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téCNICA
PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTiÇA
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INFORMATIVO JURíDICO
DA
BIBLIOTECA MINISTRO OSCAR SARAIVA
--­
ISSN - 0103· 362X
~ c a r Saraiva I Superior Tribunal de
- v.1, n.1 - Brasília: STJ, 1989 _.
Justiça. Biblioteca Ministro Oscar
CDU34 Informativo Juridico da Bib. Min. Oscar Saraiva

Copyright © 1989 Superior Tribunal de Justiça
Superior Tribunal de Justiça
Secretaria de Documentação
Biblioteca Ministro Oscar Saraiva
SAFS - Quadra 6, Lote 01 - Bloco "F", 1° andar
70095-900 - Brasília - DF.
Fone: (061) 319-9054
Fax: (061) 319-9554/319-9385
Capa
Impressão: Divisão Gráfica do Conselho da Justiça Federal
Impresso no Brasil.
SUMÁRIO
iça
1° andar
APRESENTAÇÃO 7
DOUTRINA
Adoção por Ascendente - Waldemar Zveiter 11
Direito Penal e Política - Luiz Vicente Cemicchiaro 18
O Recurso Especial e o Código Tributário Nacional- Ari
Pargendler 31
Reforma Administrativa: A Emenda nO 19198 - Carlos Alberto
Menezes Direito 41
LIVROS
Direito 53
Direito Administrativo 55
Direito Civil '" ... .. 56
Direito Comercial 60
Direito Constitucional 61
Direito Econômico 62
Direito Intemacional Público 63
Direito Penal 64
Direito Previdenciário 66
Direito Processual 66
Direito Processual Civil 67
Direito Processual Penal 69
Direito Processual do Trabalho .. 70
Direito do Trabalho 71
Direito Tributário 73
ARTIGOS DE PERiÓDICOS
Bioética e Biodiversidade 77
Penas Alternativas 82
Sonegação Fiscal 84
INDICE DE ASSUNTOS (Monografias) 93
'\
APRESENTAÇÃO
Dando prosseguimento ao mister de promover a divulgação
de estudos doutrinários, eis editado, em mais uma auspiciosa oportuni­
dade, o presente volume do Informativo Jurídico da Biblioteca Minis­
tro Oscar Saraiva, cujo conteúdo, em sua excelsa grandeza, traduz
com proficiência a intenção de servir, levando ao conhecimento do lei­
tor, os artigos sob a égide dos ínclitos Ministros Ari Pargendler, "O Re­
curso Especial e o Código Tributário Nacional"; Carlos Alberto Menezes
Direito, "Reforma Administrativa: a Emenda nO 19198':' Luiz Vicente
Cernicchiaro, "Direito penal e política"; Waldemar Zveiter, "Adoção por
ascendente", conspícuos tratadistas, cujos trabalhos ora expostos,
transmitem de forma cogente e assim cristalinos a exata noção do saber
e do conhecimento doutrinário dos temas expostos.
Afora o suso, depara-se ainda no presente compêndio, refe­
rências bibliográficas, que por sua importância e profundidade, contri­
buirão para o conhecimento jurídico, atualizando-o e inserindo-o no
contexto dos dias correntes, pelo mérito de levar aos consulentes a
descrição e a divulgação de livros e notícias a respeito de obras e de
seus autores, engrandecendo pela leitura, a sapiência do Direito, ins­
trumento maior e essencial dos que labutam nesta Corte de Justiça.
Complementando por fim a publicação ilustrativa, emergem
alguns artigos de periódicos, que muito concorrerão na elucidação de
conceitos, visto q u ~ os temas trazidos a colação, como "Bioética e Bio­
diversidade", "Penas alternativas" e "Sonegação fiscal", inserem-se na
discussão de pleitos, visto que se apresentam, na forma exposta, em
excepcional exegese.
7

ADOÇÃO POR ASCENDENTE
Waldemar Zveiter
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
suMÁRIO: I • ADoçÃO. NOTA INTRODUTÓRIA II·FINALlDADE DO INSTITUTO
DA ADOÇÃO III-ADoçÃO DE NETOS. LEGISLAÇÃO ANTERIOR AO
ECA IV· ADMISSIBILIDADE, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA V­
INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA VI- A VEDAÇÃO LEGAL E A
INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SISTEMA PARA ADMITIR A
ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO
DO JUIZ.
I-ADOÇÃO.
Nota Introdutória
Desde os primórdios, a adoção constitui-se em instituto utilizado
para assegurar continuidade do lar, caracterizando-se na situação de fato pela
qual se recebia em família um estranho, na qualidade de filho. O adjetivo es­
tranho significava alguém não integrante da família de sangue.
Em seu estágio evolutivo, a adoção hoje é instituto essencial­
mente assistencial. Visa dar proteção ao adotado, ajustando-o no lar de uma
nova família, adaptando-o a um outro ambiente doméstico e igualizando-o em
tudo a um filho legítimo do adotante, com todas as implicações humanas, le­
gais e sociais pertinentes. A adoção caracteriza-se atualmente como instituto
de solidariedade social, com singular conteúdo humano, impregnado que está
de altruísmo, de carinho e de apoiamento'.
No direito nacional, devido ás excessivas exigências previstas no
Código Civil de 1916, seus dispositivos nunca tiveram grande aplicação. As
Leis de n.os 3133/57 e 4655/65 bem tentaram aproximar a realidade de fato à
realidade de direito, modemizando-a com a criação da chamada legitimação
adotiva.
Com a edição do Código de Menores, então Lei nO 6697n9, am­
1 Arnaldo Marmitt, Adoção, Aide Editora, pág. 10.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. I I, D. I, p. 1-98, JaDJJul. Im - I I
pliou-se o instituto através da adoção plena. A partir de 1990, com a publica­
ção da Lei nO.8069, de 13 de julho, novo impulso se deu a fim de modemizá-Io
frente aos atuais conflitos vivenciados pela sociedade nacional.
O tema compõe doutrina e jurisprudência conflitantes, como não
poderia deixar de ser, por envolver sentimentos inatos à espécie humana que
busca sempre o ideal do bem-comum, paz e harmonia social.
11 - FINALIDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO
De índole protetiva, a adoçã02 vem sendo ampliada progressiva­
mente, na medida das exigências do mundo moderno. No início, afirmavam os
comentaristas da lei, a finalidade do instituto era propiciar filhos aos que não
podiam tê-los - interesse do adotante -, depois passou a ser uma maneira de
assistir não só menores, mas até adultos, por laços de parentesco ou afetivi­
dade, assegurando-lhes uma forma de subsistência - interesse do adotado -,
através de pensão ou outros meios
3
.
Com o passar do tempo, a sua primitiva finalidade, que era a de
dar um filho a quem a natureza o negara (interesse do adotante), evoluiu para
igualar o adotado, em tudo, ao filho legítimo, sem a exigência de que os pais
naturais existam e possam ou não exercer o pátrio-poder (interesse do adota­
do).
No dizer de Arnold Marmitt
4
, agora a ratio essendi transmudou­
se para ser mais nobre e mais humana, sublime às vezes, com características
eminentemente assistenciais, objetivando sempre amparar o adotado com
liames afetivos e familiares, cercando-o de solidariedade humana e cristã.
A nova regulamentação dada pelo Estatuto da Criança e do Ado­
lescente constitui-se conjunto de normas de ordem pública, revogadora do
Código de Menores e das disposições que tratam da matéria no Código Civil
com elas incompatíveis.
111 - ADOÇÃO DE NETOS
Legislação anterior ao ECA
s
Até 1965 contávamos apenas com a adoção prevista nos artigos
368 a 378 do Código Civil e legislação complementar. Permitia-se a adoção
mediante simples escritura pública. Qualquer pessoa maior de 18 anos poderia
2 Idem
3 Paulo Lúcio Nogueira - ECA Comentado
4 Ibidem
5 Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei n. 8.069, de 13.07.90
12 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1m
7.90
partir de 1990, com a publica­
I se deu a fim de modemizá-Io
jade nacional.
jência conflitantes, como não
inatos à espécie humana que
10nia social.
sendo ampliada progressiva­
lemo. No início, afinnavam os
I propiciar filhos aos que não
,assou a ser uma maneira de
ços de parentesco ou afetivi­
lcia - interesse do adotado -,
litiva finalidade, que era a de
se do adotante), evoluiu para
n a exigência de que os pais
'io-poder (interesse do adota-
a ratio essendi transmudou­
às vezes, com características
re amparar o adotado com
iedade humana e cristã.
statuto da Criança e do Ado­
jem pública, revogadora do
n da matéria no Código Civil
adoção prevista nos artigos
lentar. Pem1itia-se a adoção
.oa maior de 18 anos poderia
ser adotada, mesmo com filhos. Tal como era, não correspondia às necessida­
des sentidas por muitos por não integrar completamente o adotando na família
do adotado. Dava margem aos maiores abusos, dada a falta de fiscalização
adequada.
A Lei nO. 4655/65, complementou as regras do Código Civil com o
instituto da legitimação adotiva. Esta previa a possibilidade de se adotar me­
nores de sete anos, que se encontrassem em situação irregular, com todos os
direitos e deveres de filho legítimo, salvo o caso de sucessão hereditária. Era
de caráter irrevogàvel.
O Código de Menores (Lei nO. 6697/79) veio desdobrar a adoção
em três tipos.6 Foram mantidos íntegros os dispositivos à Lei Civil relativos à
adoção tradicional, nele regulamentada; ficou reservada a adoção simples ao
menor em situação irregular, que dependeria de autorização judicial, e foi alte­
rada a denominação da legitimação adotiva, que passou a ser adoção plena.
Tivemos, pois, então, três modalidades de adoção:
a) A adoção do Código Civil e legislação Complementar;
b) A adoção simples; 7
c) A adoção plena (arts. 29 a 37 e 107 a 109). 8
Tocante à adoção de descendentes por ascendentes, o Código
Civil não a vedava. Atendidos os pressupostos objetivos previstos, não se po­
deria negar a averbação da escritura pública. Permitia-se que qualquer pessoa
maior de dezoito anos pudesse ser adotada, mesmo com filhos. Somente os
maiores de 30 anos poderiam adotar, ainda que casados, solteiros, desquita­
dos, mesmo que já tivessem filhos de sangue. Não era proibida a adoção pelos
ascendentes e pelos irmãos do adotando. Os casados, porém, depois de de­
corridos cinco anos a contar do casamento. O adotante deveria ser 16 anos
mais velho que o adotado e ninguém poderia ser adotado por duas pessoas,
somente se fossem marido e mulher. O tutor ou curador, enquanto não desse
conta de sua administração, não poderia adotar o pupilo ou o curatelado. Não
se poderia adotar sem o consentimento do adotado ou de seu representante
legal. Pem1itia-se a adoção por escritura pública, não se admitindo condição ou
tenno.
O sistema brasileiro não subordinava a validade da adoção à
existência do justo motivo, o que ocorre em numerosas legislações que inclusi­
ve, condicionavam-na a uma convivência prévia. Amparo e oportunidade de
integração do adotado à família e sociedade. Era precisamente a causa eco­
6 Antônio Chaves, Adoção, Del Rey, pág. 69.
7 Arts. 20; 27; 28; 82; 83, m; 96, I, 107 a 109, da Lei 6.657.
8 Regulada pela Lei nO 6.657, arts. 29, 37 e 107-109.
liva, v.U, o. 1, p. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. U, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 13
nômica que, senão imediata, mas mediatamente, presidia a adoção os efeitos
de natureza patrimonial, produzidos pelo estado de filiação resultariam natural
e licitamente deste.
9
IV - ADMISSIBILIDADE, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA
A doutrina anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente en­
tendia ser possível a adoção de neto pelo avô (arts. 368 e 378 do C. Civil).
Corrente liberal sustentava essa posição para a qual, à exceção dos filhos
legítimos que não poderiam ser adotados pelos pais, outro grau de parentesco
não impediria a adoção.
Numerosas foram as opiniões favoráveis na doutrina, tais as de
Munir Cury, que adere a de Paulo Lúcio Nogueira; Aldo de Assis Dias10; João
Francisco Moreira Viegas
11
; Antônio Satúrnio Femandes
12
; Planiol e Ripert
13
e
Massimo Bianca14.
A hipótese não era meramente teórica. Noticiavam os jornais do
dia 26/9/1962 que, em São Paulo, um cidadão, avô de uma criança, pretendia
adotá-Ia como filho, tendo para tanto tomado todos as medidas necessárias, e
numerosa jurisprudência admitia essa possibilidade.
A título de exemplo, podemos citar o acórdão da Sexta Câmara do
TJRJ, de 22/03/1993, na Ap. 3998, Relator, Desembargador Cláudio Viana
(ADV 63.630), no qual decidiu-se que, sendo maior a adotanda, não se aplica,
nem analogicamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e que o Código
Civil, regulador da adoção, não veda seja adotante o avô matemo.
t
t
Ainda a 8
3
Câmara, reg. em 12/4/1994, Ap. 2.861, Relator De­
sembargador Carpena Amorim, firmou entendimento no sentido de que, aten­
didos os pressupostos objetivos previstos na lei civil, não há como se negar a
averbação da escritura de adoção de pessoa maior pelo avô no cartório com­
petente, inaplicando-se, ao caso, o Estatuto da Criança e do Adolescente.
No TJSP, a 2
3
Cãmara v.u. de 6/3/1975, Ap. 234.102, Relator De­
sembargador Dias Filho: ~ é perfeitamente possível a adoção de neto pelos
avós" (RT 496/103). Analogamente, a 4
3
Câmara, em acórdão de 2/12/1969,
diante do silêncio da lei considera "juridicamente possível a adoção dos netos
pelos avós" (RJ 11/96). Ainda outro, de 26/2/1970, no que consignou-se: ~ A
9 Antonio Chaves, in Adoção, Del Rey, pág. 249.
\0 O Menor em face da Justiça
11 Adoção de netos por avós OESP 23/06/1985
12 As três formas de adoção OESP 18/02/1986
13 Planiol e Ripert - Traité Elementaire de Droit Civil, v. I, P 572.
14 Massimo Bianca - Dirito Civile, vol 2, pag 269no
14 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. I, p. 1-98, JanJJul. 1999
I
presidia a adoção os efeitos
de filiação resultariam natural

Criança e do Adolescente en­
(arts. 368 e 378 do C. Civil).
a qual, à exceção dos filhos
lais, outro grau de parentesco
ráveis na doutrina, tais as de
'a; Aldo de Assis Dias10; João
mandes12; Planiol e Ripert13 e
ica. Noticiavam os jornais do
IVÔ de uma criança, pretendia
os as medidas necessárias, e
je.
acórdão da Sexta Câmara do
:!sembargador Cláudio Viana
lOr a adotanda, não se aplica,
Adolescente, e que o Código
e o avô matemo.
994, Ap. 2.861, Relator De­
mto no sentido de que, aten­
não há como se negar a
ior pelo avô no cartório com­
iança e do Adolescente.
175, Ap. 234.102, Relator De­
vei a adoção de neto pelos
I, em acórdão de 2/12/1969,
possível a adoção dos netos
70, no que consignou-se: "A
572.
adoção deve ser facilitada. Admite-se, pois que avós adotem neto" (RT
418/139 e RJ 12/54).
Reconhecendo que o tema propicia discussões, com opiniões a
favor e contra, invocou o Relator, Desembargador Médici Filho, a situação do­
lorosa das criancinhas nascidas de mães solteiras, seguindo o critério que,
com exceção dos filhos legítimos, não podem ser adotadas pelos pais, qual­
quer outra situação de parentesco, nonmalmente, não deveria impedir a ado­
ção. Invoca, ainda, a opinião de Planiol e Ripert; fazendo ver que, na prática, é
freqüente a adoção por parte dos avós ou dos tios.
A 6
a
Câmara do TJGB, em acórdão de 6/9/1974, entendeu, por
maioria de votos, que embora incomum, nada impediria a adoção da neta pelo
avô (RT 473/205). Naquela oportunidade, ressaltou o Relator, Desembargador
Wellington Pimentel, que, salvo algumas exceções (como ocorre na Argentina,
na então Checoslováquia e na Iugoslávia), segundo registra Gustavo Bossert,
as legislações modernas não proíbem a adoção entre parentes, e, quanto
àqueles países, a vedação é limitada, apenas, à adoção entre irmãos.
No RE 89.457-8 GO, Relator Ministro Cordeiro Guerra, decidiu à
unanimidade a 2
a
Tunma do STF, aos 17/11/1981 (RT 558/22): uAdoção sim­
ples, de neto, feita pelos avós, por escritura pública, não é nula. Recurso ex­
traordinário não conhecido. "
Neste contexto não se pode olvidar as situações em que avô
adota neto, tio adota sobrinho, justamente com interesses econômicos, ou
seja, para lhes deixar uma pensão, em virtude da assistência que lhe foi dada
pelo parente, o que representa um ato de gratidão, ou mesmo mera liberalida­
de. A jurisprudência tem reconhecido essa possibilidade.
Em interessante acórdão de 29/06/85, o Conselho da Magistratura
do TJRJ analisou pedido de adoção plena, formulado por avós naturais, sendo
já falecidos os pais do adotado. Frisou-se, ali, a irrelevância da existência de
filhos pré-havidos, tios do adotado, aos quais este equiparar-se-ia, pela ausên­
cia de prejuízo, em virtude do fato de que, por morte dos adotantes, receberia
de igual fonma o adotado, por direito de representação, quinhão idêntico ao de
cada tio, em função de sua orfandade paterna. Interpretação dos arts. 1.620,
1.621 e 1.623 do CC. Mesmo se admitindo fosse o adotado filho adulterino, por
força do disposto no art. 51 da Lei do Divórcio, que alterou o art. 2° da Lei
883/49, recolheria ele quinhão idêntico aos dos filhos legítimos dos adotantes.
(RT611/171)
Finalmente, vale ressaltar ainda o julgamento do RE nO
85.457/GO, RTJ 100/683, STF), no qual o eminente Ministro Cordeiro Guerra
asseverou sobre a possibilidade de avós adotarem netos órfãos ou desassisti­
dos pelos pais. Proferido antes da vigência do ECA reputo-o, contudo, suma­
liva, v.ll, n. 1, p. 1-98, JanJJuJ. 1999
Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 15
mente ilustrativo diante da conciliação que se há de fazer da regra vedativa da
adoção pelos ascendentes com o que dispõe o exame de sua aplicação no
interesse da criança e do adolescente.
Os óbices comumente levantados tais como o eventual prejuízo
na sucessão concorrendo o adotado com seus tios; a confusão que advém
como, verbi gratia, ser o "neto filho dos avós", "irmãos dos tios" e da "própria
mãe", ou a eventual fraude a beneficiar os adotantes com pecúlios e pensões,
não devam servir de óbice a esse instituto que objetiva essencialmente prote­
ger o interesse da criança e do adolescente.
v- INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA
O atual Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu art. 42, §
1°, expressamente veda a adoção de descendentes pelos ascendentes.
Antônio Chaves, doutrina com veemência ser a adoção do neto,
do bisneto ou do irmão do adotante, por este, tão incongruente quanto a ado­
ção do filho legítimo ou do reconhecido. A seu ver, não haveria sentido em um
avô adotar o seu neto como seu filho, ensejando confusão familiar, já que seu
filho passaria a irmão do seu neto, ou o pai irmão do próprio filho, ou ainda o
filho cunhado da sua mãe, sem falar no marido mais velho que sua mulher 16
anos adotando-a como filha, ou vice-versa. Argumenta que consoante o bom
senso a que o direito não pode fugir, não seria necessário que a lei escrita o
dissesse, com todas as letras, que adoções, como as enunciadas, não são
permitidas.
Sustenta-se a finalidade da nova legislação de vedar atos ilegíti­
mos de fraude à lei, como na hipótese de diversas qualidades de pessoas com
relações com a União, Estado ou Município, autarquias, entidades paraesta­
tais, de economia mista e, ainda, sociedades anônimas, que adotam netos
com o único propósito de fazê-los seus dependentes para fins de assistência
médico-hospitalar e, até, para percepção de pensão que, na hipótese de mili­
tar, nunca mais cessará, nem pelo casamento, se a pessoa adotada for do
sexo feminino.
Argumenta-se com o sentido da inconveniência da admissibilidade
da adoção de descendentes por ascendentes, o que quebraria o sistema har­
mônico decorrente do parentesco natural, apoiado no fato da pré-existência do
parentesco entre avós e netos, por laços de sangue.
Como pode se verificar, os fundamentos que alicerçam o coman­
do legal, justificam, segundo tal doutrina, na incongruência de se transformar
vínculo familiar preexistente e com características próprias em outro, que, seria
matriz de novos parentescos (problemática genealógica e genética).
16 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJnL 1999
tia fazer da regra vedativa da
exame de sua aplicação no
lis como o eventual prejuízo
tios; a confusão que advém
rmãos dos tios" e da "própria
ltes com pecúlios e pensões,
~ t i v a essencialmente prote­
10Jescente, no seu art. 42, §
!S pelos ascendentes.
9ncia ser a adoção do neto,
. incongruente quanto a ado­
, não haveria sentido em um
::onfusão familiar, já que seu
) do próprio filho, ou ainda o
ais velho que sua mulher 16
nenta que consoante o bom
ecessário que a lei escrita o
no as enunciadas, não são
islação de vedar atos ilegiti­
qualidades de pessoas com
ilrquias, entidades paraesta­
lõnimas, que adotam netos
Ites para fins de assistência
ão que, na hipótese de mili­
ie a pessoa adotada for do
veniência da admissibilidade
lue quebraria o sistema har­
no fato da pré-existência do
~ .
tos que alicerçam o coman­
19ruência de se transformar
>róprias em outro, que, seria
ígica e genética).
liva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Embora ponderável e merecedora de todo o respeito pelo peso da
autoridade dos Tratadistas que sustentam tal doutrina, coloco-me ao lado dos
que, com idêntica erudição sustentam possível a Adoção do descendente vi­
sando o interesse do menor.
VI - A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SIS­
TEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O
PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ.
Nesse estado de coisas, não quer nos parecer tenha mesmo o novel
Estatuto da Criança, muito embora expressamente vedando a adoção de
descendentes por ascendente, liquidado com a possibilidade legal que se quer ver
reconhecida juridicamente.
Tal desiderato encontra apoio no art. 6°, do mesmo Estatuto, na
interpretação teleológica que o informa dentro do sistema.
Não se pode vislumbrar inconciliável a vedação imposta pela regra
do art. 42, §, 1°, com o texto do art. 6° da mesma lei.
Em caráter excepcional, no prudente arbítrio do juiz, na interpreta­
ção da lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que se destina, as exigências
do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e, notadamente, a
condição da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Esse texto praticamente repete o art. 5° do Código de Menores
quando determina prevalecer o direito do menor acima de qualquer outro. São
notórias as circunstâncias de casos inúmeros de pais biológicos que desco­
nhecem por completo seus filhos deixando-os entregues aos cuidados dos
avós que passam a exercer com extremado amor e carinho as funções de
verdadeiros pais, afigurando-se profundamente injusto e mesmo injurídico em
face da norma do art. 6° negar-lhes o direito de adoção plena dos netos, quan­
do tanto se permite a estranhos.
Nem por isso deixarão os netos de serem netos. Adquirem com a
adoção também a condição legal de filhos de seus avós. A proclamada confu­
são genealógica que disso provém não se constitui bastante para impedi-Ia.
Assim, penso que a vedação contida no § 1° do art. 42 do Esta­
tuto da Criança e do Adolescente há de ser mitigada e ceder ante o princípio
geral, excepcionando-a em cada caso frente as peculiaridades que apresen­
tam e mediante o prudente arbítrio dos juízes a ver prevalente o interesse e o
direito do menor, conciliando-se as legítimas pretensões dos ascendentes ­
escoimados de quaisquer abusos - de adotarem seus netos.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p.I-98, JanJJul.l999 - 17
DIREITO PENAL E pOLíTICA (*)
Luiz Vicente Cemicchiaro
Professor da Universidade de Brasília
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
1 - O Direito reclama pluralidade de pessoas. É relação
intersubjetiva. Conhecida a imagem de Robison Crusoé; enquanto sozinho na
ilha deserta, não podia reclamar nada de ninguém e ninguém dele exigia coisa
alguma. Com a chegada de Sexta-Feira tudo mudou. Formou-se vínculo entre
ambos. Surgiu o Direito.
2 - Do Direito primitivo, cujas normas resultavam dos usos e
costumes, a pouco e pouco, passou-se para a elaboração de lei. Formalizou-se a
norma. A formalização da norma penal evidencia a procedência do argumento.
Bettiol, "Em tema de relações entre a política e o Direito Penal" (Estudo de Direito
e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria, Forense, Rio, 1962, p. 85)
escreveu: "Em verdade, se por alguns, especialmente no período do totalitarismo
político, o Direito Penal foi considerado só em função exclusiva de determinada
política, é necessário estar muito atento, para não cair no equívoco tão fácil de
considerar que o Direito Penal deriva somente de uma matriz política: seja
complexo de regras políticas e tenda somente a finalidades políticas".
Efetivamente, a sistematização do Direito Penal, de que resultou o
princípio da anterioridade da Lei Penal é responsável pela rigidez da extensão
do tipo. O liberalismo, visando a resguardar o direito de liberdade, limita,
restringe o conceito do crime. Tudo em homenagem ao direito de liberdade.
Repudiou-se, então, a analogia in malam partem. Deixaram-se de lado,
entretanto, maiores considerações a respeito do sujeito ativo, ou seja, o ­
homem. Não se buscaram as causas da criminalidade, a não ser partindo do
pressuposto do livre-arbítrio. Dessa forma, o grande protagonista do delito não
ganhara a devida importância. Somente com o surgimento da criminologia
(período científico), conseqüência de investigações, de que são ilustração a
Psiquiatria de Pinel (1745-1826), a tese da "Iocura moral" do criminoso de
Pichard e Despine, a Antropologia de Broce e Thompson, com referência
obrigatória aos trabalhos de Darwin (1809-1882). Coube à Escola Positiva
(*) Palestra proferida durante o IV Seminário Internacional do IBCCrim
18 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
I

ICAM
luizVICente cemicchiaro
SSOI' do Universidade de Brasília
, do Superior Tribunal de Justiça
Ie de pessoaS. É relação
enquanto sozinho na
1 e ninguém dele exigia coisa
:Iou. Formou-se vínculo entre
nas resullavam dos usos e
DnIÇIo de lei. Formalizou-se a
a procedência do argumento.
reilD Penar (Estudo de Direito
Ta. Forense, Rio, 1962, p. 85)
1le no período do totalitarismo
j:Io exclusiva de determinada
cair no equívoco tão fácil de
de uma matriz política: seja
idades políticas·.
eito Penal, de que resultou o
!ível pela rigidez da extensão
direito de liberdade, limita,
;,em ao direito de liberdade.
lem. Deixaram-se de lado,
sujeito ativo, ou seja, o ­
jade, a não ser partindo do
le protagonista do delito não
surgimento da criminologia
de que são ilustração a
Jra moral" do criminoso de
Thompson, com referência
I. Coube à Escola Positiva
loIBCCrim
estimular a busca das causas da criminalidade, realçando-se, dentre outras,
obra de Lombroso, Ferri e Di Tul/io. Enquanto a Escola Clássica se preocupava
em realçar "quem" é criminoso, a Escola Positiva voltava atenção para explicar
"porque alguém comete o delito".
Ambas as colocações têm seu mérito. De um lado, limita, até certo
ponto, o arbítrio do Estado, de outro, projeta a dimensão do homem para
melhor ajustá-lo ao esquema do fato-infração penal.
Não se tocara, entretanto, no ponto fundamental, de certo modo
tratado por Garofalo ao enunciar o conceito de crime natural.
Estou convencido, qualquer raciocínio para analisar e, daí, extrair
as respectivas consequências, fato - infração penal, deve partir do conceito
material de delito para, em seguida, estabelecer a reação social.
3 - Hoje, apesar de todas as recomendações, fundamentalmente,
prevalece o brocardo - punitur ut peccatum est. Há, infelizmente, quase
sempre a mera preocupação de definir o crime e identificar o agente. Com
isso. A consciência jurídica se tranqüiliza, e, em nível meramente formal se faz
a adequação - crime/pena.
Desconsidera-se, embora se saiba, que o fenômeno - infração
penal só ocorre na sociedade e ganha relevo de interesse coletivo. A sanção
criminal, ao contrário da sanção civil, não é meramente reparatória. Não se
confunde também com a sanção administrativa, de cunho e explicação
disciplinar.
A sanção penal conjuga-se com o interesse da sociedade.
A sanção civil dimensiona o dano material, ou moral. A sanção
disciplinar tem o limite no bastante para desestimular o agente público a não
repetir a falta.
A infração penal e a respectiva pena têm, como pressuposto,
respectivamente, a - necessidade - e realizar o - interesse público; de um lado,
que não haja delitos, de outro, a sanção corresponder também ao interesse social.
4 - Aqui, urge acentuar importante particularidade. Observe-se a
infração penal. Retome-se ao que foi obstáculo antes - infração penal do
ponto de vista material.
As normas culturais separam as condutas em dois setores:
aprovadas e reprovadas, conforme se adaptem, ou atritem com o sentido
axiológico. Sem dúvida, dispensa maiores anotações, resultam do juízo de
valor histórico.
Toda infração penal é conduta refutada pela sociedade. Mais, ou
menos intensamente, pouco importa. Daí, enquanto houver divergência entre as
iva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuJ. 1999 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 19
pessoas, sempre haverá comportamento contrário do permitido, ou tolerado (até
que um dia - não se sabe quando - deixar de haver divergências, conflito.
Evidente, pelo menos hoje, numa sociedade utópica).
O ilícito penal, dessa forma, é constante na sociedade atual, como
foi nas sociedades anteriores.
Gera, em conseqüência, reação. A literatura penal aponta o
período da vingança pública, da vingança privada, intercalada a justiça de
talião, e, hoje, o período científico.
Ainda predominantes os princípios da anterioridade do delito e da
prévia definição também da pena. A conquista é inalienável. O esquema penal
precisa ser pré-estabelecido, a fim de evitar as soluções casuísticas, registradas
na história, ensejando ao mais poderoso vingar-se do mais fraco.
Conquistou-se a predeterminação do crime e a predeterminação
da pena. Repita-se: presença do iluminismo. Não se conquistou, entretanto, o
que se propõe com a individualização da pena. Tão importante que elevada a
nível de garantia constitucional.
Mais uma vez, necessário distinguir o aspecto formal do aspecto
t
material. O primeiro restrito ao esquema normativo. O segundo, preocupa-se
com a repercussão pessoal e social da individualização da pena.
t
Nesse ponto, sem dúvida, reside o centro das considerações. t
!
O Juiz, resultante da preocupação formal, resta preso a esquemas
normativos e, como regra, restringe-se a elaborar um silogismo meramente
(
formal. Aqui, mais uma vez, o iluminismo se faz presente. "Le juge est la
bouche de la 101', repetia Rousseau. Evidente a desconfiança ao juiz. Deveria,
tão só, reproduzir o comando da lei. A Escola da Exegese insiste,
intransigentemente, a confundir o Direito com a lei. Daí, a desconfiança com os
juízes: poderiam, com a interpretação, criar outra lei, o que seria abuso.
Chegou-se, nessa linha, a proibir a interpretação, como resguardo de
arbitrariedades.
FIGUEIREDO DIAS (Direito Penal Português, Aequitas, Editorial
Notícias, Lisboa, 1993, pág. 192/197) analisa a "Discricionariedade e
vinculação na determinação da pena
n
e registra que, em Portugal é "jurídico­
constitucionalmente vinculada
n
Literalmente, afirma: •
"Uma responsabilização total do juiz pelas tarefas
de determinação da pena significaria uma violação do princípio
da legalidade da pena (CRP, art. 290, I) ou, quando menos, do
princípio da sua determinação (CRP, art. 30, I). A propósito,
pode suscitar-se a questão de saber se a indicação pelo
legislador de uma qualquer moldura penal - máxime, da que
20 - Informativo Jurídic:o da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
do pennitido, ou tolerado (até
t haver divergências, conflito.
I).
nte na sociedade atual, como
" literatura penal aponta o
Ida, intercalada a justiça de
1 anterioridade do delito e da
inalienável. O esquema penal
lÇÕeS casuísticas, registradas
omais fraco.
t crime e a predeterminação
se conquistou, entretanto, o
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'o. O segundo, preocupa-se
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rttro das considerações.
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Daí, a desconfiança com os
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1 a "Discricionariedade e
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I:
ataI do juiz pelas tarefas
uma violação do princípio
I) ou, quando menos, do
art. 30, I). A propósito,
er se a indicação pelo
oenal - máxime, da que
oscile entre o mínimo e o máximo legais da espécie de pena
respectiva - cumpre já a exigência jurídico-constitucional de
legalidade e detenninação da pena. Em princípio, não parece
haver razões decisivas para uma resposta negativa, salvo
porventura quanto a uma pena de prisão cuja moldura fosse, p.
ex.; de 1 mês a 20 anos" (pág. 193).
Aqui, chega-se ao ponto fundamental, decorrente desta pergunta:
a atividade jurisdicional, no aplicar a pena, é vinculada ou discricionária?
O autor mencionado registra:
"Ao juiz cabe uma dupla (ou tripla) tarefa, dentro do
quadro condicionante que lhe é oferecido pelo legislador.
Detenninar, por um lado, a moldura penal abstrata cabida aos
factos dados como provados no processo. Em seguida,
encontrar, dentro desta moldura penal, o quantum concreto da
pena em que o argüido deve ser condenado. Ao lado dessas
operações - ou em seguida a elas - , deve escolher a espécie
ou o tipo de pena a aplicar concretamente, sempre que o
legislador tenha posto mais do que uma à disposição do juiz".
5 - Faz-se necessário definir a - discricionariedade.
A cominação da pena estabelece in abstrato a qualidade e a
quantidade da sanctío iuris. O art. 59 do Código Penal estabelece cumprir ao
juiz fixar a pena in concreto dentre a qualidade e espécies das sanções
cominadas.
No tocante à configuração do crime, a atividade do juiz é­
vinculada. O agente não pode responder senão pela infração penal praticada,
evidenciada pelos elementos do conjunto probatório. O magistrado não pode
tratar como homicídio o que é lesão corporal seguida de morte, ou considerar o
crime simples como se qualificado fosse.
A aplicação da pena reclama, no particular, algumas
considerações prévias.
Antes de mais nada, deixar esclarecido, expresso o conceito
aplicado de - discricionariedade.
A vinculação do magistrado deve ser vista em dois planos: num
primeiro momento, como ocorre com a caracterização do ilícito penal, o juiz não
tem liberdade de decisão (opção normativa), como, atrás, restou esclarecido.
No tocante à individualização da pena, cumpre distinguir dois
momentos: em primeiro lugar, mercê do - nulla poena sine lege - o réu não
pode ser submetido senão ao esquema preestabelecido, antes da prática do
va, v.lI, o. 1, P. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, o. I, P. 1-98, JanJJul. 1999 - 21
delito. Quando o magistrado, nos limites da cominação legal, fixa o quantum
definitivo, sem dúvida, atua discricionariamente. Não pode ultrapassar o
quantum máximo, nem impor sanção mais severa, seja relativamente à
espécie como à quantidade cominada. A discricionariedade, contudo precisa
ficar bem delimitada. A lei ao registrar o máximo da cominação limita a
discricionariedade; configura liberdade de ação nos limites da definição legal.
A individualização da pena é atividade complexa. Registra dupla
colocação. A extensão da pena é preestabelecida, antecipadamente registrada na
lei. Todavia, a busca material (não pode ser simplesmente formal) é deixada à livre
investigação do juiz. Somente assim, alcançar-se-á, materialmente, a
individualização - projeção do fato delituoso in concreto.
Neste ponto, ou melhor dizendo, a extensão do instituto, reclama
algumas considerações. Antes de enfrentá-Ias diretamente, porque antecedente
necessário, cumpre vincular ao seu antecedente político.
6 - O princípio da anterioridade do crime e da pena, repita-se, decorre
do iluminismo. Insista-se preocupado com o direito de liberdade.
A Escola Positiva e as ramificações criminológicas, notadamente de
assento sociológico, lançaram preocupação de interesse social. A lei penal precisa
compreender também o sentido social da lei. Não basta a lei. Impõe-se aferir o seu
significado e promover a crítica da legislação para indagar se outros delitos não
deveriam ser incorporadas à lei penal. Nesse sentido, modemamente, a Escola de
Chicago, com acento pragmático, buscando, ao lado da investigação da etiologia
do crime, oferecer a solução adequada ao interesse social. Nesse contexto, surgiu
a figura do crime do colarinho branco, recepcionado por todas as legislações.
A Criminologia modema opera também a crítica do quadro das
sanções penais. E o Juiz, quando dimensiona a sanção ao caso concreto,
desenvolve raciocínio e busca subsídios em conclusões criminológicas. Nesse
quadrante, a operação judicial é também discricionária, entretanto, distinta da
anterior. O poder discricionário, aqui, é mais amplo e obedece a método distinto.
Lá, projeta-se um fato qualificado jurídico-penalmente. O fato, ademais, é anterior
ao julgamento, embora para a individualização da pena, como circunstância,
possa ser ponderado também o comportamento posterior do delinqüente.
A definição e a quantidade da pena, ao contrário, assentam, apesar
de referidos a fato acontecido, em juízo de probabilidade. E mais, o que é
importante: conjugado com o - interesse público.
7 - Insista-se. O nullum crimen sine lege busca diretamente o
interesse individual e, indiretamente, o interesse da sociedade. O nulla poena
sine lege, ao contrário, volta-se, diretamente para o interesse da sociedade e,
indiretamente, para o interesse individual. Aliás, nessa linha, o disposto no art. 59
do Código Penal, referindo, explicitamente, que a sanção penal se destina à ­
22 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osear Saraiva, v.lI, Do 1, P. 1-98, JanJJul. 1999
i1inação legal. fIXa o quantum
!te. Nilo pode ultrapassar o
severa. seja relativamente à
:ionariedade, contudo precisa
lXimo da cominação limita a
os limites da definição legal.
iIde complexa. Registra dupla
antecipadamente registrada na
;mente formal) é deixada à livre
IÇar-se-á, materialmente, a
ereto.
extensão do instituto, reclama
~ m e n t e , porque antecedente
litico.
la e da pena. repita-se, decorre
Ie liberdade.
riminológicas. notadamente de
esse social. A lei penal precisa
ISCa a lei. Impõe-se aferir o seu
indagar se outros delitos não
J, modemamente, a Escola de
lo da investigação da etiologia
social. Nesse contexto, surgiu
por todas as legislações.
ém a crítica do quadro das
I sanção ao caso concreto,
tusões criminológicas. Nesse
lnária, entretanto, distinta da
e obedece a método distinto.
e. O fato, ademais, é anterior
a pena, como circunstância,
erior do delinqüente.
) contrário, assentam, apesar
abilidade. E mais, o que é
! Jege busca diretamente o
I sociedade. O nulla poena
o interesse da sociedade e,
a linha, o disposto no art. 59
anção penal se destina à -
reprovação do crime e à - prevenção do crime. Exigência, aliás, do princípio da
proporcionalidade.
A - prevenção - na espécie, é específica. A prevenção genérica se
efetiva com a publicação da lei penal.
Prevenção implica juízo de valor e juízo de probabilidade. O trabalho
é com objeto certo, determinado, fixado, com pormenores na sentença
condenatória. Trabalha-se, entâo, com o esquema normativo, o delinqüente, a
sociedade e o juízo de probabilidade.
O Juiz (adiante serão feitas considerações específicas), ao fixar a
pena recomendada, trabalha com caso concreto. Diferente do legislador que
pensa hipoteticamente. O legislador raciocina com arroba; o Juiz trabalha com
gramas, quando não miligramas.
O Juiz desenvolve - atividade discricionária. Insista-se. Diferente de
quando define o crime, limitado à adequação fática ao modelo legal. Aqui, ao
contrário, porque desenvolve raciocínio diferente, voltado para outra finalidade,
devendo fazer a subsunção da pena ao interesse social deve, necessariamente,
promover a crítica da pena cominada ao fato sub judice em função do interesse
da sociedade. O referencial, como assinalado, é a - prevenção da criminalidade.
O raciocínio encontra um limite: a pena e a respectiva quantidade
não podem ser superior à cominação legal. Assim impõe o princípio político.
8 - Em arco genérico, pode-se, quanto à prevenção, entendida como
política de eliminação, ou redução da criminalidade, distinguir o delinqüente em
três categorias: a) não evidencia probabilidade de reincidir; b) evidencia
probabilidade de retomar à criminalidade; c) possibilidade de retomo à
delinqüência. Essas categorias mostram personalidades diferentes.
A pena deve ajustar-se ao condenado. Caso contrário, continuar-se-á
a raciocinar e tomar decisões meramente formais. Importa, isso sim, decisão de
cunho material: pondera, leva em conta o fato delituoso e a experiência. Só assim,
ter-se-á sentença de conteúdo.
A pena in abstrato tem como referencial a necessidade de evitar o
retomo do delinqüente ao crime.
Se isso ocorrer, cumprir-se-á a finalidade da pena. Caso contrário,
a sanção aplicada restou no plano formal.
A pena cominada é referência para concretizar a finalidade da
sanção. Conseqüência lógica, deverá, no caso concreto, alcançar esse propósito.
O legislador promove o parâmetro in abstrato; o juiz o realiza in
concreto.
iva, v.lI, 0.1, p. 1-98, JaoJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 • 23
Colocam-se, aqui, dois problemas: a) um de natureza política. de
garantia individual, como registrado, conquista do iluminismo. A pena definida
em lei registra, de modo absoluto, o máximo da restrição ao exercicio do direito
de liberdade. Não pode ser acrescido de um dia se quiser. A pena aplicada na
sentença, para a resposta juridica não restar em plano meramente formal,
atende as particularidades do caso sub judice. De duas, uma: a) a pena
cominada, em função da hipótese em julgamento, atende à finalidade da
sanção; b) ocorre o contrário: não atende a tal finalidade.
Evidente, pelas razões expendidas, não pode ser buscada sanção
mais grave, seja quanto a qualidade como à quantidade.
A hipótese inversa encerra as considerações que seguem: a) se
idôneas, próprias para alcançar o fim proposto, tudo bem. Se, ao contrário,
houver dissonância entre a espécie e o quantum cominado, repita-se, para o
julgamento não se reduzir a mero raciocínio, no plano formal, é legítimo (não
se reduz ao legal) ao magistrado, respeitado o teto da cominação, aplicar a
pena recomendada na hipótese em julgamento, seja mudando a espécie,
como aplicando-a abaixo do mínimo legal. Embora repetição, insisto, é a única
forma de a sentença não se reduzir ao jogo burocrático de silogismo sem
conteúdo. E mais. É a única maneira de a sanção penal alcançar sua
finalidade: atender interesse da sociedade, de modo a que o crime não seja
repetido.
9 - Certo, levantar-se-á a objeção de a segurança jurídica ser
comprometida, deixando nas mãos do juiz excessivo poder de decisão.
A interrogação é relevante. Nenhuma tese, no plano da experiência
jurídica. poderá ser acolhida, se, na prática, revelar-se ineficaz, ou inconveniente.
O tema reclama algumas ponderaçôes.
Em nosso momento histórico, resultante de lutas e agruras,
conferiu-se importância à divisão dos Poderes. Formalmente, iguais e
independentes entre si. A realidade, porém, é outra. Há evidente
predominância do Poder Executivo. Sem medo de errar, procede uma
observação: é tanto mais predominante. quanto maior a distinção econômica­
social das pessoas. O Poder Legislativo, nesse contexto, também projeta a
desigualdade. E, para concretizá-Ia e garanti-Ia, são elaboradas leis. Tantas
vezes, ratificam, consolidam a distinção.
10 - O Direito, entretanto, não se esgota na lei. O Direito é
sistema de princípios (valores); definem, orientam a vida jurídica (interrelação
de condutas). A lei, nem sempre, traduz, projeta esse comando. Não raro, a lei
busca impedir, ou, pelo menos, retardar a eficácia do princípio. Nem sempre,
o concretiza. O salário mínimo, na Constituição da República (art. 7°, IV) é
enunciado como capaz de atender as necessidades básicas do trabalhador e
24 - Informativo Jurídico da Bibliotec:a Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1·98, JanJJul. 1999
I) um de natureza política, de
) iluminismo. A pena definida
tstriçêo ao exercicio do direito
se quiser. A pena aplicada na
tm plano meramente formal,
t. De duas, uma: a) a pena
m, atende à finalidade da
I8lidade.
110 pode ser buscada sanção
Iade.
dEtrações que seguem: a) se
tudo bem. se, ao contrário,
" cominado, repita-se, para o
plano formal, é legítimo (não
teto da cominação, aplicar a
), seja mudando a espécie,
a repetição, insisto, é a única
lUf'OCI'ático de silogismo sem
sanção penal alcançar sua
lOdo a que o crime não seja
de a segurança jurídica ser
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tese, no plano da experiência
le ineficaz, ou inconveniente.
15.
Llltante de lutas e agruras,
es. Formalmente, iguais e
n, é outra. Há evidente
Ido de errar, procede uma
naior a distinção econômica­
contexto, também projeta a
são elaboradas leis. Tantas
esgota na lei. O Direito é
I a vida jurídica (interrelação
sse comando. Não raro, a lei
ia do princípio. Nem sempre,
da República (art. 7°, IV) é
es básicas do trabalhador e
de sua família, "com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência sociaL" A lei ordinária que fixa o valor,
evidente, não se ajusta ao comando da Carta Política. Observe-se o mesmo
quanto ao salário-família para atender a descendentes (idem, XII). O
funcionário público, todavia, recebe, a esse título, menos de um real!
Há, portanto, evidente, não raro, descompasso entre o princípio e
alei.
Insista-se. O Direito não se confunde com a lei. A lei deve ser
expressão do direito. Historicamente, nem sempre o é. A lei, muitas vezes,
resulta de prevalência de interesses de grupos, na tramitação legislativa.
Apesar disso, a Constituição determina: " ninguém é obrigado a fazer ou deixar
de fazer coisa alguma senão em virtude da lei". Aparentemente, a lei (sentido
material), seria o ápice da pirâmide jurídica. Nada acima dela! Nada contra ela!
A Constituição, entretanto, registra também voltar-se para "assegurar o
exercicio dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem
estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de
uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia
sociaL.. " (Preâmbulo). Ainda que não o proclamasse, assim cumpria ser. Não
se pode desprezar o patrimônio político da humanidade! A lei precisa ajustar­
se ao princípio. Em havendo divergência, urge prevalecer a orientação
axiológica. O Direito volta-se para realizar valores. O Direito é trânsito para
concretizar o justo!
11 - O Judiciário, visto como - Poder - não se subordina ao
Executivo, ou ao Legislativo. Não é servil, no sentido de aplicar a lei, como
alguém que cumpre uma ordem (Nesse caso, não seria - Poder). Impãe-se-Ihe
interpretar a lei conforme o Direito. Adotar posição crítica, tomando como
parâmetro os princípios e a realidade social. A lei, tantas vezes, se desatualiza,
para não dizer carente de eficácia, desde a sua edição.
O Juiz é o grande crítico da lei; seu compromisso é com o Direito!
Não pode ater-se ao positivismo ortodoxo. O Direito não é simples forma! O
magistrado tem compromisso com a Justiça, no sentido de analisar a lei e
constatar se, em lugar de tratar igualmente os homens, mantém a
desigualdade de classes. O juiz precisa tomar consciência de que sua
sentença deve repousar em visão ontológica.
Tantas vezes, a lei se desatualiza, ou é inadequada para conferir o
equilíbrio do conteúdo da relação jurídica. Quando isso acontece, afeta a eficácia.
Em havendo discordância entre o - Direito - e a - lei - esta
precisa ceder espaço àquele.
Cumpre, então, ao Juiz gerar a solução - altemativa. Explique-se:
criar a norma adequada para o caso concreto. A lei deixara de ser expressão
lIiva. v.n, n. I, p.I-98, JanJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. I, p. 1-98, JanJJuI. 1999 - 2S
do Direito. Aplicá-Ia será injustiça. Impõe-se gerar a norma justa (
proporcionalidade reclamada).
Insista-se: o juiz tem dever de ofício de recusar aplicação de lei
injusta.
o juiz precisa tomar consciência de seu papel político; integrante de
Poder. Impõe-se-Ihe visão crítica. A lei é meio. O fim é o Direito. Reclama-se do
magistrado, quando necessário, ajustar a lei ao Direito.
Há, é certo, exemplos dignificantes.
A redação anterior da Lei de Introdução ao Código Civil dispunha
que a sucessão de bens obedecia à lei do casamento. O Brasil recebera
imigrantes de várias origens, como a Itália, Portugal, Japão e países árabes.
Quando o marido falecia, casado com o regime da separação de bens, a viúva
não participaria da meação. O Supremo Tribunal Federal, com notável
sensibilidade, criou jurisprudência de que, no tocante ao patrimônio constituído,
entre nós, aplicar-se-ia a lei brasileira. Com isso, evitou flagrante injustiça.
Vingou, na espécie, o regime da comunhão universal.
Os tribunais, outrossim, foram sensíveis à concubina. Sem lei.
Rigorosamente: contra o sentido literal da lei, a pouco e pouco, quanto aos
bens, reconheceram o direito da mulher ao patrimônio, consoante a
colaboração dada para constituir a fortuna.
Mais recentemente, sufragaram a correção monetária (sem lei)
para evitar o enriquecimento injusto do devedor que não honrasse sua
obrigação, no tempo e modo convencionados.
Ainda. Autorizaram a revisão do valor de alugueres, antes do
termo legal, para garantir o equilíbrio econômico do contrato.
Tem-se, ainda, de reconhecer o direito de cidadania de reivindicar
direitos inscritos na Constituição, cuja concretização legislativa, no entanto, cai
no esquecimento e o Executivo não cumpre o seu papel.
O Judiciário precisa rever a idéia de normas da Constituição não
auto-aplicáveis, dependentes de regulamentação. Na falta de lei específica,
invoquem-se os princípios. A solução do caso concreto virá naturalmente. Para
homenagear os positivistas, registre-se a viabilidade (posta em lei) de recorrer­
se também à analogia e aos princípios gerais do direito. Caso contrário, a
Carta Política se restringe a mero propósito.
O Juiz precisa tomar consciência de que a efetiva igualdade de
todos perante a lei é um mito. A realidade comprova: a isonomia não se realiza
às inteiras. Os órgãos formais de controle da criminalidade, de um modo geral,
26 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
18 gerar a nonna justa (
ia de recusar aplicação de lei
eu papel político; integrante de
!in é o Direito. Reclama-se do
ito.
çIo ao Código Civil dispunha
188I'nento. O Brasil recebera
Jg8I, Japão e palses árabes.
I separaçAo de bens, a viúva
NJn81 Federal, com notável
nte ao patrimônio constituído,
10, evitou flagrante injustiça.
sal.
Jveis à concubina. Sem lei.
pouco e pouco, quanto aos
I patrimônio, consoante a
orreção monetária (sem lei)
Ior que não honrasse sua
Ior de alugueres, antes do
»contrato.
:> de cidadania de reivindicar
lo legislativa, no entanto, cai
:»apel.
10nnas da Constituição não
Na falta de lei específica,
reto virá naturalmente. Para
e (posta em lei) de recorrer­
:> direito. Caso contrário, a
que a efetiva igualdade de
I: a isonomia não se realiza
aliclade, de um modo geral,
... v.lI, 11. 1, P. 1·98, JanJJuL 1999
alcançam pessoas social, econômica e politicamente desprotegidas. Só elas
são presas pelas malhas da justiça penal!
O Poder Judiciário, urge registrar, precisa-se ponderar, que não
é neutro. Fato e norma estão envolvidos pelo valor. Traduzem significado.
Indicam direção. As proclamações dos Direitos Humanos não acontecem por
acaso, não se restringem a simples enunciado acadêmico. Concretizam, isso
sim, reivindicações, exigências em homenagem ao - homem - parâmetro para
realizar o justo.
E mais. O Judiciário tem importante papel político. As decisões
precisam traduzir o Direito da história (a história do Direito orienta nesse
sentido, apesar das inúmeras resistências). A jurisprudência não pode reduzir­
se a mero somatório de julgados. As decisões corretas devem estar
finalisticamente orientadas para o - justo.
Caso contrário, o magistrado, de juiz, passa a servidor burocrático,
mero fazedor de estatística!
No Brasil, o problema ganha particular importância. O acesso ao
Judiciário não é ensejado a todos. Aliás, e com razão. se diz: O Código Civil é para
o rico; o Código Penal para o pobre! Com singular sensibilidade o Ministro
Sepúlveda Pertence, com a responsabilidade de Presidente do Supremo Tribunal
Federal, afirmou: " o pobre só tem acesso à Justiça. como réu." Poucas vezes,
com poucas palavras. foi enunciada tão latismável verdade!
A sentença precisa ponderar as conquistas históricas. Em particular,
num país, que ostenta lei (alienação fiduciária) impondo a prisão civil do devedor
inadimplente!
O juiz é agente de transformação social. Lei iníqua, impeditiva de
realização plena do Estado de Direito Democrático precisa ser repensada.
O juiz, repita-se, deve recusar aplicação à lei iníqua, injusta. Impõe­
se-Ihe invocar princípios. Só assim, a interpretação será sistemática. Criar, se
necessário, a norma para o caso concreto.
O chamado Direito Altemativo (denominação imprópria), portanto, é
preocupação com o Direito. Infelizmente, entre nós, impóe-se utilizar o pleonasmo
- Direito justo! Como se o Direito pudesse afastar-se da - Justiça!
A solução altemativa rompe o conservadorismo acomodado; enseja
o tratamento juridico correto. Confere, sem dúvida, eficácia à vigência da norma
jurídica.
A norma alternativa não é aventura, opinião pessoal do magistrado,
discordar por discordar. Resulta da apreensão de conquistas históricas, acima de
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 27
interesses subalternos. Projeta orientação reclamada pelo Direito. Concreção da
justiça!
A trincheira de hoje será o galardão de amanhã!
O juiz, portanto, como agente político, ao promover a crítica da lei,
não se substitui ao legislador. Ao contrário, ajusta a norma à solução do caso em
julgamento.
Se assim não for, infelizmente, continuar-se-á a projetar sentenças
restritas ao exame meramente formal. É preciso rever o método. A sentença
precisa (sem afrontar o Direito) expressar utilidade social.
A literatura penal moderna, afinada com as postulações deste final
de século, batem veementemente contra as soluções meramente formais,
lembrança ainda da Escola da Exegese.
Ignacio Munagorri, in "Sanción Penal Y Política Criminaf', Instituto
Editorial Reus, SA, Madri, 1977, pág. 213 escreve:
"A sanção penal se coloca mais como resposta que
a normatividade penal oferece para a pacificação social, que
como retribuição abstrata, mais ou menos punitiva, em concreto,
a um delito cometido. Sua justificação se situa na necessidade
para conseguir os fins jurídico-penais, sendo por isso a pena
uma instituição eminentemente dinâmica e finalista."
A preocupação do papel dos juízes no mundo contemporâneo tem
conduzido a profícuas reflexões. Cumpre reagir ao papel desempenhado pela
magistratura na modernidade - sem exagero, chancela do trabalho do
legislador. Nesse período, como conseqüência, preocupação da exegese de
busca dos elementos históricos que conduziria o legislador a elaborar as leis.
O juiz, então, para ser fiel à sua função, precisaria auscultá-los a fim de
traduzir, com precisão, a vontade veiculada pelo Poder Legislativo.
12 - O Direito Penal, nesse contexto, exerce importante missão
social. Mais uma vez: realizar o justo, adaptar-se à necessidade e fornecer a
solução socialmente útil.
As idéias poHticas (tantos são os matizes!) estão presentes na
elaboração e aplicação das leis. As leis penais não ficam alheias à essa
conotação.
o Direito Penal, parte do todo, recepciona as respectivas
conseqüências. Atenção: na elaboração da norma, na sua aplicação e também
na execução. A todo instante, orientações políticas se fazem evidentes. O
Direito está sempre ligado à Política. Quando não houver coincidência de
orientações, forma-se o atrito. Tanto mais profundo quanto seja a distância
28 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
::Ja pelo Direito. Concreção da
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iva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
entre o Direito e a Política. Impõe-se, por isso, interpretação constante das
normas jurídicas. Nesse particular, a atuação do Judiciário e do Ministério
Público ganham significativa importância. Sem exagero, importância ainda não
percebida por um e por outro.
A Política, particularmente em países de evidente contraste de
classes sociais, caminha lentamente. Assim o é pela sua natureza; modificá-Ia
significa tocar no mencionado contraste de classes sociais.
O magistrado, então, deverá exercer, concretizar a razão de sua
atividade - conferir a - solução justa - ao caso concreto; para isso, se a - lei­
não ofertar a resposta adequada, com esteio no Direito dar a solução justa à
hipótese em julgamento. Especificamente, no âmbito do Direito Penal,
aplicando a pena, conforme sua necessidade visando ao interesse público.
13 - Útil registrar a observação de ELISA SMITH, in "Las
ideologias y el derecho" (Editorial ASTREA, Buenos Aires, 1982, Pág. 152):
"7°) Se todo ato de normatização jurídica que expressa a
denominada vontade do Estado responde a uma determinada atitude política - à
atitude política do grupo que é o núcleo do poder estatal - deve inferir-se que as
normas criadas por esses atos em determinado momento histórico são, em maior
ou menor medida, o produto de certa concepção da vida social e de suas
circunstãncias históricas concretas.
E não havendo, no fundo, ato normativo realizado por órgão de
Estado que não pressuponha um certo ponto de vista político, com sua
concomitante doutrina, afirmamos que o direito, enquanto se traduz como
sistema de atos estatais produtivos de normas jurídicas, é uma técnica política­
social.
Deve admitir-se, então, a existência de um fundo ideológico, tanto na
base da estrutura de toda a ordem jurídica, como em cada instituição integrativa
dessa ordem".
A ideologia acompanha o jurista, mesmo que ele não sinta.
O magistrado, então, precisa ser sensível a esse pormenor. Se
assim não for, a sentença será mero ato burocrático. Esvazia-se, pois, de seu
conteúdo. E para arrematar - como a sentença penal condenatória tem sentido
teleológico, evidente, só se justifica se o dispositivo for idôneo a alcançar esse
fim.
Urge, então, ao Juiz, sopesando o esquema normativo e a
realidade da sociedade, expedir a solução que se revele - justa. Não faz
sentido uma sentença divorciada da realidade em que vai ser executada.
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 29
Infelizmente, esse descompasso conduz a flagrante injustiça: o
condenado socialmente protegido (situação minoritária) cumprirá a execução
em situação mais favorável do que o determinado na sentença; por sua vez, o
condenado socialmente desprotegido (situação majoritária) será submetido a
situação jurídica diversa da condenação.
O fato nunca poderá ser esquecido do juiz!
30 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v.H, D. 1, p. 1-98, JaDJJul. 1999
onduz a flagrante injustiça: o
toritária) cumprirá a execução
lo na sentença; por sua vez, o
majoritária) será submetido a
jo do juiz!
va, v.lI, Do I, P. 1.98, JanJJuL 1999
o Recurso Especial e o Código Tributário Nacional
Ari Pargendler
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
o tempo de duração dos processos é matéria de grande impor­
tância. Trata-se, mesmo, de uma preocupação compartilhada por todos os que
militam na vida forense. A chamada "crise do Judiciário" reside exatamente aí,
como resultado do grande número de processos. Essa crise é maior nos Tri­
bunais Superiores, onde se acumulam as causas vindas de todo o País. O
Supremo Tribunal Federal foi vítima dessa crise, e um dos modos pelos quais
a Constituição Federal de 1988 pretendeu resolvê-Ia foi a de retirar-lhe parte
da competência, transferindo para o Superior Tribunal de Justiça as decisões
sobre questões infraconstitucionais. Não obstante a alteração, o sistema per­
maneceria o mesmo: duas instâncias ordinárias e uma instância extraordinária.
As vésperas de completar um decênio, a prática do sistema não
tem confirmado a sua teoria. O estudo da jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça revela que ele vem julgando matérias que, mais tarde, voltam a ser
examinadas pelo Supremo Tribunal Federal em grau de recurso extraordinário.
Pelo menos em alguns casos, passamos a ter, não uma instância extraordiná­
ria, mas duas - com esse efeito negativo: uma demora de mais alguns anos até
o desfecho final do processo.
O Superior Tribunal de Justiça vem, de fato, decidindo, em recur­
so especial, matéria estranha à sua competência, com o resultado de que,
nesses casos, tem funcionado como uma terceira instância, intermediária, não
prevista no texto constitucional.
É certo que, no julgamento do Agravo Regimental 145.589-7, RJ,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJU, 24.06.94), o Ministro Marco Auré­
lio defendeu o ponto de vista de que o Superior Tribunal de Justiça teria essa
função de terceira instância; desde esse ponto de vista, conhecido o recurso
especial, o acórdão nele proferido, confirmando-o ou reformando-o, substituiria
aquele prolatado no Tribunal a quo, por força do artigo 512 do Código de Pro­
cesso Civil, a saber:
"O julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a
decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso".
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. lI, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999 _
31
Mas o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou outro enten­
dimento, como seja, o de que "a decisão do recurso especial só admitirá recur­
so extraordinário, se a questão constitucional enfrentada pelo STJ for diversa
da que já tiver sido resolvida pela instância ordinária".
Eis trechos de votos de alguns Ministros para o devido esclareci­
mento da questão:
Ministro Carlos Mário Velloso:
"No caso sob exame, a questão constitucional que o Superior Tri­
bunal de Justiça ventilou foi a mesma decidida pelo Tribunal de segundo grau.
Em outras palavras: no caso, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a deci­
são, no que toca à matéria constitucional, do Tribunal de segundo grau. De
sorte que não há falar em recurso extraordinário com base nessa questão
constitucional decidida pelo Tribunal de segundo grau e que não foi atacada, a
tempo e modo, mediante recurso extraordinário".
Ministro Celso de Mello:
"É incabível recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal
de Justiça que não tenha apreciado, originariamente, a questão constitucional.
Se é certo que o tema de direito constitucional foi objeto de julgamento pela
instância ordinária, impunha-se ao ora agravante a obrigação jurídico­
processual de impugnar, pela via recursal extraordinária, o acórdão proferido
pelo Tribunal local. Com a não-interposição, porém, do recurso extraordinário
daquela decisão emanada da instância ordinária, restou precluso o funda­
mento constitucional, a inviabilizar, por isso mesmo, a renovação do debate, na
esfera do Superior Tribunal de Justiça, da matéria constitucional já apreciada
pelo Tribunal local".
Ministro Néri da Silveira:
"Penso que, em hipótese como a dos autos, houve a confirmação
do fundamento de ordem constitucional no STJ, que apreciou entretanto maté­
ria já preclusa, porque deveria ter sido impugnada em recurso extraordinário
não interposto tempestivamente. No máximo o que admitiria contra o acórdão
do STJ, se modificasse o acórdão anterior pelo conhecimento da questão
constitucional, seria recurso extraordinário por ofensa ao art. 105, 111, da Cons­
tituição, ou seja, por conhecer de recurso especial e provê-lo sobre matéria
estranha a sua competência, o que não sucedeu no caso concreto".
Abro um parêntese.
32 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999

I
J Federal firmou outro enten­
so especial só admitirá recur­
'Tentada pelo STJ for diversa
ia".
tros para o devido esclareci­
;titucional que o Superior Tri­
lo Tribunal de segundo grau.
de Justiça confirmou a deci­
ibunal de segundo grau. De
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Irau e que não foi atacada, a
decisão do Superior Tribunal
Ite, a questão constitucional.
li objeto de julgamento pela
mte a obrigação jurídico­
dinária, o acórdão proferido
n, do recurso extraordinário
I, restou precluso o funda­
I, a renovação do debate, na
I constitucional já apreciada
autos, houve a confirmação
e apreciou entretanto maté­
I em recurso extraordinário
~ admitiria contra o acórdão
conhecimento da questão
sa ao art. 105, 111, da Cons­
II e provê-lo sobre matéria
caso concreto".
Pode acontecer, mesmo no exercício normal de sua competência,
em recurso especial, que o Superior Tribunal de Justiça deva se pronunciar
sobre matéria constitucional.
Exemplifico.
Imagine-se que alguém ajuíze uma ação pedindo a declaração de
que determinada lei não se lhe aplica, mas sustente, pelo princípio da eventua­
lidade, que essa lei seria inconstitucional se o alcançasse. Se o Tribunal local
decide que a lei não obriga o autor da ação, fica prejudicada a questão consti­
tucional. Quid, se o Superior Tribunal de Justiça afasta a motivação do julga­
do, por entender que a lei, de fato, obriga o autor? Examina o segundo fun­
damento do pedido. E qualquer decisão a esse respeito poderá ser atacada,
em recurso extraordinário, perante o Supremo Tribunal Federal.
O fato decorre do sistema, e não causa qualquer estranheza; de­
cidindo, em recurso especial, sobre matéria constitucional, o Superior Tribunal
de Justiça está sujeito ao controle do Supremo Tribunal Federal. Mas é preciso
que isso fique claro: em recurso especial o Superior Tribunal de Justiça só
decide sobre matéria infraconstitucional, salvo hipótese excepcional em que,
durante o respectivo julgamento, e m e ~ a questão constitucional nova, ainda
não apreciada pelo Tribunal local.
Fecho o parênteses.
Para os efeitos aqui visados, interessam apenas os casos em que
o Superior Tribunal de Justiça tem exercido sua competência de forma anô­
mala. Aquelas nas quais, julgando causas que não são suas, o Superior Tribu­
nal de Justiça se transforma numa terceira instância judicial, aumentando a
duração das demandas e contrariando o devido processo legal (a reforma de
um julgado com fundamento constitucional constitui, a um tempo, manifesta
usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e uso impróprio do
recurso especial).
O exercício dessa competência anômala prejudica o recurso ex­
traordinário interposto no Tribunal a quo, obrigando a parte a interpor novo
recurso extraordinário em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça
acerca da mesma questão constitucional, tal como já decidiu o Supremo Tribu­
nal Federal no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nO 215.053-3,
Ceará, Relator o eminente Ministro Octávio Gallotti (DJU, 02.10.98).
Lê-se no voto condutor:
riA despeito de formalmente afastar a admissibilidade do recurso
especial para o efeito de exame da alegação de infringência da Constituição, a
Turma do Superior Tribunal de Justiça, dele conhecendo e julgando-Ihe o má­
iva, v.lI, D. 1, P. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, D. 1, p. 1-98, JaDJJuL 1999 - 33
rito a título de dirimir o dissídio jurisprudencial, claramente abordou a questão
constitucional referente à auto-aplicabilidade do art. 202 da Carta Política".
"Não havendo o Instituto recorrido da decisão proferida no recurso
especial, inviável se toma o conhecimento do extraordinário interposto contra
julgado regional, até mesmo porque caso o Supremo Tribunal "viesse a refor­
má-lo, nem por isso desconstituiria o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
que o manteve, com trânsito em julgado, e por razões inclusive de ordem
constitucional", como sabiamente ponderou o eminente Ministro Sydney San­
ches, na condição de relator do primeiro precedente citado no despacho ora
agravado (RE 189.710, DJ, de 13.09.96 e Ementário nO 1.841-04).
Pode-se, nesse âmbito, o das causas que o Superior Tribunal de
Justiça julga sem serem de sua competência, identificar três grupos de ques­
tões:
1°9LY.QQ - em que o desate da lide depende de saber se a lei an­
terior à Constituição Federal de 1988 foi recepcionada ou revogada por ela.
Durante muito tempo, o Superior Tribunal de Justiça considerou
que o fenômeno da recepção, ou de sua contrapartida, o da revogação vertical
(pela Constituição em relação à lei), poderia ser examinado em recurso espe­
cial. Na controvertida questão de saber qual o momento do fato gerador do
Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação
de Serviços na importação de mercadorias, decidiu interativamente que, nesse
tópico, o Decreto-Lei nO 406, de 1968, fora recepcionado pela Constituição
Federal, não atribuindo validade ao que o Convênio ICMS nO 66, de 1988, dis­
pôs no particular. Até que o Supremo Tribunal Federal, reconhecendo sua
competência sobre o tema, decidiu o contrário.
2°9LY.QQ - em que o recurso especial alega que o julgado contrari­
ou norma legal que repete norma constitucional (fenômeno a que me referi no
EDREsp 71.964, SP, como hipótese de clone legal).
No Direito Privado são poucas as hipóteses que se assimilam,
pura e simplesmente, ao texto constitucional, v.g., aquelas que dizem respeito
ao direito de propriedade (Código Civil, art. 524), ao direito adquirido (Lei de
Introdução ao Código Civil, art. 6°, § 2°), entre outras.
No Direito Público, a situação é menos cômoda, porque há maté­
rias que a Constituição Federal disciplina detalhadamente e essa matriz é co­
piada pela legislação ordinária, incluindo-se aí em destaque o Imposto Sobre
Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços.
Em casos como este, a interposição simultânea do recurso especial e do re­
curso extraordinário duplica a discussão em sedes diferentes, uma só delas, o
Supremo Tribunal Federal, decidindo definitivamente a causa - e com essa
peculiar circunstância de que o recurso especial e o recurso extraordinário,
34 - Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999
faramente abordou a questão
ri. 202 da Carta Política".
I decisão proferida no recurso
rtTaordinário interposto contra
'emo Tribunal "viesse a refor­
Superior Tribunal de Justiça,
'r razões inclusive de ordem
linente Ministro Sydney San­
ente citado no despacho ora
IriO nO 1.841-04).
s que o Superior Tribunal de
entificar três grupos de ques­
epende de saber se a lei an­
lada ou revogada por ela.
ibunal de Justiça considerou
rtida, o da revogação vertical
!xaminado em recurso espe­
nomento do fato gerador do
de Mercadorias e Prestação
u interativamente que, nesse
epcionado pela Constituição
lio ICMS nO 66, de 1988, dis­
Federal, reconhecendo sua
alega que o julgado contrari­
enõmeno a que me referi no
I).
lipóteses que se assimilam,
aquelas que dizem respeito
ao direito adquirido (Lei de
ClS.
IS cômoda, porque há maté­
lamente e essa matriz é co­
I destaque o Imposto Sobre
s e Prestação de Serviços.
lo recurso especial e do re­
i diferentes, uma só delas, o
mte a causa - e com essa
e o recurso extraordinário,
então, versam sobre a mesma matéria à base de idênticas razões, que só dife­
rem na invocação das normas alegadamente contrariadas; num, textos de lei,
noutro, da Constituição Federal.
Aqui a situação é mais difícil porque nem o Superior Tribunal de
Justiça nem o Supremo Tribunal Federal tem posição unívoca a respeito.
A par de inúmeros julgados que examinam, por exemplo, a ques­
tão de direito adquirido, há no Superior Tribunal de Justiça outros que remetem
seu exame para o Supremo Tribunal Federal. No REsp 2.309, SP, Relator o
eminente Ministro Barros Monteiro, a Egrégia Quarta Turma decidiu: 'Tratando­
se de alegação atinente à ofensa de ato jurídico perfeito e do direito adquirido,
a questão é de natureza constitucional" (DJU, 18.02.91). No mesmo sentido, a
Egrégia 1
8
Turma no REsp 101.132, PRo de que foi Relator o eminente Ministro
Humberto Gomes de Barros (DJU, 26.05.97).
No Supremo Tribunal Federal a prática tem sido a de enfrentar
esse tipo de questão como se fosse constitucional. Todavia, há vozes dissi­
dentes. No Agravo Reg. em Agravo de Instrumento nO 195616-1, RS, Relator o
eminente Ministro Sydney Sanches, a Egrégia 1
8
Turma, reportando-se a deci­
são do eminente Ministro Celso de Mello, decidiu que, "embora a Constituição
mencione a garantia do direito adquirido, o conceito da expressão é regulado
pela Lei de Introdução. Não cabe, assim, recurso extraordinário, posto que a
alegada violação operaria por via reflexa" (STF - RDA 200/162, Ag. NO 135.632
- DJU, 03.04.98).
Na decisão referida, o eminente Ministro Celso de Mello transcre­
ve lição de Rubens Limongi França, o qual situou a questão nestes termos:
' ~ Constituição vigente determina simplesmente o respeito ao di­
reito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. Não apresenta, como
se deu com a Lei de Introdução ao Código Civil, bem assim a Lei nO 3.238, de
1957, uma definição de Direito Adquirido. De onde a questão: o conceito de
Direito Adquirido constitui matéria constitucional ou de caráter ordinário ?" (Di­
reito Intertemporal Brasileiro, p. 4031404, 2
a
ed., 1968, RT) - RDA n. 200, p.
164.
' ~ compreensão dessa questão jurídica" - concluiu, então, o emi­
nente Ministro Celso de Mello - "situa-se, pois, em nosso sistema de direito
positivo, em sede meramente legislativa. Sendo assim, e tendo-se presente o
contexto normativo que vigora no Brasil, é na lei, e nesta somente - enquanto
sedes materiaes que é do tema ora em análise - que repousa o delineamento
dos requisitos concernentes à caracterização do exato significado da expres­
são direito adquirido.
É ao legislador comum, portanto - sempre a partir de uma livre op­
ção doutrinária feita entre as diversas correntes teóricas que buscam determi­
aiva, v.lI, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 35
nar O sentido conceitual desse instituto - que compete definir os elementos
essenciais à configuração do perfil e da noção mesma do direito adquirido.
É de ter presente, por isso mesmo - e tal como enfatiza o magisté­
rio doutrinário (Caio Mário da Silva Pereira, "Instituições de Direito Civil", vol.
1/129-156, 5
8
ed.l3
8
tir., 1980, Forense; Vicente Ráo, "Direito e a Vida dos Di­
reitos", vol. I, tomo 1//440-441, nota nO 305, 1952, Max Limonad) - a ampla dis­
cussão que, travada entre os adeptos da teoria subjetiva e os seguidores da
teoria objetiva, muito influenciou o legislador ordinário brasileiro, em momentos
sucessivos, na elaboração da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), pois,
como se sabe a LICC de 1916 (que entrou em vigor em 1917) consagrou em
seu texto a doutrina sustentada pelos subjetivistas (art. 30), enquanto a LICC
de 1942 prestigiou a teoria fonnulada pelos objetivistas (art. 50), muito embora
o legislador, com a edição da Lei nO 3.328/57, que alterou a redação do art. 50
da LlCC/42 houvesse retomado os cânones inspiradores da fonnulação doutri­
nária de índole subjetivista que prevaleceu, sob a égide dos princípios tradicio­
nais, na vigência da primeira Lei de Introdução ao Código (1916).
Essa circunstância basta para evidenciar, a partir de dados con­
cretos de nossa experiência jurídica, que a positivação do conceito nonnativo
de direito adquirido, ainda que suscetível de ser veiculado em sede constituci­
onal, submete-se, no entanto, de lege lata, ao plano estrito da atividade legis­
lativa comum.
Desse modo, e ainda que a proteção ao direito adquirido assuma
estatura constitucional - consagrada que se acha em nonna de sobredireito
que disciplina os conflitos de leis no tempo (CF, art. 5°, XXXVI) - é irrecusável
que a definição dos essentialia que compõem o próprio núcleo conceitual de
direito adquirido subsume-se, no delineamento de seus aspectos materiais e
estruturais, ao exclusivo domínio nonnativo da lei comum.
Sendo assim, cumpre enfatizar que, no plano da dogmática juridica
brasileira pertinente ao conflito intertemporal de leis, a noção de direito adquirido
sempre emergirá, no processo de reconhecimento de sua configuração conceitual,
da análise, prévia e necessária, do preceito inscrito no art. SO, § 20, da LlCC/42,
que encerra, em seu conteúdo material, a própria definição do instituto em causa.
Conclui-se, portanto, que a alegada vulneração ao texto constitu­
cional, acaso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua consta­
tação reclamaria - para que se configurasse - a fonnulação de juízo prévio de
legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem me­
ramente legal (LlCC/42, art. 50, § 20 RDA nO 200, p.164/165).
Nas causas situadas nesse grupo, ocorre fenômeno inverso
àquele acima referido (o da cumulação do recurso especial e do recurso extra­
ordinário), e as partes correm o risco de não ter instância extraordinária, o Su­
36 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, D. 1, P. 1-98, JaDJJuL 1999
I
mpete definir os elementos
:ma do direito adquirido.
tal como enfatiza o magisté­
úições de Direito vol.
io, "Direito e a Vida dos Di­
Limonad) - a ampla dis­
ubjetiva e os seguidores da
irio brasileiro, em momentos
o Código Civil (LICC), pois,
,or em 1917) consagrou em
(art. 30), enquanto a LICC
istas (art. 6"), muito embora
alterou a redação do art. 6"
rdores da formulação doutri­
dos princípios tradicio­
(1916).
eiar, a partir de dados con­
ação do conceito normativo
em sede constituci­
'lO estrito da atividade legis­
ao direito adquirido assuma
! em norma de sobredireito
1. 5°, XXXVI) - é irrecusável
>róprio núcleo conceitual de
, seus aspectos materiais e
'Jmum.
plano da dogmática juridica
a noção de direito adquirido
sua configuração conceitual,
no art. SO, § 2", da LlCC/42,
rJição do instituto em causa.
ulneração ao texto constitu­
rtexa, eis que a sua consta­
rmulação de juízo prévio de
, dispositivos de ordem me­
1641165).
ocorre fenômeno inverso
especial e do recurso extra­
•tância extraordinária, o Su­
premo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, negando-se a exami­
ná-Ias.
3° 9.!1!.QQ - em que se alega incompatibilidade entre leis ordinárias
(federais, estaduais ou municipais) e nonnas gerais de direito tributário esta­
belecidas por lei complementar ou pelo Código Tributário Nacional, que é uma
lei ordinária com força de lei complementar.
Como se resolve a eventual incompatibilidade de lei ordinária (fe­
deral, estadual ou municipal) com uma ou mais nonnas gerais de Direito Tri­
butário?
Talvez o Tribunal que tenha debatido mais exaustivamente a
questão tenha sido o Tribunal Federal de Recursos no julgamento da Argüição
de Inconstitucionalidade na AMS nO 89.825, RS (RTFR nO 129, p. 335/367).
Seguindo a doutrina mais moderna, o Relator, Ministro Carlos Má­
rio Velloso, defendeu o ponto de vista de que a lei ordinária, nesse caso, é
inconstitucional porque usurpa competência que a Constituição reservou para
a lei complementar.
Votos vencidos, no entanto, sustentaram que se tratava de conflito
que se resolvia pela prevalência da lei complementar, porque a lei ordinária
não contrariava diretamente a Constituição Federal.
Na ocasião, disse o Ministro Bueno de Souza:
"À luz da orientação propugnada, até mesmo a sentença do juiz
absolutamente incompetente seria, afinal de contas, inconstitucional ... (e, afi­
naI, não deixa de ser, em tão amplos termos" (p. 350).
Já o Ministro Sebastião Reis aditou:
"... reportando-me aos subsídios trazidos pelo Ministro Bueno de
Souza, embora, em princípio, todo conflito entre leis de hierarquia normativa
diferente encerre uma infração ou ilegitimidade constitucional, o certo é que, no
direito positivo brasileiro, concessa venia, só há de falar-se em controvérsia
constitucional, quando a colisão da Lei menor com a Lei Magna se instaura
direta e imediatamente, interpretação restritiva que se impõe, principalmente
quando se consídera nas cautelas constitucionais em tomo da decretação do
vício máximo e a tradição da nossa jurisprudência e doutrina no sentido de
evitar-se o confronto com a Constituição, quando a discrepância pode ser diri­
mida num cotejo de normas infra-constitucionais" (p. 351).
O Supremo Tribunal Federal manteve o julgado no RE 101.084, PR,
ReI. Min. Moreira Alves, RTJ nO 122, p. 394/398). De lá para cá nunca mais alterou
tal entendimento, que é, portanto, anterior à Constituição Federal de 1988.
livl, v.11, 0.1, p. 1-98, JaoJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 - 37
No julgamento do RE 172.058-1, SC (DJU, 13.10.95), talvez na
ocasião em que mais recentemente o Supremo Tribunal Federal enfrentou a
questão, o Ministro Marco Aurélio assim se manifestou a respeito:
"Neste recurso extraordinário, a União, alicerçada em ensina­
mento de José Afonso da Silva e olvidando conflito de maior envergadura,
sustenta que a espécie resolve-se no campo da ilegalidade - denominada pelo
ilustre Professor como "ilegitimidade constitucional". A norma do art. 35 da Lei
nO 7.713/88 teria implicado, quando muito, ou seja, diante das premissas do
acórdão atacado, a incompatibilidade com o artigo 43 do Código Tributário
Nacional" ... "O caso resolve-se não sob o ângulo da harmonia ou conflito do
citado artigo 35 com o artigo 43 do Código Tributário Nacional, mas em face á
regra inafastável da alínea "a" do inciso 111 do artigo 146 da Carta Política, se­
gundo a qual cabe à lei complementar a definição de tributos e espécies, bem
como em relação aos impostos discriminados na própria Constituição, a dos
respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes. Não vinga, as­
sim, o que articulado pela União, muito embora formalizado a partir de lição, a
toda evidência inadequada à espécie, do inigualável José Afonso da Silva".
À época em que essa jurisprudência se formou, isto é, antes da
Constituição Federal de 1988, decidir que a matéria encerrava inconstituciona­
lidade, e não ilegalidade, só tinha reflexos nos tribunais locais, que para reco­
nhecer o conflito entre as normas estavam sujeitos ao princípio da reserva do
Plenário, previsto no artigo 97 da Constituição Federal, a cujo teor só a maioria
dos membros do Tribunal ou do Órgão Especial, onde houver, pode declarar a
inconstitucionalidade de lei.
Agora, essa jurisprudência passou a definir o recurso cabível, se o
extraordinário ou o especial, e por via de conseqüência qual o Tribunal com­
petente, o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça. E atri­
bui ao Superior Tribunal de Justiça um papel muito pequeno em matéria tribu­
tária.
Inicialmente, o Superior Tribunal de Justiça não compreendeu ou
preferiu ignorar o significado dessa jurisprudência, constando do seu acervo
dezenas de casos diferentes em que a questão estava centrada exclusiva­
mente na compatibilidade ou incompatibilidade entre leis ordinárias (federais,
estaduais ou municipais) e normas gerais de direito tributário integradas no
Código Tributário Nacional. Algumas decisões foram confirmadas pelo Supre­
mo Tribunal Federal, outras não - em ambos os casos evidenciada a impropri­
edade do recurso especial e a incompetência do Superior Tribunal de Justiça.
Tudo porque, então, seu julgamento não foi de última instância, mas de uma
terceira instância não prevista no texto básico.
Atualmente, o sintoma de que estão funcionando mal, porque não
estão decidindo em última instância, já foi percebido pelas Turmas de Direito
38 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
; (DJU, 13.10.95), talvez na
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>uperior Tribunal de Justiça.
Uma instância, mas de uma
Incionando mal, porque não
do pelas Turmas de Direito
Público (a 1
a
e a 2
a
) - com reações diversas. A 1
a
Turma tem sido casuísta;
deixa de conhecer dos recursos especiais, tão logo a matéria neles versada
tenha sido decidida em recurso extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal.
Já a 2
a
Turma tem procurado se orientar pelos princípios; constatando que a
matéria é de natureza constitucional, não conhece do recurso especial, tenha
ou não sido objeto de decisão no Supremo Tribunal Federal.
Bem por isso, a 2
a
Turma nunca examinou, por exemplo, a
questão de saber se o artigo 3°, inciso I, da Lei nO 8.200, de 1991, é compatível
com o artigo 43 do Código Tributário Nacional, enquanto aquela tem decidido a
matéria, que já está em curso de julgamento no Supremo Tribunal Federal se
pronuncie (RE 201.465-6, MG, ReI. Min. Marco Aurélio). Por um ou por outro
caminho, fica claro que, mantida a orientação do Supremo Tribunal Federal, o
Superior Tribunal de Justiça, com maior ou menor prazo, não conhecerá de
recursos especiais em que se discuta a compatibilidade de leis ordinárias com
normas gerais de direito tributário.
Nem todos os artigos do Código Tributário Nacional encerram
normas gerais de Direito Tributário, e mesmo algumas normas gerais de Direito
Tributário são aplicadas pelo juiz, sem o contraste com as leis ordinárias (v.g.,
arts. 108 e 109), de modo que, nesses casos, o respectivo exame se dá em
recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. Mas a tendência é, realmen­
te, a de que a aplicação das normas gerais de Direito Tributário, nisso se sub­
sumindo grande parte do Código Tributário Nacional, seja decidida em recurso
extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal.
O Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, já não conhece de
recursos especiais em que se discute se a Taxa de Limpeza Pública do Muni­
cípio de São Paulo (Lei Municipal nO 11.152, de 1991) atende aos requisitos de
especificidade e divisibilidade previstos no artigo 77 do Código Tributário Naci­
onal.
O efeito maior de tudo isso será o agravamento da crise por que
passa o Supremo Tribunal Federal, às voltas com uma quantidade invencível
de trabalho. De certo modo, um efeito que ao menos depois da Constituição
Federal de 1988 ele poderia ter evitado se aplicasse à hipótese o critério que
segue nas demais, isto é, o de que o recurso extraordinário só é cabível por
ofensa direta à Constituição. Enquanto nos casos apontados a ofensa só é
percebida após o confronto da lei ordinária com a lei complementar. Sem des­
merecer a jurisprudência assentada ainda na vigência da Constituição Federal
de 1988, fundada em doutrina da melhor qualidade, talvez fosse o caso, no
novo regime, de fazer uma distinção irrelevante no anterior, entre questão
constitucional e questão constitucional sujeita a recurso extraordinário; o con­
flito entre lei ordinária e lei complementar não seria, então, uma questão cons­
titucional sujeita a recurso extraordinário.
liva, v.H, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 39
A incompatibilidade de uma lei ordinária com uma lei comple­
mentar seria uma questão constitucional para os efeitos do artigo 97 da Cons­
tituição Federal, isto é, o juízo de inconstitucionalidade da lei ordinária só pode­
ria ser pronunciado pela maioria do Tribunal ou de seu Órgão Especial, mas
não seria uma questão constitucional para os efeitos do recurso extraordinário,
porque, nesse caso, a lesão à Constituição Federal seria indireta.
40 - Informativo Jurídico da Bibüoteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, n. 1. p. 1-98, JanJJuL 1999
r'lária com uma lei compie­
!feitos do artigo 97 da Cons­
ade da lei ordinária só pode­
le seu Órgão Especial, mas
os do recurso extraordinário,
I seria indireta.
REFORMA ADMINISTRATIVA: A EMENDA N°19/98(*)
Carlos Alberto Menezes Direito
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
Professor Titular da PUC/RJ.
Como todos sabemos, o nosso país tem sido receptivo a uma alta
rotatividade constitucional. Isso pode ser examinado pelo lado positivo, ou seja,
a preocupação de impor sempre limites, muitas vezes amplíssimos, ao poder
do Estado, e pelo lado negativo, ou seja, pela falta de sedimentação cultural do
valor da Constituição, a lembrar Lassalle na sua conhecida equiparação a
uma folha de papel, frágil na medida mesma da identificação dos fatores reais
de poder.
Nós vivemos, desde os primeiros tempos republicanos, sob a in­
fluência dos constituintes americanos, um regime de constituição racional­
nOmr'lativa, para utilizamr'los uma velha, mas importante, tipologia fOmr'lulada por
Garcia-Pelayo. Esse tipo constitucional, que reserva a um corpo representati­
vo a elaboração da Constituição, de uma só vez, em documento escrito, guar­
da muitas vantagens e, também, não poucos inconvenientes. A vantagem mai­
or, sem dúvida, é a explicitação de um patamar legal superior, que impõe uma
hierarquia controlada pela disciplina constitucional. Todas as leis subordinam­
se à Constituição, com o que o controle da constitucionalidade das leis, a partir
da supremacia da Constituição, é a marca mais forte. O inconveniente visível é
o agasalho da Constituição para matérias que, absolutamente, nada têm a ver
com a organização do Estado, com a disciplina dos poderes do Estado, daí
resultando uma freqüente exaustão da Constituição, a exigir mudanças rotinei­
ras para adaptar as matérias alçadas ao patamar constitucional ao padrão
atualizado de exigências da sociedade.
Há, ainda, um aspecto que merece destacado no rol dos inconve­
nientes, assim aquele da mediocrização das matérias constitucionais, a partir
da falta de uma cultura da cidadania. De fato, em nosso país, lamentavelmen­
te, pretende-se resolver o problema moral da sociedade por intemr'lédio do
direito positivo. O sistema legal serve para criar freios contra manobras desti­
(*) Conferência pronunciada no Congresso de Direito Constitucional organizado pela Universi­
dade Estácio de Sá e realizado na EMERJ, em 02.09.98.
raiva, v.U, n. I, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. li, n. I, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 41
nadas a lesar o Estado, para burocratizar a administração pública com o intuito
de impedir os administradores de fraudar o erário, para inibir comportamentos
escusos. Mas, também, serve para guiar interesses de determinados grupos
ou categorias profissionais, sempre atuantes na elaboração legislativa.
O cenário, como é evidente, alcança a Constituição, á medida que
as leis ordinárias, muitas vezes, são elaboradas ao sabor de pressões vigoro­
sas capazes de influenciar o legislador ordinário, como acontece em todas as
partes do mundo.
Ocorre que, com isso, fica esquecida uma indagação fundamental,
qual seja aquela sobre que tipo de Estado desejamos para reger a nossa vida.
Não é bom esquecer que nós, muito rapidamente, passamos de um modelo de
alto teor de intervenção estatal para outro menos intervencionista, ainda que
estejam preservados, do ponto de vista legal, muitos mecanismos de interven­
ção. Veja-se o segmento econômico que vive momento de amplas possibilida­
des de importação, vivificando o mundo globalizado que tanto se propala, mas,
ainda, subordinado a controles severos que, de uma hora para outra, podem
alterar o quadro logístico e impor novo fechamento.
Sem dúvida alguma, não é mais possível construir o Estado na
sua dimensão econômica e empresarial, na qual os mecanismos disponíveis
estão concentrados em corporações poderosas. Essas corporações envolve­
ram o aparelho do Estado de tal maneira que passaram a representar o seu
perfil mais significativo, com uma exuberante prosperidade diante da pobreza
da dimensão social. Veja-se, somente a título de exemplo, as empresas esta­
tais e seus funcionários técnicos, com suas empresas de previdência privada
dispondo de rico patrimônio, e os nossos hospitais e escolas, com a baixíssima
remuneração de médicos e professores, em uma sociedade que ainda tem
analfabetos e doenças endêmicas que perduram até mesmo nos grandes cen­
tros urbanos, sem falar nos enormes espaços da Amazônia e do Nordeste.
Essa radiografia simples já demonstra que o nosso Estado requer urgente mu­
dança qualitativa, voltada para o fortalecimento da cidadania, o que quer dizer,
concretamente, voltada para a satisfação dos interesses básicos da população.
É claro que o rigoroso controle do processo inflacionário teve re­
percussão extremamente positiva, com uma inaugural distribuição da riqueza
nacional em favor dos estratos que vivem de rendimentos fixos ou salários,
aliviando a gula especulativa, própria de uma economia de mercado globaliza­
da, que interliga as crises em qualquer ponto do planeta.
Todavia, o que a reforma do Estado deve buscar é, exatamente,
uma linha que, assim como foi preservada a moeda pelo controle da inflação,
eleja a dimensão social como ponto fundamental para a presença do Estado
na sociedade. Entre uma rica empresa de previdência privada estatal e um
hospital ou uma pequenina escola primária, esta última deve ser considerada,
42 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.n, D. 1, p. 1-98. JanJJuL 1999
listração pública com o intuito
>, para inibir comportamentos
iSeS de determinados grupos
laboração legislativa.
a Constituição, à medida que
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como acontece em todas as
uma indagação fundamental,
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Essas corporações envolve-
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Iresas de previdência privada
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la sociedade que ainda tem
até mesmo nos grandes cen­
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deve buscar é, exatamente,
lda pelo controle da inflação,
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dência privada estatal e um
última deve ser considerada,
raiva, v.lI, D. 1, P. 1-98, JanJJull999
efetivamente, o objeto da ação estatal. Nesse sentido, busca-se uma adminis­
tração pública eficiente, com a prestação de serviços públicos essenciais com
qualidade. Já o Código de Defesa do Consumidor inclui como direito básico a
"adequada e eficaz prestação de serviços públicos em geral" (art. 6°, X).
A reforma administrativa, que é objeto de nossos trabalhos hoje,
deve ser examinada com essa perspectiva.
Como sabemos, a reforma administrativa começou com uma pro­
posta de emenda do Poder Executivo. E o relator da reforma, na Câmara dos
Deputados, o Sr. Deputado Moreira Franco. recordou em seu relatório que o
Brasil teve a sua primeira reforma administrativa com o Presidente Getúlio
Vargas, que padronizou a administração de material, introduziu a concepção
de orçamento como plano de administração e mudou a administração de pes­
soal, criando o famoso DASP, com a finalidade de fomentar critérios de recru­
tamento e aprimoramento do pessoal. No Governo do Presidente Castello
Branco, elaborou-se uma nova reforma da administração pública, tendo como
eixo o Decreto-lei nO 200/67.
Desta feita, a reforma alcançou, basicamente, o Capítulo VII da
Constituição Federal, alterando, fundamentalmente, os princípios gerais da
administração pública, com a preocupação de expurgar do texto limitações que
seriam inadequadas para agilizar a máquina do Estado e melhorar a qualidade
dos serviços prestados.
Diante do tempo disponível, vamos repassar, apenas, alguns
pontos mais expressivos da reforma administrativa, já em vigor com a promul­
gação da Emenda Constitucional nO. 19, de 1988.
O primeiro ponto que merece destacado e que reputo de grande
alcance é a introdução de comando para a elaboração de uma lei para discipli­
nar as formas de participação do usuário na administração pública direta e
indireta, regulando especialmente: I - as reclamações relativas à prestação
dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualida­
de dos serviços; li - o acesso dos usuários a registros administrativos e a in­
formações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5°, X e XXXIII;
111 - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de
cargo, emprego ou função na administração pública.
Na minha avaliação, este comando constitucional pode ter um
efeito tão poderoso quanto o Código de Defesa do Consumidor. Na verdade,
trata-se de elaborar uma Lei de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos.
Como todos sabemos, o Código de Defesa do Consumidor alcançou uma tal
dimensão que hoje, na lição de mestres como Ruy Rosado de Aguiar e Sérgio
Cavalieri, a sua presença social é mais importante do que a do próprio Código
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 43
44
Civil. E isso porque cuida diretamente de direitos da cidadania, tão pouco valo­
rizados, até a edição do Código, no que se refere ao povo consumidor. Ora, o
que se poderá dizer de uma lei garantindo ao usuário do serviço público direito
de representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego
ou função na administração pública? É evidente que está nas mãos do Con­
gresso Nacional uma responsabilidade maior, à medida que a Constituição
criou um mecanismo de controle da qualidade do serviço público. E o Con­
gresso Nacional dispõe do prazo de cento e vinte dias para elaborar a lei de
defesa do usuário de serviços públicos, a teor do art. 27 da Emenda.
O segundo ponto a ser destacado diz com a controvertida discipli­
na da estabilidade, regulada no art. 41. A reforma administrativa não destruiu a
estabilidade, como muito se alardeou, sem a devida leitura do texto reformado.
O que a reforma incorporou foi a possibilidade da perda do cargo em circuns­
tâncias muito especiais, ademais da sentença judicial transitada em julgado e
do processo administrativo em que seja assegurada ampla defesa, já cons­
tantes da anterior redação.
Primeiro, submeteu a aquisição da estabilidade a uma condição,
assim a obrigatória avaliação especial de desempenho por comissão instituída
para essa finalidade, considerando não mais o prazo de dois anos, mas, sim, o
prazo de três anos. O servidor, agora, aprovado em concurso público, não
mais torna-se estável por inércia. Depende da avaliação obrigatória do seu
desempenho. Isto significa, a meu juízo, que o simples decurso do tempo não
basta para que o servidor adquira a estabilidade. E assim me parece porque o
texto determina que a condição para a aquisição da estabilidade, ademais do
prazo de três anos, é a avaliação especial de desempenho na forma do § 4° do
art. 41.
Segundo, lei complementar estabelecerá o mecanismo de avalia­
ção periódica de desempenho do servidor, com o que, uma vez promulgada a
lei complementar, o servidor poderá, se não mantiver um desempenho satis­
fatório, perder o seu cargo. Como é fácil verificar, esse ditame da Constituição
casa-se com aqueloutro sobre a representação do usuário contra o exercício
negligente ou abusivo de cargo pelo servidor. Está aí posto um freio contra a
má qualidade dos serviços prestados pelo Estado.
Terceiro, impôs a reforma um rigoroso controle da despesa públi­
ca com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados e dos Municípios, que
não poderá ser superior a limites fixados em lei complementar. Assim, autori­
zou o novo texto, desobedecido o limite legislado, desde logo, a suspensão de
todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios e, ainda, estabeleceu uma linha de providências para
o cumprimento do limite antes referido, assim a redução em pelo menos vinte
por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e a
• Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.lt, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
ja cidadania, tão pouco valo­
, ao povo consumidor. Ora, o
ário do serviço público direito
J abusivo de cargo, emprego
que está nas mãos do Con­
medida que a Constituição
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e dias para elaborar a lei de
Irt. 27 da Emenda.
: com a controvertida discipli­
administrativa não destruiu a
ja leitura do texto refonnado.
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Iicial transitada em julgado e
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lStabilidade a uma condição,
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::erá o mecanismo de avalia­
que, uma vez promulgada a
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esse ditame da Constituição
lo usuário contra o exercício
á aí posto um freio contra a
o controle da despesa públi­
lados e dos Municípios, que
omplementar. Assim, autori­
desde logo, a suspensão de
ais aos Estados, ao Distrito
la linha de providências para
!dução em pelo menos vinte
demissão de servidores não estáveis. Se, contudo, tais medidas não forem
suficientes para assegurar o cumprimento da detenninação legal, o servidor
estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um
dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administra­
tiva objeto da redução de pessoal, como prescrito no § 4° do art. 169, assegu­
rando, no § 5°, indenização correspondente a um mês de remuneração por
ano de serviço, dispondo a lei federal ordinária sobre a aplicação do mecanis­
mo de redução de pessoal com a demissão de servidores estáveis. E, igual­
mente, estabeleceu que o cargo objeto da redução será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou as­
semelhadas pelo prazo de quatro anos.
A Emenda incluiu um novo artigo na Constituição, o art. 247, co­
mandando que as leis (inciso 111 do § 1° do art. 41 e § 7° do art. 169) sobre a
demissão de servidores estáveis, estabelecerão critérios e garantias especiais
para a perda do cargo pelo servidor público que, em decorrência de seu cargo
efetivo, desenvolva atividades exclusivas de Estado. Com isso criou uma nova
categoria de servidores públicos, que, certamente, provocará desdobramen­
tos.
O terceiro ponto a ressaltar diz respeito ao sistema de remunera­
ção do serviço público. Tenha-se presente que há uma enorme disparidade
nesse aspecto. Assim com o mercado de trabalho assim entre os poderes do
Estado, com teratológicas distorções remuneratórias. A regra básica é a do art.
37, XI, que dispôs que fia remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,
funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacio­
nal, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
qualquer natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos
Ministros do Supremo Tribunal Federal'.
Esta redação tão ampliada e tão minuciosa tem por objetivo evitar
qualquer interpretação que permita a ultrapassagem do teto, como ocorreu
com a anterior redação do mesmo inciso XI, malgrado minha irresignação nos
diversos votos que proferi quando Desembargador do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio de Janeiro.
O que o texto revela é que o teto não pode ser ultrapassado sob
nenhum pretexto, com isso vedando situações constrangedoras, como salários
altíssimos em decorrência de incorporações criadas por lei, ou outros benefíci­
os gerados pela imaginação criadora do legislador e pela interpretação cons­
trutiva dos juízes. Chegou-se ao absurdo de reconhecer remuneração fora de
qualquer padrão hierárquico, com um contracheque cheio de penduricalhos,
, e funções de confiança e a
liva, v.11, Do 1, P. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 4S
tomando, até mesmo, impossível qualquer forma de controle. Esse fato, não
raro, gerou injustiças terrificantes. Enquanto um número limitado de servidores
era beneficiado com remuneração astronômica, alcançando patamares as­
sustadores para o serviço público, a pretexto da incorporação de vantagens
totalmente sem sentido e sem base na realidade social brasileira.
o novo texto, na minha compreensão, elimina tal risco e impõe
uma imediata correção, não tendo valia alguma a alegação de direito adquirido
contra o comando constitucional do teto, mesmo em se tratando do exercício
do poder constituinte derivado, que, ainda, teve o cuidado de repetir a regra do
constituinte originário, no art. 29, determinando que os "subsídios, vencimen­
tos, remuneração, proventos da aposentadoria e pensões e quaisquer outras
espécies remuneratórias adequar-se-ão, a partir da promulgação desta emen­
da, aos limites decorrentes da Constituição Federal, não se admitindo a per­
cepção de excesso a qualquer título". Da mesma maneira que considerou irre­
dutíveis o subsídio e os vencimentos, ressalvado também o teto. O que o
constituinte derivado deixou induvidoso foi a redutibilidade dos subsídios e os
vencimentos se acima do teto previsto no art. 37, XI.
A reforma, de igual modo, abriu a possibilidade de percepção de
uma forma de remuneração, que denominou subsídio, previsto no § 4° do art.
39, obrigatório para o "membro de poder, o detentor de mandato eletivo, os
Ministros de Estado e os Secretários estaduais e municipais". O subsídio é
"fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer adicional, abono,
prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória", tudo subor­
dinado ao teto. Com isso, acaba-se com a mentira remuneratória, mediante a
qual, hoje, um parlamentar ou um juiz percebem importância irrisória como
vencimento, ao qual são acrescidas parcelas infinitas que levam a uma remu­
neração final bem maior. O que essa regra alcança é a transparência no sis­
tema remuneratório dos membros de Poder e detentores de mandato eletivo,
ademais de categoria determinada de ocupantes de cargos estatais. Esse sis­
tema atinge, também, os membros do Ministério Público, na forma do art. 128,
§ 5°, I, c), e os integrantes da Advocacia-Geral da União e da Defensoria PÚ­
blica. Atinge, ainda, os Prefeitos e Vice-Prefeitos e os Governadores e os res­
pectivos vices (art. 28, § 2°e 29, V). E a Emenda permitiu que essa modalida­
de seja aplicada aos servidores públicos organizados em carreira, como capi­
tulado no § 8°do art. 39.
Da mesma forma, a Emenda nO 19/98 criou uma severa restrição
ao exigir que a remuneração e o subsídio somente poderão ser fixados ou
alterados por lei específica, resguardada a iniciativa privativa em cada caso.
Essa regra impede o velho hábito de ampliar a remuneração sem lei, por atos
internos dos Poderes, ou por mera interpretação.
46 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.U, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
I de controle. Esse fato, não
úmero limitado de servidores
alcançando patamares as­
I incorporação de vantagens
ceiaI brasileira.
io, elimina tal risco e impõe
alegação de direito adquirido
em se tratando do exercício
cuidado de repetir a regra do
ue os "subsídios, vencimen­
pensões e quaisquer outras
ta promulgação desta emen­
'ral, não se admitindo a per­
maneira que considerou irre­
lo também o teto. O que o
tibilidade dos subsídios e os
(I.
Issibilidade de percepção de
•ídio, previsto no § 4° do art.
,ntor de mandato eletivo, os
e municipais". O subsídio é
~ qualquer adicional, abono,
, remuneratória", tudo subor­
a remuneratória, mediante a
n importância irrisória como
litaS que levam a uma remu­
ça é a transparência no sis­
tentores de mandato eletivo,
de cargos estatais. Esse sis­
lúblico, na forma do art. 128,
~ União e da Defensoria PÚ­
e os Governadores e os res­
permitiu que essa modalida­
dos em carreira, como capi-
Bcriou uma severa restrição
inte poderão ser fixados ou
:Na privativa em cada caso.
muneração sem lei, por atos
..iva, v.11, o. 1, p. 1-98. JanJJuL 1999
A iniciativa da lei para a fixação do teto, ou seja, para a fixação
dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, é conjunta dos Pre­
sidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do
Supremo Tribunal Federal (art. 48, XV). Há, portanto, uma solidariedade dos
Poderes do Estado na fixação do teto.
Uma questão que vai surgir é sobre a regra do § 5° do art. 39, que
autoriza Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a es­
tabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores,
sempre obedecido o teto do inciso XI. Aos Tribunais caberá decidir se será
possível impor um teto inferior àquele fixado no inciso XI para os servidores
públicos.
Um aspecto importante é a nova redação do art. 39 prescrevendo
a criação de um conselho de poHtica de administração e remuneração de pes­
soal. Com a nova redação a fixação dos padrões de vencimento e dos demais
componentes do sistema remuneratório observará a natureza, o grau de res­
ponsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira, os
requisitos para a investidura e as peculiaridades dos cargos, com isso propici­
ando um grande avanço para romper com o velho sistema, sempre apoiado,
em benefícios corporativos ou em padrão inadequado para o tipo de cargo.
Por fim, a Emenda incluiu na Constituição regra que obriga os Po­
deres Executivo, Legislativo e Judiciário a publicar anualmente os valores do
subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. Desse modo, a
sociedade ficará conhecendo com toda claridade, o quanto percebeu os mem­
bros dos Poderes do Estado e os funcionários públicos.
O quarto ponto refere-se a uma possível autonomia gerencial, or­
çamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indi­
reta, que "poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus
administradores e o poder público", tendo por objeto a estipulação de metas de
desempenho, cabendo à lei ordinária dispor sobre o prazo de duração do con­
trato, os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações
e responsabilidades dos dirigentes, remuneração do pessoal. É uma alternativa
possível para melhorar a prestação de serviços pelo Estado, à medida que
impõe padrão de desempenho com responsabilidade pessoal dos dirigentes,
os quais firmarão tal contrato com o próprio Estado. Mas, sem dúvida, pode
beneficiar, por exemplo, hospitais e escolas, muitas vezes prejudicadas pelo
excesso de controles da burocracia com reflexos na qualidade do serviço.
O quinto ponto é sobre o chamado estatuto jurídico da empresa
pública. Primeiro, no art. 37, § 9°, ficou estabelecido que o teto "aplica-se às
empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias,
que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em gera!' .
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999 - 47
Mas, na nova redação do art. 173, o § 1
0
configurou de modo especial as em­
presas "que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de
bens ou de prestação de serviços", devendo a lei ordinária dispor, nestes ca­
sos, sobre sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela soci­
edade, a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive
quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários, a
licitação e contratação de obras, serviços, compras, alienações, observados os
princípios da administração pública, a constituição e o funcionamento dos con­
selhos de administração e fiscal, com a participação dos acionistas minoritários
e sobre os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos
administradores. Criou a Emenda, portanto, um cenário para estas empresas,
regulado por lei especial, que pode alcançar limites bem amplos. Pode ser um
bom caminho, melhor do que a atual indisciplina, tudo a depender do legislador
ordinário.
Finalmente, um ponto que seria útil destacar é o que se refere ao
regjme de concurso público para a investidura em cargo ou emprego público. A
nova disciplina constitucional manteve a exigência do concurso, abrindo, po­
rém, um espaço para que o concurso público tenha em consideração "a natu­
reza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em ler . Com
isso, a lei poderá encontrar mecanismos diferenciados para cada categoria,
evitando critério uniforme, que, sob todos os ângulos, não é recomendável.
Estão postos alguns aspectos que me pareceram merecer relevo,
nas inovações trazidas pela Emenda nO 19/98.
De todos os modos, a questão maior é a de saber se a disciplina
vai ter conseqüência efetiva. Por exemplo, se as leis previstas vão ser elabo­
radas, a começar por aquela, fundamental, fixando o novo teto e aqueloutra
sobre a possibilidade de perda do cargo em função do desempenho e da ne­
cessidade de ser obedecido o limite com as despesas de pessoal.
Na minha compreensão, a reforma pode não ter sido a ideal, mas,
sem sombra de dúvidas, ela representa um grande avanço, talvez o maior, nos
últimos tempos, para disciplinar atividade do Estado, com base na qualidade
do serviço prestado e com uma efetiva participação do usuário. É, repito, um
avanço em um pais acostumado, por longo tempo, a uma burocracia que se
satisfaz com as dificuldades a um direito positivo prolixo e impiedoso com os
direitos do cidadão. Que a aragem iniciada com o Código de Defesa do Con­
sumidor prossiga com a regulamentação infraconstitucional da reforma admi­
nistrativa.
A esperança de todos é que o Estado não seja destruido pela
incompetência dos gestores da coisa pública. Queremos neste fim de século
que o Estado seja mais social e menos econômico, que o professor e o médico
tenham mais prestigio na sociedade e na hierarquia dos servidores do Estado,
48 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.H, D. 1, P. 1-98, Jan./JuL 1999
)u de modo especial as em­
'uçáo ou comercialização de
ordinária dispor, nestes ca­
:ão pelo Estado e pela soci­
mpresas privadas, inclusive
trabalhistas e tributários, a
, alienações, observados os
e o funcionamento dos con­
o dos acionistas minoritários
o e a responsabilidade dos
para estas empresas,
i bem amplos. Pode ser um
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:argo ou emprego público. A
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:iados para cada categoria,
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! pareceram merecer relevo,
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leis previstas vão ser elabo­
lo o novo teto e aqueloutra
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.as de pessoal.
:te não ter sido a ideal, mas,
avanço, talvez o maior, nos
do, com base na qualidade
ío do usuário. É, repito, um
>, a uma burocracia que se
prolixo e impiedoso com os
Código de Defesa do Con­
;titucional da reforma admi-
Ido não seja destruído pela
neste fim de século
que o professor e o médico
a dos servidores do Estado,
com isso significando que o Estado, finalmente, se reencontra com o seu
destino, isto é, servir ao povo nas atividades essenciais para que cada
brasileiro possa realizar a plenitude de sua natureza na sociedade em que
vive.
liva, v.n, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
Infonnativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. n, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 49
S O ~ A I '
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004 - BARONI, Robison. Cartilha de ética profissional do advogado:
perguntas e respostas sobre ética profissional baseadas em consultas
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:;pitalar ainda tem função?
em pode chegar? Ciência
r e a prática da eutanásia
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lal dos administradores
8.212/91, e as alterações
:a de Direito Tributário,
o prévio esgotamento
'a o sistema financeiro.
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, CEJ, v. 2, n. 5, p. 18-22,
ntação na ação penal por
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! comercial, n. 9, p. 167­
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ilisão legal e a Resolução
blico do Estado de Minas
ca : Boletim Infonnativo
IriOS a oferta da denúncia
lto administrativo fiscal?
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; crimes contra a ordem
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crimes contra a ordem
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ca de Direito Tributário,
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.ta Dialética de Direito
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88 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.II, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999
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trio e Finanças Públicas,
ntra a ordem tributária e o
to Tributário e Finanças
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"a a ordem tributária e a
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e imposto virou ameaça.
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I a ordem tributária e
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17, out. 1998.
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Revista dos Tribunais, v. 86, n. 745, p. 459-462, novo 1997.
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049 - WIEGERINCK, Jan. Para (quase) todos pagarem os impostos.
Informativo Consulex, V. 11, n. 2, p. 51, jan. 1997.
050 - ZIONI, Cecília. As contas não fecham. Problemas Brasileiros, V. 36,
n. 327, p. 26-29, maiofjun. 1998.
a. v.n. n. 1, p. 1.98, JanJJul. 1999
89 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v.ll, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
( s e l j e J 6 o u o w ) S O l N n S S V 3 0 3 : : > I O N I
• I
íNDICE DE ASSUNTOS
(Monografias)
Ação civil, 172
Administração pública, 39
Advogado
responsabilidade civil, 57
Antijuridicidade, 174
Apelação cível, 166
Aposentadoria, 159, 161
Arbitragem, 164
Audiência (processo trabalhista), 208
Bem de família, 45, 56
Bens impenhoráveis, 56
Biodiversidade, 11
Biotecnologia, 14
Cartão de crédito, 92
Citação (processo civil), 188
Código
civil
Brasil, 49, 58, 70, 73
comercial, 93, 99
penal, 136, 143
processo civil, 177, 178, 182, 183, 184, 186
processo penal, 193, 194, 200
processo penal militar, 195
tributário, 236, 243
Rio de Janeiro, 247
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), 30
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 93
Common law, 24
Compensação tributária, 249
Concordata, 97
Concubinato, 75
Conflito internacional, 187
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)(1943), 210, 212
Constitucionalidade das leis, 114
Constituição
Brasil (1988),107,108,113
Contrabando, 144
Contrato, 46, 59, 65, 82
administrativo, 38, 43
coletivo do trabalho, 229
comercial, 46,95
Inglaterra, 60
por tempo determinado, 215
Contribuições sociais, 238
Contribuinte
pessoa
física, 239
jurídica, 237
Crime
do colarinho branco, 144, 152
ecológico, 147
Dano moral
jurisprudência, 74
Delito de trânsito, 146
Direito, 2,3,5,6,8,9,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,26,27
dicionário, 1
Direito administrativo, 28, 29, 34, 35, 36, 37,41
dicionário, 33
Direito alfandegário, 155, 248
94 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
210,212
3,26,27
Direito ambiental, 11, 118, 165
Direito autoral
legislação, 78
Direito bancário, 91
Direito civil, 54, 61, 62, 63, 66, 69
Direito comercial, 96, 101
Direito constitucional, 109, 110, 111, 112, 113, 115, 116
Direito econômico, 129
Direito empresarial, 94
Direito de família, 67, 76, 81
Direito financeiro, 103
Direito internacional público, 130, 131, 132, 133
Direito à intimidade, 53
Direito marítimo, 68
Direito notarial, 48
Direito das obrigações, 72, 84
Direito penal, 134, 135, 138, 139, 141, 145, 148, 153
Direito previdenciário, 157, 160
Direito privado, 13
Direito processual, 165, 169
Direito à própria imagem, 47
Direito sobre o próprio corpo, 77, 87
Direito público, 13
Direito do trabalho, 202, 211, 213,214,217,219,220,221,225,226,
227,228
Direito tributário, 241, 242, 246
Direito de vizinhança, 55
Direitos
da criança, 71
a, v.11, n. 1, p. 1-98, JanJJuL 1999
Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJul. 1999 - 95
~
e garantias individuais, 190
humanos, 7
do menor, 85
Divórcio, 80
Empregado doméstico, 216, 222
Entorpecentes, 149
Ética profissional
advogado, 4
Execução (processo civil), 181
Factoring, 98
Falência, 89, 90, 97, 102, 105
Franquia, 104
Globalização da economia, 122, 124, 202, 228
Herança,51
Hermenêutica jurídica, 12
Homicídio, 151
Hora extra, 218
Imposto, 234
de renda, 237
Integração econômica, 121, 125
Mercosul, 117
Inventário, 44
Isenção tributária, 244
Juizado especial criminal, 197
Júri, 198, 199
Lançamento tributário, 245
Legislação trabalhista, 223
Legítima defesa, 154
Lesão corporal, 151
96 - Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. 11, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999
Licitação
legislação, 32, 38, 43
Locação, 79
Mandato eletivo, 176
Marxismo, 20
Mercado Comum do Sul (Mercosul), 117, 118, 121, 122, 123,240
imobiliário, 100
Partilha, 44
Pena
alternativa, 140
restritiva de direitos, 137
Perícia (processo civil), 167
Planejamento tributário, 235
Posse, 50
Prestação de serviço, 230
Previdência social, 158, 162
Prisão
ilegal,150
provisória, 195
Probidade administrativa, 40
Processo
administrativo, 156
civil, 180, 185, 188, 189, 191
disciplinar, 42
penal, 192, 196, 201
trabalhista, 203, 204, 205, 206, 207, 208, 209
Propriedade industrial, 52, 83
Proteção ao consumidor, 119, 120, 126, 127, 128
Protesto de título, 88
Prova (processo civil), 170
Recurso (processo civil), 175
va, v. U, Do 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, v. U, n. 1, p. 1-98, JanJJuI. 1999 ­
97
Reforma
administrativa, 29
previdenciária, 157
processual, 173
Relações trabalhistas, 232, 233
Reparação do dano, 64
Representação processual, 163
Responsabilidade civil
do Estado, 150
jurisprudência, 86
Salário, 231
Sentença civil, 168
Separação judicial, 80
Serviços públicos
Argentina, 31
Shopping center, 106
Sindicalismo, 224
Sistema tributário, 240
Sociologia jurídica, 25
Súmula vinculante, 171
Terminologia jurídica. 10, 27
Transporte de mercadoria, 95
Tutela antecipada, 179
98 - Informativo Jurídico da BibliotKll Ministro Oscar Saraiva, v. 11, Do 1, P. 1-98, Jan./JuL 1999
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PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTiÇA

INFORMATIVO JURíDICO DA BIBLIOTECA MINISTRO OSCAR SARAIVA

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ISSN - 0103· 362X

Informativo Juridico da Bib. Min. Oscar Saraiva

Fone: (061) 319-9054 Fax: (061) 319-9554/319-9385 Capa Impressão: Divisão Gráfica do Conselho da Justiça Federal Impresso no Brasil.Bloco "F".Quadra 6.Brasília .Copyright © 1989 Superior Tribunal de Justiça Superior Tribunal de Justiça Secretaria de Documentação Biblioteca Ministro Oscar Saraiva SAFS . . Lote 01 .DF. 1° andar 70095-900 .

Luiz Vicente Cemicchiaro 11 18 31 41 O Recurso Especial e o Código Tributário Nacional.Carlos Alberto Menezes Direito LIVROS Direito Direito Administrativo Direito Civil Direito Comercial Direito Constitucional Direito Econômico Direito Intemacional Público Direito Penal Direito Previdenciário Direito Processual Direito Processual Civil Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho . Direito do Trabalho Direito Tributário ARTIGOS DE PERiÓDICOS '" 53 55 .Ari Pargendler Reforma Administrativa: A Emenda nO 19198 .Waldemar Zveiter Direito Penal e Política .. .... 56 60 61 62 63 64 66 66 67 69 70 71 73 Bioética e Biodiversidade Penas Alternativas Sonegação Fiscal INDICE DE ASSUNTOS (Monografias) 77 82 84 93 .SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DOUTRINA 7 Adoção por Ascendente .

visto qu~ os temas trazidos a colação. cujos trabalhos ora expostos. como "Bioética e Bio­ diversidade". cujo conteúdo. pelo mérito de levar aos consulentes a descrição e a divulgação de livros e notícias a respeito de obras e de seus autores. "Direito penal e política". conspícuos tratadistas. Complementando por fim a publicação ilustrativa. em sua excelsa grandeza. ins­ trumento maior e essencial dos que labutam nesta Corte de Justiça. "Penas alternativas" e "Sonegação fiscal". depara-se ainda no presente compêndio. em excepcional exegese. Carlos Alberto Menezes Direito. atualizando-o e inserindo-o no contexto dos dias correntes. eis editado. "Reforma Administrativa: a Emenda nO 19198':' Luiz Vicente Cernicchiaro. que por sua importância e profundidade. na forma exposta. transmitem de forma cogente e assim cristalinos a exata noção do saber e do conhecimento doutrinário dos temas expostos. em mais uma auspiciosa oportuni­ dade. Afora o suso. visto que se apresentam. Waldemar Zveiter. "Adoção por ascendente". que muito concorrerão na elucidação de conceitos. o presente volume do Informativo Jurídico da Biblioteca Minis­ tro Oscar Saraiva. "O Re­ curso Especial e o Código Tributário Nacional". 7 . os artigos sob a égide dos ínclitos Ministros Ari Pargendler. traduz com proficiência a intenção de servir. emergem alguns artigos de periódicos. refe­ rências bibliográficas. inserem-se na discussão de pleitos.APRESENTAÇÃO Dando prosseguimento ao mister de promover a divulgação de estudos doutrinários. contri­ buirão para o conhecimento jurídico. a sapiência do Direito. levando ao conhecimento do lei­ tor. engrandecendo pela leitura.

VNI~.lnOa .

com todas as implicações humanas. NOTA INTRODUTÓRIA II·FINALlDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO III-ADoçÃO DE NETOS. seus dispositivos nunca tiveram grande aplicação. 1-98. ajustando-o no lar de uma nova família. a adoção hoje é instituto essencial­ mente assistencial. Com a edição do Código de Menores. pág. a adoção constitui-se em instituto utilizado para assegurar continuidade do lar. de carinho e de apoiamento'. As Leis de n. LEGISLAÇÃO ANTERIOR AO ECA IV· ADMISSIBILIDADE. A adoção caracteriza-se atualmente como instituto de solidariedade social. adaptando-o a um outro ambiente doméstico e igualizando-o em tudo a um filho legítimo do adotante. impregnado que está de altruísmo. caracterizando-se na situação de fato pela qual se recebia em família um estranho. então Lei nO 6697n9.os 3133/57 e 4655/65 bem tentaram aproximar a realidade de fato à realidade de direito. modemizando-a com a criação da chamada legitimação adotiva. II Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Adoção. le­ gais e sociais pertinentes. I-ADOÇÃO. devido ás excessivas exigências previstas no Código Civil de 1916. 10. Im - . No direito nacional. I.ADOÇÃO POR ASCENDENTE Waldemar Zveiter Ministro do Superior Tribunal de Justiça suMÁRIO: I • ADoçÃO. D. Em seu estágio evolutivo. am­ 1 Arnaldo Marmitt. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA V­ INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA VI.A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SISTEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ. I I. v. Visa dar proteção ao adotado. Aide Editora. na qualidade de filho. Nota Introdutória Desde os primórdios. JaDJJul. p. O adjetivo es­ tranho significava alguém não integrante da família de sangue. com singular conteúdo humano.

com a publica­ ção da Lei nO. que era a de dar um filho a quem a natureza o negara (interesse do adotante). cercando-o de solidariedade humana e cristã. novo impulso se deu a fim de modemizá-Io frente aos atuais conflitos vivenciados pela sociedade nacional. sem a exigência de que os pais naturais existam e possam ou não exercer o pátrio-poder (interesse do adota­ do). afirmavam os comentaristas da lei. 1-98.8069. sublime às vezes. Com o passar do tempo.Lei n. por envolver sentimentos inatos à espécie humana que busca sempre o ideal do bem-comum. assegurando-lhes uma forma de subsistência . v. de 13. revogadora do Código de Menores e das disposições que tratam da matéria no Código Civil com elas incompatíveis. JanJJuL 1m . ao filho legítimo.interesse do adotado -. 4 111 . No dizer de Arnold Marmitt . a adoçã02 vem sendo ampliada progressiva­ mente.pliou-se o instituto através da adoção plena. a sua primitiva finalidade. No início. através de pensão ou outros meios3 . O tema compõe doutrina e jurisprudência conflitantes.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.lI.ECA Comentado 4 Ibidem 5 Estatuto da Criança e do Adolescente . agora a ratio essendi transmudou­ se para ser mais nobre e mais humana.ADOÇÃO DE NETOS s Legislação anterior ao ECA Até 1965 contávamos apenas com a adoção prevista nos artigos 368 a 378 do Código Civil e legislação complementar.07. p.90 2 3 12 . A nova regulamentação dada pelo Estatuto da Criança e do Ado­ lescente constitui-se conjunto de normas de ordem pública. objetivando sempre amparar o adotado com liames afetivos e familiares. em tudo. 8. mas até adultos. evoluiu para igualar o adotado.interesse do adotante -.069.FINALIDADE DO INSTITUTO DA ADOÇÃO De índole protetiva. como não poderia deixar de ser. de 13 de julho. por laços de parentesco ou afetivi­ dade. n. depois passou a ser uma maneira de assistir não só menores. A partir de 1990. na medida das exigências do mundo moderno. Permitia-se a adoção mediante simples escritura pública. Qualquer pessoa maior de 18 anos poderia Idem Paulo Lúcio Nogueira . paz e harmonia social. com características eminentemente assistenciais. 1. a finalidade do instituto era propiciar filhos aos que não podiam tê-los . 11 .

com todos os direitos e deveres de filho legítimo. b) A adoção simples. 20. Não era proibida a adoção pelos ascendentes e pelos irmãos do adotando. Dava margem aos maiores abusos. o Código Civil não a vedava. da Lei 6. JanJJuL 1999 - 13 . ficou reservada a adoção simples ao menor em situação irregular.657. Tivemos.6 Foram mantidos íntegros os dispositivos à Lei Civil relativos à adoção tradicional. que dependeria de autorização judicial. I. Tocante à adoção de descendentes por ascendentes. Amparo e oportunidade de integração do adotado à família e sociedade. porém. mesmo com filhos. mesmo que já tivessem filhos de sangue.657. 29 a 37 e 107 a 109). Era de caráter irrevogàvel. nele regulamentada. mesmo com filhos. pois. Somente os maiores de 30 anos poderiam adotar. não se po­ deria negar a averbação da escritura pública. então. 8 Regulada pela Lei nO 6. não correspondia às necessida­ des sentidas por muitos por não integrar completamente o adotando na família do adotado. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Pem1itia-se a adoção por escritura pública. U. desquita­ dos. p. arts. não se admitindo condição ou tenno. Esta previa a possibilidade de se adotar me­ nores de sete anos. O tutor ou curador. 82. O sistema brasileiro não subordinava a validade da adoção à existência do justo motivo. m. ainda que casados. e foi alte­ rada a denominação da legitimação adotiva. Tal como era. Era precisamente a causa eco­ 6 7 Antônio Chaves. A Lei nO. 37 e 107-109. n. enquanto não desse conta de sua administração. o que ocorre em numerosas legislações que inclusi­ ve. que se encontrassem em situação irregular. depois de de­ corridos cinco anos a contar do casamento. O adotante deveria ser 16 anos mais velho que o adotado e ninguém poderia ser adotado por duas pessoas. 1-98.ser adotada. dada a falta de fiscalização adequada. 96. somente se fossem marido e mulher. Atendidos os pressupostos objetivos previstos. 4655/65. pág. v. três modalidades de adoção: a) A adoção do Código Civil e legislação Complementar. Não se poderia adotar sem o consentimento do adotado ou de seu representante legal. 1. condicionavam-na a uma convivência prévia. Os casados. 7 8 c) A adoção plena (arts. não poderia adotar o pupilo ou o curatelado. 28. 27. 29. O Código de Menores (Lei nO. Del Rey. solteiros. 69. 83. 107 a 109. Arts. 6697/79) veio desdobrar a adoção em três tipos. salvo o caso de sucessão hereditária. complementou as regras do Código Civil com o instituto da legitimação adotiva. Permitia-se que qualquer pessoa maior de dezoito anos pudesse ser adotada. que passou a ser adoção plena. Adoção.

inaplicando-se. Del Rey. 1999 . ao caso. Ainda a 83 Câmara. I. João 11 12 Francisco Moreira Viegas . v. o Estatuto da Criança e do Adolescente. reg. Analogamente. 2.630).lI. Corrente liberal sustentava essa posição para a qual. e numerosa jurisprudência admitia essa possibilidade. pretendia adotá-Ia como filho.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 368 e 378 do C. No TJSP. não há como se negar a averbação da escritura de adoção de pessoa maior pelo avô no cartório com­ petente. outro grau de parentesco não impediria a adoção.861.102. Ap. não se aplica. e que o Código Civil. a 4 3 Câmara. Relator De­ sembargador Dias Filho: ~é perfeitamente possível a adoção de neto pelos avós" (RT 496/103). A hipótese não era meramente teórica. O Menor em face da Justiça 11 Adoção de netos por avós OESP 23/06/1985 12 As três formas de adoção OESP 18/02/1986 13 Planiol e Ripert . avô de uma criança.ADMISSIBILIDADE. produzidos pelo estado de filiação resultariam natural e licitamente deste. presidia a adoção os efeitos de natureza patrimonial.Traité Elementaire de Droit Civil. Desembargador Cláudio Viana (ADV 63. I. a 23 Cãmara v. diante do silêncio da lei considera "juridicamente possível a adoção dos netos pelos avós" (RJ 11/96). A título de exemplo. pág. firmou entendimento no sentido de que. n. 9 IV . mas mediatamente. 234. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA A doutrina anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente en­ tendia ser possível a adoção de neto pelo avô (arts. 249. Planiol e Ripert 13 e Massimo Bianca 14. Ainda outro. tais as de Munir Cury. à exceção dos filhos legítimos que não poderiam ser adotados pelos pais. JanJJul. nem analogicamente. o Estatuto da Criança e do Adolescente. sendo maior a adotanda. de 6/3/1975. Aldo de Assis Dias 10. senão imediata. 3998. no que consignou-se: ~A 9 Antonio Chaves. em 12/4/1994. de 22/03/1993. vol 2. in Adoção. no qual decidiu-se que. podemos citar o acórdão da Sexta Câmara do TJRJ. Ap.nômica que. Numerosas foram as opiniões favoráveis na doutrina. v. Relator. não veda seja adotante o avô matemo. em acórdão de 2/12/1969. de 26/2/1970. pag 269no \0 14 . 1-98. aten­ didos os pressupostos objetivos previstos na lei civil. 14 Massimo Bianca . P 572. que adere a de Paulo Lúcio Nogueira. tendo para tanto tomado todos as medidas necessárias. Antônio Satúrnio Femandes .Dirito Civile. Noticiavam os jornais do dia 26/9/1962 que. regulador da adoção. Relator De­ sembargador Carpena Amorim. um cidadão. na Ap. em São Paulo.u. p. Civil).

as legislações modernas não proíbem a adoção entre parentes. Mesmo se admitindo fosse o adotado filho adulterino. 11. receberia de igual fonma o adotado.621 e 1. em virtude do fato de que. e. " Neste contexto não se pode olvidar as situações em que avô adota neto. o Conselho da Magistratura do TJRJ analisou pedido de adoção plena. em função de sua orfandade paterna. Relator Ministro Cordeiro Guerra. a opinião de Planiol e Ripert. p. que. ali. invocou o Relator. JanJJul. 51 da Lei do Divórcio. por escritura pública. ainda. formulado por avós naturais. aos quais este equiparar-se-ia. Proferido antes da vigência do ECA reputo-o. a irrelevância da existência de filhos pré-havidos. tios do adotado. pela ausên­ cia de prejuízo.457/GO. salvo algumas exceções (como ocorre na Argentina. por maioria de votos. a vedação é limitada. com exceção dos filhos legítimos. ou seja. o que representa um ato de gratidão. decidiu à unanimidade a 2a Tunma do STF. com opiniões a favor e contra. por direito de representação. n. recolheria ele quinhão idêntico aos dos filhos legítimos dos adotantes. sendo já falecidos os pais do adotado.620. que alterou o art. A 6a Câmara do TJGB. tio adota sobrinho. Naquela oportunidade. feita pelos avós. justamente com interesses econômicos. Frisou-se. Recurso ex­ traordinário não conhecido. qual­ quer outra situação de parentesco. não deveria impedir a ado­ ção. seguindo o critério que.623 do CC. 1999 15 . nonmalmente. entendeu. v. no qual o eminente Ministro Cordeiro Guerra asseverou sobre a possibilidade de avós adotarem netos órfãos ou desassisti­ dos pelos pais. 1. Desembargador Wellington Pimentel. 1. Desembargador Médici Filho. STF). nada impediria a adoção da neta pelo avô (RT 473/205). quanto àqueles países. à adoção entre irmãos. A jurisprudência tem reconhecido essa possibilidade. Admite-se. em virtude da assistência que lhe foi dada pelo parente. 1-98.457-8 GO. aos 17/11/1981 (RT 558/22): uAdoção sim­ ples. segundo registra Gustavo Bossert. Reconhecendo que o tema propicia discussões. (RT611/171) Finalmente. suma­ Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. quinhão idêntico ao de cada tio. não é nula. para lhes deixar uma pensão. a situação do­ lorosa das criancinhas nascidas de mães solteiras. na então Checoslováquia e na Iugoslávia). No RE 89. contudo. de neto. por morte dos adotantes. na prática. RTJ 100/683. que embora incomum. ressaltou o Relator. Em interessante acórdão de 29/06/85. ou mesmo mera liberalida­ de. por força do disposto no art. fazendo ver que. Invoca. 2° da Lei 883/49. apenas.adoção deve ser facilitada. não podem ser adotadas pelos pais. em acórdão de 6/9/1974. Interpretação dos arts. vale ressaltar ainda o julgamento do RE nO 85. 1. é freqüente a adoção por parte dos avós ou dos tios. pois que avós adotem neto" (RT 418/139 e RJ 12/54).

já que seu filho passaria a irmão do seu neto. JanJJnL 1999 . por laços de sangue. ainda. o que quebraria o sistema har­ mônico decorrente do parentesco natural. p. 1. A seu ver. para percepção de pensão que. n. nem pelo casamento. apoiado no fato da pré-existência do parentesco entre avós e netos. § 1°. Argumenta-se com o sentido da inconveniência da admissibilidade da adoção de descendentes por ascendentes. não devam servir de óbice a esse instituto que objetiva essencialmente prote­ ger o interesse da criança e do adolescente. que adotam netos com o único propósito de fazê-los seus dependentes para fins de assistência médico-hospitalar e. que adoções. Como pode se verificar. até. justificam. não haveria sentido em um avô adotar o seu neto como seu filho. ser o "neto filho dos avós". seria matriz de novos parentescos (problemática genealógica e genética).H. autarquias. tão incongruente quanto a ado­ ção do filho legítimo ou do reconhecido. ensejando confusão familiar. se a pessoa adotada for do sexo feminino. nunca mais cessará. "irmãos dos tios" e da "própria mãe". como as enunciadas. sociedades anônimas. sem falar no marido mais velho que sua mulher 16 anos adotando-a como filha. não são permitidas. 16 . 1-98. verbi gratia. Sustenta-se a finalidade da nova legislação de vedar atos ilegíti­ mos de fraude à lei. segundo tal doutrina. na incongruência de se transformar vínculo familiar preexistente e com características próprias em outro. ou ainda o filho cunhado da sua mãe.mente ilustrativo diante da conciliação que se há de fazer da regra vedativa da adoção pelos ascendentes com o que dispõe o exame de sua aplicação no interesse da criança e do adolescente. como na hipótese de diversas qualidades de pessoas com relações com a União. que. Estado ou Município. a confusão que advém como. com todas as letras.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. ou a eventual fraude a beneficiar os adotantes com pecúlios e pensões. no seu art. do bisneto ou do irmão do adotante. ou o pai irmão do próprio filho. expressamente veda a adoção de descendentes pelos ascendentes. ou vice-versa. por este.INADMISSIBILIDADE NA DOUTRINA O atual Estatuto da Criança e do Adolescente. v. 42. v. entidades paraesta­ tais. não seria necessário que a lei escrita o dissesse. Os óbices comumente levantados tais como o eventual prejuízo na sucessão concorrendo o adotado com seus tios. na hipótese de mili­ tar. Antônio Chaves. de economia mista e. os fundamentos que alicerçam o coman­ do legal. Argumenta que consoante o bom senso a que o direito não pode fugir. doutrina com veemência ser a adoção do neto.

42. A proclamada confu­ são genealógica que disso provém não se constitui bastante para impedi-Ia. do mesmo Estatuto. os direitos e deveres individuais e coletivos. §. VI . 6° negar-lhes o direito de adoção plena dos netos. 42 do Esta­ tuto da Criança e do Adolescente há de ser mitigada e ceder ante o princípio geral. 11. Não se pode vislumbrar inconciliável a vedação imposta pela regra do art. com o texto do art. Assim. afigurando-se profundamente injusto e mesmo injurídico em face da norma do art. com idêntica erudição sustentam possível a Adoção do descendente vi­ sando o interesse do menor. excepcionando-a em cada caso frente as peculiaridades que apresen­ tam e mediante o prudente arbítrio dos juízes a ver prevalente o interesse e o direito do menor. Adquirem com a adoção também a condição legal de filhos de seus avós. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva.l999 - 17 . 1°. Nesse estado de coisas. 6°. Em caráter excepcional. Tal desiderato encontra apoio no art. e. p. São notórias as circunstâncias de casos inúmeros de pais biológicos que desco­ nhecem por completo seus filhos deixando-os entregues aos cuidados dos avós que passam a exercer com extremado amor e carinho as funções de verdadeiros pais. 6° da mesma lei. as exigências do bem comum. penso que a vedação contida no § 1° do art.Embora ponderável e merecedora de todo o respeito pelo peso da autoridade dos Tratadistas que sustentam tal doutrina.A VEDAÇÃO LEGAL E A INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO SIS­ TEMA PARA ADMITIR A ADOÇÃO PELO ASCENDENTE MEDIANTE O PRUDENTE ARBíTRIO DO JUIZ. coloco-me ao lado dos que. liquidado com a possibilidade legal que se quer ver reconhecida juridicamente. no prudente arbítrio do juiz. conciliando-se as legítimas pretensões dos ascendentes ­ escoimados de quaisquer abusos . na interpretação teleológica que o informa dentro do sistema. quan­ do tanto se permite a estranhos. v. JanJJul. n. não quer nos parecer tenha mesmo o novel Estatuto da Criança. 1. notadamente. muito embora expressamente vedando a adoção de descendentes por ascendente. a condição da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. na interpreta­ ção da lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que se destina.I-98. Esse texto praticamente repete o art. Nem por isso deixarão os netos de serem netos. 5° do Código de Menores quando determina prevalecer o direito do menor acima de qualquer outro.de adotarem seus netos.

p. v.Do Direito primitivo. 2 .H. 1999 (*) 18 . 1962. Deixaram-se de lado. o ­ homem. entretanto. especialmente no período do totalitarismo político. Dessa forma. a não ser partindo do pressuposto do livre-arbítrio. maiores considerações a respeito do sujeito ativo.DIREITO PENAL E pOLíTICA (*) Luiz Vicente Cemicchiaro Professor da Universidade de Brasília Ministro do Superior Tribunal de Justiça 1 . limita. visando a resguardar o direito de liberdade. 85) escreveu: "Em verdade. é necessário estar muito atento. Conhecida a imagem de Robison Crusoé.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. restringe o conceito do crime. Coube à Escola Positiva Palestra proferida durante o IV Seminário Internacional do IBCCrim . a tese da "Iocura moral" do criminoso de Pichard e Despine. Bettiol. a pouco e pouco. É relação intersubjetiva. Com a chegada de Sexta-Feira tudo mudou. a Antropologia de Broce e Thompson. não podia reclamar nada de ninguém e ninguém dele exigia coisa alguma. enquanto sozinho na ilha deserta. passou-se para a elaboração de lei. Não se buscaram as causas da criminalidade. Somente com o surgimento da criminologia (período científico). Rio. se por alguns. Formou-se vínculo entre ambos. conseqüência de investigações. a sistematização do Direito Penal. O liberalismo. Repudiou-se. 1-98. Tudo em homenagem ao direito de liberdade. p. o grande protagonista do delito não ganhara a devida importância. cujas normas resultavam dos usos e costumes. Efetivamente. para não cair no equívoco tão fácil de considerar que o Direito Penal deriva somente de uma matriz política: seja complexo de regras políticas e tenda somente a finalidades políticas". Forense. A formalização da norma penal evidencia a procedência do argumento. então. de que resultou o princípio da anterioridade da Lei Penal é responsável pela rigidez da extensão do tipo. ou seja. com referência obrigatória aos trabalhos de Darwin (1809-1882). de que são ilustração a Psiquiatria de Pinel (1745-1826). 1.O Direito reclama pluralidade de pessoas. a analogia in malam partem. n. Surgiu o Direito. JanJJul. Formalizou-se a norma. "Em tema de relações entre a política e o Direito Penal" (Estudo de Direito e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria. o Direito Penal foi considerado só em função exclusiva de determinada política.

3 .punitur ut peccatum est. apesar de todas as recomendações. de cunho e explicação disciplinar. Enquanto a Escola Clássica se preocupava em realçar "quem" é criminoso. Mais. dispensa maiores anotações. Desconsidera-se. A sanção penal conjuga-se com o interesse da sociedade.infração penal do ponto de vista material.interesse público. resultam do juízo de valor histórico. Retome-se ao que foi obstáculo antes .e realizar o . 11. Não se tocara. de certo modo tratado por Garofalo ao enunciar o conceito de crime natural. As normas culturais separam as condutas em dois setores: aprovadas e reprovadas. dentre outras. 1. ao contrário da sanção civil. infelizmente. extrair as respectivas consequências. 1999 19 . conforme se adaptem. Sem dúvida. de um lado. qualquer raciocínio para analisar e. como pressuposto. Daí. A consciência jurídica se tranqüiliza. e. A sanção criminal. De um lado. Ferri e Di Tul/io. ou menos intensamente. A sanção civil dimensiona o dano material. fundamentalmente. projeta a dimensão do homem para melhor ajustá-lo ao esquema do fato-infração penal. daí.estimular a busca das causas da criminalidade.necessidade . respectivamente. a sanção corresponder também ao interesse social. urge acentuar importante particularidade.infração penal só ocorre na sociedade e ganha relevo de interesse coletivo. Observe-se a infração penal. ou moral.crime/pena. Há. 4 . p. realçando-se. 1-98.Aqui. não é meramente reparatória. quase sempre a mera preocupação de definir o crime e identificar o agente. embora se saiba. ou atritem com o sentido axiológico. Ambas as colocações têm seu mérito. Estou convencido. que não haja delitos. Não se confunde também com a sanção administrativa. estabelecer a reação social. a Escola Positiva voltava atenção para explicar "porque alguém comete o delito". em seguida. obra de Lombroso. enquanto houver divergência entre as Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. de outro. n. a . até certo ponto. de outro. v. fato . A infração penal e a respectiva pena têm. prevalece o brocardo . pouco importa. A sanção disciplinar tem o limite no bastante para desestimular o agente público a não repetir a falta.infração penal. JanJJul. limita. Toda infração penal é conduta refutada pela sociedade. em nível meramente formal se faz a adequação . no ponto fundamental. que o fenômeno . deve partir do conceito material de delito para. entretanto. Com isso. o arbítrio do Estado.Hoje.

pelo menos hoje. "Le juge est la bouche de la 101'. dessa forma. art. p. da que 20 . entretanto. O Juiz. 1-98. Nesse ponto. conflito. em conseqüência. a proibir a interpretação. do princípio da sua determinação (CRP. Mais uma vez. pode suscitar-se a questão de saber se a indicação pelo legislador de uma qualquer moldura penal . Tão importante que elevada a nível de garantia constitucional. intercalada a justiça de talião. e.deixar de haver divergências. em Portugal é "jurídico­ n constitucionalmente vinculada • Literalmente. criar outra lei. 30. A Escola da Exegese insiste. A conquista é inalienável. Conquistou-se a predeterminação do crime e a predeterminação da pena. Gera. ensejando ao mais poderoso vingar-se do mais fraco. reação. n. repetia Rousseau. como regra. reside o centro das considerações. reproduzir o comando da lei. necessário distinguir o aspecto formal do aspecto material. 1. Repita-se: presença do iluminismo. Lisboa. o iluminismo se faz presente. pág. Chegou-se. a fim de evitar as soluções casuísticas. numa sociedade utópica). nessa linha. Evidente a desconfiança ao juiz. registradas na história. O primeiro restrito ao esquema normativo. resta preso a esquemas normativos e. preocupa-se com a repercussão pessoal e social da individualização da pena.não se sabe quando . 192/197) analisa a "Discricionariedade e n vinculação na determinação da pena e registra que. art. JanJJul.lI. Evidente. ou tolerado (até que um dia . a desconfiança com os juízes: poderiam. sem dúvida. Editorial Notícias. sempre haverá comportamento contrário do permitido. I).Informativo Jurídic:o da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. A literatura penal aponta o período da vingança pública. Deveria. intransigentemente. O segundo. a confundir o Direito com a lei. 1999 . Daí. tão só. Não se conquistou. quando menos. 290. restringe-se a elaborar um silogismo meramente formal. A propósito. como resguardo de arbitrariedades.pessoas. Ainda predominantes os princípios da anterioridade do delito e da prévia definição também da pena. é constante na sociedade atual. afirma: t t ! t ( "Uma responsabilização total do juiz pelas tarefas de determinação da pena significaria uma violação do princípio da legalidade da pena (CRP. v. mais uma vez. I) ou. O esquema penal precisa ser pré-estabelecido. 1993. O ilícito penal. o período científico. com a interpretação. Aequitas. o que seria abuso. Aqui. como foi nas sociedades anteriores. da vingança privada. o que se propõe com a individualização da pena. resultante da preocupação formal. FIGUEIREDO DIAS (Direito Penal Português.máxime. hoje.

. I. A aplicação considerações prévias.Faz-se necessário definir a . Detenninar. sempre que o legislador tenha posto mais do que uma à disposição do juiz". ou considerar o crime simples como se qualificado fosse. cumpre distinguir dois momentos: em primeiro lugar. Aqui. 193). é vinculada ou discricionária? O autor mencionado registra: "Ao juiz cabe uma dupla (ou tripla) tarefa. salvo porventura quanto a uma pena de prisão cuja moldura fosse. o. o juiz não tem liberdade de decisão (opção normativa). no aplicar a pena. decorrente desta pergunta: a atividade jurisdicional. dentro desta moldura penal. Ao lado dessas operações . restou esclarecido. A cominação da pena estabelece in abstrato a qualidade e a quantidade da sanctío iuris. A vinculação do magistrado deve ser vista em dois planos: num primeiro momento. O art. JanJJul. da pena reclama. li.oscile entre o mínimo e o máximo legais da espécie de pena respectiva . expresso o conceito aplicado de . p. 5 . O agente não pode responder senão pela infração penal praticada. ex.discricionariedade. v. mercê do . P. deixar esclarecido.nulla poena sine lege . a atividade do juiz é­ vinculada. Em princípio. a moldura penal abstrata cabida aos factos dados como provados no processo. No tocante à individualização da pena. atrás. Em seguida. dentro do quadro condicionante que lhe é oferecido pelo legislador.ou em seguida a elas . No tocante à configuração do crime. de 1 mês a 20 anos" (pág. o quantum concreto da pena em que o argüido deve ser condenado. como.discricionariedade. O magistrado não pode tratar como homicídio o que é lesão corporal seguida de morte. 1999 - 21 . não parece haver razões decisivas para uma resposta negativa. encontrar.cumpre já a exigência jurídico-constitucional de legalidade e detenninação da pena. evidenciada pelos elementos do conjunto probatório. como ocorre com a caracterização do ilícito penal.. chega-se ao ponto fundamental. antes da prática do Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 59 do Código Penal estabelece cumprir ao juiz fixar a pena in concreto dentre a qualidade e espécies das sanções cominadas. 1-98. por um lado. deve escolher a espécie ou o tipo de pena a aplicar concretamente. algumas Antes de mais nada. no particular.o réu não pode ser submetido senão ao esquema preestabelecido.

o interesse da sociedade. indiretamente. Somente assim. explicitamente. nessa linha. a busca material (não pode ser simplesmente formal) é deixada à livre investigação do juiz. a individualização . Aliás. o que é importante: conjugado com o . para o interesse individual. a extensão do instituto. Neste ponto. 59 do Código Penal. diretamente para o interesse da sociedade e. é anterior ao julgamento. A definição e a quantidade da pena. JanJJul. desenvolve raciocínio e busca subsídios em conclusões criminológicas. ou melhor dizendo. 1-98. projeta-se um fato qualificado jurídico-penalmente. buscando. recepcionado por todas as legislações. a Escola de Chicago. Impõe-se aferir o seu significado e promover a crítica da legislação para indagar se outros delitos não deveriam ser incorporadas à lei penal. ao lado da investigação da etiologia do crime. 1999 . modemamente. possa ser ponderado também o comportamento posterior do delinqüente. v.delito. Lá. atua discricionariamente.projeção do fato delituoso in concreto. repita-se. 7 . Registra dupla colocação. E mais. E o Juiz. Não pode ultrapassar o quantum máximo. decorre do iluminismo. O nulla poena sine lege. lançaram preocupação de interesse social. A individualização da pena é atividade complexa. que a sanção penal se destina à ­ 22 . Do 1. surgiu a figura do crime do colarinho branco. contudo precisa ficar bem delimitada. A extensão da pena é preestabelecida. ademais. é mais amplo e obedece a método distinto. A lei ao registrar o máximo da cominação limita a discricionariedade. porque antecedente necessário. nos limites da cominação legal. quando dimensiona a sanção ao caso concreto. ao contrário. A Criminologia modema opera também a crítica do quadro das sanções penais. embora para a individualização da pena. com acento pragmático. nem impor sanção mais severa. O fato. O poder discricionário. Todavia. distinta da anterior. indiretamente. cumpre vincular ao seu antecedente político. Nesse contexto. como circunstância. Não basta a lei. apesar de referidos a fato acontecido. em juízo de probabilidade. referindo.Insista-se. materialmente. ao contrário. a operação judicial é também discricionária. 6 . Quando o magistrado. volta-se. configura liberdade de ação nos limites da definição legal. Nesse quadrante.lI. seja relativamente à espécie como à quantidade cominada.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Osear Saraiva. aqui. A Escola Positiva e as ramificações criminológicas. fixa o quantum definitivo. oferecer a solução adequada ao interesse social. assentam. Nesse sentido. reclama algumas considerações. o disposto no art. alcançar-se-á.O princípio da anterioridade do crime e da pena. P. entretanto. Insista-se preocupado com o direito de liberdade. notadamente de assento sociológico. A lei penal precisa compreender também o sentido social da lei. O nullum crimen sine lege busca diretamente o interesse individual e. antecipadamente registrada na lei.interesse público. A discricionariedade. Antes de enfrentá-Ias diretamente. sem dúvida.

aliás. Caso contrário. trabalha com caso concreto. limitado à adequação fática ao modelo legal. Diferente do legislador que pensa hipoteticamente. com pormenores na sentença condenatória. Exigência.atividade discricionária. a sanção aplicada restou no plano formal. Só assim. o Juiz trabalha com gramas. Importa. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Insista-se. c) possibilidade de retomo à delinqüência. no caso concreto. deverá. com o esquema normativo. isso sim. o juiz o realiza in concreto. promover a crítica da pena cominada ao fato sub judice em função do interesse da sociedade. Aqui. O legislador promove o parâmetro in abstrato. entâo. devendo fazer a subsunção da pena ao interesse social deve. 1-98. ao contrário. Diferente de quando define o crime. v. O Juiz desenvolve . O legislador raciocina com arroba. A pena in abstrato tem como referencial a necessidade de evitar o retomo do delinqüente ao crime. ao fixar a pena recomendada. a sociedade e o juízo de probabilidade. Prevenção implica juízo de valor e juízo de probabilidade. quando não miligramas.na espécie. é específica. A pena deve ajustar-se ao condenado. como assinalado. A pena cominada é referência para concretizar a finalidade da sanção. determinado. n. pode-se. ter-se-á sentença de conteúdo. leva em conta o fato delituoso e a experiência. fixado. é a . distinguir o delinqüente em três categorias: a) não evidencia probabilidade de reincidir.Em arco genérico. Essas categorias mostram personalidades diferentes.prevenção . O trabalho é com objeto certo.reprovação do crime e à . entendida como política de eliminação. 8 . Se isso ocorrer. 1999 • 23 . Caso contrário. o delinqüente. O referencial. b) evidencia probabilidade de retomar à criminalidade. voltado para outra finalidade. porque desenvolve raciocínio diferente. ou redução da criminalidade. Conseqüência lógica. continuar-se-á a raciocinar e tomar decisões meramente formais. 11. Trabalha-se.prevenção da criminalidade. necessariamente. A prevenção genérica se efetiva com a publicação da lei penal. decisão de cunho material: pondera. quanto à prevenção. 1.prevenção do crime. A . O Juiz (adiante serão feitas considerações específicas). p. do princípio da proporcionalidade. cumprir-se-á a finalidade da pena. Assim impõe o princípio político. alcançar esse propósito. O raciocínio encontra um limite: a pena e a respectiva quantidade não podem ser superior à cominação legal. JanJJul.

Evidente. no plano da experiência jurídica. O salário mínimo. entretanto. para a resposta juridica não restar em plano meramente formal. resultante de lutas e agruras. De duas. JanJJul. orientam a vida jurídica (interrelação de condutas). b) ocorre o contrário: não atende a tal finalidade. seja mudando a espécie. O Direito é sistema de princípios (valores). Há evidente predominância do Poder Executivo. tudo bem. A interrogação é relevante. o máximo da restrição ao exercicio do direito de liberdade. quanto maior a distinção econômica­ social das pessoas. nesse contexto. v. Sem medo de errar. aqui. o concretiza. A pena definida em lei registra. de modo absoluto. Nenhuma tese. 1·98. O Poder Legislativo. no plano formal. 9 . atende as particularidades do caso sub judice. retardar a eficácia do princípio. revelar-se ineficaz. ou. projeta esse comando. n. ratificam. O tema reclama algumas ponderaçôes. Embora repetição. Não pode ser acrescido de um dia se quiser. também projeta a desigualdade. ao contrário. nem sempre.Certo. se. conferiu-se importância à divisão dos Poderes. procede uma observação: é tanto mais predominante. respeitado o teto da cominação. próprias para alcançar o fim proposto. IV) é enunciado como capaz de atender as necessidades básicas do trabalhador e 24 . Se. é outra. de modo a que o crime não seja repetido. 10 . levantar-se-á a objeção de a segurança jurídica ser comprometida. a lei busca impedir. repita-se. E mais. seja quanto a qualidade como à quantidade. aplicar a pena recomendada na hipótese em julgamento.O Direito. definem. 7°. como registrado. 1999 . A pena aplicada na sentença. para concretizá-Ia e garanti-Ia.Informativo Jurídico da Bibliotec:a Ministro Oscar Saraiva. A lei. traduz. Formalmente. ou inconveniente. deixando nas mãos do juiz excessivo poder de decisão. Em nosso momento histórico. Nem sempre. em função da hipótese em julgamento. de garantia individual. atende à finalidade da sanção. conquista do iluminismo. É a única maneira de a sanção penal alcançar sua finalidade: atender interesse da sociedade. insisto. 1. são elaboradas leis. para o julgamento não se reduzir a mero raciocínio.Colocam-se. E. iguais e independentes entre si. consolidam a distinção.lI. A realidade. é a única forma de a sentença não se reduzir ao jogo burocrático de silogismo sem conteúdo. pelo menos. Não raro. houver dissonância entre a espécie e o quantum cominado. p. A hipótese inversa encerra as considerações que seguem: a) se idôneas. é legítimo (não se reduz ao legal) ao magistrado. não se esgota na lei. dois problemas: a) um de natureza política. como aplicando-a abaixo do mínimo legal. na Constituição da República (art. uma: a) a pena cominada. Tantas vezes. não pode ser buscada sanção mais grave. na prática. pelas razões expendidas. poderá ser acolhida. porém.

a Constituição determina: " ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer coisa alguma senão em virtude da lei". Insista-se. mantém a desigualdade de classes. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. a esse título.Poder). assim cumpria ser. entretanto. Em havendo divergência. Aparentemente. a segurança. descompasso entre o princípio e alei.O Judiciário.não se subordina ao Executivo. Não é servil. todavia. I. fundada na harmonia sociaL . transporte e previdência sociaL" A lei ordinária que fixa o valor. ou é inadequada para conferir o equilíbrio do conteúdo da relação jurídica. O Direito volta-se para realizar valores. como alguém que cumpre uma ordem (Nesse caso. Explique-se: criar a norma adequada para o caso concreto. p. A lei deixara de ser expressão Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. Ainda que não o proclamasse. O Direito não se confunde com a lei.Direito .de sua família. Cumpre. menos de um real! Há. O Juiz é o grande crítico da lei. Quando isso acontece.esta precisa ceder espaço àquele. seria o ápice da pirâmide jurídica. O funcionário público. afeta a eficácia. Historicamente. não seria . Não se pode desprezar o patrimônio político da humanidade! A lei precisa ajustar­ se ao princípio. urge prevalecer a orientação axiológica. o desenvolvimento. A lei. evidente. o bem estar. lazer. Observe-se o mesmo quanto ao salário-família para atender a descendentes (idem. Adotar posição crítica. A lei.e a . tantas vezes. não se ajusta ao comando da Carta Política. no sentido de analisar a lei e constatar se. portanto. Nada acima dela! Nada contra ela! A Constituição. "com moradia. n. seu compromisso é com o Direito! Não pode ater-se ao positivismo ortodoxo. pluralista e sem preconceitos. O Direito não é simples forma! O magistrado tem compromisso com a Justiça. A lei deve ser expressão do direito. educação. 11. alimentação. não raro. visto como . a liberdade. recebe. no sentido de aplicar a lei. Em havendo discordância entre o . 1-98. ao Juiz gerar a solução . para não dizer carente de eficácia. higiene.. a lei se desatualiza. v. O Direito é trânsito para concretizar o justo! 11 . JanJJuI. nem sempre o é. saúde.Poder . registra também voltar-se para "assegurar o exercicio dos direitos sociais e individuais. evidente. ou ao Legislativo. muitas vezes. a lei (sentido material). resulta de prevalência de interesses de grupos." (Preâmbulo).altemativa. O juiz precisa tomar consciência de que sua sentença deve repousar em visão ontológica. vestuário. na tramitação legislativa. então. em lugar de tratar igualmente os homens. 1999 2S . tomando como parâmetro os princípios e a realidade social. Impãe-se-Ihe interpretar a lei conforme o Direito. desde a sua edição. XII). Apesar disso. se desatualiza. Tantas vezes.lei .

Os órgãos formais de controle da criminalidade. Os tribunais. A redação anterior da Lei de Introdução ao Código Civil dispunha que a sucessão de bens obedecia à lei do casamento. Quando o marido falecia. consoante a colaboração dada para constituir a fortuna. exemplos dignificantes. O Supremo Tribunal Federal. com notável sensibilidade. A solução do caso concreto virá naturalmente. de reconhecer o direito de cidadania de reivindicar direitos inscritos na Constituição. como a Itália. Ainda. A lei é meio. Para homenagear os positivistas. Há. A realidade comprova: a isonomia não se realiza às inteiras. reconheceram o direito da mulher ao patrimônio. no entanto. Autorizaram a revisão do valor de alugueres. para garantir o equilíbrio econômico do contrato. 26 . antes do termo legal. sufragaram a correção monetária (sem lei) para evitar o enriquecimento injusto do devedor que não honrasse sua obrigação. Tem-se. entre nós. v. a viúva não participaria da meação. evitou flagrante injustiça. é certo. Reclama-se do magistrado. Na falta de lei específica. Rigorosamente: contra o sentido literal da lei. foram sensíveis à concubina. Sem lei. cai no esquecimento e o Executivo não cumpre o seu papel. O Brasil recebera imigrantes de várias origens. Impõe-se-Ihe visão crítica. ainda. a Carta Política se restringe a mero propósito. de um modo geral. JanJJuL 1999 . Japão e países árabes. n. na espécie. outrossim. Portugal. Caso contrário. 1-98. proporcionalidade reclamada). Com isso. integrante de Poder. quando necessário. Aplicá-Ia será injustiça. aplicar-se-ia a lei brasileira. Mais recentemente.lI. quanto aos bens. Impõe-se gerar a norma justa ( Insista-se: o juiz tem dever de ofício de recusar aplicação de lei o juiz precisa tomar consciência de seu papel político. O fim é o Direito. o regime da comunhão universal.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. a pouco e pouco. O Judiciário precisa rever a idéia de normas da Constituição não auto-aplicáveis. registre-se a viabilidade (posta em lei) de recorrer­ se também à analogia e aos princípios gerais do direito. Vingou. dependentes de regulamentação. invoquem-se os princípios. injusta. no tocante ao patrimônio constituído. cuja concretização legislativa. O Juiz precisa tomar consciência de que a efetiva igualdade de todos perante a lei é um mito. ajustar a lei ao Direito. p. no tempo e modo convencionados. 1.do Direito. casado com o regime da separação de bens. criou jurisprudência de que.

Indicam direção. repita-se.Direito justo! Como se o Direito pudesse afastar-se da . Infelizmente. de juiz. 1.Justiça! A solução altemativa rompe o conservadorismo acomodado.homem . A jurisprudência não pode reduzir­ se a mero somatório de julgados. portanto. mero fazedor de estatística! No Brasil. exigências em homenagem ao . Fato e norma estão envolvidos pelo valor. é preocupação com o Direito. n. A norma alternativa não é aventura. a interpretação será sistemática.justo. 11. precisa-se ponderar. Concretizam. As decisões corretas devem estar finalisticamente orientadas para o . Criar. passa a servidor burocrático. As proclamações dos Direitos Humanos não acontecem por acaso. entre nós. Impõe­ se-Ihe invocar princípios. Caso contrário. injusta." Poucas vezes. não se restringem a simples enunciado acadêmico. As decisões precisam traduzir o Direito da história (a história do Direito orienta nesse sentido. apesar das inúmeras resistências). Aliás. Só elas são presas pelas malhas da justiça penal! O Poder Judiciário. JanJJuL 1999 - 27 . discordar por discordar. se diz: O Código Civil é para o rico. impeditiva de realização plena do Estado de Direito Democrático precisa ser repensada. afirmou: " o pobre só tem acesso à Justiça. O chamado Direito Altemativo (denominação imprópria). Só assim. opinião pessoal do magistrado. Resulta da apreensão de conquistas históricas. o magistrado. com a responsabilidade de Presidente do Supremo Tribunal Federal. acima de Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 1-98. a norma para o caso concreto. foi enunciada tão latismável verdade! A sentença precisa ponderar as conquistas históricas. econômica e politicamente desprotegidas. O acesso ao Judiciário não é ensejado a todos. se necessário. v. Confere. O Judiciário tem importante papel político.parâmetro para realizar o justo. Em particular. num país. e com razão. sem dúvida. impóe-se utilizar o pleonasmo . Lei iníqua. urge registrar. como réu. isso sim. E mais. que ostenta lei (alienação fiduciária) impondo a prisão civil do devedor inadimplente! O juiz é agente de transformação social. deve recusar aplicação à lei iníqua. eficácia à vigência da norma jurídica. reivindicações. O juiz. Traduzem significado. que não é neutro. o problema ganha particular importância. com poucas palavras. o Código Penal para o pobre! Com singular sensibilidade o Ministro Sepúlveda Pertence. p. enseja o tratamento juridico correto.alcançam pessoas social.

p. 213 escreve: "A sanção penal se coloca mais como resposta que a normatividade penal oferece para a pacificação social." A preocupação do papel dos juízes no mundo contemporâneo tem conduzido a profícuas reflexões. a um delito cometido. preocupação da exegese de busca dos elementos históricos que conduziria o legislador a elaborar as leis. Cumpre reagir ao papel desempenhado pela magistratura na modernidade . As idéias poHticas (tantos são os matizes!) estão presentes na elaboração e aplicação das leis. como agente político. Ignacio Munagorri.sem exagero. n.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 1. chancela do trabalho do legislador. Direito Penal. afinada com as postulações deste final de século. Nesse período. As leis penais não ficam alheias à essa conotação. Sua justificação se situa na necessidade para conseguir os fins jurídico-penais. O juiz. batem veementemente contra as soluções meramente formais. É preciso rever o método. A literatura penal moderna. a vontade veiculada pelo Poder Legislativo. pág. em concreto. nesse contexto. Atenção: na elaboração da norma. mais ou menos punitiva. v. como conseqüência.H. Se assim não for.O Direito Penal. na sua aplicação e também na execução. Mais uma vez: realizar o justo. Projeta orientação reclamada pelo Direito. Concreção da justiça! A trincheira de hoje será o galardão de amanhã! O juiz. não se substitui ao legislador. então. recepciona as respectivas conseqüências. portanto. adaptar-se à necessidade e fornecer a solução socialmente útil. sendo por isso a pena uma instituição eminentemente dinâmica e finalista. para ser fiel à sua função. exerce importante missão social. com precisão. Quando não houver coincidência de orientações. orientações políticas se fazem evidentes. A sentença precisa (sem afrontar o Direito) expressar utilidade social.interesses subalternos. lembrança ainda da Escola da Exegese. Ao contrário. 1977. infelizmente. parte do todo. O Direito está sempre ligado à Política. ao promover a crítica da lei. ajusta a norma à solução do caso em julgamento. 12 . que como retribuição abstrata. Madri. A todo instante. forma-se o atrito. 1-98. JanJJuL 1999 o . precisaria auscultá-los a fim de traduzir. continuar-se-á a projetar sentenças restritas ao exame meramente formal. SA. Tanto mais profundo quanto seja a distância 28 . in "Sanción Penal Y Política Criminaf'. Instituto Editorial Reus.

precisa ser sensível a esse pormenor. E para arrematar . evidente. 1982. Buenos Aires. enquanto se traduz como sistema de atos estatais produtivos de normas jurídicas. v. interpretação constante das normas jurídicas. Se assim não for. Impõe-se. Não faz sentido uma sentença divorciada da realidade em que vai ser executada. só se justifica se o dispositivo for idôneo a alcançar esse fim. por isso. caminha lentamente. Assim o é pela sua natureza. então. Urge. A Política. é uma técnica política­ social. 13 . concretizar a razão de sua atividade . aplicando a pena. o produto de certa concepção da vida social e de suas circunstãncias históricas concretas. Pág.justa. O magistrado. no âmbito do Direito Penal.à atitude política do grupo que é o núcleo do poder estatal . Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. a sentença será mero ato burocrático. modificá-Ia significa tocar no mencionado contraste de classes sociais. sopesando o esquema normativo e a realidade da sociedade. para isso. O magistrado. então. então. a existência de um fundo ideológico. a atuação do Judiciário e do Ministério Público ganham significativa importância. ato normativo realizado por órgão de Estado que não pressuponha um certo ponto de vista político. se a . 1-98.entre o Direito e a Política. no fundo. in "Las ideologias y el derecho" (Editorial ASTREA. E não havendo.Útil registrar a observação de ELISA SMITH. importância ainda não percebida por um e por outro. Especificamente. Deve admitir-se. mesmo que ele não sinta. afirmamos que o direito. JanJJuL 1999 - 29 .conferir a . como em cada instituição integrativa dessa ordem". em maior ou menor medida. então. particularmente em países de evidente contraste de classes sociais. com esteio no Direito dar a solução justa à hipótese em julgamento.solução justa . ao Juiz.como a sentença penal condenatória tem sentido teleológico. tanto na base da estrutura de toda a ordem jurídica.lei­ não ofertar a resposta adequada. n. de seu conteúdo. Esvazia-se. A ideologia acompanha o jurista. deverá exercer. Nesse particular. expedir a solução que se revele .deve inferir-se que as normas criadas por esses atos em determinado momento histórico são. 1. conforme sua necessidade visando ao interesse público. 152): "7°) Se todo ato de normatização jurídica que expressa a denominada vontade do Estado responde a uma determinada atitude política .ao caso concreto. 11. pois. Sem exagero. p. com sua concomitante doutrina.

v. o condenado socialmente desprotegido (situação majoritária) será submetido a situação jurídica diversa da condenação. 1-98. 1. por sua vez. p. esse descompasso conduz a flagrante injustiça: o condenado socialmente protegido (situação minoritária) cumprirá a execução em situação mais favorável do que o determinado na sentença. JaDJJul.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. D.H. O fato nunca poderá ser esquecido do juiz! 30 .Infelizmente. 1999 .

de uma preocupação compartilhada por todos os que militam na vida forense. confirmando-o ou reformando-o. intermediária. Essa crise é maior nos Tri­ bunais Superiores. substituiria aquele prolatado no Tribunal a quo. a prática do sistema não tem confirmado a sua teoria.o Recurso Especial e o Código Tributário Nacional Ari Pargendler Ministro do Superior Tribunal de Justiça o tempo de duração dos processos é matéria de grande impor­ tância. conhecido o recurso especial. JanJJuL 1999 _ 31 . Trata-se. Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJU. Não obstante a alteração. voltam a ser examinadas pelo Supremo Tribunal Federal em grau de recurso extraordinário.589-7. lI. É certo que. no julgamento do Agravo Regimental 145.94). mesmo. I. 24. o acórdão nele proferido. O Supremo Tribunal Federal foi vítima dessa crise. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v. como resultado do grande número de processos. desde esse ponto de vista. mais tarde. a saber: "O julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso". com o resultado de que. passamos a ter. não uma instância extraordiná­ ria. de fato. RJ. tem funcionado como uma terceira instância. decidindo. por força do artigo 512 do Código de Pro­ cesso Civil. As vésperas de completar um decênio. O estudo da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça revela que ele vem julgando matérias que. e um dos modos pelos quais a Constituição Federal de 1988 pretendeu resolvê-Ia foi a de retirar-lhe parte da competência. onde se acumulam as causas vindas de todo o País.06. nesses casos. O Superior Tribunal de Justiça vem. 1-98. mas duas . p. em recur­ so especial. Pelo menos em alguns casos. o sistema per­ maneceria o mesmo: duas instâncias ordinárias e uma instância extraordinária. transferindo para o Superior Tribunal de Justiça as decisões sobre questões infraconstitucionais.com esse efeito negativo: uma demora de mais alguns anos até o desfecho final do processo. matéria estranha à sua competência. A chamada "crise do Judiciário" reside exatamente aí. n. o Ministro Marco Auré­ lio defendeu o ponto de vista de que o Superior Tribunal de Justiça teria essa função de terceira instância. não prevista no texto constitucional.

ou seja. da Cons­ tituição. do recurso extraordinário daquela decisão emanada da instância ordinária. a inviabilizar.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. se a questão constitucional enfrentada pelo STJ for diversa da que já tiver sido resolvida pela instância ordinária". No máximo o que admitiria contra o acórdão do STJ. seria recurso extraordinário por ofensa ao art. houve a confirmação do fundamento de ordem constitucional no STJ. Com a não-interposição. o de que "a decisão do recurso especial só admitirá recur­ so extraordinário.lI. o acórdão proferido pelo Tribunal local. originariamente. v. p. JanJJuL 1999 . a renovação do debate. Ministro Néri da Silveira: "Penso que. Em outras palavras: no caso. como seja. Se é certo que o tema de direito constitucional foi objeto de julgamento pela instância ordinária. se modificasse o acórdão anterior pelo conhecimento da questão constitucional. pela via recursal extraordinária. restou precluso o funda­ mento constitucional. do Tribunal de segundo grau. da matéria constitucional já apreciada pelo Tribunal local". 105. no que toca à matéria constitucional. impunha-se ao ora agravante a obrigação jurídico­ processual de impugnar. em hipótese como a dos autos. 111. Eis trechos de votos de alguns Ministros para o devido esclareci­ mento da questão: Ministro Carlos Mário Velloso: "No caso sob exame. Abro um parêntese. a tempo e modo. que apreciou entretanto maté­ ria já preclusa. o Superior Tribunal de Justiça confirmou a deci­ são. porque deveria ter sido impugnada em recurso extraordinário não interposto tempestivamente. o que não sucedeu no caso concreto". 1. por conhecer de recurso especial e provê-lo sobre matéria estranha a sua competência. a questão constitucional. 32 . 1-98. Ministro Celso de Mello: "É incabível recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça que não tenha apreciado.Mas o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou outro enten­ dimento. n. por isso mesmo. porém. na esfera do Superior Tribunal de Justiça. a questão constitucional que o Superior Tri­ bunal de Justiça ventilou foi a mesma decidida pelo Tribunal de segundo grau. mediante recurso extraordinário". De sorte que não há falar em recurso extraordinário com base nessa questão constitucional decidida pelo Tribunal de segundo grau e que não foi atacada.

fica prejudicada a questão consti­ tucional. manifesta usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e uso impróprio do recurso especial). tal como já decidiu o Supremo Tribu­ nal Federal no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nO 215. p. que essa lei seria inconstitucional se o alcançasse. JaDJJuL 1999 - 33 . O fato decorre do sistema. eme~a questão constitucional nova. o Superior Tribunal de Justiça está sujeito ao controle do Supremo Tribunal Federal. salvo hipótese excepcional em que. em recurso especial. sobre matéria constitucional. Mas é preciso que isso fique claro: em recurso especial o Superior Tribunal de Justiça só decide sobre matéria infraconstitucional.98). Aquelas nas quais. Imagine-se que alguém ajuíze uma ação pedindo a declaração de que determinada lei não se lhe aplica.053-3.10. dele conhecendo e julgando-Ihe o má­ Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. pelo princípio da eventua­ lidade. 1-98. e não causa qualquer estranheza. interessam apenas os casos em que o Superior Tribunal de Justiça tem exercido sua competência de forma anô­ mala. por entender que a lei. Se o Tribunal local decide que a lei não obriga o autor da ação. v. em recurso especial. de­ cidindo. aumentando a duração das demandas e contrariando o devido processo legal (a reforma de um julgado com fundamento constitucional constitui. O exercício dessa competência anômala prejudica o recurso ex­ traordinário interposto no Tribunal a quo. 11. julgando causas que não são suas. em recurso extraordinário. mesmo no exercício normal de sua competência. obrigando a parte a interpor novo recurso extraordinário em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça acerca da mesma questão constitucional. a um tempo. durante o respectivo julgamento. o Superior Tribu­ nal de Justiça se transforma numa terceira instância judicial. que o Superior Tribunal de Justiça deva se pronunciar sobre matéria constitucional. E qualquer decisão a esse respeito poderá ser atacada. Fecho o parênteses.Pode acontecer. a Turma do Superior Tribunal de Justiça. obriga o autor? Examina o segundo fun­ damento do pedido. Lê-se no voto condutor: riA despeito de formalmente afastar a admissibilidade do recurso especial para o efeito de exame da alegação de infringência da Constituição. Quid. 1. mas sustente. se o Superior Tribunal de Justiça afasta a motivação do julga­ do. 02. Relator o eminente Ministro Octávio Gallotti (DJU. D. Para os efeitos aqui visados. ainda não apreciada pelo Tribunal local. Ceará. de fato. Exemplifico. perante o Supremo Tribunal Federal.

Na controvertida questão de saber qual o momento do fato gerador do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços na importação de mercadorias. JanJJuI. incluindo-se aí em destaque o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços. DJ. a interposição simultânea do recurso especial e do re­ curso extraordinário duplica a discussão em sedes diferentes. Em casos como este. não atribuindo validade ao que o Convênio ICMS nO 66. "Não havendo o Instituto recorrido da decisão proferida no recurso especial. aquelas que dizem respeito ao direito de propriedade (Código Civil. § 2°). SP. o Supremo Tribunal Federal. 524).em que o desate da lide depende de saber se a lei an­ terior à Constituição Federal de 1988 foi recepcionada ou revogada por ela.96 e Ementário nO 1. entre outras. decidiu interativamente que. a situação é menos cômoda.e com essa peculiar circunstância de que o recurso especial e o recurso extraordinário. 6°.em que o recurso especial alega que o julgado contrari­ ou norma legal que repete norma constitucional (fenômeno a que me referi no EDREsp 71. nesse tópico. ao texto constitucional. ao direito adquirido (Lei de Introdução ao Código Civil. até mesmo porque caso o Supremo Tribunal "viesse a refor­ má-lo. dis­ pôs no particular. porque há maté­ rias que a Constituição Federal disciplina detalhadamente e essa matriz é co­ piada pela legislação ordinária. o Superior Tribunal de Justiça considerou que o fenômeno da recepção. o da revogação vertical (pela Constituição em relação à lei). Durante muito tempo. p. o das causas que o Superior Tribunal de Justiça julga sem serem de sua competência. fora recepcionado pela Constituição Federal. No Direito Privado são poucas as hipóteses que se assimilam. na condição de relator do primeiro precedente citado no despacho ora agravado (RE 189. de 1968.QQ . identificar três grupos de ques­ tões: 1° 9LY.rito a título de dirimir o dissídio jurisprudencial.Informativo Juridico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. inviável se toma o conhecimento do extraordinário interposto contra julgado regional.841-04). ou de sua contrapartida.964. v. reconhecendo sua competência sobre o tema. 34 . de 1988. 202 da Carta Política". nem por isso desconstituiria o acórdão do Superior Tribunal de Justiça. poderia ser examinado em recurso espe­ cial. o Decreto-Lei nO 406. de 13. e por razões inclusive de ordem constitucional".lI. 1-98. nesse âmbito. art. Pode-se.g. 2° 9LY.09. decidindo definitivamente a causa . que o manteve. v. com trânsito em julgado.. 1999 . No Direito Público. art.710. como hipótese de clone legal). claramente abordou a questão constitucional referente à auto-aplicabilidade do art.QQ . decidiu o contrário. pura e simplesmente. como sabiamente ponderou o eminente Ministro Sydney San­ ches. 1. n. Até que o Supremo Tribunal Federal. uma só delas.

a Egrégia 18 Turma no REsp 101.. NO 135. bem assim a Lei nO 3. assim. v. há no Superior Tribunal de Justiça outros que remetem seu exame para o Supremo Tribunal Federal. No REsp 2.98). De onde a questão: o conceito de Direito Adquirido constitui matéria constitucional ou de caráter ordinário ?" (Di­ reito Intertemporal Brasileiro. e tendo-se presente o contexto normativo que vigora no Brasil. 1-98. 4031404. o eminente Ministro Celso de Mello transcre­ ve lição de Rubens Limongi França. 18. Não cabe.DJU. A par de inúmeros julgados que examinam.97).que repousa o delineamento dos requisitos concernentes à caracterização do exato significado da expres­ são direito adquirido. o emi­ nente Ministro Celso de Mello . a Egrégia 18 Turma. p. 26. No Agravo Reg. a ques­ tão de direito adquirido. RT) . em Agravo de Instrumento nO 195616-1. No Supremo Tribunal Federal a prática tem sido a de enfrentar esse tipo de questão como se fosse constitucional. noutro. da Constituição Federal. 1999 35 ."situa-se. pois. Sendo assim. Aqui a situação é mais difícil porque nem o Superior Tribunal de Justiça nem o Supremo Tribunal Federal tem posição unívoca a respeito. num. por exemplo. 1. Não apresenta.02. de 1957. a Egrégia Quarta Turma decidiu: 'Tratando­ se de alegação atinente à ofensa de ato jurídico perfeito e do direito adquirido. Ag. uma definição de Direito Adquirido. e nesta somente .sempre a partir de uma livre op­ ção doutrinária feita entre as diversas correntes teóricas que buscam determi­ Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. versam sobre a mesma matéria à base de idênticas razões. 164. a questão é de natureza constitucional" (DJU. 1968. SP. em sede meramente legislativa. É ao legislador comum. como se deu com a Lei de Introdução ao Código Civil. é na lei.concluiu. recurso extraordinário. então. que só dife­ rem na invocação das normas alegadamente contrariadas. RS.238. 2 a ed.04.632 . ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. posto que a alegada violação operaria por via reflexa" (STF . '~ compreensão dessa questão jurídica" . reportando-se a deci­ são do eminente Ministro Celso de Mello. JanJJul. decidiu que. o conceito da expressão é regulado pela Lei de Introdução. 11. n.309.RDA 200/162. p.05. "embora a Constituição mencione a garantia do direito adquirido. No mesmo sentido. em nosso sistema de direito positivo.RDA n. Relator o eminente Ministro Sydney Sanches. 03.então. Na decisão referida. Todavia. portanto . Relator o eminente Ministro Barros Monteiro.132. há vozes dissi­ dentes. o qual situou a questão nestes termos: '~ Constituição vigente determina simplesmente o respeito ao di­ reito adquirido. textos de lei.enquanto sedes materiaes que é do tema ora em análise . 200.91). p. PRo de que foi Relator o eminente Ministro Humberto Gomes de Barros (DJU.

P. do preceito inscrito no art.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Sendo assim. pois. É de ter presente. ao exclusivo domínio nonnativo da lei comum. submete-se. por isso mesmo . p. a noção de direito adquirido sempre emergirá.é irrecusável que a definição dos essentialia que compõem o próprio núcleo conceitual de direito adquirido subsume-se. no delineamento de seus aspectos materiais e estruturais. da LlCC/42. muito embora o legislador. na elaboração da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC). de lege lata. acaso existente. 50 da LlCC/42 houvesse retomado os cânones inspiradores da fonnulação doutri­ nária de índole subjetivista que prevaleceu. art.a ampla dis­ cussão que. cumpre enfatizar que. "Direito e a Vida dos Di­ reitos". vol. SO. 1-98.164/165). I. JaDJJuL 1999 . Max Limonad) . D. 1/129-156. e as partes correm o risco de não ter instância extraordinária. § 20. que a alegada vulneração ao texto constitu­ cional. 58 ed. 30). no entanto. "Instituições de Direito Civil". 1952. como se sabe a LICC de 1916 (que entrou em vigor em 1917) consagrou em seu texto a doutrina sustentada pelos subjetivistas (art. 1. nota nO 305. 50. em seu conteúdo material. apresentar-se-ia por via reflexa. Nas causas situadas nesse grupo. prévia e necessária. no plano da dogmática juridica brasileira pertinente ao conflito intertemporal de leis.. v. 50). tomo 1//440-441. XXXVI) .a fonnulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem me­ ramente legal (LlCC/42. § 20 RDA nO 200. eis que a sua consta­ tação reclamaria . em momentos sucessivos. Desse modo.328/57. enquanto a LICC de 1942 prestigiou a teoria fonnulada pelos objetivistas (art.e tal como enfatiza o magisté­ rio doutrinário (Caio Mário da Silva Pereira. ainda que suscetível de ser veiculado em sede constituci­ onal. na vigência da primeira Lei de Introdução ao Código (1916).para que se configurasse . o Su­ 36 . que encerra. 1980. travada entre os adeptos da teoria subjetiva e os seguidores da teoria objetiva. ocorre fenômeno inverso àquele acima referido (o da cumulação do recurso especial e do recurso extra­ ordinário). e ainda que a proteção ao direito adquirido assuma estatura constitucional .U.consagrada que se acha em nonna de sobredireito que disciplina os conflitos de leis no tempo (CF. a própria definição do instituto em causa. no processo de reconhecimento de sua configuração conceitual. Forense. Vicente Ráo. muito influenciou o legislador ordinário brasileiro.que compete definir os elementos essenciais à configuração do perfil e da noção mesma do direito adquirido. que a positivação do conceito nonnativo de direito adquirido. ao plano estrito da atividade legis­ lativa comum. sob a égide dos princípios tradicio­ nais.l38 tir. art. a partir de dados con­ cretos de nossa experiência jurídica. com a edição da Lei nO 3.nar O sentido conceitual desse instituto . vol. Essa circunstância basta para evidenciar. que alterou a redação do art. da análise. 5°. Conclui-se. portanto.

1. Ministro Carlos Má­ rio Velloso. inconstitucional . JanJJuI. 11. 351). p..!1!. até mesmo a sentença do juiz absolutamente incompetente seria. o Relator. (e. Já o Ministro Sebastião Reis aditou: ". PR. 394/398). não deixa de ser. Votos vencidos. que é uma lei ordinária com força de lei complementar.premo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça. em tão amplos termos" (p. p. ReI. Moreira Alves.QQ . 3° 9. 1999 - 37 .825.. RS (RTFR nO 129. no direito positivo brasileiro. 350). disse o Ministro Bueno de Souza: "À luz da orientação propugnada. Seguindo a doutrina mais moderna. reportando-me aos subsídios trazidos pelo Ministro Bueno de Souza. é inconstitucional porque usurpa competência que a Constituição reservou para a lei complementar. Como se resolve a eventual incompatibilidade de lei ordinária (fe­ deral. afi­ naI. portanto. no entanto. Na ocasião.084. 335/367). concessa venia. O Supremo Tribunal Federal manteve o julgado no RE 101. n. defendeu o ponto de vista de que a lei ordinária. que é. o certo é que. p. porque a lei ordinária não contrariava diretamente a Constituição Federal. só há de falar-se em controvérsia constitucional.em que se alega incompatibilidade entre leis ordinárias (federais. 1-98. quando a discrepância pode ser diri­ mida num cotejo de normas infra-constitucionais" (p. sustentaram que se tratava de conflito que se resolvia pela prevalência da lei complementar. interpretação restritiva que se impõe. afinal de contas. De lá para cá nunca mais alterou tal entendimento. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. v. quando a colisão da Lei menor com a Lei Magna se instaura direta e imediatamente. estadual ou municipal) com uma ou mais nonnas gerais de Direito Tri­ butário? Talvez o Tribunal que tenha debatido mais exaustivamente a questão tenha sido o Tribunal Federal de Recursos no julgamento da Argüição de Inconstitucionalidade na AMS nO 89. principalmente quando se consídera nas cautelas constitucionais em tomo da decretação do vício máximo e a tradição da nossa jurisprudência e doutrina no sentido de evitar-se o confronto com a Constituição. nesse caso. todo conflito entre leis de hierarquia normativa diferente encerre uma infração ou ilegitimidade constitucional. anterior à Constituição Federal de 1988. estaduais ou municipais) e nonnas gerais de direito tributário esta­ belecidas por lei complementar ou pelo Código Tributário Nacional.. Min. negando-se a exami­ ná-Ias.. embora. em princípio. RTJ nO 122.

. 1. ou seja. quando muito. constando do seu acervo dezenas de casos diferentes em que a questão estava centrada exclusiva­ mente na compatibilidade ou incompatibilidade entre leis ordinárias (federais. decidir que a matéria encerrava inconstituciona­ lidade. A norma do art. sustenta que a espécie resolve-se no campo da ilegalidade . estaduais ou municipais) e normas gerais de direito tributário integradas no Código Tributário Nacional. porque não estão decidindo em última instância. Não vinga. previsto no artigo 97 da Constituição Federal.713/88 teria implicado. pode declarar a inconstitucionalidade de lei. já foi percebido pelas Turmas de Direito 38 .058-1. diante das premissas do acórdão atacado. bases de cálculo e contribuintes.No julgamento do RE 172. a dos respectivos fatos geradores.10. mas em face á regra inafastável da alínea "a" do inciso 111 do artigo 146 da Carta Política. talvez na ocasião em que mais recentemente o Supremo Tribunal Federal enfrentou a questão. a incompatibilidade com o artigo 43 do Código Tributário Nacional" . Agora. 13. o Superior Tribunal de Justiça não compreendeu ou preferiu ignorar o significado dessa jurisprudência. p. essa jurisprudência passou a definir o recurso cabível. o Ministro Marco Aurélio assim se manifestou a respeito: "Neste recurso extraordinário. e não ilegalidade. À época em que essa jurisprudência se formou.denominada pelo ilustre Professor como "ilegitimidade constitucional". se­ gundo a qual cabe à lei complementar a definição de tributos e espécies. JanJJuL 1999 . seu julgamento não foi de última instância. que para reco­ nhecer o conflito entre as normas estavam sujeitos ao princípio da reserva do Plenário. a União. v. alicerçada em ensina­ mento de José Afonso da Silva e olvidando conflito de maior envergadura. Inicialmente. a cujo teor só a maioria dos membros do Tribunal ou do Órgão Especial. onde houver. antes da Constituição Federal de 1988. E atri­ bui ao Superior Tribunal de Justiça um papel muito pequeno em matéria tribu­ tária. isto é. Atualmente.em ambos os casos evidenciada a impropri­ edade do recurso especial e a incompetência do Superior Tribunal de Justiça. Algumas decisões foram confirmadas pelo Supre­ mo Tribunal Federal. e por via de conseqüência qual o Tribunal com­ petente.II. se o extraordinário ou o especial.95). n. o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça. o sintoma de que estão funcionando mal. 35 da Lei nO 7.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. bem como em relação aos impostos discriminados na própria Constituição. do inigualável José Afonso da Silva". a toda evidência inadequada à espécie. outras não . mas de uma terceira instância não prevista no texto básico. só tinha reflexos nos tribunais locais. as­ sim. o que articulado pela União. "O caso resolve-se não sob o ângulo da harmonia ou conflito do citado artigo 35 com o artigo 43 do Código Tributário Nacional. SC (DJU. Tudo porque. então. muito embora formalizado a partir de lição.. 1-98.

11. que já está em curso de julgamento no Supremo Tribunal Federal se pronuncie (RE 201. deixa de conhecer dos recursos especiais. De certo modo. Mas a tendência é. fundada em doutrina da melhor qualidade. o Superior Tribunal de Justiça. é compatível com o artigo 43 do Código Tributário Nacional. o respectivo exame se dá em recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. a 2a Turma nunca examinou. 1. talvez fosse o caso. por exemplo. v. seja decidida em recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. nisso se sub­ sumindo grande parte do Código Tributário Nacional. Min.152. já não conhece de recursos especiais em que se discute se a Taxa de Limpeza Pública do Muni­ cípio de São Paulo (Lei Municipal nO 11. enquanto aquela tem decidido a matéria.g. Já a 2 a Turma tem procurado se orientar pelos princípios. de modo que. de 1991. 1999 - 39 . Marco Aurélio). o con­ flito entre lei ordinária e lei complementar não seria. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. mantida a orientação do Supremo Tribunal Federal. Enquanto nos casos apontados a ofensa só é percebida após o confronto da lei ordinária com a lei complementar. Bem por isso. não conhecerá de recursos especiais em que se discuta a compatibilidade de leis ordinárias com normas gerais de direito tributário. no novo regime. isto é. p. nesses casos. sem o contraste com as leis ordinárias (v. inciso I. JanJJul. de 1991) atende aos requisitos de especificidade e divisibilidade previstos no artigo 77 do Código Tributário Naci­ onal. 1-98. tão logo a matéria neles versada tenha sido decidida em recurso extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. e mesmo algumas normas gerais de Direito Tributário são aplicadas pelo juiz. MG. por exemplo. entre questão constitucional e questão constitucional sujeita a recurso extraordinário. Sem des­ merecer a jurisprudência assentada ainda na vigência da Constituição Federal de 1988. de fazer uma distinção irrelevante no anterior. O Superior Tribunal de Justiça. a questão de saber se o artigo 3°. arts. uma questão cons­ titucional sujeita a recurso extraordinário. O efeito maior de tudo isso será o agravamento da crise por que passa o Supremo Tribunal Federal. n. a de que a aplicação das normas gerais de Direito Tributário. 108 e 109). às voltas com uma quantidade invencível de trabalho. da Lei nO 8.200. A 1a Turma tem sido casuísta. constatando que a matéria é de natureza constitucional. Nem todos os artigos do Código Tributário Nacional encerram normas gerais de Direito Tributário.. Por um ou por outro caminho.465-6.com reações diversas. com maior ou menor prazo. fica claro que. não conhece do recurso especial. então. um efeito que ao menos depois da Constituição Federal de 1988 ele poderia ter evitado se aplicasse à hipótese o critério que segue nas demais.Público (a 1a e a 2a ) . o de que o recurso extraordinário só é cabível por ofensa direta à Constituição. realmen­ te. tenha ou não sido objeto de decisão no Supremo Tribunal Federal. ReI.

1-98. JanJJuL 1999 . 40 . porque. o juízo de inconstitucionalidade da lei ordinária só pode­ ria ser pronunciado pela maioria do Tribunal ou de seu Órgão Especial. isto é. n. mas não seria uma questão constitucional para os efeitos do recurso extraordinário.Informativo Jurídico da Bibüoteca Ministro Oscar Saraiva.H. nesse caso. a lesão à Constituição Federal seria indireta.A incompatibilidade de uma lei ordinária com uma lei comple­ mentar seria uma questão constitucional para os efeitos do artigo 97 da Cons­ tituição Federal. 1. p. v.

muitas vezes amplíssimos. tipologia fOmr'lulada por Garcia-Pelayo. a lembrar Lassalle na sua conhecida equiparação a uma folha de papel. O inconveniente visível é o agasalho da Constituição para matérias que. com a disciplina dos poderes do Estado. De fato. pela falta de sedimentação cultural do valor da Constituição. sob a in­ fluência dos constituintes americanos.98. para utilizamr'los uma velha. ou seja. nada têm a ver com a organização do Estado. assim aquele da mediocrização das matérias constitucionais. Isso pode ser examinado pelo lado positivo. ainda. de uma só vez. em 02. 1-98. a preocupação de impor sempre limites. absolutamente. O sistema legal serve para criar freios contra manobras desti­ (*) Conferência pronunciada no Congresso de Direito Constitucional organizado pela Universi­ dade Estácio de Sá e realizado na EMERJ. ou seja. frágil na medida mesma da identificação dos fatores reais de poder. a exigir mudanças rotinei­ ras para adaptar as matérias alçadas ao patamar constitucional ao padrão atualizado de exigências da sociedade. p. lamentavelmen­ te. sem dúvida. guar­ da muitas vantagens e. pretende-se resolver o problema moral da sociedade por intemr'lédio do direito positivo. I. Todas as leis subordinam­ se à Constituição. e pelo lado negativo. é a explicitação de um patamar legal superior. mas importante. um aspecto que merece destacado no rol dos inconve­ nientes. 41 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. n. desde os primeiros tempos republicanos. a partir da falta de uma cultura da cidadania. Como todos sabemos.REFORMA ADMINISTRATIVA: A EMENDA N° 19/98(*) Carlos Alberto Menezes Direito Ministro do Superior Tribunal de Justiça Professor Titular da PUC/RJ.09. que impõe uma hierarquia controlada pela disciplina constitucional. Esse tipo constitucional. Há. em documento escrito. não poucos inconvenientes. ao poder do Estado. um regime de constituição racional­ nOmr'lativa. li. que reserva a um corpo representati­ vo a elaboração da Constituição. com o que o controle da constitucionalidade das leis. A vantagem mai­ or. é a marca mais forte. também. v. daí resultando uma freqüente exaustão da Constituição. o nosso país tem sido receptivo a uma alta rotatividade constitucional. 1999 - . em nosso país. a partir da supremacia da Constituição. JanJJul. Nós vivemos.

assim como foi preservada a moeda pelo controle da inflação. o que a reforma do Estado deve buscar é. somente a título de exemplo. Essa radiografia simples já demonstra que o nosso Estado requer urgente mu­ dança qualitativa.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. como acontece em todas as partes do mundo. também. serve para guiar interesses de determinados grupos ou categorias profissionais. como é evidente. passamos de um modelo de alto teor de intervenção estatal para outro menos intervencionista. exatamente. aliviando a gula especulativa. em uma sociedade que ainda tem analfabetos e doenças endêmicas que perduram até mesmo nos grandes cen­ tros urbanos. de uma hora para outra. concretamente. JanJJuL 1999 . subordinado a controles severos que. Não é bom esquecer que nós. v. alcança a Constituição. sempre atuantes na elaboração legislativa. e os nossos hospitais e escolas. esta última deve ser considerada. Todavia. as empresas esta­ tais e seus funcionários técnicos. Veja-se. muitos mecanismos de interven­ ção. com uma inaugural distribuição da riqueza nacional em favor dos estratos que vivem de rendimentos fixos ou salários. com uma exuberante prosperidade diante da pobreza da dimensão social. do ponto de vista legal. voltada para a satisfação dos interesses básicos da população. É claro que o rigoroso controle do processo inflacionário teve re­ percussão extremamente positiva. com a baixíssima remuneração de médicos e professores. uma linha que. Entre uma rica empresa de previdência privada estatal e um hospital ou uma pequenina escola primária. com suas empresas de previdência privada dispondo de rico patrimônio. p.n. mas. própria de uma economia de mercado globaliza­ da. 42 . muito rapidamente. para inibir comportamentos escusos. 1. com isso. Mas. D. qual seja aquela sobre que tipo de Estado desejamos para reger a nossa vida. sem falar nos enormes espaços da Amazônia e do Nordeste. não é mais possível construir o Estado na sua dimensão econômica e empresarial. O cenário. são elaboradas ao sabor de pressões vigoro­ sas capazes de influenciar o legislador ordinário. ainda. para burocratizar a administração pública com o intuito de impedir os administradores de fraudar o erário. 1-98. podem alterar o quadro logístico e impor novo fechamento. Essas corporações envolve­ ram o aparelho do Estado de tal maneira que passaram a representar o seu perfil mais significativo. Ocorre que.nadas a lesar o Estado. fica esquecida uma indagação fundamental. Sem dúvida alguma. voltada para o fortalecimento da cidadania. eleja a dimensão social como ponto fundamental para a presença do Estado na sociedade. muitas vezes. ainda que estejam preservados. vivificando o mundo globalizado que tanto se propala. o que quer dizer. na qual os mecanismos disponíveis estão concentrados em corporações poderosas. Veja-se o segmento econômico que vive momento de amplas possibilida­ des de importação. á medida que as leis ordinárias. que interliga as crises em qualquer ponto do planeta.

criando o famoso DASP. com a prestação de serviços públicos essenciais com qualidade. deve ser examinada com essa perspectiva.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. apenas. o objeto da ação estatal. regulando especialmente: I . v.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. Deputado Moreira Franco. alguns pontos mais expressivos da reforma administrativa.o acesso dos usuários a registros administrativos e a in­ formações sobre atos de governo. 111 . tendo como eixo o Decreto-lei nO 200/67. 19. Nesse sentido. 11. basicamente. 6°.efetivamente. p. vamos repassar. fundamentalmente. na lição de mestres como Ruy Rosado de Aguiar e Sérgio Cavalieri. Na verdade. este comando constitucional pode ter um efeito tão poderoso quanto o Código de Defesa do Consumidor. na Câmara dos Deputados. alterando. n. da qualida­ de dos serviços. A reforma administrativa. com a preocupação de expurgar do texto limitações que seriam inadequadas para agilizar a máquina do Estado e melhorar a qualidade dos serviços prestados. emprego ou função na administração pública. trata-se de elaborar uma Lei de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos. E o relator da reforma. externa e interna. introduziu a concepção de orçamento como plano de administração e mudou a administração de pes­ soal. Na minha avaliação. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. No Governo do Presidente Castello Branco. O primeiro ponto que merece destacado e que reputo de grande alcance é a introdução de comando para a elaboração de uma lei para discipli­ nar as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. a reforma alcançou. elaborou-se uma nova reforma da administração pública. o Código de Defesa do Consumidor alcançou uma tal dimensão que hoje. li . Já o Código de Defesa do Consumidor inclui como direito básico a "adequada e eficaz prestação de serviços públicos em geral" (art. JanJJuL 1999 43 . Como sabemos. o Sr. que padronizou a administração de material. 5°. que é objeto de nossos trabalhos hoje. Desta feita. a sua presença social é mais importante do que a do próprio Código Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. Como todos sabemos. com a finalidade de fomentar critérios de recru­ tamento e aprimoramento do pessoal. os princípios gerais da administração pública. 1-98. 1. observado o disposto no art. recordou em seu relatório que o Brasil teve a sua primeira reforma administrativa com o Presidente Getúlio Vargas. o Capítulo VII da Constituição Federal. busca-se uma adminis­ tração pública eficiente. de 1988. a reforma administrativa começou com uma pro­ posta de emenda do Poder Executivo. Diante do tempo disponível. X). já em vigor com a promul­ gação da Emenda Constitucional nO. X e XXXIII.

emprego ou função na administração pública? É evidente que está nas mãos do Con­ gresso Nacional uma responsabilidade maior. como muito se alardeou. considerando não mais o prazo de dois anos. autori­ zou o novo texto. n. a meu juízo. que o simples decurso do tempo não basta para que o servidor adquira a estabilidade. desobedecido o limite legislado. perder o seu cargo. a teor do art. sem a devida leitura do texto reformado. Assim. já cons­ tantes da anterior redação. desde logo. regulada no art. que não poderá ser superior a limites fixados em lei complementar. 27 da Emenda. E assim me parece porque o texto determina que a condição para a aquisição da estabilidade. ao Distrito Federal e aos Municípios e. Depende da avaliação obrigatória do seu desempenho. Primeiro. ainda. O segundo ponto a ser destacado diz com a controvertida discipli­ na da estabilidade. sim. estabeleceu uma linha de providências para o cumprimento do limite antes referido. Terceiro. ademais da sentença judicial transitada em julgado e do processo administrativo em que seja assegurada ampla defesa. E isso porque cuida diretamente de direitos da cidadania. Como é fácil verificar. no que se refere ao povo consumidor. dos Estados e dos Municípios. assim a redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e a 44 • Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. se não mantiver um desempenho satis­ fatório. lei complementar estabelecerá o mecanismo de avalia­ ção periódica de desempenho do servidor. O que a reforma incorporou foi a possibilidade da perda do cargo em circuns­ tâncias muito especiais.lt. Ora. JanJJuL 1999 . E o Con­ gresso Nacional dispõe do prazo de cento e vinte dias para elaborar a lei de defesa do usuário de serviços públicos. submeteu a aquisição da estabilidade a uma condição. com o que. 1-98. tão pouco valo­ rizados. agora. até a edição do Código. v. Isto significa. assim a obrigatória avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. impôs a reforma um rigoroso controle da despesa públi­ ca com pessoal ativo e inativo da União. 41. aprovado em concurso público. à medida que a Constituição criou um mecanismo de controle da qualidade do serviço público. a suspensão de todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. ademais do prazo de três anos. mas. esse ditame da Constituição casa-se com aqueloutro sobre a representação do usuário contra o exercício negligente ou abusivo de cargo pelo servidor. p. o que se poderá dizer de uma lei garantindo ao usuário do serviço público direito de representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. 1. Está aí posto um freio contra a má qualidade dos serviços prestados pelo Estado. não mais torna-se estável por inércia. Segundo. uma vez promulgada a lei complementar. 41. o servidor poderá. A reforma administrativa não destruiu a estabilidade. O servidor. o prazo de três anos. é a avaliação especial de desempenho na forma do § 4° do art.Civil.

E. v. autárquica e fundacio­ nal. emprego ou função com atribuições iguais ou as­ semelhadas pelo prazo de quatro anos. funções e empregos públicos da administração direta. Esta redação tão ampliada e tão minuciosa tem por objetivo evitar qualquer interpretação que permita a ultrapassagem do teto. A Emenda incluiu um novo artigo na Constituição. o órgão ou unidade administra­ tiva objeto da redução de pessoal. com isso vedando situações constrangedoras. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. O terceiro ponto a ressaltar diz respeito ao sistema de remunera­ ção do serviço público. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal'. estabelecerão critérios e garantias especiais para a perda do cargo pelo servidor público que. JanJJuL 1999 - 4S . no § 5°. dispondo a lei federal ordinária sobre a aplicação do mecanis­ mo de redução de pessoal com a demissão de servidores estáveis. como salários altíssimos em decorrência de incorporações criadas por lei. Com isso criou uma nova categoria de servidores públicos. assegu­ rando. indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. desenvolva atividades exclusivas de Estado. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. XI. do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. com teratológicas distorções remuneratórias. 169) sobre a demissão de servidores estáveis. provocará desdobramen­ tos. que dispôs que fia remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. 1. pensões ou outra espécie remuneratória. n. dos membros de qualquer dos Poderes da União. tais medidas não forem suficientes para assegurar o cumprimento da detenninação legal. 11. vedada a criação de cargo. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. p. em decorrência de seu cargo efetivo. ou outros benefíci­ os gerados pela imaginação criadora do legislador e pela interpretação cons­ trutiva dos juízes. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer natureza. Assim com o mercado de trabalho assim entre os poderes do Estado. com um contracheque cheio de penduricalhos. Tenha-se presente que há uma enorme disparidade nesse aspecto. certamente. que. estabeleceu que o cargo objeto da redução será considerado extinto. como ocorreu com a anterior redação do mesmo inciso XI. o servidor estável poderá perder o cargo. percebidos cumulativamente ou não. o art. 169. A regra básica é a do art. 37. não poderão exceder o subsídio mensal. Chegou-se ao absurdo de reconhecer remuneração fora de qualquer padrão hierárquico. malgrado minha irresignação nos diversos votos que proferi quando Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Se. contudo. 41 e § 7° do art. co­ mandando que as leis (inciso 111 do § 1° do art. 247. como prescrito no § 4° do art. O que o texto revela é que o teto não pode ser ultrapassado sob nenhum pretexto. igual­ mente.demissão de servidores não estáveis. em espécie. 1-98.

acaba-se com a mentira remuneratória. § 5°. um parlamentar ou um juiz percebem importância irrisória como vencimento. verba de representação ou outra espécie remuneratória". na forma do art. Com isso. não tendo valia alguma a alegação de direito adquirido contra o comando constitucional do teto. 29. como capi­ tulado no § 8° do art. ainda. ademais de categoria determinada de ocupantes de cargos estatais. 46 . a pretexto da incorporação de vantagens totalmente sem sentido e sem base na realidade social brasileira. a Emenda nO 19/98 criou uma severa restrição ao exigir que a remuneração e o subsídio somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. Esse sis­ tema atinge. na minha compreensão. mediante a qual. alcançando patamares as­ sustadores para o serviço público. no art. mesmo em se tratando do exercício do poder constituinte derivado. tudo subor­ dinado ao teto. de igual modo. 1-98. v. gerou injustiças terrificantes. vencimen­ tos. previsto no § 4° do art. O que o constituinte derivado deixou induvidoso foi a redutibilidade dos subsídios e os vencimentos se acima do teto previsto no art. hoje. elimina tal risco e impõe uma imediata correção. E a Emenda permitiu que essa modalida­ de seja aplicada aos servidores públicos organizados em carreira. Da mesma maneira que considerou irre­ dutíveis o subsídio e os vencimentos. vedado o acréscimo de qualquer adicional. Esse fato. V). o detentor de mandato eletivo. § 2° e 29. n. teve o cuidado de repetir a regra do constituinte originário. determinando que os "subsídios. Da mesma forma. também.U. ainda. não se admitindo a per­ cepção de excesso a qualquer título". Essa regra impede o velho hábito de ampliar a remuneração sem lei. 128. 39. abono. prêmio. obrigatório para o "membro de poder. por atos internos dos Poderes. ao qual são acrescidas parcelas infinitas que levam a uma remu­ neração final bem maior. os Ministros de Estado e os Secretários estaduais e municipais". JanJJuL 1999 . 39. aos limites decorrentes da Constituição Federal. proventos da aposentadoria e pensões e quaisquer outras espécies remuneratórias adequar-se-ão. Enquanto um número limitado de servidores era beneficiado com remuneração astronômica. A reforma. XI. O que essa regra alcança é a transparência no sis­ tema remuneratório dos membros de Poder e detentores de mandato eletivo. abriu a possibilidade de percepção de uma forma de remuneração. os membros do Ministério Público. que denominou subsídio. impossível qualquer forma de controle. não raro. I. e os integrantes da Advocacia-Geral da União e da Defensoria PÚ­ blica. Atinge. ou por mera interpretação. c).Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. remuneração. 28. 1. resguardada a iniciativa privativa em cada caso. o novo texto. p. ressalvado também o teto.tomando. 37. O subsídio é "fixado em parcela única. até mesmo. os Prefeitos e Vice-Prefeitos e os Governadores e os res­ pectivos vices (art. a partir da promulgação desta emen­ da. que.

pode beneficiar. 1. o grau de res­ ponsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. or­ çamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indi­ reta. O quarto ponto refere-se a uma possível autonomia gerencial. Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saniva. direitos. 39 prescrevendo a criação de um conselho de poHtica de administração e remuneração de pes­ soal. 48. em benefícios corporativos ou em padrão inadequado para o tipo de cargo. remuneração do pessoal. no art.A iniciativa da lei para a fixação do teto. cabendo à lei ordinária dispor sobre o prazo de duração do con­ trato. a Emenda incluiu na Constituição regra que obriga os Po­ deres Executivo. a ser firmado entre seus administradores e o poder público". hospitais e escolas. Uma questão que vai surgir é sobre a regra do § 5° do art. que "poderá ser ampliada mediante contrato. sempre obedecido o teto do inciso XI. que receberem recursos da União. sem dúvida. Com a nova redação a fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará a natureza. p. n. os requisitos para a investidura e as peculiaridades dos cargos. Desse modo. os quais firmarão tal contrato com o próprio Estado. tendo por objeto a estipulação de metas de desempenho. à medida que impõe padrão de desempenho com responsabilidade pessoal dos dirigentes. do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal (art. 1-98. ficou estabelecido que o teto "aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. 39. XV). uma solidariedade dos Poderes do Estado na fixação do teto. com isso propici­ ando um grande avanço para romper com o velho sistema. sempre apoiado. v. JanJJuL 1999 47 . 11. O quinto ponto é sobre o chamado estatuto jurídico da empresa pública. portanto. dos Estados. e suas subsidiárias. Legislativo e Judiciário a publicar anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. Primeiro. § 9°. Um aspecto importante é a nova redação do art. por exemplo. Por fim. do Distrito Federal e dos Municípios a es­ tabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores. é conjunta dos Pre­ sidentes da República. da Câmara dos Deputados. Há. obrigações e responsabilidades dos dirigentes. Mas. o quanto percebeu os mem­ bros dos Poderes do Estado e os funcionários públicos. Aos Tribunais caberá decidir se será possível impor um teto inferior àquele fixado no inciso XI para os servidores públicos. para a fixação dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. os controles e critérios de avaliação de desempenho. ou seja. muitas vezes prejudicadas pelo excesso de controles da burocracia com reflexos na qualidade do serviço. a sociedade ficará conhecendo com toda claridade. dos Estados. que autoriza Lei da União. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em gera!' . É uma alternativa possível para melhorar a prestação de serviços pelo Estado. 37.

Pode ser um bom caminho. D. na nova redação do art. P. sem sombra de dúvidas. Estão postos alguns aspectos que me pareceram merecer relevo. 1. alienações. Que a aragem iniciada com o Código de Defesa do Con­ sumidor prossiga com a regulamentação infraconstitucional da reforma admi­ nistrativa. fixando o novo teto e aqueloutra sobre a possibilidade de perda do cargo em função do desempenho e da ne­ cessidade de ser obedecido o limite com as despesas de pessoal. nestes ca­ sos. com a participação dos acionistas minoritários e sobre os mandatos. repito. fundamental. a licitação e contratação de obras. o § 10 configurou de modo especial as em­ presas "que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços". um cenário para estas empresas./JuL 1999 . 1-98. A esperança de todos é que o Estado não seja destruido pela incompetência dos gestores da coisa pública. po­ rém. na forma prevista em ler . por longo tempo. se as leis previstas vão ser elabo­ radas. a começar por aquela. regulado por lei especial. É. a constituição e o funcionamento dos con­ selhos de administração e fiscal. talvez o maior. portanto. devendo a lei ordinária dispor. Na minha compreensão. com base na qualidade do serviço prestado e com uma efetiva participação do usuário. evitando critério uniforme. que o professor e o médico tenham mais prestigio na sociedade e na hierarquia dos servidores do Estado. que pode alcançar limites bem amplos. a uma burocracia que se satisfaz com as dificuldades a um direito positivo prolixo e impiedoso com os direitos do cidadão. Queremos neste fim de século que o Estado seja mais social e menos econômico. observados os princípios da administração pública. nos últimos tempos. tudo a depender do legislador ordinário. um avanço em um pais acostumado.Mas.H. Jan. serviços.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. sobre sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela soci­ edade. melhor do que a atual indisciplina. v. nas inovações trazidas pela Emenda nO 19/98. 48 . trabalhistas e tributários. abrindo. a reforma pode não ter sido a ideal. sob todos os ângulos. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. comerciais. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. um espaço para que o concurso público tenha em consideração "a natu­ reza e a complexidade do cargo ou emprego. Criou a Emenda. a lei poderá encontrar mecanismos diferenciados para cada categoria. De todos os modos. Por exemplo. que. Finalmente. para disciplinar atividade do Estado. ela representa um grande avanço. compras. a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. a questão maior é a de saber se a disciplina vai ter conseqüência efetiva. 173. um ponto que seria útil destacar é o que se refere ao regjme de concurso público para a investidura em cargo ou emprego público. mas. não é recomendável. A nova disciplina constitucional manteve a exigência do concurso. Com isso.

servir ao povo nas atividades essenciais para que cada brasileiro possa realizar a plenitude de sua natureza na sociedade em que vive. JanJJul. p.com isso significando que o Estado. Infonnativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. se reencontra com o seu destino. 1-98. finalmente. v. 1999 - 49 . isto é. n. 1. n.

SO~AI' .

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(seljeJ6ouow) SOlNnSSV 30 3::>IONI • I .

184. 174 Apelação cível. 183. 39 Advogado responsabilidade civil. 200 processo penal militar. 208 Bem de família. 1999 93 . 177.íNDICE DE ASSUNTOS (Monografias) Ação civil. 45. 182. 73 comercial. 49. 14 Cartão de crédito. 164 Audiência (processo trabalhista). p. n. 136. 188 Código civil Brasil. 92 Citação (processo civil). 247 Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). 161 Arbitragem. 194. v. 56 Biodiversidade. 58. 11. 193. 143 processo civil. 56 Bens impenhoráveis. 186 processo penal. 70. 243 Rio de Janeiro. 236. 30 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 178. 172 Administração pública. 159. 1-98. JanJJul. 11 Biotecnologia. 1. 57 Antijuridicidade. 195 tributário. 166 Aposentadoria. 99 penal. 93.

22. 38. 187 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)(1943).5. n. 59.6. 37.107. 46.27 dicionário.19. 144. 114 Constituição Brasil (1988). 35.21. 1 Direito administrativo.18. 215 Contribuições sociais. 212 Constitucionalidade das leis.3. 229 comercial. 237 Crime do colarinho branco. 152 ecológico. 46. 82 administrativo.108. 97 Concubinato. 60 por tempo determinado.113 Contrabando. 2.26.23.41 dicionário. 29. 146 Direito.20. 238 Contribuinte pessoa física. 1.15. 24 Compensação tributária. 147 Dano moral jurisprudência.8.16. 248 94 . 75 Conflito internacional.14. 155. 1-98.95 Inglaterra.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. p. 144 Contrato. 43 coletivo do trabalho. JanJJuL 1999 .Common law. 33 Direito alfandegário. 36.17. 74 Delito de trânsito. 210. 28. 34. 249 Concordata.9. 65. v. 11. 239 jurídica.

76. 227. 54. 96. 110. n. 77. 71 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 138. JanJJul. 116 Direito econômico. 1. 72. 165 Direito autoral legislação.221. 61.219. 153 Direito previdenciário. 11. 145. 133 Direito à intimidade. 141. 132. 113. 103 Direito internacional público. 13 Direito processual. 87 Direito público. 67. 202. 135.225. 48 Direito das obrigações. 112. 1999 95 . 63.Direito ambiental. 129 Direito empresarial. 94 Direito de família. 118. 13 Direito do trabalho. 81 Direito financeiro. 62. 148. 169 Direito à própria imagem.220. 53 Direito marítimo. v.226. 78 Direito bancário. 101 Direito constitucional. 131. p. 241. 66. 242. 69 Direito comercial. 11.214. 111. 55 Direitos da criança. 211. 139. 160 Direito privado. 157. 84 Direito penal. 68 Direito notarial. 115. 91 Direito civil. 165. 246 Direito de vizinhança. 130. 1-98. 47 Direito sobre o próprio corpo.228 Direito tributário.217. 213. 109. 134.

216. 218 Imposto. 104 Globalização da economia.51 Hermenêutica jurídica. 98 Falência. n. 1-98. 4 Execução (processo civil). 199 Lançamento tributário. 80 Empregado doméstico. p.e garantias individuais. 102. 44 Isenção tributária. 121. 85 Divórcio. 149 Ética profissional advogado. 12 Homicídio. 190 humanos. 90. 228 Herança. 237 Integração econômica. 97. 7 do menor. JanJJuI. 197 Júri. 245 Legislação trabalhista. 105 Franquia. 11. 202. 244 Juizado especial criminal. 198. 125 Mercosul.Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 117 Inventário. 154 Lesão corporal. 181 Factoring. 122. 151 96 . v. 234 de renda. 89. 124. 151 Hora extra. 223 Legítima defesa. 222 Entorpecentes. 1999 . 1.

121. 42 penal. 201 trabalhista. n. 119. 118. 100 Partilha. 192. 128 Protesto de título. 196. 123. 38. 120. 32. 170 Recurso (processo civil). 195 Probidade administrativa. 122. 52. 180.Licitação legislação. 205. 208. 1999 ­ 97 . 167 Planejamento tributário. 50 Prestação de serviço. 209 Propriedade industrial. 175 Informativo Jurídico da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva. 79 Mandato eletivo. 140 restritiva de direitos. 20 Mercado Comum do Sul (Mercosul). 83 Proteção ao consumidor.150 provisória. JanJJuI. 1. U. 203. 207. 1-98. 204. 230 Previdência social. 44 Pena alternativa. 235 Posse. 156 civil. 127. 188. 88 Prova (processo civil). 117. p. 137 Perícia (processo civil). v. 189. 40 Processo administrativo. 158.240 imobiliário. 176 Marxismo. 43 Locação. 191 disciplinar. 206. 185. 126. 162 Prisão ilegal.

95 Tutela antecipada. 31 Shopping center. 80 Serviços públicos Argentina./JuL 1999 .Informativo Jurídico da BibliotKll Ministro Oscar Saraiva. 173 Relações trabalhistas. 29 previdenciária. 171 Terminologia jurídica.Reforma administrativa. P. 168 Separação judicial. 10. 106 Sindicalismo. 11. 233 Reparação do dano. 1-98. Do 1. 163 Responsabilidade civil do Estado. 224 Sistema tributário. 27 Transporte de mercadoria. 25 Súmula vinculante. 64 Representação processual. 232. 86 Salário. v. 150 jurisprudência. 179 98 . 157 processual. Jan. 231 Sentença civil. 240 Sociologia jurídica.

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