVA. “O desligamento do aluno por inadimplência.Resposta: Não.. médio e superior deverão expedir. QUE SÃO ADMINISTRADOS PELAS ONGS..8. . A PERGUNTA JURÍDICA é: “Aplica-se a lei federal 9870/99 em instituições públicas de ensino”? .. “Os estabelecimentos de ensino fundamental.o. Portanto senhor Juiz: (. E QUE A UNIVERSIDADE NÃO RECEBE OS VALORES PAGOS PELOS ALUNOS. conforme documentos do CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO/MEC) que indefira à rematrícula do aluno universitário citado nesta exordial..) Não se aplica a UVA ... À REMATRÍCULA DA IMPETRANTE..” Nem tão. avoca à lei federal n. e devem. os documentos de de sua transferência adimplência ou de da seus alunos. podem proibir a liberação de documentos. (Renumerado pela Medida Provisória nº 2. PARA MANTER OS CURSOS FORA DE SOBRAL.. 23.870/1999 como base legal para sua deliberação.42 superiores autorizadas pelo MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.. .. FORA DE SOBRAL. 9. CANCELE.. QUE É ILEGAL. DOS DOS CURSOS. UNIVERSIDADE PÚBLICA NÃO PODE: Promover... E AUTORIZADO PELO ESTADO DO CEARÁ PARA SER MANTIDO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACAARAÚ E NÃO PELOS PARCEIROS DA UNIVERSIDADE” DA SUPOSTA BASE LEGAL ARGUIDA PELA UNIVERSIDADE PARA DETERMINAR: QUE INDEFIRA. QUE ALEGAM NÃO RECEBER DO ESTADO.

os preceitos estabelecidos no § 1o do artigo 1o da Lei Federal 9. no ato da matrícula ou da sua renovação. e como LITISCONSORTE NECESSÁRIO o Senhor Pedro Henrique Antero. o pai do aluno ou o responsável). mantenedora da Universidade Pública – UVA. será contratado. não é aluno do INSTITUTO DOM JOSÉ. fundamental. autoridade coatora. entre o estabelecimento de ensino e o aluno. nos termos desta Lei. O agravado é aluno da Universidade Estadual Vale do Acaraú. representante administrativo da gestão da UVA em Fortaleza. SUSTENTAMOS que o MANDADO DE SEGURANÇA .870/99(Art. é contra ato ilegal do Magnífico Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú – Senhor Antônio Colaço Martins. que não é ESCOLA DE ENSINO SUPERIOR (conforme certidão): . médio e superior. 1o O valor das anuidades ou das semestralidades escolares do ensino pré-escolar.COM PEDIDO DE DEFERIMENTO DE LIMINAR EM CARÁTER DE URGÊNCIA. presidente do INSTITUTO DOM JOSÉ DE EDUCAÇÃO E CULTURA.43 Fundação Universitária de direito público.

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