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UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA

UFT - UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CIÊNCIAS CONTÁBEIS

CONTABILIDADE AVANÇADA

CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Profa. Franciele Wrubel

Palmas - TO 2011

UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA

LISTA DE QUADROS Quadro 1: Modelo de papel de trabalho - combinado ...............................................11 Quadro 2: Modelo de papel de trabalho – eliminações .............................................11 Quadro 3: Exemplo de eliminação de investimentos.................................................13 Quadro 4: Exemplo de eliminação de contas correntes ............................................14 Quadro 5: Exemplo de eliminação de clientes/fornecedores ....................................14 Quadro 6: Exemplo de eliminação de comissões entre companhias ........................15 Quadro 7: Exemplo de eliminação de lucros – sem saldos nos estoques.................15 Quadro 8: Exemplo de eliminação de lucros – com saldos nos estoques.................16 Quadro 9: Composição acionária das empresas do exemplo ...................................23 Quadro 10: Eliminação no exemplo de venda entre companhias .............................25 Quadro 11: Conciliação no exemplo do lucro acumulado consolidado .....................25 Quadro 12: Conciliação na exemplo da participação de minoritários........................25 Quadro 13: Exemplo de Balanço Patrimonial............................................................26 Quadro 14: Exemplo de Demonstração de Resultado ..............................................27

................10 Lucros nos Estoques ............... Consolidadas.......7 2......................................................................................................18 2......................................................22 2..............16 2............................................................................1 Contextualização.............................3 Objetivos da Consolidação.................................................................18 Exemplificação das Demonstrações Consolidadas ................................22 2........15 Publicação e Notas Explicativas às Demonstrações Cont.......................................7 Diferença Entre as Datas de Encerramento do Exercício .......12 Diferenças Entre o Lucro no Método da Equivalência Patrimonial e o Lucro Consolidado ...........8 2..................................................................17 Críticas à Consolidação........................11....................................................1 Classificação e estrutura......................................29 ...................................................14 Provisão para Perdas .........................................................................................4 Empresas Que Devem Ser Consolidadas ......................................UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA SUMÁRIO 1 2 INTRODUÇÃO .......................................................................12 2.......................16 Participação Minoritária ...10 2............................5 Normas de Consolidação .....................20 2.................15 2................................................................................................................................8 Técnicas de Consolidação ...............................................................11 Ágio e Compra Vantajosa....................................................17 2.........................5 CONSOLIDAÇÃO ............................................................................................1 Conceituação de Consolidação........................................................6 1....6 Papéis de Trabalho ......................17 2......................21 2....................23 3 CONCLUSÃO .....10 2......................2 A Consolidação e o Princípio da Entidade ....................................5 2.......................................................9 2.........28 REFERÊNCIAS........................................12 2.............13 Impostos na Consolidação ..............................................................................................................................9 Eliminações na Consolidação ....................................................................12 2....................................6 2.

.240/09.404/76) que estabeleceu então. 1. SCHMIDT. com os estudos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. 2003). De acordo com a Norma Internacional de Contabilidade (NIC) nº 27 as demonstrações financeiras consolidadas conseguem contemplar a sociedade controladora e suas empresas controladas como se fosse apenas uma entidade contábil. ou Resolução CFC Nº. FERNANDES. E com a criação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que conta com poderes delegados pela legislação societária para regulamentar o assunto no que diz respeito às companhias de capital aberto foi elaborada a Instrução Normativa 247/96 onde constam as principais regras de consolidação. Já. . em 27 de novembro foi emitido o CPC 36. aos procedimentos e aos registros de ajuste pertinentes (SANTOS.1 Contextualização A consolidação das demonstrações financeiras foi uma importante inovação introduzida pela Lei das sociedades anônimas (6. normas em relação à obrigatoriedade.UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA 1 INTRODUÇÃO 1. Singularmente a elaboração da Consolidação tem como objetivo retirar as contas que se duplicam entre as sociedades controladoras e suas controladas.

é dentro dessa visão que as demonstrações contábeis precisam ser analisadas e isto se torna possível de forem demonstrações contábeis consolidadas (IUDÍCIBUS et al. empréstimos. os negócios foram se diversificando e a os investidores passaram a cobrar por qualidade e transparência de informações fornecidas pelas companhias. Accounting theory 2 ed. USA: John Wiley & Sons. A quem deve ser divulgada a informação?” “2. que é a demonstração consolidada. estabelecidas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. Entre estes conglomerados ou grupo de empresas pode acontecer o intercâmbio de transações de natureza diversas como compras. os acionistas. Portanto.1 Conceituação de Consolidação Deve-se lembrar que as diversas empresas de um mesmo grupo formam um conjunto de atividades econômicas que. aborda-se a seguir a sua conceituação. Desta forma. atualmente existe uma constante necessidade de demonstrações que reflitam a realidade das companhias e posição financeira dessas com relação ao mercado diversificado atual. na história dos negócios é comum observar os investidores buscarem novas alternativas para aplicar seus ganhos e realizar uma diversificação de seus rendimentos para minimizar os riscos aos quais seus empreendimentos estavam expostos. Segundo KAM1 (1990. 53): A justificativa para a consolidação é que os relatórios são mais significativos e a matriz e suas subsidiárias são vistas como uma única entidade. p. as demonstrações contábeis consolidadas resultam da agregação das demonstrações contábeis. Assim. Essa diversificação pode requerer como conseqüência o desmembramento do núcleo inicial – a empresa matriz – em várias outras. Esta seria a Consolidação (TEIXEIRA.UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA 2 CONSOLIDAÇÃO Com o aumento da competitividade. vendas. uma divulgação apropriada de dados financeiros e outras informações relevantes. Vernon. é preciso responder três perguntas fundamentais: “1. Iniciando um aprofundamento sobre essa importante ferramenta de controle e análise. são complementares uma das outras. Para que se consiga divulgação apropriada. 391) apud Teixeira (1999. 1 KAM. 2010). Segundo os mesmos autores. adiantamentos. Assim. E para atender os interessados é importante a existência de uma demonstração financeira que proporcione esta visão do conjunto. exigindo assim. 1999). 1999). Ainda que as subsidiárias sejam empresas separadas legalmente. É uma questão de substância econômica sobre a forma legal. p. 1999). outros investidores e credores representam o grupo fundamental para o qual se faz divulgação financeira. que com o tempo poderão também se multiplicar.. o fato é que a matriz exerce o controle sobre elas. 1990. Um dos principais objetivos da demonstração financeira é fornecer informações para a tomada de decisões. . surgindo assim uma proliferação de grupos empresariais (TEIXEIRA. Qual é a finalidade da informação?” “3. muitas vezes. 2. Quanta informação deve ser divulgada?” (Hendriksen e Van Breda.

tendo como objetivo social a administração. que será abordada. 2.404/76. de um grupo de empresas. a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. o art. define controlada como “a sociedade na qual a controladora. diretamente ou através de outras controladas. objeto de estudo.2 A Consolidação e o Princípio da Entidade Ao tratar da consolidação que permite através de uma demonstração. 116 da mesma lei. a lei 6. Essa relação é detalhada na seqüência. Por sua vez. A sociedade controladora pode ser denominada como holding. ou sob controle comum. que: a) É titular de direitos de sócio que lhe assegurem. 243. independentemente de pertencer a uma pessoa. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores”. ou seja. Para melhor compreender as demonstrações consolidadas torna-se importante uma breve abordagem sobre controles ou comandos entre as organizações. trata-se dessa através de uma relação que existe entre a mesma e o princípio da entidade. um conjunto de . 4º da Resolução CFC n° 750/93 descreve o seguinte: O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. existe a necessidade de comentar sobre o princípio da entidade. ou o grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto. Por esse motivo. das quais uma tem o controle direto ou indireto sobre a(s) outra(s). é titular de direitos de sócios que lhe assegure. de modo permanente. de modo permanente. Dessa forma. a seguir. por outro lado a entidade comandada é denominada de "controlada". pois a dimensão administrativa e econômica do grupo de entidades sob controle único passa a ser evidenciada como constituindo uma única unidade de natureza econômico contábil e as demonstrações contábeis consolidadas são as peças de grande valor para determinado usuários das informações contábeis. Após conceituar as demonstrações consolidadas.7 de duas ou mais entidades. Para contribuir com essa afirmação Neves e Viceconti (2004) mencionam que: o princípio da entidade respalda a consolidação. participação e empreendimentos. representa a concentração do poder decisório de várias empresas nas mãos de uma que detém o controle acionário das demais. art. pois esse possui uma ligação com a mesma. denomina-se "controladora" a entidade que direta ou indiretamente exerce comando sobre outra entidade. O art. a maioria dos votos nas deliberações da assembleia geral e o poder de eleger a maioria dos administradores da companhia. a visão de várias empresas. b) Usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos órgãos da companhia. ou seja. define controlador a pessoa (física ou jurídica). a qual é conceituada por Neves e Viceconti (2004) como sendo a sociedade que controla outra mediante participação substancial no seu capital social. já que possibilitam uma visão econômica integrada das atividades do grupo.

Kam (1990) apud Santos. 2008). na elaboração e análise das demonstrações consolidadas. não pode então existir formação de um novo patrimônio. o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. os resultados das operações e a posição financeira da sociedade controladora e de sua(s) controlada(s). nesta acepção. Também as Normas Internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). mas numa unidade de natureza econômicocontábil. nota-se a importância de existir uma base conceitual sobre os princípios contábeis. Confirmando SANTOS e SCHMIDT (2002) apresentam que a consolidação das demonstrações objetiva avaliar a posição financeira e os resultados globais de determinada concentração de empresas. principalmente sobre o princípio da entidade. com ou sem fins lucrativos. . assim. Fernandes (2003) argumenta que os críticos da teoria da entidade declaram que a entidade combinada não existe. as empresas continuam com seus patrimônios sem que eles se fundam. como se todas fossem uma única. De acordo com a Resolução do CFC 774/94. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. § único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE. no caso de sociedade ou instituição. Por conseqüência. Porém. Isso permite uma visão abrangente e melhor compreensão do que vários balanços isolados da cada empresa (IUDÍCIBUS. e norte-americanas. Schmidt. isto acontece com as empresas de um mesmo grupo. apenas os valores apurados em função das operações efetuadas com terceiros alheios ao grupo. MARTINS. entidades cujas demonstrações financeiras são consolidadas “mantêm sua autonomia patrimonial. 2. Nesse contexto. mas a recíproca não é verdadeira. Neste caso. pois seus patrimônios permanecem em sua propriedade”. citando que se não ocorre a transferência de propriedade. corrobora-se que o patrimônio da empresa não se confunde com o patrimônio particular dos sócios ou acionistas. obtendo-se. segundo os mesmos autores a análise individual das demonstrações financeiras das empresas de um grupo faz perder a visão do conjunto. a ligação entre o princípio da entidade e a consolidação pode ser tratada ao mencionar que. pois apesar das demonstrações contábeis estarem consolidadas em uma só. entendem estas demonstrações são mais úteis para os usuários externos que as individuais. As transações realizadas entre empresas de um mesmo grupo econômico têm a necessidade de ser eliminadas das demonstrações consolidadas. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE. Santos. Schmidt e Fernandes (2003) complementam. como se fosse uma única empresa. já que as demonstrações financeiras analisadas individualmente fazem com que não se possua uma visão do conjunto. GELBCKE. Com essa explanação.3 Objetivos da Consolidação O objetivo da consolidação é apresentar aos interessados nas demonstrações contábeis.8 pessoas. pois a existência jurídica de uma entidade depende fundamentalmente da propriedade. é uma companhia irreal. emitidas pelo Financial Accounting Standards Board (FASB).

. o que independe do percentual que tais investimentos representem de seu patrimônio líquido (SANTOS. A Instrução Normativa CVM nº 247/96. SCHMIDT. 2. as controladas mantidas para venda devem integrar as demonstrações consolidadas de acordo com as exigências do CPC 31. Lembrando que. estão obrigadas à publicação das demonstrações. SCHMIDT. que eliminou o percentual de relevância para a consolidação das controladas (SANTOS. Também é relevante destacar que a sociedade controlada não precisa ser sociedade anônima para que se consolide a demonstração contábil. conforme tratado no item 10 do mesmo CPC. todas as companhias por ações. 647): a) Companhias abertas. que tem poderes para tanto pelo parágrafo único desse mesmo artigo). 2006). 2002). entidades sob controle conjunto e empresas associadas nas demonstrações financeiras da sociedade investidora. SCHMIDT. é obrigatória para (IUDÍCIBUS et al. Pelo disposto no item 12 do CPC 36. (art. tal como no caso de uma empresa limitada). A consolidação. podendo-se revestir de qualquer outro tipo societário. inclusive sociedades por quotas de responsabilidade limitada (SANTOS. de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. conhecida como controladora ou dominante. 2002). 249) (o texto original abrangia apenas as que tivessem investimentos em controladas representando pelo menos 30% do patrimônio líquido da controladora. mesmo as fechadas. inclusive aquelas cuja participação estiver classificada com mantida para venda conforme os critérios do CPC 31 – Ativo Não Corrente Mantido para Venda e Operação Descontinuada. b) Grupos de sociedades formalmente constituídos na forma do Capítulo XXI da Lei 6. exceto pouquíssimos casos. independentemente de serem ou não companhias abertas (aplicando-se a consolidação mesmo que a sociedade de comando não seja uma sociedade por ações. as demonstrações contábeis consolidadas devem incluir todas as controladas. objetiva fixar as regras para tratamento contábil de investimentos em subsidiárias. Todavia. Ainda. 2010. O mesmo autor enfatiza que todas as empresas do grupo devem utilizar as mesmas políticas contábeis.4 Empresas Que Devem Ser Consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas devem incluir todas as subsidiárias. mas esse percentual foi eliminado pela CVM. . 2002).404/76. não existindo restrições em função de controle temporário ou porque a subsidiária opera sob severas restrições para transferências de recursos (ALMEIDA. conforme apresentado pela NIC 27 uma subsidiária é uma empresa controlada por outra unidade. Com a emissão do CPC 36. Toda a companhia aberta que possui controladas deve consolidar suas demonstrações financeiras. p.9 Segundo NIC 27 (Demonstrações financeiras consolidadas e contabilização de investimentos em subsidiárias – revisada em 2003) estabelecer os requisitos para preparação e para apresentação de demonstrações financeiras consolidadas para grupo de sociedades que estão sob um mesmo controle é o seu principal objetivo.

e (f) Notas Explicativas. Com o auxílio do papel de trabalho no momento em que for realizada a consolidação.5 Normas de Consolidação Segundo Almeida (2010. deverá ser mantida no ativo não circulante. III – as parcelas dos resultados do exercício. que estabelece: Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas: I . Outra maneira de auxiliar este trabalho seria a criação. demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo.404/76. § 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada. tais como: a) usando-se papéis de trabalho manualmente elaborados ou processados eletronicamente. chegando-se aos saldos consolidados por conta. que não for absorvida na consolidação. as demonstrações financeiras consolidadas compreendem: (a) balanço patrimonial. conseguem auxiliar. 2. e será objeto de nota explicativa. no art. no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício. b) usando-se fichas de razão extra-contábeis para consolidação. cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia. o mesmo tornará de forma mais facilitada a realização desta tarefa. respectivamente. com dedução da provisão adequada para perdas já comprovadas. As normas de consolidação estão descritas na Lei 6. II . Isso dependeria da necessidade de cada empresa. em que se lançam os saldos de cada empresa a ser consolidada e depois se registram todos os lançamentos de eliminação de consolidação. Para seguir as normas de consolidação e executar um trabalho com maior facilidade e organização pode-se disser que os papéis de trabalho. (c) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.10 2. atualizada. 56).as participações de uma sociedade em outra. de negócios entre as sociedades. por empresas que consolidam balanços. § 3º O valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela destacada dos resultados de exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho efetivo. de contas específicas de operações com empresas ligadas ou controladas. que serão tratados a seguir.6 Papéis de Trabalho Conforme Iudícibus. com observância das normas desta Lei. § 4º Para fins deste artigo.os saldos de quaisquer contas entre as sociedades. § 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício será destacada. (e) Demonstração do Valor Adicionado. (b) Demonstração do Resultado do Exercício. ainda não realizados. as sociedades controladas. as demonstrações financeiras consolidadas podem ser feitas de diversas formas. 250. dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados. . Martins e Gelbcke (2008). (d) Demonstração dos Fluxos de Caixa. elaborarão. p.

. .690) (23. faz-se as eliminações e elabora-se a demonstração consolidada. são tratadas a seguir.750 (55.250) 93.350.713) 286.503) 10.11 De acordo com Iudícibus. Quadro 2: Modelo de papel de trabalho – eliminações Outras particularidades que não podem ser esquecidas quanto às demonstrações consolidadas. exemplificam-se as eliminações.200 Desp.280) (8.000 Rec.503) 12.064. Eliminações Vendas Líquidas Custo das Vendas Lucro Bruto Combinado 1. . Financeiras Rec. . Admin. Quadro 1: Modelo de papel de trabalho .017 D 180.501 .017 (168. Financeiras 12. .000 189. ou seja. a forma mais utilizada para consolidação das demonstrações contábeis é a utilização dos papéis de trabalho.761 2.730 (510.761 .000 .064.730 (893. .713) 286. e Com.761 .608 (31. (169.071) 137. Financeiras . .000 C 180.940) 3.combinado Neste momento e através do Quadro 2. Desp. se exemplificam as combinações das demonstrações.000 (223.000 (331.392) 54.713) 277.760) (48. Desp. . no Quadro 1. .000 9. . Alemanha 425. . .170.626) 6. será apresentado um modelo para consolidação de DRE.730 (1. . sendo que primeiramente.730 (1.460 . .000 Consolidado 1. Martins e Gelbcke (2008).350. Combinado 1.017 (169.659 (82. Itália 278. . Admin. Financeiras (48.503) 2. .790) (15. . Sendo assim. . . e Com. o qual pode ser adaptado para consolidar o Balanço Patrimonial.800 . .937) 2. . . Seguem abaixo ilustrados os seguintes modelos de Papéis de Trabalho. 647.000 180. .560) (46. Empresas Brasil Vendas Líquidas Custo das Vendas Lucro Bruto Desp.760) 1. .

elaborarão.9 Eliminações na Consolidação De acordo com Santos e Schmidt (2002) a consolidação. Essas eliminações também podem ser chamadas de ajustes.12 2. MARTINS. GELBCKE. deve-se verificar o exposto no artigo 250. contudo. Conforme este artigo. como se as sociedades fossem uma única empresa. 2008). além da eliminação dos saldos existentes ou transações realizadas entre as empresas de um mesmo grupo econômico. Martins e Gelbcke (2008) mencionam que o art. Na seqüência deste estudo estar-se-á apresentando as eliminações que são necessárias para a realização da consolidação. 10 também menciona a defasagem do exercício.. não é obtida simplesmente pela soma dos saldos das contas das empresas consolidadas. Entretanto. Há necessidade de eliminar as operações realizadas entre as empresas do mesmo grupo. com observância das normas desta Lei. parágrafo 4º da Lei 6.. essa diferença não justifica a não-consolidação.8 Técnicas de Consolidação Segundo Santos e Schmidt (2002) a técnica de consolidação das demonstrações contábeis consiste na soma dos saldos das contas. ao determinar a observação do art.] as sociedades controladas. Ainda. 24 da Instrução Normativa 247 da CVM.7 Diferença Entre as Datas de Encerramento do Exercício Em alguns casos pode ocorrer da controladora encerrar seu balanço em data diferente de uma ou mais de suas controladas. Logicamente. conforme o mesmo autor pode ser feita de diversas formas. c) A evolução do patrimônio líquido consolidado. cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia. Iudícibus. as demonstrações contábeis das controladas devem ser elaboradas na mesma data de encerramento do exercício social da controladora.404/76. que determina: [. b) A consolidação do resultado do exercício. . com o objetivo de produzir demonstrações financeiras. sendo que a mais freqüente é a utilização de papéis de trabalho elaborados manualmente. a NIC 27 determina que a defasagem das datas ou fechamento das demonstrações financeiras das subsidiárias não podem ter diferença superior a três meses em relação à data de fechamento das demonstrações financeiras da sociedade controlada. ou por meio de processamento de dados para demonstrar: a) A consolidação do ativo e do passivo. Já. 2. admite-se uma defasagem da data de encerramento do exercício social entre a controladora e as controladas de até sessenta dias. 2. demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo. a qual mais restritiva. pois a controlada pode preparar suas demonstrações contábeis para fins de consolidação em períodos coincidentes com o da controladora (IUDÍCIBUS. Em casos em que a diferença não seja grande.

SCHMIDT. uma vez que o mesmo representa (em linhas gerais) o lucro ou prejuízo obtido pela controlada que já estão inclusos na demonstração do resultado consolidada. As principais eliminações estarão sendo explicadas e exemplificadas: 1.00 sendo que até o final dezembro de 200X (data do balanço) a empresa B não operou. possuindo 100% do seu capital. Devem-se eliminar os investimentos na consolidação. R$ 5. A eliminação deverá ser a do saldo a receber em uma empresa em contrapartida. Eliminação de investimentos No método da equivalência patrimonial existe na controladora um valor registrado na conta de investimento proporcional ao patrimônio líquido da controlada. da controladora. .000. a eliminação deverá ser do valor referente à equivalência patrimonial. Isso se encontra ilustrado no Quadro 3. a empresa A (controladora) constituiu a empresa B (controlada) em 200X. Exemplo: Conforme observado no Quadro 4. no ato de constituição. à medida que foram somadas as receitas e despesas das empresas que estão sendo consolidadas. simultaneamente. será feita contra as diversas contas que compõem o patrimônio líquido da controlada pelos valores proporcionais à participação da controladora na controlada. SCHMIDT. Então. 2002). saldos a pagar na outra. 2002).00 Crédito 5.13 d) O resumo dos lançamentos e eliminações.00 Quadro 3: Exemplo de eliminação de investimentos 2. Eliminação de contas correntes Sobre esta eliminação os autores Santos e Schmidt (2002) abordam que à medida que surgem operações de empréstimo em numerário a prazo da controladora para a controlada. deve-se excluir esse valor para que ele não conste em duplicidade (SANTOS. Capital (B) Investimentos (A) Débito 5. A eliminação da conta de investimento. No Registro 1 Histórico/Reg. é como se os investimentos representassem valores a receber da controlada e o patrimônio líquido valores a pagar à controladora (SANTOS. Os autores alertam que esta eliminação na consolidação a ser efetuada é somente a dos investimentos. Já na demonstração do resultado do exercício. do saldo a pagar na outra.000. o qual foi integralizado em dinheiro. uma vez que a controlada não operou.000. já que a empresa B não operou. surgem também saldos a receber em uma sociedade e.

000. Exemplo: em dezembro de 200X.00 4.000.000. A empresa B manteve este estoque até a data do balanço.14 Exemplo: em dezembro de 200X. não representam receitas e despesas efetivas com terceiros. à medida que a controladora vende mercadorias a prazo a uma controlada sua. 2002).500.00. esses valores devem ser eliminados na consolidação por não representarem operações com terceiros. a empresa A (controladora) vendeu mercadorias a prazo para a empresa B (controlada) no valor de R$ 4.500. devem ser eliminados durante a consolidação.500. observando o Quadro 4: No Registro 2 Histórico/Reg. de Vendas (A) CMV (B) Débito 4.00. a empresa A (controladora) emprestou para a empresa B (controlada) R$ 7. C/C (A) C/C (B) Débito 7. ilustrada no Quadro 6: . Eliminação de clientes/fornecedores Neste caso. sendo que até a data do balanço. Eliminação de comissões entre companhias Segundo Santos e Schmidt (2002) as comissões cobradas pela controladora da controlada. deve ser realizada: No Registro 3 Histórico/Reg.00 7. Exemplo: em dezembro de 200X. mas uma “troca de bolso” (SANTOS.00 Crédito Quadro 4: Exemplo de eliminação de contas correntes 3. portanto. A seguinte eliminação. e vice-versa.00.00 Crédito 4 Quadro 5: Exemplo de eliminação de clientes/fornecedores 4. no Quadro 5. a preço de custo. contudo. logo.00 4.500.500.00 4. Fornecedores (A) Clientes (B) Rec.000. a eliminação deve ser efetuada da seguinte maneira. a empresa A (controladora) recebeu comissão da empresa B (controlada) no valor de R$ 3. a preço de custo. A eliminação deverá ser feita da seguinte forma. SCHMIDT. a mesma assume uma obrigação de igual valor denominada fornecedores. geram receitas de comissões em uma empresa e despesa com comissões na outra. esse saldo permaneceu inalterado.

00 Quadro 6: Exemplo de eliminação de comissões entre companhias 5.000. da totalidade das mercadorias compradas. Observa-se neste caso que se a mercadoria adquirida já foi vendida.00 Crédito 3. Neste caso. a preços normais. nos estoques. como se fosse uma operação com terceiros. 2002). na data da consolidação. Dividendos recebidos entre as companhias Já os dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial são registrados como redução da conta de investimento. gerando dessa forma lucros nos estoques. sendo que estes serão abordados neste momento. sendo necessário.00 CMV (B) 8. podem ocorrer três situações: a) A empresa que comprou as mercadorias já as vendeu para terceiros. Rec. Exemplo: a empresa A (controladora) vendeu para a empresa B (controlada) mercadorias por R$ 20. conforme exemplificado através do Quadro 7: No Registro 6 Histórico/Reg. os lucros nos estoque surgem à medida que a empresa controladora e controlada realizam negociações de compra e venda de mercadoria entre si.00 CMV (A) 12. As eliminações devem ser feitas da seguinte maneira.10 Lucros nos Estoques De acordo com Santos e Schmidt (2002). Existem alguns itens que merecem atenção detalhada no momento das eliminações.00 que lhe custaram R$ 12.000. pois não houve operações com terceiros.15 No Registro 5 Histórico/Reg. SCHMIDT.00 Quadro 7: Exemplo de eliminação de lucros – sem saldos nos estoques A empresa que comprou as mercadorias possui saldo. sendo que a empresa B vendeu todas as mercadorias a terceiros por R$ 25.00.000.00. não resultando saldo nos estoques na data da consolidação.000. b) . Débito Crédito Vendas (A) 20. mas somente um aumento no faturamento e no custo das mercadorias vendidas. Com Comissões (B) Débito 3. de Comissões (A) Desp.000. os resultados obtidos são nulos. então eliminar tal variação. Sendo assim. o ajuste na consolidação será somente a exclusão da receita de venda obtida pela vendedora e o custo de compra registrado na compradora.000.000.000. não havendo eliminação a fazer na demonstração do resultado do exercício (SANTOS. 2.

00 CMV (A) 12. c) 2.000.11 Ágio e Compra Vantajosa Antes de abordar a eliminação dos ágios e compra vantajosa (diferenças entre valor pago e valor justo identificáveis aos ativos e passivos em aquisição de investimentos: mais valia e menos valia) na consolidação torna-se importante comentar sobre os seus conceitos. No momento em que houver mais-valia ou menos-valia nas aquisições de empresas é muito importante o cuidado com a eliminação destes investimentos. E de outra forma. há necessidade de se encontrar a margem de lucro da mercadoria e calcular o lucro existente no estoque. O saldo do valor do ágio. sendo que a empresa B não vendeu nada das mercadorias adquiridas até a data da consolidação. em função de sua origem ou natureza. serão apresentadas as razões econômicas que fundamentam as mais-valias e as menos valias (identificáveis (em função de ativos ou passivos) na aquisição de investimentos por valor maior que o contábil) por e o seu tratamento no processo da consolidação.000.000.00 Quadro 8: Exemplo de eliminação de lucros – com saldos nos estoques A empresa que comprou as mercadorias possui saldo. esse valor pago a maior é chamado Ágio.000.00 Estoque (B) 8. na data da consolidação Neste caso.16 Exemplo: tomando como base o exemplo anterior. Débito Crédito Vendas (A) 20. ele deve ser subtraído do custo da mercadoria na empresa compradora.00 que lhe custaram R$ 12. quando um investidor adquire ações ou quotas de uma empresa. Martins e Gelbcke (2008) a eliminação do investimento deve abranger somente o valor da equivalência patrimonial do investimento e assim deve ser baixado contra as contas do patrimônio líquido da controlada. A mais-valia (identificável) deve ter tratamento e classificação à parte no Balanço consolidado.000. aplicando-se o percentual da margem de lucro sobre o saldo de estoque remanescente da compra efetuada da vendedora. e paga por elas valor maior do que o valor justo identificável para ativos e passivos. mais valia e menos valia aparecerão no Balanço Consolidado enquanto não estiverem totalmente amortizado.00. Após encontrado este lucro. essa diferença é chamada deságio. a empresa A (controladora) vendeu para a empresa B (controlada) mercadorias por R$ 20. . Desta forma. A seguir. se o investidor paga valor menor que o valor justo identificável (ativos líquidos). Os seguintes ajustes devem ser realizados. proporcionalmente a participação acionária. nos estoques. Ainda segundo Iudícibus. por ações ou quotas de uma empresa. acompanhando o Quadro 8: No Registro 7 Histórico/Reg. de parte das mercadorias compradas.

não apresenta o mesmo lucro que é apurado na consolidação. na avaliação dos investimentos. todavia. Pela equivalência patrimonial somente são eliminados estes últimos. I e II da Instrução Normativa CVM nº 247/96 é que primeiro deve ser aplica-se a porcentagem de participação e só depois se considera o lucro não realizado. A CVM também exige que nessas situações de ajustes e necessário que a controladora faça. em Nota Explicativa.12 Diferenças Entre o Lucro no Método da Equivalência Patrimonial e o Lucro Consolidado O critério adotado pela Lei das Sociedades por Ações e pela CVM para o método da equivalência patrimonial. pois o mesmo transitou para o resultado (ganho/receita) na data da aquisição. por exemplo: especificar a diferença entre os dois patrimônios líquidos quando obtido lucro pela controlada em venda de imobilizado a sua controlada. 9º. sendo que existem diferenças de critérios particularmente no que se refere à eliminação dos resultados não realizados. enquanto o Deságio.17 2. tais resultados não realizados são deduzidos extracontabilmente do patrimônio líquido contábil da controlada. o Ágio pode não ser amortizado. Assim é na consolidação que será evidenciada a realidade e os valores exatos. sejam eles oriundos de vendas da investidora para as controladas. já no Balanço individual. e (c) aplicação do percentual de participação na sociedade investida. pois: a) na consolidação. sendo o correto segundo o art. estar no Ativo Intangível (apenas no Balanço Consolidado). sejam das controladas para a investidora ou outras controladas. após a aplicação da porcentagem de participação da investidora. Pelo método da equivalência patrimonial. sendo fundamentado em valor pago a maior por expectativa de resultados futuros (não identificável nos ativos líquidos). mas irá sobre o teste de recuperabilidade de ativos. 2. a reconciliação dos valores. não será encontrado. eliminam-se todos os lucros não realizados.11. deve ficar dentro do Grupo Intangíveis (no Ativo Não Circulante) a não ser que seja decorrente da diferença entre o valor justo identificável justo e o valor contábil na aquisição ou subscrição de ações da investida (Mais valia ou menos valia) que será adicionado ou retificado na conta utilizada pela controlada para o registro do respectivo Ativo ou Passivo. b) na consolidação. deve então. a técnica utilizada é a eliminação dos lucros nos estoques por ser valor total. pelo menos. O art. (b) exclusão dos resultados não realizados.1 Classificação e estrutura Se Ágio então. Quando o Ágio acontece da diferença entre o valor pago e o justo. . Dessa forma. através dos ajustes. anualmente (CPC 36). a consolidação deve ser preparada dentro de suas técnicas independentemente do fato de haver resultados finais divergentes dos apurados pelo método da equivalência patrimonial. Dessa forma. 248 da lei das Sociedades por Ações contempla os seguintes passos para o cálculo da equivalência: (a) determinação do patrimônio líquido da investida. que o mantém ativado. no Balanço Consolidado.

de tal forma que seja incluído quando for apresentado aquele lucro na consolidação. Martins e Gelbcke (2008) diversas vezes há que se alterar o resultado consolidado por ajustes decorrentes de lucros não realizados e outros. dever-se-á também eliminar agora o imposto sobre ele incidente. consequentemente. ainda existente nos estoques da compradora: R$ 3. mas uma despesa com o imposto de renda presente.000. considera-se o resultado não realizado tanto para a empresa controlada quanto para os demais acionistas não controladores. b) Se tal lucro for eliminado e nunca mais aparecer na consolidação.000. Para exemplificar. Desta forma. acontece que muitos desses lucros contabilizados individualmente e eliminados na consolidação são resultados tributáveis nas sociedades em que foram lançados. Imposto de renda em que a vendedora incorreu na parte relativa a esse lucro: R$ 35% de R$ 3. que só existe a figura do lucro não realizado na relação entre a empresa investidora e suas controladas/coligadas ou entre estas últimas. pois a despesa com a incidência do imposto é de fato uma despesa contabilmente de agora também para o consolidado ou o ajuste se concretizará na forma de acréscimo ao custo do bem. Imposto de renda e contribuição social na transação com ativos De acordo com Iudícibus.00 = R$ 1.00. conforme Iudícibus.050. há a situação de um lucro eliminado.000. neste caso deve-se considerar: a) Se esse lucro foi eliminado agora e for reincluído como lucro na consolidação no futuro. Suponham-se os seguintes valores. Assim.13 Impostos na Consolidação Na consolidação é muito importante que os impostos sejam considerados. 2.000. sendo que adiante segue detalhamento.18 De acordo com a Lei das Sociedades por Ações elimina-se todo o resultado não realizado e. Martins e Gelbcke (2008): Lucro bruto obtido pela vendedora. 1. então haverá ajuste a fazer. obtendo lucro e sofrendo incidência do imposto.00 . b) no resultado: ajuste do valor da parcela referente a provisão para o imposto de renda. Iudícibus. a parcela do lucro não realizado a ser eliminada na consolidação deverá também acarretar ajustes relativos ao imposto que lhe é proporcional. e ajuste no ativo circulante (débito). e caso parte desses estoques não tenham ainda sido realizada pela adquirente. o lucro é totalmente realizado. pela consideração de que tal imposto devido individualmente pela vendedora nada mais é do que antecipação do imposto do ponto de vista da controladora. Para os demais sócios/acionistas da investida. isso. ressaltando-se então. pela retirada da despesa com o imposto incluído. Martins e Gelbcke (2008) abordam que se uma controlada vendeu estoques a sua controladora.000. Tais ajustes serão: a) no balanço: ajuste nos lucros acumulados (crédito).

2008). IPI. o lançamento só é feito na parte relativa à despesa do imposto. PIS e COFINS Conforme Iudícibus.00. Em seu resultado. já que o imposto se encarrega de reduzir aquela importância (IUDÍCIBUS.00) 1. Se uma controladora vende com lucro um ativo para uma controlada que está isenta do imposto de renda. não fazem parte do custo de aquisição dos estoques da compradora e também acabam não fazendo parte. Ainda. b) Na demonstração consolidada do resultado: nessa demonstração. estava-se aumentando o lucro não por seu montante de R$ 3. Então. estoque que lhe custará (líquido do ICMS. Ainda. MARTINS E GELBCKE.00. (IUDÍCIBUS.00) (16. 2. já que a recuperação do imposto será mais demorada. amortização. porém há necessidade de alguns ajustes: Imagina-se que uma controlada venda por R$ 1.000. obsoletismo. PIS e COFINS quando são recuperáveis.050. ocorrendo na proporção em que tais ativos forem sendo baixados por depreciação. mas não se beneficiará por não estar sujeita a tributação. MARTINS E GELBCKE.00 (valor que contém 18% de ICMS.19 Os ajustes necessários são: a) No balanço consolidado: débito no ativo circulante e crédito nos lucros acumulados no valor de R$ 1. pode acontecer que de tal imposto não ser recuperável.000.000.50 . já que o ajuste no ativo circulante já foi realizado no lançamento anterior.00) 127. como se fosse partida simples.00 (180. a despesa incorrida na venda é incompensável e já pode ser baixada também nas demonstrações consolidadas. só que.50) (76. pois. do IPI e do PIS) R$ 600. etc. Desta forma. com a venda do estoque intercompanhias. baixará um custo. 1. mas pelo valor líquido de R$ 1.00.00. IPI.000.00 de IPI.50 (600. por exemplo. o ICMS.00) 727. Martins e Gelbcke (2008). ICMS.00 (200. os autores colocam que não existe necessidade de fazer aparecer no balanço consolidado um “imposto de renda a compensar”. então. 2008). talvez apareça: Faturamento Bruto (-) IPI Receita Bruta (-) ICMS (-) PIS (-) COFINS Receita Líquida (-) CPV Lucro Bruto 1. tem-se o acerto global. não terá como compensar. da receita líquida da vendedora. A vendedora apura o resultado e recolhe o imposto. aí o ajuste no Balanço deverá ser no Realizável a Longo Prazo.65% de PIS e 7. alienação. Nesse caso.950.6% de COFINS) mais R$ 200. que inclui aquele lucro. e na consolidação o lucro intercompanhias é eliminado.000.200. A partir do momento em que acontecer venda de ativos imobilizados. a eliminação seria apenas quanto ao lucro bruto. A compradora aparece com o ativo no balanço.000. de acordo com os mesmos autores. quando a adquirente o vender.

ISS e OUTROS Segue a apresentação do imposto ISS. por incidir sobre transferência interna de serviços e de recursos. caso a controladora tenha feito provisão. onde pode ocorrer: a) Segundo Iudícibus. Crédito: custo do ativo a que se referir. ICMS. PIS e COFINS. da receita bruta. deverá aparecer no passivo circulante (ou não circulante). 27 da Instrução Normativa CVM nº 247/96 determina: A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão. Iudícibus. b) Ainda. 2. aliás. 2008). quando representar expectativa de conversão em exigibilidade. Ainda. MARTINS. Saldos a recolher ou a compensar desses tributos são obrigações ou direitos também válidos no consolidado. Precisa desta forma. a sociedade compradora do serviço ativou-o. a não ser a normal eliminação. bem como da receita líquida. MARTINS E GELBCKE.20 Então. b) na demonstração consolidada do resultado: necessidade da eliminação do custo dos produtos vendidos. ocorrerá (IUDÍCIBUS. do ICMS. custo de produção etc. isto é: Débito: receita bruta (na vendedora de serviços). 3. A eliminação deverá ser: Débito: receita bruta. 2008): a) no balanço consolidado: necessidade normal da eliminação do lucro não realizado de R$ 20. ou apresentada como passivo exigível. do IPI e do faturamento bruto relativos a tal transação. se colocado como despesas operacionais normais (IUDÍCIBUS. Apresenta-se então que sobrará no consolidado o valor do ISS. segundo os autores citados anteriormente. GELBCKE. ou . 2008). O que não se deve é colocar esse valor como deduções da receita na demonstração consolidada.35. nenhum problema há e nenhum ajuste especial devemos fazer. do COFINS. se tal estoque permanecer no balanço da controladora adquirente.14 Provisão para Perdas O art. suportando a parcela que caberia aos outros acionistas da controlada. do PIS. no resultado consolidado. como pode ocorrer se ele se referir a colocação do imobilizado em condições de funcionamento. Martins e Gelbcke (2008) apresentam o seguinte exemplo: se a provisão se referir as possíveis exigibilidades. Nessa situação. Martins e Gelbcke (2008) a sociedade compradora do serviço considera-o como despesa. considerando perdas julgadas permanentes sobre investimentos em controladas (IUDÍCIBUS. como. pelo valor total dos serviços prestados. Crédito: despesas (na compradora). pois nada tem a ver com as receitas perante terceiros. Na consolidação deverá ser investigada a origem das provisões. já deveria estar aparecendo no balanço individual da controladora. MARTINS E GELBCKE. que se transformou de fato numa despesa no consolidado. mas nenhum ajuste em termos de IPI. Isso pode ocorrer se esta assumir sozinha determinados riscos.

e) a razão pela qual os componentes patrimoniais de uma ou mais controladas não foram avaliados pelos mesmos critérios utilizados pela controladora. mas na Norma Brasileira de Contabilidade – Norma técnica nº 8 (NBC T 8) são contempladas diversas notas explicativas específicas e esclarecedoras. g) a natureza e os montantes dos ajustes efetuados em decorrência da defasagem de datas. se necessários. pelo menos. bem como os efeitos. nos elementos do Patrimônio Líquido e Resultado Consolidados. Para complementar quanto à divulgação das demonstrações a Norma Brasileira de Contabilidade – Norma técnica nº 8. as demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham. devem ser apresentados os procedimentos adotados na consolidação e aqueles adotados pela controladora e suas controladas. e os respectivos esclarecimentos. h) a base e o fundamento para a amortização do ágio ou deságio não absorvido na consolidação. englobando a participação direta e a indireta por intermédio de outras entidades controladas. bem como o percentual de participação da controladora em cada entidade controlada. pela controladora. 2.4. 249 determina que as sociedades obrigadas à consolidação deverão “elaborar e divulgar. c) os procedimentos adotados na consolidação. i) a conciliação entre os montantes do Patrimônio Líquido e Lucro Líquido da controladora com montantes do patrimônio líquido ou prejuízo consolidados.15 Publicação e Consolidadas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis A Lei 6. f) a exposição dos motivos que determinaram a inclusão ou exclusão de uma entidade controlada durante o exercício.4. demonstrações consolidadas”.21 quando estiver compelida (ou interessada) a cobrir patrimônio líquido negativo de sua investida. não se podem publicar as demonstrações individuais da controladora separadamente das demonstrações consolidadas.2 (NBC T 8. do passivo e do resultado das entidades sob controle conjunto. . de suas demonstrações contábeis e das demonstrações contábeis consolidadas. No caso de ocorrer a divulgação somente das demonstrações consolidadas. decorrentes dessa inclusão ou exclusão. Portanto. d) o valor dos principais grupos do ativo. Assim.404/76. art. a seguintes informações: a) as denominações das entidades controladas incluídas na consolidação. b) as características principais das entidades controladas incluídas na consolidação.2) pressupõe a divulgação em conjunto. juntamente com suas demonstrações financeiras. Durante o trabalho procura-se indicar quais são as notas explicativas importantes para cada assunto.

pois o acionista tem direito a sua participação no resultado.17 Críticas à Consolidação Apesar de existir um reconhecimento da necessidade e eficiência das informações da consolidação. No entanto. O tratamento contábil que necessita ser dado à participação de acionistas minoritários está descrito no art. e estabelece o seguinte: “A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro líquido do exercício será destacada.457/97. no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício”. ainda.22 j) k) os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício ou período que tenham ou possam vir a ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas. o lucro ou prejuízo consolidado é distribuído entre acionistas minoritários e a sociedade controlada na demonstração de resultado. parágrafo único. A participação minoritária. que não a controladora (SANTOS. 391) apud Teixeira (1999. p. o efeito da variação do percentual de participação da controladora na controlada dentro de um mesmo exercício. é importante retirar do patrimônio líquido consolidado o valor relativo a essas participações. 250. 2. 2002). impedindo. conforme KAM (1990. Nessa situação. A obtenção do valor referente à participação de acionistas minoritários é sempre apurada. b) Apuração do valor da participação de minoritários na demonstração do resultado do exercício: Para obter a participação de acionistas minoritários. p. a) Apuração do valor da participação de acionistas minoritários no balanço consolidado: Para obter o valor da participação de acionistas minoritários na controladora. SCHMIDT.404/76 alterado pela Lei nº 9. respectivamente. destaca que os interesses minoritários são apresentados no grupo do patrimônio líquido do balanço patrimonial consolidado e não são deduzidos na determinação do resultado consolidado. basta que se aplique a porcentagem de participação de minoritários no capital da controlada sobre o lucro da controlada. ou dos não controladores. surge a denominada participação de minoritários ou eventualmente não controladores. refere-se ao restante das ações da controlada (objeto da consolidação) que pertence a outras empresas ou pessoas físicas. 54): .16 Participação Minoritária Uma conceituação de participação minoritária pode ser apresentada por Santos e Schmidt (2002): quando a controladora não possui a totalidade das ações de sua controlada. 2. mesmo que em sua composição existam operações com a controladora. mesmo que existam resultados não realizados. basta aplicar a porcentagem de participação no capital da controlada sobre as contas que compõe o patrimônio líquido dela. Para contribuir a NIC 27. podem existir alguns pontos fracos quanto á esta adoção. desta forma que o patrimônio líquido consolidado fique maior do que seu valor real em virtude da parcela da controlada que não lhe pertence. da Lei nº 6.

em termos de informação aos interessados. a consolidação dos relatórios contábeis tendem a ser menos reveladoras. pois cada uma parece ser necessária para analisar as informações de uma multinacional (SANTOS. as demonstrações contábeis consolidadas possuem suas limitações (SANTOS. Os credores da matriz têm direitos apenas sobre os ativos da matriz e os credores das subsidiárias têm direito sobre os ativos da subsidiária. Nota-se que Santos. apesar de possuir muitas virtudes e benefícios. FERNANDES. c) Os acionistas da matriz têm direitos sobre as subsidiárias somente no que diz respeito ao investimento feito pela matriz. Schmidt e Fernandes (2003). Por exemplo: proporções sobre solvências podem ser enganosas. Os mesmos autores também mencionam que Hermanson e Edwards (1992) restringem a crítica em relação apenas aos acionistas minoritários das subsidiárias.18 Exemplificação das Demonstrações Consolidadas Para exemplificar de uma forma resumida e simplifica. FERNANDES. neste sentido. sem especificar quais deles. SCHMIDT. Fernandes (2003) comenta que Kam generaliza a sua crítica em relação aos acionistas minoritários.23 Dados consolidados podem encobrir algumas informações importantes. uma simulação formada por três empresas. b) Quocientes financeiros podem não ser significativos quando baseados em valores consolidados. É importante mencionar que os valores são fictícios. como a condição financeira de uma empresa em particular do grupo consolidado. SCHMIDT. sendo estas participantes do Grupo Industrial Mundi. 2. As empresas que compõem este grupo e sua participação acionária são demonstradas no Quadro 9: Cia. sem criar um passivo. pode-se constatar que. Por exemplo: desgaste financeiro de uma das subsidiárias ou transferência de ativos entre empresas. Itália S/A. Os mesmos autores convencionam que as demonstrações contábeis segmentadas e consolidadas são formas complementares de divulgação. surgindo a demanda por informações segmentadas por linha de negócios e mercados geográficos. De acordo com Santos. Alemanha S/A. Os dados consolidados podem dar uma falsa imagem. Brasil S/A. Radebaugh e Gray (1997) corroboram que a complexidade das operações de uma multinacional é cada vez maior. d) Os acionários minoritários dificilmente encontrarão utilidade nos relatórios consolidados. 2003). Empresa Líder (Controladora) 80% pertencem à Brasil 70% pertencem à Brasil a) Quadro 9: Composição acionária das empresas do exemplo . na entidade consolidada pode ficar escondido. Neste contexto. Schmidt. da controladora ou das subsidiárias. porque o fato é que os ativos de uma empresa do grupo não podem ser utilizados para pagar ativos de outras. 2003). elaborou-se. seguindo as normas brasileiras.

IR Dif. a companhia Brasil ainda tem a receber o equivalente a 20%. Das vendas mencionadas acima. Em 31. Eliminação de Receita e Despesa de Aluguel Diversos (Ativo Circulante .000.00 .200.000.00 7 220. 2.00 51.00 9.000.00 6 2.460.2006 a Brasil adquiriu máquinas industriais. $2. e Com.00 68. Os registros de ajustes identificados a seguir.000. 4.000 à Alemanha e $ 80. 5.24 As operações realizadas nesse grupo são as seguintes: 1.00 Crédito 2 36.200. 3.000. Das compras efetuadas (conforme acima).) Despesas de Imposto de Renda Imposto de Renda Diferido s/Lucro estorno Capital Social Reserva Legal Lucro Acumulado Minoritários Débito 180.00 36.000. no valor de $70.00 180. 6. A companhia Brasil vendeu produtos no valor de $100.00) Receita Financeira Despesa Financeira Eliminação Receita e Despesas Financeiras Despesas Diversas Líquidas Despesas Admin.000.200 da Itália a título de aluguel.00) Custos das Vendas Estoques Eliminação do lucro nos estoques (30% = $ 30. no Quadro 10: No Registro 1 Histórico/Reg.000.00 1.00 2.000 refere-se a empréstimos concedidos à Itália.721.200.00 4 2.00 = 30% Lucro $ 9.00 2.00 5 1.12. Venda Líquida Custo das Vendas Eliminação de venda entre companhias Fornecedores Clientes Eliminação do saldo entre companhias (20% de $ 180. A Alemanha recebeu $1.000. a empresa Alemanha ainda mantém 30% em seus estoques. Das receitas financeiras registradas pela Brasil.000 à Itália com margem bruta de 30% e 25% respectivamente.000.00 13.000.000 (preço de custo) de sua controlada Itália.00 3 9.721.000.000.

O mesmo ocorreu com a empresa Itália.720 29. o seu lucro do ano era de $ 15.000.00.000.00.00 8 Participações Societárias Participações Minoritárias (DRE) 5. portanto de $ 5.00.940.00 Observa-se.721 Quadro 11: Conciliação no exemplo do lucro acumulado consolidado Conciliação da Participação de Minoritários (20% e 30%) s/Patrimônio Líquido Inicial ( 20% e 30%) s/Lucro do Ano 68. a conciliação do lucro acumulado consolidado no Quadro 11.Controladora Lucro do Ano Consolidado 5.001 Lucro Acumulado Consolidado 34.00 menos $ 15. referente o registro 7: o lucro acumulado da Alemanha era $ 23.000.000. .860.00 Minoritários Eliminação Receita Equivalência Patrimonial Quadro 10: Eliminação no exemplo de venda entre companhias 215. e a conciliação da participação de Minoritários no Quadro 12: Conciliação do Lucro Acumulado Consolidado Lucro Ano Anterior . no Quadro 13 e a Demonstração do Resultado do Exercício. $ 15. ou seja.940.00 e o seu lucro até o ano anterior.000.000.25 Participações Societárias Eliminação Partipações Intercompanhias e Minoritários Receita Equivalência Patrimonial 18.00 menos $ 9.940 74.00. no Quadro 14.800. observa-se o seguinte sobre o ajuste na conta de Lucro Acumulado. $ 23.00 Deste modo.00. portanto de $ 8. seu lucro do ano $ 9.00 5. ou seja. a seguir.00 18.000. O total do lucro até o ano anterior de ambos soma-se R$ 13.400 Quadro 12: Conciliação na exemplo da participação de minoritários Na seqüência do exemplo.200.800.00 e o seu lucro até o ano anterior.00.860. tem-se o Balanço Patrimonial. sendo que seu lucro acumulado era $ 15.200.460 5.740.

000 35.600 410. Societárias 244.000 12.000 110.000 80.621 Consolidado Ativo Não Circulante Imobilizado Líquido 165.000 234.721 36.500 4.000 25.000 2.921 185.721 720.000 183.500 36.000 77.000 79.000 125.000 15.000 5.000 8.000 15.000 5.400 Particip.000 80.000 244.200 501.600 279.000 93.400 380.000 Total do Ativo Passivo Circulante Fornecedores Emprést.500 365.600 630.000 12.400 720.000 30.500 64.000 176.000 5.500 24.000 119.000 230.000 36.000 51.000 4.221 365.000 80.000 90.000 131.400 30.321 0 2.500 220.000 95.721 494.721 2.000 15.600 234.000 Alemanha 4.000 33.000 61.000 8.000 395.000 187. Bancário Impostos a Pagar Diversos Minoritários Patrimônio Líquido Capital Social Reserva Legal Lucro Acumulado Total Passivo + PL 594.400 380.000 997.000 Combinado 12.000 34.000 50.000 126.000 594.000 159.000 12.921 260.500 24.000 40.200 185.000 119.500 74.000 997.000 600.000 12.000 0 74.000 45.000 21.000 3.000 41.000 155.500 367.000 18.000 9.000 244.000 501.500 90.000 185.000 151.500 23.000 Ajustes Débito Crédito 12.000 14.000 184.500 Quadro 13: Exemplo de Balanço Patrimonial .621 38.500 74.000 810.221 325.000 25.000 60.200 537.400 264.500 24.000 159.26 Balanço Patrimonial Brasil Ativo Circulante Caixa e Bancos Clientes Estoques Diversos 6.600 2.721 36.000 77.000 90.000 130.000 Itália 2.

940 217.060 211.918 -5.937 2.000 18.860 1.200 2.071 137.713 286. Líq.170.501 1.410 35.000 -331.921 183. Financeiras Rec. Minoritários L.790 -15.250 93.560 -46.200 211.921 Crédito Consolidado 1.017 -169.350.860 -9.200 2.000 185.730 -893.280 -8.080 0 60.800 647.460 1.994 -20.000 1.800 Combinado 1.000 2.626 6.500 -6.000 180.940 29. Financeiras Equival.000 189.27 Demonstração de Resultado Brasil Vendas Líquidas Custo das Vendas Lucro Bruto Desp. Desp.868 14.210 60.279 57.760 -48.489 34.800 20.076 -3.017 -168.898 21.064.Admin.730 510.300 9.659 -82.721 185.690 -14. Diversas Líquidas Lucro Antes I.503 12.000 Itália 278. Consolidado 35. Patrimonial Desp.750 -55.608 -31.500 15.854 -19.000 9. Renda Imposto Renda Lucro Líquido Partic.713 277.503 10.392 54.001 Quadro 14: Exemplo de Demonstração de Resultado .761 23.060 5.100 -4.761 4.280 Alemanha 425.430 -22.000 9.313 49.079 85.000 -223.941 -5.000 180.730 -1.080 Ajustes Débito 180.280 15.690 -23.e Com.940 3.290 -25.

Esta divulgação também pode proporcionar aos investidos um maior nível de transparência das informações. é possível concluir que a consolidação das demonstrações contábeis possui relevância pelo fato de demonstrar aos interessados o resultado de grupos de empresas. possui base em normas e critérios regulamentados por legislação. como se estas fossem uma única empresa.UFT – Universidade Federal do Tocantins CONTABILIDADE AVANÇADA 3 CONCLUSÃO Foi possível identificar as definições e conceitos da Consolidação das Demonstrações Contábeis. além de identificar os principais aspectos que devem ser considerados em uma consolidação e que esta demonstração. no Brasil. Entretanto. Cada empresa precisa avaliar as suas operações e efetuar os ajustes necessários para a elaboração da mesma. fica a critério do empresário e do contador. mas observa-se que seria de importante se os grupos de empresas que não estão obrigados. A consolidação é exigida para empresas que preencham os quesitos determinados por lei. focando o desempenho global. Através das exemplificações abordadas e também da análise crítica proporcionada pelo mesmo. consolidar as demonstrações contábeis da empresa para fins gerenciais e um controle interno do andamento da gestão administrativa e verificação do andamento do negócio. também elaborassem essa demonstração. .

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