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TEORIA DO CAMPO CRISTALINO

Explica o comportamento magnético, a estabilidade, a estereoquímica e os espectros de complexos, que são estruturas que apresentam como átomo central um elemento de transição (elemento do grupo “d”). Como fornece resultados práticos razoáveis, a teoria é útil na explicação da existência de diversas estruturas. Pela TCC, a única interação existente entre o átomo central e os ligantes é de natureza eletrostática. Os ligantes, segundo a teoria, são cargas ou dipolos pontuais. Esta afirmação contradiz com a realidade já que os ligantes apresentam tamanhos diferentes em relação ao átomo central. Como considera a interação de forma eletrostática entre o átomo central e os ligantes, isso faz com que haja a remoção parcial da degeneração dos cinco orbitais “d” do íon metálico. É importante saber as formas e orientações dos orbitais “d”. Como dX2- Y2 e dZ2 são orbitais que se encontram sobre os eixos e dXY, dXZ e dYZ são orbitais que se encontram entre os eixos, é possível perceber que as interações com os ligantes serão diferentes. Portanto, a degenerescência dos cinco orbitais “d” são parcialmente removidas, pois os orbitais dX2-Y2 e dZ2 irão apresentar maior interação com os ligantes por estarem sobre os eixos do que os orbitais dXY, dXZ e dYZ, que irão apresentar menor interação com os ligantes pois se encontram entre os eixos. A TCC é um modelo eletrostático que considera o efeito do campo elétrico devido à carga eletrônica dos ligantes, nas energias dos elétrons dos vários orbitais d do Íon metálico. As funções de distribuição radial de carga dos or¬bitais d ilus¬tram, para cada orbital d, a região do espaço ocupada por um elétron no da¬do orbital. Estas representações mostram que os orbitais dX2-Y2 e dZ2 têm seus lobos orientados segundo os eixos cartesianos, enquanto os lobos dos orbi¬tais dXY, dXZ e dYZ se encontram orientados entre os eixos. Os orbitais dXY, dXZ e dYZ são chamados de t2g (triplamente degenerados) e os orbitais dX2- Y2 e dZ2 são chamados de eg (duplamente degenerados). O símbolo “g” vem da palavra em alemão gerade que significa par e representa a análise da paridade. Paridade é a análise da simetria da molécula partindo de uma operação de simetria que usa um elemento de simetria. No caso em específico, o “g” é o estudo do comportamento da simetria da molécula sob a operação de simetria denominada de inversão (i). Por exemplo: “inversão” (que é chamado de operação de simetria) que só é possível partindo de um “centro de simetria” (que é chamado de elemento de simetria). Representação dos orbitais pela intensidade do sombreamento.

os espectros são mais complexos e a obtenção dos valores de 10Dq se tornam mais difíceis. O∆ desdobramento do campo cristalino e o valor é dado por 10Dq ou é a simbologia usada para a medida da força do campo. geralmente na região do visível e cada complexo apresenta um . Para demais configurações como por exemplo d2. A diferença de energia entre orbitais do tipo eg e t2g é chamado de . Os∆ termo 10Dq ou de uma estrutura complexa é obtido∆ possíveis valores de 10Dq ou empiricamente utilizando a técnica denominada de espectroscopia de absorção. . d3 ou mais. Veja exemplo no Quadro-1 abaixo.Representação dos orbitais pela superfície de contorno.∆ valor diferente para 10Dq ou É fácil obter o valor de 10Dq para metais que apresentam configuração d1 pois o espectro de absorção é simples (geralmente apenas uma banda).

Número de oxidação do íon central 3º . favorecendo a formação de complexos de spin baixo.Simetria do campo: depende do número de ligantes e do arranjo dos mesmos ao redor do íon central. Por exemplo: íons que apresentam nox = +3 a maioria já apresenta estrutura de spin baixo. energias estas que ocorrem quando os ligantes estão presentes no complexo. Isso fará com que favoreça a formação de uma estrutura de campo forte (spin baixo). maior será a força de atração exercida sobre os ligantes. 4º.Natureza do ligante: depende da série espectroquímica. A série foi proposta por Tsuschida.Período do metal 4º Natureza do ligante 1º. . é possível observar que o valor de 10Dq(octa) é quase duas vezes maior que o valor de 10Dq(tetra). aumentando assim a interação metal-ligante e favorecendo um valor alto de 10Dq. Se compararmos campos octaédricos com campos tetraédricos que sejam formados a partir do mesmo íon central e mesmos ligantes.Número de oxidação do íon central: quanto maior o número de oxidação do íon central. 2º.Período do metal: quanto maior for o período em que se encontra o metal maior é o valor de 10Dq. 3º. Quatro fatores influenciam no valor de 10Dq: 1º . que propôs que os ligantes poderiam ser arranjados em uma série onde os membros estão organizados em ordem crescente de energia das transições.Quadro-1: energia de estabilização do campo cristalino para alguns compostos. Geralmente um maior número de ligantes favorecem uma estrutura de campo forte (spin baixo).Simetria do campo 2º .