Curso de Engenharia Mecânica

apostila da disciplina de

Geração e Distribuição de Calor

CALDEIRAS

Santa Cruz do Sul, 2011

GERADORES DE VAPOR DE ÁGUA
Definição: gerador de vapor é um trocador de calor complexo que produz vapor a partir de energia térmica (combustível), ar e fluido vaporizante, constituído por diversos equipamentos associados, perfeitamente integrados, para permitir a obtenção do maior rendimento térmico possível, ou seja, melhor aproveitamento do combustível. Esta definição compreende todos os tipos de geradores de vapor, sejam os que vaporizam a água, mercúrio ou fluidos de alta temperatura (fluidos térmicos), como as mais simples unidades geradoras de vapor de água, as quais são comumente conhecidas por CALDEIRAS DE VAPOR. Algumas caldeiras, porém, em algum aspecto não pode satisfazer à definição dada, recebendo estas a denominação de caldeiras especiais, tais como as Caldeiras de Recuperação, as Caldeiras de Água Quente e os Geradores Reatores Nucleares. As chamadas Caldeiras de Recuperação usam como fonte de calor os calores residuais de processos industriais, escape de motores diesel ou de turbinas a gás. As Caldeiras de Água Quente não vaporizam a água, sendo aproveitada ainda na fase líquida, apenas a temperatura elevada,

principalmente nos processos de calefação. Nos Geradores Reatores Nucleares há produção de vapor pela absorção da energia térmica desprendida na fissão do Urânio, etc.

TIPOS FUNDAMENTAIS DE GERADORES DE ÁGUA (CALDEIRAS) Essencialmente uma caldeira é constituída por um vaso fechado à pressão com tubos, onde se introduz água, que pela aplicação contínua de calor se transforma em vapor. Há dois tipos fundamentais, ambos compreendendo corpo e tubos montados sobre uma estrutura que envolve a fornalha (local de queima de combustíveis) e a própria caldeira. A caracterização dos dois tipos fundamentais de geradores de vapor baseiam-se na disposição relativa entre os gases da combustão e a água a vaporizar com o calor destes na superfície de troca de calor dos tubos de caldeira. Assim, temos:
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1) CADEIRAS FLAMATUBULARES – os produtos da combustão (gases quentes) atravessam toda a caldeira pelo interior dos tubos, aquecendo e vaporizando a água contida no corpo envolvendo os tubos. 2) CALDEIRAS AQUATUBULARES – os gases quentes atravessam toda a caldeira por fora dos tubos no interior dos quais circula a água a ser vaporizada Cada um desses tipos fundamentais, conforme a pressão de trabalho, fins, combustível, fatores de circulação e eficiência térmica, permitem desenvolver inúmeras concepções construtivas que serão objeto de estudos em capítulos posteriores.

COMPONENTES CLÁSSICOS – As unidades geradoras de vapor mais completas são, normalmente, constituídas das seguintes partes:

I – CINZEIRO – lugar onde se depositam as cinzas e restos de combustível não queimado. II – QUEIMADOR (combustíveis líquidos) ou GRELHA (combustíveis sólidos) parte própria para promover a queima de combustível, ou mais precisamente a sua ignição.
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antes de saírem pela chaminé. o que já não ocorre junto às superfícies de troca de calor por estas estarem resfriadas pela água. se confunde com a própria fornalha.III – CÂMARA DE COMBUSTÃO – volume destinado a promover a extinção de toda a matéria combustível antes da mesma entrar em contato e penetrar no feixe de absorção de calor por convecção. As partes enumeradas acima (I.Caldeiras 4 . IX – CHAMINÉ – é a parte que garante a circulação dos gases quentes da combustão através de todo o sistema pelo chamado efeito de tiragem. Geração e Distribuição de Vapor . antes destes serem eliminados pela chaminé. após a passagem pelo economizador. Estes canais podem ser de alvenaria ou de chapas de aço. segundo as teorias da combustão todos os combustíveis queimam na forma de vapores do combustível e os mesmos entram em ignição graças à alta temperatura reinante na câmara de combustão. até a chaminé. VII – PRÉ-AQUECEDOR DE AR – a função é aquecer o ar de combustão para a seguir introduzi-la na fornalha. graças ao aproveitamento do calor sensível residual dos gases da combustão. IV – CALDEIRA PROPRIAMENTE DITA – corresponde ao vaso fechado à pressão com tubos. produzindo o vapor superaquecido. separa-se completamente. dela fazendo parte e. V – SUPERAQUECEDOR – responsável pela elevação da temperatura do vapor saturado gerado na caldeira propriamente dita. II e III) compõem o que denominamos de FORNALHA de uma caldeira. contendo a água a ser transformada em vapor. VIII – CANAIS DOS GASES – são trechos intermediários ou finais de circulação dos gases de combustão. porém. outras vezes. uma vez que. VI – ECONOMIZADOR – parte na qual a água de alimentação da caldeira sofre uma elevação de sua temperatura. conforme a temperatura dos gases. por vezes. A câmara de combustão. aproveitando o calor residual dos gases da combustão. é promovida por ventiladores exaustores. ou caldeira propriamente dita. Quando a tiragem. sua função se resume no dirigir os gases da combustão para as altas camadas da atmosfera.

circula por todas as partes da caldeira. Os produtos da combustão com elevada temperatura devido ao calor gerado na combustão que neles é contido. assegurando a sua contínua queima. Produção normal de vapor – define a descarga de vapor capaz de ser gerado na caldeira. onde o oxigênio do mesmo reage com o combustível (combustão). .vaporizá-la. Pressão de construção – é a pressão para a qual foi dimensionada e construída a caldeira. . capaz de ser obtido no gerador. por efeito da tiragem do sistema. projeta-se na fornalha. Produção de picos – corresponde a maior descarga de vapor em determinados curtos períodos de tempo. Geração e Distribuição de Vapor . A capacidade às vezes também é expressa em termos de conteúdo térmico.superaquecer o vapor saturado na superaquecedor. introduzida no interior da caldeira por intermédio de bombas. absorve a maior parte do conteúdo térmico dos gases para: . DADOS CARACTERÍSTICOS CAPACIDADE – é a quantidade (em peso) horária de vapor que o gerador de vapor produz. Por outro lado. elevando a pressão na caldeira. horário correspondente ao vapor a produzir. a nível de projeto. Produção máxima contínua de vapor – é a máxima descarga de vapor capaz de ser gerado pelo gerador em regime contínuo.DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO O ar frio. tomando contato com as superfícies de troca de calor até atingirem a chaminé a serem eliminados para a atmosfera. a água de alimentação da caldeira. nas condições de regime de pressão. PRESSÃO DE TRABALHO – é a pressão de vapor com a qual deve operar a caldeira em regime normal de operação. ou pré-aquecido no pré-aquecedor de ar.aquecê-la no economizador. temperatura e eficiência garantidas pelo fabricante.Caldeiras 5 .

Classificação das Caldeiras As caldeiras podem ser classificadas de acordo com: • classes de pressão. • grau de automação. as caldeiras foram classificadas segundo a NR-13 em: • Categoria A: caldeira cuja pressão de operação é superior a 1960 kPa (19. Geração e Distribuição de Vapor . Calor útil – é a parcela de calor total capaz de ser gerado pela queima do combustível que foi absorvido pela água. transformando-a em vapor. através da qual o calor passa dos gases da combustão para o fluido vaporizante. É a relação entre o calor absorvido pela água (calor útil) e o conteúdo térmico total do combustível queimado. 98kgf/cm2).é a temperatura de saída do vapor superaquecido da caldeira. Calor perdido – ou simplesmente perdas corresponde ao teor do conteúdo térmico capaz de ser gerado pelo combustível que não foi aproveitado na geração de vapor.Caldeiras 6 . SUPERFÍCIE DE AQUECIMENTO – é a área de troca de calor da caldeira.Pressão de prova – é a pressão de teste hidrostático a que é submetida a caldeira antes de entrar em operação ou periodicamente quando forem realizadas inspeções na mesma. • tipo de energia empregada. EFICIÊNCIA TÉRMICA – exprime o grau de aproveitamento do calor total capaz de ser gerado pela queima do combustível para a geração de vapor. De acordo com as classes de pressão. TEMPERATURA DE SUPERAQUECIMENTO . • tipo de troca térmica.

As caldeiras flamotubulares ou fogotubulares são aquelas em que os gases provenientes da combustão (gases quentes) circulam no interior dos tubos. a saber: quanto ao tipo de montagem. A ilustração a seguir é uma representação esquemática da caldeira flamotubular. circulação de água. caldeiras elétricas e caldeiras de recuperação.• Categoria C: caldeiras com pressão de operação igual ou inferior a 588 kPa (5. elas podem ser do tipo: combustível sólido. sistema de tiragem e tipo de sustentação. aquatubulares e mistas. semi-automática e automática. • Categoria B: caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. as caldeiras podem se classificar em: manuais. Existem outras maneiras particulares de classificação. Geração e Distribuição de Vapor .Caldeiras 7 . De acordo com o tipo de energia empregada. líquido. Tipos de caldeiras A classificação mais usual de caldeiras de combustão refere-se à localização de água/gases e divide-as em: flamotubulares.99kgf/cm2) e volume interno igual ou inferior a 100 litros. De acordo com o grau de automação. gasoso. ficando por fora a água a ser aquecida ou vaporizada.

até que a água entre em ebulição. o que aumentou muito a superfície de aquecimento. por mais tubos que se colocassem dentro da caldeira.Caldeiras 8 . dando lugar a nova quantidade de água fria que será vaporizada e assim sucessivamente. Embora essa capacidade tenha sido ampliada com o aumento do número de tubos. essa superfície ainda continuava pequena. aumentou muito a necessidade de caldeiras com maior rendimento. elas tornam a subir. Baseados nos princípios da transferência de calor e na experiência com os tipos de caldeiras existentes. Geração e Distribuição de Vapor . Com a evolução dos processos industriais. subindo ao tambor de vapor. Seu princípio de funcionamento baseia-se no princípio da Física que diz que quando um líquido é aquecido. tendo como conseqüência uma baixa vaporização específica (12 a 14kg de vapor gerado/m²). os fabricantes inverteram a forma de geração de calor: Trocaram os tubos de fogo por tubos de água. rápida geração e grandes quantidades de vapor. que são mais pesadas. enquanto que as frias. as primeiras partículas aquecidas ficam mais leves e sobem. descem. podemos notar que a água é vaporizada nos tubos que constituem a parede mais interna.Ao se acompanhar o processo evolutivo por que passaram os geradores de vapor. surgindo a caldeira aquatubular. Recebendo calor. nota-se que nas caldeiras flamotubulares primitivas a superfície de aquecimento era muito pequena. formando assim um movimento contínuo. causando o baixo rendimento térmico e a demora na produção de vapor. menos consumo. Na ilustração a seguir.

seu emprego pode ser indicado de acordo com as necessidades particulares de cada processo industrial. em uma caldeira elétrica. A produção de vapor. embora atualmente já existam modelos compactos desse tipo de caldeira. Geração e Distribuição de Vapor . Normalmente são projetadas para a queima de combustível sólido. geralmente água. encontra resistência a sua livre circulação e desprende calor (Efeito Joule). As partes constituintes dessas caldeiras serão estudadas em outros módulos. Apesar dessas restrições. baseia-se no fato de que a corrente elétrica. A caldeira elétrica é um equipamento cujo papel principal é transformar energia elétrica em térmica. sendo adequado para pequenas instalações industriais. Caldeiras Flamatubulares O rendimento térmico da caldeira flamotubular é normalmente mais baixo e o espaço ocupado por ela é proporcionalmente maior.As caldeiras mistas são caldeiras flamotubulares que possuem uma antefornalha com parede d’água. ao atravessar qualquer condutor. para transmiti-la a um fluido apropriado.Caldeiras 9 .

Caldeiras de tubos verticais Nas caldeiras de tubos verticais. Os gases de combustão sobem através dos tubos. aquecendo e vaporizando a água que está em volta deles. tais como: serragem.Caldeiras 10 . casca de café e de amendoim e óleo combustível (1A. As fornalhas externas são utilizadas principalmente no aproveitamento da queima de combustíveis de baixo poder calorífico. 2A . Geração e Distribuição de Vapor . Este tipo de caldeira é o de construção mais simples. chamadas espelhos. os tubos são colocados verticalmente num corpo cilíndrico fechado nas extremidades por placas.)..Tipos de caldeiras flamatubulares Caldeiras flamatubulares ou fogotubulares são aquelas em que os gases provenientes da combustão (gases quentes) circulam no interior dos tubos e a água a ser aquecida ou vaporizada circula pelo lado de fora. palha.. etc. A fornalha interna fica no corpo cilíndrico logo abaixo do espelho inferior. e pode ser classificado quanto à distribuição dos tubos. que podem ser tubos verticais ou horizontais.

é constituída de um tubulão horizontal ligando a fornalha ao local de saída de gases. o que apresenta uma melhoria de rendimento térmico em relação às anteriores.Caldeiras de tubos horizontais As caldeiras de tubos horizontais abrangem vários modelos. É de funcionamento simples. vaporização específica 12 a 14 kg de vapor/m² e máximo de 100m² de superfície. A caldeira Lancaster é de construção idêntica à anterior. Pode ser constituída de dois a quatro tubulões internos e suas características são: área de troca térmica de 120 a 140m² e vaporização de 15 a 18 kg de vapor/m². Geração e Distribuição de Vapor . de grande volume de água. Suas principais características são: pressão máxima de operação de 10 kgf/cm².Caldeiras 11 . As principais caldeiras horizontais apresentam tubulões internos nos quais ocorre a combustão e através dos quais passam os gases quentes. um dos primeiros modelos desenvolvidos. até as modernas unidades compactas. porém tecnicamente mais evoluída. Podem ter de 1 a 4 tubulões por fornalha. desde as caldeiras Cornuália e Lancaster. Algumas delas apresentam tubos de fogo e de retorno. porém de rendimento muito baixo. Tipos de caldeiras de tubos horizontais A caldeira Cornuália.

também do tipo multitubular. A caldeira locomóvel. tem como principal característica apresentar uma dupla parede em chapa na fornalha. Sua maior vantagem está no fato de ser fácil a sua transferência de local e de poder produzir energia elétrica. Os gases quentes passam pelos tubos de fogo. pela qual a água circula. temos um exemplo de caldeira multitubular.Na caldeira multitubular. A maior vantagem é poder queimar qualquer tipo de combustível. É usada em serrarias junto à matéria-prima e em campos de petróleo.Caldeiras 12 . geralmente construída em alvenaria instalada abaixo do corpo cilíndrico. a queima de combustível é efetuada em uma fornalha externa. Na figura a seguir. e podem ser de um ou dois passes. Geração e Distribuição de Vapor .

é o modelo de caldeira industrial mais difundido no mundo.A caldeira escocesa. rendimento térmico em torno de 83% e taxa de vaporização de 30 a 35 kg de vapor/m². tendo ainda pressão máxima de 18 kgf/cm². Geração e Distribuição de Vapor .Caldeiras 13 . criada basicamente para uso marítimo. A figura a seguir mostra esse tipo de caldeira. É destinada à queima de óleo ou gás.

Os tubos são fixados por meio de mandrilamento ou soldagem. ou tubos de fogo. aquecedor. é construído a partir de chapas de aço carbono calandradas e soldadas. hora). • atendem bem a aumentos instantâneos de demanda de vapor. O feixe tubular. • capacidade de produção limitada. por onde os tubos de fumaça deverão passar. • baixa taxa de vaporização (kg de vapor / m² .Vantagens e desvantagens das caldeiras flamotubulares As principais vantagens das caldeiras deste tipo são: • custo de aquisição mais baixo. feixe tubular ou tubos de fogo e caixa de fumaça. 15 kgf/cm²). • exigem pouca alvenaria. de modo que encaixem nas duas extremidades do corpo da caldeira e são fixadas através de soldagem. Os espelhos são chapas planas cortadas em forma circular. Seu diâmetro e comprimento estão relacionados à capacidade de produção de vapor. também chamado de casco ou carcaça. apresentam: • baixo rendimento térmico. podendo ser de um.Caldeiras 14 . As pressões de trabalho são limitadas (normalmente máximo de 20 kgf/cm²) pelo diâmetro do corpo destas caldeiras. • limitação de pressão de operação (máx. Ligam o espelho frontal com o posterior. Sofrem um processo de furação. dois ou três passes. • dificuldades para instalação de economizador. Como desvantagens. superaquecedor e pré- Partes das caldeiras flamotubulares As caldeiras flamotubulares apresentam as seguintes partes principais: corpo. O corpo da caldeira. espelhos. Geração e Distribuição de Vapor . é composto de tubos que são responsáveis pela absorção do calor contido nos gases de exaustão usados para o aquecimento da água. • partida lenta devido ao grande volume interno de água.

Caldeiras 15 .A caixa de fumaça é o local por onde os gases da combustão fazem a reversão do seu trajeto. passando novamente pelo interior da caldeira (pelos tubos de fogo). O desenho a seguir mostra os componentes de uma caldeira flamotubular típica. Geração e Distribuição de Vapor .

o que aumentou muito a superfície de aquecimento.CALDEIRAS AQUATUBULARES As caldeiras flamatubulares têm o inconveniente de apresentar uma superfície de aquecimento muito pequena. os tubos que. Nesse tipo de caldeira. rapidez de geração de grandes quantidades de vapor com níveis de pressão mais elevados. NBR 12177 e NBR 11096) denominem esse tipo de caldeira de “aquotubular”. • caldeiras aquatubulares compactas. por contaminação do nome da caldeira flamotubular. mesmo se o número de tubos for aumentado. • caldeiras aquatubulares de circulação positiva. • caldeiras aquatubulares de tubos curvos. com diversos tubulões transversais ou longitudinais utilizados na geração (máximo 5). nas caldeiras flamotubulares.Caldeiras 16 . a palavra correta que identifica esse tipo de caldeira é aquatubular). Neste módulo. Tipos de caldeiras aquatubulares Para fins didáticos. dividimos as caldeiras aquatubulares em quatro grandes grupos: • caldeiras aquatubulares de tubos retos. Geração e Distribuição de Vapor . conduziam gases aquecidos. levou ao surgimento da caldeira aquatubular (Embora as normas brasileiras (NR-13. A necessidade de caldeiras de maior rendimento. passaram a conduzir a água. com tubulão transversal ou longitudinal. serão estudados os vários tipos de caldeiras aquatubulares e suas principais partes constituintes. aumentando bastante a capacidade de produção de vapor.

interligados a uma câmara coletora. formando um circuito fechado por onde circula a água. Essas câmaras comunicam-se com os tubulões de vapor (superiores).Caldeiras 17 . com uma série de tubos retos e paralelos.Caldeiras aquatubulares de tubos retos As caldeiras aquatubulares de tubos retos consistem de um feixe tubular de transmissão de calor. Geração e Distribuição de Vapor .As ilustrações a seguir mostram o sentido de circulação da água e a circulação dos gases quentes mediante três passes.

A figura a seguir apresenta um esquema de caldeira com quatro tubulões. o que confere a este tipo de gerador de vapor maior capacidade de produção.Esse tipo de caldeira. • rigoroso processo de aquecimento e de elevação de carga (grande quantidade de material refratário).Caldeiras 18 . interligando os tubos curvos aos tubulões por meio de solda ou mandrilagem. Vantagens e desvantagens das caldeiras aquatubulares de tubos retos As principais vantagens das caldeiras deste tipo são: • facilidade de substituição dos tubos. Como desvantagens apresentam: • necessidade de dupla tampa para cada tubo. • não necessitam de chaminés elevadas ou tiragem forçada. • baixa taxa de vaporização específica. conforme figuras abaixo são as primeiras concepções industriais. A forma construtiva foi idealizada por Stirling. que supriram uma gama de capacidade de produção de 3 até 30 toneladas-vapor/hora. Caldeiras aquatubulares de tubos curvos As caldeiras aquatubulares de tubos curvos não apresentam limites de capacidade de produção de vapor. incluindo as de tubulão transversal. • facilidade de inspeção e limpeza. (espelhos). com pressões de até 45 kgf/cm². embora possa ter de três a cinco. Geração e Distribuição de Vapor . Os projetos foram apresentados pelas empresas Babcok & Wilcox e a Steam Muller Corp.

além de aumentar a capacidade de produção de vapor.Caldeiras 19 . Geração e Distribuição de Vapor . e acrescentou-se uma parede de água em volta da fornalha. Isso serviu como meio de proteção do material refratário com o qual a parede da fornalha é construída. foram projetadas novas caldeiras. reduziu-se o número e o diâmetro dos tubos. Com o objetivo de aproveitar melhor o calor irradiado na fornalha.Partindo deste modelo.

Geração e Distribuição de Vapor . variando na faixa de 30 kg de vapor/m² a 50 kg de vapor/m2 para as caldeiras com tiragem forçada.Vantagens das caldeiras aquatubulares de tubos curvos: • redução do tamanho da caldeira. • queda da temperatura de combustão. • vaporização específica maior. • rápida entrada em regime. • fácil inspeção nos componentes. • fácil manutenção e limpeza.Caldeiras 20 .

Segurança na operação de caldeiras 10 As figuras a seguir apresentam alguns tipos de circulação de água. da demanda de vapor para forçar a circulação de água ou vapor. Por se tratar de equipamento compacto. Geração e Distribuição de Vapor . provocada pelo aquecimento da água e vaporização. por diferença de densidade. Se a circulação for deficiente. independentemente da circulação natural. isto é. apresenta limitações quanto ao aumento de sua capacidade de produção. ou seja. Com capacidade média de produção de vapor em torno de 30 ton/h. poderá ocorrer um superaquecimento localizado.Caldeiras 21 . dependendo da vazão exigida. Algumas caldeiras com circulação positiva podem apresentar bombas externas.Caldeiras compactas Dentro da categoria das caldeiras de tubos curvos surgiram as caldeiras compactas. elas são equipamentos apropriados para instalação em locais com espaço físico limitado. ou seja circulação natural. Caldeira de circulação positiva A circulação da água nas caldeiras ocorre por diferenças de densidade. com conseqüente ruptura dos tubos.

ou tambor de vapor é o elemento da caldeira onde é injetada a água de alimentação e de onde é retirado o vapor.Vantagens e desvantagens As vantagens das caldeiras de circulação positiva são: • tamanho reduzido. Tubulão superior O tubulão superior. devido à circulação forçada. As desvantagens são: • paradas constantes. No interior dele estão dispostos vários componentes. com alto custo de manutenção. conforme mostra a figura a seguir. Partes das caldeiras aquatubulares As partes principais de uma caldeira aquatubular são: tubulão superior (ou tambor de vapor). quando operando em altas pressões.fornalha e superaquecedor. • quase não há formação de incrustações. • problemas constantes com a bomba de circulação. feixe tubular. parede de água. tubulão inferior (ou tambor de lama). • não necessitam de grandes tubulões. • rápida geração de vapor.Caldeiras 22 . Geração e Distribuição de Vapor .

Caldeiras 23 . 8. Área dos tubos do superaquecedor. Área de tubos vaporizantes (riser). ASTM A515-60 ou A515-70). observa-se a posição dos furos. O dimensionamento da espessura do tubulão é feito baseado no código ASME SECTION I e depende do material usado na fabricação. Chicana O tubulão de vapor é construído com chapa de aço carbono de alta qualidade (ASTM A285 grau C. 2. com abertura na parte superior. 3. 4. 6. Esta forma uma caixa fechada no fundo e dos lados. 7. mandrilados no tambor. que projeta o vapor e a água contra a chicana 8. 5. Tubo distribuidor da água de alimentação. Geração e Distribuição de Vapor . Filtro de tela ou chevron. Área dos tubos de descida da água do feixe tubular (downcomers). que descarregam a mistura de vapor e água contra a chicana 6.1. Tubo de drenagem da água retirada no filtro. Tubo coletor de amostras de água e da descarga contínua.

Os tubos são mandrilados nos tubulões e se dividem em tubos de descida d’água e tubos de geração de vapor. antes de o vapor sair para o superaquecedor. O tubo de descarga contínua ou coletor é o responsável pela captação constante de água de drenagem que elimina sólidos em suspensão prejudiciais à caldeira. denominado chevron ou filtro.Caldeiras 24 . É essencial que o tubo de alimentação esteja sempre bem fixado para não causar vibração e nem se soltar dentro do tubulão. destinada a separar a água contida no tubulão e amenizar as variações do nível de água. que descarregam a mistura água/vapor no tubulão. cuja finalidade é reter a maior quantidade possível de partículas sólidas ou líquidas arrastadas pelo vapor. cuja finalidade é separar partículas de água ainda contidas no vapor. Existe ainda no tubulão superior um conjunto constituído de chapas corrugadas. ocorridas no tubulão de vapor. normalmente 1% do volume da água de alimentação. Existem em alguns casos uma segunda chapa defletora. O tubo de alimentação de água é por onde a água entra no tubulão. Geração e Distribuição de Vapor . Na descarga dos tubos de geração de vapor é instalada uma chicana (chapa defletora) que é uma caixa fechada no fundo e nos lados. a furação deste tubo deve ser posicionada de modo a que o jato d’água não se dirija contra a chapa do tubulão.

utilizadas para remover parte da lama e resíduos sólidos originários do processo e que podem causar corrosão. esta sucção arrasta a lama de toda extensão do tambor. estão mandrilados tanto os tubos de água que descem do tubulão superior quanto os tubos de vaporização que sobem para o tubulão superior. ou tambor de lama. Cantoneira No interior do tubulão recomenda-se instalar uma cantoneira que tem a função de promover uma sucção ao longo do tambor. No tubulão inferior estão instaladas tomadas para purga ou descarga de fundo. também é construído em chapas de aço carbono. Nele. Tubulão inferior O tubulão inferior.Em algumas caldeiras podemos ter. devido à diferença de pressão no tambor e na descarga para a atmosfera. A cantoneira deve ser instalada conforme figura a seguir. Geração e Distribuição de Vapor . obstrução e superaquecimento. um tubo de injeção de produtos químicos instalado no tubulão superior. também. A qualidade do tratamento de água de alimentação da caldeira e os tratamentos e análises do processo determinam a periodicidade das descargas a serem efetuadas.Caldeiras 25 .

Veja ilustração abaixo.Em caldeiras que não possuem esse tipo de cantoneira. e os tubos que fazem o sentido inverso (mistura de água e vapor) são conhecidos por “risers” ou tubos vaporizantes. Os tubos que servem para conduzir água do tubulão superior para o inferior são chamados “downcomers”. Geração e Distribuição de Vapor . Os feixes tubulares podem ser: • Feixe tubular reto: muito usado em caldeiras mais antigas. Feixe tubular O feixe tubular (Boilers Convection Bank) é um conjunto de tubos que faz a ligação entre os tubulões da caldeira. Pelo interior destes tubos circulam água e vapor. nas quais os tubos eram ligados através de caixas ligadas ao tubulão de vapor. ou tubos de descida. a descarga de fundo remove principalmente a lama das regiões próximas ao furo da tubulação de drenagem.Caldeiras 26 .

Geração e Distribuição de Vapor .• Feixe tubular curvado • Feixe tubular com fluxo cruzado • Feixe tubular com fluxo axial (utilizado em caldeiras a carvão com alto teor de cinzas).Caldeiras 27 .

Os tipos mais comuns de construção de parede d’água são: • Parede d’água com tubos tangentes. a parede d’água é formada por tubos que estão em contato direto com as chamas e os gases. Parede d’água Nas caldeiras a fornalha. permitindo maior taxa de absorção de calor por radiação.Materiais mais comumente utilizados: ASTM-A-178 (tubos com costura) e ASTM-A-192 e ASTM-A-210 (tubos sem costura). Os materiais mais comuns usados na construção das paredes de água são: tubo ASTM A-178 (com costura) e tubo ASTM A-192 (sem costura).Caldeiras 28 . Geração e Distribuição de Vapor .

bagaço de cana. podem ser planas. Geração e Distribuição de Vapor . grande geração de resíduos e ter seu uso limitado em caldeiras de pequena capacidade.• Paredes de água com tubos aletados É possível encontrar também paredes d’água montadas com distâncias menores entre tubos. Fornalha A fornalha. De acordo com o tipo de combustível a ser queimado. a fornalha pode ser dividida em: • Fornalhas para queima de combustível sólido: são as que possuem suportes e grelhas. é o local onde se processa a queima de combustível. casca de castanha. etc. casca de cacau. A alimentação do combustível pode ser feita de maneira manual ou automatizada. sobras de produtos. Estas fornalhas destinam-se principalmente à queima de: lenha. Apresentam como desvantagem o abaixamento de temperatura que pode ocorrer próximo à entrada de combustível.Caldeiras 29 . o calor ganho por convecção é relativamente pequeno. inclinadas ou dispostas em formas de degraus que ainda podem ser fixos ou móveis. carvão. também chamada de câmara de combustão. Com as paredes d’água.

elas trabalham com grande excesso de ar. A redução de ar da combustão e a melhor distribuição do bagaço sobre a grelha aumentam consideravelmente o rendimento da caldeira. suficiente para retirar da fornalha as cinzas formadas num determinado período. Cada setor possui elementos de grelha denominados barrotes. Com a inclinação dos barrotes. gás ou combustíveis sólidos pulverizados. que pode ser de ar comprimido ou de vapor.Normalmente. Para caldeiras que queimam óleo ou gás. • Fornalha com grelhas basculantes: é um tipo de fornalha muito usada para a queima de bagaço como combustível sólido e é dividida em vários setores. Geração e Distribuição de Vapor . não há basculamento dos barrotes. da mesma forma que na grelha basculante.Caldeiras 30 . a introdução do combustível na fornalha é feita através do queimador. Estes barrotes se inclinam sob a ação de um acionamento externo. • Fornalha com grelha rotativa: é um outro tipo de fornalha para a queima de combustível sólido na qual a queima e a alimentação se processam da mesma maneira que na grelha basculante. limpando-a. o que lhe dá pequena velocidade. • Fornalhas para queima de combustível em suspensão: são aquelas usadas quando se queimam óleo. mas a limpeza é feita continuamente. O ar de combustão entra por baixo da grelha e serve para refrigeração. a cinza escoa-se para baixo da grelha. A grelha é acionada por um conjunto motor-redutor. para melhorar as condições de fumaça da chaminé.

a introdução de combustível na fornalha pode ser feita através de dispositivos de atomização que garantem a granulometria e a dispersão para queima dentro da fornalha.Caldeiras 31 . • dar forma ao corpo da chama. existe um refratário de formato cônico que tem grande importância para uma queima adequada do combustível lançado pelo queimador. Para combustíveis sólidos pulverizados. Ao contrário dos combustíveis gasosos. • aumentar a eficiência da queima. Esse refratário tem as seguintes finalidades: • auxiliar na homogeneização da mistura ar/combustível. • atomizar o combustível líquido. A preparação consiste em: • dosar as quantidades adequadas de ar e combustível. Em volta do queimador. • direcionar a mistura nebulizada na câmara de combustão. ou seja. transformá-lo em pequenas gotículas (semelhante a uma névoa). a queima dos combustíveis em suspensão. • gaseificar as gotículas através da absorção do calor ambiente (câmara de combustão). de forma adequada e eficiente. graças ao seu formato. • misturar o combustível com o oxigênio do ar. os óleos combustíveis devem ser aquecidos e atomizados antes da queima. Geração e Distribuição de Vapor . que já se encontram em condições de reagir com o oxigênio. graças a sua característica de irradiar o calor absorvido.Queimadores Os queimadores são peças destinadas a promover.

outros equipamentos denominados como auxiliares ou periféricos. • na fornalha. • sobre os feixes. por meio da abertura ou fechamento de uma válvula “by-pass”. dependendo da concepção de projeto da caldeira: • atrás do último feixe de tubos. ou seja. transformando-o em vapor superaquecido. cujo bom desempenho e controle ajudam a boa operação de uma caldeira. nas partidas e paradas da caldeira. se não forem tomados alguns cuidados relativos à garantia de circulação de água/vapor na superfície interna. Em virtude disso. A transmissão de calor para os superaquecedores pode ocorrer por convecção. que aproveitam os gases de combustão para dar o devido aquecimento ao vapor saturado. em função de sua configuração na construção da caldeira. distribuídos em forma de serpentina. no sentido da chama ou no controle dos gases de combustão. ele depende de outra fonte de calor para o aquecimento. Eles são: Geração e Distribuição de Vapor .Caldeiras 32 . podem estar localizados.Superaquecedor O superaquecedor é constituído de tubos lisos ou aletados de aço resistente a altas temperaturas. instalada no circuito dos gases. radiação ou de forma mista. A regulagem da temperatura do vapor superaquecido normalmente é feita atuando-se nos queimadores. de derivação. Equipamentos periféricos São considerados também como parte integrante de uma caldeira. Existem alguns tipos de caldeiras nas quais o superaquecedor é instalado separadamente da caldeira. Os superaquecedores correm o risco de ter seus tubos danificados. • entre dois feixes. Quando instalados dentro das caldeiras.

O economizador em separado é usado nas caldeiras de baixa pressão (25 kgf/cm²).economizador. Todo o gás carbônico e o oxigênio. Normalmente está localizado na parte alta da caldeira entre o tambor de vapor e os tubos geradores de vapor. préaquecedor. Economizador O economizador tem a finalidade de aquecer a água de alimentação da caldeira. antes de saírem pela chaminé. devem ser retirados da água de alimentação. apesar de requerer mais cuidados que o economizador em separado. e os gases são obrigados a circular através dele. Existem vários tipos de economizadores e na sua construção podem ser empregados tubos de aço maleável ou tubos de aço fundido com aletas. É construído geralmente de tubos de aço ou ferro fundido com aletas. No seu interior circula a água e por fora circulam os gases de combustão. Os economizadores podem ser de dois tipos: em separado ou integral. porque quando estes elementos são aquecidos aumentam a corrosão pelo lado interno dos tubos. O economizador integral é empregado nas caldeiras de maior capacidade de produção.Caldeiras 33 . Geração e Distribuição de Vapor . soprador de fuligem.

A corrosão nos tubos de economizadores pode ocorrer tanto na superfície interna quanto na externa. Internamente a corrosão pode ser causada por impurezas contidas na água por deficiência no tratamento. Pré-aquecedor de ar O pré-aquecedor de ar é um equipamento (trocador de calor) que eleva a temperatura do ar antes que este entre na fornalha. Externamente. O calor é cedido pelos gases residuais quentes ou pelo vapor da própria caldeira. A existência de pré-aquecedores causa um aumento na perda de carga no circuito ar/gás de Geração e Distribuição de Vapor . A instalação desses equipamentos oferece a vantagem de melhorar a eficiência da caldeira pelo aumento da temperatura de equilíbrio na câmara de combustão. a montagem da fornalha exige tijolos refratários fabricados com materiais de melhor qualidade.Caldeiras 34 . Pelo aumento de temperatura dos gases. a corrosão pode ser causada pelos gases que carregam elementos contaminantes provenientes do processo de combustão.

Seu formato assemelha-se a uma roda gigante. Alguns tipos de caldeiras fazem o pré-aquecimento do ar. De acordo com o princípio de funcionamento. No pré-aquecedor tipo colméia. Este equipamento é denominado pré-aquecedor de ar a vapor.Caldeiras 35 . exigindo maior consumo de energia no acionamento dos ventiladores. Nos pré-aquecedores regenerativos. girando lenta e uniformemente. O pré-aquecedor regenerativo tipo Ljungstron é constituído de placas de aço finas e corrugadas que são aquecidas quando da passagem dos gases de combustão e resfriadas quando da passagem do ar. trocam o calor com o ar frio que vai para a combustão. Geração e Distribuição de Vapor . o calor dos gases de combustão é transferido indiretamente para o ar. utilizando-se do próprio vapor gerado. por onde passa o ar e o gás de combustão.combustão. através de um elemento de armazenagem. os gases quentes. alternadamente. ao passarem pela colméia refratária. os pré-aquecedores de ar podem se classificar em: pré-aquecedor regenerativo e pré-aquecedor tipo colméia.

sendo acionado manual ou automaticamente. Um outro tipo de ramonador consiste de um dispositivo que introduz o tubo de sopragem no interior da zona de convecção. fazer a remoção da fuligem e depósitos formados na superfície externa da zona de convecção das caldeiras.Caldeiras 36 .Sopradores de fuligem Os sopradores de fuligem (ramonadores) permitem uma distribuição rotativa de um jato de vapor no interior da caldeira e tem por finalidade. A figura a seguir mostra como é feita esta sopragem . Os tubos sopradores são providos de orifícios e são distribuídos em pontos convenientes de modo a garantir jateamento na maior área de aquecimento possível. Geração e Distribuição de Vapor .

CALDEIRAS ELÉTRICAS A conveniência de redução do consumo de óleo em caldeiras e os estímulos ao emprego da energia elétrica têm influenciado na decisão pela instalação de caldeiras elétricas dos tipos resistência e eletrodos submersos. é vanta¬josa a instalação de equipamentos eletrotérmicos dados os incentivos tarifários oferecidos ao emprego da energia elétrica em substituição aos de¬rivados de petróleo. e que são: − Ausência de poluição ambiente − Modulação de carga de O a 100% − Resposta rápida à variação de consumo de vapor − Manutenção simples .Apenas bombas − A falta d 'água não provoca danos à caldeira − Área reduzida de instalação − Não necessita área para estocagem de combustível − Redução considerável no custo do vapor em relação ao produzido por óleo combustível. Geração e Distribuição de Vapor . − Melhora o fator de potência como conseqüência do aumento da potência ativa − Melhora o fator de carga elétrica instalada. Em áreas onde há suprimento abundante de energia elétrica. As caldeiras elétricas oferecem ainda outras vantagens.Caldeiras 37 . e com isto:  reduz o preço médio do kWh consumido  libera certa parcela de capacidade da instalação elétrica e equipamentos  possibilita a redução do empréstimo compulsório.

as pequenas unidades de 100 kgf/h. mas afastado.º . d) dispor de saídas amplas e permanentemente desobstruídas. da qual transcreveremos a parte que interessa à instalação.O projeto da "Casa de Caldeiras" será submetido à aprovação prévia do órgão regional competente em matéria de segurança e higiene do trabalho. regisfros. e) dispor de acesso fácil e seguro às válvulas de segurança. 9. reguladores de alimentação e demais acessórios necessários à operação da caldeira. 3 m (três metros) de outras edificações vizinhas. Excetuam-se. construído de materiais resisten¬tes ao fogo. Art. o reservatório de ar. Art.º . de capacidade de produ¬ção de vapor. uma vez que as exigên¬cias quanto à caldeira são de atribuição do fabricante. porém. PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO SOBRE CALDEIRAS ESTACIONÁRIAS A VAPOR O Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho através da Portaria DNSHT-20 de 6 de maio de 1970 expediu Normas de Segurança para a instalação e inspeção de caldeiras estacionárias a vapor.A "Casa de Caldeiras" deverá satisfazer aos seguintes requisi¬tos: a) constituir prédio separado. b) ser completamente isolada de locais onde se armazenem ou manipulem inflamáveis ou explosivos.As caldeiras. Parágrafo único. Instalação Art. 8. podendo estar anexo a outro edifício do estabele¬cimento.1. para efeito de aplicação deste artigo. Geração e Distribuição de Vapor . mediante requerimento do interessado. indicadores de nível. no mínimo. ou menos. excluído. de qualquer estabelecimento serão instaladas em "Casa de Caldeiras".Caldeiras 38 . c) não ser utilizada para qualquer outra finalidade com exceção de compressores. 7.º .

d) após intervalo de inatividade de 4 (quatro) meses ou mais.Todas as caldeiras serão. quando estiverem em serviço. 12. conserto importante ou após terem sofrido qualquer acidente.º .Norma Brasileira para Inspeção de Caldeiras a Vapor . 10. Art. nas seguintes oportunidades: a) antes de entrarem em funcionamento. Geração e Distribuição de Vapor . modificações.Os exames e as provas.da ABNT. obrigatoriamente. deverão ser executados de acordo com o que dispõe a NB-55 . c) periodicamente. pelo menos uma vez ao ano. submetidas à ins¬peção de segurança. assim como a fixação da PMTP (Pres¬são máxima de trabalho permitida).Caldeiras 39 . quando novas.Inspeção de Segurança Art.º . interior e exteriormente. b) depois de reforma.

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