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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ENGENHARIA DE CAMPO SMS – PROMINP

JOSÉ CANTERUCCI

GESTÃO

DA

INSALUBRIDADE

RELACIONADA

AOS

TRABALHOS

DESENVOLVIDOS EM PIPE SHOP, POR UMA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS NA ÁREA DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM, NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO (ON SHORE) – DENTRO DA COMPETÊNCIA DA ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Niterói 2010

JOSÉ CANTERUCCI

GESTÃO

DA

INSALUBRIDADE

RELACIONADA

AOS

TRABALHOS

DESENVOLVIDOS EM PIPE SHOP, POR UMA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS NA ÁREA DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM, NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO (ON SHORE) – DENTRO DA COMPETÊNCIA DA ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Monografia apresentada ao curso de Engenharia de Campo SMS - PROMINP, Curso de Especialização da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para a obtenção do Grau de Especialização em Engenheiro de Campo SMS.

Orientador: Paulo César Pulitini Campos, M. Sc.

Niterói 2010

AGRADECIMENTO

Para a realização deste trabalho, agradecemos o apoio, compreensão e sacrifício da minha esposa Silvia Basseti Canterucci e família, à UTC Engenharia pela confiança e apoio financeiro e ao nosso orientador Dr. Paulo Pulitini por ter aceitado o convite colaborando para a qualidade deste trabalho.

RESUMO

Este trabalho não tem a pretensão de esgotar o assunto sobre a insalubridade no ambiente de um pipe shop de uma empresa de construção e montagem de estruturas metálicas. Seu objetivo é contribuir para melhor entender a gestão do tema insalubridade nesse ambiente estudado, com prioridade para as abordagens preventivas que visam à manutenção da saúde e a integridade física e psíquica dos trabalhadores dessa área. Neste estudo de caso verifica-se que, embora o tema seja de indiscutível relevância, tanto trabalhadores como empregadores ainda não dedicam a devida importância ao trabalho insalubre e aos seus efeitos maléficos a saúde do trabalhador, mantendo a discussão no âmbito do pagamento do adicional de insalubridade e do cumprimento dos acordos sindicais, que nem sempre garantem ao funcionário um ambiente de trabalho salubre. Este trabalho busca apresentar e analisar as etapas dessa gestão com uma abordagem simples e direta, oferecendo assim a possibilidade de melhor entendermos esse processo de gestão que visa neutralizar ou minimizar as condições insalubres as quais os trabalhadores do pipe shop estão expostos durante sua jornada de trabalho. Palavras-chave: Pipe Shop. Insalubridade. Gestão da Segurança.

ABSTRACT This paper does not pretend to exhaust the subject on the unhealthy environment in a pipe shop which manufactures and assembles steel structures. offering the opportunity to better understand the management process that aims to neutralize or minimize the unhealthy conditions which the pipe shop workers are exposed during their working day. keeping the discussion in the payment of additional unsanitary and compliance with union agreements. which do not always guarantee the employee a healthy working environment. with priority given to preventive approaches that aim to maintain health and physical and mental workers in the area. Keywords: Pipe Shop. Your goal is to help better understand the management of this issue unsanitary environment studied. Security Management. This paper seeks to present and analyze the steps that management with a simple and direct approach. although the subject is undeniably relevant. Insalubrities. . both workers and employers still do not devote adequate attention to unhealthy work and its harmful effects on workers' health. In this case study finds that.

.LISTA DE FIGURAS Figura 1: Pipe Shop original ............................ 30 Figura 3: Pipe shop após a avaliação ambiental ................................................................ 31 Figura 5: EPI’s para soldador..........................................................................................32 ............................................................................ 29 Figura 2: Pipe Shop original (lateral) ............................................................................................................. 30 Figura 4: Execução de solda ...............................................................................

....................................... 36 Quadro 2: Graus de insalubridade de exposição do trabalhador .................................LISTA DE QUADROS Quadro 1: Trabalho contínuo...................................................... 50 ...........

....................................................................................LISTA DE TABELAS Tabela 1: Agentes de pintura ..... 47 .......

CA CLT CQ DDSMS END EPC EPI FGTS FISPQ GHER H Lay out LT LTCAT Min. SESMT Página Programa de Proteção Auditiva Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Oficina de Fabricação de peças metálicas Programa de Proteção Respiratória Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Relatório de inspeção de recebimento Relatório de não conformidade Segundos Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho .LISTA DE SIGLAS Art. MTE NC NR Artigos da CLT Certificado de Aprovação para EPI. PCA PCMSO Pipe Shop PPR PPRA RIR RNC Seg. emitido pelo TEM Consolidação das Leis do Trabalho Setor do Controle da Qualidade Diálogo Diário de Segurança Saúde e Meio Ambiente Ensaios não destrutivos Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fundo de Garantia por Tempo de Serviço Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos Grupo Homogêneo de Exposição aos Riscos Horas Organização e distribuição das ferramentas de trabalho Limite de Tolerância Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho Minutos Ministério do Trabalho e Emprego Não Conformidade Normas Regulamentadoras OXI-ACETILENO Oxigênio e acetileno Pág.

SMS SPOOL Segurança. Meio Ambiente e Saúde Conjunto de duas ou mais peças metálicas soldadas. Também pode ser parte de tubulação fabricada no Pipe shop TUBULAÇÃO V Emenda com solda de dois ou mais tubos Símbolo de voltagem ou de tensão de um sistema elétrico .

5 Monitoramento da exposição aos riscos avaliação de sua eficácia 1.8.1.6 Registro e divulgação dos dados 1.6 DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO CAPÍTULO 3 3.1.4 AVALIAÇÃO AMBIENTAL 2.8.1 Pipe Shop 2.5 OBJETIVOS DO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA GESTÃO 1.1.1 Equipamentos Utilizados 2.1 A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DOS RISCOS 3.1.1 ANÁLISE CONCLUSIVA 4.4.5 Desenvolvimento 1.3 Implantação do cronograma de ação 1.8.1 Antecipação e Reconhecimento dos Riscos 1.2 Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA 1.3 Manutenção da Integridade Física e Mental 3.2.1.8.1.2.1.3 FUNÇÕES EXISTENTES NO PIPE SHOP 2.5 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE AGENTES 2.1 Pagamento do adicional de insalubridade 3.6 Avaliação ambiental 1.1 INTRODUÇÃO 1.3 METODOLOGIA 1.4 CONCEITO DE INSALUBRIDADE 1.1.8.6 A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO CAPÍTULO 2 2.1.SUMÁRIO CAPÍTULO 1 1.7 Ações de controle 1.3 SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS .1.1.8.1 EPC CAPÍTULO 4 4.1.2 Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle 1.1.8 Gerenciamento dos Riscos a saúde do Trabalhador 1.1.1.1 Estrutura do PPRA 1.1.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CONCLUSÕES 4.2 Exemplos do cálculo do pagamento do adicional de insalubridade 3.3 Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores 1.1 BASES LEGAIS PERTINENTES A INSALUBRIDADE 2.2 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO 1.4 Implantação de medida de controle 1.2 MEDIDAS PARA NEUTRALIZAR A INSALUBRIDADE 3.4 Análise da eficácia e das metas e prioridades 1.2 DESCRIÇÃO DA EMPRESA 2.1.

em relação ao processo industrial. 1. monitoramento.2. agentes ambientais insalubres.INTRODUÇÃO Na busca por referências bibliográficas o autor teve uma enorme dificuldade para encontrar textos científicos específicos relacionados ao tipo de empresa que escolhemos para este estudo de caso.12 CAPÍTULO 1 1. 1.OBJETIVO .FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA O foco principal é reconhecer cada etapa necessária para se obter todos os dados das condições insalubres de trabalho dos funcionários envolvidos nas atividades de um pipe shop da empresa ABC Engenharia para então verificarmos se seu sistema de Gestão de SMS é eficaz ou não no controle da insalubridade Esse trabalho busca avaliar os fatores que se interagem tanto na competência do empregador quanto na do empregado e as medidas propostas que venham neutralizar ou minimizar essas exposições ambientais e seus efeitos sobre o organismo do trabalhador.1. treinamento e atuação do SESMT em SMS. o que transfere para esta monografia uma maior importância no que se refere à contribuição para o interesse científico e social.3. A escolha recaiu sobre a empresa ABC Engenharia porque ela reúne todos os fatores que precisavam ser avaliados neste estudo de caso.

ferramentas usadas nesse sistema de gestão de SMS. No presente trabalho foram contemplados e analisados apenas os agentes ambientais existentes na área industrial conhecida como pipe shop. 1. No PPRA constam presentes agentes de natureza física e química. através da análise do material apresentado pela empresa estudada. bem como os aspectos referentes a periculosidade.DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Neste estudo de caso a abordagem técnica foi restrita a área de atuação do engenheiro de segurança do trabalho no que concerne à gestão da insalubridade.4. . são suficientes para esgotar o assunto ou se precisam ser auxiliadas por outra metodologia até então não aplicada na empresa. Não cabe a indicação de nenhum outro estudo que não tenha sido feito. instruída pela NR – 16.QUESTÃO DA PESQUISA Buscamos responder se o sistema de gestão de SMS é suficiente para conhecer e controlar a insalubridade e suas conseqüências. 1. Também não foram abordadas as implicações jurídicas e suas conseqüências para o empregador. não faz parte deste estudo a análise do PCMSO da empresa. No trabalho nos questionamos também se o PPRA e o LTCAT.5. independente da reconhecida importância desse programa na gestão da insalubridade. Mesmo que citado por vezes.13 Investigar se o sistema de gestão de SMS existente na empresa é eficaz para o controle da insalubridade no pipe shop de uma empresa de grande porte. sem registro de agentes biológicos.

mas com nome fictício. DDSMS. Neste estudo apresentamos as condições de trabalho dos funcionários lotados neste ambiente e que estão sujeitos às ações de agentes insalubres. FISPQ. evidências de treinamento e procedimentos.6.METODOLOGIA Esta monografia refere-se a um estudo de caso de um pipe shop de uma empresa real. pintura e acabamento.14 1. EPI. que apresenta fundamentalmente atividades de solda. PCMSO. . devido às condições inerentes de suas atividades. corte com maçarico. foi feita uma análise dos documentos que a empresa utiliza no gerenciamento de SMS e de onde foi colhido os dados apresentados neste estudo. esmerilhamento. LTCAT. Foram analisados os seguintes documentos: PPRA. Além da revisão literária mencionada na bibliografia.

Essas ações não se restringem apenas à modificação das medidas de controle. Entretanto. conforme determina a Norma Regulamentadora NR 09. o monitoramento mais . De acordo com a NR 09. Para avaliar a aceitabilidade da exposição a agentes ambientais. os critérios legais são os Limites de Exposição constantes da NR 15 e seus anexos. os limites estabelecidos pela ACGIH – American Conference of Governmental Industrial Higyenists.1. ações devem ser tomadas quando a exposição estimada ultrapassar o nível de ação que. Contempla também as exigências da NR 15. na execução de treinamentos e no conceito de insalubridade.15 CAPÍTULO 2 2.. corresponde à metade do limite de exposição. A seguir são apresentadas as etapas desse PPRA. 2. e na ausência destes. em particular aos anexos referentes aos agentes ambientais da insalubridade. buscando embasamentos legais para a elaboração de procedimentos. mas inclui também a pesquisa aprofundada das fontes geradoras.1.1 Estrutura do PPRA A concepção do PPRA atende as exigências da NR 09 relativas à avaliação e controle de fatores de riscos ambientais de natureza química. Foi verificado que uma das principais ferramentas de gestão usada pelo serviço de segurança do trabalho foi a elaboração do PPRA da empresa ABC Engenharia. porém já aplicadas ao estudo desta empresa. são considerados riscos inaceitáveis aqueles cujas exposições ultrapassarem os limites de exposição ocupacionais estabelecidos. NR 15 e limites da ACGIH.REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo foram verificadas as ferramentas disponíveis que a empresa utilizou para implantar seu sistema de gestão. segundo a NR 09. física ou biológica. e respectivos riscos à saúde.

2. A avaliação ocorre em reunião específica com a participação de representante dos empregados. 2. da Saúde . os dados coletados com os .4 Análise da eficácia e das metas e prioridades A análise da eficácia e as correções das metas e prioridades foram realizadas. considerando as avaliações do ambiente de trabalho.1.SMS. com garantia de manutenção e comprovação de eficácia e eficiência de uso dos mesmos. e o responsável pela empresa. com atenção especial para identificação de efeitos precoces. O registro da avaliação é feito em ata de reunião e transcritos na revisão do documento incorporando ao programa em sua próxima revisão.2 Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA Todos os documentos integrantes do PPRA são avaliados semestralmente para verificar o andamento dos trabalhos e o cumprimento das metas estabelecidas no cronograma.3 Implantação do cronograma de ação Após a elaboração do cronograma a empresa definiu as ações e recursos para o controle das situações de riscos encontradas no reconhecimento / caracterização e a metodologia para a execução das mesmas.16 freqüente da exposição e a intensificação da vigilância médica. Segundo o critério legal podem ser considerados aceitáveis riscos relacionados a exposições acima dos limites permitidos quando os trabalhadores utilizarem proteção individual adequada. 2.1.1. do Meio Ambiente. da Segurança.

7 Ações de controle As medidas de controle necessárias para a eliminação. e informações trazidas pelos empregados e prepostos. minimização e/ou controle dos Riscos Ambientais.5 Desenvolvimento O PPRA foi desenvolvido utilizando as informações identificadas em inspeções realizadas nos locais de trabalho. equacionar e dimensionar as medidas de controles adotadas. 2. concentração e tempo de exposição. selecionar e especificar as proteções coletivas e/ ou individuais tecnicamente adequadas ao controle da exposição e levantar subsídios para o desenvolvimento do ―Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO‖. .1.1. de acordo com sua intensidade. sempre que for necessário comprovar a inexistência dos agentes identificados na etapa de reconhecimento. estabelecer prioridades de ações de controle. 2.1. 2. risco potencial à saúde na etapa ―Reconhecimento / Caracterização‖.6 Avaliação ambiental Realizada empregando-se as técnicas de higiene ocupacional com o objetivo de quantificar e avaliar o potencial de danos dos agentes ambientais presentes no contrato e ambientes de trabalho. foram ou serão tomadas conforme uma das situações:    risco potencial à saúde do trabalhador na etapa ―Antecipação‖. O cronograma de ações prevê alterações conforme as correções das metas e prioridades estabelecidas. quando na etapa ―Avaliação Ambiental‖ obtiver-se resultados que excedam os ―Limites de Tolerância‖. previstos na NR-15.17 trabalhadores e a verificação de possíveis alterações nos setores de trabalho.

químicos ou biológicos aos quais estão expostas. O ―Reconhecimento dos Riscos‖ realizou-se para identificar os riscos existentes nas . Caso isto não seja tecnicamente possível. ficar caracterizado ―nexo causal‖ entre danos observados na saúde dos colaboradores e a situação de trabalho a que eles fiquem expostos.1.18  quando através de controle médico da saúde. As ações de controle sempre foram tomadas com o objetivo de. de acordo com a NR – 09 e são: 2. foi abordada a melhor disposição (layout) das ferramentas e equipamentos necessários para a execução das atividades. O monitoramento às exposições dos trabalhadores e das medidas de controle através de avaliações sistemáticas e repetitivas. minimizando a exposição dos trabalhadores. novos métodos de trabalho e novos processos de fabricação / construção e montagem. Foram analisadas as atividades/funções existentes e atribuídas a cada uma delas as exposições ambientais aos agentes físicos. visando a prevenção dos riscos que porventura venham a existir. sempre que necessário. primeiramente.1. até serem feitas as avaliações quantitativas de exposição dos agentes ambientais pertinentes. Foi implantado de imediato as medidas coletivas e individuais de prevenção necessárias. O desenvolvimento do PPRA foi acompanhado através do cronograma de ações e atendendo as fases de gerenciamento dos riscos a saúde do trabalhador. visando à introdução ou modificação de controle.8. Ainda nesta fase. busca-se prevenir a liberação ou disseminação de agentes agressivos à saúde no ambiente de trabalho. eliminar através de medidas técnicas a utilização ou formação de agentes prejudiciais à saúde.8 Gerenciamento dos Riscos a saúde do Trabalhador 2.1 Antecipação e Reconhecimento dos Riscos A etapa ―Antecipação e Reconhecimento dos Riscos‖ envolveu a análise de projetos de novas instalações.

foram identificadas:  as funções  descritas as atividades. quando do início das atividades da obra.1. 2.8. . funções expostas e o tipo de avaliação a ser realizada (Quantitativa e/ou Qualitativa).3 Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores Nesta etapa fizeram as avaliações dos riscos dos agentes físicos. minimização ou controle dos mesmos. químicos e biológicos aos quais os trabalhadores estão expostos. químicos e biológicos no pipe shop.  as medidas de controle existentes  as proteções existentes  as proteções recomendadas. Na ―Antecipação e Reconhecimento dos Riscos‖. 2. as possíveis fontes geradoras. trajetórias.8.2 Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle Nesta etapa identificaram as fontes geradoras e criaram o cronograma para quantificá-las. anexo II do PPRA. Foram registrados nesse impresso os tipos de riscos.  o tipo de exposição.1.  o número de empregados expostos a cada agente nocivo. O registro foi realizado com o preenchimento do formulário ―Antecipação e Reconhecimento dos Riscos Ambientais‖. visando priorizar as medidas de eliminação.  a freqüência com que o mesmo se expõe a estes riscos.19 instalações e métodos de processos atuais. foram identificados os Riscos físicos.  os danos causados por estes agentes. através da execução de uma avaliação ambiental. anexo I do PPRA. No formulário ―Análise Qualitativa dos Riscos Ambientais por Grupo Homogêneo de Exposição‖.

6 Registro e divulgação dos dados Etapa em que a equipe que trabalha no pipe shop foi informada dos resultados das avaliações ambientais.8. 2. Além dos DDSMS a empresa possui como item obrigatório de sua política de SMS a participação dos novos funcionários no treinamento de integração e de todos os funcionários nos DDSMS coletivos. com a utilização de EPC’s e/ou EPI’s. Uma das ferramentas que foi usada por esta empresa para divulgação dos dados é o DDSMS. As medidas de controle implantadas no PPRA têm sua eficácia avaliada pelos resultados da monitoração biológica feita pelo PCMSO.20 2. Foi mostrada as atividades salubres e as insalubres e o porquê da importância da utilização dos EPIs e EPC’s para neutralizá-las.8.5 Monitoramento da exposição aos riscos avaliação de sua eficácia Nesta etapa definiu-se como sendo a fase de gerenciamento das medidas implantadas para neutralização ou minimização dos agentes em que os trabalhadores estão expostos de forma sistêmica. com temas diferenciados que dura em torno de 15 minutos e também aborda os riscos das atividades no pipe shop.4 Implantação de medida de controle Nesta etapa definiram como neutralizar ou minimizar esses riscos ambientais. reduzindo diariamente a jornada de trabalho do funcionário exposto ao risco. 2.1. ou mesmo.1. quando toda unidade participa ao mesmo tempo de .8.1. A não existência de agravos a saúde ou a integridade física é a confirmação da eficácia do programa implantado.

físicas. prejudicial a saúde. podem contrair doenças profissionais e doenças do trabalho. a segurança e o bem estar dos trabalhadores. usa-se o termo Doença Relacionada ao Trabalho quando se pretende apenas citar que determinado agravo que tem nexo causal com o trabalho ou a atividade sem se comprometer com uma classificação mais específica (Tecnopatia ou Mesopatia). diretamente relacionadas ao trabalho e a eles peculiares. Foi observado que se o funcionário não estiver conscientizado das exigências . Em outras palavras. é um ambiente onde existe agentes ambientais prejudiciais a saúde. e por isso são conhecidas como tecnopatias. químicas e biológicas.21 palestras educativas sobre temas de SMS. um ambiente doentio. o que contribui fundamentalmente para aumentar o nível de informação e conscientização do trabalhador. são esperadas pela aquela atividade que o trabalhador executa. ou seja. porém não peculiares a sua função diretamente. Devido essa diferença de classificação para evitar um erro de interpretação ou de classificação. Já as Doenças do Trabalho. Os trabalhadores sujeitos a esses agentes ambientais insalubres de qualquer natureza. ou seja. um índice de produtividade compatível com o do mundo globalizado são exigidos como condição de sobrevivência em uma organização. cada vez maior. isto é. são as originadas em função dos agentes ambientais existentes no ambiente do trabalho onde o trabalhador executa suas atividades. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Quando um ambiente é insalubre. Verificou-se que a exigência do mercado. de profissionais com qualificação. 2. capacitação e habilitação bem como. não possui nexo causal direto com a descrição da sua função e por isso são denominadas mesopatias. São classificadas como Doenças Profissionais aquelas que são inerentes a sua profissão. agentes cujos valores se acham acima dos limites máximos de tolerância. ou seja. ele pode colocar em risco a saúde. isto é. portanto.2 CONCEITO DE INSALUBRIDADE Segundo Coutinho (1998) um ambiente insalubre é aquele que não é salubre.

Segundo Coutinho (1998) este profissional de segurança.2 Comprovadas através de Laudos de inspeção do local de trabalho.quais os riscos que o trabalhador está exposto.4. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. 11 e 12. em pouco tempo não conseguirá colocação e também comprometerá a sobrevivência e a educação de sua família. São consideradas atividades ou operações insalubres. no cumprimento de suas próprias metas de segurança. como o corpo humano interage com o ambiente de trabalho e se defende de situações críticas. que não causará dano a saúde do trabalhador. 3.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medida de ordem geral que conserve o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. Feita esta análise o profissional deverá ser capaz de conhecer as causas de possíveis situações indesejadas e propor as devidas soluções. 15. se foram eliminadas ou neutralizadas as condições insalubres às quais o trabalhador está exposto. durante a sua vida laboral.3 OBJETIVOS DO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA GESTÃO O objetivo é analisar o ambiente de trabalho e concluir se este oferece conforto ou desconforto. constantes do anexo nos 7 e 8. (EPI´s). . se o ambiente é insalubre ou não e.5 Entende-se por Limite de Tolerância. as que se desenvolvem: 15. como analisar o ambiente de acordo com as normas existentes.1. expondo sua saúde sem prevenção. Nota-se que este conceito também é abordado pela NR – 15. deverá saber: . 15.1. b) com a utilização de equipamento de proteção individual.1. finalmente.1. 15. Lembrando que nesses objetivos a participação do trabalhador. a concentração ou intensidade máxima ou mínima. em caso positivo.1. onde cita que: 15.1 Acima dos Limites de Tolerância previstos nos anexos nos. é de fundamental importância. se as análises qualitativas e quantitativas foram contempladas. quais as doenças provocadas por condições severas e. 2.22 do mercado. para os fins desta Norma.

meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes. O principal embasamento legal para caracterização de atividades ou operações insalubres é o que consta na NR – 15 (Norma Regulamentadora do Trabalho Urbano). Art. por sua natureza ou métodos de trabalho. 190 – O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade. A NR – 15 tem sua existência jurídica assegurada. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo.1977). ou seja: 40% para adicional de insalubridade de grau máximo. segundo se classifiquem nos graus máximo. como contribuição fez um resumo da legislação pertinente e suas diferentes interpretações.214 de 08 de junho de 1978. 10% para adicional de insalubridade de grau mínimo. a nível de legislação ordinária. aprovada pela Lei nº 6. os limites de tolerância aos agentes agressivos. médio e mínimo. impliquem o contato permanente com .4 BASES LEGAIS PERTINENTES A INSALUBRIDADE Apesar de não ser a abordagem jurídica a vertente principal desse estudo de caso. contempla o abaixo exposto. descritos abaixo: Art. Art. para melhor esclarecer esse assunto sobre insalubridade e adicional de insalubridade. aprovada pela portaria 3. por sua natureza. 193 – São consideradas atividades ou operações perigosas. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Na NR – 15 os percentuais para cálculo do adicional de insalubridade. aquelas que. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do trabalho. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). exponham os empregados a agentes nocivos à saúde.23 2. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. o autor.As normas referidas neste artigo incluirão medidas de proteção do organismo do trabalhador nas operações que produzem aerodispersoides. Art 191 – A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I – Com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. (Redação conforme a Lei nº 6. 20% para adicional de insalubridade de grau médio. 192 – O exercício do trabalho em condições insalubres.514 de 22. pela carência de textos objetivos sobre este assunto. que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. II – Com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador. Parágrafo Único: . tóxicos. alergênicos ou incômodos.514 de 22 de dezembro de 1977. através dos artigos 189 a 192 da CLT .12. irritantes. Art. condições ou métodos de trabalho. 189 – Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que.

em qualidade. segundos) a determinado risco operacional sem proteção. a vapores de amônia e esta exposição se repete por 5 (cinco) ou 6 (seis) vezes durante a jornada de trabalho. então seu tempo de exposição é de 25 a 30 minutos por dia. Art. Para elaboração da análise quantitativa. o que caracteriza uma situação de intermitência. o que traduz a eventualidade do fenômeno. sem interrupção. a exposição se processa durante quase todo o dia de trabalho. ou ainda como decorrentes deste processo laborativo. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. por GHER.1977). A Constituição Federal de 1. Se. (Redação conforme a Lei nº 6. ele se expõe ao mesmo agente durante 20 (vinte) minutos e o ciclo se repete por 15 (quinze) ou 20 (vinte) vezes.12. Art 195 – A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade. se o trabalhador ficar exposto durante 5 minutos. dos riscos a que se submete o trabalhador durante a jornada de trabalho. que compreende a medição do risco imediatamente após as considerações qualitativas. 194 – O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. o exercício do trabalho em tais condições. entretanto.24 inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. registrados no Ministério do Trabalho. Assim. desde que os locais fossem vistoriados e aprovados pelo órgão competente do MTB. .514 de 22. multiplicado pelo número de vezes que esta exposição ocorre ao longo da jornada de trabalho. onde o técnico especializado deve ser capaz de perceber e avaliar a intensidade dos elementos de risco presentes no ambiente de trabalho ou nas etapas do processo laborativo. revogando tacitamente o artigo 405 da CLT que permitia aos menores aprendizes. Nesta avaliação.12. maiores de 16 anos e estagiários de curso de aprendizagem. (Redação conforme a Lei nº 6. ratificando a proibição do trabalho do menor. Para elaboração da análise qualitativa da Insalubridade tanto por função ou. segundo as normas do Ministério do Trabalho.514 de 22. nos termos desta seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. Se.331: Quanto ao tempo de exposição ao risco: a análise do tempo de exposição traduz a quantidade de exposições em tempo (horas. pressupõe-se o levantamento. minutos. Segundo a Portaria 3. A Secretaria de inspeção do trabalho publicou a Portaria 21/01. por exemplo. ainda. além de serem submetidos a exames médicos semestrais.988 proíbe o trabalho do menor de 18 anos em locais perigosos ou insalubres. diz-se que a exposição é de natureza contínua. passa a exposição total a contar com 300 (trezentos) a 400 (quatrocentos) minutos por dia de trabalho. guardando atenção especial à essência do risco e ao tempo de exposição.1977).

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Esta etapa só é possível realizar, quando o técnico tem a convicção firmada de que os tempos de exposição, se somados, configuram uma situação intermitente ou contínua, baseando-se em fundamentos científicos e fundamentos legais.

Fundamentos Científicos: se há um nexo entre a atividade e o agente de se adquirir doença ou de sofrer um acidente a partir de exposição a elementos agressores oriundos do processo operacional ou resultantes, o técnico tem que demonstrar obrigatoriamente, toda a cadeia de relação causa e efeito existente entre o exercício do trabalho com a doença ou o acidente. O fundamento científico compreende, então, as vias de absorção e excreção do agente insalubre, o processo orgânico de metabolização, o mecanismo de patogenia do agente no organismo humano e as possíveis lesões. Fundamento Legal: é tudo aquilo estritamente previsto nas Normas Regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho, Portaria MTB nº 3.214 / 1978 e lei nº 6.514 / 1977. As ―Atividades e Operações Insalubres‖ – acham-se listadas na NR – 15 e anexos.

As dúvidas e os casos omissos devem ser dirimidos pela SSMT / MTB consoante o disposto no artº 155, CLT e – 01 item 1.10, Portaria nº 06/83 do MTB, cabendo a esta instância superior emitir a competente decisão final sobre a matéria de fato apurada, acolhendo-a ou não. Quanto a NR – 06, a interpretação, principalmente no que diz respeito à responsabilidade do empregador, é de fundamental importância para a aplicação da NR – 15, na caracterização e/ou descaracterização da insalubridade. A NR – 06 tem a sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, através dos artigos 166 a 167 da CLT, o qual transcrevemos abaixo:
Art. – 166: A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos dos empregados Art. – 167: O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho.

Vale ressaltar que as interfaces entre a NR – 06 e a NR – 15 (insalubridade), estão intimamente interligadas às definições provenientes da NR – 01 (disposições gerais), conforme itens 1.2, 1.7 e 1.9.
Item 1.2: A observância das Normas Regulamentadoras – NR não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos estados ou municípios e outras, oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho. Por

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exemplo, a empresa pode ser solicitada a evidenciar aos auditores fiscais, o pagamento de adicionais de insalubridade‖. Item 1.7: Cabe ao empregador: - adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho. Item 1.9: O não cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente.

A NR- 01 (disposições gerais) também está intimamente ligada a NR – 03 (embargo ou interdição). A NR – 03 (embargo ou interdição) tem a sua existência jurídica assegurada, à nível de legislação ordinária, através do artigo 161 da CLT, transcrito abaixo:

Art. 161: O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão, tomada com a brevidade que a ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas para a prevenção de infortúnios de trabalho.

Considera-se grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. Algumas situações de risco grave e iminente podem ser identificadas pelo auditor fiscal do trabalho durante a fiscalização. Outras situações de risco grave e iminente são mais difíceis de serem observadas como, por exemplo, aquelas referentes à exposição aos agentes físicos e químicos. A NR – 09 (PPRA) em seu item 9.3.6 cita, que é considerado nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhos e o controle médico. No seu item 9.3.7, da mesma NR - 09 informa que o monitoramento da exposição dos trabalhadores e das medidas de controle, deve ser realizada uma avaliação sistemática e repetitiva da exposição a um dado risco, visando a introdução ou modificação das medidas de controle que necessário. No anexo A - Doenças relacionadas ao trabalho, descrevemos os casos de doenças relacionadas com as atividades desenvolvidas no pipe shop, onde constam as doenças e os fatores de risco de natureza ocupacional.

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2.5 DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO

Mesmo sem ter a pretensão de se estender o estudo para uma abordagem segundo a visão do PCMSO, apresentamos no anexo A as doenças relacionadas ao trabalho com as atividades desenvolvidas e a exposição dos trabalhadores a agentes que caracterizam a insalubridade, no pipe shop, de acordo com a Portaria Federal Nº 1339 / GM – MS.

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CAPITULO 3- A EMPRESA

3.1- DESCRIÇÃO DA EMPRESA

A empresa de engenharia avaliada, foi fundada em 1974, sendo hoje uma das principais empresas brasileiras de SGI – Sistema de Gestão Integrada na área de Serviços em Engenharia Industrial, destacando-se nos segmentos de produção e processamento de petróleo e gás, petroquímica, geração de energia, siderurgia, papel e celulose, metalurgia, construção e manutenção industrial. A nível nacional, a empresa avaliada é um dos principais players no setor EPC—Engineering, Procurement and Construction, tendo duas bases de operações offshore , ambas no estado do Rio de Janeiro, sendo capacitada a executar desde pequenas unidades a grandes complexos integrados, inclusive plataformas offshore—uma das especialidades técnico-industriais. Concentrando suas atividades no gerenciamento, construção, montagem e manutenção em setores vitais da economia nacional, a empresa fornece serviços em contratos EPC ou em outras modalidades contratuais, de acordo às condições específicas dos projetos e sempre visando atender as expectativas dos clientes. Desde a elaboração de projetos, suprimento, construção e montagem, comissionamento, até a pré-operação e partida—além de manutenção especializada corretiva e preventiva—a empresa atua ano após ano na instalação de refinarias, indústrias petroquímicas e de fertilizantes, sendo responsável pela construção das principais plantas do Complexo Petroquímico de Camaçari (BA), além de plantas para a Pronor, Nitrocolor, Oxiteno Nordeste, Nitrofértil e CBP. Pioneira na área de offshore, a empresa avaliada domina todas as etapas, desde o projeto básico, engenharia, detalhamento, fabricação e montagem de jaquetas e módulos, até a instalação, hook-up e assistência à operação. Além disso, possui uma infra-estrutura totalmente adequada ao desempenho eficaz e imediato de todos os procedimentos administrativos, técnico-tecnológicos, pré-operacionais e pós-operacionais requeridos para o cumprimento dos compromissos firmados com seus clientes.

29 Razão Social: nome fantasia . estado do Rio de Janeiro Grau de Risco: 04 Número de funcionários na empresa: 1170 Masculinos: 1132 Femininos: 38 Número de funcionários no pipe shop: 40 (todos masculinos) Código da Atividade Econômica: 45.ABC Engenharia Empresa localizada na cidade de Niterói.1.92 -8 Descrição da Atividade Econômica Principal: Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas Fonte: José Canterucci 3.1 Pipe Shop Figura 1: Pipe Shop original Fonte: José Canterucci .

30 Figura 2: Pipe Shop original (lateral) Fonte: José Canterucci Figura 3: Pipe shop após a avaliação ambiental Fonte: José Canterucci .

Ele é fechado com material metálico nas laterais e com cobertura também metálica. de esmerilhamento de peças. Figura 4: Execução de solda Fonte: José Canterucci Figura 5: EPI’s para soldador Fonte: José Canterucci . Finalmente. Por ser fechado e coberto há necessidade de instalações elétricas com iluminação artificial adequada. Este critério de montagem de execução verificado de um pipe shop é para facilitar quando o empreendimento estiver concluído podendo ou não ser reaproveitado em outro empreendimento da contratada. 220 V e 440 V. onde existem vãos para ventilação. dispositivos de apoio como bancadas de preferência ergonomicamente executadas para apoio das peças e para furadeiras elétricas. spool’s e em tubulações. executadas sobre bancadas ou apoiadas no piso. de acordo com a NR-10 e provido de diversas tomadas de 110 V. É disponibilizado extintores de incêndio de acordo com a classe de extintores. também se realizam atividades de corte com maçarico. normalmente de concreto e nivelado. Ainda neste ambiente desenvolvem-se atividades de solda com eletrodos e solda elétrica. Neste local foi verificado que deve haver espaços livres para armazenamento de peças a serem processadas bem como. ou seja.31 O pipe shop é um ambiente com piso resistente.

quando há necessidade de realização de horas extras. formando os GHER e contratou uma empresa terceirizada e especializada para realizar a avaliação ambiental qualitativa e quantitativa do ambiente de trabalho. por serem inadequações e não riscos. ou seja. Portanto. A empresa identificou os riscos das atividades desenvolvidas no pipe shop. 44 horas semanais divididas de segunda-feira a sexta-feira.32 Os funcionários do pipe shop formam uma equipe onde desenvolvem suas atividades sob coordenação de um encarregado e de acordo com o cronograma de montagem. constando como itens de conforto ambiental. Vale o registro que a iluminância e a ergonomia não constituem fatores que gerem insalubridade. O horário de trabalho para os funcionários do pipe shop é o mesmo horário de trabalho que a empresa aplica aos funcionários que desenvolvem outras atividades. . a empresa entende que há apenas aumento de carga horária para os trabalhadores do pipe shop.

2 EXEMPLO DE FLUXOGRAMA PARA MONTAGEM DE SPOOL NO PIPE SHOP ALMOXARIFADO Recebe e confere o material quantitativamente CQ ALMOXARIFADO CQ S Aprovado Aciona CQ para inspeção qualitativa Realiza inspeção qualitativa S Aprovado Emite R I R aprovando material Identifica material como aprovado N ALMOXARIFADO Informa suprimentos sobre desvio CQ Emite RNC N PRODUÇÃO Emite requisição de materiais ao almoxarifado Identifica material como NC Informa almoxarifado SUPRIMENTOS Aciona fornecedor para correção do desvio ALMOXARIFADO Separa e fornece o material para o Pipe Shop PIPE SHOP Vide próxima folha .33 3.1.

N Aprovado O pintor executa as correções necessárias S CQ Libera o Spool .34 PIPE SHOP O maçariqueiro corta o material e monta conforme projeto. O soldador ponteia PIPE SHOP O soldador executa a solda O esmerilhador limpa a solda CQ Executa E N D PIPE SHOP Aprovado Visual de solda Ultra som N O soldador executa os reparos necessários S PINTURA O setor executa jateamento e pintura do spool CQ Faz a inspeção da pintura CQ Inspeciona Dimensional Realiza o dimensional de ajuste S Aprovado PIPE SHOP N PIPE SHOP O soldador e o maçariqueiro fazem as correções necessárias.

marca Quest. aferidos pelo calibrador acústico externo Quest. no pipe shop.3. com sede em Niterói – RJ e os equipamentos utilizados bem como.35 3. classe 1 ANSI . a identificação dos agentes e o método para eliminação ou neutralização da insalubridade. no de série QE 8940094.QC 31110027. Todos os equipamentos utilizados possuem certificados de calibração e com data de vencimento dentro do prazo de validade. de procedência americana.2 FUNÇÕES EXISTENTES NO PIPE SHOP E NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS 01 Encarregado Geral 01 Mestre de Fabricação 08 Ajudantes de Encanador 08 Ajudantes de Caldeireiro 08 Caldeireiros 08 Encanadores 02 Maçariqueiros 04 Soldadores A descrição das atividades de cada função são apresentadas no item que aborda as avaliações ambientais. 3. modelo Q-300. tipo 2.Ruído: AUDIOS DOSIMETROS DIGITAIS PORTÁTEIS.3 AVALIAÇÃO AMBIENTAL Abaixo constam as avaliações ambientais reais. apresentadas no LTCAT –PPRA da empresa estudada. modelo QC 10. nºs de série QC 8040022 . realizadas pela empresa DOC Assistência Médica Ocupacional LTDA. 3.1 Equipamentos Utilizados a) Avaliação de Agente Físico .

de procedência americana.7 º C PESADA Até 25. .0 º C Quadro 1: Trabalho contínuo Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. médio.   Critério legal do MTE. modelo QT 36 – 6‖.0 m de poro e 37mm de diâmetro. mínimo.Poeira total: LT= 24 / % Si O2 + 3. etc. dose.Limites de Tolerância: NR 15 (Anexo 12) . dose projetada para o período. para trabalho intermitente. Resultado em mg/m3 d) Avaliação de Produtos Químicos: .0 º C MODERADA Até 26. Todas as Dosimetrias de ruído foram realizadas com o dosímetro nos seguintes parâmetros:      Critério de Referência 85 dB Nível limiar de Integração 80 dB (threshold) Fator duplicativo de dose 5 dB Circuito de Compensação ―A‖ Circuito de resposta lenta (slow) b) Avaliação do Agente Físico . No TKD 080023 e KL 3110016 QT 15 – 2’’. atividade moderada c) Avaliação Química: Poeira Bomba Gravimétrica com fluxo de 1 a 3 L /min. umidade relativa e velocidade do ar. e de acordo com o tipo de trabalho: Trabalho contínuo: em IBUTG: NR-15 – Anexo Nº 3 . Fornece os seguintes índices de temperatura: seco. úmido. com Air Probe. marca Quest. IEC 942-1988.40 1984.Poeira respirável: LT= 8 / % Si O2 + 2. como: máximo.  Foi considerado para os empregados.36 S1. globo.Quadro Nº 1 Regime de trabalho Trabalho contínuo IBUTG – C O Tipo de atividade LEVE Até 30.Temperaturas: AREA HEAT STRESS MONITOR portátil. Fornece todos os níveis de ruído. Resultado em mg/m3 . com filtro de PVC com 5. IBUTG externo e interno. com sinal de 114 dB a 1000Hz. aferido pelo calibrador de temperatura externo Quest.

executadas pelos profissionais da área. .. ferramentas e equipamentos..3. uniforme. protetor auricular plug. botina segurança. Conjunto Ciclone Limites de Tolerância: NR 15 (Anexo 11) . efetuar as tarefas dentro das normas de segurança. EPI´s: luva. Ajudante de Caldeireiro: Auxiliar nas atividades de chaparia. capacete.ACGIH Tubos Colorimétricos: marca GASTEC. com prazo de validade variável de acordo com a unidade utilizada. colocar eletrodos na estufa e demais elementos de trabalho conforme orientação do seu superior imediato. ferramentas e equipamentos. saúde e meio ambiente. executar outras atividades correlatas. executadas pelos profissionais da área. requisitar os materiais. colocar eletrodos na estufa e demais elementos de trabalho conforme orientação do seu superior imediato. saúde e meio ambiente. com fluxo de 1 a 3 L/min. óculos. auxiliar na organização do local de trabalho. requisitar os materiais. executar outras atividades correlatas.37   Bomba para Amostragem de Contaminantes do Ar.2 Avaliação quantitativa de agentes Risco Físico: – Calor e Ruído 1ª Avaliação: Ruído Função: Ajudante de encanador / caldeireiro Ajudante de Encanador: Auxiliar nas atividades de tubulação. efetuar as tarefas dentro das normas de segurança. 3. auxiliar na organização do local de trabalho. REA e SENSIDYNE.

Neutralizado 80. N. 22+5= 27.3.38 Data: 14.1b com a utilização de equipamento de proteção individual.8 L. capacete c/ viseira. 2ª Avaliação: Temperatura Função: Ajudante encanador / caldeireiro (preparo e tratamento dos Eletrodos) EPI´s: luva. seria neutralizado o ruído. com NRRsf 17. (Abafador de Ruído MSA). CA 15623 e 15624. (EPI´s) Usava Proteção Dupla: A empresa dispõe de 2 modelos diferentes de protetores auriculares do tipo concha. NR – 15-4. plug (Protetor Auricular POMP) CA 5745. Mesmo com o uso do EPI. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. com respectivos NRRsf 24 e 22. Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . protetor auricular plug. Tolerância 85 Conclusão: Área Insalubre – Acima do Limite de Tolerância. . óculos. de atenuação.10 Início medição: 08h18:59 Fim: 15:47:34 Total medição: 06h07:55 Medição (ões) Realizada(s) em dB (A) Local avaliado Pipe Shop LAVG 97.Anexo n. botina segurança.Nível de ação NR 9.8 Instrumento Utilizado Dosímetro Quest 300 serie QCC – Calibrador QC-10 114Db 1000 Hz – USA. Usou-se o NRRsf mais baixo da concha e da diferença do plug. abaixo do Limite de Tolerância. º 1 . Nesses casos e de acordo com a NIOSH. avental e uniforme.Medição em escala de compensação ―A‖ e circuito de resposta lenta (slow).01.6.

verificar e testar as peças produzidas. U.6 Limite do IBUTG 26.7 ATIVIDADE Colocar os eletrodos nas estufas. % 65.Anexo n. larguras e diâmetros especificados nos desenhos: cortar. punção.R.01. cortar. e dobrar. quando abria as portas. O tempo máximo é o de enchimento dos eletrodos. e 10seg. punção. levando 7min. nível.8oC.7 V. prumo de centro e outras ferramentas. preparar as peças para soldagem. lixadeira. conforme as normas e procedimentos específicos e executar outras tarefas correlatas.10 Início medição: 08h32:22 Fim: 15h36:17: Total medição: 05h43:50 Medição (ões) Realizada(s) para o IBUTG ESTUFAS: TRATAMENTO DE ELETRODOS Local avaliado Pipe Shop Monitor de Stress – QT 36 – 6‖ Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . passando para uma estufa portátil. régua.2 m/s Exposição 08:00 h IBUTG 21. Não há Insalubridade.39 Data: 14. Levava de 25 a 40 segundos em cada entrega dos eletrodos e a variação máxima de temperatura foi de 0. Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância. na estufa maior a temperatura máxima foi de 240oC e na menor 160oC. com o auxílio de trena. entre . na altura do tórax. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. instalar. dobrar. faz isso uma vez na manhã e à tarde. ângulos. lixadeira. À tarde. fixar e conservar tubulações de baixa e alta pressão. ficando em uma determinada graduação e entregá-los. º 3. 3ª Avaliação: Calor e ruído Função: Encanador / Caldeireiro (esmerilhador de tubulação / chaparia) Caldeireiro: Executar o traçado da peça em material de aço carbono chapa de ferro utilizando-se de compasso. na menor. nível. prumo de centro. Ar m/s 0. utilizando-se de limas. e 45seg. montar e dar acabamentos nas peças traçadas. chaves diversas. transferidor. martelo e tesoura. onde serão usados.3 a 0. na estufa maior e 5min. Encanador: Montar. trena. rosquear. conforme as medidas.

01. Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . . CALOR: Data: 14.. óculos de segurança.Anexo n.8 Limite do IBUTG 26. N.40 outras ferramentas manuais.10 Início medição: 08h07:58 Fim: 15h38:36 Total medição: 06h09:46 Medição (ões) Realizada(s) em dB (A) Local avaliado Pipe Shop LAVG 97.3 Exposição 08:00 h IBUTG 19.Medição em escala de compensação ―A‖ e circuito de resposta lenta (slow).Nível de ação NR 9.10 Início medição: 11h53:38 Fim: 12h23:37 Total medição: 00h29:59 Medição (ões) Realizada(s) para o IBUTG Local avaliado Pipe Shop U.. º 3. Ar m/s 0.Anexo n. Neutralizado 80.3 L. avental de raspa.3 Instrumento Utilizado Dosímetro Quest 300 serie QC 8040022. perneira. botina de segurança. % 73. Tolerância 85 Conclusão: Área Insalubre – Acima do Limite de Tolerância. acompanhar o teste da tubulação. efetuar as tarefas dentro das normas de segurança. uniforme. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. saúde e meio ambiente. executar outras tarefas correlatas. capacete c/ viseira. através da utilização de bomba.1% V.01. º 1 .R. Não há Insalubridade. QC 31110027 – Calibrador QC-10 114Db 1000 Hz – USA. RUÍDO Data: 14. Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância.6.7 Monitor de Stress – QT 36 – 6‖ Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . EPI´s: luva. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda.3. protetor auricular tipo plug. verificando a existência de vazamentos e/ou outros defeitos.

1b Com a utilização de equipamento de proteção individual. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. efetuar as tarefas dentro das normas de segurança. (Abafador de Ruído MSA).4. botina segurança. Conclusão: Área Insalubre – Acima do Limite de Tolerância. protetor auricular plug. CA 15623 e 15624.15. Tolerância 85 Instrumento Utilizado Dosímetro Quest 300 serie QC 8040022.1b: Com a utilização de equipamento de proteção individual.. EPI´s: luva mista. saúde e meio ambiente. com respectivos NRRsf de 24 e 22. . com NRRsf de 17. abaixo do Limite de Tolerância.3. 4ª Avaliação: Ruído Função: Maçariqueiro Maçariqueiro: Cortar. com NRRsf de 17. regular a intensidade de chama. capacete c/ viseira. Data: 14.4. de acordo com a espessura do material a cortar. º 1 . (EPI´s). luva raspa cano longo. óculos.6.. perneira segurança. plug (Protetor Auricular POMP) CA 5745. Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 .Anexo n.41 NR . foi neutralizado o ruído. foi neutralizado o ruído.01.10 Início medição: 08h09min54seg Fim: 5h56min56seg Total medição: 06h27min09seg Medição (ões) Realizada(s) em dB (A) Local avaliado Pipe Shop LAVG 100.Nível de ação NR 9. Neutralizado 83. chanfrar e bizelar materiais metálicos destinados a montagem e soldagem de peças com auxílio de maçarico de oxi-acetileno. abaixo do Limite de Tolerância. (EPI´s). A empresa dispõe de 2 modelos diferentes de protetores auriculares do tipo concha. executar outras tarefas correlatas. NR . uniforme. deixando passar maior ou menor quantidade de acetileno ou oxigênio. plug (Protetor Auricular POMP) CA 5745. QC 31110027 – Calibrador QC-10 114Db 1000 Hz – USA.15.0 L.Medição em escala de compensação ―A‖ e circuito de resposta lenta (slow).0 N.

3 Limite ------ . lixar e esmerilhar os cordões de solda. bem como os devidos equipamentos de proteção individual. escolhendo os equipamentos e consumíveis adequados.01.0 Exposição 08:00 h IBUTG OUT 21. máscara PFF2.42 5ª Avaliação: Calor Função: Soldador Soldador: Soldar tubulações de aço em geral. executar outras atividades correlatas. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. acompanhar através de informações de seu encarregado. capuz. capacete. º 3. EPI´s: luva. seu desempenho no processo de soldagem. de acordo com especificações técnicas e procedimentos de soldagem aplicáveis. luva de raspa cano longo. uniforme. visando ficar sempre dentro dos critérios de qualidade estipulados para o contrato. estruturas metálicas e suportes diversos. Ar m/s 0. sob a orientação superior. U. óculos. Data: 14.10 Início medição: 08h46:25 Fim: 09h27:55 Total medição: 00h41:30 Medição (ões) Realizada(s) para o IBUTG OUT Local avaliado Pipe Shop Monitor de Stress – QT 15 – 2‖ Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . botina de segurança.R. preparar os materiais de trabalho. % 72% V. determinar a voltagem e amperagem das máquinas de solda de acordo com o material a ser soldado e dispositivos. protetor auricular plug.Anexo n. máscara de celeron. perneira. utilizando equipamento apropriado para solda de eletrodo revestido. remover escórias.

com NRRsf de 17. estudar o programa de produção.4 Instrumento Utilizado Dosímetro Quest 300 serie QCC – Calibrador QC-10 114Db 1000 Hz – USA. flanges. instruindo aos mestres e oficiais.4 L.Medição em escala de compensação ―A‖ e circuito de resposta lenta (slow). segurança. Mestre de Fabricação: Organizar e supervisionar as atividades dos seus subordinados. objetivando o cumprimento do cronograma e especificações contidas em desenhos isométricos.3.Nível de ação NR 9.6. saúde e meio ambiente. desde a montagem física até a retirada do material do pipe shop.Anexo n. executar outras tarefas correlatas. coordenar. orientando-os tecnicamente. válvulas. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. requisitar os materiais. interpretar .4. 6ª Avaliação: Umidade e ruído Função: Encarregado geral e Mestre Fabricação Encarregado Geral: Orientar nas atividades dos serviços técnicos do pipe shop. quanto aos procedimentos e normas a serem adotados. Neutralizado 69. Tolerância 85 Conclusão: Área Insalubre – Acima do Limite de Tolerância.43 RUÍDO Data: 14. foi neutralizado o ruído.10 Início medição: 08h24:28 Fim: 15h39:32 Total medição: 06h03:06 Medição (ões) Realizada(s) em dB (A) Local avaliado Pipe Shop LAVG 86. abaixo do Limite de Tolerância. curvas. Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . º 1 .15. NR . equipamentos e demais elementos de trabalho. orientar e distribuir os trabalhadores. distribuindo e acompanhando o desenvolvimento das tarefas dos subordinados. tratamento térmico de metais ordens de serviços ou outros documentos. executar as tarefas dentro das normas de qualidade. ter conhecimentos práticos e teóricos de tubulações. N.1b: Com a utilização de equipamento de proteção individual. ferramentas. (EPI´s) tipo plug (Protetor Auricular POMP) CA 5745.01.

RUÍDO Data: 13.01. segurança.1b: Com a utilização de equipamento de proteção individual.9 V.6.01. foi neutralizado o ruído. manter os padrões de qualidade e quantidade..Nível de ação NR 9. ordens e outros documentos para avaliar as necessidades de mão-de-obra. UMIDADE: Data: 13.4. º 3. Conclusão: Área Insalubre – Acima do Limite de Tolerância.10 Início medição: 08h12:11 Fim: 09h15:48 Total medição: 01h03:37 Medição (ões) Realizada(s) para o IBUTG Local avaliado Pipe Shop U. Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância. protetor tipo plug.Anexo n. % 74. Ar m/s 0.3 Exposição 08h00 IBUTG 18.6 N. óculos. com NRRsf de 17.44 projetos.7 Monitor de Stress – QT 36 – 6‖ Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 . executar as tarefas dentro das normas de qualidade. Não há Insalubridade. saúde e meio ambiente. uniforme.Medição em escala de compensação ―A‖ e circuito de resposta lenta (slow).6 L. .10 Início medição: 08h11:19 Fim: 15h25:23 Total medição: 06h08:49 Medição (ões) Realizada(s) em dB (A) Local avaliado Pipe Shop LAVG 86. executar outras tarefas correlatas. materiais. Tolerância 85 Instrumento Utilizado Dosímetro Quest 300 serie QCC – Calibrador QC-10 114Db 1000 Hz – USA.3. (EPI´s). Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda. Norma(s) Considerada(s) Norma Regulamentadora 15 .15. abaixo do Limite de Tolerância. especificações. plug (Protetor Auricular POMP) CA 5745. EPI´s: luva. Neutralizado 69. botina segurança. º 1 ..Anexo n.7 Limite do IBUTG 26. NR . capacete.R. ferramentas e prazo de execução. desenhos.

049 mg Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 0.43 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Material Poeira respirável % Sílica Livre 0 Volume de Ar Amostrado 51 litros Valores Obtidos < 0.45 Avaliação de Poeiras Minerais Exames realizados no pipe shop Material Poeira respirável % Sílica Livre 0. 588 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 4 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Material Poeira respirável % Sílica Livre o Volume de Ar Amostrado 51 litros Valores Obtidos < 0. Material Poeira respirável % Sílica Livre 0. 588 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 4 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Material Poeira respirável % Sílica Livre 0 Volume de Ar Amostrado 51 litros Valores Obtidos < 0.0 Volume de Ar Amostrado 320 litros Valores Obtidos 4 mg Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 4 Conclusão: Não esta acima do Limite de Tolerância Exames realizados na pipe shop Avaliação de Fumos Metálicos . 008 Volume de Ar Amostrado 612 litros Valores Obtidos 0. 588 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 4 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Exame realizado pelo Laboratório de Toxicologia MI Ltda.

Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Avaliação de Agentes Químicos: Exames realizados no pipe shop .9 mg/ m3 0.09 mg/m3 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 5 mg/ m3 0.8 mg/m3 0.2 mg/ m3 Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda.2 mg/ m3 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Material Óxido de Ferro Manganês Volume de Ar Amostrado 120 L 120 L Valores Obtidos 1.2 mg/ m3 Conclusão: Abaixo do Limite de Tolerância Material Óxido de Ferro Manganês Volume de Ar Amostrado 120 L 120 L Valores Obtidos 0.15 mg/m3 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 5 mg/ m3 0.11 mg/m3 Limite de Tolerância NR-15 – Anexo 12 5 mg/ m3 0.46 Material Óxido de Ferro Manganês Volume de Ar Amostrado 120 L 120 L Valores Obtidos 0.0 mg/m3 0.

No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade.7 ppm 1. para insalubridade de grau máximo.9 ppm 4. 20% (vinte por cento). para insalubridade de grau médio.1 ppm 6. incidente sobre o salário mínimo. .4. equivalente a: 40% (quarenta por cento).3 ppm Limite de Tolerância NR-15 5 ppm 78 ppm 78 ppm 78 ppm 78 ppm Fonte: DOC Assistência Médica Ocupacional Ltda.4 A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DOS RISCOS 3.1 Pagamento do adicional de insalubridade O exercício do trabalho em condições de insalubridade. 10% (dez por cento). para insalubridade de grau mínimo.2 ppm 0. será apenas considerado o de grau mais elevado. para efeito de acréscimo salarial. de acordo com a NR – 15 assegura ao trabalhador a percepção de adicional.  Conclusão: Todos os valores estão abaixo do limite de tolerância 3.47 Tabela 1: Agentes de pintura Material Etoxietanol Etanol Etilbenzeno Xileno Tolueno Valores Obtidos 2. sendo vedada a percepção cumulativa.

00 / h.34 X 1.81 ---. sendo optativo por parte do empregador considerada para o caso de premiação e participações sobre lucros da empresa. somente os R$ 30.81 Foi verificado que a empresa não paga o adicional sobre as horas extras.81 = R$ 32. 3.34 / h Grau de insalubridade: 40% Conforme acordo coletivo com o Sindicato que este está filiado.00 ou R$ 2. 2004. de acordo com o exposto acima. já que a legislação permite essa interpretação.2 Exemplos do cálculo do pagamento do adicional de insalubridade Exemplo nº 1: Se um trabalhador foi escalado para fazer duas horas extras. que aprova as Normas Regulamentadoras. segundo a empresa informa.00 X 1. ou seja. no livro Normas Regulamentadoras Comentadas que os adicionais de insalubridade não são acumulativos nem tão pouco direito adquiridos. ou seja: Salário do trabalhador: R$ 10. de 08 de junho de 1. Os percentuais (hora extra e insalubridade) somam-se separadamente. 20% ou 10% ) sobre o valor do salário mínimo horário. A hora extra do trabalho insalubre deve receber o acréscimo correspondente ao percentual do adicional (40%. num determinado dia.custo referente a leis sociais 2X ( 2. O adicional incide sobre as horas extras.incluindo insalubridade Total a receber das horas extras: R$ 30.50 ) X 40 % = R$ 2.00 --------. adicional noturno.50 ) = R$ 30. segundo Araujo.00. a hora extra terá acréscimo de 50% Então temos: 2X ( 10.978.214.00 + R$ 2. . Contudo. não em cascata. Horas extras: 02 horas Salário mínimo: R$ 515. o que é juridicamente legal. teríamos o seguinte cálculo dos seus honorários incluindo o percentual de insalubridade. é o que consta a portaria 3.4.48 Vale citar. recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e cálculos rescisórios.

200.200.00 Incluindo a insalubridade: 515.00 Grau de insalubridade: 20% Cálculo do rendimento bruto do funcionário: 10 X 220 = R$ 2.00 .00 + R$ 103. Horas trabalhadas: 220 horas Salário mínimo: R$ 515.00 = R$ 2.00 / h.49 Exemplo nº 2: Se um trabalhador fizer as 220 h previstas na CLT por mês. teríamos o seguinte cálculo dos seus honorários incluindo o percentual de insalubridade. ou seja: Remuneração do trabalhador: R$ 10.00 X 20% = R$ 103.303.00 Salário bruto do mês: R$ 2.

não aplicável % 1 20 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 x-x-x 20 x-x-x x-x-x x-x-x 20 20 x-x-x x-x-x 10.não aplicável Umidade considerada insalubre .não aplicável Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos LT fixados no quadro 1.20 ou 40 40 10.751. de 23/11/1990 Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos LT .não aplicável Radiações não ionizantes consideradas insalubres. em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Agentes biológicos . da NR-15 Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos LT fixados no anexo Atividades ou operações envolvendo agentes químicos considerados insalubres. da NR-15 – não aplicável Exposição ao calor com valores de IBTUG superiores aos LT fixados nos quadros 1 e 2 .50 ANEXO ATIVIDADES OU OPERAÇÕES QUE EXPONHAM O TRABALHADOR A Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos LT fixados no quadro constante no item 6 da NR – 15 Níveis de ruído de impacto superiores aos LT do anexo 2.não aplicável Trabalhos sobre condições hiperbáricas . em decorrência de inspeção realizada no trabalho Vibrações consideradas insalubres – anexo 8 Frio considerado insalubre .NR-15 Revogado pela portaria 3.20 ou 40 x-x-x Fonte: Norma Regulamentadora nº 15 Quadro 2: Graus de insalubridade de exposição do trabalhador .

Biombos. .5.Anteparos metálicos. minimizar a insalubridade com a utilização de equipamentos de proteção coletiva e/ou equipamentos de proteção individual. Protetor facial Incolor.Exaustores. abaixo são citados os EPC’s e EPI’s. para neutralizar os agentes. . 3. Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. Protetor Auricular em silicone. com cordão de algodão. . Sendo assim.51 CAPITULO 3 Podemos neutralizar ou. 3.Local separado para manuseio e preparo de tintas. Mangote em raspa.1 EPC . sistema de ventilação artificial e natural. . . utilizados no Pipe shop. conforme é citado na NR – 15 e NR . Avental de Raspa. Máscara semi-facial PFF2. tipo inserção.5.Medidas administrativas restritivas de circulação na área. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno.2 Lista de EPI’s (por função que trabalham neste pipe shop)    Encanador      Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona.06.

   Encarregado Geral   Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor.      Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . Luva de segurança contra agentes mecânicas tricotadas em fios de algodãopigmentada. Caldeireiro Luva de segurança em vaqueta com reforço interno de raspa – mista. Luva de segurança em vaqueta com reforço interno em raspa . . Luva de segurança em vaqueta com reforço interno de raspa – mista. Máscara semi-facial PFF2. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão.    Protetor facial Incolor. tipo inserção. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno. Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor.mista . Avental de Raspa.52    Perneira de segurança em raspa com velcro. Luva de segurança contra agentes mecânicos tricotadas em fios de algodão pigmentada . Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno.

Máscara semi-facial PFF2.    Perneira de segurança em raspa com velcro Luva de segurança em vaqueta com reforço interno em raspa – mista. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão. Luva de segurança contra agentes mecânicos tricotadas em fios de algodão pigmentada .53   Perneira de segurança em raspa com velcro.      Mestre de Fabricação   Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . tipo inserção. Protetor facial Incolor. tipo inserção. . Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno. Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. Avental de Raspa. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão.

. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno. Ajudante de Encanador Luva de segurança contra agentes mecânicas tricotadas em fios de algodão pigmentada .54     Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona .   Luva de segurança em vaqueta com reforço interno em raspa – mista. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão.     Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno.  Maçariqueiro  Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . tipo inserção. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno. tipo inserção.   Luva de segurança em vaqueta com reforço interno em raspa – mista. Ajudante de Caldeireiro Luva de segurança contra agentes mecânicas tricotadas em fios de algodão pigmentada.

Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. cano longo. Luva de segurança em vaqueta com reforço interno de raspa (Mista ). Perneira de Raspa. Capuz de segurança em brim. Capuz de segurança em brim. Protetor auricular em silicone com cordão de algodão. Fonte: José Canterucci .            Capacete de segurança tipo aba frontal injetado em plástico com jugular de lona . Protetor auricular em silicone com cordão de algodão. Luva de vaqueta. cano longo. Avental de raspa. tipo inserção. Perneira de raspa. Avental de raspa.55         Óculos de Segurança modelo convencional com lente incolor. Blusão de segurança em Raspa. Luva de vaqueta. Botina em vaqueta hidrofugada com junta elástica e com biqueira de propileno. Máscara de Solda em celeron. Blusão de segurança em Raspa. Soldador Luva de segurança em vaqueta com reforço interno de raspa (Mista). tipo inserção.

56 Observação:    Todos os EPI’s utilizados possuem C. (certificado de aprovação pelo MTE) na validade. conforme a própria NR9. . Identificado eficácia dos programas de prevenção: Neste estudo o serviço de SMS apresentou estatísticas que comprovam a ausência do surgimento ou agravamento de lesões ou doenças relacionadas ao trabalho.A. o que. confirma a eficácia do PPRA e dos demais programas de prevenção implantados no pipe shop.

pois. Para muitas empresas pagar o adicional de insalubridade é estar dentro da lei e para seus empregados receber esse adicional é o ideal. PCMSO. de itens que registram a preocupação e o compromisso com a antecipação. como PPRA.1 ANÁLISE CONCLUSIVA Verifica-se na literatura. até pelo receio de perder essa quantia. com custos sociais e pessoais inaceitáveis. quem expõe a saúde ou a integridade física de alguém e lhe causa danos. mesmo com a polêmica de pagamento do adicional de insalubridade. serão prejudicados em sua saúde. Concluímos que a adoção de medidas preventivas sustentadas tecnicamente por programas de prevenção consagrados. Assim como ainda é errada a percepção do próprio trabalhador em relação ao pagamento da insalubridade. Além disso. avaliação dos riscos e gerenciamento dos riscos. PCA. verificação. que o envolve em longas e penosas disputas jurídicas. que a aplicação da legislação referente aos conceitos para controle da insalubridade ainda é deficiente. se mostraram suficientes para manter o trabalho em condições salubres e ou manter protegido o trabalhador em condições insalubres ou adversas nesta empresa estudada. já que sem a participação consciente do trabalhador nenhum programa teria sucesso. Além desse encargo para o empregador. implica que se houver descuido no monitoramento ou. se satisfaz com o adicional que recebe.57 CAPÍTULO 4 4. O trabalho comprovou que a existência e a qualidade dos treinamentos em SMS contribuíram de forma significativa para o resultado conseguido. LTCAT. o que concorda o autor em sua prática profissional. se a força de trabalho não estiver conscientizada dos riscos que estão expostos. A existência na Política de SMS. se ocorre um pagamento em função da existência de agentes ambientais nocivos a saúde. PPR. sem questionar o ambiente de trabalho. por preceito legal. se obriga a reparação independente da indenização prevista em lei. pois. O importante da gestão da insalubridade. fica para o trabalhador as sequelas físicas e ou mentais que podem ser um diferencial negativo para sua nova colocação. é reconhecer que não se deve entender este pagamento como um benefício. dessa empresa estudada. com ênfase a garantir a prevenção quanto a preservação física e .

Todos esses itens foram atendidos e evidenciados. pois. o empregador. a força de trabalho é aceita como a maior riqueza do empregador. O PPRA da empresa contemplou todas as fases de avaliação dos riscos. atenderam e contemplaram todos os riscos. a insalubridade. suas consequências. Neste estudo de caso foi confirmada a hipótese de que e existência de um Sistema de Gestão de SMS pode realmente manter sob controle os agentes ambientais agressivos aos trabalhadores.3 SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS Este estudo de caso se mostra oportuno à medida que verifica a importância da gestão no processo do conhecimento e controle da insalubridade numa empresa de grande porte e com muitas variantes que geram múltiplas interfaces. minimizando ou neutralizando seus efeitos sobre a saúde do trabalhador. foram fundamentais nesse processo de gestão. SMS e os empregados. cujo objetivo maior sempre foi a valorização da força de trabalho que realiza atividades no pipe shop. desde a antecipação até a fase de reconhecimento e com a elaboração do LTCAT para todas as funções que trabalham neste pipe shop. . A maior facilidade e acesso do trabalhador as informações gerais e com um trabalho mais objetivo dos sindicatos.58 a saúde do trabalhador. apoiados por uma filosofia da empresa de preservação da integridade física e da saúde dos funcionários. 4. ou seja.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CONCLUSÕES Foi verificado que o sistema de SMS implantado foi suficiente para identificar os agentes nocivos a saúde e preservação física dos funcionários. poderá comprometer a sobrevivência de sua empresa. apontando e identificando os agentes insalubres. se não realizar investimentos no Sistema de Gestão de SMS. 4. criando um alinhamento de metas entre a administração da empresa. bem como.

mostrando as interfaces do PPRA com o PCMSO e desta forma. dentre os quais o autor sugere: Estudar a Gestão da Insalubridade contemplando as conseqüências jurídicas ao empregador. Estudar a Gestão da Insalubridade com abrangência para todos os locais que a empresa execute um empreendimento.59 Serve como um instrumento facilitador para o estudo da gestão de qualquer outro caso de insalubridade similar ao aqui apresentado.. por não atender os requisitos das legislações. . Cabe novos e mais abrangentes estudo de diferentes temas relacionados a insalubridade. sobre os agentes insalubres. Estudar a Gestão da Insalubridade contemplando o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Contudo não esgota o assunto. como assim declara no item sobre delimitação. a visão dos agentes insalubres sob o ponto de vista da saúde.

Portaria Federal Nº 1339/GM. de 06 de julho de 1978. NR – 06. BRASIL. Ministério do Trabalho. BRASIL. Lista de doenças relacionadas ao trabalho. Brasília. parágrafo 3º do artigo 6º . 1989.org>. BRASIL. BRASIL. de 06 de julho de 1978. Ministério do Trabalho. nomenclatura e codificação da CID-10]. Ministério do Trabalho. 1989. Insalubridade . BRASIL. CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES . Brasília. Ministério do Trabalho.60 REFERÊNCIAS AMERICAN INDUSTRIAL HYGIENE ASSOCIATION – AIHA. NR – 04. Norma Regulamentadora. 1989. 2004. BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho.disposta segundo a taxonomia. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Equipamento de Proteção Individual – EPI. 1989. Brasília. NR – 03.311. 1999. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Norma Regulamentadora. de 06 de julho de 1978.Causas . Disponível em: <www.080/90 . BRASIL. CAMARDELLA. Acesso em: 02 fev. Aimone. Brasília. de 18 de novembro de 1999. 1989. Giovani Moraes de. Norma Regulamentadora. BRASIL. 1989. NR – 05. Capítulos 190 a 195. 4.aiha. NR – 01. Ministério do Trabalho. NR – 09. Ministério do Trabalho.inciso VII. Ministério do Trabalho. do manual de legislação ATLAS – Legislação Complementar . ed. Ministério do Trabalho.Consequências – Avaliação. Brasília. de 29 de novembro de 1989.análise qualitativa desta portaria BRASIL. 1989. Embargo ou Interdição. Disposições Gerais.311. [Elaborada em cumprimento da Lei 8. BRASIL. Norma Regulamentadora. Normas Regulamentadoras Comentadas. Brasília. de 06 de julho de 1978. Disponível em: . 1989. Portaria Nº 3. 2010. Atividades e Operações Insalubres. de 29 de novembro de 1989.CBO. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. BRASIL. Estabelece os princípios norteadores do programa de desenvolvimento do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho e dá outras providências. Ministério da Saúde. de 06 de julho de 1978. Norma Regulamentadora. Brasília. Norma Regulamentadora. Rio de Janeiro: Editora do próprio autor. Norma Regulamentadora. Brasília. NR – 15. Portaria Federal Nº 3. Rio de Janeiro: CNI. ARAUJO. Brasília. 1989.

mtecbo.61 < http://www. João Pessoa: Edições PPGEM. Acesso em: 01 fev. . Antonio S. Conforto e insalubridade térmica em ambientes de trabalho. 2010. COUTINHO.br/cbosite/pages/home. 1998.gov.jsf>.

62 ANEXOS .

MS RELAÇÃO DE AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL.9)  Púrpura e outras manifestações hemorrágicas (D69. Reação Leucemóide (D72.-)  Agranulocitose (Neutropenia tóxica) (D70)  Outros transtornos especificados dos glóbulos brancos: Leucocitose.63 ANEXO A LISTA DE DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO .Portaria Federal Nº 1339/GM . COM AS RESPECTIVAS DOENÇAS QUE PODEM ESTAR COM ELES RELACIONADAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL Benzeno e seus homólogos tóxicos DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS RESPECTIVOS AGENTES OU FATORES DE RISCO (DENOMINADAS E CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)  Leucemias (C91-C95.2)  Hipoplasia Medular (D61.-)  Síndromes Mielodisplásicas (D46.) (Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos)  Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença.8)  Outros transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física (F06. lesão e de disfunção de personalidade (F07.-) (Tolueno e outros solventes aromáticos .-)  Anemia Aplástica devida a outros agentes externos (D61.

2)  Hipoacusia Ototóxica (H91.1 e T52.-)  Pneumoconiose devida a outras poeiras inorgânicas especificadas (J63.-)  Efeitos Tóxicos Agudos (T52.64 neurotóxicos)  Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não especificado (F09.-) (Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos)  Neurastenia (Inclui ―Síndrome de Fadiga‖) (F48.2) Carbonetos metálicos de Tungstênio sinterizados chumbo ou seus compostos tóxicos  Outras Rinites Alérgicas (J30.8) .-) (Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos)  Episódios depressivos (F32.0) (Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos)  Encefalopatia Tóxica Crônica (G92.3)  Asma (J45.0) (Tolueno e Xileno)  Dermatite de Contato por Irritantes (L24.

2)  Hipotireoidismo devido a substâncias exógenas (E03.0) (H2S)  Encefalopatia Tóxica Crônica (G92.8)  Gota Induzida pelo Chumbo (M10.2)  Encefalopatia Tóxica Aguda (G92.1)  Encefalopatia Tóxica Crônica (G92.-)  ―Cólica do Chumbo‖ (K59.3)  Insuficiência Renal Crônica (N17)  Infertilidade Masculina (N46)  Efeitos Tóxicos Agudos(T56.8)  Transtornos do nervo olfatório (Inclui ―Anosmia‖) (G52.8)  Anemia Sideroblástica secundária a toxinas (D64.65  Outras anemias devidas a transtornos enzimáticos (D55.2) (Seqüela)  Conjuntivite (H10) (H2S) .-)  Outros transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física (F06-)  Polineuropatia devida a outros agentes tóxicos (G52.0)  Demência em outras doenças específicas classificadas em outros locais (F02.-)  Arritmias Cardíacas (I49.2)  Hipertensão Arterial (I10.1)  Nefropatia Túbulo-Intersticial induzida por metais pesados (N14.

sulfeto de hidrogênio ( ácido sulfídrico )  Queratite e Queratoconjuntivite (H16)  Angina Pectoris (I20. cianeto de hidrogênio ou seus derivados tóxicos.-) (CO)  Arritmias cardíacas (I49.66 substâncias asfixiantes: Monóxido de carbono. gases. fumaças e vapores ( Bronquite Q. fumaças e vapores(Edema Pulmonar Q-J68. Aguda )  Edema Pulmonar Agudo devido a produtos químicos. gases.-) (CO)  Bronquite e Pneumonite devida a produtos químicos.3) (HCN) .1(HCN)  Síndrome de Disfunção Reativa das Vias Aéreas (SDVA/RADS) (J68.-) (CO)  Infarto Agudo do Miocárdio (I21.-) (CO)  Parada Cardíaca (I46.

2) Ruído e afecção auditiva  Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão (C34.4)  Efeitos Tóxicos Agudos (T57.4))(HCN. Enfisema Crônico Difuso ou Fibrose Pulmonar(Crônica(J68. fumaças e vapores (Bronquite Química Aguda) (J68)  Bronquiolite Obliterante Crônica.2)  Inflamação Coriorretiniana (H30)  Bronquite e Pneumonite devida a produtos químicos. Enfisema Crônico Difuso ou Fibrose Pulmonar Crônica (J68.0)  Parkisonismo Secundário (G21.8)  Outros transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física ( F06.-) .6) Manganês e seus compostos tóxicos  Demência em outras doenças específicas classificadas em outros locais (F02.67  Bronquiolite Obliterante Crônica. lesão e de disfunção de personalidade (F07)  Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não especificado (F09.3. T59.)  Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença.-)  Episódios Depressivos (F32.H2S)  Efeitos Tóxicos Agudos (T57. T58.-)  Outras neoplasias malignas da pele (C44.-)  Neurastenia (Inclui ―Síndrome de Fadiga‖) (F48. gases.

Epicondilite lateral (cotovelo de tenista ).-)  Dermatite Alérgica de Contato (L23.-): Epicondilite Medial (M77. ossos.8) .4) Vibrações (afecções dos músculos.0)  Outras entesopatias (M77.1)  Fibromatose da Fascia Palmar: ―Contratura ou Moléstia de Dupuytren‖ (M72.5)  Síndrome Cervicobraquial (M53. Mialgia(M79. tendões.0)  Acrocianose e Acroparestesia (I73.8)  Síndrome de Raynaud (I73. vasos sanguíneos ou dos nervos periféricos  Outros transtornos articulares não classificados em outra parte: Dor Articular (M25.68  Neoplasia maligna da bexiga (C67.-)  Outras formas de hiperpigmentação pela melanina: ―Melanodermia‖ (L81. articulações.1)  Outros transtornos especificados dos tecidos moles (M79.0).

0).3). que afetam a pele.-): Capsulite Adesiva do Ombro (Ombro Congelado.-) .-) : Ceratose  ―Dermatoses Pápulo-Pustulosas e suas complicações infecciosas‖ (L08.3). Síndrome do Manguito Rotatório ou Síndrome do Supraespinhoso (M75.3) Agentes físicos. Periartrite do Ombro) (M75.8). não especificadas (M75. Outras Alterações Agudas Especificadas da Pele devidas a Radiação Ultravioleta (L56.2). Urticária Solar (L56.2). sem outra especificação(l56.1).-): Osteonecrose Devida a Drogas (M87.2)  Urticária de Contato (L50. Tendinite Bicipital (M75.5). Tendinite Calcificante do Ombro (M75.-): Dermatite por Foto contato (Dermatite de Berloque) (L56.9)  Dermatite Alérgica de Contato (L23. Outras Alterações Agudas da Pele devidas a Radiação Ultravioleta.1).9)  Osteonecrose (M87. Outras Osteonecroses Secundárias (M87. Bursite do Ombro (M75.)  Urticária Alérgica (L50. Outras Lesões do Ombro (M75.. não considerados em outras rubricas  Dermatite de Contato por Irritantes (L24. Lesões do Ombro. químicos ou biológicos.0)  ―Urticária Física‖ (devida ao calor e ao frio) (L50.8).69  Lesões do Ombro (M75.9)  Alterações da Pele devidas a Exposição Crônica a Radiação Não Ionizante (L57.6)  Queimadura Solar (L55)  Outras Alterações Agudas da Pele devidas a Radiação Ultravioleta (L56.

4)  Leucodermia.8)  ―Elaioconiose‖ ou ―Dermatite Folicular‖ (L72.0).5)  Úlcera Crônica da Pele. Outras Alterações: Dermatite Solar.8)  ―Elaioconiose‖ ou ―Dermatite Folicular‖ (L72. não classificada em outra parte (L98. ―Pele de Fazendeiro‖.8)  Outras formas de hiperpigmentação pela melanina: ―Melanodermia‖ (L81.4)  Geladura (Frostbite) Superficial: Eritema Pérnio (T33) (Frio)  Geladura (Frostbite) com Necrose de Tecidos (T34) (Frio) . ―Pele de Marinheiro‖ (L57.8)  ―Cloracne‖ (L70.8)  ―Cloracne‖ (L70.70 Actínica (L57. não classificada em outra parte (Inclui ―Vitiligo Ocupacional‖) (L81.

5) Neoplasia maligna do pâncreas (C25. ginásios.-. piscinas) e outras situações específicas de exposição ocupacional. ou em acidentes de trajeto (Z57.-.-) (Quadro 13)  Epicloridrina (X49. (Z57. na indústria. Microsporum e Trichophyton. na construção civil.71 DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS COM O TRABALHO DOENÇAS Tétano (Grupo I da CID-10) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Exposição ao Clostridium tetani. em trabalhos em condições de temperatura elevada e umidade (cozinhas.-) e Outras Micoses Superficiais (B36. Z57) .8) (Quadro 25)  Exposição ocupacional a fungos do gênero Epidermophyton. Z57.-) NEOPLASIAS (TUMORES) RELACIONADOS COM O TRABALHO (GRUPO II da CID-10) DOENÇAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Cloreto de Vinila (X46.8) (Quadro 25) Dermatofitose (B35. em circunstâncias de acidentes do trabalho na agricultura.

-.-. Z57.9)  Derivados nitrados e aminados do Benzeno (X46. Hipoplasia medular (D61.Z57. Z57.5)  Benzeno (X46.-.-)  Benzeno (X46. Z57.1) (Quadro 24) .-) (Quadro 24)  Benzeno (X46. Z57.-.5) (Quadro 3)  Radiações ionizantes (W88.5) Leucemias (C91-C95.5)(Quadro 3)  Radiações ionizantes (W88. Z57.5) Agrotóxicos clorados (Clordane e Heptaclor) (X48.4) Síndromes Mielodisplásicas (D46. Z57.-.-.-. Z57.5) Agentes antineoplásicos (X49.-)  Benzeno (X46.5) (Quadro 3)  Radiações ionizantes (W88.-.-.-.72  Hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos na Indústria do Petróleo (X46.1) (Quadro 24) Anemia Hemolítica adquirida (D59. Z57.-Z.-. Z57.5) Campos eletromagnéticos (W90.-.5) (Quadro 3)  Radiações ionizantes (W88. Anemia hipoplástica SOE.1) (Quadro 24)  Óxido de etileno (X49. Z57.2) Anemia Aplástica não especificada.2) Anemia Aplástica devida a outros agentes externos (D61. Z57. Z57.

5) (Quadro 15) Substâncias asfixiantes: CO. Z57.-.5) (Quadro 13)  Brometo de Metila (X46.73 TRANSTORNOS MENTAIS E DO COMPORTAMENTO RELACIONADOS COM O TRABALHO (Grupo V da CID-10) DOENÇAS Demência em outras doenças específicas classificadas em outros locais (F02.5) (Quadro 19)  Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46.5) (Quadro 17)  Sulfeto de Carbono (X49. Z57.-.-. Z57. Z57. etc.4 e Z57.5) (Quadro 16)  Sulfeto de Carbono (X49.5) (Quadro 19)  Substâncias asfixiantes: CO. Tetracloroetileno. H2S. Z57.7) halogenados neurotóxicos (X46.5) (Quadro 3) . (seqüela) (X47.4 e Z57.5) (Quadro 8)  Tricloroetileno.-. Z57.-. etc. Z57. H2S. Z57.-. Tricloroetano e outros solventes orgânicos Transtorno Cognitivo Leve (F06.5) (Quadro 13)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49.-.5) (Quadro 15)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.-. Z57.-.8) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Manganês (X49. Z57.-. (seqüela) (X47. Z57.5) (Quadro 17) Outros transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física ( F06-7)  Chumbo ou seus compostos tóxicos (X49.-.

-.-.-.5) (Quadro 15)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.-.0) Outros transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença.5)(Quadro3)  Tricloroetileno. X49.8) .5) (Quadro 16)  Sulfeto de Carbono (X49. lesão e disfunção de personalidade ( F07.-. Tricloroetano e outros solventes orgânicos halogenados neurotóxicos (X46. Z57.5) (Quadro 13)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49. Z57.5) (Quadro 19)  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46. Z57.5)  Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46. Tetracloroetileno.4 e Z57.-. Z57.5) (Quadro 16)  Sulfeto de Carbono (X49. Z57.-.5) (Quadro 15)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.4 e Z57.-.5) (Quadro 13)  Brometo de Metila (X46. Z57.5) Transtornos mentais e comportamentais devidos  Problemas relacionados com o emprego e com o desemprego: Condições difíceis de Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença. Z57. Z57. Tricloroetano e outros solventes orgânicos halogenados neurotóxicos (X46. X49.5) (Quadro 13)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49. Z57.-. Z57.-.74  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.5) (Quadro 3)  Tricloroetileno. Tetracloroetileno.5) (Quadro 13)  Brometo de Metila (X46.-. Z57. Z57. Z57.5) (Quadro 19)  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.-.-.-.-. lesão ou disfunção cerebral(F07.-. Z57.-.4 e Z57.-.5) Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não especificado (F09-)  Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46. Z57. X49.-) Transtorno Orgânico de Personalidade (F07.

-) trabalho (Z56. Tetracloroetileno.6)  Circunstância relativa às condições de trabalho (Y96) Reações ao ―Stress‖ Grave e Transtornos de adaptação (F.5) (Quadro 13)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49.-. Z57.75 ao uso do álcool: Alcoolismo Crônico (Relacionado com o trabalho ) (F10.-.5) (Quadro 3) .-. ou após assalto no trabalho (Z56. Z57. X49.5) (Quadro 16)  Sulfeto de Carbono (X49.MINISTÉRIO DA SAÚDE .43) Estado de ―Stress‖ Pós-Traumático (F43.OPS DOENÇAS Neurastenia (Inclui ―Síndrome de Fadiga‖) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46.-.4 e Z57.5) (Quadro 13)  Brometo de Metila (X46. Z57. Z57. Tricloroetano e outros solventes orgânicos halogenados neurotóxicos (X46.5)  Outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho: reação após acidente do trabalho grave ou catastrófico. Z57. Z57.5)(Quadro 19)  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.1) DIAGNÓSTICO E MANEJO DAS DOENÇAS RELACIONADAS COM O TRABALHO MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA OS SERVIÇOS DE SAÚDE .5) (Quadro 3)  Tricloroetileno.5)  Circunstância relativa às condições de trabalho (Y96)  Tolueno e outros solventes aromáticos neurotóxicos (X46.-.4 e Z57. Z57.-.-.-.5) (Quadro 15)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.-. Z57.2) Episódios Depressivos ((F32.

-.5) (Quadro 13)  Brometo de Metila (X46.0). Tricloroetano e outros solventes orgânicos halogenados (X46 – Z57.2)  Problemas relacionados com o emprego e com o desemprego: Má adaptação à organização do horário de trabalho (Trabalho em Turnos ou Trabalho Noturno) (Z56.1).-.48. Z57.4 e Z57. Z57.4 e Z57.2). . Ameaça de perda de emprego (Z56. Tetracloroetileno.5) (Quadro 15)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.-): Desemprego (Z56.76 (F. Mudança de emprego (Z56. Ritmo de trabalho penoso (Z56.6)  Circunstância relativa às condições de trabalho (Y96) Outros transtornos neuróticos especificados (inclui ―Neurose Profissional) (F48.-.5) (Quadro 13)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49. Z57.5) Transtorno do Ciclo Vigília-Sono Devido a fatores Não Orgânicos (F51. Z57.5) (Quadro 19)  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.3). X49.-.-. Z57.5) (Quadro 16)  Sulfeto de Carbono (X49.-.8) Problemas relacionados com o emprego e com o desemprego (Z56.0)  Tricloroetileno.

Z57.2 ) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Manganês e seus compostos tóxicos (X49.5) (Quadro 13)  Mercúrio e seus compostos tóxicos (X49.6) Sensação de Estar Acabado (―Síndrome de Burn-Out ―Síndrome do Esgotamento Profissional ) (Z73.2) horário de trabalho (trabalho em turnos ou trabalho noturno (Z56.4 e Z57.5) (Quadro 16)  Outros solventes orgânicos neurotóxicos (X46.0) Ritmo de trabalho penoso (Z56.-.5) (Quadro 13)  Tetracloroetano (X46.77 Desacordo com patrão e colegas de trabalho (Condições difíceis de trabalho) (Z56.5) (Quadro 15)  Brometo de metila (X46.5)  Problemas relacionados com o emprego e com o desemprego: Má adaptação à organização do Outras formas especificadas de tremor (G25.Z57.5).4 e Z57.2) Distúrbios do Ciclo Vigília-Sono (G47.-. Z57.3) Outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho (Z56.-. Z57.-.-. Outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho (Z56. Z57.6) DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo VI da CID-10) DOENÇAS Parkisonismo Secundário devido a outros agentes externos (G21.6) .-. X49.

3) Outras Mono neuropatias dos Membros Superiores: Compressão do Nervo Supraescapular (G56.1) Síndrome do Canal de Guyon (G56.2) Lesão do Nervo Radial (G56.3)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.0) Outras Lesões do Nervo Mediano: Síndrome do Pronador Redondo (G56.) Síndrome do Túnel do Carpo (G56.78 Transtornos do plexo braquial (Síndrome da Saída do Tórax.8) .8) Mono neuropatias do membro inferior (G57. Síndrome do desfiladeiro) (G54.2) Lesão do Nervo Cubital (ulnar): Síndrome do Túnel Cubital (G56.8)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.) Lesão do Nervo Poplíteo Lateral (G57.0) Mono neuropatias dos Membros Superiores (G56.8)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.

Z57.5)(Quadro 6)  Gás Cloro (X47. ZX57. Z57.-.-.5)(Quadro 5)  Cádmio ou seus compostos (X49. fumaças e vapores (Bronquite Química Aguda) (J68. gases.2)  Berílio e seus compostos tóxicos (X49.-.0) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Exposição ocupacional a poeiras de ferro (Z57.5) (Quadro 15) DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo X da CID-10) DOENÇAS Siderose (J63. Z57.5) (Quadro 9)  Flúor ou seus compostos tóxicos (X47. Z57.-.5) (Quadro 11) .79 DOENÇAS DO OLHO E ANEXOS RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo VII da CID-10) DOENÇAS Inflamação Coriorretiniana (H30) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Manganês e seus compostos tóxicos (X49.-.5) (Quadro 4)  Bromo (X49.-.4) Bronquite e Pneumonite devida a produtos químicos. Z57.

Z57. Z57.-.-.-.5)(Quadro 5)  Cádmio ou seus compostos (X49.-.-. Z57.-.-. Z57.-.-. Z57. Z57.5) (Quadro 15)  Cianeto de hidrogênio (X47.5) (Quadro 9)  Flúor e seus compostos (X47.5)(Quadro 14)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49. Z57. Z57. Z57. vapores e substâncias químicas Bronquiolite Obliterante Crônica. Z57.-.-. Z57.-. Z57.5) (Quadro 6)  Gás Cloro (X47.-.5) (Quadro 13)  Iodo (X49.-.5) (Quadro 17) Afecções respiratórias crônicas devidas à inalação de gases.5) (Quadro 14)  Manganês e seus compostos tóxicos (X49.5) (Quadro 1)  Berílio e seus compostos (X49.5)(Quadro 17)  Ácido Sulfídrico (Sulfeto de hidrogênio) (X47. Z57. Z57.-. Enfisema Crônico Difuso Fribose Pulmonar Crônica (J68. Z57.5) (Quadro 11)  Solventes halogenados irritantes respiratórios (X46.5) (Quadro 15)  Cianeto de hidrogênio (X47.-. fumos.5) (Quadro 4)  Bromo (X49. Z57.5)  Amônia (X49.5) .4)  Arsênico e seus compostos arsenicais (X49.5) (Quadro 13)  Iodo (X49.4 e Z57.5) (Quadro 17)  Carbetos de metais duros (X49. Z57.80  Solventes halogenados irritantes respiratórios (X46.-.

81  Anidrido sulfuroso (X49. Z57.5) (Quadro 3) Hidrocarbonetos aromáticos ou alifáticos ou seus derivados halogenados tóxicos (Z57.6)  Exposição ocupacional a agentes químicos.2) Urticária de Contato (L50. Z57.5) (Quadro 27) Outras Alterações Agudas da Pele devidas a radiação Ultravioleta (L56-) Dermatite por Fotocontato (Dermatite de Berloque) (L56.4 e Z57.5) DOENÇAS DA PELE E DO TECIDO SUBCUTÂNEO RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo XII da CID-10) DOENÇAS Dermatite de Contato por Irritantes devida a solAGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Benzeno (X46. Ésteres. Z57.1) (Quadro 27) (Quadro 13) .5)  Selênio e seus compostos (X49.-.3) Outras Alterações Agudas Especificadas da pele  Radiação Ultravioleta (W89.-. Glicol.5) ventes: Cetonas. Z57. Ciclohexano. compostos do cloro.2) Urticária Solar (L56.-.-. hidrocarbonetos (L24. físicos e biológicos que afetam a pele (X49. Z57. Z57.5)  Acrilatos (X49.-.-.

"pele de marinheiro" (L57.5) Síndrome Cervicobraquial (M53.9) Alterações da Pele devidas a Exposição crônica a radiação Não Ionizante (L57.-.Ceratose Actínica(L57. sem outra especificação(L56.1) (Quadro 27) DOENÇAS DO SISTEMA OSTEOMUSCULAR E DO TECIDO CONJUNTIVO.-).1) AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.8)  Vibrações localizadas (W43. ―Pele de fazendeiro".8)  Vibrações localizadas (W43.-. Z57.7) (Quadro 22)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57. Z57. Outras Alterações: Dermatite Solar.-) Outros transtornos articulares não classificados em outra parte: Dor Articular (M25. X32.8) Radiações não-ionizantes (W89.9).-.-) .8) Dorsalgia (M54.8)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.-.8) Outras Alterações Agudas da Pele devidas a radiação Ultravioleta.7) (Quadro 22)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57. Z57. RELACIONADAS COM O TRABALHO (Grupo XIII da CID-10) DOENÇAS Outras Artroses (M19.82 devidas a Radiação Ultravioleta(L56.

não especificadas (M65.5)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57. de origem ocupacional (M70.3)  Condições difíceis de trabalho (Z56.8) Sinovites e Tenossinovites.-.3)  Condições difíceis de trabalho (Z56.0) Bursite da Mão (M70.2) .3) Lumbago com Ciática (M54. Z57.7) (Quadro 22)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.2) Ciática (M54.3)  Condições difíceis de trabalho (Z56.-) Dedo em Gatilho (M65.1) Bursite do Olécrano (M70.8)  Ritmo de trabalho penoso (Z56.9) Fibromatose da Fascia Palmar: ―Contratura ou Moléstia de Dupuytren‖ (M72.5) Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso. excessivo e a pressão.8)  Vibrações localizadas (W43.5)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.8)  Ritmo de trabalho penoso (Z56.0)  Ritmo de trabalho penoso (Z56.83 Cervicalgia (M54.3) Tenossinovite do Estilóide Radial (De Quervain)(M65.-) Sinovite Crepitante Crônica da mão e do punho (M70.4) Outras Sinovites e Tenossinovites (M65.4) Sinovites e Tenossinovites (M65.

8) Transtorno não especificado dos tecidos moles.1) Tendinite Bicipital (M75. Periartrite do Ombro) (M75.3) Bursite do Ombro (M75.84 Outras Bursites do Cotovelo (M70.3) Outras Bursites Pré-rotulianas (M70.9) Fibromatose da Fascia Palmar: ―Contratura ou moléstia de Dupuytren‖ (M72.8)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57. Z57.8)  Vibrações localizadas (W43.8)  Ritmo de trabalho penoso (Z56)  Vibrações localizadas (W43.7) (Quadro 22) .7) (Quadro 22) Lesões do Ombro (M75.-.-) Capsulite Adesiva do Ombro (Ombro Congelado.0)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.5) Outros transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso excessivo e pressão (M70.excessivo e a pressão (M70. relacionados com o uso.0) Síndrome do Manguito Rotatório ou Síndrome do Supraespinhoso (M75.5) Outras Lesões do Ombro (M75.4) Outras Bursites do Joelho (M70. Z57.2) Tendinite Calcificante do Ombro (M75.-.

-.8)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.1) Outras Osteonecroses secundárias (M87.-)  Vibrações localizadas (W43.1) e outras osteo Condro-patias especificadas (M93.7) (Quadro 22) Outras entesopatias (M77. Z57.1) (Quadro 24)  Vibrações localizadas (W43. não especificadas (M75.7) (Quadro 22) . Z57.7) (Quadro 22) Osteonecrose devida a drogas (M87. Z57.8)  Vibrações localizadas (W43. Z57.0) Epicondilite lateral (―Cotovelo de Tenista‖) Mialgia (M79.-.-.7) (Quadro 22) Osteonecrose (M87.-.8)  Vibrações localizadas (W43.-.1) Outros transtornos especificados dos tecidos moles (M79.5) (Quadro 12 )  Radiações ionizantes (Z57. Z57.9)  Posições forçadas e gestos repetitivos (Z57.3) Doença de Kienböck do Adulto (Osteocondrose do adulto do Semilunar do Carpo (M93.8) Fonte: Portaria Federal 1339/GM  Fósforo e compostos (Sesquissulfeto de Fósforo) (X49.-) Epicondilite Medial (M77.85 Lesões do Ombro.

ANÁLISE QUALITATIVA DOS RISCOS AMBIENTAIS POR GRUPO HOMOGÊNEO DE EXPOSIÇÃO Equipe : Setor de Trabalho: Funções: Descrição da atividade: Medidas de Prevenção e Controle Existentes EPI EPC Agentes Número de empregados Risco expostos Gradação Fonte Geradora Efeito a Exposição Saúde Físico Químico Biológico Fonte: AIHA – AMERICAN INDUSTRIAL HYGIENE ASSOCIATION Gradação Efeitos à Categoria Categoria Gradação Qualitativa de Exposição Saúde 0 1 2 3 Efeitos reversíveis e pequenos Efeitos reversíveis à saúde. preocupante Ameaça à vida. preocupante Efeitos irreversíveis à saúde.86 ANEXO B . preocupante Efeitos severos à saúde. lesão incapacitante ocupacional Fonte: José Canterucci 0 1 2 3 Nenhum contato com o agente ou desprezível Contatos esporádicos com o agente Contato freqüente c/ o agente à baixa concentração Contato freqüente c/ o agente às altas concentrações Contato freqüente à altíssima concentração 4 4 .