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O segundo maior segredo americano da 2ª Guerra Mundial:

O visor de bombardeio Norden

Até o Projeto Manhattan (Bomba Atômica), o desenvolvimento do visor


de bombardeio Norden, era o projeto mais secreto dos Estados Unidos na 2ª
Guerra Mundial. Utilizando um visor convencional com mira em forma de teia de
aranha, o visor de bombardeio Norden determinava, com precisão, o exato
momento de lançamento das bombas de modo que as mesmas atingissem o alvo.
O Norden, era na realidade, um computador mecânico analógico, menos potente
do que uma calculadora de bolso dos nosso dias, mas que era um excelente
equipamento.
Programado pelo bombardeador, o visor compensava o lançamento podia
ser acoplado ao piloto automático do avião, e na realidade, durante a corrida
final de bombardeio, que pilotava o avião era o bombardeador.
A propaganda dizia que a precisão do Norden era tanta, que era possível
lançar uma bomba dentro de um barril, a uma altura de 20 mil pés. Na
realidade, a precisão do visor não chegava a tanto. Durante os testes, metade
das bombas lançadas alcançou o alvo, num círculo de 75 pés de raio. Em
condições normais de operação militar, com o alvo coberto parcialmente de
nuvens, e com a aeronave sendo atacada por caças ou pela anti-aérea, a
precisão do visor modificava-se um pouco.
Antes do início da corrida de bombardeio, o bombardeador verificava as
instalações do visor dentro do avião, e o montava na aeronave. Ele então
conectava o equipamento ao piloto automático da aeronave e energizava o
giroscópio do visor. Em seguida, programava o tempo de queda das bombas e os
demais parâmetros.
Ajoelhado no nariz transparente do bombardeio, e respirando oxigênio
através de sua máscara, o bombardeador colocava o alvo no visor. Vestia
também uma luva de seda, de modo a evitar que a pele de seu dedo congelasse
ao contato do metal do visor, já que a temperatura naquela altitude era de -
40°C. Ao mesmo tempo em que a aeronave era sacudida pela anti-aérea e
atacada pelos caças, o visor compensava o vento externo e o bombardeador-
chefe, que ia na aeronave do líder e que comandaria o lançamento das bombas
de todo o esquadrão, sentia o peso da missão em suas costas.
Se a aeronave fosse abatida, era responsabilidade do bombardeador
destruir o visor e preservar seu segredo. No início da operação dos

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bombardeios da 8ª Força Aérea, em 1943, o bombardeador tinha ordens de, no
caso de emergência, atirar com sua pistola 45 no visor.
Várias versões do visor foram construídas ao longo da guerra, sendo que
ao final mais de 90 mil o foram

Dados sobre o Visor de Bombardeio Norden

Inventor: Carl L. Norden, que era contratado do Navy's Bureau of Ordnance


em 1920
Peso: 22,6 kg
Custo: A Carl L. Norden, Inc. cobrava US$ 8 mil por visor

Abaixo algumas fotos do visor de bombardeio Norden, que permaneceu em uso


na USAAF e depois na USAF até o final dos anos 50

Vista mostrando o equipamento de frente, com seu giroscópio podendo ser visto através da lente
do visor, a esquerda. O telescópio para visão do bombardeio fica localizado no centro do visor. A
direta estão cinco pontos para controle manual de altitude e velocidade no ar.

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Vista lateral direita do visor, apresentando os controles. O grande a esquerda controla o azimute, e
o central é o que se ajusta a velocidade no ara da aeronave. Existem ainda uma variedade de
outros controles para juste.

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Vista posterior do visor, mostrando o livro de manutenção, onde eram anotados os serviços e
reparos realizados no equipamento

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