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ESTUDO DA INFLUÊNCIA DE CHICANAS NO DESEMPENHO DE LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO NO TRATAMENTO DE ESGOTOS DOMÉSTICOS.

Tsunao Matsumoto (1) Engenheiro Civil

Mestre e Doutor em Hidráulica e Saneamento – Escola de Engenharia de São Carlos – USP

– Professor Assistente Doutor do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - FEIS/UNESP

Marcos Roberto Shoiti Takeuti (2) Engenheiro Civil – Escola de Engenharia de Presidente Prudente – UNOESTE - Mestre em Engenharia Civil – Recursos Hídricos e Tecnologias Ambientais - Departamento de Engenharia Civil - Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – FEIS/UNESP

Endereço (1) :

Alameda Bahia 550 - CEP15385-000 – Ilha Solteira – SP Fone - (18) 3743-1125. e-mail: tsunao@dec.feis.unesp.br

RESUMO

Este trabalho se refere à pesquisa que foi desenvolvida na Estação de Tratamento de Esgoto de Santa Fé do Sul, localizada a noroeste do Estado de São Paulo, objetivando o estudo da eficiência de remoção da carga orgânica e

bacteriológica no tratamento do esgoto doméstico utilizando lagoas com divisores de fluxo (chicanas). Nesta ETE são tratados 60% dos esgotos domésticos gerados na cidade.

O monitoramento abordado abrangeu o período compreendido entre março 2003 a junho de 2003, sendo

analisados especialmente a DBO e DQO das amostras coletadas, os resultados desta avaliação são apresentados

neste trabalho. Pelos resultados obtidos na pesquisa, a eficiência de remoção da DBO está em torno dos 96%, a DQO em torno

de 84%, mas é possível notar variações nos pontos de coletas, indicando possíveis problemas de operação ou

sobrecarga nas chicanas. Nas observações realizadas durante o período de monitoramento foi visível a mudança de coloração das águas nos canais formados pelas chicanas evidenciando o avanço da zona de sobrecarga no início da lagoa facultativa. Entretanto, até o momento a ETE tem apresentado boa eficiência de remoção durante o período de análise.

Palavras-Chave: Lagoa de Estabilização, Chicana, Eficiência de Tratamento, Esgoto Doméstico.

INTRODUÇÃO

O tratamento de esgoto doméstico consiste, basicamente, na modificação de suas características físico-químicas e

biológicas de tal forma que eles possam ser lançados em corpos receptores dentro dos padrões exigidos pelos órgãos de controle de poluição ambiental, ou reutilizados.

A maior parte dos processos de tratamento de águas residuárias inclui a depuração biológica da matéria orgânica,

promovida especialmente por bactérias e algas, em produtos mais simples e estáveis como sais minerais, gás carbônico e água (Branco, 1986 apud Silva, 1999). Dos mais variados métodos e sistemas de tratamento existentes, as lagoas de estabilização constituem uma das alternativas mais importantes no tratamento de águas residuárias domésticas. Disponibilidade de espaço físico, custo de implantação e manutenção e condições ambientais propício, são fatores e condições fundamentais para a escolha do sistema de tratamento de águas residuárias. As condições fundamentais para a escolha por lagoas de estabilização no tratamento de águas residuárias na região do cerrado (noroeste do estado de São Paulo), são que estas representam a forma mais simples para o

tratamento de esgoto, e as condições ambientais (temperatura elevada, radiação solar) favorecem a implantação das mesmas. Também se pode mencionar que as cidades na sua maioria são de pequeno e médio porte, nas quais o custo da implantação e operação da estação é decisivo na escolha. Apesar das lagoas de estabilização serem utilizadas em grande número na região do cerrado, as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em estudo diferencia da maioria dos sistemas de lagoas de estabilização múltipla implantados, devido às lagoas de estabilização facultativa e de maturação utilizarem divisórias de fluxo (chicanas) nas mesmas, induzindo um escoamento mais pistonado ao fluxo, impedindo de ser de mistura completa tornando menos difusa aproximando mais ao fluxo pistão. Atualmente existe pouca literatura abordando diretamente o comportamento de tratamento em sistemas equivalentes, podendo destacar os trabalhos realizados por SILVA et al (1993, 1997 e 2000) com lagoas ligadas em série e lagoas com chicanas, que apresentaram resultados satisfatórios quanto à remoção de cargas orgânicas. Alguns trabalhos de acompanhamento de operação da ETE estudada foram apresentados por MATSUMOTO &TAKEUTI (2002) e TAKEUTI (2003) abordando alguns aspectos favoráveis e desfavoráveis na utilização de divisores de fluxo em lagoas facultativa e de maturação.

OBJETIVO

Este trabalho teve como objetivo a verificação da remoção da carga orgânica, e conseqüentemente a eficiência do tratamento de sistemas de lagoas de estabilização com divisores de fluxo (chicanas), através dos parâmetros típicos da presença de matéria orgânica (DBO, DQO).

MATERIAIS E MÉTODOS

A E.T.E. de Santa Fé do Sul compõem–se de uma lagoa anaeróbia seguida por uma lagoa facultativa tendo três divisores de fluxo (chicanas) paralelas feitas de placas de concreto sustentadas por colunas de concreto, formando quatro canais paralelos dentro da mesma, seguida por uma lagoa de maturação com apenas um divisor de fluxo (chicanas) formando dois canais paralelos, construído pelo mesmo material da lagoa facultativa, como mostra a Figura 1.

LAGOA FACULTATIVA C/CHICANAS 100,60 m LAGOA DE MATURAÇÃO C/CHICANAS 216,35 m PONTO 2.1 PONTO 2.3
LAGOA FACULTATIVA C/CHICANAS
100,60 m
LAGOA DE MATURAÇÃO C/CHICANAS
216,35 m
PONTO 2.1
PONTO 2.3
80,30 m
181,0 m
PONTO 3.1
PONTO 2.2
PONTO 03
D
PONTO 04
C
E F
PONTO 02
125,0m
46,0 m
PONTO 01
B
LAGOA ANAERÓBIA
A
MEDIDOR DE
VAZÃO OU CALHA
PARSHALL
AFLUENTE
EFLUENTE
“by-pass”

CORREGO

CAIXA DE AREIA E GRADEAMENTO

Figura 1 – Esquema da ETE de Santa Fé do Sul

A ETE de Santa Fé do Sul estudada é composta por:

÷ Lagoa Anaeróbia com dimensões de 46,00m de largura, 125,00m de comprimento e 3,50m de profundidade,

alimentada por três entradas afogadas e duas saídas;

÷ Lagoa Facultativa com dimensões de 100,60m de largura, 216,35m de comprimento e 2,20m de profundidade.

Dividido por três divisores de fluxo (chicanas) feitas de placas de concreto e sustentadas por colunas de concreto. Eqüidistante uma da outra no sentido longitudinal formando um longo canal com largura de 25,15m e 865,40m

de comprimento;

÷ Lagoa de maturação de 80,30m de largura, 181,00m de comprimento 1,20m de profundidade na primeira célula

e de 0,80m na segunda célula, dividido por um divisor de fluxo (chicana) no sentido longitudinal, feita do mesmo material que as da lagoa facultativa, transformando numa lagoa com 40,15m de largura e 362,00m de comprimento.

Os pontos para coleta de amostras foram:

- Ponto 01 localizado na caixa do meio das três caixas de distribuição e passagem na entrada da lagoa anaeróbia;

- Ponto 02 está localizado na caixa de distribuição múltipla aonde chega a efluente da lagoa anaeróbia;

- Ponto 03 na saída da lagoa facultativa chicanada;

- Ponto 04, localizado na saída da lagoa de maturação.

Além destes pontos foram escolhidos mais quatro pontos intermediários, localizados nas curvas formadas pelas divisórias colocados nas lagoas facultativas e de maturação. Denominados de ponto 2.1, 2.2, e 2.3 na lagoa facultativa e 3.1 na lagoa de maturação, como se pode observar na Figura 1.

O desempenho da ETE com as chicanas foi avaliado segundo o método de análise do “Standard Methods for

Examination of Water and Wastwater” (APHA, AWWA & WPCF, 1998).

RESULTADOS

Os resultados das análises de DBO e DQO de amostras coletadas de cada lagoa foram obtidos durante o monitoramento realizados no período de março a junho de 2003 por meio da distribuição dos pontos de amostragem ao longo das lagoas e apresentados nas Figuras 2 e 3 e Tabelas 1 e 2

800 700 600 500 400 300 200 100 0 0 7 14 21 28 35
800
700
600
500
400
300
200
100
0
0
7
14
21
28
35
42
49
56
63
70
77
Dias
Ponto 01
ponto 02
ponto 2.1
ponto 2.2
ponto 2.3
ponto 03
ponto 3.1
ponto 04
DBO (mg/L)

Figura 2- DBO (Demanda Biológica de Oxigênio)

Neste período a eficiência de redução da DBO nos pontos investigados apresentou valores médios de: 456mg/L no ponto 01, 149mg/L no ponto 02, 77mg/L no ponto2.1, 126mg/L no ponto 2.2, 49mg/L no ponto 2.3, 38mg/L

no ponto 03, 31mg/L no ponto 3.1 e 18mg/L no ponto 04. O valor médio do ponto 2.2 ser maior que o ponto 2.1

se deve a um transbordamento da 1° célula para a 2° célula da lagoa facultativa, ocasionada provavelmente pela

ETE receber uma vazão acima da do previsto no projeto em período de chuva. Diminuindo o tempo de detenção da 1° canal, indo o líquido direto para a 2° canal. Assim pela Figura 2 mostra que a redução da carga orgânica medida pela DBO foi significativa, as oscilações de carga na entrada têm pouca influencia na qualidade do efluente da saída, o que pode ser confirmada com os valores apresentados na Tabela 1. A Tabela 1 apresenta os valores obtidos no período de março a junho de 2003, pode-se observar que os valores mínimos e máximos de DBO registrados foram: no ponto 01, 323mg/L, 720mg/L; no ponto 02, 100 mg/L, 320 mg/L; no ponto 2.1, 27mg/L, 115mg/L; no ponto 2.2, 74mg/L, 222mg/L; no ponto 2.3, 38 mg/L, 55mg/L; no ponto 03, 12mg/L, 58mg/L; no ponto 3.1, 9mg/L, 57mg/L e no ponto 04, 10mg/L, 28mg/L.

Tabela 1 – valores de DBO (mg/L) março a junho de 2003

Data

Dias

ponto 01 ponto 02 ponto 2.1 ponto 2.2 ponto 2.3 ponto 03 ponto 3.1 ponto 04

13/03/2003

0

720

166

27

125

38

41

33

11

26/03/2003

13

701

100

32

110

38

40

33

10

02/04/2003

20

425

158

106

222

60

30

18

19

09/04/2003

27

461

117

70

196

60

42

26

22

16/04/2003

34

431

109

59

76

39

29

9

12

23/04/2003

41

323

126

77

115

57

12

23

23

30/04/2003

48

446

119

115

89

38

32

29

24

07/05/2003

55

366

141

83

74

44

25

40

16

14/05/2003

62

391

148

80

82

49

48

29

15

21/05/2003

69

378

161

98

167

52

52

38

24

28/05/2003

76

461

127

98

97

66

52

42

28

04/06/2003

83

372

320

88

159

54

58

57

16

Média

456,3

149,33

77,75

126

49,58

38,41

31,42

18,33

Neste período a eficiência de redução, da DBO na ETE em cada unidade de tratamento foi de 67,27% na lagoa anaeróbia, 74,27% na lagoa facultativa e 52,29% na lagoa de maturação, e portanto a eficiência de remoção total na ETE foi de 95,98%. Os valores de mínimo e máximo no ponto 2.1 (1° curva da chicana - lagoa facultativa) ser menor que o ponto 2.2 (2°curva da chicana - lagoa facultativa), provavelmente se deve ao fato da ETE receber uma vazão acima do previsto no projeto em período de chuva, havendo um trasbordando do primeiro canal da lagoa facultativa para a segundo canal. E conseqüentemente, o efluente da lagoa anaeróbia se misturar com o conteúdo do segundo canal sem o tempo de detenção necessária para sua depuração, como pode observar pela Figura 3.

para sua depuração, como pode observar pela Figura 3. Figura 3 – Transbordamento na primeira cortina

Figura 3 – Transbordamento na primeira cortina de separação de fluxo observado durante sobrecarga hidráulica.

As concentrações da DBO evidenciaram neste período a eficiência de redução em cada unidade de tratamento de 67% na lagoa anaeróbia, 74.% na lagoa facultativa e 52% na lagoa de maturação, com 96% de eficiência de remoção total na ETE. Na Figura 4 é apresentado o resultado do parâmetro DQO. No período os pontos investigados apresentaram valores médios de 928 mg/L no ponto 01, 319 mg/L no ponto 02, 256 mg/L no ponto 2.1, 245 mg/L no ponto 2.2, 232 mg/L no ponto 2.3, 173 mg/L no ponto 03, 147 mg/L no ponto 3.1 e 151 mg/L no ponto 04.

1200 1000 800 600 400 200 0 0 7 14 21 28 35 42 49
1200
1000
800
600
400
200
0
0
7
14
21
28
35
42
49
56
63
70
77
Dias
ponto 1
ponto 2
ponto 2.1
ponto 2.2
ponto 2.3
ponto 3
ponto 3.1
ponto 4
DQO (m g/

Figura 4- DQO (Demanda Química de Oxigênio)

As concentrações da DQO evidenciaram neste período a eficiência de redução em cada unidade de tratamento de 65% na lagoa anaeróbia, 46.% na lagoa facultativa e 12% na lagoa de maturação, com 84% de eficiência de remoção total na ETE.

Tabela 2– Valores de DQO (mg/L) março a junho de 2003

Data

Dias

ponto 01 ponto 02 ponto 2.1 ponto 2.2 ponto 2.3 ponto 03 ponto 3.1 ponto 04

13/03/2003

0

863

262

212

249

143

220

109

201

26/03/2003

13

615

297

208

193

263

124

106

115

02/04/2003

20

1088

354

264

191

334

151

135

185

09/04/2003

27

857

296

280

216

208

166

134

137

16/04/2003

34

1050

314

227

198

265

175

127

156

23/04/2003

41

968

321

258

233

224

163

139

142

30/04/2003

48

996

325

290

230

179

141

194

138

07/05/2003

55

931

318

247

220

210

149

149

130

14/05/2003

62

843

319

242

236

221

192

138

204

21/05/2003

69

979

363

263

400

199

165

131

127

28/05/2003

76

1032

340

326

247

307

207

203

141

04/06/2003

83

920

323

266

330

231

228

209

144

Média

928,5

319,33

256,92

245,25

232

173,42

147,83

151,67

Pela Tabela 5.4, os valores mínimos, máximos e médios de DQO foram: no ponto 01, 615mg/L, 1088mg/L e 928mg/L; no ponto 02, 262mg/L, 363 mg/L e 319mg/L; no ponto 2.1, 208mg/L, 326mg/L e 257mg/L; no ponto 2.2, 191mg/L, 400mg/L e 245mg/L; no ponto 2.3, 143mg/L, 334mg/L e 232mg/L; no ponto 03, 124mg/L, 228mg/L e 173mg/L; no ponto 3.1, 106 mg/L, 209 mg/L e 148 mg/L; no ponto 04, 114mg/L, 204mg/L e 152mg/L. Neste período a eficiência de redução, da DQO na ETE em cada unidade de tratamento foi de 65,61%

na lagoa anaeróbia, 45,69% na lagoa facultativa e 12,54% na lagoa de maturação, 83,67% de eficiência de

remoção total na ETE. Pelos resultados obtidos durante o monitoramento,pode-se observar aumento nos valores dos parâmetros em diversos pontos da ETE, denunciando sobrecargas, curtos-circuitos e zonas mortas quanto ao carregamento hidráulico e orgânico. No aspecto hidráulico, há necessidade de realização de um estudo mais detalhado, com uso de traçadores

radioativo ou outros traçadores não reativos que forneçam informações quanto ao regime de escoamento, tempo

de detenção hidráulica real, detecção de zonas mortas e curtos-circuitos.

A vazão estimada que aflui a ETE considerada para os cálculos foi de 2.250m 3 /dia, para uma população

contribuinte de 15.000 habitantes (60% da população urbana de Santa Fé do Sul) e índice de retorno de 75% da água de abastecimento (q=0,15m 3 /dia/hab). Adotando-se as considerações para o cálculo de taxa de carregamento superficial (TCS) a que os canais delimitados pelas chicanas foram submetidos durante o período de monitoramento. As variações das TCS em cada canal foram estimadas como mostrado na Tabela 3.

Tabela 3 – Estimativa da Taxa de Carregamento Superficial nos canais formados pelas chicanas

Canal

Taxa de Carregamento Superficial (kgDBO/ha.dia)

Lagoa Facultativa

 

Entrada

Saída

1

617,51

321,51

2

321,51

521,02

3

521,02

212,38

4

212,38

118,92

 

Lagoa de Maturação

1

118,92

97,29

2

97,29

56,75

Pelos valores apresentados na Tabela 3, a entrada do primeiro canal da lagoa facultativa está submetida a uma carga bastante elevada para as condições climáticas da região, uma taxa acima da recomendada por SILVA (1976) de 460kgDBO/ha.dia para a região nordeste e a citada por von SPERLING (1996) de 350kgDBO/ha.dia para temperatura média do mês mais frio de 25 o C. Pelo observado, após 3 anos de funcionamento, a lagoa ainda não entrou em regime estacionário, devido ao aumento crescente nos valores da DBO em direção a saída do sistema de tratamento. Outro fator que pode estar contribuindo na deterioração da qualidade do efluente pode ser a avalia na divisória (ou anteparo) tem provocado condições atípicas no funcionamento da chicana, provocando curto-circuito,

principalmente próximo a saída do canal 2 ou entrada do canal 1, tem registrado o valor discrepante observado na Tabela 3.

A utilização de chicana tem demonstrado ser bastante interessante até o momento, mesmo para a remoção de

carga orgânica, não só para a remoção de coliformes fecais.

A utilização de chicanas também tem favorecido uma melhor distribuição de pH durante o processo de

tratamento. Os valores variaram de 6,5 na entrada da lagoa facultativa e de até 8,5 na saída da lagoa de

maturação.

CONCLUSÕES

Quanto à remoção da DBO, o valor da eficiência obtido de 96% está acima do citado pela literatura (von Sperling, 1996) sendo o valor preconizado de 70 a 90%. Observou-se ainda valores elevados de DQO nas saídas das lagoas facultativa (173mg/L) e maturação (151mg/L) com eficiência de remoção girando em torno de 83%. Por ora, a ETE vem operando dentro dos padrões de lançamento exigidos pela portaria CONAMA 20/86 em relação ao parâmetro DBO.

AGRADECIMENTOS

Ao SAAE de Santa Fé do Sul pela permissão da realização do monitoramento e apoio logístico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APHA, AWWA & WPCF. “Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater”. 18 th ed. Public Heart Association Inc. New York, 1998.

SILVA, S. A., de OLIVEIRA, R., MARA, D. D. & PEARSON, H.

Lagoas de Estabilização, em Escala Piloto, Tratando Esgoto Doméstico no Nordeste do Brasil. Anais do 17° Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, ABES, vol. II, Tomo I,1993, pp. 809-826. SILVA, S. A., ATHAIDE JUNIOR, G. B., de OLIVEIRA, R., ARAUJO, A. L. C., SILVA, S. T. A & PEARSON, H. W. Efeito e Características Físicas e Operacionais na Cinética de Remoção de Coliformes Fecais em Lagoas Facultativas Secundárias e de Maturação. Anais do 19° Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, ABES, I-076,1997, pp. 475-479. SILVA, S. A., de OLIVEIRA R., DINIZ, M. J. L., ATHAIDE JUNIOR, G. B., Estudo da Influência de Chicanas no Desempenho Operacional de Lagoas Facultativas Primárias Profundas Tratando Esgotos Domésticos. IX Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, SILUBESA, III-052, 2000, pp. 933-940. Von SPERLING, M. Lagoas de Estabilização. Principios do tratamento Biológico de Águas Residuárias,v.3. Belo Horizonte, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental de Minas Gerais, 1996.

Monitoração de uma série Longa de