Escola Tecnológica do litoral alentejano

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Escola: Escola Tecnológica do litoral alentejano Disciplina: Português Professor: Isabel Tojinha

Trabalho elaborado por: - João de Brito nº 606

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Escola Tecnológica do litoral alentejano

Introdução Biografia Obras Características da Poesia Poemas Análise do poema “Porque” Anexos Conclusão Bibliografia

3 4,5 6,7,8,9,10 11,12 13,14,15,16,17,18,19 20,21,22,23 24,25,26,27,28,29,30 31 32

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publicações e outros dados adicionais ao qual. esta poetisa adquiriu bastante conhecimento e também bastante reconhecimento para a nossa Literatura Portuguesa.Escola Tecnológica do litoral alentejano O trabalho contém informação sobre esta grande poetisa portuguesa. O trabalho escrito envolve todas as obras. Ao longo dos conteúdos abordados neste trabalho revelam-se factores biográficos e factores complementares. Sophia de Mello Breyner. 3 .

e aí viveu até aos dez anos. provinda da tradição bíblica e cristã. não tendo todavia chegado a concluí-lo. após o 25 de Abril. altura em que se mudou para Lisboa. Colaborou na revista Cadernos de Poesia. sobretudo nos livros para crianças. O ambiente da sua infância reflecte-se em imagens e ambientes presentes na sua obra. a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade. como deputada. a 6 de Novembro de 1919. no seio de uma família aristocrática. De origem dinamarquesa por parte do pai. onde fez amizades com autores influentes e reconhecidos: Rui Cinatti e Jorge de Sena.Escola Tecnológica do litoral alentejano Poetisa e contista portuguesa. tal como outra dimensão da religiosidade. A civilização grega é igualmente uma presença recorrente nos versos de Sophia. 4 . nasceu no Porto. Os verões passados na praia da Granja e os jardins da casa da família ressurgem em evocações do mar ou de espaços de paz e amplitude. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal. através da sua crença profunda na união entre os deuses e a natureza. Presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores. Frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores e também. em consonância com o seu fascínio pelo mundo grego (que a levou igualmente a viajar pela Grécia e por toda a região mediterrânica).

estreou-se com Poesia (1944) e na prosa. Ruy Cinatti e Jorge de Sena. por exemplo. foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia. A depuração. permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar. num ano em que o prémio foi excepcionalmente alargado a poetas de língua estrangeira.Escola Tecnológica do litoral alentejano A sua actividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça. saiu a obra poética Orpheu e Eurydice. como poetisa e figura da cultura portuguesa. em 1999. no ano seguinte. Na lírica. a atenção permanente aos problemas e à tragicidade da vida humana são reflexo de uma formação clássica. Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária. O seu valor. durante a juventude. que a autora recupera num sentido diverso do instaurado pela tradição helénica Sophia de Melo Breyner faleceu. no Oceanário de Lisboa. bem como o amor entre Orpheu. escreveu O Rapaz de Bronze (1956). os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição. da Associação Portuguesa de Escritores e. presente. onde o orphismo está. e Eurídice. Em Dezembro. a presença constante da Natureza. Távola Redonda (1950) e Árvore (1951) e conviveu com nomes da literatura como Miguel Torga. o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética. liberdade e integridade moral. símbolo dos poetas. no dia 2 de Julho de 2004 no Hospital da Cruz Vermelha. foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões. Colaborou nas revistas Cadernos de Poesia (1940). o Prémio Petrarca. foi lançada a antologia poética Mar. da Associação de Editores Italianos. Em Outubro publicou o livro O Colar. 5 . aos 84 anos. Em 2001. de Homero. mais uma vez. Desde 2005. Em Agosto do mesmo ano. com leituras.

. Lisboa. Quixote.. Cristo Cigano.. s. ilustrada por Escada. Portugália (5ª ed. 6 .. Guimarães Editores. 1972.). ilustrado por Júlio Pomar. Coral. Portugália. Lisboa. Lisboa. Salamandra. Dual. Moraes. Grades . 1950.1968. Tempo Dividido. 1971. 1978). s. s. Lisboa. 1967.Antologia de Poemas de Resistência.l. Salamandra). Salamandra. Lisboa. Livraria Simões Lopes (2ª ed. Ática (3ª ed. Lisboa. Publicações D.. Lisboa. Mar Novo. Dia do Mar. Geografia. 1961.l. 1947. aumentada com prefácio de Eduardo Lourenço. Porto. Coimbra. 3ª ed.. 11 Poemas. Lisboa. 1958. ed.. Ática. Livro Sexto. Movimento. Guimarães Editores. s. 1968.d. Lisboa. Lisboa. Figueinhas). Moraes Editores (3ª ed. Porto.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Poesia Poesia. 1962. 1954.l. Antologia. Minotauro (2ª ed. 1970. Lisboa.. da autora (3ª ed. Lisboa.. 1944. Lisboa. Ática. 1975). [Lisboa]. 1986).

Obra Poética I. Musa. No Tempo e Mar Novo. O Búzio de Cós e Outros Poemas.. Poemas Escolhidos. 1985. Lisboa. Lisboa. Ilhas. 1997. Porto. Lisboa. Círculo de Leitores. vol. Lisboa. Círculo de Leitores. revista e ampliada. Obra Poética. 1994. Moraes Editores (2ª ed. vol. 1990. I. Obra Poética. Obra Poética.Escola Tecnológica do litoral alentejano O Nome das Coisas. 7 . 1994. Antologia. Lisboa. Lisboa. Figueirinhas. Navegações. Texto Editora. 1983. Lisboa. vol. 1992. Lisboa. Lisboa. Caminho. Círculo de Leitores. 1991. 1981. Imprensa Nacional Casa da Moeda (2ª ed.. Caminho. III. Signo . 1977. Lisboa. Caminho. Caminho). Casa Pessoa. Caminho.Escolha de Poemas. 1985. Caminho. Salamandra. 1986). II. 1991.. Lisboa. 2ª ed. Lisboa. 1989. Lisboa. 1992. Salamandra. Lisboa. Obra Poética II. Lisboa.

1964. Figueirinhas (3ª ed. Lisboa. Galeria São Mamede.. Lisboa. 8 . 1990). 1978. Estúdio Cor.. Figueirinhas (21ª ed. 1984). Menina do Mar. 1962. Lisboa. 1985. 1958. Lisboa. Árvore. 1983). Porto. Moraes. Contos: 1979. Figueirinhas. Lisboa. Cavaleiro da Dinamarca. Figueirinhas.. Moraes (23ªed. Porto. Lisboa. Os Três Reis do Oriente. 1956. 1965.. 1984. Porto.. Porto. Tesouro. 1960. Expo 98.. 1984). Lisboa. 1997. ilust. 1978). Texto Editora. 1987). 1989). Porto. Floresta.. Histórias da Terra e do Mar. Contos Exemplares. Noite de Natal.. Porto. Figueirinhas (l2ªed. 1968. Porto. Era Uma Vez Uma Praia Lusitana. Figueirinhas (16ª ed. Ática.l.. 1983). Figueirinhas (17ªed. A Fada Oriana. s. de Vieira da Silva. Salamandra (3ªed. desenhos de Manuel Lapa. Lisboa.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Prosa Rapaz de Bronze. 1979. 1958. prefácio de António Ferreira Gomes. Minotauro (2ª ed.

O Nu e a Arte) Lisboa. Portugália. nº 6. Estúdios Cor (2ª ed. "Poesia e Realidade".. "A escrita (poesia)". 1975. 1982/1984. 4ª série. os homens e a terra".. [revista]. Cidade Nova. Dezembro. 1980. "Luís de Camões. "Hölderlin ou o lugar do poeta". Colóquio . 1992). O Nu na Antiguidade Clássica. 1967. nº 45/47. 1976. 9 . 30 de Dez. Ensombramentos e Descobrimentos". Estudos Italianos em Portugal. Jornal de Comércio. "Torga. 1956. nº 5. nº 8. (col. Lisboa.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Ensaio "A poesia de Cecíla Meireles". Novembro. Boletim da Secretaria de Estado da Cultura. 1960. 3ªed. Caminho. Lisboa. Cadernos de Literatura.Revista de Artes e Letras.

1964. Grande Reportagem. Lisboa. Publicações Dom Quixote. 1964. 1991. Livraria Sampedro. Caminho. 1991. Primeiro Livro de Poesia: Poemas em Língua Portuguesa para a Infância e a Adolescência. nº 5. 1979. Poesia Sempre II [Antologia de poesia portuguesa seleccionada pela Autora]. Lisboa.] Catálogo da Exposição de Escada. Lisboa. [Introdução. ilustrado por Júlio Resende.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Intervenções Poesia Sempre I [Antologia de poesia portuguesa seleccionada pela Autora e Alberto de Lacerda] . Livraria São Mamede. "Sicília". Ano II. Lisboa. Livraria Sampedro. 10 . 2ª série.

Sophia criou uma literatura de empenhamento social e político. A poetisa procura. Poesia das origens. fugindo da cidade. A natureza é um espaço primordial. mas celebra os Deuses 11 . busca a ordem do mundo. onde o Eu se reencontra com a sua nudez e beleza plena. com o sol e a luz. A palavra assume-se como um agente de transfiguração da realidade que revela o divino e o terreno. da ordem e do equilíbrio do Universo. Esta busca a ordem e o equilíbrio do universo. ou seja. com o vento. a natureza e as coisas é uma constante. Não celebra os deuses para que os homens sejam como eles. acima de tudo. a modelação do caos para a criação do cosmos.Escola Tecnológica do litoral alentejano Sophia apresenta-nos uma poesia de grande fidelidade à realidade do mundo. dai a reconstrução da aliança entre os homens. na captação das sensações da natureza. de conflitos e desencontros. com Terra e toda a vegetação. por palavras mágicas a realidade e a relação intima com as coisas . negativos. Segundo Sophia as cidades são espaços dessacralizados. A sua poesia estabelece uma relação com as coisas e com o mundo. com o Universo. Sophia na sua poesia conserva e reforça continuamente uma relação privilegiada com o mar. a transparência. O acto poético é um acto mágico capaz de projectar. de compromisso com o seu tempo e de denúncia das injustiças e da opressão. Abre os seus sentidos. Sophia busca a perfeição e a harmonia de um ser humano que saiba erguer-se a partir das suas limitações e imperfeições. na sua obra. o universo organizado.

a que recorre a poetisa. mas capazes de avançar para a margem do Bem e da Verdade. mas também a perfeição e a unidade ou o tempo absoluto que procura. Figura 1.Escola Tecnológica do litoral alentejano para tornar os homens mais divinos. 12 .Estátua de Sophia de Mello Bareyner Andresen. O mundo antigo. simboliza não só as origens. Miradouro da Graça.

Escola Tecnológica do litoral alentejano 13 .

Escola Tecnológica do litoral alentejano Retrato de uma princesa desconhecida Para que ela tivesse um pescoço tão fino Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos Para que a sua espinha fosse tão direita E ela usasse a cabeça tão erguida Com uma tão simples claridade sobre a testa Foram necessárias sucessivas gerações de escravos De corpo dobrado e grossas mãos pacientes Servindo sucessivas gerações de príncipes Ainda um pouco toscos e grosseiros Ávidos cruéis e fraudulentos Foi um imenso desperdiçar de gente Para que ela fosse aquela perfeição Solitária exilada sem destino Sophia de Mello Breyner Andresen 14 .

Escola Tecnológica do litoral alentejano Assim o Amor Assim o amor Espantado meu olhar com teus cabelos Espantado meu olhar com teus cavalos E grandes praias fluidas avenidas Tardes que oscilam demoradas E um confuso rumor de obscuras vidas E o tempo sentado no limiar dos campos Com seu fuso sua faca e seus novelos Em vão busquei eterna luz precisa Sophia de Mello Breyner Andresen. in “Obra Poética” 15 .

in "O Nome das Coisas" 16 .Escola Tecnológica do litoral alentejano Liberdade O poema é A liberdade Um poema não se programa Porém a disciplina — Sílaba por sílaba — O acompanha Sílaba por sílaba O poema emerge — Como se os deuses o dessem O fazemos Sophia de Mello Breyner Andresen.

Escola Tecnológica do litoral alentejano Os Erros A confusão a fraude os erros cometidos A transparência perdida — o grito Que não conseguiu atravessar o opaco O limiar e o linear perdidos Deverá tudo passar a ser passado Como projecto falhado e abandonado Como papel que se atira ao cesto Como abismo fracasso não esperança Ou poderemos enfrentar e superar Recomeçar a partir da página em branco Como escrita de poema obstinado? Sophia de Mello Breyner Andresen. in "O Nome das Coisas" 17 .

Escola Tecnológica do litoral alentejano Terror de Te Amar Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. Que nenhuma estrela queime o teu perfil Que nenhum deus se lembre do teu nome Que nem o vento passe onde tu passas. Para ti eu criarei um dia puro Livre como o vento e repetido Como o florir das ondas ordenadas. in “Obra Poética” 18 . Sophia de Mello Breyner Andresen.

Escola Tecnológica do litoral alentejano A Hora da Partida A hora da partida soa quando Escurecem o jardim e o vento passa. quando A noite cada nó em si deslaça. Soa quando no fundo dos espelhos Me é estranha e longínqua a minha face E de mim se desprende a minha vida. Sophia de Mello Breyner Andresen 19 . A hora da partida soa quando As árvores parecem inspiradas Como se tudo nelas germinasse. Estala o chão e as portas batem.

Escola Tecnológica do litoral alentejano 20 .

(Sophia de Mello Breyner Andresen) 21 .Escola Tecnológica do litoral alentejano Porque Porque os outros se mascaram e tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo mas tu não Porque os outros são os túmulos calados Onde germina calada podridão Porque os outros se calam mas tu não Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo Porque os outros são hábeis mas tu não Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos Porque os outros calculam mas tu não.

O sujeito poético denuncia a falsidade. O sujeito poético põe em evidência as virtudes e qualidades do outro. onde está mais explicita esta critica é no segundo verso da segunda estrofe. Deste modo verifica-se que todo o poema é de intervenção social. parece haver um diálogo entre o sujeito poético e um “tu”. o tu confronta as pessoas com a verdade sem 22 . a qual denuncia as injustiças e desigualdades sociais. através da anáfora. o que nos leva a pensar poder tratar-se de um amigo íntimo. que aparece no primeiro e último versos da primeira estrofe. uma vez que os túmulos caiados significam o disfarce. a ideia desenvolvida ao longo do poema. Na segunda estrofe é reforçada a ideia da corrupção.). Deste modo. etc. “Porque os outros se mascaram”. verifica-se uma atitude muito contrastante em relação aos outros e à pessoa amada. mostrando um verdadeiro sentimento de admiração. Os outros são hipócritas ao oferecerem apenas a aparência. a astúcia “Porque os outros usam a virtude/Para comprar o que não tem perdão” (o sujeito poético poderá referirse à honra. O próprio título “Porque” reforça. ao contrário do tu. nomeadamente através da conjunção adversativa “mas”. assim sendo simbolizam os segredos. dando uma imagem de hipocrisia. Enquanto os outros se disfarçam para esconder os seus defeitos e pecados. honestidade. Deste modo. nomeadamente no primeiro e segundo versos. assim como no último verso das estrofes seguintes.Escola Tecnológica do litoral alentejano Este poema está inserido numa das linhas temáticas da poesia de Sophia de Mello Breyner Andersen. logo é referido o receio que os outros têm em demonstrar o verdadeiro eu.

as antíteses para mostrar as diferenças entre o comportamento dos outros e do tu e ainda a metáfora “os outros são os túmulos caiados”. a atitude do tu é contrastante com a dos outros. 23 . Verifica-se ainda no terceiro verso da terceira estrofe novamente a astúcia dos outros que planeiam sempre as suas acções com vista ao lucro.Escola Tecnológica do litoral alentejano medo de represálias. pois não tem receio de denunciar as injustiças. O vocábulo “abrigo” existente no primeiro verso da quarta estrofe simboliza a dissimulação das acções. “Porque os outros se compram e se vendem” e ao calculismo “ E os seu gestos dão sempre dividendo”. visto este não planear as suas acções independentemente do resultado. O tu é corajoso. Na terceira estrofe verifica-se novamente uma enumeração e oposição de atitudes. A figura de estilo mais marcante é a repetição anafórica da conjunção “porque”. para enumerar os defeitos dos outros. logo existe uma crítica ao oportunismo. visto estas serem feitas às escondidas. Assim sendo o tu pode representar aquele que denuncia as injustiças sociais. dai que o verso diga “E tu vais de mãos dadas com os perigos” O último verso da quarta estrofe reforça a ideia expressa onde os outros planeiam para atingir lucros ao contrário do tu. este tem uma atitude honesta ao longo de todo o poema.

Presses Universitaires de France e Fundação Calouste Gulbenkian. de Paul Claudel. Quatre Poètes Portugais: Camões. [1964]. "Canto LI". "A Hera". de William Shakespeare. Cesário Verde. de Dante. "Os reis Magos". 1980. de William Shakespeare (inédito). "Canto LXVI" (Pierre Emmanuel). Lisboa. de Leif Kristianson. 1967. "Gosto de te encontrar nas cidades estrangeiras" (Edouard Maunick).. Porto. nº 43. 1962. [1979]. 1962. nº 22. de Émile Mireaux. Livros do Brasil. 2ª ed.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Traduções pela Autora A Anunciação de Maria. Mário de SáCarneiro. A Vida Quotidiana no Tempo de Homero. Presença. Lello. O Purgatório. Minotauro. tradução de um poema do Eré Frene. "Às cinzas". Ser Feliz. Muito Barulho por Nada. O Tempo e o Modo. Lisboa. Fernando Pessoa. Hamlet. Aster.d. 24 . 1965. 1970. "imagens morrendo no gesto da". s. Colóquio Revista de Artes e Letras. Paris. 1964. Lisboa. Lisboa. "A última noite faz-se estrela e noite" (Vasko Popa).

Presença. 25 . Medeia. de Leif Kristianson.Escola Tecnológica do litoral alentejano Um Amigo. 1981. de Eurípedes (inédito) [199-]. Lisboa.

30 de Mai. 9 de Mai. Winter-Spring. vol. Declaração sobre a literatura portuguesa depois de 25 de Abril. 10 de Jun. "Sophia de Mello Breyner . Declaração sobre o Dia Mundial da Criança. 25 de Abr. Rádio Difusão Portuguesa.. Summer.Significado cultural e declamação de Mário de Andrade: "Canção de Sabaú".) The Prague Revue. Sophia de Mello Breyner Andresen diz Navegações. 26 . 1980. Imprensa Nacional Casa da Moeda. 1985.Personalidade humana e literária: o significado da sua poesia". Rádio Difusão Portuguesa.. Declaração sobre o significado de uma condecoração. (não se apurou o nome do tradutor. "Portrait of an unknown princess" e "Morning walk".. 1983. 38. 1974.).. Lisboa. (Com Melo e Castro e Vasco Graça Moura. The Literary Review. MVSARVUM OFFICIA. gravado em 28-51980 pela Rádio Sueca e posteriormente difundido pela Rádio Difusão Portuguesa. "Declamação do poema 'No nosso e no vosso coração'" (Manuel Beira) e declaração sobre a "beleza". Alexis Levitin. trad. 7 de Set. Rádio Difusão Portuguesa. Rádio Difusão Portuguesa.. 1974. "The house by the sea". 1980.Escola Tecnológica do litoral alentejano Registo Áudio  Declarações e Leitura de Poemas pela Autora "25 de Abril de 1974" . 1998. (7''). 1995. nº 5. Rádio Difusão Portuguesa. 1980.

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A Serpente . "História improvável".1958. "Poema". nº 6. 1999.. "Naquele tempo" ["Dois poemas inéditos"]. 2ª série. "Inverno". nº 1. António Ferreira Gomes. A Cidade Nova. 1982.Mensário de Divulgação Cultural.Fascículos de Poesia. "Oblíquo Setembro de equinócio tarde". Julho. Janeiro. "Reza da manhã de Maio". nº 7. "Caminho da Índia". 5ª série. 1951. Bispo do Porto". Coimbra. 3ª série.Escola Tecnológica do litoral alentejano  Poemas não incluídos na Obra Poética "Juro que venho pra mentir". "A viagem" [Fragmento do poema inédito "Naufrágio"]. "O mar rolou sobre as suas ondas negras". Loreto 13 . 1950. 1972. Dezembro.Folhas de Poesia. nº 5/6. cota nº L39709). "A veste dos fariseus". 28 . 1958.Textos de Poesia. 1988. 1995. "No meu Paiz". "Gráfico". Março/Abril. "D. "És como a Terra-Mãe que nos devora".Revista Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Escritor. "Brasil 77". "Novembro". 1983. Março. "Canção do Amor Primeiro". Sete Poemas para Júlio (Biblioteca Nacional. Jornal dos Poetas e Trovadores . Portugal Socialista. Távola Redonda . nº 8. Janeiro. Jornal de Letras. 16 Jun. "Na minha vida há sempre um silêncio morto". Fevereiro . 1984. Cidade Nova. nº 4. suplemento dos nº 4-5.

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a fidelidade á realidade do mundo. que me despertaram bastante interesse e que me cativaram. 31 . Pode-se concluir ainda que foi uma figura importante na época Salazarista e no pós 25 de Abril. As várias pesquisas realizadas levaram a concluir que Sophia de Mello Breyner é uma poetisa muito talentosa e que fez muito pela Literatura Portuguesa. Tem uma característica constante na sua poesia.Escola Tecnológica do litoral alentejano Neste trabalho obti informações que desconhecia. Sophia de Mello Breyner foi assim uma grande mulher e um grande exemplo a seguir.

ipp.mulheres-ps20.com  www.htm  www.wikipédia.google.pt/SophiaMBreyner.pt 32 .Escola Tecnológica do litoral alentejano  www.astormentas.htm  http://www.com/andresen.

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