Empreitadas de Obras Públicas

PROCEDIMENTOS
D. L. 59/99, de 2 de Março

Direcção Geral do Desenvolvimento Regional Coordenação do Fundo de Coesão

Edição Capa Impressão Tiragem (1ª versão)

Direcção-Geral do Desenvolvimento Regional R. de São Julião , nº 63 1149-030 Lisboa Dimensão 6 Serviços de reprografia da DGDR - Duarte Gabriel 500 exemplares

NOTA PRÉVIA A contratação pública é uma matéria particularmente sensível e estrategicamente determinante no que se refere à articulação entre as funções de gestão e controlo de investimentos públicos. Tanto para as entidades mais directamente ligadas à execução desses investimentos como para as que assumem responsabilidades de gestão e controlo dos respectivos financiamentos os procedimentos de contratação constituem factor determinante na concretização de objectivos de eficiência e eficácia na afectação dos recursos disponíveis. O volume financeiro das transferências do orçamento da União Europeia, que nos últimos anos têm contribuído para a realização de um conjunto de investimentos decisivos para o desenvolvimento de Portugal, justificou a mobilização de um significativo conjunto de recursos técnicos e humanos em torno da programação e do acompanhamento da execução desses investimentos a nível nacional e promoveu uma troca de experiências e conhecimentos que, embora menos visíveis do que a obra feita, terão um impacte positivo indiscutível. A capacidade de transformar este imenso esforço nacional em resultados concretos a nível da melhoria da qualidade de vida de um número cada vez maior de portugueses - na medida em que conseguimos fazer mais com melhor qualidade e maior rigor, é um desafio que se coloca a todos os que participam neste processo. A gestão dos financiamentos e a transposição de directivas comunitárias constituíram, por vezes, a ocasião determinante para definir o quadro legal e institucional nesta área. Mas os princípios que justificam as decisões tomadas ultrapassam claramente esse contexto e devem merecer-nos uma atenção especial. De facto todo o enquadramento legal se baseia em princípios que constituem referência para a definição de procedimentos e avaliação dos resultados da sua aplicação. Havendo que contrariar a tentação de pensar que é possível prever e regulamentar “a priori” todas as ocorrências futuras, torna-se fundamental reforçar a identificação dos princípios que presidem à definição de procedimentos. Face a situações que não se encontrem previamente tipificadas, são os princípios que irão permitir escolher as alternativas mais coerentes e será também com referência aos princípios que se poderá testar a capacidade da regulamentação em vigor para atingir efectivamente os objectivos invocados para a sua aplicação. Neste sentido, um enquadramento legal que não seja capaz de manter um diálogo constante com os resultados práticos da sua aplicação dificilmente dará os frutos desejados, embora possa tornar bastante espinhosa a missão de quem o deve aplicar. A Direcção Geral de Desenvolvimento Regional tem responsabilidades particulares nesta matéria, pelo conjunto de informação que gere, pela rede diversificada de contactos onde se insere e pela sua posição num processo exigente mas rico de potencialidades.

O manual que agora se divulga é um simples instrumento de trabalho, mas a sua utilização pode constituir ocasião para um diálogo entre as diferentes entidades envolvidas na execução e no acompanhamento e controlo dos investimentos públicos. A proposta de elaboração do Manual surgiu na sequência de uma acção de formação sobre a aplicação do D.L. nº 59/99, de 2 de Março, da iniciativa da DGDR, em que o autor assumiu o papel de formador. A acção era dirigida a técnicos ligados à gestão nacional e sectorial do Fundo de Coesão mas foi frequentada também por outros técnicos da DGDR. Nessa ocasião, a experiência de quem acompanha a execução de contratos empreitada de obra pública suscitou uma interessante reflexão sobre as condicionantes, consequências previsíveis e alcance da evolução que tem sofrido o enquadramento legal no âmbito da contratação pública. Desde logo ficou evidente que era preciso alargar o diálogo sobre este assunto, tendo também algumas entidades executoras de projectos com apoio do Fundo de Coesão manifestado, em reuniões das Comissões de Acompanhamento, o seu interesse no acesso a este tipo de instrumentos de trabalho. Será também importante que este diálogo não se limite a uma “conversa interna” à administração e saiba abrir-se às empresas prestadoras de serviços e fornecimentos que têm sido actores determinantes na transformação das condições de vida das populações. O Dr. Fernando Silva, autor do presente trabalho, funcionário do quadro da Inspecção-Geral de Finanças, depois de ter assessorado o Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, com particular incidência na preparação de legislação nesta área, exerce actualmente funções dirigentes na Inspecção-Geral de Obras Públicas Transportes e Comunicações. O seu conhecimento da matéria em causa e da Administração deram-lhe condições para elaborar o presente trabalho com a qualidade que nos apraz registar. Justifica-se efectivamente uma pal avra de reconhecimento ao Dr. Fernando Silva que correspondeu positivamente à nossa proposta. As opções de conteúdo e natureza do texto são da sua autoria e consideramos que preenchem os objectivos de clareza e pragmatismo que lhe foram solicitados. O documento permite uma consulta por assuntos, mas considera-se aconselhável a sua leitura na integra, tendo nomeadamente em conta que algumas alterações introduzidas com o D.L. nº 59/99, poderão passar despercebidas. Algumas destas alterações acentuam a necessidade de uma programação mais rigorosa, sendo cada vez mais reduzido o espaço para a adopção de soluções de recurso durante a execução dos contratos. É pois como muito gosto que pomos à disposição de todos os interessados este documento, esperando que além de ser utilizado como instrumento de trabalho possa constituir referência para manter em aberto o diálogo e a reflexão sobre a matéria em causa. DGDR Junho de 2001

Fernando Silva .MANUAL D E PROCEDIMENT OS SOBRE EMPREITADAS D E OBRAS PÚBLICAS DL nº 59/99 d e 2 de Março Dr.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 2 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice* ÍNDICE 1. 21. Noção de Obra Pública Modo de realização de obras públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. 5. 18. 6. 4. 7. 24. 12. 8. 16. 26. 17. 25. 13. 19. 9. 15. 2. 10. 11. 23. 20. 14. 22. 3. de 2 de Março Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública Autorização da abertura do procedimento de contratação Autorização da despesa Tipos de Empreitadas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas Escolha dos procedimentos Publicidade dos concursos Prazos e forma de contagem Requisitos dos concorrentes O concurso público O concurso limitado O concurso por negociação O ajuste directo A prestação de garantia A celebração do contrato O visto do Tribunal de Contas A consignação dos trabalhos A execução dos trabalhos Os pagamentos ao empreiteiro A recepção provisória da obra O inquérito administrativo A conta da empreitada O prazo de garantia DGDR Fundo de Coesão 3 .

37. de 2 de Março Índice do Manual de Procedimentos Índice Temático Alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 59/99 Siglas * Este índice permite mais facilmente identificar o assunto tratado através da visualização da caixa apresentada no início de cada página. 29. A recepção definitiva A restituição e a extinção da caução As subempreitadas A concessão de obras públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada Contencioso dos contratos Legislação conexa Índice do Decreto-Lei nº 59/99. 34. 35. 32. 33. 28.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice* 27. 38. DGDR Fundo de Coesão 4 . 30. 31. Para um maior detalhe dos assuntos tratados sugere-se a consulta do Índice do manual na página 219 e seguintes. 36.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas NOÇÃO DE OBRA PÚBLICA 1 DGDR Fundo de Coesão 5 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 6 .

(*) Futuramente. as árvores. destinada a preencher. conservação. beneficiação e demolição de bens imóveis 1.O artigo 204º. as águas. na falta de referência expressa a diploma legal. reconstrução. vide página 19. restauro. alteração. DGDR Fundo de Coesão 7 . reparação. de 2 de Março. por si mesma. adaptação. limpeza. nº 1 do Código Civil elenca como coisas imóveis os prédios rústicos e urbanos. entende-se a mesma como feita para o Decreto-Lei nº 59/99.Sobre quem são os donos de obras públicas. 2. por si mesmo. de 2 de Março (*) A Directiva nº 93/37/CEE apresenta-nos uma noção de obra mais simples: Obra é o resultado de trabalhos de construção ou de engenharia civil destinado a preencher. nº 1 do Decreto-Lei nº 59/99. executada por conta de um dono de obra pública2 Artigo 1º. ampliação. os arbustos e os frutos naturais.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Noção de Obra Pública 1 Obra Pública Qualquer obra de construção. uma função económica ou técnica Notas: 1. uma função económica ou técnica. os direitos inerentes aos imóveis mencionados e as partes integrantes dos prédios rústicos e urbanos.

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas MODO DE REALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS 2 DGDR Fundo de Coesão 9 .

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Hoje em dia cada vez se recorre mais à concessão para levar a cabo grandes obras públicas (em sistema de «Project finance»): construção de pontes e auto-estradas. bem como a exploração do seu resultado (empreendimento) durante um período de tempo determinado O dono da obra executa a obra com os seus próprios meios (humanos e materiais) ou com o recurso ao seu aluguer Empreitada1 Concessão2 Administração Directa3 Artigo 1º. ao nível da administração local. DGDR Fundo de Coesão 11 . 2. na execução de pequenos trabalhos de pavimentação ou de instalação ou renovação de redes de esgotos.A empreitada é o modo mais usual de executar obras públicas. etc. mediante o pagamento de um preço O dono da obra (concedente) entrega a outrem (concessionário) a concepção e execução dos trabalhos. 3.Está em desuso o recurso à administração directa: subsiste ainda.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Modo de realização de Obras Públicas 2 As obras públicas podem ser realizadas por: O dono da obra adjudica a outrem a execução (que poderá ainda incluir a concepção) dos trabalhos de construção ou de engenharia civil. essencialmente. nº 2 Notas: 1. água.

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DE 2 DE MARÇO 3 DGDR Fundo de Coesão 13 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO DECRETO-LEI Nº 59/99.

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de 14 de Setembro e pelo Decreto-Lei nº 159/2000. de 27 de Julho A quem se aplica? Âmbito Subjectivo Artigo 3º DGDR Fundo de Coesão 15 . de 2 de Março (Regime jurídico das Empreitadas de Obras Públicas) (*) Alterado pela Lei nº 163/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março 3 A que se aplica? Âmbito Objectivo Artigo 2º Decreto-Lei nº 59/99.

limpeza. de 17 de Agosto. de 2 de Março 3 Âmbito Objectivo – aplica-se a: Engloba os trabalhos previstos no nº 1 do artigo 1º do Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março (construção. na Portaria nº 412I/99. Segundo o Prof. por conta e risco próprios. ampliação. reconstrução.g. de forma exaustiva. Marcello Caetano a concessão de obra pública verifica-se quando uma pessoa colectiva de direito público transfere Concessões de obras públicas para outra pessoa o poder de construir. determinadas coisas artificiais. nº 2) e que se encontram discriminadas. uma ponte ou uma via férrea. restauro. conservação. beneficiação e demolição de bens imóveis). reparação. de 4 de Junho.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. cobrando este aos utentes as taxas que forem fixadas. bem como Os trabalhos que se enquadrem nas subcategorias previstas no Decreto-Lei nº 61/99. de 2 de Março (artigo 26º. as quais ficarão na posse do concessionário durante certo número de anos. Empreitadas de obras públicas alteração. destinadas ao uso público directo ou ao estabelecimento de um serviço público. nºs 1 e 2 DGDR Fundo de Coesão 16 .. v. adaptação. Artigo 2º. alterada pela Portaria nº 660/99.

dessa gestão. Concessões de serviços públicos Segundo o Prof. pelo regime geral de fornecimentos aprovado pelo Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho. transferindo-lhe temporariamente o exercício dos direitos e poderes necessários e impondo-lhe os correspondentes deveres. encarrega. nº 6 DGDR Fundo de Coesão 17 . nos limites da lei. uma outra pessoa. geralmente uma entidade privada. de 2 de Março 3 Não se aplica a: Fornecimentos (ainda que de obras públicas) Segundo o nº 3 do artigo 1º os fornecimentos de obras públicas regem-se.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. Artigo 2º. como quaisquer outros. por não querer assumir o encargo da respectiva gestão. Marcello Caetano é o contrato pelo qual uma pessoa colectiva pública a quem competia criar e explorar em exclusivo um certo serviço público de carácter empresarial.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99.A contratos de empreitada celebrados ao abrigo de regras específicas de uma organização internacional. de 2 de Março 3 O Decreto-Lei nº 59/99 também não se aplica: 1.A contratos de empreitada que se regem por regras processuais diferentes celebrados entre o Estado Português e empresas de outro Estado. nº 1 DGDR Fundo de Coesão 18 . ao abrigo de um Acordo Internacional relativo ao estacionamento de tropas. Artigo 4º. 2.A contratos de empreitada que se regem por regras processuais diferentes celebrados entre o Estado Português e um ou vários países terceiros à União Europeia. 3.

a Administração Estadual Indirecta. em sentido restrito. Ordem dos Engenheiros. os municípios. as assembleias distritais e as associações de municípios de direito público Estado Institutos Públicos Associações Públicas Autarquias locais e outras entidades sujeitas à tutela administrativa DGDR Fundo de Coesão 19 . nos termos da Lei nº 27/96. Cooperativas de Interesse Público (Régies Cooperativas) Autarquias locais são. as freguesias e as regiões administrativas. a Administração Estadual Directa (Ministérios e serviços directamente dependentes) Ex: Laboratório Nacional de Engenharia Civil.236º da CRP. Ex: Ordem dos Advogados. Instituto de Comunicações de Portugal Integram. juntamente com os institutos públicos. nos termos do art. Entidades equiparadas (isto é. de 1 de Agosto) são as áreas metropolitanas. de 2 de Março 3 Âmbito Subjectivo Aplica-se a DONOS de OBRAS PÚBLICAS (na acepção do artigo 7º o dono de obra pública é a pessoa colectiva que manda executá-la) Estado. ou seja. sujeitas à tutela administrativa.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99.

cuja criação foi regulamentada pela Lei nº 58/98. estas podem ser isentadas da aplicação deste regime jurídico. criadas para satisfazer necessidades de interesse geral. Concessionárias de serviços públicos Ex: EPAL – Empresa Portuguesa de Águas de Lisboa Apenas estão abrangidas quanto às empreitadas de montante igual ou superior aos limiares comunitários. por membros designados por alguma dessa entidades. • A sua gestão esteja sujeita a um controlo por parte dessas entidades. Associações destas últimas entidades Artigo 3º DGDR Fundo de Coesão 20 . de 18 de Agosto. mediante decreto-lei. sem carácter industrial ou comercial e relativamente às quais se verifique uma das seguintes condições: • A sua actividade seja financiada em mais de 50% por uma das entidades anteriormente assinaladas. Entidades dotadas de personalidade jurídica. Ex: Misericórdias e Associações de Bombeiros Voluntários. e de interesse público. • Os órgãos de administração. direcção ou fiscalização sejam compostos. São as pessoas colectivas de direito privado. de 2 de Março 3 Órgão Competentes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira Associações integradas por autarquias locais ou outras pessoas colectivas de direito público Empresas públicas e sociedades anónimas de capitais maioritária ou exclusivamente públicos Porém. em mais de 50%. relativamente às empreitadas de valor inferior aos limiares comunitários (nº 3 do artigo 4º) Encontram-se igualmente abrangidas as empresas (públicas) municipais.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99.

(2) Contrato misto é aquele que engloba simultaneamente uma parte de empreitada e uma parte de aquisição ou locação de bens e serviços. Assim. DGDR Fundo de Coesão 21 . uma obra privada está sujeita ao Decreto-Lei nº 59/99 desde que seja maioritariamente paga com dinheiros públicos.aplica-se ainda: A Empreitadas (ainda que levadas a cabo por entidades privadas) que sejam financiadas directamente em mais de 50% por entidades que sejam donos de obra pública (1). de 2 de Março 3 Para além dos âmbitos de aplicação objectivo e subjectivo. existe um outro que poderemos chamar de âmbito excepcional: Âmbito Excepcional .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. Artigo 2º. com este normativo. evitar que se recorra à transferência de capitais públicos para entidades privadas tendo em vista a realização de obras sem sujeição ao regime jurídico das empreitadas de obras públicas. Artigo 5º Notas: (1) Pretende-se. nº 5 Aos Contratos Mistos em que a componente de maior expressão financeira corresponde aos trabalhos da empreitada (2).

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PRINCÍPIOS JURÍDICOS QUE ORIENTAM O PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA 4 DGDR Fundo de Coesão 23 .

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O procedimento adjudicatório não é um fim em si mesmo mas o meio que irá permitir a satisfação de necessidades colectivas. de 8 de Junho que aprovou o regime jurídico das aquisições de bens e serviços. A utilidade destes princípios é essencialmente reconhecida na ausência de normas jurídicas aplicáveis a um caso concreto. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 25 . definir um procedimento de adjudicação diferente dos previstos na lei. Com isto pretende-se evitar «arranjos futuros» de acordo com uma determinada proposta. Artigo 7º. Os critérios de adjudicação e as condições essenciais do contrato devem estar previamente definidos no momento de abertura do concurso e ser divulgados a partir desse momento.. São os seguintes: Princípio da legalidade DL 197/99. nº 1 Princípio da prossecução do interesse público Artigo 7º. nº 1 Princípio da publicidade Artigo 8º. Funcionam como «bóias de orientação». nº 2 Princípio da transparência Artigo 8º. de 8 de Junho Os donos de obra apenas podem adoptar procedimentos legalmente tipificados. v.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública 4 Os princípios gerais da contratação pública encontram-se previstos no Decreto-Lei nº 197/99. Deve ser dada adequada publicidade a todos os momentos externamente relevantes do procedimento concursal. Daí que não podem.g. Daí que se admita a dispensa de certos actos procedimentais sempre que o interesse público assim o exija.

não podendo adoptar medidas que possam constituir actos de discriminação. As entidades contratantes devem agir segundo as exigências da entidade. ser consultado o maior número de potenciais interessados. Deve escolher-se o procedimento. devendo ser dispensados os actos ou diligências que se revelem inúteis ou meramente dilatórios.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública 4 Princípio da igualdade A entidade adjudicante deve manter uma conduta estritamente igual para todos os concorrentes. autenticidade e veracidade na comunicação. que se revele mais adequado aos fins a atingir. Nos procedimentos adjudicatórios em momento algum se podem valorar interesses particulares (de natureza pessoal. As entidades. devendo. dentro dos limites da lei. os serviços públicos de natureza fiscalizadora deve comunicar às entidades competentes as infracções detectadas. Deve garantir-se o mais amplo acesso aos procedimentos dos interessados em contratar. religiosa ou outra) que possam viciar a escolha. Artigo 9º Princípio da concorrência Artigo 10º Princípio da imparcialidade Artigo 11º Princípio da proporcionalidade Artigo 12º Princípio da boa fé Princípio da estabilidade Artigo 13º Artigo 14º Princípio da responsabilidade Artigo 15º DGDR Fundo de Coesão 26 . Por outro lado. funcionários e agentes podem ser responsabilizados civil. em cada um deles. O procedimento concursal deve manter-se estável durante a sua realização. financeira e disciplinarmente pela prática de actos que violem as disposições legais do Decreto-Lei nº 59/99. política.

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AUTORIZAÇÃO DA ABERTURA DO PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO 5

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Autorização da abertura do concurso

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A autorização para a abertura do concurso e a escolha do tipo de procedimento de contratação cabe à entidade competente para autorizar a despesa

Artigo 79º, nº 1, aplicável por força do artigo 4º, nº 1, alínea a), ambos do Decreto-Lei nº 197/99, de 8 de Junho

Nota: Para saber qual é a entidade competente para autorizar a despesa, vide os quadros das páginas 33 a 40.

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas AUTORIZAÇÃO DA DESPESA 6 DGDR Fundo de Coesão 31 .

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nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99.º 2 do Decreto-Lei n. que remete para o artigo 10º do Decreto-Lei n. de 8 de Junho Porém.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Atenção: A despesa a considerar é a do custo total da empreitada. no seu artigo 53º. de 29 de Março (remissão que agora deve ser entendida como feita para o artigo 205º. n. de acordo com o n.º 59/99. o Decreto-Lei nº 59/99 permite. Artigo 16º. de 8 de Junho É proibido o fraccionamento da despesa com a intenção de a subtrair à aplicação das normas do Decreto-Lei nº 197/99. Artigo 16º.º 55/95.º 197/99: É permitida a divisão de uma empreitada em partes desde que cada uma delas respeite a um tipo de trabalho tecnicamente diferenciado dos restantes ou deva ser executada com intervalo de um ano ou mais relativamente às outras Assim.º 3 do artigo 8º do Decreto-Lei n. a Divisão da Empreitada em Lotes: DGDR Fundo de Coesão 33 . nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99.

o valor total da obra é igual à soma dos diversos contratos de empreitada).Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Como funciona esta regra? 1. correspondendo a cada lote um contrato de empreitada.Uma obra pode ser dividida em vários lotes. • • • • Lote B: 400 000 contos. 2. autonomia relativamente aos restantes. Lote E: 100 000 contos. segundo o ponto 3 é dispensado o envio dos anúncios relativos aos lotes D e E uma vez que cada um deles (100 000 contos) é inferior a um quinto do limiar comunitário (214 843 contos) e porque a soma dos dois (200 000 contos) não excede 20% do valor cumulativo de todos os lotes (300 000 contos). Porém. Lote D: 100 000 contos. Lote C: 400 000 contos. Segundo o ponto 2 seria obrigatório o envio ao SPOCE dos anúncios relativos a todos os lotes (porque a soma ultrapassa o limiar comunitário de 5 000 000 DSE (5 358 153 Euros ou seja 1 074 213 contos). DGDR Fundo de Coesão 34 . em princípio. 3. Porém. se o valor cumulativo de todos os lotes igualar ou exceder os limiares comunitários é obrigatório o envio para o Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias (SPOCE) dos anúncios relativos ao lançamento de todas as empreitadas relativas aos diferentes lotes de uma mesma obra. desde que o montante cumulativo desses lotes não exceda 20% do valor cumulativo de todos os lotes.Pode ser dispensado o envio dos anúncios referentes aos lotes cujo valor seja inferior a um quinto dos limiares comunitários.Cada contrato de empreitada tem. Porém. de custo total orçado em 1 500 000 contos. da seguinte forma: • Lote A: 500 000 contos. foi dividida em 5 lotes. o valor de cada lote deve ser tido em conta para o cálculo do valor total da obra (ou seja. Exemplo de aplicação: Uma obra.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Regra Básica: São competentes (de modo próprio) para autorizar as despesas com empreitadas: Na Administração Central e Regional Conselho de Ministros Primeiro-Ministro Sem limite < 1 500 000 contos (7 481 968 Euros) Ministros < 750 000 contos (3 740 984 Euros) Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa <40 000 contos (199 519 Euros) < 20 000 contos (99 760 Euros) Artigo 17º. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 35 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Na Administração Local Câmaras Municipais Juntas de Freguesia Conselhos de Administração das Associações de Municípios ou de Freguesias Órgãos executivos de entidades equiparadas a autarquias locais Presidentes de Câmara Sem limite Sem limite Sem limite Sem limite <30 000 contos (149 639 Euros) Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados <30 000 contos (149 639 Euros) Artigo 18º. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 36 .

nº 3 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 37 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 2ª Regra: As despesas com empreitadas devidamente discriminadas e incluídas em planos de actividade aprovados pelo respectivo Ministro podem ser autorizadas: Na Administração Central e Regional Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa < 60 000 contos (299 279 Euros) < 30 000 contos (149 639 Euros) Artigo 17º. nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho 3ª Regra: As despesas com empreitadas devidamente discriminadas e incluídas em planos ou programas plurianuais legalmente aprovados podem ser autorizadas: Na Administração Central e Regional Primeiro-Ministro e Ministros Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa Sem limite < 200 000 contos (997 596 Euros) < 100 000 contos (498 798 Euros) Artigo 17º.

no Ministro das Finanças as competências previstas no número anterior. A competência dos Ministros para autorizar despesas superiores a 500 000 contos (2 493 989 Euros) só pode ser delegada ou subdelegada em membros do Governo. 4. consoante se trate ou não. As competências do Conselho de Ministros consideram-se delegadas no Primeiro-Ministro. respectivamente. 3. As delegações e subdelegações de competência efectuadas nos Secretários e Subsecretários de Estado englobam.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 4ª Regra: Autorização de despesas com empreitadas ao abrigo da delegação de competências: Na Administração Central 1. a competência para autorizar despesas com empreitadas até 750 000 contos (3 740 984 Euros) ou 375 000 contos (1 870 492 Euros). salvo indicação expressa em contrário. de despesas relativas à execução de programas plurianuais. 2. caso a caso. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 38 . O Primeiro-Ministro pode subdelegar. Artigo 28º do Decreto-Lei nº 197/99.

nos termos do artigo 2º do Decreto-Lei nº 514/99. os seguintes: a) Director Municipal.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Na Administração Local As Câmaras Municipais podem delegar nos Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados. equiparado a Chefe de Divisão. consoante a deliberação da Assembleia Municipal. d) Directo do Projecto Municipal. sem limite As Câmaras Municipais podem delegar nos seus Presidentes até 150 000 contos (748 197 Euros) Os Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados podem delegar nos seus Presidentes até 50 000 contos (249 399 Euros) As Juntas de Freguesia podem delegar nos seus Presidentes até 20 000 contos (99 760 Euros) Os Presidentes de Câmara ou os Vereadores podem delegar nos dirigentes municipais(*) até 10 000 contos (49 880 Euros) Artigo 29º do Decreto-Lei nº 197/99. de 24 de Novembro. equiparado a Director de Serviços. equiparado a Director-Geral. b) Director de Departamento Municipal. de 18 de Setembro (Lei de atribuições e competências das autarquias locais). Dirigentes municipais são. DGDR Fundo de Coesão 39 . c) Chefe de Divisão Municipal. equiparado a Director de Departamento ou Chefe de Divisão Municipal. de 8 de Junho (*) A delegação e subdelegação de competências nos dirigentes municipais encontra-se prevista no artigo 70º da Lei nº 169/99.

revisões de preços e trabalhos adicionais cujo custo total (destes acréscimos) não ultrapasse 10% do limite da sua competência inicial. Desde que o respectivo custo total não exceda 10% do limite da competência inicial Artigo 21º. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99 Para além deste montante.. do ponto de vista jurídico. se deve entender como igualmente aplicável à administração local (artigo 18º) uma vez que aquela disposição legal tal como está resulta incoerente. _____________ (*) Muito embora o artigo 21º apenas faça referência ao artigo 17º (daí parecendo querer significar que apenas se aplica à administração central). a autorização do acréscimo de despesa compete à entidade que detém competência para autorizar a totalidade da despesa Artigo 21º. • Revisões de preços e • Contratos adicionais. ou seja. 4 000 contos). Se aqueles acréscimos ultrapassarem 10% (v. • Variantes. enquanto entidade competente para autorizar a totalidade da despesa. numa interpretação correctiva. considera-se que. mantém-se para as despesas provenientes de: • Alterações. fixada ao abrigo dos artigos 17º e 18º(*) do Decreto-Lei nº 197/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Alteração do montante da despesa autorizada: A competência para autorização da despesa inicial da empreitada.g. 3 000 contos (10% de 30 000 contos). bem como para autorizar despesas com alterações. nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99 Exemplo prático: O Presidente da Câmara tem competência própria para autorizar despesas com empreitadas até 30 000 contos. a autorização do acréscimo (1 000 contos) cabe à Câmara Municipal. DGDR Fundo de Coesão 40 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas TIPOS DE EMPREITADAS 7 DGDR Fundo de Coesão 41 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 42 .

quer em termos de espécie de trabalhos. às quantidades efectivamente executadas Empreitada por percentagem (Artigos 39º a 44º) A remuneração do empreiteiro resulta da execução dos trabalhos pelo seu preço de custo (directo). nº 1 Empreitada por preço global (Artigos 9º a 17º) A remuneração do empreiteiro é previamente fixada tendo por base a realização de todos os trabalhos necessários à execução da obra. para cada espécie de trabalho. quer em termos de quantidades Empreitada por série de preços (Artigos 18º a 21º) A remuneração do empreiteiro é a que resulta da aplicação dos preços unitários previstos no contrato.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de empreitadas 7 Tendo por base o modo de retribuição do empreiteiro as empreitadas podem ser de três tipos: Artigo 8º. acrescido de uma percentagem destinada a cobrir os encargos de administração (custos indirectos) e de remuneração da empresa (lucros) DGDR Fundo de Coesão 43 .

nº 2 As empreitadas mais frequentes são as de preço global ou por série de preços. Artigo 8º. A adopção da modalidade de preço global implica um perfeito conhecimento das características da obra a executar. sendo as quantidades previstas no contrato meramente indicativas. Daí que se definam com rigor os preços unitários a aplicar às diversas espécies de trabalhos. com exactidão. DGDR Fundo de Coesão 44 . A empreitada por série de preços ou por medição é utilizada na realização onde é difícil prever. desde que para distintas partes da obra ou diferentes tipos de trabalhos. O projecto deve determinar com clareza a espécie e a quantidade dos trabalhos a executar. as quantidades de trabalhos a executar.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de empreitadas 7 NOTAS DE APOIO É legalmente possível adoptar numa mesma obra os diferentes tipos de remuneração.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas TIPOS DE PROCEDIMENTOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPREITADAS 8 DGDR Fundo de Coesão 45 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 46 .

porém. 3 entidades seleccionadas para o efeito Quando a entidade é escolhida independentemente de concurso Artigo 47º Nota: Concurso Limitado Concurso por Negociação Ajuste Directo A Regra é o concurso público. DGDR Fundo de Coesão 47 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas 8 Os procedimentos de contratação pública são: Concurso Público Quando todas as entidades que possuem os requisitos legais exigidos podem apresentar proposta Só as entidades convidadas pelo dono da obra podem apresentar proposta Quando o dono da obra negoceia directamente com. pelo menos. a lei admite a utilização de outros procedimentos mais simples desde que preenchidas determinadas condições.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 48 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ESCOLHA DOS PROCEDIMENTOS 9 DGDR Fundo de Coesão 49 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 50 .

)».. ainda que posteriormente se verifique que a proposta vencedora é superior ao limite previsto para o procedimento escolhido.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 A escolha do procedimento de contratação pode ser feita: 1 Atendendo ao valor estimado do contrato 2 Independentemente do valor do contrato Artigo 48º.) deve procederse à abertura de um novo procedimento que observe os limites fixados (.. F Nas empreitadas por série de preços ou por percentagem é o custo provável dos trabalhos previstos. nº 3 Nota: A escolha do procedimento é assim definida com base num custo provável (ou orçamentado). de 8 de Junho (artigo não aplicável às empreitadas): «Quando o valor da proposta a adjudicar não seja consentâneo com o tipo de procedimento que foi adoptado de acordo com os valores fixados (. Artigo 48º. nº 1 O Que é o valor estimado do contrato? F Nas empreitadas por preço global é o preço base do concurso. DGDR Fundo de Coesão 51 . Coisa diferente estabelece o nº 1 do art.. 82º do Decreto-Lei nº 197/99..

nº 2 ≥ 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 8 000 contos (39 904 Euros) e < 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 5 000 contos (24 940 Euros) e < 8 000 contos (39 904 Euros) ≥ 1 000 contos (4 988 Euros) e < 5 000 contos (24 940 Euros) < 1 000 contos (4 988 Euros) DGDR Fundo de Coesão 52 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 A escolha do procedimento pode ser feita: 1 Atendendo ao valor estimado do contrato Concurso Público Concurso Limitado Com publicação de anúncio Sem publicação de anúncio Concurso por Negociação Com consulta Ajuste Directo Sem consulta Artigo 48º.

designadamente.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 Ou pode ser feita. de ensaio ou aperfeiçoamento Excepcionalmente. desde que preenchidos os seguintes requisitos. nº 1 Ajuste Directo Artigo Quando. por motivos de urgência imperiosa resultante de acontecimentos 136º. consoante os casos: 2 Independentemente do valor do contrato Concurso Limitado com publicação de anúncio Quando a complexidade do objecto do concurso aconselhe maior exigência de qualificação dos concorrentes. nos termos do art. 94º. artísticos ou relacionados com a protecção de direitos exclusivos. limitado ou por negociação Quando se trate de obras novas que consistam na repetição de obras similares contratadas pelo mesmo dono de obra com a mesma entidade. desde que essas obras estejam em conformidade com um projecto base comum. independentemente do valor. tenham sido adjudicadas mediante concurso público ou limitado com publicação de anúncio e não tenham decorrido mais de 3 anos desde a data do contrato inicial Quando se trate de contratos declarados secretos ou cuja execução deva ser acompanhada de medidas especiais de segurança ou quando a protecção dos interesses essenciais do Estado Português o exigir DGDR Fundo de Coesão 53 . quando se trate de obras cuja natureza ou condicionalismos não permitam uma fixação prévia e global do preço (obras de elevada complexidade) Quando for possível o recurso ao ajuste directo. por motivos técnicos. nº 2) e o concurso por negociação se destine à execução da mesma obra Artigo 122º Concurso por negociação Quando se trate de obras a realizar para fins de investigação. nº 1 imprevisíveis e não imputáveis ao dono da obra. 107º) Quando se trate de obras cuja execução. 136º Quando em concurso público ou limitado aberto para a adjudicação da obra não houver sido apresentada nenhuma proposta ou proposta adequada (por se verificarem as situações previstas nas alíneas b). c). experiência anteriormente reconhecida Quando as propostas apresentadas em anterior concurso público ou limitado sejam irregulares ou inaceitáveis (cfr. só possa ser confiada a uma determinada entidade Artigo 134º. Art. e) e f) do nº 1 do art. não possam ser cumpridos os prazos exigidos pelos concursos público.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 54 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PUBLICIDADE DOS CONCURSOS 10 DGDR Fundo de Coesão 55 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 56 .

v Num jornal de âmbito nacional.. (2) Este limiar apenas se aplica às empreitadas levadas a cabo por entidades privadas mas que são financiadas em mais de 50% por entidades públicas (artigo 52º. Artigo 52º.. além da publicidade referida na 1ª regra.... nº 1 2ª regra: Se a obra for de valor igual ou superior aos limiares comunitários(*)......... (*) Os limiares comunitários são: 5 000 000 DSE (=5 358 153 Euros) ou (=1 074 213 230$00) (1) 5 000 000 Euros ..... nº 3)...Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 1ª regra: A publicação dos anúncios (quando exigível) é feita: v Na 3ª Série do Diário da República... e v Num jornal de âmbito regional da área onde a obra vai ser executada.. Aplica-se na generalidade das empreitadas....ou (=1 002 410 000$00) (2) (Direitos de saque Especiais) (1) Este limiar é a regra... deve o anúncio ser publicado: v no Jornal Oficial das Comunidades Europeias (JOCE)... Artigo 52º.. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 57 ....

htm». DGDR Fundo de Coesão 58 .. Para obter a cotação diária do DSE pode consultar-se a página do Banco de Portugal na Internet e pesquisar ou «Cotações do Direito de Saque do Especial» em «www. do Conselho Europeu. a taxa de conversão de escudos para euros (1 Euro = 200.g.482 $00).Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 NOTA EXPLICATIVA SOBRE LIMIARES COMUNITÁRIOS: Os contravalores dos limiares comunitários relativos aos contratos públicos de obras aplicáveis a partir de 1 de Janeiro de 2000 (apresentados na página anterior) foram publicados na Informação nº 1999/C 379/08 (Jornal Oficial das Comunidades Europeias nº C-379. O DSE é uma moeda de referência definida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e utilizada no âmbito do Acordo sobre Contratos Públicos da Organização Mundial do Comércio. de 31 de Dezembro de 1999). eliminando a referência “equivalente de DSE em euros” e indicando todos os limiares em euros até um nível compatível com as obrigações internacionais da Comunidade Europeia com o Acordo sobre Contratos Públicos. em definitivo.pt» aceder directamente através seguinte endereço «www. de 31 de Dezembro foi fixada. A dificuldade reside na conversão de DSE (Direitos de Saque Especiais) para Euros. No que respeita ao limiar 5 000 000 Euros não existe qualquer dificuldade.pt/rates/Des/txoursdr/OUReur_p.bportugal. uma vez que se trata de unidades monetárias em constante alteração.bportugal. Para obviar a esta dificuldade está em estudo a possibilidade de reduzir os dois limiares a um único (v. uma vez que através do Regulamento nº 2866/98. 5 300 000 Euros).

Através da Internet é possível aceder gratuitamente à base de dados dos concursos públicos internacionais em «http://ted.eur-op.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 Para efeitos de publicação no JOCE.eu. por fax ((352) 2929-44619/42670/42623).int) ou em formato Web (SIMAP.cec.int». Quando o aúncio é publicado.eu. é enviada uma edição em CD-ROM do Suplemento do JO respectivo à entidade adjudicante. Os anúncios devem ser elaborados de acordo com os modelos de anúncio publicados nos jornais oficiais JO L 328 de 1997 e JO L 101 de 1998. por correio electrónico (mpojs@opoce. denominada base TED (Tenders Electronic Daily).int). no caso de processos urgentes) após o seu envio ao SPOCE. deve o anúncio respectivo ser remetido ao Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias (SPOCE) em momento anterior à sua publicação no Diário da República. O anúncio não deve exceder 650 palavras. Morada: Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias EUR-OP Unidade 2 – Contratos Públicos 2 rue Mercier L-2985 Luxembourg NOTAS: A publicação de anúncios de concurso no JOCE é gratuita. Os anúncios podem ser enviados pelo correio (para a morada supra indicada).eu. DGDR Fundo de Coesão 59 . Os anúncios são publicados no prazo de 12 dias (5 dias.

uma lista contendo a identificação de todas as adjudicações que efectuaram no ano anterior. relativamente a empreitadas de valor superior aos limiares comunitários: v comunicar ao SPOCE qualquer decisão de não adjudicação. nº 7 4ª regra: Os donos de obra devem. um anúncio (modelo nº1 do anexo IV do Decreto-Lei nº 59/99) contendo a identificação de todos os contratos de empreitada que tencionam celebrar durante esse ano que sejam de valor superior aos limiares comunitários. Artigo 275º DGDR Fundo de Coesão 60 . para publicação no JOCE. v enviar ao SPOCE um anúncio com os resultados de cada adjudicação. os donos de obra pública devem remeter.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 3ª regra: No início de cada ano (mês de Janeiro) os donos de obra devem enviar ao SPOCE. Artigo 52º. independentemente do valor e modalidade de adjudicação. nº 9 5ª regra: Durante o 1º trimestre de cada ano (até finais de Março). no prazo de 48 dias. Artigo 52º. para publicação na 2ª série do Diário da República.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 6ª regra: Durante o mês seguinte ao termo de cada semestre (ou seja. explicitando as partes contratantes. Artigo 276º DGDR Fundo de Coesão 61 . a modalidade de adjudicação. o objecto contratual. a natureza dos trabalhos. os custos e prazos. em Janeiro e Julho de cada ano) os donos de obra pública devem remeter ao IMOPPI uma lista contendo a identificação de todas as adjudicações que efectuaram no semestre anterior.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 62 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PRAZOS E FORMA DE CONTAGEM 11 DGDR Fundo de Coesão 63 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 64 .

• os prazos para apresentação de propostas ou pedidos de participação. • o prazo de execução da empreitada DGDR Fundo de Coesão 65 .. neste decreto-lei. o termo considerase transferido para o 1º dia útil seguinte EXCEPÇÃO: Contam-se como prazos contínuos (isto é.. englobam os sábados. contam-se da seguinte forma: Artigo 274º Não se conta o dia em que ocorre o evento Apenas se contam os dias úteis Se o prazo terminar em dia não útil.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Prazos e forma de contagem 11 Os prazos. domingos e feriados) .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 66 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas REQUISITOS DOS CONCORRENTES 12 DGDR Fundo de Coesão 67 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 68 .

2. Podem ser admitidos à contratação de empreitadas em Portugal: Concorrentes nacionais Concorrentes de outros Estados membros da União Europeia Concorrentes de Estados signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (1) Concorrentes de Estados signatários do Acordo sobre Contratos Públicos da Organização Mundial do Comércio (2) Artigo 54º Notas: 1. DGDR Fundo de Coesão 69 . que ratificou o AEEE e a Resolução da Assembleia da República nº 35/92.Ver Decreto do Presidente da República nº 82-B/94. exGATT) e o Acto Final que consagrou os resultados das negociações comerciais multilaterais do «Uruguay Round». de 27 de Dezembro. de 18 de Dezembro. que aprovou para ratificação aquele acordo. que ratificou o acordo que criou a Organização Mundial do Comércio (Acordo OMC.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 O 1º requisito que os concorrentes devem possuir tem a ver com a nacionalidade. da mesma data.Ver Decreto do Presidente da República nº 59/92.

cópia da respectiva declaração) Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Financeira Técnica Idoneidade Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza idêntica à da obra posta a concurso Declaração. assinada pelo representante legal da empresa. emitido pelo IMOPPI. que mencione os técnicos a afectar à obra. estejam ou não integrados na empresa Artigo 69º DGDR Fundo de Coesão 70 . contendo as autorizações necessárias para a realização da obra Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social. tratandose de início de actividade. emitida pela repartição de finanças do domicílio ou sede do contribuinte Documento emitido pelo Banco de Portugal mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro português Cópia da última declaração periódica de IRS ou IRC (ou. assinada pelo representante legal da empresa.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES NACIONAIS Certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas (que substitui o antigo «alvará»). emitido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o Estado Português. que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração.

que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração. sob compromisso de honra. sob compromisso de honra. estejam ou não integrados na empresa Artigo 68º DGDR Fundo de Coesão 71 . assinada pelo representante legal da empresa. emitido por entidade competente do respectivo Estado Idoneidade Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social do respectivo Estado e declaração. emitida pela autoridade competente e declaração. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento das quotizações para a segurança social no espaço económico europeu Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o respectivo Estado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA OU DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE O ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU Certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento de impostos e taxas no espaço económico europeu Documento emitido pelo Banco central do respectivo Estado Capacidade Financeira mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro Cópia da última declaração periódica de imposto sobre rendimento emitida pela competente autoridade do respectivo Estado Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza Técnica idêntica à da obra posta a concurso Declaração. assinada pelo representante legal da empresa. que mencione os técnicos a afectar à obra.

de cessação de actividade. sanção acessória prevista no Decreto-Lei nº 396/91. de 27 de outubro. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento de impostos e taxas no espaço económico europeu Certificados do registo criminal dos representantes legais da empresa Documento que comprove a inexistência de estado de falência. e declaração. de liquidação. de sujeição a qualquer meio preventivo de liquidação de patrimónios ou situação análoga. sanção acessória prevista na alínea e) do nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 433/82.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA OU DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE O ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU QUE NÃO SEJAM TITULARES DE CERTIFICADO DE INSCRIÇÃO EM LISTA DE EMPREITEIROS APROVADOS OU POR CONCORRENTES DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE CONTRATOS PÚBLICOS DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO Se for o caso. certificado de inscrição na entidade do respectivo estado Europeu responsável pelo registo das empresas de obras públicas (cfr. ou que tenham o respectivo processo pendente Documento que comprove a inexistência de aplicação de sanção administrativa por falta profissional grave. emitida pela autoridade competente e declaração. de 16 de Outubro ou sanção administrativa ou judicial pela utilização de mão-deobra não declarada DGDR Fundo de Coesão 72 . Idoneidade sob compromisso de honra. Anexo VIII do Decreto-Lei nº 59/99) Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social do respectivo Estado. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento das quotizações para a segurança social no espaço económico europeu Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o respectivo Estado. sob compromisso de honra.

acompanhada de certificados de boa execução das obras mais importantes Declaração. incluindo lista das obras executadas nos últimos 5 anos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 Documento emitido pelo Banco central do respectivo Estado mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro Capacidade Financeira Cópia da última declaração periódica de imposto sobre rendimento emitida pela competente autoridade do respectivo Estado Balanços ou extractos desses balanços (sempre que a sua publicação seja exigível pela legislação do Estado de que a empresa seja nacional) Declaração sobre o volume de negócios global da empresa e o seu volume em obra nos últimos 3 exercícios. que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração relativa aos efectivos médios anuais da empresa e ao número dos seus quadros nos últimos 3 anos. assinada pelo representante legal da empresa Declaração. assinada pelo representante legal da empresa. estejam ou não integrados na empresa Artigo 67º DGDR Fundo de Coesão 73 . assinada pelo representante legal da empresa. assinada pelo representante legal da empresa Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza Técnica idêntica à da obra posta a concurso Declaração. que mencione os técnicos a afectar à obra. assinada pelo representante legal da empresa.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 74 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO PÚBLICO 13 DGDR Fundo de Coesão 75 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 76 .

a forma mais solene de procedimento concursal de adjudicação.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 O concurso público é. Este procedimento contempla as seguintes fases: Abertura e apresentação da documentação Acto público do concurso Qualificação dos concorrentes Análise das propostas Adjudicação Artigo 59º DGDR Fundo de Coesão 77 . como vimos.

nº 3) Os interessados podem solicitar cópia destes documentos. para consulta dos interessados. nº 2) Estes documentos devem estar redigidos em língua portuguesa ou ser acompanhados de tradução legalizada (Artigo 62º. a fornecer pelo dono da obra a preço de custo.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Os elementos base do concurso são: Artigo 62º PROJECTO CADERNO DE ENCARGOS PROGRAMA DE CONCURSO Estes documentos devem estar patentes nos serviços respectivos. desde o dia da publicação do anúncio até ao dia e hora do acto público (Artigo 62º. devendo ser enviados no prazo máximo de 6 dias a contar da data de recepção do pedido (Artigo 62º. nº 4) DGDR Fundo de Coesão 78 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO O que é o projecto? Artigo 63º É o conjunto de peças escritas e desenhadas suficientes para definir a obra. a natureza e o volume dos trabalhos. de 7 de Fevereiro de 1972 DGDR Fundo de Coesão 79 . Uma empresa de projecto. o valor base do concurso. caso se trate de um concurso «concepção-construção». o traçado geral e os pormenores construtivos Peças Escritas Memória ou nota descritiva e cálculos justificativos Folhas de medições e mapas-resumo de quantidades Programa de trabalhos Peças Desenhadas Planta de localização Plantas. alçados. contratada pelo dono da obra ao abrigo do Decreto-Lei nº 197/99. O empreiteiro. incluindo a sua localização. nos termos do artigo 11º Como se elabora o projecto? O projecto deve ser elaborado de acordo com as instruções estabelecidas na Portaria do então Ministro das Obras Públicas. através dos seus serviços técnicos. cortes e pormenores indispensáveis à exacta e pormenorizada definição da obra Estudos geológicos ou geotécnicos Quem elabora o projecto? v v v O dono da obra. a caracterização do terreno.

isto é. Como se elabora o caderno de encargos? O caderno de encargos deve seguir o modelo-tipo constante da Portaria nº 104/2001. a incluir no contrato ou seja. em condições de homologação europeias ou em especificações técnicas comuns. as cláusulas jurídicas e técnicas. É o caderno de encargos que define o objecto e o regime da empreitada. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS O caderno de encargos deve conter as especificações técnicas. o modo de retribuição do empreiteiro. Nas empreitadas de valor superior aos limiares comunitários estas especificações técnicas são definidas pelo dono da obra com base em normas nacionais que transpõem normas europeias. materiais a utilizar. de 21 de Fevereiro. o conjunto de prescrições técnicas que definem as características exigidas de um trabalho. material ou produto. de forma ordenada e articulada.etc. Artigo 65º e Anexo II ao Decreto-Lei nº 59/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Artigo 64º O que é o caderno de encargos? É o documento que contém. gerais e especiais. as condições gerais da empreitada. de 2 de Março DGDR Fundo de Coesão 80 .

. A entidade que preside ao concurso Como se elabora o programa de concurso? O programa de concurso deve seguir o modelo-tipo constante da Portaria nº 104/2001.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO O que é o programa de concurso? Artigo 66º É o documento que define os termos a que deve obedecer o procedimento de concurso.. em especial. As condições de admissão dos concorrentes. O critério de adjudicação da empreitada. com indicação dos factores e subfactores de apreciação e a respectiva ponderação. de 21 de Fevereiro. DGDR Fundo de Coesão 81 . As prescrições do programa de trabalhos. designadamente a sua tramitação e formalidades. As condições de apresentação das propostas.

nº 2) No Jornal Oficial das Comunidades Europeias Esta publicação apenas será feita quando o valor da empreitada posta a concurso ultrapasse os limiares comunitários Ver modelo nº 2 do anexo IV do DecretoLei nº 59/99 Depois de publicado o anúncio. as propostas dos concorrentes deverão ser apresentadas no prazo nele fixado. sob pena de não serem admitidas.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO ANÚNCIOS O concurso público inicia-se com a publicação de anúncios Artigo 80º Na IIIª Série do Diário da República Num jornal de âmbito nacional e num de âmbito regional Este anúncio deve indicar a data de envio para publicação no Diário da República (artigo 80º. DGDR Fundo de Coesão 82 .

Programa de trabalhos + plano de trabalhos + plano de mão-de-obra+ plano de equipamento. Plano de pagamentos. Declarações de compromisso (subscritas pelo empreiteiro e por cada um dos subempreiteiros) Outros documentos exigidos pelo programa de concurso Artigo 73º. Que documentos integram a proposta? § § § § § § § Nota justificativa do preço proposto.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO PROPOSTAS O que é a proposta? Artigo 72º É o documento pelo qual o concorrente manifesta ao dono da obra a sua vontade de contratar e indica as condições em que se dispõe a fazê-lo. Lista de preços unitários. Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra. nº 1 DGDR Fundo de Coesão 83 .

É aquela que apresenta alterações ao projecto base do concurso Artigo 78º DGDR Fundo de Coesão 84 .É a apresentada em resposta ao projecto base da empreitada Artigos 75º e 76º Proposta Condicionada.g.É aquela que apresenta alterações às cláusulas técnicas do caderno de encargos (v..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Tipos de Propostas Proposta simples (Proposta Base ou Principal). utilização de materiais diferentes) Artigo 77º Proposta Variante.

com uma antecedência mínima de 52 dias e máxima de 12 meses em relação à data do anúncio de concurso. nº 3: «a) O concurso respeite a contrato de empreitada de obras públicas cujas características essenciais tenham sido objecto de publicação prévia no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. verificando-se cumulativamente as condições previstas nas alíneas a) e b) do nº 3 do artigo 83º (*) Prazo ≥ 30 dias e ≤ 88 dias ≥ 52 dias e ≤ 88 dias ≥ 36 dias (ou excepcionalmente 22 dias) Artigo 83º e ≤ 88 dias (*) Artigo 83º. DGDR Fundo de Coesão 85 . Preço base da empreitada < aos limiares comunitários ≥ aos limiares comunitários ≥ aos limiares comunitários. b) A publicação prévia seja feita de acordo com o modelo nº 1 do anexo IV do presente diploma e contenha pelo menos tantas informações quantas as enumeradas no modelo nº 2 do anexo IV deste diploma. desde que tais informações estejam disponíveis no momento da referida publicação prévia».Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO A fixação do prazo de apresentação de propostas deve ser efectuada tendo em conta o volume e a complexidade da obra e atendendo ao preço base da empreitada.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Nota: O limite máximo de 88 dias não se aplica aos concursos «concepção/construção». v. nº 2) Assim. OS PRAZOS CONTAM-SE A PARTIR DO DIA SEGUINTE AO DA PUBLICAÇÃO DO ANÚNCIO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA (artigo 83º. indicar no anúncio um prazo para apresentação de propostas de x dias úteis. é incorrecto.g. em que a apresentação do projecto base é da responsabilidade dos concorrentes.. ATENÇÃO: OS PRAZOS PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS SÃO CONTÍNUOS (artigo 274º. isto é. nº 6) DGDR Fundo de Coesão 86 .

com a inscrição no rosto da palavra «Documentos». com a fechado e lacrado. indicação do nome ou denominação social do concorrente. e com a indicação do nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada Os documentos que instruem a proposta são encerrados num invólucro opaco. com a inscrição no rosto da «Invólucro exterior».Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO MODO DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS E DA PROPOSTA Artigo 84º Os documentos de habilitação dos concorrentes são encerrados num invólucro opaco. a designação da empreitada e a entidade que a pôs a concurso DGDR Fundo de Coesão 87 . fechado e lacrado. e com a indicação do nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada Os invólucros «Documentos» e «Proposta» são encerrados palavra num terceiro invólucro e opaco. com a inscrição no rosto da palavra «Proposta». fechado e lacrado.

nº 5 Remetidas por correio. mediante recibo Artigo 84º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Directamente (em mão) pelos As propostas podem ser entregues concorrentes. com aviso de recepção ATENÇÃO: A proposta tem de dar entrada no serviço respectivo até ao termo do prazo previsto DGDR Fundo de Coesão 88 . sob registo.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ACTO PÚBLICO DO CONCURSO Momento de realização Regra O acto público do concurso deve ser realizado no 1º dia útil seguinte ao termo do prazo previsto para a apresentação de propostas Em casos devidamente justificados. 60º existem duas comissões: • • A Comissão de Abertura do Concurso. acto público e qualificação dos concorrentes. As comissões funcionam como órgãos colegiais e são constituídas. que preside às fases de abertura do concurso. nº 3 (1) Segundo o art. o acto público do concurso poderá ser realizado em data posterior. podendo agregar peritos. nºs 1 e 2 Excepção Características do acto público do concurso Decorre perante a Comissão de Abertura do Concurso (1) Artigo 85º. no mínimo. por 3 membros designados pelo dono da obra. que preside às restantes fases do concurso. desde que não ultrapasse em mais de 30 dias a data inicial. A Comissão de Análise de Propostas. DGDR Fundo de Coesão 89 . para a emissão de pareceres em áreas específicas. e que o dono da obra antecipadamente mande publicar aviso a fixar a nova data Artigo 85º. sem direito a voto.

Em consequência.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Características do acto público do concurso Artigo 85º. isto é. A sessão é pública. Porém. pode a comissão reunir em sessão reservada. nºs 4 e 5 Nas empreitadas de montante superior a 400 000 contos é obrigatória a assistência do Procurador-Geral da República ou de um seu representante. será lavrada acta donde constam os concorrentes admitidos e excluídos das fases seguintes. de 28 de Dezembro. aberta aos concorrentes e a todos aqueles que demonstrem ter um interesse legítimo juridicamente protegido na realização do concurso. Artigo 86º. sempre que considere necessário. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 90 . compreendendo o número Artigo 86º. (2) (2) 400 000 contos é o valor fixado para a classe 5 do Certificado de Classificação de Empreiteiro de Obras Públicas previsto na Portaria nº 1215/2000. nº 1 de reuniões necessárias ao cumprimento de todas as formalidades. nº 2 Objectivos do acto público do concurso No acto público a comissão procede à análise formal dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem as propostas. A sessão do acto público é contínua. Artigo 86º.

um dos quais o Presidente (Tratando-se de documentos organizados por fascículos indecomponíveis. sem IVA. 2 e 3 6 7 8 Artigo 92º Artigo 93º. nº 1 Artigo 87º. nºs 3e4 9 10 Artigo 94º Artigo 95º 11 12 Artigo 96º DGDR Fundo de Coesão 91 . nº 2 Artigo 91º. nº 2 Artigo 90º. nº 1 Artigo 93º. delibera sobre os concorrentes admitidos e excluídos Abertura dos invólucros com a designação «Proposta» dos concorrentes admitidos Os documentos contidos nos invólucros «Proposta» são rubricados.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Tramitação do acto público do concurso 1 2 3 4 5 Leitura do anúncio do concurso e dos esclarecimentos prestados sobre os documentos de concurso Elaboração da lista de concorrentes pela ordem de entrada das propostas (documento que deverá ficar anexo à acta do acto público) Abertura dos invólucros exteriores pela ordem de entrada Abertura dos invólucros com a designação «Documentos» Os documentos contidos nos invólucros «Documentos» são rubricados. Faz-se ainda menção ao preço total. por 2 membros da comissão. pelo menos. A comissão procede à leitura da acta. a rubrica pode ser feita apenas na primeira página. delibera sobre as propostas admitidas e excluídas Na lista de concorrentes faz-se menção dos concorrentes excluídos e das propostas não admitidas. das propostas admitidas. por 2 membros da comissão. nºs 1. com excepção da nota justificativa do preço proposto e da lista de preços unitários. a rubrica pode ser feita apenas na primeira página) (A rubrica pode ser substituída por chancela) A comissão. nº 1 Artigo 90º. um dos quais o Presidente (Tratando-se de documentos organizados por fascículos indecomponíveis. em sessão reservada. em sessão reservada. decidindo quaisquer reclamações que forem apresentadas Encerramento do Acto Público do Concurso Artigo 87º. apresentando as razões dessas exclusões. documentos que devem ser integralmente rubricados) (A rubrica pode ser substituída por chancela) A comissão. pelo menos.

Não tenha sido tornado público e junto às peças patenteadas qualquer esclarecimento prestado por escrito a outro ou a outros concorrentes.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Direitos dos concorrentes durante o acto público do concurso Direito de pedir esclarecimentos Direito de solicitar o exame de documentos Direito de reclamar. nº 1 Artigo 88º. sempre que: a) Se verifiquem divergências entre o programa de concurso. Se haja cometido qualquer infracção dos preceitos imperativos do Decreto-Lei nº 59/99 Artigo 97º Artigo 88º. desde que apresentem recibo ou aviso postal de recepção comprovativos da oportuna entrega das suas propostas. Não tenham sido incluídos na lista dos concorrentes. o anúncio ou os esclarecimentos lidos e a cópia que dos respectivos documentos lhes haja sido entregue. com declaração de que aceita a sua prevalência sobre os documentos originais Apresentação de documentos que careçam de algum elemento essencial cuja falta não possa ser suprida Artigo 92º. não o sendo. nº 1 Artigo 89º b) c) d) e) Direito de requerer certidão da acta do acto público Causas de exclusão dos concorrentes Falta de apresentação de todos os documentos de habilitação ou apresentação fora de prazo Não apresentação dos documentos redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de tradução devidamente legalizada ou. ou o constante das respectivas publicações. Não haja sido publicado aviso sobre qualquer esclarecimento de que se tenha feito leitura ou menção. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 92 .

Identificação da empreitada. com declaração de que aceita a sua prevalência sobre os documentos originais Propostas que careçam de algum dos seguintes elementos: a) b) c) d) e) f) Identificação do concorrente. Declaração de renúncia a foro especial e submissão à lei portuguesa. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 93 . não o sendo. Declaração em como o concorrente se obriga a executar a empreitada de harmonia com o caderno de encargos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Causas de não admissão de propostas Propostas entregues fora de prazo Propostas não instruídas com todos os documentos exigidos pelo nº 1 do art. Menção de que ao preço proposto acresce o IVA. Artigo 94º. Indicação do preço por extenso e por algarismos. 73º Propostas não redigidas em língua portuguesa Propostas cujos documentos não estão redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de tradução devidamente legalizada ou.

para a realização de obras até determinado valor e por categorias e subcategorias de trabalhos. Neste último caso. Na realidade. Na fase de qualificação. que o empreiteiro esteja habilitado a executar aquela obra. capacidade para executar a obra. a avaliação é feita de modo genérico. naquele momento. concorrentes admitidos Em que consiste esta fase? procede-se à qualificação ds Consiste na avaliação da capacidade financeira. pelo que deve ser excluído do concurso nesta fase. pretende-se averiguar da capacidade do concorrente para realizar a obra concursada.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 QUALIFICAÇÃO DOS CONCORRENTES Encerrado o acto público. económica e técnica dos concorrentes. não possui. para a realização em concreto da obra posta a concurso. Imagine-se que o mesmo empreiteiro já tem a totalidade dos seus meios financeiros e técnicos ocupados noutras obras em curso: neste caso. sob o ponto de vista da capacidade económicofinanceira e técnica feita nesta fase. 2.A avaliação do concorrente. Artigo 98º. DGDR Fundo de Coesão 94 . muito embora ele esteja potencialmente habilitado a concorrer.Não se trata aqui de proceder a uma análise formal dos documentos de habilitação dos concorrentes como sucedeu no acto público do concurso. desde logo. a titularidade de determinado certificado de classificação de empreiteiro não significa. também não se confunde com a que foi feita pelo IMOPPI para efeitos de atribuição do certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas. nº 1 NOTAS: 1.

nºs 1 e 2 Qual o resultado da avaliação? A comissão deve excluir os concorrentes que não demonstrem capacidade para executar a obra posta a concurso A comissão deve elaborar um relatório fundamentado. nºs 3.os elementos solicitados no anúncio.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Em que se baseia a avaliação? A comissão poderá ter em conta: .os documentos de habilitação apresentados pelos concorrentes. do qual constem as admissões e as exclusões. 4 e 5 - DGDR Fundo de Coesão 95 . . relatório esse que deve ser levado ao conhecimento de todos os concorrentes Os concorrentes admitidos passam à fase seguinte em condições de igualdade Artigo 98º. .os elementos (públicos) constantes da base de dados do IMOPPI Artigo 98º.

elementos que digam respeito à qualificação dos concorrentes já avaliados na fase anterior Artigo 100º. nº 3 O incumprimento desta disposição é motivo de recusa de visto pelo Tribunal de Contas (Cfr. no qual procede à ordenação das propostas de acordo com o critério de adjudicação Em seguida. nº 2 Artigo 101º Artigo 102º DGDR Fundo de Coesão 96 . devidamente fundamentado. a comissão elabora um relatório final (com proposta de adjudicação) que remeterá à entidade competente para decidir (entidade competente para autorizar a despesa) Artigo 100º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ANÁLISE DAS PROPOSTAS Seleccionados os concorrentes que estarão em condições de executar a obra. A comissão deve elaborar um relatório preliminar. a comissão de análise de propostas procede à audiência prévia dos concorrentes Finalmente. do Tribunal de Contas. para efeitos de escolha da melhor proposta. Preside a esta fase a Comissão de Análise de Propostas ATENÇÃO Não podem ser considerados nesta fase. relativa ao processo nº 56829/96. de 7 de Agosto). Decisão nº 3926/96. procede-se à análise das diferentes propostas tendo por base o critério de adjudicação previamente definido.

nº 1 Depois de apreciar o relatório final da comissão de análise. 105º. nº 1 alínea e) A definição dos factores e subfactores de adjudicação e a respectiva ponderação deverá constar do programa e do anúncio do concurso Acórdão do STA. a entidade competente (vide págs. nº 1.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ADJUDICAÇÃO DA EMPREITADA ADJUDICAÇÃO é a decisão pela qual o dono da obra aceita a proposta do concorrente preferido Artigo 105º.04. nº 1 Os factores de adjudicação podem ser: CUSTO DE PREÇO PRAZO UTILIZAÇÃO OUTROS A RENDIBILIDADE VALIA TÉCNICA DA PROPOSTA GARANTIA DEFINIR PELO DONO DA OBRA DGDR Fundo de Coesão 97 .27: «O dono da obra está vinculado a efectuar a adjudicação segundo os critérios ou factores constantes do anúncio e do programa de concurso. violando a lei se se afastar desses critérios ou optar por outros» Artigo Artigo 105º. de 95. 24 a 29) procede à adjudicação da empreitada ao concorrente titular da Proposta considerada economicamente mais vantajosa tendo em conta uma série de factores. nº 1 105º. Artigo Artigo 66º.

ou a mais conveniente. tratando-se de propostas condicionadas.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Motivos de não adjudicação da empreitada Quando. nº 2). o dono da obra resolva adiar a execução da obra pelo prazo mínimo de 1 ano Quando todas as propostas. aos concorrentes (artigo 107º. tenha de se proceder à revisão e alteração do projecto Quando haja indícios de conluio entre os concorrentes Quando todas as propostas tenham preço anormalmente baixo e as notas justificativas não sejam tidas como esclarecedoras (4) Artigo 107º. ofereçam preço total consideravelmente superior ao preço base do concurso Quando. DGDR Fundo de Coesão 98 . (3) A decisão de não adjudicação com base no preço consideravelmente alto ou em eventual conluio dos empreiteiros deve igualmente ser comunicada ao IMOPPI (artigo 107º. em virtude de circunstâncias posteriores ao lançamento do concurso. por escrito. (4) A decisão de não adjudicação por preço anormalmente baixo deve respeitar o disposto no artigo 105º. por grave circunstância surgida posteriormente ao lançamento do concurso. as condições oferecidas não convenham ao dono da obra Quando. ou de projectos ou variantes da autoria do empreiteiro. (2) As decisões de não adjudicação devem ser imediatamente comunicadas. por preço anormalmente alto ou baixo ou as condições oferecidas não lhe convenham. nº 1 NOTAS: (1) Constitui poder discricionário do dono da obra decidir sobre o que se entende. in casu. nº 4).

no prazo de 15 dias após a prestação de caução pelo adjudicatário (artigo 110º. o qual conterá os fundamentos da escolha da proposta seleccionada e da preterição das restantes propostas Nas empreitadas de valor superior aos limiares comunitários deve enviar-se ao SPOCE. nº 3) Acompanhada do relatório justificativo da adjudicação. nº 9. al. b)) [ Salvo se tal informação for contrária ao interesse público. nº 2) Aos restantes concorrentes. no prazo de 48 dias após a adjudicação. um anúncio com o resultado (artigo 52º. lesar os interesses comerciais das empresas ou prejudicar a concorrência leal entre empreiteiros] Prestação da Caução Ver página 119 Celebração do Contrato Ver página 123 DGDR Fundo de Coesão 99 . para prestar caução num prazo não inferior a 6 dias (artigo 110º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 A adjudicação da empreitada deve ser notificada Ao concorrente preferido.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 100 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO LIMITADO 14 DGDR Fundo de Coesão 101 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 102 .

as entidades que pretende convidar para apresentação de propostas) Número de entidades a convidar pelo dono da obra: Entre 5 e 20 DGDR Fundo de Coesão 103 . à partida. com excepção dos aspectos contemplados com normas específicas Artigo 121º MODALIDADES DE CONCURSO LIMITADO Concurso limitado com publicação de anúncio (Qualquer candidato pode concorrer. cabendo posteriormente ao dono da obra seleccionar aqueles de quem aceita receber propostas concretas) Concurso limitado sem publicação de anúncio (O dono da obra selecciona.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 Regra Base: O Concurso limitado segue as regras que regulam o concurso público.

contados do dia seguinte ao da publicação do anúncio. nºs 4 e 5 5º Os candidatos preteridos são notificados por escrito da decisão. consoante se trate. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 10 dias) Artigo 126º Artigo 124º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 COM PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIO Tramitação do concurso 1º Publicação de anúncio nos moldes do concurso público 2º As entidades que preencham os requisitos solicitam a sua participação no concurso (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 dias ou a 37 dias. nºs 2. 3 e 4 3º O dono da obra examina os pedidos de participação e elabora um projecto de decisão a submeter à audiência prévia dos interessados 4º O dono da obra convida os candidatos cujos pedidos de participação foram aceites a apresentar proposta (o modelo de convite consta do modelo nº 1 do anexo V) Artigo 124º. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 15 dias) Artigo 126º Artigo 124º. respectivamente. o qual seguirá a tramitação do concurso público Artigo 127º DGDR Fundo de Coesão 104 . nº 2 (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 Artigo 125º dias ou a 40 dias. respectivamente. contados da data de envio do convite. nº 1 Artigo 123º. nº 1 e Modelo nº 3 do Anexo IV Artigo 123º. consoante se trate. sendo-lhes enviado o relatório justificativo (Os candidatos preteridos podem reclamar no prazo de 5 dias a contar da notificação da decisão) 6º Na data fixada no anúncio procede-se ao acto público do concurso.

nos termos do concurso público 9º A adjudicação será feita à proposta economicamente mais Artigos 105º e 128º vantajosa 10º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 11º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 12º Prestação da caução (igual ao concurso público) 13º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 14º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes Artigo 110º Artigo 98º Artigo 100º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 105 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tramitação do concurso (continuação) 7º Seguidamente realiza-se a qualificação dos concorrentes 8º Segue-se a fase de análise das propostas.

. nos moldes do concurso público 4º A adjudicação é feita à proposta economicamente mais vantajosa. mediante ofício-circular a entidades escolhidas pelo dono da obra (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta (convite conforme modelo nº 2 do anexo V) (O prazo a fixar pelo dono da obra para recepção das propostas não pode ser inferior a 5 dias a contar da data de recepção do convite) Artigo 130º 2º Segue-se o acto público do concurso. . salvo tratando-se de proposta não condicionada em que a adjudicação poderá ser feita à proposta de mais baixo preço 5º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 6º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 7º Prestação da caução (igual ao concurso público) 8º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 9º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 131º e 85º Artigo 100º e seguintes Artigo 132º Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 106 .. o qual seguirá a tramitação do concurso público 3º Seguidamente procede-se à análise das propostas.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 SEM PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIO Tramitação do concurso 1º Envio de convite.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO 15 DGDR Fundo de Coesão 107 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 108 .

nºs 2. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 10 dias) Artigo 126º Artigo 124º. nº 2 (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 Artigo 125º dias ou a 40 dias. nºs 4 e 5 5º Os candidatos preteridos são notificados por escrito da decisão. 3 e 4 Artigo 126º Artigo 124º. nº 1 3º O dono da obra examina os pedidos de participação e elabora um projecto de decisão a submeter à audiência prévia dos interessados 4º O dono da obra convida os candidatos cujos pedidos de participação foram aceites a apresentar proposta (o modelo de convite consta do modelo nº 1 do anexo V) Artigo 124º. sendo-lhes enviado o relatório justificativo (Os candidatos preteridos podem reclamar no prazo de 5 dias a contar da notificação da decisão) DGDR Fundo de Coesão 109 . as regras que regulam o concurso limitado com publicação de anúncio Artigo 133º Tramitação do concurso 1º Publicação de anúncio nos moldes do concurso público (o anúncio segue o modelo nº 4 do anexo IV) (O anúncio pode ser dispensado nos casos do nº 2 do artigo 134º) Artigo 80º 2º As entidades que preencham os requisitos solicitam a sua participação no concurso (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 dias ou a 37 dias. consoante se trate. até à fase de qualificação dos concorrentes. contados da data de envio do convite. contados do dia seguinte ao da publicação do anúncio. respectivamente.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso por Negociação 15 Regra Base: O Concurso por negociação segue. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 15 dias) Artigo 123º. respectivamente. consoante se trate.

o qual seguirá a tramitação do concurso público 7º Seguidamente realiza-se a qualificação dos concorrentes 8º Fase da negociação das propostas (A melhor forma e a mais transparente de realizar a negociação com os concorrentes será a de organizar uma sessão conjunta com todos os candidatos onde se discutirão os elementos relevantes de cada proposta (v.. preços unitários. com a identificação dos concorrentes e das propostas definitivas Artigo 127º Artigo 98º 9º Segue-se a fase de análise das propostas. podendo daí resultar propostas mais vantajosas que as inicialmente apresentadas) O resultado da negociação deve constar de acta. nos termos do concurso público 10º A adjudicação será feita à proposta economicamente mais vantajosa 11º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 12º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 13º Prestação da caução (igual ao concurso público) 14º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 15º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 100º e seguintes Artigos 105º e 128º Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 110 .g.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tramitação do concurso (continuação) 6º Na data fixada no anúncio procede-se ao acto público do concurso. prazo de execução).

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O AJUSTE DIRECTO 16 DGDR Fundo de Coesão 111 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 112 .

De qualquer forma. o qual não tem aqui a natureza de candidato ou concorrente mas tão só de entidade consultada. apresenta-se a tramitação que nos parece mais correcta. O legislador desvalorizou de tal m odo este procedimento que se absteve de delimitar a sua tramitação legal. MODALIDADES DE AJUSTE DIRECTO Ajuste directo com consulta obrigatória Número mínimo de entidades a convidar pelo dono da obra: 3 Ajuste directo sem consulta obrigatória Convite a uma entidade DGDR Fundo de Coesão 113 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 O Ajuste Directo não tem natureza concursal. Trata-se de um processo de escolha discricionária do adjudicatário.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 Com Consulta obrigatória Tramitação 1º Envio de convite a. pelo menos. se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 8º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 114 .. 3 entidades escolhidas pelo dono da obra (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta 2º Seguidamente procede-se à análise das propostas recebidas 3º A adjudicação é feita à proposta considerada mais vantajosa do ponto de vista do interesse público. o que não quer dizer obrigatoriamente a proposta de mais baixo preço. Artigo 48º nº 2 alínea d) 4º Notificação da entidade escolhida como adjudicatário e das entidades preteridas do resultado da consulta 5º Aprovação da minuta. . se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 6º Prestação da caução (igual ao concurso público) 7º Celebração do contrato escrito..

se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 8º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 150º e seguintes Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 108º DGDR Fundo de Coesão 115 . do ponto de vista do interesse público.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 Sem Consulta obrigatória Tramitação 1º Envio de convite a 1 entidade escolhida pelo dono da obra Artigo 48º nº 2 alínea e) (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta (parece-nos preferível. procede-se à adjudicação Caso contrário. anulando o procedimento Artigo 110º 4º Notificação da entidade escolhida como adjudicatário 5º Aprovação da minuta. se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 6º Prestação da caução (igual ao concurso público) 7º Celebração do contrato escrito. é preferível não adjudicar. em qualquer caso. pelo menos 2 entidades para que exista uma possibilidade mínima de comparação de propostas) 2º Seguidamente procede-se à análise da(s) proposta(s) recebida(s) 3º Se a proposta for aceitável. convidar.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 116 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A PRESTAÇÃO DE GARANTIA 17 DGDR Fundo de Coesão 117 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 118 .

nºs 3 e 4 DGDR Fundo de Coesão 119 . pelo preço total do contrato Artigo 113º. nº 3 DISPENSA DA CAUÇÃO Artigo 113º. caso exista Em obras de valor inferior a 5 000 contos (24 940 Euros). até 30% do preço total do contrato. nºs 1 e 2 SUBSTITUIÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 112º. a caução pode ser substituída pela retenção de 10% dos pagamentos a efectuar Será dispensado da prestação de caução o empreiteiro que apresente contrato de seguro adequado da execução da obra pelo preço do respectivo contrato Será igualmente dispensado o empreiteiro cuja responsabilidade solidária seja assegurada por entidade bancária. nº 2 VALOR DA CAUÇÃO Excepção: A caução pode ser definida em montante superior. em casos devidamente fundamentados e mediante autorização da entidade tutelar.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Prestação de Garantia 17 FUNÇÃO DA CAUÇÃO Garantir o exacto e pontual cumprimento das obrigações que o empreiteiro assume com a celebração do contrato de empreitada O dono da obra pode recorrer à caução (sem necessidade de recorrer aos tribunais) nos casos em que o empreiteiro não pague ou conteste as multas contratuais que lhe forem aplicadas ou não cumpre as obrigações legais ou contratuais líquidas e certas Regra: A caução será igual a 5% do preço total do contrato (sem IVA) Artigo 112º. nº 1 UTILIZAÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 112º.

especificando-se o fim a que se destina) Depósito em títulos emitidos ou garantidos pelo Estado (efectuado nos termos do depósito em dinheiro. em escudos ou euros. o pagamento de quaisquer importâncias exigidas pelo dono da obra em virtude de incumprimento de obrigações legais ou contratuais por parte do empreiteiro) MODOS DE PRESTAÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 114º Consequências da falta de prestação de caução no prazo previsto (artigo 111º) A adjudicação caduca O facto é participado ao IMOPPI. de 2 de Março) DGDR Fundo de Coesão 120 . o imediato pagamento de quaisquer importâncias exigidas pelo dono da obra em virtude de incumprimento de obrigações legais ou contratuais por parte do empreiteiro) Seguro-caução (apólice do seguro em que a entidade seguradora assume. nos últimos 3 meses. até ao limite do valor da caução. pelo dono da obra. em qualquer instituição de crédito. caso em que a avaliação será feita em 90% dessa média) Garantia bancária (documento emitido por uma instituição bancária que assegura. até ao valor da caução. nº 2. al. salvo se. à ordem do dono da obra. c) do Decreto-Lei nº 61/99. para efeitos de eventual aplicação da sanção de cancelamento da actividade e devolução do certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas (artigo 46º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Prestação de Garantia 17 Depósito em dinheiro (efectuado em Portugal. a média da cotação na bolsa de valores ficar abaixo do par. Os títulos serão avaliados pelo respectivo valor nominal.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CELEBRAÇÃO DO CONTRATO 18 DGDR Fundo de Coesão 121 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 122 .

hora e local em que deve comparecer para a outorga do contrato (artigo 115º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 Após a adjudicação . por ofício e com a antecedência mínima de 5 dias. A minuta do contrato é aprovada pela entidade competente para autorizar a despesa da empreitada (artigo 116º) A minuta é remetida ao concorrente classificado em 1º lugar para que este se pronuncie sobre ela. nº 1) O dono da obra comunicará ao concorrente adjudicatário.. a minuta considera-se aprovada Artigo 108º Aprovada a minuta . O contrato de empreitada deve ser celebrado no prazo de 30 dias a contar da data de prestação da caução (artigo 115º... no prazo de 5 dias Se os concorrentes nada disser. nº 2) DGDR Fundo de Coesão 123 . a data..

O CONTRATO DEVE SER REDUZIDO A ESCRITO Artigo 119º.. Se a despesa for igual ou inferior a 10 000 contos (49 880 Euros) Se a despesa for proveniente de revisão de preços Artigo 59º. NÃO É EXIGÍVEL A FORMA ESCRITA . PODE SER DISPENSADA A FORMA ESCRITA ..... Se a segurança pública o aconselhar Se for necessário dar execução imediata ao contrato. als.. a) do nº 1 do artigo 4º do mesmo Decreto-Lei) POR OUTRO LADO..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 Em regra . de 8 de Junho (aplicável por força da al. a) e b) do Decreto-Lei nº 197/99. em resultado de acontecimentos imprevisíveis e por motivos de urgência imperiosa.. não imputável ao dono da obra Artigo 60º do Decreto-Lei nº 197/99. nº 1 Excepções . de 8 de Junho (aplicável por força da al. nº 1. b) do nº 1 do artigo 4º do mesmo Decreto-Lei) DGDR Fundo de Coesão 124 .

em livro adequado do serviço ou ministério». A autenticidade de um documento resulta do facto de este ser exarado por uma autoridade pública ou oficial público. registado. pelo caderno de encargos e pelas demais peças enumeradas naquele documento (Artigo 117º) Clausulas contratuais obrigatórias O contrato deve conter obrigatoriamente os elementos constantes do artigo 118º ou 139º (consoante o tipo de empreitada). o legislador apenas exige que o contrato seja lavrado sob a forma de documento autêntico. se for o caso. sob pena de ser declarado nulo DGDR Fundo de Coesão 125 . O contrato de empreitada é constituído pelo documento escrito lavrado de acordo com a minuta. outra entidade pública ou serviço dotado de autonomia administrativa e financeira constarão de documento autêntico oficial. pelo projecto. Porém. se apelarmos aos princípios da desburocratização e eficiência administrativas. De qualquer forma. Artigo 119º. A escritura pública é o documento autêntico mais solene. sem especificar se se trata de escritura pública ou documento autêntico simples. nº 2 «Os contratos em que seja outorgante o Estado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 O contrato deve ser celebrado por escritura pública? Não! É suficiente o documento autêntico simples. chegamos à conclusão de que devemos enveredar pela forma mais simples de documento autêntico.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 CONSEQUÊNCIAS DA NÃO CELEBRAÇÃO DO CONTRATO NO PRAZO LEGAL Se o dono da obra não promover a celebração do contrato no prazo de 132 dias contado da data de apresentação de propostas ou no prazo de 30 dias contado da data de prestação da caução. de 21 de Março. relativa ao Processo nº 102807/95) Neste caso. este pode chamar à contratação o concorrente classificado em segundo lugar DGDR Fundo de Coesão 126 . nºs 3 e 4) Neste caso. é obrigatória a abertura de novo concurso (neste sentido. nº 5) Se o adjudicatário não comparecer no dia. tendo direito a ser reembolsado dos encargos resultantes da prestação da caução (Artigo 115º. do Tribunal de Contas. vide Decisão nº 1714/96. o adjudicatário pode recusar-se a outorgá-lo. como o facto não é imputável ao dono da obra. hora e local fixados para a outorga do contrato (não tendo sido impedido de o fazer por motivo independente da sua vontade) perderá a caução a favor do dono da obra e o facto será participado ao IMOPPI (Artigo 115º.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O VISTO DO TRIBUNAL DE CONTAS 19 DGDR Fundo de Coesão 127 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 128 .

Porém. 1000 x 60 549$00 = 60 549 000$00. ou seja. conjugado com o artigo 82º da Lei nº 30-C/2000. os contratos reduzidos a escrito e as minutas dos contratos de qualquer valor que venham a celebrar-se por escritura pública. para obtenção de visto. de 26 de Agosto. no ano 2001. nº 1 da Lei nº 98/97. de 29 de Dezembro – Orçamento de Estado para 2001) Elementos (cópias) a remeter ao Tribunal de Contas • Despacho ou deliberação que aprovou a abertura do procedimento de contratação • Anúncio(s) da abertura do concurso • Actas do acto público. (Artigo 48º. estão isentos de fiscalização prévia os contratos cujo montante seja inferior a 1000 vezes o valor correspondente ao índice 100 da escala indiciária do regime geral da função pública.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Visto do Tribunal de Contas 19 Devem ser remetidos ao Tribunal de Contas. das negociações e dos relatórios de apreciação das propostas • Despacho ou deliberação de adjudicação e respectiva fundamentação • Despacho ou deliberação que aprovou a minuta do contrato • Reclamações e eventuais decisões sobre elas tomadas • Caderno de encargos e programa de concurso • Proposta do adjudicatário • Documentos comprovativos da situação do adjudicatário perante o Fisco e a Segurança Social • Documentos comprovativos da posse de certificado de classificação de empreiteiro • Documento comprovativo da prestação de caução • Declaração do adjudictário de que reúne os requisitos de admissão a concurso • Pareceres de outros organismos (quando exigidos) Resolução nº 7/98 do Tribunal de Contas DGDR Fundo de Coesão 129 .

na redacção da Lei nº 87-B/98. na redacção da Lei nº 87-B/98. uma excepção: Não podem ser efectuados pagamentos ao empreiteiro antes de obtido o visto do Tribunal de Contas. de 31 de Dezembro E se o visto for recusado? Nesse caso a recusa apenas implica a ineficácia jurídica dos actos após a respectiva notificação. Existe. nºs 2 e 3 da Lei nº 98/97. porém. sejam trabalhos contratualmente previstos. Artigo 45º. podem produzir a generalidade dos seus efeitos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Visto do Tribunal de Contas 19 Os contratos podem produzir efeitos antes do visto do Tribunal de Contas? Sim. de 31 de Dezembro DGDR Fundo de Coesão 130 . Artigo 45º. de 26 de Agosto. de 26 de Agosto. isto é. nº 1 da Lei nº 98/97. Quer isto dizer que os trabalhos realizados pelo empreiteiro até à data da notificação da recusa do visto podem ser pagos desde que o seu montante se enquadre na respectiva programação financeira. designadamente o início dos trabalhos da empreitada.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONSIGNAÇÃO DOS TRABALHOS 20 DGDR Fundo de Coesão 131 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 132 .

não é possível proceder à adjudicação ao concorrente classificado em 2º lugar. bem como a documentação técnica (peças escritas e desenhadas) (Artigo 150º) A consignação deve ser realizada no prazo máximo de 22 dias contados da celebração do contrato Artigo 152º. O contrato caduca Neste caso. nº 1 Se o empreiteiro não comparecer no prazo fixado para a consignação da obra .... para efeitos de cancelamento da inscrição do empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 133 . É notificado para comparecer numa data posterior que não exceda 11 dias (Artigo 152º.Perderá a caução a favor do dono da obra O dono da obra participará o facto ao IMOPPI.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Consignação dos Trabalhos 20 Consignação da obra É o acto pelo qual o dono da obra faculta ao empreiteiro os locais onde irão ser executados os trabalhos. nº 2) Se ainda assim o empreiteiro reincidir na não comparência ..Indemnizará o dono da obra pela diferença entre o valor do contrato caducado e aquele que vier a ser celebrado 2. tendo que se proceder à abertura de novo concurso O empreiteiro: 1.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 134 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 21 DGDR Fundo de Coesão 135 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 136 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas

A Execução dos Trabalhos

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ENCARGOS PREPARATÓRIOS
Constitui encargo do empreiteiro (salvo estipulação em contrário) o fornecimento dos aparelhos, instrumentos, ferramentas, utensílios e andaimes indispensáveis à execução da obra
Artigo 23º

ATENÇÃO

Não

devem

ser

considerados

como

encargos

preparatórios

indispensáveis à execução da obra, a serem suportados pelo dono da obra, no âmbito do contrato de empreitada, os relativos à aquisição de veículos e outros equipamentos (material informático, telefones móveis, etc.) ainda que destinados à fiscalização da obra e ainda que, concluída a empreitada, aqueles revertam para o dono da obra.

Justificação legal:
O fornecimento de viaturas (e do restante equipamento indicado) não se enquadra no conceito de empreitada de obras públicas, não configurando sequer um contrato misto, uma vez que os bens a fornecer não se destinam a ser incorporados ou a complementar a obra pública em causa. A aquisição de tais bens deve ser efectuada ao abrigo do Decreto-Lei nº 197/99, de 8 de Junho e não através da sua inclusão num contrato de empreitada de obras públicas. O incumprimento desta regra é motivo de recusa de visto pelo Tribunal de Contas. Neste sentido, vide Acórdão nº 10/99, de 8 de Abril, do TC.

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A Execução dos Trabalhos

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TRABALHOS PREPARATÓRIOS OU ACESSÓRIOS

O empreiteiro tem a obrigação de realizar à sua custa todos os trabalhos que sejam considerados preparatórios ou acessórios da realização da empreitada, designadamente: • • • A montagem, construção, desmontagem, demolição e manutenção do estaleiro;(*) A construção de acessos ao estaleiro e das serventias internas deste; Os trabalhos necessários para garantir a segurança dos trabalhadores da obra e do público em geral, para evitar danos nos prédios vizinhos e para dar cumprimento aos regulamentos de segurança, higiene e saúde no trabalho e de polícia das vias públicas; Os trabalhos necessários para restabelecer as servidões e serventias que sejam alteradas ou destruídas por motivos de execução da obra e para evitar a estagnação de águas no local.

Artigo 24º

(*) Porém, o encargo daqui resultante deve ser pago pelo dono da obra, constituíndo um preço contratual unitário.

OUTROS ENCARGOS DO EMPREITEIRO
Constitui encargo do empreiteiro (salvo estipulação em contrário) o pagamento das indemnizações devidas pela constituição de servidões, pela ocupação temporária de prédios particulares, necessárias à execução da obra
Artigo 25º

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A Execução dos Trabalhos

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TRABALHOS A MAIS

Ao longo da execução da obra surge frequentemente a necessidade de realizar trabalhos a mais...
São trabalhos cuja espécie ou quantidade não foram incluídos no contrato inicial mas que se destinam à realização da mesma empreitada, se tornaram necessários na sequência de circunstâncias imprevistas e não podem ser realizados em separado do contrato inicial sem causar inconveniente grave ao dono da obra ou, sendo separáveis, são estritamente necessários à conclusão da obra
Artigo 26º

Frequentemente confundem-se os trabalhos a mais com as «obras novas» ou «trabalhos novos» Qual é a diferença? A característica principal de diferenciação entre os dois conceitos é a imprevisibilidade. Os trabalhos a mais resultam de circunstâncias imprevistas, pelo que não era de todo possível incluí-los no contrato inicial. Pelo contrário, os trabalhos novos ou «obras novas» são aqueles que, ainda que relacionados com a empreitada inicial, não resultam de factos imprevistos, mas tão só de uma opção técnica ou política tomada após adjudicação da obra.

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A Execução dos Trabalhos

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Exemplo prático: A execução de passeios não previstos no projecto de execução de uma via urbana assume a natureza de trabalhos novos e não de trabalhos a mais uma vez que a sua não inclusão no projecto inicial terá resultado de uma opção do dono da obra e não de uma circunstância imprevista superveniente.

Sobre a diferenciação dos conceitos vide: • • • Acórdão nº 242/93, de 9 de Dezembro, do Tribunal de Contas Acórdão nº 156/98, de 7 de Outubro, do Tribunal de Contas Parecer nº 40/87, da Procuradoria-Geral da República, de 9 de Junho de 1987 (DR IIª Série, de 87.09.23)

Qual a diferença de regime entre os trabalhos a mais e os trabalhos novos?

Os trabalhos a mais são (até um certo limite) executados pelo mesmo empreiteiro com base num contrato adicional ao contrato de empreitada Os trabalhos novos carecem do lançamento de um novo procedimento de contratação, pelo que têm execução autónoma relativamente à empreitada inicial

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desde que se trate de trabalhos da mesma espécie e a executar nas mesmas condições Se não existir projecto para a execução dos trabalhos a mais (face ao seu reduzido valor) a ordem de execução deve conter a espécie e a quantidade dos trabalhos a executar. em opção. planos. desenhos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Execução dos Trabalhos 21 Condições de realização dos trabalhos a mais O empreiteiro é obrigado a executar os trabalhos a mais desde que lhe sejam ordenados por escrito pelo dono da obra e o fiscal da obra lhe forneça os elementos técnicos indispensáveis à sua realização (v. como se de «trabalhos novos» se tratasse DGDR Fundo de Coesão 141 . perfis. nº 6 A realização de trabalhos a mais encontra-se sujeita a alguns limites. exercer o direito de rescisão ou alegar (tratando-se de trabalhos de espécie diferente dos iniciais) que não possui equipamentos e meios humanos indispensáveis à execução desses trabalhos O projecto de alteração deve ser entregue ao empreiteiro com a ordem escrita de execução dos trabalhos a mais Os preços a praticar deverão ser idênticos aos dos trabalhos contratuais. nº 1 O montante acumulado (sem IVA) de trabalhos a mais. nº 5 Artigo 26º. variantes ou alterações ao plano de trabalhos da iniciativa do empreiteiro não pode exceder 25% do valor do contrato inicial de empreitada A execução dos trabalhos adicionais que excedam aquele limite será feita com base num novo procedimento adjudicatório. alterações ao projecto da iniciativa do dono da obra..g. devendo o empreiteiro apresentar os preços unitários para os trabalhos que não tenham preços contratuais estabelecidos (A fixação dos novos preços é regulada pelo artigo 27º) Artigo 26º. 1º Limite Artigo 45º.. nº 4 Artigo 26º. mapa da natureza e volume dos trabalhos) O empreiteiro pode.. a fim de evitar as derrapagens nos custos das obras . nº 3 Artigo 26º. alterações ao projecto. nº 2 Artigo 26º.

Artigo 46º DGDR Fundo de Coesão 142 . alterações ao projecto da iniciativa do dono da obra. bem como dos estudos efectuados e das decisões que sobre eles incidiram.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Execução dos Trabalhos 21 2º Limite Artigo 45º. NOTA: (*) Entidade externa e independente – entidade sem qualquer ligação próxima ou remota ao dono da obra ou ao empreiteiro. Esta informação irá permitir ao IMOPPI enviar semestralmente aos Ministros do Equipamento Social e das Finanças um relatório fundamentado sobre a aplicação das medidas de controlo de custos nas obras públicas. podendo ser pública ou privada. alterações ao projecto. nº 2 Quando o montante acumulado de trabalhos a mais. Dever de informação Os donos de obra devem enviar ao IMOPPI cópia dos elementos justificativos dos custos acrescidos das suas obras (trabalhos adicionais). variantes ou alterações ao plano de trabalhos da iniciativa do empreiteiro exceda 15% do valor do contrato inicial de empreitada ou sempre que tal montante acumulado seja igual ou superior a 1 milhão de contos (4 987 979 Euros) a entidade competente para autorizar a despesa só o poderá fazer mediante proposta fundamentada e instruída com estudo realizado por entidade externa e independente (*) Este estudo pode ser dispensado quando o valor do contrato inicial for igual ou inferior a 500 mil contos (2 493 989 Euros). mas que deverá possuir competência técnica no domínio da engenharia.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas OS PAGAMENTOS AO EMPREITEIRO 22 DGDR Fundo de Coesão 143 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 144 .

o qual apresentará ao dono da obra. em função da aplicação quantidades de trabalhos periodicamente realizadas FORMA E PERIODICIDADE DAS MEDIÇÕES DOS TRABALHOS A medição deve ser feita Artigos 202º e 208º MENSALMENTE. lavrando-se um auto que deve ser assinado por ambos Se o dono da obra não proceder atempadamente à medição dos trabalhos. até ao fim do mês seguinte. um mapa das quantidades de trabalhos realizados no mês anterior O empreiteiro deverá proceder da mesma forma quando a distância. isto é. a natureza dos trabalhos ou outras circunstâncias impossibilitem a realização de medições mensais pelo dono da obra DGDR Fundo de Coesão 145 . no próprio local. deverá essa tarefa ser feita pelo empreiteiro.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 MODO DE RETRIBUIÇÃO DO EMPREITEIRO A retribuição do empreiteiro pode ser feita através de: Artigos 209º e 210º Prestações Fixas Prestações Variáveis ou por Medição O contrato de empreitada fixa os valores a pagar periodicamente e as datas dos respectivos vencimentos Os pagamentos ao empreiteiro são feitos em função dos das preços medições unitários periodicamente contratuais às realizadas. o difícil acesso. salvo se as partes acordarem periodicidade diferente As medições devem ser efectuadas pelo representante do dono da obra. com a assistência do empreiteiro.

à taxa de 17% se for uma obra da Administração Central . Artigos 18º.. als. nº 1.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 IMPOSTOS E DESCONTOS A QUE ESTÃO SUJEITOS OS PAGAMENTOS A cada pagamento .. garantia bancária ou seguro-caução Às importâncias a pagar ao empreiteiro será ainda deduzido 0.... à taxa de 5% de for uma obra da Administração Local IMPOSTOS parcial a efectuar acresce o IVA .5% destinado à Caixa Geral de Aposentações (Artigo 138º do Decreto-Lei nº 498/72. a) e c) e lista I anexa do Código do IVA Às importâncias a pagar ao empreiteiro (sem IVA) será deduzido 5% para garantia do contrato em reforço da caução prestada (Artigo 211º) Este desconto pode ser substituído por DESCONTOS depósito em títulos.. de 9 de Dezembro – Estatuto da Aposentação) Este desconto é obrigatório nos pagamentos relativos a contratos de empreitada adjudicados por entidades com pessoal inscrito na Caixa Geral de Aposentações DGDR Fundo de Coesão 146 .

não podendo exceder 44 dias a contar da data dos respectivos autos de medição (Artigo 212º) Se o pagamento for feito fora de prazo haverá lugar ao abono de juros de mora ao empreiteiro.25% (Artigo 213º. nº 2 e 234º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 MOMENTO DE EFECTUAR OS PAGAMENTOS Os pagamentos ao empreiteiro devem ser efectuados no prazo previsto no contrato. nº 5) Se o atraso nos pagamentos for superior a 132 dias o empreiteiro pode rescindir o contrato. nº 4) Despacho nº A-44/95-XII. acrescida de 3% Portaria nº 8/99. nº 1) DGDR Fundo de Coesão 147 .25%. de 7 de Janeiro: substituição da taxa de desconto do Banco de Portugal pela taxa de 3. tendo direito a ser indemnizado por perdas e danos (Artigos 213º.06. IIª Série. publicado no DR. dos Ministro das Finanças e das Obras Públicas. nº 1) Cálculo do Valor da taxa: (Artigo 277º. à taxa de 6.24: Juros calculados à taxa de desconto do Banco de Portugal. de 95. Os juros de mora devem ser pagos no prazo de 22 dias a contar da data do pagamento dos trabalhos que lhes deram origem (Artigo 213º.

..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 ADIANTAMENTOS AO EMPREITEIRO O dono da obra pode conceder adiantamentos .. nos termos do contrato PENALIDADES APLICÁVEIS AOS EMPREITEIROS Se o empreiteiro não cumprir os prazos contratuais para a execução da obra.. para aquisição de materiais sujeitos a flutuação de preços e equipamentos necessários à execução da obra O adiantamento pelos materiais não pode exceder 2/3 do valor dos materiais O adiantamento pelos equipamentos não pode exceder 50% do valor dos equipamentos Este adiantamento não pode exceder 50% da parte do preço que o empreiteiro tem direito a receber. mediante prestação de garantia bancária ou seguro-caução.. pelo empreiteiro. pelos materiais e equipamentos postos no local da obra pelo empreiteiro . Artigo 214º .. ser-lhe-á aplicada uma multa diária (Artigo 201º) DGDR Fundo de Coesão 148 .

contando que. de 2 de Março não contém uma norma idêntica à do nº 3 do artigo 61º do Decreto-Lei nº 405/93.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 Podem ser pagos prémios aos empreiteiros? NÃO! O Decreto-Lei nº 59/99. Assim por ausência de norma habilitante não será possível a estipulação de prémios. ao contrário do que sucedia no anterior regime jurídico das empreitadas de obras públicas. em conjunto. de 10 de Dezembro (revogado pelo primeiro) segundo a qual . DGDR Fundo de Coesão 149 . pode o caderno de encargos prever a concessão ao empreiteiro de prémios pecuniários pela qualidade invulgar de execução da obra ou por antecipação dos prazos estabelecidos para execução dos trabalhos. «Em casos especiais. não excedam 20% do valor da obra»...

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 150 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RECEPÇÃO PROVISÓRIA DA OBRA 23 DGDR Fundo de Coesão 151 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 152 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Provisória da Obra 23 . no caderno de encargos e no contrato Recepção tácita Se o dono da obra não proceder à vistoria no prazo de 22 dias após o pedido do empreiteiro. VISTORIA a pedido do empreiteiro ou do dono da obra. da totalidade da obra de partes obra da Artigo 217º... a obra considera-se tacitamente recebida no termo desse prazo (Artigo 217º.... tendo em vista a sua recepção provisória por este último (Artigo 217º) A recepção pode ser . deve realizar-se uma Concluída a obra . nº 5) DGDR Fundo de Coesão 153 . nº 2 Finalidade da vistoria Verificar se a obra foi executada de acordo com o estabelecido no projecto..

Se a obra estiver finalmente em condições de ser recebida regista-se tal facto no auto de vistoria Artigos 218º e 219º DGDR Fundo de Coesão 154 . fixando-se um prazo para que o empreiteiro proceda às reparações necessárias Se o empreiteiro não realizar tais trabalhos de reparação. procede-se a nova vistoria . pode o dono da obra mandá-los efectuar a outrem. serão as mesmas especificadas no auto de vistoria.. accionando as garantias prestadas pelo empreiteiro.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Provisória da Obra 23 Deficiências na execução Se na sequência da vistoria forem detectadas deficiências na execução.. como forma de pagamento Feitas as reparações.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O INQUÉRITO ADMINISTRATIVO 24 DGDR Fundo de Coesão 155 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 156 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Inquérito Administrativo 24 O que é o inquérito administrativo? É um procedimento. os reclamantes serão notificados de que as quantias reclamadas apenas serão retidas se. à ordem do juiz do tribunal respectivo Artigos 223º a 225º e 230º 2 3 4 5 6 DGDR Fundo de Coesão 157 . indicando-lhes igualmente o serviço que ficará responsável pela liquidação (NOTA: esta comunicação não se justifica quando o dono da obra é uma autarquia local e os trabalhos apenas se desenvolveram na respectiva circunscrição territorial). as reclamações serão aceites e deferidas Neste caso. o dono da obra deduzirá às importâncias a pagar ao empreiteiro o montante relativo às reclamações. propuserem acção no tribunal competente contra o empreiteiro e enviarem ao serviço liquidatário certidão comprovativa desse facto Se tal acontecer.) Como se efectua? 1 No prazo de 22 dias após a recepção provisória. aquisições de materiais e equipamentos. etc. no prazo de 22 dias. convocando todos os interessados para reclamarem eventuais créditos sobre o empreiteiro No prazo de 8 dias os presidentes das câmaras respectivas enviarão as reclamações recebidas ao serviço encarregue da liquidação O serviço liquidatário notifica o empreiteiro para no prazo de 15 dias contestar as reclamações Se o empreiteiro não contestar. efectuado pelo dono da obra. Os presidentes das câmaras respectivas providenciarão a afixação de editais (durante 15 dias). entregando-as directamente aos reclamantes Se o empreiteiro contestar as reclamações. pagamento de salários. que tem como finalidade averiguar se o empreiteiro é devedor perante terceiros por motivo inerente à obra em causa (obrigações resultantes de expropriações. as quantias reclamadas serão depositadas. o dono da obra comunica aos presidentes das câmaras dos concelhos em que os trabalhos foram executados a conclusão da obra. em qualquer instituição de crédito em Portugal.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 158 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONTA DA EMPREITADA 25 DGDR Fundo de Coesão 159 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 160 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Conta da empreitada 25 O que é a conta da empreitada? É o documento que traduz o histórico financeiro da empreitada e é composto por: • Uma conta-corrente onde se inscrevem os valores globais de todas as medições. no prazo de 15 dias. assiná-la ou deduzir reclamações (Artigo 221º) DGDR Fundo de Coesão 161 . revisões e multas aplicadas • Um mapa de todos os trabalhos executados a mais e a menos. com indicação dos preços unitários • Um mapa de todos os trabalhos e valores sobre os quais haja reclamações do empreiteiro ainda não decididas A conta da empreitada deve ser elaborada no prazo de 44 dias após a recepção provisória (Artigo 220º) No prazo de 8 dias após a sua elaboração. devendo este. deve ser enviada ao empreiteiro uma cópia da conta.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 162 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O PRAZO DE GARANTIA 26 DGDR Fundo de Coesão 163 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 164 .

. desde que a natureza dos trabalhos ou o prazo previsto de utilização da obra assim o justifique) A partir de que momento se conta o prazo de garantia? 5 anos Conclusão da obra Recepção definitiva Período de Recepção provisória garantia Que vícios ou defeitos estão abrangidos pela garantia? Aqueles que não sejam resultado do normal desgaste e depreciação dos materiais e equipamentos incorporados na obra Que meios pode utilizar o dono da obra para forçar o empreiteiro a reparar os defeitos da obra que lhe sejam imputáveis? Pode accionar as quantias retidas a título de caução. o seguro-caução ou a garantia bancária DGDR Fundo de Coesão 165 . 5 ANOS Artigo 226º (Porém. pode ser estabelecido no caderno de encargos um prazo inferior..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Prazo de Garantia 26 O prazo legal de garantia da boa execução da obra é de .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 166 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RECEPÇÃO DEFINITIVA 27 DGDR Fundo de Coesão 167 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 168 .

indícios de ruína ou falta de solidez. sendo. que não resultem do normal desgaste dos materiais e equipamentos incorporados na obra) apenas serão recebidos os trabalhos que se encontrem em bom estado. pelo contrário. será definitivamente recebida pelo dono da obra. procede-se. forem detectadas deficiências da responsabilidade do empreiteiro (isto é. a partir desse momento. para os restantes.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Definitiva 27 Decorrido o prazo de garantia da obra. fixado prazo para que o empreiteiro proceda à sua reparação ou substituição Artigo 228º DGDR Fundo de Coesão 169 . deteriorações. a uma nova vistoria para efeitos de recepção definitiva da obra Artigo 227º Se a obra não apresentar deficiências. por iniciativa do dono da obra ou a pedido do empreiteiro. ficando o empreiteiro. desobrigado de qualquer responsabilidade relacionada com a empreitada Se.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 170 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RESTITUIÇÃO E A EXTINÇÃO DA CAUÇÃO 28 DGDR Fundo de Coesão 171 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 172 .

os juros resultantes dos depósitos efectuados com o dinheiro retido) Artigo 229º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A restituição e a extinção da caução 28 Em que momento é que deve ocorrer a restituição das quantias retidas ao empreiteiro e a extinção da caução? Deve ocorrer logo após a recepção definitiva da obra. após o decurso do prazo de garantia Artigo 229º. mas também os juros vencidos (ou seja. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 173 . nº 2 Como se processa a restituição das quantias retidas. nº 1 Artigo 229º. contados nos termos do artigo 213º. o dinhero retido). o empreiteiro tem direito a exigir juros das respectivas importâncias. nº 1 O que sucede se o dono da obra não efectuar desde logo a restituição das quantias retidas e a extinção da caução? Se a demora for superior a 22 dias. ou seja. tratando-se de depósitos em dinheiro a favor do dono da obra? A restituição abrange não apenas o capital devido (isto é.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A restituição e a extinção da caução 28 Como se processa a extinção da caução resultante de seguro-caução ou garantia bancária? O empreiteiro ou o dono da obra apresentam junto da entidade seguradora ou bancária cópia do auto de recepção definitiva da obra Artigo 229º. nº 4 DGDR Fundo de Coesão 174 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas AS SUBEMPREITADAS 29 DGDR Fundo de Coesão 175 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 176 .

. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 177 . titulares de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas. instalações eléctricas. como empreiteiros por serem: a) concorrentes portugueses. nº 1 Em que consiste? O empreiteiro principal (isto é. Artigo 265º. nº 1 Pode o empreiteiro dar de subempreitada a totalidade da obra? NÃO! Apenas pode subempreitar até 75% do valor total da obra adjudicada. que tem por finalidade a realização de parte dos trabalhos inseridos na empreitada principal Artigo 266º. Artigo 265º. na sequência de um contrato de empreitada de obras públicas. aquele que contratou com o dono da obra) encarrega um terceiro (outro empreiteiro) da execução de certos trabalhos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 O que é um contrato de subempreitada? É um contrato de empreitada. celebrado entre empreiteiros. elevadores) Quem pode ser subempreiteiro? Apenas poderão executar trabalhos em obras públicas como subempreiteiros aqueles que estejam igualmente habilitados a concorrer a empreitadas de obras públicas. por motivos de especialização (v. geralmente.g. b) concorrentes nacionais de outros Estados membros da União Europeia. c) concorrentes nacionais de Estados signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu.

Artigo 265º. b) A identificação dos certificados de empreiteiros de obras públicas. nº 5 Como é que deve ser celebrado o contrato de subempreitada? O contrato de subempreitada deve ser outorgado mediante documento particular e conter os seguintes elementos. Artigo 266º. d) O valor do contrato. Artigo 265º. c) A especificação técnica da obra subcontratada. nº s 2. e) A forma e o prazo de pagamento. sob pena de nulidade: a) A identificação completa das partes outorgantes.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Pode o dono da obra opor-se à escolha do subempreiteiro? Em princípio. nº 6 Pode o empreiteiro subempreiteiro? SIM! proceder à substituição do Desde que obtenha previamente autorização do dono da obra. 3 e 4 DGDR Fundo de Coesão 178 . NÃO! Salvo se o subempreiteiro não preencher os requisitos legais para a execução da parte da obra que lhe foi subcontratada.

. de 4 de Junho. Na medida em que o empreiteiro se encontra obrigado a depositar junto do dono da obra cópia de todos os contratos de subempreitada que celebre Artigo 268º. uma vez que são proibidas as prestações de serviços para a execução de obras públicas. Admite-se. alterada pela Portaria nº 660/99. c) e d) O recurso à subempreitada é a única maneira de subcontratar trabalhos em obras públicas? Em princípio SIM. não comprove ter procedido à liquidação dessas quantias nos 15 dias imediatos à recepção da notificação Artigo 267º O dono da obra sabe quem são os subempreiteiros que executam trabalhos na sua obra? SIM! . als.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Pode o dono da obra reter quantias devidas ao empreiteiro. notificado para tal. apenas. desde que o empreiteiro.. de 17 de Agosto Artigo 270º DGDR Fundo de Coesão 179 . as prestações de serviços celebradas com os técnicos responsáveis pela obra ou as relativas a serviços de elevada especialização técnica ou artística e que não se enquadrem nas subcategorias de trabalhos previstos na Portaria nº 412-I/99. a pedido do subempreiteiro? SIM! Se o empreiteiro tiver pagamentos em atraso a efectuar ao subempreiteiro (decorrentes do mesmo contrato de empreitada de obras públicas) o dono da obra pode reter quantias do mesmo montante e entregá-las directamente ao subempreiteiro.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Quem é responsável perante o dono da obra. embora o empreiteiro encarregue um terceiro da execução de certa parte da obra. Na cessão da posição contratual dá-se a substituição do empreiteiro por outro no contrato celebrado com o dono da obra (artigo 148º). é ele o responsável directo perante o dono da obra pelo cumprimento do contrato DGDR Fundo de Coesão 180 . bem como pelos actos ou omissões praticados por qualquer subempreiteiro Artigo 271º Subempreitada e cessão da posição contratual são a mesma coisa? NÃO. Na subempreitada. no caso de existirem subempreitadas? O empreiteiro será sempre responsável perante o dono da obra pelas obrigações decorrentes do contrato de empreitada de obras públicas.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONCESSÃO DE OBRAS PÚBLICAS 30 DGDR Fundo de Coesão 181 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 182 .

durante um certo período de tempo mais ou menos longo Regras especialmente aplicáveis ao contrato de concessão de obras públicas 1 Obrigatoriedade de realização de concurso público para escolha do concessionário O prazo para apresentação de propostas não pode ser inferior a 52 dias O acto público do concurso será sempre assistido pelo Procurador-Geral da República ou pelo seu representante O caderno de encargos terá um clausulado mínimo. o prazo de vigência da concessão. designadamente. de 2 de Março contém um título (VIII) específico para o contrato de concessão de obras públicas. por parte do concessionário.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Concessão de Obras Públicas 30 O Decreto-Lei nº 59/99. as condições e o modo de exercício do direito de resgate. as condições e o modo de exercício do direito de sequestro O contrato deve ser celebrado por documento autêntico. Como tivemos ocasião de referir. a principal diferença entre este contrato e o de empreitada reside no facto de na concessão de obras públicas existir um direito de exploração do empreendimento construído. sob pena de ser nulo Artigo 244º 2 Artigo 246º 3 Artigo 247º 4 Artigo 249º 5 Artigo 251º DGDR Fundo de Coesão 183 .

desentendimento com o concedente ou acumulação de déficits. por carência de recursos. do ponto de vista do interesse público O que é o direito de sequestro? É o direito de o concedente assegurar a exploração do empreendimento concessionado quando o concessionário. antes de findo o prazo da concessão e mediante o pagamento de indemnização. inabilidade administrativa. abandone a exploração DGDR Fundo de Coesão 184 . quando o concessionário não assegura satisfatoriamente tal gestão.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Concessão de Obras Públicas 30 O que é o direito de resgate? É o direito de o concedente retomar a gestão do empreendimento concessionado.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas RESCISÃO E RESOLUÇÃO CONVENCIONAL DO CONTRATO DE EMPREITADA 31 DGDR Fundo de Coesão 185 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 186 .

raio. havendo consignações parciais o retardamento da consignação acarrete a interrupção dos trabalhos por mais de 120 dias 6.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 CASOS EM QUE O EMPREITEIRO PODE RESCINDIR O CONTRATO 1. consoante se trate ou não de caso de força maior (*) 7.Quando o dono da obra praticar ou der causa a facto donde resulte maior dificuldade na execução da empreitada.Quando a substituição dos trabalhos por outros de espécie diferente atinja pelo menos 25% do preço da empreitada 4. com agravamento dos respectivos encargos superior a 20% do valor do contrato 8. sem a concordância do empreiteiro.Quando o atraso na realização de qualquer pagamento ao empreiteiro se prolongue por mais de 132 dias Artigo 26º Artigo 31º Artigo 31º Artigo 148º Artigo 154º Artigo 189º Artigo 196º Artigo 213º NOTA: (*) Caso de força maior – é o facto de terceiro ou facto natural ou situação. greves gerais ou sectoriais e quaisquer outros eventos da mesma natureza que impeçam o cumprimento do contrato (Artigo 195º. inundações. determinada pelo dono da obra. ultrapasse 20% ou 10% do prazo de execução da empreitada. O processo de rescisão do contrato de empreitada por iniciativa do empreiteiro encontra-se regulado no artigo 238º DGDR Fundo de Coesão 187 . cujos efeitos se produzam independentemente da vontade ou das circunstâncias pessoais do empreiteiro. ou.Quando o dono da obra retire. qualquer trabalho para o fazer executar por outrem 5.Quando o valor acumulado dos trabalhos a mais ou a menos atinja ou ultrapasse uma redução de pelo menos 20% do valor da adjudicação 3.Quando a consignação não seja feita no prazo de 154 dias contados da data de assinatura do contrato. ciclones.Quando os trabalhos a mais sejam de espécie diferente dos previstos no contrato e o empreiteiro não disponha dos meios necessários à sua execução 2. fogo. epidemias. tremores de terra. tais como actos de guerra ou subversão. imprevisível e inevitável.Quando a suspensão dos trabalhos. nº 3).

artigo 235º A posse administrativa dos trabalhos pelo dono da obra encontra-se regulada no artigo 236º DGDR Fundo de Coesão 188 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 CASOS EM QUE O DONO DA OBRA PODE RESCINDIR O CONTRATO 1.Quando o empreiteiro não cumprir uma ordem legal dada por escrito. sobre matéria relativa à execução do contrato 7.Quando o empreiteiro não dê cumprimento ao plano de trabalhos 5.Quando o empreiteiro não inicie os trabalhos de acordo com o plano.Quando o empreiteiro suspender os trabalhos por mais de 8 dias seguidos ou 15 dias interpolados. higiene e saúde 3. pelo fiscal da obra.Quando o empreiteiro não comparecer no dia fixado para a realização da consignação e não haja justificado a falta 4. para além das situações previstas no nº 2 do artigo 185º Artigo 148º Artigo 149º Artigo 152º Artigo 161º Artigo 162º Artigo 184º Artigo 189º A rescisão do contrato de empreitada por iniciativa do dono da obra dá sempre origem à posse administrativa dos trabalhos .Quando o empreiteiro ceda a sua posição contratual a outrem sem autorização do dono da obra 2. nem obtenha adiantamento 6.Quando o empreiteiro não respeitar a legislação sobre segurança.

isto é. este terá direito a ser indemnizado pelos danos emergentes e pelos lucros cessantes. em qualquer momento. por comum acordo. Artigo 240º DGDR Fundo de Coesão 189 . pode. em opção. 2º Se o empreiteiro o preferir. resolver o contrato.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 Quais são os efeitos financeiros da rescisão? 1º Sempre que a rescisão seja efectuada por conveniência do dono da obra ou pelo exercício de direito do empreiteiro. interromper a sua eficácia. Artigo 234º RESOLUÇÃO CONVENCIONAL Para além da possibilidade de rescisão unilateral (da iniciativa do dono da obra ou do empreiteiro) as partes podem. receber uma indemnização correspondente a 10% da diferença entre o valor dos trabalhos executados e o valor dos trabalhos adjudicados.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 190 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas CONTENCIOSO DOS CONTRATOS 32 DGDR Fundo de Coesão 191 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 192 .

Tribunais Administrativos de Círculo Artigo 253º Tribunais Arbitrais Previamente à interposição de acção no tribunal devem as partes efectuar uma tentativa de conciliação extrajudicial O processo arbitral encontra-se regulado nos artigos 258º e 259º O processo de conciliação extrajudicial encontra-se regulado nos artigos 260º a 263º DGDR Fundo de Coesão 193 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Contencioso dos contratos 32 Os litígios que surjam entre as partes relacionados com a interpretação.. validade ou execução do contrato de empreitada de obras públicas podem ser resolvidos através ..

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 194 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas LEGISLAÇÃO CONEXA 33 DGDR Fundo de Coesão 195 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 196 .

alguns diplomas legais com relevância no âmbito das empreitadas de obras públicas: Diploma Lei nº 169/99. de 1 de Julho Decreto-Lei nº 113/93. fornecimentos e contratos de concessão por autarquias locais DGDR Fundo de Coesão 197 . de 16 de Outubro Regime de revisão de preços em empreitadas Decreto-Lei nº 390/82. Regime de acesso e permanência na actividade de alterado pela Lei nº 155/99. de seguida. aplicável à certificação de empreendimentos de construção pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil Decreto-Lei nº 348-A/86. de 14 de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Setembro Decreto-Lei nº 134/98. higiene e saúde no trabalho Decreto-Lei nº 310/90. de 2 de Março Decreto-Lei nº 61/99. de 15 de Maio Regime jurídico do recurso contencioso dos actos administrativos relativos à formação dos contratos de empreitada de obras públicas. de 1 de Outubro Institui a Marca de Qualidade LNEC. de 8 de Junho Decreto-Lei nº 60/99. de 2 de Março. de 14 de Novembro Estabelece os princípios gerais da promoção de segurança. de 18 de Setembro Decreto-Lei nº 197/99. de 18 de Setembro Assunto Quadro de competências e regime jurídico de funcionamento dos órgãos dos municípios e das freguesias Código de expropriações Regime jurídico da realização das despesas públicas e da contratação pública Cria o Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário (IMOPPI) Lei nº 168/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Legislação Conexa 33 Apresentam-se. de prestação de serviços e de fornecimento de bens Regime de coordenação de segurança nos estaleiros temporários ou móveis Segurança dos materiais de construção Decreto-Lei nº 155/95. de 17 de Setembro Regime da realização de empreitadas. de 10 de Abril Decreto-Lei nº 441/91.

de 4 de Junho e Fixa as classes e os correspondentes valores das Portaria nº 1215/2000. de 27 de Julho públicas e industriais de construção civil Portaria nº 412-G/99. de 4 de Junho e Define a avaliação e os valores de referência dos indicadores financeiros dos empreiteiros de obras Portaria nº 526/2000. de 21 de Fevereiro Aprova os modelos de programas de concurso tipo e os cadernos de encargos tipo a serem adoptados nas empreitadas de obras públicas Portaria nº 1101/2000. de 4 de Junho Fixa as taxas destinadas a cobrir os encargos com a gestão do sistema de ingresso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-F/99. de 24 de atraso nos pagamentos ao empreiteiro Junho de 1995) DGDR Fundo de Coesão 198 . de 20 de Novembro Portaria que aprova a relação das disposições legais e regulamentares aplicáveis ao projecto e à execução de obras Portaria nº 412-E/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Diploma Decreto-Lei nº 73/73. de 4 de Junho. de 28 de Fevereiro Assunto Regime da qualificação profissional exigível aos autores de projectos de obras Decreto nº 43320. nº 144. de 17 de Novembro de Estaleiros de construção de obras públicas 1960 Portaria nº 104/2001. de 4 de Junho Define os documentos necessários à comprovação da posse dos requisitos de acesso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Fixa o quadro mínimo do pessoal das empresas com condições de ingresso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-J/99. 2ª Série. de 28 de Dezembro autorizações contidas nos certificados de classificação de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-H/99. Fixa as categorias e subcategorias relativas ao acesso e alterada pela Portaria nº 660/99. de 17 de permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Agosto Portaria do Ministro das Obras Públicas de 7 Aprova as instruções para a elaboração de projectos de obras públicas de Fevereiro de 1972 Despacho Conjunto A -44/95-XII (Diário da Fixa a taxa de juros de mora aplicável em caso de República. de 4 de Junho Portaria nº 412-I/99.

do Conselho. da energia.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Diploma Assunto Directiva nº 93/37/CE. de 14 Coordenação dos processos de celebração de contratos nos sectores da água. de 14 Coordenação dos processos de adjudicação de empreitadas de obras públicas de Junho de 1993 Directiva nº 93/38/CE. dos transportes e das de Junho de 1993 telecomunicações Regulamento (CE) nº 1103/97 do Conselho Disposições respeitantes à introdução do EURO de 17 de Junho de 1997 DGDR Fundo de Coesão 199 . do Conselho.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 200 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas

ÍNDICE DO DECRETO-LEI Nº 59/99, DE 2 DE MARÇO 34

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Índice do Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março

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Título Disposições gerais

Capítulo

Artigo 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º
Obras Públicas

Designação

Âmbito de aplicação objectiva Âmbito de aplicação subjectiva Exclusões Contratos mistos Garantias de imparcialidade

Partes do contrato Âmbito Conceito Objecto da empreitada

Tipos de Empreitadas Empreitada por preço global

8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º Empreitada por série de preços 18º

Apresentação de projecto base pelos concorrentes Variantes ao projecto

Elementos e método de cálculo dos projectos base e variantes Reclamações quanto a erros e omissões do projecto Rectificações de erros ou omissões do projecto Valor das alterações do projecto Pagamentos Conceito Alterado Lei nº 163/99, de 14 de Setembro

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Título Tipos de Empreitadas

Capítulo

Artigo 19º 20º 21º

Designação
Objecto da empreitada Variante do empreiteiro Cálculo dos pagamentos

Disposições comuns às empreitadas por preço global e por série de preços

22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º

Lista de preços unitários Encargos do empreiteiro Trabalhos preparatórios ou acessórios Servidões e ocupação de prédios particulares Execução de trabalhos a mais Fixação de novos preços de trabalhos a mais Supressão de trabalhos Inutilização de trabalhos já executados Alterações propostas pelo empreiteiro Direito de rescisão por parte do empreiteiro Prazo do exercício do direito de rescisão

Cálculo do valor dos trabalhos para efeito de rescisão Exercício do direito de rescisão

Indemnização por redução do valor dos trabalhos Responsabilidade por erros de execução

37º

Responsabilidade por erros de concepção do projecto

38º

Efeitos da responsabilidade

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Tipos de Empreitadas Capítulo Empreitada por percentagem Artigo 39º 40º 41º 42º 43º 44º Conceito Designação Custo dos trabalhos Encargos administrativos e lucros Trabalhos a mais ou a menos Pagamentos Regime subsidiário Controlo de custos de obras públicas Avaliação das medidas de controlo de custos Tipos de procedimentos Escolha do tipo de procedimento Alterado Lei 163/99. de 27 de Julho 53º Concorrentes 54º 55º Divisão em lotes Admissão a concurso Idoneidade dos concorrentes 56º Capacidade financeira e económica e capacidade técnica dos concorrentes 57º 58º Agrupamentos de empreiteiros Concorrência DGDR Fundo de Coesão 205 . de 14 de Setembro Controlo de custos de obras públicas 45º 46º Formação do contrato Procedimentos e formalidades dos concursos 47º 48º 49º 50º 51º 52º Reclamação por preterição de formalidades do concurso Prova da entrega de requerimentos Notificações Publicação dos actos Alterado Decreto-Lei 159/2000.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º Designação Fases do concurso público Comissões de acompanhamento do concurso Confidencialidade dos processos de concurso Elementos que servem de base ao concurso Peças do projecto Caderno de encargos Especificações técnicas Programa do concurso Habilitação dos concorrentes não detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas ou que não apresentem certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados Alterado Lei 163/99. de 14 de Setembro 68º Habilitação dos concorrentes não detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas que apresentem certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados de Estado pertencente ao espaço económico europeu Habilitação de concorrentes detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas Outros documentos Documentos Conceito e redacção da proposta Documentos que instruem a proposta Esclarecimento da proposta 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º 76º 77º Proposta simples na empreitada por preço global Proposta simples na empreitada por série de preços Proposta condicionada DGDR Fundo de Coesão 206 .

económica e técnica dos concorrentes DGDR Fundo de Coesão 207 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º Designação Proposta com projecto ou variante Indicação do preço total Anúncio do concurso Esclarecimento de dúvidas surgidas na interpretação dos elementos patenteados Apresentação das propostas Prazo de apresentação Modo de apresentação dos documentos e da proposta Acto público Sessão do acto público Leitura do anúncio do concurso e dos esclarecimentos publicados e lista de concorrentes Reclamação e interrupção do acto do concurso Fundamentos da reclamação Abertura dos invólucros Rubrica dos documentos 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º Deliberação sobre a habilitação dos concorrentes Abertura dos invólucros das propostas Deliberação sobre a admissão das propostas Registo das exclusões e admissões Encerramento da sessão Certidões da acta 98º Avaliação da capacidade financeira.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 99º 100º 101º 102º 103º 104º 105º 106º 107º 108º 109º 110º 111º 112º 113º 114º 115º 116º 117º Designação Recurso hierárquico e tutelar Relatório de análise das propostas Audiência prévia Relatório final Recurso contencioso Prazo de validade da proposta Critério de adjudicação Alteração da proposta. projecto ou variante Não adjudicação e interrupção do concurso Minuta do contrato Reclamação contra a minuta Conceito e notificação da adjudicação Ineficácia da adjudicação Função da caução Valor da caução Modo da prestação da caução Prazo para a celebração do contrato Aprovação da minuta Elementos integrados no contrato 118º 119º 120º Cláusulas contratuais obrigatórias Formalidades dos contratos Representação na outorga de contrato escrito DGDR Fundo de Coesão 208 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso Limitado Artigo 121º Designação Regime e modalidades do concurso Alterado Decreto-Lei 159/2000 de 27 de Julho 122º 123º 124º 125º 126º 127º 128º 129º 130º 131º 132º Concurso por negociação 133º 134º 135º Ajuste directo 136º 137º Casos em que pode ocorrer (o concurso limitado com publicação de anúncio) Anúncio do concurso e entrega dos pedidos de participação Abertura dos pedidos de participação e convites Prazos Concurso urgentes Acto público de abertura de propostas Critério de adjudicação Casos em que pode ocorrer (o concurso limitado sem publicação de anúncio) Abertura do concurso e apresentação das propostas Acto público do concurso Adjudicação Regime do concurso (por negociação) Casos em que é admissível Abertura do concurso Casos em que é admissível Modo de celebração Disposições relativas à empreitada por percentagem 138º Formação do contrato 139º Conteúdo do contrato DGDR Fundo de Coesão 209 .

saúde e segurança Conceito e efeitos da consignação da obra Prazo para execução da obra e sua prorrogação Consignação da obra 150º 151º 152º 153º 154º 155º 156º 157º 158º Prazo da consignação Consignações parciais Retardamento da consignação Auto da consignação Modificação das condições locais e suspensão do acto da consignação Reclamação do empreiteiro Indemnização Plano de Trabalhos 159º 160º Objecto e aprovação do plano de trabalhos Modificação do plano de trabalhos DGDR Fundo de Coesão 210 . interdição ou falência do empreiteiro Cessão da posição contratual Higiene.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Disposições gerais Artigo 140º 141º 142º 143º 144º 145º 146º 147º 148º 149º Designação Notificação relativa à execução da empreitada Ausência do local da obra do empreiteiro ou seu representante Polícia no local dos trabalhos Actos em que é exigida a presença do empreiteiro Salários Seguro Publicidade Morte.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Artigo 161º Designação Atraso no cumprimento do plano de trabalhos Data do início dos trabalhos Execução dos trabalhos 162º 163º 164º 165º Elementos necessários para a execução e medição dos trabalhos Demora na entrega dos elementos necessários para a execução e medição dos trabalhos Objectos de arte e antiguidades Epecificações Materiais 166º 167º 168º 169º 170º 171º 172º 173º 174º 175º 176º 177º Exploração de pedreiras. areeiros e semelhantes Expropriações Novos locais de exploração Materiais pertencentes ao dono da obra ou provenientes de outras obras ou demolições Aprovação de materiais Reclamação contra a não aprovação de materiais Efeitos da aprovação de materiais Aplicação dos materiais Substituição dos materiais Depósito de materiais não destinados à obra Remoção de materiais Fiscalização e agentes Outros agentes de fiscalização Fiscalização 178º 179º 180º Função da fiscalização DGDR Fundo de Coesão 211 . saibreiras.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Artigo 181º 182º 183º 184º Designação Função da fiscalização nas empreitadas por percentagem Modos de actuação da fiscalização Reclamação contra ordens recebidas Falta de cumprimento da ordem Suspensão dos trabalhos pelo empreiteiro Suspensão dos trabalhos pelo dono da obra Autos de suspensão Suspensão por tempo indeterminado Suspensão dos trabalhos 185º 186º 187º 188º 189º 190º 191º 192º 193º 194º Rescisão em caso de suspensão Suspensão parcial Suspensão por facto imputável ao empreiteiro Recomeço dos trabalhos Natureza dos trabalhos Prorrogação do prazo contratual Não cumprimento e revisão do contrato 195º 196º 197º 198º 199º Caso de força maior e outros factos não imputáveis ao empreiteiro Maior onerosidade Verificação do caso de forç a maior Alteração das circunstâncias Revisão de preços 200º 201º Defeitos de execução da obra Multa por violação dos prazos contratuais DGDR Fundo de Coesão 212 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Pagamentos Capítulo Pagamento por medição Artigo 202º 203º 204º 205º 206º 207º 208º Designação Periodicidade e formalidades da medição Objecto da medição Erros de medição Situação de trabalhos Reclamação do empreiteiro Liquidação e pagamento Situações provisórias Pagamento em prestações fixas Pagamento em prestações variáveis Desconto para garantia Prazos de pagamento Mora no pagamento Adiantamentos ao empreiteiro Reembolso dos adiantamentos Garantia dos adiantamentos Vistoria Pagamento em prestações 209º 210º Disposições gerais 211º 212º 213º 214º 215º 216º Recepção e liquidação da obra Recepção provisória 217º 218º 219º Deficiências de execução Recepção provisória Liquidação da empreitada 220º Elaboração da conta 221º Elementos da conta 222º Notificação da conta final ao empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 213 .

extinção da caução e liquidações eventuais 229º Restituição dos depósitos e quantias retidas e extinção da caução 230º Dedução de quantias reclamadas no inquérito administrativo 231º Pagamento dos trabalhos posteriores à recepção provisória 232º Liquidação e pagamento das multas e prémios contratuais Rescisão e resolução convencional da empreitada 233º Deduções a fazer Liquidação das multas e prémios 234º 235º 236º 237º Efeitos da rescisão Rescisão pelo dono da obra Posse administrativa Prossecução dos trabalhos pelo dono da obra 238º Processo de rescisão pelo empreiteiro 239º Posse da obra consequente à rescisão pelo empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 214 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Recepção e liquidação da obra Capítulo Inquérito administrativo Artigo 223º 224º 225º Designação Comunicação aos presidentes das câmaras Publicação de éditos Processos das reclamações Prazo de garantia Recepção definitiva 226º 227º 228º Duração de prazo Vistoria Deficiências de execução Restituição dos depósitos de garantia e quantias retidas.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Rescisão e resolução convencional da empreitada Capítulo Artigo 240º 241º 242º Designação Resolução convencional do contrato Liquidação final Pagamento da indemnização devida ao dono da obra Partes do contrato Concurso Publicações Prazo para apresentação de propostas Concessões de obras públicas 243º 244º 245º 246º 247º 248º 249º 250º 251º 252º Da intervenção do Procurador-Geral da República no acto público do concurso Subcontratação Cláusulas do caderno de encargos Direito de fiscalização Forma do contrato Concessionários abrangidos pelo artigo 3º Tribunais competentes Forma do processo Prazo de caducidade Aceitação do acto Matéria discutível Tribunal arbitral Contencioso dos contratos 253º 254º 255º 256º 257º 258º 259º Processo arbitral 260º Tentativa de conciliação DGDR Fundo de Coesão 215 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Contencioso dos contratos Capítulo Artigo 261º 262º 263º 264º Designação Processo da conciliação Acordo Não conciliação Interrupção da prescrição e da caducidade Princípios gerais Contrato de empreitada Direito de retenção Obrigações do empreiteiro Obrigações dos donos de obra Prestações de serviço Responsabilidade do empreiteiro Derrogação e prevalência Direito subsidiário Contagem dos prazos Publicação de adjudicações Informações Subempreitadas 265º 266º 267º 268º 269º 270º 271º 272º Disposições finais Disposições finais 273º 274º 275º 276º 277º 278º Norma revogatória Entrada em vigor Anexos Anexo I Anexo II Trabalhos a que se refere o nº 3 do artigo 52º Artigo 65º (Especificações técnicas) Anexo III (Modelos de propostas) Modelo nº 1 (Proposta simples na empreitada por preço global) DGDR Fundo de Coesão 216 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Anexos Capítulo Artigo Designação Modelo nº 2 (Proposta simples na empreitada por série de preços) Modelo nº 3 (Proposta condicionada) Anexo IV (Modelos de anúncios) Modelo nº 1 (Publicação prévia sobre as características essenciais de um contrato de empreitada de obras públicas) Modelo nº 2 (Concurso público) Modelo nº 3 (Concurso limitado com publicação de anúncio) Modelo nº 4 (Concurso por negociação) Modelo nº 5 (Contratos adjudicados) Anexo V (Modelos de convites) Modelo nº 1 (Concurso limitado com publicação de anúncio) Modelo nº 2 (Concurso limitado sem publicação de anúncio) Anexo VI Anexo VII Modelo de anúncio de concurso para a concessão de obras públicas Modelo de anúncio de concurso para a adjudicação de empreitadas de obras públicas pelo concessionário DGDR Fundo de Coesão 217 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 218 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÍNDICE DO MANUAL DE PROCEDIMENTOS 35 DGDR Fundo de Coesão 219 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 220 .

de 2 de Março Âmbito objectivo Âmbito subjectivo Âmbito excepcional Princípios da contratação pública Abertura do concurso Autorização da despesa Administração Central Administração Local Tipos de empreitadas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas Escolha dos Procedimentos Valor estimado do contrato Escolha atendendo ao valor Escolha independentemente do valor Publicidade dos concursos Prazos e forma de contagem Requisitos dos concorrentes Nacionalidade 5 9 13 16 19 21 23 27 31 35 36 41 45 49 51 52 53 55 63 67 69 DGDR Fundo de Coesão 221 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual De Procedimentos 35 Página Noção de Obra Pública Modo de realização de obra pública Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Documentos a apresentar pelos concorrentes nacionais Documentos a apresentar pelos concorrentes de outros Estados da União Europeia ou signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu Documentos a apresentar por concorrentes de outros Estados O Concurso Público Abertura do concurso e apresentação da documentação Projecto Caderno de encargos Programa de concurso Anúncios Propostas Prazo de apresentação de propostas Modo de apresentação das propostas Entrega das propostas Acto público do concurso Direitos dos concorrentes durante o acto público Causas de exclusão dos concorrentes Causas de não admissão das propostas Qualificação dos concorrentes Análise das propostas Adjudicação da empreitada 70 71 72 75 78 79 80 81 82 83 85 87 88 89 92 92 93 94 96 97 DGDR Fundo de Coesão 222 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Motivos de não adjudicação Notificação da adjudicação O Concurso Limitado Com publicação de anúncio Sem publicação de anúncio O Concurso por Negociação O Ajuste Directo Com consulta obrigatória Sem consulta obrigatória A prestação de garantia A celebração do contrato Clausulas contratuais obrigatórias O Visto do Tribunal de Contas A consignação dos trabalhos A execução dos trabalhos Encargos preparatórios Trabalhos preparatórios ou acessórios Trabalhos a Mais Os pagamentos ao empreiteiro Modo de retribuição Forma e periodicidade das medições Impostos e descontos Momento de pagamento Adiantamentos ao empreiteiro 98 99 101 104 106 107 111 114 115 117 121 125 127 131 135 137 138 139 143 145 145 146 147 148 DGDR Fundo de Coesão 223 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Prémios A recepção provisória O inquérito administrativo A conta da empreitada O prazo de garantia A recepção definitiva A restituição e extinção da caução As Subempreitadas A Concessão de obras públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada Contencioso dos contratos Legislação conexa Índice do Decreto-Lei nº 59/99 149 151 155 159 163 167 171 175 181 185 191 195 201 DGDR Fundo de Coesão 224 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÍNDICE TEMÁTICO 36 DGDR Fundo de Coesão 225 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 226 .

de 2 de Março* 36 Tema Título . III 105º. nº 3 Comunicações ao IMOPPI Título II – Cap.nº2 152º. saúde e segurança (incumprimento) Prazo de consignação (não comparência) Situações provisórias (inscrição dolosa no mapa do empreiteiro de trabalhos não executados) Processo arbitral (cópia da decisão do tribunal arbitral) Obrigações dos donos de obra (subempreitadas) – incumprimento do disposto no Título X e exercício ilegal da profissão de subempreiteiro Informações – contratos celebrados (semestralmente) Título IV – Cap. I Artigo. nº 4 149º. 7 e 9 Descrição Publicação dos actos – anúncio de abertura de concurso. contratos a celebrar no ano em curso.nº3 Título VIII – Cap. III 58º.d) 107º. I Título X 269º Título XI 276º DGDR Fundo de Coesão 227 . I Título IV – Cap. nº 2. II Título V – Cap.nº5 259º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice Temático do Decreto-Lei nº 59/99. I 208º. II 46º. resultados de adjudicação e não adjudicação Critérios de não adjudicação – (decisão de rejeição de proposta com preço anormalmente baixo) Ajuste Directo ( com base em concurso deserto ou proposta inadequada) Custo acrescido de obras (envio de elementos justificativos) Idoneidade dos concorrentes (sentença transitada em julgado e falisificação de documentos) Concorrência (falseamento das regras) Reclamações (sem fundamento) Comunicações à Comissão Europeia (obras de valor = ou > a 5 000 0000 Euro) Título III – Cap. VI 136. nº 52º.Capítulo Título III – Cap.nº3 55º.nº3 89º.nº2 (Não) adjudicação – (propostas acima do preço ou indícios de conluio) Ineficácia da adjudicação Prazo para celebração do contrato ( não comparência do empreiteiro) Higiene. V Título III – Cap. nº2 al. nº 4 Título III – Cap. nº 2 e 4 Título III – Cap. II Título III – Cap.nº4 111º 115º.

nº 14º e 15º 36º a 38º Descrição Reclamações e rectificações por erros e omissões de projectos Responsabilidade por erros de concepção. III 200º 218º 228º 23º a 35º Obrigações do empreiteiro Título II – Cap. cessação de posição. Plano e execução dos trabalhos Erros de concepção e de execução Título I – Cap. I Título I – Cap.m. higiene e segurança. I Título VI – Cap. trabalhos preparatórios servidões. morte interdição ou falência. III Título IV – Cap. III Título X 160º a 177º 268º 271º Subempreitadas – Obrigações do empreiteiro Responsabilidade do empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 228 .Capítulo Título I – Cap. Execução da empreitada disposições gerais – presença no local.) supressão e inutilização de trabalhos. de preço global e por séries de preçosEncargos do emp. I 141º a 149º Título VI – Cap. rescisão. trabalhos a mais (fixação de novos preços de t. VIII Título VI – Cap. indemnização. publicidade. de execução e efeitos da responsabilidade Defeitos de execução da obra (não cumprimento e revisão do contrato) Deficiências de execução (recepção provisória) Deficiências de execução (recepção definitiva) Disposições comuns a emp. salários seguro. alterações. III Artigo.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título .

notificação da adjudicação. III Título II – Cap.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título . III 81º 83º 85º 101º 104º 108º a 111º Envio da minuta de contrato. III Título IV – Cap. IV 161º 162º Prazos ( concurso limitado) – limites e casos urgentes Execução da obra e consignação Retardamento da consignação Objecto e aprovação do plano de trabalhos Atraso no cumprimento do plano Data de início dos trabalhos DGDR Fundo de Coesão 229 . III Artigo. IV Título III – Cap. nº 4 Descrição Reclamações quanto a erros e omissões de projecto Fixação de novos preços de trabalhos a mais Exercício do direito de rescisão (empreiteiro) Envio ao IMOPPI de elementos justificativos de custos acrescidos Reclamações por preterição de formalidades do concurso Envio aos concorrentes dos elementos que servem de base ao concurso Esclarecimento de dúvidas na interpretação de elementos (concurso público) Prazo de apresentação(de propostas) Realização de acto público do concurso Realização da audiência prévia Prazo de validade da proposta Prazos Título II – Cap.Capítulo Título II – Cap. I Título II – Cap. reclamação contra a minuta. ineficácia da adjudicação Prazos de celebração do contrato 115º Título III– Cap. nº 14º 27º 32º e 33º 46º. I Título III – Cap. II 154º 159º Título IV – Cap. IV 123º a 126º 151º e 152º Título IV – Cap. nº 3 49º 62º.

deficiências de execução e recepção provisória Título VI – Cap. restituição de depósitos e quantias retidas extinção da caução. I Vistoria.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Prazos Título . V Recepção definitiva. II 212º e 213º 217º a 219º 220º a 222º 223º a 225º 226º 227º a 230º 233º 234º a 236º Título VI – Cap. reclamações Prazo de garantia Título VI – Cap. VIII Título V – Cap. II Elaboração da conta e notificação Título VI – Cap. VII Artigo. publicações dos éditos. dedução de quantias reclamadas Liquidação de multas Título VI – Cap. IV Inquérito administrativo. reclamação do empreiteiro Situações provisórias – apresentação do mapa de trabalhos pelo empreiteiro Prazos de pagamento e mora no pagamento Título V – Cap. I 201º 202º 205º e 206º 208º Situação de trabalhos. nº 185º 194º Descrição Suspensão dos trabalhos pelo empreiteiro Prorrogação do prazo contratual Multa por violação dos prazos contratuais Periodicidade das medições Título IV – Cap.Capítulo Título IV – Cap. VI Título VII Rescisão pelo dono da obra e posse administrativa 238º Título VIII 246º 255º e 256º 261º Rescisão pelo empreiteiro Prazo para apresentação de propostas (concessões de obras públicas) Contencioso dos contratos – caducidade e aceitação do acto Título IX Processo de conciliação DGDR Fundo de Coesão 230 . III Título VI – Cap.comunicações aos Presidentes das Câmaras.

III Erros de medição e situação dos trabalhos Título IX Deficiências de execução Conta final de empreitada Processos das reclamações (inquérito Administrativo) Contencioso dos contratos – caducidade.Capítulo Artigo. II 109º 154º Reclamação contra a minuta Retardamento da consignação Título IV – Cap. aceitação. VI Título V – Cap. III Título III – Cap. I Título VI – Cap. nº 263º Descrição Não conciliação Contagem de Prazos Comunicações ao IMOPPI sobre contratos Erros e omissões do projecto Título XI 274º 276º Reclamações Título II – Cap. III 14º 27º 49º e 50º 88º e 89º 98º 99º 103º Fixação de novos preços trabalhos a mais Preterição de formalidades do concurso Reclamação e interrupção do conc urso. matéria discutível Título X 267º Direito de retenção DGDR Fundo de Coesão 231 . V 157º e 158 172º 175º 183º 204º a 206º 218º 222º 224º e 225º 255º a 257º Reclamação do empreiteiro e indemnização (consignação) Reclamação contra a não aprovação de materiais Substituição de materiais Reclamação contra ordens recebidas Título IV – Cap. I Título III – Cap. fundamentos Exclusão do concorrente na fase de qualificação Recurso hierárquico e tutelar Recurso Contencioso Título IV – Cap. I Título II – Cap.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título . I Título VI – Cap.

servindo antes como uma chamada de atenção para temas que. ou que são menos desenvolvidos no presente manual.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas * NOTA AO ÍNDICE TEMÁTICO Este índice não pretende ser exaustivo. aparecem no diploma de forma dispersa. sendo relevantes. DGDR Fundo de Coesão 232 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO D.59/99 37 DGDR Fundo de Coesão 233 .L.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 234 .

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Alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março no regime jurídico anterior (D. L.405/93,de 10 de Dezembro) ALTERAÇÃO
Alargamento do âmbito de aplicação a outras entidades Não aplicação ao fornecimentos de obras públicas Regem-se pelo D.L. nº 197/99, de 8 de Junho Aumento do limite do montante para realização de concurso público O limite a partir do qual é obrigatória a realização de concurso público passa de 20 000 para 25 000 contos Aumento das exigências de publicidade comunitária Clarificação dos requisitos para admissão a concurso Separação entre a fase de qualificação de concorrentes e a de análise das propostas Criam-se duas comissões de acompanhamento: a de abertura do concurso e a de análise das propostas Esclarece-se a questão de exigibilidade de audiência prévia nos procedimentos adjudicatórios de empreitadas de obras públicas Alterações aos regimes de garantia dos contratos Substituição da caução pela retenção de 10% (obras inferiores a 5 000 contos) Aumento da caução, até 30% em casos excepcionais Substituição da caução por seguro adequado Manutenção da caução por cinco anos (prazo de garantia) Identificação dos trâmites processuais dos concursos limitados com e sem publicação de anúncio Novas disposições relativas ao controlo de custos de obras públicas Restrição da possibilidade de execução de trabalhos a mais, erros ou omissões e criação de mecanismos de controlo das condições em que podem ser autorizados Adiamento da data de restituição da caução Passa de um ano após a recepção provisória para depois da recepção definitiva Controlo de disposições sobre higiene, saúde e segurança no trabalho Maior rigor no processo de qualificação das empresas em articulação com a desburocratização na certificação de requisitos nos processos de concurso Criação de normas reguladoras do contrato de concessões de obras públicas e de subempreitada Interdição de subempreitar trabalhos ou partes da obra superiores a 75% Criação de normas reguladoras do contrato de subempreitada

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Articulado do D.L.
Artigos 2º e 3º Artigo 1º nº 3

Artigo 48º na redacção dada pela Lei nº 163/99, de 14 de Setembro Artigo 52º Artigos 67º a 69º Artigo 59º Artigo 60º

Artigo 101º

Artigos 112º, 113º e 226º

Artigo 121º a 132º

Artigos 45º e 46º

Artigo 229º

Artigo 62º nº 6 e 149º Artigo 69º

Artigo 243º a 252º

Artigo 265º a 272º

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Siglas 38 AEEE – Acordo sobre o Espaço Económico Europeu CRP – Constituição da República Portuguesa DR – Diário da República DSE – Direitos de Saque Especiais EPAL – Empresa Portuguesa de Águas de Lisboa FMI – Fundo Monetário Internacional IMOPPI – Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas IRS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado JOCE – Jornal Oficial das Comunidades Europeias LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil OMC – Organização Mundial do Comércio PGR – Procuradoria-Geral da República SPOCE – Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias STA – Supremo Tribunal Administrativo TC – Tribunal de Contas DGDR Fundo de Coesão 239 .

de 27de Julho Direcção Geral do Desenvolvimento Regional Coordenação do Fundo de Coesão . de 2 de Março e Alterações Introduzidas Lei nº 163/99. L. L.D. 59/99. nº 159/2000. de 14 de Setembro D.

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