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Parque Eólico da

Serra dos Candeeiros

Turno 3 – Grupo 01 – 2010/11


Alunos:

7086 Helder Sintra

27907 Nuno Rosa

36060 Tiago Castro


Parque Eólico da Serra dos Candeeiros

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Parque Eólico da Serra dos Candeeiros

Índice Geral
1. Condições gerais, natureza e importância da instalação ....................................... 4
1.1. Introdução ...................................................................................................... 4
1.2. Definição do Projecto...................................................................................... 4
1.2.1. Localização da instalação ........................................................................ 4
1.2.2. Ligação do parque eólico à rede de distribuição ...................................... 4
1.2.3. Descrição da instalação e do seu funcionamento .................................... 4
1.2.4. Classificação quanto às influências externas e à utilização ..................... 5
1.2.5. Códigos IP e IK, escolha das características do equipamento ................. 5
1.3. Constituição do Parque Eólico ........................................................................ 7
1.3.1. Aerogeradores ......................................................................................... 7
1.3.2. Subestação ............................................................................................. 7
2. Dimensionamento das impedâncias ...................................................................... 9
2.1. Impedâncias para cálculo dos curto-circuitos.................................................. 9
2.2. Impedância do aerogerador .......................................................................... 10
2.3. Impedância do transformador 20/0,69 (kV) ................................................... 12
2.4. Impedância das linhas do parque eólico ....................................................... 13
2.5. Impedância dos transformadores da subestação 20/60 (kV) ........................ 17
2.6. Impedância da bateria de condensadores e do cabo de alimentação ........... 18
2.7. Impedância do conjunto: Posto de Transformação auxiliar e cabo de
alimentação ............................................................................................................. 19
2.8. Impedância da rede ...................................................................................... 22
2.9. Corrente de curto-circuito trifásico simétrico ................................................. 23
no barramento 0.1 ................................................................................................... 23
2.10. Corrente de curto-circuito trifásico simétrico .............................................. 25
no barramento 0.3 ................................................................................................... 25
2.11. Corrente de curto-circuito fase-terra no barramento 0.3 ............................ 25
2.11.1. Cálculo de Zi – impedância inversa .................................................... 26
2.11.2. Cálculo de Zo – impedância homopolar ............................................. 28
3. Dimensionamento contra curto-circuitos .............................................................. 31
3.1. Correntes de curto-circuito dos 60kV ............................................................ 31
3.1.1. Impedâncias equivalentes na alta tensão .............................................. 32
3.1.2. Curto-circuito trifásico-simétrico ............................................................. 32
3.1.3. Curto-circuito fase-terra ......................................................................... 32

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3.2. Correntes de curto-circuitos dos 20 kV ......................................................... 33


3.2.1. Impedâncias equivalentes na média tensão .......................................... 33
3.2.2. Curto-circuito trifásico-simétrico ............................................................. 34
3.3. Curto-circuitos térmicos e de pico ................................................................. 34
3.3.1. Curto-Circuitos térmicos e de pico nos 60 kV ........................................ 35
3.3.2. Curto-Circuitos térmicos e de pico nos 20 kV ........................................ 36
4. Validação da Rede de terra através de cálculo manual ....................................... 36
4.1. Passo 1: Dados de campo ............................................................................ 36
4.2. Passo 2: Diâmetro dos condutores de terra .................................................. 37
4.3. Passo 3: Critérios para a tensão de contacto................................................ 38
4.4. Passo 4: Configuração inicial .................................................................... 39
4.5. Passo 5: Resistência da rede de terra .......................................................... 39
4.6. Passo 6: Corrente da rede de terra ............................................................... 40
4.7. Passo 7: Verificação da elevação do potencial de terra ................................ 41
4.8. Características do equipamento utilizado ..................................................... 42
4.8.1. Equipamento da rede de geração .......................................................... 42
4.8.2. Equipamento na subestação ................................................................. 44
5. Regulamentos e Normas do Projecto .................................................................. 47
6. Bibliografia ........................................................................................................... 47

Índice de Figuras

Fig. 1 - Influências externas .......................................................................................... 6


Fig. 2 - Desenho IPI 01.04 – Esquemas Equivalente Icc............................................... 9
Fig. 3 – Esquema equivalente da rede no barramento 0.3 .......................................... 25
Fig. 4 – Curto-circuito fase-terra no barramento 0.3 .................................................... 26
Fig. 5 – Localização do defeito no barramento de alta tensão .................................... 31
Fig. 6 – Localização do defeito no barramento de média tensão ................................ 33
Fig. 7 – Gráfico da influência da componente DC num curto-circuito .......................... 34
Fig. 8 – Tensão de contacto........................................................................................ 38
Fig. 9 – Factor Sf da subestação ............................................................................... 41

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1. Condições gerais, natureza e importância da instalação

1.1. Introdução

O objectivo deste trabalho é a elaboração de um projecto de uma Instalação de


Produção Independente (IPI), a instalar na Serra dos Candeeiros. O Parque Eólico que
compõe a nossa geração terá uma disposição no terreno conforme é mostrado no
anexo IPI 00.00.

Os princípios que vão reger a abordagem à elaboração do projecto da IPI são os


seguintes:

Segurança das pessoas e bens em todas as fases do projecto;


Simplificação e inclusão de standards de construção;
Facilidade de implementação e manutenção da obra.

1.2. Definição do Projecto

1.2.1. Localização da instalação


A implantação do parque eólico deste projecto, será efectuada na Serra dos
Candeeiros, no centro do país. Esta geração terá uma disposição no terreno conforme
é mostrado na documentação adicional.

1.2.2. Ligação do parque eólico à rede de distribuição


A subestação do parque eólico vai ter duas linhas de saída a 60 kV. A ligação destas
linhas à rede de distribuição será feita em pontos de interligação já existentes,
situados em subestações com relação de transformação de 60/30 (kV), localizadas nas
freguesias de Turquel e Alcanede.

1.2.3. Descrição da instalação e do seu funcionamento


O parque eólico terá como elementos de produção de energia, 30 (trinta)
aerogeradores assíncronos de 1000 kW. No interior da torre de cada um deles, serão
instalados transformadores elevadores da baixa tensão de produção, para o nível de
média tensão a fornecer à subestação (0,69/20 kV). Estes transformadores terão uma
potência unitária de 1,25kVA.
A subestação exterior associada à IPI, terá uma relação de transformação de 20/60
(kV).

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As interligações dos aerogeradores do parque eólico serão efectuadas através de 6


circuitos independentes, segundo uma topologia radial. Em cada circuito estarão
instalados 5 aerogeradores.
Para o transporte da energia eléctrica gerada até à subestação do parque, serão
utilizados cabos enterrados. Estes cabos terão uma configuração telescópica.

Contagem de energia
A contagem da energia entregue à rede será efectuada por telecontagem, instalada
num armário com todo o equipamento necessário para este modo de medição remota.
Os contadores (3) ficarão colocados na subestação, de acordo com o seguinte:

- 2 Contadores destinados a medir a energia que o parque eólico consome, mais


concretamente um no posto de transformação de serviços auxiliares e outro no
consumo da subestação.

- 1 Contador colocado à saída da subestação, para medir a energia vendida.

- 1 Contador junto ao ponto do distribuidor para controlo da energia efectivamente


entregue à rede.

1.2.4. Classificação quanto às influências externas e à utilização

O Parque Eólico da Serra dos Candeeiros está classificado, quanto aos ambientes,
utilizações e construção dos edifícios (influências externas), de acordo com as Regras
Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT), parte 3, secção 321, 322 e
323.
De acordo com a regulamentação quanto à classificação dos diversos locais, esta
instalação só pode ser utilizada por pessoas classificadas como BA4 e BA5.

1.2.5. Códigos IP e IK, escolha das características do equipamento


Os índices de protecção dos equipamentos são fixados por dois códigos: IP e IK. Estes
códigos são indicados nas Normas NP EN 60529 e EN 50102, onde são regulamentadas
as características de protecção a assegurar pelos invólucros dos aparelhos e
equipamentos eléctricos, para garantir a fiabilidade das medidas de protecção que
validam o seu nível de segurança.
Num complexo industrial, sob o ponto de vista de utilização, os equipamentos a
instalar deverão ter diferentes classificações, conforme o local onde estão instalados.

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Na Fig. 1, apresentam-se os índices IP e IK recomendados. Pretende-se que a


classificação dos equipamentos referida neste documento, esclareça a entidade
instaladora de uma forma clara, quanto ao nível de qualidade e exigência dos materiais
aplicados. Não se aplica nenhuma limitação à livre apresentação de outros
equipamentos alternativos, no entanto, terá sempre que ser garantido que as
características dos novos equipamentos nunca serão inferiores às que aqui se
recomendam.

Características dos equipamentos em função de influências externas

Classe das influências externas Características dos


Código
equipamentos e sua instalação
AD1 Desprezável lPX0
AD2 Gotas de água IPX1
AD3 Chuva IPX3
 Caso 1 - Presença de água

Características dos
Código Classe das influências externas
equipamentos e sua instalação
AE2 Objectos pequenos ( 2,5 mm) IP3X
 Caso 1 - Presença de corpos sólidos estranhos

Código/Classes influências Código IK


AG1 (fracos) IK02
AG2 (médios) IK07
 Caso 2 - Impactos

Fig. 1 - Influências externas

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1.3. Constituição do Parque Eólico

1.3.1. Aerogeradores

Os aerogeradores são constituídos por uma torre, um rotor, um alternador e, ao nível


superior do fuste, serão montadas celas de média tensão e um transformador
elevador.

Características do aerogerador, torre e transformador:

Gerador: ALPHA-OMEGA AO-1MW Transformador: EcoDry99Plus


(Double-coil asynchronous generator) Sn=1,25 MVA
Diâmetro do rotor: 54,4 m Pcu= 10,5 kW
Número de pás: 3 Un1= 24 kV
Altura da torre: 70 m Un2= 0,69 kV
Potência: 1000 kW Ucc= 6 %
Un= 690 V
f= 50 Hz
cos φ= 0,95

1.3.2. Subestação

Entrada a 20 kV (painéis P210 e P211):

 Transformador 20/0,4 (kV) de 160 kVA para serviços auxiliares;

 Barramento de 20 kV;

 Três painéis de entrada de linha;

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Saída em alta tensão a 60 kV (painéis P501 e P504):

 Dois painéis com um transformador 20/60 (kV) de 40 MVA, cada um;

 Barramento de 60 kV (Interbarras);

 Dois painéis de saída linha.

Dimensões mínimas a considerar:


Para este ponto teve se em conta o disposto no regulamento indicado no ponto 2 do
capítulo 6 do presente documento (Bibliografia) - Decreto Regulamentar nº 42895/60
– Regulamento de segurança de Subestações e de Postos de Transformação e
Seccionamento (rectificativos: Portaria nº 37/70; Decreto Regulamentar nº 14/77 e
Decreto Regulamentar nº 56/85)

 Distância entre fases (artigo 74º alínea a):

Por opção, vai ser utilizada uma distância igual para os 60 kV e para os 20 kV:

 Distância aos locais de passagem (artigo 75º):

 Protecção contra contactos acidentais (Artigo 79º):

Por opção, será considerada uma altura de:

para os 60 kV e , para os 20 kV.

 Afastamento da vedação do recinto (artigo 80º):

Na prática, as dimensões nunca serão inferiores a 2200mm em qualquer zona do


recinto exterior sob tensão. Proporciona-se desta forma um elevado grau de

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segurança para as pessoas que executam actividades de manutenção, entre outras, na


aparelhagem da subestação exterior sob as variadas condições de exploração,
minimizando através destas distâncias, a existência de contactos directos acidentais.

2. Dimensionamento das impedâncias

2.1. Impedâncias para cálculo dos curto-circuitos

O cálculo das correntes de curto-circuito foi baseado no método das impedâncias,


segundo a norma IEC60909, utilizando as componentes simétricas.

Permite determinar o valor máximo e mínimo das correntes. O valor máximo permite
determinar as características dos equipamentos eléctricos e o valor mínimo permite
ajustar o calibre das protecções de sobreintensidade.

O diagrama da rede é o mostrado na Fig. 2 (Desenho IPI 01.04), com os respectivos


elementos (geradores, transformadores e cabos).

Fig. 2 - Desenho IPI 01.04 – Esquemas Equivalente Icc

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Para uma maior facilidade no cálculo, este estudo será feito por partes, a seguir
mencionadas:

Conjunto gerador

Parque eólico

Ligação Subestação interior e exterior

Transformadores da subestação

Bateria de Condensadores

Transformadores de serviços auxiliares

Rede montante

2.2. Impedância do aerogerador

As 6 linhas de geradores têm características semelhantes, todos os geradores,


transformadores e equipamento a colocar no PT são iguais e a distância entre cada
torre é de 400m.

Atendendo às seguintes características:

Un 0,69 kV
Pn 1 MW
fp 0,95
S 1,05 MVA
Sn 1,25 MVA
xd'' 0,02
xq'' 0,19
Ta 60
f 50 Hz
Xo 9

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 Componente directa

Para calcular os valores das impedâncias directas desprezou-se o valor associado às


resistências visto o valor destas serem muito reduzidos.

Considerando:

Ubase=0,69 kV ; Srede=300 MVA ; Sn-g=1,05 MVA ; Sn =1,25 MVA ; Un =20 kV

As impedâncias directas obtidas são:

 Componente inversa

O valor de X2 do aerogerador é normalmente dado pelo fabricante, como não foi


possível obter este parâmetro, este foi calculado da seguinte maneira:

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 Componente homopolar

2.3. Impedância do transformador 20/0,69 (kV)

Sn 1,25 MVA
Un 20 kV
f 50 Hz
Pcu 12500 W
Ucc 6%

 Componente directa

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 Componente inversa

As componentes directas, inversas e homopolares do transformador são calculadas


através da mesma expressão, ficando:

 Componente homopolar

Como referido na alínea anterior, o valor da impedância homopolar é igual ao valor da


impedância inversa e directa, sendo o seu valor de:

2.4. Impedância das linhas do parque eólico

 Componente directa

Ao longo da nossa instalação existem 2 tipos de linhas: efectuadas a LXHIOV


3x1x300mm2 e a LXHIOV 3x1x185mm2:

Apresenta-se de seguida as seguintes impedâncias para cada uma das situações, dado
que as distâncias são semelhantes (400m) em todas as linhas, tendo em consideração
as seguintes expressões:

; ;

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Cabo LXHIOV 3x1x300mm2:

Cabo LXHIOV 3x1x185mm2:

 Componente inversa

A componente inversa da impedância das linhas é calculada da mesma forma que a


componente directa, calculada anteriormente, que assume os seguintes valores:

Cabo LXHIOV 3x1x300mm2:

; ;

Cabo LXHIOV 3x1x185mm2:

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 Componente homopolar

Cabo LXHIOV 3x1x300mm2:

Valores utilizados para o cálculo de ZoL:

RF (Ω/km) 0,077
LF (mH/km) 0,29
XF (Ω/km) 0,94
RPE (Ω/km) 0,206
XPE (Ω/km) 0,16

Valores obtidos:

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Cabo LXHIOV 3x1x185mm2:

Valores utilizados para o cálculo de ZoL:

RF (Ω/km) 0,127
LF (mH/km) 0,37
XF (Ω/km) 1,16
RPE (Ω/km) 0,32
XPE (Ω/km) 1,19

Valores obtidos:

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2.5. Impedância dos transformadores da subestação 20/60 (kV)

 Componente directa

Os dois transformadores da subestação têm as seguintes características:

Sn 40 MVA
PCu 300 kW
U1n 60 kV
U2n 20 kV
UCC 10 %

 Componente inversa

 Componente homopolar

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2.6. Impedância da bateria de condensadores e do cabo de


alimentação

Bateria de condensadores

 Componente directa

 Componente inversa

Cabo LXHIOV 3x1x240mm2

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 Componente Inversa

A componente inversa da impedância das linhas é calculada da mesma forma que a


componente directa, calculada anteriormente, que assume os seguintes valores:

Cabo LXHIOV 3x1x240mm2

 Componente Homopolar

2.7. Impedância do conjunto: Posto de Transformação auxiliar e


cabo de alimentação

Transformador 20/0,4 (kV)

Sn 160 kVA
Un 20 kV
f 50 Hz
PCu 3000 W
UCC 4%

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 Componente Directa

 Componente Inversa

As componentes directas, inversas e homopolares do transformador são calculadas


através da mesma expressão, ficando:

 Componente Homopolar

Como referido na alínea anterior, o valor da impedância homopolar é igual ao valor da


impedância inversa e directa, sendo o seu valor de:

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Cabo de alimentação LSVAV 4x120mm2

 Componente directa

 Componente Inversa

A componente inversa da impedância das linhas é calculada da mesma forma que a


componente directa, calculada anteriormente, que assume os seguintes valores:

Cabo de alimentação LSVAV 4x120mm2

 Componente Homopolar

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2.8. Impedância da rede

 Componente directa

De seguida mostra-se o diagrama da rede com as respectivas impedâncias directas


cálculadas anteriormente e necessárias para o cálculo do curto-circuito trifásico
simétrico.

 Componente inversa

 Componente homopolar

Dado que o transformador da subestação tem os seus enrolamentos montados em


triângulo, a componente homopolar é bloqueada por estes, não sendo portanto
contemplada no cálculo do curto-circuito Fase-Terra.

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2.9. Corrente de curto-circuito trifásico simétrico


no barramento 0.1

As indicações de barramentos neste capítulo remetem para o desenho IPI.01.01.

Impedância do conjunto aerogerador+ transformador, calculado com


as componentes directas:

No barramento 8 temos (G1.1+T1.1+L1.1) // (G1.2+T1.2):

No barramento 6, temos (ZBUS8+L1.2) // (G1.3+T1.3):

No barramento 4, temos (ZBUS6+L1.3) // (G1.4+T1.4):

No barramento 2, temos (ZBUS4+L1.4) // (G1.5+T1.5):

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De modo a determinarmos a impedância nos barramento 0.1 e 0.2, temos em conta


que todos os circuitos de geração são iguais do ponto de vista de elementos
constituintes (transformadores, geradores e cabos), de forma a que as impedâncias de
cada circuito são iguais nas 6 (seis) situações.

No barramento 0.1, temos (ZBUS2+L1.5) // (ZBUS12+L2.5) // (Z


BUS22+L3.5)

No barramento 0.2, temos (ZBUS32+L4.1) // (ZBUS42+L5.1) // (Z


BUS52+L6.1)

Dado que:

(ZBUS2+L1.5) = (ZBUS12+L2.5) = (ZBUS22+L3.5) = (ZBUS32+L4.1) = (ZBUS42+L5.1) =


= (Z BUS52+L6.1) =

Vem:
ZBUS0.1 = (ZBUS2+L1.5) // (ZBUS12+L2.5) // (Z BUS22+L3.5)

No barramento 0.3, temos (ZdBUS0.1// ZdBUS0.2 // ZdBC // ZdPTsa) + ZdTrfSE) //


(ZdRede)

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2.10. Corrente de curto-circuito trifásico simétrico


no barramento 0.3

Zd Id

Ed

Fig. 3 – Esquema equivalente da rede no barramento 0.3

Este cálculo é necessário para a escolha do poder de corte da subestação, visto que o
curto-circuito trifásico simétrico é o mais severo, ou seja, o de corrente eficaz de maior
valor.

Sendo assim os aparelhos de protecção seleccionados terão que ter um poder de corte
nunca inferior a este valor de corrente (1,95 kA), ou seja, serem capazes de
interromper um curto-circuito sem se danificar.

Com base neste cálculo foi escolhido o disjuntor referido em 4.8.1, com um poder de
corte de 25 kA.

De seguida, por motivos meramente académicos serão efectuados os cálculos para


determinar o valor de curto-circuito fase-terra no barramento 0.3 (20 kV).

2.11. Corrente de curto-circuito fase-terra no barramento 0.3

Dado que o valor de Zd já foi determinado anteriormente, e para o cálculo da corrente


fase-terra é necessário calcular as três componentes (directa, inversa e homopolar)
serão calculados de seguida os valores da impedância inversa e homopolar, vistas da
subestação e assim obter a corrente de curto-circuito fase-terra neste barramento 0,
de acordo com o esquema equivalente da rede mostrado na Fig. 4.

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Fig. 4 – Curto-circuito fase-terra no barramento 0.3

2.11.1. Cálculo de Zi – impedância inversa

No barramento 8 temos (G1.1+T1.1+L1.1) // (G1.2+T1.2):

No barramento 6, temos (ZBUS8+L1.2) // (G1.3+T1.3):

No barramento 4, temos (ZiBUS6+L1.3) // (G1.4+T1.4):

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No barramento 2, temos (ZiBUS4+L1.4) // (G1.5+T1.5):

De modo a determinarmos a impedância nos barramento 0.1 e 0.2, temos em conta


que todos os circuitos de geração são iguais do ponto de vista de elementos
constituintes (transformadores, geradores e cabos), de forma a que as impedâncias de
cada circuito são iguais nas 6 (seis) situações.

No barramento 0.1 temos:

(ZiBUS2+L1.5) // (ZiBUS12+L2.5) // (Z iBUS22+L3.5)

E analogamente no barramento 0.2 temos:

(ZiBUS32+L4.1) // (ZiBUS42+L5.1) // (Z iBUS52+L6.1)

Atendendo a que:

(ZiBUS2+L1.5) = (ZiBUS12+L2.5) = (ZiBUS22+L3.5) = (ZiBUS32+L4.1) = (ZiBUS42+L5.1) =

=(ZiBUS52+L6.1) =

Obtemos:

ZiBUS0.1 = (ZiBUS2+L1.5) // (ZiBUS12+L2.5) // (ZiBUS22+L3.5)

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No barramento 0.3, temos (ZiBUS0.1// ZiBUS0.2 // ZiBC // ZiPTsa) + ZiTrfSE //


(ZiRede):

2.11.2. Cálculo de Zo – impedância homopolar

No barramento 8 temos (G1.1+T1.1+L1.1) // (G1.2+T1.2):

No barramento 6, temos (ZoBUS8+L1.2) // (G1.3+T1.3):

No barramento 4, temos (ZoBUS6+L1.3) // (G1.4+T1.4):

No barramento 2, temos (ZoBUS4+L1.4) // (G1.5+T1.5):

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De modo a determinar a impedância nos barramento 0.1 e 0.2, é tido em conta que
todos os circuitos de geração são iguais do ponto de vista de elementos constituintes
(transformadores, geradores e cabos), de forma a que as impedâncias de cada circuito
são iguais nas 6 (seis) situações.

No barramento 0.1 temos:

(ZoBUS2+L1.5) // (ZoBUS12+L2.5) // (Z oBUS22+L3.5)

E analogamente no barramento 0.2 temos:

(ZoBUS32+L4.1) // (ZoBUS42+L5.1) // (Z oBUS52+L6.1)

Atendendo a que:

(ZoBUS2+L1.5) = (ZoBUS12+L2.5) = (ZoBUS22+L3.5) = (ZoBUS32+L4.1) =


(ZoBUS42+L5.1) =(Z oBUS52+L6.1) =

Obtemos:

ZoBUS0.1 = (ZoBUS2+L1.5) // (ZoBUS12+L2.5) // (Z oBUS22+L3.5)

No barramento 0.3, temos (ZoBUS0.1// ZoBUS0.2 // ZoBC // ZoPTsa) + ZoTrfSE)

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Dado que o transformador da subestação tem os seus enrolamentos montados em


triângulo, a componente homopolar é bloqueada por eles, não sendo portanto
contemplada no cálculo do curto-circuito fase-terra.

Em resumo:

Para o cálculo do Icc fase terra, temos:

Logo, através do esquema equivalente de curto-circuito temos a C.C.


Fase-Terra:

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3. Dimensionamento contra curto-circuitos

3.1. Correntes de curto-circuito dos 60kV

Na figura seguinte estão mencionadas as duas configurações possíveis de exploração


da subestação:

Fig. 5 – Localização do defeito no barramento de alta tensão

Apesar de representadas, desprezam-se para o cálculo do valor dos defeitos na alta e


média tensão, as impedâncias associadas ao painel interbarras e cabos na alta tensão,
visto estas serem de valores reduzidos.

Desta forma, será correcto considerar a corrente de curto circuito na seta com o
sentido . No lado da média tensão, e em virtude de todas as ligações serem
em triângulo, leva a que não se considere a componente homopolar, deixando apenas
o cálculo da corrente de curto-circuito trifásico simétrico. Por outro lado, dado que na
alta tensão o transformador de potência tem a sua ligação feita em estrela com ponto
neutro ligado à terra efectua-se também o cálculo da corrente de curto-circuito fase-
terra.

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3.1.1. Impedâncias equivalentes na alta tensão

Do ponto de vista do defeito na alta tensão:

3.1.2. Curto-circuito trifásico-simétrico

3.1.3. Curto-circuito fase-terra

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3.2. Correntes de curto-circuitos dos 20 kV

Cálculo da impedância equivalente directa vista do ponto de defeito bMT ( barramento


de média tensão):

Fig. 6 – Localização do defeito no barramento de média tensão

3.2.1. Impedâncias equivalentes na média tensão

Do ponto de vista do defeito na média tensão:

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3.2.2. Curto-circuito trifásico-simétrico

3.3. Curto-circuitos térmicos e de pico

Para determinar os curto-circuitos térmicos e de pico é necessário considerar os


seguintes coeficientes:

Fig. 7 – Gráfico da influência da componente DC num curto-circuito

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3.3.1. Curto-Circuitos térmicos e de pico nos 60 kV

Curto-circuito trifásico-simétrico

Curto-circuito fase terra

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3.3.2. Curto-Circuitos térmicos e de pico nos 20 kV

Conforme verificado nos cálculos anteriores, a situação onde se obtém um valor mais
elevado da corrente de curto-circuito é no cc trifásico (entre 3 fases), desta forma só
iremos calcular a ocorrência de um curto-circuito nesta situação.

Curto-circuito trifásico-simétrico

4. Validação da Rede de terra através de cálculo manual


Neste ponto foi tido em consideração o indicado no documento da EDPDRP-C13-
530N[1]_Tensões de passo e contacto considerações de projecto

4.1. Passo 1: Dados de campo

Como dados de campo teremos a resistividade média do terreno (Mármores e argilas


compactas) onde se vai construir a nossa subestação e também a área global que
vamos utilizar, vindo para o caso do nosso cálculo:

; ; (perímetro)

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4.2. Passo 2: Diâmetro dos condutores de terra

Para a prossecução deste passo vamos necessitar de conhecer a corrente máxima de


curto-circuito e o tempo de eliminação desse defeito, que para o nosso caso serão:

A secção mínima dos condutores de terra a utilizar na rede, será:

Em que:

I = 5,85 kA ; = 0,3 s

Características do cobre electrolítico duro:

= 1084 ˚C;
= 40 ˚C;
= 0,00381 ;
= 1,78 μΩ.cm;
= 242 ;
TCAP = 3,42 .

Sendo:

S= secção dos condutores [ ];


I= corrente de defeito [kA];
= máxima temperatura permitida [˚C];
= temperatura ambiente [˚C];
= coeficiente de variação da resistividade à temperatura de referência [1/˚C];
= resistividade do solo à temperatura de referência [μΩ.cm];

= [˚C];

= tempo de duração da corrente de defeito [s];


TCAP = capacidade térmica por unidade de volume [ ].

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O diâmetro dos condutores será igual a:

O diâmetro mínimo dos condutores a utilizar deverá ser de 3,8212 . Como vamos
utilizar o cabo de cobre nu de 95 de secção, que tem um diâmetro de 10,998
, verifica-se que este cabo ultrapassa os valores mínimos ditados pelo cálculo.

4.3. Passo 3: Critérios para a tensão de contacto

Fig. 8 – Tensão de contacto

Os critérios a utilizar no cálculo da tensão de contacto, são os que estão definidos no


documento de harmonização da CENELEC (HD 637 S1), resultante da aplicação do
gráfico da Fig. 8, teremos:

= 0,3 s
= 400 V - A tensão tolerável pelo corpo humano.

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4.4. Passo 4: Configuração inicial

Para além dos dados resultantes do Passo 1 (resistividade média do terreno: ρ = 100
Ω.m, e a área global da malha de terra: A = 3600 ), definiram-se os outros
elementos básicos necessários ao projecto, a saber:

• Espaçamento entre os condutores paralelos da malha de terra: D = 4 m;

• Profundidade de enterramento da malha de terra: h = 1,0 m;

• Comprimento total de condutores enterrados: =15 x 60 + 15 x 60 = 1800 m;

• Comprimento total de eléctrodos de terra enterrados: = 12 x (2 + 2 + 2) = 72 m;

• =6m ; = 60 m ; = 60 m

• Comprimento total dos elementos enterrados:

4.5. Passo 5: Resistência da rede de terra

Para o cálculo da resistência da malha de terra utiliza-se a equação expandida de


SveraK:

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4.6. Passo 6: Corrente da rede de terra

A corrente da rede de terra é dada pela expressão:

em que é a corrente de curto-circuito correspondente ao pior defeito que possa


ocorrer, e já definida para a nossa subestação como sendo de 5,85kA, e é um
factor de depreciação que tem em conta o facto de a corrente de curto-circuito ser
assimétrica, quando para os cálculos iremos usar a corrente simétrica de curto-
circuito. será calculado de acordo com a seguinte expressão:

Em que:

= tempo de duração do defeito[s] ; , para 50 Hz, .

No presente caso, e para o tempo de duração do defeito igual a 0,3 segundos, assume-
se que é praticamente igual a 1.

Seguidamente teremos de calcular o valor de , correspondente ao divisor da


corrente de defeito, pela existência dos cabos de guarda das linhas de 20 kV, que para
além de estarem ligados à terra em todos os apoios da linha, também se encontram
ligados à terra geral única da subestação cuja rede de terra estamos a projectar.
Um cabo de guarda ligado à terra em múltiplos pontos, comporta-se como um
condutor que tem uma determinada impedância longitudinal Z1, e uma condutância
transversal . Se o cabo tiver um grande comprimento, o cálculo mostra que a
impedância equivalente é aproximadamente . Se várias linhas ligadas a
uma subestação estiverem munidas de cabos de guarda ligados à rede de terra da
subestação, a condutância resultante das diversas linhas será aproximadamente igual à
adição aritmética das indutâncias.

Notar-se-á que a impedância equivalente do cabo de guarda será da ordem da


impedância longitudinal correspondente a somente 750 metros de cabo. Isto põe em
evidência o facto de as correntes não se propagarem a grandes distâncias nestes
cabos, escoando-se rapidamente para a terra.

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Assim, no parque eólico da serra dos candeeiros, vamos considerar que a subestação
será alimentada por 6 linhas de MT a 20 kV, com 150 metros cada, em alumínio de 300
, sendo o cabo de guarda em condutor OPGW de 145 de secção.

Cálculo do factor para a subestação:

A corrente que irá fluir entre a rede e a terra de referência será:

Fig. 9 – Factor Sf da subestação

4.7. Passo 7: Verificação da elevação do potencial de terra

Neste passo é verificado se a elevação do potencial de terra ( . ), é igual ou menor


que duas vezes a tensão tolerada pelo corpo humano (2. ), ≤2 :

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Elevação do potencial de terra: . = 850 x 0,772 = 648,48 V

2 = 2 x 400 = 800 V

Como se pode observar, . 2. , pelo que a rede de terra pode ser validada.

4.8. Características do equipamento utilizado

4.8.1. Equipamento da rede de geração

Aerogerador
Os aerogeradores serão assíncronos trifásicos, tipo Double-coil asynchronous
generator com as seguintes características (Catálogo 3):

-Marca: ALPHA-OMEGA

- Modelo: AO-1MW

- Potência activa: 1000 kW

- Cos (φ) : 0,95

- Tensão nominal: 690 V

- Corrente nominal: 909 A

- Velocidade nominal: 21.95 rpm

- Altura da torre: 70 m

- Diâmetro do rotor: 54,4 m

- Número de pás: 3

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Linhas de interligação

As linhas serão constituídas por cabos de alumínio tripolares, enterrados. As distâncias


estão descritas no esquema unifilar da rede geral de geração. As principais
características destes cabos são (Catálogo 1):

- Cabo: LXHIOV (12 / 20 kV) 3x1x185mm2 e 3x1x300mm2

- Tensão nominal: 20 kV

- Secção: 185 mm2 e 300 mm2

- Resistência: 0,164 Ω/km e 1 Ω/km

- Indutância: 0,34 mH/km e 0,3 mH/km

- Corrente curto-circuito admissível: 17,5 kA e 28,3 kA (1 seg. - a 20 ºC)

Transformadores associados aos aerogeradores


Os transformadores elevadores de tensão serão instalados no interior da torre do
aerogerador, serão da marca ABB e terão as seguintes características principais
(Catálogo 4):

- Transformador: ABB - EcoDry99Plus

- Potência: 1,25 MVA

- Pcu: 10,5 kW

- Uo: 24 kV

- Ui: 0,69 kV

- Uk: 6 %

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4.8.2. Equipamento na subestação

Descarregadores de sobretensão (DST)


Os descarregadores de sobretensão têm como principal função a protecção dos
circuitos contra as descargas atmosféricas (Catálogo 11).

-Marca: ABB

- Modelo: EXLIM Q-E

- Tensão nominal: 36 kV

- Descarga onda 8/20 μs: 80,4-105 kA

- Descarga onda 30/60 μs: 69,2-74,2 kA

Seccionador de terra
Assegura a ligação dos condutores à terra, para uma eventual corrente de fuga, nas
situações em que é necessário fazer manutenção ao nível da linha (Catálogo 12).

- Marca: EFACEC

- Modelo: STD (Movimento duplo)

- Corrente nominal: até 40 kA rms

- Tensão nominal: até 245 kV

Seccionador de linha / Seccionador de barramento


O seccionador de linha, tal como o seccionador de terra, é utilizado habitualmente
quando se fazem manutenções. O seccionador de barramento tem uma função
semelhante a esta (Catálogo 13).

- Marca: EFACEC

- Modelo: SHD-72,5

- Corrente nominal: 3150 A

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- Tensão nominal: 72,5 kV

Disjuntores para os 20 e 60 kV
(Catálogos 9 e 10)

Para os 20 kV Para os 60 kV
- Mraca: ABB - Marca: ABB
- Modelo: OHB 24 - Modelo: LTB 72.5D1/B
- Tensão nominal: 24 kV - Tensão nominal: 72,5 kV
- Corrente nominal: 1250 A - Corrente nominal: 3150 A
- Corrente Curto-Circuito: 25 kA - Corrente Curto-Circuito: 40 kA

Transformadores de tensão (TT)


Os transformadores de tensão (TT) são usados para ligar às protecções para disparo de
disjuntores e também para ligar os elementos de medida e contagem de energia
(Catálogo 15).

- Marca: ABB

- Modelo: EMF-52

Transformadores de corrente (TI)


Os transformadores de corrente (TI) são usados para ligar às protecções para disparo
de disjuntores e também para ligar os elementos de medida (Catálogo 14).

- Marca: ABB

- Modelo: IMB 36-170

- Tensão máxima admissível: 72,5 kV

- Corrente primário: 150 A

- Corrente Curto-Circuito: 16 kA

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Transformador subestação 20/60 kV


O transformador 20/60 (kV) é utilizado para elevar o nível de tensão na rede de
geração (20 kV), para um nível de tensão superior para entrega à rede de distribuição.
O nível de tensão pretendido é 60kV (Catálogo 6).

- Marca: ABB

- Modelo: Small Power Transformers

- Primário: 20 kV

- Secundário: 60 kV

- Potência Aparente: 5 MVA

Contadores de energia
Os contadores de energia destinam-se a medir a energia que é fornecida à rede em
cada uma das linhas de saída (Catálogo 8).

- Marca: Schneider

- Modelo: PowerLogic PM200 series

Transformador Auxiliar
O transformador auxiliar ficará integrado no edifício de comando da subestação
(Catálogo 7).

- Marca: EFACEC

- Modelo: Transformador Hermético

- Tensão no primário: 20 kV

- Tensão no secundário: 420 V

- Potência nominal: 160 kVA

- Ucc (%): 5 %

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5. Regulamentos e Normas do Projecto

Este projecto foi realizado de acordo com as normas e regulamentos portugueses em


vigor, nomeadamente os seguintes:

Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT), portaria


n.º 949-A de 11 de Setembro de 2006
Regulamento de Segurança das Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em
Baixa Tensão, Decreto Regulamentar N.º 90/84, de 26 de Dezembro
Validação de rede geral de terra de subestações AT/MT pelo controlo das
tensões de contacto e de passo DRP-C13-530/N Homologação, conforme
despacho de CA de 2007-02-13
IEC 60909 – Norma Internacional de Calculo de Curto-Circuitos Trifásicos AC
Regulamento de Qualidade de Serviço da ERSE
IEEE Guide for safety in AC Substation Grounding, ANSI/IEEE Std 80-2000

6. Bibliografia

Guia Técnico das Instalações de Produção Independente de Energia Eléctrica –


publicado em Junho de 1994 pela DGE
Projecto Tipo da EDP
IEC 60909 – Norma Internacional de Calculo de Curto-Circuitos Trifásicos AC
ABB Switchgear 11edition
ABB MV/LV transformer substations: theory and examples of short-circuit
calculation
DIT-C98-000N - Guia Técnico de telecontagem – EDP Distribuição
Documentação das aulas teóricas de IPI – Semestre de Verão de 2008/09 –
Engº Fernando Loureiro
Manual de Concepção de Instalações eléctricas – Eng.º Constantino Soares –
ISEL/DEEA/SUE, 2009

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