UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL









PABLO AUGUSTO KRAHL









ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOLO-
ESTRUTURA NO DIMENSIONAMENTO DE RADIER















MARINGÁ
2011
PABLO AUGUSTO KRAHL

















ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOLO-
ESTRUTURA NO DIMENSIONAMENTO DE RADIER






Monografia apresentada como parte dos
requisitos necessários para aprovação no
componente curricular Trabalho de Conclusão do
Curso de Engenharia Civil da Universidade
Estadual de Maringá.





Orientador: Prof. Dr. Jeselay Hemetério Cordeiro
dos Reis







MARINGÁ
2011
PABLO AUGUSTO KRAHL

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOLO-
ESTRUTURA NO DIMENSIONAMENTO DE RADIER




Monografia apresentada como parte dos
requisitos necessários para aprovação no
componente curricular Trabalho de Conclusão do
Curso de Engenharia Civil da Universidade
Estadual de Maringá.


Aprovada em ____/_____/_______











BANCA EXAMINADORA



_____________________________________________________
Prof. Dr. Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis - Universidade Estadual de Maringá



_____________________________________________________
Prof. Dr. Romel Dias Vanderlei - Universidade Estadual de Maringá



_____________________________________________________
Prof. Dr. Rafael Alves de Souza - Universidade Estadual de Maringá






AGRADECIMENTOS

A Deus que ilumina meu caminho e me dá forças.
À Universidade Estadual de Maringá.
Ao Professor Jeselay Hemetério dos Reis pela orientação e paciência ao longo dessa
caminhada.
Aos professores da Engenharia Civil que com brilhantismo transmitem seu
conhecimento.
Aos funcionários do departamento de Engenharia Civil pela disposição e dedicação.
Aos meus pais e irmãos que sempre estiveram ao meu lado, dando apoio nos bons e
maus momentos.
À Franciele Monik Zanutto, por ser minha companheira ao longo destes anos.
À empresa Ingá Plan que me concedera a oportunidade de ter contato com a
Engenharia de Estruturas e Geotécnica.
A todos os colegas do curso, com os quais sempre me diverti e criei laços de amizade.



















RESUMO


Para atribuir segurança e compreender o comportamento das estruturas, torna-se cada vez
mais comum a avaliação e modelagem das edificações conjuntamente com o maciço sobre o
qual elas se apóiam, interagindo quando submetidos aos carregamentos previstos em projeto.
Neste contexto, realizou-se o presente estudo com intuito de avaliar a interação solo-estrutura
em fundações do tipo radier, apresentando as maneiras de se realizar este tipo de análise com
auxílio de softwares, como o SAP2000, e a forma de se lidar com o coeficiente de recalque
para este tipo de fundação. Mostra-se o quão importante é avaliar o comportamento do
conjunto solo-estrutura através da hipótese interativa de Winkler, principalmente com relação
aos limites de plastificação do solo, quando comparado à estruturas processadas com uma
primeira aproximação do coeficiente de mola. Algumas peculiaridades à respeito deste
coeficiente são apresentadas referentes a fundações em radier, como a utilização de valores
típicos para a discretização da placa e a necessidade de ajustes da mola adaptando-a às
proporções de sua área de influência (condições de apoio), para que a capacidade portante do
solo não seja subestimada, acarretando esforços resultantes relativamente maiores.

Palavras-chave: Hipótese de Winkler. Coeficiente de mola. SAP2000.

LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1 - Distribuição das pressões de contato e diagramas de esforços ............................. 10
Figura 1.2 - Modelo desenvolvido por Winkler ....................................................................... 11
Figura 2.1 - Influência da rigidez relativa fundação-solo nas pressões de contato .................. 12
Figura 2.2 - Dimensões do radier ............................................................................................. 13
Figura 2.3 - Distribuição das pressões de contato na base de uma placa rígida sobre (a)
material elástico; (b) areia não coesa; (c) solos com características intermediárias ................ 15
Figura 2.4 - Modelo de Winkler e modelo de membrana assente sobre fluido denso.............. 16
Figura 2.5 - Hipótese de meio contínuo em placas de grande e pequena rigidez ..................... 16
Figura 2.6 - Zona de influência de cargas concentradas em placas flexíveis ........................... 18
Figura 2.7 - Representação das tensões desenvolvidas nas placas de concreto ....................... 21
Figura 2.8 - Cone de ruptura em uma laje de fundação ............................................................ 22
Figura 2.9 - Perímetro crítico em pilares internos (C e C’) ...................................................... 22
Figura 2.10 - Definição das dimensões C1 e C2 com momento em uma direção .................... 23
Figura 2.11 - Definição das dimensões C1 e C2 com momento em duas direções .................. 24
Figura 3.1 - Sistema local e global de coordenadas do software SAP2000 ............................. 28
Figura 3.2 - Representação do elemento finito quadrilátero .................................................... 28
Figura 3.3 - Modelo estrutural representando a interface solo-fundação com solo de
comportamento elástico e os possíveis carregamentos............................................................. 29
Figura 3.4 - Representação do elemento finito e as convenções de esforços . ......................... 30
Figura 3.5 - Área de influência de cada apoio de nó da grelha. ............................................... 30
Figura 4.1 - Representação da obra em estudo no software TQS............................................. 33
Figura 4.2 - Perímetros críticos para verificação da punção no pilar P5 .................................. 36
Figura 4.3 - Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para o primeiro
processamento .......................................................................................................................... 38
Figura 4.4 - Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para a primeira
interação.................................................................................................................................... 41
Figura 4.5 - Deformações finais do radier após as interações .................................................. 42
Figura 4.6 - Superfície deformada do radier e valores dos recalques ....................................... 42
Figura 4.7 - Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura ........................................ 46
Figura 4.8 - Pressões de contato para radier de 50 cm de espessura ........................................ 46
Figura 4.9 - Pressões de contato para radier de 75 cm de espessura ........................................ 47
Figura 4.10 - Pressões de contato para radier de 100 cm de espessura .................................... 47
Figura 4.11 - Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura e kv inicial ................... 48
6


LISTA DE TABELAS

Tabela 2.1 - Valores de KSPT ................................................................................................. 14
Tabela 2.2 - Valores de kS1 em kgf/cm³ ................................................................................. 17
Tabela 2.3 - Fatores de forma Ix para carregamentos na superfície de um meio de espessura
infinita ....................................................................................................................................... 19
Tabela 2.4 - Valores do coeficiente k ....................................................................................... 23
Tabela 4.1 - Resultantes na base os pilares (t e t.m) ................................................................. 34
Tabela 4.2 - 1ª interação, reações SAP2000 e novo coeficiente de mola ................................. 39
Tabela 4.3 - 2ª interação, reações SAP2000 e novo coeficiente de mola ................................. 40
Tabela 4.4 - Pressões de contato na interface solo-placa ......................................................... 45
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 8
2 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 12
2.1 RADIER - DEFINIÇÃO ..................................................................................................... 12
2.2 RIGIDEZ DA PLACA ........................................................................................................ 12
2.3 MÓDULOS DE ELASTICIDADE DO CONCRETO E DO SOLO ................................... 13
2.4 FORMATO DO DIAGRAMA DE PRESSÕES DE CONTATO ....................................... 14
2.5 MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO SOLO PARA ANÁLISE DA INTERAÇÃO
SOLO-ESTRUTURA ............................................................................................................... 15
2.6 COMPRESSIBILIDADE DO MACIÇO ............................................................................ 17
2.7 DETERMINAÇÃO DOS RECALQUES DA PLACA ....................................................... 18
2.8 DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA PLACA .......................................................... 20
3 MÉTODOS DE CÁLCULO ............................................................................................... 25
3.1 MÉTODO ABORDADO PARA O CÁLCULO DAS TENSÕES NA PLACA E SOLO ... 25
3.2 MODELO DE ANÁLISE ................................................................................................... 25
3.4 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS .......................................................................... 26
3.5 METODOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA ......... 27
4 APLICAÇÃO E ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA .......................... 31
4.1 VERIFICAÇÃO DA TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO................................................ 43
4.2 CÁLCULO ALTERNATIVO PARA OBTENÇÃO DO k: ............................................... 44
4.3 AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DAS PRESSÕES DE CONTATO .................. 45
5 CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 50
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 51
APÊNDICE A – PLANTA DE FÔRMAS E LOCAÇÃO DOS PILARES DA OBRA EM
ESTUDO .................................................................................................................................. 53
ANEXO A - SONDAGENS SPT ........................................................................................... 54
ANEXO B - PROJETO ARQUITETÔNICO ...................................................................... 55
8

1 INTRODUÇÃO

Para conceber uma nova estrutura é fundamental realizar estudos sobre suas condições
de contorno para que seu modelo se aproxime da realidade. Um condicionante é o material
sobre o qual a obra se apoiará, pois conhecê-lo é a chave para se alcançar o desempenho
desejado pelo projetista. Esta variável é muito importante, pois uma modelagem ruim pode ser
a razão do insucesso da obra por problemas patológicos ou até mesmo a ruína.
A absorção de cargas provenientes da estrutura pelo maciço de solos o submete a
tensões que podem provocar deformações excessivas por se tratar de um material que possui
grande volume de vazios (compressível). Então como calcular uma estrutura sobre apoios
indeslocáveis se o material que lhe dá suporte tem comportamento mecânico que aparenta ser
totalmente irregular e complexo e é difícil estabelecer uma lei para seu comportamento?
O panorama de procedimento de projetos atual envolvendo engenheiros geotécnicos e
de estruturas se configura, iniciando pelo calculista, em um lançamento estrutural,
processamento dos esforços, obtenção das resultantes dos carregamentos que serão
transmitidas às fundações que são passadas ao geotécnico. Este procede à escolha e o
dimensionamento dos elementos de fundação levando-se em conta os parâmetros obtidos
através de ensaios do solo, depois disso, junto ao projeto detalhado das estruturas procede à
execução da obra.
Apesar de muito comum, a hipótese de considerar que a estrutura é apoiada em base
rígida não é verdadeira. Estudos realizados mostram que essa análise não procede porque o
maciço, sobre o qual a estrutura se apóia é deformável quando submetido a esforços verticais
e momentos para ser considerado um engaste.
Segundo Crespo (2004) no cálculo de estruturas, os apoios são usualmente adotados
como indeslocáveis. Os esforços resultantes do sistema são utilizados para o
dimensionamento das fundações e para o cálculo dos deslocamentos, no entanto, estes
elementos, devido à compressibilidade do solo, exercem influência sobre a estrutura,
resultando um modelo estrutural diferente do previsto a priori, com apoios indeslocáveis,
podendo alterar de maneira significativa a distribuição dos esforços na superestrutura.
Neste contexto, nota-se a relevância de avaliar o comportamento do solo quando
submetido a carregamentos e, a partir disso, conferir à estrutura capacidade de absorver os
deslocamentos diferenciais que possam ocorrer.
9

A importância de se avaliar a interação solo-estrutura (ISE), para Reis (2000), se deve
ao fato de que para uma mesma superestrutura submetida aos mesmos carregamentos, no
entanto apoiada sobre maciços com características diferentes, apresentam reações de apoio
distintas e conseqüentemente uma distribuição de esforços diferentes ao longo de seus
elementos.
Para estudos de placas sobre base elástica são necessários conhecimentos geotécnicos
e estruturais. Geotécnicos, porque um maciço de solos receberá o carregamento da placa,
sendo necessário o entendimento do comportamento do mesmo, com as informações de
ensaios, para aferir sobre a necessidade de reforço das camadas que receberão os esforços da
estrutura ou o reforço dos elementos de fundação, no caso radiers, recomendando o aumento
da rigidez para melhor distribuição dos recalques.
Faz-se necessário o conhecimento de estruturas, para que depois da determinação das
pressões de contato solo-fundação e conseqüentes solicitações na placa, com o conhecimento
dos mecanismos resistentes do concreto armado, sejam dimensionados os elementos e suas
armaduras.
A análise da interação solo-estrutura pode ser empregada em todos os tipos de
fundação, como por exemplo, estacas e sapatas. Neste trabalho será abordada a interação solo-
fundação em radier, com este recebendo carregamentos diversos característicos de edificações
residenciais.
Nas placas de concreto armado submetidas a carregamentos normais ao seu plano
predominam fundamentalmente esforços de flexão. Nos casos em que radiers recebem pilares,
as cargas provindas destes elementos são muito maiores que os carregamentos de utilização
do pavimento sobre a placa. A área de aplicação dos esforços dos pilares é muito pequena
gerando uma tensão elevada na ligação pilar-radier de forma que os esforços de cisalhamento
serão mais críticos que os de flexão, ou seja, a placa deverá ser avaliada com mais rigor
nessas regiões, sendo que sua espessura será função da resistência ao cisalhamento provocada
pela punção.
Segundo Velloso et al (2010) na análise de interação solo-estrutura para a
determinação dos esforços internos e deslocamentos é levada em consideração a rigidez real
dos elementos de fundação. Além disso, segundo os mesmos, existe uma maneira indireta de
se obter estes esforços que é através das pressões de contato desenvolvidas na interface dos
elementos de fundação com o solo de apoio. Essas pressões nada mais são que as reações de
apoio do solo para suportar as solicitações da estrutura. Com este sistema é possível
10

determinar os esforços atuantes na placa para enfim realizar seu dimensionamento. Para
ilustrar o descrito segue a figura abaixo (Fig. 1.1).

Figura 1.1 - Distribuição das pressões de contato e diagramas de esforços
Fonte:Velloso et al (2010)

Segundo Rodrigues (2010) em placas de concreto os cálculos devem levar em conta a
diferença de esforços entre o centro das placas e suas bordas pois estima-se que os esforços
solicitantes nos extremos sejam o dobro dos detectados em seu interior para ações de mesmo
porte. Com o aumento da intensidade das cargas as tensões nos bordos permanecem
constantes, por haver uma plastificação do solo, enquanto ocorre um aumento das nas regiões
centrais.
Os métodos mais complexos modelam os problemas com mais exatidão, no entanto é
muito onerosa a prática destes cálculos no cotidiano dos escritórios de projetos fazendo com
que se opte por processos mais fáceis e rápidos que geram resultados aproximados. Em
dissertação, Crespo (2004), afirma que a consideração da interação solo-estrutura para efeitos
de análise e dimensionamento de elementos de concreto armado leva a uma modelagem mais
real dos problemas relativos ao comportamento de edificações, com isso pode-se obter
soluções mais econômicas e confiáveis.
Uma das maneiras mais simples de se avaliar as tensões de contato levando em
consideração a compressibilidade do solo consiste em considerar uma série de molas discretas
na base da fundação, Scarlat (1993).
Os trabalhos de Winkler tiveram grande destaque por sua simplicidade e praticidade.
Segundo Balbo (2009) Winkler desenvolveu um modelo para calcular a reação de subleitos de
fundações rasas visando simular o comportamento do maciço em que a interface solo-
fundação é representada por um conjunto de molas, similar a lei de Hooke, regidas por uma
11

constante de proporcionalidade k (coeficiente de mola) de forma a relacionar
proporcionalmente as pressões de contato aos recalques.
Esse processo ficou conhecido como análise de placa sobre base elástica. O problema
fundamental para o uso deste modelo é a determinação da rigidez das molas elásticas usadas
para substituir o solo sob a fundação.
O modelo de Winkler teve grande influência sobre as análises de tensões em placas
apoiadas em meio elástico, mas por ser um processo simplista, apresenta uma série limitações,
sendo uma das principais o fato de que não existe transmissão de esforços de cisalhamento
entre molas adjacentes como mostrado na figura abaixo (Fig. 1.2), ou seja, uma mola
apresenta comportamento independente das demais a sua volta. Outra hipótese que foge a
realidade é o fato de considerar que os recalques ocorrem somente sob a fundação e não no
entorno da placa.

Figura 1.2 - Modelo desenvolvido por Winkler
Fonte: Balbo (2009)
Neste contexto, este trabalho pretende avaliar numericamente a distribuição dos
esforços ao longo de um radier quando se considera a interação solo-estrutura e se essa
consideração é relevante ao ponto de alterar de maneira significativa o seu dimensionamento.
Pretende-se avaliar, também, a influência das deformações do maciço e o nível de
carregamento aplicado sobre a placa.


12

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 RADIER - DEFINIÇÃO

As fundações rasas transmitem os esforços provenientes da estrutura por meio do
contato da sua base com o maciço suporte. Quando uma estrutura de concreto em placa
assente sobre o solo recebe todos ou parcialmente os pilares de uma obra esse elemento é
denominado radier geral e parcial, respectivamente, como define a NBR 6122(1996). Em
projeto os dois casos podem ser tratados da mesma forma.
Esses elementos são comumente aplicados em situações em que a solução em sapatas,
devido à baixa capacidade de suporte do solo, começa a ocupar grandes áreas em planta. Tem-
se como recomendação prática a substituição das sapatas por radiers quando as mesmas
ocuparem mais da metade da área da obra, Velloso et al (2010).
Quando se opta pela utilização de radiers diminuem-se as pressões de contato devido à
maior área de distribuição. Há uma conseqüente redução nos recalques diferenciais, porque a
solução solidariza pilares adjacentes por meio da placa, de forma a contribuir para
deslocamentos mais uniformes, mas contudo a placa deve possuir rigidez suficiente para que
isso aconteça. Vale lembrar que os recalques diferenciais são os mais prejudiciais às
edificações.

2.2 RIGIDEZ DA PLACA

A rigidez relativa fundação-solo é um dos fatores mais importantes para caracterizar as
pressões de contato, pois a flexibilidade da placa dará a configuração do diagrama de pressões
de contato refletindo o carregamento aplicado.


Figura 2.1 - Influência da rigidez relativa fundação-solo nas pressões de contato
Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010)

13

A fundação em estudo é do tipo radier. Não existe uma expressão geral que expresse a
rigidez relativa de uma placa, mas sim propostas com boa aceitação. Velloso et al (2010), à
partir das formulações de Meyerhof e Schultze, verificaram que em ambas o numerador
representa a rigidez à flexão da placa e o denominador é proporcional à rigidez à flexão de
uma seção retangular com as dimensões da placa. Com isso, verificou-se que a rigidez relativa
depende da direção tomada da placa retangular.
R
¡

=
L
c

LL³
(2.1) R
¡
"
=
L
c

LB³
(2.2)


Figura 2.2 - Dimensões do radier

onde:
E
c
= Módulo de Young do material da placa (concreto);
t = Espessura da placa;
E = Módulo de Young do solo;
I, B = Respectivamente, maior e menor dimensões da placa.


2.3 MÓDULOS DE ELASTICIDADE DO CONCRETO E DO SOLO

O módulo de elasticidade secante do concreto para análise do comportamento da placa
em estado limite último, quando não obtido através de ensaios, segundo a NBR 6118(2003) é:
E
cs
= u,8S.S6uu. ¸¡
ck
(HPo) (2.3)

O módulo de Elasticidade dos solos é um valor que apresenta grande variabilidade e
de acordo com Souza e Reis (2008) recomenda-se que este valor seja obtido através de
ensaios. Uma das possibilidades é utilizar correlações com SPT para obtenção da resistência
de ponta (qc) e através da proposta de Teixeira e Godoy (1996) calcular o módulo de
elasticidade do solo.

14

Para obter a resistência de ponta:
q
C
= K
SP1
. N
SP1
(2.4)

Os valores de K
SP1
são obtidos através da tabela a seguir.

Tabela 2.1 - Valores de K
SPT


Fonte: Teixeira e Godoy (1996)

Com a resistência de ponta calcula-se o módulo de elasticidade com as seguintes
equações:
Es = 3.qc , para o caso de areia (2.5)
Es = 5.qc , para o caso de silte (2.6)
Es = 7.qc , para o caso de argila (2.7)

2.4 FORMATO DO DIAGRAMA DE PRESSÕES DE CONTATO

Existem diversos fatores que influenciam nas pressões de contato, tanto na intensidade
como na forma dos diagramas de tensão.
A forma dos diagramas está intimamente ligada às propriedades do solo, da mesma
forma que os limites para plastificação devido às cargas.
O comportamento das tensões de contato para solos perfeitamente elásticos,
homogêneos e isotrópicos com propriedades coesivas está representado na Figura 2.3a que na
proximidade dos bordos tem os maiores valores, limitados pela plastificação do material e
variam no centro de acordo com a intensidade dos carregamentos.
A curva Cu representa as pressões de contato quando a placa é carregada por valores
limites que o maciço pode suportar sem apresentar grandes deslocamentos.
15

Em solos pouco coesivos tem destaque a região das bordas da placa por não
desenvolverem tensões de contato como nos outros casos, justamente por causa desta
propriedade, como mostra a Figura 2.3b. Segundo Terzaghi et al (1996) esse fato foi
comprovado experimentalmente.
Para casos de solos com propriedades intermediárias há uma mescla dos
comportamentos, sendo que para carregamentos pequenos as tensões aumentam do centro
para as bordas e em estados últimos o inverso, como representa a Figura 2.3c.


Figura 2.3 - Distribuição das pressões de contato na base de uma placa rígida sobre (a)
material elástico; (b) areia não coesa; (c) solos com características intermediárias
Fonte: Terzaghi et al (1996)

2.5 MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO SOLO PARA ANÁLISE DA INTERAÇÃO
SOLO-ESTRUTURA

Para realização dos processos interativos é necessário definir antes o modelo de solo
que será utilizado. Existem dois modelos que merecem destaque que são:
• Hipótese de Winkler;
• Hipótese de solo representado por um semi-espaço contínuo.

Hipótese de Winkler
Esse modelo substitui o solo por molas com comportamento elástico de forma a
relacionar as pressões de contato desenvolvidas na placa com os deslocamentos (recalques):
q = k
¡
w (2.8)

16

O princípio que consta essa hipótese é o mesmo que o de uma membrana posicionada
sobre fluido denso e o coeficiente que correlaciona a tensão (q) ao seu respectivo
deslocamento provocado (w) recebe o nome de coeficiente de reação vertical que é
simbolizado pela letra k, mas pode ser chamado de coeficiente de mola. A Figura 2.4 ilustra a
hipótese de Winkler:

Figura 2.4 - Modelo de Winkler e modelo de membrana assente sobre fluido denso
Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010)

Hipótese de semi-espaço contínuo
Esse modelo é utilizado para resolução de problemas com a teoria da elasticidade, cuja
modelagem é de difícil formulação matemática, pois não considera somente os deslocamentos
sob a placa, como na hipótese de Winkler e sim a influência da solicitação sobre os solos
adjacentes à estrutura, o que representa a realidade do problema.
Então para aplicá-lo é necessária a utilização de soluções numéricas que discretizem a
placa. Abaixo segue a Figura 2.5 com representação do modelo para placas com rigidez
infinita e próxima de zero e as respectivas respostas das pressões de contato e recalques
devido ao carregamento.

Figura 2.5 - Hipótese de meio contínuo em placas de grande e pequena rigidez
Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010)
17

2.6 COMPRESSIBILIDADE DO MACIÇO

Para realizar estudos da interação solo-fundação são necessários conhecimentos a
respeito das propriedades do solo sobre o qual a fundação se apóia, pois suas características
têm grande influência sobre a distribuição das pressões de contato nessa interface, sem falar
na fundamental importância do conhecimento da compressibilidade do maciço.
Conhecer a compressibilidade do solo possibilita ao projetista dimensionar as
fundações de forma que atendam aos requisitos de projeto verificando os estados limites
descritos pela norma NBR 8681(2003).
O parâmetro fundamental para a análise matemática e a realização do processo
interativo é o coeficiente de reação vertical ou mais popularmente conhecido como
coeficiente de mola que pode ser obtido, segundo Velloso et al (2010), através de:
• ensaio de placa;
• tabelas de valores típicos e correlações;
• cálculo do recalque da fundação real.
Os valores que são fornecidos na literatura foram obtidos através do ensaio de placa e
devem ser corrigidos devido às proporções de escala, ou seja, correções de dimensão e de
forma. A Tabela 2.2 abaixo refere-se à valores fornecidos por Terzaghi (1957).

Tabela 2.2 - Valores de k
S1
em kgf/cm³

Fonte: Terzaghi (1957)
Notas: Valores adaptados para unidades do SI, os valores que
Terzaghi apresentou tinham unidades em pés (ft) e toneladas (ton).

A correção realizada em radiers utilizando a dimensão B (menor dimensão) gera um
coeficiente de reação vertical pequeno, ou seja, o maciço será caracterizado com capacidade
18

de suporte baixa, então para casos de cargas concentradas muito espaçadas (1 > 2,5R), pode-
se usar R na correção do coeficiente, sendo este calculado através da equação 2.9.

R = _
64L
C
t
3
3(1-v
2
C
)k
¡
4
(2.9)


Figura 2.6 - Zona de influência de cargas concentradas em placas flexíveis
Fonte: Velloso et al (2010)

A conversão do k
S1
em k
v
segundo o ACI (1988) pode ser feita a partir da seguinte
expressão:
k
¡
= k
S1
[
b
B
¸
n
(2.10)

em que n varia entre 0,5 e 0,7. Sendo que para espessura da camada compressível abaixo da
fundação menor que 4B, utiliza-se o menor valor. O valor b se refere ao lado de uma placa
quadrada com dimensão de 1 pé ou 30,48 cm utilizada no ensaio de placa.
Para que os requisitos de norma sejam atendidos deve-se elaborar um programa de
investigação do subsolo para que o projetista tenha pleno conhecimento das características do
maciço que será o apoio das fundações.

2.7 DETERMINAÇÃO DOS RECALQUES DA PLACA

Para a realização dos processos interativos solo-fundação é necessário, além dos
esforços desenvolvidos entre a placa e o terreno, a determinação dos recalques.
Existem soluções diretas para obter os recalques, que podem ser calculados através:
• Solução da Teoria da Elasticidade;
• Métodos Numéricos
19

Se o radier possuir elevada rigidez, toda sua área será considerada como uma sapata,
caso contrário, será considerada a área de influência dos nós da fundação discretizada em
casca pelo método dos elementos finitos.
O cálculo dos recalques, segundo Velloso et al (2010) pode ser feito através da
equação de Perloff:
w = q B
1-v
2
L
I
s
I
d
I
h
(2.11)
em que:
q = pressão média aplicada;
B = menor dimensão da sapata
n = coeficiente de Poisson;
E = módulo de Young;
I
s
= fator de forma da sapata e de sua rigidez (no caso flexível, depende da posição do ponto:
centro, bordo etc.);
I
d
= fator de profundidade/embutimento;
I
h
= fator de espessura de cada compressível.
Para avaliar os recalques do radier será adotado que o mesmo é assente sobre a
superfície do terreno e a não existência de camada compressível, ou seja, o único fator que
será determinado para aplicação da equação (2.11) será o de forma (I
s
).
O fator de forma foi tabelado por Perloff de acordo com a geometria e flexibilidade de
uma fundação rasa. Segue abaixo a Tabela 2.3.

Tabela 2.3 - Fatores de forma I
x
para carregamentos
na superfície de um meio de espessura infinita

Fonte: Perloff (1975)
20

Na realização das interações solo-fundação será tomado como coeficiente de recalque
inicial para o conjunto, o resultante da expressão 2.11 citada anteriormente relacionando-a
com a hipótese de Winkler, como segue:
1
I
s

1
B

E
1 -v
2
=
q
w

sendo
k
¡
=
q
w

então
k
¡
=
1
I
s

1
B

L
1-v
2
(2.12)

Esta equação constitui uma das maneiras de relacionar o coeficiente de recalque com o
módulo de elasticidade do solo, porém estes dois parâmetros representam modelos diferentes
de representação do solo que apresentam resultados diferentes, mas no entanto, esta relação
pode ser utilizada para obter a primeira aproximação do coeficiente de recalque, que a partir
das interações convergirá para um valor mais próximo do real.
Diferentemente de sapatas, a representação da distribuição das molas ao longo da
placa será critério do projetista, sendo a área utilizada para cálculo dos recalques centralizada
nas interseções dos vértices dos elementos de casca até os pontos médios entre interseções
adjacentes, sendo B a menor dimensão desta região.
A discretização das molas depende das dimensões dos elementos de casca, não sendo
recomendadas dimensões muito grandes nem muito pequenas, pois dependo dos casos podem
ocorrer distorções não resultando uma modelagem satisfatória. Este assunto será discutido no
tópico 3.6. O coeficiente de Poisson adotado será de 0,3 e a obtenção do módulo de Young
será realizada como descrito no item 2.3.

2.8 DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA PLACA

De acordo com Fusco (1995) na classificação geral dos elementos estruturais as placas
são estruturas laminares com superfície média plana, com os carregamentos
predominantemente normais ao seu plano. No caso de radiers, diferentemente de lajes, as
reações ocorrem ao longo de toda a área da placa, no contato com o solo.
Os esforços internos aos quais a placa é submetida são mostrados na Figura 2.7 nas
faces de um elemento com dimensões horizontais unitárias (∆x e ∆y) e altura h.
21



Figura 2.7 - Representação das tensões desenvolvidas nas placas de concreto
Fonte: Fusco (1995)

A integração desses diagramas de tensões atuantes na seção da placa (normais e
tangenciais) fornece os valores dos esforços de momento fletor, esforço cortante e momento
torçor que são utilizados nos dimensionamentos e verificações nos estados limites.
Para o dimensionamento da espessura de radiers em que os pilares se apóiam
diretamente sobre a placa (como será utilizado neste trabalho) as solicitações tangenciais são
mais críticas, pois podem ocasionar ruptura por punção, então deverá ser determinada uma
espessura tal que dispense armaduras para este fim.
Os momentos volventes não são considerados no dimensionamento de placas, mesmo
porque não serão utilizados pilares nas bordas do radier. Abaixo seguem as expressões que
determinam os esforços nas placas, as tensões estão representadas na Figura 2.7.

H
x
= ] o
x
. zJz
h
2
-
h
2
(2.13) H
¡
= ] o
¡
. zJz
h
2
-
h
2
(2.14) (momentos fletores)

H

= -H
¡x
= -] ¡

. zJz
h
2
-
h
2
(2.15) (momentos torçores)

I
x
= ] ¡

. zJz
h
2
-
h
2
(2.16) I
¡
= ] ¡

. zJz
h
2
-
h
2
(2.17) (esforços cortantes)
Para dimensionar um radier que recebe diretamente o carregamento dos pilares deve-
se ter muito cuidado, pois ruptura por punção ocorre de maneira abrupta. Sempre que
22

possível, no dimensionamento desse tipo de estrutura, deve-se impor o comportamento de
ruptura por flexão em estado limite último, ou seja, conferir o máximo de ductilidade com
taxas consideráveis de armadura, como também armaduras contra o colapso progressivo.
O fenômeno da punção é caracterizado por cargas aplicadas em pequenas áreas,
provocando grandes tensões. A Figura 2.10 a seguir ilustra a ruptura característica para
radiers.

Figura 2.8 - Cone de ruptura em uma laje de fundação
Fonte: Leonhardt e Mönning (2008)

Nos exemplos utilizados neste trabalho não existirão pilares se apoiando no canto ou
na borda da placa, pois seriam pontos extremamente críticos, tanto para punção como para
flexão e torção o que tornariam a análise da ruína muito complexa.
Para se evitar o uso de armaduras especiais existem parâmetros que podem ser
manipulados porque interferem na resistência à punção, como citam Pinheiro e Carvalho
(2009): resistência do concreto, altura útil, relação entre os lados do pilar, perímetro de
contato entre a placa e o pilar, armadura de flexão, armadura de cisalhamento, entre outros.
Segundo os mesmos, nas análises de punção, são separados o cálculo ao cisalhamento
do cálculo à flexão. O cisalhamento é verificado em uma seção crítica em torno do pilar de
distância dependente da altura útil do radier.
De acordo com a NBR 6118(2003) as etapas para se verificar uma placa à punção:
a) Determinação dos contornos críticos;

Figura 2.9 - Perímetro crítico em pilares internos (C e C’)
Fonte: Emerick (2005)
23

b) Cálculo das tensões solicitantes de cálculo (¡
Sd
);
- Pilares centrais com carregamento simétrico:
¡
Sd
=
P
Sd
u .d
(2.23)
sendo:
F
Sd
: força normal ou reação concentrada de cálculo;
u: perímetro crítico do contorno considerado;
J = (J
x
+J
¡
)¡2: altura útil da laje no entorno considerado;
J
x
c J
¡
: alturas úteis nas duas direções.

- Pilares centrais com momento fletor em uma direção:
¡
Sd
=
P
Sd
u .d
+
k .M
Sd
w
p
.d
(2.24)

- Pilares centrais com momento fletor em duas direções:

A tensão de cálculo é obtido de maneira similar à anterior, só que com a adição de um
momento na outra direção. A equação segue abaixo.
¡
Sd
=
P
Sd
u .d
+
k
1
.M
Sd1
w
p1
.d
+
k
2
.M
Sd2
w
p2
.d
(2.25)

Onde k é obtido através da tabela abaixo com a relação C
1
¡C
2
que são as dimensões do
pilar. Nas figuras a seguir estão as convenções das dimensões C
1
e C
2
para momento em uma
e duas direções.
Tabela 2.4 - Valores do coeficiente k
c1/c2 0,5 1,0 2,0 3,0
k 0,45 0,60 0,70 0,80
Fonte: Emerick (2005)

Figura 2.10 - Definição das dimensões C
1
e C
2
com momento em uma direção
Fonte: Emerick (2005)
24


Figura 2.11 - Definição das dimensões C
1
e C
2
com momento em duas direções
Fonte: Emerick (2005)
Para determinar w
p
nos contornos C e C’ respectivamente, são utilizadas as
expressões abaixo.
w
p
=
C
1
`
2
+C
1
. C
2
(2.26)

w
p
=
C
1
`
2
+C
1
. C
2
+C
1
. C
2
+4. C
2
. J +16 +2. n. J. C
1
(2.27)

c) Cálculo das tensões resistentes ¡
Rd1
, ¡
Rd2
:
¡
Rd1
= u,1S. _1 +_
20
d
_. (1uu. p. ¡ck)
1¡3
(2.28)

em que:
p -: taxa geométrica de amadura longitudinal de flexão;
¡ck: resistência característica do concreto à compressão, em MPa.
¡
Rd2
= u,27. o
v
. ¡
cd
(2.29)

o
v
= [1 -
]ck
250
¸: coeficiente de efetividade do concreto.
d) Verificações para quando não for prevista armadura de punção:
• tensão resistente de compressão diagonal do concreto (biela) no contorno C:
¡
Sd
¸ ¡
Rd2


• tensão resistente às tensões transversais de tração (tirante) punção no contorno C’:
¡
Sd
¸ ¡
Rd1


25

Com essas verificações é possível definir a altura da placa necessária para resistir às
solicitações de esforços cisalhantes, calculando as tensões resistentes para que não sejam
necessárias armaduras para punção (studs).
Para efetuar os dimensionamentos da placa e das armaduras é necessária a obtenção
das pressões de contato atuantes na interface placa-solo, estas freqüentemente apresentam
uma distribuição bastante irregular prejudicando uma análise prática, no entanto é possível
considerar essas tensões distribuídas uniformemente na placa que segundo Dórea (2007)
conduzem a esforços, conhecendo as dimensões do radier, que levam a dimensionamentos
econômicos e seguros.

3 MÉTODOS DE CÁLCULO

3.1 MÉTODO ABORDADO PARA O CÁLCULO DAS TENSÕES NA PLACA E SOLO

Para realização do projeto de radier deste trabalho foi selecionado um método que será
desenvolvido através de software para calcular os esforços na placa e também as tensões
desenvolvidas entre ela e o terreno para avaliação da interação solo-estrutura, segue abaixo o
escolhido:
• Método dos elementos finitos (MEF).

3.2 MODELO DE ANÁLISE

Existem diversas hipóteses para determinar as tensões de contato solo-fundação.
Scarlat (1993) afirma que o método mais representativo para considerar a deformabilidade do
maciço é a análise interativa tridimensional que considera solo e fundação como um sistema
único. Essa análise necessita de modelos matemáticos mais elaborados que levam em conta o
comportamento do maciço de apoio, em alguns casos avaliando ponto a ponto o
comportamento da placa interagindo com o solo, um exemplo é o método dos elementos
finitos em que o radier é discretizado em elementos de casca (placa e membrana) e o maciço é
representado por molas.
Na resolução dos problemas será adotada a hipótese de Winkler, com terreno de
comportamento puramente elástico, com recuperação de forma ao cessar o carregamento
externo, como descrito no item 2.5 do presente trabalho.
26

Com as tensões distribuídas de acordo com a rigidez da placa é possível determinar os
recalques das molas e conseqüentemente processar as interações através da equação 2.8, o que
será feito no item 3.5. Os deslocamentos através dos nós serão obtidos através do método de
Perloff, como descrito no item 2.7 a respeito do cálculo de recalques.

3.4 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS

Este método é bastante difundido no meio técnico através de sua utilização em
softwares de análise estrutural para solucionar problemas contínuos regidos por expressões
matemáticas. Para realizar a análise de radiers, alguns softwares modelam o problema como
placa finita sobre um meio elástico linear, representando a hipótese de Winkler.
Para representar o radier é utilizada uma série de elementos de placa interligados
apoiados no solo que no caso da hipótese adotada é representado por molas posicionadas nos
nós das interseções dos vértices dos elementos, sendo estes nós os pontos de ligação entre os
elementos. Stramandinoli (2003) afirma que o método dos elementos finitos representa o
meio contínuo por um número finito de elementos que têm comportamento regido por um
número finito de parâmetros.
O método dos elementos finitos tem uma aplicabilidade diversificada, podendo ser
utilizado em placas de geometria bastante complicada, com furos na mesma e a possibilidade
de variação do solo no plano horizontal, no caso de placa sobre base elástica. Para
consideração de solo com estratificação das camadas é necessário programa capaz de modelar
o maciço de forma espacial.
Segundo o ACI 336 (1988) as vantagens de se aplicar os métodos de elementos finitos
no cálculo de radiers são:
a) os resultados obtidos são matematicamente eficientes;
b) os deslocamentos nas bordas das placas podem ser ajustados
Para análise dos esforços no radier e estudo do comportamento interativo solo-placa
será utilizado o software SAP2000, com a aplicação do método dos elementos finitos. O
programa disponibiliza elementos denominados “shell” ou casca que possui comportamento
de placa e membrana, contudo podendo ser utilizados separadamente, como será feito neste
trabalho, em que será utilizado apenas elementos de placa.


27

3.5 METODOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA

Para proceder as interações com o intuito de obter o valor da “mola” que melhor se
ajuste ao problema estudado, antes é preciso avaliar como será feita a modelagem para
conferir ao radier apoios elásticos de forma que os resultados no final da análise sejam
coerentes.
O sistema estrutural adotado neste trabalho considera os pilares da edificação
apoiando-se diretamente sobre os elementos de placa, que representam o radier, com
geometria quadrilátera e arestas orientadas em duas direções principais (X e Y). Será adotado
um elemento finito quadrado de 40 cm de lado, por ser uma configuração que não apresentou
grandes distorções na aplicação das cargas dos pilares nos nós.
Essa modelagem requer a utilização de ferramentas computacionais, pois a realização
dos cálculos demandaria muito tempo se efetuados manualmente. Na interface solo-placa
serão utilizadas molas, posicionadas nos nós dos elementos, para representar o
comportamento elástico do maciço. Estes pontos serão considerados apoios, pois como o
radier é um elemento monolítico considerá-lo com um único apoio, ou seja, com uma única
mola não retrataria o problema fielmente.
Para discretizar o radier o programa SAP2000 utiliza elementos planos de casca
denominados SHELL que são associações de elementos de placa e membrana, mas há a
possibilidade de simular somente o comportamento de placa esbelta (Plate - Thin), que
representa as tensões de flexão que produzem os momentos fletores e torçores e negligenciam
as deformações por cisalhamento. A representação das tensões foi mostrada no item 2.8.
Segundo Stramandinoli (2003) o software confere o comportamento de placa aos
elementos inserindo duas componentes de rigidez rotacional fora do plano normal e uma
componente de rigidez à translação na direção da aplicação das cargas.
Os sistemas de coordenadas globais e locais adotados para este trabalho são
considerados como “default” no SAP2000. Sendo os eixos globais representados por Z na
vertical, com sinal positivo quando orientado para cima, e X e Y os eixos horizontais.
Localmente a representação das coordenadas é através dos algarismos 1,2 e 3, sendo os
primeiros horizontais e o último vertical, para elementos de placa horizontais. A
representação dos eixos segue na Figura 3.1 abaixo.

28


Figura 3.1 - Sistema local e global de coordenadas do software SAP2000
Fonte: Stramandinoli (2003)

Para substituição do radier por elementos placa, antes é preciso definir o tamanho dos
elementos, pois primeiramente será desenhada uma grelha que posteriormente será
substituída. Nesta grelha serão inseridas superfícies quadriláteras que formarão a rede de
elementos finitos, depois disso a grelha será excluída. As características geométricas dos
elementos são inseridas, como espessura e os parâmetros mecânicos, módulo de elasticidade e
coeficiente de Poisson. A Figura 3.2 retirada dos manuais do SAP2000 mostra o elemento
finito.

Figura 3.2 - Representação do elemento finito quadrilátero
Fonte: Manuais SAP2000 (2005)

Depois da modelação do radier, pode-se proceder a inserção dos apoios ou restrições
dos nós. Com o intuito de conferir comportamento elástico (hipótese de Winkler), as
29

restrições serão molas regidas por uma constante elástica k, que serão aplicadas nos nós que
correspondem aos vértices da placas (elementos finitos) como mostrado na Figura 3.3.

Figura 3.3 - Modelo estrutural representando a interface solo-fundação com solo de
comportamento elástico e os possíveis carregamentos

Com as informações dos ensaios é possível calcular uma primeira aproximação para o
coeficiente de reação vertical, como descrito no item 2.7 em que se descreve o método de
cálculo de recalques que será utilizado e demonstra-se a forma de obtenção da primeira
aproximação. A equação a utilizar é a 2.12 que será novamente apresentada nos cálculos do
radier da obra do estudo de caso. Efetuando a entrada de uma mola nos apoios da placa, temos
um radier modelado pelo método dos elementos finitos assente sobre base elástica como
mostra a Figura 3.3, sendo agora possível a realização das interações placa-solo para enfim
obter coeficientes de reação vertical que melhor se ajustem ao problema.
Para inserir o coeficiente de mola no SAP2000, antes é necessário convertê-lo em
coeficiente de apoio elástico (rigidez da mola) que é obtido multiplicando-se a mola pela área
de influência do nó, mencionada anteriormente. A unidade de entrada é kN/m e para
representá-lo usaremos Ks.
Agora, com a modelagem completa, realiza-se o processamento da estrutura para a
obtenção das reações na interface solo-placa, posicionadas nos nós dos elementos finitos.
Segue-se então para os cálculos de recalques e subseqüente aplicação da teoria de Winkler
para obtenção de um novo coeficiente de apoio elástico. Segue abaixo a ilustração das
convenções adotadas pelo programa para representação dos esforços, Figura 3.4.
30


Figura 3.4 - Representação do elemento finito e as convenções de esforços .
Fonte: Stramandinoli (2003)

A equação utilizada para o cálculo de recalque foi desenvolvida para avaliar os
deslocamentos em sapatas com carga centrada, segundo a teoria da elasticidade. Como a
solução é em radier, avaliar os recalques da placa como um todo não seria uma boa
representação do que realmente ocorre, pois a placa não tem rigidez suficiente para distribuir
de forma homogenia as cargas ao longo de toda a fundação. Então decidiu-se que a área
utilizada para o cálculo de recalques seria a de influência dos nós. A representação dessa área
segue na Figura 3.5.
área de influência

Figura 3.5 - Área de influência de cada apoio de nó da grelha.

Com as dimensões dos elementos finitos de 40 cm cada lado, a área de influência será
considerada como uma sapata fictícia, para determinação das translações na direção do eixo Z
ou eixo das ações que atuarão sobre o radier. Uma observação deve ser feita à respeito dos
31

nós das bordas que não possuem toda a área mencionada, a correção a ser feita é calcular a
área de influência destes nós (menor que as dos nós centrais) e multiplicá-la pelo coeficiente
de recalque, isso acarretará a uma menor rigidez das molas nas bordas.
Utilizando a equação 2.8 (hipótese de Winkler) obtêm-se uma nova mola para cada nó,
utilizando o recalque e a reação calculados, então realiza-se novamente o mesmo processo
descrito até que o coeficiente convirja a um valor que se torne constante entre uma interação e
outra. É possível também comparar os recalques fornecidos pelo programa com os recalques
obtidos pela hipótese de Perloff, quando a diferença se tornar desprezível significa que as
interações convergiram, para valores que consideram o comportamento simultâneo entre
fundação e maciço de solos.
Para avaliar se a aplicação da interação solo-estrutura é fundamental a este problema
serão comparados os esforços obtidos em uma análise com a utilização da interação solo
estrutura e outra sem a utilização dessa metodologia.

4 APLICAÇÃO E ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA

Neste tópico serão utilizados os conceitos e metodologias discutidos até agora, para
desenvolver os procedimentos necessários para o cálculo de um radier, utilizando as
sondagens obtidas no terreno da obra.
Esta obra consiste em uma edificação residencial de dois pavimentos mais o térreo. A
ligação dos pilares com a fundação é feita diretamente, desprovido de vigas baldrames,
constituindo assim um radier liso.
Para a realização do projeto estão disponíveis cinco resultados de ensaio SPT, que
estão no Anexo A deste trabalho. Vale salientar que a solução em sapatas seria totalmente
viável, no entanto a solução em radier foi adotada para a realização do estudo.
A primeira etapa para início dos cálculos consiste na obtenção das reações da
superestrutura para aplicar os esforços sobre o radier, contudo pode-se realizá-la juntamente
com o processamento do radier, se o programa disponível tiver essa versatilidade. Neste
trabalho para calcular a superestrutura será utilizado o software TQS e para o cálculo dos
esforços no radier e realização das interações será utilizado o SAP2000.
A estrutura é lançada no TQS submetida a critérios que serão expostos a seguir. O
primeiro deles é a resistência característica do concreto a compressão que é de 25MPa. O
32

limite de escoamento característico do aço é 500MPa. A classe de agressividade II foi
adotada, ou seja, para lajes cobrimentos de 2,5 cm e para vigas e pilares cobrimentos de 3 cm.
Para lançar o radier no SAP2000 são requeridas algumas propriedades mecânicas do
concreto. A massa específica adotada para concreto armado é 25kN/m³, coeficiente de
Poisson 0,2, coeficiente de dilatação térmica 1u
-5
ºC
-1
e o módulo de elasticidade calculado
através da expressão 2.3.
E
cs
= u,8S.S6uu. ¸¡
ck
(HPo)
E
cs
= u,8S.S6uu. √2S
E
cs
= 2S8uuHPo

Na modelagem da edificação foi considerada a parcela de esforços decorrentes da
incidência de ventos nas quatro faces da edificação. A velocidade básica do vento é de 43m/s
em Cuiabá. O fator topográfico S1 foi adotado como 1, para terrenos planos. O fator S2,
referente à rugosidade do terreno categoria IV e às dimensões da edificação classe A, é de
aproximadamente 0,86. O fator estatístico S3 adotado tem valor de 1, para edificações
residenciais.
Os coeficientes de arrasto, para obtenção da força de arrasto a partir da pressão de
obstrução, foram obtidos a partir do ábaco de baixa turbulência da NBR6123, através das
relações entre as dimensões em planta da edificação e a altura. Nas incidências de 0º e 180º,
direção de menor inércia e maior dimensão, o coeficiente de arrasto foi de 1,21. Nas direções
de 90º e 270º o coeficiente de arrasto foi de 0,95. Na modelagem da obra em estudo o
software TQS considerou estes parâmetros para cálculo dos esforços devido a ação do vento.
Sobre os elementos estruturais da cobertura (vigas e pilares) foi adotado carregamento
permanente de telhado distribuído de acordo com as áreas de influência dos mesmos, sendo de
120kg/m², constituído de telhas cerâmicas e madeiramento, existe apenas uma laje na
cobertura e esta receberá a caixa d’água de mil litros, seu carregamento foi considerado
esforço permanente, distribuído sobre a mesma. Nas lajes do primeiro pavimento foi utilizado
como carregamento variável 150kg/m² correspondente a dormitórios e salas e como carga
permanente os revestimentos de 100kg/m². Abaixo segue a Figura 4.1 com a modelagem da
edificação realizada, lembrando que o radier não será calculado no TQS, figura ilustrativa.
33


Figura 4.1 - Representação da obra em estudo no software TQS.

No radier, além do peso próprio foram aplicadas cargas distribuídas de revestimento
de 100kg/m², uma sobrecarga de 200kg/m² e um carregamento de alvenarias distribuído em
área de 225kg/m², seguindo a recomendação de aproximação da NBR6120, que refere-se à
carregamento de alvenarias sobre lajes, de que a carga uniformemente distribuída não pode
ser inferior a um terço do peso próprio por metro linear de parede pronta que neste caso é
6,75kN/m.
Depois de processado o modelo as reações serão transferidas ao radier, sendo este
modelado no SAP2000. Para o mesmo, representar a placa assente sobre base elástica, deverá
ser realizada uma primeira aproximação do coeficiente de reação vertical, com os
procedimentos já descritos.
Os valores das reações nos pilares serão considerados como esforços permanentes,
apesar de uma parcela destes serem devidos às cargas de utilização e outra referente a parcela
de vento. No entanto objetivo principal deste trabalho é avaliar a interação entre o solo e o
radier submetido à quaisquer carregamentos. As resultantes nos pilares seguem na Tabela 4.1.
34

Tabela 4.1 - Resultantes na base os pilares (t e t.m)


Nota-se nesta tabela que os valores de momentos resultaram bastante baixos,
provavelmente pela continuidade da placa que equilibra os momentos, isso decorre do porte
da estrutura. Estes momentos serão desprezados nos cálculos de punção e no
dimensionamento do radier, mas de qualquer forma o SAP2000 admitiria a aplicação de
momentos caso fosse necessário.
A locação de pilares segue no Apêndice A, junto às plantas de fôrma. No Anexo B
encontram-se os projetos arquitetônicos, de forma simplificada.
Analisando os resultados dos ensaios de penetração dinâmica, nota-se que nos
primeiros metros o maciço já apresenta boa capacidade portante, viabilizando a solução em
radier, adotando-se assim, profundidade de 2 metros para assentá-lo. O valor do N
SP1
a
utilizar será o menor dos 5 ensaios disponíveis para obtenção da mola.
N
SP1
= N
€•‚pƒs 2" c…†…d…
+N
€•‚pƒs 3" c…†…d…

N
SP1
= 2S +7
N
SP1
= Su

O módulo de Young é obtido através de correlações, a primeira delas é exposta na
equação 2.4, para obtenção da resistência de ponta, sendo K
SP1
retirado da Tabela 2.1, com
valor correspondente à areia siltosa que é 0,7MPa.
q
C
= K
SP1
. N
SP1

q
C
= u,7‡Su = 21HPo

35

Com a resistência de ponta e a equação 2.5, obtêm-se o módulo de deformabilidade do
solo.
E
S
= Sq
C

E
S
= S‡21 = 6SHPo

Um valor típico para o coeficiente de Poisson que será o utilizado é 0,3. A equação
2.12, refere-se à primeira aproximação do coeficiente de reação vertical.
k
¡
=
1
I
s

1
B

E
1 -v
2

onde I
s
é o fator de forma, obtido através da Tabela 2.3 para relação L/B = 12,11/7,97 ≅ 1,5 é
de 1,36 e B é o menor lado placa. Vale lembrar que essa é a primeira aproximação para a
mola e que depois das interações em função das áreas de influência de cada nó da placa, este
valor será ajustado. O primeiro será:

k
¡
=
1
1,S6

1
7,97

6SuuukPo
1 -u,S
2

k
¡
= 6S87,u7kN¡Š°

Para dar entrada com este valor no software SAP2000, antes é necessário obter a
rigidez da mola ou coeficiente de apoio elástico K
S
multiplicando-se o k
¡
pela área de
influência dos nós formados pelos vértices dos elementos finitos. Serão obtidos diferentes
valores para regiões nas bordas da placa ou em locais onde será necessário realizar ajustes de
área para aplicação das cargas dos pilares sobre os nós.
A espessura da placa, utilizando os critérios de punção, é de 25 cm. Verificadas no
pilar P5, o mais solicitado, a tensão de cálculo na superfície C é 1,53 MPa que é menor que a
resistência da biela ¡
Rd2
que é de 4,34 MPa e em C’ a tensão de cálculo é 0,42 MPa que é
menor que a resistência dos tirantes ¡
Rd1
nessa região que é de 0,516 MPa, dispensando
armadura de punção. Abaixo seguem os cálculos para a obtenção dos valores citados e a
representação das superfícies C e C’ para o pilar P5 na Figura 4.2.
36


Figura 4.2 - Perímetros críticos para verificação da punção no pilar P5

Verificação da punção na superfície normal ao plano médio da laje C, contida no
perímetro do pilar:
- Carga no pilar P5: 23,3t
- Resistência característica do concreto a compressão: 25MPa
- Altura útil média:
u =
(u

+u
Ž
)
2

u =
(21,9 +2u,6)
2
= 21,Scm

- Perímetro da superfície C: u

= 4x2S = 1uucm

- Perímetro da superfície C’:
u
’”
=
π
4
x4Sx2 +14,1 +2x1S +2x2S +Sx
π
2
x4S = S64,Scm

- Tensão de cálculo no perímetro do pilar (C):
τ
S—
=
F
S—
u . u

τ
S—
=
1,4x2SS
1 xu,21S
= 1SS1kPa = 1,SSNPa
- Tensão de cálculo no perímetro afastado 2d do pilar (C’):
τ
S—
=
F
S—
u . u

τ
S—
=
1,4x2SS
S,64S xu,21S
= 42u,4kPa = u,42NPa
37


- Resistência de cálculo das bielas na superfície C:
τ
œ—2
= u,27. α
ž
. f
c—
com α
ž
= [1 -
25
250
¸ = u,9
τ
œ—2
= u,27.u,9.
2S
1,4
= 4,S4HPo

- Taxa de armadura de flexão em uma faixa de 3d + pilar de largura:
para ø 12,5 c/ 15 e largura da faixa de 154 cm
p
x
= p
¡
=
12,6S
1S4‡2S
= u,uuS28

- Resistência de cálculo das bielas na superfície C:
¡
Rd1
= u,1S. _1 +_
20
d
_. (1uu. p. ¡ck)
1
3

¡
Rd1
= u,1S. _1 +_
20
21,3
] . (1uu.u,uuS28.2S)
1¡3

¡
Rd1
= u,S16HPo
- Verificações:
superfície C superfície C’
¡
Sd
¸ ¡
Rd2
ok ¡
Sd
¸ ¡
Rd1
ok

Com a confirmação da dispensa de armadura de punção, a espessura do radier fica
sendo 25 cm.
Com os valores obtidos anteriormente é possível realizar o primeiro processamento
para obtenção das reações, a discretização dos elementos finitos do radier estudado tem 651
nós e suas respectivas reações seguem na Tabela 4.2. Com estas são calculados os recalques
pelo método de Perloff. Na Figura 4.3 estão representados os momentos fletores na placa
extraídos do SAP2000 sendo o valor máximo de 76,2 kN.m/m na direção y e 72,8 kN.m/m na
direção x, ambos tracionando a face inferior da placa, sendo a unidade em kN.m/m.
38


(a) (b)
Figura 4.3 - Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para o
primeiro processamento

Para esta primeira aproximação, nota-se que resultou, com o carregamento aplicado,
um solo de pouca capacidade portante, o que não reflete a realidade, então por isso serão
realizadas as interações. Vale destacar a diferença entre os recalques resultantes pelo processo
de Perloff e os extraídos do SAP2000, sendo como foco das interações aproximar estes
valores para considerar que a convergência ocorreu. Como dito anteriormente, o primeiro
coeficiente de recalque é apenas um valor inicial, no entanto uma solução que torna prática a
resolução do problema é determinar a primeira mola para a área de influência dos nós da
malha de elementos finitos, como se cada nó possuísse uma sapata fictícia.
Pôde-se ver que na tabela 4.2 já se encontram os novos valores do coeficiente de
recalque, os quais foram calculados utilizando a hipótese de Winkler. Estes são importados
pelo software SAP2000 diretamente da planilha. Como os carregamentos já estão inseridos,
juntamente com as propriedades do concreto da placa no modelo, basta antes de realizar esta
etapa excluir os coeficientes antigos e substituí-los pelos novos. A Tabela 4.2 é apresentada a
seguir de maneira resumida, contida na linha dos nós dos elementos finitos que passam pelos
pilares P5 e P6.

39

Tabela 4.2 - 1ª interação, reações SAP2000 e novo coeficiente de mola
Nó Area
kv
inicial
Ks B Is p Reação w:Perloff w:SAP
kv
(novo)
Ks
m² KN/m³ KN/m m KN kN/m² KN m m KN/m³ KN/m
100 0,08 6387,07 510,97 0,2 1,52 24,28 1,942 0,00011 0,00380 227733 18219
101 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 25,31 4,05 0,00016 0,00396 154533 24725
138 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 26,36 4,217 0,00017 0,00413 154533 24725
166 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 27,36 4,378 0,00018 0,00428 154533 24725
194 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 28,34 4,534 0,00018 0,00444 154533 24725
222 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 29,35 4,696 0,00019 0,00460 154533 24725
250 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 30,47 4,875 0,00020 0,00477 154533 24725
278 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 31,74 5,079 0,00021 0,00497 154533 24725
306 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 33,14 5,303 0,00021 0,00519 154533 24725
334 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 34,54 5,526 0,00022 0,00541 154533 24725
362 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 35,51 5,681 0,00023 0,00556 154533 24725
390 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 35,18 5,628 0,00023 0,00551 154533 24725
418 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 34,44 5,51 0,00022 0,00539 154533 24725
446 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 33,73 5,397 0,00022 0,00528 154533 24725
474 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 33,21 5,313 0,00021 0,00520 154533 24725
502 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 32,91 5,265 0,00021 0,00515 154533 24725
530 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 32,79 5,246 0,00021 0,00513 154533 24725
558 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 32,59 5,215 0,00021 0,00510 154533 24725
586 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 31,79 5,086 0,00021 0,00498 154533 24725
614 0,16 6387,07 1021,93 0,4 1,12 30,87 4,939 0,00020 0,00483 154533 24725
642 0,08 6387,07 510,97 0,2 1,52 30,04 2,403 0,00013 0,00470 227733 18219

Remodelado o problema parte-se para um novo processamento, com os mesmos
carregamentos. Os resultados seguem na Tabela 4.3 que é um resumo pois não se fez
necessário apresentá-la por completo, este já é representativo para o objetivo deste trabalho. É
notável como a diferença entre os recalques calculados por Perloff e os fornecidos pelo
SAP2000 diminuiu ou pode-se dizer que para este caso a interação já convergiu os valores dos
recalques, pois a diferença já é praticamente nula. A Figura 4.4 representa os momentos em y
e x no radier.






40

Tabela 4.3 - 2ª interação, reações SAP2000 e novo coeficiente de mola
Nó F-3 p p≤ p adm w_Perloff w_SAP ws-we/ws k (mola) Ks
KN kN/m² kg/cm² m m % KN/m³ KN/m
100 1,539 19,24 0,19 0,00008 0,00008 0,56 227733 18219
101 2,905 18,16 0,18 0,00012 0,00012 0,42 154533 24725
138 3,509 21,93 0,22 0,00014 0,00014 -0,06 154533 24725
166 3,811 23,82 0,24 0,00015 0,00015 0,09 154533 24725
194 3,864 24,15 0,24 0,00016 0,00016 0,18 154533 24725
222 3,919 24,49 0,24 0,00016 0,00016 0,32 154533 24725
250 4,345 27,16 0,27 0,00018 0,00018 -0,15 154533 24725
278 5,474 34,21 0,34 0,00022 0,00022 0,18 154533 24725
306 7,448 46,55 0,47 0,00030 0,00030 0,08 154533 24725
334 10,084 63,03 0,63 0,00041 0,00041 -0,04 154533 24725
362 12,073 75,46 0,75 0,00049 0,00049 0,06 154533 24725
390 10,165 63,53 0,64 0,00041 0,00041 0,03 154533 24725
418 7,676 47,98 0,48 0,00031 0,00031 0,15 154533 24725
446 5,995 37,47 0,37 0,00024 0,00024 0,19 154533 24725
474 5,404 33,78 0,34 0,00022 0,00022 -0,20 154533 24725
502 5,87 36,69 0,37 0,00024 0,00024 0,17 154533 24725
530 7,104 44,40 0,44 0,00029 0,00029 0,11 154533 24725
558 8,142 50,89 0,51 0,00033 0,00033 0,09 154533 24725
586 6,869 42,93 0,43 0,00028 0,00028 -0,07 154533 24725
614 5,089 31,81 0,32 0,00021 0,00021 -0,09 154533 24725
642 2,535 31,69 0,32 0,00014 0,00014 0,10 227733 18219


41


(a) (b)
Figura 4.4 - Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para a
primeira interação

Os valores dos momentos que tracionam a base da placa diminuíram, sendo verificado
neste último resultado um valor máximo de 59,7 kN.m/m na direção y e 60,13 kN.m/m na
direção x, verificando-se a diferença em relação aos valores do primeiro processamento.
Como já mencionado, o parâmetro de verificação da convergência foi o recalque.
Depois de realizada a segunda interação, os resultados já foram considerados como solução
para o problema, então os recalques obtidos são a representação mais próxima da realidade,
sendo a conformação, em escala amplificada, representada na Figura 4.5 extraída do
SAP2000, os valores dos recalques estão representados na Tabela 4.3.
42


Figura 4.5 - Deformações finais do radier após as interações

Os valores do recalques no radier são relativamente pequenos, tal resultado refere-se a
duas condições principalmente, à boa capacidade portante do solo em que a obra será
assentada e ao fato de que essa solução de fundação apresenta a característica peculiar de um
elemento monolítico que recebe todos os pilares, fazendo com que os movimentos sejam
realizados pelo conjunto, quando a rigidez é suficiente, colaborando também com os
recalques diferenciais. Na Figura 4.6 segue a imagem da face inferior do radier com a
representação das faixas de deslocamento para o carregamento total a que é submetido, a
unidade dos recalques é em metros.

Figura 4.6 - Superfície deformada do radier e valores dos recalques

43

4.1 VERIFICAÇÃO DA TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO

Na Tabela 4.3 estão calculadas as pressões de contado desenvolvidas pelas reações do
maciço na placa, estas tensões foram calculadas para as áreas de influência dos nós da malha
de elementos finitos que são de 40x40cm, 20x40cm e 20x20cm. Estas devem ser menores que
a pressão admissível do solo que será calculada a seguir.
- 40x40cm;
pressão de ruptura
p
¡
= u,7
yB
2
N
y
+1,2yEN
q

y = 1,6t¡Š°
N
SP1
= Su N

= 1S +
1
2
(N -1S) = 22 (redução feita para areia fina submersa)
para esse número de golpes
N
y
= N
q
= 28
p
¡
= u,7
1,6.u,4
2
28 +1,2.1,6.2.28 = 11,4 kg¡cŠ`
pressão admissível
p =
11,4
S
= S,8kg¡cŠ`

- 20x20cm
pressão de ruptura
p
¡
= u,7
1,6.u,2
2
28 +1,2.1,6.2.28 = 11,u kg¡cŠ`
pressão admissível
p =
11,u
S
= S,7kg¡cŠ`

Como visto as pressões admissíveis são maiores que as pressões atuantes expostas na
Tabela 4.3, calculadas para as mesmas áreas que foram calculadas as pressões admissíveis.
Para as duas calculadas, fica implícito que a pressão admissível para a área de 20x40 terá
valor intermediário.



44

4.2 CÁLCULO ALTERNATIVO PARA OBTENÇÃO DO k
¡


No item 2.6 explanou-se uma maneira de se obter o coeficiente de recalque através de
valores da literatura, determinados por Terzaghi através do ensaio de placa e que devem ser
corrigidos. A seguir será demonstrada essa forma alternativa para obtenção da mola para os
mesmos ensaios de penetração dinâmica utilizados no exemplo calculado anteriormente.
Para calcular o coeficiente de recalque basta conhecer o material sobre o qual o radier
será assentado:
• Areia fina à média siltosa, variegado,medianamente compacto à muito compacto.
Sabendo que o nível d’água esta praticamente na superfície o material será
considerado submerso. Para obter o valor do coeficiente de recalque para a placa quadrada
ensaiada por Terzaghi utiliza-se a Tabela 2.2 do item 2.6. Como o valor encontra-se entre
duas classificações, o valor será obtido através da média entre estes.
k
S1
=
2,6 +9,6
2
= 6,1 kg¡¡cŠ°

Segundo o ACI (1988) para converter este valor para a escala real utiliza-se a equação
2.10, sendo b o lado da placa quadrada de Terzaghi e igual a 30,48 cm e B a menor dimensão
do radier que é de 7,97m. Como não existe camada compressível o valor de n é 0,7.
k
¡
= k
S1
_
b
B
]
n

k
¡
= 61uuu _
u,Su48
7,97
]
0,7

k
¡
= 621u,4 kN¡Š°

A resposta alcançada não difere muito do resultado obtido da relação entre a hipótese
de Winkler e o cálculo de recalques pelo método de Perloff. Podendo ser esse o valor
utilizado para realização do primeiro processamento do modelo utilizado no exemplo anterior
que os resultados serão os mesmos, pois o processo é interativo e o coeficiente de recalque
não é propriedade do solo. Lembrando que para entrar com este valor no programa antes ele
deve ser transformado em coeficiente de apoio elástico, multiplicando-o pela área de
influência dos nós da malha da rede de elementos finitos, onde estão posicionadas as molas ou
“springs”.

45

4.3 AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DAS PRESSÕES DE CONTATO

Avançando a análise, depois de ter realizado as interações, agora com o intuito de
avaliar o comportamento das pressões de contato desenvolvidas na interface solo-placa, será
variada a espessura do radier e mantidos os coeficientes de apoio elástico pra analisar o que
acontece com as pressões de contato, que como dito anteriormente possuem uma distribuição
bastante irregular quando a placa não possui rigidez para absorver os esforços e transmiti-los
de maneira uniforme.
Para realizar o estudo foi selecionada a faixa de nós que contém o pilar P5 e P6 na
direção X, as distâncias que compõe esse eixo são de 40 cm, as mesmas utilizadas para
distribuição da malha de elementos finitos. Para o cálculo das pressões foram extraídas as
reações do solo fornecidas pelo SAP2000 e as áreas são as já mencionadas na Tabela 4.3, para
o radier de 25cm de espessura. As outras espessuras foram de 50, 75 e 100 cm, todas
processadas com mesmos carregamentos (o peso próprio variou) e coeficientes de apoio
elásticos utilizados na placa de 25 cm. Os nós avaliados e as pressões calculadas seguem na
Tabela 4.4.
Tabela 4.4 - Pressões de contato na interface solo-placa
Nó distância (m) p h=25 (kN/m²) p h=50 p h=75 p h=100 p kv inicial
100 0,0 19,24 38,4 51,74 62,41 24,28
101 0,4 18,16 28,39 36,5 43,15 25,31
138 0,8 21,93 30,56 37,88 43,97 26,36
166 1,2 23,82 32,47 39,19 44,78 27,36
194 1,6 24,15 34,17 40,44 45,58 28,34
222 2,0 24,49 35,87 41,68 46,38 29,35
250 2,4 27,16 37,88 42,96 47,18 30,47
278 2,8 34,21 40,4 44,32 48 31,74
306 3,2 46,55 43,44 45,76 48,82 33,14
334 3,6 63,03 46,68 47,1 49,58 34,54
362 4,0 75,46 48,88 48,02 50,12 35,51
390 4,4 63,53 47,43 47,71 50,1 35,18
418 4,8 47,98 45,02 46,98 49,86 34,44
446 5,2 37,47 42,91 46,21 49,58 33,73
474 5,6 33,78 41,5 45,54 49,3 33,21
502 6,0 36,69 40,85 45,02 49,06 32,91
530 6,4 44,4 40,73 44,59 48,86 32,79
558 6,8 50,89 40,31 44,04 48,6 32,59
586 7,2 42,93 37,93 42,89 48,1 31,79
614 7,6 31,81 35,06 41,61 47,56 30,87
642 8,0 31,69 47,55 59,51 69,36 30,04
46

O diagrama contém todos os nós desta tabela, formando uma linha reta, onde serão
dispostas as pressões. Vale destacar que os nós 362 e 558 são as posições dos pilares P5 e P6.
A distribuição das pressões para cada espessura segue na Figura 4.7, Figura 4.8, Figura 4.9 e
Figura 4.10.

Figura 4.7 - Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura


Figura 4.8 - Pressões de contato para radier de 50 cm de espessura

0
10
20
30
40
50
60
70
80
0,0 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6 6,4 7,2 8,0 8,8
P
r
e
s
s
õ
e
s

d
e

c
o
n
t
a
t
o

(
k
N
/
m
²
)
Espaçamento entre nós (m)
Radier h = 25 cm
0
10
20
30
40
50
60
0,0 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6 6,4 7,2 8,0 8,8
P
r
e
s
s
õ
e
s

d
e

c
o
n
t
a
t
o

(
k
N
/
m
²
)
Espaçamento entre nós (m)
Radier h = 50 cm
47


Figura 4.9 - Pressões de contato para radier de 75 cm de espessura


Figura 4.10 - Pressões de contato para radier de 100 cm de espessura

É notável a melhor distribuição das pressões à medida que a rigidez a flexão aumenta.
Os momentos fletores máximos também aumentaram, devido ao crescimento do peso próprio
com o aumento das espessuras e conseqüentemente das rigidezes, ou seja, as pressões são
0
10
20
30
40
50
60
70
0,0 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6 6,4 7,2 8,0 8,8
P
r
e
s
s
õ
e
s

d
e

c
o
n
t
a
t
o

(
k
N
/
m
²
)
Espaçamento entre nós (m)
Radier h = 75 cm
0
10
20
30
40
50
60
70
80
0,0 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6 6,4 7,2 8,0 8,8
P
r
e
s
s
õ
e
s

d
e

c
o
n
t
a
t
o

(
k
N
/
m
²
)
Espaçamento entre nós (m)
Radier h = 100 cm
48

distribuídas de forma mais homogenia porque a placa não é mais flexível. Vale salientar que
os processamentos ainda não consideram as deformações devido ao cisalhamento.
Outro ponto importante a se destacar é a pressão nos bordos, que devido à existência
da coesão no solo, não ocorre a plastificação nessas regiões enquanto a tensão admissível do
solo não é atingida, validando o comportamento das tensões mencionado no item 2.4, à
respeito da forma do diagrama de pressões.
Agora será apresentado o diagrama de pressões correspondente ao primeiro
processamento do radier no SAP2000, ou seja, utilizando a primeira aproximação do
coeficiente de apoio elástico. Segue a Figura 4.11.


Figura 4.11 - Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura e kv inicial

Este diagrama não representa fielmente as pressões de contato, pois apesar da placa
ainda possuir pequena rigidez, as tensões já se apresentam uniformes, ou seja, para que esse
comportamento aconteça os momentos que o conjunto concreto-armadura deve absorver serão
grandes, como a placa não possui capacidade de portar esses esforços, haverá a necessidade
de provê-la de maior quantidade de armaduras, já que essa primeira aproximação do
coeficiente de mola reflete em um maciço com compressibilidade maior do que realmente
ocorre.
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0,0 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6 6,4 7,2 8,0 8,8
P
r
e
s
s
õ
e
s

d
e

c
o
n
t
a
t
o

(
k
N
/
m
²
)
Espaçamento entre nós (m)
Radier h = 25 cm com kv inicial
49

Para se ter idéia da ordem de grandeza da diferença entre as armaduras de flexão
resultantes na direção y referentes aos momentos máximos na placa de 25 cm com e sem
interação solo estrutura, será apresentada de maneira resumida os dados considerados e os
resultados a seguir.
- Momento máximo obtido com o valor da mola aproximada:
H
†áx
= 76,2kN. Š¡Š
‡ = 1,2S.22,S. _1 -
_
1 -
1,4.76,2.100
0,425.100.22,5
2
.
2,S
1,4
_ = 4,22cŠ

23
= u,2S9. J = u,2S9.22,S = S,82cŠ, portanto domínio 2, o
sd
= ¡
¡d

A
s
=
1,4.76,2
S0
1,1S
.(22,5-0,4.4,22)
= 11,8cŠ`¡Š, que equivale a ø 12,5 c/ 10cm

- Momento máximo com interação:
H
†áx
= S9,7kN. Š¡Š
‡ = 1,2S.22,S. _1 -
_
1 -
1,4.59,7.100
0,425.100.22,5
2
.
2,S
1,4
_ = S,2ScŠ
portanto domínio 2, o
sd
= ¡
¡d

A
s
=
1,4.59,7
S0
1,1S
.(22,5-0,4.3,27)
= 9,u cŠ`¡Š, que equivale a ø 12,5 c/ 13cm

Para este caso a diferença de armaduras é muito pequena, não sendo conservador
utilizar a primeira aproximação de kv para o dimensionamento do radier para este momento.
No entanto como visto as pressões de contato para o kv inicial, não refletem bem o problema
podendo, por exemplo serem negligenciadas as pressões nos bordos que para carregamentos
uniformes resultam valores bem maiores que no centro da placa. Este comportamento pode
ser notado aproximadamente quando a rigidez da placa foi aumentada.







50

5 CONCLUSÃO

Com intuito de avaliar a importância da interação solo-estrutura no estudo das
fundações do tipo radier, foi comparada a situação em que o mesmo apresenta como
coeficiente de reação vertical uma primeira aproximação com outra em que este valor foi
ajustado através de interações considerando o comportamento mútuo entre solo e fundação.
Notou-se uma diminuição no valor do momento fletor máximo da ordem de 28%. Isto
aconteceu porque o valor aproximado do coeficiente de mola, utilizado no primeiro
processamento, subestima a capacidade portante do maciço, conferindo assim à placa a
função de absorver e distribuir os esforços de forma mais homogenia, ou seja a alta
compressibilidade do solo conferida pela primeira aproximação de k
¡
remete à necessidade de
uma maior rigidez da placa para evitar grandes deformações.
Para projetos de radier é recomendável obter o coeficiente de recalque depois de
realizar a discretização da malha de elementos finitos, o mesmo vale para solução em analogia
de grelhas, e obtê-lo à partir da área de influência da mola posicionada nos nós. Com isso o
coeficiente adquire valores mais próximos do real, para soluções em que se discretizam em
malha.
Essa medida é importante porque mostra a real função do k
¡
que é relacionar
recalques às pressões de contato, porque este coeficiente não é uma propriedade do solo e sim
uma ferramenta que está relacionada com a área em que se aplicam as tensões. Dificilmente
um radier possuirá rigidez suficiente para transmitir os esforços de maneira uniforme, pois
necessitaria de grande espessura, o que tornaria a solução inviável.
Portanto é conveniente discretizar a placa em malha de elementos finitos retangulares
e avaliá-los através da área de influência de seu nós, onde estão posicionadas as molas de
Winkler. O que quer dizer que para o mesmo solo, mesma placa e carregamentos, cada nó
pode possuir um coeficiente de recalque diferente, o que vai depender de sua área de
influência ou a malha pode ser discretizada com espaçamentos que cada projetista admita ser
conveniente acarretando a rigidezes de mola diferentes para o mesmo problema, porque como
foi dito a mola não é uma propriedade do solo.

51

REFERÊNCIAS

AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Suggested analysis and design procedures for
combined footings and mats. Report by ACI Committee 336.2R-88(reapproved 2002).

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122:1986. Projeto e
execução de fundações. Rio de Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118:2003. Projeto de
estruturas de concreto. Rio de Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120:1980. Cargas para o
cálculo das edificações. Rio de Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6123:1988. Forças
Devidas ao Vento em Edificações. Rio de Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2003). NBR 8681:2003. Ações e
segurança nas estruturas - Procedimento. Rio de Janeiro.

BALBO, J. T. . Revisão crítica dos conceitos e reminiscências sobre o módulo de reação
do subleito em pavimentos de concreto. Revista Pavimentação, v. ano IV, p. 46-60, 2009.

CARVALHO, R. C.; FIGUEIREDO FILHO, J. R. (2007). Cálculo e detalhamento de
estruturas usuais de concreto armado. v. 1. Editora Edufscar. São Carlos.

CARVALHO, R. C.; PINHEIRO, L. M. (2009). Cálculo e detalhamento de estruturas
usuais de concreto armado. v. 2. São Paulo, Editora Pini.

CRESPO, V. A. S. Estudo da sensibilidade de edificações em relação ao solo. 2004.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil)-Universidade Estadual do Norte Fluminense
Darcy Ribeiro, Campos dos Goytacazes, 2004.

DÓRIA, L. E. S. Projeto de estrutura de fundação em concreto do tipo radier. 2007.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil-Estruturas)-Universidade Federal de Alagoas,
Maceió, 2007.

EMERICK, A. A. (2005). Projeto e execução de lajes protendidas. 1. ed. Rio de Janeiro,
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FUSCO, P. B. (1995). Técnica de armar as estruturas de concreto. 1. ed. São Paulo,
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LEONHARDT, F.; MÖNNING, E. Construções de concreto: princípios básicos do
dimensionamento de estruturas de concreto armado. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed.
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52

STRAMANDINOLI, J. S. B. Contribuições à análise de lajes nervuradas por analogia de
grelha. 2003. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil-Estruturas)-Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

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VELLOSO, D. A.; LOPES, F. R. (2010). Fundações: critérios de projeto, investigação do
subsolo, fundações superficiais, fundações profundas. São Paulo: Oficina de Textos.












53

APÊNDICE A – Planta de fôrmas e locação dos pilares da obra em estudo
































54

ANEXO A - Sondagens SPT
































55

ANEXO B - Projeto Arquitetônico

P
A
B
L
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A
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3
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R
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.
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/
1
0
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1
:
1
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:
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P
L

P
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0
0
0
3
_
O
K
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R
0
0
.
P
L
T

0
2
/
1
0
/
2
0
1
1

2
1
:
0
9
:
3
5
P
A
B
L
O

A
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G
U
S
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O

K
R
A
H
L

P
L

F
O
R
0
0
0
4
_
O
K
-
R
0
0
.
P
L
T

0
2
/
1
0
/
2
0
1
1

2
1
:
1
0
:
5
2
Bairro Ribeirão do Lipa
TÉRMINO:

DATA:
FOLHA: ESCALA: DIGITADOR:
TÉCNICO:
APROVADO:
João Conceição
O
COORDENADAS
1/1
Vertical: 1/100 Eng° Frederico Tavares Soares
Horizontal: S/Escala
ANDERSON
CREA/MS 6242 D - RG. 130426796-2
S
23/03/11
COTA:
PROFUNDIDADE (m): 0,90
MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 NÍVEL D'ÁGUA
APRESENTAÇÃO PRELIMINAR
100
6,00
6
31
18
11
5,00
5
31 100
13
4,00
4
31 100
7 23
3,00
3
5
2,00
2
2 3 7
A
m
o
s
t
r
a

N
.
º
P
r
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f
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s
C
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m
a
d
a
s

(
m
)

e

N
.
A
.
DESCRIÇÃO DO MATERIAL
1,00
1
N.º de Golpes para Diagrama dos Índices de Penetração (golpes)
15 cm de Penetração
1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada
NE - 956
P
r
o
f
u
n
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d
e

(
m
)
P
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m
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i
c
a
c
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n
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.

N
B
R
-
1
3
4
4
1
Local: CUIABÁ - MT 22/03/11 PREFIXO DA OBRA:
Obra: SONDAGEM: SP-01
INÍCIO: 22/03/11 INCLINAÇÃO:
Vertical
Avenida Mario Palma
PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO
Cliente: FATEX
R. Mário Palma, 265, Ribeirão do Lipa - Cuiabá/MT
C.E.P.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197
30 cm iniciais
30 cm finais
10 20 30 40
AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2"
D. Revestimento = 2 1/2"
Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm
Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha)
Início de circulação de água - 1,45m
5,08
1,90
Impenetrável à percussão
Areia fina à média siltosa, variegado,
medianamente compacto à muito compacto
(Solo residual meta arenito)
Pedregulho argilo arenoso, variegado
0,97
1,90
1,90
1,90
Bairro Ribeirão do Lipa
TÉRMINO:

DATA:
FOLHA: ESCALA: DIGITADOR:
TÉCNICO:
R. Mário Palma, 265, Ribeirão do Lipa - Cuiabá/MT
C.E.P.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197
PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO
Cliente: FATEX
Obra: SONDAGEM: SP-02 Avenida Mario Palma
Local: CUIABÁ - MT 22/03/11 PREFIXO DA OBRA:
INÍCIO: 22/03/11 INCLINAÇÃO:
Vertical
NE - 956
P
r
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m
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P
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c
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1
3
4
4
1
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r
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s
C
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m
a
d
a
s

(
m
)

e

N
.
A
.
DESCRIÇÃO DO MATERIAL
N.º de Golpes para Diagrama dos Índices de Penetração (golpes)
15 cm de Penetração
1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada
1,00
1
2,00
2
5 10 16
21 19
3,00
3
10
15 15 13
30
4,00
4
16
15 13
29
5,00
5
21
15 11
27
6,00
6
23
15 9
28
7,00
22
15 7
APRESENTAÇÃO PRELIMINAR
MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 NÍVEL D'ÁGUA
PROFUNDIDADE (m):
COORDENADAS
0,73
23/03/11
S O
COTA:
APROVADO:
João Conceição
1/1
Vertical: 1/100 Eng° Frederico Tavares Soares
Horizontal: S/Escala
ANDERSON
CREA/MS 6242 D - RG. 130426796-2
30 cm iniciais
30 cm finais
10 20 30 40
AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2"
D. Revestimento = 2 1/2"
Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm
Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha)
Início de circulação de água - 1,45m
6,05
Impenetrável à Percussão
marrom e cinza
Pedregulho arenoso argiloso, variegado
0,93
Areia fina a média siltosa, cinza,
compacta à muito compacta
(Solo residual meta arenito)
1,90
1,90
1,90
1,90
1,90
Bairro Ribeirão do Lipa
TÉRMINO:

DATA:
FOLHA: ESCALA: DIGITADOR:
TÉCNICO:
APROVADO:
João Conceição
O
COORDENADAS
1/1
Vertical: 1/100 Eng° Frederico Tavares Soares
Horizontal: S/Escala
ANDERSON
CREA/MS 6242 D - RG. 130426796-2
S
25/03/11
COTA:
PROFUNDIDADE (m): 1,47
MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 NÍVEL D'ÁGUA
APRESENTAÇÃO PRELIMINAR
100
6,00
6
31
8
11
5,00
5
31 100
14
4,00
4
31 100
26
3,00
3
24
15 11
2,00
2
2 2 3
A
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s
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m
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e

N
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A
.
DESCRIÇÃO DO MATERIAL
1,00
1
N.º de Golpes para Diagrama dos Índices de Penetração (golpes)
15 cm de Penetração
1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada
NE - 956
P
r
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m
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N
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R
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1
3
4
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1
Local: CUIABÁ - MT 24/03/11 PREFIXO DA OBRA:
INÍCIO: 24/03/11 INCLINAÇÃO:
Vertical
Obra: Avenida Mario Palma SONDAGEM: SP-03
PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO
Cliente: FATEX
R. Mário Palma, 265, Ribeirão do Lipa - Cuiabá/MT
C.E.P.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197
30 cm iniciais
30 cm finais
10 20 30 40
AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2"
D. Revestimento = 2 1/2"
Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm
Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha)
Início de circulação de água - 1,45m
5,08
1,90
Impenetrável à Percussão
Areia fina a média siltosa, variegado,
pouco compacta à muito compacta
(Solo residual meta arenito)
Pedregulho arenoso, cinza
0,97
1,90
1,90
1,90
Bairro Ribeirão do Lipa
TÉRMINO:

DATA:
FOLHA: ESCALA: DIGITADOR:
TÉCNICO:
R. Mário Palma, 265, Ribeirão do Lipa - Cuiabá/MT
C.E.P.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197
PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO
Cliente: FATEX
Obra: Avenida Mario Palma SONDAGEM: SP-01
Local: CUIABÁ - MT 25/03/11 PREFIXO DA OBRA:
INÍCIO: 25/03/11 INCLINAÇÃO:
Vertical
NE - 956
P
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)

e

N
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A
.
DESCRIÇÃO DO MATERIAL
N.º de Golpes para Diagrama dos Índices de Penetração (golpes)
15 cm de Penetração
1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada
1,00
1
2,00
2
3 5 10
100
3,00
3
31
13
100
4,00
4
31
11
5,00
5
31 100
7
APRESENTAÇÃO PRELIMINAR
MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 NÍVEL D'ÁGUA
COTA:
PROFUNDIDADE (m): ver observação
COORDENADAS
S O
25/03/11
APROVADO:
João Conceição
1/1
Vertical: 1/100 Eng° Frederico Tavares Soares
Horizontal: S/Escala
ANDERSON
CREA/MS 6242 D - RG. 130426796-2
30 cm iniciais
30 cm finais
10 20 30 40
AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2"
D. Revestimento = 2 1/2"
Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm
Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha)
Início de circulação de água - 1,45m
4,07
1,90
Impenetrável à Percussão
Silte argiloso, variegado,
rijo à duro
(Solo residual de filito)
Pedregulho argilo arenoso, cinza e marrom
0,89
Observação:
- NA medido 30min após o término da
sondagem - 3,93 m.
1,90
1,90
Bairro Ribeirão do Lipa
TÉRMINO:

DATA:
FOLHA: ESCALA: DIGITADOR:
TÉCNICO:
APROVADO:
João Conceição
O
COORDENADAS
1/1
Vertical: 1/100 Eng° Frederico Tavares Soares
Horizontal: S/Escala
ANDERSON
CREA/MS 6242 D - RG. 130426796-2
S
24/03/11
COTA:
PROFUNDIDADE (m): 0,30
MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 NÍVEL D'ÁGUA
APRESENTAÇÃO PRELIMINAR
100
6,00
6
31
10
12
5,00
5
31 100
13
4,00
4
31 100
31
3,00
3
19
15 13
2,00
2
3 4 4
A
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m
)

e

N
.
A
.
DESCRIÇÃO DO MATERIAL
1,00
1
N.º de Golpes para Diagrama dos Índices de Penetração (golpes)
15 cm de Penetração
1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada
NE - 956
P
r
o
f
u
n
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i
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a
d
e

(
m
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e
n
ç
ã
o

G
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c
a
c
o
n
f
.

N
B
R
-
1
3
4
4
1
Local: CUIABÁ - MT 24/03/11 PREFIXO DA OBRA:
INÍCIO: 24/03/11 INCLINAÇÃO:
Vertical
Obra: Avenida Mario Palma SONDAGEM: SP-05
PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO
Cliente: FATEX
R. Mário Palma, 265, Ribeirão do Lipa - Cuiabá/MT
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PABLO AUGUSTO KRAHL

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOLOESTRUTURA NO DIMENSIONAMENTO DE RADIER

Monografia apresentada como parte dos requisitos necessários para aprovação no componente curricular Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá.

Orientador: Prof. Dr. Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis

MARINGÁ 2011

PABLO AUGUSTO KRAHL ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOLOESTRUTURA NO DIMENSIONAMENTO DE RADIER

Monografia apresentada como parte dos requisitos necessários para aprovação no componente curricular Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá.

Aprovada em ____/_____/_______

BANCA EXAMINADORA

_____________________________________________________ Prof. Dr. Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis - Universidade Estadual de Maringá

_____________________________________________________ Prof. Dr. Romel Dias Vanderlei - Universidade Estadual de Maringá

_____________________________________________________ Prof. Dr. Rafael Alves de Souza - Universidade Estadual de Maringá

.AGRADECIMENTOS A Deus que ilumina meu caminho e me dá forças. Ao Professor Jeselay Hemetério dos Reis pela orientação e paciência ao longo dessa caminhada. com os quais sempre me diverti e criei laços de amizade. À empresa Ingá Plan que me concedera a oportunidade de ter contato com a Engenharia de Estruturas e Geotécnica. dando apoio nos bons e maus momentos. À Universidade Estadual de Maringá. Aos meus pais e irmãos que sempre estiveram ao meu lado. A todos os colegas do curso. Aos funcionários do departamento de Engenharia Civil pela disposição e dedicação. por ser minha companheira ao longo destes anos. À Franciele Monik Zanutto. Aos professores da Engenharia Civil que com brilhantismo transmitem seu conhecimento.

Mostra-se o quão importante é avaliar o comportamento do conjunto solo-estrutura através da hipótese interativa de Winkler. Neste contexto. acarretando esforços resultantes relativamente maiores. como o SAP2000.RESUMO Para atribuir segurança e compreender o comportamento das estruturas. como a utilização de valores típicos para a discretização da placa e a necessidade de ajustes da mola adaptando-a às proporções de sua área de influência (condições de apoio). torna-se cada vez mais comum a avaliação e modelagem das edificações conjuntamente com o maciço sobre o qual elas se apóiam. SAP2000. para que a capacidade portante do solo não seja subestimada. realizou-se o presente estudo com intuito de avaliar a interação solo-estrutura em fundações do tipo radier. quando comparado à estruturas processadas com uma primeira aproximação do coeficiente de mola. principalmente com relação aos limites de plastificação do solo. Coeficiente de mola. . Palavras-chave: Hipótese de Winkler. e a forma de se lidar com o coeficiente de recalque para este tipo de fundação. apresentando as maneiras de se realizar este tipo de análise com auxílio de softwares. Algumas peculiaridades à respeito deste coeficiente são apresentadas referentes a fundações em radier. interagindo quando submetidos aos carregamentos previstos em projeto.

.................Distribuição das pressões de contato e diagramas de esforços ........3 .4 .........Representação do elemento finito e as convenções de esforços ............ 13 Figura 2..........Hipótese de meio contínuo em placas de grande e pequena rigidez ............5 ..Área de influência de cada apoio de nó da grelha.................Superfície deformada do radier e valores dos recalques..........1 . 46 Figura 4........ 38 Figura 4..........Zona de influência de cargas concentradas em placas flexíveis ..............6 ....................2 ..............1 ......................... .......................................Distribuição das pressões de contato na base de uma placa rígida sobre (a) material elástico............................................ 15 Figura 2....... 16 Figura 2...........................1 .......Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura e kv inicial ........Sistema local e global de coordenadas do software SAP2000 ..........Dimensões do radier ..2 ........................... 42 Figura 4........................8 .............5 ..... 22 Figura 2.3 .........Influência da rigidez relativa fundação-solo nas pressões de contato ..Perímetro crítico em pilares internos (C e C’) ..8 ........................ 46 Figura 4..Perímetros críticos para verificação da punção no pilar P5 . 12 Figura 2..4 .......................................... 42 Figura 4..........Pressões de contato para radier de 100 cm de espessura ................Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para a primeira interação.....................10 ........ 23 Figura 2..........3 .............................................. 30 Figura 4.........Representação da obra em estudo no software TQS............................ 11 Figura 2.....Modelo de Winkler e modelo de membrana assente sobre fluido denso........9 ..................... 47 Figura 4. 33 Figura 4........................6 ....................Pressões de contato para radier de 50 cm de espessura ....... 48 ........... 22 Figura 2.......................... 30 Figura 3...Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para o primeiro processamento ............................. 16 Figura 2.........9 ................ 47 Figura 4...1 ...............................................2 .......... 28 Figura 3............ 21 Figura 2......5 ..........................Representação do elemento finito quadrilátero ......................7 .....11 ........11 ...Modelo estrutural representando a interface solo-fundação com solo de comportamento elástico e os possíveis carregamentos...........7 .............. 36 Figura 4...........Definição das dimensões C1 e C2 com momento em uma direção ...... 10 Figura 1..Definição das dimensões C1 e C2 com momento em duas direções .. 28 Figura 3.. 29 Figura 3...............Representação das tensões desenvolvidas nas placas de concreto ..................................LISTA DE FIGURAS Figura 1..........................................Deformações finais do radier após as interações ................................. (b) areia não coesa......Modelo desenvolvido por Winkler ............Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura ... (c) solos com características intermediárias ......................10 . 24 Figura 3....................4 ........................................... 41 Figura 4..Pressões de contato para radier de 75 cm de espessura ........................ ................2 ............. 18 Figura 2......Cone de ruptura em uma laje de fundação ........................................

..4 .................... 39 Tabela 4...............Valores de ........................Valores do coeficiente k .......... 19 Tabela 2.Fatores de forma infinita.2ª interação..............3 ........1ª interação.....................................3 .................................. 40 Tabela 4...............1 ............2 .......................................Resultantes na base os pilares (t e t........ 14 em kgf/cm³ ........................................................ 23 Tabela 4............................... reações SAP2000 e novo coeficiente de mola .....................4 ...............1 .... reações SAP2000 e novo coeficiente de mola ................................................... 17 para carregamentos na superfície de um meio de espessura Tabela 2..............................Pressões de contato na interface solo-placa ..m)................................................................... 34 Tabela 4..........................................2 .....Valores de Tabela 2........6 LISTA DE TABELAS Tabela 2................... 45 .................

................ 53 ANEXO A ............2 CÁLCULO ALTERNATIVO PARA OBTENÇÃO DO .......................DEFINIÇÃO ...................... 51 APÊNDICE A – PLANTA DE FÔRMAS E LOCAÇÃO DOS PILARES DA OBRA EM ESTUDO ..................... 25 3.......................................................................................PROJETO ARQUITETÔNICO ..............................................................................................................................4 FORMATO DO DIAGRAMA DE PRESSÕES DE CONTATO ............ 26 3........................................ 55 ......................... 15 2......1 VERIFICAÇÃO DA TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO. 14 2................................8 DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA PLACA ................................................................. 43 4...... 13 2............................ 50 REFERÊNCIAS ............................................4 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS ................................ 25 3...............................................2 MODELO DE ANÁLISE ...................................................7 DETERMINAÇÃO DOS RECALQUES DA PLACA .................................. 17 2........................ 18 2.........................................6 COMPRESSIBILIDADE DO MACIÇO ............................................ 12 2....................................................................................................3 MÓDULOS DE ELASTICIDADE DO CONCRETO E DO SOLO ...............................................................................................1 RADIER .............SONDAGENS SPT .................................................... 12 2............................ 54 ANEXO B .................................................................................... 31 4..... 8 2 REVISÃO DE LITERATURA ..................................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 45 5 CONCLUSÃO............................1 MÉTODO ABORDADO PARA O CÁLCULO DAS TENSÕES NA PLACA E SOLO .............................. 12 2....................... 44 4.................................5 METODOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA ....................................................2 RIGIDEZ DA PLACA .................................................................... 20 3 MÉTODOS DE CÁLCULO ............ 27 4 APLICAÇÃO E ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA ........................... 25 3......................................5 MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO SOLO PARA ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA ..............3 AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DAS PRESSÕES DE CONTATO .................................................

estes elementos. Então como calcular uma estrutura sobre apoios indeslocáveis se o material que lhe dá suporte tem comportamento mecânico que aparenta ser totalmente irregular e complexo e é difícil estabelecer uma lei para seu comportamento? O panorama de procedimento de projetos atual envolvendo engenheiros geotécnicos e de estruturas se configura. Segundo Crespo (2004) no cálculo de estruturas. exercem influência sobre a estrutura. sobre o qual a estrutura se apóia é deformável quando submetido a esforços verticais e momentos para ser considerado um engaste. resultando um modelo estrutural diferente do previsto a priori. os apoios são usualmente adotados como indeslocáveis. Esta variável é muito importante. Estudos realizados mostram que essa análise não procede porque o maciço. depois disso. devido à compressibilidade do solo. Os esforços resultantes do sistema são utilizados para o dimensionamento das fundações e para o cálculo dos deslocamentos. A absorção de cargas provenientes da estrutura pelo maciço de solos o submete a tensões que podem provocar deformações excessivas por se tratar de um material que possui grande volume de vazios (compressível). conferir à estrutura capacidade de absorver os deslocamentos diferenciais que possam ocorrer. Neste contexto. obtenção das resultantes dos carregamentos que serão transmitidas às fundações que são passadas ao geotécnico. junto ao projeto detalhado das estruturas procede à execução da obra. Um condicionante é o material sobre o qual a obra se apoiará. no entanto. Apesar de muito comum. . pois uma modelagem ruim pode ser a razão do insucesso da obra por problemas patológicos ou até mesmo a ruína. iniciando pelo calculista. em um lançamento estrutural. a partir disso. pois conhecê-lo é a chave para se alcançar o desempenho desejado pelo projetista. a hipótese de considerar que a estrutura é apoiada em base rígida não é verdadeira. Este procede à escolha e o dimensionamento dos elementos de fundação levando-se em conta os parâmetros obtidos através de ensaios do solo.8 1 INTRODUÇÃO Para conceber uma nova estrutura é fundamental realizar estudos sobre suas condições de contorno para que seu modelo se aproxime da realidade. podendo alterar de maneira significativa a distribuição dos esforços na superestrutura. nota-se a relevância de avaliar o comportamento do solo quando submetido a carregamentos e. com apoios indeslocáveis. processamento dos esforços.

com o conhecimento dos mecanismos resistentes do concreto armado. Faz-se necessário o conhecimento de estruturas. Geotécnicos. A área de aplicação dos esforços dos pilares é muito pequena gerando uma tensão elevada na ligação pilar-radier de forma que os esforços de cisalhamento serão mais críticos que os de flexão. no entanto apoiada sobre maciços com características diferentes. Nas placas de concreto armado submetidas a carregamentos normais ao seu plano predominam fundamentalmente esforços de flexão. Essas pressões nada mais são que as reações de apoio do solo para suportar as solicitações da estrutura. estacas e sapatas. para que depois da determinação das pressões de contato solo-fundação e conseqüentes solicitações na placa. para aferir sobre a necessidade de reforço das camadas que receberão os esforços da estrutura ou o reforço dos elementos de fundação. Para estudos de placas sobre base elástica são necessários conhecimentos geotécnicos e estruturais. apresentam reações de apoio distintas e conseqüentemente uma distribuição de esforços diferentes ao longo de seus elementos. segundo os mesmos. com este recebendo carregamentos diversos característicos de edificações residenciais. Nos casos em que radiers recebem pilares. a placa deverá ser avaliada com mais rigor nessas regiões. se deve ao fato de que para uma mesma superestrutura submetida aos mesmos carregamentos. recomendando o aumento da rigidez para melhor distribuição dos recalques. Neste trabalho será abordada a interação solofundação em radier. como por exemplo. porque um maciço de solos receberá o carregamento da placa. A análise da interação solo-estrutura pode ser empregada em todos os tipos de fundação. as cargas provindas destes elementos são muito maiores que os carregamentos de utilização do pavimento sobre a placa. Segundo Velloso et al (2010) na análise de interação solo-estrutura para a determinação dos esforços internos e deslocamentos é levada em consideração a rigidez real dos elementos de fundação. para Reis (2000). sendo necessário o entendimento do comportamento do mesmo. sejam dimensionados os elementos e suas armaduras.9 A importância de se avaliar a interação solo-estrutura (ISE). sendo que sua espessura será função da resistência ao cisalhamento provocada pela punção. com as informações de ensaios. Com este sistema é possível . no caso radiers. ou seja. existe uma maneira indireta de se obter estes esforços que é através das pressões de contato desenvolvidas na interface dos elementos de fundação com o solo de apoio. Além disso.

por haver uma plastificação do solo. Segundo Balbo (2009) Winkler desenvolveu um modelo para calcular a reação de subleitos de fundações rasas visando simular o comportamento do maciço em que a interface solofundação é representada por um conjunto de molas. enquanto ocorre um aumento das nas regiões centrais. com isso pode-se obter soluções mais econômicas e confiáveis. Os trabalhos de Winkler tiveram grande destaque por sua simplicidade e praticidade. Para ilustrar o descrito segue a figura abaixo (Fig. Figura 1.1 . similar a lei de Hooke. Em dissertação. Com o aumento da intensidade das cargas as tensões nos bordos permanecem constantes. regidas por uma .10 determinar os esforços atuantes na placa para enfim realizar seu dimensionamento.Distribuição das pressões de contato e diagramas de esforços Fonte:Velloso et al (2010) Segundo Rodrigues (2010) em placas de concreto os cálculos devem levar em conta a diferença de esforços entre o centro das placas e suas bordas pois estima-se que os esforços solicitantes nos extremos sejam o dobro dos detectados em seu interior para ações de mesmo porte. Os métodos mais complexos modelam os problemas com mais exatidão. Uma das maneiras mais simples de se avaliar as tensões de contato levando em consideração a compressibilidade do solo consiste em considerar uma série de molas discretas na base da fundação. 1. no entanto é muito onerosa a prática destes cálculos no cotidiano dos escritórios de projetos fazendo com que se opte por processos mais fáceis e rápidos que geram resultados aproximados.1). afirma que a consideração da interação solo-estrutura para efeitos de análise e dimensionamento de elementos de concreto armado leva a uma modelagem mais real dos problemas relativos ao comportamento de edificações. Scarlat (1993). Crespo (2004).

Figura 1. O modelo de Winkler teve grande influência sobre as análises de tensões em placas apoiadas em meio elástico. ou seja.Modelo desenvolvido por Winkler Fonte: Balbo (2009) Neste contexto.2 . Esse processo ficou conhecido como análise de placa sobre base elástica.2). . apresenta uma série limitações.11 constante de proporcionalidade k (coeficiente de mola) de forma a relacionar proporcionalmente as pressões de contato aos recalques. a influência das deformações do maciço e o nível de carregamento aplicado sobre a placa. Outra hipótese que foge a realidade é o fato de considerar que os recalques ocorrem somente sob a fundação e não no entorno da placa. sendo uma das principais o fato de que não existe transmissão de esforços de cisalhamento entre molas adjacentes como mostrado na figura abaixo (Fig. 1. Pretende-se avaliar. também. este trabalho pretende avaliar numericamente a distribuição dos esforços ao longo de um radier quando se considera a interação solo-estrutura e se essa consideração é relevante ao ponto de alterar de maneira significativa o seu dimensionamento. O problema fundamental para o uso deste modelo é a determinação da rigidez das molas elásticas usadas para substituir o solo sob a fundação. uma mola apresenta comportamento independente das demais a sua volta. mas por ser um processo simplista.

1 . como define a NBR 6122(1996). respectivamente. Em projeto os dois casos podem ser tratados da mesma forma.12 2 REVISÃO DE LITERATURA 2. começa a ocupar grandes áreas em planta. pois a flexibilidade da placa dará a configuração do diagrama de pressões de contato refletindo o carregamento aplicado.Influência da rigidez relativa fundação-solo nas pressões de contato Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010) . Vale lembrar que os recalques diferenciais são os mais prejudiciais às edificações. Há uma conseqüente redução nos recalques diferenciais.2 RIGIDEZ DA PLACA A rigidez relativa fundação-solo é um dos fatores mais importantes para caracterizar as pressões de contato. 2. Quando uma estrutura de concreto em placa assente sobre o solo recebe todos ou parcialmente os pilares de uma obra esse elemento é denominado radier geral e parcial. Quando se opta pela utilização de radiers diminuem-se as pressões de contato devido à maior área de distribuição.1 RADIER . porque a solução solidariza pilares adjacentes por meio da placa. mas contudo a placa deve possuir rigidez suficiente para que isso aconteça.DEFINIÇÃO As fundações rasas transmitem os esforços provenientes da estrutura por meio do contato da sua base com o maciço suporte. devido à baixa capacidade de suporte do solo. Figura 2. Temse como recomendação prática a substituição das sapatas por radiers quando as mesmas ocuparem mais da metade da área da obra. de forma a contribuir para deslocamentos mais uniformes. Velloso et al (2010). Esses elementos são comumente aplicados em situações em que a solução em sapatas.

3) O módulo de Elasticidade dos solos é um valor que apresenta grande variabilidade e de acordo com Souza e Reis (2008) recomenda-se que este valor seja obtido através de ensaios. ′ ³ ³ " ³ ³ (2.Dimensões do radier onde: = Módulo de Young do material da placa (concreto). #$ % '()*+ (2. = Respectivamente. . à partir das formulações de Meyerhof e Schultze. verificaram que em ambas o numerador representa a rigidez à flexão da placa e o denominador é proporcional à rigidez à flexão de uma seção retangular com as dimensões da placa.85.1) (2.2 . = Espessura da placa. Uma das possibilidades é utilizar correlações com SPT para obtenção da resistência de ponta (qc) e através da proposta de Teixeira e Godoy (1996) calcular o módulo de elasticidade do solo.3 MÓDULOS DE ELASTICIDADE DO CONCRETO E DO SOLO O módulo de elasticidade secante do concreto para análise do comportamento da placa em estado limite último. Não existe uma expressão geral que expresse a rigidez relativa de uma placa. maior e menor dimensões da placa. . Velloso et al (2010). quando não obtido através de ensaios. segundo a NBR 6118(2003) é: 0.5600. = Módulo de Young do solo. 2. Com isso. mas sim propostas com boa aceitação. verificou-se que a rigidez relativa depende da direção tomada da placa retangular.2) Figura 2.13 A fundação em estudo é do tipo radier.

O comportamento das tensões de contato para solos perfeitamente elásticos. . Tabela 2.7) 2. tanto na intensidade como na forma dos diagramas de tensão. A forma dos diagramas está intimamente ligada às propriedades do solo.qc .3a que na proximidade dos bordos tem os maiores valores.1 .- . para o caso de areia Es = 5.6) (2.qc .Valores de Fonte: Teixeira e Godoy (1996) Com a resistência de ponta calcula-se o módulo de elasticidade com as seguintes equações: Es = 3. 2/01 (2.qc . limitados pela plastificação do material e variam no centro de acordo com a intensidade dos carregamentos.5) (2. para o caso de silte Es = 7.14 Para obter a resistência de ponta: . da mesma forma que os limites para plastificação devido às cargas./01 ./01 são obtidos através da tabela a seguir. para o caso de argila (2.4) Os valores de . A curva Cu representa as pressões de contato quando a placa é carregada por valores limites que o maciço pode suportar sem apresentar grandes deslocamentos. homogêneos e isotrópicos com propriedades coesivas está representado na Figura 2.4 FORMATO DO DIAGRAMA DE PRESSÕES DE CONTATO Existem diversos fatores que influenciam nas pressões de contato.

Existem dois modelos que merecem destaque que são: • Hipótese de Winkler.3b. Hipótese de Winkler Esse modelo substitui o solo por molas com comportamento elástico de forma a relacionar as pressões de contato desenvolvidas na placa com os deslocamentos (recalques): . 3 4 (2.3c.15 Em solos pouco coesivos tem destaque a região das bordas da placa por não desenvolverem tensões de contato como nos outros casos. justamente por causa desta propriedade.Distribuição das pressões de contato na base de uma placa rígida sobre (a) material elástico. (b) areia não coesa. Figura 2. Para casos de solos com propriedades intermediárias há uma mescla dos comportamentos.3 .5 MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO SOLO PARA ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA Para realização dos processos interativos é necessário definir antes o modelo de solo que será utilizado. (c) solos com características intermediárias Fonte: Terzaghi et al (1996) 2. como mostra a Figura 2. como representa a Figura 2. sendo que para carregamentos pequenos as tensões aumentam do centro para as bordas e em estados últimos o inverso.8) . Segundo Terzaghi et al (1996) esse fato foi comprovado experimentalmente. • Hipótese de solo representado por um semi-espaço contínuo.

) ao seu respectivo deslocamento provocado (4+ recebe o nome de coeficiente de reação vertical que é simbolizado pela letra k.Hipótese de meio contínuo em placas de grande e pequena rigidez Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010) . Abaixo segue a Figura 2.Modelo de Winkler e modelo de membrana assente sobre fluido denso Fonte: Adaptado de Velloso et al (2010) Hipótese de semi-espaço contínuo Esse modelo é utilizado para resolução de problemas com a teoria da elasticidade. o que representa a realidade do problema.4 . mas pode ser chamado de coeficiente de mola.16 O princípio que consta essa hipótese é o mesmo que o de uma membrana posicionada sobre fluido denso e o coeficiente que correlaciona a tensão (.4 ilustra a hipótese de Winkler: Figura 2.5 . cuja modelagem é de difícil formulação matemática. Então para aplicá-lo é necessária a utilização de soluções numéricas que discretizem a placa. Figura 2. A Figura 2. como na hipótese de Winkler e sim a influência da solicitação sobre os solos adjacentes à estrutura. pois não considera somente os deslocamentos sob a placa.5 com representação do modelo para placas com rigidez infinita e próxima de zero e as respectivas respostas das pressões de contato e recalques devido ao carregamento.

A correção realizada em radiers utilizando a dimensão B (menor dimensão) gera um coeficiente de reação vertical pequeno. cálculo do recalque da fundação real. tabelas de valores típicos e correlações.2 abaixo refere-se à valores fornecidos por Terzaghi (1957).2 . sem falar na fundamental importância do conhecimento da compressibilidade do maciço.17 2. ou seja. segundo Velloso et al (2010). Conhecer a compressibilidade do solo possibilita ao projetista dimensionar as fundações de forma que atendam aos requisitos de projeto verificando os estados limites descritos pela norma NBR 8681(2003). A Tabela 2.Valores de em kgf/cm³ Fonte: Terzaghi (1957) Notas: Valores adaptados para unidades do SI. Os valores que são fornecidos na literatura foram obtidos através do ensaio de placa e devem ser corrigidos devido às proporções de escala.6 COMPRESSIBILIDADE DO MACIÇO Para realizar estudos da interação solo-fundação são necessários conhecimentos a respeito das propriedades do solo sobre o qual a fundação se apóia. ou seja. através de: • • • ensaio de placa. pois suas características têm grande influência sobre a distribuição das pressões de contato nessa interface. O parâmetro fundamental para a análise matemática e a realização do processo interativo é o coeficiente de reação vertical ou mais popularmente conhecido como coeficiente de mola que pode ser obtido. os valores que Terzaghi apresentou tinham unidades em pés (ft) e toneladas (ton). o maciço será caracterizado com capacidade . Tabela 2. correções de dimensão e de forma.

• Métodos Numéricos . 2.6 . Sendo que para espessura da camada compressível abaixo da fundação menor que 4B. que podem ser calculados através: • Solução da Teoria da Elasticidade. O valor b se refere ao lado de uma placa quadrada com dimensão de 1 pé ou 30. além dos esforços desenvolvidos entre a placa e o terreno. Existem soluções diretas para obter os recalques.9) Figura 2.7 DETERMINAÇÃO DOS RECALQUES DA PLACA Para a realização dos processos interativos solo-fundação é necessário.5R).5 e 0. então para casos de cargas concentradas muito espaçadas (1 > 2.18 de suporte baixa. a determinação dos recalques.<=8 > 67 8 +%? 9 (2. em k C segundo o ACI (1988) pode ser feita a partir da seguinte expressão: 3 /. utiliza-se o menor valor. Para que os requisitos de norma sejam atendidos deve-se elaborar um programa de investigação do subsolo para que o projetista tenha pleno conhecimento das características do maciço que será o apoio das fundações.Zona de influência de cargas concentradas em placas flexíveis Fonte: Velloso et al (2010) A conversão do k B.7. podese usar R na correção do coeficiente.48 cm utilizada no ensaio de placa. D F E G (2.10) em que n varia entre 0.9. sendo este calculado através da equação 2. @ 5:'.

segundo Velloso et al (2010) pode ser feito através da equação de Perloff: 4 em que: . O cálculo dos recalques.). Para avaliar os recalques do radier será adotado que o mesmo é assente sobre a superfície do terreno e a não existência de camada compressível.19 Se o radier possuir elevada rigidez. pressão média aplicada.<= > H HI HJ (2.3 . . fator de profundidade/embutimento.11) K H HI HJ centro. caso contrário. depende da posição do ponto: . ou seja. menor dimensão da sapata coeficiente de Poisson. fator de forma da sapata e de sua rigidez (no caso flexível. toda sua área será considerada como uma sapata. será considerada a área de influência dos nós da fundação discretizada em casca pelo método dos elementos finitos. módulo de Young.3. o único fator que será determinado para aplicação da equação (2. Tabela 2. fator de espessura de cada compressível. O fator de forma foi tabelado por Perloff de acordo com a geometria e flexibilidade de uma fundação rasa.11) será o de forma (H ). bordo etc.Fatores de forma para carregamentos na superfície de um meio de espessura infinita Fonte: Perloff (1975) . Segue abaixo a Tabela 2.

porém estes dois parâmetros representam modelos diferentes de representação do solo que apresentam resultados diferentes. Os esforços internos aos quais a placa é submetida são mostrados na Figura 2. 4 . diferentemente de lajes. esta relação pode ser utilizada para obter a primeira aproximação do coeficiente de recalque. A discretização das molas depende das dimensões dos elementos de casca. Este assunto será discutido no tópico 3. pois dependo dos casos podem ocorrer distorções não resultando uma modelagem satisfatória.12) Esta equação constitui uma das maneiras de relacionar o coeficiente de recalque com o módulo de elasticidade do solo. não sendo recomendadas dimensões muito grandes nem muito pequenas. Diferentemente de sapatas. como segue: 1 1 H 1 L MN 3 .11 citada anteriormente relacionando-a com a hipótese de Winkler. as reações ocorrem ao longo de toda a área da placa. 2.7 nas faces de um elemento com dimensões horizontais unitárias (∆x e ∆y) e altura h. . .20 Na realização das interações solo-fundação será tomado como coeficiente de recalque inicial para o conjunto.8 DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA PLACA De acordo com Fusco (1995) na classificação geral dos elementos estruturais as placas são estruturas laminares com superfície média plana. . o resultante da expressão 2. sendo B a menor dimensão desta região. sendo a área utilizada para cálculo dos recalques centralizada nas interseções dos vértices dos elementos de casca até os pontos médios entre interseções adjacentes. que a partir das interações convergirá para um valor mais próximo do real.3.6.3 e a obtenção do módulo de Young será realizada como descrito no item 2.<= > (2. a representação da distribuição das molas ao longo da placa será critério do projetista. no contato com o solo. mas no entanto. com os carregamentos predominantemente normais ao seu plano. 4 sendo então 3 OP . O coeficiente de Poisson adotado será de 0. No caso de radiers.

17) (esforços cortantes) Para dimensionar um radier que recebe diretamente o carregamento dos pilares devese ter muito cuidado. Os momentos volventes não são considerados no dimensionamento de placas.16) Y W R>V XQW . TUT < > (2.14) (momentos fletores) L(WQ L R>V XQW . TUT V > V < > (2.13) (W V R SW .Representação das tensões desenvolvidas nas placas de concreto Fonte: Fusco (1995) A integração desses diagramas de tensões atuantes na seção da placa (normais e tangenciais) fornece os valores dos esforços de momento fletor. as tensões estão representadas na Figura 2. (Q R SQ . TUT < > V (2. Para o dimensionamento da espessura de radiers em que os pilares se apóiam diretamente sobre a placa (como será utilizado neste trabalho) as solicitações tangenciais são mais críticas.7. mesmo porque não serão utilizados pilares nas bordas do radier. então deverá ser determinada uma espessura tal que dispense armaduras para este fim. esforço cortante e momento torçor que são utilizados nos dimensionamentos e verificações nos estados limites. Sempre que . TUT < > V V > V < > (2. Abaixo seguem as expressões que determinam os esforços nas placas. pois podem ocasionar ruptura por punção.15) (momentos torçores) (2.7 . pois ruptura por punção ocorre de maneira abrupta.21 Figura 2. TUT (QW Y Q R>V XQW .

provocando grandes tensões. nas análises de punção. O cisalhamento é verificado em uma seção crítica em torno do pilar de distância dependente da altura útil do radier.9 . deve-se impor o comportamento de ruptura por flexão em estado limite último. Figura 2. no dimensionamento desse tipo de estrutura. como também armaduras contra o colapso progressivo. A Figura 2. relação entre os lados do pilar.22 possível.8 . entre outros. tanto para punção como para flexão e torção o que tornariam a análise da ruína muito complexa. ou seja. perímetro de contato entre a placa e o pilar. armadura de cisalhamento. são separados o cálculo ao cisalhamento do cálculo à flexão.10 a seguir ilustra a ruptura característica para radiers.Perímetro crítico em pilares internos (C e C’) Fonte: Emerick (2005) . altura útil. Figura 2. como citam Pinheiro e Carvalho (2009): resistência do concreto.Cone de ruptura em uma laje de fundação Fonte: Leonhardt e Mönning (2008) Nos exemplos utilizados neste trabalho não existirão pilares se apoiando no canto ou na borda da placa. Para se evitar o uso de armaduras especiais existem parâmetros que podem ser manipulados porque interferem na resistência à punção. De acordo com a NBR 6118(2003) as etapas para se verificar uma placa à punção: a) Determinação dos contornos críticos. O fenômeno da punção é caracterizado por cargas aplicadas em pequenas áreas. pois seriam pontos extremamente críticos. Segundo os mesmos. armadura de flexão. conferir o máximo de ductilidade com taxas consideráveis de armadura.

só que com a adição de um momento na outra direção.10 .I (2.Pilares centrais com momento fletor em duas direções: A tensão de cálculo é obtido de maneira similar à anterior. /iN que são as dimensões do Fonte: Emerick (2005) Figura 2.Definição das dimensões j e jk com momento em uma direção Fonte: Emerick (2005) .I Z[\ (2.24) .Pilares centrais com momento fletor em uma direção: X/I ] .5 0. A equação segue abaixo.4 .70 3.Valores do coeficiente k c1/c2 k 0.I a %> . . U UQ d UW : alturas úteis nas duas direções.I Z[\ a % . X/I a ] . Nas figuras a seguir estão as convenções das dimensões i.0 0.45 1.e[\h fgh .e[\ fg .0 0.60 2.e[\> fg> . Tabela 2.25) pilar. . `UQ a UW b/2: altura útil da laje no entorno considerado.80 Onde k é obtido através da tabela abaixo com a relação i. _: perímetro crítico do contorno considerado.23 b) Cálculo das tensões solicitantes de cálculo (X/I ).23) ^/I : força normal ou reação concentrada de cálculo.I Z[\ %h .Pilares centrais com carregamento simétrico: X/I sendo: ] . e iN para momento em uma e duas direções.0 0.I (2.

'100. s1 a 5 I u . l m l m -h ² N -h ² N Fonte: Emerick (2005) a i.29) v x: taxa geométrica de amadura longitudinal de flexão. . iN a i. (2. em que: z{ D1 L N}tF: coeficiente de efetividade do concreto. iN . são utilizadas as m expressões abaixo. i. iN (2. XqIN 0. U a 16 a 2. | % d) Verificações para quando não for prevista armadura de punção: • tensão resistente de compressão diagonal do concreto (biela) no contorno C: X/I ~ XqIN • tensão resistente às tensões transversais de tração (tirante) punção no contorno C’: X/I ~ XqI. z{ . em MPa. .26) a i. p.13.28) $w : resistência característica do concreto à compressão. $w +./: Nt (2. .27. U. $ I (2. iN a 4.24 Figura 2.27) c) Cálculo das tensões resistentes XqI. v. .11 . XqIN : XqI.Definição das dimensões j e jk com momento em duas direções Para determinar l nos contornos C e C’ respectivamente. . 0.

que levam a dimensionamentos econômicos e seguros.1 MÉTODO ABORDADO PARA O CÁLCULO DAS TENSÕES NA PLACA E SOLO Para realização do projeto de radier deste trabalho foi selecionado um método que será desenvolvido através de software para calcular os esforços na placa e também as tensões desenvolvidas entre ela e o terreno para avaliação da interação solo-estrutura. . calculando as tensões resistentes para que não sejam necessárias armaduras para punção (studs). estas freqüentemente apresentam uma distribuição bastante irregular prejudicando uma análise prática. com recuperação de forma ao cessar o carregamento externo. como descrito no item 2. no entanto é possível considerar essas tensões distribuídas uniformemente na placa que segundo Dórea (2007) conduzem a esforços. 3 MÉTODOS DE CÁLCULO 3. Na resolução dos problemas será adotada a hipótese de Winkler. em alguns casos avaliando ponto a ponto o comportamento da placa interagindo com o solo.2 MODELO DE ANÁLISE Existem diversas hipóteses para determinar as tensões de contato solo-fundação.25 Com essas verificações é possível definir a altura da placa necessária para resistir às solicitações de esforços cisalhantes. segue abaixo o escolhido: • Método dos elementos finitos (MEF).5 do presente trabalho. 3. conhecendo as dimensões do radier. Essa análise necessita de modelos matemáticos mais elaborados que levam em conta o comportamento do maciço de apoio. Para efetuar os dimensionamentos da placa e das armaduras é necessária a obtenção das pressões de contato atuantes na interface placa-solo. Scarlat (1993) afirma que o método mais representativo para considerar a deformabilidade do maciço é a análise interativa tridimensional que considera solo e fundação como um sistema único. com terreno de comportamento puramente elástico. um exemplo é o método dos elementos finitos em que o radier é discretizado em elementos de casca (placa e membrana) e o maciço é representado por molas.

3. Segundo o ACI 336 (1988) as vantagens de se aplicar os métodos de elementos finitos no cálculo de radiers são: a) os resultados obtidos são matematicamente eficientes. O método dos elementos finitos tem uma aplicabilidade diversificada.7 a respeito do cálculo de recalques. Os deslocamentos através dos nós serão obtidos através do método de Perloff.26 Com as tensões distribuídas de acordo com a rigidez da placa é possível determinar os recalques das molas e conseqüentemente processar as interações através da equação 2. podendo ser utilizado em placas de geometria bastante complicada. como descrito no item 2. Para realizar a análise de radiers. Para representar o radier é utilizada uma série de elementos de placa interligados apoiados no solo que no caso da hipótese adotada é representado por molas posicionadas nos nós das interseções dos vértices dos elementos. alguns softwares modelam o problema como placa finita sobre um meio elástico linear. contudo podendo ser utilizados separadamente. Para consideração de solo com estratificação das camadas é necessário programa capaz de modelar o maciço de forma espacial. b) os deslocamentos nas bordas das placas podem ser ajustados Para análise dos esforços no radier e estudo do comportamento interativo solo-placa será utilizado o software SAP2000. Stramandinoli (2003) afirma que o método dos elementos finitos representa o meio contínuo por um número finito de elementos que têm comportamento regido por um número finito de parâmetros. em que será utilizado apenas elementos de placa. sendo estes nós os pontos de ligação entre os elementos. com a aplicação do método dos elementos finitos.8. O programa disponibiliza elementos denominados “shell” ou casca que possui comportamento de placa e membrana.4 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS Este método é bastante difundido no meio técnico através de sua utilização em softwares de análise estrutural para solucionar problemas contínuos regidos por expressões matemáticas. . o que será feito no item 3.5. como será feito neste trabalho. representando a hipótese de Winkler. no caso de placa sobre base elástica. com furos na mesma e a possibilidade de variação do solo no plano horizontal.

8. Localmente a representação das coordenadas é através dos algarismos 1.2 e 3. Segundo Stramandinoli (2003) o software confere o comportamento de placa aos elementos inserindo duas componentes de rigidez rotacional fora do plano normal e uma componente de rigidez à translação na direção da aplicação das cargas. Essa modelagem requer a utilização de ferramentas computacionais. pois como o radier é um elemento monolítico considerá-lo com um único apoio. com uma única mola não retrataria o problema fielmente. ou seja.5 METODOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA Para proceder as interações com o intuito de obter o valor da “mola” que melhor se ajuste ao problema estudado. para elementos de placa horizontais. por ser uma configuração que não apresentou grandes distorções na aplicação das cargas dos pilares nos nós. e X e Y os eixos horizontais.1 abaixo. A representação das tensões foi mostrada no item 2. com geometria quadrilátera e arestas orientadas em duas direções principais (X e Y). Será adotado um elemento finito quadrado de 40 cm de lado. O sistema estrutural adotado neste trabalho considera os pilares da edificação apoiando-se diretamente sobre os elementos de placa. Os sistemas de coordenadas globais e locais adotados para este trabalho são considerados como “default” no SAP2000. que representam o radier.27 3. Para discretizar o radier o programa SAP2000 utiliza elementos planos de casca denominados SHELL que são associações de elementos de placa e membrana.Thin). Na interface solo-placa serão utilizadas molas. A representação dos eixos segue na Figura 3. com sinal positivo quando orientado para cima. sendo os primeiros horizontais e o último vertical. Estes pontos serão considerados apoios. para representar o comportamento elástico do maciço. antes é preciso avaliar como será feita a modelagem para conferir ao radier apoios elásticos de forma que os resultados no final da análise sejam coerentes. mas há a possibilidade de simular somente o comportamento de placa esbelta (Plate . Sendo os eixos globais representados por Z na vertical. . que representa as tensões de flexão que produzem os momentos fletores e torçores e negligenciam as deformações por cisalhamento. posicionadas nos nós dos elementos. pois a realização dos cálculos demandaria muito tempo se efetuados manualmente.

depois disso a grelha será excluída. Figura 3.2 retirada dos manuais do SAP2000 mostra o elemento finito. antes é preciso definir o tamanho dos elementos. pois primeiramente será desenhada uma grelha que posteriormente será substituída. como espessura e os parâmetros mecânicos.2 . Nesta grelha serão inseridas superfícies quadriláteras que formarão a rede de elementos finitos.Sistema local e global de coordenadas do software SAP2000 Fonte: Stramandinoli (2003) Para substituição do radier por elementos placa.Representação do elemento finito quadrilátero Fonte: Manuais SAP2000 (2005) Depois da modelação do radier. módulo de elasticidade e coeficiente de Poisson.1 .28 Figura 3. A Figura 3. as . Com o intuito de conferir comportamento elástico (hipótese de Winkler). pode-se proceder a inserção dos apoios ou restrições dos nós. As características geométricas dos elementos são inseridas.

Figura 3.3. A equação a utilizar é a 2. Segue-se então para os cálculos de recalques e subseqüente aplicação da teoria de Winkler para obtenção de um novo coeficiente de apoio elástico.12 que será novamente apresentada nos cálculos do radier da obra do estudo de caso. sendo agora possível a realização das interações placa-solo para enfim obter coeficientes de reação vertical que melhor se ajustem ao problema. posicionadas nos nós dos elementos finitos.3 .4. mencionada anteriormente. Agora. Figura 3. Efetuando a entrada de uma mola nos apoios da placa. com a modelagem completa.3. temos um radier modelado pelo método dos elementos finitos assente sobre base elástica como mostra a Figura 3. A unidade de entrada é kN/m e para representá-lo usaremos Ks. como descrito no item 2. realiza-se o processamento da estrutura para a obtenção das reações na interface solo-placa. .Modelo estrutural representando a interface solo-fundação com solo de comportamento elástico e os possíveis carregamentos Com as informações dos ensaios é possível calcular uma primeira aproximação para o coeficiente de reação vertical. que serão aplicadas nos nós que correspondem aos vértices da placas (elementos finitos) como mostrado na Figura 3.29 restrições serão molas regidas por uma constante elástica k.7 em que se descreve o método de cálculo de recalques que será utilizado e demonstra-se a forma de obtenção da primeira aproximação. Para inserir o coeficiente de mola no SAP2000. Segue abaixo a ilustração das convenções adotadas pelo programa para representação dos esforços. antes é necessário convertê-lo em coeficiente de apoio elástico (rigidez da mola) que é obtido multiplicando-se a mola pela área de influência do nó.

5 .Representação do elemento finito e as convenções de esforços . pois a placa não tem rigidez suficiente para distribuir de forma homogenia as cargas ao longo de toda a fundação. Fonte: Stramandinoli (2003) A equação utilizada para o cálculo de recalque foi desenvolvida para avaliar os deslocamentos em sapatas com carga centrada. A representação dessa área segue na Figura 3. a área de influência será considerada como uma sapata fictícia. Então decidiu-se que a área utilizada para o cálculo de recalques seria a de influência dos nós.5.30 Figura 3.4 . avaliar os recalques da placa como um todo não seria uma boa representação do que realmente ocorre. Com as dimensões dos elementos finitos de 40 cm cada lado. Como a solução é em radier. área de influência Figura 3. Uma observação deve ser feita à respeito dos . para determinação das translações na direção do eixo Z ou eixo das ações que atuarão sobre o radier. segundo a teoria da elasticidade.Área de influência de cada apoio de nó da grelha.

constituindo assim um radier liso. isso acarretará a uma menor rigidez das molas nas bordas. A ligação dos pilares com a fundação é feita diretamente. 4 APLICAÇÃO E ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA Neste tópico serão utilizados os conceitos e metodologias discutidos até agora. Vale salientar que a solução em sapatas seria totalmente viável. utilizando o recalque e a reação calculados. O primeiro deles é a resistência característica do concreto a compressão que é de 25MPa. para desenvolver os procedimentos necessários para o cálculo de um radier. quando a diferença se tornar desprezível significa que as interações convergiram. É possível também comparar os recalques fornecidos pelo programa com os recalques obtidos pela hipótese de Perloff. Esta obra consiste em uma edificação residencial de dois pavimentos mais o térreo. A estrutura é lançada no TQS submetida a critérios que serão expostos a seguir. se o programa disponível tiver essa versatilidade. Para a realização do projeto estão disponíveis cinco resultados de ensaio SPT. no entanto a solução em radier foi adotada para a realização do estudo.8 (hipótese de Winkler) obtêm-se uma nova mola para cada nó. Utilizando a equação 2. contudo pode-se realizá-la juntamente com o processamento do radier.31 nós das bordas que não possuem toda a área mencionada. Para avaliar se a aplicação da interação solo-estrutura é fundamental a este problema serão comparados os esforços obtidos em uma análise com a utilização da interação solo estrutura e outra sem a utilização dessa metodologia. A primeira etapa para início dos cálculos consiste na obtenção das reações da superestrutura para aplicar os esforços sobre o radier. Neste trabalho para calcular a superestrutura será utilizado o software TQS e para o cálculo dos esforços no radier e realização das interações será utilizado o SAP2000. O . utilizando as sondagens obtidas no terreno da obra. para valores que consideram o comportamento simultâneo entre fundação e maciço de solos. a correção a ser feita é calcular a área de influência destes nós (menor que as dos nós centrais) e multiplicá-la pelo coeficiente de recalque. desprovido de vigas baldrames. que estão no Anexo A deste trabalho. então realiza-se novamente o mesmo processo descrito até que o coeficiente convirja a um valor que se torne constante entre uma interação e outra.

Sobre os elementos estruturais da cobertura (vigas e pilares) foi adotado carregamento permanente de telhado distribuído de acordo com as áreas de influência dos mesmos. e o módulo de elasticidade calculado através da expressão 2. 0. distribuído sobre a mesma. Nas direções de 90º e 270º o coeficiente de arrasto foi de 0. #$ % '()*+ 0. Nas incidências de 0º e 180º. foram obtidos a partir do ábaco de baixa turbulência da NBR6123.3.5600. A velocidade básica do vento é de 43m/s em Cuiabá. é de aproximadamente 0. seu carregamento foi considerado esforço permanente. O fator S2.5600. coeficiente de Poisson 0. sendo de 120kg/m². A classe de agressividade II foi adotada. direção de menor inércia e maior dimensão. figura ilustrativa.32 limite de escoamento característico do aço é 500MPa. para obtenção da força de arrasto a partir da pressão de obstrução. existe apenas uma laje na cobertura e esta receberá a caixa d’água de mil litros. Os coeficientes de arrasto.95. através das relações entre as dimensões em planta da edificação e a altura. O fator topográfico S1 foi adotado como 1. para terrenos planos. Nas lajes do primeiro pavimento foi utilizado como carregamento variável 150kg/m² correspondente a dormitórios e salas e como carga permanente os revestimentos de 100kg/m². . √25 23800()* Na modelagem da edificação foi considerada a parcela de esforços decorrentes da incidência de ventos nas quatro faces da edificação.21. constituído de telhas cerâmicas e madeiramento. para lajes cobrimentos de 2.85. ou seja. Na modelagem da obra em estudo o software TQS considerou estes parâmetros para cálculo dos esforços devido a ação do vento. O fator estatístico S3 adotado tem valor de 1. referente à rugosidade do terreno categoria IV e às dimensões da edificação classe A.86.1 com a modelagem da edificação realizada.5 cm e para vigas e pilares cobrimentos de 3 cm. A massa específica adotada para concreto armado é 25kN/m³. Para lançar o radier no SAP2000 são requeridas algumas propriedades mecânicas do concreto.2. coeficiente de dilatação térmica 10<}ºi <. o coeficiente de arrasto foi de 1. para edificações residenciais.85. Abaixo segue a Figura 4. lembrando que o radier não será calculado no TQS.

Os valores das reações nos pilares serão considerados como esforços permanentes. No radier. Depois de processado o modelo as reações serão transferidas ao radier. seguindo a recomendação de aproximação da NBR6120. apesar de uma parcela destes serem devidos às cargas de utilização e outra referente a parcela de vento. . uma sobrecarga de 200kg/m² e um carregamento de alvenarias distribuído em área de 225kg/m². que refere-se à carregamento de alvenarias sobre lajes. deverá ser realizada uma primeira aproximação do coeficiente de reação vertical. Para o mesmo. representar a placa assente sobre base elástica. As resultantes nos pilares seguem na Tabela 4.1. No entanto objetivo principal deste trabalho é avaliar a interação entre o solo e o radier submetido à quaisquer carregamentos. com os procedimentos já descritos. sendo este modelado no SAP2000.33 Figura 4.1 . de que a carga uniformemente distribuída não pode ser inferior a um terço do peso próprio por metro linear de parede pronta que neste caso é 6.75kN/m. além do peso próprio foram aplicadas cargas distribuídas de revestimento de 100kg/m².Representação da obra em estudo no software TQS.

viabilizando a solução em radier..1. 2/01 2€•‚mƒ 2/01 Nª …†…I… 2/01 23 a 7 30 a 2€•‚mƒ :ª …†…I… equação 2.0. de forma simplificada. Analisando os resultados dos ensaios de penetração dinâmica. junto às plantas de fôrma.m) Nota-se nesta tabela que os valores de momentos resultaram bastante baixos.7‡30 .7MPa. isso decorre do porte da estrutura. . provavelmente pela continuidade da placa que equilibra os momentos. profundidade de 2 metros para assentá-lo.34 Tabela 4. com valor correspondente à areia siltosa que é 0.1 . A locação de pilares segue no Apêndice A.Resultantes na base os pilares (t e t./01 retirado da Tabela 2. sendo . 2/01 O módulo de Young é obtido através de correlações. para obtenção da resistência de ponta. a primeira delas é exposta na 21()* . O valor do 2/01 a utilizar será o menor dos 5 ensaios disponíveis para obtenção da mola. Estes momentos serão desprezados nos cálculos de punção e no dimensionamento do radier. mas de qualquer forma o SAP2000 admitiria a aplicação de momentos caso fosse necessário.4. nota-se que nos primeiros metros o maciço já apresenta boa capacidade portante. adotando-se assim. No Anexo B encontram-se os projetos arquitetônicos./01 .

O primeiro será: 1 1 63000 )* 1. dispensando representação das superfícies C e C’ para o pilar P5 na Figura 4.97 1 L 0.35 Com a resistência de ponta e a equação 2.36 e B é o menor lado placa.516 MPa. é de 25 cm.2.5 é de 1. utilizando os critérios de punção. A equação 2.3N 6387./ multiplicando-se o Para dar entrada com este valor no software SAP2000. este valor será ajustado. nessa região que é de 0.97 ≅ 1.42 MPa que é armadura de punção.12. Vale lembrar que essa é a primeira aproximação para a mola e que depois das interações em função das áreas de influência de cada nó da placa. Verificadas no pilar P5. o mais solicitado. / / 3‡21 3. obtido através da Tabela 2.- 63()* Um valor típico para o coeficiente de Poisson que será o utilizado é 0. obtêm-se o módulo de deformabilidade do solo. A espessura da placa. a tensão de cálculo na superfície C é 1.3. refere-se à primeira aproximação do coeficiente de reação vertical.3 para relação L/B = 12. Serão obtidos diferentes valores para regiões nas bordas da placa ou em locais onde será necessário realizar ajustes de área para aplicação das cargas dos pilares sobre os nós.07 2/Š³ 1 1 H 1 L MN 3 3 rigidez da mola ou coeficiente de apoio elástico .11/7.53 MPa que é menor que a menor que a resistência dos tirantes XqI.5.34 MPa e em C’ a tensão de cálculo é 0.36 7. Abaixo seguem os cálculos para a obtenção dos valores citados e a . resistência da biela XqIN que é de 4. antes é necessário obter a 3 pela área de influência dos nós formados pelos vértices dos elementos finitos. 3 onde H é o fator de forma.

d 364. contida no perímetro do pilar: .d 1.2 .3cm 2 d 4x25 100cm d .Resistência característica do concreto a compressão: 25MPa .213 420.Tensão de cálculo no perímetro afastado 2d do pilar (C’): τB— FB— u .6+ 21.643 x0.1 a 2x15 a 2x25 a 3x x43 4 2 .Altura útil média: `d• a dŽ b 2 '21.3cm τB— .Perímetro da superfície C: u’ .213 1531kPa 1.Tensão de cálculo no perímetro do pilar (C): τB— FB— u .9 a 20.4kPa 0.53MPa τB— 1.Perímetro da superfície C’: π π u’” x43x2 a 14.42MPa .36 Figura 4.Carga no pilar P5: 23.3t .Perímetros críticos para verificação da punção no pilar P5 Verificação da punção na superfície normal ao plano médio da laje C.4x233 1 x0.4x233 3.

a espessura do radier fica sendo 25 cm.516()* Com a confirmação da dispensa de armadura de punção.2 kN.27.Resistência de cálculo das bielas na superfície C: XqI. Com os valores obtidos anteriormente é possível realizar o primeiro processamento para obtenção das reações. .Taxa de armadura de flexão em uma faixa de 3d + pilar de largura: para ø 12.8 kN.m/m na direção y e 72. ambos tracionando a face inferior da placa. sendo a unidade em kN. αž .9 .34()* D1 L N}tF N} 0.5 c/ 15 e largura da faixa de 154 cm vQ vW 12./: XqI.2.. ¡1 a 5N.3 estão representados os momentos fletores na placa extraídos do SAP2000 sendo o valor máximo de 76.0.13. s1 a 5 I u . '100. 4. Com estas são calculados os recalques pelo método de Perloff.m/m na direção x.m/m.:¢ . $w +9 Nt Nt h 0. . Na Figura 4.9.13.00328.63 154‡25 0.4 τœ—N 0. XqI. v. ok superfície C’ 0. '100.00328 .0. 0.Resistência de cálculo das bielas na superfície C: τœ—N 0.Verificações: superfície C X/I ~ XqIN ok X/I ~ XqI.37 .27. f — com αž 25 1. a discretização dos elementos finitos do radier estudado tem 651 nós e suas respectivas reações seguem na Tabela 4.25+.

nota-se que resultou.3 .2 é apresentada a seguir de maneira resumida. contida na linha dos nós dos elementos finitos que passam pelos pilares P5 e P6. Como dito anteriormente. então por isso serão realizadas as interações. os quais foram calculados utilizando a hipótese de Winkler. com o carregamento aplicado. Estes são importados pelo software SAP2000 diretamente da planilha. como se cada nó possuísse uma sapata fictícia. Vale destacar a diferença entre os recalques resultantes pelo processo de Perloff e os extraídos do SAP2000. no entanto uma solução que torna prática a resolução do problema é determinar a primeira mola para a área de influência dos nós da malha de elementos finitos.Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para o primeiro processamento Para esta primeira aproximação. Pôde-se ver que na tabela 4.2 já se encontram os novos valores do coeficiente de recalque. sendo como foco das interações aproximar estes valores para considerar que a convergência ocorreu. . A Tabela 4. Como os carregamentos já estão inseridos. basta antes de realizar esta etapa excluir os coeficientes antigos e substituí-los pelos novos. um solo de pouca capacidade portante. o primeiro coeficiente de recalque é apenas um valor inicial.38 (a) (b) Figura 4. o que não reflete a realidade. juntamente com as propriedades do concreto da placa no modelo.

086 4.875 5.93 1021.4 0.93 1021.4 0. A Figura 4.16 0.74 33.00497 0.4 0.00519 0.079 5.07 6387.07 6387.31 26. com os mesmos carregamentos.00022 0.39 Tabela 4.00013 m 0.36 27.00380 0.00477 0.12 1. Os resultados seguem na Tabela 4.303 5.51 35.16 0.36 28.00515 0.93 1021.00019 0.93 1021.00528 0.16 0.12 1.00510 0.1ª interação.12 1.73 33.2 Is KN 1.4 0.265 5.47 31.34 29.07 6387.07 6387.12 1.00470 kv (novo) KN/m³ 227733 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 227733 Ks KN/m 18219 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 18219 100 101 138 166 194 222 250 278 306 334 362 390 418 446 474 502 530 558 586 614 642 Remodelado o problema parte-se para um novo processamento.00011 0.00460 0.93 510.00556 0.16 0.00396 0.93 1021.12 1.3 que é um resumo pois não se fez necessário apresentá-la por completo.00021 0.28 25.12 1.21 32.05 4.51 5.4 representa os momentos em y e x no radier.00022 0. É notável como a diferença entre os recalques calculados por Perloff e os fornecidos pelo SAP2000 diminuiu ou pode-se dizer que para este caso a interação já convergiu os valores dos recalques.16 0.00021 0.4 0. .07 6387.00551 0.2 0.00498 0. este já é representativo para o objetivo deste trabalho.681 5.16 0.93 1021.217 4.00021 0.00022 0.00017 0.07 6387.97 B m 0.00444 0.215 5.07 6387.16 0.4 0.16 0.16 0.16 0.16 0.00020 0.79 30.313 5.00413 0.04 Reação w:Perloff w:SAP KN 1.93 1021.378 4.00021 0.4 0.07 6387.07 6387.16 0.4 0.4 0.97 1021.4 0.54 35.93 1021.00428 0.93 1021.16 0.00023 0.18 34.93 1021.4 0.93 1021.07 6387.16 0.59 31.526 5.00021 0.2 .93 1021. pois a diferença já é praticamente nula.12 1.4 0.44 33.07 6387.16 0.696 4.12 1.534 4.12 1.403 m 0.08 kv inicial KN/m³ 6387.12 1.93 1021.00520 0.12 1.07 Ks KN/m 510.246 5.07 6387.07 6387.4 0.16 0.52 p kN/m² 24.79 32.4 0.07 6387.00541 0.07 6387.12 1.16 0.00021 0.4 0.4 0.52 1.4 0.00021 0.00016 0.93 1021.16 0.00539 0.00018 0.4 0.00513 0.12 1.12 1.4 0.35 30.942 4.12 1.12 1.91 32.07 6387.16 0.93 1021.12 1.07 6387.14 34.07 6387.939 2.00023 0.07 6387.87 30.12 1.00020 0.93 1021.00018 0.628 5.93 1021.08 0.12 1. reações SAP2000 e novo coeficiente de mola Nó Area m² 0.00483 0.397 5.93 1021.07 6387.

09 0.00030 0.75 0.084 12.53 47.17 0.24 0.48 0.46 63.089 2.00016 0.19 -0.905 3.09 0.869 5.00022 0.40 50.37 0.165 7.00018 0.00029 0.00031 0.47 0.2ª interação.03 0.00014 0.00024 0.00014 0.448 10.21 46.474 7.16 34.34 0.98 37.00008 0.19 0.15 24. reações SAP2000 e novo coeficiente de mola Nó 100 101 138 166 194 222 250 278 306 334 362 390 418 446 474 502 530 558 586 614 642 F-3 KN 1.93 31.00022 0.00033 0.69 0.00012 0.07 -0.47 33.00031 0.27 0.43 0.00012 0.03 75.04 0.00028 0.539 2.63 0.22 0.18 0.87 7.00041 0.404 5.00016 0.919 4.995 5.78 36.51 0.44 0.24 18.32 0.24 0.24 0.34 0.42 -0.32 -0.00021 0.509 3.93 23.49 27.00041 0.811 3.06 0.89 42.00021 0.00030 0.676 5.69 44.00014 0.20 0.00015 0.073 10.64 0.55 63.3 .18 0.00049 0.00014 0.00022 0.56 0.15 0.81 31.00041 0.00016 0.16 21.06 0.00028 0.40 Tabela 4.00049 0.535 p p≤ p adm w_Perloff w_SAP ws-we/ws k (mola) Ks kN/m² kg/cm² m m % KN/m³ KN/m 19.00041 0.00016 0.00008 0.09 -0.37 0.82 24.00029 0.104 8.00022 0.345 5.00024 0.00024 0.32 0.00033 0.18 0.00024 0.00015 0.15 0.864 3.08 -0.142 6.00018 0.11 0.10 227733 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 154533 227733 18219 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 24725 18219 .

4 . em escala amplificada. Depois de realizada a segunda interação. verificando-se a diferença em relação aos valores do primeiro processamento. o parâmetro de verificação da convergência foi o recalque. os valores dos recalques estão representados na Tabela 4. representada na Figura 4. .3. Como já mencionado.m/m na direção x.13 kN. os resultados já foram considerados como solução para o problema.Momentos fletores na direção y (a) e x (b) resultantes na placa para a primeira interação Os valores dos momentos que tracionam a base da placa diminuíram. sendo a conformação.m/m na direção y e 60.41 (a) (b) Figura 4.5 extraída do SAP2000. então os recalques obtidos são a representação mais próxima da realidade. sendo verificado neste último resultado um valor máximo de 59.7 kN.

Deformações finais do radier após as interações Os valores do recalques no radier são relativamente pequenos. tal resultado refere-se a duas condições principalmente.6 . Na Figura 4.6 segue a imagem da face inferior do radier com a representação das faixas de deslocamento para o carregamento total a que é submetido. colaborando também com os recalques diferenciais. Figura 4. à boa capacidade portante do solo em que a obra será assentada e ao fato de que essa solução de fundação apresenta a característica peculiar de um elemento monolítico que recebe todos os pilares. fazendo com que os movimentos sejam realizados pelo conjunto. quando a rigidez é suficiente.5 . a unidade dos recalques é em metros.Superfície deformada do radier e valores dos recalques .42 Figura 4.

0 3 3.6.4 ¨/wŠ² pressão admissível 11.20x20cm 1.2.3.4 28 a 1.7 2§ 1.0 ¨/wŠ² Como visto as pressões admissíveis são maiores que as pressões atuantes expostas na Tabela 4.40x40cm.28 2 3.2¤¦2§ 2 ¥ 15 a '2 L 15+ N .3 estão calculadas as pressões de contado desenvolvidas pelas reações do maciço na placa.7 ¤ 2 a 1.7 11.0.6 /Š³ 30 2 ” 28 22 (redução feita para areia fina submersa) para esse número de golpes 0. estas tensões foram calculadas para as áreas de influência dos nós da malha de elementos finitos que são de 40x40cm.2 28 a 1.6. . .2.0.1. 2/01 2¥ £ £© 1.1. fica implícito que a pressão admissível para a área de 20x40 terá valor intermediário.2.6. 20x40cm e 20x20cm. Para as duas calculadas.4 3 .1 VERIFICAÇÃO DA TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO Na Tabela 4. pressão de ruptura £ ¤ 0. calculadas para as mesmas áreas que foram calculadas as pressões admissíveis.7 ¨/wŠ² pressão de ruptura 11.8 ¨/wŠ² 11.43 4. Estas devem ser menores que a pressão admissível do solo que será calculada a seguir.2.6.28 2 pressão admissível £ £© 0.

Sabendo que o nível d’água esta praticamente na superfície o material será considerado submerso.3048 t.4 2/Š³ ¢ G A resposta alcançada não difere muito do resultado obtido da relação entre a hipótese de Winkler e o cálculo de recalques pelo método de Perloff. Como o valor encontra-se entre duas classificações.97m. onde estão posicionadas as molas ou “springs”.1 ¨$/wŠ³ Segundo o ACI (1988) para converter este valor para a escala real utiliza-se a equação 2. o valor será obtido através da média entre estes. Para obter o valor do coeficiente de recalque para a placa quadrada ensaiada por Terzaghi utiliza-se a Tabela 2. . ¡ ª 3 3 0.2 CÁLCULO ALTERNATIVO PARA OBTENÇÃO DO No item 2.6.6 explanou-se uma maneira de se obter o coeficiente de recalque através de valores da literatura.97 6210.« 61000 ¡ ¢ 7.6 2 6.7. Lembrando que para entrar com este valor no programa antes ele deve ser transformado em coeficiente de apoio elástico. Para calcular o coeficiente de recalque basta conhecer o material sobre o qual o radier será assentado: • Areia fina à média siltosa. /. multiplicando-o pela área de influência dos nós da malha da rede de elementos finitos.10. sendo b o lado da placa quadrada de Terzaghi e igual a 30.48 cm e B a menor dimensão do radier que é de 7. variegado.6 a 9.44 3 4.2 do item 2.medianamente compacto à muito compacto. pois o processo é interativo e o coeficiente de recalque não é propriedade do solo. 3 /. Como não existe camada compressível o valor de n é 0. Podendo ser esse o valor utilizado para realização do primeiro processamento do modelo utilizado no exemplo anterior que os resultados serão os mesmos. determinados por Terzaghi através do ensaio de placa e que devem ser corrigidos. 2. A seguir será demonstrada essa forma alternativa para obtenção da mola para os mesmos ensaios de penetração dinâmica utilizados no exemplo calculado anteriormente.

03 4.31 37.36 28.96 44.04 42.Pressões de contato na interface solo-placa Nó 100 101 138 166 194 222 250 278 306 334 362 390 418 446 474 502 530 558 586 614 642 distância (m) p h=25 (kN/m²) 0.0 36.04 .6 31.74 36.18 48 48.73 40.35 30.97 44.73 33.2 42.16 0.06 48.21 3.19 40.81 8.4 63.59 44. Tabela 4.88 39.56 32.34 29.5 37.8 50.0 31.02 44.6 24.17 35.55 p h=75 51.1 48.76 47.8 21.98 46.86 49.3 AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DAS PRESSÕES DE CONTATO Avançando a análise.82 49.82 1.69 6.15 2. será variada a espessura do radier e mantidos os coeficientes de apoio elástico pra analisar o que acontece com as pressões de contato.61 59.87 30.31 26.88 40.41 43. para o radier de 25cm de espessura. as mesmas utilizadas para distribuição da malha de elementos finitos.93 7.8 34.21 32.55 3.47 5.91 41.0 19.93 35.58 50.54 35. Para o cálculo das pressões foram extraídas as reações do solo fornecidas pelo SAP2000 e as áreas são as já mencionadas na Tabela 4. Para realizar o estudo foi selecionada a faixa de nós que contém o pilar P5 e P6 na direção X.18 34.4 18.0 24.47 31.78 6.6 63.69 p h=50 38.4 28.38 47.44 41.0 75.51 35.58 49.24 0.3.4.15 43.79 32.14 34.98 5.79 30.36 p kv inicial 24.58 46.1 49. agora com o intuito de avaliar o comportamento das pressões de contato desenvolvidas na interface solo-placa.43 45.53 4.5 40.68 42.12 50.89 41.85 40.71 46.88 47. Os nós avaliados e as pressões calculadas seguem na Tabela 4. que como dito anteriormente possuem uma distribuição bastante irregular quando a placa não possui rigidez para absorver os esforços e transmiti-los de maneira uniforme.16 2.21 45.8 47.28 25.78 45.45 4.4 6.32 45.68 48.51 p h=100 62.47 34.54 45.91 32.59 31.87 37.39 30.49 2.89 7.44 46.4 .02 42.46 4.3 49.74 33.4 44.6 33.4 27.86 48. 75 e 100 cm.93 1. As outras espessuras foram de 50. depois de ter realizado as interações.6 48.06 47.1 47.2 23.56 69.02 47.44 33.2 46. todas processadas com mesmos carregamentos (o peso próprio variou) e coeficientes de apoio elásticos utilizados na placa de 25 cm.36 27. as distâncias que compõe esse eixo são de 40 cm.2 37.4 43.

4 7.2 4. Vale destacar que os nós 362 e 558 são as posições dos pilares P5 e P6. Figura 4.7 .2 8.0 4.8 .6 6.8 1.6 6.6 2.6 2.8 5.2 8.0 0 0. A distribuição das pressões para cada espessura segue na Figura 4.10. Radier h = 25 cm Espaçamento entre nós (m) 0.8 5.8 1. Figura 4.4 3.0 4.4 7.4 3.0 8.8 Pressões de contato (kN/m²) 10 20 30 40 50 60 70 80 Figura 4.8. formando uma linha reta.46 O diagrama contém todos os nós desta tabela. onde serão dispostas as pressões.0 8.8 Pressões de contato (kN/m²) 10 20 30 40 50 60 Figura 4.7.Pressões de contato para radier de 50 cm de espessura .Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura Radier h = 50 cm Espaçamento entre nós (m) 0.0 0 0.9 e Figura 4.2 4.

2 4.2 8.8 Pressões de contato (kN/m²) 10 20 30 40 50 60 70 Figura 4.8 1. Os momentos fletores máximos também aumentaram.4 3.0 8.0 0 0.2 8.9 . as pressões são .6 2.6 6.8 5.4 7.8 Pressões de contato (kN/m²) 10 20 30 40 50 60 70 80 Figura 4.0 0 0.Pressões de contato para radier de 75 cm de espessura Radier h = 100 cm Espaçamento entre nós (m) 0.2 4.4 7. devido ao crescimento do peso próprio com o aumento das espessuras e conseqüentemente das rigidezes.4 3.8 1.Pressões de contato para radier de 100 cm de espessura É notável a melhor distribuição das pressões à medida que a rigidez a flexão aumenta.6 2.47 Radier h = 75 cm Espaçamento entre nós (m) 0.0 4.0 4. ou seja.8 5.10 .6 6.0 8.

pois apesar da placa ainda possuir pequena rigidez. ou seja.Pressões de contato para radier de 25 cm de espessura e kv inicial Este diagrama não representa fielmente as pressões de contato.8 Pressões de contato (kN/m²) ocorre.4.8 5.11 .8 1.0 8. que devido à existência da coesão no solo.6 2. utilizando a primeira aproximação do coeficiente de apoio elástico. Segue a Figura 4.4 7. ou seja. como a placa não possui capacidade de portar esses esforços. haverá a necessidade de provê-la de maior quantidade de armaduras. à respeito da forma do diagrama de pressões.0 4. Radier h = 25 cm com kv inicial Espaçamento entre nós (m) 0.6 6.4 3. já que essa primeira aproximação do coeficiente de mola reflete em um maciço com compressibilidade maior do que realmente . não ocorre a plastificação nessas regiões enquanto a tensão admissível do solo não é atingida. Vale salientar que os processamentos ainda não consideram as deformações devido ao cisalhamento. Agora será apresentado o diagrama de pressões correspondente ao primeiro processamento do radier no SAP2000. as tensões já se apresentam uniformes.48 distribuídas de forma mais homogenia porque a placa não é mais flexível.2 4.2 8. 5 10 15 20 25 30 35 40 Figura 4. Outro ponto importante a se destacar é a pressão nos bordos.0 0 0.11. validando o comportamento das tensões mencionado no item 2. para que esse comportamento aconteça os momentos que o conjunto concreto-armadura deve absorver serão grandes.

49

Para se ter idéia da ordem de grandeza da diferença entre as armaduras de flexão resultantes na direção y referentes aos momentos máximos na placa de 25 cm com e sem interação solo estrutura, será apresentada de maneira resumida os dados considerados e os resultados a seguir. - Momento máximo obtido com o valor da mola aproximada: (†áQ ‡ 76,2 2. Š/Š
;,7.«6,N.;tt

‡N: ®

1,25.22,5. s1 L 51 L 0,259. U
;,7.«6,N

0,259.22,5

t,7N}.;tt.NN,}> .

-¯ .'NN,}<t,7.7,NN+ h,h-

11,8wŠ²/Š, que equivale a ø 12,5 c/ 10cm

5,82wŠ, portanto domínio 2, S I

>,h,@

u

4,22wŠ $WI

- Momento máximo com interação: (†áQ ‡ 1,25.22,5. s1 L 51 L
;,7.}°,«

59,7 2. Š/Š

®

portanto domínio 2, S I
-¯ .'NN,}<t,7.:,N«+ h,h-

9,0 wŠ²/Š, que equivale a ø 12,5 c/ 13cm

$WI

t,7N}.;tt.NN,}> .

;,7.}°,«.;tt

>,h,@

u

3,25wŠ

Para este caso a diferença de armaduras é muito pequena, não sendo conservador utilizar a primeira aproximação de kv para o dimensionamento do radier para este momento. No entanto como visto as pressões de contato para o kv inicial, não refletem bem o problema podendo, por exemplo serem negligenciadas as pressões nos bordos que para carregamentos uniformes resultam valores bem maiores que no centro da placa. Este comportamento pode ser notado aproximadamente quando a rigidez da placa foi aumentada.

50

5 CONCLUSÃO Com intuito de avaliar a importância da interação solo-estrutura no estudo das fundações do tipo radier, foi comparada a situação em que o mesmo apresenta como coeficiente de reação vertical uma primeira aproximação com outra em que este valor foi ajustado através de interações considerando o comportamento mútuo entre solo e fundação. Notou-se uma diminuição no valor do momento fletor máximo da ordem de 28%. Isto aconteceu porque o valor aproximado do coeficiente de mola, utilizado no primeiro processamento, subestima a capacidade portante do maciço, conferindo assim à placa a função de absorver e distribuir os esforços de forma mais homogenia, ou seja a alta compressibilidade do solo conferida pela primeira aproximação de uma maior rigidez da placa para evitar grandes deformações. Para projetos de radier é recomendável obter o coeficiente de recalque depois de realizar a discretização da malha de elementos finitos, o mesmo vale para solução em analogia de grelhas, e obtê-lo à partir da área de influência da mola posicionada nos nós. Com isso o coeficiente adquire valores mais próximos do real, para soluções em que se discretizam em malha. Essa medida é importante porque mostra a real função do
3 3

remete à necessidade de

que é relacionar

recalques às pressões de contato, porque este coeficiente não é uma propriedade do solo e sim uma ferramenta que está relacionada com a área em que se aplicam as tensões. Dificilmente um radier possuirá rigidez suficiente para transmitir os esforços de maneira uniforme, pois necessitaria de grande espessura, o que tornaria a solução inviável. Portanto é conveniente discretizar a placa em malha de elementos finitos retangulares e avaliá-los através da área de influência de seu nós, onde estão posicionadas as molas de Winkler. O que quer dizer que para o mesmo solo, mesma placa e carregamentos, cada nó pode possuir um coeficiente de recalque diferente, o que vai depender de sua área de influência ou a malha pode ser discretizada com espaçamentos que cada projetista admita ser conveniente acarretando a rigidezes de mola diferentes para o mesmo problema, porque como foi dito a mola não é uma propriedade do solo.

51

REFERÊNCIAS AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Suggested analysis and design procedures for combined footings and mats. Report by ACI Committee 336.2R-88(reapproved 2002). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122:1986. Projeto e execução de fundações. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118:2003. Projeto de estruturas de concreto. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120:1980. Cargas para o cálculo das edificações. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6123:1988. Forças Devidas ao Vento em Edificações. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2003). NBR 8681:2003. Ações e segurança nas estruturas - Procedimento. Rio de Janeiro. BALBO, J. T. . Revisão crítica dos conceitos e reminiscências sobre o módulo de reação do subleito em pavimentos de concreto. Revista Pavimentação, v. ano IV, p. 46-60, 2009. CARVALHO, R. C.; FIGUEIREDO FILHO, J. R. (2007). Cálculo e detalhamento de estruturas usuais de concreto armado. v. 1. Editora Edufscar. São Carlos. CARVALHO, R. C.; PINHEIRO, L. M. (2009). Cálculo e detalhamento de estruturas usuais de concreto armado. v. 2. São Paulo, Editora Pini. CRESPO, V. A. S. Estudo da sensibilidade de edificações em relação ao solo. 2004. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil)-Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Campos dos Goytacazes, 2004. DÓRIA, L. E. S. Projeto de estrutura de fundação em concreto do tipo radier. 2007. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil-Estruturas)-Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2007. EMERICK, A. A. (2005). Projeto e execução de lajes protendidas. 1. ed. Rio de Janeiro, Editora Interciência. FUSCO, P. B. (1995). Técnica de armar as estruturas de concreto. 1. ed. São Paulo, Editora Pini. FUSCO, P. B. (2008). Tecnologia do concreto estrutural. 1. ed. São Paulo, Editora Pini. LEONHARDT, F.; MÖNNING, E. Construções de concreto: princípios básicos do dimensionamento de estruturas de concreto armado. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Interciência, v. 1, 2008.

SOUZA. S. 2003. TERZAGHI. PECK. R. SANTOS. 1996.156-162. Inc. 1987. projeto e execução de fundações rasas. n. Geotechnique. California. C. J.. K. Contribuições ao projeto de fundações em radier. C. 2009. Soil mechanics in engineering practice. H. 2. SCARLAT. 2003. H. fundações superficiais. p. n. (2010). MESRI. São Paulo: PINI.. VELLOSO.S. B. GODOY. R. 2008. K. G. 161-171. Universidade de São Paulo.. A. John Wiley & Sons. 3ª Edition . São Paulo: Oficina de Textos. n.. J. SAP2000. TEXEIRA.52 STRAMANDINOLI. N. A. v. 2000. S. Detroit. Acta Scientiarum Sciences and Technology.. . p. A. Fundações: critérios de projeto. 1996. Florianópolis. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil-Estruturas)-Universidade Federal de Santa Catarina. ACI Struct. REIS. Contribuições à análise de lajes nervuradas por analogia de grelha. 4. Interação solo-estrutura de edifícios com fundações superficiais em argila mole. J. 90. F. LOPES. Effect of soil deformability on rigidity: related aspects of multistory buildings analysis. Dissertação (Mestrado em Ciências em Engenharia Civil)-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Geotecnia)-Escola de Engenharia de São Carlos. TERZAGHI. M. Rio de Janeiro. H. Basic Analysis Reference Manual. june. A. R. J. Inc. J.30. 297-326.New York. London. 1993. 5. p. REIS. v. Maringá. 227-264. investigação do subsolo. 1955. USA. B. 1987. In: FUNDAÇÕES: teoria e prática. C. São Carlos. Análise. Interação solo-estrutura para edifícios sobre fundações rasas. 2. Ed. fundações profundas.. D. v. 2000. Evaluation of coefficient of subgrade reaction. Computers and Structures. p.

53 APÊNDICE A – Planta de fôrmas e locação dos pilares da obra em estudo .

Sondagens SPT .54 ANEXO A .

55 ANEXO B .Projeto Arquitetônico .

PABLO AUGUSTO KRAHL PL FOR0003_OK-R00.PLT 02/10/2011 21:10:15 .

PABLO AUGUSTO KRAHL PL PIL0003_OK-R00.PLT 02/10/2011 21:09:35 .

PABLO AUGUSTO KRAHL PL FOR0004_OK-R00.PLT 02/10/2011 21:10:52 .

265. variegado.º Diagrama dos Índices de Penetração (golpes) 30 cm iniciais 30 cm finais DESCRIÇÃO DO MATERIAL 15 cm de Penetração 1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada 10 20 30 40 1 1. 130426796-2 ANDERSON .90 4.90 3.90 23/03/11 DATA: COTA: COORDENADAS S O FOLHA: ESCALA: DIGITADOR: APROVADO: 1/1 Vertical: 1/100 Horizontal: S/Escala João Conceição TÉCNICO: Eng° Frederico Tavares Soares CREA/MS 6242 D .Cuiabá/MT C.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197 PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Cliente: FATEX Obra: Avenida Mario Palma INÍCIO: TÉRMINO: SONDAGEM: SP-01 Bairro Ribeirão do Lipa Local: CUIABÁ .R.MT Convenção Gráfica 22/03/11 22/03/11 N.90 6.08 4 3 0. medianamente compacto à muito compacto (Solo residual meta arenito) 31 13 31 11 31 Impenetrável à percussão 18 APRESENTAÇÃO PRELIMINAR MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2" D.º de Golpes para INCLINAÇÃO: PREFIXO DA OBRA: Vertical NE . Ribeirão do Lipa .90 5.1.E. NBR-13441 Profundidade do Amostra N.956 Camadas (m) e N. Mário Palma.45m PROFUNDIDADE (m): NÍVEL D'ÁGUA 0.00 1.00 6 5 5.00 1.P.00 1.97 Pedregulho argilo arenoso.RG.00 1.00 2 2. variegado 2 5 3 7 100 100 100 7 23 Areia fina à média siltosa. Revestimento = 2 1/2" Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha) Início de circulação de água . Revestimento (m) Profundidade das Profundidade (m) conf.A.

º Diagrama dos Índices de Penetração (golpes) 30 cm iniciais 30 cm finais DESCRIÇÃO DO MATERIAL 15 cm de Penetração 1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada 10 20 30 40 1 1. Ribeirão do Lipa .45m PROFUNDIDADE (m): NÍVEL D'ÁGUA 0. Revestimento = 2 1/2" Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha) Início de circulação de água . NBR-13441 Profundidade do Amostra N.00 1.00 1.00 1.º de Golpes para INCLINAÇÃO: PREFIXO DA OBRA: Vertical NE .P.956 Camadas (m) e N.Cuiabá/MT C. compacta à muito compacta (Solo residual meta arenito) 6. 265.RG.E. variegado marrom e cinza 5 10 15 16 15 21 15 23 15 10 21 15 30 13 29 11 27 9 28 7 16 19 13 Areia fina a média siltosa. cinza.00 6 5 4 3 0.90 4.A.90 6. Revestimento (m) Profundidade das Profundidade (m) conf.00 1.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197 PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Cliente: FATEX Obra: Avenida Mario Palma INÍCIO: TÉRMINO: SONDAGEM: SP-02 Bairro Ribeirão do Lipa Local: CUIABÁ .73 23/03/11 DATA: COTA: COORDENADAS S O FOLHA: ESCALA: DIGITADOR: APROVADO: 1/1 Vertical: 1/100 Horizontal: S/Escala João Conceição TÉCNICO: Eng° Frederico Tavares Soares CREA/MS 6242 D . Mário Palma.1.00 2 2. 130426796-2 ANDERSON .90 5.00 1.05 22 Impenetrável à Percussão 15 APRESENTAÇÃO PRELIMINAR MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2" D.93 Pedregulho arenoso argiloso.MT Convenção Gráfica 22/03/11 22/03/11 N.R.90 7.90 3.

pouco compacta à muito compacta (Solo residual meta arenito) 15 31 14 31 11 31 8 Impenetrável à Percussão APRESENTAÇÃO PRELIMINAR MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2" D.E.90 5.00 6 5 5.º Diagrama dos Índices de Penetração (golpes) 30 cm iniciais 30 cm finais DESCRIÇÃO DO MATERIAL 15 cm de Penetração 1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada 10 20 30 40 1 1.00 1.RG.00 1.47 25/03/11 DATA: COTA: COORDENADAS S O FOLHA: ESCALA: DIGITADOR: APROVADO: 1/1 Vertical: 1/100 Horizontal: S/Escala João Conceição TÉCNICO: Eng° Frederico Tavares Soares CREA/MS 6242 D .956 Camadas (m) e N.90 3.º de Golpes para INCLINAÇÃO: PREFIXO DA OBRA: Vertical NE .97 Pedregulho arenoso.90 6. 130426796-2 ANDERSON .Cuiabá/MT C.R.00 1.00 1.90 4. Ribeirão do Lipa .45m PROFUNDIDADE (m): NÍVEL D'ÁGUA 1. 265. NBR-13441 Profundidade do Amostra N.A. Revestimento = 2 1/2" Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha) Início de circulação de água . variegado.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197 PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Cliente: FATEX Obra: Avenida Mario Palma INÍCIO: TÉRMINO: SONDAGEM: SP-03 Bairro Ribeirão do Lipa Local: CUIABÁ .P. Mário Palma.MT Convenção Gráfica 24/03/11 24/03/11 N.08 4 3 0. Revestimento (m) Profundidade das Profundidade (m) conf.1.00 2 2. cinza 2 24 2 26 11 100 100 100 3 Areia fina a média siltosa.

00 5 4 3 0.956 Camadas (m) e N.º Diagrama dos Índices de Penetração (golpes) 30 cm iniciais 30 cm finais DESCRIÇÃO DO MATERIAL 15 cm de Penetração 1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada 10 20 30 40 1 1.07 31 13 31 11 31 Impenetrável à Percussão 7 Observação: .00 2 2.RG.E.00 1.00 1. rijo à duro (Solo residual de filito) 4.R.1. Revestimento (m) Profundidade das Profundidade (m) conf.89 Pedregulho argilo arenoso.00 1.MT Convenção Gráfica 25/03/11 25/03/11 N. 265.A.93 m. Mário Palma. NBR-13441 Profundidade do Amostra N.90 3.NA medido 30min após o término da sondagem .Cuiabá/MT C. 130426796-2 ANDERSON .45m PROFUNDIDADE (m): NÍVEL D'ÁGUA ver observação 25/03/11 DATA: COTA: COORDENADAS S O FOLHA: ESCALA: DIGITADOR: APROVADO: 1/1 Vertical: 1/100 Horizontal: S/Escala João Conceição TÉCNICO: Eng° Frederico Tavares Soares CREA/MS 6242 D .: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197 PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Cliente: FATEX Obra: Avenida Mario Palma INÍCIO: TÉRMINO: SONDAGEM: SP-01 Bairro Ribeirão do Lipa Local: CUIABÁ .90 4. variegado.P.90 5.3.º de Golpes para INCLINAÇÃO: PREFIXO DA OBRA: Vertical NE . cinza e marrom 3 5 100 100 100 10 Silte argiloso. Ribeirão do Lipa . APRESENTAÇÃO PRELIMINAR MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2" D. Revestimento = 2 1/2" Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha) Início de circulação de água .

10 4 3 1. Revestimento = 2 1/2" Peso Martelo = 65Kg Altura de Queda = 75cm Escavação do 1º metro utilizando TC (trado concha) Início de circulação de água . pouco compacto 3 19 15 4 31 13 100 100 100 4 Areia média à grossa siltosa. Ribeirão do Lipa .90 5.1.00 1.º de Golpes para INCLINAÇÃO: PREFIXO DA OBRA: Vertical NE .RG. marrom.30 24/03/11 DATA: COTA: COORDENADAS S O FOLHA: ESCALA: DIGITADOR: APROVADO: 1/1 Vertical: 1/100 Horizontal: S/Escala João Conceição TÉCNICO: Eng° Frederico Tavares Soares CREA/MS 6242 D .A.º Diagrama dos Índices de Penetração (golpes) 30 cm iniciais 30 cm finais DESCRIÇÃO DO MATERIAL 15 cm de Penetração 1ª Camada 2ª Camada 3ª Camada 10 20 30 40 1 1. 265.00 1.90 4.: 78048-145 Telefax: (65) 3621-3197 PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Cliente: FATEX Obra: Avenida Mario Palma INÍCIO: TÉRMINO: SONDAGEM: SP-05 Bairro Ribeirão do Lipa Local: CUIABÁ .00 6 5 5. 130426796-2 ANDERSON .45m PROFUNDIDADE (m): NÍVEL D'ÁGUA 0.Cuiabá/MT C.00 2 2.R.00 1.P.45 Pedregulho areno argiloso. NBR-13441 Profundidade do Amostra N.E. Revestimento (m) Profundidade das Profundidade (m) conf.956 Camadas (m) e N. Mário Palma.00 1.MT Convenção Gráfica 24/03/11 24/03/11 N.90 6. variegado (Solo residual meta arenito) 31 13 31 12 31 Impenetrável à Percussão 10 APRESENTAÇÃO PRELIMINAR MÉTODO DE ENSAIO: NBR-6484 AMOSTRADOR PADRÃO INTERNACIONAL: Di=1 3/8" De =2" D.90 3.

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