1- Manual Básico de Rotinas Trabalhistas ©

MANUAL DE ROTINAS TRABALHISTAS ©
Autor: Júlio César Zanluca Distribuição: Portal Tributário® www.GUIATRABALHISTA.com.br
 Atenção: esta obra é atualizável. Recomendamos baixá-la periodicamente em seu computador, utilizando a mesma senha, no endereço www.portaltributario.com.br/downloads

Dica: para pesquisar rapidamente uma palavra, tecle CTRL+L Sumário: (clique no título para acessar o tema desejado) Introdução Siglas Utilizadas Abandono de Emprego Acordo de Compensação de Horas Admissão do Empregado – Rotinas Básicas Advertência e Suspensão Disciplinar Agenda de Obrigações Trabalhistas Arquivos Digitais Atestado Médico Aviso Prévio - Aspectos Gerais Aviso Prévio - Cálculo Banco de Horas CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Cartão Ponto e Quadro de Horário de Trabalho CIPA Contrato de Experiência Contrato de Trabalho por Prazo Determinado Contrato por Safra Contribuição Sindical – Relação de Empregados Contribuição Sindical do Empregador Contribuição Sindical dos Empregados Creche - Obrigatoriedade Décimo Terceiro Salário – Aspectos Gerais Décimo Terceiro Salário – 1a. Parcela Décimo Terceiro Salário – 2a. Parcela Décimo Terceiro Salário - Salário Variável - Ajuste da Diferença Décimo Terceiro Salário – Rescisão – Recolhimento do INSS Descanso Semanal Remunerado - DSR Descontos Salariais Diárias para Viagem e Ajuda de Custo Direitos Constitucionais do Trabalhador Discriminação no Trabalho Empregado Doméstico www.guiatrabalhista.com.br

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Empregado Estudante Escala de Revezamento Estabilidade Provisória Estágio Profissional Estrangeiro Falecimento do Empregado Faltas Justificadas Faltas Não Justificadas - Reflexos na Remuneração Feriado Coincidente com o Sábado Férias - Abono Férias - Aspectos Gerais Férias - Cálculo em mês de 28, 29 ou 31 dias Férias Proporcionais - Pedido de Demissão de Empregado com menos de 1 ano de Serviço Férias - Remuneração Férias Coletivas Férias em Dobro GFIP/SEFIP Guarda de Documentos - Prazos Homologação – Rescisão do Contrato de Trabalho Horas Extras Indenização Adicional Devida na Despedida antes da Data-Base Insalubridade Intervalos Justa Causa do Empregado – Rescisão do Contrato Licença Maternidade Contrato de Aprendizagem Menor de Idade – Atividades de Trabalho Proibidas Optantes pelo Simples Federal – Obrigações Trabalhistas Parcelas não consideradas como Salários Prazo de Pagamento de Verbas Rescisórias Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) Salário Família Salário Família - Documentação Salários – Prazos de Pagamento Salários – Variações no Ponto e Tempo de Transporte Trabalho Noturno Trabalho Rural Vale Transporte INTRODUÇÃO Neste manual são expostas as rotinas básicas da legislação trabalhista no Brasil. Busca-se uma compreensão direta do assunto, com exemplos e explicações suficientes para que o leitor obtenha domínio a rotina trabalhista comentada.

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 Observar que todos os exemplos são meramente ilustrativos. Em situações reais, verificar a adequação dos cálculos à efetiva realidade ocorrida e legislação vigente à época.  Esta é uma obra com direitos autorais REGISTRADOS, não podendo ser reproduzida, distribuída, comercializada por qualquer meio sem autorização por escrito do detentor dos direitos autorais. Permitida a reprodução de apenas 1 (uma) cópia para uso exclusivo e pessoal do adquirente. LINKS ÚTEIS Para facilitar o acesso à legislação trabalhista e previdenciária, bem como jurisprudências, indicamos os seguintes links: Íntegra da legislação básica http://www.planalto.gov.br/leg.asp trabalhista você poderá encontrar em:

Súmulas do TST você encontra em http://apolo.tst.gov.br/brs/bden.shtml Jurisprudência (decisões dos tribunais trabalhistas): http://apolo.tst.gov.br/jurisprudencia/brs/genep.html Portarias, Ordens de Serviços e demais regulamentações do Ministério do Trabalho: www.mte.gov.br No caso da legislação do INSS, obtenha a mesma em http://www81.dataprev.gov.br/sislex/ Em alguns casos, incluímos referências de conteúdo à internet, bastando clicar sobre a área marcada (neste caso você deverá estar conectado á internet para poder acessar o assunto respectivo). SOBRE O AUTOR Júlio César Zanluca é Contador e mora em Curitiba – PR. Catarinense, foi auditor e consultor de várias empresas no Paraná e Santa Catarina. Atualmente, o autor é coordenador de conteúdo dos sites Portal Tributário e Guia Trabalhista, tendo escrito outras obras na área trabalhista: CLT Anotada e Atualizada, Manual da CIPA, Manual do Empregador Doméstico, Manual do PPP, Gestão de RH, Modelos de Contratos e Termos Trabalhistas e Planejamento de Carreira e Marketing Pessoal. SIGLAS UTILIZADAS CAGED: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CF: Constituição Federal CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT: Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/1943)

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CPC: Código de Processo Civil (Lei 5.869/1973) CPP: Código de Processo Penal (Decreto Lei 3.689/1941) CTPS: Carteira de Trabalho e Previdência Social DSR: Descanso Semanal Remunerado GFIP: Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. GPS: Guia da Previdência Social IN: Instrução Normativa INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social IR: Imposto de Renda IRF ou IRRF: Imposto de Renda Retido na Fonte LC: Lei Complementar MTb ou MTE: Ministério do Trabalho e Emprego NR: Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho OS: Ordem de Serviço PAT: Programa de Alimentação do Trabalhador PIS: Programa de Integração Social (Lei Complementar 7/70) RPS: Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999) SRF: Secretaria da Receita Federal TST: Tribunal Superior do Trabalho VT: Vale Transporte ADMISSÃO DO EMPREGADO – ROTINAS BÁSICAS CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é o documento básico de cada trabalhador, para sua admissão e registro no emprego. Será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para nela anotar, especificamente: 1) a data de admissão; 2) a remuneração e as condições especiais, se houver. Base Legal: art. 29 da CLT. LIVRO OU FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADO Em todas as atividades será obrigatório para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores, no livro ou ficha individual respectivo. Base: art. 41 da CLT. EXAME MÉDICO

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na admissão ou permanência no emprego . Bases: art. www. IV da CLT. DECLARAÇÃO DE DEPENDENTES Caso a remuneração do empregado supere o valor da isenção da tabela do imposto de renda na fonte. por conta do empregador. por ocasião de sua admissão . para comprovação de esterilidade ou gravidez.5. assinada pelo empregado. e o empregado queira usufruir dos mesmos.art. 601 e 602 da CLT. Os empregados que não estiverem trabalhando no mês destinado ao desconto da contribuição sindical.guiatrabalhista. É vedado exigir atestado ou exame. deve constar no próprio contrato de trabalho cláusula autorizando os citados descontos. Além dessa autorização.br . fazer a declaração por escrito. dos seus dependentes. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL No ato da admissão de qualquer empregado. serão descontados no primeiro mês subsequente ao do reinício do trabalho.art. AUTORIZAÇÃO DE DESCONTOS Caso o empregador mantenha convênios.com. a empresa deve providenciar as devidas anotações na CTPS no campo de “Anotações Gerais”. I. De igual forma se procederá com os empregados que forem admitidos depois daquela data e que não tenham trabalhado anteriormente nem apresentado a respectiva quitação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Será obrigatório exame médico. ao empregado. 373A. deve-se proceder ao preenchimento e assinatura do referido contrato. O contrato de experiência é utilizado para conhecimento das partes e seu prazo é limitado legalmente em 90 dias. da CLT. Celebrado o contrato. deverá ser providenciado a autorização específica. 168. estipulando as condições e o prazo de experiência. dele exigirá o empregador a apresentação da prova de quitação da contribuição sindical. de qualquer natureza. assinado pelo empregado. CONTRATO DE TRABALHO DE EXPERIÊNCIA Na hipótese da contratação envolver experiência.

artigo 482. nos casos de compensação do horário do sábado com outros dias da semana. OUTROS DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 1 Foto 3 x 4 CPF Comprovante de Inscrição do PIS (“Cartão PIS”) SALÁRIO FAMÍLIA Se o empregado tiver direito ao salário família.seu endereço residencial. o que enseja a rescisão por justa causa do contrato de trabalho. por meio de acordo ou convenção coletiva. . A empresa deverá obter declaração negativa quando o funcionário não exercer a opção deste benefício.número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. assinado pelo empregado. VALE TRANSPORTE O empregado para passar a receber o Vale-Transporte deverá informar ao empregador. por escrito: . ainda. ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS O Acordo de Compensação é documento necessário para a admissão. Comprovante de vacinação dos filhos menores de 7 anos (fotocópia).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O acordo deverá ser escrito. onde o mesmo expressará a sua concordância em fazer horas extras ou.guiatrabalhista. uma vez que a prestação de serviço é elemento básico do contrato de trabalho. ABANDONO DE EMPREGO O abandono de emprego constitui falta grave. conforme a CLT. acompanhada da seguinte documentação: Fotocópia da Certidão de Nascimento dos filhos menores de 14 anos.com. alínea "i". então a falta contínua e sem motivo justificado é fator determinante de descumprimento da obrigação contratual. www. deverá ser preenchida a ficha correspondente. Comprovante de freqüência á escola dos filhos de 7 a 14 anos.6.br .os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa. se individual. Tal falta é considerada grave. .

br . Juíza Sônia Maria Ferreira de Azevedo . sem justificativa.7. por estar prestando serviço a outro empregador. DJ 21. sem apresentar qualquer justificativa. também. de sua ausência sem justificativa. 121/2003.11. recebe alta da Previdência Social e não retorna ao trabalho.87) Enunciado TST nº 32: "Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer.guiatrabalhista." (Ac un da 4ª T do TRT da 3ª R .Minas Gerais-II. Elemento objetivo ou material: é a ausência prolongada do empregado ao serviço sem motivo justificado. que estava afastado por benefício previdenciário. constatando que o empregado está ausente do serviço por longo período.Res.Rel. Elemento subjetivo ou psicológico: é a intenção de não mais continuar com a relação empregatícia. sob www.com. deverá convocá-lo para justificar as suas faltas. é mister que o empregador comprove a ausência do empregado em período superior a 30 dias.090/87 . eis que tal atitude demonstra a intenção inequívoca de não mais retornar ao trabalho. 27. estando sujeito à dispensa motivada por abandono de emprego. de falta de mais de 30 dias ou período inferior se houver circunstâncias evidenciadoras.11. "Para que se caracterize o abandono de emprego. mas algum meio que justifique o pleno conhecimento do empregado.RO nº 3." (Nova redação . PERÍODO DE AUSÊNCIA A legislação trabalhista não dispõe a respeito do prazo de ausência injustificada para caracterização do abandono de emprego. CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO Constitui. motivo para rescisão do contrato de trabalho por justa causa quando o empregado.2003) CONTRATO DE TRABALHO COM OUTRO EMPREGADOR O empregado que se ausentar do trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © CONFIGURAÇÃO O abandono de emprego configura-se quando estão presentes o elemento objetivo ou material e o elemento subjetivo ou psicológico. A jurisprudência trabalhista fixa a regra geral. não sendo necessária a publicação em jornal. PROCEDIMENTO DO EMPREGADOR O empregador. comete falta grave.

(colocar o número de dias ou horas)......Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © pena de caracterização de abandono de emprego.... no prazo de . que a tenha recebido. Série ......./...... Sem mais. da CLT... com Aviso de Recebimento (AR)...via cartório com comprovante de entrega..... Série nº . EMPRESA (assinatura autorizada) MODELO DE EDITAL ".. mediante recibo na segunda via da carta. Atenciosamente...... O empregador deverá manter um comprovante da entrega da notificação..Estado ..... de .através do correio... Prezado empregado: Solicitamos o comparecimento de V....... letra "i" da CLT. (nome do empregado) CTPS nº ...(especificar nº de dias ou horas)............ anotando-se na ficha ou no livro de registro de empregados. À .. MODELO DE CARTA Curitiba.. . Cidade . de . no prazo de .guiatrabalhista....... sob pena de caracterização de abandono de emprego...... Rua .... O recibo pode ser firmado pelo empregado ou por pessoa da família...... Ressalte-se que a publicação em anúncio de jornal não tem sido aceita pela jurisprudência trabalhista predominante...." www... ........(nome da empresa). ao estabelecimento desta Empresa.. sob pena de caracterização do abandono de emprego previsto no artigo 482... (nome completo do empregado).. pela impossibilidade de provar a sua leitura pelo empregado.... O empregador deverá notificar o empregado por correspondência registrada ou pessoalmente......Sa....... solicita o comparecimento de ..com. ....pessoalmente. no intuito de justificar suas faltas que vêm ocorrendo desde o dia ........ portador da CTPS nº ..8.... ensejando a justa causa do seu contrato de trabalho conforme dispõe o artigo 482... .. letra "i"....... exceto quando o empregado se encontrar em lugar incerto e não sabido..../...br . procedendo da seguinte maneira: ... por carta registrada.

guiatrabalhista. Esta opção do empregado pelo afastamento não poderá ser considerada para efeito de abandono de emprego. "b" da CLT dispõe que o empregado poderá optar por se afastar do serviço quando o empregador não estiver cumprindo com as obrigações do contrato. POSSIBILIDADE DE RETORNO AO SERVIÇO O empregado poderá retornar ao emprego sem caracterizar o abandono de emprego. e manifestar o seu interesse em não mais continuar o contrato de trabalho estabelecido. mesmo após a convocação da empresa. deverá a empresa avisar ao empregado da rescisão. após o prazo estabelecido na notificação. etc. pedindo a sua demissão. . mediante carta ou edital (no caso de estar em local incerto ou não sabido). por tratar-se de faltas legais. RESCISÃO INDIRETA – AFASTAMENTO O artigo 483.9. REGISTRO DE EMPREGADOS www. CTPS Na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado deverá apenas ser dado baixa. podendo o empregador.br . . quando: .retornar ao trabalho. computando-as para todos os efeitos legais e sendo descontadas. detenção. utilizar-se apenas de medida disciplinar.retornar ao trabalho sem justificar suas faltas.retornar e justificar legalmente as suas faltas.com. mas com justificativa de impossibilidade de reassumir a função.retornar ao trabalho sem justificar suas faltas. neste caso a empresa não poderá nem mesmo descontar as faltas. se quiser. Neste caso. como a advertência ou suspensão.. rescindindo-o sem justa causa. . sem se fazer qualquer menção ao motivo do seu desligamento da empresa. Neste caso. computando-as para todos os efeitos legais e descontando-as. a rescisão do contrato de trabalho é automática (salvo nos casos especiais citados). RESCISÃO CONTRATUAL – AVISO No caso de o empregado não se manifestar dentro do prazo estabelecido na notificação. poderão ambas as partes manifestar a vontade em não mais continuar o contrato de trabalho estabelecido.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ÔNUS DA PROVA O artigo 818 da CLT dispõe que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer. como motivo de doença mental. devido circunstâncias excepcionais.

CONCEITOS ADVERTÊNCIA A advertência é um aviso ao empregado para que ele tome conhecimento do seu comportamento ilícito e das implicações que podem advir em caso de reincidência. § 8º da CLT. PRAZO Uma vez que não há aviso prévio neste tipo de rescisão de contrato. ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR Para se manter a ordem e a disciplina no ambiente de trabalho. o empregador possui a faculdade de aplicar determinadas penalidades. por cautela. depositar em juízo. Tal procedimento se deve no sentido do empregador se proteger da multa pelo atraso do pagamento das verbas rescisórias previstas no art. o empregador deverá depositar em consignação em pagamento em banco oficial o valor devido da rescisão do contrato de trabalho. uma vez que a CLT protege o trabalhador contra as arbitrariedades que ocorrer por parte do empregador. O empregado não comparecendo no prazo. SUSPENSÃO www. mas recomenda-se. fazê-la por escrito.10. FGTS O recolhimento do FGTS do mês anterior e/ou da rescisão no caso de abandono de emprego ocorre normalmente na conta vinculada do empregado. ou se preferir. nestes podendo-se fazer observação do motivo da rescisão.com. CAGED No mês seguinte ao da rescisão do contrato de trabalho. pois eventualmente poderá necessitar-se de fazer comprovação futura.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Efetivando-se a rescisão do contrato de trabalho do empregado. o empregador tem o prazo de 10 dias da data da notificação da demissão. das verbas a que fizer jus. deverá esta ser comunicada ao Ministério do Trabalho através do CAGED. Ele estará tomando ciência que seu contrato de trabalho poderá até ser rescindido por justa causa se não houver uma reiteração do seu comportamento. 477.guiatrabalhista. deverá ser dado baixa na Ficha ou Folha do livro Registro de Empregado.br . A advertência poderá ser aplicada verbalmente. mas dentro de um senso justo e moderado.

3 . uma vez que caracteriza falta grave do empregador. . 2 . A demora na aplicação da penalidade pode caracterizar perdão tácito do empregador. sem intervir no grau da sanção. através de sentença. Havendo rigor na pena ou a advertência mediante humilhação do empregado (na presença de clientes ou colegas).11.proporcionalidade: neste item impera o bom senso do empregador para dosar a pena merecida pelo empregado devido ao ato faltoso. SUSPENSÃO – DIREITO A suspensão deve ser aplicada de maneira moderada para ser justa. não se pode aplicar primeiro uma advertência e depois uma suspensão por uma única falta cometida. Ela pode ocorrer após advertências ou até mesmo logo após o cometimento de uma falta. Haverá prejuízo salarial ao empregado.os motivos determinantes para a prática da falta. poderá ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho. necessidade. etc. pois haverá prejuízo ao empregado e ao empregador. www.).o passado funcional do empregado (se já cometeu outros atos faltosos). Ele nunca diminuirá a quantidade de dias impostos. Sendo o motivo alegado injusto ou duvidoso. exceto quando a falta cometida requeira apuração de fatos e das responsabilidades para se punir.unicidade da pena: o empregador tem o direito de aplicar uma única vez a punição referente a um ato faltoso.atualidade da punição: a punição sempre deve ser imediata. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A suspensão disciplinar atua como penalidade dada ao empregado como uma medida mais drástica.guiatrabalhista.com. pois os Tribunais não podem interferir nos assuntos disciplinares das empresas.a condição pessoal do empregado (grau de instrução. poderá o empregado pleitear em juízo seu cancelamento. A suspensão visa disciplinar. Esta falta terá que ser bastante grave. REQUISITOS ESSENCIAIS O empregador deverá observar determinados requisitos no momento da aplicação da penalidade: 1 . Deve-se considerar o seguinte: . pois se trata de falta injustificada. O juiz analisará o assunto e determinará ou não o cancelamento da suspensão. Exemplificando. resgatar o comportamento do empregado conforme as exigências da empresa. e o empregador será prejudicado no que diz respeito à prestação dos serviços.br . uma vez que ele perde a remuneração correspondente aos dias de suspensão e a do descanso semanal remunerado correspondente.

ou seja: Art.12. uma observação: www. na seguinte proporção: I .br .com. acarreta então a redução do período de gozo de férias. o empregador ou seu representante deverá ler ao empregado o teor da comunicação. IV . 130 .guiatrabalhista. § 2º . de receber a remuneração correspondente. na presença de duas testemunhas.Interrupção: ocorre na hipótese da sentença judicial cancelar a suspensão imposta. como tempo de serviço. conforme determina o artigo 130 da CLT. 13º SALÁRIO Se o período correspondente à suspensão disciplinar for igual ou superior a quinze dias. quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes.Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. .O período de férias será computado. II . quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.É vedado descontar.24 (vinte e quatro) dias corridos. III . sem justo motivo. deverá se inserir no rodapé da comunicação. ou do empregado não pleitear em juízo o cancelamento da Suspensão Disciplinar.30 (trinta) dias corridos. . impossibilitando assim o empregado de prestar serviços e.Suspensão: ocorre no caso do Tribunal não proceder ao cancelamento da suspensão. se recusar a dar ciência. em conseqüência.penas pecuniárias e transferências: não se admite a instituição de penas pecuniárias (multas). do período de férias. o empregado terá direito a férias. FÉRIAS Como a Suspensão Disciplinar é tida como ausência injustificada ao serviço.12 (doze) dias corridos. bem como aos repousos respectivos.18 (dezoito) dias corridos. Após as duas testemunhas ouvirem a leitura. EFEITOS NO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO A suspensão disciplinar pode acarretar a interrupção ou a suspensão do contrato individual de trabalho. o empregado deixará de receber 1/12 referentes ao 13º salário. para todos os efeitos. e nem as transferências punitivas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 4 . quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas. Neste período o contrato de trabalho não vigora. tendo o empregado direito ao salário dos dias parados. exceto para atletas profissionais. ao receber a penalidade. RECUSA DO EMPREGADO EM RECEBER A PENALIDADE O empregado que. dentro do mesmo mês. as faltas do empregado ao serviço. § 1º . quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas.

. www.... MODELO DE CARTA DE ADVERTÊNCIA CARTA DE ADVERTÊNCIA Á (nome do empregado): ...... (data)” DURAÇÃO DA SUSPENSÃO A Suspensão Disciplinar.. não pode ser superior a 30 (trinta) dias consecutivos. é a presente para adverti-lo por escrito de que.. por sua repetição.. ....guiatrabalhista... em ...13............ em razão da seguinte ocorrência: (descrever minuciosamente a falta cometida) _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ Esclarecemos que a reincidência em procedimentos análogos poderá. (. na sua presença e na das testemunhas abaixo........ de .. Vimos pela presente informar-lhe que.. de . lhe será aplicada uma pena de suspensão de .....com.........../.... em caso de repetirem essas faltas..Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "em virtude da recusa do empregado em dar ciência do recebimento desta comunicação... seu conteúdo foi lido por mim (nome da pessoa).... por parte do empregado (letra "b" do artigo 483 da CLT)..../......) dias a partir desta data. por disposição legal (artigo 474 da CLT). dias. ___________________________ Empresa ___________________________ Empregado MODELO DE SUSPENSÃO DISCIPLINAR SUSPENSÃO DISCIPLINAR Nome do Empregador ___________________________ Nome do Empregado ___________________________ CTPS Nº/Série ___________________________ Depto/Seção ___________________________ Vimos pela presente aplicar-lhe a pena de suspensão disciplinar. . por .... configurar justa causa para a rescisão do contrato de trabalho...........br ....... ...).....falta cometida... por (. Atenciosamente.. sob pena de importar na rescisão injusta do contrato de trabalho.....

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Reassumindo suas funções em ___ / ___ / ___. deverão ser mantidos no estabelecimento a que se referem.14. ____ de _________ de ____. de tomar as enérgicas medidas que nos são facultadas pela legislação vigente. VÁRIOS ESTABELECIMENTOS As empresas que possuam mais de um estabelecimento deverão remeter ao MTE arquivos específicos a cada estabelecimento.gov. devidamente gravado.MTE.2000 a 12. observe as normas reguladoras da relação de emprego.6000 UFIRs por empregado. recaindo este prazo em dia não útil. o entendimento é de que o CAGED deverá ser entregue no primeiro dia útil imediatamente anterior. até o dia 7 do mês subseqüente àquele em que ocorreu movimentação de empregados.mte. pelos empregadores nos quais tenha ocorrido movimentação de empregados regidos pela CLT.ACI ou outro aplicativo fornecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego . O aplicativo poderá ser baixado no site do Ministério do Trabalho – www. www. ___________________________ Empregador Ciente em ____ / ____ / ____ ___________________________ Empregado CAGED – CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) deverá ser entregue por meio eletrônico. A cópia do arquivo. deverá ser encaminhado ao MTE.br. para evitar que o empregador arque com as penalidades pela entrega fora de prazo. no futuro.guiatrabalhista. Solicitamos apor o seu ciente na cópia deste. O ACI deve ser utilizado para gerar e ou analisar o arquivo do CAGED. ___________ . para fins de comprovação perante a fiscalização trabalhista. com a utilização do Aplicativo do CAGED Informatizado . PRAZO DE ENTREGA O arquivo do CAGED.com. A entrega do arquivo referente ao CAGED fora do prazo legal sujeitará a empresa ao pagamento de multa de 4. o recibo de entrega e o Extrato da Movimentação Processada. pelo prazo de 36 meses a contar da data do envio. para que não tenhamos. Embora inexista dispositivo legal expresso. COMPROVANTE – ARQUIVO O comprovante de entrega será o protocolo emitido pela Internet.br .

recolher no 1º (primeiro) dia útil posterior até o dia 15 do mês subseqüente. opção CAGED. inclusive doméstica 13º salário RECOLHIMENTO no dia 2 (dois) do mês subseqüente. na Internet.guiatrabalhista. inclusive doméstica. se não houver expediente bancário neste dia. CAGED Encaminhar até o dia 7 do mês subseqüente. AGENDA DE OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS OBRIGAÇÕES MENSAIS SALÁRIOS O empregador deve efetuar o pagamento de salários aos empregados até o 5º (quinto) dia útil do mês subseqüente ao vencido.br .gov. o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).br. recolher no 1º (primeiro) dia útil posterior até o dia 20 de dezembro. se não houver expediente bancário neste dia. Base: Portaria MTE 235/2003.Segunda a Sexta 07:00 às 19:00 horas).mte. pelo fone 0800 78 6818 ou e-mail cagedinf@datamec.15.com. se não houver expediente bancário neste dia.com. DÚVIDAS O Ministério do Trabalho mantém uma equipe para solucionar dúvidas relativas ao CAGED (Atendimento . através de meio eletrônico. com utilização do aplicativo correspondente fornecido pelo MTE. após o dia 20 de cada mês no endereço www. recolher no 1º (primeiro) dia útil anterior www.br.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EXTRATO DA MOVIMENTAÇÃO PROCESSADA O Extrato da Movimentação Processada estará disponível para impressão. INSS Recolher as contribuições relativas à Previdência Social de acordo com o cronograma abaixo: CONTRIBUIÇÃO Contribuição sobre remuneração e produtos rurais Contribuinte individual (carnês).

guiatrabalhista.cef.br).br . SALÁRIO-FAMÍLIA www.16. FGTS Recolher até o dia 7 (sete). obedecendo ao calendário anual. se não houver expediente bancário neste dia.gov. se não 13º salário pago em rescisão houver expediente bancário neste dia. O recolhimento far-se-á mediante GFIP . recolher no 1º (primeiro) dia útil anterior os depósitos relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.036/90). Utiliza-se o programa distribuído pela CAIXA – chamado programa SEFIP.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © no dia 2 (dois) do mês subseqüente. EXAME MÉDICO Realizar exame médico admissional dos empregados contratados antes que eles assumam suas atividades. Assim como os periódicos no período indicado pelo Médico do Trabalho e os demissionais quando necessário. os empregados ainda não cadastrados no PIS/PASEP. se não Extinção de processo houver expediente bancário neste dia. VALE-TRANSPORTE Fornecer o vale-transporte de acordo com a opção exercida pelo empregado. ACIDENTE DO TRABALHO Comunicar à Previdência Social os acidentes do trabalho no 1º (primeiro) dia útil subseqüente ao da ocorrência. imediatamente após a admissão.com. O aplicativo é baixado no site da CEF (www. recolher no trabalhista 1º (primeiro) dia útil posterior PIS – CADASTRAMENTO Cadastrar. CIPA Realizar as reuniões mensais em local apropriado e durante o expediente de trabalho. incidente sobre a remuneração do mês anterior (Lei nº 8. Veja mais detalhes no tópico “GEFIP/SEFIP”.Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social. recolher no 1º (primeiro) dia útil posterior no dia 2 (dois) do mês subseqüente.

relativamente à competência anterior. Os empregados que pretendam receber a metade do 13º salário por ocasião das férias devem requerê-lo à empresa. o ajuste relativo ao 13º salário pago aos empregados com salário variável. das contribuições recolhidas ao INSS. por prazo indeterminado. até o dia 10 (dez). OBRIGAÇÕES EM DETERMINADOS MESES DO ANO JANEIRO 13º SALÁRIO Efetuar. até o dia 10 de cada mês.com. durante o mês de janeiro. em razão da execução inadequada do Programa.guiatrabalhista. cópia da GPS. comprovante de freqüência escolar nos meses de maio e novembro. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. GPS .DOENÇAS OCUPACIONAIS . deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS Os empregadores devem descontar a contribuição sindical dos empregados admitidos no mês anterior e ainda não recolhida por outra empresa referente ao ano financeiro em curso e recolhê-las até o último dia útil do mês seguinte.br .AGENTES DE INSALUBRIDADE www.GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL O empregador deve encaminhar ao sindicato representativo da categoria profissional mais numerosa entre seus empregados. juntando a certidão de nascimento ou documentação relativa ao equiparado ou ao inválido. ACIDENTES DO TRABALHO .PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR A adesão ao PAT poderá ser efetuada a qualquer tempo e terá validade a partir da data de registro do formulário de adesão na ECT. podendo ser cancelada por iniciativa da empresa beneficiária ou pelo Ministério do Trabalho e Emprego.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Preencher a Ficha de Salário-família e o Termo de Responsabilidade para os filhos dos empregados nascidos durante o mês.17. PAT . Para os filhos até 6 anos de idade o empregado deverá apresentar no mês de novembro o atestado de vacinação ou documento equivalente e para os filhos a partir de 7 anos de idade.

o Plano de Ação das Atividades a serem desenvolvidas durante o ano em curso. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL .Resumo Anual da NR 18 (Condições. mapa com avaliação anual dos dados relativos a acidentes do trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A empresa deve encaminhar. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. o Anexo II . CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL No mês de janeiro recolhe-se a contribuição sindical rural patronal.SERVIÇO ÚNICO www.br . Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) até o último dia útil do mês de fevereiro. INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO . deverão renovar sua opção mediante preenchimento do Formulário Autorização de Manutenção de Ensino – FAME. até o dia 31 de janeiro.PLANO DE AÇÃO A entidade beneficente de assistência social deverá apresentar ao INSS.guiatrabalhista. ao órgão local do MTb. ENGENHARIA E MEDICINA DO TRABALHO . associados ou não. FEVEREIRO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS AUTÔNOMOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS Os autônomos e profissionais liberais devem no mês de fevereiro efetuar o pagamento da contribuição sindical às respectivas entidades de classe.RESUMO ANUAL As indústrias da construção devem enviar. até dia 31 de janeiro. via postagem. SALÁRIO-EDUCAÇÃO As empresas optantes pelo sistema de aplicação direta do salário-educação. MARÇO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS Dos salários de março desconta-se a contribuição sindical devida anualmente pelos empregados aos respectivos sindicatos de classe.com.18. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DA EMPRESA As empresas no mês de janeiro devem recolher aos respectivos sindicatos de classe a contribuição sindical.ANEXO II .

respectivamente. relatório circunstanciado de suas atividades no exercício anterior. até 30 de março. www. ao INSS de sua sede. MAIO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL .19. contados da data do recolhimento. o salário e o valor recolhido. FEVEREIRO/MARÇO RAIS .com. na falta deste. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL . no prazo de 90 dias a contar da instalação. os citados serviços e programa. ao órgão local do MTb. relação nominal dos empregados contribuintes. dentro de 15 dias. até 30 de abril.RELAÇÃO – ENTREGA Os empregadores que recolhem a contribuição sindical dos empregados em abril remetem.RELAÇÃO ANUAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS Os empregadores são obrigados a entregar. ao órgão local do MTb.RELAÇÃO – ENTREGA Os empregadores que recolhem a contribuição sindical dos empregados em abril remetem. o salário e o valor recolhido.guiatrabalhista. dentro de 15 dias contados da data do recolhimento.br . indicando a função de cada um. indicando a função de cada um. ao sindicato da categoria profissional ou. ao sindicato da categoria profissional ou. na falta deste.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os empregadores optantes por serviço único com engenharia e medicina do trabalho obrigam-se a elaborar e submeter à aprovação do órgão local do MTb. a RAIS devidamente preenchida. relação nominal dos empregados contribuintes. ABRIL CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS – RECOLHIMENTO Em abril recolhe-se a contribuição descontada dos empregados em março. um programa bienal de segurança e medicina do trabalho a desenvolver. A relação pode ser substituída por cópia da folha de pagamento. anualmente. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A entidade beneficente de assistência social está obrigada a apresentar. As empresas novas instaladas após 30 de março de cada exercício podem constituir e elaborar. A relação pode ser substituída por cópia da folha de pagamento. no prazo estipulado por cronograma de entrega do MTE.

obrigam-se a organizar e a manter em funcionamento. o empregador deverá pagar a 2ª (segunda) parcela do 13º salário.CADASTRO DE ALUNOS Os empregadores enviam ao FNDE o Cadastro de Alunos (CA).2ª PARCELA Até o dia 20 de dezembro. havendo eleições anualmente. deduzindo. o empregador deve pagar a 1ª (primeira) parcela do 13º salário.br .com.20. após o desconto dos encargos incidentes. o valor referente à 1ª parcela. SIPAT www.1ª PARCELA Até o dia 30 de novembro. salvo se o empregado a recebeu por ocasião das férias. em função do número de empregados e do grau de risco. por estabelecimento. DEZEMBRO 13º SALÁRIO . OBRIGAÇÕES ANUAIS CIPA As empresas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © SALÁRIO-FAMÍLIA . uma CIPA. o empregado deverá apresentar neste mês o comprovante de freqüência à escola das crianças a partir de 7 anos de idade e o atestado de vacinação ou documento equivalente para crianças até 6 anos. NOVEMBRO 13º SALÁRIO . SALÁRIO-FAMÍLIA .DOCUMENTAÇÃO A SER APRESENTADA Para o pagamento do salário-família. devidamente atualizado ou preenchido.guiatrabalhista. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL No mês de maio recolhe-se a contribuição sindical rural das pessoas físicas. OBRIGAÇÕES SEMESTRAIS SALÁRIO-EDUCAÇÃO . o empregado deverá apresentar neste mês o comprovante de freqüência à escola das crianças a partir de 7 anos. indicando nominalmente os beneficiários atendidos.DOCUMENTAÇÃO A SER APRESENTADA Para o pagamento do salário-família.

ARQUIVAMENTO POR 10 ANOS Por determinação da Lei 10.155/65 Lei nº 7. deve informar ao empregador.214/78. as empresas e equiparados devem arquivar e conservar em meio digital ou assemelhado.21. 5 e 7 Artigos 578 a 580 da CLT ARQUIVOS DIGITAIS DOCUMENTAÇÃO . sistemas e arquivos utilizados para registro de negócios e atividades econômicas ou financeiras.265/99 Portaria MTb nº 3. desde 01/07/20003. a documentação de acompanhamento e as especificações técnicas dos arquivos digitais a serem entregues ao auditor-fiscal da Previdência Social. fiscal.048/99 Lei nº 9. NR 4. durante 10 anos. para receber o vale-transporte. www. obrigadas a constituir CIPA.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As empresas.666/2003. Bases: Decreto nº 57. serviços e meios de transporte mais adequados ao deslocamento residência-trabalho e vice-versa. FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS ARQUIVOS DIGITAIS A Portaria INSS-DIREP 42/2003. trabalhista e previdenciária.876/99 Decreto nº 3. As informações devem ser atualizadas anualmente ou sempre que ocorrer alteração das circunstâncias mencionadas.com.br . VALE-TRANSPORTE O empregado. por escrito: endereço residencial.418/85 Lei nº 8.212/91 Decreto nº 3. DISPENSA Estão excluídas da obrigação de arquivamento e conservação em meio digital apenas as empresas optantes pelo Simples Federal.036/90 Lei nº 8. escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil. devem realizar anualmente a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). estabelece a forma de apresentação.guiatrabalhista.

em seu artigo 7º.primeira parte . por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho.segunda parte.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS Compensação de horas de trabalho corresponde em acrescer a jornada de determinados dias em função de outro suprimido.11. etc. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.Inserida em 08. dias de carnaval e quarta-feira de cinzas (meio expediente). 121/2003. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. sem que essas horas configurem como horas extras. O acordo individual para compensação de horas é válido. o TST manifestou-se no sentido de que o acordo para compensação possa ser ajustado apenas em nível individual.BANCO DE HORAS A exceção à regra geral é o banco de horas. XIII. segundas-feiras que antecedem feriados às terças-feiras.guiatrabalhista. (ex-Súmula nº 85 .Res. DJ 21. EXCEÇÃO .2003) II. a compensação de horas exige acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho. Através dos Enunciados da Súmula nº 85. (ex-Súmula nº 85 . se não dilatada a jornada máxima semanal. O artigo 59 da CLT que estabelece o acordo de compensação de horas individuais não foi revogado.2003) www. a compensação de horas tem como objetivo a redução ou supressão do trabalho aos sábados. para se evitar maiores problemas com a justiça trabalhista e até mesmo com a fiscalização. de maneira que não exceda. nossa lei magna. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. 121/2003. sextas-feiras que sucedem feriados às quintas-feiras. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. mas devido à previsão constitucional. estabelece que a compensação de horas deve ser realizada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. o empregador deverá realizar o acordo de compensação de horas mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. sendo devido apenas o respectivo adicional.11. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. (ex-OJ nº 182 .com. mas a Constituição Federal/88. no qual poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária.11. nestes termos: I.2000) III. Normalmente. O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. acordo coletivo ou convenção coletiva.22.br . no período máximo de um ano.CONTRATO COLETIVO DE TRABALHO Segundo a CLT.Res. ACORDO . DJ 21.

74. nas respectivas sedes e estabelecimentos das empresas compreendidas em seu campo de aplicação. Nesta hipótese.com. Ficha ou Livro Registro – Anotação De acordo com o art.2001) MENORES Em relação aos empregados menores (16 a 18 anos). para fins de registro e arquivo. o acordo de compensação deve ser anotado no livro ou ficha de registro dos empregados. (ex-OJ nº 220 Inserida em 20. Validade O acordo entra em vigência 3 (três) dias após a entrega. com validade por até 2 anos. dentro deste prazo. a compensação de horas somente poderá ser firmada mediante existência de acordo coletivo celebrado com o sindicato da classe. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.Local Visível Contados 5 (cinco) dias da data de entrega.guiatrabalhista. de modo visível. dentro de 8 dias da assinatura do acordo. § 1º. Afixação . Menores . desde que previamente avisados. em tantas vias quantos forem os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes. eles estarão sujeitos às normas estipuladas. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. ACORDO COLETIVO Celebração O acordo coletivo é celebrado por escrito.br . sem emendas nem rasuras.23.Novas Admissões Quando ocorrer novas admissões de menores no decorrer da vigência do acordo coletivo. quanto àquelas destinadas à compensação. os sindicatos convenentes devem afixar cópia autêntica dos acordos. nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho. Registro – Arquivo Os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes providenciam a entrega de uma via do acordo. www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © IV.06. além de uma destinada a registro.

PROFISSÕES PROIBIDAS DE CELEBRAR ACORDO Não podem celebrar acordos de compensação de horário de trabalho as seguintes profissões: .guiatrabalhista.LICENÇA PRÉVIA Nas atividades insalubres.br .4236 Ufir. . quaisquer prorrogações só podem ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de Medicina do Trabalho. com quem entrarão em entendimento para esse fim. MODELO DE ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS www.com. Menor Quanto ao trabalho do menor.telefonistas (CLT.8285 a 3. aplicada em dobro no caso de reincidência e oposição à fiscalização ou desacato à autoridade. conforme a extensão da infração e a intenção de quem a praticou. 227).ascensoristas (Lei nº 3.2847 Ufirs por menor irregular até o máximo de 1.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © LIMITE DE HORÁRIO Na jornada de trabalho para fins de compensação. permite-se prorrogar até o máximo de 2 horas diárias. os infratores estarão sujeitos à multa de 378. dobrada na reincidência. quer diretamente. PENALIDADES Os infratores destas normas estarão sujeitos à multa de 37.891. isto desde que a soma deles não ultrapasse o limite máximo de 10 horas de jornada diária ou 2 horas diárias de acréscimo. as quais. o empregado pode entrar mais cedo do seu horário normal ou sair mais tarde. estaduais ou municipais. quanto no seu término. respeitando-se a duração normal de 44 (quarenta e quatro) horas semanais e o limite máximo diário de 10 (dez) horas. procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho.270/57). TRABALHO INSALUBRE . ou seja. para esse efeito.782. A compensação pode acontecer tanto no início do período de trabalho.8471 Ufirs. art. quer por intermédio de autoridades sanitárias federais.24. ACORDO DE COMPENSAÇÃO E PRORROGAÇÃO SIMULTÂNEOS Nada impede de se firmar acordos de compensação e prorrogação simultaneamente.

br . senão o contrato será considerado por prazo indeterminado. 614 da CLT. 613. notificar à outra parte. ou remunerar as horas excedentes (as que eram compensadas) com adicional de extra de no mínimo 50% (cinqüenta por cento).25. possibilitando ao empregador o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho. o contrato de trabalho por prazo indeterminado. 60. O aviso prévio tem por finalidade evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho. perfazendo então jornada normal. o empregador deverá dispensá-lo do cumprimento das horas compensadas na última semana do aviso prévio. Bases: Artigos 59. DEFINIÇÃO www. CONTRATO A PRAZO – EXTINÇÃO Quando ocorrer a extinção de contrato a prazo (por exemplo: de experiência). inclusive no que concerne ao aviso prévio. Neste caso. através do aviso prévio. ou remunerar as horas excedentes às normais (as que eram compensadas) com adicional de extra de no mínimo 50% (cinqüenta por cento). AVISO PRÉVIO – ASPECTOS GERAIS Nas relações de emprego.com. quando uma das partes deseja rescindir. ele deverá dispensá-lo naquela semana de realizar a compensação. sem justa causa. parágrafo único. AVISO PRÉVIO TRABALHADO Quando o empregado estiver cumprindo aviso prévio. ele não pode perfazer horas extras. o empregador deverá observar que o empregado na última semana do aviso prévio não poderá realizar compensação de dia que seja posterior ao término do referido aviso. o empregador deverá observar que o empregado não poderá realizar compensação de dia que seja posterior ao término do contrato. A mesma situação vai ocorrer quando o empregado pede a demissão e cumpre o aviso prévio.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregador deverá entrar em contato com o sindicato da classe e verificar o modelo a ser adotado. uma vez que determinadas categorias exigem a formalização do referido acordo em modelo específico. uma vez que quando o empregado é dispensado pelo empregador e escolhe a redução de duas horas diárias. 74. antecipadamente. deverá. Já quando o empregado escolhe a redução dos 7 (sete) dias. Neste caso. Importante observar que as normas coletivas de trabalho podem estipular condições mais benéficas que as previstas na legislação vigente. ele deverá dispensá-lo naquela semana de realizar a compensação.guiatrabalhista. senão será desconsiderado e anulado o aviso prévio.

por iniciativa do empregador. salvo se o empregado comprovar que obteve novo emprego. ou seja. com a antecedência que estiver obrigada por força de lei. MODALIDADES Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho. empregador ou empregado. Aviso Prévio Indenizado Considera-se aviso prévio indenizado quando o empregador determina o desligamento imediato do empregado e efetua o pagamento da parcela relativa ao período de aviso. da mesma forma. o empregador poderá ou não liberar o empregado do aviso prévio. objetivando fixar o seu termo final. sem justa causa. Aviso Prévio Trabalhado É aquele que uma das partes comunica à outra da sua decisão de rescindir o contrato de trabalho ao final de determinado período. www. continuará exercendo as suas atividades habituais. cuja concessão é uma faculdade do empregador.guiatrabalhista. o mesmo cumprirá a jornada de trabalho integral. Sendo rescindido o contrato de trabalho por iniciativa do empregador. Dispensa de Cumprimento do Aviso Prévio Trabalhado Tendo o empregador rescindido o contrato de trabalho. não havendo redução e nem falta ao trabalho. ou seja. poderá ele optar pela concessão do aviso prévio trabalhado ou indenizado. no transcurso do aviso prévio. como a denúncia do contrato de trabalho por prazo indeterminado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Aviso prévio é a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes. pedido de demissão. quando o empregado pede demissão.com. poderá solicitar ao empregador a dispensa do cumprimento do aviso prévio. ocorrerá a redução da jornada de trabalho do empregado ou a falta ao trabalho por 7 (sete) dias corridos. a seu critério. e sendo este um direito irrenunciável do empregado. com aviso prévio trabalhado. sendo que. Considera-se também aviso prévio indenizado quando o empregado se desliga de imediato.br . Esta comprovação se faz através de uma carta do novo empregador em papel timbrado. e o empregador efetua o desconto do valor respectivo. sem justa causa. Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregado.26. Pode-se conceituá-lo. também. o pedido de dispensa do cumprimento não exime o empregador de efetuar o pagamento do respectivo aviso prévio. que decide extingui-lo. Tendo o empregado rescindido o contrato de trabalho.

Por cautela. APLICAÇÕES O aviso prévio. é exigido nas rescisões sem justa causa dos contratos de trabalho por prazo indeterminado ou pedidos de demissão.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Aviso Prévio Domiciliar O aviso prévio domiciliar seria a situação em que o empregador dispensaria o empregado de cumpri-lo trabalhando. independente do tempo de serviço do empregado na empresa e da forma de pagamento do salário.guiatrabalhista. atualmente a duração do aviso prévio é de 30 (trinta) dias. 13º salário e indenizações. Exige-se também o aviso prévio. férias.br . tanto trabalhado quanto indenizado. www. O aviso prévio não poderá coincidir simultaneamente com as férias. em 3 (três) vias. o seu período de duração integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. a comunicação deve ser concedida por escrito. concordata ou dissolução da empresa. não podendo então ser utilizada. nas rescisões motivadas por falência. inclusive reajustes salariais. isto porque férias e aviso prévio são direitos distintos. regra geral. INTEGRAÇÃO AO TEMPO DE SERVIÇO O aviso prévio dado pelo empregador. nos contratos de trabalho por prazo determinado que contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada. caso uma das partes se recuse a dar ciência na via da outra. CONCESSÃO Sendo o aviso prévio trabalhado. outra para o empregador e a terceira para o sindicato. sendo autorizado ao empregado permanecer durante todo período em casa. Ainda. sendo uma para o empregado. PRAZO DE DURAÇÃO Com o advento da Constituição Federal.27. Esta modalidade não existe em virtude de falta de previsão legal. fica o empregador obrigado ao pagamento do aviso prévio. deverá a comunicação ser realizada na presença de duas testemunhas e por elas assinada.com.

Redução da Jornada Diária . Trabalhador Rural O trabalhador rural.2 Horas Conforme determina o artigo 488 da CLT. para procurar outro emprego. Desta forma. ao elencar esta redução na CLT. sem prejuízo do salário integral. sem justa causa. optou pela redução de 2 horas diárias durante o curso do aviso prévio. terá direito a 1 (um) dia por semana. é reduzida em 2 (duas) horas. Este empregado irá trabalhar durante o curso do aviso prévio 6 horas diárias. Ausência da Redução Não ocorrendo redução da jornada de trabalho durante o cumprimento do aviso prévio. Exemplo: Empregado com jornada normal diária de 8 horas.br . REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO A forma de redução da jornada de trabalho deve ser escolhida pelo empregado dentro das opções adiante. ou seja. caso a rescisão contratual tenha sido por iniciativa do empregador. Redução de 7 Dias O parágrafo único do artigo 488 da CLT faculta ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas da jornada diária.guiatrabalhista. Ressalva-se que temos alguns doutrinadores e membros do Poder Judiciário que entendem que esta redução pode ser proporcional à jornada reduzida. aplica-se a redução de 2 (duas) horas em qualquer hipótese. a duração normal da jornada de trabalho do empregado. quando a rescisão tiver sido promovida pelo empregador. • Jornada Inferior a 8 Horas ou 7 Horas e 20 Minutos O legislador.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O aviso prévio trabalhado dado pelo empregado também integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. não fez distinção aos empregados com jornada reduzida. substituindo-a pela falta ao serviço durante 7 dias corridos. durante o aviso prévio. durante o período de aviso prévio. sem prejuízo do salário.28. aquele descontado pelo empregador dos haveres do empregado constantes do termo de rescisão. este é considerado nulo. diariamente. O mesmo não ocorre com o aviso prévio indenizado. Pagamento do Período de Redução www.com.

somente a partir da concessão do benefício previdenciário é que se efetiva a suspensão do contrato de trabalho. cabendo à www. INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO Auxílio-Doença Previdenciário No caso de auxílio-doença em virtude de enfermidade.2002. durante os 15 (quinze) primeiros dias de afastamento o período é considerado de interrupção do contrato. os 15 (quinze) primeiros dias são computados normalmente no prazo do aviso. Sendo assim. o empregado é considerado em licença não remunerada.03.04. por motivo de auxílio-doença.03.03.04.2002 e obteve auxílio-doença do INSS até 05.2002 a 11. continuando em pleno vigor em relação ao tempo de serviço.2002 Auxílio-Doença Acidentário Durante o afastamento por acidente de trabalho. isto porque.2002 a 24. não havendo suspensão da respectiva contagem. Adoeceu em 10. Exemplo: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.04. Início do aviso prévio: 01.03.04.2002 Previsão de término do aviso prévio: 30.2002 Período para complementação do aviso prévio: 06. com data de término no dia 30.com.2002 Primeiros 15 dias de afastamento: 10.2002 (pagos pelo empregador) Auxílio-doença previdenciário: 25.2002. ou seja. ou será totalmente desconsiderada em virtude da concessão do respectivo aviso ter sido anteriormente ao ocorrido.04. transcorre normal a contagem do aviso prévio. a qual foi introduzida através da Lei nº 8.03. considera-se todo o período de serviço efetivo. sendo do empregador a responsabilidade pelo pagamento dos salários correspondentes. Contudo. ocorre a interrupção do contrato de trabalho. suspendendo-se a contagem a partir do 16º dia de afastamento.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © É nulo também o aviso prévio quando o período de redução da jornada de trabalho é substituído pelo pagamento das duas horas correspondentes.2002 a 05. ocorrendo afastamento do empregado no curso do aviso prévio. Convém ressaltar que até o momento não há uma posição unânime da jurisprudência a respeito da estabilidade do acidentado.29.213/91. uma vez que o contrato de trabalho não sofre solução de continuidade.03.03. Desta forma. em dispor se realmente será considerada a estabilidade quando o empregado durante o prazo do aviso prévio entrar em auxílio-doença acidentário.guiatrabalhista.2002.03.2002 Data da baixa na CTPS: 11.br .

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empresa a decisão em manter ou não o vínculo empregatício, lembrando que qualquer que seja a decisão tomada, somente a Justiça Trabalhista poderá dar uma solução definitiva. Exemplo 1: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.03.2002, com data de término no dia 30.03.2002. Acidentou-se no ambiente de trabalho em 07.03.2002 e se afastou até o dia 18.03.2002. Início do aviso prévio: 01.03.2002 Previsão de término do aviso prévio: 30.03.2002 Afastamento: 07.03.2002 a 18.03.2002 (12 dias pagos pelo empregador) Retorno do afastamento: 19.03.2002 Data da baixa na CTPS: 30.03.2002 Neste caso, se dará o término do aviso prévio no dia 30.03.2002 normalmente como previsto, uma vez que o afastamento por acidente de trabalho se deu em período inferior a 15 dias, não entrando em auxílio-doença, não gerando a controvérsia a respeito da estabilidade provisória. Exemplo 2: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.03.2002, com data de término no dia 30.03.2002. Sofreu acidente de trabalho em 05.03.2002 e obteve auxílio-doença acidentário do INSS até 26.03.2002. Início do aviso prévio: 01.03.2002 Previsão de término do aviso prévio: 30.03.2002 Primeiros 15 dias de afastamento: 05.03.2002 a 19.03.2002 (pagos pelo empregador) Auxílio-doença acidentário: 20.03.2002 a 26.03.2002 Neste caso, a empresa deverá decidir em continuar o processo rescisório com este empregado, uma vez que com o advento do art. 118 da Lei nº 8.213/91 o empregado que gozar de auxílio-doença acidentário fará jus a estabilidade de 12 meses após o respectivo retorno, uma vez que não há uma posição unânime a respeito até o momento. RECONSIDERAÇÃO Se a parte que concedeu o aviso prévio desejar, antes do término, reconsiderar o ato, à outra é facultado ou não aceitar a reconsideração. Pode a reconsideração ser expressa quando o notificado aceita a reconsideração proposta, ou tácita, caso continue a prestação de serviço após expirado o prazo do aviso prévio. FALTA GRAVE NO CURSO DO AVISO PRÉVIO

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Ocorrendo do empregador ou do empregado cometer, durante o curso do aviso prévio, falta grave, poderá qualquer das partes rescindir imediatamente o contrato de trabalho. No caso do empregador, fica ele obrigado ao pagamento da remuneração correspondente a todo o período de aviso prévio e as demais parcelas de direito. Sendo a falta grave cometida pelo empregado, exceto a de abandono de emprego, perderá o direito ao restante do prazo do aviso prévio. RESCISÃO INDIRETA Ocorrendo a rescisão indireta do contrato de trabalho, ou seja, a rescisão por justa causa, em face de falta grave cometida pelo empregador, o empregado fará jus, também, ao valor correspondente ao período do aviso prévio. INDENIZAÇÃO ADICIONAL Nos termos da legislação vigente, o empregado dispensado dentro do período de 30 (trinta) dias que antecede a sua data-base tem direito a uma indenização equivalente a um salário mensal. O aviso prévio, trabalhado ou indenizado, integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Por conseguinte, o tempo de aviso será contado para fins da indenização adicional, sendo, no caso de aviso prévio indenizado, considerada a data em que terminaria o aviso, caso houvesse cumprimento. Bases: Art. 7º, XXI da Constituição Federal/88; Arts. 449, 457, 458, 476, 477, 481, 482, 483, 487 a 491, 501 e 502 da CLT; Lei nº 5.889/73; Lei nº 6.708/79; Lei nº 7.238/84; Lei nº 7.712/88; Lei nº 9.036/90; e IN nº 17/00. AVISO PRÉVIO - CÁLCULO Aviso Prévio Trabalhado No caso do aviso prévio trabalhado, a remuneração corresponderá à que o empregado fizer jus durante o respectivo prazo. Aviso Prévio Indenizado O aviso prévio sendo indenizado, a base de cálculo é o último salário percebido pelo empregado. Recebendo o empregado salário fixo mais parcelas variáveis ou somente salário variável, o valor do aviso prévio corresponderá ao salário fixo acrescido da média das parcelas variáveis dos últimos doze meses, ou somente da média dos doze últimos meses ou período

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inferior, no caso de empregado com menos de um ano de serviço dispensado com aviso prévio indenizado. Exemplo: Valor do salário fixo mensal: R$ 800,00 Média da remuneração variável dos últimos 12 meses: R$ 250,00 Total do Aviso Prévio: R$ 800,00 + R$ 250,00 = R$ 1.050,00 ESTIPULAÇÃO DE PERÍODO INFERIOR PARA CÁLCULO DA MÉDIA Observe-se que normas coletivas de trabalho podem estabelecer período inferior para cálculo da média das parcelas variáveis, a qual deverá ser obedecida desde que seja mais vantajosa ao empregado, então o empregador deverá proceder aos dois cálculos, para fazer a devida verificação. ENCARGOS SOCIAIS O aviso prévio trabalhado, que é considerado de natureza salarial, sofre incidência do INSS, IR-Fonte e recolhimento para o FGTS. Sobre o aviso prévio indenizado não há incidência do INSS e IR-Fonte, somente se realiza o recolhimento para o FGTS. AVISO PRÉVIO DURANTE AS FÉRIAS O aviso prévio não poderá ser concedido durante o período das férias, ou seja, simultaneamente, uma vez que tratam-se de direitos distintos. AVISO PRÉVIO DURANTE A GARANTIA DE EMPREGO Por se tratar de dois institutos incompatíveis, o aviso prévio e a estabilidade, é inválida a concessão do aviso prévio, conforme determina o Enunciado TST nº 348. ENUNCIADOS Enunciado TST nº 44: "A cessação da atividade da empresa, com pagamento da indenização, simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio." Enunciado TST nº 163 : "Cabe aviso nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, na forma do art. 481, da CLT."

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Enunciado TST nº 182: "O tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito da indenização adicional prevista no art. 9º da Lei nº 6.708, de 30.10.1979." Redação dada pela Res. 5/1983, DJ 09.11.1983 Enunciado TST nº 230 : "É ilegal substituir o período em que se reduz da jornada de trabalho, no aviso prévio, pelo pagamento das horas correspondentes." Enunciado TST nº 276: "O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o valor respectivo, salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego." Enunciado TST nº 348: "É inválida a concessão do Aviso Prévio na fluência da garantia de emprego, ante a incompatibilidade dos dois institutos." ATESTADO MÉDICO A justificação da ausência do empregado ao serviço, por motivo de doença, para não ocasionar a perda da remuneração correspondente, deve ser comprovada mediante Atestado Médico. Ordem preferencial dos atestados médicos (estabelecida em lei e pela jurisprudência): 1. 2. 3. 4. 5. 6. Médico da empresa ou em convênio; Médico do SUS; Médico do SESI ou SESC; Médico a serviço de repartição federal, estadual ou municipal; Médico de serviço sindical; Médico de livre escolha do próprio empregado, no caso de ausência dos anteriores, na respectiva localidade onde trabalha.

Os Tribunais Regionais do Trabalho têm se manifestado no sentido de que os atestados fornecidos pelo INSS ou através do SUS são válidos, mesmo que a empresa possua serviço médico próprio ou em convênio, não havendo necessidade de serem submetidos ao médico da empresa. Validade – Requisito

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guiatrabalhista.07. considerando-se a fração de 15 dias de trabalho como mês integral. Lei 605/49.com. em espaço apropriado no atestado. por escrito. a empresa deverá verificar. devem atender aos seguintes requisitos: 1. Quando na composição do salário do empregado envolver parte variável. se os valores das comissões deverão ser atualizados e por qual índice. Enunciado TST nº 15. Quanto aos empregados vendedores. até 31 de janeiro de cada ano). início da dispensa e emissão do atestado não poderão ser retroativas e deverão coincidir. o trabalhador avulso e o doméstico. por extenso e numericamente. deverá ser calculada a sua média. As datas de atendimento. conforme o Código Internacional de Doenças (CID). Tempo de dispensa concedido ao segurado. salário deve ser paga até o último dia de novembro de cada ano. de 24.370/84. alterada pela Portaria MPAS 3.34. Assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo do qual conste nome completo e número no registro no respectivo conselho profissional.br . Ao médico somente será permitido fazer constar. Decreto 27. Enunciado TST nº 282.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os atestados médicos para justificarem as faltas por doenças.1991 . 2. § 2º. o diagnóstico codificado.531/1993. artigo 6º. artigo 12. VALOR A SER PAGO O 13º salário será pago proporcional ao tempo de serviço do empregado na empresa. ou por ocasião das férias do empregado (quando este o solicitar.291/84. §§ 1º e 2º.048/49. www. junto ao sindicato da categoria. com incapacidade até 15 dias. se houver solicitação do paciente ou de seu representante legal. Acórdão TRT 2.artigo 131 Recurso Ordinário TRT 8. Bases legais: Lei 8. CLT . A importância paga ao empregado a título de primeira parcela será deduzida do valor do 13º salário devido até o dia 20 de dezembro. mediante expressa concordância consignada no documento. 3.artigo 60.213.497/1993. Portaria MPAS 3. DATAS DE PAGAMENTO A primeira parcela do 13o. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO – ASPECTOS GERAIS QUEM TEM DIREITO Ao pagamento do 13º salário faz jus o trabalhador urbano ou rural.

faltas que a empresa. .quando for arrolado ou convocado para depor na justiça. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A segunda parcela do 13º salário deve ser paga até o dia 20 de dezembro. . considere justificadas e sem desconto do salário.por 5 dias. . as faltas legais e as justificadas ao serviço não serão deduzidas.os dias em que.br .para os professores no decurso de 9 dias.até 2 dias consecutivos. ou de filho. quando julgado improcedente. desde o dia do acidente até o dia da alta.até 3 dias consecutivos. .até 2 dias consecutivos ou não para o fim de se alistar eleitor.afastamento por licença-maternidade. quando tiver que comparecer em juízo. viva sob sua dependência econômica. habitualmente prestado. do pai ou mãe. em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social.ausência por motivo de doença atestada pelo INSS. em caso de nascimento de filho. . As faltas injustificadas só interferirão se em cada mês do ano correspondente do pagamento do 13º salário ocorrer do empregado somar mais de 15 faltas ao trabalho. descendente. não tenha havido trabalho. por conveniência da empresa.375. de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar)." www.pelo tempo que se fizer necessário.por 1 dia. .090. integra o cálculo da gratificação natalina. em cada 12 meses de trabalho. São faltas legais e justificadas (dias úteis): . . 65 da Lei nº 4. em virtude de casamento. conforme se depreende do Enunciado TST nº 45: "A remuneração do serviço suplementar. . .no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra "c" do art. ascendente. a seu critério. de 1962.o tempo de suspensão por motivo de inquérito administrativo. HORAS EXTRAS E NOTURNAS As horas extras integram o 13º salário.ausência por motivo de acidente do trabalho.35. irmão ou pessoa que. .INTERFERÊNCIA NO 13º SALÁRIO Para fins de pagamento do 13º salário.nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. . em conseqüência de falecimento do cônjuge. em caso de falecimento do cônjuge. . FALTAS . prevista na Lei nº 4. . nos termos da lei respectiva. as faltas verificadas por motivo de gala ou de luto.com.guiatrabalhista.afastamento por licença remunerada. . . relativa aos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento.

não se faz média.. como são percentuais aplicados sobre valores determinados (saláriomínimo ou salário-base. www. uma vez que fazem parte da remuneração do empregado.36. não precisará fazer a média.749/65.guiatrabalhista. a 1ª parcela do 13º salário. conforme o caso). o empregador deverá fazer a média das horas. 2º . apenas deverá incluir-se os valores. que dispõe sobre o pagamento da gratificação natalina prevista na Lei nº 4. o qual serve tanto para horas extras quanto para horas noturnas. Redação do § 2º do artigo 2º da Lei nº 4. Estes adicionais..749/65: "Art. ou seja. que poderá ser feita entre os meses de fevereiro a novembro. sempre que este o requerer no mês de janeiro do correspondente ano." Quando o empregado realizar números variados de horas noturnas ou extras durante o ano. § 2º .090/62.1ª PARCELA . Quando o empregado realizar um determinado número de horas extras ou horas noturnas. ficará na dependência da liberalidade do empregador sua concessão. sem haver variação. Caso o empregado não solicite o pagamento da 1ª parcela do 13º salário na época determinada.com.." PRAZO DE REQUERIMENTO O empregado tem até o dia 31 de janeiro para requerer que lhe seja pago.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O adicional noturno também integra o 13º salário por força do Enunciado I da Súmula TST nº 60: "O adicional noturno.O adiantamento será pago ao ensejo das férias do empregado.. juntamente com a remuneração de férias. . no mês de janeiro. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário.br . O valor referente à 1ª parcela do 13º salário correspondente a 50% do salário do mês anterior ao gozo de férias. § 2º da Lei nº 4. prevê que o empregado faz jus ao adiantamento da 1ª parcela do 13º salário por ocasião de suas férias..SOLICITAÇÃO POR OCASIÃO DAS FÉRIAS O artigo 2º. pago com habitualidade. integra o salário do empregado para todos os efeitos. 13º SALÁRIO . sempre que solicitar no mês de janeiro do correspondente ano.

Em razão do disposto no artigo 2º. que pode realizá-lo na época que melhor convenha a seus interesses. o trabalhador avulso e o doméstico. uma faculdade inerente ao empregado. venho requerer o pagamento da primeira parcela do 13º salário por ocasião do gozo de minhas férias. a empresa deverá verificar.37. (nome do empregador) Referência: Solicitação do pagamento da 1ª parcela do 13º salário por ocasião das férias. VALOR A SER PAGO O valor do adiantamento do 13o salário corresponderá á metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior.1ª PARCELA QUEM TEM DIREITO Ao pagamento do 13º salário faz jus o trabalhador urbano ou rural. sendo pago proporcionalmente ao tempo de serviço do empregado prestado ao empregador.guiatrabalhista. ____ de ___________ de _____. _____________.com. DATA DE PAGAMENTO A primeira parcela do 13º salário deve ser paga de: www. junto ao sindicato da categoria. se os valores das comissões deverão ser atualizados e por qual índice.155/65. Desta forma.749/65. ________________________ assinatura do empregado ________________________ ciente do empregador Base: Lei nº 4. enquanto que o pagamento efetuado entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano corresponde a uma liberalidade do empregador. o valor do adiantamento será calculado com base no salário do mês de outubro. MODELO DE SOLICITAÇÃO Ao Sr. Quanto aos empregados vendedores. § 2º da Lei nº 4. deverá ser calculada a sua média. se a primeira parcela for paga no mês de novembro.749/65. Quando na composição do salário do empregado envolver parte variável. e Decreto nº 57.br . portanto. considerando-se a fração de 15 dias de trabalho como mês integral. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A primeira parcela requerida por ocasião das férias é.

o empregador deverá fazer a média das horas. apenas deverá incluir-se os valores. Após este período. SALÁRIO Para que o empregado faça jus ao adiantamento da primeira parcela do 13o. de 1962. HORAS EXTRAS E NOTURNAS As horas extras integram o 13º salário. caberá ao empregador a liberação do referido pagamento ao empregado.38.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © - 01/fevereiro a 30/novembro ou por ocasião das férias (se solicitado pelo empregado).guiatrabalhista." O adicional noturno também integra o 13º salário por força do Enunciado I da Súmula TST nº 60: "O adicional noturno. prevista na Lei nº 4. RESCISÃO CONTRATUAL Havendo rescisão contratual e já se tenha adiantado a primeira parcela. uma vez que fazem parte da remuneração do empregado. o qual serve tanto para horas extras quanto para horas noturnas. Quando o empregado realizar um determinado número de horas extras ou horas noturnas. FÉRIAS – ADIANTAMENTO DO 13O. esta será compensada com o valor da gratificação devida na rescisão. habitualmente prestado. integra o cálculo da gratificação natalina. www. salário por ocasião das férias. sem haver variação. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário. por escrito." Quando o empregado realizar números variados de horas noturnas ou extras durante o ano. A importância paga ao empregado a título de primeira parcela será deduzida do valor da segunda parcela do 13o a ser pago até 20/dezembro.090. integra o salário do empregado para todos os efeitos. não precisará fazer a média.br . conforme se depreende do Enunciado TST nº 45: "A remuneração do serviço suplementar. pago com habitualidade. deverá requerer no mês de janeiro do correspondente ano ao empregador.com.

Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.65 horas (*) o número de horas está sendo considerado em sistema centesimal. conforme o caso). temos 15 dias a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 10 de janeiro.170.00 x 30% = R$ 270.862. Salário mensal de R$ 900. . devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas.00 . Então do dia 17 ao dia 31 de janeiro. assim como as horas do www. não se faz média.guiatrabalhista.155/65.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado (DSR) = 366. .00 + R$ 270. art.R$ 900.1a parcela do 13º salário = R$ 1. . . Pagamento primeira parcela em 30 de novembro.00 = R$ 1.39. como são percentuais aplicados sobre valores determinados (saláriomínimo ou salário-base. art. SALÁRIO FIXO – CÁLCULOS Admitidos Até 17 de Janeiro Para os empregados admitidos até 17 de janeiro. 1º.com. Salário de outubro: R$ 780.28 horas.br .Cálculo: Adicional de periculosidade: R$ 900. §2º e Decreto nº 57.00.00 x 50% = R$ 390.090/62. Exemplo: Empregado admitido em 02 de janeiro.8 dividido por 10 = 186.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Estes adicionais.Cálculo: R$ 780. Porque 17 de janeiro? Conforme a Lei 4.50 dividido por 10 = 36.00 .00 x 50% = R$ 585. 1º. inclusive. parágrafo único.número de horas trabalhadas durante o ano até outubro = 1.00. o valor da primeira parcela será de 50% do salário do mês anterior ao do seu pagamento.170.80. a fração igual ou superior a 15 dias será havida como mês integral.00 b) Horista Empregado horista admitido em 12 de janeiro. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro. correspondendo a 1/12 avos. Recebe adicional de periculosidade.00. Salário-hora de outubro R$ 4.

assim como as horas do respectivo DSR em cada mês. Salário-hora de outubro R$ 3. para que o mesmo não seja prejudicado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © respectivo DSR em cada mês.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado (DSR) de julho a outubro = 146. deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido no curso do mês. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.65 horas. .65 h/DSR = R$ 175.92 : 2 = primeira parcela do 13.66 R$ 291.Cálculo: R$ 4.80 x 186. salário: R$ 535.14 R$ 4.00 : 12 x 5 = R$ 291.85 horas trabalhadas = R$ 660. o adiantamento corresponderá à metade de 1/12 (um doze) avos da remuneração por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias. Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.número de horas trabalhadas de julho até outubro = 755. Consideramos a média por 4. devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas. Salário de outubro R$ 700. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.14 : 2 + 175. não podendo se estimar exatamente o número do mês em curso (novembro).br .4 : 4 = 188.85 horas .83 b) Horista Empregado admitido em 16 de julho. pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.03 Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Para os empregados admitidos no curso do ano.66 : 2 = adiantamento 13.50. . a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 12 de julho. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido no curso do mês. . deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo.98 www.Cálculo: O empregado faz jus a: 5/12 avos R$ 3.Cálculo: O empregado faz jus a: 5/12 avos R$ 700. salário R$ 145. Consideramos a média por 10.40.80 x 36. pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.50 x 188.6 : 4 = 36. .00.guiatrabalhista.92 R$ 894.com. para que o mesmo não seja prejudicado.28 horas trabalhadas = R$ 894.

800.41.20 Cálculo: Comissões: média das comissões: R$ 5. salário R$ 164.16 = R$ 349.65 h/DSR = R$ 128.86 : 2 = 1a.101.00 : 10 = R$ 580.28 R$ 660. Empregados Admitidos Até 17 de Janeiro Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 10 de janeiro.400.00 + R$ 59. . a gratificação será calculada na base da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o adiantamento.28 = R$ 789. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.DSR sobre comissões no período de janeiro a outubro: R$ 1.00 DSR: média do DSR sobre comissões: R$ 1. Pagamento da primeira parcela do 13º salário em novembro.16.00 .26 : 12 x 5 = R$ 328.50 x 36.br .Comissões recebidas no período de janeiro a outubro: R$ 5.Comissões recebidas no período de janeiro a outubro = R$ 5.00 : 2 = R$ 290.32 R$ 118.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 3.26 R$ 789.20 : 10 = R$ 118.800.183. b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 13 de janeiro.00 R$ 580. Os empregados que receberem parte fixa terão o respectivo valor somado à parte variável.00 em outubro.60 Cálculo: www.86 R$ 328.16 13º: R$ 290. Salário fixo de R$ 700. a qualquer título.32 : 2 = R$ 59.43 SALÁRIO VARIÁVEL – CÁLCULOS Para os empregados que recebem salário variável.DSR sobre comissões no período de janeiro a outubro = R$ 1. . parcela 13.98 + 128.com.183.guiatrabalhista.00 .

90 (638.18 = R$ 360.80 DSR: média do DSR sobre hora extra: 33 : 10 = 3.00 : 220) + 50% = R$ 4.horas extras realizadas no período de janeiro a outubro: 160 horas .00 : 2 = R$ 350.98 Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Comissionista a) Comissionista sem Parte Fixa www.101.16 : 2 = R$ 55.00 + R$ 55.00 R$ 540. tendo realizado 160 horas extras no período a 50% e 33 horas extras correspondentes ao DSR.08 Salário fixo: 700.guiatrabalhista.65 horas valor do DSR sobre hora extra com 50%: R$ 4.br .18 Salário fixo: R$ 638.3 horas : 2 = 1.35 = R$ 34.00 (50% do salário fixo) 13º: R$ 270.60 : 10 = R$ 110.00 13º: R$ 319.16 R$ 110.DSR sobre horas extras no período de janeiro a outubro: 33 horas Horas Extras: média das horas extras: 160 : 10 = 16 horas : 2 = 8 horas (50% da média das horas extras) valor da hora extra com 50%: R$ 2.80 + 7.00 : 2 = R$ 270.42.08 Horas Extras Empregado admitido em 3 de janeiro.00 DSR sobre comissões: média do DSR sobre comissões: R$ 1.00 : 10 = R$ 540.00. Salário fixo do mês de outubro R$ 638.35 x 1. Cálculo: .00 + 34.35 valor da média das horas extras: 8 horas x R$ 4.400. Pagamento da primeira parcela no dia 30 de novembro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Comissões: média das comissões: R$ 5.00 : 2 = R$ 319.00 = R$ 675.com.08 + R$ 350.65h = R$ 7.

54 • 13º: R$ 105.80 : 2 = R$ 20. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.11 R$ 211.20 : 3 = R$ 122.DSR sobre comissões no período de agosto a outubro: R$ 367.00 .00 + R$ 20. tendo realizado 72 horas extras no período a 50% e 14.00 : 2 = R$ 100.800.00 em outubro.11 : 2 = R$ 105.56 • DSR: média do DSR: R$ 387.60 Cálculo: • Comissões: média das comissões: R$ 1.34 = R$ 213.20 R$ 129.40 • Salário fixo: R$ 560.00 R$ 200.07 R$ 43.20 : 12 x 4 = R$ 43.00 em outubro.br .34 • 13º: R$ 100.00 • DSR média do DSR sobre comissões: R$ 367.60 : 3 = R$ 129.guiatrabalhista.40 : 12 x 4 = R$ 40. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.74 Horas Extras Empregado admitido em 03 de julho.DSR sobre comissões no período de agosto a outubro: R$ 387.800.56 + R$ 21.67 R$ 186.20 Cálculo: • Comissões: média das comissões: R$ 1.54 = R$ 127.40 R$ 122.07 : 2 = R$ 21.00 R$ 600.80 R$ 40.900. Salário fixo de R$ 660.Comissões recebidas no período de agosto a outubro: R$ 1.10 b) Comissionista com Parte Fixa Empregado admitido em 01 agosto.com.40 + R$ 93.900.00 : 3 = R$ 633.Comissões recebidas no período de agosto a outubro: R$ 1.7 horas extras correspondentes ao DSR.00 : 12 x 4 = R$ 186.00 : 3 = R$ 600.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Empregado admitido em 01 de agosto. . .00 .33 R$ 633.43.33 : 12 x 4 = R$ 211. Pagamento da primeira parcela no dia 30 de novembro. Salário fixo de R$ 560.00 : 12 x 4 = R$ 200.67 : 2 = R$ 93. www.

valor do DSR sobre hora extra a 50% = 3. porque o afastamento por motivo de doença não interferiu na contagem dos avos.50 (50% dos 5/12 avos a que faz jus) • 13º: .45 = R$ 157.45 (50% dos 5/12 avos a que faz jus) • Salário fixo: .número de avos a que faz jus: 50% de 6/12 avos. .afastamento: 03/08 .50 + R$ 16.44. uma vez que os primeiros 15 (quinze) dias do afastamento que são de responsabilidade da empresa foi suficiente para determinar o avo correspondente a agosto.R$ 137.56 .média do DSR sobre hora extra: 14. a Previdência Social assume pagando o 13º salário em forma de abono anual.00 www.R$ 16. A partir do 16º dia até o retorno ao trabalho.00 + 50% = R$ 4.média das horas extras: 72 : 4 = 18 .R$ 550.83 (50% .DSR sobre horas extras: 14.50 .88 (50% dos 5/12 avos a que faz jus) • DSR: . com suspensão do contrato de trabalho a partir do 16º dia.7 : 4 = 3.00 : 2 = R$ 137.valor da hora extra a 50%: R$ 3.00 : 12 x 6 = R$ 275.7 horas • Horas Extras: .00 : 12 x 5 = R$ 275. assim como é responsável pelo pagamento do 13º salário até o 15º dia do afastamento e posterior retorno. Compete a empresa remunerar o empregado nos 15 (quinze) primeiros dias. Salário mensal do mês de outubro R$ 550.do salário fixo + da hora extra + DSR) AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO É o afastamento por motivo de doença ou outra incapacidade não decorrente de acidente do trabalho.00.18 horas x R$ 4. retornando dia 24 de agosto. Pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro.75 (faz jus a 5/12 avos) : 2 = R$ 16. Cálculo: .90 : 2 = R$ 3. estendendo-se o tratamento por mais de 15 dias.50 = R$ 81.68 horas . Exemplo 1: Empregado admitido em 01 de junho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Cálculos: .guiatrabalhista. O empregado afastou-se por doença dia 03 de agosto.50 = R$ 16.00 : 12 x 5 = R$ 33.Horas extras realizadas no período: 72 horas .56 : 12 x 5 = R$ 6.com.br .88 + R$ 3.68h x R$ 4.retorno: 24/08 .R$ 660.

17 . as frações são consideradas até o mês de pagamento da primeira parcela.guiatrabalhista.00 : 2 = R$ 137. O empregado afastou-se por motivo de doença no dia 03 de agosto. Pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro. Cálculo: .50 1ª parcela do 13º salário: R$ 137. . porque no mês de agosto os 15 (quinze) primeiros dias do afastamento deu uma fração e no mês de setembro não preencheu a fração.33 : 2 = R$ 179. ou seja. como demonstrado anteriormente no item Auxílio-Doença Previdenciário.afastamento: 04/05 . retornando no dia 22 de setembro. retornando dia 21 de julho. R$ 660. Pagamento da primeira parcela do 13º salário em novembro.retorno: 22/09 .retorno: 21/07 . Este entendimento refletirá apenas no momento do pagamento total do 13º salário.R$ 358.adiantamento a que faz jus: 50% de 9/12 avos. Cálculo: www.50 Exemplo 2: Empregado admitido em 01 de junho. Para pagamento da primeira parcela do 13º salário procede-se normalmente. O empregado acidentou-se no trabalho dia 04 de maio.br . considerandose na contagem do número de avos a que o empregado faz jus até os primeiros quinze dias do afastamento. .com. ou seja.afastamento: 03/08 . porque no mês de maio deu fração de 15 dias e nos meses de junho e julho a fração foi inferior a 15 dias e como este empregado não esteve a disposição do empregador durante todos os meses do ano.R$ 860. neste caso.adiantamento a que faz jus: 5/12 avos.17 AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO A Justiça do Trabalho entende que as faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação natalina (13º salário).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © - R$ 275. afastando-se no mesmo momento.00.45.00 : 12 x 5 = R$ 358. Exemplo: Empregado admitido em 04 de janeiro. Salário mensal do mês de outubro.auxílio-doença acidentário: 20/05 a 20/07 . ficando o encargo deste mês para o INSS. Salário mensal do mês de outubro R$ 860.33 . novembro.1ª parcela do 13º salário: R$ 179.00.

A Lei nº 7.00.50 1ª parcela do 13º salário: R$ 247.br . FGTS www. . ENCARGOS SOCIAIS INSS Na primeira parcela do 13º salário.794/65 em seu artigo 2º impõe o pagamento da 1ª parcela do 13º salário até o mês de novembro.00 R$ 495.com. dobrada na reincidência para as infrações contra os dispositivos da Gratificação de Natal (13º).adiantamento a que faz jus: 50% de 2/12 avos (janeiro e fevereiro) Cálculo: R$ 400. Salário mensal do mês de outubro R$ 400.00 : 2 = R$ 247.855/89 estipulou a multa de 160 Ufirs por empregado. o período de ausência não é computado para fins do 13º salário. afastando-se para o serviço militar obrigatório dia 01 de março e não tendo retornado.50 SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO O empregado afastado para o serviço militar obrigatório faz jus ao 13º salário. ou seja. Para o pagamento conjunto das duas parcelas não há previsão legal conforme mencionado acima.00 : 12 x 2 = R$ 66.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 660.67 : 2 = R$ 33.67 R$ 66.34 1ª parcela do 13º salário: R$ 33.afastamento: 01/03 .46. Pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro.00 : 12 x 9 = R$ 495.34 PAGAMENTO CONJUNTO DAS DUAS PARCELAS A Lei nº 4. não há incidência do INSS. correspondente ao período anterior e posterior (se houver) ao afastamento. Exemplo: Empregado admitido em 03 de janeiro.guiatrabalhista.

Primeira parcela R$ 390. §2º e Decreto nº 57. correspondendo a 1/12 avos.89. ou seja. Cálculo: R$ 780. Então do dia 17 ao dia 31 de janeiro.com.045. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.br .14 : 11 = 36.92 .00 . o valor da segunda parcela será do salário do mês de dezembro. art. efetivamente. pelo regime de competência.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O FGTS incidirá sobre o valor pago. junto com a folha de pagamento.090/62. Porque 17 de janeiro? Conforme a Lei 4. Consideramos a média por 11. art. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO . Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.00 (1ª parcela) = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 390.00 Nota: descontar o INSS e o IRF.00.R$ 390. Salário-hora de dezembro R$ 4.guiatrabalhista.74 (*) o número de horas está sendo considerado em sistema centesimal. . não podendo se estimar exatamente o número do mês www.12 : 11 = 185.2a. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.00.70. o FGTS deverá ser recolhido até o dia 07 de dezembro. devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas. temos 15 dias a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 10 de janeiro.155/65. b) Horista Empregado horista admitido em 10 de janeiro. a fração igual ou superior a 15 dias será havida como mês integral.número de horas trabalhadas durante o ano até novembro = 2. se houver. Recebeu de 1ª parcela R$ 523. não há incidência do IRRF. Salário de dezembro R$ 780.47.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado = 404. 1º. 1º. parágrafo único. deduzido o valor da 1ª (primeira) parcela e os encargos. inclusive. IRRF Sobre a primeira parcela do 13º salário. assim como as horas do respectivo DSR em cada mês. PARCELA SALÁRIO FIXO – CÁLCULOS Admitidos Até 17 de Janeiro Para os empregados admitidos até 17 de janeiro. pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro. se o pagamento da primeira parcela ocorrer em novembro.

Cálculo: R$ 4.50.50. para que o mesmo não seja prejudicado. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido no curso do mês. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.50 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 199.00. .68 R$ 873.82 R$ 4.70 x 36. Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Para os empregados admitidos no curso do ano.50 R$ 873. Consideramos a média por 5. se houver. devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas.61 Nota: descontar o INSS e o IRF. Recebeu de 1ª parcela R$ 187. . pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.guiatrabalhista. Nota: descontar o INSS e o IRF.89 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 522.92. se houver.046. Salário-hora de dezembro R$ 4.82 + R$ 172. b) Horista Empregado admitido em 16 de julho. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido www.00 .número de horas trabalhadas de julho até novembro = 945 : 5 = 189 .68 = R$ 1.82 + R$ 172.48.00 R$ 342.00.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © em curso (dezembro).com. deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo. Salário de dezembro R$ 684. o valor da 2ª (segunda) parcela corresponderá a 1/12 (um doze) avos da remuneração devida em dezembro.R$ 523.68 . assim como as horas do respectivo DSR em cada mês. por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias.br . não podendo se estimar exatamente o número do mês em curso (dezembro). a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 12 de julho.Cálculo: O empregado faz jus a: 6/12 avos R$ 684.00 : 12 x 6 = R$ 342.74 h/DSR = R$ 172. Primeira parcela R$ 142.R$ 142.92 horas trabalhadas = R$ 873.70 x 185.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado de julho a novembro = 185 : 5 = 37 Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.

313.00 : 12 x 6 = 378. deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo.00 x 189.ADMITIDOS ATÉ 17 DE JANEIRO Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 05 de janeiro. se houver.DSR sobre comissões no período de janeiro a novembro = R$ 1. www.R$ 362. se houver. .00 : 11 = R$ 645. a qualquer título.70 = 2ª Parcela do 13º Salário R$ 402. Primeira parcela R$ 362. SALÁRIO VARIÁVEL – CÁLCULOS Para os empregados que recebem salário variável.com.81 .00 x 37 h/DSR = R$ 148.45 DSR : Média do DSR sobre comissões : R$ 1.guiatrabalhista.00 (horas trabalhadas) R$ 148.100. para que o mesmo não seja prejudicado.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 7. a gratificação será calculada na base da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o pagamento. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.36 13º: R$ 645.313.92 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 264.00 + R$ 74.00 .00 .45 + R$ 119.36 = R$ 764.49.08.Comissões recebidas no período de janeiro a novembro = R$ 7. . PARCELA VARIÁVEL .100.R$ 187.00 horas trabalhadas = R$ 756. Nota: descontar o INSS e o IRF.70.81 R$ 764.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © no curso do mês. Os empregados que receberem parte fixa terão o respectivo valor somado à parte variável.00 R$ 756.00 : 11 = R$ 119.Cálculo: O empregado faz jus a: 6/12 avos R$ 4.11 Nota: descontar o INSS e o IRF.00 : 12 x 6 = R$ 74.00 R$ 4.00 (DSR) R$ 378.

45 horas x R$ 4.53 DSR: Média do DSR sobre hora extra: 32 : 11 = 2. Salário fixo de R$ 800. se houver.00 : 11 = R$ 598.DSR sobre comissões no período de janeiro a novembro: R$ 1.90.91 x R$ 4.53 + 13.91 horas Valor do DSR sobre hora extra com 50% : 2.73 R$ 800.00. Horas Extras Empregado admitido em 03 de janeiro.18 DSR Sobre Comissões Média do DSR sobre comissões: R$ 1. www.50 = R$ 69.guiatrabalhista.00 : 220) + 50% = R$ 4.50 = R$ 13.60 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 781.00 .10 13º: R$ 660.R$ 366.31 Nota: descontar o INSS e o IRF.73 = R$ 1.60.00 + 69.50.508.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 12 de janeiro.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 6.00 em dezembro. Cálculo: Horas Extras: Média das horas extras: 170 : 11 = 15. . tendo realizado 170 horas extras no período a 50% e 32 horas extras correspondentes ao DSR. Nota: descontar o INSS e o IRF.45 horas Valor da hora extra com 50% = R$ 3.br .218.218. Pagamento da segunda parcela do 13º salário em dezembro.00 : 11 = R$ 110.580.91 – R$ 727.73. Primeira parcela R$ 366.Comissões recebidas no período de janeiro a novembro: R$ 6. Primeira parcela R$ 727. DSR sobre horas extras no período de janeiro a novembro: 32 horas. Horas extras realizadas no período de janeiro a novembro: 170 horas.com.508.580.91 R$ 1.50 Valor da média das horas extras: 15. Salário fixo do mês de dezembro R$ 660.00 + R$ 598.00 (R$ 660.18 + R$ 110.10 . Pagamento da 2ª parcela no dia 20 de dezembro. se houver.90 = 2ª Parcela do 13º salário= R$ 375.

83 DSR: Média do DSR: R$ 440. Salário fixo de R$ 640.51.25 : 12 x 5 = R$ 38.25 R$ 91. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.ADMITIDOS APÓS 17 DE JANEIRO Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 02 de agosto.600. . Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.DSR sobre comissões no período de agosto a novembro: R$ 440.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © PARCELA VARIÁVEL .00 R$ 110.67.00 R$ 650. Primeira parcela do 13º R$ 136.00 : 4 = R$ 650.Comissões recebidas no período de agosto a novembro: R$ 2. Nota: descontar o INSS e o IRF.83 + R$ 45.00 : 4 = R$ 550. se houver.15.00 em dezembro.00 : 4 = R$ 91.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 2. . Primeira parcela R$ 210.51.51 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 180.600.200.00 .R$ 136.00 .DSR sobre comissões no período de agosto a novembro: R$ 365.00 : 12 x 5 = R$ 45.00 R$ 550.200.17 DSR Média do DSR sobre comissões: R$ 365.00 : 4 = R$ 110.83 13º: R$ 270.83 .00 : 12 x 5 = R$ 229.00 : 12 x 5 = R$ 270.guiatrabalhista.Comissões recebidas no período de agosto a novembro: R$ 2. b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 03 de agosto.br .00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 2.02 Salário-fixo: www.

não decorrente de acidente do trabalho.73.R$ 210.67.76 Salário-fixo: R$ 704.76 + R$ 352.64 DSR : Média do DSR sobre hora extra: 12 : 5 = 2. www.67 13º R$ 229.67 = 2ª Parcela do 13º Salário R$ 223.52. assim como é responsável pelo pagamento do 13º salário até o 15º dia do afastamento e posterior retorno.19. por motivo de doença ou outra incapacidade. com suspensão do contrato de trabalho a partir do 16º dia.6 Valor da hora extra a 50%: R$ 3. tendo realizado 68 horas extras no período a 50% e 12 horas extras correspondentes ao DSR.67 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 323.28 : 12 x 6 = R$ 32.00 : 12 x 6 = R$ 352.80 = R$ 65.02 + R$ 266. A partir do 16º dia até o retorno ao trabalho a Previdência Social assume.64 + R$ 5.guiatrabalhista.R$ 166.br . Compete à empresa remunerar o empregado nos 15 (quinze) primeiros dias. Nota: descontar o INSS e o IRF. pagando o 13º salário em forma de abono anual.00.6 horas x R$ 4. se houver. AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO É o afastamento. Nota: descontar o INSS e o IRF. Salário fixo de R$ 704.20 (704.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 640.52 : 12 x 6 = R$ 5.00 .17 + R$ 38.20 + 50% = R$ 4. Pagamento da segunda parcela no dia 20 de dezembro. se houver. Horas Extras realizadas no período: 68 horas DSR sobre horas extras: 12 horas valor da hora normal: R$ 3. Primeira parcela R$ 166.67 .com.4 horas Valor do DSR sobre hora extra a 50%: 2.00 : 12 x 5 = R$ 266.80 13. Horas Extras Empregado admitido em 02 de julho.80 = R$ 11.4 x R$ 4.00 : 220) Cálculo: Horas Extras: Média das horas extras: 68 : 5 = 13.52 R$ 11. estendendo-se o tratamento por mais de 15 dias.00 13º: R$ 32.

retorno: 21 de setembro .53.00. Salário mensal do mês de dezembro R$ 620. complementando o valor a pagar caso na soma dos valores não resulte no valor a que teria direito o empregado. Primeira parcela R$ 232. retornando no dia 21 de setembro. caso não tivesse se afastado pela Previdência Social. O empregado afastou-se por doença dia 06 de agosto.afastamento: 03 de agosto .número de avos a que faz jus: 7/12 avos. O empregado afastou-se por motivo de doença no dia 03 de agosto. A empresa calculará o valor integral. diminuindo o valor que o empregado recebeu de abono anual. retornando dia 31 de agosto.50. Enunciado TST nº 46: “As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias e cálculo da gratificação natalina.retorno: 31 de agosto . retornando dia 20 de julho. Pagamento da segunda parcela do 13º salário em 20 de dezembro. ficando o encargo deste mês para o INSS. O empregado acidentou-se no trabalho dia 04 de maio. www. Exemplo: Empregado admitido em 04 de janeiro. porque no mês de agosto os 15 (quinze) primeiros dias do afastamento deu uma fração e no mês de setembro não preencheu a fração. Exemplo 2: Empregado admitido em 01 de junho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Exemplo 1: Empregado admitido em 05 de junho. AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO A Justiça do Trabalho entende que as faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação natalina (13º salário). afastando-se no mesmo momento. . .Faz jus a 6/12 avos de 13o salário.br . as faltas decorrentes de acidente do trabalho não influem no cálculo do 13º salário. uma vez que os primeiros 15 (quinze) dias do afastamento que são de responsabilidade da empresa foi suficiente para determinar o avo correspondente a agosto. porque o afastamento por motivo de doença não interferiu na contagem dos avos.com." Em virtude do exposto.afastamento: 06 de agosto .guiatrabalhista.

00 R$ 620. exceto das destinadas a outras entidades e fundos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © afastamento: 04 de maio retorno: 20 de julho abono anual recebido do INSS: R$ 90. o período de ausência não é computado para fins do 13º salário. .afastamento: 04 de março.00 (valor aleatório . correspondente ao período anterior e posterior (se houver) ao afastamento.guiatrabalhista. e não tendo retornado. SALÁRIO-MATERNIDADE O salário-maternidade pago pela empresa ou equiparada.br . ou seja. se houver. Para fins da dedução da parcela do 13º salário pago.50.faz jus a 2/12 avos (janeiro e fevereiro). Exemplo: Empregado admitido em 03 de setembro afastando-se para o serviço militar obrigatório dia 04 de março do ano seguinte. .54.o valor exato deve ser consultado junto ao empregado ou ao INSS) Cálculo: R$ 620.R$ 90. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO O empregado afastado para o serviço militar obrigatório faz jus ao 13º salário.00 R$ 530. b) o resultado da operação descrita no item “a” deverá ser dividido pelo número de meses considerados no cálculo da remuneração do décimo-terceiro. c) a parcela referente ao décimo-terceiro salário proporcional ao período de licença maternidade corresponde ao produto da multiplicação do resultado da operação descrita no item “b” pelo número de dias de gozo de licença-maternidade no ano.com. poderá ser deduzido quando do pagamento das contribuições sociais previdenciárias devidas. inclusive a parcela do 13º salário correspondente ao período da licença. proceder-se-á da seguinte forma: a) a remuneração correspondente ao décimo-terceiro salário deverá ser dividida por trinta. PAGAMENTO CONJUNTO DAS 2 PARCELAS www.50 = 2ª Parcela do 13º salário: R$ 297.00 : 12 x 12 = R$ 620. Nota: descontar o INSS e o IRF.R$ 232.00 (abono anual) = 530.00 .00 .

Decreto nº 3. em seu artigo 2º. Lei nº 4.794/65. O FGTS deverá ser recolhido até o dia 07 de janeiro junto com a folha de pagamento de dezembro. Portanto. artigos 320. IRRF No pagamento da segunda parcela do 13º salário há incidência do IRRF sobre o total. PENALIDADES A empresa que cometer infrações relativas ao 13º salário será penalizada com multa de 160 Ufir por empregado prejudicado. ou seja.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A Lei nº 4.65.11. dobrada na reincidência. de 03. www. ENCARGOS SOCIAIS INSS No pagamento da segunda parcela há incidência do INSS sobre o valor total do 13º salário. FGTS O FGTS incidirá sobre o valor bruto pago efetivamente. referente ao pagamento da 2ª (segunda) parcela. computada a parcela do mês de dezembro. § 3º.07.090.com.AJUSTE DA DIFERENÇA Até o dia 10 de janeiro do ano seguinte. Bases: Lei nº 4.62.br .048/49. Decreto nº 27. 216.guiatrabalhista. Decreto nº 57. § 1º.: As empresas que estiverem obrigadas a recolher a contribuição social adicional de 0. pelo regime de competência.749. art. IN SRF nº 25/96. Obs. 473 e 822 da CLT. artigo 419. o cálculo do 13º salário será revisto para 1/12 (um doze avos) do total devido no ano anterior.155. artigo 14. e Enunciado TST nº 155.SALÁRIO VARIÁVEL .55.65. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO .08. dobrada na reincidência para as infrações contra os dispositivos da Gratificação de Natal (13º).5% deverão fazê-la inclusive sobre o 13º salário. art. processando-se a correção do valor da respectiva gratificação com o pagamento ou compensação das diferenças verificadas. IN/MTE nº 17/00. A Lei nº 7.12. de 12. de 13. impõe o pagamento da 1ª parcela do 13º salário até o mês de novembro.048/99. parágrafo único do CPC. para o pagamento conjunto das duas parcelas não há previsão legal.855/89 estipulou a multa de 160 Ufir por empregado.

00 : 12 = R$ 800.horas extras realizadas no período de janeiro a dezembro = 144 horas .00 : 12 = R$ 144.00.00 de DSR. o valor da diferença do 13º salário poderá ser favorável ou não ao empregado.600. DIFERENÇA DO VALOR DO PAGAMENTO Diferença a Favor do Empregado Empregado comissionista admitido em 10 de janeiro. Sendo favorável ao empregador.17 horas www.00 Cálculo: Comissões: média das comissões: R$ 9.00 Diferença a Favor do Empregador Empregado admitido em 04 de janeiro.R$ 720.00 = R$ 80.comissões recebidas no período de janeiro a dezembro = R$ 9. a empresa efetuará a compensação.00 . tendo realizado horas extras no período a 50%.63.média do DSR sobre hora extra: 26 : 12 = 2.00. . .600.00 diferença a favor do empregado: R$ 94.728.valor da hora extra com 50%: R$ 3. sendo R$ 62.00 de comissões e R$ 130. R$ 720.23 de DSR.030.56.média das horas extras: 144 : 12 = 12 horas . Recebeu de 13º salário até o dia 20 de dezembro R$ 777. sendo salário fixo R$ 180.00 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Após efetuada a revisão.DSR sobre horas extras no período de janeiro a dezembro = 26 horas Cálculo: Horas Extras: .80 = R$ 57.guiatrabalhista.com.00 DSR: média do DSR sobre comissões: R$ 1.728.80 .valor da média das horas extras: 12 horas x R$ 4.40 de horas extras e R$ 11.20 (704.00. Recebeu de 13º salário até o dia 20 de dezembro R$ 1.DSR sobre comissões no período de janeiro a dezembro = R$ 1.00 DSR: R$ 144.br . Salário fixo do mês de dezembro R$ 704.60 DSR: .00 – R$ 130. descontando o valor correspondente em folha de pagamento.00 = R$ 14.00 13º Salário: comissões: R$ 800.00 : 220) + 50% = R$ 4.

63.92 .INSS devido pelo valor recalculado: R$ 1.53 .valor do DSR sobre hora extra com 50%: R$ 4.40 . já incluídos os valores variáveis do mês de dezembro. 25 e art.92 = R$ 0.br . Diferença a Favor da Empresa Pagamento de 13º salário ao empregado até o dia 20 de dezembro R$ 777. uma vez que é proibida a compensação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .INSS recolhido no dia 20.34 . FGTS O valor a ser recolhido para o FGTS referente à 2ª (segunda) parcela do 13º salário deve ser calculado sobre o valor. deve ser pedida a restituição. Então: .42 13º Salário: . art.guiatrabalhista. Recalculado o 13º salário resultou no valor de R$ 772.61 .64 .00 x 11% = R$ 123.INSS recolhido no dia 20.30 .60 = R$ 4.80 x 2.INSS devido pelo valor recalculado: R$ 772. 216.horas extras: R$ 62.123.00 x 11% = R$ 113.61 O valor acima deverá ser compensado (descontado) na folha de pagamento do empregado do mês de dezembro.63 x 11% = R$ 85.R$ 84.com.12: R$ 777.00. Então: .030.80 .57.53 .684/90.124. DIFERENÇA DO VALOR A SER RECOLHIDO AO INSS Diferença a Favor do INSS Pagamento de 13º salário ao empregado até o dia 20 de dezembro R$ 1. campo 9.diferença do recolhimento: R$ 85.124. 27 do Decreto nº 99.048/99.34 + os percentuais devidos pela empresa (inclusive terceiros) sobre a diferença da remuneração do 13o R$ 94.diferença a ser compensada na GPS da competência dezembro e devolvida ao empregado: R$ 0. e no que diz respeito ao valor recolhido a "Outras Entidades".DSR: R$ 11.30 .00.64 = R$ 10.12: R$ 1. além da compensação do valor recolhido no campo 6 (parte patronal).diferença a favor do empregador: R$ 5.42 = R$ 0.valor a ser recolhido na GPS da competência dezembro e descontado do empregado: R$ 10.R$ 57. Bases: Decreto nº 3. Recalculado o 13º salário resultou no valor de R$ 1.00.61.02 x 11% = R$ 84. www.diferença do recolhimento: R$ 113.17h = R$ 10.23 – R$ 10.81 .030.02.

o recolhimento referente ao décimo terceiro salário pago na rescisão deverá ocorrer até o dia 2 do mês de dezembro (se não houver expediente bancário. inclusive no mês de dezembro. com pagamento do décimo terceiro salário proporcional e pagamento das verbas rescisórias no mês de novembro. Neste caso. possibilitando à empresa adequar a jornada de trabalho dos empregados às suas necessidades de produção e demanda de serviços. BANCO DE HORAS O chamado "banco de horas" é uma possibilidade admissível de compensação de horas. prorroga-se o vencimento para o primeiro dia útil subsequente). o recolhimento do décimo terceiro salário pago deverá obedecer ao regime de competência normal. inclusive em caso de rescisão. inclusive proporcional. sem redução do salário. Trata-se de um sistema de compensação de horas extras mais flexível. por exemplo. que alterou o artigo 59 da CLT. INCIDÊNCIA A contribuição do empregado. A contribuição incide sobre o décimo terceiro salário. Base: art. e inseriu o § 3º.048/99. se por prazo determinado ou indeterminado. nos momentos de pouca atividade da empresa para reduzir a jornada normal dos empregados durante um período.601/1998. permanecendo um crédito de www. Exemplo: Rescisão do contrato de trabalho no mês de novembro. I. independentemente da modalidade de contratação.com. que trata da compensação.RESCISÃO CONTRATUAL .br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO . mas que exige autorização por convenção ou acordo coletivo.58. 6. será calculada mediante aplicação em separado das alíquotas normais de contribuição. CARACTERÍSTICAS As pessoas estão chamando esse sistema de "banco de horas" porque ele pode ser utilizado.RECOLHIMENTO DO INSS COMPETÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO INSS Havendo rescisão do contrato de trabalho. 216. vigente a partir da Lei nº 9. em seu § 2º. e o 1/12 (um doze avos) devido no período de aviso prévio trabalhado. em seu art.guiatrabalhista. § 3º do Decreto nº 3. Vale esclarecer que a inovação do "banco de horas" abrange todos os trabalhadores.

de 24. ARTIGO 59 DA CLT (ALTERADO PELA LEI 9601/98) O artigo 59 da CLT.Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. ressalvado o que for passível de negociação coletiva (convenção ou acordo coletivo). A cada período fixado no Acordo. mas o limite será sempre de 10 horas diárias trabalhadas. fica assim disposto: "Art.2001. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. RESCISÃO DO CONTRATO ANTES DA COMPENSAÇÃO DAS HORAS A compensação das horas extras deverá ser feita durante a vigência do contrato.Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária." www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © horas para utilização quando a produção crescer ou a atividade acelerar. 59 . a soma das jornadas semanais de trabalho previstas. mediante acordo escrito entre empregador e empregado ou mediante contrato coletivo de trabalho. aumenta-se a jornada de trabalho (no máximo de 2 horas extras por dia) durante um período. Se o sistema começar em um momento de grande atividade da empresa. com o acréscimo previsto na convenção ou acordo coletivo. DOU 27. na forma do parágrafo anterior.guiatrabalhista.59. as horas extras não serão remuneradas. O sistema pode variar dependendo do que for negociado nas convenções ou acordos coletivos. Nesse caso. a importância da remuneração da hora suplementar. que não poderá ser inferior a 50 % da hora normal. como compensação. o empregado tem direito ao pagamento destas horas.2001. no prazo negociado no Acordo Coletivo . recomeça o sistema de compensação e a formação de um novo "banco de horas".164-41. sem que tenha havido a compensação das horas extras trabalhadas. que será. de maneira que não exceda. em número não excedente de 2 (duas). ou seja. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. em vigor conforme o art.Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. na hipótese de rescisão de contrato (de qualquer natureza).br . o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. (Redação dada ao parágrafo pela Medida Provisória nº 2.08. pelo menos. § 1º . fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas. § 2º . não podendo ultrapassar. por força de convenção ou acordo coletivo de trabalho.08.A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. 2º da EC nº 32/2001) § 3º .com. no período máximo de um ano. sendo concedidas. obrigatoriamente. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal.em período máximo de 1 ano. folgas correspondentes ou sendo reduzida a jornada de trabalho até a "quitação" das horas excedentes.

60..Objeto 1. Cláusula terceira ..2 Quando se tratar de compensação de dias entre um feriado e outro ou entre um feriado e dia já compensado.com. visando à otimização do horário de trabalho e ao benefício dos empregados... não poder estender a jornada..guiatrabalhista. www. de 21 de janeiro de 1998. 2. assim como o gozo integral dos períodos de feriado sem a interrupção dos trabalhos da organização. poderá informar a diminuição ou o aumento de jornada. com pelo menos ... 2. para os empregados da empresa .. dias entre feriados e compensação 3.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MODELO DE ACORDO COLETIVO DE BANCO DE HORAS Acordo Coletivo de Trabalho para Instituição de Banco de Horas Instrumento de acordo coletivo de trabalho que celebram Sindicato . Cláusula segunda ... a empresa ... até no mesmo dia. de 21 de janeiro de 1998.... dias de antecedência. De acordo com a lei 9601..... o mesmo não sofrerá punição. No caso do empregado.Trabalho em feriados.. com base no artigo 6° da lei 9. a Associação Hipotética envidará esforços no sentido de informar aos seus empregados. nesse dia. ao permitir a compensação acumulada de dias de repouso...... informará antecipadamente aos seus empregados quando irá efetuar a extensão ou a redução da jornada. para que a maior parte de seus empregados possa aproveitar integralmente o repouso e compense em dias úteis normais a jornada não laborada..1 A empresa .br . por forte motivo de compromisso.Informação de aumento ou diminuição de jornada 2. promoverá calendário para otimização do trabalho em dias de feriados e dias entre feriados..1 A empresa ... eventualmente..601....4 Não valerá como hora a ser compensada aquela que o empregado prestar sem a prévia aprovação de sua chefia imediata. estipulam: Cláusula primeira ..3 Levando em consideração as exigências de serviço..(nome do sindicato dos empregados) e Empresa .1 O objetivo deste instrumento é estabelecer as regras normativas para constituição do Banco de Horas. 2.

1 Será feito.guiatrabalhista.... compensados em outros dias. o controle do Banco de Horas.61. dois anos). Cláusula Quinta .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 3. E. 3.2 Compete à empresa . mecânico ou eletrônico. CARTÃO PONTO E QUADRO HORÁRIO DE TRABALHO OBRIGATORIEDADE DO CARTÃO PONTO Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída. de tal forma que.1 Para cômputo dos dias de férias a serem acrescentados. serão consideradas oito horas acumuladas por dia de férias a mais. em média..Do Banco de Horas 4. assim.3. ANOTAÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO O horário de trabalho será anotado em registro de empregados com a indicação de acordos ou convenções coletivas porventura celebrados.9 As faltas. em dias programados da compensação. 4. serão descontados conforme legislação aplicável ou. o balanço das horas individuais por empregado. 3. 4. mediante o cabível registro.com. o qual deverá ser mantido conforme legislação trabalhista vigente. por estarem justas e acertadas. assim como os atrasos injustificados. para que produza os seus efeitos jurídicos e legais. mensalmente. dentro do possível.1 Este acordo tem vigor da data de sua assinatura até .. conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. sempre condicionada à aprovação da chefia. devendo haver pré-assinalação do período de repouso...Vigência do Contrato 5. mediante solicitação do empregado.3 As horas não compensadas no mês em que prestadas serão acumuladas para que sejam concedidas em dias a mais de gozo de férias. evitando.2 Será evitado.br . não sejam ultrapassadas as 44 horas semanais. o acúmulo de dias a serem compensados por mais de 1 (um) mês do evento que motivou a compensação. ausências prolongadas e cansaço acumulado pelo funcionário. em registro manual. Cláusula Quarta . (no máximo. valendo igualmente para tanto a fração de horas que não chegar a computar um dia. assinam as partes o presente Acordo Coletivo de Trabalho em 3 (três ) vias de igual teor e forma. www. dependendo de aprovação da chefia.

www.com. explicitamente. associações recreativas. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. o horário dos empregados constará. públicas. por exemplo.br . de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. QUADRO DE HORÁRIO DE TRABALHO O horário do trabalho constará de quadro. DA CONSTITUIÇÃO Devem constituir CIPA. cooperativas. CIPA DO OBJETIVO A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . conforme o caso. através de membros de CIPA ou designados. é admissível que se controle a entrada dos funcionários da produção por sistema eletrônico computadorizado e dos funcionários da administração mediante anotação manual. deverá garantir a integração das CIPA e dos designados. e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas. Assim. podendo contar com a participação da administração do mesmo. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. e afixado em lugar bem visível.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MÉTODO DE CONTROLE DO PONTO Inexiste previsão legal especifica no sentido de proibir a diversificação do controle de jornada através dos métodos eletrônico e manual dentro da mesma empresa. 74 da CLT. A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos. Base: art. TRABALHO FORA DO ESTABELECIMENTO Se o trabalho for executado fora do estabelecimento. organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho. de ficha ou papeleta em seu poder. com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho. instituições beneficentes. por estabelecimento. órgãos da administração direta e indireta.guiatrabalhista. sociedades de economia mista.62.CIPA . mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo. As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão.

É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.63. a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR. www. sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência. podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DA ORGANIZAÇÃO A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados. da CLT. Os membros da CIPA. titulares e suplentes. Os representantes dos empregadores. eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano. Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa. exclusivamente os empregados interessados. ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469.guiatrabalhista. O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos. através de negociação coletiva. considerando a ordem decrescente de votos recebidos. e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. independentemente de filiação sindical. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos. titulares e suplentes serão por eles designados.br . serão eleitos em escrutínio secreto. do qual participem. Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I. observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR.com. O número de membros titulares e suplentes da CIPA. Os representantes dos empregados. permitida uma reeleição. de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA.

Base: NR 5. As convenções e os acordos coletivos de trabalho poderão instituir contrato de trabalho por prazo determinado. antes do término do mandato de seus membros.601/1998.O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. b) de atividades empresariais de caráter transitório. a empresa deverá protocolizar. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.guiatrabalhista.O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. § 1º . na convenção ou acordo coletivo: www. sendo neste caso necessária a concordância do empregador. exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. em até dez dias. um secretário e seu substituto.64. Empossados os membros da CIPA. 443 . a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido. bem como não poderá ser desativada pelo empregador. ainda que haja redução do número de empregados da empresa. independentemente das condições estabelecidas em seu § 2º. entre os componentes ou não da comissão. § 2º .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Será indicado. de comum acordo com os membros da CIPA. em qualquer atividade desenvolvida pela empresa ou estabelecimento. para admissões que representem acréscimo no número de empregados: "Art. na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho.br . foi regulamentado pelo Decreto 2. instituído pela Lei 9. 443 da CLT (a seguir transcrito).490/1998. Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego. c) de contrato de experiência.Considera-se por prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. de que trata o art. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO O contrato de trabalho por prazo determinado.com. cópias das atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias." As partes estabelecerão.

2 (dois) anos. NÚMERO DE EMPREGADOS A média aritmética prevista no art. . ou os que não possuíam empregados contratados por prazo indeterminado a partir de 1º de julho de 1997.as multas pelo descumprimento de suas cláusulas. . abrangerá o período de 1º de julho a 31 de dezembro de 1997. no máximo. terão sua média aritmética aferida contandose o prazo de seis meses a começar do primeiro dia do mês subseqüente à data da primeira contratação por prazo indeterminado. tácita ou expressamente. na forma do contrato em questão.apurar-se-á a média semestral pela soma das médias mensais dividida por seis.depósitos mensais vinculados. 451 .65. não se aplicando a multa disposta nos artigos 479 e 480 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato).apurar-se-á a média mensal. Para se alcançar a média aritmética. Os estabelecimentos instalados. permitindo-se. 3º. da Lei nº 9. PRORROGAÇÃO A esta modalidade de contrato de trabalho por prazo determinado não se aplica o disposto no artigo 451 da CLT. passará a vigorar sem determinação de prazo.com. SUBSTITUIÇÃO DE PESSOAL REGULAR E PERMANENTE – VEDAÇÃO É vedada a contratação de empregados por prazo determinado. . para substituição de pessoal regular e permanente contratado por prazo indeterminado. por iniciativa do empregador ou do empregado. o contrato por prazo determinado será de.O contrato de trabalho por prazo determinado que. adotar-se-ão os seguintes procedimentos: ." Em relação ao mesmo empregado.guiatrabalhista. trabalhados ou não. for prorrogado mais de uma vez. parágrafo único. Número Máximo de Empregados – Percentuais www.601/98. sofrer sucessivas prorrogações.a indenização para as hipóteses de rescisão antecipada do contrato. que dispõe: "Art.br . dentro deste período. Considerar-se-á a contagem de todos os dias do mês.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . somando-se o número de empregados com vínculo empregatício por prazo indeterminado de cada dia do mês e dividindo-se o seu somatório pelo número de dias do mês respectivo.

DEPÓSITO DO CONTRATO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO A redução de alíquotas das contribuições ao FGTS e INSS/terceiros será assegurada mediante depósito no órgão regional do Ministério do Trabalho do contrato escrito firmado entre empregado e empregador.com. . proceder-se-á da seguinte forma: . .requerimento para depósito. subtrair-se-á 199 empregados e aplicar-se-á o percentual de 20% (vinte por cento) sobre o remanescente. para se alcançar o número máximo de empregados que poderão ser contratados na modalidade do contrato por prazo determinado. que no momento da contratação se encontra adimplente junto ao INSS e FGTS e que as admissões representam acréscimo no número de empregados e obedecem aos percentuais legais. as frações decimais até quatro décimos serão desprezadas. . o número da CTPS.relação dos empregados contratados. sob as penas da lei. dentre outras informações. Prorrogação www.3 (três) cópias da convenção ou acordo coletivo que autorizou a contratação.segunda via dos contratos de trabalho por prazo determinado.5 empregados. somando-se ao resultado 77 empregados. o número de inscrição do trabalhador no PIS e as datas de início e de término do contrato especial por prazo determinado. onde o empregador declarará.para estabelecimentos com média semestral igual ou superior a 200 empregados. .guiatrabalhista. somando-se ao resultado 24.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Fixada a média semestral. o interessado apresentará os seguintes documentos: . Para efetuar o depósito. em formulário próprio. aplicando-se o percentual de 35% (trinta e cinco por cento) sobre o remanescente. No resultado obtido.para estabelecimentos com média semestral de 50 a 199 empregados. e para as frações decimais iguais ou superiores a cinco décimos considerar-se-á o número inteiro imediatamente superior. em formulário próprio dirigido ao Delegado Regional do Trabalho.66.br . que conterá. considerando-se o número inteiro. subtrair-se-á 49 empregados. . aplicar-seá o percentual de 50% (cinqüenta por cento). em 3 (três) vias. em 3 (três) vias.para estabelecimentos com média semestral até 49 empregados.

serão reduzidas por 60 (sessenta) meses . e discriminar em separado. dentre outras informações.nome. obrigação de o empregador efetuar. exigir-se-á depósito do novo instrumento no órgão regional do Ministério do Trabalho. Senat (1. tais empregados. na convenção ou acordo coletivo.67.guiatrabalhista.0%).cuja vigência irá até a competência janeiro/2003. número da CTPS e número do PIS do empregado. a sua condição de contratado por prazo determinado.2001 . comunicará mensalmente ao órgão regional do INSS e ao agente operador do FGTS.7% para o FPAS 795). Incra (0.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Para a prorrogação do contrato de trabalho. As partes estabelecerão. .5%). contados a partir de 22.5%) e SAT (1%. na folha de pagamento. sem prejuízo do disposto na letra "b". o número de inscrição do trabalhador no PIS e as datas de início e de término do contrato por prazo determinado. no quadro de avisos da empresa. Sebrae (0. depósitos mensais www. Senai (1. 10 da Medida Provisória nº 2. o nome do empregado. 2% ou 3%).data de início e de término dos contratos de trabalho. com indicação do número da lei de regência.CONTRIBUIÇÃO REDUZIDA ATÉ JANEIRO/2003 Para esta modalidade de contrato.qualificação da empresa.0%). os dados disponíveis nos contratos depositados. Senac (1.5%).6% e 0. Sest (1. de 24. para fins de controle do recolhimento das contribuições do FGTS e INSS/terceiros. por intermédio de cada Delegacia Regional do Trabalho.3% conforme o caso).com. TERCEIROS.5%). Ministério do Trabalho . Sesc (1.0%). SAT E FGTS . a alíquota da contribuição para o FGTS.8. principalmente: .Comunicação ao INSS e FGTS O Ministério do Trabalho. Salário Educação (2.CTPS do empregado.01.conforme art. cópias do instrumento normativo e da relação dos contratados que conterá. QUADRO DE AVISOS DA EMPRESA – OBRIGAÇÃO O empregador deverá afixar. ANOTAÇÕES NA CTPS/FOLHA DE PAGAMENTO O empregador é obrigado a anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social . b) para 2% (dois por cento).1998: a) a 50% as alíquotas destinadas ao Sesi (1.2% e 2. número da CTPS.br . . .164-41.outras informações relevantes da convenção ou acordo coletivo.

ser calculado somando-se o número de empregados contratados por prazo indeterminado existentes no estabelecimento durante o mês. a favor do empregado. no momento da contratação: .br .o empregador esteja adimplente junto ao INSS e ao FGTS. A folha salarial média semestral será calculada somando-se as folhas salariais relativas aos empregados contratados por prazo indeterminado existentes no estabelecimento dos meses considerados para cálculo da média de empregados. www.68. no § 1º do art.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © vinculados.guiatrabalhista. existente no estabelecimento no mês de referência. obedecerem as médias previstas na Lei 9601/98. Quadro de Empregados – Média O quadro de empregados contratados por prazo indeterminado. Requisitos Obrigatórios As reduções previstas serão asseguradas.o quadro de empregados e a respectiva folha salarial. As referidas reduções subsistirão enquanto: . deverá ser superior à folha salarial média semestral. em estabelecimento bancário. levando-se em conta todos os dias.com. deverá: . desde que. com periodicidade determinada de saque. deixou divergências que foram esclarecidas pela Portaria MTb nº 207/98. uma vez que a Lei nº 9. existentes no estabelecimento no mês de referência.manter-se igual ou superar a média semestral de empregados contratados por prazo indeterminado. .601/98. 4º ao elencá-los. Folha Salarial – Média A folha salarial relativa aos empregados contratados por prazo indeterminado. trabalhados ou não.o contrato de trabalho por prazo determinado. as cópias do instrumento normativo e da relação dos contratados tenham sido depositados no Ministério do Trabalho. Nota: Deve-se obedecer os parâmetros conforme os itens a seguir. . e dividindo-se pelo número total de dias do mês. dividindo-se por 6 (seis).

que não poderá ser rescindido antes do prazo estipulado pelas partes. a periodicidade de saque e as demais condições inerentes. e a folha salarial do mês de referência incluem os valores referentes à remuneração paga aos empregados e excluem os referentes ao terço constitucional. durante a vigência do contrato por prazo determinado. do empregado acidentado (acidente de trabalho).601/98 e Decreto nº 2. DEPÓSITOS MENSAIS VINCULADOS Os depósitos mensais vinculados serão estipulados pelas partes nas convenções ou acordos coletivos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A folha salarial média semestral. abono pecuniário.Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. no âmbito de suas competências. descaracteriza o contrato por prazo determinado. observar o fiel cumprimento das disposições contidas na Lei nº 9. FISCALIZAÇÃO Caberá à fiscalização do Ministério do Trabalho e do INSS.69. gratificação natalina e verbas rescisórias indenizatórias. SUCESSÃO O contrato por prazo determinado poderá ser sucedido por outro. DENÚNCIA AO MINISTÉRIO DO TRABALHO Os sindicatos ou empregados prejudicados poderão denunciar ao órgão regional do Ministério do Trabalho situações de descumprimento da Lei nº 9.601/98 e no Decreto nº 2.490/98. www.601/98. O pacto acerca dos depósitos mensais vinculados não desonera o empregador de efetuar os depósitos para o FGTS .com. o estabelecimento bancário receptor. DESCARACTERIZAÇÃO DO CONTRATO A inobservância de quaisquer dos requisitos previstos na Lei nº 9. ainda que suplente. do dirigente sindical. por prazo indeterminado.490/98. que passa a gerar os efeitos próprios dos contratos por prazo indeterminado.guiatrabalhista. ESTABILIDADES PROVISÓRIAS – GARANTIA São garantidas as estabilidades provisórias da gestante. do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. As partes deverão pactuar sobre o valor dos depósitos mensais vinculados. Os depósitos mencionados não têm natureza salarial.br .

Nos termos do art. FILIAÇÃO – OBRIGATORIEDADE Ninguém é obrigado a filiar-se a sindicato.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MULTA O descumprimento pelo empregador das suas obrigações relativas ao contrato por prazo determinado na forma da Lei 9601/98 e Decreto 2490/98. § 6º. 146. em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. ou de uma profissão liberal. e sem prejuízo do previsto no art. letras "a" e "b" da CLT. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. A Contribuição Sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional. inclusive o dissídio.70. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. observado o disposto nos arts. 195. sujeita-o à multa de 500 (quinhentas) Ufir. em benefício destes. 582.FAT. pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades. § 1º. o Distrito Federal e os municípios poderão instituir contribuição.br . para o custeio. mas todas pertencem a uma categoria. 591 da CLT). em virtude disso fazem jus a todos os direitos dispostos na convenção coletiva. tanto que são obrigadas a contribuir anualmente. o recolhimento será feito à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional (art. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. têm a denominação de "Contribuição Sindical". CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS A Contribuição Sindical dos empregados será recolhida de uma só vez e corresponderá à remuneração de um dia de trabalho.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. Algumas pessoas utilizam-se da terminologia "imposto sindical" para referir-se a esta obrigatoriedade. considera-se um dia de trabalho o equivalente a: www.com. que se constituirá receita adicional do Fundo de Amparo ao Trabalhador ." Os artigos 578 e 579 da CLT prevêem que as contribuições devidas aos sindicatos. Na inexistência dessa categoria. por trabalhador contratado nesta modalidade. 149 . cobrada de seus servidores. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS O artigo 149 da Constituição Federal prevê a Contribuição Sindical. Parágrafo único .Os Estados. I e III.guiatrabalhista. de sistemas de previdência e assistência social. qualquer que seja a forma de pagamento. III e 150. nos seguintes termos: "Art.

com. Admissão Após o Mês de Março Os empregados que forem admitidos depois do mês de março serão descontados no primeiro mês subseqüente ao do início do trabalho. dia. sem que tenha havido em outra empresa o desconto da Contribuição Sindical. empreitada ou comissão.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © a) uma jornada normal de trabalho. no mês destinado ao desconto. se a remuneração for paga por tarefa. www. DESCONTO Os empregadores são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados. para recolhimento em abril. 602 da CLT). no mês de janeiro para a contribuição do empregado à Previdência Social (art.guiatrabalhista. Salário Pago em Utilidades Quando o salário for pago em utilidades. Como exemplo. habitualmente. 582. caso em que este não poderá sofrer outro desconto. vai ser composta da remuneração que corresponda à jornada diária normal do empregado. semana.71. Admissão Antes do Mês de Março Empregado admitido no mês de janeiro ou fevereiro. Assim. relativa ao mês de março de cada ano. se o pagamento ao empregado for feito por unidade de tempo (hora. ou nos casos em que o empregado receba. uma vez que estas horas são realizadas além da jornada normal. Admissão no Mês de Março Deve-se verificar se o empregado não sofreu o desconto respectivo na empresa anterior. ou seja. Referida hipótese deverá ser anotada na ficha de Registro de Empregados. o mesmo deverá ocorrer no próprio mês de março. o seu desconto será efetuado em maio e o respectivo recolhimento será em junho (art. § 2º da CLT). a Contribuição Sindical corresponderá a 1/30 avos da importância que tiver servido de base. gorjetas. a Contribuição Sindical por estes devida aos respectivos sindicatos. ou seja. pode-se ter aquele empregado admitido no mês de abril. Caso não tenha ocorrido qualquer desconto. as horas extras não irão compor. O desconto da contribuição sindical corresponde a um dia normal de trabalho. b) 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mês anterior.br . terá o desconto da Contribuição Sindical também no mês de março. quinzena ou mês).

www. ainda que. dada por sindicato de profissionais liberais. Exemplo: Empregado sofreu acidente de trabalho em fevereiro.guiatrabalhista. deverá sofrer o desconto da Contribuição Sindical no primeiro mês subseqüente ao do reinício do trabalho. Neste caso. na firma ou empresa e. O desconto da Contribuição Sindical deverá ser efetuado em julho e recolhido em agosto. desde que a exerça. e só retornou à atividade em junho. O art.br . é incluído em folha de pagamento.Lei 8. ADVOGADOS EMPREGADOS Os advogados empregados que contribuem para a Ordem dos Advogados do Brasil . PROFISSIONAL LIBERAL COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO Considera-se profissional liberal aquele que exerce com independência ou autonomia profissão ligada à aplicação de seus conhecimentos técnicos e para a qual possua diploma legal que o autorize ao exercício da respectiva atividade. sem percepção de salários. fica sujeito normalmente ao desconto da Contribuição Sindical. fora da empresa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Empregado Afastado O empregado que se encontra afastado da empresa no mês de março. APOSENTADO O aposentado que retorna à atividade como empregado e. o profissional deverá exibir a prova da quitação da contribuição. exerça sua atividade liberal e efetue a respectiva Contribuição Sindical.com. embora liberais. efetivamente.72. portanto. acidente do trabalho ou licença não remunerada. no salário do contribuinte. sejam nelas registradas. inciso VII da Constituição Federal determina também que o aposentado filiado tem direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. 582 da CLT. não exerçam na empresa atividade equivalente a seu título.OAB ficam isentos da Contribuição Sindical ((Estatuto da OAB . PROFISSIONAL LIBERAL COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO . deverão contribuir à entidade sindical da Categoria Profissional preponderante da empresa.NÃO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE EQUIVALENTE A SEU TÍTULO Os empregados que. por motivo de doença. como tal. onde o empregador deixará de efetuar. o desconto a que se refere o art.906/94). simultaneamente. 8º. Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da Contribuição Sindical unicamente à entidade sindical representativa da respectiva profissão.

9. .opção em poder do empregador.exerçam efetivamente na empresa a respectiva profissão. QUADRO DAS PROFISSÕES LIBERAIS 1. Atuários. 4.com. Farmacêuticos. 8. 20. Compositores Artísticos. Enfermeiros. Médicos. Atores Teatrais.73. desde que observem os seguintes requisitos: . www. Psicólogos. Assistentes Sociais. industriais e agrônomos).sejam registrados na respectiva profissão. . 17. Administradores. Parteiros. 14.br . Engenheiros (civis. 23. 5. 6. 19. os técnicos em contabilidade têm direito à opção para efeito da Contribuição Sindical unicamente ao Sindicato dos Contabilistas. 2. Advogados. Escritores. 10. 3. uma vez que a Portaria MTb nº 3. não exige as referidas anotações.719/82. eletricistas. . Odontologistas.guiatrabalhista. 11. A citada anotação deve ser feita para efeitos de controle da empresa. Químicos (químicos industriais. Nutricionistas. Médicos Veterinários. 16. 13.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © TÉCNICOS EM CONTABILIDADE De acordo com o Despacho do Ministro do Trabalho no processo MTb nº 325. 25. Professores (privados). Musicais e Plásticos. Estatísticos. 22. Contabilistas. 21.exibam prova de quitação da contribuição concedida pelo Sindicato dos Contabilistas. 12. 15. 18.024/92. alterada pela Portaria MTb nº 3. Jornalistas. ANOTAÇÕES EM FICHA OU LIVRO DE REGISTRO A empresa deverá anotar na ficha ou na folha do livro de Registro de Empregados as informações relativas à Contribuição Sindical paga. de minas.626/91. Bibliotecários. 7. 24. Protéticos Dentários. químicos industriais agrícolas e engenheiros químicos). mecânicos. Arquitetos. Economistas.

Zootecnistas. Fisioterapeutas.Professores.guiatrabalhista. inclusive corpos de corais e bailados. 28. Relação das Categorias Profissionais Diferenciadas . detém todas as prerrogativas sindicais (art. quando organizada e reconhecida como sindicato na forma da lei. 35. Contribuição Sindical .Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (cenógrafos e cenotécnicos. . www.br . . manequins e modelos).Operadores de Mesas Telefônicas (telefonistas em geral). atores cinematográficos e trabalhadores circenses.Aeronautas. 34. onde se estabelece que essa categoria é aquela "que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força do estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares". 32. 27. . 37. Profissionais Liberais de Relações Públicas. a qual. 30. daqueles pertencentes à categoria preponderante. 513 da CLT). 36. 31.74.Agenciadores de Publicidade. . Biomédicos. 511 da CLT.Práticos de Farmácia. portanto. Referida Contribuição Sindical (categoria diferenciada) é recolhida separadamente dos demais empregados. Tradutores.Oficiais Gráficos. Técnicos Industriais de nível médio (2º grau). Corretores de Imóveis.Recolhimento Separado A Contribuição Sindical de trabalhadores enquadrados em categoria diferenciada destina-se às entidades que os representem. Técnicos Agrícolas de nível médio (2º grau). 33.Aeroviários. Sociólogos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 26. Técnico em Biblioteconomia.com. CATEGORIA DIFERENCIADA O conceito de categoria profissional diferenciada encontra-se disposto no § 3º do art. atores teatrais. . Terapeutas Ocupacionais. . Geólogos. . o enquadramento dos demais empregados da empresa onde trabalhem.Cabineiros (ascensoristas). Auxiliares de Fisioterapia e Auxiliares de Terapia Ocupacional. 29. Fonoaudiólogos. desconsiderando. ou seja. .

Artísticos.Condutores de Veículos Rodoviários (motoristas). . revisores. uma relação com nome.Radiotelegrafistas da Marinha Mercante. 607 da CLT estabelece que "é considerado como documento essencial ao comparecimento às concorrências públicas ou administrativas e para fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas. .br . RECOLHIMENTO www.Técnicos de Segurança do Trabalho. . .Publicitários. . Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos. a prova da quitação da respectiva Contribuição Sindical. . função. descontada dos respectivos empregados".Tratoristas (excetuados os rurais). salário no mês a que corresponde a contribuição e o seu respectivo valor. Projetistas Técnicos e Auxiliares. fotógrafos. CONCORRÊNCIA PÚBLICA – PARTICIPAÇÃO O art. Duchistas. . . ESTABELECIMENTOS DISTINTOS Nas empresas que possuam estabelecimentos localizados em base territorial sindical distinta da matriz. .Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins. repórteres. Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde. . Técnicos.75. Copistas. .com.Jornalistas Profissionais (redatores. em sua ausência.Vendedores e Viajantes de Comércio. . . A relação poderá ser substituída por cópia de folha de pagamento. etc.Maquinistas e Foguistas (de geradores termoelétricos e congêneres.Empregados Desenhistas Técnicos.). . ao sindicato da categoria profissional ou.Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral.Carpinteiros Navais.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .Profissionais de Relações Públicas.Secretárias. . o recolhimento da contribuição sindical urbana devida por trabalhadores e empregadores será efetuado por estabelecimento. .guiatrabalhista. .Radiotelegrafistas (dissociada).Profissionais de Enfermagem. relativamente a todos os contribuintes. . exclusive marítimos).Propagandistas. RELAÇÃO DE EMPREGADOS As empresas deverão remeter dentro de 15 dias contados do recolhimento.Trabalhadores em Agências de Propaganda.Classificadores de Produtos de Origem Vegetal. Industriais. .Músicos Profissionais. ao órgão regional do Ministério do trabalho.

caixa. A CAIXA disponibilizará terminais em suas agências para o preenchimento da guia para os contribuintes que não tiverem acesso a internet. verificará se adapta-se à estrutura hierárquica dos empregadores.gov. 598 da CLT.CAIXA (agências. de 29 de dezembro de 1983. o empregado. cuja finalidade é a de verificar se o empregado tem aptidão para exercer a função para a qual foi contratado. a fiscalização do trabalho pode aplicar multas de 7. www. na vigência do referido contrato. no caso de empregados admitidos após março de cada ano e que não comprovarem o recolhimento da contribuição sindical respectiva. PENALIDADES De acordo com o art. poderá ser utilizada até o dia 31 de dezembro de 2005. correspondentes bancários.5657 a 7.br .565.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A contribuição sindical urbana poderá ser recolhida em qualquer agência bancária.guiatrabalhista.233.br) e da CAIXA (www. Da mesma forma. bem como em todos os canais da Caixa Econômica Federal . 217). A GRCSU estará disponível para preenchimento no endereço eletrônico do Ministério do Trabalho e Emprego . quando espontâneo.br).com. visto não ser uniforme o entendimento quanto à correta aplicação dos acréscimos legais. Na elaboração dos cálculos. bem como às condições de trabalho a que está subordinado. unidades lotéricas.76.gov.6943 Ufir pelas infrações a dispositivos relacionados à Contribuição Sindical. PRESCRIÇÃO O direito à ação para cobrança da Contribuição Sindical prescreve em 5 anos (Código Tributário Nacional. é acrescido de multa. A Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO O pagamento da contribuição sindical fora do prazo. art. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA O contrato de experiência é uma modalidade do contrato por prazo determinado. juros e atualização monetária. Bases: artigos 578 a 593 da CLT e os citados no texto.mte.MTE (www. postos de auto-atendimento). Base: Portaria MTE 488/2005. até o dia 30 de abril. seguir instruções do sindicato respectivo. aprovada pela Portaria nº 3. ou até o último dia útil do mês subseqüente ao do desconto.

Início do contrato 15. Desta forma.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DURAÇÃO Conforme determina o artigo 445. PRORROGAÇÃO O artigo 451 da CLT determina que o contrato de experiência só poderá sofrer uma única prorrogação.2003 Término 30 dias 13.2003 31.2003 com contrato de experiência de 30 dias.com.guiatrabalhista. prorrogados por mais 15 dias.07.br . temos que o contrato de experiência não poderá ultrapassar 90 dias. parágrafo único da CLT.2003 www.09. sob pena de ser considerado contrato por prazo indeterminado. e nem sofrer mais de uma prorrogação.77. e prorrogado posteriormente por mais 60 dias.Prorrogação até 90 dias O contrato de experiência pode ser prorrogado. Exemplo 1: Contrato de experiência de 90 dias.2003 Término da prorrogação 29.2003 Exemplo 2: Contrato de experiência de 45 dias.08.2003 Término da prorrogação 28.2003 Início da prorrogação 14. Empregado admitido em 02.06. Sobre o assunto temos também o seguinte Enunciado: Enunciado TST nº 188 Contrato de Experiência .05. Início do Término 30 contrato dias 02.06.06.07. o contrato de experiência não poderá exceder 90 dias.2003 com contrato de experiência firmado por 30 dias. Empregado admitido em 15. respeitado o limite máximo de 90 (noventa) dias.05.07.2003 Início da prorrogação 01.

A compensação do sábado fará com que o contrato de experiência se transforme em contrato por prazo indeterminado..O término do contrato de experiência em dia que não há expediente deve ser pré-avisado ao empregado no último dia trabalhado e já comunicado.. Exemplo: O(a) portador(a) desta trabalha em caráter de experiência pelo prazo de . www.A empresa que trabalha em regime de compensação deve pagar na semana do término do contrato de experiência. conforme contrato assinado em separado. pois desta forma passa a ser contado como de prazo indeterminado.. sendo que a empresa trabalha em regime de compensação dos sábados: ... .. de . A falta de assinatura do empregado na prorrogação do contrato de experiência será considerado contrato por prazo indeterminado.. no mínimo..... uma vez que não há coerência alguma em se testar o desempenho da mesma pessoa na mesma função antes testada. as horas trabalhadas para a compensação do sábado como extras.78.guiatrabalhista. . O novo contrato justifica-se somente para nova função.br .. SUCESSÃO DE NOVO CONTRATO Para celebração de novo contrato de experiência.O contrato de experiência que termina no sábado não dá direito ao empregado de receber o domingo. que deverá comparecer no primeiro dia útil ao término no departamento pessoal da empresa para recebimento das verbas rescisórias. de ..com. OBRIGATORIEDADE DA ANOTAÇÃO NA CARTEIRA DE TRABALHO O contrato de experiência deve ser anotado na parte do "Contrato de Trabalho".. não podendo ficar contida na subjetividade do empregador. CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS a) Contrato de experiência que termina na sexta-feira...Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A prorrogação do contrato de experiência deverá ser expressa........ sob pena do contrato ser considerado por tempo indeterminado. Recife. ou dispensar o empregado do cumprimento da referida compensação.... c) Contrato de experiência que termina em dia que não há expediente: ... bem como nas folhas de "Anotações Gerais".. b) Contrato de experiência que termina no sábado: .... deve-se aguardar um prazo de 6 meses..

durante o período que fica afastado percebendo auxílio-doença previdenciário. o prazo do contrato de experiência flui normalmente durante os 15 primeiros dias.09.01 a 29.01. fato este que não ocorreu devido ao auxílio-doença.01.01. O contrato de experiência deste empregado extinguiria dia 11.01). O contrato de experiência deste empregado será extinto normalmente na data prevista (29. como já esclarecido anteriormente.01.09.09. .01. ou seja. afasta-se por doença dia 29. afasta-se por doença. até os primeiros 15 (quinze) dias do atestado médico.01.01.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © carimbo e assinatura da empresa AUXÍLIO-DOENÇA O empregado.01.10. serão contados normalmente como dias trabalhados para efeito da contagem do cumprimento do contrato de experiência. iniciando o auxílio-doença (16º dia) dia 13.01 o seu contrato foi suspenso.com. que é a data de retorno deste empregado.01.01.01 por 60 dias. dia 15.08.10.10.01 por 90 dias. Exemplo 2: Empregado admitido em contrato de experiência em 13. após obter alta do INSS.atestado médico dos primeiros 15 dias: 15.10. porque a partir do dia 13.10. .10.10. porque o atestado médico dos primeiros 15 (quinze) dias comportam os dias faltantes para o término do contrato e por eles contarem como período trabalhado.contrato de experiência: 01.contrato de experiência: 13. Os primeiros 15 (quinze) dias de afastamento caracterizam interrupção do contrato de trabalho.01 a 14.01 a 11.01 a 12.guiatrabalhista. .09.01.08.10.01. Desta forma.09. . retornando ao trabalho dia 15.10.01 a 29.10. e após o 16º dia fica suspenso. O contrato de experiência contou seu prazo de cumprimento até o dia 12.br .08. .08.01. faltando então 29 dias para o término do contrato de experiência.10.79. .atestado médico dos primeiros 15 dias: 29. www.08. completando-se o cumprimento do contrato de experiência quando o empregado retornar. tem seu contrato suspenso.retorno ao trabalho: 15. os quais serão cumpridos a partir do dia 15. Exemplo 1: Empregado admitido em contrato de experiência em 01. iniciando o auxílio-doença (16º dia) dia 30.01.10.auxílio-doença: 13.08.

No caso do contrato de experiência não haverá problemas quanto a estabilidade provisória. continuando o cumprimento. iniciando o auxílio-doença dia 04.atestado médico dos primeiros 15 dias: 20. se não houver interesse na continuidade da prestação dos serviços do empregado. . Exemplo 1: Empregado admitido em contrato de experiência em 01.01. será extinto na data pré-estabelecida. considerando-se todo o período de efetivo serviço. .atestado médico do dia do acidente e dos primeiros 15 dias seguintes: 20.retorno ao trabalho: 20. O contrato de experiência deste empregado extinguirá normalmente no dia 29.10.01 a 29.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O contrato de experiência deste empregado será extinto somente no dia 12.11.09.01 por 60 dias. pois ele retornou no dia 20.08. . que se o período de afastamento do empregado resultar menor que o prazo estabelecido no contrato de experiência.09. ACIDENTE DO TRABALHO No afastamento por acidente do trabalho.09. . tornandose por tempo indeterminado se a prestação de serviço ultrapassar esta data.80.09.09.08.01.01 por 60 dias.10. devido tratar-se de um contrato por prazo determinado.09.08.auxílio-doença: 04.br .01.01. o citado contrato. Conclui-se.contrato de experiência: 01.08. retornando ao trabalho dia 20.01 a 03. .09.09.01.01 a 29.01. iniciando o auxílio-doença dia 04. O contrato não sofrerá solução de descontinuidade. www. ocorre a interrupção do contrato de trabalho.01.08. Exemplo 2: Empregado admitido em contrato de experiência em 01. após a alta médica o empregado continua o cumprimento. Se o período de afastamento do empregado resultar superior ao prazo estabelecido no contrato de experiência.09. vigorando plenamente em relação ao tempo de serviço.01 a 19.01. acidenta-se no trabalho dia 20.08.01.guiatrabalhista.09.01.08.01 a 05. liberado para retorno ao trabalho a partir do dia 05.01. acidenta-se no trabalho dia 20.01.09.08.01 a 03. então.01.09.contrato de experiência: 01.01.09.01.auxílio-doença: 04. . .

o empregador que.01. o empregador." Exemplo: Empregado admitido com salário de R$ 500. sem justa causa. uma vez que houve apenas interrupção do contrato em virtude do acidente do trabalho e não uma suspensão e pela empresa não ter interesse em mantê-lo. Contudo. a remuneração a que teria direito até o termo do contrato.guiatrabalhista.81. por contrato de experiência de 30 dias. 481 . que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado aplicam-se.2001. que é incompatível com qualquer forma de estabilidade. ao dispensar o empregado antes do término. a título de indenização.Nos contratos que tenham termo estipulado. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. 479 da CLT): "Art.20 dias trabalhados: 10 dias www. pelo prazo mínimo de 12 meses a contar da cessão do auxílio-doença acidentário. e por metade. 479 .09. ESTABILIDADE PROVISÓRIA A legislação previdenciária determina que o empregado que sofrer acidente do trabalho terá assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho." RESCISÃO MOTIVADA PELO EMPREGADOR SEM JUSTA CAUSA Não havendo cláusula recíproca de direito de rescisão.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O contrato de experiência deste empregado extinguiu-se normalmente no dia 29. fica obrigado ao pagamento de indenização igual à metade da remuneração que o empregado teria direito até o final do contrato (art. a estabilidade por acidente de trabalho não altera a natureza do contrato de experiência.00 em 01.09. despedir o empregado. caso seja exercido tal direito por qualquer das partes.com. independentemente da concessão de auxílio-acidente.Aos contratos por prazo determinado. Cálculo da indenização: contrato de experiência: 30 dias 30 dias . inclusive a da gestante. Contudo. do dirigente sindical e membro da CIPA. será obrigado a pagar-lhe. foi dispensado sem justa causa após ter trabalhado 20 dias. RESCISÃO ANTECIPADA DO CONTRATO Qualquer das partes pode rescindir antes do prazo o contrato de experiência.br . só haverá aviso prévio se houver no contrato cláusula recíproca de rescisão antecipada (artigo 481 da CLT): "Art.

" INDENIZAÇÃO ADICIONAL Extinção do Contrato A indenização adicional prevista no artigo 9º das Leis 6. 480 da CLT). VERBAS RESCISÓRIAS Extinção Normal do Contrato: a) saldo de salário.238/84.guiatrabalhista. sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem. ou seja.67 x 10 = R$ 166. o empregado não se poderá desligar do contrato. porém. Rescisão Antecipada Ocorrendo rescisão antecipada do contrato de trabalho. este instituto é pouco usual. "Art.708/79 e 7. ou seja. sem justa causa. A indenização não poderá exceder a que receberia em idênticas condições.35 RESCISÃO MOTIVADA PELO EMPREGADO O empregado.238/84. uma vez que a rescisão antecipada é uma rescisão sem justa causa.A indenização. § 1º .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © faltam 10 dias salário: R$ 500. Esse prejuízo deverá ser comprovado materialmente. entende-se que o empregado fará jus à indenização adicional do art. uma vez que em reclamatórias trabalhistas os juízes têm exigido documentos comprobatórios do prejuízo causado pelo empregado ao empregador devido à rescisão antecipada do contrato. quando houver rescisão do contrato de trabalho no período de 30 dias que antecede a data-base da categoria do empregado. 480 . www.00 : 30 = R$ 16. deverá indenizar o empregador dos prejuízos que resultarem desse fato. b) salário-família. (art. além da indenização citada no art.70 : 2 = R$ 83.82. não será devida quando houver a extinção do contrato de experiência.00 R$ 500. na prática.708/79 e 7.br .70 R$ 166. não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições.Havendo termo estipulado. uma vez que ela só é devida quando ocorre rescisão sem justa causa. 9º das Leis 6.67 R$ 16. ao rescindir o contrato de experiência antecipadamente.com.35 indenização a ser paga ao empregado: R$ 83. 479 da CLT.

c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional. em GRFP. b) salário-família. sem justa causa . com justa causa . h) indenização adicional. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior se for o caso. acrescidas de 1/3 constitucional.iniciativa do empregado: a) saldo de salário. e) multa de 40% sobre FGTS. se for o caso. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior.com.83.código 01. 479 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato de experiência). em GFIP.CD ao empregado.iniciativa do empregado (rescisão indireta): a) saldo de salário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © c) férias proporcionais. acrescidas de 1/3 constitucional. i) seguro-desemprego: deve ser fornecida a Comunicação de Dispensa . www. c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional. se houver previsão em convenção coletiva (veja também nota específica). em GRFP.código 04.CD ao empregado. h) liberação do FGTS . d) 13º salário proporcional. Rescisão antecipada. f) indenização do artigo 479 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato de experiência). quando for o caso. e a multa sobre o FGTS. g) liberação do FGTS . Rescisão antecipada. i) seguro-desemprego: deve ser fornecida a Comunicação de Dispensa . e) multa 40% sobre FGTS. b) salário-família. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior. d) 13º salário proporcional. se este comprovar o prejuízo. quando for o caso. sem justa causa . d) 13º salário proporcional. b) salário-família. e) liberação do FGTS . f) indenização do art.código 01. se for o caso.guiatrabalhista. Rescisão antecipada. d) 13º salário proporcional.iniciativa do empregador: a) saldo de salário.br . c) férias proporcionais. g) indenização adicional. e) indenização ao empregador.

e) liberação do FGTS . acrescidas de 1/3 constitucional. PENALIDADES A infração às proibições do Título IV da CLT.código 23.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior.com. em GFIP. quando há extinção do contrato de experiência.br . os tribunais www. Em virtude do exposto. NOTA ESPECÍFICA SOBRE FÉRIAS PROPORCIONAIS – PEDIDO DE DEMISSÃO DE EMPREGADO COM MENOS DE 1 ANO DE SERVIÇO O Enunciado 261 do TST. b) salário-família. quando da ausência do aviso prévio.11. no pedido de demissão pelo empregado com menos de 12 meses de serviço.2847 Ufirs. ou . artigos 442 a 510 da CLT. Quando ocorrer rescisão antecipada do contrato de experiência. se for o caso. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. assim dispõe: “O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais. deverá se analisar o prazo faltante para o término do contrato de experiência para ver se comporta o prazo de 10 dias.guiatrabalhista. para não haver prejuízo ao empregado. se for o caso. apesar de constar da CLT o não direito á percepção de férias proporcionais.” Portanto. contado da data da notificação da demissão. reformulado pela Resolução 121/2003 (DOU 19. em GRFP. c) férias proporcionais. faz-se o pagamento das verbas rescisórias no primeiro dia útil imediato ao término do contrato.84.até o décimo dia. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior. acarreta multa de 378. se houver previsão em convenção coletiva. Falecimento do Empregado: a) saldo de salário.2003). d) 13º salário proporcional. e a multa sobre o FGTS. dobrada na reincidência.até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS O § 6º do artigo 477 da CLT dispõe que o pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: .

b) saleta de amamentação provida de cadeiras ou bancos-encosto. diretamente ou mediante convênios. reconhecem este direito.com. e) instalações sanitárias para uso das mães e do pessoal da creche. entre os berços e entre estes e as paredes.50 m (cinqüenta centímetros). em regime comunitário. CRECHE . a nossa legislação estabeleceu determinados critérios para o cumprimento desta obrigação. Para isto. para amamentar. OBRIGAÇÃO Toda empresa. é obrigada a ter local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. pelas próprias empresas. baseados na Convenção 132 da OIT (ratificada pelo Brasil através do Decreto 3. SUBSTITUIÇÃO ALTERNATIVA A exigência pode ser suprida por meio de creches distritais mantidas. nos estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres. de meia hora cada um. c) cozinha dietética para o preparo de mamadeiras ou suplementos dietéticos para a criança ou para as mães.197/1999). do Sesc.OBRIGATORIEDADE A mulher tem o direito. para que as mulheres possam amamentar seus filhos em adequadas condições de higiene e conforto. www. de preferência. com mais de 16 (dezesseis) anos de idade.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © trabalhistas. As entidades citadas deverão obedecer às seguintes condições: .a creche distrital deverá estar situada. a distância mínima de 0. Local Apropriado Para Amamentação – Requisitos O local para amamentação deverá obedecer aos seguintes requisitos: a) berçário com área mínima de 3 m2 (três metros quadrados) por criança. a dois descansos especiais. O número de leitos no berçário obedecerá à proporção de 1 (um) leito para cada grupo de 30 (trinta) empregadas entre 16 e 40 anos de idade. d) o piso e as paredes deverão ser revestidos de material impermeável e lavável. exceto dilatação deste período por prescrição médica.85.br . devendo haver. com outras entidades públicas ou privadas.guiatrabalhista. da LBA ou de entidades sindicais. ou a cargo do Sesi. até que o próprio filho complete 6 (seis) meses de idade. nas proximidades da residência das empregadas ou dos estabelecimentos ou em vilas operárias.

.nos casos de inexistência das creches distritais. com a afixação de avisos em locais visíveis e de fácil acesso para os empregados.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . poderão efetuar contrato com outros estabelecimentos desde que preencham os requisitos exigidos.com. obedecendo-se as seguintes exigências: .br . b) a comprovação de que a creche foi aprovada pela Coordenação de Proteção MaternoInfantil ou pelos órgãos estaduais competentes.o Reembolso-Creche deverá cobrir. desde que os estabelecimentos ou as instituições forneçam transporte.86. as despesas efetuadas com o pagamento da creche de livre escolha da empregada-mãe. integralmente.as empresas e empregadores deverão dar ciência às empregadas da existência do sistema e dos procedimentos necessários para a utilização do benefício. ainda que em caráter provisório ou eventual. com a mensalidade da creche. Os estabelecimentos regidos pela CLT. que possuam creche.guiatrabalhista. . . REEMBOLSO-CRECHE A exigência de creche nos moldes pode ser substituída pelo sistema de Reembolso-Creche. cabe à autoridade regional competente a faculdade de exigir que os estabelecimentos celebrem convênios com outras creches.o Reembolso-Creche deverá ser efetuado até o 3º (terceiro) dia útil da entrega do comprovante das despesas efetuadas. a quem cabe orientar e fiscalizar as condições materiais de instalação e funcionamento. UTILIZAÇÃO DA CRECHE PARA OUTROS FINS – PROIBIÇÃO É proibida a utilização de creches para quaisquer outros fins. A exigência não se aplica aos órgãos públicos e às instituições paraestatais referidas no "caput" do art. www. pelo menos até os seis meses de idade da criança.deverá constar das cláusulas do convênio: a) o número de berços que a creche mantiver à disposição de cada estabelecimento. independente do número de mulheres do estabelecimento. 566 da CLT. obedecendo a proporção estipulada. e sem prejuízo do cumprimento dos demais preceitos de proteção à maternidade.o benefício deverá ser concedido a toda empregada-mãe. sem ônus para as empregadas. Previsão em Acordo ou Convenção Coletiva – Obrigatório A implantação do sistema de Reembolso-Creche dependerá de prévia estipulação em acordo ou convenção coletiva. pela empregada-mãe. . bem como a habilitação do pessoal que nela trabalha.

alteração contratual ou fraude às leis trabalhistas. se legalmente previsto. não integram o salário-de-contribuição do empregado. salvo quando este resultar de adiantamentos. Bases: § 1º e 2º do inciso IV do art.br ." Portanto.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. que assim dispõe: "Art. desde que observado o disposto no artigo 462 da CLT.guiatrabalhista. CONSTITUIÇÃO FEDERAL/88 A atual Constituição Federal/88 contempla no artigo 7º.Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. não acarretando assim alteração unilateral do contrato individual de trabalho. com a devida anuência do primeiro. Art. constituindo crime sua retenção dolosa.048/99. § 9º.. 7º . 462 .. qualquer desconto sofrido pelo empregado. Assim dispõem os incisos IV. quando devidamente comprovadas as despesas realizadas. www. As partes (empregado e empregador) deverão pactuar.com.296/86. incisos IV. 389 da CLT. Portaria MTb nº 3. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . DESCONTOS SALARIAIS Pode o empregador efetuar descontos nos salários dos empregados. VI e X. Não Integração no Salário-de-Contribuição O Reembolso-Creche pago em conformidade com a legislação trabalhista. 214 do Decreto nº 3. garantindo ao trabalhador a remuneração devida e os descontos previstos em Lei. inciso XXIII do art. não implicará em prejuízo. remetendo-lhe cópia do documento explicativo do seu funcionamento. VI e X da CF/88: "Art. Portaria DNSHT nº 01/71. 396 da CLT Portaria DNSHT nº 01/69. princípios de proteção salarial.87. prevista no artigo 468 da CLT.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Comunicação à DRT As empresas e empregadores deverão comunicar à DRT a adoção do sistema de Reembolso-Creche.

somente neste caso poderá se descontar do empregado o valor de cheque recebido sem fundo. a possibilidade de desconto ficará sujeita ao prévio acordo entre as partes (empregado e empregador). VI . Proíbe-se o desconto no salário do empregado dos valores de cheques não compensados ou sem fundos.. transporte e previdência social. se o empregado não cumprir com as normas da empresa para recebimento de cheques. dois requisitos a serem observados: . vestuário. nos casos de ação culposa por imprudência..br . desde que pactuado entre as partes (empregado e empregador) e constante em cláusula contratual. X ." Quebra de Material www. § 1º da CLT). faz-se necessária a comprovação da intenção do empregado e. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. praticar ato de natureza dolosa. salvo se não cumprir as resoluções da empresa.cláusula contratual dispondo sobre eventual possibilidade de dano causado pelo empregado. ou na ocorrência de dolo do empregado (art. Precedente Normativo TST nº 014: “Desconto do Salário. caso contrário o risco é do empregador. saúde. fixado em lei. lazer.. A permissão legal refere-se apenas aos casos de atitudes do empregado motivadas por dolo. capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © IV .salário mínimo. nacionalmente unificado. 462. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. Dolo No caso de dolo.com. A vontade do agente (empregado) é elemento caracterizador da ocorrência do dolo.guiatrabalhista. Cheques Sem Fundo Conforme prevê o Precedente Normativo TST nº 014. educação.88. contra as atividades da empresa ou a quem possa prejudicar. higiene. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. ou . .proteção do salário na forma da lei..ocorrência de dolo. constituindo crime sua retenção dolosa." CASO DE DANO Em caso de dano causado pelo empregado. deliberadamente e por sua própria vontade.irredutibilidade do salário. negligência e imperícia. . Temos. então. o desconto no salário será lícito. alimentação.

com." DIFÍCIL ACESSO DOS EMPREGADOS/ARMAZÉNS OU SERVIÇOS NÃO MANTIDOS PELA EMPRESA Sempre que não for possível o acesso dos empregados a armazéns ou serviços não mantidos pela empresa. § 2º da CLT). Precedente Normativo TST nº 118 “Quebra de Material. por força do contrato ou do costume. a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual (redação da Lei nº 8. visando que as mercadorias sejam vendidas e os serviços prestados a preços razoáveis. não podendo exceder.89.br . Não se permite o desconto salarial por quebra de material. é lícito à autoridade competente determinar a adoção de medidas adequadas.860/94). exceto se o mesmo se recusar a apresentar os objetos danificados. compreende-se no salário. para a prestação dos respectivos serviços. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho. o valor do salário-utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de co-ocupantes." EMPRESA COM ARMAZÉNS/VENDA DE MERCADORIAS E/OU PRESTAÇÕES "IN NATURA" – COAÇÃO É vedado à empresa que mantiver armazéns para venda de mercadorias aos empregados ou serviços destinados a proporcionar-lhes prestações "in natura" exercer qualquer coação ou induzimento no sentido de que estes se utilizem do armazém ou dos serviços (art. os vestuários. § 4º . § 2º . os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. para todos os efeitos legais. 462. § 1º . habitação. salvo nas hipóteses ou recusa de apresentação dos objetos danificados. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. ou ainda. 462. de culpa comprovada do empregado.860/94). sem intuito de lucro e sempre em benefício dos empregados (art. fornecer habitualmente ao empregado. 81 e 82). para os efeitos previstos neste artigo. respectivamente. em qualquer hipótese.Além do pagamento em dinheiro. vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família (redação da Lei nº 8.guiatrabalhista. www. a alimentação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ocorrendo do empregado quebrar material utilizado para realizar o seu trabalho. § 3º .Tratando-se de habitação coletiva. não poderá se descontar dele.Não serão considerados como salário. vedada.Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis. havendo previsão contratual. Sobre prestações salariais "in natura" temos: "Art.A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. § 3º da CLT). em cada caso. 458 .

cultural ou recreativa associativa de trabalhadores em benefício deles. CLT. ODONTOLÓGICA. incidente sobre o salário-de-contribuição de cada um. odontológica. em seu benefício e dos seus dependentes. Enunciado TST nº 342. na forma da lei. consagrado o princípio de proteção ao salário percebido pelo empregado. cabendo ao empregador o seu desconto e recolhimento ao sindicato respectivo da categoria profissional do empregado. 9.br ." DESCONTOS SALARIAIS OBRIGATÓRIOS E REGULAMENTADOS Previdência Social Cabe aos empregadores o desconto relativo às contribuições previdenciárias de seus empregados. para ser integrado em planos de assistência odontológica. Contribuição Sindical. de valores referentes à assistência médica. independentemente de autorização.65. conforme determina o Enunciado TST nº 342.90. mediante aplicação das alíquotas progressivas. mediante a aplicação das alíquotas de 7. é considerado lícito pelos nossos tribunais. com a autorização prévia e por escrito do empregado.com. observando tabela oficialmente divulgada. 462 da CLT. conforme tabela divulgada pela Previdência Social. Art. contrária à sua vontade e aos critérios legais. desde que autorizado anteriormente pelo empregado. é obrigatória.00 e 11. DESCONTOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA. Imposto de Renda na Fonte Sobre as remunerações pagas aos empregados há incidência do Imposto de Renda na Fonte. a liberdade dos empregados de dispor do seu salário. por qualquer forma. seguro de previdência privada ou até mesmo de entidade cooperativa. 462. SEGURO OU ASSOCIAÇÃO O desconto.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EMPREGADO/DIREITO DE DISPOR DO SALÁRIO O artigo 462 da CLT dispõe em seu § 4º da proibição às empresas de limitar. ou de entidade cooperativa. Está.guiatrabalhista. Descontos Salariais. portanto. de seguro de previdência privada. Assistencial e Confederativa A contribuição sindical anual. não afrontam o disposto no art. cultural ou recreativa associativa dos seus trabalhadores. salvo se ficar demonstrada a existência de coação ou de outro defeito que vicie o ato jurídico. constituindo crime sua retenção dolosa. correspondente a um dia de salário por ano. www.00%. “Descontos salariais efetuados pelo empregador. médicohospitalar. 8.65.

mediante deliberação da assembléia geral da respectiva representação profissional: Precedente Normativo TST nº 119 . respeitará os termos judicialmente determinados pelo juiz. do empregado filiado ao sindicato.Inobservância de Preceitos Constitucionais. acordo ou sentença normativa de dissídio coletivo. se o empregado optar por este benefício.91. quando a empresa por este noticiada deverá ser descontada e recolhida normalmente.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A mensalidade sindical. em seus arts. através do Precedente Normativo nº 119. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. www. XX e 8º. prevista em convenção. V. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. muitas vezes denominada contribuição assistencial. assegura o direito de livre associação e sindicalização. é aplicável tão-somente aos trabalhadores associados ao sindicato. DIÁRIAS PARA VIAGEM E AJUDA DE CUSTO Salário é a parte fixa estipulada como contraprestação de serviço. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie.br . conforme prevê o Precedente Normativo TST nº 119. 5º. assistencial.com. nos termos do Parecer Normativo TST nº 119.guiatrabalhista. desde que autorizada pelo empregado. deu seu entendimento pelo não-desconto das contribuições confederativa ou taxa assistencial dos não-filiados ao sindicato profissional. A contribuição confederativa. em ofício endereçado à empresa. a quem por direito for obrigado a pagá-la. Pensão Alimentícia No caso de sentença judicial transitada em julgado. A reversão salarial. somente poderá ser descontada do empregado desde que este seja filiado à entidade sindical. tornando-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. obrigando trabalhadores não sindicalizados.Contribuições Sindicais . o Tribunal Superior do Trabalho (TST)." Em resumo. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. Vale Transporte Cabe ao empregador o desconto do percentual de 6% (seis por cento) incidente sobre o salário-base ou vencimento do empregado. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. “A Constituição da República. enquanto que remuneração são as demais parcelas que o integram. para determinação de pensão alimentícia. o desconto.

as diárias para viagem que excedam a 50% (cinqüenta por cento) do salário do empregado..percentagens (adicionais). para todos os efeitos legais além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. VERBAS QUE NÃO INTEGRAM REMUNERAÇÃO Não incluem. diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador.diárias para viagem.. como também as comissões. nos salários. as gorjetas que receber. as ajudas de custo e as diárias para viagem que não excedam a 50% do salário recebido pelo empregado." Enunciado TST 101 . ..Não se incluem nos salários as ajudas de custo. .Integram o salário não só a importância fixa estipulada. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Integram a remuneração do empregado não só a importância fixa estipulada como as gorjetas. percentagens. gratificações ajustadas. 457 ." VERBAS QUE INTEGRAM REMUNERAÇÃO Integram a remuneração do empregado: .. percentagens. . assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% do salário percebido pelo empregado. 457.gratificações ajustadas. . § 2º da CLT e Enunciado TST nº 101: "Art. gratificações ajustadas.br . comissões. § 1º .92.guiatrabalhista.diárias para viagem que não excedam de 50% do salário percebido pelo empregado. § 2º . consoante determina o art. AJUDA DE CUSTO www.. consoante determina o artigo 457.ajuda de custo.comissões. quando excedentes a 50% do valor do salário." Não integram remuneração: . pelo seu valor total e para efeitos indenizatórios. . como contraprestação do serviço.abonos e outras denominações que deverão ser analisadas separadamente conforme o caso em específico.gorjetas. § 1º da CLT que diz: "Compreendem-se na remuneração do empregado. .Diária de Viagem .Integração ao Salário “Integram o salário. diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. além de outras verbas que não dizem respeito a este trabalho.com.

por se tratar de verba indenizatória com a finalidade específica de cobrir despesas do empregado em decorrência de mudança do local de trabalho. Quando os valores pagos a título de diárias para viagens excederem a 50% do valor do salário. DIÁRIA PARA VIAGEM As diárias para viagem são valores pagos habitualmente ao empregado para cobrir despesas necessárias.00 em cada viagem.guiatrabalhista.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A ajuda de custo não tem natureza salarial. Na hipótese da "ajuda de custo" ser paga mês a mês para o empregado.00 Neste caso. a todas as incidências. integra salário para todos os efeitos legais.93. A ajuda de custo é paga de uma única vez.500. recebendo R$ 250. sujeita.700.50% do salário: R$ 750. A despesa resultante da mudança que corre por conta do empregador. Exemplo 2: Empregado que percebe R$ 1.00 x 2 = 500.Salário do empregado: R$ 1. alojamento. www. transporte.00 . hotéis. integrarão. nos termos do artigo 470 da CLT.00 em cada viagem.Diárias para viagem: R$ 250. as diárias para viagem não integrarão a remuneração do empregado. não tem caráter salarial. mas sim indenizatório. a referida denominação é imprópria. Exemplo 1: Empregado que percebe R$ 1. para realização de serviços externos. em outra cidade. portanto.00 . tais como: alimentação.00 de salário mensal e realiza 3 viagens por mês. recebendo R$ 350.com. a remuneração para todos os efeitos legais. qualquer que seja o valor pago. . inclusive.br . no valor total. Exemplo: Empregado é transferido definitivamente para a filial da empresa em que presta serviço.500.00 de salário mensal e realiza 2 viagens no mês.

com.00). art.700. inciso XV.00 = R$ 200.050. REEMBOLSO DE DESPESAS Quando o empregado receber valor superior a 50% (cinqüenta por cento) do seu salário. os valores recebidos a título de diárias para viagem integrarão a remuneração do empregado." FORMA DE CÁLCULO www.00 .94. mas houver comprovação das despesas através de apresentação de Notas Fiscais. ao pagamento de despesas de alimentação e pousada.00 .Diárias para viagem: R$ 350. inciso II).00 x 3 =R$ 1.Salário do empregado: R$ 1. ou seja.COMISSÕES A jurisprudência trabalhista também consolidou o direito ao repouso semanal remunerado para o comissionista. através do Enunciado TST nº 27.00).048/49. inclusive o comissionista.R$ 850. 6º.050. que dispõe: "É devida remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista.713/88. o valor recebido não terá natureza salarial e. não integrará salário.050. DSR . pelo valor integral (R$ 1.00 Neste caso.00 farão parte da sua remuneração. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO . em seu artigo 7º. preferencialmente aos domingos. juntamente com o artigo 67 da CLT e o artigo 1º da Lei nº 605/49. ainda que pracista. não apenas a diferença (R$ 1.br .50% do salário: R$ 850. por serviço eventual realizado em município diferente do da sede de trabalho (Lei nº 7.050. INCIDÊNCIAS VERBA Ajuda de Custo Diárias p/viagem até 50% do salário Superior a 50% do valor do salário INSS não não sim FGTS não não sim IR não não não* *As diárias destinadas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . os R$ 1. Bases: Constituição Federal.00 . regulamentada pelo Decreto nº 27.DSR Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas.guiatrabalhista. exclusivamente. portanto.

00. Empregado comissionista auferiu no mês de maio/2001 um total de comissões de R$ 1.guiatrabalhista. 1.00 e tem um salário fixo de R$ 430.00 Observação: Só é devido DSR das comissões.Rel.00 x 5 (4 domingos e 1 feriado) 26 DSR = R$ 60.somam-se as comissões auferidas no mês. de 9 de dezembro de 1985.00 x 5 (domingos) DSR = R$ 340. EXEMPLOS 1.DSR.00 2. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .divide-se pelo número de dias úteis.259 da 2ªT." (TRT . Seu DSR corresponderá: DSR = R$ 1.INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A Lei nº 7.768.1ª .multiplica-se pelo número de domingos e feriados. exceto se recair em feriado. divide-se o produto mensal das comissões pelo número dos dias úteis do mês em causa.Ac. de 27. . além do Enunciado do TST mencionado: "Para a fixação do valor do repouso de comissionista. Seu DSR corresponderá: DSR = R$ 1.00.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Para a determinação do cálculo nos utilizamos de outro acórdão.560. uma vez que do salário fixo mensal já está incluído nele mesmo.br .R .08.768. FORMA DE CÁLCULO www. e o Enunciado TST nº 172 determinam que as horas extraordinárias habitualmente prestadas devem ser computadas no cálculo do Descanso Semanal Remunerado . . Empregado auferiu no mês de maio/2001 um total de comissões de R$ 1.com.74 .95. Em resumo: .114/74 .00 x 5 (4 domingos e 1 feriado) 26 DSR = R$ 68.415. Juiz Gustavo Câmara Simões Barbosa). A fórmula de cálculo fica: DSR = comissões x domingos e feriados do mês número de dias úteis * Importante: O sábado é considerado dia útil.560.00 x 5 (4 domingos e 1 feriado) DSR = R$ 300.RO 2.

multiplica-se pelo número de domingos e feriados do mês.00.50 = DSR 7.00 + 50% = R$ 9.multiplica-se pelo valor da hora extra atual.50 . .número de domingos no mês de maio/01: 5 .96. Valor da hora normal R$ 6. Valor da hora normal R$ 5.com.00 + 80% = R$ 10. Fórmula: DSR = valor total das horas extras do mês x domingos e feriados do mês número de dias úteis x valor da hora extra atual O sábado é considerado dia útil. a média terá que ser feita separadamente.00.número de horas extras a 50%: 13 . . .valor da hora extra: R$ 5.Horas extras a 50% www.00 . Caso as horas extras feitas durante o mês tenham percentuais diferentes.guiatrabalhista. .divide-se o resultado pelo número de dias úteis do mês.5 horas x 5 x R$ 7.valor da hora extra a 80%: R$ 6.br .50 = R$ 56.25 2.valor da hora extra a 50%: R$ 6. exceto se recair em feriado. Durante o mês o empregado realizou 39 horas extras no mês de maio/01 com adicional de 50% (cinqüenta por cento). calcula-se da seguinte forma: .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A integração das horas extras no descanso semanal remunerado. Durante o mês o empregado realizou 13 horas extras no mês de maio/01 com adicional de 50% (cinqüenta por cento) e 18 horas extras no mês de maio/01 com adicional de 80% (oitenta por cento).número de horas extras realizadas: 39 .5 horas x R$ 7. EXEMPLOS 1.número de domingos e feriados no mês de maio/01: 5 DSR = 39 h x 5 (4 domingos e 1 feriado) x R$ 7. .somam-se as horas extras do mês.80 .00 + 50% = R$ 7.50 26 dias úteis 1.número de horas extras a 80%: 18 .

uma vez que a própria Constituição Federal de 1988.26 ADICIONAL DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO A Constituição Federal no seu artigo 7º.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR = 13 h x 5 (domingos e 1 feriado) x R$ 9. dispõe que à remuneração do trabalho noturno deve ser superior à do trabalho diurno.br .048/49 preceituam que a remuneração do descanso semanal corresponde a um dia normal de trabalho. .5 x 5 (domingos) x R$ 9. inciso XVI determina que a remuneração do serviço extraordinário deve ser acrescida de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) à do normal.80 = R$ 37. . DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .guiatrabalhista. . trabalhando o empregado em horário noturno.50 . o qual deve ser obedecido.00 = R$ 22. mas a empresa antes de aplicar nos cálculos da sua folha de pagamento deverá conferir com a Convenção Coletiva de Trabalho se tal percentual não é superior. normalmente 20%.69 x 5 (domingos) x R$ 10.80 26 (dias úteis) DSR = 0.com.multiplica-se pelo valor da hora normal. Em consequência.HORA NOTURNA Como o artigo 7º da Lei nº 605 e o artigo 10 do Decreto nº 27.divide-se pelo número de dias úteis. FORMA DE CÁLCULO O descanso semanal remunerado referente ao adicional noturno calcula-se da seguinte forma: .Horas extras a 80% DSR = 18 h x 5 (domingos e 1 feriado) x R$ 10.somam-se as horas noturnas normais realizadas no mês. . o adicional correspondente faz parte da sua jornada normal. sendo devido o respectivo no DSR. em seu artigo 7º.00 26 (dias úteis) 0.multiplica-se pelo número de domingos e feriados. uma vez que esta pode trazer um adicional superior. inciso IX. A CLT assegura em seu artigo 73 um adicional para o trabalho noturno de no mínimo 20%. Para se ter certeza do adicional a ser aplicado deve ser consultada a Convenção Coletiva da respectiva Categoria. A fórmula é a seguinte: DSR = soma das horas noturnas normais x nº de domingos e feriados nº dias úteis x valor da hora normal x valor do adicional noturno www.multiplica-se pelo valor do adicional noturno.97.

00 x 25% 26 DSR = 6 x 5 x R$ 6. exceto se recair em feriado.00. DSR = 104 x 5 x R$ 5. que trata do repouso semanal remunerado.multiplica-se pelo valor da hora normal. Empregado realizou no mês de maio/01.guiatrabalhista. A fórmula é s seguinte: DSR = soma das horas normais do mês x domingos e feriados x valor número de dias úteis da hora normal Nota: O sábado é considerado dia útil.multiplica-se pelo número de domingos e feriados. Exemplos: www. Adicional noturno 20%.00 x 20% 26 DSR = 4 x 5 x R$ 5.br .00 x 20% DSR = R$ 100.00 x 20% DSR = 20 x R$ 5. exceto se recair em feriado. DSR = 156 x 5 x R$ 6.com.divide-se o resultado pelo número de dias úteis.somam-se as horas normais realizadas no mês. Valor da hora normal R$ 6. O descanso semanal remunerado do empregado horista calcula-se da seguinte forma: . elenca em seu artigo 7º que a remuneração do mencionado repouso corresponderá a um dia de serviço.00. Valor da hora normal R$ 5. EXEMPLOS 1.HORISTA A Lei nº 605/49. Adicional noturno estipulado pela Convenção Coletiva de Trabalho 25%. . .00 2.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © * Nota: Considera-se sábado como dia útil. 156 horas noturnas. Empregado realizou no mês de maio/01.00 x 25% DSR = 30 x R$ 6.98.00 DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .00 x 25% DSR = R$ 180.00 x 20% DSR = R$ 20. . 104 horas noturnas.00 x 25% DSR = R$ 45.

00 DSR = R$ 147. é empregada e não trabalhadora eventual.172 horas trabalhadas x R$ 3.9 x R$ 4. b) à pessoa física ou à família. O número de domingos do mês é 5.192 horas trabalhadas x R$ 4. Houve 5 domingos e 2 feriados no mês.00. c) continuadamente. pois a habitualidade caracteriza-se prontamente. Seu DSR corresponderá: . 2.guiatrabalhista.859/1972. Valor da hora normal R$ 3.00 DSR = R$ 150.com.1667 x R$ 3. no âmbito residencial das mesmas.br . regulamentada pelo Decreto 71885/1973. fazendo serviços próprios de manutenção de uma residência.00 DSR = 50.00 24 DSR = 7. na medida em www.50. CONCEITOS Empregado Doméstico Entende-se por empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas.60. destacamos os seguintes elementos: a) prestação de serviço de natureza não lucrativa.00 DSR = 192 x 5 x R$ 4.00.99. tendo seus direitos previstos na Constituição Federal/1988 no parágrafo único do artigo 7º.1667 x 7 x R$ 3.00 26 DSR = 7.00 = R$ 768. bem como sua integração à Previdência Social. EMPREGADO DOMÉSTICO O empregado doméstico é regido pela Lei 5. Deste conceito. "Doméstica: trabalho em dias alternados.00 = R$ 516. Seu DSR corresponderá: .00 DSR = 172 x 7 (5 domingos e 2 feriados) x R$ 3. Empregado horista trabalhou no mês de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas diárias em 22 dias e nos sábados 4 horas em 4 sábados. Empregado horista trabalhou no mês de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas diárias em 19 dias e no sábado 4 (quatro) horas em 5 sábados. Doméstica que trabalha duas ou três vezes por semana. Valor da hora normal R$ 4.38 x 5 x R$ 4.00 DSR = 36.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 1.

a critério do empregador doméstico. emitido por autoridade policial. ou por pessoa idônea.carteira de identidade." (Acórdão: 19990632513.ECT para preenchimento do documento de cadastramento do trabalhador/contribuinte individual.com. filiação. Processo: 02980599829. data e lugar de nascimento.12. a juízo do empregador. Carteira de Trabalho e Previdência Social .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © que seu trabalho é desenvolvido em dias alternados. de frente.guiatrabalhista. o vínculo empregatício. conforme o caso. Turma: 07 . logo. pagamento de salário e pessoalidade. . etc.100.Cadastro de Pessoa Física. Inscrição na Previdência Social – Documentação O empregado doméstico deverá dirigir-se ao posto do INSS ou à Agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .). e d) apresentar o número da inscrição junto ao INSS para os devidos recolhimentos previdenciários na GPS. portando: a) 2 fotos. subordinação.título de eleitor.CPF . estando plenamente caracterizada a habitualidade. mas não uma descontinuidade. no momento da sua admissão.assinada como doméstico (babá. Relator: Rosa Maria Zuccaro) Empregador Doméstico Considera-se empregador doméstico a pessoa ou família que admita a seu serviço empregado doméstico. motorista. . jardineiro. declara-se. portando os seguintes documentos: . verificando-se uma intermitência no labor. b) qualquer documento oficial de identificação pessoal do interessado. www.: 17. c) atestado de saúde. ADMISSÃO O empregado doméstico.TRT 2ª Região.1999. . deverá apresentar a seguinte documentação: a) carteira de Trabalho e Previdência Social. 3 x 4. data pub. subscrito por autoridade médica responsável. .CTPS .certidão de nascimento ou casamento. sem muito esforço. no qual possam ser colhidos dados referentes ao nome completo.Aquisição O empregado doméstico que não possuir a CTPS deverá se dirigir à DRT .Delegacia Regional do Trabalho. b) atestado de boa conduta.br .

e) motorista de carro de passeio: 7823-05. e) cargo: empregada doméstica.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Tendo o empregado doméstico já trabalhado anteriormente cadastrado no PIS e ainda não tenha efetuado a sua inscrição junto ao INSS. o empregado doméstico. b) babá: 5162-05.101. como qualquer outra categoria de trabalhadores. babá. Anotações na CTPS Na CTPS do empregado deverão ser anotados: a) nome do empregador. d) cozinheiro: 5132-10. h) caseiro: 5121-05. etc. durante o qual suas aptidões poderão ser melhor avaliadas. então poderá se utilizar do seu número do PIS como número de inscrição perante a Previdência Social. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA Conforme a cartilha do MTE. pode ser contratado em caráter experimental. f) faxineiro: 5121-15. c) mordomo e governanta: 5131-05.O’s mais comuns: a) empregada doméstica: 5121-20.guiatrabalhista. O período do contrato é pré-determinado. .não é válido acerto verbal.. e i) assinatura do empregador. DIREITOS TRABALHISTAS www. c) endereço completo. f) C. g) arrumador: 5121-10.B.B. 45 ou 60 dias. mas não pode ser superior a 90 (noventa) dias. h) remuneração. podendo ser prorrogado uma única vez. b) CPF do empregador.C. como 30.br . O período de experiência deve ser contratado em documento assinado pelo empregador e pelo empregado .O g) data de admissão. pois as partes sabem qual seu limite de vigência.com. d) espécie de estabelecimento: residencial. de acordo com o interesse das partes. O contrato de experiência pode ser firmado por períodos breves. devendo ser entregue ao empregado uma via do contrato.

preferencialmente aos domingos. vez que o ato patronal frustra a aquisição de um direito em vias de ser concretizado. entretanto. matéria disciplinada pela CLT (artigos 146 e 147). pelo empregador. 879. consoante dispõe o artigo 7º. artigo 7º. nos termos da lei. c) décimo terceiro salário. assim como anotar na CTPS o período referente ao gozo das férias.102. deverá pagar. No que se refere a férias proporcionais quando o doméstico for demitido sem justa causa ou quando pedir demissão com mais de 1 (um) ano. g) FGTS. PROC: RR NUM: 490223 ANO: 1998 REGIÃO: 02 RECURSO DE REVISTA TURMA: 05) EMPREGADO DOMÉSTICO . 159 do Código Civil.com. FÉRIAS PROPORCIONAIS. Na falta de previsão específica na lei especial que dispõe sobre a categoria dos empregados domésticos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O doméstico faz jus: a) ao salário-mínimo. incide a regra geral da conversibilidade da obrigação de fazer em dar (art. Ocorrendo rescisão imotivada. A mesma observação se faz no que diz respeito a férias em dobro. a título de indenização. Não há.FÉRIAS PROPORCIONAIS ACRESCIDAS DE 1/3. na cessação do contrato de trabalho do empregado doméstico. recusar. direito que tem origem no tempo de serviço. Não é possível. a norma do art. das proporcionais. ou seja férias anuais remuneradas. o empregador. parágrafo único. "a". CCB). i) aviso prévio. Também deverá pré-avisar o empregado doméstico quando sairá de férias.br . DIREITO. nesses diplomas. inaplicável aos empregados domésticos. aplicada por analogia (art. no caso também deverão ser acrescidas de 1/3 constitucional. empregada doméstica. h) seguro-desemprego.guiatrabalhista. (TRIBUNAL: TST DECISÃO: 20 11 2002 PROC: RR NUM: 704375 ANO: 2000 REGIÃO: 17 RECURSO DE REVISTA TURMA: 03) f) vale transporte. Os direitos assegurados aos empregados domésticos estão previstos na Lei nº 5859/72 e na Constituição da República. JURISPRUDÊNCIAS – FÉRIAS PROPORCIONAIS EMPREGADA DOMÉSTICA. se o empregador fizer opção pelo FGTS. fixado em lei. por iniciativa do empregador. acrescidas de 1/3 constitucional. b) irredutibilidade do salário. (TST DECISÃO: 09 10 2002. www. se o empregador fizer a opção. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil). da CLT. por cautela. previsão expressa férias proporcionais. e) férias anuais (20 dias úteis). ampara o pedido de pagamento. d) repouso semanal remunerado. sem justa causa. uma vez que há controvérsias a respeito do assunto e algumas jurisprudências têm se manifestado neste sentido.

7º. 10. dos ADCT". Galvão Devonald) "Doméstica . d) ao seguro-desemprego. Processo: 02970330681.12. inciso I.3ªT . O doméstico e seus dependentes fazem jus: a) à reabilitação profissional.br .Rel.guiatrabalhista. pago diretamente pela Previdência Social. "À empregada doméstica. também mencionada no art.A CF/88. data pub. www.691/90 . (Acórdão: 02980320174. inciso II. Seus dependentes fazem jus: a) à pensão por morte. DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS O doméstico faz jus: a) ao salário-maternidade. b) ao auxílio-reclusão. inciso I. não incluindo no rol a proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa prevista no mesmo artigo. a Constituição Federal/88 somente garantiu a concessão de licença gestante (art.Inexistência de garantia à estabilidade provisória gestacional. Turma: 03.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © j) licença-maternidade de 120 dias (a empregada doméstica não faz jus à estabilidade contada da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto). se o empregador não fizer a opção. ao elencar os direitos dos empregados domésticos.91) c) ao FGTS. 10.Gestante .DJ 06.1998. c) ao auxílio-doença. Relator: Silvia Regina P. DIREITOS A QUE NÃO FAZ JUS O empregado doméstico não faz jus: a) ao PIS.06.RO 6.: 30. se o empregador não fizer opção pelos depósitos do FGTS. Garantia de emprego que se indefere. b) à estabilidade provisória no emprego (gestante). do artigo sétimo.com. no parágrafo único do artigo 7º. Nota-se que o parágrafo único. não incluiu entre os mesmos o inciso I." (TRT 3ª R . alínea "b". l) licença-paternidade. Juiz Alfio Amaury dos Santos . a que se refere o art. 10 do ADCT. TRT 4ª Região. alínea "b". inciso XVIII). não a contemplando com a pretendida estabilidade provisória prevista no art.Estabilidade Provisória . Empregada doméstica .103. do texto constitucional. dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias. b) à aposentadoria. limitou os direitos concedidos aos trabalhadores domésticos.

861/94-1 ANO: 1994 NÚMERO ÚNICO PROC: RO . i) ao salário-família. g) ao adicional de insalubridade. assegura aos domésticos determinados direitos previstos para os demais empregados. impõe-se o pagamento da dobra legal. art. parágrafo único. l) às férias proporcionais e em dobro. pela Constituição Federal. j) aos benefícios referentes a acidente do trabalho. h) ao adicional de periculosidade. parte do empregado doméstico.br . Com a extensão ao doméstico. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho). conforme previsto em seu artigo 9o.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © e) ao adicional de hora extra. JORNADA DE TRABALHO A Constituição Federal. obedecerá a tabela de contribuição do segurado empregado. FERIADOS Alguns tribunais têm decidido que o empregado doméstico tem direito ao descanso em feriado. TRIBUNAL: 3ª Região DECISÃO: 22 08 2000 TIPO: RO NUM: 5156 ANO: 2000 NÚMERO ÚNICO PROC: RO . por analogia. de 05 de janeiro de 1. entende-se ser possível que a jornada do empregado doméstico seja superior a 44 horas semanais e 8 horas diárias. do direito ao repouso semanal remunerado.DIREITO À DOBRA. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. trabalhadores Entretanto no referido parágrafo não consta como direito o inciso XIII (duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. Caso trabalhar neste dia.RSR NÃO GOZADO . www. f) ao adicional noturno. a ser aplicada também a esta categoria.com. sem pagamento de horas extras. tem direito á remuneração em dobro: JURISPRUDÊNCIA – FERIADOS REPOUSOS E FERIADOS TRABALHADOS. também aos domingos não gozados. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A contribuição previdenciária.949.TURMA: 4a. TRIBUNAL: 4ª Região DECISÃO: 01 07 1998 TIPO: RO NUM: 00554. de tal forma que tem ela direito ao recebimento dobrado dos feriados trabalhados. TURMA EMPREGADO DOMÉSTICO . passou a Lei 605.guiatrabalhista. Portanto. e. Não tendo sido afastada a alegação de que a obreira trabalhava em domingos e feriados.TURMA: Segunda Turma. 7.104.

Após o primeiro depósito na conta vinculada. FGTS O Decreto nº 3. A inclusão do empregado doméstico no FGTS é irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual.br . não poderá deixar de efetuá-los referente a este empregado. através da Circular nº 187/2000. uma vez que o empregador tenha optado em realizar o referido recolhimento a um determinado empregado.guiatrabalhista. corresponde a 12% sobre o salário-decontribuição do empregado doméstico. O referido direito aos depósitos do FGTS é uma opção do empregador doméstico. Para a realização dos recolhimentos o empregador doméstico deverá estar inscrito no CEI e o empregado possuir o cadastro de identificação de contribuinte individual (inscrição na Previdência Social).SAT: 0. Prazo O prazo para recolhimento da contribuição previdenciária do segurado empregado doméstico é até o dia 15 do mês seguinte à competência.361/2000 regulamentou o direito do empregado doméstico ao FGTS. normatizou a forma do recolhimento. Algumas informações importantes que deverão constar no preenchimento da GFIP: . o empregado deverá cumprir a jornada semanal integral.Simples: 1 . REPOUSO SEMANAL REMUNERADO Com o advento da Constituição Federal/88. ou seja.CNAE: 9500100 SALÁRIO-MATERNIDADE – NECESSIDADE DE VIGÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO www. parte do empregador. quando neste dia não houver expediente bancário.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A contribuição previdenciária. para isto.Código Terceiros: 0000 .FPAS: 868 . os empregados domésticos fazem jus ao repouso semanal remunerado. conferido a partir da competência março/2000. prorroga-se para o primeiro dia útil.105.0 . a Caixa Econômica Federal. o empregado doméstico será automaticamente incluído no FGTS.

13º SALÁRIO O pagamento do 13º salário segue os critérios já conhecidos.br .048/99. parte do empregado e do empregador (Decreto nº 3. 214. Durante o afastamento o empregador doméstico fica desobrigado do recolhimento da contribuição previdenciária.com. a qual consiste no direito de faltar 5 dias (úteis) por motivo de nascimento de filho.salário mensal: R$ 300.00. apenas 12% sobre o salário-decontribuição.00 x 12%) AUXÍLIO-DOENÇA O empregado doméstico faz jus ao auxílio-doença a partir da data do início da incapacidade (não há aquele prazo de 15 dias. O empregado doméstico também faz jus ao adiantamento do 13º salário entre os meses de fevereiro a novembro. de fração de 1/12 avos da remuneração devida em dezembro por mês de serviço do ano correspondente. Salário Mensal R$ 300.guiatrabalhista.contribuição do empregador: R$ 36.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O salário-maternidade só será devido pela Previdência Social enquanto existir a relação de emprego.00 (300. ou seja.00 . parcela esta que será descontada do valor integral correspondente ao www. art. Exemplo: Empregada doméstica iniciou a licença-maternidade em agosto/2005. o qual a Previdência Social pagará diretamente à empregada. ou seja. § 1º). . Fração igual ou superior a 15 dias de trabalho considera-se como mês integral. o empregador não terá que pagar os primeiros quinze dias de afastamento). Valor O salário-maternidade corresponderá a uma renda mensal igual ao seu último salário-decontribuição. LICENÇA-PATERNIDADE A Constituição Federal/88 estendeu ao trabalhador doméstico o direito à licençapaternidade. Empregador O empregador doméstico durante a licença-maternidade da empregada doméstica deverá recolher apenas a contribuição a seu cargo.106.

durante o período do vínculo empregatício. www.declaração de que não está em gozo de nenhum benefício de prestação continuada da Previdência Social. há a obrigação de concedê-lo ao empregador no caso de um pedido de demissão.comprovantes do recolhimento da contribuição previdenciária e do FGTS. Ao empregado doméstico não se aplica no caso de rescisão sem justa causa a faculdade do empregado escolher sobre a redução de 2 horas diárias ou de faltar 7 dias corridos. como empregado doméstico. O trabalhador doméstico deverá apresentar ao órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego para se habilitar ao seguro-desemprego: . serão considerados os meses em que foram efetuados depósitos no FGTS. . de modo a comprovar o vínculo empregatício. SEGURO-DESEMPREGO O empregado doméstico ao fazer jus aos depósitos do FGTS.declaração de que não possui renda própria de qualquer natureza. podendo ser proporcional ao tempo de serviço conforme vier a ser determinado em lei.107. além do direito ao aviso prévio.Carteira de Trabalho e Previdência Social. Para efeito da contagem do tempo de serviço.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 13º salário quando do seu pagamento em dezembro ou anteriormente no caso de rescisão do contrato de trabalho.tenha vínculo empregatício por um período de pelo menos 15 (quinze) meses nos últimos 24 (vinte e quatro) meses. e . . Considera-se um mês de atividade a fração igual ou superior a quinze dias. . Para que o empregado doméstico faça jus ao benefício do seguro-desemprego é imprescindível que ele: . .com. por um ou mais empregadores. exceto auxílio-acidente e pensão por morte. suficiente à sua manutenção e de sua família. na qual deverá constar a anotação do contrato de trabalho doméstico e a data da dispensa. durante pelo menos quinze meses nos últimos vinte e quatro meses.br .termo de rescisão do contrato de trabalho atestando a dispensa sem justa causa. . passa-lhe a ser estendido o direito ao seguro-desemprego em caso de dispensa sem justa causa. na condição de empregado doméstico. AVISO PRÉVIO A Constituição Federal estendeu este direito ao doméstico.seja dispensado sem justa causa. em nome do trabalhador como empregado doméstico. Neste caso. sendo no mínimo de 30 dias.esteja inscrito no FGTS.guiatrabalhista.

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O seguro-desemprego deverá ser requerido de 7 (sete) a 90 (noventa) dias contados da data da dispensa. O valor do benefício do seguro-desemprego do empregado doméstico corresponderá a um salário mínimo e será concedido por um período máximo de três meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de dezesseis meses. RESCISÃO CONTRATUAL – DIREITOS DISPENSA SEM JUSTA CAUSA Ocorre quando não há nenhum motivo agravante para a dispensa do empregado. O empregado fará jus: - saldo de salário; - aviso prévio; - 13º salário proporcional; - férias vencidas acrescidas de 1/3 constitucional; - férias proporcionais; - FGTS - depósito do mês da rescisão e anterior se for o caso (quando o empregador tiver optado em depositar o FGTS); - multa de 40% do FGTS; - requerimento do Seguro-Desemprego - Comunicação de Dispensa-CD, quando o empregador tiver optado em depositar o FGTS. PEDIDO DE DEMISSÃO DO EMPREGADO Quando o próprio empregado solicita ao empregador a rescisão de seu contrato de trabalho, deverá conceder aviso prévio ao empregador com antecedência de 30 dias. Por ocasião da rescisão, receberá: saldo de salário; 13º salário proporcional; férias vencidas acrescidas de 1/3 constitucional. HOMOLOGAÇÃO Não há necessidade de homologar-se as rescisões contratuais de Empregados Domésticos, por não estarem sujeitos às disposições sobre o assunto contidas na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. RECIBOS DE PAGAMENTO O empregador doméstico deverá exigir recibo devidamente assinado de todas as verbas trabalhistas que forem pagas ao seu empregado doméstico.

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Não há modelo padrão de recibo a ser adotado, o importante são as verbas trabalhistas e a incidência do INSS estarem discriminadas. Ressalta-se que quando o empregador tenha feito a opção pelos depósitos do FGTS numa rescisão sem justa causa, as verbas rescisórias deverão ser pagas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - TRCT. Modelos de Recibo Recibo de Salário Eu _______________________________ (nome do empregado doméstico), portador da Carteira de Trabalho nº _________ série ______ recebi do Sr. _____________________ (nome do empregador), a quantia de R$ ____________________ (valor do salário), referente ao meu salário líquido do mês de ____________ de 20_________________. Valor bruto do salário: R$ 0,00 Desconto do INSS: R$ 0,00 Desconto de vale transporte: R$ 0,00 Total líquido a receber: R$ 0,00 ______, ____ de __________ de ____ ___________________________________ Assinatura do Empregado Doméstico Férias Eu _________________ (nome do empregado doméstico), portador da Carteira de Trabalho nº ________ série ______ recebi do Sr. _____________ (nome do empregador) a importância líquida de R$ _______________________, referente as minhas férias do período de ___/___/___ a ___/___/___, acrescida de 1/3 da Constituição Federal. Valor bruto das férias: R$ 0,00 1/3 artigo 7º, inciso XVI, da Constituição Federal R$ 0,00 Desconto do INSS: R$ 0,00 Total líquido a receber: R$ 0,00 ___________, ____ de ______________ de ____. _________________________________ Assinatura do Empregado Doméstico 13º Salário - 1ª Parcela Eu ________________ (nome do empregado doméstico), portador da Carteira de Trabalho nº _______ série _____ recebi do Sr. ___________ (nome do empregador) a importância de R$ ______________, referente à 1ª parcela do 13º salário referente ao ano de ___. ____________, ____ de ______________ de ____. _________________________________ Assinatura do Empregado Doméstico 13º Salário - 2ª Parcela

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Eu _________________ (nome do empregado doméstico), portador da Carteira de Trabalho nº ________ série ______ recebi do Sr. _____________ (nome do empregador) a importância líquida de R$ _______, referente ao 13º salário referente ao ano de ___. Valor bruto do 13º salário: R$ 0,00 Desconto da 1ª Parcela: R$ 0,00 Desconto do INSS: R$ 0,00 Total líquido a receber: R$ 0,00 ___________, ____ de ______________ de ____. _________________________________ Assinatura do Empregado Doméstico Recibo de Quitação de Verbas Rescisórias Eu _________________ (nome do empregado doméstico), recebi do Sr. _____________ (nome do empregador) a quantia líquida de R$ _________, referente às seguintes verbas pagas: a) Aviso Prévio: R$ 0,00 b) Férias vencidas do período de ___ a ___: R$ 0,00 c) Férias proporcionais do período de __ a __: R$ 0,00 d) 1/3 da Constituição Federal sobre férias vencidas: R$ 0,00 e) 1/3 da Constituição Federal sobre férias proporcionais: R$ 0,00 f) 13º Salário proporcional: R$ 0,00 g) saldo de salário: R$ ,00 Total Bruto R$ 0,00 Desconto: INSS: R$ 0,00 INSS sobre 13º salário: R$ 0,00 Total de descontos: R$ 0,00 Total Líquido: R$ 0,00 ____________, ____ de ______________ de ____. _________________________________ Assinatura do Empregado Doméstico Bases: Lei nº 5.859/72; Decreto nº 71.885/73; Artigo 16 da CLT; Artigos 97, 101, 211, 214 do Decreto nº 3.048/00 EMPREGADO ESTUDANTE Do artigo 402 ao 441 da CLT trata do Trabalho do Menor, estabelecendo as normas a serem seguidas por ambos os sexos no desempenho do trabalho. A nossa Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXXIII considera menor o trabalhador de 16 (dezesseis) a 18 (dezoito) anos de idade.

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DETERMINAÇÃO DO TEMPO PARA SAÍDA ANTECIPADA O artigo 427 da CLT determina que todo empregador que empregar menor será obrigado a conceder-lhe o tempo que for necessário para a freqüência às aulas. Como a CLT não determina a quantidade de tempo que poderia ser considerada como necessária para a freqüência às aulas, o empregador deverá adaptar o horário de trabalho de cada trabalhador menor que estuda, de acordo com as informações fornecidas pelo próprio empregado. FIXAÇÃO DO HORÁRIO – INFORMAÇÕES Para a fixação do horário de saída do empregado menor estudante, o empregador poderá exigir a apresentação de declaração da escola que o mesmo freqüenta, com as seguintes informações: - horário de início das aulas; - endereço da escola; - comprovação de freqüência do curso. EXCEÇÕES A nossa CLT faz menção apenas aos trabalhadores menores, mas já temos algumas Convenções Coletivas de Trabalho que têm dado o mesmo direito a todos os trabalhadores estudantes, independente de idade. No que diz respeito às ausências do empregado para prestação de exames vestibulares, elas são consideradas faltas abonadas, conforme preceitua o artigo 473, VII da CLT. ESCALA DE REVEZAMENTO As empresas legalmente autorizadas a funcionar nos domingos e feriados devem organizar escala de revezamento ou folga, para que seja cumprida a determinação do artigo 67 e seu parágrafo único da CLT: "Art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de vinte e quatro horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Parágrafo único - Nos serviços que exijam trabalho aos domingos, com exceção quanto aos elencos teatrais, será estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização." DIA MAIS APROPRIADO Para a legislação trabalhista, o domingo é considerado o dia mais apropriado para o descanso do empregado. O descanso semanal, além de obrigatório, é necessário, pois www.guiatrabalhista.com.br

com. b) que os turnos sejam em revezamento: isso quer dizer que o empregado. Salienta-se que o artigo 386 da CLT estabelece que para a mulher que laborar em escala de revezamento. FORMULÁRIO www. mediante organização da escala de revezamento. em face da interrupção do trabalho. independentemente de haver ou não trabalho aos domingos. a Portaria MTPS nº 417/66 determinou que. pois algumas prevêem um período máximo de quatro semanas de trabalho. bem como propiciar ao empregado o conhecimento de suas folgas com tempo razoável para programar suas atividades. gozar o descanso. isto é. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO As empresas que trabalhem em turnos ininterruptos de revezamento deverão obedecer jornada de seis horas diárias. ou turmas de empregados. O domingo. o empregado tivesse em um período máximo de sete semanas de trabalho. o seu descanso dominical deverá ser organizado quinzenalmente.112. NECESSIDADE DA ESCALA DE REVEZAMENTO A escala de revezamento semanal é necessária a fim de que todo empregado possa. a prorrogação da jornada de 6 (seis) horas. salvo negociação coletiva. periodicamente.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © propicia ao empregado a oportunidade de revitalizar suas forças através do convívio com seus familiares e amigos. No intuito de garantir ao empregado o repouso semanal no domingo. não sofra solução de continuidade no período de 24 (vinte e quatro) horas. é a ocasião em que o empregado pode ter tempo para seu lazer e recreação. Em virtude do exposto. a oportunidade de usufruir pelo menos um domingo de folga.guiatrabalhista. o descanso de outro empregado ou turma. Devido ao fato do empregado de determinadas atividades ser obrigado a trabalhar nos domingos e feriados é que a legislação manda a empresa organizar a escala de revezamento. Este tipo de jornada dependerá da concorrência concomitante de vários fatores: a) existência de turnos: isso significa que a empresa mantém uma ordem ou alteração dos horários de trabalho prestado em revezamento. Ressalte-se que o empregador deverá consultar a Convenção Coletiva da Categoria. trabalha alternadamente para que se possibilite. o descanso instituído pela CLT é de cunho social. mediante negociação coletiva.br . É permitida. admite-se o máximo de 2 (duas) horas extras por dia. Nesse caso. portanto. c) que o revezamento seja ininterrupto.

uma vez que não há modelo oficial.. art. "Art.com." Quanto à controvérsia estabelecida em função da estabilidade provisória dos membros da Cipa. 39/1994. da Constituição: I . ESTABILIDADE PROVISÓRIA Estabilidade provisória é o período em que o empregado tem seu emprego garantido. podendo a empresa escolher o modelo que mais se adapte às suas necessidades. 10 . 129/2005 .12. Instrução Normativa SRT nº 01/88. 10. DJ 20..04. ESTABILIDADES PREVISTAS EM LEI CIPA De acordo com o artigo 10. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. CF/1988.. GARANTIA DE EMPREGO. inciso II. não podendo ser dispensado por vontade do empregador.Res.. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. I. Enunciados da Súmula nº 339 do TST: CIPA. que reconhece a referida estabilidade aos empregados eleitos como suplentes. Base: Constituição Federal.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A escala de revezamento pode ser anotada em qualquer impresso ou formulário. II.1994 e ex-OJ nº 25 . 7º... . o empregado eleito para o cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. alínea "a" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88.03.2005 I .Até que seja promulgada a Lei Complementar a que se refere o artigo 7º. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988.Inserida em 29. II .113.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. "a".br . (incorporadas as Orientações Jurisprudenciais nos 25 e 329 da SDI-1) ..DJ 20. SUPLENTE. (ex-Súmula nº 339 .1996) www. não pode ser dispensado arbitrariamente ou sem justa causa. salvo por justa causa.Res. o Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho expediu a Resolução nº 39/1994.guiatrabalhista. A referida estabilidade encontra-se expressa em lei ou em acordos e convenções coletivas de trabalho.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes.

a Constituição Federal/88 assegura licença de 120 dias.07. às condições propostas pelo empregador. não alcança a empregada doméstica. Min. desde a confirmação da gravidez.91 . Findo o contrato de experiência.12. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.DJU 01. não se verifica a despedida arbitrária. O objetivo principal do contrato de experiência é propiciar por um prazo determinado de tempo a adaptação. "b".05. tanto pelo empregado.. sem que o empregador fique obrigado a celebrar um contrato por prazo indeterminado ou efetuar qualquer indenização em razão ao período de gestação.Até que seja promulgada a Lei Complementar a que se refere o artigo 7º.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) . que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. 10 . um da 2º T do TST . Sobre a matéria temos o seguinte acórdão: "Da estabilidade provisória da gestante.. II..RR 2663/88. Sobre a matéria temos o seguinte acórdão: EMPREGADA DOMÉSTICA . Contudo.114. até 5 meses após o parto. (ex-OJ nº 329 . 10. II .guiatrabalhista. mesmo assim não está este obrigado a celebrar um contrato por prazo indeterminado (AC. b) da empregada gestante.S 09. I da Constituição: I .br . que tem sua relação jurídica www. prevista no artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/88.DJ 09.GESTANTE . "b" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88 confere à empregada gestante a estabilidade provisória.DIREITO NÃO ASSEGURADO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.1 Real.." De acordo com a jurisprudência dominante.ESTABILIDADE . mesmo sendo alcançados pelo empregado os objetivos e condições propostas pelo empregador. bem como da aptidão pelo empregado ao cargo almejado. por força do art. "Art.2003) GESTANTE O artigo 10.com. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias..A garantia de emprego assegurada à empregada gestante.91 PP9305/6)" No tocante à categoria dos empregados domésticos. entende-se que se a gestante estiver em contrato de experiência.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. Extinto o estabelecimento.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © II . esta poderá ser desligada no último dia do contrato. sem prejuízo do emprego e do salário. não é aplicada à doméstica a estabilidade. sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário.. José Francisco da Silva . II.

859. Artigo 93 . I.213/91. até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. não pode ser dispensado do emprego o empregado sindicalizado ou associado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © disciplinada por lei específica (Lei nº 5. desde o registro da candidatura até um ano após o término de seu mandato. a dispensa do trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado só pode ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante. de entidade sindical ou associação profissional.com. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação. 7º.br .QUARTA TURMA). prevê que “os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas por eles mesmos criadas gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo art. após a cessação do auxílio-doença acidentário.DECISÃO: 15 10 2003 PROC: RR NUM: 712664 ANO: 2000 REGIÃO: 02 RECURSO DE REVISTA TURMA: 04 ÓRGÃO JULGADOR . parágrafo 3º da CLT. o segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida. considerando-se a expressa especificação de seus direitos pelo art. 10. razão pela qual inviável o direito pleiteado pela reclamante. independente de percepção de auxílio-acidente. e a imotivada. caso seja eleito. DIRIGENTE SINDICAL De acordo com o artigo 543." ACIDENTE DO TRABALHO De acordo com o artigo 118. www. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos da legislação.A dispensa de trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado ao final do contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias. da Constituição Federal. ao dispôs sobre a garantia de emprego à empregada gestante. no contrato por prazo indeterminado. 7º. EMPREGADO REABILITADO Consoante determina o artigo 93. Recurso de revista parcialmente conhecido e não provido (TST . de 11/12/72). II. 7º. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. art. o art. e artigo 8º da Constituição Federal. da Constituição Federal não foi objeto de acolhimento pelo Parágrafo Único do art. até um ano após o final do seu mandato. "b". da Constituição Federal.213/91. 55.guiatrabalhista. inclusive como suplente. parágrafo 1º da Lei nº 8.§ 1º da Lei nº 8. pelo prazo de 12 meses. 543 da CLT” – ou seja.213/91: "§ 1º . DIRIGENTE DE COOPERATIVA A Lei nº 5. Parágrafo Único.764/71. Efetivamente. só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante. "caput" da Lei nº 8.115.

terão direito a um período superior a 30 dias de Aviso Prévio. o acidente de trabalho ocorrido durante o período de experiência não confere ao obreiro o direito à estabilidade provisória prevista no art.116. (TRT 9ª R . www. inexistindo pactuação no sentido de transformá-lo em contrato por prazo indeterminado ao seu término.DJPr. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. determinam em Acordos e Convenções algumas estabilidades. A empresa deverá verificar.)" ESTABILIDADES PREVISTAS EM ACORDOS EM CONVENÇÃO COLETIVA Os sindicatos.TRT-PR-RO-9133/1999-PR-AC 00954/2000-4a. Aviso Prévio Empregados. com a intenção de assegurar aos empregados garantia de emprego e salário. a um período de estabilidade igual ao do afastamento. "c".Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "Art. após a cessação do auxílio-doença acidentário. 118.guiatrabalhista. Dessa forma. O contrato de experiência é forma de contrato por tempo determinado.com. tais como: Garantia ao Empregado em Vias de Aposentadoria Empregados não podem ser dispensados se estiverem em período de pré-aposentadoria. 443. independentemente de percepção de auxílio-acidente. pelo prazo mínimo de doze meses. 118 ." A jurisprudência entende que o empregado contratado com contrato de experiência que sofre acidente do trabalho neste período não goza de estabilidade. da Lei nº 8. Sobre a matéria temos o seguinte acórdão: "CONTRATO DE EXPERIÊNCIA. visto que as situações apresentadas podem não contemplar todas as hipóteses. ACIDENTE DE TRABALHO.213/91. encerrando-se quando do seu termo (art. a partir da alta. § 2º. da CLT). após determinada idade. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. Estabilidade da Gestante Empregada gestante desfrutará de estabilidade provisória superior ao período concedido pela Constituição Federal/88. junto ao sindicato.br . as garantias asseguradas à categoria profissional a que pertencem os seus empregados.T-Relator ROSEMARIE DIEDRICHS PIMPÃO . Complementação de Auxílio-Doença Empregados afastados do serviço por motivo de doença farão jus.O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida.

. a fim de se constituírem em instrumento de integração. Os atos legais dispõem que o empregador pode "aceitar como estagiários. e dele participam pessoas jurídicas de direito público e privado. profissionalizante de 2º grau e supletivo".carga horária. como procedimento didático-pedagógico. Os alunos devem comprovar estar freqüentando cursos de educação superior.497/82 (posteriormente alterada pelo Decreto 2. oferecendo oportunidade e campos de estágio.sistemática de organização.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ESTÁGIO PROFISSIONAL A Lei nº 6. programas e calendários escolares. nos níveis superior. outras formas de ajuda. alunos regularmente matriculados e que venham freqüentando. de aperfeiçoamento técnico-cultural. O estágio curricular. uma vez que os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados. .494/77 instituiu as normas quanto à contratação de estudantes na condição de estagiários e foi regulamentada pelo Decreto nº 87. que não poderá ser inferior a 1 (um) semestre letivo. sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino. supervisão e avaliação do estágio curricular.br .inserção do estágio curricular na programação didático-pedagógica.117. cursos vinculados à estrutura do ensino público e particular. é atividade de competência da instituição de ensino a quem cabe a decisão sobre a matéria. científico e de relacionamento humano. INSTITUIÇÕES DE ENSINO . sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado. em termos de treinamento prático.guiatrabalhista. e colaborando no processo educativo.com. acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos.condições imprescindíveis para caracterização e definição dos campos de estágios curriculares. executados. profissional e cultural. duração e jornada de estágio curricular. efetivamente. orientação. proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio.DISPOSIÇÕES As instituições de ensino regularão e disporão sobre: . CONCESSÃO DE ESTÁGIO www. de educação profissional de nível médio ou superior ou escolas de educação especial. .080/96). ESTÁGIO – CONCEITOS Consideram-se estágio curricular as atividades de aprendizagem social. de ensino médio.

a existência de instrumento jurídico. inclusive a transferência do valor da bolsa de estágio à instituição de ensino. .com. deverão providenciar seguro de acidentes pessoais em favor do estudante.co-participar. O seguro de acidentes pessoais deverá. e outros solicitados pela instituição de ensino. e que deverá ser repassado ao aluno-estagiário. de preferência. inclusive transferências de recursos à instituição de ensino. e constituirá comprovante exigível pela autoridade competente. Os citados agentes de integração atuarão com a finalidade de: .identificar para a instituição de ensino as oportunidades de estágios curriculares junto a pessoas jurídicas de direito público e privado. da inexistência de vínculo empregatício. entre o sistema de ensino e os setores de produção. quando for o caso. comunidade e governo. A realização do estágio dependerá de Termo de Compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente da oportunidade do estágio curricular. onde estarão acordadas todas as condições de realização do estágio. com a interveniência da instituição de ensino. através de estágio escolar e qualquer forma de ajuda.118. . No Termo de Compromisso de Estágio deverão estar estabelecidas as condições de realização do estágio. entre a instituição de ensino e pessoas jurídicas de direito público e privado. constar do Termo de Compromisso de Estágio. CARACTERIZAÇÃO – CELEBRAÇÃO Para caracterização e definição do estágio curricular é necessária. campos e oportunidades de estágios curriculares. mediante condições acordadas em instrumento jurídico adequado. oferecendo oportunidades.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Somente pessoas jurídicas de direito público e privado podem ter estagiários.br . o nome da companhia seguradora e número da apólice. com a finalidade de complementar o processo educativo do estudante.guiatrabalhista. periodicamente reexaminado. SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS A instituição de ensino ou a entidade pública ou privada concedente da oportunidade de estágio curricular. mencionando. bem como de execução do pagamento de bolsas. . diretamente ou através da atuação conjunta com agentes de integração. no esforço de captação de recursos para viabilizar estágios curriculares. serviços. quando for o caso.prestar serviços administrativos de cadastramento de estudantes. A instituição de ensino poderá recorrer aos serviços de agentes de integração públicos e privados. com a instituição de ensino.facilitar o ajuste das condições de estágios curriculares a constarem do instrumento jurídico mencionado no início deste item. se possível. JORNADA DE ATIVIDADE EM ESTÁGIO www.

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A jornada de atividade em estágio, a ser cumprida pelo estudante, deverá compatibilizar-se com o seu horário escolar e com o horário da parte em que venha a ocorrer o estágio. Nos períodos de férias escolares, a jornada de estágio será estabelecida de comum acordo entre o estagiário e a parte concedente do estágio, sempre com a interveniência da instituição de ensino. DURAÇÃO DO ESTÁGIO O estágio pode perdurar pelo prazo mínimo de 1 (um) semestre letivo e pelo prazo máximo de 4 (quatro) semestres letivos. No entanto, nada impede que o Termo de Compromisso de Estágio seja rompido a qualquer tempo, sem ônus, por qualquer das partes. ANOTAÇÃO NA CTPS Não há obrigatoriedade legal de anotação do estágio na Carteira de Trabalho. Porém, nada impede que tal anotação seja efetuada. A anotação do Termo de Compromisso de Estágio será feita nas páginas destinadas às "Anotações Gerais" da Carteira de Trabalho e Previdência Social do estudante, contendo o nome do curso, ano e instituição de ensino a que pertence o estudante, nome da empresa e as datas de início e término do estágio. Exemplo: Adiante, um exemplo de anotação a ser feita na Carteira de Trabalho do estagiário: ANOTAÇÕES GERAIS (Atestado médico, alteração do contrato do trabalho, registros profissionais e outras anotações autorizadas por lei) TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO CURSO: Direito ANO: 6º Período INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Paraná - UFPR EMPRESA: Portal Tributário Editora Ltda. INÍCIO DO ESTÁGIO: 01.05.2002 TÉRMINO: 01.11.2002 ____________________________ Carimbo e Assinatura TERMO DE ACORDO, COMPROMISSO E CONVÊNIO O Ofício-Circular II, de 09.09.85, determinou que as empresas em geral, que admitem estagiários-estudantes, devem manter em seus arquivos, para fins de fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho, os contratos abaixo:

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a) Termo de Acordo de Cooperação Este é um tipo de contrato que deve ser feito entre a empresa que concede o estágio e a instituição de ensino, no qual o estudante-estagiário está devidamente matriculado. b) Termo de Compromisso de Estágio Este contrato deve ser feito entre a empresa que está admitindo o estagiário e o próprio estagiário, porém, com a assinatura obrigatória da instituição de ensino. c) Termo de Convênio Quando a empresa preferir contratar um agente de integração, que intermediará as relações entre empresa-estagiário-escola, deverá firmar um Termo de Convênio, conforme modelo que o próprio agente utilizar. Caso o Termo de Compromisso de Estágio já contenha todas as regras que regerão o estágio, o Termo de Cooperação é desnecessário. REMUNERAÇÃO A remuneração paga ao estagiário é chamada "Bolsa de Complementação Educacional", podendo ser estipulada por mês, por hora, por dia, etc. Não existe valor mínimo nem limite. O estágio poderá, inclusive, ser gratuito. VALE-TRANSPORTE Não há obrigação da empresa em fornecer vale-transporte ao estagiário, uma vez que não há previsão na Lei nº 7.418/85, que trata do Vale-Transporte. ENCARGOS SOCIAIS INSS O Decreto nº 3.048/99, em seu artigo 214, § 9º, IX, não sujeita a incidência da contribuição previdenciária à "Bolsa de Complementação Educacional de Estagiário", uma vez que não integra o salário-de-contribuição. FGTS No que diz respeito aos depósitos do FGTS, o artigo 27 do Decreto nº 99.684/90 isenta a empresa de efetuar esse crédito ao estagiário. IRRF

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As importâncias pagas aos estagiários são classificadas como rendimentos de trabalho assalariado e devem compor a base de cálculo para apurar a renda mensal sujeita à incidência na fonte. A tabela a ser utilizada é a mesma dos empregados. VÍNCULO EMPREGATÍCIO O estágio curricular não acarreta vínculo empregatício de qualquer natureza e o estagiário poderá receber bolsa de complementação educacional, ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada. O estágio deve propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares, a fim de se constituírem em instrumentos de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e de relacionamento humano. Em vista disso, deve haver diferenciação entre o trabalho prestado pelo estagiário e aquele prestado em caráter indeterminado pelos empregados da pessoa jurídica contratante. Não havendo diferenciação, fica caracterizada a relação empregatícia. FISCALIZAÇÃO Sendo obedecidas todas as normas descritas, estará caracterizado o estágio profissional. Porém, caso a fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho concluir que a empresa descumpriu algumas obrigações típicas da relação empresa-estagiário, esta deverá regularizar a situação do estagiário que será registrado como empregado. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 61 ESTÁGIO. REQUISITOS LEGAIS. DESCUMPRIMENTO. I - A existência de termo de compromisso e a compatibilidade da jornada de estágio com o horário escolar do aluno não são elementos suficientes para a configuração da regularidade do contrato de estágio, uma vez que devem ser atendidos todos os requisitos legais, em especial a complementação do ensino e da aprendizagem. II - Os estágios devem ser planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares. III - Presentes os elementos da relação de emprego sob a roupagem do contrato de estágio, procede a descaracterização dessa contratação especial. ESTRANGEIRO A pessoa jurídica interessada na chamada de mão-de-obra estrangeira, em caráter permanente ou temporário, solicitará autorização de trabalho junto à Coordenação-Geral de Imigração, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. www.guiatrabalhista.com.br

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O requerimento será mediante preenchimento do formulário constante do Anexo I da Portaria MTE 132/2002, assinado e encaminhado por seu representante legal, ou procurador, instruído com os documentos especificados nos demais Anexos que integram a Portaria MTE 132/2002. A instrução do pedido deverá observar ainda as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Imigração para os casos específicos. A juízo da Coordenação-Geral de Imigração poderão ser solicitados outros documentos necessários ao esclarecimento de fatos relacionados ao processo. A falta de qualquer dos documentos bem como eventuais deficiências na instrução do processo implicará a colocação do pedido em exigência, tendo o requerente o prazo de 60 (sessenta) dias para cumprimento da mesma, contados da data de juntada do Aviso de Recebimento - AR ao processo. O não cumprimento do exigido acarretará o arquivamento do pleito, na forma da Lei nº 9.784/99, art. 40. PRAZO DE INSCRIÇÃO NO PIS/PASEP E CPF/MF E ÓRGÃOS REGULADORES DA PROFISSÃO O estrangeiro terá o prazo de 90 (noventa) dias, contados de seu ingresso no País, para comprovar junto à Coordenação-Geral de Imigração sua inscrição no PIS/PASEP e no CPF/MF, bem como no Órgão de Classe, quando se tratar de atividade regulamentada e sujeita à fiscalização do exercício profissional. Concluída a instrução do processo, a autoridade competente decidirá no prazo de até 30 (trinta) dias, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada, na forma da Lei nº 9.784/99, art. 49. RECURSO DA DECISÃO NEGATÓRIA Da decisão que denegar a Autorização de Trabalho caberá recurso, no prazo de 10 (dez) dias contados da data de publicação no Diário Oficial da União, o qual será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, que se não a reconsiderar no prazo de 5 (cinco) dias a encaminhará à autoridade superior, na forma da Lei nº 9.784/99, art. 56. Constatados indícios de fraude na documentação ou omissão na apresentação de documentos exigíveis após a entrada do estrangeiro no País, a Coordenação-Geral de Imigração oficiará imediatamente os órgãos competentes do Ministério da Justiça para as providências de sua alçada. Base: Portaria MTE 132/2002.

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. pela anulação do casamento. ao completarem 21 anos de idade ou pela emancipação.guiatrabalhista. serão pagos em quotas iguais aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou. extinguindo automaticamente o contrato. pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado. menor de 21 anos ou inválido. na condição de dependentes do segurado: . .para a companheira ou companheiro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © FALECIMENTO DO EMPREGADO O falecimento do empregado constitui um dos meios de extinção do contrato individual de trabalho. Para determinação do cálculo das verbas rescisórias considera-se esta rescisão do contrato de trabalho como um pedido de demissão. na sua falta. enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos. enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos.br . . salvo se inválidos. exclui do direito às prestações os das classes seguintes. Na existência de dependente de qualquer das classes. mediante declaração escrita do segurado e desde que comprovada a dependência econômica. Equiparam-se aos filhos. pela cessação da união estável com o segurado ou segurada. Perda da Qualidade A perda da qualidade de dependente ocorre: .o cônjuge.com.pelo falecimento. pela separação judicial ou divórcio. menor de 21 anos ou inválido. de qualquer condição.para o cônjuge. DEPENDENTES São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social. . sem aviso prévio. indicados em alvará judicial.para o filho e o irmão. DIREITOS TRABALHISTAS www. Para os dependentes em geral: . o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação. o companheiro e o filho não emancipado. . a companheira.123. Os valores não recebidos em vida pelo empregado. independentemente de inventário ou arrolamento.o irmão não emancipado.os pais.pela cessação da invalidez. de qualquer condição. de qualquer condição. aos sucessores previstos na lei civil.

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Os dependentes ou sucessores deverão receber do empregador do falecido as seguintes verbas rescisórias: a) Empregado com menos de 1 ano: - saldo de salário; - 13º salário; - férias proporcionais e seu respectivo adicional de 1/3 constitucional, se houver previsão na Convenção Coletiva de Trabalho; - salário-família; - FGTS do mês anterior; - FGTS da rescisão; - saque do FGTS - código 23; b) Empregado com mais de 1 ano: - saldo de salário; - 13º salário; - férias vencidas; - férias proporcionais; - 1/3 constitucional sobre férias vencidas e proporcionais; - salário-família; - FGTS do mês anterior; - FGTS da rescisão; - saque do FGTS - código 23. O FGTS deverá ser recolhido normalmente na GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS – PROCEDIMENTO O pagamento das verbas rescisórias deve ser em quotas iguais aos seus dependentes habilitados ou sucessores. Para isto os dependentes deverão apresentar para a empresa a Certidão de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte ou, no caso dos sucessores, a Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte, além de alvará judicial. Tais certidões devem ser requisitadas nos órgãos de execução do INSS. As quotas atribuídas a menores deverão ser depositadas em Caderneta de Poupança, rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou a dispêndio necessário à subsistência e educação do menor. DEPENDENTES - DIREITO A OUTROS VALORES Segundo o artigo 1º do Decreto nº 85.845/81, os dependentes ou sucessores, conforme o caso, além das verbas rescisórias, têm direito aos seguintes valores:

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- quaisquer valores devidos, em razão de cargo ou emprego, pela União, Estado, Distrito Federal, Territórios, Municípios e suas autarquias, aos respectivos servidores; - saldos das contas individuais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e do Fundo de Participação PIS/Pasep; - restituições relativas ao imposto sobre a renda e demais tributos recolhidos por pessoas físicas; - saldos de contas bancárias, saldos de cadernetas de poupança e saldos de contas de Fundos de Investimento, desde que não ultrapassem o valor de 500 (quinhentas) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional e não existam, na sucessão, outros bens sujeitos a inventário. FGTS Para levantamento do saldo da conta vinculada do FGTS, os herdeiros ou sucessores devem solicitar junto aos órgãos de execução do INSS: - Certidão de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte, da qual conste, obrigatoriamente: . nome completo do segurado; . número do documento de identidade; . número do benefício; . último empregador; . data do óbito do segurado; . nome completo e filiação dos dependentes, grau de parentesco ou relação de dependência com o falecido e respectivas datas de nascimento. - Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte (sucessores). Caixa Econômica Federal – Saque A Caixa Econômica Federal deverá emitir a Solicitação para Movimentação de Conta Ativa - SMCA, para fins de pagamento do saque, mediante apresentação de: - Certidão de Dependentes Habilitados; ou - Alvará Judicial. Dependentes - Valor a Receber O valor referente ao FGTS será rateado em partes iguais aos dependentes. Aos maiores de 18 anos serão efetuados os pagamentos, e aos menores de 18 anos, as quotas serão depositadas em Caderneta de Poupança, rendendo juros e correção monetária, podendo ser movimentada apenas quando os respectivos menores completarem 18 anos, salvo autorização judicial para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e sua família, ou para o dispêndio necessário à subsistência e educação do menor. SEGURO-DESEMPREGO

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O seguro-desemprego é um direito pessoal e intransferível do trabalhador, em virtude deste motivo, os dependentes ou sucessores não fazem jus. PIS/PASEP A solicitação de pagamento do saldo da conta do PIS/Pasep do empregado falecido (cadastrado anteriormente a 05.10.88) deve ser apresentada juntamente com: - Habilitação fornecida pela Previdência Social; ou - Indicação constante em alvará judicial. A autorização de pagamento será dada pela Regional CEF/PIS após a agência pagadora ter encaminhado os documentos acima mencionados. INEXISTÊNCIA DE DEPENDENTES OU SUCESSORES Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores das verbas rescisórias e os demais valores reverterão em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PISPasep, conforme se tratar de quantias devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS-Pasep. ASSISTÊNCIA DA DRT OU SINDICATO O sindicato ou a DRT prestam assistência, sem caráter homologatório, por ocasião do pagamento dos direitos do empregado falecido aos respectivos dependentes ou sucessores, independentemente do tempo de serviço na empresa. É conveniente a empresa se utilizar deste procedimento. MORTE DEVIDO A ACIDENTE DO TRABALHO – COMUNICAÇÃO A empresa deve comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social, até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre os limites mínimo e máximo do salário-decontribuição, aumentada na reincidência, sendo aplicada e cobrada nos termos do artigo 286 do Decreto nº 3.048/99. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO Os dependentes do segurado falecido fazem jus à pensão por morte. Bases: Decreto nº 85.845/81; Decreto nº 3.048/99, art. 22 e os citados no texto. FALTAS JUSTIFICADAS

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127- Manual Básico de Rotinas Trabalhistas ©

Quando o legislador trata das faltas justificadas, ele é claro em dizer que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, ou seja, as dispensas legais são contadas em dias de trabalho, dias úteis para o empregado, então, não entrará na contagem (sábado que não é trabalhado, domingos e feriados), quando ele menciona "consecutivos", este é no sentido de seqüência de dias de trabalho. Exemplo: Falecimento do pai do empregado na quinta-feira à noite, este empregado não trabalha aos sábados, então poderá faltar, sem prejuízo do salário, a sexta-feira e a segunda-feira. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: - até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica; - até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; - por 5 (cinco) dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana; - por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada; - até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei respectiva; - no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra "c" do art. 65 da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar); - quando for arrolado ou convocado para depor na Justiça; - faltas ao trabalho justificadas a critério do empregador; - período de licença-maternidade ou aborto não criminoso; - paralisação do serviço nos dias que, por conveniência do empregador, não tenha havido trabalho; - afastamento por motivo de doença ou acidente de trabalho (primeiros 15 dias); - período de afastamento do serviço em razão de inquérito judicial para apuração de falta grave, julgado improcedente; - durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou absolvido; - comparecimento como jurado no Tribunal do Júri; - nos dias em que foi convocado para serviço eleitoral; - nos dias em que foi dispensado devido à nomeação para compor as mesas receptoras ou juntas eleitorais nas eleições ou requisitado para auxiliar seus trabalhos (Lei nº 9.504/97); - os dias de greve, desde que haja decisão da Justiça do Trabalho, dispondo que, durante a paralisação das atividades, ficam mantidos os direitos trabalhistas (Lei nº 7.783/89); - os dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior; - as horas em que o empregado faltar ao serviço para comparecimento necessário como parte na Justiça do Trabalho (Enunciado TST nº 155); - período de freqüência em curso de aprendizagem; - licença remunerada; www.guiatrabalhista.com.br

porque a Lei 605/1949 não privilegia os mesmos. e . em conseqüência de falecimento do cônjuge. mas podem ter justificativa imperiosa que. 419. Art. parágrafo único do CPC. 10.atrasos decorrentes de acidentes de transportes. vedará a punição. Art. FERIADO www. Bases: Arts. 12 do Decreto nº 27.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . se seriamente considerada. se deduz que o desconto do dia de falta abrangerá também o DSR da respectiva semana. ou de luto. É o caso de doença grave em pessoa da família. comprovados mediante atestado da empresa concessionária. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO O empregado perde a remuneração do dia de repouso quando não tiver cumprido integralmente a jornada de trabalho da semana.com.guiatrabalhista. 495 e 822 da CLT. FALTAS NÃO JUSTIFICADAS – REFLEXOS NA REMUNERAÇÃO As faltas não justificadas por lei não dão direito a salários e demais conseqüências legais. 7 da referida Lei considera que o mensalista e o quinzenalista são remunerados pelo DSR na própria remuneração mensal ou quinzenal. amigo íntimo. salvo se as faltas forem consideradas justificadas. Art. Base: art. Daí. DESCONTO DO DIA DE TRABALHO A falta do trabalhador ao serviço enseja o desconto do dia respectivo em sua remuneração.737/65. EXCEÇÃO – PROFESSOR Os professores. salvo se a falta for considerada justificada. nas faltas por motivo de casamento e falecimento. Art. 473. ou outra hipótese de força maior. 6 da Lei 605/1949.128. têm direito: .outras faltas dispostas em acordos ou convenções coletivas.048/49. Lei nº 4. conforme as circunstâncias ou repetição. por motivo de gala. 6º da Lei nº 605/49.br . 430 e 434 do CPP. e a redação do § 2º do art. pai.até 9 (nove) dias. § 1º da Constituição Federal/88. Entendemos que o desconto do DSR se estende ao empregado mensalista ou quinzenalista. mãe ou filho. II. e podem resultar em falta leve ou grave. e Arts.

5 dias 20 dias 22. As férias devem ser concedidas dentro dos 12 meses subseqüentes à aquisição do direito.5 dias 18 dias 24 a 32 faltas 1 dia 2 dias 3 dias 4 dias 5 dias 6 dias 7 dias 8 dias 9 dias 10 dias 11 dias 12 dias É proibido o desconto de faltas do empregado ao serviço do período de férias. ocorrer feriado. este perderá o direito às férias. "vender as férias".5 dias 5 dias 7. que deve ser concedido ao empregado após o exercício de atividades por um ano. ou seja. sem prejuízo da remuneração. este perderá o direito á remuneração do dia respectivo.129.5 dias 25 dias 27. O objetivo do direito do empregado a férias é de lhe conceder um justo e reparador descanso. www.5 dias 6 dias 7.5 dias 9 dias 10.guiatrabalhista. ou seja. 7 da Lei 605/1949.5 dias 10 dias 12.5 dias 15 dias 17. período este chamado de "concessivo".5 dias 15 dias 16. DIREITO ÁS FÉRIAS Todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Se na semana em que houve a falta injustificada.br . por um período de 12 meses.5 dias 12 dias 13. na seguinte proporção: Férias Proporcionais 1/12 2/12 3/12 4/12 5/12 6/12 7/12 8/12 9/12 10/12 11/12 12/12 Até 5 faltas 2. Quando o empregado tiver mais de 32 faltas no período aquisitivo. Em virtude disto. desta forma. FÉRIAS – ASPECTOS GERAIS Férias é o período de descanso anual. computando-se este período inclusive como tempo de serviço. sendo vedado. Base: § 1º do art.com. período este denominado "aquisitivo". apenas autoriza que 1/3 do direito a que o empregado fizer jus seja convertido em pecúnia.5 dias 30 dias 6 a 14 faltas 2 dias 4 dias 6 dias 8 dias 10 dias 12 dias 14 dias 16 dias 18 dias 20 dias 22 dias 24 dias 15 a 23 faltas 1.5 dias 3 dias 4. a lei não permite a conversão de todo o período em pecúnia. a permuta de faltas por dia de férias.

. .guiatrabalhista.576/89).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © FALTAS AO SERVIÇO NÃO CONSIDERADAS São faltas legais e justificadas. .período de freqüência em curso de aprendizagem (DL nºs 4.504/97). .quando for arrolado ou convocado para depor na Justiça.durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto. por mais de 30 (trinta) dias.greve lícita.por 1 dia. quando for impronunciado ou absolvido. . .o dia que tenha faltado para servir como jurado (arts. pelo empregador ou pela Justiça do Trabalho. declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social.durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva.130. . em caso de nascimento de filho. de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).375.os dias de greve. convenção coletiva ou dissídio coletivo. ascendente.os dias que foi convocado para serviço eleitoral (Lei nº 4. salvo quando durante o período aquisitivo o empregado tenha deixado de trabalhar.justificada pela empresa.as horas em que o empregado faltar ao serviço para comparecimento necessário como parte na Justiça do Trabalho (Enunciado TST 155).783/89).até 2 dias consecutivos. embora descontínuos. quando tiver que comparecer em juízo. exceto se estiver afastado por período maior que 6 (seis) meses. ou de filho. desde que haja decisão da Justiça do Trabalho dispondo que durante a paralisação das atividades ficam mantidos os direitos trabalhistas (Lei nº 7.com.737/65). em virtude de casamento. dentro do período aquisitivo.481/42 e 9. .no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referida na letra "c" do art. . as faltas verificadas por motivo de gala ou de luto. com percepção de salários.nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. . . em cada 12 meses de trabalho. considerando-se dias úteis: .pelo tempo que se fizer necessário.até 3 dias consecutivos. . 65 da Lei nº 4. viva sob sua dependência econômica. do pai ou mãe. www. em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. em caso de falecimento do cônjuge.os dias em que foi dispensado devido à nomeação para compor as mesas receptoras ou juntas eleitorais nas eleições ou requisitado para auxiliar seus trabalhos (Lei nº 9.até 2 dias consecutivos ou não para o fim de se alistar eleitor.br .nos dias em que não tenha havido serviço. .outras convencionadas em acordo. . . irmão ou pessoa que. . . nos termos da lei respectiva. . as reivindicações formuladas total ou parcialmente. se deferidas.por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo INSS. . observados os requisitos para percepção do salário-maternidade custeado pela Previdência Social. em conseqüência de falecimento do cônjuge.para os professores no decurso de 9 dias. descendente. entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário. 430 e 434 CPP). .por 5 dias. . .

ou seja. comunicará nos mesmos termos. . PERDA DO DIREITO Perderá o direito a férias o empregado que. Exemplo 2: O empregado atrasou-se ½ hora. as horas quebradas ou meioperíodo também não podem ser considerados dias inteiros ou “somados” a outros períodos de ocorrências semelhantes. .deixar de trabalhar. Novo período aquisitivo iniciará quando o empregado. com percepção de salários. Por inexistência de previsão legal.permanecer em gozo de licença.tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxíliodoença por mais de 6 (seis) meses. na terça-feira. A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. não se somando o desconto do DSR. ao sindicato representativo da categoria profissional. bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho.deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída. conta-se 1 (um) dia e não 2 (dois). com antecedência mínima de 15 dias. no curso do período aquisitivo: . e . nem se somam horas de atraso quebradas ou meio-período. Em decorrência. Neste caso a empresa comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho. perdeu o DSR da semana correspondente.131. trabalhando o período remanescente. Exemplo 1: Empregado faltou na segunda-feira. Em decorrência. Para fins de cálculo das faltas não justificadas para cômputo do direito de férias. após o implemento de quaisquer das condições previstas anteriormente. e. as datas de início e fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa. Isto para não haver a dupla penalidade ao empregado. perdeu o DSR da semana e sofreu o desconto proporcional do período de atraso. em igual prazo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © CRITÉRIO DE FALTAS A CONSIDERAR NA PROPORÇÃO DE FÉRIAS As faltas não justificadas se computam individualmente. por ocasião do desconto do repouso DSR durante o ano e outra vez para computar o desconto na proporcionalidade de férias. sem motivo justificado.br . retornar ao serviço. Para fins de cálculo das faltas não justificadas para cômputo do direito de férias.guiatrabalhista. com percepção do salário por mais de 30 (trinta) dias em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa. www. sem justificativa. uma vez. por mais de 30 (trinta) dias. embora descontínuos.com. não se descontará como falta tal evento.

perdendo assim o direito às férias.11.br .2002 .02.03.início de novo período aquisitivo: 31.08.2002 Neste caso o afastamento do empregado não foi superior a 6 meses dentro do período aquisitivo. Então: .guiatrabalhista.2002.2002 Neste caso o afastamento do empregado foi superior a 6 meses dentro do período aquisitivo.11.02. www. iniciando seu período concessivo referente ao período aquisitivo 2001/2002 no dia 20.retorno: 31.2002 . se afastou por acidente do trabalho em 25.04. retornando ao trabalho em 31.início do auxílio-doença: 19.2002.2002.11.07.retorno: 05. Os membros de uma família. terão direito a gozar férias no mesmo período. salvo as exceções. FRACIONAMENTO DO PERÍODO As férias deverão ser concedidas por ato do empregador.2002 .08.04.2002.2002 (16º dia de afastamento). desde que não haja prejuízo para o serviço.2002 . Então: .2002 .2002.2002 (16º dia de afastamento). Exemplo 2: Empregado admitido em 20.11.início do auxílio-doença: 08.02.admissão: 20. a seguir descriminadas. em um só período.2001 que se afastou por doença em 04.término do período aquisitivo: 19.2001 . menor de 18 (dezoito) anos. Entretanto.07.08. há exceções.com. que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa. durante o período concessivo. com início do auxílio-doença acidentário em 08.2001.132.admissão: 05. O empregado estudante.11. terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares. retornando dia 05. com início do pagamento do benefício em 19.11.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Exemplo 1: Empregado admitido em 05. ÉPOCA DA CONCESSÃO A época da concessão das férias corresponderá ao melhor período de interesse do empregador.

um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. se a empresa assim o adotar. FÉRIAS . caberá ao empregador aceitar ou não a solicitação do empregado de converter 1/3 do seu direito em abono pecuniário. Neste momento. com antecedência mínima de 30 dias. Após este prazo. O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. o empregador. deverá efetuar. em recibo. no qual deverão constar as datas de início e término do respectivo período. o empregado dará quitação do pagamento. PRAZO PARA PAGAMENTO O pagamento das férias. a anotação devida no livro ou nas fichas de registro de empregado ou ainda no sistema informatizado. por escrito. mencionando o período aquisitivo a que se referem e os dias em que serão gozadas. autenticadas pelo empregador ou seu representante legal. também. FORMALIDADES PARA A CONCESSÃO Comunicação ao Empregado A concessão das férias deverá ser comunicada ao empregado. www.br . inclusive de microempresa e empresa de pequeno porte.com. Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos É proibido ao empregador fracionar o período de férias dos empregados menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 50 (cinqüenta) anos. Carteira de Trabalho e Previdência Social – Apresentação A legislação trabalhista determina que o empregado antes de entrar em gozo de férias deverá apresentar sua CTPS ao empregador para que seja anotada a respectiva concessão.ABONO PECUNIÁRIO O empregado tem a faculdade de converter 1/3 (um terço) do período de férias em abono pecuniário. As anotações na CTPS podem ser feitas também com o uso de etiquetas gomadas.guiatrabalhista. mediante "aviso de férias" em 2 vias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Apenas em casos excepcionais as férias poderão ser concedidas em 2 (dois) períodos. dando o empregado ciência. Registro de Empregados Quando da concessão das férias.133. do adicional de 1/3 (um terço) constitucional e do abono pecuniário deverá ser feito até dois dias antes do início do período de férias.

O empregado que quiser receber a primeira parcela do 13º salário deverá requerê-la no mês de janeiro do ano correspondente.12.guiatrabalhista. ou seja. competindo à Previdência Social conceder o auxílio-doença previdenciário após referido período. FÉRIAS E DOENÇA O empregado que ficar doente durante as férias não terá seu período de gozo suspenso ou interrompido.04.02.07.02. www.01 (dentro do prazo legal).03. Após o término do respectivo benefício. desde que o empregado compareça à empresa dentro de 90 dias contados da respectiva baixa. as férias serão retomadas. exceto quando já exista contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. trabalhará mais 4 meses. Neste caso o empregado já tinha adquirido 8/12 avos de férias quando se afastou. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO Durante o período de afastamento para o serviço militar obrigatório não será computado o tempo para efeito de férias. como retornou dentro do prazo legal.br . começará a contar a partir dali os 15 dias para a empresa efetuar o pagamento. FÉRIAS E PARTO Se. Exemplo: Empregado admitido em 01. até 31.01.com. efetuando-se o pagamento das diferenças salariais ocorridas durante o período da licença-maternidade.00.134. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DURANTE O PERÍODO DE FÉRIAS O empregado em gozo de férias não poderá prestar serviços a outro empregador. se o empregado continuar doente. Será computado o período anterior ao afastamento. afastando-se para o serviço militar obrigatório em 01. iniciando-se novo período aquisitivo dia 01.03. retornando dia 01.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ADIANTAMENTO DA 1ª PARCELA DO 13º SALÁRIO Fazem jus ao adiantamento da primeira parcela do 13º salário os empregados que gozarem férias a partir do mês de fevereiro do correspondente ano. se for o caso. Após o término das férias. durante as férias da empregada gestante. o gozo das mesmas ficará suspenso e será concedida a licença-maternidade. ocorrer o nascimento da criança. para adquirir o direito às férias.

guiatrabalhista.de 10.contagem da prescrição: .02 = 4 anos .02. 149 da CLT e art.97 .98 .01 a 09.2003.02.02.02.02 a 09.1996.94 a 09.99 = 1 ano .96 a 09.02.02.02.02. uma vez que férias é um período para descanso do empregado e aviso prévio é um período para que o empregado procure um novo emprego no caso de demissão sem justa causa e pedido de demissão é um prazo para que o empregador encontre novo profissional para substituí-lo. 7º da CF/88).de 10.02. ou após 2 anos da extinção do contrato (art.período concessivo: 10.98 = 2 anos . www.02.02.02.02.00 = 4 anos .de 10.02.00 = 2 anos .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © FÉRIAS E AVISO PRÉVIO O empregador deverá computar como tempo de serviço para efeito de férias o prazo do aviso prévio trabalhado e do indenizado.02.00 a 09.95 a 09.01 = 5 anos O direito ao período aquisitivo 94/95 prescreveu em 10.2001.com.98 a 09.97 a 09.95 .de 10.00 a 09. período aquisitivo: 10.período concessivo: 10.94.99 a 09. em virtude da incompatibilidade entre os objetivos de cada um desses institutos.02.99 = 3 anos .02.02.97 a 09. período aquisitivo: 10.02. Exemplo 1: Empregado admitido em 10.02.02.de 10.de 10.96 a 09.99 a 09.02. O aviso prévio também não poderá ser concedido durante o período de férias. Exemplo 2: Empregado admitido em 10.br . não tirou férias referente ao período aquisitivo 94/95.01 = 3 anos .02.135. não tirou férias referente ao período aquisitivo 96/97.03 = 5 anos O direito ao período aquisitivo 96/97 prescreve em 10. PRESCRIÇÃO Empregado Urbano e Rural As férias para empregados urbanos e rurais prescrevem no prazo de 5 anos contados do término do período concessivo.de 10.de 10.96 .02.02.02.98 a 09. parágrafo 1º da CLT.02.de 10.de 10.contagem da prescrição: .02.02. conforme determina o artigo 487.02.02.97 = 1 ano .02.

Base: Artigos 129 a 145 e 153.048/99. independente da concordância do empregador. PENALIDADES As infrações aos dispositivos que regulam a matéria serão punidas com multa de 160 (cento e sessenta) Ufir por empregado em situação irregular. Decreto nº 3. desde que requerido no prazo estabelecido na legislação trabalhista. o empregado poderá converter 8.136. 12 ou 8 dias de férias. ao empregador é facultado atender ou não o pedido. Quando o requerimento do abono pecuniário de férias ocorrer após o prazo legal.guiatrabalhista. e os citados no texto.br . Lei nº 8. por escrito. Conversão em Abono Se o empregado tem direito a 30 dias de férias. poderá converter 10 dias em dinheiro e gozar 20 dias de férias. respectivamente. a multa será dobrada. de 1/3 (um terço) dos dias de férias a que o empregado tem direito. até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Empregado Menor Contra empregado menor de 18 anos de idade não corre nenhum prazo prescricional (art. Caso o direito seja de 24. 440 da CLT). FÉRIAS .036/90. Em caso de reincidência. 18 ou 12 dias. 6 ou 4 dias em abono pecuniário e gozará 16. É uma opção ao empregado. PRAZO DE REQUERIMENTO O empregado que desejar converter 1/3 (um terço) de suas férias em abono pecuniário deverá requerê-lo ao empregador. FÉRIAS COLETIVAS No caso de férias coletivas. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei.ABONO PECUNIÁRIO Abono pecuniário é a conversão em dinheiro.com. embaraço ou resistência à fiscalização. a conversão de 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da www.

.. os dias trabalhados em parte do mês de concessão das férias. de ....Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © respectiva categoria profissional. VALOR DO ABONO O valor do abono pecuniário deve ser calculado sobre a remuneração das férias já acrescidas do terço constitucionalmente garantido....br ... de .... tendo em vista que a base de cálculo é a remuneração das respectivas férias.... Contudo...... não importando a vontade individual do empregado.. na rubrica própria. deverão ser quitados no prazo previsto na legislação trabalhista para pagamento de salários ou em norma coletiva da categoria.... o abono pecuniário também será em dobro.. até 2(dois) dias antes do início do período de fruição das férias.guiatrabalhista..137... Prezados Senhores: www..com. PRAZO DE PAGAMENTO O abono pecuniário deverá ser pago juntamente com a remuneração das férias.. o abono deverá ser adicionado à remuneração das férias para cálculo do Imposto de Renda na Fonte.. Ao Departamento de Pessoal da Empresa . Todavia.... .... em face de não concessão das férias no prazo legal. RECIBO DE PAGAMENTO DO ABONO O valor correspondente ao abono pecuniário deverá constar do recibo de férias.. mesmo que tenha requerido a conversão na época oportuna. FÉRIAS EM DOBRO Quando ocorrer pagamento em dobro. MODELO DE REQUERIMENTO DO ABONO Local e data: .. ENCARGOS SOCIAIS Sobre o valor do abono pecuniário de férias não há incidência de contribuição previdenciária e FGTS.. quando for o caso. quando mais favorável.

Base de Cálculo Férias .. Abono Pecuniário . gozará 12 dias de férias.00 R$ 320.00 R$ 100.12 dias Adicional de 1/3 C. solicitar a V. gozará 20 dias de férias.com. ___________________________________ Nome/Assinatura do Empregado Data __/__/___ Ciente do Empregador: EXEMPLOS DE CÁLCULOS a) Empregado com direito a 30 dias de férias e salário mensal de R$ 450.guiatrabalhista.F.F. a conversão de 1/3 (um terço) das minhas férias referentes ao período aquisitivo de 01/07/2003 a 30/06/2004 em abono pecuniário.20 dias Adicional de 1/3 C.6 dias Adicional de 1/3 C.00.00 R$ 40. Total Bruto R$ 450.00 R$ 50. tendo em vista as faltas injustificadas no período aquisitivo e a conversão de 1/3 das férias em abono pecuniário.00 R$ 120. CLT.00 R$ 80.br . Abono Pecuniário .00 R$ 240.00 Bases: Constituição Federal de 1988.F.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Venho pela presente.00 R$ 200.138.00 R$ 400.00 b) Empregado com direito a 18 dias de férias e salário mensal de R$ 600.00 R$ 160. Atenciosamente.F. Base de Cálculo Férias .00. Total Bruto R$ 600. conforme me faculta o artigo 143 da CLT. FÉRIAS COLETIVAS www.Sas.00 R$ 600. tendo em vista que converteu 1/3 das férias em abono pecuniário.10 dias Adicional de 1/3 C. artigos 129 a 145. artigo 7º.00 R$ 150.00 R$ 480.00 R$ 300. inciso XVII.

inclusive as microempresas. ou seja. Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos É proibido ao empregador fracionar o período de férias dos empregados menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 50 (cinqüenta) anos.com. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO As empresas.guiatrabalhista. com antecedência mínima de 15 (quinze) dias.comunicar aos empregados com antecedência mínima de 15 (quinze) dias. . MODELOS DE COMUNICAÇÃO Comunicação à DRT www.841/99. com o advento da Lei nº 9. O empregador deverá: . Microempresas As microempresas.139. ou apenas aos empregados de determinados estabelecimentos ou setores de uma empresa.comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. mediante a afixação de aviso nos locais de trabalho. e . de forma simultânea.br . não estão mais dispensadas de efetivar as notificações relativas ás férias coletivas. para concederem férias coletivas deverão observar as determinações da legislação trabalhista. com as datas de início e término das férias e quais os setores e departamentos abrangidos. FRACIONAMENTO As férias coletivas podem ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 (dez) dias corridos. Não havendo tal previsão. ÉPOCA DA CONCESSÃO As férias coletivas serão gozadas na época fixada em acordo ou convenção coletiva de trabalho.indicar os departamentos ou setores abrangidos. . cópia da comunicação aos sindicatos da categoria profissional. a todos os empregados de uma empresa. independentemente de terem sido completados ou não os respectivos períodos aquisitivos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © São férias coletivas as concedidas. cabe ao empregador a adoção do regime e a determinação da época de sua concessão. as datas de início e fim das férias. no prazo de 15 (quinze) dias. na seqüência das férias coletivas o empregado deve gozar férias individuais para quitar o seu período aquisitivo.enviar. a adoção do regime.

. se parcial)...br .../..........01 até o dia 05.... comunicamos que a empresa concederá férias coletivas a (discriminar quem está abrangido pela medida) no período de . Sr.. da CLT. § 2º. de ../...Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ilmo...... com sede na Rua .... em atendimento ao disposto no artigo 139..com.. de ...: CONCESSÃO DE FÉRIAS COLETIVAS . ________________________________ carimbo e assinatura da empresa EMPREGADOS COM MENOS DE 12 MESES DE SERVIÇO O empregado só fará jus às férias após cada período completo de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. .12.....(nome da empresa). inscrita no CNPJ nº .. comunica que no período de .......guiatrabalhista........ que acarrete paralisação das atividades da empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da mesma..... iniciando-se....... www./. o artigo 140 da CLT estabelece que os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão.02 férias coletivas...05......01.... Assim....nesta cidade..../..... o que corresponde a 20 dias... então... Aviso Aos Empregados das Férias Coletivas AVISO Em atendimento ao disposto no parágrafo 3º do artigo 139 da CLT...... Ref..de .../. o empregador irá conceder a partir do dia 17.... férias proporcionais ao tempo de serviço../... concederá férias coletivas a (discriminar se a todos os empregados ou quais os setores ou departamentos... a ... Delegado Regional do Trabalho no Estado de ..... _______________________________ carimbo e assinatura da empresa Comunicação ao Sindicato Enviar cópia da comunicação remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho para o Sindicato dos trabalhadores da categoria. novo período aquisitivo...140.nº..o direito adquirido do empregado constitui 8/12 avos... a ................ .... Quando se tratar de férias coletivas........... Exemplo: Empregado contratado em 02../......../.. ...01..... na oportunidade...........Inscrição Estadual nº . .. de..... os empregados que não completaram ainda o período aquisitivo ficam impedidos de prestar serviços.......

as férias coletivas de 17. iniciando novo período aquisitivo a partir do dia 17.01.141.02 férias coletivas.09. o empregador deverá considerar como licença remunerada os dias que excederem àqueles correspondentes ao direito adquirido pelo empregado.o direito adquirido do empregado constitui 4/12 avos. Exemplo: Empregado contratado em 01. o que corresponde a 10 dias.02 = 20 dias. o empregador irá conceder a partir do dia 20.br . Férias Proporcionais Superiores às Férias Coletivas Tendo.com. ou seja.12.01. iniciando novo período aquisitivo a partir do dia 20. ou se o empregador preferir. na ocasião das férias coletivas.12. Serão pagos como férias coletivas 10 dias e os 5 dias restantes serão pagos como licença remunerada.01. dentro do período concessivo. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . ou ainda conceder ao empregado. O período aquisitivo desse empregado ficará quitado. poderão ser concedidas na seqüência das férias coletivas.guiatrabalhista. na folha de pagamento normal. o empregador irá conceder a partir do dia 17.01.02 = 20 dias.01. o período de férias adquirido.12. Exemplo: Empregado contratado em 03.as férias coletivas de 17. para que haja quitação total.as férias coletivas de 03. O período aquisitivo desse empregado ficará quitado.01 até o dia 04. e ainda na impossibilidade de ser excluído da medida. .12. integralmente.01 a 05.02 = 15 dias. o empregador deverá conceder o período de férias coletivas ao empregado e complementar os dias restantes em outra época. Serão pagos como férias coletivas 20 dias e os 05 dias restantes deverão ser concedidos posteriormente.01.01. .03. seja em rescisão ou concessão de férias do próximo período aquisitivo.o direito adquirido do empregado constitui 10/12 avos.01 a 04.01.01 até o dia 05. o empregado direito às férias proporcionais superiores ao período de férias coletivas concedido pela empresa. o que corresponde a 25 dias.12.02 férias coletivas. www.12. dentro do período concessivo.09.01 a 05.01. Este valor não poderá ser descontado dele posteriormente. . Férias Proporcionais Inferiores às Férias Coletivas Sendo as férias proporcionais do empregado que ainda não tenha 12 meses de trabalho concedido pela empresa.

com.guiatrabalhista. Essa conversão nas férias coletivas deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional. inclusive abono pecuniário. O referido adicional é calculado sobre a remuneração das férias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O novo período aquisitivo desse empregado inicia-se dia 17. para que seja anotada a respectiva concessão.12.5 cm por 7 cm.br . não poderá ser descontado quando da quitação dos valores devidos ao empregado. a empresa poderá realizar as anotações mediante carimbo. Modelo: FÉRIAS COLETIVAS www. nas medidas de 4.142. independente de solicitação do empregado. RESCISÃO DO CONTRATO DE EMPREGADO COM MENOS DE 12 MESES Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho do empregado beneficiado com as férias coletivas. ABONO PECUNIÁRIO O empregado tem a faculdade de converter 1/3 (um terço) do período de férias em abono pecuniário. ANOTAÇÕES No momento da concessão das férias coletivas. e pago juntamente com as mesmas.01. ADICIONAL DE 1/3 CONSTITUCIONAL SOBRE AS FÉRIAS O adicional de 1/3 sobre as férias é um direito atribuído aos trabalhadores empregados pela Constituição Federal de 1988. o empregador deverá proceder as anotações devidas na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no Livro ou Ficha de Registro de Empregados. quando contava com menos de 12 meses de serviço na empresa. o valor pago pelo empregador. Carteira de Trabalho e Previdência Social A legislação trabalhista determina que o empregado deverá apresentar a sua Carteira de Trabalho ao empregador antes de entrar em gozo de férias. a título de licença remunerada. Aposição de Carimbo ou Etiqueta Gomada Quando o número de empregados contemplados com as férias coletivas for superior a 300 (trezentos).

.. da duração do período de férias e da forma de remuneração percebida pelo empregado.. Diferente quando tratamos do salário fixo mensal. Quando temos salário variável.... resolvemos este problema sem maiores complicações...... também.. a respectiva média deverá ser dividida por 30. mas quando da cessação do contrato de trabalho convém..... uma vez como própria denominação determina.com.143... realizamos as devidas médias.. senão teríamos que realizar também a média do número de dias para ficar exato. As microempresas estão dispensadas dessa obrigação. para efeitos de controle..... o empregador deverá efetuar. o salário fixo corresponde ao número de dias que tem o mês... então o seu divisor será o número exato do mês que corresponder às férias...... a anotação devida no Livro ou Ficha de Registro de Empregados......... autenticadas pelo empregador ou seu representante legal. __________________________________ carimbo e assinatura da empresa As anotações e as atualizações da Carteira de Trabalho e Previdência Social poderão ser feitas com o uso de etiquetas gomadas.. Empregados Com Salário Fixo Os empregados que recebem salário fixo terão a remuneração das férias calculada sobre o salário que percebem no momento da sua concessão. Término...... a remuneração base para o cálculo das férias é a obtida pela média aritmética dos valores recebidos nos 12 (doze) meses anteriores à concessão das férias... Empregados Comissionistas Para os empregados que recebem comissões ou percentagem sobre vendas............guiatrabalhista.... conforme determinação constitucional. Utilizando-se então do divisor 30.....Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Início.. para que não haja prejuízo ao empregado... Estabelecimento...... acrescido de 1/3 (um terço)... ao empregador anotar... E quando tratar-se de férias em número de dias inferior a 30..... www....br .... VALOR DA REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS O valor a ser pago para o empregado a título de remuneração de férias será determinado de acordo com o salário da época da concessão................. Setor . Registro de Empregados Quando da concessão das férias..

DURAÇÃO DAS FÉRIAS – DIREITO Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho.5 dias 11 dias 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Somente poderão ser consideradas no cálculo as faltas não justificadas (o DSR não entra na contagem) e descontadas no salário do empregado. Empregados Que Recebem Adicionais Os adicionais por trabalho extraordinário. Empregados Tarefeiros A remuneração. o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo. nas seguintes proporções: Férias Proporcionais 1/12 2/12 3/12 4/12 5/12 6/12 7/12 8/12 9/12 10/12 11/12 12/12 30 dias até 24 dias de 6 a 18 dias de 15 a 12 dias de 24 a 5 faltas 14 faltas 23 faltas 32 faltas 2.5 dias 6 dias 4.guiatrabalhista. noturno.144.5 dias 18 dias 13. insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração de férias.5 dias 2 dias 1. ou quando o valor deste não tiver sido uniforme. PRAZO PARA PAGAMENTO www.5 dias 5 dias 15 dias 12 dias 9 dias 6 dias 17.5 dias 9 dias 25 dias 20 dias 15 dias 10 dias 27.br . Se.com. após apurar a média das comissões. utilizada para o cálculo das férias. o empregado terá direito a férias.5 dia 1 dia 5 dias 4 dias 3 dias 2 dias 7. será computada a média duodecimal (12 meses) recebida naquele período.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Quando o empregado percebe salário fixo mais comissões. à mesma deverá ser adicionado o salário fixo.5 dias 10 dias 7.5 dias 7 dias 20 dias 16 dias 12 dias 8 dias 22. é a obtida pela multiplicação da média das tarefas do período aquisitivo pelo seu valor na data da concessão.5 dias 14 dias 10. no momento das férias.5 dias 22 dias 16.5 dias 3 dias 10 dias 8 dias 6 dias 4 dias 12.

independente da data do pagamento da remuneração (prazo trabalhista). Exemplo: Período de férias 01. do abono pecuniário será efetuado até 2 dias antes do início do respectivo período de férias. do adicional de 1/3 (um terço) e do abono pecuniário deverá ser feito até dois dias antes do início do período de férias.145.2002 a 30. sairá de férias coletivas no dia 17.12.com. obedecendo regime de competência do gozo das férias.1/3 constitucional: R$ 440. Cumpre ressaltar que mesmo que o abono pecuniário inicie-se antes do período de gozo das férias.00 : 31 = R$ 22.04.2002.53* .gozo das férias. Neste momento o empregado dará quitação do pagamento.01. A composição do salário-de-contribuição para se determinar a alíquota a ser aplicada inclui a remuneração do gozo das férias.00 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O pagamento das férias.2002.abono pecuniário e a partir do dia 11.04.00. Nota: Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide INSS. INCIDÊNCIAS INSS Sobre a remuneração do gozo de férias e do seu respectivo adicional constitucional (1/3) incide o INSS conforme a faixa em que se enquadre.00 : 3 = R$ 146.67 . se for o caso.total bruto: R$ 586. A remuneração das férias deverá ser paga até o dia 30. uma vez que o artigo 145 da CLT dispõe que o pagamento da remuneração das férias e. sendo do dia 01. em recibo.00 = R$ 440.67 .03.67 x 11% = R$ 64.04 . Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço e salário mensal de R$ 682.04 .guiatrabalhista.04 a 10.02 (20 dias). R$ 682. a remuneração das férias deverá ser paga até dois dias antes do início delas.desconto do INSS 11% = R$ 586.01 a 05. no qual deverão constar as datas de início e término do respectivo período.br .00 Remuneração das férias: .14 www. do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês.período de gozo (20 dias): 20 x R$ 22.Total líquido: R$ 522.

30 dias de salário: R$ 660. uma vez que o total do salário-de-contribuição resulta em R$ 792.R$ 689.00 www.R$ 792.00 Total: R$ 792.146. Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide FGTS. uma vez que o total do salário-decontribuição resulta em R$ 689. INSS . do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês.1 dia de férias: R$ 22.R$ 682.33 * O desconto do INSS deve obedecer à alíquota de 9%. descontada do empregado) Salário-de-Contribuição de Janeiro: .33 .01 a 05.00. A base de incidência do FGTS é composta da remuneração do gozo das férias.00 . obedecendo o regime de competência conforme o gozo das férias.12.1/3 constitucional s/férias: R$ 7.00 15 dias de férias: R$ 330. independente da data do pagamento da remuneração das férias (prazo trabalhista). .33 x 9% = R$ 62.00 : 31 = R$ 22. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço e salário mensal de R$ 682.02 (20 dias).com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Salário-de-Contribuição de Dezembro: 16 dias de salário: R$ 352.12 (valor a ser recolhido na competência 12/01. sairá de férias coletivas no dia 17.33.br .guiatrabalhista.01. INSS .00 .00 * O desconto do INSS deve obedecer o teto máximo do salário-de-contribuição.00 x 11% = R$ 87.Total: R$ 689.00 1/3 constitucional s/férias: R$ 110.00.04 (valor a ser recolhido na competência janeiro/02 descontada do empregado) FGTS Haverá incidência normal do FGTS sobre a remuneração do gozo das férias e do seu respectivo adicional constitucional.

R$ 792. INSS .com.R$ 689.14 (valor a ser recolhido na competência 01/02) IRRF O Imposto de Renda na Fonte incidirá sobre o total pago a título de férias.R$ 792.Total líquido: R$ 522.1/3 constitucional s/férias: R$ 7.Janeiro .33.00 x 11% = R$ 87.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Remuneração das férias: . A tributação ocorrerá separadamente do salário do mês.total bruto: R$ 586.33 O desconto do INSS deve obedecer a alíquota de 9%.67 x 11% = R$ 64.00 .1/3 constitucional: R$ 440.00 .00 = R$ 440.br .período de gozo (20 dias): 20 x R$ 22. compreendidos nesse o abono pecuniário e o adicional de 1/3 constitucional.guiatrabalhista.00 x 8% = R$ 63.00 .00 .16 dias de salário: R$ 352.00 .Total: R$ 689.Janeiro .1 dia de férias: R$ 22. uma vez que o total do salário-decontribuição resulta em R$ 689.53* .04 (valor a ser recolhido na competência janeiro/02 descontada do empregado) FGTS .desconto do INSS 11% = R$ 586.1/3 constitucional s/férias: R$ 110.33 .15 dias de férias: R$ 330.00 .33 x 9% = R$ 62. INSS . uma vez que o total do salário-de-contribuição resulta em R$ 792.12 (valor a ser recolhido na competência 12/01.Dezembro .Dezembro .67 .689.14 Salário-de-Contribuição de Dezembro: .147.36 (valor a ser recolhido na competência 12/01) Salário-de-Contribuição de Janeiro: .00 * O desconto do INSS deve obedecer ao teto máximo do salário-de-contribuição.00 : 3 = R$ 146.Total: R$ 792. PENALIDADES www.67 . descontada do empregado) FGTS .00.33 x 8% = R$ 55.30 dias de salário: R$ 660.

a multa será dobrada.2000 . Instrução Normativa CEF nº 17/00 e os citados no texto.148.gozo das férias: 01. deverão ser remunerados em dobro.12.1999 .2000 . Esta dobra ocorre apenas em relação a remuneração.término do aquisitivo: 31.guiatrabalhista.2001 a 16.12.11.11. www. Bases: Artigos 129 a 145 da CLT.gozo das férias: 17. quando elas forem concedidas após o término do período concessivo.1999 .2001 .término do concessivo: 30. O Enunciado TST nº 81 dispõe: "Os dias de férias.admissão: 01.10. Em caso de reincidência.048/99. Exemplo 2: .10.2001 Neste caso: 14 dias estão dentro do período concessivo (14 dias em pecúnia) 16 dias estão fora do período concessivo (32 dias em pecúnia).12.684/90." Exemplo 1: .br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As infrações aos dispositivos que regulam a matéria serão punidas com multa de 160 (cento e sessenta) Ufir por empregado em situação irregular.2001 Neste caso o empregado faz jus a 60 dias de remuneração e 30 dias de descanso. Decreto nº 3. então: o empregado faz jus a 30 dias de descanso e 46 dias remunerados.11. gozadas após o período legal de concessão. Decreto nº 99.término do aquisitivo: 30. FÉRIAS EM DOBRO O empregado faz jus ao pagamento das férias em dobro.com.12.2001 . emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. Assim o empregado goza 30 dias de descanso e recebe pecuniariamente 60 dias. embaraço ou resistência à fiscalização.11.término do concessivo: 31.admissão: 01.2001 a 30.

br . TERÇO CONSTITUCIONAL Além do pagamento das férias em dobro. PENALIDADES Até que seja cumprida a sentença. Isto porque a CLT não dispensa o gozo das férias pelo funcionário. Ainda o artigo 134 da CLT determina que as férias serão concedidas em um só período.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © INCIDÊNCIAS Férias INSS FGTS em dobro . para fins de aplicação da multa de caráter administrativo. GFIP . prevendo multas pelo não cumprimento dessa norma. nos doze meses subsequentes à data em que o empregado tiver direito adquirido.guiatrabalhista. 137 da CLT. o TST tem decidido que o terço constitucional deve ser calculado e pago sobre o valor dobrado das férias. poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação. Veja maiores detalhes. sem que o empregador tenha concedido as férias. o empregador está sujeito a pena diária de 5% (cinco por cento) do salário mínimo. que ultrapassarem 12 meses após o período aquisitivo.149. por sentença. conforme dispõe em seu artigo 129. podem ser reclamadas novamente pelo funcionário. Base Legal: art. da época de gozo das mesmas. mesmo que já pagas. Cópia da decisão transitada em julgado será remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho.com. devida ao empregado.sobre o valor simples da sim sim remuneração em dobro .sobre o valor correspondente a não não dobra da remuneração AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO O empregado após o vencimento do prazo de concessão. FÉRIAS INDENIZADAS E NÃO GOZADAS As férias indenizadas e não gozadas (conhecidas como "acordo de férias").SEFIP IR sim sim www.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © GFIP é a Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social. MEIO DE COMPROVAÇÃO A concessão de benefícios pelo INSS está condicionada à comprovação.GRE. pelo segurado. OBJETIVOS Viabilizar o recolhimento/individualização de valores do FGTS e permitir à Previdência Social: www.150.gov. do tempo de contribuição e das remunerações recebidas. Dificuldades de comprovação muitas vezes fazem com que o trabalhador perca seu direito ao benefício.br . o Ministério do Trabalho e a CEF resolveram adaptar a GRE para também atender à Previdência Social e ao CNIS. a utilização de um documento já existente (GRE/FGTS) reduz sensivelmente os custos de coleta de informações. Entretanto. A GFIP substituiu a Guia de Recolhimento do FGTS .CNIS. de 19 de outubro de 1998. trazem normas e instruções acerca da obrigação e necessidade de apresentação da GFIP. sendo a alternativa mais eficiente para o governo e para as empresas.guiatrabalhista.CEF (www. BASE LEGAL A Lei n° 9. As informações deverão ser apresentadas por meio magnético.803. Além do mais. trazendo novas informações de interesse da Previdência Social. ao alterar a Lei n° 8. O Decreto 2. e a Circular CEF 151.disponível para download no site da Caixa Econômica Federal .212/91. de 20 de outubro de 1998. gerado pelo programa SEFIP . oferecendo informações para montar um cadastro eficiente de vínculos e remunerações dos segurados da Previdência Social.528. A Previdência Social retirou esse ônus do segurado quando passou a utilizar a base de dados registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais . apesar do grande avanço que esse cadastro representou.br). visto que esse documento já possui grande parte das informações necessárias. ele não supre todas as necessidades de informações da Previdência Social.com. Por esse motivo o Ministério da Previdência e Assistência Social. de 10 de dezembro de 1997. obrigou as empresas a prestarem ao INSS informações relativas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras que comporão a base de dados para fins de cálculos e concessão de benefícios previdenciários.cef.

denominado "Conectividade Social".br .151. PERIODICIDADE A GFIP deverá ser entregue mensalmente. Estão desobrigados de informar: • • • empregador doméstico. COMO INFORMAR As informações poderão ser apresentadas por meio magnético.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © • • • • tornar mais ágil o acesso e aumentar a confiabilidade das informações referentes à vida laboral do segurado possibilitando melhor atendimento nos postos do INSS. do ônus de comprovar o tempo de contribuição.br). gerado por programa distribuído pela CAIXA . desobrigar o segurado. melhorar o controle da arrecadação das contribuições previdenciárias.gov. ONDE ENTREGAR Deverá ser entregue pela internet. quando houver: • • • recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social. segurado especial. CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES www.programa SEFIP.guiatrabalhista. mediante aplicativo específico. a remuneração e a exposição a agentes nocivos. O aplicativo é baixado no site da CEF (www. a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente bancário imediatamente anterior. distinguir o sonegador do inadimplente e tratá-los de forma diferenciada. a partir de 01 de fevereiro de 1999. OBRIGAÇÃO São obrigadas a informar todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do FGTS ou às contribuições/informações à Previdência Social. contribuinte individual sem empregado. gradativamente. apenas recolhimento ao FGTS. no momento em que requerer seus benefícios. Caso não haja expediente bancário no dia 7. apenas informações à Previdência Social. PRAZO DE ENTREGA A GFIP deverá ser entregue até o dia 7 do mês seguinte ao da competência.com.cef.

Núcleo de Orientação ao Contribuinte .212. com as alterações introduzidas pela Lei n° 9. e a GRPS .528. a Relação dos Estabelecimentos Centralizados .152.Guia de Recolhimento da Previdência Social. Postos do INSS. PREVFONE 0800-78-0191 e agências bancárias.036. estabelecido no programa. o SEFIP é destinado às empresas que mantenham empregados. detectando qualquer inconsistência nas informações em sua origem.guiatrabalhista. com contrato de trabalho regido pela CLT. SEFIP É um aplicativo que permite a qualquer empregador gerar a GFIP . INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Para evitar transtornos no preenchimento da nova Guia.com. de 11 de maio de 1990.br . a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos. além de outras informações específicas: • • • • valor da comercialização da produção rural. sujeitarão o responsável às multas previstas na Lei n° 8. os trabalhadores expostos a agentes nocivos. no que se refere ao FGTS. FÉRIAS . Deverão informar também. de 24 de julho de 1991. a partir do layout da folha de pagamento. a Relação de Empregados . O SEFIP permite informar alterações cadastrais. para efeito de rescisão do contrato de trabalho. PENALIDADES Deixar de apresentar a GFIP. Desenvolvido pela CAIXA. remunerações e movimentações de seus trabalhadores.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As empresas deverão informar os vínculos. apresentá-la com dados não correspondentes aos fatos geradores e com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. quando da carga de retorno da CEF para o empregador. gerar arquivo contendo as individualizações do recolhimento do FGTS. no que tange à Previdência Social e às sanções previstas na Lei nº 8. independentemente do recolhimento das contribuições em GRPS. e a GRPS. consultar e imprimir o saldo de todos os trabalhadores informados.NOC . independentemente do número. VANTAGENS DA SEFIP O Sistema gera e imprime a GFIP.REC.RE. da Previdência Social. as empresa podem solicitar informações e orientações junto a Central de Telemarketing e agências da CAIXA (Rede de Atendimento).REMUNERAÇÃO www. de 10 dezembro de 1997. a despesa com patrocínios a clubes de futebol profissional. quando for o caso.Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. se for o caso.

assegura o gozo de férias anuais com. salário fixo de R$ 496.R$ 930. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço.período de gozo (30 dias): 30 x R$ 30.00/dia) .00 (R$ 496. pelo menos.00 mensais mais comissões que nos últimos 12 meses somaram R$ 9.00.00 Total bruto: R$ 1.média das comissões: R$ 9.00.salário fixo: 30 x 16. em seu art.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Durante as férias o empregado perceberá a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão. sairá de férias no dia 02/01 a 31/01. a remuneração base para o cálculo das férias é a obtida pela média aritmética dos valores recebidos nos 12 (doze) meses anteriores à concessão das férias.17/mês Remuneração das férias: .1/3 constitucional: R$ 900.00 EMPREGADOS COMISSIONISTAS Para os empregados que recebem comissões ou percentagem sobre vendas. A Constituição Federal. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço e salário mensal de R$ 930. 7º.média do DSR: R$ 1.670.00 = R$ 480.salário fixo: R$ 496.00 : 31 = R$ 16.120.00/mês .guiatrabalhista. Remuneração das férias: .00 : 12 = R$ 139.00 www.com.00 : 3 = R$ 300.200.153. um terço a mais do salário normal (1/3 constitucional).00/dia.00 : 12 = R$ 760. na média das comissões será adicionado o valor do salário.br .670. .00 : 31 = R$ 30.00 e DSR somaram R$ 1.00 = R$ 900. Quando o empregado percebe salário fixo mais comissões.00 .120. EMPREGADOS COM SALÁRIO FIXO Os empregados que recebem salário fixo terão a remuneração das férias calculada sobre o salário que percebem no momento da sua concessão. inciso XVII. . sairá de férias no dia 02/01 a 31/01.

00 .00.011. utilizada para o cálculo das férias.154.25 Remuneração das férias: .00 mensais. o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo.1/3 constitucional: R$ 1.89 EMPREGADOS QUE PERCEBEM ADICIONAIS Os adicionais por trabalho extraordinário.32 .10 .838.85 .guiatrabalhista. Remuneração das férias: www.média das horas extras =R$ 5.348.comissões: R$ 760. realizou no período aquisitivo 780 tarefas e de DSR 142 tarefas.horas extras: 312 h : 12 = 26 .salário fixo: R$ 858.22 Total bruto: R$ 1.valor das horas extras: R$ 858. .26 h = R$ 152.85 x 5 = R$ 29. no momento das férias.00 : 220 = R$ 3.DSR sobre horas extras/média: 60h : 12 = 5h R$ 5.1/3 constitucional: R$ 1.10 .média das horas extras . salário fixo de R$ 858.br .00 .17 .DSR s/comissões: R$ 139. ou quando o valor deste não tiver sido uniforme. Sairá de férias no período de 02/01 a 31/01.89 EMPREGADOS TAREFEIROS A remuneração.90 + 50% = R$ 5.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . noturno.379. é obtida pela multiplicação da média das tarefas do período aquisitivo pelo seu valor na data da concessão.17 : 3 = R$ 459. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço.72 Total bruto: R$ 1. será computada a média dos 12 meses recebida naquele período. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço.DSR s/horas extras . Se.5h = R$ 29.00 : 31 x 30 = R$ 830.com. o valor da tarefa é de R$ 35. Sairá de férias de 02/01 a 31/01.salário fixo: R$ 858. durante o período aquisitivo realizou horas extras a 50% que somaram 312 horas e de DSR sobre horas extras 60 horas.85 x 26 = R$ 152.25 .67 : 3 = R$ 337. insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração de férias.

XXIX CF. XXIX . 7º.com.7. A composição do salário-de-contribuição para se determinar a alíquota a ser aplicada inclui a remuneração do gozo das férias.689. 7º. 9 ou 11%.35 .R$ 35.guiatrabalhista. art.1/3 constitucional: R$ 2.275. do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês.00 x 11.65. do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês.155. Nota: Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide FGTS.total bruto: R$ 3. GUARDA DE DOCUMENTOS – PRAZOS Documento Acordo de Compensação Acordo de Prorrogação Período 5 anos durante o emprego.83 tarefas . compreendidos nessas a remuneração do gozo. IMPOSTO DE RENDA O Imposto de Renda na Fonte incidirá sobre o total pago a título de férias.83 = R$ 414. A base de incidência do FGTS é composta da remuneração do gozo das férias.00 . até 2 anos após a rescisão 5 anos durante o emprego.00 x 65 = R$ 2. FGTS Haverá incidência normal do FGTS sobre a remuneração do gozo das férias e do seu respectivo adicional constitucional. o abono pecuniário e o adicional de 1/3 constitucional.65. art. A tributação ocorrerá separadamente do salário do mês. 8.05 .média das tarefas: 780 : 12 = 65 . Nota: Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide INSS.585.40 INCIDÊNCIAS INSS Sobre a remuneração do gozo de férias e do respectivo adicional constitucional (1/3) incide o INSS conforme a faixa em que se enquadre .R$ 35.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .br Base Legal CF. até 2 anos após a rescisão www.05 : 3 = R$ 896.média do DSR: 142 : 12 = 11.

art.214/78) Documentação sobre imposto de renda na fonte Exames Médicos FGTS . XXIX Port.guiatrabalhista. art. exceto na hipótese de Decreto nº dolo. no mínimo.684/90 Portaria nº 3.GFIP .GRFP Folha de votação de eleição da CIPA GRCS . 81 § 6º da IN SRP 3/2005 não há Art.214/78. XXIX § 11 Art.048/99. NR 7 Decreto nº 99.Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical GPS e toda documentação previdenciária quando não tenha havido levantamento fiscal. após o desligamento do empregado 30 anos 5 anos 5 anos CF. recibos. (Folha de pagamento. art. 3º e 10 Art.156. 7º.115/99. 7º. até 2 anos após a rescisão * vide GPS Autorização para desconto não previsto em 5 anos durante o emprego.214/78.Lei 5. NR 5 CTN . 174 do CTN Portaria nº 3. art. arts. § 2º Dec.com. INSS poderá a qualquer tempo 348 apurar e constituir seus créditos Indeterminado Indeterminado 5 anos 2 anos 20 anos não há não há Portaria nº 3. Ficha de Salário-Família. 7º. até 2 lei anos após a rescisão Atestado Médico Aviso Prévio CAGED .br .214/78.Perfil Profissiográfico Previdenciário 2 anos 3 anos a contar da data da postagem 10 anos 10 anos Indeterminado 7 anos 20 anos. XXIX CF. art. NR 4 CF. o 3.Portaria 3. Atestados médicos. 1º. art.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 5 anos durante o emprego. 7º. MTb nº 2. XXIX CF.052/83. guia de recolhimento) Livro de Atas da CIPA Livro de Inspeção do Trabalho Mapa Anual de Acidente de Trabalho Pedido de Demissão PPP .Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Comprovante de Cadastramento PIS/PASEP Comprovante de Retenção do INSS Contribuintes Individuais Declaração de Instalação (NR-2 .-lei nº 2. fraude ou simulação.172/66. 174 10 anos. art. 178 IN INSS 118/2005 www.

7º. escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil. art.com. XXIX Resolução CODEFAT 392/2004 CF. trabalhista e previdenciária. art.guiatrabalhista. HOMOLOGAÇÃO – RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A homologação da rescisão do contrato de trabalho deve ser assistida gratuitamente. XXIX CF. durante o emprego até 2 anos após a rescisão * vide GPS 5 anos durante o emprego.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RAIS Recibo de abono de férias Recibo de adiantamento salarial Recibo de entrega da Comunicação de Dispensa . arts. A assistência é devida na rescisão do contrato de trabalho firmado há mais de 1 (um) ano. É vedada a cobrança de qualquer taxa ou encargo pela prestação da assistência na rescisão contratual. 7º. acesse o tópico Arquivos Digitais. art.Documentos de convênios Solicitação de abono de férias Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho Vale-transporte 10 anos 5 anos. www. Para maiores detalhes. até 2 anos após a rescisão * vide GPS Indeterminado Indeterminado 10 anos 5 anos durante o emprego. 7º.052/83. XXIX NOTA: A partir de 01. durante 10 anos.-lei nº 1. art. até 2 anos após a rescisão 2 anos * vide GPS 5 anos durante o emprego. 7º. § 3º CF. até 2 anos após a rescisão Dec. XXIX CF.422/75. XXIX CF. 3º e 10 CF. assim como zelar pelo efetivo pagamento das parcelas devidas. 7º.157.CD (Seguro-Desemprego) Recibo de gozo de férias Recibo de pagamento de salário Registro de Empregados Registro de segurança de caldeiraria Salário-Educação . as empresas e equiparados devem arquivar e conservar em meio digital ou assemelhado. 1º.07.2003. até 2 anos após a rescisão * vide GPS 5 anos 5 anos durante o emprego. art. XXIX CF. 7º. art. até 2 anos após a rescisão * vide GPS 5 anos durante o emprego.br . XXIX não há não há Dec. sistemas e arquivos utilizados para registro de negócios e atividades econômicas ou financeiras. fiscal. e consiste em orientar e esclarecer empregado e empregador sobre o cumprimento da lei. 7º.-lei nº 2. art. art.

bem como empregador doméstico. e no pedido de demissão de empregado amparado por garantia provisória de emprego. os estados. a assistência somente poderá ser prestada pelo sindicato profissional ou federação respectiva e. reservando-se aos órgãos locais do Ministério do Trabalho e Emprego o atendimento aos trabalhadores nos seguintes casos: I .cobrança indevida pelo sindicato para a prestação da assistência.recusa do sindicato na prestação da assistência. COMPETÊNCIA São competentes para assistir o empregado na rescisão do contrato de trabalho: I . são competentes: I . ainda que optante do FGTS. hipótese em que será realizada por intermédio de seus beneficiários. suas autarquias e fundações de direito público que não explorem atividade econômica. o Defensor Público. pela autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego ou da Justiça do Trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © LIMITAÇÃO DA ASSISTÊNCIA Não é devida a assistência à rescisão de contrato de trabalho em que figurem a União. APOSENTADORIA OU MORTE DO EMPREGADO É devida a assistência na rescisão contratual decorrente de aposentadoria por tempo de serviço ou de morte do empregado. onde houver. Faltando alguma das entidades ou órgão referidos. nos termos do art. preferencialmente.categoria que não tenha representação sindical na localidade. na sua falta. e II .o sindicato profissional da categoria. pela entidade sindical. Em caso de categoria não organizada em sindicato. na falta ou impedimento das autoridades referidas.guiatrabalhista. os municípios. são competentes: Na falta das entidades sindicais ou da autoridade prevista no inciso II.com. habilitados perante o órgão previdenciário ou reconhecidos judicialmente. e III .158.a autoridade local do Ministério do Trabalho e Emprego. II . No pedido de demissão de empregado estável. e II .o Juiz de Paz.o representante do Ministério Público ou. 500 da CLT. ASSISTÊNCIA – ORDEM DE PREFERÊNCIA A assistência será prestada. PRESENÇA OBRIGATÓRIA www. a assistência será prestada pela federação respectiva.br .

Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O ato da rescisão assistida exigirá a presença do empregado e do empregador. quando no prazo de validade.guiatrabalhista. III .Atestado de Saúde Ocupacional Demissional.cópia da convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa aplicáveis. quando for o caso. EMPREGADO ADOLESCENTE Tratando-se de empregado adolescente. DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA Os documentos necessários à assistência à rescisão contratual são: I .guia de recolhimento rescisório do FGTS e da Contribuição Social.prova bancária de quitação. IV . e alterações. IX . atendidas as formalidades especificadas na Norma Regulamentadora 5.extrato analítico atualizado da conta vinculada do empregado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e guias de recolhimento dos meses que não constem no extrato. e do art. No caso de empregado analfabeto. a procuração será pública. VII .159. também será obrigatória a presença e a assinatura de seu representante legal. que comprovará esta qualidade. em 4 (quatro) vias.ato constitutivo do empregador com alterações ou documento de representação. por procurador legalmente constituído. II . ou Periódico.com. com as anotações atualizadas.demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na rescisão contratual. aprovada pela Portaria 3. 18 da Lei nº 8.036. com poderes expressos para receber e dar quitação. VI .Comunicação da Dispensa – CD e Requerimento do Seguro Desemprego. VIII . excepcionalmente. quando devido. X . www. O empregador poderá ser representado por preposto formalmente credenciado e o empregado. nas hipóteses do art. e XI .Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT. 1º da Lei Complementar nº 110.214. V .comprovante do aviso prévio ou do pedido de demissão. para fins de habilitação. de 8 de junho de 1978. de 29 de junho de 2001. de 11 de maio de 1990.br .

Multa A inobservância dos prazos previstos neste artigo sujeitará o empregador à autuação administrativa e ao pagamento. quando decorrente de reajuste coletivo de salários (data-base) determinado no curso do aviso prévio. em favor do empregado. 487. o trabalhador tenha sido informado do fato e os valores tenham sido efetivamente disponibilizados para saque nos prazos do § 6º do art. a formalização da rescisão assistida não poderá exceder: I . da CLT. do valor equivalente ao seu salário. quando o aviso prévio for trabalhado. 477 da CLT. no caso de ausência de aviso prévio. o trabalhador tiver dado causa à mora. nos termos do art. Os prazos são computados em dias corridos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Quando a rescisão decorrer de adesão a Plano de Demissão Voluntária ou quando se tratar de empregado aposentado. desde que o estabelecimento bancário esteja situado na mesma cidade do local de trabalho. FORMAS DE PAGAMENTO O pagamento das verbas salariais e indenizatórias constantes do TRCT será efetuado no ato da assistência. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.com. O pagamento complementar de valores rescisórios. salvo quando. PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO Ressalvada a disposição mais favorável prevista em acordo. corrigido monetariamente. não configura mora do empregador. domingo ou feriado. É facultada a comprovação do pagamento por meio de transferência eletrônica disponível.guiatrabalhista. o termo final será antecipado para o dia útil imediatamente anterior. comprovadamente. salvo se houver quitação das diferenças no prazo legal.160. O pagamento das verbas rescisórias em valores inferiores aos previstos na legislação ou nos instrumentos coletivos constitui mora do empregador. é dispensada a apresentação de CD ou Requerimento de SeguroDesemprego. indenização deste ou dispensa do seu cumprimento. ainda que indenizado. ordem bancária de pagamento ou ordem bancária de crédito. depósito bancário em conta corrente do empregado.o décimo dia. ou II . subseqüente à data da comunicação da demissão. em moeda corrente ou em cheque visado. Se o dia do vencimento recair em sábado. www.o primeiro dia útil imediato ao término do contrato.br . § 6º. convenção coletiva de trabalho ou sentença normativa.

br . e II . O assistente não poderá impedir ou obstar que a rescisão seja formalizada.guiatrabalhista.a observância dos prazos legais. IV . III .as 3 (três) primeiras vias para o empregado.a existência de causas impeditivas à rescisão. se o assistente for Auditor-Fiscal do Trabalho. de 14 de junho de 1995. insuficiência documental. e V . FORMALIZAÇÃO DA RESCISÃO No ato da assistência. incorreção ou omissão de parcela devida. o assistente tentará solucionar a falta ou a controvérsia.com. para arquivo. instituído pela Portaria MTb nº 550.161. na medida em que essa concordância vale como quitação relativamente ao exato valor de cada verba especificada no Termo de Rescisão.a regularidade da representação das partes. no ato da assistência. impedimento legal para a rescisão. e se o valor consignado da parcela for insuficiente. II . as vias do TRCT terão a seguinte destinação: I . quando o empregado com ela concordar. o pagamento das verbas rescisórias somente será realizado em dinheiro.comunicação do fato ao setor de Fiscalização do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.a correção das parcelas e valores lançados no TRCT e o respectivo pagamento. conforme consta do Enunciado nº 330 do TST. orientando e esclarecendo as partes. www. deverá ser examinada: I . deve-se colocar ressalva expressa a respeito. sendo uma para sua documentação pessoal e as outras 2 (duas) para movimentação do FGTS. valores e formas de pagamentos ou recolhimentos devidos.a quarta via para o empregador. Não sanadas as incorreções constatadas quanto aos prazos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Na assistência à rescisão contratual de empregado adolescente ou analfabeto.lavratura do respectivo auto de infração. serão adotadas as seguintes providências: I .a regularidade dos documentos apresentados. DESTINAÇÃO DAS VIAS DO TRCT Homologada a rescisão contratual e assinadas pelas partes. e II . ou na realizada pelo Grupo Móvel de Fiscalização. Se for constatado.

Consideram-se extras as horas trabalhadas diariamente além da jornada legal ou contratual. convenção coletiva ou sentença normativa. O pagamento do adicional por serviço extraordinário não elide a infração pela prorrogação de jornada além dos limites legais ou convencionais.br .guiatrabalhista. acordo coletivo. poderá ser prorrogada além do limite legalmente permitido. § 7º da CLT). em número não excedentes a duas. de 21 de junho de 2002. mediante acordo individual. uma vez que o serviço extraordinário deve ser remunerado. no máximo. que deverá constar. será. HORAS EXTRAS A legislação trabalhista vigente estabelece que a duração normal do trabalho. Lei 8036/90. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. poderá a jornada diária de trabalho dos empregados maiores ser acrescida de horas suplementares. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho . salvo os casos especiais. é de 8 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais. no mínimo.162. PRORROGAÇÃO. REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO A remuneração do serviço extraordinário. Isso porque as normas limitadoras da jornada visam a evitar males ao trabalhador. independentemente de sua licitude. contrato. 18 e Lei Complementar 110/2001. EFEITOS DO PAGAMENTO RELATIVO AO TRABALHO EXTRAORDINÁRIO. Enunciado nº 264. convenção ou sentença normativa. ocorrendo necessidade imperiosa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © COBRANÇA PELA ASSISTÊNCIA É vedada a cobrança de qualquer taxa ou encargo pela prestação da assistência na rescisão contratual tanto ao trabalhador quanto ao empregador (artigo 477. no máximo. convenção coletiva ou sentença normativa. protegendo-lhe a saúde e o bem-estar. do acordo. Bases: art. integrado por parcelas de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em Lei. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. Excepcionalmente.com. não se prestando a retribuição pecuniária como substituta da proteção ao bem jurídico. Todavia. obrigatoriamente. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 33: JORNADA. para efeito de serviço extraordinário. acordo. art. Instrução Normativa SRT/MTE 03. do TST: "A remuneração do serviço suplementar é composto do valor da hora normal. desde a promulgação da Constituição Federal/1988.CLT. 477 da CLT." TRABALHO DA MULHER www.

50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. I . 50% (cinqüenta por cento) ao da hora normal. a necessidade de continuação do trabalho não se caracteriza como imperiosa e o excesso de jornada não se justifica. realização ou conclusão de serviços inadiáveis cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. por acarretar atrasos ou outros transtornos.com. a jornada de trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Tendo a Constituição Federal disposto que todos são iguais perante a lei e que não deve haver distinção de qualquer natureza. pelo menos. 61 da Consolidação das Leis do Trabalho . devendo.CLT. Na hipótese de serviços inadiáveis. não podem ser paralisados num dia e retomados no seguinte. por motivo de força maior e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. por motivo de força maior. o mesmo tratamento dispensado ao homem. § 2º da CLT). contudo. II . NECESSIDADE IMPERIOSA. caput . TRABALHO DO MENOR A prestação de serviço extraordinário pelo empregado menor somente é permitida em caso excepcional. No caso de força maior. devendo a remuneração da hora suplementar ser.Os serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízos manifestos autorizam a prorrogação da jornada apenas até 12 horas. a duração do trabalho poderá exceder ao limite legal ou convencionado. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. SERVIÇO EXTERNO www. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 31: JORNADA. caracterizando-se como tais aqueles que.br . PRORROGAÇÃO. por impossibilidade decorrente de sua própria natureza. e que homens e mulheres são iguais em direito e obrigações. 59. aplica-se à mulher maior de idade.Se a paralisação é apenas inconveniente.guiatrabalhista. pelo menos. e art. no que diz respeito ao serviço extraordinário. a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal (artigo 61. fica limitada a 12 (doze) horas. NECESSIDADE IMPERIOSA Ocorrendo necessidade imperiosa.163. devendo a hora extra ser superior. sem ocasionar prejuízos graves e imediatos. nesse caso. ser comunicado à Delegacia Regional do Trabalho no prazo de 10 (dez) dias no caso de empregados maiores e 48 (quarenta e oito) horas no caso de empregados menores. independentemente de acordo ou contrato coletivo. A duração normal diária do trabalho.

pois não lhes aplicam as normas relativas à duração normal do trabalho. O entendimento da Justiça do Trabalho. do TST: "Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentual para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. CARGO DE CONFIANÇA – GERENTE Os gerentes. no entanto. devem ser discriminadas nas rubricas próprias. II e parágrafo único e art. o empregado fará jus a horas extras. comissões. assim considerados os exercentes de cargos de gestão.br . pela prestação do serviço suplementar. o horário de trabalho constará também da ficha. parágrafo único. papeleta ou registro de ponto. adicional noturno.com. com finalidade de remunerar vários direitos. é no sentido de que é nula a cláusula contratual que dispõe sobre o salário complessivo. 72 § 2º da Consolidação das Leis do Trabalho . PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 49: JORNADA.164. Enunciado nº 91. no seu artigo 13. têm direito ao pagamento de horas extras. por ocasião da elaboração da folha de pagamento. não têm direito a horas extras. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. O empregador não está desobrigado de controlar a jornada de empregado que detenha simples título de gerente. se houver. as horas extras e outras parcelas. não fazem jus à remuneração pelo serviço extraordinário. horas extras. Neste caso. pois há o controle de jornada. tais como.guiatrabalhista." www. com registro de tal condição na CTPS e na ficha ou livro de registro de empregados. adicional de insalubridade. se o salário do cargo de confiança mais a gratificação de função. que ficará em poder do empregado. aos quais se equiparam os diretores e chefes de departamentos ou filial. Desta forma. quando laboradas. SALÁRIO COMPLESSIVO Salário complessivo é aquele que engloba uma importância fixa ou proporcional ao ganho básico.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os empregados que prestam serviços externos incompatíveis com a fixação de horário. determina que quando a jornada de trabalho for executada integralmente fora do estabelecimento do empregador. GERENTES. CONTROLE. for inferior ao salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). adicional de periculosidade. Contudo. mas que não possua poderes de gestão nem perceba gratificação de função superior a 40% do salário efetivo.CLT. 62. Observe-se que a Portaria MTB 3626/91. etc.

www.00. Base de cálculo das horas extras = (R$ 1. em 20% (vinte por cento) e 50% (cinqüenta por cento).500.000. ao adicional de horas extras de no mínimo 50% (cinqüenta por cento). ATIVIDADE INSALUBRE A prorrogação do horário de trabalho nas atividades insalubres. calculado sobre o valor-hora das comissões recebidas no mês. remunerado à base de comissões.00 = R$ 1. pois o trabalho extraordinário já é remunerado pelas próprias comissões. do TST: "O empregado. no mínimo." Nova redação .165.00 e em horário extraordinário R$ 500. o adicional de horas extras deverá incidir sobre o valor da hora normal acrescida do respectivo adicional de insalubridade. tem direito. considerando-se como divisor o número de horas efetivamente trabalhadas. sujeito a controle de horário.com.11.00 + R$ 500. Exemplo: Empregado que no horário normal de trabalho auferiu comissões de R$ 1. durante o mês.2003. quando prestar serviço extraordinário. HORA EXTRA NOTURNA Nos termos da legislação vigente.br . 50% (cinqüenta por cento) pelo trabalho em horas extras.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © COMISSIONISTA O empregado que recebe salário somente à base de comissões e sujeito a controle de horário. calculado sobre as comissões referentes ao período laborado além da jornada normal. respectivamente.guiatrabalhista. à hora normal. Enunciado nº 340. DJ 21. tem direito ao adicional de. no mínimo. a remuneração do trabalho noturno e do serviço extraordinário deve ser superior.00. Quando prestado serviço extraordinário em local insalubre. somente poderá ser realizada mediante licença das autoridades competentes em matéria de segurança e medicina do trabalho.50 x 50% x 40 horas extras = R$ 150. salvo no caso de microempresas. apenas.50 Adicional de horário extraordinário: R$ 7.Res.00) : (160 + 40 = 200) = R$ 7.000. Adicional de hora extra é de 50%: Base de cálculo das horas extras = total de comissões no mês dividido por número de horas trabalhadas. 121/2003. O total de horas trabalhadas no mês foi de 160 horas normais e 40 extras.

o empregador fornecer a condução.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Quando o serviço suplementar for prestado durante o horário noturno.02. § 2º da CLT: "§ 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno.04. DJ 10.1978) II . os enunciados da Súmula nº 90.50) HORA "IN ITINERE" O tempo gasto pelo empregado em transporte fornecido pelo empregador.80 (20% de R$ 4. ou não servido por transporte público regular.com.00 R$ 0. deve ser computado na jornada de trabalho. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. 58.00) R$ 2. 129/2005 . se o tempo de percurso mais as horas efetivamente trabalhadas exceder a jornada normal de trabalho. Art. cumulativamente. até o local da prestação dos serviços.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas “in itinere”. Exemplo: Salário-hora normal Adicional Noturno Adicional de hora extra Valor da hora extra noturna R$ 4.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere”. salvo quando.166. (ex-Súmula nº 324 .RA 80/78.1995) III.O tempo despendido pelo empregado.Inserida em 01.12.11." Neste sentido. relativo às horas "in itinere". e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho. do TST (Res. o empregado fará jus aos adicionais noturno e extra (20% + 50%. em condução fornecida pelo empregador. de difícil acesso e não servido por transporte público regular.br . vide convenção ou acordo coletivo da categoria. até o local de trabalho de difícil acesso. Logo.DJ 20. Caso haja transporte público regular em parte do trajeto percorrido em transporte do empregador.00 x 1. por qualquer meio de transporte. (ex-Súmula nº 90 .2005).20 (R$ 4. não será computado na jornada de trabalho. o excesso deverá ser remunerado como serviço extraordinário. DJ 21.00 (50% de R$ 4.00) R$ 7.20 x 1.RA 16/1993. para os percentuais). de ida e retorno. adiante transcritos: I .1993) www. o pagamento das horas "in itinere" se limita apenas ao percurso não servido por transporte público.guiatrabalhista. (ex-OJ nº 50 .

2005: www.T. é considerado como à disposição do empregador.2001) Ainda. 129/2005 .São devidas as horas de trabalho excedentes da oitava diária.S. normalmente. do TST. Enunciados da Súmula nº 85.guiatrabalhista.167. vem estabelecida em norma coletiva da categoria.É devido apenas o adicional de horas extras relativamente às horas trabalhadas após a oitava hora.br . de 25/06/93. por falta de previsão legal.ERR 9.J.com. tais como nos setores de saúde e vigilância.O regime de 12 por 36 pode ser adotado. desde que previsto em norma coletiva da categoria e a jornada de trabalho semanal não exceda o limite legal.06. adotado em determinadas áreas. (ex-Súmula nº 325 RA 17/1993. Os Tribunais do Trabalho têm manifestado entendimentos divergentes sobre a matéria.DJ 20. referido regime de trabalho. Armando de Brito . as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. por violar norma de ordem pública. havendo decisões nos seguintes sentidos: . é no sentido de que o tempo despendido pelo empregado para a marcação de cartão ponto. importância pelo transporte fornecido. ou não.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © IV . DJ 21. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo.D.12. p. . desde que excedente a 5 minutos (Acórdão unânime . antes e após a jornada de trabalho. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "in itinere". parcialmente.720) JORNADA DE 12 X 36 O regime de trabalho de 12 (doze) horas de trabalho por 36 (trinta e seis) de descanso. (ex-OJ nº 236. Min. ou não servido por transporte regular.04. conforme redação dada na Res.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa.Considerando que as horas “in itinere” são computáveis na jornada de trabalho. computando-se como extra.Rel. 12.U. Todavia. tem gerado polêmica.Inserida em 20." MINUTOS EXTRAS O entendimento da sessão de dissídios individuais do T. para local de difícil acesso.1993) V . destaque-se o teor do Enunciado nº 320.502/90 . . do TST: "O fato de o empregador cobrar.

que acrescentou o parágrafo quarto ao artigo 71 da CLT. DJ 21. (ex-OJ nº 182 . quanto àquelas destinadas à compensação. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © I. DJ 21. ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho.Res.2001) INTERVALO PARA REPOUSO OU ALIMENTAÇÃO Com o advento da Lei nº 8. caracterizam serviços extraordinários. tal como intervalo para lanche.br . remunerados como serviço extraordinário. do TST: "Os intervalos concedidos pelo empregador. consubstanciado no revogado Enunciado nº 88. durante a jornada de trabalho. se não dilatada a jornada máxima semanal. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária.2003) II. O acordo individual para compensação de horas é válido. 121/2003. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito.11.11." PERÍODO ENTRE JORNADAS www. por tratar-se apenas de infração sujeita à penalidade administrativa".2000) III. Enunciado nº 118.168. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada.Inserida em 08. INTERVALO NÃO PREVISTO EM LEI Os intervalos concedidos pelo empregador.923/1994.Res. 121/2003.com. o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.11. (ex-OJ nº 220 Inserida em 20. representam tempo à disposição da empresa. se compensados pelos empregados. sem importar em excesso na jornada efetivamente trabalhada.primeira parte . não dá direito a qualquer ressarcimento ao obreiro.06. o empregador que não conceder ao empregado o intervalo legal para repouso e alimentação. sendo devido apenas o respectivo adicional. não previstos em Lei. (ex-Súmula nº 85 . acordo coletivo ou convenção coletiva. Nesta hipótese.guiatrabalhista. se acrescidos ao final da jornada.segunda parte. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada.2003) IV. Antes da edição da referida Lei. (ex-Súmula nº 85 . na jornada de trabalho. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. era no sentido de que "o desrespeito ao intervalo mínimo entre dois turnos de trabalho.

somam-se as horas extras do mês. todo empregado tem direito a um repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas.multiplica-se pelo valor da hora extra atual.169. .50 .00 + 50% = R$ 7. . preferencialmente aos domingos." Para elaboração do cálculo do repouso semanal remunerado. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO As horas extraordinárias trabalhadas deverão ser computadas no cálculo do repouso semanal remunerado. o cálculo é o seguinte: . quando da concessão do repouso semanal remunerado.guiatrabalhista. Desta forma.50 = R$ 37. Enunciado nº 172. deverá ser de no mínimo 35 (trinta e cinco) horas. Valor da hora normal R$ 5. Exemplo: Durante o mês de outubro/2002 o empregado prestou 26 horas extras. .br .número de domingos e feriado (do dia 12. do TST: "Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Caso ocorra a absorção mútua das horas de descanso entre jornadas e as horas de repouso semanal.divide-se o resultado pelo número de dias úteis do mês. . Nota: o sábado é considerado dia útil.50. exceto se recair em feriado.com. a média terá que ser feita separadamente. Além disso. as horas que faltarem para completar o intervalo de 35 (trinta e cinco) horas deverão ser remuneradas como extraordinárias. com adicional de 50%. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO www.multiplica-se pelo número de domingos e feriados do mês. Caso as horas extras feitas durante o mês tenham percentuais diferentes.valor da hora extra: R$ 4.00. o intervalo entre o término de uma jornada diária de trabalho e o início de outra.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Entre duas jornadas de trabalho deve haver um intervalo mínimo de 11 (onze) horas consecutivas.10) em outubro/2002: 5 Cálculo: DSR = 26h/26 dias úteis x 5 (domingos e feriados em outubro/2002) x R$ 7.

TST: "A remuneração do serviço suplementar. 13º salário e férias. o empregado terá direito ao pagamento das horas extras com o acréscimo previsto na convenção ou acordo coletivo. se suprimidas. 59 da CLT. habitualmente prestado. Esta regra é válida para qualquer modalidade de contrato de trabalho.guiatrabalhista. respeitada a jornada de 10 horas diárias. acrescido do adicional de hora extra. Décimo Terceiro Salário Média do número de horas do respectivo ano. pela média aritmética dos períodos correspondentes." Férias Média do número de horas do período aquisitivo. Observação: nos casos de rescisão de contrato de trabalho quando há férias vencidas e proporcionais. acrescido do adicional de hora extra. observados o salário e o adicional vigentes por ocasião do pagamento de cada direito. Enunciado 45. que não poderá ser inferior a 50% do valor da hora normal. de 1962. EMPREGADO DOMÉSTICO www. determinando que a compensação das horas extras realizadas deve acontecer no prazo de um ano. as férias vencidas são calculadas pela média do período aquisitivo e as férias proporcionais pelas médias do período proporcional. Na hipótese de rescisão de contratos (de qualquer natureza) antes que a compensação das horas extras trabalhadas ocorra. BANCO DE HORAS A Lei 9601/1998 alterou a redação do art.170.com. será apurada a média de janeiro até o mês anterior ao da rescisão.br . integra o cálculo da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As horas extras prestadas com habitualidade integram o salário para todos os efeitos legais. SUPRESSÃO DAS HORAS EXTRAS Nos termos do Enunciado 291 do TST. Em caso de rescisão. as horas extraordinárias prestadas com habitualidade.090. multiplicada pelo valor do salário-hora da época do pagamento. assegura ao empregado o direito a uma indenização correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. mas sempre através de convenção ou acordo coletivo. durante pelo menos um ano. inclusive aviso prévio. multiplicada pelo valor do salário-hora da época da concessão.

Lei nº 605/1949. parágrafo único.859/1972. e. determinam uma indenização adicional.Instrução Normativa nº 01/88.171. e. 142. XV. 411 e 413.br . Art.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os direitos concernentes aos trabalhadores domésticos estão previstos no parágrafo único do artigo 7º da Constituição Federal e na Lei nº 5. XIII.guiatrabalhista. Fundamentos Legais: .FGTS. artigo 5º. no caso de empregados maiores. no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial. entre eles. Por conseguinte. e desde que ocorra dentro do prazo de 30 dias antecedentes à data-base. XXIII. 66. do MTb. até dois anos após a extinção do contrato de trabalho. artigo 7º. não se encontram a duração do trabalho e remuneração por serviço extraordinário. artigos 58 a 62. . em ambas no artigo 9º. o empregado doméstico não faz jus a horas extras. terá direito à indenização adicional equivalente a 1 (um) salário mensal.com. 192. 9 da Lei nº 7. INDENIZAÇÃO ADICIONAL DEVIDA NA DESPEDIDA ANTES DA DATA-BASE A Lei nº 6. PRESCRIÇÃO O prazo prescricional para pleitear pagamento de horas extras e seus reflexos em outras verbas. sem justa causa. para o trabalhador rural.CLT. se não houver acordo entre empregador e empregado estabelecendo jornada de trabalho e pagamento por serviço extraordinário. incisos IX. . seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço . é de cinco anos para o trabalhador urbano. XXIX.Constituição Federal. 67.O empregado dispensado.238/84. 9º . equivalente a um salário mensal. XVI. em qualquer outra situação de dispensa não será devida. www. QUEM TEM DIREITO Apenas tem direito aquele empregado que for dispensado sem justa causa pelo empregador. no caso de dispensa sem justa causa.708/79 e a Lei nº 7.238/1984: Art. limitado a dois anos após a extinção do contrato. . OBJETIVO A indenização adicional foi instituída visando proteger o empregado economicamente quando dispensado sem justa causa às vésperas do mês de negociação da sua categoria.

" Redação dada pela Res.2002 .início do aviso prévio: 10. AVISO PRÉVIO O aviso prévio.2002 .04 a 30.1979.data-base: maio/2002 . caso houvesse cumprimento. DJ 09.10. mesmo indenizado. 9º da Lei nº 6.guiatrabalhista.término do aviso prévio: 30. será considerada a data em que terminaria o aviso. a sua data-base ocorrerá no mês de maio. conta-se para efeito da indenização adicional prevista no art.início do aviso prévio: 01. .data-base: abril/2002 .2000 www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © VALOR DA INDENIZAÇÃO A indenização adicional será equivalente a um salário mensal do empregado.2002 .término do aviso prévio: 10.172.03.03 a 31.2002 Neste caso. Enunciado TST nº 182: "O tempo do aviso prévio.03. 5/1983. pois o aviso prévio termina dentro dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.04. Por conseguinte.03. Aviso Prévio Indenizado No caso de aviso prévio indenizado.02.2002.03. de 30. trabalhado ou indenizado. este empregado fará jus à indenização adicional.02.2002 . Exemplo 2: Um empregado cumprirá aviso prévio concedido pelo empregador a partir do dia 01.708. o tempo do aviso prévio será contado para fins da indenização adicional. EXEMPLOS PRÁTICOS Exemplo 1: Um empregado iniciou o cumprimento do aviso prévio concedido pelo seu empregador dia 10.com.br .11.os 30 dias antecedentes à data-base são: 01.os 30 dias antecedentes à data-base são: 02. a sua data-base ocorrerá no mês de abril.2002. integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais (§ 1º do artigo 487 da CLT).03.1983. .

os 30 dias antecedentes à data-base são: 02.04.2002 . . Exemplo 4: Um empregado recebeu a comunicação do seu empregador que a partir do dia 14.03.2002 . este empregado fará jus à indenização adicional. a sua data-base ocorrerá no mês de junho. este empregado não fará jus à indenização adicional. o seu término projeta-se antes dos 30 (trinta) dias antecedentes à sua data-base.2002 Neste caso.03.2002 .03.03. .os 30 dias antecedentes à data-base são: 02.data-base: junho/2002 . com as verbas rescisórias corrigidas pelo percentual estipulado na Convenção Coletiva da respectiva categoria.com. mas este empregado fará jus à rescisão complementar. pois o aviso prévio termina dentro do mês da data-base. este empregado não fará jus à indenização adicional. Exemplo 6: www.2002 Neste caso.2002). pois o aviso prévio termina antes dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.03 a 31.04. projetando a data de seu término dentro dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.2002 Neste caso. Exemplo 5: Um empregado cumprirá aviso prévio concedido pelo empregador a partir do dia 16.2002.2002 ele está de aviso prévio indenizado (último dia trabalhado .05. este empregado não fará jus à indenização adicional.03 a 12. .projeção do aviso prévio indenizado: 14.04. a sua data-base ocorrerá no mês de maio.br .20.173.03. mesmo o aviso prévio indenizado contando como tempo de serviço. Exemplo 3: Um empregado recebeu a comunicação do seu empregador que a partir do dia 21.início do aviso prévio: 16.03 a 19.os 30 dias antecedentes à data-base são: 01. a sua data-base ocorrerá no mês de abril.guiatrabalhista.data-base: maio/2002 .05 a 31.data-base: abril/2002 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Neste caso.término do aviso prévio: 14.03.projeção do aviso prévio indenizado: 21. pois. pois o aviso prévio indenizado conta como tempo de serviço.2002 estará em aviso prévio indenizado.04 a 30.04.2002 .

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Um empregado recebeu a comunicação do seu empregador que a partir do dia 04. com as verbas rescisórias corrigidas pelo percentual estipulado na Convenção Coletiva da respectiva categoria. ENUNCIADO TST Nº 314 .guiatrabalhista.04 a 30.os 30 dias antecedentes à data-base são: 01. este empregado não fará jus à indenização adicional. uma vez que não havia a obrigatoriedade do pagamento das verbas rescisórias com a correção salarial.04 a 03." Este enunciado visa esclarecer que a indenização adicional é devida sempre que ocorrer a dispensa sem justa causa do empregado no período de 30 dias que antecede a data-base. a correção será considerada liberalidade da empresa. observado o Enunciado nº 182 do TST. não veio ampliar o direito.2002 Neste caso. Então.2002 . mas este empregado fará jus à rescisão complementar.2002 estará em aviso prévio indenizado. Este enunciado tem levado alguns sindicatos a exigirem o pagamento das verbas rescisórias corrigidas e a indenização adicional.com. o pagamento corrigido não exime a empresa do pagamento da indenização adicional. Se a empresa corrigiu o salário para o pagamento das verbas rescisórias e o término do aviso prévio ou a sua projeção recair no período mencionado.04.04.data-base: maio/2002 . pois a projeção do aviso prévio que conta como tempo de serviço termina dentro do mês da data-base.INDENIZAÇÃO E CORREÇÃO DAS VERBAS RESCISÓRIAS O Enunciado TST nº 314 dispõe: "Ocorrendo a rescisão contratual no período de 30 dias que antecede à data-base. uma vez que o citado enunciado veio apenas uniformizar jurisprudências que já existiam neste sentido. INSALUBRIDADE São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: www. mas esta interpretação é incorreta.projeção do aviso prévio indenizado: 04. o pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à indenização adicional prevista nas Leis nºs 6. a sua data-base ocorrerá no mês de maio. independentemente da empresa ter pago as verbas rescisórias com o salário já corrigido.708/79 e 7. é devida apenas a indenização adicional.05.br .174.238/84. se o aviso prévio terminar ou a sua projeção recair dentro dos 30 dias que antecedem a data-base do empregado dispensado sem justa causa. .

. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. durante a sua vida laboral. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE www. a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste. constantes dos anexos nºs: 7 (Radiações Não Ionizantes). 13 (Agentes Químicos). o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido. 14 (Agentes Biológicos). 5 (Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . quando solicitado pela Justiça. 11 (Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho). devidamente habilitado. ATIVIDADE INSALUBRE – CARACTERIZAÇÃO Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador. 10 (Umidade). através das DRT’s. 12 (Limites de Tolerância para Poeiras Minerais).br .175. O disposto não prejudica a ação fiscalizadora do MTb.guiatrabalhista. . 2 (Limites de Tolerância para Ruídos de Impacto). com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho. desde que comprovada a insalubridade. nem a realização "ex-officio" de perícia. LIMITE DE TOLERÂNCIA Entende-se por Limite de Tolerância a concentração ou intensidade máxima ou mínima.com. 8 (Vibrações). 3 (Limites de Tolerância para Exposição ao Calor). O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas. nas localidades onde não houver perito. fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização. comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. 9 (Frio). que não causará dano à saúde do trabalhador. Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho.acima dos limites de tolerância previstos nos anexos à NR 15 nºs: 1 (Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente).nas atividades mencionadas nos anexos nºs: 6 (Trabalho sob Condições Hiperbáricas).

é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. equivalente a: . RESTRIÇÃO DA REDUÇÃO www. entretanto. não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. incidente sobre o salário mínimo. para insalubridade de grau médio. no mínimo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional.10% (dez por cento). Não excedendo de 6 horas o trabalho. para efeito de acréscimo salarial. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.214/78. os respectivos empregados. b) com a utilização de equipamento de proteção individual. sendo vedada a percepção cumulativa. . A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. para insalubridade de grau mínimo. Base: NR 15 da Portaria MTb nº 3. Eliminação ou Neutralização da Insalubridade A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. para insalubridade de grau máximo. salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário.40% (quarenta por cento). o qual será. será. INTERVALOS PARA DESCANSO Em qualquer trabalho contínuo. POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DO INTERVALO MÍNIMO PARA DESCANSO O limite mínimo de 1 hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministério do Trabalho.br . ou previsão mais benéfica em Convenção Coletiva de Trabalho.com. será apenas considerado o de grau elevado. cuja duração exceda de 6 horas. .guiatrabalhista. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando. obrigatório um intervalo de 15 minutos quando a duração ultrapassar 4 horas.176.20% (vinte por cento). quando ouvida a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSMT). de 1 hora e. não poderá exceder de 2 horas.

de 5 de abril de 1989.116. através da Orientação Jurisprudencial nº 342/SDI-1. a previsão de intervalo para repouso ou alimentação inferior ao limite mínimo legal não é considerada válida.guiatrabalhista. RESUMO www. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com acréscimo de. saúde e segurança do trabalho. restringiu a possibilidade de redução ou concessão do intervalo mínimo para descanso. XXII. escrituração ou cálculo). O acordo coletivo é apenas um dos requisitos para a imprescindível autorização. da CF/1988).com. 71 da CLT e Portaria/MTb nº 3. conforme Precedente Administrativo 63 do MTE. REDUÇÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA. PENALIDADE Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador. nestes termos: Intervalo intrajornada para repouso e alimentação. infenso à negociação coletiva". pelo Ministro do Trabalho e Emprego ou autoridade delegada. "É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. Validade. no mínimo. REFERÊNCIA NORMATIVA: art. 7º. adiante reproduzido: PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 63 JORNADA.177. A existência de acordo coletivo com previsão de intervalo para repouso ou alimentação inferior ao limite mínimo legal não é suficiente para que seja considerada regular a jornada de trabalho. a cada período de 90 minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 minutos não deduzidos da duração normal do trabalho. mesmo que esteja constante em cláusula de acordo coletivo. garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art.br . AUTORIZAÇÃO DO MTE Sem expressa autorização do Ministério do Trabalho e Emprego. da redução do intervalo para menos de uma hora. ou autoridade delegada. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O TST. Previsão em norma coletiva. Não concessão ou redução. SERVIÇOS PERMANENTES DE MECANOGRAFIA Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia.

Ex. Exceções: Acordo coletivo ou Autorização especial da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador. o respeito. irregular do empregado. que ofendam a www. Mau procedimento é gênero do qual incontinência é espécie. abuso de confiança.178. regra geral. Ato de Improbidade Improbidade.923/1994 e Portaria MTE 3. A incontinência revela-se pelos excessos ou imoderações. Penalidades: acréscimo de.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Trabalho contínuo de mais de 4 horas e menos de 6 horas . Incontinência de Conduta ou Mau Procedimento São duas justas causas semelhantes. Bases: artigos 71 e 72 da CLT.116/1989. pornografia ou obscenidade. etc. através da prática de atos que firam a discrição pessoal. entendendo-se a inconveniência de hábitos e costumes. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. é toda ação ou omissão desonesta do empregado. mas não são sinônimas.a cada 90 minutos intervalo de 10 minutos para descanso. tornando indesejável o prosseguimento da relação empregatícia. Ocorre quando o empregado comete ofensa ao pudor.intervalo de 15 minutos. Mau procedimento caracteriza-se com o comportamento incorreto. desrespeito aos colegas de trabalho e à empresa. adulteração de documentos pessoais ou pertencentes ao empregador. pela imoderação de linguagem ou de gestos. que revelam desonestidade. Trabalho contínuo de mecanografia .intervalo mínimo de 1 hora e máximo de 2 horas. JUSTA CAUSA DO EMPREGADO – RESCISÃO DO CONTRATO Justa causa é todo ato faltoso do empregado que faz desaparecer a confiança e a boa-fé existentes entre as partes. Lei 8. ATOS QUE CONSTITUEM JUSTA CAUSA Com base no artigo 482 da CLT.: furto.com.br . Observação especial: Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. Os atos faltosos do empregado que justificam a rescisão do contrato pelo empregador tanto podem referir-se às obrigações contratuais como também à conduta pessoal do empregado que possa refletir na relação contratual. Trabalho contínuo de mais de 6 horas . no mínimo.guiatrabalhista. fraude ou má-fé. relaciona-se a seguir os atos que constituem justa causa para a resolução do contrato de trabalho pelo empregador. visando a uma vantagem para si ou para outrem.

prejudique o exercício de sua função na empresa. Os elementos caracterizadores são o descumprimento pelo empregado da obrigação de maneira diligente e sob horário o serviço que lhe está afeito. Negociação Habitual Ocorre justa causa se o empregado. De qualquer forma. ou exerce outra atividade que. que esta seja provocada por substâncias de efeitos análogos (psicotrópicos). ainda.179. sem autorização expressa do empregador. Isto não quer dizer que uma só falta não possa configurar desídia. e que não se enquadre na definição das demais justas causas. embora não concorrente.guiatrabalhista. porém. São elementos materiais. ou seja. exerce. na maioria das vezes. a embriaguez deve ser comprovada através de exame médico pericial. Nada obsta. explorando o mesmo ramo de negócio. Embriaguez Habitual ou em Serviço A embriaguez deve ser habitual. Violação de Segredo da Empresa www. tornando-se um alcoólatra. Condenação Criminal O despedimento do empregado justificadamente é viável pela impossibilidade material de subsistência do vínculo empregatício.com. Desídia A desídia é o tipo de falta grave que. Só haverá embriaguez habitual quando o trabalhador substituir a normalidade pela anormalidade. uma vez que. os atrasos freqüentes. A condenação criminal deve ter passado em julgado.br . cumprindo pena criminal. consiste na repetição de pequenas faltas leves. sendo bastante que o indivíduo se apresente embriagado no serviço ou se embebede no decorrer dele. patológico ou não. O álcool é a causa mais freqüente da embriaguez. atividade concorrente. por escrito ou verbalmente. tornando impossível ou sobremaneira onerosa a manutenção do vínculo empregatício. as faltas injustificadas ao serviço. Para a configuração da justa causa. que se vão acumulando até culminar na dispensa do empregado. o empregado não poderá exercer atividade na empresa. a pouca produção. a produção imperfeita e outros fatos que prejudicam a empresa e demonstram o desinteresse do empregado pelas suas funções.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © dignidade. é irrelevante o grau de embriaguez e tampouco a sua causa. não pode ser recorrível. de forma habitual.

usando moderadamente os meios necessários. Lesões à Honra e à Boa Fama São considerados lesivos à honra e à boa fama gestos ou palavras que importem em expor outrem ao desprezo de terceiros ou por qualquer meio magoá-lo em sua dignidade pessoal. estranhos à relação empregatícia. Ato de Indisciplina ou de Insubordinação Tanto na indisciplina como na insubordinação existe atentado a deveres jurídicos assumidos pelo empregado pelo simples fato de sua condição de empregado subordinado. Ofensas Físicas As ofensas físicas constituem falta grave quando têm relação com o vínculo empregatício. Jogos de Azar www. Por exemplo. Abandono de Emprego A falta injustificada ao serviço por mais de trinta dias faz presumir o abandono de emprego. capaz de causar prejuízo à empresa. É o caso do empregado que demonstra intenção de não mais voltar ao serviço. mesmo fora da empresa. constitui ato típico de insubordinação.com. a forma e o modo em que as palavras foram pronunciadas. circunstâncias que fazem caracterizar o abandono antes dos trinta dias. a direito seu ou de outrem. Na aplicação da justa causa devem ser observados os hábitos de linguagem no local de trabalho. As agressões contra terceiros.br . Existem. a desobediência a uma norma genérica constitui ato típico de indisciplina. por razões alheias à vida empresarial. Considera-se legítima defesa. grau de educação do empregado e outros elementos que se fizerem necessários. quem. A desobediência a uma ordem específica. praticadas em serviço ou contra superiores hierárquicos. ou a possibilidade de causá-lo de maneira apreciável. no entanto.guiatrabalhista. ambiente onde a expressão é usada.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A revelação só caracterizará violação se for feita a terceiro interessado. repele injusta agressão.180. conforme entendimento jurisprudencial. atual ou iminente. verbal ou escrita. constituirão justa causa se estiverem relacionadas ao fato de ocorrerem em serviço. o empregado é surpreendido trabalhando em outra empresa durante o período em que deveria estar prestando serviços na primeira empresa. origem territorial do empregado. A legítima defesa exclui a justa causa.

sem pagamento da obrigação. de ganhar um bem economicamente apreciável. Elementos da Punição www. em decorrência das obrigações contratuais assumidas pelo empregado e do poder e responsabilidade do empregador na direção dos trabalhos. justa causa para resolução contratual os subtópicos a seguir: Bancários . levando-se em conta o número de dívidas que não foram pagas e o período de ocorrência. Ferroviário Constitui falta grave quando o ferroviário se negar realizar trabalho extraordinário.Faltas Reiteradas A falta reiterada do menor aprendiz sem motivo justificado constitui justa causa para a rescisão contratual. nos casos de urgência ou de acidentes. também. quer pela execução judicial das dívidas.guiatrabalhista. OUTROS MOTIVOS QUE CONSTITUEM JUSTA CAUSA Além das hipóteses acima elencadas no artigo 482 da CLT.181. PUNIÇÃO – PRINCÍPIO No caso de cometimento de falta grave. será preciso averiguar se a habitualidade existiu ou não. Atos Atentatórios à Segurança Nacional A prática de atos atentatórios contra a segurança nacional. Para que o jogo de azar constitua justa causa. observando-se os elementos a seguir. é imprescindível que o jogador tenha intuito de lucro. no que se refere à contumácia do não pagamento. Aprendiz . quer pelo protesto. desde que apurados pelas autoridades administrativas. é motivo justificado para a rescisão contratual.com. sua exigibilidade legal e o vencimento.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Jogo de azar é aquele em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente de sorte.br . o direito de puni-lo. Pode-se comprovar a reiteração através da movimentação dos credores. constituem. Por ser a legislação omissa. capazes de afetar a segurança ou regularidade do serviço. cabe ao empregador.Falta Contumaz no Pagamento de Dívidas Legalmente Exigidas Basta a dívida.

No que diz respeito ao espaço de tempo. ou seja. à vinculação direta entre a falta e a punição. rompimento do vínculo empregatício.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © São três elementos que configuram a justa causa: .182. será fator determinante na descaracterização. Imediação A imediação diz respeito à relação entre causa e efeito. devido a isto o empregador deve usar a coerência e a justiça ao aplicar a pena. Gravidade A penalidade aplicada deve corresponder ao grau da falta cometida.com. . entre a falta e a punição não deve haver período longo. no sentido de que o juiz não pode dosar a penalidade.imediação. Atualidade A punição deve ser aplicada em seguida à falta. Por exemplo: o empregado falta um dia de trabalho. Ao juiz cabe manter ou descaracterizar a penalidade. e . DOSAGEM DA PENALIDADE A jurisprudência trabalhista tem entendimento firmado. deve-se adotar o critério de punir. em conseqüência modificar a medida punitiva aplicada pelo empregador. sob pena de incorrer o empregador no perdão tácito. deve-se utilizar às faltas que impliquem em violação séria e irreparável das obrigações contratuais assumidas pelo empregado.guiatrabalhista. A pena maior. tão logo se tome conhecimento do ato ou fato praticado pelo trabalhador. ou para os casos de prática com mais afinco de faltas consideradas leves. DUPLICIDADE NA PENALIDADE O empregado não pode ser punido mais de uma vez por uma mesma falta cometida.atualidade. ou seja. DIREITOS DO EMPREGADO NA RESCISÃO O empregado demitido por justa causa tem direito apenas a: www. Havendo excesso na punição. O empregador deve usar de bom senso no momento da dosagem da pena.br . quando retorna é advertido por escrito pelo empregador e em seguida o empregador aplica-lhe a pena de suspensão pelo motivo da mesma falta ao trabalho.gravidade.

www. mediante atestado médico. 508 da CLT e os citados no texto.guiatrabalhista.br .férias vencidas. notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego.com. . seis consultas médicas e demais exames complementares. no mínimo.salário-família (quando for o caso). PERÍODO DE PERCEPÇÃO O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social. 342. com acréscimo de 1/3 constitucional. que poderá ocorrer entre o 28o dia antes do parto e a ocorrência deste. sem prejuízo do salário e demais direitos: I – transferência de função.183. NOTIFICAÇÃO AO EMPREGADOR A empregada deve. AUMENTO DO PERÍODO DE REPOUSO – ATESTADO MÉDICO Em casos excepcionais. assegurada a retomada da função anteriormente exercida. LICENÇA MATERNIDADE A empregada gestante tem direito á licença-maternidade de 120 dias. GARANTIAS Á EMPREGADA GESTANTE É garantido à empregada. mediante atestado médico específico. sem prejuízo do emprego e do salário. VALOR O salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa renda mensal igual à sua remuneração integral. a mulher terá direito aos 120 dias previstos na Lei. § 2º. Bases: Artigos 240. e . quando as condições de saúde o exigirem. os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . 482. PARTO ANTECIPADO Em caso de parto antecipado. podendo ser prorrogado. com início vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto.saldo de salários. II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de. durante a gravidez. durante cento e vinte dias. logo após o retorno ao trabalho.

Entretanto. O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa será pago diretamente pela Previdência Social. COMPROMISSO DE CONTRATO DE TRABALHO QUE PREJUDIQUE A GESTAÇÃO Mediante atestado médico. a mulher terá direito ao salário integral e.2003.br . o salário-maternidade continua sendo pago diretamente pela Previdência Social. a qualquer título. calculado de acordo com a média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho. quando variável.09.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Durante o período de 120 dias. tendo em vista a vigência da Lei 10710/2003.2003. COMPENSAÇÃO DO VALOR DO SALÁRIO MATERNIDADE A empresa que pagar o salário maternidade fará a compensação do respectivo pagamento. cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante. desde que este seja prejudicial à gestação. PAGAMENTO DO SALÁRIO-MATERNIDADE Para os benefícios requeridos a partir de 01. à mulher grávida é facultado romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho.184. A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do saláriomaternidade. www. INÍCIO DE AFASTAMENTO O início do afastamento do trabalho da segurada empregada será determinado com base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho. para os casos que a segurada adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada. quando do recolhimento das contribuições do INSS incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados.com. sendo-lhe ainda facultado reverter à função que anteriormente ocupava.09. o pagamento do salário-maternidade é feito diretamente pela previdência social. A empregada deve dar quitação à empresa dos recolhimentos mensais do saláriomaternidade na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida. bem como os direitos e vantagens adquiridos.guiatrabalhista. Para os benefícios requeridos até 01. à pessoa física que lhe preste serviço.

A partir de 1 ano até 4 anos de idade: 60 dias. observado o limite mínimo e máximo. o valor mensal será até o limite de R$ 12. A partir de 4 anos até 8 anos de idade: 30 dias. para a contribuinte individual e a segurada facultativa: em 1/12 da soma dos 12 últimos salários de contribuição apurados em um período não superior a 15 meses. .720. . MÃE ADOTIVA A partir de 16.00.185. • • • • para trabalhadora avulsa: valor mensal igual a sua remuneração equivalente a um mês de trabalho não sujeito do limite máximo no salário-de-contribuição.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ABORTO NÃO CRIMINOSO Em caso de aborto não criminoso. será retido do salário maternidade a contribuição do INSS devida segundo a tabela de contribuição.com. GUARDA DE DOCUMENTOS www.2002 a Lei 10421/2002 estendeu á mão adotiva o direito á licençamaternidade de forma escalonada.em caso de salário variável o valor mensal será igual à média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho.em caso de salário fixo o valor mensal será igual à sua remuneração integral. para a segurada empregada.guiatrabalhista.04. VALOR DO BENEFÍCIO • para segurada empregada: . de acordo com a Resolução 236 do Supremo Tribunal Federal de 19 de julho de 2002. RETENÇÃO DO INSS Observar que. dependendo da idade da criança adotada: Até 1 ano de idade: 120 dias. sujeito ao limite máximo do salário-de-contribuição. a mulher terá um repouso remunerado de 2 (duas) semanas. A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda á adotante ou guardiã. ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento.em caso de salário maior que o teto máximo de benefício. comprovado por atestado médico oficial. em se tratando da segurada especial o valor do salário maternidade é de um salário mínimo mensal.br . para a empregada doméstica o benefício tem valor mensal igual ao do seu último salário de contribuição.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A empresa deverá conservar durante 10 (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados ou certidões correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social. As frações de unidade. moral e psicológico. em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos. OBRIGATORIEDADE DE CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho do aprendiz é de máximas 6 horas diárias.guiatrabalhista. Base: art. O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. inscrito em programa de aprendizagem. cujas funções demandem formação profissional. as tarefas necessárias a essa formação. podendo chegar ao limite de 8 horas diárias desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental. darão lugar à admissão de um aprendiz. O limite fixado não se aplica quando o empregador for entidade sem fins lucrativos. no mínimo. Bases: artigos 392 a 395 da CLT. no cálculo da percentagem. dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. www. ajustado por escrito e por prazo determinado. a executar com zelo e diligência. no máximo. 428 da CLT. formação técnicoprofissional metódica. e quinze por cento. Base: art.186. uma vez que foi revogada a disposição legal (art. 432 da CLT. compatível com o seu desenvolvimento físico. na nova redação dada pela MP 251/2005. que tenha por objetivo a educação profissional. ficando vedado prorrogação e a compensação de jornada.com. 80 da CLT). que dispunha que na primeira metade do contrato de aprendizagem ao aprendiz era garantido meio salário mínimo e na segunda metade 2/3 do salário mínimo.br . e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. A idade máxima no contrato de aprendizagem não se aplica a aprendizes com deficiência. artigos 93 a 103 do Regulamento da Previdência Social e os citados acima. e o aprendiz. CONTRATO DE APRENDIZAGEM Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial. Ao menor aprendiz foi garantido o salário mínimo hora.

que ateste a nãoexposição a riscos que possam comprometer a saúde e a segurança dos adolescentes. VALIDADE A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social. matrícula e freqüência do aprendiz à escola. ou IV . assinado por profissional legalmente habilitado em segurança e saúde no trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Base: art. www. II . desde que realizados fora das áreas de risco à saúde e à segurança. A proibição poderá ser elidida por meio de parecer técnico circunstanciado.ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo.com. Base: art. na nova redação dada pela MP 251/2005.desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz. Os trabalhos técnicos ou administrativos serão permitidos.187. III . MENOR DE IDADE – ATIVIDADES DE TRABALHO PROIBIDAS A classificação dos locais ou serviços como perigosos ou insalubres decorre do princípio da proteção integral à criança e ao adolescente. não sendo extensiva aos trabalhadores maiores de 18 anos. 433 da CLT.falta disciplinar grave. 429 da CLT.guiatrabalhista. Na rescisão antecipada do contrato de aprendizagem não haverá a indenização de 50% dos dias faltantes para o término do contrato constante nos artigos 479 e 480 da CLT.a pedido do aprendiz.br . e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. ou antecipadamente quando ocorrer uma das seguintes hipóteses: I . o qual deverá ser depositado na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego da circunscrição onde ocorrerem as referidas oportunidades. EXTINÇÃO DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos (exceto quanto a aprendizes com deficiência). caso não haja concluído o ensino fundamental. FGTS – CONTRATO DE APRENDIZ Os depósitos do FGTS nos contratos de aprendizagem tiveram a alíquota reduzida de 8% para 2%.

sendo permitido o trabalho em veículos. beneficiamento ou industrialização do sisal. trabalhos de jateamento em geral. o mesmo será objeto de análise por AuditorFiscal do Trabalho. com exceção da limpeza. trabalhos na construção civil ou pesada. rebolo ou esmeril. forja e de corte de metais. galvanoplastia. serras de fita e guilhotinas. 14. www. 13. 4. colheita. trabalhos de afiação de ferramentas e instrumentos metálicos em afiadora.br .guiatrabalhista. trabalhos em tecelagem.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Sempre que houver controvérsia quanto á efetiva proteção dos adolescentes envolvidos nas atividades constantes do referido parecer. quando possuírem sistema que impeça o seu acionamento acidental. manutenção ou limpeza de máquinas ou equipamentos. prateação. cortadores e misturadores. 10. máquinas de laminação. trabalhos em fundições em geral. máquinas de padaria como misturadores e cilindros de massa. QUADRO DESCRITIVO DOS LOCAIS E SERVIÇOS CONSIDERADOS PERIGOSOS OU INSALUBRES PARA MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS 1. equipamentos em fábricas de papel. beneficiamento ou industrialização do fumo. máquinas em trabalhos com madeira. trabalhos no plantio. trabalhos no preparo de plumas ou crinas. operação. 5. trabalhos na operação industrial de reciclagem de papel. niquelação. 8. banhos metálicos ou com desprendimento de fumos metálicos. trabalhos com utilização de instrumentos ou ferramentas de uso industrial ou agrícola com riscos de perfurações e cortes. sem proteção capaz de controlar o risco. que tornará as providências legais cabíveis. 3. 12. serras circulares. 9. trabalhos no plantio. 11. máquinas ou equipamentos parados. esmeris. trabalhos de direção de veículos automotores e direção. 7. 2. anodização de alumínio. trabalhos de douração. nivelamento de solo e desbrote. máquinas de fatiar. 6. plástico ou metal. na colheita.com. trabalhos na lixa nas fábricas de chapéu ou feltro. exceto em processos enclausurados. moinhos. guindastes ou outros similares. sem proteção coletiva contra partículas volantes. a saber: tratores e máquinas agrícolas. quando motorizados e em movimento.188. trabalhos em cantarias ou no preparo de cascalho.

gasosos ou liquefeitos. cromo e mercúrio) e seus compostos. granitos. trabalhos na produção. trabalhos com retirada. 16. disposição ou retorno de recipientes vazios. trabalhos com exposição a radiações ionizantes. 22. 28. 26. 30. 19. trabalhos em atividades industriais com exposição a radiações não-ionizantes (microondas. inflamáveis líquidos. sangue. trabalhos com exposição ou manuseio de arsênico e seus compostos. ossos. 25. trabalhos com exposição ou manuseio de ácido oxálico. chumbo. óleo diesel. trabalhos na coleta. fosfórico e pícrico. 23. trabalhos que exijam mergulho. armazenamento. desengraxantes ácidos ou básicos ou outros produtos derivados de óleos minerais. www. asbestos.guiatrabalhista. trabalhos em condições hiperbáricas. trabalhos na fabricação de fogos de artifícios. acima do nível de ação previsto na legislação pertinente em vigor. descontaminação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 15.br . bromídrico. trabalhos com animais portadores de doenças infecto-contagiosas. raspagem a seco ou queima de pinturas.189. sulfúrico. nítrico. vísceras. 24. pêlos ou dejeções de animais. silicatos. 18. ultravioleta ou laser). manuseio ou carregamento de explosivos. 31. processamento. ou substâncias cancerígenas conforme classificação da Organização Mundial de Saúde. couros. 27. benzeno. hidrocarbonetos ou outros compostos de carbono. semipreciosas ou outros bens minerais. metais pesados (cádmio. pedras preciosas. trabalhos no manuseio ou aplicação de produtos químicos de uso agrícola ou veterinário. transporte. 21. seleção ou beneficiamento de lixo. 29. trabalhos na extração ou beneficiamento de mármores. 17. 20. carvão mineral. trabalhos com exposição ou manuseio de álcalis cáusticos. incluindo limpeza de equipamentos.com. ou a ruído de impacto. trabalhos em contato com resíduos de animais deteriorados ou com glândulas. trabalhos de lavagem ou lubrificação de veículos automotores em que se utilizem solventes orgânicos ou inorgânicos. trabalhos com exposição a ruído contínuo ou intermitente. fósforo e seus compostos.

subterrâneos. trabalhos na fabricação de artefatos de borracha. estopas. trabalhos em matadouros ou abatedouros em geral. 47. trabalhos em colchoarias. trabalhos em olarias nas áreas de fornos ou com exposição à umidade excessiva.190. trabalhos na fabricação de botões ou outros artefatos de nácar. algodão ou madeira). cristais. 45. 35. 41. trabalhos na fabricação de cortiças. pedreiras garimpos ou minas em subsolo ou a céu aberto. de uso industrial. trabalhos em peleterias. trabalhos em curtumes ou industrialização do couro. 40. trabalhos na fabricação de farinha de mandioca. 38. quando energizados. trabalhos em indústrias cerâmicas. trabalhos de direção e operação de máquinas ou equipamentos elétricos de grande porte. vidros ou vernizes.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 32. milho. 37. 50. trabalhos em escavações. trigo.guiatrabalhista. linho. centeio. 33. louças. feijão ou soja) e de vegetais (cana. transmissão ou distribuição de energia elétrica. 44. 36. 51. trabalhos em destilarias ou depósitos de álcool. 48. trabalhos em fábricas de cimento ou cal. trabalhos em locais em que haja livre desprendimento de poeiras minerais. 46. gesso. trabalhos na fabricação de porcelanas ou produtos químicos. www.br . trabalhos em sistemas de geração. trabalhos em locais em que haja livre desprendimento de poeiras de cereais (arroz. 42. esmaltes. 39. aveia. cevada. sorgo. 49. 43. chifre ou osso. trabalhos de manutenção e reparo de máquinas e equipamentos elétricos. 34. trabalhos de processamento ou empacotamento mecanizado de carnes.com.

enfermarias. ambulatórios. sem condições adequadas de higienização. trabalhos no interior de resfriadores. postos de vacinação ou outros estabelecimentos destinados ao cuidado da saúde humana em que se tenha contato direto com os pacientes ou se manuseie objetos de uso destes pacientes não previamente esterilizados. currais. trabalhos em laboratórios destinados ao preparo de soro. de vacinas ou de outros produtos similares. cavalariças. 54. 69.br . serviços de emergências. óleo diesel. trabalhos em serralherias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 52. fornos ou alto-fornos. trabalhos em câmaras frigoríficas. ambulatórios ou postos de vacinação de animais.191. trabalhos em esgotos. 67. trabalhos em borracharias ou locais onde sejam feitos recapeamento ou recauchutagem de pneus. trabalhos em madeireiras. trabalhos em tinturarias ou estamparias. 64. www. 58. trabalhos em oficinas mecânicas em que haja risco de contato com solventes orgânicos ou inorgânicos. trabalhos em lavanderias industriais. 59. trabalhos em salinas. desengraxantes ácidos ou básicos ou outros produtos derivados de óleos minerais. 57. 68. quando em contato direto com os animais. estrebarias ou pocilgas. trabalhos na fabricação de bebidas alcoólicas. serrarias ou corte de madeira. casas de máquinas. 62. 56. 53. trabalhos em indústria de móveis. trabalhos em cemitérios. 60. 66. trabalhos em carvoarias. quando em contato com animais. ou junto de aquecedores. 63. trabalhos em hospitais. 65.com. trabalhos em estábulos. 61. 55. trabalhos em hospitais.guiatrabalhista.

trabalhos na colheita de cítricos ou de algodão. explosivas ou com deficiência de oxigênio. trabalhos no plantio.transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. 75. quando realizado raramente. 77. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I .192. www. parágrafo 2 (alterado pela Lei 10243/2001).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 70. anuidade.br . transporte ou descarga manual de pesos superiores a 20 quilos para o gênero masculino e superiores a 15 quilos para o gênero feminino. 74. Base: Portaria SIT/MTE nº 20/2001 e 4/2002. 458. livros e material didático. mensalidade. 79. trabalhos em manguezais ou lamaçais. beneficiamento ou industrialização da cana-de-açúcar. II . trabalhos como sinalizador na aplicação aérea de produtos ou defensivos agrícolas.vestuários. 80.com. trabalhos com levantamento.educação. trabalhos com exposição a vibrações localizadas ou de corpo inteiro. 76. trabalhos de desmonte ou demolição de navios e embarcações em geral. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho.guiatrabalhista. 71. 78. 72. colheita. quando realizado freqüentemente. 81. III . ou superiores a 11 quilos para o gênero masculino e superiores a 7 quilos para o gênero feminino. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. trabalhos no interior ou junto a silos de estocagem de forragem ou grãos com atmosferas tóxicas. em percurso servido ou não por transporte público.0 (dois) metros. art. trabalhos em alturas superiores a 2. trabalhos em porão ou convés de navio. trabalhos em espaços confinados. compreendendo os valores relativos a matrícula. para a prestação do serviço. trabalhos no beneficiamento da castanha de caju. 73. PARCELAS NÃO CONSIDERADAS COMO SALÁRIOS Segundo a CLT.

br . e art. As empresas que firmarem o termo de adesão a partir de 2.previdência privada. FORMA E PRAZO DE ADESÃO E VALIDADE DO PROGRAMA A adesão ao PAT consiste na apresentação do formulário oficial.seguros de vida e de acidentes pessoais. Base: Art. devem renovar o mesmo. convênio e cesta de alimentos). Base: Art. 2. Estes documentos têm validade por prazo indeterminado. A inscrição também pode ser efetuada por meio eletrônico utilizando o formulário constante da página do Ministério do trabalho e Emprego na INTERNET (www. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde. fornecedor.532/97 e art.mte. devidamente preenchido e instruído com os seguintes elementos: 1) identificação da empresa beneficiária. VI . hospitalar e odontológica. O formulário é adquirido nas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). V . aquelas que o fizeram antes.br).gov.assistência médica. 4) número de trabalhadores beneficiados por UF.mte. no entanto. a pessoa jurídica deve apresentar e registrar formulário junto ao ECT ou enviar via internet constante no "site" do MTE (www. mantendo o comprovante de postagem da agência ou o comprovante de adesão via internet.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © IV . 6) termo de responsabilidade e assinatura do responsável pela empresa. 2) número de refeições maiores e menores.com. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT) Para cadastrar-se no PAT. 2 da Portaria SIT 3/2002.000 não precisam renovar o formulário.guiatrabalhista. 10 da Lei 9. parágrafo 1 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999.br). 5) número de trabalhadores beneficiados por faixas salariais.gov. 2 da Portaria SIT 3/2002.193. 3) modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio. GUARDA DOS DOCUMENTOS DO PAT www. O PAT fica automaticamente aprovado mediante a apresentação e registro do formulário na ECT. que a partir dessa renovação será válido por prazo indeterminado.

194. Independentemente da modalidade adotada. 2 da Portaria SIT 3/2002. a pessoa jurídica poderá oferecer aos seus trabalhadores uma ou mais refeições diárias. observando-se que. ou acréscimo para 1.guiatrabalhista.br .As refeições principais (almoço. art. 2) distribuir alimentos. Base: art.desjejum e merenda deverão conter um mínimo de trezentas calorias e 6% de percentual protéico-calórico (NDpCal). desde que essas entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do PAT e na Portaria SIT 3/2002. Bases: parágrafo 2. inclusive não preparados (cestas básicas) e 3) firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva. FORMAS DE EXECUÇÃO DO PAT Para a execução do PAT.200 calorias. cada um. 4 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999 e § 1 e 2 do art. observado o percentual protéico-calórico estabelecido. TEOR NUTRITIVO DA ALIMENTAÇÃO As pessoas jurídicas beneficiárias que participam do PAT. por meio de serviços próprios ou de terceiros. II . cabendo-lhes a responsabilidade pela fiscalização permanente dessas condições: I . para qualquer tipo de atividade. jantar. matriz e filiais. no caso de atividade leve. III . no mínimo. 5 da Portaria SIT 3/2002. de 6%.600 calorias. deverão assegurar que a refeição produzida ou fornecida contenha o seguinte valor nutritivo. de modo a possibilitar seu exame e confronto com os registros contábeis e fiscais exigidos pela legislação pertinente. condição que deverá constar expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A cópia do formulário e o respectivo comprovante oficial da postagem ou o comprovante de adesão via INTERNET deverá ser mantida nas dependências da empresa. www. A documentação relacionada aos gastos com o Programa e aos incentivos dele decorrentes deve ser mantida à disposição da fiscalização. no caso de atividade intensa.as cotas das cestas de alimentos deverão conter o total dos valores diários citados nos itens I e II acima.com. ceia) deverão conter 1. admitindo-se uma redução para 1. o percentual protéico-calórico (NDpCal) deverá ser. á disposição da fiscalização federal.400 calorias cada uma. a pessoa jurídica beneficiária poderá: 1) manter serviço próprio de refeições. mediante justificativa técnica.

são dedutíveis do lucro liquido. o valor do documento deverá ser suficiente para atender às exigências nutricionais do PAT. fornecedoras de componentes alimentícios devidamente embalados e registrados nos órgãos competentes.101/96. Bases: Decreto 2. Na emissão dos documentos de legitimação.Instituto Nacional de Metrologia. no período de transição para novo emprego.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As empresas produtoras de cestas de alimentos e similares. 9 e 10 da Portaria SIT 3/2002. 8. art.195.para esta finalidade. c) valor em moeda corrente no País. 27.guiatrabalhista. não inferior a 30 dias nem superior a 15 meses. EXTENSÃO DO PROGRAMA Empregados dispensados ou com contrato suspenso O beneficio do PAT pode ser estendido pela pessoa jurídica: a) aos trabalhadores por ela dispensados. limitada a extensão ao período de seis meses. Quando a pessoa jurídica beneficiária fornecer a seus trabalhadores documentos de legitimação (impressos. d) nome. vinculada à empregadora. conforme o caso. Nos documentos de legitimação deverão constar: a) razão ou denominação social da pessoa jurídica beneficiária. para transporte individual. FORNECIMENTO DE CESTA BÁSICA Independentemente da existência de Programa de Alimentação do Trabalhador os gastos com a aquisição de cestas básicas. deverão comprovar atendimento à regulamentação técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. distribuídas indistintamente a todos os empregados da pessoa jurídica. magnéticos ou outros oriundos de tecnologia adequada) que permitam a aquisição de refeições ou de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais. para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (IN SRF 11/96. deverão ser adotados mecanismos que assegurem proteção contra falsificação. e www. e art.com. cartões eletrônicos. e f) a expressão “válido somente para pagamento de refeições” ou “válido somente para aquisição de gêneros alimentícios". b) numeração continua. parágrafo único). e) prazo de validade. em seqüência ininterrupta. Normalização e Qualidade Industrial . endereço e CGC/CNPJ da prestadora do serviço de alimentação coletiva.br . através de organismo designado pelo INMETRO .

Bases: art.com. PARTICIPAÇÃO DO TRABALHADOR NO CUSTO DIRETO DA REFEIÇÃO A participação do trabalhador no PAT é limitada a 20% (vinte por cento) do custo direto da refeição. desde que esteja garantido o atendimento da totalidade dos trabalhadores que percebam até 5 salários mínimos. a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial. Bases: parágrafo 2o do artigo 585 do Regulamento IR/99 e art.guiatrabalhista. não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem se configura como rendimento tributável do trabalhador (art. PRAZO DE PAGAMENTO DE VERBAS RESCISÓRIAS www. 4 da Portaria SIT 3/2002.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © b) aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participação em curso ou programa de qualificação profissional. limitada essa extensão ao período de cinco meses. 6 do Decreto 05/1991).50 Limite de participação do trabalhador: 20% x R$ 3. 3 da Portaria SIT 3/2002.50 = R$ 0. independentemente da duração da jornada de trabalho. O benefício concedido aos trabalhadores que percebem até 5 salários mínimos não poderá. a empresa empreiteira pode estender o PAT aos empregados de subempreiteira que para ela trabalhem no mesmo canteiro de obras. INCLUSÃO DOS TRABALHADORES DE RENDA MAIS ELEVADA NO PROGRAMA — CONDIÇÃO Os trabalhadores de renda mais elevada podem ser incluídos no Programa de Alimentação do Trabalhador. sob qualquer pretexto.70 por refeição. 2 do Decreto 05/1991 e art. ter valor inferior àquele concedido aos de renda mais elevada. Empregados de subempreiteira De acordo com o Parecer Normativo CST 08/82. Exemplo: Valor do Custo Direto da Refeição: R$ 3.br . não se incorpora á remuneração para quaisquer efeitos. INEXISTÊNCIA DE REFLEXOS NA REMUNERAÇÃO DO TRABALHADOR É importante ressaltar que no PAT previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho.196.

guiatrabalhista. MULTAS O parágrafo 8º do artigo 477 da CLT prevê a multa a favor do empregado no valor equivalente ao seu salário. por parte das empresas.com. Nota: valor atualizado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O artigo 477. à multa de 160 Ufir. PRAZOS DE PAGAMENTO São os seguintes os prazos a serem observados pelo empregador: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. e ao trabalhador avulso que tenham salário-de-contribuição inferior ou igual a R$ 654. bem como valores de multa superiores aos demonstrados. ou b) até o décimo dia. por trabalhador. Pelo sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao trabalhador avulso mediante convênio com INSS. contado da data da notificação da demissão. pela Portaria MPS 119/2006. § 6º da CLT.197. SALÁRIO FAMÍLIA É o benefício previdenciário que têm direito o segurado empregado. CLÁUSULAS MAIS FAVORÁVEIS AO EMPREGADO NAS CONVENÇÕES COLETIVAS – OBEDIÊNCIA Existem convenções coletivas de trabalho que determinam prazos para pagamento de verbas rescisórias menores do que os que constam da CLT. Como as mencionadas cláusulas são mais benéficas para o empregado. www. quando de uma fiscalização.br . indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. O citado parágrafo sujeita também o empregador. a partir de 1º de abril de 2006. exceto o doméstico. estipula os prazos para o pagamento das verbas rescisórias constantes do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. a sua observância. sendo obrigatória. quando da ausência de aviso prévio. elas prevalecem sobre o que é determinado em Lei.61. Pagamento Será pago mensalmente: • • Pela empresa ao empregado e deduzido quando do recolhimento das contribuições sobre a folha de salário.

52 De R$ 435.65 R$ 1.br .60 até R$ 360.com. TABELA DE QUOTAS DO SALÁRIO FAMÍLIA VIGÊNCIA A partir de 01/04/2006 (Portaria MPS 119/2006) REMUNERAÇÃO Até R$ 435.65 R$ 8.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Carência Não existe carência para conceder esse benefício.00 R$ 14.61 até R$ 414.198.27 R$ 14.79 a R$ 623.99 R$ 20.31 R$ 9.Documentação Quando o salário-família começa a ser pago A partir da comprovação dos documentos mencionados será pago junto com o salário do mês. O segurado tem direito a tantas cotas quantos forem os filhos menores de 14 anos ou inválidos.48 até R$ 376. Documentos que devem ser apresentados para recebimento do salário-família Leia maiores detalhes no tópico Salário Família .00 até R$ 324.65 R$ 1. na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados.07 www.09 de 01/05/2005 a 31/03/2006 (Portaria MPS 822/2005) de 01/05/2004 a 30/04/2005 (MP 182/2004) até R$ 560.guiatrabalhista.78 de R$ 414.00 de R$ 390.44 até R$ 390.01 a R$ 586.33 R$ 15.05 R$ 8.58 R$ 9.81 até R$ 468.74 R$ 21.19 de 01/06/2003 a 30/04/2004 de 01/06/02 a 31/05/03 de 01/06/01 a 31/05/02 de 01/06/00 a 31/05/01 de 01/06/99 a 31/05/00 de 01/01/99 a 31/05/99 de 01/12/98 a 31/12/98 de 01/06/98 a 30/11/98 SALÁRIO FAMÍLIA R$ 22.45 acima R$ 324.53 a R$ 654.00 até R$ 398.26 R$ 10. Valor do Salário Família Esse valor é calculado com base em cotas.46 até R$ 324.07 R$ 8.47 até R$ 429.45 R$ 13. A partir do dia em que o segurado empregado ou o segurado trabalhador avulso comprovarem o nascimento.45 acima de R$ 324.48 R$ 11.

86 Cr$ 17.434.19 Cr$ 366.57 acima de Cr$ 50 .66 R$ 0.183.257.25 Até Cr$ 9.00 acima de Cr$ 1.01 Cr$ 15.434.582.419.o valor da cota para o segurado empregado será proporcional nos meses de admissão e demissão.386.83 R$ 8.27 até R$ 249.85 Cr$ 92.56 acima de R$ 309.259.718.br .83 acima de Cr$ 276.514.95 Cr$ 4.66 URV 0.40 Cr$ 404.199.256.625.95 R$ 6.350.459.67 R$ 0.625.052.259.13 até Cr$ 32.11 Cr$ 923.064.74 Cr$ 1.29 Até Cr$ 1.66 R$ 0.58 acima de Cr$ 88.69 acima de Cr$ 9.59 Até Cr$ 3.728.087.59 acima de Cr$ 4.00 Cr$ 168.082.459.66 R$ 0.27 acima de R$ 287.15 Cr$ 385.183.75 até Cr$ 276.02 R$ 7.449.93 acima de Cr$ 15.69 Até Cr$ 4.616.00 Até Cr$ 638.978.67 Até Cr$ 25.052.54 Cr$ 11.guiatrabalhista.582.28 Cr$ 241.214.738.56 até R$ 287.58 Cr$ 3.924.257.616.731.536.25 acima de Cr$12.86 até Cr$ 115.536.86 acima de URV 174.33 Cr$ 295.419.58 até Cr$ 50.13 Cr$ 30.93 Até Cr$ 12.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © de 01/06/97 a 31/05/98 de 01/01/97 a 31/05/97 de 01/05/96 a 31/12/96 de 01/05/95 a 30/04/96 de 01/07/94 a 30/04/95 de 01/03/94 a 30/06/94 01/02/94 01/01/94 01/12/93 01/11/93 01/10/93 01/09/93 01/08/93 01/07/93 de 01/05/93 a 30/06/93 de 01/03/93 a 30/04/93 de 01/01/93 a 28/02/93 de 01/09/92 a 31/12/92 de 01/05/92 a 31/08/92 de 01/01/92 a 30/04/92 até R$ 309.60 Cr$ 339.064.13 acima de Cr$ 40.793.02 até Cr$ 88.84 Cr$ 7.738.760.86 Até URV 174.com.95 R$ 7. www.728.731.780.26 Proporcionalidade .449.76 Cr$ 2.439.014.75 acima de Cr$ 638.67 acima de Cr$ 32.978.48 acima de Cr$ 25.10 Cr$ 865.31 Cr$ 86.29 acima de Cr$ 3.924.05 Cr$ 38.15 Cr$ 691.246.90 Cr$ 50.02 acima de Cr$ 115.83 R$ 4.80 acima de R$ 249.57 até Cr$ 40.31 Cr$ 108.532.48 Até Cr$ 15.71 Cr$ 26.080.126.58 URV 4.27 até R$ 287.27 acima de R$ 287.80 até R$ 174.72 Cr$ 1.25 R$ 1.95 Cr$ 135.793.86 acima de R$ 174.87 Cr$ 42.

quando dependente menor de sete anos.DOCUMENTAÇÃO O salário-família será devido a partir do mês em que for apresentada à empresa ou ao órgão gestor mão-de-obra ou ao sindicato dos trabalhadores avulsos ou ao INSS. para efeito de definição do direito à cota de salário-família. nos meses de maio e novembro. sendo obrigatória nos meses de novembro.certidão de nascimento do filho (original e cópia). IV .dataprev. quando dependente a partir de sete anos.htm APRESENTAÇÃO DE COMPROVANTES www. III . DECLARAÇÃO E TERMO DE RESPONSABILIDADE Preencher a Declaração correspondente. Todas as importâncias que integram o salário de contribuição são consideradas como parte integrante da remuneração do mês.04.61. Ou então acesse a página: http://www81.o valor da cota para o trabalhador avulso será integral.comprovante de freqüência à escola. Se a remuneração ultrapassar este valor (decorrente de reajuste ou de horas extras. independentemente do número de dias trabalhados. REMUNERAÇÃO RECEBIDA ACIMA DO LIMITE A partir de 01. naquele mês não haverá direito ao benefício. por exemplo). Isto porque o artigo 81 do Regulamento da Previdência Social estabelece o teto em relação a "salário de contribuição" e não ao "salário base".com.caderneta de vacinação ou equivalente. contados a partir de 2000. Clique aqui para obter o modelo oficial da Previdência Social.br .200.2006. exceto o 13º salário e o adicional de férias (1/3 constitucional).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . contados a partir de 2000. SALÁRIO-FAMÍLIA . II . V . a cargo da Perícia Médica do INSS.gov.guiatrabalhista. o salário família só é devido até o valor de remuneração mensal de R$ 654.br/sislex/paginas/97/trcsf3040. quando dependente maior de quatorze anos.comprovação de invalidez.CP ou CTPS. a documentação abaixo: I .

em nome do aluno. o órgão gestor de mão-de-obra ou o sindicato de trabalhadores avulsos ou o INSS suspenderá o pagamento do salário-família se o segurado não apresentar o atestado de vacinação obrigatória e a comprovação de freqüência escolar do filho ou equiparado. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. A comprovação de freqüência escolar será feita mediante apresentação de documento emitido pela escola. Referida comunicação pode ser feita através de editais (no quadro de avisos. Se após a suspensão do pagamento do salário-família. deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. circulares e até mesmo uma mensagem no contra-cheque do empregado. o empregado deverá apresentar: 1.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MAIO O empregado deverá apresentar no mês de maio o comprovante de freqüência à escola. ainda que fora de prazo. para agilizar o processo documentário. para crianças a partir de 7 anos de idade. Caderneta de vacinação ou documento equivalente. para dependentes menores de 7 anos. 2. NOVEMBRO No mês de novembro. o segurado comprovar a vacinação do filho. Esta obrigação ocorre desde o ano de 2000.br . salvo se provada a freqüência escolar regular no período. nas datas fixadas.201. Comprovante de freqüência à escola.guiatrabalhista. no qual consta o registro de freqüência regular ou de atestado de estabelecimento de ensino.com. por exemplo). caberá o pagamento das cotas relativas ao período suspenso. na forma de legislação própria. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO A empresa. atestando a regularidade da matrícula e freqüência escolar do aluno. até que a documentação seja apresentada Não é devido salário-família no período entre a suspensão do benefício motivada pela falta de comprovação da freqüência escolar e o seu reativamento. deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. www. para crianças a partir de 7 anos de idade. COMUNICAÇÃO É importante que o empregador comunique tais regras aos seus empregados com antecedência.

Sistema Bancário O empregador que utilizar o sistema bancário para o pagamento dos salários. CONTAGEM DOS DIAS Para efeito de determinar o prazo de pagamento dos salários.com. o mais tardar.PRAZO DE PAGAMENTO MENSALISTAS O pagamento do salário mensal deve ser efetuado o mais tardar até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. PAGAMENTO O pagamento de salário deve ser efetuado: . os comprovantes dos pagamentos e as cópias das certidões correspondentes. Bases: Art. SALÁRIOS . 465 da CLT. em se tratando de analfabeto. o pagamento deverá ser efetuado na sexta feira.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © GUARDA DOS DOCUMENTOS A empresa deverá conservar. Por Meio de Cheque www. por força do art. se esta não for possível. . para exame pela fiscalização do INSS.contra-recibo.202. os valores deverão estar à disposição do empregado. excluindo o domingo e feriado. assinado pelo empregado. ou. 84 do Decreto nº 3. até o 5º (quinto) dia útil.048/99 e artigos 232 a 235 da IN INSS 118/2005.br . salvo critério mais favorável previsto em documento coletivo de trabalho da respectiva categoria profissional. inclusive o municipal.guiatrabalhista. QUINZENALISTAS E SEMANALISTAS Quando tratar-se de pagamento estipulado por quinzena ou semana. deve ser considerado na contagem dos dias o sábado. a seu rogo (em dinheiro). Caso o 5º dia útil seja um sábado e a empresa não trabalhe aos sábados. Para a legislação trabalhista o sábado é considerado dia útil. mediante sua impressão digital. dentro do horário do serviço ou imediatamente após o encerramento deste.em dia útil e no local do trabalho. deve ser efetuado até o 5º (quinto) dia após o vencimento. durante 10 (dez) anos.

Entretanto. não será computado na jornada de trabalho. salvo quando. Bases: Art. caberá ao Fiscal do Trabalho a lavratura de auto de infração. O empregador se sujeitará à multa administrativa de 160 UFIR por trabalhador prejudicado. 58 da CLT teve acréscimo de parágrafos. observado o limite máximo de dez minutos diários.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Se o pagamento for efetuado por meio de cheque. OPTANTES PELO SIMPLES FEDERAL – OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS Na legislação. SALÁRIOS – VARIAÇÕES NO PONTO E TEMPO DE TRANSPORTE O art. 459. existem dois tipos de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP): as optantes pelo SIMPLES FEDERAL (Lei 9. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. 465. .855/89. 501 da CLT. TEMPO DE TRANSPORTE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Observar que determinadas prescrições previdenciárias (como dispensa de recolhimento do INSS patronal) vigoram somente para as empresas optantes no Simples Federal. por qualquer meio de transporte. Lei nº 7. no Simples Federal e no Estatuto da ME ou EPP. A empresa poderá ser enquadrada. e Instrução Normativa SRT/MTb nº 01/89. § 1º. o empregador fornecer a condução.203. aproveitando-se dos benefícios de ambas as legislações.horário que permita o desconto imediato do cheque. simultaneamente.317/1996) e as enquadradas conforme o Estatuto da Micro Empresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei 9. caso o acesso ao estabelecimento de crédito exija a sua utilização. através da Lei 10243/2001. deve ser assegurado ao empregado: .841/1999).com. deverá www.br . 464.transporte. relativos a variações no ponto e tempo de transporte do trabalhador. dispondo sobre as parcelas não integrantes dos salários.guiatrabalhista. PENALIDADES Constatada a inobservância das disposições mencionadas neste trabalho. VARIAÇÕES DE HORÁRIO NO REGISTRO DE PONTO Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos.

fixados pelo Decreto 5.00 (cento e vinte mil reais). EMPRESAS ENQUADRADAS PELO ESTATUTO DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE (limites a partir de 01.204.00 (dois milhões.12. o limite era receita bruta superior a R$ 120. receita bruta superior a R$ 240.222.2005. Nota: até 31.000.00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.2004. Empresa de Pequeno Porte (Estatuto): a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que. tiver receita bruta anual superior a R$ 433. RECEITA BRUTA Considera-se receita bruta o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze centavos) e igual ou inferior a R$ 2.14 (quatrocentos e trinta e três mil. OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DISPENSA . e o limite de receita bruta.04. no anocalendário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © observar as restrições próprias das respectivas legislações.133. Nota: até 31.00 (duzentos e quarenta mil reais).com.14 (quatrocentos e trinta e três mil. para enquadramento em cada um dos regimes.400.00 (cento e vinte mil reais) e igual ou inferior a 1. receita bruta igual ou inferior a R$ 240.guiatrabalhista. LIMITE DE RECEITAS EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES FEDERAL Microempresa (Simples): a pessoa jurídica que tenha auferido no ano-calendário.000.000. cento e trinta e três mil. Empresa de Pequeno Porte (Simples): a pessoa jurídica que tenha auferido.755. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia.12.755. não enquadrada como microempresa.000. duzentos e vinte e dois reais).00 (um milhão e duzentos mil reais).000. excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.br .00 (dois milhões e quatrocentos mil reais).000.2005.028/2004) Microempresa (Estatuto): a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433. setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze centavos). o limite era de R$ 120.ENQUADRADAS NO ESTATUTO As microempresas e as empresas de pequeno porte que estejam enquadradas no Estatuto respectivo estão dispensadas do cumprimento das seguintes obrigações acessórias previstas na legislação trabalhista: www.200.

com. mensalmente. • OBRIGAÇÕES EXIGIDAS Tanto as empresas optantes pelo SIMPLES FEDERAL quanto as enquadradas no Estatuto da ME e EPP. CAGED Também é obrigatório o envio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ao Ministério do Trabalho até o dia 15 do mês seguinte àquele em que ocorreu entradas. alteração salarial.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © afixação de quadro de horário de trabalho dos empregados. • empregar e matricular menores de 18 anos (aprendizes) nos cursos especializados mantidos pelo Senai. • manutenção do livro de inspeção do trabalho. etc. dependentes. o recolhimento deve ser realizado através da GRFP. RAIS Existe a obrigatoriedade da entrega da RAIS dentro dos prazos estabelecidos em dispositivo legal. estão obrigadas ás demais obrigações trabalhistas. a anotação deve ser feita. no entanto.205.) devem ser efetivadas. • anotações das férias dos empregados em livros ou ficha de registro no momento da concessão.guiatrabalhista. exceto do menor. Arquivamento de Documentos Os documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias devem ser arquivados enquanto não prescreverem. Nos casos de rescisão contratual. em prazos próprios. as demais (contrato de trabalho. FGTS Estão obrigadas a recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. até o dia 7 (sete) do mês seguinte à competência através da GFIP.br . em especial: Anotações na CTPS Com exceção das anotações referentes a concessão das férias (para as empresas enquadradas no Estatuto). saídas e transferências de empregados CONTRIBUIÇÃO SINDICAL www. por ocasião da rescisão do contrato de trabalho.

FISCALIZAÇÃO As microempresas e as empresas de pequeno porte são passíveis de fiscalização. TRABALHO NOTURNO A Constituição Federal. fraude. No que diz respeito à contribuição sindical dos empregados. o trabalho realizado entre as 22:00 horas de um dia às 5:00 horas do dia seguinte. terceiros. RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO A Lei 9. conforme o grau de risco) incidentes sobre a folha de pagamento. O campo 3 da GPS deve ser preenchido com o código 2003. ou ainda na ocorrência de reincidência. inciso IX.CTPS.com. pois há quem entenda que a Secretaria da Receita Federal não teria competência para fazer tal isenção. nas atividades urbanas. além de outros. resistência ou embaraço à fiscalização. orientação à microempresa e à empresa de pequeno porte. As fiscalizações trabalhista e previdenciária.: salário família). Em virtude do exposto.841/1999 e as citadas no texto. Contudo. será utilizado o critério da dupla visita para lavratura de autos de infração. www.br . Bases: Leis 9. o recolhimento é normal. art. § 7º. HORÁRIO NOTURNO Considera-se noturno. remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.SAT (1%. prioritariamente.guiatrabalhista. existe controvérsia. inclusive.317/1996 e 9. as microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no SIMPLES FEDERAL estão dispensadas da Contribuição Patronal Sindical. Quando for realizada a fiscalização trabalhista. estabelece que são direitos dos trabalhadores. salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado. no seu artigo 7º.317/1996 dispensa as empresas optantes pelo SIMPLES FEDERAL da contribuição referente aos 20%. prestarão.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © De acordo com a Instrução Normativa SRF 355/2003.206. na GPS mensal só deverá ser recolhida a contribuição ao INSS descontada dos empregados após feitas as deduções cabíveis (ex. Dispensa também da contribuição que incide sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais. 2% ou 3%. quanto ao cumprimento das obrigações inerentes à Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. ou anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social . sem prejuízo da sua ação específica. 5. e às contribuições que custeiam as prestações por acidente de trabalho .

jornada de trabalho excedente a 6 horas: intervalo de no mínimo 1 (uma) hora e no máximo 2 (duas) horas. entre 20:00 horas às 4:00 horas. . sendo: . Nas atividades rurais a hora noturna é considerada como de 60 (sessenta) minutos. Intervalo No trabalho noturno também deve haver o intervalo para repouso ou alimentação. deve-se utilizar o cálculo prático na seqüência apresentada: Das 22:00 horas até 22:30 23:00 23:30 24:00 00:30 01:00 01:30 02:00 Horas 35' 1:10' 1:45' 2:20' 2:50' 3:25' 4:00' 4:35' www. é computada como sendo de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. não havendo. a redução como nas atividades urbanas. Para cálculos. prevalecendo para esse efeito a de 60 minutos. por disposição legal.207. nas atividades urbanas. Ao intervalo para repouso ou alimentação não se aplica a redução da hora. TABELA E CÁLCULO PRÁTICO DE HORAS NOTURNAS A tabela seguinte se faz prática para uma visualização da determinação da jornada de trabalho. Assim sendo. é considerado noturno o trabalho executado na lavoura entre 21:00 horas de um dia às 5:00 horas do dia seguinte.br . temos 7 (sete) horas-relógio que correspondem a 8 (oito) horas de trabalho.jornada de trabalho superior a 4 horas e não excedente a 6 horas: intervalo de 15 minutos.guiatrabalhista.jornada de trabalho de até 4 horas: sem intervalo. portanto. considerando o horário das 22:00 às 5:00 horas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nas atividades rurais. e na pecuária. . HORA NOTURNA A hora normal tem a duração de 60 (sessenta) minutos e a hora noturna.com.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 02:30 03:00 03:30 04:00 04:30 05:00 Cálculo Prático 5:10' 5:45' 6:20' 6:50' 7:25' 8:00' Para se calcular as horas noturnas.5 (corresponde a 52’30") e multiplique por 60': nº de horas : 52. TRABALHO NOTURNO DO MENOR O trabalho noturno dos menores de 18 (dezoito) anos é expressamente proibido pela Constituição Federal e pela CLT. Nas atividades rurais. aplicando-se ao trabalho noturno feminino os dispositivos que regulam o trabalho masculino. o acréscimo deve ser de no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora diurna. exceto condições mais benéficas previstas em acordo. qualquer que seja a atividade da empresa. nas atividades urbanas. é permitido às mulheres trabalharem no período noturno. CESSAÇÃO DO DIREITO www.guiatrabalhista. convenção coletiva ou sentença normativa.5 x 60 = nº de horas noturnas Exemplos: 7 horas relógio 7 : 52.5 x 60 = 4.208.5 x 60 = 8 horas noturnas 4 horas relógio 4 : 52.br .6 horas noturnas TRABALHO NOTURNO DA MULHER Desde a promulgação da vigente Constituição Federal. ADICIONAL NOTURNO A hora noturna.com. deve ser paga com um acréscimo de no mínimo 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. utilize o seguinte raciocínio: divida o número de horasrelógio por 52.

00 46 horas noturnas x R$ 6.40 x 7 DSR = R$ 16.com. integra o salário do empregado para todos os efeitos.46 horas noturnas no mês de abril/01 .00 x 20%x 7 DSR = R$ 12.00 x 20% x 7 (5 domingos e 2 feriados) = DSR 23 DSR = 2 horas noturnas x R$ 6. o empregado sendo transferido para o período diurno. Dessa forma. pago ao empregado.valor da hora normal R$ 6. multiplicando-se o resultado obtido pelo número de domingos e feriados.br .209. Enunciado TST nº 265: "A transferência para o período diurno de trabalho implica na perda do direito ao adicional noturno." Descanso Semanal Remunerado . integram o salário para todos os efeitos legais. pago com habitualidade.80 Descanso Semanal Remunerado . bem como as horas extras noturnas." INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO O adicional noturno. o mesmo perde o direito ao adicional. Fórmula: Horas noturnas mês x valor hora normal x 20% x domingos e feriados = DSR dias úteis Exemplo: . pagos com habitualidade.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O adicional noturno. Enunciado I da Súmula TST nº 60: "O adicional noturno. multiplicando-se pelo valor da hora normal.Hora Extra Noturna www. multiplicada pelo adicional de 20%.Adicional Noturno A integração do adicional noturno no descanso semanal remunerado se obtém através da média diária do número de horas noturnas realizadas na semana.guiatrabalhista. quinzena ou mês.00 x 20% x 7 DSR = R$ 2. é devido em razão do trabalho ser desenvolvido em horário noturno.

determinando-se a média das horas noturnas realizadas durante o período a que se refere a remuneração do 13º salário. Fórmula: horas noturnas período 13º x valor hora dezembro x 20% nº meses período 13º www. Fórmula: Horas noturnas aquisitivo x valor hora normal atual x 20% 12 (ou período inferior.valor da hora normal atual = R$ 6.00 240 horas noturnas x R$ 6.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A integração da hora extra noturna no descanso semanal remunerado far-se-á mediante a média diária das horas extras noturnas realizadas.5 horas extras noturnas no mês de abril/01 valor da hora normal: R$ 5.00 (R$ 5. multiplicada pelo número de domingos e feriados do mês.00 + 20% + 50%) DSR = (11.00 12 13º Salário As horas noturnas integrarão a remuneração do 13º salário da seguinte forma: . multiplicado pelo adicional de 20%.5 x R$ 63. multiplicando-se o resultado obtido pelo valor hora de dezembro.5/23) x R$ 9.guiatrabalhista. aplicando-se o valor-hora do salário referente ao período de concessão das férias. Fórmula: DSR = (número de horas extras noturnas / dias úteis no mês) x valor da hora extra noturna x número de domingos e feriados Exemplo: 11.com.00 = R$ 31.00 x 7 (5 domingos e 2 feriados) = 0. multiplicando-se ao resultado o adicional de 20%.00 valor da hora extra noturna: R$ 9.50 Férias Calcula-se a média duodecimal das horas noturnas realizadas durante o período aquisitivo.00 x 20% = 20 horas noturnas x R$ 1. se proporcional) Exemplo: . multiplicando-se pelo valor da hora extra noturna.20 = R$ 24.br .durante o período aquisitivo foram realizadas 240 horas noturnas .210.

20 Aviso Prévio Indenizado As horas noturnas integrarão o aviso prévio indenizado. multiplicando-se pelo valor da hora normal.br .valor da hora normal: R$ 6.horas extras noturnas realizadas: 6 horas . vide convenção coletiva no que diz respeito ao valor dos percentuais).00 FORMALIZAÇÃO DO PAGAMENTO O pagamento do adicional noturno é discriminado formalmente na folha de pagamento e no recibo de pagamento de salários. se for o caso.00 240 x R$ 6.valor da hora noturna: R$ 4.valor da hora normal no mês de dezembro = R$ 8.valor da hora normal: R$ 4. se for o caso) Exemplo: .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Exemplo: . multiplicada pelo adicional noturno de 20%. de comprovação de pagamento do direito.guiatrabalhista. Abaixo segue exemplo de cálculo: .horas noturnas realizadas no período do 13º = 144 horas . Fórmula: horas noturnas 12 meses x hora normal x 20% = API 12 (ou período inferior.com.00 + 20%) www.00 x 20% 12 20 x R$ 1.Empregado realizou no mês 6 horas extras noturnas.00 x 20% 12 12 horas noturnas x R$ 1. cumulativamente.o empregado tem direito a 12/12 avos de 13º salário . o empregado fará jus aos adicionais noturno e extra (20% + 50%.00 144 horas noturnas x R$ 8. fazendo-se a média duodecimal dos últimos 12 meses ou período inferior.o empregado nos últimos 12 meses realizou 240 horas noturnas .80 (R$ 4. servindo.211. assim. HORA EXTRA NOTURNA Havendo prestação de horas extras no horário noturno.20 = R$ 24. Salário mensal R$ 880.00: .60 = R$ 19.00 .

048/99.20 x 6) VIGIAS E VIGILANTES É assegurado ao vigia e vigilante noturno os mesmos direitos assegurados aos demais trabalhadores noturnos. artigo 7º. sujeito ao trabalho noturno.INSS. que explore atividade agroeconômica.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . Ao trabalhador rural é assegurado no mínimo o salário mínimo. Decreto nº 3.626/74 e no artigo 7º da Constituição Federal/88. PENALIDADES Os infratores dos preceitos relativos ao trabalho noturno de trabalhadores maiores de 18 anos sujeitam-se à multa de 37. devendo-se observar o piso salarial da categoria a que pertencer o empregado." ENCARGOS SOCIAIS Sobre as parcelas referentes ao adicional noturno e seus reflexos incidem: .20 (R$ 7.8285 a 3.782.valor da hora extra noturna: R$ 7.889/73. EMPREGADOR RURAL Considera-se empregador rural a pessoa física ou jurídica. 214. Lei nº 5.IRRF. e . www. Inclui-se também neste caso a exploração industrial em estabelecimento agrário. o direito ao respectivo adicional. Instrução Normativa SRT nº 01/88.br . TRABALHO RURAL O trabalho rural está regulado pela Lei nº 5. Bases: Constituição Federal de 1988." Enunciado TST nº 140: "É assegurado ao vigia.00 + 20% + 50%) . Instrução Normativa FGTS nº 17/00. proprietária ou não. artigos 73 e 404 da CLT.626/74.212. Enunciado TST nº 65: "O direito à hora reduzida para 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos aplica-se ao vigia noturno. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados. Decreto nº 73.8472 Ufir’s por infração.889/73. art.guiatrabalhista. regulamentado pelo Decreto nº 73.com. incisos IX e XXXIII.FGTS. em caráter permanente ou temporário. .20 (R$ 4.valor a pagar de horas extras noturnas: R$ 43.

estiverem sob direção. execute serviços de natureza agrária. Entre duas jornadas deve-se estabelecer um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Este intervalo não será computado na duração do trabalho. A duração do trabalho diário não poderá ser superior a 8 horas. presta serviços de natureza não eventual a empregador rural. sem finalidade lucrativa. integrem grupo econômico ou financeiro rural.guiatrabalhista.com. Equipara-se ao empregador rural a pessoa física ou jurídica que. ou ainda quando. mesmo guardando cada uma sua autonomia. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. controle ou administração de outra. habitualmente. em caráter profissional. mediante utilização do trabalho de outrem. serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de emprego. Não será considerada indústria rural aquela que. Não é considerado empregado rural. Em qualquer trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas será necessária a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso ou alimentação. EMPREGADO RURAL Empregado rural é toda a pessoa física que.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Considera-se como exploração industrial em estabelecimento agrário as atividades que compreendem o primeiro tratamento dos produtos agrários "in natura" sem transformá-los em sua natureza como: a) o beneficiamento. Grupo Econômico ou Financeiro – Solidariedade Sempre que uma ou mais empresas. altere a sua natureza. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho é de 44 horas semanais e 220 horas mensais. e por conta de terceiros. a primeira modificação e o preparo dos produtos agropecuários e hortifrutigranjeiros e das matérias-primas de origem animal ou vegetal para posterior venda ou industrialização.br . de acordo com o uso e costume do local.213. em propriedade rural ou prédio rústico. operando a primeira transformação do produto agrário. b) o aproveitamento dos subprodutos oriundos das operações de preparo e modificação dos produtos "in natura". referidas no item anterior. mas empregado doméstico. www. aquele que presta serviços de natureza contínua em chácara ou sítio de lazer e recreação. retirando-lhe a condição de matéria-prima. sob a dependência deste e mediante salário.

em relação a vontade do empregador. Considera-se serviço intermitente aquele que. e para a realização do qual este não concorreu direta ou indiretamente. não possam ser adiados. conforme o artigo 501 da CLT.com. em no máximo 2 (duas) horas.br . condicionada à prévia autorização da autoridade competente. observando-se o intervalo interjornada. Interrupções Decorrentes de Causas Acidentais – Compensação A empresa poderá compensar interrupções do trabalho decorrentes de causas acidentais ou força maior. à DRT. Compensação www. podendo a jornada normal de trabalho exceder o limite legal ou convencionado. no mínimo. ou. no mínimo. Nos serviços intermitentes não serão computados. Nos demais casos de excesso. dentro de 10 (dez) dias. antes desse prazo. até o máximo de 2 (duas) horas. desde que haja interrupção do trabalho de.214. Esta prorrogação não poderá exceder a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. As horas suplementares deverão ser pagas com o acréscimo de. Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior. 50% sobre a hora normal. desde que a jornada diária não exceda a 10 (dez) horas. a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. devendo esta característica ser expressamente ressalvada na CTPS. A duração da jornada de trabalho poderá exceder do limite legal ou convencionado para terminar serviços que. entre uma e outra parte da execução da tarefa. sem prejuízo daquela comunicação. pela sua natureza. seja normalmente executado em duas ou mais etapas diárias distintas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Prorrogação A jornada normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. 5 (cinco) horas. Esse excesso poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado.guiatrabalhista. e que seja suscetível de afetar a situação econômica e financeira da empresa. justificado aos agentes fiscais. mediante acordo escrito entre o empregador e o empregado ou mediante contrato coletivo de trabalho. Entende-se por força maior. todo acontecimento inevitável. como de efetivo exercício. os intervalos entre uma e outra parte da execução da tarefa diária. por sua natureza. e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas. ou para fazer face a motivo de força maior. a remuneração será acrescida de no mínimo 50% à da hora normal.

na pecuária: o trabalho executado entre as 20 (vinte) horas de um dia e as 4 (quatro) horas do dia seguinte.br . de modo que não exceda o horário normal da semana.na lavoura: o trabalho executado entre as 21 (vinte e uma) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte. desde que autorizados por ele. somente poderão ser efetuados no salário do empregados.até o limite de 20% (vinte por cento) do salário mínimo. DESCONTOS Além dos descontos legais ou decisão judicial. pela ocupação da morada.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Poderá haver a compensação do excesso de horas de um dia pela correspondente redução em outro dia. preferentemente aos domingos e. TRABALHO NOTURNO É considerado trabalho noturno: .valor de adiantamentos em dinheiro. nos feriados civis e religiosos.com. TRABALHADOR MENOR Ao menor de 16 anos de idade é vedado qualquer trabalho. os seguintes: . . .215. Descanso Semanal Remunerado Ao trabalhador rural é devido o descanso semanal remunerado. O trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal da hora diurna. www. e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. Neste caso será dispensado o acréscimo de salário.guiatrabalhista. . de acordo com a tradição local (decretados pelo Município). podendo chegar ao limite de 8 horas diárias desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental. uma vez que sua jornada de trabalho será de no máximo 6 horas diárias. Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno. salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos. de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. inclusive ao menor aprendiz é garantido o salário mínimo hora. Ao menor é devido no mínimo o salário mínimo federal. desde que conste em acordo ou contrato coletivo.até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do salário mínimo. ficando vedado prorrogação e compensação de jornada. pelo fornecimento de alimentação.

assim entendidas as tarefas normalmente executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita. assim como bens destinados à produção para sua subsistência e de sua família. 1/3 a mais do que o salário normal. Residindo na mesma morada mais de um empregado.saldo de salário. sendo vedada a moradia coletiva de famílias. pelo código 04. o empregado fará jus aos seguintes direitos trabalhistas: .Não Integração no Salário Quando o empregador ceder ao empregado. SAFRISTA É considerado safreiro ou safrista o trabalhador que se obriga à prestação de serviços mediante contrato de safra. a qual. . com testemunhas e notificação obrigatória ao respectivo sindicato de trabalhadores rurais. .salário-família proporcional. Contrato de safra é aquele que tenha sua duração depedente de variações estacionais das atividades agrárias. caso ainda não tenha sido depositado.FGTS mês rescisão e mês anterior (recolhido em GRFP). O empregador deverá comunicar o empregado da concessão das férias com antecedência mínima de 30 dias. FÉRIAS O empregado rural terá direito a 30 dias de férias com.br . atendendo às condições peculiares de cada região.férias proporcionais com o devido acréscimo de 1/3 constitucional. satisfaça os requisitos de salubridade e higiene estabelecidos pela DRT. . não integram o salário do trabalhador rural. assim como proceder a anotação da CTPS antes do início do gozo e também do livro ou fichas de registro de empregados. o valor correspondente ao percentual do desconto acima será dividido igualmente pelo número total de ocupantes. em contrato escrito celebrado entre as partes.13º salário proporcional.216.guiatrabalhista.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © É considerado morada a habitação fornecida pelo empregador. Moradia e Bens Destinados à Produção Para Sua Subsistência . O empregado será obrigado a desocupar a morada fornecida pelo empregador dentro de 30 (trinta) dias da data da rescisão ou findo o contrato de trabalho. .saque dos depósitos do FGTS. . desde que caracterizados como tais. Expirado o contrato de safra.com. moradia e sua infraestrutura básica. www. pelo menos.

não permanecer à disposição do empregador durante todos os meses.com. O adiantamento será pago ao ensejo das férias do empregado.217. o adiantamento corresponderá à metade de 1/12 avos da remuneração. na proporção de 1/12 avos por mês de serviço ou fração de 15 dias. sempre que este requerer no mês de janeiro do correspondente ano. de uma só vez. terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias. no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. a parte que rescindir o contrato de trabalho sem justo motivo deverá comunicar a outra de sua resolução com no mínimo 30 dias de antecedência.br . a uma gratificação natalina correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração devida em dezembro por mês de serviço do ano correspondente. Sendo as férias concedidas fora do período concessivo. É facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. Entre os meses de fevereiro a novembro de cada ano. ou. AVISO PRÉVIO Tratando-se de um contrato por prazo indeterminado. Durante o prazo do aviso prévio. qualquer que seja a forma de pagamento. SEGURO-DESEMPREGO www. ou cujo contrato de trabalho se extinguiu em prazo determinado. o empregado rural terá direito a 1 (um) dia por semana.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregado que for dispensado sem justa causa. o empregado terá o valor da remuneração em dobro. para procurar outro emprego. o empregador pagará. sem prejuízo do salário integral. durante o ano. recebido pelo empregado no mês anterior. O empregador não está obrigado a fazer o adiantamento a todos os seus empregados no mesmo mês. Nos casos de empregados admitidos no curso do ano. 13º SALÁRIO O empregado rural fará jus. por mês de serviço ou fração de 15 dias. como adiantamento da gratificação. A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será havida como mês integral. no mês de dezembro de cada ano.guiatrabalhista. se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador. metade do salário. antes de completar 12 meses de serviço.

para os menores dependentes. até o limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho. Isto se deu com o advento da Constituição Federal/88. FGTS O trabalhador rural faz jus aos depósitos do FGTS a partir da competência outubro/88. Direito este normatizado pela Lei nº 7.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Com o advento da Constituição Federal/88. esta faz jus à licença-maternidade de 120 dias. assim como a multa rescisória de 40% em caso de rescisão sem justa causa. sendo paga diretamente pelo INSS.guiatrabalhista. SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO O empregador e o trabalhador rural devem observar as normas de segurança e higiene do trabalho aprovadas pelo Ministério do Trabalho.br . nos limites de sua propriedade.com. desde a competência 11/1991. PRESCRIÇÃO TRABALHISTA O empregado rural tem direito de ação. mais de 50 (cinqüenta) trabalhadores de qualquer natureza. inteiramente gratuita. O afastamento da empregada será determinado com base em atestado médico. é obrigado a possuir e conservar em funcionamento escola primária. O salário-maternidade da empregada consistirá numa renda igual à sua remuneração integral. quando ocorrer uma despedida sem justa causa. www. limitado aos últimos 5 (cinco) anos.218. dos créditos trabalhistas.998/90 e a Resolução CODEFAT 392/2004. LICENÇA-MATERNIDADE Considerando-se que a trabalhadora rural é uma segurada da previdência social. com tantas classes quantos sejam os grupos de 40 (quarenta) crianças em idade escolar. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA O trabalhador rural tem o desconto da contribuição previdenciária sobre a sua remuneração constante em folha de pagamento. ESCOLA PRIMÁRIA – OBRIGATORIEDADE O empregador rural que tiver a seu serviço. com família. Contra o menor de 18 (dezoito) anos não corre qualquer prescrição. o trabalhador rural também foi atingido pelo direito ao Seguro-Desemprego.

e mesmo sem empregado. tendo empregado. passando o mencionado artigo a vigorar com a seguinte redação: "Art. o salário-família correspondente. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL O trabalhador rural contribuirá de uma só vez.empresário ou empregador rural: a) a pessoa física ou jurídica que. 580 da CLT. empreende. proprietário ou não. ambos têm direito ao salário-família. mesmo que da mesma empresa ou empregador produtor rural pessoa física. 5º.do salário-maternidade.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Juntamente com a última parcela paga em cada exercício.trabalhador rural: a) pessoa física que presta serviço a empregador rural mediante remuneração de qualquer espécie. anualmente. considera-se: I . proporcional ao período de duração do benefício.br . 10. 1º . Quando o pai e a mãe são segurados empregados." PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS www. a qualquer título. desde que a soma de suas áreas seja superior a dois módulos rurais da respectiva região. c) os proprietários de mais de um imóvel rural. explore imóvel rural que lhe absorva toda a força de trabalho e lhe garanta a subsistência e progresso social e econômico em área superior a dois módulos rurais da respectiva região. SALÁRIO-FAMÍLIA Ao empregado rural com remuneração compatível ao estabelecido pela previdência social é devido na proporção do número de filhos ou equiparados até o mês em que completarem 14 (quatorze) anos. assim entendido o trabalho dos membros da mesma família. art. proprietário ou não. em seu artigo 1º. b) quem. b) quem. II .décimo terceiro salário . na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho. indispensável à própria subsistência e exercido em condições de mútua dependência e colaboração.Para efeito da cobrança da contribuição sindical rural prevista nos arts. em regime de economia familiar. foi alterado pela Lei nº 9.701/98. atividade econômica rural. conforme determina o inciso I do art. ainda que com ajuda eventual de terceiros. 149 da Constituição Federal e 578 a 591 da Consolidação das Leis do Trabalho. trabalhe individualmente ou em regime de economia familiar. § 1º do ADCT da CF/88. conforme tratam os artigos 473 da CLT e art.com.219.166/71.guiatrabalhista. LICENÇA-PATERNIDADE Ao trabalhador rural é estendido o direito à licença-paternidade de 5 dias úteis consecutivos. O Decreto-lei nº 1. será pago o abono anual .

048/99. conforme determina o artigo 455 da CLT. em linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente.br . A mencionada Lei não estendeu tal direito para os empregados de pessoa física. Decreto nº 3.212/91. em relação a este e ao empreiteiro principal. Bases: Artigo 7º da CF/88.101/00. então. Não existe determinação legal de distância mínima para que seja obrigatório o fornecimento do Vale-Transporte.os servidores da União. por um ou mais meios de transporte. . conforme determina a Lei nº 10. operado diretamente pelo poder público ou mediante delegação. Decreto nº 73. . .os atletas profissionais.os empregados domésticos.os empregados definidos pela CLT. Lei nº 5.626/74.889/73.guiatrabalhista. para os efeitos dela. . tais como: .com. Excluem-se das formas de transporte mencionadas os serviços seletivos e os especiais. do Distrito Federal. ainda. .os empregados a domicílio. BENEFICIÁRIOS São beneficiários do Vale-Transporte os trabalhadores em geral e os servidores públicos federais. qualquer que seja o regime jurídico. VALE-TRANSPORTE O Vale-Transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa. o empregado utilizando-se de transporte coletivo por mínima que seja a distância.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os trabalhadores rurais empregados de empresas pessoas jurídicas fazem jus a participação nos lucros ou resultados da empresa. UTILIZAÇÃO O Vale-Transporte é utilizável em todas as formas de transporte coletivo público urbano ou. Entende-se como deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário. percepção de salários e os necessários ao desenvolvimento das relações com o empregador. quando nela determinou que pessoa física não se equipara à empresa. .os trabalhadores de empresas de trabalho temporário.os empregados do subempreiteiro. Lei nº 8. o empregador é obrigado a fornecê-los. www. intermunicipal e interestadual com características semelhantes ao urbano. a forma de remuneração e da prestação de serviços. dos Territórios e suas autarquias. entre sua residência e o local de trabalho.220. para os deslocamentos indispensáveis à prestação do trabalho.

exceto se houver falta ou insuficiência de estoque de Vale-Transporte (dos fornecedores). FORNECIMENTO EM DINHEIRO A MP 280/2006 permitia.221. Entretanto. os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residênciatrabalho e vice-versa. residência-trabalho e vice-versa. quando tiver efetuado. Essas informações deverão ser atualizadas anualmente ou sempre que ocorrer alteração em um dos dados. conclui-se que os servidores públicos estaduais e municipais não têm o direito ao benefício do Vale-Transporte. O www. Portanto. em veículos adequados ao transporte coletivo. Neste caso. por conta própria. REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECEBER O empregado para passar a receber o Vale-Transporte deverá informar ao empregador. o pagamento do benefício em pecúnia.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS Pela leitura da Lei e da regulamentação.2006. a despesa para seu deslocamento. de seus trabalhadores.02. a partir de 01. este dispositivo foi revogado pela MP 283. Lei ou norma estadual ou dispositivo municipal assim o conceder.2006.com.br . por escrito: seu endereço residencial. EMPREGADOR – DESOBRIGAÇÃO O empregador que proporcionar. o deslocamento. salvo se a respectiva Constituição. por meios próprios ou contratados. está desobrigado do Vale-Transporte.02. continua proibido substituir o Vale-Transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento. da parcela correspondente. A empresa deverá obter declaração negativa quando o funcionário não exercer a opção deste benefício. vedada a concessão cumulativa com o Vale-Transporte. sob pena de suspensão do benefício até o cumprimento dessa exigência.guiatrabalhista. necessário ao atendimento da demanda e ao funcionamento do sistema. na folha de pagamento imediata. publicada no Diário Oficial da União em 24. número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. NÃO COBERTURA DE TODO TRAJETO O empregador que fornece ao beneficiário transporte próprio ou fretado que não cubra integralmente todo o trajeto deverá fornecer Vale-Transporte para os segmentos da viagem que não foram abrangidos pelo transporte fornecido. o beneficiário poderia ser ressarcido pelo empregador.

considerando o mês completo de junho. desligamento e férias.com. Custo do vale transporte individual: R$ 1.75. A concessão do Vale-Transporte autoriza o empregador a descontar.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © beneficiário se comprometerá a utilizar o Vale-Transporte exclusivamente para o seu efetivo deslocamento residência-trabalho e vice-versa.00. o Parecer Normativo SFT/MT nº 15/92. em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho que favoreça o beneficiário. o valor da parcela equivalente a 6% (seis por cento) do seu salário básico ou vencimento.00 x 50% = R$ 15. é de 40. do beneficiário que exercer o respectivo direito.br .pelo empregador. no que exceder à parcela referida no item anterior. Proporção de vale-transporte no mês da admissão: 20 divididos por 40 = 50%. Utilizará 20 passes no período de 15 a 30 de junho.75 x 20 = 35. CUSTEIO O Vale-Transporte será custeado: . O desconto é proporcional nos casos de admissão. Exemplo: Empregado admitido em 15 de junho.00 Desconto proporcional: R$ 30. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. esclareceu que toma-se como o seu salário inteiro e não apenas os dias úteis do mês calendário.00 6% x R$ 500. .00 = R$ 30. PROPORCIONALIDADE DO DESCONTO O valor da parcela a ser suportada pelo beneficiário será descontada proporcionalmente à quantidade de Vale-Transporte concedida para o período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu pagamento. Salário-base mensal: R$ 500. O total de passes. Para efeito da base de cálculo do desconto de 6%.pelo beneficiário. uma vez que constitui falta grave. mensalmente. Custo do vale transporte em junho: R$ 1.00 www. Falta Grave O beneficiário que se utilizar de declaração falsa ou usar indevidamente o Vale-Transporte estará sujeito a demissão por justa causa.222.guiatrabalhista. salvo estipulação em contrário. na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento.

integralmente do salário do empregado. Por exemplo.00 (1. e .nº de dias de trabalho no mês de julho: 23 . ou então se procede ao desconto do valor real dos passes não utilizados. gorjetas ou equivalentes. Salário mensal de agosto R$ 500. . BASE DE CÁLCULO PARA O DESCONTO A base de cálculo para determinação da parcela a ser descontada do beneficiário será: .75 x 92) . a empresa poderá deduzir os vales não utilizados no mês anterior. Neste caso.00 = R$ 20.00 + R$ 50.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Encargo de VT do empregador no mês de junho: R$ 35. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. c) multiplicar os vales não utilizados pelo valor real dos mesmos.nº de Vales-Transporte necessários: 92 .00 – R$ 15. e descontá-los.00. para os trabalhadores remunerados por tarefa ou serviço feito ou quando se tratar de remuneração constituída exclusivamente de comissões. b) no mês seguinte.valor dos Vales-Transporte: R$ 161. gratificações. devendo devolver os VT não utilizados ou ser descontado o valor equivalente. quando da concessão do vale.6% do salário básico (R$ 500.00 www. percentagens.95 a título de horas extras a 50%.br . Exemplo: O empregado utiliza 4 Vales-Transporte para o seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa. a empresa somente poderá descontar o valor dos vales relativos à remuneração da quinzena que está sendo paga. como o caso de doença). Na demissão do empregado este deve devolver os passes que sobraram.com. O desconto do Vale-Transporte somente poderá ser feito em relação ao salário pago. Isto porque o empregador entrega antecipadamente ao empregado os vales que adquiriu.00): R$ 30. Havendo ausências do empregado ao trabalho (mesmo justificadas.223.o montante percebido no período.o salário básico ou vencimento. logo ocorrendo uma demissão no curso de um mês com aviso prévio indenizado.guiatrabalhista. a empresa poderá optar por uma das situações abaixo: a) exigir que o empregado devolva os vales-transporte não utilizados. se a empresa paga por quinzena não poderá descontar no pagamento da 1ª quinzena os vales correspondentes ao mês todo. de imediato não mais faz jus o empregado ao benefício concedido. FALTAS/AFASTAMENTOS – DEVOLUÇÃO O vale-transporte é para uso exclusivo no deslocamento casa-trabalho e vice-versa.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Portanto: .00 .a empresa custeará: R$ 131.o período a que se referem.o nome.do empregado será descontado: R$ 30. do empregado será descontado: R$ 80.a quantidade de Vale-Transporte vendida e de beneficiários a quem se destina.nº de dias de trabalho no mês de julho: 23 . contendo: . .00 VALOR INFERIOR A 6% Sendo a despesa com o deslocamento do beneficiário inferior a 6% (seis por cento) do salário básico ou vencimento.com. . A aquisição deve ser feita antecipadamente e à vista.75 x 46) .valor dos Vales-Transporte: R$ 80.224.OBRIGAÇÃO DO EMPREGADOR A concessão do benefício obriga o empregador a adquirir Vale-Transporte em quantidade e tipo de serviço que melhor se adequar ao deslocamento do beneficiário. cujo valor será integralmente descontado por ocasião do pagamento do respectivo salário ou vencimento.50 e não R$ 84.00. Salário mensal do mês de agosto R$ 1. proibidos quaisquer descontos e limitada à quantidade estritamente necessária ao atendimento dos beneficiários. emitido pela vendedora em duas vias.50 (1.00 Portanto.br .6% do salário: R$ 84. EMPREGADO QUE UTILIZA VEÍCULO PRÓPRIO www. Comprovação da Compra A venda de Vale-Transporte será comprovada mediante recibo seqüencialmente numerado.nº de Vales-Transporte necessários: 46 . QUANTIDADE E TIPO DE VALE-TRANSPORTE . uma das quais ficará com a compradora.400. .00 (6% do salário) devido o valor integral dos Vales-Transporte ser inferior aos 6% do salário. o empregado poderá optar pelo recebimento antecipado do Vale-Transporte.guiatrabalhista. Exemplo: O empregado utiliza 2 Vales-Transporte para o seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa. endereço e número de inscrição da compradora no CNPJ.

§ 6º. 3º. cobrindo todo o trajeto. cobrada de seus servidores. 458. 146. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DO EMPREGADOR A Contribuição Sindical é prevista constitucionalmente no art.não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do FGTS. I e III.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O trabalhador que utiliza veículo próprio para seu deslocamento não terá direito ao vale transporte. NATUREZA SALARIAL O Vale-Transporte no que se refere à contribuição do empregador: . Bases: Lei 7. em benefício destes. observado o disposto nos arts. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas.247/87.br .418/1985. Decreto 95. . Do empregado pode ser descontado até 6% sobre o seu salário (artigos 33 e 34 do Decreto 95. deverá ser complementada pelo VT. TRANSPORTE FORNECIDO PELO EMPREGADOR Se o empregador concede o transporte próprio. sob pena de ter seu contrato de trabalho rescindido por justa causa. e sem prejuízo do previsto no art. estará cometendo falta grave nos termos do § 3º. a parte não coberta do trajeto.Os Estados. de sistemas de previdência e assistência social.247/1987). relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. 195. para o custeio. conforme determina o art. Se parcial. 149 da Constituição Federal/88: Art. 5º e 7º do Decreto nº 95. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. deve ser orientado pelo empregador para alterar o termo de opção do vale transporte. que não seja o deslocamento residência-trabalho e vice-versa. Parágrafo único . III e 150. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. 149 . § 2º.não é considerado para efeito de pagamento da Gratificação de Natal (13º salário). não estará obrigado a fornecer o VT. (artigos 2º. .não tem natureza salarial.247/87). www. art. . nem se incorpora à remuneração do beneficiário para quaisquer efeitos.guiatrabalhista.não configura rendimento tributável do beneficiário. III da CLT. 7º do Decreto nº 95.225.247/1987 e os citados no texto. O transporte particular cedido pelo empregador ao empregado também não constitui remuneração. Caso venha a optar pelo recebimento do benefício e passar a utilizá-lo de forma irregular.

com. PRAZO DE RECOLHIMENTO A Contribuição Sindical deve ser recolhida no mês de janeiro de cada ano (de uma só vez). é necessário consulta à respectiva entidade sindical. nos jornais de maior circulação local e até dez dias da data fixada para depósito bancário. da CLT): www. mediante a aplicação de alíquotas. conforme prevê o art. 587 da CLT. para comprovação da regularidade da arrecadação e outra à entidade arrecadadora.gov. registrado nas respectivas Juntas Comerciais ou órgãos equivalentes.386/76) VALOR O valor da contribuição sindical.PUBLICAÇÃO PELA ENTIDADE SINDICAL O art. da firma ou empresa. aos respectivos sindicatos de classe. conforme a seguinte tabela (art. inciso III.GRCSU. está disponível nos sites do MTE (www. Para preencher a guia. para cálculo e recolhimento da contribuição sindical.caixa. é o único documento para recolhimento da contribuição. bastar conectar-se à internet e acessar o preenchimento on line da CGCSU da Caixa.226. Portanto. EMPRESAS CONSTITUÍDAS APÓS O MÊS DE JANEIRO Para as empresas que venham a estabelecer-se após o mês de janeiro.guiatrabalhista. durante três dias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EDITAIS .br). PREENCHIMENTO DA GUIA A partir de Janeiro de 2006. Para visualizar as instruções de preenchimento abra o link INSTRUÇÕES. aprovou a nova guia para recolhimento da contribuição sindical. o MTE através da Portaria MTE nº 488/05. recolhem a contribuição sindical no mês em que requeiram às repartições o registro ou a licença para o exercício da respectiva atividade.br) e da Caixa Econômica Federal (www. para os empregadores.gov. (Redação dada pela Lei nº 6.mte. 605 da CLT dispõe que: As entidades sindicais são obrigadas a promover a publicação de editais concernentes ao recolhimento da contribuição sindical. A GRCSU é composta de duas vias: uma destinada ao contribuinte. será em importância proporcional ao capital social. 580.br . A nova guia .

através da Nota Técnica/CGRT/SRT 05/2004.63 a R$ 2.8% 0.01 em diante Alíquota (%) Contribuição Mínima de: 0. o Maior Valor de Referência (MVR) e demais unidades de conta assemelhada que são atualizadas por índice de preços. fixou o valor do MVR em real para atualização dos valores expressos na CLT em R$ R$ 19. extinguiu.02% desse montante mais a parcela calculada até a faixa de capital anterior).512.guiatrabalhista.26 até R$ 28.2% 0.45 4 .40 __ R$ 17. A contribuição máxima é devida por empresas com capital superior a 800.1% 0.227. O Ministério do Trabalho.De R$ 28.01 a R$ 1. TABELA PRÁTICA DIVULGADA PELO MTB Utilizando o MVR encontrado acima para converter tais valores em real.2 0.De R$ 2.206.11 R$ 45. 3º.com.25 3 . temos a seguinte tabela prática: Parcela a Adicionar à Contribuição Sindical Calculada R$ 11.425.245.62 2 – De R$ 1.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © CLASSES DE CAPITAL até 150 vezes o maior valor de referência (MVR) acima de 150 até 1500 vezes o MVR acima de 150.00 5 .De R$ 0. inciso III.02% A contribuição mínima é fixada em 60% (sessenta por cento) do maior valor de referência. dentre outros.851.851.640.00 6 – De R$ 15.512.851.000 até 800.851.62 R$ 2.367.000 o MVR acima de 150. desde 01.De R$ 2.326.02 Contribuição Máxima de www. Extinção do Valor de Referência A Lei nº 8.177/91.46 até R$ 2.640.02.1 0.000 MVR (0.91.000 vezes o MVR Contribuição Mínima e Máxima ALÍQUOTA 0.br .0083.245.206. art.425.62 R$ 5.8 0.01 até R$ 15.95 Capital Social 1.

25 2 – alíquota correspondente à linha: 0.46 até R$ 2.00: 1 – classe de enquadramento: de R$ 28.00 X 0.00 (R$ 920. fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho.851. filiais ou agências.br .00: 1 – classe de enquadramento: de R$ 1.1% Então: R$ 60.00 . 2 – Multiplique o capital social pela alíquota correspondente à linha onde for enquadrado o capital.000. para fins de enquadramento na tabela de contribuição do sindicato respectivo (o de Curitiba).000 .00 Faturamento da matriz em Curitiba (Sindicato Curitiba) R$ 800.20% Total R$ 1.62 Valor da Contribuição Sindical: R$ 60.00 2º) Capital Social de R$ 60.350.97.guiatrabalhista.8% Valor da Contribuição Sindical: R$ 1. sucursais.62 = 105. 581 da CLT dispõe que as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais.1% = R$ 60.000. terá um capital proporcional de R$ 736.00 x 80%).000.00 2 – alíquota correspondente à linha: 0. FILIAIS OU AGÊNCIAS O art. Considera-se base territorial a área geográfica na qual se situa a categoria econômica ou profissional representada pelo sindicato. conforme a localidade da sede da empresa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MODO DE CALCULAR A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 1 – Enquadre o Capital Social na “classe de capital” correspondente.00 .35 3 – parcela a adicionar: R$ 45. relativo à linha do enquadramento do capital.35 + R$ 45. na proporção das correspondentes operações econômicas.000. filiais ou agências.100% A matriz Curitiba.750.000.350. SUCURSAIS.851.512.000. Exemplos Práticos de Cálculos: 1º) Capital Social de R$ 1. com percentual de faturamento em 80%.63 a R$ 2.00 X 0.com.245.750. www.8% = R$ 14. 3 – Adicione ao resultado encontrado o valor constante da coluna “parcela a adicionar”.000.425. Exemplo: Capital da empresa: R$ 920. desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econômica do estabelecimento principal.228.80% Faturamento na filial em Londrina (Sindicato de Londrina) R$ 200.

000. com percentual em 20%. cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica.229. ENTIDADES OU INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS www. exclusivamente.br . deverão considerar o valor resultante de 40% sobre o movimento econômico registrado no exercício anterior (artigo 580. terá um capital proporcional de R$ 184.com.000 vezes o Maior Valor de Referência. EMPRESAS NÃO OBRIGADAS A REGISTRAR O CAPITAL SOCIAL As entidades ou instituições. entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto. em regime de conexão funcional. EMPRESAS COM VÁRIAS ATIVIDADES ECONÔMICAS Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas sem que nenhuma delas seja preponderante.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A filial Londrina. § 2º da CLT. agências ou filiais. FILIAIS PARALISADAS Na hipótese de não ter sido feito juridicamente encerramento das atividades da filial situada em outra base territorial. não será aplicado o princípio da atribuição de capital. para referido enquadramento. sucursais ou agências que pertencem ao mesmo sindicato e estão localizadas na mesma base territorial da matriz. ATIVIDADE PREPONDERANTE Conforme dispõe o art. para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam. procede-se da mesma forma (art. que não estejam obrigadas ao registro de capital social para efeito do cálculo da contribuição sindical. operação ou objetivo final. § 5º da CLT). sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria.00 (R$ 920. sem atividade preponderante. Assim.guiatrabalhista.00 x 20%. 581. é recomendável que se recolha a contribuição sindical mínima.000. a contribuição é destinada aos sindicatos correspondentes a cada atividade. 581. BASE TERRITORIAL IDÊNTICA No caso de filiais. Com relação às sucursais. mas tão-somente paralisação das operações econômicas. Deverão ser observados os limites mínimos de 60% do Maior Valor de Referência e máximo mediante aplicação da tabela progressiva ao capital equivalente a 800. § 1º da CLT).

Assim... Modelo: RELAÇÃO DOS EMPREGADOS CONTRIBUINTES EMPRESA : ..... e proporcional ao capital da empresa e a época para pagamento é janeiro. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL .. 580..br . ou seja. porém não pacífico..230.guiatrabalhista.5657 a 7.012/2003. 607 da CLT dispõe que para a participação em concorrências públicas ou administrativas e para o fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas.. CONCORRÊNCIA PÚBLICA O art.... as mesmas estão dispensadas da contribuição sindical. no prazo de 15 (quinze) dias contados da data de recolhimento da contribuição sindical.... visto que está vinculada às normas do sistema do Código Tributário Nacional.com...6943 Ufir... é no sentido de que as modificações do capital social durante o ano não implicam em complementação da contribuição sindical.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O art. CNPJ: . relação nominal dos empregados contribuintes. o entendimento predominante. indicando função de cada um... conforme dispõem os artigos 580. Para comprovação desta condição. A relação nominal pode ser substituída por cópia da folha de pagamento. tanto dos empregadores como dos empregados... estabelece que as entidades que não exercem atividades econômicas com fins lucrativos excluem-se da regra mencionada acima.. § 6º da CLT. é essencial a apresentação da guia de contribuição sindical quitada....RELAÇÃO DE EMPREGADOS Os empregadores deverão remeter. ELEVAÇÃO DO CAPITAL APÓS JANEIRO A contribuição sindical dos empregadores... PRESCRIÇÃO O prazo de cobrança da contribuição sindical prescreve em cinco anos..565. PENALIDADES A fiscalização do trabalho pode aplicar a multa de 7. as entidades deverão obedecer ao disposto na Portaria MTE 1. salário percebido no mês a que corresponder a contribuição e valor recolhido. www.. por infração aos dispositivos relativos à contribuição sindical. III e 587 da CLT........ à respectiva entidade sindical profissional...

ser inscrito no Programa de Integração Social (PIS). O contrato de safra é uma modalidade do contrato de trabalho por prazo determinado. no mínimo.67 262.com.500. 2º e parágrafo único. correspondendo a 60 minutos).00 200.00 25. b) 13º salário.00 Base: Portaria MTb nº 3.00 750. assim entendidas as tarefas normalmente executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita. sendo que a data do encerramento está vinculada ao término do plantio ou da colheita.231. e) horas extraordinárias. na lavoura.860.00 Helena da Silva João Adalberto Anita Flores Santos Valmir Dantas Carlos dos Santos José Henrique Silva Flávia Conte Eugênio Telles TOTAIS Gerente Chefe de Seção Coordenadora Auxiliar de Escritório Auxiliar de Escritório Auxiliar Servente Office-boy Valor da Contribuição (R$) 83.br . com acréscimo de.33 60.00 1.33 6.67 8. CONTRATO POR SAFRA Contrato de safra é aquele que tem sua duração dependente de variações estacionais das atividades agrárias. Deve. f) adicional noturno (a hora noturna não é reduzida. Durante a vigência do contrato terá todos os direitos trabalhistas e previdenciários. art.800. no mínimo.00 900. também. O trabalho noturno é executado entre as 21h de um dia as 05h do dia seguinte.guiatrabalhista.00 660. o salário mínimo vigente. 50%. tais como: Direitos Trabalhistas a) salário de.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Exercício: 2003 Folha nº 001 Nome Função Salário (R$) 2.00 22. d) FGTS.233/83. c) férias acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. DOS DIREITOS DO SAFRISTA O safrista deve ser registrado em Carteira de Trabalho e em Livro ou Ficha de Registro.00 26. e www.00 800.00 7.00 30.00 250.

em número não excedente de 2 (duas). ou seja.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © entre as 20h de um dia e as 04h do dia seguinte. pelo menos. e h) reabilitação profissional. que pela sua natureza não possam ser adiados. d) auxílio-doença. c) aposentadoria por tempo de contribuição. mediante acordo de prorrogação de horas entre empregado e empregador. desde que não exceda a 12 horas. A importância da remuneração da hora suplementar. c) reabilitação profissional. 50% (cinqüenta por cento) da hora normal. g) auxílio-acidente. b) aposentadoria por idade aos 60 anos para o homem e 55 para as mulheres.Quanto ao segurado: a) aposentadoria por invalidez. e) salário-família. será acrescida de. ou para fazer face a motivo de força maior. O referido acordo deve ser preferencialmente coletivo. 2 . não podendo ultrapassar a 08 horas diárias. O adicional noturno rural é de. Direitos Previdenciários 1 .232.guiatrabalhista. em relação à vontade do empregador. e para a realização do qual este não concorreu direta ou indiretamente. na pecuária. no mínimo. g) licença paternidade. Jornada Extraordinária A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. www. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho do safrista é a mesma aplicada aos demais empregados.com. f) salário-maternidade. b) auxílio-reclusão.Quanto aos dependentes: a) pensão por morte. 44 horas semanais. Entende-se por força maior todo acontecimento inevitável. 25% sobre a hora diurna. devido a melhor aceitação pelo nosso judiciário.br . Serviços Inadiáveis ou Força Maior A duração da jornada poderá exceder o limite legal ou convencionado para terminar serviços.

com. f) saque do FGTS pelo código 01. fará jus a: a) saldo de salário. A prorrogação em questão não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco) dias por ano. a remuneração será pelo menos 50% superior a da hora normal. b) 13º salário proporcional. de maneira que não exceda o horário normal da semana. e) indenização de 40% do FGTS. Compensação de Horas Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. se fizer jus. c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. por força de acordo ou convenção coletiva. durante o número de dias necessários. www. Interrupções Por Causas Acidentais A duração da jornada de trabalho poderá igualmente exceder do limite legal ou convencionado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O excesso de horas. CONTRATO PARA CADA SAFRA Na hipótese do empregador explorar várias culturas como soja. O empregado. a não ser que haja uma cláusula recíproca de direito de rescisão antecipada. dentro de 10 (dez) dias à Delegacia Regional do Trabalho. neste caso. Não haverá aviso prévio. d) salário-família. Nos demais casos.br . pelo empregador. além da indenização. desde que a jornada diária não exceda de 10 (dez) horas. o excesso de um dia for compensado pela correspondente redução em outro dia. RESCISÃO DO CONTRATO Iniciativa do Empregador Sendo o contrato rescindido antes do prazo. condicionada à prévia autorização da autoridade competente.233. até o máximo de 2 (duas) horas. A remuneração da hora excedente nos casos de força maior não será inferior a da hora normal. cana-de-açúcar ou laranja. para compensar interrupções de trabalho decorrentes de causas acidentais ou força maior. acima mencionada.guiatrabalhista. este responderá com indenização equivalente a 50% da remuneração do empregado até o final do contrato. para cada uma deve ser firmado um contrato próprio. poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Entende-se. por mês de serviço ou fração superior a 14 dias.889/1973 e Precedente Normativo MTE 65. ao término normal do contrato de safra. a título de indenização do tempo de serviço. em 1988.guiatrabalhista. se fizer jus. d) salário-família.048/99 e os citados no texto. estendeu aos trabalhadores rurais o regime do FGTS. em seu artigo 14. Base: Lei nº 5. este fará jus a: a) saldo de salário. se houver a previsão em Convenção Coletiva. prevê que. c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 Constitucional Federal. b) 13º salário proporcional. Iniciativa do Empregado No caso da rescisão antecipada ser efetuada pelo empregado.com.mesmo que de forma proporcional.889/73. Decreto nº 3.br . importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal. o Ministério do Trabalho expediu o Precedente Normativo 65. será devido ao safrista. se fizer jus. onde expôs o entendimento que tal indenização deve ser cumulada com o percentual do FGTS devido na dispensa. c) 13º salário proporcional. A Lei nº 5. Isto porque a falta ou ausência de tal indenização proporcional implicaria em retirar do trabalhador um direito legalmente previsto . III.889/73. que é devido a indenização do tempo de serviço. Decreto nº 73. e) saque do FGTS pelo código 04. importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal. tinha-se entendido que essa indenização foi substituída pelo saque dos depósitos do FGTS.626/74. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: www. DIREITOS CONSTITUCIONAIS DO TRABALHADOR São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. d) salário-família. também. b) férias proporcionais acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. que em seu artigo 7º. EXTINÇÃO DO CONTRATO No término normal do contrato são devidas ao empregado as seguintes verbas: a) saldo de salário. Com o advento da Constituição da República. por mês de serviço ou fração superior a 14 dias. Entretanto.234. conforme artigo 14 da Lei 5.

6 – irredutibilidade do salário. conhecida como “Indenização de 40% do FGTS”. transporte e previdência social. Notas: Dispositivo regulamentado pela Lei 8716/1993.br . vestuário. capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. 4 – salário mínimo. 8 – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. em caso de desemprego involuntário. nos termos de lei complementar. b) da empregada gestante. para quatro vezes. Nota: até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o artigo 7º.235. nacionalmente unificado. II – fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. educação. 2 – seguro-desemprego.guiatrabalhista. www. quando mais favoráveis.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 1 – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. prevalecerão sobre as estipuladas em Acordo. para os que percebem remuneração variável. higiene. de 13 de setembro de 1966.107. da Lei nº 5. a citada garantia constitucional será o valor do piso salarial da categoria do empregado quando for maior que o salário mínimo vigente. 5 – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. saúde. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. fixado em lei. 3 – fundo de garantia do tempo de serviço. 7 – garantia de salário. alimentação. da porcentagem prevista no artigo 6º. da Constituição: I – fica limitada a proteção nele referida ao aumento. lazer.com. O artigo 620 da CLT estabelece que as condições estabelecidas em Convenção. Desta forma. caput e § 1º. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. I. que preverá indenização compensatória. nunca inferior ao mínimo. dentre outros direitos. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.

excepcionalmente. conforme definido em lei. constituindo crime sua retenção dolosa. sem prejuízo do emprego e do salário. 19 – licença-paternidade de 5 dias. pelo menos. um terço a mais do que o salário normal. 18 – licença à gestante. em cinqüenta por cento à do normal. participação na gestão da empresa.guiatrabalhista. com a duração de cento e vinte dias. por meio de normas de saúde.com. na forma da lei. 25 – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas. no mínimo. 11 – participação nos lucros. 22 – redução dos riscos inerentes ao trabalho. nos termos da lei. 16 – remuneração do serviço extraordinário superior. 24 – aposentadoria.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 9 – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. 14 – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. insalubres ou perigosas. desvinculada da remuneração. 13 – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. sendo no mínimo de trinta dias. www. mediante incentivos específicos. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. e. 17 – gozo de férias anuais remuneradas com. 12 .br . preferencialmente aos domingos. 23 – adicional de remuneração para as atividades penosas. 20 – proteção do mercado de trabalho da mulher.236. salvo negociação coletiva. 10 – proteção do salário na forma da lei. ou resultados. 21 – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. nos termos da lei. higiene e segurança.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. 15 – repouso semanal remunerado.

de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. 29 – ação. a partir de quatorze anos.com. 18. cor ou estado civil. "caput". quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. 17. idade. 28 – seguro contra acidentes de trabalho. TRABALHADORES DOMÉSTICOS – DIREITOS ASSEGURADOS São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos tópicos 4. 7 da Constituição Federal/1988. sem excluir a indenização a que este está obrigado. 7. quando incorrer em dolo ou culpa. Neste inciso constitucional vigora o princípio da igualdade. quer nas relações do trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 26 – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. 15. 33 – proibição de trabalho noturno. que deve ser observado. salvo na condição de aprendiz. 21 e 24. idade.br . bem como a sua integração à previdência social. DISCRIMINAÇÃO PELO SEXO A CLT em seus artigos 5º e 461. 30 – proibição de diferença de salários. inciso XXX da Constituição Federal proíbe a diferença de salários. 19. 31 – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. ou nos períodos pré-contratuais. 6. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO O artigo 7º. a cargo do empregador. na forma da lei.237. cor ou estado civil. 32 – proibição de distinção entre trabalho manual. Base: art. 34 – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 27 – proteção em face da automação.guiatrabalhista. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. já trouxe a proibição da discriminação por motivo de sexo: www.

A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual. a Lei nº 9. na hipótese em que em empresa privada se negue ou obste emprego por preconceito de raça ou de cor.238.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "Art 5º . o inciso XXX do artigo 7º da Constituição Federal proíbe. prestado ao mesmo empregador. inciso XXX da Constituição Federal assegura aos trabalhadores em geral a proibição de ato discriminatório por motivo de cor." DISCRIMINAÇÃO DE RAÇA OU COR A Constituição Federal em seu artigo 5º.716/89 define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor. a todo trabalho de igual valor. www. No que tange às relações do trabalho. dispõem: "XLI . na relação de emprego. II .a lei punirá qualquer discriminação atentatória aos direitos e liberdades fundamentais. incisos XLI e XLII. assim considerado o oferecimento de serviços e de aconselhamento ou planejamento familiar. 461 .Sendo idêntica a função." O artigo 7º. a diferença de salários. por motivo de sexo. tanto no período admissional (pré-contratação).a exigência de teste. perícia. ou do homem. na mesma localidade. sujeito à pena de reclusão.a adoção de quaisquer medidas. corresponderá igual salário. Trabalho da Mulher No que diz respeito ao trabalho da mulher. nacionalidade ou idade.SUS. sem distinção de sexo.com. nos termos da Lei.Constitui crime as seguintes práticas discriminatórias: I . exame. A Lei nº 7. 2º . laudo. o artigo 4º da lei mencionada prevê pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. que configurem: a) indução ou instigamento à esterilização genética. submetidas às normas do Sistema Único de Saúde . também.guiatrabalhista. (grifo nosso) Art. XLII . de iniciativa do empregador. Caracteriza-se ato discriminatório vedado constitucionalmente as restrições ao trabalho da mulher. sem distinção de sexo.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível.br . de exercício de funções e de critérios de admissão. atestado. b) promoção do controle de natalidade. realizados através de instituições públicas ou privadas." (grifo nosso) Como já citado anteriormente. ou ainda na rescisão contratual. declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou a atestado de gravidez.029/95 previu como crime as seguintes práticas discriminatórias: "Art.

quando casada. que nos casos de discriminação por raça ou cor. o empregador correrá risco. de responder por danos morais. ou ainda na rescisão contratual. muitas vezes. inciso XXX da Constituição Federal proíbe a diferença de salários. em que um dos critérios adotados. sendo a mulher uma das maiores vítimas desse preconceito. pelo critério de idade. mas alguns empregadores quando o matrimônio ocorre durante a vigência do contrato.239.br . o fato de a mesma haver contraído matrimônio. dentre outros.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Conclui-se então. Entretanto as não-contratações por capacidade física insuficiente para determinados cargos. a previsão constitucional e a previsão celetista são argumentos suficientes para a caracterização do ato discriminatório. se tal discriminação for comprovada. Desta forma. tanto no período de précontratação (recrutamento e seleção). DISCRIMINAÇÃO POR MOTIVO DE IDADE O artigo 7º. poderão não ser caracterizados como ato discriminatório. é o fato de o empregador ser casado ou solteiro. uma vez que ela. DISCRIMINAÇÃO PELO ESTADO CIVIL Estado Civil da Mulher O artigo 7º. inciso III da Constituição Federal/88 determina que a discriminação pelo estado civil é violação ao preceito constitucional. os argumentos pela recusa na contratação ou até mesmo dispensa ou remanejamento do cargo em razão da capacidade física deverão ser acompanhados de avaliação decorrente de testes aplicados. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de idade. ocorre nas situações de dispensas coletivas de empregados por dificuldades financeiras da empresa. não fundamentando. A CLT em seu artigo 391. como também criminalmente.guiatrabalhista. O homem casado é considerado o esteio familiar e. enquanto que o homem solteiro tradicionalmente não traça esse perfil. podendo vir a ser dispensado. consideram motivo impeditivo para a manutenção da relação de emprego. Do exposto.com. tem maiores possibilidades para a maternidade. portanto. estabelece que não constitui justo motivo para a rescisão do contrato de trabalho. www. Estado Civil do Homem O estado civil do homem muitas vezes é considerado para tomada de decisões por parte dos empregadores. nas referidas dispensas poderá ser poupado. Exemplo disso. durante a relação de emprego. Não só por este motivo.

entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. uma vez que dia de feriado é considerado repouso semanal remunerado. dispõe que por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho. É muito usual utilizar-se dessa prerrogativa para suprimir a jornada de trabalho do sábado. PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA O artigo 7º. Obviamente. XIII da Constituição Federal de 1988. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. parágrafo 2º. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR Como os atos discriminatórios podem causar prejuízos morais.. 461 da CLT. deverá ser respeitado o preceito previsto no § 1º do art. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. Nos casos de discriminação do trabalho da mulher ou ainda por motivo de raça ou cor. além da responsabilidade civil. XIII . no período máximo de um ano. "Artigo 7º .. pois muitas vezes.br . . de maneira que não exceda. facultada a compensação de horários e a redução da jornada.. Por último.. Nestes casos. inciso XXXI da Constituição Federal trouxe a proibição de qualquer ato discriminatório no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência.. a pessoa poderá ingressar com ação perante a Justiça Comum objetivando a reparação do dano. ainda que solteiro.. www. em seu artigo 59..com. a fim de responsabilizar civilmente o empregador. conforme dispõe o artigo 7º. o salário do homem.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. o empregador poderá ser responsabilizado penalmente. quando a deficiência física não dificulta o exercício da função. pode ser fundamental no orçamento familiar... FERIADO COINCIDENTE COM SÁBADO A CLT. nos casos de funções intelectuais.240... a deficiência física não poderá ser argumento para a não contratação... trabalhando-se então de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas e 44 (quarenta e quatro) horas semanais.guiatrabalhista. a compensação não deve ser realizada.. caracterizando assim a discriminação. dispõe que o trabalho de igual valor será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica." O feriado pode coincidir com o sábado. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ressalte-se que tal critério pode ser equivocado..

guiatrabalhista.2003 a 02. não compensado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Caso ocorra o trabalho além da jornada nas semanas que houver o feriado coincidente com o sábado. Neste caso o salário do mês de fevereiro. DJ 21.26 O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 29 dias: R$ 16.241. FÉRIAS ." Nova redação . 121/2003.129 x 29 dias = R$ 467. o adicional a ser aplicado deverá ser consultado junto à Convenção Coletiva de Trabalho. Decreto nº 27.com. R$ 500. o qual terá que ser de no mínimo 50% (cinqüenta por cento). 29. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. deve ser pago em dobro. CÁLCULOS PRÁTICOS Mês de 28 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01.00 : 31 = R$ 16. para serem somados ao valor dos outros 28 dias): R$ 500. irá gerar pagamentos incorretos de férias.00 R$ 16. 30 ou 31 conforme o caso.74 www. a remuneração deve ser paga em dobro conforme determina o Enunciado TST nº 146: "O trabalho prestado em domingos e feriados. 29 OU 31 DIAS Quando temos no mês de gozo de férias número de dias diferente de 30 (trinta) devemos proceder ao cálculo pelo número exato do mês. corresponde a 28 dias.129 x 2 dias = R$ 32. Procedimento que.02.857 R$ 500. se não observado.03.048/49.2003 Base Legal: Lei nº 605/49. faltando assim a complementação de 2 dias do mês de março para se determinar o valor total das férias (o salário do mês de março será dividido por 31 e multiplicado por 2.2003. as horas ou minutos trabalhados além da jornada deverão ser remuneradas como horas extras.Res. No caso de trabalho no feriado.br .129 R$ 17.00.26 Total = R$ 532. fazer a divisão do salário por 28. conforme preceitua a Constituição Federal de 1988.CÁLCULOS EM MÊS DE 28.00. ou seja.11. Salário mensal de R$ 500.857 x 28 dias = R$ 500.00 : 28 = R$ 17.

354 x 1 dia = R$ 19. R$ 700.689 R$ 600.58 x 1 dia = R$ 22. Neste caso o salário do mês de fevereiro.58 x 30 dias = R$ 677.02.00 : 29 = R$ 20.guiatrabalhista.03.00.354 x 30 dias = R$ 580. o salário do mês de agosto. para obtermos o valor total das férias e pagarmos 1 dia de salário em folha de pagamento: R$ 700.689 x 29 dias = R$ 600. R$ 600.03.2000 (o ano de 2000 foi bissexto).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Mês de 29 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01.00.58 R$ 22.2003 a 30. corresponde a 29 dias.00. Salário mensal de R$ 600. Salário mensal de R$ 700.35 O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 30 dias: R$ 19.br .com.35 Total = R$ 619.62 Mês de 31 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01. se o mês tem 31 dias.00 R$ 19. faltando assim a complementação de 1 dia do mês de março para se determinar o valor total das férias (o salário do mês de março será dividido por 31 e multiplicado por 1 para ser somado ao valor dos outros 29 dias): R$ 600.40 total das férias O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 1 dia: R$ 22. corresponde a 31 dias.2000 a 01.354 R$ 20.00 : 31 = 19.00 : 31 = R$ 22. paga-se 30 dias de férias e 1 dia de salário.58 CONCLUSÃO O que deve ser entendido é que as férias correspondem a 30 dias e não a um mês. Depois de encontrado o valor correspondente aos dias de férias calcular-se-á o um terço constitucional e os encargos sociais.00.03.2003. Neste caso.242. em conseqüência reflete-se na sua remuneração também. www. Bases: artigos 130 e 142 da CLT. Ou seja. Devemos dividir o valor do salário mensal por 31 e multiplicarmos por 30.

br .htm MODELOS DE CONTRATOS – acesse www. poderão fazê-lo diretamente com o autor.br CLT atualizada e anotada: www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Sugestões e apreciações: os leitores que desejarem remeter comentários sobre o conteúdo desta obra.243.portaldoscontratos.com.portaltributario.br/clt.guiatrabalhista.com.com.br/mbdt.com.com.guiatrabalhista.br/obras.br/100ideias.htm 100 Idéias Práticas de Economia Tributária: www.com.htm Manual Básico de Direito Tributário.br/guia.portaltributario.com.br Legislação TRABALHISTA comentada: www.htm Manual da CIPA: www.com.htm PORTAL TRIBUTÁRIO® EDITORA LTDA – todos os direitos reservados © www.com. Acesse www.guiatrabalhista.portaltributario.portaltributario.br CONHEÇA OUTRAS PUBLICAÇÕES ATUALIZÁVEIS – PORTAL TRIBUTÁRIO EDITORA: Guia Tributário On Line: um manual dos principais tributos brasileiros.br/cipa. através do e-mail julio@portaltributario.guiatrabalhista. Acesse: www.htm A relação completa de nossas obras eletrônicas está em www.com.

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