EXERCICIO COMPLETO CONCRETO ARMADO I

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Prof. Msc. Eng. Civil Silvio Edmundo Pilz

EXERCICIO COMPLETO

Exercicio completo
Neste exercício veremos o seguinte: •Como a partir de uma planta de formas montamos o esquema estático de uma viga •Determinamos os carregamentos atuantes nesta viga •Obtemos os diagramas de esforços atuantes nesta viga •Obtemos uma altura para esta viga a partir da largura determinada •Verificamos se a seção atende ao cisalhamento •Calculamos a armadura de flexão, por equações e por tabelas de coeficientes “k” •Verificamos ao ELS-DEF (flechas) •Calculamos a armadura transversal (estribos) •Detalhamos as armaduras no tramo e na seção transversal •Verificamos a ancoragem das armaduras nos apoios

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DADOS: Calcular a viga V5 da planta de forma adiante. •Obra em classe de agressividade II – região urbana. •Aço CA-50. •Peso específico da alvenaria (já considerado os revestimentos) é de 15 kN/m3. •A altura da parede sobre a viga é de 2,70 metros e é parede cega, com espessura de 15 cm (no osso, quer dizer sem revestimentos). •O concreto com brita 1 (DMA – Dimensão Max. do Agregado é de 19 mm). •Para a entrada do vibrador necessitamos 2,7 cm de espaço entre armaduras •A retirada do escoramento será com 60 dias. •Para fins de cálculo de deformações, considerar que a carga acidental atuante na viga será de 20% da carga total. •Pretende-se colocar esta viga no domínio 3, sem armadura dupla. •Temos que a máxima altura da viga, por questões arquitetônicas deve ser de 70 cm, pois o entrepiso (laje a laje) é e 2,88 m e nesta parede há uma possibilidade futura de se abrir uma porta. •A reação da viga V13 na viga V5 é de 35 kN

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evitando assim possíveis requadros. Eng. Vemos que ela se apóia nos pilares P12 e P4.EXERCICIO COMPLETO Primeiramente precisamos retirar da planta de forma o esquema estático da viga V5. Também vemos que exatamente no centro da nossa viga ela recebe uma carga concentrada que é a reação da V13. temos o seguinte 5 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc. A largura de 15 cm foi a partir da largura dos tijolos que são de 15 cm. como sendo de 35 kN. Ampliando a região da nossa viga. que foi já dado. Desta forma o revestimento posterior será feito sobre a viga e a parede da mesma espessura.

5 + 7. Civil Silvio Edmundo Pilz .5 = 650 cm 6 Prof. Msc. Eng. mais a metade de cada apoio: Lteor = Llivre + ½ apoio 1 + ½ apoio 2 = 635 + 7.EXERCICIO COMPLETO Observar que para o vão teórico usamos o vão livre.

63 kN/m Parede: 0.EXERCICIO COMPLETO Montado o esquema estático da viga a partir das formas. nos dois lados : ) Carga total : 12.70 m x 25 kN/m3 = 2. Civil Silvio Edmundo Pilz . Teremos: Peso próprio + parede sobre a viga + reação das lajes (Para calcular o peso próprio vamos usar a máxima altura possível de 70 cm) Peso próprio : 0. Msc. temos que determinar a carga atuante na mesma.35 kN/m + 5.70 m x 15 kN/m3 = 6.75 kN/m + 2.08 kN/m = 21.46 kN/m Como a reação da V13 na viga V5 é de 35 kN. então o nosso esquema estático será assim: 7 Prof. Eng.40 kN/m = 12.15 m x 0.75 kN/m (nos dois trechos são iguais.08 kN/m Reação das lajes: 7.15 m x 2.63 kN/m + 6.

a . Civil Silvio Edmundo Pilz .25 3.5 Lembrando que do diagrama de momento fletor os momentos obtidos são os característicos e precisamos obter os momentos de cálculos Mk = 170.25 6. Eng. b 21.EXERCICIO COMPLETO Então vamos calcular os esforços: Mk e Vk Mk p .52 l 8 35 3.1 = 238. Msc.46 6.l 2 8 P .14 kNm 8 Prof.4 x 170.1 kNm  Md = 1.

Eng.EXERCICIO COMPLETO 87.3 kN 9 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.

Da tabela 7. Então teremos que calcular a altura útil “d” 10 Prof. Como a nossa classe de agressividade é II. Lembrando que queremos armadura simples.0 cm. Civil Silvio Edmundo Pilz .2 obtemos que o nosso cobrimento (c) é de 3. da NBR 6118. Msc. tabela 7. 1ª verificação  altura para estar com armadura simples e no domínio 3 Agora já podemos verificar qual seria a nossa altura da viga. domínio 3.EXERCICIO COMPLETO Vamos agora definir qual o concreto que será utilizado.1 tiramos que a classe de concreto será C25. Eng.

lim 23 . (2. Então de onde obtemos que d = 52. 0. fcd . M d . d2 .68 . d2 .d kc . o “k” que está limite do domínio 3 / domínio 4 é kc = 1.4 . x) 23814 kNcm = 0. 0. lim 15 .628 (1 . para concreto C25.5/1. d 2 1.4) . Civil Silvio Edmundo Pilz .814 b. 15 .75 .628) De onde obtemos que d = 52.68 .71 cm 11 Prof.75 2 Na tabela dos coeficientes “k”.4 . b . x . Eng. Msc. Sabemos que no limite do domínio 3 x domínio 4 o valor do de x = 0. (1 – 0.73 cm Agora por tabelas do coeficiente “k”.628 x é Md = 0.EXERCICIO COMPLETO Primeiro por equações.0.

2ª. verificação  verificar as bielas comprimidas Esta verificação é determinar se a seção tem o cortante resistente (VRd2). Eng.EXERCICIO COMPLETO Como  h = d + c = 52. E vamos adotar d = 63 cm E assim tivemos a nossa 1ª. 12 Prof. Adotaremos a altura máxima para h= 70 cm. Msc.73 + 3. O cortante atuante característico Vk = 87.3 kN e o cortante de cálculo Vd = 122.0 = 55. verificação que é a altura mínima para estar com armadura simples e no domínio 3.2 kN.73 cm. Civil Silvio Edmundo Pilz . maior que o cortante atuante (VSd).

4) . sendo v2 . Eng. fcd .2 kN  as bielas resistem (ok!) 13 Prof.5/25).1 kN ≥ Vd = 122.EXERCICIO COMPLETO VRd2 = 0. Msc. 63 = 410. d = (1 – fck/25) com fck em kN/cm2 v2 VRd2 = 0. b . 15 .27 .5/1. Civil Silvio Edmundo Pilz . (1 – 2. (2.1 kN Como VRd2 = 410.27 .

x . Msc.)  “x” ou o valor do x. Eng. b . x) Vai resultar que x = 0. x) Temos que calcular a posição da linha neutra (L.68 . d2 .EXERCICIO COMPLETO Cálculo da armadura de flexão (já sabemos que será simples) Por equações temos que Md = 0. (1 – 0.5/1. x . 15 . 632 .57 cm 14 Prof.390 e x = 24. Civil Silvio Edmundo Pilz .N.814 = 0.4 .4) . pois sabemos que  x = x/d  então. (1 – 0.68 . 23. (2.4 . fcd .

(63 0.EXERCICIO COMPLETO E como As sd Md .5 Na tabela.4. 24. temos que o valor de ks = 0. Eng.273 Vejam que o resultado é praticamente igual o do cálculo por equações As Md ks . (d 0. Msc.814 2.d 2 Md 15 . 63 10.32 cm 2 15 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz .5 .814 0.814 10. x) 23.57) sd no aço é fyd Lembrando que no domínio 2 e 3 a tensão Por coeficientes “k” temos kc b. d 23. 63 2 23 . para concreto C25.30 cm2 43.273 .4 .

max = 4. Ac As.EXERCICIO COMPLETO A armadura mínima para esta viga é dada por As. Eng.15/100) .min = (0.58 cm2 A taxa máxima de armadura é dada por: Que fica sendo As.min = min . (15 .max = (4. Msc.6 cm2) 16 Prof. Para viga seção retangular e fck = 25 MPa o valor de é de 0.0 cm2 Logo As = 10.0 %.15% Então As.30 cm2 (2 Ø 25 + 2 Ø 10 = 11. Ac A taxa mínima ( min ) de armadura depende da forma da seção e do fck do concreto. 70) = 42. (15 . Civil Silvio Edmundo Pilz .0/100). 70) = 1.

) da peça fissurada.L. Se estiver fissurada precisamos calcular a rigidez efetiva (E. Eng. verificação  vamos verificar ao E.EXERCICIO COMPLETO 3ª. Para tanto precisamos saber se o momento atuante (Ma) é maior que o momento que provoca a fissuração da peça (MR) 17 Prof.S-DEF – flechas No nosso exercício este será o único E. Civil Silvio Edmundo Pilz . que é achar a inércia equivalente (Ieq) da seção para a determinação das deformações (flechas).S que iremos verificar.I. O ELS-W (Estado Limite de Serviço – Abertura de Fissuras ) não iremos verificar Inicialmente para esta verificação precisamos saber se a peça está fissurada.L. Msc.

h3 12 . f ct . Para seção retangular  yt = h/2 = 70/2 = 35 cm 18 Prof.21 . 70 3 12 428 . Civil Silvio Edmundo Pilz .5 O yt é a distância do C.G da peça até a borda tracionada. 3 fck2 1. Msc. Eng.inf 0.795MPa 0.1795 kN / cm2 é o coeficiente que depende da forma da seção.EXERCICIO COMPLETO MR Ic b . I c yt 15 .750 cm4 (inércia bruta da seção) fct O fctk. Seção retangular = 1.

Eng. 0.295 kNcm 32. f ct .EXERCICIO COMPLETO MR . I c yt 1.565 MPa 0.1 kNm Como (já calculado anteriormente) Ma > Mr  há formação de fissuras  Estádio II  temos que usar rigidez efetiva No cálculo da rigidez efetiva teremos que usar um novo valor de MR usando agora para o valor de fct = fct.750 35 3. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.3 . 428.m f ct f ctm 0. 3 fck 2 2.98 kNm O nosso Ma = Mraro = 170.1795 .2565 kN / cm2 19 Prof.5.

750 35 4. no Estádio II.000 Mpa (aço CA-50 ) Ec = 0. Civil Silvio Edmundo Pilz . 428.2565 . 5600 . 0.85 Eci = 0.800 MPa e Es Ec 210.800 8. considerando a homogeneização da seção homogeneização da seção  como temos dois materiais distintos. I c yt 1. Msc. nesta peça fissurada (x2).EXERCICIO COMPLETO MR . fck1/2 = 23.82 20 Prof.85 .N. com módulo de elasticidade distintos. vamos transformar a área de aço em área equivalente de concreto através de um coeficiente que relaciona o módulo dos dois materiais Aço  Concreto  Es = 210.13 kNm Precisamos calcular a posição da L.000 23.713kNcm 47.5. na seção (aço e concreto). f ct . Eng.

11. (63 23.60 . Msc. As . x2 8. x2 e . (23.35)3 3 . 11. x2 3 I2 I2 e . x2 e .887 cm4 21 Prof.82 .35 cm Agora vamos calcular a Inércia da seção no Estádio II (I2) que é dada por 3 b .60 . As . 11. x2 2 8. (d x2 ) 2 8. Civil Silvio Edmundo Pilz 15.82 . As .35)2 225. d 0 0 15 2 .EXERCICIO COMPLETO A fórmula da posição da L.N no estádio II é dada por: 2 b . 63 x2 = 23.60 .82 . Eng.

Civil Silvio Edmundo Pilz . colocando a relação do MR / Ma  Ma = 170. I2 Ma [1 47 .501 cm4 22 Prof. 225 .887 170 .1 Ieq = 9132 + 221.13 3 ( ) ] . Ic Ma [1 MR 3 ( ) ] .EXERCICIO COMPLETO Porém no cálculo da deformação temos que usar a inércia equivalente (Ieq) que relaciona ainda algo como se fosse o grau de fissuração da peça.13 3 ( ) . Msc. Eng.1 47 .750 170 .369 = 230. 428 .1 kNm I eq I eq MR 3 ( ) .

serv = 18.29 kN/m e assim g = 17.q Como a carga total  calculado no começo  p = 21.46 kN/m Sendo q = 20% p (dado)  q = 4.L.17 kN/m pd.S – DEF De acordo com NBR 6118 temos que usar a combinação quase permanente de ações Sendo 2 = 0.29  pd.serv = g + 2 .serv = g + 2 . Civil Silvio Edmundo Pilz . q = 17. Eng.46 kN/m 23 Prof. 4.17 + 0. Msc.EXERCICIO COMPLETO Agora vamos ver a combinação de ações para cálculo no E.3 .3  pd.

Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz . Eng.EXERCICIO COMPLETO Das tabelas tiramos as fórmulas de flechas imediatas 24 Prof.

Msc. Eng. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO Carga distribuída 25 Prof.

Eng. Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 26 Prof.

Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc. Eng.EXERCICIO COMPLETO 27 Prof.

Eng. Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO Agora vamos calcular a armadura transversal (estribos) 28 Prof.

Msc.EXERCICIO COMPLETO 29 Prof. Eng. Civil Silvio Edmundo Pilz .

Eng. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.EXERCICIO COMPLETO 30 Prof.

Eng. Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 31 Prof.

Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 32 Prof. Eng.

Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.EXERCICIO COMPLETO 33 Prof. Eng.

Eng.EXERCICIO COMPLETO 34 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.

Eng.EXERCICIO COMPLETO 35 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz . Msc.

Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 36 Prof. Eng. Msc.

EXERCICIO COMPLETO 37 Prof. Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz . Eng.

Eng. Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 38 Prof. Msc.

Msc. Eng.EXERCICIO COMPLETO 39 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz .

Civil Silvio Edmundo Pilz .EXERCICIO COMPLETO 40 Prof. Msc. Eng.

Civil Silvio Edmundo Pilz . Eng. Msc.EXERCICIO COMPLETO 41 Prof.

EXERCICIO COMPLETO 42 Prof. Msc. Civil Silvio Edmundo Pilz . Eng.

EXERCICIO COMPLETO FIM DA UNIDADE 43 Prof. Civil Silvio Edmundo Pilz . Eng. Msc.

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