UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas - Departamento de Engenharia de Minas Pós-Graduação Lato Sensu em Beneficiamento Mineral

MAGNO LÚCIO DE ARAÚJO

AVALIAÇÃO DE OPORTUNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA EM CIRCUITOS DE BRITAGEM DE MINÉRIO DE FERRO

OURO PRETO (MG)

2010

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

MAGNO LÚCIO DE ARAÚJO

AVALIAÇÃO DE OPORTUNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA EM CIRCUITOS DE BRITAGEM DE MINÉRIO DE FERRO

Monografia apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, como requisito para obtenção do título de Especialista em Beneficiamento Mineral.

Orientador: Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira

OURO PRETO (MG) 2010

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Formatado: À esquerda

RESUMO

Os circuitos de cominuição são os maiores consumidores de energia das plantas de processamento do minério de ferro. Os equipamentos desses circuitos, contudo, operam de maneira pouco eficiente energeticamente, comparados a outras máquinas elétricas. Os britadores são equipamentos que permanecem energizados e em operação mesmo sem a presença de material para processar, gerando consumo energético não produtivo e, assim, indesejável. A utilização eficiente de energia elétrica traz benefícios tanto ao processo mineral quanto ao meio ambiente, motivando o presente trabalho, que busca apresentar oportunidades de conservação de energia e gestão dos insumos energéticos nos circuitos de britagem de minério de ferro. As tecnologias disponíveis e metodologias para aperfeiçoar a utilização dos recursos existentes serão verificadas e será apresentada uma proposta de circuito de britagem otimizado em termos de eficiência energética. Serão utilizados como referência circuitos reais e provenientes de literatura, de forma a buscar a redução do tempo de funcionamento dos britadores sem carga, melhorias na cadeia logística e de informação no circuito. Tornar o consumo energético da cominuição mais eficiente e racional resulta diretamente na melhoria dos resultados financeiros do processo mineiro e em seu impacto ambiental. Somados aos benefícios materiais, o uso consciente da energia elétrica é uma ação com forte apelo de consciência ambiental. As empresas de mineração são constantemente alvo de questionamentos quanto às interferências no meio ambiente e deste modo justifica-se também o tema desse trabalho por contribuir com a melhoria da imagem das companhias mineradoras junto à sociedade.

Palavras Chave: Eficiência energética, Britagem, Conservação de energia, Minério de ferro, GERBI

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Formatado: À esquerda

ABSTRACT The higher energy consumption fraction within the iron ore process is used in the comminution circuits. However, the equipments at those circuits work inefficiently, compared to other electrical machines. The crushers are electrical machines that remain in operation even without material to process, consuming an unwelcome nonproductive energy. The efficient electrical energy use brings benefits to the mineral process as well as to the environment, motivating this work, which looks for energy saving and its consumption management opportunities at the iron ore crushing circuits. The available technologies and methodologies aiming energy resources’ use improvement will be analyzed and, thus, a finest hypothetical crushing circuit, in terms of energy efficiency, will be presented. In the research, real circuits and others from literature will be used as reference to best practices in crushers’ non-productive operation time reduction and improvements at the information flow and ore logistic chain. Making the comminution energy consumption more efficient and rational improves directly the mining process economic results and reduces its environmental impact. Hence, in addition to material benefits, the rational energy use shows company’s environmental care. Mining companies are often accused of environment intervention, also reinforcing the theme purposed in this work, since the efficient use of energy contributes positively to this industry sector image amongst the society.

Keywords: Energy efficiency, Crushing, Iron ore, GERBI

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Excluído: 32 Excluído: 39

SUMÁRIO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. INTRODUÇÃO .....................................................................................................1 OBJETIVOS .........................................................................................................2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.................................................................................4 CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM...............................................31 DISCUSSÃO DOS ASSUNTOS ABORDADOS.................................................38 CONCLUSÃO ....................................................................................................44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................45

Excluído: 45 Excluído: 46 Excluído: 1. INTRODUÇÃO 1¶ 2. OBJETIVOS 2¶ 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4¶ 4. BRITAGEM 20¶ 5. CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM 32¶ 6. DISCUSSÃO DOS ASSUNTOS ABORDADOS 39¶ 7. CONCLUSÃO 45¶ 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 46¶ 1. INTRODUÇÃO 1¶ 2. OBJETIVOS 2¶ 3. Revisão Bibliográfica 4¶ 4. BRITAGEM 20¶ 5. CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM 32¶ 6. Discussão dos assuntos abordados 39¶ 7. Conclusão 45¶ 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 46¶ Excluído: 1. INTRODUÇÃO 1¶ 1.1. Introdução 1¶ 2. Objetivos 2¶ 3. Revisão Bibliográfica 4¶ 3.1. Histórico 5¶ 3.2. Motivação para aplicação de medidas de eficiência energética 7¶ 3.3. Aplicações gerais em projetos de eficiência energética 9¶ 3.3.1. Programa de Gestão Energética (PGE) – PROCEL/GERBI 10¶ 3.3.2. Gestão pelo lado da demanda (DSM) 17¶ 4. BRITAGEM 20¶ 4.1. Cominuição 20¶ 4.2. Britadores 20¶ 4.2.1. Britadores primários 21¶ 4.2.2. Britagens secundária, terciária e quaternária 24¶ 4.3. Circuitos de Britagem 29¶ 5. CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM 32¶ 5.1. Automação e controle 33¶ 5.2. Simulação Computacional 35¶ 5.3. Eficiência na fratura das partículas na britagem 37¶ 6. Discussão dos assuntos abordados 39¶ 7. Conclusão 45¶ 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 46¶ 1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 1¶ 1.1. Introdução 1¶ 1.2. Objetivos 1¶ 2. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 3¶ ... [1] ¶

como iluminação e condicionamento dos ambientes. O custo da energia utilizada nessas atividades influencia o custo do minério e a margem de lucro das empresas. redução. seleção e bombeamento do minério. Nessa. Excluído: <#>INTRODUÇÃO¶ . além do considerável uso de diesel para caminhões. em especial na indústria de minério de ferro. INTRODUÇÃO A busca por processos mais eficientes é uma constante nos setores produtivos. são normalmente dispendiosas e afetam a produtividade. A eletricidade é necessária para transporte.1 1. oportunidades para agregar valor ao material por alteração do produto final. além de outras finalidades úteis. que não será diretamente tratado nesse trabalho. como a eliminação de um determinado mineral indesejado presente na frente de lavra ou a obtenção de níveis mais baixos de SiO2. As plantas de beneficiamento mineral utilizam principalmente energia elétrica. em especial salas elétricas e escritórios.

portanto. seus principais conceitos e aplicações no contexto geral e especificamente no âmbito industrial. Não foram encontrados dados brasileiros. para a imagem da . serão discutidos os benefícios com a execução de projetos com esse foco. Apresentam-se. treinamento das pessoas envolvidas no processo e conscientização geral sobre o uso racional da energia elétrica. metodologias de gestão energética. que além de econômicos. consequentemente. Será apresentado um histórico. correspondendo a 30% da energia consumida em todo o processo de mineração. mas na manutenção dos melhores índices de consumo ao longo do tempo. conforme Neves e Tavares (2004) e Sampaio (2007). além de outros benefícios que a redução do consumo de energia elétrica proporciona. também. porém o departamento de energia dos Estados Unidos. automação e no uso e tecnologia dos equipamentos empregados no processo. Essas técnicas serão utilizadas para a análise de oportunidade de melhorias de curto e longo prazo nos processos de britagem do minério de ferro. o ganho com a conservação de energia sem alterações de produtividade ou qualidade do produto final. como melhorias de logística. optouse nesse trabalho por abordar a área da mineração com maior consumo energético. DOE (U. principalmente. contribuem para a redução de efeitos indesejados da geração e distribuição de energia elétrica e. Departament of Energy). que contribuem não somente na redução do consumo de energia por tonelada produzida. OBJETIVOS Com o objetivo de apresentar propostas para a redução desses custos. conforme Tromans (2007). a britagem. visando à redução do consumo de energia nos circuitos de britagem na mineração de minério de ferro. Essa abordagem visa.2 2. S. os principais termos e informações sobre o tema “eficiência energética”. As propostas de economia de energia terão foco na racionalização do uso de energia. estima que 75% da energia utilizada no processo de beneficiamento mineral seja aplicada nos circuitos de cominuição. Envolvem. Os estudos foram baseados em métodos para aumentar a eficiência energética do sistema sem alterações físicas ou químicas do mineral beneficiado. Por fim.

no aspecto ambiental. normalmente afetada por uma visão negativa. de suas atividades. .3 empresa.

elevando o custo da energia. eólicas e fotovoltaicas. essas ações podem assegurar o retorno do investimento realizado. O desperdício aumenta a necessidade de novos investimentos em ampliações do parque gerador e do sistema elétrico. (essa frase ficou sem sentido) Excluído: de energia Excluído: de Excluído: ?? quem escreveu Excluído: de eficientização (otimização??) Excluído: “ Excluído: . com conseqüente aumento de competitividade. a implantação de medidas para conservação de energia poupa recursos naturais. mas também de materiais e estruturas para a instalação desses. A análise da utilização da energia tem por objetivo diagnosticar o consumo.4 3. Mas é preciso utilizar a energia de maneira eficiente. A concessionária de energia mantém contínuos planos de investimentos. termelétricas. garantindo mais verba para ser destinada a outros fins. além de afetar o meio ambiente pela inundação de grandes áreas das barragens das hidrelétricas. diminuir a qualidade de vida. evitando os desperdícios ou o uso inadequado. a instalação de equipamentos ou infra-estrutura mal dimensionados ou pouco eficientes pode gerar não apenas o aumento do consumo de energia. uma concessionária de energia produz energia elétrica por meio de usinas hidrelétricas. Conforme informações apresentadas pela Petrobrás (PETROBRAS. entre outras. como o petróleo e o gás. Formatado: Cor da fonte: Automática Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: d Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: p Excluído: . conforme Salum (2005). pois é mais barato conservar do que gerar energia. SALUM (2005) definiu eficiência energética como a utilização da “energia de forma a obter o máximo benefício com o menor consumo. por conta da economia de energia resultante. a Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: ocorrida Excluído: ” Excluído: Esse parágrafo precisa ser melhorado Formatado: Cor da fonte: Automática . Dentro das empresas. melhora o desempenho econômico de empresas e reduz a necessidade de se investir em infraestrutura e energia. a segurança Excluído: . Além disso. diminui custos de produção.1. já que o montante é recuperado ao longo da vida útil de equipamentos. Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: g Excluído: e Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: . o conforto. possibilita a produção de bens cada vez mais baratos e competitivos. 2009). levantar potenciais melhorias em eficiência energética e prospectar soluções que resultem em melhoria do desempenho das unidades consumidoras. aplicando recursos para melhorar seus serviços e atender a toda população. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3. Excluído: . sem. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Formatado: Título 2 Para abastecer seu mercado consumidor. no entanto.

alteraram-se as perspectivas: baixam-se os preços do petróleo. quando implantadas. notadamente na emissão de gases de efeito estufa”.” Contudo. É criado. afetavam o setor de mineração. porém não foi focado no âmbito industrial. o PROCEL . HISTÓRICO Segundo Garcia. as indústrias buscaram a preservação dos seus negócios por meio de medidas emergenciais de eficiência energética e até cortes na produção e não houve ação efetiva do PROCEL na ocasião.5 e a produtividade”. Apenas as ações relativas a motores elétricos. economizar energia não é “apagar a luz”. Concomitantemente. É preciso economizar eletricidade. então. O Governo Federal lançou nessa ocasião um “pacote” de medidas destinadas a diminuir os desperdícios no consumo deste energético. Das lições aprendidas. cresceu a preocupação com o meio ambiente. Já a ABESCO (2010) (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) definiu um projeto de eficiência energética como “um conjunto de medidas bem definidas que. Em 1985-6. mas utilizar a iluminação correta no tempo necessário. Excluído: Excluído: ou Excluído: sinalização (ou perpectivas Formatado: Cor da fonte: Automática Excluído: ) Formatado: Cor da fonte: Automática Formatado: Cor da fonte: Automática . previamente determinada.1.1. (ano) Formatado: Cor da fonte: Automática Formatado: Título 3 Excluído: ”. que é negativamente impactado pelo uso da energia. quando boa parte do Brasil passou por severas limitações de oferta de energia elétrica nos anos 2001 e 2002. Vários equipamentos ainda estão em processo de regulamentação pela Lei 10. 3.” Em outras palavras. para os quais foram regulamentados índices mínimos de eficiência. levarão a uma redução. (2003). mas há forte Excluído: . reduz-se a capacidade de expansão do setor elétrico por causa das baixas tarifas e juros do mercado internacional. mantendo-se os níveis de produção e da qualidade do produto final. Os choques do petróleo alertaram para uma possível escassez futura de energia. “a década de 1970 é sempre o marco inicial nos estudos sobre eficiência energética. ficou a capacidade da maioria dos consumidores e das indústrias em reduzir seu consumo de eletricidade sem interrupção de suas atividades.295/01. dos custos de consumo de água e/ou energia de uma empresa ou empreendimento. cuja ação vai realmente implementar o uso eficiente da energia elétrica no Brasil.Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica.

México . Como comparação. metade deste valor. a soma dos consumos de energia dos setores residencial. por exemplo.ENS. lâmpadas fluorescentes.departamentos de ministérios .Indústria e o PROESCO. fornos. Outro recurso para projetos de eficiência energética é o Programa de Eficiência Energética – PEE da ANEEL. 2009 apud BEM.7% da energia consumida no Brasil.ROL da maioria das concessionárias. Em 2009. como. Verifica-se que existe no Brasil o conhecimento das técnicas e métodos para realizar um programa de eficiência energética. Os recursos do PEE são formados pela destinação de 0. entre outros pontos. Esses recursos devem ser aplicados em projetos de eficiência energética aprovados pela ANEEL.como responsáveis pelo planejamento e gerenciamento dos programas de eficiência energética na indústria (EUA . geladeiras.Indústria visa. comercial e público soma apenas 15. As duas iniciativas federais que apresentam maior atenção ao setor industrial são o PROCEL .Motiva. Já a linha de crédito PROESCO do BNDES financia. mas ainda cabe um amplo debate para a consolidação de um plano de metas efetivo que leve em consideração as oportunidades e barreiras existentes no país.OEE. o Ministério de Minas e Energia se dispõe a desenvolver uma estratégia nacional de eficiência energética. até 80% do valor de projetos de eficiência energética. aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE definiu metas de 10% de conservação de energia. O Plano Nacional de Energia 2030. ar condicionado de parede e entre outros.8% do total (CNI. que é uma linha de crédito do BNDES.RET).25% da ROL. Países como Nova Zelândia . Dinamarca . Finlândia . Os governos de outros países criaram estruturas específicas .6 predominância para equipamentos de uso residencial e comercial. Entretanto. esse setor representa 40. Atualmente. deve ser direcionado obrigatoriamente a consumidores de baixa renda. 2008). ou 0. minimizar perdas em sistemas motrizes já instalados na indústria brasileira.DoE. A atuação do PROCEL . fogões.CONUE e Austrália . diretamente ou por meio de seus agentes. Canadá . os programas federais existentes de eficiência energética estão mais focados nestes três últimos setores citados. Entretanto.5% da Receita Operacional Líquida .

A liderança dessa discussão está com a ABNT. Países como EUA. possui fundos de desenvolvimento tecnológico que poderiam receber demandas de investimento para projetos de otimização energética industrial. a agência sueca trata da área energética como um todo e a agência francesa lida também com questões ambientais. de forma significativa. lançando mão de estratégias de eficiência energética. Já em boa parte dos países em desenvolvimento. 2005): Excluído: ¶ Formatado: Título 3 . a EST. por sua vez. O Brasil. para buscar reduções nas emissões de gases de efeito estufa. Alemanha – DENA e China criaram agências específicas para esta finalidade. No Brasil. MOTIVAÇÃO PARA APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Nos programas de eficiência energética dos países desenvolvidos as preocupações ambientais vêm alcançando a primazia nas motivações para os programas de eficiência energética. China. Como exemplo. com apoio da Eletrobrás e da Petrobrás. existem. além desses. 3. A Inglaterra criou uma empresa privada. é também uma tendência mundial.1. encontra-se em discussão a proposta de uma norma ISO para gestão da energia na indústria. incluindo o Brasil. como da ISO para consumo de energia. a melhor utilização das capacidades de suprimento de energia disponíveis. particularmente de energia elétrica Para as empresas individualmente. sendo as principais. A definição de normas internacionais.EECA. Japão. Dinamarca e México possuem normas de gestão otimizada de energia na indústria. Outro país que também tem seguido este caminho.7 . Com esta parceria se diminui os riscos e as incertezas associadas a ganhos de eficiência energética. a implantação de um programa de eficiência energética se justifica por várias vertentes.2. Dentre as propostas das agências de outras nações para a eficiência energética encontra-se o estímulo a parcerias público-privadas para pesquisa e desenvolvimento de equipamentos e processos industriais eficientes. por exemplo. compatíveis com a ISO 9000 e a ISO 14000. sobretudo através do DoE. segundo (Salum. outros motivadores para estes programas como. é a Austrália. Os EUA têm apostado nesta estratégia há bastante tempo.

de forma que a implantação das propostas seja viável de forma que a economia obtida com a redução do consumo dos insumos energéticos compense os investimentos necessários. Apesar das motivações em torno da implantação de ações de conservação de energia apresentadas. especializadas em serviços de conservação de energia. após a implantação das ações de eficiência energética são importantes para avaliar os ganhos obtidos e verificar possíveis desvios geradores de aumento indiscriminado do consumo de energia após a realização dos projetos. a saber: • necessidade de maior difusão das tecnologias mais eficientes e dos potenciais benefícios. No trabalho realizado pelo CNI (2009) em conjunto com a Eletrobrás e o PROCEL. pela escassez de recursos naturais e financeiros. disponibilizado pelo M&V. • Aumento da produtividade e competitividade. Uma ESCO oferece serviços de identificação de oportunidades para reduzir gastos com energia. “ESCOs (Energy Services Company) são empresas de engenharia. foram apontadas algumas das principais barreiras para projetos de eficiência energética na indústria brasileira e. • Custo do kWh economizado é menor do que o kWh gerado. O acompanhamento das variáveis energéticas. • Consciência dos prejuízos causados pelo desperdício. incluindo o Plano de Medição & Verificação (M&V). • Redução dos custos no produto. Formatado: Não Realce Formatado: Não Realce Formatado: Não Realce Formatado: Não Realce . em especial. Os estudos para obtenção dessas melhorias tornam-se mais atraentes ao possuírem focos técnico-econômicos. Essa proposta é normalmente adotada pelas empresas prestadoras de serviço de conservação de energia. em promover a eficiência energética e de consumo de água nas instalações de seus clientes”. algumas barreiras são encontradas para implantação desses projetos. • Minimização do impacto ambiental causado pelas usinas geradoras. as ESCOs. • Melhoria da eficiência de processos e dos equipamentos. Conforme a ABESCO. são apresentados a seguir os pontos de melhoria relativos à indústria extrativa mineral. ou melhor.8 • Custos crescentes do kWh. implantação das oportunidades identificadas e startup dos novos sistemas. • Postergação ou redução de investimentos em equipamentos elétricos.

3. as ações do PROCEL de capacitação e treinamento e fomento a diagnósticos industriais. 2009) foram analisados programas de eficiência energética industrial. • 54 % disponibilizam informações técnicas.1. desenvolvidos em 12 países e na União Européia. No trabalho CNI/ELETROBRÁS (CNI. Serão apresentadas a seguir algumas delas. 3. Os seguintes resultados foram apresentados: • 94% dos programas associam ganhos de eficiência com ganhos ambientais. No resto do mundo já existem várias frentes para o desenvolvimento de projetos com foco em eficiência energética. • 62 % são programas voluntários. • necessidade de treinamento de pessoal para identificar oportunidades de eficiência energética e para fazer a gestão dos projetos que se mostrarem viáveis ou contratar empresas especializadas. Alguns dos instrumentos listados já têm sido utilizados no Brasil. • 82% possuem algum tipo de incentivo financeiro ou tributário para ações de eficiência energética. • baixa liquidez e restrições de acesso a linhas de financiamento.9 • percepção de riscos altos com a introdução de novas tecnologias. Com essa visão. como as ESCOs. neste trabalho foram utilizadas como referência metodologias e propostas de eficiência energética tanto de fontes nacionais como internacionais. Há de se considerar na análise de implantação da experiência internacional no Brasil de forma se obter os melhores resultados possíveis. • 62% promovem a substituição de equipamentos e alteração de processos industriais. para os casos das pequenas e médias empresas do setor. Como exemplo. requerendo apenas aperfeiçoamentos. APLICAÇÕES ENERGÉTICA GERAIS EM PROJETOS DE EFICIÊNCIA Formatado: Não Realce Formatado: Não Realce Formatado: Não Realce Formatado: Título 3 Iniciativas com focos variados podem ser encontradas em busca do aumento da eficiência energética. Formatado: Não Realce Excluído: .

esta técnica dispõe de várias ferramentas no sentido de implantar a gestão energética em uma empresa. para então prover ótimas soluções de suprimento.10 3. partindo do conhecimento de seus custos.7 passos para a eficiência energética (GERBI. Projetos Técnicos Formatado: Título 5 Dentre as metodologias que compõem o conceito de gestão energética. conforme (GERBI.1. PROGRAMA PROCEL/GERBI DE GESTÃO ENERGÉTICA (PGE) – Formatado: Título 4 Existe uma técnica adotada em vários países. integrando as dimensões tecnológica. que “estabelece um método racional e progressivo para otimizar as ações de eficiência energética na empresa. 2008) . e otimizando o uso final ao ponto de suprimento. como está esquematizado na Figura 1: primeiro entender o consumo atual para então encontrar as oportunidades de melhoria.1.3. 3. organizacional e comportamental. 2008) Figura 1 .1. divulgada no Brasil pelo Programa GERBI (Greenhouse Gas Emission Reduction in the Brazilian Industry) . denominada PCE – Planejamento Corporativo de Energia. 2008).” (GARCIA. apresentam-se os 7 Passos para a Eficiência Energética.1. 2003 in GARCIA.3. que serão abordadas nesse trabalho. 2003 apud Garcia.1.

se possível. Em alguns casos ainda. buscar entender as condições de operação dessa ocasião para então replicá-las. Conforme (Salum. a qual se direciona a empresas ou a grandes consumidores. os preços são diferenciados de acordo com a sua utilização durante as horas do dia e durante os períodos do ano. “as tarifas horo-sazonais também permitem ao consumidor reduzir suas despesas com energia elétrica.11 A estrutura de preço adotada pelo setor elétrico geralmente considera que diferentes consumidores devem ter tarifas também diferentes.”. é clara a existência de um ajuste dos equipamentos ou metodologia de produção mais eficiente. as empresas têm geração própria de energia ou o uso de outras energias além da elétrica. com preço fixo por kWh consumido. 2005). Caso já tenham ocorrido períodos em que houve consumos menores de energia com o mesmo nível de produção e a mesma planta instalada. Essas são dividas entre a tarifa convencional. Essa redução poderá ser obtida evitando-se o horário de ponta e/ou deslocando-se o consumo para determinados meses do ano. Nesse ponto é importante comparar o consumo de energia atual com dados históricos. como gás. Deve ser observada também a existência de multas decorrentes de consumo acima do estipulado em contrato ou devido a problemas na malha elétrica interna à empresa. e a tarifa horo-sazonal. Nessa última. Esse momento histórico deve ser atentamente observado para servir como uma meta inicial para operação da planta e. Sendo assim. carvão ou até mesmo solar. normalmente aplicada para uso residencial ou pequenos consumidores. que dependem da característica do consumidor. Essas outras fontes devem ser consideradas para a determinação do custo total com energia. Existem alguns tipos de tarifação da energia elétrica. desde que ele consiga programar o seu uso. Excluído: <#>Entender o consumo atual¶ ¶ <#>Entender os custos¶ Excluído: (Retirei compararse) . a empresa deve verificar se a tarifa energética aplicada é a mais conveniente e deve conhecer muito bem os custos envolvidos no contrato de energia junto à concessionária de energia elétrica.

toneladas. Um último passo deve ser ainda seguido para o entendimento do consumo de energia de uma unidade. “O indicador de consumo mais utilizado para avaliar o desempenho de uma unidade consumidora é o consumo específico. gerando multas. Já no caso do funcionamento em baixa carga. As duas situações devem ser evitadas. que é a relação entre o consumo de energia elétrica (kWh) e a respectiva produção (em unidades. por estarem fora das características para as quais foram projetados.). etc. deve-se atentar para a influência de uma possível alteração desse consumo no tempo. comparando-se o Excluído: <#>Entender onde (retirar)¶ Excluído: <#>Entender quando (retirar)¶ .12 Conforme Salum (2005). como iluminação e condicionamento de ambientes. visto que o caso acima da média força um maior contrato de demanda. etc.. Cabe ressaltar que. litros. litros. toneladas. Essas oscilações podem apontar o uso de equipamentos desnecessários em um pico de consumo ou a utilização de máquinas com baixa demanda em momentos de reduzida produção. os equipamentos podem estar funcionando em pontos de operação menos eficientes. caso não sejam eliminadas as parcelas de consumo de energia não diretamente relativas à produção. o que poderia afetar a veracidade da comparação entre períodos.) Verificando como é distribuído o consumo de energia ao longo do tempo pode-se encontrar eventuais oscilações de consumo. Indica-se a avaliação do consumo e demanda separadamente para cada um dos setores da planta analisada. Ce = Eee / Pe Onde: Ce = Consumo específico Eec = Energia elétrica consumida Pe = produção específica de determinado produto (em unidades. mais caro. ou a ultrapassagem da demanda máxima.” A monitoração utilizando o consumo específico permite a comparação da eficiência da planta em taxas distintas de produção. que são normalmente indesejadas.

onde “E” é a energia elétrica. inicia-se a etapa de busca pelas oportunidades de conservação de energia. Excluído: ndo Excluído: <#>Encontrar oportunidades de melhoria (retirar)¶ Excluído: . Dessa forma pode-se evidenciar um processo ou sistema que possua um uso mais intensivo de energia. Essas informações podem ser utilizadas para a definição de uma área prioritária para a execução de ações de eficiência e acompanhamento do consumo ou mesmo em momentos de tomada de decisão. “P” é a potência solicitada pela carga . normalmente expressa kWh quando se refere ao consumo elétrico.kW . Para economizar energia elétrica existem duas formas: uma é reduzindo a potência das cargas e a outra é reduzindo o tempo de funcionamento dessas. Uma vez identificadas as oportunidades de emprego de métodos ou equipamentos mais eficientes.em h. Sendo assim. Após a avaliação do consumo. Essas práticas devem ser evitadas por meio da análise e eliminação de fatores geradores de desperdício. O presente trabalho será focado em economias de energia elétrica A energia elétrica é definida matematicamente pela expressão E = P x t. 2005). Esses dados podem auxiliar caso seja necessário decidir pela utilização ou não de determinada facilidade baseando-se na relação entre o custo da energia e o benefício esperado.13 peso dessa em relação ao todo. (SALUM.e “t” é o tempo de funcionamento da carga . sendo essas não excludentes mutuamente: • Redução da potência: melhoria da eficiência com o emprego de novas tecnologias ou pelo redimensionamento dos equipamentos. . investiga-se o uso de energia que não é empregada de maneira produtiva ou para atendimento a normas que visam ao conforto e segurança de pessoas. mudanças de hábitos e automatização. basicamente. • Redução do tempo: melhoria de processos produtivos. Seguem abaixo alguns exemplos normalmente encontrados: Excluído: ¶ <#>Eliminar o desperdício (retirar)¶ Excluído: Nessa etapa Excluído: avalia-se Excluído: . pode-se economizar energia de duas formas.

preventiva e corretiva. Sem marcadores ou numeração Excluído: ¶ Maximizar a eficiência (retirar) Excluído: 2. Com esses dados. baseando-se em experiência ou análises laboratoriais. • Manutenção preditiva. seja pela adequação do processo ou ambiente. Nesse redimensionamento. pode ser reavaliado o contrato de fornecimento de energia com a concessionária e definir a melhor matriz energética para a obtenção do menor custo possível para a energia.1 . Caso se encontre uma relação insatisfatória. Essa é dada pela razão entre os valores de eficiência apresentados pelo fabricante ou estimados. Ex. • Utilização de automação para atuação em momentos de desperdício. devem ser então observados os ganhos obtidos e a efetiva redução do consumo e da demanda energética do sistema. ou seja.14 • Modificações na configuração do processo. Após a implantação das medidas de eficiência energética.1. Em especial. por meio de medições ou avaliações da operação dos equipamentos. que podem Excluído: <#>Otimizar o fornecimento (retirar)¶ Excluído: pode-se Formatado: Normal.: Desligamento automático de lâmpadas utilizando sensores de presença.: Eliminação de válvulas restringindo fluxo de fluidos à jusante de bombas. Alguns equipamentos podem não operar da maneira mais eficiente possível. Várias ações simples com foco na eficiência energética podem ser encontradas na literatura e em sites da internet. serão estudadas oportunidades para eliminar desperdícios de energia na cominuição de minério de ferro.1. Deve-se. sendo essas intencionais ou não. Ex. pelo redimensionamento da instalação atual. citadas no capítulo 3. e a eficiência real. devido a incertezas existentes na fase de projeto ou modificações das exigências do equipamento ao longo da vida da planta. podem-se citar as recomendações disponibilizadas pelas agências de vários países envolvidas com o tema. determinar a relação entre a máxima eficiência do equipamento. devem ser tomadas ações para a maximização da eficiência. Nesse trabalho. observando nesse processo a existência das oportunidades apontadas no parágrafo anterior. conforme já apresentado. encontrada em campo. identificação de perdas e eliminação dessas. devem ser considerados os prazos de vigência dos contratos e as expectativas de expansões ou aumentos de produção.

1. há várias definições para gestão energética: “o uso criterioso e eficaz de energia a fim de maximizar os lucros e aumentar as posições competitivas (COPEHART. a definição de uma política energética. Na dimensão comportamental. ao invés de ser encarada como um mero insumo. a inserção da atividade na cultura própria da empresa.1. como já instituído na administração pública federal. tornando-a uma tarefa usual como a administração de materiais e pessoal o é em muitas organizações.. A definição clara de uma equipe responsável e suas atribuições. o foco abordado pelo GERBI refere-se ao treinamento e . para o gerenciamento da energia. o envolvimento da alta diretoria. etc. meio ambiente.2. Ações Gerenciais Segundo Aragão Neto (2005). do PROCEL/GERBI. Os resultados podem ser potencializados com a adoção de um processo contínuo e integrado a outras áreas da gestão tais como qualidade. adotar uma visão mais abrangente com relação ao uso da energia contribui para a permanente redução de custos. Ações para redução de consumo de energia baseadas somente em mudanças de equipamentos tendem a ter vida curta e resultados menos efetivos. é fundamental reconhecer o papel do fator humano. mesmo com a planta operando de forma mais eficiente.” Estes conceitos sugerem que. aumento de margens de lucro e competitividade. conforme (GARCIA. O PROCEL/FUPAI considera a formação de uma CICE .Comissão Interna de Conservação de Energia. Mas para um programa de gestão ser bem sucedido. incluindo as necessidades de treinamento. O programa britânico Action Energy (2004) define gestão energética como a aplicação estruturada de uma série de técnicas de gestão que permite a uma organização identificar e implementar ações que reduzam o consumo e custos com energia. 3. 2008) “na dimensão organizacional. citado por DIXON E TRIPP.15 elevar o consumo de energia elétrica acima dos observados no momento das avaliações em campo. o objetivo é integrar a gestão energética ao dia-a-dia da empresa. a energia deve ser vista como um fator diferencial para garantir a sobrevivência e sucesso da empresa. 2003). custos.3. Segundo o PGE. são tarefas relacionadas à integração desta dimensão à gestão energética. processos. A gestão energética é um importante fator de melhoria para as empresas. Dessa forma.

Considera também como otimizar as oportunidades de financiamento de melhorias. targeting and reporting): permite a incorporação sistemática das melhores práticas de operação visando à redução do consumo de energia nos sistemas produtivos da empresa. um planejamento energético corporativo poderia realizar ações coordenadas nas corporações. Também o Excluído: PROCEL/FUPAI destina um capítulo à comunicação do programa e à importância do treinamento e conscientização.“ Assim. recomendações de treinamentos básicos aos funcionários para disseminar a cultura contra o desperdício de energia. às pessoas envolvidas na atividade da companhia. ou um departamento. como o tratamento d’água. vê-se a importância direcionada nos programa de gestão energética ao fator humano. seja um equipamento específico. • Matriz de treinamento: também ajuda no diagnóstico da situação vigente dos programas de treinamento e conscientização. destacando especial importância à comunicação dos resultados obtidos com o programa de gestão energética. como diretrizes para o setor de compras apenas adquirir equipamentos de alta eficiência e. Um aspecto interessante da técnica PCE é a concepção de várias ferramentas que podem auxiliar na implantação e consolidação do programa: • Matriz de gerenciamento energético: ajuda no diagnóstico do atual estágio de gerência energética da empresa e quais passos empreender. para o departamento de gestão de pessoas. reunindo vários processos. do nível operacional a gestores. • Os 7 Passos para a Eficiência Energética: apresentados na seção anterior. • MT&R (monitoring. como uma caldeira. com foco no uso racional de energia. . são recomendadas atividades específicas voltadas à capacitação. um processo. Portanto. pois necessariamente o processo de gestão energética deve ser integrado aos demais processos da empresa para a obtenção de um resultado mais efetivo das ações de eficiência energética. Aproveitar a cultura organizacional é uma alternativa interessante. o qual necessita de especial atenção para o sucesso de ações com foco em conservação de energia. Como exemplo.16 conscientização do pessoal.

porém tratam-se de ações desenvolvidas e implementadas essencialmente pelas companhias de eletricidade dentro de uma área geográfica. como treinamento e comunicação. é o esforço sistemático para promover mudanças nos padrões de uso de eletricidade.2. Contudo. podem ser tomadas algumas ações: • Mudança na estrutura tarifária: Tarifas especiais em horário de pico. como o Brasil. lembrando que na verdade as ações de gestão energética estão integradas com as outras ações de eficientização e que seu maior benefício está na consolidação. incluindo o uso de equipamentos mais eficientes. 1997) “necessita inicialmente de uma avaliação da evolução futura do perfil de carga e da quantidade de energia demandada pelos consumidores da concessionária de eletricidade (CE). haja vista as que podem ser obtidas com a implantação da técnica de MT&R. ou do inglês Demand-Side Management (DSM). A meta é modificar o perfil do consumo temporal de carga. assim como traz algumas economias adicionais. Todavia esses se justificam. GESTÃO PELO LADO DA DEMANDA (DSM) Formatado: Título 4 O gerenciamento pelo lado da demanda. Os programas de gerenciamento de carga incluem medidas que objetivam evitar o aumento de capacidade de produção de eletricidade ou fazer melhor uso daquela existente. podendo o consumo total de energia elétrica permanecer constante ou até mesmo crescer.1. ”Essas iniciativas se dividem em programas de gerenciamento de carga e investimentos em eficiência energética. ao longo do tempo. As estratégias de DSM considerarão diversas iniciativas que têm como objetivo mudar a forma da curva de carga ou sua área total (a integral da curva de carga dá a energia total consumida) ou ainda por uma combinação de ambas as iniciativas. conforme (JANUZZI & SWISHER. Com esse foco. . embora em alguns países. requer alguns investimentos. das economias obtidas. Uma boa gestão energética aumenta as chances de que medidas de eficiência energética tenham seu valor reconhecido.17 A gestão energética engloba ações para otimizar e reduzir os custos com energia.3. as agências de governo também as realizem. 3. Esse tipo de programa.

O objetivo com essas ações é a redução do consumo de energia ou ao menos a redução da taxa de crescimento. para balizar a viabilidade da execução de um projeto com foco em eficiência energética. . Essas medidas podem ser um subconjunto do programa de gerenciamento de carga e normalmente são direcionados à utilização de tecnologias mais eficientes.18 • Controle direto de carga: Contratos e medidores de demandas nos consumidores. conforme apresentado na descrição da sistemática para a execução de projetos dessa natureza pelas indústrias. • Incentivos a fornecedores: incentivos financeiros a fabricantes que produzem equipamentos mais eficientes ou acordos para que esses tornem seus produtos mais eficientes.Auditorias e informação: avaliação de qual é o uso final da energia e as tecnologias empregadas. no exemplo do GERBI. O alinhamento entre ações das empresas e as diretrizes dos programas de DSM é recomendável. • Incentivos e empréstimos: empréstimos com taxas de juros mais baixas e pagamentos parcelados. como no aumento da atratividade financeira na implementação das melhorias nos sistemas. Podem incluir ainda subsídios e descontos para compra de equipamentos mais eficientes. Os custos com a energia devem ser conhecidos e avaliados ao início e ao final das analises de oportunidades de conservação de energia. pois tende a potencializar os resultados globais. tanto em redução do consumo de energia elétrica. • Introdução de tecnologias específicas: sistemas automatizados para operarem em momentos de energia mais barata Já os programas de investimento em eficiência energética baseiam-se em esforços para diminuir o consumo unitário de um particular uso final de energia. • Instalação direta/Companhia de serviço de Energia (ESCO): a própria CE distribui equipamentos aos consumidores ou implanta uma determinada metodologia por meio das ESCOs. As ações normalmente tomadas são: • . servindo para definir o perfil dos consumidores e nortear as demais ações de DSM. evitando assim a necessidade de aumento da capacidade de produção das usinas geradoras.

as partículas minerais são submetidas a sucessivos estágios de redução de tamanho e seleção por meio da britagem e peneiramento. SENDO UM OU OUTRO M AIS PRESENTE DEPENDENDO DO EQUIPAMENTO) ” (SUGIRO RETIRAR ESTE ITEM 4. fica restrito a tamanhos maiores de partículas. COMINUIÇÃO A etapa de cominuição deve ser realizada de forma a cumprir. após o desmonte com explosivos. Por fim. Reescrever este paragrafo). Excluído: está Excluído: a Excluído: érios Excluído: <#>SEGUNDO CHAVES. AS PARTÍCULAS GROSSEIRAS SOFREM AÇÕES DE FORÇAS DE COMPRESSÃO OU DE IMPACTO (DEPENDENDO DO EQUIPAMENTO TEM OS CISALHAMENTO E ABRASÃO).19 3. possuem seus minerais minérios agregados a minerais de ganga. britadores dependem de forças de compressão.2. 2006. Uma vez que a maioria dos minérios assim como o minério de ferro. caso seja necessário obter partículas em tamanhos menores do que o processo de britagem é capaz de fornecer de maneira satisfatória. contudo. BRITAGEM Formatado: Título 2 Formatado: Título 3 3. ao contrário dos britadores que operam com o material apenas com a umidade encontrada in natura. Assim. as seguintes metas: • Atender às exigências de tamanho máximo dos produtos. permitindo o transporte e a estocagem dos mesmos. Explosivos são utilizados na mina para a remoção do minério de seu estado natural. (WILLS. Minério é um agregado de mienral minério e ganga.5 m e são reduzidos a partículas entre 10 e 20 cm. deve-se inicialmente liberá-los para que a separação possa ser realizada na etapa de beneficiamento.1.¶ . BRITADORES A britagem é o primeiro estágio mecânico do processo de cominuição e é normalmente realizado em dois ou três estágios.2. apresentam relações de redução inferiores aos encontrados nos moinhos. Mineral não é minério. e possuem diâmetros da ordem de 1.2. OS PROCESSOS DE MOAGEM SE RESTRINGEM ÀS FRAÇÕES M AIS FINAS E UTILIZAM MECANISM OS DE ABRASÃO E ARREDONDAMENTO (QUEBRA DE ARESTAS). visando à concentração do mineral de maior interesse. exigindo um volume de partícula onde possa se desenvolver.2. que normalmente operam em via úmida. as partículas que alimentam o britador primário são provenientes da mina.1 ELE É DESNECESSÁRIO)¶ Formatado: Título 3 Excluído: Enquanto moinhos utilizam mecanismos de abrasão e arredondamento. principalmente.(MESMO NA M OAGEM TEMOS TODOS OS MECANISM OS DE QUEBRA. por quebra de arestas. 2006) Excluído: erais Excluído: (não confunda mineral minério com minério. Essa etapa pode ser considerada o primeiro estágio de cominuição. são empregados os moinhos. 3. Em seguida. impacto ou cisalhamento (você já tinha falado anteriormente sobre isso). “NOS PROCESSOS DE BRITAGEM. Nas operações de minério de ferro. • Evitar a geração de quantidades excessivas de finos. obtendo um produto em que as espécies minerais encontradas na mina estejam liberadas umas das outras e possam ser submetidas à etapa de beneficiamento.

ASSIM. Os britadores de mandíbula possuem duas placas metálicas.20 3. conhecido como britador Dodge. BRITADORES PRIMÁRIOS Os britadores primários são máquinas pesadas utilizadas para redução do produto da mina. OS ESTÁGIOS DE BRITAGEM SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA CONTINUAM A ETAPA DE REDUÇÃO DE TAMANHO DAS PARTÍCULAS. ou com dois eixos. durante o movimento de aproximação. conhecido como britador Blake. é esmagado. conforme Figura 3. o minério é reduzido até que saia do britador pela abertura de descarga. ou ROM (run of mine). à granulometria que permita o transporte do material e a alimentação para a britagem secundária. sendo uma fixa e uma móvel. que se move em movimentos recessivos (aproxima-se e afasta-se). RETIRAR ESTE PARÁGRAFO)¶ Formatado: Título 4 .2. à semelhança da mandíbula de um animal. possuindo um excêntrico superior conforme Figura 2. Excluído: <#>(O PRODUTO DA BRITAGEM PRIMÁRIA DA MAIORIA DOS MINÉRIOS METÁLICOS PODEM SER BRITADOS E PENEIRADOS DE MANEIRA SATISFATÓRIA.2. São sempre operados em circuito aberto. O fragmento de rocha ou minério a ser britado é introduzido no espaço entre as duas faces e. PODEM SER ACRESCENTADOS OUTROS ESTÁGIOS INTERMEDIÁRIOS NA BRITAGEM CASO O MINÉRIO SEJA MUITO DURO OU EM CASOS ESPECIAIS. Existem dois tipos principais de britadores primários: mandíbula e giratórios.1. De forma contínua. Os fragmentos resultantes escoam para baixo durante o movimento de afastamento. CONTUDO. com ou sem grelhas de escalpe. ONDE SEJA IMPORTANTE MINIMIZAR A PRODUÇÃO DE FINOS. Esses britadores podem ser encontrados normalmente com um eixo.

21 Figura 2 – Esquemático e corte de um britador de um eixo (WILLS. 2006) & (METSO. 2009) .

Esses têm também um elemento móvel. onde ocorre o afastamento. O cone tem um movimento excêntrico. o material encontra espaço para cair. enquanto na área diametralmente oposta. . o manto. 2006) & (METSO. 2009) Outro tipo de britador primário são os britadores giratórios. de forma que se aproxima e afasta das paredes internas do manto em um movimento recessivo circular.22 Figura 3 . e um elemento fixo. O ciclo continua até que os grãos sejam de tamanho menor que a abertura na posição inferior. A parte que se aproxima esmaga as partículas. o cone.Esquemático e corte de um britador de dois eixos (WILLS.

os . BRITAGENS SECUNDÁRIA. Contudo. grande parte do volume útil ser ocupado devido à presença de finos. ou seja. Apesar de esse equipamento permitir o funcionamento “afogado”.Esquemático e corte de um britador giratório (WILLS.2. • Ganhos obtidos com a redução do consumo de energia obtida com a instalação de uma grelha de escalpe. a cominuição ocorre em todo o ciclo em sua seção circular. em operação afogado. evitando ainda problemas de entupimento. atuam pela compressão do material. TERCIÁRIA E QUATERNÁRIA Formatado: Título 4 A britagem secundária possui equipamentos menores e menos potentes do que a primária. Figura 4 . ou. como pode ser visto na Figura 4.2. que reduziria a quantidade de material a ser tratada pelo britador. nos modelos giratórios.2.23 Esses britadores. assim como nos britadores de mandíbulas. deve ser avaliada a melhor relação custo/benefício entre: • Ganhos obtidos com a cominuição devido à abrasão mineral-mineral e conseqüente redução do desgaste do manto. Uma vez que recebe em sua alimentação o produto da etapa anterior. o que resulta em maiores capacidades de produção. 2006) 3.

O britador cônico. 2004) . O movimento vertical do cone. enquanto que no cônico.” (CETEM. porém menores. terciários e quaternários normalmente encontrados na mineração de minério de ferro são do tipo giratório cônico ou de rolos. 2004) Figura 5 . possui o mesmo princípio de operação do britador giratório.24 grãos de minério já foram reduzidos e foram criadas fraturas internas nos mesmos. com modificações apenas no tamanho. utilizando tanto do tipo mandíbula ou cônico já apresentados. “Contrariamente ao que ocorre no britador giratório. o que reduz os esforços necessários para a cominuição. no cônico. o manto e o cone apresentam longas superfícies paralelas. podem ser utilizados equipamentos com a mesma configuração. controla a abertura de saída. Figura 5. 2006) & (CETEM. Nos demais casos.Esquemático e corte de um britador giratório cônico (WILLS. os britadores secundários. Enquanto ainda for mais eficiente o uso de britadores para atingir o tamanho de partícula necessário para as etapas seguintes de beneficiamento. podem ser utilizados circuitos terciários ou até mesmo quaternários. No britador giratório a descarga se dá pela ação da gravidade. para cima e para baixo. a descarga é condicionada ao movimento do cone. na britagem secundária. para tal. os equipamentos possuem basicamente as mesmas características dos secundários. para garantir um tempo longo de retenção das partículas nessa região. Para casos em que exista uma britagem primária de alta capacidade. Nesse caso. utilizam-se dispositivos hidráulicos.

Figura 6 – Diagrama de uma prensa de rolos (CETEM. pois a mesma é limitada pela distância fixada entre os rolos e os diâmetros dos mesmos.2. Formatado: Português (Brasil) Formatado: Título 5 . girando à mesma velocidade.2. dada a existência de prensas de rolos precursoras. em sentidos contrários. A alimentação é feita. cujo movimento faz com que os mesmos sejam forçados a passar pela distância fixada previamente por parafusos de ajuste. 2004) 3.2.1. Prensas De Rolos De Alta Pressão (High Pressure Grinding Rolls – HPGR) Mesmo que não seja considerada totalmente original. Dentre os fatores que contribuíram para o crescente sucesso de rolos de alta pressão estão a faixa granulométrica do produto. lançando-se o minério proveniente das etapas de cominuição anteriores entre os rolos. maior eficiência energética e a criação de micro-fissuras que proporcionam a diminuição da resistência do produto. as prensas de rolos de alta pressão – HPGR – são dos poucos equipamentos com evolução tecnológica considerável nos processos de cominuição.25 As prensas de rolos são equipamentos que possuem dois rolos de aço. Este tipo de britador possui uma forte limitação quanto à granulometria da alimentação. promovendo a fragmentação dos blocos. Figura 6. guardando entre si uma distância definida.

Com a evolução dos estudos. pois o equipamento poderá ser empregado em circuitos multi-estagiados. Com a consolidação em aplicações de minérios competentes e/ou abrasivos. evitando assim os altos custos de capital com várias linhas de britadores em paralelo. Conforme (DELBONI JUNIOR. o maior moinho de rolos de alta pressão disponível (5.26 As primeiras tentativas de utilização das prensas de rolos de alta pressão na mineração de minério de ferro não foram bem sucedidas.7 MW) substituiria sete dos maiores britadores atualmente em operação (750 kW). como pode ser visto na Figura 8. não justificando a sua utilização. bem como alimentação relativamente grossa. que propiciam a formação de uma camada de minério que fica aderida aos rolos. 2007). ocorreu o desenvolvimento desse equipamento com uma configuração de revestimento dotada de cravos de metal duro. Uma comparação baseada apenas em potência instalada. A alta abrasividade do material gerava acentuado desgaste na superfície dos rolos. a alternativa de emprego da prensa de rolos de alta pressão em circuitos de britagem permitirá uma grande flexibilidade na definição de fluxogramas. Os resultados satisfatórios da aplicação desses tipos de revestimento em operações de minério de ferro proporcionaram um rápido crescimento do equipamento para produção de pellet feed. portanto sem computar qualquer benefício proporcionado por um ou outro equipamento.” . a revolução na utilização dos HPGR “é poder contar com britadores com até 5 MW de potência instalada.

27 Figura 7 .2. cravejado e HEXADUR. que não utiliza a energia mecânica na compressão ou cisalhamento dos grãos de minério. A motivação para a pesquisa partiu da observação de que. as ondas as afetam de forma variada ao longo de sua Formatado: Português (Brasil) Formatado: Título 5 . 3. chevron. Inglaterra.Diagrama de uma prensa de rolos de alta pressão – HPGR (WILLS.2. Utilização De Microondas Na Britagem Um equipamento alternativo aos britadores atuais.2.2. A proposta apresentada pelo pesquisador envolve o uso de microondas na cominuição de minérios. na sequencia: soldado. da Universidade de Nottingham. Sam Kingman. está sendo estudado pela equipe do Dr. 2006) Figura 8 – Exemplos de superfícies do HPGR. como as rochas são feitas de diferentes minerais.

ou seja. quando a rocha é submetida ao aquecimento.28 extensão. o que faz com que essas rochas possam ser quebradas mais facilmente (INOVAÇÃO TECNOLOGIA. 2005). para o uso otimizado desses deve-se considerar a melhor distribuição possível na planta e o fluxo do minério entre os equipamentos. Formatado: Título 3 Figura 9 – Circuito fechado de britagem . 2006) . BHP Billiton e Rio Tinto. como será o circuito de britagem.Adaptado de (WILLS. mas avanços estão sendo obtidos em estudos visando à compreensão da interação das microondas com diferentes minerais.3. Os primeiros resultados obtidos nas pesquisas indicam que existe potencial para economia de energia na britagem com o uso de microondas. 3. CIRCUITOS DE BRITAGEM Além da definição dos equipamentos a serem utilizados na britagem. não foi obtida até o momento uma forma energeticamente viável para a utilização dessa tecnologia. como Anglo American. Segundo o portal Inovação Tecnológica (2005). conforme relatório anual da AMIRA Internacional (2008-2009). O trabalho é patrocinado por empresas importantes.2. começam a aparecer rachaduras ao longo das interfaces entre os grânulos dos diferentes minerais. Uma vez que alguns minerais se aquecem mais rapidamente do que outros.

não alimentando diretamente a etapa terciária. no qual se prepara o minério para a etapa de moagem em moinho de bolas. Pode-se dizer que se trata de um circuito típico que pode ser encontrado de forma similar em usinas de minério de ferro. 2007). porém com menores consumo energético e investimento em equipamentos. O material retido na peneira e retorna é chamado de carga recirculante. Assim. 2006). reduzindo-se então a vazão de alimentação e. permitindo também a regulação da alimentação para evitar que o mesmo opere sem carga. A utilização de circuito fechado com peneiras é uma forma de controlar o limite superior dos produtos. existem pesquisas. Nos silos intermediários ocorre a homogeneização do retido da peneira secundária com a carga recirculante e permite-se o controle da alimentação do britador terciário. consequentemente. com a eliminação de finos menores que a abertura na posição fechada do britador (APF). normalmente não há recirculação do material nas etapas primárias e secundárias. O produto da britagem secundária. em algumas plantas decide-se por eliminar as partículas finas de minério antes da britagem. O escalpe pode ser realizado quando o britador não opera afogado. Apesar de não apresentado na Figura 9. resultando no uso mais eficiente dos equipamentos. é possível utilizar um controle automático para garantir a máxima utilização dos britadores. .29 Um exemplo de fluxograma de britagem pode ser visto na Figura 9. é peneirado e transportado até um silo. mas é regra nas terciárias e quaternárias. que afirmam que. pode-se obter resultados muito próximos em termos de distribuição granulométrica. com a configuração em circuito aberto e reduzindo-se a APF dos britadores. reduzindo o consumo energético. operação conhecida como escalpe. como em (YOVANOVIC. Apesar de essa prática ser amplamente utilizada. demonstrado no exemplo do fluxograma. Na britagem primária usam-se grelhas fixas ou vibratórias para separar os finos que serão desviados do britador. Nas demais operações de britagem usam-se peneiras vibratórias. Conforme (CHAVES. Essas afirmações são baseadas no fato de que os britadores e as peneiras não possuem eficiência de 100% e que essa eficiência é reduzida ainda mais com o desgaste devido à utilização contínua dos equipamentos.

Estudos demonstram (GARCIA.30 A utilização de silos ou pilhas à montante dos britadores pode reduzir o consumo de energia para a britagem secundária e primária. o ganho mais significativo advém do desligamento do equipamento em momentos nos quais o mesmo estaria operando em vazio. No caso da britagem primária alimentada diretamente por caminhões. pode-se modificar o circuito para que os “fora de estrada” alimentem silos ou pilhas e o britador somente funcione. 2003) que motores elétricos são mais eficientes quando operam próximos à sua carga nominal. Contudo. durante períodos determinados do dia. de forma manual. associadas a controle automático ou mesmo a programação coordenada de produção. . a plena carga.

2007) no final dos anos 50. liderado por grupos de pesquisa. Dentre os novos equipamentos destaca-se a prensa de rolos de alta pressão (HPGR . resumidamente: • Correta especificação dos britadores. SAMPAIO. Ainda hoje. moagem e moagem fina. como a melhor utilização de equipamentos. • Utilização dos equipamentos da forma mais adequada. ou seja. contrastando assim com a tendência de evolução contínua. • Dedicação ao projeto e construção de equipamentos com maiores potências instaladas. • Reavaliação dos circuitos de britagem e transporte do minério. as leis de Kick.High Pressure Grinding Rolls). Essas são baseadas em metodologias consolidadas. o uso dos britadores mais eficientes e a adequação dos circuitos de . Bond propôs uma equação paramétrica para o dimensionamento dos moinhos e a caracterização de minérios quanto à cominuição. Algumas oportunidades de redução do consumo de energia foram apresentadas nas seções anteriores. Conforme (DELBONI JUNIOR. liderado pela indústria de equipamentos. os princípios empregados e a concepção mecânica dos britadores são essencialmente os mesmos. Nas últimas décadas. e. Rittinger e Bond fornecem boas estimativas preliminares para o cálculo da energia necessária às etapas de britagem.31 4. Em uma comparação simples entre os equipamentos de cominuição instalados em usinas atuais e aqueles implementados há 25 anos verifica-se apenas os resultados de evoluções em equipamentos pré-existentes. CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM A energia despendida nos processos de fragmentação é o principal fator que modula os custos de operação e investimentos em circuitos industriais de britagem. os esforços se concentraram em duas frentes principais: • Desenvolvimento de métodos mais elaborados de previsão de desempenho de equipamentos. Poucos são os equipamentos que podem ser considerados revolucionários. e.

atualmente os sistemas especialistas incluem técnicas sofisticadas como inteligência artificial. utiliza-se um controlador lógico programável (CLP). fazendo parte das ações previstas em seus projetos com foco em conservação de energia. 2007) Em casos onde não é possível a utilização de silos ou pilhas para a otimização do carregamento dos britadores. normalmente disponível em plantas maiores. Pode ser avaliada também a instalação de controladores de velocidade para as correias transportadoras. de forma que estas operem em velocidade controlada para manter o britador em carregamento otimizado. em controles otimizantes de malhas isoladas ou de processos integrados. ampliando assim as variáveis de controle. SAMPAIO.. Caso seja detectado. Essas iniciativas já estão normalmente descritas em manuais dos citados programas governamentais de eficiência energética. Essa ação pode ser implementada com instrumentos simples. todavia.” (DELBONI JUNIOR. tendo em vista o que se pode aplicar ao minério de ferro. Nas seções seguintes. como computação. automação e controle na britagem.32 britagem. acompanhando o desenvolvimento dos computadores e dos instrumentos de medição.1. admitido ainda alguma variação na taxa de alimentação à montante. 4. aplicados com sucesso em usinas industriais de cominuição. após um tempo de segurança determinado. . sem utilização de recursos adicionais. direta ou indiretamente. serão apresentadas ações que envolvem a aplicação de outras tecnologias. podem ser utilizados instrumentos para a verificação da existência de material para alimentação desses. muitas vezes já disponíveis. que não existe minério nas correias ou alimentadores à montante do britador. como balanças integradoras ou sensores de nível das correias. Para o intertravamento automático. AUTOMAÇÃO E CONTROLE A área de controle de processos de cominuição cresceu nas últimas duas décadas. “Se na década de 70 os sistemas mais modernos eram aplicados a malhas simples de controle. o mesmo pode ser desligado até que seja novamente percebida a presença de material. sejam em plantas já existentes ou em novos projetos. além do recurso do desligamento do circuito. redes neurais etc. configurando o estado da arte na cominuição.

• Plena carga: o britador opera a carga constante e pré-determinada. outro “sistema automático de controle da britagem é apresentado na Figura 10.33 Segundo CHAVES. este imediatamente faz variar a abertura. Isso permite trabalhar com o britador cheio e utilizar sempre a máxima potência. Ocorrendo qualquer sobrecarga. O desgaste dos revestimentos é compensado automaticamente e o britador fornece sempre a mesma redução. A abertura é continuamente monitorada pela altura do eixo. A carga do motor é medida em um potenciômetro e a carga na câmara por um medidor de pressão dentro do sistema hidráulico de regulagem da abertura. 2006. Obviamente ele depende da disponibilidade de um sistema hidráulico de regulagem da abertura dos britadores (da família dos giratórios). e que fornece um produto de distribuição granulométrica constante.” . da pressão máxima da câmara. Esta programação pode ser feita de duas maneiras: • Abertura constante: é a maneira tradicional. proporcionalmente à sobrecarga. A idéia é prevenir a ultrapassagem da potência máxima do motor ou alternativamente. As variações destes parâmetros são informadas ao computador de processo.

o USIM PAC® (BRGM. TAVARES. (NEVES. Assim. França) .34 Figura 10 – Sistema automático de controle de abertura de um britador giratório 4. Foi utilizado um simulador comercial de processos. SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL A implantação de modificações nas plantas industriais de mineração não é tarefa simples. Como exemplo. a simulação computacional é uma valiosa ferramenta para avaliar a viabilidade da execução de ações com foco em eficiência energética. 2004) apresentam resultados significativos de redução do consumo de energia subsidiados pela simulação do sistema analisado. limitada flexibilidade e distribuídos em circuitos complexos.2. tendo em vista que se trata de equipamentos de grande porte. sem riscos operacionais ou de parada da produção.

Para a previsão da energia consumida nos britadores utilizou-se. respectivamente. visando reduzir o consumo de energia elétrica no processo. Conforme os autores. 2004) que se baseia nas características de quebra do minério.35 aliado a rotinas de cálculo do consumo de energia para a otimização de produção de rocha britada. TAVARES. 55. Segundo os autores. Os resultados comparados para os balanços de massas e distribuições granulométricas simuladas e medidas apresentaram desvios inferiores a 5%. 55. “o trabalho experimental consistiu de campanhas de amostragem. p. bem como para a calibração dos modelos matemáticos. uma vez que essas ações têm influência no consumo energético. determinadas em ensaio de quebra de partículas individuais no drop weight test – DWT. • Mesmo sob condições severas de operação. e do revestimento do britador quaternário. 2004). TAVARES. a simulação do circuito permitiu concluir que: • O aumento da APF do britador terciário e quaternário estudados resultou em redução do consumo de energia da usina e aumentou a proporção de brita produzida. demonstrando que o equipamento não . com algumas adaptações. Para demonstração do potencial de utilização da simulação. para peneiras e britadores. o modelo originalmente proposto pelo Julius Kruttschnit Mineral Research Center JKMRC (NAPIER-MUNN et al. p. foram analisados os impactos da mudança da APF dos britadores terciários e quaternários do circuito. com redução da APF e revestimento desgastado. • O uso de revestimentos novos no britador quaternário foi capaz de reduzir o consumo de energia global do circuito. Essas informações foram usadas para a determinação das características cominutivas da rocha. apud NEVES. e da redução de tamanho do britador. a potência empregada no britador quaternário não atinge 50% da potência nominal. seguidas de análises granulométricas das amostras e de ensaios para determinação das características de quebra de partículas em Células de Carga de Impacto (CCI).” O USIM PAC® utiliza os modelos propostos por Kappa e Whiten (apud NEVES.

além de quantificar a tendência de geração de finos e ultrafinos (CHIEREGATI. assim como os testes experimentais de validação devem ser previamente realizados. podem apresentar limitações para a representação dos sistemas em análise. Dessa forma. Excluído: entendendo melhor as Excluído: pode resultar em redução considerável do consumo de energia elétrica e também de custo Excluído: . TAVARES. deve ser estudada a possibilidade de redimensionamento dos motores ou do britador. o uso de simulação computacional se apresenta como mais uma ferramenta para encontrar oportunidades de redução de consumo de energia na cominuição do minério de ferro. uma pequena elevação na eficiência energética de tais processos pode resultar em redução considerável do consumo de energia elétrica e também de custo. 2004).(confuso) . Nesse caso. pode ser necessário o desenvolvimento de modelos específicos para esses. Novos métodos de caracterização têm permitido um melhor entendimento de como as partículas irão se comportar dentro de equipamentos de cominuição. que pode Excluído: . Contudo.3. Uma vez que sistemas comerciais.36 opera em sua máxima eficiência. EFICIÊNCIA NA FRATURA DAS PARTÍCULAS NA BRITAGEM Conforme Tavares (2004a apud Neves e Tavares. (NEVES. como o USIM PAC® ou dos próprios fabricantes dos equipamentos. 4. Verifica-se que a quantidade de energia elétrica consumida na operação dos equipamentos é muito maior que aquela de fato necessária para fragmentar as partículas”. 2004). Os modelos devem ser verificados ou adaptados às condições de cada planta. 2001 apud NEVES. TAVARES. visando correlacionar a energia aplicada e o produto resultante da fragmentação. 2004). assim como a resistência à fragmentação e o tamanho dos fragmentos. “os processos industriais de fragmentação de partículas são bastante complexos e apresentam baixa eficiência com relação à energia aplicada. Essas melhorias podem ser alcançadas por meio do aprofundamento de estudos sobre as características de fragmentação das partículas. como apresentado por Deliberato Neto (2007). Tendo em vista os resultados obtidos neste caso. Excluído: . existem várias modelos matemáticos para a simulação dos equipamentos e recursos matemáticos para utilizá-los.

2004). Sob a ótica da melhoria dos processos. reduzindo assim a energia necessária para a cominuição.37 Dentre esses. Esse valor foi comparado aos resultados obtidos com os equipamentos atualmente utilizados. Uma importante aplicação desses ensaios é no projeto de novas instalações de britagem e moagem a partir de amostras de pequeno volume (NEVES. etapas de processo que levam ao aumento de falhas. . Existem também relatos de que micro fissuras resultantes de forças de compressão em HPGRs reduzem o Work Index – WI (índice definido por Fred Bond para modelar a energia necessária para fraturar um fragmento de rocha de tamanho definido) (AYDOG˘AN et al. aumentam a área de fratura durante a cominuição. e por conseqüência seu comportamento em circuitos de processamento mineral. pois permite determinar a variabilidade do minério na jazida. Workman e Eloranta (2003 apud TROMANS. Além disso. 2007) estudaram os efeitos do uso controlado de explosivos para proporcionar partículas contendo uma quantidade maior de fraturas para a britagem primária. onde há disponibilidade de amostras provenientes de testemunhos de sondagem de pequeno diâmetro. concluindo que existe potencial para aumento da eficiência energética desses processos. TAVARES. Estudos como apresentado por Tromans (2007) procuram demonstrar matematicamente a máxima eficiência possível de se obter na cominuição por compressão. merecem destaque o pêndulo duplo e o ensaio de queda de peso. 2007). 2006 apud TROMANS. cujo uso na simulação de britadores e moinhos foi popularizado pelo JKMRC. resultando na propagação de fissuras nas partículas. na Austrália. O uso dessas informações pode ser muito útil na fase inicial de um projeto mineiro.

a metodologia dos “7 passos para a Eficiência Energética”. que podem demandar recursos mais elevados.3. verifica-se que a energia é um insumo dispendioso e afeta diretamente os resultados do negócio. as CICEs. para aquelas que já se engajaram. As companhias que decidirem realizar projetos com foco na conservação de energia devem se informar a respeito dos incentivos oferecidos pelas agências de seu país e as associações. O nível de complexidade varia entre soluções de rápida implementação e baixo custo até ações com alta tecnologia empregada. até mesmo sem garantia de sucesso.38 5. de forma que esses pontos devem fazer parte do plano estratégico das companhias. especialmente no que tange as ações que devem ser tratadas como atividades contínuas. mercadológicos e ambientais esperados. Contudo. Não obstante. essas podem também ser pauta das comissões internas. como a utilização de Excluído: 2. apresentadas na seção 3.1. Contudo. a escolha entre as oportunidades a serem avaliadas para uma determinada planta está diretamente relacionada à capacidade de investimento. a redução do consumo de energia na britagem pode trazer ganhos significativos em termos de redução de custos e impactos ambientais.3. DISCUSSÃO DOS ASSUNTOS ABORDADOS Existem várias metodologias e recursos técnicos disponíveis na literatura e no mercado para a redução do consumo de energia elétrica por parte das indústrias. As oportunidades apresentadas nesse trabalho podem ser utilizadas como pontos a serem observados em uma avaliação de eficiência energética nos circuitos de britagem.1 . nível de envolvimento das pessoas e os retornos financeiros. visto que o potencial de retorno são relativamente maiores. e não projetos. No que tange as empresas de mineração de minério de ferro.1.1. grupos de pesquisa e ESCOs que podem auxiliá-las na busca por oportunidades e implementação das ações. Como já mencionado. por exemplo.1. A britagem é um ponto estratégico para tornar-se um ponto de partida na introdução do conceito de eficiência energética em empresas que ainda não possuem essa visão. seguindo. é uma área que pode justificar maiores investimentos no uso de tecnologias mais avançadas.

Ação: Verificar recomendações dos fabricantes e experiência de mercado. Ganhos potenciais: Menor consumo de energia em relação à utilização de equipamentos sobredimensionados ou menos eficientes. as características mecânicas médias do minério a ser lavrado e cominuído. devido às incertezas com relação ao que será extraído ROM ao longo do período de vida da mina e avanços tecnológicos que possam se tornar acessíveis. garantindo manutenção e configurações ótimas.39 simulação das plantas para acompanhamento da eficiência das operações da planta. Oportunidade: Ajustar os equipamentos para que operem na máxima eficiência possível. Oportunidade: Estudar britadores capazes de transferir a energia mecânica de forma mais eficiente ao minério. Ação: Estudar as tecnologias aplicáveis e utilizá-las no projeto ou substituir as atuais. algumas observações foram feitas. Os ganhos podem ser obtidos em fases distintas do empreendimento mineiro. pode-se concluir que um projeto de engenharia executado sob a ótica da eficiência energética tende a obter resultados mais efetivos. Ganhos: Menor consumo de energia em relação à utilização de equipamentos de mercado. mas existem períodos mais adequados para a aplicação de algumas ações. da britagem. 3. Oportunidade: Buscar no mercado equipamentos mais eficientes para o ROM da mina em questão. Tendo em vista o tamanho dos equipamentos e a baixa flexibilidade que esses apresentam. com foco na eficiência energética: 1. Na escolha dos equipamentos. Utilizar simuladores . atendendo às necessidades de processo. a avaliação periódica se torna conveniente. Ação: Verificar. a partir dos dados de sondagem. e em especial. 2. Contudo.

Ação: Verificar ajustes ótimos ou tipos de britadores mais adequados para reduzir a quantidade de material britado a granulometrias acima das desejadas para o estágio. Oportunidade: Redução da granulometria média da alimentação do circuito de britagem com a maximização do uso de explosivos. Foram abordados nesse sentido: 1. assim como o religamento com o retorno da carga. avaliando os impactos na qualidade do produto. Preparar uma sequência logística ótima para o sincronismo das atividades de lavra. Estudar a . cabe considerar o circuito mais eficiente.40 computacionais para avaliar a resposta do equipamento a mudanças e seus pontos ótimos de funcionamento. preferencialmente em horários fora de ponta. Ação: Estudar metodologias e carga otimizada de explosivos no desbaste da frente de lavra. 3. Além da avaliação da escolha dos britadores e seus ajustes. mas com percentual de finos aceitáveis. Ganhos: Redução da energia total necessária para a cominuição. Reavaliar o dimensionamento do circuito de britagem para operar com a nova característica da alimentação. Ganhos: Redução de consumo de energia não produtivo. Oportunidade: Eliminar custos energéticos devido à carga desnecessária. 2. Ação: Verificar a possibilidade de utilização de silos ou pilhas à montante dos britadores. momentos de funcionamento da britagem e atendimento às necessidades da usina. Redução de custo pela utilização em horários de energia mais barata. Ganhos potenciais: Redução do consumo específico do equipamento. prevendo o desligamento do equipamento. Estudar a instalação de instrumentação para a detecção da falta de alimentação. Oportunidade: Reduzir o tempo em que os britadores permanecem ligados sem alimentação de minério.

Realizar simulações computacionais para verificar o ponto ótimo para uso ou viabilidade na eliminação total ou parcial dos estágios de britagem. assim como de finos desnecessários. 5. Ação: Seguir recomendações dos fabricantes quanto à metodologia e periodicidade de manutenção e troca de partes suscetíveis a desgaste nos . por meio de escalpe. preventiva e reajuste dos equipamentos da britagem. Oportunidade: Manutenção preditiva. Avaliar a utilização de correias transportadoras com velocidade controlada por acionamentos eletrônicos controláveis. Avaliar a eliminação da alimentação de finos desnecessários. Ganhos: Melhoria do consumo específico dos britadores. Ação: Estudar o posicionamento dos britadores. Oportunidade: Utilizar os equipamentos em carga próxima à nominal. Ação: Estudar a utilização de silos à montante do equipamento. 6. mantendo os estágios o mais próximo possível com o material deslocando-se de forma descendente entre os estágios. com seus motores elétricos operando em condição de maior eficiência.41 viabilidade do uso de circuitos abertos em cada nível da britagem. Ganhos: Redução do consumo de energia em correias transportadoras. Ação: Avaliar consumo nos britadores e no transporte entre os estágios. 4. 7. com foco em eficiência energética. com alimentadores controlados. Ganhos: Redução do consumo global de energia. Melhoria do fator de potência global. Oportunidade: Eliminação ou redução da utilização de um estágio com o redimensionamento ou reajuste do estágio anterior. Ganhos: Reduzir o consumo energético devido a transporte e rebritagem da carga recirculante. Oportunidade: Minimizar as distâncias e o transporte ascendente de material entre os estágios da britagem.

Conforme a metodologia apresentada pelo GERBI mencionada nesse relatório. o fator médio foi de 0.0484 tCO2/MWh – último fator médio anual disponível até a conclusão deste trabalho. Alterações que reduzam a qualidade ou a produtividade devem ser cuidadosamente estudadas de forma a que os ganhos obtidos com o aumento da eficiência energética compensem essas perdas. Contudo. sem recirculação de carga. Cabe dizer que somente se faz pertinente a implantação de qualquer modificação citada nesse trabalho quando as mesmas proporcionarem um produto final com a qualidade desejada e com taxas de produção semelhantes. obtendo material desbastado com a menor granulometria possível. de forma que opção seja consciente e a relação “custo/benefício esperado” de cada uma seja ponderada na decisão. devem passar pela mesma avaliação. com britagem primária geograficamente acima da secundária. Avaliação de cenários de ajustes e desgastes do circuito de britagem por meio de simulação computacional. Ganhos: Redução do consumo global de energia. Dessa forma.¶ <#>Número reduzido de estágios. pode ser diretamente associado à redução do consumo de energia.¶ <#>Circuito aberto. (BRASIL. um circuito de britagem ideal. Implantação de acompanhamento on-line de índices de eficiência da planta. para o ano de 2008. outras ações ou oportunidades não apresentadas nesse trabalho devido ao desconhecimento do autor ou por tratar-se de tecnologias ainda não existentes ou divulgadas.42 equipamentos. tanto em termos de demanda como de consumo. transferindo cada faixa granulométrica obtida em um estágio para o devido estágio subseqüente. deve-se estudar as alterações no contrato de fornecimento de energia elétrica junto à CE.¶ Formatado: Recuo: À esquerda: 0 cm . metodologias e informações apresentadas. 2009) Existe a possibilidade da utilização dos valores estimados de redução da emissão de CO2 com a implementação de um projeto de eficiência energética para obter Excluído: Sob a luz das técnicas. espera-se que as mesmas sejam consideradas quando a oportunidade for analisada.¶ <#>Britadores com baixo consumo específico. pode-se aumentar ainda mais os ganhos obtidos com a redução direta do consumo de energia nas plantas já em funcionamento.¶ <#>Circuito na descendente. em termos de eficiência energética deve conter as seguintes características:¶ <#>Utilização otimizada de explosivos. e assim por diante.¶ <#>Alimentação dos britadores controlada e sincronizada. gás considerado como um dos responsáveis pelo efeito estufa. com a utilização de silos ou pilhas com alimentadores ou retomadoras e correias transportadoras com velocidades controladas. Os valores de conversão aplicáveis ao Brasil são disponibilizados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e. Não se considera que todas as ações aqui apresentadas sejam realizadas para lograr os ganhos assinalados com a atuação nas oportunidades apontadas.¶ <#>Utilização de escalpe entre estágios. A redução de emissão de CO2. após a implementação das ações para o aumento da eficiência energética. Da mesma forma.

terceiros) visualizam e se envolvem com o uso racional da energia no processo produtivo e nas atividades pelas quais são responsáveis. no caso das hidrelétricas. a garantia de resultados perenes no uso eficiente da energia. ou até mesmo poluição visual. está na modificação da forma como as pessoas envolvidas na empresa (diretoria. Além das técnicas e metodologias apresentadas nesse trabalho. Uma vez que sejam treinadas e sensibilizadas quanto aos impactos do desperdício e acompanhem. uma vez que as matrizes energéticas atualmente utilizadas. eliminação de áreas de mata nativa. ou até mesmo sejam recompensadas. afetam de alguma forma o meio ambiente. e de seus benefícios resultantes. colaboradores. Formatado: Recuo: À esquerda: 0 cm . pelos resultados com a redução dos mesmos. tanto no Brasil quanto no mundo. Os resultados obtidos com a redução de impacto ambiental com a implementação das ações de conservação de energia podem ser utilizados em campanhas publicitárias para melhoria de imagem da companhia mineradora junto à sociedade. Maiores informações sobre essa transação podem ser obtidas em (CARBONO BRASIL. Essa associação direta é legítima. 2009). nos casos de termelétricas operando a carvão.43 recompensas financeiras. Temos como exemplo a poluição do ar. garante-se que as pessoas. do responsável pela limpeza da planta ao engenheiro projetista. em sua maioria. no caso das usinas eólicas. pela venda de créditos de carbono no mercado. estarão trabalhando focados no uso eficiente dos recursos energéticos.

um circuito de britagem ideal. e assim por diante.44 Excluído: Quebra de página 6. CONCLUSÃO Sob a luz das técnicas. • Circuito na descendente. A implantação dessas melhorias devem ocorrer. Verifica-se. sem recirculação de carga. que existem oportunidades na britagem que podem ser implementadas separadamente ou em conjunto e com variados graus de complexidade e investimento. sem impacto na produtividade ou qualidade do minério a ser oferecido ao mercado. Excluído: Refere-se ao objetivo com a revisão o que voce conclui? quais as saídas para economizar enregia na britagem? No maximo uma lauda. pode-se buscar nas unidades de beneficiamento de minério de ferro as ações que se justifiquem técnica e economicamente. • Alimentação dos britadores controlada e sincronizada. contudo. • Número reduzido de estágios. com a utilização de silos ou pilhas com alimentadores ou retomadoras e correias transportadoras com velocidades controladas. Por meio das técnicas de análise apontadas. transferindo cada faixa granulométrica obtida em um estágio para o devido estágio subseqüente. • Britadores com baixo consumo específico. • Utilização de escalpe entre estágios. como as apresentadas pelo GERBI. Formatado: Recuo: À esquerda: 1. em termos de eficiência energética deve conter as seguintes características: • Utilização otimizada de explosivos. metodologias e informações apresentadas.27 cm. pela diversidade de ações de conservação de energia apresentadas. com britagem primária geograficamente acima da secundária. Sem marcadores ou numeração Formatado: Sem marcadores ou numeração Formatado: Normal . • Circuito aberto. obtendo material desbastado com a menor granulometria possível.

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.. 4..........................................................................1...............20 Britadores primários...........................1 1.................................................. Discussão dos assuntos abordados................. 3......................3.... 4......................... 3.......1 2.........20 4........................32 5...................... INTRODUÇÃO ....2...................2..10 Gestão pelo lado da demanda (DSM) .......................................21 Britagens secundária...............3....................................... Cominuição .........................................................................1.... terciária e quaternária ....................... 5...................1................ 4.......1.............20 Britadores.........2..............................2 Revisão Bibliográfica.....................................................................................45 .................. 5................................................................................. Histórico ..................3..............................................................4 3................2...........37 6....17 3..............3........ Introdução .........35 Eficiência na fratura das partículas na britagem.....1...................................2........................... 3......................33 Simulação Computacional...........................1...7 Aplicações gerais em projetos de eficiência energética ....................................................................................... Objetivos .. 3.......................................24 4.............................................2.............2......................Página v: [1] Excluído Magno Araújo 13/4/2010 21:53:00 1........................ 7...................................... 5................ Circuitos de Britagem ..............................5 Motivação para aplicação de medidas de eficiência energética................................29 CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM.......................................9 Programa de Gestão Energética (PGE) – PROCEL/GERBI..................39 Conclusão ..........3................ Automação e controle .............................................................. BRITAGEM ......... 4...........................................

.....................34 Eficiência na fratura das partículas na britagem............1...23 3... EFICIÊNCIA ENERGÉTICA...............................38 .....16 2...... terciária e quaternária ..........................19 3...........................8 Gestão pelo lado da demanda (DSM) ...2.................................................. Circuitos de Britagem ..............................................6 Aplicações gerais em projetos de eficiência energética ....................................................19 Britadores.......36 5...................................2...................... Automação e controle ..................................... 2........................2.................. 4......1 Objetivos .........3 2... 3.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................19 Britadores primários...........................................8....2.............................. Introdução ..................28 CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA BRITAGEM. 1......... 3............3.. 3........... Cominuição ........ 2..............................46 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS......1.................8 Programa de Gestão Energética (PGE) – PROCEL/GERBI.......................1 2..................................................................1 1.............3.....................................................................................................2..................................................................3........ 1.. 2..................................................20 Britagens secundária.......31 4....................................................................1...........2..... 4..............................................................4 Motivação para aplicação de medidas de eficiência energética...3.......................... CONCLUSÔES .............2........ 3............. 4.....3.....32 Simulação Computacional..............................................................................................................1......... BRITAGEM .....................................................................................1.............1............................2................ Histórico .........................................................

............................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............45 ....6........................

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