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Material de Apoio

Curso PREPARATÓRIO PARA ORDEM

Modelo de Questão

PRÁTICA PENAL
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configurando-se na ação penal exclusivamente privada.(OAB/SP 132º) O que é a reforma in pejus indireta? Gabarito: A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa. desde que aceito pelo querelado. em face de um ato do querelante para com o querelado. para extinguir a punibilidade. do Código Penal. denotando incompatibilidade e continuar o processo-crime. inciso V. 2. porquanto o perdão é sempre bilateral. notamos claramente que o perdão judicial é aquele concedido pelo juiz por razões de política criminal e o perdão tácito é concedido pelo ofendido por conveniência deste. destacando que o artigo 120 do Código Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do perdão judicial ao afirmar que “a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência”. ser aceito por parte do querelado. havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culposas expressas em lei. Já o perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu Página 2 . quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. devendo o perdão tácito. vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado. não pode ser prolatada nova decisão mais gravosa do que a anulada. existindo apenas quando já recebida a queixa-crime por parte do juiz. Assim.Material de Apoio Curso PREPARATÓRIO PARA ORDEM MODELO DE QUESTÃO: 1. não devendo ser confundida com a renúncia tácita que ocorre sempre antes de iniciar o processo. (OAB/SP 132º) Qual a diferença entre perdão judicial e perdão tácito? Gabarito: Perdão judicial constitui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de medida de Política Criminal.

Considerando a situação hipotética apresentada. Em princípio poderíamos pensar no crime descrito no artigo 122 do Código Penal. Página 3 . trata-se de crime material. em crise de depressão. (CESPE UnB 2007. a conduta de Sílvia. configura-se elemento do delito. qual seja instigação ao suicídio. conforme previsto no parágrafo único do artigo em comento. de forma fundamentada. visto que a lei condiciona a imposição da pena a determinado acontecimento. Desta forma verificamos que ausente as lesões corporais de natureza grave. há grande controvérsia na doutrina sobre a natureza jurídica destes. mas não conseguiu lograr seu intento. Exemplo: O réu condenado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sentença. Já para Damásio Evangelista de Jesus. não podendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a situação do réu. Gabarito: A conduta de Silvia é manifestamente atípica. Para Nelson Hungria trata-se de condição de punibilidade da participação em suicídio. que em decorrência da necessidade de morte e lesões corporais graves para a consumação do delito. visto esta ser o próprio dolo do agente. que se consuma apenas e tão somente com a produção do resultado morte ou lesões corporais de natureza grave. se ocorrer lesões corporais de natureza leve ou a vítima não sofrer nenhuma lesão o fato não será punível. Entretanto. 3.Material de Apoio Curso PREPARATÓRIO PARA ORDEM que exclusivamente apelou. a pena de dois anos. decidiu suicidar-se. no que foi instigada por Sílvia. Insta salientar. no máximo. atirouse do segundo andar de um edifício. A nova decisão poderá impor-lhe. Assim.1) Lucélia. tendo sofrido apenas lesões corporais leves. pois do contrario o réu estaria sendo prejudicado indiretamente pelo seu recurso. redija um texto dissertativo que tipifique. Dessa forma. a conduta de Silvia é manifestamente atípica.