OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas

PROBLEMA NO 1 Carlos foi preso em flagrante por furto simples. Trata-se de réu que há mais de cinco anos foi condenado à pena de multa. Requereu fiança que foi negada pelo MM. Juiz da vara criminal por onde tramita o processo, tendo transcorrido o prazo recursal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Carlos. PROBLEMA NO 2 O cidadão “A” foi preso em flagrante, por haver praticado furto qualificado. Passados 45 dias, o Inquérito ainda não terminou, porque o Delegado de Polícia insiste em ouvir uma testemunha que teria presenciado os fatos. Solicitou sua soltura ao Juiz competente que a negou. QUESTÃO: Intentar, perante o órgão judiciário competente, a medida cabível, visando à liberdade de A. PROBLEMA NO 3 Processado por delito de furto qualificado, “A, citado para oferecer defesa preliminar, declinou o nome e endereço de seu advogado, o que constou da certidão exarada pelo oficial de justiça. No entanto, o advogado não foi intimado. Designada data para audiência, e não tendo o Advogado indicado por “A” dela sido intimado, não compareceu, tendo o MM. Juiz nomeado outro defensor “ad hoc” para “A”. “A” foi finalmente condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, expedindo-se contra ele mandado de prisão, ainda não cumprido, visto que “A” encontra-se foragido, sem ainda ter sido intimado da sentença condenatória. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa de “A”. PROBLEMA NO 4 “A” que tem 20 anos de idade, foi denunciado, como incurso nas sanções do art. 234 do CP, porque em data de 13/03/2002, foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que, segundo a inicial, se destinavam à venda. A proposta de transação penal foi rejeitada, bem como o sursis processual. Data a denúncia de 10/03/2004 e o despacho que a recebeu, de 14/03/2004. Diante da complexidade do feito, os autos estão conclusos para elaboração de sentença. QUESTÃO: Elaborar peça apta a solucionar a situação de “A” PROBLEMA NO 5 Carlos, funcionário público municipal, estava em sua casa dormindo na noite de 10 de março do ano passado, quando escutou um barulho na sala de jantar. Alertado pelo ruído, muniu-se de sua arma calibre 38 e, ao descer, viu um indivíduo alto e forte que revirava um armário. Amedrontado, Carlos efetuou um disparo atingindo o ladrão, na altura do peito, que, não resistindo, veio a falecer. Processado por infração ao art. 121 do CP, Carlos foi pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado à pena de 6 anos de reclusão, não tendo ocorrido trânsito em julgado. A apelação foi peticionada. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível em favor de Carlos. PROBLEMA NO 6 Paulo, depois de regularmente processado, foi condenado pela prática de aborto em Maria e, por isso, acha-se preso com sentença já confirmada em segunda instância e transitada em julgado. Examinados os autos, verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto, tendo as decisões judiciais se valido da confissão de Maria para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Paulo, bem como alcançar a devida indenização.

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PROBLEMA NO 7 Luiz foi denunciado como incurso nas penas do art. 171, parágrafo 2o, inciso VI, do CP, porque pagou compra que fi zera com cheque devolvido pelo banco sacado, por falta de suficiente provisão de fundos. No decorrer da ação, Luiz juntou prova de que pagara a dívida no curso do Inquérito Policial. O Ministério Público pediu a condenação de Luiz em seus memoriais QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível em favor de Luiz, justificando-a. PROBLEMA NO 8 No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito, Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. PROBLEMA NO 9 Moacir, autor de uma Ação Ordinária de Indenização, procurando denegrir o caráter de Osvaldo, réu da mesma ação, afi rma, na presença de várias pessoas, ter este praticado o crime de estelionato por meio de cheque sem fundos, contra Afonso. Osvaldo, diante das afirmações constantes dos autos, procura advogado para defender seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Osvaldo, proponha a medida cabível. PROBLEMA NO 10 Tício vê-se denunciado porque teria, juntamente com outros tantos rapazes, danificado um telefone público que existe na rua em que vivem. A denúncia, embora alcance outro rapaz e faça menção a vários outros que estavam no local participando da mesma conduta, é lacônica, pois foi baseada em fatos indefi nidos, tais como: “eles fi zeram” ou “eles agiram dolosamente contra o bem público”. A denúncia reporta-se ao art. 163, parágrafo único, inciso I, do CP e Tício foi citado de seu inteiro teor. Os demais rapazes foram excluídos da peça vestibular sem qualquer razão justificada. QUESTÃO: Elabore medida cabível em favor de Tício. PROBLEMA NO 11 “A” foi condenado por infração ao artigo 157, do Código Penal, a 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. A sentença respectiva reconhece os bons antecedentes do acusado, bem como sua primariedade. Entretanto, apesar de ter respondido ao processo em liberdade e comparecido a todos os atos para os quais foi intimado, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na gravidade do delito praticado, expedindo-se mandado de prisão. A sentença foi publicada ontem. QUESTÃO: Elabore a medida cabível PROBLEMA NO 12 Saulo foi processado, pelo Juiz de Direito de determinada vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 155, “caput”, cc. o art. 14, inciso lI, ambos do CP. Foi, ao final, condenado a cumprir pena de 4 meses de reclusão, “sursis” por 2 anos. Consta dos autos que Saulo, “punguista”, tentou subtrair para si a carteira da vítima, colocando a mão no bolso desta. Só não conseguiu consumar a subtração, porque a vítima não portava a carteira, já que a esquecera em casa. QUESTÃO: Como Advogado de Saulo apresentar o que melhor lhe couber, justificando a medida.

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QUESTÃO: Na condição de advogado de José. vencido em parte. QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível. conforme acórdão publicado hoje. Hoje. Ontem cumpriu 2/3 (dois terços) da pena imposta. 213. Não é reincidente. por ter incorrido nas penas do art. Em ação própria. a fi m de que não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. do Código Penal. enquanto o terceiro Juiz. e por tal razão requereu sua liberdade. QUESTÃO: Como advogado de “A”. Interposto o recurso de apelação. Após o cumprimento de 15 anos de reclusão. bacharel em Direito. QUESTÃO: Como advogado de Manoel. tendo sua pretensão indeferida pelo Magistrado. O réu reúne péssimos antecedentes criminais e a acusação requereu sua condenação em memoriais.000. Houve recurso. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 (seis anos) de reclusão. deu um desfalque de R$ 2. na ocasião. 3 . pagou todas as despesas de internação e tratamento da vítima. dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade ad causam do Ministério Público. requerer o que é de direito. sendo exato que aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. quando recapturado em blitz de rotina. deu provimento parcial ao referido recurso. já cumpriu pena há cerca de 7 (sete) anos. sob a acusação de que estavam fazendo “trottoir”. PROBLEMA NO 14 “A”. homem violento na juventude. contam-se 15 anos efetivamente cumpridos. o “Habeas Corpus” foi denegado.00 nos cofres da autarquia. “A” assume uma vida social normal. elaborar a peça cabível. e permaneceu em liberdade por 2 anos. durante instrução criminal de processo que tramita pelo Juízo da Vigésima Vara Criminal da Comarca de São Paulo. As lesões foram graves. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso proposto em favor de “B” e outras. mas “A”. Em primeira instância. PROBLEMA NO 16 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo Juiz da 6ª Vara Criminal. A impetração do “Habeas Corpus” visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes. 25 e 30 anos. o Revisor e o Relator negaram provimento ao apelo da defesa. sob a alegação que há pena a cumprir. fugiu. PROBLEMA NO 18 Tício. respectivamente por três homicídios qualificados. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. reparou o dano. mantendo a decisão recorrida. condenado por crime de lesões corporais. impetrou “Habeas Corpus” em favor de “B” e outras. Eram levadas ao xadrez e soltas após triagem. para anular “ab initio” o processo. sendo até presidente de uma entidade que cuida de menores abandonados. Desde a captura. PROBLEMA NO 15 João. PROBLEMA NO 17 Manoel está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. caput. lançar mão de medida cabível visando sua libertação. sempre com excelente comportamento carcerário. funcionário público federal. no tocante ao crime de estupro. na esfera cível.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 13 “A”. Foram apuradas a autoria e a materialidade. estando recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. QUESTÃO: Apresentar o recurso cabível. acabou sendo condenado em três processos crime a penas de 18. responsável pela tesouraria do INSS.

O voto divergente. na Rua São José. sitas na capital. casado. 10a e 22a Varas Criminais. a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa de R$ 300. 4 . ao cair ao solo. PROBLEMA NO 23 O cidadão “A”. IX. Inconformado com a sentença condenatória. reduzia a pena a 8 meses de detenção. começaram a discutir.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 19 “A” está sendo processado por violação ao artigo 213 do Código Penal. Em 25 de maio de 2006. As testemunhas de defesa foram ouvidas em 25 de abril de 2006. vindo a falecer. ao final. “A” interpôs. avaliadas em R$ 5. Ocorre que “B”. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. embora mantivesse a condenação. “A” requereu fosse reconhecida a extinção da punibilidade. interpôs recurso de apelação. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. sendo indeferido seu pedido sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente.E. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. parágrafo 2o. vendedor. QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível para defender os interesses do indivíduo “A”. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. em face do disposto no § 2o do artigo 155 do Código Penal. tendo como vitimas três Casas de Loteria Esportiva. foi denunciado por ter subtraído de Maria um relógio. brasileiro.00. no período das 21 horas. nascido em 12 de maio de 1936. Desta forma. Seu pedido foi indeferido pelo Juiz. Correu o processo com seus trâmites legais e. e o réu está na iminência de ser preso. A defesa apresentou memoriais em 10 de maio de 2006. em face da decadência já operada. foi condenado pelas 7a. furtou para si de uma loja. após uma partida de tênis. por homicídio simples – art. em 25 de março de 2005 e o réu interrogado em 18 de dezembro de 2005. ao entendimento de que houve dolo eventual. Os fatos todos ocorreram no dia 30 de abril de 2000. “caput”. dentro do prazo legal. A denúncia foi recebida pelo juiz da 12a Vara Criminal da Capital. por infração ao artigo 157. bem jurídico personalíssimo. Felício foi processado em liberdade perante a 1a Vara do Júri. Expediu-se mandado de prisão. do CP e pronunciado pelo magistrado. com fundamento no artigo 581. A vítima e as testemunhas de acusação foram inquiridas em 18 de março de 1996. O denunciado simulou que estava armado. Entretanto. PROBLEMA NO 21 João. não podendo a Ação Penal prosperar. PROBLEMA NO 22 Os indivíduos Felício e Roberval. João foi condenado à pena de 4 (quatro) anos de reclusão e a 10 (dez) dias-multa por ter violado o artigo 157. deixou passar o prazo de seis meses do artigo 38 do CPP para propor a ação. PROBLEMA NO 20 O indivíduo “A”. Roberval desequilibrou-se e. Julgada a apelação. “A” foi condenado pelo Juiz da 30a Vara Criminal a cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão. “caput”. O defensor do réu perdeu o prazo para recorrer e a sentença transitou em julgado para a defesa e para a acusação.00 (cinco reais). QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. em 12 de janeiro de 2001. do Código Penal. Desse modo. 121. prolatou-se sentença condenatória. Felício que estava com a raquete na mão. altura do número 879.71 do CP. elabore a peça adequada à sua defesa. um anel e uma correntinha de ouro. ao golpear Roberval com a raquete. primário. por ter o réu cometido um delito grave. sob alegação de ter sido interposto intempestivamente. com dezenove anos de idade. a sentença de 1a instância foi mantida por maioria de votos. sendo apenado em cada uma delas. a ofendida.E. R. primacialmente. cinco canetas esferográficas. QUESTÃO: Elaborar medida judicial em favor de “A”. Requereu ao Juiz competente o benefício do art.S. incisos I e II. O acórdão foi publicado ontem. bateu com a cabeça na guia. estando em jogo. o Juiz “a quo” deixou de processar tal recurso. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. do Código Penal e foi fixado o regime prisional fechado para início do cumprimento da pena. do CPP.

em meia-hora. QUESTÃO: Apresentar medida cabível.000. o Farmacêutico dirigiu-se à agência bancária. o qual foi denegado pela 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. onde prestou “queixa” contra Josafá. Sem sequer falar com Josafá. 5 . O Denunciado procura auxílio profissional. ameaçando matar a esposa e filhos do agricultor. durante seu depoimento como testemunha. parágrafo 2o. seu vizinho. previsto no artigo 121. durante anos. na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque. ao tempo do crime. garantiu que no dia dos fatos Paulo o acompanhava em viagem de negócios. Ficou demonstrado ainda que. a 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão. constituindo o Examinando como seu patrono. é abordado ao sair de casa por dois meliantes. em razão de doença mental. onde quitou o débito.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. o Comerciante (Josué) dirigiu-se à delegacia. desesperado. mandando-o ficar calado. R$ 2. agricultor. homem de poucas poses. informa não possuir os assaltantes. exigem que este providencie. pela ausência de indícios de autoria. apresentou o cheque resgatado na delegacia. porque teria tentado constranger Tício. QUESTÃO: Como advogado de Mévio. por estar sem provisão de fundos. pai de dois fi lhos. 158. adotar as providências judiciais cabíveis. em face da notória honestidade de Josafá. que melhor represente os interesses do seu constituinte. razão pela qual Paulo foi absolvido sumariamente de forma imprópria em decisão publicada há dois dias. sob pena de cumprirem a ameaça. e. combinado com o art. mediante grave ameaça. sem maiores indagações. Os bandidos. que era homem voltado ao trabalho e que. a sacar dinheiro em caixa eletrônico. comprovou-se que o réu sempre teve vida normal e decente. tome a medida cabível. eis que a arma do crime foi encontrada em seu poder. do Código Penal. Durante a instrução. impetrou “habeas corpus”. Este último entregou o resgate aos bandidos. 14. casado. caput. O MM. momento no qual foi surpreendido por policial militar. em seguida.00 (dois mil reais). Juiz de Direito determinou a citação de Josafá. apresentando-lhe um cheque e solicitando que trocasse o título por dinheiro. condenado como incurso nas penas do art. PROBLEMA NO 24 Mévio foi processado e. em votação não unânime. onde apresentou o cheque recebido. fica claro que não era João o colaborador. No dia seguinte. pedido este elaborado por tratar-se de réu primário e de bons antecedentes. QUESTÃO: Na qualidade de patrono de Josafá. João é impronunciado. mas sim Jonas. o Ministério Público denunciou o agricultor por estelionato. Sabendo da “queixa” contra ele prestada. PROBLEMA NO 27 O Ministério Público denunciou Paulo pela prática de homicídio. bem como teria admitido a prática do fato a um amigo. em concurso de pessoas com outras duas pessoas. Este foi indiciado por estelionato. ao final. dirigi-se à farmácia de seu Josué. não teria condição de compreender o caráter ilícito do fato. com quem se assemelhava fisicamente. senão voltariam para matá-lo. exigem dinheiro que Josafá. PROBLEMA NO 26 João foi denunciado pela prática de homicídio qualificado motivo torpe. teve o pagamento recusado. PROBLEMA NO 25 Josafá da Silva. IV. O juiz competente negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado de Mévio. que. QUESTÃO: Requerer medida em favor de Paulo. em razão de esquizofrenia. Durante a instrução. Como advogado de João. exerceu cargo de confiança na firma de Mário. que. mantendo como refém os familiares de Josafá. que invadem sua residência. O Farmacêutico prontamente atendeu ao pedido. O advogado. O agricultor. Josafá dirigiu-se à casa de Josué. então. ambos do Código Penal. elabore a peça processual cabível. que ainda o ameaçaram. Ainda assim. contra sua esposa. II.

por duas vezes. tome a providência cabível. conseguiu evadir-se do presídio. quando trafegava pela rodovia. Ao final do processo. Na fase judicial. inciso I. ameaçou Maria de morte. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. para fins de reincidência. Passados 4 anos de cumprimento de pena. por sentença transitada em julgado para a acusação. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. tendo o Juiz considerado. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. e ainda estando Petrônio preso. novamente colocando as mãos sob a camisa. eis que presente atestado de boa conduta carcerária. a cumprir 20 (vinte) anos de reclusão. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. 6 . causando sua morte. fazendo gesto de que estava armado. em dezembro de 2004. em face da ausência de recurso da defesa. Vinte minutos depois. diversos bens descritos na denúncia. que não pôde identificar devido à escuridão. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. Como o pneu do veículo estourou.” Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. também do Código Penal. Anos após. Munido de um revólver. roubou um veículo Opala. Considerando tratar-se de um ladrão. foi preso por policiais militares. ameaçando de morte o seu proprietário. como incurso no artigo 155. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível. Ao sair do interior de sua residência. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. inciso I. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. a defesa pediu progressão. § 4o. Petrônio o abandonou e. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. acrescidos de ¼ pela reincidência. a íntegra do termo de interrogatório é a seguinte: “O interrogado admite ter praticado os fatos narrados da denúncia. O Delegado Plantonista. em regime prisional fechado. onde comunicou o ocorrido. por ter sido incurso nas penas do artigo 157 §3o do Código Penal. Já na rua. Petrônio. colocando a mão sob a camisa e utilizando-se do veículo na fuga. após ouvir os fatos. A sentença transitou em julgado. visando à libertação de Romualdo. por volta das 22 horas. QUESTÃO: Como advogado de Petrônio.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 28 Thiago subtraiu para si. para tanto. apresente a peça processual cabível. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. prosseguindo em sua fuga. PROBLEMA NO 31 Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. parágrafo 2o. quando ouviu um barulho no quintal. desacompanhado da certidão cartorária. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. que foi negada pelo juiz pela ausência requisito legal objetivo. roubando seu veículo Monza. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. adote medida judicial cabível. sendo aquela assim fixada: quatro anos. Imediatamente. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. QUESTÃO: Intimado da sentença. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. como advogado(a) de Thiago. Petrônio não foi apresentado. mediante rompimento de obstáculo. como ali postos. do Código Penal. além da pena de multa. PROBLEMA NO 30 Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. PROBLEMA NO 29 Na data de ontem. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência. fundamentando-a. do Código Penal. c/c artigo 69 “caput”.

com palavras de baixo calão.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 32 Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. até que cessasse a agressão que sofria. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. que se utilizou de violência e grave ameaça. ajuizou no Foro Central de São Paulo. levantando-se com dificuldade. PROBLEMA NO 34 Onesto de Abreu. Nenhuma prova foi produzida pelo Ministério Público. 317 do Código Penal. provou que Onesto tem incólume vida profissional. Concomitantemente à ação penal. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. Durante a instrução criminal. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70. pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos.00 (cinco mil reais) a fi m de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. tome a providência judicial cabível. por volta das 12 horas. A perícia conclui ser este portador de esquizofrenia grave. Encerrada a primeira fase processual. exercida com uma faca. PROBLEMA NO 35 No dia 10/10/2007. após provocar o acusado. como incurso no art. queixacrime contra Ulpiano. 7 . de ofício. por advogado. inciso VII do Código de Processo Penal. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. aplicandolhe Medida de Segurança. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. PROBLEMA NO 33 João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. o Magistrado. deduzindo na decisão. tome a providência judicial cabíbel. Modestino. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. A ação foi distribuída à 1a Vara Criminal. a quantia de R$ 5. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. contudo. agente de polícia federal. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. “caput” do Código de Processo Penal. que no dia dos fatos Antonio de Souza. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. porém o Magistrado rejeitou a inicial. absolveu sumariamente João da Silva. A decisão judicial foi publicada há dois dias. nos mesmos autos. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. acatando o laudo Pericial. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. A defesa.000. injustamente. todos do Código Penal. Na instrução criminal. sem qualquer manifestação. Por tais fatos. passou a desferir-lhe socos e pontapés. Inôcencio da Silva. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. inciso lII. mediante uso de uma barra de ferro. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. presenciarem a efetiva transação. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. atue em prol da constituinte. Ulpiano. 333 do Código Penal. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. QUESTÃO: Como advogado de Modestino. também foi denunciado. por infração aos artigos 138 e 141. por sua vez. o Juiz. Encerrada a instrução. sem. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que relatava aos presentes as relações homossexuais por este praticadas com um adolescente de 13 anos de idade. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. categoricamente. Capital. as lesões corporais que o levaram à morte. Desde a fase de inquérito policial. mantendo a negativa no interrogatório judicial. O “decisum” judicial foi publicado há dois dias. por sua vez. acione a providência judicial pertinente.

o magistrado suspende cautelarmente a habilitação para dirigir veículo automotor de José.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 36 Antonio é presidente de um grande clube local. QUESTÃO: Tome as medidas cabíveis. QUESTÃO: Como advogado da vítima “B”. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de “A”. PROBLEMA NO 40 José está sendo processado por crime de homicídio culposo. fi cou evidenciado que Graciliano. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. lá jogou-se para brincar. PROBLEMA NO 38 Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. logo após a sua prática. etc. na aproximação da Capital. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. PROBLEMA NO 41 O cidadão “A” viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando. no dia de sua inauguração. indiscutivelmente de sua propriedade. chegando a praticar vias de fato. agora. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. instaurando a autoridade policial regular inquérito. 8 . A ação penal está tramitando. salão de festas. agir no seu interesse. A intimação ocorreu há dois dias. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. e assim entendeu-se de processar “A” perante a Justiça Federal. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. atue em favor do constituinte. QUESTÃO: Elabore o recurso cabível. ao desembarcar. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – “ vias de fato”. PROBLEMA NO 37 Nos autos do inquérito policial. “A”. O presidente do clube. campo de futebol. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. sentença condenatória já transitou em julgado. já que estabelecida a autoria. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –. Ingressou então com recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça. Em virtude destes fatos. justificando a medida com a gravidade das conseqüências do fato. Ao mergulhar. PROBLEMA NO 39 João foi detido em flagrante pela prática de crime de manutenção de casa de prostituição. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. o autor do furto. Requereu a liberação do veículo. à pena de 15 dias de prisão simples. do Código Penal. O garoto Cipriano. sendo seu pedido negado. tendo este sido condenado pela 1a Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. Ingressou com “habeas corpus” perante o juiz da 4ª Vara Criminal visando o trancamento do inquérito policial e sua soltura. Comovido com as fotos presentes no inquérito policial. parágrafo 3o . A r. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. está sendo processado criminalmente perante a 1a Vara Criminal da Capital. com concessão de sursis. com mais de três mil sócios. onde existem piscinas. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. passou a importunar a passageira “B”. atuar no escopo de obter o ressarcimento. O recurso não foi provido. Antonio não aceitou a suspensão processual. aperfeiçoando-se ontem a intimação. foi indiciado em inquérito. Antonio.

: a prova foi realizada dia 22/05/05) PROBLEMA NO 45 João. no mesmo dia. vem a matar a vítima. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. e seus pais. quanto ao fato em que Caia foi vítima. inciso III. Foram ouvidos o acusado.05. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão.05. aumentado de ¼ em face da incidência do art. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004.05. de 15 anos de idade. 213. usando de uma arma de fogo que portava. a manter com ele conjunção carnal. João constrangeu a irmã de sua namorada. mediante arrombamento. que foi confirmada pelo tribunal competente. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. 226. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. deu ciência ao seu advogado. uma vez que estava sendo processado.9. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. que negou os fatos. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. mediante violência. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. em razão de ser hediondo o crime de estupro.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 42 Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. em concurso material. tampouco havia omissão a suprir. Foi acusado. 226. aparece o dono do veículo. em relação ao fato de que foi vítima. QUESTÃO: Proponha o recurso cabível. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. Tícia. Ainda. Segundo a denúncia. PROBLEMA NO 43 José foi processado e condenado pelo crime de furto qualificado. e.05 e o advogado foi intimado no dia 19. em outra vara criminal. “caput”. do toca-fi tas de veículo estacionado na via pública. e Caia. ainda não sentenciado. aumentada de quarta parte. (OBS. PROBLEMA NO 44 João. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. seduziu-a. “caput”. do mesmo diploma legal. João foi intimado da decisão no dia 15. por crime de estelionato. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. (OBS. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto.05. Foi também condenado pelo crime do art. 213. sendo que o tribunal então alegou que não havia afrontado qualquer norma do ordenamento. Xisto sai correndo. Ao iniciarem o furto. III. João foi condenado pelo crime do art. em novo processo. conseguindo manter relações sexuais com ela. de 21 anos de idade. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. de ofício. o que não era do conhecimento de Xisto. QUESTÃO: Como advogado de João. José recorreu da decisão. Na delegacia. Juiz de Direito da 5a Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. enquanto Peter enfrenta a vítima e. casado com Semprônia. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. Tícia não foi localizada. virgem. do Código Penal. João namorou Caia. ele revogou imediatamente. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. Interpôs embargos de declaração com objetivo de prequestionamento. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. QUESTÃO: Como advogado de João. A pena base foi fixada acima do mínimo em razão de ter o réu maus antecedentes. e 217 do Código Penal. cada um deles combinado com o art.: a prova foi realizada dia 18/09/05) 9 . A sentença condenatória do MM. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. apresentar a peça jurídica competente. consistente na subtração. definitivamente condenado. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. de nome Tícia.

além do que. em “blitz” de rotina. não podia ser o autor dos disparos.09. Consta dos autos que fora detido na rua de sua casa portando revólver desmuniciado. substituído pela palavra das testemunhas em face de sua impossibilidade concreta. tendo os peritos. deve o acusado ser pronunciado. em 5. uma vez que. PROBLEMA NO 50 Mário.826/03. após ouvir o Ministério Público. teria sido abordado com visíveis sinais de embriaguez.2005. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. 306 CTB.1. agride-o com um cano. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. Após os debates. A segunda testemunha. Diante de tantos evidentes sinais da intoxicação alcoólica. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. pois desaparecidos os vestígios. afirmou ter visto quando João. ao sentenciar o magistrado considerou desnecessário exame pericial. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. sabendo que. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. intimado da decisão no dia 15. Sem ser preso. na data do fato. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. merece crédito. O juiz. desde logo. Concluído o inquérito. João não foi encontrado. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. arrolada pela acusação. realizado 15 (quinze) dias após o fato. QUESTÃO: Como advogado de João. QUESTÃO: Elabore a defesa cabível. vigora o princípio in dubio pro societate. por ser ela presencial. Por ser o réu primário e de bons antecedentes. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. (OBS. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. já que. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. após violenta discussão com Antônio. que apresentou a defesa prévia. Percebendo que João mal conseguia responder as perguntas a apresentar documentos. arrolada pela defesa. nessa fase processual. nos termos da denúncia. do Código 10 . autorizando. adote a medida judicial cabível. causando-lhe ferimentos. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado.95. A primeira. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). causando-lhe a morte. o policial registrou e evidência da embriaguez e o encaminhou ao hospital próximo para tratamento.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 46 O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fi m de que fosse decretada a prisão temporária de João. afirmou que conhecia João há muito tempo. QUESTÃO: Na qualidade de advogado de “B”. PROBLEMA NO 47 João. QUESTÃO: Como advogado de João. foi-lhe concedida na sentença (publicada ontem) a suspensão condicional da pena. depois do primeiro exame em Antônio.: a prova foi realizada dia 18/09/2005) PROBLEMA NO 48 João foi processado e condenado pelo crime do art. João. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. PROBLEMA NO 49 “B” foi condenado a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime previsto no artigo 14 da Lei no 10. Procurado para ser citado. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. eis que João se queixava de enjôos e tontura. Foi expedido mandado de prisão. ato presenciado por duas testemunhas. Durante o inquérito policial. por isso. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. apesar de devidamente registrado. ele não estava no Brasil e. no I. parágrafo 1o. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. em caso de dúvida.

no dia 20.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 54 João Alves dos Santos. apresente a peça adequada. importância de seu cliente. vítima de estelionato.01. do Código Penal). Lúcio. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. conforme a exordial.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas Penal. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. por volta das 15 horas.2002. todos do Código Penal. Antonio Aparecido Almeida. O que motivou o fato.05. 121. e art. o denunciado. inciso II.05. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança. em via pública. 14. no dia 05.02. por apropriação indébita porque. com capacidade para doze cartuchos. postulando. verifique a medida cabível e. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. QUESTÃO: Como novo advogado. c/c o art. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. procurou advogado para atuar em sua defesa. alínea e. O juiz não admitiu a apelação porque. PROBLEMA NO 51 Lúcio. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. todavia. Narra a denúncia que Pedro Antunes 11 . fazendo uso de uma pistola. na tentativa de matá-lo. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença.04. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. o que for de interesse de João Alves dos Santos. da marca Taurus. QUESTÃO: Como advogado de João. 61. causando-lhe lesões no peito.2004.2005 e. no I. do lado esquerdo. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. de forma fundamentada. no dia 2 de novembro de 2006. PROBLEMA NO 52 João Alves dos Santos. por infração prevista no art. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. por estar indiciado pela prática de crime de roubo.2007. conforme laudo de exame em arma de fogo. semi-automática. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada.01.02.2004. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. de forma fundamentada.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 53 João Alves dos Santos foi condenado. veio a ser preso no dia 28. que estava foragido. na quadra 5. como marceneiro. encontra-se condenado pela 27a Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. no dia 06. (OBS. para a defesa. QUESTÃO: Como advogado de João. Conforme a inicial acusatória. no dia 20. no dia 20. como advogado. (OBS. calibre 380. inciso II. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico. O Delegado de Polícia. parágrafo 4o. e 71.2005. caput.2004. com 19 (dezenove) anos à época do fato. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 55 O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues. (OBS. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa.2004. para a acusação no dia 05. atuara no processo por seu advogado. recebera. em 05. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade. na localidade de Planaltina – DF.05. Este. no seu entendimento.01.01. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. conforme sentença que transitou em julgado.

porque o prejuízo da vítima era de R$ 100.00 (cem reais). Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. Sobreveio. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. a peça processual que não seja o habeas corpus. ainda. um dia antes do crime. privativa de advogado. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. não aceita pelo acusado. No mês de março do ano de 2004. e art. 61. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. caput. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. vinte mil dólares de seu pai. as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários. vítima. O pai. para isso. Por outro lado. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. PROBLEMA NO 58 João foi acusado de ter subtraído. disseram que. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. por elas presenciada. exatamente as palavras narradas na denúncia. do Código Penal. que Pedro não possui antecedentes penais. PROBLEMA NO 59 Tício é sócio-gerente. todos do Código Penal. da loja de equipamentos agrícolas Gramas. caminhando. com cinqüenta e oito anos de idade. PROBLEMA NO 57 O juiz. de forma fundamentada. a empresa passou por séria crise financeira. havia 7 cartuchos intactos. redija a peça processual de sua defesa. por seu turno. no prazo e na forma legal. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues. fixando regime inicial aberto. c/c o art. devendo. que informou que. o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. A denúncia foi recebida pelo juiz. Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. houve a subtração. na residência de João. tendo sido descobertos pelo 12 . realmente. tivesse que matar o próprio irmão”. PROBLEMA NO 56 Policial civil ingressou. inciso II. em face de sua primariedade e bons antecedentes. do local onde ocorreram os fatos. voluntariamente.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas Rodrigues disse à vítima. depois de efetuar um único disparo de arma de fogo contra a vítima. 155 do Código Penal. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. QUESTÃO: Como advogado de João. constatou-se ser falso. inciso II. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). no valor mínimo. Durante a instrução do feito. admitiu. com maioria do capital. tendo o projétil transfixado o coração. antes de falecer. redija. tendo cinco funcionários trabalhando em referido estabelecimento comercial. O juiz condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. incluindo a fundamentação legal. arrolou Catarina Andrade. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. em regime semi-aberto. Ouvidas duas testemunhas de acusação. A empresa foi submetida à fiscalização. 121. ato contínuo. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. do art. Ao ser interrogado. Em razão da lesão sofrida. motivo pelo qual Tício deixou de repassar à Previdência Social. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. como seu advogado. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. Houve proposta de suspensão condicional do processo. e nela apreendeu documento público que. Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normais. caput. Fábio. nem que. do que resultou perigo de vida. conforme o disposto no art. Na parte dispositiva. na véspera dos fatos. submetido à perícia. expressamente. na fundamentação. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. E. sem mandado judicial. apreendida imediatamente após o crime. pertinente à sua defesa. os dera para o filho. no dia 5 de janeiro de 2003. ser condenado à pena mínima. então. localizada na cidade de Cuiabá. mas à sua mãe. de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. QUESTÃO: Considerando essa situação hipotética. QUESTÃO: Como advogado de João. A defesa. 14. que. alínea e. retirou-se.

destacando-se que. o que só será dirimido. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. confirmando-se a decisão do juiz a quo. não demonstrou qualquer intenção de fuga. Moema. Tício foi indiciado e interrogado. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. De outro lado. Com efeito. indicando a prova indiciária.” A defesa. que providenciara. em casos como o presente. com exatidão. parágrafo único. com a numeração raspada). remetida representação ao Ministério Público. Afirmou. objetivando a concessão de liberdade provisória. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. sendo.826/2003. ainda. em desfavor de Tício e Mévio. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. também. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. em favor de seu cliente. mas não as repassando à Previdência. em São Paulo – SP. adotar as providências cabíveis. 13 . diante da denegação da ordem. residente na rua Pedro Afonso no 12. restou denegada. em junho de 2004. brasileiro. preferindo aplicar o dinheiro no pagamento de fornecedores.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas órgão autárquico os atos praticados pelo senhor Tício. interponha a peça jurídica cabível. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. diversa de habeas corpus. PROBLEMA NO 60 Rodrigo Malta. QUESTÃO: Como advogado de Tício e Mévio. O magistrado recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva como garantia da ordem econômica. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. tendo sido expedidos os mandados de prisão. Instaurado Inquérito Policial. foi preso em flagrante delito. este. durante a instrução. solteiro. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. nascido em 4/5/1976. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. procedendo a comprovação do adimplemento de todas as parcelas. 14. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. pois a empresa passava por grave crise financeira. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. Outrossim. contudo. em 2/8/2008. Findo o inquérito. motivo pelo qual foi lavrado auto de infração. ainda. 16. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. entre os elencados no art. até o momento. a declaração do débito e o pedido de parcelamento perante a Previdência Social. a prisão preventiva dos denunciados. caput. São Paulo – SP. o qual ofereceu denúncia. ambos da Lei no 10. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. 312 do Código de Processo Penal. de acordo com o que dispõe o art. 69 do Código Penal brasileiro. Em seu interrogatório informou que era o responsável pela folha de pagamento e que descontava as contribuições previdenciárias de seus empregados. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. Isto posto. em fevereiro de 2005. Em 9/9/2008. e no art. sócio minoritário da empresa Gramas e que não participava da gestão da sociedade. em razão do disposto no art. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. 21 da Lei no 10. Requereu. A ordem. a autoridade policial elaborou relatório e o enviou ao representante do Ministério Público. IV. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. então. indefiro o pedido de liberdade.

ainda. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. no horário do crime. junto com Marconi. na forma de uma única porção. As testemunhas de acusação. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. Constam. Então. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. a vítima. brasileira. no estacionamento do shopping Iguatemi. ocasião em que foi detida. A vítima Maria Helena. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa.a vara criminal da capital. tem bons antecedentes. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. por fi m. Em seu interrogatório em juízo. Há. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. que somente após a perfuração da sola do tênis. relatando que. Vânia refutou a imputação. que lhe pertencia. nos autos. puderam verificar a existência da droga. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. ambos da Lei no 11. típica da atividade de tráfi co. Relataram. 33. tentando subtrair o veículo Corsa/ GM. Pedro Paulo como autor do delito. nos autos. com um facão. residente na Rua José Portela n.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 61 No dia 30 de agosto de 2007. ainda. no interior de estabelecimento prisional. c/c art. no valor unitário mínimo. Vânia Pereira. a peça jurídica. ocorrido no dia 9/6/2008. Disse. em Franco da Rocha – SP. com cabelos escuros e utilizando bonés. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. Ao registrar ocorrência policial. 33. placa IFU 6643/SP.343/2006. de cor verde. por parte dos policiais. Declarou. mas também a forma de acondicionamento apresentada. diversa de habeas corpus. Afirmou que.343/2006. negou a autoria do delito. foi presa. A defesa tomou ciência da decisão. c/c art. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. ainda. agentes penitenciários. a fi m de se submeter a reconhecimento formal. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. 40. para reconhecimento. em flagrante. na noite anterior aos fatos. 40. Maria Helena. redija. mantimentos e roupas. e pagamento de sessenta e seis dias multa.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. a vítima assinou o auto de reconhecimento. semanalmente. trazida consigo. Ao final. também. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. na posse da substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. Vânia levava-lhe. Na ocasião. confirmaram que. cabível à espécie. documentos que comprovam que Vânia é primária. havendo insistência. na data dos fatos. ambos da Lei no 11. que. inicialmente. declarando que Pedro Paulo era a 14 . por isso. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. seu marido. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. conhecida como cocaína. no dia do crime. o que foi aceito. Ademais. imediata e espontaneamente. em favor de Vânia Pereira. sem demonstrar nervosismo ou medo. por volta das 22 h. Vânia foi condenada pelo juiz da 1a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. e a testemunha Agnes.67. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. na posse de 11. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. Pedro Paulo foi posto em uma sala. decidira levar o calçado para seu marido. a ré fora surpreendida. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. como incursa no art. casada. III. No dia 30/6/2008. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. III. Informaram. dormindo. em regime inicial fechado. de acordo com o art. PROBLEMAS EXTRAS PROBLEMA EXTRA NO 1 Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. Em seguida. estava em casa.

Ao retornar. no dia 9/6/2008. agravado por crime contra cônjuge. surgem testemunhas garantindo ser a 1a vez que “A” praticara tal fato. “caput”. pelo seguinte fato: acordado de madrugada em sua casa com ruídos estranhos. após 2 (dois) dias. Porém. por força das restantes terem se mudado dos endereços constantes do mandado. por meio de seu advogado. as razões da medida proposta. em favor de Pedro Paulo. PROBLEMA EXTRA NO 4 Por estar necessitando de dinheiro. Ocorre que não pode prover as despesas de um processo. PROBLEMA EXTRA NO 3 Júlio foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do art. apesar da negativa do acusado. Repentinamente surge um vulto humano. então. e. Somente hoje. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível e favor de “A”. Processado. e que por fi m veio a falecer em conseqüência do disparo. Júlio foi condenado a seis anos de reclusão. a peça jurídica. PROBLEMA EXTRA NO 5 Pedro era casado com Maria há muitos anos. mostrando a conta do hotel. empregada doméstica. 121. QUESTÃO: Apresentar peça profissional em favor de Júlio. “A” é condenado à pena de 2 (dois) anos de reclusão. QUESTÃO: Sustentar. A r. sem privar-se de recursos indispensáveis à sua manutenção própria. perante o órgão judiciário competente. foram ouvidas somente duas delas. enviando-o a julgamento perante o Tribunal do Júri. 15 . em favor de Pedro. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. havia tentado furtar o seu veículo. foram feitas as comunicações de praxe. Apurou-se também um tiro dado na parede com a mesma arma. disparou em direção ao vulto. “A”. verificou-se que se tratava de um vizinho de Júlio.00. Na defesa preliminar. e Júlio. Pedro Paulo não é primário. foi estuprada por “B”. que pretendia assustá-lo a título de brincadeira. seu defensor arrolou cinco testemunhas. mas o Juiz competente o pronunciou. Diante disso. “A” pretende promover uma ação penal contra o estuprador. QUESTÃO: Como advogado de “A”. demonstrando a imprescindibilidade da oitiva. Pedro viajou para Salvador a negócios e hospedou-se no Hotel Centro daquela cidade. não tiveram filhos e moravam em São Paulo. diversa de habeas corpus. perante o órgão judiciário competente. A Polícia chega ao local e prende-o em flagrante delito. com sentença confirmada por votação unânime pela Instância Superior. O réu veio a sofrer condenação a pena privativa de liberdade e o decisório já transitou em julgado. do CP. conforme certidão do senhor meirinho. Ao final. cabível à espécie.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas pessoa que. em seguida. Pedro acabou sendo denunciado por homicídio doloso simples. PROBLEMA EXTRA NO 6 “A”. pleiteou a substituição daquelas por outras. mediante o preço de R$ 200. sentença de pronúncia foi proferida há 3 (três) dias e o acusado está solto. “A” aluga seu apartamento para um casal ali manter relações sexuais. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. conforme orientação dos agentes de polícia. tendo sido tal pedido indeferido. redija. Julgado pelo Tribunal do Júri. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. PROBLEMA EXTRA NO 2 “A” foi denunciado pela prática do crime de furto. QUESTÃO Considerando a situação hipotética apresentada. Defendeu-se por meio de um álibi. encontrou a esposa morta com um tiro na cabeça. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. 01 (um) mês após a publicação do Acórdão. elabore a peça adequada. porém possui residência e emprego fixos. porteiro do prédio onde trabalha.

pagando-as com cheques. 71. a importância de R$ 100. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. Pedro adquiriu mercadorias da empresa POP Ltda. QUESTÃO: Elaborar peça processual visando resolver a situação de ‘A’. Foi autuado em fl agrante delito no momento em que pegava o dinheiro. que. c. Como o processo fosse da competência da Vara do Júri. em primeira instância. tendo a sentença transitado em julgado. A sentença baseou-se em auto de infração elaborado pela autoridade sanitária. Foram denunciados: ele. dado como incurso nas sanções do art.. Requerido o relaxamento do fl agrante ao Juízo processante. PROBLEMA EXTRA NO 8 Uma moça propõe ao seu namorado um pacto de suicídio. c. na parte conclusiva da veneranda decisão. tendo sido verifi cado que os ferimentos resultantes foram leves. Cumprindo o plano. ambos do Código Penal. relatados e discutidos estes autos de apelação criminal no . Segundo consta. também atira. fundamentando o v. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas por meio de Carta Precatória. ambos do Código Penal) e ela pelo delito previsto no artigo 122 do Código Penal. crime previsto no art.000. “A’ encontra-se preso. QUESTÃO: Apresentar medida em favor de Rui. foi o mesmo indeferido. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao 16 . Ambos sobreviveram. o prazo está fl uindo. o próprio Juiz cassou a sua decisão que já houvera transitado em julgado. fundamentado-a. Não há nos autos qualquer laudo.II. visando diminuir a pena. apresentados. por votação unânime. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. E. o namorado atira contra a moça e. dá-se provimento ao apelo do réu para fi xar pena em 14 meses de reclusão. voltando contra o peito.. foi condenado às penas de 1 (um) ano de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa. para desconto posterior. QUESTÃO: Elaborar medida cabível em favor da moça.. Valendo-se de um atestado de óbito falso obteve do Juiz Criminal a extinção da punibilidade.. por sentença ainda não passada em julgado.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 7 “A” foi condenado. lnstiga-o de tal forma que ele aceita. “caput”. como se verifica pela ementa: “vistos.. QUESTÃO: Como advogado(a) de Pedro. dar provimento à apelação do réu para diminuir a pena a 14 meses de reclusão. PROBLEMA EXTRA NO 10 “A” foi processado e condenado a 04 (quatro) anos de reclusão por ter exposto à venda produto alimentício adulterado.. foram ambos pronunciados. PROBLEMA EXTRA NO 12 Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. por tentativa de homicídio (art.” QUESTÃO: Elaborar peça profissional para corrigir o referido engano material contido no acórdão. Interpôs recurso de apelação. Descoberta a fraude.00 (cem mil reais). em que é apelante “A” ‘sendo apelada a Justiça Pública: acordam. exigindo de sua família.171. deixado em local previamente combinado. e a vítima foi encontrada ilesa. a Colenda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça houve por bem acolher as razões do apelante e diminuir-lhe a pena. justificando a medida proposta PROBLEMA EXTRA NO 11 Pedro. por residirem em outro Estado. a um ano e dois meses de reclusão... seqüestrou Demóstenes. 121. PROBLEMA EXTRA NO 9 Rui foi denunciado por furto qualificado e encontra-se foragido. empresário.c. por força da flagrância delitiva. o art. O Tribunal denegou a ordem requerida.. adote a medida judicial cabível. não foram pagos por insuficiência de fundos. artigo 14.. O acusado encontra-se preso. 272 do CP. lê-se: “Isto posto. Devidamente processado tal recurso. decretando prisão preventiva. ensejando interposição de ordem de “Habeas Corpus” ao Tribunal competente.c. como condição para sua libertação.

No 10o dia consecutivo. radicado no distrito da culpa. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. o que também justificava a condenação. “A” está cumprindo pena. 288 do Estatuto Penal Repressivo. Neste momento. QUESTÃO: Como advogado de Ésquines. usando de violência. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. PROBLEMA EXTRA NO 15 “A” requereu abertura de Inquérito Policial contra “B” pelo delito de estupro. PROBLEMA EXTRA NO 13 “A’ com 35 anos de idade. o que fi cou bem demonstrado nos autos. após tantos anos na cadeia. o Ministério Público não recorreu e a defesa de João. O processo prosperou e a sentença absolveu “A”. ouviram os gritos de “B” e efetuaram a prisão em flagrante de “A”. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. com o fi m de discutir a melhoria de vida dos outros detentos. em lugar distante. No desenrolar da reunião. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. “A” foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. “B”.. Haviam combinado essa reunião quando estavam cumprindo pena. PROBLEMA EXTRA NO 16 “A”. dita por “A” na época do processo. professor de natação. tem ótimo comportamento prisional. Requereu o seu livramento condicional. tendo o juiz concedido o “sursis”. “C” e “D” egressos da Penitenciária do Estado de São Paulo. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. PROBLEMA NO 17 “A” foi denunciado por violação ao artigo 329 do Código Penal. as razões da medida proposta. passaram por um bosque e “A”.. Consta da sentença condenatória que “. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. Porém. no último dia de que trata o artigo 103 do Código Penal. para tomar um suco após a aula. o Juiz da Vara competente. 17 . em favor de “A”. QUESTÃO: Sustentar. perante o órgão judiciário competente. indenizou a vítima. sim. policiais militares que passavam por ali. QUESTÃO: Elaborar peça profissional para solucionar a situação processual de “B”. PROBLEMA EXTRA NO 14 João de Deus foi condenado a pena de 2 (dois) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1a Vara Criminal da Capital. que é homem correto.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. prossiga no recurso interposto. O Promotor. no dia 10 do mês passado foram fazer uma reunião no hotel da cidade. de 23 anos. o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de “B”. do Código Penal. A ordem do investigador fundava-se no fato de “A” ter sido encontrado dentro de seu automóvel. O processo desenrolouse normalmente e o Juiz proferiu sentença condenatória. a qual não transitou em julgado QUESTÃO: Elaborar medida cabível. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. conversando com a noiva. apelou. No qüinqüídio legal. Quando se dirigiam ao barzinho. por haver resistido à determinação de policial à paisana. inconformado. tome a providência judicial cabível. ao receber a queixa respectiva. casado e com família constituída. Durante o processo. estuprou “B”. convidou uma de suas alunas de nome “B”. A r. foram presos pela polícia e enquadrados no art. sendo que “B” moveu uma ação privada contra “A”. “A” não expressou humildade e até disse que “a vítima na verdade gostou”. Agora. que exigia sua presença na 23a Delegacia. o fato é que se viu favorecido. direcionada ao órgão Judiciário ad quem. moça de posses. que o considerou incurso no artigo 333. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vitima na verdade teria gostado.” QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas eventual excesso de prazo.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100.

e. Finda a instrução preliminar. Encerrada a instrução. PROBLEMA EXTRA NO 22 Paulo. no 243. 89 da lei 9. médico ginecologista. QUESTÃO: Elaborar a medida judicial cabível para resolver o caso em definitivo em favor do réu. processada pelo delito capitulado no art. com 25 anos. ocasião em foi deferido o pleito para entrega de memoriais. e fixou o regime prisional semi-aberto para início do cumprimento da pena. agrediu a moradora e destruiu os móveis que estavam na sala. em defesa prévia. O querelado ofereceu suas razões defensivas. e designou-se interrogatório para 10 de dezembro de 2001. foram intimados. O réu foi intimado da sentença por edital. 18 . A denúncia foi recebida em 28 de outubro de 2001. após os trâmites legais.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 18 Uma parteira. 126 do CP. já condenada por crime anterior. QUESTÃO: Como advogado de Pedro. nem o réu nem seu defensor. A sentença condenou o réu a dois anos de reclusão. PROBLEMA EXTRA NO 21 Pedro. está sendo processado perante o 5o Tribunal do Júri da Capital como incurso nas penas do artigo 126. Quando da expedição da competente carta precatória. o recurso interposto pela defesa não foi recebido. O Juiz condenou o réu à pena de 7 (sete) meses de detenção. sem antecedentes criminais. QUESTÃO: Elaborar medida cabível. do CP. PROBLEMA EXTRA NO 19 Euclides. do Código Penal. situada na rua dos Franceses. Estado de São Paulo.099 / 95 – por ter sido provado que o réu era reincidente em crime doloso e que tinha uma condenação pela prática de roubo. transitada em julgado. foi preso em flagrante pelo Delegado da 14a Circunscrição Policial. elaborar medida cabível. No processo criminal. Requereu a liberdade provisória que foi concedida pelo Juiz que arbitrou a fiança. o réu foi condenado nos termos da infração penal do crime em tela. O prazo de recurso está fluindo. Euclides. reconhecendo que este violara o artigo 163. PROBLEMA EXTRA NO 20 Em queixa-crime formulada por Maria contra Raphael por crime de posse sexual mediante fraude. pronunciou-a. inciso IV. na comarca de São Paulo. QUESTÃO: Apresentar medida em favor da parteira. o processo alcançou a fase dos debates orais. três testemunhas residentes e domiciliadas em Santos. por estar praticando aborto em uma de suas pacientes. por ele não ter se recolhido à prisão. negando ao réu o direito de apelar em liberdade. sendo que a audiência da oitiva das testemunhas de acusação foi marcada. parágrafo único. deixou ele escoar-se o prazo sem qualquer manifestação. Fato provado pelo laudo de exame de corpo de delito realizado pelo IML. em São Paulo. Paulo. A denúncia relatou que. O interrogatório já foi realizado. justificando-a. a parteira procurou outro advogado. A sentença transitou em 19 de novembro de 2002. Intimada. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. Promotor de Justiça negou-se a apresentar proposta de suspensão do processo – artigo 89 da lei no 9. O réu está na iminência de ser preso. inciso I.099 / 95. em processo que lhe é movido por roubo. o Dr. o Magistrado. após invadir a casa de Maria. Ministério Público ofereceu a denúncia e deixou de propor o disposto no art. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. com direito a sursis. quando invadiu a casa de Maria. parágrafo único. com fundamento nas suas confissões. “caput”. No dia do interrogatório. O processo seguiu sua tramitação normal. do Código Penal. arrolou. por ser reincidente em crime doloso. em 05 de julho de 2000. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. foi denunciado pela violação do artigo 163. prolatou-se sentença condenatória em 27 de março de 2002. O decisório ainda não transitou em julgado. devido ao mandado de prisão expedido. Aberta vista ao querelante. confessou a maneira abortiva tanto na fase policial como na judicial.

Contudo. QUESTÃO: Ajuizar a medida judicial cabível para impedir que a prisão preventiva seja cumprida. O réu encontra-se na iminência de ser preso. tampouco existindo ordem de prisão emanada de autoridade competente. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. determinou a expedição de mandado de prisão. que consistia na subtração de um relógio de ouro. ser o réu condenado pejo crime que cometeu. proferida no julgamento realizado há três dias. rejeita-a. Paulo não acabara de cometer qualquer delito. oferece denúncia contra Agripino. PROBLEMA EXTRA NO 27 O Doutor Promotor de Justiça requisitou a instauração de inquérito policial contra João Fernando Albuquerque Filho. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. inciso ll. além de narrar fato equivocado. Promotor de Justiça. justificando-a. expondo os motivos para tal. O Magistrado. o art. pelo crime de furto simples (art. QUESTÃO: Assim. mãe do suposto autor do delito. ao final da instrução probatória. rejeitaram todas. todos do Código Penal. 121. dentre outras. 155 do Código Penal). descrevendo infração penal tipificada como receptação. por significativa maioria de votos. atravessado o semáforo vermelho e dado causa à morte de José. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. sustentou a Defesa. outrossim. O réu não foi localizado nos endereços existentes nos autos. praticado contra João Fernando Albuquerque o fato.c. em regime fechado. não oferecendo. Você. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. como advogado de Agripino. § 2o. O juiz designou o interrogatório. expondo os motivos de seu inconformismo. da tese da ausência do “animus necandi”. PROBLEMA EXTRA NO 24 Paulo foi denunciado por corrupção ativa. No dia do interrogatório. para assegurar a aplicação da lei penal. PROBLEMA EXTRA NO 26 Gaio foi denunciado como incurso no art. por desatenção. e o magistrado determinou a citação do réu por edital. A denúncia foi recebida no dia 5 de dezembro de 2000. QUESTÃO: Apresentar peça jurídica apta para solucionar a situação de Paulo. O juiz decretou a revelia do réu e determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional. Em Plenário. A sentença. 19 . faça a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. pois teria oferecido dinheiro aos policiais que o prenderam. o réu não compareceu em juízo e não constituiu advogado. justificando-a. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. adote a medida cabível.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 23 Antônio foi denunciado por ter. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. 29. até o momento em que o réu fosse citado pessoalmente. O Doutor Delegado de Polícia instaurou o referido inquérito cumprindo a ordem da Promotoria. PROBLEMA EXTRA NO 25 Aurélio. em despacho fundamentado e alegando ser necessária a prisão do acusado. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal. no dia 25 de julho de 2000. Consta dos autos. que naquela ocasião. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. A denúncia foi oferecida e o acusado acaba de ser citado. ajuíze a providência judicial adequada. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da inocência do pronunciado. O promotor de justiça requereu a prisão preventiva do réu devido à suspensão do processo e do prazo prescricional. O juiz. a qualificação do indiciado. QUESTÃO: Como advogado de João Fernando Albuquerque Filho. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. foi levado ao conhecimento do representante do Ministério Público por Marisa Albuquerque. empresário. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. Os Jurados. c.

e retornaria apenas em 60 dias. João foi citado por hora certa e.2006. o Ministério Público. a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples.2006. utilize os meios necessários a sua defesa.09. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. sem constituir defensor ou participar do processo. o juiz. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. QUESTÃO: Como advogado de João. a qualificadora da traição porque. João mentira para Pedro. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. roubo. tomando ciência da decisão no dia 15. utilize os meios necessários a sua defesa. sua mãe informou ao oficial de justiça que estaria viajando. por unanimidade. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa.09. acatou o pedido. acrescentou. foi ao final condenado. com decisão definitiva. alteração do regime integralmente fechado para inicialmente fechado. O Oficial de Justiça. manteve o regime integralmente fechado. no dia 04. segundo a prova colhida. desenvolva a medida judicial pertinente. PROBLEMA EXTRA NO 32 João interpôs apelação contra condenação por estupro com violência presumida. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. Procurado em seu endereço.09. Como advogado de João. por maioria. sempre alegou que fora comprar remédio. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. QUESTÃO: Como defensor de João. e causaram-lhe a morte. Estava em gozo de livramento condicional. de forma fundamentada. assim agindo porque este cuspira. sem ouvir o sentenciado. convidando-o para almoçar em sua casa e. PROBLEMA EXTRA NO 29 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro.2006. PROBLEMA EXTRA 30 João foi denunciado pela prática de crime de sonegação fiscal perante a 3 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. QUESTÃO: Como advogado de João. então.2006. ainda. Foi deferido pedido da defesa para apresentação de memoriais. subsidiariamente. certificou o ocorrido e concluiu que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. tome a medida cabível PROBLEMA EXTRA NO 31 João. sendo intimado do julgamento em 15. latrocínio e seqüestro. 20 . o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. em fase oportuna. seu amigo. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. O juiz. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. especialmente pelos maus antecedentes.2006. atingiu-o pelas costas. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. em brincadeira.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 28 Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. No julgamento da apelação. Encerrada a instrução probatória. no dia 05. Permanece preso. sustentando que a prova é suficiente para tanto.09. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. O voto divergente assentou-se em dois motivos: é inconstitucional a imposição de regime integralmente fechado e o estupro com violência presumida não é crime hediondo. Na decisão de pronúncia. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. Agostinho. no seu rosto. que desconfiou “daquele mal encarado” e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. pleiteando absolvição por insufi ciência de prova e.9. e.

PROBLEMA EXTRA NO 34 João. de ter caluniado e injuriado Alfredo. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. A fim de que o Promotor de Justiça possa aditar a denúncia. porque. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12. do Código Penal. no dia 02. entre outras circunstâncias. respectivamente. na verdade.05 e 13. QUESTÃO: Como advogado de João. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02. Posteriormente. 65.02. ainda. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. o magistrado profere sentença condenatória nos termos da nova capitulação jurídica. que aguarda o julgamento em liberdade. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. apurouse que o acusado era. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. retornando à conclusão.03.05. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. 21 .04. afirmando. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12. em face das conseqüências graves do crime e. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa.08. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. chamou-o de “ladrão”. 404 do CPP.05. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. importando em pena mais severa ao réu. mediante queixa. o juiz de uma das Varas Criminais da Capital entendeu ser o caso de nova definição jurídica do fato narrado da denúncia. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 33 Estando os autos conclusos para sentença nos termos do art. em uma única operação. os autos são baixados e. a atenuante da menoridade prevista no art. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado.04.09. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa.05. Renovada a instrução. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível. no dia 20. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito. PROBLEMA EXTRA NO 35 João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa.03.2004. ainda. I. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. fixada em seus patamares mínimos. QUESTÃO: Como advogado de João. foi acusado. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte.

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